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Pressões Anormais

de Trabalho
Professor: Eng.º Rodrigo Teixeira Pereira
Disciplina: Higiene e Segurança do Trabalho
RISCOS FÍSICOS EM PRESSÕES
ANORMAIS

 No desenvolvimento de suas atividades, os trabalhadores


são influenciados pela pressão atmosférica em seu ambiente
de trabalho.
 Em grande parte das atividades a pressão de trabalho é a
atmosférica ou próxima dela pois no Brasil não temos muitos
locais de altitudes elevadas, no entanto algumas atividades
expõe os trabalhadores a pressões acima do normal em
trabalhos de mergulho e em túbulos pressurizados.
PRESSÕES ANORMAIS EFEITOS DA PRESSÃO
ATMOSFÉRICA NO ORGANISMO
 Como o corpo é constituído de muitas cavidades
pneumáticas e o sangue é uma solução que se presta
para o transporte de gases, sofre muito com as
variações de pressão, que alteram o volume dos gases,
bem como a solubilidade dos gases no sangue.
 Essas alterações são regidas pelas leis dos gases.
PRESSÕES ANORMAIS LEI DE
BOYLE
 A uma temperatura constante, o volume de um gás é
inversamente proporcional à sua pressão.
LEI DE BOYLE – Aplicada a
respiração
PRESSÕES ANORMAIS LEI DE
HENRY
 A quantidade de um gás que se dissolve em um líquido, a
uma determinada temperatura, é proporcional à pressão
parcial do gás.
PRESSÃO X SOLUBILIDADE
PRESSÕES ANORMAIS EFEITOS DA PRESSÃO
ATMOSFÉRICA NO ORGANISMO
 Como o corpo é constituído de muitas cavidades pneumáticas e
o sangue é uma solução que se presta para o transporte de
gases, sofre muito com as variações de pressão, que alteram o
volume dos gases, bem como a solubilidade dos gases no
sangue.
 Essas alterações são regidas pelas leis dos gases.
BAROTRAUMA
 É um acidente que decorre da incapacidade de se equilibrar
a pressão no interior das cavidades pneumáticas do organismo
com a pressão ambiente em variação.
PRESSÕES ANORMAIS EMBOLIA
TRAUMÁTICA PELO AR
 No caso de um mergulhador ter que subir rapidamente em uma
situação de emergência, tendo respirado ar comprimido no
fundo, o ar retido nos pulmões aumento de volume, podendo
romper os alvéolos, provocando a penetração do ar na corrente
sanguínea. Esse acidente não ocorre no mergulho
livre(em apneia).
Mecanismo de Embolia
pulmonar
PRESSÕES ANORMAIS COMPRESSÃO
 No caso da Compressão, diversos riscos atinge os trabalhadores
como: irritação dos pulmões quando a pressão atinge o nível de
cinco atmosferas; narcose pelo nitrogênio com início em 4
atmosferas e até produzir perda da consciência a
10 atmosferas.
EMBRIAGUEZ DAS PROFUNDIDADES
 A embriaguez das
profundidades é provocada
pela impregnação difusa
do sistema nervoso central por
elementos de uma mistura
gasosa respirada além de uma
certa profundidade,
com manifestação psíquicas,
sensitivas e motoras.
A 30m metros de profundidade
começam a aparecer os sinais
de embriaguez, a 60 metros,
com ar comprimido as tarefas
são prejudicadas por esse
problema.
 A 90 metros, poucas pessoas
conseguem executar as tarefas
programadas.
 Existe uma proporcionalidade
entre a profundidade e a
intensidade dos sintomas,
justificando a chamada“Lei
Martini” a cada 100 pés
de profundidade,
correspondem aos efeitos de
uma dose de Martini.
DESCOMPRESSÃO
 Na descompressão diversos problemas podem ocorrer como:
 Ruptura dos alvéolos pela expansão brusca do ar nos pulmões.
 Com a descompressão muito rápida, a quantidade de nitrogênio
liberada do sangue pode se dar numa velocidade maior que
a capacidade do sangue de transportá-la para os pulmões,
podendo ocorrer fortes dores em várias partes do corpo.
 Dores abdominais ocorrem pela expansão dos gases nos
intestinos; dores de dente provocada pela expansão dos gases
presos entre o dente e uma obturação; Inconsciência, tonturas e
paralisia no caso de atingir o sistema nervoso central.
 O anexo 6 da NR-15 também fornece as tabelas de
descompressão para os mais variados períodos de trabalho em
função da pressão.

TUBULÃO PRESSURIZADO
 Os túbulos são um tipo de fundação
profunda composta por segmentos
de seção circular.
 Sua execução é feita pela escavação
de um fuste cilíndrico e de uma
base, que costuma ser alargada em
formato de cone. As fundações têm
armação de aço e seus segmentos
são concretados in loco.
 Em geral, os túbulos têm pelo menos
70 cm de diâmetro e costumam ser
usados para obras de carga elevada
como pontes, viadutos e edificações
de grande porte.
Escavação para os Túbulos
 A escavação para os túbulos pode ser feita ao ar livre ou com
campânula (câmara) de ar comprimido.
 Neste segundo método, é instalada uma câmara na parte
superior do tubo de concreto, acima do nível da terra, para
injeção de ar comprimido no poço.
 Esse procedimento impede a entrada de água na escavação
graças à pressão interna exercida.
Etapas de implementação de
túbulos
Terraplanagem e escavação
preliminar
 Antes de executar qualquer fundação é
feito um mapeamento geotécnico.
 Os serviços são iniciados com a
terraplenagem do local.
 Em seguida, é feita uma escavação
preliminar, a céu aberto, onde se executa
um poço (geralmente entre 1,5 m e 2 m
de profundidade) de apoio ao
assentamento das fôrmas.
 As escavações para executar o tubulão
podem ser feitas manualmente ou
mecanicamente, com um trado mecânico.
Instalação das fôrmas e
montagem das armaduras
 No poço primário, é
montada uma fôrma circular
(metálica ou de madeira) em
volta da qual é armada a
ferragem do tubulão.
 Concluída a armação, é
instalada uma fôrma circular
externa. Os diâmetros
variam conforme o projeto.
 O comprimento desse
primeiro segmento costuma
ser em torno de 4 m (cerca
de metade dentro do poço e
metade acima do nível do
terreno).
Concretagem da primeira
sessão
 É feita a concretagem da camisa (espaço entre as fôrmas
interna e externa).
 Após a concretagem e a cura do concreto, faz-se a desenforma
interna e externa. Na extremidade superior da camisa de
concreto são fixados chumbadores para acoplar a campânula
usada para comprimir o ar.
Escavação sob ar
comprimido
 Com o primeiro segmento tubular
concretado, é montada a
campânula sobre o tubulão em
execução.
 A partir daí, os trabalhos de
escavação são feitos sob ar
comprimido, avançando
normalmente em trechos de 1 m a
1,5 m.
 A campânula é retirada para
concretagem de novos segmentos
do tubulão - cada segmento é
executado com a mesma
composição de armação e de
fôrmas internas e externas.
 A sequência concretagem-
escavação concretagem é repetida
até que se atinja a profundidade
prevista em projeto ou
determinada pela inspeção.
Campânula de ar comprimido
 A campânula é
composta de várias
peças, as quais são
presas umas as outras
através de parafusos,
porcas, arruelas e
vedações.
 Uma vez montada, a
câmara é
pressurizada com
compressores.
 Ela também tem
função de segurança
para os profissionais:
 é pela câmara que
os operários
passam pelo
processo de
compressão e
descompressão
para poderem
trabalhar sob ar
comprimido.
Alargamento da base
 Ao atingir a cota de
assentamento do tubulão, é
feita a inspeção do terreno.
 Caso a exigência (de
capacidade de carga, de
resistência, entre outros
fatores) seja atendida, pode-se
então expandir a base. Na
maioria dos casos, usa-se base
alargada para melhor
aproveitamento da capacidade
resistente do terreno.
 Após o alargamento, uma nova
vistoria é feita para conferir as
dimensões e verificar a
armadura da base.
 Por fim, é feito o
preenchimento com concreto,
sem remoção da campânula.
Liberação da Base por Engenheiro de
Fundação Geotécnico
 Antes da base ser
concretada um engenheiro
deverá fazer a inspeção
técnica conferindo todas as
medidas da base e
desaprumo do tubuçlão
certificando-se que a base
foi executada conforme
expectativa da fundação
conforme a geologia
prevista pelo projeto de
fundação em camada de
suporte com tensão
admissível para o projeto.
Concretagem da base
 O concreto é introduzido na campânula por meio do
"cachimbo" de concretagem. Após o preenchimento da
base, a execução do tubulão é encerrada. Ele deve
permanecer comprimido durante seis horas após a
concretagem da base.
Normas técnicas
 O projeto e a execução de túbulos deve seguir as seguintes
normas da ABNT: NBR 6118:2004 - Projeto de Estruturas de
Concreto - Procedimento, NBR 6122:1996 - Projeto e Execução
de Fundações e NBR 7678:1983 - Segurança na Execução de
Obras e Serviços de Construção.
NORMAS PARA PRESSÃO
ANORMAL EM TUBULÕES A AR
COMPRIMIDO
COMPRESSÃO
 No caso da compressão
deve-se elevar a pressão
de 0,3 kgf/cm2 no
primeiro minuto,
fazendo-se a seguir
a observação dos
sintomas e efeitos
nos trabalhadores.
 A partir daí, com
uma taxa de no máximo
0,7 kgf/cm2 por minuto
aumenta-se a pressão até
o valor de trabalho.
 No caso de algum
problema em qualquer
etapa da compressão, ela
deve imediatamente
interrompida.
DESCOMPRESSÃO
 No caso da descompressão, além da pressão de trabalho é
necessário também o tempo de permanência nessa pressão.
 Na descompressão a pressão será reduzida a uma taxa
não superior a 0,4 kgf/cm2 por minuto até o primeiro estágio,
definido na tabela a ser utilizada. A seguir se mantém a
pressão por um tempo de parada indicado na tabela.
CÂMARA DE COMPRESSÃO
 Deve-se controlar a temperatura e o nível
dos contaminantes, que sob pressões
maiores são mais facilmente absorvidos
pelo organismo.
CONTAMINANTE
 O anexo 6 estabelece alguns limites de
concentração conforme a tabela:

CONTAMINANTE

LIMITE DE TOLER.
Monóxido de Carbono 20 ppm/v
Dióxido de Carbono 2.500 ppm/v
Óleo/Mat.Particulado: 5 mg/m3 (PT2
kgf/cm2)
Metano 10% do LIE
Oxigênio mais de 20%
O controle da temperatura
 O controle da temperatura deve ser feito através
de um sistema de refrigeração do ar e durante
a permanência dos trabalhadores no interior do
tubulão, e o limite de tolerância é dado
pelo TGU(Temperatura de Globo Úmido) de 27
graus centígrados, medidos através do termômetro
de Globo Úmido (Botsball).
 A taxa de ventilação deve ser de pelo menos de 30
pés cúbicos/minuto/homem.
 No caso de pressões elevadas recomenda-
se substituir a mistura Oxigênio/Nitrogênio
por mistura Oxigênio/Hélio, pois o Hélio
não apresenta os inconvenientes dos
efeitos anestésicos do Nitrogênio.
Sinalização dos locais de
trabalho
 O anexo 6 exige a sinalização dos locais de trabalho sob
pressão, através de uma placa de identificação, com 4
cm de altura e 6 cm de largura, em alumínio de 2 mm,
com os dizeres:

 PRESSÕES ANORMAIS
(frente)
MEDIDAS DE CONTROLE
RELATIVAS AO AMBIENTE
 1) Ventilação contínua de, no mínimo,
30 pés3/min/homem.
2) TGU = 27 º C
3) Sistema de telefonia ou similar para comunicação com
o exterior
4) A qualidade do ar deverá ser mantida dentro
dos padrões de pureza.
5) Pressão máxima = 3,4 kgf/cm2 (Exceto emergência e
tratamento médico)
Compressor de Ar Comprimido Campânula hospitalar Hiperbárica
MEDIDAS ADMINISTRATIVAS E
RELATIVAS AO TRABALHADOR
 1)Uma compressão a cada 24 horas
2)18 anos ≤ idade ≤ 45 anos
3)Exame médico obrigatório, pré-admissional e periódico
4)Uso obrigatório de plaqueta de identificação
5)Inspeção médica antes da jornada de trabalho
6)Proibido o trabalho para alcoolizados, ingestão
de bebidas alcoólicas e fumo nos ambientes de trabalho.
7)Deve haver instalações para assistência médica,
recuperação, alimentação e higiene
8)Cada trabalhador deve possuir atestado de aptidão
ao trabalho, válido por 6 meses.
9)Após a descompressão o trabalhador deve
permanecer no mínimo duas horas no canteiro de obras
sob observação médica.
10)Folha de registro de compressão e descompressão.
A Norma Regulamentadora nº 15
 A Norma Regulamentadora nº 15, estabelece normas,
procedimentos para a realização de trabalhos em
pressões anormais.
 Algumas atividades laborais são realizadas em condições
diferentes das condições normais de temperatura e
pressão.
 Trabalhos como de túbulos a ar comprimido, trabalho de
mergulho, mineração subterrânea e etc., onde os
trabalhadores ficam submetidos a pressões maiores que a
atmosférica, alteram significativamente as condições do
corpo humano, principalmente provocando a diminuição
de oxigênio presente no organismo humano, podendo
trazer consequências irreversíveis ao trabalhador.
Tipos de Pressões

 EXISTEM DOIS TIPOS DE PRESSÕES ANORMAIS, CAUSADAS PELA


VARIAÇÃO DA PRESSÃO ATMOSFÉRICA:

 PRESSÃO HIPERBÁRICA:

Quando o homem está sujeito a pressões menores que a
pressão atmosférica. Estas situações ocorrem a elevadas
altitudes.

PRESSÃO HIPOBÁRICA.
 Quando o homem fica sujeito a pressões maiores que a
atmosférica.

Espaço confinado
 HIPERBÁRICA:
 DEFINIÇÃO DE ESPAÇOS CONFINADOS
 Espaços confinados são definidos pelas condições seguintes:
 •Não foram concebidos para ocupação contínua.

 •Passagens limitadas para entrar e sair.

 •Dificuldade para resgate.

 •Ventilação insuficiente para remover contaminantes,


deficiência/enriquecimento de oxigênio que exista ou possa se
desenvolver.
ESPAÇO CONFINADOS
 EXEMPLOS:
 Tanques fixos e móveis
 Poços
 Galerias
 Túbulos
 Rede de esgoto
 Túneis
 E etc.
Acidentes
 Os riscos à saúde do trabalhador existem diretamente em três
fases da atividade:

 •Fase de compressão
 (período de preparo inicial)
 •Fase de pressão constante
 (execução do trabalho)
 •Fase descompressiva
 (período de preparo final)
FASE DE COMPRESSÃO
 Os problemas normalmente ocorrem com o ouvido,
afetando principalmente o tímpano.
 Pode ocorrer também irritação nos pulmões e efeitos
narcóticos.
 Deve haver cuidado com o tempo de compressão, que
deve ser lento, gradual e controlado, para que se
estabeleça o equilíbrio entre o ouvido médio e o
externo.
 Não devem ser expostos trabalhadores em estado gripal
ou outros problemas pulmonares, pois os mesmos
apresentam maiores dificuldades de equilibrar as
pressões.
PRESSÃO CONSTANTE
 Quando já há equilíbrio entre as pressões
internas e externas, não há riscos maiores,
com exceção da possibilidade de
intoxicação por monóxido de carbono,
resultante da combustão incompleta de
matéria orgânica.
FASE DE DESCOMPRESSÃO
 É que se apresentam os maiores riscos à
saúde do trabalhador.
 A descompressão pode causar ao
organismo:
 doença descompressiva (descompressão
abrupta), barotrauma,problemas nos ouvidos,
embolia gasosa (bolhas no sangue);embolia nas
vísceras (bolhas nos intestinos, pâncreas,
fígado,etc.), problemas no coração, pulmão,
cérebro, ossos e articulações, enfisema
subcutâneo (bolhas sob a pele), intoxicação
pelo CO2, exaustão, embriaguez das
profundidades
Segurança em atividades de
mergulho
 Os trabalhos envolvendo pressões anormais mais comuns
no Brasil são aqueles desenvolvidos em altas pressões.
 O Anexo 6 da NR 15, considera insalubre os trabalhos sob
ar comprimido e aqueles que são submersos, ou seja, em
atividades de mergulho.
Perigos da atividade em
mergulho
 As atividades hiperbaricas com mergulho, o tempo em
que o mergulhador retorna a superficie, assim como a
velocidade com a qual ele sobe e a profundidade onde
este executou sua tarefa e suma importancia para que
este não venha a desenvolver uma doenca causada pela
rapida descompressão.
Trabalhos submersos:
mergulho
 O mergulho de saturação é a atividade de mergulhador
profissional em alta profundidade, como do mergulhador
de plataforma submarina de exploração de petróleo que
imerge a mais de 300 metros de profundidade para
manipular válvulas nos oleodutos ou fazer reparos nos
equipamentos (MEDICINA HIPERBÁRICA: MERGULHO DE
SATURAÇÃO, 2013).
Efeitos da pressão
atmosférica no organismo
 Os riscos das atividades realizadas sob condições hiperbáricas estão
relacionados com o momento de compressão e descompressão do
trabalhador.
 Durante o processo de compressão (aumento da pressão), o sangue passa
a absorver mais partículas de gases, oxigênio e nitrogênio que ficam
dissolvidos no sangue.
 Com a diminuição da pressão (descompressão), essa solubilidade de gases
vai diminuindo.
 Logo, se a descompressão for feita muito rapidamente, os gases tentarão
sair bruscamente do corpo causando dores, ruptura dos alvéolos,
penetração do ar na corrente sanguínea e até mesmo a morte por
embolia.
 Desta forma, o trabalhador precisa ser pressurizado e despressurizado de
forma gradual, em estágios, para equilibrar a pressão dos gases de seu
corpo com o ambiente externo.
Embolia
 Embolia pelo ar é a obstrução
dos vasos sanguíneos causada
pela presença de bolhas na
corrente sanguínea,
normalmente, provocadas pela
expansão do ar retido nos
pulmões do mergulhador
enquanto diminui a pressão
durante uma subida
 A descompressão rápida pode gerar ruptura da membrana
timpânica, hemorragia dos seios sinusais da face, dores
abdominais pela expansão dos gases no intestino, dores de
dente provocadas pela expansão dos gases presos entre os
dentes, dores em articulações, tonturas, confusão,
funcionamento cerebral anormal, fraqueza, formigamento,
fadiga aguda, erupção na pele e paralisia no caso da
expansão dos gases atingir a parte central do sistema
nervoso.
Barotraumas
 Doenças como barotraumas, embolias, embriagues das
profundidades (onde ocorre a saturação por nitrogênio,
N2) e intoxicações provocadas por oxigênio e gás
carbônico devido a sua maior concentração. Estes são
definidos como barotraumas, que são traumatismos
causados pela pressão.
Medidas de controle
 Como medidas de controle, o Anexo 6 da NR-15 estabelece
critérios para o planejamento das compressões e
descompressões.
 Neste anexo, existem diversas tabelas de descompressão
para os mais variados períodos de trabalho em função da
pressão, no caso de trabalhos sob ar comprimido; e tabelas
em função da profundidade e do tempo, para os
mergulhadores.
 Essas tabelas devem ser rigorosamente respeitadas a fim de
se evitar as doenças anteriormente explicadas.
 Além da descompressão gradual e em estágios, outra medida
de controle importante são os exames médicos que devem
ser pré-admissionais e periódicos.
 Ainda, antes de iniciar a jornada de trabalho, os
trabalhadores deverão ser inspecionados pelo médico de
forma que não será permitida a entrada em serviço dos
trabalhadores que apresentarem sinais de afecções das vias
respiratórias ou outras moléstias.