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Latinoamericana ISSN 1688-4094 ISSN en línea 1688-4221 Ciencias Psicológicas 2017; 11 (2): 155 - 163
doi: 10.22235/cp.v11i2.1487

Velhice LGBT: uma análise das representações sociais entre idosos brasileiros
La vejez LGBT: un análisis de las representaciones sociales entre los ancianos brasileños
LGBT old age: an analysis of the social representations among Brazilian elderly people
Ana Gabriela Aguiar Trevia Salgado1
Ludgleydson Fernandes de Araújo2
José Victor De Oliveira Santos3
Lorena Alves de Jesus4
Luciana Kelly da Silva Fonseca5
Daniel da Silva Sampaio6
1,2, 3, 4, 5, 6
Departamento de Psicología, Universidade Federal do Piauí. Brasil

Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo identificar as representações sociais da velhice LGBT entre a
população idosa. Contou-se com a participação 100 pessoas, com idade entre 60 e 86 anos (M = 66,9 anos;
DP = 6,8). A maioria dos participantes declarou-se do sexo feminino (69%), casados (40%), católicos (50%)
e de orientação heterossexual (91,3%). Foram utilizadas entrevistas semiestruturadas para a coleta de dados.
Posteriormente, as entrevistas foram submetidas a uma análise, no software Iramuteq, pelo método da
Classificação Hierárquica Descendente que originou 4 classes de aproximação semântica. Diante dos resultados,
percebe-se que as Representações Sociais da velhice LGBT são, em sua maioria, carregadas de estigmas
negativos e preconceito. Pretende-se, com esse estudo, contribuir para uma velhice bem-sucedida dessa parcela
da população, a partir de uma discussão que propicie uma melhor compreensão do que é a velhice LGBT, bem
como incentivar outros estudos a fim de orientar as práticas profissionais diante desse grupo.
Palavras chave: velhice, idosos, LGBT, sexualidade, representações sociais, Classificação Hierárquica
Descendente
Resumen: Esta investigación tiene como objetivo identificar las representaciones sociales de la vejez LGBT
entre la población anciana. Se contó con la participación de 100 personas, con edad entre 60 y 86 años
(M = 66,9 años, DP = 6,8). La mayoría de los participantes se declaró del sexo femenino (69%), casados
(40%), católicos (50%) y orientación heterosexual (91,3%). Se utilizaron entrevistas semiestructuradas para la
recolección de datos. Posteriormente, las entrevistas fueron sometidas a un análisis, en el software Iramuteq,
por el método de la Clasificación Jerárquica Descendente que originó 4 clases de aproximación semántica. Ante
los resultados, se percibe que las Representaciones Sociales de la vejez LGBT son, en su mayoría, cargadas
de estigmas negativas y prejuicios. Se pretende, con este estudio, contribuir a una vejez exitosa de esa parcela
de la población, a partir de una discusión que propicie una mejor comprensión de lo que es la vejez LGBT, así
como fomentar otros estudios para orientar las prácticas profesionales frente a ese grupo.
Palabras clave: vejez, adultos mayores, LGBT, sexualidad, representaciones sociales, Clasificación Jerárquica
Descendente
Abstract: This research aims to identify the social representations of LGBT old age among the elderly
population. A number of 100 people participated in the research; they were aged between 60 and 86 years
(M = 66.9 years, SD = 6.8). Most participants were female (69%), married (40%), catholic (50%) and
heterosexual (91.3%). Semi-structured interviews were used to collect data. Subsequently, the interviews were
submitted to an analysis in the Iramuteq software by the Descending Hierarchical Classification method. It
originated 4 classes of semantic approximation. Data obtained showed that the Social Representations of LGBT
old age are mostly associated to negative stigma and prejudice. The purpose of this study is to contribute to
a successful old age for this part of the population, based on a discussion that provides better understanding
of what LGBT old age is, as well as encouraging other studies to guide professional practices for this group.
Key Words: old age, older adults, LGBT, sexuality, social representations, Descending Hierarchical Classification

Recebido: 22/06/2017 Revisado: 28/08/2017 Aceito: 30/09/2017

Como citar este artigo:


Aguiar Trevia Salgado, A. G., Fernandes de Araújo, L., De Oliveira Santos, J. V., Alves de Jesus, L., da Silva
Fonseca, L. K., & da Silva Sampaio, D. (2017). Velhice LGBT: uma análise das representações sociais entre
idosos brasileiros. Ciencias Psicológicas, 11(2), 155-163. doi: https://doi.org/10.22235/cp.v11i2.1487
Correspondência: Ana Gabriela Aguiar Trevia Salgado, Universidade Federal do Piauí, Campus de Parnaíba, Departamento de Psicologia.
Av. São Sebastião, 2819. Cidade Universitária. 64202020 - Parnaíba, PI - Brasil, e-mail: gabrielatrevia@outlook.com. Ludgleydson
Fernandes de Araújo, e-mail: ludgleydson@yahoo.com.br; José Victor De Oliveira Santos, e-mail: victorolintos@gmail.com; Lorena
Alves de Jesus, e-mail: lorenaalve_s@hotmail.com. Luciana Kelly da Silva Fonseca, e-mail: l.kelly_fonseca@hotmail.com; Daniel da Silva
Sampaio, e-mail: daniel99.sampaio@hotmail.com

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Introdução experiências específicas permanecem, em grande


parte, desconhecidas (Fernández-Rouco, Sánchez,
O envelhecimento da população mundial é & González, 2012; Orel, 2014).
um fenômeno atual, de crescimento exponencial Em contrapartida ao que é mais amplamente
e que tem sido amplamente discutido em diversas divulgado, temos que a velhice também é carregada
áreas de conhecimento. Antes de mais nada, quando por aspectos positivos. Apesar das perdas no que
se aborda o tema envelhecimento populacional, concerne às capacidades físicas, sensoriais e neu-
trata-se de um fenômeno de transição geográfica, rológicas, a pessoa idosa pode apresentar ganhos
marcado pela inversão da pirâmide etária. Essa relacionados às capacidades influenciadas pela
inversão é caracterizada pela diminuição da taxa de cultura, inspirando o idoso a desenvolver-se nos
natalidade e aumento da longevidade, ocasionado domínios voltados às artes, lazer e do manejo das
pelas conquistas do conhecimento médico, urbani- questões existenciais, visto que o idoso percorreu
zação adequada das cidades, melhoria nutricional, um longo caminho rico em experiências e vivências
elevação dos níveis de higiene pessoal e ambiental, (Neri, 2008; Novaes, 1995).
além de avanços em saúde como vacinas, uso de an- Entre os diversos aspectos considerados no que
tibióticos e quimioterápicos que tornaram possível concerne à qualidade vida, tem-se que a sexualidade
a prevenção ou cura de muitas doenças (Araújo & é um aspecto primordial do ser humano e vai além
Carvalho, 2005; Mendes, Gusmão Faro, & Leite, do ato sexual, abrangendo identidades e papeis de
2005; Camarano, Kanso, & Mello, 2004). gênero, erotismo, prazer, orientação sexual, intimi-
São considerados idosos o grupo de pessoas dade e reprodução. Apesar de todas as dimensões
com faixa etária superior ou igual a 65 anos, nos onde a sexualidade pode estar incluída – pensa-
países desenvolvidos, e 60 anos, nos países em mentos, atitudes, desejos, comportamentos, valores,
desenvolvimento (Lei n. 10.741, 2003; Neri, 2008). entre outros –, nem sempre esta é vivenciada ou
De acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de expressada. Desde a década de 1960, a sexualidade
Geografia e Estatística ([IBGE], 2000), no ano tem passado por um processo de individualização
do levantamento, 8,56% da população brasileira de comportamentos e normas. Dessa forma, além
encontrava-se nessa faixa de idade. Em 2015, essa dos prismas biológicos e psicológicos, a sexualidade
taxa aumentou para 14,3%, de acordo com o Pes- sofre influência de fatores sociais, econômicos, po-
quisa Nacional por Amostra de Domicílios (IBGE, líticos, culturais, éticos, religiosos e espirituais (L.
2015). Estima-se que, em 2030, a população idosa F. Araújo, 2016; Lima, Santiago, & Arrais, 2014;
represente 18,62% da população total brasileira. De Organização Mundial da Saúde [OMS], 2002; San-
acordo com o PNAD (2015), as regiões sul e sudeste tos, Carlos, Araújo, & Negreiros, 2017).
do Brasil são as que possuem maior proporção de A atual coorte de pessoas idosas LGBT viveu
idosos, sendo 16% e 15, 7%, respectivamente. um período histórico onde não podiam compartilhar
Em consonância com a população total de sua sexualidade, por medo de rejeição e persegui-
idosos, supõe-se que a proporção de idosos LGBT ção, e tinham receio de admitir sua orientação para
também irá aumentar nas próximas décadas (A. si mesmos, visto que haviam internalizado os este-
C. F. Araújo, 2016; Kimmel, 2015). No Brasil, no reótipos negativos que a sociedade impunha sobre
Censo Demográfico de 2010, pela primeira vez foi a população LGBT (Fredriksen-Goldsen, Hoy-Ellis,
identificada e enumerada a quantidade de relações Muraco, Goldsen & Kim, 2015; Huyck, 1995 como
homoafetivas. O IBGE (2010) identificou um total citado em Papalia, 2013; Marques & Sousa, 2016).
de 58 mil casais homoafetivos que vivem juntos Assim, muitos dos atuais idosos LGBT demoraram
no Brasil. Segundo Bergamo (2016, dezembro muitos anos para “sair do armário” (Scherrer &
5), recentemente, o presidente do Instituto, Paulo Fedor, 2015).
Rabello de Castro, declarou o interesse de fazer um De acordo com Facchini e França (2009),
levantamento da população LGBT no Brasil, o que o termo LGBT refere-se às lésbicas, gays, bisse-
possibilita um maior conhecimento acerca dessa xuais, intersexuais, onde o T, além de representar
parcela da população, bem como viabiliza maior a presença de travestis e transexuais, em alguns
atenção a essa categoria social. locais no Brasil, diz respeito também à transgê-
Contudo, a ausência de conhecimento sobre neros, isto é, pessoas que não se identificam com
essa população põe em risco o envelhecimento o comportamento ou papel esperado do seu sexo
saudável dessas pessoas, cujas necessidades e biológico determinado pelo nascimento, a exemplo:

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Velhice LGBT

crossdressers, drag queens, transformistas e outros. explicação sobre alguém, algum objeto ou algum
Tendo em vista o cenário que a comunidade fato. Dessa forma, as representações sociais orien-
LGBT enfrenta por conta do preconceito histórico tam as atitudes das pessoas frente ao objeto da
que traz consigo uma série de violências motivadas representação. Estudar a percepção da sociedade
pelos estereótipos negativos, discriminação e into- sobre a velhice e o envelhecimento LGBT permite
lerância; um contexto social caracterizado pelo pro- a identificação das concepções que as pessoas têm
cesso de discriminação que vai desde o extermínio sobre esses eventos.
direto com requintes de crueldade até manifestações Nesse contexto, buscou-se, através da Teoria
de intolerância no trabalho, na família, na religião, das Representações Sociais, identificar e comparar
na escola, no atendimento médico, nos meios de as representações sociais da velhice LGBT entre a
comunicação e na população em geral, percebe-se população idosa brasileira.
que as pessoas idosas que fazem parte dessa cate-
goria social também sofrem com esses estigmas. Método
Embora as pesquisas sobre a velhice estejam
emergindo entre os temas investigados pelas Ciên- Tipo da investigação
cias Sociais, sobretudo pela Psicologia, explorar e
analisar o processo de envelhecimento no contexto Trata-se de um estudo descritivo e exploratório
da orientação sexual do idoso ainda é pouco arti- com dados transversais.
culado. Tendo em vista que no Brasil comporta-se
uma série de dificuldades e desafios para abordar Participantes
o tema, a luta por visibilidade é um ato constante
na vida dessas pessoas (Santos, Carlos, Araújo, & A pesquisa contou com a participação 100
Negreiros, 2017; Wladirson & Chaves, 2012). (cem) pessoas idosas brasileiras, de ambos os se-
Contudo, à medida que ocorre o aumento da xos, com idade entre 60 e 86 anos (M = 66,9 anos;
população idosa e a população LGBT tem o reco- DP = 6,8). A maioria dos participantes declarou-se
nhecimento de seus direitos firmado na sociedade, do sexo feminino (69%), casados (40%), católicos
é necessário um aprofundamento no conhecimento (50%), de orientação heterossexual (91,3%), com
sobre as pessoas LGBT mais velhas (Berger, 1982 renda familiar média de 1800 reais (23,8%), cur-
como citado em Marques & Sousa, 2016; Berger saram até o ensino médio (25,6%) e aposentados
& Kelly, 2002 como citado em Marques & Sousa, (70,7%). Os participantes são residentes dos estados
2016; Minichiello, Plummer & Loxton, 2004 como brasileiros do Piauí, Ceará e Pará.
citado em Marques & Sousa, 2016).
Sob uma visão dinâmica, as representações Instrumentos
sociais configuram-se como uma rede de conceitos e
imagens interativas desenvolvidas pelos indivíduos Para a coleta de dados foram utilizados dois
e grupos, cujos conteúdos evoluem continuamente instrumentos. O primeiro foi um questionário sócio-
através do tempo e do espaço, sendo esse processo demográfico para caracterização dos participantes,
cada vez mais intenso conforme a complexidade e com a finalidade de obter informações sobre idade,
velocidade das comunicações disponíveis (Carvalho sexo, estado civil, renda, orientação sexual, religião,
& Arruda, 2008; Jodelet, 1989; Morera, Padilha, estado em que vive, se tem algum parentesco
Silva, & Sapag, 2015; Moscovici, 1984; Sêga, com algum indivíduo com orientação sexual
2000). Os conceitos e imagens formados a partir das homossexual e se convive com algum idoso LGBT;
representações sociais são maneiras de interpretar a o segundo foi uma entrevista semiestruturada, para
realidade cotidiana. Jodelet (1989; 2016) caracteriza compreender as percepções dos participantes sobre
a representação como uma forma de conhecimento velhice e homossexualidade LGBT, com a seguinte
prático que conecta um sujeito a um objeto, ou questão norteadora: “Como você entende a velhice
seja, ela estabelece um vínculo entre um sujeito, LGBT?”.
individual ou social, e o objeto que ela substitui.
As representações sociais permitem a compre- Procedimentos éticos e de coleta de dados
ensão do mundo, a partir de um objetivo prático,
onde são construídos e compartilhados um grupo A presente pesquisa foi submetida ao Conse-
de conhecimentos, entendimentos, conceitos, lho de Ética em Pesquisa – CEP da Universidade

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Federal do Piauí (Brasil), apresentando CAEE: Análise de dados


57225916.1.0000.5214 e número do parecer:
1.755.790. Após aprovação pelo Comitê, foi inicia- Os dados sócio-demográficos foram analisados
da a coleta de dados de forma voluntária e anônima, a partir das estatísticas descritivas no software SPSS
onde foram esclarecidos os objetivos do estudo e for Windows versão 21, objetivando caracterizar a
obtidas as devidas autorizações e o preenchimento amostra.
dos Termos de Consentimento Livre e Esclarecido, As entrevistas semiestruturadas foram subme-
para que os participantes pudessem autorizar sua tidas a uma Classificação Hierárquica Descendente
participação na pesquisa e responder aos instru- (CHD) simples com o auxílio do software Iramu-
mentos, como determina a resolução 466/12 do teq versão 0.7. De acordo com Camargo (2005),
Conselho Nacional de Saúde brasileiro (CNS). esse tipo de análise permite a obtenção de classes
Estima-se que aproximadamente 30 minutos foram lexicais, caracterizadas por vocábulos específicos
necessários para finalizar a participação na pesquisa. e pelos segmentos de texto que possuem esses
Utilizou-se o critério estabelecido por Ca- vocábulos em comum.
margo (2005), que indica a partir de 20 unidades
de contexto inicial, para definição do número de Resultados
participantes necessários para a pesquisa. Nessa
investigação, foram colhidos 100 questionários, A análise dos dados, no software Iramuteq,
sendo uma parte da amostra por conveniência, onde constituída de 100 entrevistas, ou unidades de
os participantes foram abordados em locais públicos contexto iniciais (u.c.i.), resultou em 80 unidades
como praças e shoppings e outra parte escolhida de de contexto elementar (u.c.e.), que deram origem
forma não-probabilística, intencional e acidental ao dendograma (figura 1). Foram formadas 4
em grupos de convivência de idosos. A coleta dos classes de aproximação semântica, porém não foi
dados foi realizada nos estados brasileiros do Ceará, possível estabelecer um perfil de pessoas em cada
Pará e Piauí. classe. A primeira partição dividiu o Corpus em
dois sub-corpus, separando a classe 4 das demais.

Figura 1.
Distribuição das classes nas representações sociais da velhice LGBT

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Velhice LGBT

A segunda partição fragmentou o sub-corpus maior, riores são confirmados. Assim, serão discutidos os
originando a classe 2. A última partição deu origem conteúdos lexicais que estruturam o dendograma
às classes 1 e 3. dentro de cada classe identificada.
A classe 1 é a menor das classes, constituída
por 16 u.c.e., representando 20% do total de uni- Classe 1 – Estereótipos negativos da velhice
dades. Essa classe foi denominada Estereótipos
negativos da velhice. Predomina, nessa classe, Os conteúdos obtidos na classe Estereótipos
a ideia de que a velhice LGBT é como qualquer negativos da velhice pouco diferenciam a velhice
velhice. Contudo, são enfatizados alguns aspectos heterossexual da velhice LGBT, com discursos
negativos da velhice, como declínio de habilida- que afirmam que esta é “como qualquer velhice”.
des, abandono e necessidade de maior cuidado em Entretanto, essa afirmação vem associada aos
virtude de doenças. Além disso, nessa classe são estigmas da velhice como uma fase da vida soli-
ainda encontrados alguns sentimentos negativos tária, onde os idosos sofrem com o abandono e o
frente aos idosos LGBT, como “pena de quem é desprezo de familiares e da sociedade de um modo
homossexual”, haja vista que o idoso que segue geral, além do comprometimento de algumas ha-
uma orientação diferente da heterossexual sofre bilidades físicas e psíquicas. Ressalta-se que esses
com os estigmas da velhice e da orientação sexual. dados fazem oposição aos resultados identificados
A classe 2 é composta por 22,5% do total de em pesquisas anteriores que apresentam as repre-
u.c.e. (18 unidades). Levando em consideração/o as sentações sociais dos idosos em relação à velhice.
variáveis descritivas, pode-se caracterizar essa clas- Os discursos que mais representam essa
se como sendo constituída, em sua maior parte, por classe são “acredito que tende para muitas difi-
idosos do sexo masculino (10 u.c.e.). Nessa classe, culdades e sofrimento, solidão”; “algo difícil”;
percebe-se a predominância de discursos onde os “é como a velhice de quem é heterossexual, uma
idosos declaram não saber opinar ou não ter conhe- época de declínio das habilidades psíquicas e
cimento acerca dos idosos LGBT. Por esse motivo, motoras e necessidade de um cuidado maior por
denominou-se essa classe Invisibilidade LGBT. parte da família”; “algo preocupante se levado
A terceira classe, constituída de 22 u.c.e em consideração o modo como são tratados os
(27,5% do total), tem como principais conteúdos idosos no nosso país pois não existem ações que
que a velhice LGBT deve ser como qualquer priorizem a gente e sendo de uma condição sexual
velhice. Observa-se que os discursos dessa classe diferente agrava sua situação enquanto sujeito
afirmam que o idoso LGBT afirma a sua orientação estigmatizado duplamente”.
ainda na juventude, sendo esse um dos aspectos que Frequentemente, as pessoas não idosas re-
determina uma “boa velhice”. Em contrapartida presentam a velhice e o envelhecimento de forma
ao que foi encontrado na classe 1, tem-se nessa negativa. Essas diferenças significativas de percep-
classe uma perspectiva positiva do envelhecimen- ções justificam-se porque grupos têm a tendência
to: paz, tranquilidade, estabilidade e maturidade. de representar socialmente outros grupos de forma
Denominou-se essa classe Velhice bem-sucedida. diferente, principalmente quando esses grupos
A classe 4 constitui-se como a maior classe (24 são de gerações diferentes (Araújo & Carvalho,
u.c.e. – 30% das unidades). Denominada Atitudes 2005; Camargo, Contarello, Wachelke, Morais, &
preconceituosas em relação a velhice LGBT, a Piccolo, 2014; Cruz & Assunção Ferreira, 2011;
quarta classe exprime conteúdos relacionados à Daniel, Antunes, & Amaral, 2015).
hostilidade frente à velhice LGBT. As compre- Contudo, apesar de concordar em alguns
ensões acerca da velhice LGBT nessa classe são aspectos, essas representações divergem da con-
de uma fase da vida marcada pelo preconceito e cepção geral dos idosos que tendem a representar
desprezo da sociedade, sendo solitária, complicada a velhice de forma mais positiva, acreditando que
e conturbada. as experiências que tiveram ao longo da vida até
Discussão o momento produziram sabedoria e as relações
sociais, o trabalho e o sentimento de utilidade
A partir da observação e interpretação dos complementam a ideia de que a velhice é uma fase
dados obtidos na pesquisa, percebe-se, de modo exitosa, principalmente as relações familiares que
geral, que muitos estereótipos do envelhecimento se tornam centrais em suas vidas (Camargo et. al.,
e da velhice LGBT apresentados em estudos ante- 2014; Comerlato, Guimarães, & Alves, 2009).

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No contexto social, a velhice é comumente lugar, pela dificuldade de estudar essa população
apresentada de forma desvalorizada. Essa imagem que, muitas vezes, evita exposição por medo de
negativa e estereotipada que é disseminada faz serem vítimas de preconceito; em terceiro lugar,
com quem muitas pessoas que chegam à velhice pelo interesse da Geriatria e da Gerontologia em
assumas essas características (Araújo & Carvalho, estudar outros aspectos do envelhecimento, como
2005; Oliveira et. al., 2012). Assim, é natural que as doenças crônicas. Dessa forma, as necessidades
alguns idosos representem a velhice como sinôni- e a existência dos idosos LGBT foram por muito
mo de doença, declínio e morte (Costa & Campos, tempo ignoradas pela maioria das instituições e
2009; Dias, Paúl, & Watanabe, 2014; Guerra & pela sociedade (Dorman et al., 1995 como citado
Caldas, 2010; Vianna, Loureiro, & Alves, 2012). em Orel, 2014; Kimmel, Hinrichs & Fisher, 2015;
Além disso, algumas pessoas, ainda que já Quam & Whitford, 1992 como citado em Orel,
tenham idade superior a 60 anos, não se percebem 2014).
como velhos e, por terem preservadas as habili-
dades cognitivas, sociais, emocionais e físicas, Classe 3 – Velhice bem-sucedida
consideram que a condição de idoso é uma reali-
dade distante (Passamani, 2013; Santos, Carlos, Os conteúdos constatados na classe 3 fazem
Araújo & Negreiros, 2017). Assim, a negação da referência a um ponto de vista da velhice como
velhice também é uma possível justificativa para uma etapa proveitosa da vida. Discursos como
as representações identificadas nessa classe. “vida cômoda e confortável”; “um momento de li-
berdade da escolha acerca das realizações sexuais
Classe 2 – Invisibilidade LGBT e afetivas”; “plenitude”; “deve ser feliz”; “entendo
que foi uma conquista na vida do seu direito [de se
Nessa classe, verifica-se a presença de discur- revelar LGBT]”; “nesse caso assume importância
sos que retratam o quanto a população idosa LGBT tão grande que a pessoa quer é ser feliz e devemos
é encoberta, ignorada, esquecida e desprezada respeitar”; “nunca é tarde para ser feliz”; “com
pela sociedade. Essa classe ficou marcada por ex- paz e tranquila” caracterizam essa classe.
pressões como “não sei opinar”; “não conheço”; Como citado anteriormente, os idosos, prin-
“não ouvi falar”; “solidão, mas não entendo muito cipalmente os que fazem parte de grupos de con-
do assunto”; “é um comportamento que causa vivência, tendem a simbolizar a velhice como um
dificuldade de compreensão”; “não sei explicar momento prazeroso, onde tornam-se protagonistas
mas acho que é triste e solitária”; “nunca pensei de sua vida, já que os filhos estão crescidos e os
no assunto”. idosos se aposentaram do trabalho (Camargo et.
Haja vista os estigmas acerca da sexualidade al., 2014; Comerlato, Guimarães & Alves, 2009).
na velhice, falar de homossexualidade, bissexu- Reconhecer a velhice LGBT como um período
alidade ou transsexualidade nessa fase da vida feliz e pleno significa assumir que esses idosos
torna-se ainda mais dificultoso, principalmente possuem também a garantia de viver essa fase
porque as pessoas idosas LGBT ainda são vítimas usufruindo dos benefícios e direitos conquistados
de invisibilidade na sociedade (Adams, 2015 ao longo da vida.
como citado em Araújo & Fernández-Rouco, Por outro lado, acreditar que os idosos
2016; Persson, 2009 como citado em Araújo & LGBT possuem iguais condições de vivenciar
Fernández-Rouco, 2016; Santos, Carlos, Araújo & a velhice como os idosos heterossexuais denota
Negreiros, 2017), como fica exposto pela análise desconsiderar as disparidades desses dois públi-
dos conteúdos lexicais. cos. Muitos idosos LGBT vivem em situação de
A invisibilidade dos idosos LGBT possui vulnerabilidade, por exemplo, no que diz respeito
algumas possíveis justificativas: em primeiro lu- à saúde. Os idosos LGBT possuem necessidades
gar, pela tendência da sociedade em estereotipar particulares, especialmente no caso de idosos tran-
os idosos como “assexuados” e pela concepção sexuais (Fernández-Rouco, Sánchez, & González,
de muitos psicogerontólogos de que quase todos 2012) que têm mais dificuldade de acesso aos
os adultos mais velhos são heterossexuais e os dispositivos de atenção à saúde e experimentam
que não seguiam essa orientação já eram muito mais disparidades de atenção à saúde, com maior
idosos para seguir outra orientação; em segundo sofrimento psíquico e menor saúde física de modo

160
Velhice LGBT

geral (Fredriksen-Goldsen et. al., 2015; Scherrer demonstram traços de preconceito sutil em seus
& Fedor, 2015). discursos. Diferente do preconceito flagrante, o
Cahill (2015) apresenta algumas iniciativas preconceito sutil é indireto, distante e “frio”, sendo
que já foram adotadas nos Estados Unidos e outras uma forma mais velada ou disfarçada de exprimir
que podem ser adotadas para oferecer melhor qua- a opinião preconceituosa (Allport, 1954; Lima &
lidade de vida às pessoas idosas LGBT. Entre essas Vala, 2004).
iniciativas estão o melhor preparo dos profissionais
que vão atender essa população, a elaboração de
uma lei que designe os idosos LGBT como uma Conclusão
população com maior necessidade social, pro-
moção de educação em saúde sexual, serviços de A presente pesquisa versou sobre as repre-
saúde mental e programas de suporte de renda. sentações sociais da velhice LGBT entre a po-
Assim, é importante perceber que é fun- pulação idosa em três estados brasileiros: Piauí,
damental lançar um olhar diferenciado sobre a Ceará e Pará. Os dados obtidos possibilitaram a
população LGBT no que diz respeito às neces- apreensão de representações sistematizadas em
sidades específicas desse grupo, para que, dessa quatro classes.
forma, possa ser oferecida, de fato, uma velhice Verifica-se que essas representações se re-
bem-sucedida para esses idosos. lacionam, em grande parte, com a forma como
os idosos participantes da pesquisa vivenciam a
Classe 4 – Atitudes preconceituosas em relação sua própria velhice. Os idosos que percebem e
a velhice LGBT vivem essa fase como algo negativo ou não se
reconhecem como idosos sustentam a noção de
Essa classe é a que mais se discrimina das que a velhice LGBT é igualmente conturbada e
demais, sendo caracterizada por discursos que desafiadora, sendo essa concepção acentuada, prin-
retratam que a velhice LGBT é carregada por cipalmente, em virtude dos estereótipos existentes
dificuldades em virtude do preconceito enraizado acerca das pessoas LGBT; já os que a vivenciam de
na sociedade. Percebe-se que nas falas dos partici- forma agradável e prazerosa representam a velhice
pantes é revelada a presença de fortes estereótipos LGBT também desse modo, ainda que preterindo
acerca dessa parcela da população, todavia os as discrepâncias e particularidades desses grupos.
idosos participantes da pesquisa não se reconhe- Ademais, a invisibilidade e o preconceito
ciam enquanto parte dessa sociedade que trata as identificados nas representações identificadas
pessoas idosas LGBT com preconceito. sugerem a necessidade de produção e difusão dos
Alguns conteúdos como “errado, mas é uma conhecimentos acerca desse grupo de pessoas, que
escolha da pessoa”; “acho feio porque é muito se mostrou desassistido e desprezado na população
estranho, mas não tenho nada contra”; “nunca entrevistada.
vi de perto mas é escolha de cada um”; “no seio Assim, espera-se que essa pesquisa possa
da sociedade, essa relação, acredito, é puro so- encorajar outros estudos a respeito do tema, bem
frimento”; “é muito difícil principalmente pelo como orientar as práticas dos profissionais da
preconceito”; “parece uma vida complicada”; gerontologia com os idosos, a fim de dissolver os
“acredito que tende para muitas dificuldades e estereótipos negativos dessa fase da vida.
sofrimento por causa do preconceito que as pesso-
as têm”; “acho que na velhice LGBT o sofrimento Referências
é grande pelo desprezo da sociedade”; “difícil,
qualquer parte do ciclo LGBT é conturbada com Allport, G.W. (1954). The nature of prejudice. Reading: Mas-
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a hipocrisia social”; “acho que é difícil ser homos- Araújo, A. C. F. (2016). Rompendo o silêncio: desvelando
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doi: 10.22235/cp.v11i2.1487

LGBT old age: an analysis of the social representations among Brazilian elderly people
Velhice LGBT: uma análise das representações sociais entre idosos brasileiros
La vejez LGBT: un análisis de las representaciones sociales entre los ancianos brasileños
Ana Gabriela Aguiar Trevia Salgado1
Ludgleydson Fernandes de Araújo2
José Victor De Oliveira Santos3
Lorena Alves de Jesus4
Luciana Kelly da Silva Fonseca5
Daniel da Silva Sampaio6
1,2, 3, 4, 5, 6
Departamento de Psicología, Universidade Federal do Piauí. Brasil

Abstract: This research aims to identify the social representations of LGBT old age among the elderly
population. A number of 100 people participated in the research; they were aged between 60 and 86 years
(M = 66.9 years, SD = 6.8). Most participants were female (69%), married (40%), catholic (50%) and
heterosexual (91.3%). Semi-structured interviews were used to collect data. Subsequently, the interviews were
submitted to an analysis in the Iramuteq software by the Descending Hierarchical Classification method. It
originated 4 classes of semantic approximation. Data obtained showed that the Social Representations of LGBT
old age are mostly associated to negative stigma and prejudice. The purpose of this study is to contribute to
a successful old age for this part of the population, based on a discussion that provides better understanding
of what LGBT old age is, as well as encouraging other studies to guide professional practices for this group.
Key Words: old age, older adults, LGBT, sexuality, social representations, Descending Hierarchical Classification
Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo identificar as representações sociais da velhice LGBT entre a
população idosa. Contou-se com a participação 100 pessoas, com idade entre 60 e 86 anos (M = 66,9 anos;
DP = 6,8). A maioria dos participantes declarou-se do sexo feminino (69%), casados (40%), católicos (50%)
e de orientação heterossexual (91,3%). Foram utilizadas entrevistas semiestruturadas para a coleta de dados.
Posteriormente, as entrevistas foram submetidas a uma análise, no software Iramuteq, pelo método da
Classificação Hierárquica Descendente que originou 4 classes de aproximação semântica. Diante dos resultados,
percebe-se que as Representações Sociais da velhice LGBT são, em sua maioria, carregadas de estigmas
negativos e preconceito. Pretende-se, com esse estudo, contribuir para uma velhice bem-sucedida dessa parcela
da população, a partir de uma discussão que propicie uma melhor compreensão do que é a velhice LGBT, bem
como incentivar outros estudos a fim de orientar as práticas profissionais diante desse grupo.
Palavras chave: velhice, idosos, LGBT, sexualidade, representações sociais, Classificação Hierárquica
Descendente
Resumen: Esta investigación tiene como objetivo identificar las representaciones sociales de la vejez LGBT
entre la población anciana. Se contó con la participación de 100 personas, con edad entre 60 y 86 años
(M = 66,9 años, DP = 6,8). La mayoría de los participantes se declaró del sexo femenino (69%), casados
(40%), católicos (50%) y orientación heterosexual (91,3%). Se utilizaron entrevistas semiestructuradas para la
recolección de datos. Posteriormente, las entrevistas fueron sometidas a un análisis, en el software Iramuteq,
por el método de la Clasificación Jerárquica Descendente que originó 4 clases de aproximación semántica. Ante
los resultados, se percibe que las Representaciones Sociales de la vejez LGBT son, en su mayoría, cargadas
de estigmas negativas y prejuicios. Se pretende, con este estudio, contribuir a una vejez exitosa de esa parcela
de la población, a partir de una discusión que propicie una mejor comprensión de lo que es la vejez LGBT, así
como fomentar otros estudios para orientar las prácticas profesionales frente a ese grupo.
Palabras clave: vejez, adultos mayores, LGBT, sexualidad, representaciones sociales, Clasificación Jerárquica
Descendente

Received: 22/06/2017 Revised: 28/08/2017 Accepted: 30/09/2017

How to cite this article:


Aguiar Trevia Salgado, A. G., Fernandes de Araújo, L., De Oliveira Santos, J. V., Alves de Jesus, L., da Silva
Fonseca, L. K., & da Silva Sampaio, D. (2017). LGBT old age: an analysis of the social representations among
Brazilian elderly people. Ciencias Psicológicas, 11(2), 155-163. doi: https://doi.org/10.22235/cp.v11i2.1487
Correspondence: Ana Gabriela Aguiar Trevia Salgado, Universidade Federal do Piauí, Campus de Parnaíba, Departamento de Psicologia.
Av. São Sebastião, 2819. Cidade Universitária. 64202020 - Parnaíba, PI - Brasil, e-mail: gabrielatrevia@outlook.com. Ludgleydson
Fernandes de Araújo, e-mail: ludgleydson@yahoo.com.br; José Victor De Oliveira Santos, e-mail: victorolintos@gmail.com; Lorena
Alves de Jesus, e-mail: lorenaalve_s@hotmail.com. Luciana Kelly da Silva Fonseca, e-mail: l.kelly_fonseca@hotmail.com; Daniel da Silva
Sampaio, e-mail: daniel99.sampaio@hotmail.com

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Ciencias Psicológicas 2017; 11 (2): 155 - 163 Aguiar Trevia, Fernandes de Araújo, De Oliveira, Alves, da Silva Fonseca and da Silva

Introduction the population, and makes it possible to provide


more attention to that social category.
The world population aging is a current phe- Nevertheless, the lack of knowledge about
nomenon with exponential growth, which has been that population puts at risk the healthy aging of
highly discussed in several fields of knowledge those people, whose specific necessities and ex-
fields. Before anything, when the issue of popula- periences, are, most times, unknown (Fernández-
tion aging is approached, one can notice that it is a Rouco, Sánchez, & González, 2012; Orel, 2014).
phenomenon of geographic transition, marked by Differently from what is usually widely
the inversion of the age pyramid. This inversion is spread, we understand that the old age is also full
characterized by the decrease of the birthrate and of positive aspects. Despite the losses concerning
the increase of longevity, as a result of achieve- physical, sensorial and neurological skills, the old
ments in the medical field, adequate urbanization person may have some gains related to the capaci-
of cities, diet improvements, improvement of ties influenced by culture, inspiring the old person
personal and environmental hygiene, besides the to develop within the domains of arts, leisure and
advances in the health field, such as vaccines, use the handling of existential issues, once the old
of antibiotics and chemotherapeutic medications, person has taken a long path, rich in experiences
which made it possible to cure and prevent many (Neri, 2008; Novaes, 1995).
diseases (Araújo & Carvalho, 2005; Mendes, Among the diverse aspects regarding life
Gusmão Faro, & Leite, 2005; Camarano, Kanso, quality, it is understood that sexuality is a pri-
& Mello, 2004). mordial aspect of human being, going beyond the
The ones who are considered elderly are sexual act itself; it comprises gender identities
comprised within the group of people who are 65 and roles, eroticism, pleasure, sexual orientation,
years old or older in developed countries, and 60 intimacy and reproduction. Even though sexuality
years old or older in countries under development can be included in many dimensions – thoughts,
(Law n. 10.741, 2003; Neri, 2008). According to attitudes, desires, behavior, values, among others
the census of the Instituto Brasileiro de Geogra- – it is not expressed or experienced all the time.
fia e Estatística ([IBGE – “Brazilian Institute of Since the 1960s, sexuality has been through an
Geography and Statistics”], 2000), in 2000, 8.56% individualization process towards behavior and
of Brazilian population was within this age group standards. This way, besides the biological and
range. In 2015, this range increased to 14.3%, psychological views, sexuality is influenced by so-
according to the Pesquisa Nacional por Amostra cial, economic, political, cultural, ethical, religious
de Domicílios (PNAD - “National Research per and spiritual factors (L. F. Araújo, 2016; Lima,
Sample of Households”) (IBGE, 2015). It is es- Santiago, & Arrais, 2014; Organização Mundial
timated that, in 2030, the elderly population will da Saúde [OMS], 2002; Santos, Carlos, Araújo,
represent 18.62% of the total Brazilian population. & Negreiros, 2017).
According to PNAD (2015), Brazilian Southern The current cohort of LGBT elderly people
and Southeastern areas are the ones that have the has lived a historic period, in which they could not
higher proportion of elderly people, with 16% and share their sexuality, for being afraid to be rejected
15.7%, respectively. and persecuted, fearing to admit their sexual orien-
In line with the total elderly population, it tation to themselves, once they had internalized the
is supposed that the proportion of LGBT elderly negative stereotypes that the society imposed to the
people will also increase in the next decades (A. C. LGBT population (Fredriksen-Goldsen, Hoy-Ellis,
F. Araújo, 2016; Kimmel, 2015). In Brazil, at the Muraco, Goldsen & Kim, 2015; Huyck, 1995, as
Demographic Census of 2010, for the first time, the mentioned in Papalia, 2013; Marques & Sousa,
quantity of homoaffective relations was identified 2016). Therefore, many of the current LGBT old
and quantified. IBGE (2010) identified a total of 58 people took many years to “get out of the closet”
thousand homoaffective couples who live together (Scherrer & Fedor, 2015).
in Brazil. According to Bergamo (2016, December In accordance with Facchini and França
5), recently, the president of IBGE, Paulo Rabello (2009), the term LGBT refers to lesbians, gays,
de Castro, declared his interest in collecting the bisexual, intersexual, and T represents the presence
number of LGBT people in Brazil, which allows of travesties and transsexuals; in some places in
the collection of more knowledge on that part of Brazil, it also represents transgender people, i.e.,

156
LGBT old age

those who do not identify with the behavior or and the object that the representation substitutes.
role expected from their biological sex determined The social representations allow the under-
by their birth, such as crossdressers, drag queens, standing of the world, from a practical aim, where
transformist artists and others. a set of different pieces of knowledge and under-
Considering the scenario that the LGBT standing, concepts, explanations about someone,
community face because of historical prejudice some object or some fact. This way, social rep-
that brings a lot of types of violence motivated resentations guide people’s attitudes towards the
by negative stereotypes, discrimination and object of the representation. Studying the society’s
intolerance, as well as a social context characterized perception about aging and LGBT aging allows
by the discrimination process that goes from the identification of the conceptions that people
the direct cruel termination manifestations of have on those events.
intolerance at work, inside the family, religion, Within this context, we sought to identify and
medical assistance, communication means and in compare the social representations of LGBT aging
the population in general, it can be noticed that of Brazilian elderly population, by means of the
the elderly that are part of that social category also Theory of Social Representations.
suffer from that stigma.
Despite the fact that the researches on the old Method
age have been emerging among the themes investi-
gated by social sciences, especially by Psychology, Investigation type
exploring and analyzing the aging process in the
context of the elderly sexual orientation is still This is a descriptive and exploratory study,
something uncommon. Considering that, in Brazil, with transversal data.
there is a series of difficulties and challenges to
deal with the theme, the struggle for visibility is Participants
a constant act in the life of those people. (Santos,
Carlos, Araújo, & Negreiros, 2017; Wladirson & The research had the participation of 100
Chaves, 2012). (one hundred) Brazilian elderly people, of both
However, as the elderly and the LGBT genders, aging from 60 to 86 years (M = 66.9
populations increase and have the recognition of years; DP = 6.8). Most participants affirmed being
their rights established socially, it is necessary to female (69%), married (40%), catholic (50%),
increase the knowledge on older LGBT people of heterosexual orientation (91.3%), having an
(Berger, 1982, as mentioned in Marques & Sousa, average family income of R$1,800 (Brazilian
2016; Berger & Kelly, 2002, as mentioned in currency) (23.8%), having had formal education
Marques & Sousa, 2016; Minichiello, Plummer up to secondary school (25.6%) and being retired
& Loxton, 2004, as mentioned in Marques & (70.7%). All the participants live on the Brazilian
Sousa, 2016). states Piauí, Ceará and Pará.
Under a dynamic view, the social representa-
tions are configured as a net of interactive concepts Instruments
and images developed by individuals and groups,
whose contents continuously evolve through time Two instruments were used for data collec-
and space; this process is more and more intense, tion. The first one was a social-demographic ques-
according to the complexity and the speed of the tionnaire to characterize the participants, aiming
available communications (Carvalho & Arruda, to obtain information on their age, gender, marital
2008; Jodelet, 1989; Morera, Padilha, Silva, & status, income, sexual orientation, religion, state
Sapag, 2015; Moscovici, 1984; Sêga, 2000). The where they lived, whether they had any relatives
concepts and images formed from social repre- who were homosexual and if they lived with any
sentations are ways to interpret the daily reality. LGBT old person. The second instrument was
Jodelet (1989; 2016) characterizes representation a semi-structured interview to understand the
as a form of practical knowledge that connects participants’ perception on old age and LGBT
a subject to an object, i.e., it establishes a link homosexuality, with the following guiding ques-
between a subject, individual or collective one, tion: “How do you understand LGBT old age?”.

157
Ciencias Psicológicas 2017; 11 (2): 155 - 163 Aguiar Trevia, Fernandes de Araújo, De Oliveira, Alves, da Silva Fonseca and da Silva

Ethical procedures and data collection way, intentionally and accidentally in groups
organized for elderly people activities. The data
This research was subjected to the Re- collection was carried out in the Brazilian states
search Ethical Committee – CEP - of Univer- Ceará, Pará and Piauí.
sidade Federal do Piauí (Brazil), with CAEE:
57225916.1.0000.5214 and opinion document Data Analysis
number 1,755,790. After the Committee’s ap-
proval, the data collection was carried out volun- The social-demographic data were analyzed
tarily and anonymously. Before the collection, the with the software SPSS for Windows version 21,
aims of the study were explained and the proper aiming to characterize the sample.
authorization documents and the Consent Terms The semi-structured interviews were subjected
were filled, so the participants could authorize their to a simple Descending Hierarchical Classification
participation in the research and answer the ques- (DHC), with the aid of the software Iramuteq
tionnaires, as the resolution 466/12 of Brazilian version 0.7. According to Camargo (2005), this
National Health Council (CNS) requires. It is es- type of analysis allows to obtain lexical classes,
timated that around 30 minutes were necessary for characterized by specific vocabulary and by textual
the participation of the research to be concluded. segments that have those words in common.
The criterion established by Camargo (2005)
was used; it indicates a number of at least 20 units Results
of the initial context for defining the number of
participants necessary for the research. In this in- The data analysis, in the software Iramuteq,
vestigation, one-hundred questionnaires were col- constituted of 100 interviews, or initial context
lected; part of the samples was taken for conveni- units (u.c.i.), resulted in 80 elementary context
ence, in which the participants were approached in units (u.c.e.), which originated the dendogram
public places, such as squares and shopping malls; (Figure 1). Four classes of semantic approximation
another part was collected in a non-probabilistic were taken; however, it was not possible to

Figure 1.
Distribution of words classes at the social representations of LGBT old age

158
LGBT old age

establish a profile of people belonging to each Discussion


class. The first partition divided the Corpus into
two sub-corpus, separating class 4 from the others. From the observation and interpretation of the
The second partition fragmented the larger sub- data obtained in the research, it could be noticed
corpus, originating class 2. The last partition that, in general, many stereotypes of LGBT aging
originated classes 1 and 3. It is worth to mention and old age presented in previous studies are
that all the interviews were carried out in Brazilian confirmed. Thus, the lexical contents that frame
Portuguese, so the corpus was constituted of words the dendogram within each identified class will
in this language. However, the interviews and the be discussed.
words were translated into English language for
this paper. Class 1 – Negative stereotypes of old age
Class 1 is the smallest one, constituted of
16 u.c.e., representing 20% of the total of units. The contents obtained in the class Negative
This class was named Negative stereotypes of stereotypes of old age make little difference
old age. In this class, the idea that the LGBT old between heterosexual old age and the LGBT
age is just like any other old age is predominant. one, with discourses that affirm that the latter
Nevertheless, some negative aspects of old age is “just like any other old age”. However, this
are highlighted, such as the reduction of abilities, claim is associated to the stigma of old age as a
abandonment and necessity of more care due to the lonely stage of life, in which the elderly suffer
diseases. Besides that, in this class are still found with the abandonment and the disdain from their
negative feelings regarding LGBT old people, relatives and from society in general, besides the
such as “pity for the homosexual”, once the old impairment of some physical and psychic abilities.
person who follows a sexual orientation different It must be highlighted that these data are opposite
form the heterosexual one suffers with the stigma to the ones identified in previous researches that
of old age and of sexual orientation, present the social representations of the elderly in
Class 2 is composed by 22.5% of the relation to old age.
u.c.e. total (18 units). Taking into consideration The speeches that best represent this class
the descriptive variables, this class can be are: “I believe that it tends to many difficulties,
characterized as being constituted mostly by much suffering and loneliness”; “something dif-
male old people (10 u.c.e.). In this class, there ficult”; “it is just like the old age of heterosexual
is the predominance of discourses in which the ones, a time of impairment of psychic and motor
elderly affirm not knowing their opinion or not abilities and the necessity of more care from the
having knowledge about LGBT old people. For family”; “something worrying, if it’s taken into
this reason, the class was named LGBT Invisibility. consideration the way that the elderly are treated
The third class, constituted of 22 u.c.e (27.5% in Brazil, for there are not actions in which we are
of total), has, as its main contents that the LGBT prioritized”; “a different sexual condition worsens
old age must be just like any other old age. It their situation as a subject doubly stigmatized”.
can be observed that the discourses of this class Frequently, people who are not old repre-
claim that the LGBT old person affirms their sent old age and aging in a negative way. Those
orientation when they are still young, and it is one significant differences of perceptions are justified
of the aspects that determines a “good old age”. because groups tend to represent other groups so-
Differently from what was found in class 1, in this cially in a different way, mainly when those groups
class there is a positive perspective of aging: peace, are of different generations (Araújo & Carvalho,
tranquility, stability and maturity. This class was 2005; Camargo, Contarello, Wachelke, Morais, &
named Successful old age. Piccolo, 2014; Cruz & Assunção Ferreira, 2011;
Class 4 is the larger one (24 u.c.e. – 30% of the Daniel, Antunes, & Amaral, 2015).
units). Named Biased attitudes towards LGBT old Nevertheless, despite those representations
age, the fourth class expresses contents related to agree in some aspects, they diverge in the general
hostility before LGBT old age. The understanding conception of the elderly who tend to represent
regarding LGBT old age is of a stage marked the old age in a more positive way, believing that
by social prejudice and disdain, as being lonely, the experiences that they have had along life have
complicated and troubled. produced wisdom, and the social relations, work,

159
Ciencias Psicológicas 2017; 11 (2): 155 - 163 Aguiar Trevia, Fernandes de Araújo, De Oliveira, Alves, da Silva Fonseca and da Silva

and feeling of being helpful complement the idea adults are heterosexual and that the ones who did
that the old age is a successful phase, mainly re- not have this orientation were already too old to
garding family relations, which become essential follow another one; secondly, for the difficulty to
in their lives (Camargo et. al., 2014; Comerlato, study that population, who, many times, avoids
Guimarães, & Alves, 2009). the exposition, for fear of being victims of
In the social context, the old age is frequently prejudice; thirdly, for the interest of Geriatrics and
represented in a diminished way. This negative Gerontology in studying other aging aspects, such
and stereotyped image that is spread makes as chronicle diseases. This way, the necessities
many people who reach the old age assume those and the existence of LGBT old people have been
characteristics (Araújo & Carvalho, 2005; Oliveira ignored for a long time by most institutions and by
et. al., 2012). Therefore, it is natural that some old society (Dorman et al., 1995, as mentioned in Orel,
people represent the old as a synonym of illness, 2014; Kimmel, Hinrichs & Fisher, 2015; Quam
declining and death (Costa & Campos, 2009; Dias, & Whitford, 1992, as mentioned in Orel, 2014).
Paúl, & Watanabe, 2014; Guerra & Caldas, 2010;
Vianna, Loureiro, & Alves, 2012). Class 3 – Successful old age
Besides that, many people, even the ones who
are already older than 60 years, do not recognize The contents noticed in class 3 refer to a
themselves as being old, for having their cognitive, point of view that has the old age as an enjoyable
social, emotional and physical abilities preserved, stage of life. Speeches like “comfortable life”; “a
seeing the condition of being elderly as distant moment of freedom to choose sexual and affective
(Passamani, 2013; Santos, Carlos, Araújo & achievements”; “completeness; “must be happy”;
Negreiros, 2017). Thus, the denial of old age is “I understand it was a life achievement for their
also a possible justification for the representations right [to reveal being LGBT]”; “in this case, it has
identified in this class. such a great importance, that the person wants to
be happy, and we must respect that”; “it’s never
Class 2 – LGBT Invisibility too late to be happy”; “tranquil and peacefully”
characterize this class.
In this class, one can notice the presence of As mentioned before, the elderly, especially
speeches that picture how much the old LGBT the ones who do activity in groups, tend to
population is hidden, ignored, forgotten and symbolize the old age as a pleasurable moment,
despised by society. This class was marked by in which they become protagonists of their lives,
expressions like “I don’t have an opinion”; “I don’t once their children are already grown up and
know”; “I’ve never heard of it”; “loneliness, but I the elderly retire from work (Camargo et. al.,
don’t understand much of this subject”; “it’s a be- 2014; Comerlato, Guimarães & Alves, 2009).
havior that causes difficulties of understanding”; Recognizing LGBT old age as a happy, full period,
“I can’t explain, but I think it is sad and lonely”; means to assume that those old people also have
“I’ve never thought of that”. the assurance to live this stage using the benefits
Because of the stigma concerning sexuality in and rights achieved during their life.
old age, talking about homosexuality, bisexuality On the other hand, believing that LGBT old
or transsexuality in that stage of life becomes even people have the same conditions to live their old
more difficult, especially because old LGBT people age like the heterosexual ones means to disregard
are still victims of invisibility in society (Adams, the huge differen ces between those groups. Many
2015, as mentioned in Araújo & Fernández-Rouco, LGBT old people live under vulnerable conditions,
2016; Persson, 2009, as mentioned in Araújo & for example, regarding health. LGBT old people
Fernández-Rouco, 2016; Santos, Carlos, Araújo have particular necessities, especially the ones
& Negreiros, 2017), as the analysis of the lexical who are transsexual (Fernández-Rouco, Sánchez,
contents has exposed. & González, 2012), who have more difficulty to
The invisibility of LGBT old people has access the devices for healthcare, and experience
some possible justifications: firstly, due to the more disparities at the healthcare attention, having
tendency of society to stereotype the elderly as more psychic suffering and less physical health in
“asexual” and due to the conception of many a general way (Fredriksen-Goldsen et. al., 2015;
psychogerontologists that almost all the older Scherrer & Fedor, 2015).

160
LGBT old age

Cahill (2015) presents some alternatives that Conclusion


have already been adopted in the USA, and other
possibilities that can be established to offer more The present study brought some information
life quality to old LGBT people. Among those al- on the social representations of LGBT old age
ternatives, we can mention a better preparation of among old population in three Brazilian states:
the professionals who will care for that population, Piauí, Ceará and Pará. The data obtained allowed
the creation of a law that sets LGBT old people as to compose representations systematized in four
a population with more social needs, promotion of classes.
education in sexual health, mental health services It could be verified that those representations
and programs for income support. are mostly related to the way that the elderly who
Therefore, it is fundamental to notice the need participated of the research experiment their own
of having a different way to look at the LGBT old age. The elderly who see and live this life stage
population, concerning the specific needs of this as something negative or do not see themselves
group, so that, this way, a successful old age can as old have the idea that the LGBT old age is
really be provided. equally disturbed and challenging; this concep-
tion is stressed, mainly, due to the stereotypes
Class 4 – Biased attitudes towards LGBT old age towards LGBT people. The ones who experiment
old age in a pleasurable and enjoyable way, also
This class is the most different from all the represent LGBT old age this way, even though they
others, for o it is characterized by speeches that disregard the discrepancies and the particularities
picture the LGBT old age as being full of difficul- of those groups.
ties due to the social prejudice. One can notice that, Moreover, the invisibility and the bias identi-
in the participants’ speeches, there is the revela- fied in the representations suggest the necessity to
tion of the presence of strong stereotypes against produce and disseminate knowledge on this group
that part of population. However, the elderly who of people, who has shown to be unassisted and
participated of the research did not consider them- disregarded within the population interviewed.
selves as part of the social group who has prejudice Therefore, it is expected that this research
against LGBT old people. may encourage other studies on this topic, as
Some speeches such as “wrong, but it is well as guide practices of gerontology with the
a personal choice”; “I think it’s ugly, but I have elderly, aiming to dissolve negative stereotypes
nothing against it”; “I’ve never seen it near me, at this life stage.
but it’s each one’s choice”; “in society, this rela-
tion is, I believe, only suffering”; “it’s very dif- References
ficult, specially because prejudice”; “it seems a
complicated life”; “I believe that it tends to many Allport, G.W. (1954). The nature of prejudice. Reading: Mas-
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