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INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL

A inseminação artificial é a deposição mecânica do sêmen no aparelho genital da


fêmea.
A inseminação intra-uterina ou inseminação artificial, utiliza-se em casos em que os
espermatozóides não conseguem atingir as trompas. Consiste em transferir, para a
cavidade uterina, os espermatozóides previamente recolhidos e processados com a
seleção dos espermatozóides morfologicamente mais “normais” e móveis.

Esta inseminação pode efetuar-se com esperma do casal ou, em caso de infertilidade
masculina, com espermatozóides de um doador. Os critérios de seleção dos dadores são
rigorosos, baseados em diversos exames relativos ao estado de saúde e da qualidade dos
espermatozóides.

Os espermatozóides podem ser crioconservados, permitindo organizar bancos de


esperma nos hospitais e clínicas, para posterior utilização. A técnica de crioconservação
implica diversas etapas.

Primeiramente adiciona-se um crioprotector e em seguida os espermatozóides são


imersos e guardados em criotubos a - 196 °C, em azoto líquido. Cada tubo contém a
quantidade necessária de espermatozóides para a inseminação. A crioconservação de
espermatozóides é também efectuada em caso de ocorrerem problemas graves de saúde,
com intervenções cirúrgicas, quimioterapia e radioterapia, que podem afectar a
produção de espermatozóides do homem.

A inseminação artificial com espermatozóides do cônjuge (IAC) é um método


antigo proposto diante da infertilidade do casal. Durante muito tempo empírico, este
método consistia em depositar o sêmen do marido dentro da vagina, ou no colo do
útero, no momento da ovulação.

Os primeiros resultados parecem ter sido devidos a Hunter, médico inglês, no final
do século XVIII. Nos anos 70 esta técnica foi bastante utilizada por numerosos
ginecologistas e várias vezes com indicações não muito precisas, resultando uma taxa
de sucesso bastante reduzida (2 a 4%). Com a chegada da fertilização “in vitro” nos
anos 80 esta técnica foi temporariamente abandonada e considerada bastante arcáica.
Entretanto, nos dias de hoje, a IAC encontra novamente o seu espaço no tratamento do
casal infértil. Alguns fatos podem explicar este acontecimento:
Um melhor conhecimento das diferentes etapas que precedem a fecundação;

A tentativa de encontrar métodos mais simples e menos agressivos que a fertilização


in vitro, hoje melhor conhecida e também tendo os seus limites.

Enfim, para uma indicação precisa da técnica de reprodução assistida mais indicada
no tratamento do casal infértil é extremamente importante uma avaliação detalhada e
um diagnóstico preciso do fator de infertilidade do casal permitindo assim maiores
chance de conseguir a tão desejada gravidez. IAC se coloca entre as técnicas de
reprodução assistida como uma técnica que permite optimizar as chances de gravidez,
em casos com indicações bem definidas (distúrbios ovulatórios; alterações no muco
cervical; determinadas alterações na qualidade do sêmen) A Inseminação Artificial
consiste em depositar os espermatozóides a diferentes níveis do trato genital feminino.
Esquematicamente ela pode ser realizada segundo duas modalidades: Inseminação
Artificial Intra-cervical (IC),coco Artificial Intra-uterina (IU).