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INSTITUTO POLITECNICO DE TECNOLOGIA E EMPREENDEDORISMO

MINISTÉRIO DA SAÚDE
Curso de Farmácia

Levantamento dos problemas de Saúde mais frequentes na minha cidade

Domingos Alberto Júnior- código N.º19050279

Tete, Abril 2021


INSTITUTO POLITECNICO DE TECNOLOGIA E EMPREENDEDORISMO
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Curso de Farmácia

Levantamento dos problemas de Saúde mais frequentes na minha cidade.

Trabalho de pesquisa de 2º Ano da cadeira


de Saúde da Comunidade a ser submetido na
Coordenação do Curso de Farmácia.

Domingos Alberto Júnior- código N.º 19050279


Docente: Tec. Savimbe

Tete, Abril 2021


Índice

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Introdução
Considerando
Objectivos
Objectivo geral
 Debruçar sobre o levantamento dos problemas de Saúde mais frequentes na minha
cidade.
Objectivos específicos
 Definir as doenças mais frequentes da minha cidade;
 Identificar e descrever os agentes causadores das doenças;
 Descrever os modos de transmissão das doenças; e
 Falar do diagnostico de cada doença;

Metodologias
O método utilizado na elaboração deste trabalho, foi de carácter descritivo, com uma abordagem
qualitativa, sendo a análise do meu estudo realizada de forma dedutiva, assentando
essencialmente em dados documentais.
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Cólera (Agente causador)

A cólera é uma doença diarreica aguda causada pela enterotoxina do Vibrio cholerae, através da
ingestão de alimentos ou água contaminados pela bactéria Vibrio cholerae. Tem um período de
incubação curto, que varia de duas horas a cinco dias, e manifesta-se com diarreia aquosa e
profusa, com ou sem vômitos, dor abdominal e cãibras, que quando não tratada prontamente,
pode evoluir para a desidratação grave, acidose e colapso circulatório, com choque hipovolêmico
e insuficiência renal e, consequentemente a morte em poucas horas.

Modo de transmissão

Uma vez que a transmissão da cólera está associada à gestão inadequada do meio ambiente, a
falta de água potável, higiene individual e colectiva deficiente, a transmissão ocorre,
principalmente, pela ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes ou vómitos de um
doente ou portador. Os alimentos e utensílios podem ser contaminados pela água, pela
manipulação, ou por moscas. A contaminação pessoa a pessoa é também importante na cadeia
epidemiológica.

A elevada ocorrência de assintomáticos (portador sadio), em relação aos doentes, é um factor


importante na cadeia de transmissão da doença.

Diagnóstico diferencial:
Com todas as diarreias agudas, principalmente nos casos ocorridos em crianças.

Diagnóstico laboratorial:
O V. cholerae pode ser isolado, a partir da cultura de amostras de fezes de doentes ou portadores
assintomáticos.
O V. cholerae pode ser isolado, a partir da cultura de amostras de fezes de doentes ou portadores
assintomáticos. O método de colheita de amostras encontra-se descrito no ponto 3.2. Uma vez
confirmada a cólera por diagnóstico laboratorial, a definição de caso clínico da OMS (critério
clínico epidemiológico) é suficiente para diagnosticar casos. Pode-se usar os testes laboratoriais
para testar a sensibilidade aos antibióticos e confirmar o fim da epidemia.

Os testes de diagnóstico rápido podem ser usados no início da epidemia, pois facilitam o alerta
e detecção precoce dos primeiros casos. Também podem ser usados em áreas onde não existam
casos ou, com sintomas diferentes para se estabelecer um diagnóstico presuntivo rápido e de
acordo com o resultado, realizar-se então o cultivo.
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Diagnóstico clínico-epidemiológico:
É o critério utilizado na avaliação de um caso suspeito, no qual são correlacionadas variáveis
clínicas e epidemiológicas capazes de definir o diagnóstico sem investigação laboratorial. Deve
ser utilizado para pacientes maiores de 5 anos com diarreia aguda, em áreas onde há evidência
de circulação do Vibrio cholerae O1 toxigênico, ou seja, onde este último foi isolado por meio
de cinco ou mais amostras humanas e/ou ambientais.
O uso do critério clínico-epidemiológico possibilita maior agilidade ao processo de diagnóstico
e aumenta a sensibilidade do sistema de vigilância epidemiológica na detecção de casos. De
igual forma, diminui os custos operacionais do laboratório, liberando-o para o desempenho de
outras atividades, como, por exemplo, os testes de sensibilidade e resistência aos antibióticos,
bem como a pesquisa de Vibrio cholerae O1 toxigênico em amostras ambientais e de alimentos,
além da identificação de outros microrganismos causadores de diarreia.

Malária
É uma doença infeciosa aguda e se manifesta através de alguns sintomas que podem aparecer
isoladamente ou em conjunto, tais como: calafrio, febre alta, dor de cabeça e suor abundante.

Agente causador
Os parasitos da malária são da família plasmodidae, gênero Plasmodium. Os plasmódios se
caracterizam por apresentarem dois tipos de multiplicação: uma assexuada denominada
esquizogonia, que ocorre no hospedeiro vertebrado (aves, répteis e mamíferos), e outra
sexuada chamada de esporogonia, que se passa no hospedeiro invertebrado (mosquitos do
gênero Anopheles).
São quatro as espécies conhecidas de plasmódios que infectam o homem.
 Plasmodium malariae
 Plasmodium vivax
 Plasmodium falciparum
 Plasmodium ovale

Modo de Transmissão
A transmissão baseia-se na existência de uma fonte de infecção constituída de anofelinos
infectados e de hospedeiros suscetíveis ao meio ambiente dos transmissores.
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A malária é transmitida à pessoa sadia por meio da picada da fêmea infectada do anofelino;
outros mecanismos raros de transmissão são: transfusão sanguínea, uso de seringas
contaminadas, acidentes de laboratório e por ocasião de parto.
Diagnóstico
O diagnóstico da malária deve levar em consideração dados epidemiológicos clínicos e
laboratoriais.

Diagnóstico Epidemiológico

Para o diagnóstico epidemiológico, é importante avaliar as seguintes informações:

 área de procedência do caso;

 existência de casos na região;

 tempo de permanência na área endêmica.

Diagnóstico Clínico

Por orientação dos programas oficiais de controle, em situações de epidemia e em áreas de difícil
acesso da população aos serviços de saúde, indivíduos com febre são considerados portadores
de malária.

Entretanto, os sintomas da malária são extremamente inespecíficos, não se prestando à distinção


entre a malária e outras infecções agudas do ser humano. Além disso, indivíduos semi-imunes
ao plasmódio podem ter parasitos da malária, mas sem sintomas da doença (portador são ou
assintomático). Portanto, o elemento fundamental no diagnóstico clínico da malária, tanto nas
áreas endêmicas como nas não endêmicas, é sempre pensar na possibilidade da doença. Como
a distribuição geográfica da malária não é homogênea nem mesmo nos países onde a
transmissão é elevada, tornam-se importantes, durante a elaboração do exame clínico, resgatar
informações sobre a área de residência ou relato de viagens indicativas de exposição ao
parasito, confirmando a importância do diagnóstico epidemiológico.

ITS (Infeções de transmissão sexual)

As infecções de transmissão sexual (ITS) são doenças causadas por micróbios que se transmite
por contacto sexual. Estas infecções podem ter consequências graves se não forem tratadas
correctamente. A infecção pode se disseminar para os parceiros sexuais trazendo consequências
graves para a família. As ITS são também a porta de entrada do HIV. Por isso, para prevenir o
HIV e SIDA, é muito importante prevenir e tratar as ITS. Uma pessoa pode ter ao mesmo tempo
mais do que uma ITS.
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As ITS podem ser curáveis e não curáveis. As infecções curáveis mais conhecidas são a
gonorreia e a sífilis. Entre as não curáveis temos o HIV e SIDA, mas também o herpes e os
condilomas.

Tanto o homem como a mulher podem ter uma ITS sem apresentar nenhum sintoma e transmiti-
la ao parceiro.

É uma doença dos partes genitais conferidas no sexo com ou sem dor, corrimento na vagina ou
no pénis, dores ao urinar, durante as relações sexuais ou na parte baixa da barriga.

Modo de transmissão

Se transmite através das relações sexuais que passa de um parceiro ao outro, sem um dos
parceiros esteja infectado, por vias vaginais, orais e anais.

Diagnostico

Tratar com os seguintes antibióticos (ou de acordo com as normas vigentes no país):

Kanamicina

Doxiciclina

Metronidazol

O controlo deve ser feito no 3º dia se continuar com os sintomas.

Na mulher grávida a doxiciclina deve ser substituída por eritromicina.

O parceiro sexual também deve ser tratado com os mesmos antibióticos.

Hiv/sida

O VIH (Vírus da Imunodeciência Humana) é um vírus que ataca e destrói o sistema imunitário
do nosso organismo, isto é, destrói os mecanismos de defesa que nos protegem das doenças.

Uma pessoa infetada pelo VIH revela-se progressivamente débil e frágil, podendo contrair ou
desenvolver infeções muito variadas e/ou mesmo certos tipos de cancro.

Este vírus pode permanecer “adormecido” no organismo durante muito tempo, sem manifestar
sinais e sintomas. Durante este período, a pessoa portadora do VIH é designada de seropositiva e
pode infetar outras pessoas se tiver comportamentos de risco.

Ser seropositivo não signica que se tenha sida, mas sim que foi infetada pelo vírus e que o seu
sistema imunitário começou a produzir anticorpos, os quais são detectáveis através da realização
de uma análise de sangue especíca. Nos dias de hoje, existem medicamentos que ajudam a pessoa
seropositiva a retardar o aparecimento da Sida, conseguindo uma melhor qualidade de vida.
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A Sida (Síndrome da Imunodeciência Adquirida) é uma doença causada pelo VIH (Vírus da
Imunodeciência Humana) e está relacionada com a degradação progressiva do sistema imunitário,
podendo ter vários anos de evolução. Uma vez instalado, o vírus invade e destrói um certo tipo de
células do sangue, que são responsáveis pela defesa do nosso organismo contra as infeções.

Pode ser diagnosticada quando aparecem doenças oportunistas (doenças que normalmente não
atacam o sistema imunitário saudável), quando determinadas análises clínicas têm valores alterados
ou quando se fazem análises especícas para a deteção do VIH.

Transmissão do VIH

O vírus VIH encontra-se principalmente no sangue, no esperma, no líquido pré-ejaculatório e nas


secreções vaginais de pessoas infetadas. Assim, a transmissão do vírus só pode ocorrer se estes
-uídos corporais entrarem diretamente em contacto com o corpo de uma pessoa, pela via sexual e/ou
sanguínea.

Diagnóstico

Quando se fazem as análises para pesquisa dos anticorpos para o VIH e o resultado é positivo, signica
que a pessoa está infetada por este vírus e que pode transmitir a outras pessoas. Uma pessoa portadora
do VIH deve ser vigiada em consulta médica especíca. Precisará de consultas médicas e de análises
periódicas para avaliação da sua situação clínica e/ou escolha da medicação antirretroviral. Estes
fármacos podem ser administrados em qualquer fase da infeção: na fase aguda, no período sem
sintomas, na fase sintomática ainda sem critérios de sida ou na fase de sida.

A vigilância médica periódica é essencial para combater e evitar as infecções oportunistas. Qualquer
pessoa que sabe estar infectada pelo VIH, deverá adotar comportamentos seguros, não só para evitar a
transmissão do vírus, como também, para prevenir ser reinfectado(a) ou entrar em contacto com outros
agentes infecciosos.
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Conclusão
Os
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Referências bibliográficas

GERÊNCIA TÉCNICA DE MALÁRIA. Grupo Técnico Assessor em Malária da OPS; OMS.


Projeto para controle da malária nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Maranhão,
Rondônia, Roraima e Tocantins. [S.l.:s.n.], 1993.

LEÃO, R. N. Q. Doenças infecciosas e parasitárias: enfoque amazônico – 645-670. Belém: [s.n.],


1997.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Tratamento da malária grave complicada: condutas


práticas. 2 ed. Brasília: [Ministério da Saúde], 1995. Versão adaptada.

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