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NOVIDAD E

10
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FÍSICA

FÍSICA  Física A  10.o ano


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Este livro é um
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Física A  10. ano de escolaridade    de todos os

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Manual do aluno
Caderno de atividades e avaliação contínua
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Conforme o novo FÍSICA
Acordo Ortográfico
da língua portuguesa Física A  10. ano de escolaridade
o

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10
Solucionário
FÍSICA
Física A  10. ano de escolaridade  
o

JOÃO DUARTE
JORGE LARANJEIRA
JOSÉ VIEIRA

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Índice
Manual do aluno 
Subdomínio 1 ENERGIA E MOVIMENTOS  p. 4
AVALIAR CONHECIMENTOS 
Aplicar o conceito de energia cinética (p. 4) 
A plicar o conceito de trabalho realizado por uma força constante em movimentos retilíneos (p. 7) 
plicar o Teorema da Energia Cinética (p. 13) 
A
A plicar o conceito de energia potencial gravítica ao sistema em interação «corpo + Terra» (p. 16) 
Aplicar os conceitos relacionados com variações de energia mecânica (p. 21) 
Aplicar os conceitos de potência e rendimento em sistemas mecânicos (p. 26) 
Atividades globais  p. 31

Subdomínio 2 ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS  p. 51


AVALIAR CONHECIMENTOS 
Aplicar os conceitos sobre carga elétrica e diferença de potencial elétrico (p. 51) 
Aplicar os conceitos sobre corrente elétrica e intensidade de corrente elétrica (p. 54) 
Aplicar os conceitos sobre resistência elétrica (p. 58) 
A plicar os conceitos sobre corrente elétrica contínua e corrente elétrica alternada (p. 62) 
A plicar os conceitos sobre resistência elétrica de condutores filiformes; resistividade
e variação da resistividade com a temperatura (p. 64) 
Aplicar os conceitos sobre o efeito Joule (p. 72) 
Aplicar os conceitos sobre força eletromotriz e resistência interna (p. 74) 
Aplicar os conceitos sobre associações em série e em paralelo (p. 77) 
A plicar os conceitos sobre conservação de energia em circuitos elétricos; potência elétrica (p. 82) 
Atividades globais  p. 85

Subdomínio 3 ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO  p. 99


AVALIAR CONHECIMENTOS 
A plicar os conceitos sobre energia interna, temperatura e sistemas termodinâmicos (p. 99) 
Aplicar os conceitos sobre energia transferida entre sistemas por calor (p. 103) 
Aplicar os conceitos sobre radiação e irradiância (p. 109) 
Aplicar os conceitos sobre os mecanismos de condução e de convecção (p. 116) 
Aplicar os conceitos sobre condutividade térmica e capacidade térmica mássica (p. 118) 
A plicar os conceitos sobre a energia envolvida em processos de aquecimento
e arrefecimento de sistemas (p. 126) 
Aplicar os conceitos sobre coletores solares (p. 134) 
Aplicar os conceitos sobre a Primeira e a Segunda Leis da Termodinâmica (p. 138) 
Atividades globais  p. 141

Caderno de atividades e avaliação contínua


Subdomínio 1 ENERGIA E MOVIMENTOS  p. 164
AVALIO O MEU SUCESSO 1  p. 216
Subdomínio 2 ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS  p. 224
AVALIO O MEU SUCESSO 2  p. 263
Subdomínio 3 ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO  p. 270
AVALIO O MEU SUCESSO 3  p. 328

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Manual do aluno

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1 ENERGIA
SUBDOMÍNIO

E MOVIMENTOS

AVALIAR CONHECIMENTOS

Aplicar o conceito de energia cinética


Um corpo de massa 5 # 10 4 g move-se a uma velocidade de 2 km/h. Determine
1 
a energia cinética do corpo.
1
m v 2,
Como a energia cinética é dada por: Ec =
2
a conversão da velocidade de quilómetro por hora para metro por segundo
é feita tendo em conta que um quilómetro equivale a mil metros e uma hora
equivale a três mil e seiscentos segundos. Então:
1000 5
v = 2 km h-1 = 2 × m s-1 = m s-1
3600 9
Além disso, mil gramas equivalem a um quilograma. Assim:
5 # 10 4
5 × 104 g = kg = 50 kg
1000
Substituindo:
2
Ec = × 50 × e o , 7,7 J
1 5
2 9
Logo, a energia cinética do corpo é, aproximadamente, 7,7 J.

Numa estrada retilínea deslocam-se um camião e um automóvel. A massa


2 
do camião é 12 vezes superior à massa do automóvel, e o valor da sua velocidade
igual a metade do valor da velocidade do automóvel. Qual das seguintes
expressões relaciona corretamente a energia cinética do camião, Ec(camião), com
a energia cinética do automóvel, Ec(automóvel), enquanto se deslocam na estrada?
A. Ec(camião) = 24 Ec(automóvel)
B.
Ec(camião) = 12 Ec(automóvel)
C. Ec(camião) = 6 Ec(automóvel)
D. Ec(camião) = 3 Ec(automóvel)
(Adaptado do Teste Intermédio, 11.º ano, fevereiro de 2014)


mc — massa do camião; ma — massa do automóvel; vc — velocidade do camião;
va — velocidade do automóvel; Ecc — energia cinética do camião; Eca — energia
cinética do automóvel.
Como:
va
mc = 12ma e vc = e mc = m e vc = v
2

4  Manual do aluno

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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Obtém-se:
1
Ecc = m v2
2
1 m 1 1
Eca = × × (2v)2 = × m v 2
2 12 2 3
Pelo que:
Ecc = 3Eca
Assim sendo, a expressão que relaciona as energias cinéticas do camião
e do automóvel é a D.

Um todo-o-terreno e um camião viajam na autoestrada a uma velocidade


3 
constante em valor. O velocímetro dos veículos regista o valor de 108 km/h.
Sabendo que a massa do automóvel é 1500 kg e a do camião 6000 kg,
estabeleça a relação entre a energia cinética do camião e do automóvel.

v — velocidades do automóvel e do camião; mc — massa do camião;


ma — massa do automóvel; Ecc — energia cinética do camião; Eca — energia
cinética do automóvel.
ma = 1500 kg = m e mc = 6000 kg = 4m.
1 1
Tem-se: Eca = m v 2 e Ecc = × 4 × m v 2.
2 2
1
Eca m v2
2 1 1
Pelo que: = = + Eca = Ecc + Ecc = 4Eca
E cc 2m v 2 4 4
A energia cinética do camião é o quádruplo da energia cinética do automóvel
todo-o-terreno.

Um automóvel de 900 kg e um camião de massa 10 000 kg encontram-se


4 
em movimento numa estrada horizontal com igual energia cinética. Estabeleça
a relação entre a velocidade do camião e a do automóvel.

mc — massa do camião; ma — massa do automóvel; vc — velocidade do camião;



va — velocidade do automóvel; Ecc — energia cinética do camião; Eca — energia
cinética do automóvel.
Sendo ma = 900 kg e mc = 10 000 kg.
Como as energias cinéticas são iguais: Eca = Ecc,
1 1 mc
logo: ma v 2a = mc v 2c + va = v
2 2 ma c
10 000
Substituindo: va = vc,
900
logo, a relação entre a velocidade do camião (vc) e a velocidade do automóvel (va)
10
é va = vc.
3

Manual do aluno   5

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ENERGIA E MOVIMENTOS

Um corpo de massa 1,0 t encontra-se em movimento, com uma energia cinética


5 
de 242 kJ. Determine o valor da velocidade do corpo expressa em km h-1.
1
m v 2,
Como a energia cinética é dada por: Ec =
2
e como Ec = 242 × 103 J e m = 1000 kg,
Ec
rearranjando a expressão: v = 2#
m
242 # 10 3
Substituindo: v = 2# = 22 m s-1
10 3
Passando a velocidade para quilómetros por hora:
22 # 10 -3 km
v= = 79,2 km h-1
1
h
3600
Logo, a velocidade do corpo é 79,2 km/h.

vA = 72 km/h vB = 20 m s-1
A figura mostra dois
6 
barcos à vela que se
movem em sentidos
opostos.

mA = 1,5 × 103 kg mB = 1,5 × 103 kg

De acordo com a informação da figura, selecione a opção correta:


A. A energia cinética do barco A é aproximadamente 13 vezes superior à energia
cinética do barco B.
B. A energia cinética do barco B é simétrica à energia cinética do barco A.
C. A energia cinética dos barcos tem o mesmo valor.
D. A energia cinética do barco A é 3,6 vezes superior à energia cinética do barco B.

O valor da velocidade do barco A é igual ao valor da velocidade do barco B


e ambos os barcos têm a mesma massa. Como a energia cinética depende
1
da massa e do módulo da velocidade, Ec = m v 2, os dois barcos têm o mesmo
2
valor de energia cinética.
A opção correta é a C.

Um automóvel com 1100 kg de massa desloca-se


7  30
Velocidade/(m/s)

numa estrada retilínea quando o condutor vê um


obstáculo e inicia a travagem. O gráfico da figura
traduz a variação da velocidade em função
do tempo, a partir do instante em que ele vê 0
o obstáculo. 0,8 10
Tempo/s

6  Manual do aluno

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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
7.1 Diga, justificando, como varia a energia cinética durante o intervalo de tempo
correspondente ao tempo de reação do condutor.
7.2 Calcule a variação de energia cinética durante o intervalo de tempo correspondente
ao tempo de travagem e indique o significado do sinal no valor obtido.

7.1 O tempo de reação do condutor corresponde ao intervalo de tempo [0; 0,8] s


de que o condutor necessita para tomar a decisão de travar. Neste intervalo
de tempo, a velocidade é constante, assim, a variação de energia cinética
é nula.
7.2 O tempo de travagem corresponde ao intervalo de tempo de [0,8; 10] s.
Para este intervalo de tempo tem-se:
1 1
DEc = m ^v 2f - v i2h & DEc = × 1100 × (0 - 302) +
2 2
1
+ DEc = × 1100 × (0 - 302) + DEc = -4,95 × 105 J
2
A variação de energia cinética correspondente ao tempo de travagem
é -4,95 × 105 J.
O sinal negativo significa que a energia cinética diminui, pois a velocidade
do carro também diminui.

Ec /J B
O gráfico da figura traduz a variação da energia
8 
cinética em função do quadrado da velocidade
para dois corpos A e B. Diga, justificando, qual A
dos corpos tem maior massa.
0
v2
1 1
Como Ec = m v 2, então, m corresponde ao declive da reta.
2 2
Quanto maior for o declive da reta, maior é a massa do corpo. Como a reta
correspondente ao corpo B tem maior declive, conclui-se que a massa de B
é maior.
O corpo B tem maior massa.
u1p13h3a
Aplicar o conceito de trabalho realizado por uma força constante
em movimentos retilíneos
Sobre um corpo que se encontra em movimento atua uma força F constante.
1 
Selecione a opção que completa corretamente a frase seguinte.
A força F realiza um trabalho potente quando…
A. … a componente da força eficaz tem a mesma direção e o mesmo sentido
do deslocamento.
B. … a componente da força eficaz tem a mesma direção e sentido oposto
ao deslocamento.
C. … a força é perpendicular ao deslocamento.
D. … a força atua independentemente do seu sentido e direção.

Por definição de trabalho potente, a opção correta é a A.

Manual do aluno   7

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ENERGIA E MOVIMENTOS

Uma caixa com 10 kg de massa desloca-se da esquerda para a direita por ação
2 
de uma força F constante, paralela à direção do deslocamento e com uma
intensidade (módulo) de 100 N. A intensidade (módulo) da força de atrito
que atua na caixa é 10 % da intensidade de F . Calcule, para um deslocamento
de 2 m:
a) o trabalho realizado pela força F ;
b) o trabalho realizado pela força de atrito.

a) O trabalho realizado por uma força constante é determinado a partir


da expressão:
W = F d cos(i)
em que i é o ângulo entre a direção do vetor deslocamento e do vetor força,
d é o módulo do deslocamento e F o módulo (intensidade) da força.
Neste caso, i = 0, e o trabalho da força F obtém-se por substituição
na expressão anterior:
W = 100 × 2 cos(0°) = 200 J
b) A intensidade da força de atrito tem o valor de 0,1 × 100 N, isto é, 10 N.
Neste caso, i = 180º, e o trabalho da força de atrito vem dado por:
W = 10 × 2 cos(180°) = -20 J

Na figura seguinte estão desenhados cinco vetores que podem representar cinco
3 
forças, com igual intensidade, 10 N, aplicadas numa partícula que se move de A
para B.
F4 F3

30˚

A B
F2 60˚

F5

F1

3.1 Identifique, justificando, uma força que contribua para um aumento


da energia da partícula.
3.2 Identifique uma força que contribua para diminuir a energia da partícula.
Justifique a sua resposta.
3.3 Determine o valor da componente eficaz da força F 3.
3.4 Selecione a afirmação correta.
As forças realizam o mesmou1p25h2
A. trabalho, pois têm a mesma intensidade.
B.
O trabalho realizado pela força F 3 é igual ao trabalho realizado por F 5.
C.
A força F 2 realiza um trabalho nulo.
D.
As forças F 1 e F 3 realizam o mesmo trabalho.

8  Manual do aluno

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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
3.1 A força F3 realiza um trabalho positivo, pois, como i = 60º,
1
cos(i) = > 0. Isto significa que esta força contribui para aumentar
2
a energia do sistema. A força F 1 também realiza trabalho positivo, pela
mesma razão.
3.2 A força F 2 realiza um trabalho negativo, pois, como i = 180º, cos(i) = -1 < 0.
Isto significa que esta força contribui para diminuir a energia do sistema.
3.3 A componente eficaz da força F3 é a projeção de F3 na direção
do movimento e é obtida a partir de:
Feficaz = 10 × cos(60°) = 5 N
3.4 A. Esta opção está incorreta, pois o trabalho realizado por uma força
depende não só da sua intensidade, mas também do ângulo que esta faz
com a direção do deslocamento.
B. Esta opção está incorreta, pois F3 faz um ângulo de 60º com a direção
do deslocamento, enquanto F 5 faz um ângulo de 90º.
C. Esta opção está incorreta. Para o trabalho ser nulo, o deslocamento tem
de ser nulo ou o ângulo entre a força e o vetor deslocamento tem de ser
90º, uma vez que cos(90°) = 0. A força F 2 faz um ângulo de 180° com
o deslocamento, logo, o trabalho não é nulo.
D. Esta é a opção correta, pois a intensidade das forças e o ângulo que elas
fazem com o deslocamento é igual. Isto permite concluir que o trabalho
por elas realizado é igual.

Selecione a afirmação correta.


4 
A. Duas forças de igual intensidade, aplicadas no mesmo corpo, transferem
o mesmo valor de energia.
B. Quando sobre um corpo atua uma força, é transferida energia por trabalho.
C. O trabalho realizado pela mesma força aplicada num corpo é igual, qualquer
que seja o valor do deslocamento do corpo.
D. O trabalho realizado pela força gravítica, quando o corpo se desloca sobre uma
trajetória retilínea e horizontal, é sempre nulo.

A. Esta opção está incorreta, pois o trabalho realizado por uma força depende
não só da sua intensidade, mas também do deslocamento do corpo e do
ângulo que a força faz com a direção do deslocamento.
B. Esta opção está incorreta, pois uma força perpendicular ao deslocamento de
um corpo não realizará trabalho sobre esse corpo, isto é, não transfere energia.
No caso de uma força perpendicular ao deslocamento, i = 90º e W = 0,
independentemente da intensidade da força ou do deslocamento.
C. Esta opção está incorreta, pois o trabalho de uma força é proporcional
ao deslocamento do corpo sobre o qual atua essa força. Quanto maior
é o deslocamento, maior é o trabalho.
D. Esta é a opção correta, pois os vetores força gravítica e deslocamento são
perpendiculares entre si.

Manual do aluno   9

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ENERGIA E MOVIMENTOS

Uma pessoa arrasta um corpo de massa 10 kg num percurso horizontal de 10 m,


5 
por três processos distintos:
I. Aplicação de uma força constante de intensidade 80 N que faz um ângulo
de 60° com a direção do deslocamento.
II. Aplicação de uma força constante de intensidade 40 N paralela ao deslocamento.
III. Aplicação de uma força constante de intensidade 50 N que faz um ângulo
de 36,9° com a direção do deslocamento.
Indique, justificando, em que situação a força aplicada realiza maior trabalho.

I. Nesta situação, o trabalho realizado tem o valor:


W = 80 × 10 cos(60°) = 400 J
II. Nesta situação, o trabalho realizado tem o valor:
W = 40 × 10 cos(0°) = 400 J
III. Nesta situação, o trabalho realizado tem o valor:
W = 50 × 10 cos(36,9°) = 400 J
O trabalho realizado nas três situações é igual e tem o valor de 400 J.

Para deslocar um carrinho numa superfície horizontal, é aplicada uma força


6 
constante de intensidade 20 N na mesma direção e no mesmo sentido do
deslocamento, transferindo 450 J de energia, como se ilustra na figura.
6.1 Determine a distância
percorrida pelo carrinho.
6.2 Diga como proceder F F
para transferir metade
do valor da energia, no
mesmo deslocamento,
aplicando uma força d
de igual intensidade.

6.1 O trabalho realizado pela força de 20 N tem o valor de 450 J. Como o


trabalho de uma força paralela ao deslocamento é dado pela expressão:
W 450
W=Fd+d= , neste caso, d = + d = 22,5 m.
F 20
6.2 Mantendo a mesma intensidade e o mesmo deslocamento, a única maneira
de reduzir o trabalho da força é variando o ângulo. Para reduzir o trabalho
1
a metade, o cos(i) tem de ser igual a , isto é, i = 60º.
2

Uma rapariga desloca 50 m a sua mala,


7 
de massa 20 kg, aplicando, através do
fio, uma força de intensidade 1,0 × 102 N,
que forma um ângulo de 60° com a F
direção do deslocamento. Sobre a mala 60º
atua uma força de atrito de intensidade A B
d
10 % do valor da força gravítica da mala.

10  Manual do aluno

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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
7.1 Determine o trabalho realizado por cada uma das forças que atuam
na mala, no deslocamento de 50 m.
7.2 Determine o trabalho da resultante das forças que atuam na mala,
no percurso referido.

7.1 Os trabalhos realizados pelo peso da mala e pela reação normal são nulos,
pois estas forças são perpendiculares à direção do deslocamento.
O trabalho (W) realizado pela força aplicada pela rapariga tem o valor:
WF = 100 × 50 × cos(60°) + WF = 2500 J
A força de atrito tem uma intensidade de:
Fa = 10 % m g = 0,1 × 20 × 10 = 20 N
Então, o trabalho realizado tem o valor:
WF a = 20 × 50 × cos(180°) + WF a = -1000 J
O sinal negativo deve-se ao facto de a força atuar no sentido oposto
ao deslocamento (cos(180°) = -1).
7.2 O trabalho da força resultante é determinado somando o trabalho realizado
por cada uma das forças que atuam no corpo. Neste caso:
WF R = WF + WF a + WN + WFg
WF R = 2500 + (-1000) + 0 + 0 = 1500 J

Um rapaz empurra um carrinho com 10 kg de massa numa superfície horizontal,


8 
exercendo uma força constante (F ) de intensidade 80 N, que faz um ângulo
de 40° com a direção perpendicular ao deslocamento. O trabalho realizado pela
força F é 240 J.
Selecione a opção que permite determinar o deslocamento do carrinho.
240
A. d =
80 cos (90° - 40°)
240
B. d =
80 cos (40°)
80 cos (40°)
C. d =
240
D. d = 80 cos 40°

Sabe-se que: W = F d cos(i),


em que i é o ângulo entre a força e o deslocamento. Então, neste caso,
i = 90° - 40°.
Resolvendo a primeira igualdade em ordem a d, obtém-se:
W
d=
F cos(90° - 40°)
240
Como W = 240 J e F = 80 N, d = m.
80 cos(90° - 40°)
A opção correta é a A.

Manual do aluno   11

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ENERGIA E MOVIMENTOS

Uma bola com 200 g de massa é lançada na vertical e na horizontal, como


9 
mostra a figura seguinte.
A B C
Calcule o trabalho Movimento
Movimento Movimento
realizado pela força gravítica de subida de descida na horizontal
da bola em cada uma
das situações, A, B e C, para
um deslocamento de 90 cm.

P P
P
O trabalho (W ) de uma força é dado pela expressão W = F d cos(i). Neste
exercício, d é igual para as três situações, tendo o valor de 0,9 m, assim como F,
que, nos três casos, corresponde ao peso de uma bola de 200 g, o que significa
que tem o valor de 2 N. Então:
A. W = -2 × 0,9, pois cos(180°) = -1, isto é, W = -1,8 J.
B. W = 1,8 J
C. W = 0 J, pois cos(90°) = 0.

Um corpo com uma dada massa sobe com velocidade constante uma rampa lisa
10 
sob a ação de uma força F constante que realiza um trabalho de 60 J.
10.1 Represente as forças que atuam no corpo. F
10.2 Determine o comprimento da rampa. h = 1,8 m
10.3 Determine a intensidade da força F 45˚
aplicada.

10.1 
F

10.2 

Px Py
i
P
xx yy
i

Aplicando as relações trigonométricas à rampa, obtém-se diretamente


a relação:
1,8 1,8
S1p14h2
sen(45°) = +d= . 2,55 m
d sen(45°)
12  Manual do aluno

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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
10.3 Utilizando a fórmula conhecida para o trabalho realizado e sabendo
a distância percorrida e que a força tem a mesma direção e o mesmo
sentido do deslocamento:
WF = F d cos(i) = F × 2,55 × 1
60
F= , 23,5 N
2,55

Aplicar o Teorema da Energia Cinética


Assinale a opção que traduz corretamente o Teorema da Energia Cinética.
1 
A. A variação da energia potencial gravítica do sistema «Terra + partícula»
é simétrica do trabalho realizado pela força gravítica.
B. A variação da energia cinética de uma partícula é igual à soma dos trabalhos
realizados pelas forças que atuam no sentido do movimento.
C. A variação da energia cinética de uma partícula é igual à soma dos trabalhos
realizados por todas as forças que atuam nessa partícula.
D. Se, num sistema, a resultante das forças é nula, então, há conservação
da energia cinética do sistema.

O Teorema da Energia Cinética ou Lei do Trabalho-Energia diz que a variação


da energia cinética de uma partícula é igual à soma dos trabalhos realizados
sobre a mesma. Logo, a opção correta é a C.

Um corpo com 5 kg de massa move-se numa superfície horizontal com


2 
velocidade constante igual a 2 m s-1, percorrendo a distância de 10 m.
Selecione a opção correta.
A. No final do percurso, a velocidade do corpo é nula.
B. O trabalho realizado pela força resultante é nulo.
C. O trabalho da força resultante é igual a 500 J.
D. O trabalho da força resultante é potente.

A afirmação A é falsa, pois a velocidade é constante.


A força resultante é nula (pois, neste caso, as únicas forças aplicadas são o peso
e a força de reação normal, sendo que, pelo facto de o movimento ser na
horizontal, estas forças são simétricas e anulam-se). Como a força resultante
é nula, o trabalho total é nulo, pelo que a opção correta é a B. Pelo mesmo
motivo, C e D são falsas.

Um ciclista com 70 kg de massa viaja numa estrada retilínea horizontal, a uma


3 
velocidade constante de módulo igual a 53 km/h, quando aplica uma força
constante de travagem percorrendo 50 m até parar. Calcule:
a) a energia cinética do centro de massa do ciclista, antes de iniciar a travagem;
b) a intensidade da força de travagem aplicada pelo ciclista durante a travagem.

Manual do aluno   13

641203 001-050.indd 13 07/07/15 14:38


ENERGIA E MOVIMENTOS

a) A energia cinética do centro de massa do corpo do ciclista é dada por:


1
Ec = m v 2
2
53 # 10 3 m
Usando os valores de massa e de velocidade e , 14,7 m/s o
3600 s
dados, obtém-se:
70
Ec = × (14,7)2 , 7563,15 J
2
b) O trabalho realizado pela força de travagem é igual à variação de energia
cinética:
W = DEc
DEc = Ec final - Ecinicial = -7563,15 J
(A Ec final é zero, pois a velocidade é nula.)
Além disso, pode relacionar-se o trabalho com a força pela seguinte expressão:
W = F d cos(i)
Uma vez que a força de travagem tem a mesma direção e sentido oposto
ao movimento, o ângulo entre a força de travagem e o movimento é de 180º.
Logo, tendo d o valor de 50 metros e W, o valor de -7563,15 J:
-7563,15 = F × (-1) × 50 + F , 151,3 N

Um corpo é abandonado na posição A, situada a uma altura h em relação


4 
ao solo, percorre uma distância d sobre a rampa e chega à posição B com
velocidade de módulo vB.
No deslocamento entre as posições A e B, a soma dos trabalhos realizados pelas
forças que atuam no corpo pode ser calculada pela expressão:

d
A
h B

m _v 2A - v B2i
1
A.  W =
2
B. W = -m g (hA - hB)

m _v B2 - v 2A i
1
C.  W =
2

D.  W = m _v B2 - v 2A i + m g (hB - hA)


1

2
u1p31h1
O trabalho realizado pela resultante das forças que atuam neste sistema
de translação durante um período de tempo é igual à variação da energia
cinética nesse intervalo. A opção C é a única que corretamente descreve essa
variação.

14  Manual do aluno

641203 001-050.indd 14 07/07/15 14:38


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
A figura seguinte representa uma calha, com uma parte inclinada polida (forças
5 
de atrito desprezáveis) entre os pontos A e B e uma parte horizontal rugosa entre
os pontos B e C. Um bloco com 100 g de massa é abandonado no cimo da
rampa, no ponto A, e passa em B, com velocidade de 6 m s-1. Entre os pontos B
e C atua uma força de atrito, fazendo com que o corpo pare no ponto C.

B 1,8 m C

Determine:
a) o trabalho realizado pela componente da força gravítica, na direção
do movimento entre os pontos A e B;
b) a intensidade da força de atrito que atua no percurso de B até C.

a) Como o corpo é abandonado no ponto A, a sua velocidade nesse ponto é nula


(vA = 0).
Utilizando o Teorema do Trabalho-Energia, obtém-se:
WF R = DE
u1p31h2
c

Como a força resultante durante a descida do bloco é a componente da força


gravítica (peso), na direção do movimento entre os pontos A e B tem-se:
1
WF R = WPx = DEc = m ^v B2 - v 2Ah
2
Substituindo os valores:
1
WPx = × 0,1 × (62 - 02) = 1,8 J
2
Logo, o trabalho realizado pela componente da força gravítica, na direção
do movimento entre os pontos A e B, é de 1,8 J.
b) Analogamente à alínea anterior, o trabalho da força de atrito corresponde
à variação da energia cinética, visto que esta força é a resultante das forças
que atuam no corpo nesse percurso.
Logo:
1
WF a = DEc = m ^v C2 - v B2h
2
Como o carro para no ponto c, vC = 0.
Substituindo os valores:
1
× 0,1 × (02 - 62) = -1,8 J
WF a =
2
Visto que o trabalho da força de atrito é dado por:
- 1,8
WF a = Fa × d cos(180°) + Fa = =1N
- 1,8
Pelo que a intensidade da força de atrito que atua no percurso de B a C
é de 1 N.

Manual do aluno   15

641203 001-050.indd 15 07/07/15 14:38


ENERGIA E MOVIMENTOS

Aplicar o conceito de energia potencial gravítica ao sistema em interação


«corpo + Terra»
Um ciclista sobe um troço de montanha com velocidade constante.
1 
Selecione a opção que completa corretamente a frase seguinte.
No movimento do ciclista durante a subida, …
A. … a energia cinética do centro de massa do ciclista aumenta.
B. … a energia cinética do centro de massa diminui.
C. … a energia potencial gravítica do sistema «ciclista + Terra» diminui.
D. … a energia potencial gravítica do sistema ciclista + Terra» aumenta.

A. Esta afirmação é falsa, pois é dito que a velocidade do ciclista é constante.


A energia cinética, Ec, de um corpo de massa m e velocidade v é dada pela
1
expressão Ec = m v 2. Então, mantendo a velocidade constante, a energia
2
cinética do ciclista é constante.
B. Esta afirmação é falsa pelas mesmas razões que a afirmação A.
C. A afirmação é falsa, pois o ciclista está a subir uma montanha, o que
é equivalente a dizer que a sua altura está a aumentar. Pela definição
de energia potencial gravítica de um sistema «corpo + Terra», ao aumentar
a altura de um corpo, aumenta a energia potencial do sistema.
D. Esta opção é a correta.

Um candeeiro de massa 2,0 kg está pendurado por cima de uma mesa a uma
2 
altura de 1,2 m relativamente à mesa. A mesa tem uma altura de 80 cm
relativamente ao solo. Determine a energia potencial gravítica do sistema
«candeeiro + Terra» em relação:
a) à mesa;
b) ao solo.

a) A altura do candeeiro em relação à mesa é de 1,2 m. Então, como o candeeiro


tem uma massa de 2,0 kg e Ep = m g h, obtém-se:
Epgcandeeiro-mesa = 2,0 × 10 × 1,2 + Epgcandeeiro-mesa = 24 J
b) A altura da mesa em relação ao solo é de 80 cm. Então, a altura
do candeeiro, relativamente ao solo, é igual a 1,2 m + 0,8 m = 2 m.
Utilizando a expressão da energia potencial gravítica para uma altura de 2 m,
obtém-se:
Epgcandeeiro-Terra = 2,0 × 10 × 2 + Epgcandeeiro-Terra = 40 J

Um carro de massa 800 kg encontra-se em movimento com velocidade


3 
de 72 km/h no topo de uma ponte de altura h relativamente ao solo.
A energia potencial gravítica do sistema «Terra + carro» é 5,6 × 105 J.
Determine a altura h da ponte.

16  Manual do aluno

641203 001-050.indd 16 07/07/15 14:38


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
A energia potencial é dada por Epg = m g h. Resolvendo em ordem a h, obtém-se:
Epg
h= . É dado o valor da energia potencial gravítica do sistema
mg
(Epg = 5,6 × 105 J) e da massa do carro (m = 800 kg). Usando g
aproximadamente igual a 10 m s-2, obtém-se:
5,6 # 10 5
h= = 70 m
8000
A velocidade do carro não tem qualquer efeito na sua energia potencial gravítica.

Um corpo de massa 1,5 kg encontra-se a uma altura de 3,0 m relativamente


4 
ao solo. A energia potencial gravítica do sistema «Terra + corpo» nesse local
é de 90 J.
4.1 Quando esse corpo estiver no solo, a energia potencial gravítica do sistema
«Terra + corpo» é:
A. 0 J B. 15 J C. 45 J D. -90 J
4.2 A altura do solo, relativamente ao nível referência, é:
A. 0 m B. 1 m C. 2 m D. 3 m

4.1 Utilizando o solo como referência, a energia potencial gravítica de um corpo


de 1,5 kg a 3 m do solo teria o valor de 45 J. Ora, neste caso é dito que
a energia potencial do corpo é de 90 J, o que significa que o nível de
referência de Epg = 0 J não é o solo, mas 3 m abaixo do solo. Assim, o valor
da energia potencial gravítica do sistema quando o corpo se encontra
no solo é de 45 J. A opção correta é a C.
4.2 Viu-se na questão anterior que Epgsolo = 45 J. Como Epgsolo = m g (hsolo - hreferência),
45
em que href é zero, então, hsolo = . Substituindo os valores de m e g,
mg
obtém-se hsolo = 3 m. A opção correta é a D.

Dois corpos, A e B, com massas m e 2m, respetivamente, encontram-se num


5 
dado instante a diferentes alturas do nível de referência. O corpo A encontra-se
a uma altura 2h e o corpo B a uma altura h. A relação entre as energias potencial
gravítica do sistema «Terra + corpo», para os corpos A e B, nesse instante,
é dada pela expressão:
A. Epg (A) = Epg (B) C. Epg (A) = 2Epg (B)
B. 4Epg (A) = Epg (B) D. 2Epg (A) = Epg (B)

Pela expressão da energia potencial gravítica de um sistema «Terra + corpo»,


tem-se: Epg (A) = m g hA e Epg (B) = m g hB.
Neste caso, mA = m e mB = 2m. Então, mB = 2mA e Epg (B) = 2mA g hB.
É também dito que hA = 2h e hB = h, o que é equivalente a dizer que:
1
hB = hA. Substituindo na expressão de Epg (B), obtém-se: Epg (B) = mA g hA.
2
Mas, como Epg (A) = mA g hA, conclui-se que, nesta situação, Epg (A) = Epg (B).
A opção correta é a A.

Manual do aluno   17

641203 001-050.indd 17 07/07/15 14:38


ENERGIA E MOVIMENTOS

Um corpo de massa 200 g é lançado verticalmente para cima a partir de uma


6 
varanda que se encontra a 1,2 m do solo e atinge a altura máxima de 2 m
relativamente ao solo. Determine a variação de energia potencial gravítica
do sistema «corpo + Terra», até atingir a altura máxima, relativamente:
a) à varanda;
b) ao solo.

a) É dito que o corpo, lançado verticalmente, atinge uma altura máxima de 2 m


relativamente ao solo. Ora, como a varanda se situa a 1,2 m acima do solo,
a altura da bola relativamente a esta tem o valor de 2 m - 1,2 m = 0,8 m.
Atendendo a que o corpo tem uma massa de 200 g, então, relativamente
à varanda: DEp = 0,2 × 10 × 0,8 = 1,6 J.
b) A variação de energia potencial do corpo relativamente ao solo é:
DEp = m g (hmax - hsolo) = 0,2 × 10 × 2,0 = 4,0 J

Um corpo de massa 5 kg é empurrado para o topo de uma plataforma que se


7 
encontra a uma altura de 30 cm relativamente ao solo, utilizando três rampas com
inclinações diferentes, como mostra a figura seguinte.

I II III
F F
F
30 cm

30 cm

30 cm
60 cm 90 cm 120 cm

7.1 Para cada uma das situações, calcule:


a) a inclinação da rampa;
b) o trabalho realizado pela força U1P40H1
gravítica do corpo, desde a posição inicial
até ao topo da rampa. Estabeleça a relação entre o trabalho da força
gravítica e a inclinação da rampa.
7.2 Nas três situações, I, II e III, a força aplicada F transfere 7,2 J de energia.
Refira qual é a vantagem em utilizar-se a rampa com a inclinação
da situação III para realizar a tarefa em vez da rampa da situação I.

7.1 a) Assumindo-se a inclinação como o ângulo que a rampa faz com o solo,
pelas relações trigonométricas, obtém-se o ângulo para cada caso:

i1 = sen-1 e o = 30°
30
I.
60

i2 = sen-1 e o = 19,47°
30
II.
90

i3 = sen-1 e o = 14,48°
30
III.
120

18  Manual do aluno

641203 001-050.indd 18 07/07/15 14:38


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
b) Como W = F d cos(a), sabe-se que a força é igual ao peso do objeto
e o deslocamento é igual ao comprimento da rampa.

Por análise da figura, observa-se que o ângulo que o peso faz com
a normal à rampa é igual ao ângulo da própria rampa. Assim, conclui-se
que, estando o objeto a subir, o ângulo que este faz com o movimento
é igual a:
S1p21h1
a = i + 90°
Então:
cos(a) = cos(i + 90°) = -sen(i)
Por outro lado, sen(i) é simplesmente a altura sobre o comprimento.
Logo:
I. W = (10 × 5) × -sen(30°) × 0,6 =

= (10 × 5) × e- o × 0,6 = -15 J


30
60
II.
W = (10 × 5) × -sen(19,47°) × 0,9 =

= (10 × 5) × e- o = -15 J
30
90
III.
W = (10 × 5) × -sen(14,48°) × 1,2 =

= (10 × 5) × e- o × 1,2 = -15 J


30
120
Conclui-se que o trabalho é independente da inclinação da rampa.
7.2 Apesar de a energia transferida ser igual nas três situações, a intensidade
da força F para mover o objeto não é sempre a mesma. Como a componente
da força gravítica na direção do movimento tem sentido contrário
ao movimento, quanto maior for o ângulo da rampa, maior é a intensidade
desta componente. Assim, a intensidade da força F necessária para fazer
subir o corpo será maior. Consequentemente, na rampa da situação III
a intensidade da força a aplicar é menor do que na da situação I.
A vantagem reside na possibilidade de se transferir a mesma energia
aplicando uma força de menor intensidade.

Manual do aluno   19

641203 001-050.indd 19 07/07/15 14:38


ENERGIA E MOVIMENTOS

Três corpos de igual massa m deslocam-se


8  III I II
entre duas posições, por percursos distintos:
I. Cai na vertical.
II. Desliza ao longo de uma rampa com lombas.
III. Desliza ao longo de uma rampa lisa.
Relativamente ao trabalho realizado pela força gravítica nos três percursos,
pode afirmar-se que:
A. WIII > WII = WI C. WIII = WII = WI
B. WIII = WII > WI D. WIII > WII > WI
u1p40h2
A força gravítica é uma força conservativa, então, WFg = -DEpg. Como cada
corpo tem a mesma altura inicial e final, a variação da energia potencial gravítica
vai ser igual para cada caso. Logo, a opção correta é a C.

Abandona-se um corpo de massa 10 kg de uma altura h, que cai até ao solo.


9 
Admitindo que o trabalho realizado pela força gravítica do corpo durante a queda
é 2000 J, determine a altura de queda do corpo.

Como o trabalho de uma força é dado por:


W = F d cos(i),
sabendo que, neste caso, a força é o peso (m g) e que, como o corpo cai em linha
reta, a distância percorrida é a altura (h) e o ângulo é nulo, obtém-se a relação:
WP = m g h
Substituindo:
2000 = 10 × 10 × h + h = 20 m,
logo, a altura de queda do corpo foi 20 metros.
Nota: A resolução poderia ser feita usando a relação: WFg = -DEpg

Selecione a opção correta.


10 
No rótulo de uma lata de leite em pó pode ler-se «valor energético: 1509 kJ por
100 g». Se toda a energia armazenada numa lata contendo 400 g de leite fosse
utilizada para levantar um objeto de 10 kg, a altura máxima atingida seria
aproximadamente de:
A. 60,36 m B. 15,09 m C. 60,36 km D. 15,09 km

100 g equivalem a 1509 kJ.


1509 × 4 = 6036 kJ = 6036 × 103 J equivalem a 400 g.
Como toda a energia do leite será utilizada para elevar o objeto, pode dizer-se que
toda a energia será convertida em energia potencial gravítica.
Eleite = Epg = m g h
3
Substituindo: 6036 × 10 = 10 × 10 × h + h = 60 360 m = 60,360 km
A opção correta é a C.

20  Manual do aluno

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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Um corpo de massa m é elevado a uma altura h à superfície da Terra e da Lua,
11 
respetivamente. Pesquise, sobre o valor da aceleração da gravidade na Lua e
estabeleça uma relação entre o aumento da energia potencial gravítica do corpo
na Terra e na Lua.

DEpg = m g h
gTerra = 9,8 m/s2
gLua = 1,62 m/s2
DEpgTerra m # g Terra # h
g Terra 9,8
= = = = 6,05
DEpgLua m # gLua # h g Lua 1,62
O aumento da energia potencial gravítica do corpo na Terra será cerca de seis
vezes maior do que na Lua.

Aplicar os conceitos relacionados com variações de energia mecânica


Um esquiador com 60 kg de massa parte do repouso no ponto P e desce uma
1 
rampa até ao ponto Q. Suponha que as perdas de energia mecânica por atrito são
desprezáveis. Para cada caso, selecione a opção que completa corretamente
a afirmação.

5,0 m

1.1 Os valores da energia cinética e da velocidade do centro de massa


do esquiador no instante em que o esquiador passa pelo ponto Q são,
respetivamente:
A. 50 J e 15 m/s. C. 300 J e 10 m/s.
B. 3000 J e 10 m/s. D. 3,0 × 10 6 J e 10 m/s.
u1p48h1
1.2 O trabalho realizado pela força gravítica que atua no esquiador durante o seu
movimento de descida entre as posições P e Q é…
A. … negativo e igual à variação da energia potencial gravítica do sistema
«esquiador + Terra».
B. … positivo e igual à variação da energia potencial gravítica do sistema
«esquiador + Terra».
C. … negativo e simétrico da variação da energia potencial gravítica
do sistema «esquiador + Terra».
D. … positivo e simétrico da variação da energia potencial gravítica
do sistema «esquiador + Terra».

Manual do aluno   21

641203 001-050.indd 21 07/07/15 14:38


ENERGIA E MOVIMENTOS

1.1 Como se considera um sistema onde só atuam forças conservativas,


há conservação da energia mecânica.
Assim, comparando os instantes P e Q:
DEm = EmQ - EmP = 0
EmQ = EmP + EcQ + EpgQ = EcP + EpgP
Como a velocidade é zero no instante P e a altura é nula no instante Q:
m g hP = EcQ & EcQ = 60 × 10 × 5 = 3000 J
Pode ainda obter-se o valor da velocidade:
1 2
EcP = m v Q2 & v Q2 = 3000 × = 100 + vQ = 100 = 10 m/s
2 60
Assim, a resposta correta é a opção B.
1.2 O trabalho realizado pela força gravítica é igual ao simétrico da variação
da energia potencial gravítica, pois trata-se de uma força conservativa.
Como o corpo está a descer, a energia potencial gravítica diminui também;
logo, a sua variação é negativa, o que faz com que o trabalho seja positivo.
A opção correta é a D.

Uma esfera é abandonada no ponto A, caindo na vertical da altura h. Considere


2 
o sistema de eixos de referência representado na figura seguinte, com origem
no solo, desprezando o efeito da resistência do ar.

A h

Selecione a alternativa que permite calcular o valor da velocidade a que a esfera


atinge o solo:
A. 2g h C.  2g h
B. g 2h D.  g h
(Adaptado do Exame de Física e Química, 2007, 1.ª fase)

Como se considera que só forças conservativas atuam no corpo, a energia


mecânica é conservada. Considerando o instante inicial A e o final (solo):
DEm = Emsolo - EmA = 0
EmA = Emsolo + EcA + EpgA = Ecsolo + Epgsolo
u1p49h1
Como a velocidade é nula no instante inicial e a altura é nula no final:
1
0 + EpgA = Ecsolo + 0 + m g h = m v2 +
2
+ 2g h = v2 + v = 2g h
Logo, é a opção C.

22  Manual do aluno

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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Um corpo com 5 kg de massa é abandonado
3  E/J
500
de uma altura h, em relação ao solo, num
400
local em que é desprezável a resistência do 300
ar. Os valores da energia potencial gravítica do 200
sistema «Terra + corpo» e da energia cinética 100
do centro de massa do corpo estão registados 0
no gráfico da figura, em cinco instantes 1 2 3 4 5
instantes
do movimento de queda do corpo.
No instante 1, o corpo encontra-se à altura h do solo e no instante 5 atinge o solo.
3.1 Indique, para o instante 2:
a) o valor da energia potencial gravítica do sistema «corpo + Terra»;
u1p49h2
b) o valor da energia cinética do centro de massa do corpo.
3.2 Determine:
a) a altura h a que o corpo é abandonado;
b) a velocidade do centro de massa do corpo quando este chega ao solo;
c) a distância percorrida pelo corpo até ao instante 4;
d) o trabalho realizado pela força gravítica entre os instantes 1 e 4.

3.1 Analisando o gráfico, observa-se que no instante 1 (onde a velocidade


é nula) toda a energia mecânica do corpo é potencial, pelo que a cor azul
escura corresponde à energia potencial gravítica e, consequentemente,
a cor azul clara corresponde à energia cinética.
(Notar também que a altura das barras é constante ao longo do tempo,
o que significa que a soma das energias potencial gravítica e cinética,
ou seja, a energia mecânica, é constante.)
a) Epg = 300 J
b) Ec = 100 J
3.2 a) Como no instante 1 o corpo tem velocidade nula, toda a sua energia
mecânica é energia potencial gravítica; então:

Epg = m g h + 400 = 5 × 10 × h +
+h=8m
b) Como no instante 5 o corpo se encontra no solo, toda a sua energia
mecânica é energia cinética; logo:
1 1
Ec = m v2 & 400 = × 5 × v2 +
2 2
+ v2 = 160 + v Ü 12,6 m/s
c) Pode determinar-se a altura do corpo no instante 4 pelo valor da sua
energia potencial gravítica:
Epg = m g h & 100 = 5 × 10 × h + h = 2 m
Como o corpo parte de uma altura de 8 metros, percorreu 6 metros.
d) O trabalho realizado é igual ao simétrico da variação da energia potencial,
pois esta é uma força conservativa.
WFg = -DEpg = Epg1 - Epg4 & WFg = 400 - 100 = 300 J

Manual do aluno   23

641203 001-050.indd 23 07/07/15 14:38


ENERGIA E MOVIMENTOS

Um corpo com 1 kg de massa é lançado verticalmente para cima com velocidade


4 
10 m/s, num local em que a resistência do ar é desprezável. Determine:
a) a altura atingida, relativamente ao solo, quando a energia potencial gravítica
do sistema «corpo + Terra» é 40 % do valor da energia cinética inicial;
b) a velocidade do centro de massa do corpo, quando este atinge metade
da altura máxima.

a) Primeiro é necessário calcular o valor da energia cinética inicial:


1 2 1
Ecinicial = m v inicial = × 1 × 102 + Ecinicial = 50 J
2 2
A altura do corpo será, então:
Epg = 0,4 × Ecinicial = 0,4 × 50 + m g h = 20 + 1 × 10 × h = 20 + h = 2 m
b) Como a energia mecânica total se conserva, a variação de energia potencial
é igual ao simétrico da variação de energia cinética. Atingida a altura máxima,
a energia cinética é 0.
-DEpg = DEc + -^Epgfinal - Epginicialh = Ecfinal - Ecinicial +
+ -(m g hmax - 0) = 0 - 50 + 1 × 10 × hmax = 50 + hmax = 5 m
Aplicando o Princípio da Conservação da Energia Mecânica no instante em
que o corpo atinge metade da altura máxima, tem-se:
Eminicial = Em, hmax + 50 = Epg, hmax + Ec, hmax &
2 2 2

& 50 = 1 × 10 × 2,5 + Ec, hmax + Ec, hmax = 25 J


2 2

Sabendo o valor da energia cinética, determina-se a velocidade a partir de:


1 1
Ec = m v 2 & 25 = × 1 × v 2 + v 2 = 50 + v , 7,1 m/s
2 2

Um corpo com 400 g de massa desloca-se numa calha ABC, tal como mostra
5 
a figura seguinte. No troço retilíneo horizontal AB, o atrito não é desprezável e,
no troço BC, o atrito é desprezável. O corpo passa na posição A com uma
velocidade de módulo 5,0 m/s e na posição B com uma velocidade de 3,0 m/s.

C
30 cm

A B

Determine:
a) o trabalho realizado pela força de atrito quando o corpo se desloca de A para B;
b) o trabalho realizado pela força gravítica do corpo ao deslocar-se de B para C;
c) o valor da velocidade do centro de massa do carrinho quando este passa
no ponto C;
d) o valor da altura máxima atingida pelo corpo no troço curvilíneo.

24  Manual do aluno

u1p50h1
641203 001-050.indd 24 07/07/15 14:38
1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
a) Como a única força não conservativa que realiza trabalho é a força de atrito,
o trabalho realizado pelo atrito vai ser igual à variação de energia mecânica.
Considerando que a altura é nula no troço AB:
WF a = DEm = EmB - EmA
1 1
EmA = EcA + EpgA = m g hA + m v 2 = 0 + × 0,4 × 52 = 5 J
2 2
1 1
EmB = EcB + EpgB = m g hB + m v 2 = 0 + × 0,4 × 32 = 1,8 J
2 2
WF a = DEm = 1,8 - 5 = -3,2 J
b) O trabalho realizado pelo peso neste troço é igual ao simétrico da variação
de energia potencial gravítica:
WFg = -DEpg = EpgB - EpgC +
+ WFg = m g hB - m g hC = 0 - m g hC = -0,4 × 10 × 0,3 = -1,2 J
c) Uma vez que o atrito é desprezável, pode afirmar-se que a energia mecânica
é constante no troço BC, logo:
DEm = EmC - EmB = 0 +
+ EpgC + EcC = EpgB + EcB & 1,2 + EcC = 0 + 1,8 + EcC = 0,6 J
Assim, a velocidade será:
1 1
EcC = m v C2 & 0,6 = × 0,4 × v C2 + v C2 = 3 & vc = 3
2 2
d) Usando o mesmo raciocínio da alínea anterior e comparando a posição B com
a posição D de altura máxima:
DEm = EmD - EmB = 0 +
+ EpgD + EcD = EpgB + EcB + EpgD + 0 = 0 + EcB + EpgD = 1,8 J
Assim, a altura será:
m g hD = 1,8 J + 0,4 × 10 × hD = 1,8 J + hD = 0,45 m

A figura representa uma calha, com uma parte inclinada entre os pontos A e B
6 
de comprimento 2,20 m e que termina num troço horizontal BC. Um corpo com
200 g de massa é abandonado no ponto A e desliza ao longo da calha. Entre
os pontos A e B, considera-se desprezável o atrito. Entre os pontos B e C,
a superfície da calha é rugosa e, por isso, passa a atuar sobre o corpo uma força
de atrito de intensidade 0,5 N, que faz com que o corpo pare no ponto C.
Determine o comprimento da calha de A até C.

A
40 cm

B C

Como não há atrito no início da rampa:


DEm = EmB - EmA = 0 + EmA = EmB + EpgA = EcB

Manual do aluno   25

641203 001-050.indd 25 07/07/15 14:39


ENERGIA E MOVIMENTOS

No troço entre B e C existe atrito; pelo que, sendo a única força não conservativa
que realiza trabalho, vem:
WF a = DEm = DEc + DEpg
Como de B a C, DEp = 0 J,
+ WF a = EcC - EcB + WF a = -EcB = EpgA
+ Fa d cos(i) = -m g hA
Como o ângulo é de 180º e é dada a força de atrito, assim como a altura em A
e a massa:
-0,5 × d = -0,2 × 10 × 0,4 + d = 1,6 m
O comprimento total de A a C é 3,80 m.

Um corpo com 3,0 kg de massa desliza ao longo da trajetória da figura.


7 
As alturas dos pontos A e B, em relação ao solo, são, respetivamente, h1 = 5,0 m
e h2 = 9,0 m. No ponto A, o corpo tem velocidade de 12 m/s. O atrito no troço
AB é desprezável, mas no troço horizontal (BC) existe atrito que faz com que
o corpo pare no ponto C d
após percorrer 10 m. B C
Determine a intensidade
A
da força de atrito h2
no troço horizontal. h1

Troço AB:
DEm = 0 + DEc + DEpg = 0 + EcB - EcA + EpgB - EpgA = 0 +
1 1
+ m v B2 - m v 2A + m g hB - m g hA = 0
2 2
Substituindo na expressão os dados, obtém-se: u1p53h3A
1 2 1
× 3 × v B - × 3 × 122 + 3 × 10 × 9 - 3 × 10 × 5 = 0 + vB = 8 m/s
2 2
WF não conservativas = DEm
1
WF a = -EcB & Fa × d × cos a = - m v B2 &
2
1 2
& Fa × 10 × (-1) = - × 3 × 8 + Fa = 9,6 N
2

Aplicar os conceitos de potência e rendimento em sistemas mecânicos


Um automóvel percorre uma estrada retilínea e horizontal, em movimento
1 
uniforme, com velocidade constante de 25 m/s, sob a ação de uma força também
constante de intensidade 1800 N, exercida pelo motor, durante 4 s. Calcule
a potência fornecida pelo motor.

A potência do motor é dada por:


W
P=
Dt
Considere-se W o trabalho efetuado pelo motor e Dt, o intervalo de tempo durante
o qual ele efetuou esse trabalho.

26  Manual do aluno

641203 001-050.indd 26 07/07/15 14:39


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Como W = F d cos(i), com i = 0°, pois a força, F = 1800 N, é aplicada
na direção e no sentido do movimento, d é a distância percorrida; e como
a velocidade é constante, pode ser calculada através da seguinte relação:
d
v= + d = v × Dt = 25 × 4 = 100 m
Dt
Assim sendo:
W = F d = 1800 × 100 = 180 000 J
Logo:
180 000
P= = 45 000 W
4
A potência exercida pelo motor é de 45 000 W.

Um automóvel com 1,0 × 103 kg de massa, inicialmente parado, numa estrada


2 
horizontal, acelera durante 10 s, sendo a potência fornecida pelo motor de 72 cv.
Calcule o módulo da velocidade que o automóvel pode atingir 10 s depois de
arrancar, se 15 % da energia fornecida pelo motor, nesse intervalo de tempo, for
transformada em energia cinética. Apresente todas as etapas de resolução.
(Dado: 1 cv = 750 W)
(Adaptado do Teste Intermédio de Física e Química do 11.º ano, 2014)

A potência fornecida pelo carro é de:


1J
P = 72 cv = 54 000 W, em que 1 W = .
1s
Se o carro acelera durante 10 s, t = 10 s, e como:
E
P=
Dt
então:
E = P × Dt = 54 000 × 10 = 540 000 J
Visto que só 15 % dessa energia se transforma em energia cinética, pode
calcular-se o valor desta:
Ec = 540 000 × 0,15 = 81 000 J
1
Como Ec = m v 2
2
2Ec 2 # 81 000
v= = = 162 , 12,7 m s-1
m 1 # 10 3
Logo, a velocidade que o automóvel pode adquirir no fim de 10 segundos
é 12,7 m s-1.

Uma força F constante, de intensidade 20 N,


3  F
atua sobre um bloco, fazendo um ângulo de
60° com a horizontal, como ilustra a figura 60º
ao lado. Devido à ação desta força, o bloco
desloca-se 20 m em 5 s. Determine a
potência desenvolvida pela força.

Manual do aluno   27

u1p54h1
641203 001-050.indd 27 07/07/15 14:39
ENERGIA E MOVIMENTOS

W
A potência do motor é dada por: P =
Dt
Calculando o trabalho realizado pela força, obtém-se:
W = F d cos(i) = 20 × 20 × cos(60°) = 400 × 0,5 = 200 J
200
Logo: P = = 40 W
5
A potência exercida pelo motor é de 40 W.

Uma bola, com 600 g de massa, encontra-se em repouso sobre uma plataforma
4 
a 305 cm do solo. Ao ser retirada a plataforma, a bola cai sem rodar. Responda
às questões seguintes.
4.1 Identifique as transformações de energia
A
que ocorrem durante a queda da bola
se esta apenas interatuar com a Terra.
B
4.2 Determine o valor da energia potencial
gravítica da bola no nível A, admitindo
como nível de referência o solo.
4.3 Calcule a variação de energia potencial
C
gravítica quando a bola tiver percorrido
3
da altura (posição C).
4
4.4 Admitindo que a bola fica sujeita à resistência do ar e que 4 % da energia
inicial da bola se transfere para a vizinhança, calcule a velocidade da bola
quando esta atinge o solo. u1p55h1
4.1 Na queda do corpo, ocorrem transformações de energia potencial gravítica
(que tem um máximo no início do movimento) em energia cinética (que tem
o seu máximo no instante imediatamente antes de atingir o solo).
4.2 Utilizando o solo como referência, o ponto A tem uma altura de 3,05 m.
Assim, recorrendo à expressão da energia potencial gravítica Ep = m g h
e atendendo a que m = 0,6 kg, obtém-se:
EpA = 0,6 × 10 × 3,05 = 18,3 J
4.3 No ponto C, a bola tem uma energia potencial:
3 1
EpgC = m g e h - h o + EpgC = m g × h
4 4
Então, a variação da energia potencial (DEp) entre A e C tem o valor:
h 3
EpgC - EpgA = m g - m g h = -m g h
4 4
Utilizando os valores relevantes, obtém-se:
3
DEpg = -0,6 × 10 × × 3,05 Ü -13,7 J
4
4.4 A energia inicial do sistema tem o valor m g h. Tem-se que 4 % dessa
energia é transferida para a vizinhança, por isso, a energia restante tem
o valor de 96 % da energia inicial. Esta é completamente transformada em
energia cinética até ao instante imediatamente antes de a bola atingir o solo.

28  Manual do aluno

641203 001-050.indd 28 07/07/15 14:39


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Então:
1
m v 2,
0,96 × m g h =
2
em que v é a velocidade da bola antes de atingir o solo. Eliminando
os termos comuns e resolvendo em ordem a v, obtém-se:
v= 0,96 # 2g h + v Ü 7,7 m s-1
Esta velocidade é independente da massa do objeto.

Um elevador de massa 380 kg sobe com velocidade constante a uma altura


5 
de 40 m em 40 s. A potência fornecida pelo motor durante o intervalo de tempo
de subida foi de 11 kW e o rendimento do motor, de 80 %. Determine o número
máximo de passageiros, com 70 kg de massa cada um, que o elevador pode
transportar. Apresente todas as etapas de resolução.

O elevador tem uma massa de 380 kg e cada pessoa tem uma massa de 70 kg.
Então, a massa m do sistema tem o valor de 380 + 70 × n kg, em que n
é o número de passageiros. O seu peso tem o valor m g, sendo que, neste caso:
P = (380 + 70 × n) × 10 N
De forma a manter uma velocidade constante, a força exercida pelo motor tem
de ser igual em módulo ao peso do sistema e em sentido oposto (força resultante
nula), o que significa que tem o valor de (380 + 70 × n) × 10 N.
O motor debita uma potência de 11 kW, ou seja, produz 11 kJ de energia por
segundo, com um rendimento de 80 %. Então, desses 11 kJ, apenas 8800 J são
convertidos em trabalho útil. Também é dito que o elevador se desloca 40 metros
em 40 segundos, isto é, 1 metro por segundo.
Utilizando a expressão: W = F d,
8800
obtém-se: F = N
1
8800
- 380
10
Então: (380 + 70 × n) × 10 = 8800 + n = + n Ü 7,1
70
O maior número de pessoas que pode utilizar simultaneamente o elevador é 7.

Um automóvel com 1500 kg de massa desloca-se ao longo de um percurso


6 
horizontal e retilíneo. Num intervalo de tempo de 10 s, a velocidade do automóvel
varia uniformemente de 90 km/h para 108 km/h. Selecione a opção que completa
corretamente a frase que se segue:
A potência média da força resultante a atuar no automóvel, no referido intervalo
de tempo, é…
A. … 21 kW.
B. … 20,6 kW.
C. … 206 kW.
D. … 1350 kW.

Manual do aluno   29

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ENERGIA E MOVIMENTOS

1
m v 2.
A energia cinética Ec de um corpo é dada pela expressão
2
Então, visto que o carro tem uma massa de 1500 kg, e no instante inicial se
desloca a uma velocidade de 90 km/h, isto é, 25 m s-1, a sua energia cinética
tem o valor:
1
Eci = × 1500 × 252 = 468 750 J
2
No instante final, como a sua velocidade é de 108 km/h, isto é, 30 m s-1,
a energia cinética tem o valor:
1
Ecf = × 1500 × 302 = 675 000 J
2
Então:
DEc = 675 000 - 468 750 J + DEc = 206 250 J
Pelo Teorema do Trabalho-Energia, foi então realizado um trabalho de 206 250 J.
A potência média (P) da força resultante a atuar no automóvel é dada pela
W
expressão P = , em que W é o trabalho realizado por esta força para um
Dt
intervalo de tempo Dt.
Então:
206 250
P= + P Ü 20,6 kW
10
A opção correta é a B.

Um carro de corrida com 800 kg de massa percorre uma pista retilínea


7 
e horizontal com velocidade constante de valor 216 km/h. Nesta situação,
observa-se que a potência desenvolvida pelo motor foi de 120 kW, sendo
praticamente toda utilizada para vencer a resistência do ar. Faça uma estimativa
do valor da resistência do ar.

v0

Como a velocidade do carro é constante, a resultante das forças a atuar sobre ele
é nula. Então, considerando que a resistência de ar tem um valor F e atua no
sentido oposto ao deslocamento, a força exercida pelo carro tem obrigatoriamente
o mesmo valor F. u1p55h2
O motor do carro debita uma potência de 120 kW, ou seja, disponibiliza 120 kJ
de energia por segundo. Estes 120 kJ são, quase na totalidade, utilizados para
combater a resistência do ar, e, então, correspondem ao trabalho executado pelo
motor num segundo. O trabalho também é dado por: W = F d cos a
Atendendo a que o carro tem uma velocidade constante de 216 km/h, isto é,
60 m s-1, tem-se que d = v Dt; como Dt = 1 s, então, d = 60 m.
Substituindo na expressão do trabalho os valores determinados, tem-se:
120
120 × 103 = F × 60 + F = × 103 N + F = 2 kN
6
30  Manual do aluno

641203 001-050.indd 30 07/07/15 14:39


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
ATIVIDADES GLOBAIS

U
 m ciclista com 75 kg de massa desce uma rampa com 500 m de comprimento.
1 
No final da rampa, o valor da sua velocidade aumentou 10 % relativamente
à velocidade inicial. Sabendo que a velocidade inicial era de 30 km h-1, determine
a intensidade da força resultante na direção do movimento.

Como a velocidade final aumentou 10 %, relativamente à inicial, ou seja 3 km/h,


tem-se vfinal = 33 km/h. Exprimindo os valores da velocidade em m/s, vem:
vinicial = 8,33 m/s e vfinal = 9,17 m/s
Como o trabalho da força resultante é igual à variação de energia cinética:

WF R = DEc = m _v 2f - v i2i = × 75 × (9,172 - 8,332) = 551 J


1 1
2 2
Calculando agora a força a partir da expressão conhecida para o trabalho:
WF R = FR d cos(i) &
551
& 551 = FR × 500 × cos(0°) + FR = = 1,10 N
500

Um corpo com 1,5 kg de massa encontra-se a uma altura de 3,0 m relativamente


2 
ao solo. A energia potencial gravítica do sistema «corpo + Terra», em relação
a um dado nível de referência, é 90 J.
2.1 Selecione a opção correta.
A altura do solo relativamente ao nível de referência é:
A. 0 m B. 2 m C. 1 m D. 3 m
2.2 Selecione a opção correspondente ao valor correto da energia potencial
gravítica do sistema «corpo + Terra», em relação ao nível de referência
quando o corpo se encontra no solo.
A. 0 J C. 45 J
B. 15 J D. -90 J

2.1 DEpg = 90 J, tem-se:


Epg (h) - Epg (ref) = 90
No nível de referência, a energia potencial gravítica é nula Epg (ref) = 0 J.
90
m g h - 0 = 90 & 1,5 × 10 × h = 90 + h = =6m
1,5 # 10
Como o corpo se encontra a uma altura de 6 m do nível de referência e a
uma altura de 3 m relativamente ao solo, conclui-se que o solo está a uma
altura de 3 m relativamente ao nível de referência.
A opção correta é a D.
2.2 DEpg (solo) = m g hsolo - Epg (ref)
No nível de referência, a energia potencial gravítica é nula Epg (ref) = 0 J.
Como o corpo se encontra a uma altura de 6 m relativamente ao nível de
referência e a uma altura de 3 m relativamente ao solo, então, a altura do
solo relativamente ao nível de referência é 3 m.

Manual do aluno   31

641203 001-050.indd 31 07/07/15 14:39


ENERGIA E MOVIMENTOS

Substituindo os valores, vem que a energia potencial gravítica do sistema


«corpo + Terra», quando o corpo está no solo, relativamente ao nível
de referência é:
Epg (solo) = 1,5 × 10 × 3 = 45 J
A opção correta é a C.

O gráfico da figura representa


3  Ep /J
a variação da energia potencial 250
gravítica do sistema «corpo + Terra», 200
em função da altura de queda, para 150
um objeto de massa desconhecida. 100
(g = 10 m s-2) 50
Determine, a partir dos resultados 0
representados no gráfico, a massa 1 2 3 4 5 6
do objeto. Apresente todas as etapas altura/m
de resolução.

A partir da equação da reta consegue-se estabelecer uma relação entre a energia


potencial e a altura: y = ax, em que o «y» é a energia potencial e o «x» a altura.
A equação da reta representada no gráfico é Ep = 36,4h.
Pode, então, comparar-se com a expressão de energia potencial conhecida (com
Ep = 0 no nível de referência):
Ep = m g h
De onde se pode concluir, por comparação à expressão da reta considerada
u1p56h1 em cima,
que o declive desta é de facto m × g. Pode, então, estimar-se o valor da massa:
a=m×g
36,4 = m × 10 + m , 4 kg

Um corpo com 4 kg de massa é lançado na vertical, para cima, num local da


4 
Terra em que a resistência do ar é desprezável. O gráfico da figura seguinte traduz
a variação das energias cinética, potencial gravítica e mecânica do sistema,
em função da altura relativamente ao solo.
4.1 Selecione a opção correta.
E/J
A. A reta 1 representa a variação 225
1
de energia potencial gravítica 200

do sistema «Terra + corpo». 175


150
B. A reta 2 representa a variação 2
125
de energia potencial gravítica
100
do sistema «Terra + corpo».
75
C. Quando o corpo se encontra a 3
50
uma altura de 4 m relativamente
25
ao solo, a energia mecânica
do sistema é 100 J. 0 2 4 6 8 10 h/m

32  Manual do aluno

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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
D. Quando o corpo se encontra a uma altura de 4 m relativamente ao solo, a
energia cinética tem o mesmo valor da energia potencial gravítica do sistema.
4.2 Determine o valor da velocidade do centro de massa do corpo no instante em
que este está a uma altura de 2 m.

4.1 Analisando o gráfico, deduz-se que a reta 1 traduz a energia mecânica em


função da altura, uma vez que o valor se mantém constante e igual a 200 J.
É ainda possível verificar que em cada ponto do gráfico o valor da energia
mecânica é a soma dos valores da energia potencial gravítica (pontos
correspondentes da reta 2 com a reta 3).
A reta 3 representa a energia potencial gravítica, pois aumenta com a altura
a que se encontra o objeto, relativamente ao nível de referência,
contrariamente à reta 2, que representa a energia cinética. As opções A, B
e C estão, assim, incorretas. A opção D é a correta, pois a uma altura de 4 m
as retas 1 e 2 cruzam-se, pelo que a energia cinética é igual à energia
potencial (100 J).
4.2 Analisando o gráfico, quando o corpo está a uma altura de 2 m, a sua
energia cinética é de 150 J. Substituindo na expressão que define a energia
cinética do centro de massa:
1 2Ec 2 # 150
Ec = m v2 + v = = , 8,7 m/s
2 m 4

Os gráficos da figura representam o valor da componente da força resultante


5 
aplicada a um corpo, na direção do seu deslocamento, em função da distância
percorrida.

A F/N C F/N

10 30

0 5 d/m 0 6 d/m
B F/m D F/N

20 10

0 5 d/m 0 2 5 d/m
u1p58h1
Indique, justificando, em que situação, A, B, C ou D, o valor da energia transferida
para o sistema foi maior.
u1p58h3

A energia transferida para o sistema corresponde à área (A) sob a curva F-d.
Então, para os gráficos:
A. W = 25 J, pois a figura descrita pela curva é um triângulo da base 5 m
u1p58h2
5 # 10
e altura 10 N e A = W = = 25 Jo. u1p58h4
2

Manual do aluno   33

641203 001-050.indd 33 07/07/15 14:39


ENERGIA E MOVIMENTOS

B. W = 100 J, pois a figura é um retângulo de comprimento 5 m e altura 20 N


(A = W = 5 × 20 = 100 J).
C. W = 90 J, pois a figura é um triângulo de base 6 m e altura 30 N
6 # 30
eA = W = = 90 Jo.
2
D. W = 40 J, pois a figura é a soma de um triângulo de base 2 m e altura 10 N
e um retângulo de comprimento 3 m e altura 10 N
2 # 10
eA = W = + 3 # 10 = 40 Jo.
2
Então, o valor da energia transferida foi maior no caso B.

Uma pessoa realizou o trabalho de 9 J para elevar uma caixa que pesa 9 N, com
6 
velocidade constante, aplicando uma força constante. Determine:
a) a altura a que foi levantada a caixa;
b) o trabalho realizado pelo peso no mesmo deslocamento.

a) Como o corpo sobe a velocidade constante, a força aplicada é igual em


módulo ao peso da caixa.
O trabalho (W) de uma força paralela ao deslocamento é dado pela expressão
W
W = F d. Resolvendo em ordem a d, obtém-se d = . Neste caso, W = 9 J
F
9
e F = 9 N. Então, d = + d = 1 m.
9
b) O peso tem sentido oposto ao deslocamento, pelo que o ângulo que esta força
faz com o deslocamento é 180º. Como a caixa se desloca com velocidade
constante, sabe-se que a força resultante é nula e então:
P=F=9N
Conclui-se que: W = P d cos 180° = 9 × 1 × (-1) = -9 J

m
Um corpo com 3 kg de massa desloca-se sobre
7 
um plano inclinado, de comprimento 8 m. B
O trabalho realizado pelo peso do corpo durante
a descida é:
A. 12 J C. 208 J 30º
B. 21 J D. 120 J A
O vetor peso ^Ph faz um ângulo de 60º com o vetor deslocamento.
Então, W = 3 × 10 × 8 × cos(60°) = 120 J. A opção correta é a D.

Empurra-se um caixote ao longo de uma rampa,


8  F
exercendo uma força F que transfere 140 J h = 1,8 m
de energia. Determine a massa do caixote, 45˚
sabendo que a intensidade do peso
é 20 % do valor da força aplicada.

u1p58h5
34  Manual do aluno

641203 001-050.indd 34 07/07/15 14:39


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Como o trabalho da força F é dado por:
WF = F d cos 0°,
da análise trigonométrica vem:
h h 1,8
sen(45°) = +d= , , 2,55 m
d sen(45°) 0,707
Logo:
140 = F × 2,55 + F , 54,9 N
Visto que o peso corresponde a 20 % da força resultante, F:
P = 0,20 × F
Sabendo que P = m g e substituindo:
10 m = 0,20 × 54,90 + m , 1,1 kg
Assim, a massa do caixote é de, aproximadamente, 1,1 kg.

Um corpo com 1 kg de massa sobe com velocidade constante uma


9 
rampa lisa sob a ação de uma força F constante. O trabalho B
realizado pelo peso do corpo durante a subida até
ao topo é -60 J.
9.1 Represente as forças que atuam no centro
6,0 m
de massa do corpo.
9.2 Determine:
a
a) o comprimento da rampa;
A
b) a intensidade da força F . 8,0 m

9.1 
F

Px
i
Py

P P
xx

i yy
u1p59h2
9.2 a) Pelo Teorema de Pitágoras, obtém-se a distância percorrida pelo corpo:
d 2 = 62 + 82 = 36 + 64 = 100
d = 100 = 10 m
u1p35h2 u1p35h3
b) Como se sabe, o trabalho realizado pela resultante das forças é igual
à variação de energia cinética:
WF aplicada + WF + WN = DEc
g

O trabalho realizado pela força de reação normal é nulo (WN = 0). No entanto,
como a velocidade é constante não há variação da energia cinética:
WF aplicada + WF = 0 + WF aplicada = -WFg
g

WF aplicada = -(-60) J = 60 J

Manual do aluno   35

641203 001-050.indd 35 07/07/15 14:39


ENERGIA E MOVIMENTOS

Aplicando a definição de trabalho realizado por uma força constante,


sabendo a distância percorrida e ainda que a força tem a mesma direção
e o mesmo sentido do deslocamento:
WF aplicada = F d cos(i) = F × 10 × 1
60
F= =6N
10

Um bloco é abandonado da posição A, que se encontra a uma altura de 12 m,


10 
relativamente à base do plano e desliza ao longo de superfícies retilíneas, até
atingir o ponto B, a 6 m de altura. Determine o valor da velocidade do bloco ao
atingir o ponto B, admitindo que o atrito é desprezável em todas as superfícies.

B
12 m

6m

Como o atrito é desprezável, pode considerar-se que há conservação de energia


mecânica durante todo o percurso:
EmA = EmB + EcA + EpA = EcB + EpB
Como a velocidade é nula em A também o é a sua energia cinética:
1 1
0 + m g hA = m v B2 + m g hB + g hA = v B2 + g hB
2 2
1 2
× 6 + v B2 = 2 × 10 × (12 - 6) = 120 +
10 × 12 = v B + 10u1p59h3
2
+ vB = 120 , 11 m/s

A figura representa o perfil de uma montanha-russa, onde um carrinho se


11 
encontra em movimento. O carrinho atinge o topo da primeira rampa na posição A
com velocidade de valor v0. Considere o atrito desprezável e como referencial a
base da montanha-russa.
A B
11.1 Estabeleça a relação que permite
determinar a velocidade do carrinho
C
no ponto C. h
11.2 Mostre que a altura máxima atingida h h
pelo carrinho, após passar o ponto D. 2
D
v 20
é hmax = h + .
2g
11.3 Comente a afirmação seguinte:
A energia mecânica do sistema «carrinho + Terra» é igual nas duas
posições, A e D.

36  Manual do aluno

641203 001-050.indd 36
u1p60h1 07/07/15 14:39
1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
11.1 Como a força de atrito é desprezável, a variação da energia mecânica
é nula; logo, a energia mecânica é igual em todo o percurso, pelo que:
Emi = Emf
e: mgh
1 1
Epi + Eci = Ecf + Epf + m g h + m v 20 = + m v 2c
2 2 2
Assim:
g h + v 20 = v 2c + vc = g h + v 20
11.2 Analogamente à questão anterior:
Emi = Emf
1
m v 20 = m g hmax + 0
Epi + Eci = Ecf + Epf + m g h +
2
A energia cinética final é nula, pois na altura máxima a velocidade
do carrinho é nula.
Logo, rearranjando a expressão:
v 20
hmax = h +
2g
Como se queria demonstrar.
11.3 No carrinho atuam a força de reação normal e a força gravítica. O trabalho
realizado pela força de reação normal é nulo e a força gravítica é uma força
conservativa. Quando num sistema só atuam forças conservativas e o
trabalho realizado pelas forças não conservativas é nulo, há conservação
da energia mecânica do sistema. Conclui-se que a energia mecânica
do sistema «carrinho + Terra» é igual nas duas posições, A e D.

Uma esfera com 200 g de massa está presa


12 
num ponto por um fio de massa desprezável,
conforme mostra a figura. A esfera oscila entre A C

as posições A e C, passando pela posição B. 10 cm


Considere desprezáveis as forças de atrito. B
12.1 Selecione a opção que tem o valor correto do trabalho realizado pelo peso
da esfera quando esta se desloca da posição B até A.
A. 0,2 J B. 
-20 J C. 
-0,2 J D. 20 J
12.2 Determine o valor da velocidade:
a) do centro de massa da esfera na posição B, para que esta oscile entre
as posições A e C;
b) no ponto B, quando a esfera oscila entre duas posições a uma altura
de 20 cm. u1p60h2

12.1 O peso é uma força conservativa, logo, o trabalho realizado por esta força
é igual ao simétrico da variação de energia potencial gravítica.
W = -DEp = Epinicial - Epfinal +
+ W = m × g × hinicial - m × g × hfinal = m × g × (hinicial - hfinal) +
+ W = 0,200 × 10 × (0 - 0,10) = -0,20 J
É, portanto, a opção C.

Manual do aluno   37

641203 001-050.indd 37 07/07/15 14:39


ENERGIA E MOVIMENTOS

12.2 a) Tanto no ponto A como no ponto C, as velocidades do corpo são nulas.


No sistema atuam a força gravítica e a tensão do fio. Como a tensão
é perpendicular ao deslocamento em cada ponto da trajetória (a direção
da tensão é radial e, por isso, perpendicular à tangente à trajetória em
cada ponto), o trabalho que realiza é nulo. Assim, a única força que
realiza trabalho é o peso, que, sendo uma força conservativa, tem como
consequência a conservação da energia mecânica. Como a energia
mecânica se conserva neste sistema, no ponto B, onde a energia
potencial gravítica é mínima, o corpo adquire uma energia cinética
máxima, logo, a velocidade é máxima.
Considerando que a energia potencial gravítica é zero em B e como
a energia cinética é zero em A, no ponto B a energia cinética é igual
à energia potencial no ponto A.
1
Ec = m v 2 +
2
1
+ 0,200 = × 0,200 × v 2 + v 2 = 2,0 & v = 1,4 m/s
2
Qualquer velocidade inferior a esta no ponto B não permite alcançar
os pontos A e C.
b) Se o pêndulo oscilasse entre posições situadas a 20 cm de altura, teria
uma energia mecânica (calculada no ponto mais alto onde a energia
cinética é nula):
Em = Ep + Ec +
+ Em = m g h + 0 + Em = 0,200 × 10 × 0,20 = 0,40 J
Assim, no ponto mais baixo, onde consideramos a altura zero e,
consequentemente, a energia potencial gravítica nula, pode-se determinar, a
partir da Lei da Conservação de Energia Mecânica, a velocidade no ponto B:
Em = Ep + Ec +
1 1
+ Em = 0 + m v 2 & 0,40 = × 0,200 × v 2 +
2 2
+ v 2 = 4,0 & v = 2,0 m/s

O «pêndulo humano» é um desporto radical que é possível encontrar em alguns


13 
parques de diversão. A pessoa, presa por uma corda inextensível amarrada a um
ponto fixo por cima da sua cabeça, é erguida com apoio de um guindaste até uma
certa altura h relativamente ao solo. Depois, solta-se a pessoa e esta descreve um
movimento pendular.
Considere que, num parque de diversões, existe um «pêndulo humano» cuja altura
relativamente ao solo
é 25 m, onde é
colocado um rapaz
com 60 kg de massa, A C

como mostra a figura h = 25 m


seguinte. Admita que
as forças de atrito
são desprezáveis. B

38  Manual do aluno

641203 001-050.indd 38 16/07/15 11:18


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
13.1 Identifique as transformações de energia que ocorrem no movimento do
centro de massa do rapaz.
13.2 Refira o valor da velocidade do centro de massa do rapaz quando se
encontra na posição C.
13.3 Determine a velocidade do centro de massa do rapaz quando este passa
na posição B, expressa em km h-1.
13.4 Suponha que outro rapaz com 80 kg de massa foi preso no cabo do
«pêndulo» e abandonado da mesma altura. Selecione a opção que
completa corretamente a frase seguinte.
A energia cinética do centro de massa do rapaz de massa 80 kg quando
passa na posição B é […] energia cinética do centro de massa do rapaz
com 60 kg de massa e a energia potencial gravítica é […].
A. […] maior do que a […] maior. C. […] igual à […] maior.
B. […] menor do que a […] maior. D. […] igual à […] menor.

13.1 O rapaz começa no ponto A com energia cinética nula (pois a sua
velocidade também o é) e com uma certa energia potencial gravítica
proporcional à altura. Devido ao peso, quando este é largado, a energia
potencial gravítica vai sendo transformada em energia cinética no percurso
de A a B, ou seja, a energia potencial gravítica diminui, enquanto a energia
cinética aumenta até ao ponto B. No ponto B, a energia cinética é máxima
e a energia potencial é mínima. A partir do ponto B, a energia cinética vai
ser transformada em energia potencial gravítica à medida que o corpo sobe
até C. Se não existirem forças de atrito, o corpo vai atingir a mesma altura
(em C) a que foi largado, ou seja, a altura do ponto A. Uma vez em C,
a energia cinética do corpo é novamente nula.
13.2 Como a energia mecânica se conserva e a energia potencial gravítica em A
é igual à energia potencial gravítica em C, as suas energias cinéticas
também são iguais. Como a energia cinética é nula, então, também é nula
a velocidade em C.
13.3 Considerando o nível de referência o ponto B (EpB = 0 J) e que a energia
mecânica se conserva ao longo do percurso, então, a energia cinética em
B é igual à energia potencial gravítica em A; logo:
1
m v B2 = m g hA + vB = 2 # g # h = 2 # 10 # 25 . 22,4 m/s
2
Convertendo as unidades de velocidade para quilómetros por hora:
1
1000 km
v = 22,4 m/s = 22,4 × =
1 h
3600
3600
= 22,4 ×km/h , 80,6 km/h
1000
13.4 A energia potencial e a energia cinética dependem da massa, logo, para
a mesma velocidade e para a mesma variação de altura, um corpo com
maior massa tem maior energia cinética e maior variação de energia
potencial gravítica, respetivamente. Logo, a opção correta é a A.

Manual do aluno   39

641203 001-050.indd 39 07/07/15 14:39


ENERGIA E MOVIMENTOS

A figura mostra o perfil de uma montanha-russa, onde se encontra um carrinho


14 
em movimento. Na figura estão marcadas seis posições A, B, C, D, E e F,
ocupadas pelo carrinho durante o movimento. Considere o atrito desprezável
e como referencial, para a análise energética, a base da montanha-russa.
Selecione a opção correta.
B
A. Entre as posições A e F, o E
sistema «carrinho + Terra»
A
experimenta a maior variação D
de energia potencial.
F
B. Entre as posições B e F, o C
sistema «carrinho + Terra»
experimenta a maior variação de energia potencial.
C. A energia potencial gravítica do sistema «carrinho + Terra» mantém-se
constante durante o percurso efetuado da posição A até F.
D. Quando o carrinho atinge a posição A, tem energia cinética nula.

A. Falsa, porque, por exemplo, entre B e C existe umau1p62h1


maior diferença de
alturas, pelo que a variação da energia potencial gravítica é maior entre esses
pontos do que entre os pontos A e F.
B. Verdadeira, porque são os pontos com maior diferença relativa de altura.
C. Falsa, pois existem variações de altura.
D. Falsa. A energia mecânica do sistema mantém-se constante ao longo do
percurso. A energia mecânica tem o mesmo valor em A e B. Como a altura de
B é superior à altura de A, então, para que em A a energia mecânica tenha o
mesmo valor que em B, o carrinho tem de ter energia cinética nesse ponto.

Um carrinho com 20 kg de massa é abandonado do cimo de uma pista, a uma


15 
altura de 20 m relativamente ao solo. O carrinho passa na posição B a uma altura
de 8 m do solo e, nesse instante, a velocidade do centro de massa do carrinho
é 14 m s-1.

20 m
B

8m

15.1 Determine a percentagem de energia dissipada pelo sistema no percurso


de A até B.
15.2 Determine a velocidade do centro de massa do carrinho quando este
chega ao ponto C, admitindo que a percentagem de energia dissipada no
u1p62h2 calculada entre A e B.
percurso de B a C é igual à anteriormente

40  Manual do aluno

641203 001-050.indd 40 07/07/15 14:39


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
15.1 Para calcular a percentagem é necessário saber o valor absoluto da energia
dissipada:
DEm = EmB - EmA +
+ DEm = ^EcB + EpBh - ^EcA + EpAh +
1 1
+ DEm = e m v B2 + m g hB o - e m v 2A + m g h A o +
2 2
1
+ DEm = e # 20 # 14 2 + 20 # 10 # 8 o - (0 + 20 × 10 × 20) +
2
+ DEm = 3560 - 4000 + DEm = -440 J
Assim, calcula-se a percentagem de energia dissipada desde o ponto A:
DEm 440
h= × 100 = × 100 = 11 %
EmA 4000
15.2 A variação de energia mecânica no percurso de A a B é -440 J, como
calculado na alínea anterior.
Como:
DEm = EmB - EmA + EmB = EmA - 440 + EmB = m g hA - 440 +
+ EmB = 20 × 10 × 20 - 440 + EmB = 3560 J
Como se está a considerar a altura igual a zero no ponto C, toda a energia
mecânica é de facto energia cinética, logo:
EmC = EmB - 0,11 × EmB = 0,89 × EmB , 3168 J
1 1
EmC = EcC = × m × v C2 + 3168 = × 20 × v C2 +
2 2
+ v C2 = 316,8 + vc , 17,8 m s-1

Uma bola com 500 g de massa é abandonada de uma altura de 1 m, bate no solo
16 
e após o ressalto sobe até à altura de 80 cm.
Admita que a resistência do ar é desprezável.
16.1 Explique por que razão a altura máxima A
atingida pela bola após o ressalto é menor.
B
16.2 Determine:
a) a velocidade do centro de massa da bola
imediatamente antes de colidir com o
1,0 m
solo;
80 cm
b) a velocidade do centro de massa da bola
imediatamente após colidir com o solo;
c) a percentagem de energia dissipada na
interação da bola com o solo.
16.3 O coeficiente de restituição dos materiais em colisão é dado, neste caso,
pela razão entre os valores da velocidade da bola, imediatamente após
a colisão e imediatamente antes dessa colisão. Calcule o coeficiente
de restituição no primeiro ressalto.
u1p63h1
Manual do aluno   41

641203 001-050.indd 41 07/07/15 14:39


ENERGIA E MOVIMENTOS

16.1 Como a resistência do ar é desprezável, durante o movimento de queda


e de subida há conservação da energia mecânica do sistema. Na interação
com o solo há dissipação de energia mecânica por causa da fricção, das
deformações sofridas pela bola, entre outras. Consequentemente, a energia
mecânica com que a bola abandona o solo é menor do que a energia
mecânica com que atingiu o solo, pelo que a altura máxima atingida
em cada ressalto vai diminuindo.
16.2 a) Como se assume a conservação da energia mecânica, por ser
desprezável a resistência do ar, então, até ao instante imediatamente
antes de colidir com o solo:
DEm = 0 +
1 1
+ EmA = Emsolo + m v 2A + m g hA = m v 2antes solo + m g hantes solo +
2 2
Como a velocidade é nula em A e o nível de referência é o solo:
1
0 + m g hA = m v 2solo + 0 +
2
1
+ 0,500 × 10 × 1 = × 0,500 × v 2antes solo +
2
1
+ 5 = × 0,500 × v 2solo +
2
+ v 2antes solo = 20 & vantes solo = 20 m s-1 , 4,5 m s-1
b) Como se assume a conservação da energia mecânica, por ser
desprezável a resistência do ar, então, desde o instante imediatamente
após colidir com o solo e o ponto B há conservação da energia
mecânica.
DEm = 0 +
1 1
m v 2após solo + m g hapós solo = m v B2 + m g hB +
+ Emapós solo = EmB +
2 2
Como a velocidade é nula em B e o nível de referência é o solo, vem:
1
+ m v 2após solo + 0 = 0 + m g hB +
2
1
+ × 0,500 × v C2 = 0,500 × 10 × 0,80 +
2
+ v 2após solo = 4,0 × 4,0 = 16 +
+ vapós solo = 16 = 4,0 m s-1
c) Pode calcular-se a energia dissipada na colisão pela diferença
de energia cinética antes e após a sua ocorrência.
1 1
DEm = Emapós solo - Emantes solo = m v 2após solo - m v 2antes solo +
2 2
1 1
+ DEm =   × 0,500 × 16 -   × 0,500 × 20 = 4,0 - 5,0 = -1,0 J +
2 2
Fica, assim, o rendimento:
D Em 1,0
h= × 100 % = × 100 % = 20 %
Emantes solo 5,0

42  Manual do aluno

641203 001-050.indd 42 07/07/15 14:39


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO

(Nota: Este resultado também podia ser obtido pela diferença de
energias potenciais nos instantes da altura máxima, em que se pode ver
que ocorreu uma redução de 20 % da altura inicial — passou de 1
metro para 0,8 metros —, logo, houve também uma redução de 20 %
da energia potencial gravítica).
16.3 Diretamente, calcula-se:
v após solo 4,0
coeficiente de restituição, e = = b 0,89
v antes solo 20

Um carro encontra-se equipado com um motor de combustão cuja potência


17 
é 2960 W e rendimento 25 %. Admita que a figura seguinte representa uma
imagem estroboscópica do movimento desse carro, entre os pontos A e B
de uma superfície horizontal, em que as sucessivas posições estão registadas
em intervalos de tempo de 10 s.

A B

17.1 Refira, justificando, o valor do trabalho realizado pela força gravítica


aplicada no carro quando este se desloca de A até B.
17.2 Calcule o trabalho realizado pelas forças dissipativas entre as posições A
e B.
u1p63h2
(Adaptado de exame de Física e Química A, 2010, 1.ª fase)

17.1 Na situação descrita, a força gravítica é vertical e o vetor deslocamento


é horizontal. Como a força gravítica e o deslocamento são perpendiculares
entre si, o trabalho realizado por esta força é nulo.
17.2 O trabalho total efetuado pelo motor nesse intervalo de tempo
(Dt = 30 s) é:
Wtotal do motor = P × Dt = 2960 × 30 = 88 800 J
No entanto, como só 25 % da energia é utilizado no movimento:
WF motor útil = 0,25 × 88 800 = 22 200 J
No percurso considerado, o trabalho de todas as forças que atuam no
carrinho (conservativas: peso; e não conservativas: força do motor e forças
dissipativas) é nulo, porque a velocidade é constante, logo, não há variação
de energia cinética do centro de massa do carrinho.
Wtotal = WF NC + WF C = WRN + WF motor útil + WF atrito + WP
Assim:
Wtotal = WF motor útil + WF atrito + WF motor útil = -WF atrito
O trabalho realizado pelas forças dissipativas é WF atrito = -2,2 × 104 J.

Manual do aluno   43

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ENERGIA E MOVIMENTOS

Para se fazer o estudo das transferências e transformações de energia em


18 
sistemas mecânicos, é comum utilizarem-se calhas para simular planos
inclinados. Na figura seguinte encontra-se representada uma calha inclinada, na
qual estão marcados dois pontos, A e B, que distam 1,40 m. Junto ao ponto B foi
colocada uma célula fotoelétrica, ligada a um cronómetro digital, de modo a medir
o tempo de passagem de um pino colocado no cimo de um carrinho e a calcular
a velocidade do carrinho quando passa nesse ponto. Admita que um carrinho tem
800 g de massa e que o pino colocado no topo do carrinho, que interrompe
o feixe de luz, tem 1,0 cm de largura. O carrinho foi largado do ponto A da calha,
tendo passado no ponto B com velocidade vB. O valor do intervalo
de tempo registado no cronómetro foi 11 ms.

A B

18.1 Selecione a única opção que permite obter uma afirmação correta.
No trajeto AB considerado, o trabalho realizado pelo peso do carrinho é…
A. … positivo e a energia potencial gravítica do sistema «carrinho + Terra»
aumenta.
B. … positivo e a energia potencial gravítica do sistema «carrinho + Terra»
diminui.
C. … negativo e a energia potencial gravítica do sistema «carrinho + Terra»
aumenta. u1p64h1
D. … negativo e a energia potencial gravítica do sistema «carrinho + Terra»
diminui.
18.2 Calcule a intensidade da resultante das forças que atuam no carrinho
durante o percurso AB. Apresente todas as etapas de resolução.
18.3 Selecione a única opção que permite obter uma afirmação correta.
No ponto B, o valor da velocidade medido experimentalmente foi inferior ao
valor calculado aplicando a lei da conservação da energia mecânica, pelo
que, entre os pontos A e B, terá havido…
A. … diminuição da energia cinética do carrinho.
B. … diminuição da energia mecânica do sistema «carrinho + Terra».
C. … conservação da energia cinética do carrinho.
D. … conservação da energia mecânica do sistema «carrinho + Terra».
(Adaptado do Teste Intermédio de 11.º ano, 2010)

18.1 O trabalho efetuado pelo peso é igual ao simétrico da variação de energia


potencial gravítica. Como a altura diminui, a energia potencial gravítica
também decresce, logo, o trabalho efetuado é positivo. A opção correta
é a B.

44  Manual do aluno

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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
18.2 O trabalho efetuado pela força gravítica é igual ao simétrico da variação
de energia potencial gravítica. Como a energia mecânica se mantém
constante, o simétrico da variação de energia potencial gravítica é igual
à variação de energia cinética. Logo:
1 1
W = DEc = m v B2 - m v 2A
2 2
d
A velocidade em A é nula e em B é calculada por vB = ; substituindo
Dt
os valores vem:
1,0 # 10 -2
vB = , 0,9 m/s
11 # 10 -3
Pelo Teorema do Trabalho-Energia tem-se:
1
F d cos(i) = DEc = × 0,8 × 0,92 +
2
1
+ F × 1,4 = × 0,8 × 0,92 +
2
+ F , 0,23 N
18.3 A energia cinética não diminuiu. O carro desceu a rampa, transformando
energia potencial gravítica em cinética. Como existiam forças dissipativas,
a energia mecânica diminuiu. Logo, é a opção B.

Para investigar como varia a energia cinética de um corpo com a distância


19 
percorrida sobre um plano inclinado, um grupo de alunos montou uma prancha
flexível, de modo que uma parte formasse uma rampa com uma certa inclinação
em relação à horizontal, como está representado na figura seguinte. Os alunos
abandonaram um carrinho, com 457,0 g de massa, em diversos pontos da rampa,
medindo, em cada caso, a distância (d) percorrida até ao final da rampa e o valor
da velocidade (v) com que o carrinho aí chegava.

19.1 Em três ensaios, realizados nas mesmas condições, os alunos mediram,
com um sensor, os valores da velocidade, v, que se encontram registados
na tabela seguinte.
19.1.1 Obtenha o resultado da medição da
Ensaio 1 v/m s-1
velocidade.
19.1.2 Exprima o resultado anterior em 1 0,846
u1p65h1
função do valor mais provável e da 2 0,853
incerteza relativa. Apresente todas
3 0,842
as etapas de resolução.
19.2 Determine o trabalho da força resultante.
(Adaptado do Exame de Física e Química, 2011, 2.ª fase)

Manual do aluno   45

641203 001-050.indd 45 07/07/15 14:39


ENERGIA E MOVIMENTOS

19.1 19.1.1 O valor médio de velocidade é:


0,846 + 0,853 + 0,842
vmédia = = 0,847m/s
3
19.1.2 O valor mais afastado da média é 0,853 m/s:
Dv = 0,847 - 0,853 = 0,006 m/s
A incerteza relativa é dada por:
Dv
× 100 % , 0,7 %
vmédia
Logo, a velocidade estará no intervalo:
v = (0,847 ! 0,7 %) m/s
19.2 O trabalho das forças resultantes é igual à variação da energia cinética,
logo, usando o valor da velocidade média, obtém-se:

W = DEc = m _v 2f - v i2i = × 0,457 × (0,8472 - 0) , 0,16 J


1 1
2 2

Um automóvel com 1500 kg de massa consome um volume de combustível que


20 
fornece 7,5 × 106 J de energia para efetuar um percurso na horizontal com
o comprimento de 1000 m, a uma velocidade constante, durante 60 s.
Durante esse intervalo de tempo, o motor exerce uma força constante
de intensidade 1500 N.
20.1 O rendimento do motor do veículo é:
A. 75 % C. 24 %
B. 40 % D. 20 %
20.2 A potência útil do motor é:
A. 125 kW C. 125 W
B. 2500 W D. 25 kW

20.1 Sendo WF = F d cos(i) o trabalho realizado pela força F (força que


o motor exerce), como a força tem o mesmo sentido que o deslocamento
do veículo, tem-se que i = 0°.
Pelo que, como F = 1500 N e o percurso foi d = 1000 m, obtém-se:
WF = F d = 1500 × 1000 = 1,5 × 106 J
O rendimento é dado por:
Energia útil
h= × 100 %
Energia fornecida
Admitindo que a energia útil corresponde ao trabalho realizado pelo motor
para alterar a energia mecânica do sistema e considerando a energia
fornecida como sendo a energia libertada pelo combustível consumido,
tem-se, então:
1,5 # 10 6
h= × 100 % = 20 %
7,5 # 10 6
Pelo que o rendimento do motor do veículo é 20 %, logo, a opção correta
é a D.

46  Manual do aluno

641203 001-050.indd 46 07/07/15 14:39


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
20.2 Como a potência do motor é dada por:
W
P=
Dt
sendo W o trabalho efetuado pelo motor e Dt, o tempo durante o qual ele
efetuou esse trabalho, tem-se que:
1,5 # 10 6
P= = 25 000 W
60
Logo, a potência do motor é 25 kW, pelo que a opção correta é a D.

Um automóvel com 1,0 × 103 kg de massa, inicialmente parado, numa estrada


21 
horizontal, acelera durante 3,8 s, e atinge a velocidade de 100 km/h. Determine
a potência do motor do carro quando 14 % da energia fornecida pelo motor,
nesse intervalo de tempo, é transformada em energia cinética.

O valor da velocidade expresso em m/s é:


v = 100 km/h = 27,8 m/s
Inicialmente o automóvel está parado, então, a variação de energia cinética
é igual ao valor da energia cinética final:
1 1
Ecf = m v 2 & Ecf = × 1,0 × 103 × 27,82 = 3,86 × 105 J
2 2
Como somente 14 % da energia fornecida pelo motor é transformada em energia
cinética, então, a energia fornecida pelo motor pode calcular-se:
3,86 # 10 5
Emotor = = 2,76 × 106 J
0,14
A potência desenvolvida pelo motor em 3,8 s:
E 2,76 # 10 6
P= &P= + P = 7,26 × 105 W
Dt 3,8

Uma grua eleva a uma velocidade constante


22  h/m
6,0
um contentor com 1200 kg de massa até uma
plataforma que está a uma altura de 6 m
relativamente ao solo. O gráfico da figura
representa a variação da altura do contentor
em função do tempo. Determine a potência
da força aplicada pela grua no contentor
na realização desta tarefa. Admita que o atrito 0
é desprezável. 10 20 t/s

Sabe-se que o trabalho realizado pela força resultante é igual à variação da


energia cinética. Como as únicas forças a atuar no sistema (desprezando o atrito)
são a força que o motor exerce, F motor, e o peso, P
WF R = DEc + WP + WF motor = DEc
+ WF motor = DEp + DEc u1p66h1

Manual do aluno   47

641203 001-050.indd 47 07/07/15 14:39


ENERGIA E MOVIMENTOS

Considerando o instante inicial quando o corpo está em repouso ao nível do solo


e o instante final quando este atinge 6 metros de altura a uma certa velocidade:
WF motor = DEm = Emfinal - Eminicial = ^Ecfinal + Epfinalh - ^Ecinicial + Epinicialh

WF motor = e m v2 + m g ho - 0 =
1
2
2
× 1200 × e o + 1200 × 10 × 6 = 54 + 72 000 = 72 054 J
1 6
=
2 20
Logo, a potência é obtida pela seguinte relação:
WF motor 72 054
P= = = 3,6 × 103 W
Dt 20

A
23  pós terminar o pré-aquecimento numa passadeira rolante horizontal, uma atleta
analisa as informações indicadas no painel eletrónico:
• distância percorrida — 6,0 km;
• velocidade média — 25,0 km/h;
• «calorias consumidas» — 200 kcal (1 cal = 4,18 J).
Considere que toda a energia utilizada pela atleta foi
para realizar trabalho sobre a passadeira a uma
potência constante. Selecione a opção correta.
A. A força média, na direção horizontal, aplicada na
passadeira pela atleta foi maior do que 967,6 N.
B. A potência média da força aplicada pela atleta na
passadeira, nesse aquecimento, foi 967,6 W.
C. A potência média da força aplicada pela atleta na passadeira, nesse
aquecimento, foi 231,5 W.
D. A potência média da força aplicada pela atleta na passadeira, nesse
aquecimento, foi superior a 1000 W.

Considere-se W o trabalho da força horizontal aplicada na passadeira (F) durante


o percurso d.
Sabe-se que W = F d cos(i) e cos(i) = 1, visto que i = 0°, pois a força é
exercida no mesmo sentido do deslocamento.
W 200 # 10 3 200 # 10 3 # 4,18
Assim: F = = cal m-1
= J m-1 = 139,3 N
d 6 # 10 3 6 # 10 3
Pelo que a opção A está incorreta.
Como a potência da força aplicada pelo atleta na passadeira é dada por:
W
P= , sendo W o trabalho efetuado e Dt, o intervalo de tempo durante o qual
Dt
foi efetuado esse trabalho, uma vez que a velocidade é constante, esse tempo
pode ser calculado através da seguinte relação:
d d 6
v= + Dt = = = 0,24 hora = 0,24 × 3600 s = 864 s
Dt v 25
Logo:
200 # 10 3 # 4,18
P= = 967,6 W
864
Pelo que a afirmação B está correta e as afirmações C e D estão incorretas.
48  Manual do aluno

641203 001-050.indd 48 07/07/15 14:39


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
A figura seguinte representa o perfil de uma montanha-russa num parque de
24 
diversões. A energia cinética do centro de massa de um carrinho no ponto B é
1100 J. O valor da velocidade do centro de massa no ponto D é igual ao do ponto
B. Entre o ponto A e B, um motor exerce uma força sobre o carro de tal modo que
a sua velocidade é constante. A partir do ponto B só atuam o peso e forças de
atrito. Considere que a massa total do carro com seis pessoas é de 550 kg.
Classifique as afirmações seguintes como verdadeiras ou falsas.
A. A energia potencial gravítica do sistema
B
«Terra + carrinho» aumenta entre as 24
posições A e B. D
20
B. O valor da velocidade do centro de massa 16

altura/m
do carrinho no ponto B é 1 m/s. 12
C. A energia mecânica do sistema 8
«carrinho + Terra» em B é maior do que em D.
4
D. A velocidade máxima atingida pelo centro de C
0
massa do carrinho no troço BD é no ponto B. A

E. A velocidade do centro de massa do carrinho quando este se encontra


no ponto C é de 2 m/s.
F. A energia dissipada entre B e D é 22 000 J.

A — Verdadeira. u1p65h1a
Como a altura aumenta de A para B, também a energia potencial gravítica
aumenta.
B — Falsa.
1 1
Ec = × m × v 2 + 1100 = × 550 × v 2 +
2 2
+ v 2 = 4 & v = 2 m/s
C — Verdadeira.
Como têm a mesma velocidade, a energia cinética nos dois pontos é a mesma.
No entanto, como o ponto B está mais alto do que o D, a energia potencial
é maior, assim como a energia mecânica.
D — Falsa.
Neste troço, a velocidade em C terá de ser maior do que em D, pois o carrinho
sobe em CD, e, consequentemente, é maior do que em B.
E — Falsa.
Como já foi calculado, a velocidade em B é 2 m/s, assim como em D. Como o
corpo sobe de C até D, a velocidade em C terá de ser maior do que em D, logo,
não pode ser 2 m/s.
F — Verdadeira.
Comparando as energias mecânicas em B e D, como ambos têm a mesma
velocidade, a diferença destas estará só na diferença de energia potencial:
DEm & DEp = EpD - EpB = m × g × (hD - hB) =
= 550 × 10 × (20 - 24) = -22 000 J
Logo, foram dissipados 22 000 J.

Manual do aluno   49

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ENERGIA E MOVIMENTOS

A figura seguinte representa o perfil de um escorrega, num parque de diversões,


25 
junto a uma piscina. Uma criança com 30 kg de massa é abandonada na posição
A e desliza ao longo do escorrega, passando pelas posições B e C até atingir a
piscina. A velocidade do centro de massa da criança quando passa na posição B
é 6, 2 m s-1. Admita que as forças de atrito não são desprezáveis durante
o movimento.
A
25.1 Selecione a opção correta.
A. A energia mecânica
do sistema mantém-se B
constante durante 5,60 m C
o movimento da criança. 3,20 m 2,40 m
B. A variação de energia
mecânica do sistema
é positiva e simétrica da variação de energia potencial gravítica
do sistema «criança + Terra».
C. A energia cinética do centro de massa da criança quando atinge
u1p65h2
a base do plano é igual à energia potencial gravítica do sistema
«criança + Terra», no ponto A.
D. A energia mecânica do sistema em C seria superior caso as forças
de atrito fossem desprezáveis.
25.2 Determine a percentagem de energia dissipada no movimento de A até B.

25.1 Como as forças de atrito não são desprezáveis, a energia mecânica


do sistema não se conserva. Logo, quando esta chega à base, nem toda
a energia potencial foi transformada em energia cinética, pois alguma foi
dissipada pelo atrito. Além disso, como as forças de atrito são dissipativas,
a variação de energia mecânica do sistema é negativa. Assim, a opção
correta só pode ser a D.
25.2 A energia mecânica em A é igual a:
EmA = EpA + EcA
EmA = m g h + 0 = 30 × 10 × 5,6 + 0 = 1680 J
A energia mecânica em B é igual a:
EmB = EpB + EcB
1 1
EmB = m g h + m v 2 = 30 × 10 × 3,2 + × 30 × 6,22 = 1536,6 J
2 2
Logo, a energia dissipada é a diferença entre a energia mecânica em A
e em B:
DEm = EmB - EmA = 1536,6 - 1680 = -143,4 J
Assim, pode calcular-se a percentagem de energia dissipada, tendo em
conta que a energia mecânica máxima é a energia no ponto A, uma vez
que ainda não atuaram forças dissipativas:
DEm 143,3
h= × 100 = × 100 , 8,5 %
Emmax 1680

50  Manual do aluno

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2
SUBDOMÍNIO

AVALIAR CONHECIMENTOS
ENERGIA
E FENÓMENOS ELÉTRICOS

Aplicar os conceitos sobre carga elétrica e diferença de potencial elétrico


1 R
 elativamente à carga elétrica, selecione a opção correta.
A. A carga elétrica pode assumir qualquer valor.
B. A unidade SI de carga elétrica é o joule.
C. Um corpo neutro não tem cargas elétricas.
D. A carga elétrica é uma propriedade da matéria.

A. Incorreta. A carga elétrica é sempre um múltiplo da carga do eletrão.


B. Incorreta. A unidade do Sistema Internacional de carga elétrica é o coulomb.
C. Incorreta. Um corpo neutro é aquele que tem tantas cargas elementares
negativas quanto positivas.
D. Correta.

2 A
 pós fricção, os corpos A e B da figura A
B
ao lado ficaram eletrizados. Qual dos corpos
cede eletrões? Justifique a sua resposta.

O corpo que cede eletrões é o corpo A, pois fica carregado positivamente, logo,
teve de perder eletrões (ao contrário do B).

3 S
 elecione a opção que completa corretamente a frase.
u2p81h1
Um corpo possui menor número de protões do que de eletrões. Pode afirmar-se
que este corpo…
A. … está eletrizado positivamente.
B. … está eletricamente neutro.
C. … está eletrizado negativamente.
D. … pode estar eletrizado positivamente ou negativamente, dependendo
da carga do eletrão.

Se o corpo tem menor número de protões do que de eletrões, tem carga
total negativa, pelo que está eletrizado negativamente. Assim, a opção correta
é a C.

Manual do aluno   51

641203 051-098.indd 51 07/07/15 14:42


ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

4 C
 onsidere que se coloca uma partícula com carga elétrica 4 ◊ 10 C
-7

nas proximidades de um corpo com carga positiva mais elevada, e que


se desloca esta partícula de um ponto A para o ponto B dessa região.
Admitindo que a força elétrica realiza um trabalho de 2 ◊ 10-3 J sobre
a partícula, determine a diferença de potencial entre os dois pontos A e B.

Sabendo que a diferença de potencial entre dois pontos é dada por:


W A"B
VAB =
q
em que WA"B é o trabalho realizado pela força elétrica para levar a partícula
de A para B e q, a carga dessa partícula. E que:
WA"B = 2 × 10-3 J
q = 4 × 10-7 C,
tem-se:
2 # 10 -3
VAB = = 5 × 103 V
4 # 10 -7
Logo, a diferença de potencial entre os pontos A e B é de 5 × 103 V.

5 Considere que, numa dada região do espaço, dois pontos A e B encontram-se


a potenciais elétricos diferentes. No ponto A, o potencial elétrico é de 12,0 V
e em B é de 6,0 V.
Determine o trabalho realizado pela força elétrica para deslocar uma carga
de 18 nC do ponto A até ao ponto B.

Sabendo que a diferença de potencial entre dois pontos é dada por:


W A"B
VAB =
q
em que WA"B é o trabalho realizado pela força elétrica para levar a partícula de A
para B e q, a carga dessa partícula. Como:
VAB = VB - VA,
tem-se:
W A"B
V B - VA =
q
Rearranjando a expressão:
WA"B = q(VB - VA)
Substituindo os valores:
WA"B = 18 × 10-6 × (6 - 12) = -1,08 × 10-4 J
Assim, o trabalho para deslocar a partícula de carga 18 nC do ponto A para
o ponto B é de -1,08 × 10-4 J.

6 Selecione a opção que corresponde ao nome e símbolo da unidade de potencial


elétrico.
A. joule coulomb (J C). C.
joule por coulomb (J/C).
B.
joule por segundo (J/s). D.
coulomb (C).
52  Manual do aluno

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2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
A unidade de potencial elétrico é o volt (V), que corresponde a joule por coulomb
(J/C). Logo, a opção correta é a opção C.

7 C
 onsidere o circuito elétrico simples da figura. A diferença de potencial entre
os pontos A e B do circuito é de 12 V.
A B
7.1 Refira o significado físico da expressão:
A diferença de potencial elétrico entre
os pontos A e B do circuito é de 12 V.
7.2 Calcule o trabalho realizado pela força
- +
elétrica no transporte de uma carga
de 2 nC de A até B. 12 V

7.1 A expressão significa que o trabalho realizado pela força elétrica para
transportar uma carga de 1 coulomb entre os pontos A e B é 12 J.
7.2 Sabendo que a diferença de potencial entre dois pontos é dada por:
W A"B
VAB = ,
q
em que WA"B é o trabalho realizado pela força elétrica para levar a partícula
de A para B e q, a carga dessa partícula.
Rearranjando a expressão:
WA"B = q VAB
Substituindo os valores:
WA"B = 2 × 10-6 × 12 = 2,4 × 10-5 J
Logo, o trabalho realizado pela força elétrica no transporte de uma carga
de 2 nC de A até B foi de 2,4 × 10-5 J.

8 C
 onsidere um circuito elétrico simples constituído por uma pilha, uma lâmpada
e um interruptor, representado na figura. Selecione a opção incorreta.
A. A diferença de potencial entre os pontos B e C A 12 V B
é nula.
B. A diferença de potencial entre os pontos C e D
é de 12 V.
C. A diferença de potencial entre os pontos A e B é
igual à diferença de potencial entre os pontos C e E. E D C

D. A diferença de potencial entre os pontos D e E é igual à diferença de potencial


entre os pontos D e C.

A. Correta. Os pontos B e C encontram-se ao mesmo potencial.


B. Correta. A tensão nos terminais da lâmpada é igual à tensão nos terminais
da pilha.
C. Correta. A tensão nos terminais da lâmpada é igual à tensão nos terminais da pilha.
D. Incorreta. A diferença de potencial entre D e E é nula, enquanto a diferença
de potencial entre os pontos D e C é de 12 V.

Manual do aluno   53

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ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

Aplicar os conceitos sobre corrente elétrica e intensidade


de corrente elétrica
1 Selecione a opção que completa corretamente a frase seguinte.
Estabelece-se uma corrente elétrica transitória quando…
A. … dois condutores são ligados por um fio condutor e os eletrões de um corpo se
transferem para o outro, até que a diferença de potencial entre eles seja máxima.
B. … dois condutores são ligados por um fio condutor e os protões de um corpo
se transferem para o outro, até que a diferença de potencial entre eles seja nula.
C. … dois condutores são ligados por um fio condutor e os eletrões de um corpo
se transferem para o outro, mantendo uma diferença de potencial constante
e diferente de zero.
D. … dois condutores são ligados por um fio condutor e os eletrões de um corpo
se transferem para o outro, até que a diferença de potencial entre eles seja nula.

A opção correta é a D.

2 S
 elecione a opção correta.
A. A corrente elétrica é um movimento ordenado de eletrões quando o condutor
é sujeito a uma diferença de potencial.
B. Quando se estabelece uma corrente elétrica num condutor, a carga elétrica
diminui no tempo.
C. As partículas portadoras de carga elétrica num condutor são os protões.
D. A corrente elétrica é um movimento ordenado de carga elétrica num condutor
quando sujeito a uma diferença de potencial elétrico.

A opção correta é a D.

3 Refira o significado físico da expressão:


A intensidade de corrente elétrica num condutor metálico é de 5 A.

A expressão, do ponto de vista da Física, significa que uma secção transversal de um


dado condutor metálico é atravessada por uma carga de 5 coulomb num segundo.

4 Complete com a opção correta.


Em relação à grandeza intensidade de corrente elétrica, podemos afirmar que…
A. … é uma grandeza escalar, definida como a quantidade de carga elétrica que
o condutor tem, por unidade de tempo.
B. … é uma grandeza que descreve o fluxo de cargas elétricas positivas.
C. … é a carga elétrica num metal que é transportada por eletrões que se
movimentam à velocidade da luz.
D. … é uma grandeza escalar, definida como a quantidade de carga elétrica que
atravessa a secção transversal de um condutor, por unidade de tempo.

A opção correta é a D.
54  Manual do aluno

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2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
5 N
 a figura ao lado, está representado um
condutor metálico filiforme e o sentido
do movimento dos eletrões. A B

5.1 Qual é o sentido convencional


da corrente?
5.2 Admita que a intensidade de corrente elétrica estabelecida no condutor
metálico no intervalo de tempo 4,0 s foi de 2,0 A. Calcule o número de
eletrões que atravessaram a secção S do condutor, assinalada na figura,
no intervalo de tempo considerado (carga do eletrão: e = -1,6 ◊ 10-19 C).
u2p86h1
5.1 O sentido convencional da corrente é o sentido contrário ao do movimento
dos eletrões, que, neste caso, é do ponto B para o ponto A.
5.2 A intensidade de corrente I é dada por:
DQ
I= ,
Dt
em que DQ é a variação da carga num intervalo de tempo Dt.
Assim:
DQ = I × Dt
Substituindo os valores:
DQ = 2 × 4 = 8 C
Como a carga de um eletrão é igual a -1,6 × 10-19 C e
DQ = N # e
em que N é o número de eletrões e e, a sua carga,
tem-se:
8 = N × 1,6 × 10-19
Pelo que:
N = 5 × 1019
Logo, o número de eletrões que atravessa a secção S do condutor
é 5 × 1019 eletrões.

6 S
 elecione a opção que completa corretamente o texto.
Num fio de cobre, é estabelecida uma corrente elétrica de 8,0 mA.
Tal significa que em 8,0 s passam por uma secção reta do fio (carga do eletrão:
e = -1,6 ◊ 10-19 C; carga do protão: p = 1,6 ◊ 10-19 C):
A. 4 ◊ 1017 protões C. 4 ◊ 1020 eletrões
B. 4 ◊ 1020 aniões D. 4 ◊ 1017 eletrões

A intensidade de corrente I é dada por:


DQ
I= ,
Dt
em que DQ é a variação da carga num intervalo de tempo Dt.

Manual do aluno   55

641203 051-098.indd 55 07/07/15 14:42


ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

Assim:
DQ = I × Dt
Substituindo os valores:
DQ = 8 × 10-3 × 8 = 0,064 C
Como num condutor a corrente elétrica se deve ao movimento de eletrões;
como a carga de um eletrão é igual a -1,6 × 10-19 C, e
DQ = N # e ,
em que N é o número de eletrões e e, a sua carga,
tem-se:
0,064 = N × 1,6 × 10-19
Pelo que:
N = 4 × 1017
Logo, o número de eletrões que atravessa a secção S do condutor
é 4 × 1017 eletrões. Pelo que a opção correta é a D.

7 N
 a figura ao lado está representado
um circuito elétrico simples. Atendendo
à informação apresentada, determine 2,0 A A
x
a carga elétrica que atravessa o condutor X,
em 5,0 minutos.
V
A intensidade de corrente I é dada por: 10,0 V
DQ
I=
Dt
em que DQ é a variação da carga num intervalo de tempo Dt.
Assim: u2p87h1
DQ = I × Dt
Substituindo os valores:
DQ = 2 × 5 × 60 = 600 C
A carga elétrica que atravessa o condutor X, em 5,0 minutos, é 600 coulomb.

8 O
 gráfico seguinte mostra como varia a intensidade de corrente elétrica em função
do tempo, para dois fios metálicos A e B.
8.1 Indique o intervalo de tempo I/A
para o qual a carga elétrica que 0,7 Fio A

atravessa a secção transversal Fio B


do fio A é maior do que a que
atravessa o fio B.
0,2
8.2 Calcule o número de eletrões
que atravessam a secção
0 0,6 1,0 t/s
transversal do fio A, em 1 s
(carga do eletrão: e = -1,6 ◊ 10 C).
-19

56  Manual do aluno

u2p87h2
641203 051-098.indd 56 07/07/15 14:42
2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
8.1 O intervalo de tempo para o qual a carga elétrica que atravessa a secção
transversal do fio A é maior do que para o fio B é [0,6; 1] s.
8.2 A intensidade de corrente I é dada por:
DQ
I= ,
Dt
em que DQ é a variação da carga num intervalo de tempo Dt.
Assim:
DQ = I × Dt
DQ = 0,7 × 1,0 = 0,7 C
Como a carga de um eletrão é igual a -1,6 × 10-19 C, e
DQ = N # e ,
em que N é o número de eletrões e e, a sua carga,
tem-se:
0,7 = N × 1,6 × 10-19
Pelo que:
N = 4,4 × 1018
Logo, o número de eletrões que atravessam a secção transversal do fio A,
em 1 s, é 4,4 × 1018 eletrões.

9 S
 elecione a opção que completa corretamente o texto.
A figura seguinte representa o movimento desordenado dos eletrões livres num fio
metálico (I), a uma dada temperatura. Para se obter, a partir da situação descrita
em I, o movimento ordenado dos eletrões no mesmo fio (II) é necessário…

I II
A A

B B

A. … fazer a ligação das extremidades do fio a um voltímetro, em que


a extremidade A do fio deve ficar ligada ao polo negativo do voltímetro.
B. … fazer a ligação das extremidades do fio a uma resistência elétrica, em que
u2p87h3
a extremidade A do fio deve ficar ligada ao polo negativo da pilha.
C. … fazer a ligação das extremidades do fio a uma pilha, estabelecendo-se uma
diferença de potencial entre as extremidades do fio, em que a extremidade A
do fio deve ficar ligada ao polo positivo da pilha.
D. … fazer a ligação das extremidades do fio a uma pilha, estabelecendo-se uma
diferença de potencial entre as extremidades do fio, em que a extremidade A
do fio deve ficar ligada ao polo negativo da pilha.

Manual do aluno   57

641203 051-098.indd 57 07/07/15 14:42


ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

Para se obter o movimento ordenado de eletrões no fio, tem de se estabelecer


uma diferença de potencial entre as extremidades desse fio. Como, neste caso,
os eletrões vão de A para B, o polo negativo da pilha está ligado a A e o positivo,
a B. Assim, a opção correta é a D.

10 O gráfico da figura seguinte representa a carga elétrica que atravessa uma secção
transversal de um fio metálico, em função do tempo.
Selecione a opção correta.
A. No intervalo de tempo de [0, t1] s, q/C
a intensidade de corrente elétrica
que atravessa o fio é nula.
B. No intervalo de tempo de [0, t1] s,
a intensidade de corrente elétrica
aumenta.
C. No intervalo de tempo de [t1, t2] s,
a intensidade de corrente elétrica 0 t1 t2 t/s
que atravessa o fio aumenta.
D. No intervalo de tempo de [0, t1] s, a intensidade de corrente elétrica mantém-se
constante.
DQ
A. Falsa, pois I = u2p87h4
, que, neste caso, é constante e diferente de zero
Dt
(igual ao declive).
DQ
B. Falsa, pois I = , que, neste caso, é constante e diferente de zero
Dt
(igual ao declive).
C. Falsa, pois nesse intervalo de tempo a intensidade de corrente diminui.
D. Verdadeira, de acordo com a explicação de A e de B.

Aplicar os conceitos sobre resistência elétrica


1 N
 a figura ao lado tem-se a representação
esquemática de um circuito simples, constituído por +
R
uma resistência de 6 X, um interruptor e uma fonte
-
de tensão de 10 V. Mantendo a tensão constante,
pretende-se diminuir para metade a intensidade de
corrente elétrica no circuito, substituindo a resistência
elétrica R por outra resistência.
De entre as seguintes resistências, selecione a que poderia ser utilizada.
A. 20 X C. 3 X u2p89h1
B. 12 X D. 16 X

Utilizando a Lei de Ohm, sabe-se que a diferença de potencial de um elemento


do circuito é dada por:
U=RI

58  Manual do aluno

641203 051-098.indd 58 07/07/15 14:42


2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
em que R é a resistência desse elemento e I, a intensidade de corrente que
o atravessa.
Logo:
U
I=
R
Pelo que a intensidade inicial, I0, é:
10
I0 = = 1,67 A
6
Quer-se que:
I0 1,67
I= = = 0,84 A
2 2
Como a diferença de potencial se irá manter constante:
10
0,84 =
R
Pelo que a nova resistência será dada por:
10
R= = 12 X
0,84
Logo, a opção correta é a B.

2 O
 gráfico ao lado representa a variação I/A
da intensidade da corrente elétrica em função 0,4
da diferença de potencial aplicada nos 0,3
terminais de um condutor. Calcule, justificando, 0,2
o valor da resistência elétrica do condutor 0,1
quando submetido a uma diferença
0 5 10 15 20 U/volt
de potencial de 25 V.

Utilizando a Lei de Ohm, sabe-se que a diferença de potencial de um elemento


do circuito é dada por:
U = R I,
em que R é a resistência desse elemento e I, a intensidade de corrente que
o atravessa. u2p89h2
Pelo tipo de gráfico (função linear), conclui-se que o condutor apresenta um
comportamento óhmico, pelo que a sua resistência elétrica é constante.
Isto significa que o valor da resistência elétrica pode ser calculado a partir
de qualquer par de valores de I e de U.
Assim, considerando U = 20 V, tem-se, por leitura direta do gráfico, I = 0,4 A.
Aplicando a Lei de Ohm, tem-se:
20
R= + R = 50 X
0,4
R = 50 X
Logo, a resistência elétrica do condutor a qualquer diferença de potencial é 50 X.

Manual do aluno   59

641203 051-098.indd 59 07/07/15 14:42


ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

3 O
 gráfico da figura ao lado representa a tensão U/ V
aplicada a dois condutores metálicos A e B, em função A
da intensidade de corrente elétrica que os percorre.
3.1 Os condutores são óhmicos? Justifique a sua
B
resposta. 50
3.2 Estabeleça a relação entre as resistências
0 2 10 I/A
elétricas dos dois condutores.

3.1 Os condutores são óhmicos, pois obedecem à Lei de Ohm U = R I,


comprovada pelo facto de os seus gráficos da diferença de potencial
em função da intensidade da corrente elétrica serem retas.
3.2 Utilizando a Lei de Ohm, sabe-se que a diferença de potencial de um
elemento do circuito é dada por:
u2p89h4
U=RI
em que R é a resistência desse elemento e I, a intensidade que o atravessa.
Pelo que a resistência de cada um deles será igual ao declive da reta que
lhe é associada.
Logo:
50
RA = = 25 X
2
50
RB = =5X
10
Pelo que:
RA 25
= =5
RB 5
O condutor A tem uma resistência elétrica 5 vezes superior à do condutor B.

4 N
 o gráfico ao lado está representada
Diferença de potencial

a variação da diferença de potencial aplicada


nos terminais de um condutor, em função
da intensidade de corrente elétrica que
o percorre, a temperatura constante.
Selecione a opção correta.
Intensidade de corrente elétrica
A. O condutor é feito de um material que
obedece à Lei de Ohm.
B. A diferença de potencial é diretamente proporcional à intensidade de corrente
elétrica.
C. A resistência elétrica do condutor diminui com o aumento da diferença
de potencial aplicada.
D. A resistência elétrica do condutor aumenta quando a intensidade da corrente
elétrica que o percorre aumenta. u2p89h3

60  Manual do aluno

641203 051-098.indd 60 07/07/15 14:42


2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
A. Falsa. O condutor obedece à Lei de Ohm se o gráfico da diferença de potencial
em função da intensidade for uma reta.
B. Falsa. A diferença de potencial só é diretamente proporcional à intensidade
de corrente elétrica se o gráfico for uma reta.
C. Falsa. Com o aumento da diferença de potencial, o «declive» da curva
aumenta, logo, a resistência elétrica aumenta.
D. Verdadeira. Com o aumento da diferença de potencial, o «declive» da curva
aumenta.

5 S
 elecione, de entre os gráficos seguintes, o que corresponde a um condutor
óhmico.

A U/ V C R/X

I/A U/ V
B U/ V D R/X

I/A U/ V

O gráfico B é o único que respeita a Lei de Ohm, Uu2p89h7


u2p89h5 = R I. Logo, é aquele que
corresponde a um condutor óhmico.

6 S
 elecione a opção que completa corretamente o texto.
Foram realizadas medições de intensidade de corrente e tensão, para dois
condutores de metais diferentes, mantidos à mesmau2p89h8
temperatura.
O valor medido encontra-se registado na tabela.
u2p89h6
Nestas condições, pode afirmar-se que…
A. … somente o condutor 1 obedece Condutor 1 Condutor 2
à Lei de Ohm.
I/A U/V I/A U/V
B. … nenhum condutor é um condutor
óhmico. 0 0 0 0
C. … a resistência do condutor 2 é constante 0,5 1,20 0,5 3,18
qualquer que seja o valor de I e U. 1,0 2,57 1,0 6,36
D. … a resistência do condutor 1 aumenta
2,0 5,98 2,0 12,72
com a tensão aplicada nos seus
terminais. 4,0 12,72 4,0 24,44

Manual do aluno   61

641203 051-098.indd 61 07/07/15 14:42


ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

Fazendo os gráficos correspondentes a cada conjunto de pontos, obtém-se:


U/V
Condutor 1
30 Condutor 2
25
20
15
10
5
0
0 1 2 3 4 5 I/A

Analisando o gráfico:
A. Falsa. Ambos os conjuntos de pontos admitem uma regressão linear, logo,
ambos os condutores obedecem à Lei de Ohm.
U2P62H1
B. Falsa. Ambos os conjuntos de pontos admitem uma regressão linear, logo,
ambos os condutores obedecem à Lei de Ohm.
C. Verdadeira. A resistência de ambos os condutores será dada pelo declive das
retas correspondentes (visto que eles são óhmicos), logo, as resistências são
ambas constantes.
D. Falsa. Justificação da opção C.

Aplicar os conceitos sobre corrente elétrica contínua


e corrente elétrica alternada
1 Indique a diferença entre uma corrente elétrica contínua estacionária e não
estacionária.

Uma corrente contínua é uma corrente elétrica em que o sentido se mantém


constante. Quando é estacionária, o valor da intensidade de corrente elétrica
mantém-se constante no tempo. Quando é não estacionária, o valor
da intensidade de corrente elétrica varia ao longo do tempo.

2 Relativamente ao conceito de corrente elétrica contínua, assinale a opção correta.


A. O valor da intensidade da corrente elétrica que se estabelece no circuito
mantém-se constante ao longo do tempo.
B. Somente o sentido da corrente elétrica que se estabelece no circuito se
mantém constante ao longo do tempo.
C. O valor e o sentido da corrente elétrica que se estabelece no circuito
mantém-se constante ao longo do tempo.
D. Uma corrente contínua é uma corrente que está ininterruptamente a ser
fornecida pelo gerador.

A opção correta é a B.

62  Manual do aluno

641203 051-098.indd 62 07/07/15 14:42


2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
3 U
 m condutor elétrico foi submetido a um pulso de corrente elétrica, cuja variação
da intensidade da corrente elétrica em função do tempo é dada pelo gráfico seguinte.

I/A
6

0 1 2 3 4 5 6 t◊10-3/s

3.1 Calcule a carga elétrica que atravessa uma secção transversal do condutor
durante o tempo de duração desse pulso.
3.2 Refira, justificando, se o condutor é percorrido por uma corrente contínua
ou alternada.
u2p91h1
3.1 A carga elétrica que atravessa uma secção transversal do condutor durante
o tempo de duração desse pulso é dada pela área subjacente ao gráfico
fornecido.
Logo:
b#h 3 # 10-3 # 4
=Q= = 0,006 C
2 2
3.2 Corrente contínua, pois o sentido da corrente mantém-se constante com
o tempo (como o valor da intensidade da corrente elétrica varia, a corrente
diz-se contínua e não estacionária).

4 S
 elecione, de entre os gráficos seguintes, o(s) que pode(m) representar uma
corrente contínua não estacionária.

A I/A C I/A

Tempo/s Tempo/s

B I/A D I/A

Tempo/s Tempo/s
u2p91h2 u2p91h4

Manual do aluno   63

641203 051-098.indd 63 07/07/15 14:42


ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

A.
Corrente contínua estacionária.
B.
Corrente alternada não estacionária.
C.
Corrente contínua não estacionária.
D.
Corrente alternada não estacionária.
A resposta correta é a C.

Aplicar os conceitos sobre resistência elétrica de condutores filiformes;


resistividade e variação da resistividade com a temperatura
1 Selecione a opção correta.
A. A resistência de um condutor é independente da temperatura.
B. A resistência de um condutor filiforme é independente das dimensões do condutor.
C. Quanto maior for a área de um condutor filiforme, de comprimento constante,
maior será a sua resistência elétrica.
D. A resistividade elétrica depende da natureza e da temperatura a que se
encontra o condutor.
ℓl
A resistência elétrica de um condutor filiforme é dada por: R = t , em que ℓ
A
é o comprimento, A a área da secção transversal e t depende da natureza química
do condutor. Como a temperatura está relacionada com a agitação térmica das
partículas constituintes, então, afeta a resistividade elétrica do material. Um dado
material, dependendo da temperatura, pode passar de isolador a condutor elétrico
(por exemplo, os semicondutores).
A opção correta é a D.

2 Selecione, de entre os gráficos seguintes, o que traduz a variação da resistência


de um condutor em função da secção transversal.

A R/X C R/X

0 A/cm2 0 A/cm2
B R/X D R/X

u2p96h1 u2p96h3

0 A/cm2 0 A/cm2

64  Manual do aluno

641203 051-098.indd 64 07/07/15 14:42


2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Como a resistência elétrica é inversamente proporcional à secção transversal,
então, a opção correta é a C.

3 S
 elecione a opção que completa corretamente a frase seguinte.
O valor da resistência elétrica de um condutor óhmico não varia, se for…
A. … alterado o material de que ele é feito.
B. … alterado o seu comprimento.
C. … alterada a diferença de potencial nos terminais do condutor.
D. … alterada a área da sua secção reta.

Num condutor óhmico, U = R I, em que R é a resistência elétrica, que se


mantém constante se forem mantidas as dimensões do condutor e o tipo
de material de que é feito. A opção correta é a C.

4 U
 m condutor filiforme de comprimento l e raio da secção r tem uma resistência
R. Se o raio da secção duplicar e o comprimento for reduzido a metade,
a resistência elétrica do fio é dada por:
R R
A.  B. C. 4R D. 8R
4 8

Como a resistência é dada por:


ℓl
R=t
A
em que t é a resistividade, ℓ o comprimento e A a área da secção do condutor,
pode calcular-se a resistência inicial R:
lℓ
R=t 2
rr
Se o raio for 2r, ter-se-á uma área de:
A = r(2r)2 = r4r 2
Pode calcular-se a nova resistência Rn, admitindo que ℓ passa a metade:
ℓl
2 lℓ R
Rn = t =t =
r4r 2 r8r 2 8
Logo, a opção correta é a B.

 m fio, de comprimento 6 m e área de secção reta de 4 mm2, é submetido a uma


5 U
diferença de potencial de 12 V, sendo percorrido por uma intensidade de corrente
elétrica de 2 A. Admita que a temperatura não variou durante a experiência.
Determine o valor da resistividade do material de que é feito o fio.

Utilizando a Lei de Ohm, sabe-se que a diferença de potencial de um elemento


do circuito é dada por:
U=RI
em que R é a resistência desse elemento e I, a intensidade de corrente elétrica
que o atravessa.
Manual do aluno   65

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ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

Logo, a resistência é dada por:


U
R=
I
Substituindo os valores:
12
R= =6X
2
Como a resistência num condutor filiforme é dada por:
ℓl
R=t
A
em que t é a resistividade, ℓ o comprimento e A a área da secção do condutor,
rearranjando a expressão:
AR
t=
ℓl
Sabemos que a área da secção é dada por:
A = 4 mm2 = 4 × 10-6 m2
Substituindo valores:
4 # 10 -6 # 6
t= = 4 × 10-6 X m
6
Logo, a resistividade do material à temperatura a que decorreu a experiência foi
4 × 10-6 X m.

6 A resistividade elétrica do alumínio à temperatura de 20 °C é 2,8 ◊ 10-8 X m.


Quando um fio de alumínio de secção 4 mm2 é submetido a uma tensão de 15 V,
é percorrido por uma corrente de 1,5 A. Determine o comprimento do fio de alumínio.

Utilizando a Lei de Ohm, sabe-se que a diferença de potencial de um elemento


do circuito é dada por:
U=RI
em que R é a resistência desse elemento e I, a intensidade de corrente que
o atravessa.
Logo, a resistência é dada por:
U
R=
I
Substituindo os valores:
15
R= = 10 X
1,5
A resistência é dada por:
ℓl
R=t
A
em que t é a resistividade, ℓ o comprimento e A a área da secção do condutor.
Sabe-se que a área da secção é:
A = 4 mm2 = 4 × 10-6 m2
Substituindo valores:
ℓl
10 = 2,8 × 10-8 ×
4 # 10 -6

66  Manual do aluno

641203 051-098.indd 66 07/07/15 14:42


2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Assim:
ℓ = 1428,57 m
Logo, o comprimento do fio de alumínio é de 1428,57 m.

 um fio de comprimento 200 m e área de secção 0,5 mm2 de um material cujo


7 N
valor da resistividade é 8,0 ◊ 10-8 X m, é aplicada uma diferença de potencial
de 220 V. Determine o valor da intensidade de corrente elétrica que percorre o fio.

Utilizando a Lei de Ohm, sabe-se que a diferença de potencial de um elemento


do circuito é dada por:
U=RI
em que R é a resistência desse elemento e I, a intensidade de corrente que
o atravessa.
Logo, a resistência é dada por:
U
R=
I
Substituindo os valores:
220
R=
I
Como a resistência é dada por:
ℓl
R=t
A
em que t é a resistividade, ℓ o comprimento e A a área da secção do condutor,
sabe-se que a área da secção é:
A = 0,5 mm2 = 0,5 × 10-6 m2
Substituindo os valores:
220 200
= 8 × 10-8 ×
I 0,5 # 10 -6
Logo:
I = 6,88 A
A intensidade de corrente que atravessa o fio é de 6,88 A.

8 N
 a tabela estão registadas as características Comprimento/ Resistência
Cabo
de dois cabos elétricos do mesmo material. /km elétrica/X
Sabendo que a área de secção do cabo B A 25 8
é dupla da do cabo A, determine o valor
da resistência elétrica do cabo B. B 75 X

Como a resistência é dada por:


ℓl
R=t
A
em que t é a resistividade, ℓ o comprimento e A a área da secção do condutor,
logo, para o cabo A:
25 # 10 3
8=t
AA

Manual do aluno   67

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ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

Rearranjando a expressão:
25 # 10 3
AA = t
8
Para o cabo B:
75 # 10 3
RB = t
AB
Como:
AB = 2AA,
então:
75 # 10 3
RB = t
2A A
Substituindo a área:
75 # 10 3 8 # 75 # 10 3 600
RB = t = = = 12 X
25 # 10 3
2 # 25 # 10 3 50
2t
8
Logo, a resistência elétrica do cabo B é 12 X.

9 E
 m determinadas condições, a expressão que relaciona a resistividade elétrica
com a temperatura é t = t 0 (1 + a Dt), em que t 0 é o valor da resistividade à
temperatura inicial, a é o coeficiente de temperatura da substância de que é feito
o condutor e Dt é a variação de temperatura. Um condutor de comprimento 2,0 m
e área de secção 2,0 mm2 é constituído por uma substância cujo coeficiente
de temperatura é 0,0039 °C-1. À temperatura de 20 °C, o valor da resistividade
é 1,2 ◊ 10-8 X m. Calcule a resistência do condutor à temperatura de 125 °C.

Assumindo que t = 20 °C é o ponto inicial.


A expressão da resistividade fica:
t = 1,2 × 10-8 × 61 + 0,0039(tf - 20)@
em que tf é a temperatura final em graus Celsius.
Tomando a temperatura final como 125 °C:
t = 1,2 × 10-8 × 61 + 0,0039(125 - 20)@ = 1,69 × 10-8 X m
A resistência é dada por:
ℓl
R=t
A
em que t é a resistividade, ℓ o comprimento e A a área da secção do condutor.
Sabe-se que a área da secção é:
A = 2 mm2 = 2 × 10-6 m2
Substituindo os valores:
2
R = 1,69 × 10-8 × = 1,69 × 10-2 X
2 # 10 -6
Logo, a resistência do condutor a 125 °C é de 1,69 × 10-2 X.

68  Manual do aluno

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2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
10 Na tabela seguinte, estão representados os valores da resistividade, a diferentes
temperaturas, para um condutor metálico.
10.1 Utilizando a calculadora Temperatura/°C Resistividade/nX m
gráfica, escreva a equação 3,38
-173,15
da reta que traduz a relação
linear da variação da -73,15 10,33
resistividade do material com -26,85 13,53
a temperatura.
126,85 24,22
10.2 Utilizando a equação obtida,
226,85 31,17
calcule o valor da
resistividade do metal para 326,85 38,11
uma temperatura de 25 °C. 373,85 45,60
10.1 Utilizando a calculadora gráfica, obtém-se um gráfico semelhante
ao seguinte:

50,00
t = (0,07368t + 15,54) Ω m
45,00
40,00
Resistividade/nΩ m

35,00
30,00
25,00
20,00
15,00
10,00
5,00
0,00
-200,00 -100,00 0,00 100,00 200,00 300,00 400,00
Temperatura/ºC

Com a relação:
t = 0,07368T + 15,54
10.2 Utilizando a expressão anterior:
U2P69H1
t = 0,07368 × (25 + 15,54) = 17,38 °C nX m
Logo, a resistividade a 25 °C é 17,38 nX m.

11 C
 onsidere uma bobina de fio metálico com 0,40 mm de diâmetro e comprimento
3,0 m. Sabendo que a resistividade elétrica do material de que é feito o fio
é 5,0 × 10-7 X m, determine o valor da diferença de potencial existente entre
os terminais do fio, quando este é percorrido por uma intensidade de corrente
elétrica de 0,40 A.

Utilizando a Lei de Ohm, sabe-se que a diferença de potencial de um elemento


do circuito é dada por:
U=RI
em que R é a resistência desse elemento e I, a intensidade da corrente elétrica.

Manual do aluno   69

641203 051-098.indd 69 07/07/15 14:42


ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

Logo, a resistência é dada por:


U
R=
I
Substituindo os valores:
U = R × 0,40   (1)
Como a resistência é dada por:
ℓl
R=t ,
A
em que t é a resistividade, ℓ o comprimento e A a área da secção do condutor.
Sabe-se o diâmetro D = 0,40 mm = 0,40 × 10-3 m.
2
Como A = r d n , pode escrever-se a resistência como:
D
2
1
R=t 2
rd n
D
2
Substituindo na expressão (1), tem-se:
1
U=t 2
× 0,40
rd n
D
2
Substituindo os valores, obtém-se:
1
U = 5,0 × 10-7 2
× 0,40 Ü 4,8 V
re o
0,40 # 10-3
2
Pelo que a diferença de potencial elétrico nos terminais do fio é 4,8 V.

12 A secção de um fio condutor de cobre, de 3,0 m de comprimento, foi atravessada


pela carga elétrica de 300 C em 2 minutos, quando nas suas extremidades se
estabeleceu uma diferença de potencial de 5 V. Determine o diâmetro do fio.
Use a informação da tabela da página 108.

Utilizando a Lei de Ohm, sabe-se que a diferença de potencial de um elemento


do circuito é dada por:
U = R I,
em que R é a resistência desse elemento e I, a intensidade da corrente elétrica.
Logo, a resistência é dada por:
U
R=   (1)
I
A intensidade da corrente elétrica pode ser determinada sabendo que esta
corresponde à quantidade de carga que atravessa a secção transversal
do condutor por unidade de tempo:
Q
U=
Dt
Substituindo os valores Q = 300 C e Dt = 2 min = 120 s, tem-se:
300
I= = 2,5 A
60 # 2

70  Manual do aluno

641203 051-098.indd 70 07/07/15 14:42


2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Como a resistência é dada por:
ℓl
R=t ,
A
em que t é a resistividade, ℓ o comprimento e A a área da secção do condutor,
2
A = rd n , em que D é o diâmetro do fio.
D

2
1
R=t 2
   (2)
rd n
D
2
Igualando as expressões (1) e (2), tem-se:
U 1
=t
I 2
rd n
D
2
Consultando a página 108 do manual, encontra-se o valor t = 1,7 × 10-8 para
a resistividade do cobre. Substituindo os valores, obtém-se:
5 3,0 5,1 # 10-8
= 1,7 × 10-8 + 2 = +
2,5 2 2
rd n rd n
D D
2 2
4 # 5,1 # 10-8
(D)2 = + D Ü 0,18 mm
2r
Pelo que o diâmetro do fio é 0,18 mm.

13 U
 m fio de alumínio tem a resistência elétrica de 0,30 X e foi esticado
uniformemente, aplicando uma força constante, de forma que o seu comprimento
duplicasse e a sua secção fosse reduzida a metade. Após o fio estar esticado,
o valor da resistência elétrica…
A. … mantém-se igual a 0,30 X.
B. … diminui para 0,15 X.
C. … aumenta para 1,20 X.
D. … aumenta para 0,60 X.

Pode equacionar-se o problema, começando por recorrer à definição


ℓl
de resistência de um fio filiforme R = t .
A
ℓl
Antes de ser esticado: Ri = t
A
A
Após ter sido esticado, ℓf = 2ℓ; e Af = , então, a resistência fica:
2
ℓl f
Rf = t ,
Af
Substituindo, tem-se:
2ℓ ℓl
Rf = t =4t = 4Ri = 4 × 0,30 = 1,2 X
A A
2

Manual do aluno   71

641203 051-098.indd 71 07/07/15 14:42


ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

Aplicar os conceitos sobre o efeito Joule


1 C
 omo se designa o fenómeno de conversão de energia elétrica em térmica?

O fenómeno de conversão de energia elétrica em energia térmica designa-se


por efeito Joule.

2 Selecione, de entre as unidades seguintes, a unidade de potência.


A. J/s ou kW h. B. J/s ou kW. C. kW h ou W. D. W s ou kW h.
1J
A opção correta é a B, porque 1 kW = 103 W e 1 W = .
1s

3 O
 kW h é a unidade de energia mais utilizada para exprimir o consumo de energia
elétrica por parte de um consumidor doméstico. Selecione a opção que tem
o valor correto, expresso em joule, de 1 kW h.
A. 3,6 ◊ 103 J C. 3,6 ◊ 106 J
B. 2,78 ◊ 10-1 J D. 1,0 ◊ 103 J
J
1kW h = 103 W h = 103 × 1 s × 3600 s
Simplificando, obtém-se: 1 kW h = 3,6 × 103 J. Prova-se, então, que a opção
correta é a C.

4 S
 elecione a opção que completa corretamente cada frase.
4.1 Quando uma corrente elétrica atravessa um recetor, a energia elétrica
é totalmente transformada em energia térmica, em…
A. … motores. C. … resistores (resistências).
B. … geradores. D. … acumuladores.
4.2 A energia dissipada nos componentes elétricos por efeito Joule deve-se…
A. … ao tipo de componente.
B. … à resistência elétrica dos componentes.
C. … à forma dos componentes.
D. … ao tipo de circuito onde se liga esse componente.
4.3 Assinale a opção que completa corretamente a frase seguinte:
A energia dissipada num componente elétrico por efeito Joule é transferida
[…] através de […]
A. […] da vizinhança para o sistema […] calor.
B. […] da vizinhança para o sistema […] energia elétrica.
C. […] do sistema para a vizinhança […] calor.
D. […] do sistema para a vizinhança […] energia elétrica.

4.1 As resistências transformam toda a energia elétrica que recebem em energia
térmica por efeito Joule. Então, a opção correta é a C.

72  Manual do aluno

641203 051-098.indd 72 07/07/15 14:42


2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
4.2 A Lei de Joule diz que a potência dissipada num componente se traduz pela
expressão P = R I 2, em que R é a resistência do componente e I, a corrente
elétrica que o atravessa. A opção correta é a B.
4.3 A energia elétrica transformada em térmica na resistência conduz
ao aumento de temperatura da resistência. Sendo a temperatura
do componente resistivo superior à da vizinhança (por exemplo, ar
circundante), haverá transferência de energia como calor do sistema
(resistência) para a vizinhança. A opção correta é a C.

5 D
 etermine o valor da energia elétrica dissipada num condutor filiforme de
resistência 200 X, quando percorrido por uma corrente elétrica constante
de 2,0 A, durante 5,0 min.

A Lei de Joule diz que a potência dissipada num componente é dada pela
expressão:
P = R I2
Neste caso, R = 200 X e I = 2,0 A. Então:
P = 200 × 22 + P = 800 W
A potência média é dada pela expressão:
E
P= + E = P Dt
Dt
Então, para 5 min = 5 × 60 s, tem-se:
E = 800 × 5 × 60 = 2,40 × 105 J

6 U
 m calorímetro constituído por um recipiente
termicamente isolado ao qual estão acoplados um
termómetro e uma resistência elétrica pode ser utilizado
para determinar a energia dissipada como calor na
resistência elétrica. No recipiente, é colocada água
e liga-se a resistência a uma fonte de tensão, durante
um certo intervalo de tempo. A água sofre um aumento
de temperatura.
6.1 Explique o aumento de temperatura da água v
durante o intervalo de tempo em que o i/ ˚C
circuito esteve fechado. 80
6.2 No recipiente do calorímetro foi colocada 60
uma dada massa de uma certa substância.
40
Ligou-se a resistência elétrica de 5 X a uma
fonte de tensão constante e no circuito 20
u2p100h1
estabeleceu-se uma corrente elétrica
0 500 1000 t / s
de 4 A. O gráfico mostra a variação da
temperatura em função do tempo. Calcule o valor da energia dissipada
na resistência elétrica que é necessário transferir para a substância como
calor para que a temperatura varie 20 °C.

Manual do aluno   73
u2p100h2
641203 051-098.indd 73 07/07/15 14:42
ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

6.1 Na resistência ocorre a transformação de energia elétrica em térmica


quando a mesma é percorrida por uma corrente elétrica. Em consequência,
a temperatura da resistência aumenta, deixando de estar em equilíbrio
térmico com a água e o calorímetro (vizinhança). Assim, dá-se a
transferência de energia por calor da resistência para a água, o que leva ao
aumento da temperatura desta, devido ao aumento da sua energia interna.
6.2 Pela leitura do gráfico, concluiu-se que para uma variação de 20 °C
é necessário que seja fornecida energia durante 500 s.
Então, pela Lei de Joule tem-se a potência dissipada na resistência dada por:
P = R I 2,
E
e por definição de potência, tem-se P = .
Dt
Combinando as duas equações, fica:
Edissipada = R I 2 Dt = 5 × 42 × 500 = 4 ×104 J

7 Um fio condutor de alumínio, de resistividade elétrica 2,75 ◊ 10-8 X m, tem


de comprimento 50 m e de área de secção 5 mm2. Determine a energia dissipada
por efeito Joule quando o fio é submetido a uma diferença de potencial de 120 V.

A resistência de um fio condutor pode ser obtida pela expressão:


t ℓl
R=
A
em que t é a resistividade elétrica, ℓ o comprimento do fio e A a área de secção.
Neste caso:
2,75 # 10 -8 # 50
R= + R = 0,275 X
5 # 10 -6
A potência dissipada pode ser dada pela expressão
U2 120 2
P= &P= + P = 5,24 × 104 W
R 0,275
Considerando a definição de potência, diz-se que é dissipada uma energia
de 5,24 × 104 joules por segundo.

Aplicar os conceitos sobre força eletromotriz e resistência interna


1 Q
 ual é a diferença entre um gerador real e um gerador ideal? Qual é a razão
dessa diferença?

Um gerador ideal tem uma eficiência de 100 %, isto é, transforma toda a energia
que recebe em energia elétrica. Um gerador real não transforma toda a energia
que recebe em energia elétrica. Isto deve-se ao facto de os geradores reais terem
uma resistência interna diferente de zero, o que leva à dissipação de energia por
efeito Joule. Num gerador de tensão ideal, a diferença de potencial medida entre
os seus terminais não depende da corrente do circuito alimentado por esse
gerador; enquanto num gerador real, essa diferença de potencial varia com
a corrente elétrica exigida pelo circuito.

74  Manual do aluno

641203 051-098.indd 74 07/07/15 14:42


2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
2 C
 onsidere o circuito da figura, constituído
f
por um gerador de resistência interna r
r
e uma lâmpada. Refira, justificando,
o que acontece ao brilho da lâmpada se
a resistência interna do gerador aumentar.

O aumento da resistência interna leva a que a corrente elétrica que passa na


lâmpada seja menor cI = m. Consequentemente, o brilho da lâmpada será
f

r+R
menor, pois este depende diretamente da intensidade da corrente que passa por ela.
u2p105h1
3 L
 iga-se um voltímetro a uma pilha e o voltímetro marca 9 V. Seguidamente, liga-se
a pilha a uma lâmpada de resistência 1 X e mede-se novamente a tensão, sendo
o valor obtido inferior a 9 V. Explique a diferença entre os valores medidos para
a tensão da pilha.

Uma pilha é um gerador de tensão contínua real, com uma resistência interna
não nula. Ao ligar-se uma lâmpada ao gerador, estabelece-se uma corrente
elétrica, I, no circuito. Como a tensão nos terminais é U = f - r I, então,
a tensão nos terminais passa a depender da corrente elétrica que se estabelece
no circuito, diminuindo com o aumento da corrente elétrica no circuito.

4 O
 gráfico da figura mostra a curva característica U/V
de um gerador. 12
4.1 Selecione a opção correta. Da análise
do gráfico, pode afirmar-se que:
A. A tensão nos terminais do gerador
é constante.
B. A resistência interna do gerador é variável. 2 I/A
C. A tensão nos terminais do gerador é nula para um valor de intensidade
de corrente elétrica de 20 mA.
D. O valor da força eletromotriz do gerador é 12 V.
4.2 Determine o valor da resistência interna do gerador. u2p105h2

4.1 A força eletromotriz de um gerador corresponde à sua capacidade de criar


uma diferença de potencial. Uma maneira de a medir é obter a diferença de
potencial entre os dois terminais do gerador num circuito aberto, isto é, quando
I = 0 A. Neste caso, esse valor corresponde a 12 V. A opção correta é a D.
4.2 Uma vez que o gráfico U = f(I), característico de uma fonte de tensão real, é
dado por U = f - r I, então, comparando a equação anterior com a equação
de uma reta do tipo y = mx + b, é possível determinar a resistência interna
da fonte de tensão calculando o declive do gráfico, pois o declive m = -r.
0 - 12
m= = -6
2-0
Como m = -r, então, a resistência interna da fonte é 6 X.

Manual do aluno   75

641203 051-098.indd 75 07/07/15 14:42


ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

5 C
 onsidere o circuito. Selecione a opção correta.
A. A resistência interna do gerador é 6 X.
B. A intensidade de corrente elétrica total 10 V
no circuito é 1,25 A. 8X
C. A força eletromotriz do gerador é igual a 2 V. 2X
D. A tensão nos terminais da resistência de 8 X
é igual a 8 V.

A intensidade da corrente elétrica no circuito é dada pela expressão:


U
I=
Rt
em que U é a diferença de potencial aplicada ao circuito e Rtu2p105h3
, a resistência total
do circuito. Neste caso:
Rt = 2 + 8 + Rt = 10 X
Então, a corrente elétrica no circuito tem o valor:
10
I= +I=1A
10
A Lei de Ohm diz que:
R
U=
I
Então, a tensão nos terminais da resistência de 8 X tem o valor:
8
U= +U=8V
1
A opção correta é a D.

6 O gráfico ao lado representa U/V


a curva característica de um 10,0
gerador não ideal. 8,0
6,0
Admita que se liga ao gerador
4,0
uma resistência elétrica de 5 X.
2,0
Calcule a intensidade da corrente
0
elétrica no circuito. 0 2 4 6 8 10 I/A

Uma vez que o gráfico U = f(I), característico de uma fonte de tensão real,
é dado por U = f - r I, então, comparando a equação anterior com a equação
u2p95h1
de uma reta do tipo y = mx + b, é possível determinar a resistência interna
da fonte de tensão calculando o declive do gráfico, pois o declive m = -r.
7 - 10
m= = -0,5
6-0
Como m = -r, então, a resistência interna da fonte é 0,5 X.
Ao ligar o gerador a uma resistência de 5 X, obtém-se uma resistência total
de 5,5 X, sobre a qual é aplicada uma diferença de potencial de 10 V, que
corresponde à força eletromotriz do gerador. Pela Lei de Ohm:
f f 10
I= +I= &I= + I = 1,8 A
Rt ri + R 5,5
76  Manual do aluno

641203 051-098.indd 76 07/07/15 14:42


2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Aplicar os conceitos sobre associações em série e em paralelo
1 C
 onsidere o circuito esquematizado V I
e responda às questões. - +
1.1 Relativamente ao circuito
esquematizado, selecione I4 R4 R1 I1
a opção correta. R3 R2
A. As resistências R1 e R4 estão
associadas em paralelo e R2 I3 I2
e R3 estão associadas em série.
B. As resistências R1 e R3 estão associadas em paralelo e R2 e R3 estão
associadas em série.
C. As resistências R1 e R2 estão associadas em paralelo e as resistências R3
e R4 estão associadas em série.
D. Todas as resistências estão associadas em série.
u2p112h1
1.2 Estabeleça a relação entre os valores de intensidade de corrente elétrica
representada por I, I1, I2, I3, I4.
1.3 Admita que a diferença de potencial nos terminais do gerador é de 12 V e as
resistências são todas iguais. Refira o valor da tensão nos terminais de cada
uma das resistências.

1.1 Diz-se que duas resistências estão associadas em paralelo quando estão
ligadas de modo a ficarem sujeitas à mesma diferença de potencial; e que
estão associadas em série quando um dos seus terminais é comum e ambas
são percorridas pela mesma corrente elétrica.
1.2 A intensidade da corrente elétrica é a mesma ao longo de todo o circuito
elétrico, logo, é a mesma para todas as resistências, e o seu valor é obtido
através da Lei de Ohm para a resistência total.
U V
I= +I= = I1 = I2 = I3 = I4
Rt R1 + R2 + R 3 + R 4
1.3 A diferença de potencial em cada resistência pode ser dada pelo valor:
12 12
Vr = R × I + Vr = R × + Vr = + Vr = 3 V
4R 4

2 N
 a figura seguinte, está a representação simbólica de um circuito elétrico simples.
2.1 Diga o nome dos aparelhos
A
de medida representados
no circuito e identifique a
grandeza que cada um mede.
12 V 24 X 24 X V
2.2 Desenhe no circuito uma seta
para identificar o sentido real
da corrente.
2.3 Indique a polaridade do aparelho de medida representado por V, escrevendo
os sinais + ou - nos seus terminais.
2.4 Indique o valor da grandeza medida no aparelho representado pela letra V.
Considere a resistência interna do gerador desprezável.
Manual do aluno   77

u2p112h2
641203 051-098.indd 77 07/07/15 14:42
ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

2.1 O aparelho representado por A corresponde a um amperímetro, que é


utilizado para medir a intensidade de corrente. O aparelho representado
por V corresponde a um voltímetro, que é utilizado para medir a diferença
de potencial.
2.2 A

12 V 24 X 24 X V


2.3 A

+
12 V 24 X 24 X V
-


2.4 A diferença de potencial medida por V vai ter o valor de 12 V, pois as
resistências do circuito estão em paralelo com a fonte de tensão e, deste
modo, não agem como divisores de tensão.
u2p112h2

3 U
 ma resistência é percorrida por uma corrente elétrica de intensidade 1,5 mA,
quando se estabelece nos seus terminais uma tensão de 1,5 V. Nessas condições,
o valor da resistência elétrica é:
u2p112h2
A. 1 X B. 1,0 × 10-4 X C. 1,0 × 10 4 X D. 1,0 × 103 X

A Lei de Ohm diz:


U
R=
I
Então, neste caso:
1,5
R= + R = 1,0 × 103 X
1,5 # 10 -3
A opção correta é a D.

4 N
 a figura seguinte, estão representados esquematicamente três circuitos elétricos
simples. O valor de cada uma das resistências R é igual nos três circuitos e i1, i2
e i3, representam os valores das leituras das intensidades das correntes elétricas
medidas nos respetivos amperímetros.

A A A
i1 i2 i3
R

R
R

R
R

78  Manual do aluno

u2p113h1 u2p113h2
641203 051-098.indd 78 07/07/15 14:42
2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Quando os três circuitos são submetidos a uma mesma diferença de potencial
elétrico, a relação entre i1, i2 e i3 é:
i1 1 i3
A. i1 = i2 = i3 B.  = i2 = i3 C. i1 = 2i3 = D. i1 = 2i2 =
2 2 2

No circuito 1, tem-se que a resistência total do circuito é R. Então, aplicando uma
diferença de potencial U, a intensidade vai ter o valor:
U
i1 =
R
No circuito 2, a resistência total do circuito é 2R. Então, a intensidade vai ter o valor:
U i1
i2 = = + i1 = 2i2
2R 2
R
No circuito 3, a resistência total do circuito é . Então, a intensidade vai ter o valor:
2
U U i3
i3 = + i3 = 2 = 2i1 + i1 =
R R 2
2
A opção correta é a D.

5 C
 onsidere os circuitos elétricos A, B e C a seguir representados. Refira o valor
da intensidade de corrente elétrica medido em cada um dos amperímetros.

A 2X 2X B
A1 A1
2X

I=9A I=9A
A B A A2 B
2X

A2 A3
2X 2X

C A1
2X

I=9A u2p113h4 u2p113h5


A A2 A3 B
2X 2X

Para cada um dos circuitos: UAB = Req I.


A. A resistência equivalente no ramo 1 do circuito tem o valor
de 4 X (R1 = 2 + 2 = 4 X); a resistência no ramo 2 tem o valor de
u2p113h6 1 1 1
2 X (R2 = 2 X); e a resistência equivalente no circuito é = + .
Req R1 R2
UAB Req R2
No ramo 1: I1 = = × I + I1 = ×I&
R1 R1 _R1 + R2i
2
& I1 = × 9 + I1 = 3 A
_4 + 2i
No ramo 2: I = I1 + I2 + I2 = I - I1 & I2 = 9 - 3 + I2 = 6 A
Manual do aluno   79

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ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

B. A resistência em cada ramo do circuito tem o valor de 2 X; e a resistência


1 1 1 1
equivalente no circuito é = + + .
Req R1 R2 R3
Pelo raciocínio anterior e para cada um dos ramos, x, do circuito, tem-se:
Req
=f p×I
UAB
Ix =
R\ R\
Neste caso, como:
R1 = R2 = R3 = R = 2 X;
R 2
I1 = I2 = I3 =  × I =  × 9 + I1 = I2 = I3 = 3 A
_R1 + R2 + R3i _2 + 2 + 2i
C. Pelo raciocínio anterior:
R 2
I1 = I2 = ×I= × 9 + I1 = I2 = 4,5 A
_R1 + R2i _2 + 2i

6 N
 a figura seguinte, está esquematizado um circuito elétrico constituído por três
lâmpadas iguais e uma pilha.

2,0 X
B
2,0 X
A
2,0 X
C

3,0 V

Quando se fecha o interruptor, a intensidade de corrente elétrica no circuito é 1 A.


6.1 Assinale a opção correta.
A. A intensidade de corrente elétrica que atravessa a lâmpada B é de 1 A.
B. A intensidade de corrente elétrica que atravessa a lâmpada A é igual à
intensidade de corrente elétrica que percorre a lâmpada B.
u2p113h7
C. A tensão nos terminais da lâmpada B é igual à tensão medida nos
terminais da lâmpada C.
D. A tensão nos terminais da lâmpada A é 3 V.
6.2 Determine o valor da resistência equivalente da associação de resistências,
B e C, do circuito.

6.1 Analise-se cada uma das hipóteses:


A. A intensidade de corrente que atravessa a lâmpada B é igual à
intensidade de corrente que atravessa a lâmpada C, pois têm a mesma
resistência e estão sujeitas à mesma diferença de potencial. Então,
a intensidade de corrente no circuito teria o valor de 2 A. A diferença
de potencial nos terminais da lâmpada A teria, então, o valor:
UA = RA I & U = 2 × 2 = 4 V
Isto é, obtém-se um valor superior ao fornecido pela pilha, o que é impossível.

80  Manual do aluno

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2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
B. A intensidade que passa na lâmpada A corresponde à intensidade total do
circuito, enquanto a intensidade que passa na lâmpada B é uma porção
daquela, pois a lâmpada B está associada em paralelo com outra lâmpada.
D. A diferença de potencial nos terminais da lâmpada A é inferior a 3 V, pois
a lâmpada A está em série com uma associação de resistências, isto é,
temos uma divisão de tensão.
A opção correta é a C, uma vez que as lâmpadas B e C se encontram
associadas em paralelo.
6.2 As resistências B e C encontram-se associadas em paralelo. Então, a resistência
equivalente é dada por:
1
R= + R = 1,0 X
1 1
+
2,0 2,0

7 C
 onsidere a associação de resistências apresentadas na figura seguinte. Entre os
pontos A e B é estabelecida uma tensão de 12 V.

V
R1 = 3 X

I1
A R2 = 3 X B
A1 A2
I2
I R3 = 6 X

I3
12 V

7.1 Indique o valor medido no voltímetro ligado aos terminais da resistência R1.
7.2 Determine a intensidade de corrente elétrica que percorre cada uma das
resistências.
7.3 Indique os valores lidos nos amperímetros A1 e A2.

7.1 A diferença de potencial queu2p114h1


passa por uma resistência em paralelo,
quando não existem resistências em série fora desse esquema, tem o valor
da diferença de potencial debitada pela fonte, neste caso, 12 V.
7.2 Como foi visto na questão 7.1, a diferença de potencial fornecida a cada
uma das resistências tem o valor de 12 V. Então, usando a Lei de Ohm:
U 12
I1 = & I1 = =4A
R1 3
U 12
I2 = & I2 = =4A
R2 3
U 12
I3 = & I3 = =2A
R3 6
7.3 O valor medido em ambos os amperímetros é o mesmo, pois estão
no mesmo ramo. A intensidade medida neles será igual à intensidade
de corrente antes da divisão de corrente, isto é, será a soma das correntes
em cada uma das resistências.
Então, tem-se:
I t = 10 A
Manual do aluno   81

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ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

Aplicar os conceitos sobre conservação de energia em circuitos elétricos;


potência elétrica
1 Considere o esquema, que representa o balanço energético de um gerador
eletroquímico, e responda às questões.
1.1 Selecione a opção correta.
GERADOR
Neste sistema, o termo «energia
recebida» refere-se a: Energia Energia
recebida útil
A. Energia química.
B. Energia mecânica.
C. Energia elétrica.
Energia
D. Energia térmica. dissipada
1.2 Selecione a opção correta.
Neste sistema, o termo «energia útil» refere-se a:
A. Energia química.
B. Energia mecânica.
u2p117h1
C. Energia elétrica.
D. Energia térmica.
1.3 Justifique o facto de existir uma parcela de energia dissipada no gerador.

1.1 É referido que a figura esquematiza um gerador eletroquímico, isto é, um


gerador que transforma energia química em energia elétrica. A opção
correta é a A.
1.2 A parcela da energia útil corresponde à energia elétrica, fruto da conversão
da energia química. A opção correta é a C.
1.3 O gerador representado não é ideal, isto é, tem uma resistência interna
diferente de zero. Por efeito Joule, há dissipação de energia na forma
de energia térmica na resistência interna do gerador.

2 Relativamente à força eletromotriz de um gerador, selecione a opção correta.


A. O valor da força eletromotriz do gerador depende da resistência interna
do gerador.
B. O valor da força eletromotriz do gerador depende da resistência que se liga
ao gerador.
C. A força eletromotriz é uma constante do gerador.
D. A unidade de força eletromotriz é o newton.

A força eletromotriz é uma medida da capacidade de o gerador produzir energia


elétrica. Algo muito relevante é o processo pelo qual se mede esta grandeza;
nomeadamente, liga-se o gerador em curto-circuito e mede-se a diferença
de potencial gerada. Isto significa que não depende de uma resistência interna
nem de resistências externas e tem unidades de diferença de potencial, V.
A opção correta é a C.

82  Manual do aluno

641203 051-098.indd 82 07/07/15 14:42


2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
3 C
 onsidere um circuito elétrico constituído por uma resistência, no qual foi
estabelecida uma diferença de potencial 110 V. Durante 50 s o circuito foi
percorrido por uma intensidade de corrente elétrica de 2 A.
Determine a energia elétrica fornecida ao circuito.

A potência de um circuito depende diretamente da diferença de potencial


e da intensidade de corrente do mesmo e é dada pela fórmula:
P=UI
Neste caso:
P = 110 × 2 = 220 W
A potência é simplesmente a variação temporal da energia do circuito.
Neste caso, a potência média é igual à potência instantânea, e então:
E
P= + E = P Dt
Dt
Então, obtém-se:
E = 220 × 50 + E = 11 kJ

4 N
 a figura, está representado um circuito elétrico simples, constituído por um
gerador não ideal, uma resistência elétrica e um amperímetro. Quando o
interruptor é fechado, o amperímetro marca o valor de 2,0 A.
4.1 Calcule a potência do gerador sabendo 20 X
que o mesmo dissipa na sua resistência
interna 4,0 ◊ 102 J em 20 s.
ri
4.2 Determine: A
f
a) o valor da resistência interna
do gerador;
b) a força eletromotriz do gerador.

4.1 A potência do gerador (Pútil + Pdissipada) é dada pela expressão:


E dissipada 4,0 # 10 2
P = R I2 +
Dt
+ P = 20 × 2,02 + u2p117h2
20
= 100 W

4.2 a) A potência dissipada numa resistência pode ser obtida pela expressão:
P = r I2
Usa-se r em vez de R para simbolizar a resistência interna do gerador.
Rearranjando os termos, obtém-se;
P 20
r= =5X 2
&r=
I 22
b) A força eletromotriz pode ser obtida pela seguinte expressão:
f = I(r + RL)
em que RL é a resistência de carga do circuito, que, neste caso, tem
o valor de 20 X. Substituindo:
f = 2,0 × (5 + 20) + f = 50 V

Manual do aluno   83

641203 051-098.indd 83 07/07/15 14:42


ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

5 U
 m circuito elétrico é constituído por um gerador, um condutor, um amperímetro
e um voltímetro. Quando, no circuito, é colocado um condutor de resistência R1,
a tensão nos terminais do gerador é de 14,0 V e a intensidade de corrente elétrica
no circuito é de 4,0 A. Substituindo o condutor por outro de resistência R2,
a corrente elétrica no circuito passa a ser 2,0 A, e nos terminais do gerador
é estabelecida uma diferença de potencial de 16,0 V.
5.1 Calcule a resistência interna e a força eletromotriz do gerador.
5.2 Admita que o circuito esteve ligado durante dois minutos. Calcule a energia
fornecida a cada um dos condutores neste intervalo de tempo.

5.1 A força eletromotriz está relacionada com as resistências do circuito


da seguinte maneira:
f = I(RL + r)
Neste caso, não se conhece o valor de RL para nenhum dos casos. Então,
reescreve-se a expressão em função de outras grandezas:
f = I RL + I r + f = U + I r
Tem-se um sistema de duas equações para duas incógnitas, f e r.

) (
f = 14,0 + 4,0 # r f = 32,0 - 14,0 = 18,0 V
f = 16,0 + 2,0 # r + r = 1 X
5.2 A potência fornecida a um componente depende da tensão nos seus
terminais e da intensidade da corrente elétrica pela seguinte expressão:
P=UI
Então, para o condutor de resistência R1, tem-se:
P = 14,0 × 4,0 = 56,0 W
e para o condutor de resistência R2, tem-se:
P = 16,0 × 2,0 = 32,0 W
Tal como as grandezas, que são independentes do tempo, a potência
instantânea tem o mesmo valor que a potência média, pelo que:
E
P= + E = P Dt
Dt
Para um tempo de dois minutos, isto é, 120 segundos, tem-se para
o condutor de resistência R1:
E = 56,0 × 120 + E = 6,72 × 103 J
e para o condutor de resistência R2, tem-se:
E = 32,0 × 120 + E = 3,84 × 103 J

6 No laboratório de Física, fez-se a I


montagem do circuito esquematizado
na figura. Ao fechar o interruptor,
observou-se que o valor da tensão
6X
nos terminais do gerador diminui
0,5 V e a intensidade de corrente
elétrica no circuito era de 1 A.

84  Manual do aluno

641203 051-098.indd 84
u2p117h3 07/07/15 14:42
2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Selecione a opção que refere o valor da resistência interna do gerador.
A. 1 X B. 0,5 X C. 2 X D. 3 X

Ao fechar o circuito, o valor da tensão nos terminais do gerador passa a ter o valor:
U = f - 0,5 V
Sabendo que U = f - r I, tem-se que: f - 0,5 = f - r + r = 0,5 X
A opção correta é a B.

ATIVIDADES GLOBAIS

1 O
 gráfico seguinte traduz a variação da resistividade de alguns metais com
a temperatura.

30 Fe

25
Rb Os
p × 108/X m

20 Ir
Co Na
15 Rh
10 Mg Au
5 Cu
Ag
0
-273 -200 -100 0 100 200 300 400 500
Temperatura/ ˚C

1.1 Com base na informação apresentada no gráfico, selecione a opção correta.


A. A resistividade elétrica dos metais diminui quando a temperatura aumenta.
B. A resistividade elétrica varia de forma linear com a temperatura.
u2p122h1
C. A prata é o metal que sofre maior variação no valor da resistividade
elétrica com o aumento da temperatura.
D. De dois condutores, um de ferro e outro de cobre, de igual comprimento
e área e à mesma temperatura, terá maior resistência elétrica o condutor
de ferro.
1.2 Considere condutores filiformes de igual comprimento e secção, correspondentes
aos metais indicados no gráfico. Diga, justificando, qual dos metais indicados
no gráfico, à temperatura de 50 °C, é percorrido por uma intensidade
de corrente elétrica de menor valor, quando todos os condutores estão
sujeitos ao mesmo valor de tensão.

1.1 A opção correta é a D. Analisando o gráfico, verifica-se que a resistividade


elétrica aumenta com a temperatura, nem sempre de forma linear, e que
a prata é o metal que sofre menor variação no valor da resistividade elétrica
com o aumento da temperatura.
1.2 A intensidade de corrente elétrica é inversamente proporcional à resistência,
como é possível ver na Lei de Ohm. Considerando fios de igual comprimento
e secção, aquele com a maior resistência será o que tiver maior resistividade
elétrica. Para uma temperatura de 50 °C, esse metal é o rubídio.
Manual do aluno   85

641203 051-098.indd 85 07/07/15 14:42


ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

2 N
 a figura, representam-se os valores 0,01 cerâmicos >1015
de resistividade para alguns 10 vidro >1015
13

materiais. 100
cerâmicos
3×109
porosos
Atendendo à informação da figura, metais e
10 ligas 3×10-6
-8

estabeleça a relação qualitativa compósitos


10-4 >1015
entre a condução elétrica de um
3×104 madeira 3×107
dado material e o valor
2×107 polímeros >1015
da resistividade elétrica.
105 borracha >1015
10 3 espumas poliméricas >1015

10-9 0,001 1000 109 1015


Resistividade elétrica/X m

Os metais e ligas são os materiais mais condutores na tabela, seguidos dos
compósitos e dos cerâmicos. Os materiais menos condutores são os polímeros,
a borracha e as espumas. A conclusão mais óbvia e acertada é que quanto maior
u2p122h2
é a condução elétrica de um dado material, menor é o valor da sua resistividade
elétrica.

3 Leia o texto seguinte:


O valor da resistividade elétrica depende, além da natureza do material,
da temperatura a que este se encontra. Nos metais, baixando a temperatura,
a resistividade elétrica diminui. Para temperaturas muito baixas, próximas do zero
absoluto, os metais não se comportam todos de igual modo, podendo ser
divididos em dois grupos:
i) Grupo dos metais cuja resistividade vai diminuindo com a temperatura, mas
o seu valor nunca é zero, mesmo a temperaturas extremamente baixas
(-270 °C).
ii) Grupo dos metais cuja resistividade diminui com a temperatura e, a partir de
determinado valor, a resistividade elétrica anula-se. Chama-se supercondutor
ao condutor com resistividade nula. São exemplos de metais supercondutores
o mercúrio e o chumbo, que se tornam supercondutores às temperaturas
de -268,96 °C e -265,95 °C, respetivamente. Quando tal se verifica,
e é estabelecida uma corrente elétrica, esta pode existir sem necessidade
de um gerador de tensão, uma vez que o condutor deixa de transformar
energia elétrica em térmica.
3.1 Com base na informação do texto, assinale a opção correta.
A. Num supercondutor, o efeito Joule é significativo.
B. Um metal torna-se um supercondutor quando a energia cinética média
das partículas que o constituem é elevada.
C. Um material isolador à temperatura ambiente também se pode tornar
supercondutor.
D. Quando o metal se torna supercondutor, o número de colisões entre
as partículas que são responsáveis pelo transporte de carga
é extremamente baixo.

86  Manual do aluno

641203 051-098.indd 86 07/07/15 14:42


2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
3.2 Explique por que razão a utilização de um supercondutor num circuito
elétrico aumenta a eficiência no transporte de energia elétrica.

3.1 A opção correta é a D, pois é a única que reflete o facto de num


supercondutor, um estado que só pode ser atingindo por metais, o efeito
Joule ser muito pouco significativo.
3.2 Os supercondutores dissipam uma quantidade de energia irrisória.
Isso significa que uma maior percentagem de energia é disponibilizada para
os fins desejados, o que, por sua vez, significa uma eficácia mais elevada
no transporte da energia.

4 N
 o mercado, encontram-se diversos dispositivos (por exemplo, comandos de
sistemas de som e imagem) que utilizam díodos emissores de luz, conhecidos por
LED (Light Emission Diodes), baseados em materiais semicondutores. A potência
luminosa depende da corrente elétrica que passa através destes dispositivos
e é controlada pela tensão aplicada aos seus terminais pelo gerador. Os gráficos
seguintes representam as características de funcionamento de um LED usado
em sistemas de controlo remoto (comandos).

50 2,0
Intensidade de corrente/10-3 A

Potência luminosa/10-3 W

40
1,5

30
1,0
20

0,5
10

0 0,0
0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 1,4 1,6 0 10 20 30 40 50
Tensão/ V Intensidade de corrente/10-3 A

4.1 Como varia a resistividade elétrica de um semicondutor com a temperatura?


4.2 Calcule a eficiência do LED sob uma tensão de 1,2 V.

u2p124h1 u2p124h2
4.1 A resistividade elétrica de um semicondutor diminui com o aumento
da temperatura.
4.2 A potência do LED a 1,2 V, que corresponde a uma corrente de 10 A, será:
P = U I = 1,2 × (10 × 10-3) = 1,2 × 10-2 W
No entanto, no segundo gráfico vê-se que só 5,5 × 10-4 W são produzidos
como potência luminosa com 10 A de corrente.
Logo, a eficiência será:
5,5 # 10 -4
Eficiência = = 4,6 × 10-2
1,2 # 10 -2

Manual do aluno   87

641203 051-098.indd 87 07/07/15 14:42


ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

5 E
 xistem no mercado interruptores que são utilizados para controlar o brilho de
lâmpadas e, assim, criar ambientes de maior ou menor luminosidade. O circuito
elétrico desses interruptores pode ser o esquematizado na figura abaixo: tem-se
a fonte de tensão, uma lâmpada e um reóstato. Rodando o botão do interruptor,
move-se o cursor do reóstato entre os pontos A e B, e a resistência elétrica
no circuito varia, alterando, assim, o brilho de uma lâmpada incandescente.
Em que montagem, A ou B, o brilho da lâmpada será maior? Justifique a sua
resposta.

A A B B A B

- -
cursor cursor
+ U + U

I I

O brilho da lâmpada será maior quanto maior for a intensidade de corrente


do circuito.
Pela Lei de Ohm, tem-se:
U
U=RI+I=
u2p123h1 R u2p123h2
Neste caso, nos circuitos A e B, a fonte de tensão é a mesma, logo, a intensidade
só irá depender da resistência com proporcionalidade inversa, como se observa
na expressão. O circuito A apresenta uma posição no reóstato com menor
resistência comparado com o circuito B. Logo, o circuito A terá maior intensidade
de corrente elétrica e, consequentemente, maior brilho na lâmpada.

6 E
 xistem chuveiros elétricos simples, que utilizam uma resistência elétrica variável,
a qual, por efeito Joule, transforma energia elétrica em térmica, aquecendo
a água que circula no chuveiro. No chuveiro, existe um botão que faz variar
o comprimento do condutor que funciona como resistência, conseguindo-se,
assim, variar a temperatura da água.
6.1 Admita que se mantém constante quer a
diferença de potencial de 220 V nos terminais
do comprimento do condutor que foi
selecionado quer o caudal de água no chuveiro.
Explique o aumento de temperatura quando
o botão do chuveiro é mudado da posição
de água morna para água quente.
6.2 Admita que o chuveiro elétrico é percorrido por uma corrente elétrica
de intensidade 10 A. Calcule o valor da resistência elétrica do chuveiro.

6.1 A potência proveniente do efeito Joule por tempo é dada por:


P = R I2 = U I

88  Manual do aluno

641203 051-098.indd 88 07/07/15 14:42


2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Ou seja, tendo uma diferença de potencial constante, a única grandeza que
afeta a energia transferida pelo efeito Joule num certo intervalo de tempo
é a corrente.
Para que a água seja aquecida é necessário fornecer energia, logo, quanto
mais quente se quiser a água mais energia é necessária, ou seja, quando se
muda o botão para uma posição de maior temperatura, na realidade está-se
a aumentar a intensidade de corrente (ou a diminuir a resistência) do circuito
e, consequentemente, a aumentar a energia transferida por efeito Joule.
6.2 Pela Lei de Ohm, tem-se que:
U
U=RI+R=
I
220
R= = 22 X
10

7 O 700
 gráfico ao lado representa a potência elétrica
600
consumida por um condutor óhmico, em função

Potência /W
500
da intensidade de corrente elétrica que 400
o percorre. 300
Calcule, justificando, o valor da potência 200
consumida pelo condutor quando este 100
é percorrido por uma intensidade de corrente 0
0 2 4 6 8 10
elétrica de 10 A. Corrente elétrica /A

O valor da potência consumida por uma resistência óhmica é dado por:


P = R I2
Sabendo o valor da resistência, pode calcular-se a potência consumida pelo
condutor óhmico para uma dada corrente. Com os valores do gráficou2p124h4
é possível
saber o valor da resistência:
100
100 = R ×42 + R = = 6,25 X
16
Deste modo: P = 6,25 × 102 W

8 O
 gráfico seguinte traduz a variação da energia dissipada em função do tempo,
para um condutor óhmico, percorrido por uma intensidade de corrente elétrica
de 2 A. E/J
8.1 Refira o 1200
significado físico
1000
do declive
da reta. 800

8.2 Calcule o valor 600


da diferença de
400
potencial aplicada
nos terminais 200
do condutor.
0
0 10 20 30 40 50 60 t /s

Manual do aluno   89

u2p125h1
641203 051-098.indd 89 07/07/15 14:42
ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

8.1 Num gráfico onde se mostra a variação de energia dissipada em função


E
do tempo, o seu declive vai ter a grandeza , ou seja, representa a potência.
t
8.2 Pode obter-se a diferença de potencial da seguinte maneira:
P
P = R I2 = U I + U =
I
No entanto, é necessário saber o valor da potência, que, neste caso,
é simplesmente o declive do gráfico:
200
declive = = 20 & P = 20 W
10
Logo:
P 20
U= = = 10 V
I 2

1X
9 Considere o circuito ao lado, constituído por
uma lâmpada de incandescência
e um gerador não ideal. f = 12 V
Tendo em conta as informações apresentadas,
r=1X
determine o valor da potência dissipada
na lâmpada.

A intensidade de corrente no circuito é dada pela Lei de Ohm:


U 12
U=RI+I= = =6A
R 2
Logo, é possível saber a potência dissipada na lâmpada:
P = R I 2 = 1 × 62 = 36 W

10 C
 onstruiu-se uma estrela de Natal utilizando
10 lâmpadas que emitem luz colorida de diferentes B
L5
cores. Cada lâmpada tem uma resistência de 20 X L4 L6
e são ligadas a um transformador de 120 V. L3 L7
10.1 Identifique, na estrela, as lâmpadas que estão: 120 V
L2 L8
a) associadas em série;
L1 L9
b) associadas em paralelo. L10
A
10.2 Se a lâmpada L1 fundir, indique as lâmpadas
que permanecem acesas.
10.3 A intensidade de corrente elétrica que percorre as lâmpadas L1,L2, L3 e L4
é 1,5 A. A intensidade de corrente elétrica que percorre as restantes
lâmpadas será igual, maior ou menor do que 1,5 A? Justifique a sua resposta.
10.4 Determine a potência dissipada na lâmpada L1.

10.1 a) As lâmpadas L5, L6, L7, L8, L9 e L10 estão associadas em série entre
si, assim como o agrupamento de lâmpadas L1, L2, L3 e L4.
b) As lâmpadas L5, L6, L7, L8, L9 e L10 estão associadas em paralelo com
as lâmpadas L1, L2, L3 e L4.

90  Manual do aluno

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2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
10.2 Se a lâmpada L1 fundir, todas a lâmpadas que estejam associadas em
série com esta não receberão corrente, ou seja, L2, L3 e L4 manter-se-ão
apagadas. No entanto, as restantes lâmpadas estão em paralelo com L1,
ou seja, se esta fundir em nada interferirá com elas; logo, permanecerão
acesas. Assim, são as lâmpadas L5, L6, L7, L8, L9 e L10.
10.3 Como os dois «ramos» de lâmpadas estão ligados aos mesmos pontos,
A e B, a diferença de potencial nestes vai ser a mesma. No entanto, como
se sabe da Lei de Ohm, tendo uma diferença de potencial fixa, quanto
maior for a resistência, menor será a intensidade de corrente. Como cada
lâmpada tem a mesma resistência, o «ramo» das resistências L5-L10 terá
uma resistência maior do que o «ramo» L1-L4, pois este contém mais
resistências em série. Logo, para este ramo a intensidade de corrente será
menor.
10.4 A potência dissipada é dada por:
P = R I 2 = 20 × 1,52 = 45 W

11 N
 a figura seguinte, está esquematizado um circuito elétrico com três resistências
associadas em paralelo.

R3
A 0,3 A 0,8 A B

R2 = 20 X
i
R1 = 20 X

11.1 Refira o valor da intensidade de corrente elétrica na resistência R1.


11.2 Calcule o valor da diferença de potencial entre os pontos A e B do circuito.
11.3 O valor de R3 pode ser igual a 20 X? Justifique a sua resposta.

11.1 Como R1 é igual a R2, e ambas têm a mesma diferença de potencial, pois
ambas estão ligadas aos mesmos pontos, A e B, diretamente, a corrente
na resistência R1 vai ser igual à corrente na resistência R2, ou seja, 0,3 A.
11.2 Em qualquer um dos «ramos» que contêm as resistências R1, R2 e R3,
a diferença de potencial é a mesma e tem o valor da diferença de potencial
entre A e B, logo, esta pode ser calculada em qualquer «ramo».
Usando a Lei de Ohm:
U = R I = 20 × 0,3 = 6 V
11.3 Se o valor de R3 fosse igual ao valor de R1 e R2, a intensidade de corrente
elétrica que percorria esta resistência teria de ter o valor de 0,3 A e a
intensidade de corrente elétrica no circuito seria 0,9 A. Como está indicado
na figura, a intensidade de corrente elétrica no circuito é somente 0,8 A;
conclui-se, assim, que R3 não pode ter o mesmo valor de R1 e R2.
A corrente elétrica no ramo R3 terá de ter o valor de 0,2 A.
Manual do aluno   91

641203 051-098.indd 91 07/07/15 14:43


ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

U
12 N
 a figura está representado o circuito
simplificado de uma torradeira elétrica que I=4A
funciona a uma tensão de 220 V. Um conjunto R1 R1 R1
de resistências de 20 X é responsável pelo
aquecimento das torradas e um cronómetro
determina o tempo durante o qual a torradeira
permanece ligada. Considere que se utilizou a R1 R1 R1

torradeira durante 4 minutos para tostar um pão.


Determine a energia dissipada no conjunto das resistências.

Tendo em consideração que todas as resistências são iguais e que ambos os


ramos paralelos têm o mesmo número de resistências, a intensidade de corrente
nestes será igual. Ou seja, como a corrente total tem o valor de 4 A em cada
ramo, a corrente terá 2 A.
A potência dissipada numa resistência é:
P = R I 2 = 20 × 22 = 20 × 4 = 80 W
Como todas as resistências são iguais, a potência total dissipada será:
PT = 6P = 6 × 80 = 380 W (J/s)
Durante 4 minutos (240 s) de funcionamento, a energia dissipada será:
E = PT × Dt = 480 × (4 × 60) = 1,15 × 105 J

13 P
 retende-se fazer uma montagem elétrica com uma lâmpada de incandescência
que possa ter diferentes intensidades luminosas. Uma forma de conseguir este
objetivo é fazer a montagem do circuito representado, em que um cursor pode ser
ligado no ponto A ou no ponto B do circuito.
13.1 Quando se muda a posição do cursor de f = 110 V
A para B, a resistência total ou equivalente A
do circuito aumenta ou diminui? Ch
Justifique a sua resposta. A B
13.2 Admita que o cursor se encontra ligado
na posição A. A diferença de potencial 10 X 10 X
nos terminais de cada uma das
resistências de 10 X será igual ou diferente?
Justifique a sua resposta.
13.3 Quando se muda o cursor da posição B para a posição A, o brilho
da lâmpada aumenta ou diminui? Justifique a sua resposta.
13.4 Admita que o gerador não é ideal e que tem uma resistência interna
de 2 X e, quando o cursor está na posição B, a intensidade de corrente
elétrica no circuito é 2 A.
13.4.1 Calcule a diferença de potencial nos terminais do gerador
e da resistência de 10 X.
13.4.2 Considere que o circuito está ligado durante 30 minutos.
Calcule a energia dissipada no gerador.
13.4.3 Calcule o valor da potência dissipada na lâmpada.

92  Manual do aluno

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2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
13.4.4 Determine o número de eletrões que atravessam o filamento da
lâmpada durante 30 minutos.
Dados: Carga do eletrão: e = -1,6 ◊ 10-19 C.

13.1 Quando se muda o cursor da posição A para a B, deixa de fazer parte do


circuito uma das resistências de 10 X, mantendo-se uma das resistências
de 10 X e a da lâmpada
f = 110 V f = 110 V
associadas em série. A A
Como diminui o número
de resistências associadas A A
em série, a resistência B B
total diminui.
10 X 10 X 10 X 10 X

13.2 A diferença de potencial nos terminais de cada uma das resistências


é calculada por:
U
R= +U=RI
I
Como as resistências têm igual valor e estão associadas em série,
a intensidade de corrente elétrica que percorre cada uma das resistências
é igual; assim, a diferença de potencial nos terminais de cada uma das
resistências também é igual.
13.3 Quando se muda o cursor da posição B para a posição A, associa-se uma
resistência em série à resistência e à lâmpada. A resistência total do circuito
aumenta.
Como não se muda a fonte, a tensão debitada no circuito mantém-se.
Como a resistência elétrica aumenta, a intensidade de corrente elétrica que
percorre o circuito diminui. O brilho da lâmpada será menor, pois o brilho
depende da intensidade de corrente elétrica.
13.4 13.4.1 No gerador, alguma diferença de potencial é dissipada na
resistência interna, logo, o valor não vai ser igual ao ideal. Fica:
U = f - R I = 110 - 2 × 2 = 106 V
E para a resistência:
U = R I = 10 × 2 = 20 V
13.4.2 A potência dissipada por efeito Joule na resistência interna
do gerador é dada pela seguinte expressão:
P = R I 2 = 2 × 22 = 8 W
Uma vez que são dissipados 8 W, ou seja, 8 joules por segundo,
durante 30 minutos serão dissipados:
E = P Dt = 8 × (30 × 60) = 14,4 kJ
13.4.3 Primeiro, é necessário conhecer a resistência interna da lâmpada.
Sabe-se que a corrente do circuito é de 2 A e que, idealmente,
a fonte debita 110 V. Assim, consegue-se calcular a resistência
total do circuito assumindo a Lei de Ohm.
U 110
U = RT I + RT = = = 55 X
I 2

Manual do aluno   93

641203 051-098.indd 93 07/07/15 14:43


ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

Como todos os elementos do circuito estão em série, a resistência


total será a soma das resistências. Logo:
RT = Rfonte + R + Rlâmpada
Rlâmpada = RT - Rfonte - R = 55 - 2 - 10 = 43 X
Assim, já se tem todos os dados para calcular a potência dissipada:
P = R I 2 = 43 × 22 = 172 W
13.4.4 A unidade ampere significa que por cada 1 A passa no filamento
1 coulomb por segundo.
Como a corrente é de 2 A, passam 2 C/s.
Uma vez que cada eletrão contém -1,6 × 10-19 C, consegue-se
calcular o número que passar por cada segundo.
Cargatotal 2
Número de eletrões por segundo = = =
Cargaeletrão 1,6 # 10 -19
= 12,5 × 1018
L ogo, multiplicando pelo número de segundos em 30 minutos,
obtém-se o valor desejado:
Número de eletrões = (12,5 × 1018) × (30 × 60) = 2,25 × 1022

14 U
 ma lâmpada de incandescência é constituída por um fio
de resistência R (filamento), no interior de um bolbo de R

vidro, no qual se faz vácuo. Quando, no circuito elétrico, se i


estabelece uma corrente elétrica, no filamento da lâmpada
metal
há dissipação de energia por efeito Joule. A energia elétrica i
transformada em térmica no filamento faz aumentar a sua isolante
metal
temperatura, até este ficar incandescente e emitir luz. i

14.1 Selecione o esquema que tem a lâmpada incandescente corretamente


ligada a uma pilha.

A C
u2p127h1

B D

u2p127h2
u2p127h4

14.2 Considere que a resistência elétrica do filamento de uma lâmpada é 240 X


e que está ligada a uma tensão de 220 V. Calcule o valor da potência
dissipada no filamento.
u2p127h3
94  Manual do aluno

641203 051-098.indd 94 07/07/15 14:43


2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
14.3 Considere que tem agora uma lâmpada incandescente com um filamento do
mesmo material e com a mesma secção, mas com resistência elétrica de 480 X.
14.3.1 Que alteração sofreu o filamento da lâmpada para que
a resistência elétrica aumentasse para 480 X?
14.3.2 Para a mesma tensão aplicada, a potência dissipada nesta
lâmpada será maior ou menor do que na lâmpada anterior?
Justifique a sua resposta.

14.1 Para que o circuito esteja bem montado, os fios necessitam de estar
ligados ao polo positivo e negativo da pilha, logo, o D não está correto.
Os fios, por sua vez, têm de estar em contacto com um material condutor
no lado da lâmpada, neste caso, o metal. Para que o circuito esteja
fechado, um dos fios é ligado à base da lâmpada e outro à parte lateral.
A montagem correta é a C.
14.2 A potência dissipada é dada por (tendo em conta a Lei de Ohm):
U2 220 2
P = R I2 = U I = = = 201,6(6) W
R 240
14.3 14.3.1 Para um dado material de resistividade t, comprimento ℓ
e secção A, a resistência é dada por:
lℓ
R=t
A
Como o material é o mesmo e a secção também, t e A são
constantes, logo, o que vai alterar o valor da resistência é o
comprimento.
Neste caso, a resistência duplicou o seu valor inicial, logo:
R final 2Rinicial
= =2
Rinicial Rinicial
ℓl final
final
t
A ℓl final
final
= = 2 + ℓfinal = 2ℓinicial
ℓlinicial
inicial l
ℓ inicial
inicial
t
A
Logo, o comprimento tem de duplicar.
14.3.2 Tendo em conta a expressão obtida na alínea anterior:
U2
P=
R
Conclui-se que a potência está inversamente relacionada com
a resistência para a mesma diferença de potencial. Neste caso,
a diferença de potencial é constante, mas, como a resistência
aumentou, conclui-se que a potência dissipada será menor.

15 D
 ois fios, um de cobre com resistividade 1,7 ◊ 10 X m e outro de alumínio
-8

com resistividade 2,8 ◊ 10-8 X m, têm o mesmo comprimento e o mesmo


diâmetro.
15.1 Selecione a opção correta, admitindo que ambos os fios são percorridos
pela mesma intensidade de corrente elétrica.

Manual do aluno   95

641203 051-098.indd 95 07/07/15 14:43


ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

A. As resistências dos dois fios são iguais.


B. A diferença de potencial entre as extremidades do fio é menor no fio
de cobre.
C. O fio de cobre fica submetido a uma tensão maior do que o fio
de alumínio.
D. A perda de energia pelo efeito Joule é menor no fio de alumínio.
15.2 Calcule o valor da potência dissipada num fio de cobre com
o comprimento de 120 m e área da secção transversal de 0,50 mm2,
quando é estabelecida uma diferença de potencial de 100 V nas suas
extremidades.

15.1 A resistência não é igual nos dois casos porque, embora ambos tenham
o mesmo comprimento e diâmetro, estes têm diferentes resistividades e,
assim, a resistência será diferente (quanto maior é a resistividade, maior
é a resistência). O fio de cobre tem menor resistência elétrica, pois tem
menor valor de resistividade. A diferença de potencial nos terminais
de cada um dos fios calcula-se pela Lei de Ohm (U = R I): a diferença
de potencial nos terminais do fio será tanto maior, quanto maior for o valor
da resistência elétrica para um mesmo valor de corrente elétrica. Neste
caso, os fios são percorridos pela mesma corrente, o fio de cobre tem
menor resistência e conclui-se que a diferença de potência estabelecida
nos terminais deste fio é menor. A opção correta é a B.
15.2 Para saber a intensidade de corrente é necessário saber a resistência:
lℓ 120
R=t = 1,7 × 10-8 × = 4,08 X
A 0,50 # 10 -6
Logo, pela Lei de Ohm:
U=RI
U 100
I= = . 24,5 A
R 4 ,08
A potência dissipada calcula-se por:
P=UI
Substituindo os valores:
P = 100 × 24,5 = 2,45 × 103 W

16 Na figura, está esquematizado um circuito elétrico constituído por um gerador


com resistência interna ri ligado a uma resistência de 12 X. Quando a intensidade
de corrente elétrica que percorre o circuito é 2 A, o rendimento do gerador
é 80 %. Calcule o valor da resistência interna do gerador.

ri f

12 X

96  Manual do aluno

u2p127h6
641203 051-098.indd 96 07/07/15 14:43
2
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Se o rendimento é de 80 %, isso significa:
Pf
= 0,8
Pi
(f - ri I) I (f - ri I)
= = 0,8
fI f
Por outro lado, pela Lei de Ohm, tem-se que:
f = (R + r) I = (12 + r i) I
Logo, substituindo na primeira equação:
_(12 + ri) I - ri I i
= 0,8
(12 + ri) I
(12 + r i) - r i = 0,8(12 + r i)
12 = 9,6 + 0,8r i
12 - 9,6
ri = =3X
0,8

17 O
 gráfico representa a diferença U/ V
de potencial nos terminais de uma 12
bateria, em função da intensidade 10
de corrente que a percorre. 8
6
17.1 Selecione a opção que completa
4
corretamente a frase seguinte: 2
O valor da força eletromotriz 0
desta bateria é […], e a sua 0 4,0 8,0 12 16 I/A
resistência interna tem o valor de […]
A. […] 16 V […] 0,5 X.
B. […] 12 V […] 0,5 X.
C. […] 12 V […] 0,75 X. u2p128h1
D. […] 16 V […] 0,75 X.
17.2 Calcule o valor máximo da intensidade R
A B
de corrente elétrica no circuito gerador.
R
17.3 Considere que a bateria foi utilizada para
fornecer energia elétrica a um circuito
R
com três resistências óhmicas iguais,
associadas tal como mostra
ri f
a figura.
17.3.1 Refira, justificando, o valor da intensidade de corrente elétrica que
percorre cada uma das resistências, quando a diferença
de potencial nos terminais da bateria for de 6 V.
17.3.2 Calcule o valor de cada uma das resistências,u2p128h2
R.
17.3.3 Calcule o valor da energia elétrica fornecida pela bateria (Eútil)
ao circuito, quando é estabelecida uma diferença de potencial nos
seus terminais de 6 V, e considerando que o circuito esteve ligado
durante 2 minutos.

Manual do aluno   97

641203 051-098.indd 97 07/07/15 14:43


ENERGIA E FENÓMENOS ELÉTRICOS

17.1 Vê-se pela ordenada na origem do gráfico que a força eletromotriz da fonte
é 12 V. Sabendo a evolução da diferença de potencial com a intensidade,
pode obter-se a resistência interna. Por exemplo, para o caso em que
I = 4 A:
U = f - ri I
12 - 4ri = 10
12 - 10
ri = = 0,5 X
4
17.2 O valor máximo de corrente elétrica obtém-se quando o gerador está em
curto-circuito, ou seja, quando a diferença de potencial nos seus terminais
é nula:
U = f - ri I = 0
12 - 0,5I = 0
12
I= = 24 A
0,5
17.3 17.3.1 Analisando o gráfico da curva característica do gerador, verifica-se
que, para uma diferença de potencial de 6 V, a intensidade
de corrente elétrica no circuito é 12 A. Como as três resistências
têm o mesmo valor, então, a intensidade de corrente elétrica que
percorre cada uma das resistências é igual; uma vez que há
conservação de carga elétrica, conclui-se que a intensidade
12
de corrente elétrica em cada resistência é: = 4 A.
3
17.3.2 Pela Lei de Ohm consegue-se obter a resistência total do circuito:
f = RT I
f 12
RT = = =1
I 12
Obtém-se:
RT = ri + Re + Re = RT - ri = 1 - 0,5 = 0,5 X
em que RT é a associação das resistências em paralelo.
1 1 1 1 3
= + + =
RT R R R R
R = 3RT = 1,5 X
17.3.3 Se chegam ao circuito 6 V, a potência total que a bateria produz é:
P = U I = 6 × 12 = 72 W
E = P Dt = 72 × (2 × 60) = 8640 J

98  Manual do aluno

641203 051-098.indd 98 07/07/15 14:43


3
SUBDOMÍNIO

AVALIAR CONHECIMENTOS
ENERGIA, FENÓMENOS
TÉRMICOS E RADIAÇÃO

Aplicar os conceitos sobre energia interna, temperatura e sistemas


termodinâmicos
1 C
 onsidere os sistemas termodinâmicos A, B, C e D. Na tabela seguinte,
registaram-se as variações das grandezas massa e temperatura nos sistemas
e respetivas vizinhanças.

Massa (m) Temperatura (T)


Sistema A Mantém-se Aumenta
Vizinhança A Mantém-se Diminui
Sistema B Mantém-se Mantém-se
Vizinhança B Mantém-se Mantém-se
Sistema C Diminui Mantém-se
Vizinhança C Aumenta Mantém-se
Sistema D Mantém-se Diminui
Vizinhança D Mantém-se Mantém-se

Com base na informação da tabela, classifique cada um dos sistemas A, B, C e D


em aberto, fechado ou isolado.

O sistema A é um sistema fechado, pois existe troca de energia, mas não


de massa, com a vizinhança.
No sistema B, como não existem trocas, pode afirmar-se que se trata de um
sistema isolado.
O sistema C exibe troca de matéria com a vizinhança, logo, trata-se
automaticamente de um sistema aberto.
No sistema D verifica-se alteração de temperatura do sistema, mas não
da vizinhança. Pode-se considerar que não existe qualquer tipo de transferência
de energia e que a perda desta se deve a processos internos do sistema D,
que transformam a temperatura noutra forma de energia; logo, trata-se de um
sistema isolado.

Manual do aluno   99

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ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

2 A
 ssinale a(s) opção(ões) correta(s).
A. Um sistema constituído por um número reduzido de átomos
(por exemplo, < 10) não pode ser considerado um sistema termodinâmico.
B. O estado termodinâmico pode ser caracterizado pelas grandezas
microscópicas temperatura e quantidade de matéria.
C. O estado termodinâmico pode ser caracterizado pelas grandezas
macroscópicas, a quantidade de matéria, o volume, a temperatura
e a pressão.
D. Um sistema termodinâmico é constituído por um número extraordinariamente
baixo de partículas, da ordem de grandeza +102.

As opções corretas são a A e a C.

3 Na figura seguinte, estão representados três copos contendo água a diferentes
temperaturas. Em cada um dos copos foi colocado um termómetro e fez-se
a leitura da temperatura da água. Conclua, justificando, em qual dos sistemas
«copo de água A», «copo de água B» ou «copo de água C», a energia cinética
média das suas partículas é maior.

40 ºC 25 ºC 15 ºC

A B C

Sistemas a diferentes temperaturas.


U3P128H1
A temperatura é diretamente proporcional à energia cinética das partículas, isto
é, quanto maior é a temperatura de um objeto, maior é a energia cinética das
partículas que o constituem. Por outro lado, a energia cinética não tem relação
nenhuma com a massa do objeto. Logo, a energia cinética média das partículas
é maior no sistema «copo de água A».

4 Selecione a opção que completa corretamente a frase seguinte.


Um sistema encontra-se em equilíbrio termodinâmico quando…
A. … a sua temperatura é igual à temperatura da vizinhança.
B. … está à temperatura ambiente.
C. … o valor da temperatura registada por um termómetro, em qualquer ponto,
é igual.
D. … o volume e a composição química do sistema mantêm-se constantes.

A opção que completa corretamente a frase é a A.

100  Manual do aluno

641203 099-162.indd 100 07/07/15 14:52


3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
5 Q
 uando se mede a temperatura de uma pessoa com um termómetro analógico,
um dos cuidados a ter, após colocar o termómetro em contacto com o corpo
da pessoa, é aguardar aproximadamente 5 minutos antes de fazer a leitura
do valor da temperatura. Por que razão se adota este procedimento?

A Lei Zero da Termodinâmica diz que corpos que se encontram num certo
ambiente acabam por ficar à mesma temperatura. No entanto, a transferência
de energia é um processo gradual entre os dois corpos envolventes, ou seja,
é necessário algum tempo para que estes atinjam o equilíbrio térmico.
É por isso que se adota esse procedimento, para que os dois corpos (termómetro
e corpo da pessoa) possam atingir a mesma temperatura e seja possível através
do termómetro obter a temperatura corporal.

6 S
 elecione a opção que completa corretamente a frase seguinte.
A propriedade que determina se um sistema está ou não em equilíbrio térmico
com outros sistemas é…
A. … a energia interna. C. … o calor.
B. … a temperatura. D. … a energia cinética.

A opção que completa corretamente a frase é a B.

7 N
 a tabela que se segue, estão registados os valores do ponto de fusão e de
ebulição de três substâncias, oxigénio, fenol e pentano, obtidos com termómetros
graduados na escala Celsius e na escala Kelvin. Complete a tabela calculando
os valores de a) a f).

Ponto de Ponto de Ponto de Ponto de


Substância
fusão/°C fusão/K ebulição/°C ebulição/K
Oxigénio -18,40 a) b) 90,15
Fenol c) 316,15 182,00 d)
Pentano e) 143,15 36,10 f)

A escala Celsius é idêntica à escala Kelvin, no entanto, 0 °C corresponde


a 273,15 K; fica:
T(K) = t(°C) + 273,15 + t(°C) = T(K) - 273,15
Logo:
a)
T(K) = t(°C) + 273,15 = -18,40 + 273,15 = 254,75 K
b)
t(°C) = T(K) - 273,15 = 90,15 - 273,15 = -183 °C
c)
t(°C) = T(K) - 273,15 = 316,15 - 273,15 = 43 °C
d)
T(K) = t(°C) + 273,15 = 182,00 + 273,15 = 455,15 K
e)
t(°C) = T(K) - 273,15 = 143,15 - 273,15 = -130 °C
f)
T(K) = t(°C) + 273,15 = 36,10 + 273,15 = 309,25 K

Manual do aluno   101

641203 099-162.indd 101 07/07/15 14:52


ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

8 Q
 uem entra no mundo da aquariofilia sabe que é importante manter a água
a uma temperatura ideal. Selecione a opção que permite calcular, na unidade
do Sistema Internacional, a temperatura do aquário, sabendo que este se
encontra a 27 °C.
273,15
A. T = 27 - 273,15 K C. T = K
27
B. T = 27 + 273,15 K D. T = 273,15 - 27 K

A opção correta é a B, por definição de Kelvin.


T(K) = t(°C) + 273,15

9 U
 m investigador, ao fazer a medição da temperatura de um determinado sistema,
obteve o valor -250. O termómetro utilizado pelo investigador pode estar
graduado na escala Kelvin? Justifique a sua resposta.

É impossível que o termómetro esteja graduado na escala Kelvin, uma vez que
esta é uma escala absoluta, ou seja, zero kelvin corresponde à ausência total
de energia. Não existem temperaturas negativas na escala Kelvin.

10 A
 amplitude térmica máxima medida numa cidade à beira-mar foi de 18 °C.
Na escala absoluta de temperatura, que valor representaria essa variação
de temperatura? Justifique, começando por definir amplitude térmica.

A amplitude térmica é a diferença entre a temperatura mais elevada e a


temperatura mais baixa registadas. DT = 18 K (uma vez que os valores obtidos
para uma diferença de temperaturas têm igual valor numérico quando expressos
nas duas escalas Dt/°C = DT/K).
t(°C) = T(K) - 273,15
Dt(°C) = tfinal(°C) - tinicial(°C) = (Tfinal(K) - 273,15) - (Tinicial(K) - 273,15) =
= Tfinal(K) - Tinicial(K) - 273,15 + 273,15 = Tfinal(K) - Tinicial(K) = DT(K)

11 Na figura seguinte, estão representados três copos contendo água. Em cada um
dos copos foi colocado um termómetro e fez-se a leitura da temperatura da água.

25 ºC 25 ºC 25 ºC

A B C

Copos contendo água à mesma temperatura, mas com diferentes massas.

102  Manual do aluno


U3P129H1

641203 099-162.indd 102 07/07/15 14:52


3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
11.1 Como se compara a energia cinética média das partículas em cada um
dos sistemas «copo de água A», «copo de água B» e «copo de água C»?
11.2 Qual dos copos tem maior energia interna? Justifique a sua resposta.

11.1 A energia cinética média das partículas em cada um dos sistemas é igual,
uma vez que se encontram todos à mesma temperatura.
11.2 O copo que apresenta maior energia interna é o copo C, uma vez que tem
maior quantidade de matéria.

Aplicar os conceitos sobre energia transferida entre sistemas por calor


1 S
 elecione a opção que completa corretamente as frases seguintes.
1.1 O facto de o calor ser transferido espontaneamente entre os corpos deve-se
à diferença…
A. … da quantidade de matéria entre os corpos.
B. … de massa entre os corpos.
C. … de temperatura entre os corpos.
D. … de calórico entre os corpos.
1.2 Sobre o conceito de calor, pode afirmar-se que…
A. … é uma medida da temperatura de corpos em contacto.
B. … é uma energia transferida entre corpos a diferentes temperaturas
apenas quando postos em contacto.
C. … é uma energia que os corpos possuem quando estão em contacto.
D. … é uma energia transferida entre corpos a diferentes temperaturas.

1.1 A opção que completa corretamente a frase é a C.


1.2 A opção que completa corretamente a frase é a D.

2 P
 reparou-se um sumo de laranja natural e adicionou-se ao sumo uma porção de
gelo picado, tendo o sistema «sumo + gelo» atingido uma temperatura inferior à
temperatura ambiente. Identifique a fonte e o recetor, quando se inicia o processo
de transferência de energia que ocorre no interior do sistema «sumo + gelo».

No sistema «sumo + gelo», o gelo encontra-se a uma temperatura inferior


à temperatura do sumo, logo, há transferência de energia do sumo para o gelo
até que estes atinjam o equilíbrio. Assim, o sumo será a fonte e o gelo, o recetor.

3 L
 eia as afirmações seguintes:
I. Quando dois corpos estão em equilíbrio térmico, possuem a mesma quantidade
de calor.
II. Quando dois corpos estão em equilíbrio térmico, estão à mesma temperatura.
III. Calor é uma transferência de energia do corpo que está a menor temperatura
para o corpo a maior temperatura.
IV. Quando dois corpos em contacto estão em equilíbrio térmico, não há
transferência de calor de um corpo para o outro.
Manual do aluno   103

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ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

Considerando as afirmações anteriores, selecione a opção correta.


A. As afirmações II e IV estão corretas.
B.
Somente a afirmação II está correta.
C.
As afirmações II e III estão corretas.
D.
Somente a afirmação III está correta.

O calor é um processo de transferência de energia, não uma propriedade do


corpo, logo, a afirmação I está incorreta. Também se sabe que a transferência de
energia ocorre do corpo com maior temperatura para o corpo com temperatura
inferior, uma vez que estes vão procurar um equilíbrio; assim, a afirmação III é
falsa. No entanto, quando os corpos atingem o equilíbrio térmico ficam à mesma
temperatura, não havendo, assim, transferência de energia entre estes.
Logo, a opção correta é a A.

4 D
 ois corpos, um de cobre e outro de ferro, inicialmente à mesma temperatura
foram colocados em contacto num sistema termicamente isolado da vizinhança.
Após um certo intervalo de tempo, verificou-se que a temperatura do corpo
de ferro aumentou. Selecione a opção que regista a conclusão correta.
A. A temperatura do corpo de cobre também aumentou.
B. A temperatura do corpo de cobre diminuiu.
C. Houve transferência de energia da vizinhança para o sistema.
D. A temperatura do corpo de cobre manteve-se constante.

O calor é um processo de transferência de energia do corpo com a maior


temperatura para o corpo com a menor temperatura. Assim, o corpo com a maior
temperatura vai perdendo energia interna até que o equilíbrio térmico seja
atingido. Neste caso, se a temperatura do corpo de ferro aumentou, significa que
o sistema no qual foram colocados os dois corpos encontrava-se a uma maior
temperatura. Assim, e como os dois corpos estão em contacto, a temperatura do
corpo de cobre aumentou também. A opção correta é a A. A opção C está
incorreta, pois o sistema é isolado.

5 O
 gráfico seguinte mostra a variação da temperatura num percurso rural e urbano,
atendendo às suas características.
34
Temperatura do ar/ºC

Admita que um indivíduo faz 33


o percurso a pé, passando pela 32
31
região rural, residencial suburbana, 30
comercial, central urbana, e pelo
parque, chegando novamente
Rural

Residencial
Suburbano
Comercial

Central
Residencial
Urbano

Parque

Residencial
Suburbano

Rural

a outra região rural, e que a sua


temperatura corporal é constante
e igual a 37 °C durante todo o
percurso. Refira, justificando, Variação da temperatura do ar ao longo de um
em que parte do percurso ocorre percurso.
maior transferência de energia por calor entre o indivíduo e o ambiente.
u3p135h1
104  Manual do aluno

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3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Embora a temperatura corporal se mantenha constante, devido a processos
internos do corpo para que a sua temperatura não se altere, existe sempre
transferência entre o meio e o corpo devida à diferença de temperaturas.
A quantidade de calor transmitida por cuidade de tempo depende da diferença
de temperatura entre os corpos; assim, vai haver mais transferência quando
passar pela parte rural.

6 D
 etermine a energia que será necessário transferir como calor para que um bloco
de zinco, de massa 250 g, eleve a sua temperatura de 15,0 °C para 70,0 °C.
(czinco = 388 J kg-1 K-1).

A energia necessária é dada pela seguinte expressão:


Q = czinco m DT = 388 × 0,250 × (70 - 15) = 5335 J

7 P
 ara aquecer 500 g de água, inicialmente à temperatura de 20 °C, forneceu-se
7,5 ◊ 10 4 J de energia. Determine a temperatura final, em Kelvin, a que ficou
a água (cágua = 4,2 kJ kg-1 K-1).

Usando a expressão para o calor conhecida, pode obter-se a temperatura final:


Q = cágua m DT
750 000
750 000 = 4200 × 0,5 × DT + DT = Ü 35,71 K
4,2 # 10 3 # 0,5
Conversão da temperatura inicial para Kelvin:
T/K = t/°C + 273,15
T/K = 20 + 273,15 = 293,15
Assim, a temperatura final fica:
Tfinal = Tinicial + DT = 293,15 + 35,71 = 328,86 K

3
8 A
 temperatura de um bloco de ferro com um volume de 10 cm diminui de 300 °C
para 0 °C. Determine a energia transferida por calor do bloco para a vizinhança,
durante o processo de arrefecimento. Apresente o resultado em joules
(tFe = 7,85 g cm-3; cFe = 0,11 cal g-1 °C-1).

Para se usar a expressão para o calor conhecida, é necessário primeiro obter


o valor da massa.
m = t × V = 7,85 × 10 = 78,5 g
Fica assim:
Q = cferro m Dt
Q = 0,11 × 78,5 × (0 - 300) = -2590,5 cal
Convertendo para Joule:
-2590,5 cal = 4,18 × (-2590,5) J = -1,08 × 104 J
Nota: O sinal negativo indica o sentido da transferência de calor, que, neste

caso, é do corpo para a fronteira.
Manual do aluno   105

641203 099-162.indd 105 07/07/15 14:52


ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

9 P
 ara aumentar a temperatura de uma dada massa de água (m) de 30 °C para
50 °C, foi fornecida energia como calor igual a Q. Para aumentar a temperatura,
de 16 °C para 26 °C, de uma amostra de água com metade do valor da massa
da amostra anterior será necessário uma quantidade de calor igual a:
Q Q
A. 2Q B. 4Q C.  D. 
2 4

Calculando o calor para os dois casos:


Q = cágua m DT
Q1 = cágua × m × 20
m
Q2 = cágua m2 DT = cágua × × 10 = cágua × m × 5
2
Logo, o calor no segundo caso é 4 vezes menor do que o calor no primeiro caso.
A opção correta é a D.

10 Uma das experiências de Joule mais


conhecidas consistia num dispositivo
no qual duas massas marcadas
presas por um fio passavam por duas
roldanas. Quando as massas caíam,
faziam mover um sistema de pás
que agitavam a água contida num
recipiente isolado termicamente,
e a temperatura da água aumentava.
10.1 Justifique a afirmação seguinte, retirada do enunciado.
«[…] agitavam a água contida num recipiente isolado termicamente,
e a temperatura da água aumentava.»
u3p136h1
10.2 Assinale a opção que completa corretamente a frase seguinte.
Com esta experiência, Joule pretendeu…
A. … estabelecer a relação entre calor e a quantidade de calórico transferida.
B. … estabelecer a relação entre trabalho e quantidade de energia
transferida como calor.
C.
… mostrar que o calor é uma substância, calórico.
D.
… mostrar que o calor é uma medida da temperatura.
10.3 Assinale a opção que completa corretamente a frase seguinte.
«Na experiência de Joule, o aumento de energia interna do sistema água
é interpretado como resultado […] e conclui-se que esse aumento poderia
ser obtido por […]
A. […] da libertação de energia por calor […] trabalho realizado sobre
o sistema.»
B. […] do trabalho realizado pelo sistema […] absorção de energia por calor.»
C. […] do trabalho realizado sobre o sistema […] absorção de energia por calor.»
D. […] da absorção de energia por calor […] trabalho realizado sobre
o sistema.»
106  Manual do aluno

641203 099-162.indd 106 07/07/15 14:52


3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
10.4 Conclua, justificando, como a partir da experiência de Joule se comprova
que o calor é uma energia.

10.1 A temperatura de um corpo está diretamente relacionada com a energia


cinética das suas partículas. Ao agitar as pás, transmite-se energia cinética
para as partículas da água, logo, aumentando a energia cinética das
partículas, aumenta-se, consequentemente, a energia interna e também
a sua temperatura.
10.2 A opção que completa corretamente a frase é a B, uma vez que qualquer
uma das outras afirmações sobre o calor está incorreta.
10.3 Uma vez que a energia foi transmitida pela agitação, pode ser interpretado
como um trabalho sobre o sistema. Por outro lado, como ocorreu um
aumento de temperatura, este poderia ter sido obtido por calor.
Logo, a opção correta é a C.
10.4 Uma vez que se obtém o mesmo resultado tanto por aplicação de um
trabalho como por calor, conclui-se que o calor também é uma
transferência de energia.

11 A
 figura ao lado representa uma garrafa térmica,
contendo 100 g de água. Quando se inverte a garrafa,
pode considerar-se que a água cai 40 cm. Repetindo
diversas vezes este procedimento, verifica-se um
pequeno aumento da temperatura da água. 40 cm

11.1 Identifique, para a situação descrita, o principal


processo de transferência de energia para a água.
11.2 Determine o intervalo de tempo necessário
para que a temperatura da água aumente
0,50 °C, se a garrafa térmica for invertida
cerca de 30 vezes por minuto. Apresente todas
as etapas de resolução.
c (capacidade térmica mássica da água) = 4,18 ◊ 103 J kg-1 °C-1

U3P136H2
Exame de Física e Química A, época especial, 2012

11.1 O principal processo de transferência de energia para a água é o trabalho,


uma vez que envolve principalmente o deslocamento da água.
11.2 Admitindo que todo o trabalho efetuado pela garrafa se traduz num aumento
de temperatura, pode fazer-se um paralelo entre o trabalho e o calor.
Q = cágua m Dt = 4180 × 0,1 × 0,5 = 209 J
O trabalho correspondente para a mesma quantidade de água é:
W = F d cos(i)
Considerando que a força gravítica fica sempre oposta no movimento
durante a agitação:
209 = 0,1 × 10 × d × cos(0°)
209
d= Ü 209 m
0,1 # 10

Manual do aluno   107

641203 099-162.indd 107 07/07/15 14:52


ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

Uma vez que em cada inversão a água percorre 0,4 m, o número


de inversões correspondente é:
209
número de inversões = = 522
0,4
No mínimo são necessárias 522 voltas, o que corresponde
522
a = 17,4 minutos, ou seja, 1044 segundos.
30

12 O
 gráfico seguinte representa a temperatura de 5 g de uma substância,
inicialmente a 20 °C, em função da quantidade de calor absorvido.
12.1 Determine a capacidade i/ ˚C
térmica mássica dessa 60
substância.
40
12.2 Faça uma pesquisa
e identifique o tipo de 20
substância de que se
0
trata. 0 5 10 15 20 25 420 Q/J

12.1 A energia que é necessário fornecer a uma substância para elevar a sua
temperatura é dada por:
Q = m c Dt
Substituindo os dados, obtém-se:
Dt = tf - ti = 60 - 20 = 40 °C
420 = 5 × 10-3 × c × 40
u3p147h3a
c = 2100 J kg-1 °C-1
12.2 O material que apresenta este valor para a capacidade térmica mássica
é o vidro.

13 U
 m grupo de alunos reproduziu a experiência de Joule, utilizando o dispositivo
esquematizado na figura seguinte.
Os alunos colocaram 0,600 kg de água
no vaso de cobre e suspenderam
massas marcadas nas extremidades
dos fios. Rodando a manivela, elevaram
as massas a uma determinada altura.
Soltando a manivela, as massas caíram
fazendo rodar o sistema de pás
mergulhado na água, o que provocou
o aquecimento desta. Eles mediram,
com um termómetro, a variação de temperatura da água, após repetirem
o procedimento várias vezes. O trabalho realizado pelas massas suspensas foi
de 7,8 ◊ 102 J. Determine o aumento de temperatura da água, admitindo que
somente 98 % do trabalho realizado pelas massas contribui para aumentar
a energia interna da água. U3P136H3
c (capacidade térmica mássica da água) = 4,18 ◊ 103 J kg-1 °C-1
108  Manual do aluno

641203 099-162.indd 108 07/07/15 14:52


3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Tendo em conta a energia transferida, pode obter-se a diferença de temperatura:
Q = cágua m Dt
780 × 0,98 = 4180 × 0,6 × Dt
Dt , 0,305 ºC

Aplicar os conceitos sobre radiação e irradiância


1 S
 elecione a opção correta.
A. A convecção é o processo de transferência de energia através de ondas
eletromagnéticas, sem haver contacto entre sistemas.
B. A radiação e a convecção são processos de transferência de energia que
exigem contacto entre os sistemas.
C. A radiação é o processo de transferência de energia através de ondas
eletromagnéticas, sem haver contacto entre sistemas.
D. A condução é o único processo de transferência de energia que exige contacto
entre sistemas.

Tanto na condução como na convecção tem de existir contacto entre sistemas,


logo, as opções A e D estão incorretas. A radiação, por sua vez, não exige
contacto entre os intervenientes, pois esta dá-se através de ondas
eletromagnéticas. A opção correta é a C.

2 A
 ssinale a opção que completa corretamente a frase seguinte.
Todos os corpos emitem radiação…
A. … independentemente do tamanho, da forma ou da composição química
à temperatura 0 K.
B.
… independentemente da temperatura a que se encontrem.
C. … independentemente do tamanho, da forma ou da composição química,
desde que estejam a uma temperatura diferente de 0 K.
D.
… na zona do infravermelho.

Todos os corpos emitem radiação, desde que estejam a uma temperatura


superior a zero K, e não existe restrição no comprimento de onda, uma vez que
este depende da temperatura. A opção correta é a C.

3 O
 s óculos de visão noturna são bastante utilizados em aplicações militares, na
navegação e também por investigadores, que, com o seu auxílio, podem detetar
seres vivos à noite. Estes óculos utilizam a técnica da imagem térmica para «ver» os
objetos. Selecione a opção que descreve corretamente o que estes óculos detetam.
A. A radiação visível emitida ou refletida pelos corpos.
B. A radiação infravermelha emitida ou refletida pelos corpos.
C. A radiação infravermelha absorvida pelos corpos.
D. A radiação visível absorvida pelos corpos.

Manual do aluno   109

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ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

Usando a Lei de Wien, pode estimar-se o comprimento de onda emitido pelo


corpo a uma temperatura de 37 °C.
2,89 # 10 -3 2,89 # 10 -3
m= = = 9,3 × 10-6 m
T 37 + 273,15
Este, embora seja um valor baixo, é superior ao valor de comprimento de onda
maior que é visível, o vermelho (.7 × 10-6 m). A opção correta é a B.

4 A
 lguns dispositivos guiados utilizam a radiação térmica emitida pelos próprios
alvos como guia. Refira em que região do espetro eletromagnético se encontra a
radiação que é predominantemente emitida por estes alvos, quando os mesmos
estão à temperatura de 0 °C.

Pela Lei de Wien, corpos com temperatura próxima da ambiente emitem ondas
eletromagnéticas com comprimento de onda muito superior ao visível, ou seja,
infravermelho.

5 O
 bserve a figura seguinte, onde está representado o espetro eletromagnético,
e responda às questões.

400 500 600 700 nm

Violeta Azul Amarelo Vermelho

Verde Laranja

Raios X Micro-ondas
Ultravioleta Infravermelho
Raios gama Ondas de rádio

5.1 Identifique a radiação do espetro eletromagnético na região do visível com


maior energia. Justifique a sua resposta.
5.2 Determine o valor da frequência da radiação mais energética do espetro
visível.
5.3 Uma radiação com frequênciaU3P153H1
a 3,0 ◊ 1014 Hz pertence à região do visível?
Justifique a sua resposta.

5.1 A energia da radiação é dada pela seguinte fórmula:


hc
=hf E=
m
Como a frequência é inversamente proporcional ao comprimento de onda,
a radiação com menor comprimento de onda é a mais energética.
Logo, a radiação mais energética é a violeta.

110  Manual do aluno

641203 099-162.indd 110 07/07/15 14:52


3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
5.2 A frequência é dada pela seguinte relação com a velocidade da luz
e o comprimento de onda:
c 3 # 10 8
= f= = 7,5 × 1014 Hz
m 400 # 10 -9
5.3 Considerando a velocidade da luz no vazio, pode relacionar-se velocidade,
comprimento de onda e frequência com a seguinte expressão:
c=mf
8
c 3 , 00 # 10
m= = = 10-6 m = 1000 nm
f 3,00 # 10 14

Analisando a figura, observa-se que este comprimento de onda não está


dentro do intervalo de valores dos comprimentos de onda da luz visível.

6 S
 uponha que dispunha de duas latas iguais. Uma das latas foi revestida com
um dado material e em seguida ambas foram expostas à radiação solar durante
o mesmo intervalo de tempo. Observou-se que a temperatura do ar contido
no interior da lata revestida aumentou mais do que a temperatura do ar contido
na outra lata. Interprete este facto com base no comportamento das superfícies
face à absorção da radiação.

O ar contido no interior da lata revestida encontra-se a uma temperatura superior


pelo facto de este tipo de revestimento ter permitido uma melhor absorção
de radiação térmica em relação à outra lata.

7 Q
 ualquer que seja a temperatura a que se encontre um corpo, este emite sempre
radiação eletromagnética apenas dependente da temperatura a que se encontra.
Considere que o valor da irradiância de um corpo é 500 W m-2.
Qual é o significado físico deste valor?

Significa que por cada metro quadrado, 500 W são transferidos. Ou seja, são
transferidos 500 J por cada metro quadrado por cada segundo.

 onsidere um corpo cúbico de aresta 5 cm à temperatura de 25 °C. Durante


8 C
1 minuto, este corpo emite para a vizinhança 26 820 J de energia. Determine
o valor da irradiância do corpo.

A irradiância pode ser dada pela energia emitida/absorvida por segundo por área.
Transformando todas as unidades em SI, começa-se por calcular a área:
Área = 6a 2 = 6 × 0,052 = 0,015 m2
Fica, assim:
26 820
Irradiância = = 2,98 × 104 W m-2
60 # 0,015

Manual do aluno   111

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ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

9 O
 gráfico seguinte representa a irradiância medida para cada frequência,
irradiância espetral, da radiação térmica emitida por um corpo quando está a uma
dada temperatura.
Irradiância espetral

0,0 1,8 × 1011 3,6 × 1011 5,4 × 1011 7,2 × 1011


f /Hz
Refira, justificando, se o gráfico pode representar o espetro térmico de um corpo
a emitir no visível.
U3P154H1
Pela análise do gráfico, verifica-se que a irradiância ocorre numa gama de
frequências que não corresponde à gama do visível (4,3 × 1014 Hz-7,5 × 1014 Hz).
Deste modo, não pode representar o espetro térmico de um corpo a emitir
no visível.
Pela análise do gráfico, a intensidade é máxima quando f = 1,8 × 1013 Hz.
c = m f & 3,0 × 108 = m × 1,8 × 1013 + m = 1,7 × 10-5 m
Apresenta uma intensidade máxima na gama do infravermelho.

10 Uma lata continha 0,34 kg de um refrigerante de capacidade térmica mássica


4,2 ◊ 103 J kg-1 °C-1. Considere que a área da superfície da lata exposta à luz
solar era 1,4 ◊ 102 cm2 e que a intensidade média da radiação solar incidente era
6,0 × 102 W m-2. Verificou-se que, ao fim de 90 min de exposição, a temperatura
do refrigerante tinha aumentado 16,5 °C. Determine a percentagem da energia
incidente na área da superfície da lata exposta à luz solar que terá contribuído
para o aumento da energia interna do refrigerante, no intervalo de tempo
considerado. Apresente todas as etapas de resolução.
Adaptado de Exame de Física e Química, 2013, 1.ª fase

Começa-se por calcular a energia total incidente na lata ao longo dos 90 minutos.
E = irradiância × tempo × área =
= (6,0 × 10 ) × (90 × 60) × (1,4 × 10-2) = 45 360 J Ü 4,54 × 104 J
2

Calculando agora a energia necessária para o refrigerante aumentar 16,5 °C:


E = c m Dt = 4,2 × 103 × 0,34 × 16,5 = 23 562 J Ü 2,36 × 104 J
Pode, assim, calcular-se a percentagem de energia que foi utilizada para
o aquecimento:
2,36 # 10 4
h= × 100 , 52 %
4,54 # 10 4

112  Manual do aluno

641203 099-162.indd 112 07/07/15 14:52


3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
11 O
 gráfico da figura seguinte representa a irradiância medida para cada
comprimento de onda, irradiância espetral, da radiação térmica emitida por uma
fonte a diferentes temperaturas.

2200 K

Irradiância espetral
2000 K

1800 K
1600 K

0
0,0 1,0 x 2,0 3,0 4,0 5,0
m/μm

11.1 Selecione a opção correta.


Da análise do gráfico, pode concluir-se que:
U3P154H2
A. Com o aumento da temperatura, a irradiância emitida pelo corpo diminui.
B. Existe um comprimento de onda para o qual a irradiância emitida
é máxima, qualquer que seja a temperatura.
C. Com o aumento da temperatura, o máximo da irradiância emitida por
um corpo desloca-se para menores frequências.
D. Qualquer que seja a temperatura do corpo, este não emite na região
espetral do visível.
11.2 Wilhelm Wien, físico alemão, fez o estudo da emissão de radiação térmica
de diversos materiais, para diferentes temperaturas dos mesmos e,
analisando os espetros, verificou que estes eram idênticos. A partir deste
estudo estabeleceu-se a relação entre a temperatura absoluta dos corpos
e o comprimento de onda em que é máxima a sua emissão, que ficou
conhecida como a Lei de Wien: mmax ◊ T = 2,898 ◊ 10-3.
11.2.1 Qual é a relação de proporcionalidade entre a temperatura
absoluta dos corpos e o comprimento de onda em que é máxima
a sua emissão?
11.2.2 Utilizando a relação de Wien, determine o valor de x assinalado
no gráfico.

11.1 Analisando o gráfico, à medida que um corpo aumenta a sua temperatura,


o comprimento de onda para o qual a irradiância emitida é máxima diminui,
e, consequentemente, a frequência aumenta. Por outro lado, a partir da área
delineada por cada função e pelo aumento da frequência, conclui-se que
a energia total aumenta com a temperatura; assim, a opção correta é a B.
11.2 11.2.1 A relação é inversamente proporcional.
11.2.2 Da relação de Wien vem:
mmax × T = 2,898 × 10-3
2,898 # 10-3
x= = 1,317 × 10-6 m
2200
Manual do aluno   113

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ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

12 J oseph Stefan e Ludwig Boltzmann, físicos europeus do século xix, estudaram
o espetro de radiação térmica de diferentes corpos negros, e encontraram uma
relação entre a temperatura e a irradiância emitida por um corpo. A uma dada
temperatura, a irradiância (Er) é diretamente proporcional à quarta potência da
temperatura absoluta (T): Er = 5,67 ◊ 10-8 T 4. Faça a estimativa da temperatura
em graus Celsius de um corpo que irradia 400 W m-2.

Usando a conhecida Lei de Stefan-Boltzmann pode obter-se a resposta:


Er = 5,67 × 10-8 T 4
400
T4 = = 7,05467 × 109 + T = 290 K = 16,8 °C
5,67 # 10 -8

13 P
 ortugal é o país da Europa continental com maior irradiância média solar anual à
superfície, 1500 kW h m-2 ano-1. Este é um dos argumentos usados para valorizar
e apostar na utilização de células fotovoltaicas para produção de energia elétrica.
13.1 O que é uma célula fotovoltaica?
13.2 Selecione a única opção que permite calcular corretamente a intensidade
média da radiação solar, em Portugal, expressa em W m-2.
365 # 24 # 3600
A. f p W m-2
1500 # 3,6 # 10 6
1500 # 3,6 # 10 6
B. f p W m-2
365 # 24 # 3600
365 # 24
C. f pWm
-2

1500 # 3,6 # 10 6
1500 # 3600
D. f pWm
-2

365 # 24 # 3,6 # 10 6
13.3 Com a tecnologia atual, a eficiência de conversão de energia pelas células
fotovoltaicas é cerca de 15 %. Para dar resposta às necessidades
energéticas anuais de Portugal, seria necessário um painel fotovoltaico com
a área de cerca de 200 km2, aproximadamente 20 m2 por habitante.
Determine o valor da energia elétrica que é utilizada em Portugal, durante
um ano. Exprima o valor em joule.

13.1 As células fotovoltaicas são dispositivos que, tirando partido do efeito
fotovoltaico, são capazes de transformar a energia luminosa (geralmente
proveniente do Sol) em energia elétrica.
13.2 A energia, em unidades SI, é:
E = 1500 kW =
= 1500 × 1000 × 60 × 60 =
= 1500 × 3,6 × 106 J
O tempo total, em unidades SI, é:
1 ano = 365 × 24 × 60 × 60 segundos =
= 365 × 24 × 3600 segundos

114  Manual do aluno

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3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Logo, fica:
1500 # 10 3 # 3600
Er =
365 # 24 # 3600
Assim, é a opção B.
13.3 Começa-se por calcular a energia total que chega a um painel fotovoltaico
de 200 km2 em Portugal. É, no entanto, necessário converter para unidades
SI o tempo e a área, ou seja, anos para segundos e km2 para m2.
E total = E r × A × Dt =
1500 # 3,6 # 10 6
=f p × (200 × 106) × 365 × 24 × 3600 =
365 # 24 # 3600
= 1,08 × 1018 J
No entanto, só 15 % dessa energia é aproveitada, chegando, assim,
ao valor final:
E = E total × 0,15 = 1,08 × 1018 × 0,15 = 1,62 × 1017 J

 um módulo de células fotovoltaicas, com uma área útil de 0,298 m2, incide
14 N
radiação solar com um fluxo de 1000 W por cada m2 de área. O módulo está a
alimentar uma lâmpada, na qual se estabelece uma corrente elétrica contínua de
intensidade 2,50 A. Nos terminais do módulo fotovoltaico, a diferença de potencial
é 15,0 V. Determine o valor do rendimento do módulo de células fotovoltaicas.

Começa-se por calcular a potência que chega às células fotovoltaicas:


P = fluxo × área = 1000 × 0,298 = 298 W
Calculando agora a potência da lâmpada:
P = intensidade × diferença de potencial = 2,50 × 15,0 = 37,5 W
O rendimento é, portanto:
37,5
h= × 100 , 12,6 %
298

15 S
 uponha que a irradiância solar média incidente na superfície terrestre durante
um ano, na localidade onde vive, é 1,10 × 1010 J m-2. Calcule a área de painéis
fotovoltaicos necessária para um gasto diário médio de eletricidade de
1,6 ◊ 105 kJ, se instalar, na sua casa, painéis com um rendimento de 20 %.

Começa-se por calcular a energia, por metro quadrado, que incide sobre a
superfície em cada dia:
Fluxo anual
Fluxo diário = , 3,014 × 107 J m-2
365
Uma vez que os painéis só vão aproveitar 20 % dessa energia:
Fluxo útil = Fluxo diário × 0,20 = 3,014 × 107 × 0,20 = 6,03 × 106 J m-2
Como o gasto médio diário é 1,6 × 108 J, serão necessários:
1,6 # 10 8 J
Ü 27 m2
6,03 # 10 6 J m -2

Manual do aluno   115

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ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

16 N
 as autoestradas, os telefones dos postos SOS
são alimentados com painéis fotovoltaicos.
Considere um painel fotovoltaico, de área
0,50 m2 e de rendimento médio 10 %,
colocado num local onde a irradiância média
da radiação solar incidente é 620 W m-2.
Determine o valor da energia elétrica debitada
pelo painel fotovoltaico durante uma hora.

Começa-se por calcular a energia total que atinge o painel durante uma hora:
Energia = irrandiância × área × tempo = 620 × 0,5 × 3600 , 1,1 × 106 J
No entanto, só 10 % dessa energia é aproveitada, por isso, na realidade,
a energia elétrica debitada é 1,1 × 105 J por hora para aquele painel solar.

Aplicar os conceitos sobre os mecanismos de condução e de convecção


1 A
 transferência de calor entre dois corpos pode ocorrer por dois mecanismos
distintos: condução térmica e convecção térmica. Relativamente a estes
mecanismos, selecione a opção correta.
A. Na convecção térmica, os átomos vibram devido ao aumento da temperatura
e não se deslocam no sólido.
B. Nas correntes verticais de convecção térmica, o aumento de temperatura
de uma dada região do fluido torna-o mais denso, obrigando-o a ascender;
ao subir, a temperatura deste vai diminuindo, ficando menos denso, o que
o obriga a descer, e assim sucessivamente.
C. Na condução térmica, a transferência de energia dá-se por transferência
de matéria devido às diferenças de energia cinética das partículas.
D. O processo de aquecimento do ar numa sala com aquecimento deve-se
essencialmente ao movimento vertical do ar na sala, devido à existência
de correntes ascendentes de ar menos denso e de correntes descendentes
de ar mais denso.

A convecção é um processo que envolve deslocamento de partículas num líquido


ou gás, onde o fluido mais quente se torna menos denso e ascende e o mais frio
e mais denso desce. Logo, as opções A e B estão incorretas. Por outro lado,
a condução é um processo que se dá principalmente nos sólidos e não envolve
movimento de partículas, logo, a opção C está incorreta. A opção correta é a D.

2 Selecione a opção correta.


A. A condução e a convecção térmicas só ocorrem no vácuo.
B. No vácuo, a única forma de transmissão do calor é por radiação.
C. A convecção térmica só ocorre nos materiais gasosos.
D. A radiação é um processo de transmissão do calor que só se verifica em meios
sólidos.

116  Manual do aluno

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3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
A condução e a convecção necessitam de matéria para ocorrerem. Além disso,
a convecção também se dá nos líquidos. A radiação não precisa de meio para se
propagar. A única opção correta é a B.

3 S
 elecione a opção que completa corretamente o sentido do texto.
Uma panela contendo água é aquecida num fogão a gás. O calor libertado pela
chama transmite-se, através da parede do fundo da panela, para a água que está
em contacto com o fundo e daí para a restante água. Pode afirmar-se que o calor
se transferiu predominantemente por…
A. … radiação e convecção. C. … convecção e radiação.
B. … radiação e condução. D. … condução e convecção.

A radiação não faz parte deste processo de aquecimento, pelo menos


significativamente, logo, a opção que completa corretamente o sentido do texto
é a D. O calor transmite-se, por condução, através da parede do fundo da panela
e, por convecção, através do movimento macroscópico orientado de partes
do fluido.

4 C
 onsidere os seguintes fenómenos:
I. Arrefecimento do ar no interior de um frigorífico com o sistema de refrigeração
colocado na parte superior.
II. Aquecimento de uma cafeteira num disco elétrico.
III. Aquecimento da areia na praia.
De entre as opções seguintes, selecione a que está correta quanto ao processo
de aquecimento/arrefecimento que ocorre nos fenómenos referidos.
A. I — condução; II — convecção; III — radiação.
B. I — convecção; II — convecção; III — radiação.
C. I — convecção; II — condução; III — radiação.
D. I — convecção; II — radiação; III — radiação.

A opção correta é a C; no interior do frigorífico, através do movimento


macroscópico orientado de partes do fluido; no disco elétrico, através do contacto
com a parede do fundo da cafeteira; na praia, através da radiação solar.

5 C
 onsidere a montagem experimental esquematizada
na figura ao lado: num suporte, colocou-se uma 2
lâmpada (1), e por cima da lâmpada, uma ventoinha
de papel (2). Este dispositivo foi colocado num
local onde não existem correntes de ar.
1
Observa-se que, ao ligar a lâmpada, a ventoinha
começa a rodar. Explique como se processa
a transferência de energia por calor, que permite
o movimento da ventoinha.

Manual do aluno   117


u3p160h1
641203 099-162.indd 117 07/07/15 14:52
ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

Embora não haja correntes de ar iniciais, as mesmas podem ser criadas pela
presença da lâmpada. Esta, ao ligar-se, aquece o ar envolvente, tanto por
transferência de energia por radiação como por contacto na lâmpada que aquece
por efeito Joule, fazendo com que o ar fique mais quente e, consequentemente,
menos denso. Ao perder densidade, o ar sobe e o ar mais frio (e mais denso)
desce (ou seja, ocorre a convecção). Este movimento do ar é a razão de a
ventoinha se mexer.

6 A
 água, colocada numa cafeteira, pode ser aquecida num fogão a gás. Identifique
e descreva o principal processo de transferência de energia como calor que
permite o aquecimento de toda a água contida na cafeteira.
Teste intermédio, 10.° ano, 2012

Inicialmente, dá-se a transferência de energia da cafeteira para a água, por


contacto. A água mais quente, que se encontra na parte de baixo da cafeteira,
torna-se menos densa e sobe. Durante a subida, esta arrefece, tornando-se mais
densa, e começa a descer. Ou seja, dá-se um processo de convecção. Estas
correntes dão-se em simultâneo, aquecendo a totalidade do líquido no recipiente.

7 É colocado no interior de uma campânula de vidro, onde previamente se fez


vácuo, um termómetro que registava o valor de 20 °C, relativo à temperatura
ambiente da sala. A sala é aquecida e a sua temperatura passa a ser 25 °C,
mantendo-se constante. Preveja, justificando, o valor da temperatura medido
no termómetro.

Considerando que o termómetro não se encontra em contacto térmico com


a campânula, a transferência de energia entre o exterior e o termómetro ocorre
através de radiação. Após algum tempo, o termómetro estará em equilíbrio com
o exterior e o valor medido será de 25 °C.

Aplicar os conceitos sobre condutividade térmica e capacidade térmica


mássica
1 Selecione a opção que completa corretamente a frase seguinte. Quando em contacto
com a mão direita está a madeira de uma porta e com a mão esquerda, o puxador
metálico dessa porta, embora todo o conjunto esteja em equilíbrio térmico…
A. … a mão direita sente mais frio do que a esquerda, porque o metal conduz
melhor o calor.
B. … a mão direita sente menos frio do que a esquerda, porque a convecção
na madeira é superior no metal.
C. … a mão direita sente menos frio do que a esquerda, porque a convecção
no metal é superior na madeira.
D. … a mão direita sente menos frio do que a esquerda, porque o metal conduz
melhor o calor.
E. … a mão direita sente mais frio do que a esquerda, porque a madeira conduz
melhor o calor.
118  Manual do aluno

641203 099-162.indd 118 07/07/15 14:52


3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
A opção que completa corretamente a frase é a D. O mecanismo de transferência
de calor ocorre sem que haja transferência de matéria — condução.

2 D
 ois corpos A e B de substâncias diferentes e massas iguais receberam a mesma
energia sob a forma de calor. Sabendo que a elevação de temperatura de A foi
superior à de B, qual dos corpos é constituído pela substância de maior
capacidade térmica mássica? Justifique a sua resposta.

A capacidade térmica mássica é a grandeza física que relaciona a quantidade


de calor necessária para criar uma variação de temperatura numa determinada
massa. Quanto maior é a capacidade térmica mássica, mais energia é necessária
para aumentar a temperatura. Logo, com a mesma energia, o corpo com a
capacidade térmica mássica maior aquece menos, se comparado com um corpo
com capacidade térmica mássica menor. Assim, o corpo B tem uma capacidade
térmica mássica maior.

3 N
 um processo industrial é fornecida a mesma energia, sob a forma de calor,
a dois corpos de igual massa mas de substâncias diferentes. Complete, de modo
correto, a seguinte frase.
A variação de temperatura é maior na substância…
A. … de maior capacidade térmica mássica.
B. … cuja temperatura final é maior.
C. … cuja temperatura inicial é maior.
D. … de menor capacidade térmica mássica.

A opção que completa corretamente a frase é a D.

4 E
 m algumas regiões de Portugal, para cozinhar pratos tradicionais, utilizam-se
recipientes de barro em vez de recipientes de metal, como o alumínio, o inox
ou o ferro. Cozinhar nestes recipientes leva mais tempo do que cozinhar nos
de metal. Selecione a opção que completa corretamente a frase seguinte.
Os metais são […] de energia na forma de calor, pois possuem […].
O barro tem […], necessita de maior energia para aumentar a sua
temperatura 1 °C.
A. […] bons condutores térmicos […] elevada capacidade térmica mássica […]
maior condutividade térmica.
B. […] bons condutores térmicos […] elevada condutividade térmica […] maior
capacidade térmica mássica
C. […] bons condutores térmicos […] baixa condutividade térmica […] maior
capacidade térmica mássica
D. […] bons condutores térmicos […] baixa condutividade térmica […] menor
capacidade térmica mássica

A opção que completa corretamente a frase é a B.

Manual do aluno   119

641203 099-162.indd 119 07/07/15 14:52


ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

5 E
 xplique, com base nos processos de transferência de energia por calor
(radiação, condução e convecção), cada uma das situações do quotidiano
apresentadas.
a) Nos dias frios, os pássaros costumam eriçar e agitar as suas penas.
b) Os aviões planadores e os praticantes de asa-delta procuram correntes de ar
quente.
c) As paredes internas das garrafas térmicas são espelhadas.
d) No inverno devem usar-se várias camadas de roupa em vez de uma única
peça, ainda que seja de lã.

a) O ar acumulado entre as penas constitui um bom isolante térmico, diminuindo


as trocas de calor, por condução, com o ambiente.
b) Nas camadas de ar à superfície da Terra, o calor é transferido na atmosfera
por correntes de convecção.
c) Para diminuir as trocas de calor por radiação entre o sistema e a vizinhança.
d) Como o ar é mau condutor térmico, diminuem as trocas de calor entre
o corpo e a vizinhança, por condução.

6 O t / ºC
 gráfico ao lado representa a variação da A
temperatura em função da energia fornecida como B
calor a três corpos A, B e C, de massas iguais.
Indique, justificando, qual dos corpos é constituído C
por uma substância de menor capacidade térmica
mássica.
E /J
Sabe-se que:
E = m c Dt
em que E é a energia transferida como calor, por condução, através de um corpo
de massa m e capacidade térmica mássica c, a uma diferençaU3P169H1
de temperaturas
Dt.
Visto que mA = mB = mC = m, pode assumir-se que m = 1 kg.
Pelo que:
E
E = c Dt + Dt =
c
Assim, quanto maior for o declive menor é a capacidade térmica mássica.
Pois tomando Dt por y e E por x, tem-se que:
x
y=
c
Logo:
1
c=
declive
Por isso, o corpo com menor capacidade térmica mássica é o B.

120  Manual do aluno

641203 099-162.indd 120 07/07/15 14:52


3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
7 A
 través das paredes de um frigorífico, há transferências de energia por calor,
dependendo da espessura do isolante e da natureza dos materiais utilizados
na sua construção. Estas perdas de energia contribuem para o aumento do
consumo energético mensal. Foi realizada uma experiência variando a espessura
do material isolante da porta
de um frigorífico doméstico. 800

Potência transferida/W
Nesta experiência, foi medida
a energia transferida por condução, 600
para manter constante a diferença
400
de temperatura entre o volume de ar
interior e exterior. Com os valores 200
medidos foi traçado o gráfico ao lado.
0
Analise o gráfico e responda 0 5 10 15
às questões seguintes. Espessura (d)/cm

7.1 Em que sentido ocorre a transferência de energia por calor, através
das paredes do frigorífico, que conduzem a «perdas térmicas»?
Justifique a sua resposta. U3P168H1
7.2 Comente, quanto à sua veracidade, a afirmação seguinte:
A potência transferida diminui proporcionalmente com o aumento
da espessura.
7.3 Estime o valor da energia que é transferida ao fim de 10 minutos, quando
a espessura do isolante é de 4 cm. Exprima o resultado em kW h.

7.1 A temperatura no interior do frigorífico (sistema) é inferior à temperatura


no exterior do frigorífico (vizinhança). Como a energia por calor se transfere
espontaneamente do sistema a maior temperatura para o sistema a menor
temperatura, conclui-se que a energia se transfere do exterior para o interior
do frigorífico.
7.2 A afirmação é falsa, porque para o mesmo aumento de espessura não
se verifica a mesma variação de energia transferida.
7.3 Por leitura do gráfico, para uma espessura de 4 cm, tem-se:
P = 320 W = 0,320 kW
Para 10 minutos de funcionamento:
10 # 60
Dt = = 0,17 h
3600
Cálculo da energia:
E = P × Dt = 0,320 × 0,17 = 5,4 × 10-2 kW h

8 A
 taxa temporal de transferência de energia como calor por condução térmica
E
e o, através de um material de área de secção transversal (A) e espessura (ℓ),
Dt
que se encontre a uma dada diferença de temperaturas (Di), é calculada por:
E A
= kT ◊ ◊ Di
Dt ℓl

Manual do aluno   121

641203 099-162.indd 121 07/07/15 14:52


ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

Das placas apresentadas na tabela, refira, justificando, a que apresenta maior


isolamento térmico, para uma mesma diferença de temperaturas.

Condutividade térmica Espessura


Material
a 25 °C / W m-1 K-1 da placa/cm
Isopor 0,012 2,4
Poliuretano 0,020 5,0
Madeira 0,120 6,0
Cortiça expandida 0,024 4,0

Considerando uma mesma diferença de temperaturas e uma mesma área, a placa


que apresenta maior isolamento (menor taxa de transferência de energia) será
k
indicada pelo menor valor da relação . Para cada um dos materiais:
ℓl
k 0,012
Isopor: = = 0,5;
ℓl 2,4 # 10-2
k
Poliuretano: = 0,4;
ℓl
k
Madeira: = 2,0;
ℓl
k
Cortiça expandida: = 0,6.
ℓl
Deste modo, a placa que apresenta um maior isolamento térmico é a placa
de poliuretano.

9 Selecione a opção que completa corretamente os textos seguintes.


9.1 A capacidade térmica mássica da água é cerca de quatro vezes superior à
capacidade térmica mássica do magnésio. Se for fornecida a mesma energia
a uma amostra de 400 g de magnésio e a uma amostra de 100 g de água, a
variação de temperatura da amostra de magnésio será, aproximadamente, …
A. … igual à variação de temperatura da amostra de água.
B. … o dobro da variação de temperatura da amostra de água.
C. … metade da variação de temperatura da amostra de água.
D. … um quarto da variação de temperatura da amostra de água.
9.2 Considere diversas amostras puras de líquidos, todas inicialmente a 50 °C, que
sofrem um processo de arrefecimento até atingirem a temperatura ambiente.
A energia cedida por cada uma dessas amostras será tanto maior quanto…
A. … menor for a massa da amostra e menor for a capacidade térmica
mássica do líquido.
B. … maior for a massa da amostra e maior for a capacidade térmica
mássica do líquido.
C. … maior for a massa da amostra e menor for a capacidade térmica
mássica do líquido.

122  Manual do aluno

641203 099-162.indd 122 07/07/15 14:52


3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
D. … menor for a massa da amostra e maior for a capacidade térmica
mássica do líquido.
Adaptado do Exame de Física e Química, 2012, época especial

9.1 Sabe-se que:


E = m c Dt
em que E é a energia transferida como calor, por condução, através de um
corpo de massa m e capacidade térmica mássica c, a uma diferença
de temperaturas Dt.
Rearranjando a expressão:
E
m c = Dt
A capacidade térmica mássica do magnésio, cMg, é 4 vezes inferior
à da água, cH2O, logo:
cH2O = 4cMg
Para o caso da água tem-se uma massa de 0,1 kg, pelo que:
E E
DtH2O = = ºC
0,1 # 4cMg 0,4cMg
Para o caso do magnésio, a massa é de 0,4 kg, pelo que:
E E
DtMg = = ºC
0,4 # cMg 0,4cMg
A energia transferida é igual em ambos os casos, pelo que a variação da
temperatura da amostra de magnésio será igual à variação da temperatura
da amostra de água. Logo, a opção correta é a A.
9.2 
E = m c Dt
Analisando a expressão anterior, conclui-se que a energia cedida, E, por

cada uma das amostras, sujeitas à mesma variação de temperatura, será
tanto maior, quanto maior for a massa e a capacidade térmica mássica do
líquido; logo, a opção correta é a B.

10 S
 upondo que transfere como calor a mesma energia a 1 kg de água e a 1 kg
de cobre, qual dos materiais experimenta uma maior variação de temperatura?
Justifique a sua resposta.
cágua = 4186 J kg-1 K-1; ccobre = 385 J kg-1 K-1

Sabe-se que:
E = m c Dt
em que E é a energia transferida como calor, por condução, através de um corpo
de massa m e capacidade térmica mássica c, a uma diferença de temperaturas Dt.
Sendo a energia transferida como calor igual para ambos os materiais, pode
tomar-se, para efeitos de comparação,
E=1J
Pelo que rearranjando a expressão:
1
Dt =
mc
Manual do aluno   123

641203 099-162.indd 123 07/07/15 14:52


ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

Logo, substituindo, em particular:


1
DtCu = = 2,60 × 10-3 K
1 # 385
1
DtH2O = = 2,39 × 10-4 K
1 # 4186
O cobre é o que experimenta uma variação de temperatura superior.

11 O
 gráfico seguinte representa a variação de temperatura de um corpo em função
da quantidade de energia recebida como calor.
t / ºC

80

60

40

20

0
0 50 100 150 200 E /cal

Sabendo que a massa do corpo é 66,0 g, determine:


a) a capacidade térmica do corpo;
U3P169H2
b) a capacidade térmica mássica do material de que é feito o corpo.

a) Sabe-se que:
E = m c Dt
em que E é a energia transferida como calor, por condução, através de um
corpo de massa m e capacidade térmica mássica c, a uma diferença de
temperaturas Dt.
C=mc
em que m é a massa do corpo, c é a capacidade térmica mássica e C é a
capacidade térmica.
Logo:
E
C=
Dt
Pelo que se podem usar pares de valores da reta e substituir na equação;
assim sendo:
Ponto: E = 100 - 50 = 50 cal; Dt = 40 - 20 = 20 ºC
50
C= = 2,5 cal ºC-1
20
b) Como visto na alínea anterior:
C
C=mc+c=
m
Substituindo:
2,5
c= = 3,8 × 10-2 cal ºC-1 g-1
66

124  Manual do aluno

641203 099-162.indd 124 07/07/15 14:52


3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
12 U
 ma bala de chumbo, com 15 g de massa, colide com uma parede à velocidade
de 150 m/s, ficando nela incrustada. Se 25 % da energia cinética da bala for
transferida para as vizinhanças sob a forma de calor e na deformação da parede,
calcule o aumento de temperatura da bala. cchumbo = 159 J kg-1 °C-1

A energia cinética tem um valor de:


1 1
Ec = m v 2 = × 0,015 × 1502 = 168,8 J
2 2
Considerando que 75 % da energia cinética foi responsável pelo aquecimento
da bala, tem-se:
E = 0,75Ec = 0,75 × 168,8 = 126,6 J
Pela expressão E = m c DT, tem-se:
E 126,6
Dt = m c = + Dt = 53,1 °C
_0,015 # 159i
A bala experimenta um aumento de temperatura de 53,1 °C.

13 S
 ob uma chama constante, de potência 192,5 W, um corpo sofre um aumento
de temperatura de 40 °C em 2 min. Determine, em cal °C-1, a capacidade
térmica desse corpo. Considere 1 cal = 4,18 J

A energia recebida pelo corpo no intervalo de tempo considerado foi de:


E = P × Dt & E = 192,5 × 120 = 2,310 × 104 J = 5526 cal
Pela expressão E = C Dt, tem-se:
E 5526
C= = + C = 138,2 cal °C-1
Dt 40
A capacidade térmica terá um valor de 138,2 cal °C-1.

14 U
 m corpo com 200 g de massa i/ ˚C
é aquecido durante 30 segundos 25
por uma fonte de calor que 20
fornece uma potência de 210 W 15
a uma taxa constante. 10
Dado o gráfico da temperatura 5
em função do tempo, determine 0
0 5 10 15 20 25 30 t/s
a capacidade térmica do corpo.

Pela análise do gráfico, no intervalo de tempo considerado, a variação


de temperatura experimentada pelo corpo foi de 10 °C.
A energia recebida pelo corpo foi de:
E = P × Dt & E = 210 × 30 = 6300 J
Pela expressão E = C Dt, temos que: u3p178h2a
E 6300
C= = + C = 630 J °C-1
Dt 10
A capacidade térmica terá um valor de 630 J °C-1.

Manual do aluno   125

641203 099-162.indd 125 07/07/15 14:52


ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

15 U
 m grupo de alunos colocou 0,50 kg de água num vaso de cobre e introduziu um
termómetro digital num dos orifícios da tampa do vaso de cobre. Montaram um
sistema de roldanas, colocaram os fios que passam nas golas das roldanas
e suspenderam massas marcadas nas extremidades desses fios. Rodando
a manivela, elevaram as massas a uma determinada altura. Soltando a manivela,
as massas caíram, fazendo rodar o sistema de pás mergulhado na água, o que
provocou o aquecimento desta. Após repetirem este procedimento várias vezes,
verificaram que, para um trabalho realizado pelas massas suspensas
de 7,0 ◊ 102 J, a temperatura da água aumentou 0,30 °C.
15.1 Determine o valor da capacidade térmica mássica da água a partir
dos resultados experimentais.
15.2 Exprima o valor da capacidade térmica mássica com o erro relativo,
em percentagem.
c (água) = 4,18 ◊ 103 J kg-1 °C-1

15.1 Desprezando as perdas de energia.


Sabe-se que:
E = m c Dt
em que E é a energia transferida como calor, por condução, através de um
corpo de massa m e capacidade térmica mássica c, a uma diferença
de temperaturas Dt.
Neste caso, tem-se que o trabalho se iguala ao calor:
E=W
W = m c Dt
Substituindo os valores experimentais, tem-se que:
7,0 # 10 2
7,0 × 102 = 0,50 × c × 0,30 + c = = 4,7 × 103 J kg-1 ºC-1
0,15
Logo, a capacidade térmica mássica tem um valor de 4,7 × 103 J kg-1 ºC-1.
15.2 
Dc = cexperimental - c tabelado = 0,52 × 103 J kg-1 °C-1;
0,52 # 10 3 # 100
Dc (%) = = 12,4 %
4,18 # 10 3
cágua = 4,7 × 103 J kg-1 °C-1 ! 12,4 %

Aplicar os conceitos sobre a energia envolvida em processos


de aquecimento e arrefecimento de sistemas
1 Calcule a energia que é necessário fornecer a 2,0 kg de água no estado sólido,
a 0 °C e à pressão normal, para que esta funda completamente.
(DHfusão (água) = 3,35 ◊ 105 J kg-1

Sabe-se que:
E = m × DH
em que E é a energia necessária para mudar de estado físico uma substância
de massa m e com entalpia DH.

126  Manual do aluno

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3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Substituindo:
E = 2,0 × 3,35 × 105 = 670 kJ
Logo, a energia que é necessário fornecer a 2,0 kg de água no estado sólido,
a 0 °C e à pressão normal, para que este funda completamente, é de 670 kJ.

2 U
 m cubo de gelo com 100 g de massa é retirado do congelador à temperatura
de 0 °C e introduzido num recipiente térmico que tem acoplada uma resistência
elétrica. Durante 1 minuto a resistência elétrica esteve ligada e forneceu ao
sistema 3,34 ◊ 103 J de energia e uma parcela de gelo fundiu.
2.1 Determine a massa de água líquida obtida no final do aquecimento.
(Lfusão = 3,34 ◊ 105 J kg-1)
2.2 Selecione a opção correta.
A. Durante o processo de aquecimento do gelo, a energia interna
e a temperatura aumentam.
B. Durante o processo de aquecimento do gelo, a energia interna aumenta
e a temperatura mantém-se igual a 0 °C.
C. Durante o processo de aquecimento do gelo, a energia interna
mantém-se e a temperatura aumenta.
D. Durante o processo de aquecimento do gelo, a energia interna
e a temperatura mantêm-se.

2.1 Sabe-se que:


E=mL
em que E é a energia necessária para mudar de estado físico uma
substância de massa m e com entalpia L.
Logo:
E
m=
L fusão
Substituindo:
3,34 # 10 3
m= = 10-2 kg
3,34 # 10 5
Assim, a massa de água obtida no final do processo é de 0,01 kg.
2.2 A opção correta é a B, pois a temperatura da água não aumenta, visto que
no final do processo ainda existe gelo. Mas existe um aumento da energia
interna do sistema associado à mudança de estado físico.

3 T
 ransfere-se como calor a energia de 300 calorias para uma amostra de gelo
com 3 g de massa.
3.1 Qual é o estado físico da amostra após essa transferência de energia?
Justifique a sua resposta.
3.2 Determine a temperatura final da amostra após a transferência da energia.
(cágua = 4,18 ◊ 103 J kg-1 °C-1, DHfusão = 3,35 ◊ 105 J kg-1
e 1 cal = 4,18 J)

Manual do aluno   127

641203 099-162.indd 127 07/07/15 14:52


ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

3.1 Para que ocorra a fusão:


Efusão = m DH + Efusão = 0,003 × (3,35 × 105) + Efusão = 1005 J
A energia fornecida Efornecida = 300 cal = 1254 J
Uma vez que a energia fornecida é de valor superior à necessária para que
ocorra a fusão, a amostra encontrar-se-á, na totalidade, no estado líquido.
3.2 A energia disponível para a elevação da temperatura:
E = Efornecida - Efusão = 1254 - 1005 = 249 J
A temperatura final:
E = m c DT + 249 = 0,003 × 4,18 × 103 × (Tf - 0) + Tf = 19,9 ˚C

4 O
 gráfico seguinte representa a variação da temperatura de uma amostra com
3,0 kg de massa, de uma substância inicialmente no estado sólido, em função do
tempo de aquecimento. O aquecimento é feito por meio de uma fonte de potência
constante de 600 W. Assuma que toda a energia fornecida pela fonte é
transferida para a substância.
i/ºC

30
III
2 5
0 8 t / min
II
-20
I
-40

4.1 O que representa cada um dos troços (I, II e III) do gráfico? Justifique a sua
resposta.
4.2 Determine: U3P174H1
a) a entalpia de fusão da substância;
b) a capacidade térmica mássica da substância, quando esta se encontra
no estado sólido;
c) a capacidade térmica mássica da substância, quando esta se encontra
no estado líquido.
d) a energia necessária para que a amostra atinja a temperatura de 30 °C.
4.3 Trace o gráfico da variação da temperatura do sistema em função da energia
fornecida.

4.1 I — aquecimento da amostra, no estado sólido, com elevação da sua


temperatura de -40 °C a -20 °C.
II — mudança de estado da amostra, de sólido para líquido, mantendo
constante a temperatura da mistura sólido-líquido (-20 °C).

128  Manual do aluno

641203 099-162.indd 128 07/07/15 14:52


3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
III — aquecimento da amostra, no estado líquido, com elevação da sua
temperatura de -20 °C a 30 °C.
4.2 a) Sabe-se que:
E = m DH
em que E é a energia necessária para mudar de estado físico uma
substância de massa m e com entalpia DH.
Logo:
E
DHfusão =
m
Além disso:
E
P= + E = P Dt
Dt
Assim:
P Dt
m DHfusão =
Por observação gráfica do troço II, sabe-se que:
Dt = 5 - 2 = 3 min = 180 s
E como P = 600 W e m = 3,0 kg, substituindo:
600 # 180 108 000
DHfusão = = = 3,6 × 104 J kg-1
3,0 3,0
Pelo que a entalpia de fusão da substância é de 3,6 × 104 J kg-1.
b) Sabe-se que:
E = m c Di
em que E é a energia transferida como calor, por condução, através
de um corpo de massa m e capacidade térmica mássica c, a uma
diferença de temperaturas Di.
Pelo que:
E
c=
m Di
Além disso:
E
P= + E = P Dt
Dt
Neste caso, a energia transferida como calor E corresponde à energia
fornecida pela resistência E.
Logo:
P Dt
c=
m Di
Por observação gráfica do troço I, sabe-se que:
Dt = 2 - 0 = 2 min = 120 s e Di = -20 - (-40) = 20 ºC.
E como P = 600 W e m = 3,0 kg, substituindo:
600 # 120 72 000
c= = = 1,2 × 103 J kg-1 ºC-1
3,0 # 20 60
Logo, a capacidade térmica mássica da substância, quando ela se
encontra no estado sólido, é de 1,2 × 103 J kg-1 ºC-1.

Manual do aluno   129

641203 099-162.indd 129 07/07/15 14:52


ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

c) Sabe-se que:
E = m c Di
em que E é a energia transferida como calor, por condução, através
de um corpo de massa m e capacidade térmica mássica c, a uma
diferença de temperaturas Di.
Pelo que:
E
c=
m Di
Além disso:
E
P= + E = P Dt
Dt
Neste caso, a energia transferida como calor Q corresponde à energia
fornecida pela resistência E.
Logo:
P Dt
c=
m Di
Por observação gráfica do troço III, sabe-se que:
Dt = 8 - 5 = 3 min = 180 s e Di = 30 - (-20) = 50 ºC
E como P = 600 W e m = 3,0 kg, substituindo:
600 # 180 108 000
c= = = 7,2 × 102 J kg-1 ºC-1
3,0 # 50 150
Logo, a capacidade térmica mássica da substância, quando ela se
encontra no estado líquido, é de 7,2 × 102 J kg-1 ºC-1.
d) A energia necessária para que a amostra atinja a temperatura de 30 ºC
é a energia gasta em todo o processo apresentado no gráfico.
Dt = 8 - 0 = 8 min = 480 s
Como:
E
P= + E = P Dt,
Dt
substituindo:
E = 600 × 480 = 2,88 × 105 J
Logo, essa energia é de 2,88 × 105 J.
4.3 i/ºC
40
30
20
10
0
5 × 104 1 × 105 1,5 × 105 2 × 105 2,5 × 105 3 × 105 Q/J
-10
-20
-30
-40
-50

130  Manual do aluno

LP3p200h1
641203 099-162.indd 130 07/07/15 14:52
3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
5 A
 queceu-se uma amostra de 2 litros de água, inicialmente à temperatura
de 25 °C, utilizando uma resistência de imersão de potência 480 W.
Admita que somente 80 % da energia dissipada na resistência é utilizada para
aumentar a energia interna da água. Determine o intervalo de tempo necessário
para que 20 % da água contida no recipiente seja vaporizada.
Dados: cágua líquida = 4,18 ◊ 103 J kg-1 °C-1; DHvaporização água = 2,26 ◊ 106 J kg-1;
tágua = 1,00 kg dm-3

A energia fornecida é dada por:


Ef = P Dt
U3P174H2
em que Ef é a energia fornecida durante um período de tempo, Dt, de uma fonte
com potência P.
Mas como só 80 % da energia é utilizada para aumentar a energia interna da
água, tem-se que:
Eu = 0,80Ef = 0,80P Dt
(sendo Eu a energia útil)
Sabendo que: P = 480 W
Eu = 0,80 × 480Dt = 384Dt
Para calcularmos a massa da substância, tem-se que:
m
t= +m=tV
V
Substituindo:
m = 1,00 × 2 = 2 kg
3
(pois: 1 dm = 1 L)
Sabe-se que a água muda do estado líquido para o gasoso aos 100 ºC.
Antes de vaporizar 20 % da água tem de se elevar a sua temperatura aos 100 ºC.
Sendo assim:
Di = 100 - 25 = 75 ºC
Considerando:
E = m c Di
em que E é a energia transferida como calor, por condução, através de um corpo
de massa m e capacidade térmica mássica c, a uma diferença de temperaturas Di.
Neste caso, a energia transferida como calor E corresponde à energia útil
fornecida pela resistência Eu.

Manual do aluno   131

641203 099-162.indd 131 07/07/15 14:52


ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

Logo:
Eu = m c Di
Substituindo os valores na expressão anterior:
627 000
384Dt = 2 × 4,18 × 103 × 75 + Dt = = 1,63 × 103 s
384
Logo, para se aquecer a água até aos 100 ºC demora-se 1,63 × 103 segundos.
Para passar 20 % da massa do estado líquido para o estado gasoso, tem-se que:
E = m × DHvap,
em que E é a energia necessária para mudar de estado físico uma substância
de massa m e com entalpia DH.
Como só queremos passar 20 % da massa:
m = 0,20 × 2 = 0,4 kg
Neste caso, a energia E será novamente a energia útil, logo, substituindo:
384Dt = 0,4 × 2,26 × 106
Pelo que:
904 000
Dt = = 2,35 × 103 s
384
Logo, o intervalo de tempo necessário para que 20 % da água contida no
recipiente seja vaporizada é dado pela soma dos dois tempos calculados
(um para o aquecimento até aos 100 ºC, e outro para a posterior mudança
de estado); assim sendo:
Dt = 1,63 × 103 + 2,35 × 103 = 3,98 × 103 s
Logo, o processo demora aproximadamente uma hora, seis minutos e vinte
segundos.

6 Para arrefecer a água contida num copo, será mais eficaz adicionar-lhe água
líquida a 0 °C ou gelo à mesma temperatura?
Para responder a esta pergunta através de uma atividade experimental, um grupo
de alunos procedeu do modo seguinte:
• Numa tina de vidro, introduziram alguns cubos de gelo e uma pequena
quantidade de água, e aguardaram até que se atingisse o equilíbrio térmico,
a 0 °C.
• Aqueceram água, que repartiram por dois gobelés, A e B, tendo colocado 200 g
de água em cada um e medido a temperatura inicial em cada um deles, que
era 42,3 °C.
• Adicionaram ao gobelé A 51 g de água a 0 °C, e foram medindo a temperatura
da mistura, até ser atingido o equilíbrio térmico, que ocorreu a 34,7 °C.
• Adicionaram ao gobelé B 51 g de gelo a 0 °C, e foram medindo a temperatura
da mistura, até que todo o gelo fundisse e fosse atingido o equilíbrio térmico,
que ocorreu a 22,4 °C.
6.1 Determine, com base nos resultados experimentais obtidos, o calor de fusão
do gelo (Lfusão) admitindo que não ocorreram trocas de energia com o
exterior. Apresente todas as etapas de resolução.

132  Manual do aluno

641203 099-162.indd 132 07/07/15 14:52


3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
6.2 De acordo com a teoria, previa-se que o equilíbrio térmico no gobelé B fosse
atingido a 17,5 °C, em vez de a 22,4 °C, conforme obtido
experimentalmente. Refira uma razão que possa explicar esta diferença.
6.3 De acordo com os resultados experimentais obtidos, conclui-se que, para
arrefecer a água contida num copo, é mais eficaz usar cubos de gelo
do que água à mesma temperatura do gelo, uma vez que a temperatura
à qual se atingiu o equilíbrio térmico é inferior no primeiro caso.
Justifique a conclusão, tendo em consideração o fenómeno que ocorre
quando se utiliza gelo para arrefecer a água.
6.4 Como se designa o mecanismo de transferência de energia sob a forma
de calor que ocorre, predominantemente, no arrefecimento da água contida
no gobelé A?
6.5 Quando colocamos a mão em água e em gelo, ambos à temperatura
de 0 °C, aparentemente o gelo está mais frio do que a água.
Selecione a única opção que contém a interpretação correta deste facto.
A. A energia transferida como calor da pele para o gelo é menor do que
a energia transferida da pele para a água, no mesmo intervalo de tempo.
B. A energia transferida como calor da água para a pele é maior do que
a energia transferida do gelo para a pele, no mesmo intervalo de tempo.
C. A energia transferida como calor do gelo para a pele é maior do que
a energia transferida da água para a pele, no mesmo intervalo de tempo.
D. A energia transferida como calor da pele para a água é menor do que
a energia transferida da pele para o gelo, no mesmo intervalo de tempo.
Adaptado do Teste Intermédio de Física e Química A, 10.° ano, 2009

6.1 Cálculo da energia cedida pela água inicialmente contida no gobelé B:


mágua = 200 g = 0,200 kg; t i = 42,3 °C; t f = 22,4 °C
E1 = 0,200 × 4,18 × 103 × (22,4 - 42,3) = -1,66 × 104 +
+ E1 = 1,66 × 104 J.
Cálculo da energia absorvida pela água que se obteve a partir da fusão
do gelo:
mgelo = 51 g = 0,051 kg; t i = 0 °C; t f = 22,4 °C
E = 0,051 × 4,18 × 103 × (22,4 - 0) = 4,78 × 103 +
+ E2 = 4,78 × 103 J.
Cálculo do calor de fusão do gelo:
E1 = E2 + E3 + E3 = 1,66 × 104 - 4,78 × 103 = 1,18 × 104 J.
1,18 × 104 = 0,051 × Lfusão + Lfusão = 2,3 × 105 J kg-1.
6.2 O sistema não se encontra isolado.
6.3 O fenómeno que ocorre é a fusão do gelo; esta mudança de fase é um
processo endoenergético, durante o qual é absorvida energia da água que
se pretende arrefecer.

Manual do aluno   133

641203 099-162.indd 133 07/07/15 14:52


ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

6.4 Quando a massa de água a 0 °C é adicionada à restante a 42,3 °C, tem-se


o mecanismo de transferência de energia por convecção térmica, uma vez
que a massa de água a 0 °C é mais densa e, por isso, desce no seio
do líquido até à base do copo, obrigando a que uma dada massa de água
a temperatura superior, e, por isso, menos densa, ascenda.
6.5 A opção correta é a D, pois como a pele está a uma temperatura superior
é ela que transfere energia para o gelo/água, e a sensação de menor
temperatura é devida à perda de uma maior energia.

Aplicar os conceitos sobre coletores solares


1 Atualmente, existe no mercado uma diversidade de sistemas solares térmicos,
para aproveitamento da radiação solar, para aplicações individuais e coletivas,
tais como: habitação (unifamiliar, edifícios coletivos), serviços (lares, restaurantes,
hotéis, etc.) e indústria. A utilização destes equipamentos permite uma poupança
económica significativa, permitindo a redução até 75 %, média mensal,
na fatura de aquecimento de águas sanitárias, podendo mesmo ascender
aos 100 % em determinados meses do ano.
1.1 Que condições se têm de verificar, ao longo do ano, para se obter uma
poupança económica de 100 %?
1.2 Que fatores se devem ter em conta aquando da instalação de um coletor
solar?

1.1 A irradiância solar não é igual ao longo do ano; deve ter-se um valor médio
máximo de irradiância solar.
1.2 Os fatores a ter em conta são:
— O valor médio da irradiância solar no local onde se instalam os coletores
(máximo possível).
— A orientação do coletor no processo de montagem — devem estar
orientados para o Sol, isto é, para aproveitar ao máximo o movimento
aparente do Sol, orientados para sul, no hemisfério norte, de preferência
em suportes móveis.
— Inclinações relativamente à horizontal — os coletores são montados com
uma inclinação, relativamente à horizontal, igual à latitude do local, para
que os raios solares incidam na perpendicular.

2 Admita que se vai instalar um coletor solar, de área 2 m2, num local em que
a irradiância solar média é 600 W m-2. Este coletor destina-se ao aquecimento
da água que se encontra armazenada num depósito de capacidade 150 kg.
Determine a temperatura final da água, ao fim de uma exposição solar de 5 h,
sabendo que a água inicialmente estava à temperatura de 20 °C e o rendimento
do coletor é 25 %. Apresente todas as etapas de resolução.
c(água) = 4180 J kg-1 °C-1

134  Manual do aluno

641203 099-162.indd 134 07/07/15 14:52


3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Sabe-se que:
E
I= ,
Dt A
sendo I a irradiância solar, E a energia, Dt o intervalo de tempo e A a área.
Tem-se:
E = I A Dt
Pelo que em 5 horas numa área de 2 metros quadrados e com uma irradiância
solar média de 600 W m-2:
E = 600 × (5 × 60 × 60) × 2 = 600 × 18 000 × 2 = 2,16 × 107 J
Como o rendimento é de 25 %, só esta percentagem do valor de energia
calculado anteriormente é energia útil, Eu.
Logo:
Eu = 0,25 × 2,16 × 107 = 5,40 × 106 J
Para calcular a massa da substância tem-se:
m
t= +m=tV
V
Substituindo:
m = 1 × 150 = 150 kg
Sabe-se que:
Q = m c Di
em que Q é a energia transferida como calor, por condução, através de um corpo
de massa m e capacidade térmica mássica c, a uma diferença de temperaturas
Di.
Se Di corresponde à variação de temperatura, tem-se:
Di = if - ii
Como se sabe, a temperatura inicial ii
Di = if - 20
Neste caso, a energia transferida como calor Q corresponde à energia útil
fornecida pela radiação solar Eu.
Logo:
Eu = m c Di
Rearranjando a expressão:
Eu
Di =
mc
Substituindo:
5 400 000
if - 20 = + if = 8,61 + 20 = 28,61 ºC
150 # 4,18 # 10 3
Pelo que a temperatura final da água, ao fim de 5 horas de exposição solar,
é de 28,61 ºC.

Manual do aluno   135

641203 099-162.indd 135 07/07/15 14:52


ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

3 U
 m dos parâmetros a ter em conta na construção de um coletor é o material
utilizado na fixação dos tubos de cobre de circulação de água à placa coletora.
O contacto térmico entre a placa coletora e esses tubos deve ser perfeito.
Na figura seguinte, está representado esquematicamente um corte de um tubo
preso a uma placa, bem como os mecanismos de transferência de energia como
calor no absorvedor do coletor.

Radiação solar
Aquecimento da aleta Área de contacto entre aleta e tubo

Aleta

Tubo
Água A

3.1 No texto introdutório, é referido «O contacto térmico entre a placa coletora e
os tubos deve ser perfeito.» Refira, justificando, por que razão este contacto
deve ser perfeito. ComeceU3P178H1
por indicar o processo de transferência de energia
como calor na zona de contacto.
3.2 Refira o nome do processo de transferência de energia como calor
representado na figura com a letra A.

3.1 A transferência de calor na zona de contacto entre os tubos e a placa faz-se


por condução térmica. Se o contacto térmico não for perfeito, a eficiência
do processo de aquecimento é menor.
3.2 O nome do processo de transferência de energia como calor representado
na figura com a letra A é convecção térmica, correspondente
à movimentação e mistura da água quente com a fria dentro do tubo
de cobre.

4 N
 a figura está representado um sistema solar térmico alternativo para o aquecimento
de água, constituído por dois tanques pretos, dentro de uma caixa termicamente
isolada e com cobertura de vidro, os quais absorvem radiação solar aquecendo
a água que se encontra no seu interior.

Vidros duplos Água quente

Tanques
pintados
de preto

Água
fria
Camada interior refletora

Selecione a opção correta para este sistema de aquecimento.


U3P178H2
A. Os tanques, por serem de cor preta, são maus absorvedores de calor
e reduzem as perdas de energia por condução.

136  Manual do aluno

641203 099-162.indd 136 07/07/15 14:52


3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
B. A cobertura de vidro deixa passar preferencialmente radiação infravermelha
para aquecimento da água.
C. A transferência de energia do tanque para a água acontece por condução.
D. Os tanques são construídos com um material mau condutor térmico, para
reduzir perdas de energia por condução.

A. Incorreta. Por serem de cor preta, os tanques são bons absorvedores


de energia sob a forma de radiação.
B. Incorreta. A cobertura de vidro permite a passagem de todo o tipo de radiação
que nela incida.
C. Correta.
D. Incorreta. Os tanques são construídos num material bom condutor térmico
para que possa ocorrer a transferência do calor absorvido por radiação, pelo
tanque, para a água de forma mais eficiente.

5 A
 potência média dos coletores solares para aquecimento de água pode não ser
igual ao longo do ano. Um certo dia verificou-se que a potência média de um
coletor solar é 4 kW. Admitindo que durante o processo de aquecimento de 30 kg
de água a taxa de transferência de energia se manteve constante e a temperatura
da água aumentou de 25 °C para 60 °C, determine o tempo que demorou
a aquecer a água.

Visto que P = 4000 W


E
P= + E = P Dt = 4000 Dt
Dt
Sabe-se que:
Q = m c Di
em que Q é a energia transferida como calor, por condução, através de um corpo
de massa m e capacidade térmica mássica c, a uma diferença de temperaturas
Di.
Neste caso, a energia transferida como calor Q corresponde à energia fornecida
pela radiação solar E.
Logo:
E = m c Di
Tem-se:
Di = 60 - 25 = 35 ºC
Pelo que:
4 389 000
4000Dt = 30 × 4180 × 35 + Dt = = 1097,25 s
4000
O tempo que a água demorou a aquecer foi de, aproximadamente, 18 minutos
e 17,3 segundos.

Manual do aluno   137

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ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

Aplicar os conceitos sobre a Primeira e a Segunda Leis da Termodinâmica


1 S
 elecione a opção correta para completar o sentido do texto. O primeiro princípio
da termodinâmica estabelece uma relação entre energia interna, trabalho e calor,
reafirmando a ideia geral da conservação de energia.
Pode, portanto, afirmar-se que na expansão de um gás, num sistema isolado,
ocorre a transformação de…
A. … trabalho em calor.
B. … calor em energia interna.
C. … trabalho em energia interna.
D. … energia interna em trabalho.
E. … energia interna em calor.

A opção correta é a D.
Q = 0; W < 0 e DU < 0, a temperatura diminui.

2 A energia transferida, sob a forma de calor, por condução e radiação para
um sistema é 40 J e a energia transferida desse mesmo sistema para o exterior,
através da realização de trabalho, é 36 J.
Determine a variação de energia interna do sistema e indique se ocorreu um
aumento ou uma diminuição desta.

Considerando:
DU = W + Q
sendo DU a variação da energia interna do sistema, W o trabalho aplicado no
sistema e Q a energia sob a forma de calor que é transferida para o sistema.
Tem-se que:
Q = 40 (entra no sistema)
W = -36 (sai do sistema)
Logo:
DU = -36 + 40 = 4 J
A energia interna do sistema sofreu um aumento de 4 J.

3 S
 elecione a opção correta para completar o sentido do texto. Considere um gás
contido num cilindro com êmbolo móvel e termicamente isolado do exterior.
Quando se desloca o êmbolo da posição 1 para a posição 2, a energia interna
do sistema aumenta 400 J.

2 1

138  Manual do aluno


U3P186H1

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3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Para esta transformação pode concluir-se que…
A. … o trabalho realizado sobre o sistema é 400 J e é transferida energia como
calor de -400 J.
B. … o trabalho realizado sobre o sistema é 200 J e é transferida energia como
calor de 200 J.
C. … o trabalho realizado sobre o sistema é 400 J e não há transferência
de energia por fluxos de calor.
D. … o sistema realiza sobre a vizinhança trabalho de 400 J e não há
transferência de energia por fluxos de calor.

Como:
DU = W + Q,
sendo DU a variação da energia interna do sistema, W o trabalho aplicado
no sistema e Q a energia sob a forma de calor que é transferida para o sistema.
Visto que o sistema está isolado termicamente:
Q = 0,
então:
DU = W = 400 J
Pelo que a opção correta é a C, porque, como a energia interna aumenta,
o trabalho é realizado sobre o sistema.

4 C
 onsidere um sistema termodinâmico fechado no qual ocorreu um processo
em que se verificaram trocas de energia, sob a forma de calor por condução
e radiação e trabalho, com a sua vizinhança. Durante o processo foram
transferidos para a vizinhança 700 J sob a forma de trabalho e 300 J sob a forma
de calor por radiação, mantendo-se constante a energia interna do sistema.
Calcule a energia transferida, sob a forma de calor por condução, e refira
o sentido dessa transferência. Apresente todas as etapas de resolução.

Como:
DU = W + Q em que Q = Q R + Q C,
sendo DU a variação da energia interna do sistema, W o trabalho aplicado no
sistema e Q a energia sob a forma de calor que é transferida para o sistema.
Como a energia interna é constante:
DU = 0
Sabe-se que:
W = -700
Q R = -300
Substituindo:
0 = -700 + Q C - 300 + Q C = 1000 J
Foram transferidos 1000 J da vizinhança para o sistema.

Manual do aluno   139

641203 099-162.indd 139 07/07/15 14:52


ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

5 C
 omente a seguinte afirmação do ponto de vista da reversibilidade
da transformação:
No dia a dia ocorrem processos irreversíveis, como, por exemplo, o equilíbrio
térmico entre dois corpos que se encontravam a diferentes temperaturas.

Quando dois corpos, inicialmente a temperaturas diferentes, são colocados


em contacto térmico, ocorre a transferência de energia, sob a forma de calor,
do corpo a temperatura superior para o corpo a menor temperatura.
Após atingir o equilíbrio térmico, o sistema formado pelos dois corpos está todo
à mesma temperatura. O processo inverso não se verifica, uma vez que um
sistema de dois corpos à mesma temperatura não evolui espontaneamente
de modo que ambos fiquem com temperaturas diferentes.

6 D
 as situações apresentadas, qual é a que não conduz a um aumento
da entropia?
A. Aumentar a temperatura de um gás.
B. Congelar um líquido.
C. Evaporar um líquido.

Ao congelar um líquido, diminui o número de arranjos a nível microscópico que


descreve o sistema a essa temperatura. A opção correta é a B.

7 C
 onsidere o sistema isolado constituído por dois gases, à mesma temperatura
e pressão, inicialmente separados por uma membrana.
Supondo que a membrana rompe, qual das situações de 1 a 3 será a mais
provável quando a mistura atingir o equilíbrio termodinâmico?
Justifique a sua resposta.

1 2 3

Situação 2: um sistema inicialmente num estado de baixa entropia tenderá


espontaneamente para um estado de entropia máxima.

140  Manual do aluno

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3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
ATIVIDADES GLOBAIS

1 M
 ediu-se a temperatura de um sistema com um termómetro digital graduado
na escala Celsius. O valor obtido foi 21,5 °C ! 0,1 °C.
1.1 Entre que valores de temperatura se encontra o valor da temperatura
do sistema?
1.2 Admita que se utilizou um termómetro graduado na escala Kelvin com
a precisão às centésimas. Determine o valor da temperatura do mesmo
sistema medido com o termómetro graduado em kelvin.
1.3 Selecione a opção correta relativamente a este corpo.
A. O corpo não emite radiação porque está a uma temperatura muito baixa.
B. O corpo emite radiação na região do visível, porque se vê o corpo.
C. O corpo não transfere calor para a vizinhança, porque está a uma
temperatura muito baixa.
D. O corpo emite radiação predominantemente na região do infravermelho.

1.1 O valor da temperatura do sistema encontra-se no seguinte intervalo:


[21,5 - 0,1; 21,5 + 0,1] = [21,4; 21,6] °C
1.2 21,5 °C corresponde a 273,15 + 21,5 = 294,65 K.
Logo, a temperatura do sistema medida por um termómetro graduado
em kelvin será dada por:
294,65 ! 0,01 K
1.3 A Lei do Deslocamento de Wien diz-nos que:
B
mmax =
T
em que mmax é o comprimento de onda máximo a que um corpo à
temperatura T emite radiação e B = 2,898 × 10-3 mK é uma constante
denominada constante de Wien.
Assim:
2,898 # 10-3
mmax = = 9,835 × 10-6 m Ü 9835 nm
294,65
A opção A não está correta, pois, a menos que o corpo se encontre no zero
absoluto (0 K), existe sempre emissão de radiação.
A opção B não está correta, pois, como confirmado pelos cálculos, o corpo
não irá emitir radiação na zona do visível.
Como não se conhece a temperatura da vizinhança, a opção C está incorreta.
Logo, a opção correta é a D.

2 U
 tilizaram-se dois termómetros para medir a temperatura de um líquido. Um dos
termómetros está calibrado e graduado na escala Kelvin. O valor da temperatura
do líquido medido foi 253 K. O outro termómetro está graduado na escala Celsius,
mas não está calibrado. O valor medido neste termómetro tem um erro de 10 %
por excesso.

Manual do aluno   141

641203 099-162.indd 141 07/07/15 14:52


ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

Refira o valor da temperatura do líquido medido com o termómetro graduado


em Celsius.

T = 253 K = -20,15 °C
A temperatura no termómetro graduado em graus Celsius, t, é dada por
t + 0,1t = -20,15
Isto pelo facto de a temperatura estar inflacionada 10 %.
Logo:
20,15
t (1 - 0,1) = -20,15 + t = = -18 °C
1,1
Pelo que o valor da temperatura do líquido medido com o termómetro graduado
em Celsius foi igual a -18 °C.

3 O
 alumínio é um metal que tem diversas aplicações tecnológicas.
Na tabela seguinte, estão registados os valores de algumas propriedades físicas
do alumínio.

Ponto de fusão/°C 660


Capacidade térmica mássica (a 25 °C)/J kg-1 °C-1 897
Variação de entalpia (ou calor) de fusão/J kg -1
8,9 ◊ 105

3.1 Identifique o fenómeno que ocorre quando o alumínio se encontra


à temperatura de 660 °C.
3.2 Selecione a alternativa que permite calcular, na unidade do Sistema
Internacional, a temperatura do ponto de fusão do alumínio.
A. T = 660 - 273,15 K
B. T = 660 + 273,15 K
273,15
C. T = K
660
D. T = 273,15 - 660 K
3.3 Refira o significado da expressão: «A capacidade térmica mássica
do alumínio, à temperatura de 25 °C, é 897 J kg-1 °C-1.»
3.4 Considere que uma barra de alumínio, de massa 700 g e, inicialmente,
a 25,0 °C, é aquecida.
3.4.1 Que energia é necessário fornecer à barra para que a sua
temperatura aumente de 25,0 °C para 27,0 °C?
A. (2,0 ◊ 897) J
B. (1,4 ◊ 897) J
897
C. e oJ
2
897
D. e oJ
1,4

142  Manual do aluno

641203 099-162.indd 142 07/07/15 14:52


3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
3.4.2 Admita que é transferida energia para a barra de alumínio
considerada a uma taxa temporal constante de 1,1 kW.
Determine o tempo que a barra demora a fundir completamente,
a partir do instante em que atinge a temperatura de 660 °C,
admitindo que a totalidade da energia transferida contribui para
o aumento da energia interna da barra.
Apresente todas as etapas de resolução.
Adaptado do exame de Física e Química A, 1.ª fase, 2014

3.1 Quando o alumínio se encontra à temperatura de 660 °C, o fenómeno que


ocorre é a fusão do alumínio, ou seja, a sua passagem do estado sólido para
o estado líquido, ou a sua solidificação; ou seja, a sua passagem do estado
líquido para o estado sólido.
3.2 A unidade do Sistema Internacional de temperatura é o kelvin, e para
converter as unidades de temperatura de graus Celsius para kelvin basta
somar 273,15; logo, a opção correta é a B.
3.3 A expressão significa que por cada quilograma de material, à temperatura
de 25 °C, é necessário fornecer (ou retirar) 897 joules de energia para
a temperatura elevar (ou baixar) em 1 °C.
3.4 3.4.1 Sabe-se que:
E = m c Di

em que E é a energia transferida como calor, por condução, através
de um corpo de massa m e capacidade térmica mássica c, a uma
diferença de temperaturas Di.
Pelo que:
E = 0,700 × 897 × (27,0 - 25,0) = (1,4 × 897) J
Logo, a opção correta é a B.
3.4.2 Visto que P = 1100 W
E
P= + E = P Dt = 1100Dt
Dt
Considerando:
E = m × DHfus

em que E é a energia necessária para mudar de estado físico uma
substância de massa m e com entalpia DH, logo:
1100Dt = m × DHfus
Pelo que:
623 000
1100Dt = 0,700 × 8,9 × 105 + Dt = = 5,7 × 102 s
1100
O tempo que o alumínio, a uma temperatura inicial de 660 °C,
demorou a fundir foi de, aproximadamente, 9 minutos e 30
segundos.

Manual do aluno   143

641203 099-162.indd 143 07/07/15 14:52


ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

4 F
 oi construído um sensor de temperatura utilizando um fio de cobre.
A temperatura é medida indiretamente, a partir da medição da resistência elétrica
do fio de cobre, uma vez que este apresenta diferentes valores de resistência
elétrica a diferentes temperaturas. Na tabela seguinte, estão registados os valores
da resistência elétrica para diferentes temperaturas.

Resistência elétrica/X Temperatura/°C


16,00 0
17,32 20
18,64 40
19,96 60
21,28 80
22,6 100

Obtenha o resultado da medição da temperatura, expressa em kelvin, quando


se mede o valor da resistência elétrica de 17,50 X. Comece por obter a equação
da reta para o gráfico da temperatura em função da resistência elétrica.

Utilizando o método dos mínimos desvios quadráticos para efetuar uma regressão
linear, obtém-se:

120

100
Temperatura/ºC

80

60

40

20

0 5,00 10,00 15,00 20,00 25,00


Resistência/Ω

Sabe-se que:
R=x
U3P144H1
T=y
Logo, tem-se:
T = 15 × R - 2422
Pelo que se tem um valor de resistência de R = 17,50 X
T = 15 × 17,50 - 242 = 20,5 °C

144  Manual do aluno

641203 099-162.indd 144 07/07/15 14:52


3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Em kelvin, tem-se:
T = 20,5 + 273,15 = 293,6 K
Assim, quando se mede um valor de resistência de 17,50 X, a temperatura
é 293,6 K.

5 O
 bserve a figura seguinte, em que se apresenta o espetro eletromagnético,
e responda às questões.

102 104 106 108 1010 1012 1014 1016 1018 1020
f/Hz
Micro-ondas Ultravioleta
Rádio AM FM/TV Infravermelhos Raios X
m/m
x y

Visível

Vermelho (4,3 × 1014 Hz), laranja, amarelo..., verde, azul, violeta (7,5 × 1014 Hz)

5.1 Identifique a radiação do espetro eletromagnético menos energética.


U3P188H1
5.2 Ordene as radiações eletromagnéticas do espetro visível por ordem crescente
do comprimento de onda.
5.3 No espetro estão assinalados dois valores de comprimento de onda com
a letra X e Y. Determine os valores de X e Y no vazio.
5.4 Uma radiação vermelha propaga-se no ar e incide numa tina contendo água,
continuando a propagar-se na água.
Selecione a opção que completa corretamente a frase.
Quando a radiação vermelha passa a propagar-se na água…
A. … a frequência da radiação diminui.
B. … a velocidade de propagação da radiação vermelha aumenta.
C. … o comprimento de onda da radiação vermelha aumenta.
D. … a frequência da radiação mantém o mesmo valor.

5.1 A radiação com menos energia é a que tiver menor frequência, ou seja,
maior comprimento de onda, logo, é a radiação rádio AM.
5.2 Do menor comprimento de onda para o maior, tem-se a ordem seguinte:
mvioleta < manil < mazul < mverde < mamarelo < mlaranja < mvermelho
5.3 Considerando:
c
m=
f
em que c é a velocidade da luz no vazio e m é o comprimento de onda
da radiação com frequência f.

Manual do aluno   145

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ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

Logo, para f = 4,3 × 1014 Hz


3 # 10 8
m= = 7 × 10-7 m
4,3 # 1014
E para f =7,5 × 1014 Hz
3 # 10 8
m= = 4 × 10-7 m
7,5 # 1014
5.4 A opção correta é a D.

6 A
 s plantas e os animais que vivem num ecossistema dependem uns dos outros,
do solo, da água e das trocas de energia para sobreviverem. Um processo
importante de troca de energia designa-se por calor.
Classifique as afirmações como verdadeiras ou falsas.
A. As trocas de energia entre corpos à superfície da Terra ocorrem por ondas
eletromagnéticas na zona espetral do infravermelho.
B. Ocorre transferência de calor por convecção, quando se estabelecem, num
fluido, correntes causadas por diferenças de temperatura.
C. Transferência de energia por calor pode ocorrer por condução em sólidos,
líquidos, gases e, também, no vácuo.

A opção verdadeira é a B.

7 T
 odos os corpos emitem radiação térmica, contudo o espetro da radiação térmica
emitido pelos corpos depende da temperatura a que estes se encontram.
A figura seguinte mostra o espetro da radiação térmica, medido através do orifício
de uma cavidade a diferentes temperaturas.

Radiância
W m-2 nm-1

2,5 ◊ 1014
B

2,0 ◊ 10 14

D
1,5 ◊ 1014

C
1,0 ◊ 1014 ×
××
×
××
‚‚‚‚ ×××

××

A
××
××

‚‚
‚‚
‚‚
‚‚‚‚ ××
××
‚‚‚‚ × ×

‚ ‚‚‚ ××
‚

5,0◊ 1013 ‚‚‚ ××


‚‚‚ ××
‚‚‚×××
× ×

‚‚‚‚×××
‚‚‚‚
×××
‚‚‚

‚‚‚
‚
ׂ
ׂ
ׂ
ׂ
ׂ
ׂ
ׂ‚‚‚‚
×× ‚‚‚‚‚
‚

0,0 ‚‚‚ ××××× ‚


‚‚‚‚‚‚‚‚‚‚‚‚‚‚‚‚‚‚‚‚‚
‚‚‚
×

× ×××××××××××××××××××××
× ×
××× ×
×××××
0 500 1000 1500 2000 2500 3000 m/nm

7.1 Sabendo que as temperaturas são 5800 K, 6000 K, 6500 K e 7000 K, associe
cada um destes valores de temperatura
U3P189H1à respetiva curva A, B, C ou D.
146  Manual do aluno

641203 099-162.indd 146 07/07/15 14:53


3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
7.2 Qual das curvas A, B, C ou D apresenta o máximo de emissão para uma
menor frequência? Justifique
7.3 Selecione a opção que completa corretamente a afirmação.
Quando o espetro da radiação térmica é a curva A, um corpo a esta
temperatura…
A. … emite somente na região do visível.
B. … emite na região do visível e infravermelho.
C. … não emite na região do visível.
D. … emite somente na região do infravermelho.

7.1 A Lei de Stefan-Boltzmann afirma que a radiância é diretamente


proporcional à quarta potência da temperatura absoluta (T 4, onde T
é a temperatura em kelvin). Então, as correspondências são:
A — 5800 K
B — 7000 K
C — 6000 K
D — 6500 K
7.2 A curva A apresenta um máximo de emissão para um maior comprimento
de onda.
Como o comprimento de onda é inversamente proporcional à frequência
(c = m f ), então, a curva A tem o máximo de emissão para menor valor
de frequência.
7.3 A opção correta é a B.

8 A
 dmita que o corpo que se encontra à temperatura de 6000 K irradia
7,3 ◊ 107 W m-2.
O valor da irradiância do corpo que se encontra à temperatura de 7000 K será
maior, menor ou igual a 7,3 ◊ 107 W m-2? Justifique a sua resposta.

A irradiância E r pode ser obtida pela expressão


Er = v T 4
em que v é a constante de Stefan-Boltzmann e T, a temperatura absoluta.
Quanto maior é a temperatura, maior é a irradiância. Então, o corpo à temperatura
de 7000 K terá uma irradiância superior à do corpo a 6000 K, isto é, a irradiância
será maior do que 7,3 × 107 W m-2.

9 Identifique o sensor que utilizaria para detetar a radiação térmica emitida por um
corpo à temperatura ambiente e em que condições seria possível detetar esse
corpo.

Utilizar-se-ia um sensor de infravermelho. No entanto, para que o corpo fosse


detetado, este não poderia estar em equilíbrio térmico com a vizinhança.

Manual do aluno   147

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ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

10 A
 principal causa do desconforto Emissividade de superfícies
térmico nos edifícios, no verão,
é a insolação, a qual durante o dia Tipo de superfície f
contribui com a parcela mais Chapa de alumínio (nova
significativa de energia que 0,05
e brilhante)
é transferida para o edifício.
Os materiais absorvem radiação Chapa de alumínio (oxidada) 0,12
e emitem para o seu interior, Chapa de aço galvanizada
0,25
pelo que os materiais maus (nova e brilhante)
absorvedores de radiação
Caiação nova 0,90
contribuem para um aumento da
temperatura. Para avaliar se um Concreto aparente 0,85/0,95
material é bom ou mau absorvedor Telha de barro 0,85/0,95
de radiação, define-se uma
Tijolo aparente 0,85/0,95
propriedade térmica que se chama
emissividade do material. Quanto Reboco claro 0,85/0,95
maior for o valor da emissividade, Revestimento asfáltico 0,90/0,98
melhor absorvedor de radiação
é o material. Um material que Vidro comum de janela 0,90/0,95
apresente valor de emissividade de Pintura:
1 diz-se que tem o comportamento branca 0,90
de um corpo negro, ou seja, é um amarela 0,90
bom absorvedor e bom emissor verde-clara 0,90
de radiação. «alumínio» 0,90
Na tabela ao lado, estão verde-escura 0,90
registados os valores da vermelha 0,90
emissividade, na zona do preta 0,90
infravermelho, de alguns materiais
utilizados na construção civil para revestimento de edifícios.
10.1 Qual das superfícies é mais refletora na gama do infravermelho? Justifique
a sua resposta.
10.2 Qual das superfícies se aproxima mais do comportamento de corpo negro
na gama do infravermelho?
10.3 A cor da tinta pode ser utilizada como critério para avaliar o poder refletor/
absorvedor da superfície relativamente à radiação na gama do
infravermelho?

10.1 A superfície que tem menor valor de emissividade é a que absorve uma
menor parcela de radiação incidente. Como absorve menos radiação,
significa que reflete mais radiação nela incidente. Neste caso, o material
com menor valor de emissividade é a chapa de alumínio nova e brilhante.
10.2 De acordo com a informação no enunciado do problema, uma superfície
para ter o comportamento de «corpo negro» tem de ter um valor de
emissividade igual a 1. Neste caso, a superfície que se aproxima mais do
comportamento de «corpo negro» na gama do infravermelho é a que tem
o maior valor de emissividade; neste conjunto de materiais, é o
revestimento asfáltico.

148  Manual do aluno

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3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
10.3 De acordo com a informação que consta na tabela, existem pinturas
de diferentes cores com o mesmo valor de emissividade na gama
do infravermelho. Pode, portanto, afirmar-se que através da cor não é possível
avaliar o poder refletor/absorvedor da superfície face à radiação infravermelha.

11 P
 ara investigar a influência da irradiância
e da diferença de potencial elétrico no
rendimento de um painel fotovoltaico, um
grupo de alunos fez a montagem do circuito
elétrico representado na figura ao lado.
Fazendo incidir na vertical sobre o painel
a radiação proveniente de uma lâmpada,
os alunos mediram as grandezas corrente
elétrica (I), estabelecida no circuito,
e diferença de potencial (U), nos terminais da célula fotovoltaica, para diferentes
valores de resistência elétrica introduzida pelo reóstato. Com os valores obtidos,
calcularam a potência debitada (P) pelo painel, e construíram o gráfico
da potência em função da diferença de potencial elétrico fornecido pelo painel.

P/W

0,04

0,03

0,02

0,01

0
0 5 10 15 20 25 U/V

11.1 Como se chama o aparelho de medida que mede a intensidade de corrente


elétrica?
11.2 Qual é o nome da unidade de intensidade de corrente elétrica?
u3p190h2
11.3 Das medições efetuadas pelos alunos para traçar o gráfico, indique uma
medição direta e uma medição indireta. Justifique.
11.4 Indique o valor da diferença de potencial debitada pela célula que
maximize a potência fornecida pelo painel fotovoltaico.
11.5 Quaisquer que sejam as condições de iluminação do painel, há um valor
da resistência para o qual a potência debitada é máxima.
Selecione a opção que completa corretamente a frase seguinte.
O valor da potência máxima debitada pelo painel aumenta quando…
A. … é máxima a intensidade da radiação incidente.
B. … é maior a inclinação do painel relativamente à direção da radiação
incidente.
C. … for menos intensa a radiação incidente.
D. … for maior a temperatura ambiente.

Manual do aluno   149

641203 099-162.indd 149 07/07/15 14:53


ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

11.6 Admita que, em cada ensaio, se utilizaram células retangulares com 10 cm


de comprimento e 5 cm de largura. Utilizou-se ainda uma lâmpada de 25 W
que esteve ligada durante 2 min, mas somente 1,2 % da energia fornecida
pela lâmpada incidia na célula fotovoltaica. Determine:
a) a irradiância da luz média no local em que se encontra a célula.
Exprima o valor em W cm-2;
b) o rendimento máximo da célula fotovoltaica.
11.7 Posteriormente, os alunos repetiram a experiência, mantendo fixo o valor
da resistência introduzida pelo reóstato, mas variando a inclinação
do painel em relação à direção da radiação incidente.
Na tabela seguinte, encontram-se registados os valores experimentais de
potência (P) fornecida ao circuito pelo painel fotovoltaico, para os diversos
ângulos (a) definidos pela direção em que se encontrava o painel e pela
direção da radiação incidente.
O que se pode concluir a partir destes dados experimentais?

a/º P/W
90 1,41 ◊ 10-2
80 1,39 ◊ 10-2
70 1,37 ◊ 10-2
60 1,07 ◊ 10-2
50 7,88 ◊ 10-3

11.8 Na figura estão representadas


as curvas características de curva 3
2,8
células fotovoltaicas em três
Corrente (I)/A

momentos diferentes do dia, 2,0 curva 2


devido à inclinação dos raios curva 1
1,0
solares: 9 h, 12 h e 16 h.
Faça corresponder
a respetiva curva (1, 2 ou 3) 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20
ao momento do dia 9 h Tensão (V)/V
e ao momento do dia 12 h.
U3P191H1
Adaptado da Prova de Exame de Física e Química A, época especial, 2010

11.1 O aparelho de medida de intensidade da corrente elétrica é o amperímetro.


11.2 O nome da unidade do SI de intensidade da corrente elétrica é o ampere.
11.3 Uma medição direta é o resultado obtido por um instrumento de medida,
enquanto uma medida indireta é o resultado de cálculos.
Medição direta: diferença de potencial; Medição indireta: potência.
11.4 A d.d.p que maximiza a potência fornecida pelo painel é 18 V.
11.5 A opção correta é a A.

150  Manual do aluno

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3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
11.6 a) Para determinar a irradiância:
E
Er =
A Dt
A área das células é igual: A = ℓ × c = 10 × 5 = 50 cm2
Calcular a potência incidente na célula:
P = 0,012 × 25 = 0,3 W
Calcular a energia incidente na célula durante os 2 minutos que
a lâmpada esteve ligada:
E = P × Dt = 0,3 × 2 × 60 = 36 J
Substituindo na expressão de irradiância:
36
Er = = 0,006 W cm-2
50 # 120
b) Para determinar o rendimento:
Pelétrica
h= × 100
Pincidente
 Como Pincidente = 0,3 W e a potência elétrica máxima debitada por esta
célula é: Pmax. = 0,03 W (valor lido no gráfico), tem-se:
0,03
h= × 100 = 10 %
0,3
11.7 A potência debitada pelo painel fotovoltaico depende da inclinação
do painel relativamente aos raios incidentes. Quanto maior for o ângulo
entre a direção em que se encontra o painel e a direção da radiação
incidente, maior é a potência fornecida pelo painel fotovoltaico.
11.8 Curva 1-9 horas; curva 2-16 horas; curva 3-12 horas. Quanto maior for
a inclinação dos raios solares relativamente às células fotovoltaicas, maior
é a intensidade da corrente elétrica (curva 3-12 h).

12 O
 s coletores solares permitem aproveitar a radiação solar para aquecer um fluido
que circula no interior de tubos metálicos. Para uma maior eficiência, esses tubos
estão em contacto com uma placa coletora, como representado na figura seguinte.

Cobertura transparente

Caixa metálica

Isolamento térmico

Tubos de cobre

Superfície absorvedora

12.1 Apresente a razão pela qual a placa coletora é, normalmente, metálica e a


razão pela qual é, por vezes,U3P192H1
de cor negra.

Manual do aluno   151

641203 099-162.indd 151 07/07/15 14:53


ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

12.2 Um fabricante de componentes de coletores solares testou dois materiais


diferentes — cobre e aço inoxidável. Forneceu a mesma quantidade de
energia a uma placa de cobre e a uma placa de aço inoxidável, de igual
massa e de espessura idêntica, colocadas sobre suportes isoladores.
Verificou que a placa de cobre sofreu uma elevação de temperatura
superior à da placa de aço.
Selecione a única opção que contém os termos que preenchem,
sequencialmente, as lacunas do texto, de modo a obter uma afirmação
correta.
Esse teste permitiu concluir que a […] do cobre é […] à do aço.
A. […] condutividade térmica […] superior […]
B. […] condutividade térmica […] inferior […]
C. […] capacidade térmica mássica […] inferior […]
D. […] capacidade térmica mássica […] superior […]
12.3 Escolha a única opção correta que completa a frase.
Um dos componentes dos coletores solares é uma caixa construída com
um material que é um isolador térmico; esta caixa permite…
A. … minimizar as transferências de energia por convecção.
B. … minimizar as transferências de energia por radiação.
C. … minimizar as transferências de energia por condução.
D. … aumentar as transferências de energia por condução.
12.4 Identifique o principal processo de transferência de energia como calor
que permite o aquecimento de toda a água contida nos tubos metálicos.
12.5 Um coletor solar é instalado numa habitação para aumentar a temperatura
de 800 litros de água de 20 °C a 60 °C, durante o tempo de exposição
solar, 8 h.
Nas condições de operação em estado estacionário, para a qual é possível
considerar que o balanço energético radiante resulta num ganho de
potência de 140 W/m2 por parte da placa absorvedora, calcule a área
do coletor solar que é necessário instalar.
 c (água) = 4180 kJ kg-1 ºC-1
 t (água) = 1 g cm-3
Adaptado de Teste Intermédio de Física e Química, 11.º ano, 11/02/2010

12.1 Placa metálica, porque os metais são bons condutores térmicos, e de cor
negra, para melhor absorver toda a radiação incidente na placa coletora.
12.2 A opção correta é a C.
12.3 A opção correta é a C.
12.4 Correntes de convecção e condução por difusão.
12.5 Calcular a energia necessária para aumentar a temperatura da água:
E = m c Dt
Substituindo os valores, como a massa volúmica da água é 1 g cm-3,
então, 800 litros de água têm a massa de 800 kg:
E = 800 × 4,18 × 103 × (60 - 20) = 1,338 × 108 J

152  Manual do aluno

641203 099-162.indd 152 07/07/15 14:53


3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Calcular a área do coletor, conhecendo o valor da irradiância no local (Er):
E
Er =
Dt A
E
A=
Dt Er
Substituindo os valores:
E 1,338 # 10 8
A= = = 33,18 m2
Dt Er 8 # 3600 # 140
A área dos coletores é 33,18 m2.

13 U
 m corpo A, inicialmente à temperatura de T °C, é colocado em contacto com
um corpo B, com a mesma massa mas de material diferente, inicialmente à
temperatura de 0 °C. O equilíbrio térmico dos dois corpos estabelece-se a 0,2 T °C.
Supondo que o sistema é termicamente isolado, estabeleça a relação entre
as capacidades térmicas mássicas das duas substâncias.

Estabelecer o balanço energético:


QA + QB = 0
mA cA DtA + mB cB DtB = 0
Como as massas são iguais:
cA DtA + cB DtB = 0
cA (teq - tiA) + cB (teq - tiB) = 0
Como a temperatura no equilíbrio é 0,2T e a temperatura inicial de A é T:
cA (0,2T - T) + cB (0,2T - 0) = 0
cA (-0,8T) + cB (0,2T ) = 0
cA (0,8T) = cB (0,2T )
cB 0,8T
cA = 0,2T = 4

14 C
 om o objetivo de determinar a capacidade Sensor de
temperatura
térmica mássica do cobre e do alumínio, um
Resistência de
grupo de alunos utilizou sucessivamente blocos aquecimento
calorimétricos desses metais, numa montagem
semelhante à representada na figura ao lado.
Os alunos começaram por introduzir um sensor
Bloco
de temperatura, ligado a um sistema de calorimétrico
aquisição de dados, num dos orifícios de um
desses blocos calorimétricos, e uma resistência Material
de aquecimento, no outro orifício. Tiveram, isolador
ainda, o cuidado de proceder de modo a
otimizar o contacto térmico do bloco, quer com
o sensor, quer com a resistência, e a minimizar a taxa de dissipação de energia
do bloco. Seguidamente, os alunos montaram um circuito elétrico, ligando a
U3P193H1
resistência de aquecimento a uma fonte de alimentação, a um voltímetro, a um
amperímetro e a um interruptor.

Manual do aluno   153

641203 099-162.indd 153 07/07/15 14:53


ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

14.1 Qual dos esquemas seguintes pode representar o circuito elétrico montado
pelos alunos?

A B C D V

V A V A

A V A

14.2 Os alunos ligaram o interruptor do circuito elétrico e iniciaram,


U3P193H4
U3P193H2 U3P193H3 U3P193H5
simultaneamente, o registo da temperatura do bloco de cobre em função
do tempo.
Identifique uma das grandezas que os alunos tiveram de medir para
calcular a potência dissipada pela resistência de aquecimento.
14.3 A figura apresenta o gráfico da temperatura do bloco de cobre,
de massa 1,00 kg, em função do tempo. Sabendo que a potência
dissipada pela resistência de aquecimento na experiência realizada foi 1,58
W, determine, a partir dos resultados da experiência, o erro relativo,
em percentagem, do valor experimental da capacidade térmica mássica
do cobre. Comece por obter o valor experimental da capacidade térmica
mássica do cobre expressa em J kg-1 °C-1.
Apresente todas as etapas de resolução.
Dados: Ccobre = 385 J kg-1 °C-1

18,00
17,90
temperatura/ºC

17,80
17,70
17,60
17,50
17,40
0 50 100 150
tempo/s

14.4 Seguidamente, os alunos repetiram cobre


a experiência, nas mesmasU3P193H6
temperatura/ºC

condições, substituindo apenas


o bloco de cobre por outro de alumínio
alumínio, aproximadamente com
a mesma massa. A figura ao lado
apresenta o esboço dos gráficos
tempo/s
da temperatura de cada um dos
blocos, em função do tempo. Conclua, justificando, qual dos dois metais,
cobre ou alumínio, terá maior capacidade térmica mássica.
U3P194H1
Exame de Física e Química A, 1.ª fase, 2012 (adaptado)

154  Manual do aluno

641203 099-162.indd 154 07/07/15 14:53


3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
14.1 A opção correta é a B, pois é a única que apresenta o amperímetro
em série (representado pelo círculo com um A no interior) e o voltímetro
em paralelo (representado pelo círculo com um V no interior) com
a resistência.
14.2 Tiveram de medir a diferença de potencial nos terminais da resistência
ou a corrente elétrica.
14.3 Selecionar o intervalo de tempo em que há uma variação linear
da temperatura no tempo. Determinar uma variação de temperatura
do bloco de cobre coerente com o intervalo de tempo considerado; por
exemplo, para Di = 0,38 °C, o intervalo de tempo é 100 s.
Calcular a capacidade térmica mássica do cobre:
E P # Dt 1,48 # (150 - 50)
c= +c= +c=
m Di m Di 1 # (17,93 - 17,55)
c = 389,5 J kg-1 °C-1
Determinação do erro relativo:
389,5 - 385
er = × 100 + er = 1,2 %
385
14.4 A relação entre o tempo e a temperatura (para valores suficientemente
elevados) é dada por:
P
Di = mc Dt, comparativamente com a equação da reta: y = m x.
Ora, nesta situação, P e m são os mesmos para os dois metais. Então,
o declive da reta Di vs. Dt varia apenas com a capacidade térmica
mássica c declive = c m. Quanto maior é a capacidade térmica mássica
1

do bloco calorimétrico, menor é o declive da reta, e, então, pode


concluir-se que o metal com maior capacidade térmica é o alumínio.

15 E
 xistem atualmente, na construção civil, sistemas de aquecimento dos edifícios
que substituem os radiadores nas paredes por piso radiante.
Os tubos de circulação de água quente são colocados no chão do edifício.
Explique como se processa a transferência de energia que permite o aquecimento
rápido de todo o ar da habitação, quando se liga o sistema de aquecimento.

Nos tubos do piso radiante circula água quente, que transfere energia como calor
para o piso por condução. O piso aumenta a sua temperatura e transfere energia
para o ar que está em contacto com a superfície e a uma temperatura menor
transferência de calor por condução, e também transfere energia por radiação.
O ar junto ao piso aumenta a sua temperatura, fica menos denso e sobe, gerando
uma corrente ascendente de ar quente que vai transferindo energia para a
vizinhança. Simultaneamente, esse mesmo ar origina uma corrente de ar frio,
mais denso, que desce, e o mesmo é aquecido junto ao piso, ficando menos
denso e voltando a subir, repetindo-se o ciclo de correntes de convecção, que
aquecem todo o ar da sala.

Manual do aluno   155

641203 099-162.indd 155 07/07/15 14:53


ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

16 N
 a escolha do material a utilizar como
isolante térmico para a construção de uma
câmara frigorífica, devem-se considerar vários
fatores, além do económico, tais como:
resistência a insetos e microrganismos, riscos
de propagação de fogo, poeira ou vapores
indesejáveis, partículas que possam irritar
a pele, retenção de odores, resistência
à decomposição e resistência à absorção de água. Outro fator a ter em conta
é a propriedade do material para diminuir o fluxo de calor entre o sistema
e a vizinhança.
16.1 Qual é nome da propriedade do material que faz diminuir o fluxo de calor
entre o sistema e a vizinhança?
16.2 Na tabela estão registadas as características térmicas de quatro materiais
que podem ser utilizados na construção de câmaras frigoríficas.

Material kT/ W m-1 °C-1


PUR (poliuretano) 1,97 ◊ 10-2
EPS (poliestireno expandido) 3,25 ◊ 10-2
Poliestireno 1,00 ◊ 10-2
Cortiça 3,72 ◊ 10-2
Lã de vidro 4,50 ◊ 10-2

16.2.1 Indique, justificando, o material que selecionaria para isolamento


térmico da câmara frigorífica.
16.2.2 Admita que uma câmara frigorífica tem uma área total das
paredes externas de 24,0 m2 e a diferença de temperatura entre
o exterior e o interior da câmara é mantida constante e é igual
a 25 °C. No revestimento do frigorífico foi utilizado poliestireno
de espessura 10 cm.
Sabendo que a taxa temporal de transferência de energia como
Q
calor por condução térmica e o, através de um material de área
Dt
de secção transversal (A) e espessura (ℓ), que se encontre a uma
dada diferença de temperaturas (i), é calculado por:
Q A
= kT ◊ ◊ Di
Dt ℓl
Calcule a energia transferida através das paredes do frigorífico,
durante 1 h de funcionamento.

16.1 Condutividade térmica.


16.2 16.2.1 
O material, para servir como isolamento térmico, deve ter um
baixo valor de condutividade térmica, pois só assim se evitam
as transferências de energia por condução entre o sistema e a
vizinhança.
156  Manual do aluno

641203 099-162.indd 156 07/07/15 14:53


3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Dos materiais que constam na tabela, o que tem menor valor
de condutividade térmica é o poliestireno; portanto, seria este
o material a selecionar.
16.2.2 
Utilizando a expressão apresentada no enunciado do problema:
Q A
= kT ◊ ◊ Di
Dt ℓl
Fazendo as substituições dos valores:
Dt = 1 h = 3600 s
A = 24,0 m2
ℓ = 10 cm = 0,10 m
Di = 25 °C
kT (poliestireno) = 1,00 × 10-2 W m-1 °C-1
tem-se:
Q 24,0
= 1,00 × 10-2 × × 25
3600 0,10
Q = E = 2,1 6 × 105 J
A energia transferida através das paredes do frigorífico, durante 1 h
de funcionamento, é de 2,16 × 105 J.

17 U
 m bloco sólido homogéneo foi
i/ºC

submetido ao aquecimento utilizando


uma fonte de potência constante.
75
O gráfico ao lado traduz a variação
da temperatura do bloco, durante
o processo de aquecimento.
25
Sabendo-se que a capacidade térmica
mássica do bloco é 2,51 J g-1 °C-1,
calcule o valor do calor de fusão do bloco. 0 8 16 24 t/min

A potência da fonte utilizada neste processo de aquecimento mantém-se


constante. No intervalo de tempo dos 0 aos 8 minutos (480 s), a energia
U3P195H1
absorvida pelo bloco, é dada por:
E = m c DT
Admitindo que a energia cedida pela fonte é transferida para o bloco, tem-se:
P × Dt = m c DT
m c DT
P=
Dt 1
No intervalo de tempo dos 8 aos 24 min (960 s), a energia absorvida pelo bloco,
desde que a temperatura se mantenha constante, e admitindo que a energia
cedida pela fonte é transferida para o bloco, é:
P × Dt = m DHfusão
m DHfusão
P=
Dt 2

Manual do aluno   157

641203 099-162.indd 157 07/07/15 14:53


ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

Igualando as duas expressões:


m c DT m DHfusão
=
Dt 1 Dt 2
2,51 # 50 DHfusão
=
450 960
DHfusão = 251 J g-1

18 Pretende-se calcular a capacidade mássica de uma liga metálica de massa 5 g.


Para isso, aqueceu-se este corpo a 30 °C e, seguidamente, introduziu-se o corpo
num recipiente contendo 100 g de água à temperatura de 20 °C. Registaram-se
os valores da temperatura da água, de 10 em 10 s, até se atingir o equilíbrio
térmico. O gráfico seguinte traduz a variação da temperatura da água em função
do tempo.

i/ºC
20,7
20,6
20,5
20,4
20,3
20,2
20,1
20,0
19,9
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 t/s

18.1 Refira:
a) o valor da temperatura U3P195H2
de equilíbrio térmico;
b) o intervalo de tempo que levou o sistema a atingir o equilíbrio.
18.2 Determine o valor da capacidade térmica mássica da liga metálica.

18.1 a) A temperatura de equilíbrio é 20,7 °C.


b)
O sistema demorou 60 s a atingir o equilíbrio.
18.2 Fazendo o balanço energético, aplicando a Lei da Conservação de Energia:
Qágua + Qmetal = 0
Substituindo os valores:
100 × 4,18 × (20,7 - 20) + 5 × cmetal × (20,7 - 30) = 0
cmetal = 6,29 J g-1 °C-1
A capacidade térmica mássica tem o valor 6,29 J g-1 °C-1.

19 Com o objetivo de estabelecer o balanço energético de um sistema gelo + água


líquida, um grupo de alunos realizou uma experiência, na qual adicionou 30,0 g
de gelo fragmentado, à temperatura de 0,0 °C, a 260,0 g de água líquida, a 20,0 °C.
Os alunos consultaram tabelas de constantes físicas e registaram os seguintes valores:
cágua líquida (capacidade térmica mássica da água líquida) = 4,18 ◊ 103 J kg-1 °C-1
DHfusão gelo (variação de entalpia (ou calor) de fusão do gelo) = 3,34 ◊ 105 J kg-1

158  Manual do aluno

641203 099-162.indd 158 07/07/15 14:53


3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
19.1 Identifique a fonte e o recetor, quando se inicia o processo de transferência
de energia que ocorre no interior do sistema considerado.
19.2 Qual das expressões seguintes permite calcular a energia, em joules (J),
necessária para fundir completamente o gelo?
A. (30,0 ◊ 3,34 ◊ 105) J C. (0,0300 ◊ 3,34 ◊ 105) J
_ 3,34 # 10 i _ 3,34 # 10 5i
B. f pJ D. f pJ
5

0,0300 30,0
19.3 Com base nos resultados obtidos experimentalmente, os alunos
estabeleceram o balanço energético do sistema. Em que lei se baseia
o estabelecimento do balanço energético do sistema?
19.4 Os alunos calcularam a energia recebida pelo gelo, desde que este foi
adicionado à água líquida até toda a mistura ter ficado à mesma
temperatura de 11,0 °C, tendo obtido 1,140 ◊ 104 J. Calcularam também
a energia cedida pela água líquida, inicialmente a 20,0 °C, no mesmo
intervalo de tempo. Com base nos resultados obtidos, concluíram que,
naquele intervalo de tempo, tinha ocorrido transferência de energia entre
o sistema considerado e o exterior. Conclua, justificando, em que sentido
terá ocorrido aquela transferência de energia. Apresente todas as etapas
de resolução.
Adaptado de exame de Física e Química A, 2014, 2.ª fase

19.1 A fonte de energia é a substância com a temperatura mais elevada, a água


líquida. O recetor é a substância com a temperatura menos elevada, o gelo.
19.2 A opção correta é a C, pois a energia necessária para fundir
completamente o gelo é dada por:
E = m DH
em que m é a massa de gelo em kg e DH, a variação de entalpia.
19.3 Lei da Conservação da Energia ou 1.ª Lei da Termodinâmica.
19.4 A energia fornecida pela água líquida até ser atingido o equilíbrio térmico
é dada por:
Q = m c Di
em que m é a massa de água, que é conservada após a fusão, c a sua
capacidade térmica mássica e Di a variação de temperatura.
Cálculo da variação da energia da água líquida, inicialmente a 20,0 °C,
no intervalo de tempo considerado:
Q = 0,260 × 4,18 × 103 × (11 - 20) + Q = -9781 J
O balanço energético do sistema é dado pela soma da energia recebida
pelo gelo com a energia fornecida pela água:
DE = 1,140 × 104 + (-9781) + DE = 1,140 × 104 - 9781
DE = 1619 J
O balanço energético é diferente de zero. A energia interna do sistema
aumentou, no intervalo de tempo considerado, houve transferência de
energia com o exterior. Como o seu valor é positivo, pode concluir-se que o
sistema recebeu energia do exterior.
Manual do aluno   159

641203 099-162.indd 159 07/07/15 14:53


ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

20 N
 a tabela seguinte estão registados os valores de capacidade térmica mássica
de três materiais.
20.1 Admita que tem amostras Capacidade térmica mássica
de igual massa. Material
/J kg-1 °C-1
Identifique o material que
terá de absorver mais Água 4190
energia para provocar a Azeite 2508
variação de 1 °C na sua
Benzeno 1880
temperatura.
20.2 Uma amostra de benzeno de massa 250 g à temperatura inicial de 20 °C
foi aquecida durante 2 minutos numa placa elétrica. No final do
aquecimento, a temperatura do benzeno era 40,4 °C. Admita que se
utilizou neste processo de aquecimento uma placa elétrica de potência
constante de 85 W. Determine o rendimento do processo de aquecimento.
20.3 Admita que numa outra experiência se utilizou a mesma placa elétrica,
com o mesmo rendimento, para aquecer igual massa de azeite até sofrer
a mesma variação de temperatura do benzeno. O tempo de aquecimento
do azeite seria igual ao tempo de aquecimento do benzeno? Justifique
a sua resposta.
20.4 Admita que adicionou 50 g de gelo fundente, a 0 °C, a 100 g de benzeno,
à temperatura de 25 °C, num recipiente isolado. Conclua, justificando, se,
nas condições referidas, é possível fundir os 50 g de gelo, comparando
os valores da energia necessária à fusão do gelo com os valores da energia
cedida pelo benzeno.

20.1 O material que terá de absorver mais energia para provocar a variação de 1 °C
à sua temperatura é o material que apresenta maior valor de capacidade
térmica mássica; neste caso, é a água.
20.2 Calcular a energia absorvida pela água, nesse intervalo de tempo, para
aumentar a temperatura da água de 20 ° C para 40,4 ° C:
E = m c Di
E = 0,250 × 1880 × (40,4 - 20) = 9588 J
Calcular a energia cedida pela placa de aquecimento no intervalo de tempo
considerado:
Ef = P Dt
Ef = 85 × 2 × 60 = 10 200 J
Calcular o rendimento:
E
h= × 100
Efornecida
9588
h= × 100 = 94 %
10 200
O rendimento do processo de aquecimento foi 94 %.

160  Manual do aluno

641203 099-162.indd 160 07/07/15 14:53


3
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
20.3 O azeite tem maior capacidade térmica mássica do que o benzeno, o que
significa que para sofrer a mesma variação de temperatura é necessário
fornecer ao azeite mais energia. Como a placa elétrica utilizada é a mesma,
ou seja, em cada segundo fornece a mesma energia, e o rendimento
do processo de aquecimento é igual, então, para esta placa fornecer mais
energia terá de estar ligada por um período maior de tempo (maior do que
2 minutos).
20.4 Conclui-se que não é possível nestas condições fundir a massa de gelo
adicionada.

21 A
 figura ao lado mostra um cilindro que contém
um gás, fechado por um pistão móvel e submerso 1 Gelo
+
numa mistura de gelo e água. Empurra-se o pistão água
para baixo rapidamente da posição 1 para a 2
posição 2.
Mantém-se o pistão na posição 2 até que o gás
esteja novamente a 0 °C e depois é levantado
lentamente de volta à posição 1, estado inicial.
Durante este processo, 100 g de gelo sofrem fusão.
21.1 Selecione a opção correta, relativamente ao processo descrito.
A. A energia interna do sistema aumenta.
U3P196H1
B. A energia interna do sistema diminui.
C. Não há variação de energia interna do sistema.
D. A energia interna do sistema é nula.
21.2 Determine:
a) a energia transferida para a vizinhança sob a forma de calor;
b) o trabalho realizado sobre o sistema.
Dados: DHfusão = 3,45 ◊ 105 J kg-1

21.1 A opção correta é a C.


21.2 a) Q = m DHfusão
Q = 0,100 × 3,45 × 105 J
Q = 3,45 × 104 J
Como o sistema transfere energia para a vizinhança,
Q = -3,45 × 104 J.
b) Em todo o processo não há variação da energia interna DU = 0 J,
então: W = -Q .
O trabalho realizado sobre o gás foi de W = 3,45 × 104 J.

22 C
 onsidere as seguintes situações e, no contexto da 2.ª Lei da Termodinâmica,
classifique-as como verdadeiras ou falsas.

Manual do aluno   161

641203 099-162.indd 161 07/07/15 14:53


ENERGIA, FENÓMENOS TÉRMICOS E RADIAÇÃO

A. A entropia num sistema isolado aumenta sempre, em todo o tipo


de transformação.
B. A 2.ª Lei da Termodinâmica traduz uma Lei de Conservação.
C. A entropia só aumenta num sistema aberto.
D. Numa transformação irreversível, a entropia aumenta, quer na vizinhança quer
no sistema.
E. A entropia informa sobre a possibilidade ou não de uma dada transformação
ocorrer.
F. Sempre que a entropia aumenta, a energia interna do sistema também
aumenta.
G. A entropia só se conserva durante uma transformação reversível.

Falsas — A, B, C, D e F.
Verdadeiras — E e G.

23 N
 uma máquina térmica, pretende-se obter trabalho à custa da energia interna
de um combustível, mas, para cada transformação, há um máximo de energia
interna que é convertida em trabalho.
Considere uma máquina térmica cujo rendimento é 20 %. Numa transformação,
a máquina recebe do combustível (fonte quente) 200 J de energia como calor.
Determine:
a) o valor da energia transferida, para a vizinhança, sob a forma de trabalho;
b) o valor da energia térmica transferida para a vizinhança.

23. a) A energia transferida para a vizinhança, sob a forma de trabalho,


é a energia útil; sendo o rendimento 20 %, tem-se:
W = 0,2 × 200 J + W = 40 J
b) A energia fornecida pelo combustível será a soma da energia térmica
transferida para a vizinhança (Ed) com a energia transferida como
trabalho (W): E = Ed + W
Assim, o valor da energia térmica calcula-se:
Ed = E - W
Ed = 200 - 40 = 160 J

162  Manual do aluno

641203 099-162.indd 162 07/07/15 14:53


Caderno de atividades
e avaliação contínua

163

641203 163-223.indd 163 07/07/15 15:21


1 ENERGIA
SUBDOMÍNIO

E MOVIMENTOS

Selecione a opção correta. Uma bola lançada ao ar, verticalmente e para cima,
1 
vê a sua velocidade diminuir. Desprezando a resistência do ar, pode afirmar-se que:
A. A bola vai aumentando a energia cinética durante a subida.
B. A bola, na subida, vai perdendo energia.
C. Durante a subida, a energia potencial gravítica do sistema «bola + Terra»
aumenta.
D. Durante a subida, a energia potencial gravítica mantém o mesmo valor.

A. A velocidade da bola diminui na sua subida. Consequentemente, a sua energia


1
cinética diminui, pois a energia cinética é dada pela expressão m v 2.
2
Esta opção está incorreta.
B. Desprezando a resistência do ar, a única força a atuar na bola é o seu peso,
uma força conservativa. Isto significa que a energia mecânica da bola não
varia. Esta opção está incorreta.
C. A energia potencial gravítica do sistema «Terra + bola» é dada pela expressão
Epg = m g h, em que h é a altura da bola. Se a bola subir, o valor de h
aumenta, assim como o valor de Epg. Esta é a opção correta.
D. A altura da bola varia, enquanto a sua massa se mantém constante. Isto significa
que o valor da energia potencial gravítica também varia. Esta opção está incorreta.

Observe o gráfico seguinte, que mostra a variação de energia cinética (Ec)


2 
em função do quadrado da velocidade (v 2), para dois corpos A e B.

120

100
A
80
Ec/J

60
B
40

20

0
0 20 40 60 80 100 120
v 2 /(m s-1)2

2.1 Qual é o significado físico do declive das retas representadas?


2.2 Conclua, justificando, qual dos corpos tem maior massa.

164  Caderno de atividades e avaliação contínua


U1P1H1

641203 163-223.indd 164 07/07/15 15:21


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
2.3 Apresente o valor da energia cinética adquirida pelo corpo de menor massa,
sabendo que v 2 = 80 (m/s)2.
2.4 Determine o valor da energia cinética adquirida pelo corpo de maior massa,
quando este se movimenta com a velocidade de 14 m s-1.
1
2.1 A energia cinética Ec é dada pela expressão Ec = m v 2. Comparando com
2
1
a equação de uma reta, y = ax + b, tem-se que y = Ec, x = v 2, a = m
2
e b = 0. Então, o significado do declive das retas é que este tem o valor
1
de m.
2
2.2 De acordo com a resposta dada na questão 2.1, o declive da reta
1
é a = m, em que m é a massa. Como o declive da reta A é superior
2
ao declive da reta B, então, pode concluir-se que a massa A é superior
à massa B.
1
2.3 A reta B tem um declive com o valor de . Então, a ordenada de um ponto
2
pertencente a esta reta tem metade do valor da sua abcissa. A energia
80
cinética tem, então, o valor de J, isto é, 40 J.
2
2.4 A reta A, referente à massa mais elevada, tem um declive com o valor de 1.
Então, a ordenada de um ponto pertencente a esta reta tem o mesmo valor
que a sua abcissa. A energia cinética tem o valor da velocidade ao quadrado,
isto é:
142 = 196 J.

Um corpo com 40 kg de massa encontra-se a uma altura h relativamente ao solo.


3 
Quando o corpo é abandonado e cai no solo, o sistema «Terra + corpo» sofre
uma variação de energia potencial gravítica de -880 J. Determine a altura h
do corpo relativamente ao solo (considere g = 10 m/s2).

A variação DEp da energia potencial gravítica é dada por:


DEpg = Epgfinal - Epginicial + DEpg = m g hfinal - m g hinicial + DEpg = m g (hfinal - hinicial)
Como, neste caso, hfinal = 0 m, a expressão reduz-se a:
DEpg = -m g hinicial, ou, para simplificar, DEpg = -m g h.
- DEpg
Resolvendo em ordem a h, obtém-se h = m g .
800 880
Neste caso, h = +h= + h = 2,2 m.
40 # 10 400
A altura h do corpo relativamente ao solo é de 2,2 m.

Selecione a opção correta.


4 
Uma partícula de massa constante tem o módulo da sua velocidade aumentado
em 20 %. O respetivo aumento da sua energia cinética será de:
A.
10 % B. 20 % C.
40 % D.
44 %

Caderno de atividades e avaliação contínua   165

641203 163-223.indd 165 07/07/15 15:21


ENERGIA E MOVIMENTOS

Considere-se que a partícula tinha uma velocidade inicial v. Então, nesse


1
momento, a sua energia cinética, Eci, tem o valor m v 2. Após o aumento
2
de 20 %, a velocidade passa a ter o valor (1 + 0,2) v. Então, nesse momento,
1
a partícula tem uma energia cinética Ecf dada por Ecf = m [(1,2)v]2. A variação
2
da energia cinética DEc é dada por:
1 1
DEc = Ecf - Eci + DEc = m × (1,2v)2 - m v 2 +
2 2
1 1 1
+ DEc = m × 1,44v - m v + DEc = 0,44 × m v 2 +
2 2
2 2 2
44
+ DEc = 0,44 Eci + DEc = Ec
100 i
A variação da energia cinética devido a um aumento de 20 % da velocidade
aumenta 44 %.
A opção correta é a D.

Selecione a opção correta.


5 
Um automóvel de massa 900 kg e um camião de massa 10 000 kg movem-se
numa estrada retilínea. A energia cinética do centro de massa dos dois veículos
é igual. Considere que o movimento do automóvel pode ser representado pelo seu
centro de massa. A relação entre os valores das velocidades do automóvel (vA)
e do camião (vc) é:
vc vc vA vc
A. vA = 3 B. v = 0,3 C. v = 0,3 D. v = 0,09
A c A
1
2
A energia cinética do automóvel é dada pela expressão EcA = mA vA e a do
2
1
camião, pela expressão EcC = mC vC2. Igualando as duas, obtém-se a equação
2
2

mA vA2 = mC vC2 + d v n = m & v =


1 1 vC mA vC mA
2 2 A C A mC
Como mC = 10 000 kg e mA = 900 kg, tem-se:
vC 900 vC vC
vA = + v = 0,09 + v = 0,3
10 000 A A

A opção correta é a B.

A uma altura h, num local


6 
y = 100x
onde g = 9,8 m s-2, r2 = 1
abandonam-se corpos
de massas diferentes.
Ep/J

A variação da energia
potencial gravítica do
sistema «corpo + Terra»
durante a queda, em
função da massa, é m/kg
traduzida pelo gráfico seguinte.
Determine a altura h de onde são abandonados os corpos.
U1P2H1
166  Caderno de atividades e avaliação contínua

641203 163-223.indd 166 07/07/15 15:21


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO

A energia potencial gravítica é dada pela expressão Epg = m g h. Por analogia
com a expressão de uma reta, y = kx, tem-se que Epg = m g h pode ser
a expressão de uma reta (y = ax + b) com y = Epg, x = m, a = g h e b = 0.
Neste caso, a = 100 m2 s-2). Então:
100
h= + h Ü 10,2 m
9,8

Selecione a opção correta.


7 
 ma gota de chuva de massa 5,0 # 10-5 kg cai, com velocidade constante,
U
de uma altura de 120 m, relativamente ao solo, sem que a sua massa varie.
Nestas condições, pode afirmar-se que:
A. A energia cinética da gota de água aumenta durante a queda.
B. A energia cinética mantém-se constante durante a queda.
C. A energia potencial gravítica do sistema «gota + Terra» aumenta durante a queda.
D. A energia potencial gravítica da gota quando atinge o solo é 0,06 J.
1
A. A energia cinética é dada pela expressão Ec =m v 2. Mantendo a massa
2
e a velocidade de um corpo constantes, mantém-se também a sua energia
cinética. Esta opção está incorreta.
B. Pelas razões expostas na opção A, esta é a opção correta.
C. A energia potencial gravítica do sistema «gota + Terra» é dada pela expressão
Epg = m g h. Mantendo a massa da gota mas diminuindo h, isto é, a sua altura em
relação ao solo, diminui a sua energia potencial gravítica. Esta opção está incorreta.
D. A energia potencial gravítica da gota no nível do solo é nula, pois h = 0. Esta
opção está incorreta.

Selecione a opção correta.


8 
Um corpo com 50 g de massa é lançado verticalmente para cima num local onde
g = 10 m/s2. Devido ao atrito do ar, há dissipação de energia durante a subida
e a altura máxima atingida pelo corpo é de 2 m. A energia potencial gravítica
do sistema «corpo +Terra» na altura máxima é 75 % do valor da energia cinética
com que o corpo é lançado. Nestas condições, pode afirmar-se que a velocidade
de lançamento é:
A. 13,2 m/s B. 7,3 m/s C. 10 m/s D. 3,2 m/s

A energia potencial gravítica do corpo no ponto máximo da sua subida é 75 %


da energia cinética com que é libertado, isto é, Epg = 0,75 × Ec.
1
Por definição, Ep = m g h e Ec = m v 2. Então, substituindo na expressão
2
anterior, obtém-se:
1 2g h 2g h
m g h = 0,75 × m v 2 + v 2 = &v=
2 0,75 0,75
Substituindo h = 2 m e tendo em conta que g = 10 m s-1, obtém-se:
2 # 10 # 2
v= + v = 7,3 m s-1
0,75
A resposta correta é a B.
Caderno de atividades e avaliação contínua   167

641203 163-223.indd 167 07/07/15 15:21


ENERGIA E MOVIMENTOS

Uma bola com 200 g de massa cai de uma altura h até ao solo.
9 
Determine a variação de energia potencial do sistema «bola + Terra» na queda.
Considere g = 10 m/s2.

50 cm

Solo


A energia potencial gravítica da bola quando atinge o solo é nula, pois a sua altura
passa a ser nula. A variação de energia potencial gravítica é, então, dada por:
U1P3H1
DEpg = Epgf - Epgi + DEpg = 0 -m g h + DEpg = -m g h

Através da figura, obtém-se h com o valor 2,4 m. Então, tendo em conta que
a bola tem uma massa de 0,2 kg, tem-se:
DEpg = -0,2 × 10 × 2,4 + DEpg = -4,8 J

Um prédio com 21,0 m de altura é servido por dois elevadores de serviço, cada
10 
um com 600 kg de massa. Responda às questões.
10.1 Sabendo que um dos elevadores se encontra no 2.º andar, à altura de 6,0 m
contados a partir do nível da rua, determine a energia potencial gravítica
do sistema «elevador + Terra», considerando como nível zero de energia
potencial:
a) o nível da rua;
b) o topo do prédio;
c) o 2.º andar.
10.2 Calcule a variação de energia potencial gravítica do sistema «elevador + Terra»
quando o elevador sobe do rés do chão ao 3.º andar, que fica 9,0 m acima
do nível da rua.

10.1 a) A energia potencial gravítica é dada pela expressão Epg = m g h,


em que h é a altura do corpo em relação ao nível de referência.
Neste caso, h = 6 m, e tem-se:
Epg = 600 × 10 × 6 + Epg = 36 kJ
b) Neste caso:
h = 6 - 21 + h = -15 m
Então:
Epg = 600 × 10 × (-15) + Epg = -90 kJ

168  Caderno de atividades e avaliação contínua

641203 163-223.indd 168 07/07/15 15:22


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
c) Neste caso:

h = 0 m, pois o elevador encontra-se à mesma altura que o segundo andar.
Então, Epg = 0 J.
10.2 Usando o solo como referência, temos que a energia potencial gravítica
do sistema no rés do chão é nula. Então, DEpg = m g h - 0. Neste caso,
h = 9 m.
Então:
DEpg = 600 × 10 × 9 + DEpg = 54 kJ

Selecione a afirmação correta.


11 
A. O estudo de um sistema mecânico tem em conta as variações da energia
interna do sistema.
B. O estudo de um sistema mecânico visa essencialmente a descrição dos
movimentos, as conversões de energia cinética (associada ao movimento)
em energia potencial (associada em geral à posição relativa dos objetos),
e vice-versa.
C. O estudo de um sistema mecânico considera importantes as variações
de energia à escala microscópica.
D. O estudo de um sistema mecânico visa essencialmente a descrição dos
movimentos e as conversões de energia mecânica em energia interna.

A opção correta é a B, pois no estudo de um sistema mecânico considera-se


apenas a sua energia mecânica, que só depende da energia cinética
e da energia potencial gravítica do sistema.

Assinale, de entre as situações A, B e C, aquela em que o sistema pode ser


12 
representado pelo seu centro de massa.
A. Movimento de translação do planeta Terra em torno do Sol.
B. Movimento de um atleta a fazer saltos mortais para a água.
C.
Movimento de rotação de uma atleta numa pista de gelo.

O único sistema que pode ser representado pelo seu centro de massa
é aquele que corresponde à situação A, uma vez que diz respeito ao modelo
de translação e também porque o diâmetro da Terra é muito menor do que
a distância da Terra ao Sol.

13 Explique em que condições o movimento de uma bola de futebol pode ser


descrito pelo modelo da partícula material (centro de massa).


O movimento de uma bola de futebol pode ser descrito pelo seu centro de massa
quando não tiver movimento de rotação e não se deformar.

Caderno de atividades e avaliação contínua   169

641203 163-223.indd 169 07/07/15 15:22


ENERGIA E MOVIMENTOS

Um corpo com 10 kg de massa é puxado, ao longo de uma superfície horizontal,


14 
com atrito na interface de contacto, por um cabo no qual se exerce uma força F
de intensidade 100 N. O corpo move-se com velocidade constante.

30º

14.1 Faça um diagrama das forças que atuam no centro de massa do corpo.
14.2 Determine: U1P4H1
a)
a intensidade da componente de F na direção do eixo dos xx;
b) a intensidade da componente de F na direção do eixo dos yy;
c) a intensidade da força de atrito.
14.3 Calcule o trabalho realizado por cada uma das forças a atuar no corpo, para
um deslocamento horizontal de 10 m.

14.1

N F
Fa
30º


14.2 a) Esta componente corresponde ao cateto adjacente ao ângulo de 30°
num triângulo com hipotenusa Fh. Então:
3 Fh
Fhx = Fh cos(30°) + Fhx = + Fhx = 87 N
2
b) Esta componente corresponde ao cateto oposto do mesmo triângulo.
Então:
Fh
Fhy = Fh sen(30°) + Fhy = + Fh = 50 N
2 y
c) Como o corpo se move com velocidade constante na direção x, tem-se
que a força resultante FR nesta direção será nula. Dado que:

FR = Fhx - Fa (Fa corresponde à intensidade da força de atrito), tem-se:
0 = Fhx - Fa + Fa = Fhx + Fa = 87 N
14.3 O trabalho realizado pelo peso e pela força de reação normal do solo
é nulo, pois estas forças atuam na direção perpendicular ao deslocamento
do corpo. O trabalho realizado pela força Fh num deslocamento de 10 m
3
tem o valor Fh d cos(30°) = 100 ×× 10 = 870 J.
2
O trabalho realizado pela força de atrito tem o valor
Fa d cos(180°) = 87 × 10 × (-1) = -870 J.

170  Caderno de atividades e avaliação contínua

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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Um homem puxa uma mala de massa m aplicando uma força constante, que faz
15 
um ângulo de 60° com a direção perpendicular ao deslocamento. Na mala, atua
uma força de atrito de intensidade 100 N, que corresponde a 20 % do valor do
peso da mesma. O trabalho realizado pela força aplicada pelo homem é de 800 J,
para um deslocamento de 5 m.
Determine:
a) a intensidade da força
aplicada pelo homem; F

b)
a massa da mala; 60º
c) a energia mecânica A B
dissipada.
U1P4H2
a) O trabalho W realizado por uma força num corpo tem o valor F cos(i) d, em que
i é o ângulo entre a força aplicada e o deslocamento d do corpo. Neste caso:
i = 90° - 60° + i = 30°, d = 5 m e W = 800 J
Então, pode escrever-se:
3 800 2
800 = F × ×5+F= × + F = 185 N
2 5 3
b) A força de atrito Fa que atua na mala tem o valor de 20 % do seu peso, isto é,
Fa = 0,2 × P
Tendo em conta que Fa = 100 N, tem-se que:
100
100 = 0,2 × P + P = + P = 500 N
0,2
P 500
Como: P = m g + m = g & m = + m = 50 kg
10
c) A variação da energia mecânica de um sistema é dada pelo trabalho das forças
não conservativas que nele atuam, que, neste caso, são a força de reação
normal e a força de atrito. Como a única força não conservativa que realiza
trabalho é a força de atrito, a variação da energia mecânica é igual ao trabalho
da força de atrito. Para um deslocamento de 5 m, tem-se que o trabalho
realizado pela força de atrito tem o valor 100 × 5 × (-1) = -500 J.
Então, a variação da energia mecânica tem o valor -500 J. Conclui-se que
a energia mecânica dissipada é 500 J.

A figura seguinte representa o vetor FR, o qual descreve a força resultante


16 
constante a atuar num corpo, e o vetor Tx representa o vetor deslocamento
em duas situações, I e II. Selecione a opção correta.

I II
FR FR

A B A B
Dx Dx

A. Na situação I, o trabalho realizado pela força resultante é potente.


B. Na situação II, o trabalho realizado pela força resultante é potente.
U1P4H3
Caderno de atividades e avaliação contínua   171

641203 163-223.indd 171 07/07/15 15:22


ENERGIA E MOVIMENTOS

C. Nas duas situações, o trabalho realizado pela força resultante é potente.


D. Nas duas situações, o trabalho realizado pela força resultante é resistente.

A opção correta é a D, pois em ambos os casos a força resultante tem um sentido


oposto ao deslocamento, isto é, realiza um trabalho negativo ou resistente.

A figura seguinte representa esquematicamente o movimento de diferentes corpos.


17 
v v v
I v II III IV
v v v
v v vv
Fg Fg Fg v
Fg
v v v
v

I — Movimento de translação da Lua.


II — M ovimento de um carrinho
U1P4H4numaU1P4H4
U1P4H4 superfície horizontal.
III — M U1P4H4
 ovimento de um carrinho a descer um plano inclinado.
IV — M  ovimento de um corpo a subir até uma altura máxima h.
Identifique a situação em que o trabalho realizado pela força gravítica é:
a) nulo; b) resistente; c) potente.

a) I e II, porque o vetor força gravítica é perpendicular ao vetor deslocamento.


b) IV, porque o vetor força gravítica tem a mesma direção que o vetor
deslocamento, mas sentido contrário.
c) III, porque a componente eficaz do vetor força gravítica tem a mesma direção
e o mesmo sentido do vetor deslocamento.

Para colocar uma caixa com


18 
220 kg de massa num camião,
é utilizada uma rampa que faz 120 cm 37º
um ângulo de 37° com a
horizontal. Com o auxílio de um cabo, exerce-se uma força de intensidade 1400
N. Considere desprezáveis as forças de atrito.
U1P5H1
18.1 Elabore um diagrama das forças que atuam no CM da caixa.
18.2 Determine o trabalho realizado por cada uma das forças durante a subida
da rampa.

18.1 As forças que atuam na caixa são


o peso, a força de reação normal
Fc N
e a força aplicada pelo cabo (Fc).
18.2 O trabalho efetuado pela força da 120 cm P
37º
corda pode ser calculado diretamente
pela expressão:
W = F d cos(i)

172  Caderno de atividades e avaliação contínua

641203 163-223.indd 172 07/07/15 15:22


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Por trigonometria obtém-se que o comprimento da tábua é:
1,20
d= Ü 2,0 m
sen(37°)
Logo:
WFc = Fc d cos(i) = 1400 × 2 × cos(0°) = 2800 J
Para a força peso, como é uma força conservativa, o trabalho é igual
ao simétrico da variação da energia potencial gravítica do corpo:
WFg = -DEpg = -(m g(hf - hi)) = -(220 × 10 × (1,2 - 0)) = -2640 J
A força de reação normal é sempre perpendicular ao movimento, logo, esta
não realiza trabalho _W N = 0 Ji.

U
 m ciclista desce uma rampa num dia em que o vento
19 
é intenso e contrário ao seu movimento. Pedalando
vigorosamente, o ciclista consegue descer a rampa com
uma velocidade constante. Considere que o movimento do
ciclista pode ser representado pelo seu centro de massa.
19.1
Selecione a opção correta.
A. A energia cinética do centro de massa aumenta.
B. A energia potencial gravítica do sistema
«ciclista + Terra» é constante.
C. A energia cinética do centro de massa é constante.
D. A energia potencial gravítica do sistema «ciclista + Terra» aumenta.
19.2 
Selecione a opção que completa corretamente a frase seguinte.
No deslocamento considerado, a soma dos trabalhos realizados pelas
forças que atuam no ciclista é...
A. … nula, uma vez que a resultante das forças que nele atuam é nula.
B. … positiva, uma vez que a resultante das forças que nele atuam tem
o sentido do movimento.
C. … nula, uma vez que a resultante das forças que nele atuam tem
o sentido do movimento.
D. … positiva, uma vez que a resultante das forças que nele atuam é nula.
19.3 
Selecione a opção que completa corretamente a frase seguinte.
No deslocamento considerado, o trabalho realizado pela força gravítica que
atua no ciclista é...
A. … positivo e depende do valor da velocidade do ciclista.
B. … negativo e depende do valor da velocidade do ciclista.
C. … positivo e depende do desnível da rampa.
D. … negativo e depende do desnível da rampa.

19.1 O
 ciclista, ao descer a rampa, está a diminuir a energia potencial gravítica
do sistema «ciclista + Terra», visto esta diminuir com a altura. Por outro
lado, como a velocidade do ciclista se mantém constante, a sua energia
cinética também se manterá. Logo, a opção correta é a C.

Caderno de atividades e avaliação contínua   173

641203 163-223.indd 173 07/07/15 15:22


ENERGIA E MOVIMENTOS

19.2 Pelo Teorema da Energia Cinética, o trabalho realizado pelas forças


resultantes no sistema é igual à variação da energia cinética. Como não
há variação da energia cinética, dado o ciclista manter a sua velocidade,
o trabalho da força resultante é nulo. Logo, a opção correta é a A.
19.3 O trabalho realizado pela força gravítica é igual ao simétrico da variação da
energia potencial gravítica, pois esta força é conservativa. Como a energia
potencial gravítica deste sistema diminui (variação negativa) e é
independente da velocidade, então, a opção correta é a C.

Um automóvel com 1200 kg de massa


20 
encontra-se em repouso quando v0 = 0 êx
é aplicada uma força constante na v
direção e sentido do movimento de F F
intensidade 7500 N ao longo de 100 m.
Admita que as forças de atrito são
desprezáveis e que o movimento do
automóvel pode ser representado pelo seu centro de massa. Determine o valor
da velocidade adquirida pelo carro expressa em km/h. U1P5H3
Sabe-se que o trabalho resultante das forças aplicadas é igual à variação da
energia cinética. Como se tem uma força aplicada de 7500 N em 100 m vem:
W = Faplicada d cos(i),
em que i é o ângulo entre a força aplicada e o deslocamento, neste caso, 0º.
Logo:
W = 7500 × 100 × 1 = 750 000 J
Pode, então, relacionar-se diretamente com a energia cinética final, uma vez que
o automóvel parte do repouso (energia cinética inicial nula):
W = DEc +
1
+ m v 2 = 750 000 +
2
2 # 750 000 1 500 000
+ v2 = m = = 125 +
1200
+ v = 1250 b 35,4 m/s
O que corresponde a uma velocidade de, aproximadamente, 127,4 km/h.

Para que um automóvel com 1300 kg


21 
de massa se desloque a uma
velocidade constante de 120 km/h, v
v
num percurso de 100 m em 3 s, F F
é necessário que o motor exerça uma
força e transfira 3000 J de energia A B
em 1 s. Considere que o movimento 100 m
do automóvel pode ser representado
pelo seu centro de massa. Determine a intensidade das forças de atrito cinético
que se opõem ao movimento. Apresente todas as etapas de resolução.
U1P6H1
174  Caderno de atividades e avaliação contínua

641203 163-223.indd 174 07/07/15 15:22


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Como o corpo não acelera, ou seja, a sua energia cinética não varia, o trabalho
das resultantes das forças que atua neste é nulo. Logo, o trabalho efetuado pela
força de atrito é o simétrico do trabalho efetuado pelo motor.
Tendo em conta que o motor tem uma potência de 3000 J por segundo, ou seja,
3000 W, assim, em 3 s, o motor realiza um trabalho de 9000 J, uma vez que
a energia é E = P × Dt
Fica, então:
W = Fd cos(i) +
9000
+ -9000 = F × 100 × cos(180°) + F = = 90 N
100

Um automobilista move-se numa estrada retilínea a uma velocidade constante


22 
e de valor 8 m/s, quando se apercebe de um obstáculo 12 m à sua frente. Inicia,
então, a travagem, para evitar colidir com o obstáculo. Admita que, durante
a travagem, a força resultante é constante, com a mesma direção do movimento
e de intensidade 3500 N e que a massa do sistema é 1200 kg. Verifique se
o condutor para antes de colidir com o obstáculo. Considere que o movimento
do automóvel pode ser representado pelo seu centro de massa.

Para que o condutor não colida com o obstáculo, é necessário que a velocidade
para uma distância d G 12 m seja zero, ou seja, a energia cinética final é nula.
Para que tal aconteça, é necessário que a força resultante atue no sentido
contrário ao movimento.
O carro tem uma energia cinética inicial:
1 1
Ecinicial = m v 2inicial = × 1200 × 82 = 38 400 J
2 2
Pelo Teorema do Trabalho-Energia, WFR = DEc, então, tem-se:
W = DEc = Ecfinal - Ecinicial = -38 400 J +
+ FR d cos(i) = -38 400 +
+ FR d cos(180°) = -38 400 +
+ 3500 × d × -1 = -38 400 +
38 400
+d= Ü 10,9 m
3500
Como 10, 9 m < 12 m, o carro para antes de colidir com o obstáculo.

A figura representa uma bola que é abandonada da mesma altura relativamente


23 
ao solo em três percursos distintos. Nos percursos I e II, as forças de atrito são
desprezáveis mas, no percurso III, não o são.

I II III

Caderno de atividades e avaliação contínua   175

U1P6H2
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ENERGIA E MOVIMENTOS

23.1
Selecione a opção correta.
A. O trabalho realizado pelo peso é maior no percurso III e é simétrico
da variação da energia potencial gravítica do sistema «corpo + Terra».
B. O trabalho realizado pelo peso é igual nos três percursos e é simétrico
da variação de energia cinética do centro de massa do corpo.
C. O trabalho realizado pelo peso é igual nos três percursos e é simétrico
da variação de energia potencial gravítica do sistema «corpo + Terra».
D. O trabalho realizado pelo peso é maior no percurso III e é simétrico
da variação de energia potencial gravítica do sistema «corpo + Terra».
23.2 Selecione a opção correta.
A. A variação de energia potencial gravítica é menor no percurso III.
B. A variação de energia mecânica é igual nos três percursos.
C. A variação de energia cinética é menor no percurso I.
D. A variação de energia cinética é menor para o percurso III.

23.1 O trabalho realizado pelo peso é igual ao simétrico da variação de energia


potencial gravítica e este depende apenas da variação de altura, por isso,
será igual em todos os percursos, visto que as alturas iniciais e finais são
iguais. A opção correta é a C.
23.2 Nos percursos I e II só atuam forças conservativas no sistema, logo, a sua
energia mecânica mantém-se constante ao longo do percurso da bola.
Além disso, os três percursos têm igual variação de energia potencial
gravítica. No entanto, como no percurso III há uma força dissipativa, não
conservativa, a energia mecânica vai diminuindo com o movimento da bola,
ou seja, a energia cinética do corpo III no instante final é menor do que nos
restantes percursos e, consequentemente, a sua variação vai ser menor
(comparativamente). A opção correta é a D.

Um corpo A com 10 kg de massa é abandonado de uma altura de 2,00 m


24 
relativamente ao solo. Um outro corpo (B) com 16 kg de massa é lançado com
uma dada velocidade a 1,25 m também relativamente ao solo.
Selecione a afirmação correta.
A. A variação de energia potencial gravítica do sistema «corpo + Terra» é igual
para os dois sistemas.
B. A variação de energia potencial gravítica é maior para o sistema «corpo A + Terra».
C. A variação de energia cinética do sistema corpo A é maior.
D. A variação de energia mecânica do sistema é igual em qualquer uma
das situações.

Calculando a variação de energia potencial gravítica para os dois corpos entre


o momento de altura inicial e o de embate no solo:
DEpA = m × g × Dh = 10 × 10 × (-2,00) = -200 J
DEpA = m × g × Dh = 16 × 10 × (-1,25) = -200 J

176  Caderno de atividades e avaliação contínua

641203 163-223.indd 176 07/07/15 15:22


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Então, se se desprezar os atritos, pode dizer-se que não há variação de energia
mecânica e, assim, que a variação de energia cinética de cada sistema é
também igual, uma vez que esta é simétrica da variação de energia potencial.
Logo, a opção correta é a A.

A figura seguinte representa três calhas, com a mesma altura, mas com diferentes
25 
perfis, nas quais uma pequena esfera é abandonada no ponto A.

I A II A III A

B B B
Solo Solo Solo

Selecione a opção que completa corretamente a frase seguinte. O trabalho


realizado pela força gravítica da esfera de A até B é…
U1P7H1
A. … maior em III.
B. … maior em I.
C. … igual nas três calhas.
D. … diferente nas três calhas.


Como o trabalho efetuado pela força gravítica é o simétrico da variação de energia
potencial gravítica e esta só depende da variação da altura, o trabalho vai ser
igual em todos os percursos, visto que as alturas iniciais e finais são as mesmas.
Logo, a opção correta é a C.

Um corpo é lançado com velocidade inicial de valor v0, ao longo de uma rampa,
26 
que se encontra em cima de uma mesa. Considere desprezáveis todas as forças
dissipativas e admita que o bloco pode ser representado pelo seu centro de
massa. Considere o solo como nível de referência da energia potencial gravítica.

B d
h A

26.1
S
 elecione a opção correta. No deslocamento entre as posições A e B,
U1P7H2
o trabalho realizado pela força gravítica que atua no paralelepípedo pode
ser calculado pela expressão:
A. WF = -m g h sen a
g
C. WF = -m g h cos a
g

B. WF = -m g d g
D. WF = -m g d sen a
g

26.2 
Como explica a diminuição da velocidade do centro de massa do bloco,
entre as posições A e B?

Caderno de atividades e avaliação contínua   177

641203 163-223.indd 177 07/07/15 15:22


ENERGIA E MOVIMENTOS

26.1 Sabe-se que o trabalho realizado por uma força constante é igual a:
W = F d cos (i)

Neste caso, a força considerada é o peso, logo, F = m × g. Sabe-se ainda


que a caixa se desloca ao longo da rampa a uma distância d,
paralelamente à superfície, sendo esta a direção do deslocamento.
u1p178h2
Pode ainda ver-se que a direção do deslocamento e o peso fazem um
ângulo de 90°+ a entre si, sendo a o ângulo da rampa.
Logo:
W = m × g × d × cos(90° + a) = m × g × d × -sen(a)
A opção correta é a D.
26.2 Como se está a considerar que não há atrito e o trabalho da força normal
é nulo, pode afirmar-se que só atuam forças conservativas no sistema e,
consequentemente, a energia mecânica conserva-se. Como a energia
mecânica é igual à soma da energia potencial gravítica e da energia cinética:
DEm = 0 + DEc + DEp = + DEc = -DEp
Quando o corpo sobe de A para B, este aumenta a sua energia potencial
gravítica e, consequentemente, terá de diminuir a sua energia cinética,
o que se traduz numa diminuição da velocidade.

A figura ao lado traduz a


27 
1200
elongação de uma mola, a partir
1000
do seu comprimento natural (Lo)
por ação de uma força F . A 800
F/N

intensidade da força F aplicada 600


à mola depende do valor da 400
elongação (∆x) que se pretende 200
para a mola. Dentro do regime 0
elástico da mola (sem 0 20 40 60
Dx/cm
deformação permanente),
verifica-se que a relação entre a intensidade da força aplicada à mola e a
elongação é traduzida pela seguinte expressão: F = K ∆x, sendo K a constante
de elasticidade da mola. Sabendo que o gráfico representa a intensidade da força
U1P7H3
aplicada numa mola, em função da elongação, responda às questões seguintes.
27.1 Selecione a opção que completa corretamente a frase seguinte. O trabalho
realizado pela força aplicada na mola para esta alongar 20 cm é:
A. 100 J C. 160 J
B. 80 J D. 40 J

178  Caderno de atividades e avaliação contínua

641203 163-223.indd 178 07/07/15 15:22


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
27.2 Selecione a opção que completa corretamente a frase seguinte.
O valor da constante de elasticidade da mola é:
A. 200 N/m
B. 20 N/m
C. 2 N/m
D. 2000 N/m

27.1 Como a força não é constante, não se pode aplicar a fórmula conhecida.
No entanto, sabe-se que o trabalho é a área do triângulo de vértices (0; 0),
(0,20; 0), (0,20; 400). Logo:
1
W= × 400 × 0,20 = 40 J
2
Assim, é a opção D.
27.2 Como a constante da mola se relaciona com a força e o deslocamento por
F = K Dx, podem escolher-se dois pontos da reta e estimar o declive.
Escolhendo os pontos (0; 0) e (20; 400):
F 400
F = K Dx + K = = = 20 N/cm = 2000 N/m
D\ 20
A opção correta é a D.

Transfere-se 10 J de energia a uma bola de massa m e esta adquire a velocidade


28 
de 10 m s-1, subindo na vertical. A bola sobe até atingir a altura máxima de 5 m.
28.1 Determine a massa da bola.
28.2 Verifique se há variação de energia mecânica do sistema durante
o movimento de subida da bola.

28.1 Foi transferida energia na forma de energia cinética para a bola.


Pela expressão da energia cinética vê-se que:
1 2Ec
Ec = m v 2 + m = 2
2 v
Substituindo pelos valores de velocidade e energia dados, obtém-se
a massa:
2Ec 2 # 10 20
m= 2 = = = 0,20 kg
v 10 2 100
28.2 Como a variação da energia mecânica é igual à soma das variações das
energias potencial gravítica e cinética:
DEm = DEc + DEp
Pode considerar-se que quando a bola tem altura máxima, no instante
final, a sua velocidade é nula, assim como a sua energia cinética; logo:
DEc = Ecfinal - Ecinicial = 0 - 10 = -10 J
Pode ainda calcular-se a variação de energia potencial gravítica:
DEp = m g Dh = 0,2 × 10 × 5 = 10 J
Como a soma destas variações é zero, há conservação da energia
mecânica.

Caderno de atividades e avaliação contínua   179

641203 163-223.indd 179 07/07/15 15:22


ENERGIA E MOVIMENTOS

Em algumas feiras e festas populares, existe um


29 
jogo para «medir a força» dos participantes. Neste
jogo, os jogadores têm de exercer uma força num 20 m
carrinho/foguetão durante um intervalo de tempo
muito curto, de modo que este suba uma rampa m = 10 kg
e toque num sino que se encontra no topo.
A figura ao lado representa esquematicamente 55º
a situação descrita. Nas condições apresentadas,
e admitindo que as forças de atrito são desprezáveis, determine a velocidade
a que o foguetão terá de ser lançado para que atinja o sino. Apresente todas
as etapas de resolução. U1P8H1

C
 onsiderando que o atrito é desprezável, há conservação da energia mecânica.
DEm = 0 + DEc + DEp = + DEc = -∆Ep
Podemos considerar que a força aplicada transfere energia para o sistema sob
a forma de energia cinética. A velocidade mínima possível deverá ser zero
no instante em que atinge o topo da rampa, ou seja:
DEc = -∆Ep
1
m(v final - v 2inicial) = -m g ∆h +
2
2
1
+ (0 - v 2inicial) = -10 × 20 × sen(55°) +
2
+ v 2inicial = 2 × 10 × 20 × sen(55°) Ü 327,7 + vinicial Ü 18,1 m/s

A figura seguinte mostra o perfil de uma montanha-russa. Um carrinho com 100 kg


30 
de massa é abandonado na posição A. Considere as forças de atrito desprezáveis
e g = 10 m/s2. Selecione a opção correta.
A. A energia potencial gravítica do sistema «carrinho + Terra» diminui 3000 J
no percurso de A até C.
B.
Q
 uando o carrinho se move de A até C,
A
a energia potencial gravítica do sistema
«carrinho + Terra» é reduzida para metade.
C
C. No percurso de A até B, a energia cinética 60 m
do centro de massa do carrinho diminui.
D. No percurso de B a C, a energia potencial 30 m
gravítica do sistema aumenta 3000 J. B


No percurso de A para C, a variação de energia potencial gravítica foi:
DEp = m g Dh = 100 × 10 × -30 = -30 000 J
Logo, a opção A está incorreta. U1P8H2
Como a energia potencial gravítica é diretamente proporcional à altura, se esta
desce para metade, a energia potencial também o faz, logo, a opção B está correta.
No percurso de A para B, como a altura baixa, também o faz a energia potencial
gravítica, mas como há conservação da energia mecânica, isso implica que
a energia cinética suba. A opção C está incorreta.
180  Caderno de atividades e avaliação contínua

641203 163-223.indd 180 07/07/15 15:22


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
No percurso de B para C, a variação de energia potencial gravítica foi:
DEp = m g Dh = 100 × 10 × 30 = 30 000 J
Logo, a opção D está incorreta.

A figura seguinte representa o perfil de uma montanha-russa. Um carrinho


31 
com 200 kg de massa percorre-a passando no ponto A com uma velocidade vA .
O troço da montanha-russa BCD é um arco de circunferência de raio 2 m.
Determine o valor da altura h, posição em que o carrinho foi abandonado,
sabendo que o valor da velocidade em D é 88 % do valor da velocidade
do carrinho em A. Admita que as forças de atrito são desprezáveis.
Apresente todas as etapas de resolução.

h C

A B D
R 30º

Como não há atrito, a energia mecânica do sistema terá de ser a mesma em


todos os pontos. Se se conseguir obter a energia cinética do corpo no ponto A,
e considerando que nesse ponto a energia potencial é nula, este valor vai ser
também o valor da energia potencial no ponto de altura máxima. Logo,
comparando o ponto A com o pontoU1P8H3
D:
EmA = EmD + EcA + EpA = EcD + EpD +
1 1
+ m v 2A + 0 = m(0,88vA)2 + m g hD +
2 2
1 1
+ m v A = m(0,88vA)2 + m g × 2 sen(30°) +
2
2 2
+ 0,23e m v 2Ao = 200 × 10 × 2 × sen(30°) +
1
2
0,23 × EcA = 2000
EcA Ü 8,7 × 103 J
Logo:
Eph = m × g × h = 8,7 × 103 +
8,7 # 10 3
+ 200 × 10 × h = 8,7 × 103 + h = Ü 4,4 m
2000

A figura mostra o perfil de uma


32 
calha sem atrito, para o estudo A
do movimento de um corpo. Uma
B
esfera é abandonada da posição A
e passa nas posições B e C hA
hB
com valores de velocidade,
C
respetivamente, de 10 m/s e 18 m/s.
Determine o valor das alturas hA e hB assinaladas na figura.

U1P9H1
Caderno de atividades e avaliação contínua   181

641203 163-223.indd 181 07/07/15 15:22


ENERGIA E MOVIMENTOS

C
 omo não há atrito, a sua energia mecânica tem de ser a mesma em todos
os pontos.
Considerando a altura nula no ponto C:
1
EmC = EcC + EpC = m v 2C + 0
2
Comparando este valor com o ponto B:
1 1
EmC = EmB + m v 2C + 0 = m v 2B + m g hB +
2 2
1 2 1 2 1 1
+ v C = v B + g hB + × 182 = × 102 + 10hB +
2 2 2 2
162 - 50
+ hB = = 11,2 m
10
Comparando agora com o ponto A e sabendo que a velocidade neste é nula:
1
EmC = EmA + m v 2C + 0 = 0 + m g hA +
2
v C2 18 2
+ hA = = = 16,2 m
2g 2 # 10

O skycoaster é um desporto radical que


33 
é possível encontrar em alguns parques
de diversão. Os participantes são
suspensos por um cabo inextensível
que está fixo num ponto acima das suas
cabeças. O cabo é então afastado da
A
posição vertical até que os participantes
fiquem a uma altura de 60 m B
relativamente ao solo — ponto A.
Uma vez solto o cabo, os participantes
oscilam em torno da posição de
equilíbrio, situada 4 m acima do solo (ponto B), atingindo sempre uma altura
máxima de 60 m em relação ao solo. Admita que as forças de atrito são
desprezáveis e responda às questões seguintes.
33.1 Determine a velocidade do centro de massa de um rapaz de 60 kg na posição
U1P9H2
em que é máxima a energia cinética. Expresse o resultado em km/h. Justifique
todos os cálculos que efetuar.
33.2 Suponha que um outro rapaz com 80 kg de massa foi preso no cabo
do «pêndulo» e abandonado da mesma altura. Selecione a opção que
completa corretamente a frase seguinte. A velocidade do centro de massa
do rapaz de massa 80 kg, quando passa na posição B, é […] velocidade
do centro de massa do rapaz de massa 60 kg e a sua energia cinética é […].
A. […] maior do que a […] maior.
B. […] menor do que a […] maior.
C. […] igual à […] maior.
D. […] 2,7 vezes maior do que […] menor.
33.3 Mostre que o valor da velocidade é metade da velocidade máxima quando
3
o corpo atinge da altura máxima, medida em relação ao ponto A.
4

182  Caderno de atividades e avaliação contínua

641203 163-223.indd 182 07/07/15 15:22


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
33.1 Como não há atrito, a energia mecânica tem de ser a mesma em todos
os pontos, logo, a energia cinética é máxima no ponto onde a energia
potencial gravítica é mínima, ou seja, onde a altura é mínima.
Assim, comparando o ponto de altura máxima (A), onde a velocidade
é nula, com o de altura mínima (B):
1 1
EmA = EmB + m v 2A + m g hA = m v 2B + m g hB &
2 2
1 2
& v B + g × 4 = 0 + g × 60 +
2
+ vB = 2 # 10 # (60 - 4) Ü 33,5 m s-1
Convertendo para quilómetros por hora:
3600
33,5 m s-1 = 33,5 × + 120,6 km/h
1000
33.2 Como foi possível verificar na resolução da questão 33.1, a velocidade
do centro de massa não depende da massa do corpo; depende apenas
da diferença de alturas entre os pontos considerados. No entanto, para
a mesma velocidade, se um corpo tem uma massa mais elevada do que
outro, este vai ter uma energia cinética superior, porque a energia cinética
depende da massa. Logo, é a opção C.
33.3 Uma vez que a energia mecânica se mantém:
1 1
EmA = EmC + m v 2A + m g hA = m v 2C + m g hC
2 2
3
Considerando que a velocidade em A é nula e que a altura em C é
4
da altura em A.
Como no ponto A a velocidade é nula, vem:
1 3 1 1
m g hA = m v 2C + m g hA + m v 2C = m g hA +
2 4 2 4
1 1
+ vC = 2g # hA = × 2g hA
4 2
A expressão 2g hA é a velocidade no ponto de energia potencial mínima
(B) como visto na questão 33.1. Logo:
1
vC = × vA
2

Um pêndulo é um sistema composto por uma


34 
massa presa a um fio inextensível de massa
desprezável, que oscila em torno da posição
A
de equilíbrio. Considere um pêndulo com 300 g C
de massa a oscilar em torno de uma posição B
h
de equilíbrio B, entre as posições A e C. A energia
cinética máxima do centro de massa do pêndulo
tem o valor de 0,15 J. v

34.1 Calcule o valor da velocidade máxima


adquirida pelo pêndulo no movimento oscilatório. U1P9H3
34.2 Determine a altura máxima hmáx que o pêndulo atinge.

Caderno de atividades e avaliação contínua   183

641203 163-223.indd 183 07/07/15 15:22


ENERGIA E MOVIMENTOS

34.1 Sabendo o valor da energia cinética e da massa, é possível calcular


a velocidade diretamente pela expressão conhecida. A velocidade
é máxima quando a altura a que se encontra a massa é mínima, ou seja,
no ponto B.
1 1
EcB = m v 2B + 0,15 = × 0,300 × v 2B +
2 2
0,15 # 2
+ vB = = 1 m/s
0,300
34.2 Como não há atrito, a energia mecânica tem de ser a mesma em todos os
pontos. Comparando o ponto B com um ponto de altura máxima (A ou C):
1 1
EmB = EmA + m v 2B + m g hB = m v 2A + m g hA
2 2
Como a velocidade é nula no ponto de altura máxima e considerando
a altura no ponto B nula:
1
m v 2B + 0 = 0 + m g hA + 0,15 = m g hA +
2
0,15 0,15
+ hA = m g = = 0,05 m
0,300 # 10

Um ciclista com 60 kg de massa move-se numa pista que tem um troço horizontal
35 
e outro com uma inclinação de 30° com a horizontal. No momento em que o ciclista
atinge a base da subida, tem uma velocidade de 18 m/s, e nesse instante deixa de
pedalar. Determine a velocidade do centro de massa do ciclista quando atinge o sinal.
Despreze o atrito.

30%

m
30

30º


Considerando que não há atrito no percurso, a energia mecânica conserva-se
ao longo deste.
U1P9H4
Considerando o ponto A como o ponto de entrada na rampa e o ponto B como
o ponto referente ao sinal:
1 1
EmB = EmA + m v 2B + m g hB = m v 2A + m g hA
2 2
Considerando a altura no ponto A nula, tem-se:
1 1
m v 2B + m g hB = m v 2A + 0 +
2 2
1 2 1
+ v B + g × 30 sen(30°) = × 182 +
2 2
+ v 2B = 2 × (162 - 150) + vB = 24 Ü 4,9 m/s

184  Caderno de atividades e avaliação contínua

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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
36 Uma pista de gelo é constituída
A
por três percursos retilíneos,
com diferentes comprimentos

40
m
e declives. Um trenó passa

40 m
na posição E com um valor 50,0º B C
de velocidade que é 15 %
30,0º D E
superior ao valor da velocidade
atingida no ponto B. A massa
total m, do sistema «trenó + atletas» é de 300 kg, e o trenó parte do repouso
no ponto A. Considere desprezável o atrito no percurso ABCDE, bem como
a resistência do ar na totalidade do percurso. U1P10H1
36.1 Nas condições apresentadas, qual é a variação da energia potencial
gravítica do sistema constituído pela Terra e «trenó + atletas», no percurso
entre os pontos A e E? Selecione a opção correta.
A. -9,19 # 10 4 J C. -1,20 # 105 J
B. +9,19 # 10 J 4
D. +1,20 # 105 J
36.2 Determine o módulo da velocidade do centro de massa do sistema no
ponto E. Apresente todas as etapas de resolução.
Exame de Física e Química de 11.º ano, 2006, 1.ª fase (adaptado).

36.1 Calculando a diferença de energia potencial gravítica entre os pontos E e A:


DEp = EpE - EpA = m g hE - m g hA = 0 - 300 × 10 × 40= -1,20 × 105 J
Logo, é a opção C.
36.2 Como a variação de energia mecânica é nula no circuito, a variação
de energia cinética é o simétrico da variação da energia potencial. Uma vez
que a velocidade é nula em A, a sua energia cinética também o é:
DEc = 1,20 × 105 = EcE - EcA = EcE - 0 +
1
+ EcE = 1,20 × 105 + m v 2E = 1,20 × 105 +
2
2 # 1,20 # 10 5 2 # 1,20 # 10 5
+ vE = m = , 28,3 m/s
300

A figura representa uma calha,


37 
inclinada entre os pontos A e B, A
que termina num troço horizontal
BC. O desnível entre o ponto A 30 cm
e o troço horizontal é de 30 cm. B C
Um bloco, de massa 100 g,
colocado no ponto A, desliza
ao longo da calha, atingindo o ponto C com velocidade nula. Entre os pontos A
e B considera-se desprezável o atrito. Entre os pontos B e C, a superfície da calha
é rugosa e, por isso, passa a atuar sobre o bloco uma força de atrito de intensidade
0,50 N. Calcule o comprimento do troço BC. Apresente todas
as etapas de resolução.
Teste intermédio de Física e Química de 11.º ano, 2008 (adaptado).

Caderno de atividades e avaliação contínua   185

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ENERGIA E MOVIMENTOS


Como no troço AB não há atrito, a energia mecânica conserva-se. Ou seja, o valor
da energia mecânica no ponto A é o mesmo que no ponto B.
Considerando o troço BC de altura nula, toda a energia mecânica do corpo
no ponto B é energia cinética. Como a velocidade é nula no ponto A:
EmB = EmA = m g h = 0,100 × 10 × 0,30 = 0,30 J
Para que o corpo pare no ponto C, é necessário que o trabalho da força de atrito
anule a energia cinética.
W = DEc = EcC - EcB = -0,30 J +
+ F × d × cos(i) = -0,30
Como a força de atrito é contrária ao sentido do movimento, o ângulo, i, é 180°.
0,30
0,50 × d × (-1) = -0,30 + d = = 0,60 m
0,50

Numa fotografia estroboscópica, as sucessivas


38  P2
posições de um objeto são registadas em
intervalos de tempo iguais. A figura representa o
movimento de uma bola, com 50,0 g de massa, P1 P3
após ressaltar no solo. P1, P2, P3 e P4
representam as sucessivas posições da bola. Na
posição P2, a bola encontra-se a 1,20 m do solo P4
e, em P1 e P3, a bola está a 1,00 m do solo.
Considere a posição P4 como nível de referência da energia potencial gravítica
e a resistência do ar desprezável.
38.1 Selecione afirmação correta.
A. A energia cinética da bola é máxima no ponto P2.
B. A energia cinética da bola é máxima no ponto P4.
C. A energia cinética da bola é igual nos pontos P2 e P3.
D. A energia cinética da bola é igual nos pontos P2 e P4.
38.2 De entre os gráficos seguintes, selecione aquele que pode traduzir
a relação entre a energia potencial gravítica do sistema «bola + Terra»
e a altura h em relação a P4, durante o seu movimento a partir da posição P2.

A B C D
Ep Ep Ep Ep

0 h 0 h 0 h 0 h

38.3 Determine o trabalho realizado pela força gravítica entre as posições P2 e P3.
38.4 Relacione a energiaU1P11H2 U1P11H3
cinética da bola na posição P1 com a energia cinética
U1P11H1
da bola na posição P3, fundamentando a sua resposta. U1P11H4
Adaptado do exame de Física e Química 11.º ano, 2009, 1.ª fase

186  Caderno de atividades e avaliação contínua

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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
38.1 A energia cinética é maior quando a energia potencial gravítica é menor,
sempre que a energia mecânica se conserva. Assim, o ponto de altura mais
baixa é o ponto 4, logo, é neste ponto que a energia cinética é máxima.
A opção correta é a B.
38.2 A relação, independentemente do ponto considerado, entre a energia
potencial gravítica e a altura é:
Epg = m g h
ou seja, a energia potencial gravítica é linearmente proporcional à altura, isto
é, a sua relação gráfica vai ser descrita por uma reta de declive m g. Como
m g é sempre positivo, o declive desta reta é positivo. Logo, é a opção C.
38.3 Como a força gravítica é uma força conservativa, o trabalho realizado por
esta é dado por:
W = -DEp = -(Ep3 - Ep2) = m g(h2 - h3) =
= 0,0500 × 10 × (1,20 - 1,00) = 0,10 J
38.4 Como a energia mecânica da bola não se altera no percurso, esta é igual
em ambos os pontos. Como ambos têm a mesma altura, ambos têm
também a mesma energia potencial gravítica e, consequentemente,
a mesma energia cinética.

A
A figura representa o perfil de um
39 
escorrega, num parque de
diversões, junto a uma piscina.
Uma criança com 30 kg de massa
é abandonada na posição A e B
desliza ao longo do escorrega, h = 5,60 m
passando pelas posições B e C
antes de cair na piscina. Admita h
2
que as forças de atrito são
C
desprezáveis durante o movimento.
39.1 Selecione a afirmação correta.
A. A energia cinética do centro de massa da criança quando atinge a base
do escorrega é tanto maior quanto maior for a sua massa.
U1P11H5
B. A energia cinética da criança quando chega à base do escorrega
depende do perfil do escorrega.
C. A velocidade do centro de massa da criança quando atinge o ponto B
é metade da velocidade com que atinge a base do plano.
D. A energia mecânica do sistema aumenta à medida que a criança desliza
ao longo do escorrega.
39.2 Selecione a expressão que permite calcular corretamente o valor da
velocidade do sistema no ponto B da trajetória.
gh
A. g h B. 2g h C. g h D.
2
39.3 Determine o valor da velocidade do centro de massa do sistema quando
a criança passa na posição B.

Caderno de atividades e avaliação contínua   187

641203 163-223.indd 187 07/07/15 15:22


ENERGIA E MOVIMENTOS

39.1 A. Falsa.
No topo do escorrega, a criança está parada, logo, v = 0, pelo que:
Ec = 0 J
Quando chega à base do escorrega, a criança está a uma altura
de 0 metros e, como podemos desprezar as forças de atrito, a energia
mecânica conserva-se:
EmA = EmC

Sendo EmA a energia mecânica da criança em A, e EmC a energia mecânica
da criança em C.
Como a energia mecânica é a soma da energia potencial gravítica com
a energia cinética, tem-se que:
EpgA + EcA = EpgC + EcC
Substituindo:
1
m g hA = m v 2C
2
vC = 2g hA
Logo, a velocidade com que a criança chega à base do escorrega nada
tem que ver com a sua massa.
B. Verdadeira.
Como foi visto em A, a velocidade em C (base do escorrega) depende
da altura. Como a energia cinética depende da velocidade, esta
depende também da altura a que a criança é abandonada.
C. Falsa.
Como se verifica a conservação da energia mecânica,
EmB = EmC
EpgB + EcB = EpgC + EcC
1 1
m g hB + m v 2B = m v 2C
2 2
2 2
hA
v B = v C - 2g h
2
Pela justificação dada em A, tem-se vC = 2g hA ; substituindo na
equação anterior, fica finalmente vB = g hA ; dividindo por vC = 2g hA ,
encontra-se a seguinte relação:
vB g hA 1
vC = 2g h = 2
A
D. Falsa.
O que acontece, neste caso, é uma transformação de energia potencial
em energia cinética, e, como a energia mecânica é a soma das duas
anteriores, esta mantém-se constante, pois, à medida que a criança
desliza, a energia potencial gravítica diminui mas a energia cinética
aumenta ao mesmo ritmo.
39.2 Como a energia se conserva devido à ausência de forças de atrito:
EmA = EmB
EpgA + EcA = EpgB + EcB
188  Caderno de atividades e avaliação contínua

641203 163-223.indd 188 07/07/15 15:22


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Visto que o sistema é largado, a velocidade no ponto inicial, o ponto A,
é nula, logo, o mesmo acontece com a energia cinética; assim sendo:
1
m g hA + 0 = m g hB + m v 2B
2
Como a altura em B é metade da altura em A:
hA 1 hA 1
g hA = g + m v 2B + g hA - g = m v 2B
2 2 2 2
vB = g hA
Pelo que a opção correta é a A.
39.3 Utilizando a resposta à alínea anterior e sabendo que a altura h = 5,6 m
e a aceleração da gravidade g = 10 m s-2, obtém-se:
vB = gh= 10 # 5,6 = 7,48 m s-1
Pelo que a velocidade do centro de massa do sistema quando a criança
passa em B é 7,48 m s-1.

Um bloco com 2 kg de massa sobe


40  7
uma rampa de comprimento 3,6 m 6
e com uma inclinação de 30°, 5
v/m s-1

demorando 1,2 s a percorrer a 4


distância de A a B. O gráfico ao lado 3
traduz a variação do valor da velocidade 2
em função do tempo de subida. 1

40.1 Determine a intensidade da força 0


0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2 1,4
resultante a atuar no bloco. t /s
40.2 Verifique se há conservação de energia mecânica do sistema.
40.3 Determine a distância percorrida pelo bloco até ao instante 0,6 s.
U1P11H6
40.1 Do Teorema do Trabalho-Energia vem:
WFR = DEc
Por análise gráfica retiramos as velocidades final e inicial.
Substituindo:
1 1
WFR = m(v 2f - v 2i) = × 2 × (02 - 62) = -36 J
2 2
A intensidade da força resultante pode ser obtida pela expressão:
W 36
W = F d cos 180° + F = = = 12 N
d 3
A intensidade da força resultante é 12 N.
40.2 Para a energia mecânica se conservar, a energia mecânica inicial tem
de ser igual à final.
A energia mecânica inicial é dada por:
Emi = Epi + Eci
Como a altura inicial é nula, tem-se que:
1 1
Emi = m v 2i = × 2 × 36 = 36 J
2 2

Caderno de atividades e avaliação contínua   189

641203 163-223.indd 189 07/07/15 15:22


ENERGIA E MOVIMENTOS

A energia mecânica final é dada por:


Emf = Epf + Ecf
E como a velocidade final é nula:
Emf = m g hf
Por análise trigonométrica:
cateto oposto
sen(i)=
hipotenusa
Assim:
hf = 3 sen(30°) = 1,5 m
Logo:
Emf = 2 × 10 × 1,5 = 30 J
Pelo que a energia mecânica final é igual à inicial; assim, a energia
mecânica conserva-se.
40.3 Por análise gráfica:
v (0) = 6 m/s
v (0,6) = 3 m/s
Pode, então, determinar-se a variação de energia cinética:
1
DEc = × 2 × (32 - 62) = 9 - 36 = -27 J
2
Como a energia mecânica se conserva, conclui-se que não existem forças
não conservativas a atuar ou o trabalho realizado por essas forças é nulo.
A única força conservativa a atuar é o peso, logo:
WFR = WP = DEc = -DEp
A variação da energia cinética foi calculada na alínea anterior
-m g(hf - hi) = -27
Como a altura inicial é nula, temos uma altura final dada por:
27
2 × 10(hf - 0) = 27 + hf = = 1,35 m
20
Utilizando as relações trigonométricas:
cateto oposto
sen(i)=
hipotenusa
hf 1,35
dp = = = 2,70 m
sen(30°) sen(30°)
Pelo que a distância percorrida pelo bloco até aos 0,6 s foi de 2,70 metros.

A
A figura representa o perfil de uma
41 
pista de skate de um parque de hA = 3,2 m
desportos radicais. Um atleta parte
da posição A da pista com velocidade
4 m/s. Admita que as forças de atrito são desprezáveis.
41.1 Explique a relação existente entre a altura a que o atleta parte, hA,
e a altura máxima, hmáx, que este atinge na segunda rampa.
41.2 Determine o valor máximo da velocidade adquirida pelo atleta.

190  Caderno de atividades e avaliação contínua

641203 163-223.indd 190 07/07/15 15:22


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
41.1 Devido às forças de atrito serem desprezáveis, a energia mecânica
do sistema conserva-se.
Sendo EmA a energia mecânica em A e EmC a energia mecânica no ponto
de altura máxima,
EmA = EmC
EpgA + EcA = EpgC + EcC
A energia cinética do ponto C é nula, quando o corpo atinge a altura
máxima; então:
1
m g hA + m v 2A = m g hC + 0
2
1
g hA + v 2A = g hC
2
v 2A
hC = hA +
2g
A altura do ponto C é superior à altura do ponto A, pois o corpo em A já
tem energia cinética, uma vez que a velocidade não é nula.
41.2 Sendo EmA a energia mecânica em A e EmB a energia mecânica no ponto
de altura mínima,
EmA = EmB
EpgA + EcA = EpgB + EcB
A energia potencial gravítica no ponto B é nula, pois a altura também o é
(assim, toda a energia mecânica está na forma de energia cinética).
1 1
m g hA + m v 2A = 0 + m v 2B
2 2
1 2 1 2
g hA + v A = v B
2 2
vB = 2g hA + v 2A = 2 # 10 # 3,2 + 4 2 = 80 = 8,94 m s-1
Assim, o valor máximo da velocidade é, aproximadamente, 8,94 m s-1.

Numa exibição acrobática, uma


42 
trapezista balança num trapézio. Para
cair sobre o carrinho, a trapezista terá
de se soltar na posição assinalada com
a letra B, correspondente à posição
de equilíbrio do trapézio. Uma vez
no carrinho, irá percorrer uma rampa, B
parando ao fim de 2,78 m. Para m
2,80
1,80 m

executar este movimento com h=?


precisão, a trapezista tem de iniciar 30º
o movimento a uma altura bem
definida do solo. Considere que o movimento da trapezista pode ser representado
pelo seu centro de massa e que o atrito é desprezável durante todo o movimento.
Determine a altura relativamente ao solo a que a trapezista deve iniciar
o movimento. Apresente todas as etapas de resolução.


Pela análise trigonométrica, obtém-se a altura da rampa, hr, que é dada por:
hr
sen(30°) = + hr = 0,5 × 2,80 = 1,40 m
2,80
Caderno de atividades e avaliação contínua   191

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ENERGIA E MOVIMENTOS

Sendo o atrito desprezável, a energia mecânica do sistema conserva-se. Assim,


a energia mecânica no topo da rampa, Emtr, é igual à energia mecânica na base
da rampa, Embr (quando esta inicia o seu movimento na base da rampa):
Emtr = Embr
Ectr + Eptr = Ecbr + Epbr
Como no topo da rampa a velocidade do trapezista é nula, e na base da rampa
a altura é nula, tem-se:
Eptr = Ecbr
Visto que inicialmente o trapezista é largado, a sua velocidade inicial é zero,
então, a sua energia cinética inicial também é nula, Eci;; e como quando atinge o
fim do seu movimento no trapézio fica a uma altura nula, então, tem uma energia
potencial gravítica nula, Epf. Pela conservação da energia mecânica, tem-se:
Epi = Ecf
E como a energia cinética no final do trapézio corresponde à mesma no início
da rampa, tem-se:
Epi = Eptr
Pelo que a altura a que o trapezista tem de ser largado para se deslocar 2,8 metros
na rampa é igual à altura que o trapezista atinge no final da rampa, 1,4 metros,
uma vez que a massa do trapezista não se altera.

A figura representa um
43 
automóvel a iniciar a descida A
de uma estrada inclinada,
a uma altura de 5,0 m em
relação à base da rampa.
5m B
Considere que o automóvel
inicia a descida com uma
velocidade de 60 km/h e terá
de parar no ponto B. Admita que a massa do conjunto «automóvel + ocupantes»
é 1,20 # 103 kg e que o automóvel pode ser representado pelo seu centro de massa.
43.1 Calcule o trabalho da resultante das forças não conservativas que atuam
sobre o automóvel no percurso considerado. Admita que essas forças se
mantêm constantes e que a sua resultante tem sentido contrário ao do
movimento. Apresente todas as etapas de resolução.
43.2 Selecione a única opção que permite obter uma afirmação correta.
Nas mesmas condições iniciais, se a intensidade da resultante das forças
dissipativas que atuam sobre o automóvel aumentasse, verificar-se-ia a
imobilização do automóvel antes de atingir o ponto B, porque a variação
da energia...
A. … mecânica do sistema «automóvel + Terra» seria maior.
B. … cinética do automóvel seria maior.
C. … mecânica do sistema «automóvel + Terra» seria menor.
D. … cinética do automóvel seria menor.

192  Caderno de atividades e avaliação contínua

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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
43.1 Da Lei do Trabalho-Energia vem que a soma dos trabalhos das forças
conservativas e das forças não conservativas é igual à variação da energia
cinética, ou seja:
WFNC + WFC = DEc
Como a única força conservativa a atuar é o peso, temos que:
WFNC + WP = DEc
O trabalho realizado pelo peso é dado por:
WP = -DEp
Substituindo:
WFNC - DEp = DEc +
+ WFNC = DEc + DEp
A velocidade inicial do carro é dada por:
60 # 10 3
vi = 60 km h-1 = = 16,67 m s-1
60 # 60
Como a variação da energia potencial é dada por:
DEp = m g(hf - hi) = 1200 × 10 × (0 - 5) = -60 000 J;
e a variação da energia cinética é dada por:
1 1
DEc = m (v 2f - v 2i) = × 1,2 × 103 × (02 - 16,672) = -166 733 J,
2 2
tem-se:
WFNC = -166 733 - 60 000 = -226 733 J
43.2 A opção correta é a C. Com o aumento da intensidade da resultante das
forças dissipativas, o carro percorre uma distância menor, até parar. Neste
caso, a variação da energia cinética é a mesma, mas a variação da energia
potencial é menor, logo, a variação da energia mecânica é menor, nesta
situação.

44 Na figura seguinte, está representado um corpo com 4 kg de massa que parte
do repouso em A e se move até C, passando por B. Entre A e B, atua uma força
constante F de intensidade 5,3 N, que faz com que o corpo atinja a posição B
com um valor de velocidade vB. A força F deixa de atuar durante o percurso de B
a C. Considere as forças de atrito desprezáveis e o nível de referência de energia
potencial gravítica o ponto C.
44.1 Selecione a expressão F
que permite A B

determinar a variação 6m
10
de energia cinética do m
centro de massa do
corpo, entre as 30º C
posições B e C.
A. ∆Ec = -2 (vC2 - vB2) C. ∆Ec = 2 (vC2 - vB2)
1 1
B. ∆Ec = (vC2 - vB2) D. ∆Ec = - (vC2 - vB2)
2 2

Caderno de atividades e avaliação contínua   193

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ENERGIA E MOVIMENTOS

44.2 Selecione a opção correta.


A. A velocidade do centro de massa do corpo em B é 6 m s-1.
B. A velocidade do centro de massa do corpo em B é 4 m s-1.
C. A velocidade do centro de massa do corpo em B é 32 m s-1.
D. A velocidade do centro de massa do corpo em B é 16 m s-1.
44.3 Selecione a opção correta.
A. A energia potencial gravítica do sistema «Terra + corpo», quando
o corpo está na posição B, tem o valor 200 J.
B. A energia potencial gravítica do sistema «Terra + corpo», quando
o corpo está na posição B, tem o valor 400 J.
C. A energia potencial gravítica do sistema «Terra + corpo», quando o corpo
está na posição A, é nula.
D. A energia potencial gravítica do sistema «Terra + corpo» é máxima
na posição C.
44.4 Selecione a opção correta.
A. A energia cinética do centro de massa do corpo em C é 32 J.
B. A energia cinética do centro de massa do corpo em C é 200 J.
C. A energia cinética do centro de massa do corpo em C é 232 J.
D. A energia cinética do centro de massa do corpo na posição C, é nula.

44.1 A variação da energia cinética é dada por:


1
DEc = Ecf - Eci = m (v 2f - v 2i)
2
Como o corpo tem massa m = 4 kg:
1
DEc = 4(v 2f - v 2i) = 2(v 2f - v 2i)
2
Neste caso, o ponto final é o ponto C e o inicial, o ponto B:
DEc = 2(v 2C - v 2B)
Logo, a opção correta é a C.
44.2 Do Teorema do Trabalho-Energia vem que a soma dos trabalhos das forças
conservativas e das forças não conservativas é igual à variação da energia
cinética, ou seja:
WFNC + WFC = DEc
Neste caso, como as forças não conservativas a atuar são a força F e a
força de reação normal (trabalho nulo) e a única força conservativa a atuar
é o peso, tem-se:
WF + WP = DEc
Mas como o peso, neste caso, é perpendicular ao vetor deslocamento,
tem-se:
WF = DEc
Dado que a força é paralela ao movimento e tem o mesmo sentido deste,
sendo d = AB:
WF = F d
F d = DEc
194  Caderno de atividades e avaliação contínua

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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Como visto na questão 44.1:
DEc = 2(v 2f - v 2i) = 2(v 2B - v 2A)
E como a partícula parte do repouso:
DEc = 2v 2B,
chega-se a:
F d = 2v 2B
Fd 5,3 # 6
vB = = c 4 m s-1
2 2
Pelo que a opção correta é a B.
44.3 Aplicando as relações trigonométricas nos pontos A e B:
1
h = sen(30°) × BC = × 10 = 5 m
2
A energia potencial gravítica é dada por:
Epg = m g h,
em que m é a massa do corpo, g a aceleração da gravidade e h a altura
do corpo.
Assim:
EpgB = m g hB = 4 × 10 × 5 = 200 J
Logo, a opção correta é a A.
A opção C está incorreta, pois a energia potencial gravítica do sistema
«corpo + Terra» nas posições A e B são iguais, os dois pontos estão
à mesma altura do nível de referência.
A opção D está incorreta, pois na posição C a energia potencial gravítica
é mínima, pelo facto de a altura ser também mínima nessa posição.
44.4 D
 evido às forças de atrito serem desprezáveis, a energia mecânica
do sistema mantém-se constante, pois na rampa já não atua a força F,
que é a única força não conservativa a realizar trabalho que atua
no sistema; logo:
EmB = EmC, sendo EmB a energia mecânica em B e EmC a energia mecânica
em C.
Assim, e como a energia mecânica é a soma da energia potencial gravítica
com a energia cinética, tem-se:
EpgB + EcB = EpgC + EcC
A energia potencial gravítica em C é nula, pois a altura também o é:
1
m g hB + m v 2B = 0 + EcC
2
Simplificando:
1
EcC = m g hB + m v 2B
2
Substituindo:
1
EcC = 4 × 10 × 5 + × 4 × 16 = 232 J
2
Logo, a opção correta é a C.

Caderno de atividades e avaliação contínua   195

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ENERGIA E MOVIMENTOS

Selecione a opção incorreta. Uma partícula é abandonada de uma altura h,


45 
a partir do repouso, nas proximidades da superfície da Terra, e cai até atingir
o solo.
A. Se a resistência do ar for desprezável, o aumento de energia cinética da
partícula é igual à diminuição da energia potencial gravítica do sistema
«partícula + Terra».
B. Se a resistência do ar for desprezável, a energia mecânica do sistema no início
do movimento é igual à energia mecânica no instante em que atinge o solo.
C. A variação da energia potencial gravítica do sistema «partícula + Terra»,
em módulo, é menor no caso de haver resistência do ar do que quando ela
é desprezável.
D. A variação da energia mecânica do sistema, em módulo, é maior no caso
de haver resistência do ar do que no caso de esta ser desprezável.

A. Verdadeira. Pois, se não existirem atritos ou outras forças não conservativas,


a energia mecânica do sistema mantém-se constante, ou seja:
DEc + DEp = 0 + DEc = -DEp
A variação de energia cinética do corpo é simétrica da variação de energia
potencial gravítica do sistema «partícula + Terra». Assim, quando a energia
cinética aumenta, a energia potencial gravítica do sistema diminui, no mesmo
valor.
B. Verdadeira. Se não existirem forças não conservativas durante a queda, como
é o caso da força de resistência do ar, a energia mecânica do sistema
mantém-se constante, ou seja, mantém o mesmo valor; logo, a energia
mecânica final é igual à inicial.
C. Falsa. A energia potencial gravítica é dada pelo produto da massa com
a aceleração gravítica e com a altura. Como, neste caso, a massa se mantém
constante e a aceleração da gravidade é uma constante, a variação da energia
potencial só irá depender da variação da altura.
D. Verdadeira. Como no caso em que a resistência do ar é desprezada, a energia
mecânica conserva-se, ou seja, a variação da energia mecânica é nula; e no
caso em que a resistência do ar não é desprezada, a energia mecânica não
se conserva, ou seja, a sua variação é não nula. Assim sendo, o módulo
da variação da energia mecânica é sempre superior no caso em que existe
a resistência do ar.

Na figura ao lado, está


46  A
representado o perfil de uma C
montanha-russa, onde um
carrinho com 10 kg de massa
desliza, passando pelas posições 5m 4m
B
A, B e C. O carrinho parte do
repouso da posição A.
Considere as forças de atrito desprezáveis durante o movimento do carrinho.

196  Caderno de atividades e avaliação contínua

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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
46.1 Selecione a opção correta.
A. A energia mecânica do centro de massa do carrinho é maior em A
do que em C.
B. A energia cinética do centro de massa do carrinho diminui quando
o carrinho faz o percurso de B até C.
C. Durante o seu percurso, o carrinho atinge a velocidade máxima quando
se encontra na posição C.
D. A energia potencial gravítica aumenta quando o carrinho faz o percurso
de A até B.
46.2 Selecione a opção correta.
A. O valor da energia mecânica do centro de massa do carrinho é 400 J.
B. O valor da energia cinética do centro de massa do carrinho quando este
passa na posição B é 400 J.
C. A energia potencial gravítica do sistema «Terra + carrinho», quando
5
este se encontra na posição A, é da energia potencial gravítica
4
do sistema quando o carrinho está na posição C.
D. O carrinho imobiliza-se quando atinge a posição C.
46.3 Selecione a opção que completa corretamente a frase seguinte.
O trabalho realizado pelo peso do corpo, quando se move de A até C, é:
A. -400 J
B. -100 J
C. 100 J
D. 400 J

46.1 A. Falsa. Se não existirem forças de atrito, nem outras forças não
conservativas que realizam trabalho durante o movimento, a energia
mecânica do sistema mantém-se constante, logo, a energia mecânica
é igual em todos os pontos do percurso.
B. Verdadeira. Visto que a energia mecânica se mantém constante, então:
DEm = 0 e DEm = DEc + DEpg + DEc = -DEpg
No percurso de B até C, a variação de altura aumenta, então, a energia
potencial gravítica diminui (DEpg < 0). Como a energia potencial
gravítica aumenta e a energia cinética diminui, conclui-se que a energia
cinética em B é maior do que a energia cinética em C.
C. Falsa. Como já visto na justificação de B, a energia cinética diminui
no percurso de B para C e, consequentemente, também a velocidade,
uma vez que a energia cinética é diretamente proporcional ao quadrado
da velocidade.
D. Falsa. A energia potencial gravítica é dada pelo produto da massa com
a aceleração gravítica e com a altura. Como, neste caso, a massa se
mantém constante, a aceleração gravítica é uma constante e a altura
diminui de A para B, a energia potencial gravítica também tem
de diminuir de A para B.

Caderno de atividades e avaliação contínua   197

641203 163-223.indd 197 07/07/15 15:22


ENERGIA E MOVIMENTOS

46.2 A. Incorreta. A energia mecânica do centro de massa do carrinho é constante,


pelo que a podemos calcular em qualquer ponto. Assim sendo:
EmA = ECA + EpgA
E como o carrinho é largado de A, a sua velocidade em A é nula, pelo
que a sua energia cinética também o é.
Logo:
EmA = 0 + EpgA = m g h = 10 × 10 × 5 = 500 J
B. Incorreta. Como a energia mecânica de A é igual à energia mecânica
de B (500 J, como calculado para a justificação da opção A) e em B
a energia potencial gravítica é nula, devido ao facto de a altura ser zero,
a energia cinética em B é igual à energia mecânica nesse ponto, ou
seja, 500 J.
C. Correta. Como a energia potencial gravítica é dada por:
Epg = m g h
tem-se:
EpgA = m g hA = 10 × 10 × 5 = 500 J
EpgC = m g hC = 10 × 10 × 4 = 400 J
Dividindo uma pela outra, obtém-se:
Epg 500 5 A
= =
Epg 400 4 C

5
EpgA = EpgC
4
5
Pelo que a energia potencial gravítica do sistema na posição A é
4
da energia potencial gravítica do sistema na posição C.
D. Incorreta. Sendo as forças de atrito desprezáveis, EmA = EmC, sendo EmA
a energia mecânica em A e EmC a energia mecânica no ponto C, e como
a energia mecânica é a soma da energia potencial gravítica com a
energia cinética e a energia mecânica em A já foi calculada, tem-se:
EpgC + ECC = 500 J
A energia potencial gravítica em C também já foi calculada, logo:
400 + ECC = 500
Pelo que a energia cinética em C é:
ECC = 100 J
Como a energia cinética é diretamente proporcional ao quadrado
da velocidade, então, em C a velocidade não é nula, logo, o carrinho não
pode estar imobilizado em C.
46.3 As opções A e B nunca podem ser as corretas, pois, no final do movimento
o corpo desceu, ou seja, o seu deslocamento final é no sentido do peso;
logo, o trabalho realizado pelo peso tem de ser positivo.
Do Teorema do Trabalho-Energia vem que a soma dos trabalhos das forças
conservativas e das forças não conservativas é igual à variação da energia
cinética, ou seja:
WFNC + WFC = DEc

198  Caderno de atividades e avaliação contínua

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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Neste caso, não existindo forças não conservativas a atuar e sendo o peso
a única força conservativa a atuar, tem-se:
WP = DEc
Como:
DEc = Ecf - Eci
tem-se, neste caso:
WP = EcC - EcA
E como já calculado anteriormente:
EcA = 0
EcC = 100 J
WP = 100 - 0 = 100 J
Pelo que a opção correta é a C.
Este exercício também podia ser resolvido recorrendo a:
WP = -DEpg

Um automóvel com 1000 kg de massa desloca-se numa estrada de montanha


47 
retilínea, com uma inclinação de 10 % durante um percurso de 2 km. Admita
que no instante em que inicia a descida, o automóvel viaja a uma velocidade
de 60 km/h. Durante a descida, a variação de energia mecânica do sistema
é 20 % da variação de energia potencial gravítica.
47.1 Determine a intensidade da resultante das forças não conservativas que
atuam no automóvel durante o percurso de 2 km. Apresente todas as
etapas de resolução.
47.2 Determine o valor da velocidade do automóvel no final do percurso de
2 km.de subida foi de 11 kW e o rendimento do motor, de 80 %. Determine
o número máximo de passageiros, com 70 kg de massa cada um, que
o elevador pode transportar. Apresente todas as etapas de resolução.

47.1 Se a inclinação da estrada é 10 % e esta tem uma extensão de 2 km, quer
dizer que a altura entre o início da descida e o fim desta é dada por:
h = 0,1 × 2000 = 200 m
Como a variação da energia mecânica durante a descida corresponde
a 20 % da variação da energia potencial gravítica ao longo da mesma,
tem-se:
DEm = 0,2DEpg
Do Teorema do Trabalho-Energia vem que a soma dos trabalhos das forças
conservativas e das forças não conservativas é igual à variação da energia
cinética, ou seja:
WFNC + WFC = DEc
Durante a descida, a única força conservativa a atuar é o peso; assim, tem-se:
WFNC + WP = DEc
Como o trabalho realizado pelo peso é dado por:
WP = -DEpg
Caderno de atividades e avaliação contínua   199

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ENERGIA E MOVIMENTOS

substituindo:
WFNC - DEpg = DEc +
+ WFNC = DEc + DEpg = DEm
Como, neste caso:
DEm = 0,2DEpg,
tem-se:
WFNC = 0,2DEpg
Ora, a variação da energia potencial gravítica é dada por:
DEpg = m g (Dh) = m g (hf - hi) = 1000 × 10 × (0 - 200) =
= -2 × 106 J
Logo:
WFNC = 0,2 × (-2 × 106) = -4 × 105 J
Como as forças não conservativas são paralelas ao movimento e nós só
queremos saber a sua intensidade, e tomando a extensão da rampa por d:
4 # 10 5 WF NC
uWFNCu = uFNCu d + uFNCu = = 200 N =
d 2 # 10 3
Pelo que a intensidade da resultante das forças não conservativas que
atuam no automóvel é 200 N.
47.2 Como a variação da energia mecânica é dada por:
DEm = DEc + DEpg,
e do enunciado vem que:
DEm = 0,2DEpg,
tem-se:
0,2DEpg = DEc + DEpg
Pelo que:
DEc = DEpg (0,2 - 1) = -0,8DEpg
Substituindo:
1
m(v 2f - v 2i) = -0,8m g(hf - hi)
2
Como a altura final é zero, a altura inicial está calculada na alínea anterior
60 # 10 3
e a velocidade inicial é dada por vi = = 16,67 m s-1
60 # 60
v 2f = -2 × 0,8g (-hi) + v 2i
vf = 2g 0,8hi + v i2 = 2 # 0,8 # 10 # 200 + 16,67 2 = 58,97 m s-1
Pelo que a velocidade final a que o automóvel atinge o final da rampa
é 58,97 m s-1.

200  Caderno de atividades e avaliação contínua

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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
As acrobacias com looping
48  A
são atrações em muitos
parques de diversões. Nesta
acrobacia, os praticantes dão
uma volta completa sem cair.
A figura representa o perfil
B
de uma pista onde um h
praticante de skate descreve
um looping. Para que faça a C
R
volta completa em
segurança, a velocidade do
patinador no ponto B terá de
ser igual a g # R , sendo g a aceleração gravítica e R o raio da trajetória circular
do looping. Admita que os atritos são desprezáveis. Selecione a opção que
completa corretamente a frase seguinte.
Para descrever o looping em segurança, o skater terá de iniciar o seu movimento,
com velocidade nula, a uma altura:
3
A. 2R C.  R
2
5
B.  2R D.  R
2
Sendo as forças de atrito desprezáveis:
EmA = EmB,
em que EmA é a energia mecânica em A e EmB é a energia mecânica no ponto B.
Assim, como a energia mecânica é a soma da energia potencial gravítica com a
energia cinética:
EpgA + EcA = EpgB + EcB
Como o skater parte com velocidade nula do topo:
E cA = 0
Assim:
EpgA = EpgB + EcB
1
m g hA = m g hB + m v 2B
2
v B2
hA = hB +
2g
Como em B o skater está na parte do looping com altura superior, este está
a uma altura de dois raios do looping, ou seja, hB = 2R.
E como a velocidade em B nos é dada para o looping ser feito em segurança,
vB = g R , tem-se:
` g Rj
2
gR 4R R 5R
hA = 2R + = 2R + = + =
2g 2g 2 2 2
Pelo que a opção correta é a D.

Caderno de atividades e avaliação contínua   201

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ENERGIA E MOVIMENTOS

Um corpo com 200 g de


49 
massa, partindo do repouso
A
em A, desce o plano
inclinado AB, no qual o atrito
é desprezável. Em seguida
movimenta-se na superfície 37º
plana e horizontal BC, B C
parando em C, após percorrer
4 m nessa superfície. A intensidade da força de atrito que atua no percurso BC
é 0,8 N. Determine o comprimento do plano AB. Apresente todas as etapas
de resolução.

Do Teorema do Trabalho-Energia vem que a soma dos trabalhos das forças
conservativas e das forças não conservativas é igual à variação da energia
cinética, ou seja:
WFNC + WFC = DEc
Aplicando ao plano BC, a única força conservativa a atuar é o peso e a única
força não conservativa que realiza trabalho é a força de atrito Fa; assim, tem-se:
WFa + WP = DEc
Como neste plano o peso é perpendicular ao deslocamento do corpo, o trabalho
realizado pelo peso é nulo, pelo que:
WFa = DEc
Como:
DEc = Ecf - Eci = Ecf - Ecsr
sendo Ecsr a energia cinética do corpo após sair da rampa e Ecf a energia cinética
no ponto C, que é nula, pois a velocidade é zero visto que o corpo para em C.
Assim:
DEc = -Ecsr
Como a força de atrito tem sentido contrário ao movimento do corpo, mas é
paralela ao vetor deslocamento, o trabalho realizado por esta força será dado por:
WFa = -BC × Fa
Substituindo:
WFa = -4 × 0,8 = -3,2 J
Logo:
Ecsr = -WFa = 3,2 J
Como na rampa as forças de atrito são desprezáveis, e não existem mais
nenhumas forças não conservativas a atuar sobre o corpo que realizem trabalho,
a energia mecânica conserva-se; logo:
Emir = Emsr
Sendo Emir a energia mecânica no início da rampa e Emsr a energia mecânica
no fim da rampa (à saída da rampa).
Assim:
Epgir + Ecir = Epgsr + Ecsr

202  Caderno de atividades e avaliação contínua

641203 163-223.indd 202 07/07/15 15:22


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Como o corpo parte do repouso:
Ecir = 0
Admitindo como nível de referência o chão:
Epgsr = 0
Logo:
Epgir = Ecsr
Substituindo:
m g h = 3,2
sendo m a massa do corpo, g a aceleração da gravidade e h a altura inicial do corpo
Pelo que a altura será dada por:
3,2 3,2
h= mg = = 1,6 m;
0,2 # 10
pela relação trigonométrica:
cateto oposto
sen(i) =
hipotenusa
obtém-se:
h 1,6
sen(37°) = =
AB AB
Assim:
1,6
AB = = 2,66 m
sen(37°)
Logo, a rampa (plano inclinado) AB tem 2,66 metros de comprimento.

Um bloco com 3,0 kg de massa move-se


50 
numa superfície horizontal, sem atrito,
a uma velocidade constante de 10,0 m/s.
O bloco sobe uma rampa com inclinação 10 m/s
de 40° relativamente à horizontal, até 3 kg 40°
uma altura h.
50.1 Determine a distância percorrida pelo bloco, sobre a rampa, até atingir a
altura máxima.
50.2 Admita que se substituiu a rampa por outra em que atua uma força de
U1P15H1
atrito de intensidade 7 N. O corpo inicia a subida da rampa com igual valor
de velocidade. Compare a variação de energia mecânica do sistema nesta
situação e na situação descrita na alínea anterior. Explique o significado
do valor calculado para a variação da energia mecânica.
50.3 Determine a percentagem de energia mecânica que é dissipada pelo
sistema durante a subida. Apresente todas as etapas de resolução.

50.1 Uma vez que não existem forças de atrito, a energia mecânica mantém-se
constante, pelo que:
Emi = Emf,
sendo Emi a energia mecânica inicial e Emf a energia mecânica final.

Caderno de atividades e avaliação contínua   203

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ENERGIA E MOVIMENTOS

E como esta é a soma da energia potencial gravítica com a energia


cinética, tem-se:
Epgi + Eci = Epgf + Ecf
Considerando como nível de referência a base do plano:
Epgi = 0
O bloco atinge a altura máxima quando a sua velocidade fôr nula, logo:
Ecf = 0
Assim:
Eci = Epgf
Substituindo:
1 v i2 10 2
m v 2i = m g h + h = = =5m
2 2g 2 # 10
Ao utilizar trigonometria, obtém-se:
cateto oposto
sen(i) =
hipotenusa
Assim:
h 5
sen(40°) = =
d d
Pelo que:
5
d= = 7,78 m
sen(40°)
Logo, a distância percorrida pelo bloco sobre a rampa foi de 7,78 m.
50.2 Do Teorema do Trabalho-Energia vem que a soma dos trabalhos das forças
conservativas e das forças não conservativas é igual à variação da energia
cinética, ou seja:
WFNC + WFC = DEc
Durante a descida, sendo o peso a única força conservativa a atuar,
tem-se:
WFNC + WP = DEc
Como o trabalho realizado pelo peso é dado por:
WP = -DEp
substituindo:
WFNC - DEp = DEc +
+ WFNC = DEc + DEp = DEm
As forças não conservativas a atuar são a força de reação normal e a força
de atrito. O trabalho realizado pela força de reação normal é nulo.
Como a força de atrito é sempre paralela ao movimento e com sentido
oposto, o trabalho realizado por esta é dado por:
WFNC = WFa = -d Fa
Pelo que:
DEm = -d Fa = -7,78 × 7 = -54,46 J

204  Caderno de atividades e avaliação contínua

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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Quando a rampa não tem atrito, a variação da energia mecânica é nula,
pois não existem forças não conservativas a realizar trabalho. Ao colocar
uma rampa com atrito, a energia mecânica do sistema diminui e a energia
dissipada aumenta, logo, a variação da energia mecânica será negativa
(o que é verificado pelos cálculos), o que significa que há transferência
de energia do sistema para a vizinhança.
50.3 Num sistema mecânico, o rendimento é determinado por:

h = f1 - p × 100
Ed
Em
O valor da energia dissipada é Ed = 54,46 J (valor calculado na questão
50.2). A energia mecânica do sistema ao iniciar a subida é:
1
Em = m v 2
2
Substituindo os valores, tem-se:
Em = 150 J
Calculando o rendimento:

h = e1 - o × 100 = 63 %
54,46
150
A percentagem de energia dissipada será 100 - 63 = 27 %.
A percentagem de energia mecânica dissipada é 27 %.

51 Uma bola de basquetebol é abandonada de uma altura de 2,0 metros em relação


ao solo. Em cada colisão com o solo, há dissipação de 30 % da energia mecânica
do sistema. Selecione a opção que completa corretamente a frase seguinte.
No segundo ressalto, a bola atingirá uma altura de, aproximadamente:
A. 140 cm B. 98 cm C. 60 cm D. 100 cm


Admitindo que a resistência do ar é desprezável e como a cada colisão
há dissipação de 30 % da energia mecânica, tem-se:
Emressalto = 0,7Emqueda
Como, em A, Em = Ep, porque a Ec é nula na posição inicial e na altura máxima
atingida em cada um dos ressaltos, então:
m g hressalto = 0,70m g hqueda + hqueda = 0,70hressalto
A altura do primeiro ressalto para uma altura de queda de 2 m é 1,4 m.
Para o segundo ressalto, a altura de queda passa a ser 1,4 m; assim:
hressalto = 0,70 × 1,4 = 0,98 m
Assim:
Ema3 = 0,7 × 0,7Ema1 = 0,49Ema1
A altura atingida pela bola após o segundo ressalto corresponde à altura máxima
do terceiro arco. Como no ponto de altura máxima a velocidade é nula, em
qualquer um dos arcos, neste ponto a energia mecânica será igual à energia
potencial gravítica, pelo que somente usando os pontos de altura máxima se tem
a seguinte expressão:
Epgm3 = 0,49Epgm1

Caderno de atividades e avaliação contínua   205

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ENERGIA E MOVIMENTOS


Epgm1 é a energia potencial gravítica máxima do primeiro arco e Epgm3 é a energia
potencial gravítica máxima do terceiro arco.
Substituindo:
m g hm3 = 0,49 m g hm1
Ou seja:
hm3 = 0,49hm1 = 0,49 × 2 = 0,98 m
Logo, a opção correta é a B.

A figura representa a trajetória


52  A
de uma bola de ténis a colidir
com um piso de cimento. A bola
é abandonada da altura A,
D
colide sucessivamente no chão
e ressalta até às alturas G
assinaladas com as letras D e G.
Os pontos B e C estão à mesma B C
E F
altura do solo e o ponto E está
à mesma altura do ponto F.
Admita que, enquanto a bola está no ar, a resistência do ar é desprezável.
52.1 Selecione a afirmação correta.
A. A energia mecânica da bola em A é maior do que a energia mecânica
da bola em B.
B. A energia potencial gravítica do sistema «bola + Terra» em B é maior
do que a energia potencial gravítica em C.
C. O valor da velocidade da bola em B é maior do que o valor da velocidade
da bola em C.
D. A energia mecânica da bola em F é igual à energia mecânica da bola
em E.
52.2 Selecione a opção que completa corretamente a frase seguinte.
A altura de queda é superior à altura do primeiro ressalto, porque…
A. … durante o movimento de queda, há dissipação de energia mecânica
do sistema.
B. … na colisão da bola com o piso, há dissipação de energia potencial
gravítica.
C. … durante a subida, após a colisão, há dissipação de energia potencial
gravítica.
D. … na colisão da bola com o piso, há dissipação de energia mecânica
do sistema.

52.1 A. Incorreta. Como desprezamos a resistência do ar, a energia mecânica


conserva-se em todo o movimento em que a bola está no ar, logo,
a energia mecânica no ponto A é igual à energia mecânica no ponto B,
visto que ainda não houve nenhum contacto com o solo entre esses dois
pontos.

206  Caderno de atividades e avaliação contínua

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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
B. Incorreta. A energia potencial gravítica é dada por Epg = m g h,
em que m é a massa, g a aceleração da gravítica e h a altura da bola,
relativamente ao solo. Os pontos B e C estão à mesma altura, a massa
mantém-se constante, então, conclui-se que a energia potencial
do sistema «bola + Terra» nestes dois pontos é igual.
C. O ponto C corresponde à posição ocupada pela bola no movimento
de queda, ou seja, antes de colidir com o solo. O ponto B corresponde
à posição ocupada pela bola, após colisão com o solo. Estes pontos
encontram-se à mesma altura do solo, logo, quando a bola se encontra
nestas posições, a energia potencial gravítica do sistema «bola + Terra»
é igual. Na interação bola-solo, há dissipação de energia mecânica;
como consequência, a velocidade com que a bola inicia o movimento
de ressalto é menor do que a velocidade com que a bola atinge o solo.
A energia mecânica diminuiu devido à interação com o solo.
Como a resistência do ar é desprezável, há conservação de energia
mecânica no movimento de ressalto. No ponto C, a energia mecânica
do sistema é igual ao valor da energia mecânica após colisão com o
solo. A energia mecânica é dada por Em = Ec + Ep e este valor é menor
em C do que em B. A altura do ponto C é igual à do ponto B, conclui-se
1
que a Ec no ponto C é menor do que no ponto B. Como a Ec = m v 2,
2
se a energia cinética em C é menor do que em B, conclui-se que
a velocidade da bola na posição C é menor do que em B.
D. Incorreta. Como já mencionado na justificação de C, há dissipação
de energia mecânica na interação da bola com o solo. O ponto E
corresponde a uma posição da bola no movimento de queda e o
ponto F, a uma posição após o ressalto. A energia mecânica no ponto F
é menor do que no ponto E (mas em cada arco a energia mecânica
conserva-se, ou seja, só é dissipada no contacto com o solo).
52.2 A. Incorreta. Como a resistência do ar é desprezável, a energia mecânica
do movimento de queda mantém-se constante, logo, não há dissipação
de energia mecânica neste movimento.
B. Incorreta. Na colisão da bola com o piso há dissipação de energia
cinética.
C. Incorreta. Na subida existe um aumento da energia potencial gravítica
do sistema sem que haja dissipação desta (pois no movimento de queda
e ascensão da bola, a energia mecânica conserva-se).
D. Correta. Existe energia mecânica dissipada, pois a cada ressalto a altura
máxima atingida pela bola diminui; no entanto, esta energia mecânica
não pode ser dissipada no movimento de ascensão e queda da bola,
visto que a resistência do ar é desprezável; ou seja, a energia mecânica
é dissipada na colisão da bola com o piso.

Caderno de atividades e avaliação contínua   207

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ENERGIA E MOVIMENTOS

Considere um carrinho que se move segundo uma trajetória retilínea e horizontal,


53 
coincidente com o eixo Ox de um referencial unidimensional. Na figura,
encontra-se representado o gráfico da componente escalar da posição, x, desse
carrinho, segundo esse eixo, em função do tempo (t) decorrido desde que se deu
início ao estudo do movimento.
53.1 Sabendo que, no instante x/m
2,5
inicial, o valor da velocidade
do carrinho, de massa 400 g, 2,0
era 4,0 m s e no instante 2,0
-1
1,5
s a velocidade era 0 m s-1,
1,0
calcule a intensidade
da resultante das forças não 0,5
conservativas aplicadas no 0
carrinho, no intervalo de 0 0,5 1 1,5 2,0 2,5 t /s

tempo [0,0; 2,0] s. Admita que a resultante das forças não conservativas
tem a direção do movimento. Apresente todas as etapas de resolução.
53.2 Selecione a opção que completa corretamente a afirmação seguinte.
U1P16H1
No movimento considerado, o trabalho realizado pelo peso do carrinho
é nulo, porque o peso...
A. … tem direção perpendicular ao deslocamento do carrinho.
B. … é uma força conservativa.
C. … é anulado pela força de reação normal exercida pelo plano.
D. … tem intensidade constante.
Exame de Física e Química de 11.º ano, 2011, época especial (adaptado)

53.1 Do Teorema de Trabalho-Energia vem que a soma dos trabalhos das forças
conservativas e das forças não conservativas é igual à variação da energia
cinética, ou seja:
WFNC + WFC = DEc
Sendo o peso a única força conservativa a atuar, tem-se:
WFNC + WP = DEc
Como o trabalho realizado pelo peso é dado por:
WP = -DEp
substituindo:
WFNC - DEp = DEc +
+ WFNC = DEc + DEp = DEm
Como a altura é constante:
DEp = 0
logo:
1
m(v 2f - v 2i)
DEm = DEc =
2
Pelo que o trabalho das forças não conservativas no intervalo [0,0; 2,0] s é
1
WFNC = DEm = DEc = × 0,400 × (0 - 42) = -3,20 J
2

208  Caderno de atividades e avaliação contínua

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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Como o trabalho das forças não conservativas, F, é paralelo e no sentido
do movimento, então:
WFNC = F d
Como se conhece o intervalo de tempo, para o qual foi calculado o trabalho,
ao longo do qual as forças não conservativas atuaram, pode saber-se
a distância durante a qual as mesmas atuaram por análise gráfica. Assim:
d = x(2) - x(0) = 2,5 - 0,5 = 2,0 m
Logo, a intensidade da resultante das forças não conservativas aplicada
no carrinho é dada por:
WF 3,20 NC
F= = = 1,60 N
d 2
Pelo que a intensidade da resultante das forças não conservativas aplicada
no carrinho é 1,60 N.
53.2 A. Correta. Como o peso é perpendicular ao vetor deslocamento e o
trabalho é dado por W = F d cos(i), o cosseno irá ser nulo, logo,
também o trabalho realizado pelo peso será nulo.
B. Incorreta. O peso é uma força conservativa porque o trabalho realizado
pelo peso é independente da trajetória e é nulo num percurso fechado.
O trabalho de uma força conservativa pode ser nulo (num percurso
horizontal) e pode não ser nulo (movimento ao longo de um plano
inclinado ou na vertical).
C. Incorreta. O facto de a força de reação normal anular o peso não está
relacionado com o trabalho efetuado por ambas as forças.
D. Incorreta. O facto de a sua intensidade ser constante não está
relacionado com o trabalho realizado pelo facto de o peso ser nulo.

Um turista cai numa ravina de difícil acesso.


54 
A equipa de socorristas, depois de descer a ravina, F
coloca o turista numa maca, que, com o apoio de
um cabo ligado a um motor elétrico, é erguido até
à superfície, deslizando ao longo de um plano,
100 m

que faz um ângulo de 60º com a horizontal.


Admita que a massa do turista é 70 kg, a da maca,
20 kg, e que a ravina tem uma altura de 100 m.
Os socorristas demoram 2 minutos a içar o turista. 60º
Considere desprezáveis as forças de atrito.
Determine a potência desenvolvida pelo motor para elevar o sistema «maca + turista»,
com velocidade constante. Apresente todas as etapas de resolução.

O motor irá exercer uma força F, que, por sua vez, irá realizar trabalho sobre
o sistema «turista + maca».
Como a velocidade se mantém constante, tem-se uma variação da energia
cinética nula, e utilizando o Teorema de Trabalho-Energia tem-se que o trabalho
realizado pelas forças resultantes é dado por:
W = DEc = 0

Caderno de atividades e avaliação contínua   209

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ENERGIA E MOVIMENTOS

Como o trabalho exercido pelas forças resultantes é a soma dos trabalhos


realizados pelas forças conservativas e pelas forças não conservativas:
WFNC + WFC = 0
Como, neste caso, as forças de atrito são desprezáveis, a força não conservativa
em causa será somente a força exercida pelo motor para puxar o sistema
e a força de reação normal que não realiza trabalho. A única força conservativa
a atuar neste caso é o peso.
Assim:
WF = -WP
Como:
WP = -DEp,
tem-se:
WF = -(-DEp) = DEp
Como a ravina tem 100 metros e o sistema tem massa total de 90 quilogramas,
pois a massa do sistema é dada pela soma da massa do turista com a massa
da maca, tem-se:
DEp = m g(hf - hi) = 90 × 10 × (100 - 0) = 90 000 J = 90 kJ
Logo:
WF = 90 kJ
W
A potência é dada por P = , em que W é o trabalho realizado pela força
Dt
e Dt o intervalo de tempo durante o qual a força realizou esse trabalho.
Neste caso, tem-se que a potência do motor é:
W 90 000
P= = = 750 W
Dt 2 # 60
Logo, a potência desenvolvida pelo motor terá de ser 750 W para que a maca
e o turista sejam elevados a velocidade constante.

Um motor elétrico, de potência


55 
1200 W, é utilizado para elevar M
um bloco com 200 kg de massa,
a uma altura de 5,0 m, com
velocidade constante. Esta tarefa Dh = 5 m
demora 10 s. Determine
o rendimento do motor. Apresente
todas as etapas de resolução.

Se o motor tem uma potência de 1200 W, significa que a potência fornecida, Pforn,
é de igual valor. O rendimento é dado por:
Pútil
h= × 100 %
Pforn
em que Pútil é a potência útil que se pretende calcular.

210  Caderno de atividades e avaliação contínua

641203 163-223.indd 210 07/07/15 15:23


1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Do Teorema de Trabalho-Energia vem que a soma dos trabalhos das forças
conservativas e das forças não conservativas é igual à variação da energia
cinética, ou seja:
WFNC + WFC = DEc
A única força conservativa a atuar é o peso. Assim:
WFNC + WP = DEc
O trabalho realizado pelo peso é dado por:
WP = -DEp
Substituindo:
WFNC - DEp = DEc + WFNC = DEc + DEp
Como a velocidade de elevação do bloco é constante:
DEc = 0
Logo:
WFNC = DEp = m g(hf - hi) = 200 × 10 × (5 - 0) = 10 000 J
Desprezando a resistência do ar, a única força não conservativa que atua
no bloco é a força exercida pelo motor, Fm.
Logo:
WFNC = WFm
Pelo que a potência útil será dada por:
WF
m
Pútil =
Dt
Logo, substituindo:
10 000 WF
m
= Pútil = = 1000 W
Dt 10
Sendo Dt o tempo que o motor está a exercer a força.
Assim:
1000
h= × 100 % = 0,83 × 100 % = 83 %
1200
O motor tem um rendimento de 83 %.

56 Numa mini-hídrica, a água cai de uma altura de 50 m, com um caudal mássico


de 1,0 tonelada por segundo. A queda de água faz mover as pás de uma turbina.
Determine a energia que é transferida, durante 1 hora, para as pás das turbinas,
admitindo que o rendimento do processo de transferência é 80 % e que o caudal
permanece constante. Apresente todas as etapas de resolução.

A única força que atua na água é o peso e como o trabalho do peso é dado por:
WP = -DEp,
tem-se:
WP = -m g(hf - hi) = -m × 10 × (0 - 50) = 500m J
Visto que o rendimento é de 80 %, só 80 % desse trabalho será útil para fornecer
energia. A energia útil será dada por:
Eútil = 0,8WP = 0,8 × 500 × m = 400m J

Caderno de atividades e avaliação contínua   211

641203 163-223.indd 211 07/07/15 15:23


ENERGIA E MOVIMENTOS

Como o caudal permanece constante e por segundo temos 1000 quilogramas,


para uma hora ter-se-á:
m = 1000 × 60 × 60 = 3 600 000 kg
Pelo que a energia produzida durante uma hora será:
Eútil (1 hora) = 3 600 000 × 400 = 1,44 GJ
Assim, a energia transferida, durante uma hora, para as pás das turbinas
é 1,44 GJ.

Fez-se o teste de desempenho a três modelos de automóveis nas mesmas


57 
condições de pressão, temperatura e humidade. Alguns resultados obtidos
no teste encontram-se registados na tabela seguinte.

X Y Z
Tempo para variar
a velocidade 14,4 s 11,4 s 14,0 s
de 0-100 km/h
Tempo de paragem
35,3 s 32,9 s 35,4 s
(0-1 km)
Potência máxima
103 cv 127 cv 115 cv
do motor
Nota: 1 cv = 735 W Fonte: http://quatrorodas.abril.com.br/carros/comparativos/
conteudo_146459.shtml

Admita que os automóveis têm a mesma massa, 900 kg, e que a potência
desenvolvida é constante durante o movimento.
57.1 Qual dos motores dos modelos testados fornece mais energia dos zero aos
100 km/h?
57.2 Determine o rendimento do motor de cada um dos modelos de automóveis,
para a velocidade aumentar dos zero aos 100 km/h.

57.1 A potência é dada por:


E
+ E = P Dt
P=
Dt
Sendo assim, dos 0 aos 100 km tem-se:
A energia fornecida pelo motor X com potência P = 103 × 735 = 757 05 W
EX = 75 705 × 14,4 = 1,09 × 106 J
A energia fornecida pelo motor Y com potência P = 127 × 735 = 93 345 W
EY = 93 345 × 11,4 = 1,06 × 106 J
A energia fornecida pelo motor Z com potência P = 115 × 735 = 84 525 W
EZ = 84 525 × 14,0 = 1,18 × 106 J
Logo, o modelo testado, cujo motor fornece mais energia dos 0 aos 100 km
é o modelo Z.

212  Caderno de atividades e avaliação contínua

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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
57.2 Para determinar o rendimento, é necessário saber qual a percentagem
da energia fornecida pelo motor que é convertida em energia cinética (Eútil)
quando os carros atingem uma velocidade de 100 km/h. Como todos têm
a mesma massa, então, a energia cinética é igual e dada por:
2

× 900 × e o +
1 1 100 # 10 3
Ec = m v2 =
2 2 3600
+ Ec = 3,47 × 105 J
Eútil
Como o rendimento é dado por h = × 102, calcula-se para cada
E fornecida
um dos carros o valor respetivo, substituindo pela energia fornecida pelo
motor de cada carro, calculada na alínea anterior:
3,47 # 10 5
hX = × 102 , 32 %
1,09 # 10 6
3,47 # 10 5
hY = × 102 , 33 %
1,06 # 10 6
3,47 # 10 5
hZ = × 102 , 29 %
1,18 # 10 6

Para investigar como varia a energia cinética de um corpo com a distância


58 
percorrida sobre um plano inclinado, um grupo de alunos montou uma rampa,
com uma certa inclinação em relação à horizontal, de um material polido, tal
como se representa na figura. Os alunos abandonaram um carrinho, de massa
1,015 kg, em diversos pontos da rampa, medindo, para cada caso, a distância
d percorrida até à posição de um sensor e a velocidade do carrinho no instante
em que passa no sensor. Os valores obtidos estão registados na tabela.

d # 10-2/m v # 10-2/m s-1


10,00 33,00
20,00 43,53
30,00 51,72
40,00 61,20
Cronómetro digital 50,00 70,00

58.1 Para fazer as medições das distâncias, os alunos usaram uma fita métrica
com uma escala cuja menor divisão é 1 mm. Qual é a incerteza associada
à escala dessa fita métrica?
58.2 Com os dados da tabela, os alunos traçaram o gráfico da energia cinética
final em função da distância percorrida. A partir da equação da reta que
melhor se ajusta aos pontos experimentais, explique o significado físico do
declive e da ordenada na origem. Apresente todas as etapas de resolução.
Sugestão: Utilizando a calculadora gráfica, relacione a equação da reta
de ajuste com o Teorema de Trabalho-Energia.

Caderno de atividades e avaliação contínua   213

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ENERGIA E MOVIMENTOS

58.3 Numa segunda experiência, os alunos utilizaram um carrinho com metade


da massa do anterior. Que alterações se preveem ocorrer no gráfico
da variação da energia cinética em função da distância, se forem mantidas
as restantes condições experimentais do ensaio anterior? Justifique a sua
resposta.

58.1 A incerteza associada à escala da fita métrica é metade da menor divisão


da escala, pois o aparelho é analógico, ou seja, a incerteza é de 0,5 milímetros.
58.2 A energia cinética final é determinada pela expressão:
1
Ecf = m v 2f
2
Substituindo os valores, obtém-se
d # 10-2/m Ecf # 10-3/J
a tabela ao lado.
Com esta tabela e as funcionalidades 10,00 55,267
de uma calculadora gráfica, pode 20,00 96,164
obter-se um gráfico semelhante
30,00 135,75
ao seguinte, em que se faz uma
regressão linear que se ajuste aos 40,00 190,08
pontos e determine a equação indicada 50,00 248,68
no gráfico.
Nota: No cálculo

/J

0,3000
final

da equação da reta Ec = 0,4807d + 0,0010


Energia cinética final, Ec

final

foram usados os valores 0,2500


de energia cinética 0,2000
apresentados na tabela,
0,1500
onde se reteve mais 1
algarismo significativo 0,1000
do que o exigido por 0,0500
aplicação da regra dos
algarismos significativos 0 0,1000 0,3000 0,5000
ao cálculo desta. Distância, d/m
O gráfico anterior representa a energia cinética final em função da distância.
Do Teorema de Trabalho-Energia:
WFR = DEc + FR d = DEc + FR d = Ecf - Eci + FR d + Eci = Ecf +
+ Ecf = FR d + Eci
Assim, comparando a equação anterior com a equação da reta determinada
a partir dos pontos experimentais, tem-se que:
• o declive da reta representa a intensidade da força resultante que atua
no carro correspondente e tem um valor de, aproximadamente, 0,481 N;
• a ordenada na origem representa a energia cinética inicial a que
corresponde o valor de, aproximadamente, 1,0 × 10-3 J.
58.3 Se a massa diminuir para metade, a variação da energia cinética irá também
diminuir para metade. Como a componente da força resultante na direção
do movimento corresponde ao declive da reta, temos que esta também vai
passar a metade.

214  Caderno de atividades e avaliação contínua

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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
Numa aula laboratorial, um grupo de
59  Sensor h/m
alunos estudou a relação entre a altura 1,50
de queda de uma bola e a altura
máxima por ela atingida, em sucessivos 1,00
ressaltos. Com esse objetivo, os alunos h1
colocaram a bola de massa 0,60 kg, 0,50
sob um sensor de posição, como h2
representado na figura, e deixaram-na h3 0
cair. Obtiveram o gráfico da distância t1 t2 t3
da bola ao solo em função do tempo,
representado na figura seguinte. Admita que a resistência do ar é desprezável.
59.1 Selecione a opção que completa corretamente a frase seguinte. A forma da
trajetória descrita pela bola enquanto esta se encontra no campo de visão
do sensor é…
A. … parabólica.   B. … circular.   C. … retilínea.   D. … sinusoidal.
59.2 Com base nos resultados experimentais, explique a variação de energia
mecânica do sistema «bola + Terra», admitindo a resistência do ar desprezável.
59.3 Calcule o coeficiente de restituição no primeiro ressalto, considerando as alturas
de queda e de ressalto da bola. Apresente todas as etapas de resolução.
59.4 Selecione a opção correta. Se os alunos deixarem cair a bola de uma altura
de 2,0 m, é previsível que ela atinja, no primeiro ressalto, uma altura de:
A. 0,6 m B. 0,7 m C. 0,4 m D. 0,5 m
59.5 Atendendo aos resultados experimentais, determine o rendimento do processo
de transferência de energia no sistema «bola + Terra» para o primeiro ressalto.
Exame de Física e Química A de 11.º ano, 2009, 2.ª fase (adaptado)

59.1 Como a bola foi simplesmente deixada, então, um observador colocado no


sensor apenas pode ver a bola subir e descer, segundo uma trajetória retilínea.
59.2 Não havendo resistência do ar durante a queda da bola, ocorre
a transformação de energia potencial em cinética, sendo que a energia
mecânica se conserva. No entanto, observa-se que a altura de cada ressalto
vai sucessivamente diminuindo, o que significa que, durante o impacto,
parte da energia mecânica se transforma noutras formas de energia, ou seja,
há forças dissipativas a atuar durante o impacto da bola com o solo;
consequentemente, a energia mecânica antes de cada impacto é superior
à energia mecânica imediatamente após cada impacto com o solo.
59.3 Se se considerar va a velocidade do corpo imediatamente antes do impacto
e vb, a velocidade imediatamente após o impacto, o coeficiente de restituição
é dado por:
vb
coeficiente de restituição = v
a

Como, durante o movimento de descida e subida da bola no ar, a energia


mecânica se conserva, então, é possível calcular a energia cinética
imediatamente antes (Eca) e imediatamente depois (Ecb) do impacto com
o solo, pois Eca = Epa(altura máxima donde parte) e Ecb = Epb(altura
máxima atingida).

Caderno de atividades e avaliação contínua   215

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ENERGIA E MOVIMENTOS

1 1
Eca = Epa + m v 2a = m g ha; Ecb = Epb + m v 2b = m g hb
2 2
va = 2g ha
vb = 2g hb
Substituindo:
va = 2 # 10 # 1,6 Ü 5,7 m/s
vb = 2 # 10 # 0,4 Ü 2,8 m/s
Então:
vb 2 # 10 # 0,4
coeficiente de restituição = v = = 0,5
a 2 # 10 # 1,6
59.4 Para a altura inicial de 2 metros, a altura final determina-se usando o valor
do coeficiente de restituição determinado anteriormente.
2 # 10 # hf 2 # 10 # hf
0,5 = + 0,25 = +
2 # 10 # 2 2 # 10 # 2
0,25 # 2 # 10 # 2
+ hf = = 0,5 m
2 # 10
Logo, é a opção D.
59.5 O rendimento do processo será:
1
m v b2
2 v b2 hb
h= × 102 = 2 × 102 = × 102 = 25 %
1 2 va ha
m va
2

AVALIO O MEU SUCESSO 1

Grupo I
O princípio da conservação da energia ficou estabelecido quando foi possível
demonstrar a existência da energia interna relativa à estrutura microscópica dos
sistemas. No estudo das transformações de energia em sistemas físicos, o contributo
das variações de energia interna nem sempre são desprezáveis.

1 O texto faz referência a um sistema físico. Diga em que consiste um sistema físico.


Um sistema físico é um corpo ou conjunto de corpos sobre o qual incide um dado
estudo.

Considere o aquecimento de uma amostra de água,


2 
contida num recipiente, utilizando um sistema de pás
que coloca a água em movimento. O sistema de pás
é colocado a rodar, através de um fio com um corpo
de massa m suspenso, que cai de uma altura h. M
2.1 Refira, justificando, se o sistema água pode ser m
h
considerado um sistema mecânico.
Pás

216  Caderno de atividades e avaliação contínua

U1F1H1
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1
Domínio  ENERGIA E SUA CONSERVAÇÃO

SUBDOMÍNIO
2.2 Assinale a opção que completa corretamente a frase seguinte. Para a energia
interna de um corpo contribui…
A. … a energia cinética das partículas que constituem o corpo.
B. … a energia potencial das partículas que constituem o corpo.
C. … a energia mecânica do centro de massa do corpo.
D. … a energia cinética e potencial das partículas que constituem o corpo.
2.3 Admita que o corpo de massa m cai de uma altura de 80 cm. Determine
a variação da energia potencial gravítica do sistema «corpo + Terra», quando
1
percorrido da distância e sabendo que a massa do corpo é de 10 kg.
4
2.1 Um sistema mecânico é um sistema em que as variações de energia interna
não são tidas em conta, isto é, qualquer variação de energia interna
é desprezável face às variações de energia mecânica.
No caso de ocorrerem variações de energia interna detetáveis
macroscopicamente, o sistema diz-se termodinâmico.
Quando as pás rodam, há transferência de energia para a água, provocando
um aumento de temperatura; tal significa que ocorreram variações de energia
interna do sistema água. Conclui-se, então, que o sistema água não pode ser
considerado apenas como sistema mecânico.
2.2 Opção D.
2.3 Dados:
h = 80 cm = 80 # 10-2 m
g = 10 m s-2
m = 10 kg
Calcular a energia potencial gravítica inicial, relativamente ao solo,
Ep = m # g # h
Ep = 10 # 10 # 80 # 10-2 = 80 J
Calcular a energia potencial gravítica final, relativamente ao solo, quando
1
percorrido da distância relativamente ao solo (d).
4
Calcular o valor da distância percorrida na queda:
80 # 10-2
d= = 20 # 10-2 m
4
Calcular a altura relativamente ao solo:
hf = 80 # 10-2 - 20 # 10-2 = 60 # 10-2 m
Calcular a energia potencial gravítica final:
Epf = 10 # 10 # 60 # 10-2 = 60 J
Calcular a variação da energia potencial gravítica:
∆Ep = 60 - 80 = -20 J

Caderno de atividades e avaliação contínua   217

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ENERGIA E MOVIMENTOS

Grupo II
Na figura está representado um veículo
conhecido por moto de neve. Considere que
a moto tem 300 kg de massa e encontra-se
em movimento num troço retilíneo horizontal
de uma pista, com energia cinética 1,5 # 10 4
J. A moto é acelerada durante 5 s, o motor
desligado, passando a deslocar-se com energia
cinética constante e quádrupla