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CHÁS NA GRAVIDEZ: QUAIS A GRÁVIDA PODE TOMAR

O consumo de chás durante a gravidez é um tema bastante polêmico e isso acontece porque
ainda não existem estudos feitos com todas as plantas durante a gestação, para entender
realmente quais os seus efeitos sobre o corpo da mulher ou sobre o desenvolvimento do bebê.
Assim, o ideal é que se evite o consumo de qualquer chá sem orientação de um obstetra ou
fitoterapeuta, devendo-se preferir outras opções naturais para tratar problemas comuns como
enjoos, ansiedade, prisão de ventre ou até sintomas de gripe.
Embora sejam naturais, os chás são feitos a partir de plantas com substâncias ativas que
podem afetar fortemente o funcionamento do corpo e, com isso, provocar complicações na
gestação, como aborto, malformações ou sangramentos. Assim, mesmo os chás que não são
considerados perigosos, apenas devem ser consumidos com orientação do médico e em
quantidades de 2 a 3 xícaras por dia.
4 opções naturais seguras para problemas da gravidez
Embora a maior parte das plantas não deva ser usada durante a gravidez, existem outras que
podem continuar a ser utilizadas, desde que dentro de determinadas doses, e sob orientação
do médico, para tratar alguns problemas comuns da gestação:
1. Gengibre: azia, náuseas e vômitos
O gengibre é uma ótima opção natural para aliviar a sensação de azia ou náusea e pode ser
usado na gravidez, desde que não ultrapasse a dose de 1 grama de raiz seca por dia, em 200
mL de água fervente, por um período máximo de 4 dias seguidos.
Assim, caso se opte por tomar o chá feito com 1 grama de gengibre, só se deve beber 1 vez
por dia (e até 4 dias), geralmente de manhã, por ser o período mais comum para o
aparecimento das náuseas.
2. Arando: infecção urinária
A infecção urinária é um problema bastante comum na gravidez, especialmente devido às
alterações hormonais do corpo da mulher. Assim, o arando pode ser uma excelente solução
para prevenir o problema, já que pode ser usado na gestação na quantidade de 50 a 200 mL
de suco, 1 ou 2 vezes por dia.
3. Chá verde: cansaço e falta de energia
Embora possua cafeína como o café, o chá verde pode ser uma opção mais segura para
substituir seu uso. No entanto, sempre que possível deve-se utilizar outras formas de tratar o
cansaço na gravidez.
Porém, com a devida orientação do médico, o chá verde pode ser consumido na quantidade de
1 colher (de sobremesa) de folhas em 250 mL de água fervente, 1 vez por dia, até 4 dias
seguidos.
4. Ameixa seca: prisão de ventre
A maior parte dos chás laxantes, como o sene, são perigosos durante a gestação e, por isso,
devem ser evitados. No entanto, a ameixa seca é uma excelente opção natural muito eficaz e
que pode ser usada durante a gestação.
Para usar a ameixa seca basta ingerir 1 ameixa 30 minutos antes das 3 principais refeições, ou
então colocar 3 ameixas secas para macerar em um copo de água durante 12h e, depois,
beber a mistura em jejum.

CHÁS POTENCIALMENTE ABORTIVOS PROIBIDOS NA GESTAÇÃO


Os chás são preparados com plantas medicinais que possuem substâncias ativas e, por isso,
embora sejam naturais, têm um elevado potencial de afetar o normal funcionamento do corpo.
Por esse motivo, o uso de chás durante a gravidez deve ser feito com muito cuidado, já que
podem afetar o corpo da gestante e prejudicar o desenvolvimento do bebê.
O ideal é que, sempre que se pretenda utilizar um chá durante a gravidez, se informe o
obstetra que está acompanhando a gravidez, para saber qual a dosagem e a forma mais
correta de utilizar esse chá. 
Por existirem muito poucos estudos feitos com o uso de plantas durante a gravidez em
humanos, não é possível afirmar com clareza quais as plantas completamente seguras ou
abortivas. No entanto, existem algumas investigações feitas em animais e até alguns casos
relatados em humanos, que ajudam a entender quais as plantas que parecem ter mais efeitos
negativos sobre a gravidez.
Plantas medicinais proibidas na gravidez
De acordo com os resultados de vários estudos, existem plantas que devem ser evitadas
durante a gravidez por apresentarem substâncias com potencial para afetar a gestação,
mesmo que não exista comprovação. Já outras, são completamente proibidas por existirem
relatos de aborto ou mal-formações após seu uso.
Na tabela seguinte é possível identificar as plantas a evitar, assim como as que são
comprovadamente proibidas (a negrito) pela maioria dos estudos:

Agnocasto Camomila Ginseng Prímula

Alcaçuz Canela Guaco Quebra-pedra

Alecrim Carqueja Hera Romã

Alfafa Cáscara sagrada Hibisco Ruibarbo

Angélica Castanha-da-índia Hidraste Saião

Arnica Catuaba Hortelã Salsaparrilha

Aroeira Cavalinha Inhame Salsinha


selvagem

Arruda Cidreira Jarrinha Sene

Artemísia Cúrcuma Jurubeba Tanaceto

Ashwagandha Damiana Kava-kava Tanchagem

Babosa Dedaleira Losna Trevo vermelho

Boldo Erva-de-santa-maria Macela Urtiga

Borragem Erva-doce Milefólio Uva-ursina

Buchinha Espinheiro-alvar Mirra Vinca

Café Feno Grego Noz moscada Zimbro

Cálamo Funcho Passiflora  


Calêndula Ginkgo biloba Poejo  

Independente desta tabela, é sempre importante consultar o obstetra ou um fitoterapeuta antes


de tomar qualquer chá.
Muitos dos chás feitos com estas plantas também devem ser evitados durante a amamentação
e, por isso, depois do parto é importante voltar a consultar o médico.

O que pode acontecer se tomar


Um dos principais efeitos colaterais do uso de plantas medicinais durante a gestação é o
aumento das contrações uterinas, que provoca intensa dor abdominal, podendo haver
sangramentos e até aborto. No entanto, em algumas mulheres o aborto não acontece, mas a
toxidade que chega até o bebê pode ser suficiente para causar graves alterações,
comprometendo seu desenvolvimento motor e cerebral.
A toxidade das plantas impróprias para uso durante a gravidez também pode causar graves
complicações renais, trazendo também riscos para a saúde da gestante.

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