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A CONTABILIDADE COMO UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE APOIO AO

PROCESSO DECISÓRIO NAS ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR

Autores:

Euvaldo Antônio Ruiz Soares


Mestrando em Ciências Contábeis do Programa Multiinstitucional UNB-UFPE-UFPB-UFRN
e-mail: euvaldoruiz@hotmail.com

Gustavo Campos Catão


Mestrando em Ciências Contábeis do Programa Multiinstitucional UNB-UFPE-UFPB-UFRN
e-mail: gustavocatao@hotmail.com

Jeronymo José Libonati


Professor Doutor da Universidade Federal de Pernambuco
e-mail: libonati@hotmail.com

RESUMO

Em todo o mundo, organizações do Terceiro Setor surgem e ganham importância no cômputo


das economias, seja para suprir lacunas da ação governamental, seja para concretizar
objetivos de solidariedade que não encontram espaço de realização em outros lugares.

Ampliada a importância do Terceiro Setor, aumentaram-se as verbas alocadas para ele, seja
por instituições de financiamento custeadas por empresas ou pessoas, seja pelo apoio dos
governos, ou pela geração de receita atrelada à própria atuação deste setor. Dessa forma,
desenvolveu-se também a necessidade de profissionalismo na gestão e operação das
atividades destas instituições.

Por conseguinte, o presente estudo tem como objetivo demonstrar que uma entidade do
Terceiro Setor para ser competitiva e sobressair-se neste ambiente no qual esta inserida, é
necessário adotar uma nova postura com a busca da informação e do conhecimento para uma
gestão eficaz, através da utilização da Contabilidade, a qual desenvolvida de forma integrada
e adequada às necessidades das entidades, permite uma maior flexibilidade, eficiência,
agilidade e segurança aos gestores, que passam a avaliar melhor as diversas decisões a serem
tomadas e o impacto delas decorrentes.

Palavras-chave: Contabilidade, Gestão, Informação, Planejamento Estratégico, Sistema,


Sistema de Informação, Terceiro Setor, Tecnologia da Informação.
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ABSTRACT

All over the world, organizations of the Third Section appear and they win importance in the
computation of the economies, be to supply gap’s of the government action, be to sum up
solidarity objectives that don't find accomplishment space in another places.

Enlarged the importance of the Third Section, they increased the budgets allocated for him, be
for financing institutions financed by companies or people, be for the government’s support,
or for the revenue generation harnessed to the own performance of this section. In that way, it
was also developed the professionalism need in the administration and operation of the
activities of these institutions.

Consequently, the present study has as objective to demonstrate that an entity of the Third
Section to be competitive and to stand out in this sets in which this inserted, it is necessary to
adopt a new posture with the search of the information and of the knowledge for an effective
administration, through the use of the Accounting, the one which developed in an integrated
way and adapted to the needs of the entities, it allows a larger flexibility, efficiency, agility
and safety to the managers, that they start to evaluate the several decisions better they be she
taken and the current impact of them.

Keywords: Accounting, Administration, Information, Strategic Planning, System, System of


Information, Third Section, Technology of the Information.

1. Introdução

As entidades que compõem o Terceiro Setor vêm ganhando notoriedade devido a sua atuação,
passando a ter um maior reconhecimento a partir do momento em que os setores público e
privado tomaram ciência da incapacidade do Estado em atender todas as necessidades sociais.

À medida que a Tecnologia da Informação tem avançado e a pressão competitiva tem forçado
inovações dentro das organizações, inclusive do Terceiro Setor, as maneiras habituais dos
profissionais propiciar informações aos seus gestores, têm se tornado cada vez mais
insuficientes para as necessidades de decisão.

Análise de desempenho, profissionalismo, transparência das informações e planejamento de


investimentos são, entre outros, alguns conceitos gerenciais utilizados atualmente por essas
organizações para atingirem os seus objetivos.

Neste contexto e diante de um ambiente cada vez mais complexo tecnologicamente, para o
sucesso dessas entidades se faz necessário que a Contabilidade, como um instrumento valioso
de informações para a tomada de decisões, passe a administrar a sua base informacional e
aproveitar as oportunidades de diferenciação que as novas tecnologias de informação
oferecem.
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2. Terceiro Setor

O Primeiro Setor é o Estado, que é o responsável pelas questões sociais. O Segundo Setor é o
Mercado, responsável pelas questões individuais, ambos possuidores de normas próprias.

Resultante de diversos problemas sociais e da impossibilidade do Estado em conseguir


soluções para estas demandas, surgiu um setor que vem se desenvolvendo através de inúmeras
instituições que compõem o chamado Terceiro Setor.

Em geral, este setor é conceituado como o conjunto de atividades das organizações da


sociedade civil, que têm como objetivo a prestação de serviços ao público nas áreas da saúde,
educação, cultura, direitos civis, moradia, proteção ao meio ambiente e desenvolvimento do
ser humano.

Representa um movimento crescente, organizado e independente, o qual mobiliza a


participação voluntária da sociedade. Todavia, sua emergência é de tal relevância que implica
mudanças gerais no modo de agir e pensar

No contexto social, SALAMON apontou (1993, p. 15) uma virtual revolução associativa
fazendo emergir um expressivo Terceiro Setor composto por organizações estruturadas,
localizadas fora do aparato formal do Estado, que não distribuem lucros resultantes de suas
atividades, entre seus diretores e acionistas, autogovernadas e com significativo esforço
voluntário.

RIFKIN (1995, p.263), no seu livro “O Fim dos Empregos”, afirma:

O Terceiro Setor, também conhecido como setor independente


ou voluntário, é o domínio no qual padrões de referência dão
lugar a relações comunitárias, em que doar do próprio tempo a
outros toma o lugar de relações de mercado impostas
artificialmente, baseadas em vender-se a si mesmo ou seus
serviços a outros.

Dessa forma, este autor relaciona o Terceiro Setor a qualquer atividade comunitária
voluntária.

Para o autor brasileiro Rubem César Fernandes (1994), idealizador do movimento Reage Rio
e membro da CIVICUS (Aliança Mundial para a Participação dos Cidadãos), em seu livro
“Privado porém Público - O Terceiro Setor na América Latina”, o conceito de Terceiro Setor
está muito ligado a uma dupla negação: não-lucrativo e não-governamental.

FERNANDES (1994, p. 21) pondera também que a sociedade civil representa “...um conjunto
de organizações e iniciativas privadas que visam à produção de bens e serviços públicos”. Isto
é, não geram lucros e respondem a necessidades coletivas.
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Assim posto, poder-se-ia enumerar as principais características que identificam uma


instituição como integrante do Terceiro Setor:

− não lucrativa (o dinheiro é normalmente um meio e não um fim);

− não governamental;

− organizada;

− independente;

− promove interesses coletivos;

− possui capacidade de articulação;

− produz bens e serviços públicos.

As associações civis, as organizações não governamentais, as entidades assistenciais e as


instituições como fundações, empresas e institutos, criadas a partir das empresas privadas, que
compõem o seguimento conhecido como filantropia empresarial, representam as principais
formas de organização do Terceiro Setor.

Em se tratando das Organizações da Sociedade Civil, por exemplo, conforme ressalta


FERNANDES (1994, p. 63), são instituições propriamente privadas, mas sem fins
lucrativos. Lucros eventuais deverão ser reinvestidos nas atividades-fim, não cabendo a sua
distribuição, enquanto tais, entre os membros da organização. E afirma que para que esse
princípio seja resguardado, os responsáveis legais não podem sequer receber qualquer tipo
de remuneração. Ademais, o capital acumulado por ela não pode se converter no patrimônio
de seus executivos, não existindo herdeiros nesse caso. Quando seus criadores desaparecem,
outros deverão assumir seus lugares. Esse mesmo autor alerta que se uma Organização da
Sociedade Civil desaparecer, seus bens deverão ser transferidos para uma outra organização
do mesmo gênero.

Todas estas entidades do Terceiro Setor devem ser analisadas e administradas como
verdadeiras empresas, já que possuem serviços, produtos, clientes e público-alvo. Nesse
sentido, a Contabilidade, vista como um sistema de informação formal e estruturado, ratifica
sua importância não só para demonstrar as origens dos recursos e a forma como eles foram
aplicados, evidenciando o aspecto da transparência, como também para validar juridicamente
os seus atos financeiros.

3. Sistema de Informação: Um Estudo Bibliográfico

A evolução da informática em todos os campos de atuação das empresas e, principalmente, na


área de gestão empresarial, mormente à contábil, veio ao encontro das reais necessidades de
agilizar os processos de informações e decisões das organizações.
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Nos últimos tempos, com o aumento da competição mercadológica e da complexidade


crescente do ambiente gerencial moderno, o que vêm dificultar sobremaneira a elaboração da
estratégia empresarial, principalmente para as entidades do Terceiro Setor, exige-se cada vez
mais que as organizações estejam supridas de informações de cunho externo e interno, as
quais devem ter como características primordiais à qualidade, relevância, confiança e
tempestividade, suficientes o bastante para subsidiar a tomada de decisão.

Diante deste contexto, é latente a necessidade da utilização de ferramentas eficientes, as quais


gerem informações integradas, tornando-se imprescindível aos gestores para estarem
inteirados de todas as etapas e processos das atividades organizacionais.
A preocupação dos gestores com a qualidade da informação tem levado os estudiosos a
aperfeiçoarem continuamente os processos e mecanismos que se apresentam de uma forma
bem mais complexa atualmente, abordando-os como instrumentos do mundo tecnológico,
donde advém o estudo da informação como base da tecnologia. Eis o enfoque de alguns
autores sobre o assunto:

PADOVEZE (2000, p. 44) assevera que: “Tecnologia da Informação é todo o conjunto


tecnológico à disposição das empresas para efetivar seu subsistema de informação”.

Já CRUZ (1998, p. 20) assim a conceitua:

Tecnologia da Informação é todo e qualquer dispositivo que


tenha capacidade para tratar dados e/ou informações, tanto de
forma sistêmica como esporádica, quer esteja aplicada no
produto, quer no processo.

Considerando ambas as definições, é válido afirmar que este instrumento representa, em se


falando de competitividade, uma influência decisiva, já que atinge a forma como as
companhias se organizam, operam e concorrem com as demais.
E num ambiente cada vez mais complexo tecnologicamente, o sucesso empresarial passa a
depender, de modo fundamental, da capacidade de organização em termos de administrar a
sua base informacional, e aproveitar as oportunidades de diferenciação que as novas
tecnologias de informação oferecem.

Por conseguinte, o uso da tecnologia da informação deixa de ser uma preocupação


essencialmente técnica para assumir uma importância estratégica, passando a ser responsável
por grande parte do sucesso das organizações.

E quanto à Contabilidade, esta passa a contar com uma fonte de informações apropriada e
que, se utilizada de forma coerente, pode ser considerada uma ferramenta fundamental para o
fortalecimento e destaque da importância da área contábil no âmbito do Terceiro Setor.

3.1 - Sistema e Sistema de Informação – Conceitos e Fundamentos

Compreender a complexidade da empresa moderna como um todo deriva de uma sucessão de


raciocínios lógicos gerados com o conceito de sistema.
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Segundo BIO (1996, p. 18), “considera-se sistema um conjunto de elementos


interdependentes, ou um todo organizado, ou partes que interagem formando um todo unitário
e complexo”.

Em outras palavras, sistema representa uma reunião de partes coordenadas, as quais


concorrem para a realização de um conjunto de objetivos, sendo o seu funcionamento
representado por um processamento de recursos (entradas) do qual resulta as saídas, ou
melhor, produtos do sistema, conforme fica muito bem evidenciado na figura a seguir:

Figura 3.1 - Caracterização e o funcionamento básico de um sistema

ENTRADAS PROCESSAMENTO SAÍDAS

(PADOVEZE: 2000, p. 26)

Padoveze (2000) também explica que Catelli em uma palestra sobre gestão econômica
empresarial classifica as pressões ambientais de que fala Bio de “ambiente remoto ou
Ecossistema” ou simplesmente variáveis, e ambiente próximo, que denomina de entidades.

A figura a seguir, demonstra a visão da empresa como um sistema, ressaltando as mais


variadas pressões a que o ambiente a submete, de acordo com Bio e Catelli.

Figura 3.2 – Empresa como um sistema.

Ambiente Remoto
Sociedade Cultura

Ambiente Próximo
Política Educação
Entradas Processamento Saídas
Acionistas Governo

Recursos Comunicação Materiais Comunidades Legislação


Naturais Produtos e tributos
Equipamentos
Bens
Energia EMPRESA Serviços
Pessoas
Sindicatos Informações Clientes

Clima Economia

Fornecedores

Demografia Tecnologia

Concorrentes
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(PADOVEZE: 2000, p. 33)

No que tange a sistema de informações, FISH e MOSIMANN (1999, p. 54) afirmam:

pode ser conceituado como uma rede de informações cujos


fluxos alimentam o processo de tomada de decisões, não apenas
da empresa como um todo, mas também de cada área de
responsabilidade.

GIL (1999, p. 14) assevera que:

os sistemas de informações compreendem um conjunto de


recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros
agregados segundo uma seqüência lógica para o processamento
dos dados e a correspondente tradução em informações.

Diante destas afirmações, é possível identificar alguns elementos que compõem a estrutura
básica de um sistema de informação. São eles:

• Dados ⇒ conjunto de observações. Representam a “matéria-prima” que por si só não


permite assimilar conhecimento, ou ainda, não difunde nenhum significado;

• Informação ⇒ é um dado processado de uma forma que é significativa para o usuário e


que tem valor real ou percebido para decisões correntes ou posteriores;

• Processamento ⇒ compreende o processo de transformação do dado em informação.

GIL (1999), apresenta um modelo simplificado de sistema de informação, como demonstrado


na figura 3.3.

Figura 3.3 – Modelo simplificado de sistema de informação.

DADO INFORMAÇÃO

PROCESSAMENTO

SISTEMA DE INFORMAÇÃO
8

(GIL: 1999, p. 13)

Em outras palavras, pode-se concluir que um sistema de informação consiste num conjunto de
recursos utilizado para fornecer informações oportunas e relevantes, para qualquer uso que se
possa fazer dela, a partir de processos anteriormente definidos, valendo-se para tanto de dados
específicos.

Portanto, todo sistema de informações deve ser criado com o objetivo de apresentar os fluxos
de informações e estabelecer vinculações com, por exemplo, o processo decisório da
organização.

3.2) Contabilidade X Sistema de Informação Contábil

A Contabilidade, compreendida como um “banco de dados” que contempla informações sobre


todos os eventos econômicos e empresariais, mensurados por medidas físicas e monetárias, o
qual não se limita apenas à geração de informações sobre eventos realizados, mas também
sobre acontecimentos planejados, apresenta-se na sua mais moderna expressão como um dos
mais precioso sistema de informação, possibilitando o entendimento de ambos –
Contabilidade e sistema de informação – de modo similar.

Isto se deve, principalmente, ao fato da Contabilidade mostrar-se, desde as suas primeiras


manifestações, de uma forma metódica e sistemática, com objetivos bem definidos e uma
visão de conjunto.

PADOVEZE (2000, p. 47) afirma que:

a ciência contábil traduz-se naturalmente dentro de um sistema


de informação. Poderá ser argüido que fazer um sistema de
informação contábil com a ciência da Contabilidade é um vício
de linguagem, já que a própria Contabilidade nasceu sob a
arquitetura de sistema informacional.

Diante destas considerações, torna-se válido afirmar que a Contabilidade desempenha o papel
de um eficiente sistema de informação, dentro do sistema maior (Sistema Empresa), e que tem
por objetivo atender seus usuários com demonstrações financeiras, econômicas e de
produtividade com relação ao objeto da contabilização, devendo necessariamente observar
àquilo que este usuário considera como elementos importantes para o seu processo decisório.

De acordo com o Professor IUDÍCIBUS (2000, p. 28):

o objetivo principal da Contabilidade (e dos relatórios dela


emanados) é fornecer informação econômica relevante para que
cada usuário possa tomar suas decisões e realizar seus
julgamentos com segurança.
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Assim sendo, a Contabilidade tem por fim munir todos os usuários de sua informação, quer
sejam eles internos e/ou externos, com as diretrizes e demais respostas necessárias à condução
da entidade, no sentido de alcançar o fim a que a mesma se propõe, através da adequada
mensuração dos eventos cabíveis que venham impactar seu patrimônio.

Aos usuários externos (acionistas, clientes, fornecedores, credores, Estado, sindicatos e etc.),
interessam as informações que são fornecidas pela Contabilidade Financeira, expressas em
relatórios denominados de demonstrações contábeis.

No Brasil, tem-se o Balanço Patrimonial, a Demonstração do Resultado do Exercício, a


Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados, a Demonstração das Origens e Aplicação
de Recursos, a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, além de outros relatórios
que fornecem dados subsidiários.

Aos usuários internos (diretores, gerentes, associados, trabalhadores e etc.), interessam as


chamadas informações gerenciais, as quais fazem parte da Contabilidade Gerencial e que se
destinam à tomada de decisões especiais, como o orçamento de capital, a maximização de
lucro na combinação de produtos, ampliação do investimento, entre outras.

A figura a seguir evidencia algumas diferenças e similaridades entre os métodos da


Contabilidade Financeira e a Gerencial, apresentadas por PADOVEZE (2000).

Figura 3.4 – Comparação entre a Contabilidade Gerencial e a Contabilidade Financeira.

Fator Contabilidade Financeira Contabilidade Gerencial


Usuários dos relatórios Externos e internos Internos
Objetivo especial de
Facilitar a análise
facilitar o planejamento,
financeira para as
Objetivo dos relatórios controle, avaliação de
necessidades dos usuários
desempenho e tomada de
externos
decisão internamente
Balanço Patrimonial,
Orçamentos, contabilidade
Demonstração dos
por responsabilidade,
Resultados,
relatórios de desempenho,
Demonstração das
Forma dos relatórios relatórios de custo,
Origens e Aplicações de
relatórios especiais não
Recursos e Demonstração
rotineiros para facilitar a
das Mutações do
tomada de decisão
Patrimônio Líquido
Anual, trimestral e Quando necessário pela
Freqüência dos relatórios
ocasionalmente mensal administração
Principalmente históricos Históricos e esperados
Custos ou valores utilizados
(passados) (previstos)
Várias bases (moeda
Bases de mensuração
corrente, moeda estrangeira
usadas para quantificar os Moeda corrente
– moeda forte, medidas
dados
físicas, índices etc.)
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Nenhuma restrição, exceto


Restrições nas informações Princípios Contábeis
as determinadas pela
fornecidas Geralmente Aceitos
administração
Utilização pesada de outras
disciplinas, como
economia, finanças,
Arcabouço teórico e técnico Ciência Contábil estatísticas, pesquisa
operacional e
comportamento
organizacional
Deve ser relevante e a
Deve ser objetiva (sem tempo, podendo ser
Características da
viés), verificável, subjetiva, possuindo menos
informação fornecida
relevante e a tempo verificabilidade e menos
precisão
Orientada para o futuro
para facilitar o
planejamento, controle e
avaliação de desempenho
antes do fato (para impor
Perspectiva dos relatórios Orientação histórica
metas), acoplada com uma
orientação histórica para
avaliar os resultados reais
(para o controle posterior
do fato)

(PADOVEZE: 2000, p. 31-32)

Desta forma, a Contabilidade Financeira e a Contabilidade Gerencial integram o conjunto que


forma o Sistema de Informação Contábil.

4. Gestão e Planejamento Estratégico no Terceiro Setor

A sobrevivência da maioria das organizações passa hoje pela necessidade de se questionar e


modificar paradigmas de gestão.

Implementar novos modelos de gestão no Terceiro Setor que possibilitem às entidades


adquirir a flexibilidade, agilidade e dinamismos é necessário para o sucesso de suas ações no
século XXI.

Responder a estes novos desafios implica definir bem a sua missão, estabelecendo objetivos e
metas claras e mensuráveis, escolher os melhores meios, baixar os custos, avaliar o
desempenho e planejar.

Segundo FALCONER (1999), existem quatro principais necessidades de desenvolvimento de


gestão que podem ser generalizadas para o Terceiro Setor:
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• Transparência – Refere-se ao cumprimento da responsabilidade da organização em


prestar contas aos diversos públicos que têm interesses legítimos diante dela. Para o
autor, este “prestar contas” representa uma postura de responsabilidade que se exercita
no dia-a-dia da gestão dessas entidades, fazendo frente aos interesses dos usuários
(internos e externos) de suas informações;

• Sustentabilidade – Trata-se da capacidade de captar recursos (financeiros, materiais e


humanos), de maneira suficiente e continuada, e utilizá-los com competência, de
forma a perpetuar a organização e permiti-la alcançar seus objetivos;
• Qualidade de serviços – O aprimoramento da qualidade deve ser um objetivo contínuo
das entidades, que não podem se acomodar em uma postura de satisfação de estar
fazendo a sua parte, ou de paralisia frente ao sentimento de impotência diante da
magnitude dos déficits sociais;

• Capacidade de articulação - Esta depende da existência de interesses compartilhados,


dos recursos necessários para promovê-la, mas também de uma competência
gerencial, que inclui técnicas e habilidades interpessoais que deve ser desenvolvida
nos gestores de organizações do Terceiro Setor.

Diante destes desafios e segundo HUDSON (1999, p.208-209), o gerente ou executivo


principal do Terceiro Setor deve conciliar conhecimentos financeiros e de marketing com
habilidades interpessoais e de articulação política, sendo “enérgico quando decisões
importantes precisam ser tomadas e delicado quando ser requer compaixão e sensibilidade”.

Nesse sentido, e buscando estimular uma reflexão estratégica dos profissionais envolvidos e
interessados no Terceiro Setor, DRUCKER na obra “The Five Most Important Questions
You Will Ever Ask About Your Nonprofit Organization” (1993) estabelece um total de 26
aspectos fundamentais que foram identificados para orientar a atividade de planejamento de
uma entidade deste setor. Esses questionamentos são apresentados a seguir:

I. Qual é o nosso propósito (missão)?


1. O que estamos tentando alcançar?
2. Quais os resultados específicos que estamos buscando?
3. Quais são nossas virtudes? e nossas fraquezas?
4. O que o nosso cliente considera de valor naquilo que oferecemos?

II. Qual a organização que teremos no futuro? (visão de futuro)


5. Como será no futuro a sociedade em que atuamos?
6. Como será nesse futuro os serviços que nos propomos a oferecer para a sociedade?
7. Qual a organização que pretendemos ter no futuro?
8. Como queremos ser conhecidos ou lembrados pelos nossos clientes e colaboradores?

III. Quem é o nosso cliente?


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9. Quem são nossos principais clientes?


9. Quem são nossos principais financiadores?
10. Os nossos clientes estão mudando seus hábitos, comportamentos e atitudes?
11. Como devemos selecionar nossos clientes? (devemos incluir algum grupo ou
excluir?)

IV. O que o nosso cliente considera de valor nos serviços que oferecemos?
13. O que nosso principal cliente considera de valor em nossa oferta?
14. O que nossos principais financiadores consideram de valor nos serviços que nos
propomos a oferecer à sociedade?
15. Como estamos na prestação dos serviços a nossos clientes quanto ao valor que
esperam obter?
16. Como podemos nos aperfeiçoar ainda mais nos serviços propostos ao cliente
especialmente nos pontos considerados como sendo de valor?
17. Quais as informações que ainda precisamos para melhor avaliar as questões
anteriores?

V. Quais são os resultados que estamos obtendo?


18. Como definimos os resultados que a organização pretende alcançar?
19. Até que ponto alcançamos os resultados pretendidos?
20. Como estamos utilizando os recursos disponíveis (técnicos, humanos, financeiros,
materiais e temporais)?

VI. Qual é o nosso plano?


21. O que conseguimos aprender com os itens analisados no questionamento
estratégico?
22. Qual a nossa recomendação?
23. Como devemos priorizar os nossos esforços?
24. O que devemos fazer diferente do que estamos fazendo? Como podemos aprimorar
ainda mais o que estamos fazendo?
25. Qual o meu plano pessoal para alcançar os resultados da minha área de
responsabilidade?
26. Em suma, qual o plano para alcançar os resultados esperados para que a nossa
organização seja o que delineamos no futuro próximo?

Com base nas respostas a estas indagações, os gestores devem ser capazes de trabalhar com o
planejamento estratégico e implementar ações imediatistas, dado as carências administrativas
e de recursos humanos dessas organizações.
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TORRES (2002, p.5) assegura que:

para se ter uma perspectiva detalhada do futuro, é preciso criar


vários cenários relacionados ao que vai acontecer e, para se
constituir um planejamento estratégico eficaz, é importante
verificar as premissas em que se inclui. Para se ter certeza que
as premissas são realistas, grande parte do plano deve ser
dedicado a tentar compreender seu ambiente atual, como o que
está ocorrendo na organização, no ambiente e no mercado.

LIBONATI e MIRANDA (2003, p.54) afirmam que “o objetivo do planejamento estratégico


é maximizar as oportunidades e minimizar as ameaças para a empresa, escolhendo
alternativas para o futuro”.

A base de todo este processo está em identificar, coletar, armazenar, mensurar, analisar,
interpretar e julgar informações para o processo de decisão. E não menos importante que o
cumprimento das metas sociais está uma gestão administrativa compatível com os valores e a
missão institucional.

A relevância da missão, a competência técnica dos gestores e o cumprimento das metas,


juntamente com a transparência administrativa e financeira são fatores essenciais para a
conquista da credibilidade institucional.

5. A Importância da Contabilidade como Sistema de Informação para o Terceiro


Setor

Segundo Gaudêncio Torquato, jornalista, professor titular da USP e consultor político:

a verdade é que, sob a capa de filantropia, esconde-se uma


gigantesca malha de "pilantropia", simbolizada por instituições
que, fugindo às obrigações de cunho filantrópico, usufruem os
benefícios da imunidade fiscal e tributária previstos por lei.

As entidades sociais sempre estão cercadas de desconfiança. No Brasil, este aspecto é ainda
mais recorrente, visto que vez ou outra uma entidade é denunciada como portadora de
recursos obtidos de forma escusa.

Diversos são os problemas enfrentados no cotidiano contábil de uma entidade social, dos
quais destacam-se:

- escassez de normas contábeis específicas;

- falta de recursos financeiros para manter um profissional contábil;


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- necessidade das entidades terem um sistema de informação interno que registrem de


forma fiel as suas operações, etc.

De um modo geral, a possibilidade de manter uma administração eficiente esbarra na falta de


recursos. Quanto menor o seu orçamento, maior é a possibilidade de seus controles serem
inadequados.

A preocupação primeira é a manutenção de controles básicos para os seus recursos (saldo


bancário, contas a pagar e receber para curto prazo). Em segundo plano, relatar, no prazo e de
forma adequada, os seus gastos para os financiadores. A contabilização fica em terceiro plano,
e desta forma instrumentos como orçamento global da instituição, planejamento financeiro ou
fluxo de caixa pouco são utilizados.

FIPECAFI (2000) assegura que:

a Contabilidade é, objetivamente, um sistema de informação e


avaliação destinado a prover seus usuários com demonstrações
e análises de natureza econômica, financeira, física e de
produtividade, com relação à entidade objeto de contabilização.

PADOVEZE (2003, p.8) afirma que:

a Contabilidade, com a mensuração econômica (através do


Sistema de Informação Contábil), é o único sistema de
informação que consegue mostrar a empresa como um todo,
pois é a única que atribui valor a tudo.

Assim sendo, a Contabilidade serve, entre outras coisas, para dar ciência ao fisco e ao público
em geral, dos atos financeiros praticados nas entidades do Terceiro Setor. Tudo passa a ser
registrado obedecendo a princípios e normas estabelecidas pelos órgãos competentes. Cabe a
esta ciência a publicação dos atos concernentes as suas atividades, o que reforçaria a
credibilidade da organização e valorizaria o trabalho dos profissionais contábeis.

O que faz uma entidade ser mais eficiente é esta pensar a sua administração financeira e
contábil de maneira integrada com todos os outros setores da entidade, evidenciando em seus
relatórios o equilíbrio de seus gastos, o que demonstra a eficiência nas suas opções de
investimento sociais.

No mundo competitivo de hoje, o uso efetivo da Contabilidade como elemento da estratégia


competitiva é primordial, e neste contexto, passam a serem necessários sistemas integrados
que possibilitem a obtenção de informações consistentes, em tempo real, de todas as áreas das
entidades, permitindo o fluxo de informações entre todas as atividades.

A Contabilidade, como um sistema de informação, pode ser considerada integrada quando


todas as áreas necessárias para o gerenciamento da informação contábil estejam incluídas num
único sistema de informação, e do qual todos devem fazer uso no exercício de suas operações.
Esta integração propicia a existência de uma navegabilidade dos dados, possibilitando no
momento em que um dado for coletado, este poderá ser utilizado em todos os segmentos do
sistema de informação contábil da entidade. Assim, por exemplo, quando do pagamento de
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determinada despesa, a mesma classificação dada pela contabilidade financeira deverá ser
dada pela contabilidade e formação de custos, que será entendida da mesma forma e
classificada pelo setor de orçamentos e também pela tesouraria.

Por conseguinte, devido à utilização de um critério único em todas as atividades da entidade,


oferece-se à possibilidade de melhoria de relatórios, fidelidade de dados, consistência e
comparação destes, etc.

E quanto à informação, esta será sempre fornecida pelo mesmo e único sistema contábil, e
sendo armazenada de forma centralizada ou distribuída, poderá ser tratada então como única,
não redundante, segura, consistente, etc., mesmo se proveniente de diversas áreas, tornando
fácil e imediato o fluxo interno de informações na entidade. Conseqüentemente, todos os seus
usuários receberão a mesma informação, permitindo que possam se entender da melhor
forma.

Um outro aspecto-chave está relacionado com a oportunidade da informação, isto é, se a


informação está sendo obtida (após todo o processamento) em tempo hábil, oportuno,
permitindo impactar decisões gerenciais.

Deste modo, a Contabilidade, vista como um sistema de informação e ferramenta importante à


gestão das entidades do Terceiro Setor, pode adicionar valor de diferentes maneiras, entre as
quais estão:

 Melhoria no acesso às informações, propiciando relatórios mais precisos e rápidos, com


menor esforço;

 Melhoria na produtividade, tanto setorial quanto global;

 Melhoria na tomada de decisões, através do fornecimento de informações mais rápidas e


precisas;

 Estímulo de maior interação entre os tomadores de decisões;

 Fornecimento de melhores projeções dos efeitos das decisões;


 Melhoria na estrutura organizacional, por facilitar o fluxo de informações;

 Redução do grau de centralização de decisões na entidade dos que entendem e controlam


o sistema;

 Melhoria na adaptação da entidade para enfrentar os acontecimentos não previstos, a partir


das constantes mutações nos fatores ambientais;

 Otimização na prestação dos seus produtos e serviços;


 Melhor interação com os seus fornecedores e financiadores;

 Melhoria do planejamento fiscal-tributário.

Diante dessa realidade, vários desafios estão colocados à Contabilidade e ao Terceiro Setor.
Mais esta aliança estratégica proporcionará às entidades deste setor condições mais seguras
para tomarem decisões estratégicas proativamente.
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6. Conclusões

As informações sobre o Terceiro Setor são quase inexistentes. Saber sua dimensão em termos
de recursos movimentados e de números de empregos gerados, a sua estrutura interna, sua
relação com outros setores da economia e da sociedade e o dinamismo de suas atividades
tornou-se uma prioridade para que se possa dar visibilidade ao Terceiro Setor.

A falta dessas informações torna impossível dialogar em termos sérios com outros setores da
sociedade, principalmente quanto ao papel que as entidades do Terceiro Setor podem assumir
em termos de colaborar para a construção de uma sociedade mais justa.

O ambiente no qual as entidades do Terceiro Setor estão inseridas exige cada vez mais o
fornecimento de informações. Famílias, Estado e o Mercado somente poderão ficar
sensibilizados com estas informações que mostrem o crucial papel que o Terceiro Setor
desempenha.

A Contabilidade, como um sistema de informação, representa uma ferramenta decisiva para


alcançar o sucesso ou insucesso de uma entidade. E em resposta a estes processos de
mudanças exigidos por um ambiente mais competitivo, não pode ser mais vista como uma
simples inferência ou observação descomprometida.

Portanto, as informações geradas nas entidades através deste sistema de informação assume
exatamente o caráter de suporte informativo adequado, pois propiciam aos gestores a
percepção de que a eficiência e a eficácia empresarial figuram como uma necessidade
contínua e sustentada.

A informação contábil eficaz, ou seja, comunicada de forma clara e objetiva, com


credibilidade por quem a recebe e no momento oportuno, produz, indubitavelmente, uma
decisão acertada.

Desse modo, é natural afirmar que a qualidade da informação reflete diretamente na decisão a
ser tomada, e para que este reflexo seja positivo, é necessário que as pessoas envolvidas
estejam conscientes disso e que a entidade trabalhe com o intuito de obter informações que
sejam ao mesmo tempo confiáveis, fornecidas em tempo hábil, compreensíveis, relevantes,
consistentes possibilitando a comparabilidade, trazendo mais benefícios que custo para obtê-
las etc., o que as tornam de fato útil para o gestor.

Quanto aos profissionais contábeis atuantes no Terceiro Setor, estes precisam ter em mente
que o seu aprimoramento deve ser sempre aplicado como condição imprescindível para que
possam conquistar o seu espaço, na condição de provedores de informações importantes para
o processo de decisão, não limitando sobretudo a Contabilidade como uma ciência que se
encerra em si mesma.

Os contadores, profissionais importantes no processo de geração de informação, são os


verdadeiros responsáveis pela geração das informações, e mais ainda, no âmbito de suas
atividades devem contribuir efetivamente para a otimização da gestão organizacional do
Terceiro Setor, controlando e induzindo os gestores à tomada das melhores decisões,
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munindo-se para tanto de recursos e instrumentos que possibilitem o atendimento desta


missão. E, um das mais poderosas ferramentas que o contador detém é um sistema de
informação contábil.
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