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CENTRO UNIVERSITÁRIO INTERNACIONAL UNINTER

FÁBIO EVARISTO FRANÇA, RU 2144172

TURMA 2018/02

ESTÁGIO SUPERVISIONADO COVID-19

DOCÊNCIA NO ENSINO MÉDIO

IPATINGA 2021
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CENTRO UNIVERSITÁRIO INTERNACIONAL UNINTER

FÁBIO EVARISTO FRANÇA, RU 2144172

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

Relatório de Estágio Supervisionado Covid-19


Docência no Ensino Médio apresentado ao curso
de Licenciatura em História do Centro Universitário
Internacional UNINTER

IPATINGA 2021
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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO...........................................................................................................4
2 DESENVOLVIMENTO...............................................................................................5
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS.....................................................................................11
4 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA............................................................................12
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1 INTRODUÇÃO

A atividade de estágio é uma experiência enriquecedora na vida do graduando,


pois é nela que o aluno percebe os desafios da prática, tendo contato direto com a
realidade da profissão. A convivência com os desafios desde o planejamento da aula
até a sua execução, a reflexão de se construir um fazer pedagógico de excelência.
Nesse sentido, o presente relatório Estágio Supervisionado Covid-19: Docência
no Ensino Médio constituiu como desafio, a produção de um trabalho audiovisual
como forma de apresentação de uma aula presencial, envolvendo a produção e
sistematização de conhecimento para abordar o tema proposto, desta forma, o
envolvimento de uma ótica investigativa, onde a atividade de pesquisa a todo o
momento pauta a perspectiva do desenvolvimento de um trabalho de qualidade,
aliado a importância de se pensar criativamente.
Na elaboração do plano de aula, a preocupação de não cair no tradicionalismo,
a busca de uma interpretação pessoal sobre o assunto, contextualizando o presente
com o passado na busca de uma ligação, de modo a tornar mais claro a explanação,
construindo uma ponte, um elo entre as experiências de vidas dos alunos com o tema
desenvolvido. Desta forma, o assunto abordado, condizente com as dificuldades
atuais, proporciona ao telespectador uma reflexão mais aprofundada da sociedade
atual, mostrando um paradigma histórico científico e desvelando as continuidades e
rupturas de uma história ainda em construção.
Ao percorrermos as ideias de Eric Hobsbawn (1998), Albert Soboul (2000) e
Alexis de Tocqueville (1839), refletimos que o contexto histórico da Revolução
Francesa é muito mais rico de detalhes, mais complexa, cujos problemas que
assolavam esta sociedade em particular fez com que mudassem de forma incisiva os
rumos de seu futuro. Percebemos e refletimos sobre os significados de liberdade
igualdade e fraternidade, levando o aluno a entender de forma crítica as teorias e as
reais atitudes com que os pares agiram, as ambiguidades, os interesses, bem como o
desenrolar das ações. Nas palavras do professor Eric Hobsbawn, a Revolução
Francesa, mesmo que se iguale a outros movimentos revolucionários ainda sim, tem
sua singularidade notável, pois foi ela quem deu o tom e matiz do mundo
contemporâneo, ou seja, ela concentra os princípios de constituição de qualquer
nação construída a partir do século XVIII.
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2 DESENVOLVIMENTO

Ao se trabalhar com o planejamento desta aula, abordando este tema em sala


de aula, o primeiro passo foi à escolha dos autores para que se fundamentasse de
forma científica e embasada, através da pesquisa e da atividade dialógica, desta
forma, procurou se analisar as falas de cada autor, comparando as e extraindo
complementos e interpretações através da leitura exaustiva, logo a primeira
aprendizagem vem por meio de descobertas e detalhes, analogias, conexões,
construídas assim pela pesquisa. Nas palavras de Freire:
Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que fazeres se
encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino, continuo buscando,
reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me
indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e
me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou
anunciar a novidade. (FREIRE, 1996. P.16)

Desta forma, a aprendizagem parte do próprio educador, promovendo


entendimento e ao mesmo tempo uma reflexão crítica através de sua visão de mundo,
de suas experiências de vida bem como seu contexto. Após esta primeira fase, parte
se para a transformação do saber científico para o saber ensinado, de acordo com
Yves Chevallard (1991, pág. 39), assim ocorre a transposição didática, tendo como
necessidade uma adaptação bem como uma contextualização para o mundo escolar,
onde o professor, levando em consideração as experiências de vidas de seus alunos
somado a contextualização do assunto para o tempo presente, faz com que o tema
fique claro de entendimento, mostrando na prática a identificação do objetivo do
porque ter conhecimento deste tema.
“Um conteúdo de saber que tenha sido definido como saber a ensinar, sofre,
a partir de então, um conjunto de transformações adaptativas que irão torná-
lo apto a ocupar um lugar entre os objetos de ensino. O ‘trabalho’ que faz de
um objeto de saber a ensinar, um objeto de ensino, é chamado de
transposição didática.” (Chevallard, 1997, p.39).

O educador deve se indagar a todo instante da finalidade de se estudar tal


assunto e como traze-lo para o cotidiano de seus alunos para uma maior clareza,
interatividade e promovendo a curiosidade junto com a descoberta.
Outros fatores de destaque para a elaboração do material seria a questão da
dificuldade quanto ao manejo de ferramentas para construção do audiovisual, uma
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forma atrativa para atrair a atenção sem o aluno se cansar. Em tempos de isolamento
social é imprescindível e ainda mais desafiador trabalhar neste ambiente, desta forma
o professor em seu cotidiano, ainda terá que se preocupar em produzir além de seu
plano de aula, a concepção de uma vídeo-aula bem elaborada com metodologias
atrativas. Outro fator bastante relevante é o espaço físico para locação da gravação
deste material, onde a dificuldade reside em não ter um local apropriado para esta
atividade, onde o seio familiar é composto por mais pessoas e as atividades
cotidianas não podem parar. Esses e vários outros desafios foram vividos ao se
trabalhar com esta ferramenta, acreditando se que problemas como estes são
vivenciados no cotidiano de todos os educadores deste país.

Desta forma o professor ainda se coloca no papel de mediador e principal


incentivador da construção de conhecimento por parte do aluno, mesmo através de
audiovisual. A questão agora é a adaptação do mundo físico para o virtual, a
transformação das aulas presenciais para o formato EAD.

O tema escolhido foi pensado para esta aula observando o contexto em que o
país vive na atual realidade, proporcionando ao educando uma aproximação da
análise entre o passado e o presente, assim, as questões que cercam o assunto
tornam se imprescindíveis para o entendimento do que é constituído uma nação e
seus pilares; o que é democracia: a importância da divisão dos poderes e suas
funções em uma nação, o real poder que uma sociedade civil tem perante o estado, o
que significa direita e esquerda, por que votamos, enfim, essas e muitas outras
indagações podem fazer parte da esfera de conhecimento que este recorte histórico
trás, buscando com essa linha de pensamento a tentativa de equalizar o
conhecimento histórico com o conhecimento de vida dos próprios alunos,
desenvolvendo assim o lado crítico e a consciência histórica. Nas palavras de Jaime
Pinsky e Carla Bassanezi Pinsky (2007, pág. 23).
Um modo mais construtivo (sem trocadilhos) seria adotar como postura
de ensino (que se quer critico) a estratégia de abordar a História a partir de
questões, temas e conceitos. Quais seriam as questões relevantes que
podem ser feitas ao presente e, por extensão, ao passado? Qual a relevância
dos recortes temáticos tradicionais e novos feitos pela historiografia? Quais
os conceitos importantes a serem discutido com os alunos?
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3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

No papel de estagiário, observo que a todo o momento preciso me indagar o


porquê estou ensinando este tema ou o que quero desenvolver com este assunto, a
todo o momento faço comparações entre o aprendizado na academia e os valores
adquiridos com o conhecimento nos estudos, das ferramentas didáticas e
pedagógicas, da inserção de soluções tecnológicas e interativas e o que realmente
acontece no cotidiano do trabalho professor de História e suas dificuldades. Observo
dois mundos um pouco distantes entre si, o conhecimento acadêmico e o
conhecimento prático da profissão.

Acredito que há uma necessidade básica de ressignificação do motivo e da


importância de se estudar História, da importância da busca de conhecimento, da
renovação de base teórica e da forma como se ensina, adotar uma postura crítica
com relação à própria atuação como educador.
Concluo que a postura do professor dentro de sala de aula é a preocupação, a
todo o momento de construir uma base de conhecimento com inferência de análise do
próprio aluno, proporcionar a busca e a descoberta, adotando sempre o papel de
mediador, não de impositor de ideias, mas o de levar o conhecimento para os alunos
e deixar que construam suas impressões pessoais de acordo com a visão de mundo
de cada um que já carregam uma cultura adquirida. Desta forma, promover a busca
de respostas das indagações do presente no passado, afinal este é o papel primordial
do professor de História. Estudar os processos de continuidades e rupturas, entender
o cotidiano do presente construído a partir do entendimento do passado, trabalhar
com o conceito de pertencimento, identidade e cultura, ou seja, toda a árvore
genealógica da humanidade tendo como objeto de estudo o homem e suas ações
através do tempo.
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4 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa.


25ª Ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

CHEVALLARD, Yves. La Transposición Didáctica. Buenos Aires: Aique, 1997.

KARNAL, Leandro (org.). História na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2007.

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