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Direito

Direito Civil – Parte Geral II

Geyson Gonçalves

Prova N1

A prova é constituída de 06 (seis) questões. A interpretação dos questionamentos faz parte da


avaliação. BOA SORTE!!!

01. Sobre Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), assinale a única alternativa
CORRETA:
I – A repristinação não é possível no ordenamento jurídico brasileiro. CERTO
II – O ato jurídico perfeito é aquele que já foi julgado pelo Judiciário não cabendo mais recurso.
Não pode, portanto, ser atingido por uma lei nova.
III – A irretroatividade da lei é um princípio que admite exceções tanto no direito civil quanto no
direito penal.
A) ( ) Apenas I está correta.
B) ( ) Apenas II está correta.
C) ( ) Apenas III está correta.
D) (X ) Apenas I e III estão corretas.
E) ( ) Todas estão corretas.

02. Sobre a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), assinale a única alternativa
CORRETA:
I – A lei posterior revoga a lei anterior em qualquer situação.
II – Em um conflito de leis, o critério da especialidade prevalece sobre o critério hierárquico.
III – A vacatio legis é o tempo entre a entrada em vigor da lei e a produção dos seus efeitos.
A) ( ) Apenas I está correta.
B) ( ) Apenas II está correta.
C) (X ) Apenas III está correta.
D) ( ) Apenas I e III estão corretas.
E) ( ) Todas estão incorretas.

03. Sobre o histórico da legislação civil assinale a única alternativa CORRETA:


I – Teixeira de Freitas foi responsável pelo primeiro projeto de Código Civil no Brasil, embora o
mesmo não tenha entrado em vigor.
II – Rui Barbosa, representante da Escola de São Paulo, foi um dos principais apoiadores do
projeto de Código Civil apresentado por Clóvis Beviláqua.
III – O primeiro Código Civil brasileiro entrou em vigor ainda no ciclo Imperial no país.
A) (X ) Apenas I está correta.
B) ( ) Apenas I e II estão corretas.
C) ( ) Apenas I e III estão corretas.
D) ( ) Apenas II está correta.
E) ( ) Todas estão corretas.

04. Sobre Fontes do Direito assinale a única alternativa CORRETA:


I – Os costumes são todas as práticas sociais reiteradas.
II – A jurisprudência, regra geral, não é vinculativa.
III – Os chamados princípios gerais do direito somente podem ser aplicados na ausência da lei.
A) ( ) Apenas I está correta.
B) (X ) Apenas II está correta.
C) ( ) Apenas I e II estão corretas.
D) ( ) Apenas III está correta.
E) ( ) Todas estão corretas.

5a. QUESTÃO (3 pontos) – Em que casos a lei perde vigência? Explique.

O fim da vigência ocorre em leis temporárias, onde a própria lei determina o prazo de vigência,
como exemplo as leis criadas no período da pandemia.
Excetuados os casos especiais, com expressa previsão normativa, a lei tem caráter permanente,
vigente até que outra venha a lhe revogar, expressa ou tacitamente. É o princípio da
continuidade(LINDB, art. 2°), que disciplina indefinida e continuamente as relações jurídicas que
nela se enquadram, a lei só perderá sua vigência com a sua revogação, podendo ser ab-rogação
(quando é suprimida totalmente por uma nova lei), ou derrogação (quando a nova lei torna sem
efeitos legais apenas parte do texto da lei anterior). Portanto, revogação é o fim da vigência de
uma norma legal, através do advento de uma nova lei.
A revogação pode ser expressa ou tácita. No caso da lei expressa, a nova lei declara que a lei
anterior, ou parte dela está revogada. Já a revogação tácita acontece quando uma a lei anterior
torna-se incompatível, no todo ou em parte, com a nova lei, como afirma o § 1° do art. 2° da
LINDB. Vale lembrar que a lei revogadora deve ter hierarquia normativa superior ou idêntica em
relação a norma revogada, e também, a lei que trata especificamente sobre uma matéria, revoga
a lei que trata de forma genérica o assunto, não sendo possível usar aplicar primeiro a hierarquia,
segundo a especialidade da norma, deve ser usado o critério da cronologia, aplica-se a lei mais
nova.

6a. QUESTÃO (3 pontos) – Quais as principais dificuldades para a aprovação de um Código


Civil no período imperial brasileiro? Explique.
O Brasil foi um dos últimos países das américas a ter seu direito civil codificado. Para isso era
necessário debater quem seriam os cidadãos da nação, todos esses seriam possuidores de direitos
e deveres? Como poderia um país onde a escravidão era legal até o final do século XIX, conceder
os mesmos direitos aos escravos, direitos que até então só os brancos possuíam.
Para Pontes de Miranda a falta de um Código Civil tornava incompatível a ideia de uma
independência de preceitos liberais com a escravidão da época.

DOUGLAS GRUNDEMANN FENNER

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