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A REALIDADE NO MERCADO DE TRABALHO

NAS INDÚSTRIAS DE CAMAQUÃ

Vladimir Garcia Stiborski


Iara Moreira
Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI
Curso (Código da Turma) – Prática do Módulo II
01/07/10

RESUMO

O presente trabalho tem por finalidade, apresentar de forma sucinta, clara e objetiva, a realidade
no mercado de trabalho nas indústrias de Camaquã-RS, mais especificamente naquelas não
integrantes do polo industrial da cidade. Além da proposição de algumas medidas que podem
minimizar os problemas encontrados.

Palavras-chave: Mão de Obra. Qualificação. Indústrias.

1 INTRODUÇÃO

O desemprego é uma das principais preocupações da população brasileira e mundial. Mas


como explicar que algumas pessoas ficam tanto tempo desempregadas, enquanto outras são
disputadas pelas empresas? Como explicar que empresas de uma cidade onde há desemprego,
precisem importar mão-de-obra de outras cidades??

Um exemplo é a cidade de Osório na qual encontram-se duas áreas que


precisam de mão-de-obra qualificada. O Parque Eólico e a duplicação da
BR-101 - a maioria dos serviços que existem nessas duas áreas precisam
de mão-de-obra qualificada. O que acontece: nestes casos por não
existirem pessoas capacitadas para desenvolver esses serviços são
contratadas pessoas de outras cidades para fazer determinadas funções,
prejudicando assim o desenvolvimento da cidade, que vai continuar com o
grande número de desemprego. (MARQUES; 2008)

Conforme exposto acima, e amplamente difundido, o problema basicamente se encontra na


falta de qualificação profissional, considerando uma realidade onde existem vagas, mas que acabam
preenchidas por profissionais oriundos de outras localidades, independente da análise ser
municipal, regional ou nacional.
2 DESENVOLVIMENTO
Uma análise mais aprofundada nas indústrias locais, nos mostra que, generalizando, mas
lembrando que sempre existem exceções, grande parte da mão de obra industrial encontra-se na
faixa etária de 18 a 40, sendo raros os caos de contratação de pessoas acima dessa idade. Segundo,
nos mostra que a mão de obra feminina quase não é utilizada. Considerando que população
feminina e masculina nessa faixa etária é proporcional, já eliminamos metade da mão de obra
disponível, e ao deixar de contratar trabalhadores acima dessa faixa, além de limitar, exclui as
pessoas que teoricamente tem mais experiência.

Como a cidade não tem um parque industrial consolidado, e sendo apenas um polo de
beneficiamento de arroz, e sabendo que, segundo Canto (2004) “[...] as aglomerações [...] capazes
de trazer diversos benefícios para as empresas e para a comunidade local [...] ainda determinavam
um mercado de trabalho especializado”, as indústrias que não fazem parte do polo, tem ainda mais
dificuldade em encontrar mão de obra qualificada, visto que, não havendo outras do mesmo ramo
na cidade, não há trabalhadores com experiência no ramo.

Além do já exposto, ainda existe o problema crônico e nacional, da falta de entidades


públicas de qualificação profissional, pois, segundo Wikipédia (2010) “A qualificação profissional
não é uma formação completa. Ela é utilizada como complemento da educação formal podendo ser
aplicada nos níveis básico, médio ou superior.” Considerando que o nível de escolaridade da
população local é na sua grande maioria 1º grau e cursando 2º grau, sendo esses gratuitos, e com
inúmeras instituições de ensino na cidade, é de se imaginar a dificuldade para encontrar
profissionais qualificados em cursos técnicos pagos.

Por fim, além da qualificação profissional, é necessário a qualificação pessoal. Algumas


qualidades pessoais são extremamente necessárias para que o profissional qualificado, após ser
contratado, consiga permanecer no quadro de pessoal da empresa, dentre elas, compromisso,
responsabilidade, relações interpessoais, cociente emocional, pois além do conhecimento,
habilidade, faz-se necessário a atitude.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante do exposto, não nos resta dúvida de que, primeiramente as empresas precisam
modificar seus critérios de contratação, para num futuro não muito distante, a cultura da
população local absorva o trabalho feminino nos ambientes industrias, levando consigo todas
as características em tese naturais da mulheres, como: preocupação com qualidade, percepção
detalhista, paciência, perspicácia, fidelidade, compromisso, responsabilidade, dentre outros, e
aliando com capacitação técnica para tarefas específicas.

Além disso, é necessário por parte do governo, a criação de cursos de qualificação,


aproveitando a instituição recém construída na cidade, mas salientando que os cursos não
podem ser “fábricas de diplomas”, devem ser “fábricas de conhecimento”.

REFERÊNCIAS

CANTO, Rossana Veiga. O setor moveleiro do município de Santa Maria/RS e suas


potencialidades como cluster. Disponível em http://www.fee.tche.br/3eeg/Artigos/m12t02.pdf
Acesso em: 14 Jun 2010.

MARQUES, Pietro. O Brasil Precisa De Mão-De-Obra Qualificada. Disponível em


http://www.artigonal.com/cotidiano-artigos/o-brasil-precisa-de-mao-de-obra-qualificada-
605847.html Acesso em: 14 Jun 2010.

WIKIPEDIA. Qualificação profissional. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Qualifica


%C3%A7%C3%A3o_profissional Acesso em: 14 Jun 2010.