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COMBUSTÃO: Definida como a reação química envolvendo uma substância combustível e um agente

oxidante, normalmente o oxigênio de ar, produzindo luz e energia. Antes de ocorrer à combustão, as
substâncias sólidas e líquidas sofrem decomposição química, devido a ação do calor. Este processo se chama
Pirólise.

FASES DO FOGO

Fase Inicial:

 Temperatura ambiente maior ou igual a 38ºC


 Produção de gases Inflamáveis.
 Oxigênio a 20% no ar.

Queima Livre:

 Gases aquecidos preenchem a parte mais alta do ambiente.

Flash Over:

 Ignição de todos combustíveis simultaneamente.


 Após a ignição, queima lenta.

Back Draft:

 Oxigênio abaixo de 8% no ar.


 Calor muito intenso.
 Queima lenta.
 Brasas.
 Alta concentração de gases combustível.

Pós Back Draft:

 A entrada de oxigênio neste período do fogo provoca uma explosão ambiental.

Obs: A falta de oxigênio após um período de incêndio causa queima lenta.

COMBUSTÃO: É a transmissão do calor que ocorre de uma fonte para o corpo através de um material que
seja um bom condutor de calor ex: ferro

FORMA DE COMBUSTÃO

 Condução ou Queima: É uma reação química exotérmica entre o comburente e o combustível, o


oxigênio libera o calor.
 Irradiação: É transmissão de calor de raios e ondas que ocorrem em espaços vazios.
TRÊS PONTOS DE TEMPERATURA

 Ponto de Fulgor: É atingido quando os vapores liberados pelo material combustível sólido ou
líquido entram em ignição em contato com uma fonte externa de calor, porém ao retira-la, as chamas
nãose mantêm. Isso ocorre porque a quantidade de vapores combustíveis liberada é muito pequena.
 Ponto de Combustão ou Ignição: É atingido quando os vapores liberados pelo material entram em
ignição em contato com uma fonte externa de calor, mantendo a chama mesmo com a retirada da
fonte, isso ocorre, pois, as reações sustentáveis de combustão ocorrem quando calor suficiente
provenientes de uma reação exotérmica, reação que libera calor, é gerado nas imediações no
combustível, produzindo vapores e, concentração suficiente que permita o desenvolvimento
autossustentável da combustão. Ex: Ao aproximarmos uma chama junto ao combustível ele queima
continuamente mesmo que retirarmos a chama inicial.
 Ponto de Auto Ignição: Ocorre quando, em condições atmosféricas normais, este material inflama-
se espontaneamente, sem a presença de uma fonte externa de calor, tais como, chama ou fagulha. Sua
temperatura pode coincidir ou não com a temperatura do ponto de ignição do mesmo material. Ex:
Fosforo Branco. Os vapores estão aquecidos que ao simples contato com o ar entram em ignição sem
chama inicial.

TETRAEDRO DO FOGO

É a combinação do combustível com oxigênio, na presença de uma fonte de calor, em uma reação
química em cadeia, liberando energia em forma de luz e mais calor, além de outros produtos químicos. A
reação em cadeia é um processo que une estes elementos dando sustentabilidade à reação e não um elemento
em si.

Calor: É o componente energético do fogo e será o elemento responsável pelo inicio da combustão.
Calor
Comburente

Reação
em
cadeia
Combustível

MÉTODOS DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO

 Resfriamento: Método mais empregado consiste em roubar calorias mais do que ele é produzido na
Combustão. Corte no fornecimento do calor. Ex:Sopro de uma vela.
 Abafamento: Necessita de aparelhos e produtos específicos. Corte no fornecimento de O2. Ex:
Tampar uma vasilha.
 Retirada de Material:Método mais simples, exigindo força física. Corte no fornecimento de
combustível. Ex: Corte de gás do fogão.
 Extinção Química:Eram considerados como abafantes devido ao CO2, gerado quando sua
modificação na presença de calor, mas não era satisfatório.

SISTEMA PREDIAL DE PREVENÇÃO

 Precisa existir algum meio para armazenar agua, geralmente caixa d’agua RTI.
 Além da quantidade calculada para o consumo de agua, devemos acrescentarao reservatório de agua
mais um volume de agua, que varia de acordo ao Estado.
 O limite de agua é de 30 cm abaixo do topo da caixa d’agua.
 30 minutos de consumo da sua vazão, de acordo com o Estado de São Paulo.

DETECÇÃO E ALARME

 São sistemas essenciais.


 Alarme automático: A sirene dispara e deve ser audível e visível para deficientes em todos os
andares e setores.
 Alarme manual:Onde qualquer momento pode acionar.

MANGUEIRAS DE INCENDIOS

Tipos de mangueiras:

Tipo 1:

 Para edifícios de ocupação residencial;


 Pressão máxima de 980 KPA, ou seja, 10kgf/cm²;
 1 polegada;
 30 m de comprimento.

Tipo 2:

 Para edifícios comerciais e industriais ou corpo de bombeiros;


 Pressão 1370KPA – 14kgf/cm²;
 ½ polegada;
 25 m de comprimento.

Tipo3:

 Para área naval e industrial ou corpo de bombeiros;


 Maior resistência a abrasão, temperaturas altas;
 Pressão 1470 KPA – 15kgf/cm²
 1 ½ polegada;
 20 m de comprimento.

Tipo 4

 Para área industrial;


 Maior resistência a abrasão, temperaturas altas,
 Pressão 1370 KPA – 14kgf/cm²;
 2 ½ polegadas;
 20 m de comprimento.
Tipo 5

 Para área industrial;


 Maior resistência a abrasão, temperaturas altas;
 Pressão 1370KPA – 14kgf/cm²;
 15 m de comprimento.

SAÍDA DE EMERGÊNCIA

Rota de Fuga:

 Caminho continuo, devidamente protegido e sinalizado.


 Portas, corredores, halls, passagens externos, rampas, túneis, ou outros dispositivos de saída a ser
percorrido pelo usuário em caso de emergência, de qualquer ponto de edificação.

Porta Corta:

 Chamada também como PCF


 Resistente ao fogo;
 Tem a finalidade de garantir proteção contra incêndio. .
 Impende a passagem de fogo ou fumaça entre compartimentos.
 Mais usadas em lugares como : shopping, teatro, cinema, e também indicada para entrada de
escritórios, áreas de refugio e todos os outros que se comunicam diretamente com trotas de fugas .

Saída de Emergência:

 É uma saída especial, em numero suficiente e dispostas de modo que aqueles que se encontrem
nesses locais posam abandoná-loscom rapidez e segurança, em caso de emergência;
Pressurização de Escada de Segurança

 Um lugar pressurizado precisa receber um suplemento continuo de ar que possibilite mantes um


diferencial de pressão entre esse espaço e os adjacentes. O diferencial de pressão deve ser mantido em
nível adequado para impedir a entrada de fumaça no interior da escada. Não é um método muito eficaz.

Chuveiros Automáticos (Sprinklers)

É um sistema fixo, integrado à edificação que processa uma descarga automática de água sobre um foco de
incêndio.
-Consiste na instalação de uma rede de tubulação hidraulicamente dimensionada. Possuem um dispositivo
sensível à temperatura local que, quando rompido, libera água para apagar o incêndio e entraraem
funcionamento setorialmente. Os sistemas lançam água em excesso sobre o incêndio, produzindo vapor. E,
sendo lançada do alto, a fumaça e o vapor se acumulam nas partes baixas do local, reduzindo a visibilidade e
aumentando a temperatura. Se o local protegido por sprinklers estiver ligado a outro ambiente desprotegido,
a fumaça empurra pela descarga de água pode produzir uma ignição no local não protegido.

Classificação dos sistemas:


-Sistema de tubo molhado: Consiste em uma rede de tubulação fixa, contendo água sob pressão de forma
permanente, na qual estão instalados chuveiros automáticos em seus ramais. É controlado, em sua entrada,
por uma válvula de governo. Funcionamento: O incêndio libera calor que sobe em direção ao teto pela
convecção, o calor aumenta sua temperatura até que venha se expandir e se romper causando a liberação de
água. Com a queda de pressão entra em funcionamento.

-Sistema de tubo seco: Consiste em uma rede de tubulação fixa, contendo em seu interior ar comprimido ou
nitrogênio sob pressão, à qual estão instalados chuveiros automáticos em ramais. Ele possui uma válvula que
se abre quando da liberação de gás contido na tubulação, a válvula permite a admissão da água na rede da
tubulação. É destinada a regiões sujeita a baixa temperatura. Uma característica indesejável é o intervalo de
tempo relativamente prolongado entra a abertura do chuveiro automático e a descarga da água.

-Sistema de ação prévia: Emprega uma rede de tubulação seca semelhante ao sistema de tubo seco,
contendo ar que pode estar ou não sob pressão, à qual são instalados chuveiros automáticos em seus ramais.
Acrescido de sistema de detecção de incêndio muito sensível, é interligado a uma válvula especial instalada
na entrada da rede de detectores. Em princípio de incêndio, a válvula especial é aberta automaticamente,
permitindo a entrada de água na rede.
-Sistema dilúvio: Consiste em uma tubulação seca, que são instalados chuveiros abertos em seus ramais. É
monitorado por um sistema de detecção de incêndio na área de proteção interligado a válvula denominada
dilúvio, instalada na entrada da rede de tubulação.

Classificação dos riscos das ocupações:


A classificação para chuveiros automáticos leva em consideração:
A quantidade e distribuição de carga de incêndio; O riscos de ignição dos materiais ou produtos contidos; As
características de ocupação. Segundo a NBR no 10.897, os riscos das ocupações podem ser: ocupação de
risco leve, de risco ordinário, risco extraordinário e risco pesado.
Risco Leve: Em locais onde os volumes ou combustibilidade do conteúdo soa baixas. Ex.: Hospitais,
escritórios, escolas, dentre outros...
Risco ordinário: Em locais onde os volumes ou combustibilidade do conteúdo são médios. Essa ocupação
se divide em grupo I, grupo II e grupo III.
GP I:Locais comerciais ou industrias onde a quantidade e a combustibilidade são baixa, a altura excede a
2,40m. Ex.: Garagens, restaurantes, estacionamento, lavanderia, etc.
GP II: Parte da ocupação isoladas, comércios ou industrias, onde o conteúdo são moderadas, a altura do
estoque excede 3,7m. Ex.: estúdio de radio, shopping centers, etc.

GP III: Difere dos anteriores, porque é esperada alta velocidade de desenvolvimento de calor, seus estoques
excedem 2,40m de altura. Ex.: Aviões, Carpintarias, estaleiros, fabricas de papel e tintura, etc.

Ocupações de risco extraordinário: São locais onde as quantidades e a combustibilidade do conteúdo são
altos e possibilitam incêndio de rápido desenvolvimento e de grande liberação de calor. Essa ocupação se
divide em dois grupos. GP I:São
locais onde se empregam líquidos inflamáveis ou combustíveis em pequena quantidade ou ambientes com
presença de poeiras, felpas, vapores e outras substâncias combustíveis em suspensão. Ex: estofados de
espuma de plástico, fogos de artifícios (fabricação), hangares, serrarias.
GP II: Em locais onde se empregam líquidos inflamáveis ou combustíveis de quantidade moderada a
substancial. Ex.: asfalto, cosméticos, líquidos inflamáveis. O último grupo apresenta um processo químico-
industrial bem mais complexo.

Ocupação de risco pesados:Compreendem as ocupações comerciais ou industriais, onde se armazenam


líquidos combustíveis e inflamáveis, como: borracha, papel e papelão, espumas celulares, entre outros em
altura superior a 3,70m.

Componentes do sistema:O sistema de chuveiros automáticos pode ser dividido em cinco elementos: fonte
de abastecimento de água; sistema de pressurização; rede de alimentação, válvula de governo e alarme; rede
de distribuição e Recalque.

Fonte de abastecimento de agua:dispõe de um reservatório, construído geralmente em concreto, com


capacidade suficiente para atender à demanda do sistema. A norma não exige exclusividade do reservatório,
exige uma garantia da reserva mínima por meio de diferença de nível entre saída de consumo e canalização
de incêndio.
Existem três tipos de reservatórios para abastecimento de água do sistema de chuveiros automáticos:
reservatório elevado; reservatório com fundo elevado ou ao nível do solo, semienterrado ou subterrâneo; e
tanque de pressão. Ex.:Pode também ser feito por outros métodos (como, por exemplo, cálculo hidráulico),
o que pode levar a quantidades de RTI diferentes da tabela):edifícios de garagem são riscos ordinários,
segundo a Tabela 6, é de 1.800 (l/min) x 60 (min) = 108.000 litros, ou seja, deve haver, no mínimo 60min
um incêndio na área mais desfavorável.

Sistema de pressurização: Para garantir o processo de pressão é preciso agregar um dispositivo de


pressurização, o qual consiste no acoplamento de duas bombas, com duas fontes de alimentação: uma
elétrica e outra explosão. As bombas ficam na casa de maquinas. As bombas do sistema de chuveiros
automáticos, possuem dispositivos para partida pela queda de pressão hidráulica, e para desligar só ocorrerá
por controle manual. O acionamento do sistema de sprinklers é automático, mas o desligamento é manual.

Rede de distribuição: É a parte do sistema, após a válvula de alarme, formada por uma rede de tubulação
fixas em aço. Essas redes de tubulações são classificadas em:
Ramais- São as ramificações onde os chuveiros automáticos são instalados diretamente;
Gerais- São as que alimentam as sub-gerais;
Subidas ou descidas- São as tubulações verticais, de subidas ou descidas, conforme o sentido de circulação
de agua;
Subida principal-É a tubulação que liga a rede de suprimento do abastecimento de agua as tubulações
gerais. Na subida principal é instalada a válvula de alarme ou chave detectora de fluxo de agua que indica e
controla a operação do sistema. Para as guarnições é importante saber que, em caso de estouro acidental de
um chuveiro de sprinkler, é necessário o fechamento do registro próximo à chave detectora ou da própria
VGA, em seguida o desligamento das bombas de incêndio na casa de maquinas.
Tipos de chuveiro: Sprinklers são dotados de dispositivos termo sensíveis, projetados para reagir uma
temperatura pré-determinada, liberando de forma automática. Os chuveiros podem ser: Abertos- São
empregados no sistema de diluvio e destinados à proteção das ocupações de risco extraordinário e pesado.
Automáticos- São providos de um mecanismo comandado por elementos termo sensivel, por ampola de
vidro ou solda eutética.

Classificação dos chuveiros quanto à descarga: Podem ser classificados da seguinte forma: Modelos
antigos- chuveiros cujo defletor é desenhado para permitir que uma parte da agua descarregada seja
projetada para cima, contra o teto e o restante para baixo. Padrão- defletor é desenhado para permitir que a
agua descarregada seja projetada para baixo, com uma quantidade mínima ou nenhuma, dirigida contra o
teto. Laterais- Defletor é desenhado para distribuir a agua de maneira que a quase totalidade seja aspergida
para frente e para os lados, em forma de um quarto de esfera. Laterais de amplo alcance- Defletor
proporciona uma cobertura maior que os laterais. Especiais- Projetados especialmente para serem embutidos
ou recente ao forro falso.

Procedimentos de cálculo para dimensionamento da ventilação


natural da edificações.
 

Ventilação
Objetivo- salubridade e conforto térmico
Ventilação Higiênica: Mínima, vazão de ar mínima recomendada para atender as exigências
de higiene dos usuários.
Ventilação para Remoção de Carga Térmica: Máxima

 
Ventilação Natural
1- Ventilação por ação dos ventos
2- Ventilação por efeito chaminé
3- Ventilação por efeito conjugado
1-Ventilação por Ação dos Ventos
 

 2-Ventilação por Efeito Chaminé

Considera-se apenas as diferenças de pressões originadas das diferenças de temperaturas


do ar interno e externo ao edifício.

3-Ventilação por Efeito Conjugado


Analise qualitativa dos dois mecanismos de ventilação:
- Não podem ocorrer em oposição
- A ação do vento deve proporcionar incremento na ventilação do recinto