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SOMAR – Sociedade Mercantil de Apoio rural

TRANSFORMANDO AS INSTITUICOES.

Mandato da organização -.........


– define a fome não apenas como uma questão de produção de alimento, mas igualmente como
uma questão de modo de vivência, de exercício da cidadania.

A EMERGENCIA DE DESEMPENHAR UM PAPEL ESPECIFICO


Em ressonância a este mandato, .a SOMAR entende que as pessoas pobres do
campo são capazes de propiciar sua própria segurança alimentar e aumentar a
sua renda, desde que as elaborações de projeto e atividades sejam formuladas
de acordo com seus sistemas de produção e suas estratégias de vivência e os
recursos sejam empregados com critério.
Para que sejam efetivos, portanto, os investimentos para reduzir a pobreza
devem estar vinculados ao entendimento adequado dos processos de pobreza
e como eles afetam a grupos diferentes de pessoas pobres.

CONTRIBUICAO DO SOMAR
A contribuição do SOMA a redução da pobreza rural baseai-se no
reconhecimento de que a capacitação econômica das pessoas pobres do campo
não vai acontecer simplesmente como conseqüência do efeito TRICKLE-DOWN
dos investimentos macro ou setoriais . Ações devem levar em conta os
entraves enfrentados pêlos homens e mulheres pobres do campo e facilitar ( e
não favorecer) suas oportunidades, dentro de suas circunstancias e atividades
especificas..

AREAS DE INTERVENCAO PROPOSTAS


-
- facilitar o acesso aos recursos produtivos (principalmente terra e água)
- produção agrícola sustentável
- gestão da água e irrigação (em pequena escala)
- serviços financeiros rurais, incluindo micro-credito
- micro-empreendimentos rurais
- estocagem e processamento da produção agrícola
- logística da produção do campo para o porto
- processamento da documentação de exportação
- comercialização no mercado internacional, evitando, ao máximo, os intermediadores
- contratação do frete marítimo no destino do importador/consumidor

SOMA advoga a crença em um crescimento econômico de bases amplas,


alicerçado sobre um foco explicito na iniciativa e capacidade dos produtores
rurais pobres. Esta abordagem reconhece as necessidades de consumo do
pobre, mas igualmente enfatiza o seu capital social e seu potencial econômico
como produtor e trabalhador. Requer também cuidadosa elaboração de
intervenções dirigida as pessoas e suas atividades – como fazendeiros,
trabalhadores agrícolas, meeiros, pequenos empreendedores rurais Tc
Ou seja, as pessoas pobres do campo são absolutamente capazes de
integrarem-se ao fluxo principal do desenvolvimento social e econômico, e de
contribuir ativamente para a melhoria do desempenho econômico – desde que
as causas da pobreza sejam compreendidas e que sejam criadas condições
capazes de induzir ao seu esforço..

Nenhum volume de assistência nacional ou internacional ser[a capaz de


melhorar radicalmente a situação rural, a menos que tal transformação seja
assentada sobre aspirações, ativos e atividades das pessoas do campo – e a
menos que as pessoas se apropriem do processo. Esforços significativos são
necessários para remover os entraves materiais, institucionais e políticos
críticos que impedem o pobre rural de apropriar-se das oportunidades para
modos de vivência mais dignos. O desenvolvimento não pode ser feito para
eles. O que pode ser feito [e criar condições para investir o pobre de poder
para que seja agente de mudança.
A missão da SOMAR resume-se a { capacitar o pobre do campo a superar a
pobreza.{ Concretamente, esta missão traduz-se em três objetivos
estratégicos sobre os quais a SOMAR propõe-se a concentrar seus invés,
pesquisa e esforços de gestão de conhecimentos –

:
• fortalecer a capacidade do pobre rural e suas organizações;
• melhorar o acesso justo aos recursos produtivos
• aumentar o acesso aos ativos financeiros e mercados

O arcabouço estratégico também reconhece que SOMAR deve expandir seu


compromisso alem do impacto imediato de {seus{ projetos e programas para
influenciar os rumos e conteúdo dos processos nacionais de redução da
pobreza. Deste modo, [e preciso enfatizar a formação de parcerias e alianças
mais amplas complementares para otimizar a contribuição da SOMAR no
contexto nacional mais abrangente.
.

TRANFORMANDO AS INSTITUICOES RURAIS


Com o objetivo de atingir os objetivos de combate a fome e
desenvolvimento sustentável.

Pobreza [e uma condição de fome, renda baixa e falta de serviços.


Trata-se também uma condição de uma condição de vulnerabilidade, exclusão
e falta de poder – a erosão da capacidade das pessoas de ter suas vozes
ouvidas falta de voz [e particularmente mais aguda para o pobre do campo,
que representam a maioria – cerca de.... pessoas vivem com menos de........
(estat.[istica da pobreza rural no Brasil..)
Entre os pobres, as mulheres principalmente estão em desvantagem, tendo
substantivamente menos acesso do que os homens ao conhecimento, bens e
serviços. Estas inadequações interferem na habilidade das mulheres não
apenas na sua função social, mas igualmente em seu papel econômico, que [e
essencial na economia rural. Em termos gerais, o pobre rural e as mulheres em
particular, raramente controlam as condições que determinam seus estilos de
vida.
Para a maioria das pessoas do campo – sejam pequenos produtores,
trabalhadores sem terra assalariados, colhedores, pequenos empreendedores –
a falta de poder [e vivenciada como uma inabilidade de influenciar as decisões
que afetam suas vidas, negociar melhores condições nas relações comerciais e
sensibilizarem organizações governamentais e não-governamentais. [e
intimamente ligado a governança local fraca.
Debilitação [e um dos resultados da pobreza. [e uma de suas causas mais
importantes. Interdependência global, descentralização e o desenvolvimento
acelerado das organizações da sociedade civil apresentam oportunidades,
desde que o pobre rural possa influenciar as instituições e decisões que afetam
suas vidas e que determinam os benefícios que tiram da atividade econômica.
Modificar tais relações desiguais de poder contribuiria significativamente para a
redução da pobreza. Poderia tornar-se o dínamo do desenvolvimento. Reduzir
a pobreza [e capacitar homens e mulheres pobres a transformar suas vidas, [e
apoiar o governo e a sociedade civil a criar e manter condições que assegurem
que o pobre do campo não seja esquecido
O desafio [e capacitar o pobre rural a superar os entraves materiais,
institucionais e política governamental que os impedem de aproveitar as
oportunidades.

Nas duas ultimas décadas, o mundo introduziu mudanças substantivas em sua


estrutura de política econômica, como conseqüência da neo-liberalizacao e
globalizacao.O Brasil estah inserido neste contexto economico. O planejamento
tem sido largamente abandonado – bolsas de mercadoria e outros controles
governamentais de preco e produção tem sido desmantelados. Servicos
economicos anteriormente prestados por entidades do Governo tem sido
reduzidos. Produção , servicos e investimentos crescentes são cabrestados
pelas forcas do mercado. Estas mudancas tem sido responsaveis por enormes
oportunidades e por crescente nivel de produtividade e ganhos. Paralelamente,
mercados fracos não são necessariamente apoiadores da reducao da pobreza.
Sitiantes e outros pequenos produtores pobres são numerosos e espalhados,
cada qual com um baixo nivel de produção. Alem disso, as estradas rurais e
outros e demais infra-estruturas são geralmente precarias, aumentando
demasiadamente os custos da transacao para o pobre do campo. Os
produtores rurais pobres são desprovidos de informacao de mercado atualizada
e confiavel.
A PROBREZA RURAL E AS INSTITUICOES
Falta de informacao – Na ausencia da informacao, eles estao em seria e
injusta desvantagem, tanto na venda de sua produção quanto na compra de
mercadorias e servicos de que precisam, ao lidarem com negociantes (traders)
e outros atravessadores de mercado que são poucos e aproveitam-se de seu
poder economico superior.

Portanto, existe enorme risco – a menos que o mercado e outras instituicoes


sejam corretamente desenvolfidas e se tornem mais responsivas `as
necessidades do pobre rural e consumidores – o pobre vai se beneficiar muito
pouco das reformas e pode ser ainda mais empobrecido.

Esta questão [e crucial na elaboracao de uma politica economica na pretensao


do governo de acelerar o desenvolvimento rural e reduzir a pobreza num
contexto economico cada vez mais baseado em mercado.

Instituicoes neste contexto querem dizer organizacoes economicas, sociais e


politicas, juntamente com as regras que governam sua interacao.

O arcabouco institucional media o acesso do pobre aos bens,`as financas e a


outros servicos, `as tecnologias e aos mercados. Determina ainda a extensao
em que em que os grupos pobres se beneficiam da produção gerada por estes
bens e servicos.

As instituicoes publicas e suas regulamentacoes de funcionamento da economia


deveriam ainda a dotacao de recursos e impor estruturas regulamentares que
tenham impacto na vida dos pobres. Tal modelo [e central e crucial para o
desenvolvimento rural mais rapido e reducao da pobreza. Esta politica deve
adotar criterios e programas para superar a pobreza tal qual percebida pelo
proprio pobre, at[e que sua capacidade seja suficientemente aumentada para
que seja capaz de promover seus proprios interesses.
O FORMATO ESTRATEGICO

- Capacitar o pobre do campo e suas organizacoes a influenciar instituicoes


(incluindo regras, leis e regulamentos) e politicas de relevancia para a reducao
da pobreza rural requer{ fortalecer a capacidade do pobre do campo e suas
organizacoes. Na pratica, isto implica em

a) transformacao instituciona{ desenvolvendo e fortalecendo as organizacoes


do pobre para confrontar as questoes que eles definam como criticas,b)
aumentando o acesso ao conhecimento de formas que os desfavorecidos
possam apropriar-se das oportunidades e superar os obstaculos, c) expandindo
a influencia que o pobre exerce sobre a politica e as instituicoes publicas,
incluindo o governo local e nacional e d) propiciando seu poder de negociacao
no mercado.

ORGANIZACOES DO POBRE
Grupos e comunidades mais organizados são povavelmente mais ouvidos e
atendidos. Portanto, o pobre precisa, antes de tudo e mais que tudo, serem
municiados da chance de constuir capacitacoes individuais e coletivas para que
possam ter acesso a oportunidades economicas e servicos sociais basicos e
infra-estrutura. Propiciando a base do capital humano e social do pobre do
campo vai capacita-lo a interagir com o poder dominante em bases mais justas
e informadas, negociando assim mais eficientemente nas questoes que
influenciam o seu bem-estar

Types of organizations.
Ios tipos de organizoes a serem trabalhadas pela SOMAR deverao ser definidas
pelo seu Conselho. Basicamente, comunidas agricolas, associacoes de credito
para pequenos produtores, incluindo micro-credito, associacoes de usuarios de
agua, associacoes dos sem terra, associacoes e cooperativas de produtores
agricolas..
.
Desafios das transformacoes organizacionais.
Embora a formacao de capacidade organizacional seja demorada, ela [e critica
para uma efetiva reducao da pobreza. Considerando que as mulheres são
organizadoras e participantes dinamicas em organizacoes de base e são
eficazes na iniciacao e sustentacao das iniciativas de auto-ajud, [e fundamental
que elas estejam no centro da agenda de transormacao das organizacoes e
politicas.
.

FORTALECENDO A CAPACIDADE DO POBRE DO CAMPO E SUAS ORGANIZACOES.


Para atender a emergencia de demanda efetiva por governanca rural inclusiva,
o governo tambem precisa de transformacao neste setor. O objetivo deve ser
de fortalecer a capacidade do governo (nacional, estadual e municipal) de ser
mais eficaz em responder `as necessidades do pobre rural, conforme
representadas por suas organizacoes. Isto envolve democratizacao,
institucionalizacao participativa, o desenolvimento de processos que aumentam
a contabilizacao e transparencia no fornecimento do servico rural dentro de
uma estrutura de tomada de decisao descentralizada.
[e preciso fortalecer as organizacoes dos pobres e ajuda-los a exercerinfluencia
sobre organizacoes, investimentos e servicos publicos – tanto formalmente
(sob o direito `a consulta e participacao) como informalmente (atraves de
influencia crescente na constituicao politica geral);

Investindo na transformacao dos sistemas de governo.


Em parceria com outras entidades, a SOMAR visa participar do fortalecimento
das instituicoes de governo voltadas ao fomento (social e economico) das
comunidades agricolas pobres, assessorando-as a promover abilidades e
mecanismos para apoiar o pobre e suas organizacoes combatendo a forme
atraves da comercializacao justa de sua produção. Importante neste sentido [e
apoiar os processos de descentralizacao das entidades centrais envolvidas no
desenvolvimento rural para o nivel local. Descentralizacao [e um [ processo[ de
transferencia de poderes , funcoes e autoridade fiscal centrais para instituicoes
publicas operando no nivel local. Engloba – melhoria da capacidade
administrativa, transferencia de responsabilidade e poder promovendo
auditoria/ouvidoria, e retencao de economias de escalas em certas funcoes do
governo.

Em suma, o governo deve ser o principal agente do desenvolvimento rural e do


combate `a pobreza. Os governos locais tambem podem ser [ capturados]
pelas elites locais, [e importante buscar protecoes apropriadas.

A importancia de se investir nas capacidades do cidadao.

Improved local governance


Governanca local eficaz [e critica no fornecimento de um servico melhor e bem
mais responsivo `as prioridades do pobre. [e fundamental não apenas focar
no lado de oferta de sistemas formais, mas igualmente no fortalecimento do
lado da demanda atraves de acoes que possibilitem aos cidadaos a,
eficientemente, utilizar o espaco criado pelas novas regras e regulamentos,
Governo local investido de poder (com autoridade e recursos) precisam de
investir de poder a as comunidades locais por meio de mecanismos que
aumentem o acesso de informacao dos cidadaos, propicie inclusao e
participacao, aumente a responsabilidade do governo com os cidadaos e
invista em capacidade organizacional local.
ACESSO `A TERRA
Um dos fatores mais importantes que leva `a pobreza confinada [e a fakta de
acessi seguro aos recursos naturais, tais como terra, florestas, terra, agua e
outros recursos inerente `a propriedade.
A terra desempenha papel indispensavel na produção agricola, diretamente e
ao servir de garantia (colateral) para os mercados de credito, acumulando
riqueza e sendo repassada para outras geracoes.
A terra tambem confere status social e identidade.O Brasil possui um modelo
altamente desigual na apropriacao das terras..
Land also confers social status and identity. Some countries have a highly
unequal pattern of land ownership. O pequeno produtor não tem incentivo de
investir na gestao da terra sem direitos de propriedade seguros. Posse e
direitos da terra incertos são entraves serios `a adocao de tecnologias mais
avancadas, uso racional da terra e investimentos na melhoria da terra. Mais
e mais, direitos da terra e sistemas de posse, direito `a agua e acesso das
comunidades rural `a floresta e outros recursos comum da propriedade
geram tensoes sociais e conflitos. Reduzir tais tensoes e melhorar o
planejamento para o uso sustentavel e justo dos recursos são os desafios
chaves no desenvolvimento. Uma distribuicao mais equalitaria de (acesso a)
terra promove a harmonia social, produtividade e reducao da pobreza.
Propriedade da terra, acesso a ela, sua transferencia e seu uso são
governados por estrutura institucional. Distribuicao desigual [e
fundamentalmente derivado de praticas historicas e culturais.

IMPROVING EQUITABLE ACCESS TO PRODUCTIVE


NATURAL RESOURCES AND TECHNOLOGY
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Context specificity of land reform. The record of classic land reforms has been
poor. It is important to understand the systems of land rights and to identify where
and how these systems have been changing in recent years. Factors such as
population
pressure (Burundi, Rwanda), history (Lesotho, Malawi, South Africa,
Zimbabwe) or topography need to be considered when designing interventions
to
improve access to land.
Organizations. Social and economic returns to investment in building the
institutional
capacities of organizations that manage land under customary tenure are high.
Transforming the rules of access to land resources. Other than politically
complex
land redistribution, in the form of negotiated or compulsory land reform,
successful
transformation of rules of access to natural resources for the rural poor
include:
• providing access of the poor to common-property resources;
• establishing poor families on newly developed and/or government-owned land;
• enhancing tenure security; regularizing land ownership and facilitating land
titling, combined with (various forms of ) land improvement interventions;
development
of computerized land-title records readily accessible to poor farmers;
• promoting active and diverse land markets with measures such as the enforcement of landholding
ceilings; promotion of land reform initiatives whereby large landowners sell small parcels to
qualified beneficiaries;6 introduction of a land tax
to induce land owners to sell or rent out areas of land; measures to ensure the
existence
of a diverse set of land rental markets to accommodate a variety of different
contracts and to improve access to land by the poor; introduction of a landtitling
programme to stimulate the rental market indirectly; lifting of prohibitions
on the subdivision of land; and introduction of measures to reduce the transactions
costs of renting and buying land.
Market-assisted access. At the national level,7 the extent of reform varies
from
country to country. There is a shift from redistribution of private lands to
settlement
schemes, market-assisted reforms and in several transitional economies
conversion of
state farms/lands into smallholder farms.

The importance of supportive rural services. Effective agrarian reform includes


improvements in both land tenure and other rural development measures.
Experience shows that access to land must be accompanied by more effective
access
to training, finance, technology and markets. Otherwise land reforms are likely
to fail
since beneficiaries will not realize productivity gains and either sell the land to
meet
household food needs or become indebted for the same reason and eventually
lose
their land. It is important to improve farm credit, input supply and marketing,
and
to extend services to facilitate the productive use of (re)allocated land. Where
governments
are pursuing market-assisted land reform and there are difficulties in defining
and enforcing property rights on land, credit to poor farmers with group
guarantee
and without collateral has become a regular feature of agrarian reform
programmes. Credit and savings facilities for the landless and tenants are
especially
important.

ACCESS TO WATER8
Water is often a serious constraint on agricultural productivity, and access to
water
determines the value of the land; they are complementary assets. Also, if
property
rights in land are well defined and difficult to change for political reasons, but
subsurface
water rights are less clearly specified, then initiatives in the water market may
be a partial substitute for land reform. Therefore, institutions that increase
poor people’s
control over water-yielding assets9 contribute to sustainable poverty reduction.

The need for organizational capacity-building. The need for long lead times and
the generally slow rates of implementation for irrigation projects should be
anticipated
and recognized in the light of the time required to implement demand-driven
approaches. This allows for training and establishment of viable water users’
groups
and more fully ensures their participation in all implementation activities, while
taking
into account the capacity constraints of implementing agencies. Flexibility, in
terms of implementation scope, sequence and arrangements, should be the
norm. In
addition, the careful definition of site selection criteria and targeting procedures
are
the most suitable defence against discretionary and external political
interference in
project interventions. Socio-economic criteria are especially important, and
must be
defined in the light of the political context and the existing legal framework
(including
the capacity to enforce it).

Transforming the rules of operation and maintenance. Building infrastructure is


not enough. For effects to be lasting and sustainable, community and group
organization
around the water point is critical. This ‘software’ side of infrastructure provision
has too often been ignored, leading to a great waste of resources and a lack of
results. Sustainability of water infrastructure depends largely on people’s
motivation
and organizational capacity to provide the necessary operation and
maintenance. In
some contexts, appropriate cost-recovery mechanisms can be useful and
should be
designed on the basis of the technologies to be adopted (with or without
pumps and
equipment), the cropping system (high-value crops or staple crops) to be
introduced
and the organizational features of farmers (individual or collective)..

ACCESS TO TECHNOLOGY
Where pressure on land and water is great, natural resource degradation has
reached
alarming levels. This is a major problem for the rural poor, who often live in
environmentally
fragile zones. Many poor farmers face a choice between restoring the fertility
of their small family plots and common property resources or migrating to the
cities. Appropriate technologies and research to improve farm productivity by boosting
returns to land and labour are essential if the former choice is to be a viable
option. As solutions are often context-specific, technologies need to be developed
through appropriate research and validated working together with the rural poor –
something that is still quite rare. Full appreciation needs to be given to the existing
risk-management strategies of small farmers. These often differ for men and women
farmers, requiring gender-differentiated approaches.
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Investing in access to technology. To promote access to technology, IFAD supports
technology development and dissemination to smallholder farmers, especially
women farmers, through investment programmes that are increasingly located in
marginal, resource-poor agro-ecologies, in environments for which sustainable
agricultural
technologies are not easily available. The approach followed is pluralistic,
with different models adjusted to the local institutional framework. IFAD also
provided
leadership in establishing the Global Forum on Agricultural Research, which
constitutes a strategic alliance of key stakeholders in global agricultural
research:
developing-country national agricultural research systems; universities; NGOs
and
farmers’ organizations, bringing in their indigenous knowledge systems; the
private
sector; international agricultural research centres; and the donor community.
Fundsupported
programmes aim at addressing the technology access problems of poor
disadvantaged
farming communities, in order to reduce poverty, achieve food security,
and conserve and manage biodiversity and natural resources. Moreover, IFAD
participates
in the Consultative Group on International Agricultural Research (CGIAR)
(with the World Bank, the United Nations Development Programme, and the
Food
and Agriculture Organization of the United Nations), and provides resources for
research by CGIAR organizations in technologies relevant to smallholder
farmers. In
supporting these technology development and dissemination programmes,
IFAD has
learned a number of lessons regarding pro-poor organizational and policy
transformation.
Organizational development. Access to technology for the wide diversity of
rural
producers is enhanced by the adoption of pluralistic approaches (diversity and
choice
of organizations and rules of access). In some cases, publicly sponsored
research and
extension (R&E) approaches are being pursued. In other cases, IFAD pursues a
market
approach, promoting the growth of private suppliers of technology services, or
combinations of the two approaches. It is correspondingly useful to explore
appropriate
mixes of public- and private-sector funding of R&E. Organizing local extension
systems for effectiveness in delivering new technologies to poor farmers and in
conveying feedback from farmers on the profitability and environmental
sustainability
of new technologies is suitably complemented by identifying new ways of
delivering
extension services, such as farmer field schools and vouchers. Efforts in
strengthening the organizational capacities of the national agricultural research
systems/
centres (NARS/Cs) themselves14 and the linkages between CGIAR and
NARS/Cs have high benefits.
Transforming access rules. Successful development and dissemination of
technology
requires the involvement of key stakeholders in developing R&E systems; the
empowerment of rural civil-society entities, farmer associations and related social
organizational structures, and their inclusion in the technology-generation process. It
is also crucial to allocate adequate public investments for agricultural R&E related to
crops and livestock produced or consumed by the poor. Further, it is a challenge to
identify new ways of financing agricultural R&E, including the establishment of
internal markets for R&E, based on customer/contractor relationships, fostering
strategic partnerships with national and international private firms to access modern
technologies. This needs to take into account the fact that the supply response is
inhibited due to the limited purchasing power of poor rural producers

Complementary rural services. It is crucial to support improved technology


with
adequate and sustainable seed distribution channels, rural finance services,
marketing
channels and output marketing channels, in an enabling policy environment.
_
In their efforts to raise agricultural productivity or to diversify incomes, the poor
often need investment and working capital. Yet rural financial markets remain
underdeveloped.
Because the amounts involved are small and the poor lack collateral,
banks are usually not interested in dealing with them. Assistance needs to
focus on
developing professional and responsive rural finance organizations, with a
strong
emphasis not just on providing credit but also on encouraging savings.
Efforts to increase agricultural productivity can only be effective if they are
linked
to an appreciation of market potential. Too many agricultural investments have
failed
because they only concentrated on increasing production while neglecting
development
of market links. Integrated approaches along the full continuum of production,
processing and marketing are needed to raise rural incomes and significantly
contribute
to economic growth and poverty reduction. Transport infrastructure is also
critical for developing links to the outside world. Diversifying income sources,
either
by producing and marketing non-traditional crops or by exploiting off-farm
opportunities
more fully, is also necessary. Income diversification reduces the risks posed by
rapidly changing market conditions and can help even out seasonal fluctuations
in
income and consumption. The issue of access to markets is addressed in the
specific
roundtable paper Promoting Market Access for the Rural Poor in Order to
Achieve the
Millennium Development Goals.

ACCESS TO FINANCIAL SERVICES15


Rural finance should not be seen as a panacea for poverty reduction. But
effective
access to financial services, together with technology and other services, can
have a
major impact on expanding poor people’s choices and opportunities, help them
increase their asset base, and diminish their vulnerability to external shocks
and crisis.
Moreover, most microfinance clients are women, more likely to invest the
additional
income generated from using financial services for the education, health and
nutrition of their children and of the whole household. In that respect, the
socio-economic
impact of rural finance goes much beyond an increase in revenues, and translates
into a transformation of living standards at the household level. Finally, successful
innovations have helped move rural finance closer to the very poor, providing
services and outreach mechanisms adapted to their specific constraints and needs.16
Investing in rural financial services. IFAD has supported a vast programme of
rural financial service development. The approaches and institutional frameworks
that IFAD has encouraged in pursuit of this goal have considerably varied across
regions, due to widely different contexts, environments and opportunities. IFAD has
thus supported a great range of rural finance institutions across regions and even
within countries (e.g. Ghana, see box). In Asia, IFAD has worked with very large and
well-established rural finance networks, such as that of the rural credit cooperatives

INCREASING ACCESS TO FINANCIAL SERVICES


AND MARKETS

Rural finance paradigm shift. The ‘old’ rural finance paradigm put emphasis on
the provision of subsidized and targeted credit to farmers, usually by state-owned
agriculture development banks. IFAD’s assessment of this approach highlighted its
limits and shortcomings: subsidized credit usually went to the better-off farmers;
borrowing conditions and collateral requirements excluded the poor; and the types
of services offered were frequently inappropriate to their needs. IFAD, over the past
ten years, has focussed on building viable rural finance institutions that meet the
twofold objectives of (i) providing services that are appropriate to the needs of the
_
rural poor (outreach challenge) and (ii) moving towards self-sufficiency (sustainability
challenge). Rural finance institutions now offer loans that can be used for
purposes deemed the most beneficial by the borrower. Lending is based on the
assessment
of the household’s repayment capacity, and not on the commitment to invest
in a specific activity or technology. Financial services have thus been used by
the rural
poor for a variety or purposes: for income-generating activities, but also for
consumption
smoothing and to face shocks or crises.

Conducive policy environment. Beyond institution-building support to the


rural
finance organizations themselves, attention needs to be paid to the
environment in
which these institutions operate. The broader prerequisites for rural finance are
similar
to the conditions for any financial system to work. There should not be high or
hyperinflation, there should be a minimum level of security for people and
property,
and opportunities for economic activity and trade, including the monetization of
economic exchanges. Beyond those prerequisites, experience has shown that
very
dynamic micro/rural finance institutions have emerged in countries with no or
limited
legislative and regulatory frameworks to structure their activities. However,
regulation
by the central bank becomes a necessity when a critical mass of institutions
has reached a scale where they are ready to develop voluntary savings
mobilization.
Moreover, in contexts where very active micro/rural finance institutions have
emerged, a national policy framework can become very useful for providing
some
coherence and direction to their development (for example, to avoid dumping
practices,
to set up a risk assessment bureau that will help identify multiple lending
practices,
etc
.
––– (2000). “IFAD Policy on Rural Finance”. Rome: IFAD.
––– (2002a). Strategic Framework for IFAD 2002-2006: Enabling the Rural
Poor to Overcome Their Poverty.
.
––– (2003). Promoting Market Access for the Rural Poor in Order to Achieve the Millennium
Development

Mathur, S. (2002). “Promoting Development and Diffusion of Pro-Poor Technologies”. Unpublished


background paper. Rome: IFAD.
Thapa, G. (2002). “Agrarian Reform: Institutional Analysis and Policy Dialogue”. Unpublished
background

REFERENCES
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