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CENA LUSÓFONA

Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral

Resumo das actividades desenvolvidas


1995 - 2010

Coimbra, Outubro de 2010

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Cena Lusófona – Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral
Associação sem fins lucrativos constituída por escritura pública de 18 de Julho de 1996.
Publicação em Diário de República de 21 de Setembro de 1996.
Registo como Organização Não Governamental de Cooperação para o Desenvolvimento (ONGD) desde 1999.
Rua António José de Almeida, n.º 2
3000 - 040 Coimbra
Telefone: + 351 239 836 679
E-mail: teatro@cenalusofona.pt
Web: www.cenalusofona.pt

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Sumário

Apresentação

Actividades realizadas
Criação artística (co-produções)
Formação teatral
Estações
Edições
Centro de Documentação e Informação (CDI)
Espaços cénicos
Circuito teatral lusófono
Forum

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Apresentação

Cena Lusófona - 1995-2010

Embora só funcione enquanto estrutura organizada e com autonomia desde 1996, a Cena Lusófona
iniciou as suas actividades em 1995. Cerca de quatro dezenas de pessoas – encenadores, actores,
cenógrafos, técnicos, antropólogos e arquitectos de cena – criaram e têm desenvolvido uma
organização devotada exclusivamente ao intercâmbio teatral na comunidade lusófona. A sua sede é
na cidade portuguesa de Coimbra.

O programa Cena Lusófona articula-se num conjunto diversificado de projectos: formação, co-
produções, circulação de espectáculos, infra-estruturas teatrais, investigação, dramaturgias,
debates e conferências, exposições, edições, programas inter-disciplinares, programas institucionais
e de cooperação.

Entre as iniciativas realizadas destacam-se as co-produções de espectáculos em que se envolveram


entidades de dois ou mais países; a realização de um festival de teatro, denominado Estação,
rotativo nos países de língua portuguesa, que já teve lugar em Moçambique (Maputo, 1995), Brasil
(Rio de Janeiro, Recife e São Paulo, 1996), Cabo Verde (Mindelo, 1997), Portugal (Coimbra, Braga e
Évora, 1999), São Tomé e Príncipe (2002) e Portugal (Coimbra, 2003); a inventariação dos espaços
cénicos, nos países africanos, com o objectivo de criar uma rede para a circulação de espectáculos,
desenvolvendo, ao mesmo tempo, contactos com vista à sua recuperação; o fomento de experiências
de intercâmbio, nomeadamente de carácter formativo, rompendo o isolamento e proporcionando
àqueles que dedicam a sua vida ao teatro o contacto com outros grupos, formadores e escolas
qualificadas (de que são exemplo os três estágios internacionais com actores de todos os países da
Comunidade); a constituição de um Centro de Documentação e Informação, em actividade em
Coimbra, que reúne e divulga informação sobre o teatro nos países lusófonos.

A sua actividade editorial é igualmente vasta e diversificada, contemplando a publicação de uma


revista especializada, setepalcos, que tem sido até aqui uma montra do que se faz na cooperação
teatral entre todos os países da CPLP; a colecção Cena Lusófona, uma colecção de dramaturgia de
língua portuguesa que conta já com oito volumes dos autores José Mena Abrantes (Angola), Leite de
Vasconcelos (Moçambique), Mia Couto e Natália Luiza (Moçambique e Portugal), Fernando Macedo
(S.Tomé e Príncipe), António Aurélio Gonçalves (Cabo Verde), Abel Neves (Portugal) e Naum Alves de
Souza (Brasil). No capítulo editorial há a registar ainda o lançamento, em finais de 2001, do álbum
monográfico “Floripes Negra”, de Augusto Baptista, dedicado a uma das mais extraordinárias

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manifestações teatrais de rua africanas, o Auto de Floripes, que anualmente se realiza na Ilha do
Príncipe. Ainda neste âmbito, a Cena Lusófona lançou em 2002 o cenaberta, um jornal com duas
versões, em papel e em formato digital, que pretende ser um espaço noticioso dedicado às
iniciativas da associação e, em geral, às actividades culturais e teatrais da comunidade de língua
portuguesa.

Em todas as iniciativas da Cena Lusófona aparece, até 2005, a fórmula “com o alto patrocínio do
Ministério da Cultura e da Câmara Municipal de Coimbra”. A partir dessa altura, a associação deixou
de contar com qualquer apoio do Ministério da Cultura Português, o que condicionou gravemente a
sua capacidade de trabalho. Os anos de 2007 e 2008 ficaram marcados pela luta pela sobrevivência e
pela procura de fontes de financiamento que permitissem não desperdiçar o investimento que havia
sido feito nos anos anteriores.

Em 2009, a Cena Lusófona volta a assinar um contrato com o Ministério da Cultura, desta feita ao
abrigo dos “Apoios Directos” atribuídos pela Direcção-Geral das Artes. Este novo contrato é válido
por um período de dois anos e permitiu-lhe recuperar alguns dos seus projectos mais marcantes,
nomeadamente ao nível do Centro de Documentação e da Edição (incluindo a base de dados de
espaços cénicos), ao nível da investigação sobre as artes performativas tradicionais (com destaque
para o ciclo “Narradores Orais”) e ao nível do “Forum” (com a organização de um Encontro
Internacional sobre Políticas de Intercâmbio e o regresso das sessões de “A Cena no Café”).

Também em 2009, a Câmara Municipal de Coimbra viu aprovado o financiamento para a recuperação
da Ala Central do Colégio das Artes, no Pátio da Inquisição, em Coimbra. Aqui funcionarão, a partir
de 2011, as novas instalações da Cena Lusófona, que incluirão um espaço nobre e funcional para
alojar o Centro de Documentação, permitindo optimizar as condições de utilização por parte do
público.

Coimbra, Outubro de 2010.

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Actividades realizadas

Criação artística (co-produções)

No total são vinte e três criações originais produzidas, num período de dez anos (1995-2004), no
âmbito do projecto Cena Lusófona.

A característica principal que resulta deste conjunto é a de que todas estas criações foram
realizadas através de processos de co-produção.

Um pouco mais de metade destas (12) foram produzidas e estreadas fora de Portugal, nos diferentes
países de língua portuguesa: Brasil (1), Angola (2), Moçambique (3), Cabo Verde (1), S. Tomé e
Príncipe (3) e Guiné-Bissau (2).

O ciclo de co-produções deste conjunto (as realizadas entre 1995 e 1997) é uma das “marcas”
históricas do projecto Cena Lusófona: nunca antes se tinham reunido artistas de teatro portugueses
com outros artistas de teatro de cada um dos países africanos de língua portuguesa com o objectivo
de construírem em conjunto um espectáculo teatral.

Em muitos destes processos registou-se ainda uma significativa diversidade de entidades associadas –
das companhias e agentes teatrais aos vários departamentos e ministérios da cultura de cada país,
aos escritores, pintores, músicos, às instituições culturais, sociais e educativas, como Universidades,
Escolas de Teatro e de Artes, autarquias, etc.

No caso dos espectáculos que resultaram dos Estágios Internacionais de Actores (de que falaremos
adiante) – como “A Fronteira”, “Beijo no Asfalto”, “Quem Come Quem” ou “Horácio” - acrescentou-
se uma nova complexidade a estes processos, através da presença simultânea de actores ou criativos
de todos os países. A relação até ali bilateral passava a multilateral, com todas as implicações
artísticas e logísticas inerentes. Estas co-produções multilaterais foram um dos resultados, o
resultado público, digamos assim, das três edições dos EIA. Experiências riquíssimas, do ponto de
vista teatral e humano, participadas por mais de cinco dezenas de criadores de todos os países da
CPLP.

Quase todas estas co-produções, as que foram produzidas e estreadas nos outros países, foram
posteriormente apresentadas em Portugal, onde realizaram digressões num circuito teatral
autárquico que se foi estruturando e se mostrou aberto a estas experiências.

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Entre os agentes teatrais portugueses envolvidos destaca-se a presença do Teatro Meridional e de “O
Bando” em mais do que uma criação. Sinal das necessárias escolhas que o projecto foi fazendo,
reflecte também uma especial apetência por este específico intercâmbio por parte dos dois grupos.

No caso de “O Bando”, foi estabelecido um projecto a três anos com S. Tomé e Príncipe, com
realizações nos dois países. Entre outras iniciativas, produziu três espectáculos: “A Nau de Quixibá”
(com a participação da Fundação Calouste Gulbenkian), “Cloçon Son” e “Capitango” (espectáculo
que representou S. Tomé na Expo'98).

1995 De volta da guerra estreia em Maputo


Casa Velha e Produções Olá (Moçambique) / Teatro da
Rainha (Portugal)

Texto: Angelo Beolco “O Ruzante”


Adaptação e Encenação: Fernando Mora Ramos

A birra do morto estreia em Maputo


Mutumbela Gogo (Moçambique) / A Escola da Noite
(Portugal)

Texto: Vicente Sanches


Encenação: António Augusto Barros

1996 As virgens loucas estreia em S. Vicente


Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo
(Cabo Verde)

Texto: António Aurélio Gonçalves


Encenação e Dramaturgia: Cândido Ferreira

A nau de Quixibá estreia em Lisboa


Teatro “O Bando” (Portugal) e artistas são-tomenses (S.
Tomé e Príncipe)

Texto: Alexandre Pinheiro Torres


Encenador: Raúl Atalaia

1997 O mulato dos prodígios estreia em Luanda


Elinga Teatro (Angola)

Texto: José Mena Abrantes


Encenação: Rogério de Carvalho

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Cloçon son estreia em S. Tomé
Teatro “O Bando” (Portugal) e artistas são-tomenses (S.
Tomé e Príncipe)

Texto: Fernando Macedo


Encenação: Horácio Manuel

Fronteira estreia em Lisboa


Actores de todos os países da CPLP

Texto: Colectivo Estágio Internacional de Actores


Direcção: Rogério de Carvalho

1998 Capitango estreia em S. Tomé


(S. Tomé e Príncipe)

Concepção geral do espectáculo: João Carlos Silva /


Fernando Macedo
Encenação: Ayres Veríssimo Major / Antónia Terrinha

O beijo no asfalto estreia em Coimbra


Actores de todos os países da CPLP

Texto: Nelson Rodrigues


Adaptação: Colectivo Estágio Internacional de Actores Lusófonos
Encenação: José Caldas

1999 O pranto de Maria Parda estreia em Évora


Centro Dramático de Évora (Portugal)

Texto: Gil Vicente


Encenação: Rosário Gonzaga

A sapateira prodigiosa estreia em Maputo


(Moçambique)
Texto: Federico García Lorca
Tradução e Encenação: José Mora Ramos

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2000 Quem come quem estreia em Coimbra
Actores de vários países da CPLP

Direcção artística, cenografia, adereços e desenho de luz:


Stephan Stroux
Dramaturgia: Sebastião Milaré

Supernova estreia em Salvador da


Teatro Nacional S.João / DRAMAT, Centro Dramático de Bahia
Évora (Portugal) e Teatro Vila Velha / Companhia de Teatro
dos Novos (Brasil)
Texto: Abel Neves

Encenação: Fernando Mora Ramos

Salvesave estreia em Lisboa


Centro Cultural de Belém / Karnart (Portugal)
Direcção artística: Luís Castro
Dramaturgia: Luís Castro

2001 Quem me dera ser onda estreia em Luanda


Elinga Teatro (Angola)

Texto: Manuel Rui


Adaptação e Encenação: Cândido Ferreira

Mar me quer estreia em Lisboa


Teatro Meridional (Portugal)
Texto: Mia Couto
Adaptação teatral: Mia Couto e Natália Luiza
Encenação: Miguel Seabra

2002 O lutador estreia em Bissau


Os Fidalgos (Guiné-Bissau)

Coordenação artística: Andrzej Kowalski

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Vim-te buscar estreia em Lisboa
Bica Teatro (Portugal)
Texto: Luís Carlos Patraquim
Encenação: João Mota

2003 Pedro Andrade, a tartaruga e o gigante estreia em S. Tomé


Cena Só (S. Tomé e Príncipe)

Texto: José Mena Abrantes


Encenação: Rogério de Carvalho e Ayres António Major

Makbunhe estreia em Bissau


Os Fidalgos (Guiné-Bissau)

Texto: adaptação de “Macbeth”, de W. Shakespeare


Coordenação artística: Andrzej Kowalski

Niketche estreia em Coimbra


Hala ni Hala (Moçambique) e Centro Dramático de Évora
(Portugal)

Texto: Paulina Chiziane


Encenação e dramaturgia: José Pinto de Sá

O Horácio estreia em Coimbra


A Escola da Noite (Portugal) e actores de vários países da
CPLP

Texto: Heiner Müller

Encenação: Pierre Voltz

2004 Geração w estreia em Lisboa


Teatro Meridional (Portugal)
Texto : José Eduardo Agualusa
Concepção e encenação : Natália Luiza

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Formação teatral

A formação teatral constituiu sempre uma das principais apostas do programa Cena Lusófona que
começou por realizar oficinas para jovens actores em cinco países da CPLP: São Tomé, Guiné, Cabo
Verde, Angola e Moçambique. Estas primeiras acções tiveram perfis e objectivos diferenciados
consoante o país de destino e a sua conjuntura teatral. No entanto, comum a todos os projectos foi
a procura de um contacto frutuoso entre criadores portugueses e africanos, todos portadores de
diferenciados potenciais artísticos e criativos e oriundos de diferentes culturas e meios sociais.

Cientes das dificuldades e riscos que um projecto desta dimensão poderia acarretar, os criadores de
teatro portugueses dispuseram-se ao ofício de humildade artística de procurar um (re)encontro com
outra cultura, sem paternalismos, mas também sem a consciência pesada dos fantasmas do passado
colonialista.

No horizonte destas primeiras oficinas estava já a ideia de que elas fossem o ponto de partida para a
realização de co-produções, objectivo que, no ano a seguir, seria atingido em Cabo Verde, Angola,
Moçambique e S. Tomé e Príncipe.

Ao longo dos anos a Cena Lusófona tem vindo a multiplicar as acções neste sector, através de várias
experiências e formatos, procurando sempre estabelecer ligação com a produção artística. Entre as
dezenas de acções realizadas destacam-se os Estágios Internacionais de Actores, com três edições
(1998, 1999/2000 e 2003) que reuniram actores dos vários países da CPLP durante períodos de tempo
variáveis (de onze meses, a primeira; três meses, a segunda e quatro meses, a terceira) tendo
produzido vários espectáculos (“A Fronteira”, “O Beijo no Asfalto”, “Quem Come Quem” e "O
Horácio) que reflectiram o diálogo cultural no interior desta comunidade.

Para além das oficinas de actor, a actividade de formação da Cena Lusófona alargou-se a outras
áreas, através de oficinas de iluminação cénica, oficinas de escrita, oficinas de biblioteca e
documentação, construção e manipulação de bonecos, produção, entre outras. Os Estágios
Internacionais de Actores (EIA) assumem, dentro deste capítulo, um estatuto próprio, pela sua
dimensão e pela profundidade da abordagem que potenciam.

Oficina de Filipe Crawford em São Tomé e Príncipe, 2004

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Oficinas de actor
Angola Rogério de Carvalho (1995)
Stephan Stroux (1999)
Cândido Ferreira (2001)
Carlos Paulo / Miguel Sermão (2003)
António Augusto Barros (2008)

Brasil Stephan Stroux (Bahia, 1998)


Stephan Stroux (S. Paulo, 1999)
Filipe Crawford (Londrina e Rio de Janeiro (2005)
Rui Madeira (Bahia e S. Paulo, 2008)

Cabo Verde Cândido Ferreira (1995)


Nelson Xavier / Via Negromonte (1997)
Christine Villepoix (1998)
Miguel Seabra (1999)
Stephan Stroux (1999)

Guiné-Bissau Filipe Crawford (1995)


Andrzej Kowalski (2001)
Andrzej Kowalski (2003)
Filipe Crawford (2005)

Moçambique Fernando Mora Ramos (1995)


Teatro “O Bando” (1995)
Filipe Crawford (1995)
Stephan Stroux (1999)

S. T. e Príncipe João Brites / Antónia Terrinha (1995)


Horácio Manuel (1997)
Rogério de Carvalho (2002)
Rogério de Carvalho (2003)
Filipe Crawford (2004)

Portugal Luís de Lima (1998)


Stephan Stroux (1998)
Stephan Stroux (1999)

Oficinas de iluminação
Moçambique João Carlos Marques (1995)
Orlando Worm (1997)

S. Tomé e Príncipe Orlando Worm (2002)


Orlando Worm (2006)

Guiné-Bissau Elias Macovela (2003)


José Manuel Marques (2005)

Angola Abílio Apolinário (2003)

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Oficinas de escrita / dramaturgia
Portugal Joaquim Paulo Nogueira, Miguel Clara Vasconcelos, João Reinaldo Siqueira, Dolores Cortes
(1997)

Moçambique Jean Pierre Sarrazac / Fernando Mora Ramos (1998)

Portugal / Brasil Alcione Araújo (1998)


Silvana Garcia (2000)
Naum Alves de Souza (2005)

Outras oficinas
Moçambique Bonecos de Santo Aleixo (1995), com todos os bonecreiros

Brasil (Olinda) Teatro de Marionetas do Porto / Bonecos de Santo Aleixo /


Mamulengo Só Riso (1996)

Brasil (São Paulo) António Nóbrega – o actor brincante: aula prática (1996)

Cabo Verde Oficina de produção artística (1999), direcção de Mónica Almeida

Angola Linguagem vídeo no teatro (2001), direcção de Ivo Ferreira

Guiné-Bissau Biblioteca e Documentação (2003 e 2005), direcção de Jorge Pais de Sousa

S. T. e Príncipe Biblioteca e Documentação (2003 e 2005), direcção de Jorge Pais de Sousa

Estágios individuais
Angola Pulquéria Bastos (1996 – Teatro Nacional D. Maria II, Portugal)
Avelino Dikota (1998 – A Escola da Noite, Portugal)
Raul do Rosário (1998 – A Escola da Noite, Portugal)

S. T. e Príncipe Ayres António Major, Ana Azul, João Carlos Silva e Manuel da Apresentação (1996 – Teatro
“O Bando”, Portugal)

Cabo Verde Pedro Maurício (1996 – ACERT, Portugal)


José Évora (2002/2005 – Cena Lusófona, Portugal)

Moçambique Elias Macovela (1996 – Centro Dramático de Évora, Portugal)


Jossefina Massango (1997/98 – Centro Dramático de Évora, Portugal)
Mateus Tembe (2000 – Karnart, Portugal)
Ana Magaia (2002 – Bica Teatro)

Portugal Sara Machado da Graça (1998 – Casa Velha, Moçambique)

Brasil Gil Vicente Tavares (2000 – A Escola da Noite, Portugal)

Guiné-Bissau João Carlos Vieira (2000 – CDI da Cena Lusófona, Portugal)


Jorge Quintino Biague (2009/2010 - Cena Lusófona / A Escola da Noite, Portugal)

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Estágios Internacionais de Actores (EIA)

Os Estágios Internacionais de Actores Lusófonos não têm uma regularidade precisa, dependem de um
conjunto de circunstâncias e oportunidades para se realizarem: circunstâncias artísticas, com
projectos interessantes e formadores disponíveis, e oportunidades de parceria com outras
instituições, dado que a logística destes Estágios, com a deslocação de actores dos vários países, é
bastante pesada.

Por tudo isto, não têm também um formato tipo quanto à duração ou quanto ao número de
participantes.

Os EIA são:

- pretexto para aprofundar a formação de jovens actores da CPLP em áreas


específicas;

- momento de confronto de conhecimentos e experiências;

- encontro único entre pessoas de diferentes latitudes que podem, a partir deles
multiplicar as suas ligações no futuro;

- projectos de construção conjunta que implicam um sempre renovado teste à


possibilidade de entendimento artístico e humano entre pessoas tão diferentes que,
no entanto, possuem dois pontos de partida comuns: a possibilidade de comunicar
numa língua comum, o amor ao teatro e a decisão de se expressarem através dessa
forma artística.

I Estágio Internacional de Actores (1997-1998)

Participantes: 15 actores representando todos os países da CPLP (incluindo Timor)


Duração: 11 meses
Local: Lisboa e Coimbra
Formadores: Rogério de Carvalho, Joaquim Paulo Nogueira, Joana Providência, Madalena Vitorino, Cândido
Ferreira, Filipe Crawford, José Caldas, Tilike Coelho
Organização: Cena Lusófona, Inatel e Expo’98

A Fronteira Olharapos

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O primeiro Estágio traduziu-se, no concreto, na possibilidade do encontro de quinze jovens actores
(dois do Brasil, um de São Tomé, dois de Cabo Verde, dois de Moçambique, dois de Angola, dois da
Guiné-Bissau, dois de Timor e dois de Portugal) em onze meses de trabalho comum.

Numa primeira fase, em Lisboa, foi montado com a direcção de Rogério de Carvalho o exercício-
espectáculo “A Fronteira”, do qual resultou uma digressão por Lisboa, Évora, Braga, Montemor-o-
Novo e Coimbra. Na segunda fase do estágio, em Coimbra, levou-se a cabo a construção de um outro
exercício-espectáculo, “O Beijo no Asfalto”, de Nelson Rodrigues, encenado por José Caldas e
estreado no dia 27 de Março, Dia Mundial do Teatro, no Teatro Académico de Gil Vicente.

A terceira fase constou da participação dos actores no projecto “Olharapos”, inserido no quadro de
animação permanente da Expo’98.

II Estágio Internacional de Actores (1998-2000)

Participantes: 14 actores representando Brasil (Bahia e S. Paulo), S. Tomé e Príncipe, Cabo Verde,
Moçambique, Angola, Guiné-Bissau e Portugal
6 oficinas de actor preparatórias no Brasil, Moçambique, Angola, Cabo Verde e Portugal
Estágio final: 2 meses
Local: Coimbra
Formadores: Stephan Stroux e Sebastião Milaré

Oficina em Salvador da Bahia, 1998 Oficina em Maputo, Moçambique, 1999 Oficina em Luanda, Angola, 1999

Fez parte fundamental deste projecto a realização de seis oficinas de formação que mobilizaram
cerca de 120 jovens actores. Esta formação e selecção de actores realizou-se entre 1998 e 1999 em
cada um dos países de origem dos participantes no estágio (Salvador da Bahia-Brasil; Maputo-
Moçambique; Luanda-Angola; Mindelo-Cabo-Verde; São Paulo Brasil; Braga-Portugal).

No apuramento final desta mobilização foi seleccionada uma equipa internacional constituída por 14
actores (4 do Brasil, 1 de S. Tomé, 1 de Cabo Verde, 1 de Moçambique, 2 de Angola, 1 da Guiné-
Bissau e 4 de Portugal) que se reuniram durante dois meses em Portugal e deram corpo ao
espectáculo “Quem Come Quem”, dirigido por Stephan Stroux, que estreou em Julho de 2000, nas
cidades de Coimbra e Braga.

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Oficina no Mindelo, Cabo-Verde, 1999 Oficina em São Paulo, Brasil, 1999 Oficina em Braga, Portugal, 1999

III Estágio Internacional de Actores (2003)


Participantes: 13 actores representando Brasil (Bahia, Rio Grande do Sul e S. Paulo), S. Tomé e Príncipe, Cabo
Verde, Angola, Guiné-Bissau e Portugal
Estágio final: 3 meses
Local: Coimbra
Formadores: Antônio Mercado, Sílvia Brito, António Jorge Dias, João Brites, Teresa Lima, Luca Aprea, António
Amorim, Frank Manzoni e Pierre Voltz

O terceiro Estágio Internacional de Actores estruturou-se em torno de um plano de formação assente


na inclusão dos estagiários na actividade quotidiana de uma companhia de teatro profissional – A
Escola da Noite, em Coimbra. Para além da integração plena dos actores estagiários nas actividades
de formação correntes da companhia (Tai Chi Chuan, leituras, trabalho de corpo e voz)
dinamizaram-se várias actividades específicas das quais se destacaram os ateliers temáticos (ateliers
de actuação sobre textos de Gil Vicente e de Abel Neves e também ateliers de produção e
organização teatral), o estágio de três dias realizado no Grupo de Teatro “O Bando” e ainda o
exercício dirigido por Antônio Mercado (a partir de textos de José Mena Abrantes e Craveirinha),
objecto de uma apresentação pública no âmbito do Congresso Internacional de Literaturas Africanas
“Cinco Povos, Cinco Nações” (Universidade de Coimbra, 8 a 11 de Outubro).

A face mais visível do Estágio Internacional de Actores foi, sem dúvida, o espectáculo “O Horácio”,
de Heiner Müller, construído durante a segunda metade dos trabalhos e que juntou no seu elenco os
sete estagiários com os seis actores do elenco d’A Escola da Noite. O espectáculo foi dirigido pelo
encenador e pedagogo francês Pierre Voltz, assistido por Frank Manzoni.

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Estações da Cena Lusófona

A Cena Lusófona organiza, desde 1995, encontros teatrais nos vários países lusófonos. As Estações da
Cena Lusófona, nome dos encontros mais representativos, realizaram-se já em Moçambique (Maputo,
1995), Brasil (Rio de Janeiro, Recife e São Paulo, 1996), Cabo Verde (Mindelo, 1997), Portugal
(Braga, Coimbra e Évora em 1999 e Coimbra, em 2003) e em São Tomé e Príncipe (2002).

Ao longo das seis Estações traçou-se um perfil para estes encontros. O objectivo não seria uma
montra massificada de espectáculos e grupos, mas um momento para apresentar resultados das
acções que se vão desenvolvendo ao longo do ano, aprofundar experiências, debater metodologias e
encontrar novos caminhos.

Para estas Estações são convidados ainda alguns espectáculos representativos desse contexto
lusófono que constituem outros pretextos acrescentados para o debate e para a avaliação pública
sobre as potencialidades culturais e sociais do intercâmbio teatral na CPLP.

O Teatro é o prato forte das Estações mas as programações têm incluído diversificados projectos nas
áreas musical, da dança e do audiovisual, para além de debates, oficinas, encontros temáticos e
exposições.

1995 I ESTAÇÃO DA CENA LUSÓFONA


Moçambique (Maputo)
15 de Novembro a 10 de Dezembro

ESPECTÁCULOS: Elinga Teatro (Angola); Companhia Nacional de Canto e Dança, Gungu, Gungulinho, M'Beu e
Mutumbela Gogo (Moçambique); O Bando, A Barraca, Cândido Ferreira, Centro Dramático de Évora, A Escola da
Noite, Filipe Crawford e Trigo Limpo-Teatro ACERT (Portugal); Os Parodiantes da Ilha (São Tomé e Príncipe)
CO-PRODUÇÕES: A Birra do Morto (Cena Lusófona / A Escola da Noite / Mutumbela Gogo); De volta da guerra
(Cena Lusófona / Casa Velha / Produções Olá / Teatro da Rainha)
OFICINAS: Bonecos de Santo Aleixo (CENDREV); Técnica da Máscara (Filipe Crawford); Encontro com “O Bando”
EXPOSIÇÃO: Exposição de fotografia de Augusto Baptista, Amanda Protidou, José Cabral e Giorgios
Theodossiadis
I FORUM DA CENA LUSÓFONA: "Existe um futuro para a Cena Lusófona?"— com a participação de representantes
institucionais e teatrais de todos os países da CPLP. Painéis: Formação e co-produções; Investigação, programa
editorial, dramaturgia; Circulação teatral e rede de infra-estruturas; a continuidade da Cena Lusófona em
Moçambique; o futuro da Cena Lusófona: institucionalização internacional / os próximos eventos.

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1996 II ESTAÇÃO DA CENA LUSÓFONA
Brasil (Rio de Janeiro, Olinda, Recife, São Paulo)
3 a 15 de Dezembro

ESPECTÁCULOS: Centro Dramático de Évora, Teatro de Marionetas do Porto, Ballet Teatro (Portugal), António
Nóbrega (Brasil)
POESIA: Recital com Luís de Lima e Nathália Timberg (Brasil)
OFICINAS: Teatro de Bonecos (Fernando Augusto Gonçalves, Teatro Só Riso, Brasil)
II FORUM DA CENA LUSÓFONA – Painéis: Uma proposta de intercâmbio; Teatro em Angola e Brasil; Teatro em
Moçambique e Portugal; Teatro na Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe; Teatro em Língua
Portuguesa.

1997 III ESTAÇÃO DA CENA LUSÓFONA


Cabo Verde (Mindelo)
4 a 14 de Setembro

ESPECTÁCULOS: Nelson Xavier e Via Negromonte (Brasil); Juventude em Marcha, Ramonda, Teatro
Experimental “Frank Cavaquim” (Cabo-Verde); Companhia Teatral do Chiado (Portugal).
CO-PRODUÇÕES: Sequeira, Luís Lopes ou o Mulato dos prodígios (Elinga Teatro-Angola / Cena Lusófona); As
Virgens Loucas (Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo - Cabo-Verde / Cena Lusófona)
OFICINAS: Musicalidade e movimento – voz e corpo em cena (Via Negromonte); O actor no teatro, no cinema e
na televisão (Nelson Xavier)
III FORUM DA CENA LUSÓFONA. Painéis: As co-produções teatrais no espaço lusófono; A utilização de espaços
alternativos para o espectáculo de teatro.

1999 IV ESTAÇÃO DA CENA LUSÓFONA


Portugal (Braga, Évora, Coimbra)
10 a 30 de Novembro

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TEATRO: António Nóbrega, Pia Fraus Teatro (Brasil); Colectivo de Actores (Moçambique); O Teatrão, Teatro da
Garagem (Portugal); Elinga Teatro (Angola).
CO-PRODUÇÕES: O Pranto de Maria Parda (CENDREV-Portugal / Cena Lusófona; Clown Creolus Dei (Teatro
Meridional / Grupo de Teatro do Mindelo - Portugal/Espanha/Itália e Cabo-Verde)
DANÇA: Danças de Câncer (co-produção Danças na Cidade’99, Lisboa – Portugal; Balleteatro Auditório, Porto -
Portugal / Mindelact, Mindelo-Cabo Verde)
MÚSICA: Sons da Lusofonia (Portugal)
POESIA: As palavras que nos ficam da usura dos dias (leitura de poemas de autores lusófonos)
FORUM DA CENA LUSÓFONA: "Intercâmbio e Novas Perspectivas" – Painéis: Binómio Criação/Formação;
Circulação Teatral; Dramaturgia de Língua Portuguesa; A informação teatral.

2002 V ESTAÇÃO DA CENA LUSÓFONA / FESTIVAL GRAVANA 2002


São Tomé e Santo António do Príncipe
3 a 18 de Agosto

TEATRO: O Bando (Portugal); Os Parodiantes da Ilha (São Tomé); Os Fidalgos (Guiné-Bissau); Elinga Teatro
(Angola); Candido Pazó (Galiza, Espanha)
DOCUMENTÁRIO: Ante-estreia do documentário “Narradores Orais na Ilha do Príncipe”, de Ivo Ferreira; Ante-
estreia do documentário sobre o “Carnaval de Bissau 2002”, de Andrzej Kowalski; “Quem me dera ser onda”, de
Ivo Ferreira; “O Beijo no asfalto”, “A Fronteira” e “Quem come quem”, de Acácio Carreira; “Chegança de
mouros”, de TV Educativa (Salvador, Bahia/Brasil)
ARTES PERFORMATIVAS SÃO-TOMENSES: Fundão, Auto de Floripes, Danço Congo, Kiná, Tchiloli, Puitá, Bonecos
de Ototo, Socopé Herança Nova, Bulawê Zekentxe, Socopé Linda Estrela
FORMAÇÃO: Projectos formativos – Estágio Internacional de Actores, Quem Come Quem, A Fronteira, Beijo no
Asfalto; Espaço de encontro com “O Bando”; Espaço de encontro com o grupo “Os Fidalgos”; Espaço de
encontro com actores são-tomenses; Tchiloli – sessão dedicada a Paulo Valverde

2003 VI ESTAÇÃO DA CENA LUSÓFONA


Portugal (Coimbra)
5 a 15 de Dezembro

19
TEATRO: Face & Carretos, Mais! Produções Artísticas, Bando de Teatro Olodum (Brasil); Companhia de Teatro
de Braga, Quinta Parede (Portugal); Os Fidalgos (Guiné-Bissau); Elinga Teatro (Angola); Sarabela Teatro (Galiza,
Espanha); Burbur (Cabo-Verde); CENDREV e Hala Ni Hala (Portugal / Moçambique); Cena Só (São Tomé e
Príncipe)
CO-PRODUÇÕES: O Horácio (A Escola da Noite / Cena Lusófona)
MÚSICA: António Nóbrega, Cida Moreira, Virgínia Rodrigues, Ná Ozzetti / Dante Ozzetti / Luiz Tatit / Zé Miguel
Wisnik (Brasil); Mário Lúcio (Cabo-Verde)
ESPAÇO BRINCANTE: António Nóbrega, Bando de Teatro Olodum, Lena Wild (Brasil); Quico Cadaval e Cândido
Pazó (Galiza-Espanha); O Teatrão (Portugal)
TERTÚLIA DOS DRAMATURGOS: Naum Alves de Souza, Aimar Labaki e Cleise Mendes (Brasil); Abel Neves
(Portugal); José Mena Abrantes (Angola); Cunha de Leiradella (Portugal)
CICLO DE CINEMA DE FLORA GOMES: Mortu Nega, Olhos azul di Yonta, Po di sangue, Nha Fala e o documentário
Identificação de um país; colóquio com a presença do realizador.

20
Edições

Setepalcos (sete edições)

N.º 0 (Novembro 1995)


Aborda o projecto da Cena Lusófona e a sua concretização. Inclui artigos sobre o panorama
teatral em Angola e em Moçambique e sobre o Tchiloli de São Tomé, entre outros.

N.º 1 (Dezembro 1996)


Inclui um extenso dossier sobre a I Estação em Maputo e outros aspectos do teatro moçambicano.
No corpo da revista regista-se, toda a experiência do programa Cena Lusófona em 1996.

N.º 2 (Março 1998)


Regista as principais experiências de 1997 e o I Estágio Internacional de Actores Lusófonos.

N.º 3 (Setembro 1998)


Número dedicado ao Teatro Brasileiro. Dos temas em análise destacam-se as referências históricas
no Teatro Brasileiro ao longo da última metade do século XX, as novas tendências do teatro neste
final de século, a cenografia nas artes cénicas brasileiras, o ensino e a formação teatral, os meios
e sistemas de produção teatral.

N.º 4 (Maio 2003)


Dá a conhecer não só a história do teatro na Galiza, como também alguns dos seus protagonistas,
instituições e tendências, antevendo um pouco qual será o futuro da arte dramática falada e
escrita em galego.

21
N.º 5 (Julho 2006)
Especial Ruy Duarte de Carvalho
Antropólogo, escritor, cineasta, investigador, fotógrafo, pintor, Ruy Duarte de Carvalho foi a
figura central da programação da VII Semana Cultural da Universidade Coimbra de 2005. A Cena
Lusófona associou-se a essa iniciativa com a edição deste número especial da Setepalcos, que
reflecte sobre a obra de Ruy Duarte e sobre o conteúdo das várias actividades desenvolvidas a seu
pretexto.

N.º 6 (Dezembro 2009)


Número dedicado ao Teatro em Cabo Verde. Inclui entrevistas com João Branco (Mindelact e
Grupo de Teatro do Centro Cultural Português) e Jorge Martins (Grupo Juventude em Marcha), os
resultados do inventário de espaços cénicos em Cabo Verde e um inventário dos grupos de teatro
activos no país.

22
Colecção Cena Lusófona (dramaturgias de língua portuguesa)

Teatro I e Teatro II
(José Mena Abrantes, Angola)

Teatro do Imaginário Angolar


(Fernando de Macedo, S. Tomé e Príncipe)

As Mortes de Lucas Mateus


(Leite de Vasconcelos, Moçambique)

Supernova
(Abel Neves, Portugal)

As Virgens Loucas
(António Aurélio Gonçalves, Cabo Verde)

Mar Me Quer
(Mia Couto / Natália Luiza, Moçambique / Portugal)

Teatro
(Naum Alves de Souza, Brasil)

As orações de Mansata
(Abdulai Sila, Guiné-Bissau – no prelo)

23
Floripes negra

Álbum monográfico sobre o Auto da Floripes em Santo António do Príncipe (S. Tomé e Príncipe).
Autoria: Augusto Baptista (texto e imagens).

cenaberta (sete edições)

− Nº 0 (Junho 2002)
Floripes Negra de Augusto Baptista; Carnaval na Guiné; Os Fidalgos; Quem me dera ser onda; Bica
Teatro; Cenas

− Nº 1 (Abril 2004)
Coimbra: 6ª Estação da Cena Lusófona; Centros de Intercâmbio Teatral (Guiné-Bissau / São Tomé e
Príncipe); Brasil: um novo impulso na CPLP?

− Nº 2 (Julho 2004)
CPLP: uma comunidade de culturas; Encontro de Salvador; Naum Alves de Souza – dramaturgia
reunida; Contadores de Histórias em DVD; Meridional encena Geração W

− Nº 3 (Dezembro 2004)
cenaberta com um cordel baiano; Ofício de contar: Cândido Pazó; Ângelo Torres; António Vieira;
VII Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais; Festival Gravana

− Nº 4 (Abril 2005)
Editar é preciso; Dossier: Editoras de Teatro; Jornais e Revistas de Teatro

− Nº 5 (Dezembro 2005)
Angola: A dança contemporânea – entrevista com Ana Clara Guerra Marques; Festivais em alta –
teatro no mundo lusófono; À conversa com Naum – a propósito da edição da dramaturgia completa
de Naum Alves de Souza

− Nº 6 (Outubro 2006)
Aprender Ensinar Teatro em Português; Escolas de Teatro Portugal e Brasil; Festival SET – Semana
das Escolas de Teatro

− Nº 7 (Setembro 2009)
Nova vida e nova casa para a Cena Lusófona; A Cena no Café: Newton Moreno em Coimbra; à
conversa com Rui Madeira; Um encontro n'As Bacantes; Rostos da Cena: Jorge Biague.

24
− Nº 8 (Dezembro 2009)
Encontro Internacional sobre Políticas de Intercâmbio; A Cena no Café; Mindelact 2009; à conversa
com Walter Cristóvão (Miragens Teatro, Angola); Rostos da Cena: Rogerio Boane.

− Nº 9 (Março 2010)
Encontro Internacional sobre Políticas de Intercâmbio – conclusões e intervenções; setepalcos –
Teatro em Cabo Verde; à conversa com Francisco Pellé; Rostos da Cena: Odete Môsso.

− Nº 10 (Junho 2010)
Festivais de teatro na lusofonia; setepalcos – lançamento em Lisboa, Coimbra e Porto; à conversa
com Creusa Borges; Rostos da Cena: José Amaral.

− Nº 11 (Setembro 2010)
Circuito de Teatro Português de São Paulo; FESTLIP (Rio de Janeiro); Ruy Duarte de Carvalho;
Orlando Worm; entrevistas com Miguel Seabra e Natália Luiza (Teatro Meridional) e Ivo M. Ferreira.

cenaberta online (www.cenalusofona.pt/cenaberta)


Jornal digital. Um espaço noticioso dedicado às iniciativas da associação e às actividades culturais e
teatrais da comunidade de língua portuguesa.

Edição vídeo

“Narradores orais da ilha do Príncipe”

Realização Ivo M. Ferreira Câmara Ivo M. Ferreira Som Sabina Viel, Acácio Carreira Montagem Rita
Figueiredo Produção Cena Lusófona/2002

25
“Narradores orais da ilha de São Tomé”
Realização Ivo M. Ferreira (em fase de pós-produção)

“Carnaval de Bissau”
Realização Andrzej Kowalski Guião Luis Mourão, Andrzej Kowalski Imagem Luis Margalhau, Andrzej
Kowalski Assistentes de câmara Bakar Mané, Braima Cassamá Montagem Luis Margalhau, Andrzej
Kowalski Edição off line Luis Margalhau Locução Victor Filipe Pós-produção 100 imagens produções
audiovisuais Produção Cena Lusófona / 2002

26
Centro de Documentação e Informação

O Centro de Documentação e Informação da Cena Lusófona, cuja actividade teve início em Setembro
de 1997, com a coordenação científica e técnica de Jorge Pais de Sousa, é hoje um centro de
recursos especializado na aquisição, processamento, gestão e difusão da documentação e
informação, no âmbito do teatro e das artes cénicas, relativas ao espaço cultural ocupado pelos
países que integram a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Este centro de recursos
pretende apoiar as actividades que se relacionam com a promoção do intercâmbio teatral, a
realização de co-produções, o apoio à investigação e à edição, o ensino e a formação, de forma a
auxiliar todos aqueles que recorrem aos seus serviços no processo de transformação da informação
em conhecimento.

Possui actualmente um acervo documental considerável, organizado em livre acesso, e constituído


por diferentes tipos de suportes (impresso, videográfico, fotográfico, sonoro, iconografia em cartaz,
etc.) na área do teatro e das artes cénicas. O catálogo está acessível on-line, em

www.cenalusofona.pt.

Paralelamente, o CDI mantém actualizada uma base de dados sobre o teatro da lusofonia, prevendo-
se para breve a sua disponibilização através da Internet.

Acervo constituído por:


- 8000 fotografias
- 3500 monografias
- 100 publicações periódicas especializadas
- 160 cassetes de vídeo, DVD e CD-ROM
- materiais gráficos (cartazes, programas, etc.)

Base de dados sobre o teatro da lusofonia com informações sobre:


- espaços cénicos
- actores
- encenadores
- dramaturgos
- cenógrafos
- companhias de teatro
- edições
- escolas de teatro
- festivais

27
Circuito Teatral Lusófono

Para além dos momentos especiais de encontro que constituem as Estações, a Cena Lusófona
organizou ou apoiou a digressão pelos países lusófonos de diversos espectáculos e companhias dos
países de língua portuguesa.

O seguinte quadro-resumo dá conta da intensidade deste circuito teatral.

Ano País Companhia / artista Espectáculo País e local de apresentação


1996 Portugal Cendrev Bonecos de Santo Brasil Teatro Glauce Rocha,
Aleixo Rio de Janeiro e Teatro
Só Riso, Olinda
Portugal Teatro de Marionetas do Porto Miséria – Teatro Brasil Teatro Glauce Rocha,
Dom Roberto Rio de Janeiro e Teatro
Só Riso, Olinda
Portugal Teatro de Marionetas do Porto Terceira Estação Brasil Teatro Glauce Rocha,
e Ballet Teatro Companhia Rio de Janeiro
Brasil António Nóbrega Aula Espectáculo Brasil Centro Universitário
Maria Antónia, São
Paulo
1997 Brasil Pedro Paulo Rangel / Kelzy “Sermão de Portugal Lisboa, Évora e Coimbra
Ecard quarta-feira de
cinza”
S. Tomé e Teatro de Marionetas de Ototo Bonecos de Ototo Portugal Évora
Príncipe
Brasil Mamulengo Só Riso Portugal Évora e Coimbra
Moçambique / Casa Velha e Produções Olá / De volta da guerra Portugal Montemor-o-Novo,
Portugal Teatro da Rainha Évora, Vila Real de
Santo António, Fundão,
Coimbra, Marinha
Grande
Cabo Verde Grupo de Teatro do Centro As virgens loucas Cabo Verde Mindelo
Cultural Português
Vários países da Colectivo I Estágio A Fronteira Portugal Braga, Montemor-o-
CPLP Internacional de Actores Novo, Évora, Coimbra
Portugal Companhia Teatral do Chiado As obras Cabo Verde Mindelo
completas de
William
Shakespeare...
1998 Brasil Luís de Lima Recital Portugal Coimbra
Vários países da Colectivo I Estágio A Fronteira Portugal Braga, Montemor-o-
CPLP Internacional de Actores Novo, Évora, Coimbra
Angola Elinga Teatro O mulato dos Portugal Évora, Almada,
prodígios Coimbra, Porto, Braga
Brasil Paula Passos A orfã do Rei Portugal Coimbra
Portugal Teatro da Garagem Escrita da água – Brasil São Paulo
no rasto de Medeia
Portugal Teatro da Garagem Peregrinação – o Brasil São Paulo
fio de Ariadne

28
Ano País Companhia / artista Espectáculo País e local de apresentação
Portugal Teatro da Garagem A menina que foi Brasil São Paulo
avó
Portugal Teatro Meridional Ñaque ou sobre Brasil São Paulo
piolhos e actores
Portugal Teatro da Serra de Montemuro Lobo/Wolf Brasil São Paulo
Portugal A Escola da Noite A serpente Brasil São Paulo
Portugal A Escola da Noite Uma visitação a Brasil São Paulo
Gil Vicente
Portugal A Escola da Noite Beckett – primeira Brasil São Paulo
jornada
Portugal ACTO – Instituto de Arte Nocturno Cabo-Verde Mindelo
Dramática
1999 Cabo Verde / Grupo de Teatro do Centro Os velhos não Portugal Estarreja, Coimbra
Angola Cultural Português do devem namorar
Mindelo / Elinga Teatro
Brasil Agitada Gang Como nasce um Portugal Estarreja, Coimbra,
cabra da peste Viseu, Braga, Estremoz,
Beja, Vendas Novas,
Mora, Évora, Marinha
Grande, Fundão,
Almada, Vila Real de
Santo António,
Montemor-o-Novo
Moçambique Colectivo de actores A sapateira Portugal Évora, Braga, Coimbra
independentes prodigiosa
Cabo Verde / Grupo de teatro do Centro Cloun Creolus Dei Portugal Évora, Braga, Coimbra,
Portugal Cultural Português do Porto
Mindelo / Teatro Meridional
Portugal Teatro Meridional Calisto, História Cabo Verde Mindelo
de uma
personagem
Portugal Teatro Meridional Romeo, versão Cabo Verde Mindelo
montesca da
tragédia de
Verona
2000 Portugal Cendrev O Pranto de Maria Portugal Évora, Borba, Vendas
Parda Novas, Estremoz, Mora,
Amareleja, Moura,
Arraiolos, Montemor-o-
Novo, Alhandra,
Alandroal, Vila Real de
Santo António, Fundão,
Marinha Grande,
Valença, Barcelos,
Vouzela, Oliveira de
Frades, Penalva, Sátão,
Celorico da Beira
Vários países da Colectivo do II Estágio Quem come quem Portugal Coimbra, Braga, Porto
CPLP Internacional de Actores
Portugal / Teatro Nacional de São João, Supernova Brasil Bahia
Brasil Cendrev / Teatro Vila Velha
Portugal Porto, Évora, Viseu
Portugal Karnart / CCB Salvesave Portugal Lisboa, Coimbra
Holanda Den Haag

29
Ano País Companhia / artista Espectáculo País e local de apresentação
Brasil Grupo Tapa Navalha na Carne Portugal Coimbra, Braga
Brasil Grupo Tapa A serpente Portugal Coimbra, Braga
Brasil Grupo Tapa Corpo a corpo Portugal Coimbra, Braga
2001 Brasil O Galpão Romeu e Julieta Portugal Porto, Braga, Coimbra
2002 Portugal / Teatro da Trindrade / O que fazem as Angola Luanda
Angola Caixindré produções mulheres
Portugal Teatro Meridional Mar me quer Portugal Coimbra
Timor Díli
Guiné-Bissau Os Fidalgos O Lutador São Tomé e São Tomé, Príncipe
Príncipe
Portugal Braga
Angola Elinga Teatro Quem me dera ser S. Tomé e S. Tomé
onda Príncipe
Portugal Andante À volta da língua Portugal Coimbra
Portugal Arte Pública Xtórias Portugal Coimbra
Portugal Bica Teatro Karingana Portugal Coimbra
2003 Portugal A Comuna Bão Preto Angola Luanda
Portugal A Comuna Do desassossego Angola Luanda
Brasil Marcos Fayad Voar Portugal Coimbra
Vários países da Colectivo do III Estágio Horácio Portugal Aveiro
CPLP Internacional de Actores
2004 Portugal Filipe Crawford A história do tigre São Tomé e São Tomé
Príncipe
Portugal Teatro Meridional Geração W Portugal Lisboa
São Tomé e Cena Só Pedro Andrade, a São Tomé e Neves, São João dos
Príncipe tartaruga e o Príncipe Angolares
gigante
2005 Portugal Filipe Crawford A história do tigre Guiné- Bissau e S. Domingos
Bissau
Brasil Londrina
2009 Galiza-Espanha Sarabela Teatro A Esmorga Portugal Coimbra
Cándido Pazó O espectáculo da Portugal Coimbra
palavra
2010 Brasil Dragão7 Inês de Castro, até Portugal Coimbra
ao fim do
mundo...

30
Espaços Cénicos

Um dos objectivos centrais do Programa da Cena Lusófona é o de contribuir para que no espaço
lusófono se criem e reforcem redes de circulação do espectáculo teatral, com condições de
recepção, difusão e produção, com suporte em infra-estruturas – edifícios teatrais ou centros
culturais polivalentes – devidamente equipados e com uma gestão adequada à prática teatral.
Iniciou-se em 1995 um conjunto de acções de inventário e diagnóstico de salas de teatro,
projectando propostas de recuperação e funcionamento, para apresentar aos respectivos governos.

No âmbito deste projecto, foram realizadas 14 missões de reconhecimento por equipas


especializadas e multidisciplinares que integram arquitectos e cenógrafos (João Mendes Ribeiro, José
António Bandeirinha, Flávio Tirone e José Carlos Faria), técnicos de palco (Orlando Worm, João
Carlos Marques e Elias Macovela) e um fotógrafo (Augusto Baptista). Foram visitados com este
propósito todos os países africanos de língua portuguesa: Guiné-Bissau (1995, 1997, 2002 e 2003),
Moçambique (1995 e 1997), Cabo Verde (1996, 1997, 2005 e 2009), Angola (1997) e São Tomé e
Príncipe (1997, 2001 e 2002).

Na revista Setepalcos n.º 6 foi publicado o inventário de Cabo Verde, o primeiro país africano a ver
este inventário completo. Paralelamente, prevê-se para o presente biénio, a disponibilização on-line
das fichas de espaços cénicos, que incluem fotografias, plantas e informações técnicas sobre todos
os espaços inventariados.

Anfiteatro Municipal José Cabral Évora,

Ilha do Sal, Cabo Verde

31
Forum

No âmbito da rede que foi constituindo ao longo do seu percurso, a Cena Lusófona participa e
colabora em várias iniciativas de encontro, discussão, investigação e divulgação sobre o intercâmbio
cultural no espaço da CPLP. Destacam-se as seguintes:

1996
- Encontro de investigadores e agentes teatrais sobre Tchiloli (Escola Nacional de Belas Artes, São Tomé
e Príncipe)
- Lusoculturofonias (Associação Académica de Coimbra, Portugal)

1997
- Projecto de investigação antropológica da cultura Chocwe (Museu do Dundo, Angola)
- Documentação fotográfica sobre o Tchiloli e Auto de Floripes (São Tomé e Príncipe)
- Exposição de fotografia “As Cores do Teatro” (Augusto Baptista; exposição produzida pela Cena
Lusófona, exibida no Rio de Janeiro, Coimbra, Oliveira de Azeméis, Sintra, São Tomé e Príncipe, Beja,
Braga, Luanda e Bissau)

1998
- Colóquio sobre as experiências do projecto (Teatro Académico de Gil Vicente, Coimbra)
- Encontro Internacional de Dramaturgos (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, Rio de Janeiro e
Ceará, Brasil)
- Encontro de escolas de teatro – Portugal, Brasil e Moçambique (Escola Superior de Teatro e Cinema,
Amadora, Portugal)
- Exposição de fotografias sobre o percurso da Cena Lusófona (Teatro Académico de Gil Vicente,
Coimbra, Portugal)

1999
- Ciclo de Leituras de textos dramáticos lusófonos (Sociedade Lítero-Dramática Gastão Tojeiro, São
Paulo, Brasil)
- Exposição Angola a Preto e Branco (Museu Antropológico da Universidade de Coimbra, Portugal)

2000
- Exposição de fotografias “Artes performativas de S. Tomé e Príncipe: Tchiloli e Auto de Floripes
(Galeria-Bar Santa Clara, Coimbra, Portugal)
- Seminário de Dramaturgia José Vicente (DRAMAT – Centro de Dramaturgias Contemporâneas, Porto,
Portugal)
- Encontro Porto Alegre em Cena (Porto Alegre, Brasil)
- Colóquio Novas Dramaturgias (Teatro Vila Velha, Salvador da Bahia, Brasil)

2002
- Práticas cénicas interculturais – ciclo de espectáculos sobre a miscigenação cultural no espaço lusófono:
Andante, Arte Pública, Bica Teatro e Teatro Meridional (Coimbra, Portugal)

2003
- Participação do documentário “Narradores Orais da Ilha do Príncipe” nas Jornadas da Lusofonia (Faro,
Portugal) e no DocLisboa (Lisboa, Portugal)
- Encontro sobre Narração Oral (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Portugal)

32
- Jornadas Culturais Samora Machel (Comissão de Estudantes Moçambicanos em Coimbra, Portugal)
- “Vozes amanhecidas – ciclo de divulgação literária” - leitura de poemas de Ana Paula Tavares
(Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Portugal)

2004
- Exibição do documentário “O arquitecto e a cidade velha”, de Catarina Alves Costa (Teatro Académico
de Gil Vicente, Coimbra, Portugal)
- Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais – dinamização de um grupo de discussão sobre o
intercâmbio cultural (Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Portugal)

2005
- Acompanhamento e documentação da iniciativa “Abraço Lusófono”, dedicada ao escritor e antropólogo
angolano Ruy Duarte de Carvalho (Universidade de Coimbra, Portugal)

2006
- Participação do documentário “Narradores Orais da Ilha do Príncipe” no VIII “Palavras Andarilhas” -
Encontro de Aprendizes de Contar (Beja, Portugal)
- Apresentação do projecto Inventário de Espaços Cénicos, em parceria com o Centro de Estudos Sociais
da Universidade de Coimbra, no “Seminário Internacional de Reabilitação Urbana do Mindelo” (Cabo
Verde)

2008
- Participação no I Encontro Ibérico de Revistas de Teatro, integrado na XXV Mostra Internacional de
Teatro Cómico e Festivo de Cangas (Cangas de Morrazo – Pontevedra, Galiza, Espanha)

2009
- Encontro Internacional sobre políticas de intercâmbio (Coimbra, 3 a 6 de Dezembro), com a presença de
mais de trinta estruturas de criação e programação e instituições oficiais dos vários países de língua
portuguesa.

2010
- Participação no II Encontro Ibérico de Revistas de Teatro, integrado na XXVII Mostra Internacional de
Teatro Cómico e Festivo de Cangas (Cangas de Morrazo – Pontevedra, Galiza, Espanha)
- Participação no Circuito de Teatro Português de São Paulo.

A Cena no Café

Em 2003 inaugurou-se um espaço de programação multidisciplinar, que se traduziu na realização de


pequenos eventos para o espaço do Café Santa Cruz, em Coimbra, e a que se deu o título genérico
de “A Cena no Café”. Este espaço tem como objectivos:

a) proporcionar um ponto de contacto directo entre o público e as mais diversas manifestações


artísticas do universo lusófono e os seus criadores;

b) criar um espaço informal de divulgação das culturas, multidisciplinar, aberto também a


propostas externas, com projecção de filmes/documentário, contadores de histórias,
apresentação de livros, revistas e/ou outras publicações, música e a criação de espaços de
reflexão;

33
c) promover a aproximação entre as comunidades de residentes lusófonos em Portugal.

Interrompida em 2005, esta iniciativa regressou em 2009, num formato ligeiramente diferente, que
já não passa exclusivamente pelo Café Santa Cruz, nem pela cidade de Coimbra. Pretende-se alargar
a outros locais e a outros públicos, embora mantendo este conjunto de princípios e objectivos
essenciais.

Entre 2002 e 2010 foram realizadas cerca de 30 sessões, assim discriminadas:

13 de Janeiro de 2003
Mopiopio
Exibição do filme do realizador angolano Zézé Gamboa, com a presença do próprio.

27 de Janeiro de 2003
Céu aberto
Exibição do documentário de Graça Castanheira (Moçambique).

10 de Fevereiro de 2003
Insularidades
Exibição do documentário de Carlos Brandão Lucas sobre Cabo Verde, com a presença do realizador.

24 de Fevereiro de 2003
Carnaval de Bissau
Exibição do documentário de Andrzej Kowalski, produzido pela Cena Lusófona, com a presença do
realizador.

10 de Março de 2003
O espelho de África
Exibição do documentário de Miguel Vale de Almeida sobre a herança africana em Salvador da Bahia,
seguida de debate com o próprio realizador.

24 de Março de 2003
Outros bairros
Exibição do documentário de Vasco Pimentel e Inês Gonçalves sobre os cabo-verdianos de segunda
geração na periferia de Lisboa, seguida de debate com os realizadores.

11 de Abril de 2003
“Crónicas da Maianga” e “Como se o mundo não tivesse leste”
Apresentação de dois livros do antropólogo angolano Ruy Duarte de Carvalho, com a presença do próprio
e realizada por Oswaldo Manuel Silvestre.

14 de Abril de 2003
“Ilhas de Fogo” e “Atlântico – romance fotográfico”
Apresentação de dois livros de Pedro Rosa Mendes, com a presença do próprio.

28 de Abril de 2003
Madrugadas
Conversa com o grupo de teatro O Bando, que incluiu uma pequena intervenção-performance por parte
de actores do grupo e a exibição do documentário “Madrugadas”, de Rui Simões, sobre o espectáculo
com o mesmo título que assinalou o 25º aniversário do 25 de Abril de 1974.

34
22 de Maio de 2003
Narradores orais da ilha do Príncipe
Exibição do documentário de Ivo M. Ferreira, produzido pela Cena Lusófona, com a presença do próprio.

26 de Maio de 2003
Histórias e canções de Cabo Verde
Concerto de Celina Pereira.

9 de Junho de 2003
Setepalcos – número especial dedicado ao teatro galego
Apresentação do número 4 da revista Setepalcos, com o Presidente do IGAEM – Instituto Galego das Artes
Escénicas e Musicais, D. Amado Ricón Virulegio e a intervenção do contador de histórias galego Candido
Pazó.

16 de Junho de 2003
A cena de Dario Fo
Apresentação do livro de Neyde Veneziano (Brasil), com a presença da própria.

7 de Julho de 2003
Brincar Tabanca
Exibição do documentário de Carlos Brandão Lucas sobre o ritual cabo-verdiano.

21 de Julho de 2003
Kuxa Kanema
Exbição do documentário de Margarida Cardoso (Moçambique) sobre o cinema moçambicano no período
pós-independência, com a presença da própria.

21 de Abril de 2004
Inimigo Rumor
Apresentação do número especial da revista de poesia “Inimigo Rumor”, dedicado ao poeta Ruy Belo. A
apresentação esteve a cargo de Oswaldo Silvestre, Abel Barros Baptista e Gustavo Rubim e contou com
leitura de poemas pelos actores Diogo Dória, António Jorge, Sílvia Brito, Sofia Lobo, Marta Gorgulho e
Ricardo Correia.

20 de Setembro de 2004
António Vieira
Conversa com o cordelista e contador de histórias brasileiro António Vieira. Esta sessão teve uma
extensão a Braga, no dia 24 de Setembro, no espaço alternativo PT.

25 de Maio de 2005
A dança contemporânea em Angola e “A magia das palavras”
Apresentação do documentário de Jorge António “Outras frases”, sobre a coreógrafa Ana Clara Guerra
Marques (com a presença da própria e do realizador) e do livro “A magia das palavras”, do escritor
angolano Carlos Ferreira (Cassé), igualmente presente na sessão.

3 de Julho de 2009
Coimbra, bar do Teatro da Cerca de São Bernardo
Newton Moreno
Conversa com o dramaturgo, actor e encenador brasileiro Newton Moreno, que apresentou e comentou
alguns excertos dos seus espectáculos, apresentados em vídeo.

35
9 de Novembro de 2009
Braga, Café A Brasileira
Conversa sobre o intercâmbio cultural no espaço lusófono.
Apresentação do projecto da Cena Lusófona na cidade de Braga.

16 de Novembro de 2009
Coimbra, café-teatro do Teatro Académico de Gil Vicente
Intersecções – antropologia e arquitectura em debate
Com os arquitectos José António Bandeirinha e Paulo Providência e os antropólogos Luís Quintais, Nuno
Porto e Sandra Xavier.

4 de Dezembro de 2009
Coimbra, bar do Teatro da Cerca de São Bernardo
“Fazê di Conta” + “O espectáculo da palavra”
Documentário de Patrícia Poção apresentado por Miguel Seabra (Teatro Meridional) e espectáculo de
Cándido Pazó, no âmbito do Encontro Internacional sobre políticas de intercâmbio (Coimbra (3 a 6 de
Dezembro de 2009).

31 de Março de 2010
Lisboa, Casa da Morna
setepalcos , 6 – Teatro em Cabo Verde: lançamento em Lisboa
Com Arnaldo Andrade, Embaixador de Cabo Verde em Portugal; Augusto Baptista, coordenador editorial
da revista setepalcos; Odete Môsso, actriz e investigadora.

36
10 de Abril de 2010
Coimbra, bar Quebra-Costas
setepalcos , 6 – Teatro em Cabo Verde: lançamento em Coimbra
Com Paulo Duarte, Associação de Estudante Cabo-verdianos em Coimbra; Augusto Baptista, coordenador
editorial da revista setepalcos; Odete Môsso, actriz e investigadora; Maria José Azevedo Santos,
Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra.

28 de Abril de 2010
Porto, foyer do Cinema Nun'Álvares
setepalcos , 6 – Teatro em Cabo Verde: lançamento em Coimbra
Com Carlos Machado, Cônsul Honorário de Cabo Verde no Porto; Augusto Baptista, coordenador editorial
da revista setepalcos; José António Bandeirinha, arquitecto e coordenador do Inventário de Espaços
Cénicos dos Países Africanos de Língua Portuguesa; Flávio Hamilton, actor e membro fundador da Burbur;
João Branco, Director do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo e responsável pelo
Mindelact.

11 de Maio de 2010
Coimbra, Galeria-Bar Santa Clara
Conversa com Dragão7 e Circuito de Teatro Português de São Paulo
Com Creusa Borges, directora do Dragão7; Leticia Bortolleto, actriz; Ralph Maizza, actor.

37