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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ......................................................................................... 2

1 GESTÃO DA INFORMAÇÃO ............................................................. 3

1.1 Aspectos Evolutivos da Gestão da Informação ........................... 9

1.2 Gestão da Informação na Atualidade ........................................ 13

2 TIPOS DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO ........................................ 15

3 O PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO............................................ 18

4 COMPONENTES DE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO................. 21

5 RECURSOS DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO .......................... 21

5.1 Recursos de hardware .............................................................. 23

5.2 Recursos de software ................................................................ 23

5.3 Recursos de dados ................................................................... 24

5.4 Recursos de redes .................................................................... 24

5.5 Recursos humanos ................................................................... 25

6 GESTÃO DA INFORMAÇÃO EM ORGANIZAÇÕES ....................... 25

7 A GESTÃO DA INFORMAÇÃO EM ORGANIZAÇÕES PÚBLICAS . 31

8 GESTÃO DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO ................... 33

9 A SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO COMO GARANTIA DA


IDONEIDADE DA INFORMAÇÃO .................................................................... 35

10 O USO DE NORMAS COMO FACILITADOR DA GESTÃO DA


INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO ......................................................... 37

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................... 40

BIBLIOGRAFIA ...................................................................................... 43

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INTRODUÇÃO

Prezado aluno!

A Rede Futura de Ensino, esclarece que o material virtual é semelhante


ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável -
um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer
uma pergunta, para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O
comum é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e
todos ouvirão a resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em
perguntar, as perguntas poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento
que serão respondidas em tempo hábil.
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da
nossa disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à
execução das avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da
semana e a hora que lhe convier para isso.
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser
seguida e prazos definidos para as atividades.

Bons estudos!

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1 GESTÃO DA INFORMAÇÃO

Fonte: portaldobibliotecario.com

Para início dos entendimentos sobre a Gestão da Informação (GI) e sua


evolução histórica, é essencial explicitar alguns dos diferentes conceitos e
pontos de vista, uma vez que este aspecto é o responsável pelas diversas visões
e definições do tema. Antes da conceituação em si, percebeu-se ser necessário
fazer uma breve menção sobre algumas das percepções acerca das
perspectivas e dimensões que influenciaram e embasaram a temática da Gestão
da Informação.
No final dos anos 1980, Trauth (1989, 258 apud MARTINS, 2014, p.21)
constatou que três disciplinas forneceram as bases para a GI: a gestão de bases
de dados, a gestão de documentos e a gestão de processos de informação. No
início dos anos 1990, Savić (1992, p. 130 apud MARTINS, 2014, p.21), em seu
abrangente trabalho compilativo sobre a gênese e evolução do tema, reforçou
que até aquele momento a maioria dos autores considerava que três principais
atividades embasaram a GI: Gestão de Documentos; Gestão de Dados e Gestão
da Informação.
No início da década de 2000, Wilson (2002 apud MARTINS, 2014, p.21)
afirmou que a concepção de Gestão da Informação diferia conforme as
disciplinas que se preocupavam com os aspectos informacionais: a Ciência da
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Computação a via como Gestão de Dados, a Administração como Gestão de


Tecnologia para o desempenho empresarial e a Ciência da Informação –
incluindo a Biblioteconomia – a via como um campo emergente cuja concepção
abrangia vários aspectos, como inteligência competitiva, inteligência
organizacional, tecnologias, dentre outras, embora seu enfoque estivesse mais
voltado ao conteúdo da informação em si, diferentemente das outras disciplinas.
Em seu trabalho “Ecologia da Informação”, Davenport (2002 , p. 27 apud
MARTINS, 2014, p.21) reconheceu quatro abordagens ou perspectivas que
embasaram a “administração informacional”: a informação não-estruturada; o
capital intelectual ou conhecimento; a informação estruturada em papel e; a
informação estruturada em computadores
Em 2008, Barbosa (2008, p. 6-7 apud MARTINS, 2014, p.22) citou três
disciplinas como base da GI, a saber: a Documentação; a Computação; e a
Economia, destacando que teóricos como Paul Otlet, Vanevar Bush e Frederick
Hayek já se preocupavam com a informação como merecedora de
gerenciamento: “constitui-se do esforço de diversos campos, como a
Administração, a Computação e a Ciência da Informação”. Mais recentemente,
em 2010, Detlor (Detlor, 2010, p. 103 apud MARTINS, 2014, p.22) também
reconheceu três perspectivas da Gestão da Informação: a perspectiva
organizacional; a perspectiva biblioteconômica e; a perspectiva pessoal.
Em 2013 foi destacado que a GI embasa-se em visões conceituais
distintas: embora no âmbito institucional a GI tenha se consolidado, no âmbito
conceitual ela possui divergências provenientes de áreas que possuem sua
própria concepção de GI, a saber, a Ciência da Informação – orientada ao
conteúdo – e Sistemas de Informação – orientada à tecnologia. O autor conclui
que uma abordagem interdisciplinar é necessária, congregando as várias áreas
que compõem e suportam a GI.
A partir do reconhecimento de tal variedade de perspectivas na base da
GI, parece plausível reconhecer a Gestão da Informação como um campo
multidisciplinar, com teorias e práticas mescladas e oriundas de vários campos.
Isto parece razoável à medida em que foi relativamente há poucas décadas que
a informação, como bem ou recurso, deixou de ser um bem “livre e gratuito” e
passou a ser vista como um ativo estratégico como qualquer outro considerado

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até então. Como anteriormente quase nenhuma área ocupava-se com a


informação em si, no início do que se chamou Gestão da Informação,
naturalmente, várias disciplinas e perspectivas que lidavam com aspectos mais
ou menos relevantes da informação compareceram ou foram convocadas para
contribuir com a nova área. Fica evidente, assim, uma dificuldade considerável
na tentativa de mapeamento da gênese das teorias e práticas de base da GI,
além também da confusão a respeito de sua nomenclatura.
Em relação ao nome da disciplina, percebe-se também uma falta de
padrão, reflexo desta multiplicidade de visões proveniente da sua constituição
heterogênea. Entretanto, um nome deve indicar o conceito a que se refere,
sendo necessário aqui esclarecer os conceitos definidores da área. Tal como na
definição das perspectivas que embasaram a GI, a conceituação de Gestão da
Informação é igualmente controversa, podendo-se perceber muitas confusões
neste aspecto.
O conceito de Gestão da Informação envolve duas temáticas: Gestão e
Informação. Em sentido etimológico, gestão ou administração significa controlar
ou ter controle e condução de algo.
A preocupação com a gestão e suas técnicas remonta ao final do século
XIX e início do século XX. Se durante a primeira fase da Revolução Industrial a
produção fabril se dava de maneira desarticulada em seus métodos, onde cada
fábrica ou indústria produzia à sua maneira, num segundo momento as técnicas
de produção, bem como as de gestão, passaram a ser alvo de teorias que
norteariam o campo da Administração ao longo do século XX. Uma destas
teorias é a Administração Científica, que procurou tratar a administração e
gestão como ciência, com enfoque na racionalização dos processos produtivos.
Outra teoria que marcou a área de Gestão foi o trabalho de J. Henry Fayol, Teoria
Clássica da Administração, cujo enfoque difere do anterior, preocupando-se
mais com a organização e seus modelos gerenciais.
Na segunda metade do século XX, muitas teorias nasceram na área da
administração, tendo em vista o crescente aumento das tecnologias da
informação e comunicação, bem como do valor atribuído à informação e ao
conhecimento como recursos e bens estratégicos. Esses fatores influenciariam
tanto a administração como também muitas outras áreas, caracterizando o

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modelo social de então como sociedade da informação ou sociedade pós-


capitalista.
Segundo Drucker (1995 apud MARTINS, 2014, p.23), este novo modelo
de sociedade muda substancialmente as noções e conceitos de gestão, assim
como seu enfoque, onde os bens e ativos materiais foram então ultrapassados
por valores não considerados anteriormente, como a informação e o
conhecimento.
O autor sustentou que a cada dois ou três séculos a sociedade ocidental
passa por grandes transformações; tendo como marco a era capitalista, num
primeiro momento houve a transição da era agrícola para a Revolução Industrial;
logo depois a Revolução da Produtividade e, por a Revolução Gerencial.
Além da Revolução Gerencial, outra constatação de Drucker (Drucker,
1995, p. 28 apud MARTINS, 2014, p.24) é o papel das organizações na
sociedade pós-capitalista, no qual vieram a se tornar uma força emergente e
dinâmica que move e dita o ritmo deste novo modelo de sociedade. Assim, para
o autor, o conceito atual de Gestão aplica-se às organizações, sendo sua função
permitir a fluência da informação e do conhecimento entre os indivíduos.
Mintzberg (1993, p. 43-60 apud MARTINS, 2014, p.24) estabeleceu ainda
um modelo de papéis gerenciais, descrevendo os tipos de tarefas pertinentes
aos gestores em três categorias:
 Papéis interpessoais;
 Papéis informacionais e;
 Papéis decisórios.

Como se pode perceber, a importância da informação e do conhecimento


tem sido largamente destacada nas teorias organizacionais das últimas décadas,
cujos enfoques visam ajustar e aliar as atividades gerenciais e organizacionais
e as práticas e os processos de informação. Os conceitos de gestão tanto em
Drucker quanto em Mintzberg contemplam e concebem tais premissas,
fornecendo, assim, um contexto para as práticas de GI.
Conceituar informação, por sua vez, é uma tarefa complexa e mesmo hoje
não há consenso na própria Ciência da Informação. Assim, em relação ao

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aspecto aqui pretendido, algumas contextualizações sobre o conceito de


informação, no escopo da GI, tornam-se oportunas e necessárias.

Encarando a variedade de sentidos que o termo ‘informação’ carrega,


podemos, no mínimo, ganhar um aprendizado prático. Podemos
visualizar um panorama e procurar identificar grupos de usos do termo
‘informação’. As definições podem não ser completamente
satisfatórias, os limites entre esses usos podem ser confusos e até uma
abordagem pode não satisfazer qualquer dos significados
determinados como o correto sentido do termo ‘informação’. Mas os
principais usos podem ser identificados, classificados e caracterizados,
ai sim algum progresso poderá ser alcançado. Usando essa
abordagem podemos identificar três principais usos da palavra
‘informação’: como ‘processo’, como ‘conhecimento’ e como ‘coisa’.
(BUCKLAND, 2004, p. 1 apud MARTINS, 2014, p.25)

Valentim e Teixeira sugeriram que estas qualificações devem ser


consideradas conjuntamente, numa perspectiva espiral, de modo a compreender
a dinâmica do ato informacional:

[Gera-se conhecimento] Ao compreender a informação-coisa como


consequência da informação-processo, que influencia a geração da
informação-conhecimento, ou o seu contrário. Destaca-se que a
informação como processo exige o compartilhamento, a socialização,
bem como a disseminação, propiciando a ação de mediar, comunicar
e, portanto, informar. (VALENTIM, M.; TEIXEIRA, T., 2012, p. 152 apud
MARTINS, 2014, p.25)

Vreeken (2002 p. 32 apud MARTINS, 2014, p.26) listou uma série de


conceitos de informação provenientes de diferentes áreas, tendo então apontado
os que considera mais pertinentes:
 Informação como coisa;
 Informação como processo;
 Informação como construto social e;
 Informação como probabilidade.

O autor afirma que a GI tem tratado predominantemente a informação


como coisa somente, sustentando em sua conclusão que a disciplina deve
considerar a informação em todas as suas acepções. Outra noção de informação
considerada na literatura de GI vem a ser a de Braman (1989; 2011 apud
MARTINS, 2014, p.26). Segundo a autora, em seu trabalho de 1989, a
informação deve ser vista sob quatro abordagens, a saber:

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 Informação como recurso;


 Informação como mercadoria (ou commodity);
 Informação como percepção de padrões e;
 Informação como força constitutiva da sociedade.

Num trabalho mais recente a autora adicionou mais duas abordagens:


 Informação como um recipiente de possibilidades;
 Informação como um agente.

Uma vez definidos os conceitos de gestão e de informação para os


propósitos da GI, torna-se possível agora identificar algumas visões do conceito
de “Gestão da Informação” na literatura da área.
Segundo Wilson, Gestão da Informação é

“a aplicação de princípios de gestão para a aquisição, organização,


controle, disseminação e uso de informações relevantes para o
funcionamento eficaz das organizações de todos os tipos” (WILSON,
2002 apud MARTINS, 2014, p.26).

Para Detlor,

Gestão da informação é a gestão dos processos e sistemas que criam,


adquirem, organizam, armazenam, distribuem e utilizam informações.
O objetivo da gestão da informação é ajudar as pessoas e
organizações no acesso, processo e uso da informação de forma
eficiente e eficaz. (DETLOR, 2010, p. 103 apud MARTINS, 2014, p.26)

Choo, que adota uma visão baseada principalmente na Teoria


Organizacional, o objetivo básico da Gestão da Informação é

Aproveitar os recursos e capacidades de informação da organização,


a fim de permitir que a mesma aprenda e se adapte ao seu ambiente
em constante mutação. Criação de Informação, aquisição,
armazenamento, análise e uso, portanto, fornecerão a teia intelectual
que suporta o crescimento e desenvolvimento da organização
inteligente. (CHOO, 1995 apud MARTINS, 2014, p.26)

Estas definições tornam claras as percepções do papel da GI: gerenciar


o ciclo ou o processo da informação. É importante ressaltar o aspecto de
percepção original ou inicial, uma vez que estas percepções mudaram com o
tempo e novos fatores foram agregados à teoria e práticas da GI. Mais adiante

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se discorrerá sobre os motivos históricos que mudaram estas percepções, uma


vez que aqui ainda cabem mais algumas considerações sobre a GI.

1.1 Aspectos Evolutivos da Gestão da Informação

Para analisar historicamente a evolução da Gestão da Informação, é


necessário revisar algumas considerações sobre as condições de seu
desenvolvimento enquanto disciplina. Quando se fala de Gestão da Informação,
pressupõe-se que a informação seja objeto de gestão sob qualquer que seja a
forma que suporte seu conteúdo. Pelo fato da GI tratar primordialmente da
informação registrada, como documentos em papel ou em meio digital, ou seja,
sob a forma de texto ou documentos multimídia, torna-se compreensível que sua
prática já se dê há um século.
Em sua tese, Malin (2003, p. 73-75 apud MARTINS, 2014, p. 33) destacou
a preocupação em relação aos documentos por governos diversos ao longo do
tempo. Porém este tipo de administração baseava-se em entrada e saída de
papéis, sem uma preocupação mais sistemática com o gerenciamento dos
processos informacionais .
A maioria dos autores citados concorda que os princípios da Gestão da
Informação tiveram início nos anos 1940-1950, com o que ficou conhecido como
“explosão bibliográfica”, e com o desenvolvimento de tecnologias da computação
e da comunicação.
Savić (1992, p. 129 apud MARTINS, 2014, p. 34) afirmou ainda que as
causas para o início e consolidação da GRI foram provocadas principalmente
por três eventos:
 A explosão da informação, estendendo-se ao longo do século XX,
que trouxe inúmeras mudanças à realidade cotidiana da sociedade,
através do desenvolvimento de vários dispositivos e suportes; esta
quantidade de informações, entretanto, além de não resolver o
problema informacional traz outros em seu encalço;
 A proliferação do papel, pois embora a explosão da informação
tenha sido acompanhada de tecnologias computacionais, grande
parte do volume informacional encontrava-se, nos anos 1980, em

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formato de papel. O autor apresentou estatísticas de modo a


corroborar seu argumento e demonstrou a necessidade de
organizar de forma eficiente essa pilha de papel;
 O uso intensivo das tecnologias de informação. O autor
reconheceu que “o mundo nunca mais será o mesmo depois da
revolução do computador”.

Nas décadas de 1960 e 1970 a questão da GI passou a ser


contextualizada num cenário social e econômico que vários autores apontaram
como a “Era da Informação” ou “Sociedade da Informação”.
Falar de uma sociedade da informação requer falar também da
proliferação massiva das tecnologias de computação e de comunicação.
Segundo Werthein, tais tecnologias foram decisivas na consolidação desta
chamada nova era, muito embora a situe mais tardiamente, já nos anos 1980:

A expressão “sociedade da informação” passou a ser utilizada, nos


últimos anos desse século, como substituto para o conceito complexo
de “sociedade pósindustrial” e como forma de transmitir o conteúdo
específico do “novo paradigma técnico-econômico”. A realidade que os
conceitos das ciências sociais procuram expressar refere-se às
transformações técnicas, organizacionais e administrativas que têm
como “fator-chave” não mais os insumos baratos de energia – como na
sociedade industrial – mas os insumos baratos de informação
propiciados pelos avanços tecnológicos na microeletrônica e
telecomunicações. Esta sociedade pósindustrial ou “informacional”,
como prefere Castells, está ligada à expansão e reestruturação do
capitalismo desde a década de 80 do século que termina. As novas
tecnologias e a ênfase na flexibilidade – ideia central das
transformações organizacionais – têm permitido realizar com rapidez e
eficiência os processos de desregulamentação, privatização e ruptura
do modelo de contrato social entre capital e trabalho característicos do
capitalismo industrial. (WERTHEIN, 2000, p. 71-72 apud MARTINS,
2014, p. 35)

Percebe-se que a computação, desde os anos 1950 até a proliferação da


microinformática, nos anos 1980, exerceu um considerável impacto tanto na
sociedade em geral, quanto na política e economia. Além de ser determinante
para a caracterização da chamada sociedade da informação, a microinformática
proliferou-se não somente nas instituições militares e científicas, mas também
governamentais e empresariais, com pretensões de resolver os complexos
problemas informacionais.

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Essa “nova era” da tecnologia computacional causou impacto e euforia


também na literatura científica, onde autores futurólogos como Wiener (1973) e
Kahn e Wiener (1967) exaltavam suas possibilidades, enquanto autores
oposicionistas, como Roszak, denunciavam suas pretensões.

O desenvolvimento destas máquinas computadoras foi muito rápido a


partir da guerra. Para um vasto campo de trabalho computacional,
demonstraram ser muito mais rápidas e acuradas que o computador
humano. Sua velocidade atingiu, desde então, tal grau que qualquer
intervenção humana intermediária em seu trabalho está fora de
cogitação. Suscitam, portanto, a mesma necessidade de substituir
capacidades humanas por capacidades mecânicas como as que
encontramos no computador antiaéreo. (WIENER, 1973, p. 149 apud
MARTINS, 2014, p. 35)

Sobre este entusiasmo, Roszak (1988, p. 172 apud MARTINS, 2014, p.


35), um estudioso da contracultura e oposicionista desta visão da Tecnologia da
Informação, denunciou anos depois que “a esperança de muitos entusiastas no
computador é precisamente de que, no futuro, ele produzirá uma forma de
inteligência que levará a exatidão da matemática a vários outros campos da
cultura”.
Tal como se deu em outras áreas, foi na instância pública e governamental
que as práticas de GI tiveram início. Essa visão também foi endossada por Savić
(1992, p. 132-133 apud MARTINS, 2014, p. 37), ao entender que a GI iniciou-se
no setor governamental e, logo após, expandiu-se para os setores militar e
privado. De maneira geral, considera-se que o Paperwork Act10 , de 1980, tenha
sido o documento que instituiu a Gestão da Informação. Segundo Horton (1982,
p. 48 apud MARTINS, 2014, p. 37), uma comissão federal dos EUA foi
constituída em 1974 para racionalizar os processos burocráticos da informação,
baseada principalmente em documentos. Esta comissão baseou-se em
procedimentos do governo que remontavam ao final dos anos 1940, durante a
guerra, e constatou-se que eram insuficientes para lidar com a explosão
documental que se deu posteriormente. Com a revisão destes procedimentos e
com a análise das condições e caos burocrático de então, a Comissão
estabeleceu o referido ato, legalizado em dezembro de 1980 pelo governo dos
EUA, para regular os processos informacionais baseados também nas
emergentes tecnologias da computação, mas principalmente em documentos.

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Na primeira metade dos anos 1980, uma avalanche de publicações


eclodiu para discutir os aspectos da GI. Percebe-se que o Paperwork Act causou
um grande impacto tanto no âmbito governamental quanto empresarial – que
começou a interessar-se pelos conceitos e procedimentos descritos nesta lei.
Durante este período também a microinformática assistiu a uma evolução sem
precedentes no que concerne às ferramentas tecnológicas.
Além do advento massivo da computação, a informação em si passou a
ser percebida como um recurso estratégico gerenciável e contabilizável. Mais
uma vez, outro ato normativo oficial demonstrou a percepção da informação
como um recurso, determinando diretrizes e procedimentos a serem seguidos
por agências e departamentos federais: a Circular A-130. Este ato teve como
base o Paperwork Act de 1980, porém atualizou-o, considerando também outros
recursos agregados, como pessoas, ferramentas, tecnologias, dentre outros,
além da própria informação. Se o Paperwork Act instituiu a Gestão da
Informação, o A-130 instituiu o que se conhece como a Gestão de Recurso de
Informação
Em seus primeiros anos, a visão que se possuía de “informação” pela GI
era reflexo de uma visão operacional, de processos voltados ao tratamento e
recuperação de documentos. Com o cenário tecnológico dos anos 1980 e a
instituição da informação como recurso pelo ato A-130, do governo federal norte-
americano, a GI deixou de ser vista como estritamente operacional e passou a
ser considerada como estratégica.
Reconhecida então como realidade cotidiana, a microinformática aparece
como solução dos problemas informacionais, tal como pretendida desde os anos
1950. Através de programas e sistemas operacionais de atraentes interfaces
gráficas as máquinas, até então operadas por técnicos e programadores,
passaram a ser utilizadas pelo usuário comum. Essa possibilidade alavancou a
implementação de microcomputadores em larga escala, aliada aos custos
atrativos ocasionados por sua massificação e pelo barateamento dos valores de
armazenamento de dados embora os grandes sistemas corporativos e bancos
de dados ainda possuíssem preços elevados.
O reconhecimento integrado de documentos, tecnologias e informação
como recursos deslocou o eixo de visão de todo o contexto informacional.

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Entretanto, a aplicação das tecnologias da informação causou mais


problemas que soluções, complicando ainda mais o cenário da gestão
informacional. O deslumbramento despertado anteriormente deu lugar a uma
frustração generalizada, sobretudo no âmbito governamental e corporativo.
O descontentamento com as promessas das tecnologias da informação
tornou-se evidente também no ambiente corporativo empresarial, onde inúmeros
trabalhos foram realizados para analisar este fenômeno.
Este descontentamento com as tecnologias como foco da GI talvez tenha
sido um dos grandes motivos da uma mudança no olhar e nas tendências da
área, juntamente com fatores sociais, econômicos e culturais. Alguns autores
apontaram para um esgotamento da GI; outros estabeleceram novos focos; e
apontou-se também para uma incorporação da GI à Gestão do Conhecimento.

1.2 Gestão da Informação na Atualidade

Embora, a partir dos anos 1990, se tenha apontado para um esgotamento


da GI, observa-se que nas últimas duas décadas a Gestão da Informação
enquanto disciplina tem tido uma participação e relevância exponencial não
somente na área acadêmica, mas também nas áreas educacional e empresarial.
Possivelmente o referido esgotamento tenha se dado na esfera governamental
mas em outros contextos ela continua sendo amplamente considerada.
No âmbito acadêmico nacional, ao menos no que tange à literatura de
Ciência da Informação, a temática de GI era o quarto assunto mais estudado,
em 2004, atrás apenas de “competitividade”, “negócios” e “qualidade”, segundo
pesquisa de Freitas (2004, p. 35 apud MARTINS, 2014, p. 42). Em 2008 sua
posição cresceu expressivamente entre os assuntos da temática de gestão,
conforme apontado pela pesquisa de Valentim (2008 apud MARTINS, 2014, p.
42), sendo o assunto mais abordado da literatura à frente de “gestão do
conhecimento”, “administração de sistemas”, “inteligência competitiva, dentre
outros”.
Além disso, no âmbito acadêmico internacional, muitos periódicos
científicos na área de GI eclodiram a partir dos anos 1990, embora alguns
remontem aos anos 1980.

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No aspecto educacional internacional, um movimento sem precedentes


na área de Gestão da Informação tomou corpo entre universidades americanas
e canadenses, expandindo-se posteriormente pelo mundo. No final dos anos
1980, Toni Carbo, decano da Universidade de Pittsburgh, juntamente com
Donald Marchand (Universidade de Siracusa) e Richard Lytle (Universidade de
Drexel), formaram o embrião de um grupo de escolas quediscutiam a Gestão da
Informação. Pouco mais de uma década depois, em 2003, surgia a rede
ISchools, uma rede acadêmica internacional que congrega renomadas
universidades para a discussão da GI e assuntos informacionais em geral. Esta
rede conecta várias universidades com departamentos ou faculdades que se
propõem a estudar principalmente a Gestão da Informação, mas também
Ciência da Informação, Tecnologias da Informação, Negócios da Informação,
dentre outras.
Na China, potência ora emergente, a Gestão da Informação inspirou a
criação de escolas de Gestão da Informação, como a School of Information
Management, membro da Ischool e a School of Information Resource
Management, da Universidade de Renmin, cujo conteúdo interdisciplinar
congrega Ciência da Informação, Sistemas de Informação, Gestão do
Conhecimento e também Biblioteconomia.
Conforme observado, a GI vem sendo expandida, revelando seu caráter
interdisciplinar característico desde sua constituição. Seja através de
documentos impressos ou digitais, provavelmente as organizações continuarão
a ter a necessidade de gerir a informação e seus recursos, independente dos
elementos, das vertentes e ramificações que possa vir a tomar.
A interação entre as disciplinas de Gestão da Informação e Gestão do
Conhecimento contribui para o desenvolvimento de uma visão mais holística da
GI. A Gestão do Conhecimento, ao considerar o fator humano como essencial
em sua disciplina, parece ter influenciado o reforço deste aspecto por muitos
autores da GI. Assim, o elemento humano, visto antes como um dos recursos da
GI, passou a ser considerado o foco principal das práticas de gerenciamento
informacional.

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2 TIPOS DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO

Podemos dividir os sistemas de informação em quatro tipos: Sistemas de


informação transacionais, sistemas de informações gerenciais, sistemas de
apoio a decisão e sistemas de informações executivas.

 SPT - Sistema de Processamento de Transações

Os SPTs monitoram, coletam, armazenam e processam dados gerados


em todas as transações da empresa. Esses dados são a entrada para o banco
de dados da organização.
Primeiro os dados são coletados por pessoas ou sensores que são
inseridos no computador por meio de algum dispositivo de entrada. Em seguida,
o sistema processa os dados de acordo com o processamento em lote ou online.
Quando você paga por um item em uma loja o sistema registra a venda,
reduz o estoque disponível em uma unidade, aumenta a posição do caixa da loja
no valor que você pagou e aumenta a qualidade de vendas em uma unidade.
Tipos de Aplicação:
 Processamento de pedidos;
 Fatura;
 Controle de estoque;
 Contas a pagar;
 Contas a receber;
 Compras;
 Recebimento;
 Expedição;
 Folha de pagamento;
 Contabilidade Geral.

 SIG - Sistemas de Informações Gerenciais

Os sistemas de informações funcionais (SIG), oferecem informações na


forma de relatórios aos gerentes de nível intermediário, como apoio no
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planejamento, na organização e no controle de operações. O termo SIG é


ocasionalmente utilizado como um conceito abrangente para todos os sistemas
de informação combinados. Um SIG produz principalmente três tipos de
relatórios: rotina, ocasionais e exceção.
Relatórios de Rotina: São produzidos em intervalos programados,
variando desde relatórios de controle de qualidade por hora, até relatórios
mensais de taxas de absenteísmo.
Relatórios Detalhados: mostram um nível maior de detalhes; por exemplo,
um gerente pode examinar as vendas por região e decidir "detalhar mais" para
ver as vendas por loja, e depois as vendas por vendedor.
Relatórios Indicadores Principais: resumem o desempenho de atividades
críticas; por exemplo, um diretor financeiro pode querer examinar o fluxo de caixa
e a quantidade de dinheiro disponível.
Relatórios Comparativos: comparam o desempenho de diferentes
unidades de negócios ou período de tempo.
Relatórios de Exceção: excluem apenas informações que estão fora de
padrões de limites. Os sistemas são configurados para monitorar o desempenho,
comparar o desempenho real com os padrões e identificar exceções
predefinidas.

 SAD - Sistema de Apoio à Decisão

É um sistema de informação computadorizado que combina modelos e


dados em uma tentativa de resolver os problemas semi-estruturados e alguns
problemas não-estruturados, com intenso envolvimento do usuário.
Suas características são:
 Os Sads podem examinar várias alternativas muito rapidamente
 Podem realizar uma análise de risco sistemático
 Podem ser integrados a sistemas de comunicação e bancos de
dados
 Podem ser usados para apoiar o trabalho em grupo

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Suas habilidades são:


 Análise a sensibilidade: torna o sistema flexível e adaptável a
condições mutantes e as diversas exigências das diferentes
situações de tomada de decisão.
 Análise de variações hipotéticas: essa habilidade tenta determinar
o impacto que uma mudança nas suposições (dados de entrada)
causa sobre a solução proposta.
 Análise de busca de metas: busca descobrir o valor das entradas
necessárias para alcançar determinado nível de saída, esse tipo de
análise de apoio são importante.

Componentes e estruturas:
 Subsistemas de gerenciamento de dados: Contém todos os dados
que fluem de várias fontes.
 Subsistema de gerenciamento de modelos: Contém modelos
completados e os elementos necessários para desenvolver
aplicações de SAD.
 Interface com o usuário: Abrange todos os aspectos da
comunicação entre um usuário e o SAD.
 Usuário: A pessoa envolvida com o problema ou decisão que o
SAD tem função de apoiar é considerada o usuário, o gerente ou o
tomados de decisão.
 Subsistemas baseados em conhecimento: Muitos problemas não-
estruturados e semi-estruturas são tão complexos que suas
soluções exigem um certo grau de especialização.

Funcionamento do SAD:
 Os usuários obtêm seus dados do data warehouse, dos bancos de
dados e de outras fontes de dados. Esses dados são inseridos no
SAD. Quantos mais problemas são resolvidos, mais conhecimento
é acumulado na base de conhecimento.

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18

 SIE - Sistema de Informação Executiva

O Sistema de Informação Executiva é uma tecnologia computadorizada


projetada em resposta às necessidades específicas dos altos executivos.
Fornece acesso rápido a informações atuais e acesso aos relatórios gerencias.
Um SIE é bastante fácil de usar, baseia-se em gráficos.
O mais importante para os altos executivos é aquele que oferece as
habilidades de relatório de exceção e de expansão. Finalmente, um SIE pode
ser facilmente conectado a serviços de informação on-line e e-mail. Os SIEs
podem incluir apoio à análise, comunicações, automação de escritório e apoio à
inteligência.
Apesar dessas funções comuns, os SIEs individuais variam em termos de
habilidade e benefícios. Por exemplo, eles podem ser aperfeiçoados com análise
e apresentação multidimensionais, acesso fácil a dados, interface gráfica
simples, habilidades de edição de imagens, acesso à intranet, e-mail, acesso à
Internet e modelagem.

3 O PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO

A inserção de uma vasta gama de aparatos tecnológicos, oriundas da


chamada Sociedade da Informação, deu margem ao surgimento de uma nova
terminologia para designar ou categorizar aqueles que lidam com informação,
conhecidos por “Profissionais da Informação”.
Além disso, segundo Marchiori (2002 apud MONTEZANO, 2009, p.18), o
excesso de dados e de informação acessíveis e a necessidade de um
gerenciamento eficaz de tais recursos informacionais garantiram aos
profissionais que lidam com informação, cada vez mais, importância dentro das
empresas.
Cabe ao profissional da informação o desenvolvimento das atividades de
processamento de dados, a fim de torná-los fontes de informação. De acordo
com Le Coadic (1996 apud Mota e Oliveira, 2005:99 apud MONTEZANO, 2009,
p.18), os profissionais da informação são aqueles que “adquirem informação
registrada em qualquer suporte, organizam, descrevem, indexam, armazenam,
18
19

recuperam e distribuem essa informação em sua forma original ou como


produtos elaborados a partir dela”.
Para Ponjuan e Danta (2000 apud Mota e Oliveira, 2005:100 apud
MONTEZANO, 2009, p.18), os profissionais que lidam diretamente com
informação devem “operar eficiente e eficazmente tudo o que se refere ao
gerenciamento da informação, em organizações de qualquer tipo ou em
unidades especializadas de informação”.
Mota e Oliveira (2005 apud MONTEZANO, 2009, p.19) afirmam que esses
profissionais são responsáveis por coordenar equipes de funcionários e
desenvolver e dirigir programas e sistemas que atendam às necessidades
informacionais dos usuários. Esses usuários podem ser tanto clientes internos
da empresa, que utilizarão os sistemas de informação em suas atividades, como
clientes externos, utilizando o produto informacional elaborado por esses
profissionais para os fins que desejarem, de acordo com a solicitação feita pelos
clientes.
Para lidar com informação, o profissional, segundo Marchiori (2002 apud
MONTEZANO, 2009, p.19), deve interpretar, analisar e sintetizar os conteúdos
dos dados coletados de maneira cuidadosa, tanto os provenientes de ambientes
internos, quanto externos à empresa, e colocados à disposição da mesma. Além
disso, deve implementar uma estratégia de acompanhamento de resultados
oriundos da implantação do sistema de informação criado, para que o
desempenho desse sistema seja avaliado.
Outra atribuição do profissional da informação, de acordo com Siqueira
(2005 apud MONTEZANO, 2009, p.19), é a capacidade de sintetizar e avaliar
experiências cruas e, a partir delas, criar modelos que representem as
abstrações das experiências, para dar suporte às ações futuras pela
identificação e utilização dessas informações.
Enfim, deve ter capacidade de gerar soluções diferenciadas para clientes
singulares, “aproveitando racionalmente um recurso que, embora abundante ‘em
espécie’, tende a ter gargalos para sua utilização eficiente”. (MARCHIORI,
2002:79 apud MONTEZANO, 2009, p.19).
Os profissionais que lidam diretamente com informação buscam
corresponder às exigências dinâmicas da sociedade e contribuir para que os

19
20

recursos informacionais sejam cada vez mais rentáveis e eficazes na tomada de


decisões.
Para isso, devem gerenciar informação pensando e planejando
estrategicamente, estruturando articulações políticas e analisando mercados e
contextos, para que tenham condições de satisfazer as necessidades
informacionais de seus clientes. Para desenvolver essas habilidades, exige-se,
do profissional que lida com informação, alto nível de mobilidade pessoal e
profissional, atuando seja como consultor, seja como assessor. Ele deve estar
ciente de que sua competência está diretamente ligada ao seu grau de
atualização, capacidade de empreendimento e criatividade.

“a criatividade e a percepção de parâmetros de tempo e valor,


associados à informação de que o cliente necessita, são os requisitos
básicos para o oferecimento de serviços e produtos” (MARCHIORI,
2002:78).

Em resumo, o gestor da informação, conforme defende Marchiori (2002),


deve desempenhar as seguintes atividades: Auxiliar na definição das atividades
desenvolvidas pelo usuário e na explicitação de suas necessidades de
informação; localizar e disseminar as informações de qualidade e criar uma
estratégia para a captação de informações importantes e de interesse do
usuário; priorizar a informação relevante para o usuário e a qualidade dessa
informação, observando características como exatidão, utilidade e
aplicabilidade, entre outras; personalizar a forma de apresentação e
disseminação da informação; utilizar-se de metodologias para o
desenvolvimento de sistemas de informação e ferramentas de apresentação
dessas informações; desenvolver um pensamento crítico e analítico para
perceber e entender os problemas de informação e comunicação, conforme as
perspectivas técnicas, organizacionais e pessoais; administrar a tecnologia de
informação, analisando, de forma crítica, seu custo, qualidade e complexidade.

20
21

4 COMPONENTES DE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO

Um modelo de sistema de informação expressa uma estrutura conceitual


fundamental para os principais componentes e atividades dos sistemas de
informação. Um sistema de informação depende dos recursos de pessoal,
hardware, software e redes para executar atividades de entrada,
processamento, saída, armazenamento e controle que convertem recursos de
dados em produtos de informação.
O modelo de Sistemas de Informação destaca os cinco conceitos principais
que podem ser aplicados a todos os tipos de sistemas de informação: Pessoas,
hardware, software, redes e dados são os cinco recursos básicos dos sistemas
de informação. Os recursos humanos incluem os usuários finais e especialistas
em SI, os recursos de hardware consistem em máquinas e mídia, os recursos
de software incluem programas e procedimentos, os recursos de rede consistem
em mídia e apoio às comunicações e os recursos de dados podem incluir dados,
modelo e bases de conhecimento. Os recursos de dados são transformados por
atividades de processamento de informação em uma diversidade de produtos
de informação para os usuários finais. Processamento de informação consiste
em atividades de entrada, processamento, saída, armazenamento e controle.

5 RECURSOS DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

Ao definirmos sistema de informação observamos que o mesmo depende


de cinco componentes principais para a composição de sua estrutura.
Na figura abaixo, é apresentado um modelo mais completo de sistema de
informação onde podemos visualizar a estrutura dos cinco componentes,
formada por: hardware (máquina e mídia), software (programas e
procedimentos), dados (banco de dados e bases de conhecimento), redes
(meios de comunicação e suporte de rede) e recursos humanos (usuários finais
e especialistas em sistema de informação).

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22

Fonte: CTISM, adaptado de O’Brien, 2004, p. 10

Como mostra na imagem as relações existentes entre seus componentes


e atividades, evidenciando que os mesmos precisam ser construídos a partir dos
objetivos a serem alcançados. Nesse sentido, podemos dizer que a construção
de um modelo de informação requer diversas habilidades, além daquelas dos
técnicos e programadores de computador. É preciso que existam pessoas
capazes de projetar os bancos de dados – que contêm os dados, e também
pessoas capazes de desenvolver os procedimentos a serem seguidos, tornando
as informações disponíveis.
Para O’Brien (2004 apud WAKULICZ, 2016, p. 24), o modelo apresentado
acima, também deixa evidente quatro conceitos principais que podem ser
aplicados a todos os tipos de sistemas de informação:
 Pessoas, hardware, software, dados e redes são os cinco recursos
básicos dos sistemas de informação.
 Os recursos humanos dizem respeito aos usuários finais e aos
especialistas em sistemas de informação; os recursos de hardware
correspondem às máquinas e mídias; os recursos de software

22
23

correspondem aos programas e procedimentos; os recursos de


dados correspondem aos bancos de dados e bases de
conhecimentos; e os recursos de rede correspondem às mídias e
redes de comunicação.
 Os recursos de dados são transformados por atividades de
processamento de informação em uma diversidade de produtos de
informação para os usuários finais.
 Processamento de informações corresponde às atividades de
entrada, processamento, saída, armazenamento e controle.

Além destes quatro conceitos básicos, o modelo também mostra que,


conforme descrito anteriormente, os recursos básicos de um sistema de
informação são: hardware, software, dados, redes e recursos humanos.

5.1 Recursos de hardware

Incluem todos os dispositivos físicos e equipamentos utilizados no


processamento de informações, ou seja, é o equipamento físico usado para as
tarefas de entrada, processamento e saída de um sistema de informação. Ex.:
Máquinas (computadores, monitores, disco rígido, impressora) e mídias
(formulários em papel, pen drive, discos magnéticos).

5.2 Recursos de software

Referem-se a todos os conjuntos de instruções de processamento da


informação e compreendem os programas e procedimentos. Em outras palavras,
podemos dizer que consiste em instruções pré-programadas que coordenam o
trabalho dos componentes do hardware para que executem os processos
exigidos para cada sistema de informação. Assim, sem o software, o computador
não saberia o que fazer e como e quando fazê-lo. Ex.: Programas (conjunto de
instruções que fazem com que o computador execute as tarefas), procedimentos
(instruções operacionais para as pessoas que utilizarão um computador).

23
24

5.3 Recursos de dados

Os dados devem ser compreendidos como algo a mais do que simples


matéria-prima dos sistemas de informação. Devem ser entendidos como
recursos de dados devendo ser administrados para beneficiar todos os usuários
finais de uma organização. Os dados podem ser numéricos, alfanuméricos,
figuras, sons ou imagens. Os recursos de dados dos sistemas de informação,
normalmente, são organizados em bancos de dados e bases de conhecimento.
Um banco de dados guarda dados processados e organizados de maneira que
seja possível a sua recuperação; as bases de conhecimento guardam
informações ou conhecimentos na forma de fatos, regras e exemplos ilustrativos
sobre práticas de negócios bem sucedidas.

5.4 Recursos de redes

Este recurso tem como objetivo interligar dois computadores ou mais para
transmitir dados, sons, vídeos, imagens e voz ou ainda para ligá-lo a uma
impressora. O’Brien (2004, p. 13 apud WAKULICZ, 2016, p. 25) conceitua
recursos de rede como “consistem em computadores, processadores de
comunicações e outros dispositivos interconectados por mídia de comunicações
e controlados por software de comunicação”. Assim, podemos dizer que os
recursos de rede compreendem:
 Mídia de comunicações – fio de par trançado, cabo coaxial, cabo
de fibra ótica, sistemas de micro-ondas e sistemas de satélite de
comunicações.
 Suporte de rede – recursos de dados, pessoas, hardware e
software que apoiam diretamente a operação e uso de uma rede
de comunicações.

24
25

5.5 Recursos humanos

Este recurso está relacionado à necessidade de pessoas para a operação


de todos os sistemas de informação. Esses recursos humanos abarcam os
usuários finais e os profissionais em sistemas de informação.
 Usuários finais – pessoas que usam um sistema de informação ou
a informação produzida por este sistema. São exemplos de
usuários finais os vendedores, contadores, engenheiros,
balconistas, ou qualquer pessoa que necessite de algum tipo de
informação advindo destes sistemas.
 Profissionais em sistemas de informação – são as pessoas
responsáveis pelo desenvolvimento, manutenção e suporte do
sistema de informação. Tem-se como exemplo: programadores,
operadores de computador, analistas de sistemas.

6 GESTÃO DA INFORMAÇÃO EM ORGANIZAÇÕES

Fonte: brazip.com.br

As incertezas e as instabilidades oriundas da competitividade que ocorre


no cenário contemporâneo fazem com que as organizações busquem
informações sobre o ambiente organizacional, visando fomentar a eficácia das
25
26

decisões. Realizar a GI efetivamente passou a ser uma atividade essencial à


sobrevivência do setor industrial, à medida que estes percebem sua importância
como diferencial estratégico, porquanto as organizações que mais bem
gerenciarem suas informações, tanto do ambiente interno quanto do ambiente
externo, terão mais possibilidades de identificar as oportunidades e as ameaças
do mercado.
Em geral, uma organização não teria condições de atuar sem informação
de diferentes tipos e naturezas, influência da revolução informacional, cujas
características marcantes são a velocidade e a competitividade. Nesse sentido,
obter informação confiável, no momento certo e com valor agregado é essencial
para o estabelecimento de ações estratégicas organizacionais. Dessa maneira,
esse contexto depende de recursos informacionais distintos, assim como de
recursos materiais e humanos e, portanto, necessitam ser gerenciadas
eficientemente para auxiliar as organizações na melhoria da qualidade e
produtividade. Por essas razões, a informação deve ser trabalhada nessa ótica
e ser construída e reconstruída a todo instante tendo como base o conhecimento
científico, tecnológico, estratégico e organizacional.
Davenport e Prusak (1998 apud SANTOS, VALENTIM, 2015, p. 62)
afirmam que o ambiente de informação em sua totalidade leva em conta os
valores e as crenças organizacionais sobre a informação. Nesse sentido, a
maneira como as pessoas realmente geram e usam a informação e o que fazem
dela, as distintas problemáticas que podem interferir na interação informacional
existem e estão presentes no cotidiano organizacional, visto que a gestão é
sempre uma atividade que envolve planejamento, direção, coordenação e
controle, ou seja, a gestão estabelece princípios, políticas, planos, funções e
atividades visando à eficiência para atingir os objetivos e metas organizacionais.
O mercado contemporâneo exige que as organizações se transformem de
tal maneira, que elas possam ser capazes de produzir bens e serviços para
atender as necessidades dos clientes internos e externos. Portanto, a GI deve
estar apta para atender os diversos níveis hierárquicos organizacionais, ou seja,
estratégico, tático e operacional, contemplando diferentes níveis de acesso e se
fundamentando na utilização de modelos, métodos e técnicas para desenvolver

26
27

e processar informações que possuam relevância para a organização. Entende-


se a GI como:

[...] um conjunto de estratégias que visa identificar as necessidades


informacionais, mapear os fluxos formais de informação nos diferentes
ambientes da organização, assim como sua coleta, filtragem, análise,
organização, armazenamento e disseminação, objetivando apoiar o
desenvolvimento das atividades cotidianas e a tomada de decisão no
ambiente corporativo. (VALENTIM, 2004, p.1 apud SANTOS,
VALENTIM, 2015, p. 62).

Um dos principais objetivos da GI é potencializar os recursos


informacionais existentes em uma determinada organização, de maneira a
apoiar e subsidiar as atividades desenvolvidas no cotidiano, apoiar o processo
decisório, bem como ampliar a capacidade e aprendizagem organizacional, de
modo que a organização se adapte as mudanças que ocorrem no ambiente.
No cenário globalizado a agilidade referente ao acesso, recuperação,
tratamento e disseminação da informação potencializa as ações da organização
frente aos clientes e concorrentes, tornando a informação um diferencial
competitivo importante. Contudo algumas organizações, ainda, desconhecem
suas próprias necessidades informacionais. A GI apoia-se nos fluxos formais
(conhecimento explícito), e enfoca as informações registradas, constituindo-se
em ativos informacionais tangíveis que são utilizados na maioria das
organizações, pois tendem a se preocupar com as informações geradas,
recebidas e utilizadas para as atividades do negócio da organização.
Para que a GI seja efetiva é preciso desenvolver algumas atividades
básicas como, por exemplo, a identificação das necessidades informacionais.
Para tanto, é necessário realizar o mapeamento e reconhecimento dos fluxos
formais de informação, bem como o desenvolvimento de uma cultura
organizacional positiva em relação à informação, proporcionando a comunicação
informacional eficiente através do uso das Tecnologias de Informação e
Comunicação (TIC), com o objetivo de prospectar e monitorar a informação
através da coleta, filtragem e tratamento (análise, interpretação, agregação de
valor), a fim de comunicá-la eficientemente, por meio da mediação e
disseminação, de maneira que seja possível elaborar produtos e serviços
informacionais e retroalimentar o ciclo informacional.

27
28

Gerir informação é decidir o que fazer com base em informação e decidir


o que fazer sobre a informação. É ter a capacidade de selecionar entre as
informações disponíveis aquela que é relevante para uma determinada decisão,
é perceber qual a decisão que interessa para a organização. Sendo assim, a
informação, quando apropriada, se transforma no conhecimento dos sujeitos
organizacionais que, por sua vez, se transformam nas ações organizacionais, ou
seja, é base para desenvolverem suas atividades. A importância da informação
em contextos competitivos, e com o qual as organizações se deparam, requer
novas formas de gestão organizacional.
A gestão estratégica da informação não apresenta linearidade. Este tipo
de gestão pode ser definido como um processo que exige necessariamente a
cooperação dos vários setores da organização, pois o ambiente informacional
de qualquer organização sofre influências do ambiente de negócio, tanto
internamente quanto externamente, seja pela instabilidade do mercado, seja
pela acirrada competitividade entre os concorrentes. Assim, exige conhecimento
de seus gestores no intuito de perceberem a natureza e intensidade dos fatos
que impactam a organização, de modo que se possa realizar o realinhamento
organizacional frente a um novo contexto. A GI é um processo gerencial, visto
que “[...] obter informações é realmente uma atividade ininterrupta, não algo que
possa ser finalizado [...]. Portanto, o processo mais eficaz é aquele que incorpora
um sistema de aquisição continua [...]” (DAVENPORT; PRUSAK, 1998, p.181
apud SANTOS, VALENTIM, 2015, p. 64).
O gerenciamento da informação só é eficiente na medida em que a
informação é de fato utilizada. Sendo assim, o uso e o reuso são etapas
essenciais da GI. Dessa maneira, destaca-se que a informação é cíclica e
reutilizável e, por isso, o ambiente informacional é afetado constantemente.
No Século XXI as organizações têm na informação e no conhecimento
subsídio para auxiliar a tomada de decisão, e as transformações em decorrência
da globalização são visíveis. Assim, cabe às organizações serem proativas para
lidar com clientes, concorrentes e fornecedores, visando gerar diferenciais
competitivos para sua atuação. Quanto melhor gerenciada, tratada e organizada
a informação nos ambientes organizacionais, mais rapidamente a organização
poderá tornar-se competitiva no que tange aos seus processos, produtos,

28
29

serviços etc., proporcionando um melhor posicionamento no mercado em que


atua.
Nessa perspectiva, possuir informação sobre o ambiente organizacional,
seja interno ou externo, se constitui na base para o desenvolvimento estratégico
organizacional, ou seja, é insumo para o desenvolvimento da competitividade
organizacional. Ressalta-se que a quantidade de informações produzidas
organizacionalmente em âmbito formal e informal, torna o processo de GI
fundamental para a organização, devendo ser eficiente, visto que dinamiza o
processo decisório organizacional.
Portanto, o bom gerenciamento e o uso de métodos e técnicas atualizados
devem ser uma constante, visto que a organização sofre influência das
mudanças do ambiente. As organizações vivenciam constantes mudanças, às
vezes profundas, por isso, gerenciar informação é essencial para qualquer tipo
de organização. A gestão visa entre outras coisas detectar oportunidades e
reconhecer ameaças e, assim, preparar a organização para as turbulências que
virão ajustados para o impacto positivo ou negativo que possa vir.
Complementando esse entendimento, Beuren (2007 apud SANTOS,
VALENTIM, 2015, p. 64) afirma que os gestores devem conhecer profundamente
a organização onde atua.
Atualmente, muitas organizações desejam melhorar o nível de informação
nos diversos setores, sendo assim o fornecimento de informações no processo
de GI é uma preocupação constante dos profissionais responsáveis por essa
atividade. Ressalta-se que não há simplicidade na atividade de GI, visto que há
uma diversidade imensa de informações que podem subsidiar o gestor a definir,
avaliar e executar uma determinada estratégia que viabilize o objetivo e metas
organizacionais. Nesse sentido, a prospecção, o monitoramento e a filtragem do
que é relevante são atividades bases da GI.
A globalização da economia tem acirrado a relação entre as organizações.
Assim a competitividade é uma realidade, consequentemente mudanças
significativas ocorrem constantemente, isto é, desde mudanças quanto ao
modelo de gestão organizacional até mudanças que afetam o desenvolvimento
tecnológico, cuja ênfase na qualidade dos processos e produtos, visa a
conquistar a satisfação do cliente frente à concorrência.

29
30

A valorização da informação como recurso econômico para a


sobrevivência das organizações é fundamental, uma vez que a informação
gerada internamente propicia o suporte informativo adequado às diferentes
atividades exercidas em seu âmbito. O princípio de valor reside no fato de que a
GI competente aumenta o número de decisões mais assertivas, ou seja, podem
fortalecer ou não a competitividade organizacional. A GI explora a interface da
informação com a estratégia organizacional, ou seja, a elaboração, execução e
avaliação de desempenho. Nessa perspectiva, se constitui em alicerce para os
modelos de decisão, para a elaboração de indicadores de avaliação,
mensuração de resultados, bem como para diferentes possibilidades de análise
de impacto.
A informação tem a capacidade de reduzir a incerteza organizacional,
consequentemente ajuda o gestor a tomar decisões mais acertadas, e seu valor
resulta do comportamento da decisão. Desempenha um papel essencial e se
constitui em elo para o funcionamento do todo organizacional, ou seja, possuir
informações compatíveis com as exigências do ambiente competitivo,
certamente, propiciará uma condição diferenciada para a organização,
assegurando sua continuidade/manutenção no mercado.
O processo de GI possui três etapas distintas: planejamento, execução e
controle, de modo que as informações são concebidas e comunicadas com base
nos princípios, procedimentos e orientações estabelecidos no modelo de gestão
da empresa.
A informação nunca foi tão importante para a economia de um país,
porquanto ela pode ser considerada um dos pilares da estratégia organizacional,
cujo objetivo principal é convertê-la em valor para a organização. Uma vez que
os processos organizacionais dependem fortemente do conhecimento gerado
pelos colaboradores que nela atuam e, principalmente, se considerar que as
organizações na sua maioria, não possuem informações consistentes para
subsidiar suas decisões estratégicas, conforme explica Beuren (2007, p.65 apud
SANTOS, VALENTIM, 2015, p. 67) “[...] saber informar os resultados de ações
relevantes, é condição vital num cenário onde a empresa busca uma vantagem
competitiva.”

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31

A informação é recurso estratégico para auxiliar a tomada de decisão e o


gerenciamento da informação proporciona aos gestores planejar-se
estrategicamente, isto é, conhecer sua missão, ter uma visão do ambiente no
qual estão inseridos, criar habilidades para agregar valor às informações, a fim
de transformá-las em conhecimentos necessários, apoiando assim as decisões
estratégicas da organização.
É notório que no contexto atual as informações compõem um dos mais
valiosos ativos para as empresas, pois elas alimentam o processo de tomada de
decisão, por meio da redução da incerteza que, por sua vez, é derivada do uso
da informação, ou seja, gerenciar informação implica em verificar as
necessidades informacionais e desenvolver as etapas básicas de gestão: coleta,
seleção, análise, tratamento, organização, armazenamento, disseminação, uso
e reuso da informação.

7 A GESTÃO DA INFORMAÇÃO EM ORGANIZAÇÕES PÚBLICAS

Na sociedade da informação, a produtividade está baseada na geração


de conhecimentos, processamento de informações, e na comunicação em rede.
A informação expressa interações entre pessoas e/ou grupos num contexto
histórico. Suas condições de produção, intermediação, e uso não são iguais e
essa desigualdade se reproduz em termos de oportunidades (Castells, 1999;
Lima, 2005 apud MIRANDA, STREIT, 2017, p. 5). Existem assimetrias no acesso
e uso da informação porque nem todos os agentes sócio-econômicos têm o
mesmo acesso à informação e/ou podem transformar a informação em
conhecimento com a mesma eficiência. Nesta situação, o Estado, por intermédio
de seus agentes, cumpre um papel com relação à assimetria informacional: ele
concorre para “equalizar” as condições de acesso e uso da informação.
Fundamentos normativos para a ação regulamentar do Estado no Brasil
podem ser encontrados no artigo 170 da Constituição Federal do Brasil. Este
Artigo estabelece que a ordem econômica deve observar os princípios da função
social da propriedade, da livre concorrência, e da defesa do consumidor. A ação
regulamentar do Estado torna-se importante para prover informações que
proporcionem maior poder de barganha da sociedade civil com relação aos
31
32

grupos econômicos mais poderosos e organizados, por exemplo. Conforme


ressalta Miranda (2000 apud MIRANDA, STREIT, 2017, p. 5), as formas de ação
do Estado com relação aos elementos estruturais da sociedade da informação
são cruciais.
Gestores da área governamental adotam diferentes definições para
gestão da informação. Para os gestores do Australian Archives, do governo da
Austrália, GI que dizer a gestão de todos os formatos de informação dentro um
planejamento comum, seja proveniente de documentos, dossier, publicações, ou
outras fontes, sob vários formatos físicos e lógicos. Para os gestores do Office
of Management and Budget, do governo dos Estados Unidos, GI significa
planejamento, orçamento, manipulação e controle da informação durante todo o
seu ciclo de vida. É um processo de gestão de recursos (materiais, humanos, de
financiamento, e de tecnologia) com objetivo de cumprir as missões da
organização. Para os gestores do Secrétariat du Conseil du Trésor du Canada,
do governo do Canadá, gestão da informação significa a gestão coordenada dos
recursos de uma organização fundamentada sobre a informação.
Processos de gestão da informação em organizações públicas podem
guardar peculiaridades com relação à esfera privada. Uma organização privada
costuma iniciar processos informacionais baseada apenas nas necessidades do
seu negócio. Os stakeholders de uma organização pública podem ser todos os
cidadãos e, ainda, as pessoas jurídicas que funcionam no país. Um processo
informacional numa organização pública pode ser iniciado por diversos motivos:
melhorar a efetividade de sua missão; assegurar o acesso de um cidadão ou
empresa com relação a determinadas informações de interesse público; prestar
contas à sociedade sobre os programas e serviços sob sua responsabilidade;
tornar mais transparentes as ações e decisões do governo; preservar os
registros sociais, econômicos, e históricos do país; etc. Isso pode trazer
diferenças e peculiaridades à gestão da informação tanto com relação aos
objetivos quanto em relação à análise custo/benefício dos processos
informacionais.
Dessa forma, a gestão da informação numa organização pública deve ter
como guias: a visão de futuro; a missão; e os objetivos institucionais; expressos
por leis e regulamentos aos quais a instituição deve obedecer. Prover informação

32
33

de qualidade deve resultar em serviços que: atendam às necessidades dos


cidadãos; conquistem a confiança pública e a credibilidade; aumentem a
produtividade e reduzam os custos da administração pública.
Uma política de gestão de informações leva em conta a complexidade do
ambiente, oferece uma orientação sobre a maneira pela qual a informação deve
ser criada, utilizada e conservada. Em organizações governamentais ela objetiva
o cumprimento de mandado; o apoio aos programas e serviços do governo; a
realização de suas prioridades estratégias; e a capacidade do governo em
satisfazer suas obrigações em matéria de responsabilidades prescritas pela lei.
A GI deve proteger a informação pessoal, apoiar a tomada de decisão, e formular
políticas claras de prestação de informações e serviços, em programas de
qualidade.
A proposta do estudo desenvolvido foi tratar a GI como um processo, e
em uma perspectiva de níveis de maturidade, cujo objetivo seria atingir níveis
mais eficientes de governança.

8 GESTÃO DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO

Nos dias de hoje muito se fala sobre a Gestão da Informação (GI) e sobre
a Gestão do Conhecimento (GC) nos ambientes organizacionais, pois em razão
do aumento exacerbado de informação e as mudanças ocorridas nos âmbitos da
tecnologia, economia, sociedade e cultura, ficou cada vez mais difícil localizar,
controlar, tratar e filtrar a informação de modo que ela possa cumprir seu papel
efetivamente na era do conhecimento.
A informação é o insumo básico para qualquer atividade humana e nas
organizações se torna indispensável para a tomada de decisões e
consequentemente para o posicionamento da organização no ambiente ao qual
ela está inserida. Sobre o papel da informação nas organizações, Beuren (2000,
p. 43 apud FREIRE, LIMA, SILVA, ANDRADE, SILVA, 2012, p. 3) coloca que:

A informação é fundamental no apoio às estratégias e processos de


tomada de decisão, bem como no controle das operações
empresariais. Sua utilização representa uma intervenção no processo
de gestão, podendo, inclusive, provocar mudança organizacional, à
medida que afeta os diversos elementos que compõem o sistema de
gestão. Esse recurso vital da organização, quando devidamente
33
34

estruturado, integra as funções das várias unidades da empresa, por


meio dos diversos sistemas organizacionais.

Desse modo, considerando a importância que a informação traz à


organização, a GI contribui para a organização através de seus processos que
podem ser destacados na identificação das necessidades de informação, coleta
ou entrada da informação na organização, classificação e armazenamento da
informação, tratamento e apresentação da informação e o desenvolvimento de
produtos e serviços de informação para auxiliar o usuário em sua busca.
A Gestão da Informação tem as suas funções observadas sobre três
óticas que Marchiori (2002, p. 74 apud BERBE, 2005, p. 28 apud FREIRE, LIMA,
SILVA, ANDRADE, SILVA, 2012, p. 3) define da seguinte forma:

Um dos enfoques é dado em cursos de administração de empresas,


nos quais a gestão da informação visa a incrementar a competitividade
empresarial e os processos de modernização organizacional,
capacitando profissionais na administração de tecnologias de
informação em sintonia com os objetivos empresariais [...] Sob o
enfoque da tecnologia, a gestão da informação é vista, ainda que
dentro de um contexto organizacional, como um recurso a ser
otimizado via diferentes arquiteturas de hardware, software e redes de
telecomunicações adequadas aos diferentes sistemas de informação –
em especial aos empresariais [...] O terceiro enfoque é o da ciência da
informação (...) que em sua essência se ocupa do estudo da
informação em si, isto é, a teoria e a prática envolvidas em sua criação,
identificação, coleta, validação, representação e uso, tendo como
princípio o fato de que existe um produtor/consumidor de informação
que busca, nesta, um “sentido” e uma “finalidade”.

De outro modo a Gestão do Conhecimento também tem como objetivos


identificar as informações dentro de uma organização. Mas diferente da GI a GC
visa administrar o conhecimento implícito em uma organização, que é o
conhecimento adquirido por seus colaboradores ao decorrer de suas atividades.
Com o avanço das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação
(NTICs) a gestão da informação passou a contar com outras ferramentas para o
desenvolver de seus processos com uma maior eficiência passando a utilizar
novos sistemas de informação para facilitar cada vez mais o acesso à
informação.

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9 A SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO COMO GARANTIA DA IDONEIDADE


DA INFORMAÇÃO

Fonte: blog.diferencialti.com.br

Em qualquer organização, a Segurança da Informação (SI) serve de base


para a preservação e valorização da informação, focando na necessidade de
permitir que apenas pessoas autorizadas tenham acesso a essas informações.
Para garantir o desenvolvimento e o crescimento da organização ou instituição
que dela se beneficie, a SI visa proteger o recurso informacional das ameaças
quanto a sua integridade, disponibilidade e confidencialidade.
A integridade garante que a criação é legítima e visa à prevenção dessa
criação contra qualquer alteração ou destruição não autorizada. A
disponibilidade visa garantir que essas informações estejam disponíveis para os
usuários de forma oportuna, e a confidencialidade garante que o acesso à
informação seja restrito aos seus usuários legítimos.
Para assegurar a informação quanto aos fatores citados, é preciso estar
atento ao ciclo de vida da informação que parte da identificação das
necessidades de informação por seus funcionários, que por sua vez influenciará
na obtenção dessas informações para garantir a sua integridade, no tratamento
das mesmas onde há a preocupação com a integridade e a confidencialidade,
na distribuição para permitir o acesso a quem precisa delas; no uso, que é a
etapa mais importante do ciclo de vida da informação em organizações; no
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armazenamento para garantir a conservação das informações, permitindo o uso


e reúso; e por fim o descarte de informações obsoletas ou sem utilidades.

No passado a questão segurança da informação era muito mais


simples, pois os arquivos contendo inúmeros papéis podiam ser
trancados fisicamente, porém com a chegada das tecnologias da
informação e comunicação a questão ficou bem mais complexa, hoje a
maioria dos computadores conecta-se a internet e consequentemente
a internet conecta-se a eles, além disto, sabemos que dados em
formato digital são portáteis, este fato fez que estes ativos tornassem
atrativos para ladrões. Mas isto não é tudo, existem inúmeras situações
de insegurança que podem afetar os sistemas de informação como
incêndios, alagamentos, problemas elétricos, poeira, fraudes, uso
inadequado dos sistemas, engenharia social, guerras, sequestros, etc.
(MOREIRA, 2008, não paginado apud BERBE, 2005, p. 28 apud
FREIRE, LIMA, SILVA, ANDRADE, SILVA, 2012, p. 3).

As tecnologias da informação e da comunicação estão possibilitando a


convergência dos tradicionais suportes informativos, assim como a criação de
outras informações que já “nascem” no ambiente virtual. Devido a isso, existem
sérias preocupações quanto à segurança dos componentes das TIC’s, pois com
a dependência a elas, sem os sistemas de informação, as unidades tornam-se
incapazes de fornecer serviços.
A vulnerabilidade da infraestrutura tecnológica de hardwares e softwares
é outro fator agravante, pois esses sistemas podem ser danificados e os
equipamentos também são muito visados por ladrões por serem portáteis e
atraírem a atenção de crackers, espiões ou empregados dispostos a trocar os
seus privilégios em troca de dinheiro ou vantagens oferecidas por um
concorrente.
Muitos dos sistemas de informação são projetados sem obedecer aos
princípios de segurança, que por sua vez são adicionados nos estágios finais
quando a sua eficácia já pode ter sido prejudicada por decisões tomadas sem
levar em conta tais requisitos.

Atualmente, numa era onde conhecimento e informação são fatores de


suma importância para qualquer organização ou nação, segurança da
informação é um pré-requisito para todo e qualquer sistema de
informações. Nesse sentido, há uma relação de dependência entre a
segurança da informação e seus pilares. (ARAUJO, 2008, não
paginado apud BERBE, 2005, p. 28 apud FREIRE, LIMA, SILVA,
ANDRADE, SILVA, 2012, p. 3).

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Toda unidade informacional dispõe de informações valiosas que não


estão armazenadas em Sistemas de Informação por estarem disponíveis apenas
em um documento impresso. Alguns desses documentos têm sua validade
vinculada ao suporte físico em papel, e precisam ser protegidas fisicamente
mesmo quando existem cópias eletrônicas dos mesmos.
Os gestores dessas unidades precisam ter uma noção clara de quais
informações permanecem armazenadas fora dos componentes da TI, como
também os fluxos por ela percorridos na Unidade, para que assim possam
programar medidas necessárias para a sua proteção.
Atualmente, em uma era onde conhecimento e informação são fatores de
suma importância para qualquer organização ou nação, segurança da
informação é um pré-requisito para todo e qualquer sistema de informações.
Nesse sentido, há uma relação de dependência entre a segurança da informação
e seus pilares e o uso de normas internacionais que regulamentam a prática da
SI e outras que visam facilitar a gestão.

10 O USO DE NORMAS COMO FACILITADOR DA GESTÃO DA


INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO

Devido às necessidades que surgiram em decorrência do


desenvolvimento tecnológico e científico, no ano de 1940, foi necessário instituir
uma associação que tivesse como finalidade normalizar os vários segmentos
técnicos do país. A Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT é uma
entidade sem fins lucrativos que possui muita credibilidade, sendo ela a única
representante do país reconhecida pelo CONMETRO no ano de 1992, sendo
membro e participado ativamente da construção da ISO (International
Organization for Standardization), da COPANT (Comissão Panamericana de
Normas Técnicas) e da AMN (Associação Mercosul de Normalização).
De acordo com a própria ABNT (2011) os objetivos das normas são:
comunicação, simplificação, proteção ao consumidor, segurança, economia e
eliminação de barreiras. Os objetivos nos trazem a possibilidade de alcançar um
modo menos burocrático de resolver problemas e receber informações, trazendo

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segurança uma vez que podemos confiar nas instituições que aplicam tais
normas em suas atividades.
Conforme a ABNT (2011) Normalização é a “Atividade que estabelece,
em relação a problemas existentes ou potenciais, prescrições destinadas à
utilização comum e repetitiva, com vistas à obtenção do grau ótimo de ordem,
em um dado contexto”. Com isto podemos constatar que o objetivo geral da
associação é a otimização dos serviços e a solução de problemas que perduram
os variados setores, sendo competente para elaborar normas.
As normas são de caráter compulsório, ou seja, são obrigatórias e aqueles
que não cumprirem poderão ser punidos, infelizmente existem indicações de
algumas categorias que devem ter um maior grau de obrigatoriedade, não sendo
o caso da documentação. Com todos os objetivos que a normalização possui,
pode-se muito bem visualizar os benefícios que a mesma traz para a gestão da
informação e do conhecimento. Neste caso fala-se das normas de
documentação, que objetiva a normalização de documentos, com vista a
padronizar a maneira de se publicar e estruturar qualquer tipo de informação
documentada seja ela em suporte digital ou impresso.
A gestão de informações devidamente normalizadas é um agente
facilitador, pois viabiliza a recuperação das mesmas, tornando o tempo investido
bem menor que outrora.
A segurança é um dos objetivos que as normas possuem em sua essência
além de outros que foram citados. Uma vez padronizada as informações passam
a ter características que as tornam mais difíceis de serem falhas ou inadequadas
para o uso administrativo ou outro fim a qual o gestor tenha necessidade.
A ABNT não só garante a padronização de documentos como também
oferece parâmetros para todas as áreas, as novas tecnologias, a segurança da
informação e a gestão de recursos mantem seus critérios baseados em normas
que foram criadas para diminuir as incertezas e extinguir as ambiguidades e
impasses, através de comissões devidamente competentes para tomarem as
melhores decisões.
A organização das informações interfere de maneira notória na
construção do conhecimento, levando em consideração a tentativa e a proposta
de otimizarem-se segmentos e os torná-los cada vez menos complicados e mais

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legalizados. Portanto, as normas exercem uma função primordial perante a


gestão informacional, a segurança da informação ou em qualquer outro setor.

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