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A Importância da vigilância da saúde materna

• Obedece ao esquema proposto pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).


• Valoriza os elementos a colher em função da idade gestacional.

Durante a gravidez a vida do bebé depende da vida mãe. É dentro e a partir da mãe

que ele se alimenta, que respira e que cresce, durante mais ou menos 40 semanas.

Assim, se os comportamentos e atitudes prévios à conceção podem influenciar a

gravidez, é evidente que durante a gestação os cuidados devem ser redobrados e a

vigilância mais apertada, para que o bem-estar materno-fetal se verifique.

Este é, aliás, o objetivo geral da vigilância pré-natal: promover através da adequada

vigilância pré-natal um impacto positivo na qualidade de saúde materno-fetal.

Para este efeito, a Direcção-Geral de Saúde preconiza como esquema desejável a

realização de 10 consultas de vigilância. Inicialmente e até às 36 semanas, a

periodicidade das consultas é mensal, seguindo-se consultas quinzenais, ou mesmo

semanais, até ao parto. É fundamental que a grávida não falte a nenhuma consulta.

Quando a gravidez é “normal”, as consultas são realizadas nos Cuidados de Saúde

Primários (Centro de Saúde), com o Médico de Família e com o Enfermeiro Especialista

em Saúde Materna e Obstétrica, havendo consultas de referência num Hospital de

Cuidados Diferenciados e/ou numa Maternidade.

Nestes últimos realizar-se-ão as ecografias. Trata-se de um exame indolor, que

permite despistar precocemente qualquer problema com o bebé (malformações,


atrasos

de crescimento intra-uterino, entre outros). O ideal é que se realize uma ecografia em

cada trimestre.
Em situações de risco acrescido há necessidade de um acompanhamento da

gravidez por parte de especialistas. Nesses casos faz-se o encaminhamento precoce da

grávida para um Hospital de Cuidados Diferenciados ou para uma Maternidade.

O atendimento nas consultas, quer na médica, quer na de enfermagem, será

individualizado e adequado a cada grávida. No entanto, têm lugar procedimentos


comuns,

efetuados a todas as grávidas, e que incluem a avaliação do peso e da tensão arterial,

testes à urina, medição da altura do fundo do útero, auscultação dos batimentos

cardíacos fetais, análises ao sangue, entre outros.

Neste contexto, o Boletim de Saúde da Grávida tem uma importância fundamental. É

nele que são registadas (pelo enfermeiro, pelo médico, e até pela própria grávida) as

informações relativas à grávida e à gravidez. Permite a todos os profissionais de saúde

que contactam com a grávida ter acesso às informações mais importantes relativas à

gestação. Deve, por isso, acompanhar sempre a grávida, quer esta vá a uma consulta
planeada, quer recorra à urgência, e mesmo quando for para o parto.

Desde o primeiro momento, a gravidez deve envolver o casal. O pai tem um papel fulcral

no apoio à grávida, devendo acompanhá-la às consultas de vigilância e também às aulas

de preparação para o parto. O seu envolvimento nestes e noutros aspetos da gravidez é

protegido pela Lei. A entidade patronal deve permitir que o pai acompanhe de perto a

gravidez.