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Disciplina: Estudos Amazônicos

Professora: Daniely Santos Silva


Questões: 701, 702,703 - Manhã

Assunto: A Cabanagem
Questões
1- “Examinando-se o movimento no que ele expressa como
explosão de multidões mestiças e indígenas da Província, contra a
vida e a propriedade dos que desfrutavam de poder político,
econômico e projeção social, compreende-se que a Cabanagem
não pode ser inscrita na história nacional como um episódio a mais
de aspiração meramente política.” (A. C. F. Reis) 
Assinale a alternativa que melhor caracteriza a Cabanagem. 
a)  participação intensa das massas de origem indígena na
Cabanagem do Pará deveu-se à inexistência de agricultura de
exportação na região e à ausência completa de negros. 
b) A Cabanagem era um risco maior para os imperialismos do que
para a unidade política pretendida pelo Império brasileiro, como
atestam as seguidas intervenções americanas e britânicas no Grão-
Pará. 
c) A Cabanagem não pode ser inscrita na história nacional como
um episódio político, pois, por se tratar de uma sublevação
generalizada no Pará, foi um fato militar e, no máximo, social. 
d) A Cabanagem começou como um conflito entre setores
oligárquicos do Pará durante a Regência, mas, pelas condições
socioeconômicas da região Norte e devido à participação popular
intensa, converteu-se em autêntica rebelião social. 
e) O desfecho da Cabanagem, com perseguição feroz e massacre
dos cabanos, deveu-se mais à excitação e ao ódio dos mercenários
estrangeiros do que ao ódio de classe das elites brasileiras contra
os pobres e não-brancos derrotados. 
2- “No Grão-Pará, agitado desde a Revolução do Porto, ocorria a
revolta dos cabanos – a Cabanagem – que se distinguiria dos
demais movimentos do período pela amplitude que assumiu,
chegando a dominar o governo da província por alguns anos.”
(Ilmar Rohlof de Mattos, História do Brasil Império.)
A respeito da Cabanagem, assinale a afirmativa correta.
a) Os descendentes de índios não participavam de nenhuma forma
de manifestação política e foram apenas utilizados nos conflitos
entre os grandes fazendeiros.
b) A ordeira massa dos cabanos, sem qualquer experiência anterior
em conflitos, foi usada pelas tropas do governo imperial contra os
fazendeiros locais.
c) A Cabanagem foi o conflito em que os fazendeiros paraenses,
reagindo às intervenções do Poder Moderador, exigiram a extinção
do Conselho de Estado.
d) A Cabanagem foi um conflito social semelhante à Balaiada, em
que a participação das forças oligárquicas foi sempre secundária.
e) O Ato Adicional deu grande poder à oligarquia dominante,
provocando a reação armada da oligarquia oposicionista, que
recorreu às lideranças radicais e atraiu para o conflito a massa
cabana.

Gabarito:

1-D
2-D
Turma: 803 Manhã

Assunto: A chegada dos europeus na Amazônia

Questões

1-“Quando os portugueses começaram a povoar a terra, havia muitos


destes índios pela costa junto das Capitanias. Porque os índios se
levantaram contra os portugueses, os governadores e capitães os
destruíram pouco a pouco, e mataram muitos deles. Outros fugiram para
o sertão, e assim ficou a costa despovoada de gentio ao longo das
Capitanias. Junto delas ficaram alguns índios em aldeias que são de paz e
amigos dos portugueses.”
(Pero de Magalhães Gandavo, Tratado da Terra do Brasil.)

Conforme o relato de Pero de Gandavo, escrito por volta de 1570, naquela


época,

a) as aldeias de paz eram aquelas em que a catequese jesuítica permitia o


sincretismo religioso como forma de solucionar os conflitos entre
indígenas e portugueses.
b) a violência contra os indígenas foi exercida com o intuito de desocupar
o litoral e facilitar a circulação do ouro entre as minas e os portos.
c) a fuga dos indígenas para o interior era uma reação às perseguições
feitas pelos portugueses e ocasionou o esvaziamento da costa.
d) houve resistência dos indígenas à presença portuguesa de forma
semelhante às descritas por Pero Vaz de Caminha, em 1500.
2-Seguiam-se vinte criados custosamente vestidos e montados em soberbos
cavalos; depois destes, marchava o Embaixador do Rei do Congo
magnificamente ornado de seda azul para anunciar ao Senado que a vinda do
Rei estava destinada para o dia dezesseis. Em resposta obteve repetidas vivas
do povo que concorreu alegre e admirado de tanta grandeza.

Coroação do Rei do Congo em Santo Amaro”, Bahia apud DEL PRIORE, M. Festas e utopias no Brasil colonial. In: CATELLI JR., R. Um
olhar sobre as festas populares brasileiras. São Paulo: Brasiliense, 1994 (adaptado).

Originária dos tempos coloniais, a festa da Coroação do Rei do Congo


evidencia um processo de

a) exclusão social.
b) imposição religiosa.
c) acomodação política.
d) supressão simbólica.
e) ressignificação cultural.

Gabarito:

1- C
2- E