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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO TECNOLÓGICO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA PROJETO DE GRADUAÇÃO

PROPOSTA DE KITS DIDÁTICOS PARA TREINAMENTO EM SENSORES E TRANSDUTORES

NILSON A. DE ALMEIDA FILHO

VITÓRIA – ES

09/2005

NILSON A. DE ALMEIDA FILHO

PROPOSTA DE KITS DIDÁTICOS PARA TREINAMENTO EM SENSORES E TRANSDUTORES

Parte manuscrita do Projeto de Graduação do aluno Nilson A. de Almeida Filho, apresentado ao Departamento de Engenharia Elétrica do Centro Tecnológico da Universidade Federal do Espírito Santo, para obtenção do grau de Engenheiro Eletricista.

VITÓRIA – ES

09/2005

NILSON A. DE ALMEIDA FILHO

PROPOSTA DE KITS DIDÁTICOS PARA TREINAMENTO EM SENSORES E TRANSDUTORES

COMISSÃO EXAMINADORA:

D. Sc. José Denti Filho

Orientador

D. Sc. José Leandro Félix Salles

Examinador

D. Sc. Raquel Frizera Vassallo

Examinadora

Vitória - ES, 12 de Setembro de 2005

DEDICATÓRIA

Aos alunos do Curso de Engenharia Elétrica.

i

AGRADECIMENTOS

Agradeço a José Denti Filho, professor orientador deste projeto de graduação, à Excel Sensores, pelo fornecimento de material para construção do Kit Sensor Resistivo – Extensímetro, e aos demais professores e colegas de curso que contribuíram.

ii

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Conjunto alternativo de kits sensores

12

Figura 2 – Dimensões das placas do sensor capacitivo

14

Figura 3 – Detalhes construtivos do Kit Sensor Capacitivo - Distância

15

Figura 4 – Kit Sensor Capacitivo – Distância – construído

16

Figura 5 – Ensaio do Kit Sensor Capacitância – Distância

16

Figura 6 – Capacitância [pF] x Deslocamento linear [mm]

17

Figura 7 – Capacitor variável utilizado no kit

18

Figura 8 – Capacitor variável utilizado no kit mostrado em três posições distintas

(0º, 90º e 180º)

19

Figura 9 – Kit Sensor Capacitivo – Área – construído

20

Figura 10 – Capacitância [pF] x Deslocamento Angular [º]

21

Figura 11 – Extensímetro unidirecional

23

Figura 12 – Sistema de codificação de extensímetros coláveis Excel

24

Figura 13 –Extensímetro colado em lâmina de aço

25

Figura 14 – Kit Sensor Resistivo - Extensímetro

26

Figura 15 – Circuito de teste para o Kit Sensor Resistivo - Extensímetro

26

Figura 16 – Tensão de Saída do Amplificador [V] x Deslocamento Linear [mm]

27

Figura 17 – Desenho esquemático se um sensor LVDT

30

Figura 18 – Dimensões do carretel (base para os enrolamentos) em milímetros

31

Figura 19 – Bobinadeira construída para a fabricação dos enrolamentos do LVDT

33

Figura 20 – Detalhes construtivos do Kit Sensor Indutivo - LVDT

33

Figura 21 – Kit Sensor Indutivo construído

34

Figura 22 – Amplitude da tensão no secundário [V] x Deslocamento linear [mm]

35

Figura 23 – Amplificador de instrumentação

38

Figura 24 – Circuito simulado no PSPICE

40

Figura 25 – Resultado da simulação do amplificador da Figura 24

40

Figura 26 – Oscilador com filtro ativo sintonizado

42

Figura

27 –

Ressonador LCR

43

Figura 28 – Circuito de simulação de indutância de Antoniou

43

iii

Figura 29 – Filtro ativo sintonizado

44

Figura 30 – Circuito oscilador utilizado no kit

44

Figura 31 – Diagrama de blocos de um oscilador com filtro ativo sintonizado

45

Figura 32 – Circuito oscilador simulado no PSP ICE

47

Figura 33 – Senóide gerada pelo oscilador da Figura 32

47

Figura 34 – Distribuição espectral da senóide gerada

47

Figura 35 – Capacitância [pF] x Freqüência de Oscilação [mm]

48

Figura 36 – Diagrama de blocos simplificado do LM331 como CFT

50

Figura 37 – Dois filtros ativos passa-baixas cascateados

51

Figura 38 – Circuito do Módulo CFT

52

Figura 39 – Freqüência do sinal de entrada [kHz] x Tensão de saída do CFT [V]

53

Figura 40 – Análise do circuito Amplificador de Instrumentação utilizado no kit

56

Figura 41 – Análise do circuito de simulação de indutância de Antoniou

57

Figura 42 – Filtro passa-faixa (ressonador LCR)

58

Figura 43 – Simulador de indutância de Antoniou

58

Figura 44 – Circuito utilizado no módulo Amplificador de Instrumentação simulado

no PSpice

60

Figura 45 – Resultado da simulação 1 do Amplificador de Instrumentação

60

Figura 46 – Resultado da simulação 2 do Amplificador de Instrumentação

61

Figura 47 – Resultado da simulação 3 do Amplificador de Instrumentação

61

Figura 48 – Circuito utilizado no módulo Oscilador simulado no PSpice

62

Figura 49 – Resultado da simulação 1 do circuito Oscilador

62

Figura 50 – Senóide gerada na simulação 1 do circuito Oscilador

63

Figura 51 – Distribuição espectral da senóide gerada na simulação 1

63

Figura 52 – Resultado da simulação 2 do circuito Oscilador

63

Figura 53 – Senóide gerada na simulação 2 do circuito Oscilador

64

Figura 54 – Distribuição espectral da senóide gerada na simulação 2

64

Figura 55 – Resultado da simulação 3 do circuito Oscilador

64

Figura 56 – Senóide gerada na simulação 3 do circuito Oscilador

65

Figura 57 – Distribuição espectral da senóide gerada na simulação 3

65

iv

Figura 58 – Resultado da simulação 4 do circuito Oscilador

65

Figura 59 – Senóide gerada na simulação 4 do circuito Oscilador

66

Figura 60 – Distribuição espectral da senóide gerada na simulação 4

66

Figura 61 – Filtro LC com transformador

67

Figura 62 - Resposta em freqüência do filtro

67

v

LISTA DE TABELA

Tabela 1 – Capacitância [pF] x Deslocamento linear [mm]

17

Tabela 2 – Estimativa de custo do Kit Sensor Capacitivo - Distância

18

Tabela 3 – Capacitância [pF] x Deslocamento Angular [º]

20

Tabela 4 – Estimativa de custo do Kit Sensor Capacitivo - Área

22

Tabela 5 – Tensão de Saída do Amplificador [V] x Deslocamento Linear [mm]

27

Tabela 6 – Estimativa de custo do Kit Sensor Resistivo - Extensímetro

28

Tabela 7 – Amplitude da tensão no secundário [V] x Deslocamento linear [mm]

34

Tabela 8 – Estimativa de custo do Kit Sensor Indutivo - LVDT

35

Tabela 9 – Valores de R1 correspondentes ao ganho do amplificador

39

Tabela 10 – Ganho de Tensão Teórico [V] x Ganho de Tensão Medido [V]

41

Tabela 11 – Estimativa de custo do Módulo Amplificador de Instrumentação

42

Tabela 12 – Capacitância [pF] x Freqüência de Oscilação [KHz]

48

Tabela 13 – Estimativa de custo do Mó dulo

Oscilador

49

Tabela 14 – Freqüência do sinal de entrada [kHz] x Tensão de saída do CFT [V]

52

Tabela 15 – Estimativa de custo do Módulo CFT

53

Tabela 16 – Tipos de Acoplamentos

67

vi

SUMÁRIO

DEDICATÓRIA

I

AGRADECIMENTOS

II

LISTA DE FIGURAS

III

LISTA DE TABELA

VI

SUMÁRIO

VII

RESUMO

X

1

OS KITS SENSORES DIDÁTICOS

12

1.1 Introdução

12

1.2 Kits sensores capacitivos

13

1.2.1 Princípios

13

1.2.2 Kit Sensor Capacitivo – Distância

14

1.2.2.1 Projeto

14

1.2.2.2 Construção

15

1.2.2.3 Testes realizados e resultados

16

1.2.2.4 Estimativa de custo

18

1.2.3 Kit sensor capacitivo – área

18

1.2.3.1 Projeto

18

1.2.3.2 Construção

19

1.2.3.3 Testes realizados e resultados

20

1.2.3.4 Estimativa de custo

22

1.3 Kit sensor resistivo – extensímetro

22

1.3.1 Princípios

22

1.3.2 Projeto

24

1.3.3 Construção

24

1.3.4 Testes realizados e resultados

26

1.3.5 Estimativa de custo

28

1.4 Kit sensor indutivo – LVDT

28

1.4.1 Princípios

28

1.4.2 Projeto

30

vii

1.4.3

Construção

32

 

1.4.4 Testes realizados e resultados

34

1.4.5 Estimativa de custo

35

 

1.5

Conclusões

36

2

OS KITS DE TRATAMENTO DE SINAIS

37

 

2.1

Introdução

37

2.2

Amplificador de instrumentação

38

 

2.2.1 Descrição

38

2.2.2 Projeto

39

2.2.3 Simulação no PSpice

40

2.2.4 Testes realizados e resultados

41

2.2.5 Estimativa de custo

42

 

2.3

Oscilador

42

 

2.3.1 Descrição

42

2.3.2 Projeto

45

2.3.3 Simulação no PSpice

46

2.3.4 Testes realizados e resultados

48

2.3.5 Estimativa de custo

49

 

2.4

Conversor Freqüência – Tensão

49

 

2.4.1 Descrição

49

2.4.2 Projeto

50

2.4.3 Simulação no PSpice

52

2.4.4 Testes realizados e resultados

52

2.4.5 Estimativa de custo

53

 

2.5

Conclusões

54

3

CONCLUSÕES

55

ANEXO A

56

ANEXO B

57

ANEXO C

58

ANEXO D

60

viii

ANEXO E

62

ANEXO F

67

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

68

ix

RESUMO Um ramo muito importante da Engenharia Elétrica engloba os sistemas de supervisão, automação e controle de processos ou equipamentos. Contudo, os treinamentos e cursos neste ramo, carecem, na maioria das vezes, de atividades práticas sobre o funcionamento de sensores e transdutores, elementos fundamentais nesses sistemas, bem como do condicionamento dos sinais provenientes desses dispositivos. Existe no DEL um Kit Didático FeedBack antigo, mas ainda em produção, cujo custo é muito elevado. Seus equivalentes, de outros fabricantes, também apresentam custo proibitivo para utilização em laboratórios didáticos com demanda simultânea de muitas unidades. Assim, dada a importância e a necessidade das atividades práticas que envolvem sensores e transdutores para uma melhor formação do profissional da área, desenvolveu-se o projeto e especificação de componentes de um Kit Alternativo, de baixo custo, qualidade e durabilidade, totalmente fabricado com peças e componentes encontrados no mercado nacional, para utilização em laboratórios didáticos como os do DEL – CTUFES. Para isso, fez-se, primeiramente, um estudo aprofundado do Kit FeedBack TK294 Transducers and Instrumentation – e de outros disponíveis no mercado nacional, seguindo-se um trabalho meticuloso de construção, montagem, simulações, testes e ajustes. O Kit Alternativo projetado é composto por quatro unidades de sensoriamento:

Resistivo – Extensímetro, Capacitivo – Distância, Capacitivo – Área – e Indutivo – LVDT. Além de três circuitos de condicionamento de sinais: Amplificador de Instrumentação, Oscilador e Conversor Freqüência – Tensão, para serem usados com as unidades sensoras, formando um conjunto didático que permite o estudo aprofundado das características e aplicações de transdutores largamente utilizados em processos industriais. As ações sobre os sensores são de deslocamento linear do ponto de aplicação de um esforço mecânico, medido através da utilização de micrômetro, exceto no caso

x

do sensor capacitivo – área, onde o deslocamento angular é medido por transferidor de

180º.

xi

12

1 OS KITS SENSORES DIDÁTICOS

Foram projetados e fabricados quatro kits de sensores / transdutores básicos. São eles: Kit Sensor Capacitivo – Distância entre placas paralelas, Kit Sensor Capacitivo – Área das placas, Kit Sensor Resistivo – Extensímetro, Kit Sensor Indutivo – LVDT (Linear Variable Diferential Transformer). Estes kits formam um conjunto de kits alternativo ao conjunto didático FeedBack – TK294 Transducers and Instrumentation – existente no laboratório de eletrônica da UFES.

– existente no laboratório de eletrônica da UFES. Figura 1 – Conjunto alternativo de kits sensores

Figura 1 – Conjunto alternativo de kits sensores

1.1 Introdução O estabelecimento do conjunto alternativo de Kit de Sensores / Transdutores didáticos seguiu as seguintes etapas:

Observação e estudo dos Kits, materiais didáticos e manuais FeedBack disponíveis no Laboratório de Eletrônica da UFES;

Estabelecimento do conjunto de Kits Sensores alternativos a serem projetados;

Verificação dos sensores necessários disponíveis no mercado nacional;

Especificação do material a ser utilizado para formar as estruturas dos Kits;

13

Projeto das estruturas com o auxílio do software AutoCad 2002 (desenhos em 3D);

Compra dos materiais necessários;

 

Fabricação

das

peças:

cortes

e

furações

de

precisão,

preparação

de

superfícies, colagens, polimentos, feitura de roscas

para encaixe com

parafusos, etc.;

 

Fabricação dos elementos sensores: placas do capacitor variável, enrolamentos do LVDT e lâmina de aço para colagem do extensímetro;

Soldagem dos fios e terminais de ligação;

 

Montagem dos Kits, ajustes e alinhamentos;

Testes e ensaios elétricos;

 

Acabamentos finais e limpeza dos Kits construídos;

 

Elaboração das estimativas de custo para cada Kit.

Como a grande maioria das furações exigia muita precisão, para correta centralização e alinhamento, foi utilizada a furadeira de bancada de precisão, disponível no Laboratório de Automação Inteligente – II (LAI – II) do CTUFES. Neste Capítulo serão expostos os princípios de funcionamento de cada kit sensor alternativo, suas características construtivas, os testes realizados e os resultados obtidos, bem como uma estimativa do custo de construção dos kits.

1.2 Kits sensores capacitivos 1.2.1 Princípios A carga armazenada num sistema composto por duas placas condutoras próximas entre si é diretamente proporcional à tensão elétrica entre elas. A constante de proporcionalidade é chamada de Capacitância do sistema. A capacitância do sistema é determinada pelos parâmetros físicos desse e dada pela equação:

Capacitância,

Onde:

C =

e

0

e

r

A

d

14

e 0 é a permissividade do espaço livre;

e r é a permissividade relativa do meio entre as placas condutoras (o dielétrico);

A é a área das placas condutoras; d é a distância entre as placas condutoras.

Pode-se ver que é possível variar a capacitância alterando e r , A ou d. Assim, é

possível construir transdutores que usem a variação de um ou mais desses parâmetros para alterar a capacitância do sistema. Esta variação na capacitância necessitará ser medida e, então, relacionada ao valor da mudança física que a causou. Na prática, é difícil construir transdutores que usem a variação na permissividade relativa do meio (dielétrico). Por isso, a maioria dos sensores capacitivos utiliza a variação na distância entre as placas e na área das mesmas.

1.2.2 Kit Sensor Capacitivo – Distância 1.2.2.1 Projeto O projeto do kit sensor capacitivo que utiliza a variação da distância entre placas paralelas foi baseado no kit Feedback TK294J existente no laboratório de eletrônica da UFES. As dimensões das plac as paralelas que formam o sensor construído são as mostradas na Figura 2:

formam o sensor construído são as mostradas na Figura 2: Figura 2 – Dimensões das placas

Figura 2 – Dimensões das placas do sensor capacitivo

Com estas dimensões, pode-se calcular a área efetiva total das placas:

Área total,

A

T =

(

0,071

¥

0,058

)

-

(

0,03

¥

0,008

)

-

(

p ¥

0,007

2

)

=

[

0,003724 m

2

]

15

Como a menor distância entre as placas é aproximadamente igual a 0,2 mm, pode-se obter o valor das capacitâncias máxima e mínima do kit:

Capacitância máxima,

C MÁX

=

e

0

e

r

A

T

=

8,85 10

¥

-

12

¥

0,003724

d 0,0002

= 164,79

[pF]

Considerando a maior distância entre as placas como sendo de 10 mm, tem-se:

Capacitância mínima, C

MÍN

=

8,85 10

¥

-

12

¥

0,003724

0,010

= 3,30

[pF]

1.2.2.2 Construção O acrílico foi o material utilizado para a construção das bases, suportes e hastes, enfim, da estrutura deste kit, bem como de todos os demais kits sensores. Isso porque é um material de fácil manuseio (facilita os cortes, as furações, etc.), possui boa resistência mecânica, não é afetado pela umidade e ferrugem (como madeiras e metais), além de oferecer ótimo acabamento final e permitir que o aluno visualize inclusive os componentes internos que compõem os kits. Na confecção do capacitor foram utilizadas placas de fenolite, pois apresentam custo baixo e também são de fácil manuseio. Após os cortes e furações necessários, as placas receberam um tratamento à base de verniz acrílico, para isolamento elétrico, impermeabilização e conservação das mesmas. As Figuras 3 e 4 mostram respectivamente os detalhes construtivos deste kit e o resultado final.

os detalhes construtivos deste kit e o resultado final. Figura 3 – Detalhes construtivos do Kit

Figura 3 – Detalhes construtivos do Kit Sensor Capacitivo - Distância

16

16 Figura 4 – Kit Sensor Capacitivo – Distância – construído 1.2.2.3 Testes realizados e resultados

Figura 4 – Kit Sensor Capacitivo – Distância – construído

1.2.2.3 Testes realizados e resultados Verificou-se a variação, com a distância, da capacitância do kit construído. Foi utilizado o medidor de capacitância TEMA 72-920 e um micrômetro fixado à régua de testes dos kits didáticos da FeedBack (equipamentos disponíveis no laboratório de eletrônica da UFES), como mostra a Figura 5. Obtiveram-se os resultados mostrados na Tabela 1, donde obtém-se o gráfico da Figura 6.

na Tabela 1, donde obtém-se o gráfico da Figura 6. Figura 5 – Ensaio do Kit

Figura 5 – Ensaio do Kit Sensor Capacitância – Distância

17

Deslocamento

 

Linear [mm]

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

Capacitância

 

[pF]

162,4

72,0

44,2

33,0

27,0

23,4

20,8

18,8

17,3

16,3

15,3

Tabela 1 – Capacitância [pF] x Deslocamento linear [mm]

Capacitância do kit vs Deslocamento

180 160 140 120 100 80 60 40 20 0 0 1 2 3 4
180
160
140
120
100
80
60
40
20
0
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Capacitância [pF]

Deslocamento [mm]

Figura 6 – Capacitância [pF] x Deslocamento linear [mm]

Pode-se verificar que o valor de 162,4 pF para a capacitância do kit em repouso é bem próximo daquele calculado teoricamente (164,79 pF). Mas, o mesmo não acontece para a capacitância mínima. Neste caso, o valor medido (15,3 pF) é 4,64 vezes maior do que aquele calculado (3,30 pF). Essa discrepância é justificada por não ter sido levado em consideração nos cálculos o fato do deslocamento da placa ser angular, o que tornaria o problema bem mais complexo. Ou seja, a parte inferior da placa móvel está deslocada de 10 mm em relação à placa fixa, porém, a parte superior (presa à dobradiça) se encontra ainda muito próxima da placa fixa, o que, obviamente, acarreta num valor maior do que o calculado para a capacitância do kit.

18

1.2.2.4 Estimativa de custo

DESCRIÇÃO DO MATERIAL

QUANTIDADE

CUSTO [R$]

Estrutura em acrílico

 

-

11,00

Terminal de ligação fêmea

2 unid.

2,00

Placa de fenolite 10x20 cm

1 unid.

3,80

Parafuso, porca e arruela

17 unid.

0,85

Dobradiça

1

unid.

1,00

*Fios de ligação, solda, verniz, etc.

 

-

-

TOTAL

 

18,65

Tabela 2 – Estimativa de custo do Kit Sensor Capacitivo - Distância

*Materiais provenientes de sobras de outros trabalhos e materiais doados, ou seja, que não foram comprados especificamente para a construção dos kits sensores construídos neste trabalho, como fios de ligação e solda, não foram contabilizados na estimativa de custo.

1.2.3 Kit sensor capacitivo – área

1.2.3.1 Projeto

Para o kit sensor capacitivo que utiliza a variação da área efetiva entre as placas paralelas foi utilizado um capacitor variável gerador de FI (Freqüência Intermediária) , encontrado na sala de sucatas do laboratório de eletrônica da UFES (Figura 7). Este capacitor é formado, na verdade, por dois capacitores variáveis iguais e independentes, com eixo conjugado. Cada um é composto por um conjunto de 10 placas paralelas fixas e 10 móveis, cujas dimensões são as mostradas na Figura 8.

fixas e 10 móveis, cujas dimensões são as mostradas na Figura 8. Figura 7 – Capacitor

Figura 7 – Capacitor variável utilizado no kit

19

19 Figura 8 – Capacitor variável utilizado no kit mostrado em três posições distintas (0º, 90º

Figura 8 – Capacitor variável utilizado no kit mostrado em três posições distintas (0º, 90º e 180º)

Como o número total de placas paralelas é igual a 10, tem-se:

Área total,

A

T

=

10

¥

Ï

Ì

Ó

[

p

(

0,029

2

)]

-

p

(

2

)

0,003

2

2

¸

˝

˛

= 0,01307

[

2

m

]

Considerando iguais as distâncias entre todas as dez placas fixas e móveis, com valor de 0,3 mm, obtém-se, para a posição em que toda a área da placa está influenciando na capacitância final:

Capacitância máxima,

C MÁX

=

e

0

e

r

A

T

=

8,85 10

¥

-

12

¥

1

¥

0,01307

d 0,0003

= 385,54

[pF]

Para o capacitor variável utilizado a área efetiva mínima é muito difícil de ser definida, conseqüentemente a capacitância mínima também é muito difícil de ser calculada teoricamente.

1.2.3.2 Construção O capacitor foi fixado na posição vertical numa base de acrílico e todo envolvido por esse material. Desta maneira, o elemento sensor ficou protegido em uma espécie de caixa transparente. Na parte superior do kit, adaptou-se um transferidor, a fim de possibilitar as medições de variação na capacitância com o deslocamento angular das placas. A Figura 9 mostra o resultado final.

20

20 Figura 9 – Kit Sensor Capacitivo – Área – construído 1.2.3.3 Testes realizados e resultados

Figura 9 – Kit Sensor Capacitivo – Área – construído

1.2.3.3 Testes realizados e resultados Verificou-se a variação, com o deslocamento angular, da capacitância do kit construído. Foi utilizado o medidor de capacitância TEMA 72-920 e um micrômetro fixado à régua de testes dos kits didáticos da FeedBack, obtendo-se os resultados mostrados na Tabela 3, donde obtém-se o gráfico da Figura 10.

Deslocamento

 

Angular [º]

0

10

20

30

40

50

60

70

80

90

100

Capacitância

 

[pF]

302,4

278,7

254,5

229,4

204,5

148,5

133,1

116,5

100,7

86,3

71,8

Deslocamento

110

120

130

140

150

160

170

180

 

-

-

-

Angular [º]

 

Capacitância

59,2

48,4

39,4

31,7

25,4

20,0

16,0

14,5

 

[pF]

-

-

-

Tabela 3 – Capacitância [pF] x Deslocamento Angular [º]

21

Capacitância do kit vs Deslocamento Angular

350 300 250 200 150 100 50 0 0 10 20 30 40 50 60
350
300
250
200
150
100
50
0
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
120
130
140
150
160
170
180
Capacitância [pF]

Deslocamento Angular [º]

Figura 10 – Capacitância [pF] x Deslocamento Angular [º]

Verifica-se uma discrepância entre o valor teórico calculado (385,54 pF) para a capacitância máxima do kit daquele obtido no ensaio (302,4 pF). Esta diferença de 21,56 % é devida, principalmente, ao fato do valor de 0,3 mm para as distâncias entre as placas fixas e móveis, considerado nos cálculos, não ser exatamente igual para todas as 10 placas que formam o capacitor. Além disso, não foram consideradas nos cálculos pequenas ranhuras existentes nas placas móveis do mesmo, o que diminui a área efetiva total, resultando numa capacitância menor. Observa-se, também, uma queda mais acentuada da capacitância entre 40º e 50º podendo ter sido causada por uma irregularidade do capacitor ou pela introdução de erro devido à mudança de escala que ocorre neste ponto, no medidor utilizado no ensaio.

Contudo, obteve -se, para este kit, uma característica muito mais linear do que aquela obtida para o Kit Sensor Capacitivo – Distância, o que está de acordo com a

equação da capacitância

C =

e

0

e

r

A

d

. Através desta equação observa-se que, idealmente,

para o Kit Sensor Capacitivo – Área, a variação da capacitância com a área é linear (relação direta) enquanto que para o Kit Sensor Capacitivo – Distância – a relação é inversa.

22

1.2.3.4 Estimativa de custo

DESCRIÇÃO DO MATERIAL

QUANTIDADE

CUSTO [R$]

Estrutura em acrílico

 

-

18,00

Terminal de ligação fêmea

3

unid.

3,00

Transferidor plástico

1

unid.

7,00

Parafuso, porca e arruela

7

unid.

0,35

Luva plástica

1

unid.

0,50

*Capacitor Variável

1

unid.

-

*Fios de ligação, solda, cola, etc.

 

-

-

TOTAL

 

28,85

Tabela 4 – Estimativa de custo do Kit Sensor Capacitivo - Área

*Materiais provenientes de sobras de outros trabalhos e materiais doados, ou seja, que não foram comprados especificamente para a construção dos kits sensores construídos neste trabalho, como fios de ligação e solda, não foram contabilizados na estimativa de custo.

1.3 Kit sensor resistivo – extensímetro 1.3.1 Princípios A equação básica para a resistência elétrica de um fio de determinado material

é:

Resistência,

R =

Onde:

r l

a

r é a resistividade do material;

l é o comprimento do fio; a é a área da secção transversal do fio.

Observa-se que a alteração de r, l, ou a provocará mudança na resistência.

Assim, pode-se construir sensores que utilizem a variação de qualquer um desses três parâmetros para produzir a mudança na resistência, que poderá ser detectada e medida. Os extensímetros elétricos utilizam a variação na geometria do elemento resistivo, através de um método de estiramento físico. A Figura 11 mostra um extensímetro unidirecional, como o utilizado no kit construído.

23

23 Figura 11 – Extensímetro unidirecional Pode-se observar que um filamento (elemento sensor) é fixado sobre

Figura 11 – Extensímetro unidirecional

Pode-se observar que um filamento (elemento sensor) é fixado sobre uma base plástica em zig-zag, a fim de aumentar o seu comprimento total . Dessa maneira, deformações na direção longitudinal (a e c na Figura 11) do elemento sensor provocam considerável variação no seu comprimento total, e conseqüentemente, na resistência do mesmo. Por outro lado, deformações na direção transversal (b e d na Figura 11) não irão produzir alteração na resistência, já que praticamente não provocam alteração no comprimento do filamento. Matematicamente pode-se escrever:

Onde:

d

R

R

=

G e

dR é a variação na resistência do extensímetro;

R é a resistência nominal do extensímetro; G é o fator do extensímetro;

e é a relação entre a deformação total no comprimento do extensímetro pelo

seu comprimento nominal. Em última análise, o fator G pode ser considerado constante para pequenas deformações, porém, rigorosamente, depende das mudanças no comprimento, área e resistividade do filamento, e, portanto, a variação da resistência do extensímetro também.

24

1.3.2 Projeto

O projeto do Kit Sensor Resistivo – Extensímetro – foi baseado no kit Feedback TK294E existente no laboratório de eletrônica da UFES. Foi especificado o extensímetro modelo PA-06-500BA-120-L, fabricado pela Excel Sensores, cuja codificação é mostrada na Figura 12.

Sensores , cuja codificação é mostrada na Figura 12. Figura 12 – Sistema de codificação de

Figura 12 – Sistema de codificação de extensímetros coláveis Excel

os

unidirecionais disponíveis. Esta característica o torna mais sensível na detecção de deformações longitudinais numa lâmina metálica fina, sendo, por isso, o mais apropriado para a aplicação no kit didático.

O

extensímetro

especificado

apresenta

o

maior

comprimento

entre

1.3.3 Construção

O extensímetro foi colado numa lâmina de aço de 55 mm de comprimento, 11 mm de largura e aproximadamente 0,2 mm de espessura. O processo de colagem envolveu as seguintes etapas:

Preparação

da superfície da lâmina com lixa Nº 400, para eliminar

irregularidades;

Limpeza da lâmina e objetos utilizados no processo de colagem com Álcool Isopropílico (desengraxante e solvente orgânico);

Aplicação do Condicionador (líquido volátil ligeiramente ácido) para remoção de pequenas oxidações superficiais na lâmina;

25

Aplicação do Neutralizador (líquido volátil ligeiramente básico) a fim de neutralizar a acidez introduzida pelo Condicionador;

Aplicação da fita FK-1 no extensímetro, para auxiliar na sua manipulação e posicionamento na lâmina de aço;

Aplicação do adesivo à base de cianoacrilato (Super Bonder) no extensímetro;

Posicionamento do extensímetro na lâmina;

Aplicação da película de teflon acima do extensímetro, para isolar, do adesivo, o que não deve ser colado (pois o mesmo se espalha pela pressão exercida);

Colocação da almofada de silicone, que permite uma uniformização da pressão aplicada sobre o extensímetro;

Colocação dos grampos para exercer a pressão necessária para colagem;

Espera do tempo de cura do adesivo (aproximadamente 30 minutos);

Aplicação da pasta de silicone para proteção e conservação da peça.

Foram colados dois extensímetros, um em cada face da lâmina de aço.

colados dois extensímetros, um em cada face da lâmina de aço. Figura 13 – Extensímetro colado

Figura 13 – Extensímetro colado em lâmina de aço

26

26 Figura 14 – Kit Sensor Resistivo - Extensímetro 1.3.4 Testes realizados e resultados Para o

Figura 14 – Kit Sensor Resistivo - Extensímetro

1.3.4 Testes realizados e resultados Para o fazer o levantamento da característica deste kit utilizou-se, além do micrômetro e da régua de testes, a Ponte de Wheatstone do Módulo Eletrônico TK294A FeedBack – disponível no Laboratório de Eletrônica da UFES e o Amplificador de Instrumentação construído neste trabalho (secção 2.2). A Figura 15 mostra o circuito montado para o teste dos extensímetros do kit.

o circuito montado para o teste dos extensímetros do kit. Figura 15 – Circuito de teste

Figura 15 – Circuito de teste para o Kit Sensor Resistivo - Extensímetro

27

Verificou-se, assim, a variação, com o deslocamento linear, da tensão de saída do Amplificador de Instrumentação, configurado para ganho de 1000 V/V. Obtiveram- se os resultados mostrados na Tabela 5, donde obtém-se o gráfico da Figura 16.

Deslocamento

Linear [mm]

0

1

2

3

4

5

6

Tensão de

Saída [V]

0

0,20

0,40

0,60

0,78

0,92

1,0

Tabela 5 – Tensão de Saída do Amplificador [V] x Deslocamento Linear [mm]

Tensão de Saída do Amplificador vs Deslocamento

1 0,9 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 0 1 2 3
1
0,9
0,8
0,7
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0
0
1
2
3
4
5
6
Tensão de Saída [V]

Deslocamento [mm]

Figura 16 – Tensão de Saída do Amplificador [V ] x Deslocamento Linear [ mm]

Constata-se

que

o

kit

possui

característica

perfeitamente

linear

até

o

deslocamento de 3 mm. Acima desse valor a tensão de saída começa a apresentar saturação.

28

1.3.5 Estimativa de custo

DESCRIÇÃO DO MATERIAL

QUANTIDADE

CUSTO [R$]

Estrutura em acrílico

-

11,00

Terminal de ligação fêmea

3 unid.

3,00

*Lâmina de aço

1 unid.

-

Extensímetro

2 unid.

37,40

*Fios de ligação, solda, materiais auxiliares na limpeza e colagem, etc.

-

-

TOTAL

 

51,40

Tabela 6 – Estimativa de custo do Kit Sensor Resistivo - Extensímetro

*Materiais provenientes de sobras de outros trabalhos e materiais doados, ou seja, que não foram comprados especificamente para a construção dos kits sensores construídos neste trabalho, como fios de ligação e solda, não foram contabilizados na estimativa de custo.

1.4 Kit sensor indutivo – LVDT

1.4.1 Princípios

A relação entre força eletro-motriz (f.e.m.) e campo magnético num indutor pode ser expressa matematicamente pela Lei de Lens:

Onde:

e

= -

N

d F

dt

e é o valor da f.e.m. induzida; N é número de voltas do condutor;

dF/dt é a variação do fluxo magnético dF em dt segundos.

Portanto, pode-se variar a f.e.m. induzida através da variação de N ou dF/dt, o

que forma a base de outro tipo de sensor. A modificação física no número N de espiras do indutor é difícil (é usada geralmente em transformadores de tensão variável), sendo

mais prático variar e pela alteração de dF/dt. Mas, a intensidade do fluxo magnético

num indutor, para um circuito magnético fechado uniforme (composto por apenas um tipo de material), é dado por:

29

Onde:

F =

m

NI

0

m

r

a

NI

=

l

S

S

=

l

m

0

m

r

a

é a relutância do caminho magnético;

N

I é a intensidade da corrente elétrica;

m 0 é a permeabilidade do espaço livre;

m r é a permeabilidade relativa do material que compõe o caminho magnético

é o número de espiras do indutor;

(núcleo do indutor);

a

é a área da secção transversal do indutor;

l

é o comprimento total do circuito magnético.

Assim, variar dF/dt implica em variar N, I, m r , a ou l. A alteração de N não é

muito prática, como discutido anteriormente, e uma alteração em I significa uma

mudança elétrica e não física. A área a também é difícil de ser variada, já que isso

significaria alterar o diâmetro do indutor. Portanto, é muito mais prático construir

sensores que utilizem a variação na permeabilidade relativa ( m r ) ou no comprimento (l)

do caminho magnético (ou em ambos).

O transformador diferencial de variação linear (LVDT) utiliza a variação da

f.e.m. induzida nos enrolamentos secundários de um transformador, que, em última

análise, implica na variação da relutância do caminho magnético. Pode-se constatar

isso claramente observando a equação seguinte:

Onde:

Tensão i nduzida no secundário,

e

2

= -

N

2

d F

dt

N 2 é o número de espiras do secundário.

O desenho esquemático de um sensor LVDT e seu funcionamento são

mostrados na Figura 17, onde se pode observar um enrolamento primário ao centro,

dois secundários, um em cada extremidade e um núcleo cilíndrico móvel, de material

ferro-magnético, mostrado em três posições distintas. Na primeira, a posição do núcleo

proporciona acoplamento magnético máximo entre o primário e o secundário 1, de

30

maneira que a tensão induzida V 0 atinge o valor máximo “positivo”. Na segunda posição (núcleo exatamente no centro), os acoplamentos magnéticos entre primário – secundário 1 e entre primário – secundário 2 são iguais, resultando numa tensão V 0 nula, já que os enrolamentos secundários estão conectados numa configuração subtratora. A partir dessa posição, quando o núcleo é movimentado em direção ao secundário 2, a tensão induzida V 0 sofre uma defasagem de 180º e começa a aumentar em amplitude, até atingir um máximo “negativo ”, quando o acoplamento magnético entre primário – secundário 2 é máximo (posição 3 na Figura 17).

– secundário 2 é máximo (posição 3 na Figura 17). Figura 17 – Desenho esquemático se

Figura 17 – Desenho esquemático se um sensor LVDT

1.4.2 Projeto O projeto do Kit Sensor Indutivo – LVDT – foi baseado no kit Feedback TK294G existente no Laboratório de Eletrônica da UFES. As dimensões do carretel que comporta os enrolamentos do transformador do sensor construído são as mostradas na Figura 18.

31

31 Figura 18 – Dimensões do carretel (base para os enrolamentos) em milímetros Para obter-se uma

Figura 18 – Dimensões do carretel (base para os enrolamentos) em milímetros

Para obter-se uma corrente no enrolamento primário igual a 1 mA num circuito indutivo puro, com tensão de alimentação senoidal de 1 V (valor eficaz), precisa-se de uma reatância indutiva ( X L ) de 1 kO.

Prova:

X L

V

1

= =

I

1

¥

10

-

3

=

[ W]

1 k

Considerando a freqüência (f) da tensão de excitação igual a 460 kHz, tem-se:

Onde:

Indutância,

X

L

=

X

L

=

1

¥

10

3

W

 

2

p

f

2

p

¥

460 10

¥

3

L =

= 346,0 m

[ H ]

Mas, pode-se escrever também:

Indutância,

L =

N

2

S

N é o número de espiras do enrolamento;

S =

l

m

0

m

r

a

é a relutância do caminho magnético.

Pode-se, portanto, obter o número de espiras do enrolamento efetuando os cálculos para um primário com comprimento (l) igual a 5 mm e secção transversal circular com raio de 6 mm (dimensões do carretel construído – Figura 18):

N

2

=

L

¥

S

=

L

¥

l

m

0

m

r

a

N

=

- 6 L ¥ l 346,0 ¥ 10 ¥ 0,005 = - 7 m m
-
6
L
¥
l
346,0
¥
10
¥
0,005
=
- 7
m
m
a
4
p
¥
10
¥
p
(
0,006
)
2
0
r

=

110,3 [espiras]

A escolha da bitola do fio de cobre esmaltado a ser utilizado nos enrolamentos deve levar em consideração a corrente elétrica máxima permitida neles, bem como suas dimensões. Um fio de bitola muito pequena, mesmo que suporte a corrente

32

máxima é difícil de ser manuseado, porém, uma bitola maior pode impedir que o número calculado de espiras seja alcançado. Assim, o fio número 31 AWG, disponível no Laboratório de Eletrônica de Potência e Acionamento Elétrico (LEPAC) da UFES, com aproximadamente 0,23 mm de diâmetro, que suporta uma corrente máxima de 124 mA, mostrou-se adequado para a construção dos enrolamentos do transformador. Enrolou-se o primário com 285 espiras – número máximo alcançado com o fio 31 AWG, e não com o valor de 110 espiras calculado teoricamente, a fim de garantir uma intensidade de fluxo magnético suficiente para o bom funcionamento do transformador. Para que a relação entre a tensão no enrolamento primário e aquela induzida no secundário seja igual a 1, é obvio que, para uma situação teórica ideal (acoplamento perfeito e rendimento unitário), o número de espiras dos dois deve ser igual. Mas, como na prática isso não é possível (principalmente com o tipo de transformador utilizado no LVDT), o secundário foi enrolado com aproximadamente o dobro de espiras e, por meio de ensaios (onde se excitou o primário e verificou-se a amplitude da tensão induzida no secundário), procedeu-se retirando-as até se obter a relação unitária entre as tensões. Desse modo, os secundários apresentaram um valor final de 500 espiras cada um.

1.4.3 Construção A base dos enrolamentos do transformador mostrado na Figura 18 foi construída toda em acrílico, já que esse não é um material ferro-magnético, condição necessária para o perfeito funcionamento do sensor. Para a confecção dos enrolamentos, a bobinadeira do Laboratório de Eletrônica da UFES não pôde ser utilizada, devido às pequenas dimensões do transformador e à bitola reduzida do fio esmaltado. Dessa maneira, foi necessária a fabricação de uma bobinadeira especial, com controle de velocidade, que é apresentada na Figura 19.

33

33 Figura 19 – Bobinadeira construída para a fabricação dos enrolamentos do LVDT Para o núcleo

Figura 19 – Bobinadeira construída para a fabricação dos enrolamentos do LVDT

Para o núcleo móvel do sensor foi utilizado um cilindro de material ferro- magnético. Esse foi cortado no comprimento ideal para a aplicação, que corresponde à soma dos comprimentos do primário e de um secundário, de maneira a permitir a posição de máximo acoplamento magnético entre esses enrolamentos. As Figuras 20 e 21 mostram respectivamente os detalhes construtivos deste kit e o resultado final.

os detalhes construtivos deste kit e o resultado final. Figura 20 – Detalhes construtivos do Kit

Figura 20 – Detalhes construtivos do Kit Sensor Indutivo - LVDT

34

34 Figura 21 – Kit Sensor Indutivo construído 1.4.4 Testes realizados e resultados Verificou-se a variação,

Figura 21 – Kit Sensor Indutivo construído

1.4.4 Testes realizados e resultados Verificou-se a variação, com o deslocamento linear do núcleo ferro- magnético, da amplitude da tensão induzida no secundário do kit construído, para diversas freqüências de excitação do primário. Observou-se, assim, que a freqüência ideal para a excitar o sensor LVDT construído é de 55,56 kHz, e não o valor de 460 kHz utilizado nos cálculos para o dimensionamento dos enrolamentos. Constatou-se que freqüências abaixo de 55,56 kHz acarretaram numa tensão induzida menor nos secundários, com conseqüente perda de sensibilidade do sensor. Por outro lado, freqüências acima desse valor provocaram a ocorrência de dupla sintonia – Anexo F – com conseqüente perda da linearidade do sensor. Os resultados obtidos, utilizando osciloscópio, para uma tensão excitação do primário senoidal com amplitude de 5 V e freqüência igual a 55,56 kHz são os mostrados na Tabela 7, donde obtém-se o gráfico da Figura 22.

Deslocamento

 

Linear [mm]

-20

-18

-16

-14

-12

-10

-8

-6

-4

-2

0

Amp. Tensão

 

Séc. [V]

5,4

5,2

5,0

4,5

4,0

3,4

2,7

2,0

1,3

0,7

0,2

Deslocamento

2

4

6

8

10

12

14

16

18

20

Linear [mm]

 

-

Amp. Tensão

0,9

1,6

2,3

3,0

3,6

4,2

4,8

5,2

5,6

5,7

 

Séc. [V]

-

Tabela 7 – Amplitude da tensão no secundário [V] x Deslocamento linear [mm]

35

Amplitude da tensão sec. vs Deslocamento

6 5 4 3 2 1 0 -20 -16 -12 -8 -4 0 4 8
6
5
4
3
2
1
0
-20
-16
-12
-8
-4
0
4
8
12
16
20
Amplitude no secundário [V]

Deslocamento [mm]

Figura 22 – Amplitude da tensão no secundário [V] x Deslocamento linear [mm]

Pode-se verificar que o gráfico da Figura 22 não é exatamente simétrico em relação ao eixo das ordenadas, isso porque o sensor LVDT fabricado não possui os dois secundários exatamente simétricos. Porém, a característica obtida pode ser considerada muito boa, pois uma diferença mínima no comprimento, secção transversal ou número de espiras entre os secundários, ou mesmo as irregularidades existentes nos enrolamentos, ocasionam uma assimetria considerável.

1.4.5 Estimativa de custo

DESCRIÇÃO DO MATERIAL

QUANTIDADE

CUSTO [R$]

Estrutura em acrílico

 

-

11,65

Carretel em acrílico

1

unid.

10,00

Terminal de ligação fêmea

6

unid.

6,00

*Fio de cobre 31 AWG

 

6 m

-

*Núcleo de ferrite (d = 12 mm)

1

unid.

-

*Solda, fita isolante, cola, etc.

 

-

-

TOTAL

 

27,65

Tabela 8 – Estimativa de custo do Kit Sensor Indutivo - LVDT

*Materiais provenientes de sobras de outros trabalhos e materiais doados, ou seja, que não foram comprados especificamente para a construção dos kits sensores

36

construídos neste trabalho, como fios de ligação e solda, não foram contabilizados na estimativa de custo.

1.5 Conclusões Os Kits Sensores Didáticos construídos apresentaram custo baixo e ótimos resultados, atendendo perfeitamente à utilização em laboratórios didáticos. As características de cada um podem ser levantadas, estudadas e analisadas, de maneira que o aprendiz perceba, por exemplo, as vantagens e desvantagens de cada um, bem como o melhor tipo de sensor para uma dada aplicação. No Capítulo a seguir serão apresentados os circuitos de condicionamento de sinais para os sensores construídos.

37

2 OS KITS DE TRATAMENTO DE SINAIS

Foram projetados, simulados e montados em placa de teste três kits básicos de circuitos de condicionamento dos sinais provenientes dos sensores / transdutores. São eles: Kit Amplificador de Instrumentação, Kit Oscilador, Kit Conversor Freqüência – Tensão (CFT). Estes kits formam um conjunto de kits alternativo ao conjunto didático FeedBack TK294 Transducers and Instrumentation (Electronic Modules) – existente no Laboratório de Eletrônica da UFES.

2.1 Introdução O estabelecimento do conjunto alternativo de circuitos didáticos de tratamento de sinais de instrumentação seguiu as seguintes etapas:

Observação e estudo dos Kits, materiais didáticos e manuais FeedBack disponíveis no Laboratório de Eletrônica da UFES;

Estabelecimento do conjunto de circuitos de tratamento de sinais alternativos a serem projetados;

Estudo de circuitos eletrônicos que implementam as funções desejadas (Amplificador de Instrumentação, Oscilador e Conversor Freqüência - Tensão);

Projeto e simulação computacional de vários circuitos que implementam as funções desejadas, a fim de obter o mais adequado à utilização em conjunto com os Kits Sensores construídos e à aplicação didática;

Projeto e simulação computacional dos circuitos eletrônicos escolhidos a fim de estabelecer a melhor relação de valores para os componentes eletrônicos;

Compra dos componentes eletrônicos necessários;

Montagem em placa de teste (proto-board);

Verificação do funcionamento, medições;

Ensaios em conjunto com os Kits Sensores construídos;

38

Comparação dos resultados obtidos com os esperados teoricamente e através das simulações computacionais;

Ajustes finais nos circuitos montados;

Elaboração das estimativas de custo para cada circuito.

Neste capítulo serão expostos os princípios de funcionamento de cada kit de tratamento de sinais alternativo, os resultados das simulações no software PSpice versão 9.2 (Orcad), os testes realizados após montagem em placa de teste e os resultados obtidos, bem como uma estimativa de custo para a montagem.

2.2 Amplificador de instrumentação 2.2.1 Descrição Para o amplificador de instrumentação escolheu-se a configuração que utiliza três amplificadores operacionais mostrada na Figura 23.

três amplificadores operacionais mostrada na Figura 23. Figura 23 – Amplificador de instrumentação Entre as

Figura 23 – Amplificador de instrumentação

Entre as principais vantagens desse circuito estão a alta resistência de entrada (teoricamente infinita) e o fato de o ganho poder ser mudado facilmente, através da simples troca do resistor R 1 . O circuito consiste em dois estágios: o primeiro é formado pelos amp ops A 1 , A 2 e seus resistores associados e o segundo estágio é formado pelo amp op A 3 , junto

39

com quatro resistores associados. Identifica-se facilmente o segundo estágio como

sendo um amplificador de diferenças, muito utilizado nos circuitos de tratamento de

sinais.

A análise detalhada do circuito está no Anexo A, e a tensão de saída é dada

por:

Onde:

Tensão de saída,

V

S =

G G

1

2

(

V

2

-

V

1

)

G

G

1

2

=

Ê

Á

Á

Ë

1

+

=

R

4

R

3

2

R

2

R

1

ˆ

˜

˜

¯

é o ganho correspondente ao primeiro estágio;

é o ganho correspondente ao segundo estágio.

2.2.2 Projeto

No projeto deste amplificador é usualmente preferível obter todos os ganhos

necessários no primeiro estágio, deixando o segundo estágio para executar a tarefa de

perceber a tensão diferencial entre as saídas do primeiro estágio, e então fazer a

rejeição do sinal de modo comum. Assim, o segundo estágio é usualmente projetado

para apresentar ganho unitário. Adotando esse procedimento, escolheu-se o valor

conveniente de 39 kO para R 3 e R 4 e 27 kO para R 2 , de maneira que o problema se

reduz, então, em calcular os diferentes valores para R 1 a fim de se obter os ganhos

desejados. A expressão do ganho reduz-se, então, para:

G =

Ê 2 R

Á 1

Ë Á

ˆ

˜ =

˜

+

2

R

1

¯

1

54 k W

+

R 1

A Tabela 9 contempla os valores de R 1 correspondentes ao ganho G do

amplificador.

Ganho ( V/V)

R 1 (O)

1

Não conectado.

2

54,00 k

5

13,50 k

10

6,00 k

100

545,45

Tabela 9 – Valores de R1 correspondentes ao ganho do amplificador

40

O amp op escolhido foi o LM324 por apresentar baixa tensão de offset, característica necessária para este tipo de amplificador de instrumentação, e melhor relação custo-benefício, possuindo quatro amp ops equivalentes num único encapsulamento.

2.2.3 Simulação no PSpice As simulações computacionais no software PSpice 9.2 apresentaram resultados muito satisfatórios. As Figuras 24 e 25 mostram respectivamente o circuito utilizado na simulação e os resultados obtidos para um valor de R 1 igual a 6,0 kO, ou seja, ganho igual a 10 V/V.

R 1 igual a 6,0 k O, ou seja, ganho igual a 10 V/V . Figura
Figura 24 – Circuito simulado no PSPICE 10V 0V -10V 0s 100us 200us 300us 400us
Figura 24 – Circuito simulado no PSPICE
10V
0V
-10V
0s
100us
200us
300us
400us
500us
V(Vent:+)
V(U3A:OUT)
Time

Figura 25 – Resultado da simulação do amplificador da Figura 24

41

No Anexo D estão expostos os demais resultados obtidos nas simulações, onde pode-se observar, para R 1 igual a 545,45 O, uma grande diferença entre o valor teórico do ganho (100 V/V) com aquele obtido através da simulação (item 2 do Anexo D), para uma tensão senoidal de entrada com amplitude de 0,1 V e freqüência de 50 kHz. Essa diferença da ordem de 37,5 % é devida à resposta em freqüência do amp op utilizado, ou seja, do efeito da limitação do ganho em freqüência no mesmo. Constata-se claramente a ausência desse efeito para a simulação efetuada com o mesmo valor de R 1 , mas com tensão diferencial de entrada contínua.

2.2.4 Testes realizados e resultados Verificou-se o ganho de tensão fornecido pelo circuito variando-se o resistor de ganho R 1 . Obteve -se, com o auxílio de ohmímetro e um voltímetro digital, os resultados mostrados na Tabela 10, correspondentes a uma tensão diferencial de entrada senoidal com 1 kHz e 1 V de amplitude, exceto para o último caso (ganho de 97,9 V/V), onde a amplitude do sinal de entrada foi atenuada em 10 vezes para evitar a saturação na saída.

Resistência R 1 [kO]

N. C.

18,62

12,50

5,550

0,557

Ganho Teórico

 

[V/V]

1,00

3,89

5,32

10,8

97,9

Ganho Medido

 

[V/V]

1,00

3,60

4,90

10,0

90,1

Tabela 10 – Ganho de Tensão Teórico [V] x Ganho de Tensão Medido [V]

As diferenças entre os ganhos teóricos e medidos equivalem, em média, a um erro de 7,5 %. Esse erro é devido, principalmente, à imprecisão nos valores dos resistores, já que os utilizados no circuito possuem tolerância de 20 %. Porém, esse problema não é significativo, pois se pode ajustar o ganho para o valor exato desejado, utilizando um potenciômetro.

42

2.2.5 Estimativa de custo

DESCRIÇÃO DO MATERIAL

QUANTIDADE

CUSTO [R$]

Resistor (1/8 W)

7 unid.

0,70

Amp. Op. LM324

1 unid.

1,80

*Miscelâneas

-

-

TOTAL

 

2,50

Tabela 11 – Estimativa de custo do Módulo Amplificador de Instrumentação

*Em miscelâneas estão inclusos os materiais para a confecção do módulo completo como: placa de circuito impresso, terminais de ligação, chaves comutadoras e caixa de proteção.

2.3 Oscilador

2.3.1 Descrição

Para o módulo oscilador foram simulados e testados vários circuitos de diferentes configurações: oscilador com Ponte de Wien, oscilador com filtro ativo sintonizado, oscilador LC e multivibradores astáveis. Desses, o circuito oscilador com filtro ativo sintonizado que utiliza o circuito de simulação de indutância de Antoniou, mostrado na Figura 26, foi o que se mostrou mais eficiente para a aplicação no kit didático.

o que se mostrou mais eficiente para a aplicação no kit didático. Figura 26 – Oscilador

Figura 26 – Oscilador com filtro ativo sintonizado

43

De fato, esse circuito apresentou vantagens, em relação aos demais testados, como: manutenção das oscilações mesmo com grandes variações da capacitância C 1 , onde podem ser conectados os capacitores variáveis dos kits sensores capacitivos construídos; ótima sensibilidade, ou, em outras palavras, grande variação da freqüência para pequenas variações de C 1 ; distorção harmônica total (THD) muito baixa da senóide gerada (menor que 1 % para os valores de C 1 na ordem de grandeza das capacitâncias dos kits sensores construídos); simplicidade para projeto; facilidade para montagem e baixo custo. Além disso, como se pode simular indutâncias de alto valor utilizando o circuito de simulação de indutância de Antoniou, foi possível obter oscilações em freqüências menores que 3,5 kHz, apesar dos kits sensores capacitivos apresentarem capacitâncias muito baixas, como 14,5 pF. Na realidade, este circuito oscilador é baseado no ressonador LCR da Figura 27, que implementa função de filtro passa-faixa de segunda ordem, onde o indutor L é substituído pelo circuito simulador de indutância de Antoniou (Figura 28), resultando no filtro ativo sintonizado da Figura 29.

28), resultando no filtro ativo sintonizado da Figura 29. Figura 27 – Ressonador LCR Figura 28

Figura 27 – Ressonador LCR

ativo sintonizado da Figura 29. Figura 27 – Ressonador LCR Figura 28 – Circuito de simulação

Figura 28 – Circuito de simulação de indutância de Antoniou

44

44 Figura 29 – Filtro ativo sintonizado Então, quando acrescentada a realimentação com ganho positivo e

Figura 29 – Filtro ativo sintonizado

Então, quando acrescentada a realimentação com ganho positivo e o circuito limitador abrupto evidenciados na Figura 30, obtém-se o oscilador utilizado para o kit.

na Figura 30, obtém-se o oscilador utilizado para o kit. Figura 30 – Circuito oscilador utilizado

Figura 30 – Circuito oscilador utilizado no kit

Com este circuito pode-se, então, ter um controle independente da freqüência ou da amplitude, assim como da distorção da senóide na saída. O diagrama de blocos da Figura 31 simplifica a análise do funcionamento deste oscilador.

45

45 Figura 31 – Diagrama de blocos de um oscilador com filtro ativo sintonizado 2.3.2 Projeto

Figura 31 – Diagrama de blocos de um oscilador com filtro ativo sintonizado

2.3.2 Projeto O primeiro passo no projeto do circuito consiste em escolher uma freqüência de ressonância, ou, em outras palavras, a freqüência central do filtro passa-faixa, que será a freqüência de oscilação do circuito, e utilizar a equação seguinte para determinar o valor da indutância L, dado o valor da capacitância C.

Freqüência de ressonância,

1 1

f

r

=

2 p LC
2 p
LC

L =

2 p

f

r

(

) 2 C

Com o valor da indutância obtido, determinam-se os valores dos resistores e capacitor do circuito simulador de indutância de Antoniou, cuja análise é feita detalhadamente no Anexo E, através da equação da impedância de entrada do mesmo:

Impedância de entrada,

Z

ENT

=

s

R R R C

1

2

4

1

R

3

=

sL

Onde, para R 1 = R 2 = R 3 = R 4 = R, tem-se:

L = C R

1

2

Assim, chegou-se aos valores teóricos, calculados no Anexo F, de 1,583 H para L, considerando a freqüência de oscilação em 1 kHz e o valor de C igual a 16 nF. Isso implicou no valor de 100 kO para R, já que, para C 1 foi considerada a capacitância máxima do Kit Sensor Capacitivo - Distância, de aproximadamente 160 pF.

46

O último passo no projeto é o ajuste do ganho de realimentação, onde se deve escolher a melhor relação entre R 5 e R 6 (Figura 30), a fim de manter as oscilações, mesmo com a variação na capacitância C 1 , mas também não provo car saturação no sinal senoidal gerado. Assim, os valores comerciais obtidos, a partir de simulações feitas no software PSpice, foram de 10 kO para R 5 e 47 kO para R 6 . O resistor R Q determina o fator de qualidade (Q) do filtro e, portanto, influencia na distribuição espectral da senóide gerada, ou seja, na distorção harmônica total da mesma. Quanto maior o valor de R Q maior será o fator de qualidade do filtro, o que implica numa senóide gerada com maior qualidade, porém, torna-se mais difícil manter as oscilações, principalmente com a variação da capacitância C 1 do circuito. Assim, chegou-se ao valor de 220 kO, a partir de simulação no PSpice, que oferece THD menor que 1 % e manutenção das oscilações mesmo com grandes variações na

Q = 2pf CR , que determina o fator de qualidade

capacitância C 1 . Através da equação

r

Q

para os circuitos com função de filtro passa-faixa de segunda ordem, pode-se obter o valor teórico de aproximadamente 21 para o fator de qualidade do filtro passa-faixa, considerando C = 16 nF.

2.3.3 Simulação no PSpice As simulações computacionais no software PSpice 9.2 apresentaram ótimos resultados. As Figuras 32, 33 e 34 mostram respectivamente o circuito utilizado na simulação, a senóide gerada e a distribuição espectral da mesma. A THD obtida através da análise de Fourrier, feita pelo software, levando-se em consideração até a 7ª harmônica, foi de 1,0 %.

47

47 Figura 32 – Circuito oscilador simulado no PSPICE 5.0V 0V -5.0V 47.6ms 48.0ms 48.4ms 48.8ms

Figura 32 – Circuito oscilador simulado no PSPICE

5.0V 0V -5.0V 47.6ms 48.0ms 48.4ms 48.8ms 49.2ms 49.6ms
5.0V
0V
-5.0V
47.6ms
48.0ms
48.4ms
48.8ms
49.2ms
49.6ms

V(U3A:OUT)0V -5.0V 47.6ms 48.0ms 48.4ms 48.8ms 49.2ms 49.6ms Time Figura 33 – Senóide gerada pelo oscilador

Time

Figura 33 – Senóide gerada pelo oscilador da Figura 32

3.75V 2.50V 1.25V 0V 0.5KHz 1.0KHz 1.5KHz 2.0KHz 2.5KHz
3.75V
2.50V
1.25V
0V
0.5KHz
1.0KHz
1.5KHz
2.0KHz
2.5KHz

V(U3A:OUT)2.50V 1.25V 0V 0.5KHz 1.0KHz 1.5KHz 2.0KHz 2.5KHz Frequency Figura 34 – Distribuição espectral da senóide

Frequency

Figura 34 – Distribuição espectral da senóide gerada

48

Verifica-se que a freqüência da senóide gerada é 1 kHz, o que corresponde exatamente ao valor teórico calculado no Anexo C. No Anexo E estão expostos os demais resultados obtidos nas simulações, onde se pode observar, para diferentes valores de C 1 , a baixa THD da senóide gerada. Além disso, observa-se também que, valores menores de R Q , apesar de contribuírem para que as oscilações comecem mais rapidamente, resultam numa senóide mais distorcida, pois diminuem o fator de qualidade do filtro.

2.3.4 Testes realizados e resultados Variando-se a capacitância C 1 do circuito, verificou-se a alteração da freqüência de oscilação do circuito. Para este ensaio foi utilizado o capacitor variável do Kit Sensor Capacitivo – Distância – construído. Obteve -se, a partir do módulo Conversor Freqüência – Tensão construído (secção 2.4) e de um voltímetro digital , os resultados mostrados na Tabela 12, donde obtém-se o gráfico da Figura 35.

Capacitância do Kit [pF]

162,4

72,0

44,2

33,0

27,0

23,4

20,8

18,8

17,3

16,3

15,3

Freqüência

 

[kHz]

1,00

1,52

1,88

2,15

2,36

2,53

2,67

2,79

2,89

2,98

3,06

Tabela 12 – Capacitância [pF] x Freqüência de Oscilação [KHz]

Frequência de Oscilação vs Capacitância

3,5 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 15 25 35 45 55 65 75
3,5
3
2,5
2
1,5
1
0,5
0
15
25
35
45
55
65
75
85
95
105 115
125 135 145
155 165
Frequência de Oscilação [kHz]

Capacitância [pF]

Figura 35 – Capacitância [pF] x Freqüência de Oscilação [mm]

49

Pode-se verificar que o valor de 1 kHz para a freqüência da senóide gerada, correspondente a uma capacitância C 1 = 162,4 pF, está muito próxima do valor teórico calculado e também daquele obtido através da simulação computacional. Na realidade, todos os valores encontrados neste ensaio correspondem quase exat amente aos valores teóricos, bem como àqueles obtidos via simulação no PSpice, provando a excelente funcionalidade e robustez do circuito construído.

2.3.5 Estimativa de custo

DESCRIÇÃO DO MATERIAL

QUANTIDADE

CUSTO [R$]

Resistor (1/8 W)

8

unid.

0,80

Capacitor

2

unid.

0,60

Diodo 1N4148

2

unid.

0,30

Amp. Op. LM324

1

unid.

1,80

*Miscelâneas

 

-

-

TOTAL

 

3,50

Tabela 13 – Estimativa de custo do Módulo Oscilador

*Em miscelâneas estão inclusos os materiais para a confecção do módulo completo como: placa de circuito impresso, terminais de ligação, chaves comutadoras e caixa de proteção.

2.4 Conversor Freqüência – Tensão

2.4.1 Descrição

O circuito Conversor Freqüência – Tensão (CFT) foi montado com o circuito integrado LM331, o qual é projetado para ser utilizado idealmente em circuitos conversores TF ou FT de precisão, simples e de baixo custo. Um diagrama de blocos simplificado desse CI é mostrado na Figura 36, com os componentes externos mínimos (resistores e capacitores) necessários conectados para configurá-lo como CFT.

50

50 Figura 36 – Diagrama de blocos simplificado do LM331 como CFT Nesta configuração, o sinal

Figura 36 – Diagrama de blocos simplificado do LM331 como CFT

Nesta configuração, o sinal com freqüência f que se deseja converter é aplicado ao ponto de entrada f ENT e diferenciado por uma rede RC (R D e C D ). Então, a borda de descida do sinal diferenciado no pino 6 faz com que o comparador de entrada dispare o circuito temporizador, que, por sua vez, liga a fonte de corrente chaveada por um tempo fixo (t) igual a 1,1 R T C T segundos. Após esse tempo, a fonte de corrente é desligada até que uma nova borda de descida do sinal, no pino 6, seja detectada, fazendo com que o ciclo se repita. Assim, a corrente de saída no pino 1 é filtrada por uma outra rede RC (R L e C L ), fornecendo a tensão de saída V 0 , que será proporcional à freqüência do sinal de entrada.

2.4.2 Projeto O projeto do circuito CFT foi baseado nas topologias e valores propostos no Datasheet do componente LM331 e nota de aplicação do mesmo, publicada pelo fabricante (National Semiconductor). Porém, foram feitos alguns ajustes, tomando-se os devidos cuidados de acordo com as especificações do CI. Como dito anteriormente, os valores de R T e C T determinam o tempo fixo t (1,1R T C T segundos), e são especificados de acordo com a freqüência máxima do sinal

51

de entrada. Isso porque t não deve ultrapassar o menor período possível para o sinal de entrada, para não haver perda de pulsos, comprometendo o funcionamento do conversor e sua linearidade. Um valor de t em aproximadamente 75% do período mínimo é o utilizado pelo fabricante. A resistência R F determina a intensidade da corrente elétrica drenada pela fonte de corrente chaveada e pode ser variada para regular a magnitude da tensão de saída. Porém, a corrente elétrica no resistor R F , refletida para a fonte chaveada através de uma espelho de corrente de precisão, deve estar entre 10 e 500 µA para assegurar a exatidão do conversor. Fora dessa faixa a tensão constante de 1,90 Vcc no pino 2, estabelecida internamente, torna-se instável. Assim, tem-se:

Corrente de saída da fonte chaveada,

I

F

1,90

=

R

F

Donde obtém-se, por exemplo, I F = 135,7 µA para R F = 14 kO. O circuito da Figura 36 mostrado na secção anterior é aquele que utiliza o menor número possível de componentes. Todavia, pode-se obter uma resposta muito mais rápida e um ripple muito menor para a tensão de saída, substituindo a rede RC, formada por R L e C L , pelos filtros ativos passa-baixas de segunda ordem cascateados, mostrados na Figura 37.

de segunda ordem cascateados, mostrados na Figura 37. Figura 37 – Dois filtros ativos passa-baixas cascateados

Figura 37 – Dois filtros ativos passa-baixas cascateados

52

Assim, o circuito completo utilizado para o módulo conversor está mostrado na Figura 38.

para o módulo conversor está mostrado na Figura 38. Figura 38 – Circuito do Módulo CFT

Figura 38 – Circuito do Módulo CFT

2.4.3 Simulação no PSpice

As simulações computacionais no PSpice 9.2 não puderam ser realizadas, visto que a biblioteca do software não dispõe do componente LM331, e nem sequer um componente similar.

2.4.4 Testes realizados e resultados

Para testar o circuito do módulo Conversor Freqüência – Tensão utilizou-se um gerador de funções, osciloscópio e voltímetro digital. Variando-se a freqüência do sinal gerado, verificou-se a alteração da tensão de saída do circuito. Obtiveram-se os resultados mostrados na Tabela 14, donde obtém-se o gráfico da Figura 39.

Freqüência do

 

Sinal de

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

Entrada [kHz]

 

Tensão de

 

Saída [V]

1,01

2,00

3,00

4,00

5,00

6,00

7,00

8,00

9,00

10,00

Tabela 14 – Freqüência do sinal de entrada [kHz] x Tensão de saída do CFT [V]

53

Tensão de Saída do CFV vs Frequência de Entrada

10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 0 1 2 3
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
0
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Tensão de Saída [V]

Frequência de Entrada [kHz]

Figura 39 – Freqüência do sinal de entrada [kHz] x Tensão de saída do CFT [V]

A partir destes resultados verifica-se, de maneira indiscutível, o perfeito funcionamento do circuito, apresentando erro imperceptível para o voltímetro utilizado. Para valores de freqüência abaixo de 1 kHz e acima de 10 kHz, a linearidade do conversor começa a ficar comprometida e o valor da tensão de saída não poderá ser relacionado, com precisão, à freqüência do sinal de entrada.

2.4.5 Estimativa de custo

DESCRIÇÃO DO MATERIAL

QUANTIDADE

CUSTO [R$]

Resistor (1/8 W)

11 unid.

1,10

Capacitor de cerâmica

4

unid.

1,20

Capacitor de poliéster

4

unid.

2,00

Trimpot pequeno

1

unid.

1,90

Amp. Op. LM358

1

unid.

1,00

Conversor LM331

1

unid.

7,00

*Miscelâneas

 

-

-

TOTAL

 

14,20

Tabela 15 – Estimativa de custo do Módulo CFT

54

*Em miscelâneas estão inclusos os materiais para a confecção do módulo completo como: placa de circuito impresso, terminais de ligação, chaves comutadoras e caixa de proteção.

2.5 Conclusões Os circuitos de condicionamento de sinais apresentaram excelente funcionalidade e robustez, e custos muito baixos, atendendo perfeitamente à aplicação em laboratórios didáticos.

55

3

CONCLUSÕES

Neste projeto de graduação foram projetados, especificados e testados um conjunto kits sensores / transdutores, bem como um conjunto de circuitos de condicionamento de sinais para esses sensores, chegando-se a um Kit Didático alternativo com qualidade muito boa e custo acessível para utilização em laboratórios didáticos como os do DEL – CTUFES. Estes Kits oferecem uma grande contribuição para a formação profissional de Engenheiros Eletricistas ou técnicos da área.

56

ANEXO A Análise detalhada do circuito Amplificador de Instrumentação:

Devido à realimentação negativa, assumindo amp ops ideais, ocorre o curto- circuito virtual nesses, resultando no equacionamento mostrado, de maneira explicativa, na Figura 40.

mostrado, de maneira explicativa, na Figura 40. Figura 40 – Análise do circuito Amplificador de

Figura 40 – Análise do circuito Amplificador de Instrumentação utilizado no kit

Tem-se, portanto:

V

S

R

4

=

R

3

Ê

Á 1

Á

Ë

+

2

R

2

R

1

ˆ

˜

˜

¯

(

V

2

-

V

1

)

[V]

57

ANEXO B Análise detalhada do circuito de simulação de indutância de Antoniou:

A Figura 41 mostra o circuito de simulação de indutância inventado por A. Antoniou, assumindo amp ops ideais. A ordem da análise está indicada por círculos numerados.

A ordem da análise está indicada por círculos numerados. Figura 41 – Análise do circuito de

Figura 41 – Análise do circuito de simulação de indutância de Antoniou

Para R 1 = R 2 = R 3 = R 4 = R, tem-se:

Z

ENT

=

sC R

1

2

[W]

Portanto, observa-se claramente que o circuito tem impedância de entrada indutiva, onde L = C 1 R 2 [H].

58

ANEXO C Cálculo dos valores para os componentes do circuito do módulo Oscilador:

1 - Cálculo da indutância L do filtro passa-faixa:

1 - Cálculo da indutância L do filtro passa-faixa: Figura 42 – Filtro passa-faixa (ressonador LCR)

Figura 42 – Filtro passa-faixa (ressonador LCR)

Considerações:

Capacitância do filtro passa-faixa, C = 16 nF; Freqüência de ressonância (freqüência mínima de oscilação), f r = 1 kHz;

f

r

=

1

2 p LC
2 p
LC

L =

1

(

2 pf

r

)

2 C

=

1

2

p

¥

10

2 ¥

16

¥

10

- 9

(

3 )

= 1,583

[H]

2 – Cálculo da resistência R do circuito simulador de indutância de Antoniou:

da resistência R do circuito simulador de indutância de Antoniou: Figura 43 – Simulador de indutância

Figura 43 – Simulador de indutância de Antoniou

59

Considerações:

Capacitância variável máxima (capacitância máxima do kit sensor capacitivo - distância), C 1 = 160 pF;

Indutância apresentada pelo circuito,

Assim, como L deve ser igual a 1,583 H, tem-se:

L = C R

1

2

[H]

R

2

=

C 1

L

R

=

- 12 160 ¥ 10 C 1 = L 1,583
- 12
160
¥ 10
C 1
=
L 1,583

=

100,53 10

¥

3

[O]

Portanto, valor escolhido: R = 100 kO

60

Resultados

das

Instrumentação:

ANEXO D

simulações

do

circuito

do

módulo

Amplificador

de

ANEXO D simulações do circuito do módulo Amplificador de Figura 44 – Circuito utilizado no módulo

Figura 44 – Circuito utilizado no módulo Amplificador de Instrumentação simulado no PSpice

1 – Tensão diferencial de entrada senoidal com 10 kHz e 0,1 V de amplitude e R 1 = 545,45 O (ganho teórico igual a 100 V/V):

10V 0V -10V 0s 100us 200us 300us 400us 500us V(U3A:OUT) V(Vent:+)
10V
0V
-10V
0s
100us
200us
300us
400us
500us
V(U3A:OUT)
V(Vent:+)

Time

Figura 45 – Resultado da simulação 1 do A mplificador de Instrumentação

61

2 – Tensão diferencial de entrada senoidal com 50 kHz e 0,1 V de amplitude e R 1 = 545,45 O (ganho teórico igual a 100 V/V):

10V 0V -10V 50us 60us 70us 80us 90us 100us V(U3A:OUT) V(Vent:+)
10V
0V
-10V
50us
60us
70us
80us
90us
100us
V(U3A:OUT)
V(Vent:+)

Time

Figura 46 – Resultado da simulação 2 do Amplificador de Instrumentação

Amplitude da tensão de saída: 6,25 V. Observa-se claramente neste caso a limitação do ganho em freqüência do amp op utilizado. O ganho é 37,5 % menor do que aquele teórico considerando um amp op ideal.

3 – Tensão diferencial de entrada contínua de 0,1 V e R 1 = 545,45 O (ganho teórico igual a 100 V/V):

10V 5V 0V 0s 100us 200us 300us 400us 500us V(V8:+) V(U3A:OUT)
10V
5V
0V
0s
100us
200us
300us
400us
500us
V(V8:+)
V(U3A:OUT)

Time

Figura 47 – Resultado da simulação 3 do Amplificador de Instrumentação

Amplitude da tensão de saída: 10,0 V. Observa-se que, neste caso, obviamente não existe a limitação do ganho em freqüência já que a tensão de entrada é contínua.

62

ANEXO E Resultados das simulações do circuito do módulo Oscilador:

das simulações do circuito do módulo Oscilador: Figura 48 – Circuito utilizado no módulo Oscilador

Figura 48 – Circuito utilizado no módulo Oscilador simulado no PSpice

1 – Capacitância variável C 1 igual a 300 pF e R Q de 220
1 – Capacitância variável C 1 igual a 300 pF e R Q de 220 kO.
5.0V
0V
-5.0V
0s
20ms
40ms
60ms
80ms
100ms
V(U3A:OUT)

Time

Figura 49 – Resultado da simulação 1 do circuito Oscilador

Tempo de estabilização das oscilações: ~ 40 ms.

63

5.0V 0V -5.0V 80ms 81ms 82ms 83ms 84ms 85ms
5.0V
0V
-5.0V
80ms
81ms
82ms
83ms
84ms
85ms

V(U3A:OUT)63 5.0V 0V -5.0V 80ms 81ms 82ms 83ms 84ms 85ms Time Figura 50 – Senóide gerada

Time

Figura 50 – Senóide gerada na simulação 1 do circuito Oscilador 5.0V 2.5V 0V 0.4KHz
Figura 50 – Senóide gerada na simulação 1 do circuito Oscilador
5.0V
2.5V
0V
0.4KHz
0.6KHz
0.8KHz
1.0KHz
V(U3A:OUT)

Frequency

Figura 51 – Distribuição espectral da senóide gerada na simulação 1

Freqüência da senóide gerada: 720 Hz, com THD = 0,9 % (análise de Fourier considerando até a 7ª harmônica).

2 – Capacitância variável C 1