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NOÇÕES

MATEMÁTICAS
PRELIMINARES

1
Análise vetorial
 Noções básicas
◦ Grandezas escalares: letra em itálico

◦ Grandezas vetoriais: letra em negrito

◦ Produto escalar: A ∙ B

◦ Produto vetorial: A x B

 Produto escalar
◦ Produto da intensidade de dois vetores pelo cosseno do menor ângulo
entre eles

A  B  A B cosθ AB
AB  BA
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ANÁLISE VETORIAL
• Produto vetorial
 Produto da intensidade de dois vetores pelo seno do menor ângulo entre
eles

A  B  a N A B sen  AB

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Análise vetorial
 Operador Nabla
◦ O operador Nabla é um vetor que em coordenadas cartesianas possui as
seguinte componentes.

ou

◦ O Nabla é um operador matemático ao qual, isolado, não podemos


associar nenhum significado físico. É na sua interação com outras
grandezas que ele passará a apresentar algum significado físico.

4
Análise vetorial
 Gradiente, Divergente e Rotacional através de

5
Análise vetorial
 Gradiente, Divergente e Rotacional através de

6
Análise vetorial
 Gradiente
◦ Significado físico
 o gradiente é um vetor;

 o gradiente aponta na direção de máxima


variação de uma função;

 o gradiente é perpendicular às superfícies M(x,y,z) =


U (U constante)

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Análise vetorial

 Divergente

◦ Significado físico

 A divergência de um campo vetorial, dá como resultado o

fluxo líquido (fluxo que entra-fluxo que sai) por unidade de

volume

8
Análise vetorial

 Rotacional

◦ Significado físico

 O rotacional de um campo vetorial dá como resultado um

vetor cujas componentes x, y e z dão a circulação desse

campo vetorial por unidade de área respectivamente nos

planos normais a esses componentes

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SISTEMAS DE
COORDENADAS
Coordenadas Cilíndricas
Circulares

Coordenadas Esféricas

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COORDENADAS CILÍNDRICAS
CIRCULARES

z = constante

 = constante

 = constante
11
COORDENADAS CILÍNDRICAS
CIRCULARES
(1, 1,z1)
az

a
1
z1

a

1

12
COORDENADAS CILÍNDRICAS
CIRCULARES

z+dz
d
z dz
d

+d 

+d

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COORDENADAS CILÍNDRICAS
CIRCULARES

 sen x   cos
 cos

y   sen 
P

z
zz
  x 2 + y 2 (   0)

y
  tg 1

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PRODUTOS ESCALARES DE VETORES UNITÁRIOS NOS
SISTEMAS DE COORDENADAS CARTESIANAS E
CILÍNDRICAS

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COORDENADAS ESFÉRICAS

= constante
 P (cone)

 = constante
r = constante (plano)
(esfera)
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COORDENADAS ESFÉRICAS

P a
r
 ar
a

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COORDENADAS ESFÉRICAS

x  r sen  cos 

y  r sen  sen 

z  r cos 

dr
r  x 2 + y 2 + z 2 ( r  0)
rd
z
r sen d   cos 1 (0    180  )
x2 + y 2 + z 2

y
  tg 1
x
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PRODUTOS ESCALARES DE VETORES UNITÁRIOS NOS
SISTEMAS DE COORDENADAS CARTESIANAS E ESFÉRICAS

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Introdução
 Eletromagnetismo
◦ Quatro equações de James Clerk Maxwell (1831-1879)
 Carl Gauss (1777-1855)
 André Marie Ampère (1775-1867)
 Michel Faraday (1791 - 1867)
 Emil Lenz (1804-1865)

 Maxwell
◦ Deu coerência!
◦ Introdução da noção de corrente de deslocamento

20
ELETROMAGNETISMO
Introdução

21
Introdução
 As equações de Maxell
◦ Domínio das altas frequências
 Ondas eletromagnéticas e a propagação de energia pelas
mesmas (kH).
 Campos elétricos e magnéticos são interdependentes, não
podem ser estudados separadamente.

◦ Domínio das baixas freqüências


 Motores elétricos, relés, transformadores, disjuntores, etc.
 Campos elétricos e magnéticos separadamente podem ser
estudados separadamente

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Introdução
ELETROMAGNETISMO
Eqs. Maxwell

ELETROMAGNETISMO
Baixas freqüências ELETROMAGNETISMO
Altas freqüências
(Eletrotécnica)
(Ondas)

ELETROSTÁTICA MAGNETISMO

MAGNETOSTÁTICA MAGNETODINÂMICA

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Introdução
 Grandezas físicas fundamentais do Eletromagnetismo

◦ O campo elétrico E (V/m)

◦ A indução elétrica D (ou densidade de fluxo elétrico) (C/m2)

◦ O campo magnético H (A/m)

◦ A indução magnética B (ou densidade de fluxo magnético)

(T ou Web/m2)

◦ A densidade superficial de corrente J (A/m2)

◦ A densidade volumétrica de carga v (C/m3)

◦ A permeabilidade magnética m (A/m2)

◦ A permissividade elétrica e (F/m2)

◦ A condutividade elétrica s (1/W.m)


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Introdução
 As equações de Maxwell

D Expressa a maneira com a qual o campo magnético


rotH  J + pode ser criado a partir da corrente de condução e a
t variação temporal da indução elétrica.

Significa que o fluxo magnético é conservativo. Pode-se


divB  0 entender que o fluxo magnético que entra em um
volume é idêntico ao que sai do mesmo.

B
rotE   Mostra que uma variação temporal de indução
t magnética é capaz de criar uma campo elétrico.

divD   v Significa que o fluxo elétrico não é conservativo

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Campos
Dinâmicos

Unidade 1
Fontes de campo elétrico e magnético
 Campo eletrostático
◦ Caga estática
 Campo magnetostático
◦ Corrente contínua
 Campos eletromagnéticos
◦ Correntes variáveis no tempo
 Magnetodinâmica: Lei de Faraday, Transformador, energia
 Ondas eletromagnéticas: propagação de ondas, linhas de transmissão,
guias de ondas
Exemplos de corrente variável no tempo
Lei de Faraday
 1831: Michael Faraday e Joseph Henry
descobriram que um campo magnético
variável no tempo poderia produzir uma
corrente elétrica.

 “A fem induzida, Vfem (em Volts), em qualquer


circuito fechado, é igual a taxa de variação no
tempo de fluxo magnético enlaçado pelo
circuito.
Lei de Lenz
 “O sinal negativo mostra que a tensão induzida
age de tal forma a se opor ao fluxo que o
produziu”.
Fem de movimento e Fem de
transformador
 Como a lei de Faraday associa campo elétrico
e campo magnético?

 Para fins de simplificação vamos considerar um


circuito fechado com uma única espira (N =1)
Fem de movimento e Fem de
transformador

1. Espira estacionária e B varia no tempo;

2. B estático e a área da espira varia no tempo;

3. Área da espira e B variam no tempo


Espira estacionária em um campo B
variável no tempo (Fem de transformador)

 Aplicando o teorema de Stokes podemos

transformar uma integral de linha em uma

integral de superfície.
Exemplo 1
 A figura abaixo mostra uma espira quadrada
envolvendo um campo B = B0senwt de um circuito
magnético de seção circular de raio a. Calcule:
◦ a) A fem na espira quadrada, induzida pelo campo B;
◦ b) O campo E no vértice do quadrado.
Exemplo 2

 Calcule a força eletromotriz


induzida na espira da figura
abaixo que se afasta de um
fio infinito com velocidade
u.
Força eletromotriz de Lorentz
Exemplo 3
 A espira condutora da
figura ao lado tem
dimensões “a” e “b” e gira
com velocidade angular
w, em que os lados de
comprimento “b” cortam
as linhas de campo B
segundo uma ângulo
 = wt, calcule a força
eletromotriz entre os
pontos 1 e 2.
Exemplo 4
 A figura ao lado mostra a roda de
Faraday, um disco de cobre de raio a que
gira em uma velocidade angular
constante w sobre seu eixo, junto com uma
haste de cobre axial ligada entre os polos
de um grande ímã permanente,
produzindo um campo magnético
uniforme de densidade B, com B
perpendicular à superfície do disco. Uma
par de terminais, 1 e 2, é definido, uma na
parte externa na roda e outro no centro
do disco (através da haste). Desprezando Roda de Faraday (um disco de
o campo magnético devido às correntes cobre girando uniformemente entre
induzidas no disco e da espessura da os polos de uma imã grande
haste, calcule a tensão (V = V12) através permanente) com terminais abertos
dos terminais abertos da roda.
Exemplo 5
 Calcule a força eletromotriz gerada na haste
da figura abaixo que se move com velocidade
u paralela ao fio infinito percorrido por uma
corrente i contínua.
Espira em movimento em uma campo
magnético variável no tempo
 Este caso é uma combinação do dois casos
anteriores
Exemplo 6

 Calcule a força eletromotriz


induzida na espira da figura
abaixo que se afasta do fio
com velocidade u
Exemplo 7
 Uma linha de dois fios fina e muito longa no ar, com
distância entre os eixos dos condutores igual a 4𝑎 , é
alimentada em uma extremidade por um gerador de
corrente ideal de intensidade de corrente de baixa
frequência harmônica no tempo 𝑖𝑔 𝑡 = 𝐼𝑔0 cos(𝜔𝑡) ,
enquanto a outra extremidade da linha está em curto-
circuito. Uma espira de fio retangular de comprimentos
laterais 𝑎 e 𝑏 é colocada no plano da linha, de tal forma que
seus lados são paralelos à linha e a distância de um dos
lados de um dos condutores da linha é 𝑎 , conforme
ilustrado na figura ao lado. Desprezando efeitos das bordas
e propagação, ou seja, calculando o campo magnético da
linha como se fosse infinitamente longo e supondo que a
corrente de linha é a mesma em cada corte transversal, bem
como o campo magnético devido à corrente induzida,
encontre a 𝑉𝑓𝑒𝑚 induzida na espira de comprimentos
laterais 𝑎 e 𝑏.
Corrente de deslocamento
 Equação da continuidade

 Analise das duas equações de Maxwell com


rotacional e verificação de sua consistência

 Jd = foi definido com densidade de corrente


(A/m²)
Corrente de deslocamento
 O conceito de Jd foi uma das maiores
contribuição de Maxwell.

 Jd refere-se a propagação de ondas


eletromagnéticas.

 Jd é resultado de um campo elétrico variável


no tempo
Corrente de deslocamento
 A lei de Ampère passa a se escrever:

 Isto é, o campo magnético roda em


volta também da corrente de
deslocamento id criada pela variação
temporal do campo elétrico como se
vê no capacitor ao lado.
Exemplo 8
 Existe corrente de deslocamento no interior de
um condutor metálico? Para análise, considere
que o condutor é percorrido por uma corrente
i(t).
Exemplo 8 (cont.)

 A corrente de deslocamento será defasada de


90º da corrente de condução;
 A amplitude aumenta com a frequência;
 A corrente de deslocamento será grande nos
materiais em que we > s.
Exemplo 8 (cont.)
 Nos metais, a condutividade é da ordem de 107 e
a permissividade é e0 logo:

 (we/s)  (2pf  8,85  1012)/107

 (we/s)  55.1019f

 Para baixas frequência (60 Hz) utiliza-se a lei das


correntes de Kirchhoff considerando apenas a
corrente de condução, pois a corrente de
deslocamento é desprezível.
Equações de Maxwell
 Temos até agora duas
equações em divergente e
duas em rotacional regendo
todos os fenômenos
eletromagnéticos.

 Para um campo ser


classificado como
eletromagnético, ele deve
satisfazer todas as quatros
equações de Maxwell.
Outras equações que serão muito
utilizadas
 Força de Lorentz: F = Q(E + uxB)

 Equação da continuidade: J= -(v/ t)

 Relações constitutivas: todas permanecem


válidas
◦ D = eE = e0E+ P
◦ B = mH = m0(H+M)
◦ J = sE + vH
Outras equações que serão muito
utilizadas
 Todas as condições de fronteiras permanecem
válidas
◦ E1t = E2t

◦ H1t – H2t = K

◦ D1n – D2n = s

◦ B1n – B2n = 0
Campos Harmônicos no Tempo
 Um campo harmônico no tempo é aquele que
varia periodicamente com o tempo.
Regime permanente senoidal
 A senoide é a função que mais aparece na
representação do fenômenos elétricos
(transmissão e telecomunicações)

 A senoide é expressa de forma simples com


fasores
Revisão de fasor
 Fasor é um número complexo
◦ z = x + jy (forma retangular)
◦ z = r ej = r (cos + jsen) (forma polar) ou z = r<
◦ j = raiz(-1)
◦ x = é a parte real
◦ y = é a parte imaginária
◦ r = |z|= raiz(x² + y²)
◦  = tg-1(y/x)
z1 + z2 =

y w z1 - z2 =
rad/s
z1.z2 =
r z1/z2 =

x z* =
Teorema fundamental
 Teorema fundamental : a soma algébrica de qualquer
senoide de mesma frequência angular w com suas
derivadas de qualquer ordem é também uma
senoide de mesma frequência

◦ f(t) = 2 cos(2t+60) – 4sen(2t) + d/dt(2sen(2t))

◦ f(t) = 7,6cos(2t+48,8)
Representação de uma senoide por
uma fasor
 A = Amcos(wt +  )
◦ Am  Amplitude
◦ w  frequência angular
◦   fase
Img

Am Am
w
r rad/s

Re t

-Am -Am
Exemplo 9

 O circuito RLC em série mostrado na figura abaixo é


alimentado por uma fonte de tensão senoidal.
Considerando que o circuito está operando em
regime permanente, calcule i(t).
Equações de Maxwell para campos EM
harmônico variante no tempo
 E(x,y,z,t); D(x,y,z,t); H(x,y,z,t); B(x,y,z,t); J(x,y,z,t);
v(x,y,z,t)

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