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Assistência A3 - Leitura do dia 19 de Fevereiro de 2011.

E.S.E. Cap. V - BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS


Causas atuais das aflições, itens 4 a 5
4. De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte,
preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má
importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; estrela é apenas a sua incúria.
outras, fora desta vida. Os males dessa natureza fornecem,
Remontando-se à origem dos males terrestres, indubitavelmente, um notável contingente ao cômputo das
reconhecer-se-á que muitos são conseqüência natural do vicissitudes da vida. O homem as evitará quando trabalhar
caráter e do proceder dos que os suportam. por se melhorar moralmente, tanto quanto intelectualmente.
Quantos homens caem por sua própria culpa! 5. A lei humana atinge certas faltas e as pune. Pode, então, o
Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e condenado reconhecer que sofre a conseqüência do que fez.
de sua ambição! Mas a lei não atinge, nem pode atingir todas as faltas; incide
Quantos se arruínam por falta de ordem, de especialmente sobre as que trazem prejuízo à sociedade e
perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido não sobre as que só prejudicam os que as cometem. Deus,
limitar seus desejos! porém, quer que todas as suas criaturas progridam e,
portanto, não deixa impune qualquer desvio do caminho
Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de
reto. Não há falta alguma, por mais leve que seja, nenhuma
um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração
infração da sua lei, que não acarrete forçosas e inevitáveis
não tomou parte alguma!
conseqüências, mais ou menos deploráveis. Daí se segue
Quantas dissensões e funestas disputas se teriam que, nas pequenas coisas, como nas grandes, o homem é
evitado com um pouco de moderação e menos sempre punido por aquilo em que pecou. Os sofrimentos que
suscetibilidade! decorrem do pecado são-lhe uma advertência de que
Quantas doenças e enfermidades decorrem da procedeu mal. Dão-lhe experiência, fazem-lhe sentir a
intemperança e dos excessos de todo gênero! diferença existente entre o bem e o mal e a necessidade de se
Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque melhorar para, de futuro, evitar o que lhe originou uma fonte
não lhes combateram desde o princípio as más tendências! de amarguras; sem o que, motivo não haveria para que se
Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se emendasse. Confiante na impunidade, retardaria seu avanço
desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da e, conseqüentemente, a sua felicidade futura.
tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, Entretanto, a experiência, algumas vezes, chega um
mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e pouco tarde: quando a vida já foi desperdiçada e turbada;
se afligem da falta de deferência com que são tratados e da quando as forças já estão gastas e sem remédio o mal. Põe-se
ingratidão deles. então o homem a dizer: “Se no começo dos meus dias eu
Interroguem friamente suas consciências todos os soubera o que sei hoje, quantos passos em falso teria
que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da evitado! Se houvesse de recomeçar, conduzir-me-ia de outra
vida; remontem passo a passo à origem dos males que os maneira. No entanto, já não há mais tempo!” Como o obreiro
torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão preguiçoso, que diz: “Perdi o meu dia”, também ele diz:
dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, “Perdi a minha vida”. Contudo, assim como para o obreiro o
não estaria em semelhante condição. Sol se levanta no dia seguinte, permitindo-lhe neste reparar o
tempo perdido, também para o homem, após a noite do
A quem, então, há de o homem responsabilizar por
túmulo, brilhará o Sol de uma nova vida, em que lhe será
todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem, pois, em
possível aproveitar a experiência do passado e suas boas
grande número de casos, é o causador de seus próprios
resoluções para o futuro.
infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais

L.E. Parte Segunda - DO MUNDO ESPÍRITA OU DO MUNDO DOS ESPÍRITOS


Cap. I – DOS ESPÍRITOS - questões 84 a 87
MUNDO NORMAL PRIMITIVO “Decerto. Eles são independentes; contudo, é
84 Os Espíritos constituem um mundo à parte, fora daquele incessante a correlação entre ambos, porquanto um sobre o
que vemos? outro incessantemente reagem.”
“Sim, o mundo dos Espíritos, ou das inteligências 87 Ocupam os Espíritos uma região determinada e
incorpóreas.” circunscrita no espaço?
85 Qual dos dois, o mundo espírita ou o mundo corpóreo, é o “Estão por toda parte. Povoam infinitamente os
principal, na ordem das coisas? espaços infinitos. Tendes muitos deles de contínuo a vosso
lado, observando-vos e sobre vós atuando, sem o
“O mundo espírita, que preexiste e sobrevive a
perceberdes, pois que os Espíritos são uma das potências da
tudo.”
natureza e os instrumentos de que Deus se serve para
86 O mundo corporal poderia deixar de existir, ou nunca ter execução de seus desígnios providenciais. Nem todos,
existido, sem que isso alterasse a essência do mundo porém, vão a toda parte, por isso que há regiões interditas
espírita? aos menos adiantados.”
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VINHA DE LUZ
86 – SAIBAMOS CONFIAR
“Não andeis, pois, inquietos.” Sentem-se nas trevas, ainda mesmo quando o Sol
— Jesus, Mateus, 6:31 fulgura no zênite.
Jesus não recomenda a indiferença ou a Enxergam baixeza nas criaturas mais dignas.
irresponsabilidade. Marcham atormentados por desconfianças atrozes.
O Mestre, que preconizou a oração e a vigilância, E, por suspeitarem de todos, acabam inabilitados para a
não aconselharia a despreocupação do discípulo ante o colaboração produtiva em qualquer serviço nobre.
acervo do serviço a fazer. Aflitos e angustiados, desorientam-se a propósito de
Pede apenas combate ao pessimismo crônico. mínimos obstáculos, inquietam-se, com respeito a
frivolidades de toda sorte e, se pudessem, pintariam o
Claro que nos achamos a pleno trabalho, na lavoura
firmamento à cor negra para que a mente do próximo lhes
do Senhor, dentro da ordem natural que nos rege a própria
partilhe a sombra interior.
ascensão.
Na Terra, Jesus é o Senhor que se fez servo de
Ainda nos defrontaremos, inúmeras vezes, com
todos, por amor, e tem esperado nossa contribuição na
pântanos e desertos, espinheiros e animais daninhos.
oficina dos séculos. A confiança dEle abrange as eras, sua
Urge, porém, renovar atitudes mentais na obra a que experiência abarca as civilizações, seu devotamento nos
fomos chamados, aprendendo a confiar no Divino Poder que envolve há milênios...
nos dirige.
Em razão disso, como adotar a aflição e o
Em todos os lugares, há derrotistas intransigentes. desespero, se estamos apenas começando a ser úteis?

L.M. Parte II – Das manifestações espíritas


Cap. XVI – DOS MÉDIUNS ESPECIAIS
item 190
190. MÉDIUNS ESPECIAIS PARA EFEITOS imaginação, quando não são embusteiros que, por ambição,
INTELECTUAIS. APTIDÕES DIVERSAS se apresentam como tais.” (Veja-se, em O Livro dos
Médiuns audientes: os que ouvem os Espíritos. Espíritos, o nº 624 — “Características do verdadeiro
Muito comuns. (Nº 165) profeta”.)
“Muitos há que imaginam ouvir o que apenas lhes Médiuns sonâmbulos: os que, em estado de
está na imaginação.” sonambulismo, são assistidos por Espíritos. (Nº 172)
Médiuns falantes: os que falam sob a influência dos Médiuns extáticos: os que, em estado de êxtase,
Espíritos. Muito comuns. (Nº 166) recebem revelações da parte dos Espíritos.
Médiuns videntes: os que, em estado de vigília, “Muitos extáticos são joguetes da própria
vêem os Espíritos. A visão acidental e fortuita de um imaginação e de Espíritos zombeteiros que se aproveitam da
Espírito, numa circunstância especial, é muito freqüente; exaltação deles. São raríssimos os que mereçam inteira
mas, a visão habitual, ou facultativa dos Espíritos, sem confiança.”
distinção, é excepcional. (Nº 167) Médiuns pintores ou desenhistas: os que pintam ou
“É uma aptidão a que se opõe o estado atual dos desenham sob a influência dos Espíritos. Falamos dos que
órgãos visuais. Por isso é que cumpre nem sempre acreditar obtêm trabalhos sérios, visto não se poder dar esse nome a
na palavra dos que dizem ver os Espíritos.” certos médiuns que Espíritos zombeteiros levam a fazer
coisas grotescas, que desabonariam o mais atrasado
Médiuns inspirados: aqueles a quem, quase sempre
estudante.
mau grado seu, os Espíritos sugerem idéias, quer relativas
aos atos ordinários da vida, quer com relação aos grandes Os Espíritos levianos se comprazem em imitar. Na
trabalhos da inteligência. (Nº 182.) época em que apareceram os notáveis desenhos de Júpiter,
surgiu grande número de pretensos médiuns desenhistas, que
Médiuns de pressentimentos: pessoas que, em dadas
Espíritos levianos induziram a fazer as coisas mais ridículas.
circunstâncias, têm uma intuição vaga de coisas vulgares que
Um deles, entre outros, querendo eclipsar os desenhos de
ocorrerão no futuro. (Nº 184.)
Júpiter, ao menos nas dimensões, quando não fosse na
Médiuns proféticos: variedade dos médiuns qualidade, fez que um médium desenhasse um monumento
inspirados, ou de pressentimentos. Recebem, permitindo-o que ocupava muitas folhas de papel para chegar à altura de
Deus, com mais precisão do que os médiuns de dois andares. Muitos outros se divertiram fazendo que os
pressentimentos, a revelação de futuras coisas de interesse médiuns pintassem supostos retratos, que eram verdadeiras
geral e são incumbidos de dá-las a conhecer aos homens, caricaturas. (Revue Spirite, agosto de 1858)
para instrução destes.
Médiuns músicos: os que executam, compõem, ou
“Se há profetas verdadeiros, mais ainda os há escrevem músicas, sob a influência dos Espíritos. Há
falsos, que consideram revelações os devaneios da própria médiuns músicos, mecânicos, semi-mecânicos, intuitivos e
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inspirados, como os há para as comunicações literárias.


(Veja-se — Médiuns para efeitos musicais.)

CAMINHO, VERDADE E VIDA


86 – Jesus e os amigos
“Ninguém tem maior amor do que este: de Entretanto, ao primeiro embate com as forças
dar alguém a vida pelos seus amigos.” destruidoras, experimenta o Mestre o supremo abandono.
— João, 15:13 Em vão, seus olhos procuram a multidão dos afeiçoados,
beneficiados e seguidores.
Na localização histórica do Cristo, impressiona-nos
a realidade de sua imensa afeição pela Humanidade. Os leprosos e cegos, curados por suas mãos, haviam
desaparecido.
Pelos homens, fez tudo o que era possível em
renúncia e dedicação. Judas entregou-o com um beijo.
Seus atos foram celebrados em assembléias de Simão, que lhe gozara a convivência doméstica,
confraternização e de amor. A primeira manifestação de seu negou-o três vezes.
apostolado verificou-se na festa jubilosa de um lar. Fez João e Tiago dormiram no Horto.
companhia aos publicanos, sentiu sede da perfeita Os demais preferiram estacionar em acordos
compreensão de seus discípulos. Era amigo fiel dos apressados com as acusações injustas. Mesmo depois da
necessitados que se socorriam de suas virtudes imortais. Ressurreição, Tomé exigiu-lhe sinais.
Através das lições evangélicas, nota-se-lhe o esforço para ser
Quando estiveres na “porta estreita”, dilatando as
entendido em sua infinita capacidade de amar. A última ceia
conquistas da vida eterna, irás também só. Não aguardes teus
representa uma paisagem completa de afetividade integral.
amigos. Não te compreenderiam; no entanto, não deixes de
Lava os pés aos discípulos, ora pela felicidade de cada um...
amá-los. São crianças. E toda criança teme e exige muito.