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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS – UFAL

FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO – FAU

LAÍS CAROLINE DOS SANTOS

METODOLOGIA DE PROJETO EM DESIGN

Design do Objeto - Funções Básicas e Bases Conceituais

MACEIÓ, ALAGOAS

2018
LAÍS CAROLINE DOS SANTOS

METODOLOGIA DE PROJETO EM DESIGN

Design do Objeto - Funções Básicas e Bases Conceituais

Resumo sobre o tópico “Design do objeto – Bases


Conceituais” do livro Design do Objeto, de João
Gomes Filho, referente à disciplina de Metodologia
de Projeto em Design orientada pela prof.ª Juliana
Donato com fim de composição de nota para
Avaliação Bimestral 1.

MACEIÓ, ALAGOAS

2018
No capítulo sobre Bases Conceituais do livro “O Design do Objeto”, GOMES (2006) irá tratar
sobre funções básicas responsáveis pela mecânica da interação homem x objeto; são elas a
função Prática, a Estética e a Simbólica. Quando um usuário se depara com determinado objeto
ou produto, dificilmente irá racionalizar sobre ele. Por exemplo, se uma cadeira exposta na
vitrine o atrai, não se questiona os motivos da relação que passou a existir entre ambos (usuário
e produto), o usuário apenas a deseja e sabe que agora passa a querê-la, seja por ser bonita, por
fazer parte do seu gosto pessoal, por uma memória ou até mesmo por ser uma tendência de
moda. Juntas, essas três funções – que estão presentes em todos os objetos espalhados nos
ambientes – estabelecem inter-relações, onde cada uma também é composta por certas bases
conceituais (participam e auxiliam nas relações), sendo todas importantes desde o
desenvolvimento de um produto industrial ao momento de concebê-lo, e até mesmo além, como
exemplificado anteriormente, no instante em que o usuário se sente atraído pela cadeira - objeto.
Para compreender como tudo acontece, é necessário destacar primeiro que o uso dos produtos
industriais, destinados a satisfazer diversas necessidades pessoais, se dá através da comunicação
entre o homem e o objeto, principalmente por meio da ação da percepção humana. As três
funções básicas possuem características principais diferentes (apesar de compartilharem muitas
vezes as mesmas bases conceituais), porém se complementam mutuamente. Na função prática,
destacam-se os aspectos da fisiologia do uso. Por exemplo, se o produto é adequado ao usuário
quando atende as suas necessidades fisiológicas (nota-se que está ligada, majoritariamente, à
base conceitual de ergonomia e operacional), como segurança, facilidade, conforto, se ele
cumpre eficazmente seu objetivo e etc., assim, os objetos que priorizam essa função – conceito
de predominância – envolvem formas mais simples no estilo e aparência visual, com poucos
elementos estruturais. Já na função estética, os aspectos são psicológicos e sensoriais, com
formas mais elaboradas esteticamente e no estilo, onde a percepção multissensorial predomina.
Os atributos estéticos de um produto irão influenciar o usuário na sua contemplação e se ele
terá prazer ao observá-lo (o belo, o bom-gosto, o mau-gosto). Para isto, leva-se em consideração
o âmbito sociocultural, a vivência, o conhecimento e a experimentação estética pessoal. É
importante salientar que essa função está fortemente ligada à simbólica e aos princípios
gestálticos como da harmonia, equilíbrio e contraste visual; quanto às bases conceituais que
abrange estão dimensões semióticas, ergonômica e aparência estético-formal. Dentre as três
funções básicas, a que assume formas mais complexas e requintadas, como elementos de
adornos/expressividade, é a simbólica, tendo como principais bases a estético-formal e
semiótica. Segundo GOMES (2006, p. 44 apud LOBACH, 2000, p. 64), ela é composta por
aspectos espirituais e psíquicos de uso (leva em consideração fatores sociais, culturais,
econômicos, sentimentais e emocionais do indivíduo), ligando-se à espiritualidade do homem
na percepção de um objeto e, assim, remete às sensações e experiências do ser. Além disso,
essa função está subordinada ao estilo do usuário, esse é o fator marcante, pois através dele se
revela a qual tipo de público um objeto é destinado, e isso inclui o status social, a moda, a
ideologia e outras características do usuário. Por exemplo, a configuração do estilo de um objeto
é o que vai ocasionar a atração visual tornando o produto desejável, pois o mesmo possui
características e valores especiais que só cabem a ele. Dessa maneira, passa a existir uma ligação
íntima entre o objeto/produto e o usuário por meio de uma comunicação emocional entre ambos,
portanto, essa função reflete profundamente no gosto, modo de ser, viver e grupo social de cada
um. Há casos em que uma função básica se sobressai mais, ocorrendo o conceito de
predominância, porém a interação entre as funções não é perdida, e a que o designer prioriza
continua a se relacionar com as outras duas. Conclui-se que, para o designer, as funções básicas
e as bases conceituais são de extrema importância no projeto do design do objeto. É
reconhecido, portanto, que elas permeiam desde o planejamento ao desenvolvimento de um
produto industrial e que, além disso, esses elementos serão responsáveis na comunicação
existente no uso do objeto pelo homem.
REFERÊNCIA

GOMES FILHO, João. Design do objeto: bases conceituais. São Paulo: Editora Escrituras,
2006.

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