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5. Conclusão

Grandes foram as conquistas do povo brasileiro em termos de proteção social no


decorrer de sua evolução histórica, pois há menos de um século não se tinha sequer
a garantia efetiva do Estado quanto às prestações de assistência social, enquanto
que hoje caminha-se, a passos largos, para o ideário da Seguridade Social,
assentada no bem-estar e na justiça sociais, esbarrando apenas em pressupostos
fáticos, que decerto com muito luta e afinco serão batidos.
A Previdência Social, como uma das facetas desse sistema de seguridade social,
por seu turno, ainda que não arraigada com técnicas do seguro social, também
delineou substancial evolução, abarcando o maior número possível de protegidos,
independentemente da sua força de trabalho, bem como selecionando e distribuindo
suas prestações de forma a atingir o ideário do sistema de seguridade social.
Contudo, todo esse processo evolutivo pelo que passou e passa a Previdência
Social é fruto de muita luta das classes sociais menos favorecidas, que sempre
estiveram à mercê dos riscos sociais, como, também, do desenvolvimento da
solidariedade que amadurece e ganha destaque na consciência dos homens.
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6. Referências Bibliográficas

Tomé, Fabiana Del Padre. Contribuições para Seguridade Social à luz da


Constituição federal, 1ª edição, Curitiba, Juruá 2011

Correia, Marcus Orione Gonçalves. Curso de Direito da Seguridade Social, 2ª


edição, São Paulo, Saraiva, 2002.

Martinez, Wladimir Novaes. Princípios de Direito Previdenciário, 4ª edição, São


Paulo, LTR, 2001.

Martins, Sérgio Pinto. Direito da Seguridade Social, 18ª edição, São Paulo, Atlas,
2002.

Júnior, Miguel Horvath. Direito Previdenciário, 2ª edição, São Paulo, Quartier Latin,
2002.

Tavares, Marcelo Leonardo. Direito Previdenciário, 4ª edição, Rio de Janeiro, Luen


Juris, 2002.
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7. ANEXOS

Os Assistentes Sociais trabalham com a questão social nas suas mais variadas
expressões quotidianas, tais como os indivíduos as experimentam para identificar e
atuar em problemas de educação, saúde, trabalho, justiça segurança, grupos étnicos
enfim entre outras áreas, planejando e executando políticas públicas comunitárias,
podendo também atuar diretamente com os indivíduos, famílias, grupos, empresas e
comunidades. A profissão do Serviço Social se firma no Brasil, mas este trabalho
favorece a classe burguesa numa sociedade onde impera o capitalismo fazendo
com que surjam pessoas que possam trabalhar a favor das classes dominantes para
que a classe menos favorecida sinta-se amparada.
O Assistente Social tem como objeto de trabalho a questão social, que é produzida
pela relação capital e trabalho no sistema capitalista, onde se tem o mercado como
centro norteador das estruturas políticas, sociais e econômicas. Sendo que a
questão social se expressa através da precarização do trabalho, do desemprego, da
pobreza, da violência, enfim, coloca às margens da sociedade vários sujeitos que
passarão a ser usuários das políticas públicas sociais do Estado. Os diversos
setores da sociedade organizada precisam compreender a importância do
Assistente Social na realidade social contemporânea, enquanto agente crítico
engajado nas lutas sociais, que atua junto aos usuários das políticas públicas,
muitas vezes elaborando-as e não só executando-as, e também as tornando
acessíveis.
Este é um profissional preocupado com a ampliação dos direitos sociais Universais,
e contra as desigualdades; até mesmo para cobrar dele esta postura estabelecida
em seu atual Código de Ética Profissional (CREES, 2005). Que atua junto aos
movimentos organizados da sociedade; que propicia meios aos seus usuários para o
exercício de suas cidadanias; que elabora políticas públicas de acesso aos direitos
sociais garantidos constitucionalmente; e que atua como mediador de conflitos entre
as classes sociais, buscando igualdade de oportunidades. É no trânsito dos anos
oitenta aos noventa do século XX que o projeto ético-político do Serviço Social no
Brasil se configurou em sua estrutura básica19 – e, qualificando-a como básica,
queremos assinalar o seu caráter aberto: mantendo seus eixos fundamentais, ela é
suficientemente flexível para, sem se descaracterizar, incorporar novas questões,
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assimilar problemáticas diversas, enfrentar novos desafios. Em suma, trata-se de um


projeto que Também é um processo, em contínuo desdobramento. Um exemplo do
seu caráter aberto, com a manutenção dos seus eixos fundamentais, pode ser
encontrado nas discussões acerca da formação profissional, produzidas com as
modificações advindas da vigência da Lei de Diretri zes e Bases da Educação
Nacional/LDBEN (Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996): as orientações
propostas por representantes do corpo profissional (cf. ABESS, 1997 e 1998)
ratificam a direção da formação nos termos do projeto ético-político.
A “questão social”, objeto do Serviço Social tem uma relação com o Serviço Social
desde sua gênese como profissão, ela sustenta sua base de intervenção. Todavia,
não se coloca de imediato nesta relação, pois “as conexões genéticas do Serviço
Social profissional não se entretecem com a “questão social”, mas com suas
peculiaridades no âmbito da sociedade burguesa fundada na organização
monopólica”. (NETTO, 2000:18).
Essa forma de conceber o Serviço Social é entender que o mesmo se constituiu a
partir de um momento histórico determinado, assim, a profissão é determinada
sócio-historicamente, a mesma se constrói sustentada pela contradição, seu
significado social se dá, segundo Iamamoto (1992), na vinculação concreta que esta
profissão vai ter na sociedade capitalista, ou seja, na contradição entre quem paga e
quem demanda seus serviços. É importante destacar que a profissão não se dá de
forma aleatória. O que ocorre é um reordena mento interno do capitalismo
evidenciando um espaço concreto para institucionalização da profissão. Desta
forma, entende-se que esse processo constitui-se em um processo de ruptura,
conforme análise de Netto (1992), devido à condição de assalariamento que este
profissional assume, tornando-se este momento fundamental para que
posteriormente este sujeito se compreenda enquanto membro da classe
trabalhadora. Isto provoca um avanço na construção da categoria profissional, ou
seja, na sua trajetória histórica. Esta contradição, que dá materialidade ao
significado social da profissão e marca sua identidade profissional, é concebida
como parte integrante de sua organização como profissão, isto “não se revela de
imediato, não se revela no próprio relato do fazer profissional, das dificuldades que
vivenciamos cotidianamente” (IAMAMOTO, 1992:120). Ela é compreendida e
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adquire sentido no espaço das relações sociais concretas da sociedade da qual é


parte.
Ao compreender esse movimento, pode-se dizer que a profissão avançou, no
sentido de romper com antigas concepções das mesmas descoladas da realidade,
numa visão endógena do Serviço Social (IAMAMOTO, 1999) que não compreendia
essa forma histórica de reconhecer a profissão no rol de profissões que surgem a
partir de um determinante histórico que é a “questão social”.
A profissão ao defender os interesses da classe trabalhadora, ao buscar
fundamentação teórica para compreender essa realidade contraditória onde se
insere, passou a produzir novos conhecimentos e dar novas respostas para seu
exercício profissional no sentido de atender as demandas postas pela “questão
social”, tantos as já existentes como as novas, requerendo: no seu enfrentamento , a
prevalência das necessidades da coletividade dos trabalhadores, o chamamento ás
responsabilidades do Estado e a afirmação de políticas sociais de caráter universal
voltada aos interesses das grandes maiorias, condensando um processo histórico de
lutas de democratização da economia , da política, da cultura, na construção de uma
esfera publica. Essas novas demandas e respostas dadas, por sua vez também se
dão de forma contraditória, pois são estabelecidas a partir da reorganização do
capital, que busca manter sua hegemonia. Para tal organiza-se sob novas formas de
exploração do trabalho. Essa reorganização do mesmo apresenta novas formas de
expressões da “questão social”. Sendo assim, o profissional é convocado para
atender essas novas demandas, dando respostas e buscando outras para seu
exercício profissional, ainda que localizado no jogo de tensões provocadas pela
relação contraditória entre capital e trabalho.
Esta história de compromisso e luta com a classe trabalhadora é manifesta nos anos
1960/70, onde uma parcela minoritária da categoria fez a opção pela participação
política e cívica, ampliando sua consciência social de forma a aderir à luta da classe
trabalhadora por outra forma de sociabilidade. É o início do movimento de Intenção
de Ruptura, que buscava romper com o tradicionalismo na profissão iniciando uma
trajetória histórica de amadurecimento político, ético e teórico do Serviço Social e
que hoje se materializa no Projeto ético-político profissional. Este período revela a
busca dos profissionais do Serviço Social por referências teórico-metodológicas que
sustentasse a nova proposta de profissão e formação que aparece no Código de
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Ética de 1986 e no Currículo Mínimo de 1982, respectivamente. Nas palavras de


Barroco (2003: 168) “o amadurecimento intelectual se objetiva através da superação
dos equívocos do marxismo vulgar, evidenciados nas leituras mecanicistas que
marcaram a negação inicial da prática tradicional. Is to se realiza nos anos de 1980,
momento necessário para o ‘salto qualitativo’ do Serviço Social nos anos de 1990.
Nesse sentido, após muitos encontros, debates, oficinas, foram aprovadas as novas
Diretrizes Curriculares para os cursos de Serviço Social no Brasil, em 1996. Cabe
lembrar que esse avanço também contemplou o Código de Ética Profissional do
Assistente Social e a Lei que Regulamenta a Profissão em 1993, marcando a
materialização do compromisso ético-político da profissão com a classe trabalhadora
iniciado em 1970.
O Serviço Social na década de 1990 rompe em sua base formal com o
conservadorismo, claramente com uma visão de homem enquanto ser social que
constrói sua história, tendo a liberdade como eixo central de orientação deste
projeto, entendida não apenas como valor, mas como capacidade ontológica do ser
social.
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PLANO DE AÇÃO EM FORMATO 5W2H PARA TRABALHO DE ASSISTENTE SOCIAL NA ÁREA DE


PREVIDÊNCIA SOCIAL
WHAT WHY WHERE WHEN WHO HOW HOW MUCH
(Etapas) (Justificativas) (Local) (Tempo) (Responsável) (Método) (Custo)
Obter informações
Cadastramento sócio- necessárias para um Departamento de Semanalmente as Entrevista com os R$6,00 por família
econômico familiar diagnóstico social atendimento familiar terças-feiras das 09:00h Assis tente Social responsáveis das cadastrada
preliminar da situação as 12:00h famílias
familiar

Triagem para Verif icar e conhecer a Nas casas de cada Semanalmente as Assis tente Social e
acompanhamento sócio- realidade das famílias a terças e quintas-feiras Visita domiciliar R$150,00 por dia
familiar serem acompanhadas família das 14:00h as 17:00h equipe

Construir plano de
Plano de Intervenção Quinzenalmente as Análise dos dados
para Melhoria da trabalho para atuar no Departamento de segundas-feiras das Assis tente Social e colhidos durante a R$55,00 por plano
Qualidade de Vida acompanhamento das atendimento familiar 08:00h as 12:00h equipe entrevis ta e a visita efetivado
famílias entrevistadas

Serão constituídos dois


Avaliar se as mudanças
implementadas indicam grupos de vis itas
Transformação do a capacidade de auto- residências das famílias Segundo sábado de domiciliares que sairão
usuário da assistência gestão e emancipação / cadastradas e no cada mês pela manhã, a Assis tente Social e juntos uma vez ao mês
em responsável pelo para vis ita domiciliar, e R$200,00 por evento
autonomia dos usuários Departamento de partir das 09:30h equipe
seu nos aspectos do atendimento familiar intercalarão,
desenvolvimento desenvolvimento quinzenalmente, com os
humano atendimentos na
instituição.

Fornecer aos usuários


da assistência
informações sobre as Espaço reservado ao Realização de
Oficinas Temáticas / Aos domingos, de 09:00 Assis tente Social e
Espaço de convivência necessidades e departamento de as 10:30h equipe dinâmicas de grupo para R$420,00 por evento
demandas constatadas atendimento familiar troca de experiências
na assistência às
famílias

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