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Usinas Brasileiras Com Turbinas Kaplan

Em 1913, a Voith foi a primeira empresa a reconhecer a importância da


invenção de Victor Kaplan e, em uma parceria conjunta com ele, realizou
os testes de desenvolvimento do produto. Desde então, milhares de turbinas
Kaplan foram fabricadas em nossas oficinas, e dentre elas a maior e mais
potente do mundo, com uma potência nominal de 200 MW e um rotor de
10,5 m de diâmetro.
Nossa tecnologia de fabricação por faixas de aplicação oferece a solução
mais econômica para qualquer necessidade. Turbinas Kaplan de grande
porte, feitas sob medida para as maiores faixas de potência são a
especialidade da Voith.
O projeto de Peixe Angical está localizado no rio Tocantins, e está
vinculado à interconexão norte-sul para o fornecimento de energia dentro
do Brasil. A Voith forneceu três geradores para as turbinas Kaplan - os
maiores da categoria a serem fabricados no Brasil, com uma potência total
instalada de 452 MW.
A 880 metros cúbicos por segundo, a água passa pelas turbinas de Peixe
Angical gerando eletricidade suficiente para o consumo de quatro milhões
de pessoas. De modo a garantir uma operação segura da usina, a Voith
equipou Peixe Angical com um sistema de monitoramento. Por meio da
análise do comportamento da máquina, o sistema é capaz de detectar
instabilidades de vibração e - se necessário - ativar alarmes de segurança
apropriados. Dessa forma, o sistema tem a capacidade de proporcionar
segurança e otimizar a operação dos três grupos geradores.
A barragem de Peixe Angical, em CCR (concreto compactado com rolo) no
leito do rio e em terra nas margens, com 6,2 km de comprimento e 39
metros de altura, possui um reservatório de 294 km² de área inundada e
volume de água acumulado de 2,7 bilhões de m³. A usina ainda conta com
um vertedouro de 213 metros, com capacidade para escoar 37.044 m³/s. O
empreendimento foi realizado em tempo recorde, e chegou a contar, no
auge dos trabalhos, com mais de 5.000 operários.

A preocupação com o meio ambiente sempre esteve presente durante as


fases da obra. Foram implantados 30 programas ambientais pertinentes aos
meios físico, biótico e socioeconômico, os quais consumiram 14% do
investimento total do empreendimento. Durante o período de enchimento
do reservatório, equipes de biólogos, veterinários e técnicos em meio
ambiente monitoraram em toda área de influência do lago as possíveis
interferências ambientais, tendo efetuado o resgate de mais de 55 mil
animais, que foram identificados, cadastrados e destinados às áreas nas
proximidades de seus habitats.

A Usina Hidrelétrica Estreito localiza-se no rio Tocantins, no município de


Estreito (MA). Com um reservatório a fio d’água de 555 km2, a usina
entrou em operação em 2011, sendo sua concessão válida até 2037.
Pertence ao Consórcio Estreito Energia (CESTE), no qual a ENGIE é
acionista, com 40,07%.

A Usina é operada pela ENGIE e conta com oito unidades geradoras, com
turbinas verticais tipo Kaplan, de 135,875 MW cada, totalizando 1.087
MW de capacidade instalada e garantia física de 641,1 MW. Neste
empreendimento, a ENGIE possui uma parcela de 256,9 MW médios de
garantia física. A Usina é certificada pelas normas de gestão ISO 9001 e
14001, da qualidade e do meio ambiente, e OHSAS 18001, da saúde e
segurança no trabalho.

Incluído no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento do governo


brasileiro, Estreito é considerado um dos principais projetos hidrelétricos
do Brasil. É atualmente um dos maiores investimentos do país em energia
hidrelétrica, e operará as maiores turbinas Kaplan já fabricadas no Brasil.
Cada um dos rotores das turbinas de 138,6 MW de potência tem o
impressionante diâmetro de 9,5 metros.

Com 10,2 km de comprimento, a barragem da Usina Hidrelétrica


Engenheiro Sérgio Motta, conhecida como Porto Primavera, é a mais
extensa do Brasil. Seus 2.250 km² de reservatório dispõem capacidade
instalada de 1.540 MW, o suficiente para abastecer um complexo urbano
como Campinas e cidades da região.

A represa de Porto Primavera, que capta água de uma área de 574.000 Km²,
inundou uma área de 2.250 km², ou 225 mil hectares, aumentando em nove
vezes o leito do rio Paraná para produzir, em sua potência máxima
instalada, 1.540 megawatts, por meio de 14 turbinas tipo Kaplan, a partir de
um desnível de 18,95 m, com média de 900 megawatts.

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