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TGU

Técnicas Gerenciais para Usinagem

Otimização do Processo
de Usinagem
06/2006
Professores:
Nivaldo Lemos Coppini
Elesandro Antonio Baptista
Prof. Elesandro Antonio Baptista Prof. Nivaldo Lemos Coppini
e-mail: elesandro@elesandroab.eng.br e-mail: ncoppini@unimep.br
Otimização do Processo de Usinagem
FOCO
 determinar tempo total de fabricação por peça;
 determinar custo total de fabricação por peça;
 definir modelo de procedimento de otimização;
 mostrar a dependência dos cenários de
fabricação;
 permitir adoção de condições operacionais
estratégicas como fatores de competitividade
 apresentar SAD/SE visando eficácia ao
procedimento de otimização;
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Banco de Dados e Informações
 DADO (é qualquer elemento identificado em sua
forma bruta, p.ex: um número)
Fatos primários (valores de velocidade de corte
120, valores de avanço 0,5, profundidade de
usinagem 1,0)
 INFORMAÇÃO (é o número relacionado ao seu
significado toma os dados e acrescenta forma )
Velocidade de corte selecionada 120 m/min
informa a rapidez de evolução da usinagem. 120
x 0,5 x 1,0 = 60 mm3/min informa o volume de
cavaco removido.
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO
 Existem diversos Sistemas de Informações (SIG,
SAD, SIE, SE, etc..
 Gerenciam Banco de dados que armazenam e
permitem pronta recuperação de dados e
informações.
 São utilizados para processar dados
armazenados em banco de dados,
transformando-os em informações úteis a
diversos tipos de usuários.

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SAD/SE
 Podem ser baseados em hardware/software
 Podem ser não informatizados
 Podem ser estruturados, não estruturados e
semi-estruturados
 Podem utilizar “Shell”, serem programados, ou
utilizarem planilhas

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S A D / S E (cont.)
 Podem ser utilizados para desempenhar funções
de gestão estratégicas
 Podem ser utilizados para gerenciar processos de
fabricação
 Podem ser utilizados para controlar a produção
 Podem ser utilizados para controlar sistemas de
automação
 Podem ser SE : inclui conhecimento de diversos
especialistas.
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S A D / S E (cont.)

Base de conhecimento
Máquina de
Automático inferência
Máquina-Ferramenta Banco de dados

Ferramentas

Tarefas

Processo

Interface com o usuário Máquinas

Resultados

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S A D / S E (cont.)

Para auxiliar no procedimento de otimização


do processo de usinagem, devem:
 Processar dados provenientes de fontes
confiáveis (planta fabril durante o processo)
 Apresentar possibilidade de processar os dados
gerando informações eficientes que auxiliem na
decisão do usuário.

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Procedimento de Otimização

O que otimizar?

 Avanço? Sim! Como?


 Profundidade de Usinagem? Sim! Como?
 Velocidade de corte? Sim! Como?

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Otimizando f e ap
ap
Profundidade de Usinagem
 Dimensão do quebra cavaco;
 Relação f/ap;
 Comprimento útil da aresta;
 Tipo de operação (volume de
cavaco a ser removido);
 Rigidez da peça e da
ferramenta; f
Avanço Avanço e
 Relação f/ap;
 Dimensão do quebra cavaco Profundidade
 Tipo de superfície do bruto; de Usinagem:
 Rigidez da peça e da ferramenta
 Raio da ponta;
Geometria do
 Tipo de operação
(desbaste/acabamento);
Cavaco

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Otimizando a vc
 Várias velocidades satisfazem a qualidade da
peça. Difícil saber qual é a melhor!!!;
 Várias velocidades atendem as restrições do
Sistema M/F/D/P. Idem!!!;
 Várias velocidades geram a mesma forma do
cavaco;
Então, qual é a melhor!!!???
Vamos determinar!!!
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Algumas Informações Prévias
π ⋅d ⋅n 1000 ⋅ Vc
Vc = Vf = f ⋅n = ⋅f
1000 π ⋅d

lf lf π ⋅ d ⋅l f
tc = = =
Vf f ⋅n 1000 ⋅ f ⋅ Vc K
T= x
Vc

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Tempo Total de Fabricação por
Peça
x −1
π ⋅ d ⋅ ll  π ⋅ d ⋅ l f ⋅ Vc 
tt = t1 + +  ⋅ t ft
1000 ⋅ f ⋅ Vc  1000 ⋅ f ⋅ K 

• Onde:
• tt = tempo total de produção por peça [min.];
• t1 = tempos passivos (independem d Vc) [min.];
• Z = número de peças do lote;
• x = expoente da equação de vida de Taylor;
• K = constante da equação de vida de Taylor;
• tft = tempo de troca da aresta da ferramenta.
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Velocidade de Máxima
Produção
Derivando a expressão de tt em relação a vc
tem-se o valor da velocidade que corresponde ao
menor tempo total de fabricação possível que
passará a ser chamada de velocidade de máxima
produção vcmxp

K
Vcmxp =x
(x − 1)⋅ t ft
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Custo Total de Fabricação por
Peça
π ⋅ d ⋅l f π ⋅ d ⋅ l f ⋅ Vc x −1   t ft  
K p = K1 + ⋅ (S h + S m ) +    ⋅  K ft + (S h + S m ) 
1000 ⋅ f ⋅ Vc  1000 ⋅ f ⋅ K   60  

 Onde:
 K1 = Custos passivos (independem de vc);
 Sh = Salários diretos mais encargos;
 Sm = Salário máquina calculado por:

1  m  Vmi 
Sm =  mi
V − Vmi ⋅  ⋅ j + + K mc + Em ⋅ K e ⋅ j
H  M  M 
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Velocidade de Mínimo Custo
Derivando a expressão de Kp em relação a vc
tem-se o valor da velocidade que corresponde ao
menor custo por peça possível que passará a ser
chamada de velocidade de mínimo custo vcmc
1
  x

(
K ⋅ Sh + Sm ) 
Vcmc = 
 60 ⋅ ( x − 1) ⋅  K +  S h + S m  ⋅ t  
  ft  60  ft  
 

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Velocidade de Mínimo Custo
Limite
Quando o tempo de troca da ferramenta é
muito pequeno ou inexiste a velocidade de
mínimo custo passa a ser chamada de limite
vcmclime obedece a equação abaixo
1
 K ⋅ (Sh + Sm )  x
VcmcLim =  
60⋅ ( x −1) ⋅ K ft 
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IME

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Discutindo Alguns Aspectos
 A vcmc <= vcmxp, recomenda-se não trabalhar com
velocidades inferiores a Vcmc. (exceção para situação de
ociosidade – estamos pesquisando);
 tft pode ser muito pequeno ou ser zero. Então vcmxp fica
muito alta. (Custo com troca desprezível – maior
velocidade da máquina é a recomendada);
 Útil para balanceamento de células considerando as
velocidades de referência – estamos pesquisando;
 Quando tft é muito pequeno ou é zero a única referência
fica sendo a vcmclim
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Qual o Maior Problema??

Determinar x e K

Como fazer ???!!!

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Procedimento de Otimização
(Calculando x e K)
 Selecionar as condições operacionais de forma tradicional;
 Adotar a velocidade selecionada como vc1 e realizar a usinagem
durante a produção em planta fabril até a ferramenta atingir o
fim de vida T1, segundo um critério de vida pré fixado;
 Adotar uma segunda velocidade vc2= ±1.2 * vc1 e repetir o
procedimento anterior determinando a vida T2 para o mesmo
critério de vida adotado anteriormente;
 Calcular

 T1   vc 2 
K = T1 ⋅Vc1
x
x = log  ÷ log 
 T2   vc1 
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Procedimento de Otimização
(cont.)
 Com os valores dos coeficientes da equação de
Taylor determinados é possível calcular todas as
velocidades de referência e o IME
 Pode ser muito confortável determinar a vida da
ferramenta com base no número de peças
usinadas por vida Zt ao invés da vida em tempo.
Neste caso, tem-se:
  Z t1   vc 2  
x = log  ÷ log  + 1
  Zt2   vc1 
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Conclusões
 Em todas as situações, a otimização da velocidade
de corte é fundamentalmente dependente da vida
da ferramenta (função com mínimo)
 O procedimento prevê a utilização de valores
retirados da prática da usinagem em chão de
fábrica durante a realização do processo, para o
que estão fixados todos os parâmetros envolvidos
com o sistema M/F/D/P.

Prof. Elesandro Antonio Baptista Prof. Nivaldo Lemos Coppini


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Conclusões (Cont.)
 Como o equacionamento é relativamente
complicado e depende de uma série de fatores, é
fundamental utilizar-se de um SAD ou SE para
efetuar todas os processamentos de dados e
fornecer recomendações ao usuário.
 Em seguida será apresentada esta solução.

Prof. Elesandro Antonio Baptista Prof. Nivaldo Lemos Coppini


e-mail: elesandro@elesandroab.eng.br e-mail: ncoppini@unimep.br
ACABOOUUU!!!!!!! Eu sei que vocês
gostariam de ficar mais me ouvindo!!!!
Sinto muito mas agora é com o
Elesandro.

Muito obrigado mesmo

Prof. Elesandro Antonio Baptista Prof. Nivaldo Lemos Coppini


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