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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

Matheus Fontebasso Ramiro Menin


RA:553808

Avaliação II – Sociologia Digital


Resenha do livro “Televisão” de Raymond Willians

São Carlos – SP

2017
Dentre as recordações de infância que se fazem presentes, lembro de me enquadrar àquele
grupo de crianças que dormiam cedo, durante um período menor que oito horas e, naturalmente,
também se levantavam cedo. Também me recordo que “assistir à televisão” era uma prática
cotidiana e submetida a uma rotina: acordava, me dirigia até a sala e ligava a televisão (que era
sintonizada no serviço público), como era final de madrugada, alguns canais não possuíam
programação para tal horário, mas em um certo canal já estava sendo transmitido um programa
com conteúdo educativo formal, direcionado ao aprendizado de nível básico e médio. Meu
interesse, no entanto, estava no que viria a seguir, mas, provavelmente por falta de opções que
me agradassem e alguma ansiedade, mantinha o canal. Após alguns minutos, chegava o
momento tão esperado: desenhos animados. Em aproximadamente uma hora, encerrava-se a
exibição de meus programas e iniciava um breve jornal de notícias - momento perfeito para
comer alguma refeição de café da manhã. Posteriormente, iniciava a exibição de outro programa
com diversos desenhos animados. Entre um desenho e outro, ocorriam algumas brincadeiras
interativas executadas pelos jovens e carismáticos apresentadores do programa. Também haviam
intervalos comerciais que “interrompiam” essas programações, onde eram apresentados diversas
propagandas de produtos externos à televisão, assim como trailers de filmes que seriam exibidos
posteriormente (após o horário de almoço). Acompanhava a programação inteira até seu
encerramento, próximo do horário de almoço e de minha preparação para ir à escola.

Essa rotina certamente se assemelha às de diversas crianças do final dos anos 90 e início
do novo milênio. Ademais, essa descrição, caso analisada por determinada ótica, pode revelar o
esboço de um conjunto de elementos referentes aos usos sociais dessa tecnologia (a televisão),
assim como referentes à sua produção e suas características de estruturação. Em consonância
com essas preocupações, o acadêmico Raymond Williams, que já possuía um contato profundo
com o contexto da televisão britânica, através de contribuições para a BBC 1, participação em
programas de debate cultural, peça de sua autoria elaborada para a televisão 2 e contato com a
televisão estadunidense, além de diversos estudos referente a análises de dramas, novelas e livros
que tocam o tema3, produziu o livro Televisão: tecnologia e forma cultural publicado em 1974.

1
British Broadcasting Corporation é uma emissora pública de rádio e televisão do Reino Unido fundada
em 1922.
2
HAMBURGUER, Esther. Clássico de Raymond Williams sobre televisão ganha edição brasileira.
23/09/2016. Disponível em www.blogdaboitempo.com.br/2016/09/23/classico-de-raymond-williams-sobre-
televisao-ganha-edicao-brasileira/. Acessado em 20/05/2017.
3
Como o livro Communications publicado em 1962.
O autor foi influente dentro dos movimentos que vieram a ser denominados “nova
esquerda”, assim como nos estudos culturais britânicos. Através de grande influência marxista,
desenvolveu suas próprias conceituações e propostas metodológicas, dentre elas, o materialismo
cultural, um método que procede a partir da identificação das formas culturais e, posteriormente,
efetuação de análises das mesmas, essenciais para a compreensão e transformação social. Afinal,
Williams participava de um contexto marxista no qual os horizontes das velhas aspirações
clássicas como a revolução através da “luta armada” não eram mais visíveis ou estratégicos.

O livro Televisão é dividido em seis capítulos, a saber: 1) A tecnologia e a sociedade; 2)


Instituições da tecnologia; 3) As formas da televisão; 4) Programação: distribuição e fluxo; 5)
Efeitos da tecnologia e seus usos; 6) Tecnologia alternativa, usos alternativos? Inicialmente, o
autor está preocupado em situar a localização do debate teórico, assim como apresentação da
historicização da televisão enquanto tecnologia, e seus usos sociais. No que toca a localização do
debate teórico, acentua que há um certo consenso, nos estudos anteriores que abordam a
televisão, de que “a televisão mudou nosso mundo”, no entanto, afirma que seus propagadores
cometem o erro de determinar as transformações sociais através da tecnologia, estes são
categorizados como participantes da tradição do determinismo tecnológico:

É uma visão muito incisiva e agora amplamente ortodoxa da natureza da


mudança social. De acordo com ela, as novas tecnologias são descobertas por
um processo essencialmente interno de pesquisa e desenvolvimento, que define
as condições para a mudança social e o progresso. O progresso, em particular, é
a história dessas invenções que “criaram o mundo moderno”. Os efeitos das
tecnologias, diretos ou indiretos, previstos ou imprevistos, seriam o resto da
história. A máquina a vapor, o automóvel, a televisão e a bomba atômica
constituíram o homem moderno e a condição moderna (WILLIAMS, 2016,
p.26)

Outra classificação, levemente diferente, se dá nos estudos que concebem a tecnologia


sintomática:

A televisão como qualquer outra tecnologia, torna-se disponível como um


elemento ou um meio em um processo de mudança que já está ocorrendo ou
está prestes a ocorrer. Em contraste com o puro determinismo tecnológico, esse
ponto de vista salienta outros fatores causais na mudança social. Consideram-se,
então, determinadas tecnologias ou um complexo de tecnologias como sintomas
da mudança de outro tipo. Qualquer tecnologia especifica é, portanto,
subproduto de um processo social determinado por outras circunstâncias. Uma
tecnologia só adquire status efetiva quando é utilizada para fins já contidos
nesse processo social conhecido (Ibid, p. 26)

Apesar de reconhecer o embate entre essas duas perspectivas como verdadeiros debates,
afirma que é um conflito estéril “porque cada posição, ainda que de diferentes maneiras, abstrai a
tecnologia da sociedade” (Ibid, p. 26) . Com efeito, propõe um tipo diferente de interpretação
que consiste em ver não somente a história da tecnologia da televisão, mas as histórias dos
conjuntos de tecnologias que possibilitaram a elaboração da televisão, assim como seus usos
sociais. Tal abordagem recuperaria a intenção e as demandas e práticas que transpassam o
desenvolvimento da tecnologia como de maneira direta.

A respeito da definição que contempla o chamado determinismo tecnológico, cabe uma


primeira observação. Conceber a tecnologia como determinante, de maneira isolada, e ahistórica
em relação às transformações de práticas e organizações sociais é, certamente, um deslize
metodológico a ser evitado. Afinal, como pontua o autor, tais tecnologias devem ser
profundamente analisadas, tanto no que toca os interesses em suas produções, quanto as relações
diretas com as demandas de determinada sociedade. Isolar a tecnologia e ignorar tais articulações
seria demasiado reducionista. Radicalizando a crítica e ilustrando a partir da ficção científica,
seria como conceber uma tecnologia automatizada e aparentemente carente de intenções,
semelhante à cidade em que se passam os acontecimentos da obra Sci-fi “Blame!”. Nesta
narrativa, a cidade é apresentada em um estágio avançado, caracterizada por sua automatização
que possibilita uma expansão e administração que não demanda intervenção humana; seu
desenvolvimento e efeitos transcendem a necessidade e intenção humana4.

No entanto, no que toca a afirmação imputada: “A máquina a vapor, o automóvel, a


televisão e a bomba atômica constituíram o homem moderno e a condição moderna” é possível
4
Blame! É uma obra, no formato de manga, enquadrada no gênero de ficção científica, ambientada em
contexto cyberpunk, de autoria de Tsutomu Nihei, com início de publicação no ano de 1997 e término em 2003. A
cidade faz parte de seu universo fictício: de acordo com uma lenda, humanos criaram, em tempos já não possíveis
de identificar, uma cidade completamente automatizada, assim como formas de vida (os construtores), que eram
responsáveis pela sua ampliação e manutenção, assim como androides responsáveis pela segurança da cidade.
Acontecimentos desconhecidos levaram ao não reconhecimento, na perspectiva da cidade, dos humanos como
cidadãos. Sendo assim, foram caçados pela própria segurança da cidade, que passou a se expandir sem cessar. Tal
exemplo parece não condizer com o argumento, na medida em que há um mito de criação humana, no entanto,
além da incerteza de tal, sua criação também é carente de intenção clara, assim como de demandas sociais. Sendo
assim, parece possível estabelecer a relação radical entre o apagamento da agencia humana do determinismo
tecnológico, assim como nas vontades da cidade. Recentemente, 19/05/2016, houve lançamento de adaptação do
manga para um longa animado em computação gráfica, dirigido por Hiroyuki Seshita, e produzido pela.
estabelecer conexões conflituosas com o primeiro capítulo do livro A sociedade em Rede – vol 1,
nomeado A revolução da tecnologia da informação de Manuel Castells. O autor afirma, através
da proposta de diversos historiadores das Revoluções industriais, que a tecnologia e as
possibilidades da energia inanimada, através da máquina a vapor, estabeleceram grandes efeitos,
“induzindo um padrão de descontinuidade nas bases materiais da economia, sociedade e cultura”
(CASTELLS, 2011, p. 68). O intuito de tal operacionalização é argumentar a favor de uma nova
descontinuidade a partir da chamada Revolução tecnológica. O conflito se localiza,
pontualmente, no uso crítico do exemplo da criação da “máquina a vapor” como elemento
determinante na elaboração do “homem moderno”, todavia, os estudos utilizados por Castells
parecem ter se debruçado sobre tal acontecimento, a ponto de considera-lo extremamente
importante (digno de descontinuidade). Ainda assim, tal conflito não parece comprometer as
análises e propostas de Williams.

Retomando a obra de Williams, referente a história da televisão enquanto tecnologia,


afirma que uma série de eventos anteriores possibilitaram sua criação: eletricidade, telegrafia,
fotografia, cinema e rádio. Em outras palavras, estabelece uma continuidade com tecnologias
anteriores, mas agora considerando suas novas demandas sociais e comerciais que instigaram seu
desenvolvimento a partir de 1875 (2016, p. 28). Logo após, expõe e analisa a importância no que
toca as instituições que influenciaram a radiodifusão.

A tecnologia de radiodifusão (inicialmente sonora, voltada para rádio) foi inicialmente


introduzida de maneira marginal e, posteriormente, foi estimulada pelos fabricantes capitalistas
dos aparatos tecnológicos. Aqui o autor identifica grande diferença entre o desenvolvimento
britânico e americano, naquele, se deu através de negociação entre Estado e interesses
capitalistas, neste, as corporações fabricantes eram muito poderosas e conseguiram, através de
um consórcio competitivo, expandir rapidamente. Tal diagnóstico é extremamente importante na
medida em que inicia a discussão acerca dos serviços de televisão público e os serviços de
televisão comercial, nos quais o contexto estadunidense de pouca regulação estatal se transforma
em uma disputa desigual, afinal, grandes corporações monopolizam os serviços, não dando
espaço às menores, de caráter majoritariamente não comercial. Também critica a “retórica
liberal” que defende o capitalismo através do uso estratégico de termos, não as chamando a si
mesmas de comerciais, mas sim, “livres” ou “independentes”. Retórica dissolvida quando o autor
examina o caráter monopolista dessas corporações, tanto americanas (relacionadas ao grande
capital, pela falta de regulação estatal) e as britânicas (relacionados ao pequeno e médio capital),
ambas possuem primeiramente o interesse na distribuição de lucro privado sobre o lucro
investido. Já as instituições sem fins lucrativos, são minoritárias e ficam à mercê do poder
econômico daquelas (Ibid, p.48).

Williams também argumenta que houve deslocamento importante da noção de sequência


como como programação para a noção de sequência como fluxo. A alteração decisiva que levou a
esta transformação se deu na alteração dos intervalos: antes, intervalos eram entre a troca de
programas, posteriormente, se deu quando administradores determinassem, possibilitando a
elaboração do fluxo. Dessa forma, os intervalos não eram mais “interrupções”, pois integravam
parte dessa engenharia da programação em fluxos:

O que está sendo exibido não é, nos antigos termos, uma programação de
unidades separadas com inserções específicas, mas um fluxo planejado, em que
a verdadeira série não é a sequência publicada de programas, mas essa
sequência transformada pela inclusão de outro tipo de sequência de modo que
essas sequências juntas compõem o fluxo real, a real (Ibid, p.100)

A compreensão da noção de fluxo é complicada através da descrição, no entanto, no


capítulo 4 “Programação: distribuição e fluxo”, precisamente no terceiro tópico “Análise do
fluxo”, Willians analisa de maneiras “média” e “alto” alcance, algumas programações
americanas e britânicas e esmiúça a constituição e reprodução do fluxo de cada uma. Certamente
é um dos pontos altos do livro, tornando seu argumento extremamente forte através da
demonstração detalhada e minuciosa do argumento.

Entretanto, retomando a exposição da experiência exposta no início do texto, é possível


identificar elementos de uma sequência em fluxo: primeiramente, ela é planejada de maneira a
“capturar” o telespectador, programas educativos no final da madrugada e começo da manhã são
importantes para aumentar a possibilidade das pessoas que trabalham tenham acesso (um dos
responsáveis da criança, ou até ela mesma), posteriormente os desenhos animados, geralmente
entretendo crianças, em horários que responsáveis pela tutela geralmente estão acordando e
preparando a refeição diurna, nos intervalos, então, são apresentados trailers de filmes que irão
ser exibidos algumas horas depois, assim como programas de outros gêneros (os responsáveis
podem criar expectativas, assim como as crianças), além disso, há a apresentação do breve jornal
entre a exibição dos programas infantis, que também, em um escopo menor, possuí fluxo interno
(mas também faz parte, em escopo maior, de outro fluxo), além das propagandas comerciais.
Ademais, há vários elementos narrativos, linguísticos e estéticos, que criam relações
manipuladas na constituição fluxo, em suma, toda a programação é profundamente planejada, de
maneira que essa contínua sobreposição de apresentações que criam uma continuidade lógica
caracteriza o fluxo.

Na reta final do livro, compondo o capítulo 6, Willians apresenta algumas possibilidades


de usos futuros de tecnologias ainda em desenvolvimento (obtendo sucesso em grande parte),
além de perspectivas acerca dos usos subversivos da radiodifusão, ou seja, aqueles que fogem do
fluxo das grandes corporações. É interessante identificar nesses capítulos certas passagens de
reflexões que alternam em “positivas” e “negativas”, ao passarem pelo julgamento ideológico
político do autor que acredita que as “ferramentas” para conflitos e lutas em direção a uma
“democracia participava e instruída e a recuperação de uma comunicação eficaz nas complexas
sociedades urbanas e industriais” (Ibid, p. 162), que também, afirma em tom de lamentação,
estão disponíveis para uma contrarrevolução em progresso, na qual empresas paranacionais
podem chegar ainda mais longe nas vidas das pessoas, “até que a resposta individual e coletiva
para muitos tipos diferentes de experiências e problemas se torne quase limitada à escolha entre
possibilidades já programas” (Ibid. p. 163).

Tais preocupações parecem extremamente cabíveis, observando a partir da perspectiva


contemporânea, pelo menos em contexto brasileiro, onde os canais televisivos de maior
audiência pouco investem em programas educativos, seja no aspecto formal escolar, quanto no
de cidadania. Problema que parece se agravar no contexto das mídias digitais e internet. No qual,
grande parte das/os usuárias/os acessam pequena quantidades de web sites, controlados por
grandes corporações, cujos conteúdos estão majoritariamente relacionados à reprodução de
informação ao invés da produção, que podem também ser mobilizados para usos políticos, tanto
de uma possível “revolução”, quanto “contrarrevolução”. Além disso, a perspectiva apresentada
por Williams, de que a televisão poderia trazer maior possibilidade ao debate público e ao
fornecimento de informações que possibilitem conhecer melhor as/os candidatas/os parece ter
efeito oposto, pelo menos no contexto brasileiro, onde as técnicas de propagandas e produção de
“subjetividades imagéticas” são elemento crucial para apresentação e candidatura. Além da
possibilidade de manutenção política das corporações televisivas, protegidas pelo mito da
“neutralidade política” atrelado ao discurso que reivindica a liberdade de expressão.
Para finalizar, é interessante pensar que um livro fundamental para os estudos sobre
televisão e mídia, publicado em 1974, foi traduzido e lançado no Brasil apenas em 2016. É
possível especular que tal acontecimento tenha ocorrido, também, em função do aumento das
produções, em diferentes campos de estudos sociais, no que toca as mídias digitais. Se assim for,
as diversas semelhanças de preocupações e processos de desenvolvimento entre o início da
propagação da radiodifusão e a “Revolução da internet” 5 podem fornecer pistas para pesquisas,
assim como certa “continuidade” no âmbito da tecnologia e de seus usos. Alguns exemplos
semelhantes no que toca o início de ambos: 1) radiodifusão restrito a poucos grupos, basicamente
militares, comerciais e usos políticos estatais. No caso da internet, também se deu com uso
militar e, posteriormente, entre grupos de cientistas (2011, p. 93); 2) aparelhos de televisão,
inicialmente muito caros, assim como microcomputadores e acesso à rede; 3) a falta de conteúdo
para distribuição no início da radiodifusão, assim como no início da internet.

Dessa forma, apesar de algumas impossibilidades para a operacionalização de conceitos e


ideias para compreender a contemporaneidade, como a própria noção de fluxo após a criação e
aquisição em massa de smartphones, assim como a criação e acessibilidade à internet, tal obra
continua indispensável tanto para a compreensão histórica do desenvolvimento das tecnologias
que possibilitaram a televisão, assim como da própria, e as suas relações com tecnologias de
mídia posteriores.

Referências bibliográficas

CASTELLS, Manuel. A revolução da tecnologia da informação. A Sociedade em Rede. São


Paulo, Paz e Terra, 2011.

5
Definição apresentada por Nicolaci-da-Costa: “As tecnologias da Informação estão por trás de vários
desenvolvimentos tecnológicos recentes: computadores, telefonia digital fixa, telefonia celular, etc. Seu maior
impacto foi, no entanto, gerado pela conexão de computadores em rede. A Revolução das Tecnologias da
Informação é também conhecida por outros nomes como, por exemplo, Revolução Digital, Revolução da
Microeletrônico e Revolução Informacional” (Nicolaci-da-Costa, 2002, p. 193. Nota 5)
HAMBURGUER, Esther. Clássico de Raymond Williams sobre televisão ganha edição
brasileira. 23/09/2016. Disponível em www.blogdaboitempo.com.br/2016/09/23/classico-de-
raymond-williams-sobre-televisao-ganha-edicao-brasileira/. Acessado em 20/05/2017.

NICOLACI-DA-COSTA, Ana Maria. Evoluções Tecnológicas e Transformações Subjetivas


Online em Psicologia: Teoria e Pesquisa, 2002.

TSUTOMU, Nihei. Blame!, 1997.

WILLIAMS, Raymond. Televisão: tecnologia e forma cultural São Paulo: Boitempo, 2016.

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