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Processos conativos

São processos psíquicos que envolvem deliberação, motivação, intencionalidade e empenho


ou força de vontade em realizar o que queremos alcançar.

Conação – Refere-se à dimensão da mente que envolve esforço, vontade do sujeito em atingir
um objetivo. Refere-se à capacidade de aplicação de energia intelectual a uma tarefa de forma
necessária para que a tarefa seja completada.

Elementos dos processos conativos:

 Intencionalidade - Toda a ação tem um propósito, objetivo ou finalidade;


 Tendência - É o impulso que dá força à ação e explica em parte por que insistimos na
sua realização;
 Vontade - A intervenção da vontade é importante no processo deliberativo para,
pesando os prós e os contras de uma decisão, optar por uma das alternativas
disponíveis;
 Esforço de realização - É o aspeto energético da ação e tem a ver com a energia e
desempenho que dedicamos à caminhada para a meta desejada;

Motivação – é o processo dinâmico constituído pelo conjunto de fatores (motivos) que ativam,
sustentam e dirigem o comportamento para um objetivo que é a satisfação de necessidades
fisiológicas e psicológicas. Podem assumir a forma de necessidades e impulsos.

Necessidades fisiológicas ou biogénicas - estão ligadas à sobrevivência e preservação do


organismo. Ex: Fome e sede

Necessidades psicológicas – são necessidades que podem ser adquiridas por aprendizagem e
na interação com o meio. Ex: Necessidades de realização, poder, autoestima e aprovação
social

Existem 3 tipos de necessidades:

 Necessidades primárias – nascem com o indivíduo, são inatas, formando-se


independentemente de qualquer aprendizagem. São motivações fisiológicas.
Ex: Fome e sede
 Necessidades secundárias – Denominam-se necessidades sociais porque são motivos
adquiridos através da experiência e da interação com os outros.
Ex: Desejo de riqueza, prestígio e realização pessoal
 Necessidades combinadas – Resultam do efeito combinado de características
aprendidas e não aprendidas.
Ex: Impulsos sexuais (exige maturação dos órgão sexuais – base biológica) e maternais
(Exige uma base biológica que só as mulheres podem ter filhos. Base social e cultural
tem a ver com a forma que cuidamos da criança).
Necessidades deficitárias – orientadas Pirâmide de Maslov
para a satisfação de carências – são
prioritárias. A não satisfação das
necessidades biológicas fundamentais
implica que o indivíduo não se sentirá
motivado para a procura de outros
objetivos. À medida que cada
necessidade inferior é satisfeita surge a
seguinte.

Necessidades de crescimento ou ser –


correspondem a uma necessidade de
enriquecimento psicológico e existencial.
Quando devidamente satisfeitas perdem
energia.

Natureza biossociocultural da mente


 A alimentação:

A fome é um impulso biológico, e a comida é o diverso conjunto de substâncias que satisfazem


ou reduzem esse impulso ou necessidade.

O hipotálamo é uma pequena estrutura do cérebro responsável pela regulação de diversas


necessidades biológicas relacionadas com a sobrevivência. O hipotálamo lateral é uma área do
cérebro que excita o impulso da fome. Uma lesão nesta área implica que se deixe de sentir
necessidade de comer. O hipotálamo ventromedial é uma área que funciona como centro da
saciedade e inibidor da motivação alimentar. Se for removido ou lesionada, acontece o
fenómeno da hiperfagia, ou seja, come-se sem medida.

 A sexualidade:

A motivação sexual em cada indivíduo resulta da combinação de influências internas


(hormonais) e externas (sociais).

O hipotálamo é a estrutura nervosa responsável pela excitação dos mecanismos hormonais


que desencadeiam o impulso sexual. A testosterona é considerada a hormona mais influente
na ativação do desejo sexual, no entanto, não somos escravos das nossas hormonas!
Aprendemos pela influência sociocultural o que é apropriado e desejável.

A identidade – Quem sou eu ?


É o conceito e a perceção que cada um tem de si e usa para se descrever – falar de si – e
compreender-se. É o fator distintivo dos seres humanos.

Erikson dividiu o desenvolvimento em oito estados psicossociais