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Alfredo Herculano Mabjaia

Modulação em Amplitude (AM)

Universidade Rovuma

Nampula

2021
Alfredo Herculano Mabjaia

Modulação em Amplitude (AM)

Trabalho de caráter avaliativo da disciplina


de Eletrônica Analógica II, no curso de
Engenharia Eletrônica, 3o Ano, 2o Semestre,
Leccionado pelo Docente: Engo Tarcísio
Ferrão.

Universidade Rovuma

Nampula

2021
iii

Índice
ÍNDICE DE FIGURA .................................................................................................................v

LISTA DE ABREVIATURAS .................................................................................................. vi

Resumo .................................................................................................................................... vii

1. Introdução ............................................................................................................................8

1.1. Objetivos ......................................................................................................................8

1.1.1. Objetivo geral ........................................................................................................8

1.1.2. Objetivos Específicos .............................................................................................8

I. MODULAÇÃO (ANALÓGICA/ DIGITAL) .......................................................................9

2. Modulação ...........................................................................................................................9

2.1. Classificação da Modulação ..........................................................................................9

2.1.1. Modulação Digital. ................................................................................................9

2.1.2. Modulação em Onda Contínua (CW) .....................................................................9

2.2. Elementos de um sistema de modulação de onda Contínua .......................................... 11

II. MODULAÇÃO EM AMPLITUDE (AM) ...................................................................... 11

3. Modulação em Amplitude (AM) ........................................................................................ 11

3.1. Espectro de frequência AM ......................................................................................... 15

3.2. Vantagens e Desvantagens de AM .............................................................................. 15

3.2.1. Vantagens de AM ................................................................................................ 15

3.2.2. Desvantagens de AM ........................................................................................... 16

III. MODULADORES ......................................................................................................... 16

4. Moduladores ...................................................................................................................... 16

4.1. Tipos de Moduladores ................................................................................................. 16

4.1.1. Moduladores Multiplicadores: .............................................................................. 16

4.1.2. Modeladores Não Lineares: .................................................................................. 17


iv4

4.1.3. Moduladores Chaveados: ..................................................................................... 17

IV. MODULAÇÃO LINEAR ............................................................................................... 18

5. Modulação linear ............................................................................................................... 18

5.1. Tipos de modulação linear .......................................................................................... 18

5.2. Analise dos tipos de modulação linear ......................................................................... 18

5.2.1. Modulação de banda lateral dupla e portadora suprimida (DSB-SC) .................... 18

5.2.2. Multiplexação por Portadoras em Quadratura ....................................................... 19

5.2.3. Modulação de Banda Lateral Única ...................................................................... 20

5.2.4. Modulação de Banda Lateral Vestigial ................................................................. 21

6. Sinais de Televisão ............................................................................................................ 22

7. Translação de frequência .................................................................................................... 23

8. Conclusão .......................................................................................................................... 25

9. Referências Bibliográficas ..................................................................................................... 26


v5

ÍNDICE DE FIGURA

Figure 1: Ilustração de sinais AM e FM produzidos por único tom. (a) Onda portadora. (b) Sinal
modulante senoidal. (c) Sinal modulado em amplitude. (d) sinal modulado em frequência. ....... 10
Figure 2: Elementos de um sistema de modulação de onda contínua: (a) transmissor e (b) receptor.
................................................................................................................................................. 11
Figure 3: Processo de modulação de amplitude. (a) Sinal de banda base m(t). (b) Onda AM para
|R_a m(t)|<1 para todo t. (c) Onda AM para |R_a m(t)|>1 em algum t. ....................................... 12
Figure 4: (a) Espectro do sinal de banda base. (b) Espectro da onda AM .................................. 15
Figure 5: Modulador DSB-SC não linear .................................................................................. 17
Figure 6: (a) Diagrama de blocos de modulador multiplicador. (b) Sinal de banda base. (c) Onda
modulada DSB-SC. ................................................................................................................... 19
Figure 7: (a) Espectro de sinal de banda base, (b) Espectro de onda modulada DSB-SC ........... 19
Figure 8: Sistema de multiplexação por portadoras em quadratura. (a) Transmissor. (b) Receptor
................................................................................................................................................. 20
Figure 9: a) Espetro de um sinal de mensagem m(t) com intervalo de energia nula de largura 2f_a
centralizado na origem. (b) Espectro de sinal SSB correspondente que contem a banda lateral
superior. .................................................................................................................................... 21
Figure 10: Esquema de filtragem para geração de onda modulada VSB. ................................... 21
Figure 11: Resposta em amplitude de filtro VSB, somente a porção de frequência positiva é
mostrada ................................................................................................................................... 22
Figure 12: Resposta em frequência de um filtro para produzir a componente em quadratura da
onda modulada VSB. ................................................................................................................ 22
Figure 13: Diagrama de blocos do misturador. ......................................................................... 23
Figure 14: (a) Espectro do sinal modulado s_1 (t) na entrada do misturador. (b) Espectro do sinal
s'(t) correspondente na saída do modulador multiplicador no misturador. .................................. 24
6vi

LISTA DE ABREVIATURAS

AM - Amplitude Modulation

AM-DSB - Amplitude Modulation - Double Side Band

AM-DSB/SC - Amplitude Modulation - Double Side Band/ Supressed Carrier

AM SSB - Amplitude Modulation - Single Side Band

AM VSB - Amplitude Modulation - Vestiginal Side Band

ASK - Amplitude Shifit Keying

CW - Continuous Wave

FM - Frequency Modulation

FSK - Frequency Shifit Keying

MODEM - Modulation/Demodulation

PM - Phase Modulation
7
vii

Resumo
Modulação é um processo de variação de leitura, de intensidade, frequência de
comprimento e/ ou de fase onda numa onda de transporte, que derma uma das características de
um sinal portador que varia proporcionalmente ao sinal modulador. A modulação digital é usada
quando se está interessado em transmitir uma forma de onda ou mensagem, que faz parte de um
conjunto finito de valores discretos representando um código. A modulação em amplitude (AM)
é a forma de modulação em que a amplitude de um sinal senoidal, chamado portadora, varia em
função do sinal de interesse, que é o sinal modulador.
8

1. Introdução
Considera-se Modulação um processo, que envolve a variação de alguns parâmetros de um
sinal de alta frequência, de acordo com o Sinal de Mensagem. Convencionalmente o Sinal de
Mensagem é dito “Sinal Modulante” e o sinal de alta frequência é chamado de “Onda Portadora”.
O resultado da interferência de um sinal sobre o outro é um terceiro sinal elétrico chamado “Sinal
Modulado”. Portanto pode-se definir a modulação como um processo que consiste em se alterar
uma característica de onda portadora, proporcionalmente ao sinal modulante. O processo de
Modulação pode ser classificado em Modulação em onda Contínua e Modulação em sistemas
pulsados. No presente trabalho iremos descrever a modulação em onda contínua também
conhecido como modulação analógica na qual a portadora é uma onda senoidal, e o sinal
modulante é um sinal analógico ou contínuo. As técnicas de modulação para sinais analógicas mais
utilizadas são a Modulação em Amplitude (AM), Modulação Angular. A modulação em amplitude
(AM) é a forma de modulação em que a amplitude de um sinal senoidal, chamado portadora, varia
em função do sinal de interesse, que é o sinal modulador. A frequência e a fase da portadora são
mantidas constantes.

1.1. Objetivos
1.1.1. Objetivo geral
 Descrever de forma geral sobre a modulação em onda contínua;

1.1.2. Objetivos Específicos


 Descrever os elementos de um sistema de modulação de onda contínua;
 Falar sobre modulação em Amplitude (AM);
 Abordar sobre Espectro de frequência AM;
 Descrever as vantagens e desvantagens de AM;
 Falar sobre a Modulação linear;
 Descrever os tipos de Moduladores e suas características;
9

I. MODULAÇÃO (ANALÓGICA/ DIGITAL)

2. Modulação
Modulação é um processo, que envolve a variação de alguns parâmetros de um sinal de alta
frequência, de acordo com o Sinal de Mensagem. Convencionalmente o Sinal de Mensagem é dito
Sinal Modulante e o sinal de alta frequência é chamado de “Onda Portadora”. O resultado da
interferência de um sinal sobre o outro é um terceiro sinal elétrico chamado Sinal Modulado. Logo,
podemos definir “Modulação” da seguinte maneira:

Segundo Haykin 2007, Modulação é um processo que consiste em se alterar uma característica
de onda portadora, proporcionalmente ao sinal modulante.

2.1. Classificação da Modulação

Podemos classificar o processo de Modulação em Modulação em Onda Contínua e Modulação


em Sistemas Pulsados.

2.1.1. Modulação Digital.

A modulação digital é usada quando se está interessado em transmitir uma forma de onda
ou mensagem, que faz parte de um conjunto finito de valores discretos representando um código.
A principal diferença entre os sistemas de comunicação de dados digitais e analógicos (dados
contínuos), é que no primeiro caso, ocorre a transmissão e detecção de uma dentre um número
finito de formas de onda conhecidas, enquanto nos sistemas analógicos há um número
infinitamente grande de mensagens cujas formas de onda correspondentes não são todas
conhecidas. (HAYKIN, 2007)

2.1.2. Modulação em Onda Contínua (CW)


Na Modulação em Onda Contínua, uma onda senoidal é usada como Portadora. Quando a
Amplitude dessa Portadora é variada de acordo com o Sinal Modulante, temos a Modulação em
Amplitude (AM) e quando o Ângulo da Portadora é variado, temos a Modulação Angular.
(HAYKIN, 2007)

Modulação em frequência (FM): altera a frequência da portadora de acordo com a


informação a ser transmitida. Em FM, ao contrário da AM, a amplitude da portadora é mantida
constante, mas sua frequência é alterada conforme variações no sinal enviado. Essa forma de
modulação foi desenvolvida pelo engenheiro americano. Edwin H. Armstrong em um esforço para
10

superar interferências que afetam a recepção de rádio AM. A FM é menos suscetível que a AM a
certos tipos de interferência, como a causada por temporais e por correntes elétricas fortuitas de
equipamentos e outras fontes relacionadas. Esses ruídos afetam a amplitude da onda de rádio, mas
não sua frequência, assim um sinal de FM permanece virtualmente inalterado. FM é melhor que
AM para transmissão de som estereofônico, sinais de áudio de televisão e retransmissão de
telefonemas interurbanos por micro-ondas. O total de largura de banda necessário para transmitir
um sinal de FM é maior que para AM, o que é um limite para alguns sistemas. (HAYKIN, 2007)

Modulação em fase (Phase Modulation - PM): varia a fase da portadora de acordo com
os dados a serem transmitidos. Ao ser modulada, uma portadora, originalmente uma freqüência
única, transformasse em uma faixa de frequências em torno da portadora, a chamada banda de
modulação. (HAYKIN, 2007)

Figura 1: Ilustração de sinais AM e FM produzidos por único tom. (a) Onda portadora. (b) Sinal
modulante senoidal. (c) Sinal modulado em amplitude. (d) sinal modulado em frequência.

Fonte: (HAYKIN, 2007)


11

2.2. Elementos de um sistema de modulação de onda Contínua

Em termos básicos de processamento de sinal, constatamos, dessa forma, que o transmissor de


um sistema de comunicação analógica consiste em um modulador e o receptor, em um
demodulador, como mostra a figura abaixo. Além do sinal recebido do transmissor, a entrada do
receptor inclui ruído de canal. A degradação do desempenho do receptor devido ao ruído de canal
é determinada pelo tipo de modulação utilizada. (HAYKIN, 2007)

Figura 2: Elementos de um sistema de modulação de onda contínua: (a) transmissor e (b)


receptor.

Fonte: (HAYKIN, 2007)

II. MODULAÇÃO EM AMPLITUDE (AM)

3. Modulação em Amplitude (AM)


Modulação em amplitude - ou simplesmente AM (do inglês Amplitude Modulation -
Modulação de Amplitude): a amplitude da portadora de um transmissor é variada de acordo como
o sinal em função do sinal de interesse, que é o sinal modulador. A freqüência e a fase da portadora
são mantidas constantes. Um sinal AM é muito sujeito a estática e a outras interferências elétricas.
12

Figura 3: Processo de modulação de amplitude. (a) Sinal de banda base m(t). (b) Onda AM para
|R_a m(t)|<1 para todo t. (c) Onda AM para |R_a m(t)|>1 em algum t.

Fonte: (HAYKIN, 2007)

A Modulação em Amplitude se subdivide em quatro categorias:

AM -DSB (Amplitude Modulation - Double Side Band) - Modulação em Amplitude com Banda
Lateral Dupla

O princípio da Modulação AM - DSB consiste no fato de que o Sinal Modulante interfere exclusiva
e diretamente na Amplitude da Portadora. (GOMES, 2011)

PORTADORA: 𝑒0 (𝑡) = 𝐸0 . 𝑐𝑜𝑠𝜔0 𝑡 𝐸𝑚


𝑒0 (𝑡) = 𝐸0 [1 + . cos 𝜔𝑚 𝑡] . 𝑐𝑜𝑠𝜔0 𝑡
𝐸0
MODULANTE: 𝑒𝑚 𝑡 = 𝐸𝑚 . cos 𝜔𝑚 𝑡
𝐸𝑚
A relação é chamada índice de modulação
𝐸0
O sinal modulado será:
e simbolizada por m.
𝑒0 (𝑡) = [𝐸0 + 𝑒𝑚 𝑡] . 𝑐𝑜𝑠𝜔0 𝑡
𝑒0 (𝑡) = 𝐸0 (1 + 𝑚. cos 𝜔𝑚 𝑡) . 𝑐𝑜𝑠𝜔0 𝑡
𝑒0 (𝑡) = [𝐸0 + 𝐸𝑚 . cos 𝜔𝑚 𝑡] . 𝑐𝑜𝑠𝜔0 𝑡

𝑒0 (𝑡) = 𝐸0 𝑐𝑜𝑠𝜔0 𝑡 + 𝑚. 𝐸0 cos 𝜔𝑚 𝑡 . 𝑐𝑜𝑠𝜔0 𝑡

1 1
cos 𝐴 . cos 𝐵 = cos(𝐴 + 𝐵) + . cos(𝐴 − 𝐵)
2 2

𝑚𝐸0 𝑚𝐸0
𝑒(𝑡) = 𝐸0 𝑐𝑜𝑠𝜔0 𝑡 + . cos(𝜔0 + 𝜔𝑚 ) 𝑡 + . cos(𝜔0 − 𝜔𝑚 ) 𝑡
2 2
13

AM-DSB/SC (Amplitude Modulation - Double Side Band / Supressed Carrier) - Modulação


em Amplitude com Banda Lateral Dupla e Portadora Suprimida

A Modulação AM - DSB/SC surgiu como uma tentativa de economizar a potência utilizada


pela Portadora no sistema AM - DSB, que é, no mínimo 67% da potência total do Sinal Modulado.
O princípio para a economia de potência, como o próprio nome já diz, é a Supressão da Portadora,
fazendo com que a potência do Sinal Modulado seja destinada às raias de informação. (HAYKIN,
2007)

AM - SSB (Amplitude Modulation - Single Side Band) - Modulação em Amplitude com Banda
Lateral Simples

Alguns fatores contribuíram para a criação do sistema AM - SSB, sendo, para nós, o
principal a necessidade de se encontrar um sistema que ocupasse a menor faixa possível do
espectro de frequências, tendo o melhor aproveitamento possível da potência de transmissão.
Aliando isso tudo ao fato de que seria necessário um sistema de recepção mais eficiente que os
anteriores, a primeira ideia foi aproveitar o AM - DSB/SC para gerar um outro que, ao invés de
duas bandas laterais, tivesse uma só, pois a informação contida nessa banda seria exatamente a
mesma que as duas do outro sistema. (HAYKIN, 2007)

Assim começaram as pesquisas em torno do AM - SSB, obviamente com Portadora suprimida.


Este sistema, por aproveitar ao máximo a potência de transmissão e ocupar uma estreita banda no
espectro de frequências, seria o ideal para a comunicação ponto-a-ponto. Em função disso, usou-
se a voz humana como sinal de informação do sistema AM - SSB.

Hoje sabemos que a Modulação em Amplitude tem dois sistemas de comunicação amplamente
utilizados que são o AM - DSB e o AM - SSB. O primeiro, de ampla utilização na radiodifusão
comercial e o segundo, de grande penetração nas comunicações ponto-a-ponto. Então só nos resta
sabermos as vantagens e desvantagens que os diferem entre si: (GOMES, 2011)

 Quanto à Largura de Faixa do Sinal Modulado

Este fator traz dois pontos positivos para o AM - SSB em ralação ao DSB, pois como o
primeiro ocupa uma faixa de 3 a 4 KHz e o DSB ocupam uma faixa de 10 KHz, observamos, a
princípio, que na banda de frequência ocupada por uma determinada quantidade de estações AM
14

- DSB, teremos mais que o dobro de estações AM - SSB. O outro ponto positivo, é devido ao fato
do ruído presente no sinal ser proporcional à banda ocupada, o que nos leva a concluir que o
sistema AM - SSB tem presente em seu sinal a metade do ruído presente no sinal AM – DSB.
(HAYKIN, 2007)

 Quanto à Potência do Transmissor

Como o sinal modulado AM - DSB tem, além das raias de informação, a raia da Portadora,
a potência do Transmissor é dividida, cabendo a cada raia de informação no máximo 16,7% da
potência total do Transmissor. Como a raia SSB é única, ela aproveita 100% da potência total do
Transmissor, o que corresponde a uma potência efetiva de informação seis vezes maior. (GOMES,
2011)

 Quanto à Complexidade do Equipamento

Neste ponto, é notório que, apesar do baixo rendimento de potência de informação na


transmissão, o sistema AM - DSB tem em seus receptores o que há de mais simples em termos de
concepção e circuitos. Em contrapartida, os receptores AM - SSB são extremamente complexos e,
em virtude disso, extremamente caros. (HAYKIN, 2007)

 Quanto á Tolerância do Equipamento

Já foi observado, anteriormente, que um receptor AM - DSB sempre conta com um erro de
rastreio, sendo, neste ponto, bastante tolerante, enquanto o sistema SSB não permite variações de
frequências maiores que poucas dezenas de Hz, o que obriga o uso de caros osciladores a cristal,
que, muitas vezes, são mantidos em ambientes com temperaturas constantes, para evitar desvios.

AM -VSB (Amplitude Modulation - Vestigial Side Band) - Modulação em Amplitude com


Banda Lateral com Vestígio.

A Modulação em Amplitude VSB foi, a princípio, uma alternativa para baratear o alto custo
do sistema AM - SSB, pois, ao invés de utilizar um filtro de corte extremamente agudo, emprega
um, cuja atenuação é suave e gradual em função da frequência, sendo simétrico em relação à
frequência da Portadora. (HAYKIN, 2007)
15

3.1. Espectro de frequência AM


Suponhamos que o sinal da base 𝒎(𝒕) seja limitado em termos de banda ao intervalo
−𝑾 ≤ 𝒇 ≤ 𝑾.

Em consequência do processo de modulação, o espectro do sinal de mensagem 𝑚(𝑡)


para as frequências negativas que se estende de –W a zero torna-se completamente visível para
frequências positivas, desde que a frequência da portadora satisfaça á condição 𝑓𝑐 > 𝑊, esta é
a importância da ideia de frequências negativas.

Figura 4: (a) Espectro do sinal de banda base. (b) Espectro da onda AM


Fonte: (HAYKIN, 2007)

Para frequências positivas, a parte do espectro de uma onda AM que se situa acima da
frequência de portadora 𝑓𝑐 “e denominada banda lateral superior, ao passo que a parte simétrica
abaixo de 𝑓𝑐 se chama banda lateral inferior. Para frequências negativas, a banda lateral superior
é representada pela parte do espectro abaixo de −𝑓𝑐 e a banda lateral inferior, pela parte acima
de −𝑓𝑐 . A condição 𝑓𝑐 > 𝑊 assegura que as bandas laterais não se sobreponham. (HAYKIN,
2007)

Para frequências positivas, o componente de frequência mais elevada da onda AM é igual a


𝑓𝑐 + 𝑊, e o componente que tem a frequência mais baixa é igual a 𝑓𝑐 − 𝑊. A diferença entre
essas duas frequências define a largura de banda de transmissão 𝐵𝑇 para uma onda AM, a qual
é exactamente o dobro da largura de banda de mensagem W, ou seja, 𝐵𝑇 = 2𝑊

3.2. Vantagens e Desvantagens de AM


3.2.1. Vantagens de AM
A modulação em amplitude é o método mais antigo de realização de modulação. Sua maior
vantagem é a simplicidade de implementação:
 No transmissor, a modulação de amplitude é realizada utilizando um dispositivo não-
linear
16

 No receptor, a demodulação de amplitude também é realizada utilizando um dispositivo


não-linear.
3.2.2. Desvantagens de AM
Pode - se constatar que a modulação em AM padece de duas importantes desvantagens:
 A modulação em amplitude desperdiça potência - A onda portadora 𝑐(𝑡) é
completamente independente do sinal portador de informação 𝑚(𝑡). A transmissão da
onda portadora, portanto, representa um desperdício de potência, o que significa que na
modulação de amplitude somente uma fração da potência total transmitida é realmente
afetada por 𝑚(𝑡).
 A modulação em amplitude desperdiça largura de banda - A modulação de
amplitude desperdiça largura de banda, uma vez que ela requer uma largura de banda
de transmissão igual ao dobro da largura de banda de mensagem. (HAYKIN, 2007)

III. MODULADORES

4. Moduladores

4.1. Tipos de Moduladores


Moduladores podem ser construídos de diferentes maneiras. A seguir, discutiremos
algumas importantes categorias de moduladores.
4.1.1. Moduladores Multiplicadores:
Neste caso, a modulação é feita diretamente com a multiplicação de m(t) por cos 𝜔0 𝑡,
com o uso de um multiplicador analógico, cuja saída é proporcional ao produto dos dois sinais
de entrada. Um modulador desse tipo pode, tipicamente, ser obtido a partir de um amplificador
de ganho variável, em que o parâmetro de ganho (como o 𝛽 de um transístor) é controlado por
um dos sinais - digamos, 𝑚(𝑡). Quando o sinal cos 𝜔0 𝑡 é aplicado à entrada desse multiplicador,
a saída é proporcional a 𝑚(𝑡) cos 𝜔0 𝑡.
No passado, a multiplicação de dois sinais em uma faixa dinâmica razoável era um desafio para
projetistas de circuitos. No entanto, com o avanço contínuo da tecnologia de semicondutores, a
multiplicação de sinais deixou de ser um grande problema. Contudo, apresentaremos várias
configurações clássicas de moduladores que evitam o uso de multiplicadores. O estudo desses
moduladores provê um inestimável entendimento do conceito e uma excelente oportunidade
para aprender algumas novas técnicas de análise de sinais.
17

4.1.2. Modeladores Não Lineares:


A modulação também pode ser obtida com o uso de dispositivos não lineares, como
díodo ou transístor semicondutor. Admitamos que a característica entrada-saída de qualquer
dos elementos não lineares seja aproximada por uma série de potências
𝑦(𝑡) = 𝑎𝑥(𝑡) + 𝑏𝑥 2 (𝑡)
Em que 𝑥(𝑡) 𝑒 𝑦(𝑡) são a entrada e a saída, respetivamente, do elemento não linear. A saída
𝑧(𝑡) do somador é dada por
𝑧 (𝑡) = 𝑦1 (𝑡) − 𝑦2 (𝑡)
[𝑎𝑥1 (𝑡) + 𝑏𝑥 21 (𝑡)] = [𝑎𝑥2 (𝑡) + 𝑏𝑥 2 2 (𝑡)]
A substituição das duas entradas 𝑥1 (𝑡) = cos 𝜔0 𝑡 + 𝑚(𝑡) 𝑒 𝑥2 (𝑡) = cos 𝜔0 𝑡 − 𝑚(𝑡) nessa
equação resulta em
𝑧(𝑡) = 2𝑎. 𝑚(𝑡) + 4𝑏. 𝑚(𝑡) cos 𝜔0 𝑡
O espectro de 𝑚(𝑡) é centrado na origem, enquanto o espectro de 𝑚(𝑡) cos 𝜔0 𝑡 é centrado em
±𝜔0 . Em consequência, quando 𝑧(𝑡) é aplicado a um filtro passa-faixa centrado em 𝜔0 , o sinal
𝑎𝑚(𝑡) é suprimido e o desejado sinal modulado 4𝑏𝑚(𝑡) cos 𝜔0 𝑡 pode passar pelo sistema sem
distorção.
Há duas entradas nesse circuito: 𝑚(𝑡) e cos 𝜔0 𝑡 . A saída do último somador, 𝑧(𝑡) , não
contém uma das entradas, o sinal da portadora cos 𝜔0 𝑡 . Em consequência, o sinal da portadora
não aparece na entrada do filtro passa-faixa final. O circuito atua como uma ponte balanceada
para uma das entradas (a portadora). Circuitos que têm essa característica são denominados
circuitos balanceados.

Figura 5: Modulador DSB-SC não linear


Fonte: (HAYKIN, 2007)
4.1.3. Moduladores Chaveados:
A operação de multiplicação requerida para modulação pode ser substituída por uma
operação de chaveamento mais simples, se nos dermos conta de que um sinal modulado pode
ser obtido multiplicando m(t) não apenas por uma senoide pura, mas também por qualquer sinal
periódico Φ(𝑡) frequência angular fundamental 𝜔𝑜 . Um sinal periódico desse tipo pode ser
expresso por uma série de Fourier trigonométrica como
18

1 2 1 1
𝑤(𝑡) = + (cos 𝜔𝑜 𝑡 − 𝑐𝑜𝑠 3𝜔𝑜 𝑡 + 𝑐𝑜𝑠 5𝜔𝑜 𝑡 − ⋯ )
2 𝜋 3 5
1 2 1 1
𝑚(𝑡)𝑤(𝑡) = 𝑚(𝑡) + (𝑚(𝑡) cos 𝜔𝑜 𝑡 − 𝑚(𝑡)𝑐𝑜𝑠 3𝜔𝑜 𝑡 + 𝑚(𝑡)𝑐𝑜𝑠 5𝜔𝑜 𝑡 − ⋯ )
2 𝜋 3 5

IV. MODULAÇÃO LINEAR

5. Modulação linear
𝑠 (𝑡) = 𝑠𝐼 (𝑡)𝑐𝑜𝑠(2𝜋𝑓𝑐 𝑡) − 𝑠𝑄 (𝑡)𝑠𝑒𝑛(2𝜋𝑓𝑐 𝑡)

Onde 𝑠𝐼 (𝑡) é o componente em fase da onda modulação 𝑠(𝑡) e 𝑠𝑄 (𝑡) é seu componente em
quadratura. Na modulação linear, tanto 𝑠𝐼 (𝑡) quanto 𝑠𝑄 (𝑡) são sinais passa-baixas que se
relacionam linearmente com sinal de mensagem m(t).

5.1. Tipos de modulação linear


Dependendo de como esses dois componentes de 𝑠(𝑡) são definidos, podemos identificar
três tipos de modulação linear a partir de um único sinal de mensagem.

1. Modulação de banda lateral dupla e portadora suprimida (DSB-SC), em que


somente as bandas laterais superiores e inferior são transmitidas.
2. Modulação de banda lateral única (SSB), em que somente uma banda lateral (a banda
lateral inferior ou a banda lateral superior) é transmitida.
3. Modulação de banda lateral vestigial (VSB), em que somente um vestígio de uma das
bandas laterais e uma versão correspondentemente modificada da outra banda lateral
são transmitidas.

5.2. Analise dos tipos de modulação linear


5.2.1. Modulação de banda lateral dupla e portadora suprimida (DSB-SC)
Esta forma de modulação linear é gerada utilizando-se um modulador multiplicador,
que simplesmente multiplica o sinal de mensagem m(t) pela onda portadora 𝐴𝑐 𝑐𝑜𝑠(2𝜋𝑓𝑐 𝑡).

𝑠(𝑡) = 𝐴𝑐 𝑚(𝑡)𝑐𝑜𝑠(2𝜋𝑓𝑐 𝑡)

O sinal modulado 𝑠(𝑡) sofre uma inversão de fase sempre que o sinal de mensagem 𝑚(𝑡)
cruza o zero. Consequentemente, a envoltoria de um sinal modulado DSB-SC é diferente do
sinal de mensagem, isso é diferente do caso de uma onda AM que tem uma percentagem de
modulação inferior a 100%.
19

𝟏
𝒔(𝒇) = 𝐴 [𝑀(𝑓 − 𝑓𝑐 ) + 𝐴𝑐 [𝑀(𝑓 − 𝑓𝑐 )]
𝟐 𝑐

Figura 6: (a) Diagrama de blocos de modulador multiplicador. (b) Sinal de banda base. (c)
Onda modulada DSB-SC.

Fonte: (HAYKIN, 2007)

Figura 7: (a) Espectro de sinal de banda base, (b) Espectro de onda modulada DSB-SC
Fonte: (HAYKIN, 2007)

5.2.2. Multiplexação por Portadoras em Quadratura


Um diagrama de blocos do sistema de multiplexação por portadora em quadratura é
exibido na Figura abaixo. A parte transmissora do sistema, envolve a utilização de dois
moduladores multiplicadores distintos alimentados por duas ondas portadoras da mesma
frequência, mas divergentes em termos de fase em -90°. O sinal transmitido s(t) consiste na
soma das duas saídas desses dois moduladores multiplicadores, como é mostrado por :

𝑠(𝑡) = 𝐴𝑐 𝑚1 (𝑡) cos(2𝜋𝑓𝑐 𝑡) + 𝐴𝑐 𝑚2 (𝑡) sen(2𝜋𝑓𝑐 𝑡)


20

Figura 8: Sistema de multiplexação por portadoras em quadratura. (a) Transmissor. (b)


Receptor
Fonte: (HAYKIN, 2007)
Onde 𝑚1 (𝑡) e 𝑚2 (𝑡) indicam os dois diferentes sinais de mensagem aplicados aos moduladores
multiplicadores. Dessa forma, 𝑠(𝑡) ocupa uma largura de banda de canal de 2 W centralizada
na frequência da portadora 𝑓𝑐 onde W é a largura de banda de mensagem de 𝑚1 (𝑡) ou 𝑚2 (𝑡).
De acordo com a Equação acima, podemos ver 𝐴𝑐 𝑚1 (𝑡) como o componente cm fase do sinal
passa-faixa multiplexado 𝑠(𝑡) 𝑒 −𝐴𝑐 𝑚2 (𝑡) como seu componente em quadratura. (HAYKIN,
2007)
5.2.3. Modulação de Banda Lateral Única
Na modulação de banda lateral única, somente a banda lateral superior ou inferior é
transmitida. (HAYKIN, 2007)
Podemos gerar essa onda modulada utilizando o método de discriminação de frequência, que
consiste em duas etapas:
 A primeira etapa é um modulador multiplicador, o qual gera uma onda modulada
DSB-SC.
 A segunda etapa é um filtro passa-faixa, que é projetado para deixar passar uma das
bandas laterais dessa onda modulada e a outra.
Ao projetar o filtro passa-faixa utilizado no discriminador de frequências para gerar uma onda
modula da SSB, devemos satisfazer às três condições básicas:
 A banda lateral desejada situa-se dentro da banda de passagem do filtro.
 A banda lateral indesejada situa-se na banda de rejeição do filtro.
 A banda de transição do filtro, a qual separa a banda de passagem da banda de rejeição,
é o dobro da frequência do componente mais baixo do sinal de mensagem.
21

Figura 9: a) Espetro de um sinal de mensagem m(t) com intervalo de energia nula de largura
2f_a centralizado na origem. (b) Espectro de sinal SSB correspondente que contem a banda
lateral superior.

Fonte: (HAYKIN, 2007)


5.2.4. Modulação de Banda Lateral Vestigial
Na modulação de banda lateral vestigial (ou residual) (VSB), uma das bandas laterais
é parcialmente eliminada e um vestígio da outra banda lateral é transmitido para compensar
essa supressão. Um método popular para gerar uma onda modulada VSB é utilizar o método de
discriminação de frequência. Essa resposta em frequência é normalizada, de forma que na
1
frequência de portadora 𝑓𝑐 temos |𝐻 (𝑓𝑐 )| = 2. A característica importante a ser observada na é

que a porção de corte da resposta em frequência em torno da frequência de portadora/^exibe


simetria ímpar. (HAYKIN, 2007)
O u seja, dentro do intervalo de transição 𝑓𝑐 − 𝑓𝑣 ≤ |𝑓| ≤ 𝑓𝑐 + 𝑓𝑣 , as duas condições
seguintes são satisfeitas:
A soma dos valores da resposta em amplitude |𝐻(𝑓)| em duas frequências quaisquer igualmente
distribuídas acima e abaixo de 𝑓𝑐 é unitária. (HAYKIN, 2007)
A resposta em fase arg[𝐻 (𝑓)] é linear. Ou seja, 𝐻(𝑓) satisfaz à condição
𝐻 (𝑓 − 𝑓𝑐 ) + 𝐻 (𝑓 + 𝑓𝑐 ) = 1 𝑝𝑎𝑟𝑎 − 𝑊 ≤ 𝑓 ≤ 𝑊
𝐵𝑇 = 𝑊 + 𝑓0
1 1
𝑠 (𝑡 ) = 𝐴𝑐 𝑚(𝑡) cos(2𝜋𝑓𝑐 𝑡) ± 𝐴𝑐 𝑚′(𝑡) sen(2𝜋𝑓𝑐 𝑡)
2 2
𝐻𝑄 (𝑓) = 𝑗[𝐻(𝑓 − 𝑓𝑐 ) − 𝐻 (𝑓 + 𝑓𝑐 )] 𝑝𝑎𝑟𝑎 − 𝑊 ≤ 𝑓 ≤ 𝑊

Figura 10: Esquema de filtragem para geração de onda modulada VSB.


22

Fonte: (HAYKIN, 2007)

Figura 11: Resposta em amplitude de filtro VSB, somente a porção de frequência positiva é
mostrada
Fonte: (HAYKIN, 2007)

6. Sinais de Televisão
Uma discussão a respeito da modulação de banda lateral vestigial seria incompleta se não
mencionássemos seu papel na radiodifusão de televisão comercial. Os detalhes exatos do
formato de modulação utilizados para transmitir o sinal de vídeo que caracteriza um sistema de
TV são influenciados por dois fatores:
 O sinal de vídeo exibe uma grande largura de banda e significativo conteúdo de baixa
frequência, o que sugere a utilização de modulação de banda lateral vestigial.
 Os circuitos utilizados para demodulação no receptor devem ser simples e, portanto,
baratos; isso sugere o uso de detecção de envoltório, o que requer a adição de uma
portadora à onda modulada VSB. (GOMES, 2011)

Figura 12: Resposta em frequência de um filtro para produzir a componente em quadratura


da onda modulada VSB.

Fonte: (HAYKIN, 2007)


Com respeito ao ponto 2, a utilização de detecção de envoltória (aplicada a uma onda modulada
VSB mais portadora) produz uma distorção de forma de onda no sinal de vídeo recuperado na
saída do detetor. A distorção c produzida pela componente em quadratura da onda modulada
VSB; essa questão será discutida em seguida. (GOMES, 2011)
23

A utilização da descrição no domínio de tempo possibilita determinar a distorção de forma de


onda provocada pelo detetor de envoltória. Especificamente, adicionar a portadora
𝐴𝑐 cos(2𝜋𝑓𝑐 𝑡 à onda modulada VSB da Equação , a qual é escalada por um fator ka , modifica
o sinal modulado aplicado à entrada do detetor de envoltória como
1 1
𝑠(𝑡) = 𝐴𝑐 [1 + 𝑅𝑎 𝑚(𝑡)] cos(2𝜋𝑓𝑐 𝑡) ± 𝑅𝑎 𝐴𝑐 𝑚′ (𝑡)𝑠𝑒𝑛(2𝜋𝑓𝑐 𝑡)
2 2
1
2 2 2
1 1 ′(𝑡)
𝑎(𝑡) = 𝐴𝑐 {[1 + 𝑅𝑎 𝑚(𝑡)] + [ 𝑅𝑎 𝑚 ] }
2 2

1
2 2
1
1 𝑅𝑎 𝑚′(𝑡)
𝐴𝑐 [1 + 𝑅𝑎 𝑚(𝑡)] {1 + [ 2 ] }
2 1
1 + 2 𝑅𝑎 𝑚(𝑡)

7. Translação de frequência
A operação básica envolvida na modulação de banda lateral única é, na realidade, uma
forma de translação de frequência, razão pela qual a modulação de banda lateral única às vezes
é chamada de mudança de frequência, mistura, mixagem, batimento ou heterodinagem.
Suponhamos que tenhamos uma onda modulada 𝑠1 (𝑡) cujo espectro esteja centralizado em uma
frequência de porta dora 𝑓1 , e seja necessário transladá-la para cima em termos de frequência a
fim de que sua frequência de portadora mude de 𝑓1 para um novo valor 𝑓2 . Essa exigência pode
ser satisfeita usando-se o misturador (mixer) exibido na Figura. Especificamente, o misturador
é um dispositivo que consiste em um modulador multiplicador seguido de um filtro passa-faixa.
Conversão ascendente. Neste caso, a frequência da portadora^ transladada é maior do que a
frequência da portadora f da entrada, e a frequência co oscilador local f necessária é, portanto,
definida por 𝑓2 = 𝑓1 + 𝑓𝑙 ou 𝑓2 = 𝑓1 − 𝑓𝑙 . (HAYKIN, 2007)
Conversão descendente. Neste segundo caso, a frequência da portadora 𝑓2 transladada é
menor do que a da portadora 𝑓1 da entrada, e a frequência do oscilador 𝑓𝑙 necessária é,
portanto, definida por 𝑓2 = 𝑓1 − 𝑓𝑙 ou 𝑓𝑙 = 𝑓1 − 𝑓2 .

Figura 13: Diagrama de blocos do misturador.

Fonte: (HAYKIN, 2007)


24

A parte (𝑎) da Figura exibe o espectro AM 𝑆1 (𝑡), supondo que 𝑓1 > 𝑊. Aparte (𝑏) da figura
exibe o espectro 𝑆 ′ (𝑓) do sinal resultante 𝑠′(𝑡) na saída do modulador multiplicador.

Figura 14: (a) Espectro do sinal modulado s_1 (t) na entrada do misturador. (b) Espectro do
sinal s'(t) correspondente na saída do modulador multiplicador no misturador.
Fonte: (HAYKIN, 2007)
A parte não-sombreada do espectro na Figura acima (b) define o sinal modulado 𝑠2 (𝑡) desejado,
e a parte sombreada desse espectro, o sinal de imagem associado com 𝑠2 (𝑡). Por razões
evidentes, o misturador nesse caso c chamado conversor de frequência ascendente. (HAYKIN,
2007)
25

8. Conclusão
Chegado ao final de trabalho, pode-se constatar que o processo de modulação consiste
numa operação realizada sobre o sinal ou dados a transmitir e que produz um sinal apropriado
para a transmissão sobre o meio de transmissão em causa. A escolha da técnica de modulação
permite moldar as características do sinal a transmitir e adaptá-lo as características do sinal. Em
outros aspectos, a operação de modulação permite, deslocar o espectro do sinal a transmitir para
a banda de frequências mais apropriada ou disponível, também produzir um sinal modulado
com um espectro mas estreito (ou mais largo) que o sinal original. A transmissão de sinais
analógicos recorrendo a técnicas baseadas na modulação de portadoras é muito utilizada na
difusão de som (radiodifusão) e sinais de televisão. As duas técnicas são a modulação de
amplitude (AM) e a modulação de frequência (FM). Na modulação em amplitude (AM), o sinal
a transmitir, é veiculado na amplitude de uma portadora de frequência, que pode ser elétrica,
eletromagnética ou óptica, isto é, a amplitude da portadora varia de forma diretamente
proporcional à amplitude do sinal a transmitir. Os sinais modulados em AM são muito sensíveis
ao ruído e interferência aditivos, uma vez que a informação é transportada pela amplitude da
portadora. Sua maior vantagem é a simplicidade de implementação. E a sua desvantagem
consiste no desperdício da potência e no desperdício largura de banda
26

9. Referências Bibliográficas

[1] HAYKIN, Simon, Sistemas de comunicação, 4a Edição,Ed. Wiley (John Wiley & Sons,
INC.), 2007.

[2] GOMES, A. Tadeu, Telecomunicações transmissão e recepção AM/FM, 21a Ed. 2011
São Paulo. Editora Erica Ltda.

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