Você está na página 1de 7

Prof.

Karel Lewit

“O Pai
TITLE OFdaTHIS
Medicina Manual”
CHAPTER
SHALL GO HERE

Celio Silva
INTRODUÇÃO
Karl Lewit (1916-2014) foi um professor de Neurologia na
Tchecoslováquia, e seu trabalho pioneiro em medicina é
renomado mundialmente por suas contribuições para o
campo de reabilitação musculoesquelética. Ele é considerado
o “Pai da Medicina Manual”.

O texto desse ebook é uma


Prof. Karel
tradução feita por Celio Silva, Lewit
fundador do método Movimento
Repadronizado, de um vídeo
maravilhoso, raro e íntimo, no
qual o respeitadíssimo professor
Tcheco compartilha suas ideias
revolucionárias sobre disfunção,
dor, e reabilitação.

De forma desacanhada e direta


Lewit compartilha também sua
visão do campo de Terapia, da
indústria de equipamentos
terapêuticos, e do futuro mercado
de trabalho para Terapeutas.

O conteúdo do texto que segue é um verdadeiro “divisor de


águas”, levando profissionais a pensarem “fora da caixa” e a
elevarem o nível de seu trabalho ao apreciarem a
importância de abordar o sistema neuromioesquelético
como um organismo altamente integrado e interdependente,
onde funções locais influenciam profundamente funções
globais e vice versa.
Durante meus estudos minha matéria favorita foi a neurologia;
ela tem uma certa precisão. Naquela época pesquisa sobre a
coluna e os discos estava na moda. Já que essa é uma questão
de mecânica, que podia ser operada, eu comecei a cogitar se é
possível influenciar a coluna somente mecanicamente, sem
cirurgia. A coisa mais simples era usar tração, e para minha
surpresa uma simples tração da cabeça ou da perna as vezes
tinha um efeito terapêutico. Eu tracionei sua perna e meu filho
me disse que sentiu menos dor. Eu meio que gostei disso.

Daí algo ocorreu típico de nosso sistema socialista da época.


Havia uma senhora que tratava as pessoas. Foi decidido que ela
tinha que provar que não era “louca”. Por ordens do ministro
ela foi enviada para vários departamentos clínicos até que
chegou em minha clínica. Eu olhei uma vez pra ela e disse: “Eu a
aceito”. Ela então tinha que comparecer em minha clínica uma
ou duas vezes por semana. Daí um dia pensei “Vamos tentar
isso”, e me conscientizei que fui apto a replicar o que ela vinha
fazendo. Hoje não uso nenhuma das técnicas que inicialmente
copiei dela, isso foi a um longo tempo atrás, eram tempos
bárbaros.
Nós somos bem conhecidos mundialmente por observar
proximamente todas disrupções funcionais. É fácil de
entender, que se um carro quebra a causa pode ser uma
engrenagem ou um radiador, mas se você erroneamente
ajustar a ignição ou a carburação, também não vai funcionar.
No caso da ignição do carro os componentes estruturais estão
completamente saudáveis, a ignição só necessita ser ajustada; e
os mecanismos de controle do corpo humano são tão mais
complexos do que um carro.

Ainda é ensinado em todo lugar a se focar em um elemento


estrutural -na bioquímica, na anatomia- e daí diagnosticam:
esse é o problema, é aqui que precisamos intervir. Porém, não
é assim que funciona. De alguma forma o relacionamento
entre todos os elementos sofre um distúrbio; e agora vá e
brinque de detetive! Eles descrevem todos tipos de distorção no
complexo do ombro ou nos músculos do ombro, mas a verdade
é que a maioria dessas pessoas simplesmente precisam
aprender a respirar.

Muitos simplesmente não pensam em relacionamentos. Eles


focam em uma estrutura e tudo se torna sucessivamente pior.
Os médicos, também os professores, são fascinados pelos
progressos tecnológicos. Eles acreditam que se somente
conseguissem melhorar isso ou aquilo finalmente entenderiam
que não se sucederam em encontrar o problema porque o
instrumento que usam ainda não são bons. Porém eles não se
conscientizam que devem mudar seu raciocínio.
Contudo, mais importante, nem a indústria farmacêutica nem
os produtores de equipamento estão interessados em uma
abordagem puramente funcional. Não se deve subestimar, já
que todas as publicações, todos congressos, basicamente tudo
é financiado por essa indústria. A corrupção encoberta é
enorme.

Os relacionamentos do corpo jamais podem ser bem


transmitidos por instrumentos médicos, os quais são
imprestáveis também para o trabalho prático. Nós preferimos
uma abordagem clínica e direta, mas aí é rotulada “subjetiva”
ou “incientífica”.

Em qualquer linguagem que você tenha realmente escutado,


você entende. E se você praticar por tempo suficiente, se torna
um “expert”. Se você olha para algo pode se enganar, mas se
você toca algo você o compreende. A ciência esses dias clama
exatamente o contrário. Palpação não é aceita como uma
ferramenta válida. Palpação é um instrumento diagnóstico
muito gentil e refinado. Quando você toca em um paciente, o
paciente reage e você registra essa reação através da
palpação. Isso gera um elo interessante entre o paciente e o
terapeuta, o que é uma vantagem enorme, do ponto de vista
do tratamento. É, no entanto, uma interação entre dois
sistemas nervosos que não pode ser mensurada, e que
consequentemente não tem nenhuma significância científica.
Você pode me destratar, mas meus pacientes continuarão
batendo na minha porta, e até os burocratas continuarão a vir
(risos). E com uma abordagem dessa você não irá se perder.
Com certeza foi verdade no meu caso.

Não estou interessado em perspectivas de curto prazo. Eu


quero ver algo sustentável. Traga isso inconveniências para
mim ou não, isso irá prevalecer.

A abordagem funcional que advogamos é o futuro. Terá que


ser, graças a civilização moderna, as ocupações sedentárias,
problemas funcionais aumentarão, e você não irá os tratar ao
olhar em raio-x, e atentando influenciar uma estrutura, isso
não irá funcionar. Eu posso ver isso em meus resultados. Não é
que eu seja um mágico, só tenho uma abordagem diferente.”

“Aquele que trata o local da dor está


perdido”

Karel Lewit
https://movimentorepadronizado.com.br

https://www.instagram.com/movimentorepadronizado/

https://t.me/movimentorepadronizado

https://chat.whatsapp.com/IcwC7C0lGRG2sCtZngnKhm

“Qualidade de Vida Através


da Qualidade de Movimento”

Você também pode gostar