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Nome: ........................................................ nº. .......... 2ª série “........... ” E.M.

Professor: Jucimara Tarricone Disciplina: LITERATURA NOTA: Data:


____/____/2019
ROTEIRO DE ESTUDOS E EXERCÍCIOS DE RECUPERAÇÃO

Conteúdo
 Vanguardas Europeias.
 Projeto Literário do Modernismo Português: Fernando Pessoa.
 Semana de Arte Moderna.
[Capítulos 5 (Livro 3) e 6 (Livro 4) do Poliedro]

 Leituras:
Claro enigma, de Carlos Drummond de Andrade.
O Ateneu, de Raul Pompeia.

Dinâmica/Avaliação da recuperação
 Exercícios (valor 2,0) (Por favor, traga-os respondidos na FOLHA DE MONOBLOCO do
Colégio). Este trabalho de recuperação deverá ser entregue, em mãos, para o professor na
aula de recuperação – atentem-se ao calendário, pois não será recebido após a aula.
 Prova objetiva (valor 8,0)

Orientações práticas para o estudo da disciplina


Ao estudar a linguagem literária os alunos devem atentar para:
 Refletir sobre as várias possibilidades de leitura de uma obra literária;
 Desenvolver habilidades críticas quanto aos procedimentos intertextuais;
Construir um repertório de textos que lhes garantam perceber as articulações discursivas
e a construção da linguagem como prática social, histórica, cultural etc.;
 Entender a produção textual como processo, vinculada a um contexto e a uma finalidade.
Assim, espera-se do discente que ele alcance as seguintes competências e habilidades:
 Distinguir, no corpo do texto, os elementos centrais dos periféricos;
 Compreender conceitos básicos dos projetos literários estudados;
 Dominar os conceitos (saber aplicar o conceito na interpretação de problemas
referentes);
 Ler e interpretar imagens/ dados iconográficos;
 Relacionar vários dados e articulá-los;
 Produzir registros autorais;
 Organizar em forma de texto suas ideias;
 Produzir textos com articulação e coesão;
 Identificar as diferentes linguagens e seus recursos expressivos como elementos de
caracterização dos sistemas de comunicação;
 Esclarecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção, situando
aspectos do contexto histórico, social e político;
 Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do
texto literário;
 Inferir em um texto quais são os objetivos de seu produtor e quem é o seu público alvo,
pela análise dos procedimentos argumentativos utilizados;
 Analisar as diversas produções artísticas como meio de explicar diferentes culturas,
padrões de beleza e preconceitos;
 Reconhecer a presença de valores socias e humanos atualizáveis e permanentes no
patrimônio literário nacional.

Tempo mínimo de estudo sugerido


No mínimo, duas horas por dia.

Outras sugestões
 Refazer os exercícios propostos da Apostila usada em sala de aula;
 Refazer os exercícios complementares da Apostila;
 Fazer exercícios que são oferecidos pelos simulados preparados por sites, como o do
Poliedro; da uol educação, entre outros.

EXERCÍCIOS DE RECUPERAÇÃO

PARTE A – QUESTÕES DISCURSIVAS

1. Leia com atenção


Aniversário
Os cinco anos de tua morte
esculpiram já uma criança.
Moldada em éter, de tai sorte,
ela é fulva e no dia avança.

Este menino malasártico,


Macunaíma de novo porte,
escreve cartas no ar fantástico
para compensar tua morte.

Com todos os dentes, feliz,


lá de um mundo sem sul nem norte,
de teu inesgotável pais,
ris. Alegria ou puro esporte?

Ris, irmão, assim cristalino


(Mozart aberto em pianoforte)
o redondo, claro, apolíneo
riso de quem conhece a morte.

Não adianta, vê, te prantearmos ...


Tudo sabes, sem que isso importe
em cinsmo, pena, sarcasmo.
E, deserto, ficas mais forte.

Giras na Ursa Maior, acaso,


solitário, em meio à coorte,
sem, nas pupilas, flor ou vaso.
Mas o jardim é teu, da morte.
Se de nosso nada possuímos
salvo o apaixonado transporte
- vida é paixão -, contigo rimos,
expectantes, em frente à Porta!

[ANDRADE, Carlos Drummond de. Claro enigma. São Paulo: Companhia das Letras, 2012,
p.60-1]
a) A que poeta se refere Drummond no poema acima? Qual(is) o(s) elemento(s) que
permite que o identifiquemos? É possível afirmar que este poeta teve alguma “influência”
na obra drummondiana? Justifique.
b) Explique o possível uso da maiúscula em “Porta”.

2. (FUVEST/adap.)

Considere as imagens e o texto, para responder à questão.


II / São Francisco de Assis*

Senhor, não mereço isto.


Não creio em vós para vos amar.
Trouxestes-me a São Francisco
e me fazeis vosso escravo.

Não entrarei, senhor, no templo,


seu frontispício me basta.
Vossas flores e querubins
são matéria de muito amar.

Dai-me, senhor, a só beleza


destes ornatos. E não a alma.
Pressente-se dor de homem,
paralela à das cinco chagas.

Mas entro e, senhor, me perco


na rósea nave triunfal.
Por que tanto baixar o céu?
por que esta nova cilada?

Senhor, os púlpitos mudos


entretanto me sorriem.
Mais que vossa igreja, esta
sabe a voz de me embalar.

Perdão, senhor, por não amar-vos.

Carlos Drummond de Andrade

*O texto faz parte do conjunto de poemas “Estampas de Vila Rica”, que integra a edição
crítica de Claro enigma. São Paulo: Cosac Naify, 2012.

a) Analise as seguintes afirmações relativas à arquitetura das igrejas sob a estética do


Barroco:
I. Unem-se, no edifício, diferentes artes, para assaltar de uma vez os sentidos, de modo
que o público não possa escapar.
II. O arquiteto procurava surpreender o observador, suscitando nele uma reação forte de
maravilhamento.
III. A arquitetura e a ornamentação dos templos deviam encenar, entre outras coisas, a
preeminência da Igreja.
A experiência que se expressa no poema de Drummond registra, em boa medida, as
reações do eu lírico ao que se encontra registrado em qual ou quais dessas afirmações?
Justifique.
b) Comente a dicotomia barroca correspondente a dois modos de conhecimento, que, às
vezes, torna-se de difícil distinção e seus respectivos autores.

3. Leia com atenção

O Chamado

Na rua escura o velho poeta


(lume de minha mocidade)
já não criava, simples criatura
exposta aos ventos da cidade.

Ao vê-lo curvo e desgarrado


na caótica noite urbana,
o que senti, não alegria,
era, talvez, carência humana.

E pergunto ao poeta, pergunto-lhe


(numa esperança que não digo)
para onde vai — a que angra serena,
a que Pasárgada, a que abrigo?

A palavra oscila no espaço


um momento. Eis que, sibilino,
entre as aparências sem rumo,
responde o poeta: Ao meu destino.

E foi-se para onde a intuição,


o amor, o risco desejado
o chamavam, sem que ninguém
pressentisse, em torno, o Chamado.

a) No poema acima, de Claro enigma, Carlos Drummond de Andrade refere-se a que


poeta? Qual o elemento que permite que identifiquemos esse poeta?
b) Quais são, segundo o poema, os elementos constitutivos do destino do poeta
homenageado? Por que o “Chamado” desse destino vem escrito com inicial maiúscula?
4. Leia com atenção

[...]

Era hora de descanso; passeávamos, conversando. Falamos dos colegas. Vi então, de


dentro da brandura patriarcal do Rebelo, descascar-se uma espécie de inesperado Tersito,
produzindo injúrias e maldições. "Uma corja! Não imagina, meu caro Sérgio. Conte como
uma desgraça ter de viver com esta gente." E esbeiçou um lábio sarcástico para os rapazes
que passavam. "Ai vão as carinhas sonsas, generosa mocidade... Uns perversos! Têm mais
pecados na consciência que um confessor no ouvido; uma mentira em cada dente, um vicio
em cada polegada de pele. Fiem-se neles. São servis, traidores, brutais, adulões. Vão
juntos. Pensa-se que são amigos... Sócios de bandalheira! Fuja deles, fuja deles. Cheiram
a corrupção, empestam de longe. Corja de hipócritas! Imorais! Cada dia de vida tem-lhes
vergonha da véspera. Mas você é criança; não digo tudo o que vale a generosa mocidade.
Com eles mesmos há de aprender o que são... Aquele é o Malheiro, um grande em
ginástica. Entrou graúdo, trazendo para cá os bons costumes de quanto colégio por ai. O
pai é oficial. Cresceu num quartel no meio da chacota das praças. Forte como um touro,
todos o temem, muitos o cercam, os inspetores não podem com ele; o diretor respeita-o;
faz-se a vista larga para os seus abusos... Este que passou por nós, olhando muito, é o
Cândido, com aqueles modos de mulher, aquele arzinho de quem saiu da cama, com
preguiça nos olhos... Este sujeito... Há de ser seu conhecido. Mas faço exceções: ali vem o
Ribas, está vendo? feio, coitadinho! como tudo, mas uma pérola. É a mansidão em pessoa.
Primeira voz do Orfeão, uma vozinha de moça que o diretor adora. É estudioso e protegido.
Faz a vida cantando como os serafins. Uma pérola!"
— Ali está um de joelhos...
— De joelhos... Não há perguntar; é o Franco. Uma alma penada. Hoje é o primeiro dia, ali
está de joelhos o Franco. Assim atravessa as semanas, os meses, assim o conheço, nesta
casa, desde que entrei. De joelhos como um penitente expiando a culpa de uma raça. O
diretor chama-lhe cão, diz que tem calos na cara. Se não tivesse calos no joelho, não
haveria canto do Ateneu que ele não marcasse com o sangue de uma penitência. O pai é
de Mato Grosso; mandou-o para aqui com uma carta em que o recomendava como
incorrigível, pedindo severidade. O correspondente envia de tempos a tempos um caixeiro
que faz os pagamentos e deixa lembranças. Não sai nunca... Afastemo-nos que aí vem um
grupo de gaiatos.
Um tropel de rapazes atravessou-nos a frente, provocando-me com surriadas.
"Viu aquele da frente, que gritou calouro? Se eu dissesse o que se conta dele... aqueles
olhinhos úmidos de Senhora das Dores... Olhe; um conselho; faça-se forte aqui, faça-se
homem. Os fracos perdem-se.
"Isto é uma multidão; é preciso força de cotovelos para romper. Não sou criança, nem
idiota; vivo só e vejo de longe; mas vejo. Não pode imaginar. Os gênios fazem aqui dois
sexos, como se fosse uma escola mista. Os rapazes tímidos, ingênuos, sem sangue, são
brandamente impelidos para o sexo da fraqueza; são dominados, festejados, pervertidos
como meninas ao desamparo. Quando, em segredo dos pais, pensam que o colégio é a
melhor das vidas, com o acolhimento dos mais velhos, entre brejeiro e afetuoso, estão
perdidos... Faça-se homem, meu amigo! Comece por não admitir protetores."

[POMPEIA, Raul. O Ateneu. São Paulo: FTD, 1992, p.34-5]

a) Nessa passagem, o narrador dá uma mostra e como é a vida no O Ateneu. Quais


expressões Rebelo utiliza para caracterizar os estudantes do colégio?
b) Destaque um exemplo que ilustra a severidade do Ateneu.
c) Segundo Rebelo, “os gênios fazem aqui dois sexos, como se fosse uma escola mista”.
Explique a observação.
d) Em qual grupo encontram-se os “protetores”?
e) Rebelo dá um conselho ao pequeno Sérgio? Qual?
f) É possível, nessa passagem, concluir que o meio físico e moral determina o
comportamento humano. Justifique a afirmativa, considerando a forma como o narrador
descreve os fatos e os personagens.
g) O colégio Ateneu pode ser considerado um microcosmo no qual sobrevivem e vencem
os mais fortes?

PARTE B – TESTES
1. O surrealismo configurou-se como uma das vanguardas artísticas europeias do início do
século XX. René Magritte, pintor belga, apresenta elementos dessa vanguarda em suas
produções.

Um traço do surrealismo presente nessa pintura é o(a):


a) procedimento de colagem, identificado no reflexo do livro no espelho.
b) crítica ao passadismo, exposta na dupla imagem do homem olhando sempre para
frente.
c) construção de perspectiva, apresentada na sobreposição de planos visuais.
d) processo de automatismo, indicado na repetição da imagem do homem.
e) justaposição de elementos díspares, observada na imagem do homem no espelho.

2. As formas plásticas nas produções africanas conduziram artistas modernos do início do


século XX, como Pablo Picasso, a algumas proposições artísticas denominadas vanguardas.

A máscara remete à:
a) preservação da proporção.
b) idealização do movimento.
c) sintetização das formas.
d) estruturação assimétrica.
e) valorização estética.

3. Após estudar na Europa, Anita Malfatti retornou ao Brasil com uma mostra que abalou a
cultura nacional do início do século XX. Elogiada por seus mestres na Europa, Anita se
considerava pronta para mostrar seu trabalho no Brasil, mas enfrentou as duras críticas de
Monteiro Lobato. Com a intenção de criar uma arte que valorizasse a cultura brasileira,
Anita Malfatti e outros modernistas:
a) mantiveram de forma fiel a realidade nas figuras retratadas, defendendo uma liberdade
artística ligada à tradição acadêmica.
b) defenderam a liberdade limitada de uso da cor, até então utilizada de forma irrestrita,
afetando a criação artística nacional.
c) representavam a ideia de que a arte deveria copiar fielmente a natureza, tendo como
finalidade a prática educativa.
d) buscaram libertar a arte brasileira das normas acadêmicas europeias, valorizando as
cores, a originalidade e os temas nacionais.
e) buscaram a liberdade na composição de suas figuras, respeitando limites de temas
abordados.

4. (IFSP) A Semana de Arte Moderna de 1922 trouxe, como importante consequência para
a sociedade,
a) o desprezo pelos movimentos de vanguarda, a exemplo do Cubismo e do
Expressionismo, pois os ideais propostos não correspondiam à realidade brasileira.
b) a conscientização dos brasileiros sobre a riquíssima cultura de nosso país, sobretudo a
popular, que até então era discriminada pelas elites.
c) o estabelecimento de regras rígidas e definidas para a criação poética e para a
narrativa, agrupando, dessa forma, as diferentes correntes artísticas daquele momento.
d) a percepção de que os modelos artísticos europeus deveriam ser substituídos pelos dos
EUA, já que esse país despontava como nação líder.
e) a preferência por temas ligados a fatos históricos consagrados, narrados de forma
idealizada e em total obediência às exigências da língua padrão.
5. Sobre a Semana de Arte Moderna e o Modernismo, estão corretas as seguintes
proposições:
I. Inserida nas festividades em comemoração do centenário da independência do Brasil,
em 1922, a Semana de Arte Moderna apresentou-se como a primeira manifestação coletiva
pública na história cultural brasileira a favor de um espírito novo e moderno em oposição à
cultura e à arte de teor conservador, predominantes no país desde o século XIX.
II. As discussões em torno da necessidade de renovação das artes surgem em meados da
década de 1910, em textos de revistas e em exposições. Em 1921, já existia, por parte de
intelectuais como Oswald de Andrade e Menotti Del Picchia, a intenção de transformar as
comemorações do centenário em momento de emancipação artística.
III. A dimensão verbivocovisual (conceito criado pelo poeta irlandês James Joyce que trata
de uma área da linguística que participa das vantagens da comunicação não verbal sem
abdicar das virtualidades da palavra) permeia toda a produção artística da poesia e da
prosa modernista, que valorizava também a interação da poesia com a música.
IV. Apesar das primeiras manifestações modernistas terem surgido em São Paulo, na
década de 1910, foi apenas a partir de 1922 que o movimento ganhou visibilidade fora da
capital paulista, alcançando outras partes do país. A ampla divulgação dos ideais
modernistas deveu-se, principalmente, à Semana de Arte Moderna.
V. Manuel Bandeira participou ativamente da organização da Semana de Arte Moderna. O
poeta foi considerado o mais radical entre os primeiros modernistas, uma vez que sua obra
representa um dos cortes mais profundos do Modernismo brasileiro em relação à cultura do
passado.
a) I, II e IV estão corretas.
b) III e IV estão corretas.
c) I e V estão corretas.
d) III e V estão corretas.
e) II, III e V estão corretas.

6. (UFRGS) Leia o poema abaixo do heterônimo Ricardo Reis.


Tão cedo passa tudo quanto passa!
Morre tão jovem ante os deuses quanto
Morre! Tudo é tão pouco!
Nada se sabe, tudo se imagina.
Circunda-te de rosas, ama, bebe
E cala. O mais é nada.
Em relação ao poema, considere as afirmações abaixo.
I. Trata-se de uma ode do heterônimo clássico de Fernando Pessoa; daí a linguagem e o
estilo elevados.
II. Expressa, em seus quatro primeiros versos, um tema recorrente da sua criação: a
consciência da brevidade de tudo.
III. Expressa, em seus dois últimos versos, a ideia de que é preciso viver como se cada
instante fosse o último, porque “o mais é nada”.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

7. Leia com atenção


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
[Álvaro de Campos]
Sobre Poema em linha reta, obra prestigiada de Fernando Pessoa, é correto afirmar:
a) a essência do poema é enaltecer pessoas falsas.
b) o poema não apresenta ironias em relação às convenções sociais da época.
c) o eu lírico coloca-se crítico em relação a si próprio.
d) não deixa claro que as etiquetas da sociedade são motivos para marginalização de
muitos.
e) Álvaro de Campos não usa conceitos do mundo convencional para tecer suas reflexões.

8. (UFSM-RS-adaptada) Assinale a alternativa incorreta a respeito da poesia de Carlos


Drummond de Andrade:
a) O jogo verbal, em alguns poemas, acentua a relativização das várias faces da realidade.
b) O sujeito poético, várias vezes, reveste suas expressões de um fino traço de humor.
c) O sujeito poético, constantemente, transmite sensações de dúvida e de negação.
d) Os versos que contêm uma ênfase mística podem ser vistos como produtos do fervor
católico do poeta.
e) Importantes poemas publicados na década de 1940 tratam de temas de caráter social.

9. É incorreto afirmar sobre a obra de Carlos Drummond de Andrade que:


a) uma de suas temáticas é a reflexão em torno da própria poesia.
b) seu posicionamento individualista o afasta da problemática do homem comum, do dia-a
dia.
c) a lembrança de Itabira, sua terra natal, aparece em parte de sua obra.
d) ocorre-lhe, muitas vezes, a mostragem de uma angústia proveniente de acreditar que
não há saída para a problemática existencial.
e) a ironia madura é uma das características marcantes de sua poesia.

10. Sobre O Ateneu, de Raul Pompeia, é incorreto afirmar


a) narrado em tom intimista, em terceira pessoa, faz uma crítica contundente ao sistema
educacional.
b) o uso da ironia e da digressão é uma constante narrativa.
c) a obra apresenta elementos da objetividade realista juntamente com um estilo marcado
pela subjetividade da expressão.
d) a narrativa não-linear parte da perspectiva de um adulto recordando seus tempos na
escola.
e) Sérgio se transforma em um adolescente que percebe que a máxima “o mais forte
sobrevive e o mais fraco perece” é real.

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