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Centro de Processamento de Dados - UFBA

Projeto EAD Moodle UFBA

A Educação na Cibercultura

Curso Moodle Para Professores: A Educação na Cibercultura


CENTRO DE PROCESSAMENTO DE DADOS - UFBA - A EDUCAÇÃO NA CIBERCULTURA - 2012

Créditos
U NI V E R S I D A D E F E D E R A L D A B A H I A
C E N T R O D E PR O C E S S A M E N T O D E D A D O S
PR O J E T O E A D M O O D L E U F B A

C u r s o M o o dl e pa r a pr o f e s s o r e s : a e du c a ç ã o n a c i be r c u l tu r a

Pl a n e j a m e n t o , e l a b o r a ç ã o , r e v i s ã o e d e s i g n
Darlene Almada
Eduardo Henrique Lima
Elmara Souza
Flávio Escobar
Joseilda (Sule) Sampaio de Souza
Lanara Souza
Ligia Atta
Maria Helena Bonilla
Maria do Carmo Suzart Rocha
Maria Irani Paim
Maristela Midlej
Misia Pontes
Natália Póvoas
Nicia Cristina Rocha Riccio

C o o r de n a ç ã o
Lanara Souza
Maria do Carmo Suzart Rocha
Nicia Cristina Rocha Riccio

M a te r i a l D i dá ti c o I m pr e s s o

D i a gr a m a ç ã o
David Sodré Lins
Jeferson Moreira Barreto
Flávio Escobar
Frederico Ribeiro Lima

I l u s tr a ç ã o
Afrisio Vieira Lima Neto
Miguel Dias

Re v i s ã o
Denise Barbosa
Joana Dourado
Scarlett Lis Gusmão

O r ga n i z a ç ã o
Lanara Souza
Maria do Carmo Suzart Rocha

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CENTRO DE PROCESSAMENTO DE DADOS - UFBA - A EDUCAÇÃO NA CIBERCULTURA - 2012

Apresentação
Caro leitor,

Este módulo didático é parte do material que dá suporte ao curso Moodle para Professores: a educação online na
UFBA, desenvolvido pelo Projeto EAD Moodle UFBA do Centro de Processamento de Dados da Universidade
Federal da Bahia.

O curso Moodle para professores nasceu da necessidade de articulação entre as ações adotadas pela UFBA no
desenvolvimento e implementação da EAD e da formação de técnicos e professores da Universidade Federal da
Bahia para o uso do Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle, tendo em vista o avanço expressivo da EAD no
Brasil, assim como o uso das tecnologias na educação.

Destacamos neste curso a autonomia do participante, que pode escolher o quê estudar, o quê ler; sempre
dialogando com seus pares, considerando a formação do grupo como objetivo. Neste sentido, além da revisão
do papel do professor, a compreensão do papel do cursista torna­se elemento de extrema importância, pois
amplia as possibilidades de atuação do aluno, que é convidado a todo o momento a ser autor e ator do seu
processo educacional. Além disso, vislumbramos no grupo através das discussões, a possibilidade de construção
coletiva de conhecimento numa perspectiva de rede; onde cada um pode se tornar o centro do processo em
determinado momento e colaborar, com seus conhecimentos e experiências, com a formação de todos.

Cada unidade temática de estudos neste curso dispõe de um hipertexto correspondente, especialmente
preparado para este curso, por docentes ­ pesquisadores, estudiosos da EAD online; e que aqui se encontra
diagramado em módulos didático.

É importante ressaltar que este é um material básico, cuidadosamente preparado para oferecer uma visão
essencial ao estudo do tema abordado. Ao longo deste módulo são indicadas outras referências e sugeridas
outras leituras para aprofundamento, especialmente através dos links e de caixas de diálogo convidando você à
reflexão e à busca de mais informações. As caixas de diálogo presentes são de três tipos:

• Você sabia – Informações e curiosidades que o auxiliem a compreender melhor o conteúdo abordado;
• Para refletir – São questionamentos e conceitos relevantes que podem ser associadas ao assunto;
• Vale a pena ler também – São indicações de livros, sites, artigos e vídeos que ampliam as fontes de
estudo sobre o tema;

Desejamos que esta leitura represente uma oportunidade de diálogo e reflexão que contribuam para o
crescimento pessoal e profissional do leitor.

Boa leitura!
Equipe Projeto EAD Moodle UFBA

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Índice
Introdução 5
O que é mesmo cibercultura? 6
A convergência na cibercultura 7
Construção colaborativa 9
Interatividade, hipertextualidade e hipermídia 10
Possibilidades educacionais 13
Referências 15

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relacionada a capacidade de atuarmos com os


Introdução inúmeros ambientes de informação [4] que estão a
nosso redor.
No contexto atual, não é necessário muito esforço
para percebermos as inúmeras e profundas
Frente a essa realidade, nota­se, cada vez mais, que
mudanças ocorridas no nosso cotidiano após a
estamos sendo envolvidos por diversos artefatos
inserção das tecnologias digitais. Encontramos, direta
tecnológicos que tem potencializado novas formas de
ou indiretamente, uma quantidade infidável de
pensar, escrever, ler e, principalmente comunicar. As
textos, imagens e sons que se conectam e
informações e as descobertas são divulgadas de
interconectam de maneiras múltiplas. Em outras
forma muito rápida, assim como as transformações
palavras, podemos dizer que temos vivenciado na
que elas sofrem; os conhecimentos adquiridos agora,
contemporaneidade um intensa sincronização das
inclusive com essa leitura, tornam­se obsoletos em
diversas linguagens e mídias [1]. Assim, olhando a
um curto espaço de tempo. O próprio tempo passa a
nossa volta, percebemos o quanto as pequenas
ser representado de modo simbólico, em um ritmo
janelas digitais estão tão presentes em nossas vidas.
frenético, ocasionando um eterno estado de mutação
Através delas, nos deparamos com notícias, avisos,
do ser [5], do conhecimento, da sociedade, das
diversão, entre tantas outras atividades. Com isso,
necessidades e das tecnologias.
conhecer e vivenciar se tornam, então, requisitos
essenciais para acessar e fazer circular cada vez mais
informações, construir colaborativamente ou, até Nesse ritmo, tudo é transformado e várias
mesmo, compreender as ações que acontecem no possibilidades são criadas nos espaços de
cotidiano, tal como realizar uma operação bancária comunicações que se tornaram cada vez mais
ou a efetivar uma compra no supermercado. O fato é flexíveis e interativos. A cultura passa a agregar
que vivemos cercados por tecnologias, e às vezes novos elementos, como o virtual, e ter várias outras
nem nos damos conta disso. faces e vozes, agregando valores, mais plurais. É
nesse novo contexto que emerge o conceito da
cibercultura.
Juntamente com essa incorporação temos visto
transformações de cunho social e cultural. Aqui é
bastante pertinente apontar que muitas dessas
transformações são resultantes de fatores externos e
de contatos com outros grupos sociais e culturais. O
que se percebe, é que em menos de uma década,
passamos a testemunhar a presença da cultura digital
[2] e dos computadores conectados em rede. Autores
diversos têm discutido [3] acerca dessa mudança e
desta nova cultura, dentre eles, destacamos as ideias
de Silveira (2009), a medida em que defende que
nesta cultura encontramos uma mudança de era
como toda mudança, seu sentido está em disputa,
sua aparência caótica não pode esconder seu
sistema, mas seus processos, cada vez mais auto­
organizados e emergentes, horizontais, formados
como descontinuidades articuladas, podem ser Vale a pena ler também:
assumidos pelas comunidades locais, em seu caminho
[1] http://bit.ly/uj1Mvw
de virtualização, para ampliar sua fala, seus
costumes e seus interesses. (SILVEIRA, 2009, s/p) [2] http://bit.ly/6L6n4Q

[3] http://bit.ly/4EOOFZ

Nesse contexto, é perceptível que temos implicado o [4] http://bit.ly/l58WRi


uso e a vivência dessas tecnologias, e com ela
[5] http://bit.ly/w7TWJ3
passamos a incorporar a cultura digital. E uma das
característica marcante desta cultura, esta

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Você Sabia?
Segundo o F/Nazca, somos 81,3
milhões de internautas tupiniquins (a
partir de 12 anos). Já para o
Ibope/Nielsen, somos 78 milhões (a
partir de 16 anos ­ setembro/2011).
De acordo com a Fecomércio­
RJ/Ipsos, o percentual de brasileiros
conectados à internet aumentou de
27% para 48%, entre 2007 e 2011. O
principal local de acesso é a lan house
(31%), seguido da própria casa
(27%) e da casa de parente de
amigos, com 25% (abril/2010). O
Brasil é o 5º país com o maior
http://youtu.be/AoR8Bfo4pG4 número de conexões à Internet.

Ainda dentro desse tema, o mesmo autor, defende


O que é mesmo cibercultura? como "imperativo categórico" (Lévy, 1999, p.27) que
para se estar imerso na cibercultura cada computador
A cibercultura começa a se desenvolver a partir do precisa ter um endereço na internet. Nessa mesma
momento em que os computadores saem do domínio direção, outro autor ­ André Lemos (2004), chama
dos grandes centros de processamento de dados ­ atenção acerca da associação intrínseca entre esta
nas universidades e centros de pesquisas ­ e se cultura contemporânea e as tecnologias digitais,
transferem para as mesas dos diversos cidadãos ressaltando que os recursos disponibilizados por estas
autônomos. Nessa direção, a medida em que se tem tecnologias (ciberespaço, simulação, tempo real,
a possibilidade de estar conectado em rede, aqueles processos de virtualização) vêm proporcionando uma
que têm acesso, podem produzir e emitir “nova relação entre a técnica e a vida social"(p. 15).
informações, assim como trocar todo tipo de
mensagem com outros indivíduos ou no interior de As ideias desses autores nos faz destacar que a
grupos, participar de conferências eletrônicas sobre cibercultura abrange a questão da infraestrutura
milhares de temas diferentes, ter acesso às material da comunicação digital [9], mas sobretudo,
informações públicas disponibilizadas na rede, o universo de informações que é acolhido nesse meio,
construir e/ou participar de comunidades virtuais. assim como os indivíduos que navegam e constroem
Para Lévy [6] (1999, p 17 [7]), a cibercultura é a esse universo. Dessa forma, é preciso considerar que
cultura da conectividade e estar associada a um os sujeitos ou os interagentes [10] que estão imersos
"conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de nessa realidade, acessam informações de todas as
práticas, de atitudes, de modos de pensamentos e de partes do mundo, e, dentro dos limites das
valores que se desenvolvem juntamente com o compatibilidades linguísticas, têm interagindo com
ciberespaço [8]". Assim, nota­se que a conectividade diferentes pessoas de culturas diversas, com os
em si, na cibercultura, é a condição básica de sua quais, para muitos, não haveria outro meio direto
existência, pois o movimento desta cultura da para esta comunicação.
conexão está fundamentada na comunicação comum
a todos.
Vale a pena ler também:
[6] http://bit.ly/mPMZx5

[7] http://bit.ly/K8fPNy

[8] http://bit.ly/cXlDW7

[9] http://bit.ly/vmH86j

[10] http://bit.ly/ti3cXs

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Frente a isso, precisamos pensar nas diversas


práticas de comunicação e de produção que vem se A convergência na cibercultura
destacando na cibercultura [11], nas quais “as
pessoas estão produzindo vídeos, fotos, músicas, Ao abordar essa temática, não podemos falar de
escrevendo em blogs, criando fóruns e comunidades, cibercultura sem associar ao contexto contemporâneo
desenvolvendo softwares e ferramentas da web 2.0, que se apresenta com uma intensa sincronização de
etc” (LEMOS, 2009, s/p). diversas linguagens e mídias. Somado a essa
sincronização, outro elemento marcante que tem
ganhado espaço tem sido a convergência entre as
Para Refletir: diversas mídias [14], ou seja, a necessidade e a
possibilidade de explorar e articular as diversas
André Lemos, desde o ano de 2004, já
caracterizava 3 leis fundadoras da potencialidades do digital.
cibercultura: a reconfiguração ­ que
modifica práticas, modalidades
Santaella (2003) destaca que um dos aspectos mais
midiáticas e espaço sem a substituição
do anterior; a emissão ­ que emerge significativos para essa nova realidade
vozes e discursos anteriormente contemporânea [15], tem sido o rápido
reprimidos; e a conexão ­ que põe em desenvolvimento da multimídia, que produziu a
contato homem e homem, homem e convergência de vários campos midiáticos
máquina e máquina e máquina. Para
tradicionais. Para esta autora, foram fundidas, em um
saber mais assita ao vídeo O que é
único setor do todo digital, as quatro formas
cibercultura.
principais da comunicação humana: o documento
escrito (imprensa, magazine, livro); o áudio­visual
(televisão, vídeo, cinema), as telecomunicações
(telefone, satélites, cabo) e a informática
(computadores programas informáticos). É esse
processo que tem sido referido pela expressão
“convergência das mídias” (SANTAELLA, 2003, p.84).

Sendo assim, cibercultura abrange toda uma gama de


fenômenos que ocorre com a utilização das
tecnologias da informação e comunicação. A
característica marcante nessa cultura é a cooperação
[12], percebida mediante o compartilhamento de
Vale a pena ler também:
arquivos (músicas, filmes, fotos), fóruns de
[11] http://bit.ly/avBed0
discussão, comunidades virtuais, entre outros. As
relações que ocorrem no ambiente de trocas de [12] http://bit.ly/M8gH4v
experiências favorecem a diluição das linhas de [13] http://bit.ly/KSNYSb
separação entre emissor e receptor da mensagem. A
[14] http://bit.ly/ub3dlr
construção do conhecimento passa a ser coletiva
[13], mesmo estando o indivíduo a quilômetros de [15] http://bit.ly/m4X0i0
distância do outro, sem tempo nem lugar definido.

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Para Refletir: Para Refletir:


Para saber mais leia: SANTAELLA. Da Para pensar de forma mais
cultura das mídias à cibercultura: o aprofundada a questão da
advento pós­humano. In.: Revista convergência entre mídias [18], hoje,
FAMECOS, Porto Alegre, nº 22, p.23­ o exemplo mais emblemático é o
32, Dez. 2004. Disponível celular. Temos visto nos últimos anos,
em:<http://revistaseletronicas.pucrs.b como este aparelho de comunicação se
r/ojs/index.php/revistafamecos/article tornou cada vez mais fundamental e
/viewFile/3229/2493 estratégico na junção de varias
funções em um mesmo lugar. Isso é
tão real, que na atualidade,
Para completar essa ideia de Santaella, Lemos (2009, dificilmente você encontra à venda um
s/p) salienta que o contexto da cibercultura tem aparelho celular capaz apenas de fazer
possibilitado um território recombinante [16], com ligações, ao contrário, na maioria das
afluência e com a junção das mídias em um mesmo vezes encontramos disponível diversas
objeto, aparelho, produto, em que é possível funções: câmara de vídeo, câmara
fotográfica, acesso à internet, MP3
"recombinar, copiar, apropriar, mesclar elementos os
player ou games.
mais diversos possíveis”. Nesta direção, a
convergência entre as diversas mídias ou a
recombinação de diversos elementos, como é Com isso queremos dizer que, o poder da
apresentada por Lemos, é um traço constitutivo da convergência de mídias, característico da cultura
formação da cultura digital. O que de certa forma, digital e que passa ser potencializado na cibercultura
passa a ser potencializada na cibercultura, pois, ­ principalmente, quando as produções passam a ser
nesse processo, encontramos tanto o “acolhimento” compartilhadas [19] ­ tem nos proporcionado uma
das diversas maneiras de tratar as informações, verdadeira reunião de todas as formas de
quanto o convívio simultâneo das diferentes comunicação e de cultura, “um caldeamento denso e
linguagens – a escrita, o áudio, o vídeo, a imagem. híbrido: a comunicação oral, ainda com força; a
escrita; a cultura das massas, também com pontos
positivos; a cultura das mídias, que é uma cultura
dos disponíveis; e a cibercultura, a cultura do acesso”
(SANTAELLA, 2004, p.28)

Vale a pena ler também:


[16] http://bit.ly/cYvB6V

[17] http://bit.ly/qo3fZ5

[18] http://bit.ly/uj1Mvw

[19] http://bit.ly/vJDyO3
No entanto, é preciso que se ressalte que essa
simultaneidade não se configura como uma mera
substituição de uma linguagem por outra [17], pois a
cultura oral continua existindo, assim como a cultura
escrita. Ou seja, não podemos deixar de considerar
que "continuamos a conviver em grupos de discussão
presenciais, as formas de escrita ainda alimentam o
imaginário dos artistas e designers, continuamos a
frequentar salas de concertos e a visitar os museus”
(SANTAELLA, 2003, p.78). Com isso, é importante
destacar que qualquer uma dessas linguagens, depois
que transformada para o digital, pode ser sintetizada
em qualquer lugar e em qualquer tempo.

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na sociedade, tais como a flexibilidade, a


Construção colaborativa interatividade, a interconexão, o compartilhamento, a
produção de informação, estabelecendo conexões
Na atualidade, com a presença marcante das múltiplas [22].
tecnologias da informação e comunicação, aumenta­
se a possibilidade de se provocar na e em rede ­
problematizações, discussões e socialização de
diversas produções através de espaços comuns a
todos. Nessa perspectiva, nota­se a emergência da
construção coletiva e colaborativa de novos saberes
[20]. Na realidade, julgamos que a cibercultura
através do ciberespaço, aos poucos foi se tornando
fundamental quando referenciamos a essa
"construção colaborativa", principalmente porque, o
ciberespaço amplia, as possibilidades de disponibilizar
ambientes e sistemas de produção colaborativa [21],
o que viabiliza de forma mais rápida a troca e o
acesso a conteúdos em formatos diversos.
Assim, a colaboração passa a ser evidenciada, seja
através de dicas de como utilizar determinado
programa, ou na elaboração de textos, músicas,
sites, ou ainda através de debates em torno de um
determinado tema.

Você Sabia?
O fórum de dúvidas, sobre diversos
assuntos, hoje muito comum no
ciberespaço. Nos fóruns todos são
convidados a darem sua contribuição,
o que faz com que o conhecimento
seja construído a partir de diversos
lugares e e pontos de vista, e não a
partir de uma única referência, de
forma estática.

Avaliamos que no contexto em que a colaboração se Um verdadeiro movimento na dinâmica de construção


faz presente, através das situações de dos saberes é criado ao deslocarem­se os papéis de
aprendizagens, ela incita aos sujeitos se tornarem receptor e emissor. O fluxo das informações torna­se
(co)autores na construção da informação, contínuo e multidirecional, com todos os participantes
conhecimento e cultura, em cenários de “descobertas acrescentando ideias [23], modificando aquelas já
de autoria, assumindo­se como nós de uma rede estabelecidas, reconfigurando saberes; potencializa­
complexa e em constante movimento, utilizando­a se a troca e não a mera soma de experiências, o que
como espaço de disponibilização de informações, de enriquece, modifica e oportuniza a produção dos
expressão de significados e de socialização de
aprendizagens” (TEIXEIRA; CAMPOS, 2009, p. 28).
Vale a pena ler também:
[20] http://bit.ly/JgXEXs
Dessa forma, salientamos que o grande diferencial
nessa construção colaborativa, está direcionada ao [21] http://bit.ly/L9sCwA
fomento de ações no sentido de se aproveitar o [22] http://bit.ly/JdvMzP
potencial das tecnologias digitais. Dito de outra
[23] http://bit.ly/upOzF2
forma, que se possa explorar elementos desta cultura

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novos conhecimentos. Os conhecimentos são,


portanto, construídos conjuntamente de forma Para Refletir:
participativa, cooperativa e colaborativa. Para haver a construção colaborativa e
cooperativa é necessário a
participação ativa e a interação de
Essa dinâmica baseia­se numa lógica de rede, em todos os sujeitos participantes do
que cada ponto deve estar igualmente fortalecido processo, assim como o respeito aos
para fomentar o que Lévy (1998, p.28) chama de diferentes conhecimentos, opiniões,
culturas e indivíduos.
inteligência coletiva [24], “uma inteligência
distribuída por toda parte, incessantemente
valorizada, coordenada em tempo real, que resulta
em uma mobilização efetiva das competências”. Interatividade, hipertextualidade
Nessa dinâmica, cada sujeito ou cada nó, contribui de
forma significativa para o crescimento, fortalecimento
e hipermídia
e enriquecimento de todo o grupo, como também se Com a cibercultura, o tempo atual tem apresentado
potencializa a "troca, o acesso a conteúdos em desafios urgentes no sentido de estabelecer uma
diversos formatos, prolongando o tempo das relação com o volume, a rapidez e a qualidade das
discussões, estreitando as fronteiras informações produzidas e/ou recebidas nesta nova
virtual/presencial” (BONILLA, PICANÇO, 2005, realidade. O que temos visto é que a velocidade e o
p.224). modo como as informações passam a ser criadas e
difundidas vêm oportunizando inúmeras
No ciberespaço, além do fórum, encontramos vários transformações sejam elas ­ comunicacionais, sociais
recursos que oportunizam essas construções e culturais [27]. Antes só era possível ter acesso as
colaborativas [25], até mesmo em formato de texto informações de forma linear e fechada, sem a
único, tais como os sistemas Wiki, espaços que participação ativa do leitor. Ao mesmo tempo, temos
permitem a participação e contribuição de todos ou visto que esta relação tem exigido também a
de determinadas pessoas. Desses sistemas, exploração de diferentes recursos comunicacionais
destacam­se a Wikipedia, o TWiki e a wiki do Moodle, [28], de modo que se possa apropriar de suas reais
que permitem a intervenção do participante no possibilidades, na promoção das relações
processo de criação e reconstrução das mensagens, interpessoais e da produção e compartilhamento de
podendo o mesmo selecionar, combinar e permutar conhecimentos para todos os sujeitos.
as informações ali disponíveis, além de produzir
outras narrativas. Nesse contexto encontramos presente de forma
evidenciada a busca pelo interativo. Aqui vale colocar
Trabalhar colaborativa e cooperativamente não é algo que o uso desse termo, em muitas das vezes, tem
fácil [26], principalmente porque, precisamos ter sido feito de forma banalizada e tem estado presente
clareza de que a interatividade e a colaboração não para qualificar qualquer coisa ­ seja com os
se instala apenas porque se decidiu midiatizar através computadores e derivados, ou até mesmo nos
das tecnologias. Ao contrário, consideramos que "a brinquedos eletrônicos, eletrodomésticos, sistema
troca, a que se efetiva entre os sujeitos, através das bancário on­line, programas de rádio e tv, etc. Para
diversas dinâmicas que proporcionam a circulação de Marco Silva (2005), mesmo com essa banalização
saberes, valores, ideias, desejos e novas decorrente do seu uso indiscriminado, ele tem
possibilidades de aprender é fundamental para criar
as condições para, fortalecer a comunicação e a
produção coletiva de conhecimentos" (SAMPAIO,
Vale a pena ler também:
2011, p. 107). [24] http://bit.ly/gejRQs

[25] http://bit.ly/t3UGZD

[26] http://bit.ly/LjFcsv

[27] http://bit.ly/8Y3OMx

[28] http://bit.ly/J79tL0

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qualificado a nova relação entre emissão­mensagem­ sendo abordado.


recepção, muito diferente da modelo unidirecional
existente na mídia de massa que esta baseada na
transmissão.

Com o termo interativo surge a interatividade, em


que o novo cenário comunicacional passa a ser
evidenciado a transição da lógica da distribuição ­
transmissão­ para a lógica da comunicação ­
interatividade. Ou seja, emissor não emite mais no
sentido que se entende habitualmente, uma
mensagem fechada, ele oferece um leque de
elementos e possibilidades à manipulação do
receptor. A mensagem não é mais "emitida", não é
mais um mundo fechado, paralisado, imutável,
intocável, sagrado, ela é um mundo aberto, Para Refletir:
modificável na medida em que responde às Vejamos agora uma entrevista
solicitações daquele que a consulta. O receptor não realizada no programa Livro Aberto,
produzido pela PUC­RS, com o prof.
está mais em posição de recepção clássica, ele é
Alex Primo. O autor tece suas
convidado à livre criação, e a mensagem ganha
considerações acerca de seu livro
sentido sob sua intervenção.(SILVA, 2005, p.4) Interação Mediada por Computador:
comunicação, cibercultura, cognição
[31], que discute as questões da
Para Refletir: interatividade na cibercultura (Você
Com a internet o processo de pode ver as partes dois [32] e três
interatividade intensificou­se [29], [33] diretamente no YouTube.
pois na/em rede encontramos várias
formas de interferir diretamente sobre
a comunicação que ali se estabelece,
interagindo com outras pessoas,
interrompendo e modificando suas
falas, criando novas maneiras de
discorrer sobre determinado assunto,
enfim, transformando o rumo do fluxo
comunicacional.

Nesse contexto, nos tornamos um outro tipo de


leitor, um leitor que deve ver e interagir com a obra
para que haja acontecimento, tornamo­nos
exploradores, pois perdemos a posição de receptores,
própria da comunicação clássica, e somos convidados
à livre criação, de forma que a informação ganha
mais sentido sob nossas intervenções. (LEMOS,
2004).

Vale a pena ler também:


Assim, podemos dizer que a interatividade [30] é,
[29] http://bit.ly/y94X2r
assim, um processo comunicacional de construção do
saber, de participação de todos os membros [30] http://bit.ly/k2rPov
envolvidos no processo de produção de conhecimento [31] http://bit.ly/1K2OEr
sobre determinado assunto, e que leva em conta as
[32] http://bit.ly/K0WDjz
considerações e colaborações de cada sujeito para
um maior aprofundamento sobre o tema que está [33] http://bit.ly/JuYjz5

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Tomando a discussão do vídeo, associamos essa conexões entre textos e mídias oportunizam ainda o
temática a questão da hipertextualidade [34], rompimento de barreiras entre as diferentes áreas do
trazemos Silva (2000), que aponta que um dos conhecimento, ao proporcionar um diálogo entre os
fundamentos da interatividade, a permutabilidade­ saberes, através da fuga do texto, do ir em busca de
potencialide, e que ela ocorre principalmente através novas informações que complementem, enriqueçam,
da liberdade de navegação aleatória que permite contradigam os sentidos já construídos.
amplas combinações e produção de narrativas. O que
permite essa liberdade é a arquitetura labiríntica [35]
Os links dos hipertextos e das hipermídias [38]
(hipertextual) de organização das informações.
podem ser criados a partir de variadas porções de
Através dos mais diversos ícones e links o interagente
texto, tais como botões, palavras, frases e datas, e
que se move no ciberespaço sem estar submetido a
com diferentes finalidades. Com os links podemos:
qualquer sequência definida a priori. Os mapas de
navegação constroem­se durante o próprio processo • saltar para um outro tópico já existente no
de exploração do ambiente. texto;
• mostrar uma referência;
• fornecer informações adicionais (como as
Você Sabia? palavras hipertextos e hipermídia);
Os hipertextos são documentos, • exibir uma ilustração, esquema, foto,
páginas e ou interfaces que contêm definição ou sequência de vídeo (como o
ligações (links) para o mesmo ou encontrado na palavra Lemos);
outros textos e/ou hipermídias • exibir um índice.
(gráficos, imagens e/ou sons)
estabelecendo­se relações que Com isso queremos dizer que, quando pensamos no
enriquecem a qualidade da leitura. hipertexto, nos hiperlinks, principalmente para os
Esses links, quando ativados pelo
cursos online, podemos associá­los as referências,
leitor, proporcionam novos caminhos,
que por sua vez podem trazer outros aos materiais adicionais que costumamos indicar aos
novos caminhos, oportunizando a nossos estudantes quando estamos em aulas
diversidade de olhares e a não presenciais. A partir deles, teremos outras fontes,
linealidade, o que potencializa a outras informações sendo socializadas para a
riqueza do caminhar, do se perder e construção da aprendizagem [39]. Pensar que além
do se encontrar do leitor.
dos links, também podemos contar com outros
recursos da web, como e­mails e fóruns para nos
Como o próprio nome já diz, o hipertexto é algo que comunicarmos diretamente com os autores e também
vai além do texto, ele se configura como um texto com outros leitores. Os comentários passam a ser
multi­direcional. Mas que “ir além é esse?” O que possíveis e interferir nos conteúdos torna­se uma
realmente o diferencia do texto? No hipertexto temos possibilidade, o que rompe com a lógica unívoca da
a possibilidade de traçar percursos multilineares, que mídia de massa, a qual possibilita apenas a
dependem da ação do navegador e não da lógica do distribuição da informação.
autor. Por esse motivo, a navegação ultrapassa o
tradicional conceito de leitura. Constitui­se numa
leitura­escrita [36], pois, ao interagir com o
hipertexto, o leitor constrói sua própria trajetória, Vale a pena ler também:
estabelece relações a partir de seus interesses e [34] http://bit.ly/sYD1be
"escreve" sua linha de raciocínio.
[35] http://bit.ly/xGHUxG

[36] http://bit.ly/KqoFlR
Desta forma, os hipertextos [37] e as hipermídias
passam a fazer parte das nossas vidas, alterando [37] http://bit.ly/K3xF4W
nossa noção de textualidade, pois se constituem em [38] http://bit.ly/cz5AyR
textos plurais, sem margens, sem centro, que
[39] http://bit.ly/JIN3FT
transformam nossa posição frente a eles, de passivos
leitores a ativos navegadores. Essas infinitas

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diversas dimensões indissociáveis da convivência das


Possibilidades educacionais tecnologias da informação e comunicação.

No cenário atual, temos visto que para os jovens,


Nessa direção, comprendemos como possibilidades
usar e explorar as tecnologias digitais, desde sempre,
educacionais oportunas aquelas nas quais o potencial
vem se tornando uma maneira incrível de consumir e
das tecnologias é explorado na perspectiva de se
produzir informações. Eles têm apresentado maior
formar cultura, explorando os exemplos de inserção,
facilidade em compreender as dinâmicas provenientes
tal como é realizado pelos jovens.
da cibercultura [40], simplesmente porque, quando
tem possibilidade de acesso buscam incorporar todos
os seus elementos. Ou seja, para eles, a
comunicação, a troca, a produção possível na
cibercultura é um mundo lúdico e atraente, enquanto
que, para muitos professores, tal realidade ainda se
situa no cenário da novidade e da incerteza.

Frente a essa realidade, precisamos pensar que "o


computador não é igual ao livro e que a internet é
ainda mais fascinante que a telinha da TV".
(SAMPAIO, 2011, p. 80). E que as tecnologias
possuem suas especifidades, que necessitam ser
conhecidas, exploradas e apropriadas, inclusive pelos
professores. E a melhor maneira de enfrentar esse Em outras palavras, podemos dizer que no campo
desafio é considerar os modos como os jovens educacional, novos desafios [44] são postos e velhos
incorporam as dinâmicas proporcionadas por essas problemas emergem diante das modificações
tecnologias e as integram no seu cotidiano [41]. construídas e vivenciadas na cibercultura. Esses
desafios engendrados pressupõem e necessitam de
Com isso, entendemos que as novas formas de novas formas de ler, escrever, pensar, aprender e
pensar, agir, e de se comunicar, ao ser ensinar [45], ou seja, demandam novas educações
transformadas em hábitos corriqueiros com a [46]. Isto não é fácil, e não esta associada única e
presenças das TIC, tem gerado o imperativo de se exclusivamente ao professor, e sim, precisamos
repensar as formas de ensinar e aprender [42]. As pensar que ele é uma mediador importante nesse
práticas pedagógicas, que priorizam uma processo, ele precisa se inserir nesse contexto para
aprendizagem padronizada, de ampla difusão e ter condições de dialogar com os jovens acerca dos
unidirecional, não tem se mostrado à realidade seus interesses e necessidades quando articulados
presente na atualidade, em que os jovens estão cada com o contexto da cibercultura. E esse diálogo passa
vez mais explorando o ciberespaço. a ser mais fortalecida, na medida em que este
professor se insere nessa cultura afim de interagir
com seus jovens estudantes de dentro dela. Mas
Aqui, salientamos que a participação ativa na cultura
digital, e consequentemente, na cibercultura, está
diretamente realcionada a forma como a presença Vale a pena ler também:
dessas tecnologias são abordadas e incorporados [40] http://bit.ly/K5cRbQ
como possibilidades educacionais [43]. Em síntese,
[41] http://bit.ly/JdWEzV
observa­se uma ênfase tão somente na utilização dos
novos recursos tecnológicos, com uma evidente [42] http://bit.ly/xfqvwI
redução das potencialidades de uso, causando, [43] http://bit.ly/pt3wF5
muitas vezes a sensação da presença dessas
[44] http://bit.ly/wNJXIa
tecnologias como algo estranho às prática
pedagógicas instituídas. Daí, reforçamos a ideia de [45] http://bit.ly/yZ57mI
que seja relevante se levar em consideração as [46] http://bit.ly/xmmzBK

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também existe a necessidade de envolvimento do


sistema educacional, especialmente de políticas
públicas [47] efetivas e articuladas, que tratem de
questões referentes a formação de professores, infra­
estrutura e conectividade.

Nesse sentido, também é que trazemos para essa


discussão as redes de informação, em que tanto a
educação presencial como a educação a distância
[48] podem incorporar a flexibilidade, interatividade,
participação e colaboração.

Você Sabia?
Hoje, existem muitos ambientes
virtuais de aprendizagens, como o
Moodle, que auxiliam esses processos
disponibilizando recursos síncronos
(que possibilitam às pessoas
comunicarem­se em tempo real) e
assíncronos (que possibilitam às
pessoas comunicarem­se num tempo
posterior).

Com esses recursos digitais a sua


disposição, o professor pode
transformar sua prática edagógica,
incorporando inclusive as novas
formas de ser e agir dos jovens, a
chamada geração alt+tab [49], que
se desenvolvem juntamente com o
crescimento da cibercultura.

Vale a pena ler também:


[47] http://bit.ly/z2fmYI

[48] http://bit.ly/yvXSst

[49] http://bit.ly/wPUafo

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