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SOCIEDADE UNIFICADA DE ENSINO SUPERIOR E CULTURA - SUESC


TURMA: 2º período de 2009 – CON021-N
Matéria: Contabilidade Tributária
Alunos: Everaldo Pereira dos Santos, Joilson Bruno, Felipe e Sergio Lopes.
Professor: Jeferson

IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA - ISS

ESCOPO

Neste trabalho abordaremos as normas aplicáveis no ano de 2009 para as Empresas e


Profissionais Autônomos no âmbito da tributação do Imposto sobre Serviços de Qualquer
Natureza – ISSQN dentro do Município do Rio de Janeiro de uma forma geral, não sendo
específico com as atividades, tais como, Construção Civil, Cartões de crédito, Publicidades e
Propaganda, Agências de Turismo, Bancos e Instituições Financeiras, etc .

Iremos dividir a apresentação deste trabalho nos seguintes tópicos:

1) Legislação
2) Dos contribuintes e Responsáveis
3) Fato Gerador do ISS
4) Da Base de Cálculo – Falar sobre as notas fiscais quando o serviço é somado ao ISS.
5) Das alíquotas
6) Da não incidência do ISS
7) Da Isenção
8) Do pagamento e DARM

1) LEGISLAÇÃO

Lei Complementar nº 116 de 31 de Julho de 2003 - Decretado pelo


Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente da República, dispõe sobre o
Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, de competência dos Municípios e do
Distrito Federal, e dá outras providências, estabelece normas gerais relativas ao ISS
a serem cumpridas por todos os município e do Distrito Federal.
Decreto Municipal do Rio de Janeiro nº 10.514 de 8 de Outubro de 1991
( Atualmente adaptada pelas modificações introduzidas pela Lei Complementar nº
116) – conhecida como o Regulamento do ISS, regulamenta as disposições legais
relativas ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS.
Decreto Municipal do Rio de Janeiro nº 28.248 de 30 de Julho de 2007 –
Regulamenta o fornecimento de informações e retenções do ISS de Empresas que
operem dentro do Município e estejam estabelecidas fora do Município do Rio de
Janeiro.
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2) DOS CONTRIBUINTES E DOS RESPONSÁVEIS

Os CONTRIBUINTES do ISS estão definidos no artigo 6º do Decreto 10.514/1991


na qual define que são os PRESTADORES DE SERVIÇOS.

Para os efeitos do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza, entende-se:

1 - por profissional autônomo, todo aquele que fornecer o próprio trabalho, sem
vínculo empregatício, com o auxílio de, no máximo, três empregados e que não
possuam a mesma habilitação profissional do contratante;

2 - por Empresa:
a) toda e qualquer pessoa jurídica que exercer atividade de prestação de
serviços;
b) a pessoa física que admitir, para o exercício da sua atividade profissional, mais
de três empregados ou um ou mais profissionais da mesma habilitação do
empregador;
c) o empreendimento instituído para prestar serviços com interesse econômico e;
d) o Condomínio que prestar serviços a terceiros.

3- Tomador do Serviço - Ainda que isento ou imune, o tomador do serviço


estabelecido no Município do Rio de Janeiro será responsável pelo pagamento do
Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS, devendo retê-lo e recolhê-lo, no
caso em que o prestador de serviços emita documento fiscal autorizado por qualquer
outro município localizado no País, se esse prestador não estiver em situação
regular no cadastro específico da Secretaria Municipal de Fazenda.

Os RESPONSÁVEIS do ISS estão definidos no artigo 7º do Decreto 10.514/1991 na


qual relacionamos alguns exemplos abaixo:

São responsáveis:
- os locadores de máquinas, aparelhos e equipamentos instalados, pelo imposto
devido pelos locatários estabelecidos no Município e relativo à exploração desses
bens;
- os titulares dos estabelecimentos onde se instalarem máquinas, aparelhos e
equipamentos, pelo imposto devido pelos respectivos proprietários não
estabelecidos no Município, e relativo à exploração desses bens;
- as empresas administradoras de cartões de créditos, pelo imposto incidente sobre
o preço dos serviços prestados pelos estabelecimentos filiados, localizados no
Município quando pagos através de cartão de crédito por elas emitidos;
- as empresas imobiliárias, incorporadoras e construtoras pelo imposto devido sobre
as comissões pagas às empresas corretoras de imóveis;
- as empresas seguradoras pelo imposto devido sobre as comissões das corretoras
de seguro e sobre os pagamentos às oficinas mecânicas, relativos ao conserto de
veículos sinistrados;
- as operadoras turísticas pelo imposto devido sobre as comissões pagas a seus
agentes e intermediários;
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3) FATO GERADOR DO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS

Costuma-se definir o Fato Gerador do ISS como uma situação estabelecida em Lei,
a qual, uma vez ocorrida em concreto enseja o nascimento da obrigação tributária e
está regulado pelos Artigos 1º ao 3º do Decreto nº 10.514/1991 na qual relaciona os
serviços que geram a cobrança do ISS no município do Rio de Janeiro. Salientamos
também que o fato gerador do imposto ocorre ainda que os serviços não se
constituam como atividade preponderante do prestador. Abaixo relacionamos
exemplos da relação de serviços:

1 – Serviços de informática e congêneres.


1.01 – Análise e desenvolvimento de sistemas.
1.02 – Programação.
1.03 – Processamento de dados e congêneres.
1.04 – Elaboração de programas de computadores, inclusive de jogos eletrônicos.
1.05 – Licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação.
1.06 – Assessoria e consultoria em informática.
1.07 – Suporte técnico em informática, inclusive instalação, configuração e
manutenção de programas de computação e bancos de dados.
1.08 – Planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas.

2 – Serviços de pesquisas e desenvolvimento de qualquer natureza.


2.01 – Serviços de pesquisas e desenvolvimento de qualquer natureza.

3 – Serviços prestados mediante locação, cessão de direito de uso e congêneres.


3.01 – Cessão de direito de uso de marcas e de sinais de propaganda.
3.02 – Exploração de salões de festas, centro de convenções, escritórios virtuais,
stands, quadras esportivas, estádios, ginásios, auditórios, casas de espetáculos,
parques de diversões, canchas e congêneres, para realização de eventos ou
negócios de qualquer natureza.
3.03 – Locação, sublocação, arrendamento, direito de passagem ou permissão de
uso, compartilhado ou não, de ferrovia, rodovia, postes, cabos, dutos e condutos de
qualquer natureza.
3.04 – Cessão de andaimes, palcos, coberturas e outras estruturas de uso
temporário.

4 – Serviços de saúde, assistência médica e congêneres.


4.01 – Medicina e biomedicina.
4.02 – Análises clínicas, patologia, eletricidade médica, radioterapia, quimioterapia,
ultra-sonografia, ressonância magnética, radiologia, tomografia e congêneres.
4.03 – Hospitais, clínicas, laboratórios, sanatórios, manicômios, casas de saúde,
prontos-socorros, ambulatórios e congêneres.
4.04 – Instrumentação cirúrgica.
4.05 – Acupuntura.
4.06 – Enfermagem, inclusive serviços auxiliares.
4.07 – Serviços farmacêuticos.
4.08 – Terapia ocupacional, fisioterapia e fonoaudiologia.
4.09 – Terapias de qualquer espécie destinadas ao tratamento físico, orgânico e
mental.
4.10 – Nutrição.
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4) DA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS

A base de cálculo do Imposto sobre Serviços – ISS está regulado pelos artigos 10º
ao 18º do Decreto nº 10.514/1991 que define que é o PREÇO DO SERVIÇO.
- Considera-se preço tudo que for cobrado em virtude da prestação de
serviços, em dinheiro, bens, serviços, ou direitos seja na conta ou não,
inclusive a título de reembolso, reajustamento, doação, contribuição,
patrocínio ou dispêndio de qualquer natureza.
- Incluem-se na base de cálculo as vantagens financeiras decorrentes da
prestação de serviços, inclusive as relacionadas com a retenção periódica
dos valores recebidos.
- Os descontos ou abatimentos concedidos sob condição integram o preço do
serviço.
- A prestação de serviço a crédito, sob qualquer modalidade, implica inclusão,
na base de cálculo, dos ônus relativos à obtenção do financiamento, ainda
que cobrados em separado.
- Nos serviços contratados em moeda estrangeira, o preço será o valor
resultante da sua conversão em moeda nacional ao câmbio do dia da
ocorrência do fato gerador.
- Na falta de preço, será tomado como base de cálculo o valor cobrado dos
usuários ou contratantes de serviços similares.

No caso de estabelecimento que represente, sem faturamento, empresa do mesmo


titular, sediada fora do município, a base de cálculo compreenderá no mínimo, todas
as despesas necessárias à manutenção desse estabelecimento.

No Agenciamento de serviços de revelação de filmes, a base de cálculo será a


diferença entre o valor cobrado do usuário e o valor pago ao laboratório.

Nos serviços típicos de editora de música, a base de cálculo será igual à 25% da
Receita Bruta.

O Imposto é parte integrante e indissociável do preço do serviço, constituindo o seu


destaque nos documentos fiscais mera indicação para fins de controle e
esclarecimento ao usuário do serviço.

As sociedades constituídas de profissionais para o exercício de medicina,


enfermagem, fonoaudiologia, medicina veterinária, contabilidade, agenciamento da
propriedade industrial, advocacia, engenharia, arquitetura, agronomia, odontologia,
economia e psicologia que prestem serviços em nome da empresa, embora
assumindo responsabilidade pessoal, nos termos da lei aplicável, recolherão o
Imposto Sobre Serviços, mensalmente, até o quinto dia útil seguinte ao do mês de
referência, nos seguintes termos:

SOCIEDADE DE PROFISSIONAIS
Recolhimento em 2009 – Município do Rio de Janeiro

O ISS será calculado mensalmente aplicando-se a alíquota de 2% sobre a


base de cálculo fixada pela Lei 3.720/2004, cálculo este realizado em relação a cada
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profissional habilitado, sócio, empregado ou não, que prestem serviços em nome da


sociedade, embora assumindo responsabilidade pessoal.
A base de cálculo deve ser atualizada anualmente pela variação do IPCA-E
apurado pelo IBGE, em 1º de janeiro de cada exercício (Lei 3.145/2000, artigo 2º). A
variação de 2008 para 2009 foi de 6,10%.
Veja a seguir quadro com as bases e valores individuais em 2008 e 2009, a
recolher por cada profissional habilitado, sócio, empregado ou não que prestem
serviços em nome da sociedade:

N Ú M E R OD E P R O F IS IO N A IS
H A B ILIT A D O S , S Ó C IO S ,
B A S E D E C Á LC U L OP O RV A L O RA R E C O L H E RP O RB A S E D E C Á LC U LOP O RV A LO RA R E C O LH E RP O R
E M P R E G A D OOSU N Ã OQ U E
P R O F IS IO N A L E M 20 08P R O F IS S IO N A L E M 20 08P R O F IS IO N A L E M 2 00 9 P R O F IS S IO N A L E M 2 00 9
P R E S T E M S E R V IÇ O S E M
N O M E D A S O C IE D A D E
A té 5 R $ 2 .28 7,8 3 R $ 45 ,76 R $ 2.4 27 ,38 R $ 48 ,55
D o 6º ao 1 0 º R $ 3 .43 1,7 5 R $ 68 ,63 R $ 3.6 41 ,08 R $ 72 ,82
D o 1 1º em dian te R $ 4 .57 6,9 1 R $ 91 ,54 R $ 4.8 56 ,10 R $ 97 ,12

EXEMPLO: Uma sociedade tem 14 profissionais habilitados prestando


serviços em seu nome, veja o cálculo:

QUANTIDADE DE PROFISSIONAIS
APURAÇÃO ISSQN DEVIDO
HABILITADOS
R$ 48,55 X 5 = 242,75 +
14 R$ 72,82 X 5 = 364,10 + R$ 995,33
R$ 97,12 X 4 = 388,48 =

É fundamental compreendermos que não são consideradas como sociedades


de profissionais as sociedades que se enquadrem em qualquer das hipóteses a
seguir relacionadas:
• cujos serviços não se caracterizem como trabalho pessoal dos sócios, e sim
como trabalho da própria sociedade;
• cujos sócios não possuam, todos, a mesma habilitação profissional;
• que tenham como sócio pessoa jurídica;
• que tenham natureza comercial;
• que exerçam atividade diversa da habilitação profissional dos sócios.
O ISS devido pelas sociedades de profissionais deve ser pago até o 5º dia útil
do mês seguinte ao de referência, conforme estabelece o Decreto 30.286, de 12-12-
2008

PROFISSIONAL AUTÔNOMO
Recolhimento em 2009 – Município do Rio de Janeiro

1. CARACTERIZAÇÃO COMO CONTRIBUINTE DO ISS


Contribuinte do ISS é o prestador do serviço seja ele profissional autônomo ou
empresa. Entende-se por profissional autônomo, todo aquele que fornecer o próprio
trabalho, sem vínculo empregatício, com o auxílio de, no máximo, 3 empregados que
não possuam a mesma habilitação profissional do empregador.
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O profissional prestador de serviços tributados pelo ISS no Município do Rio de


Janeiro poderá ser classificado como “autônomo estabelecido” ou “autônomo não
estabelecido”, observando-se que o estabelecido poderá ser equiparado à empresa,
o que acarretará em uma forma diferenciada de recolhimento do imposto devido.
2. AUTÔNOMO NÃO ESTABELECIDO
Os profissionais autônomos não estabelecidos estão dispensados da
obrigatoriedade de inscrição no Cadastro de Atividades Econômicas do Município
do Rio de Janeiro e do pagamento do ISS.
Autônomo não estabelecido é qualquer profissional que não tenha estabelecimento
fixo para o exercício de sua atividade.
O profissional autônomo nessa situação deve declarar, no verso do recibo de
pagamento: “Profissional autônomo não estabelecido, estando isento do ISS e
dispensado de inscrição municipal, conforme artigo Inciso XIX do artigo 12 da Lei nº
691/84 com as alterações da Lei 3.691/2003 e § 2º do artigo 153 do Decreto 10.514,
de 8 de outubro de 1991".
3. AUTÔNOMO ESTABELECIDO
O profissional autônomo estabelecido, que fornecer o próprio trabalho, sem vínculo
empregatício, com o auxílio de, no máximo, 3 empregados que não possuam a
mesma habilitação profissional do empregador, deve calcular o ISS sobre uma base
de cálculo fixa, e sobre a qual será aplicada a alíquota de 2%.
Inicialmente, a Lei 3.720/2004, fixou a base de cálculo em R$ 1.870,00, por mês, por
atividade constante no cartão de inscrição municipal, devendo o valor de cada mês
ser recolhido em uma única guia trimestral, com vencimento no 5º dia útil do mês
seguinte a cada trimestre civil.
3.1. RECOLHIMENTO EM 2009
Para o ano de 2009, de acordo com a Lei 3.145/2000, que determinou a aplicação
do IPCA-E para atualização dos valores, a base de cálculo mensal do ISS do
profissional autônomo estabelecido é de R$ 2.427,38.
Aplicando a alíquota de 2% sobre a base de cálculo fixa (R$ 2.427,38)
encontraremos o valor de R$ 48,54, por mês, por atividade constante no cartão de
inscrição municipal.
O valor devido a cada mês será cobrado em uma única guia trimestral,
totalizando R$ 145,62, por trimestre, por atividade constante no cartão de inscrição
municipal, sendo o vencimento nas datas a seguir relacionadas:
COMPETÊNCIA VENCIMENTO

1º TRIM/2009 7-4-2009

2º TRIM/2009 7-7-2009

3º TRIM/2009 7-10-2009

4º TRIM/2009 8-1-2010

Caso o autônomo tenha mais de uma atividade relacionada no cartão de inscrição, o


valor de R$ 145,62 deverá ser multiplicado pela quantidade de atividade.
4. EQUIPARAÇÃO À EMPRESA
Para os efeitos do ISS, entende-se por pessoa física equiparada à empresa o
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profissional autônomo que admitir mais de 3 empregados ou um ou mais


empregados de mesma habilitação do empregador.
Esses profissionais equiparados à empresa devem recolher o ISS mensalmente,
de acordo com o calendário constante no item 4.1. deste Comentário, aplicando a
alíquota de 2% sobre a base de cálculo fixada pela Lei 3.720/2004 (R$ 2.427,38),
que resultará no valor de R$ 48,54, devido pelo titular da inscrição, que deverá ser
acrescido de R$ 48,54, por cada empregado de mesma habilitação do empregador.
Exemplo: Um autônomo equiparado à empresa, que mantenha 2 empregados
habilitados na sua mesma atividade, deverá recolher o ISS, mensalmente, no valor
de R$ 145,62.
4.1. CALENDÁRIO DOS EQUIPARADOS À EMPRESA
MÊS COMPETÊNCIA VENCIMENTO

JANEIRO/2009 6-2-2009

FEVEREIRO/2009 6-3-2009

MARÇO/2009 7-4-2009

ABRIL/2009 8-5-2009

MAIO/2009 5-6-2009

JUNHO/2009 7-7-2009

JULHO/2009 7-8-2009

AGOSTO/2009 5-9-2009

SETEMBRO/2009 7-10-2009

OUTUBRO/2009 9-11-2009

NOVEMBRO/2009 7-12-2009

DEZEMBRO/2009 8-1-2010

5) DAS ALÍQUOTAS

As alíquotas a serem aplicadas sobre a base de cálculo para a apuração do Imposto sobre
Serviços – ISS estão definidas pelo artigo 19 do Decreto nº 10.514/1991 e são as seguintes:

I - Alíquota genérica (%)


Serviços não especificados no inciso II 5 (Lei nº 3.691 de
28.11.2003)
II - Alíquotas específicas: (%)
1. Limpeza e dragagem de portos, rios e canais; construção civil; obras hidráulicas; 3 (Lei nº 1.513 de
engenharia consultiva; reparação e reforma de edifícios, estradas, pontes e 27.12.89)
congêneres
2. Serviços de arrendamento mercantil 2 (Lei nº 3.477 de
19.12.2002)
3. Serviços concernentes à concepção, redação, produção e veiculação de 3 (Lei nº 1.513 de
propaganda e publicidade, inclusive divulgação de material publicitário 27.12.89)
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4. Serviços de exibição de filmes cinematográficos 3 (Lei nº 1.513 de


27.12.89)
5. Serviços prestados por profissional autônomo estabelecido e sociedade 2 (Lei nº 3.720 de
constituída de profissionais, de que tratam os arts. 1º, 5º e 6º da Lei nº 3.720, 05.03.2004)
de 5/03/2004
6. Serviços de geração de programas de computador, sob encomenda, cadastrados 2 (Lei nº 3.477 de
como desenvolvidos no país 19.12.2002)
7. Os serviços a que se referem os subitens 7.02 e 7.05 da lista do art. 8º, quando 0,5 (Lei nº 3.895 de
componentes de obra licenciada, visando a: erguimento de edificação para 12.01.2005)
utilização como hotel; transformação de imóvel em hotel; acréscimo de edificação
para aumentar o número de apartamentos de hotel já em funcionamento; ou
incorporação, a hotel já em funcionamento, de imóvel ou parte de imóvel antes
não utilizado com finalidade hoteleira, criando-se novos apartamentos .
8. Serviços prestados por instituições que se dediquem, exclusivamente, a pesquisas 2 (Lei nº 3.691 de
e gestão de projetos científicos e tecnológicos, por empresas juniores e empresas 28.11.2003)
de base tecnológica instaladas em incubadoras de empresas .
9. Serviços relativos à indústria cinematográfica, exclusivamente quando vinculados 2 (Lei nº 3.691 de
a filmes brasileiros, naturais ou de enredo, quando: 28.11.2003)

1) diretamente concorrentes para a produção da obra audiovisual;


2) correspondentes a receitas de licenciamento para exibição da obra
cinematográfica;
3) correspondentes a receitas de distribuição de filmes, sendo que, nesse caso,
somente quando o distribuidor se dedicar exclusivamente a filmes brasileiros,
naturais ou de enredo
10. Serviços de saúde e de assistência médica do subitem 4.03 da lista do art. 8º, 2 (Lei nº 3.691 de
prestados por hospitais, sanatórios, manicômios, casas de saúde, prontos- 28.11.2003)
socorros e clínicas, todos aptos a efetuar internações .
11. Serviços de transporte coletivo de passageiros 2 (Lei nº 3.691 de
28.11.2003)
12. Serviços de administração de fundos quaisquer e de carteira de clientes, previstos 2 (Lei nº 3.720 de
no subitem 15.01 da Lista do artigo 8º, exceto de consórcio, de cartão de crédito 05.03.2004)
ou débito e congêneres, de cheques pré-datados e congêneres .
13. Serviços de agenciamento, corretagem ou intermediação de títulos e valores 2 (Lei nº 3.720 de
mobiliários prestados por instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central 05.03.2004)
do Brasil e aqueles realizados no âmbito de Bolsa de Mercadorias e Futuros
14. Serviços de feiras, exposições, congressos e congêneres 2

Parágrafo único - Entende-se por profissional autônomo todo aquele que fornecer o próprio
trabalho, sem vínculo empregatício, com o auxílio de, no máximo, três empregados que não
possuam a mesma habilitação profissional do empregador. (Lei nº 3.691 de 28.11.2003)

OBSERVAÇÕES:
1. Os serviços de produção externa estão sujeitos à alíquota específica de cada
atividade.
2. Entende-se como serviços de transporte coletivo aqueles prestados por
concessionárias e permissionárias.
Os serviços não previstos nos itens anteriores serão tributados à alíquota de 5%
(cinco por cento).
IMPORTANTE: Nos serviços provenientes do exterior do país, ou cuja prestação
tenha se iniciado no exterior, os contribuintes responsáveis ou substitutos devem
aplicar as alíquotas conforme tabela acima.

6) DA NÃO INCIDÊNCIA DO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS


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A não incidência do ISS está regulado pelo artigo 4º do Decreto 10.514/1991 na qual
diz o seguinte:

O imposto não incide sobre:


I - as exportações de serviços para o exterior do País;
II - a prestação de serviços em relação de emprego, dos trabalhadores avulsos, dos
diretores e membros de conselho consultivo ou de conselho fiscal de sociedades e
fundações, bem como dos sócios-gerentes e dos gerentes-delegados;
III - o valor intermediado no mercado de títulos e valores mobiliários, o valor dos
depósitos bancários, o principal, juros e acréscimos moratórios relativos a operações
de crédito realizadas por instituições financeiras.
Parágrafo único - Não se enquadram no disposto no inciso I os serviços
desenvolvidos no Brasil cujo resultado aqui se verifique, ainda que o pagamento seja
feito por residente no exterior.

Para fins de entendimento, se uma Empresa prestadora de serviços, localizada no


município do Rio de Janeiro, for contratada por um cliente localizado no Exterior e o
serviço for realizado no País de origem do contratante, não existirá a incidência do
ISS. Mas se o trabalho for realizado no Brasil e o contratante estiver localizado no
exterior, existirá a incidência do ISS, ou seja, o que irá definir a tributação do ISS
será o local aonde se realizará o serviço e não se o contratante estiver no exterior.

7) DA ISENÇÃO DO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS

A isenção do Imposto sobre Serviços está regulado pelo Artigo 5º do Decreto nº


10.514/1991. Abaixo relacionamos como exemplo de isenção:

- os profissionais ambulantes, jornaleiros e também os localizados em feiras-livres e


cabeceiras-de-feira;
- as associações de classe, os sindicatos e respectivas federações e confederações,
observado o parágrafo 1º deste artigo;
- as associações culturais, recreativas e desportivas, observado o parágrafo 1º deste
artigo;
- os serviços de exibição de filmes cinematográficos em salas ocupadas por
entidades brasileiras sem fins lucrativos;
- os serviços de reforma, reestruturação ou conservação de prédios de interesse
histórico, cultural ou de interesse para a preservação ambiental, respeitadas as
características arquitetônicas das fachadas, com observância da legislação
específica;
os serviços de profissionais autônomos não estabelecidos;
- Não se aplicam as isenções previstas nos incisos II e III deste artigo às receitas
decorrentes de:
1 - serviços prestados a não sócios;
2 - venda de pules ou talões de apostas;
3 - serviços não compreendidos nas finalidades específicas das entidades
mencionadas.

8) DO PAGAMENTO E DARM
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O DARM-RIO é o documento de arrecadação adotado no Município do Rio de


Janeiro
O modelo atual foi instituído pela Resolução SMF-RJ nº 1.751/2000, e
é constituído de duas vias, sendo a primeira destinada ao Tesouro
Municipal e a segunda ao contribuinte como comprovante de
pagamento.
Os códigos utilizados para recolhimento são:
• 101-5 - ISS Movimento Econômico
• 109-0 - ISS Retenção de Terceiros
• 110-4 - ISS Substituição
• 111-2 - ISS Débito Autônomo (NOVO)
• 115-5 - ISS Estimativa de Eventos (NOVO)
• 126-0 - ISS Retenção (Lei 4452)(NOVO)