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A Harmonia Auditiva é alcançada pela utilização da música nas cerimônias Maçônicas.
O som produz-se à custa de rápidas oscilações impostas a um corpo elástico por uma excitação
qualquer e se· propaga em consequência de tais movimentos vibratórios, desencadeados no
corpo elástico. Acarretam o abalo sucessivo das moléculas dos meios elásticos circundantes,
sólidos, líquidos ou gasosos, inclusive o ar atmosférico. Música, segundo definição clássica é a
Arte e Ciência da composição harmônica dos sons.

O som musical, que se constitui de vibrações subordinadas a uma exigência de medida,


produz efeitos variáveis, na razão em que as medidas variem, igualmente: Tais efeitos são
capazes de exercer sensível influência sobre os ·seres vivos, particularmente nas criaturas
humanas - excitáveis, deprimíeis, irritáveis etc. - pelas impressões que seus sentidos captam no
meio-ambiente.

O Irmão Maior da Ordem do Santo Graal, de Salvador, BA, Sérgio Seiji Futema,
baseado39 1em textos do Prof. Henrique José de Souza extraídos do livro "Os Mistérios dos
Sexo" e em artigos publicados na "Revista Dhâranâ', fala-nos da influência dos perfumes, das
cores, dos sabores e dos sons, no ritmo do corpo e da mente humana, até onde as vibrações
podem elevar ,OU desagradar a personalidade, e que compõe hoje um capítulo da terapêutica
oculta. No campo da música, principalmente, já se chegou a resultados efetivos e concretos
quanto à influência dos sons sobre a alma e o organismo dos seres humanos.

Já se chegou à conclusão que a música desarmônica contribui em alguns para provocar e


até mesmo aumentar a intensidade dos sentimentos daninhos à psique humana, como o ódio, o
medo, a cólera e a inveja. Os sons baixos são os que mais deprimem o indivíduo e, ao contrário,
a música suave, melodiosa, delicada, ajusta a digestão, influencia a circulação sanguínea e
intensifica o processo energético glandular. Músicas estridulas e desarmônicas, como algumas
composições de ''jazz” e de "rock" produzem efeitos violentos de agitação e quase loucura. Ao
nível consciente, quase não percebemos seus efeitos, mas a música afeta as células, estimula
ordenada ou desordenadamente os sistemas glandular e muscular.

A história bíblica dá-nos um exemplo da influência benéfica da música, quando David


abranda o gênio de Saul tocando uma harpa. O som da flauta, por exemplo, era recomendado
pelos antigos para a cura da ciática, como atesta Demócrito ao afirmar que muitas enfermidades
encontram em remédio maravilhoso na harmonia das flautas. Na Alemanha, durante uma
epidemia chamada “a Dança de São Guido", músicos eram contratados para acalmar os doentes
por meio de músicas especialmente selecionadas2.

O Universo está repleto de sons, e em todos os sons há harmônicos. O harmônico,


também chamado de "hipertom", é um fenômeno sonoro que ocorre todas as vezes em que se
cria um som. Normalmente percebemos algo como tons isolados quando ouvimos uma nota
tocada em um instrumento musical, como o violino ou o piano. Contudo, quase todos os tons
produzidos por instrumentos musicais, por vozes ou por outras fontes sonoras não são de fato
tons puros, mas misturas de frequências sonoras puras, chamadas 'parciais'. A mais baixa delas é
fundamental. Toda parcial de frequência mais elevada que a fundamental é um harmônico.

Antes de começarmos a explorar os harmônicos como fenômeno sonoro, vamos


examinar o som. O som ê uma energia vibratória que assume a forma de ondas. E essas ondas
                                                            
1
 Artigo publicado no Jornal "Hermés" de Fevereiro de 1999. 
2
 Ver Tabela de Músicas por sintomas em Anexo. 


 
são medidas cientificamente em unidades chamadas hertz (Hz), que medem os ciclos que essa
energia cria a cada segundo. Esse valor é chamado objetivamente de 'frequência', e é conhecido
subjetivamente como 'altura'. Uma corda que vibra de um lado para outro, cem vezes por
segundo, cria um som que é medido como 100 Hz. Esta seria a sua frequência. Outra que vibra
mil vezes por segundo seria medida como 1000 Hz.

Nossa audição, como já tivemos oportunidade de abordar, em outro dos livros desta
coleção, cobre uma gama limitada de vibrações entre 16 e 25000Hz. Essa faixa pode variar
bastante, dependendo da pessoa e de sua idade. Enquanto que o limite superior para jovens com
audição perfeita pode atingir 25000 Hz, uma boa parcela da população não consegue ouvir sons
superiores a 10000 Hz. Os sons superiores a 25000Hz são chamados de ultrassons. Sons
inferiores a 16 Hz são chamados de ELF3. Quanto mais lenta a vibração de um som mais grave
ele é. Quanto mais rápida a vibração, mais agudo o som.

Em um piano a nota mais grave vibra a 27,5 Hz. A mais aguda a 4186 Hz. Se a corda de
um piano vibra 256 Hz, cria a nota Dó, A Ré vibra a 293Hz; Mi, 330Hz; Fá, 349 Hz; Sol, 392
Hz; Lá 410Hz, Si, 512 Hz e Dó Maior vibra 512 Hz. Entretanto cada sistema de afinação
emprega uma frequência vibratória diferente para cada nota. Assim, a nota Dó pode variar de
256Hz a 264 Hz ..

Usando o exemplo da corda que vibra 256 vezes por segundo, a qual nos referimos
como sendo um Dó, esse tom é chamado de 'fundamental'. Contudo com essa nota Dó estão
soando muitas outras notas além do tom fundamental. São os “hipertons”, que embora não
possamos distingui-los individualmente, contribuem para o timbre global de um instrumento.

Releva saber entretanto que os “hipertons” estão matematicamente relacionados entre si.
Vimos que o intervalo entre as notas variam e são desiguais. Mas os 'hipertons' são
estabelecidos em uma razão matemática perfeita. Por exemplo, 2:1. Usando o exemplo da nota
Dó, vale dizer que os sons que vibram a cada 256 vezes por segundo, são harmônicos. Assim
temos que os primeiros dez harmônicos criados usando-se o Dó a 256Hz como fundamental
são:

1. Dó (1), 256 Hz;

2. Dó (2), 512 Hz

3. Sol (1), 768 Hz

4. Dó (3), 1024Hz

5. Mi (1), 1280Hz

6. 501(2), 1536Hz

7. Si (1), 1792Hz

8. Dó (4), 2048Hz

9. Ré (1), 2304Hz

                                                            
3
 Do inglês: "Extremely Low Frequency". Traduzindo: Frequência Extremamente Baixa. 


 
10. Mi (1), 2560Hz

Na mitologia Grega, Orfeu. filho de Apolo, era considerado o Deus da Música e da


Poesia. Ganhou de seu pai a lira, que ele trocara pelos bois roubados por Hermés. Embora
alguns atribuam a invenção da Lira à caçadora Diana, segundo Junito Brandão e Pierre Grimal,
dois dos mais renomados autores da Mitologia Greco-Romana, Hermés inventou a lira após
tropeçar no casco vazio de uma tartaruga e ouvir os sons que ele produzia. Sobre a cavidade da
concha que o casco da tartaruga formava, colocou cordas feiras com os intestinos dos bois que
sacrificara para ofertar aos doze deuses. Orfeu foi aprender a tocá-la com as deusas do Olimpo.
Tornou-se um mestre na sua arte, que até os animais e os rios paravam para ouvi-lo. Depois
Hermés inventou a flauta, que tornou-se a Flauta de Pan.

Apesar da música ter sido, entre as artes, a que mais tardia mente se desenvolveu, seus
elementos constitutivos - o ritmo e o som - são tão velhos quanto o homem. Só no século II
surgiu a teoria musical e com ela a notação ou escrita musical. A primeira notação que se tem
conhecimento foi a do cantochão gregoriano, pelo qual as notas musicais eram representadas
graficamente por letras: "N” representando a nota Lá , "B" a nota Si, "C" a Dó e assim por
diante. Essa notação ainda é usada na França e países anglo-saxões, inclusive a Alemanha. Foi o
monge italiano Guido D'Arezzo quem, no século XI, usou a pauta musical tom apenas quatro
linhas: as claves de Fá, Dó e Sol. E foi ele também, quem deu o nome às atuais notas musicais,
com as designações que conhecemos no Brasil. Ele as tirou das primeiras letras de cada
hemistíquio de um Hino que, na época, era cantado em louvor a São João Batista, o patrono da
Maçonaria Adonhiramita:

"Ut queant lexis

Mira gestorum

Solve poluti

Resonare fibris

Famuli tuorum

Labi reatum

Santce Joanes.”4

Pela notação de Guido D'Arezzo, as letras da notação alemã foram substituídas, o "C"
por Ut, o "D" por Ré, o "E" por Mi, o "F" por Fá, o "G" por Sol e o "H" por Lá. No século XVII
o Ut foi substituído por Dó e foi acrescentada mais uma linha à pauta musical e acrescentada a
nota Si. Não se conhece a sua origem.

Usa-se a Harmonia no Templo para a construção de nossas mentes e corpos. A Harmonia


entretanto é Divina e consequentemente é Cósmica. Ela altera as vibrações e pode construir ou
destruir:
                                                            
4
 Esse hino era cantado para que São João livrasse o povo de uma terrível doença, que fazia com que as pessoas
perdessem a voz. Em uma tradução livre quer dizer:
"Para que possam nossas vozes
Cantar teus adoráveis efeitos,
Guia os lábios de teus servos
Oh, São João! 


 
"E sete sacerdotes levavam as sete trombetas que servem no

Jubileu; e marchavam adiante da arca do Senhor, andando

e tocando, e o povo armado ia adiante deles, e o resto da

multidão seguia a arca, e as trombetas ressoavam.”.

(Josué 6:13)

"Levantando pois todo o povo a grita, e soando as trombetas,

logo que a voz e o som chegou aos ouvidos da multidão, caíram

de repente os muros, e cada um subiu pelo lugar que lhe

ficava defronte ..."

(Josué 6:20)

Evidente, pois, que a música não age apenas na alma do homem na sua parte psíquica.
Age na própria matéria, assim como nos animais e vegetais. Em verdade age nos seres vivos em
geral, e especialmente no homem por reações físicas e psíquicas. De fato, temos dois grandes
grupos de agentes musicais: os Artistas e os Ouvintes.

Jonathan Goldman, em "Os Sons Que Curam”, afirma:

"Nas diversas tradições esotéricas e ocultas, os harmônicos e

os sons das vogais são utilizados em trabalhos mágicos e cerimoniais.

São 'Nomes de Deus' e 'Sons dos Chackras' e contém

uma energia inerente que tem intrigado a humidade

desde o primeiro som. Algumas lendas dizem que, antes da

linguagem falada através das palavras, havia uma linguagem

de harmônicos. Com essa linguagem, a humanidade conseguia

se comunicar com todas as criaturas da natureza.

Utilizava o conceito de informação codificada nas frequências

tonais puras dos harmônico”.

O Artista é o artífice, o criador e O intérprete musical: Os Ouvintes são as pessoas para


quem se toca ou' se produz música. Os ouvintes devem se colocar em estado passivo de
recepção, visto que a música em si não tem nenhuma mensagem, pois esta pode variar de acordo
com o Ouvinte ou o Auditório, Há, pois, cinco grupos de Ouvintes:

1. Racionais: São os que tendo conhecimento técnico não se emocionam. Só cuidam do


virtuosismo.

2. Ideáticos: São os que buscam a ideia da música. Ouvem e procuram interpretar as


passagens, lembrando este ou aquele fato, como buscar a ideia de destino, da


 
fatalidade, da morte chegando sobre o corpo físico e da alma chegando ao céu, após a
morte, ou outra qualquer.

3. Sentimentais: Os que se deixam levar pelos sentimentos que afloram mais


acentuadamente com certas melodias que provocam a euforia, tristeza, lágrimas e até
desespero.

4. Emotivos puros: São os que se deixam conduzir pela emoção.

5. Imaginativos: São os ouvintes que divagam. Deixam-se sonhar se perdem em


devaneios e fantasias.

Por isso a arte é pessoal, individual, emotiva e de efeitos psíco-fsicos. A música pelas
vibrações de suas notas, que correspondem às cores, atuam sobre os corpos físico e psiquico do
Homem, e também sobre os seus "chackras', através de seus "Tattwas':

• DÓ - Vermelho - Tejas ou Fogo - Esplênico e Plexo solar: é energizante e


vitalizante. Estimula a circulação da corrente sanguínea.

• RE - Laranja – Prithivî ou Terra - Pés e Pernas: E liberador das funções mentais e


corporais. Ameniza as repressões. Estimula a compreensão.

• MI - Amarelo: E condutor de correntes magnéticas positivas. Fortalece os sistemas


nervosos. Propicia o auto-controle.

• FA - Verde - Vayú ou Ar: Cardíaco ou glândula Timo, Laríngeo e Frontal: Dá a


harmonia ao corpo e equilibra o seu progresso. E a cor da saúde.

• SOL - Azul Celeste: tranquilizador e soporífero. Induz à verdade. Induz às coisas do


espírito.

• LÁ - Azul índigo - Akâsha - Frontal e Coronário: Purificador da corrente sanguínea


e do mental. Controla as correntes psíquicas.

• SI - Violeta - Âpas - Básico ou Fundamental: E eletro-químico e estimulante do


sistema nervoso. Proporciona alimento para a parte superior do cérebro, parte que
expande os horizontes da nossa compreensão divina.

• Sustenido ou Bemol5 - Branca: Pureza ou Perfeição. Grande poder curativo. Pode e


deve ser usado em conjunto com outras cores.

O Irmão Álvaro6 Parreiras assentado em estudos citados do médico Italiano Amadeo


Ricci e de J. Menard apresenta a classificação das músicas, que abaixo transcrevemos por ser de
elevado valor para os bons trabalhos Maçônicos:

• Depressivas ou Mortificantes - Estas músicas devem ser usadas exclusivamente em


cerimônias iniciáticas, em trechos de conteúdo dramático, com o objetivo de produzir
impacto emotivo ligado à perda, morte, fracasso, traição, mal, escuridão, vida física
perecível. No espírito do postulante ao objetivo da cerimônia, deve produzir a sensação
                                                            
5
 Notações que aumentam ou diminuem, respectivamente, em meio tom as notas musicais. 
6
 Em sua Apostila de Ritualismo do Seminário de Mestres Maçons, do Grande Oriente do Rio de Janeiro. 
do ano de 1988. 


 
de derrota, de inevitabilidade, de inferioridade absoluta diante da mensagem contida no
drama ...

• Sedativas ou Tranquilizantes - São usadas para transmitir passividade, participação


contemplativa, postura de assimilação, em momentos ritualísticos sem fala. Possui
característica de possibilitar um fundo harmônico que estabelece não só o ritmo das
falas da cerimônia, como predispõe o ouvinte – participante ativo ou passivo do ritual- a
se deixar envolver pelas palavras proferidas. E a música básica das cerimônias
Maçônicas, exceto as iniciáticas, onde a harmonia se insere num conjunto de emoções a
serem despertadas nos postulantes ou candidatos.

• Evocativas - Estas podem ser depressivas, sedativas, estimulantes ou apoteóticas


desde que guardem nas suas histórias, nas suas letras, e no conteúdo de suas
dramatizações algum componente que estabeleça um do com as mensagens ou
propósitos das cerimônias Maçônicas.

• Sacras - São aquelas que não dizendo respeito expressamente a um grupo religioso,
dirigem-se em seu conteúdo à Força inteligente invocada nas cerimônias Maçônicas
afinadas com 'as Leis Antigas da Ordem, particularmente no simbolismo de abertura e
fechamento dos Livros das crenças espirituais e nos juramentos em que se invoca essa
Força. Em outras palavras, não se deve confundir Música Sacra com Música Religiosa.
Na Maçonaria não devem ser tocadas músicas que evoquem procedi mentos de qualquer
Religião. São utilizadas em Juramentos, compromissos, naqueles momentos em que
invocamos o testemunho e a presença da Força Suprema que é a nossa crença maior: O
Supremo Arbitro dos Mundos .

• Cívicas - Músicas para os momentos onde a Pátria, seus valores históricos, símbolos,
emblemas e datas significativas, são lembrados ou cultuados .

• Estimulantes ou Solenes - Aquelas capazes de transmitir euforia, orgulho, alegria,


emoção, calor, enfim, aquelas que estimulem o espírito, injetando-lhe vontade e
recompondo lhe a disposição para acreditar nos valores e motivações que são
transmitidos ou assinalados nos instantes em que são utilizados. Utilizada na entrada do
Venerável, de autoridades e visitantes ilustres. Utiliza-se também, em momentos sem
falas, solenes e festivos e para cobrir longas pausas ou momentos ritualísticos em que
toma parte um grupo limitado. Também inclui-se neste grupo os momentos de leitura
solene, no qual, finda a leitura, deve seguir uma complementação musical significativa .

. • Apoteóticas - Musicas ou trechos musicais da classe das Músicas Estimulantes, porém


escolhidas para encerrar as cerimônias de forma majestosa e marcante, deixando uma
lembrança de grandiosidade e de profundo apelo emotivo.

A Harmonia Ritualística presume que o tempo da cerimônia é determinado pela música e a


elaboração de uma trilha musical deverá levar em consideração:

. 1. A duração do trecho ritualístico que se quer ilustrar, devendo ser escolhido um


trecho musical que dure um pouco mais que o tempo da fala. O trecho seguinte só deve
ser iniciado com o término da música.


 
2. Nos chhamados Pontos Altos - os juramen ntos, por exeemplo, a múúsica deverá durar
substancialmente maiis que a precce, para que seus efeitos se fixem maais profundamente
no espíritto de todos os presentes.

3. Quando a fala é expplicativa ou descritiva, as


a músicas qu ue devem serr tocadas com
m elas
devem terr a sua parte mais significcativa tocadaa após a leitu
ura.

Nas dram os sonoros, attendo- se, poorém aos objetivos


matizações deevem ser utiliizados efeito
buscaados. Chamaamos a atençção de que o Mestre dee Harmonia não deve innterromper a frase
musiccal. Só devee interromper a música ddepois de terminada a frrase musica.. Os Veneráveis e
demaais Oficiais devem
d respeittar essa regraa.

M
Pauloo Ferrai Mackevicius M

Lord Baden Poweell

mbro das:
Mem

ARLS Semeaddores da Verd


dade n° 3690
0

S Lótus V
ARL Verde n° 249
98


 

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