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ESCOLA ESTADUAL PROFESSORA ELIZÂNGELA GLÓRIA CARDOSO


Formando jovens, autônomos, solidários e competentes.

ROTEIRO DE ESTUDOS Nº 04 - 3º BIMESTRE/2020


3ª SÉRIE

ÁREA DE CONHECIMENTO: ARTE


COMPONENTE CURRICULAR/DISCIPLINA:
PROFESSOR (a): Cléo Araújo TURMA: 33.01 a 33.06
CRONOGRAMA
Período de realização das atividades: 19/10 a 31/10
Entrega das atividades:
 PARTE 1 – 1ª SEMANA: 19/10 a 24/10 PARTE 2 – 2ª SEMANA: 26/10 a 31/10
CARGA HORÁRIA DAS ATIVIDADES: 04 aulas
COMPETÊNCIA ESPECÍFICA DA ÁREA
Compreender o funcionamento das diferentes linguagens e práticas(artísticas, corporais e
verbais) e mobilizar esses conhecimentos narecepção e produção de discursos nos diferentes
campos de atuaçãosocial e nas diversas mídias, para ampliar as formas de participação social,
o entendimento e as possibilidades de explicação e interpretação crítica darealidade e para
continuar aprendendo.
HABILIDADE/OBJETIVO DA ATIVIDADE
(EM13LGG201) Utilizar adequadamente as diversas linguagens (artísticas, corporais e verbais)
em diferentes contextos, valorizando-as como fenômeno social, cultural, histórico, variável,
heterogêneo e sensível aos contextos de uso.
ESTUDO ORIENTADO
● O(a) estudante deve fazer a leitura cuidadosa dos textos de cada uma das 04 (quatro)
aulas desta semana.
● Realizadas as leituras, deve-se proceder à resolução das atividades.
● Para quem dispõe de recursos tecnológicos e internet: tendo dificuldades, orienta-se
buscar solução para as dúvidas através do grupo de WhatsApp de Ciências Humanas no
dia apropriado (quinta-feira).
● A nota do segundo bimestre será fechada através das atividades devolvidas na escola, no
prazo estabelecido, e também da observação do esforço do estudante de modo geral, ou
seja, através de uma avaliação interdimensional.
● Para a devolução das atividades respondidas basta que o(a) estudante utilize a última
folha deste roteiro de estudos.
● Destaque a última folha do roteiro de estudos e devolva à escola com suas respostas.
● Tanto os textos do roteiro de estudos quanto os textos das atividades devem ficar com o(a)
estudante para consultas futuras.
OBJETO DE CONHECIMENTO/CONTEÚDO (Conforme Guia de Aprendizagem 3º bimestre)
-Linguagens Artísticas - A leitura de variadas produções artísticas estimula o imaginário e o pensamento
divergente, possibilitando múltiplos olhares sobre um mesmo objeto.(Esse é um conteúdo de revisão
sobre todas as linguagens da Arte, já estudada nos anos anteriores, para reforçar o aprendizado para o
Enem e vestibulares). Artes Visuais-Formas de manifestações artísticas que têm a visão como
principal forma de apreciação. As artes visuais fazem parte de uma categoria da área artística
que estabelece as várias formas de expressões visuais.
AVALIAÇÃO: o (a) estudante será avaliado(a) através da observação, por parte do professor, de
sua participação no grupo de WhatsApp apresentando dúvidas ou contribuições. Também, por
meio da resolução da atividade e envio das respostas via Google Forms, no decorrer de cada
semana. Assim, prevalecerá a avaliação interdimensional, observando a prática do exercício do
protagonismo e dos 4 (quatro) pilares da educação: Aprender a Ser, a Fazer, a Conhecer e a
Conviver).
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PARTE 1 – 1ª SEMANA –19/10 a 24/10


AS LILINGUAGENS ARTÍSTICAS

Há muitas formas de expressão artística e cada uma delas é compreendida de modo


diferente de acordo com os costumes, os valores e a história de cada sociedade. Mesmo com
tanta diversidade, é possível classificar as obras de arte quanto aos tipos de manifestações e às
formas de expressão, que chamamos de Linguagens Artísticas. Tradicionalmente, pode –se
destacar quatro linguagens artísticas principais, são elas
As linguagens artísticas dividem-se em: Artes Visuais, Teatro, Música e Dança. As artes que
normalmente lidam com a visão como o seu meio principal de apreciação costumam ser
chamadas de Artes Visuais.
As Linguagens Artísticas são as Artes Visuais, o Teatro, a Música e Dança, sendo
que as artes visuais englobam as Artes Plásticas, sendo que o campo das artes visuais abrange
todas as artes que colocam a visão como elemento fundamental.

As esculturas, pinturas, gravuras e desenhos, entre outros, são exemplos da Arte


Visual como linguagem Artística. Já a Música, por exemplo, coloca a audição como o sentido
principal.

As artes visuais representam um conjunto de manifestações artísticas como: pintura, escultura,


desenho, arquitetura, artesanato, fotografia, cinema, design, arte urbana, dentre outros.
O conceito de arte visual está intimamente relacionado ao conceito de visualizar - “ver” - e por
isso, engloba as artes em que a fruição ocorre por meio da visão.

Dada sua importância e abrangência, atualmente existe o curso superior em “Artes Visuais”.
Nele, o estudante sai com o título de artista visual, que o capacita a criar, avaliar e participar do
mercado cultural e artístico.

A arte urbana é um tipo de arte visual. Na imagem, grafite de Eduardo Kobra


As Artes Visuais na Contemporaneidade
Importante destacar que o conceito de arte foi se ampliando com o passar do tempo.

No entanto, já é certo que a arte é uma manifestação humana essencial que esteve
sempre presente nas culturas desde a antiguidade, tal qual a arte rupestre.

De tal modo, além do conceito, as temáticas, técnicas e materiais empregados na arte,


foram se ampliando e atualmente, torna-se tarefa difícil identificar como ela surge.

Com o desenvolvimento da tecnologia e dos computadores, a arte visual também pode


ser produzida através de ferramentas tecnológicas. Podemos citar as artes gráficas, criadas por
meio de programas de computador (softwares) denominada de web art.
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A obra Cidade Espelhada, de Giselle Beiguelman é um exemplo de web art que, por sua vez, faz
parte das artes visuais

As artes modernas e contemporâneas foram responsáveis por abranger ainda mais o


conceito de arte. Pois com elas a ideia torna-se mais importante do que o caráter estético e visual
do objeto artístico.

Atualmente, podemos encontrar diversos tipos de artes:

 vídeo-arte
 animações
 colagens
 arte urbana
 instalações artísticas
 performances
 arte corporal (body art)
 apresentações de rua
 história em quadrinhos
 artes decorativas
 arte multimídia
 design gráfico, de produtor e de moda

Nas últimas décadas, as artes visuais passaram a ser importantes ferramentas de


aprendizagem desde a infância.

Isso porque ela desperta a sensibilidade estética e estimula a criatividade. Além disso, propõe a
reflexão a partir de outro tipo de linguagem, “a linguagem visual”, que agrega valor à linguagem
escrita.

Décadas atrás, a disciplina sobre arte era chamada de "educação artística" e envolvia conceitos
sobre a história da arte e basicamente, a criação de desenhos e pinturas.

No entanto, o conceito de arte nas escolas se expandiu e atualmente, podemos encontrar


colégios em que disciplinas de arte visuais são mais abrangentes. Elas incluem, por exemplo, a
dança, o teatro, a fotografia e o cinema.

O Teatro é uma arte em que um ator, ou conjunto de atores, interpreta uma história
ou atividades, com auxílio de dramaturgos, diretores e técnicos, que têm como objetivo
apresentar uma situação e despertar sentimentos no público.

O teatro surgiu na Grécia Antiga, no séc. IX a.C. Consiste em representar uma situação e
estimular sentimentos na audiência. A tríade: quem vê, o que se vê e o imaginado é o apoio do
drama, pois ele exige uma reflexão propiciada através do ator ou conjunto de atores interpretando
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uma história.

A palavra teatro pode significar tanto o prédio em que se exibem as diferentes formas de arte
como uma delimitada arte.
A arte de representar prosperou em terrenos sagrados na Índia, Egito, Grécia, China e nas
Igrejas da Idade Média. O modo pelo qual o homem descobriu para revelar seus sentimentos de
amor e ódio.
As primeiras sociedades primitivas acreditavam que a dança imitativa influenciava os fatos
necessários à sobrevivência através de poderes sobrenaturais, por isso alguns historiadores
assinalam a origem do teatro a partir deste ritual.
Os principais gêneros dramáticos conhecidos são: a tragédia nascida na Grécia, a comédia que
representa os ridículos da humanidade, a tragicomédia que é a transição da comédia para o
drama e o drama (melodrama), ao ser representado é acompanhado por música.
O Padre José de Anchieta evidenciou a implantação do teatro no Brasil com o interesse de
catequizar os índios para o catolicismo e impedir os hábitos condenáveis dos colonizadores
portugueses, sendo assim uma idéia mais religiosa do que artística.
Música

Dentro das "artes", das "artes", a Música pode ser classificada como uma arte de
representação, uma arte sublime, uma arte de espectáculo.
A música (do grego μουσική τέχνη - musiké téchne, a arte das musas) é uma forma de arte que
se constitui na combinação de vários sons e ritmos, seguindo uma pré-organização ao longo
do tempo.[2]
É considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana. Não se conhece
nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. Embora
nem sempre seja feita com esse objetivo, a música pode ser considerada como uma forma
de arte, considerada por muitos como sua principal função.
A criação, a performance, o significado e até mesmo a definição de música variam de acordo com
a cultura e o contexto social. A música vai desde composições fortemente organizadas (e a sua
recriação na performance), música improvisada até formas aleatórias. Pode ser dividida em
gêneros e subgêneros, contudo as linhas divisórias e as relações entre géneros musicais são
muitas vezes sutis, algumas vezes abertas à interpretação individual e ocasionalmente
controversas. Dentro das "artes", a música pode ser classificada como uma arte de
representação, uma arte sublime, uma arte de espetáculo.
Para indivíduos de muitas culturas, a música está extremamente ligada à sua vida. A música
expandiu-se ao longo dos anos, e atualmente se encontra em diversas utilidades não só como
arte, mas também como a militar, educacional ou terapêutica (musicoterapia). Além disso, tem
presença central em diversas atividades coletivas, como os rituais religiosos,[3] festas e funerais.
Há evidências de que a música é conhecida e praticada desde a pré-história. Provavelmente a
observação dos sons da natureza tenha despertado no homem, através do sentido auditivo, a
necessidade ou vontade de uma atividade que se baseasse na organização de sons. Embora
nenhum critério científico permita estabelecer seu desenvolvimento de forma precisa, a história
da música confunde-se, com a própria história do desenvolvimento da inteligência e da cultura
humana.
Definir a música não é tarefa fácil porque apesar de ser intuitivamente conhecida por qualquer
pessoa, é difícil encontrar um conceito que abarque todos os significados dessa prática. Mais do
que qualquer outra manifestação humana, a música contém e manipula o som e o organiza
no tempo. Talvez por essa razão ela esteja sempre fugindo a qualquer definição, pois ao buscá-
la, a música já se modificou, já evoluiu. E esse jogo do tempo é
simultaneamente físico e emocional. Como "arte do efêmero", a música não pode ser
completamente conhecida e por isso é tão difícil enquadrá-la em um conceito simples.
A música também pode ser definida como uma forma de linguagem que se utiliza da voz,
instrumentos musicais e outros artifícios, para expressar algo a alguém.
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Recreação, desenho em mural por Charles Sprague Pearce.


Um dos poucos consensos é que ela consiste em uma combinação de sons e de silêncios, numa
sequência simultânea ou em sequências sucessivas e simultâneas que se desenvolvem ao longo
do tempo. Neste sentido, engloba toda combinação de elementos sonoros destinados a serem
percebidos pela audição. Isso inclui variações nas características do som
(altura, duração, intensidade e timbre) que podem ocorrer sequencialmente (ritmo e melodia) ou
simultaneamente (harmonia). Ritmo, melodia e harmonia são entendidos aqui apenas em seu
sentido de organização temporal, pois a música pode conter propositalmente harmonias ruidosas
(que contém ruídos ou sons externos ao tradicional) e arritmias (ausência de ritmo formal ou
desvios rítmicos).
E é nesse ponto que o consenso deixa de existir. As perguntas que decorrem desta simples constatação
encontram diferentes respostas, se encaradas do ponto de vista do criador (compositor), do executante
(músico), do historiador, do filósofo, do antropólogo, do linguista ou do amador. E as perguntas são
muitas:

Dança

A dança, arte de movimentar o corpo em certo ritmo, é uma das três principais artes cênicas da
Antigüidade, ao lado do teatro e da música. Caracteriza-se tanto pelos movimentos previamente
estabelecidos (coreografia), ou improvisados (dança livre). Pode existir como expressão artística ou como
forma de divertimento.

Enquanto arte, a dança se expressa por meio dos signos de movimento, com ou sem ligação musical, para
um determinado público.

As danças em grupo foram praticadas desde as primeiras civilizações, em rituais religiosos. Aperfeiçoaram-
se até possuir ritmo, passos e roupas determinados. No Egito, por volta de 2000 a.C., dançava-se em
homenagem aos deuses. Na Grécia Clássica, a dança era relacionada aos jogos olímpicos.

Os tratados sobre dança surgiram a partir do século XVI. Cada país europeu criou suas próprias danças.
Primeiro eram coletivas, depois foram adaptadas aos pares. No século XIX começaram a aparecer danças
mais sensuais, como o maxixe e o tango. Assim como vários outros aspectos culturais, a dança foi se
transformando na proporção em que os povos foram se misturando.
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Dança

 PARTE 02- 2ª SEMANA - 26/10 a 31/10


Intr
A Arte no meio ambiente

Como a arte pode ser uma ferramenta de conscientização importante para o ativismo ambiental?

Conheça a arte ambiental e suas ramificações

Jean Shin, Sound Wave


Qual é a função da arte? Educar, informar e entreter? Essa é talvez a mais polêmica questão que
envolve o tema - e não há respostas fechadas. A arte pode ser entendida como a atividade
humana ligada às manifestações artísticas, seja de ordem estética ou comunicativa, realizadas
por diversas formas de linguagens. Talvez uma pergunta mais pertinente seja: qual o potencial
da arte? Umas das respostas possíveis se dá na relação entre arte e meio ambiente, em que a
arte exerce o papel de questionar ações e exigir mudanças de comportamento.

A arte impulsiona os processos de percepção, sensibilidade, cognição, expressão e criação. Tem


o poder de sensibilizar e proporcionar uma experiencia estética, transmitindo emoções ou ideais.
A arte surge da necessidade de observar o meio que nos cerca, reconhecendo suas formas,
luzes e cores, harmonia e desequilíbrio.

Ela pode propagar e questionar estilos de vida, preparar uma nova consciência por meio da
sensibilização, alertando e gerando reflexões. As manifestações artísticas são representações ou
contestações oriundas das diversas culturas, a partir do que as sociedades, em cada época,
vivem e pensam.

Nesse contexto, podemos inserir a importância da arte como mais uma ferramenta do ativismo
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ambiental. Ao confrontar o público com informações desagradáveis, muitas vezes difíceis de


serem digeridas (como as mudanças climáticas), convergidas em uma experiência estética, a
sensibilização ultrapassa a barreira do racional e realmente toca as pessoas. É mais fácil ignorar
estatísticas do que ignorar imagens e sensações. Quando a arte representa a relação perturbada
da sociedade com a natureza, fica explícita a urgência de ação.

Arte e meio ambiente

As mudanças ambientais já são há muito tempo objetos da arte. Por trás do verde idílico que os
impressionistas pintavam, havia a fumaça negra das chaminés das fábricas. Uma das marcas da
obra de Monet era o estudo da luz difusa, nessa busca se deparou com o Smog de Londres. Isso
originou obras que mostram a fumaça de carvão cuspida pelas chaminés e trens na cidade.

Monet, The Gare Saint-Lazare


Em um contexto contemporâneo, o movimento que junta arte e meio ambiente, a chamada arte
ambiental, surgiu a partir da turbulência política e social dos anos 1960 e início dos anos 70.
Artistas foram inspirados pela nova compreensão das questões ambientais, a grande
urbanização e a ameaçadora perda de contato do homem com a natureza, bem como pelo
desejo de trabalhar ao ar livre em espaços não tradicionais.

A arte ambiental se insere na arte contemporânea não como um movimento fechado, mas como
um modo de fazer, uma tendência que perpassa diversas criações artísticas. A dialética entre o
hedonismo e a sustentabilidade cada vez mais tem sido abordada, e é uma contraproposta às
ordens sociais vigentes. Criticar publicamente o consumismo, o curto ciclo de vida dos produtos e
a exploração de recursos é fazer ativismo ambiental, por mais que muitas vezes não esteja
explícito no trabalho. Reverenciar a beleza da natureza, mesmo que pareça sem maiores
preocupações ideológicas, também é um processo que reforça a necessidade de ações de
preservação do meio ambiente.

 Conheça o trabalho de dez artistas plásticos que se dedicam ao ativismo


ambiental em suas obras

Diversos artistas têm a preocupação de expor ao público uma arte voltada para as questões
ambientais. A prática artística dá visibilidade a temas que muitas vezes são abordados pela mídia
por uma perspectiva distanciada. Com um enfoque distinto, temáticas como as mudanças
climáticas ou exploração animal, que sequer ganha destaque na mídia tradicional, geram
reflexões potencialmente transformadoras.

O campo da arte ambiental é tão vasto como o mundo natural que o inspira. A arte é uma lente
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através da qual é possível explorar todos os aspectos da sociedade - desde a produção urbana
de alimentos, a política climática, gestão de bacias hidrográficas, infraestrutura de transporte
e design de roupas - a partir de uma perspectiva ecológica.

"Arte ambiental" é um termo genérico que se refere a uma ampla gama de trabalho que ajuda a
melhorar a nossa relação com o mundo natural. Seja informando sobre as forças ambientais, ou
demonstrando problemas ambientais, e até com uma participação mais ativa, reaproveitando
materiais e restaurando a vegetação local. Muitas práticas artísticas, como a land art, eco-arte,
e arte na natureza, bem como os desenvolvimentos relacionados em prática social, ecologia
acústica, slow food, slow fashion, eco-design, bio-art e outros podem ser considerados como
parte desta mudança cultural maior.

Land art, Earthwork ou Earth Art

Christo e Jeanne-Claude, Valley Curtain


O terreno natural é objeto e se integra à obra nesse tipo de arte. Conhecida como land art, Earth
art ou Earthwork, esses trabalhos são grandes arquiteturas ambientais, transformam a natureza e
são por ela transformados. O espaço físico dessas obras são desertos, lagos, planícies e
cânions, e os elementos da natureza, como vento ou relâmpagos, podem ser trabalhados para
integrarem a obra. A land art se relaciona com o ambiente de forma harmônica e com um respeito
imenso à própria natureza. O conceito se estabeleceu numa exposição organizada na Dwan
Gallery, em Nova Iorque, em 1968, e na exposição Earth Art, promovida pela Universidade de
Cornell, em 1969.
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Esse conceito de arte contemporânea ao ar livre atrai muitos artistas, pela possibilidade de se
deslocar do campo das galerias. Por suas características, essas obras não podem ser expostas
nesses ambientes, a não ser por meio de fotografias. Essas obras têm caráter efêmero, pois a
ação dos eventos naturais consome e destrói os trabalhos. Uma forte influência para esse estilo
são os geoglifos (grandes figuras feitas no chão em morros ou regiões planas), como as linhas de
Nazca e os crop circles.

Os principais artistas dessa tendência são Jeanne-Claude e seu esposo Christo Javacheff, Walter
de Maria e James Turrell.

Art in nature
Semelhante à land art, a art in nature tem caráter ainda mais efêmero. Considerada uma vertente
da land art, essa produção artística também tem seu local deslocado para a natureza. Esse tipo
de obra é construída com materiais orgânicos encontrados no ambiente rearranjados em
formatos geométricos. Essas belíssimas esculturas normalmente são feitas com folhas, flores,
galhos, areia, pedras etc. O foco é geralmente na criação de objetos ou mudanças sutis na
paisagem, que destacam características geográficas, ou explorar as formas naturais dos próprios
materiais.

A documentação apresenta papel central nesse tipo de trabalho. Assim como a land art, esse tipo
de obra só pode ser exposto fora do ambiente natural por meio de fotografias. Esta forma
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de arte pode celebrar a beleza da natureza. Os artistas que produzem obras nesse estilo
normalmente têm uma forte reverência pela preservação da natureza e um desejo de criar um
impacto mínimo sobre o solo na produção de seu trabalho. Alguns artistas ainda alegam que
devolvem os objetos ao local que encontraram após a documentação. O britânico Andy
Golsworthy têm diversos trabalhos nesse campo.

Arte ecológica, eco-arte ou arte sustentável

A arte ecológica leva em consideração que toda atividade humana afeta o mundo em torno dela.
Por esse motivo, ela analisa o impacto ecológico da construção, exposição e efeitos a longo
prazo da obra. As questões ambientais são mais aparentes no discurso desse tipo de arte - ela
envolve toda uma metodologia eco-friendly. Muitos projetos envolvem uma restauração local, ou
emergem diretamente de uma função de serviço a ecossistemas ou comunidades. Essa prática
artística busca estimular carinho e respeito pela natureza, propiciando diálogos e incentivando
mudanças estruturais a longo prazo. Muitas vezes os projetos envolvem ciência, arquitetos,
educadores, etc.

Um artista que segue essa perspectiva é o brasileiro Vik Muniz, que cria diversas obras utilizando
lixo. O documentário “Lixo Extraordinário” mostra o trabalho do artista e apresenta seu processo
criativo e sua relação com uma comunidade próxima de um aterro sanitário do Rio de Janeiro.

Outro artista muito importante no cenário brasileiro é Frans Krajcberg. Uma marca de sua obra
são esculturas com árvores calcinadas, que são recolhidas de locais que sofreram com
queimadas e desmatamento. A obra denuncia a violência do homem com a natureza e tem forte
caráter ativista.
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Ativismo
A noção de adotar uma postura semelhante ao ativismo nas artes teve como um de seus
principais defensores o artista Joseph Beuyes. Ele incorporou essa conduta como parte essencial
de sua produção. Beuys já abordava questões ecológicas em suas esculturas, performances,
entre outros suportes artísticos, de maneira revolucionária. Foi um dos fundadores do Green
Party na Alemanha e protagonizou, em 1982, uma ação impactante no cenário: realizou o plantio
de 700 mudas de carvalho marcadas por colunas de basalto, em frente à sede da Documenta,
exposição de arte contemporânea periódica que ocorre na cidade de Kassel, na Alemanha.

As preocupações mundiais com temas como o desmatamento, aumento de epidemias, poluição,


aquecimento global, esgotamento de espécies, novas tecnologias genéticas, novas e velhas
doenças, são reflexos de um novo mundo. Junto com tudo isso surge a demanda de atribuir à
arte a função de destacar as questões da natureza. O movimento cultural global em função de
uma vida voltada para consumo consciente expandiu o papel da arte e dos artistas em nossa
sociedade. Independente de uma classificação fechada, percebe-se nos museus e galerias do
mundo todo que a questão ecológica e as mudanças climáticas estão determinando muitas
atividades artísticas. Ao artista é creditada a função de ativista, para expor a demanda pela
urgência de mudanças que a sociedade precisa. A arte ambiental é uma arte engajada. Ela
busca a construção de novos valores e jeitos de se viver.

Um exemplo de como o ativismo através da arte pode ser significativo é o trabalho da artista
Aviva Rahmani. Em 2002, ela conseguiu chamar atenção para um estuário degradado em
Vinalhaven Island, no Maine, com o projeto Blue Rocks. Com a repercussão, o departamento de
agricultura dos Estados Unidos (USDA) decidiu investir 500 mil dólares para restaurar a região.
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As mudanças cultural e social devem emergir de mãos dadas. Para curar nossa relação com a
terra, e construir formas de conscientização, qualquer paixão e criatividade que pudermos reunir
é bem-vinda. Todos têm um papel a desempenhar nessa mudança: artistas, empresas e cada um
de nós. Cada expressão com esse discurso é um passo, cada obra de arte é uma inspiração
potencial para trabalhos futuros. As obras propiciam a abertura de um diálogo, provocam ideias e
são capazes de mudar o pensamento das pessoas ao longo do tempo.

A intervenção do homem na natureza, pode ser muito bem, com a própria natureza. O escultor,
fotógrafo e ambientalista escocês Andy Goldsworthy transforma, há décadas, elementos que
encontra, como folhas, pedras e galhos, em obras de arte.
A fim de sublinhar a fragilidade da Terra, os trabalhos de Andy costumam ser transitórios.
Ele comenta: “Quando eu faço alguma coisa, no meio ambiente ou na rua, a obra pode
desaparecer, mas já faz parte da história desses lugares”.
O artista que descobriu no lado de fora da janela o seu mundo desde muito cedo, tem predileção
pelas possibilidades que se encontram nas formas orgânicas, fazendo com tais elementos
inesperadas composições. “A natureza pra mim não para nos parques nacionais. Ela está na
cidade, numa galeria, num edifício. Ela está em toda parte que nós estamos”, esclarece.
Vale a pena ver:
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LINKS PARA ATIVIDADES NO GOOGLE FORMS

ATIVIDADE: PARTE 1 – 1ª SEMANA: 19/10 a 24/10


https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdQfBf5JeELrik1FFG9tWLI9wSOtLdh7fsd6HGOM-
xL6iK0Pw/viewform?usp=sf_link

ATIVIDADE: PARTE 2 –2ª SEMANA 26/10 a 31/10

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeu2V3z1E7N6vyXacS7jgcAyap61asBsTy6ZH-
S9Pyj0PdXMw/viewform?usp=sf_link

ATIVIDADES COMPLEMENTARES

Acessar os links abaixo com vídeo aulas sobre -As Linguagens Artísticas

As linguagens artísticas
https://youtu.be/ukcw25rFrrk

O que é linguagem artística?

https://youtu.be/B5Y9hZFpp6w

O que são Artes Visuais?

https://youtu.be/HinrytFBCg8

A origem do Teatro
https://youtu.be/WwtKSpK_Rrk

Sobre a História da Dança

https://youtu.be/GeRhlkImBoE

VÍDEO –CRIANDO ARTE COM ELEMENTOS DA NATUREZA


https://youtu.be/ETMCBO3M884
VÍDEO- INTERVENÇÃO ARTISTICA USANDO LIXO

https://youtu.be/kHuVZU1zq9o
VÍDEO :INTERVENÇÕES ARTÍSTICA-ARTE E MEIO AMBIENTE
https://youtu.be/qDnDft-JNDk