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Construindo redes colaborativas para a educagao Nelson De Luca Protto Licenciado em Fisica pala Universidade Federal da Bahia (1977), mestre em Educaggo também pela UFBA, (1984) coutor om Ciencias da Comunicagao pola Universidade de Sao Paulo (1994). € professor associado ‘da Universidade Federal da Bahia, consultor ad hoc de diversas revistas e instituigbes, entre as quais @ Faculdade de EducapSo da Universidade de Sao Paulo, do Centro de Estudos om Educagao e Sociedade © da Associagio Nacional de Pés-Graduagéo e Pesquisa em Educagéo (Anped). & conselheira do Conselho Estadual de Cultura do Estado da Bahia (2007/2010). Tem experiénciana area de Educacao, ‘com énfase em Educagao e Comunicagao, atuando principalmente nos seguintes temas: internet, ceducagdo e comunicagao, informatica educative tecnologia educacionale educagao a distancia. Maria Helena Bonilla Graduada em Ciéncias, Licenciatura de Primeiro Grau, pele Universidade Regional {do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (1985), graduagao em Ciéncias, Licenciatura Plena, habilitagao em Matematica, pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (1988), mastrade em Educagao nas Ciéncias pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (1997) e doutorado em Educao pela Universidade Federal da Bahia (2002), ‘Atualmente ¢ professore-adjunta da Faculdade de Educagao da Universidade Federal da Bahia. Tem experiéncia na drea de Educagéo, com énfase em Educagao « Tecnologias da Informagao e Comunicagao, aluando principalmente nos seguintes tomas: formagao de professores, educagao, inclusao digital e software livre. RESUMO Falarem rds fi Tos lam, mas, vers, efrimrnos un io de rode ge nd 4 nn signa pare a educasio Estas rede, nai liga ns traitonas mio de o Tunicagdo, concentram suas atenges na distribuigio de informacdes. Com as novas midias, com as conexdes digitais, a televisdo — pela intemet ou pelo celular -, novas redes comecam, poeniamete ase configure opine, comecsm ase aprpradas especialmente pela Juventud A partir dou breve elise ds poentiades das rede de algus potas publies que busca inplanar infest de conmicogo no pis, qv pode vabilzat 'schamadas eden horizoti color, sontmon ln clemanon andar pra ‘na rail wasfomagio da escola a cSay. a 83 A palavra rede ganhou enorme destaque nos iltimos tempos. Todos {alam de redes, is vezes mesmo sem saber do que se esti falando. Fomos costumads a pensar na rede como sendo aquela ligada aos traicionais ‘meios de comanicagio ~ que ja fo- ‘um inclusive chamdos de meios de ‘comunicagdo de massa especiamen- te com a televiséo, Falamos dessas redes, com suas emissoras cabecas dd rede cas afliadas, este terminow sendo 0 modelo que ocupou todo 0 ‘nosso imaginério. Ou sea, uma rede ‘onde poucos produzem, localizados nos grandes centro, ¢ toda a socie- ade consome produos, informapbes culture, Seguramente, esse nio € um mo- elo de rede que nos sgrada e, por isso, precsamos digit nosso olhar para outras possibildades. Nesse as- pecto,o desenvolvimento teenoligico pode muito ajudare demandar um ou- ‘eo ola sabze ele, Mas tecaologia ‘em sino basta. Necssstamos pensar ‘também, com muito cuidado, sobre as politcaspiblicas, Aqui, nto podemos os limitar as voltadas para a educa- eo. Temes que olhar tentamente pars as poiticas de eultura, de eomunica- «0 © para um eampo que pode m0 os parecer muito igado 4 educapdo, ‘mas que & fundamental: as poiticas piblicas de cigacia tecnologia ‘Com as novas midias, com as conexdes digits, a televisto ~ pela intemet ou pelo celular = novas re- des comecam, potencialmente, a se configurare,o principal, comegam & ser apropriadas, especialmente pela jwveniude, Implaniam-se redes de economia soldiria, que articulam produtares distrbuidas por todos os ‘antos do pais que, via rede, trocam ‘experignciase sobrevivem a0 merea- do que tad busca pacronizar. Fala-se em conexto total, Quan- o ainda ministro da culture, Gilberto 4 Gil queria “bandslargar” 0 pais, em ppurrando o govemo para fazer um avordo com as operadoras ¢, com isso, mudar a lei geral das telocomue nicagSes de forma a obrigat, como rica, que as mesmas implantassem banda larga nas escolaspblicasbra- sileirs Algumaseidades satram na fren te, por inciaiva do poder politico lo- cal, Pra, no Ri de Janie, Ttaden- tes,emMinas Gerais, e Sud Menucci, em Sto Paulo, comesaram a eortida para se constituirem nas primeira ci- dads totalmente conectadas, através de redes sem fi, Viraram referéncia fem todos of debates sobre o tema, Hoje, outras cidedes e também urs estados ja estdo se mobilizando fe investindo em redes prprias € em twenologia VoIP (voz sobre IP) como esiratégia de reduydo de custos © de maior autonomia, como & 0 caso do fe de Santa Catarina, conforme matéria de Fitima Fonseca na revista “ARede, de juno de 2008. No campo cientitico, as universdades pablicas brasileiras, as mesmas que siveram Jmportante papel na implantagdo da intemet no Brasil na década de 90, passaram, sob a Tideranga impo tante da Rede Nacional de Ensino © Pesquisa ~ RNP (worwnp.br) = a utilizar © chamado FoneRNP, que possibilila, através dat centrais tele- fnicas das instiuigdes,conectar, via Jntemet (ou sia, usando VoIP), pes- guisadores de todo 0 pais ‘Alm dessas ages em termos de politieas piblicas, temos um movie mento coletivo que emerge da ago generosa de cidadios ativistas que, 0 abrirem o seu roteador em seus espagos de trabalho © de moradia, ampliam a conectividadee, com sso, a propria rede © os Muxos de eomu- nicapdo e trocas entre todos. Sérgio ‘Amadew da Silveita, em seu artigo Convergéncia Digital, Diversidade Cultural € Esfera Piblica, 00 tivo Além das Redes de Colaboracao: Internet, Diversidade Cultral e Tec- nologias do Poder, ue organizamos ‘com fut de evento do mesmo nome ‘corrido ex 2008, reconiza que, com ess iniciasvas, instalamse "nuvens bert de conexdo colabortiva™ Segundo Sérgio Amadew (. 40/41), enquanto a cultura hacker, uma das eulturas que mais i iow a formagio e evolucio da rede, permanecer como © fundamento de sua expansio, nenhuma hierar superior, nenhuma grande corpors- ‘lo ou oligopSlio conseguirécontro- Tara rede mundial, Como obra inaca- bad, em evolueio, onde & possivel ‘tiar novos contetdos, formatos © tccnologias, internet possi proto- colos ou reprasbisicas de comunica- ‘0 definidas por uma série de agru- pamentos tenicos”. Com isso, as potenciaidades das redes vio além desss redusio de custos de ura maior autonomi ‘dos poderes piblicos. As redes co- nectam pessoas, insttuigSes, setores fe ajudam a articular as ages. Com clas, © com as pessoas se aproprir do das teenologias, novos saberes ‘lo produzides, novas formas de ser de pensar esse alucinado mundo ‘contemporineo emergem. Passamos 4 conviver, mesmo com todas as difculdades de acesso, com novas formas de parilhar o conbecimen- 0, com novas linguagens € novas formas de expresses. Essas lingua- ‘gens precisam ser mais atentamente ‘obser se ettas Tine ‘guagens a0 movimento da populs- ‘fo jover que ji convive com esse ‘universo de imagens e informagdes e ‘que alguns pensam s6 estar ligado @ um tipo de piblico que & de jovens de classes mais abastadas, populagao {de classe média alta, Ndo podemos ‘esquecer, no entanto, que as classes esfavorecidas socilmente encon- tram outrs formas de fazer parte des- se universe se apropriam, deforma muito evidente, dessas teonologias, seja através de movimentos como © hip hop, os raps, os baile funk, 2 ‘mision elewnica, entre tantas uttas formas, seja através do uso intensi- vo de celulares, pagers, lan houses & ‘outros aparatos tecnolégicas ques verdadeiramente apropriados e mo- iicados em seus usos pela propria Juventud Os jovens, com as tecnologias, inserem-se na perspective da eria- lo — de ate, de cultura e de conhe- cimeato =, sampleando © mixaado praduzind videos e grafi- tagem eletnica, “blogueand”, ro- cando arguivos em redes P2P (peer to peer) a exemplo do Napster, Bit- torrent, Emule, entre outros. E cla- 1, essa perspectiva de lberdade © criagdo gera movimentosrepressores por parte de governs e da indistia cultural, Projetos de lei que buscar ‘mpedir ese livre comparilhamento de arquivos pela internet e erimina- lizar prétcas que vém se instituindo 1 rede jf esto tramitando om virios paises, inclusive no Brasil, como © Projeto de Lei do senador Eduardo Azeredo, que criminaliza © uso no autorizado de conteidos, Seré que isso sigificari que, em sendo apro- ‘vada a Tei, mais de um quarto da jue ‘ventude brasileira podera ser respon- sabilizada judicialmente por “ousar” ‘usufuir da iberdade e das potencia- lidades das redes teenoligicas? A Fo- Thade S. Paulo publicou no dia 27 de jutho deste ano, um eademo especial sobre a juventude brasileira Jovers séeuo 21) ¢ 0§ dados so contun- dentes: “a comparagdo com dados 4 Datafotha colhidas em Sto Paulo ‘em 2000 mostra que, enquanto na Epova 45% dos jovens disseram ter TV como vefeula de comunicasio preferido para se informarem, hoje 33% afimmaram o mesmo, Jé com a nee noise um processoinverso, ‘O mimero dos que disseram tera ede ‘mundial como principal veeulo subi de 11% para 26% Mesmo assim, em depoimento para essa publicagio, a professora Regina Mota, éa UFMG, que tem se destacedo pelas pesquisas sobre a e- levisto brasileira, mais recentemente sobre o desenvolvimento da televisio Aligtal no pais, enfatiza que, mesmo 1 TV ainda oeupando um nimero significative de horas, mio quer dizer que o jover fica ali, parado assistin- do a programasio, nocauteado pelas misses televsivas. De scordo com Regina Mota, “isso nie significa que ‘9 jovem passe todo esse tempo na frente da televisio sem fazer outta coisa, Ele pode deixar a TV ligeda fenquanto navega ma internet. © que acontece € que, com a disponibili- dade dos meios, 6 jovem se tomou smultimidia” Jovem smultimidia, Jovem eo nectado. Juventude em rede. Gera- fo alttab, como denominamos em nosso grupo de pesquiss nt UFBA. Rede tecnoldgiea ou nio, no faz tanta diferenga, No entanto, o que avontece & que essas redestém pos- sibilitado & juventude assumie um papel proativo nas apies pblicas e polities, gerando um movimento ativista de significativa importincia para a compreensio do mundo con- temporineo, Muito desse movimen- to se deve 20 fato de que os jovens tém ume faciidade natural para lidar om as feenologias, slo curiosos, desejosos de viver © experimentar -linearidade da cultura digital. foi aalguma edigdo do FISL, © Férum Internacional de Software Livre, que acontece de dois em dois ans em Porto Alegre, no Rio Grande ddo Sul? Deveria ir, No eno gue vem, acontece 0 FISL 10.0 e, segundo os forganizadores, esperam-se 10 mil pessoas, Na maioria jovens, de todas as idades, que circulam durante trés ‘ou quateo dias pelo espago do evento, ‘tocando informagies, aprendendo © ensinado, fortalecendo as redes que forum sendo construidas entre cada FFISL, de forma a deixi-las mais for tes ainda, Uma grande festa da ci ia, da teenofogia, da cultura, da edu- «asd, da colaboragio eda liberdade! Li os grupos se articulam em torno de cade uma das distibuigdes de software live, em tomo dos pro- ‘estos de produpio colaborativa de Judo ¢ video, em tomo das diseus- bes sobre of direitos autrais © as patentes que aprisionam os conted- dos produzidos pela humanidad, ‘Queremas destacar os movi ‘mentos em tomo das rédios livres ‘ou comunitérias ¢ da cultura digital, dando destaque & produsdo realizada pela meninada e que esti sendo co- locada na internet, intensificando dimensio de produgo em lugar da perspectiva de consumior que ain- da insite em ser dominante, Como forma de fortalecer essa dimensio de produ, temos uma importante po- ltica pubtica, capitaneads pelo Mi- nistxio da Cultura, que vem implan- ‘tando no Brasil os chamados pontos de cultura, que dio vor ever ds cule tues locas, Os pontos de eultra se artculam através de uma grande tia ‘que, anualmente etne-se num even- to exatamente denominado de Teia (www:teia2007.ongbr) pare trocar ‘experiénias, aprender © ensinar de forma colaborativa. Sites como Bs- tidio Livre (wwwestudiolivreorg) favorecem eviailizam as forages ‘as pulblicagdes de tudo o que ali é produzido, Além disso, tem0s 08 ja- gos cletrénicos, os famosos videoga- mes, com a possbiidades de inte- ago, principalmente, da interasao a 5 ‘on-line. Vivenciamos uma transfor magi muito grande do que eram os antigos videogames de primeira ge- raglo, agora vistos como coisas re- pettiva, monétonas e sem nenhurn tipo de criagdo. Os videogames de ‘tina geragdojtrabsham em outra ‘reqléncia, onde cada jogeda é parte de uma rectiagdo da propria hiss, de uma nove histria que se modifica 0 longo do proprio percutso do jogo ‘e que exige do jogador a testagem de hipdteses, construgo de estatépias f¢ percursos de aprendizagem para poder item feat Inclusive, muitos dos jogos eletnicos sio jogados em rede, aticulando jovens situados em diferentes espagos, Com essa perspectiva exativa de meninade, estamos vivenciando aquilo que Dom Tepseot chamou de “hierarguia do conhecimento inver tide”, ou seja, nfo sio mais apenas (0s mais velhas (pais e professores) {que ensinam os mais jovens. No que se refere a cultura digital, s80 0 jo- vyens que nos ensinar, provocam- nos, desafiar-nos. So eles que nos ‘mosiram as possibiidades abertas © as potencialidades latentes do con- texto teenol6gice. Fieamos sempre 4 espera da ago de um hackerzito para que noves ambientes emerjam. ‘Também nos ligamos 8 eles, como ‘companheiros de trabalho ede cami- hada, para eprender, superar nossos limites © acompanhar o movimento ‘to muitas as possibilidades ea edo- ‘ago precisa estar ateta para todos cesses movimentos. Estamos, ainda, acostamades com didloges em tor ‘no de algo jéestabelecido, como no sistema de televsio, cujo modelo de ‘comunicagdo chamamos de broad- casting, onde as informayes so es- palhadas ea populagdo & mera recep- tora, onde nossa méxima iberdade € ‘ade poder madar de canal ou desligat 4 televisio, Insalase ne sociedade 6 uma légica de distribuigdo de infor mages, de culluras ede valores, que chega também a escola, s6 que com tum agravante: nio é possivel mudar © canal ov desligar a escola! Comasredes digits, essalgica muds, Novas possibilidades espago- temporais entram em cena, proces 08 horizontalizados so instiuidos, 1 colaborapdo se intensifca, a maior parte da insiuigbes se articula em rede © na rede, Mesmo a intemet ji ‘mudow muito © nem mesmo com 0 " maiisculo a escrevernos mais. J virou meio de comunicasio, Possbi- lidade de comunicagdo e de produgo de conhecimentos, culturas de no- vas informagaes. Apesar de toda essa liberdade, nfo-inearidade, ainda ve- ‘mos uma ita desenfreada pel lisa broadcasting, que impera nas escolas fe nos grandes sistemas de comuni- cago de massa, Ainda existe uma forte tendéncia de concentragto e de se trabalhar com o conceto de audi- éncia, Os grandes poras,ligados as empresas do mundo das comunica- g8es e do entretenimento, continua 8 ser valorizados de tl forma que ot donos dos grandes cansis da inter nel continuam senda ot mesmos das jutras midias, levando-nos, também sermos meros consumidores aqui, de informapses. Mas esse movimen- to de poder, de concentragdo de po- der, fem seu limite Isso exige pensar diferente, e Nelson Hoinel! afiemou, em um semindrio sobre TV Pablica, avontecido na Bahia no ano passado, que“o digital dotonoua massiicagto dos meios" Detonar essa massitieagdo de smanda pensar a educagd0 como um espago de resisténcia e de futa, Um espago mais proximo da comunica- eo, das eigncias e das tecnologias. Um espapo de formasio pautado em Tgieas nio-ineares, na aprendiza- gem colaborativa, na interatividade, ina multivocalidade, nas dindmicas das redes. Um espapo vive de ct ‘o, de produgio, de comunicagio e, portanto, um espego de cultura Pare set mals preciso, um espago de cule tus, pensadas no plural, sempre um plural pteno. Por falar em cultura, pensamos ser importante trazer pare ‘© debate a fala do professor Tex 1a Coelho, diretor da Museu de Arte Contempordnea da Universidade de Sto Paulo, no artigo Mercosul Muito Além do Mercado, publicago na Fo- Tha de S Paulo em 5/1/2000, ara Teixeira Coelho, “a que permite © cultura, no delineamen- to de projetos de construgdo con- tinuada das estratras nacionais © ‘extranacionais, &, diretamente, @ cconsolidagio de algo de que care- ‘cemos vastamente no Sul, ¢ neste ‘Sul brasileiro em particular: 0 es ago piblico. Economia no gere ‘espagos piblices, pelo contriio: os esfacela. E a politica, neste aspec- to, ndo vem sendo outra coise que no o Ioteamenta do espago piblica segundo interestes privados, como demonstra nitidamente, ¢ & apenas ‘um exemplo, a politica nicagio de massa, numa pelavra, @ politica paraatelevisao". Mesmo assim, 2 sociedade se ‘organiza, movimenta-se em outros sentidos e diregdes. As diseussdes © perspectivascriadas em torna da im- plantagdo do Sistema Brasileiro de ‘elevisio Digital um exemplo di so. Virias escolas ¢ grupos de pes- _quisa, no Brasil, de forma articulada ‘1 no, j6estBo desenvalvendo pes- quisss © ages em tomo das poter cialidades dessa tecnologia. A partir da produgio colaborativa e coope- tative de materia que article di- vetsas midiase Tinguagens, busca-se ampliae a capacidade de crculagdo, via TV Digital e web, de imagens ‘© sons produridos fora dos grandes centras, Obvigmente que ¢dindmica desss produgSes dependeré do pro- tagonisio de professores alunos para consinuir novas possibildades para os sistemas educacionas, ati- ‘clando os conhecimentos e saberes cemergentes das populagdes locals ‘com 6 conecimento ja estabelecido pela cigneia contemporinea e pelas coulturas, Por outro lado, essa dindmi- «a também poder induzir poiticas pblicas de formagdo de professores para © uso das toonologias digitais, ‘uma ver que estas requerem a exis- téncia de professares qualificados para a sua incorporago nos sistemas ‘educacionais © desafio da educagio ¢ da for ago ests agora pautado na abertura para a liberdade de experimentar as diversas possibilidades propiciadas Solug6es Tecnoldgicas Prodemge Desenvolver solucées tecnolégicas para tornar a prestacdo de servicos a populagéo ‘ada vez mais simples e moderna; esse € 0 di -a-dia da Prodemge. ‘Teonologa de Mines Goras DES prodemge y i pelas redes, tecnolégicas ou no, comparilhando coletivamentewsdes- cobertes € aprendizados, de forma a romper a barreira da indvidualidade © instuir uma organizago colabora- tiva que favoresa a mulipicagdo de dias, dos conhecimentos, das eultue 4s. Para tanto, & de fundamental im portincia, ne escola, a organizagdo de comunidades de aprendizagem, de ambientes colaboratives, onde sprendizagem seja_orientads_ para 1s relapSes todos-odos, local-loal local-globa. Bsa, entre outras, & mais uma das quesibes que 0 livro a que jf nos referimos (lém das Redes de Colaboragao ..)aborda 20 tratar as questies do anonimato na rede, dos direitos autorais¢ das novas posi lidades de uso de tecnologias livres. Peed Insistimos na roferéneia a essa obra ‘em razio de @ considerarmos mar ‘ante pata essa dscussto contempo- ‘nea, Nao eusta lembrar que o livra ‘em si jf é um exercicio dessa liber dade, Fditado pela EDUPBA, onde pode ser adquiride, esti, ao mes- ‘mo tempo, liconciado em Creative Commons (www.cretivecommons ‘omz.br), disponivel para ser baixado livremente da internet, Como afima- ‘mos na apresentagdo do livro Além das rede... 0 que esperamos que nos seja possivel € “i além das redes de colaboracdo e evidenciar as possibi- lidades, a potencalidade e 0s viseos {que as teenologies do poder trazem para 2 diversidade cultural ¢ para @ ‘emancipapio das subjetividades”. Desafio posto, eabe-nos assumir ov no essa tarefa. Aescotha é sua! eee Finangas cron eo ret) eeu renee rey Justica Pret Pte Te ue et og (a 87