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DISCIPLINA ELETROTÉCNICA

Departamento de Engenharia Elétrica


M. Sc. Antônia Ferreira dosSantosCruz
Antonia.Cruz@unifacs.br
Eletrotécnic
a
• NOÇÕES GERAIS SOBRE :
• EnergiaElétrica
• TensãoElétrica ; Corrente Elétrica ;ResistênciaElétrica
• Lei de Ohm
• CorrenteContínua
• Cálculos de Grandezas Elétricas – I, R e E
• Circuito Série
• Circuito Paralelo
• Circuitos em CorrenteAlternada
• Potência ElétricaAtiva
• Potência Elétricaaparente
• Potência Elétricareativa
• Circuito Monofásico
• CircuitoTrifásico
• Fator dePotência
• Demanda
• Fator dedemanda
• Fator decarga
• Potenciainstalada
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ESTRUTURAATÔMICA
INTRODUÇÃO

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ENERGIA ELÉTRICA
• A energia elétrica é uma forma de energia que pode ser transportada
facilmente. Para chegar em uma casa, nas ruas, industria e no
comércio, ela percorre um longo caminho a partir das usinas
geradoras de energia. deTransmissão.

• AEnergia Elétrica (E) é a Potência Elétrica (P) vezes o tempo de


utilização (em horas, por exemplo) do qual o fenômeno elétrico
acontece (uma lâmpada de 100W acesa por 8 h, por exemplo,
consome uma energia de800Wh).

• E = (U x I) x t ou E = P xt

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ENERGIA ELÉTRICA
• Aenergia elétrica passa por 3 principaisetapas:
• Geração: - A energia elétrica é produzida a partir energia mecânica de rotação de um
eixo de uma turbina que movimenta um gerador. Esta rotação é causada por diferentes
fontes primárias, como por exemplo, a força da água que cai (hidráulica), a força do
vapor (térmica) que pode ter origem na queima do carvão, óleo combustível ou, ainda,
na fissão do urânio(nuclear).
• Transmissão: - As usinas hidroelétricas nem sempre se situam próximas aos centros
consumidores de energia elétrica. Por isso, é preciso transportar a energia elétrica
produzida nas usinas até os locais de consumo: cidades, indústrias, propriedades rurais,
etc. Para viabilizar o transporte de energia elétrica, são construídas as Subestações
• elevadoras de tensão e as Linhas detransmissão
• Distribuição: - ARede de Distribuição recebe a energia elétrica em um nível de tensão
adequado à sua Distribuição por toda a cidade, porém, inadequada para sua utilização
imediata para a maioria dos consumidores. Assim, os transformadores instalados nos
postes das cidades fornecem a energia elétrica diretamente para as residências,parao
comércio e outros locais de consumo, no nível de tensão (127/220 Volts, por exemplo),
adequado à utilização

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ENERGIA ELÉTRICA
TENSÃO E CORRENTE
ELÉTRICA
• Em um átomo, o número de Elétrons é igual ao número de Prótons,
sendo portanto, o átomo eletricamente neutro, pois a soma das cargas
dos Elétrons (negativas) com as cargas dos Prótons (positivas) é igual a
zero. Os Elétrons existentes em um condutor de eletricidade , estão em
constante movimentodesordenado.
• Para que estes elétrons se movimentem de forma ordenada nos
condutores , é necessário ter uma força que os empurre. Essa força é
chamada de Tensão Elétrica (U). Sua unidade de medida é o Volt. O
símbolo desta unidade é V.Exemplo: Tensãoelétrica de 127 V (Volts).
• O movimento ordenado de elétrons, provocado pela tensão elétrica,
forma uma corrente de elétrons. Essa corrente de elétrons é chamada
de Corrente Elétrica (I). Sua unidade de medida é o Ampère. O símbolo
desta unidade é A. Exemplo: Corrente elétrica de 10 A (Ampères).

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RESISTÊNCIA ELÉTRICA – LEI DE OHM
• É chamada de Resistência Elétrica (R) a oposição que o circuito
oferece à circulação da corrente elétrica. A unidade da Resistência
Elétrica é o Ohm e o seu símbolo é o Ω (letra grega chamada de
ômega).
• A Lei de Ohm, estabelece que: se for aplicado em um circuito
elétrico, uma tensão de 1V, cuja resistência elétrica seja de 1 Ω , a
corrente que circulará pelo circuito, seráde1A.
• Com isso tem-se:
I = U /R
Desta relação pode-se tirar outras,como:
U = R x I e R = U /I
Onde: U: Tensão Elétrica; I: Corrente Elétrica; R: Resistência
Elétrica.

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POTÊNCIA ELÉTRICA
A Potência é definida como sendo o trabalho efetuado na unidade do
tempo. A Potência Elétrica (P) é calculada através da multiplicação
da Tensão pela Corrente Elétrica de um circuito. A unidade da
Potência Elétrica é o Watt e o seu símbolo éoW.
• Uma lâmpada ao ser percorrida pela corrente elétrica, ela acende e
aquece.Aluz e o calor produzido nada mais são do que o resultado da
potência elétrica que foi transformada em potência luminosa (luz) e
potência térmica (calor).
• Tem-se que: P = U xI(Watts)
• Como U = R x I e I = U/R
pode-se calcular também a Potência (P) atravésdosseguintes
modos:
• P = (R x I) x I ou P = R xI2
• Então tem-se: P = Ux U/R ou P = U2 /R
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POTÊNCIA ELÉTRICA
• Potência Ativa (aquela que efetivamente produz trabalho
útil, usualmente expressa em kW -quilowatt),
• Potência Reativa (aquela que produz o fluxo magnético
necessário ao funcionamento dos motores e
transformadores , usualmente expressa em kVAr -
quilovolt-ampere-reativo)
• Potência Aparente (soma vetorial ou fasorial das
potências ativa e reativa, usualmente expressa em kVA -
quilovolt-ampere).
• Sendo S a potência aparente, P a potência ativa e Q a
potência reativa , vale aqui também a relação
S2= P2+ Q2.

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CÁLCULOS DE GRANDEZAS ELÉTRICAS
• Um chuveiro elétrico com uma potência de 4.400 Watts, 127 Volts, funcionando
durante 15 minutos. Calcular a corrente, resistência e a energia elétrica
consumida.
• a) Corrente Elétrica I = P /U
• 4.400 W/127V = 34,6A(Ampères)
• b) Resistência Elétrica R = U/I
• 127 V/ 34,6A = 3,7Ω(Ohms)
• c) Energia Elétrica E = P xt
• Primeiramente, deverá ser transformado o tempo dos 15 minutos em horas.
Fazendo uma “regra de três”,tem-se:
60 minutos  1 hora 15 minutos  x = 15 minutos/ 60 minutos = 0,25 h ou ¼h
E= 4.400 W x 0,25 h = 1.100Wh
EXERCICIO : Efetuar os mesmos cálculos, considerando que o chuveiro elétrico
foi feito para funcionar em 220Volts.

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CIRCUITO SÉRIE
• O Circuito Série é aquele constituído por mais de uma carga, ligadas em série
uma com as outras, isto é, cada carga é ligada na extremidade de outra carga,
diretamente ou por meio de condutores. Exemplo de circuitos elétricos ligados em
série muito utilizados: lâmpadas de árvore denatal.
• As principais características são: as cargas dependem uma das outras para o
funcionamento do circuito elétrico; existe apenas um caminho para a passagem
da corrente elétrica.
➡ Corrente Elétrica ( I )- A corrente elétrica é a mesma em todos os pontos do
circuito, isto é, a mesma corrente passa através de todas as cargas.
ITotal = I1 = I2 = I3
➡ Tensão Elétrica (U) - A tensão da fonte de alimentação é dividida entre as cargas,
isto é, a soma das tensões nos bornes de cada carga é igual a tensão da fonte.
UFonte = U1 + U2 + U3
➡ Resistência Elétrica (R) - A resistência elétrica equivalente é igual a soma das
resistências de cada carga. REquivalente = R1 + R2 +R3

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CIRCUITO PARALELO

O Circuito Paralelo é aquele constituído por mais de uma carga, ligadas em


paralelo uma com as outras.
• As principais características são: as cargas não dependem umas das outras
para o funcionamento do circuito elétrico; existe mais de 1 (um) caminho para
a passagem da correnteelétrica;
➡ Tensão Elétrica (U) nas cargas são iguais a tensão da fonte de alimentação,
isto é: UFonte = U1 = U2 = U3
➡ Corrente Elétrica ( I )- total absorvida pelas cargas é igual a soma das
correntes de cada carga: ITotal = I1 + I2 +I3
➡ Resistência Elétrica (R) O inverso da Resistência Elétrica (R) equivalente, é
igual a soma dos inversos das resistências de cada carga:1/REquivalente =
1/R1 + 1/R2 + 1/RN

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CORRENTE CONTÍNUA E CORRENTE
ALTERNADA
• Aenergia elétrica é transportada sob a forma de corrente elétrica e pode
apresentar-se sob duasformas:

➡ Corrente Contínua(CC)
➡ CorrenteAlternada(CA)

A Corrente Contínua (CC) é aquela que mantém sempre a mesma


polaridade, fornecendo uma tensão elétrica (ou corrente elétrica) com
uma forma de onda constante (sem oscilações), como é o caso da
energia fornecida pelas pilhas e baterias. Tem-se um pólo positivo e outro
negativo.

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CORRENTE ALTERNADA
• A Corrente Alternada (CA) tem a sua polaridade invertida um certo
número de vezes por segundo, isto é. O número de oscilações (ou
variações) que a tensão elétrica (ou corrente elétrica) faz por segundo
é denominado de Freqüência. A sua unidade é Hertz e o seu
símbolo é Hz. Um Hertz corresponde a um ciclo completo de
variação da tensão elétrica durante um segundo. No caso da energia
elétrica fornecida pela COELBA, a freqüência é de 60Hz.

A grande maioria dos equipamentos elétricos funciona em corrente


alternada (CA), como os motores de indução, os eletrodomésticos,
lâmpadas de iluminação, etc.

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CORRENTE ALTERNADA
• Chama-se de corrente alternada a uma corrente que muda
periodicamente de sentido;
• Uma representação gráfica de corrente ou tensão alternada
chamamos de forma deonda;
• A forma de onda mostra, as variações da corrente ou tensão
alternada no tempo.
CIRCUITOS EM CORRENTE ALTERNADA
• Aforma mais comum que a corrente elétrica se apresenta é em
CorrenteAlternada(CA).
• Serão apresentadas, de uma maneira bastante simplificada, as
principais características dos circuitos elétricos monofásicos etrifásicos
em CorrenteAlternada(CA).

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CIRCUITO CA MONOFÁSICO
• Um gerador com uma só bobina (enrolamento), chamado de
“Gerador Monofásico” ao funcionar, gera uma Tensão entre seus
terminais.

• Nos geradores monofásicos de corrente alternada, um dos


terminais deste Gerador é chamado de Neutro (N) e o outrode
Fase(F).

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CIRCUITO CA TRIFÁSICO
• Um gerador com três bobinas (enrolamentos), ligadas conforme a
figura abaixo, é um “Gerador Trifásico”. Nesta situação, o Gerador
Trifásico está com as suas três bobinas ligadas em Estrela (Y ). Este
gerador tem um ponto comum nesta ligação, chamado de ponto
neutro
.

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CIRCUITO CA TRIFÁSICO

Neste circuito trifásico com a ligação em Estrela, as relações entre as


tensões elétricas, a tensão entre Fase e o Neutro (UFN) e atensãoentre
Fases (UFF), são:

ACorrente Elétrica ( I ) é igual nas três Fases 25


CIRCUITO CA TRIFÁSICO
• Quando as bobinas do Gerador Trifásico são ligadas entre si, de
modo a constituírem um circuito fechado, como na figura
abaixo,Gerador tem uma ligação em Triângulo(Delta)(Δ).

As relações entre as tensões e correntessão:


Pode-se dizer que: UFF = UFN
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CIRCUITO ELÉTRICO
Um circuito consiste na interligação de elementos e/ou
dispositivos elétricos contendo pelo menos um trajeto
por onde possa circular a corrente.Os circuitos devem ter
uma finalidade, como:
• acender uma lâmpada
• limitar a corrente de um equipamento
• alimentar toda uma instalação
CIRCUITOS ELÉTRICOS
Residencial
ENERGIAAPARENTE
• A energia aparente é composta de duas parcelas
distintas: a energia ativa e a energia reativa.
• A energia reativa, é responsável pela formação do
campo magnético necessário para o funcionamento
das máquinas girantes, a exemplo dos motores de
indução e também dos transformadores.
• A energia ativa, é a que realmente possibilita a
execução das tarefas, isto é, faz os motores girarem
realizando o trabalho do dia adia.

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ENERGIAAPARENTE
• Soma vetorial da energia reativa e energia ativa- EnergiaTotal
• Das relações geométricas do triângulo retângulo, sabemos que:A
composição destas duas formas de energia, resulta na energia
aparente.
• As unidades de medida dessas energiassão:
Energia ativa: kWh(quilowatt-hora)
Energia reativa: kVArh(quilovolt-ampere-reativo-hora)
Energia aparente: kVAh(quilovolt-a mpere-hora)
• Sendo
• P é a energiaativa,
• Q é a energia reativa
• S é a energia aparente

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FATOR DE POTÊNCIA
• Define-se como Fator de Potência de uma
instalação, ao quociente entre a energias ativa e
a energia aparente, ou seja :
• Fp= P / S .
• FP = cosφ
• Num circuito puramente resistivo, temos S = P e
Fp= 1, ou seja, os circuitos resistivos possuem
fator de potência unitário.

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DEMANDA DE ENERGIA
Máxima Demanda de Potência: É a maior média das potências elétricas
verificadas em 15 min durante o período de faturamento Unidade = kW
(Demanda Medida)

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FATOR DE DEMANDA
• Por definição, Fator de Demanda é a
razão entre a Demanda Máxima atingida
na instalação e a CargaInstalada:
• Fd = Dmax / Potenciainstalada

• Potência instalada = Soma das potências


nominais dos equipamentos elétricos de
uma instalação que, após concluídos os
trabalhos.. 3
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FATOR DE CARGA
• Fator de Carga índice que permite verificar o quanto que a
energia elétrica é utilizada de forma racional. É a razão entre a
demanda média, durante um determinado intervalo de tempo, e a
demanda máxima registrada no mesmo período.
• O fator de carga varia de 0 a 1, e, quanto maior este índice, mais
adequado e racional é o uso da eletricidade.

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CURVA DE CARGA
• É um gráfico que apresenta potênciademandada
por uma instalação ao longo de um período de
tempo

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PROJETOS DE INSTALAÇÕESELÉTRICAS

• DEFINIÇÃO

Projeto, de uma forma geral, é um planejamento formalizado. Um


Projeto de Instalações Elétricas, portanto, é um planejamento para
que as instalações elétricas de uma área possam ser executadas. O
Objetivo de um PIE é permitir que uma instalação elétrica seja
executada com economia e segurança, oferecendo conforto ao
usuário.
Um PIE deve ser elaborado atendendo as prescrições das normas
da ABNT, da concessionária, etc., para que não possam existir riscos
de dimensionamento incorreto de condutores, eletrodutos,
dispositivos de proteção,etc..

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CIRCUITOS ELÉTRICOS
Industrial
PROJETOS DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
• Um bom projeto deveprever:Critérios
básicos
• segurança;
• funcionalidade;
• capacidade de reserva;
• flexibilidade;
• acessibilidade;
• condições de fornecimento(continuidade)
de energia elétrica
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PROJETOS DE
INSTALAÇÕES
• O
ELÉTRICAS
projetista deve conhecer a fundo a
normalização aplicável e utilizá-la
devidamente,preocupando-se constantemente
com a segurança das pessoas, funcionalidade
da instalação e a conservação da energia
elétrica.

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PLANTA BAIXA – PROJETO ELÉTRICO
PLANTA BAIXA – PROJETO ELÉTRICO

 Elementos do projeto eletrico


 Desenhe utilizando softwares
 Use a NBR 5410
 Analise a arquitetura
 Necessidades do projeto
 Previsão de cargas
 Divisão de circuitos elétricos
 Distribuir tomadas e luminárias nos ambientes
 Localizar o quadro de distribuição
 Traçar eletrodutos e fiações
 Localizar o medidor de energia (padrão)
 Quadro de cargas e dimensionamentos
 Diagrama Unifilar
 Dimensionar eletrodutos
 Legenda de Símbolos
 Lista de materiais elétricos
Elementos do projeto elétrico residencial

Primeiramente verifica-se o que precisa constar no projeto


final, na folha de desenho técnico.

A prancha (folha) do projeto, deve ser montada de acordo com


o padrão da série A (A0, A1, A2, A3, A4), definidos na NBR
10068. Também deve ter a legenda (carimbo ou selo) com
informações do projeto, anotações técnicas, data de projeto,
escalas utilizadas, proprietário, autor do projeto etc.
Elementos do projeto
eletrico

Os elementos comuns do projeto final são:

• Planta baixa com locação de pontos, caixas, quadro, tubulações e fiações;


• Quadro de cargas com dados resultantes de calculos;
• Previsão de cargas (Normalmente exigido em trabalho acadêmico);
• Diagrama unifilar apresentando esquemas de circuitos, quadros e medidor;
• Calculo de demanda (pode ser integrado ao quadro de cargas);
• Legenda de convenções (simbologia usada no projeto);
• Anotações e recomendações técnicas importantes (quando houver);
• Detalhes construtivos (conforme projeto) como caixas de passagem,
aterramento, medidores etc.
Desenhe utilizando
softwares

Seja pela agilidade no desenvolvimento ou mesmo a qualidade


do desenho técnico final, é imperativo o uso de software de
desenho e projeto (CAD). Em muitos casos a entrega final,
além do projeto impresso em papel, podem exigir o arquivo
digital (que pode ser em .dwg e/ou .pdf).
Use a NBR
5410

Esta norma é aplicada para desenvolvimento de projetos


elétricos de baixa tensão, é importante te-la em mãos. Ela é
uma norma comercial (vendida) pela ABNT, mas há alternativas
gratuitas...
Analise a
arquitetura
Esta análise é importante para que consiga manter a
compatibilização do projeto elétrico com demais instalações
e sem interferencias estruturais.
Antes de começar o projeto, avalie a planta baixa (arquitetura)
preferencialmente com o mobiliário (Layout). Conhecer o
Layout é de suma importância para que consiga locar os
pontos de tomadas e iluminação adequados.
O layout arquitetônico e informação do pé direito costuma ser
suficiente em projetos menores. Mas em se tratando, por
exemplo, de projetos de sobrados ou mesmo arquitetura com
vários níveis em uma topografia, é importante ter em mãos
cortes e mais detalhes do projeto.
Em projetos de maior porte, também é importante ter em mãos
o estrutural e hidrossanitário afim de obter maiores detalhes e
limites relativos a instalação, além de saber da existência de
elementos reservados para embutir tubulações, quadros e
Necessidades do
projeto
Verificar se há necessidades do projeto, no que diz respeito a equipamentos
comuns e especiais.
Equipamentos comuns que me refiro aqui são tomadas TUG (Tomadas de Uso
Geral), aquelas cuja corrente não ultrapassa 10A.
Já os especiais são as tomadas do tipo TUE (Tomadas de Uso Específico),
aquelas cuja corrente é acima de 10A, sendo estas colocadas em circuitos
separados para cada aparelho.
Para determinar estes pontos (TUG e TUE), toma-se como base o proprio projeto e
recomendações específicas do cliente proprietário (quando houver). Uma boa prática
é criar um checklist de aparelhos de uso provável e marcar o que será utilizado.
Alguns equipamentos de alta potência são comuns em residências e devem ser
considerados sempre no projeto, por exemplo, o forno elétrico e chuveiro. Já alguns
itens específicos como fogão elétrico, secadora de roupa, ar condicionado e outros,
nem sempre são utilizados e você deve consultar a existencia destes no projeto
arquitetônico ou consultar o autor do projeto de arquitetura.
Equipamentos de consumo alto (potência) como o exemplo do ar condicionado e
aquecedores, não é prudente coloca-los sem critérios em todo e qualquer cômodo,
pois pode acabar gerando uma instalação superdimensionada, desperdiçando
dinheiro em material e mão de obra.
Previsão de cargas
Este é o passo inicial relativo aos primeiros cálculos no roteiro do projeto elétrico. A tabela com esta
previsão pode ser incluida no projeto final
Previsão de cargas

Lembre-se que a previsão das cargas deverá considerar:


TUG - Tomadas de Uso Geral: Calculadas por critério
normativo e eventualmente acrescidas conforme necessidade
do projeto;
TUE - Tomadas de Uso Específico: Calculadas conforme
equipamentos especiais do projeto;
Iluminação: Carga estabelecida exclusivamente para fins de
dimensionamento de circuitos, calculada seguindo critério da
NBR, não sendo recomendado o aumento das cargas uma
vez que o cálculo pela a norma já resulta valores altos.
Divisão de circuitos

A norma informa que devemos separar circuitos de iluminação e tomadas. Mas


em residências (habitações) há uma exceção (9.5.3 da NBR 5410), que permite
este tipo de circuito misto (se for no máximo de 16A), desde que não se tenha todo
o circuito da iluminação ou da tomada em um só circuito.

Portanto se houver a devida separação de circuitos, podem ter tomadas e


iluminação juntos (apenas em residências). O que não pode é colocar toda a
iluminação da casa em um só circuito e incluir tomadas junto a este. Do mesmo
modo que não pode ser todas as tomadas da casa em um só circuito e incluir
alguma iluminação junto a este.
Divisão de circuitos
Considerar que a divisão do circuitos, além de atender o quesito segurança, deve
ser feita de modo a facilitar uma manutenção.

Inclua circuitos de reservas para garantir uma eventual possibilidade de


ampliação. O número reservas depende da quantidade de circuitos efetivamente
utilizados, conforme abaixo:
Até 6 circuitos: 2 reservas
De 7 a 12 circuitos: 3 reservas
De 13 a 30 circuitos: 4 reservas
Acima de 30 circuitos: 15% do total de circuitos.

Estas reservas devem estar previstas no número de elementos físicos do quadro


de distribuição. Portanto seu quadro deve ter elementos para atender todos os
circuitos em uso somados com as reservas.

Lembre-se ainda, os circuitos devem ser numerados sequencialmente (a partir do


1), reiniciando a numeração em cada quadro de distribuição que tiver no mesmo
projeto.
Divisão de circuitos
Distribuição dos eletrodutos e fiação
Diagrama Unifilar
Dimensionamento de condutor

Os condutores devem ser dimensionados pelos seguintes


critérios;
a.Seção mínima
b. Capacidade de condução de corrente (ampacidade);
c. Limite de queda de tensão.
Dimensionamento de condutor fase
Seções mínima
Dimensionamento de condutor Neutro Seções
mínima
A tabela define as seções
mínimas do condutor
neutro, em função do(s)
condutor(es) fase. Os
valores da tabela são
aplicáveis quando os
condutores fase e neutro
forem constituídos do
mesmo metal.
Seção do Condutor de Proteção (PE)

• A tabela apresenta a seção do


condutor de proteção em
função da seção doscondutores
fase. Neste caso, os condutores
fase e de proteção têm que ser
do mesmo materialcondutor
Capacidade de condução de corrente
• O condutor, ao ser submetido a uma diferença de potencial,
faz surgir em suas extremidades uma corrente elétrica. Essa
corrente, ao passar pelo condutor, produz uma determinada
quantidade de calor, que segundo a Lei de Joule, tende a
elevar a temperatura do condutor, cuja dissipação térmica
depende da natureza dos materiais constituintes e do meio
(maneira de instalar o condutor).

• Esse critério tem por objetivo garantir condições satisfatórias


de operação aos condutores e às suas isolações, submetidos
aos efeitos térmicos produzidos pela circulação da corrente
elétrica de forma a evitar danificar o condutor
Roteiro para Dimensionamento pela
Capacidade de Corrente
• 1. Tipo de Isolação:
• Inicialmente escolhe o tipo de isolação dos condutores. O
tipo de isolação determinará a temperatura máxima a que os
condutores poderão estar submetidos em regime contínuo,
em sobrecarga ou em condição de curto-circuito.
Roteiro para Dimensionamento pela
Capacidade de Corrente
2. Maneira de Instalar
A maneira segundo a qual os
condutores estarão instalados (em
eletrodutos embutidos ou
aparentes, em canaletas ou
bandejas, subterrâneos,
diretamente enterrados ou ao ar
livre, em cabos unipolares ou
multipolares, etc.) influenciará na
capacidade de troca térmica entre
os condutores e o ambiente, e em
conseqüência, na capacidade de
condução de corrente elétrica dos
mesmos.
Roteiro para Dimensionamento pela
Capacidade de Corrente
• 3. Corrente Nominal ou Corrente de Projeto (Ip)
Roteiro para Dimensionamento pela
Capacidade de Corrente
• 4 . Corrente Corrigida

• É um valor fictício da corrente do circuito, obtida pela aplicação dos fatores de correção FCT e FCA à
corrente de projeto.

Como o valor da corrente corrigida calculado pela expressão abaixo, entramos nas tabelas
de dimensionamento para determinar a bitola do condutor.
Roteiro para Dimensionamento pela
Capacidade de Corrente
• Fator de Correção de Temperatura FCT: Aplicável para temperaturas ambientes
diferentes de 30 ºC para cabos não enterrados e diferentes de 20 ºC (temperatura do
solo) para cabos enterrados
Roteiro para Dimensionamento pela
Capacidade de Corrente
Fator de Correção de Agrupamento FCA: Aplicável para circuitos que estejam
instalados em conjunto com outros circuitos em um mesmo eletroduto, calha, bloco
alveolado, bandeja, agrupados sobre uma superfície, ou ainda para cabos em eletrodutos
enterrados, ou cabos diretamente enterrados no solo.
Roteiro para Dimensionamento pela
Capacidade de Corrente

• 5. Número de Condutores Carregados

• Considera-se condutor carregado aquele que


efetivamente é percorrido pela corrente elétrica no
funcionamento normal do circuito. Neste caso,
consideram-se os condutores fase e neutro. O condutor
de proteção equipotencial, PE, não é considerado
condutor carregado.
Seleção da Bitola do Condutor
Seleção da Bitola do Condutor
EXERCICIO DE APLICAÇÃO

• Dimensionar os condutores para um circuito terminal (F-F)


de um chuveiro elétrico, dados: Pn = 4500 W; V = 220 V;
condutores de isolação PVC; eletroduto de PVC embutido
• em alvenaria; temperatura ambiente de 30 ºC.

Solução:
1. Tipo de isolação: PVC
2. Maneira de instalar: B5
3. Corrente de projeto: Ip = 4500/220.1.1 => 20,45 A
4. Número de condutores carregados: 2
Entrando com estes dados na coluna B, 2 c.c., da Tabela 2.14, teremos o valor de 24 A (por excesso)
que corresponde ao condutor de cobre de bitola 2,5 mm2.
EXERCICIO DE APLICAÇÃO
• Considere, agora, que o circuito terminal do chuveiro do exemplo 1 anterior, esteja
instalado em um eletroduto, no qual, em certo trecho, também contenha mais três
circuitos monofásico s (F-N). Determine qual será a nova bitola do condutor do circuito
que alimenta o chuveiro.
EXERCICIO DE APLICAÇÃO
• Dimensionar os condutores para um circuito alimentador trifásico equilibrado
de um quadro de distribuição de uma instalação de iluminação industrial,
dados: Pn = 36000 W (iluminação fluorescente); V = 220 V; f. p. = 0,90 e
rendimento de 0,92; condutores com isolação de polietileno reticulado;
condutores unipolares instalados em canaleta fechada;emperatura ambiente
de 30 ºC.
EXERCICIO DE APLICAÇÃO
• Agora, o circuito alimentador do exemplo anterior Considere que a temperatura
ambiente seja de 35 ºC e que na mesma calha estejam passando outros circuitos,
conforme ilustrado na figura abaixo. Determine a nova seção do alimentador do
exemplo anterior.
Critério do Limite de Queda de Tensão
A queda de tensão provocada pela passagem de corrente elétrica nos condutores dos
circuitos de uma instalação deve estar dentro de determinados limites máximos, a fim de
não prejudicar o funcionamento dos equipamentos de utilização ligados aos circuitos
terminais.
Roteiro para Dimensionamento pela Queda de
Tensão

1. Dados Necessários:

• - Maneira de instalar do circuito;


• - Material do eletroduto (magnético ou não-magnético);
• - Tipo do circuito (monofásico ou trifásico);
• - Corrente de projeto em ampères;
• - Fator de potência médio do circuito;
• - Comprimento do circuito em quilômetros;
• - Tipo de isolação do condutor;
• - Tensão do circuito em volts;
• - Queda de tensão admissível.
Cálculo da Queda de Tensão Unitária:

• A Queda de tensão unitária, em volts/ampère*km, do circuito


é calculada pela expressão:
•.
Cálculo da Queda de Tensão Unitária
Exercício de aplicação
• Considere que o circuito terminal do chuveiro do exemplo 1
do item anterior tenha um comprimento de 15 metros
(distância do Quadro de Distribuição do apartamento à
tomada de ligação do chuveiro). Dimensione o circuito.

Solução:
a) Maneira de instalar: eletroduto embutido em alvenaria;
b) Eletroduto: PVC (não-magnético);
c) Circuito: bifásico;
d) Corrente de projeto: Ip = 4500/220.1.1 => 20,45 A;
e) Fator de potência: 1,0;
f) Comprimento do circuito: l = 15m => 0,015 km;
g) Tipo de isolação do condutor: PVC (não-magnético)
h) Tensão do circuito: 220 V
i) Queda de tensão admissível: 2 % (ver Tabela 2.24);
j) Queda de tensão unitária: ΔVunit = 0,02 . 220 /20,45 . 0,015 => 14,34 V/A.km
Exercício de aplicação
• Com este valor, entre na Tabela , eletroduto PVC, circuito. monofásico, fator de
potência 0,95, e encontraremos o valor de 10,6 V/A.km, imediatamente inferior
ao calculado, que determina a bitola do condutor de cobre de 4 mm2.

• Conclusão:

• Dimensionamento do condutor fase pela capacidade de corrente: 4 mm2.


• Dimensionamento do condutor fase pela queda de tensão: 4 mm2.
• Condutor fase adotado: 4 mm2 (caso encontrem-se valores diferentes entre o
critério da capacidade de corrente e o critério do limite da queda de tensão,
adota-se sempre
• a maior seção nominal).
• Condutor de proteção adotado: 4 mm2 (determinado a partir da seção nominal
do condutor fase, conforme Tabela .
Dimensionar eletrodutos
Dimensões totais dos condutores isolados: fio/cabo
Dimensionar eletrodutos
Exercício de aplicação
Legenda de Símbolos

https://www.aditivocad.com/blog/roteiro-projeto-eletrico-residencial/
PROJETOS DE INSTALAÇÕES

ELÉTRICAS
As principais etapas num projeto de instalações
elétricas (residencial, comercial ou industrial) são:

• Análise inicial;
• Fornecimento de energia normal;
• Quantificação da instalação;
• Esquema básico da instalação;
• Seleção e dimensionamento dos componentes;
• Especificações e contagem dos componentes.
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Quadro de distribuição bifásico

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Potência instalada
• A potência instalada de uma instalação, de
um setor de uma instalação ou de um
conjunto de equipamentos de utilização é a
soma das potências nominais (de entrada)
dos equipamentos de utilização da
instalação, do setor da instalação ou do
conjunto de equipamentos. A potência
instalada, via de regra, é dada emtermos
• de potência ativa(W).
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Potência instalada
• No caso do projeto do nosso exemplo,
temos como “potências nominais dos
equipamentos de conjunto” as potências
de iluminação e das tomadas de uso geral.
Por outro lado, como “cargas isoladas”,
temos as potências das tomadas de uso
específico (chuveiro e torneira elétrica),
resultando na expressão:

97
Potência de alimentação (demanda

• Nas instalações elétricas nem todos as


cargas são energizadas simultaneamente.
Então, para que os elementos dos circuitos
não sejam superdimensionados, é preciso
aplicar à potência instalada um fator de
demanda que traduza o maior consumo de
potência provável deocorrer.

98
Potência de alimentação (demanda)
• Essa potência é dita potência de demanda
(ou de alimentação) e, o fator que a
determina, fator de demanda, valendo a
seguinte expressão:

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Fator de demanda
Condições gerais de fornecimento

• Com a potência instalada, define-se o tipode


fornecimento de energia;
• Com a potência de alimentação(demanda),
dimensionaremos a entrada de serviço.

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Tipo de fornecimento de energia
Em função da potência instalada (potência ativa total)
prevista para a residência é que sedetermina:

• O tipo de fornecimento,
• A tensão dealimentação;
• O padrão de entrada.

As unidades consumidoras ligadas podem seratendidas


das seguintes maneiras:

• A dois fios (uma fase e umneutro);


• A três fios (duas fases e umneutro);
• A quatro fios (três fases e umneutro).
102
Padrão de entrada
• Ponto de entrega: é o ponto até o qual aconcessionária se obriga a
fornecer energia elétrica, com participação nos investimentos necessários,
bem como, responsabilizando-se pela execução dos serviços de
operação e de manutenção dosistema.

• Entrada de Serviço: é o conjunto constituído pelos condutores,


equipamentos e acessórios instalados entre o ponto de derivação da rede
secundária da concessionária a medição, inclusive. A entrada de serviço
abrange portanto o ramal de ligação e o padrão de entrada da unidade
consumidora.

• Ramal de ligação: é o conjunto de condutores e acessórios instalados


pela CEMIG entre o ponto de derivação da rede secundária e o ponto de
entrega.

• Ramal de entrada: é o conjunto de condutores e acessórios instalados


pelo consumidor entre o ponto de entrega e a mediçãoeproteção.

103
Padrão de entrada

104
Quadro de distribuição
• Quadro de distribuição é o centro de distribuição
de toda a instalação elétrica de uma residência.

105
Diagrama unifilar
• O Diagrama unifilar é utilizado para representar
graficamente como está interligada toda a
instalação elétrica.

106
Locação dos pontos

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DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO
• Conceitos
Dispositivos de proteção são dispositivos instaladosjunto
aos circuitos elétricos a fim de proteger as pessoas
contra choques elétricos, proteger o circuito elétrico
(condutores) e o patrimônio contra incêndios originados
por curto-circuitos.

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DISPOSITIVOS DEPROTEÇÃO
• Correntes de sobrecarga, que são sobrecorrentes não
produzidas por faltas, e que circulam nos condutores de
um circuito (causadas por subdimensionamento de
circuitos ou substituição de equipamentos;

• Correntes de falta, que são as correntes que fluem de um


condutor para outro e/ou para a terra, no caso de uma
falta; em particular, quando a falta é direta e entre
condutores vivos, falamos em curto-circuito.

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DISPOSITIVOS DEPROTEÇÃO
• As correntes de sobrecarga e de curto-circuitosão
indesejáveis em uma instalação elétrica,devendo ser
eliminadas. Os dispositivosdestinados a proteger a
instalação elétrica contraas sobrecorrentes são
chamados de dispositivosde proteção. Entre eles,
podem-se citar:

Disjuntores termomagnéticos;
Fusíveis e Relés de proteção
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DISPOSITIVOS DEPROTEÇÃO
• Conforme a NBR 5410 devem ser previstos dispositivos de proteção para interromper toda corrente de
sobrecarga nos condutores dos circuitos antes que esta possa provocar um aquecimento prejudicial à
isolação, às ligações, aos terminais ou às vizinhanças das linhas.
• Deve haver uma coordenação entre os condutores e o dispositivo de proteção, de forma a satisfazer as
duas condições seguintes:

Onde:
IB é a corrente de projeto do circuito;
IN é a corrente nominal do dispositivo de proteção;
IZ é a capacidade de condução de corrente dos condutores;
I2 é a corrente que assegura efetivamente a atuação do dispositivo de proteção; na prática, a corrente I2 é considerada igual à corrente convencional
de atuação para disjuntores.
Nota: A condição b é aplicável quando for possível assumir que a temperatura limite de sobrecarga dos condutores não seja mantida por um tempo
superior a 100 h durante 12 meses consecutivos, ou por 500 h ao longo da vida útil do condutor. Quando isto não for ocorrer, a condição b deve ser
substituída por I2 IZ
Roteiro de Dimensionamento dos Dispositivos
de Proteção Contra Sobrecorrentes:
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