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Respostas Ð Caderno de Exerc’cios 1

variados aspectos das sociedades humanas, como a


cap’tulo 1 vestimenta, a urbaniza•‹o, os documentos escritos, etc.
12. a) O autor considera como fonte hist—rica n‹o apenas o
documento escrito, mas tambŽm objetos e recorda•›es.
Introdu•‹o ˆ Hist—ria b) O historiador lida com a heran•a material (constru-
•›es, documentos escritos, ferramentas, etc.) e ima-
1. C 5. B terial (cultura transmitida oralmente ou por gestos).
Cabe ao historiador analisar filmes, pinturas, roman-
2. B 6. E
ces, receitas etc. Partindo de vest’gios como literatura
3. C 7. B de cordel, vestimentas, h‡bitos alimentares e todo tipo
4. A 8. C de registro de imagens, buscam entender os signifi-
cados desses elementos.
9. O calend‡rio nacional tem onze feriados: seis s‹o 13. D
religiosos, vinculados diretamente ˆs cren•as crist‹s:
Sexta-feira santa, Domingo de P‡scoa, Corpus Christi,
N. S. Aparecida, Finados e Natal. Um remonta a uma festa
religiosa pag‹, mas incorporado ao calend‡rio crist‹o:
cap’tulo 2
Carnaval. Tr•s s‹o comemora•›es nacionais: Tiradentes,
Independ•ncia e Proclama•‹o da Repœblica. Dois
s‹o festividades civis internacionais: Confraterniza•‹o PrŽ-Hist—ria
Universal e Dia do Trabalhador. O aluno deve levar em
considera•‹o a maioria de feriados crist‹os. Na reflex‹o 1. A
poder‡ discutir acerca das rela•›es entre Estado e
Igreja Cat—lica na forma•‹o do Brasil. Como exemplo
2. a) No princ’pio, afirmou-se que os homens teriam sido
seria interessante lembrar o aluno sobre a Primeira Missa levados a pintar por um Òsentimento inato do beloÓ. De-
como um Ògesto inauguradorÓ do Brasil. pois sugeriu-se pr‡ticas m‡gicas: os desenhos serviriam
para assegurar o sucesso da ca•a. Supunha-se ainda
10. a) Coisas que entram pelos olhos s‹o os acontecimentos que fossem meramente decorativos, ou possu’ssem in-
normalmente tratados pela imprensa, de grande
ten•›es religiosas. Na dŽcada de 1960 foi sugerido um
impacto e que alimentam discuss›es acaloradas.
sistema no qual os animais teriam valores simb—licos.
O telŽgrafo aparece associado aos Ògrandes
E, finalmente, afirmou-se que as pinturas rupestres t•m
acontecimentosÓ, ˆs not’cias das manchetes de jornal.
uma estrutura, como se fossem uma linguagem.
b) O m’ope consegue ver objetos pr—ximos com nitidez,
mas os distantes s‹o visualizados como se estives- b) Resposta pessoal. Importante verificar como o aluno
sem emba•ados. Ao referir-se ˆ vantagem da mio- argumenta a partir do texto e destacar que a hip—te-
pia, o autor afirma a import‰ncia de ver as coisas se de Òassegurar o sucesso da ca•aÓ Ž a mais aceita
que est‹o mais pr—ximas dele, que pertencem a seu em nossos dias.
cotidiano. Observa•‹o: Sugerimos narrar para os alunos a his-
c) A frase Ž uma refer•ncia ˆ ideia central da cole•‹o t—ria contada pelo historiador E. H. Gombrich (1909-
de livros Hist—ria da vida privada no Brasil: tentar mos- -2001) para justificar a tese dos animais se tornarem
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trar a import‰ncia do cotidiano, em meio ˆs grandes ÒprisioneirosÓ das pinturas: ÒCerta ocasi‹o, quando
transforma•›es hist—ricas. Isso Ž fundamental para um artista europeu fez desenhos de animais numa
entendermos a hist—ria como um processo do qual aldeia africana, os habitantes mostraram-se angus-
todos participam, e n‹o como algo que diz respeito tiados: Ñ Se levar consigo o nosso gado, de que Ž
apenas a quem detŽm o poder. que iremos viver?Ó.
11. Aten•‹o com as transforma•›es do presente e de como 3. A
afetam a atua•‹o do historiador. Utilizar as ferramentas
dispon’veis para realizar suas pesquisas. Por meio da 4. A
compara•‹o entre passado e presente, contribuir 5. ƒ uma refer•ncia ao fato de a maior parte do tempo na
para uma reflex‹o sobre a realidade. Estudar os mais Terra os humanos terem se dedicado ˆ ca•a e coleta.

18
6. a) Como ca•adores, os humanos perseguiam bandos b) Podemos afirmar que n‹o, pois apesar da viol•ncia do
de animais. processo colonizat—rio, recria•›es e reconstru•›es fo-
b) O desaparecimento dos grandes animais e, onde ram conduzidas pelos pr—prios ind’genas desde ent‹o,
as condi•›es foram particularmente adequadas, se ou por meio de processos de miscigena•‹o cultural.
iniciou a domestica•‹o de plantas, transformando

cap’tulo 3
os coletores em agricultores.
7. a) Os povos que se dedicaram ˆ agricultura na chama-
da Revolu•‹o Neol’tica.
b) Para Blainey, as sociedades n™mades apresentavam
um poder dividido entre os homens mais velhos, en- Antiguidade oriental:
quanto as sociedades que passaram pela revolu•‹o Mesopot‰mia e Egito
agr’cola (fazendeiros) apresentavam uma concen-
tra•‹o de poderes em m‹os de uma elite ou de um 1. C
œnico chefe. AlŽm disso, os n™mades viveriam sem 2. E
impostos. Os tributos aos governantes seriam uma
das marcas da articula•‹o em torno do Estado. 3. a) Para os povos antigos, as enfermidades eram conside-
radas castigos impostos pelos deuses aos pecadores;
8. E dem™nios encarregavam-se de proporcionar males
9. A espec’ficos. Para a cura, os mŽdicos da Mesopot‰mia
10. a) O padre Manuel da N—brega considera os ’ndios recorriam a mŽtodos divinat—rios Ð que inclu’am a ob-
como ÒcruŽis e bestiaisÓ. CruŽis porque matam serva•‹o das entranhas de animais abatidos Ð, para
colonos brancos, que, segundo o autor, nenhum mal descobrir o pecado cometido pelo doente, realizavam
lhes fizeram (fora escraviz‡-los, dizim‡-los e tomar exorcismo e utilizavam subst‰ncias.
suas terras). Bestiais porque n‹o adoram o Deus do b) As interpreta•›es religiosas sobre doen•as e curas ain-
colonizador. Este, por sinal, n‹o reconhece a religi‹o da est‹o presentes em nosso dia a dia, mas prevalecem
dos ind’genas Ñ opini‹o que se reflete na afirma•‹o as an‡lises cient’ficas; tambŽm Ž comum, atualmente,
do padre de que eles Òa nenhuma coisa adoramÓ. a utiliza•‹o de subst‰ncias para a cura (no caso, remŽ-
J‡ Montaigne tem uma opini‹o bem diferente Ð e dios e ch‡s), como j‡ se fazia na Mesopot‰mia.
rar’ssima na Žpoca Ð, pois afirma que cada um con- 4. A
siderava como selvagem o que n‹o era conhecido 5. A
por sua cultura e praticado em sua terra.
6. D
b) Prevaleceu a concep•‹o expressa por N—brega. O
resultado final foi a dizima•‹o f’sica dos ind’genas 7. D
Ð pelos massacres, pela escraviza•‹o e pelas doen- 8. D
•as Ð ou a destrui•‹o cultural, pela imposi•‹o dos
valores, da religi‹o e dos costumes do colonizador.
9. a) Garantir que os barqueiros se responsabilizem pela se-
guran•a das mercadorias que transportam, asseguran-
11. A do a propriedade e a integridade do barco que utiliza.
12. E b) A import‰ncia das atividades agr’colas (trigo, azeite,
13. B t‰maras) e pecu‡rias (l‹), alŽm do transporte fluvial.

14. a) N‹o. O texto aponta para uma grande diversidade 10. a) Marcelo Rede enfatiza que ali teriam ocorrido algumas
de manifesta•›es culturais entre os povos ind’genas das primeiras manifesta•›es do que chamamos
no Brasil, constituindo n‹o uma œnica Òarte ind’genaÓ; processo civilizat—rio: experi•ncias de agricultura

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mas sim Òartes ind’genasÓ. irrigada e de domestica•‹o de animais, o surgimento
das primeiras cidades e da escrita.
b) O texto refere-se a cuias, cestos, caba•as, remos, fle-
chas, bancos, m‡scaras, cocares, mantos e pinturas b) Ele enfatiza a import‰ncia das pesquisas arqueol—-
corporais, como a retratada na imagem. gicas no Iraque, consideradas fundamentais para
entender a trajet—ria da humanidade. AlŽm disso,
15. a) O principal erro foi acreditar que se tratava de uma pode-se inferir a import‰ncia do compromisso da
cultura tradicional est‡tica, original e intocada, sociedade atual com a preserva•‹o, o estudo e a
quando, segundo o autor, trata-se do inverso. Na divulga•‹o do legado das gera•›es passadas.
verdade, ela era fruto de uma hist—ria de contatos
e mudan•as que j‡ havia come•ado antes da 11. C
chegada dos europeus, no sŽculo X. d. C. 12. A

19
13. O faraó concentrava inúmeros poderes em suas mãos no 11. B
comando do governo. Era considerado de origem divina, 12. C
o senhor das terras, dos bens e visto como o responsável
por coordenar os trabalhos de construção das edificações
13. C
mostradas na imagem. A motivação religiosa estava 14. E
presente no projeto dos faraós de edificarem pirâmides, 15. C
uma vez que elas continham câmaras mortuárias,
preservando o seu legado por toda a eternidade.
16. C
17. C
14. E
18. a) Eles seriam indivíduos tão inferiores, que deles só
15. B
se obteria a força física. Seu melhor destino seria,
16. B portanto, a escravidão, pois, para eles, nada seria
17. C mais fácil que obedecer. Por não fazerem pleno uso
da razão, nada mais justo que vivessem na servidão.
18. D
Observação: para evitar uma visão maniqueísta so-
bre Aristóteles, sugerimos realçar sua importância na

capítulo 4 formação da filosofia moderna, lembrando que suas


opiniões sobre a escravidão revelam que ele era um
homem de seu tempo. Ele viveu no século IV a.C., em
Atenas, neste momento caracterizada pela demo-
Antiguidade clássica: Grécia cracia escravista, pelo enfraquecimento do mundo
grego e pelo início da hegemonia macedônica.
1. A b) As passagens são as seguintes: Òindivíduos tão inferio-
2. E res a outrosÓ; Òhomens nos quais o emprego da força
física é o melhor que deles se obtémÓ; Òdestinados,
3. a) Um guerreiro na liderança; componentes escravos; por natureza, à escravidão; nada é mais fácil que
bens móveis e imóveis dos quais depende a obedecerÓ; Ònão possui razão além do necessário
sobrevivência do grupo. para dela experimentar um sentimento vagoÓ; Ònão
b) Ò[...] é uma unidade econômica, humana, de con- possui a plenitude da razãoÓ; Òa utilidade dos escra-
sumo e de produção.Ó. vos é mais ou menos a mesma dos animais domés-
c) Do mais importante para o menos importante: chefe ticosÓ; Òuns são livres, outros escravosÓ; Òpara eles é
guerreiro, família do chefe guerreiro e, por fim, servi- útil e justo viver na servidãoÓ.
dores e escravos. 19. C
4. B 20. A
5. B 21. B
6. D 22.a) Diferentemente do país lendário mencionado por
7. A Homero, as cidades-Estado gregas, desde o final
do período arcaico, eram regidas por leis escritas,
8. a) Gustave Glotz destaca a pólis grega, marcada
concebidas a partir de discussões dos cidadãos em
pela autonomia, por formas representativas de
assembleias.
participação política Ð entre as quais se destacam
b) Atualmente, a democracia é representativa; na an-
a democracia e a oligarquia Ð e por seu exército de
tiga Grécia vigorava a democracia direta dos cida-
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soldados cidadãos.
dãos nas assembleias. Vale lembrar que o conceito
b) O fato de a Grécia ser uma região montanhosa, de solo
grego de ÒcidadaniaÓ excluía estrangeiros, mulheres
árido, contribuiu para a busca de alternativas por meio
e escravos.
do processo de colonização de outras regiões, para
abastecer sua crescente população. Além disso, o litoral 23. a) A garantia à cidadania estava estreitamente ligada
recortado, com diversas ilhas, facilitava as expedições à participação dos homens nascidos na cidade e
marítimas. Tal processo favoreceu o desenvolvimento filhos de cidadãos da pólis. O cidadão era o resul-
comercial e incrementou as atividades artesanais. tado de uma nova concepção de governo, em que
as decisões sobre a cidade extrapolavam o controle
9. C dos sacerdotes e do soberano e ampliavam-se para
10. C o conjunto da sociedade política.

20
b) No mundo contempor‰neo, a cidadania est‡ basea- ascend•ncia comum; os estrangeiros não t•m
da no princípio da igualdade jurídica dos cidadãos, direitos nem prote•ão etc.
sejam eles homens ou mulheres, e na percep•ão b) Ò[...] coletividade de indivíduos submetidos aos mes-
de um indivíduo social dotado de direitos e deveres mos costumes fundamentais e unidos por um culto
prescritos pela lei. A cidadania aparece associa- comum ˆs mesmas divindades protetoras.Ó
da a direitos universais, cujo exercício independe
36. A organiza•ão política democr‡tica de Atenas estava
de ra•a, cor, sexo, língua, religião, opinião políti-
fundada na participa•ão política dos cidadãos,
ca, origem nacional ou social, riqueza, nascimento
descartando-se a possibilidade da cria•ão de uma elite
ou qualquer outra condi•ão. O marco desse novo
burocr‡tica administrativa. Seria justamente uma elite
princípio se encontra na Declaração dos Direitos do como essa que poderia exercer o domínio sobre outras
Homem, da ONU, elaborada em dezembro de 1948, p—lis. AlŽm disso, o sistema democr‡tico não poderia
em Paris. ser estendido para outras cidades sem garantir sua
24.C autonomia, ou seja, sua liberta•ão do jugo ateniense.
25. A
26. A
27. A
cap’tulo 5
28. A
29. D Antiguidade clássica: Roma
30.C
1. A
31. Na democracia ateniense, os cidadãos participavam
diretamente da vida pœblica, atuando nos debates sobre 2. B
as quest›es políticas, e envolvendo-se praticamente 3. a) Dependendo da situa•ão, os patrícios poderiam
da mesma forma nas apresenta•›es das tragŽdias e modificar as leis segundo suas conveni•ncias, pois
comŽdias. A orat—ria, comum ˆs duas situa•›es, possuía nada estava registrado por escrito.
valor relevante, tanto para a reflexão sobre quest›es b) Como ressalta Funari, poder consultar as leis e co-
políticas, quanto sobre valores morais. nhecer as Òregras do jogoÓ limita as arbitrariedades
32.Enquanto a escultura egípcia aparece sentada, em das elites, pois essas leis escritas podem ser consul-
posi•ão est‡tica, sem aparentar preocupa•›es maiores tadas a qualquer momento para se contraporem a
com a perfei•ão das formas, a obra de arte grega eventuais decis›es sem base nas mesmas. Quando
aparece em pŽ, caracterizada pelo movimento e pela as leis são orais, Ž mais f‡cil promover altera•›es que
perfei•ão das formas. favore•am os ÒpoderososÓ. Entretanto, escrever as leis
não significa p™r fim ˆ concentra•ão de poderes. O
33. D C—digo de Hamurabi, por exemplo, garantia diversos
34.Vocabul‡rio: inœmeras palavras em nosso vocabul‡rio privilŽgios ˆs elites. As leis draconianas, famosas por
são de origem grega. sua rigidez, mantiveram a escravidão por dívida, que
tanto prejudicava a popula•ão mais pobre.
Democracia: os ideais democr‡ticos contempor‰neos
dialogam com a organiza•ão política grega. 4. B
Artes: a literatura, o teatro e a escultura contempor‰neos 5. B
dialogam, por caminhos variados, com tem‡ticas e 6. C
modelos estŽticos gregos. 7. a) A Lei das Doze T‡buas.

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Filosofia: tem forte repercussão na produ•ão científica b) Sua for•a est‡ associada ˆ capacidade de organiza -
e artística contempor‰nea. •ão como grupo social e de sua import‰ncia militar
e econ™mica.
Jogos Olímpicos: a exalta•ão das competi•›es
esportivas como um elemento de identidade, tem 8. B
conex›es com a GrŽcia Antiga. 9. A
35.a) A p—lis Ž um pequeno Estado soberano; nela os 10. a) A ordem de preced•ncia era rigorosamente observa-
indivíduos estão submetidos aos mesmos costumes da na distribui•ão dos leitos ao redor da mesa onde
fundamentais e unidos por um culto comum ˆs ficavam os pratos; durante a primeira metade do jantar
mesmas divindades protetoras; a cren•a tem uma nada se faz senão comer sem beber; a segunda parte,

21
em que se bebe sem comer, constitui o banquete pro- 34.a) Os camponeses demoraram a converter-se ao
priamente dito; em sinal de festa, os convivas portam cristianismo. Essa persist•ncia do culto aos antigos
chapŽus de flores ou ÔcoroasÕ e usam perfume, quer dizer, deuses entre os camponeses fez com que o termo
estão untados de —leo perfumado; esperavam-se consi- utilizado para design‡-los (pagãos) fosse associado
deraç›es gerais, temas elevados. a qualquer um que não fosse batizado, ou seja, que
b) O gosto pelo luxo, gerado pelas conquistas, tem no não fosse cristão.
banquete um elemento marcante. b) O cristianismo se expandiu em meio ˆ crise do ImpŽrio ro-
11. A mano em grande parte por conter uma mensagem com
a qual os grupos menos favorecidos se identificavam. Sen-
12. D
do apropriado pelo Estado romano, o cristianismo, que
13. D se opunha ˆ religiosidade greco-romana, se fortaleceu
14. Assegurar a posse dos territ—rios conquistados, enrique- frente aos deuses ÒpagãosÓ, um dos principais elementos
cimento do Estado, obtenção de escravos e garantir que caracterizavam o mundo antigo cl‡ssico.
melhorias econ™micas para seus cidadãos.
35. C
15. E
36. C
16. C
37. A
17. D
38. A
18. a) ƒ uma refer•ncia ao fato de o exŽrcito ser formado
principalmente por membros da plebe, comumente 39. C
sob o comando de generais patr’cios.
40. A
b) Para as elites a reforma agr‡ria representava a perda
de vastas extens›es de terra. A reforma, que atendia 41. C
interesses de setores da plebe, fracassa em meio a 42.Entre as diferenças, podemos mencionar:
manobras pol’ticas e militares da elite patr’cia.
Ð Os escravos eram vistos como uma propriedade.
19. D
Ð Enquanto os hilotas estavam sob o controle do
20.D Estado espartano, os escravos eram uma propriedade
21. B individual.
22.E Ð Os escravos poderiam conquistar a alforria.
23. E Ð Os escravos poderiam ser comprados e vendidos.
24.a) As ofertas nos saques feitas aos soldados durante as 43.a) O texto descreve um intenso conv’vio entre escravos,
conquistas. libertos e outros setores da sociedade romana.
b) Refer•ncia ˆ distribuição de trigo. b) Ð Socialmente o liberto, apesar de manter v’nculos
c) Alusão ˆ pax romana. O imperador quer associar sua com o antigo propriet‡rio, era rapidamente integrado
imagem ˆ estabilização das fronteiras. no conv’vio social.
25. a) Durante a Repœblica, o general vitorioso era saudado Ð Economicamente, o texto destaca a possibilida-
com o t’tulo de Imperator. de de enriquecimento, dependendo das condiç›es
b) A imagem de um imperador vitorioso que realiza os econ™micas de seus antigos propriet‡rios.
desejos dos deuses na unificação do mundo. Ð Politicamente, poderiam alcançar a cidadania.
c) No car‡ter vital’cio do cargo. 44.E
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26. C 45.B
27. A 46.E
28. D
47. a) Refere-se ao confronto entre patr’cios e plebeus.
29. A b) A vida selvagem aparece como algo a ser superado,
30.B marcado por correrias, brigas, etc.; viver na cidade
31. D seria um estilo de vida superior com pr‡ticas e atitu-
des l’citas. Remo, o selvagem desregrado, transforma-
32. B -se em obst‡culo para R™mulo, que almeja a vida
33. D urbana, associada ˆ civilidade.

22
meio do cristianismo, contribu’a para a constru•‹o da
capítulo 6 identidade. A legitimidade de um governante perante
a sociedade dependia do reconhecimento oficial
da Igreja. Carlos Magno, apesar de sua import‰ncia
pol’tica e militar, dependia deste reconhecimento para
O mundo extraeuropeu garantir sua autoridade.
14. A
1. C
2. C
15. A
3. Est‹o corretas as proposi•›es: 01, 02, 04 e 32. Somatória: 39. 16. B
4. C 17. A
5. E 18. A
6. D 19. A
20. B

capítulo 7 21. C
22. a) A religi‹o mu•ulmana, ao ser adotada pelas diversas
tribos ‡rabes da pen’nsula no sŽculo VII, deu a essa
Idade Média: a Alta Idade popula•‹o um sentimento de unidade. Ao mesmo
tempo, criou condi•›es pr‡ticas para o exerc’cio da
Média
autoridade centralizada de um œnico Òcomandante
1. A dos crentesÓ, facilitando a cria•‹o de um œnico Estado.
b) Após a morte de MaomŽ disputas sucessórias provo-
2. B caram a divis‹o religiosa no mundo mu•ulmano. Os
3. A xiitas preconizavam o car‡ter sagrado da fam’lia de
4. O ImpŽrio Bizantino nasceu da divis‹o do ImpŽrio Romano MaomŽ e defendiam que Ali, primo e genro do pro-
feta, deveria ser o sucessor. Os sunitas consideravam
em ocidental e oriental. Seus governantes colocavam-se
que a lideran•a poderia ser exercida por qualquer
como sucessores dos antigos imperadores romanos e a
mul•umano virtuoso e afirmavam existir outra fonte
estrutura jur’dica estava calcada em bases do direito
de revela•‹o feita por Al‡: a Suna.
romano. Apesar disso, suas tradi•›es culturais eram mais
gregas que latinas e seu sistema administrativo foi muito 23. a) Trata-se da peregrina•‹o dos mu•ulmanos ˆ Meca,
mais centralizador que aquele existente na Roma Antiga. um dos fundamentos do islamismo.
b) Em meio ˆ fragmenta•‹o pol’tica e religiosa da regi‹o,
5. D
Meca era um dos poucos elementos de refer•ncia co-
6. A mum. Ao preservar tal peregrina•‹o ˆ Meca, e trans-
7. A form‡-la em centro pol’tico, MaomŽ preservou um ele-
mento de unidade que favoreceu a uni‹o da pen’nsula.
8. D
24. A
9. B
25. C
10. D
26. A
11. B
27. Para as grandes pot•ncias ocidentais, o mundo ‡rabe
12. a) O narrador Ž um bispo que defende o monote’smo

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apresenta diversas resist•ncias, particularmente algumas
crist‹o e condena o polite’smo.
amea•as terroristas. Os confrontos ocorrem envolvendo
b) O batismo de Clóvis representou a amplia•‹o do nœ-
raz›es religiosas, econ™micas, notadamente o petróleo, e
mero de fiŽis, uma alian•a entre Estado e Igreja e con-
interesses pol’ticos, como no caso do apoio dado a Israel
tribuiu para a consolida•‹o da cristandade ocidental.
pelo governo dos EUA no confronto com os palestinos, o
c) AlŽm de envolver uma quest‹o pessoal de busca da que cria atritos com diversos governantes ‡rabes. AlŽm
salva•‹o, dif’cil de ser mensurada, ao aproximar-se da disso, ocorre uma simplifica•‹o. çrabe Ž entendido como
Igreja, institui•‹o organizada que sobreviveu ˆ queda de sin™nimo de mu•ulmano. Apesar de a popula•‹o ‡rabe
Roma, Clóvis poderia ampliar o controle sobre o reino. ser predominantemente mu•ulmana, diversos ÒinimigosÓ
13. Na sociedade europeia medieval, a Igreja era uma mu•ulmanos das grandes pot•ncias ocidentais n‹o s‹o
institui•‹o forte pol’tica e economicamente que, por ‡rabes, como o Talib‹ no Afeganist‹o.

23
28. B 5. C
29. B 6. C
30. B 7. A
31. B 8. a) O fato de o vassalo ter várias obrigações para com
32. D o suserano.
b) O juramento sobre a Bíblia demonstra a importância
33. B
da religiosidade cristã e o poderio da instituição Igreja.
34. A c) O feudo é algo que o vassalo recebe do suserano,
35. D normalmente um pedaço de terra habitado por cam-
poneses.
36.a) Em Atenas, as mulheres eram marginalizadas das
decisões políticas. Na Roma Antiga, as mulheres d) O rei era um grande suserano, mas, normalmente, os
tinham uma participação mais ativa na vida cotidiana vassalos só se reuniam em torno do rei em caso de
do que em outras civilizações da Antiguidade, mas alguma necessidade militar momentânea.
também eram marginalizadas das decisões políticas. 9. A palavra castelo vem do latim castellum, diminutivo de
b) A perspectiva chamada de machista por Arbex se faz castrum, que significa acampamento fortificado. O cas-
presente, em diferentes níveis, em diversas culturas e telo, residência fortificada de um senhor feudal ou de um
religiões. Porém, segundo o autor, o machismo seria rei, oferecia proteção no caso de ataques. A igreja, pala-
preservado em comunidades islâmicas não por uma vra usada para descrever não apenas uma comunidade
questão religiosa, mas sim por interessar ao próprio religiosa cristã, mas também a construção usada por fiéis
machismo, assim preservando as desigualdades de para realização de seus cultos, era o espaço da consa-
gênero que desprivilegiam mulheres de direitos iguais gração da fé. A insegurança quanto à salvação da alma
aos dos homens. Além disso, Arbex aponta que al- era amenizada, principalmente, no espaço da missa.
gumas práticas são traços da cultura desses povos 10. E
que antecedem a conversão ao islamismo.
11. A
37. A expansão do escravismo não se verificou devido à
impossibilidade de expansão imperial, só conseguida 12. B
durante períodos breves na história do Império. Por 13. E
outro lado, a manutenção de um grande aparato
14. D
burocrático imperial foi responsável pela permanência
da centralização política e administrativa, incompatível 15. D
com a criação de estruturas feudais. 16. D
17. A
18. D
cap’tulo 8 19. B
20.B
Idade Média: a experiência 21. A
do feudalismo 22.C
23. A
1. C
24.D
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2. C
25. C
3. C
26. C
4. A servidão consistia no vínculo do camponês à
propriedade e na sua submissão aos senhores 27. a) Controle privado da terra pelos senhores feudais e
feudais, consubstanciada no pagamento de tributos e existência de uma relação político-legal de coação
obrigações. Sua origem remonta à crise do escravismo (a servidão, obrigando os camponeses ao trabalho
antigo, ocorrida na fase final do Império Romano para o senhor).
(séculos III-V), quando gradualmente o trabalho escravo b) Devido à forma parcelada como se constituía a pro-
foi substituído pelo colonato (exploração do trabalho priedade, no contexto das relações de suserania e
em troca de subsistência e proteção militar). vassalagem.

24
13. D
cap’tulo 9 14. D
15. B
Baixa Idade MŽdia: Cruzadas 16. a) O fato de que foram guerras ofensivas, de ataque
e não provocadas. Segundo o autor, havia uma
1. D verdadeira din‰mica da violência nas Cruzadas,
originando uma ética cristã da guerra.
2. A
b) Por meio do questionamento sobre a forma como a
3. A Igreja estava conduzindo os desígnios de Deus na Terra.
4. a) O texto faz referência ao processo de formação e c) A ética cristã da guerra fundava-se no princípio se-
consolidação do feudalismo. Na esfera política, gundo o qual lutar contra os hereges (ou infiéis) e
destaca o enfraquecimento da autoridade dos reis e pela expansão do cristianismo é uma forma de ga-
o fortalecimento do poder local. No plano econômico, rantir a paz de Deus na Terra.
enfatiza a diminuição das atividades comerciais d) Resposta pessoal. Recentemente, no Oriente Médio,
decorrentes das mais variadas incurs›es militares. o Estado Isl‰mico buscou legitimar suas iniciativas
b) Na Baixa Idade Média a diminuição das guerras e a guerreiras por meio de um forte discurso religioso.
melhoria das técnicas agrícolas colaboraram para 17. a) Assassinato em massa (massacres), destruição de
o crescimento demográfico. monumentos, saques etc.
5. O autor refere-se ao cenário que dá origem ˆ chamada b) Trata-se do fundamento religioso, uma vez que os
Baixa Idade Média. Esse período é marcado pelo alvos da violência dos francos são os não cristãos:
desenvolvimento de novas técnicas de produção, muçulmanos e judeus.
pelo renascimento comercial e reflorescimento urbano, c) Para evitar que a igreja cristã fosse transformada em
elementos que darão início ao processo de declínio do um templo muçulmano, o que fatalmente seria feito
mundo feudal. por seus seguidores após o precedente de sua ora-
6. E ção. De fato, no local que escolheu para suas preces
Ð fora da Igreja Ð foi erguida mais tarde uma mesquita.
7. E
d) Observa-se nos últimos anos o crescimento da into-
8. E ler‰ncia e dos confrontos entre Ocidente e Oriente,
9. a) O historiador árabe apresenta os europeus como tendo como principal foco o mundo árabe. A publi-
assassinos que desrespeitaram a “cidade santa” e a cação desse livro no Ocidente seria uma forma de
religiosidade muçulmana. Evidências do quanto os tentar atenuar o clima de intoler‰ncia, divulgando o
árabes tendiam a enxergar os europeus como povos ponto de vista do “outro”.
de cultura inferior. Para muitos cristãos, os árabes

cap’tulo 10
eram tradicionalmente apresentados como um
povo possuidor de uma religiosidade que afrontava
o cristianismo e que haviam se apossado da cidade
sagrada de Jerusalém.
b) A ampliação dos contatos culturais e comerciais com Baixa Idade MŽdia: Renascimento
o mundo muçulmano e bizantino, principalmente comercial e urbano
através do Mediterr‰neo.
10. E 1. A
11. A 2. C

Respostas – Caderno de Exercícios


12. a) A finalidade mais imediata das Cruzadas era a 3. A
libertação dos lugares considerados sagrados pelo 4. a) A Liga Hanseática foi a união comercial de cidades
cristianismo no Oriente que estavam sob dominação do norte da Alemanha e do Báltico, que visava a
muçulmana. segurança e a expansão do comércio.
b) As Cruzadas, ao ampliar os contatos com os bizanti- b) Entre os fatores, mencionam-se: o comércio com o
nos e muçulmanos e facilitar a navegação pelo Me- Oriente, o desenvolvimento dos burgos e do sistema
diterr‰neo, contribuíram para ampliar as atividades monetário.
comerciais, principalmente das cidades italianas.
Desta forma, as Cruzadas favoreceram o Renasci-
5. A
mento comercial e urbano da Baixa Idade Média. 6. A

25
7. A 9. C
8. a) ƒ poss’vel identificar as diferen•as entre o lavrador 10. A
e o mercador. De acordo com o texto, para exercer 11. D
o of’cio de mercador era necess‡rio adquirir algum
tipo de instru•‹o, como saber calcular. Precisava 12. E
ainda dominar habilidades como a de estabelecer 13. C
rela•›es de comŽrcio. O lavrador, por sua vez, ficava 14. C
preso ˆ terra e vivia como servo.
15. B
b) Entre as caracter’sticas do renascimento cultural e
urbano est‹o: o fortalecimento dos burgos e o sur- 16. A nobreza ganharia novas possibilidades profissionais
gimento de um novo grupo social, a burguesia; o ao formar as cortes em torno do rei, alŽm disso, teria no
incremento das rela•›es comerciais entre feudos e monarca um aliado com poder militar para controlar os
cidades; o surgimento de feiras, casas banc‡rias e camponeses. Para a burguesia, o fortalecimento real re-
corpora•›es de of’cio e a retomada do comŽrcio de presentava maior unidade monet‡ria e maior agilidade
especiarias com o Oriente. nas atividades comerciais.

9. E 17. O texto deixa claro o car‡ter Òespont‰neoÓ e Òn‹o


planejadoÓ do processo, enquanto fruto do entrela•a-
10. A mento de diversos interesses individuais, muitas vezes
11. B visando satisfazer objetivos imediatos. Em meio a uma
disputa de poder entre diversas casas guerreiras, surgia a
necessidade de uma vit—ria, isso Ž, colocar cada vez mais

capítulo 11
territ—rios sob seu controle, sob o risco justamente de ser
obrigado a se subordinar a uma Casa guerreira vizinha.
Na mesma obra, Norbert Elias afirma claramente sobre as
disputas entre nobres no per’odo: ÒQuem n‹o sobe, caiÓ.
Baixa Idade Média: formação das 18. a) A rela•‹o foi marcada pelo discurso da intoler‰ncia
monarquias nacionais e de Òguerra santaÓ por ambas as partes, resultando
em grande viol•ncia, sobretudo no campo de
1. C batalha. Todavia, em ‡reas pacificadas acabava
2. C predominando uma certa toler‰ncia, de acordo com
os exemplos citados ocorridos no reino de Portugal.
3. E
b) De acordo com o texto, seu principal interesse era
4. a) Momento em que o rei franc•s, em atrito com a Igreja, econ™mico (Òn‹o queria prescindir de sua for•a de
nomeia um papa que ficou sediado em Avignon, e o trabalhoÓ).
alto clero da Igreja escolhe um segundo papa que
ficou sediado em Roma.
b) Ocorreu uma divis‹o da cristandade entre duas lide-
ran•as, fragilizando as estruturas eclesi‡sticas.
capítulo 12
5. A
6. C Baixa Idade Média: crise e
expansão comercial
7. C
8. Durante a Baixa Idade MŽdia se constitu’ram as monarquias 1. A
Respostas Ð Caderno de Exerc’cios

da Europa, muitas vezes denominadas de monarquias 2. E


nacionais. Um dos momentos mais importantes dessa
forma•‹o, na Inglaterra, foi a elabora•‹o da Magna Carta, 3. E
no sŽculo XIII, quando o rei Jo‹o Sem Terra, pressionado por 4. A associa•‹o entre peste e progresso est‡ relacionada
nobres e membros do alto clero, outorgou o documento aos avan•os relacionados ao incremento das atividades
que garantia direitos e liberdades, que representava a comerciais e urbanas.
limita•‹o do poder real. Nesse momento, a burguesia Ž Entre os fatores que contribu’ram para sua propaga•‹o,
uma classe nascente, pouco numerosa e ainda pouco podemos destacar: as condi•›es de higiene nas cidades; o
importante, mas que tem assegurado o direito ao livre desconhecimento das causas da doen•a e o interc‰mbio
comŽrcio no reino, com algumas garantias legais. entre as regi›es, facilitado pelas atividades mercantis.

26
5. a) O texto cita o comŽrcio de especiarias realizado pelos 16. a) Devido ao car‡ter incompleto das mudan•as sociais
fen’cios por volta do sŽculo XIV a. C.; o interesse por do per’odo (por exemplo, a nobreza jamais chegou
parte dos romanos no sŽculo II a. C. e o interesse dos a ser totalmente alijada do poder, bem como a
cruzados pelo produto no sŽculo XI. burguesia n‹o se constituiu em classe politicamente
b) Segundo o texto, as especiarias eram utilizadas para aut™noma durante os sŽculos em quest‹o); e ao
mascarar o gosto das carnes em decomposi•‹o e longo prazo em que se operaram as mudan•as.
para conserv‡-las. b) Na verdade, os governos necessitavam do dinheiro
da burguesia, na medida em que eram respons‡veis
6. C
por gastos crescentes, j‡ que consolidavam sua for•a
7. a) Dentre as raz›es podemos citar: a epidemia de peste e criavam um aparelho de poder.
negra, as guerras (dentre elas a Guerra dos Cem Anos c) A ruptura das hierarquias tradicionais, com a dimi-
entre Fran•a e Inglaterra), a fome e a desagrega•‹o nui•‹o do poder pol’tico-militar da nobreza feudal;
dos la•os de domina•‹o servil. a compartimenta•‹o da cristandade, com o Cisma
b) Trata-se da epidemia de peste bub™nica ou peste do Ocidente; a necessidade de enfrentar novas e
negra que era transmitida por pulgas presentes em mœltiplas tarefas com meios limitados, o que foi con-
ratos. A alta mortalidade, a falta de condi•›es m’- seguido com os recursos provenientes da burguesia.
nimas de higiene e o tr‰nsito de pessoas entre as

capítulo 13
cidades contribu’ram para a expans‹o da doen•a.
8. A
9. B
10. Fica evidente no texto que os jesu’tas sentiam-se na Cultura medieval
obriga•‹o de levar a fŽ cat—lica para terras distantes e
conquistar novos fiŽis. 1. D
11. a) Representou o dom’nio de novos territ—rios para a 2. E
Coroa e tambŽm o estabelecimento de uma nova
3. B
rota comercial que garantiu acesso a produtos
raros (especiarias) extra’das da costa africana e do
4. a) Em fun•‹o do modelo religioso crist‹o, que considerava
que a revela•‹o estava nas Sagradas Escrituras, n‹o
Oriente. O estabelecimento desses dom’nios pol’tico-
se observava a natureza para se deduzir explica•›es
-comerciais transformou a economia portuguesa
ou levantar hip—teses.
e consolidou seu papel de destaque no quadro
b) O fortalecimento da Igreja como institui•‹o, que con-
geopol’tico do sŽculo XV.
segue fazer prevalecer sua interpreta•‹o do cristia-
b) A expedi•‹o de Cabral foi importante para assinalar nismo, foi acompanhado do monop—lio da cultura
o dom’nio da Coroa em terras americanas e tambŽm letrada e de uma concep•‹o religiosa que considera-
para introduzir o continente na economia mercan- va que a busca da salva•‹o da alma (modelo agos-
tilista do sŽculo XV, primeiro como uma feitoria de tiniano) Ž a principal quest‹o para a humanidade.
extra•‹o de pau-brasil e depois como importante
5. A
col™nia agr’cola do ImpŽrio portugu•s.
6. C
12. a) Porque na Žpoca da elabora•‹o do mapa os conhe-
cimentos cartogr‡ficos dos europeus acerca de con- 7. a) A integra•‹o no Ocidente medieval europeu estava
tinentes como a Oceania, Ant‡rtida e AmŽrica eram fundada na identidade crist‹ Ð liderada pela Igreja,
incompletos, e muitas regi›es do globo ainda n‹o ti- que transmitiu a heran•a greco-romana Ð e no
interc‰mbio que as universidades permitiam ao
nham sido exploradas, com sua geografia mapeada

Respostas Ð Caderno de Exerc’cios


receber alunos e professores de diversas localidades.
e detalhada como nos dias atuais.
b) As universidades substitu’ram os mosteiros como cen-
b) Para confeccionar um mapa com essas caracter’sticas
tros de saber. Na transi•‹o dos mosteiros para as
no sŽculo XV eram necess‡rios conhecimentos tŽcnicos
escolas citadinas ocorre uma transforma•‹o dos con-
de representa•‹o cartogr‡fica, relatos de viajantes com teœdos, das formas e das finalidades das atividades
descri•›es detalhadas sobra a geografia local, alŽm de intelectuais. No centro do poder das escolas, uma
conhecimentos sobre navega•‹o e orienta•‹o. corpora•‹o de mestres e estudantes que, apesar de
13. D receber forte influ•ncia da Igreja, gozava de relativa
autonomia. Uma universidade completa era compos-
14. C ta de quatro faculdades: artes (que chamar’amos de
15. B letras e ci•ncias), medicina, direito e teologia.

27
8. a) A Idade Média legou importantes contribuições para 6. B
a posterioridade: inovações como um novo modo 7. a) Enquanto os mexicas desenvolveram a escrita,
de utilizar o moinho de vento e a invenção de um os incas a ignoravam. Apesar de não deixarem
novo tipo de arado; o desenvolvimento expressivo registrados calendários, como os mexicas, os incas
da arquitetura; e o desenvolvimento no campo das marcavam o tempo por meio da observação dos
ideias, a preservação e difusão da filosofia clássica astros, utilizando o ano solar.
e o modelo de universidade, vigente até hoje. b) Como o texto traz indícios, a agricultura tinha vital im-
b) A ideia de “Idade das Trevas” foi concebida no Renas- portância para os incas. Havia também um forte inter-
cimento e reforçada pelo Iluminismo. O senso comum câmbio de mercadorias no interior do império. Através
considera equivocadamente que a ausência de preo- do ayllu, utilizava-se o trabalho coletivo e temporário.
cupações científicas, que marcou os primeiros séculos 8. D
medievais, teria ocorrido durante os dez séculos de
Idade Média. As práticas inquisitoriais da Igreja leva- 9. B
ram à perseguição de pessoas e grupos que questio- 10. D
nassem a instituição. A própria Igreja era vista como
11. D
controladora do saber erudito. Outra instituição feudal
era a servidão, lembrada negativamente como a sub- 12. C
missão dos camponeses à exploração da nobreza. 13. a) Entre as estratégias adotadas pelos espanhóis durante
as disputas pelo domínio do México, é possível identifi-
9. A
car: uso de cavalos, armas de fogo, disseminação de
10. D epidemias e alianças com povos nativos adversários
11. B dos mexicas. Já os índios, de acordo com o texto, além
de superiores numericamente, desenvolveram arma-
12. B dilhas como fossas profundas nas quais espetavam
13. E paus em que as montarias eram empaladas, canoas
14. E “encouraçadas” resistentes às armas de fogo e ataques
noturnos ou em terreno coberto.
15. a) A universidade é o espaço em que se desenvolve o b) Esta acentuada queda demográfica entre os nativos de-
saber escolástico.
veu-se ao massacre promovido pelos espanhóis durante
b) O saber universitário está submetido ao controle da as guerras de conquista e à disseminação de doenças
Igreja e está submetida ao poder pontifício e a seu contra as quais os índios não tinham resistência.
controle doutrinário.
14. Ao rotular os habitantes do Novo Mundo de “selvagens”,
c) Considera seu saber superior àquele que é produzido
os europeus abriam caminho para o seu extermínio, uma
no mundo exterior e procura distanciar-se de outras
vez que lhes era negada a humanidade. Além disso,
fontes de conhecimento.
justificava-se a imposição de uma nova cultura, sob
a desculpa de salvá-los da barbárie. Dentro do ponto

capítulo 14
de vista do relativismo cultural, é a atuação genocida
de conquistadores europeus como Fernão Cortez e
Francisco Pizarro que poderia ser considerada “bárbara”.
15. C
Introdução à Idade Moderna
16. C
1. A 17. C
2. E 18. D
Respostas Ð Caderno de Exercícios

3. C 19. D
4. a) A citação à fertilidade aponta para um indício de 20.C
atividades agrícolas. A existência de numerosas feiras
21. Por meio do convívio com portugueses surgido a partir
para relações comerciais intensas.
do casamento, as mulheres ensinavam o modo de vida
b) Ocorre uma fragmentação em aldeias, mas submeti- local aos europeus, quase sempre portugueses. Como
das ao poder central de um sultão que busca impor resultado, facilitavam-se as relações e o comércio entre
sua autoridade. O texto também cita um mensageiro, africanos e europeus, bem como surgia um novo modo
vestígio de uma máquina burocrática. de vida (uma nova identidade?), fruto do aportuguesa-
5. E mento das mulheres e africanização dos maridos.

28
12. a) Revolução científica. Também serão aceitos: Renas-ci-
capítulo 15 mento científico e Renascimento da ciência moderna.
O Renascimento científico pode ser enquadrado no
contexto do Renascimento cultural que, ao contrário
Idade Moderna: Renascimento cultural do senso comum, não deve ser vinculado apenas
à arte, mas a toda produção cultural guiada pelo
1. E racionalismo, espírito crítico, antropocentrismo e hu-
manismo.
2. B
b) Poderão ser citados: o racionalismo, o empirismo, o
3. O texto de Nicolau Sevcenko enfatiza o humanismo antropocentrismo, a experimentação, a observação.
renascentista, que fez do homem o ponto de O racionalismo se contrapõe ao dogmatismo (a cren-
convergência para o saber. Os estudos dos humanistas, ça em verdades absolutas e universais), dessa forma
que valorizavam intensamente a produção da está associado ao senso crítico e à possibilidade
antiguidade greco-romana, pretendiam evidenciar a de levantar e discutir novas hipóteses em todos os
capacidade criadora do ser humano, expressa, por campos do saber. O antropocentrismo não deve ser
exemplo, nas artes. percebido apenas como “o homem no centro”, pois
4. Entre os séculos XIV e XVI, um conjunto de transforma- representa a preocupação em entender e, nesse
ções econômicas, sociopolíticas e culturais contribuiu sentido, em dar importância ao ser humano.
para a desestruturação dos valores da sociedade c) O estudante poderá destacar, dentre outros: o choque
medieval no Ocidente europeu. O Renascimento, entre as concepções teocêntricas e da Igreja Cató-
como movimento filosófico e artístico, e as ideias hu- lica e as baseadas no empirismo e no racionalismo.
manistas integraram esse conjunto de mudanças, Também será considerada a identificação das rea-
viabilizando a difusão de determinadas práticas e ções que este processo produziu na Igreja, a exemplo
valores culturais associados ao surgimento de tempos do acirramento das perseguições aos adeptos desta
novos, então denominados de modernos. Destacam- nova forma de pensar e da condenação de diversas
-se, como características da cultura renascentista, obras de intelectuais da época. Além de obras con-
simbolizadoras desses novos tempos, os seguintes denadas, diversos intelectuais foram condenados e
aspectos: executados na fogueira, destacando-se como princi-
• a valorização do indivíduo, traduzida na proliferação pais exemplos Giordano Bruno e Galileu Galilei (que
de retratos de famílias, em cenas da vida privada, para fugir à condenação negou suas teorias).
como no quadro O casal Arnolfini, de Jan Van Eyck, 13. a) Com sua obra, Copérnico rompeu com a visão
simbolizando a expansão dos valores burgueses; teocêntrica cristã predominante na Europa ocidental
• o aprimoramento de novas técnicas de pintura, ba- medieval, estruturada no geocentrismo, ao conceber
seadas na perspectiva matemática e no uso do “cla- o heliocentrismo.
ro/escuro”, na busca de representações mais realistas b) A invenção do telescópio permitiu observações ce-
do mundo;
lestes que confirmaram as teses de Copérnico.
• a crítica ao teocentrismo e a difusão do humanismo,
c) O estudo da astronomia estimulou as grandes na-
na forma da valorização da liberdade individual, da
vegações ao oferecer a possibilidade do desenvol-
razão e do conhecimento baseado na observação
vimento de técnicas de orientação em alto-mar. As
da natureza.
próprias navegações, por sua vez, iriam exigir um
5. C desenvolvimento ainda maior da astronomia.
6. A 14. D

Respostas Ð Caderno de Exerc’cios


7. C 15. E
8. O tema religioso é uma evidência das heranças 16. B
medievais, mas seu modelo dialoga com o naturalismo
17. E
das esculturas gregas. Além disso, podemos associá-la
ao antropocentrismo, pela maneira como apresenta um 18. C
homem capaz de derrotar o gigante. 19. E
9. D 20.A
10. C 21. D
11. C 22.D

29
23. D 11. D
24.a) A Òvalorizaç‹o da arteÓ significou que as obras de arte 12. E
passariam a ter um valor em dinheiro. Muitas vezes,
13. E
a partir de ent‹o, os artistas passaram a orientar
sua produç‹o para o mercado, acabando com a 14. a) Para Martinho Lutero, a salvaç‹o do homem d‡-
espontaneidade e mesmo individualidade da obra. -se pela fé e pela escolha de Deus, ou seja, pela
b) A nova realidade do mundo é marcada pelo predo- predestinaç‹o.
m’nio das atividades mercantis, sob o impacto da b) A Igreja Católica reagiu ˆ Reforma Protestante por meio
consolidaç‹o do capitalismo. A partir da’, define-se da catequese, do restabelecimento da Inquisiç‹o com
um ritmo de vida ditado pelo mercado, pelo trabalho o Tribunal do Santo Of’cio, do controle sobre a educa-
e pela produç‹o, um ritmo onde Òtempo é dinheiroÓ. ç‹o e o êndice de Livros Proibidos e da reafirmaç‹o
A arte, cujo tempo é o da contemplaç‹o, do ócio e da infalibilidade papal. Essas medidas constitu’am o
da n‹o produç‹o, vê seu sentido esvaziar-se diante movimento que ficou conhecido como Contrarreforma.
de pessoas incapazes de apreci‡-la. 15. E
c) Seu comportamento singular gerava todo tipo de 16. E
problema de sociabilidade. Sua solid‹o gerava uma
tens‹o interior que transbordava em sua arte.
17. A
18. A
19. B
cap’tulo 16 20.a) Lutero, apesar de se aproximar do individualismo
renascentista ao defender a livre interpretaç‹o da
B’blia, estava longe de ser um homem das ciências.
Idade Moderna: Reforma religiosa Suas preocupações teológicas em momento algum
questionavam a vis‹o preconizada pela Igreja de
1. B que o homem seria a grande criaç‹o divina, e que,
2. B por isso estaria no centro do Universo.
b) Elementos que o aluno poder‡ discutir nesse item: o
3. B
modelo teocêntrico que colocava o homem no centro
4. Na sociedade, destaca-se a ascens‹o da burguesia, a do Universo; o questionamento que a Igreja sofria na
crescente urbanizaç‹o e o desenvolvimento das univer- transiç‹o da Idade Média para a Idade Moderna; a
sidades. Na pol’tica, o fortalecimento de outras esferas noç‹o escol‡stica de que o conhecimento só teria
de poder associadas ˆs cidades ou ˆ centralizaç‹o mo- sentido se justificasse os preceitos estabelecidos pela
n‡rquica. Na economia, o desenvolvimento de pr‡ticas B’blia; a tradiç‹o humanista de acreditar na capaci-
associadas ao comércio (bancos, ampliaç‹o dos lucros, dade humana de investigar o Universo; a valorizaç‹o
artesanato, trabalho assalariado, etc.). da investigaç‹o cient’fica assumida por muitos renas-
centistas em oposiç‹o ao modelo escol‡stico.
5. Espera-se que o/a estudante identifique ao menos
duas das seguintes especificidades do protestantismo

cap’tulo 17
luterano em relaç‹o ao catolicismo: salvaç‹o pela fé,
interpretaç‹o livre das escrituras b’blicas, negaç‹o da
autoridade do papa e reconhecimento de apenas dois
sacramentos: batismo e eucaristia.
6. C Idade Moderna: Absolutismo
7. A 1. A
Respostas Ð Caderno de Exerc’cios

8. D 2. D
9. a) Critica a concentraç‹o de terras e a exploraç‹o dos 3. a) Apesar de o Estado absolutista ter preservado inœ-
senhores sobre os servos por meio de impostos. meros elementos feudais – notadamente na quest‹o
b) Pr’ncipes e nobres reprimiram o movimento com o apoio social abordada no texto de Perry Anderson –, a cen-
de Lutero, que defendia a manutenç‹o do poder dos tralizaç‹o do poder representou uma ruptura pol’tica
nobres que o apoiaram no confronto com a Igreja. significativa, em relaç‹o ˆ fragmentaç‹o do per’odo
10. A valorizaç‹o do trabalho como um sinal da predestinaç‹o feudal. Na an‡lise da quest‹o social, o autor afirma
e a n‹o condenaç‹o da acumulaç‹o de riquezas através que o absolutismo n‹o representou a afirmaç‹o de
das atividades mercantis. uma burguesia mercantil, mas a manutenç‹o da

30
nobreza no poder em torno do rei, adaptada às mu- 12. E
danças associadas ao desenvolvimento comercial.
13. B
Para afirmar-se como estrutura dominante de poder,
o Estado absolutista buscou ampliar os vínculos com 14. Podem ser citadas duas das práticas a seguir: monopólio
do exercício da força; formação de um exército regular;
a nobreza.
respeito às leis fundamentais do reino; concentração de
b) O grupo dominante é a nobreza, atraída para as
poder político nas mãos do soberano.
cortes que gravitam em torno do monarca. O Esta-
do estaria vinculado aos interesses da nobreza e às 15. A
necessidades de manutenção do poderio sobre as 16. C
“massas camponesas”, um modelo marcadamente 17. A
aristocrático na ocupação dos cargos públicos, nos
privilégios associados ao nascimento e na estrutura
18. A
tributária que favorecia a nobreza. 19. A
c) Entre as características, podem ser citadas: política 20.A
econômica mercantilista; manutenção de grandes
21. D
contingentes militares; grande concentração de
poderes nas mãos do monarca e da corte que
22.E
gravitava em torno do Estado; predomínio da justi- 23. C
ficativa religiosa para o poder do monarca (teoria 24.C
do direito divino); marginalização das camadas
populares. 25. C
4. C 26. E
5. D 27. C
6. B 28. E
7. A 29. E
8. C 30.a) De acordo com o texto de Christopher Hill, os valores
que inspiravam a oposição à tradicional monarquia
9. a) O termo “balança comercial” refere-se à diferença entre inglesa dos Stuart eram: “a busca por dinheiro”, que
as exportações e as importações realizadas por um caracterizava as práticas capitalistas da burguesia
país. Exportações maiores que as importações indicam mercantil, e a adoração a Deus baseada no
uma balança comercial favorável – o que significava individualismo e na livre interpretação da Bíblia,
a entrada de divisas e a possibilidade de um maior típica de alguns grupos protestantes, como os
acúmulo de capital e, consequentemente, maior puritanos.
fortalecimento dos Estados Nacionais. Dentro dessa
b) A Revolução Inglesa transforma em definitivo a estru-
lógica, obter uma balança comercial desfavorável
tura política do país, na medida em que o converte
(importações maiores que as exportações) configurava
em uma monarquia parlamentar, em que o poder
uma situação indesejável.
legislativo estaria sob controle de representantes
b) Ao longo do século XVIII, as preocupações com
eleitos, fortemente influenciados por interesses da
a obtenção de uma balança comercial favorável
ascendente burguesia, e as atribuições do monarca
dominavam as políticas econômicas europeias, no
e os direitos dos cidadãos estariam definidos em uma
rastro de três séculos de mercantilismo. Se, por um
constituição, a Bill of Rights.

Respostas Ð Caderno de Exerc’cios


lado, o comércio internacional francês apresentava
oscilações, o inglês, por outro, tendia a ser cons - 31. B
tantemente alimentado por um setor manufatureiro 32. A Revolução Gloriosa é parlamentar porque, de acordo
em franca expansão. Como principais potências com a Bill of Rights, o poder passou a ser exercido a partir
político-econômicas europeias, França e Inglaterra do Parlamento (artigos 1 e 13), cabendo ao rei um papel
mantinham intenso comércio com a América e sen- simbólico. É burguesa porque aboliu o absolutismo e o
tiram os efeitos da crise do antigo sistema colonial rígido controle que o Estado exercia sobre a economia, o
no final do século. que teve como resultado uma aceleração dos negócios
10. E e enriquecimento da burguesia.
11. E 33. D

31
34.C e privada e da autonomia. Nesse sentido, alguns
desses elementos encontram-se no segundo docu-
35. D
mento. Para Maquiavel, o governante deve apenas
36. B aparentar ser religioso para alcançar a admiração
37. A de seus sœditos, não se orientando pelo princípio
cristão. Para manter-se no poder, o governante pre-
38. A
cisará fazer o mal, usando da razão para decidir
39. A quando essa ação será necessária. Escrevendo em
40. A Alemanha, parte do Sacro Império Romano - Germânico, um contexto no qual o processo de orientação da
não havia passado por um processo de centralização vida humana ganha gradualmente autonomia em
monárquica. Como resultado, faltava aos alemães a relação à orientação moral da Igreja Católica, Ma-
organização financeira e administrativa de um estado, quiavel separa religião (moral religiosa) e política
impossibilitando a organização ou manutenção de (ética política).
um exército de força equivalente ao das monarquias 46.a) A formação dos Estados-nação pressupõe um
europeias centralizadas. território delimitado sobre o qual incide uma lei e
41. Dentre as duas medidas que auxiliaram a afirmação cujos cidadãos possuam uma mesma cultura, ou
do absolutismo político, poderiam ser citadas: práticas seja, falem a mesma língua e possuam os mesmos
mercantilistas, colonização de novos territórios, criação hábitos. Embora no século XVI esse processo ainda
de relações de controle e convivência com a nobreza, seja incipiente, seu registro em Utopia, quando Morus
montagem de um corpo administrativo (burocrático). se refere à população da ilha, aponta o movimento
Além, disso, poderiam ser citadas antigas medidas que de ordenação das monarquias nacionais.
remontam ao final da Idade Média, como a criação b) Vários elementos integram as críticas dirigidas ao
de um exército nacional, organização de tribunais absolutismo. Essas críticas, por sua vez, podem ser
nacionais com juízes nomeados pelo rei, unificação identificadas em três circunstâncias da narração:
da moeda e cobrança de impostos. em Utopia, o governante e os representantes das
Entre os fatores que funcionaram como resistência famílias são eleitos, mesmo que seu cargo seja vi-
ao processo de centralização políticas, poderiam ser talício. No absolutismo, o governante não era eleito,
lembrados: existência de poderes tradicionais ligados pois o direito divino dos reis era resguardado por
à nobreza e ao clero, ascensão da burguesia, revoltas lei; na ilha, há mecanismos legais e institucionais
populares, agitação religiosa. que têm por objetivo impedir a tirania e restringir
42.B que interesses individuais se sobreponham aos in-
teresses da população como um todo Ð há, assim,
43.A
a demarcação de um princípio de soberania em
44.Mobilidade horizontal, ou seja, dentro do mesmo grupo. nome do interesse pœblico, que se sustenta na lei,
No Antigo Regime, a posição social era determinada maior do que a ação da liderança. No absolutis-
pelo nascimento e, no caso da nobreza, privilégios eram mo, a soberania popular inexiste; na comunidade
herdados. A desigualdade social era vista como algo ideal de Morus, as leis não podiam ser alteradas
natural, concepção que permanecia na Europa desde pelo governante, sem consulta e deliberação de
a Idade Média. uma assembleia popular. No contexto absolutista,
45.a) O pensamento medieval alicerça-se no princípio as Assembleias representativas eram convocadas
cristão. Nesse sentido, no primeiro documento, o para a resolução de questões pontuais (impostos,
governante deve guiar-se por tal princípio. Não por exemplo) e o rei poderia alterar leis sem a deli-
há, para Santo Agostinho, a separação entre os beração da Assembleia.
Respostas Ð Caderno de Exerc’cios

princípios morais, religiosos e políticos. Ao responder 47. O Estado absolutista apresenta um caráter aparentemente
às críticas que vinculavam a queda do Império paradoxal, de transição, na medida em que mantém a
Romano ao abandono dos cultos pagãos e à propriedade e os privilégios aristocráticos, ao mesmo
associação entre os governantes e o cristianismo, tempo em que garante interesses básicos da burguesia.
Santo Agostinho pretende demonstrar que somente Observa-se o sentido do capitalismo em uma época
um governante fiel ao Deus verdadeiro consegue anterior à produção em massa, ou seja, quando a
manter-se no poder. Ao fazer isso, o filósofo submete burguesia não necessitava ter o controle social da
a política à religião. maioria dos trabalhadores de um Estado, podendo
b) O pensamento moderno alicerça-se nos princí- estes, portanto, serem mantidos na esfera de influência
pios da razão, da separação das esferas pœblica da nobreza.

32
Respostas – Caderno de Exercícios 2
13. a) Trata-se de um engenho; a moenda é a instalação
capítulo 18 movida pela água; a mão de obra predominante é
a escravidão africana e o produto processado é a
cana-de-açúcar.
América colonial: o complexo b) Angola fornecia mão de obra para a região cana-
açucareiro no Brasil vieira de Pernambuco.
14. C
1. B
15. C
2. B
16. C
3. A
17. E
4. B
18. D
5. O significado dos termos está vinculado ao fato de a
colônia não possuir autonomia; sua função era com-
19. A importação de mão de obra africana justificava-se
pela oposição da Igreja Católica à utilização do indígena
plementar a economia metropolitana, sem poder esta-
como escravo, pela dificuldade de apresamento dos
belecer relações comerciais com outras nações além
indígenas, em função de seu afastamento para o
daquela que a dominava.
interior, e pela lucratividade do tráfico internacional
Os termos podem ser relacionados ao mercantilismo. de escravos, que favorecia traficantes e a Coroa
6. a) As funções das colônias eram enriquecer as suas portuguesa. Também citamos a alta mortalidade de
metrópoles por meio do fornecimento de produtos indígenas, devido ao contágio por doenças trazidas
comerciáveis e metais preciosos, da aquisição de por europeus.
escravos e de bens manufaturados. 20.a) Os escravos constituíam as bases fundamentais da
b) As metrópoles revendiam a produção das colônias mão de obra da economia colonial.
no mercado europeu e nos mercados internos, man- b) Antonil observa que muitas vezes os castigos são ex-
tendo suas balanças comerciais superavitárias. cessivos e a vestimenta e a alimentação, impróprias,
c) As metrópoles centralizavam os maiores lucros ao indicando um desequilíbrio no tratamento dado aos
revenderem produtos coloniais e tropicais no mer- escravos. Segundo o autor, deveria ocorrer um maior
cado europeu, além de poderem acumular metais equilíbrio no trato com as pessoas escravizadas entre
preciosos extraídos das suas colônias. os castigos, as vestimentas e a alimentação.
7. E 21. E
8. D 22.C
9. E 23. B
10. D 24.a) Podemos citar, entre os vários ingredientes presentes
11. A na composição, difundidos no Brasil colonial durante
12. a) Homero e Caminha descrevem as sociedades “estran- o processo de colonização:
geiras” dos ciclopes e dos indígenas do ponto de vista • o torresmo, a carne seca e o paio: esses produtos fo-
grego e cristão, respectivamente. Ambos destacam as ram trazidos para o Brasil com a migração portuguesa

Respostas Ð Caderno de Exerc’cios


características das suas culturas nas sociedades que e foram disseminados por várias regiões do Brasil,
estão descrevendo. Enquanto Homero enfatiza valo- principalmente no Sul e Nordeste, por se adaptarem
res políticos presentes na sociedade grega, Caminha à necessidade de preservação dos alimentos por
descreve os indígenas por meio dos valores religiosos. longos períodos;
b) Caminha evidencia um plano religioso, de cate- • a laranja e o arroz: esses produtos foram dissemina-
quização. Já o objetivo econômico pode ser com- dos no Brasil pela colonização portuguesa por meio
preendido pelo “sentido da colonização”, ou seja, do comércio com o Oriente, especialmente Índia e
obter riquezas nas áreas coloniais. As economias das China, de onde foi trazida, por exemplo, a laranja;
colônias deveriam complementar as economias me- • a pimenta e a mandioca: a pimenta malagueta era
tropolitanas, segundo os preceitos mercantilistas. original das regiões tropicais da América e fazia parte da

13
culinária indígena. A mandioca, fundamental na dieta
indígena, foi incorporada ao regime alimentar da popu-
lação colonial, sendo consumida sob a forma de farofa;
capítulo 19
• o feijão: embora exista uma variedade europeia des-
se produto, o feijão disseminado no Brasil é de origem Vida política e cultural
americana, tendo sido incorporado à culinária colo- na América colonial
nial em função da facilidade de acesso.
b) A receita da feijoada mistura vários ingredientes, oriun- 1. E
dos de diversas culturas. No contexto do mundo colo-
2. A
nial, diante das condições impostas pelo cativeiro, os
escravos incorporavam ao seu regime os alimentos que 3. D
estavam à disposição. Essa incorporação revela o con- 4. a) O interesse da metrópole era povoar o território e
tato e a fusão de diferentes culturas, tendo como eixo utilizar a doação de terras como forma de incentivar
a cultura escrava – exemplificada na culinária. Nesse particulares arcarem com os gastos com a colonização.
sentido, a “feijoada completa” não é apenas um prato b) Não havia uma estrutura administrativa metropoli-
típico da cultura brasileira, mas expressa também a tana forte e centralizada no Brasil colonial. O poder
vitalidade da miscigenação étnica e cultural do Brasil,
ficava a cargo das elites locais.
desde o período colonial. Registre-se também que a
técnica de mistura de alimentos já se encontrava dis- 5. Poderiam ser citadas:
seminada na Europa, em pratos como o cassoulet fran- • participar da administração da Justiça;
cês, o cocido espanhol e a escudella da Catalunha, • inspecionar o abastecimento de gêneros;
que, por sua vez, remete-se à olla podrida medieval. • supervisionar os terrenos e vias públicas;
Como lembra Câmara Cascudo, “o que chamamos
• negociar junto à monarquia os interesses da região;
‘feijoada’ é uma solução europeia elaborada no Brasil.
Técnica portuguesa com material brasileiro”. • em alguns conselhos, administrar tributos especifica-
mente locais e gerar posturas municipais.
25. Entre os objetivos da Coroa portuguesa com a implanta-
ção da empresa açucareira no Brasil podemos citar: 6. a) Membros da elite colonial, ou seja, latifundiários,
conhecidos como “homens bons”.
• fixar a população portuguesa à terra;
• garantir o controle político do território por Portugal; b) Podemos citar a fiscalização do cumprimento das
• comercializar mercadorias de alto valor no mercado leis, a arrecadação de tributos, a administração os
europeu; contratos e a organização da defesa local.
• garantir rendas à Coroa portuguesa por meio da pro- 7. A
dução de gêneros de valor comercial;
8. D
• garantir o monopólio do Atlântico Sul e, consequen-
temente, da rota marítima para o Oriente; 9. B
• afirmar a preponderância portuguesa no cenário das 10. D
grandes nações europeias do século XVI.
11. Podemos destacar como objetivos políticos a maior
Entre as características da economia colonial que centralização administrativa e a presença do poder
comprovam o seu dinamismo interno destacam-se: metropolitano na colônia. Entre os objetivos econômicos,
• a existência de atividades econômicas utilizando estavam o aumento da arrecadação tributária; como
mão de obra livre; objetivo estratégico, a defesa do território.
• o desenvolvimento de relações comerciais internas e
12. C
com outras regiões, apesar das proibições caracte-
Respostas Ð Caderno de Exerc’cios

rísticas do monopólio metropolitano; 13. D


• a existência de uma quantidade de capital circulante 14. A
na colônia, empregado não só no tráfico negreiro como
também na criação do gado e na lavoura de subsistên-
15. C
cia, voltadas principalmente para o mercado interno. 16. Por facilitar a sobrevivência de grande número de
O texto destaca principalmente os objetivos econômicos, escravos fugidos, e por utilizar táticas de ataques às
enumerando atividades produtivas e destacando o propriedades próximas, os quilombos representavam
dinamismo da colônia, que pressupõe a existência da uma forma mais eficiente de resistência, atraindo,
pequena propriedade voltada para a subsistência ou portanto, mais escravos e provocando medo entre os
a pecuária, desenvolvida a partir do trabalho livre. grandes proprietários.

14
Poderiam ser citadas duas entre as seguintes formas de b) Entre as realizações da administração de Nassau
resistência escrava: suicídio, infanticídio, assassinato de destaca-se a construção da Cidade Maurícia
feitores esenhores, aborto das escravas, destruição dos (Mauritzstadt), próxima a Recife, sob a orientação
meios de produção das propriedades e automutilação. do arquiteto Pieter Post. Pretendia criar uma cidade
17. A cultura africana resistiu em meio ao processo de planejada segundo os padrões flamengos, que per-
aculturação. O candomblé, a capoeira, a congada, o petuasse o convívio entre colonos e invasores e que
samba e outras manifestações culturais do Brasil atual deveria ser um marco na sua administração.
permitem constatar a permanência de elementos da Com a Insurreição Pernambucana (1645-1654) e a ex-
cultura africana que resistiram ao processo colonizador. pulsão dos holandeses, a Cidade Maurícia foi destruída.
18. C 29. C
19. B 30.E
20.B 31. E
21. a) Os franceses que se estabeleceram no Rio de Janeiro
32. B
em meados do século XVI, sob a liderança de Nicolau
Durand de Villegaignon, eram huguenotes (calvinistas). 33. D
Perseguidos pelo governo católico da França, busca-

cap’tulo 20
ram refúgio no Brasil e fundaram um núcleo protestante
denominado França Antártica. Após longa resistência,
foram expulsos do litoral carioca por forças luso-brasi-
leiras, na época do Governo-Geral de Mem de Sá.
b) No início do século XVII, outro grupo de franceses América colonial: caminhos e fronteiras
tentou se estabelecer no Maranhão, fundando a cha-
mada França Equinocial. Desse período, destaca-se 1. C
a construção de um forte e, no seu entorno, de um 2. B
povoado denominado São Luís (homenagem ao rei
da França, Luís IX). 3. C
22.Entre as razões para as invasões francesas, podemos 4. O fato de a Inglaterra não adotar a mesma rigidez mer-
citar a tentativa de estabelecer uma colonização no Rio cantilista imposta pelas metrópoles ibéricas, além das
de Janeiro, o interesse no tráfico do pau-brasil e também Revoluções Inglesas do século XVII, que enfraqueceram
a perspectiva da criação de um espaço de refúgio para o Estado Inglês e favoreceram a formação de uma ad-
huguenotes e outras vítimas de perseguição religiosa. ministração local.
23. A Outro aspecto foi a ausência do governo inglês
24.B nas colônias do norte, aliado à colonização por
comunidades religiosas que buscavam construir um
25. E
novo lar, distante do controle metropolitano.
26. D
5. O aluno poderá citar as perseguições religiosas e os
27. Portugal teve acesso às riquezas das colônias espanholas altos índices de desemprego e subemprego, derivados
e a Espanha, por sua vez, acesso ao comércio das do processo de expropriação rural.
colônias portuguesas na África, nas Índias e no Brasil. As
duas Coroas unidas formaram um dos maiores impérios No final do século XVI e início do XVII, a Inglaterra
coloniais da história, integrando as áreas exploradas vivia um momento conturbado. A religião oficial era
localizadas em todos os oceanos do mundo aos mercados o anglicanismo e, por consequência, seguidores de

Respostas Ð Caderno de Exerc’cios


europeus. diversas outras denominações protestantes, sobretudo
os puritanos (calvinistas) passaram a ser perseguidos.
28. a) João Maurício de Nassau, o príncipe de Nassau, foi
Além disso, os cercamentos dos campos (transformação
o governador de ocupação no intervalo entre 1637 e
das áreas de cultivo em pastos para criação de
1644 no Nordeste sob o domínio dos holandeses. Era
ovelhas) também contribuíram para que milhares de
um funcionário da Companhia Holandesa das Índias
camponeses (arrendatários e pequenos proprietários)
Ocidentais e durante sua administração procurou
arruinados rumassem para as cidades, que ficaram
estabelecer um convívio razoável entre as tropas de
saturadas. A saída para essa crise de cunho religioso e
ocupação e os colonos. Patrocinou a vinda de pin-
econômico foi imigrar para a América do Norte.
tores, naturalistas e incentivou a tolerância religiosa
entre católicos, protestantes e judeus. 6. A

15
7. C b) A construção do mito implica na exaltação de as-
pectos vistos como positivos e carecem de uma aná-
8. B
lise mais aprofundada do papel desenvolvido pelo
9. B elemento mitificado. No caso dos bandeirantes, a
10. B historiografia tradicional omite o confronto com índios
e jesuítas, com ataques às missões e a captura dos
11. D
nativos para escravizá-los ou vendê-los como escra-
12. C vos. Omite ainda a ação de alguns bandeirantes
13. A na liderança dos movimentos que se enfrentavam
14. A e a destruição dos quilombos, a mando de grandes
proprietários rurais e dos governantes.
15. a) A partir da leitura do texto, o aluno poderia identificar:
• Organização política semelhante à europeia
24.a) De acordo com o texto, as condições de ventos e
marés no litoral do Brasil constituíam um obstáculo ao
(dinastias/impérios/Estados).
tráfico de escravos indígenas por mar, diferentemente
• Grandes redes comerciais (inclusive de tráfico de
do tráfico negreiro cujo transporte entre a África e a
escravos anterior à chegada dos europeus).
costa brasileira era favorecido. Isso se explica em razão
• Diversidade étnica e cultural.
do movimento das correntes marítimas no Atlântico
b) O tráfico de escravos, que na África era praticado Sul em direção ao Brasil e o conhecimento que
por meio do escambo (isto é, a troca não monetária), navegadores portugueses tinham da movimentação
mesmo antes da chegada dos europeus, inseria-se dessas correntes.
no contexto do projeto mercantilista da Idade Moder-
b) Considerando-se o bandeirismo de apresamento,
na. Essa política foi responsável pelo enriquecimento
sobretudo a partir de São Paulo, é possível afirmar
metropolitano e, ao mesmo tempo, estabeleceu um
que essa atividade foi favorecida pelas condições
regime de mão de obra que dificultava o estabe-
geográficas, tais como: a rede fluvial, as condições
lecimento de um mercado interno na colônia. Os
do relevo e a regularidade das chuvas.
escravos eram comercializados nas áreas coloniais
para serem utilizados como mão de obra dentro do 25. D
sistema do plantation colonial, reduzindo os custos 26. D
de produção e aumentando o lucro das metrópoles. 27. B
16. B 28. D
17. A 29. A estrutura de exploração da colônia baseou-se nos
18. D interesses mercantilistas de sua respectiva metrópole.
19. A Sob esse ponto de vista, Portugal interessou-se pela
agricultura em grande escala da cana-de-açúcar e,
20.B posteriormente, pela mineração como fontes de riqueza.
21. B Nesse sentido, a pecuária foi uma atividade comple-
22.D mentar, destinada ao mercado interno e que não re-
23. a) A historiografia tradicional – principalmente paulista – presentou fonte de lucro para a metrópole. A partir da
retrata os bandeirantes como heróis, responsáveis por pecuária, as regiões onde se desenvolveram a agricul-
grandes façanhas, tanto no que se refere à conquista tura e a mineração foram abastecidas de animais para
e à ocupação de novos territórios como à descoberta o transporte e mesmo de carne.
de pedras e metais preciosos, sempre enfrentando e su- 30.A
Respostas Ð Caderno de Exerc’cios

perando as adversidades naturais, doenças tropicais e 31. E


os ataques indígenas. Teriam contribuíram dessa forma
para o alargamento do território e para o enriquecimen- 32. Falso. A grande expectativa dos portugueses era quanto
to do Brasil. Apesar de ser um elemento da sociedade ao ouro, que demorou a ser encontrado nas regiões
colonial, tal mito foi construído no século XX, em 1932, interioranas no centro do Brasil. Apesar de ter fundado a
quando da Revolução Constitucionalista contra o go- Colônia de Sacramento às margens do Rio do Prata e de
verno Vargas, movimento que procurou congregar “os existirem interesses econômicos no comércio da região,
paulistas”, independentemente de condição socioeco- ela nunca foi prioridade do Estado lusitano. Por outro
nômica ou de opção política, em uma grande aliança lado, nunca houve a entrega da região amazônica aos
contra o governo federal, e que buscou fortalecer o espanhóis.
“sentimento regionalista”, do “povo paulista”. 33. E

16
17. a) Vieira afirma que após a morte haverá uma
capítulo 21 compensação para a escravidão no Céu. Nesse
sentido, justifica a escravidão e cita a Bíblia para
afirmar que “os que fazem sua obrigação” (por
América colonial: a mineração exemplo, escravos no trabalho) serão recompensados.
b) A “cruz” é vista como um sofrimento que trará recom-
1. C pensa no futuro; a moral da “cruz para os outros”
2. E seria aceitar ou impor o sofrimentos somente para
os outros. Segundo Bosi, trata-se de comportamento
3. D recorrente identificar no sofrimento uma virtude e, na
4. B prática, explorar o sofrimento alheio.
c) Vieira justifica a escravidão, assume a moral da
5. A
“cruz-para-os-outros” e, segundo Bosi, não consegue
6. B se opor aos interesses dos senhores de engenho.
7. D 18. A exploração de ouro deixou uma economia devastada
8. De acordo com a determinação legal do governador Artur na colônia, uma vez que a maior parte da riqueza pro-
de Sá e Menezes, datada de 26 de março de 1700, a venda duzida foi enviada para o exterior. Em Portugal, o ouro
de escravos da região Nordeste para as áreas auríferas do Brasil serviu para financiar o luxo da Corte, manifesto
de Minas Gerais provocaria a redução da produção de na construção de igrejas e palácios. Finalmente, a refe-
rência às fábricas na Inglaterra relaciona-se com o fato
açúcar e de alimentos (mandioca) e, consequentemente,
de que o ouro do Brasil acabou sendo enviado para
queda na receita tributária da Coroa.
esse país, que se industrializava na segunda metade
9. a) Em Minas Gerais, durante o século XVIII, existiam os do século XVIII.
seguintes métodos para a cobrança do quinto:
19. a) A exuberante riqueza gerada pela atividade mine-
1– O minerador declarava à Intendência a quantidade radora ao longo do século XVIII, em íntima cone-
de ouro que havia extraído e sobre ela pagava o xão com a expansão do comércio e dos serviços
quinto. O sistema era falho e sujeito a todo tipo de da vida urbana, permitiu que uma parte da renda
fraude e sonegação, por ser declaratório e pela fosse transferida para as irmandades religiosas. Essas
deficiência da fiscalização. instituições foram as responsáveis pela construção
2 – Com a entrada em funcionamento das Casas de de inúmeras igrejas no período.
Fundição (1725), a cobrança ficou mais eficiente. As b) As igrejas são belíssimos exemplos do estilo artístico
Casas fundiam o ouro, em barras, e já descontavam predominante no Brasil setecentista: o Barroco mineiro.
o quinto. A “quintagem” do ouro nas Casas de Fun- Com base em uma estética importada da Europa e
dição reduziu a sonegação, mas não a eliminou. adaptada à realidade colonial, ele revela caracte-
3 – A derrama, cobrança dos quintos atrasados, de- rísticas fundamentais da mentalidade da época: o
cretada nos casos em que a cota fixa anual não intenso louvor religioso, as inclinações messiânicas da
era atingida. sociedade mineradora e as tendências ao exagero.
b) A Guerra dos Emboabas foi o primeiro grande conflito 20. Crescimento da população, com expressiva imigração
ocorrido na região, envolvendo os colonos pioneiros portuguesa de homens livres; ampliação do mercado
em sua exploração (paulistas) e os recém-chegados, consumidor, ampliação dos setores sociais intermediários,
portugueses e colonos de outras regiões. Pouco mais ocupação de amplos territórios no interior e estímulo à
tarde ocorreu a Revolta de Vila Rica, chefiada por urbanização.
Felipe dos Santos, em 1720, contra a criação das 21. E

Respostas Ð Caderno de Exerc’cios


Casas de Fundição.
22.C
10. C 23. E
11. A 24.B
12. B 25. B
13. B 26. D
14. B 27. A exploração colonial no continente americano foi
pautada pela política mercantilista e tinha como ob-
15. E jetivos a exploração de metais preciosos e a produção
16. C de gêneros tropicais para exportação. O sucesso do

17
empreendimento acabou gerando, paradoxalmente, 3. a) A organização, o planejamento e a construção de
uma forte dependência das metrópoles em relação às cidades seguindo um plano geométrico como forma
colônias, que recebiam a maior parte do capital dispo- de consolidar a colonização.
nível para investimento. Isso limitava o desenvolvimento b) A Reconquista foi o processo da expulsão dos muçul-
da economia metropolitana (principalmente de seu manos da península Ibérica, durante a Baixa Idade
setor produtivo) e gerava dependência em relação a Média, em meio ao forte ideal cruzadista.
fornecedores estrangeiros de produtos manufaturados. c) O aluno poderia citar: igreja, palácio do governo,
A Inglaterra, por sua vez, acabou por ocupar esse es- palácio da justiça, fortaleza, etc.
paço, obtendo lentamente o controle dos mercados de
4. E
Portugal, da Espanha e de suas respectivas colônias.
Isso alavancou um desenvolvimento cada vez maior do 5. A
seu setor produtivo, culminando com a industrialização 6. As cidades de Diamantina e Ouro Preto contêm um
ao longo do século XVIII. importante conjunto de monumentos artísticos e
28.Plantações: Brasil, Haiti, São Domingos, Jamaica, arquitetônicos erguidos a partir do período do auge da
Barbados, América espanhola (Cuba, Porto Rico, Peru, mineração e preservados desde então. Nesse sentido,
Colômbia, Venezuela) e sul da América do Norte. mantêm a memória da época, importante elemento
na constituição da identidade brasileira. Além disso,
Mineração: Brasil e América espanhola (Peru, México,
são conjuntos oficialmente tombados pela legislação
Colômbia).
referente ao patrimônio cultural e internacionalmente
29. a) De acordo com o texto, a agricultura indígena foi pre- reconhecidos como tal.
judicada pela prioridade dada pelos colonizadores
7. B
espanhóis às criações de gado, porcos, carneiros e
cabras. A pecuária foi estimulada, com leis e subsí- 8. A
dios dados pela Coroa, em detrimento das culturas 9. D
agrícolas locais, que sofreram graves danos.
10. B
b) Podem também ser citados como efeitos da conquis-
ta: a destruição das civilizações pré-colombianas; a
11. a) A Guerra dos Mascates (1710-1714) começou quando
a Coroa elevou Recife (que era um distrito de Olinda)
redução acelerada da população nativa, submetida
à categoria de vila, ou seja, de município autônomo
ao trabalho excessivo e exposta a doenças; o empo-
em relação a Olinda. A razão oficial do confronto foi a
brecimento e a marginalização dos indígenas. Além
recusa da elite olindense – formada por senhores de
disso, a colonização contribuiu para a formação de
engenho – em aceitar a autonomia de Recife, habitado
uma oligarquia latifundiária que, por meio da violên-
por comerciantes, na maioria portugueses, a quem os
cia e do caudilhismo, por longo tempo impossibilitou
aristocratas olindenses chamavam, depreciativamen-
a democracia.
te, de “mascates”. A razão real do conflito, no entanto,
c) A encomienda se constituiu numa relação produtiva foi o fato de que os senhores de engenho de Olinda
servil imposta aos indígenas pelos espanhóis, na co- deviam grandes somas de dinheiro aos “mascates”
lonização da América. Caracterizava-se por ser um e usavam seu poder político para não pagar essas
privilégio concedido pelo rei da Espanha a um co- dívidas. Com a autonomia de Recife, eles perderiam
lono que, em troca do direito de explorar o trabalho essa vantagem política, e não teriam como evitar o
dos índios, recebia a incumbência de cristianizá-los. pagamento das dívidas.
30.B b) Os bandeirantes paulistas chamavam de Emboabas
os forasteiros que se instalaram na região de Minas
31. A
Gerais: nordestinos, cariocas e principalmente portu-
32. E gueses. Descobridores das jazidas de ouro, os paulistas
Respostas Ð Caderno de Exerc’cios

desejavam o direito exclusivo sobre a área mineradora

cap’tulo 22
e tentaram, pela força das armas, expulsar os forasteiros
da região.
12. C
América colonial: vida urbana 13. D
e confronto com a metrópole 14. D
15. Segundo o texto, a originalidade de algumas dessas
1. E revoltas estava em envolverem pessoas das camadas
2. B populares e em contestarem abertamente os direitos

18
do rei. Esta segunda característica realmente não era 10. a) Serão consideradas, positivamente, as citações sobre
comum naquela época: as revoltas contra o pagamento as principais ideias do Iluminismo e suas respectivas
de impostos geralmente não punham em dúvida o características, entre outras citações afins ou correlatas:
direito do rei de cobrá-los, mas sim a maneira como • O Iluminismo foi um movimento cultural e filosófico
era feita a cobrança. que agitou as elites durante o século XVIII na Europa,
16. E que mobilizou a razão no sentido de transformar a
17. D sociedade e o pensamento existentes e representou
um momento de intenso intercâmbio cultural.
18. C
• A principal ideia era o uso da razão e não da cons-
19. B ciência religiosa como instrumento para a emanci-
20.E pação humana.
21. A • O Iluminismo constituiu-se como um conjunto de con-
cepções de grande influência em diversos domínios:

cap’tulo 23 político, filosófico, social, econômico e cultural.


• Outro pressuposto fundamental consistia na defesa da
liberdade humana, reivindicando o fim de tudo aquilo
que prendesse ou mantivesse os homens na servidão.
Pensamento político nos O Iluminismo contestava o absolutismo monárquico
séculos XVII e XVIII: Iluminismo que defendia a tese do poder divino dos reis, e era
a favor da soberania como emanação da vontade
1. D
da população. Nesse sentido, entendia que o poder
2. C deveria ser dividido e que sua autoridade não deveria
3. B residir exclusivamente na vontade dos monarcas. Daí
4. a) Nos fragmentos, podemos reconhecer os privilégios derivaram todos os esforços da criação dos três pode-
da nobreza, heranças da sociedade medieval e a res – tal como propugnou Montesquieu – e a reflexão
concentração de poderes nas mãos do monarca sobre o poder nas mãos dos reis e imperadores, bem
absolutista. como a defesa do constitucionalismo.
b) Entre as características do Antigo Regime criticadas • Além de uma reação ao absolutismo, o Iluminismo
pelo Iluminismo, podemos mencionar: também representou uma reação contra a influência
• A preponderância da religiosidade cristã e da Igre- da Igreja na política e na vida sociocultural. Assim,
ja, vistas como empecilhos para o desenvolvimento reivindicava a necessidade de um ensino laico e da
científico; liberdade de culto. Para Voltaire, por exemplo, era fun-
• A sociedade de ordens, que marginalizava das deci- damental a tolerância religiosa a fim de se evitarem
sões politicas amplos setores da sociedade; as guerras e a perseguição. O peso da Igreja na vida
• O mercantilismo, questionado pela excessiva inter- cultural, a censura que esta promovia e a resistência
ferência estatal. às novas ideias entendidas como perigosas, também
surgiam como obstáculos a vencer.
5. O texto de Voltaire, importante pensador iluminista,
• O próprio nome do movimento, Luzes – tal como era
procura oferecer um modelo de explicação racional
conhecido na França –, indica a negação da pre -
para o terremoto, distanciando-se de uma interpretação
religiosa do fenômeno. sença da Igreja como algo medieval, como uma era
de obscurantismo e superstição que atravancaram
6. A
o desenvolvimento humano. Outro desdobramento
7. C importante desse ideário foi a defesa da renovação,

Respostas Ð Caderno de Exerc’cios


8. A da produção e da difusão de novos saberes tal como
preconizada por Diderot e D’Alembert na elaboração
9. No decorrer do século XVIII e XIX, a burguesia almejava
da Enciclopédia.
a diminuição da interferência estatal mercantilista na
economia e a criação de um modelo de Estado centrado • Uma outra ideia fundamental presente no Iluminismo
nos seus interesses. Na obra de Smith, ganhava corpo é a defesa de uma maior igualdade entre os homens,
teórico a necessidade da construção de um modelo de tal como surge nos textos de Rousseau e naquilo que
Estado que respeitasse a livre-iniciativa e que valorizasse definiu como vontade geral. Esse pensador critica a
os homens de negócios. Para Smith, o desejo individual desigualdade existente e reivindica maior participa-
de enriquecer por meio dos negócios geraria condições ção política dos indivíduos no interior do Estado. Em
para a melhoria da sociedade. suma, o Iluminismo utilizou a razão para combater a

19
fé e a liberdade para se contrapor ao despotismo, desde a Idade Média, inclusive o direito divino dos
transformando radicalmente o pensamento e as con- reis, sendo adotadas algumas ideias iluministas,
cepções de mundo posteriores. havendo uma combinação entre estes. Desta forma
• Outro desdobramento nesse sentido foi o desenvolvi - a autoridade absoluta dos reis foi abrandada por
mento do liberalismo e das doutrinas liberais no sécu- reformas cujos princípios inspiravam-se no pensa-
lo XIX. Elas revelam a reação do Iluminismo a várias mento iluminista, conferindo sobrevida ao Antigo
práticas econômicas existentes no bojo do que se Regime.
convencionou chamar mercantilismo. • O despotismo esclarecido desenvolveu-se em vários
• O ideário iluminista foi desenvolvido por diferentes países destacando, sobretudo, providências ou me-
pensadores e suas bases encontram-se em Spinoza didas aplicadas à economia, visando superar alguns
(1632-1677), John Locke (1632-1704), Pierre Bayle (1647- entraves que a mantinham atrasada e essencialmen-
-1706) e até mesmo em Isaac Newton (1643-1727). te agrícola, coadjuvando no desenvolvimento da bur-
• O Iluminismo se desenvolveu entre a segunda metade guesia junto ao Estado.
do século XVIII e o início do século XIX, quando deu • Os déspotas esclarecidos implementaram reformas
lugar a outras correntes de pensamento doutrinas administrativas, políticas, jurídicas e econômicas,
políticas, econômicas e filosóficas. bem como incentivaram reformas no ensino e incor-
• Um dos epicentros do Iluminismo foi a França, mas poraram uma maior dose de tolerância e de liberda-
também manifestou-se em vários outros países como de ao pensamento e a certas práticas. Isso represen-
a Inglaterra, os Estados germânicos, a Itália, a Escó- tou a consolidação daquilo que entendemos como
cia, os Países Baixos e a Rússia. a modernidade, que exerceu impulsos sensíveis no
processo de modernização na Europa.
• Sob este conceito – Iluminismo – estão reunidas di-
versas tradições filosóficas, políticas, econômicas, • Do ponto de vista político, o despotismo esclarecido
sociais e até mesmo atitudes religiosas. Pode-se falar representa uma abertura da monarquia a determi-
mesmo em diferentes expressões do Iluminismo dife- nadas pressões sociais, aproximando-se dos intelec-
tuais, da burguesia em expansão e acolhendo, no
renciadas pelos países no momento em que surgem
interior do Estado, segmentos de uma burocracia ad-
e devido ao seu caráter. Assim, é possível falar em
ministrativa, em especial os magistrados, que passam
iluminismo tardio, Iluminismo germânico de Kant e
a adquirir cada vez mais importância na condução
Herder, Iluminismo católico.
do governo. Lentamente, agentes patrimoniais deram
• Um pressuposto fundamental é entender o Iluminismo
lugar a funcionários que ingressaram na burocracia
como uma visão de mundo que prega a necessidade
estatal, cujo exercício profissional encontrava-se de-
da ação para transformar ou reformar o mundo.
finido principalmente na retração do princípio da
b) Serão consideradas, positivamente, as análises sobre
hereditariedade no cargo.
as inter-relações entre o pensamento iluminista e o
• Do ponto de vista religioso, o despotismo esclarecido
despotismo esclarecido, que levem em conta aspec-
não encontrou homogeneidade, embora seja carac-
tos afins ou correlatos:
terizado pela ampliação da tolerância e pela ênfase
• O desenvolvimento do ideário iluminista acabou sobre a laicização. De qualquer modo, em alguns
inspirando e pressionando os monarcas reinantes a países caracterizou-se por um espírito secular e, em
adotarem alguns de seus preceitos, tendo surgido al- outros casos, foi demasiado hostil a certas expressões
guns personagens que coadjuvaram alguns Estados religiosas. Em alguns países o déspota inclusive man-
europeus a implementarem reformas na condução teve alianças com a religião.
dos aspectos políticos e administrativos. Isso repre-
• Em Portugal, o expoente do despotismo esclarecido
sentou uma mudança social e politicamente mais
foi o marquês de Pombal, ministro do rei D. José I;
abrangente, que foi denominada como despotismo
Respostas Ð Caderno de Exerc’cios

na Prússia, o rei Frederico II; na Rússia, a represen-


esclarecido (ou ilustrado, ou ainda absolutismo ilus-
tante do despotismo esclarecido foi Catarina II; na
trado), uma expressão que identifica uma forma de
Suécia, foi Gustavo III; na Áustria destacaram-se
governar característica da Europa continental a partir
D. Maria Teresa e seu ministro Kaunitz, bem como
da segunda metade do século XVIII.
José II; nos Estados italianos os principais represen-
• Embora o poder dos soberanos não fosse questio- tantes foram o arquiduque Leopoldo de Habsburgo
nado e estes se mantivessem à frente da condução e o grão-duque da Toscana; no Reino de Nápoles, o
dos assuntos ou negócios dos Estados, foram as- ministro Bernardo Tanuci; na Espanha, os reis Filipe V,
sumidos ou incorporados determinados princípios Fernando VI e Carlos III.
reformistas do Iluminismo. Ou seja, surgiu uma alte- Disponível em: <www.ccv.ufes.br/sites/default/files/ps2012_Etp2_
ração no princípio que fundamentava o poder real Historia.pdf>. Acesso em: 12 dez. 2015.

20
11. B a segunda estipulou o confisco de bens dos colonos
caso não fossem atingidas metas de arrecadação de
12. E
ouro; e a terceira aprofundou a política comercial de
13. C controle metropolitano sobre a circulação de produ-
14. Entre os ideais liberais presentes na obra de Daniel Dafoe tos, acentuado a política monopolista da Coroa. Nas
ressaltamos: três observamos o caráter autoritário e controlador
• O personagem, sozinho em uma ilha, traz representa- da política pombalina, interessada em aumentar a
ções do individualismo econômico, em oposição ao arrecadação de riquezas na colônia.
controle mercantilista sobre os homens de negócios. b) Pombal expulsou os jesuítas das possessões portugue-
• A valorização do empreendedorismo de Crusoé se sas, o que afetou diretamente o ensino e a catequese
relaciona com a construção dos valores burgueses, no Brasil, atividades conduzidas quase exclusivamente
em oposição à sociedade do Antigo Regime, que pelos jesuítas.
valoriza os privilégios e não o empenho individual. 7. a) De acordo com o texto, o comando das tropas era
15. a) Denis Diderot foi um filósofo do Iluminismo. dado aos homens brancos.
b) O sistema criticado no trecho é o absolutismo mo- b) Além das funções de comando de guerra, segundo o
nárquico, marcado pela concentração de poderes texto, também era responsabilidade do comandante
nas mãos do monarca e pelos privilégios do clero e estabelecer a disciplina e conservar a submissão dos
da nobreza. “homens pardos”.
c) Entre os motivos, podemos mencionar: 8. O autor evidencia que os déspotas esclarecidos con-
• Consideravam que o clero, uma das bases sociais do duziam as políticas de Estado com base em avaliações
poder dos reis, dificultava o desenvolvimento científico. práticas e objetivas das opções, misturando elementos
• O controle do Estado dificultava a liberdade de ex- iluministas e absolutistas, para que o Estado interferisse
pressão. de maneira seletiva na sociedade.
• A concentração de poderes no absolutismo impedia 9. E
a ampliação da participação da sociedade na vida 10. C
política. 11. A
• A divisão em estamentos não era compatível com a
12. E
realidade econômica do período.
• O intervencionismo mercantilista dificultava o desen-
13. D
volvimento econômico. 14. A Inconfidência Mineira pode ser caracterizada como
uma manifestação conduzida pela elite, que não foi às
16. E
ruas e tinha propostas de implantação de uma república
17. D de inspiração iluminista. No caso da Conjuração
18. A Baiana, a participação popular foi intensa, o movimento
19. B foi às ruas e as propostas estavam mais próximas do
modelo republicano jacobino. Nos desfechos das duas

capítulo 24
também notamos uma diferença: a mineira teve um
inconfidente executado, enquanto que a baiana levou
quatro revoltosos à morte.
15. a) O movimento ao qual o texto faz referência é a
Crise do Antigo Sistema Colonial Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates.
b) O movimento teve influências da Revolução Haitiana,
1. C

Respostas Ð Caderno de Exerc’cios


da Revolução Francesa, do Iluminismo, do jacobinis-
2. A mo e também da Independência dos Estados Unidos.
3. A
4. A
capítulo 25
5. B
6. a) Podemos, entre as medidas econômicas, citar a cria-
ção do monopólio diamantino, a instauração da der- A Revolução Industrial
rama e a criação das Companhias de Comércio. A
primeira decretou a Exclusividade da Atuação da Co- 1. A
roa na extração de diamantes no Distrito Diamantino; 2. E

21
3. E
4. Entre outros fatores, podemos mencionar: cap’tulo 26
• a acumulação de capitais através do comércio;
• a Revolução Gloriosa; Criação da Ordem Liberal
• o desenvolvimento da produção têxtil;
• as reservas de carvão e ferro; 1. C
• a liberação de mão de obra através dos cercamentos. 2. B
5. a) Segundo a Bíblia, o trabalho seria um castigo divino; 3. A
para a burguesia seria uma virtude; e para a aristro- 4. O personagem que aparece carregando os outros dois
cracia era algo desprezível. homens representa o terceiro estado, que se destacava
b) Segundo o texto de Peter Gay, buscando construir por sua importância econômica e por estar submetido
uma ideologia de que o trabalho dignifica o homem. à cobrança de impostos. Porém, de uma maneira geral,
Nos espaços de trabalho, pela fiscalização sistemáti- estava distante dos privilégios da corte francesa. Em
ca, pela organização da divisão do trabalho e pela cima e à frente, aparece um membro do clero, seguido
repressão. por um personagem que representa a nobreza. Essas
ordens, respectivamente o primeiro e o segundo
6. B
estados, detinham os privilégios do Antigo Regime e
7. A sustentavam a manutenção de um Estado absolutista
8. D que se colocava acima da sociedade.

9. Sobre a Revolução Industrial, o aluno deve articular uma 5. Entre os motivos para a convocação dos Estados Gerais
resposta que aponte suas características: o surgimento em meados de 1789, o aluno pode citar a crise financeira,
da manufatura, do proletariado, da indústria de bens de a proposta de equidade fiscal, o endividamento do
consumo, a urbanização, a expulsão do homem do cam- Estado francês e o encaminhamento de uma reforma
po, o cercamento das terras e a exploração do trabalho tributária por parte do Estado.
assalariado. 6. D
Disponível em: <www.cops.uel.br/vestibular/2013/provas/fase2_2d_
historia.pdf>. Acesso em: 3 mar. 2016. 7. A
8. D
10. a) Entre os fatores, podemos citar:
• condições de trabalho nas fábricas; 9. a) O período da Convenção Nacional (21 de setembro
de 1792 a 1o de outubro de 1795) começa com a
• longas jornadas de trabalho;
abolição da monarquia e a instauração da Primeira
• concorrência das máquinas com o trabalho dos ar- República Francesa. Neste período, a República
tesãos. Francesa conduzirá, ao mesmo tempo, uma guerra
b) No plano social destacou-se o surgimento do proleta- revolucionária contra as coalizões europeias e uma
riado, a consolidação da burguesia industrial com a guerra civil contra realistas e federalistas, qualificados
separação entre capital e trabalho e a urbanização de “contrarrevolucionários”. A percepção de que a
acelerada; no plano tecnológico, ocorreu a introdu- pátria e a República estavam em perigo levou os
ção da máquina a vapor e a ampliação da produção. republicanos a tomar um conjunto de medidas
11. E para enfrentar os “inimigos da revolução” como
as insurreições federalistas contra Paris, os levantes
Respostas Ð Caderno de Exerc’cios

12. C realistas contra o regime republicano (Vendeia e


13. E Lyon) e a penúria, a carestia e a crise econômica e
14. B social. As medidas concretas tomadas para enfrentar
os riscos da divisão interna foram:
15. B • A criação do Tribunal Revolucionário (março de 1793),
16. A que julgava os opositores da República e não permitia
17. D nenhum tipo de recurso às decisões que emanava.
Durante o período do Terror, este tribunal emitiu cerca
18. C de 5 342 sentenças, das quais mais da metade resul-
19. E taram na pena de morte.

22
• A reorganização dos exércitos (agosto de 1793) e a da guerra revolucionária que motivou o autor da
imposição do alistamento em massa para todos os gravura a produzir aquela sátira política, poderá
homens celibatários entre 18 e 25 anos, aumentando referir-se à expansão dos ideais revolucionários, seja
os efetivos e incorporando batalhões de voluntários em termos das conquistas militares, seja em termos
que agora integram um exército que aos poucos é da difusão das ideias revolucionárias operadas em
“nacionalizado”. decorrência da guerra.
• O decreto da “Lei dos Suspeitos” (setembro de 1793), Disponível em: <www.puc-rio.br/vestibular/repositorio/provas/2015/
pela qual o clero refratário é declarado suspeito, download/gabaritos/VEST2015PUCRioGabarito%20G2_20141013_
completoD_v2.pdf>. Acesso em: 3 mar. 2016.
parentes da nobreza emigrada são aprisionados ou
eliminados e membros da nobreza em geral são in- 10. A
diciados e presos. 11. A
• A proclamação do “governo revolucionário” (outubro
12. D
de 1793) suspende a aplicação da Constituição de
1793 e as liberdades individuais são suspensas até o 13. B
“retorno da paz”. A tomada de decisão é centraliza- 14. A Marselhesa foi composta no período de guerra
da e as decisões da Convenção são aplicadas de entre a França e as outras monarquias europeias.
imediato. Considerando-se suas distintas apropriações, muitas
• A repressão à guerra da Vendeia (1793-1796), que ex- passagens da composição relacionam-se ao contexto
plodiu como reação ao recrutamento obrigatório no revolucionário francês, por exemplo (o candidato
exército revolucionário decretado pela Convenção deve relacionar apenas um trecho da composição ao
Nacional, à perseguição do clero e à imposição de contexto):
novos impostos para custear as despesas militares
• “Avante filhos da Pátria” ou ainda “Às armas, cida-
na contenção das invasões dos exércitos coligados
dãos”: nestas passagens, a conclamação à guerra
externos. Essas e outras medidas que possam ser ci-
se sustenta no sentimento nacional (daí a referência
tadas pelos candidatos estão incluídas no regime do
a filhos da pátria e cidadãos), emergente durante a
Terror (1793-1794), período caracterizado pelo predo-
era revolucionária.
mínio político dos membros do Comitê de Salvação
• “Que um sangue impuro/banhe o nosso solo”: nesta
Pública (liderados por M. Robespierre) que adotaram
um programa repressivo contra os adversários da passagem, a alusão a sangue impuro (do invasor) é
República jacobina. uma metáfora da ambiência da guerra. A composi-
ção explicita a presença dos inimigos (da revolução
• A execução do rei Luís XVI e de alguns membros da
e/ou da mudança) e a ameaça à pátria.
família real.
• “Contra nós da tirania”: nesta passagem, encontra-se
b) A segunda parte da questão solicita ao aluno que
se refira ao processo de expansão revolucionária a exposição do princípio da Revolução: a luta contra
decorrente da decisão de enfrentar a Primeira Coa- a tirania, identificada no privilégio aristocrático e re-
lizão (1793-97) das monarquias europeias, criada presentada, sobretudo, pela figura do Rei.
Disponível em: <www.vestibular.ufg.br/2013/ps2013_1/site/sistema/
após o julgamento e a execução de Luís XVI (ja-
respostas/ps-2013-1-respostasesperadas-oficiais-grupos34.pdf>.
neiro de 1793). O contexto de produção da gravu- Acesso em: 3 mar. 2016.
ra é marcado pela internacionalização da guerra
revolucionária, que passa a se apresentar como
15. O candidato deve explicar o contexto histórico da Revo-
lução Francesa como resultado de descontentamentos
uma oposição entre duas ordens políticas e sociais
opostas: a da França republicana e revolucioná- da burguesia em relação ao Antigo Regime, em espe-
ria (com os seus valores destacados nas legendas cial, quanto aos privilégios do alto clero e da nobreza.
A situação econômica, a agricultura em decadência,

Respostas Ð Caderno de Exerc’cios


dentro da gravura) e a da Europa do Antigo Regime
(representada pelos soberanos em queda). Fizeram os altos impostos cobrados dos camponeses, o pensa-
parte dessa Primeira Coalizão os impérios austríaco mento iluminista, etc. são fatores que desencadearam
e russo; os reinos da Prússia, da Espanha, de Portu- a Revolução Francesa.
gal, de Nápoles, Sardenha e Sicília; a Grã-Bretanha, Disponível em: <www.cops.uel.br/vestibular/2014/provas/
2a_Fase/2d/historia.pdf>. Acesso em: 3 mar. 2016.
as Províncias Unidas e os realistas franceses emigra-
dos. Nesse contexto, em 1793, o Comitê de Salvação 16. E
Pública tomou uma decisão: anexar os territórios 17. C
conquistados fora da França, implantando neles
a nova ordem republicana. O aluno, para referir-se
18. C
a este processo de internacionalização/expansão 19. D

23
20. a) O Código Civil caracterizou-se pela defesa da proprie- 5. A Revolução Francesa baseou-se nos princípios iluminis-
dade privada, da afirmação da igualdade jurídica, tas que propagaram os ideais de liberdade e igualdade
mas também pela proibição da organização de sin- civil entre os homens. Quando os jacobinos assumiram
dicatos e da realização de greves. o comando do país, durante a Revolução, propuseram
b) Ao proibir sindicatos e greves, o Código chocava-se o fim da escravidão nas colônias e, dessa forma, for-
com o ideal da liberdade de expressão presente na taleceram a luta pela libertação no Haiti. A luta pela
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de independência do Haiti é considerada uma “Revolução
1789. Negra”, pelo seu caráter antiescravagista, e representou
um conflito entre a população negra oprimida e escra-
21. Ao afirmar que as populações locais acabariam repe-
vizada e a elite branca, até então dominadora. A luta
lindo os “missionários armados [...] como inimigos”, o
haitiana vivenciou diferentes etapas e se consolidou
texto de Robespierre antecipa a resistência oferecida
apenas em 1804.
pelo povo espanhol às tropas de Napoleão.
6. E
22.B
7. B
23. C
8. D
24.B
9. D
25. O Congresso de Viena visava: 1) reorganizar o mapa
político europeu, modificado pelas guerras napoleôni- 10. B
cas; 2) garantir, por meio do princípio da legitimidade, o 11. Entre as consequências:
retorno das fronteiras europeias anteriores à Revolução • Dissolução da Confederação do Reno;
Francesa; 3) conter os movimentos liberais, por meio da
• Ausência de partilha territorial na França;
ação militar da Santa Aliança.
• Recolocação no poder das dinastias europeias, des-
26. C tronadas durante a expansão napoleônica;
27. D • Reorganização do mapa europeu, levando-se em
28. E consideração os direitos tradicionais das dinastias
consideradas legítimas e restaurando-se as fronteiras
29. D
anteriores a 1791.
30.C
Explicação: Esse princípio, por tentar frear os processos
31. E de autonomia que havia se instalado na região, ampliou
32. E ainda mais as insatisfações dos diferentes setores das
33. A aristocracias coloniais que, organizadas em cabildos
livres, comandaram as lutas pela independência dos

cap’tulo 27
vice-reinos coloniais.
12. B
13. E
Independências na América 14. C
15. E
1. E
16. a) O aluno deverá relacionar os processos revolucioná-
2. E
rios na América espanhola ao Bloqueio Continental
3. B imposto pela França sobre a Inglaterra e às invasões
4. napoleônicas de 1808, que na Espanha levaram à
Respostas Ð Caderno de Exerc’cios

Entre os principais motivos, o aluno poderia citar: a


incompatibilidade entre o desenvolvimento econômico renúncia forçada de Fernando VII e a um vazio de
interno das colônias promovido pela elite criolla e a poder, posteriormente preenchido pelas Juntas de
vigência do Pacto Colonial imposto pela metrópole; Governo.
a influência das ideias iluministas e do processo de b) O aluno deverá avaliar a independência como um
independência dos Estados Unidos; os desdobramentos processo construído ao longo dos anos de 1810 a
da Revolução Francesa, com a invasão napoleônica 1816, quando a independência política das Provín-
da península Ibérica; o apoio inglês aos movimentos de cias Unidas do Rio da Prata foi formalmente decla-
emancipação; a crescente afirmação da identidade rada em 9 de julho de 1816. Assim, o aluno deverá
dos “povos americanos”, conforme expresso numa identificar as diferenças entre os dois textos citados:
produção cultural que antecipava o nacionalismo. o primeiro, moderado; o segundo, radical. O primeiro

24
aponta para a possibilidade da Província do Rio da • A figura do padre Miguel Hidalgo, considerado o
Prata permanecer como parte integrante do Império “Pai da Pátria”, localizada no centro e com a mão
Espanhol. No segundo texto, o estudante deverá per- e a cabeça levantadas, marca sua importância
ceber um ataque ao absolutismo com a dissolução como liderança das rebeliões camponesas nas
dos títulos de nobreza e a identificação da Espanha aldeias;
como inimiga. • O Estandarte da Nossa Senhora de Guadalupe,
17. E empunhado pelo padre, expressa a importância
da Virgem como símbolo da interação entre as
18. C
culturas hispânica e indígena.
19. E b) Para construir a relação entre os referidos símbolos e
20.C a independência mexicana, há dois pontos a serem
considerados:
21. D
• Primeiro, o apoio de religiosos do “baixo clero” às
22.A reivindicações populares que surgiram nesse con-
23. D texto. No processo de independência mexicana,
24.D dois padres – Hidalgo e Morelos – defendiam a
distribuição de terras aos camponeses (inclusive,
25. C a terra que era patrimônio da Igreja). Em 1810, por
26. Simón Bolívar e José de San Martín foram dois dos meio do Decreto de Guadalajara, decretava-se,
principais líderes das independências das colônias nas terras livres do domínio espanhol, a abolição
espanholas na América. O primeiro atuou na região da escravidão e do tributo indígena.
de Caracas e o segundo, de Buenos Aires. Após as • Segundo, a presença do Estandarte de Guadalupe
independências, San Martín se retirou da vida política, indicava o potencial mobilizador desse símbolo
devido ao fracasso de seu projeto monarquista. Bolívar, em virtude da crença religiosa das populações
ao contrário, tornou-se governante da Venezuela e camponesas, que lutavam pelo acesso às terras
liderou um movimento político em busca da unidade dominadas pelos espanhóis.
dos novos países latino-americanos, denominado
29. a) A vitalidade estava associada ao expansionismo em
“pan-americanismo”. A imagem de Bolívar é resgatada
direção a Cuba e ao Brasil; a adaptabilidade, a uma
de forma heroica, como expoente da luta contra os
disciplina maior e a novas técnicas produtivas.
interesses imperialistas sobre a América (naquele
momento, da Inglaterra, e hoje, dos Estados Unidos). b) Marcado pelas ideias radicais da Revolução France-
sa, o movimento haitiano contou com a liderança
27. a) O contexto político no qual a Carta de Jamaica dos negros em violento confronto contra as forças
foi escrita foi o das lutas pela independência das das elites locais e metropolitanas.
colônias espanholas na América. Neste momento,
Bolívar acabara de ser derrotado pelo exército 30.O projeto de Simón Bolívar tinha como objetivo a
espanhol e havia se deslocado da Capitania Geral independência política das colônias da América
da Venezuela para a Jamaica. Ele defendia, então, espanhola, de modo a formar uma poderosa nação
a necessidade de união das sociedades americanas unificada, forte o bastante para comandar politicamente
em face da possível contraofensiva da Espanha, o continente, sem sofrer influência da Europa e dos
apoiada pela Santa Aliança. Estado Unidos. Tal projeto possuía um caráter elitista,
uma vez que atendia aos interesses sociais da elite
b) O aluno poderá citar entre outros: o MCCA (Mercado
criolla, sem incluir eficazmente os indígenas e mestiços.
Comum Centro-Americano – 1958); a ALALC (Associa-
O plano fracassou, sobretudo devido às disputas pelo
ção Latino-Americana de Livre Comércio – 1960); a

Respostas Ð Caderno de Exerc’cios


poder entre os líderes locais e pela hostilidade da
ALADI (Associação Latino-Americana de Integração –
Inglaterra, que não desejava o surgimento de uma
1981); o MERCOSUL (1991); a OEA (Organização dos
potência econômica rival na América do Sul.
Estados Americanos – 1948); o TIAR (Tratado Interame-
ricano de Assistência Recíproca ou Pacto do Rio de 31. B
Janeiro – 1947); CARICOM (Comunicado do Caribe – 32. C
1973); Pacto Andino (1969); Comunidade Andina de
Nações (1996). 33. A
28.a) No primeiro plano da pintura de Helguera, dois 34.C
símbolos constitutivos da nacionalidade mexicana 35. A transferência da Corte para o Brasil foi determinante
estão representados: para a descaracterização de sua situação de colônia de

25
Portugal. Com a abertura dos portos em 1808, os tratados e com a criação de novos impostos por D. João VI
assinados com a Inglaterra em 1810 e a elevação do em favor dos “portugueses da nova Lisboa”, setores
Brasil à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves liberais mais radicais de Recife iniciaram a chamada
em 1815, as relações entre metrópole e colônia foram Revolução Pernambucana de 1817, estabelecendo
profundamente alteradas. A sede do Império português uma república federativa. Os revoltosos chegaram
passou a ser o Rio de Janeiro e não mais Lisboa. Assim, ao poder e ganharam o apoio de outras províncias
podemos afirmar que o Pacto Colonial deixou de existir e o (Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará),
comércio entre Brasil e Inglaterra passou a ser mais intenso mas o movimento foi duramente reprimido.
do que aquele realizado há séculos com os portugueses.
44.A
36. Os dois primeiros textos apresentam a transferência da 45. Os alunos podem indicar a elevação do Brasil à condição
Corte como uma fuga vergonhosa e sem heroísmo,
de Reino Unido a Portugal, que transformou a cidade do
típica de um rei ocioso e mal preparado. No terceiro
Rio de Janeiro na sede do Império Português, atraindo
texto, conseguimos perceber uma visão que exalta as
pessoas e negócios de diversas partes do mundo para
questões estratégicas envolvidas na manobra, que não
a cidade. Também podemos assinalar a vinda de uma
é exclusiva da Corte portuguesa. Esse último texto chega
missão artística francesa, responsável pela adequação
a exaltar o feito como uma “ousadia”, ao propor uma
das estruturas urbanas e artísticas da cidade.
viagem arriscada e transoceânica.
46.C
37. a) Podemos citar a abertura dos portos de 1808 e a
elevação do Brasil à condição de Reino Unido a 47. A
Portugal e Algarves em 1815. 48. D
b) No século XVIII, a transferência da Corte já tinha sido
49. C
defendida em situações de ameaça estrangeira e
dificuldades. A mineração e as riquíssimas jazidas de 50.B
ouro haviam estimulado o imaginário da população 51. D
europeia a respeito do Brasil, visto a partir de então
52. B
como um território próspero, mais rico que Portugal,
o que justificaria a mudança. Após o terremoto de 53. a) Na pintura de Pedro Américo, D. Pedro I é retratado
Lisboa também discutiu-se a possibilidade de trans- como uma figura central, com a espada em riste,
ferência, após a destruição da capital portuguesa. demonstrando a clara orientação belicosa do
episódio da independência. Na obra de Moreaux,
38. B
o príncipe é saudado e responde aos acenos com
39. A o chapéu, dando uma versão mais conciliatória
40.A para a independência do Brasil. O mesmo ocorre
com a guarda real, que na primeira obra está se
41. E
posicionando para a batalha, enquanto na segunda
42. Podemos identificar, em primeiro lugar, uma política dá suporte ao imperador. O povo, na obra de Pedro
de imigração voltada para o povoamento, como Américo, é retratado à margem dos acontecimentos,
aquela iniciada no período joanino. Em um segundo no canto esquerdo, enquanto na tela de Moreaux
momento, há uma mudança na política, que passa a participação e o envolvimento da população na
a priorizar a imigração para atrair mão de obra para cena são mais intensos.
as lavouras de café.
b) Em ambos os quadros o processo histórico da sepa-
43.a) A Corte portuguesa no Brasil tornou necessária a ração do Brasil fica centrado na figura de D. Pedro I,
criação de órgãos administrativos e tributários, como retratado como “herói romântico”. Os dois autores
Respostas Ð Caderno de Exerc’cios

os ministérios, o Banco do Brasil, a Casa da Moeda, a ressaltam a condução e a importância do impera-


imprensa régia, entre outros. Tal processo promoveu, dor para a independência do Brasil, diminuindo as
efetivamente, a centralização administrativa no Brasil influências contextuais e sociais. Trata-se de uma vi-
e o início de construção do Estado brasileiro. são histórica idealizada e pouco complexa, baseada
b) Descontentes com o declínio da economia açuca- na ideia de que os processos e as transformações
reira, com a presença maciça de portugueses na ocorreram principalmente devido às vontades de
liderança do governo e na administração pública, indivíduos únicos e centralizadores.

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