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PAGINA_CAPA_PROCESSO_PJE_0024521-67.2018.5.24.0007

Poder Judiciário
Justiça do Trabalho
Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região

AÇÃO TRABALHISTA - RITO SUMARÍSSIMO


RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007
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Processo Judicial Eletrônico

Data da Autuação: 15/06/2018


Valor da causa: R$ 36.900,00

Partes:
AUTOR: PAULO CESAR DE SOUZA ALELUIA - CPF: 059.126.651-27
ADVOGADO: MARCELO REGIS TOSTA - OAB: MS22228
ADVOGADO: DOMITILLA VASCO DE TOLEDO PEREIRA - OAB: MS12830
ADVOGADO: CELSO PEREIRA DA SILVA - OAB: MS2546
ADVOGADO: RUBYLAN LIMA OLIVEIRA - OAB: MS20612
RÉU: CHINZARIAN & MIGUEL LTDA - EPP - CNPJ: 26.706.252/0001-24
ADVOGADO: RENATA GONCALVES PIMENTEL - OAB: MS11980
Fls.: 2

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA___ VARA DO


TRABALHO DA COMARCA DE CAMPO GRANDE – MS

PAULO CESAR DE SOUZA ALELUIA, brasileiro,


casado, auxiliar cozinha, portador do RG nº 2.112.487 SSP/MS e inscrita no CPF sob o
nº 059.126.651 - 27, residente e domiciliado na Rua Mombassa nº 257 – Bairro
Vivendas do Parque - (CEP 79.044-171), na cidade de Campo Grande - MS, vem mui
respeitosamente perante a presença de Vossa Excelência, por intermédio de seus
Advogados (procuração anexa), com fulcro no Art. 840 da CLT, combinado com o art.
319 e seguintes do Código de Processo Civil, propor a presente

RECLAMAÇÃO TRABALHISTA

Em face de CHIZARIAN & MIGUEL LTDA - ME,


Pessoa Jurídica de Direito Privado, CNPJ nº 26.706.252/0001-24, com sede na Rua
Paraíba, nº 571, nesta Capital, (CEP: 79020-050), pelos motivos de fato e de direito a
seguir aduzidos:

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RUA XV DE NOVEMBRO Nº 2585 - JARDIM DOS ESTADOS
CAMPO GRANDE - MS, CEP 79020300 – (67) 3383-8152

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: RUBYLAN LIMA OLIVEIRA


https://pje.trt24.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=18061515373767400000011218792
Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. de6056a - Pág. 1
Número do documento: 18061515373767400000011218792
Data de Juntada: 15/06/2018 15:47
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I – DO CONTRATO DE TRABALHO

O reclamante foi contratado pelo reclamado em


18.08.2017 para exercer a função auxiliar de cozinha, com jornada de trabalho fixada de
segunda a sábado das 15h às 23h, com intervalo intrajornada de 60 (sessenta minutos)
para refeição e descanso (contrato em anexo), sendo dispensado sem justa causa em
20.02.2018 (TRCT em anexo). A remuneração anotada na CTPS era de R$1.200,00
(mil e duzentos reais), valor este constante em seu recibo de pagamento de salário.

O contrato de trabalho do obreiro deixava certo sua


jornada de trabalho, fixando - a de segunda a sábado das 15h às 23h com intervalo de 60
(sessenta minutos) para refeição e descanso.

Ocorre, Excelência, que na prática a jornada do reclamante


eram totalmente divorciadas da previsão contratual, senão vejamos:

a) às sextas-feiras, das 08h às 00h, com 20 minutos de


intervalo intrajornada;

b) aos sábados, das 10h às 02hm, com 20 minutos de


intervalo;

c) aos domingos das 16h às 23h, com 20 minutos de


intervalo intrajornada;

d) às segundas-feiras, das 08h às 23h, com 20 minutos de


intervalo intrajornada;

e) às terças-feiras, das 08h às 23h, com 20 minutos de


intervalo intrajornada;

f) às quartas-feiras, das 08h às 23h, com 20 minutos de


intervalo intrajornada;

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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. de6056a - Pág. 2
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Salienta-se que não havia horário fixo para alimentação e


descanso, entretanto, os trabalhadores estipularam entre si o tempo de 20 minutos para
realizarem sua nutrição.

Ressalta-se que a folga semanal do reclamante era toda


quinta-feira e, sendo que um dia por mês sua folga se dava no final de semana,
conforme escala estipulada pelo reclamado.

O ambiente onde o obreiro laborava, contava com os


seguintes equipamentos: duas chapas, sendo uma grande e a outra média, um forno de
assar bacon, duas fritadeiras e um fogão de duas bocas a gás, além de uma máquina de
cortar bacon e um moedor.

O local de trabalho contava com duas janelas, que ficavam


constantemente fechadas, dois exaustores que ficavam posicionados em cima das
chapas e da fritadeira e um ar condicionado.

Portanto, a ventilação era precária, vez que a única fonte -


no caso o ar condicionado, era ligado de vez em quando e por tempo determinado por
ordens expressa do reclamado, de outra sorte, o ar do ambiente era trocado em virtude,
principalmente da porta que dava acesso a cozinha.

O reclamante percebia a remuneração total de R$2.600,00


(dois mil e seiscentos reais), que eram pagos da seguinte forma:

R$1.200,00 (mil e duzentos reais) de salário no holerite;

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R$1.000,00 (mil reais) de salário pago por fora;

R$250,00 (duzentos e cinquenta reais) destinado a


alimentação pago por fora;

R$150,00 (cento e cinquenta reais) destinado ao


transporte pago por fora;

Ressalta-se que os descontos realizados dos salários dos


empregados não eram discriminados no holerite, assim, além dos adiantamentos de
salário (vales) também eram descontados os lanches e bebidas consumidos da empresa
e anotados na “folha de consumo”, sendo creditado na conta corrente a remuneração
líquida, conforme abaixo discriminado (extrato em anexo):

Data Mov. Nr. Doc Histórico Valor

09/08/2017 000001 CRED TED 1.687,50 C

Data Mov. Nr. Doc Histórico Valor

05/10/2017 000341 CRED TED 2.299,00 C

Data Mov. Nr. Doc Histórico Valor

07/11/2017 000341 CRED TED 1.981,00 C

Data Mov. Nr. Doc Histórico Valor

08/12/2017 000341 CRED TED 5.361,33 C

**Este valor corresponde ao pagamento da remuneração do reclamante R$2.675,33


(dois mil seiscentos e setenta e cinco reais e trinta e três centavos) e da remuneração
do funcionário Leandro R$2.686,00 (dois mil seiscentos e oitenta e seis reais) que na
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ocasião não tinha conta para depósito**

Data Mov. Nr. Doc Histórico Valor

09/01/2018 000341 CRED TED 1.488,00 C

Data Mov. Nr. Doc Histórico Valor

07/02/2018 000341 CRED TED 978,50 C

27/02/2018 000341 CRED TED 3.029,33 C

**Último valor referente TRCT**

II – INTEGRAÇÃO DO SALÁRIO PAGO POR FORA

Conforme retromencionado, a remuneração total do


reclamante era de R$2.600,00 (dois mil e seiscentos reais), entretanto, apenas
R$1.200,00 (mil e duzentos reais) era consignado no holerite.

Desta forma, o reclamante recebia “por fora” R$1.400,00


(mil e quatrocentos reais), sendo R$1.000,00 (mil reais) de complementação salarial,
R$250,00 (duzentos e cinquenta) destinado a alimentação e R$150,00 (cento e
cinquenta reais) destinado ao transporte.

Ressalta-se que o reclamado não lançava os referidos


pagamentos nos holerites, com a única e exclusiva finalidade de obstar a integração da
referida verba na remuneração do obreiro e sua consequente repercussão nas demais
verbas decorrente do extinto contrato de trabalho.

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O “salário por fora” era pago mensalmente e


habitualmente, conforme demonstrado através dos valores depositados em sua conta
corrente (extrato em anexo), tinha como único escopo fraudar direitos trabalhistas
(CLT, art. 9º), o que consequentemente causava prejuízo ao patrimônio financeiro do
obreiro.

Em razão do exposto, requer seja declarada a natureza


salarial da verba acima citada, assim como a integração da remuneração anotada na
CTPS do obreiro, condenando-se, por conseguinte o reclamado ao pagamento dos
reflexos em aviso prévio, 13º salário, férias acrescidas do terço constitucional, FGTS e
multa de 40%, com juros e correção monetária.

III - ADICIONAL NOTURNO

O Artigo 73 da CLT, disciplina que o trabalho noturno


terá remuneração superior ao do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um
acréscimo de 20% (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora normal.

Ocorre que, o reclamante durante todo seu contrato de


trabalho laborou no período noturno, entretanto, sem receber o respectivo adicional
noturno legal, a que faz jus.

Considerando que a hora normal tem a duração de 60


(sessenta) minutos e a hora noturna, por disposição legal, nas atividades urbanas, é
computada como sendo de 52 (cinquenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos, o
reclamante perfazia em média 15 horas noturnas por semana.

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Desta forma, o reclamante pleiteia o recebimento do


adicional noturno referente a todo contrato de trabalho, calculados sobre o valor total
da remuneração de R$2.600,00 (dois mil e seiscentos reais) e seus respectivos reflexos
em aviso prévio, 13º salário, DSR, férias acrescidas de 1/3, FGTS e multa de 40%.

IV – SUPRESSÃO DO INTERVALO INTRAJORNADA

O reclamante não usufruiu corretamente do intervalo


intrajornada durante a vigência do contrato de trabalhado, tendo vista que dispunha de
apenas 20 minutos para sua alimentação.

O art. 71 da CLT deixa certo que em qualquer trabalho


contínuo, cuja duração exceda 06 (seis) horas, é obrigatório a concessão de um
intervalo para repouso ou alimentação, o qual será de no mínimo uma hora, sob pena
do pagamento.

Entretanto a redação do parágrafo 4º do referido artigo


dispunha que “quando o intervalo para repouso e alimentação, previsto neste artigo,
não for concedido pelo empregador, este ficará obrigado a remunerar o período
correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% (cinquenta por cento) sobre o
valor da remuneração da hora normal de trabalho”.

A Lei 13.467/17 em vigência desde 11.11.2017,


modificou a redação do referido parágrafo estabelecendo que “a não concessão ou a
concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a
empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas
do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da
remuneração da hora normal de trabalho”.

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Data de Juntada: 15/06/2018 15:47
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Desta forma, o reclamado deverá ser condenado ao


pagamento total do intervalo intrajornada não usufruído de uma hora por dia de
trabalho acrescidos de 50% (cinquenta por cento) calculado sobre a remuneração total
do reclamante de R$2.600,00, referente ao período de 18.08.2017 a 10.11.2017 e seus
competentes reflexos em aviso prévio, 13º salários, férias acrescidas de 1/3, FGTS e
multa de 40%.

Ainda, deverá o reclamado ser condenado ao pagamento


do intervalo intrajornada não usufruído de 40 minutos por dia de trabalho
acrescidos de 50% (cinquenta por cento), calculado sobre a remuneração total do
reclamante de R$2.600,00, referente ao período de 11.11.2017 até a resilição contratual.

V - DO INTERVALO INTERJORNADA

Tendo em vista que, ao longo do contrato de trabalho, o


intervalo INTERJORNADA, esculpido no artigo 66 da CLT, foi flagrantemente
violado, o reclamante faz jus ao recebimento do período de descanso não usufruído
como hora extraordinária nos termos da OJ 355 da SDI-1 do TST, senão vejamos:

OJ-SDI1-355 INTERVALO INTERJORNADAS.


INOBSERVÂNCIA. HORAS EXTRAS. PERÍODO
PAGO COMO SOBREJORNADA. ART. 66 DA CLT.
APLICAÇÃO ANALÓGICA DO § 4º DO ART. 71 DA
CLT (DJ 14.03.2008)

O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto


no art. 66 da CLT acarreta, por analogia, os mesmos
efeitos previstos no § 4º do art. 71 da CLT e na Súmula nº

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110 do TST, devendo-se pagar a integralidade das horas


que foram subtraídas do intervalo, acrescidas do
respectivo adicional.

Ressalta-se que a Convenção Coletiva de Trabalho 2017-


2018 da categoria traz esculpido na Cláusula 10ª que “As horas extras diárias serão
pagas com adicional de 60% (sessenta por cento)”.

Desta forma, requer a condenação do reclamado ao


pagamento das horas suprimidas do intervalo interjornada como horas extras
acrescidas de 60% (sessenta por cento), calculado sobre a remuneração total do
reclamante de R$2.600,00, durante todo o contrato de trabalho e seus competentes
reflexos em aviso prévio, 13º salários, férias acrescidas de 1/3, FGTS e multa de 40%.

VI - HORASEXTRAS E SEUS REFLEXOS

Conforme retromencionado, o reclamante era submetido à


jornada de trabalho exaustiva e acima do limite legal, completamente adversa da
previsão contratual, sendo:

a) às sextas-feiras, das 08h às 00h, com 20 minutos de


intervalo intrajornada;

b) aos sábados, das 10h às 02h, com 20 minutos de


intervalo;

c) aos domingos das 16h às 23h, com 20 minutos de


intervalo intrajornada;

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d) às segundas-feiras, das 08h às 00h, com 20 minutos de


intervalo intrajornada;

e) às terças-feiras, das 08h às 00h, com 20 minutos de


intervalo intrajornada;

f) às quartas-feiras, das 08h às 00h, com 20 minutos de


intervalo intrajornada;

A jornada descrita, nobre julgador, não era exceção e sim


regra dentro da empresa, que além de contrariar preceitos legais, fere a dignidade da
pessoa humana no momento que expõe o trabalhador aos riscos de acidentes e doenças
ocupacionais.

Destarte, em razão da jornada elastecida, incontestável que


o obreiro faz jus ao recebimento das horas extras prestadas e não pagas durante toda
contratualidade, com o adicional de 60% (sessenta por cento) previsto na cláusula 10ª
da CCT 2017-2018, e calculadas sobre a remuneração total do obreiro de R$2.600,00, e
seus competentes reflexos em aviso prévio, 13º salários, férias acrescidas de 1/3, FGTS
e multa de 40%.

VII - ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA E

HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS

O reclamante não possui condições financeiras para arcar


com as despesas e custas processuais sem prejuízo do seu sustento e de sua família,
conforme declaração de hipossuficiência em anexo.

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Data de Juntada: 15/06/2018 15:47
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Por tais razões, com fulcro nos artigos 5º, LXXIV da


Constituição Federal e artigos 98 e 99,3§º do CPC e art.790, §3º e §4º da CLT, a
reclamante preenche os requisitos necessários para concessão dos benefícios da justiça
gratuita, que desde já requer.

Outrossim, requer que seja o reclamado condenado ao


pagamento dos honorários advocatícios, no percentual de 15% (quinze por cento) sobre
a condenação (CLT, art.791-A), em valor inestimável, por ora.

VIII - AUTENTICIDADE DE DOCUMENTOS

Para fins do disposto no art. nos termos do art. 425, IV do


CPC e 830 da CLT, os subscritores da presente atestam que as cópias dos documentos
ora apresentados são reproduções autênticas.

IX - DOS PEDIDOS

Em razão do exposto, é esta para requerer:

a) a NOTIFICAÇÃO do reclamado para comparecer à


audiência e, se quiser, promover sua defesa, sob pena de serem reputados verdadeiros os
fatos consignados na inicial;

b) a PRODUÇÃO de todos os meios de prova em direito


admitidas, testemunhal, pericial e documental, protestando inclusive pela juntada de
novos documentos que vierem a ser obtidos;

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c) a CONCESSÃO dos benefícios da gratuidade


judiciária, uma vez que o reclamante não possui condições de arcar com o pagamento
de custas, honorários e demais despesas processuais no curso da ação, sob pena de
comprometer o próprio sustento;

d) a PROCEDÊNCIA da presente Reclamação


Trabalhista, no sentido de:

d.1) declarar a natureza salarial do salário pago por fora de


R$1.400,00 (mil e quatrocentos reais), determinando seja
integrada a remuneração e anotado na CTPS do obreiro,
condenando-se, por conseguinte o reclamado ao
pagamento dos reflexos em aviso prévio, 13º salário, férias
acrescidas do terço constitucional, FGTS e multa de 40%,
no valor estimado de R$4.400,00 (quatro mil e
quatrocentos reais), nos termos da fundamentação;

d.2) condenar o reclamado ao pagamento do adicional


noturno referente a todo contrato de trabalho, calculados
sobre o valor total da remuneração de R$2.600,00 (dois
mil e seiscentos reais) e seus respectivos reflexos em
aviso prévio, 13º salário, DSR, férias acrescidas de 1/3,
FGTS e multa de 40%, no valor estimado de R$1.100,00
(mil e cem reais), nos termos da fundamentação;

d.3) condenar o reclamado ao pagamento total do


intervalo intrajornada não usufruído de uma hora por dia
de trabalho acrescidos de 50% (cinquenta por cento)
calculado sobre a remuneração total do reclamante de
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Número do documento: 18061515373767400000011218792
Data de Juntada: 15/06/2018 15:47
Fls.: 14

R$2.600,00, referente ao período de 18.08.2017 a


10.11.2017 e seus competentes reflexos em aviso prévio,
13º salários, férias acrescidas de 1/3, FGTS e multa de
40%, no valor estimado de R$1.500,00 (mil e quinhentos
reais), nos termos da fundamentação;

d.4) condenar o reclamado ao pagamento do intervalo


intrajornada não usufruído de 40 minutos por dia de
trabalho acrescidos de 50% (cinquenta por cento),
calculado sobre a remuneração total do reclamante de
R$2.600,00, referente ao período de 11.11.2017 até a
resilição contratual, no valor estimado de R$900,00
(novecentos reais), nos termos da fundamentação;

d.5) condenar o reclamado ao pagamento das horas


suprimidas do intervalo interjornada como horas extras
acrescidas de 60% (sessenta por cento), calculado sobre a
remuneração total do reclamante de R$2.600,00, durante
todo o contrato de trabalho e seus competentes reflexos
em aviso prévio, 13º salários, férias acrescidas de 1/3,
FGTS e multa de 40%, no valor estimado de R$4.000,00
(quatro mil reais), nos termos da fundamentação;

d.6) condenar o reclamado ao pagamento das horas extras


prestadas e não pagas durante toda contratualidade, com o
adicional de 60% (sessenta por cento) previsto na cláusula
10ª da CCT 2017-2018, e calculadas sobre a remuneração
total do obreiro de R$2.600,00, e seus competentes
reflexos em aviso prévio, 13º salários, férias acrescidas de

___________________________________________________________________________13
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CAMPO GRANDE - MS, CEP 79020300 – (67) 3383-8152

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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. de6056a - Pág. 13
Número do documento: 18061515373767400000011218792
Data de Juntada: 15/06/2018 15:47
Fls.: 15

1/3, FGTS e multa de 40%, no valor estimado de


R$25.000,00 (vinte e cinco mil reais), nos termos da
fundamentação;

d.7) condenar o reclamado ao pagamento dos honorários


advocatícios, no percentual de 15% (quinze por cento)
sobre a condenação, em valor inestimável, por ora, nos
termos da fundamentação;

d.8) condenar o reclamado ao pagamento juros e


correção monetária.

Dá-se a presente causa o valor estimado de R$36.900,00


(trinta e seis mil e novecentos reais).

Termos em que,

Pede deferimento.

Campo Grande/MS, 15 de junho de 2018.

Celso Pereira da Silva Domitilla Vasco de Toledo Pereira

OAB/MS 2.546 OAB/MS 12.830

Rubylan Lima de Oliveira Marcelo Regis Tosta

OAB/MS 20.612 OAB/MS 22.228

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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. b403325 - Pág. 1
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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 2c3ff12 - Pág. 1
Número do documento: 18061515402540600000011218885
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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 211f006 - Pág. 1
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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. fe68ea0 - Pág. 1
Número do documento: 18061515410861500000011218900
Data de Juntada: 15/06/2018 15:47
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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. fe68ea0 - Pág. 2
Número do documento: 18061515410861500000011218900
Data de Juntada: 15/06/2018 15:47
Fls.: 31

CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2017/2018

NÚMERO DE REGISTRO NO MTE: MS000048/2017


DATA DE REGISTRO NO MTE: 09/02/2017
NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR006708/2017
NÚMERO DO PROCESSO: 46312.000207/2017-18
DATA DO PROTOCOLO: 08/02/2017

Confira a autenticidade no endereço http://www3.mte.gov.br/sistemas/mediador/.

SINDICATO DOS HOTEIS RESTAURANTES BARES E SIMILARES MS, CNPJ n. 15.461.643/0001-00, neste ato
representado(a) por seu Presidente, Sr(a). JOSE GILBERTO PETINARI;

SINDICATO DOS TRABALHADORES EM HOTEIS, BARES, RESTAURANTES E SIMILARES DE CAMPO GRANDE -


MS, CNPJ n. 15.418.387/0001-78, neste ato representado(a) por seu Presidente, Sr(a). HELIO AMANCIO PINTO;

celebram a presente CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO, estipulando as condições de trabalho previstas nas
cláusulas seguintes:

CLÁUSULA PRIMEIRA - VIGÊNCIA E DATA-BASE

As partes fixam a vigência da presente Convenção Coletiva de Trabalho no período de 01º de fevereiro de 2017 a 31
de janeiro de 2018 e a data-base da categoria em 01º de fevereiro.

CLÁUSULA SEGUNDA - ABRANGÊNCIA

A presente Convenção Coletiva de Trabalho abrangerá a(s) categoria(s) Empregados nas empresas comerciais de
hotéis, apart-hoteis, flats, motéis, pensões, pousadas, hospedarias, drive-ins, restaurantes, cantinas,
churrascarias, pizzarias, pastelarias, rotisserias, choperias, sobarias, sorveterias, boates e buffets, com
abrangência territorial em Campo Grande/MS.

Salários, Reajustes e Pagamento

Piso Salarial

CLÁUSULA TERCEIRA - SALÁRIO NORMATIVO

O Piso Salarial da categoria, a partir de 01 de fevereiro de 2017, será de R$ 1.015,00


(Hum mil e quinze reais).

Reajustes/Correções Salariais

CLÁUSULA QUARTA - CORREÇÃO SALARIAL

Os empregados que recebem salário superior terão seus salários corrigidos aplicando-se o percentual de 4,8 %
(Quatro virgula oito por cento), sobre o salário que recebiam em 1º de maio de 2016.

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https://pje.trt24.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=18061515432000200000011218977
Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 5c28813 - Pág. 1
Número do documento: 18061515432000200000011218977
Data de Juntada: 15/06/2018 15:47
Fls.: 32

Pagamento de Salário – Formas e Prazos

CLÁUSULA QUINTA - SALÁRIO AO SUBSTITUTO

Ao Trabalhador chamado para substituir outro com salário superior, será garantido igual salário do substituído,
enquanto durar a substituição, seja qual for o motivo, sem considerar as vantagens pessoais.

Terminada a substituição, deixará de existir a obrigatoriedade no pagamento da referida gratificação por função, não
implicando em redução salarial.

Descontos Salariais

CLÁUSULA SEXTA - DESCONTOS SALARIAIS

Ficam proibidos quaisquer descontos salariais que não decorram de Lei, Acordos, Convenções ou Dissídios Coletivos,
ou ainda, adiantamentos ou descontos não autorizados expressamente pelo próprio empregado.

Outras normas referentes a salários, reajustes, pagamentos e critérios para cálculo

CLÁUSULA SÉTIMA - MAIOR REMUNERAÇÃO

A maior remuneração para cálculo das férias, 13º salário e rescisão contratual, será o correspondente a média mensal
de todas as variáveis e fixas no período correspondente aos 06 (seis) últimos meses efetivamente trabalhados,
considerando-se como mês completo aquele trabalhado mais de 14 (quatorze) dias.

CLÁUSULA OITAVA - BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO

O contrato de experiência ficará suspenso durante a concessão do benefício previdenciário, completando-se o tempo
previsto de sua duração, após a cessão do referido benefício.

Gratificações, Adicionais, Auxílios e Outros

Outras Gratificações

CLÁUSULA NONA - FORNECIMENTO DE UNIFORMES

Os empregadores que exigirem dos empregados o uso de uniformes e outras peças especiais de vestuário ficam
obrigados aos seus respectivos fornecimentos gratuitamente, devendo os mesmos proceder a devolução quando estes
não mais tiverem condições de uso ou em caso de rescisão contratual, no estado em que se encontrarem observando
as seguintes condições:

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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 5c28813 - Pág. 2
Número do documento: 18061515432000200000011218977
Data de Juntada: 15/06/2018 15:47
Fls.: 33

O uniforme será fornecido ao empregado mediante comprovante de fornecimento, com cópia para o empregado;

Se o empregado não devolver o uniforme, no estado em que se encontrar, a empresa fica autorizada a promover o
desconto do seu valor no acerto rescisório.

Adicional de Hora-Extra

CLÁUSULA DÉCIMA - HORAS EXTRAS

As horas extras diárias serão pagas com adicional de 60% (sessenta por cento).

Auxílio Alimentação

CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA - DESCONTO ALIMENTAÇÃO

O desconto de alimentação será de no máximo 06% (seis por cento) do salário mínimo nacional, quando fornecida pelo
empregador, obedecendo os seguintes percentuais:

- 2% (dois por cento) para o almoço;

- 2% (dois por cento) para o jantar;

- 1% (um por cento) para o café da manhã;

- 1% (um por cento) para o lanche.

Seguro de Vida

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA - SEGURO DE VIDA

Fica assegurado aos trabalhadores, um seguro de vida em grupo, custeado integralmente pelo empregador no valor
mínimo de R$ 8.500,00 (Oito mil e quinhentos reais).

Contrato de Trabalho – Admissão, Demissão, Modalidades

Desligamento/Demissão

CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA - AVISO PRÉVIO

Qualquer empregado que no curso do aviso prévio, quando da iniciativa do empregador, obtiver novo emprego e provar
essa condição por escrito, através de declaração do novo empregador, fica dispensado do cumprimento do restante do
aviso prévio, considerando-se rescindido o contrato de trabalho na data do efetivo desligamento, ficando as partes
isentas do pagamento dos dias restantes do referido aviso;

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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 5c28813 - Pág. 3
Número do documento: 18061515432000200000011218977
Data de Juntada: 15/06/2018 15:47
Fls.: 34

Contrato a Tempo Parcial

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA - SERVIÇOS PARCIAIS DE FUNCIONÁRIOS

As partes convencionam que, aqueles estabelecimentos que utilizam serviços apenas parcialmente poderão pagar o
salário estabelecido na Cláusula Primeira, proporcionalmente aos dias trabalhados.

A faculdade em questão somente poderá ser utilizada para os empregados que trabalharem nessas condições no
máximo de 3 (três) dias em cada semana ou até 25 horas semanais.

Outras normas referentes a admissão, demissão e modalidades de contratação

CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA - RISCO DO NEGÓCIO

Uma vez cumprida as normas emanadas da empresa, que deverão ser por escrito e de conhecimento de todos, as
empresas não poderão descontar de seus empregados as importâncias correspondentes a cheques devolvidos sem a
devida provisão de fundos, por eles recebidos.

CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA - ABRANGÊNCIA DE FUNÇÕES

A presente Convenção Coletiva de Trabalho, abrange todas as categorias de trabalhadores empregados no Setor de
Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, cumprindo a mesma jornada de trabalho, sem quaisquer privilégios ou
diferenciações entre os mesmos.

Relações de Trabalho – Condições de Trabalho, Normas de Pessoal e Estabilidades

Qualificação/Formação Profissional

CLÁUSULA DÉCIMA SÉTIMA - CURSO NO SINDICATO

No decorrer do curso que o Sindicato vier a promover, as Empresas poderão conceder estágios aos estudantes na
forma da Lei 6.494, de 07/12/77.

CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA - PROVAS DE VESTIBULAR OU ENEM

Fica assegurado o abono de faltas do colaborador(a) no dia de realização de exame vestibular e provas do “ENEM”,
desde que apresente documento hábil.

Ferramentas e Equipamentos de Trabalho

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Data de Juntada: 15/06/2018 15:47
Fls.: 35

CLÁUSULA DÉCIMA NONA - FORNECIMENTO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO

Os empregadores fornecerão aos empregados, gratuitamente todos os equipamentos de proteção para o exercício das
respectivas funções, na forma da legislação em vigor, que trata da higiene, segurança e medicina do trabalho, sendo
obrigatório o uso pelo empregado.

Estabilidade Mãe

CLÁUSULA VIGÉSIMA - ESTABILIDADE DA GESTANTE

Fica garantida a estabilidade provisória no emprego, à mulher gestante, desde a gravidez até 05 (cinco) meses após o
parto.

Jornada de Trabalho – Duração, Distribuição, Controle, Faltas

Prorrogação/Redução de Jornada

CLÁUSULA VIGÉSIMA PRIMEIRA - ESCALAS DE SERVIÇO

Considerando a peculiaridade do setor de trabalho aqui representado, a presente Convenção permite aos
empregadores realizarem ESCALAS DE SERVIÇO para seus empregados com a ampliação do intervalo intra-jornada
superiores a duas horas, em até no máximo 06 (seis) horas, o que não será considerado como tempo efetivo de serviço
do empregado, nem a disposição, mesmo que gozados nas dependências da empresa ou em outro local, e, desde que
respeitado os limites do intervalo de 11 (onze) horas para as jornadas de trabalho.

Para os empregados que laboram na condição de vigias noturnos do estabelecimento em face da peculiaridade do
trabalho, ficam dispensados de picotar em seus cartões de ponto o intervalo para repouso e alimentação.

Os intervalos intra-jornadas poderão ser pré assinalados desde que haja acordo coletivo entre a Empresa e o Sindicato
Laboral.

Compensação de Jornada

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEGUNDA - COMPENSAÇÃO DE HORAS

Os empregadores respeitarão a jornada de 44 (quarenta e quatro) horas semanais, facultando-se aos empregados e
empregadores, mediante acordo escrito, estabelecerem jornada especial de trabalho, reduzida ou compensada,
inclusive 12 X 36 (doze horas de trabalho por trinta e seis horas de descanso), com assistência da Entidade Sindical
Laboral, que promoverá as diligências necessárias para sua aprovação e registro.

Descanso Semanal

CLÁUSULA VIGÉSIMA TERCEIRA - TRABALHO AOS DOMINGOS E FERIADOS

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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 5c28813 - Pág. 5
Número do documento: 18061515432000200000011218977
Data de Juntada: 15/06/2018 15:47
Fls.: 36

A todos os trabalhadores, que laboram aos domingos, será concedido, no mínimo uma folga dominical por mês, sem
excluir a folga semanal. Caso isso não seja possível, este domingo deverá ser remunerado em dobro.

Da mesma forma aplica-se esta regra para os feriados, quando os mesmos não forem compensados, podendo estes
feriados serem compensados durante o mês.

Controle da Jornada

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUARTA - BANCO DE HORAS

As partes de comum acordo passam a ter flexibilidade de horários, à critério da empresa e/ou por solicitação do
empregado, devendo para instituição do Banco

de Horas, as partes firmarem acordo com o Sindicato Laboral, conforme Lei nº 9.601/98, limitando a compensação ao
prazo de 120 (cento e vinte dias).

Dado a sazonalidade das atividades econômicas das empresas abrangidas por esta convenção coletiva, sobretudo em
determinadas localidades, convenciona-se que as horas trabalhadas e acumuladas no banco de horas poderão ser
transformadas em dias e concedidas com folgas no período de baixa ocupação ou chamado de “baixa temporada”.

Parágrafo primeiro: Do fechamento de créditos e débitos

O fechamento dos créditos e débitos de horas de cada empregado será sempre efetuado e liquidado no último mês que
vencer os 120 (cento e vinte) dias de vigência do acordo firmado. Caso existente saldo positivo (crédito de horas) a
empresa deverá efetuar o pagamento de acordo com a cláusula. Na hipótese de o empregado contar com débitos de
horas de trabalho, a empresa liquidará o saldo do período até o final de vigência do acordo, sendo vedado efetuar
qualquer desconto nos vencimentos do empregado.

Parágrafo segundo: Pagamento de horas credoras no Banco de Horas

Na rescisão do contrato de trabalho, as horas excedentes que porventura não tenham sido compensadas ou pagas,
deverão ser inseridas no Termo de Rescisão, com pagamento integral a título de horas extras, junto com as verbas
rescisórias, inclusive seus reflexos.

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUINTA - ATRASO

No caso do empregado chegar atrasado e o empregador permitir seu trabalho nesse dia, nenhum desconto poderá
sofrer, ficando assegurado o repouso semanal remunerado.

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEXTA - CONTROLE DE JORNADA

A Empresa fará o uso de sistema próprio de controle de jornada de trabalho pelos empregados, através de pondo
eletrônico, conforme portaria número 373 de 25.02.2011 do MTE.

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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 5c28813 - Pág. 6
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Data de Juntada: 15/06/2018 15:47
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Relações Sindicais

Contribuições Sindicais

CLÁUSULA VIGÉSIMA SÉTIMA - CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL PATRONAL

As empresas representadas pelo Sindicato Patronal, garantido o direito de oposição com Base no art. 8º, IV e V da
CF/88, recolherão em favor da Entidade, a título de Contribuição Assistencial Patronal, até o dia 30 de junho de 2017,
a importância equivalente a:

- 20% (vinte por cento) do salário Normativo da categoria, para as empresas que tenham de 0 (zero) a 7
(sete) empregados;

- 40% (Quarenta por cento) do salário Normativo da categoria, para as empresas que tenham de 8 (oito) à 15
(quinze) empregados;

- 60% (sessenta por cento) do salário Normativo da Categoria, para as empresas que tenham 16 (dezesseis)
ou mais empregados.

Da falta da Contribuição Assistencial Patronal, no prazo previsto, implicará na multa de 2% (dois por cento), acrescidos
de juros de 1% (um por cento) ao mês, até a data do efetivo pagamento.

CLÁUSULA VIGÉSIMA OITAVA - CONTRIBUIÇÃO CONFEDERATIVA PATRONAL

As empresas representadas pelo Sindicato patronal, garantido o direito de oposição, com base no art. 8º IV da CF/88,
recolherão em favor da Entidade, em guias fornecidas pelo Sindicato Patronal, a título de Contribuição Confederativa
Patronal, até o dia 20 de outubro de 2.017, a importância equivalente a:

- R$ 100,00 (Cem reais) para as empresas que tenham de 0 (zero) a 07

(sete empregados);

- R$ 170,00 (Cento e setenta reais) para as empresas que tenham de 08

(oito) a 15 (quinze) empregados;

- R$ 240,00 (Duzentos e quarenta reais) para as empresas que tenham 16

(dezesseis) ou mais empregados.

Da falta de Contribuição Confederativa Patronal, no prazo previsto, implicará na multa de 2% (dois por cento) sobre o
valor devido, acrescidos de juros de 1% (um por cento) ao mês, até a data do efetivo pagamento.

CLÁUSULA VIGÉSIMA NONA - CONTRIBUIÇÃO NEGOCIAL DOS TRABALHADORES

De acordo com artigo 8º, Inciso IV da Constituição Federal e conforme resolução aprovada em Assembléia Geral
Extraordinária Permanente dos Trabalhadores, fica estabelecida a Contribuição Negocial de 3% (Três por cento) do
salário normativo do trabalhador associado ao Sindicato Laboral, nos meses de MAIO/17, AGOSTO/17 E

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DEZEMBRO/17, que será descontado em folha de pagamento, quando autorizada pelo mesmo e recolhida até o dia 10
(dez) do mês subseqüente. A referida Contribuição é destinada para manutenção do Sistema Confederativo Sindical.
Os recolhimentos deverão ser efetuados em nome e conta do Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Bares,
Restaurantes e Similares de Campo Grande - MS, mediante guias pré-preenchidas, fornecidas gratuitamente pelo
Sindicato Laboral, garantido o direito de oposição na forma do art. 8º, Inciso VI da Constituição Federal e art. 462 da
CLT. Para tanto o trabalhador associado ao sindicato laboral deverá manifestar-se pessoalmente contrário, no prazo de
10 dias que anteceda a data de recolhimento da contribuição, ou seja até o dia 10 de maio, 10 deagosto e 10 de
dezembro/17, na Secretaria da Entidade, não sendo permitida outorga de poderes.

Outras disposições sobre relação entre sindicato e empresa

CLÁUSULA TRIGÉSIMA - ENTIDADE SINDICAL

Fica garantido o direito da Entidade Sindical de colocação de aviso no local de trabalho, em lugares visíveis, para
comunicação e orientação dos empregados, após a ciência do empregador, vetada a colocação e distribuição de
panfletos políticos e partidários.

Disposições Gerais

Mecanismos de Solução de Conflitos

CLÁUSULA TRIGÉSIMA PRIMEIRA - DA COMPETÊNCIA

Os litígios relativos à presente Convenção, bem como as dúvidas e casos omissos serão dirimidos pela JUSTIÇA
FEDERAL DO TRABALHO.

Aplicação do Instrumento Coletivo

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEGUNDA - HOMOLOGAÇÕES

As homologações de rescisão contratual só poderão ser concretizadas, mediante a exibição dos seguintes
documentos:

a) Exame médico demissional;

b) CTPS, livro de Registro ou ficha atualizada, feitas as devidas anotações;

c) Protocolo do Seguro desemprego;

d) Apresentação do extrato analítico do FGTS;

e) Comprovante do recolhimento da multa de 50% do FGTS quando o funcionário for demitido sem justa causa;

f) Carta de Preposto para aquele que for representar a Empresa na homologação;

g) Cópia de Aviso Prévio para o Sindicato Laboral.

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Data de Juntada: 15/06/2018 15:47
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O pagamento das verbas rescisórias deverá ser efetuado dentro dos seguintes prazos:

a) Primeiro dia útil imediato ao término do contrato; ou

b) Até o décimo dia, contado da data da notificação da demissão quando da ausência do aviso prévio, indenização do
mesmo ou dispensa de seu cumprimento.

A inobservância do disposto nesta Cláusula e seu parágrafo primeiro sujeitarão a empresa infratora na multa do art.
477, parágrafo 8º da CLT.

Descumprimento do Instrumento Coletivo

CLÁUSULA TRIGÉSIMA TERCEIRA - INFRAÇÃO

A infração de qualquer cláusula da presente Convenção Coletiva acarretará multa de um salário normativo da
Categoria, em favor da parte prejudicada.

Outras Disposições

CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUARTA - DEFICIENTE FÍSICO

As empresas comprometem-se a não fazer restrições para admissão de deficientes físicos sempre que as
circunstâncias materiais e administrativas da empresa assim o permitirem.

JOSE GILBERTO PETINARI


Presidente
SINDICATO DOS HOTEIS RESTAURANTES BARES E SIMILARES MS

HELIO AMANCIO PINTO


Presidente
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM HOTEIS, BARES, RESTAURANTES E SIMILARES DE
CAMPO GRANDE - MS

ANEXOS
ANEXO I - ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DOS TRABALHADORES 2017 - 2018

Anexo (PDF)

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ANEXO II - LISTA DE PRESENÇA ASSEMBLEIA GERAL DOS TRABALHADORES 2017

Anexo (PDF)

ANEXO III - ATA DE REUNIÃO DE NEGOCIAÇÃO CCT PATRONAL - LABORAL

Anexo (PDF)

A autenticidade deste documento poderá ser confirmada na página do Ministério do Trabalho e Emprego na Internet,
no endereço http://www.mte.gov.br.

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Data de Juntada: 15/06/2018 15:47
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PODER JUDICIÁRIO FEDERAL


TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 24ª REGIÃO
CENTRO JUDICIÁRIO DE MÉTODOS CONSENSUAIS DE
SOLUÇÃO DE DISPUTAS / CEJUSC-JT CAMPO GRANDE
Rua Jornalista Belizário Lima, 418, térreo, Campo Grande - MS, CEP 79.004-270
Fone: (67) 3316-1971/1972 - email: cejusc.cg@trt24.jus.br

Processo Judicial Eletrônico - PJe n. 0024521-67.2018.5.24.0007

Reclamante(s): AUTOR: PAULO CESAR DE SOUZA ALELUIA

Reclamada(s): RÉU: CHINZARIAN & MIGUEL LTDA - EPP

Audiência: 18/09/2018 11:05


Local: Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas / CEJUSC-JT
C a m p o G r a n d e
Rua Jornalista Belizário Lima, 418, Térreo, Vila Glória, Campo Grande, MS, CEP
79.004-270 - Fórum Trabalhista Senador Ramez Tebet

INTIMAÇÃO DE AUDIÊNCIA INICIAL

Fica Vossa Senhoria intimado(a), na pessoa de seu advogado, para tomar ciência de que a
audiência inicial, para fins de tentativa de conciliação e recebimento de resposta(s), será realiza
da na data de 18/09/2018 11:05, perante o Centro Judiciário de Métodos Consensuais de
Solução de Disputas / CEJUSC-JT Campo Grande, no Fórum Trabalhista Senador Ramez
Tebet,localizado na Rua Jornalista Belizário Lima, 418, Térreo, Vila Glória, Campo Grande, MS,
CEP 79.004-270, ocasião em que deverá comparecer, juntamente com seu constituinte, sob
pena de arquivamento dos autos e condenação ao pagamento de custas, nos termos do
art. 844, caput e §2º, da CLT.

Campo Grande, MS, 3 de Julho de 2018.

Destinatário:PAULO CESAR DE SOUZA ALELUIA

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: DENIA DEYSE DA COSTA GARCIA


https://pje.trt24.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=18070312455240800000011351988
Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. a4e3d90 - Pág. 1
Número do documento: 18070312455240800000011351988
Data de Juntada: 03/07/2018 12:46
Fls.: 42

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL


TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 24ª REGIÃO
CENTRO JUDICIÁRIO DE MÉTODOS CONSENSUAIS DE SOLUÇÃO DE DISPUTAS / CEJUSC-JT
CAMPO GRANDE
Rua Jornalista Belizário Lima, 418, térreo, Campo Grande - MS, CEP: 79.0004-270
Fone: (67) 3316-1971/1972 - email: cejusc.cg@trt24.jus.br

Processo Judicial Eletrônico - PJe n. 0024521-67.2018.5.24.0007

Destinatário: CHINZARIAN & MIGUEL LTDA - EPP


79020-050 - RUA PARAIBA , 571 - JARDIM DOS ESTADOS - CAMPO GRANDE - MATO GROSSO DO SUL

Reclamante(s): AUTOR: PAULO CESAR DE SOUZA ALELUIA

Reclamada(s): RÉU: CHINZARIAN & MIGUEL LTDA - EPP

Audiência: 18/09/2018 11:05


Local: Sala de audiências do Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas /
CEJUSC-JT Campo Grande (Rua Jornalista Belizário Lima, 418, térreo, Campo Grande-MS,
CEP: 79.004-270)

NOTIFICAÇÃO DE AUDIÊNCIA INICIAL

Pela presente, fica Vossa Senhoria NOTIFICADO(A) para tomar ciência da Ação Trabalhista
distribuída e autuada sob o n. 0024521-67.2018.5.24.0007, bem como para comparecer,
independentemente do comparecimento de seu advogado, na audiência inicial a ser realizada
em dia, hora e local acima descritos, observado o seguinte:

Nessa audiência, Vossa Senhoria deverá apresentar resposta (art. 847 da CLT) e o(s) documento(s) que
julgar necessário(s), sob pena de considerar como verdadeiras as alegações da parte
contrária (atenção: para a juntada de defesa e documento(s), seguir as instruções/itens logo abaixo).

O não comparecimento a referida audiência importará julgamento de questão à sua revelia e aplicação de
pena de confissão quanto à matéria de fato (art. 844 da CLT).

É facultado fazer-se substituir pelo gerente ou por qualquer outro preposto que tenha conhecimento do(s)
fato(s) e cujas declarações obrigarão o preponente (art. 843, § 1º, da CLT).

ATENÇÃO: As audiências serão fracionadas, sendo a primeira exclusivamente para tentativa de conciliação
e recebimento de resposta(s).

1- A resposta, procuração e documentos deverão ser protocolados exclusivamente por meio eletrônico (sistema
PJe), até pelo menos uma hora antes da audiência ou nela apresentada oralmente.

2- O(A) reclamado(a) pessoa jurídica deverá apresentar, com os demais documentos, os atos constitutivos,
comprovante de inscrição no CNPJ e documento comprobatório de opção pelo SIMPLES (se for o caso).

3- A petição inicial e documentos que a acompanham poderão ser acessados pelo site pje.trt24.jus.br/documentos
(utilizando-se o navegador de Internet Mozilla Firefox), digitando as chaves abaixo:

Documentos associados ao processo

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https://pje.trt24.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=18070312455254000000011351989
Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. b4f8f8b - Pág. 1
Número do documento: 18070312455254000000011351989
Data de Juntada: 03/07/2018 12:46
Fls.: 43

Título Tipo Chave de acesso**


Convenção Coletiva de Convenção Coletiva de
18061515432000200000011218977
Trabalho (CCT) Trabalho (CCT)
Termo de Rescisão de Contrato Termo de Rescisão de Contrato
18061515410861500000011218900
de Trabalho (TRCT) de Trabalho (TRCT)
Extrato Bancário Extrato Bancário 18061515405287700000011218894
Contracheque/Recibo de Salário Contracheque/Recibo de Salário 18061515404247400000011218888
Contrato de Trabalho Contrato de Trabalho 18061515402540600000011218885
Carteira de Trabalho e Carteira de Trabalho e
18061515401146200000011218878
Previdência Social (CTPS) Previdência Social (CTPS)
Documento Diverso Documento Diverso 18061515395188700000011218867
Declaração deHipossuficiência Declaração de Hipossuficiência 18061515393598600000011218857
Procuração Procuração 18061515383207600000011218812
Petição Inicial Petição Inicial 18061515373767400000011218792

Caso Vossa Senhoria não consiga consultá-los via internet, favor comparecer à Unidade competente, para o
respectivo acesso ou recebimento de orientações.

4- Não será admitida, em nenhuma hipótese, a digitalização e inserção de petições e documentos no sistema de
forma atravessada, lateral, invertida (de ponta cabeça), ilegível ou qualquer outra forma que dificulte a apreciação dos
mesmos. Assim, os textos dos documentos devem estar posicionados de forma a permitir a sua leitura imediata e no
formato retrato. Atente-se para o fato de que o documento digitalizado na configuração paisagem torna-se ilegível
quando inserido no sistema, pois, automaticamente, é convertido para retrato. Ainda, os documentos digitalizados
devem ser anexados em arquivos individualizados, agrupados de acordo com a sua natureza, no formato PDF (1,5
MB), com o seu tipo especificado e a adequada descrição, sem abreviaturas, tudo de forma a tornar possível a
identificação do documento juntado e, por conseguinte, facilitar a análise dos autos digitais (Resol. n. 94/CSJT, de
23.03.2012, arts. 12 § 3º, 16 e Portaria GP/SCJ nº 014/2012, art. 5º).

Certifico que digitei e assinei o presente expediente, encaminhando-o ao destinatário via postal em 03/07/2018 - DEN
IA DEYSE DA COSTA GARCIA.

Campo Grande, MS, 3 de Julho de 2018.

PJe n. 0024521-67.2018.5.24.0007

Destinatário:CHINZARIAN & MIGUEL LTDA - EPP


79020-050 - RUA PARAIBA , 571 - JARDIM DOS ESTADOS - CAMPO GRANDE - MATO GROSSO DO SUL

Código de rastreamento: JT484212348BR

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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. b4f8f8b - Pág. 2
Número do documento: 18070312455254000000011351989
Data de Juntada: 03/07/2018 12:46
Fls.: 44

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habilitação nos autos

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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 4beb97a - Pág. 1
Número do documento: 18091807421535900000011922300
Data de Juntada: 18/09/2018 07:44
Fls.: 45

Documento assinado pelo Shodo

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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 08ca6a9 - Pág. 1
Número do documento: 18091807442826700000011922301
Data de Juntada: 18/09/2018 07:44
Fls.: 46

Documento assinado pelo Shodo

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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 08ca6a9 - Pág. 2
Número do documento: 18091807442826700000011922301
Data de Juntada: 18/09/2018 07:44
Fls.: 47

Documento assinado pelo Shodo

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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 08ca6a9 - Pág. 3
Número do documento: 18091807442826700000011922301
Data de Juntada: 18/09/2018 07:44
Fls.: 48

Documento assinado pelo Shodo

Juntada de contestação

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https://pje.trt24.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=18091717482471000000011920484
Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 175235b - Pág. 1
Número do documento: 18091717482471000000011920484
Data de Juntada: 18/09/2018 07:50
Fls.: 49

Documento assinado pelo Shodo

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https://pje.trt24.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=18091717521146400000011920485
Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 5b54f53 - Pág. 1
Número do documento: 18091717521146400000011920485
Data de Juntada: 18/09/2018 07:50
Fls.: 50

Documento assinado pelo Shodo

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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 5b54f53 - Pág. 2
Número do documento: 18091717521146400000011920485
Data de Juntada: 18/09/2018 07:50
Fls.: 51

Documento assinado pelo Shodo

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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 5b54f53 - Pág. 3
Número do documento: 18091717521146400000011920485
Data de Juntada: 18/09/2018 07:50
Fls.: 52

Documento assinado pelo Shodo

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA 7ª VARA DO


TRABALHO DE CAMPO GRANDE/MS.

Autos nº 0024521-67.2018.5.24.0007

CHINZARIAN & MIGUEL LTDA - EPP, já qualificada nos autos em


epígrafe, por intermédio de sua advogada que a esta subscreve (procuração em
anexo), vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar
CONTESTAÇÃO à Reclamação Trabalhista que lhe move PAULO CESAR DE SOUZA
ALELUIA, consubstanciando-se nos fatos e fundamentos a seguir expostos.

Por oportuno, o advogado subscritor desta contestação declara


como autênticas, sob sua responsabilidade pessoal, todas as cópias de documentos
acostados a esta peça, a teor da nova redação do Art. 830 da CLT.

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Data de Juntada: 18/09/2018 07:50
Fls.: 53

Documento assinado pelo Shodo

DAS INTIMAÇÕES E NOTIFICAÇÕES

Inicialmente, requer que todas as intimações ou notificações


dirigidas à Reclamada, endereçadas ao Diário Oficial Eletrônico ou com a finalidade
de intimar ou notificar a Reclamada de qualquer ato ou fato no processo, sejam
feitas exclusivamente em nome da advogada Renata Gonçalves Pimentel,
OAB/MS 11.980, com escritório profissional à Rua Vinte e Cinco de
Dezembro, nº 47, Centro, nesta cidade de Campo Grande/MS, que acompanha
e controla todas as publicações, independentemente da existência ou não de
substabelecimento outorgado a outro profissional advogado para atuar nos
presentes autos, sob pena de nulidade dos atos.

Para tanto, requer sejam determinadas as devidas anotações.

DA REALIDADE DOS FATOS


2
O Reclamante litiga em evidente má-fé, desvirtuando totalmente a
realidade dos fatos, com o único objetivo de auferir valor exorbitante de maneira
fácil, não fazendo jus ao recebimento de quaisquer dos valores requeridos.

PRELIMINARMENTE. DA NÃO CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA


GRATUITA

Em que pese o Reclamante ter requerido o benefício da justiça


gratuita, não trouxe aos autos documentos para comprovar a sua hipossuficiência,
nos termos do art. 790, § 3º e 4º, da CLT, segundo os quais para a concessão do
benefício deve-se comprovar a insuficiência de recursos.

Assim, a mera declaração de hipossuficiência não é mais requisito


para a concessão.

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Data de Juntada: 18/09/2018 07:50
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Documento assinado pelo Shodo

PRELIMINARMENTE. DA APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS.

O art. 818 da CLT estabelece que “A prova das alegações incumbe


à parte que as fizer”.

Assim, o ônus de provar está intimamente ligado ao interesse da


parte que alega. Todavia, o Reclamante não procedeu dessa maneira, não tendo
apresentado quaisquer documentos pertinentes ao vínculo de emprego ou que
pudessem comprovar seus direitos alegados, não possuindo sequer
verossimilhança.

Destarte, requer sejam julgados improcedentes os pleitos da


reclamante, não cabendo a inversão do ônus da prova.

DO MÉRITO
3
DO CONTRATO DE TRABALHO.

O obreiro foi admitido em 18.08.2017, para exercer a função de


auxiliar de cozinha, recebendo a remuneração inicial de R$ 1.200,00 (mil e
duzentos reais), com jornada de trabalho das 15h às 23h, conforme se observa do
contrato de trabalho de Id. 2c3ff12.

Entrementes, o Reclamante afirma em sua peça inaugural que


horas extras era habitual em sua jornada, além de não serem respeitados os
intervalos intrajornada e interjornada.

E ainda, que o local de trabalho seria precário por falta de


ventilação; sua remuneração era R$ 2.600,00 (dois mil e seiscentos reais), sendo
R$ 1.200,00 (mil e duzentos) discriminado no holerite, R$ 1.000,00 (mil reais)
“pagos por fora”, R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) para transporte e R$ 250,00
(duzentos e cinquenta reais) de alimentação, ambos também “pagos por fora”; e,
que seriam descontados de seu salário os lanches e bebidas consumidas na
empresa.

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Data de Juntada: 18/09/2018 07:50
Fls.: 55

Documento assinado pelo Shodo

Todavia, como restará demonstrado, nenhuma de suas alegações


condizem com a verdade, motivo pelo qual sua pretensão deve ser afastada na
íntegra.

DA INEXISTÊNCIA DE SALÁRIO PAGO POR FORA.

Aduz o Reclamante o recebimento de R$ 1.400,00 (mil e


quatrocentos reais), além dos R$ 1.200,00 (mil e duzentos reais) recebidos e
descriminados no holerite.

Contudo, sua alegação não condiz com a realidade.

O salário do obreiro sempre foi R$ 1.200,00 (mil e duzentos reais),


sofrendo variação mês a mês diante do adicional noturno que incidia nas horas
trabalhadas entre 22h e 23h. E ainda, eventuais horas extras também eram
4
acrescidas no pagamento, fazendo com que ele variasse mês a mês.

Assim, o salário-base de R$ 1.200,00 (mil e duzentos reais) era


acrescido destas quantias, restando justificado o recebimento de quantias
superiores a ele.

Ademais, eventuais descontos com lanches e bebidas ocorriam


conforme os empregados consumiam os produtos vendidos na lanchonete, sendo
que no início do contrato de trabalho restou pactuado entre as partes que os
funcionários poderiam adquirir os produtos da empresa com desconto. Ou seja,
não era fornecido aos funcionários como lanche durante a jornada, mas sim, estes
compravam o produto, como qualquer outro consumidor, apenas possuindo um
desconto diferenciado.

Logo, não há que se falar em integração de salário “por fora”, uma


vez que a remuneração sempre foi R$ 1.200,00 (mil e duzentos reais), como restou
explicado e poderá ser comprovado através da oitiva das testemunhas e análise
dos documentos em anexo.

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Data de Juntada: 18/09/2018 07:50
Fls.: 56

Documento assinado pelo Shodo

Por fim, cumpre ressaltar que o ônus de comprovar a existência


do recebimento de salário R$ 2.600,00 (dois e seiscentos reais) era do obreiro, nos
termos do artigo 818, inciso I, da CLT, e este não o fez.

Dos extratos bancários em anexo observa-se que o salário máximo


recebido foi em dezembro/2018, no montante de R$ 2.675,33 (dois mil seiscentos
e setenta e cinco reais e trinta e três centavos), visto que o restante R$ 2.686,00
(dois seiscentos e oitenta e seis reais) pertencia ao colega Leandro, como o próprio
Reclamante explicou (Id. De6056a – Pág. 4). Contudo, tal quantia se tratava de hora
extra, conforme será demonstrado no tópico subsequente.

Assim, o pleito deve ser julgado improcedente.

DO ADICIONAL NOTURNO.
5
O Reclamante alega que laborava em horário noturno, requerendo
adicional de 20% (vinte por cento) e redução na hora noturna, bem como, seus
reflexos nas demais verbas. Contudo, não juntou em sua peça inaugural qualquer
prova de seu direito.

Isto porque Excelência, todas as horas devidas foram adimplidas


integralmente, como se observa do próprio extrato anexo por ele.

Por este motivo, seu pleito carece de razão e provas.

Todavia, argumentando apenas por amor ao direito, destaca-se


que segundo o artigo 73, § 2º, da CLT, considera-se noturno o trabalho executado
entre às 22h de um dia até às 05 horas do dia seguinte.

Nesta seara, a média de hora noturna laborada pelo obreiro seria


em torno de 25 horas mensais, e não 90 horas como alega em sua Reclamação,
restando claro a sua má-fé ao tentar induzir o Juízo em erro.

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Data de Juntada: 18/09/2018 07:50
Fls.: 57

Documento assinado pelo Shodo

Assim, a pretensão de recebimento de adicional noturno deve ser


afastada em sua integralidade.

DA JORNADA DE TRABALHO. INEXISTÊNCIA DE HORAS EXTRAS A SEREM


INDENIZADAS.

O reclamante foi contratado pela reclamada para laborar de


acordo com o horário de funcionamento do restaurante, com jornada das 15h às
23h.

E sempre gozou de intervalo intrajornada de 1h, onde se


alimentava e descansava, e, tinha suas folgas durante a semana, além de folgar em
1 (um) domingo por mês, conforme prevê a legislação.

Por um curto período de pouco mais de dois meses, sua jornada


6
foi alterada. O restaurante necessitava de mão de obra no período diurno, para o
atendimento no horário de almoço, que iniciava-se às 10h30min e findava às
14h30min, e o Reclamante se prontificou a assumir a jornada enquanto não fosse
encontrada mão de obra qualificada para a função, ou seja, o trabalho neste
período apenas ocorreu após ele ter se voluntariado, não sendo uma imposição do
empregador.

Durante este período sua jornada foi alterada para o período de


10h30min às 14h30min, com intervalo intrajornada de 2h30min, retornando ao
labor às 17h e findando-o por volta das 22h30min.

Cumpre ressaltar que a Cláusula Vigésima Primeira da CCT da


categoria permite a realização de intervalo intrajornada superior a duas horas.

Além disso, nesta época o obreiro fez uma média de 1h30min de


hora extra por dia, sendo todas devidamente pagas, conforme se observa do
próprio extrato bancário anexo pelo Reclamante.

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Data de Juntada: 18/09/2018 07:50
Fls.: 58

Documento assinado pelo Shodo

Por outro lado, não há controle de jornada pelo Reclamado, visto


que no período em que o demandante prestou serviço à empresa, esta possuía
menos de 10 (dez) funcionários, logo, não havia folha de ponto, sendo ônus do
empregado comprovar seu direito de receber eventuais horas extras que não
teriam sido adimplidas.

Vejamos o que diz o parágrafo 2 do artigo 74 do Decreto Lei n°


5.452 de 01 de Maio de 1943:

Art. 74- O horário do trabalho constará de quadro, organizando modelo


expedido pelo Ministro do Trabalho, Industria e Comercio, e afixado em
lugar bem visível. Esse quadro será discriminativo no caso de não ser o
horário único para todos os empregados de uma mesma seção ou
turma.
§2°- Para os estabelecimentos de mais de dez trabalhadores será
obrigatória a anotação da hora de entrada e de saída, em registro
manual, mecânico ou eletrônico, conforme instrução a serem expedidas
pelo Ministério do Trabalho, devendo haver pré-assinalação do período 7
de repouso.

Nota-se que apenas nos casos dos estabelecimentos comerciais


com mais de 10 (dez) funcionários é obrigatório o registro de ponto, o que não é o
caso.

A súmula 338 do TST prevê a ausência de obrigatoriedade de


registro de ponto para empresas com menos de 10 funcionários, in verbis:

SUM-338 JORNADA DE TRABALHO. REGISTRO. ÔNUS DA PROVA


(incorporadas as Orientações Jurisprudenciais nºs 234 e 306 da SBDI-
1) - Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005
I - É ônus do empregador que conta com mais de 10 (dez) empregados
o registro da jornada de trabalho na forma do art. 74, § 2º, da CLT. A
não-apresentação injustificada dos controles de frequência gera
presunção relativa de veracidade da jornada de trabalho, a qual pode
ser elidida por prova em contrário. (ex-Súmula nº 338 – alterada pela
Res. 121/2003, DJ 21.11.2003) (grifou-se)
II - A presunção de veracidade da jornada de trabalho, ainda que
prevista em instrumento normativo, pode ser elidida por prova em
contrário. (ex-OJ nº 234 da SBDI-1 - inserida em 20.06.2001)

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Data de Juntada: 18/09/2018 07:50
Fls.: 59

Documento assinado pelo Shodo

III - Os cartões de ponto que demonstram horários de entrada e saída


uniformes são inválidos como meio de prova, invertendo-se o ônus da
prova, relativo às horas extras, que passa a ser do empregador,
prevalecendo a jornada da inicial se dele não se desincumbir. (ex-OJ nº
306 da SBDI-1- DJ 11.08.2003)

Desta feita, não há que se falar no pagamento de horas extras, pois


todas já foram pagas.

Ante o exposto, o pedido de pagamento das horas extras merece


ser julgado integralmente improcedente, bem como, as integrações e reflexos nos
consectários de direito, posto que, em não havendo a condenação no pagamento do
principal, não há que se cogitar no pagamento do acessório; assim, da mesma
forma deverá ser julgada o pleito quanto à incidência dos reflexos em DSR's, 13º
salários proporcionais, férias proporcionais + 1/3, FGTS + 40%, e demais
consectários. 8
Entrementes, caso o Douto Juízo entenda existir horas extras a ser
adimplida, o que se argumenta apenas por amor ao direito, requer desde já sejam
descontados os valores já pagos.

DA INEXISTÊNCIA DE SUPRESSÃO DE INTERVALO INTRAJORNADA E


INTERJORNADA.

Aduz ainda que o seu intervalo intrajornada e interjornada não


eram respeitados, motivo pelo qual devem pagos como não usufruídos com os
devidos acréscimos.

Entrementes restará demonstrado através da oitiva de


testemunhas que o obreiro sempre usufruiu dos intervalos.

Outrossim, não é possível apresentação de folha de ponto, pois,


como já explicado acima, a empresa possui menos de 10 funcionários e por isto
não realiza este tipo de controle da jornada.

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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 09e0f9f - Pág. 8
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Data de Juntada: 18/09/2018 07:50
Fls.: 60

Documento assinado pelo Shodo

Logo, não há que se falar em pagamento dos intervalos


intrajornada e interjonada com adicional de 50% e 60%, respectivamente, bem
como, seus reflexos nas demais verbas.

DA ALEGAÇÃO DE PRECARIEDADE DO AMBIENTE DE TRABALHO.

O Reclamante citou ainda que o local de trabalho seria precário


em razão das chapas e fornos ligados na cozinha e a proibição de abertura das
janelas.

Em que pese nada ter requerido em relação a essa suposta


precariedade do ambiente de trabalho, cumpre esclarecer que sua alegação não
condiz com a realidade.

No local possuem duas janelas que ficam fechadas por opção dos
9
funcionários, que diante do calor que faz na cidade de Campo Grande/MS aliado ao
calor normal de uma cozinha, preferem trabalhar com o ar-condicionado ligado
durante toda a jornada.

Ressalta-se, não há qualquer proibição para abertura das janelas.

Assim, a sua afirmação discrepa da verdade.

DO DIREITO AO RESSARCIMENTO DOS VALORES GASTOS COM HONORÁRIOS


ADVOCATÍCIOS.

Pleiteia o Reclamante a condenação da Reclamada em honorários


advocatícios no importe de 15% do valor da condenação.

Ocorre que com a reforma trabalhista ocorrida passou a ser


possível a condenação ao pagamento de honorários sucumbenciais, nos termos do
art. 791-A, caput e §3º, da CLT.

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Data de Juntada: 18/09/2018 07:50
Fls.: 61

Documento assinado pelo Shodo

Portanto, requer o pedido de pagamento de honorários


advocatícios contratuais seja julgado improcedente, haja vista a legislação
trabalhista ter norma específica sobre o assunto.

Além disso, desde já, pugna pela condenação do Reclamante em


honorários sucumbenciais em favor dos advogados da empresa reclamada haja
vista não ter comprovado documentalmente fazer jus ao benefício da justiça
gratuita.

DA LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ.

É patente a litigância de má do Reclamante, pois se utiliza da


alegação de fatos inverídicos para pleitear direito que sabe não possuir, eis que
trabalhou pouco mais de seis meses, mas requer a condenação da Reclamada em
R$ 36.900,00 (trinta e seis mil e novecentos reais).
10
O artigo 77, incisos I e II, do CPC, estabelece que:

Art. 77. Além de outros previstos neste Código, são deveres das partes,
de seus procuradores e de todos aqueles que de qualquer forma
participem do processo:

I - expor os fatos em juízo conforme a verdade;

II - não formular pretensão ou de apresentar defesa quando cientes de


que são destituídas de fundamento;

Por sua vez, aduz o artigo 79, do CPC, que “responde por perdas e
danos aquele que litigar de má-fé como autor, réu ou interveniente”.

Já o artigo 80, do CPC, elenca o que se considera litigância de má-


fé:

Art. 80. Considera-se litigante de má-fé aquele que:

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Data de Juntada: 18/09/2018 07:50
Fls.: 62

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I - deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato


incontroverso;
II - alterar a verdade dos fatos;
III - usar do processo para conseguir objetivo ilegal;
IV - opuser resistência injustificada ao andamento do processo;
V - proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do
processo;
VI - provocar incidente manifestamente infundado;
VII - interpuser recurso com intuito manifestamente protelatório.

O artigo 81 do mesmo diplome prevê que:

Art. 81. De ofício ou a requerimento, o juiz condenará o litigante de má-


fé a pagar multa, que deverá ser superior a um por cento e inferior a dez
por cento do valor corrigido da causa, a indenizar a parte contrária 11
pelos prejuízos que esta sofreu e a arcar com os honorários
advocatícios e com todas as despesas que efetuou.

Assim, com fundamento em todo o discorrido e na legislação


aplicável, é o pleito da Reclamada que seja o obreiro condenado ao pagamento da
multa prevista no artigo 80, do CPC, bem como ao pagamento de indenização pelos
prejuízos decorrentes da litigância de má-fé flagrante.

DOS MEIOS DE PROVA

A Reclamada protesta pela produção de todas as provas


admissíveis em juízo, notadamente pelo depoimento pessoal do Reclamante
(Súmula 74, do C. TST), juntada de documentos, oitiva de testemunhas, vistorias,
laudos e perícias e todos os demais meios que se fizerem necessários.

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Data de Juntada: 18/09/2018 07:50
Fls.: 63

Documento assinado pelo Shodo

DOS PEDIDOS

Ante o exposto, requer a Reclamada:

a) a total improcedência dos pleitos do Reclamante e da


Reclamação Trabalhista apresentada, ante os fundamentos
apresentados;

b) não concessão do benefício da justiça gratuita, por não ter restado


comprovado nos autos que preenche os requisitos, nos termos do
art. 790, § 3º e 4º, da CLT;

c) a condenação do Reclamante ao pagamento das custas


processuais e honorários sucumbenciais, conforme art. 791-A, da
CLT e demais despesas cabíveis, bem como, pagamento de multa
por litigância de má-fé.
12
d) Concessão de prazo para juntada da procuração;

e) Sejam todas as publicações realizadas no nome da advogada


Renata Gonçalves Pimentel, OAB/MS nº 11.980.

Termos em que, Pede deferimento.

Campo Grande – MS, 13 de setembro de 2018.

Renata Gonçalves Pimentel Fábio Pinto de Figueiredo


OAB/MS 11.980 OAB/MS 16943-B
Eva Maria de Araújo
OAB/MS 15266

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Data de Juntada: 18/09/2018 07:50
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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. f1bcbc9 - Pág. 1
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Data de Juntada: 18/09/2018 07:50
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Data de Juntada: 18/09/2018 07:50
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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 107f7d6 - Pág. 1
Número do documento: 18091717561853900000011920554
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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA 7ª VARA TRABALHO


DE CAMPO GRANDE/MS

Processo nº 0024521-67.2018.5.24.0007
1
CHINZARIAN & MIGUEL LTDA - EPP, já qualificada nos autos
especificados à epígrafe, por meio de sua advogada que a esta subscreve, vem,
respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, requerer a juntada da
procuração, carta de preposto e contrato de trabalho, em anexo.

Nestes termos,

Pede deferimento.

Campo Grande/MS, 18 de setembro de 2018.

Renata Gonçalves Pimentel Fábio Pinto de Figueiredo


OAB/MS 11.980 OAB/MS 16943-B
Eva Maria de Araújo
OAB/MS 15266

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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 0c7d618 - Pág. 1
Número do documento: 18091809061415200000011923050
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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. a4dce15 - Pág. 1
Número do documento: 18091809061691200000011923052
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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 366f6b3 - Pág. 1
Número do documento: 18091809062026000000011923053
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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 21ce1b3 - Pág. 1
Número do documento: 18091809062505900000011923055
Data de Juntada: 18/09/2018 09:06
Fls.: 73

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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. a27d274 - Pág. 1
Número do documento: 18091809063145700000011923056
Data de Juntada: 18/09/2018 09:06
Fls.: 74

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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. a27d274 - Pág. 2
Número do documento: 18091809063145700000011923056
Data de Juntada: 18/09/2018 09:06
Fls.: 75

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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. a27d274 - Pág. 3
Número do documento: 18091809063145700000011923056
Data de Juntada: 18/09/2018 09:06
Fls.: 76

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Número do documento: 18091809063145700000011923056
Data de Juntada: 18/09/2018 09:06
Fls.: 77

CENTRO JUDICIÁRIO DE MÉTODOS CONSENSUAIS DE SOLUÇÃODE DISPUTAS -


CEJUSC-JT CAMPO GRANDE

TERMO DE AUDIÊNCIA RELATIVO AO PROCESSO 0024521-67.2018.5.24.0007

Em 18 de setembro de 2018, na sala de sessões do CENTRO JUDICIÁRIO DE MÉTODOS


CONSENSUAIS DE SOLUÇÃO DE DISPUTAS / CEJUSC-JT CAMPO GRANDE, sob a direção do
Exmo(a). Juiz BORIS LUIZ CARDOZO DE SOUZA, realizou-se audiência relativa a AÇÃO
TRABALHISTA - RITO SUMARÍSSIMO número 0024521-67.2018.5.24.0007 ajuizada por PAULO
CESAR DE SOUZA ALELUIA em face de CHINZARIAN & MIGUEL LTDA - EPP.

Às 11h07min, aberta a audiência, foram, de ordem do Exmo(a). Juiz do Trabalho, apregoadas


as partes.

Presente o reclamante, acompanhado do(a) advogado(a), Dr(a). RUBYLAN LIMA


OLIVEIRA, OAB nº 20612/MS.

Presente o preposto do reclamado, Sr(a). Rodrigo FURTADO DE MENDONÇA, CPF


009.137.561-48, acompanhado(a) do(a) advogado(a), Dr(a). ANA PAULA ARNAS DIAS, OAB nº
20855/MS.

Conciliação recusada.

A(s) reclamada(s) apresenta(m) defesa escrita, com documentos, dos quais se dá vista ao (a)
reclamante pelo prazo de 10 dias úteis, a contar de 22/10/2018, inclusive.

Para audiência em prosseguimento, designo o dia 06/12/2018, às 9h30, na Sala de Audiência


da 7ª Vara do Trabalho nesta Capital.

Ficam desde já intimadas as partes para comparecerem na audiência em prosseguimento para


prestar depoimento, sob cominação de presumirem-se verazes as assertivas da parte adversa (Súmula TST
n. 74).

As partes deverão conduzir à audiência em prosseguimento as testemunhas que desejarem


inquirir, independentemente de intimação (CLT, 825). Independentemente do procedimento em que
tramite a demanda, somente haverá o adiamento da audiência pelo não comparecimento de testemunha
(CLT, 825, parágrafo único) mediante a comprovação do convite a esta formulado. "O art. 825, caput e
parágrafo único, da CLT, estabelece que as testemunhas comparecerão à audiência independentemente
de notificação, sendo intimadas, ex officio ou a requerimento das partes, as que não comparecerem.
Pressupõe-se que, para haver a intimação de ofício ou a requerimento da parte, deve a parte ter feito o
convite e a testemunha deve ter recusado o comparecimento à audiência. Não havendo prova do convite,
não há por que adiar a audiência" (TST-AIRR-125540-47.2006.5.09.0010, 7ª T. Rel. Min. Pedro Paulo
Manus, DJ 17-12-2010).

Audiência encerrada às 11h14.

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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 97cb245 - Pág. 1
Número do documento: 18091811165181400000011925722
Data de Juntada: 18/09/2018 16:00
Fls.: 78

BORIS LUIZ CARDOZO DE SOUZA

Juiz do Trabalho

Ata redigida por KLINGER FAHED SILVA NEPOMUCENO, Secretário(a) de Audiência.

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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 97cb245 - Pág. 2
Número do documento: 18091811165181400000011925722
Data de Juntada: 18/09/2018 16:00
Fls.: 79

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA 7ª VARA DO


TRABALHO DA COMARCA DE CAMPO GRANDE - MS

PJE Nº. 0024521-67.2018.5.24.0007

PAULO CESAR DE SOUZA ALELUIA, que contende


com CHINZARIAN & MIGUEL LTDA - EPP, já qualificados nos autos do número
supra em epígrafe, através de seus advogados infra-firmados, vem, mui respeitosamente
perante V. Exª apresentar Impugnação à Contestação e documentos juntados, pelo que
expõe e requerer o que se segue:

O reclamado em sua peça contestatória, afirma que o


obreiro foi contratado para exercer a função de auxiliar de cozinha em 18.08.2017, e
que sempre percebeu remuneração de R$1.200,00 (mil e duzentos reais), conforme
contratado (Id: 2c3ff12).

O reclamado insurge quanto ao reconhecimento do salário


pago por fora de R$1.400,00 (mil e quatrocentos reais), entretanto, pasmem,
CONFESSA que a remuneração do salário do obreiro sofria variação mês a mês.
___________________________________________________________________________1
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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. e82d878 - Pág. 1
Número do documento: 18110517545041900000012268547
Data de Juntada: 05/11/2018 17:55
Fls.: 80

Ocorre que, se a remuneração do trabalhador sofria


variação, no qual o reclamado atribuiu a pagamento de “eventuais horas extras e
adicional noturno”, tal pagamento deveria ter sido lançado no contracheque do obreiro,
entretanto, o único valor lançado no holerite do obreiro é o valor de R$1.200,00 (Id:
211f006), desta forma, não faz sentido algum negar o pagamento por fora e confessar
variação salarial paga por fora do holerite, restando claro que o único propósito, era
obstar a integração da referida verba na remuneração do obreiro e sua consequente
repercussão nas demais verbas decorrente do extinto contrato de trabalho, violando,
desta forma, os preceitos legais ancorados no art. 9º da CLT.

Todavia, o reclamado tenta fazer crer que os valores pagos


por fora se tratam de pagamento de valores pagos a título de horas extras e adicional
noturno, para que em possível condenação possa se esquivar do pagamento devido a
este título ao obreiro.

Razão ao lhe assiste. Conforme asseverado na exordial, o


pagamento por fora se tratava de complementação salarial (R$1.000,00), alimentação
(R$250,00) e transporte (R$150,00).

As horas extraordinárias laboradas pelo obreiro, bem


como as noturnas, sequer foram adimplidas.

Portanto, o pagamento salarial por fora, já comprovado


mediante documentação (extrato) e confissão do reclamado, NÃO SE CONFUNDE
com as horas extras laboradas. Podendo ainda ser corroborado em audiência de
instrução.

___________________________________________________________________________2
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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. e82d878 - Pág. 2
Número do documento: 18110517545041900000012268547
Data de Juntada: 05/11/2018 17:55
Fls.: 81

O reclamado tenta se socorrer ao extrato bancário do


obreiro, para justificar pagamento de horas extras, entretanto, JAMAIS houve
pagamento de horas extras laboradas. Horas extras devem ser lançadas no contracheque.

P O R T A N T O, confessa o reclamado que o reclamante


realizava jornada extraordinária, desta forma, requer a inversão do ônus da prova,
devendo o reclamado comprovar a jornada de trabalho e as horas extras laboradas e
adimplidas, sob pena de reconhecimento da jornada de trabalho lançada na exordial.

Desta forma, Excelência, tenta o reclamado, induzir este


douto juízo, alegando fatos totalmente divorciados da realidade, com argumentos
fantasiosos, fruto de sua imaginação, para tentar desqualificar os direitos subtraídos do
obreiro, que causaram prejuízos ao seu patrimônio.

Não resta menor dúvida, que o reclamado violou os


direitos sagrado do trabalhador locupletando-se com a mão de obra do obreiro, e agora,
tenta desqualificar o trabalhador, tendo ainda asseverado que o valor de R$2.686,00
(dois mil e seiscentos e sessenta e oito reais), correspondente a remuneração do colega
de trabalho Leandro, tratava-se na verdade do pagamento de horas extras, já
preparando-se para eventual compensação em eventual condenação.

Ora, Excelência, tais afirmações não merecem prosperar,


vez que o reclamante acostou nos autos extrato bancário (Id: bf5d201), e de forma clara
e cristalina, em sua peça inaugural (fl. 4 – Id: de6056a), discrimina os valores, que
foram depositados em sua conta corrente e, posteriormente efetuou os saques
repassando à quantia que era destinada a remuneração do Sr. Leandro.

___________________________________________________________________________3
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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. e82d878 - Pág. 3
Número do documento: 18110517545041900000012268547
Data de Juntada: 05/11/2018 17:55
Fls.: 82

Apenas para total esclarecimento dos fatos, e


comprovando a boa-fé do reclamante, segue abaixo imagem do aplicativo whatsapp,
que comprovam que o depósito de dezembro realizado na conta do reclamante
correspondia a sua remuneração e de seu colega de trabalho Sr. Leandro e não referente
a horas extras como tenta induzir o reclamado, no qual o próprio reclamado especifica
exatamente os valores destinado a este, senão vejamos:

Com relação ao adicional noturno o reclamando também


CONFESSA que o obreiro laborava no horário noturno, insurgindo apenas quanto a
hora média devida, entretanto, a quantidade de horas noturnas praticadas pelo
reclamante decorre da jornada de trabalho efetivamente laborada pelo obreiro, conforme

___________________________________________________________________________4
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Data de Juntada: 05/11/2018 17:55
Fls.: 83

alegado na exordial. Ressaltando ainda inequívoca procedência do pedido, ante a


ausência de pagamento de adicional noturno ao obreiro.

Em razão de supressão do intervalo intrajornada e


interjornada, o reclamante faz jus ao recebimento das horas extras nos termos da
exordial, o que restará sobejamente comprovado em audiência de instrução.

Por fim, o reclamante fez prova de que não possui


condições financeiras para sem o prejuízo próprio ou de sua família arcar com despesas
processuais, através de declaração de hipossuficiência (Id: 7939fef), fazendo jus a ao
benefício da assistência judiciária gratuita, devendo, ainda ser o reclamado condenado
ao pagamento dos honorários advocatícios pleiteados, nos termos do art. 791-A da CLT.

Por fim, em razão de todo o exposto, impugnam-se os


argumentos expendidos na contestação e documentos que lhe instruem, requerendo o
regular prosseguimento do feito, ratificando todos os termos alinhavados na inicial que
deverão ao final serem julgados totalmente procedentes.

Nestes termos,

Pede deferimento.

Campo Grande/MS, 05 de novembro de 2018.

Celso Pereira da Silva Domitilla Vasco de Toledo Pereira

OAB/MS 2.546 OAB/MS 12.830

Rubylan Lima de Oliveira

OAB/MS 20.612
___________________________________________________________________________5
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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. e82d878 - Pág. 5
Número do documento: 18110517545041900000012268547
Data de Juntada: 05/11/2018 17:55
Fls.: 84

PODER JUDICIÁRIO
Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região
7ª VARA DO TRABALHO DE CAMPO GRANDE
Rua Jornalista Belizário Lima, 418 - Vila Glória
CEP. 79004-270 Telefone: (67) 3316-1917
e-mail: cg_vt7@trt24.jus.br

Processo Judicial Eletrônico - PJe n. 0024521-67.2018.5.24.0007


Reclamante(s): PAULO CESAR DE SOUZA ALELUIA
Reclamada(o)(s): CHINZARIAN & MIGUEL LTDA - EPP

CERTIDÃO

De ordem do Excelentíssimo Senhor Doutor Bóris Luiz Cardozo de Souza, Juiz da 7ª Vara do Trabalho de Campo Grande,
certifico e dou fé que, por motivo de reordenamento da pauta, a audiência de instrução processual marcada para o dia 06/12/2018
foi antecipada para o dia 30/11/2018, às 9h30, mantidas as cominações anteriores.

É o que me cumpre certificar.

O nome do signatário e a data do presente documento constam em sua assinatura eletrônica. Em caso de assinatura em dia não útil, considera-se praticado o ato no dia
útil subsequente.

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: VANESSA ELKHOURY REZENDE BACARJI


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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 8ed7897 - Pág. 1
Número do documento: 18111417285304900000012341697
Data de Juntada: 14/11/2018 17:28
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Reclamante(s): PAULO CESAR DE SOUZA ALELUIA
Reclamada(o)(s): CHINZARIAN & MIGUEL LTDA - EPP

CERTIDÃO

De ordem do Excelentíssimo Senhor Doutor Bóris Luiz Cardozo de Souza, Juiz da 7ª Vara do Trabalho de Campo Grande,
certifico e dou fé que, por motivo de reordenamento da pauta, a audiência de instrução processual marcada para o dia 06/12/2018
foi antecipada para o dia 30/11/2018, às 9h30, mantidas as cominações anteriores.

É o que me cumpre certificar.

O nome do signatário e a data do presente documento constam em sua assinatura eletrônica. Em caso de assinatura em dia não útil, considera-se praticado o ato no dia
útil subsequente.

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Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 53e2bc4 - Pág. 1
Número do documento: 18111417300566300000012341706
Data de Juntada: 14/11/2018 17:30
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CERTIDÃO

De ordem do Excelentíssimo Senhor Doutor Bóris Luiz Cardozo de Souza, Juiz da 7ª Vara do Trabalho de Campo Grande,
certifico e dou fé que, por motivo de reordenamento da pauta, a audiência de instrução processual marcada para o dia 06/12/2018
foi antecipada para o dia 30/11/2018, às 9h30, mantidas as cominações anteriores.

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https://pje.trt24.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=18111417300589000000012341707
Número do processo: RTSum 0024521-67.2018.5.24.0007 ID. 8ba8a44 - Pág. 1
Número do documento: 18111417300589000000012341707
Data de Juntada: 14/11/2018 17:30
SUMÁRIO

Documentos
Id. Data de Documento Tipo
Juntada
de6056a 15/06/2018 Petição Inicial Petição Inicial
15:47
0257767 15/06/2018 Procuração Procuração
15:47
7939fef 15/06/2018 Declaração deHipossuficiência Declaração de Hipossuficiência
15:47
b5a3623 15/06/2018 Documento Diverso Documento Diverso
15:47
b403325 15/06/2018 Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) Carteira de Trabalho e Previdência
15:47 Social (CTPS)
2c3ff12 15/06/2018 Contrato de Trabalho Contrato de Trabalho
15:47
211f006 15/06/2018 Contracheque/Recibo de Salário Contracheque/Recibo de Salário
15:47
bf5d201 15/06/2018 Extrato Bancário Extrato Bancário
15:47
fe68ea0 15/06/2018 Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho Termo de Rescisão de Contrato de
15:47 (TRCT) Trabalho (TRCT)
5c28813 15/06/2018 Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)
15:47
a4e3d90 03/07/2018 Intimação Intimação
12:46
b4f8f8b 03/07/2018 Notificação Notificação
12:46
4beb97a 18/09/2018 Habilitação em processo Solicitação de Habilitação
07:44
08ca6a9 18/09/2018 contrato social Contrato Social
07:44
175235b 18/09/2018 contestação Contestação
07:50
5b54f53 18/09/2018 CONTRATO SOCIAL Contrato Social
07:50
09e0f9f 18/09/2018 contestação Documento Diverso
07:50
f1bcbc9 18/09/2018 Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho Termo de Rescisão de Contrato de
07:50 (TRCT) Trabalho (TRCT)
107f7d6 18/09/2018 Petição em PDF Manifestação
09:06
0c7d618 18/09/2018 Petição juntada de procuração Documento Diverso
09:06
a4dce15 18/09/2018 Procuração Procuração
09:06
366f6b3 18/09/2018 Substabelecimento com Reserva de Poderes Substabelecimento com Reserva de
09:06 Poderes
21ce1b3 18/09/2018 Carta de Preposição Carta de Preposição
09:06
a27d274 18/09/2018 Contrato Contrato
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8ed7897 14/11/2018 Certidão Certidão
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53e2bc4 14/11/2018 Intimação Intimação
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8ba8a44 14/11/2018 Intimação Intimação
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