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Relatorio 4 POTÊNCIAS EM REGIME PERMANENTE


SENOIDAL
Circuitos Elétricos I (Universidade Federal do ABC)

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RELATÓRIO DO EXPERIMENTO 4-
POTÊNCIAS EM REGIME PERMANENTE
SENOIDAL

Circuitos Elétricos I
Professor Ricardo Caneloi

Caroline da Costa Silva


Daniele Veloso da Silva
Robson Costa Santiago

Santo André - 2018

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1. RESUMO
Neste experimento, a partir de um circuito sem capacitor, um com capacitor
de 220nF e um com dois capacitores, um de 220nF e outro de 110nF, foi possível
observar as alterações do sistema com a adição desse elemento capacitivo,
armazenador de energia.Os conceitos de impedância capacitiva e indutiva foram
utilizados, bom como o de triângulo de potência, através do qual foram calculados
valores para as potências ativa, reativa e aparente. Os valores nominais foram
usados para o pré-relatório, a fim de se ter uma base de comparação com os
valores obtidos em laboratório.

2. OBJETIVOS
Aplicando os conhecimentos adquiridos em sala de aula, este experimento tem
como principal objetivo realizar medidas de potência em regime permanente
senoidal em um circuito RL. As medidas serão realizadas com um osciloscópio para
que depois haja uma comparação entre os valores medidos e valores teóricos
calculados .

3. METODOLOGIA

3.1 Materiais e equipamentos

● Gerador de sinais;

● Osciloscópio com duas pontas de prova;

● Protoboard;

● Medidor LCR de bancada;

● 1 Resistor (10 Ω );

● 1 Indutor (1mH);

● 2 Capacitores (220 nF e 100 nF)

3.2 Descrição Experimental

Utilizando o medidor LCR de bancada foram feitas medições dos parâmetros


dos componentes utilizados (resistor, indutor e capacitor). Os valores encontrados
foram anotados e encontram-se na Tabela 1.

O circuito utilizado para as medições de tensão é o circuito ilustrado na Figura 1,


onde o gerador de sinais é configurado para ter 10 Volts de pico a pico ( V pp = 10V ) e
f = 10 kHz .

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Figura 1: Circuito usado para medir a tensão no indutor e na resistência

O osciloscópio então capta os valores de tensão na resistência e no indutor


(Tabela 3), para assim determinar o valor eficaz da corrente no circuito, a defasagem
entre corrente e tensão é de S ( P ap ), P e Q consumidas pela impedância de carga do
circuito.

Conectando o capacitor 1 de 220 nF em paralelo com o indutor é repetido todo o


processo descrito acima. Uma terceira medida é obtida conectando o capacitor 2 (110
nF) em paralelo com o indutor e o capacitor 1.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
O primeiro procedimento realizado foi a medição dos valores de cada
componente, e o respectivo fator de qualidade ou de dissipação para a frequência
de 10 kHz, que esteve presente nos três circuitos analisados, usando o medidor
LCR de bancada. Os valores obtidos seguem abaixo na Tabela 2.

Observação: As configurações a serem utilizadas com o medidor LCR são:

● Frequência: 10 kHz;

● Nível do sinal: 1V;

● Resistência interna do gerador: 30 Ω ;

● Range (faixa de medida): AUTO;

● Medida do resistor e do indutor: Modelo série;

● Medida do capacitor: Modelo paralelo.

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Tabela 1: Valores medidos dos parâmetros para cada componente a ser utilizado

Componente R (Ω) L( μ H) C (nF) Q D Z( Ω )

Resistor 9,7775 0,0137 9,777

Indutor 822,01 7,756 52,072

Capacitor 1 226,51 0,0126 70,260

Capacitor 2 98,71 0,0106 161,260

4.1 Circuito sem capacitor

Depois da montagem do circuito da Figura 1 foram obtidos os seguintes


resultados apresentados na Tabela 2.

Tabela 2: Medidas sem capacitor

V 1 = 2,29 V ef V R1 = 408,20 m V ef Fase 2 → 1= -72,3 graus

V pp v 1 (t) * v R1 (t) = 1,931 V² V medio v 1 (t) * v R1 (t) = 282,77 mV²

Figura 2: Tela do osciloscópio para o circuito sem capacitor.

Posteriormente foram feitos os cálculos para o preenchimento da Tabela 3. O


passo a passo dos cálculos serão descritos abaixo. Os mesmos passos foram feitos
para o preenchimento das Tabelas 5 e 7.

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Valor eficaz da corrente no circuito:


V 2,29 mV
I = RR1 = 9,7775 = 41, 749 mAef

Defasagem entre corrente e tensão: ângulo obtido na Tabela 2 em graus.

Fator de potência:
f .p = cos φ = 0, 304
onde φ é a defasagem entre corrente e tensão.

Valores de S ( P ap ), P e Q consumidas pela impedância de carga do circuito:

V medio[V 1 *V R1 ]
P(medido) = R = 28, 92 * 10−3 ​W
P (medido) 28,92 * 10−3
P ap (medido) = cos φ = 0,304 = 95, 133 * 10−3 VA

V 1 * V R!
P ap (calc) = R
ou V 1 * I = 2, 29 * 41, 749 * 10−3 = 95, 605 * 10−3 VA

−3 −3
P(calc) = P ap calc * cos φ = 95, 605 * 10 * 0, 304 = 29, 064 * 10 W

−3 −3
Q (calc) = P ap (calc) * sen φ = 95, 605 * 10 * 0, 95266 = 91, 08 * 10 VAR

Tabela 3: Resultados para o circuito sem capacitor

V 1 = 2,29 V ef I = 41, 749 mAef φ = -72,3 graus fp= cos φ = 0, 304


−3
P ap (medido)= 95, 133 * 10 VA P(medido) = 28,92 * 10−3 W
−3
P(calc)= 95, 605 * 10 VA P(calc)= 29,064 * 10−3 W Q(calc)= 91,08 * 10−3 VAR

4.2 Circuito com capacitor C1 de 220 nF

Em seguida foi montado um novo circuito similar ao primeiro, mas com a


adição do capacitor de valor nominal de 220 nF em paralelo com o indutor.
Novamente foram realizadas essas medidas, conforme o apresentado na
Tabela 4​.

Tabela 4: Medidas para o circuito com o capacitor de 220 nF


V 1 = 3,065 V ef V R1 = 149,58 m V ef Fase 2 → 1= -56,2 graus

V pp v 1 (t) * v R1 (t) = 954 mV² V medio v 1 (t) * v R1 (t) = 250,52 mV²

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Figura 3: Tela do osciloscópio para o circuito com capacitor de 220 nF.

Cálculos para o preenchimento da tabela 5:

Valor eficaz da corrente no circuito:


V mV
I = RR1 = 149,58
9,7775
= 15, 298 mAef

Defasagem entre corrente e tensão: ângulo obtido na Tabela 2 em graus.

Fator de potência:
f .p = cos φ = 0, 5563
onde φ é a defasagem entre corrente e tensão.

Valores de S ( P ap ), P e Q consumidas pela impedância de carga do circuito:

V medio[V 1 *V R1 ]
P(medido) = R
= 25, 622 * 10−3 W

P (medido) 25,622 * 10−3


P ap (medido) = cos φ = 0,5563 = 46, 06 * 10−3 VA

V 1 * V R!
P ap (calc) = R
ou V 1 * I = 3, 065 * 15, 298 * 10−3 = 46, 894 * 10−3 VA

−3 −3
P(calc) = P ap calc * cos φ = 46, 894 * 10 * 0, 5563 = 25, 622 * 10 W

−3 −3
Q (calc) = P ap (calc) * sen φ = 95, 605 * 10 * 0, 831 = 38, 968 * 10 VAR

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Tabela 5: Resultados para o circuito com capacitor de 220 nF

V 1 = 3,065 V ef I = 15, 298 mAef φ = -56,2 graus fp= cos φ = 0, 5563


−3
P ap (medido)= 46, 058 * 10 VA P(medido) = 25,622 * 10−3 W
−3
P(calc)= 46, 894 * 10 VA P(calc)= 25,622 * 10−3 W Q(calc)= 38,968 * 10−3 VAR

4.3 Circuito com capacitor C1 de 220 nF e C2 de 110 nF

Em seguida foi montado um novo circuito similar ao primeiro, mas agora com a
adição dos dois capacitores (C1 e C2) em paralelo com o indutor. Novamente foram
realizadas essas medidas, conforme o apresentado na Tabela 6​.

Tabela 6: Medidas para o circuito com os capacitores de 220 nF e de 110 nF


V 1 = 3,124 V ef V R1 = 97,545 m V ef Fase 2 → 1=34,6 graus

V pp v 1 (t) * v R1 (t) = 647,1mV² V medio v 1 (t) * v R1 (t) = 246,60 mV²

Figura 4: Tela do osciloscópio para o circuito com os capacitores de 220 nF e de 110nF

Cálculos para o preenchimento da tabela 7:

Valor eficaz da corrente no circuito:

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V R1 97,545 mV
I= R
= 9,7775
= 9, 976 mAef
Defasagem entre corrente e tensão: ângulo obtido na Tabela 2 em graus.

Fator de potência:
f .p = cos φ = 0, 823
onde φ é a defasagem entre corrente e tensão.

Valores de S ( P ap ), P e Q consumidas pela impedância de carga do circuito:

V medio[V 1 *V R1 ]
P(medido) = R
= 25, 221 * 10−3 W

P (medido) 25,221 * 10−3


P ap (medido) = cos φ = 0,823 = 30, 645 * 10−3 VA

V 1 * V R!
P ap (calc) = R
ou V 1 * I = 3, 1244 * 9, 976 * 10−3 = 31, 169 * 10−3 VA

−3 −3
P(calc) = P ap calc * cos φ = 31, 169 * 10 * 0, 823 = 25, 22 * 10 W

−3 −3
Q (calc) = P ap (calc) * sen φ = 31, 169 * 10 * 0, 568 = 17, 40 * 10 VAR

Tabela 7: Resultados para o circuito com os capacitores de 220 nF e de 110 nF

V 1 = 3,124 V ef I = 9, 976 mAef φ = 34,6 graus fp= cos φ = 0, 823


−3
P ap (medido)= 30, 645 * 10 VA P(medido) = 25,221 * 10−3 W

P(calc)= 31, 169 * 10−3 VA P(calc)= 25,22 * 10−3 W Q(calc)= 17,40 * 10−3 VAR

O experimento serviu de base para compreensão dos fenômenos de reatância


em regime permanente senoidal, onde o fator de potência é um fator imprescindível,
que resulta em uma possível aplicação na indústria, ajuste do fator de potência para
reduzir consumo de energia elétrica.

Outro fato a se considerar são as impedâncias efetivas de cada componente,


não podendo considerar casos ideais, já que a realidade se diverge
consideravelmente disso.

Podem-se inferir medições de potência na carga apenas utilizando medidas de


tensão e resistências previamente medidas, fato muito benéfico para verificação de

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circuitos, já que não é necessário abrir o mesmo para se ter eventuais valores
instantâneos.

5. CONCLUSÕES
O experimento em questão teve como objetivo mostrar a importância dos
elementos ativos e reativos em um sistema com alimentação alternada. A partir do
triângulo de potência, foi possível calcular valores de potência ativa, reativa e
aparente, bem como a defasagem entre corrente e tensão a partir da angulação do
mesmo. Foi possível observar que com a introdução do capacitor, elemento
armazenador de energia, as características do sistema, acima citadas, foram
alteradas. Isso se deve a uma tentativa do sistema em tentar compensar a
defasagem gerada pelo capacitor. Com isso é possível concluir que sistemas
capacitivos ou indutivos, precisam ser compensados para que a perda de energia
não seja elevada. Sendo assim, a partir desse experimento foi possível
compreender os conceitos relacionados ao regime senoidal, como proposto pelo

experimento.

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6. QUESTÕES

6.1​ Trazer para o pré-relatório: Determine e desenhe o triângulo de potências para a


carga de cada um dos três circuitos que serão estudados no laboratório, a partir do
valor nominal dos componentes.

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6.2​ Compare os valores calculados no pré-relatório com os valores obtidos no


laboratório e explique eventuais diferenças.

Pequenas diferenças são esperadas devido a incertezas da própria


experimentação e incertezas dos instrumentos utilizados, bem como das influências
das tolerâncias dos componentes, isto é, apresentam pequenas discrepâncias sobre
o valor nominal justamente em virtude do processo de fabricação. Portanto a
tolerância de cada componente especifica qual a faixa de valores cujo valor real ele
pode apresentar. É importante ressaltar, entretanto, que como o gerador de funções
foi configurado com sua saída em alta impedância - High-Z Output - a tensão sobre
o circuito foi menor do que a apresentada nos cálculos teóricos (prevendo uma
saída em 50Ohms, e desconsiderando este resistor). Porém, como a saída estava
configurada em High-Z, houve uma significativa diminuição da tensão e portanto
uma maior diferença face os valores calculados no pré-relatório.

6.3​ Explique qual foi o efeito dos capacitores nos valores: do fator de potência; da
potência média (ou ativa) P; da corrente eficaz no circuito.

● Fator de potência: a adição do capacitor no circuito gera uma defasagem


entre corrente e tensão, devido ao mesmo armazenar carga. Ao adicionar o
capacitor no circuito que antes era puramente indutivo, fez com que essa
defasagem fosse diminuída, no caso uma correção do fator de potência. Isso
se deve ao fato de essa baixa energia armazenada pelo capacitor não
produzir trabalho útil, com isso um circuito com baixo fator de potência
necessita de uma maior corrente, como uma forma de compensação, a fim
de realizar o mesmo trabalho que um circuito com alto fator de potência.

● Potência Ativa: ao adicionar o capacitor no circuito, antes somente indutivo,


fez com que essa parte indutiva fosse parcialmente anulada. Como o
capacitor não é ideal, isto é, apresenta uma pequena resistência, era de se
esperar um pequeno aumento da potência ativa, porém observou-se uma
pequena diminuição da mesma. Isto pode ser devido a diminuição da
corrente e da metodologia de cálculos empregada.

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● Corrente Eficaz: como o capacitor provocou uma diminuição da potência


reativa do circuito - corrigindo o fator de potência - e, consequentemente,
uma diminuição da potência aparente, a corrente também diminuiu. Isto era
esperado visto que um circuito com baixo fator de potência, para uma mesma
potência ativa de um outro com alto fator de potência, tende a consumir mais
corrente pois mais energia é dissipada na forma de potência reativa, que não
tende a gerar trabalho. Evidencia-se, portanto, a importância de se realizar a
compensação da potência reativa e manter o fator de potência o mais
próximo de 1 possível.

6.4 ​Qual é a importância econômica em se fazer a correção do fator de potência das


cargas elétricas indutivas utilizando-se bancos de capacitores?

A correção do fator de potência utilizando-se capacitores tem como objetivo


aumentar a eficiência do sistema, diminuindo assim a perda de energia. Essa
melhor eficiência tem por objetivo evitar sobrecargas do sistema, quedas de tensão.
Como visto em aula, o fator de potência mínimo estabelecido pela ANEEL é de 0,92.
Quando o valor fica abaixo do citado acima, o consumidor é penalizado com multa
em sua conta de luz. O fator de potência pode ser corrigido por meio do banco de
capacitores, indutores, ou motores síncronos, com o objetivo de aumentar o Fp.

Teorema de Thévenin em Regime Permanente Senoidal (apenas cálculos e


simulação)

a) Determinar o circuito equivalente de Thévenin entre os terminais A e B da ponte


CA mostrada esquematicamente na Figura 7.

Dados: R1 = 50 , R2 = 1 k, R3 = 40 R4 = 1 k;
C = 200 nF;
L = 1,6 mH e
es(t)= 50 sen(2πx2000t) [V,s]

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