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Síntese - Texto 6 - "Aprender... Sim, mas como?

" - Philippe Meirieu

- Representações dominantes da aprendizagem: recorrentes discursos escolares cotidianos


convencionais; tais representações bloqueiam a inventividade didática.

- Origem e função dessas representações: a representação, por ser algo mais concreto que a teoria,
acaba sendo assumida como a própria realidade; se tais representações existem, é porque grande parte
da sociedade reconhem elas de certa forma; tambéms se torna possível pela ilusão da distribuição
igualitárias dos saberes na escola republicana; Por esquecer a gênese dos nossos próprios
conhecimentos, acreditamos poder transmiti-los, algo que na verdade é construído e não simplesmente
incorporado; a apropriação de conhecimentos para a aprendizagem requer um processo.

- Conhecimentos não são coisas e a memória não é um sitema de arquivos: acredita-se, muitas vezes,
que os diferentes níveis de aprendizagem se encaixam como as bonecas russas, mas essa concepção
ingora a realidade dos processos mentais; o trabalho do professor é prerarar a interação de elementos
de forma que seja acessível e geradora de sentido para o sujeito; necessidade de substituir uma
concepção linear simples demais por uma concepção mais dinâmica onde o conhecimento é integrado
no projeto do sujeito; a prória dinâmica da aprendizagem mostra a interação dos diferentes elementos
que constituem a contrução da aprendizagem como uma nova maneira de descrever o que se ássa na
história do sujeito.

- Não se passa da ignorância ao saber sem obstáculo, conflito: insistência em ensinar como se o aluno
fosse um terreno virgem, como se não tivesse nenhum conhecimento prévio que oriente sua ação para
compreender e perceber as informações que serão passadas; o professor não pode esperar encaminhar
um processo de aprendizagem que ignoraria toda a anterioridade, esse processo não se inicia na escola;
um sujeito não irá progredir na aprendizagem se não for trabalhado nele como um oleiro trabalha o
barro, com o intuito de transformá-lo e não substituí-lo; não é apropriado de uma só vez no aluno um
conceito de forma definitiva, é necessário que haja uma ruptura, um confronto entre uma representação
menos elaborada para uma mais elaborada.

- Lógica cumulativa da aprendizagem: essa lógica de que deve se aprender do mais simples até o mais
complexo não é um dogma, um aluno pode ter compreendido e retido o mais complicado antes do
simples; a aprendizagem é constituída de múltiplos vaivéns e é construída pelo aluno muitas vezes de
forma inesperada;

- É exigido da parte de quem se propõe a ensinar cada vez mais criar novos artíficios didáticos para que
se realizem cada vez mais aprendizagens "espontâneas".