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Língua Portuguesa I

Sumário

Introdução

Capítulo 1
A estrutura da língua

Capítulo 2
Fonemas e letras

Capítulo 3
Acentuação gráfica

Capítulo 4
Pontuação

Capítulo 5
Dúvidas da Língua Portuguesa

Capítulo 6
Atividades

Referência bibliográfica
Introdução

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho, e do
Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho mandado; e eis que estou convosco
todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (Mt 28.19).
Pregar o evangelho de Jesus Cristo! Esta é a maior responsabilidade da igreja evangélica.
Devemos tornar notório ao mundo as virtudes daquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa
luz (1Pe 2.9). Sabemos que podemos fazê-lo de muitas formas; testemunhando uns aos outros, pregando,
ensinando ou até mesmo escrevendo e, neste contexto, surge a necessidade fundamental do domínio de
nossa Língua Portuguesa. Como será que estamos empregando nossa língua ao revelar a Palavra de
Deus? Não deveríamos nos empenhar em fazê-lo da melhor maneira possível?
Nosso propósito neste breve comentário sobre a Língua Portuguesa é tão-somente motivar os
nossos alunos a buscarem cada vez mais aperfeiçoar seu domínio da língua, a fim de que possam ser
instrumentos mais capacitados nas mãos do Senhor. De fato, este domínio é imprescindível para uma
interpretação correta da Bíblia, pois até mesmo uma “simples” vírgula ou artigo podem ser capazes de
mudar completamente o sentido de um versículo; observe:
“E ele lhe disse: Deveras, eu te digo hoje ( : ) Estarás comigo no Paraíso” (Lc 23.43).
“No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era um deus” (Jo 1.1).
Ambos os textos foram extraídos da Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras, versão
utilizada pelas testemunhas-de-jeová, e trazem consigo manipulações que comprometem doutrinas
fundamentais do cristianismo.
No primeiro versículo, a simples omissão de uma vírgula antes da palavra hoje e o acréscimo de
dois pontos depois dela sustentam que o malfeitor a quem Jesus dirigiu essas palavras ainda jaz no pó da
terra. Com isso, ensinam que a promessa de Jesus foi feita naquele dia, mas não que o pecador estaria no
paraíso naquele dia. Trata-se de um conceito completamente antibíblico. É bom lembrarmos também
que, neste caso, ainda que a vírgula estivesse na posição correta, poderia haver erro de interpretação se
não respeitarmos a pontuação no momento da leitura.
No segundo versículo exemplificado, a manipulação é ainda mais grave. Nele, a Sociedade Torre
de Vigia acrescenta o artigo indefinido um antes da palavra deus, grafada em letras minúsculas, para
sustentar a existência de dois deuses: o Todo-Poderoso, que é Jeová, e o Poderoso, que é Cristo.
Estes exemplos são bastante comuns e certamente são facilmente identificados por aqueles que
estudam e conhecem a Palavra de Deus. Nosso objetivo, com esta simples aplicação, é ilustrar como os
elementos da nossa língua podem alterar toda a interpretação de um texto. Ademais, muito além do
português, o conhecimento, ainda que básico, das línguas originais da Bíblia nos conduz a uma esfera de
interpretação muito mais profunda, por isso introduziremos esta disciplina nos módulos posteriores.
Também não podemos nos esquecer dos benefícios que a aplicação correta da língua nos traz em
outros contextos, tais como: uma carta de apresentação, uma entrevista para obtenção de emprego etc.
Uma vez que já somos detentores dos conhecimentos gramaticais, nossa proposta aqui será expor
os elementos gramaticais responsáveis pela maioria das dúvidas observadas pelas pessoas em geral.
Passemos, agora, a analisá-los brevemente.
Capítulo 1
A estrutura da língua

A linguagem está presente nas diversas situações da comunicação: na conversa das pessoas, em
livros, jornais e revistas, em placas de sinalização, nas mensagens publicitárias, na dança, nos gestos, na
expressão fisionômica, nos códigos científicos etc. Todas essas situações são alguns exemplos de
comunicação em que alguém transmite uma mensagem a outra pessoa, utilizando a linguagem não-
verbal (qualquer código que não utiliza palavras) ou linguagem verbal (código que utiliza palavras).

Para que serve a linguagem?


Os exemplos de emprego da linguagem são inumeráveis. A linguagem serve para expressar
desejos, ordens e pedidos, expressar sentimentos, opiniões e expor raciocínios.
Há, então, um emissor e um receptor da mensagem. Qualquer mensagem precisa de um meio
transmissor, o qual chamamos de canal de comunicação e refere-se a um contexto, a uma situação.

Comunicação
São, então, os seguintes elementos da comunicação:
Emissor (quem): é o que emite a mensagem;
Receptor (para quem): é o que recebe a mensagem;
Mensagem (diz o quê): é o conjunto de informações transmitidas;
Código: a combinação de signos utilizados na transmissão de uma mensagem. A comunicação só
se concretizará se o receptor souber decodificar a mensagem.
Canal de comunicação (meio): é o veículo por onde a mensagem é transmitida: TV, rádio, jornal,
revista, cordas vocais, ar etc.
Contexto (circunstância): é a situação a que a mensagem se refere.

Exemplos:
“Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu
queres” (Mt 26.39).
Emissor: o Filho - Jesus Cristo.
Receptor: o Pai.
Mensagem: “Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero,
mas como tu queres”.
Código: A língua em que a frase foi declarada.
Canal de comunicação: cordas vocais.
Contexto: A angústia de Jesus no Jardim Getsêmani (Mt 26.36-46)

Na linguagem coloquial, ou seja, na linguagem do dia-a-dia, usamos as palavras conforme as


situações que nos são apresentadas. Por exemplo, quando alguém diz a frase: “Toda aquele que escuta as
palavras de Jesus edifica a sua casa sobre a rocha” (interpretação bíblica de Mt 7.24), pode estar
atribuindo a ela um sentido denotativo ou conotativo. No sentido denotativo significaria “construção
física (concreta, material) feita na rocha”; no sentido conotativo significa “construção espiritual
fundamentada nos ensinamentos de Jesus” (abstrata, metafísica).
Temos, portanto, o seguinte:
Denotação: É o uso do signo em seu sentido real.
Conotação: É o uso do signo em sentido figurado, simbólico.
Capítulo 2
Fonemas e letras

Fonema é todo o som que pode estabelecer diferença de significado entre as palavras de uma
língua. Letra é a representação gráfica do fonema. Quando as pessoas estão conversando estão
produzindo sons (fonemas). Quando as pessoas estão escrevendo estão utilizando as letras.
Devemos tomar cuidado para não confundirmos fonemas com letras. Vejamos algumas
observações:
a) O mesmo fonema (som) pode ser representado por mais de uma letra. O fonema z (zê), por
exemplo, pode ser representado pelas letras: z, s, x.
Exemplos: exército, formosura, dezenas (z,s,x nestas palavras, são letras pronunciadas com o
mesmo som).
b) A mesma letra pode representar mais de um fonema: A letra x, por exemplo, pode ser
representada pelos fonemas:
chê: enxerido
zê: Êxodo
sê: próximo
O grupo de sons ks: hexagrama
c) O número de letras nem sempre coincide com o número de fonemas.
Exemplos: Arrebatamento — 13 letras: a /r /r /e /b /a /t /a /m /e /n /t /o
12 fonemas: a /rr /e /b /a /t /a /m /e /n /t /o

Ascendeu — 8 letras: a /s /c /e /n /d /e /u
7 fonemas: a /c /e /n /d /e /u

Reflexo — 7 letras: r /e /f /l /e /x /o
8 fonemas: r /e /f /l /e /k /s /o

Classificação dos fonemas


Os fonemas classificam-se em vogais, semivogais e consoantes.
Vogal: é o fonema produzido pelo ar que passa livremente pela boca, isto é, sem encontrar
nenhum obstáculo (a, e, i, o, u).
Semivogal: é o nome que se dá aos fonemas i e u quando, junto de uma vogal, formam com ela
uma só sílaba.
Exemplos: doutrina (ou), seitas (ei).
Consoante: é o fonema produzido graças aos obstáculos que impedem a livre passagem do ar (b,
c, d, f, g, j, k, l, m, n, p, q, r, s, t, v, x, z).

Sílabas
Na Língua Portuguesa, a cada vogal de uma palavra corresponde uma sílaba. Não existe sílaba
sem vogal.
Classificação das palavras quanto ao número de sílabas
Monossílabas – palavras com uma só sílaba: paz, mal, bem, sol, sal, eu;
Dissílabas – palavras com duas sílabas: livre, mundo, pecou, guerra;
Trissílabas – palavras com três sílabas: pecado, diabo, criador;
Polissílabas – palavras com mais de três sílabas: universal, católico, crucifixo.
Encontros vocálicos
As vogais e semivogais podem juntar-se em algumas palavras, formando os encontros vocálicos.
Estamos falando do ditongo, tritongo e hiato.
Ditongo – é formado por:
semivogal + vogal: co-mér-cio (i: semivogal / o: vogal)
vogal + semivogal: lei- te (e: vogal / i: semivogal).

Tritongo – é formado por:


semivogal + vogal + semivogal, numa só sílaba: Pa-ra-guai (u: semivogal / a: vogal / i:
semivogal).

Hiato – é formado por vogal + vogal em sílabas separadas: lu – a / jo - e – lho / e - go - ís - ta.

Encontros consonantais
Em algumas palavras ocorre a junção de duas consoantes sem a presença de uma vogal entre
elas. Trata-se dos encontros consonantais. Os mais comuns são:
bl: Bíblia
br: Brasil
cl: clone
cr: cristianismo
dr: dragão
fl: fluvial
fr: fraco
gl: inglesa
gr: gramática
pl: plano
pr: praia
tl: atleta
tr: trinco
vr: livro
pn: pneu
ps: psicologia

NOTA: Observe que todos esses encontros consonantais são inseparáveis, isto é, ficam sempre
na mesma sílaba. Note também que cada letra corresponde a um fonema (som).
Exemplos: trin-co / li-vro/ a-tle-ta.

Dígrafos: conjunto de duas letras que representam um só fonema (som). Podem ser formados por
consoantes ou vogal + consoante:
ch: chave
lh: olho
nh: montanha
rr: território
ss: assembléia
gu: guerra
qu:Antioquia
sc: descer
sç: desça
xc: excelência
Também são considerados grupos que representam algumas vogais:

am, an: também, antes


em, en: templo, entrar
im, in: jardim, seguinte
om, on: zombar, contar
um, un: fórum, mundo
Capítulo 3
Acentuação gráfica

Toda palavra da Língua Portuguesa de duas ou mais sílabas possui uma sílaba tônica, ou seja,
uma sílaba que é pronunciada com maior intensidade, porém nem sempre a sílaba tônica recebe o acento
gráfico. Dessa forma, todas as palavras com duas ou mais sílabas terão acento tônico, mas nem sempre
terão acento gráfico. A tonicidade está para a fala assim como o acento gráfico está para a escrita.
Há cinco acentos gráficos em português, a saber:
Agudo ( ´ ) - Bíblia, Noé
Circunflexo ( ^ ) - côvado, fôlego;
Grave ou Crase ( ` ) - E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite;
Til ( ~ ) - pregação, pães;
Trema ( ¨ ) - eloqüência, iniqüidades.

De acordo com a posição das sílabas, as palavras podem ser:


Oxítonas - tonicidade na última sílaba: café, salvação;
Paroxítonas - tonicidade na penúltima sílaba: Éden, terra;
Proparoxítonas: tonicidade na antepenúltima sílaba: exército, sétimo.

Regras de acentuação gráfica

Oxítonas terminadas em:


a (s): sofá, sofás
e (s): você, pontapé
o (s): avó, propôs
em (ens): além, parabéns

NOTA: Incluem-se nesta regra os infinitivos seguidos dos pronomes oblíquos lo, la, los, lãs.
Exemplos: dá-lo, matá-los, vendê-la, fê-las, compô-lo etc.
OBSERVAÇÃO: Nunca se acentuam:
a) As oxítonas terminadas em i e u, e em consoantes.
Exemplos: ali, caqui, rubi, bambu, rebu, urubu, sutil, clamor etc.;
b) Os infinitivos da terceira conjugação (terminados em i), seguidos dos pronomes oblíquos lo,
la, los, lãs.
Exemplos: fi-lo, puni-la, reduzi-los, feri-las.

Paroxítonas terminadas em:


l: louvável, provável
n: sêmen, hífen
r: mártir, cadáver
x: tórax, fênix
i (s): júri, tênis
us: bônus, vírus
ão (s): bênção, irmãos
ã (s): órfã, irmãs
um (uns): médium, álbuns
ps: bíceps
OBSERVAÇÃO: Os prefixos anti-, inter-, semi- e super-, embora paroxítonos, não são
acentuados graficamente.
Exemplos: anti-rábico, anti-séptico, inter-humano, inter-racial, semi-árido, semi-selvagem, super-
homem, super-requintado.

Monossílabas tônicas terminadas em:


a (s): chás, vá, pá
e (s): dê, fé, mês
o (s): nós, pó, dó

Todas as proparoxítonas são acentuadas.


Exemplos: hóspede, pêndulo, público, cântaro, dúvida etc.

Ditongos abertos:
éi (s): fiéis, idéia, assembléia, papéis
éu (s): chapéus, céu, véu, troféu
ói (s): destrói, jibóia, herói

Hiatos:
ôo (s) em final de palavra: abençôo, amaldiçôo, perdôo
êe (s) em final de palavra: crêem, lêem, vêem
i (s) quando for sílaba tônica e não for seguido por l, m, r, z, nh: juízes, distraído, saída, raízes
u (s) quando for sílaba tônica: saúde, baús, viúva

Trema

Emprega-se o trema no u que se pronuncia depois de g ou q, sempre que for seguido de e ou i.


Exemplos: seqüestro, agüentar, lingüística, tranqüilo.

Acento diferencial

O acento diferencial é utilizado para distinguir uma palavra de outra que se grafa de igual
maneira. Usamos o acento diferencial - agudo ou circunflexo. Vejamos alguns exemplos de acentos
diferenciais:

Pára (verbo).
Exemplo: Ele pára de trabalhar antes do final do expediente.
Para (preposição).
Exemplo: “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt 7.1).

Pêlo (substantivo).
Exemplo: “E saiu o primeiro ruivo e todo como um vestido de pêlo; por isso chamaram o seu
nome Esaú” (Gn 25.25).
Pelo (preposição per + artigo o).
Exemplo: “E por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora
da porta” (Hb 13.12).

Pôr (verbo).
Exemplo: “Porquanto o SENHOR não podia pôr este povo na terra que lhe tinha jurado; por isso
os matou no deserto” (Nm 14.16).
Por (preposição).
Exemplo: “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão
por mim” (Jo 14.6).
Pode (verbo poder - presente do indicativo).
Exemplo: “Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum” (Mc 9.29).
Pôde (verbo poder - pretérito perfeito do indicativo).
Exemplo: “Este homem começou a edificar e não pôde acabar” (Lc 14.30).
Capítulo 4
Pontuação

Os sinais de pontuação são sinais gráficos utilizados na língua escrita com o objetivo de reaver
recursos específicos da língua falada, tais como: entonação, jogo de silêncio, pausas etc.

Divisão e emprego dos sinais de pontuação

Ponto ( . )
a) Utilizado para indicar o final de uma frase declarativa (afirmativas ou negativas).
Exemplo: Jesus chorou. (Jo 11.35)
b) Utilizado para separar períodos entre si.
Exemplo: Fique conosco. Não vá embora.
c) Empregado nas abreviaturas.
Exemplo: a.C. (antes de Cristo), d.C. (depois de Cristo), masc. (masculino) etc.

Dois-pontos ( : )
a) Utilizado para iniciar a fala de pessoas.
Exemplo: “Mas Jesus disse a Pedro: Põe a tua espada na bainha; não beberei eu o cálice que o
Pai me deu?” (Jo 18.11).
b) Empregado antes de apostos ou orações apositivas, enumerações ou seqüência de palavras
que explicam, resumem idéias anteriores.
Exemplo: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé,
mansidão, temperança” (Gl 5.22).
c) Empregado antes de citação.
Exemplo: O “profeta” Brigham Young disse: “Nenhum homem ou mulher nesta dispensação
entrará no reino celestial de Deus sem o consentimento de Joseph Smith”.

Reticências ( ... )
a) Utilizada para indicar dúvidas ou hesitação do falante.
Exemplo: Sabe... eu queria te dizer que... esquece.
b) Utilizada na interrupção de uma frase deixada gramaticalmente incompleta.
Exemplo: — Bom dia! O dr. Rúbens está?
— No momento ele não se encontra. Quem sabe um pouco mais tarde...
c) Utilizada para indicar supressão de palavra (s) numa frase transcrita.

Parêntese ( )
a) Utilizado para isolar palavras, frases intercaladas de caráter explicativo e datas.
Exemplos: O estopim da Reforma Protestante (1517) se deu na ocasião em que a campanha das
indulgências para a basílica de São Pedro em Roma estava a todo vapor.
Além de os ateus negarem a existência de Deus (pois ateu significa “sem Deus”),
acabam se tornando anticristãos.

Ponto de exclamação ( ! )
a) Utilizado após uma frase imperativa.
Exemplo: Cale-se!
b) Utilizado após interjeição.
Exemplo: Ufa! Ai!
c) Utilizado após palavras ou frases que denotem caráter emocional.
Exemplo: Que pena!

Ponto de interrogação ( ? )
a) Utilizado em perguntas diretas.
Exemplo: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?” (Mt 16.13).
b) Às vezes, aparece justaposto ao ponto de exclamação.
Exemplo:
— Quem ganhou na loteria?
— Você.
— Eu?!

Vírgula ( , )
Indica uma pequena pausa na leitura ou separa palavras, frases e expressões. No interior da
oração é utilizada nas seguintes situações:
a) Para separar o vocativo (chamamento).
Exemplos: “Lázaro, sai para fora” (Jo 11.43).
O estudo teológico, meus irmãos, é importante para compreendermos melhor a
Bíblia”.
b) Para separar alguns apostos (explicativo).
Exemplo: João Batista, precursor de Jesus Cristo, morreu decapitado.
c) Para separar elementos de uma enumeração.
Exemplo: Precisa-se de diretores, professores, secretárias e auxiliares.
d) Para isolar expressões de caráter explicativo ou corretivo.
Exemplo: Amanhã, ou melhor, depois de amanhã, podemos nos encontrar para terminar este
trabalho.
e) Para separar conjunções intercaladas.
Exemplo: “Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis” (Mt 5.34).
f) Para isolar o nome de lugar na indicação de datas.
Exemplo: Belo Horizonte, 23 de janeiro de 2003.
g) Para marcar a omissão de um termo (normalmente o verbo).
Exemplo: Eles preferem ler jornais e eu, revistas (omissão do verbo preferir).
h) Quando a conjunção e vier repetida com a finalidade de dar ênfase (polissíndeto).
Exemplo: E chora, e ri, e grita, e pula de alegria.
i) Para separar as orações intercaladas.
Exemplo: — Professora, disse o menino, preciso de sua ajuda para entender este texto.

NOTA: Não se separa o sujeito do predicado.


OBSERVAÇÃO: Poderíamos ainda apresentar muitas outras regras que explicariam o emprego
da vírgula, entretanto, nosso objetivo é apenas apresentar alguns conceitos gramaticais. Assim, para
maior domínio do assunto, o aluno deverá pesquisar as obras apresentadas na Referência Bibliográfica.

Ponto-e-vírgula ( ; )
É um sinal utilizado quando a pausa desejada não é tão breve quanto a vírgula nem tão longa
quanto o ponto. O ponto-e-vírgula é, portanto, uma pausa intermediária entre o ponto e a vírgula. Pode
ser empregado para:

a) Separar os itens de uma lei, de um decreto, de uma petição, de uma seqüência etc.
Exemplo: Art. 127 - São penalidades disciplinares:
I- advertência;
II- suspensão;
III- demissão;
IV- cassação de aposentadoria ou disponibilidade;
V- destituição de cargo em comissão;
VI- destituição de função comissionada.

b) Quando verificarmos excesso de vírgula, uma muito próxima da outra, podemos empregar o
ponto-e-vírgula. Em determinadas situações, é um elemento indispensável à boa seqüência do texto.
Exemplo: Eles sabiam de tudo o que se passava no colégio interno, mas, como já era de se
esperar, nunca fizeram nada.
Vemos neste exemplo que há uma oração “atrapalhando” a seqüência entre a conjunção mas e a
oração nunca fizeram nada. E antes do mas há outra vírgula. Poder-se-ia usar o ponto-e-vírgula antes do
mas, a fim de diminuir o grande número de vírgulas. Assim teríamos: Eles sabiam de tudo o que se
passava no colégio interno; mas, como já era de se esperar, nunca fizeram nada.

NOTA: É importante saber que esse não é um caso obrigatório. O sinal é elucidante, enfatiza o
caráter adversativo (contrário) da oração introduzida pelo mas, assim, poderia ter sido empregada a
vírgula também.

c) Quando a vírgula marca a omissão de um verbo, pode haver, antes do sujeito desse verbo, uma
pausa representada pelo ponto-e-vírgula ou pelo ponto simples.
Exemplos: O general não temia o que lhe podia acontecer; os soldados, sempre (temiam).
O general não temia o que lhe podia acontecer. Os soldados, sempre (temiam).
Se a pausa em questão fosse marcada por uma simples vírgula, o sujeito — os soldados —
poderia ser visto como um elemento intercalado, isolado por vírgulas, o que prejudicaria a fluência da
leitura. Veja o exemplo: O general não temia o que lhe podia acontecer, os soldados, sempre.

Travessão ( — )

a) Utilizado para dar início à fala de um personagem.


Exemplo: O professor perguntou:
— Pai, quando começarão as aulas?

b) Utilizado para indicar mudança do interlocutor nos diálogos.


Exemplo: — Doutor, o que tenho é grave?
— Não se preocupe, é uma simples infecção. É só tomar um antibiótico e estará bom.

c) Utilizado para unir grupos de palavras que indicam itinerários.


Exemplo: A rodovia Belém—Brasília está em péssimo estado.

NOTA: O travessão também pode ser empregado em substituição à virgula em expressões ou


frases explicativas.

Aspas ( “ ” )

a) Empregada para isolar palavras ou expressões que fogem à norma culta, como gírias,
estrangeirismos, palavrões, neologismos, arcaísmos e expressões populares.
Exemplos: Maria ganhou um apaixonado “ósculo” do seu admirador (arcaísmo).
A festa na casa de Lúcio estava “chocante” (gíria).
Conversando com meu superior, dei a ele um “feedback” do serviço a mim requerido
(estrangeirismo).

b) Empregada para indicar uma citação textual.


Exemplo: “Uma gota de graça vale um mar de lágrimas” (William Jenkyn).

NOTA: Se, dentro de um trecho já destacado por aspas, se fizer necessário a utilização de novas
aspas, estas serão simples ( ‘ ’ ).
Exemplo: “O maior sofredor que vive neste ‘mundo de amor redentor’ e tem diante de si a oferta
do céu tem motivos de gratidão” (Albert Barnes).
Capítulo 5
Dúvidas da Língua Portuguesa

Por que é importante que conheçamos a língua portuguesa? É necessário expressar a Palavra de
Deus corretamente, por quê? Estamos preparados para responder com mansidão a todos aqueles que nos
perguntarem o porquê da esperança que há em nós?
Você saberia empregar os porquês supracitados ao escrever? Vejamos: são quatro os empregos e
grafias dos porquês.

Por que: Usa-se para fazer uma pergunta, direta ou indireta.


Exemplos: “E disse-lhes: Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé?” (Mc 4.40)
“Quero entender por que sois tão tímidos”.
Observe que a interrogação indireta é aquela que está subordinada a uma outra oração. No
exemplo Quero entender por que sois tão tímidos, não há o sinal de interrogação. Vejamos outros
exemplos:
Interrogação direta.
Exemplo: Por que essa tristeza?
Interrogação indireta.
Exemplo: Conte-me por que essa tristeza.

OBSERVAÇÃO: por que é também empregado para substituir pelo qual ou por qual.
Exemplos: As dificuldades por que eu passei foram grandes.
As dificuldades pelas quais eu passei foram grandes.

Por quê: É também interrogativo e se emprega sempre que vier imediatamente seguido do sinal
de interrogação, ou seja, no final da frase direta ou indireta.
Exemplos: Interrogação direta: Você está triste por quê?
Interrogação indireta: Você está triste. Diga-me por quê.

Porque: É empregado para se dar uma resposta ou explicação, pode ser substituído por pois.
Exemplos: “Mas Paulo respondeu: Que fazeis vós, chorando e magoando-me o coração? Porque
eu estou pronto não só a ser ligado, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus” (At
21.13).
— Por que você não me chamou?
— Não o chamei porque você estava ocupado.

Porquê: Trata-se de um substantivo, sinônimo de causa ou razão. Sempre é empregado


precedido pelos artigos o, os ou um.
Exemplos: “Então Ester chamou a Hatá, e deu-lhe ordem para ir a Mardoqueu, para saber que era
aquilo, e o porquê” (Et 4.5).
As crianças querem saber o porquê de tudo.

Saúdo e saldo
Exemplo: Saldo a igreja com a Graça e a Paz de Cristo (errado).
Qual o problema com esta frase? O problema está no emprego errado da palavra saldo, que
significa liquidado, saldado, quite.
Nesse caso, o correto é saúdo, que significa dar a saudação a; cortejar, cumprimentar, dar as
boas-vindas a.
Exemplo: “E logo, aproximando-se de Jesus, disse: Eu te saúdo, Rabi; e beijou-o” (Mt 26.49).

NOTA: Obviamente, este tipo de erro ocorre com mais freqüência na fala, e não na escrita.
Assim, devemos prestar bastante atenção na pronúncia destas palavras. Apesar da semelhança de sons
existente entre l e u, é possível identificar o erro de pronúncia quando o mesmo ocorre.

Obrigado

Primeiro caso: Como fórmula de cortesia, concorda em gênero e número com quem faz o
agradecimento (homem ou mulher, homens ou mulheres).
Exemplos: Obrigado pelo favor
Obrigada pela atenção
Obrigados pela resposta
Obrigadas pela gentileza
Segundo caso: Como forma coloquial, obrigado, portanto, só poder ser dito por homem, e não
por mulheres.
Terceiro caso: Caso o adjetivo seja substantivado, fica apenas no masculino e no singular (para
homem ou mulher, homens ou mulheres).
Exemplos: O meu obrigado
O nosso obrigado
O meu muito obrigado
O nosso muito obrigado

Para mim ou para eu?

Antes do verbo no infinitivo (terminações ar/er/ir) devemos empregar sempre para eu, pois mim
não pode ser sujeito e, portanto, não conjuga verbo.
Exemplos: “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti” (Sl 119.11).
(correto)
“Escondi a tua palavra no meu coração, para mim não pecar contra ti” (Sl 119.11).
(errado)

O verbo pecar está no infinitivo — veja que sua terminação é ar — usa-se então para eu.
Vejamos agora o emprego correto da expressão para mim:
Exemplo: “Agora, pois, toma as tuas armas, a tua aljava e o teu arco, e sai ao campo, e apanha
para mim alguma caça” (Gn 27.3).

Meio-dia e meio ou meio-dia e meia?

O correto é meio-dia e meia, pois a palavra meio, em ambos os casos apresentados, indica a
metade de alguma coisa. Quando isso acontecer, meio concorda com o substantivo a que se refere. Dia é
masculino, então se usa meio; hora é feminino, então se usa meia.
Exemplos: “E, havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora” (Ap.
8.1).
“Ele tomou meia garrafa de água”.

NOTA: Meio-dia, quando indicar hora exata, escreve-se com hífen.

Membro ou membra
Exemplo: Minha irmã também é membra de uma igreja evangélica (errado).
Qual é o problema com esta frase? O problema está no emprego errado da palavra membra, que
na realidade não existe. O correto é “Minha irmã também é membro de uma igreja evangélica”. Como se
vê, membro é um substantivo invariável, ou seja, permanece igual tanto no masculino quanto no
feminino.
Exemplos: “E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo?” (1Co 12.19)
“Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas” (Tg
3.5).

NOTA: Veja que língua é uma palavra de gênero feminino, mas mesmo assim é um pequeno
membro, e não uma pequena membra.

Bastante e bastantes

Quando modifica um substantivo (ou seja, é um adjetivo), bastante equivale a suficiente, que
basta, e deve concordar com o substantivo.
Exemplos: Ele não tem meios bastantes para isso.
Ele ainda possui bastantes recursos.
Meios, na primeira frase, é um substantivo e está no plural, por isso a palavra bastante deve estar
no plural, para concordar com meios.
Recursos, na segunda frase, é um substantivo e também está no plural.

Quando modifica verbo ou adjetivo, bastante é um advérbio e deve ficar invariável.


Exemplos: Os réus estavam bastante nervosos.
Nervosos é adjetivo e, por isso, neste caso, bastante permanece no singular.

NOTA: Jamais use a palavra como sinônimo de muitos, em grande quantidade, em frases deste
gênero:
Havia “bastantes” (muitas) pessoas na praça.
“Bastantes” (muitas) escolas aumentaram as mensalidades.

De graça ou de grátis

É certo falar ou escrever receba de grátis esse brinde? Não.


O certo é utilizar as expressões: de graça, grátis, ou gratuitamente.
Exemplos: Receba de graça.
Receba grátis.
Receba gratuitamente.

De grátis é uma forma errada de falar.

Debaixo ou de baixo

Debaixo (escrito junto) é advérbio empregado para indicar o que está em posição inferior ou sob
alguma coisa. Geralmente é seguido da preposição de.
Exemplo: “Então pôs o servo a sua mão debaixo da coxa de Abraão seu senhor, e jurou-lhe sobre
este negócio” (Gn 24.9).
Já de baixo (escrito separado), é uma expressão que se opõe a a cima ou de cima.
Exemplo: “Não se tomará em penhor ambas as mós, nem a mó de cima nem a de baixo; pois se
penhoraria assim a vida” (Dt 24.6).

Mas e mais

Mas é conjunção adversativa e equivale a: porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto.


O que é uma conjunção adversativa? São aquelas “partículas” que ligam termos ou duas orações
de igual função, acrescentando-lhes, porém, uma idéia de contraste.
Exemplos: “Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca
de Deus” (Mt 4.4) [...porém de toda a palavra que sai da boca de Deus]
A professora exigiu o trabalho, mas a turma não obedeceu.
Mais é advérbio de intensidade e indica quantidade.
Exemplo: “Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos” (Mt 10.31).

O emprego de onde e aonde

Onde: Indica permanência.


Exemplos:
Onde ele está?
Encontrou os livros onde lhe indiquei?
Onde passaremos o dia?
Outros exemplos:
“Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no oriente, e
viemos a adorá-lo” (Mt 2.2).
“O homem respondeu, e disse-lhes: Nisto, pois, está a maravilha, que vós não saibais de
onde ele é, e contudo me abrisse os olhos” (Jo 9.30).

Aonde: Usa-se com verbos de movimento.


Exemplos: Aonde ele foi?
Aonde essas medidas do governo vão levar?
Aonde nos conduzirão esses desmandos?
Outros exemplos:
“Disse, porém, Rute: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque
aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu
povo, o teu Deus é o meu Deus” (Rt 1.16).
“Guarda-te de fazeres aliança com os moradores da terra aonde hás de entrar; para que
não seja por laço no meio de ti” (Êx 34.12).

NOTA: Em termos práticos, aonde poder ser substituído por a que lugar, para que lugar,
enquanto onde equivale a em que lugar.

O emprego de mau e mal

Mau: Opõe-se a bom (adjetivo).


Exemplos: “E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Sl
139.24).
“Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom, ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau;
porque pelo fruto se conhece a árvore” (Mt 12.33).
Mal: Opõe-se a bem (advérbio).
Exemplos: “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço” (Rm 7.19).
“Respondeu-lhe Jesus: Se falei mal, dá testemunho do mal; e, se bem, por que me
feres?” (Jo 18.23).

Mal também pode significar:


 doença, moléstia.
Exemplo: “Ouvindo, pois, três amigos de Jó todo este mal que tinha vindo sobre ele, vieram cada
um do seu lugar: Elifaz o temanita, e Bildade o suíta, e Zofar o naamatita; e combinaram condoer-se
dele, para o consolarem” (Jó 2.11).

 um conceito.
Exemplo: O mal não compensa.

 tempo.
Exemplo: Mal você chegou, ele saiu.

Ao encontro de / de encontro a

Ao encontro de: expressa uma condição favorável, aproximar-se de.


Exemplos: “Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, e
que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou” (Hb 7.1).
Ainda bem que sua opinião veio ao encontro da minha.

De encontro a: expressa uma condição contrária, oposição, choque.


Exemplos: “Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o mar retornou a sua força ao
amanhecer, e os egípcios, ao fugirem, foram de encontro a ele, e o Senhor derrubou os egípcios no meio
do mar” (Êx 14.27).
O caminhão foi de encontro ao muro.
Capítulo 6
Atividades

1. Fazendo a leitura bíblica de Atos 15.7 aponte o emissor, o receptor, a mensagem, o código, o
canal de comunicação e o contexto.

“E, havendo grande contenda, levantou-se Pedro e disse-lhes: Homens irmãos, bem sabeis que já
há muito tempo Deus me elegeu dentre nós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra
do evangelho, e cressem” (At 15.7).

2. Indique quantos fonemas e letras possuem as seguintes palavras: arraial, flagelo.

3. Indique os encontros consonantais das seguintes palavras: templo, palavra, igreja, trono.

4. Aponte os dígrafos das seguintes palavras: testemunho, maravilhoso, chamado, terra.

5. Complete os seguintes trechos bíblicos com os porquês apropriados (por que, por quê, porque,
porquê):

a) Cantarei ao Senhor, _________________ gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo e o seu


cavaleiro.
b) ___________________, pois, não guardaste o juramento do Senhor, nem a ordem que te dei?
c) Como a verdade de Cristo está em mim, esta glória não me será impedida nas regiões da Acaia.
__________________? Porque não vos amo? Deus o sabe.
d) E os fariseus, vendo isto, disseram aos seus discípulos: __________________come o vosso
Mestre com os publicanos e pecadores?

6. Complete os seguintes trechos bíblicos com para mim ou para eu:

a) Vai, e dize a Davi meu servo: Assim diz o Senhor: Tu não me edificarás uma casa
____________________ morar.
b) E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm
rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, ______________________não reinar sobre eles.
c) A minha alma recusa tocá-las, pois são ____________________ como comida repugnante.
d) Porque o castigo de Deus era _____________________um assombro, e eu não podia suportar a
sua grandeza.

7. Complete as frases utilizando a forma correta indicada entre parênteses.

a) Porém esta palavra pareceu __________________aos olhos de Samuel, quando disseram: Dá-nos
um rei, para que nos julgue. E Samuel orou ao Senhor. (mau / mal).
b) E por que nos fizestes subir do Egito, para nos trazer a este lugar __________________? (mau /
mal).
c) Guarda-te de fazeres aliança com os moradores da terra __________________ hás de entrar; para
que não seja por laço no meio de ti. (onde / aonde).
d) Ora, os principais dos sacerdotes e os fariseus tinham dado ordem para que, se alguém soubesse
________________ ele estava, o denunciasse, para o prenderem. (onde / aonde).
e) E, chegando Davi aos duzentos homens que, de cansados que estavam, não puderam seguir a
Davi, e que deixaram ficar no ribeiro de Besor, estes saíram ___________________Davi e do povo que
com ele vinha; e, chegando-se Davi com o povo, os saudou em paz (ao encontro de / de encontro a).
f) E fui ao anjo, dizendo-lhe: Dá-me o livrinho. E ele disse-me: Toma-o, e come-o, e ele fará amargo
o teu ventre, ___________________ na tua boca será doce como mel (mas / mais).
g)E se não resgatar o campo, ou se vender o campo a outro homem, nunca mais se resgatará (mas /
mais).
h) E disse Abraão ao seu servo, o mais velho da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía:
Põe agora a tua mão ____________________ da minha coxa (debaixo / de baixo).
i) E dizia-lhes: Vós sois ____________________, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou
deste mundo (debaixo / de baixo).
Referência bibliográfica

ULISSES & PASQUALE. Gramática da Língua Portuguesa. Editora Scipione.


MARTINS, Eduardo. Manual de Redação e Estilo. O Estado de São Paulo. Editora Moderna.
PASQUALE, Cipro Neto. Série Português com o professor Pasquale. EP&A. Publifolha.
BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. Editora Lucerna.
NICOLA, José de. Gramática Essencial. Editora Scipione.
ODILSON, Soares Leme. Tirando dúvidas de Português. Editora Ática.
LEDUR & SAMPAULO. Série Os pecados da língua – Pequeno repertório de grandes erros de
linguagem. Editora AGE.
MESQUITA, ROBERTO MELO. Gramática da Língua Portuguesa. Editora Saraiva.
INFANTE, Ulisses. Curso de Gramática Aplicada aos textos. Editora Scipione.
FARACO & MOURA. Gramática Escolar. Editora Ática.
FARACO & MOURA. Gramática Nova. Editora Ática.
LIMA, Rocha. Gramática Normativa da Língua Portuguesa. Editora José Olympio.
CUNHA, Celso. Nova Gramática do Português Contemporâneo. Editora Nova Fronteira.
TUFANO, Douglas. Estudos da Língua Portuguesa: Gramática. Editora Moderna.
O Dicionário da Língua Portuguesa – Século XXI. Editora Nova Fronteira.