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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO MARANHÃO


IFMA – CAMPUS SÃO LUÍS MARACANÃ
DIRETORIA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL – DDE
DEPARTAMENTO DE ENSINO – DE
COORDENAÇÃO DE CURSOS SUPERIORES - CCS
CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS AGRÁRIAS

LUCIANO SOARES DOS SANTOS

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO II

São Luís
2021
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LUCIANO SOARES DOS SANTOS

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO II

Relatório apresentado ao Curso de graduação de


Licenciatura em Ciências Agrárias do IFMA, para
demonstrar as atividades de Estágio Curricular
Supervisionado II desenvolvidas no Ensino Médio
e Técnico do IFMA campus São Luís Maracanã.

Orientadora: Profa. Edleuza Nere Brito de Souza

São Luís
2021
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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 4
2 CAMPO DE ATUAÇÃO DO DOCENTE DA LCA ........................................................... 5
3 A DOCÊNCIA NO CENÁRIO DE PANDEMIA ................................................................. 7
4 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ...................................................................................... 12
4.1 Fase teórica em sala de aula .................................................................................................. 12
4.2 Fase de Regência .................................................................................................................... 13
4.3 Caracterização do campo de estágio ....................................................................................... 13
4.4 Descrição das atividades desenvolvidas ................................................................................. 14
5 CONSIDERAÇÕES ................................................................................................................ 23
ANEXOS ...................................................................................................................................... 25
APÊNDICES ............................................................................................................................... 38
REFERÊNCIAS ........................................................................................................................... 46
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1 INTRODUÇÃO

No que se refere à formação de profissionais da educação, a Lei de Diretrizes e Bases


da Educação Nacional (LDB), de número 9394/96, assegura respectivamente nos artigos de
números 61 e 65 a associação entre teorias e práticas e a prática de ensino de no mínimo
trezentas horas. Além de aliar a teoria à prática, o estágio supervisionado tem como objetivos
formar professores reflexivos e críticos, inserir o graduando no contexto escolar, promover a
capacitação de futuros professores assim como a produção e articulação do conhecimento,
solucionar problemas específicos, integrar o profissional ao mercado de trabalho etc.
O presente relatório tem por objetivo relatar as atividades desenvolvidas durante o
Estágio Supervisionado II, do curso de Licenciatura em Ciências Agrárias com habilitação em
Licenciatura pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA),
Campus São Luís Maracanã, da disciplina Estágio Supervisionado II, ministrada pela
professora Ma. Edleuza Nere Brito de Souza.
O estágio foi realizado no IFMA – Campus São Luís Maracanã, durante o período de
22 de fevereiro de 2021 até o dia 27 de abril de 2021, configurado na observação participante
da disciplina de Avicultura (Ensino Superior, Zootecnia - 8º Período), Tecnologia de Rações
(Ensino Superior, Zootecnia - 8º Período), e na disciplina de Avicultura (Ensino Técnico,
turma 702), este com prática pedagógica, com o apoio do professor Dr. Geraldo Fábio Viana
Bayão.
O Relatório de Estágio divide-se em duas etapas de atuação pelo estagiário: a)
observação das aulas de avicultura e de tecnologia de rações; e b) prática docente nas aulas de
Avicultura do Ensino Técnico. O estágio foi realizado com a supervisão e avaliação do
professor de avicultura e tecnologia de ração, Geraldo Fábio Viana Bayão, desde as aulas de
observação até a prática como docente (Anexo I e Anexo II).
No âmbito da estruturação do Relatório de Estágio pelo estagiário, cumpriu-se o
período de acompanhamento do planejamento e avaliação participando dos encontros
agendados em horário de ensino, organizando o plano de estágio (Anexo III), resenhas
didáticas (Apêndice I, II, II) para entendimento do ‘ser professor’ e elaboração do relatório
final, com o amparo e orientação da professora Edleuza Nere Brito de Souza.
Este relatório trouxe as análises dos registros das atividades que foram desenvolvidas,
na modalidade remota, na plataforma Google Classroom, via Meet, em que se fez um link
entre leituras realizadas previamente, conhecimento adquirido no decorrer do curso,
observação da prática pedagógica e aplicação da prática docente.
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Esse Estágio foi distribuído em 135 horas da seguinte forma:

CARGA HORÁRIA ATIVIDADES PEDAGÓGICAS

Orientações e fundamentação teórica da ação de observação


sistemática da atividade docente na educação básica e profissional,
instruções para a elaboração do relatório, discussão e orientações em
torno do projeto pedagógico das escolas e a participação dos
30 h
estagiários neste, assim como, as múltiplas possibilidades de atuação
em outras atividades da escola (planejamentos, reuniões pedagógicas,
participação e organização de eventos), estudo e discussão das
políticas inclusivas.

Observação sistemática da atividade docente e participação em outras


70 h
dimensões de atuação profissional.

Atividades finais do Estágio Supervisionado II, sendo 25h (vinte e


35 h cinco horas) para elaboração do relatório e 10 h (dez horas) para
exposição e/ou apresentação das experiências do estágio
Fonte: Anexo IV - Regulamento da Disciplina Estágio Supervisionado do Curso de Licenciatura em Ciências
Agrárias do Instituto Federal do Maranhão – Campus São Luís Maracanã, 2021.

A sequência desse relatório tratou primeiramente da explicitação do campo de atuação


docente da Licenciatura em Ciências Agrárias (LCA). Num segundo momento foi feita uma
explanação das atividades do professor no cenário de pandemia mundial. Em seguida foi feita
toda uma análise dos dados adquiridos durante a observação-participante, relatando a
experiência pedagógica no período de estágio, e por fim foi feita uma consideração final
acerca do estágio II e de suas contribuições para formação do professorado.

2 CAMPO DE ATUAÇÃO DO DOCENTE DA LCA

As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação


Básica sugerem que o profissional no exercício da docência, não se restrinja à atividade de
condução do trabalho pedagógico em sala de aula, mas, envolva-se de forma participativa e
atuante na dinâmica própria dos espaços escolares. Na abordagem da Licenciatura em
Ciências Agrárias, o docente deverá ter também uma postura investigativa em torno dos
problemas educacionais e os específicos da área de Ciências Agrárias, contribuindo de forma
segura, competente e criativa, com o processo educativo escolar, no âmbito do ensino médio e
técnico-profissional.
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Nesta perspectiva, o Licenciado em Ciências Agrárias deverá ser detentor de uma


ampla e sólida formação básica, com adequada fundamentação técnico-científica que propicie
o entendimento do processo histórico de construção do conhecimento no tocante a princípios,
conceitos e teorias de natureza específica e pedagógica, pautados nos avanços científicos e
tecnológicos e nas necessidades sociais, bem como seja capaz de responsabilizar-se, como
educador, nos vários contextos da sua atuação profissional, tendo em vista seu importante
papel na formação de cidadãos.
Desta maneira o profissional desta área leciona em escolas de ensino técnico,
ensino médio e ensino superior, formando e treinando mão de obra para trabalhar em
propriedades rurais e na agroindústria. Tal profissional é capacitado na produção
agropecuária, comercialização dos produtos e preservação ambiental, sendo habilitado na
regência em áreas da agronomia, fitotecnia, engenharia rural, zootecnia, agroindústria e
extensão rural.
Institutos Federais de Educação Profissional, Escolas Agrotécnicas e Escolas de
Campo são seus principais locais de trabalho. Mas podem atuar também na administração de
propriedades rurais e na implantação de medidas que melhorem a produção, ou seja, estão
aptos a trabalharem em fazendas, ONGs, secretarias de agricultura e programas de
desenvolvimento agrícola.
Assim o campo de atuação do profissional de Licenciatura em Ciências Agrárias,
distribuem-se da seguinte forma:

ATIVIDADE PROFISSIONAL ATUAÇÃO PROFISSIONAL


Preparar equipes profissionais para atuar em
CAPACITAÇÃO
cooperativas e associações rurais.

Dar assistência a funcionários de ONGs,


CONSULTORIA fazendas e confederações e secretarias de
agricultura.

Lecionar em escolas técnicas, de Ensino


Médio e em Institutos Federais. Para lecionar
DOCÊNCIA
no Ensino Superior é preciso fazer pós-
graduação.

Administrar estabelecimentos rurais visando


GESTÃO
à melhoria da produção.
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3 A DOCÊNCIA NO CENÁRIO DE PANDEMIA

No Brasil desde o final do mês de fevereiro de 2020 fomos surpreendidos em


diversos estados da federação pela disseminação do Coronavírus que provoca a COVID
19. A COVID-19 é uma doença causada pelo Coronavírus SARS-CoV-2, que apresenta
um quadro clínico que varia de infecções assintomáticas a quadros respiratórios graves.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a maioria dos pacientes com
COVID-19 (cerca de 80%) podem ser assintomáticos e cerca de 20% dos casos podem
requerer atendimento hospitalar por apresentarem dificuldade respiratória e desses casos
aproximadamente 5% podem necessitar de suporte para o tratamento de insuficiência
respiratória (suporte ventilatório).
As medidas de prevenção ao contágio da COVID 19 para enfrentamento geraram
uma crise sob o modo de vida das pessoas e economia. Mas o certo é que o momento de
pandemia a que fomos assolados exigiu a reclusão de todos, particularmente, daqueles que
realmente puderam ficar em casa por um período de aproximadamente por 40 dias durante
os meses de março, abril e maio de 2020 que acabou se estendendo até os dias atuais. Com
isso às atividades escolares presenciais não retornaram, tornando o modelo de Educação
Remota uma estratégia para a continuação das atividades no cenário educacional vigente.
As aulas remotas oferecem a continuidade da escolarização por meio de recursos
tecnológicos, só que a distância. Normalmente, as lições são encaminhadas às turmas
pelos professores de cada matéria, no mesmo horário da aula presencial. Prática que tem
garantindo o cumprimento do conteúdo programático previsto para cada disciplina. O que
difere do conceito de Educação a Distância (EAD), que é, via de regra, um formato de
ensino e aprendizagem caracterizado como auto instrucional com apoio pedagógico.
Contudo, a pandemia pegou o mundo de surpresa. Nem todas as escolas contam
com a eficiência e assertividade de aplicativos profissionais de comunicação e de gestão
escolar. Então, também utilizam e-mails, redes sociais, WhatsApp entres outros. Essas são
algumas das formas que as escolas encontram para continuar a escolarização dos alunos
de forma não-presencial. O Conselho Nacional de Educação publicou na tarde do dia 30
de abril de 2020 o Parecer nº 5/2020, que dispõe sobre a reorganização do calendário
escolar e sobre a possibilidade de cômputo de atividades pedagógicas não presenciais para
fins de cumprimento da carga horária mínima anual, em razão da pandemia da Covid-19.
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Sobre a reorganização do Calendário Escolar, o CNE recomenda que sejam


permitidas formas de reorganização utilizando aulas presenciais e por meio de atividades
pedagógicas não presenciais, de maneira coordenada, sempre que for possível e viável
para a rede ou instituição de ensino, do ponto de vista estrutural, pedagógico e financeiro.
Na educação infantil, o Parecer orienta que as escolas desenvolvam materiais de
orientações aos pais ou responsáveis com atividades educativas de caráter lúdico,
recreativo, criativo e interativo, a serem realizadas com as crianças em casa, enquanto
durar o período de emergência, garantindo, assim, atendimento essencial às crianças
pequenas e evitando retrocessos cognitivos, corporais (ou físicos) e socioemocionais.
Para os anos iniciais do ensino fundamental, sugere-se “que as redes de ensino e
escolas orientem as famílias com roteiros práticos e estruturados para acompanharem a
resolução de atividades pelas crianças. No entanto, as soluções propostas pelas redes não
devem pressupor que os „mediadores familiares ‟substituem a atividade profissional do
professor. As atividades não presenciais propostas devem delimitar o papel dos adultos
que convivem com os alunos em casa e orientá-los a organizar uma rotina diária”.
Nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio, o documento do CNE
sugere a elaboração de atividades construídas em consonância com as habilidades e
competências preconizadas pelas áreas de conhecimento na BNCC; a utilização, quando
possível, de horários de TV aberta com programas educativos para adolescentes e jovens;
distribuição de vídeos educativos, de curta duração, por meio de plataformas digitais, mas
sem a necessidade realização de testes online ou por meio de material impresso, entregues
ao final do período de suspensão das aulas; e utilização de mídias sociais de longo alcance
(WhatsApp, Facebook, Instagram etc.) para estimular e orientar os estudos, desde que
observadas as idades mínimas para o uso de cada uma dessas redes sociais, entre outros.
Uma das vertentes do documento sobre a possibilidade de longa duração da
suspensão das atividades escolares presenciais por conta da pandemia da COVID-19
poderia acarretar:
Dificuldade para reposição de forma presencial da integralidade das aulas suspensas
ao final do período de emergência, com o comprometimento ainda do calendário
escolar de 2021 e, eventualmente, também de 2022; retrocessos do processo
educacional e da aprendizagem aos estudantes submetidos a longo período sem
atividades educacionais regulares, tendo em vista a indefinição do tempo de
isolamento; danos estruturais e sociais para estudantes e famílias de baixa renda,
como stress familiar e aumento da violência doméstica para as famílias, de modo
geral; e abandono e aumento da evasão escolar. (BRASIL, 2020, p.03)

Essas seriam algumas entre várias das razões para retornarmos as aulas de forma
remota. O documento aborda ainda, que as atividades pedagógicas não presenciais podem
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se aplicar a todos os níveis, etapas e modalidades educacionais, incluindo a educação


especial. Com relação à Educação de Jovens e Adultos (EJA), as medidas recomendadas
devem considerar as suas singularidades na elaboração de metodologias e práticas
pedagógicas
Sabendo das razões para o retorno emergencial das aulas, vale ressaltar que o maior
desafio desse “ensino remoto de emergência” recai sobre os educadores.
Como adaptar os conteúdos, as dinâmicas de sala, as aulas expositivas e as
avaliações. Sem prejudicar o processo de aprendizagem? Como manter os alunos
interessados e engajados? A tarefa é ainda mais complexa para aqueles que atuam em
áreas distantes da tecnologia ou que lecionam para crianças.
Segundo Costa, é papel da instituição de ensino apoiar e instruir o professor.
“Espera-se apoio técnico e regras objetivas e definidas para o formato do modelo remoto
de aula”, comenta. Para a consultora, o amparo garante a confiança do docente e
continuidade dos cursos.
Por outro lado, existem muitas campanhas e educadores que consideram que se a
educação a distância (EaD) ou remota, for considerada atividade regular e contada nos
dias letivos, poderá ser ampliado as desigualdades educacionais e sociais. Motivos esses
que vão desde falta de infraestrutura das redes para essa modalidade, indisponibilidade de
plataformas e ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) coerentes com a realidade de
discentes dependentes apenas do aparelho celular, até a falta de professores e professoras
com formação adequada para trabalhar com a modalidade, não estando, assim como os
estudantes, aptos para essa alternativa neste momento.
Porém sabe-se que com a pandemia, as plataformas de EaD passam a ser uma
solução viável para que crianças e jovens não percam o ano letivo, mas a avaliação de que
essa implantação seja positiva em todos os aspectos só é válida se entendermos a
educação básica a partir do viés da aprendificação e mercantilização do ensino
As dificuldades no aprendizado dos alunos em tempos normais já são uma
realidade na educação brasileira. Pudera, já que se investe muito pouco por aluno na
educação pública, o que implica no fato de que os professores sejam mal remunerados e
possuírem cargas excessivas de trabalho, além de as escolas serem mal equipadas
(PINTO, 2014). Contudo, a qualidade da educação, para além de depender dos insumos e
da valorização de seus profissionais, depende muito de fatores socioeconômicos. Vivemos
em um país onde 31,1 milhões de brasileiros (16% da população) não têm acesso a água
fornecida por meio da rede geral de abastecimento; 74,2 milhões (37% da população)
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vivem em áreas sem coleta de esgoto; outros 5,8 milhões não têm banheiro em casa;
11,6 milhões (5,6% da população) vivem em imóveis com mais de 3 moradores por
dormitório e 3,5 milhões de pessoas vivem com até R$ 145 por mês . Falar em qualidade
da educação sem olhar para esses dados é quase desumano.
Diante dessa realidade caótica, a desmotivação educacional se alastra no cenário
brasileiro, escolas que estão paralisadas desde o início da quarentena, professores que
gravam vídeo aulas, mesmo que parte dos alunos não tenha acesso à internet ou que este
acesso seja limitado, dificuldades de aprendizagem sem uma mediação próxima,
esgotamento dos professores que tentam incluir os alunos na medida do possível e dar
conta de uma realidade para a qual não foram preparados, são fatos que contribuem para a
manutenção dessa triste situação da educação nacional.
Entre em estarmos nos valendo de novos recursos tecnológicos e metodologias,
criando maior vínculo e diálogo da escola e dos professores com os alunos, estarmos
“aproveitando a oportunidade” para nos atualizar e nos reinventar, uma vez que a palavra
de ordem nesse momento de pandemia é ‘adaptação’ ao momento de quarentena e o
isolamento social.
Porém essa palavra de ordem é muito enigmática, uma vez que as atividades
pedagógicas se tornaram mais complexas e diversificadas, exigindo uma disponibilidade
cada vez maior dos professores, a um custo pessoal muito grande.
Preparar uma aula para os meios digitais nos cobra um tempo desumano e
insuportavelmente doloroso, horas e horas além do previsto em nossos contratos e
jornadas. As leituras, os slides, os recursos de apoio, a linguagem, os exemplos, a
dinâmica, o ritmo, a sistematização de conceitos, tudo é diferente. Exaustivo. Tem a aula
do agrupamento do infantil, do sexto ano, do oitavo, do primeiro do médio, dos mesmos
anos em outra escola, conteúdos diferentes. Quando consegue cair na cama, já madrugada,
professoras e professores mergulham na tensão da insônia, já pensando que tudo isso irá
se repetir no dia seguinte.
Nesse sentido "O desafio maior do professor no ensino via internet não está na
mudança do conhecimento, regras, habilidades e práticas por si, mas nas mudanças da
identidade e "eu" do professor em cada um destes domínios." (White, 2007). Percebe-se
que durante muito tempo, o papel do professor ficou limitado no contexto da EaD. Uma
vez que a tecnologia e as metodologias didáticas disponíveis não viabilizam a
comunicação satisfatória com seus alunos, ao longo do processo educacional. O contato
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entre professor e alunos realizava-se por meio dos materiais didáticos e da avaliação da
aprendizagem, ao final de qualquer disciplina do curso comum.
Hoje essa visão vem se modificando. A ampla atuação do professor (em um
contexto denominado "professor-tutor" ou, simplesmente "tutor" ou seja, professor não é
mais apenas o único detentor do conhecimento e sim atua como mediador do
conhecimento seja presencial, remoto ou EaD) tem importância básica para a EaD. Daí a
relevância de se investir na formação de nossos professores, preparando-os para
exercerem seu trabalho com boa fundamentação teórica e simultaneamente preparando-os
para situações como essa da pandemia. Além de boa fundamentação teórica, o tutor (que é
professor) precisará revestir sua ação pedagógica de emoção, sentimentos, que colaboram
com o processo de formação.
Finalmente chega a nós a convicção já usual em países mais desenvolvidos de que
educação é componente substancial de qualquer política de desenvolvimento, não só
como bem em si e como mais eficaz instrumentação da cidadania, mas igualmente
como primeiro investimento tecnológico. (DEMO, 2014, p. 22)

É imprescindível que o professor receba e que seja ofertado o acesso a formação


continuada pelos sistemas públicos principalmente no que se refere a atuar com nossos
educandos através de mídias sociais, fazendo com que estejam preparados a vivenciar
tempos inesperados como o que estamos vivenciando e não só após essa catástrofe
acontecer no caso da pandemia, a formação requerida se faz necessária sempre, uma vez
que o educador atua em tempo real.
É fato que o professor da educação básica, como regra, não detém formação
adequada, seja porque é ministrada em instituições de educação superior de
idoneidade duvidosa, seja porque ainda persiste o esquema da Escola Normal, seja
porque pedagogia continua atrasada em termos de competência técnica, seja porque
não existe sistema conveniente de atualização constante, seja porque a atividade do
professor tem decaído para o rol das facilitadas e marcadas pela seleção negativa
(MELLO, 1986).

Em termos de qualidade atuacional dos professores enquanto formadores e


pesquisadores nesse novo contexto de atuação na pandemia e frente a muitos desafios,
para exercer o papel de orientador do processo de aprendizagem, será requerido de sua
parte uma reflexão constante sobre sua prática pedagógica, que envolverá um grande
esforço para que se obtenha os melhores resultados na parceria educacional com os
estudantes (Almeida, 2003). Essa reflexão deverá estar pautada em um bom planejamento
de sua atuação, autoavaliação criteriosa e compreensão de seus saberes e crenças
docentes, para que os avanços no exercício da sua mediação possam ser sentidos,
especialmente pelos estudantes.
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4 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
4.1. Fase teórica em sala de aula
No tocante as orientações e fundamentação teórica da ação de observação sistemática
da atividade docente na educação básica e profissional, instruções para a elaboração do
relatório, discussão e orientações em torno do projeto pedagógico das escolas e a participação
dos estagiários neste, assim como, as múltiplas possibilidades de atuação em outras atividades
da escola (planejamentos, reuniões pedagógicas, participação e organização de eventos),
estudo e discussão das políticas inclusivas, a professora orientadora Edleuza Nere Brito de
Souza, repassou uma pasta de arquivos, no qual chamou de pasta de estágio, tal pasta
elencava documentos base do estágio supervisionado do IFMA – Campus São Luís Maracanã,
como: carta de apresentação do estagiário (Anexo V); procedimentos para o Enfrentamento
do Coronavírus (COVID-19), embasado na PORTARIA Nº 2.068, DE 02 DE JUNHO DE
2020, a DDE do Campus São Luís Maracanã; Ementário do Estágio Supervisionado; Ficha -
Folha de Frequência do Estágio Supervisionado; Ficha - Plano de Estágio Supervisionado II;
Ficha - Avaliação do Estágio Supervisionado II - Professor Supervisor; Regulamento da
Disciplina Estágio Supervisionado do Curso de Licenciatura em Ciências Agrárias do
Instituto Federal do Maranhão – Campus São Luís Maracanã; Resolução das Normas de
Estágio Supervisionado para os Cursos da Educação Profissional Técnica de Nível Médio e de
Graduação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Resolução
nº 122, de 12 de dezembro de 2016); e o Modelo de Relatório de Estágio seguido pelo IFMA
– Campus São Luís Maracanã.
Na presente fase a orientadora repassou instruções, quanto aos documentos da pasta,
sobretudo, explicações quanto o preenchimento e normativas da Ficha – Plano de Estágio
Supervisionado II, que por ventura se tornou uma das atividades da composição da nota da
disciplina de Estágio Supervisionado II.
Por conseguinte, para evidenciar o ‘ser professor’ nas nuances do passado, no espaço
atual e com perspectivas para o futuro, a educadora, repassou três artigos para serem
analisados e servirem de base para criação de resenhas críticas, que se configurou como a
segunda atividade da composição da nota da disciplina de Estágio Supervisionado II.
E por fim, a professora de Estágio Supervisionado II, orientou a turma sobre a
elaboração do relatório final do estágio supervisionado II, explicando sua estrutura, situando a
diferença entre anexos e apêndices, definindo data final das entregas das três atividades que
compõe a nota da referida disciplina.
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4.2. Fase de Observação Participante e Regência


O estágio é uma possibilidade do estreitamento da formação, onde é possível
pensar a teoria e a prática como unidade. O estagiário deve aproveitar esse momento como
uma oportunidade de ter vez, de interferir e dar a opinião.
Conferido a essa perspectiva, tive a honra de ter a aceitação do professor Dr.
Geraldo Fábio Viana Bayão, como seu estagiário, embora seja, em um espaço educacional
remoto, no qual comprometeu a observação do comportamento da turma em cada disciplina,
foi possível perceber outras características do fazer pedagógico, tais como, apresentações
PowerPoint dinâmicas ricas em imagens e estruturadas em vídeos, afim de prender a atenção
da turma, coerências fonológicas com alterações do timbre da voz, com o intuito de quebrar a
sonolência do público, descrição simétricas das imagens e vídeos, com o propósito de permitir
o acolhimento dos discentes com deficiência visual e diminuição das formalidades
exacerbadas entre professor e aluno, para permitir uma maior participação da classe durante
as aulas.
A observação participante na modalidade remota, exige uma maior sensibilidade
do observador no grupo que observa. Na sala de aula remota a percepção dos aspectos
decorrentes da ação do professor e dos alunos, assim como mudanças de atuação conforme a
vivência, é de difícil visualização. A resolução dessa problemática, foi a escolha das
disciplinas a serem observadas, tive a felicidade de atuar em disciplinas que tenho ótima
afinidade, a avicultura e a tecnologia de ração, pois trabalhei e trabalho com elas fora do
cotidiano acadêmico. Portanto perceber o foco do aluno, as perguntas pertinentes e o
desempenho da turma quanto a essas disciplinas se tornou entendível.
Outra linha facilitadora durante o estágio, é a receptividade do professor BAYÃO
no Google Classroom, permitindo a minha atuação na prática docente (ministrar aula),
fazendo apontamentos de voz e tempo de apresentação, para melhoramento continuo do meu
fazer pedagógico. Contudo é possível afirmar que o ambiente educacional vinculado ao
estágio permitiu o melhoramento do meu olhar enquanto docente de ciências agrárias.

4.3. Caracterização do campo de estágio


Durante o estágio de observação participante e regência, atentei-me à motivação
dos alunos em relação às atividades no Google Classroom. Primeiramente faz-se necessário
definir o que é essa tal motivação a ser observada durantes as aulas. Segundo Balancho e
Coelho (apud MORAES e VARELA, p. 3), a motivação pode ser compreendida como um
processo, o qual incita um comportamento, que sustenta determinada atividade e que produz
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nela algum sentido. Entende-se assim, que a motivação é um fator fundamental no que diz
respeito ao rendimento e ao êxito escolar.
As observações se sucederam em duas turmas do IFMA – Campus São Luís
Maracanã, a turma 702, do Curso Técnico de Agropecuária e a turma do 8º Período de
Zootecnia, fundamentada tão somente nas disciplinas de avicultura aplicada nas duas turmas e
na disciplina de tecnologia de rações aplicada apenas na turma de Zootecnia, ambas
orientadas pelo professor Dr. Geraldo Fábio Viana Bayão. As turmas possuem um perfil
bastante heterogêneo, com alunos de personalidades e comportamentos bem distintos, o que
propiciou o foco de observação.

4.4. Descrição das atividades


4.4.1. Aula do dia 23 de fevereiro de 2021
Na primeira aula de observação fui apresentado aos alunos da turma 702, do curso
de agropecuária, pelo professor, como estagiário do curso de Licenciatura em Ciências
Agrárias e que futuramente iria trabalhar com eles. Nesse dia haviam 8 alunos logados no
MEET. No primeiro momento, notei que eles não deram muita atenção, possivelmente pelo
fato da aula ser remota, não tendo o espaço situacional presencial.
Notei de imediato que os alunos são tímidos enquanto participantes da aula. No
início da aula o professor apresentou a temática a ser abordada, tratando-se da Anatomia e
Fisiologia das Aves, explicitando de forma objetiva, os conceitos introdutórios e as
características gerais das aves.
O professor abriu um momento para sanar dúvidas, ao final da aula, porém
ninguém apresentou nenhuma dúvida, assim a aula foi encerrada.
4.4.2. Aula do dia 24 de fevereiro de 2021
Nesta aula, que ocorrerá na turma de Zootecnia do 8º Período, com 11 alunos logados
pelo MEET, com a temática das Raças e Linhagens mais utilizadas na produção avícola e das
fases de produção na avicultura de corte. A aula iniciou assim como no ensino técnico com
alunos mais cautelosos com a participação em sala, porém com o professor incitando-os
houve perguntas quanto aos cálculos sobre conversão alimentar na produção de aves de corte,
que o professor respondeu com a função caneta no próprio powerpoint, simulando um quadro
branco de sala de aula, onde o mesmo apresentou as formulas e as utilizou com
exemplificações sugeridas pelos próprios alunos, sanadas as dúvidas o professor finalizou a
aula.
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4.4.3. Aula do dia 01 de março de 2021


Neste dia o professor iniciou a aula fazendo correção de prova e comentando as
questões, percebi que a turma de Zootecnia do 8º Período, tinha 13 alunos logados no MEET,
sendo que a turma no geral estava na média admitida pelo Campus São Luís Maracanã,
mesmo assim o professor fez algumas colocações chamando a atenção dos alunos para os
detalhes presente no campo da avicultura, lembrando que no campo de atuação esquece-los
podem custar o emprego.
Depois o professor retomou a aula com a temática da avicultura de corte relatando a
importância dos índices zootécnicos, sobretudo figurado ao rendimento de carcaça, uma vez
que é o carro chefe da lucratividade da produção. Apresentou as etapas de produção do
sistema avícola convencional e industrial, explicitando a fase de preparo do galpão e a fase da
chegada dos pintinhos. Ao final, o professor abriu espaço para sanar dúvidas, não sendo feito
nenhuma pergunta, finalizou a aula.
4.4.4. Aula do dia 02 de março de 2021
Neste dia o professor iniciou a aula apresentando o histórico de evolução genética da
avicultura para a turma 702 de agropecuária, havia 12 alunos logados no MEET, tal
abordagem do melhoramento genético, fundamentou-se na origem das aves de corte, seguida
da evolução do frango de corte comercial, explicou-se sobre a estrutura do melhoramento
genético avícola, explanando a função dos melhoristas, multiplicadores e rebanho comercial.
Depois dessa temática o professor, prosseguiu explicitando sobre as raças e linhagens
avícolas, fundamentando-as em raças coloniais e raças caipiras.
Por conseguinte, BAYÃO, sanou dúvidas da turma, em relação ao mito da melhor raça
e da existência real de aves de dupla aptidão, assim finalizando a aula.
4.4.5. Aula do dia 03 de março de 2021
Aula destinada a turma de Zootecnia do 8º Período, com 10 alunos logados na sala do
MEET. O professor retornou a temática anterior, avicultura de corte, explicando sobre o
sistema de produção, com o foco na segunda fase, orientando sobre a importância do circulo
de proteção, tipos de comedouros, bebedouros e aquecedores para os pintainhos.
O professor fez uma abordagem com figuras ilustrativas demostrando a forma correta
do manejo desses equipamentos para o melhor desenvolvimento dos pintainhos. Mais uma
vez houve espaço para sanar dúvidas, não sendo utilizado o professor encerrou a aula.
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4.4.6. Aula do dia 09 de março de 2021


Momento em que tive a oportunidade de ministrar uma aula, para a turma 702 de
agropecuária, com a temática Sistema de Produção Avícola, contando com 11 alunos
devidamente logados no Meet. No primeiro momento apresentei o roteiro da presente
temática, que perpassa pela explicação do que é um Sistema de Produção? Em seguida
abordou-se os tipos de Sistemas de Criação na Avicultura e os tipos de Sistema de Exploração
na Avicultura.
No tocante ao primeiro item do roteiro foi apresentado o conceito de sistema de
produção e sua aplicação na avicultura. No segundo item foram expostos alguns sistemas
avícolas utilizados no Brasil e no Mundo. No terceiro item foram explanados alguns modelos
de exploração mercadológica na avicultura. Por fim foi aberto um momento para sanar
dúvidas e levantar questões sobre o sistema de produção avícola. Segmentos embasados no
plano de aula elaborado para o norte de avaliação do professor em relação a regência em sala
remota. (Anexo VI)
Não tendo nenhuma manifestação de dúvidas da turma, a aula foi encerrada.
4.4.7. Aula do dia 10 de março de 2021
Aula direcionada a turma de Zootecnia do 8º Período, com 13 alunos logados no
MEET.
Neste dia o professor retomou a temática da avicultura de corte, revisando as noções
de manejo de comedouros e bebedouros, requerido por um dos alunos. Finalizado a revisão o
professor explicou sobre o programa de luz e o programa de alimentação para a melhoria da
produção, no tocante à qualidade de carcaça.
Posteriormente BAYÃO abriu espaço para sanar questionamentos, não tendo nenhuma
manifestação a aula foi encerrada.
4.4.8. Aula do dia 11 de março de 2021
Aula direcionada a turma de Zootecnia do 8º Período, com 10 alunos logados no
MEET, vinculada a disciplina de Tecnologia de Ração.
No presente dia o professor iniciou fazendo a correção de prova e comentando as
questões, houve uma devolutiva ruim por parte dos discentes, sendo que a turma no geral
estava abaixo da média admitida pelo Campus São Luís Maracanã, assim o professor fez
algumas colocações, solicitando sugestões para melhoramento das aulas, surpreendentemente
os alunos admitiram que o resultado das notas foi falta de atenção dos mesmos, sendo assim o
professor marcou uma data para a avaliação substitutiva.
17

Por conseguinte, o professor fez uma abordagem das formas de armazenamento das
rações e sua importância para a manutenção da demanda alimentar do rebanho.
Posteriormente BAYÃO abriu espaço para sanar questionamentos, não tendo nenhuma
manifestação a aula foi encerrada.
4.4.9. Aula do dia 12 de março de 2021
Aula direcionada a turma de Zootecnia do 8º Período, com 13 alunos logados no
MEET, vinculada a disciplina de Tecnologia de Ração.
Neste dia o professor explicou sobre a temática da produção de ração, evidenciando os
equipamentos rústicos até os equipamentos modernos de pequeno, médio e grande porte,
situando também a variações de investimentos para obtê-los. Abriu-se espaço para sanar
dúvidas, não tendo nenhuma manifestação encerrou-se a aula.
4.4.10. Aula do dia 15 de março de 2021
Nesta aula, que ocorrerá na turma de Zootecnia do 8º Período, com 10 alunos logados
pelo MEET, com a temática avicultura de corte. O professor retomou as fases de produção na
perspectiva do abatedouro, explicando sobre a apanha das aves no aviário, armazenamento
das mesmas para transporte até chegar no abatedouro. No tocante ao abatedouro BAYÃO,
ressalta que o abatedouro dentro das normas sanitárias, dividem-se basicamente em parte suja
e parte limpa, a primeira trata da sensibilização e sangria; escaldação; depenação;
desviscerarão; retirada dos pés, na segunda parte, trata da embalagem; túnel de congelamento;
câmera frigorifica e plataforma de embarque de produtos.
Houve abertura para perguntas, mas sem manifestação o professor encerrou a aula.
4.4.11. Aula do dia 16 de março de 2021
Aula direcionada a turma 702, de agropecuária, com 9 alunos logados no MEET.
Neste dia o professor tratou da temática da avicultura de corte, sobre as noções de
manejo de equipamentos, tais como comedouros, bebedouros e aquecedores. Além do manejo
da cama aviária, do programa de luz e do programa de alimentação para a viabilidade da
produtividade agrícola.
Posteriormente BAYÃO abriu espaço para sanar questionamentos, sendo refletida em
três perguntas, quais as possibilidades de materiais alternativos para montar bebedouros e
comedouros, qual o melhor tipo de lâmpada para compor o aquecedor, quanto tempo dura a
cama aviária, que foram respondidas consecutivamente da seguinte maneira: é possível fazer
bebedouros e comedouros de garrafa pets, canos pvc e pneus; depende do tamanho da
campânula do aquecedor, devem ser evitadas lâmpadas frias (leds); depende da coerência dos
manejos dos equipamentos e do material utilizado para compor a cama, maravalha de
18

madeiras submetidas ao manejo adequado que evitem o excesso de umidade podem ser
utilizados em até 3 ciclos de produção de 42 dias.
Sanado tais dúvidas o professor encerrou a aula.
4.4.12. Aula do dia 18 de março de 2021
Aula direcionada a turma de Zootecnia do 8º Período, com 11 alunos logados no
MEET, vinculada a disciplina de Tecnologia de Ração.
Neste dia o professor retomou sobre a temática da produção de ração, falando dos
tipos moedores dos cereais que compõe as diversas rações. Na presente aula o professor se
utilizou de diversos vídeos demostrando a funcionalidade e a capacidades desses
equipamentos. Devido a presença de um discente com deficiência visual, tais vídeos foram
descritos pelo professor e pelos colegas de turma, para situa-lo na presente aula. Abriu-se
espaço para sanar dúvidas, não tendo nenhuma manifestação encerrou-se a aula.
4.4.13. Aula do dia 18 de março de 2021
Aula direcionada a turma de Zootecnia do 8º Período, com 11 alunos logados no
MEET, vinculada a disciplina de Tecnologia de Ração.
Neste dia o professor continuou sobre a temática da produção de ração, falando dos
tipos misturadores de rações. Na presente aula o professor se utilizou de diversos vídeos
demostrando a funcionalidade e a capacidades desses equipamentos. Devido à presença de um
discente com deficiência visual, tais vídeos foram descritos pelo professor e pelos colegas de
turma, para situa-lo na temática abordada. Foi ressaltado também sobre os manejos ligados a
higiene desses equipamentos para evitarem contaminações.
Abriu-se espaço para sanar dúvidas, não tendo nenhuma manifestação encerrou-se a
aula.
4.4.14. Aula do dia 22 de março de 2021
Nesta aula, que ocorrerá na turma de Zootecnia do 8º Período.
O professor encaminhou os alunos para acompanhar as apresentações dos trabalhos
submetidos no primeiro dia do Seminário de Iniciação Cientifica do IFMA – Campus São
Luís Maracanã.
4.4.15. Aula do dia 22 de março de 2021
Aula direcionada a turma 702, de agropecuária.
Nesta aula, o professor encaminhou os alunos para acompanhar as apresentações dos
trabalhos submetidos no segundo dia do Seminário de Iniciação Cientifica do IFMA –
Campus São Luís Maracanã.
19

4.4.16. Aula do dia 24 de março de 2021


Aula direcionada a turma de Zootecnia do 8º Período, com 13 alunos logados no
MEET.
Neste dia o professor iniciou a temática da avicultura de postura, explicitando as fases
de produção, apresentando os índices zootécnicos das poedeiras e os sistemas de criação.
Posteriormente BAYÃO abriu espaço para sanar questionamentos, não tendo nenhuma
manifestação a aula foi encerrada.
4.4.17. Aula do dia 25 de março de 2021
Aula direcionada a turma de Zootecnia do 8º Período, com 12 alunos logados no
MEET, vinculada a disciplina de Tecnologia de Ração.
Neste dia o professor fez abordagem sobre a temática da produção do premix na ração,
falando dos tipos misturas, dos tipos de núcleos, fundamentando os macros e micros
nutrientes que compõem as rações. Por fim o professor abriu espaço para sanar dúvidas, não
tendo nenhuma manifestação encerrou-se a aula.
4.4.18. Aula do dia 29 de março de 2021
Aula direcionada a turma de Zootecnia do 8º Período, com 11 alunos logados no
MEET.
Neste dia o professor retomou a temática da avicultura de postura, explicitando sobre
os programas de luz para as mesmas, sobre o controle do peso corporal, que incide
diretamente na produtividade de ovos e sobre as recomendações do descarte de aves
improdutivas. Posteriormente BAYÃO abriu espaço para sanar questionamentos, não tendo
nenhuma manifestação a aula foi encerrada.
4.4.19. Aula do dia 30 de março de 2021
Aula direcionada a turma 702, de agropecuária, com 11 alunos logados no MEET.
Neste dia o professor iniciou a temática da avicultura de postura, explicitando as fases
de produção, apresentando os índices zootécnicos das poedeiras, os sistemas de criação, os
programas de luz para as mesmas, o controle do peso corporal, que incide diretamente na
produtividade de ovos e as recomendações do descarte de aves improdutivas.
Posteriormente BAYÃO abriu espaço para sanar questionamentos, não tendo nenhuma
manifestação a aula foi encerrada.
4.4.20. Aula do dia 31 de março de 2021
Aula direcionada a turma de Zootecnia do 8º Período, com 11 alunos logados no
MEET, vinculado a disciplina de avicultura.
20

Neste dia o professor trouxe a temática da nutrição avícola, explicitando sobre os


programas nutricionais, os mitos da utilização de hormônios, e sobretudo a combinação do
nível nutricional consoante a cada fase produtiva das aves (Inicial, Crescimento e Engorda).
Posteriormente BAYÃO abriu espaço para sanar questionamentos, não tendo nenhuma
manifestação a aula foi encerrada
4.4.21. Aula do dia 05 de abril de 2021
Aula direcionada a turma de Zootecnia do 8º Período, com 13 alunos logados no
MEET, vinculado a disciplina de avicultura.
Neste dia o professor trouxe a temática da sanidade avícola, explicitando o conceito de
biossegurança, ressaltando que as medidas sanitárias não tem viés punitivo, uma vez que essas
medidas são meios de preservação da vida das aves e do controle de microrganismos
patogênicos às criações avícolas. Em tal aula foi evidenciados os programas de vacinações
utilizados no Brasil e no mundo.
Por fim, o professor abriu espaço para sanar questionamentos, não tendo nenhuma
manifestação a aula foi encerrada.
4.4.22. Aula do dia 06 de abril de 2021
Segundo momento em que tive a oportunidade de ministrar uma aula, para a turma
702 de agropecuária, com a temática das Instalações e Equipamentos Avícolas, contando com
13 alunos devidamente logados no Meet.
No primeiro momento apresentei as considerações básicas da construção e suas
implicações na instalação. Em seguida evidenciei alguns tipos de aviários. Na sequência foi
explanada algumas especificidades da construção do aviário e os equipamentos utilizados nos
mesmos. Por fim foi aberto um momento para sanar dúvidas e levantar questões sobre o
sistema de produção avícola (Anexo VII)
Não tendo nenhuma manifestação de dúvidas da turma, a aula foi encerrada.
4.4.23. Aula do dia 07 de abril de 2021
Aula direcionada a turma de Zootecnia do 8º Período, com 13 alunos logados no
MEET, vinculado a disciplina de avicultura.
Neste dia o professor trouxe a temática do planejamento avícola, ressaltando a
importância do gerenciamento para a manutenção da lucratividade da produção de aves. Na
presente aula foi explicitado sobre a necessidade da analise de mercado, sistemas de controle
produtivo e sistemas de venda. Nessa temática o professor relatou sobre a necessidade de
conhecer os próprios limites produtivos, para tal, o planejamento avícola, é uma estratégia
21

para configurar um aviário que atenda duplamente a realidade do mercado e a realidade do


avicultor.
Posteriormente BAYÃO abriu espaço para sanar questionamentos, não tendo nenhuma
manifestação a aula foi encerrada.
4.4.24. Aula do dia 12 de abril de 2021
Aula direcionada a turma de Zootecnia do 8º Período, com 13 alunos logados no
MEET, vinculado a disciplina de avicultura.
Neste dia o professor retomou a temática do planejamento avícola, ressaltando os tipos
de produção mercadológicas, dando destaque ao cooperativismo, associativismo e sistema de
integração (integrador e integrado). Abriu-se o espaço para resolutividade de dúvidas, com a
negativa da turma a aula foi encerrada.
4.4.25. Aula do dia 13 de abril de 2021
Aula direcionada a turma 702, de agropecuária, com 11 alunos logados no MEET.,
vinculado a disciplina de avicultura.
Neste dia o professor trouxe a temática da nutrição avícola, explicitando sobre os
programas nutricionais, os mitos da utilização de hormônios, e sobretudo a combinação do
nível nutricional consoante a cada fase produtiva das aves (Inicial, Crescimento e Engorda).
Enfatizou também o sistema de alimentação alternativa na produção caipira.
Posteriormente BAYÃO abriu espaço para sanar questionamentos, não tendo nenhuma
manifestação a aula foi encerrada
4.4.26. Aula do dia 15 de abril de 2021
Aula direcionada a turma de Zootecnia do 8º Período, com 13 alunos logados no
MEET, vinculada a disciplina de Tecnologia de Ração.
Neste dia o professor fez uma revisão da produção de ração, no tocante aos
equipamentos, balanceamento de ingredientes, armazenamento e higienização. Com vídeos
ilustrando o funcionamento de uma fabrica de ração, com a participação de todos os discentes
logados.
4.4.27. Aula do dia 20 de abril de 2021
Aula direcionada a turma 702, de agropecuária, com 13 alunos logados no MEET.,
vinculado a disciplina de avicultura.
Neste dia o professor trouxe a temática da sanidade avícola, explicitando o conceito de
biossegurança, ressaltando que as medidas sanitárias não tem viés punitivo, uma vez que essas
medidas são meios de preservação da vida das aves e do controle de microrganismos
patogênicos às criações avícolas. O professor evidenciou os tipos de programas de vacinações
22

utilizados na avicultura de corte e apresentou didaticamente as doenças avícolas mais


comuns, explicando qual o agente causal, quais os sintomas e as formas de combate ou
prevenção.
Por fim, o professor abriu espaço para sanar questionamentos, não tendo nenhuma
manifestação a aula foi encerrada.
4.4.28. Aula do dia 27 de abril de 2021
Aula direcionada a turma 702, de agropecuária, com 13 alunos logados no MEET.,
vinculado a disciplina de avicultura.
Neste dia o professor trouxe a temática do planejamento avícola, ressaltando a
importância do gerenciamento para a manutenção da lucratividade da produção de aves.
Na presente aula foi explicitado sobre a necessidade da análise de mercado, sistemas
de controle produtivo e sistemas de venda.
Nessa temática o professor relatou sobre a necessidade de conhecer os próprios limites
produtivos, para tal, o planejamento avícola, é uma estratégia para configurar um aviário que
atenda duplamente a realidade do mercado e a realidade do avicultor.
O professor também apresentou os tipos de produção mercadológicas, dando destaque
ao cooperativismo, associativismo e sistema de integração (integrador e integrado). Abriu-se o
espaço para resolutividade de dúvidas, com a negativa da turma a aula foi encerrada.
Posteriormente BAYÃO abriu espaço para sanar questionamentos, não tendo nenhuma
manifestação a aula foi encerrada.
23

5 CONSIDERAÇÕES
A experiência desse estágio torna-se fundamental para a formação, contribuindo e
ajudando a ter experiência pedagógica no cenário caótico no qual vivemos atualmente, a sala
de aula mudou, a interação com os alunos também mudou, vivemos um novo momento
histórico, que se infiltrou no espaço educacional, onde simplesmente nos resta aguardar que
esse colapso mundial sesse, mas por enquanto a docência deve apenas acolher o aluno, com a
palavra de ordem ‘adaptação’.
Tendo em vista os aspectos observados consoante a realidade educacional atual foi
possível avaliar que a relação teoria e prática vai além do que é aprendido nas aulas de
graduação, pois a construção da identidade do professor, vincula-se a uma teoria que esteja
aliada a experiência em sala de aula.
A observação participante que foi feita na sala de aula remota do professor
supervisor, é um combustível propulsor do meu ‘fazer docente’, cada aula é uma nova
experiência, cada abordagem feita pelo professor, dinamizada a uma temática especifica,
melhora o meu olhar sobre a importância do profissional formador das profissões, o formador
de pessoas críticas, sedentas em tornar o mundo mais justo, o ‘professor’.
O envolvimento com as atividades pedagógicas, é de suma importância, para a
conclusão de uma licenciatura, no presente estágio tive a oportunidade de me aproximar mais
intimamente dessas atividades, observei e participei de aulas, nas vertentes do planejamento,
controle de frequência, avaliação e na prática docente. Enquanto participante observador da
sala, observei técnicas de voz para prender a atenção da turma, técnicas de elaboração de
provas no Google Forms, utilização dos recursos tecnológicos com o víeis de acolhimento dos
desiguais e pude notar que independente do ambiente educacional, o domínio de conteúdo
atrelado a conversão didática facilitadora da compreensão da informação, é a base para
sucesso da relação ensino-aprendizagem.
O ápice do envolvimento com as atividades pedagógicas, se fez presente com a
prática docente, sei que ainda tenho um longo caminho para me situar como um professor,
mas a regência em sala de aula, foi extraordinária, assumir o papel de docente foi surreal, ficar
diante de uma turma com a responsabilidade de ser um facilitador do conhecimento, nos torna
naquele momento, apesar da desvalorização do professor pelo cenário de politicagem
nacional, a pessoa mais importante do mundo, uma vez, que acabamos por contribuir para a
mudança psicossocial ou até mesmo sociocultural naquele individuo chamado aluno.
24

Foi possível notar a ligação do Estágio Supervisionado II ao Estágio


Supervisionado I por meio da observação da prática docente, utilizando das dimensões
administrativas e pedagógicas observadas no I e da observação de suas utilizações no II.
Muitas experiencias foram vivenciadas e que estarão guardadas para no devido
tempo, contribuir na prática pedagógica, como observador foi visto a necessidade de
desenvolvimento nas atividades docentes, foi possível ver na perspectiva do professor e do
aluno o ensinar e o aprender, as dificuldades enfrentadas por ambas as partes. Foram
vivenciados momentos de reconhecimento, momentos de coparticipação tirando dúvidas e
momentos de praticar intervenções, sendo tudo isso feito com bases teóricas e com
planejamento o que contribuiu muito para o sucesso de tal experiência.
25

ANEXOS

Anexo I – Folha de Frequência


26
27

Anexo II – Ficha de Avaliação


28

Anexo III – Plano de Estágio


29
30

Anexo IV
31
32
33
34
35
36

Anexo V
37

Anexo VI

Anexo VII
38

APÊNDICES
Apêndice I
39
40
41

Apêndice II
42
43

Apêndice III
44
45
46

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Marina. Professores: o desafio da educação em meio a pandemia. Programa


Escrevendo o Futuro, São Paulo: Junho, 2020. Disponível em:
<https://www.escrevendoofuturo.org.br/.Acesso em: 27, abril 2021.

COSTA, Renata. Lições do coronavírus: ensino remoto emergencial não é EAD. Disponível em:
<https://desafiosdaeducacao.grupoa.com.br/coronavirus-ensino-remoto/>. Acesso em: 10 Abr.
2021.

PIMENTA, S. G. Formação de professores: identidade e saberes da docência. São Paulo: Cortez,


2002.

QUEIROZ, D. T; VALL, J.; SOUZA, A. M. A.; VIEIRA, N. F. C. Observação participante na


pesquisa qualitativa: conceitos e aplicações na área da saúde. Revista Enfermagem, UERJ, v.15,
n.2, 2007.

SILVA, E. P. Q.. Estágio supervisionado: Espaço de ter-lugar do olhar e de dar a voz.


Araraquara, SP: Junqueira&Marin: Belo Horizonte, MG: FAPEMIG, 2008.

VALADARES, L. Os dez mandamentos da observação participante. Revista Brasileira de


ciências sociais, v 22, n. 63, 2007.

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