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PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO SECRETARIA FEDERAL DE CONTROLE INTERNO RELATÓRIO DE

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO SECRETARIA FEDERAL DE CONTROLE INTERNO

RELATÓRIO DE FISCALIZAÇÃO 00931

MUNICIPIO DE PIRAPORA DO BOM JESUS - SP

22º Sorteio do Projeto de Fiscalização a Partir de Sorteios Públicos Sorteio de Unidades Municipais

19/Julho/2006

RELATÓRIO DE FISCALIZAÇÃO 00931

MUNICIPIO DE PIRAPORA DO BOM JESUS - SP

dos resultados dos exames

realizados sobre as 025 Ações de Governo executados na base municipal

- Projeto de Fiscalização a partir de Sorteios

em decorrência

de PIRAPORA DO

do

Trata o presente

BOM JESUS

do

Relatório

SP

22º Evento

Públicos.

2.

Os trabalhos foram realizados no período de 26Jul2006 a

23Nov2006, e tiveram como objetivo analisar a aplicação dos recursos

federais no Município sob a responsabilidade de órgãos federais, estaduais, municipais ou entidades legalmente habilitadas.

3. As Ações Governamentais que foram objeto das ações de

fiscalização estão apresentadas a seguir, por Ministério Supervisor, discriminando, a quantidade de fiscalizações realizadas e os recursos aproximados aplicados:

26000 MINISTERIO DA EDUCACAO PROGRAMA:

BRASIL ALFABETIZADO E EDUCACAO DE JOVENS E ADULTOS AÇÃO:

APOIO A AMPLIACAO DA OFERTA DE VAGAS DO ENSINO FUNDAMEN

Controladoria-Geral da União

Secretaria Federal de Controle Interno 1

Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

22º Sorteio de Unidades Municipais – Pirapora do Bom Jesus - SP

TAL A JOVENS E ADULTOS - NACIONAL

QUANTIDADE DE O.S.:

1 VALOR: R$ 16.332,96

PROGRAMA:

BRASIL ESCOLARIZADO AÇÃO:

APOIO A ALIMENTACAO ESCOLAR NA EDUCACAO BASICA - NO EST ADO DE SAO PAULO

QUANTIDADE DE O.S.:

AÇÃO:

CENSO ESCOLAR DA EDUCACAO BASICA - NACIONAL

QUANTIDADE DE O.S.:

1

VALOR: R$ 190.599,20

1 VALOR: Não se aplica

PROGRAMA:

DESENVOLVIMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL AÇÃO:

DINHEIRO DIRETO NA ESCOLA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL - N A REGIAO SUDESTE

QUANTIDADE DE O.S.:

AÇÃO:

APOIO AO TRANSPORTE ESCOLAR NO ENSINO FUNDAMENTAL - NAC IONAL

QUANTIDADE DE O.S.:

1

VALOR: R$ 19.878,90

1 VALOR: R$ 12.111,41

32000

MINISTERIO DE MINAS E ENERGIA PROGRAMA:

 

MINERACAO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL AÇÃO:

FISCALIZACAO DA ATIVIDADE MINERARIA - NACIONAL

QUANTIDADE DE O.S.:

1 VALOR: Não se aplica

33000

MINISTERIO DA PREVIDENCIA SOCIAL PROGRAMA:

ARRECADACAO DE RECEITAS PREVIDENCIARIAS AÇÃO:

AUDITORIA FISCAL DAS CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS - NA CIONAL

QUANTIDADE DE O.S.:

1

VALOR: R$ 683.609,16

PROGRAMA:

PREVIDENCIA SOCIAL BASICA AÇÃO:

 

PAGAMENTO DE APOSENTADORIAS - AREA URBANA

QUANTIDADE DE O.S.:

1 VALOR: Não se aplica

36000

MINISTERIO DA SAUDE PROGRAMA:

ASSISTENCIA FARMACEUTICA E INSUMOS ESTRATEGICOS AÇÃO:

INCENTIVO FINANCEIRO A MUNICIPIOS HABILITADOS A PARTE V ARIAVEL DO PISO DE ATENCAO BASICA - PAB PARA ASSISTENCI

Controladoria-Geral da União

Secretaria Federal de Controle Interno 2

Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

22º Sorteio de Unidades Municipais – Pirapora do Bom Jesus - SP

A FARMACEUTICA BASICA - NO ESTADO DE SAO PAULO

1 VALOR: R$ 25.798,62

QUANTIDADE DE O.S.:

PROGRAMA:

ATENCAO BASICA EM SAUDE AÇÃO:

ATENDIMENTO ASSISTENCIAL BASICO NOS MUNICIPIOS BRASILEI ROS - NO ESTADO DE SAO PAULO

QUANTIDADE DE O.S.:

AÇÃO:

INCENTIVO FINANCEIRO A MUNICIPIOS HABILITADOS A PARTE V ARIAVEL DO PISO DE ATENCAO BASICA - PAB PARA A SAUDE DA FAMILIA

QUANTIDADE DE O.S.:

AÇÃO:

ESTRUTURACAO DA REDE DE SERVICOS DE ATENCAO BASICA DE S AUDE - NACIONAL

QUANTIDADE DE O.S.:

1 VALOR: R$ 282.547,65

1 VALOR: R$ 210.600,00

6 VALOR: R$ 654.996,36

PROGRAMA:

SANEAMENTO AMBIENTAL URBANO AÇÃO:

IMPLANTACAO, AMPLIACAO OU MELHORIA DE SISTEMA PUBLICO D

E ABASTECIMENTO DE AGUA PARA A PREVENCAO E CONTROLE DE

AGRAVOS EM MUNICIPIOS DE ATE 30.000 HABITANTES - NACION

AL

QUANTIDADE DE O.S.:

AÇÃO:

IMPLANTACAO, AMPLIACAO OU MELHORIA DE SISTEMA PUBLICO D

E ESGOTAMENTO SANITARIO PARA A PREVENCAO E CONTROLE DE

AGRAVOS EM MUNICIPIOS DE ATE 30.000 HABITANTES - NACION

AL

QUANTIDADE DE O.S.:

1 VALOR: Não se aplica

1 VALOR: R$ 443.272,57

PROGRAMA:

VIGILANCIA EPIDEMIOLOGICA E AMBIENTAL EM SAUDE AÇÃO:

INCENTIVO FINANCEIRO AOS ESTADOS, DISTRITO FEDERAL E MU

NICIPIOS CERTIFICADOS PARA A EPIDEMIOLOGIA E CONTROLE D

E DOENCAS

QUANTIDADE DE O.S.:

1 VALOR: R$ 38.797,40

38000

MINISTERIO DO TRABALHO E EMPREGO PROGRAMA:

GESTAO DA POLITICA DE TRABALHO, EMPREGO E RENDA AÇÃO:

GESTAO E ADMINISTRACAO DO PROGRAMA

QUANTIDADE DE O.S.:

1 VALOR: Não se aplica

41000

MINISTERIO DAS COMUNICACOES PROGRAMA:

OFERTA DOS SERVICOS DE TELECOMUNICACOES

Controladoria-Geral da União

Secretaria Federal de Controle Interno 3

Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

22º Sorteio de Unidades Municipais – Pirapora do Bom Jesus - SP

AÇÃO:

FISCALIZACAO DA PRESTACAO DOS SERVICOS DE TELECOMUNICAC OES - NACIONAL

QUANTIDADE DE O.S.:

1 VALOR: Não se aplica

PROGRAMA:

UNIVERSALIZACAO DOS SERVICOS DE TELECOMUNICACOES AÇÃO:

FISCALIZACAO DA UNIVERSALIZACAO DOS SERVICOS DE TELECOM UNICACOES - NACIONAL

QUANTIDADE DE O.S.:

1 VALOR: Não se aplica

51000

MINISTERIO DO ESPORTE PROGRAMA:

ESPORTE DIREITO DE TODOS AÇÃO:

IMPLANTACAO DA INFRA-ESTRUTURA DO DESPORTO EDUCACIONAL- NACIONAL

QUANTIDADE DE O.S.:

1 VALOR: R$ 108.584,90

55000

MINISTERIO DO DESENV. SOCIAL E COMBATE A FOME PROGRAMA:

ATENDIMENTO INTEGRAL A FAMILIA AÇÃO:

ATENCAO INTEGRAL A FAMILIA

QUANTIDADE DE O.S.:

1 VALOR: Não se aplica

PROGRAMA:

ERRADICACAO DO TRABALHO INFANTIL AÇÃO:

ATENDIMENTO A CRIANCA E AO ADOLESCENTE EM ACOES SOCIOED UCATIVAS E DE CONVIVENCIA - NACIONAL

QUANTIDADE DE O.S.:

1

VALOR: R$ 90.110,00

PROGRAMA:

GESTAO DA POLITICA DE SEGURANCA ALIMENTAR E NUTRICIONAL AÇÃO:

FUNCIONAMENTO DOS CONSELHOS E COMISSOES DE GESTAO COMPA RTILHADA DA ASSISTENCIA SOCIAL - NACIONAL

QUANTIDADE DE O.S.:

1 VALOR: Não se aplica

PROGRAMA:

PROTECAO SOCIAL A INFANCIA, ADOLESCENCIA E JUVENTUDE AÇÃO:

CONCESSAO DE BOLSA PARA JOVENS DE 15 A 17 ANOS EM SITUA CAO DE VULNERABILIDADE E/OU RISCO SOCIAL - NACIONAL

QUANTIDADE DE O.S.:

AÇÃO:

SERVICOS DE PROTECAO SOCIOASSISTENCIAL A CRIANCA E AO A DOLESCENTE - NACIONAL

QUANTIDADE DE O.S.:

1 VALOR: R$ 38.348,31

1 VALOR: R$ 31.230,36

Controladoria-Geral da União

Secretaria Federal de Controle Interno 4

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PROGRAMA:

TRANSFERENCIA DE RENDA COM CONDICIONALIDADES AÇÃO:

TRANSFERENCIA DE RENDA DIRETAMENTE AS FAMILIAS EM CONDI CAO DE POBREZA E EXTREMA POBREZA (LEI N: 10.836, DE 200 4) - NACIONAL

QUANTIDADE DE O.S.:

1 VALOR: R$ 725.317,00

TOTAL DE O.S.:

30 VALOR TOTAL: R$ 3.572.134,80

4. Este

Administração Pública Federal, gestores centrais dos programas de execução descentralizada, contempla, em princípio, constatações de campo que apontam para o possível descumprimento de dispositivos legais e contratuais estabelecidos para esse tipo de execução.

entidades da

relatório,

destinado

aos

órgãos

e

5.

Esclarecemos que os Executores Municipais dos Programas,

quanto

àqueles sob sua responsabilidade, já foram previamente

informados sobre os fatos relatados, tendo se manifestado em 13Nov2006, cabendo ao Ministério supervisor, nos casos pertinentes, adotar as providências corretivas visando à consecução das políticas públicas, bem como à apuração das responsabilidades.

6. Nesse sentido, os resultados das fiscalizações realizadas,

sempre que os trabalhos tenham evidenciado fatos relevantes que indiquem impropriedades/irregularidades na aplicação dos recursos federais examinados estão demonstrados a seguir, por Ministério:

SUMÁRIO DAS CONSTATAÇÕES DA FISCALIZAÇÃO

26000 MINISTERIO DA EDUCACAO

1.1.1 CONSTATAÇÃO:

Falta de aplicação financeira dos recursos do PEJA.

1.1.2 CONSTATAÇÃO:

Formalização e encaminhamento indevidos da prestação de contas do exercício de 2005 dos recursos do PEJA.

1.1.3 CONSTATAÇÃO:

Notas fiscais sem atesto do recebimento, sem identificação do Programa e sem comprovante do pagamento efetuado.

1.1.4 CONSTATAÇÃO:

de

docentes do Programa de Formação Continuada.

1.1.5 CONSTATAÇÃO:

Falta de atuação e de apresentação de ato normativo da instituição do CACS-FUNDEF.

1.1.6 CONSTATAÇÃO:

Descumprimento da carga horária nos cursos

de

capacitação

Falta de atuação da Equipe Coordenadora do PEJA.

1.1.7 CONSTATAÇÃO:

Falta de notificação de recebimento de recursos federais.

1.1.8 CONSTATAÇÃO:

Diários de classes sem registro dos freqüência no 3º bimestre.

1.1.9 CONSTATAÇÃO:

Controladoria-Geral da União

alunos

matriculados

para

Secretaria Federal de Controle Interno 5

Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

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Divergência entre o número de alunos do existente nas salas de aula do PEJA.

Censo

Escolar

e

o

1.2.1

CONSTATAÇÃO:

Contratação irregular de empresa licitatório.

sem

o

devido

processo

1.2.2 CONSTATAÇÃO:

Fracionamento de despesas.

1.2.3 CONSTATAÇÃO:

Contratação emergencial indevida agravada por prorrogação vedada em Lei.

1.2.4 CONSTATAÇÃO:

Utilização de merendeiras da Prefeitura em atribuição constante de objeto contratual.

1.2.5 CONSTATAÇÃO:

Falta de controle no pagamento de notas merenda escolar.

fiscais

relativas

à

1.2.6

CONSTATAÇÃO:

Pagamento sem aferição do quantitativo de merendas servidas.

 

1.2.7

CONSTATAÇÃO:

Contagem incorreta da quantidade de merendas servidas.

 

1.2.8

CONSTATAÇÃO:

Contratação de empresa para fornecimento de Prefeitura possuir padaria-piloto.

pães,

apesar

da

1.2.9 CONSTATAÇÃO:

Falta de aplicação financeira dos recursos do PNAC.

1.2.10 CONSTATAÇÃO:

Presidente do Conselho de Alimentação Escolar é o Secretário de Finanças.

1.2.11 CONSTATAÇÃO:

Divergência relativa aos quantitativos de alunos das Creche, Pré

Escola, Primeira à Oitava séries e da Educação de Jovens e Adultos.

1.3.1 CONSTATAÇÃO:

Falta de aplicação financeira dos recursos do PDDE.

1.3.2 CONSTATAÇÃO:

Formalização incorreta da Prestação de Contas de 2004 referente aos recursos do PDDE.

1.3.3 CONSTATAÇÃO:

Prestações de Contas de 2005 formalizadas sem observância da norma relativa à execução do PDDE.

1.3.4 CONSTATAÇÃO:

Falta de levantamento das prioridades para atendimento às escolas nas aquisições com recursos do PDDE.

1.3.5 CONSTATAÇÃO:

Falta de tombamento dos bens adquiridos com recursos do PDDE.

1.3.6 CONSTATAÇÃO:

Notas fiscais sem atesto do recebimento identificação do Programa.

1.3.7 CONSTATAÇÃO:

Pagamento de tarifas bancárias efetuado indevidamente pelas UEx no exercício de 2005.

1.3.8 CONSTATAÇÃO:

Falta de utilização e de aplicação financeira dos recursos do PNATE.

1.3.9 CONSTATAÇÃO:

sem

de

materiais

e

Controladoria-Geral da União

Secretaria Federal de Controle Interno 6

Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

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Transferência e débito autorizado de saldos da conta-corrente específica do PNATE sem identificação da finalidade.

1.3.10 CONSTATAÇÃO:

Os recursos do PNATE relativos ao exercício de 2004 não foram

utilizados, nem aplicados, nem devolvidos. Prestação de Contas de 2004 apresentada ao FNDE fora do prazo e com impropriedades.

1.3.11 CONSTATAÇÃO:

Falta de atuação da Equipe Coordenadora do PNATE.

1.3.12 CONSTATAÇÃO:

Falta de atuação do Conselho e da apresentação de ato normativo de instituição do CACS-FUNDEF.

33000

MINISTERIO DA PREVIDENCIA SOCIAL

2.1.1

CONSTATAÇÃO:

Ausência de retenção previdenciária.

e

recolhimento

da

contribuição

36000

MINISTERIO DA SAUDE

3.1.1

CONSTATAÇÃO:

Utilização dos recursos do TFVS em finalidade diversa daquela prevista para as ações do Programa.

3.1.2 CONSTATAÇÃO:

vigilância

de

epidemiológica, configurada por pagamentos liquidação.

3.1.3 CONSTATAÇÃO:

Irregularidade na utilização

dos

recursos

sem

da

comprovação

Transferência de recursos para outras finalidades.

3.1.4 CONSTATAÇÃO:

Inadequabilidade das instalações do Setor de Vigilância Sanitária e Epidemiológica.

3.1.5 CONSTATAÇÃO:

Utilização indevida de veículo.

3.1.6 CONSTATAÇÃO:

Cumprimento parcial de metas pactuadas.

3.2.1 CONSTATAÇÃO:

Falhas nos procedimentos licitatórios.

3.2.2 CONSTATAÇÃO:

Compra de medicamentos com preços acima do registrado na ata de

registro de preços no "site" da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

3.2.3 CONSTATAÇÃO:

Falhas nos procedimentos licitatórios.

3.2.4 CONSTATAÇÃO:

Restrição à competitividade em certame licitatório.

3.2.5 CONSTATAÇÃO:

Restrição à competitividade em certame licitatório.

3.2.6 CONSTATAÇÃO:

Despesa antieconômica.

3.2.7 CONSTATAÇÃO:

Indícios de fraude em procedimento licitatório.

3.2.8 CONSTATAÇÃO:

Pagamento de despesas sem prévia pesquisa de preços.

Controladoria-Geral da União

Secretaria Federal de Controle Interno 7

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3.2.9

CONSTATAÇÃO:

Pagamentos efetuados sem comprovação da execução das despesas.

3.2.10 CONSTATAÇÃO:

Pagamentos de despesas não permitidas pelo Programa.

3.2.11 CONSTATAÇÃO:

Transferências indevidas.

3.2.12 CONSTATAÇÃO:

Gerenciamento inadequado dos recursos federais do PAB-Fixo.

3.2.13 CONSTATAÇÃO:

Composição do CMS não atende à paridade prevista em lei.

3.2.14 CONSTATAÇÃO:

Atuação do CMS não atende ao disposto 333/2003, do Ministério da Saúde.

3.2.15 CONSTATAÇÃO:

Falhas na elaboração do PMS.

na

Resolução

CNS

n.º

3.2.16 CONSTATAÇÃO:

Profissional do PSF-III não está cumprindo a carga horária semanal de 40 horas.

3.2.17 CONSTATAÇÃO:

Falta de ACS sobrecarregando as equipes.

3.2.18 CONSTATAÇÃO:

Falhas em procedimentos licitatórios.

3.2.19 CONSTATAÇÃO:

Restrição à competitividade em certame licitatório.

3.2.20 CONSTATAÇÃO:

Ausência de competitividade em certame licitatório.

3.2.21 CONSTATAÇÃO:

Superfaturamento na compra de equipamentos.

3.2.22 CONSTATAÇÃO:

Contrapartida não efetivada pela Prefeitura.

3.2.23 CONSTATAÇÃO:

Inconsistências na formalização de Convênio.

3.2.24 CONSTATAÇÃO:

Aquisição de veículo sem especificação prevista Trabalho.

3.2.25 CONSTATAÇÃO:

Irregularidade caracterizada por

simulação

de

licitatório, agravada por sobrepreço.

3.2.26 CONSTATAÇÃO:

no

Plano

de

procedimento

Pagamento de contrapartida municipal com recursos federais.

3.2.27 CONSTATAÇÃO:

Falhas na execução do convênio.

3.2.28 CONSTATAÇÃO:

Falhas em procedimentos licitatórios.

3.2.29 CONSTATAÇÃO:

Indícios de fraude em procedimento licitatório.

3.2.30 CONSTATAÇÃO:

Compra de equipamentos com preços acima do preço de mercado.

3.2.31 CONSTATAÇÃO:

Simulação de licitação na aquisição de ambulância.

3.2.32 CONSTATAÇÃO:

Falta de devolução de recursos na prestação de contas do convênio.

3.2.33 CONSTATAÇÃO:

Ausência dos comprovantes de recolhimento ao INSS referente às

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contribuições retidas dos prestadores de serviços.

3.2.34 CONSTATAÇÃO:

Pagamento de contrapartida municipal com recursos PAB-Fixo.

federais

do

3.2.35

CONSTATAÇÃO:

Unidade de saúde construída com

recursos

do

Convênio

está

concluída desde outubro de 2004, mas não está em uso.

3.3.1 CONSTATAÇÃO:

Uso indevido de recursos federais para efetivação da contrapartida

de Assistência Farmacêutica

municipal relativamente ao Programa Básica.

3.3.2 CONSTATAÇÃO:

Os estoques físicos de escriturados.

3.3.3 CONSTATAÇÃO:

medicamentos

não

correspondem

aos

Falha na alimentação do sistema de acompanhamento de recursos de Incentivos à Assistência Farmacêutica Básica.

3.3.4 CONSTATAÇÃO:

o

almoxarifado central e os postos de atendimento.

Fragilidade nos controles do fluxo

de

medicamentos

entre

38000

MINISTERIO DO TRABALHO E EMPREGO

4.1.1

CONSTATAÇÃO:

A Comissão Municipal de Emprego-CME não é atuante.

51000

MINISTERIO DO ESPORTE

5.1.1

CONSTATAÇÃO:

Procedimentos licitatórios em desacordo com a (Carta-Convite nº 53/2002).

Lei

8666/93

5.1.2

CONSTATAÇÃO:

Procedimentos licitatórios em desacordo com a (Carta-Convite nº 10/2004).

Lei

8666/93

5.1.3 CONSTATAÇÃO:

Obras atrasadas com sucessivas paralisações.

55000

MINISTERIO DO DESENV. SOCIAL E COMBATE A FOME

6.1.1

CONSTATAÇÃO:

Atendimento inferior à meta prevista.

6.1.2 CONSTATAÇÃO:

Instalações com espaço insuficiente para atendimento das metas.

6.1.3 CONSTATAÇÃO:

Deficiência na alimentação oferecida desenvolvidas na jornada.

e

nas

atividades

6.1.4

CONSTATAÇÃO:

Irregularidades na execução da jornada.

 

6.1.5

CONSTATAÇÃO:

Ausência de funcionamento da CMETI.

 

6.1.6

CONSTATAÇÃO:

Pagamentos da bolsa às

famílias

beneficiárias

do

programa

incompletos e com atraso em 2005.

6.1.7 CONSTATAÇÃO:

Controladoria-Geral da União

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Ausência de pagamentos do PETI em 2006.

6.1.8 CONSTATAÇÃO:

Recursos do PETI sem movimentação e sem aplicação financeira.

6.1.9 CONSTATAÇÃO:

Despesas efetuadas por meio de saques da conta do PETI.

6.1.10 CONSTATAÇÃO:

Saque não justificado da conta do PETI.

6.1.11 CONSTATAÇÃO:

Desvio de finalidade em pagamentos efetuados com recursos do PETI.

6.1.12 CONSTATAÇÃO:

Indícios de fraude em emissão de notas fiscais apresentadas para comprovação de despesas do PETI.

6.1.13 CONSTATAÇÃO:

Fraude na disponibilização de cópias de extratos bancários de conta específica do PETI.

6.2.1 CONSTATAÇÃO:

Pagamentos do Agente Jovem incompletos e com atraso em 2005.

6.2.2 CONSTATAÇÃO:

Ausência de pagamentos do Agente Jovem em 2006.

6.2.3 CONSTATAÇÃO:

Recursos do Programa Agente Jovem sem movimentação e sem aplicação financeira.

6.2.4 CONSTATAÇÃO:

Indícios de fraude em emissão de notas fiscais apresentadas para comprovação de despesas do Programa Agente Jovem.

6.2.5 CONSTATAÇÃO:

Desvio de finalidade na utilização de recursos do Programa Agente Jovem.

6.2.6 CONSTATAÇÃO:

Recursos do Serviço de Proteção Sócio-Assistencial à Criança sem movimentação e sem aplicação financeira.

6.2.7 CONSTATAÇÃO:

Serviço de

Proteção Sócio-Assistencial à Criança.

6.2.8 CONSTATAÇÃO:

Indícios de fraude em notas fiscais apresentadas para comprovação de despesas do Serviço de Proteção Sócio-Assistencial à Criança.

6.3.1 CONSTATAÇÃO:

Despesas efetuadas por meio

de

saque

da

conta

do

Falta de atuação do CMAS.

6.4.1 CONSTATAÇÃO:

Precariedade nas instalações de atendimento previstas no PAIF.

6.5.1 CONSTATAÇÃO:

Ausência de instituição da Coordenação Municipal do Bolsa Família.

6.5.2 CONSTATAÇÃO:

Ausência de divulgação da relação de Família.

6.5.3 CONSTATAÇÃO:

Deficiências na atuação da Secretaria Municipal de Educação quanto à execução do Bolsa Família.

6.5.4 CONSTATAÇÃO:

Bolsa

beneficiários

do

Falta de atuação da instância de controle social do Programa Bolsa Família.

6.5.5 CONSTATAÇÃO:

Famílias não localizadas.

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7.

DENTRE AS CONSTATAçõES REGISTRADAS, consideramos como de

maior relevância as seguintes:

PROBLEMAS GRAVES

26000 MINISTERIO DA EDUCACAO

ITENS: 1.2.1 1.2.2

1.2.3 1.2.4

1.2.5 1.2.6 1.2.7

36000 MINISTERIO DA SAUDE

ITENS: 3.2.19 3.2.20

3.2.23

3.2.4 3.2.5 3.2.7

3.2.24 3.2.25 3.2.26 3.2.29 3.2.31

55000 MINISTERIO DO DESENV. SOCIAL E COMBATE A FOME

ITENS: 6.1.1 6.1.10

6.1.11

6.1.12

6.1.13

6.1.2

6.1.3 6.1.4

 

6.1.6

6.1.7

6.1.8

6.2.1

6.2.2

6.2.3

6.2.4 6.2.5 6.2.6

6.2.8

PROBLEMAS ADMINISTRATIVOS

 

26000

MINISTERIO DA EDUCACAO

 

ITENS: 1.1.1 1.1.2

1.1.3

1.1.4

1.1.5

1.1.6

1.1.7 1.1.8 1.1.9

1.2.10

1.2.11

1.2.8

1.2.9

1.3.1 1.3.10 1.3.11 1.3.12

1.3.2

1.3.3

1.3.4

1.3.5

1.3.6

1.3.7 1.3.8 1.3.9

33000 MINISTERIO DA PREVIDENCIA SOCIAL

ITENS: 2.1.1

36000 MINISTERIO DA SAUDE

ITENS: 3.1.1 3.1.2

3.1.3

3.1.4 3.1.5 3.1.6

3.2.1 3.2.10 3.2.11

3.2.12

3.2.13

3.2.14

3.2.15

3.2.16 3.2.17 3.2.18 3.2.2

3.2.21

3.2.22

3.2.27

3.2.28

3.2.3 3.2.30 3.2.32 3.2.33

3.2.34

3.2.35

3.2.6

3.2.8

3.2.9

3.3.1

3.3.2

3.3.3 3.3.4

51000 MINISTERIO DO ESPORTE

ITENS: 5.1.1 5.1.2 5.1.3

55000 MINISTERIO DO DESENV. SOCIAL E COMBATE A FOME

ITENS: 6.1.5 6.1.9

6.5.5

6.2.7

6.3.1

6.4.1

6.5.1

6.5.2

6.5.3 6.5.4

DETALHAMENTO DAS CONSTATAÇÕES DA FISCALIZAÇÃO

1 - 26000 MINISTERIO DA EDUCACAO

1.1 - PROGRAMA

1060

Controladoria-Geral da União

Secretaria Federal de Controle Interno 11

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BRASIL ALFABETIZADO E EDUCACAO DE JOVENS E ADULTOS

AÇÃO

:

0081

APOIO A AMPLIACAO DA OFERTA DE VAGAS DO ENSINO FUNDAMEN TAL A JOVENS E ADULTOS - NACIONAL

OBJETIVO DA AÇÃO

Propiciar o atendimento, nas escolas estaduais e municipais de Ensino

Fundamental, de jovens e adultos matriculados na modalidade "supletivo presencial com avaliação no processo", por meio da ampliação da oferta de vagas e do ensino de qualidade, resgatando para a escola essa cli - entela que foi, involuntariamente, excluída da educação fundamental e assegurando o aprendizado do alunado.

ORDEM DE SERVIÇO

OBJETO FISCALIZAÇÃO:

Professores contratados temporariamente, e professores do quadro perma nente da educação de jovens e adultos formados por meio dos programas de formação continuada de docentes, aquisição, impressão ou produção

aquisição

de livro didático adequado à educação de jovens e adultos,

de material escolar para o aluno e para o professor, remuneração aos

profissionais do magistério

e merenda escolar exclusiva aos alunos

freqüentes ao Programa Fazendo Escola. AGENTE EXECUTOR

PIRAPORA DO BOM JESUS PREFEITURA ORGAO PUBLICO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: R$ 16.332,96

:

: 182563

:

1.1.1

CONSTATAÇÃO:

Falta de aplicação financeira dos recursos do PEJA.

FATO:

Analisando o extrato bancário da conta corrente n.º 34.809-0, da agência 1529-6, do Banco do Brasil, destinada ao PEJA Programa de Educação de Jovens e Adultos, verificamos que o valor de R$ 16.332,96 não foi devidamente aplicado, enquanto não utilizado, no período de 05/08/2005 a 22/03/2006.

EVIDÊNCIA:

Extrato bancário da conta

corrente específica do Programa.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

"Estamos encaminhando em anexo os comprovantes dos depósitos relativos a aplicação financeira dos recursos do PEJA, no período compreendido de 05/08/2005 a 22/03/2006. Estamos encaminhando cópia do depósito a Coordenadora Geral de Contabilidade e Acompanhamento de Prestação de Contas (doc. 01). Ademais cumpre esclarecer que os recursos deixaram, de sofrer aplicação quando de seu efetivo recebimento, em razão de que a Administração não foi comunicada deste fato, sendo que esta por meios próprios conseguiu manter a realização do objetivo do convênio, ou seja, este não sofreu nenhum prejuízo, e consequentemente seus beneficiários. Diante do acima declinado, a administração cumpriu fielmente os termos que se obrigou no convênio celebrado".

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ANÁLISE DA EQUIPE:

Justificativa não acatada. O Município não cumpriu à determinação da legislação em vigor. Além disso, o valor de R$ 623,03 reajustado até novembro do corrente exercício, foi depositado na conta 34.809-0 PM PIR Bom Jesus PEJA, conforme comprovante de depósito encaminhado pela Prefeitura Municipal. A devolução deveria ter sido para a conta do Tesouro Nacional.

1.1.2 CONSTATAÇÃO:

Formalização e encaminhamento indevidos da prestação de contas do exercício de 2005 dos recursos do PEJA.

FATO:

O Município recebeu o valor de R$ 16.332,96, no exercício de 2005, para a execução do Programa na localidade. Foi elaborada a prestação de contas do respectivo exercício, no valor total de R$ 6.905,80, tendo sido encaminhada pela Prefeitura Municipal ao FNDE em 04/07/2006, por meio do Ofício n.º 244/2006. Após análise do extrato bancário da conta-corrente específica do Programa (conta n.º 34.809-0), verificamos que, durante o exercício de 2005, não foi efetuado qualquer pagamento com recursos da referida conta. Assim, constatamos a inobservância dos responsáveis quanto aos procedimentos a serem efetivamente realizados, visto que, se não ocorreu utilização dos recursos, não há como elaborar prestação de contas.

EVIDÊNCIA:

Prestação de Contas de 2005. Extrato bancário da conta

corrente específica do Programa.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

"Na realidade o objetivo do repasse de verba foi alcançado, ou seja, o recurso foi utilizado em proveito da comunidade nos termos propostos. Poderá eventualmente ter ocorrido atraso na aplicação deste, mas este fato não pode ser suficiente a ensejar qualquer reparo. De maneira a sustentar o alegado, segue em anexo o comprovante da prestação de Contas referente ao recurso recebido no ano de 2005, sendo que este já foi devidamente corrigido e encaminhado a Coordenadora Geral de Contabilidade e Acompanhamento de Prestação de Contas (doc. 03). Assim concluímos que nenhuma falha ocorreu".

ANÁLISE DA EQUIPE:

Justificativa não acatada. A Prefeitura Municipal não cumpriu à

disso, a documentação

encaminhada a esta CGU, já havia sido disponibilizada e devidamente

analisada pela equipe de fiscalização "in loco", o que comprova novamente o fato constatado.

determinação da legislação em vigor. Além

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1.1.3

CONSTATAÇÃO:

Notas fiscais sem atesto do recebimento, sem identificação do Programa e sem comprovante do pagamento efetuado.

FATO:

As notas fiscais do Programa de

Educação de

Jovens e Adultos,

pagas pela Prefeitura Municipal durante o exercício de 2006, no valor

total de R$ 14.835,80 conforme demonstração a

devidamente atestadas e não contêm a

contrariando o art. 14 da Resolução/CD/FNDE n° 17, de

2005.

foram

seguir,

não

identificação do Programa,

9

de

maio

de

Nota Fiscal

Data de emissão

Valor (R$)

3504

01/10/2005

6.905,80

0361

06/04/2006

4.810,80

0367

07/04/2006

887,20

4010

28/04/2006

2.232,00

Ressaltamos que não foram disponibilizados os

pagamento (cópia do cheque, depósito bancário e outros) às empresas Editora Educarte Ltda. e Papelaria Dalux Tatuí Ltda. ME, responsáveis pela emissão das notas fiscais supracitadas, ficando prejudicada a efetiva comprovação dos pagamentos realizados.

comprovantes

de

EVIDÊNCIA:

Extrato bancário da conta-corrente específica do Programa. Notas Fiscais 3504, 0361, 0367 e 4010.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

"A falha foi corrigida e as notas foram devidamente atestadas, bem como estão devidamente identificadas conforme cópia em anexo (doc., 04, 05, 06 e 07). Os comprovantes de pagamento (cópia do cheque, depósito bancário e outros) às empresas Editora Educarte Ltda. e Papelaria Dalux Tatuí Ltda. ME, responsáveis pela emissão das notas fiscais supracitadas, tornam prejudicada a efetiva comprovação dos pagamentos realizados".

ANÁLISE DA EQUIPE:

Municipal não

vinha cumprindo à determinação da legislação em vigor, uma vez que somente atestou as notas fiscais das despesas, após apontamento feito por esta CGU. Além disso, foi encaminhado pelo Município somente um comprovante de depósito bancário (23/05/2006) das despesas realizadas, conforme Nota Fiscal 4010, no valor de R$ 2.232,00.

Justificativa acatada parcialmente. A Prefeitura

1.1.4 CONSTATAÇÃO:

Descumprimento da carga horária nos cursos docentes do Programa de Formação Continuada.

de

capacitação

de

FATO:

Em entrevista com o membro da Coordenadoria do EJA, este informou

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que os cursos ministrados para capacitação de docentes do Programa de Educação de Jovens e Adultos, das EMEFs "Profª. Nercy Amélia Martelini Daher" e "Renato Tonolli Brito Pedro", não tiveram a duração mínima de 80 (oitenta) horas, exigida pelo art. 5º das Resolução/CD/FNDE N º 17, de 22 de abril de 2004.

EVIDÊNCIA:

Decreto 2157, de 20 de junho de 2005. Entrevista com o membro da Coordenadoria do EJA.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

"Em resposta elaborada pela Secretaria de Educação, responsável

pelo programa (doc. 12), foram oferecidas aos professores do EJA, 80

40

de 80 horas

exigidas pela Res./CD/FNDE nº 17, foram cumpridas em encontros de acompanhamento que proporcionaram a reflexão sobre a ação pedagógica, a ação do professor em sala de aula e a avaliação dos resultados, fato este importantíssimo para a evolução do projeto pedagógico . Assim resta clara que a informação obtida por meio de entrevista a integrante do EJA não corresponde com a realidade, conforme comprova o acima declinado pela responsável pelo programa, ficando inaplicável o apontamento".

horas. As 40 horas restantes, onde se completa a carga

horas de curso, 5 oficinas de 8 horas cada uma, perfazendo as

ANÁLISE DA EQUIPE:

Justificativa não acatada. A Prefeitura Municipal não cumpriu à determinação da legislação em vigor. Além disso, foi o membro da Coordenadoria do EJA, quem afirmou categoricamente a inexistência de documentação afim de comprovação do cumprimento da carga horária de 80 horas para o curso de capacitação de docentes do Programa de Formação Continuada, realizado na localidade.

1.1.5

Falta de atuação e de apresentação de ato normativo da instituição do CACS-FUNDEF.

CONSTATAÇÃO:

FATO:

Em referência ao Conselho de Acompanhamento e Controle Social do FUNDEF Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério CACS-FUNDEF, não foram encontrados

registros da atuação do citado Conselho no acompanhamento e controle

bem como não foi

do Programa de Educação de Jovens e Adultos,

disponibilizado o ato normativo que instituiu o respectivo Conselho na localidade, embora solicitado pela equipe de fiscalização.

EVIDÊNCIA:

Livro de Atas do Conselho do FUNDEF.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

"Conforme cópia da ata anexa, a Secretária Municipal de Educação reuniu-se com os membros do Conselho de Acompanhamento e Controle Social do FUNDEF - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério CACS-FUNDEF, e, respeitando

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sua autonomia, procurou orientá-los e implentar sua atuação junto ao

Peja. Estamos juntado em anexo cópia do Ato normativo da instituição do CACS-Fundef (doc. 13 e 14).

O Conselho, ao contrário do alegado, é atuante. Neste ato se faz a

juntada das atas de reunião (para provar o alegado), salientando-se que tais documentos não foram sequer solicitados, impugnando assim tal assertiva".

ANÁLISE DA EQUIPE:

Justificativa acatada parcialmente. A Prefeitura Municipal

encaminhou cópia da Lei Nº 556/97 (criação do Conselho do FUNDEF) e Decreto Nº 2125/2005 (indicação dos membros do Conselho do FUNDEF); no entanto, não foi apresentada nenhuma cópia de ata de reunião do

não

formalização e

encaminhamento indevidos da Prestação de Contas do Programa, relativa ao exercício de 2005. Portanto, o Conselho não é atuante no acompanhamento da execução do Programa Fazendo Escola, tendo em vista que não apresentou registros das falhas supra mencionadas.

Conselho, a qual fizesse referência dos recursos utilizados e nem aplicados em 2005, bem como da

do

PEJA,

1.1.6

CONSTATAÇÃO:

Falta de atuação da Equipe Coordenadora do PEJA.

FATO:

Não foram encontrados registros da atuação da Equipe Coordenadora do Programa de Educação de Jovens e Adultos para cumprimento das competências previstas no art. 20 da Resolução/CD/FNDE N.º 17/2004.

EVIDÊNCIA:

Decreto 2157, de 20 de junho de 2005. Entrevista com o Diretor Municipal de Educação.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

"Na realidade a equipe é atuante. Para prova do alegado, se faz a juntada da cópia de relatório (doc. 15) de monitoramento onde isto fica comprovado. Nenhum dos professores e ou participantes sofreu qualquer

prejuízo. Aliás, o canal entre o órgão executor e os participantes é totalmente aberto, sendo que os integrantes assessoram a gestão financeira dentro de seus conhecimentos e possibilidades.

A Secretaria Municipal de Educação faz reuniões previamente

agendadas para acompanhar e constatar a eficiência do programa (doc.

16), afastando a imputação".

ANÁLISE DA EQUIPE:

Justificativa acatada parcialmente. Considerando que não tivemos acesso ao teor dos procedimentos do Conselho (Livro de Atas), conforme descritos na "Declaração" enviada pela Secretaria Municipal de Educação, não é possível afirmar que as atribuições do Conselho vêm

ocorra com

sendo desempenhadas com devida eficiência e que regularidade a sua atuação.

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1.1.7

CONSTATAÇÃO:

Falta de notificação de recebimento de recursos federais.

FATO:

Em entrevista com o Secretário Municipal de Administração e Finanças, este informou que não notifica a liberação dos recursos federais referentes aos Programas executados na localidade, inclusive do PEJA, contrariamente ao que dispõe o art. 2º da Lei 9.452/97.

EVIDÊNCIA:

Entrevista com o Secretário Municipal de Administração e Finanças.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

"Na realidade ocorreu um equívoco, posto que o órgão de execução do projeto foi o responsável pela informação, fato este que havia sido esclarecido aos auditores da CGU. Em relação às entidades Sindicais e Organizações patronais, por não existirem no Município, não poderiam ser mesmo notificados do recebimento dos recursos do Convênio CV n.º 545/2003. Em relação aos partidos políticos e Câmara Municipal, foi encaminhado, e se encontrava arquivado nas respectivas Secretarias (doc 17)".

ANÁLISE DA EQUIPE:

Justificativa não acatada. O Município não cumpriu à determinação

não tivemos acesso aos

ofícios ora encaminhados pela Prefeitura Municipal, não é possível afirmar que ocorreu a notificação da liberação dos recursos federais à localidade. Além disso, com relação aos partidos políticos, há uma declaração, de 04/08/2006, assinada pelo Sr. Prefeito, em que afirma "quanto aos partidos políticos, não temos conhecimento da sede destes no Município, a que ressaltar que os partidos ficam presentes e ativos

da legislação em vigor. Considerando que

em nossa cidade na fase Eleitoral. Portanto ficamos sem ter a quem notificar sobre a liberação de recursos."

1.1.8 CONSTATAÇÃO:

Diários de classes sem registro dos freqüência no 3º bimestre.

alunos

matriculados

para

FATO:

Constatamos que o Programa de Educação de Jovens e Adultos é executado, nas EMEFs "Profª. Nercy Amélia Martelini Daher" e "Renato Tonolli Brito Pedro", em duas etapas, a saber:

- 1ª a 4ª Séries - período anual;

- 5ª a 8ª Séries - período bimestral. Ressaltamos que desde o 3º bimestre, iniciado em 24 de julho de 2006, até a data desta fiscalização, a EMEF Renato Tonolli Brito Pedro não havia realizado qualquer preenchimento dos respectivos Diários de Classe (alunos matriculados nas 6ª, 7ª e 8ª séries), ficando prejudicada a verificação da efetiva presença destes alunos nas salas de aula.

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EVIDÊNCIA:

Visitas nas escolas beneficiadas pelo Programa.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

"O programa vem sendo realizado com sucesso, atingindo suas metas pedagógicas. Esclarece-se, por oportuno, que quando da visita da auditoria os educadores estavam organizando-se em razão do inicio do período letivo do segundo semestre, ocasião que iniciava-se uma nova turma. Os diários de classes encontram-se regularmente preenchidos (Doc. 18).

O programa vem sendo realizado com sucesso. O fato apontado não prospera, uma vez que por ocasião da visita o período letivo do PEJA, na realidade era de 01 ano para as 5ª a 8ª séries e a organização de classes é semestral. Portanto, quando da auditoria, os profissionais que trabalham no PEJA estavam em fase de organização dos diários de classes, procedendo novas matriculas na Prodesp, pois vários são os

Para prova do

alegado, estamos juntando cópia dos diários de classes referentes ao

fatores que se modificam de um semestre para outro.

2.º semestre".

ANÁLISE DA EQUIPE:

tivemos acesso à

documentação nas escolas que executam o Programa de Educação de Jovens

e Adultos, podemos afirmar que o Município não cumpriu à determinação

da legislação em vigor. Além disso, os esclarecimentos enviados pela

Prefeitura Municipal não procedem, visto que o fato apontado ocorreu em apenas uma das três escolas visitadas, ou seja, não apresentou os diários de classe com os nomes dos alunos devidamente registrados.

Justificativa não acatada. Considerando que

1.1.9 CONSTATAÇÃO:

Divergência entre o número de alunos existente nas salas de aula do PEJA.

do

Censo

Escolar

e

o

FATO:

Em visita a EMEF Profª. Nercy Amélia Martelini Daher, constatamos divergência entre o número de alunos constante do Censo Escolar (258)

desta

fiscalização 62% dos alunos do Programa de Educação de Jovens e Adultos (1ª a 8ª séries), conforme demonstrado no quadro a seguir, estavam ausentes das salas de aula. Tal fato não deveria ocorrer, haja vista a obrigatoriedade da presença destes alunos nas respectivas salas de aula (Classes Presenciais).

e os alunos presentes nas salas de aula (97), ou seja, na data

 

EMEF Profa. Nercy Amélia Martelini Daher

 

1ª e 2ª séries

3ª e 4ª séries

6ª série

7ª série

8ª série

M

P

D

M

P

D

M

P

D

M

P

D

M

P

D

44

17

27

52

13

39

33

21

12

36

26

10

36

20

16

M

.

= Matriculados

P = Presentes

D = Diferença

Reforçamos o fato acima, através da

análise

dos

diários

de

classes, no período de fevereiro a

julho

de

2006,

onde

ficou

evidenciada a diminuição da

freqüência

dos

alunos

na

escola

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referenciada.

EVIDÊNCIA:

Visitas nas escolas beneficiadas pelo Programa. Registro fotográfico das salas:

EMEF Profa. Nercy Amélia Matelini Daher - Sala de Aula 1 ª e 2ª Série
EMEF Profa. Nercy Amélia Matelini Daher - Sala de
Aula 1 ª e 2ª Série (Ângulo 1)
EMEF Profa. Nercy Amélia Matelini Daher - Sala de
Aula 1 ª e 2ª Série (Ângulo 2)
EMEF Profa. Nercy Amélia Matelini Daher - Sala de Aula 3 ª e 4ª Série
EMEF Profa. Nercy Amélia Matelini Daher - Sala de
Aula 3 ª e 4ª Série (Ângulo 1)
EMEF Profa. Nercy Amélia Matelini Daher - Sala de
Aula 3 ª e 4ª Série (Ângulo 2)

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

"A divergência entre o numero de alunos do Censo Escolar e o existente na salas de aula do PEJA acontece devido ao alto índice de evasão no EJA. Esse problema é nacional e seus motivos são: trabalho, cansaço, falta de expectativa, etc. O grande número de faltas diárias, segundo pesquisa interna da Secretaria da Educação, ocorreram pelos mesmos motivos. Embora, os professores e a U.E., constantemente, promovam atividades e ações de incentivo a freqüência diária e os alunos recebam livros e material escolar, no EJA as ausências, são constantes. Os alunos que não atingem os 75% de freqüência prevista em lei, são reprovados. Outro fato a ser considerado se refere principalmente às sextas-feiras e segundas-feiras, já que a maioria dos alunos são

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ambulantes que sobrevivem do turismo religioso, sendo que a visita dos

auditores ocorreu na sexta-feira. prosperar.

Reforçando o fato acima, tem-se a a análise dos diários de classes

fica

evidenciada a diminuição da freqüência dos alunos na escola

referenciada".

no período de fevereiro a julho de 2006

alegação não pode

Assim,

a

(doc.

19),

onde

ANÁLISE DA EQUIPE:

Justificativa não acatada. A justificativa de evasão por motivo de trabalho, cansaço e falta de expectativa poderia ser procedente, não fosse o fato de que alguns alunos que constam do diário de classe não terem frequentado uma aula sequer durante este ano letivo. Durante a visita à EMEF Profª. Nercy Amélia Martelini Daher, a equipe não foi informada de que são promovidas atividades e ações de incentivo à freqüência diária dos alunos, conforme informado pela Prefeitura Municipal. Além disso, durante entrevista na escola referenciada, um dos alunos informou que nem sempre a escola conta com todos os professores para a execução do Programa na localidade.

1.2 - PROGRAMA

1061

BRASIL ESCOLARIZADO

AÇÃO

:

0513

APOIO A ALIMENTACAO ESCOLAR NA EDUCACAO BASICA - NO EST

ADO DE SAO PAULO OBJETIVO DA AÇÃO

Garantir a oferta da alimentação escolar, de forma a suprir, no míni-

mo, 15% das necessidades nutricionais dos alunos matriculados em esta- belecimentos públicos nos Estados, Municípios e Distrito Federal, nos estabelecimentos mantidos pela União e excepcionalmente, nas entidades filantrópicas, com a oferta de, no mínimo uma refeição diária, durante

o período de permanência na escola. Essa ação busca a melhoria da ca- pacidade de aprendizagem, a formação de bons hábitos alimentares.

ORDEM DE SERVIÇO

OBJETO FISCALIZAÇÃO:

- Aquisição, armazenagem e distribuição dos gêneros alimentícios pela

Prefeitura Municipal/SEDUC/EscolasExecutoras/Empresas Terceirizadas;

- Recebimento e armazenagem dos gêneros, elaboração da merenda, e a o-

ferta da refeição aos alunos, pelas escolas e empresas terceirizadas;

:

: 182855

- Atuação do Conselho de Alimentação Escolar - CAE.

AGENTE EXECUTOR

PIRAPORA DO BOM JESUS PREFEITURA ORGAO PUBLICO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: R$ 190.599,20

:

1.2.1

Contratação irregular de empresa licitatório.

CONSTATAÇÃO:

Controladoria-Geral da União

sem

o

devido

processo

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FATO:

"Seleção Emergencial n.º 1" - Contrato n.º 22/2005 de 25/2/2005, vigência de 6 meses, com a SP Alimentação e Serviços Ltda.

.

Prefeitura, alegando urgência e, por meio do processo que foi

denominado de "Seleção Emergencial n.º 1/2005", firmou contrato com a empresa para "a prestação de serviços de preparo e fornecimento de alimentação escolar". Tratou-se de uma mudança no modo de fornecimento da merenda. Antes desse contrato a Prefeitura adquiria os gêneros alimentícios e distribuía às escolas. Após esse contrato tal

incumbência foi delegada à empresa terceirizada. O pagamento à empresa seria realizado em função da quantidade de pratos servidos.

A contratação por meio de "Seleção Emergencial" foi irregular, com

infringência da Lei n.º 8.666/1993. O edital previu que a empresa forneceria 726.120 cardápios num período de seis meses. Entende-se por 1 cardápio o fornecimento de 1 refeição e de 1 lanche (ou lanches, no caso de creches). O valor estimado de contratação foi de R$

948.448,80.

A

Na Pesquisa de Preços constante às folhas 5 a 8 do Processo, a partir da média de cotações com três empresas, foi estimado o valor de cardápio em R$ 1,57 para os alunos do ensino infantil (EMEI), em R$ 1,25 para os alunos do ensino fundamental (EMEF) e em R$ 4,91 para os alunos das creches.

O Parecer Jurídico (fl. 16 do Processo) aprovou a contratação

emergencial por meio de "Seleção Emergencial", informando que:

que visa contratação de

empresa especializada no fornecimento de alimentação, sobre forma de merenda aos alunos da unidades educacionais do Município de Pirapora do Bom Jesus, em caráter de emergência. Quanto à expedição de um Edital entendo ser possível, pois o que se busca nos atos administrativos é o interesse público, e a transparência, poderia até argumento que estamos iniciando um novo processo de dispensa de

licitação, mas não é verdade pois, a Lei Federal 8.666/1993, apenas estabelece no art.26, que:

nos

inexigibilidade

referidas no art.25, necessariamente justificadas, e o retardamento previsto no final do parágrafo único do art. 8º, deverão ser comunicados dentro de 3 (três) dias à autoridade superior, para ratificação e publicação na imprensa oficial, no prazo de 5 (cinco) dias, como condição para eficácia dos atos.' Entendemos ser possível a expedição de Edital simplificado S.M.J, este é o meu parecer, Pirapora do Bom Jesus, 10 de fevereiro de 2005 Procurador Jurídico"

'Art.26 As dispensas previstas nos §§2º e 4º do incisos III a XXIV do art. 24, as situações de

trata-se "

o presente Processo

art.

17

e

.

do

Processo), de 10/2/2005, foi argumentado que "Visando a transparência, em face de manifestação da Procuradoria Jurídica, que entendeu-se, ser

possível a expedição de um edital de

publicação, para abertura do processo de seleção emergencial atende perfeitamente ao interesse público, sem, contudo abrir mão do menor preço."

O Edital da "Seleção Emergencial" é datado de 10/2/2005. Uma

chamamento, bem como sua

Em despacho do Secretário Municipal de

Finanças

(fl.

18

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Secretaria Federal de Controle Interno 21

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publicação com a convocação de empresas para a seleção ocorreu no Diário Oficial do Estado em 11/2/2005 (sexta-feira). A data de abertura das propostas ocorreria em 14/2/2005 (segunda-feira). Esse prazo foi exíguo, impossibilitando qualquer competitividade, violando flagrantemente a Lei n.º 8.666/1993, pela qual a modalidade de licitação seria a Concorrência Pública, que especifica no art. 21,

§2º, alínea III, que o prazo entre o edital e a abertura das propostas deve ser de no mínimo 30 dias.

A Ata da "Seleção Emergencial n.º 1/2005" (fl.336 do Processo) não

se encontrava assinada. Teriam sido apresentadas propostas de 3

empresas, tendo a empresa SP Alimentação e Serviços Ltda. apresentado a proposta de menor preço, no valor de R$ 948.448,80.

.

Consta à fl. 339 Parecer Jurídico da Prefeitura:

a aquisição pleiteada, encontra seu fundamento no artigo

24, inciso IV, da Lei Federal N.º 8.666, de 21 de corroborado pelo inciso XII, do mesmo artigo. 'Art. 24 - É dispensável a licitação:

pública, quando

caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou particulares, e somente para os bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos, contados da ocorrência da emergência ou calamidade, vedada a prorrogação dos respectivos contratos; XII - nas compras de hortifrutigranjeiros, pão e outros gêneros

dos processos

ou

Sobre "

junho

de

1993,

IV - nos casos de emergência

de calamidade

perecíveis, no tempo necessário para a realização

licitatórios correspondentes, realizadas diretamente com base no preço do dia;'

Consultado o Departamento de Compras e Licitações a resposta foi de que o contrato de fornecimento de gêneros alimentícios teve seu saldo financeiro esgotado em 31 de dezembro de 2004.

A legislação pertinente concede a dispensa de licitação no caso em

testilha, para tanto, entendo ainda, ser imprescindível que a Administração instaure o competente procedimento licitatório, na modalidade de Concorrência Pública, de forma que a situação

emergencial perdure pelo menor tempo possível

favoravelmente a autorização para a contratação em regime

de urgência, emergencial, de empresa especializada no fornecimento de

alimentação, sobre forma de merenda ao alunos das unidades educacionais 17 de fevereiro de 2005 PROCURADOR JURÍDICO"

opino

.

O Procurador Jurídico da Prefeitura cometeu um equívoco, pois a

prestação dos serviços no fornecimento da merenda, com pagamento calculado a partir do número de cardápios servidos não é compatível com o enunciado do inciso XII, art. 24 da Lei n.º 8.666/1993, pois

nesta se prevê que os pagamentos serão realizados diretamente com base no preço do dia, em função das compras de hortifrutigranjeiros, pão e outros gêneros perecíveis.

SP

Além disso, verificou-se nas notas fiscais

emitidas

pela

Controladoria-Geral da União

Secretaria Federal de Controle Interno 22

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Alimentação e Serviços Ltda. que a empresa estimou que metade dos custos se referiam a serviços, o que também é incompatível com o inciso XII, art. 24 da Lei n.º 8.666/1993. Considerando que era de conhecimento que os contratos de fornecimento de gêneros alimentícios teriam fim em 31/12/2004, a Prefeitura deveria ter iniciado a abertura de Concorrência Pública com antecedência suficiente para evitar a contratação emergencial. Além disso, verificou-se que a Prefeitura iniciou a Concorrência Pública apenas em 5/9/2005 e realizou uma nova contratação emergencial da SP Alimentação e Serviços Ltda.

Outro ponto a ressalvar é o fato de que a empresa foi contratada para "serviços de preparo, distribuição, gerenciamento, e logística da merenda escolar", entretanto a preparação da merenda é feita somente por merendeiras da Prefeitura em cada unidade escolar, fato não especificado no edital da "Seleção Emergencial". A empresa apenas fez a entrega dos gêneros alimentícios nas escolas e planejou os cardápios, portanto a Prefeitura remunerou a empresa por serviços de preparação não realizados. O contrato entre a Prefeitura e a empresa SP Alimentação Serviços Ltda. foi assinado em 25/2/2005. A vigência prevista foi de 6

e

meses a partir da emissão da Ordem de Serviço (que Processo). Também não se verificou no Processo a

publicação do extrato do contrato no Diário Oficial do Estado.

não constava do existência de

Conclui-se que o Contrato n.º 22/2005

foi

eivado

de

erros,

desrespeitando a Lei de Licitações. A Lei n.º 8.666/1993 estabelece no

art. 89 que:

"Seção III - Dos crimes e das penas Art.89. Dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas em lei, ou deixar de observar as formalidades pertinentes à dispensa ou à inexigibilidade:

Pena

-

EVIDÊNCIA:

detenção

de

3(três anos)

a 5 (cinco) anos, e multa."

Processo de "Seleção Emergencial nº 1/2005". Notas fiscais da SP Alimentação e Serviços Ltda.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

o

devido processo licitatório, pois a Lei prevê a contratação emergencial (Lei 8.666, art. 24, IV). Ou seja, existe previsão legal que sustentou a contratação, não se tratando de contratação sem procedimento. Equivoca o auditor quando afirma que o Edital simplificado para a contratação emergencial, não significaria processo de contratação normal (no caso, segundo entendimento, seria uma concorrência pública, cujo prazo seria de trinta dias). Não é este o caso. A contratação em tela se deu por emergencialidade, já que não haveria tempo hábil para atender a compra de alimentos e preparo de merenda que se iniciava no ano letivo (produtos pericíveis, horitifrutigranjeiros, etc Mesmo com atraso, a Municipalidade procedeu abertura de um processo licitatório na modalidade de Concorrência Pública, ressaltando que a contratação emergencial que ocorreu, atendeu ao interesse publico. Mesmo decorridos nove meses, o preço se manteve, tendo havido

"Não há que se falar em contratação irregular de

empresa

sem

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pesquisas de preços mostrando que era compatível o valor da compra com

o valor de mercado, conforme se verifica no processo de concorrência publica".

ANÁLISE DA EQUIPE:

Justificativa não acatada. A Prefeitura não poderia alegar emergência numa situação que era previsível. Além disso, a forma de pagamento desrespeitou o inciso XII, art. 24 da Lei n.º 8.666/1993.

1.2.2

CONSTATAÇÃO:

Fracionamento de despesas.

FATO:

Convite n.º 58/2005 - Carta Contrato n.º 19/2005 de 21/9/2005, vigência de 30 dias, com a SP Alimentação e Serviços Ltda.

.

Após a contratação irregular da empresa SP Alimentação e Serviços Ltda. (Contrato n.º 22/2005 analisado no item anterior), o Prefeito de Pirapora de Bom Jesus assinou, somente em 5/9/2005, o Edital da Concorrência Pública n.º 1/2005 para licitar os serviços de merenda. Como o Contrato n.º 22/2005 teve vigência de seis meses e estava expirado, foi realizado o Convite n.º 58/2005 para contratação dos serviços de merenda pelo período de um mês, até a finalização da Concorrência Pública. Foram convidadas três empresas: Nutriplus Alimentação e Tecnologia, Apetece Sistemas de Alimentação Ltda. e SP Alimentação e Serviços Ltda.

8.666/1993 por fracionar a

despesa dos serviços de merenda. A Prefeitura deveria ter aberto Concorrência Pública para a contratação pelo período de um ano. No Convite n.º 58/2005 verificou-se a irregularidade constante em

diversos convites analisados: ausência de documentos que comprovassem

a entrega do convite. As propostas das empresas são preenchidas num

formulário da própria Prefeitura, e os valores são escritos à mão, sem identificação da pessoa que teria assinado a proposta.

Carta Contrato

n.º19/2005, com valor previsto de R$ 77.479,26, com a SP Alimentação e Serviços Ltda., mesma empresa contratada emergencialmente pela "Seleção Emergencial n.º 1/2005". No Processo não foi observada a existência de comprovante da publicação do extrato de contrato no Diário Oficial do Estado.

Esse Convite infringiu a Lei n.º

Por conseguinte foi assinada em 21/9/2005 a

EVIDÊNCIA:

Processo do Convite nº 19/2005.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

"Não há que se falar em fracionamento de despesa, pois o

procedimento licitatório na modalidade Concorrência Pública nº

encontrava-se em andamento.

001/2005, já havia sido instaurado e

de relevante interesse

público e não pode sofrer solução de continuidade. Durante a contratação emergencial, muitos estudos foram realizados

e pontos controvertidos foram esclarecidos, já que se tratava de uma

Cumpre ressaltar que a merenda escolar é

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nova forma de fornecimento de gêneros. Quando da execução do contrato emergencial foram detectados vários aspectos, fazendo com que a Administração levasse algum tempo para finalizar e apontar suas reais necessidades, de forma a atender melhor o interesse público. Feito isto, determinou-se a abertura do procedimento licitatório na modalidade Concorrência Pública. Após vencido o prazo de vigência da contratação emergencial, houve sim um procedimento licitatório, na modalidade de Carta Convite, o que ocorreu durante curto espaço de tempo, ou seja, até que se findasse a Concorrência Pública n.° 001/2005. Note que tal necessidade se justificava, sendo que foi realizada nesta ocasião ampla pesquisa de preço e reserva orçamentária, nos termos do que a legislação exige. Tudo isto foi feito porque não poderia ocorrer interrupção no fornecimento de gêneros hortifrutigranjeiros para a merenda escolar. Por todo o narrado fica patente que nenhuma irregularidade ocorreu, e sim procedimentos distintos, sem qualquer favorecimento ou infringência legal, sendo sempre resguardado o interesse público".

ANÁLISE DA EQUIPE:

Justificativa não acatada. A Prefeitura abriu o edital de concorrência para os serviços de merenda apenas em 5/9/2005. O fracionamento está caracterizado, pois o convite não era a modalidade correta para o valor do contrato.

1.2.3

Contratação emergencial indevida agravada por prorrogação vedada em Lei.

CONSTATAÇÃO:

FATO:

Contrato n.º 47/2005 de 10/11/2005 com a SP Alimentação e Serviços Ltda.

.

Municipal da Educação

relatou que o Tribunal de Contas do Estado determinou a suspensão da Concorrência Pública n.º 1/2005, após pedido de impugnação do edital por parte de uma empresa. Assim, a Secretaria solicitou a contratação emergencial de empresa para serviços de preparo, distribuição, gerenciamento, e logística da merenda escolar, bem como manutenção corretiva e preventiva de equipamentos, com fornecimento de insumos e mão-de-obra. Para evitar que a distribuição de merenda fosse paralisada, foi realizada nova contratação emergencial da SP

Alimentação e Serviços Ltda., com assinatura do Contrato n.º 47/2005, em 10/11/2005, vigência de 2 meses.

tentou justificar a

o

contratação emergencial, alegando que isto seria possível com

suporte do art.24, incisos IV e XII da Lei n.º 8.666/1993. Entretanto,

o inciso IV desse artigo veda a prorrogação dos contratos por mais de 6 meses, e a Prefeitura já havia celebrado um contrato emergencial com essa duração, portanto essa contratação também foi realizada de forma

Em despacho de 5/10/2005, a Secretária

Em 26/10/2005 o Procurador da Prefeitura

irregular.

No ano de 2005 a Prefeitura Municipal de

Pirapora

do

Bom Jesus

celebrou três contratos com a empresa SP Alimentação e Serviços Ltda.:

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n.º 22/2005; n.º 19/2005 e

celebrados de forma emergencial e um contrato após convite, todos apresentando irregularidades e violando a Lei n.º 8.666/1993.

dois contratos

n.º

47/2005;

sendo

EVIDÊNCIA:

Processo do Contrato nº 47/2005.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

"A afirmação de que houve prorrogação do processo de emergência

não se encontra correta, pois houve sim início da abertura de um

Pública, cuja

requisição da Secretaria de Educação data de 01 de setembro de 2005.

No entanto, no decorrer do prazo editalício, houve a impugnação do

Edital pela empresa NOVO SABOR REFEIÇOES DE AMERICANA LTDA. perante o Egrégio Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

processo licitatório na modalidade Concorrência

De fato, a empresa NOVO SABOR

REFEIÇOES DE

AMERICANA LTDA.

Paulo uma

representação contra o Edital da Concorrência Pública nº 0001/2005,

de empresa especializada na

prestação de serviços de preparo e de fornecimento de alimentação escolar, nas unidades Escolares do Município. Houve a abertura dos envelopes no dia 05 de outubro de 2005, as 10:30 horas, mas o Egrégio

Tribunal de Contas, através do ofício n.º 102/05 GCFJB, Ref. TC -2575/003/05, datado de 03 de outubro de 2005, determinou a suspensão da Concorrência Pública nº 001/200, encaminhando a Prefeitura cópia da representação da empresa NOVO SABOR REFEIÇÕES DE AMERICANA LTDA.

A Prefeitura se manifestou quanto aos questionamentos da

licitante, mas o Tribunal de Contas acatou apenas dois itens, determinando alteração no edital (doc. 20). Portanto, somente ocorreu

retardamento do encerramento do procedimento licitatório por motivo de força maior (suspensão do procedimento por determinação do TCE).

A Prefeitura alterou o Edital e abriu um novo prazo de trinta dias

como determinado pela Lei 8.666/93, e posteriores alterações. Para que

Municipalidade

procedeu a uma licitação na modalidade de Carta Convite para resguardar a segurança do fornecimento terceirizado da merenda escolar (que não era suficiente para atender o período letivo faltante). Desta forma, foi realizada nova contratação emergencial até decisão final da Concorrência".

os alunos não ficassem sem a merenda escolar, a

cujo objeto seria a de contratação

apresentou junto ao Tribunal de Contas do Estado de São

ANÁLISE DA EQUIPE:

realizou contratações

emergenciais da mesma empresa por um período superior a 180 dias, o

que é vedado pela Lei nº8.666/1993.

Justificativa não acatada. A Prefeitura

1.2.4

Utilização de merendeiras da Prefeitura em atribuição constante de objeto contratual.

CONSTATAÇÃO:

FATO:

Concorrência n.º 1/2005. Contrato n.º

11/2006

de

15/2/2005,

vigência de 12 meses, com a empresa Nicolas Barreira Gonzalez.

.

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O Edital da Concorrência n.º 1/2005 é datado de 5/9/2005, com abertura das propostas prevista para 10/9/2005. Ressalta-se a demora da Prefeitura Municipal em iniciar esse procedimento licitatório, apesar de, desde fevereiro de 2005, ter um contrato emergencial para os serviços de merenda escolar. O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo determinou que a licitação fosse suspensa em 3/10/2005, após uma representação de uma empresa que alegou que o edital teria erros na redação. Após as correções no edital, a Concorrência foi aberta novamente em

13/12/2005.

A proposta de menor valor foi apresentada pela Nicolas Barreira Gonzalez - NBG, que apresentou os seguintes valores para a merenda:

Creches - R$ 5,04; EMEI/EMEF R$ 1,31; EMEF/EE - R$ 1,10, sendo que o valor médio ponderado foi de R$ 1,21 por merenda servida, para 5.992 alunos por dia, correspondendo a um valor global de R$ 1.474.118,00. A seguir foi assinado em 15/2/2006 com a NBG o Contrato n.º 11/2006. Este Contrato apresentou a mesma irregularidade dos Contratos n.º 22/2005; n.º 19/2005 e n.º 47/2005. Apesar de mencionar como objeto

"serviços de preparo, nutrição, armazenamento, distribuição nos locais

de consumo

não especificado no

são servidoras públicas da Prefeitura, fato

a preparação da merenda é feita por merendeiras que

",

edital. A mão de obra utilizada no preparo dos alimentos é parte substancial dos custos, portanto a empresa vencedora da licitação foi beneficiada nesse contrato.

EVIDÊNCIA:

Processo Concorrência nº 1/2005.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

"As merendeiras existentes à época da contratação pertenciam ao quadro efetivo da municipalidade, e continuaram prestando serviços para a Prefeitura, ficando à cargo da empresa contratada o preparo da merenda escolar, conforme objeto contratado. Poder até ser que eventualmente alguma servidora tenha sido inadvertidamente utilizada, mas tal fato não mais pode ocorrer, já que hoje as diretoras de escola estão fiscalizando atentamente essa questão. Ademais, as merendeiras são utilizadas em vários serviços, sendo que se encontra em fase de estudo uma readaptação desses serviços, para ver se efetivamente o sistema ora adotado será mantido, de maneira a viabilizar a readaptação ou não. Não existe nenhum impedimento para que as merendeiras façam outros serviços, razão pela qual não prospera o apontamento efetuado".

ANÁLISE DA EQUIPE:

Justificativa não acatada. A resposta da Prefeitura, informando que eventualmente alguma servidora tenha sido inadvertidamente utilizada, não condiz com a situação observada pela equipe de fiscalização. Nas escolas visitadas não se verificou nenhum funcionário da empresa contratada que tivesse a atribuição de preparar a merenda. Todas as merendeiras eram servidoras municipais ou participavam da 'frente de trabalho' (pessoas que por meio de ajuda de custo realizam serviços para a Prefeitura).

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1.2.5

CONSTATAÇÃO:

Falta de controle no pagamento de notas merenda escolar.

fiscais

relativas

à

FATO:

A

Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom

Jesus

não realiza

controle adequado de pagamento de notas fiscais. Além disso, freqüentemente o pagamento de uma nota fiscal é feita de forma

parcelada, em vários processos distintos. Nos pagamentos parciais são anexadas cópias da nota fiscal que estaria sendo paga, e somente no pagamento final é anexada a nota fiscal original. Essa nota fiscal original não recebe qualquer identificação de pagamento, como carimbo que identifique os valores parciais pagos ou o pagamento total. No caso da merenda escolar, por exemplo, foram realizados pagamentos em julho de 2005 referentes a notas fiscais de março e

identificação dos

abril de 2004. Isso torna mais grave a falta de

pagamentos na nota fiscal, pois possibilitaria a reapresentação de

notas fiscais para pagamento.

EVIDÊNCIA:

Extrato do sistema contábil da prefeitura. Atraso de pagamentos referentes à empresa Comercial agrícola Wilak Ltda.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

"O repasse do Governo Federal é de aproximadamente 15% do que o

Município gasta por mês na merenda escolar. Os outros 85% são recursos próprios da Municipalidade. Diante disto, os pagamentos são efetuados por fonte diferenciada de recursos (MDE, mão-de-obra Fundef e recurso próprio).

O Município paga de acordo com a sua disponibilidade financeira,

receita se mostra da forma

esperada. Portanto, os pagamentos são regulares, em conformidade com a Lei nº 4320. Foi determinado, ainda, que não seja mais efetuado pagamento parcelado para que não paire nenhuma dúvida, atendendo todos os itens exigíveis constitucionalmente, razão pela qual não se admite a imputação de irregularidade".

ou seja, nem sempre o comportamento da

ANÁLISE DA EQUIPE:

Justificativa não acatada. O pagamento em parcelas não constitui por si só uma impropriedade, mas sim a falta de controle nesses pagamentos. A Prefeitura informa que adotará o pagamento não parcelado, mas a situação constatada não será solucionada com a adoção dessa medida somente.

1.2.6 CONSTATAÇÃO:

Pagamento sem aferição do quantitativo de merendas servidas.

FATO:

A Prefeitura não realizou verificação dos quantitativos e valores

das notas fiscais relativos aos contratos de terceirização da merenda

com as empresas SP Alimentação e Serviços Ltda. e a Nicolas Barreira

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Gonzalez - NBG.

.

Pagamentos a SP Alimentação e Serviços Ltda.

Alimentação e

Serviços Ltda. não havia planilhas que demonstrassem o quantitativo de consumo. As planilhas ou outros controles foram solicitados à Secretaria de Educação, ao Setor Financeiro e ao setor de Compras da Prefeitura. A Secretaria de Educação informou que as planilhas com os quantitativos de merendas servidas ficariam arquivadas nas próprias escolas. Os controles são deficientes, já que a Prefeitura não realizou nenhuma conferência nos quantitativos da merenda escolar antes do pagamento, pois as planilhas deveriam estar de posse de algum setor da Prefeitura, que faria a totalização da quantidade de pratos servidos em cada escola e conferiria com o especificado nas notas

fiscais.

A Nota Fiscal n.º 11.125 de 29/12/2005, valor de R$ 223.111,86, discrimina um quantitativo de merendas incompatível com o número de alunos. Nessa Nota Fiscal está registrado que a fatura corresponderia ao período de 10/11 a 16/12/2005, num total de 348.723 refeições.

Fazendo um cálculo aproximado, multiplicando o número de 25 dias úteis pelo número de alunos matriculados, aproximadamente 6000 (quantidade constante do edital da Concorrência n.º 1/2005), teríamos um quantitativo de 150.000 refeições, que é menos da metade do especificado na NF n.º 11.125.

Em todos os processos de pagamento para

a

SP

.

Pagamentos a Nicolas Barreira Gonzalez - NBG

No processo de pagamento, protocolo n.º

315/06 de 24/5/2006,

constava cópia da Nota Fiscal n.º 26.318 de 17/5/2006 da NBG, no valor

nas escolas na

segunda quinzena de abril de 2006. A Nota Fiscal n.º 26.318 não discrimina o quantitativo de merendas servidas, mas só o total para cada tipo de merenda, isto é, refeições servidas em Creche, EMEFs ou EMEIs, nem especifica o período dos serviços faturados. Dividindo-se esses valores pelo custo unitário constante da proposta da empresa, obtém-se uma quantidade de 197.420 merendas. Entretanto a soma dos

de R$ 265.129,19, e cópias das planilhas de consumo

quantitativos das planilhas totaliza 54.885 merendas, incompatível com o quantitativo estimado da nota fiscal.

.

Com relação ao gerenciamento dos contratos de merenda escolar, observou-se que a Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus, apesar do alto valor envolvido na terceirização da merenda (só o contrato com a NBG tem o montante estimado de R$ 1.474.118,00), realizou pagamentos sem nenhuma verificação dos valores.

EVIDÊNCIA:

Processos de pagamento para as empresas SP e NBG.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

"Todas as notas fiscais, quando entram na Tesouraria da Prefeitura, vêm devidamente liquidadas, nos termos do artigos 62 e 63 da Lei 4320/64. "Art. 62. O pagamento da despesa só será efetuado quando ordenado após sua regular liquidação. Art. 63. A liquidação da despesa consiste na verificação

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do direito adquirido pelo credor tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito.

§ 1º Essa verificação tem por fim apurar:

I - a origem e o objeto do que se deve pagar;

II - a importância exata a pagar;

III - a quem se deve pagar a importância, para extinguir a

obrigação.

§ 2º A liquidação da despesa por fornecimentos feitos ou serviços prestados terá por base:

I - o contrato, ajuste ou acordo respectivo;

II - a nota de empenho;

III - os comprovantes da entrega do material ou da

prestação do serviço."

Cumpre esclarecer que em relação ao pagamento da empresa Nicolas

de

17/5/2006), ocorreu um equívoco de interpretação, posto que esta se

março e abril do

corrente ano. Isso ocorreu porque foi expedida uma única nota fiscal

em razão da data de sua emissão, (anteriormente era emitida uma única

Todas

as notas fiscais são acompanhadas de planilhas, sendo que valor divergente ocorreu por tal motivo, já que se tratava de um período maior.

nota para os três tipos de serviços Creche, EMEFs ou EMEIs).

refere a 70% de refeições dos meses de fevereiro,

Barreira Gonzalez NBG, no valor de R$ 265.129,19 (NF nº 26.318,

Podemos concluir, portanto, que o período a que se refere a nota fiscal é equivalente a cinco (05) quinzenas, e não apenas a uma como aponta o ilustre auditor. Portanto a quantidade de 197.420 merendas

para cinco quinzenas, fica bem abaixo da

quantidade referente à

segunda quinzena de abril, que totalizou 54.885 merendas. Portanto a

média quinzenal é de 39.484 merendas".

ANÁLISE DA EQUIPE:

Justificativa não acatada. A liquidação de notas fiscais deve estar acompanhada de documentos que comprovem os valores, os serviços ou materiais recebidos, o que não foi verificado nos processos de pagamento mencionados na constatação. A informação da Prefeitura referente a Nota Fiscal Nº26.318 da NBG não pode ser confirmada, já que não foram apresentadas cópias dessas planilhas.

1.2.7

CONSTATAÇÃO:

Contagem incorreta da quantidade de merendas servidas.

FATO:

planilhas

("Refeições Servidas - Terceirizada" com contagem diária de merendas, assinadas pelos Diretores das Escolas e nutricionistas da empresa NBG) e as anotações feitas pelas merendeiras (em cadernos ou folhas avulsas).

Numa amostra de 9 escolas, foram encontradas divergências nos registros de 6 escolas. Observaram-se inclusive quantitativos na

planilha "Refeições servidas - Terceirizada" em períodos em que não houve aula.

Observou-se divergência significativa entre as

.

Foram visitadas as seguintes escolas:

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EE/EMEF NERCY AMÉLIA MARTELINI DAHER.

De acordo com anotações da merendeira da escola, foram servidas 3.556 refeições na 1ª quinzena do mês de julho de 2006; entretanto, na planilha "Refeições servidas - Terceirizada", consta que teriam sido servidas 5.230 refeições no mês, uma diferença de 49%. Ressalta-se ainda que, na planilha "Refeições servidas - Terceirizada" consta refeições servidas no 3º turno do dia 6/7/2006 e 2º e 3º turno do dia 7/7/2006, apesar da merendeira registrar em caderno que nesses períodos não foram servidas refeições.

.

EMEF DOM ALDERICO LAMBRECHTS De acordo com anotação da merendeira, foram servidas na 1ª

quinzena de julho 1250 refeições, enquanto que na planilha "Refeições servidas - Terceirizada" consta um quantitativo 132% maior - 2899

refeições.

.

EECI MÁRIO COVAS De acordo com anotação da merendeira da escola, foram servidas na 2ª quinzena de julho, 1202 refeições, enquanto que na planilha

Refeições servidas - Terceirizada" consta um quantitativo 10% maior -

1323

refeições.

.

EMEI PAULINA KOCKX De acordo com anotação da merendeira da escola, foram servidas na 1ª quinzena de julho, 716 refeições, enquanto que na planilha

"Refeições servidas - Terceirizada" consta um quantitativo 55% maior -

1108 refeições. Consta na planilha que foram servidas refeições no 2º

período de 5/7/2003 e no 1º e no 2º período de 7/7/2006, apesar de não

haver registro correspondente no caderno da merendeira.

.

EMEF SENHOR BOM JESUS

De acordo com anotação da merendeira, foram servidas na 1ª quinzena de julho, 2277 refeições, enquanto que na planilha "Refeições servidas - Terceirizada" consta um quantitativo 72% maior - 3926 refeições. Consta na planilha que foram servidas refeições nos dias 6 e 7/7/2006 sem registro correspondente no caderno da merendeira.

.

EMEF RENATO TONOLLI Nessa escola observou-se que as planilhas de "Refeições servidas" referentes a março, abril e maio de 2006 contêm quantidades múltiplas de dez ou cem; por exemplo, nos dias 20 a 24/3/2006 consta que no 1º turno da escola foram servidas 220, 400, 320, 420, 300 refeições. Evidentemente tais quantitativos não correspondem ao número de

refeições efetivamente servidas, pois é improvável que o comparecimento dos alunos ocorra dessa forma. Conclui-se que os dados dessas planilhas não correspondem ao quantitativo de refeições servidas. Ressalta-se ainda que não há anotações manuais feitas pela merendeira correspondentes a esses períodos que possibilitem a confrontação de dados. Em relação ao período de 7 a 11/8/2006, verificou-se que os números de refeições foram anotados pela merendeira numa folha de controle avulsa, que especificava os quantitativos de café da manhã,

jantar. Estas

de almoço, de lanche da tarde, de almoço da tarde e de

anotações também apresentavam inconsistências: quantitativos de almoço

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em múltiplos de dez, incompatíveis com uma contagem efetiva de

refeições servidas; não há anotação do número de refeições de jantar, apesar de constarem tais quantitativos na planilha "Refeições

Servidas".

planilha "Refeições

servidas", pois foi realizada a soma de lanches e refeições para fins

de pagamento, fato não previsto no Contrato, ocasionando aumento em torno de 16% do valor a ser pago.

Verificou-se ainda outra irregularidade na

.

CONTROLES FALHOS A diferença observada em seis escolas

da

quantidade de merenda (ver tabela), percentual muito alto para ser

justificado por erros involuntários. Se considerarmos as nove escolas visitadas, incluindo três em que não foram verificadas divergências,

valor global

previsto de R$ 1.474.118,00, fazendo-se um cálculo aproximado, supondo que essa diferença seja constante ao longo do contrato e aproximadamente igual para todas as escolas, haveria um pagamento excedente à empresa NBG de R$ 530.475,47. Os dados obtidos nas visitas às escolas estão resumidos na tabela abaixo:

obtém-se uma diferença de 36%. Como o contrato tem o

corresponde

a

47%

.

 

NOME DA ESCOLA

período

Quantidade

Quantidade

Dife-

Perc.

anotada

na

rença

(A-B) /A

pela

planilha

(A-B)

merendeira

(B)

(A)

1

EMEI EMEF ESTADUAL PROFESSORA NERCY AMÉLIA

1ª quinzena-

3556

5230

1674

47%

julho/2006

2

EMEF DOM ALDERICO LAMBRECHTS

1ª quinzena-

1250

2899

1649

132%

julho/2006

3

EEE CI MARIO COVAS

2ª quinzena-

1202

1323

121

10%

julho/2006

4

EMEI PAULINA KOCKX

1ª quinzena-

716

1108

392

55%

julho/2006

5

EMEF SENHOR BOM JESUS

1ª quinzena-

2277

3926

1649

72%

julho/2006

6

EMEF RENATO TONOLLI

referente ao 1º e 2º turno, 7 a

4085

4750

665

16%

11/8/2006

 

SUBTOTAL (1 até 6)

 

13086

19236

6150

47%

7

CMM BENEDITA APARECIDA SANTOS

1ª quinzena-

305

305

0

0%

julho/2006

8

EMEF IRMÃ MARIA NILA PONTES

2ª quinzena-

3214

3214

0

0%

julho/2006

9

EMEIFRE ADÃO SABINO DE BRITO

1ª quinzena-

485

485

0

0%

julho/2006

 

SUBTOTAL (7 até 9)

 

4004

4004

0

0%

 

TOTAL (1 até 9)

 

17090

23240

6150

36%

TABELA - CONTAGEM INCORRETA DE MERENDAS

Ressalta-se que foi verificado apenas um período limitado, pelo fato da empresa ter recolhido os controles (cadernos ou planilhas das

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merendeiras) dos meses anteriores. De acordo com informação prestada pela supervisora da empresa NBG, esses cadernos ou planilhas foram recolhidas pela empresa e não foram arquivados, de forma que não há como realizar confrontação de dados de períodos anteriores. De acordo com informações de merendeiras e assistentes de direção das escolas, em muitos casos as planilhas "Refeições Servidas" foram elaboradas com o auxílio da nutricionista da empresa NBG. As diferenças nos quantitativos, de acordo com os assistentes de direção das escolas, não teriam sido percebidas. De acordo com informação prestada por ex-nutricionista da empresa,

algumas merendeiras foram orientadas a anotar um quantitativo maior de refeições servidas, porque, devido a um tempo limitado de recreio, seria necessário servir a alunos, principalmente de séries mais avançadas, a refeição já com repetição, isto é, um prato mais cheio que o previsto. Ressalta-se que tal procedimento não tem previsão

contratual.

O valor unitário da merenda aos alunos do ensino fundamental foi previsto em R$ 1,31 (EMEI/EMEF), que engloba alunos da 1ª até 8ª série, portanto há uma grande diferença na quantidade necessária de alimentos entre esses alunos. Uma criança da 8ª série certamente necessitará de um prato mais cheio que uma da 1ª série, esta talvez nem necessitando de uma porção completa. O contrato é falho pois o pagamento baseado na quantidade de merendas traz subjetividade, pois, dependendo da merendeira e do aluno, a porção num prato se altera. Esse fato é agravado pela falta de controles nas escolas e na Prefeitura Municipal.

EVIDÊNCIA:

Entrevista por telefone com a supervisora da empresa NBG, Sra. Cíntia. Planilhas "Refeições servidas". Entrevistas nas escolas e verificação de cadernos e anotações de merendeiras.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

"Segundo a Secretária Municipal de Educação apurou, a acusação de falta de controle e diferença entre o relatório do Diretor e anotação da(s) merendeira(s), este último documento citado, não serve como parâmetro, pelos seguintes motivos:

1) Os apontamentos das mesmas, não têm consistência devido:

- ao baixo grau de instrução das funcionárias; - ao revezamento das merendeiras e auxiliares de cozinha na distribuição dos pratos servidos e nas repetições; - anotações como lembretes, em papéis avulsos e posterior entrega ao diretor; - registro de outros quesitos (quantidades de produtos utilizados na confecção da merenda do dia).

.

escolas, era insuficiente

(problema sanado junto à empresa terceirizada, com aquisição de mais pratos). Assim o referido utensílio, utilizado para a repetição, era o que tinha sido utilizado pelo aluno, e conseqüentemente anotado.

era

Assim, em que pese o número de pratos ser o contado, por vezes

repetida a refeição no mesmo prato, por insuficiência deste e por

curto período de recreio.

2) O número de pratos, em algumas

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3) Tempo reduzido de duração do intervalo, em que se faz a

distribuição da merenda escolar para um grande número de educandos. São as mesmas funcionárias que se desdobram para fazer a comida, lavar os pratos e talheres, além do refeitório para as diferentes turmas em diversos horários. Os relatórios da direção retratam com veracidade o número de pratos servidos e as repetições, pois os mesmos se incumbem de fiscalizar e coordenar a merenda escolar.

.

4) Variação de cardápio alguns alimentos são aceitos por maior

número de alunos quando comparado a outros. As quantidades variam de um dia para outro.

.

realização de

atividades extra-classe, com o comparecimento de todos os alunos, em um único período.

5) Encerramento do 1º semestre letivo,

com

a

.

6) Realização de jogos do campeonato escolar, onde se procurou a adequação da merenda ao local a ser servido, isto é, lanches e sucos.

.

7) Salientamos que a população deste Município é constituída em sua enorme maioria de famílias de baixa renda, carentes, o que

justifica o grande número de repetições, pois muitos só se alimentam na escola.

.

8) As informações de que as planilhas foram elaboradas com auxílio

da nutricionista não procede, pois a confecção e preenchimento das mesmas são de responsabilidade dos Diretores.

.

9) Orientação na forma de registro quando o prato for mais cheio:

essa informação é desconhecida dos Diretores e do pessoal da

alterações na

maneira de contagem de pratos servidos ou da merenda escolar, a empresa tem que notificar e solicitar autorização à Secretaria da Educação, por meio de documento oficial dirigido ao CAE Conselho de Alimentação Escolar.

Secretaria da Educação, pois quaisquer mudanças

ou

.

Assim, por todo o exposto não prospera a imputação de falta

controle".

de

ANÁLISE DA EQUIPE:

Justificativa não acatada. As informações prestadas pela Prefeitura não alteram as constatações realizadas pela fiscalização, que tiveram por base os documentos disponíveis: anotações das merendeiras e relatórios assinados pelos Diretores. Se os apontamentos das merendeiras não têm consistência como informa a Prefeitura, os relatórios elaborados pelos diretores de escola teriam ainda uma menor acuracidade, pois estes não estarão sempre presentes no momento da distribuição da merenda. As informações sobre a elaboração das planilhas pela nutricionista da empresa e registro a maior quando o prato for mais cheio foram obtidas por entrevistas com funcionários de escolas.

1.2.8

CONSTATAÇÃO:

Contratação de empresa para fornecimento de

pães,

apesar

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da

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Prefeitura possuir padaria-piloto.

FATO:

A Tomada de Preços n.º 1/2003 foi realizada com o objetivo de contratar os serviços de fornecimento de 900.000 pães, de 50g, para a merenda escolar. O Contrato n.º 34/2003 com a padaria, CNPJ 74.255.522/0001-70, foi assinado em 28/4/2003, com vigência de 20 meses e valor estimado de R$ 171.000,00. Entretanto a Prefeitura possuía uma padaria comunitária que poderia fornecer ao menos parte desses pães, sem necessidade de incorrer na totalidade dessa despesa. Além disso, verificou-se que um vereador municipal era sócio-proprietário da padaria contratada.

EVIDÊNCIA:

Ata da Tomada de Preços 1/2003. Sistema CNPJ da Receita Federal.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

"Existe a realização de um projeto visando qualificar mão-de-obra para formação de padeiro e confeiteiro, sendo que o produto desta

atividade reverte em favor do próprio projeto e na eventualidade, em

bairro extremante carente do

município. Esclarece-se, por oportuno, que os equipamentos que compõe o aludido projeto são essencialmente simples e em reduzido número, e por esta razão jamais poderiam fornecer todos os gêneros necessários à merenda escolar do município. Os equipamentos são utilizados por alunos do curso de panificação, ministrado pelo SENAI aos sábados. Ou seja, não é um comércio de venda de pães e sim no estabelecimento se realiza curso de capacitação.

de regularidade no

proveito da comunidade sediada em

Ademais, considerando a necessidade

fornecimento e na quantidade, não seria possível tecnicamente que o curso fornecesse tais gêneros, restando assim indevido o apontamento em questão.

Insta esclarecer que nenhum vereador do município era sócio da referida empresa à época da contratação (Doc. 22). O documento acima mencionado afasta o apontamento em questão".

ANÁLISE DA EQUIPE:

Justificativa acatada parcialmente, considerando que não foi possível analisar a efetiva capacidade de produção da padaria comunitária. Ressalta-se que no sistema da Receita Federal consta que o vereador foi excluído da padaria CNPJ 74.255.522/0001-70 em 26/1/2005, portanto durante a vigência do contrato era de fato sócio-gerente da empresa.

1.2.9

CONSTATAÇÃO:

Falta de aplicação financeira dos recursos do PNAC.

FATO:

Os recursos federais, repassados à Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus para o Programa Nacional de Alimentação Escolar

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- Creche, foram mantidos na conta corrente, durante o ano de 2005, sem movimentação ou aplicação financeira.

EVIDÊNCIA:

Extrato bancário da conta 0379-45-000078-5 - BANESPA - Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus- PNAC.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

"Estamos encaminhando em anexo os comprovantes dos depósitos relativos à aplicação financeira dos recursos do PNAC (Doc. 29). Ademais, cumpre esclarecer que os recursos deixaram de sofrer aplicação quando de seu efetivo recebimento, em razão da Administração não haver sido comunicada deste fato. A Municipalidade, por meios próprios, conseguiu manter a realização do objetivo do convênio, que não sofreu nenhum prejuízo, e consequentemente seus beneficiários também não. Diante do acima declinado, fica claro que a Administração cumpriu fielmente os termos que se obrigou no convênio celebrado".

ANÁLISE DA EQUIPE:

Justificativa não acatada. Apesar da

Prefeitura

informar

que

aplicou os recursos, a ação impropriedade verificada.

corretiva

posterior

não

altera

a

1.2.10 CONSTATAÇÃO:

Presidente do Conselho de Alimentação Escolar é o Secretário de Finanças.

FATO:

De acordo com o §3º, art. 12 da Resolução/FNDE/CD/N.º 38 de

vedada a indicação do Ordenador de Despesas das

23/8/2004: "

Entidades Executoras para compor o Conselho de Alimentação Escolar.".

No entanto, o Presidente do Conselho de Alimentação

Pirapora do Bom Jesus é o

segregação de funções prevista na norma do FNDE.

Fica

Escolar

em

Secretário

de

Finanças, violando a

Além

disso, verificou-se que os membros da Comissão de

Alimentação

são

em

sua maioria funcionários da Prefeitura ou

professores. Neste caso, essa comissão tinha pouca independência para fazer críticas sobre a execução do Programa. Por exemplo, a representante dos pais de alunos era também professora na escola. Assim, quando se questiona aos membros do CAE o cumprimento das atribuições, afirmam que tudo é executado perfeitamente e que a qualidade da merenda fornecida é boa. Entretanto não há como obter uma informação independente tendo em vista a relação dos componentes do

CAE com a Prefeitura.

EVIDÊNCIA:

Decreto Municipal nº 2.115 de 1/2/2005, que designa os membros do Conselho Municipal de Alimentação Escolar, onde consta o Sr. Adeguimar Lourenço Simões como representante do Poder Executivo. O Sr. Simões é

o Secretário Municipal de Finanças da Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus.

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MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

"O Senhor Adeguimar Lourenço Simões não é o ordenador da despesa no município de Pirapora do Bom Jesus, em observância a divisão das atribuições dos cargos públicos. De outra sorte, a fim de evitar qualquer tipo de questionamento, através do Decreto nº 2417/2006, de 01 de novembro de 2006 (Doc. 23), foi revogada a nomeação deste servidor de suas atribuições junto ao Conselho Alimentar Escolar, e nomeada para o exercício destas atribuições a Sra. Tahuana de Freitas Kawano (servidora de provimento efetivo cargo Professor Educação Básica segmento infantil). Feitos os esclarecimentos supra, e considerando os documentos apresentados, requer o afastamento deste apontamento". Ressalte-se que a justificativa apresentada refere-se apenas ao primeiro parágrafo da constatação tendo em vista que o texto encaminhado para o gestor não apresentava os parágrafos seguintes.

ANÁLISE DA EQUIPE:

Justificativa não acatada. Apesar da ação corretiva da Prefeitura, a constatação é mantida pois houve falha na segregação de funções. Ressalta-se que o Sr. Adeguimar Lourenço Simões, além do cargo de Secretário de Finanças da Prefeitura, também era Presidente da Comissão Permanente de Licitações, julgando inclusive as contratações de serviços de terceirização da merenda escolar, atos que deveriam ser analisados pelo CAE. Portanto existiu uma incompatibilidade nessas atribuições. AÇÃO

:

4014

CENSO ESCOLAR DA EDUCACAO BASICA - NACIONAL OBJETIVO DA AÇÃO :

Realizar, anualmente, em parceria com as Secretarias de Educação dos Estados e do Distrito Federal, por escola, a coleta de informações estatístico-educacionais referentes a matrículas e docência, para subsidiar o planejamento e a gestão da Educação nas esferas governamentais. ORDEM DE SERVIÇO : 183579 OBJETO FISCALIZAÇÃO:

Levantamento detalhado das escolas e do aluno da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio.

AGENTE EXECUTOR

PIRAPORA DO BOM JESUS PREFEITURA ORGAO PUBLICO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: Não se aplica

:

1.2.11 CONSTATAÇÃO:

Divergência relativa aos quantitativos de alunos das Creche, Pré Escola, Primeira à Oitava séries e da Educação de Jovens e Adultos.

FATO:

Nas escolas que possuem ensino infantil, ensino fundamental e educação de jovens e adultos, foram verificadas divergências entre os quantitativos de alunos cadastrados nos diários de classe, e o número de fichas de matrícula apresentadas, em relação aos dados do Censo

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Escolar 2005. No que tange à análise das fichas dos alunos matriculados na EMEF Adão Sabino Brito, em confrontação com os dados do Censo Escolar 2005, verificamos que, do total de 31 fichas encaminhadas à equipe de fiscalização, a aluna de iniciais MCO, registrada na ficha como da 2ª série A, não foi encontrada em nenhuma das classes da instituição escolar referenciada. As escolas para as quais se verificaram divergências nos quantitativos dos diários de classe e os dados do Censo Escolar foram assinalados na tabela a seguir:

 

Educação Infantil

Ed. Fundamental

 

EJA

Escola

Censo

Diário

Dif

Censo

Diário

Dif

Censo

Diário

Dif

(1)

(2)

(3)

(1)

(2)

(3)

(1)

(2)

(3)

EMEF Adão Sabino de Brito

     

31

30

-1

     

CMM Benedita Aparecida dos Santos

40

39

-1

           

EMEF Dom

                 

Alderico

387

398

+11

Lambrechts

EMEF Profª Nercy Amélia Martelini Daher

     

395

393

-2

258

195

-63

EEECI Mário

                 

Covas

7

11

+4

18

20

+2

EMEI Paulina

                 

Kockx

228

203

-25

EMEF Senhor Bom Jesus

     

747

744

-3

     

EVIDÊNCIA:

Censo Escolar 2005 das escolas (Amostra/FTP). Conferência dos diários de classe das escolas (Amostra/FTP).

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

"Com relação as divergência temos a esclarecer o seguinte:

.

A)

foi preenchida indevidamente na Prodesp e corrigida no mesmo dia, transferindo a aluna para a EMEF VEREADOR TOMAZ PALAZZOLLI, onde ela concluiu o ano letivo de 2005, conforme se verifica nos documentos da Prodesp em anexo (doc. 24);

EMEF Adão Sabino de Brito: a ficha da aluna MARIA CRISTINA OSORIO

.

foi matriculada

regulamente pelo seu responsável legal, e não compareceu durante o período letivo, como se verifica na lista de presença (falta em todos os dias). Foi acionado o Conselho Tutelar para verificar o caso, que passou a data base de 31 de março, sendo que após esta data não houve possibilidade de alteração por imposição do próprio sistema adotado

B) CMM Benedita Aparecida dos Santos: a

criança

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pela Secretaria Estadual de Ensino (doc. 25).

.

C)

diários 11 alunos matriculados ou transferidos posteriormente à data base de 31 de março, ao cadastro da Prodesp ( doc. 26).

EMEF Dom Alderico Lambrechts: os professores registraram em seus

.

D)

apontada de 65 alunos, temos a esclarecer que esta se

tratar de cursos semestrais (PEJA). Destes 63 alunos do ensino jovens

e adultos, os dados referem-se às matriculas no ciclo II do 1.º

semestre letivo, e os diários de classes analisados contem as matriculas do Ciclo II do 2.º semestre. Existem, ainda, mais 2s alunos de transferência recebida, sendo um para a 6º-C no dia 25/07, e outro no 6ª-E no dia 04/08, razão pela qual não houve possibilidade de inclusão no sistema (doc. 27).

deu por se

EMEF Profª. Nercy Amélia Martelini Daher: com relação à diferença

.

E)

EEECI Mário Covas: a divergência deveu-se ao fato de que 04 alunos

estão matriculados na Pré-Escola e 02 em Escola de Ensino Fundamental.

Portanto, não poderia estar cadastrado no EEECI Mário Covas, e, como

necessitam de apoio pedagógico, freqüentam regulamente como ouvintes. Para controle de presença, o professor os listou no Diário de Classe, porém sem qualquer duplicidade no sistema, com o simples intuito de prestigiar aquela criança com necessidades especiais (doc.28).

.

F)

EMEI Paulina Kockx: quando da abertura das matriculas, os 25 alunos

apontados no relatório foram devidamente matriculados, mas não compareceram às aulas. Ocorre, entretanto, que acionado o Conselho Tutelar para verificar o caso, passou a data base de 31 de março para

que se pudessem fazer as alterações no sistema. Por isto, juntam-se os comprovante de matrícula realizados pelos seus genitores (doc. 29).

.

 

EMEF Senhor Bom Jesus: com relação a 1ª série D, o aluno apontado

é

ouvinte registrado no diário de classe e não consta na relação da

Prodesp, já que o Professor o colocou na lista de presença. Com relação à 6ª serie A e 8ª serie A, os alunos não foram registrados no Diário de Classe pelos professores, mas o cadastro Prodesp ocorre normalmente (doc. 30)".

ANÁLISE DA EQUIPE:

Justificativa acatada parcialmente. Considerando que a equipe de fiscalização não teve acesso "in loco" à documentação enviada pela

Prefeitura Municipal e nada foi informado pelo responsável, sobre as

resultaram na divergência do

ocorrências nas escolas, as quais

quantitativo de alunos cadastrados nos diários de classe e o Censo

Escolar 2005, não é possível afirmar que as alterações se realizaram e

a divergência foi sanada.

1.3 - PROGRAMA

1376

DESENVOLVIMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL

AÇÃO

:

0515

DINHEIRO DIRETO NA ESCOLA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL - N

A REGIAO SUDESTE

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OBJETIVO DA AÇÃO :

Garantir recursos para possibilitar às escolas condições mínimas de funcionamento para manter o aluno do Ensino Fundamental, buscando a participação da sociedade e autonomia gerencial dos recursos, culminan do na melhoria das condições físicas e pedagógicas das unidades educa- cionais. ORDEM DE SERVIÇO : 182575 OBJETO FISCALIZAÇÃO:

- Aquisição de materiais de consumo e permanente pela Unidade Executo- ra Própria - UEx, necessários ao funcionamento da escola e de serviços para manutenção, conservação e pequenos reparos na unidade escolar. AGENTE EXECUTOR :

PIRAPORA DO BOM JESUS PREFEITURA ORGAO PUBLICO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: R$ 19.878,90

1.3.1

CONSTATAÇÃO:

Falta de aplicação financeira dos recursos do PDDE.

FATO:

Analisando o extrato bancário da conta-corrente n.º 32.248-2, da

valor de R$

519,50 não foi devidamente aplicado pela Prefeitura Municipal, no

período de 16/09/2004 a 31/12/2004.

agência 1529-6, do Banco do Brasil, verificamos que o

EVIDÊNCIA:

Extrato bancário da conta - corrente específica do Programa.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

"Tendo em vista que o dinheiro do PDDE é depositado diretamente nas contas correntes das APMs, sendo encaminhado sem a devida comunicação a Municipalidade em conta corrente aberta pelo Governo Federal, em uma agência em que o Município não movimenta na cidade de Barueri, somente tomamos conhecimentos dessa verba quando se verificou a inadimplência na prestação de contas do recurso em 2005. Mesmo assim, estamos encaminhando, em anexo, o valor depositado de correção e atualização referente ao recurso de R$ 519,50, enviando ofício à Coordenadora Geral de Contabilidade e Acompanhamento de Prestação de Contas (doc. 31)".

ANÁLISE DA EQUIPE:

Justificativa não acatada. O Município não cumpriu à determinação da legislação em vigor.

Além disso, os esclarecimentos enviados pela Prefeitura Municipal não procedem, visto que: a falta de aplicação financeira dos recursos não é originária de conta corrente das APMs, mas da C/C 32.248-2 PM

da EMEF Adão

Sabino de Brito Rural, ou seja, da própria Prefeitura Municipal. O valor referente a juros e correção calculado até novembro do corrente exercício, deveria ter sido devolvido para a conta do Tesouro Nacional e não para a conta-corrente supracitada, conforme consta do

PIR BOM JESUS PDDE, Unidade Executora do

Programa

comprovante de depósito encaminhado a esta CGU.

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1.3.2 CONSTATAÇÃO:

Formalização incorreta da Prestação de Contas de 2004 referente aos recursos do PDDE.

FATO:

O Município recebeu o valor de R$ 20.217,80, no exercício de 2004,

para a execução do PDDE, assim distribuído para as UEx da localidade:

- EMEF Irmã Maria Nila Pontes

R$ 4.714,50

- EMEF Senhor Bom Jesus

R$ 6.210,40

- EMEF Adão Sabino de Brito Rural (Prefeitura Municipal) . R$ 519,50

- EMEF Profª. Nercy Amélia Martelini Daher

R$

3.013,30

- EMEF Dom Alderico Lambrechts

R$ 2.841,70

- EMEF Renato Tonolli Brito Pedro

R$ 2.918,40

As prestações de contas do exercício de 2004, referentes às UEx

supracitadas, foram encaminhadas pela Prefeitura Municipal à

Coordenadora Geral de Contabilidade e Acompanhamento de Prestação de Contas, por meio do Ofício N.º 095/2005 GPJPPC, de 28 de fevereiro de

2005.

Em 28 de setembro de 2005, por intermédio da Notificação/PC2004/ PDDE/Nº 001/2005 destinada ao Prefeito Municipal, a Coordenadora Geral

de Contabilidade e Acompanhamento de Prestação de Contas informou que

após a análise dos documentos pertinentes à prestação de contas da UEx

EMEF

constatadas falhas nos seguintes documentos apresentados:

-Demonstrativo da Execução da Receita e da Despesa e de Pagamentos Efetuados - Anexo III

O valor informado no campo correspondente aos recursos "transferidos

pelo FNDE no exercício", no montante de R$ 20.217,80 (montante este transferido para as 6 UEx), está diferente da parcela única repassada para à Prefeitura Municipal (R$ 519,50). -Demonstrativo Sintético Anual da Execução Físico-Financeira - Anexo

Adão Sabino de Brito Rural (Prefeitura Municipal), foram

V.

O

valor correspondente à "despesa realizada" (R$ 19.779,47), está

maior do que o "valor total" (R$ 19.698,30);

O valor informado no campo correspondente aos recursos "transferidos

pelo FNDE no exercício" (R$ 20.217,80), está diferente do valor

efetivamente repassado (R$ 19.698,30).

-Extrato Bancário da conta específica da entidade executora do

Programa

Não constava da referida prestação de contas.

A Prefeitura Municipal encaminhou nova documentação ao FNDE (Ofício

N.º 473/2005 GPJPPC), de 25 de outubro de 2005, para complementação e

correção da prestação de contas, contendo inclusive o anexo:

-Demonstrativo da Execução da Receita e da Despesa e de Pagamentos Efetuados - Anexo III .Campo 14 Despesa Realizada "R$ 19.698,30", anteriormente constava do valor de R$ 19.779,47;

.Bloco 3 Pagamentos Efetuados "R$ 19.698,30" (21 itens). Tal demonstrativo não deveria compor a respectiva prestação de contas, tendo em vista que a Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus (UEx) não utilizou o recurso recebido no exercício de 2004, no valor

de R$ 519,50, nem comprovou a devolução desse valor.

Essa falha do gestor não permitirá a regularização da prestação de

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contas supracitada, devendo a mesma continuar na situação "em diligência". No entanto, a prestação de contas supracitada continuará na situação informada pela Coordenação Geral de Contabilidade e Acompanhamento de Prestação de Contas "em diligência", uma vez que o demonstrativo ora citado não deverá compor a respectiva prestação de contas, tendo em vista que a Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus (UEx) não utilizou o recurso recebido no exercício de 2004, no valor de R$

519,50.

EVIDÊNCIA:

Prestação de Contas do PDDE

Extratos Bancários 2004 e 2005.

2004.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

corrigida e

encaminhada para a Coordenadora Geral de Contabilidade e Acompanhamento de Prestação de Contas (doc. 32), sendo certo que nenhum servidor agiu de má-fé, tendo apenas cometido um equívoco involuntário na sua elaboração".

"A prestação de contas

do

exercício

de

2004

foi

ANÁLISE DA EQUIPE:

Justificativa não acatada. A Prefeitura Municipal não cumpriu com à determinação da legislação em vigor. Além disso, a justificativa apresentada apenas confirma a falha na elaboração da prestação de contas.

1.3.3 CONSTATAÇÃO:

Prestações de Contas de 2005 formalizadas sem observância da norma relativa à execução do PDDE.

FATO:

Na análise das prestações de contas, relativas ao exercício de 2005, das escolas (UEx) EMEF Senhor Bom Jesus, EMEF Profª. Nercy Amélia Martelini Daher, EMEF Dom Alderico Lambrechts, EMEF Irmã Maria Nila Pontes e EMEF Renato Tonolli Brito Pedro, constatamos que tais prestações não observaram à norma pertinente ao PDDE, tendo sido verificadas algumas situações, a saber:

- Demonstrativo da Execução da Receita e da Despesa e de Pagamentos Efetuados, aprovado pelo Conselho Fiscal da Associação de

Pais e Mestres - APM, contendo dados incompatíveis (Valor Recebido no Exercício: R$ 2.863,80 - Despesa Realizada: R$ 2.291,04 = Saldo: R$ "0") *;

- Aprovação das contas pelo Conselho Fiscal da APM sem identificação de seus membros, conforme o registrado no documento de criação do Conselho "Qualificação dos Membros da Diretoria da APM";

- Aprovação das contas pelo Conselho Fiscal da APM sem as devidas assinaturas. **

EVIDÊNCIA:

EMEF Dom Alderico

Lambrechts. * Prestação de Contas do exercício de 2005 das escolas (UEX) do

Prestação de Contas do exercício de

2005

da

Controladoria-Geral da União

Secretaria Federal de Controle Interno 42

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Município.

Prestação de Contas do exercício de 2005 das EMEF Profª. Nercy

Amélia

Martelini

Daher

e

EMEF

Renato

Tonolli

Brito

Pedro.

**

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

"As prestações de Contas 2005 já foram devidamente corrigidas e encaminhadas à Coordenadora Geral de Contabilidade e Acompanhamento de Prestação de Contas (doc. 33)".

ANÁLISE DA EQUIPE:

Justificativa não acatada. O Município não cumpriu com à determinação da legislação em vigor. Além disso, a documentação encaminhada a esta CGU, refere-se à Prestação de Contas da (UEx) PM PIR Bom Jesus PDDE e o fato constatado corresponde as Prestações de Contas das (UEx) EMEF Senhor Bom Jesus, EMEF Profª. Nercy Amélia Martelini Daher, EMEF Dom Alderico Lambrechts, EMEF Irmã Maria Nila Pontes e EMEF Renato Tonolli Brito Pedro.

1.3.4 CONSTATAÇÃO:

Falta de levantamento das prioridades para atendimento às escolas nas aquisições com recursos do PDDE.

FATO:

As escolas EMEF Senhor Bom Jesus, EMEF Profª. Nercy Amélia

Martelini Daher, EMEF Dom Alderico Lambrechts, EMEF Irmã Maria Nila

Pontes e EMEF Renato Tonolli Brito

exercício de 2005, para execução do PDDE na localidade. No entanto,

estas não realizaram o levantamento das prioridades para atendimento

às suas respectivas escolas, contrariamente ao regras do Programa.

estabelecido pelas

Pedro receberam recursos, no

EVIDÊNCIA:

Entrevista com as responsáveis nas UEX do Município. Prestação de contas de 2005 das UEX do Município.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

amplamente discutidas no

período do planejamento escolar e colocadas em reuniões de pais e

mestres. Não foram registradas de forma própria em razão do curto

espaço de tempo para o gasto do recurso e para a prestação de contas

do Programa. Estaremos nas

registrando toda a matéria discutida".

formalizando e

"As necessidades prioritárias foram

próximas

reuniões

ANÁLISE DA EQUIPE:

Justificativa não acatada. O Município não cumpriu com à determinação da legislação em vigor e os esclarecimentos prestados apenas confirmam o fato relatado e dispõe sobre providência futura.

1.3.5 CONSTATAÇÃO:

Falta de tombamento dos bens adquiridos com recursos do PDDE.

Controladoria-Geral da União

Secretaria Federal de Controle Interno 43

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FATO:

tombamento dos bens

adquiridos pelas escolas da localidade (UEx), apesar de estas já terem

protocolado os termos de doação dos equipamentos junto à Prefeitura, sendo elas:

A Prefeitura Municipal não procedeu

ao

- EMEF Senhor Bom Jesus

02

Telefones Siemens E 3005 s/ chave de bloqueio;

01

Tapete retangular 2,5 x 2,0 metros;

01

Microfone semiprofissional LESON;

01

Duplicador a álcool Facit.

Valor total das aquisições

R$ 955,14

- EMEF Profª. Nercy Amélia Martelini Daher

01 Impressora Citizen 200G.

Valor total da aquisição

R$ 569,03

- EMEF Dom Alderico Lambrechts

02 Armários Bella Línea Porta.

Valor total das aquisições

R$ 572,76

- EMEF Irmã Maria Nila Pontes

01

Impressora Multifuncional Lexmark X1185/X1195;

01

Microfone com fio;

01

DVD Philips MP3 portátil DVP4000).

Valor total das aquisições

R$ 956,68

- EMEF Renato Tonolli Brito Pedro

02

Ventiladores de coluna 60 cm Ventsol;

01

Impressora Citizen 200 GX.

Valor total das aquisições

EVIDÊNCIA:

R$ 920,02

Inspeção física dos equipamentos adquiridos. Termos de doação dos bens adquiridos. Prestação de contas de 2005 das UEX do Município.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:

"Foi sanada essa falha. As APMS estão conferindo os equipamentos e

realização do

tombamento e patrimoniar os bens por elas adquiridos, conforme cópia do ofício expedido pela Secretaria Municipal de Educação (doc. 34)".

juntando notas fiscais para encaminhá-los

para

a

ANÁLISE DA EQUIPE:

Justificativa não acatada. O Município não cumpriu com à determinação da legislação em vigor e os esclarecimentos prestados apenas confirmam o fato relatado e dispõe sobre providência futura.

1.3.6 CONSTATAÇÃO:

Notas fiscais sem atesto do recebimento identificação do Programa.

de