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ANÁLISE DAS CONDIÇÕES DE SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO EM

UMA FÁBRICA DE PRODUTOS DE POLICARBONATO

BRUNA CRISTINA RAMOS FAUSTINO

MONOGRAFIA SUBMETIDA AO CORPO DOCENTE DO CURSO DE PÓS-


GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO COMO PARTE DOS
REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA OBTENÇÃO DO TÍTULO DE ESPECIALISTA
EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO

Orientadores:
Profª Cláudia do Rosário Vaz Morgado, D.Sc.
Engenheira Cívil e Engenheira de Segurança do Trabalho, UFRJ

Profo Victor Paulo Peçanha Esteves, D.Sc.


Engenheiro Eletrônico, UFRJ

RIO DE JANEIRO, RJ - BRASIL


DEZEMBRO, 2017
FAUSTINO, Bruna Cristina Ramos.
Análise das condições de Saúde e Segurança do Trabalho em uma
Fábrica de produtos de policarbonato.
[Rio de Janeiro] 2017. XVI, p. 208-17. f.:il,29,7 cm (Monografia.
POLI/UFRJ, Especialista, Engenharia de Segurança do Trabalho,
Escola Politécnica, Rio de Janeiro, 2017).

1 Resinas termoplásticas;
2 Policarbonato;
3 Matriz de risco;
4 NR12;
5 5W2H.
Orientador: MORGADO, Cláudia do Rosário Vaz.;
Coorientador: ESTEVES, Victor Paulo Peçanha.
Universidade Federal do Rio de Janeiro. Escola Politécnica
(POLI). III. Título.
AGRADECIMENTOS

Aos meus pais Conceição e Desidério e ao meu esposo Frank pelo incentivo, apoio,
companheirismo e paciência em todos os momentos e por sempre acreditarem nos meus
sonhos e objetivos.
A empresa “BV Associados” pela autorização e contribuição para a realização deste
trabalho.
À Universidade Federal do Rio de Janeiro, e a todos os professores que contribuíram
para minha formação profissional.
Aos meus professores orientadores, Profo Victor Paulo Peçanha Esteves e Profª
Cláudia do Rosário Vaz Morgado pela sua contribuição, dedicação, paciência, incentivo e as
inúmeras revisões para com este trabalho. Ao Professor Justino Sansón Wanderley da
Nóbrega e a Professora Kárida Lúcia Silva do Espirito Santo pela avaliação do trabalhado.
A todos os colegas e futuros Engenheiros de Segurança com os quais tive
oportunidade de conviver durante essa caminhada.
Resumo da Monografia apresentada à Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de
Janeiro como parte dos requisitos necessários para obtenção do título de Especialista em
Engenharia de Segurança do Trabalho

DEZEMBRO - 2017

ANÁLISE DAS CONDIÇÕES DE SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO EM


UMA FÁBRICA DE PRODUTOS DE POLICARBONATO

Bruna Cristina Ramos Faustino

Orientadora: Cláudia do Morgado Vaz Rosário, D.Sc


Coorientador: Victor Paulo Peçanha Esteves, D.Sc.

Os acidentes de trabalho e as doenças profissionais são indesejáveis e prejudicam o


país e as empresas. O presente estudo avalia as condições de saúde e segurança do trabalho
em uma fábrica de produtos de policarbonato localizada no sudeste do Brasil. O trabalho
utilizou metodologias baseada em: pesquisa bibliográfica; lista de verificação das Normas
Regulamentadoras brasileiras (NR); registros fotográficos; análise de documentação; matriz
de relevância de risco; Princípio de Pareto e a ferramenta 5W2H. Como resultado das
metodologias aplicadas, identificou-se 454 não conformidades, que representam uma multa
que pode atingir R$ 977.801,49 em seu valor máximo e R$ 821.359,64 no mínimo, em uma
possível fiscalização do Ministério do Trabalho brasileiro. O diagrama de Pareto identificou
que a maioria das não conformidades concentra-se na NR12, 35, 10, 05 e 13, correspondendo
a 80% das não conformidades. No final do estudo, concluiu-se que a BV Associados
apresenta risco de interdição de suas atividades, devido ao não cumprimento dos padrões de
segurança e saúde do trabalho. Portanto, a empresa deve corrigir as não conformidades
identificadas seguindo as recomendações do plano de ação proposto. Como resultado, as
empresas podem reduzir o número de acidentes e doenças ocupacionais, de forma benéfica e
efetiva, criando um melhor ambiente de trabalho para seus trabalhadores. Desta forma, a
empresa passará de um estágio reativo para um proativo na área de saúde e segurança
ocupacional, reduzindo a probabilidade de problemas financeiros para a empresa.

Palavras-Chave: Resinas termoplásticas; Policarbonato; Matriz de risco; NR12; 5W2H.


Abstract of the monograph presented to the Polytechinic School of Rio de Janeiro Federal
University as part of the necessary requirements for acquisition of the title of Safety
Engineering Specialist.

DECEMBER - 2017

ANALYSIS OF THE SAFETY AND HEALTH CONDITIONS AT WORK IN A


POLYCARBONATE PRODUCTS FACTORY

Bruna Cristina Ramos Faustino

Advisors: Prof a Cláudia do Morgado Vaz Rosário, DSc


Prof o Victor Paulo Peçanha Esteves, D.Sc.

Accidents at work and occupational diseases are undesirable and burden the country
and companies. The present study evaluates the health and safety conditions of work in a
polycarbonate products factory located in the southeast of Brazil. The work used a
methodology based on: bibliographical research; Brazilian regulatory standards (NR)
checklist; photographic records; documentation analysis; hazard relevance matrix; Pareto
principle and 5W2H tool. As a result of the methodologies applied 454 nonconformities was
identified, which represent a fine that can reach R$ 977.801,49 in its maximum amount and
R$ 821.359,64 in its minimum, as penalty of Brazilian Labour Ministry. The Pareto diagram
identified that the most of nonconformities are concentrated in NR12, 35, 10, 05 and 13,
corresponding to 80% of the nonconformities. At the end of the study, it was concluded that
BV Associados presents a risk of interdiction of its activities, due to non-compliance of the
health and safety standards of the work. Therefore, the company should correct the
nonconformities identified by following the action plan recommendation. As a result,
companies could reduce occupational accidents and diseases number, in a beneficial and
effective way, creating a better work environment for employees. In this way, the company
will leave from a reactive to a proactive stage in the area of occupational safety and health and
reducing the probability of financial problems to the company.

Keywords: Thermoplastic Resins; Polycarbonate; Risk Assessment Matrix; NR 12; 5W2H.


LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Cadeia produtiva do policarbonato ........................................................................... 17


Figura 2: Telha de policarbonato .............................................................................................. 23
Figura 3: Organograma da BV Associados .............................................................................. 24
Figura 4: Layout do setor de produção ..................................................................................... 26
Figura 5: Bags de matéria prima armazenados no telheiro lateral a empresa .......................... 27
Figura 6: Bags de matéria prima armazenado no telheiro lateral a empresa ............................ 27
Figura 7: Bobinas e pequenos materiais armazenados ao longo do telheiro lateral ................. 28
Figura 8: Almoxarifado de EPI e objetos usados pela produção .............................................. 28
Figura 9: Armazenamento dos produtos acabados ................................................................... 29
Figura 10: Processo de produção da linha 1 ............................................................................. 29
Figura 11: Processo de produção da BV Associados ............................................................... 30
Figura 12: Processo de produção das linhas 1, 3 e 4 ................................................................ 31
Figura 13: Processo de produção da linha 2 ............................................................................. 32
Figura 14: Extrusora da linha 2 de produção ........................................................................... 33
Figura 15: Linha de produção da granuladora .......................................................................... 33
Figura 16: Moinho .................................................................................................................... 34
Figura 17: Linha de peneiramento do material de garrafão moído .......................................... 34
Figura 18: Processo de fragmentação das aparas ..................................................................... 35
Figura 19: Matrix de risco elaborada para a BV Associados ................................................... 39
Figura 20: Hierarquia da atividade da empresa BV Associados. ............................................. 44
Figura 21: CNAE e o Grau de Risco ........................................................................................ 44
Figura 22: Quadro II – Dimensionamento do SESMT ............................................................. 45
Figura 23: Quadro I da NR05 para dimensionamento da CIPA ............................................... 46
Figura 24: Mapa de risco do setor Administrativo ................................................................... 48
Figura 25: Mapa de Risco do setor operacional ....................................................................... 49
Figura 26: Medidas de controle recomendadas na Análise Global de 2016 ............................ 51
Figura 27: Funcionário dirigindo empilhadeira com fone de ouvido ....................................... 53
Figura 28: Uso de pano para atenuação do ruído ..................................................................... 54
Figura 29: Parte interna do kit tático de primeiros socorros..................................................... 61
Figura 30: Sugestão de caixa para kit tático de primeiros socorros ......................................... 62
Figura 31: Deformações e saliências no piso do galpão........................................................... 62
Figura 32: Escada sem corrimão de proteção ........................................................................... 63
Figura 33: Documentos e avaliações gerados a partir do PPRA .............................................. 64
Figura 34: Novo cronograma de metas e ações para Análise Global Vigência ....................... 72
Figura 35: Moinho da BV Associados sem enclausuramento .................................................. 73
Figura 36: Moinho da BV com enclausuramento ..................................................................... 73
Figura 37: Diclorometano sendo usado para diluir o policarbonato da peça. .......................... 74
Figura 38: Subestação interna................................................................................................... 75
Figura 39: Subestação externa .................................................................................................. 75
Figura 40: Funcionários usando adornos, sem vestimenta adequada e fumando durante a
atividade ................................................................................................................................... 78
Figura 41: Quadro de força sem medida que impeça a reenergização do circuito elétrico ...... 79
Figura 42: Sistema de bloqueio da porta do painel com emenda de fita isolante..................... 79
Figura 43: Painéis sem sinalização das áreas de circulação e próximos a produção................ 80
Figura 44: Tabela de raio de delimitação de zonas de risco, controlada e livre. ...................... 81
Figura 45: Distância no ar que delimitam radialmente as zonas de risco, controlada e livre,
com interposição de superfícies de separação física adequada ................................................ 82
Figura 46: Painéis sem identificação e sinalização do risco elétrico. ....................................... 83
Figura 47: Quadro elétrico com a sinalização em italiano. ...................................................... 83
Figura 48: Subestação da empresa, com evidencias de incêndio. ............................................ 84
Figura 49: Empilhadeira ........................................................................................................... 85
Figura 50: Ponte móvel (Talha elétrica) ................................................................................... 85
Figura 51: Paleteira................................................................................................................... 86
Figura 52: Correntes usadas para içamento de carga em estágio de atenção. .......................... 86
Figura 53: Controle da ponte rolante ........................................................................................ 87
Figura 54: Operador controlando a ponte rolante..................................................................... 88
Figura 55: Operador movimentando a carga para inserção no silo de alimentação ................. 88
Figura 56: Empilhadeira em operação ...................................................................................... 89
Figura 57: Sugestão de crachá de identificação dos operadores de empilhadeira e paleteira .. 90
Figura 58: Material armazenado obstruindo o acesso ao extintor de incêndio ........................ 90
Figura 59: Material empilhado próximo à edificação .............................................................. 91
Figura 60: Obstrução ao acesso a saída de emergência ............................................................ 92
Figura 61: Compressor de pistão e os cilindros ........................................................................ 93
Figura 62: Compressor de parafuso .......................................................................................... 93
Figura 63 Categoria dos vasos de pressão ................................................................................ 94
Figura 64: Obstruções das saídas dos vasos de pressão ........................................................... 95
Figura 65: Ficha de manutenção do compressor SRP 3010 desatualizada .............................. 96
Figura 66: Manômetro de verificação da pressão ..................................................................... 96
Figura 67: Parte interna do forno elétrico da empresa.............................................................. 98
Figura 68: Parte externa do forno elétrico da empresa ............................................................. 98
Figura 69: Interior da subestação............................................................................................ 104
Figura 70: Tambores com produtos armazenados no estoque................................................ 104
Figura 71: Cadeira e mesa inadequada para o trabalhador ..................................................... 106
Figura 72: Trabalhador aguardando o chapa encostado em local inadequado ....................... 107
Figura 73: Desenho esquemático das posições V e H para determinar o fator ...................... 109
Figura 74: Fator de deslocamento Horizontal e multiplicador HM........................................ 109
Figura 75: Fator de altura e multiplicador vertical ................................................................. 110
Figura 76: Valor de deslocamento e multiplicador DM ......................................................... 110
Figura 77: Fator de assimetria e multiplicador AM ............................................................... 111
Figura 78: Frequência de elevações por minuto ..................................................................... 112
Figura 79: Fator de qualidade de pega.................................................................................... 112
Figura 80: Ponto de origem do turno 1 ................................................................................... 115
Figura 81: Ponto de destino do turno 1 .................................................................................. 115
Figura 82: Ponto de origem do turno 2 ................................................................................... 117
Figura 83: Ponto de destino do turno 2 .................................................................................. 117
Figura 84: Mesa com plataforma elevatória ........................................................................... 118
Figura 85: Armazenamento de acetona e metiletilcetona....................................................... 119
Figura 86: Armazenamento de GLP ....................................................................................... 120
Figura 87: Localizaçao dos extinotes no Térreo da empresa.................................................. 122
Figura 88: Rota de fuga e localização dos extintores de incêndio do Térreo ......................... 123
Figura 89: Rota de fuga e localização dos extintores do 2º Andar - Administrativo ............. 124
Figura 90: Extintor com sinalização aérea incorreta .............................................................. 125
Figura 91: Extintores sem demarcação e com as saída obstruída........................................... 125
Figura 92: Banheiro utilizado pelos trabalhadores ................................................................. 127
Figura 93: Lavatório usado pelos trabalhadores ..................................................................... 127
Figura 94: Vestiário da empresa ............................................................................................. 128
Figura 95: Armários existentes no vestiário ........................................................................... 128
Figura 96: Objetos armazenados no refeitório ....................................................................... 129
Figura 97: Fluxograma do processo de matéria prima e refugo ............................................. 130
Figura 98: Aparas de policarbonato para moagem ................................................................. 131
Figura 99: Aparas de policarbonato para venda ..................................................................... 131
Figura 100: Sinalização de segurança apagada ...................................................................... 132
Figura 101: Sinalização dos riscos das máquinas em italiano ................................................ 133
Figura 102: Extintor de incêndio sem sinalização no piso ..................................................... 133
Figura 103: Tambores de armazenamento de produto ........................................................... 134
Figura 104: Serviços realizados em trabalho em altura.......................................................... 135
Figura 105: Andaime para trabalho em altura ........................................................................ 135
Figura 106: Representação esquemática de uma extrusora .................................................... 138
Figura 107: Extrusora ............................................................................................................. 138
Figura 108: Moinho ................................................................................................................ 139
Figura 109: Silo de alimentação e mistura ............................................................................. 139
Figura 110: Linha de granulação ............................................................................................ 140
Figura 111: Serra de corte do policarbonato .......................................................................... 140
Figura 112: Máquina Policorte ............................................................................................... 141
Figura 113: Serra de corte com proteção móvel ..................................................................... 141
Figura 114: Esmeril usado pelos trabalhadores ...................................................................... 142
Figura 115: Furadeira de bancada .......................................................................................... 142
Figura 116: Torno mecânico................................................................................................... 143
Figura 117: Espaço ao redor das máquinas obstruído por cabos e com pouco espaço ao redor
das máquinas .......................................................................................................................... 144
Figura 118: Acesso estreito ao entorno das máquinas ............................................................ 144
Figura 119: Sugestão de Layout para o setor operacional ...................................................... 145
Figura 120: Material armazenado sem sinalização no piso .................................................... 146
Figura 121: Funcionário passando debaixo da carga transportada pelo pontículo móvel ...... 147
Figura 122: Vazamento de óleo e água próximo à máquina Policorte ................................... 147
Figura 123: Desnível no piso .................................................................................................. 148
Figura 124: Ferramentas armazenadas de modo inadequado ................................................. 148
Figura 125: Máquina Policorte com o fio em contato com a água ......................................... 149
Figura 126: Painel da máquina sem sinalização sobre os perigos de choque elétrico............ 150
Figura 127: Esmeril sem proteção adequada .......................................................................... 150
Figura 128: Cabeçote e matriz da extrusora sem proteção fixa ou móvel .............................. 151
Figura 129: Fio do botão de emergência arrebentado. ........................................................... 151
Figura 130: Máquinas com proteções fixas ............................................................................ 152
Figura 131: Granuladora sem proteção da zona de perigo ..................................................... 152
Figura 132: Dispositivo de intertravamento insuficiente para a proteção do trabalhador ...... 153
Figura 133: Lâmina de corte soerguida constantemente ........................................................ 153
Figura 134: Lâmina reserva .................................................................................................... 154
Figura 135: Escada obstruída e em local estreito ................................................................... 155
Figura 136: Escada alta sem medidas de proteção, travessão superior e rodapé.................... 155
Figura 137: Transportador contínuo sem proteção ................................................................. 156
Figura 138: Botões do maquinário em italiano ...................................................................... 156
Figura 139: Sinalização da máquina em italiano .................................................................... 157
Figura 140: Falta de sinalização e proteção do eixo da máquina ........................................... 158
Figura 141: Galão contendo gasolina usada para a limpeza de peças .................................... 159
Figura 142: Cilindro aquecido sem etiqueta indicando alta temperatura com risco de
queimadura ............................................................................................................................. 160
Figura 143: Área de descarga das telhas ................................................................................ 161
Figura 144: Abertura do dispositivo para queda do material ................................................. 161
Figura 145: Unidade de resfriamento sem proteção da zona de perigo.................................. 162
LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Escala dos funcionários por setor ............................................................................. 24


Tabela 2: Riscos ocupacionais.................................................................................................. 36
Tabela 3: Nível de severidade de acordo com o agente de risco .............................................. 37
Tabela 4: Modelo de matriz de risco ........................................................................................ 38
Tabela 5: Normas Regulamentadoras aplicáveis a BV Associados ......................................... 40
Tabela 6 continuação: Normas Regulamentadoras aplicáveis a BV Associados ..................... 41
Tabela 7: Relação de EPI com CA vencidos ............................................................................ 52
Tabela 8: Relação de EPI existentes e recomendados para a BV Associados ......................... 55
Tabela 9: Exames padrão e sua periodicidade. ......................................................................... 58
Tabela 10: Sugestão de exames médicos conforme os riscos das funções ............................... 59
Tabela 11: Reconhecimento dos agentes ambientais do PPRA 2015 ...................................... 66
Tabela 12: Dados do PPRA (2015) .......................................................................................... 68
Tabela 13: Cronograma de metas e ações da Análise Global da empresa BV associados ....... 71
Tabela 14: Dados da avaliação ambiental de ruído .................................................................. 99
Tabela 15: Dados da avaliação ambiental de calor................................................................. 101
Tabela 16: Limites de tolerância dos principais produtos químicos ...................................... 102
Tabela 17: Dados usado na Equação NIOSH no turno 1 ....................................................... 114
Tabela 18: Dados usado na Equação NIOSH no turno 2 ....................................................... 116
Tabela 19: Gradação de Multas do anexo I da NR28 ............................................................. 163
Tabela 20: Estatística das não conformidades ........................................................................ 164
Tabela 21: Método 5W2H ...................................................................................................... 168
Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados............. 169
LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1: Anuário Estatístico da Previdência Social .............................................................. 19


Gráfico 2: Distribuição das multas em relação ao valor máximo por norma regulamentadora
................................................................................................................................................ 165
Gráfico 3: Distribuição da quantidade de não conformidade com os valores mínimos e
máximos por NR..................................................................................................................... 165
Gráfico 4: Distribuição das infrações totais por grau 1, 2, 3 e 4 ............................................ 166
Gráfico 5: Diagrama de Pareto - % Total de não conformidade x % Acumulada ................. 167
LISTA DE EQUAÇÕES

Equação 1: Cálculos da frequência de exposição para um determinado agente de risco ......... 37


Equação 2: Cálculos da frequência de exposição para um determinado agente de risco ......... 37
LISTA DE SIGLAS

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas


ACGIH American Conference of Governmental Industrial Hygienists (Conferência
Americana de Higienistas Industriais Governamentais)
AET Análise Ergonômica do Trabalho
ART Anotação de Responsabilidade Técnica
ASO Atestado de Saúde Ocupacional
BPA Bisfenol A
BTN Bonus do Tesouro Nacional
CA Certificado de Aprovação
CAI Certificado de Aprovação de Instalações
CAT Comunicado de Acidente de Trabalho
CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
CLT Consolidação das Leis de Trabalho
COSCIP Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico
CNAE Classificação Nacional de Atividades Econômicas
DR Dispositivo de proteção a corrente diferencial residual
DRT Delegacia Regional do Trabalho
EPI Equipamento de Proteção Individual
EPC Equipamento de Proteção Coletiva
FISPQ Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos
GHE Grupo Homogêneo de Exposição
IBUTG Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo
INEA Instituto Estadual do Ambiente
LT Limite de Tolerância
LTCAT Laudo Técnico das Condições do Ambiente de Trabalho
MT Ministério do Trabalho
NBR Norma Brasileira Registrada
NIOSH National Institute for Occupational Safety and Health
(Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional)
NHO Norma de Higiene Ocupacional
NPS Nível de Pressão Sonora
NR Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho
NRRsf Noise Reduction Rating subjecting fit
(Nível de redução de ruído com valor sugerido)
NRR Noise Reduction Rating (Nível de redução de ruído)
PCA Programa de conservação auditiva
PCMSO Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional
PIE Prontuário de Instalações elétricas
PPR Programa de proteção respiratória
PPRA Programa de Prevenção de Riscos Ambientais
PT Permissão de Trabalho
SESMT Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina
do Trabalho
SPDA Sistema de proteção contra descargas atmosféricas
SRT Secretária regional do Trabalho
UFIR Unidade Fiscal de Referência
UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 17
1.1 JUSTIFICATIVA ......................................................................................................... 19
1.2 OBJETIVOS ................................................................................................................. 20
1.2.1 Objetivo Geral .............................................................................................................. 20
1.2.2 Objetivos Específicos ................................................................................................... 20
1.3 METODOLOGIA ......................................................................................................... 20
1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO ................................................................................. 21
2. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA .......................................................................... 23
2.1 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL .......................................................................... 23
2.2 MAPEAMENTO DOS PROCESSOS .......................................................................... 25
2.2.1 Recebimento e estocagem de matéria-prima e produto acabado ........................... 27
2.2.2 Fabricação de telhas, venezianas e perfis conectores. ............................................. 29
2.2.3 Fabricação de chapas ................................................................................................. 31
2.2.4 Processos secundários - master, aparas e material de garrafão ............................. 33
2.3 RELATOS DE ACIDENTES ....................................................................................... 36
2.4 MATRIZ DE RELEVÂNCIA DE RISCO ................................................................... 36
3. AVALIAÇÃO DAS NORMAS REGULAMENTADORAS ................................... 40
3.1 NR 01 - DISPOSIÇÕES GERAIS ................................................................................ 42
3.2 NR 02 - INSPEÇÃO PRÉVIA ..................................................................................... 43
3.3 NR 03 - EMBARGO OU INTERDIÇÃO .................................................................... 43
3.4 NR 04 - SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E
EM MEDICINA DO TRABALHO .............................................................................. 43
3.5 NR 05 - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES .................... 45
3.6 NR 06 - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL ...................................... 50
3.7 NR 07 - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL .. 57
3.8 NR 08 - EDIFICAÇÕES .............................................................................................. 62
3.9 NR 09 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS ................... 63
3.10 NR 10 - SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE 74
3.11 NR 11 - TRANSPORTE, MOVIMENTAÇÃO, ARMAZENAGEM E MANUSEIO
DE MATERIAIS. ......................................................................................................... 84
3.12 NR13 - CALDEIRAS, VASOS DE PRESSÃO E TUBULAÇÕES ............................ 92
3.13 NR14 - FORNOS .......................................................................................................... 97
3.14 NR 15 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES ........................................... 99
3.15 NR16 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS ............................................. 103
3.16 NR 17 – ERGONOMIA ............................................................................................. 105
3.16.1 Avaliação ergonômica do setor de extrusão ........................................................... 108
3.17 NR 20 – SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO COM INFLAMÁVEIS E
COMBUSTÍVEIS ....................................................................................................... 118
3.18 NR 23 - PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS ......................................................... 119
3.19 NR 24 – CONDIÇÕES SANITÁRIAS E DE CONFORTO NOS LOCAIS DE
TRABALHO ............................................................................................................... 126
3.20 NR 25 - RESÍDUOS INDUSTRIAIS ......................................................................... 129
3.21 NR 26 - SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA ............................................................ 132
3.22 NR35 - TRABALHO EM ALTURA ......................................................................... 134
4. AVALIAÇÃO DE RISCOS RELATIVOS À OPERAÇÃO DE MÁQUINAS ... 137
4.1 APRESENTAÇÃO DAS MÁQUINAS ..................................................................... 137
4.2 ANÁLISE DE CONFORMIDADE QUANTO À NR 12 .......................................... 143
4.3 AVALIAÇÃO DOS ANEXOS DA NR12 ................................................................. 159
4.3.1 Meios de acessos permanentes – Anexo III ............................................................ 159
4.3.2 Injetoras de materiais plásticos - Anexo IX ........................................................... 160
5. FISCALIZAÇÃO E PENALIDADES .................................................................... 163
5.1 ANÁLISE DAS PENALIDADES .............................................................................. 164
6. PLANO DE AÇÃO ................................................................................................... 167
6.1 PRIORIZAÇÃO DAS NORMAS USANDO O DIAGRAMA DE PARETO ........... 167
6.2 FERRAMENTA 5W2H.............................................................................................. 168
7. CONCLUSÃO ........................................................................................................... 202
REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 204
17

1. INTRODUÇÃO

As condições inadequadas de trabalho afetam a vida de muitos trabalhadores nas


empresas, pois podem ocasionar acidentes, doenças e até mortes. De acordo com as Normas
Regulamentadoras de Saúde e Segurança do Trabalho (NR), é dever das empresas antecipar,
reconhecer, avaliar e adotar medidas de controle dos perigos e riscos decorrentes de suas
atividades, de modo a garantir a proteção do trabalhador dentro de suas organizações.
A cadeia produtiva do plástico inicia-se na primeira geração petroquímica, onde
transforma-se os aromáticos em insumos petroquímicos como o bisfenol A. Ao fim do
processo da segunda geração, formam-se as resinas termoplásticas que podem ser usadas
diretamente ou na forma de grânulos, com aditivos apropriados a depender da aplicação
específica. Do total de resinas termoplásticas consumidas no Brasil, 6,1 % são plásticos de
engenharia, no qual inclui o policarbonato, principal matéria prima utilizada na empresa em
estudo (ABIPLAST, 2016). Os plásticos da engenharia são plásticos de aplicação específica
geralmente utilizada pela própria engenharia. O policarbonato faz parte desse segmento de
plástico e é um polímero produzido a partir da policondensação de bisfenol A (BPA) e um
carbonato ou fosgénio (cloreto de carbonilo) solubilizado no diclorometano. As resinas
termoplásticas de policarbonato são matérias-primas fabricadas no segmento da indústria
química e destinadas principalmente à indústria de transformação brasileira. As resinas são
utilizadas na terceira geração do plástico pelos transformadores de material para a fabricação
de produtos de policarbonato tais como chapas, perfis, telhas e venezianas, destinadas a
construção civil e ao consumidor final conforme mostrado na Figura 1 (ABIPLAST, 2016;
PARDOS 2012; DUMONT, 2007; MORETTI et al, 2017).
Figura 1: Cadeia produtiva do policarbonato

Fonte: (Adaptado de ABIPLAST, 2016)

Os produtos de policarbonatos são cada vez mais requisitados pelos arquitetos e


construtores que buscam um material translúcido, alta resistência, beleza e versatilidade em
18

projetos de coberturas, especialmente os de grande impacto visual. O policarbonato pode


apresentar-se quase 200 vezes maior resistente que o vidro temperado e com custos mais
competitivos (ABIPLAST, 2016; PARDOS 2012; DUMONT, 2007; MORETTI et al, 2017).
A indústria química em 2015 ocupava a 8a posição mundial em faturamento gerando
896.245 empregos formais (RAIS, 2015; ABIQUIM, 2016). Esse segmento se divide em três
grandes grupos. O primeiro corresponde ao de produtos químicos para uso industrial que
inclui a produção de resinas termoplásticas e termofixos, setor este que se enquadra a empresa
em estudo. O segundo refere-se à produção de produtos químicos para uso final e o último a
transformação de plásticos e borrachas (DIEESE, 2015). A indústria plástica possuía 11.559
empresas em 2015, sendo que 72,1 % são micro empresas, e que geraram no mesmo período
325 mil empregos, representando o quarto maior empregador da indústria de transformação
brasileira. (ABIPLAST, 2016).
Segundo o Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho ocorreram no Brasil ano de
2015 aproximadamente 612,6 mil acidentes de trabalho sendo que 5.678 mil dessas ocorreram
na indústria de fabricação de produtos químicos, fornecedora de insumos para a indústria de
plásticos (PREVIDÊNCIA SOCIAL, 2015a). O setor de fabricação de resinas termoplásticas
no qual inclui a empresa em estudo apresentou um total de 162 acidentes do trabalho e apenas
uma doença do trabalho em 2015, apresentando uma redução de acidentes típicos e de
doenças entre 2013 e 2015, porém um pequeno aumento nos acidentes de trajeto
(PREVIDÊNCIA SOCIAL, 2015b) como mostrado no Gráfico 1. A Organização Pan-
Americana de Saúde (OPAS/OMS) estima que apenas 5% dos casos de doenças ocupacionais
são notificados na América Latina (GOELZER, 2014), o que provavelmente decorre da
grande subnotificação e que poderia ser a causa dos baixos índices de doenças nesse
segmento.
19

Gráfico 1: Anuário Estatístico da Previdência Social


Fonte: Previdência Social, 2015

Os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) mostram que foram


declarados 8.314.306 estabelecimentos no Brasil em 2015, sendo 99,4% correspondente à
micro e pequenas de até 99 funcionários conforme critério definido pelo (SEBRAE &
DIEESE, 2017). Segundo Fiorentini (2009), a falta de conhecimento sobre os riscos, da
legislação, bem como de estrutura e de condições econômicas acabam levando as empresas a
não cumprir integralmente a legislação sobre saúde e segurança do trabalho e a trabalharem
em condições prejudiciais à saúde e segurança dos seus trabalhadores.
Embora a quantidade de acidentes e doenças do trabalho do setor de fabricação de
resinas termoplásticas tenha diminuído, o setor de transformados plásticos apresenta grandes
riscos envolvidos no processo que envolve a transformação da matéria prima, que são
desconhecidos por muitos empresários de micro e pequeno porte. Desse modo, faz-se
necessário a avaliação das condições de saúde e segurança no setor, visando melhorias nos
ambientes de trabalho que garantam a proteção dos trabalhadores, a fim de reduzir ainda mais
e prevenir os acidentes e doenças do trabalho no setor da indústria de plásticos.

1.1 JUSTIFICATIVA

A redução dos recursos energéticos tem levado a busca por produtos que diminuam o
consumo de energia elétrica nas residências. Desse modo, o policarbonato tem se destacado,
sendo cada vez mais requisitado entre os consumidores devido as suas características de
resistência e beleza, gerando um aumento do interesse de novas empresas por este segmento
de produção. Portanto, a realização do estudo de caso visa o aprimoramento acadêmico e
20

prático frente aos requisitos legais de saúde e segurança ocupacional, assim como, contribuir
para a realização de ações corretivas e preventivas relacionadas às não conformidades
levantadas na empresa do objeto de estudo.

1.2 OBJETIVOS

1.2.1 Objetivo Geral

Avaliar as condições de saúde e segurança dos trabalhadores de uma fábrica de


produtos de policarbonato localizada no Brasil, com base nas Normas Regulamentadoras do
Ministério do Trabalho vigentes, identificando os perigos e riscos associados à atividade para
a elaboração de um plano de ação para a correção das não conformidades encontradas.

1.2.2 Objetivos Específicos

Os objetivos específicos deste trabalho são:

− Mapear os fluxos, atividades, processos e procedimentos;


- Reconhecer os perigos e riscos das atividades realizadas na empresa;
- Analisar documentos e programas de prevenção de riscos relacionados à segurança
e saúde do trabalho;
- Verificar o histórico de acidentes e doenças do trabalho na empresa;
- Identificar as não conformidades existentes devido ao não cumprimento das normas
regulamentadoras NR;
- Simular as possíveis penalidades a serem aplicados em uma situação de
fiscalização;
- Priorizar as não conformidades a serem corrigidas em um primeiro momento;
- Criar um plano de ação para correção das não conformidades encontradas.

1.3 METODOLOGIA

O estudo iniciou-se com a identificação de uma indústria com grau de risco 3.


Após essa etapa inicial, foram coletadas informações por meio de análise bibliográfica dos
setores da indústria de transformação dos plásticos, estatísticas de acidentes e doenças do
trabalho. Em seguida foram realizadas inspeções iniciais na empresa em estudo para o
21

levantamento de informações como: atividades, quantidade de funcionários, fluxo de


produção para a criação de fluxogramas e croquis, principais riscos ambientais, estatísticos de
acidentes e doenças do trabalho. Após essa coleta de dados criou-se uma matriz de risco
observando os riscos ambientais, Físicos, Químicos, Biológicos, Ergonômicos e de Acidentes
de acordo com o setor e os agentes de exposição. Em seguida identificou-se o setor com
maior exposição, realizaram-se inspeções à empresa, onde foram coletados registros
fotográficos, entrevistas não estruturais e a análise documental como o Programa de
Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional (PCMSO), Laudo Técnico das Condições do Ambiente de Trabalho (LTCAT) e
laudo de insalubridade. Durante as inspeções utilizaram-se listas de verificações (check list)
das Normas Regulamentadoras (NR). Em paralelo, foram criadas planilhas com as NR de
modo a verificar os itens não conformes. Com base nesses dados, realizou-se o cálculo de
estimativa de multas a serem aplicadas em uma fiscalização do Ministério do Trabalho.
Por fim, analisaram-se através do diagrama de Pareto as não conformidades a serem
priorizadas, finalizando com sugestões de melhorias apresentadas no plano de ação por meio
da ferramenta de gestão que busca responder as perguntas What (O quê?), Why (Porquê),
Where (Onde?), When (Quando?), Who (Quem?), How (Como?) e How Much (Quanto?)
ferramenta (5W2H).

1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO

O estudo das condições ambientais de saúde e segurança do trabalho na empresa BV


Associados, foi estruturado em 7 capítulos.
No primeiro capítulo contempla-se a introdução do tema, justificativa, objetivo,
metodologia do estudo.
O segundo capítulo discorre sobre a empresa em estudo, sua estrutura organizacional
e apresenta o mapeamento dos processos de trabalho, os fluxogramas, layout do setor de
produção, os agentes de riscos ambientais identificados por meio de uma matriz de risco e
relatos de acidentes ocorridos na empresa.
O terceiro capítulo visa à identificação do atendimento da empresa as normas
regulamentadoras com o auxílio de inspeções realizadas in loco e de registros fotográficos.
No quarto capítulo é realizada uma análise profunda das não conformidades relativas
à operação de máquinas, observando-se a Norma regulamentadora Nº12 – Máquinas e
Equipamentos.
22

O quinto capítulo exibe uma simulação do valor das multas aplicáveis em


decorrência das não conformidades encontradas e em observância a NR 28.
O sexto capítulo realiza uma priorização das ações e apresenta um plano de ação
utilizando-se da ferramenta 5W2H, objetivando sanar as não conformidades identificadas.
O sétimo capítulo apresenta as considerações finais sobre as condições ambientais de
saúde e segurança do trabalho na BV Associados.
23

2. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA

A fim de preservar os interesses da empresa analisada, optou-se pelo nome fantasia


de BV Associados que está situada no Brasil. A empresa em estudo atua na terceira geração
da cadeia produtiva petroquímica e do plástico, sendo classificada no CNAE 2031 com grau
de risco 3 no setor de transformação de resinas termoplásticas. Os principais produtos
fabricados pela BV associados são chapas, telhas, venezianas e perfis conectores de
policarbonato alveolar e compacto.
Figura 2: Telha de policarbonato

Fonte: BV Associados, 2017

Os principais clientes da BV Associados são distribuidores locais como construção


civil e o meio industrial, assim como exportações para o mercado internacional.

2.1 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

A estrutura organizacional da BV Associados contempla os setores de diretoria,


administrativo, vendas e operacional. O organograma foi elaborado e organizado de acordo
com a função e as atividades desenvolvidas, bem como a hierarquia da própria empresa,
conforme mostrado na Figura 3.
24

Figura 3: Organograma da BV Associados

Fonte: A autora, 2017

A BV Associados possui 22 empregados, sendo 20 regidos pela Consolidação das


Leis do Trabalho (CLT), dentre os quais 19 são homens e 3 são mulheres. A taxa de
rotatividade e absenteísmo é baixa, contendo funcionários com até 10 anos de empresa no
setor administrativo e de até 27 anos no setor operacional e não possui menores de idade na
sua força de trabalho. A política de remuneração baseia-se no acordo coletivo da classe e os
trabalhadores possuem plano de saúde, cartão alimentação, seguro de vida, vale transporte,
plano odontológico e participação dos lucros. O serviço de vigilância patrimonial da empresa
possui dois funcionários terceirizados que se revezam em escalas de 12 horas x 36 horas no
período noturno. A empresa não possui serviço de vigilância no horário diurno, cabendo aos
próprios funcionários da BV Associados à abertura do portão principal quando necessário.
Alguns serviços de manutenção e elétrica dos equipamentos, saúde e segurança também são
realizados por empresas terceirizadas. A distribuição de empregados por setor e horário de
trabalho pode ser observada na Tabela 1.
Tabela 1: Escala dos funcionários por setor
Escala dos funcionários
Dias de Horário de
Setor Mulheres Homens Horário
trabalho almoço
Adm 3 6 08:00 às 17:30 Seg à Sex Uma hora
Operacional x 7 08:00 às 17:30 Seg à Sex Uma hora
Turno A x 3 06:00 às 14:00 Seg à Sex x
Turno B x 3 14:00 às 22:00 Seg à Sex x
x x 2 Escala de 12 x 36
x x x 22:00 às 06:00 Apenas em alta produção
Fonte: A autora, 2017
25

2.2 MAPEAMENTO DOS PROCESSOS

Nesta seção apresenta-se a análise da empresa quanto aos seus processos, instalações
e depósitos de matérias primas, descrevendo as linhas de produção conforme os tipos de
produtos.
A BV Associados possui quatro linhas principais de produção que consiste na
extrusão da matéria prima (grânulos de resinas termoplásticas de policarbonato) no produto
final. Estes por sua vez são: a fabricação de telhas na linha 1, chapas na linha 2, venezianas na
3 e perfis conectores na 4. Os processos secundários consistem na fabricação do master,
apararas e separação granulométrica do material de garrafão utilizados no processo primário,
bem como corte de policarbonatos e conectores de alumínio.
São utilizadas máquinas extrusoras para a realização do processo de transformação
da matéria prima. Segundo a Abiplast (2016), a extrusão consiste em forçar a passagem
controlada do material plástico fundido através de um cilindro, e na sua saída o material é
comprimido em uma matriz com a forma desejada do produto.
A meta mensal de produção da BV Associados, bem como a sua capacidade
produtiva é de 42.000 toneladas de chapas de policarbonato, 7.700 toneladas de venezianas,
7.700 toneladas de telhas e 8.000 toneladas de perfil, que são operados em dois turnos, porém
o cumprimento da meta de produção fica a cargo da quantidade de pedidos recebidos.
A Figura 4 apresentada um croqui do layout atual do setor de produção, bem como a
disposição física das máquinas existentes na empresa.
26

Figura 4: Layout do setor de produção

Fonte: A autora, 2017


26
27

2.2.1 Recebimento e estocagem de matéria-prima e produto acabado

A matéria prima é recebida pelo setor de expedição, e segue transportada pelas


empilhadeiras da empresa para aos locais de armazenamento. Os bags contendo matérias
primas são armazenados em parte dentro do galpão e no telheiro lateral como evidenciado na
Figura 5.
Figura 5: Bags de matéria prima armazenados no telheiro lateral a empresa

Fonte: A autora, 2017

Os produtos químicos são armazenados no depósito, no telheiro dos resfriadores e os


menores no almoxarifado. Verificou-se o armazenamento de produtos químicos sem as
devidas Fichas de Informação de Segurança para Produtos Químicos (FISPQ) e sinalização
adequada. A Figura 6 mostra o depósito de produtos químicos da BV Associados.

Figura 6: Bags de matéria prima armazenado no telheiro lateral a empresa

Fonte: A autora, 2017


28

Matérias de acabamento como bobinas e caixas são armazenadas de modo disperso


pela empresa, principalmente no telheiro lateral ao galpão como exibido na Figura 7.

Figura 7: Bobinas e pequenos materiais armazenados ao longo do telheiro lateral

Fonte: A autora, 2017

A BV Associados possui um almoxarifado para Equipamento de Proteção Individual


EPI e pequenos materiais para escritório e para produção como podem ser visto na Figura 8.
Observou-se que os materiais encontram-se armazenados de forma desorganizada dificultando
a identificação dos produtos.

Figura 8: Almoxarifado de EPI e objetos usados pela produção

Fonte: A autora, 2017

O produto acabado é armazenado dentro do galpão, em geral longe da linha de


produção. Entretanto, quando há aumento da demanda, o mesmo é armazenado próximo, o
29

que pode ocasionar acidentes devido à falta de espaço para circulação dos trabalhadores. A
Figura 9 evidencia o depósito de produto acabado.

Figura 9: Armazenamento dos produtos acabados

Fonte: A autora, 2017

2.2.2 Fabricação de telhas, venezianas e perfis conectores.

As linhas 1, 3 e 4, produzem os produtos telhas, perfis conectores e venezianas,


respectivamente. A Figura 10 apresenta a linha 1 de produção das telhas da empresa em
estudo.
Figura 10: Processo de produção da linha 1

Fonte: A autora, 2017

A Figura 11 apresenta o fluxograma criado pela autora com o processo de produção


ea Figura 12 o processo de fabricação das linhas 1, 3 e 4 detalhadamente.
30

Figura 11: Processo de produção da BV Associados

Fonte: A autora, 2017


30
31

Figura 12: Processo de produção das linhas 1, 3 e 4

Fonte: A autora, 2017

2.2.3 Fabricação de chapas


A linha 2 produz chapas de policarbonato que podem ser de 4 mm, 6 mm ou 10 mm,
de modo a depender da especificação do cliente. Na Figura 13 é apresentado detalhadamente
o processo de produção da linha 2 e na Figura 14 a extrusora da linha 2.
32

Figura 13: Processo de produção da linha 2

Fonte: A autora, 2017


33

Figura 14: Extrusora da linha 2 de produção

Fonte: A autora, 2017

2.2.4 Processos secundários - master, aparas e material de garrafão

O master é o produto resultante da pigmentação da matéria prima virgem, com o uso


de corantes, produzido no processo secundário. A matéria prima é colocada no misturador e
passa pelo processo de granulação para que o corante penetre na resina de policarbonato.
Posteriormente, esse master é usado no processo principal na alimentação dos silos para a
geração do produto final. As aparas são os produtos da reciclagem das perdas do processo de
produção principal. São produzidas por meio da moagem das placas de policarbonato e da
regranulação da resina termoplástica do produto não conforme. Esse processo é necessário
para que os grânulos de aparas fiquem uniformes e em tamanho adequado para retornarem ao
processo de extrusão. A Figura 15 exibe a linha de granuladora onde é produzido o master e
regranulado as aparas.
Figura 15: Linha de produção da granuladora

Fonte: A autora, 2017

A Figura 16 apresenta o moinho utilizado na empresa em estudo.


34

Figura 16: Moinho

Fonte: A autora, 2017

O peneiramento do material de garrafão moído busca adequar o material a uma faixa


granulométrica adequado para o processo produtivo. É realizado também o corte de
policarbonato e placas de policarbonato como processos secundários para o desenvolvimento
da atividade.
Durante o processo de fabricação podem ser utilizados tanto o master, como os
grânulos de aparas, o material de garrafão e o policarbonato virgem para a produção dos
produtos finais. A proporção dos materiais dependerá da especificação do cliente e do produto
a ser fabricado. Na Figura 17 é exibido o peneiramento do material de garrafão moído.

Figura 17: Linha de peneiramento do material de garrafão moído

Fonte: A autora, 2017

O processo de produção de master e aparas de policarbonato é exibido


detalhadamente no fluxograma da Figura 18.
35

Figura 18: Processo de fragmentação das aparas

Fonte: A autora, 2017


36

2.3 RELATOS DE ACIDENTES

Segundo estatísticas de acidentes por Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e


de entrevista não estruturada com os funcionários, ocorreram na BV Associados um único
acidente do trabalho na empresa em 2013, com Comunicação de acidente de trabalho (CAT)
registrada. Este acidente resultou em amputação da mão de um funcionário. Segundo
funcionários, esse acidente ocorreu durante a tentativa de desobstrução da granuladora que
estava em funcionamento. Foi relatada durante a entrevista, a identificação de pequenos
acidentes como queimaduras nos braços, arranhões e cortes nas mãos, porém, não existem
registros destes acidentes e de outros incidentes ocorridos na empresa.

2.4 MATRIZ DE RELEVÂNCIA DE RISCO

A Matriz de Relevância é uma ferramenta de gestão de risco, constituída por uma


tabela (i x j). Os agentes são classificados em cinco principais grupos conforme: físicos,
químicos, biológicos, ergonômicos, e de acidentes que são dispostos em colunas. A Tabela 2
apresenta os riscos ocupacionais e os seus respectivos subgrupos ou agentes de riscos que são
definidos pela legislação brasileira (HADDAD et al., 2008).

Tabela 2: Riscos ocupacionais

Fonte: BRASIL, 1994


37

Os setores/atividades são apresentados nas linhas da tabela da matriz de relevância


dos riscos. A frequência de exposição a um agente de risco “j” é definido matematicamente
como “fHj” considerando a contribuição de todos os setores. Já “fSi” considera a contribuição
de todos os agentes risco em um determinado setor ou atividade “i”. Os trabalhadores são
considerados como a população afetada chamada de “M”. Uma graduação “N” é atribuída a
cada célula conforme a presença/severidade do agente de risco no setor. Os cálculos
realizados para a frequência de exposição “fHj” e para um setor “fSi” são apresentados
respectivamente nas equações do trabalho de Haddad et al. (2008).

Equação 1: Cálculos da frequência de exposição para um determinado agente de risco

Fonte: HADDAD et al, 2008

Equação 2: Cálculos da frequência de exposição para um determinado agente de risco

Fonte: HADDAD et al, 2008

Os valores de “N” a ser inseridos na planilha de matriz de risco seguem o padrão


estabelecido pelos mesmos autores em outra publicação (Haddad et al, 2012), onde o nível de
severidade a ser definido depende da ação do agente de risco, que pode ser zero quando
inexistente, ou nove quando apresentar ação forte, como mostrado na Tabela 3.

Tabela 3: Nível de severidade de acordo com o agente de risco

Fonte: HADDAD et al, 2012


38

Os valores atribuídos ao nível de severidade foram definidos por meio de


informações de acidentes ou quase acidentes obtidas em entrevista não estruturada com os
funcionários e de avaliações de calor e ruído identificadas no PPRA da empresa. Com base
nesses dados, foi elaborada a matriz de risco, conforme modelo apresentado na Tabela 4.

Tabela 4: Modelo de matriz de risco

Fonte: Haddad et al, 2008

A última linha da matriz de risco apresenta os percentuais de cada agente


identificado. Analisando a matriz de relevância de risco elaborada para a BV Associados e
apresentada na Figura 19, identificou-se o setor de extrusão como o de maior risco,
apresentando-se com FS equivalente a 48%, seguido de Manutenção elétrica e mecânica com
FS correspondente a 14 % e 13% respectivamente. Já os agentes de riscos identificados foram
às máquinas sem proteção com FH equivalente a 12 %, arranjo físico inadequado com FH de
11%, e corte com 9%. O setor de extrusão apresenta um quadro fixo de 6 funcionários,
enquanto que os setores de manutenção elétrica e mecânica possuem apenas 2 trabalhadores
que realizam ambas as atividades simultaneamente e que possuem risco iminente de morte ao
realizarem atividades periculosas, fazendo necessária a atenção para ambos os setores. As
máquinas sem proteção e o arranjo físico inadequado mostram que existe falha nos projetos
dos equipamentos e nos processos da empresa.
39

Figura 19: Matrix de risco elaborada para a BV Associados


Químico Físico Biologico Ergonômico Acidentes

Fumos Metálicos

manual de peso
Levantamento

Máquinas sem
Protozoários e

repetitividade
Nº Func.

Queimaduras
Radiação não

Arranjo físico
Monotônia e

peçonhentos
Esforço físico

Ferramentas
inadequadas
Trabalho em

inadequado

Eletricidade
Substâncias

inadequada

inadequado
transporte

Armazen.
ionizante

Bactérias
químicas

proteção
Vibração

Incêndio
Setor fS %

Animais
Postura

Quedas
intenso

Cortes
Poeira

Ruido

turno
Calor
Alimentação das
1 3 0 3 3 0 9 3 0 1 0 0 3 0 9 9 9 3 9 3 3 3 0 3 76 8%
máquinas

Extrusão 6 0 0 3 3 0 9 0 0 1 3 3 3 9 9 9 9 3 1 3 3 1 0 9 486 48%

Expedição 1 0 0 0 1 0 0 0 0 3 0 0 3 9 3 3 3 0 1 0 1 9 0 0 36 4%

Manutenção
2 0 3 3 3 3 3 0 0 3 0 1 3 1 3 9 9 3 3 3 9 1 0 3 132 13%
mecânica

Manutenção elétrica 2 0 0 0 3 0 3 0 0 3 0 1 3 1 3 9 9 9 9 3 9 1 0 3 138 14%

Laboratório 1 0 0 1 1 0 0 0 0 1 0 1 1 0 1 3 3 0 1 0 1 1 0 0 15 1%
Gerenciamento da
1 0 0 1 3 0 3 0 0 1 0 0 1 0 1 3 3 0 1 0 1 1 0 0 19 2%
produção
Serviços Gerais
1 1 0 0 1 0 0 0 1 1 0 0 1 1 1 1 1 0 0 1 1 1 1 0 13 1%
jardins
Serviços Gerais
1 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 1 0 1 0 1 0 0 0 1 1 0 1 8 1%
interno
ADM 8 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 0 1 0 1 0 1 0 1 1 0 0 88 9%

fH 4 6 29 39 6 78 3 2 26 18 47 64 68 90 109 118 45 50 34 70 34 1 70 1011 100%

% 0% 1% 3% 4% 1% 8% 0% 0% 3% 2% 5% 6% 7% 9% 11% 12% 4% 5% 3% 7% 3% 0% 7% 100%

Fonte: A autora, 2017


39
40

3. AVALIAÇÃO DAS NORMAS REGULAMENTADORAS

A lei Nº 6.514, criada em 22 de dezembro de 1977, alterou o Capítulo V do Titulo II


da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1º de
maio de 1943 e estabeleceu normas de segurança e medicina do trabalho para as empresas
públicas e privadas no Brasil. Sendo criada em 08 de Junho de 1978 a Portaria Nº 3.214 que
aprovou as Normas Regulamentadoras. Desde então, foram criadas 36 NR que sofrem
constantes atualizações. Na Tabela 5 são apresentadas as 36 NR, ressaltando as 23 NR
aplicáveis à empresa BV Associados e as justificando as não aplicáveis.

Tabela 5: Normas Regulamentadoras aplicáveis a BV Associados


Normas Regulamentadoras Aplicáveis
RELAÇÃO DAS NORMAS APLICÁVEL
JUSTIFICATIVA
REGULAMENTADORAS ?
NR 01 Disposições Gerais SIM
NR 02 Inspeção Prévia SIM
NR 03 Embargo e Interdição SIM
NR 04 Serviços Espec. em Eng.de Seg. e em Med. do
SIM
Trabalho
NR 05 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes SIM
NR 06 Equipamentos de Proteção Individual (EPI) SIM

NR 07 Programas de Controle Médico de Saúde


SIM
Ocupacional (PCMSO)

NR 08 Edificações SIM

NR 09 Programas de Prevenção de Riscos Ambientais SIM

Fonte: A autora, 2017


41

Tabela 6 continuação: Normas Regulamentadoras aplicáveis a BV Associados


RELAÇÃO DAS NORMAS APLICÁVEL
JUSTIFICATIVA
REGULAMENTADORAS ?
NR10 Segurança em Instalações e Serviços em
SIM
Eletricidade
NR11 Transporte, Movimentação, Armazenamento e
SIM
Manuseio de Materiais
NR 12 Segurança no Trabalho em Máquinas e
SIM
Equipamentos
NR 13 Vasos de Pressão e Caldeira SIM
NR 14 Fornos SIM
NR 15 Atividades e Operações Insalubres SIM
NR 16 Atividades e Operações Perigosas SIM
NR 17 Ergonomia SIM
NR 18 Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Não se enquadra na condição de indústria de
NÃO
Indústria da Construção construção
Não são utilizados na empresa materiais
NR 19 Explosivos NÃO
classificados como explosivos
NR 20 Segurança e Saúde no Trab. com Inflamáveis e A quantidade de inflamáveis utilizada na
NÃO
Combustíveis empresa e inferior a determina pela NR20
NR 21 Trabalhos a Céu Aberto NÃO As atividades ocorrem em locais cobertos.
Não se enquadra na condição de indústria da
NR 22 Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração NÃO
mineração
NR 23 Proteção Contra Incêndios SIM
NR 24 Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais
SIM
de Trabalho
NR 25 Resíduos Industriais SIM
NR 26 Sinalização de Segurança SIM
NR 27 Registro Profissional do Técnico de Segurança
REVOGADA
do Trabalho
NR 28 Fiscalização e Penalidades SIM
Não se enquadra na condição de Trabalho
NR 29 Segurança e Saúde no Trabalho Portuário NÃO
Portuário
Não se enquadra na condição de Trabalho
NR 30 Segurança no Trabalho Aquaviário NÃO
Aquaviário
NR 31 Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Não se enquadra na condição de Trabalho na
Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e NÃO Agricultura, Pecuária, Silvicultura,
Aquicultura Exploração Florestal e Aquicultura
NR 32 Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Não se enquadra na condição de Trabalho em
NÃO
Saúde serviços de saúde
NR 33 Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços
NÃO A empresa não possui espaço confinado
Confinados
NR 34 Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Ind. Não se enquadra na condição de Ind. da
NÃO
da Construção e Reparação Naval construção e Reparo naval
NR 35 Trabalho em Altura SIM

NR 36 Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Não se enquadra na condição de empresa de


NÃO
Abate e Processamento de Carnes e Derivados abate e processamento de carnes e derivado

Fonte: A autora, 2017.


42

A seguir são feitas as considerações relativas à aplicação das Normas


Regulamentadoras a empresa BV Associados.

3.1 NR 01 - DISPOSIÇÕES GERAIS

A NR 01 dispõe sobre a obrigatoriedade de aplicação das NR por todas as empresas


públicas e privadas que possuam empregados regidos pela CLT, aplicando-se portanto a BV
Associados conforme item 1.1. A norma estabelece obrigações por parte do trabalhador e do
empregado em sua relação de trabalho, e o cumprimento das NR não desobriga a empresa do
cumprimento das demais municipais, estaduais e federais conforme item 1.2. De acordo com
o item 1.9, o descumprimento das NR poderá acarretar à empresa a aplicação de penalidades
pertinentes previstas na legislação brasileira.
De acordo com a NR 01 a BV Associados não cumpre com alguns dos itens 1.7 da
norma, que obrigam ao empregador:
a) Cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança
e medicina do trabalho;

b) Elaborar ordens de serviço sobre segurança e saúde no trabalho, dando ciência


aos empregados por comunicados, cartazes ou meios eletrônicos;

c) Informar aos trabalhadores:


I - os riscos profissionais que possam originar-se nos locais de trabalho;
II - os meios para prevenir e limitar tais riscos e as medidas adotadas
pela empresa;

IV - os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho (Item


1.7 da NR01, Criada em 1978 e atualizada em 2009).

A empresa em estudo deve providenciar a adequação quanto aos cumprimentos das


disposições legais sobre saúde e segurança do trabalho, elaborar ordem de serviço, informar
os trabalhadores quanto aos perigos e riscos, modos de prevenção e os resultados de
avaliações ambientais, bem como elaborar procedimentos para casos de acidentes ou doenças
do trabalho.
43

3.2 NR 02 - INSPEÇÃO PRÉVIA

A NR02 em seu item 2.1, que os estabelecimentos devem solicitar a aprovação das
suas instalações aos órgãos regionais do Ministério do trabalho antes do inicio de suas
atividades.
Embora a BV não seja uma empresa nova, a NR02 é aplicada, pois o Certificado de
Aprovação de Instalações (CAI) deveria ser emitido no início das suas atividades, ou
conforme o item 2.4, quando ocorrem modificações substanciais nos equipamentos ou nas
instalações de seus estabelecimentos. O Art. 160 estabelece ainda que os estabelecimentos
que não atenderem esse disposto poderão ter o seu funcionamento impedido até o
cumprimento da exigência.
Entretanto, analisando a documentação da empresa BV Associados não ficou
evidenciado que a empresa possui o CAI ou ofício de Secretária Regional do Trabalho (SRT)
liberando a empresa de emissão desse documento em desacordo ao item 2.1.

3.3 NR 03 - EMBARGO OU INTERDIÇÃO

A NR03 dispõe sobre as condições em que as empresas podem sofrer embargos ou


interdições de suas atividades mediante a constatação de situação de trabalho que caracterize
um risco grave e iminente para o trabalhador. Em decorrência das inúmeras não
conformidades encontradas na empresa BV Associados, a mesma encontra-se susceptível a
interdição parcial ou total do seu estabelecimento, setor de serviço ou equipamentos, devido o
setor de produção apresentar atividades com risco grave e iminente, pois a tubulação de ar
comprimido não possui projeto e indicador de pressão de operação, como determina os itens
13.6.1.2 e 13.6.1.3. O não cumprimento da NR10 também pode levar ao órgão de fiscalização
a aplicação da NR03 conforme o item 10.14.3.

3.4 NR 04 - SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E


EM MEDICINA DO TRABALHO

A NR 04 dispõe sobre a obrigatoriedade de organização e manutenção dos Serviços


Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) por todas as
empresas públicas e privadas regidas pela CLT. O SESMT tem por finalidade promover a
saúde e proteger a integridade dos trabalhadores em seu ambiente de trabalho. O
dimensionamento do SESMT é realizado de acordo com o grau de risco da empresa para o
44

CNAE da atividade, e em função do número de funcionários da empresa. A equipe do


SESMT pode ser composta por Técnicos e Engenheiros de Segurança do Trabalho, Auxiliar
de enfermagem, Enfermeiro e Médico do Trabalho.
A BV Associados possui como atividade principal fabricação de chapas, telhas
venezianas, e perfis conectores. A empresa é classificada dentro da seção da indústria de
transformação de produtos químicos com o CNAE 2031-2/00 (subclasse de Fabricação de
resinas termoplásticas), conforme mostrado na
Figura 20. A BV Associados possui atualmente 22 funcionários, sendo que apenas 20
funcionários são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e dois são diretores
da empresa.

Figura 20: Hierarquia da atividade da empresa BV Associados.

Fonte: IBGE, 2017

Com base no Quadro I da NR 04 que correlaciona CNAE com o grau de risco da


atividade, verifica-se que a empresa em estudo é classificada com grau de risco 3, evidenciado
na Figura 21.
Figura 21: CNAE e o Grau de Risco

Fonte: Adaptado da NR04, 2017

Analisando-se o Quadro II da NR 04, a BV Associados não precisa constituir um


SESMT próprio, em função da quantidade de funcionários ser inferior ao estipulado pela
norma, conforme pode ser visto na Figura 22.
45

Figura 22: Quadro II – Dimensionamento do SESMT

Fonte: Adaptado da NR04, 2017

Segundo o item 4.14, os estabelecimentos que não se enquadram no Quadro II da


NR04, podem usufruir de assistência na área de segurança e medicina do trabalho para os seus
empregados por meio dos SESMT comuns. Esses por sua vez são organizados pelos
sindicatos, associação da categoria econômica ou pelas próprias empresas com interesse.
Entretanto, a BV Associados não utiliza essa categoria de SESMT, pois utiliza
apenas os serviços de terceirização para realização do PPRA, avaliação ambiental, elaboração
de laudos e serviços de medicina do trabalho. Porém, é necessária a ampliação do escopo dos
serviços de saúde e segurança do trabalho, objetivando a minimização do risco de doenças e
acidentes do trabalho.

3.5 NR 05 - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES

A NR-05 tem como objetivo compor uma Comissão Interna de Prevenção de


Acidentes (CIPA) para atuar na prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho.
Conforme o item 5.2 da NR05, cada estabelecimento de empresa privada que
admitam trabalhadores como empregados, deve constituir a sua CIPA e mantê-la em situação
regular de funcionamento. Situação essa, que se enquadra a BV Associados. A CIPA é
46

formada por representantes dos trabalhadores que são eleitos em escrutínio secreto (item
5.6.2), e pelos representantes do empregador que são designados por ele (item 5.6.1).
O dimensionamento da CIPA inicia-se pelo enquadramento da relação entre o CNAE
com o correspondente agrupamento no quadro III da NR05. O CNAE 20.31.2 da BV
Associados enquadra-se no grupo (C-10-Químicos). O dimensionamento da CIPA é feito pelo
número total de funcionários regidos pela CLT, que são 20, pelo correspondente grupo (C-10-
Químicos). Esta análise pode ser evidenciada na Figura 23.

Figura 23: Quadro I da NR05 para dimensionamento da CIPA

Fonte: Adaptado pela autora da NR-05, (2017)

De acordo com o Quadro I da NR05, a CIPA da BV Associados deve ser composta


por 1 membro efetivo e 1 suplente ambos representante do empregador. Já os representantes
do trabalhador deve ser 1 membro efetivo e 1 suplente, ambos eleitos pelos próprios
trabalhadores. Portanto, a CIPA deverá ser composta por 4 funcionários. Entretanto, a BV
Associados não possui constituída sua CIPA em desacordo ao item 5.2. Embora não aplicável,
a empresa também não possui nenhum funcionário designado conforme determina o item
5.6.4 para empresas com até 19 funcionários.
Os funcionários relataram em entrevista não estruturada que ocorrem pequenos
acidentes na empresa como cortes, queimaduras nos braços, arranhões. Porém, os mesmos
não são investigados e não ocorrem medidas de controle a fim de evitar novos acidentes, em
descumprimento à norma.
Uma das atribuições da CIPA segundo o item 5.16 da NR05 é identificar os riscos do
ambiente laboral e elaborar o mapa de riscos, que consiste na representação gráfica dos riscos
47

existentes. Os riscos são divididos em: Físicos, Químicos, Biológicos, Ergonômicos e de


Acidentes. São identificados no mapa por meio de círculos com cores diferentes e
correspondentes a eles, cujo tamanho varia em pequeno, médio e grande, de acordo com o
nível dos riscos. Porém, a empresa em estudo não possui mapa de risco em desacordo ao item
5.16, devido à inexistência da CIPA e de suas devidas atribuições.
Elaborou-se com base nas inspeções de segurança ocorridas na empresa, um mapa de
risco para a empresa BV Associados. Entretanto, ressalta-se que essa é uma proposta de Mapa
de Riscos, pois o mapa original da empresa deve ser elaborado pelos membros da CIPA ou
por alguém designado para as atribuições da mesma. O mapa de risco elaborado pela autora
do setor administrativo é apresentado na Figura 24 e o do setor operacional na Figura 25.
Cabe lembrar ainda que os membros da CIPA, assim como o profissional designado, devem
realizar o curso de CIPA com carga horária de 20 horas e seguindo o escopo da norma
conforme o item 5.33 e 5.34 da NR05.
48

Figura 24: Mapa de risco do setor Administrativo

Fonte: A autora, 2017

48
49

Figura 25: Mapa de Risco do setor operacional

Fonte: A autora, 2017

49
50

3.6 NR 06 - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

Segundo a NR06 item 6.1, Equipamentos de Proteção Individual (EPI) é todo


produto ou dispositivo de uso individual utilizado pelo trabalhador para à proteção dos riscos
que podem ameaçar a segurança e a saúde do trabalhador.
O EPI deve ser fornecido de forma gratuita pela empresa quando as medidas de
controle não forem suficientes para garantir a proteção do trabalhador. Enquanto as medidas
coletivas estiverem sendo implantas e em situações de emergência, conforme o item 6.3 da
norma.
Segundo o subitem 6.6.1 cabe ao empregador quanto ao EPI

a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade;


b) exigir seu uso;
c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional
competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;

d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e


conservação;

e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;


f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e,
g) comunicar ao MTb qualquer irregularidade observada.
h) registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados
livros, fichas ou sistema eletrônico (Subitem 6.6.1- NR06,criada em 1978 e
atualizada em 2017).

Já ao trabalhador cabe de acordo com subitem 6.7.1.


a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;
b) responsabilizar-se pela guarda e conservação;
c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio
para uso; e,
d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado (Subitem 6.7.1-
NR06, criada em 1978 e atualizada em 2017).

Segundo o subitem item 6.5 o SESMT, a CIPA ou o empregador deverá recomendar


o EPI adequado ao risco existe nas atividades da empresa e segundo o item 6.2 com (CA)
Certificado de aprovação expedido pelo órgão nacional competente. Como a empresa em
estudo está desobrigada a constituir SESMT, o empregador se torna responsável pela seleção
do EPI adequado. Foi identificado durante as inspeções que os funcionários recebem o EPI de
forma gratuita. Na Análise Global (2016) é sugerido EPI apenas para riscos Físicos (Ruído e
Calor), sendo necessária a sugestão de EPI para riscos químicos, pois foram identificados
51

produtos químicos que devem ser mapeados e reconhecidos na avaliação qualitativa dos
riscos. Na Figura 26 são evidenciados os EPI sugeridos na Análise Global de 2016 da
empresa. É recomendado o uso do EPI como “se necessário”. Entretanto, se o trabalhador não
possuir uma boa percepção de risco, ele não saberá quando é necessário o seu uso.

Figura 26: Medidas de controle recomendadas na Análise Global de 2016

Fonte: Análise Global da BV Associados, 2016

Segundo o PPRA (2015) da BV Associado, o ruído encontra-se acima do nível de


ação, porém abaixo do Limite de Tolerância (LT). Já o calor está acima do LT definido no
anexo 3 da NR15. Desse modo, medidas de controle do ruído e do calor devem ser adotadas
para a proteção dos trabalhadores. A hierarquia das medidas de controle deve ser
implementada conforme determina a N09, primeiro a proteção na fonte e como último recurso
a utilização do EPI.
A empresa adquire o EPI baseado em sugestões dos funcionários, não avaliando a
sua eficiência e os riscos das atividades, em descumprimento ao item 6.5 da norma. Todos os
EPI da empresa em estudo possuem CA em conformidade ao item 6.2. Entretanto, o CA do
capacete de eletricidade (CA 12617) que é classe B tipo II está com sua função divergente no
site de consulta de CA do Ministério do trabalho, pois o mesmo aparece como capacete de
Classe A (Proteção contra agentes mecânicos) e com CA vencido. Recomenda-se a
substituição do mesmo devido à incompatibilidade de informação. Assim como, dos EPI com
CA vencidos que embora a empresa possa continuar usando não é uma medida preventiva.
Na Tabela 7 é apresentado um resumo criado pela autora da relação de EPI existentes
na empresa em estudo e a situação de vencimento dos certificados de aprovação dos mesmos.
52

Tabela 7: Relação de EPI com CA vencidos


Tipo de
EPI existentes na Certificado de
Riscos agente de Foto do EPI Validade Situação
empresa aprovação (CA)
risco

Protetor auditivo,
Ruído 14235 14/03/2021 Válido
do tipo concha.

Protetor auditivo
Ruído do tipo plugue de 13027 28/02/2018 Válido
Físico
insersão.
Luva de proteção
contra agentes 30244 3/04/2017 Vencido
Calor
térmicos e 33311 31-07-2018 Válido
mecânicos.

Radiação não
Máscara de Solda 14199 09/12/2019 Válido
ionizante

Umidade Luva de proteção


Físico
Cortes contra agentes
Químico 15532 13/04/2021 Válido
Agentes mecânicos e
Biologico
químicos químicos

Produtos
Respirador
Químicos químicos em x 12619 23/12/2017 Válido
descartável PPF2
Geral

Cinturão de
segurança com
35139 22/04/2019 Válido
talabarte e trava-
Trabalho em
quedas
altura
Cinturão tipo pára-
14540 11/09/2014 Vencido
quedista e talabarte

Luva de proteção
contra agentes 28590 25/04/2021 Válido
mecânicos

Agentes
Luva de cobertura 16072 25/05/2021 Válido
mecânicos

Risco de Luva pigmentada


acidente de proteção contra 4276 25/04/2021 Válido
agentes mecânicos

Luva Isolante de
Borracha 29773 02/03/2021 Válido
Classe 2 tipo II
Elétricidade CAPACETE
CLASSE A
12617 10/01/2014 Vencido
No capacete consta
classe B
Proteção dos Óculos de
9722 26/11/2017 Válido
Olhos e Face Segurança

Proteção dos Calçado de


13808 04/07/2018 Válido
pés segurança
Fonte: Autora, 2017
53

Durante as inspeções identificaram-se situações onde os trabalhadores não utilizavam


o EPI. Alguns funcionários utilizam o EPI apenas quando julga necessário, sem muita
percepção de risco sobre quando usar ou não o EPI. Constatou-se também a utilização de fone
de ouvido durante a realização das atividades. Esse comportamento pode causar a perda
auditiva do trabalhador, que objetivando atenuar o som ruidoso do ambiente laboral, utiliza
um som no fone com intensidade maior do que o do local de trabalho, que já apresenta ruído
acima do limite de tolerância. Essas atitudes evidenciam falha na gestão do uso do EPI em
não conformidade com o subitem 6.6.1 b. Na Figura 27 é mostrado um funcionário dirigindo
uma empilhadeira utilizando fone de ouvido.
Figura 27: Funcionário dirigindo empilhadeira com fone de ouvido

Fonte: A autora, 2017

Não foram evidenciados treinamentos quanto ao uso, armazenamento e conservação


adequados do EPI, caracterizando não conformidade ao subitem 6.6.1 alínea “d”. Verificou-se
ainda, que mesmo possuindo o protetor auricular, alguns trabalhadores utilizam pano para
atenuação do ruído no ambiente laboral, pois acreditam que desse modo estão se protegendo.
Esse fato evidencia a falta de treinamento quanto à importância do EPI, de conscientização e
percepção de risco e medidas de gestão que obriguem o uso. A Figura 28 exibe a situação
supracitada.
54

Figura 28: Uso de pano para atenuação do ruído

Fonte: A autora, 2017.

Verificou-se durante as inspeções in loco, a inexistência do registro de fornecimento


do EPI para o trabalhador e que o mesmo é entregue sem nenhum controle, em
descumprimento também ao subitem 6.6.1 alínea “h”, que determina que o empregador deve
registrar o fornecimento do EPI, podendo ser adotados fichas, livros ou sistema eletrônico.
Verificou-se após analise da NR06, a necessidade da aquisição de novos EPI na
empresa em estudo conforme sugestão apresentada na Tabela 8. Além disso, a empresa deverá
implantar normas administrativas a fim de melhorar a gestão dos EPI, criar fichas de EPI,
procedimentos e treinamento quanto ao uso, guarda e conservação para maior conscientização
para os trabalhadores sobre a sua importância.
55

Tabela 8: Relação de EPI existentes e recomendados para a BV Associados


Alimentação dos Serviços Serviços
EPI existentes na empresa (X) Gerenciamento
Tipos de Ríscos Foto dos EPI misturadores e Extrusão Expedição Mecânica Elétrica Gerais Gerais Adm
Recomendados no estudo (X) da produção
do moinho jardins interno

Protetor auditivo, do tipo concha. x x


Fisico
(Ruído) Protetor auditivo do tipo plugue de
x x x x x x x
inserção

Fisico Luva de proteção contra agentes


x
(Umidade) mecânicos e químicos

Físico
Radiação não Máscara de Solda x
ionizante

Químicos Respirador descartável PPF2 x x x


Respirador descartável PPF1 x x
Macacão x
Químicos Luvas nitrílicas (Lubrificação de
(Oléos e máquinas, óleos, graxas e solventes
x
graxas) orgânicos).
Creme protetor de segurança com CA
Químicos
Luvas butílicas para trabalhos com
(acetona e o x
acetona e o metiletilcetona
metiletilcetona)

Químicos Luvas de viton (Usada para contato


x
Diclorometano direto com o diclorometano )

Acidente
Cinturão tipo pára-quedista e
Trabalho em x x
talabarte
altura
Fonte: A autora, 2017
55
56

Tabela 8: Relação de EPI existentes e recomendados para a BV Associados (Continuação)


Alimentação dos Serviços Serviços
EPI existentes na empresa (X) Gerenciamento
Tipos de Ríscos Foto dos EPI misturadores e Extrusão Expedição Mecânica Elétrica Gerais Gerais Adm
Recomendados no estudo (X) da produção
do moinho jardins interno
Luva de proteção contra agentes
x x
Acidentes térmicos
(Queimaduras)
Manga de proteção dos braços e ante
x
braço contra calor.
Luva de proteção contra agentes
x x x x
mecânicos
Acidentes Luva pigmentada de proteção contra
(Cortes) x x x x x x x x
agentes mecânicos

Calçado de segurança x x x x x x x x x

Luva de cobertura x

Luva Isolante de Borracha


x
Classe 2 tipo II
CAPACETE CLASSE A
x
No capacete consta classe B
Acidentes
(Eletricidade) Vestimenta de proteção (NR10)
x
algodão tratado retardante as chamas
Manga de proteção dos braços e ante
x
braço contra choques elétricos.
Capacete com viseira contra arco
x
voltaico.
Calçado contra choque elétrico; x
Acidentes Capacete contra impactos mecânicos. x x x x x x x
(Mordidas de
Perneira x
animais)
(Projeções de
Óculos de Segurança x x x x x x x x
materiais)
Fonte: A autora, 2017

56
57

3.7 NR 07 - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL

A NR07 em seu item 7.1.1, estabelece a obrigatoriedade de elaboração e


implementação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), pelos
empregadores e instituições que contratem os trabalhadores como empregados. O objetivo da
NR07 é a promoção e preservação da saúde do conjunto de trabalhadores da empresa. O item
7.3.1 determina que o empregador implemente o PCMSO, bem como garanta a sua eficácia, o
custeio dos procedimentos relacionados ao programa e indique um médico responsável por
coordenar o PCMSO.
O programa deve incluir, de forma obrigatória, exames médicos admissional,
periódico, demissional, retorno ao trabalho e mudança de função, conforme determina o item
7.4. A BV Associados possui o PCMSO, um coordenador médico do trabalho para a sua
supervisão e realiza os exames médicos solicitados no programa como preconiza a norma.
Durante a análise do PCMSO percebeu-se a contemplação apenas dos riscos físicos, com
exigência apenas do exame de audiometria e clínico para os funcionários. Durante o estudo,
identificou-se a presença de riscos antes não reconhecidos no reconhecimento ambiental que
são apresentados na análise da NR09. Além do mais, devem ser realizados exames específicos
para os funcionários do setor de manutenção e elétrica para definir se o funcionário está apto
ou não a realizar as atividades envolvendo especialmente trabalho em altura e eletricidade.
Portanto, cabe concluir nesse item que a empresa está não conforme ao item 7.4, pois não
realiza todos os exames relativos aos riscos da atividade. A Tabela 9 evidencia os exames
realizados pela empresa conforme o PCMSO com data de revisão de 06/12/2016.
58

Tabela 9: Exames padrão e sua periodicidade.


Funcionários
Exame Exame Retorno ao Mudança de Exame
Departamento H- Homens Risco Período
admissional Periódico trabalho função Demissional
M- Mulheres
H-0
Empilhadeira
M-0
H-0
Extrusão
M-0
H-0
Granulação
M-0
H-0 Primeiro após
Laboratório
M-0 6 meses e Clínico/ Clínico/ Clínico/ Clínico/ Clínico/
Físico
H-0 depois Audiometria Audiometria Audiometria Audiometria Audiometria
Manutenção (Ruído)
M-0 anualmente
H-1
Moinho
M-0
Preparação- H-5
expedição M-0
H-4
Produção
M-0
Periódico de
H-7 Sem riscos
Administração 12 em 12 Clínico Clínico Clínico Clínico Clínico
M-7 especificos
meses
Fonte: PCMSO, 2016

Entretanto, durante a avaliação qualitativa foi observado à presença de outros agentes


de risco que não eram apresentados no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA)
da empresa, e por isso não constavam no PCMSO. Desse modo, realizou-se uma tabela com
sugestões de exames médicos que deveriam ser realizados, constando exames obrigatórios
determinados pelas normas regulamentadoras e exames complementares que visam à garantia
das condições de saúde e segurança dos trabalhadores. Entretanto, compete ao Médico do
Trabalho a função de especificar os exames que os trabalhadores devem ser submetidos de
acordo com os riscos apresentados no PPRA. A Tabela 10 e exibe a sugestão de exames que
deveriam ser realizados na empresa.
59

Tabela 10: Sugestão de exames médicos conforme os riscos das funções


Exames médicos
GHE Função Atividade Riscos Período Exame Admissional Exame Periódico Retorno ao Trabalho Exame demissional
Operador de
empilhadeira Clinico e Adiometria (Anual), Clínico/Audiometria Clínico/Audiometria Clínico/Audiometria Clínico/Audiometria
Físico (Ruído, calor e sendo que a audiometria deve Acuidade visual Acuidade visual Acuidade visual Acuidade visual
Vibração); ser realizada também após 6 Eletrocardiograma/ Eletrocardiograma/ Eletrocardiograma/ Eletrocardiograma/
Auxiliar de Alimentação
GHE01 Químico meses de contratação e depois Espirometria Espirometria Espirometria Espirometria
produção das máquinas
(Dioctilftalato, poeira); anualmente. Raio X do Tórax Raio X do Tórax Raio X do Tórax Raio X do Tórax
de preparação e
Demais exames adissional e
granulação
bienal

Físico (Ruído, calor e


radiação não Clinico e Adiometria (Anual), Clínico/Audiometria Clínico/Audiometria Clínico/Audiometria Clínico/Audiometria
ionizante); sendo que a audiometria deve Hemograma Hemograma Hemograma Hemograma
Encarregado Manutenção Químico ser realizada também após 6 Eletroencefalograma (EEG) Eletroencefalograma (EEG) Eletroencefalograma (EEG) Eletroencefalograma (EEG)
GHE02 de elétrica e (Diclorometano, fumos meses de contratação e depois Eletrocardiograma (ECG) Eletrocardiograma (ECG) Eletrocardiograma (ECG) Eletrocardiograma (ECG)
Manutenção mecânica metálicos); anualmente. (Carboxihemoglobina - (Carboxihemoglobina - (Carboxihemoglobina - (Carboxihemoglobina -
Acidente: Trabalho Demais exames adissional e Diclorometano) Diclorometano) Diclorometano) Diclorometano)
com eletricidade e em bienal
altura
Operador de
extrusora Clinico e Adiometria (Anual),
Auxiliar de sendo que a audiometria deve
produção Físico (Ruído, calor);
Operação de ser realizada também após 6 Clínico/Audiometria Clínico/Audiometria Clínico/Audiometria Clínico/Audiometria
Químico (Acetona,
GHE03 extrusoras e meses de contratação e depois Indicador Biológico: Indicador Biológico: Indicador Biológico: Indicador Biológico:
metiletilcetona);
auxílio. anualmente. MetilEtilCetona (Urina) MetilEtilCetona (Urina) MetilEtilCetona (Urina) MetilEtilCetona (Urina)
Encarregado
Demais exames adissional e
de Produção
bienal

Fonte: A autora, 2017

59
60

Tabela 10: Sugestão de exames médicos conforme os riscos das funções (Continuação)
Exames médicos

GHE Função Atividade Riscos Período Exame Admissional Exame Periódico Retorno ao Trabalho Exame demissional

Laboratório e
Engenheiro de auxílio na Físico (Ruído) Primeiro após 6 meses e depois Clínico/Audiometria
GHE05 Clínico/Audiometria Clínico/Audiometria Clínico/Audiometria
Produção supervisão da anualmente
produção

Clinico e Adiometria (Anual),


sendo que a audiometria deve
Auxiliar de Físico (Ruído) ser realizada também após 6 Clínico/Audiometria Clínico/Audiometria Clínico/Audiometria Clínico/Audiometria
GHE06 Expedição
produção meses de contratação e depois
anualmente.

Gerente Supervisão da Primeiro após 6 meses e depois


GHE07 Físico (Ruído) Clínico/Audiometria Clínico/Audiometria Clínico/Audiometria Clínico/Audiometria
Industrial produção anualmente

GHE08 Administração - Sem riscos específicos Anual Clínico Clínico Clínico Clínico

Fonte: A autora, 2017

60
61

As ações de saúde realizadas durante o ano devem ser objeto de relatório anual
conforme o item 7.4.6. Analisando o último PCMSO com data de 06/12/2016, verificou-se a
inexistência do relatório anual, constando apenas o documento base do PCMSO. Identificou-
se ainda, que embora exista o cronograma de ações o mesmo não apresenta um planejamento
dos exames para o ano seguinte, em desacordo ao subitem 7.4.6 e ao item 7.4.6.1. Entretanto,
o PCMSO com data de revisão em 18/06/2016 possui o relatório anual. Nesse relatório anual
foi identificado durante a análise que um funcionário do setor de extrusão apresentou uma
anomalia em seu resultado de audiometria, sendo posteriormente realizados novos exames
audiométricos nesse funcionário. Esse fato demonstra que o Programa de Prevenção de Riscos
Ambientais (PPRA) não é eficiente para o controle do ruído. Observou-se também que os
PCMSO da empresa em estudo não apresenta a data de vigência, constando apenas o início do
programa 19/06/2011 e a data de última revisão 06/12/2016. Recomenda-se colocar o período
de vigência no documento.
O relatório anual inclusive deve ser apresentado e discutido na CIPA, sendo sua
cópia anexada ao livro de atas daquela comissão conforme preconiza o subitem 7.4.6.2.
Porém, como a empresa não possui CIPA a mesma encontra-se em descumprimento a norma.
A BV Associados possui um kit de primeiros socorros, porém não está completo,
identificado como tal, guardado em local adequado e sob os cuidados de pessoa treinada para
este fim, em não conformidade ao item 7.5.1. Na Figura 29 é evidenciado o kit tático de
primeiros socorros da empresa e na Figura 30 é apresentado um modelo de caixa como
sugestão.
Figura 29: Parte interna do kit tático de primeiros socorros

Fonte: A autora, 2017


62

Figura 30: Sugestão de caixa para kit tático de primeiros socorros

Fonte: A autora, 2017

3.8 NR 08 - EDIFICAÇÕES

A NR08 estabelece requisitos técnicos mínimos quanto às edificações do


estabelecimento a fim de garantir segurança e conforto nesse ambiente de trabalho.
Analisando a estrutura da BV Associados, verifica-se que a empresa possui um pé direito de
13,35 metros, o que facilita a ventilação. Porém, o piso do galpão apresenta deformações,
saliências e obstáculos no setor de produção, em desacordo ao item 8.3.1 como mostrado na
Figura 31.
Figura 31: Deformações e saliências no piso do galpão

Fonte: A autora, 2017

A BV Associados não atende ao item 8.3.4, pois possui uma escada paralela ao
refeitório sem corrimão de proteção em desacordo também com a norma técnicas NBR 9077
63

(Saídas de Emergência em Edifícios) de dezembro de 2001, que regulamenta que rampas e


escadas devem ter corrimão. A Figura 32 evidencia a escada da empresa em estudo.

Figura 32: Escada sem corrimão de proteção

Fonte: A autora, 2017

O item 8.3.6 determina que deve ser adotada proteção adequada contra quedas em
andares acima do solo conforme as normas técnicas e legislações municipais, de modo a
atender as condições de segurança e conforto. Entretanto, não foi evidenciada na empresa em
estudo a presença de linha de vida para realização de serviços no telhado da empresa. É
recomendada a sua colocação, assim como o de ponto de ancoragem para maior segurança do
trabalhador.

3.9 NR 09 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS

A NR09 estabelece a necessidade e obrigatoriedade quanto a elaboração e


implementação pelos empregadores do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais
(PPRA). A norma visa à preservação da saúde, segurança e integridade dos funcionários,
através da antecipação, reconhecimento, avaliação e controle dos riscos ambientais existentes
e que venham a existir no ambiente laboral conforme preconiza o item 9.1.1.
O PPRA visa implementação de medidas de controle capazes de eliminar ou
minimizar a exposição que conforme item 9.1.5.1 são: Agentes ambientais Físicos (ruído,
vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não
ionizantes, bem como o infrassom e o ultrassom); Químicos (fumos, poeiras, névoas,
neblinas, gases ou vapores) segundo item 9.1.5.2. Já os Biológicos são conforme o item
64

9.1.5.3 (bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros) que podem
causar danos à saúde do trabalhador. O PPRA é importante, pois com base em sua avaliação
outros documentos, podem ser desenvolvidos como o PCMSO (NR07), Programa de
conservação auditiva (PCA), Atestado de Saúde Ocupacional (ASO), Programa de
conservação auditiva (PPR), Equipamentos de proteção coletiva (EPC), Laudo Técnico das
Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) entre outros mostrados na Figura 33.

Figura 33: Documentos e avaliações gerados a partir do PPRA

Fonte: Adaptado de Neto, 2017

A BV Associados utiliza os serviços de uma empresa terceirizada na área de


segurança do trabalho para a elaboração de seu PPRA e é realizado constantemente e assinado
por dois técnicos e um Engenheiro de Segurança do Trabalho devidamente habilitados. O
Diretor superintendente da empresa é designado como o responsável pela implementação do
PPRA conforme preconiza o item 9.3.1.1.

Segundo o subitem 9.3.1 o PPRA deve incluir seis etapas:


a. antecipação e reconhecimentos dos riscos;
b. estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle;
c. avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores;
d. implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia;
e. monitoramento da exposição aos riscos;
f. registro e divulgação dos dados (Subitem 9.3.1, NR09, criada em 1978 e
atualizada em 2017)

O último PPRA da BV Associados foi elaborado em Setembro/2015, com vigência


até Setembro/2016 por uma empresa terceirizada contratada pelo empregador. Realizou-se em
65

Julho/2016 uma Análise Global do PPRA (2015) conforme determina o item 9.2.1.1.
Entretanto, foi realizada apenas uma análise qualitativa, não sendo realizado o monitoramento
ambiental dos agentes encontrados no PPRA (2015) em não conformidade com o item 9.3.7.1
que dispõe sobre o monitoramento sistemático e repetitivo da exposição ao risco. Como a
empresa não possui uma CIPA constituída, não foi realizado a divulgação do PPRA para os
membros da CIPA em discordância ao item 9.2.2.1.
No PPRA (2015) não foram realizadas o reconhecimentos de todos os riscos
existentes na empresa em estudo. Constam no PPRA (2015) apenas os riscos Físicos (Ruído e
Calor) e quanto aos Químicos é apresentada apenas uma observação da necessidade de se
criar um inventário de produtos químicos. Entretanto, durante a inspeção observou-se a
existência riscos adicionais como: Físicos (Vibração das empilhadeiras, radiação não
ionizante durante a soldagem); Riscos Químicos: (MetilEtilCetona, Acetona, Diclorometano,
Dioctilftalato, gasolina para limpeza de peças de manutenção e fumos metálicos provenientes
da soldagem). Deve-se realizar a avaliação quantitativa dos agentes de risco para determinar
se os mesmos encontram-se acima dos limites de exposição definidos pela NR15. Desse
modo, a BV Associados não atende ao item 9.3.1 a e ao item 9.3.3 e as alíneas de “a – h” que
determinam que sejam feitas o reconhecimento de todos os riscos existente no ambiente
laboral. O novo PPRA deverá identificar os riscos químicos e físicos e comprovar a existência
ou inexistência dos conforme item 9.3.4 alínea “a”. A Tabela 11 foi feita baseada no PPRA
de Setembro/2015 da BV Associados evidenciando o reconhecimento apenas dos Riscos
(Físico e Calor).
66

Tabela 11: Reconhecimento dos agentes ambientais do PPRA 2015


Reconhecimento dos riscos ambientais
Exposição Possíveis danos a
Tipo do Permanente Fonte Meio de saúde
GHE Setor Descrição da atividade Função Jornada Rísco PAINPSE: Perda Auditiva
agente Intermitente ou Geradora propagação
induzida por Níveis de
Ocasional pressão sonora elevada
Preparação da matéria prima; Auxiliar de Máquina da
Preparação/ Operação de equipamentos e produção produção Ondas
001 510 min Físico Ruído Permanente PAINPSE
granulação utilização de empilhadeira a gás para o
Auxiliar de (Misturador e Sonoras
transporte dos bags. produção II granulador)
Realizar a manutenção e pequenos Encarregado
Eq. De Ondas
002 Manutenção reparos das máquinas e de 510 min Físico Ruído Permanente PAINPSE
manutenção Sonoras
equipamentos. manutenção
Auxiliar de Máquina da Ondas
420 min Físico Ruído Permanente PAINPSE
Realizar operações das máquinas produção I produção Sonoras
extrusoras, assim como acompanhar o Operador de
003 Extrusão Radiação
processo e organizar o produto extrusora Máquina Choque térmico;
200 min Físico Calor Intermitente onidirecional
acabado. Operador de extrusora Estresse físico
por via aérea
extrusora I
Realizar testes de qualidade com
Assistente de Máquina da Ondas
005 Laboratório matérias primas e dar assistência a 510 min Físico Ruído Permanente PAINPSE
produção produção Sonoras
áreas de produção.
Auxiliar de
420 min
Organizar, estocar e expedir os produção Máquina da Ondas
006 Expedição Ruído Permanente PAINPSE
produtos acabados. Auxiliar de produção Sonoras
510 min Físico
expedição
Supervisão de Prestar auxílio a todas as áreas de Encarregado Máquina da Ondas
007 510 min Ruído Permanente PAINPSE
produção produção e a extrusão. de produção produção Sonoras
420 min
008 Administração Atividades adm do escritório Não há riscos Específicos
510 min
Fonte: Transcrito pela autora do PPRA, 2015

66
67

Os agentes de risco identificados no reconhecimento foram ruído e calor no PPRA


2015. Para estes, conforme determina o item 9.3.4 foi realizada a avaliação quantitativa.
Entretanto, vale lembrar que não foram identificados todos os agentes de riscos na fase de
reconhecimento, fazendo-se necessária a identificação e comprovação da exposição ou a sua
inexistência.
Os grupos de trabalhadores definidos no PPRA (2015) foram separados de acordo
com a fonte de exposição no ambiente de trabalho e classificados como grupo homogêneo de
exposição (GHE). Utilizou-se o audiodosímetro para medição de ruído. Já para a de calor foi
utilizado o termômetro de bulbo úmido natural, de bulbo seco e o de globo, instalados no
posto de trabalho na altura da parte do corpo do trabalhador mais atingida pelo calor conforme
determina a NR15, anexo 1 e 3.
Foram definidos 8 Grupo Homogêneo de exposição (GHE) na empresa GHE 01 –
Preparação-Granulação, GHE02 - Encarregado de manutenção, GHE03 - Extrusão, GHE05 -
Laboratório, GHE06 - Expedição e GHE07 - Supervisão de produção e GHE08 -
Administração. O GHE04 foi definido para o setor do moinho, porém foi removido nos
últimos PPRA. Nas avaliações de ruídos não foi identificado nenhum setor acima do limite de
tolerância, entretanto os setores GHE01, GHE02, GHE03, GHE06 (Função: Auxiliar de
expedição) e GHE-07 estavam acima do nível de ação, necessitando da implantação de
algumas medidas de controle, as quais foram sugeridas no próprio PPRA.
O único setor que apresenta exposição ao calor é o GHE03 – Extrusão, que
apresentou um Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG) médio de 37,1 °C.
Esse valor encontrado está acima do limite de tolerância de 28,5° C para uma taxa de 250
(Kcal/h) de metabolismo média ponderada para uma hora de trabalho conforme Anexo Nº 3
da NR-15. Entretanto, observou-se que não foi realizada a separação do GHE03 para o setor
do turno, sendo avaliada apenas a função de auxiliar de produção, necessitando de no mínimo
duas avaliações ambientais.
A empresa possui como medidas de controle para o calor os exaustores eólicos e
utiliza os EPI. Entretanto, o PPRA da empresa não apresenta a descrição objetiva do tipo de
EPI que a empresa deve adquirir em desacordo ao subitem 9.3.5.5 alínea “d”. Na Tabela 12
são apresentados os valores da avaliação ambiental de ruído e calor, assim como as medidas
de controle sugeridas no PPRA (2015) e as medidas de controle sugeridas pela autora.
68

Tabela 12: Dados do PPRA (2015)


Dados do PPRA (2015)
Agente NPS (Nível LT(Limite de
Dose LT do
do Fonte de Pressão Dose tolerância): 85dB Medidas de controle recomendadas no PPRA Medidas de controle adicionais
GHE Setor Função Jornada projetada IBUTG :
Risco Geradora sonora) apurada NA (Nível de (2015) sugeridas pela autora
8 hs 28,5°C
Físico NEN dB (A) ação): 80 dB
Auxiliar de Todos os GHE excluindo o GHE008 e o GHE05- Todos os GHE excluindo o
Máquina da
produção (Ruído): GHE008:
Preparação- produção Abaixo do LT e
001 Ruído 510 min 84,4 dB (A) 69,7% 86,9% 1: Fornecer e tornar obrigatório o uso do Ruído: Enclausuramento do
Granulação Auxiliar de (Misturador e acima do NA
equipamento de proteção auditiva. Gerenciar o moinho e do motor da peneira
produção III granulador)
uso e a troca do EPI. vibratória.
EPI: Plugue de inserção de silicone
Encarregado de Eq. De Abaixo do LT e
002 Manutenção Ruído 510 min 82,7 dB (A) 54,6% 68,1% 2: Reduzir ou eliminar atráves de um programa e abafador do tipo concha.
manutenção manutenção acima do NA
de manutenção preventiva os ruídos adicionais Implantar o programa de
Auxiliar de causados por eixos com folga, falta de conservação auditiva.
produção I lubrificação adequada, chapas mal fixadas, Fazer inspeções periodicas para
Máquina da Abaixo do LT e vibração. verificação do uso dos EPI.
Operador de Ruído 420 min 84.4 dB (A) 80% 91,9%
produção acima do NA Realizar treinamentos quanto ao
extrusora
003 Extrusão
3: Modificação de máquinas, equipamento e uso, manutenção e guarda dos
Operador de postos de trabalho;Atuar primeiro na fonte EPI.
Acima geradora, caso não resolva, instalar barreiras
extrusora I Calor Extrusoras 200 min 37,1°C
do LT acústicas na trajetória do ruído e por último no Apenas para o GHE003
trabalhador o EPI; Calor: Verificar a possibilidade da
Assistente de Máquina da Abaixo do LT e
005 Laboratório Ruído 510 min 79,1 dB (A) 38,5% 41,3% implantação de ventilação geral
produção produção abaixo do NA
4: Estabelecer um programa de treinamento diluidora no galpão.
Auxiliar de Abaixo do LT e sobre o uso, guarda e conservação do EPI; Realizar a verificação da eficiência
420 min 76,7 dB (A) 26% 31,6% 5: Rodízios de funcionários para minimizar o dos exaustores eólicos.
produção acima do NA
Máquina da tempo de exposição. Monitoramento Enclausuramento das partes
006 Expedição Ruído
produção audiométrico; quentes das extrusoras
Auxiliar de Abaixo do LT e
510 min 80,9 dB (A) 43% 53,6% Todos os GHE exluindo o GHE008: Continuidade EPI: Aquisição de luvas de
expedição abaixo do NA
dos programas de verificação dos níveis proteção contra agentes termicos,
quantitativos. perneira, macacão e mangas de
Para o GHE003: Calor: proteção para os braços e
1: Medidas para melhoramento do conforto antebraços.
Supervisão da Gerente de Máquina da Abaixo do LT e
007 Ruído 420 min 84,8 dB (A) 80% 91,9% térmico ou Modificar a jornada de trabalho;
produção produção produção acima do NA
2: Verificar a eficácia do sistema de ventilação-
exaustão atráves de um programa de
manutenção preventiva.
EPI: Luvas para agentes mecânicos
para o setor de mostruário e
008 Administração Sem riscos específicos
protetor aurícular do tipo plugue
de inserção.

Fonte: Adaptado do PPRA, 2015


68
69

Já na Análise Global (2016), as medidas de controle, no que tange aos EPI, são mais
bem definidas conforme determina o subitem 9.3.5.5 alínea “d”, especificando o tipo de EPI,
porém é colocado o uso de EPI como “Se necessário” como mostrado na Figura 26 (Página
50) na análise da NR06. O que pode ser tendencioso devido à falta de percepção de risco dos
trabalhadores do quando é necessário o uso.
Verificou-se durante as inspeções que a BV Associados apenas comprou alguns EPI.
O que vai contra a hierarquia das normas, que determina segundo o item 9.3.5.2 que a
empresa deve agir primeiro na fonte geradora. Medidas administrativas devem ser utilizadas
quando for tecnicamente inviável e comprovada a impossibilidade da implantação das
medidas de proteção coletiva e apenas em último recurso deve ser utilizado o EPI conforme
item 9.3.5.4. Como as medidas de proteção na fonte não foram implantadas e não foi
comprovada tecnicamente a sua inviabilidade, a empresa descumpre ao item (9.3.5.2, alíneas
“a, b e c”) e 9.3.5.4 da norma.
Embora a empresa em estudo forneça o EPI, o seu uso não é fiscalizado, levando aos
funcionários a nem sempre utilizá-los, em descumprimento a NR 06. A BV Associados
também não possui procedimentos e não realiza treinamentos informando aos trabalhadores
sobre a seu uso, guarda e conservação, de modo que não cumpre o proposto no seu próprio
PPRA em não conformidade ao item (9.3.5.5 alíneas “b” e “c”). Além do mais, os EPI
sugeridos no PPRA (2015) são dispostos de forma genérica, embora na Análise Global (2016)
mencione de modo mais específico como Protetor auditivo do tipo plugue de inserção ou de
concha. Porém, ambos os documentos não apresentam o número de CA dos EPI e o valor de
atenuação. Como o PPRA é realizado sempre pela mesma empresa de terceirização, a mesma
já deveria ter colocado a relação de EPI no documento, analisando sua eficácia em
descumprimento ao subitem (9.3.5.5 alíneas “a” e “d”).
A atenuação dos protetores auditivos são expressas em Noise Reduction Rating
subjecting fit (NRRsf) e ensaiados conforme norma American National Standards Institute
(ANSI) ANSI.S.12.6/1997 – Método B – Método do Ouvido Real – Colocação pelo Ouvinte.
Essa metodologia utiliza pessoas inexperientes ao uso de protetores para o ensaio, que devem
fazer a colocação baseada nas informações de instruções dos instrutores. Enquanto que a
metodologia Noise Reduction Rating (NRR) os ensaios são realizados por pessoas que
recebem auxílio para a colocação do EPI no momento do ensaio. O Protetor auricular do tipo
concha utilizado na BV Associado possui CA 14235 com atenuação de 21 dB (A) (NRRsf).
Analisando o maior nível de pressão sonora (NPS) detectado no PPRA (2015) de 84,8 dB (A)
70

(A), pode ser verificado que esse protetor atenua o NPS para 63,8 dB (A), que é abaixo do
Nível de Ação. Portanto, essa análise deveria ser apresentada no PPRA da BV Associados.
O subitem (9.3.1 alínea “f” e 9.2.1 alínea “c”) determina que a empresa divulgue os
dados do PPRA para os trabalhadores. Entretanto, não foram detectadas evidências da
divulgação do PPRA (2015) e nem da Análise Global (2016) em desacordo aos itens
supracitados da norma.
De acordo com o item 9.3.5.6 e o item (9.3.1 alínea “d”), o PPRA deve possuir
critérios de avaliação da eficácia das medidas de proteção adotadas. A empresa realiza esse
controle da eficácia por meio das avaliações médicas previstas no PCMSO conforme NR 07.
Entretanto, foi constado pela autora ao analisar o relatório anual de 2015, que existe sintoma
de doença ocupacional proveniente a exposição ao ruído em um dos funcionários. Esse fato
indica que, ou o funcionário não está utilizando o EPI, ou o mesmo é inadequado para a
intensidade do agente, ou o trabalhador está exposto a agentes ambientais fora do ambiente
laboral que está prejudicando a sua saúde. Ao analisar em campo tal situação, identificou-se
que os funcionários utilizam fone de ouvido em praticamente toda a jornada de trabalho. O
funcionário tenderá a colocar uma música com um volume de som, maior que o ruído
existente no ambiente de trabalho, o que provavelmente está levando a esse inicial sintoma de
perda auditiva. Cabe à empresa implantar medidas administrativas que visem melhorar a
prática do uso do EPI que naturalmente inibirá o uso de fone de ouvido.
O item 9.6.2 que para efeito de planejamento e execução do PPRA deve ser
considerado a percepção de riscos dos funcionários. Porém, a empresa não possui mapa de
risco, e não oferece treinamento sobre percepção de riscos para todos os trabalhadores
gerando descumprimento quanto ao item 9.6.2.
O PPRA (2015) não possui cronograma de metas e ações, apenas uma mesma data
máxima de Junho de 2016 para implantação de todas as medidas de controle. Já a Análise
Global possui o cronograma, porém as metas são colocadas de forma simplória e não
apresentam prioridades. Portanto, ambos estão em desacordo ao (item 9.2.1 alínea “a”) que
preconiza que o PPRA deve conter um planejamento anual com metas, prioridades e
cronograma estabelecidos.
A Tabela 13 evidencia o cronograma da Análise Global (2016), que não deixa
explícito quais medidas de controle deveriam ser implantadas, a priorização e o período de
registro e divulgação dos dados.
71

Tabela 13: Cronograma de metas e ações da Análise Global da empresa BV associados


Cronograma de metas e ações - Vigência (Jul 2016 à Jun 2017)
Metas e ações do Programa
2016 2016 2016 2016 2016 2016 2017 2017 2017 2017 2017 2017
Metas e ações do Programa Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Responável

Entrega do documento de
Análise Global do PPRA
2016
Realização da Avaliação
quantitativa dos riscos
identificados.
Entrega, a empresa, do
documento de avaliação de
riscos ambientais.
Adequação da empresa as
medidas de controle
propostas no documento de
avaliações quantitativas dos
riscos do PPRA 2016.

Visita de reconhecimento de
riscos e eleboração da
Análise Global do PPRA.

Fonte: Análise Global da empresa (2016)

Elaborou-se uma sugestão de cronograma para a Análise Global vigente no período


de julho de 2017 a junho de 2018 que é apresentado na Figura 34. Sendo que algumas dessas
ações já foram realizadas e outras estão em fase de implantação. O financeiro é colocado
como responsável pela realização das atividades, por ser atribuída ao cargo à contratação da
mão de obra terceirizada.
72

Figura 34: Novo cronograma de metas e ações para Análise Global Vigência

Fonte: A autora, 2017


72
73

Para o atendimento da norma e a redução do agente ambiental ruído, foi


recomendado durante a inspeção à BV Associados o enclausuramento do moinho que era a
principal fonte de ruído no galpão. Porém, ao fim desse estudo em novembro de 2017, a
empresa em estudo foi notificada pelos órgãos ambientais, devido ao ruído proveniente do
moinho estar afetando a vizinhança. Em razão desse episódio e de forma reativa, a empresa
foi obrigada a enclausurar o seu moinho, confirmando a necessidade da então sugestão da
autora. Embora decorrente de uma notificação e não da conscientização, o enclausuramento
do moinho representará a redução dos níveis de ruído dentro do galpão, o que será benéfico
para as condições ambientais da empresa. Recomenda-se que seja realizada uma nova
avaliação ambiental do ruído para identificar o novo nível de pressão sonora do setor
operacional. A Figura 35 evidencia o antes e a Figura 36 o depois do moinho enclausurado.
Figura 35: Moinho da BV Associados sem enclausuramento

Fonte: A autora, 2017

Figura 36: Moinho da BV com enclausuramento

Fonte: BV Associados, 2017


74

Recomenda-se ainda para a redução do agente físico calor, a verificação da eficiência


dos exaustores eólicos e sua manutenção em caso de ineficiência, ou a colocação de
ventilação geral diluidora no galpão.
Para os agentes verificados durante o reconhecimento da autora deste estudo, é
recomendado para o agente físico vibração, fazer um estudo de vibração nas empilhadeiras,
bem como a avaliação quantitativa dos agentes químicos (MetiletilCetona, Acetona,
Diclorometano, Dioctilftalato, gasolina para limpeza de peças de manutenção, fumos
metálicos). Desse modo, será analisado se os agentes encontram-se acima dos limites
estabelecidos de exposição pela NR 15. Enquanto os agentes químicos não são mensurados
deve-se utilizar o EPI (protetores respiratórios) como medida de proteção. Recomenda-se
também seguindo a hierarquia das normas, substituir o uso de gasolina por outro produto para
a limpeza de peças, porém observando a sua Ficha de Informação de Segurança de Produtos
Químicos (FISPQ). Deve-se fazer o enclausuramento do recipiente onde é usado o
Diclorometano para desgrudar o policarbonato das peças conforme mostrado na Figura 37, de
modo que não sejam liberados vapores no ambiente de trabalho.
Figura 37: Diclorometano sendo usado para diluir o policarbonato da peça.

Fonte: A autora, 2017

E como último recurso, especificar os EPI, como os protetores respiratórios e luvas


adequadas para a proteção dos trabalhadores durante a execução das atividades.

3.10 NR 10 - SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE

A NR 10 em seu item 10.1.1, estabelece requisitos e condições mínimas que


objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos, de modo a
75

garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que interajam em instalações elétricas e


serviços com eletricidade de forma direta ou indireta. A BV Associados possui duas
subestações redutoras, uma no pátio e outra no interior do galpão da empresa. Na subestação
redutora, os transformadores baixam o nível de tensão para efetuar a distribuição da energia.
A Figura 38 apresenta a subestação redutora interna e a Figura 39, a externa.

Figura 38: Subestação interna

Fonte: A autora, 2017

Figura 39: Subestação externa

Fonte: A autora, 2017

Durante inspeção de segurança na BV Associados constatou-se que a empresa não


realiza análise de risco para os trabalhos que envolvem alta tensão, em desacordo ao subitem
10.2.1. Faltam medidas de controle dos riscos elétricos, tais como medidas de proteção
coletiva, individual e de procedimentos de trabalho em desacordo ao item 10.2.2. A empresa
76

em estudo inclusive não possui esquemas unifilares atualizados das suas instalações elétricas
com especificações do sistema de aterramento, dos equipamentos e dispositivos de proteção
em discordância ao item 10.2.3.
De acordo com o item 10.2.4, os estabelecimentos que possuem carga instalada
superior a 75 kW precisam constituir e manter atualizado o Prontuário de Instalações
Elétricas (PIE). O glossário da NR10 define o prontuário como um sistema organizado
necessário para conter informações pertinentes às instalações elétricas e aos trabalhadores.
A carga instalada na empresa objeto de estudo é de 320 kW, superior ao limite
especificado na norma de 75 kW. Entretanto, verificou-se a inexistência do PIE, de
procedimentos de segurança, sistema de proteção contra descargas atmosféricas e
aterramentos elétricos (SPDA), Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) e EPI para o
trabalhador. Verificou-se também a falta de capacitação e treinamentos para o funcionário
(Encarregado de Manutenção) que realiza a função de eletricista. Não foi identificado também
o resultado do teste de isolação elétrica dos EPC e EPI e os cronogramas das inspeções
técnicas. Desse modo, a empresa em estudo não atende ao item (10.2.4 e suas alíneas
“a,b,c,d,e,g”). Os documentos que compõem o PIE devem estar reunidos em pastas ou
fichários e devem ficar disponíveis aos trabalhadores conforme especifica o item 10.2.6 .
O subitem 10.2.8.2 especifica que deve ser realizada como medida de proteção
coletiva, a desenergização elétrica, e em sua impossibilidade o emprego de tensão de
segurança. Porém, somente é considerada desenergizada as instalações elétricas liberadas para
trabalho, mediante a realização dos procedimentos apropriados, desde que obedecidas às
alíneas do item 10.5.1.
a) seccionamento;
b) impedimento de reenergização;
c) constatação da ausência de tensão;
d) instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos
circuitos;
e) proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada
f) instalação da sinalização de impedimento de reenergização (Item 10.5.1, NR10,
criada em 1978 e atualizada em 2016).

Segundo entrevista não estruturada com o funcionário do setor elétrico, foi relatado
que os equipamentos são desligados apenas na chave, e que o funcionário verifica a ausência
de tensão, mas não faz o aterramento temporário e não utiliza sinalização para impedimento
de reenergização. Desse modo, o equipamento não pode ser considerado desenergizado,
77

segundo a NR10, estando em não conformidade ao item (10.5.1 e suas alíneas “a,b,d,e,f”), ao
subitem 10.2.8.2 e 10.2.8.1 por não possuir procedimento para a realização da atividade.
O funcionário do setor elétrico possui como EPC: vara de manobra, ferramentas
isoladas e um banco de madeira que segundo ele possui isolamento por ser de madeira.
Segundo o item 10.7.8, os equipamentos, dispositivos isolantes ou equipados com materiais
isolantes e ferramentas utilizadas no trabalho em alta tensão, devem ser submetidos a testes
elétricos ou ensaios de laboratório periódicos. O que não ocorre com o banco de madeira
gerando não conformidade ao item 10.7.8. A empresa em estudo deve adquirir equipamentos
de proteção coletiva como: Banqueta e tapete isolante, cone de sinalização. Além do mais,
recomenda-se realizar o aterramento temporário antes do início das atividades, assim como a
aquisição do dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual também conhecidos como
dispositivos DR. Segundo a NBR5410 (2004), o dispositivo DR é um dispositivo de
seccionamento mecânico ou associação de dispositivos destinada a provocar a abertura de
contatos quando a corrente diferencial residual atingir um dado valor em condições
especificadas. O dispositivo DR oferece proteção pessoal contra choques elétricos perigosos
causados pelo contato direto ou indireto com a rede elétrica e também proteção de
equipamentos.
Na impossibilidade de fazer a desenergização do equipamento devem ser utilizadas
outras medidas de proteção coletiva, que segundo o subitem 10.2.8.2.1 podem ser: isolação
das partes vivas, obstáculos, barreiras, sinalização, sistema de seccionamento automático de
alimentação, bloqueio do religamento automático.
A BV Associados disponibiliza os seguintes EPI para o funcionário do setor elétrico:
capacete de Classe B, Luva Isolante de Borracha, Classe 2 tipo II e Luva de cobertura. O que
não é suficiente para a proteção do trabalhador, sendo necessária a aquisição de novos EPI
tais como: calçado de segurança para eletricista, vestimenta condutiva, macacão, capuz, calça,
manga de segurança, e capacete com visor, fabricados com material e tecidos especiais
adequados para proteção contra arco elétricos com as devidas comprovações dos testes e
aprovados pelo método de ensaio conforme a norma American National Standards Institute
(ANSI), ANSI 287.1.S e com Certificado de Aprovação. Desse modo, a empresa não atende
ao item 10.2.4 c, 10.2.9.1, e ao subitem 10.2.9.2 da norma.
Os funcionários do setor de manutenção elétrica utilizam adornos pessoais como
relógios e fumam durante a realização das atividades ou em suas proximidades, gerando
78

riscos de choque elétrico e incêndio conforme mostrado na Figura 40 em descumprindo o


subitem 10.2.9.3.
Figura 40: Funcionários usando adornos, sem vestimenta adequada e fumando durante a atividade.

Fonte: A autora, 2017

A empresa objeto de estudo não possui projeto dos circuitos elétricos, e os circuitos
não são devidamente identificados conforme determina o subitem 10.3.3.1. Como o projeto
não está a disposição dos funcionários e da fiscalização e não está sob a responsabilidade de
um profissional legalmente habilitado, também descumpre os itens 10.3.7 e 10.3.8. Além do
mais, não foi identificado o memorial descritivo conforme subitem 10.3.9 e a documentação
técnica que se encontra na seção de painéis está em italiano. Evidenciou-se que os
equipamentos possuem aterramento para acúmulo de eletricidade estática e choque elétrico
indireto em conformidade ao item 10.2.8.3. Entretanto, não possui o projeto do aterramento
em desacordo ao item 10.3.6. Os quadros de forças não têm dispositivo que impeça a
reenergização dos circuitos e a chave fica no local com fácil alcance dos funcionários em
discordância ao item 10.3.2, conforme Figura 41.
79

Figura 41: Quadro de força sem medida que impeça a reenergização do circuito elétrico

Fonte: A autora, 2017

Na
Figura 42 é evidenciado que o sistema de bloqueio da porta do painel está emendado
com fita isolante, de modo precário, em não conformidade ao item 10.3.2. Esse item
determina que o projeto contenha ação de impedimento de reenergização do circuito. Além do
mais, os painéis não estão localizados em um espaço seguro, quanto ao dimensionamento e a
localização de seus componentes.

Figura 42: Sistema de bloqueio da porta do painel com emenda de fita isolante.

Fonte: A autora, 2017

Os painéis elétricos das máquinas ficam dentro do galpão e próximos a produção


conforme evidenciado na Figura 43, alguns circuitos estão sem identificação, sem dispositivos
80

de bloqueio e não possuem sinalização nas áreas de circulação em descumprimento ao


subitem (10.10.1 e suas alíneas “a, b, e, f, g”).

Figura 43: Painéis sem sinalização das áreas de circulação e próximos a produção.

Fonte: A autora, 2017

A BV Associados não possui análise de riscos para a atividade com eletricidade em


descumprimento ao item 10.4.2. A empresa possui poucas proteções preventivas, tais como a
vara de manobra e o uso de alguns EPI não atendendo ao item 10.6.4 que determina que
devem ser adotas medidas preventivas para os riscos adicionais como sinalização nos
trabalhos envolvendo campos elétricos e magnéticos e altura. Além do mais, os equipamentos,
ferramentas e dispositivos isolantes ou equipamentos com materiais isolantes, utilizados no
trabalho em alta tensão, não são submetidos a testes elétricos ou ensaios de laboratório
periodicamente conforme determina o subitem 10.4.3.1 e o item 10.7.8.
De acordo com o item 10.4.4, os sistemas de proteção das instalações elétricas
devem ser inspecionados, mantidos e controlados periodicamente em condições seguras para
o funcionamento. Porém, não foi constada na empresa em estudo a existência de um plano de
manutenção das instalações elétricas. São realizadas apenas manutenções corretivas, sem
qualquer tipo de registro ou evidência, em desacordo com o item 10.4.4.
Conforme entrevista não estruturada durante a inspeção de segurança, os próprios
funcionários realizam as intervenções no sistema elétrico. Esses funcionários são o
Encarregado de manutenção e seu auxiliar. Entretanto, apenas o auxiliar possui capacitação e
curso específico de NR10 conforme o anexo III da NR10. O encarregado de manutenção,
responsável pela atividade não possui o curso de eletricista e o de NR10. Porém, o funcionário
que possui o curso, não possui registro em carteira de trabalho em tal função. Portanto, a
81

empresa não possui hoje um profissional legalmente habilitado que responda pelas instalações
elétricas da empresa em não conformidade ao item 10.8.5, 10.8.6, 10.8.8 e 10.2.4 alínea “d”.
Recomenda-se a contração de um funcionário habilitado para responder pela empresa e
oferecer capacitação ao seu Encarregado de manutenção, enquanto a sua situação de
qualificação não for regularizada.
Ainda segundo os funcionários do setor elétrico, não são feitas ordem de serviço
conforme determina o item 10.11.2 e 10.7.4, Análise Previa da Atividade (APR) item 10.11.7,
e não existem procedimentos detalhados assinados por profissional autorizado para a
realização da atividade conforme os itens 10.11.1 e 10.11.4. O trabalho de manutenção dos
sistemas de alta tensão é feito em dupla, conforme determina a norma. Porém, não possui
equipamentos de comunicação permanente com outros funcionários durante a realização do
serviço em desacordo ao subitem 10.7.9.
Conforme o subitem 10.8.7, os trabalhadores autorizados e que realizarem serviços
nas instalações elétricas devem ser submetidos periodicamente a exame de saúde
correspondente a atividade desenvolvida conforme a NR 7. Entretanto, como a empresa não
realizou análise preliminar do Risco e o PPRA não apresenta o risco de acidente
(eletricidade), o PCMSO não exige os exames de saúde ocupacional para o trabalhador de
instalações elétricas em desacordo com o item 10.8.7.
As subestações externa e interna da BV Associado são consideradas, segundo a
NR10, como zona de risco. A empresa trabalha com uma faixa de tensão nominal da
instalação elétrica em 13,8 kV, o que exige um raio de delimitação entre zona de risco
(entorno de parte condutora energizada) de 0,38 metros e um raio de delimitação entre zona
controlada a zona livre de 1, 38 metros conforme anexo II da NR10. Na Figura 44 é exibida a
faixa que a empresa se enquadra.
Figura 44: Tabela de raio de delimitação de zonas de risco, controlada e livre.

Fonte: Adaptado do ANEXO II da NR10, 2017


82

Na Figura 45 as respectivas zonas de risco, controlada e livre são mostradas de forma


esquemática como ser a distância em forma de raio conforme o anexo II da NR10
Figura 45: Distância no ar que delimitam radialmente as zonas de risco, controlada e livre, com interposição de
superfícies de separação física adequada

Fonte: Adaptado do ANEXO II da NR10, 2017

Portanto, os trabalhadores que realizam atividades não relacionadas às instalações


elétricas dentro desse raio devem ser instruídos formalmente com conhecimentos que
permitam identificar e avaliar seus possíveis riscos e adotar as precauções cabíveis conforme
determina o item 10.8.9. Porém, a BV Associados não fornece o treinamento para os
trabalhadores, em não conformidade ao item 10.8.9.
Observou-se durante as inspeções que alguns equipamentos são sinalizados quanto
ao risco elétrico, porém não são todos. Além do mais, muitas sinalizações dos equipamentos
estão em italiano, em descumprimento ao subitem 10.10.1 e a NR26 que determinam que a
sinalização esteja no idioma local. Na Figura 46 é evidenciada a falta de identificação quanto
ao risco elétrico nos painéis. Já na Figura 47 é exibida a sinalização de segurança em italiano.
83

Figura 46: Painéis sem identificação e sinalização do risco elétrico.

Fonte: A autora, 2017

Figura 47: Quadro elétrico com a sinalização em italiano.

Fonte: A autora, 2017

Quanto à situação de emergência, a BV Associados não possui plano de emergência


para as atividades ou serviços com eletricidade em desacordo ao item 10.12.1. Não existem
procedimentos quanto ao método de resgate (10.12.3) e treinamentos como de combate a
incêndio e primeiros socorros, em descumprimento aos itens 10.12.2 e 10.12.4.
Segundo entrevista não estruturada com os funcionários, já ocorreu um incêndio
dentro da subestação da empresa em estudo e que durante esse sinistro, eles mesmos
realizaram o combate ao incêndio. Segundo os funcionários, quando os bombeiros chegaram
o fogo já estava controlado. Esse fato ressalta que os funcionários estavam trabalhando no
combate ao incêndio sem possuir treinamentos apropriados, o que confirma as não
conformidades supracitadas. A Figura 48 evidencia o incêndio ocorrido através das marcas de
fumaça na parede e no painel.
84

Figura 48: Subestação da empresa, com evidencias de incêndio.

Fonte: A autora, 2017

As barreiras existentes na subestação externa possuem espaços que podem ocasionar


acidentes, caso alguma ferramenta seja aproximada indevidamente, podendo causar abertura
de arco elétrico. Recomenda-se a colocação das barreiras de proteção até o nível do chão para
garantir a segurança das atividades.
A empresa objeto de estudo utiliza serviços de terceirizadas para substituição de
painéis elétricos. Entretanto, não exige da mesma o atendimento da legislação de segurança
do trabalho e não são informados aos funcionários terceirizados os riscos pertinentes às
instalações elétricas em descumprindo ao subitem 10.13.2. A BV Associados será
corresponsável em caso de acidentes com terceiros em suas dependências.
Os trabalhadores possuem o direito a recusa para a realização do trabalho em
situações de risco grave e iminente que coloquem em risco a sua vida. Porém como não existe
na empresa procedimento que oriente ao trabalhador sobre esse direito de recusa, a mesma
encontra-se em não conformidade ao item 10.14.1. Por fim e segundo o item 10.14.3, A BV
Associados poderá ter as suas atividades interditadas e paralisadas pela fiscalização, que
poderá aplicar a NR03 pelo não atendimento a NR10.

3.11 NR 11 - TRANSPORTE, MOVIMENTAÇÃO, ARMAZENAGEM E MANUSEIO DE


MATERIAIS.

A NR 11 define princípios fundamentais e medidas de proteção que preservam a


saúde dos trabalhadores e a sua integridade física. A NR11 será parcialmente aplicada à
empresa BV Associados, pois o seu processo industrial não utiliza elevadores e guindastes.
São utilizados apenas transportadores industriais e máquinas transportadoras manuais e
motorizadas, movimentação e manuseio de materiais para movimentação de carga. A BV
85

possui duas empilhadeiras móveis, uma em operação e outra como substituta, uma ponte
móvel rolante uni-vigal e uma paleteira manual conforme mostrado na Figura 49, Figura 50 e
Figura 51.
Figura 49: Empilhadeira

Fonte: A autora, 2017

Figura 50: Ponte móvel (Talha elétrica)

Fonte: A autora, 2017


86

Figura 51: Paleteira

Fonte: A autora, 2017

Segundo o item 11.1.8 todos os transportadores industriais devem periodicamente ser


inspecionados e as peças defeituosas devem ser imediatamente substituídas. Porém, não
existem procedimentos e check list de verificações das condições diárias das empilhadeiras,
paleteiras manuais e pontes móveis em descumprimento ao item. Verificaram-se durante as
inspeções que são realizadas apenas manutenções corretivas, porém não existem registros
para evidenciá-las. Na Figura 52 são apresentadas as condições das correntes da ponte móvel
demostrando que já existem indicadores de deterioração das proteções.

Figura 52: Correntes usadas para içamento de carga em estágio de atenção.

Fonte: A autora, 2017

A ponte móvel possui em local visível a sua carga máxima de trabalho permitida
conforme determina o subitem 11.1.3.2. Entretanto, o item 11.1.3.3 determina os
equipamentos destinados à movimentação do pessoal devem possui condições especiais de
87

segurança. Cabe lembrar que a NR11 deve ser analisada de forma conjunta e complementar a
todas as normas. A NR 22, embora não seja aplicada para este estudo, em seu subitem 22.7.2,
determina que equipamentos de materiais ou pessoas devam possuir dispositivos de bloqueio,
que impeçam o seu acionamento por pessoas não autorizadas. Essa condição é atendida pela
empresa em estudo, porém não existem dispositivos extras aos do próprio equipamento.
A Figura 53 mostra o controle (botoeira) da ponte rolante uni-viga usada para
operação de movimentação de cargas. Percebe-se que embora tenha o botão de emergência, os
botões são muito próximos e não apresenta a direção do movimento em descumprimento ao
item 12.94 d da NR12, pois a atividade fica passível de erro e acidentes ao esperar que o
trabalhador decore a sequência de botões.
Figura 53: Controle da ponte rolante

Fonte: A autora, 2017

Como evidenciado na Figura 54 o operador acompanha a movimentação muito


próxima à carga e a estabiliza com a mão. Foi relatado pelo operador, que caso aconteça um
acidente com a carga e o botão não funcione, deverá ser desligado o painel geral que fica
distante. É importante que seja delimitada e sinalizada uma área de circulação para a
empilhadeira e de passagem para a ponte móvel, assim como seja providenciado um novo
controle para a ponte móvel com sinalização dos botões.
88

Figura 54: Operador controlando a ponte rolante

Fonte: A autora, 2017

Além do mais, como mostrado na Figura 55, o trabalhador está movimentando a


carga e ao mesmo tempo realizando um trabalho em altura sem as devidas proteções contra
quedas, sendo necessário que uma escada maior e um mecanismo que evite a necessidade do
funcionário ficar nessa posição para visualização da carga, de modo que ele possa realizar a
atividade do chão.
Figura 55: Operador movimentando a carga para inserção no silo de alimentação

Fonte: A autora, 2017

Segundo a NR22 subitem 22.7.13 os equipamentos de transporte sobre pneus para


transporte de materiais e pessoas devem possuir: faróis, luz e sinais sonoros de ré acoplados
ao sistema de câmbio de marchas, buzinas e sinal de indicação de mudança no sentido de
89

deslocamento e espelhos retrovisores em bom estado de funcionamento. Constatou-se por


meio de um check list de verificação da empilhadeira, bom estado de funcionamento e
conservação dos itens supracitados. Porém, a empilhadeira possui apenas alarme de ré, sem
possui Giroflex acoplado, o que é importante para a sua sinalização.
Observou-se durante as inspeções que vários funcionários digerem as empilhadeiras
sem possuir o treinamento específico em não conformidade ao item 11.1.5. Segundo
entrevista não estrutural, “um funcionário ensina ao outro” sem nenhuma evidencia de
treinamento. Durante a realização desse estudo o funcionário responsável por uma
empilhadeira realizou o treinamento específico em uma empresa credenciada. Entretanto,
deve ser fornecido treinamento ao motorista da segunda empilhadeira e a mesma não deve ser
dirigidos pelos demais funcionários sem treinamento. A Figura 56 evidencia a empilhadeira
descrita.
Figura 56: Empilhadeira em operação

Fonte: A autora, 2017

Segundo o item 12.146 da NR12, 11.1.6 e 11.1.6.1 da NR11, os operadores de


máquinas autopropelidas (empilhadeiras) devem possuir em local visível, cartão de
identificação com o seu nome, função e fotografia. O cartão deve ser renovado no máximo a
cada um ano mediante exame médico, conforme NR-7. Entretanto, operador de empilhadeira
não possui o cartão de identificação.
O Art. 143 (lei 9.503, de 23-09-97) define as categorias de “A” a “E” para dirigir
veículos motorizados, porém o Art. 144 da lei 9.503, de 23-09-97 menciona que deverão estar
habilitado nas categorias C, D ou E, o condutor de veículo destinado à movimentação de
carga em vias públicas, aplicando-se as empilhadeiras que transitam em vias públicas.
Verificou-se em entrevista não estrutural que o operador da empilhadeira possui carteira de
90

categoria A, portanto é habilitado conforme o item 11.1.6, pois a norma não especifica qual
categoria de carteira é habilitado. Além do mais, as duas empilhadeiras não transitam em vias
públicas, apenas na área interna da empresa. Entretanto é recomendada a exigência de carteira
B para os funcionários da função como medida de prevenção. A Figura 57 exemplifica como
deverá ser confeccionado o crachá de identificação dos operadores de empilhadeira e da
paleteira.
Figura 57: Sugestão de crachá de identificação dos operadores de empilhadeira e paleteira

Fonte: MORAES, 2011

Conforme pode ser visto na Figura 58 o acesso ao extintor de incêndio, é obstruído


pelas embalagens de papel em descumprimento ao item 11.3.2, que dispõe que o material
armazenado não deve obstruir portas, equipamentos de combate a incêndio e saídas de
emergências.
Figura 58: Material armazenado obstruindo o acesso ao extintor de incêndio

Fonte: A autora, 2017


91

Conforme evidenciado na Figura 59 os perfis de alumínio estão muito próximos da


estrutura do prédio em divergência ao item 11.3.3 que dispõe que o material empilhado deve
ficar afastado das estruturas laterais das edificações a pelo menos 50 centímetros de distância.

Figura 59: Material empilhado próximo à edificação

Fonte: A autora, 2017

A empresa possui quatro saídas de emergência no galpão e uma que permite acesso
ao prédio administrativo. Entretanto, alguns acessos à saída de emergência possuem acesso
limitado devido à disposição de carga armazenada e objetos, sendo contrário ao item 11.3.4 da
NR11, que determina que carga não deve dificultar o trânsito, a iluminação do ambiente e o
acesso às saídas de emergência. Os funcionários argumentaram a necessidade da proximidade
da carga ao silo misturador. Porém é necessário o armazenamento dos Big-Bags em locais que
não prejudique o acesso as saídas de emergência próximas ao moinho. A Figura 60 evidencia
a obstrução ao acesso da saída de emergência.
92

Figura 60: Obstrução ao acesso a saída de emergência

Fonte: A autora, 2017

3.12 NR13 - CALDEIRAS, VASOS DE PRESSÃO E TUBULAÇÕES

A NR-13 aplica se parcialmente a empresa BV Associados, pois estabelece que deve


ser adotados requisitos mínimos que garantam a gestão da integridade estrutural dos vasos de
pressão e suas tubulações de interligação. Os aspectos relacionados à instalação, operação e
manutenção devem ser observados visando à segurança e saúde dos funcionários.
Segundo o subitem 13.5.1.1, vasos de pressão são equipamentos que contêm fluidos
submetidos a pressões, interna ou externa diferentes da atmosférica. A BV Associados possui
três compressores, sendo dois compressores de parafuso SPR 4015 E SPR3010 e um
compressor de pistão. Os compressores se enquadram como vasos de pressão, pois possui ar
comprido, sendo classificados conforme o item 13.5.1.2 alínea “a” como fluidos da classe C.
Nas Figura 61 e Figura 62 são exibidos os compressores.
93

Figura 61: Compressor de pistão e os cilindros

Fonte: A autora, 2017

Figura 62: Compressor de parafuso

Fonte: A autora, 2017

Segundo o item 13.5.1.2 alínea “c”, os vasos de pressão são classificados em grupos
de potencial de risco em função do produto P.V, onde P é a pressão máxima de operação em
MPa, em módulo, e V o seu volume em m³. Analisando a pressão máxima dos modelos SPR
4015 E SPR3010 existentes na empresa em estudo, verificou-se que a pressão máxima dos
compressores SRP 4015 é de 7,5 a 11 bar e volume de 230 litros. O que categoriza o vaso de
pressão na categoria do grupo 3 – P.V < 30 e P.V ≥ 2,5. A Figura 63 evidencia a categoria dos
vasos de pressão da empresa.
94

Figura 63 Categoria dos vasos de pressão

Fonte: Adaptado pela autora da NR13, 2017

Verificou-se durante a inspeção na empresa, que os vasos de pressão não possuem


placa de identificação no corpo do equipamento com o nome do fabricante, o ano de
fabricação, o número de identificação, pressão máxima de trabalho admissível. Assim como a
pressão do teste hidrostático e o código de projeto de fabricação, conforme determina o item
13.5.1.4 e 13.5.1.5. Foram apresentados os manuais de instruções dos compressores,
entretanto não foi identificado o prontuário dos vasos de pressão e o relatório de inspeção está
desatualizado em não conformidade aos itens (13.5.1.6 alíneas “a, b, c, d, e, f”) e 13.5.1.7, não
possui certificado de calibração dos dispositivos e registro de segurança (13.5.1.8). E por fim,
a documentação não está à disposição da CIPA em desacordo ao item 13.5.1.9.
Os vasos de pressão da empresa são instalados na parte externa. Entretanto, suas
saídas não são sinalizadas e possuem obstruções em descumprimento ao item 13.5.2.2 alínea
“a” e 13.5.2.3, como podem ser visto na Figura 64.
95

Figura 64: Obstruções das saídas dos vasos de pressão

Fonte: A autora, 2017

Devem ser submetidos a inspeções de segurança inicial, periódica e extraordinária


conforme subitem 13.5.4.1. Além do mais, torna se obrigatório a realização do Teste
Hidrostático (TH) em sua fase de fabricação, com comprovação por meio de laudo assinado
por PH, com o valor da pressão de teste afixado em sua placa de identificação (13.5.4.3).
Verificou-se durante a inspeção que a empresa em estudo não possui a planta baixa do
estabelecimento com o posicionamento de cada vaso de pressão e medidas de atenuação dos
riscos em desacordo ao item 13.5.2.5 e 13.5.2.6. Assim como, os laudos e registros de
realização do teste hidrostático realizado por profissional habilitado conforme o subitem
13.5.4.4.1 e o e valor de pressão de teste afixado em sua placa de identificação em não
conformidade ao item (13.5.4.3 alínea “a”).
Os vasos de pressão são submetidos à inspeção de segurança, porém não é realizado
o controle das inspeções periódicas, não existe controle se a inspeção técnica é realizada por
um Profissional Habilitado (PH) em desacordo ao item (13.5.4.13), o relatório de inspeção
está desatualizado e não possui registro de segurança em não conformidade ao item
(13.5.4.12). No relatório de inspeção constam apenas os serviços de troca dos filtros, e do
óleo não atendendo ao subitem 13.5.4.2, 13.5.4.9 e 13.5.4.15. A Figura 65 evidencia a ficha
de manutenção dos compressores desatualizada com data de 2006, a manutenção é realizada
porém sem atualização dos registros.
96

Figura 65: Ficha de manutenção do compressor SRP 3010 desatualizada

Fonte: A autora, 2017

A empresa em estudo não possui um programa e um plano de inspeção considerando


os fluidos transportados, a pressão de trabalho, a temperatura ambiente, os mecanismos de
danos previsíveis e as consequências em casos de falhas das tubulações em descumprimento
ao item (13.6.1.1 e suas alíneas “a, b, c, d, e”)
De acordo com o item 13.6.1.2 e 13.6.1.3, as tubulações ou sistemas de tubulação
devem possuir projeto e indicador de pressão de operação. Não foi detectado durante a
inspeção o indicador de pressão de operação nas tubulações ou sistemas de tubulação de ar
comprimido, apenas nos vasos de pressão em desacordo aos itens. A Figura 66 evidencia o
dispositivo de pressão no compressor.
Figura 66: Manômetro de verificação da pressão

Fonte: A autora, 2017


97

A NR13 determina que as tubulações devem estar submetidas à inspeção de


segurança inicial (13.6.3.1) e periódica (13.6.3.2), não podendo ser excedidos os prazo
estabelecidos no programa de inspeção (13.6.3.4), utilizando de exames e de um Profissional
Habilitado (PH) para a avaliação da integridade estrutural (13.6.3.6). Além do mais, todo
estabelecimento segundo o item 13.6.1.4 que possui tubulações, sistemas de tubulação ou
linhas de vasos de pressão deve ter a seguinte documentação devidamente atualizada:
a) especificações aplicáveis às tubulações ou sistemas, necessárias ao planejamento
e execução da sua inspeção,
b) fluxograma de engenharia com a identificação da linha e seus acessórios;
c) PAR em conformidade;
d) relatórios de inspeção ( NR13, criada em 1978 e atualizada em 2017).

Durante a inspeção na empresa não foi identificado nenhum registro de inspeção de


segurança inicial e periódica nas tubulações em desacordo ao item 13.6.3.1. Segundo
entrevista não estruturada apenas em situações corretivas são realizados os devidos reparos na
tubulação em desacordo com os itens 13.6.3.2 e 13.6.3.6. Consequentemente a empresa não
possui a documentação exigida no item 13.6.1.4 em descumprimento a norma. Dessa forma,
devido à falta do programa de inspeção periódica da tubulação e do relatório a empresa
também não atende aos itens 13.6.3.9, 13.6.3.9.1 e 13.6.3.10 e do subitem 13.6.1.6, por essa
documentação não está disponível para a fiscalização e os trabalhadores. Não foi encontrada
também a indicação de pressão admissível na tubulação em desacordo ao subitem 13.6.2.1.

3.13 NR14 - FORNOS

A NR14 em seu item 14.1, estabelece que os fornos devem possuir construção
sólida, com revestimento de material refratário, de modo que o calor radiante não
ultrapasse os limites de tolerância dispostos na NR 15.
A BV Associados possui um forno Elétrico para a secagem das matérias prima
utilizadas nos testes de laboratório que atende a norma regulamentadora NR14. A Figura 67
evidencia a parte interna e a Figura 68 externa do forno da empresa.
98

Figura 67: Parte interna do forno elétrico da empresa

Fonte: A autora, 2017


Figura 68: Parte externa do forno elétrico da empresa

Fonte: A autora, 2017

No entanto, verificou-se durante a inspeção a falta de placas de sinalização de


advertência, alertando sobre o risco de queimaduras em contanto com o forno em desacordo
com o item 14.2. Recomenda-se colocação de uma placa de sinalização, a fim de evitar que
pessoas que desconhecem o risco utilizem o forno de forma desprotegida.
99

3.14 NR 15 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES

A NR15 estabelece limites de tolerância e o percentual do adicional de insalubridade


que tem direito as atividades, operações e agentes insalubres. Analisando-se os agentes
ambientais identificados na BV Associados, foi detectado que a empresa possui atividades
insalubres de forma a ser observada e aplicada esta norma.
Avaliando o PPRA da empresa em estudo, identificou-se no documento avaliações
ambientais para o agente ruído contínuo e intermitente (Anexo 1 da NR15) e calor por
máquinas (Anexo 3 da NR15) no setor operacional da empresa. Entretanto, como já
mencionada na análise da NR09, existem outros agentes de risco que precisam ser avaliados.
Foi feito pela autora deste estudo uma planilha comparando os níveis de ruído nas últimas 3
avaliações ambientais realizadas na empresa nos últimos anos. A Tabela 14 apresenta os
dados comparativos.
Tabela 14: Dados da avaliação ambiental de ruído
Dados da avaliação ambiental de ruído
Nível de Ruído (dB): LT (85dB) - NA (80 dB)
2014 2015 2016
GHE Setor
(dB) (dB) (dB)
Preparação-
GHE01 86,0 84,4 x
Granulação
GHE02 Manutenção 87,4 82,7 x
GHE03 Extrusão 86,1 84,4 x
GHE04 Removido X X x
GHE05 Laboratório 80,2 79,1 x
GHE06
87,4 76,7 x
(Aux de expedição)
Expedição
GHE06
81,4 80,9 x
(Aux de produção)
Encarregado de
GHE07 85,1 84,8 x
produção
GHE08 Administração NA NA NA
Fonte: Adaptado pela autora do Laudo de insalubridade e PPRA da empresa de 2014, 2015 e 2016.

O Limite de tolerância (LT) para ruído contínuo e intermitente segundo o Anexo 1 da


NR15, é de 85 dB (A) para uma exposição diária de 8 horas, acima desse limite, a atividade é
caracterizada como insalubre de grau médio com direito ao adicional de 20 % sobre o salário
mínimo da região conforme item 15.2 da NR15, caso não sejam tomadas as devidas medidas
de proteção.
100

Os valores apresentados nas avaliações demostram uma oscilação entre os limite de


tolerância do ruído que é de 85 dB (A). Analisando-se os dados é possível perceber que
alguns os GHE01, GHE02, GHE03, GHE06 auxiliar de expedição e GHE07 apresentaram
valores acima do LT em 2014, caracterizando a atividade como insalubre e com direito ao
adicional de insalubridade de grau médio com 20 % sobre o salário mínimo da região e
segundo o LTCAT (2014) da empresa aposentadoria especial. Entretanto, em 2015 os níveis
de ruído apresentaram redução encontrando-se abaixo do LT para todos os GHE inclusive
para os do setor de produção. Já em 2016, realizou-se a Análise Global, porém consta apenas
avaliação qualitativa, não é apresentado os dados da medição ambiental correspondente à
avaliação quantitativa em não conformidade com a NR09.
Identificou-se durante a inspeção e entrevista não estrutural que o moinho é a
principal queixa de fonte geradora de ruído na empresa, porém nem sempre ele fica ligado o
que pode ter contribuído para a redução dos valores na avaliação ambiental. As demais fontes
de ruído na empresa são as máquinas de produção principalmente o motor e a peneira
vibratória da linha da granulação. Como medidas de proteção do ruído forneceram-se
protetores auriculares do tipo concha e plugue para os funcionários, entretanto, não foi
identificado formas de controle que garantam o uso do EPI pelos funcionários. Embora o
moinho esteja na parte externa, o ruído é propagado para dentro do galão, devido à
proximidade. Como a empresa já realizou o enclausuramento do moinho em dezembro de
2016 recomenda-se a avaliação ambiental do ruído para verificar o nível de pressão sonora
após o enclausuramento. A Recomenda-se ainda o enclausuramento do motor da peneira
vibratória e adoção de medidas administrativas como forma de controle e gestão do uso do
EPI.
Quanto ao calor correspondente ao anexo 3 da NR15, foi identificado nos
documentos da empresa o GHE 03 – Extrusão com exposição ao agente físico calor. Os dados
obtidos são apresentados de forma comparativa na Tabela 15.
101

Tabela 15: Dados da avaliação ambiental de calor


Dados de medição de calor
Rísco GHE03
Ano Tipo de documento
Físico Setor (Extrusão)
Laudo de insalubridade (12/2014) 29,7°C

2014 Calor LT do IBUTG: 30,5 °C Abaixo do LT


Taxa de metabolismo média
175 (Kcal/h)
ponderada para uma hora.
PPRA (24/09/15) 37,1°C
LT do IBUTG : 28,5°C Acima do LT
2015 Calor
Taxa de metabolismo média
250 (Kcal/h)
ponderada para uma hora.
2016 Calor Análise Global (27/07/16) Não foi realizado
Fonte: Adaptado pela autora do Laudo de insalubridade e PPRA da empresa de 2014, 2015 e 2016

Analisando-se os dados observa-se que o calor no setor de extrusão estava abaixo do


LT de em 2014. Porém em 2015 foi identificado no levantamento ambiental que o calor
estava acima do LT, o que caracteriza nesse ano a atividade como insalubre e com direito ao
adicional de insalubridade por calor em grau médio e aposentadoria especial. Conforme já
havia sido comentado na avalição da NR09. Em 2016 não foram realizadas avaliações
ambientais de calor. Percebe-se que houve uma mudança de critério para avaliação da taxa de
metabolismo, que pode ter contribuído para o aumento no valor encontrado do Índice de
Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG) do calor.
Como forma de medida de controle identificou-se na empresa possui exaustores
eólicos no teto do galpão. Sendo recomendados o monitoramento da eficiência desses
exaustores, implantação de ventilação geral diluidora no galpão e enclausuramento de partes
quente das máquinas extrusoras.
Verificou-se durante a análise da documentação que a empresa paga o adicional de
insalubridade de ruído em grau médio conforme determina o item 15.2.2. O item 15.3
especifica que na incidência de mais de um fator de insalubridade, será considerado para
efeito de acréscimo salarial o grau mais elevado, não sendo permitido o acumulo de
adicionais. Além disso, se adotadas as medidas de controle eficazes ou se os agentes
estiverem abaixo do Limite de Tolerância, a empresa poderá deixar de pagar o adicional de
insalubridade. Recomenda-se que a empresa registre em seus documentos e no Perfil
102

Profissiográfico Previdenciário (PPP) dos funcionários o pagamento da insalubridade por


ruído e calor aos respectivos GHE, de modo a atender ao item 15.2.2.
Embora conste no PPRA apenas os agentes ruído e calor. Identificou-se durante o
estudo a presença de produtos químicos, vibração resultante da empilhadeira e fumos de
soldagem. Entretanto, esses agentes não possuem avaliação ambiental conforme determina a
NR09. A Tabela 16 apresenta um comparativo dos limites de tolerância estabelecidos pela
ACGIH (2016) e NR15. Porém, para fins de direito de insalubridade e aposentadoria especial
aplica-se apenas a NR15.
Tabela 16: Limites de tolerância dos principais produtos químicos
Limite de tolerância dos produtos químicos utilizados no processo
Gasolina
Metiletilcetona Acetona Diclorometano Dioctilftalato
Benzeno
Dar aderencia no
Limpeza de Diluir e desgrudar Limpeza de
Aplicação: Agente de fusão corante
peças o policarbonato peças.
(Plastificante)
Preparação-
Setor Produção Manutenção Manutenção Manutenção
Granulação
TWA
200 ppm 250 ppm 50 ppm 5 mg/m3 0,5 ppm
até 40 hs/semana
STEL 300 ppm 500 ppm - - 2,5 ppm
ACGIH Notações BEI A4; BEI A3; BEI - Pele; A1;BEI
(NR09)
Base do TLV Irr TRS e
Irri TRS, Compr COHB - emia; Dano testicular,
(Limite de exposição olhos; compr Leucemia
SNC e SNP. Compr SNC irr olhos e TRS.
ocupacional) SNC.
Valor teto - - -
Absorsão pela pele - - - Não possui 1 ppm
NR15
Até 48 hs/semana 155 ppm 780 156 ppm valores na NR15
Grau de insalubridade Médio Mínimo Máximo Máximo
Fonte: Adaptado pela autora do anexo 11 da NR15 e da ACGIH 2016

O Metiletilcetona apresenta limites de exposição ocupacional threshold limit value


(TLV-TWA) igual a 200 ppm e Short Time Exposure Limit (TLV-STEL) igual a 300 ppm
(ACGIH, 2016) para uma jornada de até 40hs/semana, enquanto que na NR15 (quadro 1,
anexo 11) o seu limite é de 155 ppm para uma jornada de até 48 horas por semana. A NR15
caracteriza esse agente acima do limite de exposição como insalubre de grau médio. Já a
acetona, possui limite de exposição ocupacional TLV-TWA igual a 250 ppm e TLV-STEL
igual a 500 ppm (ACGIH, 2016), e no anexo 11 da NR15 de 750 ppm para uma jornada
superior ao estipulado pela ACGIH gerando insalubridade em grau mínimo. O Diclorometano
possui TLV-TWA igual a 50 ppm, entretanto não possui TLV-STEL (ACGIH, 2016).
Enquanto na NR15, anexo 11, o limite de exposição é de 156 ppm, caracterizando grau
máximo de insalubridade. O Dioctilftalato possui TLV-TWA igual a 5 mg/m3, não possui
103

TLV-STEL (ACGIH, 2016), no entanto não possui limite de tolerância estabelecido no


Quadro 1, Anexo 11 da NR 15. E por fim, o benzeno principal composto da gasolina possui
TLV-TWA igual a 0,5 ppm e TLV-STEL igual a 2,5 ppm (ACGIH, 2016), e limite de
exposição, segundo o Anexo 13A da NR15, de 1 ppm, gerando insalubridade em grau
máximo, devido ao ser comprovadamente carcinogênico para humanos.
Tendo em vista que não foram feitas avaliações quantitativas dos agentes químicos,
recomenda-se um estudo de viabilidade quanto à substituição de tais produtos por outros com
menor toxidade. Deve-se também ser realizada avaliação ambiental quantitativas dos agentes
químicos para verificação quanto aos limites ocupacionais descritos na ACGIH e NR15 para a
caracterização ou não da insalubridade. Vale lembrar que o pagamento da insalubridade não
desobriga a empresa de realizar a proteção da saúde e segurança dos trabalhadores. Como
medidas de controle recomenda-se além da tentativa de substituição dos agentes químico, que
os recipientes especialmente os que mantenham peças em imersão sejam mantidos fechados
em local distante da área de produção, e o uso de EPI como protetores respiratórios e luvas
adequadas ao agente químico.

3.15 NR16 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS

A NR16 em seu item 16.1 e o decreto lei 93. 412/86 consideram atividades perigosas
àquelas constantes no anexo da NR16, quando houve permanência habitual ou ingresso
intermitente e habitual em área de risco contendo eletricidade. O decreto e a norma
consideram equipamentos ou instalações elétricas em situação de risco aqueles de cujo
contato físico ou exposição aos efeitos da eletricidade possam resultar incapacitação,
invalidez permanente ou morte. Portanto, o anexo 4 da NR16 Atividades e Operações
Perigosas com Energia Elétrica aplica-se a empresa BV Associados, pois a empresa possui 2
subestações. A manutenção dessas subestações é realizada pelo Encarregado de Manutenção
da empresa em estudo. Chegam à subestação 13800 kV que reduzida pelo transformador se
torna 380 V e 220 V ou 440 V dependo da saída a ser usada pela empresa.
A Figura 69 mostra o interior da subestação, evidenciando o alto risco que o
funcionário está exposto e que já ocorreram incêndios dentro da subestação. Na inspeção a
subestação foi realizada juntamente com o funcionário responsável pela elétrica da empresa.
104

Figura 69: Interior da subestação

Fonte: A autora, 2017

A BV Associados possui dois vigias contratados por uma empresa terceirizada que
realizam a sua Vigilância Patrimonial. Entretanto, a empresa em estudo não controla se a
terceirizada realiza o pagamento da periculosidade dos vigias conforme o anexo III da NR16.
O anexo II da NR16, “Atividades e operações perigosas com inflamáveis” não se
enquadra nas atividades da BV Associados, embora seja armazenada uma pequena quantidade
de acetona e metiletilcetona que são inflamáveis. Segundo o item 4.1 do anexo II, o manuseio,
a armazenagem e o transporte de líquidos inflamáveis em embalagens certificadas, simples,
compostas ou combinadas, desde que obedecidos os limites consignados no Quadro I
(tambores de metal que é a situação da empresa de 200 kg), independentes da quantidade não
caracterizam periculosidade, para fins de percepção de adicional. Na Figura 70 são mostrados
os tambores de 200 kg, armazenados no estoque.
Figura 70: Tambores com produtos armazenados no estoque

Fonte: A autora, 2017


105

O item 16.2 e o subitem 16.2.1 juntamente com a lei nº 6.514 de 22/12/1977,


asseguram que os serviços executados sob condições de periculosidade garantem ao
trabalhador a percepção do adicional de trinta por cento do vencimento base/salário. Esse
adicional é incidente sobre o salário, sem os acréscimos provenientes de gratificações,
prêmios ou participação nos lucros.
Além do mais, o item 16.3 determina que a caracterização ou descaracterização da
periculosidade deverá ser realizada pelo empregador mediante laudo técnico elaborado por
Médico do Trabalho ou Engenheiro de Segurança do Trabalho, conforme o artigo 195 da
CLT. Entretanto, não foi evidenciada a existência de laudos técnicos de periculosidade
assinado por Engenheiro de Segurança ou médico do trabalho para fins de identificação e
caracterização de atividade ou operação perigosa. Em consequência não é pago o adicional de
periculosidade ao trabalhador exposto ao risco elétrico em não conformidade ao item 16.2,
16.2.1 e 16.3. A inexistência do laudo de periculosidade gera descumprimento também ao
item 16.4 da NR16, pois prejudica a ação fiscalizadora do Ministério do Trabalho. Cabe a
empresa a adequação das não conformidades para atendimento da norma.

3.16 NR 17 – ERGONOMIA

A Norma Regulamentadora NR17 estabelece parâmetros para a adaptação das


condições de trabalho na empresa às características psicofisiológicas dos funcionários, de
modo a proporcionar o máximo de conforto, desempenho eficiente, mas com segurança.
Verificou-se durante as inspeções que diversas atividades na empresa são
enquadradas no subitem 17.1.1 como o transporte manual regular de cargas, mobiliários e
equipamentos dos postos de trabalho e condições ambientais e à própria organização do
trabalho. A avaliação das condições psicofisiológicas dos trabalhadores deverá ser feita com
base na Análise Ergonômica do Trabalho (AET), de responsabilidade do empregador. Na
análise da documentação da BV Associados não se verificou a existência da AET em não
conformidade com o item 17.1.2 da norma e a NR12 item (12.94 alíneas “b” e “g”).
No que tange o item 17.2 levantamento, transporte e descarga individual de
materiais, a empresa em estudo utiliza ponte móvel rolante uni-vigal e uma paleteira manual,
de modo a facilitar o transporte de cargas conforme determina o subitem 17.2.4.
As bancadas dos postos de trabalho não atendem ao item (17.3.2 Alíneas “a, b, c”),
pois a altura não está compatível com a atividade realizada. A cadeira não possui regulagem
de altura e não possui descanso para o braço (17.3.3 alíneas “a, b, d”), não possui suporte para
106

os pés (17.3.4.), o computador utilizado é um notebook que não possui teclados independentes
e esta abaixo do campo de visão do trabalhador em não conformidade ao subitem 17.4.3
alínea “b”. A Figura 71 evidencia o funcionário do laboratório realizando a sua tarefa com
uma postura inadequada, o que pode provocar doenças ocupacionais como lombalgias em
descumprimento aos itens mencionados.

Figura 71: Cadeira e mesa inadequada para o trabalhador

Fonte: A autora, 2017

Conforme o subitem 17.3.5, bem como a NR12 em seu item 12.96, determina a
colocação de assentos de descanso em locais de atividades em pé. O setor de produção possui
assentos, porém não suficientes para o descanso dos trabalhadores durante os intervalos,
devendo providenciar para a demanda necessária. A Figura 72 exemplifica os trabalhadores
aguardando a chapa ser produzida em pé, encostados sobre as chapas já empilhadas, podendo
causar acidentes, arranhões etc.
107

Figura 72: Trabalhador aguardando o chapa encostado em local inadequado

Fonte: A autora, 2017

No que tange aos equipamentos dos postos de trabalho quanto ao item 17.4,
identificou-se que a empresa disponibiliza mesas e assentos para os funcionários, porém
determinados postos de trabalhado possuem mobiliários ainda defasados mediante a outros,
necessitando de substituição.
Os locais onde são realizadas atividades que exijam atenção constante e solicitação
intelectual, tais como os setores administrativos devem ser atendidas as condições de conforto
solicitadas no item 17.5.2.
• Níveis de ruído de 65 dB (A) de acordo com o estabelecido na ABNT NBR
10152, norma brasileira registrada no INMETRO;
• Índice de temperatura efetiva entre 20ºC (vinte) e 23ºC (vinte e três graus
centígrados);
• Velocidade do ar não superior a 0,75m/s;
• Umidade relativa do ar não inferior a 40 (quarenta) por cento (Item 17.5.2, NR17
atualizada em 2007)
Nos ambientes supracitados foi evidenciada a medição do ruído apenas dentro do
laboratório conforme PPRA 2015 que é de 79,1 dB (A) não sendo constatadas medições no
setor administrativo. Embora o nível de ruído no laboratório esteja abaixo do nível de ação,
este está acima de 65 dB (A) determinado pela NBR 10152. Adicionalmente não foram
evidenciadas as medições para controle do índice de temperatura, velocidade do ar e umidade
relativa do ar, em desacordo com o subitem (17.5.2 alínea “a, b, c e d”), e dos níveis de
luminância dos ambientes da empresa conforme o subitem 17.5.3.3 e a NBR5413/ 1992.
Realizou-se uma sugestão para a empresa a Análise Ergonômica do setor de extrusão
da atividade de virada de chapa, onde foi utilizado o método National Institute for
108

Occupational Safety and Health (NIOSH). A adoção da virada de chapa foi escolhida devido
à alta repetitividade comparada as demais tarefas, o que pode ocasionar problemas
ergonômicos nos trabalhadores. A frequência da tarefa depende da espessura da chapa, (10
mm, 6 mm e 4 mm) a depender da especificação do cliente. Entretanto, recomenda-se a
empresa fazer a análise ergonômica do trabalho e as medições das condições ambientais da
empresa, pois realizou-se a análise de apenas uma tarefa.
Para realização do estudo foi utilizado o método National Institute for Occupational
Safety and Health (NIOSH) para o levantamento manual de cargas. O método NIOSH
fundamenta-se no conceito de que o risco de lombalgias aumenta com as demandas de
levantamento de carga associada à tarefa. O método baseia-se na equação NIOSH
determinada pela equação:
Equação 3: LPR = 23 kg x HM x VM x DM x AM x FM x CM

3.16.1 Avaliação ergonômica do setor de extrusão

A linha 2 realiza a produção de chapas e possui como meta a produção de 275


chapas por dia. São reaproveitadas as perdas das matérias primas utilizadas no processo, por
meio de moagem e nova granulação para inserção no processo ou venda para as empresas de
reciclagem. Os trabalhadores da linha 2 possuem a função de encarregado de produção e
auxiliar de extrusora. A atividade é realizada em 2 turnos com jornada de segunda à sexta,
com o primeiro turno de 06 h às 14 h e o segundo de 14 h às 22 h. Os funcionários do turno
não possuem horário de almoço, apenas intervalos de lanche. A empresa adota uma política
de remuneração baseada no acordo coletivo da classe e os trabalhadores possuem plano de
saúde, cartão alimentação, seguro de vida, vale transporte, plano odontológico e participação
nos lucros. A empresa em estudo não possui procedimentos escritos de trabalho.
A taxa de produção da chapa de 6 mm analisada, é em média uma a cada 5 minutos
com duração de 15 segundos e peso de 7 kg. Já a chapa de 10 mm pesa 9 kg e possui uma
frequência de 1 chapa a cada 6 minutos. Entre o intervalo de espera das chapas, são
executadas tarefas de monitoramento dos painéis das máquinas, e em situação de
conformidade o funcionário descansa sentado em uma cadeira. Quando o funcionário precisa
de mais tempo na verificação das máquinas, outro funcionário o substitui na realização da
atividade. O método NIOSH para o levantamento manual de carga observa algumas variáveis
como, por exemplo: H: Posição horizontal e os multiplicadores referem aos coeficientes de
multiplicação como o Multiplicado horizontal que será utilizado na equação.
109

Figura 73: Desenho esquemático das posições V e H para determinar o fator

Fonte: Adaptado de NIOSH, 1994

Distância horizontal entre a projeção sobre o solo do ponto médio entre as pegas da
carga e a projeção do ponto médio entre os tornozelos ν é representada por H. Para a fórmula
da equação NIOSH é utilizado o Fator de distância horizontal e o Multiplicador horizontal
(HM) identificado na Figura 74.
Figura 74: Fator de deslocamento Horizontal e multiplicador HM

Fonte: NIOSH, 1994


110

O fator de altura vertical é a distância entre o ponto médio entre a pega da carga e o
ponto médio entre o calcanhar. Deve ser verificado tanto na origem quanto no destino da
tarefa. Utiliza o Multiplicador Vertical (VM) para a equação de NIOSH. A Figura 75
apresenta os valores a serem observado para determinação do multiplicador vertical.
Figura 75: Fator de altura e multiplicador vertical

Fonte: NIOSH, 1994

A distância de deslocamento vertical do objeto é representada por (DM) que é a


distância vertical deslocada. Os valores usados na equação NIOSH são exibidos na Figura 76.
Figura 76: Valor de deslocamento e multiplicador DM

Fonte: NIOSH, 1994


111

O fator de assimetria é verificado em relação ao ponto médio do plano sagital, tanto


no início quanto no final do levantamento. O Multiplicador de Assimetria (AM) evidenciado
na Figura 77 indica o fator de rotação lateral de tronco (em graus).
Figura 77: Fator de assimetria e multiplicador AM

Fonte: NIOSH, 1994

O fator de frequência (FM) é dimensionado com base no levantamento por minuto


para um dado período de tempo de trabalho por dia (menos de uma hora, entre uma e duas
horas, e de duas a oito horas). A Figura 78 apresenta a tabela com os valores a serem usados.
112

Figura 78: Frequência de elevações por minuto

Fonte: Adaptado de NIOSH, 1994

E por fim, o fator de qualidade de pega, com o correspondente Multiplicador de Pega


(CM) exibido na tabela da Figura 79 que pode ser boa, razoável e pobre.

Figura 79: Fator de qualidade de pega

Fonte: Adaptado de NIOSH, 1994

Após a coleta dos dados e a devida atribuição a seus respectivos fatores, o limite de
peso recomendado para a realização de uma tarefa é definido por meio da equação NIOSH.
Considera tanto a origem quanto o destino do levantamento utilizando-se da seguinte equação
para a realização do cálculo:

Equação 4: LPR = 23 kg x HM x VM x DM x AM x FM x CM
113

Com base na detecção desse valor, é definido o Índice de Levantamento (IL), que é o
peso real do objeto pelo Limite de Peso Recomendado (LPR). O IL analisa o risco da tarefa,
sendo IL menor que 1 considerado como risco mínimo de lesão, IL entre 1 e 2: risco
aumentado ou moderado e por fim IL maior que 2 risco grande de lesão (NIOSH, 1994).
Foram realizadas duas avaliações, uma com o turno 1 e outra com o turno 2.
Analisou-se o turno 1 com as chapas de 9 kg, frequência de 6 minutos e espessura de
10 mm. Dois trabalhadores realizam a atividade simultaneamente e caminham dois passos
para o lado, o que ajuda a diminuir o risco. Considerou-se a pega como pobre, pois as chapas
não possuem local aderente para a pega. Além do mais, o peso faz com que o trabalhador
pegue no meio da chapa. A Tabela 17 apresenta os dados coletados em campo para a análise
da tarefa de virada da chapa com peso de 9 kg, para o turno 1.
114

Tabela 17: Dados usado na Equação NIOSH no turno 1


Equação NIOSH para Levantamento Manual de Carga
Empresa BV Associados Ltda
Turno Turno 1
Tarefa Execução do processo de fabricação
Realizada por: Operador de Extrusora e Encarregado de produção
Data
Descrição da Atividade: Virada de chapa de policarbonato da linha 2 de produção
• Esperar a chapa ser colocada sobre a mesa;
Peso Real da Carga: 9.0 kg Chapa de 10 mm
Origem Destino
Distância horizontal (HMo): 30 cm Distância horizontal (HMo): 40 cm
Multiplicador de Distância Horizontal Multiplicador de Distância Horizontal
83% 63%
(HM): (HM):
Altura do Inicio do Levantamento
Altura do Inicio do Levantamento (VM): 100 cm 50 cm
(VM):
Multiplicador de Altura de Pega da Multiplicador de Altura de Pega da
93% 93%
Carga em Releção ao solo (VM): Carga em Releção ao solo (VM):
Fator de Deslocamento Vertical
Fator de Deslocamento Vertical (DM): 55 cm 55 cm
(DM):
Multiplicador de Deslocamento Vertical Multiplicador de Deslocamento
90% 90%
(DM): Vertical (DM):
Fator de Assimetria (AM): 90 º Fator de Assimetria (AM): 0º
Multiplicador de Assimetria (AM): 71% Multiplicador de Assimetria (AM): 100%
Número de Levantamento por
Número de Levantamento por minuto: ≤ 0,2 ≤ 0,2
minuto:
> 2h - ≤ > 2h - ≤
Duração da Tarefa de Levantamento: Duração da Tarefa de Levantamento:
8h 8h
Multiplicador da Frequência (FM): 85% Multiplicador da Frequência (FM): 85%
Tipo de Pega: Pobre Tipo de Pega: Pobre
Multiplicador de Pega: 90% Multiplicador de Pega: 90%
Limite de Peso Recomendado (LPR): 8.68 kg Limite de Peso Recomendado (LPR): 9.28 kg
Limite de Peso Recomendado (LPR): 85.28 N Limite de Peso Recomendado (LPR): 91.17 N
Índice de Levantamento (IL) 1.04 Índice de Levantamento (IL) 0.97
IL menor 1: risco mínimo de lesão / IL está entre 1 e 2:
INTERPRETAÇÃO ERGONÔMICA DOS RESULTADOS:
Na Origem: No Destino:
Risco Médio de Lesão Risco Mínimo de Lesão
Alguns trabalhadores podem adoecer ou sofrer
A maioria dos trabalhadores pode realizar a
lesões ao realizar esta tarefa. Estas tarefas
tarefa em questão sem risco!
devem ser redesenhadas!
Fonte: Adaptado de NIOSH, 1994

As Figura 80 e Figura 81 evidenciam os pontos onde foram coletados os dados de


HM e VM e o encarregado de produção realizando a atividade.
115

Figura 80: Ponto de origem do turno 1

Fonte: A autora, 2017

Figura 81: Ponto de destino do turno 1

Fonte: A autora, 2017

Já a Tabela 18 apresenta os dados coletados em campo e a Análise Ergonômica para


o funcionário do turno 2. A analise foi realizada para chapa de 6 mm que pesa 7 kg e possui
frequência de 1 chapa a cada 5 minutos, e que são realizadas sobre as mesmas condições
supracitadas no turno 1.
116

Tabela 18: Dados usado na Equação NIOSH no turno 2


Equação NIOSH para Levantamento Manual de Carga
Empresa BV Associados Ltda
Turno Turno 2
Tarefa Execução do processo de fabricação
Realizada por: Operador de Extrusora e Encarregado de produção
Data
Descrição da Atividade: Virada de chapa de policarbonato da linha 2 de produção
• Esperar a chapa ser colocada sobre a mesa;
• Pegar a máquina de adesivar;
• Colocar o adesivo de proteção nas bordas da chapa;
• Pegar a chapa com as mãos;
• Erguer a chapa;
• Virar a chapa;
• Colocar a chapa sobre o empilhamento de chapas;
• Alinhas as chapas.
Peso Real da Carga: 7.0 kg Chapa de 6 mm
Origem Destino
Distância horizontal (HMo): 34 cm
Distância horizontal (HMo): 40 cm
Multiplicador de Distância Horizontal Multiplicador de Distância Horizontal
74% 63%
(HM): (HM):
Altura do Inicio do Levantamento
Altura do Inicio do Levantamento (VM): 100 cm 90 cm
(VM):
Multiplicador de Altura de Pega da Multiplicador de Altura de Pega da
93% 96%
Carga em Releção ao solo (VM): Carga em Releção ao solo (VM):
Fator de Deslocamento Vertical
Fator de Deslocamento Vertical (DM): ≤ 25 ≤ 25
(DM):
Multiplicador de Deslocamento Vertical Multiplicador de Deslocamento
100% 100%
(DM): Vertical (DM):
Fator de Assimetria (AM): 0º Fator de Assimetria (AM): 60 º
Multiplicador de Assimetria (AM): 100% Multiplicador de Assimetria (AM): 81%
Número de Levantamento por
Número de Levantamento por minuto: ≤ 0,2 ≤ 0,2
minuto:
> 2h - ≤ > 2h - ≤
Duração da Tarefa de Levantamento: Duração da Tarefa de Levantamento:
8h 8h
Multiplicador da Frequência (FM): 85% Multiplicador da Frequência (FM): 85%
Tipo de Pega: Pobre Tipo de Pega: Pobre
Multiplicador de Pega: 90% Multiplicador de Pega: 90%
Limite de Peso Recomendado (LPR): 12.11 kg Limite de Peso Recomendado (LPR): 8.62 kg
Limite de Peso Recomendado (LPR): 118.98 N Limite de Peso Recomendado (LPR): 84.70 N

Índice de Levantamento (IL) 0.58 Índice de Levantamento (IL) 0.81

IL menor 1: risco mínimo de lesão / IL está entre 1 e 2:


Risco médio - IL for maior que 2: o risco é grande
INTERPRETAÇÃO ERGONÔMICA DOS RESULTADOS:
Na Origem: No Destino:
Risco Mínimo de Lesão Risco Mínimo de Lesão

A maioria dos trabalhadores pode realizar a A maioria dos trabalhadores pode realizar a
tarefa em questão sem risco! tarefa em questão sem risco!

Fonte: A autora, 2017


117

As Figura 82 e a Figura 83 evidenciam os pontos onde foram coletados os dados de


HM e VM e o encarregado de produção realizando a atividade.
Figura 82: Ponto de origem do turno 2

Fonte: A autora, 2017

Figura 83: Ponto de destino do turno 2

Fonte: A autora, 2017

Analisando-se os dados da equação NIOSH, observa-se que o risco de ocorrer lesões


no trabalhador do turno 1 é aumentado ou moderado no ponto de origem, pois o IL é igual a
1,04, podendo causar doenças do trabalho como lombalgias. Já no turno 2 a mesma atividade
não oferece risco ao trabalhador. Isso ocorre devido à altura de empilhamento das chapas ser
maior no turno 2 do que no turno 1. Como mencionado anteriormente, a frequência de
produção da chapa de 6 mm é 1 chapa a cada 5 minutos e a de 10 mm é de 1 a cada 6 minutos.
118

Além disso, ocorre um rodízio de funcionários para a execução de virada de chapa quando o
funcionário do setor está realizando o monitoramento dos painéis das máquinas, o que reduz o
risco de doenças ergonômicas decorrentes da repetitividade. Existe no ponto de origem uma
mesa com plataforma elevatória que deve ser regulada para a altura adequada do trabalhador.
Portanto, conclui-se que o empilhamento em níveis mais baixos oferece risco ao trabalhador.
É recomendada a aquisição de outra mesa com plataforma elevatória onde possam ser
colocadas as chapas empilhadas, de modo que mantenha o nível de empilhamento sempre a
altura do trabalhador. Na Figura 84 é mostrada a mesa de elevação existente na empresa no
ponto de origem e que pode ser usado como referência para a aquisição de outra mesa a ser
colocada no ponto de destino.

Figura 84: Mesa com plataforma elevatória

Fonte: A autora, 2017

3.17 NR 20 – SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO COM INFLAMÁVEIS E


COMBUSTÍVEIS

Segundo o item 20.1 da NR20, a norma estabelece requisitos mínimos para o


gerenciamento da segurança e saúde nos ambientes laborais frente ao risco de acidentes. Esses
que podem ser provenientes das atividades de extração, produção, armazenamento,
transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis. Embora, a BV
Associados utilize cilindros P20 do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) para as empilhadeiras, a
quantidade armazenada não enquadra a empresa nas classes definidas no item 20.1.4 da
NR20, Tabela 1.
119

3.18 NR 23 - PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS

A NR 23 determina que todos os empregadores são responsáveis por adotar medidas


de prevenção e proteção contra incêndios em conformidade com a legislação local e normas
técnicas aplicáveis. A BV Associados utiliza em seu processo de fabricação os produtos
químicos Acetona e Metiletilcetona que são classificados segundo a NR20 como líquidos
inflamáveis por possuírem ponto de fulgor menor ou igual a 60 oC.
Acetona: Ponto de fulgor: -15,5 oC Vaso Aberto (V.A) e -17,8 oC Vaso fechado
(V.F)
Metiletilcetona: Ponto de fulgor: -5,5oC (V.A) -6,6oC (V.F) (FISPQ, s,d).
A Figura 85, evidencia o armazenamento dos produtos químicos supracitados.
Figura 85: Armazenamento de acetona e metiletilcetona

Fonte: A autora, 2017

Já o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) é considerado extremamente inflamável,


devendo ser adotados cuidados especiais quanto ao seu armazenamento. Entretanto, observou-
se o armazenamento de diversos palhetes de modo indevido próximo ao local de
armazenamento dos cilindros de GLP usados nas empilhadeiras, o que em caso de incêndio,
será um material combustível podendo causar um incêndio de grandes proporções.
Recomenda-se a cobertura do local de armazenamento e a colocação de paredes nas laterais.
A Figura 86 evidencia o local de armazenamento dos cilindros P20 usados na empresa em
estudo.
120

Figura 86: Armazenamento de GLP

Fonte: A autora, 2017

O Estado do Rio de Janeiro aplica a legislação estadual por meio do Código de


Segurança Contra Incêndio e Pânico (COSCIP), regulamentado pelo decreto nº 897 de
Setembro de 1976.
O COSCIP em seu Art. 4, estabelece que as edificações antigas deverão passar por
vistoria do Corpo de Bombeiros para determinação das medidas de segurança contra incêndio
e pânico. O Certificado de Aprovação será entregue apenas quando as exigências do Corpo de
Bombeiros forem atendidas. Segundo entrevista não estruturada com o empregador, foi
realizada inspeção pelo corpo de bombeiro, e a empresa se encontra em fase de regularização
do certificado de aprovação. Porém no momento encontra-se em não conformidade quanto ao
item 23.1 da NR 23.
O galpão da BV Associados possui 70.25 metros de comprimento por 29.97 metros
de largura com uma área total de 2089.94 m2. De acordo com o Art. 15 do COSCIP será
exigida a Canalização Preventiva Contra Incêndio prevista no Capítulo VI. e VI para as
edificação com no máximo dois pavimentos e área total construída superior a 900 m2, bem
como para todas as de três pavimentos. Além do mais, Segundo o Capítulo VII, quando se
tratar de edificação industrial, ou galpão com área total construída igual ou superior a 1.500
m2 deverá ser adotado rede preventiva contra incêndio, designado de Hidrante. Verificou-se
durante a inspeção que a empresa possui Hidrantes conforme determina a legislação.
A edificação da BV Associados é considerada como risco grande conforme anexo I
da Resolução SEDEC 109/93, por se enquadrar na categoria de fabricação de plásticos. Com
base nessa categorização, o COSCIP (1976) em seu capítulo XI, Seção III Art. 84 determina
que para edificações de grande risco a área máxima a ser protegida por unidade extintora será
121

de 100 m2, com uma distância máxima para o alcance do operador de 10 metros. Conforme
seção I Art. 82 devem ser adotada a classificação de incêndio de acordo com o material a
proteger.
I - Classe “A” - Fogo em materiais comuns de fácil combustão (madeira,
pano, lixo e similares);
II - Classe “B” - Fogo em líquidos inflamáveis, óleos, graxas, vernizes e
similares;
III - Classe “C” - Fogo em equipamentos elétricos energizados (motores,
aparelhos de ar condicionado, televisores, rádios e similares);
IV - Classe “D” - Fogo em metais pirofóricos e suas ligas (magnésio,
potássio, alumínio e outros) (NR23, criada em 1978 e atualizada em 2011).

Durante a inspeção in loco identificou-se que a empresa possui apenas 14 extintores


no total no térreo, sendo que 9 são de CO2 e 5 são de pó químico, ambos para as classes B e
C. Já no 2o andar no setor administrativo existe apenas um extintor CO2, o que é insuficiente
de acordo com o risco grande atribuído para a empresa conforme COSCIP (1976). Apresenta-
se na Figura 87 a planta elaborada pela autora desse estudo, com a localização e distribuição
dos extintores de incêndio necessários no térreo. Sugere-se a aquisição de 19 extintores CO2,
14 de água e 9 de pó químico. Recomenda-se também a aquisição de um extintor sobre rodas
de Pó químico seco e um CO2 de no mínimo 50 kg para cada subestação.
Na Figura 88 é disposta a planta do Térreo, bem como uma sugestão de rota de fuga
a ser usada em uma situação de emergência. Já na Figura 89 é apresentada a sugestão de rota
de fuga e de distribuição de extintores para o setor administrativo onde se recomenda a
aquisição de 2 unidades extintores de CO2 e 2 de água.
122

Figura 87: Localizaçao dos extinotes no Térreo da empresa

Fonte: A autora, 2017


122
123

Figura 88: Rota de fuga e localização dos extintores de incêndio do Térreo

Fonte: A autora, 2017


123
124

Figura 89: Rota de fuga e localização dos extintores do 2º Andar - Administrativo

Fonte: A autora, 2017

Durante as inspeções a empresa em estudo, observou-se que haviam extintores sem


placas, sinalização, despressurizadas e um vencido, em desacordo com a norma. Portanto, a
BV encontra-se em não conformidade com a COSCIP (1976) e o item 23.1 da NR 23.
No que tange à sinalização aérea, os locais onde os extintores estão instalados devem
ser sinalizados por círculos vermelhos ou por setas largas, vermelhas com bordas amarelas. A
Figura 90 evidencia a sinalização aérea em desconformidade a norma, pois a classe disposta
na sinalização é ABC, porém o extintor é do tipo BC.
125

Figura 90: Extintor com sinalização aérea incorreta

Fonte: (A autora, 2017)

O piso abaixo do extintor deve possuir uma área de 1 m2 pintada em vermelho e não
poderá ser ocupada conforme determina o COSCIP capítulo III, seção IX (1976). Porém,
durante as inspeções foram identificados extintores sem a devida marcação no piso conforme
mostrado na Figura 91.
Figura 91: Extintores sem demarcação e com as saída obstruída

Fonte: A autora, 2017

A empresa em estudo possui 4 saídas de emergência no galpão e uma que dá acesso


ao setor administrativo, este que por sua vez possui duas saídas de emergência. Entretanto não
foi identificado procedimento, manual de segurança, treinamento e plano de escape em caso
de emergência conforme determina o item 23.1.1 alínea “b e c” e o decreto 897/1976:
126

Capítulo XIX: do COSCIP (1976). Além de disso, também não foi identificado sinalização
das saídas de emergência em não conformidade ao item 23.3.
A NBR 14276 de 2006 dispõe sobre orientações com relação à formação da brigada
de incêndio. Observou-se durante as inspeções que a empresa não possui brigada de incêndio,
em descumprimento a norma. Conforme anexo C, tabela C.1 o setor de administração se
enquadra dentro de escritórios, divisão D1, grau de risco médio, com uma população fixa por
pavimento de até 10 funcionários. Portanto, o setor administrativo deverá possuir 4
brigadistas, com treinamento em nível intermediário conforme tabela A.1 anexo A. Já o setor
operacional, se enquadra na ocupação industrial, divisão I-2, grau de risco médio, com uma
população fixa 13 funcionários no setor operacional. Portanto, a operação deverá possuir 7
brigadistas também com nível intermediário de treinamento.
O item 5.5 da NBR 14276 de 2006 estabelece ainda que devem ser previstos um ou
mais pontos de encontro dos brigadistas que devem ser locais seguros e protegidos dos efeitos
de um possível sinistro, para distribuição das tarefas conforme o item 4.2 da mesma NBR.
Recomenda-se a utilização do outro lado da avenida a frente da empresa como ponto de
encontro em caso de sinistro.

3.19 NR 24 – CONDIÇÕES SANITÁRIAS E DE CONFORTO NOS LOCAIS DE


TRABALHO

A NR24 dispõe sobre os requisitos mínimos de higiene de conforme que devem


conter o ambiente de trabalho. A BV Associados possui em suas instalações industriais
vestiários, banheiros, refeitório e bebedouros para consumo de água de modo que se aplica a
norma. O estabelecimento analisado possui um quadro de 22 funcionários, sendo que três são
mulheres e 20 são homens. As instalações sanitárias são separadas por sexo como determina o
item 24.1.2.1. São fornecidos materiais para secagem das mãos em conformidade ao item
24.1.9. O banheiro masculino possui três lavatórios e três mictórios acima do que determina o
item 24.1.8 que prescreve que deverá ser considerado um lavatório para um grupo de 10
trabalhadores em atividades insalubres ou de 20 para atividades que não sejam insalubres
(item 24.1.7). O item 24.1.12 determina que para cada grupo de 10 trabalhadores devem
possuir um chuveiro. A empresa em estudo possui em seu vestiário seis chuveiros, também
acima do que especifica a norma. A Figura 92 Figura 93 presentam os banheiros e o vestiário
da BV Associados.
127

Figura 92: Banheiro utilizado pelos trabalhadores

Fonte: A autora, 2017

Figura 93: Lavatório usado pelos trabalhadores

Fonte: A autora, 2017

Como não conformidade detectou-se durante a inspeção a presença de ressaltos no


piso do vestiário em descumprimento ao item 24.2.5, que recomenda que o mesmo seja liso e
sem ressaltos e saliências. O item 24.2.16 proíbe a utilização do vestiário para quaisquer outro
fim, ainda que em caráter provisório, não sendo permitido que pertences dos empregados e
roupas se encontrem fora dos respectivos armários. Entretanto, foi verificada durante a
inspeção a presença de roupas e objetos pessoais expostos sobre os armários do vestiário, e
que funcionários almoçam dentro do vestiário em não conformidade ao subitem 24.2.16. A
128

Figura 94 evidencia o funcionário almoçando dentro do vestiário e a Figura 95 roupas


penduradas nos armários.
Figura 94: Vestiário da empresa

Fonte: A autora, 2017

Figura 95: Armários existentes no vestiário

Fonte: A autora, 2017

A BV Associados possui um amplo refeitório, bem higienizado e limpo. Entretanto,


identificou-se a presença de diversos objetos armazenados no refeitório em descumprimento
ao item 24.3.14. Esse item proíbe a utilização do refeitório para depósito e para outros fins,
mesmo que de forma provisória. A Figura 96 evidencia os materiais armazenados.
129

Figura 96: Objetos armazenados no refeitório

Fonte: A autora, 2017

Portanto, para atendimento das NR24, a empresa precisa remover os materiais


armazenados no refeitório, bem como proibir a colocação de roupas penduras nos armários e
o almoço dentro do vestiário. Foi observado que alguns funcionários que trabalham na
produção no período administrativo não se sentem à vontade para almoçar junto com os
funcionários do setor administrativo. Portanto, recomenda-se a criação de atividades que
favorecem a integração dos funcionários, como gincanas, dinâmicas entre outras atividades.
Recomenda-se ainda a criação de pontos específicos destinados aos fumantes na área externa
da empresa, de modo que os funcionários não fumem nas dependências internas da empresa.

3.20 NR 25 - RESÍDUOS INDUSTRIAIS

A NR 25 estabelece medidas preventivas que devem ser adotadas com relação ao


destino final a ser dado aos resíduos industriais, provenientes de seus processos produtivos na
forma solida, líquida ou gasosa e que não se assemelham ou correspondem aos resíduos
domésticos, de modo a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador e o meio
ambiente. Verificou-se durante as inspeções que a BV Associados reaproveita os resíduos
industriais em 97 % durante o seu processo produtivo utilizando moinho para fragmentação e
granulação dos produtos perdidos no processo. Os 3 % restantes são vendidos para empresas
de reciclagem atendendo ao item 25.3 da NR25. Um fluxograma da matéria prima e do refugo
de aparas é esquematizado na Figura 97, representando as perdas durante o processo
produtivo.
130

Figura 97: Fluxograma do processo de matéria prima e refugo

Fonte: A autora, 2017

A Figura 98 evidencia as aparas de policarbonato prontas para serem fragmentadas


no moinho e na Figura 99 são apresentadas as que não conseguiram ser reaproveitadas no
processo produtivo, sendo estas vendidas para uma empresa de reciclagem.
131

Figura 98: Aparas de policarbonato para moagem

Fonte: A autora, 2017

Figura 99: Aparas de policarbonato para venda

Fonte: A autora, 2017

A BV Associados não possui nenhum procedimento de orientação e treinamento dos


colaboradores para a realização da coleta, armazenagem, modo de transporte e destino dos
resíduos oriundos de seu processo produtivo em discordância ao item 25.5.
A Resolução CONAMA 237 de 1997 e a Lei Federal 6.938/81 institui a Política
Nacional do Meio Ambiente e determina que as indústrias de fabricação de materiais plásticos
precisam possuir o licenciamento ambiental de suas instalações operacionais. A falta do
licenciamento pode levar a empresa a punições e penalidades previstas na legislação como
crime ambiental, podendo ser paralisada a atividade operacional. Não foram encontrados
132

dados do licenciamento ambiental da BV Associados no site do Instituto Estadual do


Ambiente do Rio de Janeiro (INEA), sendo necessária a imediata regularização.

3.21 NR 26 - SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

A NR 26 estabelece padronização das cores a serem usadas na sinalização de


segurança nos ambientes laborais, a fim de advertir sobre os riscos existentes. Além do mais,
a sinalização é utilizada para classificar, rotular e apresentar informações, rotulagem e ficha
de dados dos produtos químicos de modo a preservar a saúde dos trabalhadores. A empresa
adota a NBR 7195:1995 que correlaciona as Cores para Segurança, com os perigos existentes
no local de trabalho.
Segundo entrevista não estrutural com os funcionários, o galpão da BV Associados
foi comprado de outra empresa, e a sinalização que existe hoje é desse antigo
empreendimento. Como mostrado na Figura 100, a sinalização está apagada podendo
confundir os funcionários estando em não conformidade ao item 26.1.4 devido à falta de
padronização da sinalização.

Figura 100: Sinalização de segurança apagada

Fonte: A autora, 2017

A empresa não possui padronização da cor da sinalização das máquinas e


equipamentos, a norma recomenda que seja usada para partes móveis e perigosas de máquinas
e equipamentos a cor alaranjada. Entretanto, na empresa existem equipamentos com partes
móveis em rosa e azul. Algumas sinalizações do uso de EPI nas máquinas estão apagadas, em
133

italiano ou Inglês, conforme pode ser visto na Figura 101 em desacordo ao item 26.1.1 e
26.1.4.
Figura 101: Sinalização dos riscos das máquinas em italiano

Fonte: A autora, 2017


Identificou-se durante a inspeção a falta de sinalização no piso e da placa com a
classe do extintor em descumprimento ao subitem 26.1.2 e a NBR 7195:1995. A Figura 102
apresenta a não conformidade.
Figura 102: Extintor de incêndio sem sinalização no piso

Fonte: A autora, 2017

Ao início do estudo não foi identificado as Fichas de Segurança de Produtos


Químicos (FISPQ) conforme determina o item (26.2.3, 26.2.3.4), e Rotulagem, classificados e
134

ficha de segurança quanto ao perigo seguindo o Sistema Globalmente Harmonizado de


Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS) de acordo com o subitem 26.2.2.4.
Como a empresa não possuía a FISPQ, os funcionários não recebiam treinamentos para a sua
compreensão e como proceder em situações de emergência conforme determina o subitem
26.2.4. Portanto, cabe a BV Associados à adequação para atendimento da norma. A Figura
103 evidencia a falta de sinalização e rotulagem dos produtos químicos durante o seu uso.
Figura 103: Tambores de armazenamento de produto

Fonte: A autora, 2017

3.22 NR35 - TRABALHO EM ALTURA

A NR 35 em seu item 35.1.1 estabelece requisitos mínimos e medidas de proteção


para o trabalho em altura, que envolvam o planejamento da atividade, a organização e sua
execução. O item 35.1.2 define trabalho em altura como sendo toda atividade executada
acima de 2,00 m (dois metros) do nível inferior com risco de queda.
A BV Associados possui algumas atividades que embora sejam realizadas
esporadicamente, são consideradas como trabalho em altura, por exemplo, a manutenção do
telhado, troca das lâmpadas e a manutenção da ponte rolante. A linha “a” inserida na Figura
104 representa a altura para a troca das lâmpadas e a “b” para manutenção da ponte móvel.
135

Figura 104: Serviços realizados em trabalho em altura

Fonte: A autora, 2017

A BV Associados possui como Equipamento de proteção coletiva (EPC) o andaime e


como EPI, o cinto de segurança de três pontas do tipo paraquedista, e o talabarte para a
realização do trabalho em altura. Figura 105 exibe o andaime adquirido pela empresa.

Figura 105: Andaime para trabalho em altura

Fonte: A autora, 2017

A montagem do andaime necessita de conhecimento por parte do funcionário quanto


a montagem do andaime e a utilização correta do cinto de segurança. Entretanto, não é
oferecido ao trabalhador capacitação, treinamento para a realização do trabalho em altura em
136

desacordo ao item 35.3.1, 35.3.2. Além do mais, não são realizados exames complementares
para verificação de aptidão do funcionário para o trabalho em altura em descumprimento aos
subitens 35.4.1.2 e o 35.4.1.2.1.
A empresa objeto de estudo não possui APR do trabalho em altura em desacordo ao
item 35.4.5 e 35.4.5.1. Essa APR deveria estar sob supervisão conforme item 35.4.3,
considerando as influências externas (35.4.4), com procedimentos (35.4.6.1) e procedida de
inspeção em conforme item (35.5.6.2, a, b). Durante a manutenção do telhado e da ponte
móvel, não é utilizado o sistema de ancoragem com linha de vida como medida de controle
em desacordo aos itens 35.4.2, 35.5.1 e 35.5.2 e suas alíneas.
As atividades da BV Associados não são rotineiras, os trabalhos em altura devem ser
realizados sob autorização mediante Permissão de Trabalho (PT). Entretanto, não é realizada
a PT em descumprimento aos subitens 35.4.7.1, 35.4.8.1, 35.4.8.2 e item 35.4.8 da norma.
Por fim, a BV Associados não possui uma equipe para respostas em caso de
emergências para trabalho em altura em discordância ao item 35.6.
137

4. AVALIAÇÃO DE RISCOS RELATIVOS À OPERAÇÃO DE MÁQUINAS

A operação de máquinas apresenta grandes riscos de acidentes para os trabalhadores


no decorrer do processo produtivo. A NR12 passou recentemente por atualização
endurecendo a norma objetivando redução no número de acidentes nas empresas brasileiras.
Entretanto, o número de acidentes com máquinas e equipamentos continua a ser a principal
causa de acidentes do trabalho com esmagamentos de membros superiores conforme consta
no Anuário Estatístico da Previdência Social de 2015 (PREVIDÊNCIA SOCIALb, 2015). De
acordo com a matriz de risco elaborada para a empresa BV Associados, as máquinas sem
proteção no setor de extrusão é o principal agente com potencial causador de acidentes. Além
do mais, a empresa possui um acidente com esmagamento de membro o que corrobora com as
estatísticas do anuário da Previdência. Em decorrência dessa situação, se torna essencial a
gestão de risco na empresa visando à redução desses acidentes. A proposta desse capítulo é
diagnosticar as não conformidades perante a NR12 na BV Associados. Apresentam-se as
máquinas e equipamentos envolvidos no processo industrial, em seguida são identificadas e
avaliadas as não conformidades. Ao fim, é exposto um plano de ação no capítulo 6 para a
adequação das não conformidades.

4.1 APRESENTAÇÃO DAS MÁQUINAS

São apresentadas nessa seção as máquinas utilizadas no processo industrial da


empresa BV Associados.
Extrusoras: Gera produtos contínuos, a rosca gira e envia material o tempo todo
para a matriz. A peça produzida normalmente é resfriada em uma banheira com água ou
dentro do próprio cilindro. Na Figura 106 é mostrado o esquema de uma máquina extrusora e
na Figura 107 é apresentada uma máquina da BV Associados.
138

Figura 106: Representação esquemática de uma extrusora

Fonte: ALBUQUERQUE et al., 2013

Figura 107: Extrusora

Fonte: A autora, 2017

Moinho: É utilizado para fragmentar o produto que não atende as especificações


definidas pela produção. Realiza o reaproveitamento da matéria prima. A Figura 108 exibe o
moinho.
139

Figura 108: Moinho

Fonte: A autora, 2017

Silos: São utilizados para a alimentação da matéria prima e mistura do material antes
do processo de extrusão. A Figura 109 mostra um dos silos da linha de produção.

Figura 109: Silo de alimentação e mistura

Fonte: A autora, 2017

Granuladora: A linha de granulação exibida na Figura 110 compreende a peneira


vibratória, a granuladora, e a extrusora, além de silos de alimentação para produzir grânulos
de policarbonato com o material reciclado.
140

Figura 110: Linha de granulação

Fonte: A autora, 2017

Serra de corte do policarbonato: Usada para o corte das chapas de policarbonato


em um processo automatizado. Figura 111 apresenta o equipamento usado pela empresa em
estudo.
Figura 111: Serra de corte do policarbonato

Fonte: A autora, 2017

Segundo o glossário da NR12, máquina estacionária é aquela que se mantém fixa em


um posto de trabalho, ou seja, transportável para uso em bancada ou em outra superfície
estável em que possa ser fixada. A seguir são listadas as principais máquinas estacionárias de
manutenção da BV Associados.
141

Serra elétrica Policorte: A serra elétrica é utilizada para a realização de cortes


transversais e angulares em materiais ferrosos. A Figura 112 apresenta a serra elétrica.
Figura 112: Máquina Policorte

Fonte: A autora, 2017

Serra de alumínio: Usada para o corte de placas de alumínio que são fixadas à telha
de policarbonato. A Figura 113 apresenta a serra de alumínio usada pelos funcionários.

Figura 113: Serra de corte com proteção móvel

Fonte: A autora, 2017

Esmeril: Equipamento utilizado para limpeza, desbaste, e afiação de materiais


diversos. Na Figura 114 é apresentado o esmeril utilizado na empresa de estudo.
142

Figura 114: Esmeril usado pelos trabalhadores

Fonte: BV Associados, (2017)

Furadeira de bancada: É um equipamento utilizado para realizar furos de modo


mais preciso. A furadeira da empresa em estudo é exibida na Figura 115.
Figura 115: Furadeira de bancada

Fonte: A autora, 2017

Torno mecânico: Utilizada para realizar a usinagem de peças de diversas formas


geométricas. A Figura 116 mostra o torno mecânico utilizado no setor de manutenção.
143

Figura 116: Torno mecânico

Fonte: A autora, 2017

4.2 ANÁLISE DE CONFORMIDADE QUANTO À NR 12

A NR12 estabelece requisitos mínimos de segurança visando à prevenção de


acidentes e doenças nas fases de projeto e utilização das máquinas e equipamentos de todos os
tipos. São aplicáveis as NR pertinentes às máquinas e equipamentos, bem como as normas
técnicas oficiais e, na ausência ou omissão destas, nas normas internacionais aplicáveis.
A NR 12 em seu item 12.4 estabelece que o empregador deve adotar medidas de
proteção na seguinte ordem: medidas de proteção coletiva, administrativas ou de organização
do trabalho, e por último as medidas de proteção individual. Embora existam algumas
proteções coletivas na empresa, essas são insuficientes para a proteção dos trabalhadores e os
EPI nem sempre são usados.
O setor de produção da BV Associados não possui áreas demarcadas conforme
dispõe o item 12.6 e não estão sinalizadas em desacordo aos itens 12.8 e 12.8.1. Existem áreas
de circulação com menos de 1,20 metros de largura em desacordo ao item 12.6.1, vias de
acesso obstruído por bags, cabos de fios em não conformidade os item (12.6.2 e 12.9 alínea
“a” e item 12.17 alínea “d”). Na Figura 117 é evidenciada a grande quantidade de cabos no
acesso aos equipamentos reduzindo a área de circulação que deve ser de 1,20 metros de
largura. Já a Figura 118, evidencia a dificuldade de locomoção do trabalhador em não
conformidade ao item 12.98.
144

Figura 117: Espaço ao redor das máquinas obstruído por cabos e com pouco espaço ao redor das máquinas

Fonte: A autora, 2017

Figura 118: Acesso estreito ao entorno das máquinas

Fonte: A autora, 2017

Ao acessar as máquinas os operadores podem sofrer choques elétricos com cabos


energizados, queimaduras, queda de mesmo nível entre outros devido à falta de espaço para
movimentação corporal. Faz necessário a desobstrução das vias de circulação e a colocação
dos cabos em caixas de passagem subterrâneas. Um novo layout do setor operacional é
apresentado na Figura 119 como sugestão para melhoria nas vias de acesso.
145

Figura 119: Sugestão de Layout para o setor operacional

Fonte: A autora, 2017


145
146

Verificou-se que os materiais utilizados no processo produtivo são armazenados em


diferentes locais, e não existem apropriadas demarcações com faixas ou sinalização do local
de armazenamento, em divergência ao item 12.7 da NR12. A empresa possui uma
demarcação no piso, porém corresponde ao antigo layout do galpão, o que pode ocasionar
confusão nos trabalhadores, devido à demarcação antiga não corresponder à realidade. A
Figura 120 evidencia o material armazenado sem demarcação.
Figura 120: Material armazenado sem sinalização no piso

Fonte: A autora, 2017

Segundo o item 12.8.2 e o item 12.13 as máquinas e materiais armazenados devem


estar em locais onde possibilite os transportadores manuais e mecanizados a movimentação
com segurança. Devem ficar posicionados de modo que não ocorra transporte e
movimentação aérea de materiais sobre os trabalhadores. Entretanto, observou-se a ocorrência
de transporte aéreo realizado por ponte móvel com carga sobre equipamentos e funcionários
de modo a descumprir os itens 12.8.2 e 12.13. Embora exista o sinal sonoro e luminoso da
ponte móvel, não existe sinalização no piso delimitando a sua área de passagem, podendo
causar queda da carga sobre os funcionários e nos equipamentos, atropelamentos e colisões
por parte das empilhadeiras. Na Figura 121 é evidenciado o trabalhador passando sob a carga
sendo transportada pela ponte móvel e o outro estabilizando a carga com a mão e sem EPI.
147

Figura 121: Funcionário passando debaixo da carga transportada pelo pontículo móvel

Fonte: A autora, 2017

Identificou-se durante as inspeções na empresa em estudo que as vias de acesso às


máquinas encontram-se obstruídos por tubulação, fiação exposta das máquinas, ferramentas,
produtos químicos armazenados inadequadamente em descumprimento ao item 12.9 alínea
“a”. Observou-se vazamento de água na tubulação e derramamento de óleos e graxas no piso,
podendo causar escorregamento dos funcionários na parte externa do galpão. Adicionalmente,
verificou a existência de uma máquina de Policorte próximo a latas de tintas, o que poderia
causar um incêndio em decorrência da queda de fagulhas nas latas de tintas que são produtos
inflamáveis. A Figura 122 evidência as não conformidades supracitadas.
Figura 122: Vazamento de óleo e água próximo à máquina Policorte

Fonte: A autora, 2017


148

Identificou-se ainda a presença de locais com o piso desnivelado conforme mostrado


na Figura 123 em desacordo aos itens (12.9.alíneas “b”, “c”).

Figura 123: Desnível no piso

Fonte: A autora, 2017

As ferramentas manuais existentes no setor de manutenção estão desorganizadas, de


forma a dificultar a sua identificação, podendo causar cortes durante a procura de uma
ferramenta em não conformidade ao item 12.10. É necessária a organização do posto de
trabalho aplicando, por exemplo, técnicas como as de 5S. A Figura 124 evidencia o
armazenamento de modo inadequado das ferramentas.

Figura 124: Ferramentas armazenadas de modo inadequado

Fonte: A autora, 2017


149

Quanto às instalações e dispositivos elétricos de máquinas e equipamentos, a NR 12


item 12.14 determina conjuntamente a NR10, que sejam projetados e mantidos de modo a
prevenir choque elétrico, incêndio, explosão e outros tipos de acidentes. Segundo entrevista
não estruturada com os funcionários, todas as máquinas são aterradas. Por outro lado não
existe na empresa sistema de proteção contra descargas atmosféricas com detalhamento da
malha de acordo com a NBR 5419 e o item 12.15 da NR12. Foi constatado in loco que o fio
da máquina estacionária está em contato direto com água como mostrado na Figura 125,
elevando o risco de choque elétrico nos funcionários em não conformidade ao item 12.16.
Recomenda-se a reparação do vazamento da tubulação, a fim de evitar possíveis acidentes.

Figura 125: Máquina Policorte com o fio em contato com a água

Fonte: A autora, 2017

Segundo o item (12.18 alínea “b”), os quadros de energia das máquinas e


equipamentos devem ser sinalizados quanto ao perigo de choque elétrico e restrição de
acesso por pessoas não autorizadas. Entretanto, observou-se que apenas alguns quadros
possuem essa sinalização em descumprimento ao item supracitado, conforme Figura 126.
150

Figura 126: Painel da máquina sem sinalização sobre os perigos de choque elétrico.

Fonte: A autora, 2017

O botão de acionamento do esmeril fica na frente do operador, de modo que não o


protege do ligamento involuntário em desacordo ao item (12.24 alínea “c”). Além do mais, o
esmeril e a furadeira de bancada não possuem proteções contra projeções como proteção
visual, podendo causar lesões nos olhos dos trabalhadores em desacordo com o item 12.48. A
Figura 127 evidencia o esmeril sem a proteção visual.
Figura 127: Esmeril sem proteção adequada

Fonte: A autora, 2017

No que tange aos sistemas de segurança quanto a NR12. O cabeçote e a matriz da


extrusora possuem partes quentes expostas sem proteção fixa ou móvel e não possui análise
de risco descumprindo o item 12.38. Podem ocorrer queimaduras nos trabalhadores durante a
troca do cabeçote, em decorrência da falta de espaço no local. Segundo entrevista não
estruturada, foi relatado pelos funcionários que o cano que liga a matriz da extrusora já foi
151

prolongado, e que o mesmo atingiu a sua capacidade máxima de prolongação. O item 12.38.1
explica que devem ser verificadas todas as alternativas existentes e comprovada a sua
inviabilidade técnica. A Figura 128 evidencia o local onde se encontra o cabeçote.

Figura 128: Cabeçote e matriz da extrusora sem proteção fixa ou móvel

Fonte: A autora, 2017

A empresa em estudo não possui Análise de Risco específico das máquinas e os


sistemas de segurança podem ser burlados, em desacordo ao item (12.39 alíneas “a, b, c, d”).
Além do mais, máquina extrusora apresenta os botões de emergência danificados conforme
mostrado na Figura 129 e a granuladora exibida na Figura 131 não possui botão de
emergência em descumprimento o item (12.39 alíneas “a, b, d, f”) e 12.56 da NR12.

Figura 129: Fio do botão de emergência arrebentado.

Fonte: A autora, 2017


152

A BV Associados possui algumas máquinas com proteção fixa nos equipamento de


corte e proteção móvel como a serra de corte, por exemplo, conforme determina o item 12.41.
A Figura 130 apresenta uma máquinas com corte automático e prensagem do material semi-
acabado com proteção fixa.
Figura 130: Máquinas com proteções fixas

Fonte: A autora, 2017

Entretanto, nem todos os maquinários da BV Associados possuem proteção fixa ou


móvel de suas zonas de perigo, como por exemplo, a granuladora (Figura 131), que embora já
tenha protagonizado um acidente com esmagamento da mão de um funcionário, ainda
encontra-se sem proteção da zona de perigo.
Figura 131: Granuladora sem proteção da zona de perigo

Fonte: A autora, 2017

Os dispositivos de intertravamento existentes nas máquinas são exclusivos para


situação de movimentação da máquina, não existindo um dispositivo de intertravamento em
um contato involuntário com a máquina em desacordo ao item 12.44, 12.44 b e 12.48 (alíneas
153

“d”, “e”). A Figura 132 realça o dispositivo existente que é insuficiente para a proteção do
trabalhador.
Figura 132: Dispositivo de intertravamento insuficiente para a proteção do trabalhador

Fonte: A autora, 2017

Segundo o item (12.48 alínea “d”, “e”, “i”, “l”) e o item 12.54, as proteções devem
ser projetadas e construídas para não criar pontos de esmagamento ou agarramento com partes
da máquina ou outras proteções, de modo a impedir o acesso à zona de perigo. Porém,
algumas proteções fixas apresentam espaço para a inserção de membros superiores como
mãos e dedos, além do mais nesse espaço encontra-se uma lâmina de corte soerguida o que
poderia causar cortes em situação de reparos da manutenção. Na Figura 133 é exibe à lâmina
de corte soerguida constantemente, sendo que a mesma deveria abaixar quando não estivesse
em funcionamento. Já na Figura 134 se evidencia uma lâmina reserva afiada.

Figura 133: Lâmina de corte soerguida constantemente

Fonte: A autora, 2017


154

Figura 134: Lâmina reserva

Fonte: A autora, 2017

A BV Associados não possui diagrama esquemático dos dispositivos de segurança


das máquinas em discordância ao item 12.55. As documentações existentes nos painéis
elétricos estão em italiano e não estão sob supervisão de um profissional habilitado em
desacordo ao item 12.55.1.
Identificaram-se escadas permanentes para acessar os equipamentos sem a devida
proteção e com acesso estreitos em discordância ao item 12.64 e 12.64.3. Os pisos e degraus
não são construídos com materiais antiaderentes e alguns degraus possuem desníveis em
descumprimento ao item 12.75 alínea “c”. As escadas ficam obstruídas e estão instaladas em
locais propícios a acidentes com risco de queda, escorregões, e choques elétricos em não
conformidade aos itens (12.68 “a”, “b”, “c” e “d”) e 12.53. Além do mais, as escadas de
acesso para inserção da matéria prima não possuem travessão superior com 1,10 metro de
altura, intermediário de 0,70 metros e rodapé de 0,20 metros, em desacordo aos itens (12.70,
12.70 alíneas “a”,”c”, “d”). A empresa não atende também ao item 12.71, pois as escadas não
possuem proteção fixa desde o rodapé até o guarda corpo.
A Figura 135 evidencia uma escada de acesso obstruída por materiais e a Figura 136
a escada sem proteção adequada, rodapé e próxima cabos das máquinas com risco de choque
elétrico. Recomenda-se um novo layout do local que propicie mais espaço.
155

Figura 135: Escada obstruída e em local estreito

Fonte: A autora, 2017

Figura 136: Escada alta sem medidas de proteção, travessão superior e rodapé

Fonte: A autora, 2017

As mangueiras de ar comprimido não possuem demarcada a máxima pressão de


trabalho admissível definida pelo fabricante em não discordância ao item 12.79. Como
exibido na Figura 137 a descarga dos produtos não possui medidas de proteção nas esteiras e
nos roletes em desacordo ao item 12.85 e 12.85.2.
156

Figura 137: Transportador contínuo sem proteção

Fonte: A autora, 2017

Os aspectos ergonômicos das máquinas e equipamentos foram analisados na NR17.


Segundo o item 12.107 devem ser utilizados controles dos riscos adicionais oriundos da
emissão dos agentes ambientais provenientes dos maquinários. Entretanto, não são adotadas
medidas de controle suficientes e pertinentes para a redução de tais riscos como mencionado
na análise da NR09 e em discordância ao item 12.109.
Os aspectos ergonômicos das máquinas e equipamentos foram analisados na NR17.
Conforme Figura 138, os botões dos maquinários estão em italiano, o que compromete a sua
utilização em desacordo aos itens (12.94 alínea “f”, 12.95 alínea “c”, 12.113 Alínea “f”).

Figura 138: Botões do maquinário em italiano

Fonte: A autora, 2017

O esmeril fica em um local baixo, de modo que dificulta a movimentação do


operador em desacordo ao item 12.95 alínea “d”. O funcionário precisa se posicionar com as
157

mãos esticadas com uma postura inadequada em descumprimento ao item 12.95 alínea “d” e
12.96. Existem ainda em desacordo ao item 12.99 cantos vivos na empresa com risco de
cortes.
As manutenções corretivas e preventivas devem ser registradas segundo o item
(12.112 alíneas “a,b,c,d,e,f,g,h”), com cronograma, data, serviços realizados, peças
substituídas, condições do equipamento em termos de segurança e o nome do executante da
manutenção. Entretanto, não são realizadas manutenção preventivas, apenas corretivas, em
desacordo aos itens supracitados, e aos itens 12.111 e 12.111.1 pela ausência do plano de
manutenção.
O profissional que realiza a manutenção das máquinas e equipamentos não possui
curso de capacitação em desacordo ao item 12.113, porém é formalmente autorizado pelo
empregador a realizar a atividade. A empresa em estudo não possui sistema de bloqueio
como cartões, que impeçam a reenergização dos maquinários durante a manutenção em
discordância ao item (12.113 alíneas “b” e “c”). E os funcionários do setor não possuem
treinamentos como forma adicional de prevenção não atendendo o item 12.113 alínea “d”.
Muitos equipamentos da BV Associados não possui sinalização de segurança em
desacordo ao item (12.116), muitas estão apagadas e de difícil compreensão em
descumprimento ao item (12.117 alínea “a,b,c” e 12.119 alínea “b”). A sinalização encontra-
se em italiano e em inglês, em divergência aos itens (12.118, 12.119 alínea “a”). A Figura 139
comprova a sinalização de segurança em italiano. Já a Figura 140 evidencia a falta de
sinalização e proteção do eixo que gira frequentemente, podendo causar um acidente, em
desacordo ao item 12.119.1 e 12.120 pela falta de especificação técnica nos equipamentos.
Figura 139: Sinalização da máquina em italiano

Fonte: A autora, 2017


158

Figura 140: Falta de sinalização e proteção do eixo da máquina

Fonte: A autora, 2017

Durante as inspeções verificou-se a inexistência dos manuais na maioria das


máquinas e os que existem encontram-se em italiano em desacordo ao item 12.125. Como a
empresa não providenciou os manuais extraviados sob a orientação de um profissional
tecnicamente habilitado descumpre aos itens (12.126, 12.126.1, 12.127 e 12.128 bem como as
suas alíneas). Em entrevista não estruturada verificou-se que a empresa em estudo não possui
procedimentos baseado em análise de risco em desacordo aos itens (12.130, 130.1 e 12.131).
E não possui Ordem de Serviço para as atividades em discordância a (12.132.1 alíneas “a”,
“b”, “c”, “d”).
Segundo o item 12.135 as intervenções realizadas nos maquinários devem ser
realizadas por trabalhadores tecnicamente habilitados ou qualificados, ou por meio de
capacitação ou autorização pela empresa. Os trabalhadores do quadro de manutenção da BV
Associados são considerados capacitados de acordo com a norma conforme prevê o item
12.143.1, pois possuem carteira de trabalho registrado com mais de dois anos de experiência.
Entretanto, um funcionário do setor elétrico não possui o respectivo curso de formação e a
empresa não fornece treinamentos quanto aos riscos dos maquinários antes de assumir a
função quando são contratados, em desacordo com ao item (12.136 e 12.138 alínea “a”).
Como não são realizados os treinamentos, a empresa não atende aos itens (12.144 e 12.144.1)
pela falta de reciclagem periodicamente.
Os operadores de extrusora não possuem curso de capacitação para operação em
máquinas extrusoras em descumprimento ao item (12.147.1 alíneas “a,b,c,d,e,f,g,h,i”.). Como
o processo apresenta riscos semelhantes aos das máquinas injetoras, deve ser oferecido o
curso de capacitação para os trabalhadores.
159

Em desacordo ao item 12.148, os funcionários da manutenção utilizam materiais e


produtos não adequados à limpeza de peças como gasolina. Essa utilização expõe o
trabalhador a substâncias cancerígenas como o benzeno, além de ser um potencial causador de
um incêndio. Na Figura 141 é mostrado o galão com gasolina usada para limpeza de peças.

Figura 141: Galão contendo gasolina usada para a limpeza de peças

Fonte: A autora, 2017

Devido a BV Associado ser considerada uma empresa de pequeno porte, o item


(12.153.2 alínea “a”) dispensa a necessidade de elaboração do inventário das máquinas, bem
como das empilhadeiras. Entretanto, recomenda-se a criação do inventário devido à
quantidade de riscos envolvidos no processo industrial.

4.3 AVALIAÇÃO DOS ANEXOS DA NR12

Aplicam-se a BV Associados os anexos III que dispõe dos meios de acessos


permanentes e o anexo IX, que instrui quanto a utilização das injetoras de materiais plásticos
conforme preconiza a NR12.

4.3.1 Meios de acessos permanentes – Anexo III


O anexo III, aplica-se a BV Associados quanto à padronização das escadas usadas na
alimentação dos funis e moinho. As escadas de acesso precisam de medidas de correção que
devem seguir o anexo III da NR12. As sugestões de adequação as escadas quanto à norma
encontram-se no plano de ação deste estudo.
160

4.3.2 Injetoras de materiais plásticos - Anexo IX

Esse anexo aplica-se a empresa em estudo por ser o mais próximo dos riscos
existentes nas extrusoras, em decorrência da semelhança com o sistema de funcionamente das
injetoras.
Considerando o anexo IX da NR12 para efeito de levantamento das não
conformidades, foram encontrados os seguintes desvios que devem ser tratados.
O cilindro de plastificação da extrusora da BV associados não possui etiqueta com
indicação de alta temperatura em desacordo ao item (1.2.3.1) conforme exibido na Figura 142.

Figura 142: Cilindro aquecido sem etiqueta indicando alta temperatura com risco de queimadura

Fonte: A autora, 2017

As áreas de descarga das telhas e perfis não possuem proteção na calha de saída de
modo a impedir que o trabalhador acesse a zona de perigo em não conformidade ao item
(1.2.5.1 e 1.2.5.1.1) do anexo IX. Existe o risco de esmagamentos das mãos do operador na
possível tentativa de puxar um perfil conforme pode ser visto na Figura 143 e Figura 144.
161

Figura 143: Área de descarga das telhas

Fonte: A autora, 2017

Figura 144: Abertura do dispositivo para queda do material

Fonte: A autora, 2017

Segundo o glossário do anexo IX, equipamentos periféricos são equipamentos que


interagem com a máquina injetora ou como na situação analisada com as extrusoras. O item
1.2.11.1 determina que os equipamentos periféricos como a unidade de resfriamento da
granuladora não devem dispor da possibilidade de acesso pelos funcionários às zonas de
perigo da máquina Entretanto, conforme mostrado na Figura 145, o item (1.2.11.1 alíneas
“a,b,c”) não é atendido colocando em risco a segurança dos trabalhadores.
162

Figura 145: Unidade de resfriamento sem proteção da zona de perigo

Fonte: A autora, 2017

As não conformidades identificadas durante o levantamento representam um dos


primeiros estágios de adequação aos requisitos da norma, que é o de diagnostico dos desvios.
Portanto, a BV Associados deverá realizar verificação individual para cada máquina
com respectivas análises de risco de modo complementar ao estudo. Implantar as medidas de
controle sugeridas no plano de ação, tais como a gestão de manutenção por meio do Sistema
de Manutenção Informatizado (SAP), criação de planos de manutenção preventiva e corretiva,
nivelamento dos pisos e aquisição de novas escadas de acesso aos equipamentos. Assim
como, enclausuramento dos equipamentos ruidosos e das partes quentes das extrusoras,
colocação de dispositivos de intertravamento, substituição da gasolina na limpeza das peças
de manutenção, treinamento e fiscalização do uso dos EPI e contratação do profissional
habilitado para reconstituição dos manuais dos equipamentos, entre outras ações dispostas no
plano de ação no Capítulo 7.
163

5. FISCALIZAÇÃO E PENALIDADES

A NR 28 define procedimentos para o mensuramento e aplicação de multas a ser


adotadas pela fiscalização em caso de descumprimento das normas de saúde e segurança
estabelecidos pelas normas regulamentadoras. Realizou-se no Capítulo 4 e 5, o levantamento
das não conformidades existentes na BV Associados em relação às NR. Com base nesse
levantamento, este capítulo objetiva fazer uma simulação dos valores das multas a serem
aplicadas na empresa, em uma possível fiscalização por parte dos auditores do Ministério do
Trabalho.
Segundo o item 28.3.1, as penalidades correspondentes às infrações são aplicadas
observando o numero de funcionários da empresa, conforme o Anexo I da NR28 que dispõe
sobre a gradação das multas. A Unidade Fiscal de Referência (UFIR) foi criado em
substituição ao Bônus do Tesouro Nacional (BTN). O UFIR está congelado no valor de R$
1,0641 desde o ano 2000 quando foi extinta pelo Art. 29 da medida provisória 2095-76.
O anexo II da NR28 apresenta o grau de infração, que vária entre (I1 - Infração mais
leve de grau um, I2- Infração grau 2, I3- Infração grau 3 e I4- Infração mais grave de grau 4).
Apresenta também o tipo de infração sendo S – Infração relativa à segurança e M – Infração
relativa à medicina do trabalho.
Para a elaboração do cálculo deve ser considerado o número total de funcionários da
empresa. A BV Associado possui 22 funcionários, portanto, se enquadra na faixa de 11 a 25
funcionários conforme mostrado na Tabela 19 – Gradação de multas em BTN da NR28.

Tabela 19: Gradação de Multas do anexo I da NR28

Fonte: Adaptado da NR28, 2017


164

Portanto, como o número do item da não conformidade, verifica-se no anexo II, o


grau de infração (I1 a I4) e o tipo. Com esses dados, verifica-se o valor correspondente no
anexo I para o quantitativo de funcionários, e o multiplica pelo valor de referência da UFIR.
Por fim, obtém-se o valor da multa para esse item.

5.1 ANÁLISE DAS PENALIDADES

São aplicadas 23 das 36 NR na BV Associados. Dentre as normas aplicáveis foram


identificadas as não conformidades pertinentes a cada NR. A Tabela 20 mostra a distribuição
das multas por NR.

Tabela 20: Estatística das não conformidades


Total mínimo Total máximo
Qnt de não
NR da multa em da multa em
conformidades
(R$) (R$)
NR12 149 R$ 255.303,13 R$ 303.720,74
NR35 64 R$ 134.327,73 R$ 160.253,46
NR10 58 R$ 111.538,96 R$ 133.005,05
NR05 54 R$ 83.581,86 R$ 99.116,66
NR13 39 R$ 76.537,52 R$ 91.178,47
NR09 22 R$ 34.267,21 R$ 40.718,85
NR26 15 R$ 28.935,01 R$ 34.518,34
NR17 13 R$ 23.000,52 R$ 27.448,46
NR11 8 R$ 15.773,15 R$ 18.771,79
NR01 6 R$ 10.457,97 R$ 12.386,12
NR23 5 R$ 11.876,42 R$ 14.167,43
NR07 5 R$ 4.477,73 R$ 5.318,37
NR06 4 R$ 8.907,58 R$ 10.628,23
NR08 3 R$ 6.681,48 R$ 7.973,30
NR16 2 R$ 3.002,89 R$ 3.538,13
NR24 3 R$ 3.743,50 R$ 4.424,53
NR03 1 R$ 2.972,03 R$ 3.547,71
NR14 1 R$ 2.972,03 R$ 3.547,71
NR15 1 R$ 776,79 R$ 883,20
NR25 1 R$ 2.226,10 R$ 2.654,93
Total
454 R$ 821.359,64 R$ 977.801,49
Geral
Fonte: A autora, 2017

O Gráfico 2 de pizza exibe de modo esquemático a distribuição da porcentagem das


multas em relação ao valor máximo de multa por Norma Regulamentadora (NR).
165

Gráfico 2: Distribuição das multas em relação ao valor máximo por norma regulamentadora
Fonte: A autora, 2017

Já o Gráfico 3 faz a correlação dos dados apresentados na Tabela 20 comparando as


quantidades de não conformidades, o valor máximo da multa e o mínimo.

Gráfico 3: Distribuição da quantidade de não conformidade com os valores mínimos e máximos por NR
Fonte: A autora, 2017

Analisando os valores máximos e mínimos de multa e quantidade de não


conformidades obtidas, observa-se que a NR12 é a norma que apresenta maior número de não
conformidades, com 149 desvios de um total de 454 identificados. Esse quantitativo de
166

desvios corresponde a 31%. (R$ 303.720,74) de um valor total máximo de multas possíveis
de serem aplicadas de R$ 977.801,49 analisando todas as NR. As NR02 e 04 são aplicadas,
porém não possuem multas para os itens levantados conforme a NR28.
Por fim, o Gráfico 4 de pizza exibe as multas com relação ao seu grau de infração.
Analisando os dados, observa-se 42% do total de multas aplicáveis são de grau de infração
IG2 e 36 % de IG3. Esses dados indicam que a maioria das infrações aplicáveis a BV
Associados são do tipo moderado a grave, o que aumenta o valor das multas.

Gráfico 4: Distribuição das infrações totais por grau 1, 2, 3 e 4


Fonte: A autora, 2017
167

6. PLANO DE AÇÃO

Este capítulo visa priorizar as não conformidades identificadas por meio do diagrama
de Pareto, assim como apresentar uma sugestão de plano de ação baseado na metodologia
5W2H para a correção dos problemas identificados.

6.1 PRIORIZAÇÃO DAS NORMAS USANDO O DIAGRAMA DE PARETO

O levantamento das não conformidades realizou-se por meio de listas de verificação


e a partir desses construiu-se o diagrama de Pareto, que é uma das ferramentas de análise de
qualidade. Esta análise baseia-se no conceito de que 80 % dos problemas são gerados por 20
% das causas, evidenciando-se as causas com maior impacto que devem ser priorizadas. O
Diagrama de Pareto é apresentado Gráfico 5.

Gráfico 5: Diagrama de Pareto - % Total de não conformidade x % Acumulada


Fonte: A autora, 2017

O diagrama de Pareto indica que a NR12 (Máquinas e equipamentos) representa 33


% das não conformidades. Além do mais, as não conformidades da NR12 (Máquinas e
Equipamentos), NR35 (Trabalho em altura), NR10 (Eletricidade), NR05 (CIPA) e NR13
(Caldeiras e vasos de pressão) somadas correspondem aproximadamente 80% do total de não
168

conformidades identificadas na BV Associados. Portanto, essas NR devem ser consideradas


como prioridades.

6.2 FERRAMENTA 5W2H

A ferramenta 5W2H consiste em criar um plano de ação com o objetivo de dar


respostas às questões especificas para as atividades ou problemas pré-estabelecidos, de modo
a realizar o mapeamento e gestão do processo. A Tabela 21 apresenta as perguntas que devem
ser respondidas de acordo com a metodologia 5W2H.
Tabela 21: Método 5W2H

Método dos 5W1H

What O que? Que ação será executada?

Who Quem? Quem irá executar/participar da ação?


Where Onde? Onde será executada a ação?
5W
when Quando? Quando a ação será executada?
Why Por quê? Por que a ação será executada?
1H How Como Como será executada a ação?
Fonte: Adaptado de Meira, 2003

Um plano de ação foi criado baseado na ferramenta 5W2H. Entretanto, How much
não será utilizado devido à falta de informações sobre os custos, sendo utilizada a ferramenta
no estudo como 5W1H. Para a elaboração do plano de ação foram adotadas em resposta a
pergunta What (O que) as não conformidades identificadas no estudo. Para a pergunta How
(Como) são apresentadas sugestões de como sanar os problemas encontrados. Já para Who
(Quem) irá executar a ação, são colocados os funcionários responsáveis por solucionar os
desvios dentro da empresa em estudo. A justificativa do motivo pela resolução da não
conformidade é apresentada no campo Why (Porque). E por fim, em resposta a pergunta When
(Quando), é utilizada com os seguintes prazos de cumprimento para as ações:
Imediato: Implantação imediata;
Curto prazo: Período de implantação em até 3 meses;
Médio prazo: Entre 3 meses e 12 meses;
Longo prazo: Entre 12 e 24 meses.

O plano de ação elaborado para a empresa BV Associados utilizando a ferramenta


como 5W1H é apresentado na Tabela 22.
169

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR

NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)


Não cumprir e fazer cumprir as Atendimento das NR e
1.7 - disposições legais e regulamentares Implementar ações de segurança reduzir a probabilidade de
a sobre segurança e medicina do baseado no plano de ação proposto acidentes de doenças do
trabalho trabalho

Criar ordens de serviço padronizadas Atendimento das NR e


Não incluir informações sobre
1.7 - incluindo questões de saúde e reduzir a probabilidade de
segurança e saúde nas ordens de
b segurança do trabalho para as acidentes de doenças do
serviço.
atividades trabalho

1.7 - Não informar aos trabalhadores: Diretores


Toda a Médio
NR01 c-I os riscos, meios para prevenir e Colocar os requisitos sobre saúde e Gerentes/
Maior concientização dos Empresa prazo
limitar, medidas adotadas pela segurança na ordem de serviço. Produção
trabalhadores sobre os riscos
1.7 - empresa; Treinar o trabalho e usar o DSS como
das atividade, a fim, de evitar
c - II e os resultados das avaliações uma forma de lembrá-los sobre os
acidentes e doenças do
ambientais realizadas nos locais de riscos e as medidas de controle
trabalho.
1.7 - trabalho. utilizados pela empresa.
c - IV

A empresa não possui Para garantir que os


Criar procedimentos para situações de
procedimentos para serem adotados trabalhadores saberão como
1.7-e emergência ou de acidentes do
em caso de acidente ou doença agir em em caso de
trabalho;
relacionada ao trabalho; emergência.
Solicitar aprovação de suas instalações
Para antecipar os riscos e as
ao órgão regional do MTb - Ministério
Inexistência do CAI (Certificado de medidas de controle do Toda a Médio Diretores
NR02 2.1 do Trabalho para a obtenção do CAI
Aprovação de Instalações empreendimento antes que o Empresa prazo
(Certificado de Aprovação de
mesmo entre em operação.
Instalações
Fonte: A autora, 2017
169
170

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR

NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)

A empresa possui situações de Adequação da empresa as Normas


grave e iminente risco, pois a Regulamentadoras para a
3.2 Aplicar este plano de ação e providenciar o
tubulação de ar comprimido não correções das situações de risco
NR03 10.4.13 projeto da tubulação e o dispositivo de pressão. Imediato
possui dispositivos de pressão e grave e iminente e impedir a
13.6.1.2 Assim como realizar o atendimento da NR10.
não possui projeto conforme NR13. Interdição parcial do
Não cumprimento da NR10 estabelecimento.

Para que a empresa tenha uma


Constituir a CIPA na empresa, realizando a comissão que analise e investigue
Não existe CIPA implantada e nem Médio
NR05 5.2 eleição dos representantes dos trabalhadores e os acidentes e doenças do
funcionário designado. prazo
designação dos indicados pelo empregador. trabalho, bem como medidas de
controle para evitá-los.
Diretoria/
6.5 Realizar levantamento sobre os EPI necessários e Financeiro
Atividades de risco sendo Toda a Imediato
NR06 de acordo com os riscos existente para cada Gerentes
6.6.1 a realizadas sem o devido EPI. atividade. Empresa
SST

Exigir o uso do EPI; Criar procedimentos


garantindo a obrigatoriedade do EPI;
NR06 6.6.1 b A empresa não exige o uso do EPI. Proibir o uso de aparelhos celulares e eletrônicos Imediato
Proteção dos trabalhadores quanto
durante o expediente de trabalho. Gestão dos
aos riscos provenientes das
EPI: Ficha de EPI, ficha de treinamento.
atividades desenvolvidas.
Falta de treinamento adequado
Criar procedimentos e treinamentos quanto ao Curto
NR06 6.6.1 d para os trabalhadores quanto ao
uso, guarda e conservação do EPI. prazo
risco, uso, guarda e conservação.
Criar uma ficha de EPI para cada funcionário,
Falta de registro de fornecimento onde possa constar desde a data da primeira Curto
NR06 6.6.1 h
do EPI para o trabalhador. entrega do EPI até as consecutivas prazo
susbstituições.
Fonte: A autora, 2017

170
171

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR

NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)

A empresa não realiza exames


correspondentes a todos os Realizar um mapemento dos riscos de cada Cumprimento das NR e avaliação
Diretoria
7.4.2 riscos envolvidos a sua atividade e os exames relacionados aos das condições de saúde dos Imediato
Financeiro
atividade, como de trabalho em mesmo. trabalhadores.
SST
altura e com elétricidade.
7.4.6 Identificação de pontos de
O último PCMSO da empresa
Solicitar ao Médico do trabalho o Relatório melhoria e falhas nos programas Diretoria
revisado em 06-12-2016 não Imediato
anual de controle dos riscos da empresa, Financeiro
7.4.6.1 apresenta o relatório anual.
NR07 como o PPRA.

A empresa não possui CIPA Constituir CIPA na empresa e apresentar Para informar ao trabalhador se os Curto
7.4.6.2 Diretoria
constituída. para a mesma o relatório anual riscos estão afetando a sua saúde. prazo
CIPA
Toda
Falta de matériais de primeiros empresa
socorros suficiente para o Providenciar kit de primeiros socorros e Realizar o atendimento de
7.5.1 atendimento inicial e treinamento para o funcionário responsável primeiro socorros em caso de Imediato Diretoria
inexistência de profissional pelo atendimento em caso de emergência. acidentes. Financeiro
treinado para o atendimento.
O piso do galpão possui
Para evitar quedas de mesmo nível Médio Diretoria/
8.3.1 deformações, saliências e Nivelar o piso do galpão de produção.
nos trabalhadores. prazo Financeiro
obstáculos.
Escada paralela a cozinha está Prevenir quedas dos Médio Diretoria/
8.3.4 Colocar corrimão para a escada.
NR08 sem proteção de corrimão. trabalhadores. prazo Financeiro
Falta de pontos de ancoragem Para evitar quedas e morte dos
Providenciar linha de vida para o telhado e Curto Diretoria/
8.3.6 ou linha de vida pra trabalhadores durante os trabalhos
demais trabalhos em altura. prazo Financeiro
manutenção no telhado. em altura.
Fonte: A autora, 2017

171
172

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR

NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)

Falta de priorização das medidas de


controle e cronograma no PPRA, sendo Para a empresa ter um
Colocar cronograma com priorização para as
9.2.1 a que uma mesma data é colocada para cronograma de ações a serem
metas. tanto no PPRA quanto na análise Imediato
cumprimento de todos os itens sugeridos. realizadas ao longo do ano em
Global.
A análise Global possui o cronograma adequação as NR.
porém não apresenta a priorização.

Realiar avaliação ambiental anualmente dos


Não foi realizada a avaliação quantitativa
agentes de riscos identificados no Médio
9.3.7 .1 em 2016 dos agentes identificados na Para evitar doenças do trabalho.
reconhecimento ambiental até que o mesmo prazo
avaliação qualitativa do PPRA(2015).
esteja controlado.
9.3.1 a
Fazer o reconhecimento dos ríscos
9.3.3 a Para verificar se os mesmos
Físico (Vibração das empilhadeiras, Radiação
9.3.3 b encontram se acima ou abaixo
não ionizante com soldagem);
9.3.3 c Não foram reconhecidos todos os riscos do do limite de exposição, Diretória
Uso de produtos químico como o Imediato
9.3.3 d ambiente de trabalho. principalmente os produtos Toda Financeiro
NR09 (EtilMetilCetona, Acetona, Diclorometano,
9.3.3 e químicos que podem causar empresa Empreza
Dioctilftalato, gasolina para limpeza de peças
9.3.3 g graves doenças do trabalho. terceirizada
de manutenção, fumos metálicos).
9.3.3 h
O documento base do PPRA e as suas Concientizar dos trabalhadores
Criação da CIPA na empresa e divulgação do Médio
9.2.2.1 alterações não são discutidos na CIPA, pois sobre os perigos e riscos
PPRA para os membros. prazo
a empresa não possui CIPA envolvidos nas atividades.
Fazer a avaliação quantitativa dos riscos
Falta da avaliação quantitativa dos riscos Físico: (Calor: GHE03 e Vibração das
Comprovar a existência ou
químicos e fisicos , pois os mesmos não empilhadeiras, Radiação não ionizante com as
9.3.4 a inexistência dos perigos e riscos
foram identificados no reconhecimento do máquinas de soldagem); Químicos:
na empresa. Curto
PPRA e nem comprovado sua inexistência. (EtilMetilCetona, Acetona, Diclorometano,
Dioctilftalato, gasolina, fumos metálicos). prazo

Não foi detectado a existência de Informar aos trabalhadores sobre


9.2.1 c Registrar e divulgar os dados do PPRA para
evidências de divulgação dos dados do os perigos e riscos ao qual eles
os trabalhador.
PPRA para os trabalhadores estão expostos.
9.3.1 f
Fonte: A autora, 2017

172
173

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR

NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)


São apresentadas no PPRA medidas
Implantar as medidas de proteção Para garantir as condições
9.3.5.2 de proteção coletiva, porém as
sugeridas no cronograma elaborado pela de saúde e segurança dos
a, b, c mesmas não foram efetivamente
autora para a análise global (2016). trabalhadores.
implantadas.
Para certificar a necessidade
Não existe comprovante de
Comprovar tecnicamente utilizando um ou não da inviabilidade
inviabilidade técnica das medidas de
9.3.5.4 laudo técnico a inviabilidade da adoção técnica das medidas de
proteção coletiva sugeridas no Médio
de médidas de proteção coletiva. proteção que não forem
PPRA. prazo
possiveis de serem feitas.
Falta do número dos CA e
comprovação matemática dos Garantir que os EPI Diretória
Constar no PPRA e Análise Global a
protetores auriculares no PRA(2015) possuem atenuação Financeiro
9.3.5.5 a relação de EPI conforme avaliação
e a análise Global(2016), para suficientes para a proteção Empreza
técnica quanto à eficácia dos mesmos.
verificação da atenuação do ruído dos trabalhadores. Toda terceirizada
NR09 baseado no NRRsf. empresa
Falta de especificação do tipo e o Colocar no PPRA, os EPI de forma
Para facilitar na aquisição
9.3.5.5 d modelo do protetor auricular no mais especifica. Identificação do tipo e
dos EPI pela empresa.
PPRA(2015). modelo.
Não existem evidências de Aumentar a concientização
Realização de treinamento quanto ao
9.3.5.5 b treinamento de uso, guarda e dos trabalhadores quanto a
uso, guarda e manuseio dos EPI.
manuseio dos EPI no PPRA saúde e segurança. Curto
prazo
Falta de procedimentos quanto ao Criar procedimentos quanto ao uso,
9.3.5.5 c
uso, guarda e conservação dos EPI. guarda e conservação dos EPI.
Para garantir as condições
de saúde e segurança dos
Inexistência de mapa de risco e de A CIPA deve criar um mapa de risco.
trabalhadores. Diretória
9.6.2 treinamento sobre percepção de Oferecer treinamentos sobre percepção
Financeiro
riscos para todos os trabalhadores. de riscos para os trabalhadores.

Fonte: A autora, 2017

173
174

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR

NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)


10.2.1 Falta de analise de risco para
Criar ferramentas de analise de risco Diretor/
trabalhos com alta tensão. Subestações,
Análise preliminar de risco (APR). Manutenção
Faltam medidas de controle do risco Para maior proteção dos equipamentos, Curto
Criar procedimentos de trabalho. elétrica.
10.2.2 elétrico, tais como medidas de trabalhadores e paineis prazo
Adquirir Equipamento de proteção coletiva e Terceirizada
proteção coletiva, individual e de elétricos.
individual. SST
procedimentos de trabalho.
Para identificação dos Subestações,
Fazer a identificação de todos os quadros de Diretor/
Falta de diagrama unifilar e falta de circuitos elétricos de modo equipamentos, Médio
10.2.3 força da empresa. Manutenção
identificação nos quadros de força. a proteger os trabalhadores e paineis prazo
Elaborar o diagrama unifilar da empresa. elétrica.
da empresa. elétricos.
Falta do Prontuário de instalação
10.2.4 elétrica (PIE) sendo necessário, pois Constituir o Prontuário de instalação elétrica Para armazenar em um
Longo Diretor/
(PIE) e deixá-lo a disposição dos único local toda a
a carga instalada da empresa é de Prazo Financeiro
10.2.6 320 kW superior a 75 kW. trabalhadores e para a fiscalização. documentação.
NR10 Toda Empresa
A empresa não possui documentação
Para comprovar o controle
pertinente a medições do sistema de Providenciar o SPDA para proteção de Longo Diretor/
10.2.4 b de sistema de descargas
proteção contra descargas descargas atmosféricas. Prazo Financeiro
atmosféricas.
atmosféricas e aterramentos elétricos.
Diretor/
Subestações,
Para garantir que as Manutenção
A empresa não possui os cronograma Criar os cronogramas de inspeções, check list equipamentos, Curto
10.2.4 g inspeções estão sendo elétrica.
das inspeções técnicas. de verificações. e paineis prazo
realizadas. Terceirizada
elétricos.
SST
10.5.1 d Providenciar o projeto e o aterramento
temporário que deve ser adotado a montante Evitar acidentes gerados Diretor/
A empresa não possui aterramento Curto
(antes) e a jusante (depois) do ponto de pela energização acidental Toda Empresa Manutenção
10.3.6 temporário. intervenção do circuito e deve ser retirado da rede.
prazo
elétrica.
depois do serviço.
Fonte: A autora, 2017

174
175

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR
NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)
Providenciar a sinalização adequada para
Foi verificado que a empresa não impedir a reenergização das instalações Prevenção de acidentes Diretor/
10.2.8.2 possui sinalização adequada para o elétricas. devido a reenergização dos Manutenção
impedimento da reenergização. Utilizar sinalização de bloqueio, cartões de equipamentos. elétrica.
identificação de bloqueio.
Banqueta isolante, tapete isolante, cone de
Subestações,
sinalização, dispositivo DR para interromper
equipamentos,
as correntes de fuga.
e paineis
Colocar cadeado nos painéis. Diretor/
Para proteger os elétricos.
Faltam medidas de proteção coletiva Colocar lâmpada de sinalização nas botoeiras Financeiro
10.2.8.1 trabalhadores de acidentes
dos painéis para indicar se a máquina está Terceirizada
que podem levar a morte.
ligada. SST
Colocar capa protetora nos fusíveis. Curto
NR10 Identificar todos os painéis com o nível de prazo
tensão.

10.7.8 Evitar que os


A empresa não possui resultado dos Equipamentos de proteção Diretor/
Providenciar os testes de isolação elétrica dos
teste de isolação elétrico em EPC e estejam danificados e Toda Empresa Manutenção
equipamentos de EPC e EPI.
10.2.4 e EPI. consequentemente causar elétrica.
danos ao trabalhador

10.2.4 c Calçado de segurança para eletricista,


vestimenta condutiva, macacão, capuz, calça, Diretor/
10.2.9.1 Faltam proteção individual para os manga de segurança, capacete com visor, Proteger o trabalhador Setor Elétrico Manutenção
funcionário do setor elétrico.
fabricados com material e tecidos especiais elétrica.
10.2.9.2
para proteção contra arco elétricos com CA.
Fonte: A autora, 2017

175
176

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR

NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)


Funcionários utilizam adornos como Criar procedimentos que proibam o uso de
Evitar risco de choque Curto Segurança/
10.2.9.3 relógios e fumam durante a adorno e fumar durante a realização da Setor Elétrico
elétrico e de incêndio. prazo Manutenção
realização das atividades. atividade.
10.3.1
10.3.7
Providenciar o projeto das instalações
10.3.8 Falta de projeto das instalações elétricas e deixá-lo a disposição dos Para garantir a segurança Medio Segurança/
Toda Empresa
elétricas com memorial descritivo. funcionários e da fiscalização. da instalação elétrica prazo Manutenção
10.3.9
Fazer o memorial descritivo em português.
(a,b,c, d ,
e, f, g)
Colocar os paineis em uma área isolada e
Falta de sinalizações e identificação
10.10.1 identificá-los.
dos painéis elétricos. Sinalizações em
NR10 Sinalizar os equipamentos quanto ao risco
italiano.
elétrico no idioma Português.
10.3.3.1 Os circuitos elétricos não são
Identificar os circuitos elétricos.
devidamente identificados.
10.10.1a Impedir o contato de Subestações, Diretor/
10.3.2 Providenciar mais barreiras dentro das pessoas que desconhecem equipamentos, Curto Segurança e
subestações. Provienciar a substituição do o risco em áreas com e paineis prazo Manuteção
Os quadros de força não possui sistema de bloqueio do paínel elétrico. eletricidade. elétricos. elétrica
impedimento de reenergização, tendo Utilizar etiquetas indicativas da condição de
10.10.1 em vista que a chave fica no próprio bloqueio, acrescidas de informações báscias,
b e f local. O sistema de bloqueio está tais como o nome do responsável pelo
imendado com fita isolante. serviço, a forma de localizá-lo (rádio,
telefone, setor) a data e a previsão de tempo
de interrupção.
Fonte: A autora, 2017

176
177

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR

NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)


Falta de sinalização das áreas de
10.10.1 circulação e de movimentação de Sinalizar as áreas de circulação próximo as
Galpão
e carga delimitando as instalações instalações elétricas. Impedir o contato de
elétricas. pessoas que desconhecem
o risco em áreas com Subestações,
10.10.1 Não existe identificação de Identificar os equipamentos e os circuitos que eletricidade. equipamentos,
g equipamentos ou circuito impedido. se encontram impedidos. e paineis
elétricos.
A empresa não possui analise de Fazer análise de risco;
riscos para a atividade e possui Utilizar medidas de proteção como, por
10.4.2 Toda Empresa
poucas medidas de proteção tais exemplo, banqueta isolante, cones de
como a vara de manobras. sinalização, sistemas de bloqueio e etc. Diretor/
Curto Segurança e
NR10 Os equipamentos, ferramentas e prazo Manuteção
dispositivos isolantes ou Proteger o trabalhador elétrica
10.4.3.1 equipamentos com materiais
Submeter os equipamentos a teste e ensaios contra choques elétricos e
isolantes, destinados ao trabalho em arcos elétricos. Toda Empresa
para verificação do seu isolamento.
alta tensão não são submetidos a
10.7.8 testes elétricos ou ensaios de
laboratório periodicamente

Não existe um plano de manutenção Criação de um plano de manutenção


10.4.4 Setor Elétrico
na empresa. preventiva para as instalações elétricas.

10.5.1 O funcionário não realiza todo o Treinar o funcionário quanto a NR10, de


Para evitar acidentes com
a, b, c,e, procedimento de desenergização das modo a ser feito todo o procedimento de Setor Elétrico
reenergização acidental.
f máquinas. desenergização.
Fonte: A autora, 2017

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Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR

NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)


Orientar o trabalhador
A empresa não possui ordem de Diretor/
Providenciar a ordem de serviço para a quanto as medidas de Curto
10.11.2 serviço para a realização das Toda Empresa Manutenção
atividade elétrica. proteção durante a prazo
atividades. elétrica.
realização das atividades.
10.8.5 Fazer o registro do trabalhador o autorizando
10.8.6 a trabalhar com instalações elétricas;
O funcionário responsável pelo setor
Diretor/
elétrico não possui Qualificação, Contratar um funcionário habilitado para
Manutenção
capacitação e autorização escrita responder pela empresa e oferecer Aumentar o conhecimento Curto
Setor Elétrico elétrica.
10.8.8 para realização dos serviços em capacitação ao seu Encarregado de dos riscos do trabalhador. prazo
Terceirizada
10.2.4 d instalações elétricas e não possui o manutenção, enquanto a sua situação de
SST
curso de NR10. qualificação não for regularizada.
Fornecer treinamento especifico conforme
NR10 anexo III da NR10.

Falta de equipamentos de Evitar que o funcionário Diretor/


Providenciar rádio de comunicação para o Medio
10.7.9 comunicação para a realização do não seja socorrido a tempo Setor Elétrico Manutenção
funcionário que realiza atividade em AT. prazo
serviço elétrico em Alta Tensão (AT) em caso de acidente. elétrica.
O PCMSO, não exige os exames de
Analisar se o funcionário Diretor/
saúde para o trabalhador de Colocar o risco de acidentes dentro do PPRA.
do setor elétrico está apto Curto Financeiro
10.8.7 instalações elétricas, pois não foi O médico deve solicitar exames de saúde para Toda Empresa
ou não a trabalhar com prazo Terceirizada
detectado o risco por meio de análise o funcionário do setor elétrico.
instalações elétricas. SST
de risco ou PPRA.
Falta de treinamento para os Mapear os funcionários que realizam Diretor/
funcionários que desenvolvem atividades nas zonas livres e zonas Aumentar o conhecimento Medio Financeiro
10.8.9 Toda Empresa
atividade nas zonas livres e nas controladas. dos riscos do trabalhador. prazo Terceirizada
vizinhanças da zona controlada. Oferecer treinamento para estes funcionários. SST
Fonte: A autora, 2017

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Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR

NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)


10.11.1
Falta de procedimento de trabalho Criar procedimentos para a realização das
10.2.4 a para serviços em instalações Medio
atividades assinado por profissional
prazo
Para maior conhecimento
10.11.4 elétricas. legalmente habilitado
dos trabalhadores quanto Setor Elétrico
Foi verificado que não é realizada a aos riscos.
Fazer a analise preliminar de risco antes de Curto
10.11.7 APR antes de iniciar a atividade com
iniciar a atividade. prazo
instalações elétricas.

Não foi detectado na empresa o Criar um plano de emergência citando as Orientação do trabalhador Curto
10.12.1
plano de emergência ações com serviços em eletricidade. em caso de emergência. prazo

Para que o trabalhador


Falta treinamento de primeiros Oferecer o trabalhador autorizado o saiba realizar os primeiros Curto
10.12.2 Diretor/
socorros para os trabalhadores. treinamento de primeiros socorros. socorros em caso de prazo
Financeiro
NR10 acidente.
Terceirizada
Falta de procedimento de resgate em Criar procedimentos para situações de Orientação do trabalhador Medio SST
10.12.3 Toda Empresa
caso de acidente. regaste. em caso de emergência. prazo

Definir brigadistas na empresa; Para que os trabalhadores


Falta de treinamento de combate a Curto
10.12.4 Oferecer aos funcionários treinamento de saibam como agir em caso
incêndio. prazo
combate a incêndio. de incêndio.

Informar os riscos para os funcionários


Não são informados os riscos para as Medio
10.13.2 terceirizadas e exigir medidas preventivas dos
empresas terceirizadas. Para maior conhecimento prazo
mesmos.
dos riscos pelos
Não foi encontrado na empresa Criar procedimento e treinamento informando funcionários internos e
Curto
10.14.1 procedimento que oriente ao aos trabalhadores sobre o direito de recusa em externos. Setor Elétrico
prazo
trabalhador sobre o direito de recusa. situações que coloque a sua vida em risco.

Fonte: A autora, 2017

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Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR

NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)


Os botões de controle da ponte móvel ficam
muito próximos e o painel de interrupção da Treinar os operadores quanto ao uso dos EPI;
ponte fica distante. Criar procedimentos de movimentação de
O funcionário segura a carga com a mão para carga;
Evitar acidentes
estabilizar. Delimitar e sinalizar a área de circulação da
11.1.3.3 devido a falta de
O operador da empilhadeira não utiliza os empilhadeira e delimitação da área de
NR11 22.7.2 sinalização sonora da
EPIs. passagem da ponte móvel;
22.7.13. empilhadeira e
A área de manobra e circulação das Sinalizar os botões do controle da ponte
atendimento à NR 11.
empilhadeiras e ponte móvel não possui móvel;
sinalização para delimitação de área. Utilizar o Giroflex para sinalização sonora Diretor/
A empilhadeira não possui giroflex apenas acoplado nas empilhadeiras. Gerente de
Empilhadeira/ Médio
alarme de ré. produção/
Galpão prazo
Terceirizada
Estabelecer um operador oficial para as SST
empilhadeiras e fornecer o treinamento
especifico conforme NR11 para o mesmo; Para adequação quanto
Os operadores da empilhadeira não possuem
Não autorizar os demais funcionários a operar à NR11 e maior
treinamento específico e sim informal "um
NR11 11.1.5 a empilhadeira ou capacitá-los para a sua conhecimento dos
ensina ao outro". Não existem evidências
operação. operadores de
desses treinamentos informais.
É interessante que seja feita a reciclagem anual empilhadeira.
desse treinamento, embora a NR11 não
mencione essa obrigatoriedade.

Identificar o
Diretor/
Recomenda-se a carteira de categoria B; funcionário
11.1.6 Os operadores não possuem cartão de Gerente de
Providenciar o cartão de identificação do responsável pela Empilhadeira/ Curto
NR11 11.1.6.1 identificação, com data da validade do ASO, produção/
trabalhador, com a data do último periódico empilhadeira e Galpão prazo
12.146 com nome e fotografia em lugar visível. Terceirizada
médico e validade de até 1 ano após essa data. adequação quanto à
SST
NR11.
Fonte: A autora, 2017

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Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR

NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)

Criar um check list de inspeção para a


empilhadeira e ponte móvel; Diretor/
Não são realizadas inspeções nos Preservação da saúde e Equipamentos
Implantar controles de manutenção preditiva, Gerente de
11.1 equipamentos; da integridade dos de transporte Curto
NR11 preventiva e corretiva; produção/
11.1.8 Não existem evidências das manutenção trabalhadores e de carga/ prazo
Treinar os operadores de equipamentos Terceirizada
preventiva e corretivas. atendimento à NR 11. Galpão
motorizados e de movimentação de cargas para SST
a realização das inspeções.

Obter fácil acesso aos


Diretor/
Material armazenado obstruindo o acesso ao Providenciar um novo local de armazenamento extintores de incêndio Pátio/
NR11 11.3.2 Imediato Gerente de
extintor de incêndio. para as embalagens de papel. em caso de Galpão
produção
emergência.

Preservação da saúde e
Redessenhar um novo layout para o
Material armazenado próximo as estruturas da integridade dos Pátio/ Curto
NR11 11.3.3 armazenamento das cargas, especialmente dos
laterais do prédio. trabalhadores e Galpão prazo Diretor/
perfis de alumínio.
atendimento à NR 11. Gerente de
produção/
Terceirizada
Disposição da carga dificultando o trânsito, a SST
Novo rearranjo físico ou do Layout para o Obter fácil acesso as Pátio/
NR11 11.3.4 iluminação, e o acesso às saídas de Imediato
armazenamento dos Big - Bags. saídas de emergência. Galpão
emergência.

Fonte: A autora, 2017

181
182

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)

Item O que Como Por que Onde Quando Quem


NR
NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)
Equipamentos sem proteção coletiva.
Implantar proteções coletivas e gestão
As medidas administrativas não estão
administrativa dos itens de segurança; Evitar acidentes e doenças do
sendo utilizadas para gestão da Médio
12.4 Gestão de controle dos EPI. trabalho e atendimento à NR
segurança. prazo
Realizar treinamentos de 12.
Os funcionários não utilizam os EPIs
conscientização do uso dos EPI.
como medida de proteção individual.

Área de circulação nos locais com Providenciar demarcação dos locais


Evitar circulação de outros
máquinas instaladas não possui de instalação de máquinas e
12.6 funcionários próximo as
demarcação conforme normas técnicas equipamentos e demarcarção das
máquinas em operação.
oficíais. áreas de circulação.
Em situações de emergência, a Diretória/
NR12 Vias de acesso com menos de 1,20 m Desobstruir os acesso a saída de obstrução da saída pode levar a Galpão/ Gerencia de
12.6.1 Pátio produção
as saídas de emergência. emergência. acidentes durante uma fuga
repentina. SST

Áreas de circulação obstruídas por Providenciar um novo layout com As áreas obstruídas podem Curto
bags, equipamentos esperando áreas de circulação e colocar os causar choques elétricos com prazo
12.6.2
instalação, equipamentos obsoletos e equipamentos obsoletos para um novo cabos energizados, queda de
cabos das máquinas. local. mesmo nível entre outros.

Materiais utilizados no processo


produtivo armazenados em diferentes Armazenar os materiais do processo
Evitar acidentes do trabalho e
12.7 locais, e não existem demarcações produtivo em áreas especificas
atendimento à NR 12.
com faixas ou sinalização do local de demarcadas ou sinalizadas.
armazenamento.

Fonte: A autora, 2017

182
183

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR
NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)
Delimitar uma distância mínima suficiente
Os espaços ao redor das máquinas não para a movimentação do trabalhador ao O acesso reduzido e com obstrução
estão adequados e sinalizados, possuindo redor das máquinas e equipamentos para a entre as máquinas pode resultar em
12.8
obstrução no caminho para se chegar a realização da tarefa. quedas, queimaduras e choques
máquina. Colocar os cabos em caixas de passagem elétricos nos operadores.
subterrâneas.
As máquinas estão muito próximas, A dificuldade de movimentação
podendo causar queimaduras devido ao Mudar o layout das máquinas, de modo a corporal pode fazer com que o
12.8.1 Curto
funcionário encostar de forma inesperada aumentar o espaço entre os equipamentos. funcionário esbarre acidentalmente
nas máquinas. vindo a causar queimaduras. prazo

Movimentação de carga sobre a cabeça dos Pode ocorrer queda de materiais


Delimitar áreas de circulação dos
funcionários e equipamentos. sobre o operador, funcionários e
transportadores mecanizados, separando as
Falta de sinalização no piso delimitando a nos equipamentos. E a falta de
vias de circulação dos trabalhadores, novo
12.8.2 área de circulação para movimentação do sinalização da área de
rearranjo das máquinas e treinamento Diretoria/
pontículo móvel e da empilhadeira. movimentação das empilhadeiras Galpão/
NR12 quanto ao uso de capacetes para a Gerente de
Trabalhador com o corpo próximo a carga, pode causar atropelamentos e Pátio
realização da tarefa. produção
sem o uso do EPI. colisões.
Determinados percursos do galpão
Remover os obstáculos nos pisos;
encontram-se obstruídos por obstáculos
Colocar caixas subterrâneas para Obstáculos nos percursos de
tais como (tubulação, fiação exposta das Médio
12.9 a alojamento dos cabos das máquinas e circulação podem causar quedas de
máquinas, ferramentas, produtos químicos prazo
armazenar as ferramentas e produtos mesmo nível.
armazenados em local inadequado próximo
químicos em locais apropriados.
as máquinas).
Água misturada a graxas, óleos e
Vazamento de água na tubulação; tintas podem causar
12.9 b Reparar o vazamento da tubulação.
Derrame de óleos e graxas no piso; escorregamento dos funcionários na
parte externa do galpão. Curto
prazo
O desnível do piso pode causar
O piso não está nivelado, possui obstáculos Providenciar o nivelamento do piso e a
12.9 c acidentes de queda do mesmo nível,
e buracos. remoção dos obstaculos.
tropeções, entorses no pé.
Fonte: A autora, 2017

183
184

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR
NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)
As ferramentas manuais estão
Providenciar o armazenamento adequado Pode causar cortes durante a
12.10 desorganizadas, de forma a dificultar a sua
das ferramentas manuais e eletricas. procura de uma ferramenta.
identificação.
Curto
Colocar os equipamentos estacionários
Para evitar queda de materiais prazo
Transporte e movimentação área de carga fora da área de circulação da ponte móvel;
12.13 sobre o operador, funcionários e
sobre as máquinas e trabalhadores. Delimitar a área de circulação da ponte
nos equipamentos.
móvel.

Foi informado pelos funcionários que


Implantação de um sistema de proteção Reduzir o risco de choques e
todas as máquinas são aterradas. Longo
12.15 Gaiola de Faraday Sistema de proteção incêndios provenientes de
Entretanto, não existe sistema de proteção prazo
contra descargas atmosfericas (SPDA). descargas atmosféricas.
contra descargas atmosféricas.
Fio da máquina estacionária em contato Providenciar a reparação do vazamento da
12.16 Imediata
direto com água. tubulação.
Diretoria/
Condutores de alimentação elétrica Galpão/
NR12 Utilizar caixas subterrâneas para Gerente de
12.17 d impedindo o trânsito de pessoas e Pátio
alojamento doss cabos das máquinas. Devido ao risco de choque elétrico produção
materiais. nos funcionários e de queda do
Algumas máquinas e equipamentos mesmo nível.
Colocar sinalização quanto ao perigo de
possuem sinalização quanto ao perigo de
12.18 b choque elétrico e restrição de acesso por
choque elétrico e entretanto, outras não
pessoas não autorizadas.
possuem.
Curto
O botão de acionamento do esmeril fica na prazo
O botão de liga e desliga está
frente do operador e não está protegido do
12.24 c Proteger o botão de acionamento. muito próximo ao operador e
desligamento involuntário de forma
desprotegido de contato acidental.
acidental.

Usar mangotes e luvas para evitar Evitar queimaduras nos braços dos
Cabeçote da extrusora possui parte quente
12.38 queimaduras dutante a realização da operadores durante a troca do
exposta sem medida de proteção.
atividade. cabeçote.

Fonte: A autora, 2017

184
185

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)

Item O que Como Por que Onde Quando Quem


NR
NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)
Diretoria/
Melhorar a disposição das máquinas, de
Dificuldade de acesso ao cabeçote da Impedir queimaduras nos Curto Gerente de
12.38.1 forma a possuir mais espaço entre os
máquina extrusora . braços dos operadores. prazo produção
equipamentos.
Manutenção
(12.39 Falta de Análise de Risco das Curto Diretória
Fazer análise de risco das máquinas.
a, b e c) máquinas. prazo SST
Para mapear os riscos
Os sistemas das máquinas podem ser Colocar dispositivo de proteção e existentes nas máquinas. Médio
12.39 d
burlados. intertravamento. prazo

A extrusora está com botão de Devido ao risco de


12.39 f emergência danificado e a Adaptar um botão de emergência nas acidente, sem possibilidade
Imediata
granuladora não possui botão de máquinas. de parada imediata do
12.56 emergência. equipamento. Galpão/
NR12
Pátio
Não existe uma proteção na zona de Colocar proteção móvel no cabeçote da Impedir queimaduras nos
12.44 Diretoria/
perigo do cabeçote da extrusora. extrusora. braços dos operadores
Gerente de
Inserir um dispositivos de produção
Falta de dispositivo de Evitar esmagamentos de Manutenção
intertravamento que faça com que a
12.44 b intertravamento caso o trabalhador membros superiores dos
máquina pare em caso de acesso do Curto
coloque a mão involuntáriamente. trabalhadores.
trabalhador a zona de perigo. prazo
Para impedir que faíscas,
Colocar protetor visual (divisória projeção de partículas de
12.48 Falta do protetor visual do esmeril. ajustável contra faísca) no esmeril e usar poeira ou lançamento de
o óculos de segurança farpas afetem a visão do
trabalhador.
Fonte: A autora, 2017

185
186

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR
NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)
Colocar sensor de desligamento
Possibilidade de esmagamento das automático em caso de inserção das
12.48 d, e Evitar esmagamento de mãos.
mãos na granuladora. mãos dentro das partes perigosas da
máquina.
12.48 i A proteção não impede
Impedir acesso a zona de
12.48 j completamente o acesso a zona de
12.48 l Melhorar as proteções das máquinas. perigo da máquina, evitando
perigo.
cortes na mão dos operadores.
12.54 Faltam proteções coletivas.
Curto
Falta de projeto, diagrama ou
Criar diagrama esquemático dos prazo
representação esquemática dos Prevenir acidentes devido a
sistemas das máquinas, com
12.55 sistemas de segurança de máquinas, falta de treinamento dos
respectivas especificações técnicas
com respectivas especificações operadores e eletricistas. Diretoria/
em língua portuguesa.
técnicas em língua portuguesa. Galpão/ Gerente de
NR12
Pátio produção
A empresa não possui documentação Constituir os manuais e diagramas em Manutenção
Evitar acidentes nas máquinas e
técnica exigida sob responsabilidade língua portuguesa sob
12.55.1 equipamentos pela falta de
de um profissional legalmente responsabilidade de um profissional
proteção.
habilitado. habilitado com registro no CREA.

Escada de acesso aos equipamentos Colocar proteção nas escadas de


12.64
sem a devida proteção. acesso. Impedir queda de altura dos
funcionários devido a falta da
Acesso estreito aos equipamentos para Mudar o layout em torno dos escada de acesso ao Médio
12.64.3
acessar as escadas. equipamentos. equipamento ou choque prazo
Risco de choque elétrico ao encostar elétrico em contato com os
Colocar proteção no espelho da cabos das máquinas.
12.53 nos cabos das máquinas ao subir as
escada de acesso ao funil.
escadas.
Fonte: A autora, 2017

186
187

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR
NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)
Escada de acesso sem materiais
(12.68
antiaderentes, obstruídas e instaladas
a, b, c,d )
em locais propícios a acidentes.

Escada de acesso para inserção da


matéria prima não possui travessão
(12.70
superior com 1,10 metro de altura, Evitar queda de altura dos
a,c,d,e)
intermediário de 0,70 metros e rodapé Compra de novas escadas de acesso aos funcionários devido a Médio
de 0,20 metros. equipamentos conforme NR12. prazo
desequilíbrio.

As escadas não possuem proteção fixa Diretoria/


12.71
entre o rodapé e o guarda corpo. Galpão/ Gerente de
NR12
Pátio produção
Os degraus da escada possuem Manutenção
12.75 c
pequenos desníveis
Falta de indicação da pressão Colocar uma etiqueta com a
12.79 máxima de trabalho admissível nas identificação da pressão máxima
mangueiras dos compressores. admissível. Inibir acidentes do Curto
12.85 Falta de proteção na saída de Colocar proteção fixa na saída de trabalho. prazo
materiais dos transportadores materiais do transportador contínuo de
12.85.2
contínuos de esteiras. esteira.
Falta indicação de direção do
12.94 Providenciar um dispositivo que indica a Prevenir acidentes devido a
movimento no controle da ponte
d.e direção de movimento da ponte móvel. problemas cognitivos.
móvel.
Fonte: A autora, 2017

187
188

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR
NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)
12.94 f Evitar falhas operacionais
Botões dos painéis das máquinas estão Providenciar a tradução das informações devido a erros de leitura
12.95 c em Italiano. contidas nos painéis. ocasionados pela diferença
12.113 f de idioma.
Colocar o esmeril a uma altura adequada Evitar problemas lombares
O esmeril fica em um local muito
12.95 d à altura do trabalhador e fazer análise na coluna cervical dos
baixo para a altura do trabalhador. Curto
ergonômica do trabalho. trabalhadores.
prazo
Falta de espaço entre o posto de
Rearranjo do espaço físico do posto de Prevenir acidentes do
12.98 trabalho, dificultando a movimentação
trabalho trabalho.
corporal do trabalhador.

Diminuir os risco de Diretoria/


12.99 Existência de cantos vivos na empresa. Eliminação dos cantos vivos. Galpão/
NR12 acidentes com cortes. Gerente de
Pátio
(12.101 O operador não consegue alcançar com Melhorar o layout do entorno das Evitar acidentes do produção
Curto
a, b, c) facilidade o molde para mudança da máquinas e o seu projeto. trabalho como
prazo
12.102 produção. queimaduras.

Não são adotadas todas as medidas de


controle para a redução dos riscos Enclausurar o moinho, substituir a Evitar doenças Médio
12.107
adicionais, como redução do ruído, e gasolina usada para limpeza de peças. ocupacionais. prazo
da exposição a agentes químicos.
Prevenir queimadura
Colocar proteção coletiva nas máquinas,
Falta de controle dos riscos adicionais devido ao contato com as Médio
12.109 exigir o uso de EPI adequado para
como proteção coletiva e individual. partes quentes das prazo
operação da máquina.
máquinas extrusoras.
Fonte: A autora, 2017

188
189

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR
NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)
12.111 Não são realizadas manutenções Utilizar um sistema informatizado
preventivas nas máquinas, apenas para controle das manutenções Controle dos processos de
12.111.1
corretivas. Não existem corretivas e preventivas. manutenção e prevenção
planejamento e controles de Criar um livro de manutenção, ordem de acidentes e doenças do
12.112 a, b, c,
periodicidade das manutenções de serviço e programação de trabalho.
d, e, f, g, h
corretivas. manutenção preventiva e corretiva.

Falta de sistema de bloqueio como A sinalização e o bloqueio


cartões, que impeçam a impede que o sistema possa
12.113 b, c Aquisição de cartões de bloqueio e
reenergização dos maquinários ser reenergizado, o que
treinamento dos funcionários da
durante a manutenção. poderia levar a acidentes Curto
manutenção quanto ao seu uso. Diretoria/
ou morte dos Galpão/ prazo
NR12 trabalhadores. Gerente de
Não existe treinamento como forma Pátio
12.113 d produção
adicional de prevenção.
12.116
12.166.3 Sinalização das máquinas encontra-
se em italiano ou em inglês, em Evitar riscos de acidentes
12.117 Colocar sinalização em português e
divergência as normas brasileiras. devido a erros de
a, b,c em local de fácil visibilidade.
12.118 Sinalização apagada e de difícil interpretação.
compreensão.
12.119 a, b
Falta de identificação, sinalização e Colocar sinalização e proteção
12.119.1 Evitar acidentes devido a
proteção do eixo da máquina indicando o risco nas máquinas.
falta de identificação do
Adequação quanto a indicação risco. Médio
12.120 Máquinas sem especificação técnica.
técnica nas máquinas. prazo
Fonte: A autora, 2017

189
190

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR
NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)
12.125
12.126
Inexistência dos manuais na maioria
12.126.1
das máquinas e os que existem
12.127 Reconstituir os manuais inexistentes ou Médio
encontram-se em italiano.
a, b, c, d extraviados em lingua portuguesa. prazo
Não foram reconstituídos os manuais
12.128
inexistentes ou extraviados.
(a,b,c,d,e,f,g,h,
i,j,k,l,m,n,o,p)
12.130
Falta de procedimentos de segurança Evitar riscos de acidentes
12.130.1 Criar procedimentos especificos para as
específicos das tarefas e das inspeções devido a falta de
tarefas.
12.131 de segurança ao início do turno. conhecimento sobre as
Diretoria/
máquinas.
12.132.1 Inexistência de OS - Ordem de Criar ordem de serviços para os serviços Gerente e
Galpão/
NR12 a,b, c, d serviço dos equipamentos. realizados. Engenheiro
Pátio Curto
de produção
12.136 prazo
Falta de treinamento antes de assumir Oferecer treinamentos de NR12, NR10, SST
a função e quanto aos riscos oriundos NR11, NR06, NR35 para os
12.138 a
da atividade. trabalhadores antes de assumir a função.
12.144 Não são realizados cursos de
Providenciar curso de reciclagem para
reciclagem periodicamente e quando
12.144.1 os trabalhadores
há alteração das instalações.
12.147.1
Os operadores de extrusora não Providenciar o curso de capacitação Médio
a, b,c,d,e,
possuem curso de capacitação. para os operadores de extrusão. Evitar acidentes e doenças prazo
f,g,h,i.
ocupacionais e
Utilização de materiais e produtos
Substituir a gasolina por outro produto atendimento a NR12.
12.148 inadequados como a gasolina para Imediata
para limpeza das peças.
limpeza de peças.
Fonte: A autora, 2017

190
191

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)

Item O que Como Por que Onde Quando Quem


NR
NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)

O cilindro de plastificação não possui Colocar sinalização indicando alta


1.2.3.1
etiqueta fixada indicando alta temperatura. temperatura no cilindro da extrusora.
Evitar acidentes
Anexo 1.2.5.1 Falta de proteção na calha de saída dos Colocar medidas de proteção nas saídas e doenças
Médio
IX da perfis e telhas. das calhas. ocupacionais e Galpão
1.2.5.1.1. prazo
NR12 atendimento a
1.2.11.1 a NR12.
Unidade de resfriamento dos grânulos com Enclausurar o local de resfriamento dos
1.2.11.1 b
acesso a zona de perigo. grânulos.
1.2.11.1 c
Colocar placa de identificação no corpo
Falta de placa identificação no corpo do
13.5.1.4 do equipamento com o nome do Diretoria/
equipamento com o nome do fabricante, o
(a,b,c,d,e, f) fabricante, o número de identificação, Gerente/
número de identificação, ano de
ano de fabricação, pressão máxima de Engenheiro
fabricação, pressão máxima de trabalho
trabalho admissível, pressão do teste de produção
admissível, pressão do teste hidrostático de
13.5.1.5 fabricação e ano e o código de projeto. hidrostático de fabricação e ano e o e
código de projeto. Para evitar SST
acidentes devido Parte
13.5.1.6 Falta de documentação e prontuário dos Curto
NR13 a falta de externa do
(a, b,c,d,e, f) vaso de pressão a disposição da CIPA. Constituir o prontuário do vaso de prazo
Existe apenas o manual de instruções do pressão, com registro de segurança dos identificaçao do galpão
13.5.1.8 equipamento. vasos de pressão, relatório de inspeção vaso de pressão

13.5.1.7 Relatório de inspeção está desatualizado. atualizado, certificado de calibração.


Falta o certificado de calibração dos Deixá-lo disponível para a CIPA.
13.5.1.9 dispositivos e registro de segurança.

13.5.2.2 a As saídas dos vasos de pressão não são Realizar a sinalização do local e a
sinalizadas e possuem obstruções. desobstrução das saídas.
Fonte: A autora, 2017

191
192

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR
NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)
13.5.2.5 Não existe a planta baixa do
estabelecimento com o Providenciar a planta do posicionamento
Médio
posicionamento de cada vaso de dos vasos de pressão no estabelecimento
13.5.2.6 prazo
pressão e medidas de atenuação com as medidas de atenuação dos riscos.
dos riscos.

Falta de laudo e registros de


13.5.4.3 a
realização do teste hidrostático Providenciar a realização e o laudo do
realizado por profissional habilitado teste hidrostático e a placa afixado no vaso
e valor de pressão de teste afixado de pressão.
13.5.4.4.1 em sua placa de identificação.
Para evitar
13.5.4.2 Diretoria/
Não existe gerenciamento das acidentes
Gerente/
13.5.4.9 inspeções. Ficha de controle envolvendo
Realizar o controle, registro e relatório das Parte externa Engenheiro
NR13 13.5.4.11 desatualizada e falta evidência se vasos de
inspeções periódicas e extraordinárias. do galpão de produção
as inspeções técnicas são realizadas pressão e
13.5.4.12 e
por um PH. atendimento da Curto
13.5.4.15 SST
NR13. prazo
Providenciar o relatório de inspeção com a
identificação do vaso de pressão, os fluidos
de serviço, categoria, tipo do vaso de
pressão, tipo de inpeção executada,
13.5.4.13 Relatório de inspeção dos vasos de
resultados, intervenções executadas, data
(a, b, c, d, pressão incompleto. Consta apenas
do início e termino da inspeção, parecer
e, f, g, h, i, os serviços de troca dos filtro, e do
conclusivo, recomendações e providências
j, k) óleo.
necessárias, data da próxima inspeção,
nome legível do PH com número do
registro de classe e dos técnicos
participantes.
Fonte: A autora, 2017

192
193

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR
NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)
A empresa não possui placa de Criação do prontuário e da placa de Curto
13.5.4.14 Para evitar
identificação e nem prontuário atualizado. identificação nos vasos de pressão prazo
acidentes
Inexistência de um plano de inspeção envolvendo as
considerando os fluidos transportados, a tubulações dos
13.6.1.1 pressão de trabalho, a temperatura Providenciar um plano de inspeção e um vasos de pressão Médio
(a, b, c, d, e) ambiente, os mecanismos de danos programa para as tubulações e atendimento prazo
previsíveis e as consequências em casos de da NR13.
falhas das tubulações.
Risco grave e
Falta de projeto da tubulação e dispositivo Providenciar o projeto com a inclusão iminente e de
13.6.1.2 Diretoria/
indicador de pressão de operação na de um dispositivo de verificação de interdição Imediato
13.6.1.3 Gerente de
tubulação. pressão na tubulação. parcial das Tubulação
produção/
NR13 atividades. dos vasos
Manutenção
de pressão.
/
Inexistência de documentação do sistema
SST
de tubulação, fluxogramas de engenharia
13.6.1.4
com a identificação das linhas e dos Para evitar
(a,b,c, d )
acessórios, o PAR e os relatórios de Providenciar um programa periódico de acidentes
inspeção. inspeção da tubulação dos vasos de envolvendo as
Curto
pressão e o relatório da inspeção da tubulações dos
13.6.1.6 prazo
tubulação e e deixá-lo a disposição para vasos de pressão
13.6.3.9 Falta do programa de inspeção periódica e os trabalhadores e para a fiscalização. e atendimento
(a, b, c, d, e, do relatório de inspeção da tubulação e de da NR13.
f, g, h, i, j) disponibilização dessa documentação para
13.6.3.9.1 a fiscalização e os trabalhadores.
13.6.3.10
Fonte: A autora, 2017

193
194

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando
NR
NR (What) (How) (Why) (Where) (When)

Providenciar identificação da pressão


13.6.2.1 Não existe indicação de pressão admissível na
admissível na tubulação de ar comprimido e Para evitar
13.6.2.3 tubulação e falta sinalização conforme NR26.
sinalização conforme NR26. acidentes
envolvendo as
13.6.3.1 Parte externa Curto
NR13 tubulações dos
13.6.3.2 do galpão prazo
Providenciar a realização da inspeção inicial e vasos de pressão e
13.6.3.3 Não existe registro da realização da inspeção de
um programa periódico de inspeção realizado atendimento da
13.6.3.4 segurança inicial e periódica nas tubulações. NR13.
por um profissional habilitado.
13.6.3.5
13.6.3.6
Falta de sinalização de advertência alertando Colocar placas de sinalização informando Alertar sobre o Curto
NR14 14.2 Laborátorio
sobre o risco de queimaduras no forno. sobre o risco de queimaduras. risco. prazo
Registrar que o pagamento pago é de
É realizado o pagamento do adicional de
insalubridade por calor.
15.2 insalubridade por ruído, porém não existe Para atendimento Setor Curto
NR15 O adicional de insalubridade não é
15.2.2 registros do adicional de insalubridade por calor da NR15. operacional prazo
acumulativo, portanto só será pago 20% sobre
no setor de extrusão da empresa.
o salário mínimo.
Realizar o pagamento do adicional de
16.2 O adicional de periculosidade não é pago aos Para maior
NR16 Periculosidade mediante a caracterização da
16.2.1 trabalhadores exposto ao risco elétrico. concientização do
condinção de atividade perigosa.
risco de acidentes Curto
Subestações
Elaborar laudo de periculosidade para a com eletricidade e prazo
16.3 Inexistência de laudo de periculosidade,
NR16 empresa, assinado por um Engenheiro ou atendimento da
16.4 prejudicando a fiscalização do MTE.
médico do Trabalho. NR16.

Fonte: A autora, 2017

194
195

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR

NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)


17.1.2 Não foi apresentado pela empresa a Realizar a análise ergonômica do Toda
12.94 b,g Análise ergonômica do trabalho. trabalho. empresa
17.3.2.
(a, b,c) Cadeira sem regulagem de altura, descanso
Substituir as cadeira por uma cadeira
17.3.3 para o braço e para os pés. Alguns assentos
com regulagem de altura e com Setor ADM e
(a,b,d) estão danificados. O notebook não possui
descanso para o braço. Laboratório
17.4.3. b teclados independentes e está abaixo do
Colocar um teclado independente.
12.100 campo de visão do trabalhador.
12.101

O setor de produção não possui assentos Médio


NR17 Inserir novos assentos para os
17.3.5. suficientes para os trabalhadores Para evitar doenças do Setor prazo
funcionários sentarem enquanto
aguardarem a chegada das chapas durante o trabalho e atendimento a operacioanal
aguardam a produção. Direção/
tempo de espera da fabricação. NR17.
12.96 Financeiro/
Conforme PPRA 2015 o nível de ruído Providenciar redução do nível de SST
dentro do laboratório é de 79,1, acima do ruído no laborátorio e realizar as
nível de ruído de 65 dB(A) determinado medições no ambiente administrativo,
17.5.2
pela NBR 10152. se ainda não tiverem sido feitas. Setor ADM
(a,b,c,d)
Não foram evidênciadas as medições para Providenciar a medição do índice de
controle do índice de temperatura, temperatura, velocidade do ar e
velocidade do ar e umidade relativa do ar. umidade relativa do ar.
Não são realizadas medições para Providenciar a medição dos níveis de
17.5.3.3 Médio
NR17 verificação dos níveis de iluminância dos iluminância conforme NBR5413. Setor ADM
17.5.3.4 prazo
ambientes da empresa. Fazer análise ergonômica do trabalho.
Risco médio de lesão no destino Colocar outra mesa elevatória de Para colocar as chapas
AET Setor de Curto
17.1.2 (empilhamento de chapas) da atividade de modo que as chapas sejam empilhadas no mesmo nível
NR17 extrusão prazo
virada de chapa. empilhadas sobre a mesa. do trabalhador.
Fonte: A autora, 2017
195
196

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR

NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)


Não foi identificado o certificado de Providenciar regularização
23.1 Para adequação da
aprovação do COSCIP. junto ao COSCIP.
empresa quanto a NR23 a
Definir um grupo de brigadistas fim de evitar acidentes e
Os trabalhadores não possuem
23.1.1a e treiná-los quanto ao combate incêndio.
treinamento de combate a incêndio.
a incêndio.

Não foram evidenciados Criar procedimentos para


procedimentos para evacuação dos evacuação dos locais de Direção
23.1.1b Em toda a Curto
NR23 locais de trabalho com segurança em trabalho em situações de Financeiro
situação de emergência. emergência. empresa prazo
SST
Para orientar e alertar os
Não foram detectados alarmes para Colocar alarme em caso de funcionários em caso de
23.1.1c incêndio.
comunicação em caso de sinistro. incêndio.
As saídas de emergência não são
sinalizadas com placas ou sinais Sinalizar as saídas de
23.3
luminosos, indicando a direção da emergência com placas ou
saída. sinais luminosos
Foi observado a existência de Nívelamento do piso, pois o Para evitar
24.2.5
saliências no piso do vestiário mesmo deve ser bem liso. escorregamento.
Informar aos trabalhadores que Direção/
Foi verificado durante a inspeção a Médio Gerente de
NR24 os objetos e roupas devem Vestiário
presença de roupas e objetos pessoais Prazo produção/
ficar dentro dos armários. Evitar problemas
24.2.15 expostos sobre os armários do SST
Criar procedimentos de guarda pessoais.
vestiário em não comprimento a
de objetos pessoais na
norma.
empresa.
Fonte: A autora, 2017

196
197

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR

NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)


Direção
Foi identificada a presença de diversos objetos Evitar
Remoção dos objetos do Aux.
NR24 24.3.14 armazenados no refeitório da empresa de contaminação dos Refeitório
refeitório. serviços
modo a descumprir a norma regulamentadora. alimentos.
gerais

Falta de procedimento de orientação e


Evitar acidentes em Diretoria/
treinamento dos colaboradores para a Realizar o treinamento quanto
decorrência do Gerente de
25.5 realização da coleta, armazenagem, modo de aos riscos de manipulação de Médio
descarte dos produção/
transporte e destino dos resíduos oriundos de residuos do processo industrial. Prazo
resíduos. SST
seu processo produtivo Todo a
NR25
empresa
Resolução
Foi verificado no site do Instituto Estadual do
CONAMA 237 Evitar multas e
Ambiente (INEA) e não foram encontrados Fazer a adequação quanto ao
de 1997 e a Lei impactos Direção
dados do licenciamento ambiental da empresa licenciamento ambiental
Federal ambientais.
de estudo.
6.938/81

26.1.1 Existem sinalização de segurança, porém


Providenciar a sinalização de
muitas estão em inglês ou italiano.
segurança. Evitar acidentes Diretoria/
Falta padronização da sinalização das cores
Colocar sinalização padronizada devido a falta de Curto Gerente de
dos equipamentos. Galpão
conforme NBR 7195:1995 de informação e prazo produção/
26.1.4 Falta sinalização no piso e em torna das
segurança em todos os locais de sinalização. SST
NR26 máquinas e nas áreas de movimentação de
risco e em lingua portuguesa
carga.

Sinalização da tubulação de ar comprimido sinalizar a tubulação de ar Tubulação


Situação de risco Direção
26.1.2 está em cinza e não em azul conforme NBR comprimido com a cor azul de ar Imediato
grave e iminente. Manutenção
6493. segurança conforme NBR 6493. comprimido
Fonte: A autora, 2017

197
198

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR

NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)


Falta de sinalização no piso dos Sinalizar o piso com a demarcação para Evitar acidentes
extintores Falta a faixa amarela em extintores e hidrantes segundo a NBR devido a falta de
Todo a
26.1.2 torno da faixa vermelha. 7195:1995. Colocar placas com a informação e
empresa
Falta a classe do extintor na placa de identificação da classe do extintor de sinalização do local
identificação do extintor. incêndio. dos extintores de
Adiquirir as FISPQ de todos os produtos
Falta de FISPQ dos produtos químicos utilizados e colocar etiqueta de
químicos. identificação nos tambores de
26.2
Rotulagem informando o nome do armazenamento. Providenciar a rotulagem
produto e a ficha de segurança. conforme NBR 14725 e deixá-las
disponíveis para o trabalhador.
26.2.1 Os produtos químicos não são
Classificar os produtos químicos conforme Evitar acidentes
26.2.1.2 classificados quanto ao perigo
o GHS devido a falta de
26.2.1.2.1 conforme o GHS.
informação sobre o
26.2.1.3 Curto Diretoria/
NR26 produto químico
26.2.2 Local de prazo SST
armazenado.
26.2.2.1 armazenamen
Adiquirir as FISPQ de todos os produtos
26.2.2.2 to de
Falta de FISPQ dos produtos químicos utilizados e colocar etiqueta de Para conhecimento
produtos
químicos, rotulagem informando o identificação nos tambores de dos funcionários sobre
26.2.2.4 químicos
nome do produto e ficha de segurança armazenamento. Providenciar a rotulagem como proceder em
26.2.3.1.1
de acordo com a NBR 14725. conforme determina a norma NBR 14725 e situações de
alinea a e
deixá-las disponíveis para o trabalhador. emergências com
26.2.3.2
produtos químicos.
26.2.3.3
26.2.3.4
Falta de treinamentos quanto as
informações contidas na FISPQ, na
26.2.4 ficha de segurança e como proceder Oferecer treinamento para os funcionários.
em situações de emergência com o uso
de produtos químicos.
Fonte: A autora, 2017

198
199

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR

NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)


35.2.1
(a,b,c,d,e,f,g, i,
j,k)
Foi observado que a empresa não
35.4.3 realiza a Análise Preliminar de
35.4.4 Oferecer ao trabalhador o Para aumentar a
Risco (APR) dos trabalhos em
35.4.5 treinamento para que o mesmo percepção de risco do
realizados em alturas, sob
35.4.5.1 realize a APR da atividade. trabalhador
supervisão e considerando as
(a,b,c,d,e,f,g, i,
influências externas.
j,k,l, m)
35.5.11
(a, b, c, d, e, f)
35.3.1
Direção
35.3.2
Setor de Curto Gerente de
NR35 (a,b,c,d,e,f,g)
manutenção prazo Manutenção
35.3.3 (a,b,c,d)
SST
35.3.3.1 Verificou-se que o funcionário
Oferecer capacitação para o
35.3.3.2 responsável por executar o trabalho Para evitar quedas dos
trabalhador como o treinamento
35.3.5.1 em altura não possui capacitação trabalhadores
de trabalho em altura.
35.3.6 para a realização da atividade.
35.3.7
35.3.7.1
35.3.8
35.4.1
Para evitar que
Providenciar o cadastro com a
Falta de cadastro de autorização do funcionários não
35.4.1.3 data de autorização para
trabalhador para trabalho em altura. autorizados realizem a
realização do trabalho em altura.
atividade.
Fonte: A autora, 2017

199
200

Tabela 22: Plano de ação usando a ferramenta como 5W1H para a BV Associados (Continuação)
Item O que Como Por que Onde Quando Quem
NR

NR (What) (How) (Why) (Where) (When) (Who)


35.4.1.2 (a,b,c) Para evitar quedas dos
Não são realizados os exames para Solicitar dentro do PCMSO os
trabalhadores devido a Curto
averigação se o trabalhador está apto exames relacionados ao trabalho
doenças como prazo
35.4.1.2.1 a realizar o trabalho em altura. em altura.
labirintite, tonteiras etc.

Providenciar a linha de vida para


Falta de linha de vida para a o trabalho realizado no telhado.
35.4.2 (a,b, c) Para evitar quedas dos Médio
realização do trabalho em altura no Providenciar o treinamento de
35.5.2 trabalhadores. prazo
telhado primeiros socorros e o plano de
emergência da empresa.
Para garantir a
35.4.6.1 Inexistência de procedimentos para a Criar procedimentos para a
segurança do Direção
(a, b, c, d, e, f, g) realização do trabalho em altura. realização do trabalho em altura.
trabalhador. Setor de Gerente de
NR35
35.4.7 manutenção Manutenção
Fazer a PT mediante os trabalhos
35.4.7.1 Não é realizada a Permissão de Para verificar os riscos SST
em altura que não são rotineiros e
35.4.8 trabalho (PT) mediante os trabalhos da atividade antes que
treinar o trabalhador como fazer a
35.4.8.1 (a, c) em altura que não são rotineiros. a mesma seja realizada;
PT.
35.4.8.2 Curto
35.5.6.1 Não realizadas as inspeções das Realizar e registrar a inspeção Para evitar o uso de um prazo
35.5.6.2 proteções coletivas e individuais nos EPI e EPC a serem usados no EPI e do EPC
(a, b) para os elementos do SPIQ. trabalhado em altura. danificado.
35.6.1
35.6.11 A empresa não possui equipe, plano Providenciar equipe, plano e Para evitar mortes
36.6.2 de emergência e treinamento de treinamento da equipe de devido a demora nos
35.6.3 primeiros socorros. emergência da empresa. primeiros socorros.
35.6.4
Fonte: A autora, 2017

200
201

Ao fim do plano de ação apresentado no Capítulo 6, observou-se que a maioria das


não conformidades identificadas foi de resolução em curto prazo, o que onera os custos de
Saúde e Segurança quando não geridas com planejamento pela empresa e que podem causar
além de acidentes e doenças do trabalho, custos inesperados. Desse modo, a BV Associados
deverá programar ao longo do ano para que sejam sanadas as não conformidades identificadas
com planejamento estratégico, podendo inclusive ser alterada a ordem de prioridades
estabelecidas no plano de ação de modo que seja viável e benéfico para todos, mas desde que
não comprometa a saúde e Segurança de seus trabalhadores.
202

7. CONCLUSÃO

Este estudo faz uma avaliação e analisa as condições de saúde e segurança do


trabalho em uma fábrica de produtos de policarbonato, objetivando a adequação da empresa
em estudo quanto à legislação vigente no Brasil. O estudo objetiva também o mapeamento das
não conformidades para a elaboração de um plano de ação para os desvios identificados. A
BV Associados é uma empresa que apresenta grandes perigos e riscos, embora possua apenas
22 funcionários. A produção industrial é intensa e em expansão, porém em um espaço físico
pequeno para a quantidade de máquinas e equipamentos existentes na empresa.
A matriz de Risco realizada no Capítulo 3 identificou o setor de extrusão como o
principal setor de risco e as máquinas sem proteções como o agente com potencial de causar
acidentes. Entretanto, durante a inspeção foi constatado que o setor de manutenção e elétrica
apesar de ter menor número de funcionários em relação ao setor de extrusão apresenta maior
risco, pois possui risco iminente de morte. O setor de extrusão realiza apenas atividades
relacionadas ao setor de produção. Porém, expõe um maior número de funcionários aos riscos
de acidentes com máquinas e as doenças do trabalho. Embora, o setor de manutenção e
elétrica disponha de apenas 2 profissionais, esses realizam algumas atividades simultâneas
como trabalhos com eletricidade (NR10) que é perículosa quando não são utilizadas as
devidas proteções, trabalho em altura (NR35), manutenção de máquinas (NR12) e
manutenções dos vasos de pressões (NR13) além da exposição aos ambientais. Portanto, esse
setor apresenta uma exposição a uma maior diversidade de agentes de riscos. Quando essas
tarefas são realizadas sem proteção podem levar a morte do trabalhador, por isso faz se
necessário maior atenção, capacitação e treinamento desses funcionários, bem como o de
todos da empresa.
A empresa BV Associados apresenta os níveis de temperatura no setor de extrusão
acima do Limite estipulado pela NR15. Já o ruído encontra-se acima do nível de ação, o que
pode ocasionar doenças do trabalho nos funcionários da empresa, pois não são utilizados
constantemente e adequadamente os EPI pelos funcionários. Verificou-se durante o estudo a
presença de outros agentes que merecem atenção para a prevenção de doenças e acidentes do
trabalho.
Identificou-se na análise das normas regulamentadoras 454 não conformidades, o que
representa uma multa que pode atingir R$ 977.801, 49 em seu valor máximo, e R$ 821.359,64
no seu mínimo para a empresa em caso de fiscalização do Ministério do Trabalho. Com base
203

no diagrama de Pareto é possível observar que as maiorias das não conformidades estão
concentradas nas NR12, 35, 10, 05 e 13 correspondendo a 80% das não conformidades, sendo
fundamentais e prioritárias as suas adequações para a minimização dos perigos e riscos
existentes na empresa.
Criou-se um plano de ação baseado na ferramenta 5W1H, para a adequação da BV
associados, onde foi constatado que a maioria das não conformidades são de curto prazo com
período de implantação de até 3 meses e que devem ser implantadas em sua maioria com o
aval da direção, o que denota a importância da liderança na implantação de políticas de
segurança na empresa.
A prevenção e adoção de medidas que minimizem os riscos de acidentes e doenças
do trabalho não devem ser adotadas apenas em função de evitar penalidades quanto ao
descumprimento das normas. E sim para garantir a preservação da vida e a integridade física
dos funcionários que é o foco principal da Segurança do Trabalho.
O descumprimento dos quesitos das normas de saúde e segurança pode levar a BV
Associados a diversas penalidades cabíveis a serem aplicadas em caso de fiscalização, que
pode chegar à interdição das atividades da empresa. O que geraria prejuízos financeiros
decorrente da interrupção da produção. Já a implementação de medidas preventivas e de
controle podem reduzir os riscos de interdição da empresa, evitar mortes, acidente do trabalho
e processos trabalhistas.
Portanto, observa-se que a BV Associados está em um estágio reativo quanto à
maturidade da cultura de segurança, pois são realizadas ações apenas após o acontecimento. A
empresa deve deixar esse estágio de remediação e seguir para o proativo onde procura se
antecipar a ocorrência dos problemas. Entretanto, observa-se que a empresa em estudo está
disposta a mudar esse cenário, já sendo perceptíveis mudanças no comportamento dos
funcionários, realização de alguns treinamentos e o enclausuramento do moinho durante o
projeto. Além do mais, a autorização para a realização desse trabalho representa o ponto
inicial para essa mudança de cultura na empresa.
Por fim, vale lembrar que a segurança do trabalho não é feita apenas pelo setor de
segurança, mas sim por todos os funcionários. A alta hierarquia da empresa torna se fator
fundamental para a segurança física, social e moral da empresa, pois compete a ela a
aplicabilidade e poder de fiscalização da segurança do trabalho, de modo a criar na empresa
uma cultura e consciência de segurança entre os seus colaboradores.
204

REFERÊNCIAS

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do setor de energia elétrica, em condições de periculosidade, e dá outras providências.
Presidência da Republica. Casa Civil.
205

BRASIL. Lei nº 12.740, de 8 de Dezembro de 2012. Altera o art. 193 da Consolidação das
Leis do Trabalho – CLT. Presidência da Republica. Casa Civil.

BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de Setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro.


Presidência da Republica. Casa Civil.

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Consolidação das Leis do Trabalho, relativo à segurança e medicina do trabalho e dá outras
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