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Português 1 Resumo.

Português Fundamental:

1.Interpretação de textos;
2.Compreensão de textos. (?)
3.Tipologia textual.
4.Ortografia;
5.Pontuação;
6.Acentuação.

7.Separação silábica.
8.Encontros Vocálicos.
9.Encontros Consonantais, Sinônimos, Antônimos, Parônimos e homônimos.
10.Flexões do Substantivo; Aumentativo e Diminutivo.

11.Regência Verbal e Nominal.


12.Analise Sintática da Oração.
13.Classe de Palavras (Advérbio, Substantivo, Adjetivo, Verbo, Preposição,
Conjunção, Pronome e numeral).
Buscador: (n*2)

Resumo:

1.Interpretação de textos;
2.Compreensão de textos. (?)

3.Tipologia textual;
O que é Tipologia Textua?
Português 1 Resumo.

São as classificações mais clássicas de um texto: A narração, a


descrição e a dissertação. Hoje já se admite também a exposição e a
injunção. Ao todo são 5 (cinco) tipos textuais.
Tipologias textuais: narração, dissertação e descrição. {*nr} (n*2)

Texto Descritivo: O texto de descrição, é um retrato, um recorte de uma


paisagem, uma ação, um costume.
Exemplo:
“Luzes de tons pálidos incidem sobre o cinza dos prédios. Nos bares, bocas
cansadas conversam, mastigam e bebem em volta das mesas. Nas ruas,
pedestres apressados se atropelam. O trânsito caminha lento e nervoso. Eis São
Paulo às sete da noite”.

Texto Narrativo: é contar uma história, baseando-se na ótica ou subjetividade


do narrador, aquele que conta, sobre uma ou mais ações de um personagem,
numa sequência temporal, em determinado lugar.
Exemplo:
“Pedro era um garoto muito arrogante; sempre reclamava de tudo e queria que
as coisas fossem feitas a sua maneira. Queria que todos ao seu redor fossem
condescendentes com seus caprichos e, quando as coisas não saíam ao seu
contento, tinha ataques tão terríveis, que muitas vezes seus vizinhos pensaram
em chamar a polícia para contê-lo.”
Narrador – personagem: há verbos e pronomes em primeira pessoa do singular.
Narrador – observador: há verbos e pronomes em terceira pessoa.

Texto Dissertativo: É próprio de temas abstratos e usado em textos críticos,


teses, exposição, explanação e argumentação. Composto por Introdução,
desenvolvimento e conclusão.
O texto dissertativo mostra o ponto de vista que o autor tem de determinado
assunto, fundamentado em argumentos e raciocínios baseados em sua vivência,
conhecimento, posturas.

Breve Resumo Para Fixação


Narração: Personagens, Enredo, Espaço...
Descrição: Enumeração, Comparação, Retrato Verbal...
Dissertação: Expositiva, Argumentativa, Debater...
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Injunção: Instrucional (Manuais, Receitas, Bulas...)


Exposição: Fatos, Impessoal (Notícias Jornalísticas)

Vídeo Narração, Dissertação, Descrição:


https://www.youtube.com/watch?v=YWohiTlnrH8

4.Ortografia;
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A grafia de uma palavra pode ter caráter fonético, que leva em conta a
pronúncia; ou etimológico, que leva em conta a sua origem.
Hoje, no Brasil, utilizam-se os dois processos juntamente: o fonético ou de
pronúncia e o etimológico ou histórico.
Curiosidade: O sistema fonético (ou sônico) consiste na exata e fiel figuração
dos sons, escrevendo as palavras tal qual se pronunciam, excluindo da
representação gráfica qualquer letra que não tenha valor prosódico e
acrescentando outras para que se represente a exata pronúncia: escrito, Cristo,
pronto, omem, oje, ressonar, pressentir, filarmônico, inalar.

O sistema etimológico representa as palavras de acordo com a grafia de


origem, reproduzindo todas as letras do étimo, embora não sejam
pronunciadas: phthisica, sancto, mactar, auctor, poncto, catechismo, exgotto,
practicar.[1]

Nossa ortografia é orientada pelo Formulário Ortográfico, aprovado pela


Academia Brasileira de Letras, na sessão de 12 de agosto de 1943, simplificado
pelaLei n. 5.765, de 18 de dezembro de 1971, e atualizado pelo Decreto n.
6.583, de 29 de setembro de 2008.

Ortografia vem do grego “orthós” = direito + “gráphein” = escrever.


Os sons da fala são representados por sinais gráficos, chamados letras, e além
delas usamos outros sinais, chamados auxiliares.
São eles:
a ) Hífen (-) — usado para ligar elementos de palavras compostas, para ligar
pronomes enclíticos aos verbos e para indicar a translineação textual (divisão
silábica em final de linha): super-homem, ajudou-me, questiona-mento.
b) Til (~) — usado para marcar a nasalização de um som vocálico: irmã.
c) Cedilha (ç) — coloca-se sob o c, antes das vogais a, o e u: açaí, castiço, açúcar.
d) Apóstrofo (’) — marca a supressão de um som: copo d’água, minh’alma.
e) Acentos gráficos:
■ agudo (´) — representa um som aberto: sofá.
■ circunflexo (^) — representa um som fechado: você.
■ grave (`) — representa a fusão de vogais idênticas (crase): àquele.
Curiosidade: Esses sinais são também chamados de notações léxicas.
Algumas regras existem para escrever esta ou aquela palavra, porém os
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problemas gráficos só se resolvem com leitura. Se você é um leitor eficiente,


escreverá bem, pois terá a lembrança daquilo que leu.
Vejamos a seguir algumas dificuldades ortográficas.

1. DIFICULDADES ORTOGRÁFICAS
1.1. Uso do “S”
a) depois de ditongos: coisa, faisão, mausoléu, maisena, lousa.
b) em nomes próprios com som de /z/: Neusa, Brasil, Sousa, Teresa.
c) no sufixo -oso (cheio de): cheiroso, manhoso, dengoso, gasosa.
d) nos derivados do verbo querer: quis, quisesse.
e) nos derivados do verbo pôr: pus, pusesse.
f) no sufixo -ense, formador de adjetivo: canadense, paranaense, palmeirense.
g) no sufixo -isa, indicando profissão ou ocupação feminina: papisa, profetisa,
poetisa.
h) nos sufixos -ês/-esa, indicando origem, nacionalidade ou posição social:
calabrês, milanês, português, norueguês, japonês, marquês, camponês,
calabresa,
milanesa, portuguesa, norueguesa, japonesa, marquesa, camponesa.
i) nas palavras derivadas de outras que possuam S no radical: casa = casinha,
casebre, casarão, casario; atrás = atrasado, atraso; paralisia = paralisante,
paralisar, paralisação; análise = analisar, analisado.
j) nos derivados de verbos que tragam o encontro consonantal -nd:
pretende = pretensão; suspender = suspensão; expandir = expansão.

1.2. Uso do “Z”


a) nas palavras derivadas de primitiva com Z: cruz = cruzamento, juiz = ajuizar,
deslize = deslizar.
b) nos sufixos -ez/-eza, formadores de substantivos abstratos a partir de
adjetivos:
altivo = altivez; mesquinho = mesquinhez; macio = maciez; belo = beleza; magro
=magreza.
c) no sufixo -izar, formador de verbos: hospital = hospitalizar; canal = canalizar;
social = socializar; útil = utilizar; catequese = catequizar.
Curiosidade: Quando usamos apenas -r ou -ar para formar um verbo,
aproveitamos o que já existe na palavra primitiva: pesquisa = pesquisar, análise
= analisar, deslize = deslizar.
d) nos verbos terminados em -uzir e seus derivados: conduzir, conduziu,
conduzo; deduzir, deduzo, deduzi; produzir, produzo, produziste.
e) no sufixo -zinho, formador de diminutivo: cãozinho, pezinho, paizinho,
mãezinha, pobrezinha.
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Curiosidade: Se acrescentarmos apenas -inho, aproveitamos a letra da palavra


primitiva: casinha, vasinho, piresinho, lapisinho, juizinho, raizinha.

1.3. Uso do “H”


a) o H inicial deve ser usado quando a etimologia o justifique: hábil, harpa,
hiato, hóspede, húmus, herbívoro, hélice.
Curiosidade: Escreve-se com H o topônimo BAHIA, quando se aplica ao Estado.
b) o H deve ser eliminado do interior das palavras, se elas formarem um
composto ou derivado sem hífen: desabitado, desidratar, desonra, inábil,
inumano, reaver.
Curiosidade: Nos compostos ou derivados com hífen, o H permanece:
antihigiênico, pré-histórico, super-homem.
c) no final de interjeições: ah! oh! ih!

1.4. Uso do “X”


a) normalmente após ditongo: caixa, peixe, faixa, trouxa.
Curiosidade: Caucho e seus derivados (recauchutar, recauchutagem) são
escritos com CH.
b) normalmente após a sílaba inicial en-: enxaqueca, enxada, enxoval,
enxurrada. Curiosidade: Usaremos CH depois da sílaba inicial en- caso ela seja
derivada de uma com CH:
de cheio = encher, enchimento, enchente
de charco = encharcado
de chumaço = enchumaçado
de chiqueiro = enchiqueirar
c) depois da sílaba inicial me-: mexer, mexilhão, mexerica.
Curiosidade: Mecha e seus derivados são com CH.

1.5. Uso do “CH”


Não há regras para o emprego do dígrafo CH.

1.6. Uso do “SS”


Emprega-se nas seguintes relações:
a) ced — cess: ceder — cessão, conceder — concessão — concessionário.
b) gred — gress: agredir — agressão, regredir — regressão.
c) prim — press: imprimir — impressão, oprimir — opressão.
d) tir — ssão: discutir — discussão, permitir — permissão.
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1.7. Uso do “Ç”


a) nas palavras de origem árabe, tupi ou africana: açafrão, açúcar, muçulmano,
araçá, Paiçandu, miçanga, caçula.
b) após ditongo: louça, feição, traição.
c) na relação ter — tenção: abster — abstenção, reter — retenção.

1.8. Uso do “G”


a) nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio: pedágio, colégio,
litígio, relógio, refúgio.
b) nas palavras femininas terminadas em -gem: garagem, viagem, escalagem,
vagem.
Curiosidade: Pajem e lambujem são exceções à regra.
C) Em Verbos erminados em -ger e -gir.
D) Em palavras derivadas de palavras escritas comg.
1.9. Uso do “J”
a) na terminação -aje: ultraje, traje, laje.
b) nas formas verbais terminadas em -jar e seus derivados: arranjar, arranjem;
viajar, viajem; despejar, despejem.
c) em palavras de origem tupi: jiboia, pajé, jenipapo.
d) nas palavras derivadas de outras que se escrevem com J: ajeitar (de jeito),
laranjeira (de laranja).

1.10. Uso do “I”


a) no prefixo anti-, que indica oposição: antibiótico, antiaéreo.
b) nos verbos terminados em -air, -oer e -uir e seus derivados: sair — sais, sai;
cair — cais, cai; moer — móis, mói; roer — róis, rói; possuir — possuis, possui;
retribuir — retribuis, retribui.

1.11. Uso do “E”


a) nas formas verbais terminadas em -oar e -uar e seus derivados:
perdoar —perdoes, perdoe; coar — coes, coe; continuar — continues, continue;
efetuar — efetues, efetue.
b) no prefixo -ante, que expressa anterioridade: anteontem, antepasto, ante
véspera.

1.12. Uso do “SC”


Não há regras para o uso de SC; sua presença é inteiramente etimológica.
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2. FORMAS VARIANTES
Algumas palavras admitem, sem alteração de significado, formas variantes:
abaixar ou baixar
abdome ou abdômen
afeminado ou efeminado
ajuntar ou juntar
aluguel ou aluguer
aritmética ou arimética
arrebitar ou rebitar
arremedar ou remedar
assoalho ou soalho
assobiar ou assoviar
assoprar ou soprar
aterrissar ou aterrizar ou aterrar
avoar ou voar
azálea ou azaleia
bêbado ou bêbedo
bebadouro ou bebedouro
bilhão ou bilião
bílis ou bile
biscoito ou biscouto
bravo ou brabo
bujão ou botijão
cãibra ou câimbra
carroçaria ou carroceria
catorze ou quatorze
catucar ou cutucar
chipanzé ou chimpanzé
clina ou crina
cociente ou quociente
coisa ou cousa
cota ou quota
cotidiano ou quotidiano
cotizar ou quotizar
covarde ou cobarde
cuspe ou cuspo
degelar ou desgelar
dependurar ou pendurar
desenxavido ou desenxabido
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dourado ou doirado
elucubração ou lucubração
empanturrar ou empaturrar
engambelar ou engabelar
enlambuzar ou lambuzar
entoação ou entonação
entretenimento ou entretimento
enumerar ou numerar
espuma ou escuma
estalar ou estralar
exorcizar ou exorcismar
flauta ou frauta
flecha ou frecha
fleuma ou flegma
flocos ou frocos
gengibirra ou jinjibirra
geringonça ou gerigonça
gorila ou gorilha
hemorróidas ou hemorróides
impingem ou impigem
imundícia, imundície ou imundice
infarto, enfarte ou enfarto
intrincado ou intricado
laje ou lajem
lantejoula ou lentejoula
leste ou este
limpar ou alimpar
lisonjear ou lisonjar
louça ou loiça
louro ou loiro
maltrapilho ou maltrapido
maquiagem ou maquilagem
maquiar ou maquilar
marimbondo ou maribondo
melancólico ou merencório
menosprezo ou menospreço
mobiliar, mobilhar ou mobilar
mozarela ou muçarela
neblina ou nebrina
nenê ou neném
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parêntese ou parêntesis
percentagem ou porcentagem
peroba ou perova
pitoresco, pinturesco ou pintoresco
plancha ou prancha
pólen ou polem
presépio ou presepe
protocolar ou protocolizar
quadriênio ou quatriênio
radioatividade ou radiatividade
rastro ou rasto
registro ou registo
relampadar, relampadear, relampadejar, relampaguear, relampaguejar,
relampar,
relampear, relampejar, relamprar
remoinho ou redemoinho
ridiculizar ou ridicularizar
salobra ou salobre
seção ou secção
selvageria ou selvajaria
sobressalente ou sobresselente
surripiar ou surrupiar
taberna ou taverna
taramela ou tramela
televisar ou televisionar
terraplenagem ou terraplanagem
terremoto ou terramoto
tesoura ou tesoira
tesouro ou tesoiro
toicinho ou toucinho
transladar ou trasladar
transpassar ou traspassar ou trespassar
transvestir ou travestir
treinar ou trenar
tríade ou tríada
trilhão ou trilião
vargem ou varge
várzea ou várgea
vassoura ou bassoura
verruga ou berruga
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vespa ou bespa
volibol ou voleibol

3. PALAVRAS QUE NÃO ADMITEM FORMA VARIANTE


Tome cuidado com a grafia de certas palavras e expressões que costumam
causar dúvida, porém só se escrevem de uma forma:
beneficência
beneficente
cabeleireiro
chuchu
de repente
disenteria
empecilho
exceção
êxito
hesitar
jiló
manteigueira
mendigo
meritíssimo
misto
mortadela
prazerosamente
privilégio
salsicha
sobrancelhas
Curiosidade: Veja em Semântica a lista de alguns homônimos e parônimos
notáveis, para não se confundir com a grafia de certas palavras e expressões.

4. EMPREGO DO HÍFEN
O uso do hífen é meramente convencional. Algumas regras esclarecem poucos
problemas, mas muitos serão resolvidos apenas com a consulta ao dicionário.
Ainda assim alguns gramáticos divergem em determinados casos.
Observe o que diz o Formulário Ortográfico da Língua Portuguesa: “Só se ligam
por hífen os elementos das palavras compostas em que se mantém a noção de
composição, isto é, os elementos das palavras compostas que mantêm a sua
independência fonética, conservando cada um a sua própria acentuação, porém
formando o conjunto perfeita unidade de sentido”.

Exemplos: couve-flor, grão-duque etc.


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Veja, em linhas gerais, o uso desse sinal:


a) para ligar as partes de adjetivo composto: verde-claro, azul-marinho,
lusobrasileiro.
b) para ligar os pronomes mesoclíticos ou enclíticos: amá-lo-ei, far-me-á, dê-
me, compraram-na.
c) para separar as sílabas de uma palavra, inclusive na translineação (mudança
de linha): a-ba-ca-xi, se-pa-ra-do.

4.1. Hífen com prefixos e pseudoprefixos


ante-, anti-, circum-, co-, contra-, des-, entre-, extra-, hiper-, in-, infra-, inter-,
intra-, sobre-, sub-, super-, supra-, ultra-, aero-, agro-, arqui-, auto-, bio-, eletro-,
geo-, hidro-, inter-, macro-, maxi-, micro-, mini-, multi-, neo-, pan-, pluri-, pre-,
pro-, proto-, pseudo-, re-, retro-, semi-, tele- etc.

Emprega-se o hífen nos seguintes casos:


a) Antes de h: anti-higiênico, circum-hospitalar, contra-harmônico, extra-
humano, sub-hepático, super-homem, ultra-hiperbólico; arqui-hipérbole, eletro-
higrômetro, geo-história, neo-helênico, pan-helenismo, semi-hospitalar.
Curiosidades:
1: Não se usa, no entanto, o hífen em formações que contêm em geral os
prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento perdeu o h inicial:
desumano, inábil, inumano.
2: Nas formações com os prefixos circum- e pan-, também se emprega o hífen
quando o segundo elemento começa por vogal, h, m, n: circum-escolar,
circumhospitalar, circum-murado, circum-navegação; pan-africano, pan-
harmônico, pan-mágico, pan-negritude.
Atenção:
Nos casos em que o prefixo “circum-” anteceder uma sílaba que obriga ao uso
do “n” (pois só se usa “m” antes de “b” e “p”), deve-se modificar a grafia do
prefixo:
circunlunar.
Do mesmo modo, quando o prefixo “pan-” anteceder uma sílaba começada em
“b” ou “p”, a regra de que antes de “b” e “p” usa-se “m” obriga a modificar a
grafia do prefixo: pambrasileiro, pamprocessual.
b) Nas formações em que o prefixo/pseudoprefixo termina na mesma letra com
que se inicia o segundo elemento: anti-ibérico, contra-almirante, infra-axilar,
supraauricular; arqui-irmandade, auto-observação, eletro-ótica, micro-onda,
semi-interno; ad-digital; hiper-requintado; sub-barrocal; sub-base;
Curiosidade: Nas formações com o prefixo co-, pre-, pro-, re-, estes se
aglutinam em geral com o segundo elemento mesmo quando iniciado por e ou
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o:
coobrigação, coocupante, coordenar, cooperação, cooperar, preeminente,
preeleito, preenchido, proativo, reedição, reeleição.
c) Nas formações com os prefixos além-, aquém-, bem-, ex-, pós-, pré-, pró-,
recém-, sem-, sota-/soto-, vice-/vizo-: além-Atlântico, aquém-Pirineus, bem-
criado, bem-vindo, ex-almirante, ex-diretor, ex-hospedeira, ex-presidente, ex-
primeiroministro, ex-rei, pós-graduação, pós-tônico, pré-escolar, pré-natal , pró-
africano, pró-europeu, recém-eleito, sem-cerimônia, sem-vergonha, sota-piloto,
soto-mestre, vice-presidente, vice-reitor.
Curiosidade: Em muitos compostos, o advérbio bem- aparece aglutinado ao
segundo elemento: benfazejo, benfeito, benquerença, benfazer, benquerer.
d) Nas formações com o prefixo mal-, emprega-se hífen quando o segundo
elemento começa por vogal, h ou l: mal-afortunado, mal-entendido, mal-
humorado, mal-informado, mal-limpo.
e) Nas formações com prefixos ab-, ob-, sob-, sub-, ad-, cujo elemento seguinte
se inicia por r: ab-rupto, ob-rogar, sob-roda, sub-reitor, ad-renal, ad-referendar.

4.2. Hífen com sufixos


Nas formações por sufixação, apenas se emprega o hífen nos vocábulos
terminados por sufixos de origem tupi-guarani que representam formas
adjetivas, como -açu, - guaçu e -mirim, quando o primeiro elemento acaba em
vogal acentuada graficamente ou quando a pronúncia exige a distinção gráfica
dos dois elementos: amoré-guaçu, anajá-mirim, andá-açu, capim-açu, Ceará-
Mirim.

4.3. Hífen em locuções


Nas locuções de qualquer tipo, sejam elas substantivas, adjetivas, pronominais,
adverbiais, prepositivas ou conjuncionais, não se emprega, em geral, o hífen.
Sirvam, pois, de exemplo as seguintes locuções:
a) Substantivas: cão de guarda, fim de semana, sala de jantar.
b) Adjetivas: cor de açafrão, cor de café com leite, cor de vinho.
c) Pronominais: cada um, ele próprio, nós mesmos, quem quer que seja.
d) Adverbiais: à parte, à vontade, depois de amanhã, em cima, por isso.
e) Prepositivas: abaixo de, acerca de, acima de, a fim de, a par de, à parte de,
apesar
de, debaixo de, enquanto, por baixo de, por cima de, quanto a.
f ) Conjuncionais: a fim de que, ao passo que, contanto que, logo que, por
conseguinte, visto que.
Curiosidade: Algumas exceções já consagradas pelo uso: água-de-colônia,
arcoda-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à
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queimaroupa.
6. USO DO PORQUÊ
6.1. Por que / por quê
6.1.1. Preposição + pronome interrogativo
Em frases interrogativas (diretas ou indiretas):
Por que não veio?
Gostaria de saber por que lutamos.
Ela não veio por quê?
Curiosidade: A palavra que em final de frase recebe acento circunflexo:
Você precisa de quê?
Ela sabe o quê!
6.1.2. Preposição + pronome relativo
Equivale a pelo qual (e suas variações).
Ela é a mulher por que me apaixonei.
Não conheço as pessoas por que espero.
6.2. Porque
conjunção
Equivale a pois.
Eu não fui à escola porque estava doente.
Venha depressa, porque sua presença é indispensável.
6.3. Porquê
substantivo
Vem sempre acompanhado de uma palavra que o caracteriza (artigo, pronome
ou
numeral).
Qual o porquê da sua revolta?
Este porquê não me convenceu.
Deve haver um porquê para ele se atrasar tanto.

5.Pontuação;

Sinais de pontuação: são recursos prosódicos que conferem às orações ritmo,


entoação e pausa, bem como indicam limites sintáticos e unidades de sentido.
Na escrita, substituem, em parte, o papel desempenhado pelos gestos na fala,
garantindo coesão, coerência e boa compreensão da informação transmitida.
Existe 10 sinais de pontuação:
1. Ponto (.)
2. Dois-pontos (:)
3. Reticências (...)
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4. Parênteses ( )
5. Ponto de exclamação (!)
6. Ponto de interrogação (?)
7. Vírgula (,)
8. Ponto e vírgula (;)
9. Travessão (—)
10. Aspas (“”)

1. Ponto (.)

O ponto pode ser utilizado para:


a) Indicar o final de uma frase declarativa:
Acho que Pedro está gostando de você.
b) Separar períodos:
Ela vai estudar mais tempo. Ainda é cedo.
c) Abreviar palavras:
V. Ex.ª (Vossa excelência)

2. Dois-pontos (:)

Deve ser utilizado com as seguintes finalidades:


a) Iniciar fala de personagens:
Ela gritou: – Vá embora!
b) Anteceder apostos ou orações apositivas, enumerações ou sequência de
palavras que explicam e/ou resumem ideias anteriores.
Esse é o problema dessa geração: tem liberdade, mas não tem responsabilidade.
Anote meu número de telefone: 863820847.
c) Anteceder citação direta:
É como disse Platão: “De todos os animais selvagens, o homem jovem é o mais
difícil de domar.”

3. Reticências (...)
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Usa-se para:
a) Indicar dúvidas ou hesitação:
Sabe... preciso confessar uma coisa: naquela viagem gastei todas as minhas
economias.
b) Interromper uma frase incompleta sintaticamente:
Talvez se você pedisse com jeitinho...
c) Concluir uma frase gramaticalmente incompleta com a intenção de estender
a reflexão:
Pedofilia, estupros, assassinatos, pessoas sem ter onde morar, escândalos
ligados à corrupção... assim caminha a humanidade.
d) Suprimir palavras em uma transcrição:
“O Cristo não pediu muita coisa. (...) Ele só pediu que nos amássemos uns aos
outros.” (Chico Xavier)

4. Parênteses ( )

Os parênteses são usados para:


a) Isolar palavras, frases intercaladas de caráter explicativo, datas e, também,
podem substituir a vírgula ou o travessão:
Rosa Luxemburgo nasceu em Zamosc (1871).
Numa linda tarde primaveril (meu caçula era um bebê nessa época), ele veio nos
visitar pela última vez.

5. Ponto de exclamação (!)


Em que situações utilizar:
a) Após vocativo:
Juliana, bom dia!
b) Final de frases imperativas:
Fuja!
c) Após interjeição:
Ufa! Graças a Deus!
d) Após palavras ou frases de caráter emotivo, expressivo:
Que lástima!
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6. Ponto de interrogação (?)


Quando utilizar:
a) Em perguntas diretas:
Quando você chegou?
b) Às vezes, pode ser utilizada junto com o ponto de exclamação para enfatizar
o enunciado:
Não acredito, é sério?!

7. Vírgula (,)
Esse é o sinal de pontuação que exerce o maior número de funções, por isso
aparece em várias situações. A vírgula marca pausas no enunciado, indicando
que os termos por ela separados não formam uma unidade sintática, apesar de
estarem na mesma oração.
A seguir confira as situações em que se deve utilizar vírgula.
a) Separar o vocativo:
Marília, vá à padaria comprar pães para o lanche.
b) Separar apostos:
Camila, minha filha caçula, presenteou-me com este relógio.
c) Separar o adjunto adverbial antecipado ou intercalado:
Os políticos, muitas vezes, visam somente os próprios interesses.
d) Separar elementos de uma enumeração:
Meus bolos prediletos são os de chocolate, coco, doce de leite e nata com
morangos.
e) Isolar expressões explicativas:
Faça um bolo de chocolate, ou melhor, de chocolate e morangos.
f) Separar conjunções intercaladas:
Os deputados não explicaram, porém, o porquê de tantas faltas.
g) Separar o complemento pleonástico antecipado:
Havia no rosto dela ódio, uma ira, uma raiva que não possuía justificativa.
h) Isolar o nome do lugar na indicação de datas:
São Paulo, 10 de Dezembro de 2016.
i) Separar termos coordenados assindéticos:
Vim, vi, venci. (Júlio César)
j) Marcar a omissão de um termo:
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Maria gosta de praticar esportes, e eu, de comer. (omissão do verbo gostar)


Antes da conjunção, como nos casos abaixo:
k) Quando as orações coordenadas possuem sujeitos diferentes:
Os políticos estão cada vez mais ricos, e seus eleitores, cada vez mais pobres.
l) Quando a conjunção “e” repete-se com o objetivo de enfatizar alguma ideia
(polissíndeto):
Eu alerto, e brigo, e repito, e faço de tudo para ela perceber que está errada,
porém nunca me escuta.
m) Utilizamos a vírgula quando a conjunção “e” assume valores distintos que
não retratam sentido de adição (adversidade, consequência, por):
Teve febre a noite toda, e ainda está muito fraca.
Entre orações:
n) Para separar as orações subordinadas adjetivas explicativas:
Amélia, que não se parece em nada com a Amélia da canção, não suportou seu
jeito grosseiro e mandão.
o) Para separar as orações coordenadas sindéticas e assindéticas, com exceção
das orações iniciadas pela conjunção “e”:
Pediu muito, mas não conseguiu convencer-lhe.
p) Para separar orações subordinadas adverbiais (desenvolvidas ou reduzidas),
principalmente se estiverem antepostas à oração principal:
A casa, tão cara que ela desistiu da compra, hoje está entregue às baratas.
q) Para separar as orações intercaladas:
Ficou doente, creio eu, por conta da chuva de ontem.
r) Para separar as orações substantivas antepostas à principal:
Quando me formarei, ainda não sei.

8. Ponto e vírgula (;)


a) Utiliza-se ponto e vírgula para separar os itens de uma sequência de outros
itens:
Para preparar o bolo vamos precisar dos seguintes ingredientes:
1 xícara de trigo;
4 ovos;
1 xícara de leite;
1 xícara de açúcar;
1 colher de fermento.
Português 1 Resumo.

b) Utilizamos ponto e vírgula, também, para separar orações coordenadas


muito extensas ou orações coordenadas nas quais já se tenha utilizado a vírgula:
“O rosto de tez amarelenta e feições inexpressivas, numa quietude apática, era
pronunciadamente vultuoso, o que mais se acentuava no fim da vida, quando a
bronquite crônica de que sofria desde moço se foi transformando em opressora
asma cardíaca; os lábios grossos, o inferior um tanto tenso." (O Visconde de
Inhomerim - Visconde de Taunay)

9. Travessão (—)
O travessão deve ser utilizado para os seguintes fins:
a) Iniciar a fala de um personagem no discurso direto:
Então ela disse:
— Gostaria que fosse possível fazer a viagem antes de Outubro.
b) Indicar mudança do interlocutor nos diálogos:
— Querido, você já lavou a louça?
— Sim, já comecei a secar, inclusive.
c) Unir grupos de palavras que indicam itinerários:
O descaso do poder público com relação à rodovia Belém—Brasília é
decepcionante.
d) Substituir a vírgula em expressões ou frases explicativas:
Dizem que Elvis — o rei do rock — na verdade, detestava atuar.

10. Aspas (“”)


As aspas são utilizadas com os seguintes objetivos:
a) Isolar palavras ou expressões que fogem à norma culta, como gírias,
estrangeirismos, palavrões, neologismos, arcaísmos e expressões populares:
A aula do professor foi “irada”.
Ele me pediu um “feedback” da resposta do cliente.
b) Indicar uma citação direta:
“Ia viajar! Viajei. Trinta e quatro vezes, às pressas, bufando, com todo o sangue
na face, desfiz e refiz a mala.” (O prazer de viajar - Eça de Queirós)
Observação: Quando houver necessidade de utilizar aspas dentro de uma
sentença onde ela já esteja presente, usa-se a marcação simples ('), não dupla
(").
Português 1 Resumo.

Vídeo emprego dos sinais de pontuação:


A1: https://www.youtube.com/watch?v=ODkVN0kRciE
A2: https://www.youtube.com/watch?v=LQgt2Edt9dE

6.Acentuação.

5. ACENTUAÇÃO GRÁFICA
Os acentos gráficos marcam a sílaba tônica:
■ grave — para indicar crase.
■ agudo — para som aberto: café, cipó.
■ circunflexo — para som fechado: você, complô.
O sinal gráfico modifica o som de qualquer sílaba:
■ til (~) — nasalizador de vogais: romã, maçã, ímã, órfão.
Curiosidade: O til substitui o acento gráfico quando os dois recaem sobre a
mesma
sílaba: irmã, romãs.
5.1. Regras gerais
5.1.1. Monossílabas tônicas
Recebem acento as terminadas em -a(s), -e(s), -o(s):
pá, já, má, lá, trás, más, chás
pé, fé, Sé, mês, três, rés
pó, só, dó, cós, sós, nós
Então:
mar, sol, paz, si, li, vi, nu, cru
me, lhe, mas (conjunção), ti
5.1.2. Oxítonas
Recebem acento as terminadas em -a(s), -e(s), -o(s), -em, -ens:
sofá, maracujá, Paraná, ananás, marajás, atrás
Pelé, café, você, freguês, holandês, viés
complô, cipó, trenó, retrós, compôs, avós
amém, também, armazém
parabéns, reféns, armazéns
Então:
pomar, anzol, jornal, maciez
saci, caqui, anu, urubu
5.1.3. Paroxítonas
Recebem acento as terminadas em -l, -i(s), -n, -u(s), -r, -x, -ã(s), -ão(s), -um, -
uns, -ps, -ditongo: fácil, útil, júri, táxi, lápis, tênis, hífen, pólen, elétron, nêutron,
Português 1 Resumo.

meinácu, vírus, Vênus, revólver, mártir, tórax, látex, ímã, ímãs, órfã, órfãs,
sótão,
órgão, órfãos, álbum, médium, fóruns, pódiuns, fórceps, bíceps, água, história,
série,
pônei, pôneis, tênues.
Curiosidades:
a) Palavras terminadas em -n, no plural:
-ons: com acento — elétrons, nêutrons.
-ens: sem acento — hifens, polens.
b) Prefixos paroxítonos terminados em -i ou -r não são acentuados: anti, multi,
super, hiper.
c) É facultativo assinalar com acento agudo as formas verbais de pretérito
perfeito
do indicativo, para as distinguir das correspondentes formas do presente do
indicativo (amamos, louvamos), já que o timbre da vogal tônica é aberto
naquele
caso em certas variantes do português: amámos, louvámos.
5.1.4. Proparoxítonas
Todas são acentuadas: lânguido, física, trópico, álibi, hábitat, déficit, lápide.
5.2. Regras especiais
5.2.1. Ditongos abertos
São acentuados os ditongos abertos éi, éu, ói em palavras monossílabas e
oxítonas: méis, coronéis, céu, chapéu, mói, herói.
Então: ideia, tramoia.
5.2.2. I e U tônicos
I e U tônicos recebem acento se cumprirem as seguintes determinações:
a) devem ser precedidos de vogais que não sejam eles próprios nem ditongos;
b) devem estar sozinhos na sílaba (ou com o -s);
c) não devem ser seguidos de -nh.
saída, juízes, saúde, viúva, caíste, saístes, balaústre.
Então: Raul, ruim, ainda, sair, juiz, rainha, xiita, paracuuba, cauila, baiuca.
Curiosidade: Se i ou u tônicos estiverem precedidos de ditongo, mas estiverem
em
palavra oxítona, o acento permanece: tuiuiú, Piauí.
5.2.3. Acento diferencial nos verbos ter e vir (e seus derivados)
Recebe acento diferencial a 3ª pessoa do plural do presente do indicativo:
eles têm, eles vêm, eles retêm, eles intervêm.
Curiosidade: A 3ª pessoa do singular desses verbos segue a regra geral de
acentuação:
ele tem, ele vem (monossílabas tônicas terminadas em “m” – não há regra para
Português 1 Resumo.

se
acentuar).
ele retém, ele intervém (oxítonas terminadas em “em” recebem acento gráfico).
5.2.4. Outros acentos diferenciais
pôr (verbo) — para distinguir de por (preposição).
pôde (verbo poder no passado) — para distinguir de pode (verbo poder no
presente).
fôrma ou forma (utensílio) — acento facultativo.
Curiosidade: Em Portugal, existe outro acento diferencial, que não se usa no
Brasil:
dêmos (presente do subjuntivo) — acento facultativo — para distinguir de
demos
(pretérito perfeito do indicativo).
5.3. Formas variantes de som aberto ou fechado
Os falantes da língua portuguesa no Brasil pronunciam algumas palavras com
timbre fechado, enquanto em Portugal se pronunciam as mesmas palavras com
timbre
aberto. Vejamos alguns exemplos: anatômico — anatómico; Antônio —
António;
prêmio — prémio; telefônico — telefónico etc.

A acentuação gráfica: é feita através de sinais diacríticos que, sobrepostos às


vogais, indicam a pronúncia correta das palavras no que respeita à sílaba tônica
e no que respeita à modulação aberta ou fechada das vogais.
São (Oxítonas, Paroxítonas e Proparoxítonas)

Acentuação Gráfica Sonora:

Regras de acentuação das palavras oxítonas


As palavras são oxítonas quando a última sílaba da palavra é a sílaba tônica,
como: jacaré, cipó, cantar, anzol,…

São naturalmente oxítonas as palavras terminadas em -r, -l, -z, -x, -i, -u, -im, -um
e -om, não necessitando de acentuação gráfica.
Português 1 Resumo.

Palavras oxítonas acentuadas graficamente:

Oxítonas terminadas em vogais tônicas:


 sofá;
 dominó;
 purê;
 crochê;
 …
Oxítonas terminadas no ditongo nasal -em ou -ens:
 mantém;
 porém;
 também;
 harém;
 …
Oxítonas terminadas nos ditongos abertos -ói, -éu, -éi:
 chapéu;
 papéis;
 heróis;
 corrói;
 …

Regras de acentuação das palavras paroxítonas


As palavras são paroxítonas quando a penúltima sílaba da palavra é a sílaba
tônica, como: adorável, órgão, perfume, mesa,…

As palavras paroxítonas não são geralmente acentuadas e representam a


maioria das palavras da língua portuguesa.

Palavras paroxítonas acentuadas graficamente


Paroxítonas terminadas em -r:
 ímpar;
 cadáver;
 caráter;
Português 1 Resumo.

 …
Paroxítonas terminadas em -l:
 fóssil;
 réptil;
 têxtil;
 …
Paroxítonas terminadas em -n:
 hífen;
 éden;
 dólmen;
 …
Paroxítonas terminadas em -x:
 córtex;
 tórax;
 fênix;
 …
Paroxítonas terminadas em -ps:
 bíceps;
 fórceps;
 …
Paroxítonas terminadas em -ã, -ãs, -ão, -ãos:
 órfã;
 órgão;
 sótão;
 …
Paroxítonas terminadas em -um, -uns, -om, -ons:
 álbum;
 fórum;
 prótons;
 …
Paroxítonas terminadas em -us:
 vírus;
 húmus;
Português 1 Resumo.

 bônus;
 …
Paroxítonas terminadas em -i, -is:
 júri;
 íris;
 tênis;
 …
Paroxítonas terminadas em -ei, -eis:
 jóquei;
 hóquei;
 fizésseis;
 …
Acentuação das paroxítonas e o Novo Acordo Ortográfico
Com a entrada em vigor do atual acordo ortográfico, alguns acentos foram
abolidos nas palavras paroxítonas:
 acento agudo nos ditongos abertos oi e ei;
 acento agudo na vogal i e na vogal u quando precedidas de ditongos;
 acento circunflexo nos ditongos oo e ee.
Escrita depois do acordo ortográfico
Palavras com oi:
 jiboia (antes: jibóia);
 boia (antes: bóia);
 paranoia (antes: paranóia);
 heroico (antes: heróico);
 joia (antes: jóia);
 …
Palavras com ei:
 ideia (antes: idéia);
 europeia (antes: européia);
 alcateia (antes: alcatéia);
 geleia (antes: geléia);
 plateia (antes: platéia);
 …
Português 1 Resumo.

Palavras com i ou u:
 baiuca (antes: baiúca);
 feiura (antes: feiúra);
 …
Palavras com oo:
 abençoo (antes: abençôo);
 perdoo (antes: perdoo);
 voo (antes: vôo);
 magoo (antes: magôo);
 enjoo (antes: enjôo);
 ...
Palavras com ee:
 eles deem (antes: eles dêem);
 eles creem (antes: eles crêem);
 eles leem (antes: eles lêem);
 eles veem (antes: eles vêem);
 …
Regra de acentuação das palavras proparoxítonas
As palavras são proparoxítonas quando a antepenúltima sílaba da palavra é a
sílaba tônica, como: pássaro, cantássemos, gráfico, pêssego,…

Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas graficamente.


Acento diferencial
Com a entrada do Novo Acordo Ortográfico, alguns acentos diferenciais foram
abolidos, outros se mantiveram inalterados.
O acento foi abolido nas palavras pára, pólo, pêlo e pêra, ficando para, polo,
pelo e pera.
Exemplos:
 Para onde ele foi?
 Para de fazer isso, por favor!
O acento mantém-se nas palavras pôr, pôde, têm e vêm, diferenciando as
mesmas de por, pode, tem e vem.
Exemplos:
 Você vai pôr a caixa aqui?
Português 1 Resumo.

 Por onde ele foi?

Acentos gráficos e sinais gráficos auxiliares

Acento agudo (´)


É um acento gráfico que indica que a sílaba é tônica e que a vogal deve ser
pronunciada de forma aberta, como em:
 pé;
 máquina;
 música;
 revólver;
 …
Acento circunflexo (^)
É um acento gráfico que indica que a sílaba é tônica e que a vogal deve ser
pronunciada de forma fechada ou nasalada:
 antônimo;
 estômago;
 lâmpada;
 pêssego;
 …
Acento grave (`)
É um acento gráfico colocado apenas sobre a vogal a, indicando que há crase,
ou seja, a contração da preposição a com outra palavra. É usado em poucas
palavras:
 à;
 àquele;
 àquela;
 àquilo;
 …
Til (~)
Português 1 Resumo.

É um sinal gráfico auxiliar de escrita, usado na vogal a e na vogal o para indicar


nasalização. Nem sempre indica a tonicidade da sílaba:
 manhã;
 coração;
 põe;
 órgão;
 órfão;
 bênção;
 …
Trema (¨)
É um sinal gráfico auxiliar de escrita, usado, desde a entrada em vigor do Novo
Acordo Ortográfico, apenas em substantivos próprios estrangeiros e palavras
derivadas destes:
 Müller;
 mülleriano;
 …
Apóstrofo (')
É um sinal gráfico auxiliar de escrita que indica a supressão de fonemas em
palavras:
 copo-d'água;
 pau-d'óleo;
 …
Escrever sem acento
Sem acentuação gráfica, as palavras da língua portuguesa são naturalmente
paroxítonas, ou seja, acentuadas prosodicamente na penúltima sílaba, como:
casa, felicidade, pobreza,…
Através da acentuação gráfica, é possível a identificação de palavras que não se
encaixam nesse padrão, sendo oxítonas ou proparoxítonas, bem como a
distinção entre palavras com grafia igual, mas sílabas tônicas diferentes e
significados diferentes, como:
 análise e analise;
 privilégio e privilegio;
 negligência e negligencia;
 …
Português 1 Resumo.

Vídeo Acentuação Gráfica:


A1: https://www.youtube.com/watch?v=Sy_LUnePfRE
A2: https://www.youtube.com/watch?v=Hlxt0mP4tNE

7.Separação silábica.

■ 1. SÍLABA
É a junção de fonemas numa única emissão de ar. Cada vez que se expele o ar
do pulmão passando pelo aparelho fonador (boca ou boca e nariz), temos uma
sílaba.
A base da sílaba em Língua Portuguesa é sempre uma vogal; portanto, não
existe sílaba sem vogal.

De acordo com o número de sílabas, a palavra será classificada como:


1.1Monossílaba — uma única sílaba.
Exemplo: chá, pé, me, lhe.

1.2 Dissílaba — duas sílabas.


Exemplo: café, sofá, onça, digno.

1.3 Trissílaba — três sílabas.


Exemplo: copinho, socorro, agora, adrede.

1.4 Polissílaba — quatro ou mais sílabas.


Exemplo: limonada, chocolatezinho, Atanagildetina, desoxirribonucleico.

■ 2. TONICIDADE
Português 1 Resumo.

As sílabas de uma palavra podem ser fortes ou fracas.


As sílabas fortes são chamadas de TÔNICA, e as sílabas fracas são chamadas de
ÁTONAS.
Exemplo:
paralelepípedo: pí é a sílaba tônica, as outras são átonas.
sapato: pa é a sílaba tônica, as outras são átonas.
Curiosidade: Em cada palavra, há apenas uma sílaba forte; todas as outras serão
fracas.

As palavras monossílabas, por possuírem apenas uma sílaba, devem ser


chamadas
de tônicas ou átonas:
■ Monossílaba tônica — possui sentido próprio quando está só.
Exemplo: chá, pá, mês.

■ Monossílaba átona — não possui sentido próprio quando está só.


Exemplo: com, em, lhe.
Palavras com duas ou mais sílabas são classificadas de acordo com a posição
que a
sílaba tônica ocupa dentro da palavra.

■ Oxítona — é a palavra cuja última sílaba é forte.


Exemplo: café, maracujá, ananás.

■ Paroxítona — é a palavra cuja penúltima sílaba é forte.


Exemplo: sapato, educado, revólver.

■ Proparoxítona — é a palavra cuja antepenúltima sílaba é forte.


Exemplo: lâmpada, metafísica, pássaro.

3. DIVISÃO SILÁBICA
A divisão da palavra em sílabas é feita pela soletração. Basta pronunciar com
calma a palavra para sabermos quantas sílabas ela contém.
Há algumas regras que facilitam a separação de sílabas.

1.Regras:
Português 1 Resumo.

1.1. Separam-se

a) hiato:
Exemplo:
sa-í-da,
ba-la-ús-tre;

b) encontro consonantal imperfeito.


Exemplo:
dig-no,
ca-rac-te-rís-ti-ca;

c) dígrafos RR, SS, SC, SÇ, XC, XS.


Exemplo:
car-ro,
as-sa-do,
des-cer,
des-ço,
ex-ce-ção,
ex-su-dar.

■ 1.2 Não se separam

a) ditongo.
Exemplo:
cá-rie.
á-gua.

b) tritongo.
Exemplo:
i-guais.
Quão.

c) encontro consonantal perfeito.


Português 1 Resumo.

Exemplo:
pro-va,
clas-se;

d) dígrafos CH, LH, NH, GU, QU, AM, EM, IM, OM, UM, AN, EN, IN, ON, UM.
Exemplo:
cha-lei-ra,
te-lha,
vi-nho,
guer-ra,
que-ro,
âm-bar,
Em-bu,
im-pa-la,
om-bro,
um-bigo,
can-to,
ven-to,
tin-ta,
ton-to,
tun-dra.

■ 1.3 Outras dicas


a) Qualquer consoante solta dentro da palavra, que não forme sílaba com vogal
posterior, pertencerá sempre à sílaba anterior: tungs-tê-nio; e-clip-se; e-gíp-cio;
feldspa to.
b ) prefixo + vogal — formam sílaba normalmente.
Exemplo:
tran-sa-tlân-ti-co;
su-ben-tender.

c ) prefixo + consoante — isola-se o prefixo e depois separam-se as sílabas


restantes.
Exemplo: sub-li-nhar;
ab-rup-to;
Português 1 Resumo.

trans-por-te

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=nTsQ7Zj8Ln4
https://www.youtube.com/watch?v=SJwablQqHNc

8.Encontros Vocálicos.

Fonologia é a parte da gramática que trata dos sons produzidos pelo ser
humano para a comunicação, em relação a determinada língua.
Curiosidade: O estudo dos sons, de forma geral — sem levar em conta a região
geográfica ou a cultura a que se aplica —, recebe o nome de FONÉTICA.

■ 1.1. FONEMA
Português 1 Resumo.

O s fonemas são os elementos sonoros mais simples da língua, capazes de


estabelecer distinção entre duas palavras. Como em: sua e tua. Note que a
distinção
entre uma e outra palavra são os fonemas /se/ e /te/.
Curiosidade: Graficamente expressamos os fonemas entre barras: /me/; /ce/;
/ve/.
Não podemos confundir letras com fonemas, pois letra é a representação
gráfica
de um som.

Exemplo:
M — letra eme > som /me/.
J — letra jota > som /je/.
H — letra agá > não existe som para essa letra.

Nem sempre ao número de letras corresponde o mesmo número de fonemas.


Veja:
Exemplo:
CALHA
5 letras: c, a, l, h, a.
4 fonemas: /ke/, /a/, /lhe/, /a/.

TÁXI
4 letras: t, a, x, i.
5 fonemas: /te/, /a/, /ke/, /se/, /i/.

Os fonemas se dividem em dois grupos:


■ Fonemas vocálicos: representam as vogais.
■ Fonemas consonantais: representam as consoantes.

■ 1.2. FONEMAS VOCÁLICOS


Chamamos fonemas vocálicos os sons resultantes da emissão de ar que passa
livremente pela cavidade bucal. São eles: A, E, I, O, U. Dividem-se em dois
grupos:

■ 1.2.1. Vogais
São a base da sílaba em Língua Portuguesa. Há apenas uma vogal em cada
sílaba:.
Português 1 Resumo.

Exemplo:
sa-pa-to;
ca-fé;
u-si-na.

■ 1.2.2. Semivogais
São fracas em relação à vogal. As letras I e U, quando acompanham outra vogal
numa mesma sílaba, são as semivogais. As letras E e O também serão
semivogais
quando forem átonas, acompanhando outra vogal. Veja:
Exemplo:
cá-rie
/i/ é semivogal
/e/ é vogal

tou-ro
/o/ é vogal
/u/ é semivogal

mãe
/a/ é vogal
/e/ é semivogal

pão
/a/ é vogal
/o/ é semivogal

■ 1.3. FONEMAS CONSONANTAIS


Chamamos de fonemas consonantais os ruídos ocasionados pela obstrução da
passagem de ar pelo aparelho fonador (língua, dentes, lábios etc.). São: B, C, D,
F, G,
H, J, K, L, M, N, P, Q, R, S, T, V, W, X, Y, Z.

■ 1.4. ENCONTROS VOCÁLICOS


É a união de dois ou mais fonemas vocálicos em uma única sílaba.
São eles: o ditongo, o tritongo e o hiato.
Português 1 Resumo.

■ 1.4.1. Ditongo
Ocorre quando juntamos dois sons vocálicos numa única sílaba.
Exemplo:
ca-iu;
viu;
tou-ro;
den-tais.
Os ditongos são classificados de acordo com a sua formação e a sua pronúncia.
De acordo com a formação, o ditongo pode ser:
■ 1.4.1.1. Crescente
Começa com semivogal e termina com vogal: cárie, história, tênue.
■ 1.4.1.2. Decrescente
Começa com vogal e termina com semivogal: touro, dentais, peixe.
De acordo com a pronúncia, o ditongo pode ser:
■ 1.4.1.3. Oral
Quando o som sai completamente pela boca: tênue, dentais.
■ 1.4.1.4. Nasal
Quando o som sai pelo nariz: pão, mãe, também, cantaram.
Curiosidade: AM e EM, em final de palavras, representam ditongos
decrescentes
nasais. Perceba que os sons que ouvimos são: /tã-bei/ e /cã-ta-rau/.

■ 1.4.2. Tritongo
Ocorre quando juntamos três sons vocálicos numa única sílaba.
Exemplo:
iguais;.
quão.
O tritongo se classifica, quanto à pronúncia, como:
■ 1.4.2.1. Oral
Quando o som sai apenas pela boca: iguais.
■ 1.4.2.2. Nasal
Quando o som sai pela nariz: quão.

■ 1.4.3. Hiato
Ocorre quando colocamos, simultaneamente, em uma palavra duas vogais, que
pertencem a sílabas diferentes: sa-í-da; co-o-pe-rar; ga-ú-cho.
Português 1 Resumo.

Vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=BOj2xCwIo8M&list=PLVyIxkvuIqxrTNuXWo
ZmfCfPtqPVXfNCv
https://www.youtube.com/watch?v=texjKRIwdkg&list=PLVyIxkvuIqxrTNuXWoZ
mfCfPtqPVXfNCv&index=2

9.Encontros Consonantais, Sinônimos, Antônimos, Parônimos e homônimos.

■ 1. ENCONTROS CONSONANTAIS
É o encontro de sons consonantais simultâneos dentro da palavra. Podem ser
classificados de acordo com o modo como se apresentam.
■ 1. Encontros consonantais perfeitos
Sons consonantais que pertencem à mesma sílaba.
Exemplo:
pro-ble-ma;
psi-co-lo-gi-a;
pe-dra.
■ 2. Encontros consonantais imperfeitos
Sons consonantais que pertencem a sílabas diferentes:
Exemplo:
dig-no;
per-fei-to;
ar-tis-ta.
Curiosidade: Repare que nos encontros consonantais, apesar de as consoantes
aparecerem lado a lado, cada uma conserva o seu som próprio, característico.
pro-ble-ma = /pe/ + /re/ + /o/ + /be/ + /le/ + /e/ + /me/ + /a/
af-ta = /a/ + /fe/ + /te/ + /a/

■ 3. DÍGRAFO
Ocorre quando duas letras representam um único som:
CH — chá
LH — telha
NH — ninho
GU — foguete
QU — quilo
Português 1 Resumo.

RR — carro
SS — assado
SC — descer
SÇ — desço
XC — exceto
XS — exsudar
AM — tampa
EM — tempo
IM — tímpano
OM — tombo
UM — tumba
AN — anta
EN — entortar
IN — interno
ON — onda
UN — untar
Curiosidade: Os grupos GU e QU, quando trazem o U pronunciado, não
representam dígrafos, pois nesse caso G e Q têm um som e U tem outro:
aguentar;
sagui; tranquilo; aquoso.

Vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=72eO7CaHr_4
https://www.youtube.com/watch?v=_bvE403tnWk

2. SINÔNIMO
Palavra que tem com outra uma semelhança de significação que permite que
uma seja escolhida pela outra em alguns contextos, sem alterar a significação
literal da sentença.
alegre — feliz
diminuto — pequeno
falar — dizer
branco — alvo
■ 6.2. ANTÔNIMO
Unidade significativa da língua (morfema, palavra, locução, frase) cujo sentido é
contrário ou incompatível com o de outra.
in- / ex-
grande / pequeno
bonito / feio
Português 1 Resumo.

■ 6.3. HOMÔNIMOS
Vocábulos que possuem o mesmo som e/ou a mesma grafia, mas com sentidos
díspares. Eles se dividem em:
■ homográficos — mesma grafia:
sede (lugar)
sede (vontade de beber)
almoço (substantivo)
almoço (1a pessoa do presente do indicativo do verbo almoçar)
selo (substantivo)
selo (1a pessoa do presente do indicativo do verbo selar)
■ homofônicos — mesmo som:
buxo (arbusto)
bucho (estômago)
Cassar (tornar nulo ou sem efeito, suspender, invalidar)
Caçar (perseguir, procurar, apanhar — geralmente animais)
Ascender (subir, elevar-se)
Acender (atear fogo, inflamar)
Curiosidade: Alguns homônimos são, ao mesmo tempo, homofônicos e
homográficos, por isso recebem o nome de homônimos perfeitos:
são (santo)
são (sadio)
são (3a pessoa do plural do presente do indicativo do verbo ser)
manga (fruta)
manga (parte da roupa)
como (conjunção)
como (1a pessoa do singular do presente do indicativo do verbo comer)
sonho (substantivo)
sonho (1a pessoa do singular do presente do indicativo do verbo sonhar)
■ 6.4. PARÔNIMOS
Vocábulos que possuem som ou grafia parecidos, mas com sentidos díspares.
flagrante (no ato) — fragrante (que tem cheiro)
iminente (prestes a ocorrer) — eminente (excelente)
infligir (aplicar) — infringir (violar)
Lista de alguns homônimos e parônimos notáveis:
Absolver: inocentar, relevar da culpa imputada.
Absorver: embeber em si, esgotar.
Acender: atear (fogo), inflamar.
Ascender: subir, elevar-se.
Acento: sinal gráfico.
Assento: banco, cadeira.
Português 1 Resumo.

Acerca de: sobre, a respeito de.


A cerca de: a uma distância aproximada de.
Há cerca de: faz aproximadamente (tanto tempo).
Acidente: acontecimento casual; desastre.
Incidente: episódio; que incide, que ocorre.
Adotar: escolher, preferir; assumir; pôr em prática.
Dotar: dar em doação, beneficiar.
Afim: que apresenta afinidade, semelhança, relação (de parentesco).
A fim de: para, com a finalidade de, com o fito de.
Alto: de grande extensão vertical; elevado, grande.
Auto: ato público, registro escrito de um ato, peça processual.
Aleatório: casual, fortuito, acidental.
Alheatório: que alheia, alienante, que desvia ou perturba.
Amoral: desprovido de moral, sem senso de moral.
Imoral: contrário à moral, aos bons costumes, devasso, indecente.
Ante (preposição): diante de, perante.
Ante- (prefixo): expressa anterioridade.
Anti- (prefixo): expressa contrariedade; contra.
Ao encontro de: para junto de; favorável a.
De encontro a: contra; em prejuízo de.
Ao invés de: ao contrário de.
Em vez de: em lugar de.
A par: informado, ao corrente, ciente.
Ao par: de acordo com a convenção legal.
Aparte: interrupção, comentário à margem.
À parte: em separado, isoladamente, de lado.
Apreçar: avaliar, pôr preço.
Apressar: dar pressa a, acelerar.
Área: superfície delimitada, região.
Ária: canto, melodia.
Aresto: acórdão, caso jurídico julgado.
Arresto: apreensão judicial, embargo.
Arrochar: apertar com arrocho, apertar muito.
Arroxar ou arroxear, roxear: tornar roxo.
Ás: exímio em sua atividade; carta do baralho.
Az (p. us.): esquadrão, ala do exército.
Atuar: agir, pôr em ação; pressionar.
Autuar: lavrar um auto; processar.
Auferir: obter, receber.
Aferir: avaliar, cotejar, medir, conferir.
Português 1 Resumo.

Augurar: prognosticar, prever, auspiciar.


Agourar: pressagiar, predizer (geralmente no mau sentido).
Avocar: atribuir-se, chamar.
Evocar: lembrar, invocar.
Invocar: pedir (a ajuda de); chamar; proferir.
Caçar: perseguir, procurar, apanhar (geralmente animais).
Cassar: tornar nulo ou sem efeito, suspender, invalidar.
Carear: atrair, ganhar, granjear.
Cariar: criar cárie.
Carrear: conduzir em carro, carregar.
Censo: alistamento, recenseamento, contagem.
Senso: entendimento, juízo, tino.
Cerrar: fechar, encerrar, unir, juntar.
Serrar: cortar com serra, separar, dividir.
Cessão: ato de ceder.
Seção: setor, subdivisão de um todo, repartição, divisão.
Sessão: espaço de tempo que dura uma reunião, um congresso; reunião; espaço
de
tempo durante o qual se realiza uma tarefa.
Cheque: ordem de pagamento à vista.
Xeque: dirigente árabe; lance de xadrez; (fig.) perigo (pôr em xeque).
Cível: relativo à jurisdição dos tribunais civis.
Civil: relativo ao cidadão; cortês, polido (daí civilidade); não militar, nem
eclesiástico.
Colidir: trombar, chocar; contrariar.
Coligir: colecionar, reunir, juntar.
Comprimento: medida, tamanho, extensão, altura.
Cumprimento: ato de cumprir, execução completa; saudação.
Concelho: circunscrição administrativa ou município (em Portugal).
Conselho: aviso, parecer, órgão colegiado.
Concerto: acerto, combinação, composição, harmonização.
Conserto: reparo, remendo, restauração.
Conje(c)tura: suspeita, hipótese, opinião.
Conjuntura: acontecimento, situação, ocasião, circunstância.
Contravenção: transgressão ou infração a normas estabelecidas.
Contraversão: versão contrária, inversão.
Coser: costurar, ligar, unir.
Cozer: cozinhar, preparar.
Costear: navegar junto à costa, contornar.
Custear: pagar o custo de, prover, subsidiar.
Português 1 Resumo.

Custar: valer, necessitar, ser penoso.


Deferir: consentir, atender, despachar favoravelmente, conceder.
Diferir: ser diferente, discordar; adiar, retardar, dilatar.
Degradar: deteriorar, desgastar, diminuir, rebaixar.
Degredar: impor pena de degredo, desterrar, banir.
Delatar (delação): denunciar, revelar crime ou delito, acusar.
Dilatar (dilação): alargar, estender; adiar, diferir.
Derrogar: revogar parcialmente (uma lei), anular.
Derrocar: destruir, arrasar, desmoronar.
Descrição: ato de descrever, representação, definição.
Discrição: discernimento, reserva, prudência, recato.
Descriminar: absolver de crime, tirar a culpa de.
Discriminar: diferençar, separar, discernir.
Despensa: local em que se guardam mantimentos, depósito de provisões.
Dispensa: licença ou permissão para deixar de fazer algo a que se estava
obrigado;
demissão.
Despercebido: que não se notou, para o que não se atentou.
Desapercebido: desprevenido, desacautelado.
Dessecar: secar bem, enxugar, tornar seco.
Dissecar: analisar minuciosamente, dividir anatomicamente.
Destratar: insultar, maltratar com palavras.
Distratar: desfazer um trato, anular.
Distensão: ato ou efeito de distender, torção violenta dos ligamentos de uma
articulação.
Distinção: elegância, nobreza, boa educação.
Dissensão: desavença, diferença de opiniões ou interesses.
Elidir: suprimir, eliminar.
Ilidir: contestar, refutar, desmentir.
Emenda: correção de falta ou defeito, regeneração, remendo.
Ementa: apontamento, súmula de decisão judicial ou do objeto de uma lei.
Emergir: vir à tona, manifestar-se.
Imergir: mergulhar, afundar (submergir), entrar.
Emigrar: deixar o país para residir em outro.
Imigrar: entrar em país estrangeiro para nele viver.
Eminente (eminência): alto, elevado, sublime.
Iminente (iminência): que está prestes a acontecer, pendente, próximo.
Emitir (emissão): produzir, expedir, publicar.
Imitir (imissão): fazer entrar, introduzir, investir.
Empoçar: reter em poço ou poça, formar poça.
Português 1 Resumo.

Empossar: dar posse a, tomar posse, apoderar-se.


Encrostar: criar crosta.
Incrustar: cobrir de crosta, adornar, revestir, prender-se, arraigar-se.
Entender: compreender, perceber, deduzir.
Intender (p. us.): exercer vigilância, superintender.
Enumerar: numerar, enunciar, narrar, arrolar.
Inúmero: inumerável, sem conta, sem número.
Espectador: aquele que assiste a qualquer ato ou espetáculo, testemunha.
Expectador: que tem expectativa, que espera.
Esperto: inteligente, vivo, ativo.
Experto: perito, especialista.
Espiar: espreitar, observar secretamente, olhar.
Expiar: cumprir pena, pagar, purgar.
Estada: ato de estar, permanência de pessoas.
Estadia: prazo para carga e descarga de navio ancorado em porto, ou de
qualquer
veículo.
Estância: lugar onde se está, morada, recinto.
Instância: solicitação, pedido, rogo; foro, jurisdição, juízo.
Estrato: cada camada das rochas estratificadas.
Extrato: coisa que se extraiu de outra; pagamento, resumo, cópia; perfume.
Flagrante: ardente, acalorado; diz-se do ato que a pessoa é surpreendida a
praticar
(flagrante delito).
Fragrante: que tem fragrância ou perfume; cheiroso.
Florescente: que floresce, próspero, viçoso.
Fluorescente: que tem a propriedade da fluorescência.
Folhar: produzir folhas, ornar com folhagem, revestir lâminas.
Folhear: percorrer as folhas de um livro, compulsar, consultar.
Incerto: não certo, indeterminado, duvidoso, variável.
Inserto: introduzido, incluído, inserido.
Incipiente: iniciante, principiante.
Insipiente: ignorante, insensato.
Incontinente: imoderado, que não se contém, descontrolado.
Incontinenti: imediatamente, sem demora, logo, sem interrupção.
Induzir: causar, sugerir, aconselhar, levar a.
Aduzir: expor, apresentar.
Inflação: ato ou efeito de inflar; emissão exagerada de moeda, aumento
persistente
de preços.
Português 1 Resumo.

Infração: ato ou efeito de infringir ou violar uma norma.


Infligir: cominar, aplicar (pena, castigo, repreensão, derrota).
Infringir: transgredir, violar, desrespeitar (lei, regulamento etc.).
Inquerir: apertar (a carga de animais), encilhar.
Inquirir: procurar informações sobre, indagar, investigar, interrogar.
Intercessão: ato de interceder.
Interse(c)ção: ação de se(c)cionar, cortar; ponto em que se encontram duas
linhas
ou superfícies.
Inter- (prefixo): entre; preposição latina usada em locuções: inter alia (entre
outros), inter pares (entre iguais).
Intra- (prefixo): interior, dentro de.
Mandado: garantia constitucional para proteger direito individual líquido e
certo;
ato de mandar; ordem escrita expedida por autoridade judicial ou
administrativa.
Mandato: autorização que alguém confere a outrem para praticar atos em seu
nome;
procuração; delegação.
Mandante: que manda; aquele que outorga um mandato.
Mandatário: aquele que recebe um mandato, executor de mandato,
representante,
procurador.
Mandatório: obrigatório.
Obcecação: ato ou efeito de obcecar, teimosia, cegueira.
Obsessão: impertinência, perseguição, ideia fixa.
Paço: palácio real ou imperial; a corte.
Passo: ato de avançar ou recuar um pé para andar; caminho, etapa.
Pleito: questão em juízo, demanda, litígio, discussão.
Preito: sujeição, respeito, homenagem.
Preceder: ir ou estar adiante de, anteceder, adiantar-se.
Proceder: originar-se, derivar, provir; levar a efeito, executar.
Preeminente: que ocupa lugar elevado, nobre, distinto.
Proeminente: alto, saliente, que se alteia acima do que o circunda.
Preposição: ato de prepor, preferência; palavra invariável que liga constituintes
da
frase.
Proposição: ato de propor, proposta; máxima, sentença; afirmativa, asserção.
Presar: capturar, agarrar, apresar.
Prezar: respeitar, estimar muito, acatar.
Português 1 Resumo.

Prescrever: fixar limites, ordenar de modo explícito, determinar; ficar sem


efeito,
anular-se.
Proscrever: abolir, extinguir, proibir, terminar; desterrar.
Prever: ver antecipadamente, profetizar; calcular.
Prover: providenciar, dotar, abastecer, nomear para cargo.
Provir: originar-se, proceder; resultar.
Prolatar: proferir sentença, promulgar.
Protelar: adiar, prorrogar.
Ratificar: validar, confirmar, comprovar.
Retificar: corrigir, emendar, alterar.
Recrear: proporcionar recreio, divertir, alegrar.
Recriar: criar de novo.
Reincidir: tornar a incidir, recair, repetir.
Rescindir: dissolver, invalidar, romper, desfazer.
Remição: ato de remir, resgate, quitação.
Remissão: ato de remitir, intermissão, intervalo; perdão, expiação.
Repressão: ato de reprimir, contenção, impedimento, proibição.
Repreensão: ato de repreender, enérgica admoestação, censura, advertência.
Ruço: grisalho, desbotado.
Russo: referente à Rússia, nascido naquele país; língua falada na Rússia.
Sanção: confirmação, aprovação; pena imposta pela lei ou por contrato para
punir
sua infração.
Sansão: nome de personagem bíblico; certo tipo de guindaste.
Sedento: que tem sede; sequioso.
Cedente: que cede, que dá.
Sobrescritar: endereçar, destinar, dirigir.
Subscritar: assinar, subscrever.
Sortir: variar, combinar, misturar.
Surtir: causar, originar, produzir (efeito).
Subentender: perceber o que não estava claramente exposto; supor.
Subintender: exercer função de subintendente, dirigir.
Subtender: estender por baixo.
Sustar: interromper, suspender; parar.
Suster: sustentar, manter; fazer parar, deter.
Tacha: pequeno prego; mancha, defeito, pecha.
Taxa: espécie de tributo, tarifa.
Tachar: censurar, qualificar, apelidar.
Taxar: fixar a taxa de; regular, regrar.
Português 1 Resumo.

Tapar: fechar, cobrir, abafar.


Tampar: pôr tampa em.
Tenção: intenção, plano.
Tensão: estado de tenso, rigidez; diferencial elétrico.
Tráfego: trânsito de veículos, percurso, transporte.
Tráfico: negócio ilícito, comércio, negociação.
Trás: atrás, detrás, em seguida, após (cf. em locuções: de trás, por trás).
Traz: 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo trazer.
Vestiário: guarda-roupa; local em que se trocam roupas.
Vestuário: as roupas que se vestem, traje.
Vultoso: de grande vulto, volumoso.
Vultuoso: atacado de vultuosidade (congestão da face)

10.Flexões do Substantivo; Aumentativo e Diminutivo.

Os substantivos podem ser utilizados no aumentativo e no diminutivo porque


aceitam flexão em grau, podendo ser referidos em três tamanhos distintos:
normal, diminutivo e aumentativo.
Flexão dos substantivos: Compostos por: (normal, diminuído ou aumentado.)
O grau normal do substantivo indica o tamanho normal de um objeto ou ser.
O grau diminutivo do substantivo indica o tamanho diminuído de um objeto ou
ser.
Português 1 Resumo.

O grau aumentativo do substantivo indica o tamanho aumentado de um objeto


ou ser.
Lista com aumentativos e diminutivos
Grau
Grau diminutivo Grau aumentativo
normal
abelha abelhita, abelhazinha, abelhinha abelhão
amigo amiguinho amigão, amigaço, amigalhaço
animalejo, animalzinho,
animal animalão, animalaço
animálculo
asa álula, aselha, asinha asona
ave avícula, avezinha avejão
bala balinha balázio, balaço
barba barbicha, barbinha, barbica barbaça
barca barquinha barcaça
barraca barraquim, barraquinha barracão
barulho barulhito, barulhinho barulheira, barulhão
beiço beicinho beiçola, beiçorra
bicho bichinho bichão, bicharrão
bigode bigodinho, bigodito bigodão, bigodaça
boca boquita, boquinha bocarra, bocaça, boqueirão
cabeça cabecinha, cabecita cabeçorra, cabeção
caixa caixeta, caixinha, caixola, caixote caixão
caneca canequinha canecão
cão cãozinho, cãozito, canito, canicho canzarrão, canaz
cara carinha caraça, carantonha, carão
casa casebre, casinha casarão
chapelete, chapeuzinho,
chapéu chapelão, chapeirão
chapeleta, chapelinho
Português 1 Resumo.

Grau
Grau diminutivo Grau aumentativo
normal
chuva chuvisco, chuvinha, chuvisqueiro chuvada
colher colherinha, colherzinha colheraça
copo copinho copázio, coparrão, copaço
corda cordel, cordinha cordão
corpo corpúsculo corpanzil, corpaço
criança criancinha criançona
dedo dedinho dedão
dentola, dentuça, dentão,
dente dentículo, dentinho
dentilhão
faca faquinha facalhão, facalhaz, facão
febre febrícula febrão
festa festinha festança, festão
florinha, florículo, florzinha,
flor florzona
flósculo
fogo foguinho fogaréu
gatarrão, gatão, gatázio,
gato gatinho
gatalhão
homenzinho, homenzito,
homem homenzarrão, homão
homúnculo, hominho
jornal jornaleco jornalaço
lápis lapisinho lapisão
livrinho, livrozinho, livreto, livreco,
livro livrão, livrório
livrete
lobo lobinho, lobato, lobacho lobaz, lobão
macaco macaquinho, macaquito macacão
mala malinha, maleta, malote malotão
Português 1 Resumo.

Grau
Grau diminutivo Grau aumentativo
normal
manzarrona, manápula,
mão mãozinha
manzorra, manopla
moça mocinha, moçoila mocetona
moço mocinho, moçoilo mocetão, moçalhão
monte montinho, montículo montanha
mulheraça, mulherona,
mulher mulherzinha, mulherinha
mulherão
muro mureta muralha
narigão, nariganga, narigolê,
nariz narizinho, narizito
narilão
papelucho, papelinho, papelico,
papel papelão
papelete
pata patinha patorra
pé pezinho, pezito pezão
pedra pedrisco pedregulho
porta portinhola, portinha portão
rapazola, rapazote, rapazelho,
rapaz rapagão
rapazinho, rapagote
rocha rochinha rochedo
sala salinha, salita, saleta salão
tesoura tesourinha tesourão
vidro vidrinho vidraça
voz vozinha, vozita vozeirão, vozeiro
Processo de formação de aumentativos e diminutivos
Os substantivos no grau aumentativo e no grau diminutivo são formados,
principalmente, pela junção de sufixos aumentativos e diminutivos a uma
palavra no grau normal.
Exemplo: nariz - narizinho - narigão.
Português 1 Resumo.

Podem ser formados também pela junção de adjetivos que indicam aumento ou
diminuição.
Exemplo: nariz - nariz grande - nariz pequeno.

Adjetivos aumentativos e diminutivos


Adjetivos aumentativos Adjetivos diminutivos

grande pequeno
enorme pequenino
imenso mínimo
colossal minúsculo
gigantesca diminuto
desmedido
grandíssimo miúdo
descomunal insignificante
vasto reduzido

Sufixos aumentativos e diminutivos


Sufixos aumentativos Sufixos diminutivos
-inho/a
-ão
-zinho/a
-ona
-ino/a
-alhão
-im
-(z)arrão
-acho/a
-eirão
-icho/a
-aça
-ucho/a
–aço
-ebre
-ázio
-eco/a
-uça
-ico/a
-anzil
-ela
-aréu
-elho/a
-arra
-ejo
-orra
-ilho/a
-astro
-ete
-az
-eto/a
Outros exemplos de substantivos diminutivos
Português 1 Resumo.

 aldeia: aldeola, aldeota


 árvore: arbúsculo, arvoreta, arvorezinha
 bandeira: bandeirola, bandeirinha
 barril: barrilete, barrilote
 caminhão: camioneta, caminhonete
 cinto: cintilho
 cruz: cruzeta
 diabo: diabrete
 espada: espadim
 estátua: estatueta
 farol: farolete, farolim
 fazenda: fazendola, fazendinha
 filho: filhinho, filhote
 fita: fitilho
 folha: folíolo, folhinha
 frango: frangote
 galo: galispo
 globo: glóbulo
 gota: gotícula
 grão: grânulo
 ilha: ilhéu, ilhota
 índio: indiozinho, indiozito
 jornal: jornaleco
 laje: lajota
 língua: lingueta
 namoro: namorico
 nó: nódulo, nozinho
 núcleo: nucléolo
 ovo: ovinho, óvulo
 palácio: palacete
 parte: partícula
 pele: película
 poema: poemeto
Português 1 Resumo.

 porção: porciúncula
 questão: questiúncula
 raiz: radícula, radicela
 rede: retículo
 rei: régulo, reizinho
 rio: ribeiro, riacho, regato
 rua: ruela
 saco: saquitel, saquinho
 sela: selim
 serviço: servicinho
 sino: sineta
 tábua: tabuinha, tabuazinha
 vara: vareta, varela, varinha
 vaso: vasinho
 velho: velhote, velhinho, velhusco
 verão: veranico
 verme: vermículo
 verso: versículo
 via: viela
 vila: vilarejo
 vila: vilela, vileta, vilola, vilarejo, vilinha, vilazinha
 xícara: xicarazinha, xicarinha, xicarazita

Outros exemplos de substantivos aumentativos


 drama: dramalhão
 escada: escadaria
 fatia: fatacaz
 forno: fornaça, fornalha
 forte: fortaleza
 galé: galera, galeão
 garrafa: garrafão
 ladrão: ladravaz, ladravão, ladronaço, ladroaço
 lata: latão
Português 1 Resumo.

 lenço: lençalho
 língua: lingueirão
 luz: luzerna
 mestre: mestraço, mestrão
 navio: naviarra
 neve: nevada, nevasca
 ouro: ourama
 pedinte: pedinchão, pidão, pedintão
 penha: penhasco
 perna: pernaça, pernão, pernoca
 poeta: poetastro, poetaço
 povo: povaréu, povão
 prato: pratarraz, pratarrão, pratalhaz, pratázio, pratão
 ramo: ramalhão
 rato: ratazana
 rico: ricaço
 sábio: sabichão
 santo: santarrão, santão
 sapato: sapatorra, sapatão, sapatranca, sapatorro
 sapo: saparrão
 vaga: vagalhão
 vilão: vilanaz, vilanaço
 voz: vozeirão

Variações
As flexões de grau podem ser formadas de duas formas:

Sinteticamente: quando se acrescenta ao substantivo um sufixo


aumentativo ou diminutivo ao grau normal, por exemplo:

Sufixos aumentativos: ão, aço, alhão, arra, arrão, zarrão, ázio, eirão,
ona, orra e etc.
Português 1 Resumo.

Sufixos diminutivos: acho, ejo, ela, ico, icho, inho, ito, ucho, zinho, zito
e etc.

Carrão → Carrinho Facão → Faquinha

Analiticamente: nesta forma, o substantivo é acompanhado de um


adjetivo que indique aumento (grande, enorme, imenso) ou diminuição
(pequeno, minúsculo, insignificante).

Exemplos:

 Copo grande – copo pequeno


 Trabalho enorme – trabalho insignificante
 Casa enorme – casa pequena
O grau desempenha várias funções quando se trata do significado das
palavras, sendo a mais clara a declaração da intensidade com que os
atributos se manifestam no substantivo.

https://www.youtube.com/watch?v=05J-lLCk6G0
Português 1 Resumo.

11.Regência Verbal e Nominal.

2.Regência

2.1 Regência nominal


É o fato de um nome não ter sentido completo e exigir outro que lhe complete
o sentido. Não há regras para o uso ou não de determinada preposição com o
nome. Alguns deles admitem mais de uma regência. A escolha de uma ou outra
preposição deve ser feita com base na clareza, na eufonia e também deve
adequar-se às diferentes formas de pensamento.
Curiosidade: Lista de alguns nomes e suas preposições mais frequentes:
Exemplo:
aberto a, para
aborrecido a, com, de, por
abrigado a
abundante de, em
adequado a
afável com, para com
Português 1 Resumo.

aflito com, por


agradável a
alérgico a
alheio a, de
aliado a, com
alusão a
amoroso com, para com
ansioso de, por
antipatia a, contra, por
apto a, para atenção a
atencioso com, para com
aversão a, para, por
avesso a
ávido de, por
certeza de
certo de
compaixão de, para com, por
compatível com
comum a, de, em, entre, para
conforme a, com
consulta a
constituído com, de, por
contente com, de, em, por
contíguo a
convicção de
cruel com, para, para com
curioso de, por
desgostoso com, de
desprezo a, de, por
devoção a, para com, por
devoto a, de
domiciliado a, em
dúvida acerca de, de, em, sobre
empenho de, em, por
fácil a, de, para
falho de, em
favorável a
feliz com, de, em, por
fértil de, em
hábil em
Português 1 Resumo.

habituado a, com
horror a
hostil a, para com
impróprio para
imune a, de
incansável em
incapaz de, para
inclinado a
invasão de
junto a, com, de
lento em
morador em
ódio a, contra, de, para com, por
orgulhoso de, com
peculiar a
precedido a, com, de
preferível a
pródigo de, em
próximo a, de
residente em
respeito a, com, de, para com, por
simpatia a, para com, por
situado a, em, entre
suspeito a, de
último a, de, em
união a, com, entre
útil a, para
vizinho a, com, de

■ 2.2 Regência verbal


Nesse tipo de regência, é o verbo que pede um complemento que pode ou não
ligar-se através de preposição. A escolha da preposição adequada depende da
significação do verbo. Devemos observar as possibilidades de utilização de uma
ou outra preposição.
a) Existem verbos que admitem mais de uma regência sem mudar seu
significado.
Exemplo:
Cumpriremos o nosso dever.
Cumpriremos com o nosso dever.
José não tarda a chegar.
Português 1 Resumo.

José não tarda em chegar.


Esforcei-me por não contrariá-la.
Esforcei-me para não contrariá-la.

b) Existem verbos que mudam seu significado quando se altera a regência.


Exemplo:
Aspirei o aroma das flores.
(aspirar = sorver, respirar)
Aspirei a um bom cargo.
(aspirar = desejar, almejar, objetivar)
Olhe para ele.
(olhar = fixar o olhar)
Olhe por ele.
(olhar = cuidar)

Lista de alguns verbos e suas regências:


Veremos aqui alguns verbos e suas regências, cujas particularidades seguirão o
seguinte esquema:
VERBO
■ (sentido na frase) — sua transitividade (VI, VTD, VTI, VTDI) — preposição
exigida.

CONFIAR
■ (acreditar) — VTI — preposição EM.
Exemplo: Confio em meus pais.
■ (entregar) — VTDI — sem preposição + preposição A.
Exemplo: Confio meu carro ao meu filho.

ASPIRAR
■ (sorver) — VTD — sem preposição.
Exemplo: Aspiro o perfume das flores.
Todos aspiramos a fumaça tóxica das fábricas de nossa cidade.
■ (desejar) — VTI — preposição A.
Exemplo:
Aspiro a uma boa posição.
Ele sempre aspirou à vaga de Auditor-Fiscal.

ABDICAR
■ (renunciar) — VI — sem complemento.
Português 1 Resumo.

Exemplo: Ela abdicou em 1990.


■ (renunciar) — VTD — sem preposição.
Exemplo:
Ele abdicou a coroa.
Ele abdicou o direito de votar.
■ (renunciar) — VTI — preposição DE.
Exemplo:
Ele abdicou da coroa.
Ele abdicou do direito de votar.

AGRADAR
■ (satisfazer, contentar) — VTI — preposição A.
Exemplo:
A peça não agradou ao público.
Agradaria muito ao pai se o filho estudasse mais.
■ (acariciar, ser agradável) — VTD — sem preposição.
Exemplo:
João procurou agradar o filho.
As pessoas gentis sempre procuram agradar os outros.

AGRADECER
■ (ser grato) — VTDI — sem preposição + preposição A.
Exemplo:
João agradeceu o presente a José.
Agradecemos ao mestre a dedicação com que nos ajudou.

ASSISTIR
■ (ver, presenciar) — VTI — preposição A.
Exemplo:
Ele assistiu ao espetáculo.
Sempre assisto às novelas.
■ (ser de direito, caber, pertencer) — VTI — preposição A.
Exemplo:
Férias é um direito que assiste a todos.
Tal direito assiste aos alunos.
■ (morar) — VI — preposição EM (adjunto adverbial de lugar).
Exemplo:
Eles assistem em São Paulo.
Português 1 Resumo.

Assistem todos em área de risco.


■ (ajudar, auxiliar) — VTD — sem preposição.
Exemplo:
O médico assiste o paciente.
O departamento jurídico assistiu a Comissão de Direitos Humanos.

ATENDER
■ (receber, responder) — VTD — sem preposição.
Exemplo:
O diretor atenderá os alunos.
Deus atende nossas preces.
■ (dar atenção) — VTI — preposição A.
Exemplo:
Vou atender ao que me pede.
O bom aluno atende ao professor.

AVISAR
■ (informar) — VTDI — sem preposição + preposições A, DE ou SOBRE.
Exemplo:
Avise o ocorrido a João.
Avisei João do ocorrido.
Avisei João sobre o ocorrido.
Curiosidade: Esse verbo pode ter a “pessoa” como Objeto Direto e a “coisa”
como Objeto Indireto — ou vice-versa. Se você puser preposição na “coisa”, use
DE ou SOBRE, e, se você puser preposição na pessoa, use A.
CERTIFICAR
Ver o verbo avisar.
CHAMAR
■ (convocar, denominar, cognominar) — VTD — sem preposição.
Exemplo:
O gerente chamou os funcionários para a reunião.
Na hora de aflição, o filho chama a mãe.
Curiosidade: Apesar de a regência dada acima ser a mais frequente, o verbo
chamar admite várias construções como corretas.
Exemplo:
Chamei Pedro.
Chamei a Pedro.
Chamei Pedro de herói.
Chamei a Pedro de herói.
Português 1 Resumo.

Chamei por Pedro.


Na hora de aflição, o filho chama pela mãe.

CHEGAR
■ (vir de) — VI — preposição A (adjunto adverbial de lugar).
Exemplo:
Cheguei a casa.
Cheguei ao colégio.
Chegaremos à escola um pouco atrasados.

■ (vir por meio de) — VI — preposição EM (adjunto adverbial de meio).


Exemplo:
Cheguei em um ônibus fretado.
Cheguei no trem das onze.

COMUNICAR
■ (avisar) — VTDI — sem preposição + preposição A.
Exemplo:
Comuniquei o fato a Pedro.
Comunicamos a todos que a prova será adiada.
Curiosidade: Para o verbo comunicar, teremos sempre a seguinte construção:
“coisa” — sem preposição + “pessoa” — com a preposição A.
Exemplo: Comuniquei o fato a Pedro.
Apesar de ser sinônimo do verbo avisar, o verbo comunicar não pode fazer a
troca de preposição entre complementos como faz aquele:
Avisei o fato a Pedro. Ou Avisei Pedro do (sobre o) fato.

CUSTAR
■ (ser difícil) — VTI — preposição A.
Exemplo:
Custa-me entender a lição.
Fazer o trabalho custará a todos.
Curiosidade: Na linguagem do dia a dia, costuma-se empregar esse verbo de
forma incorreta. Veja a seguinte construção:
Exemplo: Eu custei a entender — ERRADA.
Nela percebemos o pronome eu como sujeito e o verbo no infinitivo a entender
como objeto indireto. Isso é incorreto, pois o difícil foi entender, e tal coisa foi
Português 1 Resumo.

difícil para alguém, no caso para mim.


A frase correta é: Custou-me entender.

DESOBEDECER
■ (desacatar) — VTI — preposição A.
Exemplo:
Os filhos desobedecem aos pais.
Sempre que desobedecem à lei, devem ser punidos.

ESQUECER
■ (sem pronome reflexivo) — VTD — sem preposição.
Exemplo:
Esqueci o caderno.
Não esqueça os sapatos na sala.

■ (com pronome reflexivo) — VTI — preposição DE.


Exemplo:
Esqueci-me do caderno.
Não se esqueça dos sapatos na sala.
Curiosidades:

a) Repare que o verbo esquecer pode ser usado com ou sem pronome
reflexivo. Se estiver com pronome reflexivo, ele estará também com preposição
DE. Se ele não estiver com pronome reflexivo, ele estará sem preposição.

b) Tome cuidado, pois algumas vezes ele aparece com pronome, mas esse não é
reflexivo. Observe.
Exemplo:
Esqueceram-me os fatos.
Esta é uma construção comumente usada, na qual o sujeito é determinado e o
pronome me representa o objeto indireto, logo os fatos é o sujeito.
Exemplo:
Esqueceu-me a data do seu aniversário.

IMPLICAR
■ (ser chato com) — VTI — preposição COM.
Português 1 Resumo.

Exemplo:
Ana sempre implica com todos.
Implicava comigo, sempre que eu chegava tarde.

■ (envolver-se) — VTI — preposição EM.


Exemplo:
Ana implicou-se em casos de vandalismo.

■ (acarretar) — VTD — sem preposição.


Exemplo:
Sua atitude implica demissão.
Desobedecer à lei implica receber punição.

■ (acarretar) — VTI — preposição EM.


Exemplo:
Sua atitude implica em demissão.
Desobedecer à lei implica em receber punição.
Curiosidade: Hodiernamente, o verbo implicar, no sentido de acarretar, pode
ser usado das duas maneiras mencionadas acima.

INFORMAR
Ver o verbo avisar.
INVESTIR
■ (empossar) — VTDI — sem preposição + preposição EM.
Exemplo:
João foi investido em cargo público.
Vamos investir os aprovados na carreira militar.

■ (empregar dinheiro) — VTDI — sem preposição + preposição EM.


Exemplo:
João investiu todo o seu dinheiro em ações.
O pai investiu no filho suas esperanças.
■ (atacar) — VTD — sem preposição.
Exemplo:
A onda investe a praia.
■ (atacar) — VTI — preposição COM ou CONTRA.
Exemplo:
A onda investe contra a praia.
Português 1 Resumo.

Pedro investiu com os árabes.


Pedro investiu contra os árabes.

IR
■ (ir e voltar) — VI — preposição A (adjunto adverbial de lugar).
Exemplo:
Fui ao colégio.
Ontem pela manhã, fui ao zoológico.
Vá à praia, para caminhar um pouco.

■ (ir e ficar) — VI — preposição PARA (adjunto adverbial de lugar).


Exemplo:
Vou para o Rio de Janeiro.
Não quero mais morar na cidade, vou para a praia.

LEMBRAR
■ (lembrar “algo” “a alguém”) — VTDI — sem preposição + preposição A.
Exemplo:
Lembrei o fato ao menino.
Lembrou ao pai que era dia de receber a mesada.
Curiosidade: O verbo lembrar também pode ter as mesmas regências do verbo
esquecer.
Exemplo:
Lembrei o fato.
Lembrei-me do fato.
Lembram-me tais palavras.
Não me lembra o ocorrido.

MORAR
■ (residir) — VI — preposição EM (adjunto adverbial de lugar).
Exemplo:
Eu moro na Rua do Lago.

NAMORAR
■ (“ficar”) — VTD — sem preposição.
Exemplo:
Eu namoro o Pedro e João namora a Maria.
Estou namorando aquela menina.
Português 1 Resumo.

Curiosidade: Não se deve usar o verbo namorar com a preposição com, como
muito frequentemente se ouve. São erradas as construções:
Exemplo:
Eu namorei com ele durante dois anos.
Quer namorar comigo?
Com qual menina você namora?
O correto é:
Eu namorei-o durante dois anos.
Quer namorar-me?
Qual menina você namora?

NOTIFICAR
Ver o verbo avisar.
OBEDECER
Ver o verbo desobedecer.

PAGAR
■ (pagar “coisa”) — VTD — sem preposição.
Exemplo:
Eu paguei a dívida.
Paguei o débito.

■ (pagar “pessoa”) — VTI — preposição A.


Exemplo:
Eu paguei ao médico.
Paguei ao açougueiro.
Curiosidades:
1) É possível colocarmos os dois complementos numa mesma frase, então o
verbo pagar deve ser classificado como VTDI:
Exemplo: Paguei a conta ao açougueiro.
2) Às vezes usamos um substantivo que representa “coisa” no lugar de
“pessoa”.
Exemplo:
Paguei ao hospital. (“hospital” no lugar de “médico”).
Paguei ao açougue. (“açougue” no lugar de “açougueiro”).

PERDOAR
Ver o verbo pagar.
Português 1 Resumo.

PISAR
■ (pôr os pés em) — VTD — sem preposição.
Exemplo:
O artista pisou o palco com vontade!
Não pise a grama.

■ (pôr os pés em) — VTI — preposição EM.


Exemplo:
O artista pisou no palco com vontade!
Não pise na grama.
Curiosidade: Antigamente, apenas a primeira construção era admitida como
correta; hoje, ambas o são.

PREFERIR
■ (gostar mais) — VTD — sem preposição.
Exemplo:
Prefiro água.
Todos preferem Português!

■ (desejar algo em detrimento de outra coisa) — VTDI — sem preposição +


preposição A.
Exemplo:
Prefiro água a café.
Todos preferem Português a Matemática.
Curiosidade: Muitos usam as seguintes construções.
Exemplo:
Prefiro mais tomar uma cerveja. (Errada!)
Prefiro água do que café. (Errada!)
Prefiro antes água a refrigerante. (Errada!)
O verbo preferir significa gostar mais, portanto não se usa ao lado dele outras
expressões superlativas, como MAIS, ANTES, MUITO etc.!
Veja também que a expressão do que não é uma preposição, então seu uso
como tal é absurdo!

PREVENIR
Ver o verbo avisar.
Português 1 Resumo.

PROCEDER
■ (ter fundamento) — VI — sem complemento.
Exemplo:
Tal comentário não procede.
Esse argumento não procede.

■ (originar-se) — VI — preposição DE (adjunto adverbial de lugar).


Exemplo:
Eu procedo do Paraná.
Eles procedem de uma região fria.

■ (iniciar, realizar) — VTI — preposição A.


Exemplo:
Eles procederam a uma rápida leitura da ata da reunião passada.
O delegado procedeu ao inquérito.
Após a chegada do réu, o juiz procedeu ao julgamento.

PUXAR
■ (arrastar) — VTD — sem preposição.
Exemplo:
Ele puxou a cadeira e sentou-se.
Não puxe a porta.
■ (ser parecido) — VTI — preposição A.
Exemplo: Ele puxou ao pai.

QUERER
■ (desejar) — VTD — sem preposição.
Exemplo:
Eu quero o sorvete de morango.
A mulher quer um filho.

■ (estimar, amar) — VTI — preposição A.


Exemplo:
Eu quero a meus primos.
A mãe quer ao filho.

RESIDIR
Português 1 Resumo.

Ver o verbo morar.


RESPONDER
■ (dar a resposta) — VTD — sem preposição.
Exemplo:
Todos responderam a verdade.
A noiva respondeu um sonoro “sim”.

■ (dar resposta a) — VTI — preposição A.


Exemplo:
Responda aos testes sobre Geografia.
Responda somente às questões mais simples primeiramente.
Curiosidade: Podemos também classificá-lo como VTDI.
Exemplo: Respondi a João que não fiz a lição.

SIMPATIZAR
■ (gostar) — VTI — preposição COM.
Exemplo:
Eu simpatizei com o novo professor.
Ela não simpatizou comigo!
Curiosidade: Este verbo não é pronominal; portanto, está errada a construção.
Exemplo:
Eu não me simpatizei com ele.
O correto é:
Eu não simpatizei com ele.

VISAR
■ (mirar) — VTD — sem preposição.
Exemplo: O atirador visou o alvo.
■ (vistar) — VTD — sem preposição.
Exemplo: Ele visou o documento.
■ (desejar, almejar) — VTI — preposição A.
Exemplo:
Ele visa a um bom salário.
Visávamos à garantia de uma boa classificação no concurso.
Este acordo visa a garantir um bom relacionamento entre as nações.
Curiosidade: Se o complemento do verbo visar (no sentido de “desejar”) for
outro verbo, a preposição pode ser suprimida.
Português 1 Resumo.

Exemplo:
Este acordo visa a garantir um bom relacionamento entre as nações.
Este acordo visa garantir um bom relacionamento entre as nações.
Visando a receber um bom salário, ele se inscreveu para aquele cargo.
Visando receber um bom salário, ele se inscreveu para aquele cargo.

■ 3 Particularidades da regência
A estrutura oracional da Língua Portuguesa permite que se altere a posição dos
termos dentro da frase e também autoriza a utilização de um ou outro termo
para que se evite a redundância, a repetição.
Quando utilizamos esses processos facultados pela língua, devemos ter o
cuidado de não trocar a regência dos termos (o que é muito comum nas
conversas do dia a dia).
Veja este exemplo:
ex.: O que você mais gosta em mim? (ERRADO)
Essa frase está errada!
O pronome interrogativo QUE está no lugar do complemento do verbo gostar.
O verbo gostar pede a preposição DE antes do seu complemento; portanto,
deve aparecer essa preposição antes do pronome interrogativo QUE.
A frase correta é:
ex.: Do que você mais gosta em mim?
Esse foi apenas um exemplo; vejamos agora os vários fatos notáveis dentro da
regência.

■ 3.1. Um único complemento para dois ou mais verbos


ex.: Comi e saboreei a fruta.
O objeto direto a fruta se liga tanto ao verbo comer quanto ao verbo saborear,
e a frase está correta.
ex.: Comi e gostei da fruta. (ERRADO)
Perceba que o objeto indireto da fruta se liga tanto ao verbo comer quanto ao
verbo gostar, e a frase está errada!
No primeiro exemplo, tanto o verbo comer quanto o verbo saborear são verbos
transitivos diretos, ou seja, têm a mesma regência.

REGRA: verbos de regências idênticas podem ter complemento único comum.


Observe agora os verbos do segundo exemplo: comer é VTD, gostar é VTI, ou
seja, são verbos de regências diferentes.
REGRA: verbos de regências diferentes pedem complementos distintos.
ex.: A correção será: Comi a fruta e gostei dela.
Português 1 Resumo.

Leia estes outros exemplos:


Entrei e sai da sala. (Errado!)
Entrei na sala e dela sai.
Li e refleti sobre o texto. (Errado!)
Li o texto e refleti sobre ele.
Amo e obedeço meu pai. (Errado!)
Amo meu pai e obedeço-lhe.
Ana gosta e confia em Raí. (Errado!)
Ana gosta de Raí e confia nele.
■ 3.2. Regência com pronome interrogativo
Que, qual, quem, quanto e onde são pronomes interrogativos.
Há dois modelos de frase interrogativa:
■ direta: quando a frase termina em ponto de interrogação.
Exemplo: Que horas são agora?
■ indireta: quando a frase termina em ponto-final, mas dá ideia de pergunta.
Exemplo: Gostaria de saber que horas são.
Os pronomes interrogativos substituem os complementos verbais ou
nominais, portanto estão sujeitos à regência como qualquer outro termo nessa
função.
REGRA: se o pronome interrogativo é usado com um verbo ou nome que peça
preposição, essa preposição deve ser colocada antes desse pronome
interrogativo.
Exemplo:
Qual perfume você falou? (errado!)
De qual perfume você falou?
Veja outros exemplos incorretos do dia a dia e suas correções:
O que o senhor, ao concorrer a uma vaga, aspira? (errado!)
A que o senhor, ao concorrer a uma vaga, aspira?
Que filme você assistiu ontem? (errado!)
A que filme você assistiu ontem?
Quanto você precisa para ir à feira? (errado!)
De quanto você precisa para ir à feira?
Onde você foi ontem? (errado!)
Aonde você foi ontem?

■ 3.3. Regência com pronome relativo


Que, qual, quem, onde e cujo são pronomes relativos — substituem termo
mencionado anteriormente. Veja:
Exemplo: Ela é a mulher. + Eu amo a mulher. = Ela é a mulher que eu amo.
Português 1 Resumo.

a) QUE — substitui nomes de pessoas, animais e coisas.


Exemplo:
Ana é a secretária que eu contratei.
Cachorro é o animal que eu lhe darei.
Comprei a camisa que você me pediu.

b) QUAL — substitui nomes de pessoas, animais e coisas. Esse pronome sempre


é usado com artigo antecedente (o qual, a qual, os quais, as quais).
Exemplo:
Ana é a secretária da qual eu te falei.
Cachorro é o animal do qual gosto.
Comprei as camisas das quais você falou.

c) Quem — substitui nomes de pessoas.


Exemplo: Todos são pessoas em quem confio.

d) Onde — substitui nomes de localidades (lugar).


Exemplo:
Aquela é a casa onde moro.
Visitei a cidade onde nasci.

e) Cujo — substitui nomes de pessoas, animais e coisas desde que expressem


ideia de posse. Esse pronome sempre concorda com o substantivo posterior a
ele. Não pode haver artigo entre o pronome cujo e o substantivo com o qual
ele concorda.
Exemplo:
Esta é a fazenda cujo pasto secou.
Conheço o homem cujas filhas estão na tevê.
Curiosidades:
1) Depois do pronome cujo só pode aparecer substantivo.
Estão erradas as frases.
Exemplo:
Ela é a mulher cuja ninguém conhece.
Ela é a mulher cuja não devemos desobedecer.
Ela é a mulher cuja jamais deixarei de amar.
Ela é a mulher cuja ela odeia.
Português 1 Resumo.

2) Pode aparecer um adjetivo antes do substantivo.


Exemplo:
Esta é a fazenda cujo enorme pasto secou.
Conheço o homem cujas belas filhas estão na tevê.
Os pronomes relativos substituem termos que podem funcionar como
complementos verbais (objeto direto, objeto indireto) ou como complementos
nominais. Sendo assim, eles acatarão a qualquer particularidade regencial dos
complementos que substituem.

REGRA: se o pronome relativo é usado com verbo ou nome que peça


preposição, essa preposição deve ser colocada antes do pronome relativo.
Exemplo:
Eu não conheço a marca de margarina que você gosta. (errado)
Não conheço a marca de margarina de que você gosta.
Repare: o verbo gostar pede a preposição DE, que aparece antes do pronome
relativo, pois este é o seu complemento.

■ 3.4. Regência com pronome pessoal do caso oblíquo átono


a) Pronome oblíquo como objetos diretos e indiretos
Os complementos verbais podem ser substituídos por pronomes pessoais do
caso oblíquo.
O s pronomes serão classificados como objeto direto ou objeto indireto, de
acordo com a regência do verbo a que se ligam. Assim:
Exemplo: Ela me procurou.
ME — objeto direto, pois o verbo procurar pede um complemento sem
preposição.

Exemplo: Ela me obedeceu.


ME — objeto indireto, pois o verbo obedecer pede um complemento com
preposição.

Os pronomes O, OS, A, AS, LHE, LHES têm usos específicos, por se referirem
todos à 3ª pessoa. Veja:
O, A, OS, AS — são sempre objeto direto, ou seja, só podem substituir
complementos verbais sem preposição.
Exemplo:
Comi as frutas. = Comi-as.
Português 1 Resumo.

Observei o paciente. = Observei-o.


Não vi as meninas hoje. = Não as vi hoje.

LHE, LHES — são sempre objeto indireto, ou seja, só podem substituir


complementos verbais com preposição.
Exemplo:
Ela obedece aos pais. = Ela lhes obedece.
Nós agradecemos a Pedro o jantar. = Nós lhe agradecemos o jantar.
Mandei flores para a Radegondes. = Mandei-lhe flores.

Curiosidade: LHE/LHES só substituem objetos indiretos iniciados pelas


preposições A ou PARA.
Gosto da Maria.
Gosto-lhe. (errado!)
Gosto dela.
Simpatizei com o novo professor.
Simpatizei-lhe. (errado!)
Simpatizei com ele.
Eu acreditei na simpática garota do balcão de informações.
Eu acreditei-lhe. (errado!)
Eu acreditei nela.
Atenção: Os verbos
ASSISTIR (no sentido de ver)
ASPIRAR (no sentido de desejar)
VISAR (no sentido de desejar)
OBEDECER (quando se refere a uma coisa)
não admitem o LHE/LHES como complemento.
Assisti ao filme. — Assisti a ele.
Aspirei ao cargo. — Aspirei a ele.
Visei ao cargo. — Visei a ele.
Obedeci à lei. — Obedeci a ela.

Há uma construção clássica na Língua Portuguesa que permite a substituição de


dois complementos verbais diferentes ao mesmo tempo.
Exemplo:
Eu entreguei o presente ao menino.
o presente — objeto direto = o
ao menino — objeto indireto = lhe
Eu lho entreguei. (lhe + o)
Português 1 Resumo.

ex.: Ela trouxe água para mim.


água — objeto direto = a
para mim — objeto indireto = me
Ela trouxe-ma. (me + a)
ex.: Dou os cadernos para ti.
os cadernos — objeto direto = os
para ti — objeto indireto = te
Dou-tos. (te + os)

b) Pronome oblíquo como complemento nominal


Os pronomes oblíquos átonos podem ser usados como complementos
nominais. Para tanto, basta que nós os coloquemos como substitutos de termos
preposicionados que se ligam a nomes.
Exemplo:
Seu conselho foi útil para o menino.
Seu conselho foi-lhe útil.
O termo para o menino completa o sentido do nome útil, portanto é um
complemento nominal e, se o pronome lhe o substitui, terá a mesma
classificação.
Exemplo:
O passeio ser-nos-á agradável. (O passeio será agradável para nós.)

c) Pronome oblíquo como adjunto adnominal


O s pronomes oblíquos podem funcionar como pronomes possessivos; nesse
caso não representam complementos (nem verbais nem nominais); serão —
portanto — adjuntos adnominais.
Exemplo: Pisou-me o pé e não pediu desculpa.
(pisou o meu pé) — me (indicando posse) é adjunto adnominal.

Exemplo: O bandido levou-nos o carro.


(levou o nosso carro) — nos (indicando posse) é adjunto adnominal.

Exemplo: O sol queimava-lhe a pele.


(o sol queimava a pele dele / a sua pele) — lhe (indicando posse) é adjunto
adnominal.

■ 3.5. Verbos que pedem dois complementos


O s verbos que pedem dois complementos (VTDI) devem sempre apresentar
Português 1 Resumo.

um complemento sem preposição e outro com preposição. Caso isso não


aconteça, a frase estará incorreta.
Exemplo:
O pai autorizou aos filhos a irem ao cinema. (errado)
O pai autorizou os filhos a irem ao cinema.
os filhos — objeto direto
a irem ao cinema — objeto indireto
OU
O pai autorizou aos filhos irem ao cinema.
aos filhos — objeto indireto
irem ao cinema — objeto direto

Informei-os que sairia mais cedo. (errado)


Informei-os de que sairia mais cedo.
os — objeto direto
de que sairia mais cedo — objeto indireto
OU
Informei-lhes que sairia mais cedo.
lhes — objeto indireto
que sairia mais cedo — objeto direto

■ 3.6 Sujeito e regência


O sujeito, em Língua Portuguesa, jamais poderá estar preposicionado!
Exemplo:
Já era hora dela chegar. (errado!)
Já era hora de ela chegar.
Perceba que o pronome ela é sujeito do verbo chegar; se unimos a preposição
DE ao pronome, teremos um sujeito preposicionado, daí o erro.
Exemplo:
Ela saiu apesar do pai pedir que não saísse. (errado!)
Ela saiu apesar de o pai pedir que não saísse.
Antes da dor bater, tome logo uma aspirina. (errado!)
Antes de a dor bater, tome logo uma aspirina.

Regência Verbal A1: https://www.youtube.com/watch?v=B0EgJVneeGE


Regência Verbal A2: https://www.youtube.com/watch?v=r4Pew3CliXI
Regência Nominal A1: https://www.youtube.com/watch?v=kpzcFU_zNqE
Português 1 Resumo.

Regência Nominal EX: https://www.youtube.com/watch?v=BedU_jYAuXs

12.Analise Sintática da Oração.

■ 1. FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO

1.Frase
2.Oração
3.Período

■ 1.1. Frase
É todo enunciado que tem sentido completo. A frase pode ou não ter verbo.
Quando não tem verbo, denomina-se FRASE NOMINAL.
Exemplo:
“Eta, vida besta, meu Deus.” (Carlos Drummond de Andrade)
Fogo!

Embora as frases nominais não tenham verbo, conseguem comunicar ideias


completas, pois pressupõem a presença de verbos ocultos subentendidos.
Equivalem
Exemplo continuação:
Meu Deus, como essa vida é besta.
Está pegando fogo!

■ 1.2. Oração
É todo enunciado que contenha verbo.
Exemplo:
Todos querem...
Não sei, não.
“Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis.” (Machado de
Assis)

■ 1.3. Período
Português 1 Resumo.

É todo enunciado que possui verbo (oração) e sentido completo (frase), ou seja,
é uma frase com verbo, ou uma oração com sentido completo.
Pode ter uma ou mais orações. Deve terminar por ponto-final, ponto de
interrogação, ponto de exclamação ou por reticências.
Se tem uma só oração, é período simples; duas ou mais orações, período
composto:
■ Período simples: Uma oração
Exemplo: “O sertanejo é antes de tudo um forte.” (Euclides da Cunha)

■ Período composto: Duas orações


Exemplo: Chegou de mansinho, bateu, entrou e sentou-se calado.

■ 2. SINTAXE DA ORAÇÃO

Composto por Termos essenciais:


1.(Sujeito e predicado)
2.(Termos integrantes)
3.(Termos acessórios e Vocativo)
Português 1 Resumo.

2.1.1. Sujeito
Aquele, ou aquilo, a respeito do qual se transmite uma informação.
De acordo com o modo como aparece na frase, pode ser classificado como
determinado ou indeterminado.

■ 2.1.1.1. Sujeito determinado


Ocorre quando se pode determinar o elemento ao qual o predicado se refere:
Os operários cruzaram os braços logo cedo.
Exemplo:
Os operários = sujeito determinado, pois podemos identificar o termo ao qual se
atribui o ato de cruzar os braços.

Passamos férias maravilhosas.


Português 1 Resumo.

O sujeito (termo sobre o qual se projeta a ação de passar) está implícito na


desinência verbal “Passamos”. Temos então sujeito determinado ou desinencial.
O sujeito determinado pode ser simples ou composto:

■ Sujeito simples — aquele que apresenta apenas um núcleo:


Exemplo:
Muitos funcionários das repartições públicas de São Paulo estão afastados.
As minhas duas belas primas do interior chegaram.
Alguém comeu o meu pudim!
Quem chegou?
“Saí, afastando-me dos grupos e fingindo ler os epitáfios.” (Machado de Assis)
Vieste aqui para estudar.
Quando o núcleo está expresso na frase, chamamo-lo de sujeito simples claro.
Quando o núcleo não está expresso na frase, chamamo-lo de sujeito simples
oculto, ou desinencial, ou não expresso, ou implícito, ou elíptico.
Curiosidade: A Nomenclatura Gramatical Brasileira não reconhece o sujeito
oculto
ou elíptico; para a NGB, será determinado apenas.

■ Sujeito composto — aquele que apresenta dois ou mais núcleos.


Exemplo:
Eu e ela chegamos a um acordo.
A presidenta e seus ministros participaram das comemorações do Dia da
Independência.

■ 2.1.1.2. Sujeito indeterminado


Surge quando existe um elemento sobre o qual se declara algo, mas não se
pode identificar tal elemento; é aquele que, embora existindo, não se quis ou
não se pôde representar na oração.
Exemplo:
Chegaram bem tarde hoje. — não se sabe “quem chegaram”.

Há duas maneiras de tornar o sujeito indeterminado:


a ) com verbos na 3ª pessoa do plural, sem sujeito expresso (ou que não haja
referência a nenhum ser anteriormente expresso):
Exemplo:
Roubaram meu anel.
Destruíram dois orelhões em pleno centro da cidade.
Português 1 Resumo.

Curiosidade: Quando o contexto permite definir o agente da ação, teremos um


sujeito simples oculto:
Exemplo:
Umas pessoas malvadas estiveram aqui e roubaram o meu anel.
Aqueles vândalos presos ontem destruíram dois orelhões em pleno centro da
cidade.

b ) com verbos na 3ª pessoa do singular, seguido da partícula SE — índice de


indeterminação do sujeito:
Exemplo:
Vive-se bem nesta cidade.
Fala-se em guerras.
Trata-se de questões tributárias.
Precisa-se de serventes de pedreiro.

■ 2.1.1.3. Sujeito oracional


Surge quando o sujeito de uma oração é toda uma outra oração.
Exemplo:
É bom que todos compareçam.
1ª oração: É bom.
2ª oração (sujeito): que todos compareçam.
O que é bom? sujeito = que todos compareçam.
Curiosidade: Na análise sintática, esta oração que funciona como sujeito é
classificada como oração subordinada substantiva subjetiva.

■ 2.1.2. Oração sem sujeito


Não há um elemento ao qual se atribui o predicado. Ocorre nos seguintes
casos:
a) com os verbos que indicam fenômeno da natureza.
Exemplo:
Choveu muito pouco no verão passado.
Trovejou durante horas seguidas.
Nas cidades do sul, neva no inverno.

b) com o verbo haver indicando “existência” ou “acontecimento”.


Exemplo:
Na festa havia muitas pessoas.
Português 1 Resumo.

Há anos surgiu no teatro brasileiro uma nova estrela.


No carnaval, haverá bailes em todos os clubes.
Havia, naquela casa, muitos quartos vazios.

c) com os verbos ser e estar, indicando tempo.


Exemplo:
Já são dez horas.
São 13 de julho.
Amanhã será dia 15.
Hoje está frio.
Como está tarde!

d) com o verbo fazer indicando tempo ou fenômeno da natureza.


Exemplo:
Faz duas horas que ele saiu.
Fará, no próximo domingo, vinte anos que a conheci.
No verão, faz muito calor na serra gaúcha.
Fará dias frios no próximo mês.

e) com os verbos bastar e chegar seguidos da preposição de.


Exemplo:
Chega de conversa mole.
Basta de reclamações.

Curiosidades:
1) Em todos os casos acima, os verbos não têm sujeito; são chamados, então, de
verbos impessoais. Devem ficar sempre na 3ª pessoa do singular.
Exceção é o verbo ser, que merecerá tratamento especial na concordância
verbal.
2) Os verbos que indicam fenômeno da natureza, empregados
metaforicamente,
admitem sujeito:
Sua negativa anuviou minha alegria.
Choveram bombas sobre a cidadezinha serrana.

■ 2.1.3. Predicado
É a informação que se transmite a respeito de algo ou alguém.
No processo da comunicação, as palavras que formam uma frase estão
agrupadas
Português 1 Resumo.

em dois eixos: o sujeito e o predicado. Como vimos, pode haver frase sem
sujeito. Nunca, porém, existirá uma frase sem predicado.
Antes de classificarmos os predicados, vamos primeiro definir os verbos, como
eles aparecem na formação do predicado, e também os predicativos (do sujeito
e do objeto).

■ 2.1.3.1. Verbo de ligação


É aquele que liga o sujeito ao seu predicativo (termo que expressa um estado
ou qualidade). A função do verbo de ligação é apenas “ligar” o predicativo ao
sujeito.
Pode ser eliminado sem causar prejuízo ao sentido da frase:
Exemplo:
Os alunos estavam alegres.
Os alunos ficaram alegres.
Os alunos continuavam alegres.

Curiosidades:
1) Normalmente são verbos de ligação: ser, estar, ficar, continuar, parecer,
permanecer e tornar-se.
2) Estes verbos são de ligação somente quando acompanhados de um
predicativo do sujeito. Caso não haja um predicativo para o sujeito, eles serão
chamados de intransitivos.
Exemplo:
Os alunos estavam no pátio.
Note que agora não há mais predicativo do sujeito. Não há, então, verbo de
ligação; estavam é verbo intransitivo, e no pátio é adjunto adverbial.
Vejamos outros exemplos:
Âni está aqui.
Atanagildetina ficou em casa.
Quero saber onde Childerico está.

■ 2.1.3.2. Verbo nocional


É aquele verbo que expressa ideia de ação. Nesse caso, o verbo não é apenas
um elo, mas o termo que encerra o sentido da frase.
O verbo nocional subdivide-se em:

■ 2.1.3.2.1. Verbo intransitivo


É aquele que tem o sentido completo, isto é, não precisa de complementos.
Português 1 Resumo.

Exemplo:
Todos chegaram.
O assaltante baleado morreu.
O assaltante baleado morreu no hospital.
Os alunos estavam no pátio.
Alguns alunos escrevem bem.

■ 2.1.3.2.2. Verbo transitivo


É aquele que tem sentido incompleto, ou seja, o verbo precisa de
complemento.
O verbo transitivo, por sua vez, subdivide-se em:

■ Verbo transitivo direto: exige um objeto direto (complemento sem


preposição).
Exemplo:
As chuvas transtornam as cidades grandes.
Todos os alunos fizeram as redações solicitadas.
Pegue-a, José.
Deixe-me!

■ Verbo transitivo indireto: exige um objeto indireto (complemento com


preposição).
Exemplo:
Todos nós precisamos de descanso.
Os alunos devem confiar em seus professores.
Simpatizamos com o novo diretor.
Obedeçam-me!

■ Verbo transitivo direto e indireto: exige dois objetos, um direto e outro


indireto.
Exemplo:
Ontem emprestei meu carro ao vizinho. ( Note! quem empresta, empresta algo
à alguém)
Confiei meu carro ao meu irmão.
Radegondes disse a verdade à sua mãe.
Entregou-me o caderno.
Avisei-o de que a prova fora adiada.

Curiosidades:
Português 1 Resumo.

1) Ao classificarmos um verbo, temos de fazê-lo dentro do texto. É o contexto


que vai indicar a sua classificação.
Exemplo:
Ela já escreve bem. (verbo intransitivo)
Ela escreveu dois poemas. (verbo transitivo direto)
Ela me escreveu ontem. (verbo transitivo indireto)
Ela ainda não me escreveu uma linha sequer. (verbo transitivo direto e indireto)
Ela permanecia calada. (verbo de ligação)
Ela permanecia na sala. (verbo intransitivo)

2) Existem verbos intransitivos (não têm objeto) que aparecem sempre com
adjunto adverbial:
Exemplo:
Ninguém entrou no carro. (verbo intransitivo + adjunto adverbial de lugar “no
carro”)
Cheguei tarde. (verbo intransitivo + adjunto adverbial de tempo “tarde”)
Irei ao cinema. (verbo intransitivo + adjunto adverbial de lugar “ao cinema”)
Voltaram para as suas casas. (verbo intransitivo + adjunto adverbial de lugar
“para
as suas casas”)

■ 2.1.3.3. Predicativos
São termos que expressam um estado ou qualidade.

■ 2.1.3.3.1. Predicativo do sujeito


Indica uma qualidade ou estado para o sujeito colocado dentro do predicado.
É obrigatório após um verbo de ligação e, eventualmente, pode aparecer após
verbos intransitivos e transitivos.

a) com verbos de ligação:


Exemplo:
Os alunos são estudiosos.
Teu pai virou poeta.
Os jogadores acabaram cansados.

b) com verbos intransitivos.


Exemplo:
O trem chegou atrasado.
Português 1 Resumo.

Os meninos chegaram famintos.


Todos saíram alegres do parque.

c) com verbos transitivos diretos.


Exemplo:
Meu primo foi nomeado diretor.
O paciente recebeu tranquilo a notícia.
A mulher deixou o apartamento apressada.

d) com verbos transitivos indiretos.


Exemplo:
Os torcedores assistiram nervosos à decisão.
Os delegados procederam cautelosos ao inquérito.
Todos respondiam estáticos ao general.

■ 2.1.3.3.2. Predicativo do objeto


Termo que expressa um estado ou uma qualidade do objeto atribuído a ele
pelo sujeito.
Exemplo:
Eles nomearam meu primo diretor.
O povo elegeu-o senador.
Nós o chamamos sábio.
Nós lhe chamamos de sábio.

Curiosidade: Não podemos confundir o predicativo do objeto com um adjunto


adnominal.
O predicativo do objeto é uma qualidade atribuída ao objeto pelo sujeito da
frase, ou seja, para que haja predicativo do objeto é preciso que o sujeito
“pense” algo a respeito do objeto. Caso contrário, teremos apenas um adjunto
adnominal — que será visto mais adiante.
Exemplo: O menino achou a bicicleta bonita. — “bonita” é predicativo do
objeto, pois tal qualidade foi atribuída ao objeto “a bicicleta” pelo sujeito “o
menino”.
-O menino ganhou uma bicicleta bonita. — “bonita” é adjunto adnominal, pois
tal qualidade não apresenta relação alguma com o sujeito da frase.
-O presente deixou a criança animada. — “animada” é predicativo do objeto,
pois tal qualidade foi atribuída ao objeto “a criança” pelo sujeito “o presente”.
-O pai segurou a criança animada. — “animada” é adjunto adnominal, pois tal
qualidade não apresenta relação alguma com o sujeito da frase.
Português 1 Resumo.

■ 2.1.3.4. Classificação do predicado

■ 2.1.3.4.1. Predicado nominal


Aquele que apresenta como núcleo o termo que indica o estado ou qualidade
do sujeito (predicativo do sujeito). O verbo será sempre de ligação.
Estrutura do predicado nominal:
Sujeito + verbo de ligação + predicativo do sujeito.
Exemplo:
Estes operários são trabalhadores.
Seu avô está bastante velho.
Os pães parecem estragados.
As crianças continuam adormecidas.

■ 2.1.3.4.2. Predicado verbal


Expressa a ideia de ação. Tem como núcleo um verbo nocional. Nesse caso, o
verbo é importante; ele é que encerra o sentido da frase.
Estrutura do predicado verbal:
a) Sujeito + verbo intransitivo.
Exemplo:
As aves voam no céu.
Chegamos cedo ao cinema.
Os bons tempos voltaram.

b) Sujeito + verbo transitivo direto + objeto direto.


Exemplo:
Alguns animais comem plantas.
Todos os alunos fizeram a lição.
Compramos as passagens no cartão.

c) Sujeito + verbo transitivo indireto + objeto indireto.


Exemplo:
As plantas precisam de sol.
Os professores simpatizaram com o novo aluno.
Todos confiam em mim.

d) Sujeito + verbo transitivo direto e indireto + objeto direto + objeto indireto.


Português 1 Resumo.

Exemplo:
O rapaz informou a hora ao transeunte.
Avisaram-me sobre o acidente.
Entregaram-no para a polícia.

e) Oração sem sujeito com verbo intransitivo ou transitivo.


Exemplo:
Choveu muito ontem.
Nevou em várias cidades do sul.
Faz dias frios aqui.
Havia muitos carros lindos no Salão do Automóvel de 2011, em São Paulo.
Haverá comemorações pelo aniversário da cidade.

■ 2.1.3.4.3. Predicado verbo-nominal


É o predicado, composto de um verbo nocional, mais um predicativo (do
sujeito ou do objeto). Terá dois núcleos: um será o verbo nocional e o outro
será o predicativo.
Estrutura do predicado verbo-nominal:
a) Sujeito + verbo intransitivo + predicativo do sujeito.
Exemplo:
Os alunos chegaram atrasados.
Todos saíram apressados.

b) Sujeito + verbo transitivo direto + objeto direto + predicativo do sujeito.


Exemplo:
As meninas comeram o bolo alegres.
As mulheres deixaram o hospital felizes.

c) Sujeito + verbo transitivo indireto + objeto indireto + predicativo do sujeito.


Exemplo:
As meninas se referiram ao pai felizes.
Os alunos obedeciam ao professor alegres.

d) Sujeito + verbo transitivo direto + objeto direto + predicativo do objeto.


Exemplo:
O presente deixou as crianças felizes.
O professor tornou o exercício simples.
Português 1 Resumo.

■ 2.2. Termos integrantes da oração


Chamamos termos integrantes os termos que completam o sentido de um
verbo ou de um nome. Eles são: objeto direto, objeto indireto, complemento
nominal e agente da passiva.
■ 4.2.2.1. Objeto direto
Completa o sentido de um verbo transitivo direto, ou seja, vem diretamente
ligado ao verbo, sem o auxílio de preposição.
Exemplo:
Marta comeu o bolo.
Oferecemos um prêmio ao vencedor.
Houve uma grande festa.
Pedro olhou-se no espelho.
Ana convidou-me para a festa.

■ 4.2.2.1.1. Objeto direto preposicionado


É uma subclassificação do objeto direto e surge quando o verbo é transitivo
direto, mas o complemento aparece antecedido de uma preposição (que pode
ser tirada sem prejuízo do sentido original do verbo), pois a preposição aparece
apenas para maior clareza, melhor harmonia ou para dar ênfase à expressão:
Exemplo:
Judas traiu a Cristo.
As bruxas beberam de suas porções.
Comeram do nosso bolo.

Nos exemplos dados, as preposições podem ser eliminadas e os verbos


continuam com os mesmos sentidos.
Claro está também que o objeto direto preposicionado serve para dar uma
variação ao entendimento total da frase:
Beber algo é diferente de beber de algo, pois, na primeira, temos a ideia do
todo e, na segunda, a ideia da parte de um todo.
Algumas vezes o emprego da preposição antes do objeto direto é obrigatório.
Veja
quais são os casos:
a) antes dos pronomes oblíquos tônicos, ligados a verbos transitivos diretos.
Exemplo:
Viu a mim no mercado.
O salva-vidas observou a nós na piscina.
Português 1 Resumo.

b) com o pronome relativo “quem”, funcionando como complemento na frase.


Exemplo:
Chegou o João, a quem não esperávamos.
Ela é a mulher a quem eu amo.

c) Para evitar dúvida no entendimento da frase.


Exemplo:
Venceram aos japoneses os canadenses.
Enganou ao aluno o professor.

■ 2.2.1.2. Objeto direto pleonástico


É usado para enfatizar uma ideia contida no objeto direto com a repetição dele
próprio. Para bem utilizá-lo, devemos colocá-lo no início da frase, depois repeti-
lo por meio de pronome oblíquo — ao qual daremos o nome de objeto direto
pleonástico, pois pleonasmo é aquilo que se repete.
Exemplo:
As rosas, dei-as para Maria.
O bolo, nós não o comemos.
Lucro, desejam-no sempre!

■ 2.2.1.3. Objeto direto interno


Surge quando utilizamos um verbo intransitivo como transitivo direto, e seu
complemento é da mesma família semântica do verbo.
Exemplo:
Viver uma vida fácil.
Sonhou um sonho alegre.
Ria um riso forçado.
Chovia uma chuva fina.
Chorará um choro amargo!

■ 2.2.2. Objeto indireto


Completa o sentido do verbo transitivo indireto, ou seja, vem indiretamente
ligado ao verbo com o auxílio de preposições.
Exemplo:
Paguei ao médico.
Deparamos com um estranho.
Português 1 Resumo.

Não consinto nisso.


Rogo-lhe perdão.

■ 2.2.2.1. Objeto indireto pleonástico


Da mesma forma já vista no objeto direto pleonástico, podemos repetir
também o objeto indireto dentro da frase, para reforçar a ideia que se
pretende seja transmitida.
Exemplo:
A mim, o que me deu foi pena.
A Paulo, bastou-lhe isso.
A ti, ó rosa perfumada, entrego-te o mundo.

■ 2.2.3. Complemento nominal


É o termo que completa o sentido de um nome que por si só não dá a ideia que
queremos transmitir.
Por nome entendemos o substantivo, o adjetivo e o advérbio.
O complemento nominal é sempre introduzido por uma preposição.
Exemplo:
O respeito às leis é obrigatório.
Temos fé em Deus.
O sol é útil ao homem.
A testemunha falou favoravelmente ao réu.

■ 2.2.4. Agente da passiva


É o complemento de um verbo na voz passiva analítica. É o agente que pratica
uma ação indicada por um verbo na voz passiva.
O agente da passiva vem sempre introduzido por preposição, geralmente pela
preposição POR — e suas combinações: PELO, PELA, PELOS, PELAS. Mas
também
podemos usar a preposição DE — e suas combinações — em algumas frases.
Exemplo:
A cidade foi cercada por soldados.
O rei era aclamado pela multidão.
A floresta era povoada de selvagens.

■ 2.3. Termos acessórios da oração


Chamamos de termos acessórios aqueles que podem ser retirados da frase sem
prejuízo para o sentido global. São eles: adjunto adnominal, adjunto adverbial e
aposto.
Português 1 Resumo.

■ 2.3.1. Adjunto adnominal


É o termo que determina ou caracteriza um substantivo. Pode ser:
a) um artigo:
Exemplo: O carro nos pertence.

b) um adjetivo:
Exemplo: O bom aluno estuda sempre.

c) uma locução adjetiva:


Exemplo: O amor da mãe é eterno.

d) um numeral:
Exemplo: Duas meninas saíram por aqui.

e) um pronome:
Exemplo: Um dia comprarei aquela casa.

Curiosidades:
1) O adjunto adnominal constituído por um adjetivo pode ser confundido com o
predicativo do sujeito ou do objeto.
Perceba as seguintes diferenças:
a) o adjunto adnominal é uma característica intrínseca do ser a que se liga, e
vem sempre dentro do mesmo termo do seu referente.
Exemplo: A bela Ana saiu.
Adj. adn. — o adjetivo bela refere-se ao termo Ana, e ambos estão dentro do
termo sujeito.
Exemplo: João viu a bela Ana na feira.
Adj. adn. — o adjetivo bela refere-se ao termo Ana, e ambos estão dentro do
termo predicado.

b) o predicativo do sujeito é uma qualidade para o sujeito dentro do predicado:


Exemplo: Ana saiu bela.
Pred. do suj. — o adjetivo bela, que está dentro do predicado, refere-se ao
termo Ana, que é sujeito.

c) o predicativo do objeto é uma qualidade para o objeto direto atribuída a esse


pelo sujeito da frase:
Exemplo: João achou a Ana bela.
Português 1 Resumo.

Pred. do obj. — o adjetivo bela, que está ligado ao termo Ana (objeto direto), é
uma qualidade a ela atribuída pelo sujeito.

2) Quando o adjunto adnominal é expresso por meio de locuções adjetivas,


podemos confundi-lo com o complemento nominal.
Observe os casos abaixo:
Exemplo:
amor de mãe = adjunto adnominal
amor à mãe = complemento nominal
Vejamos, então, como fazer a diferença entre um e outro.

Quando a locução adjetiva vem ligada a um adjetivo ou a um advérbio, só pode


ser um complemento nominal:
Exemplo:
João foi favorável ao acusado. — complemento nominal, pois se liga ao adjetivo
favorável.
João discursou favoravelmente ao projeto. — complemento nominal, pois se
liga ao advérbio favoravelmente.

Quando a locução adjetiva vem ligada ao substantivo, pode ter sentidos


diferentes:
a) sentido ativo: mostra quem pratica o ato expresso pelo substantivo, então a
locução adjetiva recebe o nome de ADJUNTO ADNOMINAL:
Exemplo:
A crítica do técnico foi dura. — adjunto adnominal, pois o técnico é quem fez a
crítica, sentido ativo.

b) sentido passivo: mostra quem sofre o ato expresso pelo substantivo, então a
locução adjetiva recebe o nome de COMPLEMENTO NOMINAL:
Exemplo:
A crítica ao técnico foi dura. — complemento nominal, pois o técnico recebeu a
crítica, sentido passivo.

Observe outros exemplos:


Complemento nominal — sentido passivo:
Exemplo:
relato à mãe
apta à maternidade
Português 1 Resumo.

Adjunto adnominal — sentido ativo:


Exemplo:
relato de mãe
aptidão de mãe

■ 2.3.2. Adjunto adverbial


É o termo que indica uma circunstância (de tempo, causa, modo, lugar etc.)
modificando o sentido de um verbo, de um advérbio ou de um adjetivo. Ele
pode aparecer com ou sem preposição.
O adjunto adverbial não completa o sentido do termo a que se liga, apenas
modifica o seu sentido.
Exemplo:
Dormi em paz. — modifica o verbo.
Acordei bastante cedo. — modifica o advérbio.
Ela é muito bonita. — modifica o adjetivo.

O adjunto adverbial, quando modifica o adjetivo ou advérbio, recebe o nome de


adjunto adverbial de intensidade, por intensificar a ideia expressa por eles.
Ao modificar o verbo, o adjunto adverbial classifica-se de acordo com a ideia
expressa, porém essa classificação não é dada pela nomenclatura gramatical
brasileira, e sim apenas sugerida pelos gramáticos.

Curiosidade: Veja a seguir algumas possibilidades:


Pedro foi, sim. — adj. adv. de afirmação
Ele falou do medo. — adj. adv. de assunto
Maria fez tudo por amor. — adj. adv. de causa
Maria passeava com a mãe. — adj. adv. de companhia
Estudei muito apesar do calor. — adj. adv. de concessão
Farão com o meu auxílio. — adj. adv. de condição
Preencheu conforme as instruções. — adj. adv. de conformidade
Talvez a encontre amanhã. — adj. adv. de dúvida
Estava a cinco metros. — adj. adv. de distância
Estudaremos sem João. — adj. adv. de exclusão
Viemos para as lições. — adj. adv. de finalidade
Ela brincou muito. — adj. adv. de intensidade
A casa foi feita de madeira. — adj. adv. de material
Os meninos foram à Bahia. — adj. adv. de lugar
Ela cortou-se com a faca. — adj. adv. de instrumento
Português 1 Resumo.

Não tinha medo. — adj. adv. de negação


Fizeram tudo contra a greve. — adj. adv. de oposição
Vim de uma família simples. — adj. adv. de origem
O saco pesa cinco quilos. — adj. adv. de peso
O carro custou vinte mil reais. — adj. adv. de preço

■ 2.3.3. Aposto
É o termo que explica, esclarece, discrimina ou identifica um outro termo da
oração. Geralmente aparece entre vírgulas, mas pode também aparecer após
dois-pontos, entre travessões ou até sem essas pausas, porém sempre estará
explicando um outro termo qualquer:
Exemplo:
Pelé, rei do futebol, é meu amigo.
João, o motorista, esteve aqui.
Só quero uma coisa: sorvete.
Após algum tempo — cinco ou seis minutos — ele voltou.
O Padre César está começando a missa.
Código universal, a música une os povos.

■ 2.4. Vocativo
Usado como chamamento, é o termo que serve para atrair a atenção do
interlocutor para aquilo que se vai dizer.
Pode aparecer no começo, no meio ou no final da oração, mas não faz parte
nem do sujeito nem do predicado. É um termo isolado, portanto não se
classifica nem como termo integrante nem como termo acessório.
Exemplo:
Brasileiros e brasileiras, façamos tudo pela Pátria.
Ontem pela manhã, Marcos, vi você na feira.
Vocês por aqui, meninos?!

COMPLEMENTAR

A análise sintática é a análise dos termos da oração. Esses termos são


classificados conforme a posição que ocupam e a função que desempenham na
oração.

Exemplos de análise sintática


Português 1 Resumo.

1) Hoje, o professor emprestou um dicionário ao Lucas.


Sujeito: o professor
Predicado: emprestou um dicionário ao Lucas
Objeto direto: um dicionário
Objeto indireto: ao Lucas
Adjunto adverbial: hoje
Adjunto adnominal: o, um

2)Minha avó fez pamonha.


Sujeito: minha avó
Predicado: fez pamonha
Objeto direto: pamonha
Adjunto adnominal: minha

3)Eu liguei ao diretor ontem.


Sujeito: eu
Predicado: liguei ao diretor
Objeto indireto: ao diretor
Adjunto adverbial: ontem
Adjunto adnominal: o (contraído em ao)

4)A solução foi encontrada por Heloísa, pedagoga e mãe de cinco filhos.
Sujeito: a solução
Predicado: foi encontrada por Heloísa
Agente da passiva: Heloísa
Aposto: pedagoga e mãe de cinco filhos

5)Esta semana, o presidente está livre de compromissos.


Sujeito: o presidente
Predicado: está livre de compromissos
Predicativo do sujeito: livre
Complemento nominal: compromissos
Adjunto adverbial: esta semana

6)Ela acusou-o de infiel.


Português 1 Resumo.

Sujeito: ela
Predicado: acusou-o de infiel
Objeto direto: o
Predicativo do objeto: infiel

--------------------------------------------------------------------------------------------
Termos da oração usados na análise sintática
As orações encontram-se divididas em termos essenciais, integrantes e
acessórios. Todos são usados na realização de análises sintáticas.
(Sujeito, Predicado, aposto)

Sujeito
Indica quem ou do que se fala. Para identificar o sujeito, fazem-se as perguntas
quem? ou o quê? antes do verbo da oração.
Exemplo:
A Milena escorregou nas escadas.
Sujeito: a Milena

O feijão queimou.
Sujeito: o feijão

1.Predicado
Indica o que acontece ao sujeito. É formado, obrigatoriamente, por um verbo
ou locução verbal.
Exemplo:
A Milena escorregou nas escadas.
Predicado: escorregou nas escadas

O feijão queimou.
Predicado: queimou

2.Objeto direto
Indica quem ou o que sofre a ação verbal.
Exemplo:
Português 1 Resumo.

A Helena leu o livro.


Objeto direto: o livro

Eu perdi minha boneca.


Objeto direto: minha boneca

3.Objeto indireto
Indica de quem, de que, para quem, para que, em quem, em que, a quem, a
que,… se destina a ação verbal. Vem sempre iniciado por uma preposição.
Exemplo:
Eu preciso de ajuda.
Objeto indireto: de ajuda

Eu não acredito em você.


Objeto indireto: em você

4.Predicativo do sujeito
Indica uma qualidade do sujeito, atribuindo-lhe uma característica. Aparece
depois de um verbo de ligação.
Exemplo:
A blusa é nova.
Predicativo do sujeito: nova

Você parece assustada.


Predicativo do sujeito: assustada

5.Predicativo do objeto
Indica uma qualidade do objeto direto ou do objeto indireto, caracterizando-o.
Exemplo:
Hoje encontrei meus alunos ansiosos.
Predicativo do objeto: ansiosos

Os alunos me chamaram de exigente.


Predicativo do objeto: exigente
Português 1 Resumo.

4.Complemento nominal
Completa o sentido de substantivos abstratos, adjetivos e advérbios que
possuem sentido incompleto. Vem sempre precedido por uma preposição.
Exemplo:
Sempre senti ciúmes de você.
Complemento nominal: você

Isto é essencial para minha sanidade mental.


Complemento nominal: minha sanidade mental

6.Agente da passiva
Indica quem pratica a ação de uma oração na voz passiva. Quase sempre, vem
precedido pela preposição por ou pelas suas formas contraídas (pelo, pela,
pelos, pelas).
Exemplo:
Este trabalho foi feito pelas alunas da 3.ª série.
Agente da passiva: alunas da 3.ª série.

As ordens foram dadas por mim.


Agente da passiva: mim

7.Adjunto adnominal
Acompanha e modifica um substantivo nuclear de uma função sintática,
atribuindo-lhe uma característica.
Exemplo:
O casaco branco é lindo.
Adjuntos adnominais: o, branco

Ontem houve uma grande confusão.


Adjuntos adnominais: uma, grande

Adjunto adverbial
Indica uma circunstância (tempo, lugar, modo, intensidade,…), alterando o
significado de um verbo, adjetivo ou advérbio.
Português 1 Resumo.

Exemplo:
Terminarei esse trabalho amanhã.
Adjunto adverbial: amanhã

A idosa passeava lentamente pela praia.


Adjunto adverbial: lentamente

8.Aposto
Serve para explicar, esclarecer, desenvolver, detalhar, especificar,… outro termo
da oração.
Exemplo:
Cíntia, a mais antiga funcionária da empresa, foi finalmente promovida.
Aposto: a mais antiga funcionária da empresa

Aqueles dois garotos - o Fábio e o Fabrício – são meus primos.


Aposto: o Fábio e o Fabrício

Análise sintática e análise morfológica


Enquanto na análise sintática é feita a classificação da função que as palavras
desempenham na oração, na análise morfológica as palavras são classificadas
de forma isolada, de acordo com a classe gramatical que representam.
Frase: Eu vi o relâmpago!
Análise sintática:
Eu: (sujeito)
Vi o relâmpago (predicado)
O relâmpago: (objeto direto)
O: (adjunto adnominal)

Análise morfológica:
Eu: (pronome pessoal reto)
Vi: (verbo ver)
O: (artigo definido
Relâmpago: (substantivo comum)
Português 1 Resumo.

Nota: É feita uma análise morfossintática de uma oração quando ocorre,


simultaneamente, uma análise sintática e uma análise morfológica.

13.Classe de Palavras (Advérbio, Substantivo, Adjetivo, Verbo,


Preposição, Conjunção, Pronome e numeral).

Morfologia é o estudo da estrutura, da formação e da classificação das palavras.


A peculiaridade da morfologia é estudar as palavras olhando para elas
isoladamente e não dentro da sua participação na frase ou período. A
morfologia está agrupada em dez classes, denominadas classes de palavras ou
classes gramaticais.
São elas 10: Substantivo, Artigo, Adjetivo, Numeral, Pronome, Verbo, Advérbio,
Preposição, Conjunção e Interjeição.
Português 1 Resumo.

Classes nominais variáveis:

1. Substantivo
Substantivo é a palavra que dá nome aos seres.

1. Classificação dos substantivos


Português 1 Resumo.

Os substantivos podem ser classificados como:


1.1. Próprio ou comum
Próprio: refere-se a um determinado ser da espécie.
Exemplo: Europa.

Comum: nomeia todos os seres ou todas as coisas de uma mesma espécie.


Exemplo: menino, Criança.

1.2. Simples ou composto


Simples: é formado por um só radical.
Exemplo: roupa.

Composto: é formado por dois ou mais radicais.


Exemplo: guarda-roupa.

1.3. Concreto ou abstrato


Concreto: não depende de outro ser para ter existência.
Exemplo: escola, pedra. (existe no mundo real.)
O substantivo concreto nomeia os seres.
homem — ser (concreto).

Abstrato: depende de outro ser para ter existência.


Exemplo: Tristeza, Sentimento.
O substantivo abstrato nomeia as ações dos seres, as qualidades dos seres e os
sentimentos dos seres.
Ex..:
trabalho — ação praticada pelo ser(abstrato);.
beleza — qualidade do ser (abstrato).
amor — sentimento do ser(abstrato).
O substantivo DEUS é sempre classificado como concreto.

1.4. Primitivo ou derivado


Primitivo: não se origina de outra palavra.
Português 1 Resumo.

Exemplo: abacate.
Derivado: tem origem em outra palavra.
Exemplo: abacateiro.

1.5. Coletivo
Dá ideia de conjunto, reunião, coleção.
Exemplo: alcateia.
Alguns substantivos coletivos:
alcateia (de lobos)
arquipélago (de ilha)
assembleia (de parlamentares, de membros de associações de companhias etc.)
cacho (de bananas, de uvas etc.)

1.2. Flexão de gênero


Quanto ao gênero, os substantivos podem ser classificados em:

1.2.1. Biformes
Quando mudamos as desinências para formarmos o feminino.
Exemplo:
conde — condessa,
moço — moça,
poeta — poetisa.
Curiosidade: Quando usamos palavra com radical totalmente diferente para
formar o feminino, chamamos de heterônimo: bode — cabra, cavaleiro —
amazona.

1.2.2. Uniformes
Quando usamos uma mesma palavra para designar tanto o masculino quanto o
feminino. Subdividem-se em:

1.2.2.1. Epicenos
Designam animais e alguns vegetais.
Exemplo:
o sabiá (macho e fêmea),
a cobra (macho e fêmea),
o jacaré (macho e fêmea),
o mamão (macho e fêmea).
Português 1 Resumo.

1.2.2.2. Sobrecomuns
Designam pessoas, sempre com o mesmo gênero.
Exemplo:
a criança (do sexo masculino ou do sexo feminino),
o carrasco (do sexo masculino ou do sexo feminino).

1.2.2.3. Comuns de dois gêneros


Designam pessoas, com mudança de gênero.
Exemplo:
o dentista — a dentista,
o viajante — a viajante,
o artista — a artista,
o jornalista — a jornalista.

1.2.3. Formação do feminino


a) trocando-se -o/-e do masculino por -a:
Exemplo: aluna, menina, giganta, hóspeda.

b) acrescentando-se -a ao final dos masculinos terminados em -l, -r, -s, -z:


Exemplo: fiscala, oradora, deusa, juíza.

c) com as terminações -esa, -essa, -isa, -eira, -triz.


Exemplo: consulesa, condessa, papisa, arrumadeira, embaixatriz.

d) masculinos terminados em -ão fazem o feminino em -ã, -ao e –ona.


Exemplo: anã, patroa, foliona.

e) outras formas:
Exemplo: rapaz — rapariga, herói — heroína, grou — grua, avô — avó, réu — ré.

1.2.4. Particularidades do gênero


Há várias particularidades, quanto ao gênero dos substantivos, que devem ser
observadas.

a) algumas palavras para as quais a gramática não fixa um gênero.


Português 1 Resumo.

Exemplo: o diabete / a diabete, o personagem / a personagem, o pijama / a


pijama.

b) algumas palavras mudam de sentido quando mudam de gênero.


Exemplo: o cisma (a separação) / a cisma (desconfiança), o cabeça (o líder) / a
cabeça (parte do corpo), o capital (dinheiro) / a capital (cidade), o moral (ânimo)
/ a moral (ética, bons costumes).

c) atenção para estas:


são masculinos: o ágape, o anátema, o aneurisma, o champanha, o dó, o
eclipse,
o gengibre, o guaraná, o plasma.

são femininos: a alface, a apendicite, a cataplasma, a comichão, a omoplata, a


ordenança, a rês, a sentinela.

1.3. Flexão de número


Quanto ao número, os substantivos podem ser:

Singular: um ser ou um grupo de seres.


Exemplo: ave, bando.
Plural: mais de um ser ou grupo de seres.
Exemplo: aves, bandos.

Para colocarmos os substantivos no plural, devemos separá-los em simples e


compostos.

1.3.1. Formação do plural dos substantivos simples


a) terminados em –ão.
Exemplos: anciãos, mãos, órfãos, cidadãos anões, espiões, botões, limões, pães,
capitães, alemães, cães

Curiosidade: Alguns admitem duas ou três formas: corrimãos, corrimões;


sacristãos, sacristães; anciãos, anciães, anciões; vilãos, vilães, vilões.

b) terminados em -s:
monossílabos e oxítonos recebem –es.
Português 1 Resumo.

Exemplo: gás — gases;


mês — meses;
freguês —fregueses;
país — países.

paroxítonos e proparoxítonos ficam invariáveis: o lápis — os lápis; o ônibus —


os ônibus.

c) terminados em -r ou -z recebem –es.


Exemplo: mulheres, oradores, trabalhadores, cruzes, juízes, arrozes.

d) terminados em -m trocam por –ns.


Exemplo: garagens, armazéns, homens, álbuns.

e) terminados em -al, -el, -ol, -ul trocam o -l por -is:


Exemplo: jornais, papéis, faróis, pauis.

f) terminados em –il.
oxítonas trocam o -l por –s.
Exemplo: funis, barris.
paroxítonas trocam o -il por –eis.
Exemplo: fósseis, répteis, projéteis.

Curiosidade:
mal = males
cônsul = cônsules
mel = meles ou méis

g) terminados em -x ficam invariáveis.


Exemplo: os tórax, os sílex, as fênix, as xérox

h) terminados em -n:
acrescenta-se –es.
Exemplo: hífenes, abdômenes, gérmenes, líquenes.
acrescenta-se –s.
Exemplo: hifens, abdomens, germens, elétrons, prótons.
Português 1 Resumo.

1.3.2. Plural dos diminutivos


Terminados em -zinho ou -zito fazem da seguinte forma.
Exemplo:
fogãozinho = fogõe(s) + zinho + s > fogõezinhos
raizinha = raíze(s) + zinha + s > raizezinhas
cãozito = cãe(s) + zito + s > cãezitos
barrilzinho = barri(s) + zinho + s > barrizinhos

1.3.3. Particularidades do número dos substantivos simples


a) alguns substantivos são usados apenas no plural.
Exemplo: anais, alvíssaras, arredores, cãs, condolências, férias, núpcias.

b) alguns substantivos tomam significados diferentes quando no singular ou


plural.
Exemplo: bem (virtude) / bens (propriedades),
costa (litoral) / costas (dorso),
liberdade(livre de escolha) / liberdades (regalias, intimidades),
vencimento (fim de prazo) / vencimentos (salário).

1.3.4. Formação do plural dos substantivos compostos


Compostos sem hífen variam como os substantivos simples.
Exemplo: aguardente —aguardentes;
girassol — girassóis;
vaivém — vaivéns.

Quanto aos compostos com hífen, observa-se a classe gramatical de cada um


dos termos formadores do composto; se ela for variável, vai para o plural.
Exemplo: caso contrário, continuará da mesma forma.
Vão para o plural: substantivos, adjetivos, pronomes e numerais.
Ficam invariáveis: verbos, advérbios, interjeições e prefixos.

Veja como flexioná-los:


abelha-mestra > abelhas-mestras = abelha (subst.) / mestra (subst.)
amor-perfeito > amores-perfeitos = amor (subst.) / perfeito (adj.)
padre-nosso > padres-nossos = padre (subst.) / nosso (pron.)
quinta-feira > quintas-feiras = quinta (num.) / feira (subst.)
Português 1 Resumo.

guarda-roupa > guarda-roupas = guarda (verbo) / roupa (subst.)


sempre-viva > sempre-vivas = sempre (adv.) / viva (adj.)
ave-maria > ave-marias = ave (interj.) / Maria (subst.)
vice-presidente > vice-presidentes = vice (pref.) / presidente (subst.)

1.3.5. Particularidades do número dos substantivos compostos


Varia apenas o primeiro elemento quando:
Exemplo:
a) ligados por preposição.
Exemplo: pés de moleque, mulas sem cabeça.
b) compostos formados por substantivo + adjetivo em que o segundo determina
o
primeiro.
Exemplo: navios-escola, mangas-rosa.
Varia apenas o segundo elemento quando formados por palavras repetidas.
Exemplo: quero-queros, corre-corres, tico-ticos, ruge-ruges.
Curiosidade: Se as palavras repetidas forem verbos, ambas podem variar:
correscorres, ruges-ruges.

Substantivos compostos formados com adjetivos reduzidos.


a) adjetivos reduzidos como prefixos são invariáveis.
Exemplo: bel-prazeres, grão-duques.
b) adjetivos reduzidos como sufixos são variáveis.
Exemplo:
altares-mores,
capitães-mores.
Caso especiais: os arco-íris / os terras-nova.

1.4. Flexão de grau


O grau dos substantivos exprime uma “variação” no tamanho do ser, podendo
também dar-lhe um sentido desprezível ou afetivo.
Exemplo: bocarra, velhota, gatão, velhinha.

Temos os graus:
1.4.1. Normal
Exemplo: Boca, velha, gato, pedra, corpo.
Português 1 Resumo.

1.4.2. Aumentativo
Exemplo: Boca grande ou bocarra, gato enorme ou gatão.

1.4.3. Diminutivo
Exemplo: Boca pequena ou boquinha, pedra minúscula ou pedrinha.

Há dois processos para se obter os graus aumentativo e diminutivo:


Analítico: juntando à forma normal um adjetivo que indique aumento ou
diminuição.
Exemplo: obra gigantesca, obra mínima, menino grande, menino pequeno.

Sintético: anexando à forma normal sufixos denotadores de aumento ou


redução. Exemplo: bocarra (aumentativo sintético); pedregulho (aumentativo
sintético); estatueta (diminutivo sintético); pedrisco (diminutivo sintético).

São muitos os sufixos indicadores de grau:


aumentativo:
Exemplo:
-aça: barca — barcaça
-ão: cachorro — cachorrão
-arra: boca — bocarra
-az: prato — pratarraz
-ázio: copo — copázio
-ona: mulher — mulherona
-uça: dente — dentuça
diminutivo:
-acho: rio — riacho
-ebre: casa — casebre
-ejo: lugar — lugarejo
-eta: sala — saleta
-inho: livro — livrinho
-isco: chuva — chuvisco
-ulo: globo — glóbulo

2. Adjetivo
Português 1 Resumo.

Caracteriza o substantivo, indicando-lhe um estado, aspecto ou modo de ser,


recebe o nome de adjetivo.

2.1. Classificação dos adjetivos


Quanto à flexão, o adjetivo pode ser:

2.1.1. Uniforme
Possui uma única forma para os dois gêneros.
Exemplo: feliz, alegre.

2.1.2. Biforme
Possui formas distintas para cada gênero.
Exemplo:
bom / boa;
mau / má;
bonito / bonita.

Quanto à formação, o adjetivo pode ser:

2.1.2 Simples
Constituído de um único radical.
Exemplo: vermelho, social, claro, escuro, financeiro.

2.1.3 Composto
Constituído de dois ou mais radicais: vermelho-claro.
Exemplo: sociofinanceiro; verdeescuro.

2.2. Adjetivo pátrio


É aquele que se refere a continentes, países, cidades, regiões.
Exemplo: europeu, inglês, londrino, calabrês.

Curiosidade: Exemplos para estados e cidades brasileiros:


Acre: acreano, acriano
Alagoas: alagoano
Português 1 Resumo.

Amapá: amapaense
Aracaju: aracajuano, aracajuense

2.3. Locução adjetiva


É a expressão formada de preposição mais substantivo ou advérbio, com valor
de adjetivo.
Exemplo:
dia de chuva — dia chuvoso
atitudes de anjo — atitudes angelicais
luz do sol — luz solar
estrela da tarde — estrela vespertina
ar do campo — ar campestre

Curiosidade: Algumas locuções adjetivas:


de abdômen — abdominal
de abelha — apícula
de açúcar — sacarino
de boca — bucal, oral

2.4. Flexão de gênero

2.4.1. Adjetivos simples


Sua flexão de gênero é igual à dos substantivos simples.
Exemplo:
homem bom / mulher boa
rapaz trabalhador / moça trabalhadeira

2.4.2. Adjetivos compostos


Varia apenas o último elemento.
Exemplo:
hospital médico-cirúrgico / clínica médico-cirúrgica
sapato amarelo-claro / blusa amarelo-clara
homem luso-brasileiro / mulher luso-brasileira

2.5. Flexão de número

2.5.1. Adjetivos simples


Sua flexão de número é igual à dos substantivos simples.
Português 1 Resumo.

Exemplo:
homem bom / homens bons
rapaz trabalhador / rapazes trabalhadores

Curiosidade: Qualquer substantivo usado como adjetivo fica invariável:


homem monstro / homens monstro
mulher monstro / mulheres monstro
vestidos laranja
ternos cinza
camisas abacate
carros residência

2.5.2. Adjetivos compostos


Varia apenas o último elemento.
Exemplo:
hospital médico-cirúrgico / hospitais médico-cirúrgicos
blusa amarelo-clara / blusas amarelo-claras
posição sócio-político-econômica / posições sócio-político-econômicas

Curiosidade: Se o último elemento do composto for um substantivo, fica


invariável.
blusa verde-garrafa / blusas verde-garrafa
tecido amarelo-ouro / tecidos amarelo-ouro
sapato marrom-café / sapatos marrom-café
São invariáveis: azul-marinho / azul-celeste / cor de ...

2.6. Flexão de grau


São dois os graus de adjetivo:
Comparativo: compara dois seres diferentes.
Superlativo: compara qualidades de um único ser.

2.6.1. Grau comparativo

2.6.1.1. De igualdade
A qualidade aparece na mesma intensidade para ambos os seres que se
comparam:
Exemplo: João é tão alto quanto José.
Português 1 Resumo.

2.6.1.2. De superioridade
A qualidade aparece mais intensificada no primeiro elemento de comparação.
Exemplo: João é mais alto que (ou do que) José.

2.6.1.3. De inferioridade
A qualidade aparece menos intensificada no primeiro elemento de comparação.
Exemplo: João é menos alto que (ou do que) José.

Curiosidade: Veja o grau comparativo de superioridade com os adjetivos:


bom mau / ruim
grande
pequeno
Temos duas formas para usá-los:
a) analítica: mais bom, mais mau, mais grande, mais pequeno
b) sintética: melhor, pior, maior, menor

Comparativo de superioridade analítico: usado quando se comparam duas


qualidades de um único ser.
Exemplo:
Minha casa é mais grande que confortável.
João é mais bom que ruim.

Comparativo de superioridade sintético: usado quando se compara uma


qualidade
entre dois seres diferentes.
Exemplo:
Minha casa é maior que a sua.
João é melhor que José.
Atenção: A forma “mais pequeno” é sempre correta! Você pode usá-la sempre:
Meu carro é mais pequeno que grande.
Meu carro é mais pequeno que o seu.
A casa do Pedro é mais pequena que grande.
A casa do Pedro é mais pequena que a casa do José.

2.6.2. Grau superlativo


2.6.2.1. Relativo
Qualidade de um ser em relação a um conjunto de seres.
Português 1 Resumo.

Exemplo:
De superioridade: João é o mais alto da turma.
De inferioridade: João é o menos alto da turma.

2.6.2.2. Absoluto
Qualidade de um único ser, absolutamente.
a) Analítico: quando a alteração do grau é feita por meio de alguma palavra que
modifique o adjetivo:
Exemplo: João é muito alto.
Minha casa é bastante confortável.

b) Sintético: quando acrescentamos sufixos para marcar o grau.


Exemplo:
João é altíssimo.
Minha casa é confortabilíssima.

O superlativo absoluto sintético é formado pelo acréscimo dos sufixos:


Exemplo: -íssimo; -imo; -rimo.
Na língua coloquial, usamos sempre –íssimo.
Exemplo: belíssimo, amiguíssimo, agudíssimo

.Na língua culta, devemos acrescentar os sufixos -íssimo, -rimo ou -imo


às formas eruditas dos adjetivos:
amicus + íssimo = amicíssimo
pauper + rimo = paupérrimo
humili + imo = humílimo

Alguns superlativos absolutos eruditos:


amargo: amaríssimo
célebre: celebérrimo
cruel: crudelíssimo
doce: dulcíssimo
frágil: fragílimo
frio: frigidíssimo

3. Artigo
Português 1 Resumo.

É a palavra variável em gênero e número que define ou indefine o substantivo.

3.1. Artigos definidos (o, a, os, as)


O jornal comentou a notícia.

3.2. Artigos indefinidos (um, uma, uns, umas)


Um jornal comentou uma notícia.

3.3. Particularidades do artigo


a) Substantivar qualquer palavra:
O “não” é uma palavra que expressa negação. — “não” vira substantivo.
Quem ama o feio, bonito lhe parece. — “feio” vira substantivo.

b) Evidenciar o gênero e o número dos substantivos:


O dó (masculino)
A coleta (feminino)
O lápis (singular)
Os lápis (plural)

c ) Revelar quantidade aproximada quando usado o indefinido diante de


numerais:
Uns dez quilos
Umas trezentas pessoas

d) Combinar-se com preposições:


No = em + o
Das = de + as
À=a+a
Numa = em + uma

4. Pronome

Pronomes são palavras que substituem ou determinam os substantivos. Existem


vários tipos de pronomes: pronomes pessoais, pronomes possessivos,
pronomes demonstrativos, pronomes interrogativos, pronomes relativos e
Português 1 Resumo.

pronomes indefinidos. Além desta classificação principal, os pronomes também


podem ser classificados em pronomes adjetivos e pronomes substantivos.

1.Pronomes pessoais
Os pronomes pessoais subdividem-se em pronomes pessoais do caso reto,
pronomes pessoais oblíquos e pronomes pessoais de tratamento.

2.Pronomes pessoais do caso reto


Pronomes pessoais do caso reto são aqueles que substituem os substantivos e
indicam as pessoas do discurso, assumindo maioritariamente a função de
sujeito da oração.
Exemplo:
Eu fui ao cinema.
Ele gosta de futebol.

Exemplos de pronomes pessoais do caso reto: eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles,
elas.

3 Pronomes pessoais oblíquos


Pronomes pessoais oblíquos podem ser tônicos ou átonos:

3.1 TÔNICOS: são sempre precedidos de uma preposição e substituem um


substantivo que tem função de objeto indireto.
Exemplos de pronomes pessoais oblíquos tônicos: mim, comigo, ti, contigo, ele,
ela, nós, conosco, vós, convosco, eles, elas.

3.2 ÁTONOS: não são precedidos de uma preposição e podem substituir um


substantivo que tem função de objeto direto ou de objeto indireto.
Exemplo:
Pedro gosto de mim.
Eu encontrei-o na praia.

Exemplos de pronomes pessoais oblíquos átonos: me, te, o, a, lhe, nos, vos, os,
as, lhes.
Português 1 Resumo.

4.Pronomes de tratamento
Pronomes de tratamento: são formas mais corteses e reverentes de nos
dirigirmos à pessoa com quem estamos falando ou de quem estamos falando.
Exemplo:
Vossa Excelência estará presente na cerimônia de abertura?
Sua Eminência estará presente no conclave?

Exemplos de pronomes de tratamento: você, senhor, senhora, senhorita, Vossa


Senhoria, Vossa Excelência, Vossa Eminência, Vossa Santidade, Vossa
Reverendíssima, Vossa Alteza, Vossa Majestade, Vossa Magnificência, Vossa
Paternidade, Vossa Majestade Imperial, Vossa Onipotência.

5.Pronomes possessivos
Pronomes possessivos transmitem, principalmente, uma relação de posse, ou
seja, indicam que alguma coisa pertence a uma das pessoas do discurso.
Exemplo:
Não sei onde pus minhas chaves.
Você pode me emprestar sua caneta, por favor?

Exemplos de pronomes possessivos: meu, minha, meus, minhas, teu, tua, teus,
tuas, seu, sua, seus, suas, nosso, nossa, nossos, nossas, vosso, vossa, vossos,
vossas, seu, sua, seus, suas.

6.Pronomes demonstrativos
Pronomes demonstrativos situam alguém ou alguma coisa no tempo, no espaço
e no discurso, em relação às próprias pessoas do discurso: quem fala, com quem
se fala, de quem se fala. Estes pronomes contraem-se com as preposições a, em
e de.
Exemplo:
De quem é aquela mochila?
Veja esta reportagem.

Exemplos de pronomes demonstrativos: este, esta, estes, estas, isto, esse, essa,
esses, essas, isso, aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo.
Português 1 Resumo.

Exemplos de outras palavras que atuam como pronomes demonstrativos: o, a,


os, as, mesmo, mesma, mesmos, mesmas, próprio, própria, próprios, próprias,
tal, tais, semelhante, semelhantes.

7. Pronomes interrogativos
Pronomes interrogativos referem-se sempre à 3.ª pessoa gramatical e são
utilizados para interrogar, ou seja, para formular perguntas de modo direto ou
indireto.
Exemplo:
Quem chegou?
Diga-me, por favor,que horas são.

Exemplos de pronomes interrogativos: que, quem, qual, quais, quanto, quanta,


quantos, quantas.

8. Pronomes relativos
Pronomes relativos relacionam-se sempre com o termo da oração que
está antecedente, servindo de elo de subordinação das orações que iniciam.
Exemplo:
Eu comprei o vestido azul que estava na vitrine.
A casa onde cresci era enorme.

Exemplos de pronomes relativos: que, quem, onde, o qual, a qual, os quais, as


quais, cujo, cuja, cujos, cujas, quanto, quanta, quantos, quantas.

9. Pronomes indefinidos
Pronomes indefinidos referem-se sempre à 3.ª pessoa gramatical, indicando
que algo ou alguém é considerado de forma indeterminada e imprecisa.
Exemplo:
Foi apresentada alguma justificativa para o atraso na entrega da mercadoria?
Ninguém se quer responsabilizar por esta tarefa.

Exemplos de pronomes indefinidos: alguém, ninguém, outrem, tudo, nada,


cada, algo, algum, algumas, nenhuns, nenhuma, todo, todos, outra, outras,
Português 1 Resumo.

muito, muita, pouco, poucos, certo, certa, vários, várias, tanto, tantos, quanta,
quantas, qualquer, quaisquer, bastante, bastantes.
Pronomes adjetivos e pronomes substantivos
Conforme acompanham ou substituem os substantivos, os pronomes são
classificados em pronomes adjetivos e pronomes substantivos.

10. Pronomes adjetivos


Pronomes adjetivos acompanham os substantivos, como se fossem adjetivos,
determinando e modificando o substantivo.
Exemplo:
Minha irmã é bióloga.
Aqueles alunos são indisciplinados.

11. Pronomes substantivos


Pronomes substantivos substituem o substantivo numa frase.
Exemplo:
Esse é meu.
Ela viu-o.

5 Númeral

Numeral é a palavra que quantifica seres ou indica a posição que ocupam numa
determinada série.
Ex.:
Eduardo comprou dois melões.
Apenas o segundo estava doce.

1. Classificação/Tipos:
Os numerais podem ser classificados em:

1.1 Cardinal: nomeia o número de seres.


Exemplo:
Zero, um, dois, três, quatro...
Português 1 Resumo.

Há dez vagas para setenta candidatos.

1.2 Ordinal: indica a ordem que o ser ocupa numa série.


Exemplo:
Primeiro, segundo, terceiro, quarto...
Patrícia alugou um apartamento no segundo andar do prédio.

1.3 Multiplicativo: exprime aumentos proporcionais de quantidade, indicando


números múltiplos de outros.
Exemplo:
Dobro, triplo, quádruplo...
O jogador ganhou o triplo do valor da aposta.

1.4 Fracionário: indica a diminuição proporcional da quantidade, o seu


fracionamento.
Exemplo:
Meio, metade, terço...
Keilla tomou meio litro de refrigerante.

2.Flexão dos numerais:

2.1 Numerais ordinais: variam em gênero e número.


Exemplo:
Primeiro – primeira primeiros - primeiras
Segundo – segunda segundos – segundas

2.2 Numerais multiplicativos: quando atuam em funções substantivas, são


invariáveis:
Exemplo:
Fizeram o dobro do esforço.

2.3 Em funções adjetivas: os numerais flexionam em gênero e número.


Exemplo:
Morreu por tomar doses triplas da droga.

2.3 Numerais fracionários: sofrem flexão de gênero e número.


Exemplo:
Comprou um terço das terras do município.
Português 1 Resumo.

É meio-dia e meia (hora).


São pessoas de meias palavras.

3. Emprego dos numerais:

3.1 Na indicação de séculos, reis, papas, capítulos de obras, etc. usa-se ordinal
até dez:
Exemplo:
Século VI: século sexto.
Paulo VI: Paulo sexto.

3.2 Dias do mês: utilizam-se os cardinais, exceto na indicação do primeiro dia,


essa é feita pelo ordinal.
Exemplo:
Partiremos dia cinco de maio.
Partiremos dia primeiro de maio.

3.3 Ambos/Ambas: são considerados numerais, significam “um e outro”, são


empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez referência.
Exemplo:
Fernando e Clarice finalmente se entenderam. Ambos agora vivem em
harmonia.

3.4 Para designar leis: decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o
cardinal de dez em diante.
Exemplo:
Artigo 1.° (primeiro)
Artigo 9.° (nono)
Artigo 10 (dez)
Artigo 23 (vinte e três)

Vídeo Númeral: https://www.youtube.com/watch?v=Rxo6xTWgZGI

6. Verbo
Português 1 Resumo.

Definição: Podemos entender o verbo como o elemento que, dentro de uma


frase, permite àquele que fala ou escreve situar eventos no tempo com relação
ao momento em que seu discurso está sendo produzido.
De uma maneira geral, verbos exprimem ações, mas muitos deles também
permitem manifestar sentimentos, sensações, estados e fenômenos naturais. É
próprio de um verbo evocar um processo, isto é, o desenrolar de eventos para
os quais podemos identificar seu início e fim.

Função: O verbo funciona como um articulador entre os diferentes elementos


que constituem uma frase. Assim, podemos entendê-lo como um núcleo que,
uma vez combinado com estes outros elementos, assegura um sentido à fras... –

1. Classificação dos verbos

Classificação dos verbos


De acordo com esse critério, ou seja, a partir da maior ou menor “obediência”
dos verbos ao modelo de sua conjugação;

1.Verbos regulares
São aqueles que seguem rigorosamente o paradigma de sua conjugação, ou
seja, verbos regulares são verbos cuja conjugação se enquadra nos modelos
fixos de conjugação verbal, sem apresentar alterações no radical ou nas
terminações verbais.
Exemplos de verbos regulares: amar, beber, partir, chorar, cantar, estudar,
viver, dividir, etc.

2.Verbos irregulares
São aqueles verbos que apresentam formas que não obedecem ao paradigma
de sua conjugação, podendo apresentar irregularidades na forma que assume o
radical e/ou que assumem as desinências.
Isto é, podem apresentar alterações no radical ou nas terminações verbais.
Exemplos de verbos irregulares: trazer, caber, fazer, fugir, pôr, dar, vir, etc.

3.Verbos anômalos
Verbos considerados anômalos são os verbos que apresentam profundas
irregularidades em seus radicais. Nesse sentido, o verbo pôr é também
Português 1 Resumo.

considerado anômalo da 2º conjugação, por não apresentar a vogal temática


“e” no infinitivo.
Dessa forma, verbos irregulares cuja conjugação apresenta diferentes radicais
primários, apresentando assim uma irregularidade intensa.
Exemplos de verbos anômalos: ser, ter, ir, vir, estar, haver, etc.

4.Verbos defectivos
A classificação dos verbos defectivos representam aqueles que não se conjugam
em todas as formas previstas pelo paradigma.

Sua conjugação é considerada incompleta, isto é, não apresenta todas as formas


verbais porque o verbo não é conjugado em todos os tempos, modos ou
pessoas.
Exemplos de verbos defectivos: abolir, precaver, chover, reaver, falir, demolir,
doer, colorir, adequar, etc.

5.Verbos abundantes
São aqueles verbos conjugação apresenta duas formas equivalentes de
particípio: um particípio regular e um particípio irregular.
Exemplos de verbos abundantes: aceitar, eleger, extinguir, ganhar, pagar,
imprimir, exprimir, etc.

6.Verbos impessoais
Verbos impessoais são verbos cuja conjugação é feita apenas na 3.ª pessoa do
singular, visto não apresentarem sujeito.
Exemplos de verbos impessoais: haver, fazer, nevar, ventar, amanhecer, etc.

7.Verbos unipessoais
Verbos unipessoais são verbos cuja conjugação é feita apenas na 3.ª pessoa do
singular e na 3.ª pessoa do plural, embora apresentem um sujeito.
São os verbos que representam as vozes dos animais e os que se relacionam
com um sujeito oracional.
Exemplos de verbos unipessoais: convir, custar, latir, miar, cacarejar, etc.
Português 1 Resumo.

8.Verbos principais
Verbos principais são verbos que não necessitam de outros verbos para
transmitir a totalidade da ação verbal.
Exemplos de verbos principais: correr, brincar, estudar, participar, escorregar,
etc.

9.Verbos auxiliares
Verbos auxiliares são verbos que acompanham um verbo principal numa das
suas formas nominais em locuções verbais, tempos compostos e voz passiva.
Exemplos de verbos auxiliares: ser, estar, ter, haver, ficar.

10.Verbos de ligação
Verbos de ligação são verbos que indicam um estado ao relacionar uma
característica com o sujeito. Não indicam uma ação.
Exemplos de verbos de ligação: ser, estar, parecer, andar, ficar, continuar, etc.

2. Flexão dos verbos


1. Pessoa
Refere-se às pessoas do discurso:
1° pessoa — quem fala (emissor)
Exemplo: canto, cantamos.

2° pessoa — quem ouve (receptor).


Exemplo: cantas, cantais.

3° pessoa — de quem se fala (mensagem).


Exemplo: canta, cantam.

2. Número
Refere-se às flexões de singular e plural:
Singular — refere-se a apenas uma pessoa.
Exemplo: canto, cantas, canta.

Plural — refere-se a duas ou mais pessoas.


Português 1 Resumo.

Exemplo: cantamos, cantais, cantam.

3. Modo
Refere-se à maneira como anunciamos um estado, uma ação ou um fenômeno
natural. São três os modos verbais:
1. Indicativo
Expressa certeza.
Exemplo:
Vós cantastes bem ontem.
Eu canto para afugentar a tristeza.
Nós cantaremos juntos aquela canção.

2. Subjuntivo
Expressa dúvida ou hipótese.
Exemplo:
Se nós cantássemos, o tempo passaria mais rapidamente.
Todos pedem que eu cante.
Quando vós cantardes, ficaremos felizes.
3. Imperativo
Expressa ordem, pedido ou súplica.
Exemplo:
Não cante.
Por favor, cantem para nós.
Pelo amor de Deus, não cante essa música outra vez.

4. Tempo
Situa a ideia expressa pelo verbo dentro de determinado momento:

1. Pretérito
Enuncia um fato anterior/passado em relação ao momento em que se fala.
Exemplo:
Eu cantara.
Eu cantei.
Eu cantava.
Se eu cantasse...
Português 1 Resumo.

2. Presente
Enuncia um fato que ocorre no momento em que se fala.
Exemplo:
Eu canto.
Que eu cante...

3. Futuro
Enuncia um fato posterior em relação ao momento em que se fala.
Exemplo:
Eu cantarei.
Quando eu cantar...

5. Voz
Indica se o sujeito está praticando ou sofrendo a ação expressa pelo verbo (ou
se ambos ao mesmo tempo). São três:
1. Voz ativa
Ocorre quando o sujeito pratica a ação verbal, é o agente, executa a ação
expressa pelo verbo.
Exemplo:
Âni comeu a deliciosa maçã.
Eles saíram.
O macaco comeu a fruta.
Maria colheu a rosa.

2. Voz passiva
Ocorre quando o sujeito sofre a ação verbal, é o paciente, receptor da ação
expressa pelo verbo.
Exemplo:
A deliciosa maçã foi comida pela Âni.
Comeu-se a deliciosa maçã.
Há dois tipos de voz passiva:

2.1. Analítica
Constitui-se da locução verbal formada pelo verbo auxiliar + verbo principal no
particípio. Os auxiliares empregados são SER ou IR.
Exemplo:
A fruta foi comida pelo macaco.
Português 1 Resumo.

A rosa será colhida por Maria.


O santo ia carregado pelos fiéis.
O trio iria seguido pela multidão.
Curiosidade: Na voz passiva analítica, aquele que pratica a ação é chamado
AGENTE DA PASSIVA (no caso dos exemplos acima, temos, então, pelo macaco,
pela Maria, pelos fiéis e pela multidão como agentes da passiva).

2.2. Sintética
Constitui-se do verbo principal na 3a pessoa (singular ou plural concordando
com o sujeito) + partícula apassivadora SE.
Exemplo:
Comeu-se a banana.
Comeram-se as bananas.
Colheu-se a rosa.
Colheram-se as rosas.
Curiosidade:
a) Neste tipo de voz passiva, não aparece o agente da passiva.
b) O SE também pode ser chamado de pronome apassivador.

3. Voz reflexiva
Ocorre quando o sujeito, ao mesmo tempo, pratica e sofre a ação verbal, é
agente e paciente, executa e recebe a ação expressa pelo verbo.
Exemplo:
Âni cortou-se com a faca.
O macaco feriu-se.
Maria cortou-se.
Eu, ontem, olhei-me no espelho.
Curiosidade: Quando o sujeito é plural, temos a voz reflexiva recíproca:
As meninas pentearam-se.
Âni e Ina cortaram-se com a faca.

6. Formação dos Tempos Verbais

Formação Dos tempos Simples:

O estudo da formação dos tempos simples, que são os verbos expressos por
uma só palavra, é essencial para aprender a conjugar verbos regulares
corretamente.
Português 1 Resumo.

Assim, inicialmente, é importante saber que os verbos têm origem nos


chamados tempos primitivos: Presente do Indicativo, Pretérito Perfeito do
Indicativo, Infinitivo Impessoal.

1.Tempos Verbais Primitivos


Existem três tempos primitivos. Eles são assim chamados porque são tempos e
modos que formam ou dão origem a outros tempos e modos verbais.
Os tempos primitivos são:
 Presente do Indicativo
 Pretérito Perfeito do Indicativo
 Infinitivo Impessoal
Todos os tempos restantes são seus derivados.
Tempos Primitivos
Presente do Indicativo
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal
CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M
Pretérito Perfeito do Indicativo
O pretérito perfeito do indicativo é marcado basicamente pela desinência
pessoal.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal
CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM
Português 1 Resumo.

Infinitivo Impessoal
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR

2.Tempos Verbais Derivados


 1Derivados do Presente do Indicativo: Pretérito Imperfeito do Indicativo,
Presente do Subjuntivo e Imperativo.
 2Derivados do Pretérito Perfeito do Indicativo: Pretérito Mais-que-
perfeito do Indicativo, Pretérito Imperfeito do Subjuntivo, Futuro do
Subjuntivo.
 3Derivados do Infinitivo Impessoal: Futuro do Presente do Indicativo,
Futuro do Pretérito do Indicativo, Infinitivo Pessoal, Gerúndio, Particípio.
A partir do radical dos tempos primitivos se acrescenta as desinências de tempo
e modo, resultando dessa combinação os tempos derivados.
Esses são paradigmas pertinentes aos verbos regulares, uma vez que esses
verbos não sofrem alteração em seu radical.

2.1.Derivados do Presente do Indicativo

2.1.1Pretérito Imperfeito do Indicativo


Nos verbos da 1.ª conjugação (vogal temática A) acrescenta-se ao radical as
terminações: -ava, -avas, -ava, -ávamos, -áveis, -avam.
Exemplo:
Verbo amar (radical am-)
amava, amavas, amava, amávamos, amáveis, amavam.

Nos verbos da 2.ª conjugação (vogal temática E e O) e da 3.ª conjugação (vogal


temática I) acrescenta-se ao radical as terminações: -ia, -ias, -ia, -íamos, -íeis, -
iam.
Português 1 Resumo.

Exemplos:
Verbo beber (radical beb-)
bebia, bebias, bebia, bebíamos, bebíeis, bebiam.
Verbo partir (radical part-)
partia, partias, partia, partíamos, partíeis, partiam.

2.1.2.Presente do Subjuntivo
Nos verbos da 1.ª conjugação (vogal temática A) após retirar a desinência -o da
1.ª pessoa do presente do indicativo, acrescenta-se as seguintes terminações: -
e, -es, -e, -emos, - eis, -em.
Exemplo:
Verbo amar (1.ª pessoa do presente do indicativo: amo)
ame, ames, ame, amemos, ameis, amem.
Nos verbos da 2.ª conjugação (vogal temática E e O) e da 3.ª conjugação (vogal
temática I) após retirar a desinência -o da 1.ª pessoa do presente do indicativo,
acrescenta-se as seguintes terminações: -a, -as, -a, -amos, -ais, -am.
Exemplos:
Verbo beber (1.ª pessoa do presente do indicativo: bebo)
beba, bebas, beba, bebamos, bebais, bebam.
Verbo partir (1.ª pessoa do presente do indicativo: parto)
parta, partas, parta, partamos, partais, partam.

2.1.3.Imperativo
Tanto nos verbos da 1.ª como nos verbos da 2.ª e da 3.ª conjugação a 2.ª pessoa
do singular e a 2.ª pessoa do plural são as mesmas que as do presente do
indicativo sem o -s final. As restantes pessoas são idênticas às pessoas
do presente do subjuntivo.
Exemplos:
Verbo amar
(2.ª pessoa do singular do presente do indicativo: amas e 2.ª pessoa do plural
do presente do indicativo: amais)
(3.ª pessoa do singular do presente do subjuntivo: ame; 1.ª pessoa do plural do
presente do subjuntivo: amemos e 3.ª pessoa do plural do presente do
subjuntivo: amem)
ama tu, ame ele, amemos nós, amai vós, amem eles.
Verbo beber
(2.ª pessoa do singular do presente do indicativo: bebes e 2.ª pessoa do plural
Português 1 Resumo.

do presente do indicativo: bebeis)


(3.ª pessoa do singular do presente do subjuntivo: beba; 1.ª pessoa do plural do
presente do subjuntivo: bebamos e 3.ª pessoa do plural do presente do
subjuntivo: bebam)
bebe tu, beba ele, bebamos nós, bebei vós, bebam eles.
Verbo partir
(2.ª pessoa do singular do presente do indicativo: partes e 2.ª pessoa do plural
do presente do indicativo: partis)
(3.ª pessoa do singular do presente do subjuntivo: parta; 1.ª pessoa do plural do
presente do subjuntivo: partamos e 3.ª pessoa do plural do presente do
subjuntivo: partam)
parte tu, parta ele, partamos nós, parti vós, partam eles.
Derivados do Pretérito Perfeito do Indicativo
Os derivados do Pretérito Perfeito do Indicativo são: Pretérito Mais-que-
perfeito do Indicativo, Pretérito Imperfeito do Subjuntivo, Futuro do Subjuntivo.

2.2.Derivados do Pretérito Perfeito do Indicativo

2.2.1.Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo


Tanto nos verbos da 1.ª como nos verbos da 2.ª e da 3.ª conjugação se
acrescenta as seguintes terminações aos respectivos temas: -ra, -ras, -ra, -
ramos, -reis, -ram.
Exemplos:
Verbo amar (tema: ama)
amara, amaras, amara, amáramos, amáreis, amaram.
Verbo beber (tema: bebe)
bebera, beberas, bebera, bebêramos, bebêreis, beberam.
Verbo partir (tema: parti)
partira, partiras, partira, partíramos, partíreis, partiram.

2.2.2.Pretérito Imperfeito do Subjuntivo


Tanto nos verbos da 1.ª como nos verbos da 2.ª e da 3.ª conjugação se
acrescenta as seguintes terminações aos respectivos temas: -sse, -sses, - sse, -
ssemos, -sseis, -ssem.
Exemplos:
Português 1 Resumo.

Verbo amar (tema: ama)


amasse, amasses, amasse, amássemos, amásseis, amassem.
Verbo beber (tema: bebe)
bebesse, bebesses, bebesse, bebêssemos, bebêsseis, bebessem.
Verbo partir (tema: parti)
partisse, partisses, partisse, partíssemos, partísseis, partissem.

2.2.3.Futuro do Subjuntivo
Tanto nos verbos da 1.ª como nos verbos da 2.ª e da 3.ª conjugação se
acrescenta as seguintes terminações aos respectivos temas: -r, -res, - r, -rmos, -
rdes, -rem.
Exemplos:
Verbo amar (tema: ama)
amar, amares, amar, amarmos, amárdes, amarem.
Verbo beber (tema: bebe)
beber, beberes, beber, bebermos, beberdes, beberem.
Verbo partir (tema: parti)
partir, partires, partir, partirmos, partirdes, partirem.
Derivados do Infinitivo Impessoal
Os derivados do Infinitivo Impessoal são: Futuro do Presente do Indicativo,
Futuro do Pretérito do Indicativo, Infinitivo Pessoal, Gerúndio, Particípio.

2.3Derivados do Infinitivo Impessoal:

2.3.1.Futuro do Presente do Indicativo


Tanto nos verbos da 1.ª como nos verbos da 2.ª e da 3.ª conjugação se
acrescenta as seguintes terminações aos respectivos infinitivos: -ei, -ás, -á, -
emos, -eis, -ão.
Exemplos:
Verbo amar (infinitivo: amar)
amarei, amarás, amará, amaremos, amareis, amarão.
Verbo beber (infinitivo: beber)
beberei, beberás, beberá, beberemos, bebereis, beberão.
Verbo partir (infinitivo: partir)
partirei, partirás, partirá, partiremos, partireis, partirão.
Português 1 Resumo.

2.3.2.Futuro do Pretérito do Indicativo


Tanto nos verbos da 1.ª como nos verbos da 2.ª e da 3.ª conjugação se
acrescenta as seguintes terminações aos respectivos infinitivos: -ia, -ias, -ia, -
íamos, -íeis, -iam.
Exemplos:
Verbo amar (infinitivo: amar)
amaria, amarias, amaria, amaríamos, amaríeis, amariam.
Verbo beber (infinitivo: beber)
beberia, beberias, beberia, beberíamos, beberíeis, beberiam.
Verbo partir (infinitivo: partir)
partiria, partirias, partiria, partiríamos, partiríeis, partiriam.
Infinitivo Pessoal
Tanto nos verbos da 1.ª como nos verbos da 2.ªe da 3.ª conjugação se
acrescenta as seguintes terminações aos respectivos infinitivos: -es, -mos, - des,
-em.
Exemplos:
Verbo amar (infinitivo: amar)
amar eu, amares tu, amar ele, amarmos nós, amardes vós, amarem eles.
Verbo beber (infinitivo: beber)
beber eu, beberes tu, beber ele, bebermos nós, beberdes vós, beberem eles.
Verbo partir (infinitivo: partir)
partir eu, partires tu, parti ele, partirmos nós, partirdes vós, partirem eles.

2.3.3.Gerúndio
Na formação do gerúndio, tanto nos verbos da 1.ª como nos verbos da 2.ª e da
3.ª conjugação se substitui o sufixo -r pelo sufixo -ndo.
Exemplos:
amando, bebendo, partindo.

2.3.4.Particípio
Na formação do particípio, tanto nos verbos da 1.ª como nos verbos da 2.ª e da
3.ª conjugação se substitui o sufixo -r do infinitivo pelo sufixo -do, lembrando
que no caso dos verbos da 2.ª conjugação cuja vogal temática é E, essa vogal é
substituída por I.
Português 1 Resumo.

Exemplos:
amado, bebido, partido.

3. Tempos Verbais Compostos.


Para formar os verbos compostos conjugamos apenas o verbo auxiliar,
enquanto o verbo principal fica sempre no particípio.
Os tempos compostos são os verbos auxiliares ter e haver ligados a um verbo
principal no particípio, do qual resulta uma locução verbal.
Veja abaixo como são formados todos os tempos compostos, lembrando que o
verbo principal fica sempre no particípio e que esses paradigmas são seguidos
na 1.ª, na 2.ª e na 3.ª conjugação.

Os tempos compostos do modo indicativo são: Pretérito Perfeito, Pretérito


Mais-que-perfeito, Futuro do Presente e Futuro do Pretérito.
Português 1 Resumo.

3.1Tempos Compostos do Indicativo

3.1.1Pretérito Perfeito
O verbo auxiliar ter ou haver é conjugado no presente do indicativo.
Exemplo:
tenho brincado, tens brincado, tem brincado, temos brincado, tendes brincado,
temos brincado.

3.1.2Pretérito Mais-que-perfeito
O verbo auxiliar ter ou haver é conjugado no pretérito imperfeito do indicativo.
Exemplo:
tinha brincado, tinhas brincado, tinha brincado, tínhamos brincado, tínheis
brincado, tinham brincado.

3.1.3Futuro do Presente
O verbo auxiliar ter ou haver é conjugado no futuro do presente do indicativo.
Exemplo:
terei brincado, terás brincado, terá brincado, teremos brincado, tereis brincado,
terão brincado.

3.1.4Futuro do Pretérito
O verbo auxiliar ter ou haver é conjugado no futuro do pretérito.
Exemplo:
teria brincado, terias brincado, teria brincado, teríamos brincado, teríeis
brincado, teriam brincado.

3.2.Tempos Compostos do Subjuntivo


Os tempos compostos do modo subjuntivo são: Pretérito Perfeito, Pretérito
Mais-que-perfeito e Futuro.

3.2.1.Pretérito Perfeito
O verbo auxiliar ter ou haver é conjugado no presente do subjuntivo.
Português 1 Resumo.

Exemplo:
tenha brincado, tenhas brincado, tenha brincado, tenhamos brincado, tenhais
brincado, tenham brincado.

3.2.2.Pretérito Mais-que-perfeito
O verbo auxiliar ter ou haver é conjugado no imperfeito do subjuntivo.
Exemplo:
tivesse brincado, tivesses brincado, tivesse brincado, tivéssemos brincado,
tivésseis brincado, tivessem brincado.

3.2.3.Futuro
O verbo auxiliar ter ou haver é conjugado no futuro do subjuntivo.
Exemplos:
tiver brincado, tiveres brincado, tiver brincado, tivermos brincado, tiverdes
brincado, tiverem brincado.

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Os tempos verbais podem ser caracterizados como primitivos ou derivados.


1. Tempos verbais primitivos
Os tempos verbais primitivos pertencem ao modo indicativo. São eles:
1.1. Presente
1ª Conjugação: 2ª Conjugação: 3ª Conjugação: Desinência Pessoal
Falar Comer Cumprir
Eu falo Eu como Eu cumpro O
Tu falas Tu comes Tu cumpres S
Ele Fala Ele come Ele cumpre -
Nós falamos Nós comemos Nós cumprimos MOS
Vós Falais Vós comeis Vós Cumpris IS
Eles Falam Eles comem Eles Cumprem M
1.2. Pretérito Perfeito
Português 1 Resumo.

1ª Conjugação: 2ª Conjugação: 3ª Conjugação: Desinência Pessoal


Falar Comer Cumprir
Eu falei Eu comi Eu cumpri I
Tu falaste Tu comeste Tu cumpriste STE
Ele Falou Ele comeu Ele cumpriu U
Nós falamos Nós comemos Nós cumprimos MOS
Vós Falastes Vós comestes Vós Cumpristes STES
Eles Falaram Eles comeram Eles Cumpriram RAM
1.3. Infinitivo Impessoal
1ª Conjugação: Falar 2ª Conjugação: Comer 3ª Conjugação: Cumprir
2. Tempos verbais derivados
Os tempos verbais derivados dividem-se em:
2.1. Derivados do Presente
2.1.1. Presente do Subjuntivo
1ª 2ª 3ª Conjugação: Des. Des. Desinência
Conjugação: Conjugação: Cumprir Temp. Temp. pessoal
Falar Comer 1ª 2ª e 3ª
conj. conj.
Eu Fale Eu coma Eu cumpra E A Ø
Tu Fales Tu comas Tu cumpras E A S
Ele Fale Ele coma Ele cumpra E A Ø
Nós falemos Nós comamos Nós cumpramos E A MOS
Vós Faleis Vós comais Vós Cumprais E A IS
Eles Falem Eles comam Eles Cumpram E A M
2.1.2. Imperativo Afirmativo
1ª Conjugação: Falar 2ª Conjugação: Comer 3ª Conjugação: Cumprir

- - -
fala tu come tu cumpre tu
fale ele/ela coma ele/ela cumpra ele/ela
Português 1 Resumo.

falemos nós comamos nós cumpramos nós


falai vós comei vós cumpri vós
falem eles/elas comameles/elas cumpram eles/elas
2.1.3. Imperativo Negativo
1ª Conjugação: Falar 2ª Conjugação: Comer 3ª Conjugação: Cumprir
- - -
não fales tu não comas tu não cumpras tu
não fale ele/ela não coma ele/ela não cumpra ele/ela
não falemos nós não comamos nós não cumpramos nós
não faleis vós não comais vós não cumprais vós
não falem eles/elas não comam eles/elas não cumpram eles/elas
2.2. Derivados do Pretérito Perfeito do Indicativo
2.2.1. Pretérito mais-que-perfeito do indicativo
1ª Conjugação: 2ª Conjugação: 3ª Conjugação: Desinência Desinência
Falar Comer Cumprir temporal Pessoal
Eu falara Eu comera Eu cumprira RA Ø
Tu falaras Tu comeras Tu cumpriras RA s
Ele Falara Ele comera Ele cumprira RA Ø
Nós faláramos Nós comêramos Nós RA mos
cumpríramos
Vós Falareis Vós comereis Vós Cumprireis RE is
Eles Falaram Eles comeram Eles Cumpriram RA m
2.2.2. Pretérito imperfeito do subjuntivo
1ª Conjugação: 2ª Conjugação: 3ª Conjugação: Desinência Desinência
Falar Comer Cumprir Temporal Pessoal
Eu falasse Eu comesse Eu cumprisse SSE Ø
Tu falasses Tu comesses Tu cumprisses SSE s
Ele Falasse Ele comesse Ele cumprisse SSE Ø
Português 1 Resumo.

Nós falássemos Nós comêssemos Nós SSE mos


cumpríssemos
Vós Falásseis Vós comêsseis Vós Cumprísseis SSE is
Eles Falassem Eles comessem Eles Cumprissem SSE m
2.2.3. Futuro do Subjuntivo
1ª Conjugação: 2ª Conjugação: 3ª Conjugação: Desinência Desinência
Falar Comer Cumprir Temporal Pessoal
Eu falar Eu comer Eu cumprir R Ø
Tu falares Tu comeres Tu cumprires R es
Ele Falar Ele comer Ele cumprir R Ø
Nós falarmos Nós comermos Nós R mos
cumprirmos
Vós Falardes Vós comerdes Vós Cumprirdes R des
Eles Falarem Eles comerem Eles Cumprirem R em
2.3. Derivados do Infinitivo Impessoal
2.3.1. Futuro do presente do indicativo
1ª Conjugação: 2ª Conjugação: 3ª Conjugação: Desinência Desinência
Falar Comer Cumprir Temporal Pessoal
Eu falarei Eu comerei Eu cumprirei RE i
Tu falarás Tu comerás Tu cumprirás RA s
Ele Falará Ele comerá Ele cumprirá RA Ø
Nós falaremos Nós Nós RE mos
comeremos cumpriremos
Vós Falareis Vós comereis Vós Cumprireis RE is
Eles Falarão Eles comerão Eles Cumprirão RA o
2.3.2. Futuro do pretérito do indicativo
1ª Conjugação: 2ª Conjugação: 3ª Conjugação: Desinência Desinência
Falar Comer Cumprir Temporal Pessoal
Eu falaria Eu comeria Eu cumpriria RIA Ø
Português 1 Resumo.

Tu falarias Tu comerias Tu cumpririas RIA s


Ele Falaria Ele comeria Ele cumpriria RIA Ø
Nós falaríamos Nós Nós cumpriríamos RIA mos
comeríamos
Vós Falaríeis Vós comeríeis Vós Cumpriríeis RIE is
Eles Falariam Eles comeriam Eles Cumpririam RIA m
2.3.3. Pretérito Imperfeito do indicativo
1ª 2ª Conjugação: 3ª Conjugação: Des. Des.Temp2ª Desinência
Conjugação: Comer Cumprir Temp conj. Pessoal
Falar 1ª conj.
Eu falava Eu comia Eu cumpria VA IA Ø
Tu falavas Tu comias Tu cumprias VA IA s
Ele Falava Ele comia Ele cumpria VA IA Ø
Nós falávamos Nós comíamos Nós cumpríamos VA IA mos

Vós Faláveis Vós comíeis Vós Cumpríeis VE IE is


Eles Falavam Eles comiam Eles Cumpriam VA IA m

3. Gerúndio
1ª Conjugação: Falando 2ª Conjugação: Comendo 3ª Conjugação: Cumprindo
4. Particípio
1ª Conjugação: Falado 2ª Conjugação: Comido 3ª Conjugação: Cumprido
Dica: Para a formação dos tempos derivados dos verbos, observar o tempo
primitivo correspondente.

4.Formas Nominais
Recebem este nome porque assumem valor de nomes da língua.

4.1. Infinitivo
Tem valor de substantivo.
Exemplo: Amar é bom.
Português 1 Resumo.

4.2. Particípio
Tem valor de adjetivo.
Exemplo: A ave era morta.

4.3. Gerúndio
Tem valor de advérbio:
Exemplo: Amanhecendo, partiremos.
As formas nominais são usadas, geralmente, em locuções verbais.
Quero amar.
Tenho amado.
Estou amando.

5. Emprego dos tempos verbais

5.1. Presente
a) exprime um fato que ocorre no momento em que se fala.
Exemplo: Vejo a lua no céu.

b) exprime um axioma, uma verdade científica.


Exemplo: A Terra é redonda.
Por um ponto passam infinitas retas.

c) exprime uma ação habitual.


Exemplo: Não como nada aos domingos.

d) dá atualidade a fatos ocorridos no passado.


Exemplo: Há 40 anos, a televisão chega ao Brasil.

e) exprime um fato futuro muito próximo, quando se tem certeza de sua


realização.
Exemplo: Amanhã faço a lição.

5.2. Pretérito perfeito


Exprime um fato passado concluído, em relação ao momento em que se fala.
Exemplo: Ontem eu fiz a lição.
Português 1 Resumo.

5.3. Pretérito imperfeito


a) exprime um fato passado não concluído, em relação ao momento em que se
fala.
Exemplo: Eu sempre cantava no chuveiro.

b) exprime a ideia de duração.


Exemplo: Quando eu era criança, eu jogava futebol de botão.

c) exprime a ideia de simultaneidade:


Exemplo: Enquanto ela lia Machado de Assis, eu preparava o jantar.

5.4. Pretérito mais-que-perfeito


Exprime um fato passado concluído, em relação a outro fato passado.
Exemplo: Quando Pedro chegou a casa, eu já chegara.

Curiosidade: Na linguagem contemporânea, prefere-se usar o pretérito mais-


queperfeito composto.
Quando Pedro chegou a casa eu já tinha chegado.

5.5. Futuro do presente


Exprime um fato posterior, em relação ao momento em que se fala.
Exemplo: Hoje estou aqui, amanhã estarei na Europa.

5.6. Futuro do pretérito


a) exprime um fato posterior, em relação a um fato passado.
Exemplo: Ontem você garantiu que o dinheiro estaria aqui hoje.

b) exprime uma incerteza:


Exemplo: Seriam dez ou doze horas quando ele chegou?

c) usa-se no lugar do presente do indicativo ou do imperativo quando se faz um


pedido:
Exemplo:
Você me faria um favor?
Gostaria de falar com você.
Português 1 Resumo.

5.7. Infinitivo pessoal


Usa-se quando tem sujeito próprio.
Exemplo: O remédio é ficarmos em casa.

5.8. Infinitivo impessoal


a) usa-se quando não estiver se referindo a nenhum sujeito.
Exemplo: É preciso viajar.

b) emprega-se em uma locução verbal.


Exemplo: Nós podemos ir ao cinema hoje.

c) funciona como complemento de algum nome (virá sempre preposicionado):


Exemplo: Nós estamos aptos para trabalhar.

CLASSES NOMINAIS INVARIÁVEIS (Adverbio, Preposição, Conjunção)

7. Advérbio

Palavra invariável que funciona como modificador de um verbo, um adjetivo ou


outro advérbio.
Conforme a circunstância que expressam, os advérbios classificam-se em:

6.1Classificação dos Advérbios:

1.de afirmação: sim, certamente, efetivamente, realmente etc.


Exemplos:
Certamente passearemos nesse domingo.
Ele gostou deveras do presente de aniversário.

2. de dúvida: talvez, provavelmente, possivelmente, quiçá etc.


Exemplos:
Provavelmente irei ao banco.
Quiçá chova hoje.
Português 1 Resumo.

3. de intensidade: muito, demais, bastante, pouco, menos, tão etc.


Exemplos:
Comeu demasiado naquele almoço.
Ela gosta bastante dele.

4. de lugar: aqui, ali, aí, cá, atrás, perto, abaixo, acima, dentro, fora, além,
adiante, etc.
Exemplos:
Minha casa é ali.
O livro está embaixo da mesa.

5. de tempo: agora, já, jamais, ainda, sempre, nunca, cedo, tarde etc.
Exemplos:
Ontem estivemos numa reunião de trabalho.
Sempre estamos juntos.

6. de modo: assim, mal, bem, devagar, depressa e grande parte dos vocábulos
terminados em -mente: alegremente, calmamente, afobadamente etc.
Exemplos:
Fui bem na prova.
Estava andando depressa por causa da chuva.

7. de negação: não, tampouco etc.


Exemplos:
Jamais reatarei meu namoro com ele.
Não saiu de casa naquela tarde.

6.2 Locuções adverbiais


Uma locução adverbial é um conjunto de uma ou mais palavras que
desempenham a função de um advérbio.
Geralmente, é formada por: preposição + substantivo/adjetivo/advérbio.
Português 1 Resumo.

6.2.1 preposição + substantivo.


Exemplo: na verdade

6.2.2 preposição + adjetivo.


Exemplo: de novo

6.2.3. preposição + advérbio:


Exemplo: por aqui

6.2.3.1 modo: às pressas, à vontade, à vista, em silêncio, de cor, ao acaso etc.


6.2.3.2 tempo: à noite, de manhã, à tarde, em breve, de vez em quando etc.
6.2.3.3 lugar: ao lado, de longe, por ali, à direita, de cima etc.
6.2.3.4 afirmação: com certeza, sem dúvida etc.
6.2.3.5 negação: de modo nenhum, de forma alguma etc.
6.2.3.6 quantidade/intensidade: de pouco, de todo etc.

6.3 Advérbios interrogativos


As palavras onde, como, quando, usadas em frases interrogativas (diretas ou
indiretas), são chamadas advérbios interrogativos.

6.3.1 Onde expressa circunstâncias de lugar.


Exemplo:
Onde você mora?
Quero saber onde você mora.

6.3.2 Como expressa circunstância de modo (de que maneira).


Exemplo:
Como se chega à casa de José?
Não sei como ele fez isso.

6.3.3Quando expressa circunstância de tempo.


Exemplo:
Quando você volta?

6.4 Grau do advérbio


Os advérbios são considerados palavras invariáveis, pois não sofrem flexão de
Português 1 Resumo.

gênero e de número. No entanto, alguns advérbios sofrem flexão de grau como


os adjetivos.

6.4.1 Grau comparativo


6.4.1.1 De igualdade — na formação do comparativo de igualdade, utilizamos o
tão antes do advérbio e o como ou quanto depois.
Exemplo: Os alunos chegaram tão cedo quanto os professores.

6.4.1.2 De superioridade — na formação do comparativo de superioridade,


utilizamos o mais antes do advérbio e o que ou do que depois.
Exemplo: Os alunos chegaram mais cedo do que os professores.

6.4.1.3 De inferioridade — na formação do comparativo de inferioridade,


utilizamos o menos antes do advérbio e o que ou do que depois.
Exemplo: Os alunos chegaram menos cedo do que os professores.

6.4.2 Grau superlativo


O grau superlativo dos advérbios pode ser analítico ou sintético.

6.4.2.1 Analítico — é formado com auxílio de um advérbio de intensidade:


Exemplo: Cheguei muito cedo à escola ontem.

6.4.2.2 Sintético — é formado pelo acréscimo do sufixo ao advérbio: Exemplo:


Cheguei cedíssimo à escola ontem.
Curiosidade: Os advérbios bem e mal admitem as formas de comparativo de
superioridade sintéticas, melhor e pior, respectivamente.

8. Preposição
A preposição é uma palavra invariável que liga dois termos da oração,
subordinando um ao outro. A preposição estabelece ainda, uma certa relação
de dependência entre elas.
Exemplo:
É uma questão fácil de resolver
Português 1 Resumo.

Moravam em Maceió
Gostava de chocolate
É uma novela imprópria para crianças

É possível percebermos que o termo introduzido por preposição pode estar se


referindo a um verboou a um nome. Observe os casos em que a preposição
pode estar ligando duas orações de um período, subordinando uma à outra.
Exemplo:
Fiz de tudo para te esquecer.
Foi advertido por estar se comportando mal.

7.1Classificação da preposição: (Composto por essenciais e acidentais)

7.1.2 Preposições essenciais


São palavras que funcionam basicamente como preposição.
Exemplo: a, ante, até, após, de, desde, em, entre, com, contra, para, por,
perante, sem, sobe e sob.

7.1.2 Preposições acidentais


São palavras de outras classes gramaticais que, perdendo sua significação
original, passam a exercer o papel de preposição.
Exemplo: como, conforme, segundo, durante, fora, exceto etc..

7.2 Locução prepositiva


Chamamos de locução prepositiva o conjunto de palavras com valor e emprego
de preposições.
Exemplo: atrás de, através de, embaixo de, a fim de, de acordo com, por causa
de, longe de, perto de, ao redor de, junto a, ao lado de, apesar de, por trás de,
acerca de, cerca de, em favor de, de conformidade com etc.
Exemplo:
Eram agradáveis para com os amigos
A proposta estava de acordo com o pedido
Português 1 Resumo.

7.3 Combinações e contrações


As proposições podem se unir a palavras de outras classes gramaticais por
combinação ou contração. Se, na junção de elementos, não há alteração
fonética, ocorre combinação. caso contrário, ocorre contração.

7.3.1. Combinação
A preposição não sofre mudança.

7.3.1.1 A + artigos definidos masculinos.


Exemplo:
Eles foram ao cinema.
As meninas voltaram aos seus quartos.

7.3.1.2 A + ONDE (advérbio interrogativo/pronome relativo).


Exemplo:
Aonde você foi?
Sempre quis conhecer a cidade aonde você foi nas férias passadas.

7.3.2. Contração
A preposição sofre alguma mudança.

7.3.2.1 DE + artigos.
Exemplo:
De + o(s) — do(s)
De + a(s) — da(s)
De + um — dum
De + uns — duns
De + uma — duma
De + umas — dumas

7.3.2.2 DE + pronomes pessoais.


Exemplo:
De + ele(s) — dele(s)
De + ela(s) — dela(s)

7.3.2.3 DE + pronomes demonstrativos.


Português 1 Resumo.

Exemplo:
De + este(s) — deste(s)
De + esta(s) — desta(s)
De + esse(s) — desse(s)
De + essa(s) — dessa(s)
De + aquele(s) — daquele(s)
De + aquela(s) — daquela(s)
De + isto — disto
De + isso — disso
De + aquilo — daquilo

7.3.2.4 DE + pronomes indefinidos.


Exemplo:
De + outro — doutro(s)
De + outra — doutra(s)

7.3.2.5 DE + advérbios.
Exemplo:
De + aqui — daqui
De + aí — daí
De + ali — dali

7.3.2.6 EM + artigos.
Exemplo:
Em + o(s) — no(s)
Em + a(s) — na(s)
Em + um — num
Em + uma — numa
Em + uns — nuns
Em + umas — numas

7.3.2.7 EM + pronomes demonstrativos.


Exemplo:
Em + este(s) — neste(s)
Em + esta(s) — nesta(s)
Em + esse(s) — nesse(s)
Em + aquele(s) — naquele(s)
Em + aquela(s) — naquela(s)
Em + isto — nisto
Português 1 Resumo.

Em + isso — nisso
Em + aquilo — naquilo

7.3.2.8 EM + pronomes indefinidos.


Exemplo:
Em + algum — nalgum
Em + alguns — nalguns

7.3.2.9 EM + pronomes pessoais.


Exemplo:
Em + ele(s) — nele(s)
Em + ela(s) — nela(s)

7.3.2.10 POR + artigos.


Exemplo:
Por + o(s) — pelo(s)
Por + a(s) — pela(s) Emprego das preposições
As preposições podem estabelecer variadas relações entre os termos que ligam.
Chegou de carro (meio)
Voltou de Pirapetinga (origem)
Saiu com os colegas (companhia)
Vivia sem dignidade (falta ou ausência)
Trabalhava para sobreviver (finalidade)
Morava em um local deserto (lugar)
Morreu de desgosto (causa)
Usava um vestido de algodão (matéria)
O carro de Margarida é antigo (posse)
Conversamos sobre cinema (assunto)

Na linguagem formal, não se deve fazer a contração da preposição de com o


artigo que encabeça o sujeito de um verbo.
Exemplo:
Está na hora de a criança ir brincar (E não: Está na hora da criança ir brincar)
No exemplo, a criança é o sujeito do verbo brincar, por isso não podemos
contrair a preposição de com o artigo a que encabeça o sujeito.
Português 1 Resumo.

Essa regra vale também para pronomes pessoais.


Exemplo:
Chegou a hora de ele sair . ( E não: Chegou a hora dele sair)
Sendo assim, ele é sujeito do verbo sair, por isso não se pode contrair a
preposição com o sujeito.
O sujeito é sempre o termo regente. O termo que antecede a preposição é
denominado regente; o termo introduzido por uma preposição é denominado
regido. O sujeito é sempre termo regente, o que significa que não pode vir
introduzido por preposição.

Morfossintaxe da preposição
A preposição não desempenha função sintática dentro da oração. Ela apenas
estabelece conexão entre termos de uma oração; por isso é
considerada conectivo ou palavra relacional. Apesar de não exercer função
sintática, o uso adequado das preposições é de fundamental importância para
a coesão textual.

9. Conjunção
É a palavra invariável que liga duas orações entre si, ou que, dentro da mesma
oração, liga dois termos entre si independentes. (Composto por: Conjunções
coordenativas e Conjunções subordinativas)

8.1. Conjunções coordenativas


Conjunções coordenativas são as que ligam duas orações ou dois termos
(dentro da mesma oração), sendo que ambos os elementos ligados
permanecem independentes entre si.
Exemplo:
As conjunções coordenativas subdividem-se em:

8.1.1. Aditivas
Ligam pensamentos similares ou equivalentes.
Principais conjunções: e, nem, (não só)... mas também, (não somente)... senão
ainda etc.:
Português 1 Resumo.

Exemplo: Radegondes não veio nem ligou.

8.1.2. Adversativas
Ligam pensamentos que contrastam entre si.
Principais conjunções: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, não obstante
etc.:
Exemplo:
Ela saiu, mas voltará logo.

8.1.3. Alternativas
Ligam pensamentos que se excluem ou se alternam.
Principais conjunções: ou, ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer etc.:
Exemplo:
Você lavará a louça, ou limpará o quarto.

8.1.4. Conclusivas
Ligam duas orações, sendo que a segunda encerra a conclusão ou dedução de
um raciocínio.
Principais conjunções: logo, portanto, por conseguinte, por consequência, pois
(após o verbo da oração) etc.:
Exemplo:
Ela estuda bastante, logo terá boas notas.

8.1.5. Explicativas
Que ligam duas orações, sendo que a segunda se apresenta justificando a
anterior.
Principais conjunções: pois, porque, que, porquanto etc.:
Exemplo:
Ela não irá à festa, porque haverá prova no mesmo dia.

8.2. Conjunções subordinativas


Conjunções subordinativas são as que ligam duas orações, sendo que a segunda
é sujeito, complemento ou adjunto da primeira. A primeira é oração principal
da segunda, e esta é subordinada à primeira. As conjunções subordinativas sub
dividem-se em integrantes e adverbiais.
(Composta por conjunções subordinativas integrantes e conjunções
subordinativas Adverbiais)
Português 1 Resumo.

8.2.1. Integrantes
São as que ligam duas orações, sendo que a segunda é sujeito ou complemento
da primeira.
Principais conjunções: que, se.
Exemplo:
É necessário que ela se case.
Eu não sei se o rapaz fará o trabalho.

8.2.2. Adverbiais
São as que ligam duas orações, sendo que a segunda é adjunto adverbial da
primeira, ou seja, a segunda expressa circunstância de finalidade, modo,
comparação, proporção, tempo, condição, concessão, causa ou consequência.
As conjunções subordinativas adverbiais subdividem-se em:
8.2.2.1. Causais
Ligam duas orações, sendo que a segunda contém a causa, e a primeira, o
efeito.
Principais conjunções: porque, visto que, porquanto, já que, como etc.:
Exemplo:
Ela saiu mais cedo, já que não havia mais trabalho a fazer.

8.2.2.2. Comparativas
Ligam duas orações, sendo que a segunda contém o segundo termo de uma
comparação.
Principais conjunções: como, (tal)... tal, (menos)... do que, (mais)... do que,
(tal)... qual etc.:
Exemplo: As meninas eram lindas como anjos.

8.2.2.3. Concessivas
Ligam duas orações, sendo que a segunda contém um fato que não impede a
realização da ideia expressa na oração principal, embora seja contrário àquela
ideia (uma exceção).
Principais conjunções: embora, ainda que, mesmo que, conquanto, posto que,
se bem que, por mais que, por menos que, suposto que etc.:
Exemplo: Ela está sorrindo, embora se sinta triste.

8.2.2.4. Condicionais
Ligam duas orações, sendo que a segunda expressa uma hipótese ou condição.
Principais conjunções: se, caso, salvo se, desde que, a menos que, sem que,
contanto que etc.:
Português 1 Resumo.

Exemplo: Ela ficará feliz, se você for visitá-la.

8.2.2.5. Conformativas
Ligam duas orações, sendo que a segunda expressa circunstância de
conformidade ou modo.
Principais conjunções: como, segundo, conforme etc.:
Exemplo: Tudo aconteceu segundo havia previsto a cartomante.

8.2.2.6. Consecutivas
Ligam duas orações, sendo que a segunda diz a consequência de uma
intensidade expressa na primeira.
Principais conjunções: (tão)... que, (tal)... que, (tamanho)... que, (tanto)... que
etc.:
Exemplo: Ela estudou tanto que foi a primeira colocada no concurso.

8.2.2.7. Finais
Ligam duas orações, sendo que a segunda expressa circunstância de finalidade.
Principais conjunções: para que, a fim de que, que, porque:
Exemplo: Ela estudou, a fim de passar no concurso.

8.2.2.8. Proporcionais
Ligam duas orações, sendo que a segunda expressa fato que decorre ao mesmo
tempo que outro, em relação de proporção.
Principais conjunções: à medida que, à proporção que, (quanto mais)... tanto
mais, (tanto menos)... quanto mais etc.
Exemplo:
À medida que os convidados chegavam, o baile ficava mais animado.

8.2.2.9. Temporais
Ligam duas orações, sendo que a segunda expressa circunstância de tempo.

Principais conjunções.
Exemplo: quando, enquanto, apenas, mal, logo que, depois que, antes
que, até que, que etc.:
Exemplo: Ela sorriu, quando me viu.

10 Interjeição
Português 1 Resumo.

É Palavra invariável que exprime emoções e sensações.


Exemplo:
Alegria: Ah! Oh!
Animação, encorajamento: Avante! Coragem! Eia! Força! Vamos! Sus!
Aplauso: Bem! Bis! Bravo! Viva!
Cansaço: Ah! Uf!
Chamamento (invocação): Alô! Ó! Olá! Psiu! Pst! Eh!
Descontentamento: Mau!
Desejo: Oh! Oxalá! Tomara!
Dor: Ai! Ui!
Encorajamento: Upa! Arriba!
Espanto, surpresa: Ah! Chi! Ih! Oh! Puxa!
Impaciência, irritação: Hum! Hem! Are! Irra!
Indignação: Are! Irra!
Medo: Ui!
Pedido de socorro: Socorro!
Saudação: Adeus! Oi! Olá!
Silêncio: Psiu! Silêncio!
Surpresa: Ah! Ih! Oh!
Suspensão: Alto! Basta!

9.1. Locuções interjetivas


Junção de duas ou mais palavras com valor de interjeição.
Exemplo:
Aflição, dor: Ai de mim! Pobre de mim! Valha-me Deus! Ai, Jesus! Credo!
Desejo: Deus queira! Se Deus quiser!
Impaciência, irritação: Ora bolas! Raios o partam!
Reconhecimento: Bem haja!
Suspensão: Alto aí! Alto lá!
Saudação: Adeus! Bom dia! Boa noite!
Apostila: Prefeitura de Tobias Barreto
1 Cargo: Agente de Serviços
Apostila: Prefeitura de Tobias Barreto
2 Cargo: Agente de Serviços

Departamento de Produção

Coordenação de Produção e diretoria: Fábio Figueirôa


Diretoria administrativa: Raquel Figueirôa
Design e Diagramação: Fabiano Soares Costa
Edição de videoaulas: José Roberto

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3 Cargo: Agente de Serviços

Sobre os Organizadores
Fabiano Oliveira - (Língua Portuguesa) Licenciado em Letras, especial-
ista em Língua Portuguesa e Produção de texto e Mestre em Linguísti-
ca. Professor de escolas públicas e de cursos preparatórios para concur-
sos públicos, com vasta experiência em videoaulas.

Gracindo Andrade - Mestre em Administração pela Universidade Federal


da Paraíba (2002), Graduado em Administração pela Universidade Tira-
dentes (1993), especialista em Administração de Empresas (1995) e em
Gerenciamento de Processo (2002). Atua como professor em cursinhos
preparatórios para concursos públicos há mais de 10 anos e com vasta
experiência na área.
Professor Danilo Vilanova - Analista de sistemas; Técnico em micro e
redes; Instrutor de informática para curso técnico e Especialista em con-
cursos públicos com vasta experiência em cursinhos preparatórios para
concursos públicos.

Professor André Brito - Redação Oficial. Licenciado em Letras, Jornalis-


ta, Escritor, Pós-graduado em Comunicação, Marketing e Assessoria de
Imprensa.

Professor Cléber Marques - Professor de Técnicas de Arquivologia.


Graduado em Pedagogia e Filosofia. Pós-graduado em Arquivologia e
Educação a Distância.
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4 Cargo: Agente de Serviços

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5 Cargo: Agente de Serviços

SUMÁRIO
1 - PORTUGUÊS...............................................................................................6
1.1 - Compreensão de textos e Tipologia textual...............................................................................6
1.2 - Ortografia..................................................................................................................................11
1.3 - Pontuação.................................................................................................................................13
1.4 - Emprego de ascentuação gráfica..............................................................................................16
1.5 - Divisão Silábica..........................................................................................................................19
1.6 - Encontros Consanantais............................................................................................................21
1.7 - Encontros Vocálicos..................................................................................................................22
1.8 - Sinonímia e Antonímia..............................................................................................................24
1.9 - Homônimos e Parônimos .........................................................................................................25
1.10 - Flexões do substantivo............................................................................................................26
1.11 - Aumentativo e Diminutivo......................................................................................................27
1.12 - Regência Verbal e Nominal.....................................................................................................29
1.13 - Análise Sintática......................................................................................................................36
1.14 - Classes de palavras..................................................................................................................42
1.15 - Interpretação de Texto............................................................................................................44

2 - CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS.........................................................46
2.1 - Relações interpessoais..............................................................................................................46
2.2 - Normas de apresentação e atendimento..................................................................................47
2.3 - Noções de postura e ética profissional.....................................................................................51
2.4 - a imagem da instituição e a imagem profissional.....................................................................52
2.5 - Qualidade no atendimento ao público.....................................................................................53
2.6 - Forma de atendimento ao público............................................................................................57
2.7 - Planejamento, direção, organização, execução e controle.......................................................58
2.8 - Teorias e Abordagens da Administração...................................................................................60
2.9 - Cultura e Desenvolvimento Organizacional..............................................................................63
2.10 - Planejamento estratégico.......................................................................................................65
2.11 - Administração pública.............................................................................................................70
2.12 - Liderança, Motivação, Comunicação e Tomada de Decisões na Administração.....................79
2.13 - Eficiência, eficácia e efetividade.............................................................................................85
2.14 - Correspondência e redação oficial: conceitos, princípios, modelos e normas gerais.............87
2.15 - Princípios de Arquivologia......................................................................................................91
2.16 - Licitações e Contratos: conceitos, princípios, características, fases, lei 8.666 de 21/06/93 e
modificações....................................................................................................................................92
2.17 - Conceitos Gerais de Informática e Microinformática: hardware, noções de Sistemas Operacio-
nais (Windows e Linux)...................................................................................................................111
2.18 - Navegadores da Internet e Correio Eletrônico.....................................................................114
Apostila: Prefeitura de Tobias Barreto
6 Cargo: Agente de Serviços

1 - PORTUGUÊS
1.1 - Compreensão de textos • identificar: Reconhecer elementos fundamen-
e Tipologia textual tais apresentados no texto.

Compreensão e interpretação de textos é um • comparar: Descobrir as relações de semel-


tema que nos acompanha na vida escolar, nos hanças ou de diferenças entre situações apre-
vestibulares, no Enem e em todos os concursos sentadas no texto.
públicos. Comumente encontrarmos pessoas que
se queixam de que não sabem compreender e in- • comentar: Relacionar o conteúdo apresentado
terpretar textos. Muitas pessoas se acham inca- com uma realidade, opinando a respeito.
pazes de resolver questões sobre compreensão e
interpretação de textos. • resumir: Concentrar as ideias centrais em um
só parágrafo.
Nos concursos públicos, este tema está presente
nas mais variadas formas. Nas provas, há sem- • parafrasear: Reescrever o texto com outras pa-
pre vários textos, alguns bem grandes, sobre os lavras.
quais há muitas perguntas com o objetivo de te-
star a habilidade do concurseiro em leitura, com- • continuar: Dar continuidade ao texto apre-
preensão e interpretação de textos. É preciso ler sentado, mantendo a mesma linha temática.
com muita atenção, reler, e na hora de examinar
cada alternativa, voltar aos trechos citados para Por isso, considera-se que são condições básicas
responder com muita confiança. para o candidatofazer uma correta interpretação
de textos: o conhecimento histórico (aí incluída a
Entender as técnicas de compreensão e inter- prática da leitura), o conhecimento gramatical e
pretação de textos, além de ser importante para semântico (significado das palavras, aí incluídos
responder as questões específicas, é fundamen- homônimos, parônimos, sinônimos, denotação,
tal para que você compreenda o enunciado das conotação), e a capacidade de observação, de
questões de atualidades, de matemática, de di- síntese e de raciocínio”¹. Nos próximos posts va-
reito e de raciocínio lógico, por exemplo. Muitos mos ver alguns conceitos como a diferença entre
candidatos, embora tenham bastante conheci- compreensão e interpretação de textos, língua
mentos das matérias que caem nas provas, erram e fala, denotação e conotação, funções da lin-
nas questões, simplesmente porque não enten- guagem, intertextualidade e figuras de lingua-
dem o que a banca examinadora está pedindo. Já gens.
pensou, nadar, nadar, nadar... e morrer na praia?
Então não deixe de estudar e preste atenção nas Outras dicas:
dicas que vamos dar neste blog.”As questões de
compreensão e interpretação de textos vêm gan- Dicas para analisar, compreender e interpretar
hando espaço nos concursos públicos. Também é textos
a partir de textos que as questões normalmente
cobram a aplicação das regras gramaticais nos É comum encontrarmos alunos se queixando de
grandes concursos de hoje em dia. Por isso é que não sabem interpretar textos. Muitos têm
cada vez mais importante observar os comandos aversão a exercícios nessa categoria. Acham
das questões. Normalmente o candidato é con- monótono, sem graça, e outras vezes dizem: cada
vidado a: um tem o seu próprio entendimento do texto ou
cada um interpreta a sua maneira. No texto lit-

1 - PORTUGUÊS
Apostila: Prefeitura de Tobias Barreto
7 Cargo: Agente de Serviços

erário, essa idéia tem algum fundamento, ten- bretudo, a compreensão de textos. No Brasil, as
do em vista a linguagem conotativa, os símbo- provas foram aplicadas em 4,8 mil alunos, da 7ª
los criados, mas em texto não-literário isso é série ao 2º ano do Ensino Médio.
um equívoco. Diante desse problema, seguem
algumas dicas para você analisar, compreender 6º - Leia algumas vezes o texto, pois a primeira
e interpretar com mais proficiência. impressão pode ser falsa. É preciso paciência
para ler outras vezes. Antes de responder as
1º - Crie o hábito da leitura e o gosto por ela. questões, retorne ao texto para sanar as dúvi-
Quando nós passamos a gostar de algo, com- das.
preendemos melhor seu funcionamento.
Nesse caso, as palavras tornam-se familiares a 7º - Atenção ao que se pede. Às vezes a inter-
nós mesmos. Não se deixe levar pela falsa im- pretação está voltada a uma linha do texto e
pressão de que ler não faz diferença. Também por isso você deve voltar ao parágrafo para lo-
não se intimide caso alguém diga que você lê calizar o que se afirma. Outras vezes, a questão
porcaria. Leia tudo que tenha vontade, pois está voltada à idéia geral do texto.
com o tempo você se tornará mais seleto e
perceberá que algumas leituras foram superfi- 8º - Fique atento a leituras de texto de todas as
ciais e, às vezes, até ridículas. Porém elas foram áreas do conhecimento, porque algumas per-
o ponto de partida e o estímulo para se chegar guntas extrapolam ao que está escrito. Veja um
a uma leitura mais refinada. Existe tempo para exemplo disso:
cada tempo de nossas vidas. Não fique chatea-
do com comentários desagradáveis. Texto:

2º - Seja curioso, investigue as palavras que cir- Pode dizer-se que a presença do negro rep-
culam em seu meio. resentou sempre fator obrigatório no desen-
volvimento dos latifúndios coloniais. Os anti-
3º - Aumente seu vocabulário e sua cultura. gos moradores da terra foram, eventualmente,
Além da leitura, um bom exercício para ampliar prestimosos colaboradores da indústria extrati-
o léxico é fazer palavras cruzadas. va, na caça, na pesca, em determinados ofícios
mecânicos e na criação do gado. Dificilmente
4º - Faça exercícios de sinônimos e antônimos. se acomodavam, porém, ao trabalho acurado
e metódico que exige a exploração dos canavi-
5º - Leia verdadeiramente. Somos um País de ais. Sua tendência espontânea era para as ativ-
poucas leituras. Veja o que diz a reportagem, idades menos sedentárias e que pudessem
a seguir, sobre os estudantes brasileiros. Da- exercer-se sem regularidade forçada e sem vig-
dos do Programa Internacional de Avaliação de ilância e fiscalização de estranhos.
Alunos (Pisa) revelam que, entre os 32 países
submetidos ao exame para medir a capacidade (Sérgio Buarque de Holanda, in Raízes)
de leitura dos alunos, o Brasil é o pior da tur-
ma.A julgar pelos resultados do Pisa, divulga- - Infere-se do texto que os antigos moradores
dos no dia 5 de dezembro, em Brasília, os es- da terra eram:
tudantes brasileiros pouco entendem do que
lêem. O Brasil ficou em último lugar, numa a) os portugueses.
pesquisa que envolveu 32 países e avaliou, so- b) os negros.

1 - PORTUGUÊS
Apostila: Prefeitura de Tobias Barreto
8 Cargo: Agente de Serviços

c) os índios. Frase para análise.


d) tanto os índios quanto aos negros.
e) a miscigenação de portugueses e índios. • Desafiar as regras é uma atitude própria
(Aquino, Renato. Interpretação de textos, 2ª do adolescente das escolas privadas. E esse é o
edição. Rio de Janeiro : Impetus, 2003.) grande desafio do professor moderno.

Resposta: Letra C. Apesar do autor não ter citado 1 – Não é mencionado que a escola seja da rede
o nome dos índios, é possível concluir pelas car- privada.
acterísticas apresentadas no texto. Essa resposta
exige conhecimento que extrapola o texto. 2 – O desafio não é apenas do professor atual,
mas sempre fez parte do desafio do magistério.
9º - Tome cuidado com as vírgulas. Veja por ex- Outra questão é que o grande desafio não é só
emplo a diferença de sentido nas frases a seguir. administrar os desafios às regras, isso é parte do
desafio, há também os hormônios em ebulição
a) Só, o Diego da M110 fez o trabalho de artes. que fazem parte do desafio do magistério.
b) Só o Diego da M110 fez o trabalho de artes.
c) Os alunos dedicados passaram no vestibular. 11º - Atenção ao uso da paráfrase (reescritura do
d) Os alunos, dedicados, passaram no vestibular. texto sem prejuízo do sentido original).
e) Marcão, canta Garçom, de Reginaldo Rossi.
f) Marcão canta Garçom, de Reginaldo Rossi. Veja o exemplo:

Explicações: Frase original: Estava eu hoje cedo, parado em


um sinal de trânsito, quando olho na esquina,
A. Diego fez sozinho o trabalho de artes. próximo a uma porta, uma loirona a me olhar e
B. Apenas o Diego fez o trabalho de artes. eu olhava também.(Concurso TRE/ SC – 2005)
C. Havia, nesse caso, alunos dedicados e A frase parafraseada é:
não-dedicados e, passaram no vestibular, so-
mente, os que se dedicaram, restringindo o A. Parado em um sinal de trânsito hoje cedo,
grupo de alunos. numa esquina, próximo a uma porta, eu olhei
D. Nesse outro caso, todos os alunos eram ded- para uma loira e ela também me olhou.
icados. B. Hoje cedo, eu estava parado em um sinal de
E. Marcão é chamado para cantar. trânsito, quando ao olhar para uma esqui-
F. Marcão pratica a ação de cantar. na, meus olhos deram com os olhos de uma
loirona.
10º - Leia o trecho e analise a afirmação que foi C. Hoje cedo, estava eu parado em um sinal de
feita sobre ele. trânsito quando vi, numa esquina, próxima a
uma porta, uma louraça a me olhar.
“Sempre fez parte do desafio do magistério ad- D. Estava eu hoje cedo parado em um sinal de
ministrar adolescente com hormônios em ebu- trânsito, quando olho na esquina, próximo
lição e com o desejo natural da idade de desafiar a uma porta, vejo uma loiraça a me olhar
as regras. A diferença é que, hoje, em muitos ca- também.
sos, a relação comercial entre a escola e os pais
se sobrepõe à autoridade do professor.” (VEJA, p. Resposta: Letra C.
63, 11 maio 2005.)

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A paráfrase pode ser construída de várias for- • conhecer dados biográficos do autor;
mas, veja algumas delas. • relacionar o título ao texto;
• levantar o problema abordado;
A. substituição de locuções por palavras; • apreender a idéia central e as secundárias
B. uso de sinônimos; do texto;
C. mudança de discurso direto por indireto e • buscar a intenção do texto;
vice-versa; • verificar a coesão e coerência textual;
D. converter a voz ativa para a passiva; • reconhecer se há intertextualidade.
E. emprego de antonomásias ou perífrases
(Rui Barbosa = A águia de Haia; o povo lusi- 2. Qual o objetivo da análise?
tano = portugueses).
• levantar elementos para a compreensão e,
12º - Observe a mudança de posição de pala- posteriormente, fazer julgamento crítico.
vras ou de expressões nas frases.
3. Para compreender bem é necessário que o
Exemplos: leitor:

a) Certos alunos no Brasil não convivem com a • conheça os recursos lingüísticos.Por exem-
falta de professores. plo, a regência verbal não compreendida
b) Alunos certos no Brasil não convivem com a pelo leitor pode levá-lo ao erro. Veja: Assisti
falta de professores. o doente diferente de assisti ao doente. No
c) Os alunos determinados pediram ajuda aos primeiro caso, a pessoa ajuda ao doente; no
professores. segundo, ela vê o doente.
d) Determinados alunos pediram ajuda aos pro- • perceba as referências geográficas, mi-
fessores. tológicas, lendárias, econômicas, religiosas,
políticas e históricas para que faça as pos-
Explicações: síveis associações.
• esclareça as suas dúvidas de léxico.
a) Certos alunos = qualquer aluno • esteja familiarizado com as circunstâncias
b) Alunos certos = aluno correto históricas em que o texto foi escrito. Por
c) Alunos determinados = alunos decididos exemplo, para entender que, no poema
d) Determinados alunos = qualquer aluno Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, o ad-
vérbio aqui e lá é, respectivamente, Por-
Veja as diferenças entre analisar, compreender tugal e Brasil, você tem que saber onde o
e interpretar poeta escreveu seu poema naquela época.
• observe se há no texto intertextualidade
1. O que se pretende com a análise textual? por meio da paráfrase, paródia ou citação.

• identificar o gênero; a tipologia; as figuras 4. Afinal o que é interpretar?


de linguagem;
• verificar o significado das palavras; • Interpretar é concluir, deduzir a partir dos
• contextualizar a obra no espaço e tempo; dados coletados.
• esclarecer fatos históricos pertinentes ao
texto;

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5. Existe interpretação crítica? ma ou método de classificação; determinar a


classe, ordem, família, gênero e espécie; pôr
• Sim, a interpretação crítica consiste em con- em determinada ordem, arrumar (coleções,
cluir os dados e, em seguida, julgar, opinar a documentos etc.).
respeito das conclusões. Identificar: distinguir os traços característi-
cos de; reconhecer; permitir a identificação,
PROFESSOR ADORA COMPLICAR NA PROVA! tornar conhecido.
Referir-se: fazer menção, reportar-se, aludir-
Será mesmo que o professor adora complicar na se.
prova? Não, mas ele deseja que você amplie o Determinar: precisar, indicar (algo) a par-
vocabulário e compreenda os enunciados. E isso tir de uma análise, de uma medida, de uma
vem com a prática, a leitura e o estudo. Podemos avaliação; definir.
começar pela leitura de alguns verbos, que são Citar: transcrever, referir ou mencionar como
utilizados nos enunciados de muitas provas. autoridade ou exemplo ou em apoio do que
se afirma.
Indicar: fazer com que, por meio de gestos,
Afirmar: certificar, comprovar, declarar. sinais, símbolos, algo ou alguém seja visto;
Explicar: expor, justificar, expressar, significar. assinalar, designar, mostrar.
Caracterizar: distinguir, destacar o caráter, as Deduzir: concluir (algo) pelo raciocínio; in-
particularidades. ferir.
Consistir: ser, equivaler, traduzir-se por (determi- Inferir-se: concluir, deduzir.
nada coisa), ser feito, formado ou composto de. Equivaler: ser idêntico no peso, na força, no
Associar: estabelecer uma correspondência en- valor etc.
tre duas coisas, unir-se, Propor: submeter (algo) à apreciação (de
agregar. alguém); oferecer como opção; apresentar,
Comparar: relacionar (coisas animadas ou in- sugerir.
animadas, concretas ou abstratas, da mesma Depreender: alcançar clareza intelectual a re-
natureza ou que apresentem similitudes) para speito de; entender, perceber, compreender;
procurar as relações de semelhança ou de dispar- tirar por conclusão, chegar à conclusão de;
idade que entre elas existam; aproximar dois ou inferir, deduzir.
mais itens de espécie ou de natureza diferente, Aludir: fazer rápida menção a; referir-se.
mostrando entre eles um ponto de analogia ou (Fonte: dicionário Houaiss)
semelhança.
Justificar: provar, demonstrar, argumentar, ex-
plicar. PARA DAR AQUELE REFORÇO!
Relacionar: fazer comparação, conexão, ligação, (click na imagem)
adquirir relações.
Definir: revelar, estabelecer limites, indicar a sig-
nificação precisa de, retratar, conceituar, explicar
o significado.
Diferenciar: fazer ou estabelecer distinção
entre, reconhecer as diferenças.
Classificar: distribuir em classes e nos re-
spectivos grupos, de acordo com um siste-

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1.2 – Ortografia hão


Exceção: mecha
Emprego das letras K, W e Y
4) Em vocábulos de origem indígena ou afri-
Utilizam-se nos seguintes casos: cana e nas palavras inglesas aportuguesadas.
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife,
a) Em antropônimos originários de outras lín- xampu
guas e seus derivados.
5) Nas seguintes palavras:
bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa,
Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinis- lixa, lixo, puxar, rixa, oxalá, praxe, roxo, vex-
mo; Taylor, taylorista. ame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale, xingar,
etc.
b) Em topônimos originários de outras línguas e Emprega-se o dígrafo Ch:
seus derivados.
1) Nos seguintes vocábulos:
Exemplos: Kuwait, kuwaitiano. bochecha, bucha, cachimbo, chalé, charque,
chimarrão, chuchu, chute, cochilo, debochar,
c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras fachada, fantoche, ficha, flecha, mochila, pe-
adotadas como unidades de medida de curso chincha, salsicha, tchau, etc.
internacional.
Para representar o fonema /j/ na forma escri-
Exemplos: K (Potássio), W (West), kg (quilogra- ta, a grafia considerada correta é aquela que
ma), km (quilômetro), Watt. ocorre de acordo com a origem da palavra.

EMPREGO DO X E DO Ch Veja os exemplos:

Emprega-se o X: gesso: Origina-se do grego gypsos


jipe: Origina-se do inglês jeep.
1) Após um ditongo.
Exemplos: caixa, frouxo, peixe Emprega-se o G:
Exceção: recauchutar e seus derivados
1) Nos substantivos terminados em -agem,
2) Após a sílaba inicial “en”. -igem, -ugem
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca Exemplos: barragem, miragem, viagem,
Exceção: palavras iniciadas por “ch” que re- origem, ferrugem
cebem o prefixo “en-”
Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar Exceção: pajem
(de chiqueiro), encher e seus derivados (en-
chente, enchimento, preencher...) 2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio,
-ígio, -ógio, -úgio
3) Após a sílaba inicial “me-”. Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, reló-
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexil- gio, refúgio

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3) Nas palavras derivadas de outras que se gra- 2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacional-
fam com g idade, título ou origem
Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de Exemplos: burguês- burguesa, inglês- in-
massagem), vertiginoso (de vertigem) glesa, chinês- chinesa, milanês- milanesa

4) Nos seguintes vocábulos: 3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense,


Exemplos: algema, auge, bege, estrangeiro, ge- -oso e -osa
ada, gengiva, gibi, gilete, hegemonia, herege, Exemplos: catarinense, gostoso- gostosa, amo-
megera, monge, rabugento, vagem. roso- amorosa, palmeirense, gasoso- gasosa, tei-
Emprega-se o J: moso- teimosa

1) Nas formas dos verbos terminados em -jar ou 4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa
-jear Exemplos: catequese, diocese, poetisa, profeti-
Exemplos: sa, sacerdotisa, glicose, metamorfose, virose
arranjar: arranjo, arranje, arranjem
despejar: despejo, despeje, despejem 5) Após ditongos
gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando
enferrujar: enferruje, enferrujem Exemplos: coisa, pouso, lousa, náusea
viajar: viajo, viaje, viajem
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem
2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe como em seus derivados
ou exótica
Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, man- Exemplos:
jericão, Moji pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pu-
sesse, puséssemos, quis, quisemos,
3) Nas palavras derivadas de outras que já apre- quiseram, quiser, quisera, quiséssemos, repus,
sentam j repusera, repusesse, repuséssemos
Exemplos: laranja- laranjeira, loja- lojista, lisonja
- lisonjeador, nojonojeira, cereja- cerejeira, vare- 7) Nos seguintes nomes próprios personativos:
jo- varejista, rijo- enrijecer, jeito- ajeitar Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, Res-
ende, Sousa, Teresa, Teresinha, Tomás
4) Nos seguintes vocábulos:
berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, 8) Nos seguintes vocábulos:
jejum, laje, traje, pegajento abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, corte-
sia, decisão, despesa, empresa, freguesia, fusível,
Emprego das Letras S e Z maisena, mesada, paisagem, paraíso, pêsames,
presépio, presídio, querosene, raposa, surpresa,
Emprega-se o S: tesoura, usura, vaso, vigésimo, visita, etc.

1) Nas palavras derivadas de outras que já apre-


sentam s no radical
Exemplos: análise- analisar, catálise- catal-
isador, casa- casinha, casebre, liso- alisar

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1.3 - Pontuação Exemplos:


Com muito amor,
Os sinais de pontuação são recursos gráficos Respeitosamente,
próprios da linguagem escrita. Embora não - Para separar termos de uma mesma função
consigam reproduzir toda a riqueza melódica sintática.
da linguagem oral, eles estruturam os textos
e procuram estabelecer as pausas e as enton- Por Exemplo:
ações da fala. Basicamente, têm como finali- A casa tem três quartos, dois banheiros, três
dade: salas e um quintal.

1) Assinalar as pausas e as inflexões de voz (en- Obs.: a conjunção “e” substitui a vírgula entre o
toação) na leitura; último e o penúltimo termo.
2) Separar palavras, expressões e orações que - Para destacar elementos intercalados, como:
devem ser destacadas;
Obs.: a conjunção “e” substitui a vírgula entre o
3) Esclarecer o sentido da frase, afastando último e o penúltimo termo.
qualquer ambiguidade. - Para destacar elementos intercalados, como:

Veja a seguir os sinais de pontuação mais co- a) uma conjunção


muns, responsáveis por dar à escrita maior Por Exemplo:
clareza e simplicidade. Estudamos bastante, logo, merecemos férias!

Vírgula ( , ) b) um adjunto adverbial


Por Exemplo:
A vírgula indica uma pausa pequena, deixando Estas crianças, com certeza, serão aprovadas.
a voz em suspenso à espera da continuação do
período. Geralmente é usada: Obs.: a rigor, não é necessário separar por vír-
gula o advérbio e a locução adverbial, princi-
- Nas datas, para separar o nome da localidade. palmente quando de pequeno corpo, a não ser
que a ênfase o exija.
Por Exemplo:
São Paulo, 25 de agosto de 2005. c) um vocativo
- Após os advérbios “sim” ou “não”, usados Por Exemplo:
como resposta, no início da frase. Apressemo-nos, Lucas, pois não quero chegar
atrasado.
Por Exemplo:
– Você gostou do vestido? d) um aposto
– Sim, eu adorei! Por Exemplo:
– Pretende usá-lo hoje? Juliana, a aluna destaque, passou no vestibular.
– Não, no final de semana.
- Após a saudação em correspondência (social e) Uma expressão explicativa (isto é, a saber,
e comercial). por exemplo, ou melhor, ou antes, etc.)

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14 Cargo: Agente de Serviços

Por Exemplo: menos uma delas já possui elementos separados


O amor, isto é, o mais forte e sublime dos sen- por vírgula.
timentos humanos, tem seu princípio em Deus.
- Para separar termos deslocados de sua posição Por Exemplo:
normal na frase. O resultado final foi o seguinte: dez professores
votaram a favor do acordo;
Por Exemplo: nove, contra.
O documento de identidade, você trouxe? - Para separar itens de uma enumeração.
- Para separar elementos paralelos de um provér-
bio. Por Exemplo:
No parque de diversões, as crianças encontram:
Por Exemplo: brinquedos;
Tal pai, tal filho. balões;
- Para destacar os pleonasmos antecipados ao pipoca.
verbo. - Para alongar a pausa de conjunções adversati-
vas (mas, porém, contudo, todavia, entretanto,
Por Exemplo: etc.) , substituindo, assim, a vírgula.
As flores, eu as recebi hoje.
- Para indicar a elipse de um termo. Por Exemplo:
Gostaria de vê-lo hoje; todavia, só o verei aman-
Por Exemplo: hã.
Daniel ficou alegre; eu, triste. - Para separar orações coordenadas adversativas
- Para isolar elementos repetidos. quando a conjunção aparecer no meio da oração.

Exemplos: Por Exemplo:


A casa, a casa está destruída. Esperava encontrar todos os produtos no super-
Estão todos cansados, cansados de dar dó! mercado; obtive, porém, apenas alguns.

Ponto e vírgula ( ; ) Dois-pontos ( : )

O ponto e vírgula indica uma pausa maior que a O uso de dois-pontos marca uma sensível sus-
vírgula e menor que o ponto. pensão da voz numa frase não concluída. Empre-
ga-se, geralmente:
Quanto à melodia da frase, indica um tom ligeira- - Para anunciar a fala de personagens nas históri-
mente descendente, mas capaz de assinalar que as de ficção.
o período não terminou. Emprega-se nos seguin-
tes casos: Por Exemplo:
- Para separar orações coordenadas não unidas “Ouvindo passos no corredor, abaixei a voz :
por conjunção, que guardem relação entre si. – Podemos avisar sua tia, não?” (Graciliano
Ramos)
Por Exemplo: - Para anunciar uma citação.
O rio está poluído; os peixes estão mortos. Por Exemplo:
- Para separar orações coordenadas, quando pelo Bem diz o ditado: Água mole em pedra dura, tan-

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15 Cargo: Agente de Serviços

to bate até que fura. Convidamos todos para a reunião deste mês,
Lembrando um poema de Vinícius de Moraes: que será realizada dia 30 de julho, no auditório
“Tristeza não tem fim, Felicidade sim.” da empresa.
- Para anunciar uma enumeração. Atenciosamente,
A Direção
Por Exemplo:
Os convidados da festa que já chegaram são: Ponto Final ( . )
Júlia, Renata, Paulo e Marcos.
- Antes de orações apositivas. O ponto final representa a pausa máxima da
voz. A melodia da frase indica que o tom é de-
Por Exemplo: scendente. Emprega-se, principalmente:
Só aceito com uma condição: irás ao cinema
comigo. - Para fechar o período de frases declarativas e
- Para indicar um esclarecimento, resultado ou imperativas.
resumo do que se disse.
Exemplos:
Exemplos: Contei ao meu namorado o que eu estava
Marcelo era assim mesmo: não tolerava ofen- sentindo.
sas. Façam o favor de prestar atenção naquilo que
Resultado: corri muito, mas não alcancei o irei falar.
ladrão. - Nas abreviaturas.
Em resumo: montei um negócio e hoje estou
rico. Exemplos:
Sr. (Senhor)
Obs.: os dois-pontos costumam ser usados na Cia. (Companhia)
introdução de exemplos, notas ou observações.
Veja: Ponto de Interrogação ( ? )

Parônimos são vocábulos diferentes na signifi- O ponto de interrogação é usado ao final de


cação e parecidos na forma. qualquer interrogação direta, ainda que a per-
gunta não exija resposta. A entoação ocorre de
Exemplos: forma ascendente.
ratificar/retificar, censo/senso, etc.
Nota: a preposição “per”, considerada arcaica, Exemplos:
somente é usada na frase “de per si “ (= cada Onde você comprou este computador?
um por sua vez, isoladamente). Quais seriam as causas de tantas discussões?
Observação: na linguagem coloquial pode-se Por que não me avisaram?
aplicar o grau diminutivo a alguns advérbios:
cedinho, melhorzinho, etc. Obs.: não se usa ponto interrogativo nas per-
- Na invocação das correspondências. guntas indiretas.
Por Exemplo:
Por Exemplo: Perguntei quem era aquela criança.
Prezados Senhores:

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16 Cargo: Agente de Serviços

Ela era uma criança muito sábia.Margarida não


sabia nada sobre a prova.
1) O ponto de interrogação pode apare-
cer ao final de uma pergunta intercalada, O sabiá tem o canto mais lindo.
entre parênteses.
Por Exemplo:
As sílabas que formam cada uma das palavras
Trabalhar em equipe (quem o contesta?)
é a melhor forma para atingir os resulta- destacadas são pronunciadas com maior ou
dos esperados. menor intensidade.

2) O ponto de interrogação pode realizar sá bi a


combinação com o ponto admirativo.
Por Exemplo: sa bi a
Eu?! Que ideia!
sa bi á

Ponto de Exclamação ( ! ) A sílaba em destaque em cada um dos exem-


plos é pronunciada com maior força em relação
O ponto de exclamação é utilizado após as inter- às outras. É nela que recai o acento tônico, sen-
jeições, frases exclamativas e imperativas. Pode do, portanto, chamada sílaba tônica. As sílabas
exprimir surpresa, espanto, susto, indignação, restantes recebem o nome de sílabas átonas.
piedade, ordem, súplica, etc. Possui entoação
descendente. Acentos gráficos

Exemplos: A sílaba tônica pode ser indicada, na escrita, por


Como as mulheres são lindas! um sinal sobre a vogal: sábia. Esse sinal, inclina-
Pare, por favor! do para a direita (´), indica que a tônica tem som
Ah! Que pena que ele não veio... aberto e recebe o nome de acento agudo. Se a
sílaba tônica é fechada, temos o acento circun-
Obs.: o ponto de exclamação substitui o uso da flexo (^): avô. O acento grave, inclinado para a
vírgula de um vocativo enfático. esquerda (`), possui outra função, que é assinalar
uma fusão, a crase.
Por Exemplo:
Ana! venha até aqui! Monossílabos tônicos e átonos

As palavras de apenas uma sílaba também po-


1.4 - Emprego de ascentuação gráfica dem ser pronunciadas com maior ou menor in-
tensidade de voz:
O acento gráfico é apenas um sinal de escrita e
não deve ser confundido com o acento tônico. Estou com um nó na garganta desde ontem.

O acento tônico tem maior intensidade de voz Recebi um telefone pedindo para eu aguardar no
apresentada por uma sílaba quando pronuncia- parque.
mos determinadas palavras:

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17 Cargo: Agente de Serviços

As palavras destacadas apresentam apenas em-xa-guei; i-guais; a-guou


uma sílaba: são monossílabos. Comparando nó
e no é possível perceber que nó é mais forte do Os hiatos e os ditongos são importantes para o
que no. A primeira é um monossílabo tônico, já estudo da acentuação gráfica.
segunda é um monossílabo átono.
Regras de acentuação:
Para identificar se um monossílabo é tônico ou
átono, é preciso pronunciá-lo numa frase. Mes- Monossílabos tônicosAcentuam-se grafica-
mo sem o acento, se a pronuncia for mais forte, mente os terminados por:
é tônico, se for mais fraca, átono.
-a(s) → chá(s), má(s)
Classificação das palavras quanto à posição do -e(s) → pé(s), vê(s)
acento tônico -o(s) → só(s), pôs

Em relação ao acento tônico, é possível ob- Logo, não se acentuam monossílabos tônicos
servar que o mesmo pode recair na última, na como:
penúltima ou na antepenúltima sílaba.
tu, nus, quis, noz, vez, par…
ca-quíes-té-ril
Vale lembrar que:
ló-gi-ca
Os monossílabos tônicos formados por diton-
Estando o acento tônico na última sílaba, a pa- gos abertos -éis, -éu, -ói recebem o acento:
lavra é chamada de oxítona; se o acento incide
na penúltima sílaba, a palavra é paroxítona, Exemplos: réis, véu, dói.
se recai na antepenúltima sílaba, a palavra é
proparoxítona. No caso dos verbos monossilábicos terminados
em “-ê”, em que a terceira pessoa do plural ter-
Hiatos, ditongos e tritongos mina em “-eem”, forma verbal que antes era
acentuada, agora, por conta do novo acordo
A sequência de fonemas vocálicos numa pa- ortográfico não leva acento.
lavra dá-se o nome de encontro vocálico. Este
pode ser hiato, ditongo ou tritongo. Assim: Ele vê – Eles veem

• Hiato = é a sequência de vogal com vogal Ele crê – Eles creem


em sílabas separadas: po-e-ta; sa-ú-de; ca- Ele lê – Eles leem
í-da.
• Ditongo = é a sequência de vogal com sem- No entanto, isso não ocorre com os verbos
ivogal (decrescente) ou semivogal com vo- monossilábicos terminados em “-em”, uma vez
gal (crescente) na mesma sílaba: vai-da-de; que a terceira pessoa termina em “-êm”, per-
can-tei, ár-duo. manecendo acentuada.
• Tritongo = é a sequência de semivogal com
vogal e outra semivogal na mesma sílaba:

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18 Cargo: Agente de Serviços

Logo:Ele tem – Eles têm Abaixo, um exemplário de terminações de parox-


Ela vem – Elas vêm ítonos que devem receber acento gráfico:

OxítonasLevam acento todas as oxítonas termi- l: afável, incrível, útil…


nadas em “a(s)”, “e(s)”, “o(s)” e “em(ens)”, segui- -r: caráter, éter, mártir…
das ou não de “s”. -n: hífen, próton…
Observação: quando grafadas no plural, não re-
cajá – até – jiló – armazém – parabéns cebem acento: polens, hifens…
-x: látex, tórax…
Sendo assim, não se acentuam oxítonos como: -os: fórceps, bíceps…
saci(s), tatu(s), talvez, tambor e etc. -ã(s): ímã, órfãs…
-ão(s): sótão(s), bênção(s)…
Paroxítonas -um(s): fórum, álbum…
-on(s): elétron, próton…
São acentuados graficamente todos os parox- -i(s): táxi, júri…
ítonos, exceto os terminados por –a(s), -e(s), -u(s): Vênus, ônus…
-o(s) (desde que não formem ditongos), -am, -em -ei(s): pônei, jóquei…
e ens: -ditongo oral (crescente ou decrescente), segui-
do ou não de “s”: história, série, água, mágoa…
útil, caráter, pólen, tórax, bíceps, imã, glória,
série, empório, jóquei, órfão, órgão… * De acordo com a nova ortografia, os ditongos
terminados em –ei e –oi não são mais acentua-
Paroxítonos como imã, órfã etc não terminam dos.
por –a, mas por ã.
Proparoxítonos Todos os proparoxítonos são
Paroxítonos como glória, série, empório e etc. acentuados, sem exceção: médico, álibi, ômega,
não terminam, respectivamente, por –a, -e e –o, etc.
mas por ditongo crescente. HiatosAcentuam-se as letras –i e –u desde sejam
a segunda vogal tônica de um hiato e estejam
Não são acentuados graficamente os prefixos sozinhas ou seguidas de –s na sílaba: caí (ca-í),
paroxítonos terminados por –i e –r: semi, super, país (pa-ís), baú (ba-ú) e etc.
hiper, mini… Quando o –i é seguido de –nh, não recebe acen-
to: rainha, bainha, moinho etc.
Não se acentuam as paroxítonas formadas pe-
los ditongos orais abertos –ei e –oi: ideia, geleia, O –i e o –u não recebem acento quando apare-
boleia, assembléia, jiboia, paranoia, claraboia, cem repetidos: xiita, juuna e etc
espermatozoide, androide …
Hiatos formados por –ee e –oo não devem ser
Não se acentuam as vogas i e u, precedidas de di- acentuados: creem, deem, leem, magoo, enjoo e
tongos, das palavras paroxítonas: sainha, chein- etc.
ho, feiura e etc.
Acento diferencialO acento diferencial foi elim-
inado na última reforma ortográfica, em 2008.

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Assim, apenas as palavras seguintes devem re- Ex: a-ve-ni-da, li-te-ratu-ra, a-mi-ga-vel-men-te,
ceber acento: o-tor-ri-no-la-rin-go-lo-gis-ta

Pôde ( 3ª pessoa do singular do pretérito per- DIVISÃO SILÁBICA


feito do indicativo do verbo poder) para difer-
enciar de pode (3ª pessoa do singular do pre- Na divisão silábica das palavras, observar as
sente do indicativo desse verbo); seguintes normas:
Têm (3ª pessoa do plural do presente do indic-
ativo do verbo ter) e seus derivados (contêm, a) Não se separam os ditongos e tritongos.
detêm, mantêm etc.) para diferenciar do tem Ex: foi-ce, a-ve-ri-guou
(3ª pessoa do singular do presente do indicati-
vo desse verbo e seus derivados); b) Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu.
O verbo pôr para diferenciar da preposição por. Ex: cha-ve, ba-ra-lho, ba-nha, fre-guês, quei-xa
c) Não se separam os encontros consonantais
PARA DAR AQUELE REFORÇO! que iniciam sílaba.
(click na imagem) Ex: psi-có-lo-go, re-fres-co

d) Separam-se as vogais dos hiatos.


Ex: ca-a-tin-ga, fi-el, sa-ú-de

e) Separam-se as letras dos dígrafos rr, ss, sc,


sç xc.
Ex: car-ro, pas-sa-re-la, des-cer, nas-ço, ex-ce-
len-te

f) Separam-se os encontros consonantais das


sílabas internas, excetuando-se aqueles em
1.5 - Divisão Silábica que a segunda consoante é l ou r.
Ex: ap-to, bis-ne-to, con-vic-ção, a-brir, a-pli-car
Classificação das palavras quanto ao número de
sílabas: ACENTO TÔNICO

1) Monossílabas: possuem apenas uma sílaba. Na emissão de uma palavra de duas ou mais
Ex: mãe, flor, lá, meu sílabas, percebe-se que há uma sílaba de maior
intensidade sonora do que as demais.
2) Dissílabas: possuem duas sílabas.
Ex: ca-fé, i-ra, a-í, trans-por calor - a sílaba lor é a de maior intensidade.
faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade.
3) Trissílabas: possuem três sílabas. sólido - a sílaba só é a de maior intensidade.
Ex: ci-ne-ma, pró-xi-mo, pers-pi-caz, O-da-ir
Obs: A presença da sílaba de maior intensidade
4) Polissílabas: possuem quatro ou mais síla- nas palavras, em meio à sílabas de menor in-
bas. tensidade, é um dos elementos que dão melo-

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20 Cargo: Agente de Serviços

dia à frase. a antepenúltima.


Exemplos:
CLASSIFICAÇÃO SILÁBICA QUANTO A INTEN-
SIDADE máximo, parábola, íntimo

Tônica: é a sílaba pronunciada com maior inten- *Obs:


sidade. • São palavras oxítonas, entre outras: cateter,
mister, Nobel, novel, ruim,sutil, transistor,
Átona: é a sílaba pronunciada com menor inten- ureter.
sidade.
• São palavras paroxítonas, entre outras: ava-
ro, aziago, boêmia, caracteres, cartomancia,
Subtônica: é a sílaba de intensidade inter- celtibero, circuito, decano, filantropo, fluido,
mediária. Ocorre, principalmente, nas palavras fortuito, gratuito, Hungria, ibero, impudico,
derivadas, correspondendo à tônica da palavra inaudito, intuito, maquinaria, meteorito, mis-
primitiva. antropo, necropsia (alguns dicionários ad-
mitem tambémnecrópsia), Normandia, pega-
Veja o exemplo à seguir: da, policromo, pudico, quiromancia, rubrica,
subido(a).
Palavra primitiva: be - bê
• São palavras proparoxítonas, entre outras:
átona tônica
aerólito, bávaro, bímano, crisântemo, ímpro-
bo, ínterim, lêvedo, ômega, pântano, trânsf-
Palavra derivada: be - be - zi uga.
- nho átona subtônica tônica • As seguintes palavras, entre outras, admitem
átona dupla tonicidade: acróbata/acrobata, hierógl-
ifo/hieroglifo, Oceânia/Oceania, ortoépia/or-
CLASSIFICAÇÃO DAS PALAVRAS QUANTO À toepia, projétil/projetil, réptil/reptil, zângão/
POSIÇÃO SILÁBICA zangão.
De acordo com a posição da sílaba tônica, os Monossílabos
vocábulos da língua
portuguesa que contêm duas ou mais sílabas são O sol já se pôs.
classificados em: Note que esta frase é formada apenas por-
monossílabos. É possível verificar que os
Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a últi- monossílabos sol, já e pôs são pronunciados com
ma. maior intensidade que os outros. São tônicos,
Ex: avó, urubu, parabéns possuem acento próprio e, por isso, não precis-
am apoiar-se nas palavras que os antecedem ou
Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a que os seguem.
penúltima.
Ex: dócil, suavemente, banana Já os monossílabos o e se são átonos, pois são
pronunciados fracamente. Por não terem acento
Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é próprio, apoiam-se nas palavras que os anteced-

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21 Cargo: Agente de Serviços

em ou que os seguem. São monossílabos tônicos: todos aqueles que


possuem autonomia na frase.
CRITÉRIOS DE DISTINÇÃO
Ex:
Muitas vezes, fazer a distinção entre um mim, há, seu, lar, etc.
monossílabo átono e um tônico pode ser com- *Obs.: pode ocorrer que, de acordo com a au-
plicado. Por isso, observe os critérios a seguir. tonomia fonética, um mesmo monossílabo seja
átono numa frase, porém tônico em outra.
1- Modificação da pronúncia da vogal final
Ex:
Nos monossílabos átonos a vogal final se mod- Que foi? (átono) Você fez isso por quê? (tônico)
ifica ou pode modificar-se na pronúncia. Com
os tônicos, não ocorre tal possibilidade.
Ex: 1.6 - Encontros Consanantais
Vou de carro para o meu trabalho. ( de =
monossílabo átono - é possível a pronúncia di O agrupamento de duas ou mais consoantes,
ônibus.) sem vogal intermediária, recebe o nome de en-
contro consonantal. Existem basicamente dois
Dê um auxílio às pessoas que necessitam.( dê tipos:
= monossílabo tônico - é impossível a pronún-
cia di um auxílio.) - os que resultam do contato consoante + l ou
r e ocorrem numa mesma sílaba, como em: pe-
2- Significado isolado do monossílabo -dra, pla-no, a-tle-ta, cri-se...

O monossílabo átono não tem sentido quando - os que resultam do contato de duas consoan-
isolado na frase. Veja: tes pertencentes a sílabas diferentes: por-ta,
Meus amigos já compraram os convites, mas eu rit-mo, lis-ta...
não.
Há ainda grupos consonantais que surgem no
O monossílabo tônico, mesmo isolado, possui início dos vocábulos; são, por isso, inseparáveis:
significado. Observe: pneu, gno-mo, psi-có-lo-go...
Existem pessoas muito más.
Dígrafos
Nessa frase, o monossílabo possui sentido: más
= ruins. De maneira geral, cada fonema é representado,
na escrita, por apenas uma letra. Por exemplo:
São monossílabos átonos:
artigos: o, a, os, as, um, uns lixo - Possui quatro fonemas e quatro letras.
pronomes pessoais oblíquos: me, te, se, o, a,
os, as, lhe, nos, vos Há, no entanto, fonemas que são representa-
preposições: a, com, de, em, por, sem, sob dos, na escrita, por duas letras. Por exemplo:
pronome relativo: que
conjunções: e, ou, que, se bicho - Possui quatro fonemas e cinco letras.

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22 Cargo: Agente de Serviços

Na palavra acima, para representar o fonema 1.7 - Encontros Vocálicos


|xe| foram utilizadas duas letras: o c e o h.
Encontros vocálicos são encontros de vogais ou
Assim, o dígrafo ocorre quando duas letras são semivogais, sem consoantes intermediárias.
usadas para representar um único fonema (di =
dois + grafo = letra). Em nossa língua, há um nú- Eles acontecem na mesma ou em outra sílaba e
mero razoável de dígrafos que convém conhecer. são classificados em: ditongo, tritongo e hiato.
Podemos agrupá-los em dois tipos: consonantais
e vocálicos. Ditongo

Dígrafos consonantais Ditongo é o encontro de vogal + semivogal ou de


semivogal + vogal (SV + V ou V + SV) que ocorre
na mesma sílaba.

Exemplos:

• céu (céu)
• tranquilo (tran-qui-lo)
• boi (boi)

De acordo com a localização da vogal e da semi-


Dígrafos vocálicos vogal, os ditongos podem ser: crescentes ou de-
crescentes.
Registram-se na representação das vogais nasais.
Ditongos Crescentes

São aqueles em que a semivogal vem antes da


vogal (SV + V).

Exemplos:

igual (i-gual)
quota (quo-ta)
pátria (pá-tria)
Observação:
Ditongos Decrescentes
“Gu” e “qu” são dígrafos somente quando, seguidos
de “e” ou “i”, representam os fonemas /g/ e /k/: gui-
tarra, aquilo. Nesses casos, a letra “u” não corres- São aqueles em que a vogal vem antes da semi-
ponde a nenhum fonema. Em algumas palavras, no vogal (V + SV).
entanto, o “u” representa um fonema semivogal ou
vogal (aguentar, linguiça, aquífero...) Nesse caso, “gu” Exemplos:
e “qu” não são dígrafos. Também não há dígrafos
quando são seguidos de “a” ou “o” (quase, averiguo). meu (meu)

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herói (he-rói) Os tritongos podem ser orais ou nasais.


cai (cai)
Tritongos Orais
De acordo com a pronúncia, os ditongos podem
ser orais ou nasais. O tritongo é oral quando é pronunciado pela
boca.
Ditongos Orais
Exemplos:
O ditongo é oral quando o seu som é produzido
pela boca. É o caso de ai, ia, iu, ui, eu, éu, ue, ei, Paraguai (Pa-ra-guai)
éi, ie, oi, ói, io, au, ua, ao, oa, ou, uo, oe, eo, ea. enxaguei (en-xa-guei)
iguais (i-guais)
Exemplos:
Tritongos Nasais
mau (mau)
sei (sei) O tritongo é nasal quando é pronunciado pela
viu (viu) boca e pelo nariz. As consoantes “m” e “n” po-
dem acompanhar os tritongos. Quando isso
Ditongos Nasais acontecer, os tritongos são classificados como
tritongos nasais.
O ditongo é nasal quando o seu som é produzi-
do pela boca, mas também pelo nariz. É o caso Exemplos:
de ão, ãe, õe, am, an, em, en, ãi, ui (ocorre ape-
nas na palavra “muito”). quão (quão)
saguões (sa-guões)
Exemplos: enxaguem (en-xa-guem)

mãe (mãe) Hiato


levem (le-vem)
muito (mui-to) Hiato é o encontro de duas vogais (V + V) que
ocorre em sílabas diferentes.
Tritongo
Exemplos:
Tritongo é o encontro de semivogal + vogal +
semivogal (SV + V + SV) que ocorre na mesma raiz (ra-iz)
sílaba. Saara (Sa-a-ra)
país (pa-ís)
Exemplos: Atenção!

Uruguai (U-ru-guai) Os ditongos e os tritongos não se separam, so-


saguão (sa-guão) mente os hiatos.
enxaguam (en-xa-guam)

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Atenção! Sinônimos Perfeitos: são as palavras que compar-


tilham significados idênticos, por exemplo: léxico
Os ditongos e os tritongos não se separam, so- e vocabulário; morrer e falecer; após e depois.
mente os hiatos. Sinônimos Imperfeitos: são as palavras que com-
partilham significados semelhantes e não idênti-
cos, por exemplo: feliz e alegre; cidade e municí-
1.8 - Sinonímia e Antonímia pio; córrego e riacho.

Os sinônimos e os antônimos designam palavras Exemplos de Sinônimos


(substantivos, adjetivos, verbos, complementos,
etc.), que segundo seu significado, ora se asse- Segue abaixo alguns exemplos de palavras sinôn-
melham (sinônimos) e ora são opostas (antôni- imas:
mos).
Adversário e antagonista
A semântica é o ramo da linguística encarregada Adversidade e problema
de estudar as palavras e seus significados. Para Alegria e felicidade
tanto, enfoca nos estudos dos seguintes concei- Alfabeto e abecedário
tos: sinônimos, antônimos, parônimos e homôn- Ancião e idoso
imos. Apresentar e expor
Belo e bonito
Sinônimos Brado e grito
Bruxa e feiticeira
Do grego, o termo sinônimo (synonymós) é for- Calmo e tranquilo
mado pelas palavras “syn” (com); e “onymia” Carinho e afeto
(nome), ou seja, no modo literal significa aque- Carro e automóvel
le que está com o nome ou mesmo semelhan- Cão e cachorro
te a ele. Não obstante, a sinonímia é o ramo da Casa e lar
semântica que estuda as palavras sinônimas, ou Contraveneno e antídoto
aquelas que possuem significado ou sentido se- Diálogo e colóquio
melhante, sendo muito utilizadas nas produções Encontrar e achar
dos textos, uma vez que a repetição das palavras Enxergar e ver
empobrece o conteúdo. Extinguir e abolir
Gostar e estimar
Tipos de Sinônimos Importante e relevante
Longe e distante
Embora, muito estudiosos da área advogam so- Moral e ética
bre a inexistência de palavras sinônimas (com Oposição e antítese
valor semântico idêntico), posto que para eles, Percurso e trajeto
cada palavra possui um significado distinto; de Perguntar e questionar
acordo com a aproximação semântica entre as Saboroso e delicioso
palavras sinônimas, elas são classificadas de duas Transformação e metamorfose
maneiras: Translúcido e diáfano

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25 Cargo: Agente de Serviços

Seco e molhado
Simpático e antipático
Antônimos Soberba e humildade
Sozinho e acompanhado
Do grego, o termo antônimo corresponde a un-
ião das palavras “anti” (algo contrário ou opos-
to) e “onymia” (nome). A antonímia é o ramo 1.9 - Homônimos e Parônimos
da semântica que se debruça nos estudos sobre
as palavras antônimas. Do mesmo modo que os Os Homônimos e os Parônimos são termos que
sinônimos, os antônimos são utilizados como fazem parte do estudo da semântica (significa-
recursos estilísticos na produção dos textos. do das palavras).

Exemplos de Antônimos Assim, os homônimos são palavras que pos-


suem a mesma pronúncia (às vezes, a mesma
Segue abaixo alguns exemplos de palavras escrita) e significados distintos.
antônimas:
Já as palavras parônimas são muito parecidas
Aberto e fechado na pronúncia e na escrita, entretanto, possuem
Alto e baixo significados diferentes.
Amor e ódio
Ativo e inativo Homônimos
Bendizer e maldizer
Bem e mal As palavras homônimas são classificadas em:
Bom e mau
Bonito e feio • Homógrafas: são palavras iguais na grafia
Certo e errado e diferentes na pronúncia, por exemplo:
Doce e salgado colher (verbo) e colher (substantivo); jogo
Duro e mole (substantivo) e jogo (verbo); denúncia (sub-
Escuro e claro stantivo) e denuncia (verbo).
Forte e fraco • Homófonas: são palavras iguais na pronún-
Gordo e magro cia e diferentes na grafia, por exemplo: con-
Grosso e fino certar (harmonizar) e consertar (reparar);
Grande e pequeno censo (recenseamento) e senso (juízo);
Inadequada e adequada acender (atear) e ascender (subir).
Ordem e anarquia • Perfeitas: são palavras iguais na grafia e
Pesado e leve iguais na pronúncia, por exemplo: caminho
Presente e ausente (substantivo) e caminho (verbo); cedo (ver-
Progredir e regredir bo) e cedo (advérbio de tempo); livre (adje-
Quente e frio tivo) e livre (verbo).
Rápido e lento
Rico e pobre Parônimos
Rir e chorar
Sair e entrar Os parônimos são as palavras que se assemel-

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26 Cargo: Agente de Serviços

ham na grafia e na pronúncia, entretanto, difer- • Soar (produzir som) e suar (transpirar)
em no sentido.
Por isso, é muito importante tomar conhecimen- 1.10 - Flexões do substantivo
to desses termos para que não haja confusão.
O substantivo pode se flexionar em gênero (femi-
A seguir, alguns exemplos de palavras parônimas: nino/masculino), número (singular/plural) e grau
(aumentativo/diminutivo).
• Absolver (perdoar) e absorver (aspirar)
• Apóstrofe (figura de linguagem) e apóstrofo Por ser palavras variáveis, os substantivos podem
(sinal gráfico) se flexionar em: gênero, número e grau. Vejamos
• Aprender (tomar conhecimento) e apreender cada tipo de flexão, separadamente:
(capturar)
• Cavaleiro (que cavalga) e cavalheiro (homem Flexão de gênero
gentil)
• Comprimento (extensão) e cumprimento Quanto ao gênero, os substantivos podem ser
(saudação) classificados em: masculinos e femininos. Te-
• Coro (música) e couro (pele animal) mos por regra que todo substantivo masculino
• Delatar (denunciar) e Dilatar (alargar) é caracterizado pela desinência “o” e o femini-
• Descrição (ato de descrever) e discrição no pela desinência “a”. No entanto, nem todos
(prudência) os substantivos masculinos terminam em “o” (lí-
• Despensa (local onde se guardam alimentos) der, telefonema, amor). Então, podemos definir
e dispensa (ato de dispensar) o substantivo como do gênero masculino se vier
• Docente (relativo a professores) e discente anteposto pelo artigo “o”: o gato, o homem, o
(relativo a alunos) amor, o líder, o telefonema.
• Emigrar (deixar um país) e imigrar (entrar
num país) O gênero feminino irá seguir o mesmo raciocínio.
• Eminente (elevado) e iminente (prestes a São substantivos femininos as palavras que tem
ocorrer) anteposição do artigo “a”: a gata, a mulher, a pes-
• Flagrante (evidente) e fragrante (perfumado) soa, a criança.
• Fluir (transcorrer, decorrer) e fruir (desfrutar)
• Imergir (afundar) e emergir (vir à tona) Há, contudo, uma distinção a ser feita entre:
• Inflação (alta dos preços) e infração (violação) substantivos biformes e uniformes. Substantivos
• Infligir (aplicar pena) e infringir (violar) biformes são os que apresentam uma forma para
• Mandado (ordem judicial) e mandato o masculino e outra para o feminino: menino,
(procuração) menina. Já os substantivos uniformes apresen-
• Osso (parte do corpo) e ouço (verbo ouvir) tam uma única forma para o masculino e para o
• Peão (aquele que anda a pé, domador de cav- feminino: criança, artista, testemunha.
alos) e pião (brinquedo)
• Precedente (que vem antes) e procedente No entanto, é por intermédio do artigo que clas-
(proveniente de; que possui fundamento) sificamos se o substantivo de dois gêneros é mas-
• Ratificar (confirmar) e retificar (corrigir) culino ou feminino. Veja:
• Recrear (divertir) e recriar (criar novamente)
• Tráfego (trânsito) e tráfico (comércio ilegal) o estudante (masculino)

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27 Cargo: Agente de Serviços

a estudante (feminino) Exemplos: abdômen > abdômens


pólen > polens
Além disso, é através do artigo que podemos e) Os substantivos terminados em “m” formam
definir o significado do substantivo. Observe: o plural em “ens”:
Exemplos: homem > homens
o cabeça (líder) viagem > viagens
a cabeça (parte do corpo)
f) Os substantivos terminados em “x” são inva-
Flexão de número riáveis no plural:
Exemplos: tórax > tórax
Quanto ao número, os substantivos podem ser xérox > xérox
flexionados em: singular ou plural. O indicativo
de um substantivo no plural é a terminação “s”: g) Os substantivos terminados em “ão” têm três
variações para o plural: “ões”, “ães” e “ãos”:
Exemplos: eleição > eleições
Exemplos: o colega > os colegas pão > pães
a menina > as meninas cidadão > cidadãos

Porém, há algumas particularidades no que diz Flexão de grau


respeito ao plural dos substantivos. Vejamos al-
gumas: Quanto ao grau, os substantivos podem variar
entre aumentativo e diminutivo.
a) No geral, os substantivos terminados em al,
el, ol, ul, troca-se o “l” por “is”: Os graus aumentativo e diminutivo podem ser
Exemplos: jornal > jornais formados através de dois processos:
papel > papéis
barril > barris a) sintético – acréscimo de sufixos ao grau nor-
anzol > anzóis mal.
azul > azuis
Exemplo: amor: amorzinho; amorzão.
b) Os substantivos terminados em “r” e “z” são
acrescidos de “es” para o plural: b) analítico – o substantivo será modificado por
Exemplos: amor > amores adjetivos que transmitem ideia de aumento ou
luz > luzes diminuição:

c) Caso o substantivo terminado em “s” for pa- Exemplo: urso: urso grande; urso pequeno.
roxítono, o plural será invariável. Caso seja oxí-
tono, acrescenta-se “es”:
Exemplos: ônibus > ônibus 1.11 - Aumentativo e Diminutivo
país > países
Na gramática da Língua Portuguesa aumentati-
d) Os substantivos terminados em “n” formam vos e diminutivos são processos de derivação
o plural em “es” ou “s”: que permitem modificar os substantivos a fim

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28 Cargo: Agente de Serviços

de exprimir intensificação, exagero, atenuação Usando o processo sintético, ou seja, pelo acrés-
ou diminuição. Essas modificações constituem as cimo de sufixos aumentativos ou diminutivos ao
variações de grau do substantivo. substantivo temos ainda de considerar as duas
formas existentes:
Formação dos graus aumentativo e diminutivo
Regular – uso dos sufixos comuns -ão; -zão e
Os graus aumentativo e diminutivo dos substanti- -inho; -zinho.
vos podem ser formados por dois processos:
Aumentativos regulares
Sintético – consiste no acréscimo de sufixos au-
mentativos ou diminutivos à forma normal do amigo > amigão
substantivo. rapaz > rapazão
rato > ratão
Aumentativo sintético Diminutivos regulares

bonito > bonitão boné > bonezinho


lobo > lobão coelho > coelhinho
pé > pezão filho > filhinho

Diminutivo sintético Irregular – uso de outros sufixos basicamente


porque os sufixos regulares não permitem a cor-
casa > casinha reta construção da palavra.
livro > livrinho
pé > pezinho Aumentativos irregulares

Analítico – a forma normal do substantivo é mo- colher > colheraça


dificada por adjetivos que indicam aumento ou forte > fortaleza
diminuição de proporções. monte > montanha

Aumentativo analítico Diminutivos irregulares

amor > enorme amor casa > casebre


alegria > alegria imensa corpo > corpanzil
cão > cão grande guerra > guerrilha

Diminutivo analítico Ou seja, existem variações, que obrigam a cons-


truções diferentes e a alterações por vezes um
caixa > caixa pequena tanto “estranhas”. Casos de palavras terminadas
computador > computador pequeno em “ca” e “co” obrigam à introdução de “qu” para
mulher > mulher franzina formar diminutivos:

Mais sobre aumentativos e diminutivos arco > arquinho


casca > casquinha

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29 Cargo: Agente de Serviços

tasca > tasquinha to” (quem gosta, gosta de...).

No sentido de carinho O problema também está presente em uma letra


da dupla Roberto e Erasmo Carlos, “Emoções”.
Muitos dos exemplos aqui apresentados são no
sentido de “tamanho e dimensão” ( forma mais “… são tantas já vividas são momentos que eu
comum ) mas em certos contextos é empregue não me esqueci…”
para conferir valores afetivos como carinho, ad-
miração, ironia ou desprezo, e não noções liga- Se eu me esqueci, eu “me esqueci de”. Quem
das ao tamanho físico. esquece, “esquece algo”. Quem se esquece,
“esquece-se de algo”. Logo, o correto seria “são
Ex: cafezinho, partidão, bandidaço, mulheraço, momentos de que não me esqueci.” Pode-se,
livrinho, ladrãozinho, rapazola, futebolzinho, também, eliminar a preposição de e o pronome
parolito, maninho etc.. me. Ficaria “são momentos que eu não esque-
ci”.
Referências Em um jornal de grande circulação o texto de
uma campanha afirmava:
Lista dos sufixos aumentativos e diminutivos “A gente nunca esquece do aniversário de um
mais usados: -ão, -zão, -arra, -ona, -inho, -ito, amigo.”
-eta.
O que poderia ser corretamente escrito das
seguintes formas:
1.12 - Regência Verbal e Nominal
“A gente nunca esquece o aniversário de um
Regência verbal é a relação de subordinação amigo.”
que ocorre entre um verbo e seus complemen- (quem esquece, esquece algo)
tos. “A gente nunca se esquece do aniversário de
um amigo.”
Há pouco tempo foi exibido na televisão um (quem se esquece, esquece-se de...)
anúncio cujo texto dizia:
VERBOS INTRANSITIVOS
“… a marca que o mundo confia.”
São os verbos que não necessitam ser comple-
Acontece que quem confia, “confia em”. Logo, o tados. Sozinhos, indicam a ação ou o fato.
correto seria dizer:
Comparecer, Chegar, Ir, Vir, Voltar, Cair e Di-
“… a marca em que o mundo confia.” rigir-se:

As pessoas falam “A rua que eu moro”, “Os Estes verbos aparentam ter complemento, por
países que eu fui”, “A comida que eu mais gos- exemplo, “Quem vai, vai a algum lugar”. Porém
to”. O correto seria dizer “A rua em que moro” a indicação de lugar é circunstância, não com-
(quem mora, mora em...), “Os países a que fui” plementação. Classificamos este complemento
(quem vai, vai a...), “A comida de que mais gos- como Adjunto Adverbial de Lugar. É importante

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30 Cargo: Agente de Serviços

observar que a regência destes verbos exige a Verbos Transitivos Diretos


preposição a na indicação de destino e de na in-
dicação de procedência. Só se usa a preposição São verbos que indicam que o sujeito pratica a
em na indicação de meio, instrumento. ação, sofrida por outro termo, denominado <ob-
jeto direto>. Por essa razão, uma das maneiras
Irei em Santiago de Cuba; (errado) mais fáceis de analisar se um verbo é transiti-
Irei a Santiago de Cuba; vo direto é passar a oração para a voz passiva,
Vou em São Paulo; (errado) pois somente verbo transitivo direto admite tal
Vou a São Paulo; transformação, além dos verbos (des)obedecer,
Muitos não compareceram na prova do Enem; pagar, perdoar, aludir, apelar, responder, as-
(errado) sistir(ver), que admitem a passiva mesmo não
Muitos não compareceram à prova do Enem; sendo VTD. (Motivo: eram diretos antigamente.)
Jesus dirigiu-se aos apóstolos andando sobre o O objeto direto pode ser representado por
mar; um substantivo, palavra substantivada, oração
A comida caiu no chão; (errado) (oração subordinada substantiva objetiva dire-
A comida caiu ao chão; ta) ou pronome oblíquo. Uma vez que pronomes
Você caiu do céu; oblíquos tônicos (mim, ti, si, ele, ela, nós, vós,
Voltei de lá; eles, elas) só são usados com preposição, quan-
Cheguei de Curitiba há meia hora; do estes representam objeto direto, tem-se um
objeto direto preposicionado.
OBS: O fenômeno denominado crase também
ocorrerá quando houver um verbo intransitivo Vamos à lista, então, dos mais importantes ver-
regendo a preposição a, seguido de um substan- bos transitivos diretos:
tivo feminino, que exija o artigo a, como no ter-
ceiro exemplo acima. Desfrutar e Usufruir:

Morar, Residir e Situar-se: São VTD, apesar de serem muito usados com a
preposição de.
São intransitivos mas costumam estar acom-
panhados de adjunto adverbial, regendo a prep- Desfrutei os bens deixados por meu pai.
osição em. Pagam o preço do progresso aqueles que menos
Moro / Resido em Londrina; o usufruem.
Minha casa situa-se no Jardim Petrópolis; Desfrutaremos da aposentadoria na velhice.
Não utilize a preposição a para logradouros.
Minha casa situa-se à rua Pero Vaz; (errado) Compartilhar:
Moro a cem metros da estrada;
É VTD, apesar de ser muito usado com a prep-
Deitar-se e Levantar-se: osição de.
Berenice compartilhou o meu sofrimento.
Deito-me às 22h e levanto-me bem cedo. Compartilharam de tudo durante a vida.

1 - PORTUGUÊS
Apostila: Prefeitura de Tobias Barreto
31 Cargo: Agente de Serviços

Verbos Transitivos Indiretos Seu nome consta da lista de aprovados.


Consta nos autos que...
São verbos que se ligam ao complemento por Consta dos autos que...
meio de uma preposição. O complemento é Vou fazer constar o incidente em meu relatório.
denominado <objeto indireto>. O objeto indi- Já quando constar tem o significado de “ser
reto pode ser representado por substantivo, composto, constituído ou formado; consistir
palavra substantivada, oração (oração subordi- em algo”, usa-se apenas a preposição de:
nada substantiva objetiva indireta) ou pronome A casa consta de partes grandes e arejadas.
oblíquo. Seu relatório constava de 50 páginas.

OBS: Estes verbos admitem os pronomes lhe, Obedecer e Desobedecer (a):


lhes como objeto indireto; Obedeço a todas as regras da empresa.
alguns, porém, não.
Revidar (a):
Obedeceu ao chefe => Obedeceu a ele => Obe-
deceu-lhe. Ele revidou ao ataque instintivamente.

Mas há exceções: assistir, aludir, referir-se, as- Responder (a):


pirar, recorrer, depender. Os gramáticos não
trazem as razões históricas para esse modo Responda aos testes com atenção.
peculiar de construção de alguns verbos. Nem
precisariam fazê-lo, assim como não precisam Simpatizar e Antipatizar (com):
justificar o motivo de um determinado verbo
ser hoje transitivo direto e outro, transitivo in- Não são verbos pronominais, portanto não se
direto. Às vezes, os verbos são sinônimos, mas deve dizer simpatizar-se, nem antipatizar-se.
apresentam diferentes transitividades. Em ver- Sempre simpatizei com ele, mas antipatizo com
dade, a função primordial da Gramática não é seu irmão.
fixar regras impositivas de cima para baixo, mas
sistematizar os fatos e as condutas que encon- Sobressair (em):
tra na língua como manifestação.
Não é verbo pronominal, portanto não se deve
Assistir(ver), Aspirar, Visar, Aludir, Referir-se usar sobressair-se.
(a): No colegial, sobressaía em todas as matérias.

Todos falam desse filme, mas eu não assiti a ele Torcer (por, para):
ainda.
Pode ser também verbo intransitivo. Somente
Constar (de, em): neste caso, usa-se com a preposição para, que
dará início a Oração Subordinada Adverbial de
Quando se usa o verbo constar com o sentido Finalidade. Para ficar mais fácil, memorize as-
de “estar escrito, registrado ou mencionado” sim:
ou “fazer parte, incluir-se”, as preposições – de
e em – são corretas : Torcer por + substantivo ou pronome.

1 - PORTUGUÊS
Apostila: Prefeitura de Tobias Barreto
32 Cargo: Agente de Serviços

Torcer para + oração (com verbo). Informamos aos usuários que não nos responsa-
Estamos torcendo por você. bilizamos por furtos ou roubos.
Estamos torcendo para você conseguir seu inten- Informamos os usuários de que não nos re-
to. sponsabilizamos por furtos ou roubos.
Regência oscilante / Mais de uma Regência
VERBOS BITRANSITIVOS
Aspirar:
Também chamados de transitivo diretos e indire-
tos. São os verbos que possuem os dois comple- Será VTD, quando significar sorver, absorver.
mentos - objeto direto e objeto indireto. Como é bom aspirar a brisa da tarde.

Agradecer, Pagar e Perdoar: Será VTI, com a preposição a, quando significar


São VTDI, com a preposição a. O objeto direto almejar, objetivar.
sempre será a coisa, e o objeto indireto, a pessoa. Aspiramos a uma vaga naquela universidade.
Agradeci a ela o convite.
Paguei a conta ao Banco. Agradar:
Se o time rival ganhasse, a torcida não perdoaria
aos jogadores a derrota em casa. Será VTI, com a preposição a, quando significar
ser agradável; satisfazer.
Pedir: Para agradar ao pai, estudou com afinco o ano
todo.
É VTDI, com a preposição a. A frase deve ser sin-
taticamente estruturada assim: Será VTD, quando significar acariciar ou conten-
tar.
“Quem pede, pede algo a/para alguém”; A garotinha ficou agradando o cachorrinho por
“Quem pede, pede que alguém faça algo”; horas.
Pedimos a todos que trouxessem os livros.
Pedimos que todos trouxessem os livros. Assistir:
É inadequado ao padrão culto da língua:
“Pedir para que alguém faça algo”. Pode ser VTD ou VTI com a preposição a quando
significar ajudar, prestar assistência.
Preferir: Minha família sempre assistiu o Lar dos Velhin-
hos.
É VTDI, com a preposição a. Não admite ên- Minha família sempre assistiu ao Lar dos Velhin-
fase, como: mais, muito mais, mil vezes. hos.
Prefiro estar só a ficar mal acompanhado.
Será VTI com a preposição a quando significar ver
Informar, avisar, advertir, certificar, comu- ou ter direito.
nicar, lembrar, noticiar, notificar, prevenir: Gosto de assistir aos jogos do Santos.
O descanso semanal remunerado assiste ao tra-
São VTDI, admitindo duas construções: balhador.
“Quem informa, informa algo a alguém”;
“Quem informa, informa alguém de/sobre algo.” Será VI quando implicar morada.

1 - PORTUGUÊS
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33 Cargo: Agente de Serviços

Assisto em Londrina desde que nasci. Ele se casou com a melhor amiga.
O papa assiste no Vaticano.
Será VTDI quando requisitar os dois comple-
Chamar: mentos:
O vizinho casou sua filha com meu primo.
Pode ser VTD ou VTI com a preposição a quan-
do significar dar qualidade. Custar:
A qualidade pode vir precedida da preposição
de, ou não. Será VI quando significar ter preço.
Chamei Pedro de bobo. (chamei-o de bobo) Estes sapatos custaram muito.
Chamei a Pedro de bobo. (chamei-lhe de bobo) Será VTDI, com a preposição a, quando signific-
Chamei Pedro bobo. (chamei-o bobo) ar causar trabalho, transtorno.
Chamei a Pedro bobo. (chamei-lhe bobo)
Sua irresponsabilidade custou sofrimento a
Será VTI com a preposição por quando signific- toda a família.
Será VTI com a preposição a quando significar
ar invocar.
ser difícil. Nesse caso o verbo custar terá como
Chamei por você insistentemente, mas não me
sujeito aquilo que é difícil. A pessoa a quem
ouviu.
algo é difícil será objeto indireto.
Custou-lhe acreditar em Maria.
Será VTD, quando significar convocar.
Custou a ele acreditar em Maria.
Chamei todos os sócios para participarem da
reunião. Ele custou a acreditar... (está errado)
Será VTDI, com a preposição a, quando signific- Atender:
ar repreender.
Chamei os meninos à atenção, pois conversa- Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
vam na sala de aula. Atenderam o meu pedido prontamente.
Chamei-o à atenção. Atenderam ao meu pedido prontamente.

Obs.: Não confundir com a express]ao sem Anteceder:


crase “chamar a atenção”, que não significa
repreender, mas fazer ser notado. Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
O cartaz chamava a atenção de todos que por A velhice antecede a morte.
ali passavam. A velhice antecede à morte.

Casar: Esquecer e Lembrar:

Será VI quando por si só apresentar sentido Serão VTD quando não forem pronominais, ou
completo. seja, quando não forem acompanhados de pro-
Eles casaram (ou se casaram – na qualidade de nome oblíquo átono (esquecer-se, lembrar-se):
pronome reflexivo). Esqueci que havíamos combinado sair.
Ela não lembrou o meu nome.
Será VTI quando requisitar um complemento
regido pelo uso da preposição:

1 - PORTUGUÊS
Apostila: Prefeitura de Tobias Barreto
34 Cargo: Agente de Serviços

Esquecer-se e Lembrar-se: Comecei a namorar muito cedo.

Serão VTI, com a preposição de, quando forem Presidir:


pronominais:
Esqueci-me de que havíamos combinado sair. Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
Ela lembrou-se do meu nome. Presidir o país.
Presidir ao país.
Implicar:
Proceder:
Será VTD, quando significar fazer supor, dar a en-
tender, produzir como consequência, acarretar. Será VTI, com a preposição de, quando significar
Os precedentes daquele juiz implicam grande derivar-se, originar-se.
honestidade. Esse mau humor de Pedro procede da educação
Suas palavras implicam denúncia contra o depu- que recebeu.
tado.
As despesas extras implicam em gastos Será VTI, com a preposição a, quando significar
desnecessários. dar início.
Os fiscais procederam à prova com atraso.
Será VTI, com a preposição com, quando signific-
ar antipatizar. Não sei por que o professor implica Será VI quando significar ter fundamento.
comigo. Suas palavras não procedem.
Os alunos implicaram com o professor.
Renunciar:
Será VTDI, com a preposição em, quando signific-
ar envolver alguém em algo. Implicaram o ad- Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
vogado em negócios ilícitos. Nunca renuncie seus sonhos.
Ela implicou-se em atos ilícitos. Nunca renuncie a seus sonhos.

Namorar: Satisfazer:

Apesar de ser muito usado com a preposição Pode ser VTD ou VTI, com a preposição a.
com, que só deveria ser usada para iniciar adjun- Não satisfaça todos os seus desejos.
to adverbial de companhia, será VTD quando pos- Não satisfaça a todos os seus desejos.
suir os significados de inspirar amor a, galantear,
cortejar, apaixonar, seduzir, atrair, olhar com in- Abdicar:
sistência, cobiçar.
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição de, e
Joana namorava o filho do delegado. também VI.
O mendigo namorava a torta que estava sobre a O Imperador abdicou o trono.
mesa. O Imperador abdicou do trono.
Eu estava namorando este cargo há anos. O Imperador abdicou.

Pode ser também VI:

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Apostila: Prefeitura de Tobias Barreto
35 Cargo: Agente de Serviços

Gozar: Almejamos dias melhores ao nosso país.

Pode ser VTD ou VTI, com a preposição de. Faltar, Bastar e Restar:
Ele não goza sua melhor forma física.
Ele não goza de sua melhor forma física. Podem ser VI ou VTI, com a preposição a.
Muitos alunos faltaram hoje.
Atentar: Três homens faltaram ao trabalho hoje.
Resta aos vestibulandos estudar bastante.
Pode ser VTD ou VTI, com as preposições em,
para ou por. Pisar:
Atente o ouvido.
Deram-se bem os que atentaram nisso. Pode ser VI ou VTD. Quando for VI, admitirá a
Não atentes para os elementos supérfluos. preposição em, iniciando
Atente por si, enquanto é tempo. Adjunto Adverbial de Lugar.
Pisei a grama para poder entrar em casa.
Cogitar: Não pise no tapete, menino!

Pode ser VTD ou VTI, com a preposição em ou


de: Prevenir
Começou a cogitar uma viagem pelo litoral bra-
sileiro. Pode ser VTD fazendo referência a evitar dano:
Hei de cogitar no caso. A precaução previne acontecimentos inespera-
O diretor cogitou de demitir-se. dos.

Consentir: Pode ser VTDI referindo-se ao ato de avisar com


antecedência.
Pode se VTD ou VTI, com a preposição em.
Como o pai desse garoto consente tantos agra- Prevenimos os moradores de que haveria corte
vos? de energia.
Consentimos em que saíssem mais cedo.

Ansiar:
Querer:
Pode ser VTD ou VTI, com a preposição por:
Ansiamos dias melhores. Será VTI, com a preposição a, quando significar
Ansiamos por dias melhores. estimar.
Quero aos meus amigos, como aos meus
Almejar: irmãos.

Pode ser VTD ou VTI, com a preposição por, ou Será VTD, quando significar desejar, ter a in-
VTDI, com a preposição a. tenção ou vontade de, tencionar.
Almejamos dias melhores. Sempre quis seu bem.
Almejamos por dias melhores. Quero que me digam quem é o culpado.

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Apostila: Prefeitura de Tobias Barreto
36 Cargo: Agente de Serviços

Visar: contíguo a paralelo a


curioso a, de propício a
Será VTI, com a preposição a, quando significar
almejar, objetivar. falto de sensível a
Sempre visei a uma vida melhor. incompatível com próximo a, de
inepto para satisfeito com, de,
Será VTD, quando significar mirar, ou dar visto. em, por
O atirador visou o alvo, mas errou o tiro. misericordioso com, suspeito de
O gerente visou o cheque do cliente. para com
preferível a longe de
Proibir:
propenso a, para perto de
Pode ser VTD. Proibir alguma coisa: hábil em
A lei brasileira proíbe o aborto.
Exemplos:
Pode ser VTDI. Proibir alguém de alguma coisa /
Proibir alguma coisa a alguém: Está alheio a tudo.
O pai proibiu o filho de viajar. Está apto ao trabalho.
A ANVISA proíbe oferecer prêmios à indústria far- Gente ávida por dominar.
macêutica. Contemporâneo da Revolução Francesa.
É coisa curiosa de ver.
REGÊNCIA NOMINAL Homem inepto para a matemática.
Era propenso ao magistério.
Regência Nominal é o nome da relação entre um
substantivo, adjetivo ou advérbio transitivo e seu
respectivo complemento nominal. Essa relação é 1.13 - Análise Sintática
intermediada por uma preposição.
A análise sintática examina a estrutura de um
No estudo da regência nominal, deve-se levar em período que pode ser dividido em orações e de-
conta que muitos nomes seguem exatamente o termina a função sintática dos termos de cada
mesmo regime dos verbos correspondentes. oração.

Conhecer o regime de um verbo significa, nesses Neste texto, daremos uma breve noção do que
casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. é frase, oração, período e falaremos dos termos
que compõem as orações:
alheio a, de liberal com
TERMOS ESSENCIAIS
ambicioso de apto a, para
análogo a grato a Sujeito
bacharel em indeciso em Predicado
capacidade de, para natural de Predicativo
contemporâneo a, nocivo a
de

1 - PORTUGUÊS
Apostila: Prefeitura de Tobias Barreto
37 Cargo: Agente de Serviços

TERMOS INTEGRANTES forma prática, cada oração é organizada em tor-


no de um verbo:
Objeto direto Período simples:
Objeto direto preposicionado
Objeto direto pleonástico O amor vence sempre.
Objeto indireto Período composto:
Objeto indireto pleonástico O comandante garante que a tropa chegará a
Complemento nominal tempo.
Agente da passiva
Notem que, no simples, só existe um verbo ou
TERMOS ACESSÓRIOS locução verbal. Pode ser chamado também de
oração absoluta. No composto, existem 2 ou
Adjunto adnominal mais verbos ou locuções verbais. No exemplo
Adjunto adverbial acima, temos a oração principal (O comandan-
Aposto te garante) e a segunda oração, que, no caso,
Vocativo é subordinada (que a tropa chegará a tempo).
Observem que cada oração tem seu verbo.
Abordaremos o período composto por coorde-
nação e o por subordinação na página de classi- Orações coordenadas e subordinadas fazem
ficação das orações. Uma outra postagem deste parte do período composto e serão estudadas
blog trata da análise de orações, uma revisão em outros artigos deste blog.
de muitos assuntos vistos aqui.
TERMOS ESSENCIAIS
FRASE
SUJEITO
É todo enunciado capaz de transmitir tudo que
pensamos a quem nos ouve: É o ser do qual se diz alguma coisa. É constituí-
Cuidado! do de um nome, pronome ou qualquer termo
Que horror! substantivado. O sujeito possui umnúcleo que
Por que agridem a natureza? é o nome ou pronome e ao redor dele podem
aparecer palavras secundárias como artigos e
ORAÇÃO adjetivos:
Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma
É a frase que apresenta sujeito e predicado ou voz para a selvagem filha do sertão.
apenas predicado: Sujeito: Todos os ligeiros rumores da mata.
Nossa viagem será longa. Núcleo do sujeito: rumores
Choveu durante a noite. O sujeito pode ser:

PERÍODO Simples ou Composto

É um enunciado composto de uma ou mais Simples


orações. Pode sersimples (apenas uma oração)
ou composto (mais de uma oração). De uma Um só núcleo do sujeito:

1 - PORTUGUÊS
Apostila: Prefeitura de Tobias Barreto
38 Cargo: Agente de Serviços

O gato bebeu o leite. 1) Usando-se o verbo na 3ª pessoa do plural:


Atropelaram uma senhora na esquina.
Composto
2) Usando-se o verbo na 3ª pessoa do singular
Mais de um núcleo: acompanhado do pronome se, que neste caso
Jairo e Mônica foram à escola juntos. passa a ser índice de indeterminação do sujeito:
Aqui se vive bem.
Expresso ou Oculto
3) Segundo Cegalla, usando-se o verbo no infini-
Expresso tivo impessoal: (Item controverso)
É triste assistir a estas cenas repulsivas.
Quando está explícito:
Eu viajarei amanhã. Orações sem sujeito

Oculto São constituídas com verbos impessoais. O con-


teúdo verbal não é atribuído a nenhum ser:
Quando está implícito: Ventava muito durante o desfile.

Viajarei amanhã. (sujeito oculto: Eu, deduzido da São verbos impessoais:1) Haver no sentido de ex-
desinência do verbo) agente, paciente ou agente istir, ocorrer, acontecer:
e paciente Havia quadros nas paredes.

Agente 2) Fazer, passar, ser e estar com referência ao


tempo:
Aquele que pratica a ação imposta pelo verbo: Faz muito calor naquela cidade.
O remorso atormenta o criminoso.
3) Chover, ventar, nevar, gear, relampejar,
Paciente amanhecer, anoitecer e outros que exprimem
fenômenos meteorológicos:
Aquele que sofre a ação:
O criminoso é atormentado pelo remorso. Ontem choveu muito.

Agente e Paciente ATENÇÃO: Usados em sentido figurado, esse ver-


bos têm sujeito.
Aquele que pratica e sofre a ação imposta por
verbos reflexivos: Choveram pétalas sobre a imagem da santa.
O vidraceiro feriu-se.
PREDICADO
Indeterminado
Há três tipos de predicado:
Quando não se indica o agente da ação verbal. Nominal
Pode-se apresentar de três formas: Verbal
Verbo-nominal

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Apostila: Prefeitura de Tobias Barreto
39 Cargo: Agente de Serviços

PREDICADO NOMINAL Comprei um novo aparelho.


Sujeito: Eu (oculto)
Seu núcleo é um nome (substantivo, adjetivo, Predicado verbal: comprei um novo aparelho.
pronome). É ligado ao sujeito por um verbo de Verbo transitivo direto: comprei
ligação: Objeto direto: um novo aparelho.

Nossas praias são lindíssimas. Transitivo indireto

Sujeito: Nossas praias O verbo precisa de complemento que é ligado a


Núcleo do sujeito: praias ele de forma indireta, ou seja, com o auxílio de
Predicado nominal: são lindíssimas preposição. Este complemento chama-se obje-
Verbo de ligação: são to indireto.
Predicativo do sujeito: lindíssimas
Todos precisam de afeto.
ATENÇÃO: O predicativo do sujeito é uma qual-
idade ligada ao sujeito pelo verbo de ligação. Sujeito: Todos
São verbos de ligação: ser, estar, permanecer, Predicado verbal: precisam de afeto
ficar, parecer, etc. Verbo transitivo indireto: precisam
Objeto indireto: de afeto
PREDICADO VERBAL
Transitivo direto e indireto
Seu núcleo é um verbo seguido ou não de com-
plemento ou termos O verbo necessita dos dois complementos: o di-
acessórios. Classifica-se em: reto e o indireto.
Intransitivo A empresa fornece comida aos trabalhadores.
Transitivo direto Sujeito: A empresa
Transitivo indireto Núcleo do sujeito: empresa
Transitivo direto e indireto Predicado verbal: fornece comida aos tra-
balhadores
Intransitivo Verbo transitivo direto e indireto: fornece
Objeto direto: comida
O verbo não precisa de complemento. Objeto indireto: aos trabalhadores
Carlos morreu.
Sujeito: Carlos PREDICADO VERBO-NOMINAL
Predicado verbal: morreu (verbo intransitivo)
Tem dois núcleos significativos: um verbo e um
Transitivo direto nome. Formado por um verbo transitivo ou in-
transitivo e um predicativo do sujeito ou do ob-
O verbo precisa de complemento que é ligado jeto.
a ele de forma direta, ou seja, sem o auxílio de
preposição. Este complemento chama-se obje- Isabel fez os doces nervosa.
to direto.
Sujeito: Isabel

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Apostila: Prefeitura de Tobias Barreto
40 Cargo: Agente de Serviços

Predicado verbo-nominal: fez os doces nervosa TERMOS INTEGRANTES


Verbo transitivo direto: fez
Objeto direto: os doces OBJETO DIRETO
Predicativo do sujeito: nervosa (...fez os doces e
estava nervosa) É o complemento de verbos transitivos diretos.
A ganância deixou pobre o avarento comerciante. Este complemento, normalmente, vem ligado ao
Sujeito: A ganância verbo sem auxílio de preposição.
Núcleo do sujeito: ganância João comprou uma bola.

Predicado verbo-nominal: deixou pobre o ava- ATENÇÃO!! O objeto direto torna-se sujeito da
rento comerciante voz passiva.
Verbo transitivo direto: deixou Uma bola foi comprada por João.
Objeto direto: o avarento comerciante
Predicativo do objeto: pobre OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO

ATENÇÃO!! O predicativo do objeto é uma qual- É o complemento de verbos transitivos diretos


idade ligada ao objeto: O avarento comerciante com o auxílio de preposição, geralmente a prep-
está pobre. osição a. Isso acontece principalmente:
1) quando o objeto direto é pronome pessoal
PREDICATIVO tônico(obrigatoriamente preposicionado):
Deste modo, prejudicas a ti e a ela.
Há o predicativo do sujeito e do objeto.
2) quando o objeto é pronome relativo quem
PREDICATIVO DO SUJEITO (obrigatoriamente preposicionado):
Pedro Severiano tinha um filho a quem idolatra-
É o termo que exprime um atributo, qualidade, va.
estado ou modo de ser do sujeito, ao qual se
prende por um verbo de ligação, que está pre- 3) Para evitar ambiguidades (obrigatoriamente
sente no predicado nominal e no verbo-nominal. preposicionado):
A casa era de vidro. Convence, enfim, ao pai o filho amado.

A vida tornou-se insuportável. 4) Com os verbos que exprimem sentimentos,


A ilha parecia um monstro. referindo-se apessoas:
O menino abriu a porta ansioso. Judas traiu a Cristo.
Não amo a ninguém, Pedro.
PREDICATIVO DO OBJETO
OBJETO DIRETO PLEONÁSTICO
É o termo que se refere ao objeto de um verbo
transitivo. Quando se quer chamar atenção para o objeto
O juiz declarou o réu inocente. direto que precede o verbo, costuma-se repeti-
Alguns chamam-no (de) impostor. lo por meio do pronome oblíquo. A esse objeto
Os inimigos chamam-lhe (de) traidor. repetido sob forma pronominal chama-se pleo-
A mãe viu-o desanimado. nástico, enfático ou redundante.

1 - PORTUGUÊS
Apostila: Prefeitura de Tobias Barreto
41 Cargo: Agente de Serviços

O dinheiro, Jaime os trazia escondico nas man- Uma bola foi comprada por João. (João praticou
gas da camisa. a ação de comprar)

OBJETO INDIRETO ATENÇÃO!! Na voz passiva pronominal ou sin-


tética não se declara o agente:
É o complemento de verbos transitivos indire-
tos. Esse complemento vem Assobiavam-se as canções dele nas ruas.
ligado ao verbo por meio de preposição.
Os filhos precisam de carinho. TERMOS ACESSÓRIOS
Assisti ao jogo.
ADJUNTO ADNOMINAL
OBJETO INDIRETO PLEONÁSTICO
É o termo de valor adjetivo que serve para es-
À semelhança do objeto direto, o objeto indire- pecificar ou delimitar o significado de um sub-
to pode vir repetido ou stantivo. Pode ser expresso:
reforçado por ênfase:
A mim ensinou-me tudo. 1) pelos adjetivos:
Na areia podemos fazer até castelos soberbos,
COMPLEMENTO NOMINAL onde abrigar o nosso íntimosonho.

É o complemento de nomes (substantivos, ad- 2) pelos artigos:


jetivos e advérbios) sempre regido de prep- O ovo é a cruz que a galinha carrega na vida.
osição, reclamado pela sua significação transi-
tiva incompleta. 3) pelos pronomes adjetivos:
Vários vendedores de artesanato expunham
Representa o recebedor, o paciente, o alvoda suas mercadorias.
declaração expressa por um nome.
A defesa da pátria. 4) pelos numerais:
O respeito às leis. Casara-se havia duas semanas.

ATENÇÃO!! COMPLEMENTO NOMINAL X OBJE- 5) pelas locuções adjetivas:


TO INDIRETO Tinha uma memória de prodígio.

A diferença entre o complemento nominal e ATENÇÃO!! ADJUNTO ADNOMINAL X COM-


o objeto indireto é que este complemen- PLEMENTO NOMINAL
ta verbos e aquele complementa nomes.
Não se deve confundir o adjunto adnominal
AGENTE DA PASSIVA formado por locução adjetiva e o complemen-
to nominal. Este é o paciente da ação expressa
É o complemento de um verbo na voz passiva. por um nome transitivo. Aquele representa o
Representa o ser que pratica a ação expressa agente da ação ou a origem, qualidade de al-
pelo verbo passivo. Geralmente, vem acom- guém ou de alguma coisa.
panhado pela preposição por:

1 - PORTUGUÊS
Apostila: Prefeitura de Tobias Barreto
42 Cargo: Agente de Serviços

Eleição do presidente. (Presidente é paciente da adjetivos. Nestes casos, tem-se um predicativo.


eleição, sofre a ação) Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às on-
das. (Audaciosos =predicativo
Discurso do presidente. (Presidente é agente do do sujeito)
discurso, pratica a ação)
VOCATIVO [do latim vocare = chamar]
O complemento nominal vem ligado por prep-
osição ao substantivo, ao adjetivo ou ao advér- É o termo usado para chamar alguém ou alguma
bio cujo sentido integra ou limita. Já o adjunto coisa.
adnominal serve para especificar ou delimitar o A ordem, meus amigos, é a base do gorverno.
significado de um substantivo. Meu nobre perdigueiro, vem comigo!

ADJUNTO ADVERBIAL ATENÇÃO!! O vocativo é um termo à parte. Não


pertence à estrutura da oração, por isso não se
É o termo que exprime uma circunstância (de anexa ao sujeito nem ao predicado.
tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras,
que modifica o sentido de um verbo, adjetivo ou
advérbio. Pode vir representado: 1.14 - Classes de palavras
1) por advérbio:
Aqui não passa ninguém. As classes de palavras ou classes gramaticais são
dez: substantivo, verbo, adjetivo, pronome, arti-
2) por locução adverbial: go, numeral, preposição, conjunção, interjeição e
Lá embaixo aparece Jacarecanga sob o sol do advérbio.
meio-dia.
Essas categorias são divididas em palavras
3) por oração adverbial: variáveis (aquelas que variam em gênero, núme-
Fechemos os olhos até que o sol comece a decli- ro ou grau) e palavras invariáveis (as que não var-
nar. iam).

APOSTO Palavras Variáveis e Flexões

É uma palavra ou expressão que explica ou es- Substantivo


clarece, desenvolve ou resume outro termo da
oração: É a palavra que nomeia os seres em geral, desde
D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um monarca objetos, fenômenos, lugares, qualidades, ações,
sábio. dentre outros.
Casas e pastos, árvores e planatações, tudo foi
destruído pela enchente. Exemplos: Ana, Brasil, beleza.
Prezamos acima de tudo duas coisas: a vida e a
liberdade. Flexões: Gênero (masculino e feminino), número
Minha irmã Beatriz é linda. (singular e plural) e grau (aumentativo e diminu-
tivo).
ATENÇÃO!! O aposto não pode ser formado por

1 - PORTUGUÊS
Apostila: Prefeitura de Tobias Barreto
43 Cargo: Agente de Serviços

Verbo Para saber mais sobre ARTIGO


click abaixo
É a palavra que indica ações, estado ou
fenômeno da natureza.

Exemplos: existir, sou, chovendo.

Flexões: Pessoa (primeira, segunda e terceira),


número (singular e plural), tempo (presente,
passado e futuro), modo (indicativo, subjuntivo
e imperativo) e voz (ativa, passiva e reflexiva). Numeral

Adjetivo É a palavra que indica a posição ou o número


de elementos.
É a palavra que caracteriza, atribui qualidades
aos substantivos. Exemplos: um, primeiro, dezena.

Exemplos: feliz, superinteressante, amável. Flexões: Gênero, número e grau.

Flexões: Gênero (uniforme e biforme), número


(simples e composto) e grau (comparativo e su- Palavras Invariáveis
perlativo).
Preposição
Pronome
É a palavra que liga dois elementos da oração.
É a palavra que substitui ou acompanha o sub-
stantivo, indicando a relação das pessoas do Exemplos: a, após, para.
discurso.

Exemplos: eu, contigo, aquele.


Flexões: Gênero, número e pessoa. Conjunção

Artigo É a palavra que liga dois termos ou duas orações


de mesmo valor gramatical.
É a palavra que antecede o substantivo. Exemplos: mas, portanto, conforme.

Exemplos: o, as, uns, uma. Interjeição

Flexões: Gênero e número. É a palavra que exprime emoções e sentimen-


tos.

Exemplos: Olá!, Viva! Psiu!

1 - PORTUGUÊS
Apostila: Prefeitura de Tobias Barreto
44 Cargo: Agente de Serviços

tante. É nesse momento que você vai saber qual


Advérbio o assunto tratado e qual a posição do seu autor.

É a palavra que modifica o verbo, o adjetivo ou Leia devagar e sem interromper a leitura.
outro advérbio, exprimindo circunstâncias de
tempo, modo, intensidade, entre outros. 2. Releia o texto e marque todas as palavras que
Exemplos: melhor, demais, ali. não sabe o significado

Embora seja considerado invariável porque não Agora que você já sabe qual é o assunto, na se-
sofre flexão de gênero e número, os advérbios gunda leitura você dará início a uma fase mais
apresentam flexões de grau: comparativo e su- detalhada.
perlativo.
Na existência de palavras desconhecidas, anote
em um rascunho ou sublinhe no próprio texto.
1.15 - Interpretação de Texto
3. Veja o significado de cada uma delas no dicio-
A interpretação de texto é o elemento-chave nário e anote
para o resultado acadêmico, eficiência na solu-
ção de exercícios e mesmo na compreensão de Consulte o dicionário e anote os sinônimos ou a
situações do dia-a-dia. explicação do seu sentido. Releia o texto subs-
tituindo as palavras desconhecidas por aquelas
Além de uma leitura mais atenta e conhecimen- que você já conhece.
to prévio sobre o assunto, o elemento de funda-
mental importância para interpretar e compre- Isso não só ajuda a entender um texto em espe-
ender corretamente um texto é ter o domínio da cífico, como também aumenta o seu vocabulário.
língua.
4. Separe os parágrafos do texto e releia um a
E mesmo dominando a língua é muito importan- um fazendo o seu resumo
te ter um dicionário por perto. Isso porque nin-
guém conhece o significado de todas as palavras Separe o texto em parágrafos. À medida que lê,
e é muito difícil interpretar um texto desconhe- utilize um rascunho para fazer um resumo daqui-
cendo certos termos. lo que leu.
Finalmente, o mais importante: leia! Somente a A partir daí você está exercitando a sua capacida-
prática da leitura facilitará a sua capacidade de de em compreender a leitura.
compreensão e interpretação de textos.
Resuma aquilo que leu. Agregar ao texto ideias
Vamos às dicas! precipitadas não demonstra concentração, e isso
pode levar você a divagar no assunto e, inclusive,
Como interpretar um texto? tirar conclusões erradas.

1. Leia todo o texto pausadamente

O primeiro contato com o texto é muito impor-

1 - PORTUGUÊS
Apostila: Prefeitura de Tobias Barreto
45 Cargo: Agente de Serviços

5. Elabore uma pergunta para cada parágrafo


e responda

Ler pode ser uma atitude passiva, mas quando


você experimenta usar o texto fazendo pergun-
tas sobre ele e respondendo, absorve melhor
o teor das suas palavras e os seus significados.

Nesse momento você poderá perceber que, afi-


nal, ainda havia muita coisa para entender.

6. Questione a forma usada para escrever

Questione o motivo pelo qual o autor usou de-


terminada forma para se expressar. Qual teria
sido a sua intenção para escrever assim e não
de outro modo?

1 - PORTUGUÊS
Prof. Fabiano Oliveira – Especialista em Língua e Produção
Textual e Mestrando em Linguística.
COMPREENSÃO E
INTERPRETAÇÃO DE
TEXTO
TEXTO – é um conjunto de ideias organizadas e
relacionadas entre si, formando um todo significativo
capaz de produzir INTERAÇÃO COMUNICATIVA
(capacidade de CODIFICAR E DECODIFICAR).

CONTEXTO – um texto é constituído por diversas


frases. Em cada uma delas, há uma certa informação
que a faz ligar-se com a anterior e/ou com a posterior,
criando condições para a estruturação do conteúdo a
ser transmitido. A essa interligação dá-se o nome de
CONTEXTO. Nota-se que o relacionamento entre as
frases é tão grande, que, se uma frase for retirada de
seu contexto original e analisada separadamente,
poderá ter um significado diferente daquele inicial.
INTERTEXTO - comumente, os textos
apresentam referências diretas ou indiretas
a outros autores através de citações. Esse
tipo de recurso denomina-se INTERTEXTO.

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO - o primeiro


objetivo de uma interpretação de um texto é
a identificação de sua ideia principal. A partir
daí, localizam-se as ideias secundárias, ou
fundamentações, as argumentações, ou
explicações, que levem ao esclarecimento
das questões apresentadas na prova.
Definição de Texto
- Consideramos texto uma
unidade autônoma que produz
sentido, independentemente de
suas dimensões.
- Assim, podemos considerar texto
uma charge de humor, uma
matéria jornalística, uma peça
jurídica, etc.
Texto e suas relações
- Os textos desenvolvem relações entre si, sendo certo que,
embora apresentem formatos diferentes, por vezes tratam de
temas semelhantes.

- Falamos em interdiscursividade e intertextualidade:

Exemplos: A cenas de novelas e propagandas.


TEXTO NARRATIVO
O quê?
Quem?
Quando?
Onde?
Como?
Por quê?
Por isso?
A urbanização no Brasil registrou marco
histórico na década de 1970, quando o
número de pessoas que viviam nas cidades
ultrapassou o número daquelas que viviam
no campo. No início deste século, em 2000,
segundo dados do IBGE, mais de 80% da
população brasileira já era urbana.
Aplicando o esquema narrativo
O Quê? Fenômeno de urbanização
Quem? Brasileiros
Onde? Brasil
Quando? Década de 70 e 2000
Como? Êxodo Rural
Por quê? Latifúndios improdutivos
Por isso? Cidades inchadas
Relações entre textos
- Há relações entre os textos?

- Há a relação entre as charges?

- Quais as diferenças entre Compreender e


interpretar?

- O que é a intertextualidade?
Resposta:
As duas charges, com efeito, expressam a verdade, ou
seja:

-A primeira trata de latifúndios improdutivos, por isso a


enxada parada;

- A segunda trata de uma cidade caótica, o que fica claro


pelo trânsito e edifícios, por isso inchada e parada.
Assim, as duas são verdadeiras.
Conexões Textuais
-Latifúndio: s.m. Grande extensão de
terras, geralmente improdutivas ou
escassamente exploradas por
lavradores, a benefício do proprietário.

- Famílias Sem Terra ocupam


latifúndio contra despejos em Minas
Gerais (28 de fevereiro de 2011)
Agora, uma explica a outra:
A relação é inversa, ou seja, a causa
do inchaço das cidades é a existência
de latifúndios improdutivos.

IMPORTANTE: As conjunções
conferem aos textos coesão textual,
estabelecendo relações entre
períodos. Além do PORQUE,
podemos citar:
Conectores:
Não só...mas também, além disso – ligação de
argumentos em favor de determinada conclusão.

Isto é, ou seja, em outras palavras – reformulação do


que foi dito.

Mas, porém, contudo, todavia, entretanto –


contraposição de argumentos, com preponderância
daquele que aparece sob a conjunção adversativa.
Linguagem e Ideologia
- Todo texto, ainda que de modo indireto, expressa a intenção de
seu produtor.

- Um texto é fruto de um contexto.

- Se é feito por um governo socialista, de esquerda, expressa


ideologias próprias desta linha ideológica.

- As respostas para as questões, geralmente, estão no próprio


texto. Uma leitura mais atenta pode leva-lo a alternativa correta.
Texto e Contexto
-Para compreensão de um texto é essencial a
noção de contexto, ou seja, informações que o
leitor obtém de outras fontes e que forma seu
universo de conhecimento.

Observemos os textos que seguem:


Como se sabe, a idade mínima para a
criança trabalhar no Brasil é de 14 anos:
art. 403 CLT “É proibido qualquer
trabalho a menores de 16 anos, salvo na
condição de aprendiz, a partir dos 14
anos.”
Conclusão:
Ora, tanto um quanto outro
dado fornecido dão conta da
exploração do trabalho infantil,
quer seja pela criminalidade,
quer seja por aqueles que
contratam menores,
irregularmente, para exercer
atividades laborais. Assim,
ambas as condutas fomentam o
desrespeito à lei.
Normalmente, numa prova, o
candidato é convidado a:

1. IDENTIFICAR – é reconhecer os
elementos fundamentais de uma
argumentação, de um processo, de uma
época (neste caso, procuram-se os
verbos e os advérbios, os quais definem
o tempo).

2. COMPARAR – é descobrir as
relações de semelhança ou de
diferenças entre as situações do texto.
Normalmente, numa prova, o
candidato é convidado a:

3. COMENTAR - é relacionar o conteúdo


apresentado com uma realidade,
opinando a respeito.

4. RESUMIR – é concentrar as idéias


centrais e/ou secundárias em um só
parágrafo.

5. PARAFRASEAR – é reescrever o
texto com outras palavras.
INTERPRETAR SIGNIFICA COMPREENDER SIGNIFICA
- INTELECÇÃO, ENTENDIMENTO,
- EXPLICAR, COMENTAR, JULGAR, TIRAR
ATENÇÃO AO QUE REALMENTE ESTÁ
CONCLUSÕES, DEDUZIR.
ESCRITO.
- TIPOS DE ENUNCIADOS
- TIPOS DE ENUNCIADOS:
• Através do texto, INFERE-SE que...
• O texto DIZ que...
• É possível DEDUZIR que...
• É SUGERIDO pelo autor que...
• O autor permite CONCLUIR que...
• De acordo com o texto, é CORRETA ou
• Qual é a INTENÇÃO do autor ao
ERRADA a afirmação...
afirmar que...
• O narrador AFIRMA...
O problema ecológico
1) Segundo o Texto,
Se uma nave extraterrestre invadisse o espaço aéreo da Terra, o cientista
com certeza seus tripulantes diriam que neste planeta não americano está
habita uma civilização inteligente, tamanho é o grau de preocupado com:
destruição dos recursos naturais. Essas são palavras de um
renomado cientista americano. Apesar dos avanços obtidos, a (A) a vida neste
humanidade ainda não descobriu os valores fundamentais da planeta.
existência. O que chamamos orgulhosamente de civilização (B) a qualidade do
nada mais é do que uma agressão às coisas naturais. A grosso espaço aéreo.
modo, a tal civilização significa a devastação das florestas, a (C) o que pensam os
poluição dos rios, o envenenamento das terras e a deterioração extraterrestres.
da qualidade do ar. O que chamamos de progresso não passa (D) o seu prestígio no
de uma degradação deliberada e sistemática que o homem vem mundo.
promovendo há muito tempo, uma autêntica guerra contra a (E) os seres de outro
natureza. Afrânio Primo. Jornal Madhva (adaptado). planeta.
2) Para o autor, a humanidade:

(A) demonstra ser muito inteligente.


(B) ouve as palavras do cientista.
(C) age contra sua própria existência.
(D) preserva os recursos naturais.
(E) valoriza a existência sadia.
3) Da maneira como o assunto é tratado no
Texto II, é correto afirmar que o meio ambiente
está degradado porque:

(A) a destruição é inevitável.


(B) a civilização o está destruindo.
(C) a humanidade preserva sua existência.
(D) as guerras são o principal agente da destruição.
(E) os recursos para mantê-lo não são suficientes.
Gabarito
1) A
2) C
3) B
Prof. Fabiano Oliveira – Especialista em Língua e Produção
Textual e Mestrando em Linguística.
Vamos aprender
Ortografia?
Ortografia
A ortografia se caracteriza por estabelecer
padrões para a forma escrita das palavras. Essa
escrita está relacionada tanto a critérios
etimológicos (ligados à origem das palavras) quanto
fonológicos (ligados aos fonemas representados).
Emprego de X e Ch
Emprega-se o X:
1) Após um ditongo.
Exemplos: caixa, frouxo, peixe
Exceção: recauchutar e seus derivados
2) Após a sílaba inicial "en".
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca
Exceção: palavras iniciadas por "ch" que recebem o prefixo "en-"
Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro), encher e
seus derivados (enchente, enchimento, preencher...)
3) Após a sílaba inicial "me-".
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão
Exceção: mecha
4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras inglesas
aportuguesadas.
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu
Emprega-se o G:
1) Nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem
Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem
Exceção: pajem

2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio


Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio

3) Nas palavras derivadas de outras que se grafam com g


Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem), vertiginoso
(de vertigem)

4) Nos seguintes vocábulos:


algema, auge, bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete,
hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem.
Emprega-se o J:
1) Nas formas dos verbos terminados em -jar ou -jear
Exemplos:
arranjar: arranjo, arranje, arranjem
despejar: despejo, despeje, despejem
gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando
enferrujar: enferruje, enferrujem
viajar: viajo, viaje, viajem (3ª pessoa do plural do presente do
subjuntivo)

2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica


Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji
1) O X pode representar os
seguintes fonemas:
/ch/ - xarope, vexame
/cs/ - axila, nexo
/z/ - exame, exílio
/ss/ - máximo, próximo
/s/ - texto, extenso
O alfabeto passa a ter 26 letras.
Foram reintroduzidas as letras k, w e y.
O alfabeto completo passa a ser: A B C D E F G H I
K L M N O P Q R S T U V W X Y Z.
As letras k, w e y, que na verdade não tinham
desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua,
são usadas em várias situações. Por exemplo: a) na escrita
de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg
(quilograma), W (watt);
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que
ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui.
Exemplos: aguentar, liquidação,
Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas
derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano.

Mudanças nas regras de acentuação


1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras
paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).
Alcalóide - alcaloide
Alcatéia - alcateia
Andróide - androide
Asteróide - asteroide
Bóia - boia
Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam
a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis.
Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.

2. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s)


abençôo - abençoo
crêem (verbo crer) - creem
dêem (verbo dar) - deem
Enjôo - enjoo
lêem (verbo ler) - leem

3. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s pela(s),
pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.
Ele pára o carro - Ele para o carro.
Ele foi ao pólo - Ele foi ao polo Norte.
.
4. Permanecem os acentos que diferenciam o
singular do plural dos verbos ter e vir, assim como
de seus derivados (manter, deter, reter, conter,
convir, intervir, advir etc.). Exemplos: Ele tem dois
carros. / Eles têm dois carros. Ele vem de Aracaju/
Eles vêm de Aracaju.

5. É facultativo o uso do acento circunflexo para


diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns
casos, o uso do acento deixa a frase mais clara.
Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do
bolo?
Uso do Hífen
Algumas regras do uso do hífen foram alteradas
pelo novo Acordo. Mas, como se trata ainda de
matéria controvertida em muitos aspectos, para
facilitar a compreensão dos leitores, apresento
um resumo das regras que orientam o uso do
hífen com os prefixos mais comuns, assim como
as novas orientações estabelecidas pelo Acordo
1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de
palavra iniciada por h.
Exemplos: anti-higiênico anti-histórico co-herdeiro
macro-história mini-hotel proto-história sobre-humano
super-homem ultra-humano.
2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em
vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo
elemento.
Exemplos: aeroespacial, agroindustrial, anteontem,
antiaéreo.
3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o
segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se
essas letras. Exemplos: antirrábico, antirracismo,
antirreligioso, antirrugas, antissocial, biorritmo, contrarregra,
contrassenso. Cosseno, infrassom, microssistema,

4. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o


segundo elemento começar pela mesma vogal. Exemplos: anti-
ibérico, anti-imperialista, anti-inflacionário, auto-observação,
contra-atacar, contra-ataque, micro-ondas, micro-ônibus,
semi-internato, semi-interno.
5. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-
almirante etc.
6. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a
noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva,
pontapé, paraquedas, paraquedista etc.

7. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró,
usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-
mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.
Palavras que podem causar problemas se colocadas de forma errada:
1. Mas/Mais:
Mas: conjunção adversativa, mas equivale a , entretanto, porém e contudo.
Ex.: Sabíamos de tudo, mas não queríamos falar.
Ex: Todos queríamos muito viajar, mas não tínhamos dinheiro.
Mais: pronome ou advérbio de intensidade mais é o oposto de menos.
Ex.: A moça de branco foi quem mais perguntou.
Estou mais cansado hoje do que ontem.
2. Onde/Aonde
Emprega-se aonde com verbos que não dão idéia de movimento e indicam
direção. Equivale a para onde.
Ex.: Aonde você vai com tanta pressa?
Emprega-se com verbos que não dão idéia de movimento.
Equivale a em que lugar.
Ex.: Onde estão os meninos?
3. Há / A
Empregamos Há (verbo haver) para indicar tempo passado
(equivale a faz).
Ex.: Há dois meses que ele não parece Ele chegou da Europa há
um ano.
Empregamos a (preposição) para indicar tempo futuro.
Ex.: Daqui a dois meses ele aparecerá.
Empregamos a (preposição) para indicar distância.
Ex.: A peixaria fica a dez quilômetros daqui.

4. Meio (advérbio) e Meio (numeral)


Advérbio não varia – Ela esta meio cansada
Numeral varia – Ela comeu meia maçã
5. Cessão/Sessão/Seção
Cessão é o ato de ceder, de dar.
Ex:Ele fez a cessão de seus direitos autorais.
Sessão é o intervalo de tempo que dura uma reunião, uma assembleia.
Ex:Assistimos a uma sessão de cinema.
Ex:Reuniram-se em sessão extraordinária.
Seção é uma parte, um segmento ou uma subdivisão de um todo.
Ex:Lemos a notícia na seção de esportes.
Ex:Vou a seção de brinquedos.

6. Regras de uso do Ç
⇒ Usamos o Ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em -to, -tor e -tivo:
Redator – redação ; Cantor – canção ; Exceto – exceção
Introspectivo – introspecção
⇒ Usamos o Ç em substantivos terminados em -tenção derivados de verbos terminados em -ter:
Reter – retenção ; Manter – Manutenção
⇒ Usamos o Ç em verbos terminados em -çar quando o substantivo equivalente terminar em -ce ou em -ço:
Alcance – alcançar ; Abrace – abraço ; Endereço – endereçar
⇒ Usamos o Ç em substantivos terminados em -ção quando esses derivam de verbos que sofreram perda da letra R:
Combinar – combinação
Predicar – predicação
Significar – significação
Repartir – repartição
7. Usa-se “S” nas seguintes situações:
a) Depois de ditongos:
Exemplo:
Coisa, faisão, mausoléu, etc.
b) Devemos empregar “são” em substantivos derivados de verbos terminados em: “ender”, “verter”, “pelir”
e “ndir”.
Exemplos:
Apreender, apreensão; Ascender, ascensão; compreender, compreensão; distender, distensão; estender,
extensão; pretender, pretensão; suspender, suspensão;subverter, subversão; repelir, repulsão; fundir,
fusão, etc.
c) Em adjetivos terminados pelos sufixos “oso “ e “osa”, indicando abundância ou estado pleno.
Exemplos:
Formoso, formosa, dengoso, dengosa, horroroso, horrorosa, cheiroso, cheirosa, etc.
d) Em palavras terminadas pelos sufixos: “ês”, “esa”, “isa” e “ose”; empregados na formação de nomes que
designam: títulos de nobreza, posição social, profissão, origem ou nacionalidade.
Exemplos:
Burguês, burguesa, camponês, camponesa, marquês, marquesa, português, portuguesa, princesa, profetisa,
sacerdotisa, osmose, pentose, escoliose, etc.
8. Usa-se “Z” nas seguintes situações:
a) Nos formadores de substantivos abstratos a partir de adjetivos, terminados com
sufixo: “ez” ou “eza”.
Exemplo:
Sensatez, Altivez, magreza, certeza, mesquinhez, moleza, etc.
b) Em sufixo “triz” formador de femininos:
Exemplo:
Imperatriz, atriz, embaixatriz, etc.
c) Em verbos terminados pelo sufixo “izar”, quando a palavra primitiva não possuir “s”:
Exemplos:
Economia, economizar; Terror, Aterrorizar; Frágil, fragilizar.
OBS: Análise + ar = analisar; friso +ar = frisar. Isto é, nessas palavras não existe o sufixo
“izar”.
d) Em sufixos formadores de aumentativo e diminutivo, quando apalavra primitiva não
possuir “s” no radical.
Exemplos:
Carta, cartaz; Mulher, mulherzinha; avião, aviãozinho; arvore, arvorezinha.
1. Assinale a sequência que complete corretamente as sentenças:
Os turistas foram ao Cristo Redentor, ________ puderam observar a bela
paisagem da cidade.
________ você vai depois do expediente?
Nas metrópoles brasileiras, ________ o trânsito é congestionado, um simples
trajeto pode demorar horas.
Ele conquistou um lugar na empresa ________ ninguém mais chegou.
a) aonde, aonde, onde e aonde.
b) onde, aonde, onde e aonde.
c) aonde, onde, aonde e onde.
d) onde, onde, onde e aonde.
2. Qual dos itens está com a escrita errada segundo o novo
acordo ortográfico?
a. Autoescola e infra-axilar
b. Ex-prefeito – infra-humano
c. Bem-vindos e enjoo
d. Anti-social e autorretrato
e. Micro-ônibus e voo

3. Qual das frases abaixo apresenta um erro segundo a


norma culta.
a. Por que as mulheres são sentimentais?
b. Aonde você mora?
c. Eu estive na França há três anos.
d. As mulheres são sentimentais por quê?
e. Física e química são matérias afins.
Gabarito
• 1) B
• 2) D
• 3) B
LÍNGUA PORTUGUESA

Prof. Fabiano Oliveira – Especialista em Língua e Produção


Textual e Mestrando em Linguística.
ACENTUAÇÃO
GRÁFICA
• O português, assim como outras línguas neolatinas, apresenta acento
gráfico. Sabemos que toda palavra da Língua portuguesa de duas ou mais
sílabas possui uma sílaba tônica. Observe as sílabas tônicas das
palavras arte, gentil, táxi e mocotó. Você constatou que a tonicidade recai
sobre a sílaba inicial em arte, a final em gentil, a inicial em táxi e a final em
mocotó.
• Além disso, você notou que a sílaba tônica nem sempre recebe acento
gráfico. Portanto, todas as palavras com duas ou mais sílabas terão acento
tônico, mas nem sempre terão acento gráfico. A tonicidade está para a
oralidade (fala) assim como o acento gráfico está para a escrita (grafia). É
importante aprender as regras de acentuação pois, como vimos acima,
independem da fonética.
REGRAS DE ACENTUAÇÃO
1.Acentuam-se as palavras monossílabas tônicas terminadas em a, e, o, seguidas ou
não de s.

Ex: já, fé, pés, pó, só.

2. Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a, e, o, seguidas ou não de s,


em, ens.

Ex.: maracujá, café, picolé, mocotó, porém, parabéns, metrô, francês, armazém,
conténs, vinténs.

OBS: Não se acentuam as oxítonas terminadas em i e u, consoantes e


infinitivos em i, seguidos dos pronomes oblíquos lo, la, los, las.
Ex: ali, caqui, bambu, Aracaju, rebu, urubu, sutil, clamor, fi-lo, abri-lo, reduzi-los, cumpri-las.
3. Acentuam-se as palavras paroxítonas em r, u(s), x, i , n, l, ps, uns, ão, ã.
Ex.: táxi, dândi, júri, órfã, César, mártir, revólver, álbum, bênção, bíceps, pólen, hífen.

Responda aí: Por que HIFENS não possui acento gráfico?


Atenção: Acentuam-se as paroxítonas terminadas em ditongo oral seguido ou
não de s.
Ex.: correspondência, série, fragrância, jóquei, superfície, água, área, aniversário,
ingênuos.

4. Acentuam-se todas as palavras proparoxítonas.


Ex.: fósforo, alvéolos, matemática, médico, crisântemo, ótimo, incômoda, podíamos,
abóbora, bússola, dúvida.
Dica para não
errar mais!
•Rouxinol
5. Também não se acentuam as palavras paroxítonas com hiato oo e ee dos
verbos crer, dar, ler e ver.

Ex: enjoo, perdoo, voo, creem, leem, veem, deem.

ATENÇÃO: os verbos ter e vir não sofreram alterações. Exemplo: Ela tem –
Elas têm. Ela vem – Elas vêm.

6. Acentuam-se os hiatos que contenham i , u tônicas (seguidos ou não de


s). Exceção: Se o hiato for seguido de nh não receberá acento. Ex.: Rainha

Ex: aí, balaústre, baú, egoísta, faísca, heroína, saída, saúde, viúvo, juízes,
Piauí.
O acento diferencial (utilizado para distinguir homógrafos tônicos de
átonos) foi excluído. Mantém-se apenas nestas duas palavras:
pôde (verbo poder no tempo passado) / pode (verbo poder no tempo
presente);

O homem pode transformar o mundo em que vive.


A mulher pôde visitar o marido no hospital.

pôr ( verbo) / por (preposição);

As demais perderam o acento:


Pelo (subst.) – Pelo (verbo)
Para (prep.) – Para (verbo)
1. Assinale a alternativa em que todos os vocábulos
são acentuados por serem oxítonos:
a) paletó, avô, pajé, café, jiló
b) parabéns, vêm, hífen, saí, oásis
c) você, capilé, Paraná, lápis, régua
d) amém, amável, filó, porém, além
e) caí, aí, ímã, ipê, abricó
2. As palavras após e órgãos são acentuadas por
serem respectivamente:
a) paroxítona terminada em s e proparoxítona
b) oxítona terminada em o e paroxítona terminada
em ditongo
c) proparoxítona e paroxítona terminada em s
d) monossílabo tônico e oxítona terminada em o,
seguida de s
e) proparoxítona e proparoxítona
3. As palavras se agrupam pela mesma regra de
acentuação em:
a) é, só, até
b) também, através, aí
c) involuntária, hermético, substituível
d) arrogância, inconsistência, mistério
e) arbitrária, água, transpô-la
4. Não leva acento:
a) atrai-la
b) supo-la
c) conduzi-la
d) vende-la
e) revista-la
Gabarito
1)
2)
3)
4)
Profa. Glícia Kelline – Licenciada em Letras, especialista em
Diversidade linguística e Mestra em Linguística.
16 – ACENTUAÇÃO
GRÁFICA
REGRAS DE ACENTUAÇÃO
1.Acentuam-se as palavras monossílabas tônicas terminadas em a, e, o, seguidas ou
não de s.

Ex: já, fé, pés, pó, só, ás.

2. Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a, e, o, seguidas ou não de s,


em, ens.

Ex.: cajá, café, jacaré, cipó, também, parabéns, metrô, inglês alguém, armazém,
conténs, vinténs.

OBS: Não se acentuam as oxítonas terminadas em i e u, e em consoantes nem os infinitivos


em i, seguidos dos pronomes oblíquos lo, la, los, las.
Ex: ali, caqui, rubi, bambu, rebu, urubu, sutil, clamor, fi-lo, puni-la, reduzi-los, feri-las.
3. Acentuam-se as palavras paroxítonas exceto aquelas terminadas em a, e, o,
seguidas ou não de s, em, ens, bem como prefixos paroxítonos terminados em i ou r.

Ex.: dândi, júri, órfã, César, mártir, revólver, álbum, bênção, bíceps, espelho, famosa,
medo, ontem, socorro, polens, hifens, pires, tela, super-homem.

Atenção: Acentuam-se as paroxítonas terminadas em ditongo oral seguido ou não


de s.

Ex.: jóquei, superfície, água, área, aniversário, ingênuos.

4. Acentuam-se todas as palavras proparoxítonas.

Ex.: ótimo, incômoda, podíamos, correspondência abóbora, bússola, dúvida.


5. Também não se acentuam as palavras paroxítonas com hiato ee.

Ex: creem, leem, veem, deem.

6. Acentuam-se sempre as palavras que contenham i , u tônicas; formam


hiatos; formam sílabas sozinhas ou são seguidos de s; não seguidas de nh;
não precedidas de ditongo em paroxítonas; nem repetidas.

Ex: aí, balaústre, baú, egoísta, faísca, heroína, saída, saúde, viúvo, juízes,
Piauí. Pela regra exposta acima, não se acentuam: rainha, xiita, ruim, juiz,
fortuito, gratuito, feiura.
O acento diferencial foi excluído. Mantém-se apenas nestas quatro palavras,
para distinguir uma da outra que se grafa de igual maneira:

pôde (verbo poder no tempo passado) / pode (verbo poder no tempo


presente);

pôr ( verbo) / por (preposição);

vem ( verbo vir na 3ª pessoa do singular) / vêm ( verbo vir na 3ª pessoa do


plural);

tem ( verbo ter na 3ª pessoa do singular) / têm ( verbo ter na 3ª pessoa do


plural).
Língua Portuguesa

Fabiano Oliveira – Licenciado em Letras, especialista em Língua


Portuguesa e Produção de texto e Mestrando em Linguística.
Divisão Silábica
A divisão silábica faz-se pela
silabação, isto é,
pronunciando as palavras
por sílabas. Na escrita,
separam-se as sílabas por
meio do hífen.
ME-NI-NA, você precisa me
apresentar esse PÃO-ZI-NHO!
Ontem eu estava me sentindo
A-MI-GO, ontem eu PÉS-SI-MO por causa dessa
vi gatinho MA-RA- solidão!
VI-LHO-SO lá no
prédio!!
• É preciso prestar muita atenção quando se vai separar as sílabas
de uma palavra, pois nem sempre o modo como falamos
corresponde à separação correta na escrita. Por exemplo, a
palavra “advogado”. Se tentarmos separá-la com base no modo
como a falamos, muitos de nós a separaremos como “A-D-VO-
GA-DO” ou como “A-DI-VO-GA-DO” ou ainda “A-DE-VO-GA-DO”,
quando a forma correta é na verdade “AD-VO-GA-DO”.

• Essa separação incorreta de sílabas se dá porque raramente o


falante de português brasileiro pronúncia a palavra “advogado”
com D mudo.
•O mesmo ocorre com
GRATUITO!
•REGRA GERAL:

•Na escrita, não se separam letras representativas


da mesma sílaba:

Exemplo: Te-sou-ro, di-nhei-ro


•Não se separam ditongos:
Ex.: cau-le - Ba-lei-a - Des-mai-a-da
•Não se separam Tritongos:
Ex.: Pa-ra-guai - Quais-quer
Separam-se encontros consonantais
separáveis:
• Sub-ma-ri-no
• Ab-so-lu-to
• In-fec-ção
• Pers-pi-caz
• Rit-mo
Não se levam em conta os elementos
mórficos:
• De-sa-ten-to
• In-te-rur-ba-no
• Su-bur-ba-no
• Tran-sa-tlân-ti-co
• Bi-sa-vó
• Su-ben-ten-di-do
• Su-bes-ti-mar
• Hi-dre-lé-tri-ca
SUPER ABRAÇO!
Valeu, galera!
Língua Portuguesa

Fabiano Oliveira – Licenciado em Letras, especialista em Língua


Portuguesa e Produção de texto e Mestrando em Linguística.
Pontuação
USO DA VÍRGULA NO INTERIOR DA ORAÇÃO
Regra magna:

A vírgula, posta entre A e B, indica que:

• ambos os termos são contíguos, mas não associados


sintaticamente entre si.
Exemplos:

Entre certos povos, antigos rituais religiosos incluem o sacrifício de crianças.

Entre certos povos antigos, rituais religiosos incluem o sacrifício de crianças.


VÍRGULA PARA MARCAR INTERCALAÇÃO

• do adjunto adverbial

As cidades, no mundo moderno, cresceram exageradamente.

• da conjunção

Os candidatos prometem milagres. Os governantes, porém, não


conseguem realizá-los.
VÍRGULA PARA MARCAR INTERCALAÇÃO
• do aposto

• general De Gaulle, ex-presidente da França,


foi alvo de vários atentados.

• do vocativo

Sinto muito, freguesa, mas esse desconto


eu não posso fazer.
VÍRGULA PARA MARCAR INVERSÕES
• do adjunto adverbial (no início da oração):

Com cuidado e atenção, poucos erros se dão.


• do complemento pleonástico antecipado ao verbo:

Os dias sagrados e festivos, o povo ainda os comemora com devoção.

• do nome de lugar antecipado às datas:

Brasília, 22 de abril de 1500.


VÍRGULA PARA SEPARAR TERMOS
COORDENADOS (EM UMA ENUMERAÇÃO)
Os Jogos Olímpicos reúnem países de Europa,
América, Ásia e África.

VÍRGULA PARA MARCAR ELIPSE DO VERBO


Vamos comemorar antes a paz. Depois, a vitória.
VÍRGULA ENTRE
ORAÇÕES
DO PERÍODO
SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

• Não se separam da principal por meio de vírgula.

Não imaginava que a propaganda seria tão agressiva.

• Exceto a apositiva, que se separa por dois pontos ou vírgula.

Fica estabelecida esta lei: que aqui ninguém é intocável.


SUBORDINADAS ADJETIVAS

• RESTRITIVAS
Não se separam

São raros os programas de TV que trazem algum proveito.

• EXPLICATIVAS
Vêm sempre isoladas entre vírgulas

O juiz, que era íntegro, não se vendeu.


SUBORDINADAS ADVERBIAIS

• Antecipadas à oração principal: sempre se separam.


Ainda que a situação fosse adversa, conseguimos bom
resultado.

• Após a oração principal: é sempre correta a vírgula, mas


não obrigatória
Todas as dúvidas caíram por terra, quando chegou a notícia
oficial.
ORAÇÕES COORDENADAS

• Assindéticas: sempre se separam por vírgula.


Pegou o recado, leu-o, disparou para a rua.

• Sindéticas: é sempre correto e aconselhável separá-las


por vírgula, exceto as aditivas introduzidas pela
conjunção e.
Penso, logo existo.
OUTROS
SINAIS DE
PONTUAÇÃO
PONTO E VÍRGULA (;)

Estabelece uma pausa bem marcada, mais


nítida do que a da vírgula, sem, contudo,
denunciar o fim do enunciado.

EX.: Antes, eram os problemas políticos; hoje,


os econômicos.
DOIS-PONTOS (:)

Servem para indicar uma citação de outrem ou para


dar início a uma sequência que explica, discrimina
ou desenvolve a ideia anterior.

EX.: Desastre em Paris: o selecionado brasileiro


de futebol perde por três a zero.
RETICÊNCIAS (…)

Servem para indicar ruptura do


enunciado. Marcam a interrupção de uma
frase antes que ela tenha sido concluída.

EX.: Ela tem-se mostrado tão agressiva…


Bem… é melhor não dizer o que penso.
PARÊNTESES ( )

Servem para isolar palavras ou expressões


que não se encaixam na sequência lógica do
enunciado.
EX.: São Paulo é hoje (que absurdo !) uma cidade
quase inabitável.
TRAVESSÃO ( — )

Emprega-se para marcar mudança de


interlocutor nos diálogos.
— Já chegaram todos?
— Ainda não.
— Então esperemos um pouco mais.
ASPAS ( ‟ ” )

Empregam-se as aspas para isolar


palavras ou expressões que não são da
autoria da pessoa que escreve.
EX.: Foi o que disse Arquimedes: ‟Dê-me uma
alavanca e erguerei o universo”.
1. (IBGE) Assinale a opção que apresenta erro de
pontuação:

a) Sem reforma, social, as desigualdades entre as cidades


brasileiras, crescerão sempre...
b) No Brasil, a diferença social é motivo de constante
preocupação.
c) O candidato que chegou atrasado fez um ótimo teste no
IBGE.
d) Tenho esperanças, pois a situação econômica não
demora a mudar.
e) Ainda não houve tempo, mas, em breve, as providências
serão tomadas.
2. (ABC-SP) Assinale a alternativa cuja frase está
corretamente pontuada:

a) O sol que é uma estrela, é o centro do nosso sistema


planetário.
b) Ele, modestamente se retirou.
c) Você pretende cursar Medicina; ela, Odontologia.
d) Confessou-lhe tudo; ciúme, ódio, inveja.
e) Estas cidades se constituem, na maior parte de imigrantes
alemães.
3.(CESGRANRIO) Assinale o texto de pontuação correta:

a) Não sei se disse, que, isto se passava, em casa de uma


comadre, minha avó.
b) Eu tinha, o juízo fraco, e em vão tentava emendar-me: provocava
risos, muxoxos, palavrões.
c) A estes, porém, o mais que pode acontecer é que se riam deles
os outros, sem que este riso os impeça de conservar as suas
roupas e o seu calçado.
d) Na civilização e na fraqueza ia para onde me impeliam muito
dócil muito leve, como os pedaços da carta de ABC, triturados
soltos no ar.
e) Conduziram-me à rua da Conceição, mas só mais tarde notei,
que me achava lá, numa sala pequena.
4. Das redações abaixo, assinale a que não está pontuada
corretamente:
a) Os candidatos, em fila, aguardavam ansiosos o resultado
do concurso.
b) Em fila, os candidatos, aguardavam, ansiosos, o resultado
do concurso.
c) Ansiosos, os candidatos aguardavam, em fila, o resultado
do concurso.
d) Os candidatos ansiosos aguardavam o resultado do
concurso, em fila.
e) Os candidatos, aguardavam ansiosos, em fila, o resultado
do concurso.
Gabarito
1) A
2) C
3) C
4) C
SUPER ABRAÇO!
Valeu, galera!
Prof. Fabiano Oliveira – Especialista em Língua e Produção
Textual e Mestrando em Linguística.
SIGNIFICAÇÃO DAS
PALAVRAS
A SIGNIFICAÇÃO DA PALAVRA

- Denotação
- Conotação
- Polissemia
A SIGNIFICAÇÃO DA PALAVRA
Polissemia Contexto

Palavra: núcleo
significativo
A SIGNIFICAÇÃO DA PALAVRA
Polissemia do verbo FAZER
Fazer a comida (cozinhar)
Fazer a tarefa (estudar)
Fazer a casa (construir)
Fazer bagunça (bagunçar)
...
A SIGNIFICAÇÃO DA PALAVRA
O corpo humano???
Boca???

Dente???
A SIGNIFICAÇÃO DA PALAVRA
O corpo humano???

Braço??
?
Pé???
A SIGNIFICAÇÃO DA PALAVRA
A palavra CASA
“Era uma casa muito engraçada,
Não tinha teto, não tinha nada.
Ninguém podia entrar nela não,
Porque a casa não tinha chão.
Ninguém podia dormir na rede,
Porque na casa não tinha parede.
Ninguém podia fazer pipi,
Porque penico não tinha ali.
Mas era feita com muito esmero,
Na rua dos bobos, número zero”
(Vinícius de Moraes)
A SIGNIFICAÇÃO DA PALAVRA
A palavra CASA
“Todo aquele, pois, que ouve as
minhas palavras e as pratica
será comparado a um homem
prudente que edificou sua
casa sobre a rocha; e caiu a
chuva, transbordaram os rios,
sopraram os ventos e deram
com ímpeto contra aquela
casa, que não caiu, porque
fora edificada sobre a rocha...
A SIGNIFICAÇÃO DA PALAVRA
A palavra CASA
... E todo aquele que ouve estas
minhas palavras e não as pratica
será comparado a um homem
insensato que edificou a sua casa
sobre a areia; e caiu a chuva,
transbordaram os rios, sopraram
os ventos e deram com ímpeto
contra aquela casa, e ela desabou,
sendo grande a sua ruína” (Bíblia
Sagrada, Mt 7, 24-27).
A SIGNIFICAÇÃO DA PALAVRA
Analise as várias possibilidades significativas
das frases abaixo:
 Michael é o cachorro preferido do
meu avô.
 Isso foi realmente bonito.
 Tenho certeza que ninguém é
melhor do que ele.
 Meu pai vai dar um jeito em você.
 João adora dar bolo.
A SIGNIFICAÇÃO DA PALAVRA
- Por mais variados que sejam os sentidos das
palavras, eles situam-se em dois níveis:
A SIGNIFICAÇÃO DA PALAVRA
Notícia de Jornal Tentou contra a existência num humilde
Chico Buarque barracão
Joana de tal por causa de um tal João
Depois de medicada retirou-se pro seu lar
Aí a notícia carece de exatidão
O lar não mais existe
Ninguém volta ao que acabou
Joana é mais uma mulata triste que errou
Errou na dose,errou no amor
Joana errou de João
Ninguém notou, ninguém morou
Na dor que era o seu mal
A dor da gente não sai no jornal
A SIGNIFICAÇÃO DA PALAVRA
DOIS TIROS E D.MARIA QUASE PERDE A VIDA
Maria não queria viver sozinha no barraco acanhado.
Abandonada pelo companheiro, dois filhos pra criar, a
faxineira desempregada conseguiu um revólver e partiu para
a tentativa de suicídio.
A história, segundo a polícia, é que o companheiro de
Maria, homem branco, motorista, já era casado. E Maria,
mulher negra, no momento sem emprego, vivia amasiada há
cinco anos. No último fim de semana, o casal se
desentendeu e o homem resolveu voltar para a esposa
legítima. Maria não tolerou o abandono. Agora, está
hospitalizada, em estado grave. Os filhos estão com
parentes.
A SIGNIFICAÇÃO DA PALAVRA

•Significação restrita;
•Sentido comum; dicionarizado.
•Elemento estável da
significação da palavra;
•Significação não subjetiva;
•Automação;
•Linguagem comum.
A SIGNIFICAÇÃO DA PALAVRA

•Significação ampla;
•Dependente do contexto;
•Extrapolação do comum;
•Criatividade;
•Significação subjetiva;
•Linguagem rica; expressiva
•Permite diferentes interpretações.
Língua Portuguesa

Fabiano Oliveira– Licenciado em Letras, especialista em Língua


Portuguesa e Produção de texto e Mestrando em Linguística.
Tipologias
- Nós temos duas perspectivas que se
diferem no momento de identificação do
texto, a primeira, tipologia
textual e a segunda, gênero
textual. Mas antes de identificar esses
termos, precisamos saber o que é texto,
achamos que o texto é somente o texto
verbal, mas temos textos não-verbais.
Todavia vamos focar nas tipologias e
gêneros do texto verbal.
Definição de texto:
"O texto será entendido como uma unidade linguística
concreta, que é tomada pelos usuários da língua, em
uma situação de interação comunicativa específica,
como uma unidade de sentido e como preenchendo
uma função comunicativa reconhecível e reconhecida,
independentemente da sua extensão. " (Koch e
Travaglia, 1989).

Esse conceito serve para textos


não-verbais. O texto verbal vai nos dar
ferramentas para sua análise, tudo o que precisamos
para identificar um texto está no próprio texto.
O que é exatamente esse modo de formulação
discursiva?
Tipologia textual é a forma como um
texto se apresenta. As tipologias existentes são:
descrição, narração, dissertação e a injunção.

Essas tipologias são


apresentadas em vários
gêneros, que é a forma que o texto será
apresentado para a sociedade. Cartas, e-mails,
receitas, tudo tem sua razão social.
Um gênero bastante utilizado nos
concursos públicos é a crônica.
Identificando tipologias textuais nós precisamos
aprender identificar as diferenças em cada tipologia.
Acontece que os textos podem conter várias
tipologias, é possível colocar pequenos pedaços de
argumentações, dissertações, narrações, etc.
Porém é preciso identificar a tipologia
predominante no texto, isto é, a
tipologia mais usada no texto. Vamos
analisar um texto?
O Meu Guri
Chico Buarque Chega estampado
Composição: Chico Buarque Manchete, retrato
Quando, seu moço Com venda nos olhos
Nasceu meu rebento Legenda e as iniciais
Não era o momento
Eu não entendo essa gente
Dele rebentar
Já foi nascendo Seu moço!
Com cara de fome Fazendo alvoroço demais
E eu não tinha nem nome O guri no mato
Prá lhe dar Acho que tá rindo
Como fui levando Acho que tá lindo
Não sei lhe explicar De papo pro ar
Fui assim levando Desde o começo eu não disse
Ele a me levar
Seu moço!
E na sua meninice
Ele um dia me disse Ele disse que chegava lá
Que chegava lá Olha aí! Olha aí!
Olha aí! Olha aí!
PRODUÇÃO TEXTUAL
Requisitos básicos para produção
de um texto:
- ter domínio do idioma;
- conhecer o assunto a ser tratado;
- conhecer as técnicas.
PRODUÇÃO DAS IDEIAS
- seleção das informações;
- organização das informações.
DESCRIÇÃO
- É a forma mais primária de produção de textos.
- Descrever é caracterizar uma cena, um estado, um
momento vivido ou sonhado por meio da nossa
percepção sensorial e de nossa imaginação criadora.
- Alicerces da descrição: nossa imaginação e os
nossos cinco sentidos.
NARRAÇÃO

 Narrar é contar um ou
mais fatos que ocorrem com
determinados personagens,
em local e tempo definidos.
DISSERTAÇÃO
É a exposição de opiniões a respeito
de um determinado assunto.

Dissertar é discutir ideias, analisá-


las e apresentar provas que justifiquem
e convençam o leitor da validade do
ponto de vista de quem as defende.
 Dissertar é, pois, analisar
de maneira crítica situações
diversas, questionando a
realidade e apresentando
nosso posicionamento
diante dela.
A dissertação, por isso, pressupõe:
- exame crítico do assunto
sobre o qual se vai escrever;
- raciocínio lógico;
- clareza, coerência e
objetividade na exposição.
ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO

INTRODUÇÃO
DESENVOLVIMENTO
CONCLUSÃO
INTRODUÇÃO

É a apresentação do assunto.
O parágrafo introdutório caracteriza-se por
apresentar uma ideia-núcleo por meio de uma
afirmação, interrogação, definição, citação, etc.,
combinados ou não entre si.
DESENVOLVIMENTO

 É a análise crítica da idéia central.

 Pode ocupar vários parágrafos em que se expõem


juízos, raciocínios, provas, exemplos, testemunhos
históricos e justificativas que argumentem a idéia central
proposta no primeiro parágrafo.
CONCLUSÃO
 É o ponto de chegada da discussão, a parte final do texto em que se
condensa o conteúdo desenvolvido, reafirma-se o posicionamento
exposto na tese ou lança-se perspectiva sobre o assunto.
 Um meio adequado de bem concluir é aquele em que sintetizamos o
assunto nos termos em que foi proposto ou questionado na etapa
introdutória.
Texto Narrativo (sequência de fatos)
•Conta como aconteceu, acontece ou
acontecerá algo (real ou imaginário);
•É necessário uma introdução, um clímax e um
desfecho;
•O enredo é prioridade;
•Fundamental é situar o tempo e o espaço físico
onde ocorrem os fatos;
•Dar preferência ao verbo de ação, ao
dinamismo, para tornar mais viva a narrativa;
•O pretérito perfeito e o mais-que-perfeito do
indicativo predominam na narrativa;
•O autor adota a postura de narrador.
Texto Descritivo (sequência de aspectos)
•Descreve como é um objeto, uma pessoa,
uma paisagem, uma cena...;
•Apresenta o cheiro, a cor, as sensações como
aspectos importantes;
•A finalidade da descrição é fazer ver e sentir;
•O presente do indicativo e/ou pretérito
imperfeito do indicativo predominam na
descrição;
•Os adjetivos estão sempre presentes no texto;
•O autor adota a postura de observador.
Texto Dissertativo (sequência de
análises)
•Texto objetivo;
•Convence o leitor por meio de fatos,
dados estatísticos, citações,
publicações...;
•O predomínio verbal é o presente do
indicativo e do subjuntivo;
•O autor adota a postura
de argumentador.
1) BB - Qual a tipologia textual do trecho apresentado
abaixo?
Dona Julieta chamou os filhos mais novos para uma conversa
séria. Era uma manhã de domingo, o dia estava claro e
ensolarado. Pediu a eles que compreendessem a situação do
pai, que não tinha no momento condição de colocá-los em
uma escola melhor.
a) dissertação subjetiva
b) descrição
c) narração com alguns traços descritivos
d) dissertação objetiva com alguns traços descritivos
e) narração com alguns traços dissertativos
2. CAIXA - Assinale a afirmativa errada.
a) O texto dissertativo divide-se em introdução,
desenvolvimento e conclusão.
b) O trecho seguinte não apresenta coesão textual:
A não ser que estudes, serás reprovado no
concurso.
c) O texto narrativo tem como base o fato.
d) Falta de coerência é o mesmo que falta de
lógica.
e) Um texto pode ser narrativo e apresentar
elementos descritivos.
3. BB - Sobre o texto narrativo, pode-se
afirmar:
a) A estrutura textual é semelhante ao texto
descritivo
b) A postura do autor é de argumentador
c) Há, exaustivamente, o uso de presente do
indicativo.
d) Não apresenta clímax em sua estrutura
e) O enredo é prioritário
4. IBGE - Marque o texto com características
narrativas.
a) O ideal é que todos colaborem. Caso contrário, o
Brasil continuará sem rumo.
b) Rodrigo e Juliana estavam na sala, quando ocorreu a
explosão.
c) Ela tem olhos azuis e cabelos louros. Não parece
brasileira.
d) Minha casa tem dois andares. Os quartos ficam na
parte de cima.
e) A inteligência humana deve ser usada para o bem.
5. Marque a afirmação correta em relação ao texto abaixo:
“Senti tocar-me no ombro; era Lobo Neves. Encaramo-nos
alguns instantes, mudos, inconsoláveis. Indaguei de Virgília,
depois ficamos a conversar uma meia hora. No fim desse
tempo, vieram trazer-lhe uma carta; ele leu-a, empalideceu
muito e fechou-a com a mão trêmula.”(Machado de Assis, in
Memórias Póstumas de Brás Cubas)
a) É texto dissertativo com alguns elementos descritivos.
b) Não se trata de texto narrativo, pois não há personagens.
c) É um texto descritivo, com alguns elementos narrativos.
d) O texto não apresenta personagem-narrador.
e) Trata-se de uma narração, sem nenhum traço dissertativo.
Gabarito
1) C
2) B
3) E
4) B
5) E
Profa. Glícia Kelline – Licenciada em Letras, especialista
em Diversidade Linguística e Mestra em Linguística.
1 - Noções essenciais em
morfologia: Substantivo
PONTO DE VISTA SEMÂNTICO: É a palavra que utilizamos para
nomear tudo o que existe.
(Significação)

PONTO DE VISTA MORFOLÓGICO: Varia em gênero, número e grau.


(Flexão)

PONTO DE VISTA SINTÁTICO: Normalmente é o núcleo dos termos


sintáticos. Pode desempenhar qualquer função substantiva (Sujeito,
objetos, predicativos, complemento nominal, agente da passiva,
adjuntos, apostos e vocativo). (Relações)
Para facilitar na
identificação do
substantivo, basta
percebermos a
presença de
determinante, o qual
poderá aparecer
implícito ou explícito.
Substantivação é a mudança de uma
classe gramatical que se torna
substantivo a partir da presença de
um determinante. Qualquer morfema,
palavra ou expressão pode se tornar
em substantivo.
Recurso de Nominalização
É, normalmente, a transformação de uma estrutura
verbal em uma estrutura nominal. Dá-se de duas
formas:
- Derivação sufixal (acréscimo de sufixo)

Ex.: Fabricar – fabricação


Ceder - Cessão
Cuidado com as
palavras que ao
mudarem de gênero
também mudam de
sentido.
Ex.:
A cabeça – O cabeça
A capital – O capital
A caixa – O caixa
Prof. Fabiano Oliveira
CLASSES
DE PALAVRAS
CLASSES GRAMATICAIS
Esta é a casa marrom , em que moram meus amigos. Todos estão
ansiosos para que eu chegue, amanhã, para a primeira festa da
família naquele lugar. Que bom! Logo, estarei com eles.

Classes gramaticais – classificação das palavras , a partir das


relações entre elas

CONTEXTO
SUBSTANTIVO

Substantivo é a classe de
palavras que dá nome aos
seres em geral
CLASSES GRAMATICAIS
1) PESSOAS (menino, Fernando);
2) ANIMAIS (galinha, cachorro);
3) COISAS (balde, panela, tábua);
4) LUGARES (Goiás, avenida, Recife);
5) SENTIMENTOS (alegria, tristeza, ódio, amor);
6) AÇÕES (correria, ultrapassagem, grito, agitação);
7) QUALIDADES (beleza, coragem, timidez).
CLASSIFICAÇÃO DO SUBSTANTIVO
• SUBSTANTIVO PRÓPRIO- Indica um ser único.
• Ex. Brasil, João

• SUBSTANTIVO COMUM - Qualquer um pode ser o motorista.


• Ex. motorista

• SUBSTANTIVO PRIMITIVO - Não provém de outra palavra.


• Ex. barba

• SUBSTANTIVO DERIVADO - Provém de outra palavra.


• Ex. barbeiro
CLASSIFICAÇÃO DO SUBSTANTIVO
• SUBSTANTIVO SIMPLES - Formado de uma só palavra.
• Ex. couve

• SUBSTANTIVO COMPOSTO - Formado de duas ou mais palavras


• Ex: couve-flor

• SUBSTANTIVO CONCRETO - Indica seres reais ou em nossa imaginação.


• Ex: asa, relógio, Saci, assombração
• SUBSTANTIVO ABSTRATO - Indica qualidade, sentimento, ação, estado.
• Ex: cegueira, beleza
• SUBSTANTIVO COLETIVO - Indica um grupo de seres da mesma espécie,
mesmo no singular.
• Ex: Time
COM RELAÇÃO AO GÊNERO
Substantivos Uniformes
Uma forma: para o masculino/feminino, subdivididos em:

- Epicenos: Ex.: o peixe/ a cobra(macho/fêmea)

- Comum de dois Gêneros: Ex.: o / a dentista

- Sobrecomum: Ex.: a criança

- Gêneros vacilantes:
São palavras masculinas: Ex.: o apêndice, o cônjuge, o sósia etc.
São palavras femininas: Ex.: a alface, a cal, a couve, a omelete etc.
dois gêneros – dois significados: Ex.: o/a caixa, o/a capital, o/a
guia, o/a grama etc.
Substantivos Biformes
duas formas: para o masculino (O) Ex.: gato
para o feminino. (A) Ex.: gata
OU
para o masculino (E) Ex.: mestre
para o feminino (A) Ex.: mestra

Outros Exemplos: português/portuguesa


conde / condessa
ator / atriz
poeta / poetisa

Irregulares: padre / madre – cavaleiro / amazona


FIQUE ATENTO AO
PAPEL DENTRO
DO TEXTO!
ADJETIVO
Adjetivo :
é a classe de
palavras que dá
qualidade e
características
aos substantivos.
ADJETIVO
– Palavra que nos da as características de um substantivo.
– Estas características podem ser de:
• qualidade
• defeito
• modos ou maneiras de ser
Exemplo:
Pessoa bonita, mentirosa, mal-educada.

modo de ser

defeito
substantivo Qualidade
Como reconhecer o adjetivo?
– É PRECISO RECONHECER O SUBSTANTIVO.

– Exemplo: substantivo qualidade

1 - O brasileiro jovem deve alistar-se aos dezoito anos.

2 - O jovem brasileiro deve alistar-se aosdezoito anos.


substantivo qualidade
Classificação dos adjetivos
– Primitivos – não derivam de outra palavra
Ex.:Verde, amarelo, calmo, escuro, livre, alegre

– Derivados – formados a partir de palavra primitiva


Ex.: Esverdeado, amarelado, calmaria, escurinho,

– Simples – apresentam um único radical


Ex.: verde, amarelo, brasileiro

– Compostos – apresentam mais de um radical


Ex.: verde-anil, amarelo-ouro, luso-brasileiro
Adjetivos pátrios
– Referem-se a:

• países – ex.: brasileiro

• Estados – ex.: paranaense

• Cidades – ex.: curitibano

• Localidades - ex.: “quem nasce em Bragança é bragantino”.


Quanto ao Grau, podem ser
Comparativos ou Superlativos.
O grau Comparativo pode designar:
- igualdade: Sou tão bonita quanto ela.
- superioridade: Sou mais bonita que ela.
- inferioridade: Ela é menos bonita do que eu.

O grau Superlativo pode ser: Absoluto ou Relativo.


Analítico: Ela é muito bonita.
Sintético: Ela é belíssima.

Relativo de Superioridade:
Analítico: Ela é a mais bonita de todas.
Sintético: Esta vila é a maior de todas.
Relativo de inferioridade:
Ela é a menos bonita de todas nós.
LOCUÇÕES ADJETIVAS
– Grupo de palavras que tem o mesmo valor que um
adjetivo
– Exemplos:
• conselho de pai / paterno
• atitude sem qualquer cabimento / descabida
• inflamação da boca / bucal
• amor de mãe / materno
• Sociedade de consumo / consumista
ARTIGO

Artigo é a classe
de palavras que
determina ou
Indetermina o
substantivo.
ARTIGO
•Definidos (o, a os,as) - indicam seres determinados,
conhecidos da pessoa que fala ou escreve.

•Indefinidos (um, um, uns, umas) indicam seres de


modo vago.

Exemplos:
Lisboa é a capital de Portugal e uma grande cidade.

O Rio de Janeiro é a antiga capital do Brasil.


ARTIGO
Algumas Observações:
• O artigo definido no singular pode indicar toda a espécie:
• Exemplo: A águia enxerga das alturas.
• É facultativo (opcional) o uso do artigo com os pronomes possessivos:
• Exemplo: (A) sua intenção era das melhores.
• Os nomes próprios podem vir com artigo:
• Exemplo: O Antonio é bom pedreiro.
• Muitos nomes próprios de lugares admitem o artigo, outros não:
• Exemplo: A Bahia, Santa Catarina.
• O artigo indefinido pode realçar uma ideia:
• Exemplo: Ele falava com UMA segurança!
• O indefinido pode, também, dar ideia de aproximação:
• Exemplo: Eu devia ter UNS quinze anos.
• Observe o artigo definido quando usado com:
• Toda a casa ficou alagada. (a casa inteira).
• Toda casa deve ter segurança.
ARTIGO DEFINIDO
indica conjunto – A mulher ainda sofre.
intensifica o ser – Ele é o ator!
atribui responsabilidade – Ele é o assassino.
atribui a ideia de todo – Todo o dia trabalha.

NÃO SE UTILIZA O ARTIGO DEFINIDO


*depois de CUJO
* diante de casa = moradia
*Diante de terra = terra firma
*Sempre se utiliza depois de AMBOS.
ARTIGO
INDEFINIDO

aproximação numérica- Tinha uns três anos.

qualifica o substantivo – Tinha uma boca!

frase conotativa – Meu lar é um jardim.

destaca a ideia (+certo)- Ele via no rapaz um certo ar de malandragem.


PRONOME

Pronome é a
classe de
palavras que
acompanha ou
substitui o
substantivo.
PRONOME
• Pronomes Pessoais
Exemplos:
Quem é ela?
A Joana viu-nos ontem na rua.
O João lavou-se depois de correr
.
• Pronomes Possessivos
Exemplos:
O meu marido saiu.
Dá-me a tua caneta.

• Pronomes Demonstrativos
Exemplos:
Este livro é interessante.
Vamos ver aquela praia de que nos falaste.
PRONOME
• Pronomes Relativos (cujo, quanto/s, os/as quais, cujos,a qual, cuja, quem, que)
Exemplos: A senhora, com quem falei, é professora.
Este é o livro que ele me emprestou.

• Pronomes Indefinidos (cada qual, quem quer que, qualquer um, tudo o mais)
Exemplos: Alguns saíram, outros ficaram.
Alguém lhe contou o nosso segredo.

• Pronomes Interrogativos (que,


quem, qual, quais, quanto(s), quantas)
Exemplos: Com quem falaste?
Quais são as cores da bandeira de Portugal?
PRONOMES DE TRATAMENTO
familiares você / vocês

cerimoniosos senhor / senhora / senhorita

reverência Vossa Excelência...

Criação de efeitos distanciamento

proximidade
NUMERAL
Numeral é a classede palavras
que da a quantidade, posição,
fração e a multiplicação dos
substantivos.
NUMERAL
Exemplos de Numerais
quatro, quarto, um quarto, quádruplo, um
dois, duas, dobro, um meio, metade,
triplo...

Encontrei dois colegas no cinema.


O quarto dia da semana é quinta-feira.
NUMERAL
Ideia quantidade
número
posição que se ocupa
Classificação ordinais: ordem, posição
cardinais: quantidade
fracionários: fração/ divisão
multiplicativos aumento proporcional
múltiplos
VERBO

Verbo é a classe
de palavras
que indica
ação, estado
ou fenômeno
da natureza.
Os verbos se classificam em:
•Principal
• Auxiliar
• De Ação
• De Ligação
•Regular
• Irregular
• Defectivo
• Pronominal
• Transitivo
• Intransitivo

Exemplos -
Abra imediatamente a boca!
Se eu fosse rico, viajaria muito.
Precisamos todos comer e beber.
As crianças têm brincado no jardim.
VERBO
• Os verbos são palavras que exprimem ações, estados
ou qualidades situando-os no tempo.

• É a palavra mais variável de todas, varia em pessoa,


tempo, número, modo e voz.
As subclasses dos Verbos
•Verbos intransitivos- os que tem o sentido completo.

As crianças brincam.

•Verbos transitivos:
•Diretos- precisam, geralmente, de um complemento direto
para completar o seu sentido.
A criança lê uma história.

Indiretos- precisam, geralmente, de umcomplemento indireto


para completar o seu sentido.
A professora sorri aos alunos.
As subclasses dos Verbos
•Diretos e Indiretos- (bitransitivos), isto é, aceitam um complemento direto
e indireto para completar o seu sentido.

Ex.: O pai lê uma história aos filhos.

Verbos de ligação - funcionam como elo de ligação entre dois grupos, o


sujeito e o predicado.

Ex.: A menina está feliz.


AS CONJUGAÇÕES
1ª - ar 2ª - er 3ª - ir
estudar escrever corrigir
ensinar aprender descobrir
procurar ler repetir
memorizar compreender introduzir
acompanhar fazer
cansar ser
passar

EXCEÇÃO: o verbo POR e todos os verbos formados a partir dele ( dispor,


repor, compor…) pertencem à 2ª CONJUGAÇÃO “ponere” (latim) vogal
temática “e”.
VOGAL TEMÁTICA / TEMA
O tema do verbo encontra-se retirando o R final do infinitivo. A última vogal do
tema é a vogal temática.

Estudar ->a- vogal temática


Escrever ->e- vogal temática
Partir ->i- vogal temática
VOGAL TEMÁTICA / TEMA
Pessoa - quem realiza a ação; e
Número - quantas pessoas realizam a ação

Singular Plural

• Eu -1ª pessoa • Nós - 1ª pessoa


• Tu (você) - 2ª pessoa • Vós (vocês) - 2ª pessoa
• Ele/ ela - 3ª pessoa • Eles /elas - 3ª pessoa
Modo - como a pessoa que fala realiza a ação.
• Indicativo - a ação é real

• Subjuntivo – a ação é uma possibilidade

• Imperativo- a ação é uma ordem ou um pedido

• Infinitivo- ideia geral do verbo (não conjugado)


VERBOS: REGULARES E IREGULARES
• VERBOS REGULARES- mantêm , geralmente, o
radical em toda a sua flexão.

• IRREGULARES- não mantêm o radical durante


a sua flexão
A conjugação pronominal
Os verbos transitivos diretos podem conjugar-se com os pronomes
pessoais o, a, os, as que desempenham a função de complemento
direto.

Exemplo:
A Maria recebeu o prêmio e mostrou-o ao público.
Função de objeto direto
PARTICULARIDADES DA CONJUNGAÇÃO PRONOMINAL
• Quando a forma verbal termina em r, s ou z, os pronomes tomam a
forma de lo, la, los, las.
EX: Ela faz os doces. Ela fá-los.

• Quando a forma verbal termina em ditongo nasal, os pronomes tomam


a forma de no, na, nos, nas.
EX: Elas fazem uma corrida. Elas fazem-na.

• No futuro do indicativo e no condicional os pronomes tomam a forma


de lo, la, los, las e integram-se no interior da forma verbal.
EX: Eles comerão os bolos. -> Eles come-los- ão
PARTICULARIDADES DA CONJUNGAÇÃO PRONOMINAL
Pronomes ocorrem antes das formas verbais QUANDO:
• a forma verbal se encontra no modo SUBJUNTIVO

Éx.: Melhor que o largues.

• a frase tem forma negativa.


EX.: Comprei um livro mas não o li.

• depois da preposição para


EX.: Ele correu para a ajudar.

• a frase começa por determinados PRONOMES INDEFINIDOS.


EX.: Todos o ajudaram.
PARTICULARIDADES DA CONJUNGAÇÃO PRONOMINAL

Classes invariáveis ou não flexionadas

Advérbios Preposições Conjunções Interjeições


ADVÉRBIO

Advérbio é a classe
de palavras que
modifica o
sentido dos
verbos, adjetivos
e outros
advérbios.
Classificação do Advérbio

Afirmação
sim, deveras, certamente,efetivamente,
incontestavelmente, realmente...

Dúvida
talvez, decerto, porventura, acaso, provavelmente, ...
Classificação do Advérbio
Intensidade
muito, pouco, bastante, mais, menos, demais, tanto,
tão, quão, meio, todo, demasiadamente...

Lugar
aqui, lá, aí, perto, longe, atrás, abaixo, dentro, fora,
além, aquém, adiante ...
Classificação do Advérbio
Modo
bem, mal, assim, apenas, depressa, devagar e os terminados em –
mente: calmamente, tristemente...

Negação
não, absolutamente.

Tempo
hoje, amanhã, ontem,breve, logo, antes, depois,agora, já, sempre,
nunca, jamais, cedo, tarde,outrora, diariamente, antigamente...
Classificação do Advérbio
Interrogativos
Onde, por que, como e quando - são advérbios interrogativos,
empregados em frases interrogativas, expressando circunstância
de:
lugar,
tempo,
modo...
Locução Adverbial
São duas ou mais palavras que exercem papel de advérbio,
exprimindo também circunstância de lugar, tempo, modo, causa...

Ex.: Em Pernambuco, as mudanças começaram em 1984.


Ela mora no ar.
Grupo relacional: preposição e conjunção

PREPOSIÇÃO CONJUNÇÃO

Características comuns:

✓Ligam palavras ou orações, por isso, são


elementos coesivos, mas não retomam
palavras como pronomes e advérbios.
✓São invariáveis.
Preposição ≠ Conjunção

Comprei um presente para você.


(preposição)

Estudamos bastante para que passemos no vestibular.
(conjunção, pois estabelece uma relação de finalidade)
PREPOSIÇÃO
• Preposições: ligam palavras e
orações, isoladamente NÃO
possuem função sintática,
possuem na frase um valor
semântico.

• A função da preposição é
subordinar um termo ao outro.
Relações semânticas da Preposição
As preposições podem exprimir vários sentidos:

1- Modo – Comeu um bife a cavalo.


2- Preço – A casa foi avaliada em 1 bilhão.
3- Direção – Atirou-se sobre o herói.
4- Companhia – Foram viajar com os amigos.
5- Instrumento – Martelava com o ferro.
6- Procedência – Vim de Paris.
7- Assunto – Falou sobre linguística.
8- Tempo – Por dez anos vivi em Londres.
9- Lugar – Cantava pelos bares da vida.
10- Posição inferior – O livro estava sob a carteira.
11- Posição superior – O livro estava sobre a carteira.
Contração e Combinação prepositiva
Dá-se quando preposições se unem a artigos ou pronomes.
Quando, na união há perda de elementos, há uma contração
prepositiva. Quando não há perda alguma, há a combinação
prepositiva.

Vou à igreja. (contração: preposição a + artigo a = à)


Vou ao colégio. (combinação: preposição a + artigo o = ao)
Contrações e Combinações
Combinações: • Contrações:
• AO - (prep. A + artigo O) • Pelo - (prep. POR + artigo O)
• Aonde - (prep. A + advérbio • Desses - (prep. DE + pron.
ONDE) Dem. ESSES)
• Naquelas - (prep. EM +
pron.Dem. AQUELAS)
• DUM – (prep. DE + art. UM)
• Das - (prep. DE + artigo AS)
• À - (prep. A + artigo A)
Contrações e Combinações

• Importante!!!

Não se faz contração da preposição com o artigo quando o


artigo fizer parte de um sujeito!!!

Estava na hora de o garoto fazer o exame.


Está na hora de a onça beber água.
A: Preposição, pronome pessoal ou
artigo?
Fui a Roma. (preposição)
Fomos a Roma. (preposição)

Nós a convidamos para uma festa.


(pronome)
A garota foi aprovada no concurso.
(artigo)
Conjunção
É uma palavra invariável que liga:

➢Duas orações;

➢Duas palavras de mesma função em uma oração.


Conjunções subdividem-se:
Conjunções Coordenativas ligam palavras ou orações.

Conjunções Subordinativas inserem uma oração na outra,


estabelecendo entre elas uma relação de dependência sintática.
Conjunções subdividem-se:
As Conjunções Coordenativas classificam-se em:

Aditivas

Relações que estabelecem: adição, soma


Principais Conjunções: e, nem (e não)
Ex: Telefonei para ele e já dei seu recado.

Adversativas

Relações que estabelecem: oposição, contraste


Principais Conjunções: mas, porém, todavia, contudo
Ex: Gostaria de ir à festa, mas estou doente.
Conjunções subdividem-se:
Alternativas

Relações que estabelecem: separação, exclusão


Principais Conjunções: ou, ou... ou, ora... ora, já... já, quer... Quer
Ex: Ora estuda piano, ora estuda flauta.

Conclusivas

Relações que estabelecem: conclusão


Principais Conjunções:logo, pois, portanto, por isso
Ex: Não estudou com disciplina, portanto provavelmente será aprovado.
Conjunções subdividem-se:
Explicativas

Relações que estabelecem: explicação, justificativa


Principais Conjunções: que, porque, porquanto, pois
Ex: Vamos embora, pois já é tarde.

Todas elas ligam dois termos ou duas orações e estabelecem


entre esses termos ou orações um tipo de relação.
As Conjunções Subordinadas classificam-se em:
1- Integrantes (que/ se) – fazem parte da regência de um verbo ou nome;
integram uma oração substantiva.
EX: Eu disse que ele viria.
2- Causais ( porque, que, pois, visto que, já que, uma vez que) exprimem
causa/razão.
Ex: Como ela gritou não disse nada.
3- Comparativa ( como, mais que, pior que, melhor que...) comparação.
Ex: João teimou como um burro.
4- Concessivas (embora, se bem que, mesmo que, ainda que, conquanto...)
– fato contrário da oração principal.
Ex: Vou ao baile, mesmo que chova.
5- Condicionais (se, caso, desde que, contanto que...) condição/hipótese
Ex: Desde que comesse, eu cozinharia.
As Conjunções Subordinadas classificam-se em:
6- Conformativas (segundo, conforme,como) concordância/conformidade.
Ex: Conforme lhe disse, viajarei amanhã.
7- Consecutivas ( que – acompanhado de tão...que, tanto...que,
tamanho...que, tal...que) consequência/efeito.
Ex: Ela comeu tanto que passou mal.
8- Temporais (quando, mal, logo que, sempre que, assim que...) tempo.
Ex: Mal o filme começara, ela sentiu-se mal.
9- Finais – finalidade.
Ex: Estudamos bastante a fim de que passássemos no vestibular.
10- Proporcionais (à proporção que, à medida que, quanto mais, quanto
menos...)
proporcionalidade/simultaneidade.
Ex: Quanto mais economizava, mais sentia prazer.
POLISSEMIA DAS CONJUNÇÕES

Preferiu dormir porque estava cansada. (causa)


Parem de falar porque vocês já estão me
irritando!!! (explicação)
INTERJEIÇÃO
INTERJEIÇÃO
CARACTERÍSTICAS
Palavra invariável
Expressa o que se sente

sentimentos
emoções
sensações
estados de espírito
INTERJEIÇÃO

• Desejo: Oxalá!; Queira Deus!; …


• Dúvida: Hum!; Ora!; …
• Indignação: Oh!; Olha!; Pois sim …
• Ordem: Xiu!; Silêncio!; Basta!; Alto!; Fora!;
• Repulsa: Ui!; Vaza; Fora!; Abaixo!; Credo!;
• Surpresa: Ah!; Oh!; Olá!; Caramba!; Credo!;
• Terror/Medo: Ai!; Ui!; Credo!; Jesus!; …
Maiores
Informações...

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1
Profa. Glícia Kelline – Licenciada em Letras, especialista
em Diversidade Linguística e Mestra em Linguística.
2 - Noções essenciais em
morfologia: Adjetivo
PONTO DE VISTA SEMÂNTICO: É um caracterizador, um
modificador de sentido.

PONTO DE VISTA MORFOLÓGICO: Varia em gênero, número e


grau.

PONTO DE VISTA SINTÁTICO: Exerce duas funções: adjunto


adnominal e predicativo (do sujeito ou do objeto).
ADJETIVAÇÃO
Presença de muitos adjetivos
em um texto. Transformação de
substantivo em adjetivo.

Exemplos:
-Seu jeito moleque atrai as
mulheres.
- Esta blusa laranja lembra a da
seleção.
- Prefiro um cachorro amigo.
CLASSIFICAÇÃO
1- Explicativo: exprimem qualidade própria do ser.

2- Restritivo: exprimem qualidade que não é própria do ser.

3- Primitivo: não vem de outra palavra portuguesa.

4- Derivado: tem origem em outra palavra portuguesa.

5- Simples: formado por um só radical.

6- Composto: formado por mais de um radical.

7- Pátrio: refere-se a continentes, países, cidades, regiões, raças, povos, indicando a


origem.
Gênero dos Adjetivos
1- Biformes: tem duas formas, sendo uma para o masculino e
outra para o feminino.
Ex.: mau - má.

2- Uniformes: têm uma só forma tanto para o masculino quanto


para o feminino. São eles os adjetivos terminados em: -a, -e, -l
(exceto ol), -m, -r, -s, -z
Ex.: cruel, feliz, útil, ruim, excelente, agrícola.
NÚMERO
Regra geral: O adjetivo simples varia de acordo com o
substantivo a que se refere.

Graus dos Adjetivos:


1. Grau Comparativo: Faz uma comparação

De superioridade: (mais... (do) que)

Ex.: Este carro é mais veloz do que o outro.


De inferioridade: (menos... (do) que)

Ex.: Este carro é menos veloz do que o outro.

De igualdade: (tão... quanto/como)

Ex.: Este carro é tão veloz quanto o outro.


2. Grau Superlativo: Ocorre um engrandecimento,
uma intensificação da qualidade.

2.1 - Relativo:

a) De superioridade:
enaltecimento por meio da expressão:
o/a mais + adjetivo + de/dentre
a) De superioridade:
enaltecimento por meio da expressão:
o/a mais + adjetivo + de/dentre

Ex.: Este carro é o mais veloz do mercado.

.
b) De inferioridade:
desvalorização por meio da expressão:
o/a menos + adjetivo + de/dentre

Ex.: Este carro é o menos veloz do mercado.


2.2 - Absoluto:
a) Analítico: o adjetivo é modificado por um advérbio de
intensidade.
Ex.: Este carro é muito veloz.

b) Sintético: quando há acréscimo de sufixo.


Ex.: Maria é belíssima
Profa. Glícia Kelline – Licenciada em Letras, especialista
em Diversidade Linguística e Mestra em Linguística.
2 - Noções essenciais em
morfologia: Pronome
PONTO DE VISTA SEMÂNTICO: Poderá indicar inúmeros sentidos, a depender do
contexto.

PONTO DE VISTA MORFOLÓGICO: É uma classe de palavras normalmente


variável em gênero e número e que se refere a elementos dentro e fora do discurso.
Poderá ser:
Um determinante quando acompanha o substantivo (pronome adjetivo).
Quando substituir o substantivo (pronome substantivo).

Obs.: Importante dizer que o pronome serve para indicar as pessoas do discurso.
Portanto, os pronomes servem para marcar as pessoas do discurso.

PONTO DE VISTA SINTÁTICO: Poderá desempenhar função de adjunto adnominal


quando acompanhar substantivo; quando o substituir, terá função substantiva.
CLASSIFICAÇÃO
Pessoais:
Designam as três pessoas do discurso, no singular e plural. São sempre
pronomes substantivos, divididos em Retos (desempenham função de sujeito) e
Oblíquos (desempenham função de complemento verbal ou nominal).

a) Retos
Normalmente conjugam verbos, por isso sua função de sujeito. São eles:

1ª pessoa – Eu / Nós
2ª pessoa – Tu / Vós
3ª pessoa – Ele / Eles
CLASSIFICAÇÃO

b) Oblíquos
1ª pessoa – me / nos

2ª pessoa – te / vos

3ª pessoa – se / lhe, lhes, o, a, os, as.

Obs.: Os pronomes oblíquos me, te, se nos, vos podem exercer a função de
objeto direto e indireto normalmente. Já o lhe (s), exerce normalmente a
função sintática de objeto indireto. Os pronomes o, a, os, as exercem a função
de objeto direto.
COLOCAÇÃO PRONOMINAL
Trata-se do uso adequado da posição dos pronomes oblíquos átonos.

Próclise
É o nome que se dá à colocação pronominal antes do verbo. Usada nos seguintes
casos:
1. Palavra de sentido negativo antes do verbo.
Ex.: Não se esqueça de mim.
(nunca, nada, ninguém, nem, jamais, tampouco, sequer etc.)

2. Advérbio antes do verbo


Ex.: Agora se negam a depor.
(já, talvez, só, somente, apenas, ainda, sempre, também, até, inclusive, mesmo,
aqui, hoje, onde, como, quando, por que etc.)
3. Conjunções antes de verbo
Ex.: Soube que me negariam.
(que, se, como, quando, assim que, para que, à medida que, já que, embora,
consoante etc.)

Obs.: Informação que cabe para qualquer tipo de próclise: ignora-se a expressão
intercalada, colocando o pronome oblíquo átono antes do verbo, pois seu
antecedente ainda é uma palavra atrativa.

Ex.: Mesmo quem, diante de situações precárias, se encontra calmo, padece.

4. Pronomes relativos antes do verbo


Ex.: Identificaram-se duas pessoas que se encontravam desaparecidas.
(que, o qual – e suas variações - cujo, quem, quanto, onde, como, quando).
5. Pronomes indefinidos antes do verbo
Ex.: Poucos te deram a oportunidade.
(alguns, todos, tudo, alguém, qualquer, outro, outrem etc).

6. Pronomes interrogativos antes do verbo


Ex.: Quem te fez a encomenda?
(que, quem, qual, quanto).

7. Entre a preposição em e o verbo no gerúndio


Ex.: Em se plantando tudo dá.

8. Com certas conjunções coordenativas aditivas e alternativas antes do verbo


Ex.: Ora me ajuda, ora não me ajuda.
(nem, não só/apenas/somente... mas/como (também, ainda/senão)..., tanto...
quanto/como..., que, ou... ou, ora... ora, quer... quer..., já... já...)
9. Orações exclamativas e optativas (exprimem desejo)
Ex.: Deus te proteja, meu filho!

10. Com o infinitivo flexionado precedido de preposição


Ex.: Foram ajudados por nos trazerem até aqui.

11. Com formas verbais proparoxítonas


Ex.: Nós lhes desobedecíamos sempre.

12. Com o numeral ambos


Ex.: Ambos te abraçaram com cuidado.
COLOCAÇÃO PRONOMINAL
Ênclise
É o nome que se dá à colocação pronominal depois do verbo; ela é basicamente
usada quando não há fator de próclise:

1. Verbo no início da oração sem palavra atrativa


Ex.: Vou-me embora daqui!

2. Pausa antes do verbo sem palavra atrativa


Ex.: Se eu ganho na loteria, mudo-me hoje mesmo.

3. Verbo no imperativo afirmativo sem palavra atrativa


Ex.: Quando eu der o sinal, silenciem-se todos.
4. Verbo no infinitivo não flexionado sem palavra atrativa
Ex.: Machucar-te não era a minha intenção.

5. Verbo no gerúndio sem palavra atrativa


Ex.: Recusou a proposta, fazendo-se de desentendida.

Mesóclise
É o nome que se dá à colocação pronominal no meio do verbo (extremamente
formal); ela é usada nos seguintes casos:
1. Verbo no futuro do presente do indicativo sem palavra atrativa
Ex.: Realizar-se-á um grande evento em prol da paz.

2. Verbo no futuro do pretérito do indicativo sem palavra atrativa


Ex.: Não fosse o meu compromisso, acompanhá-la-ia nesta viagem.
PRONOMES OBLÍQUOS TÔNICOS
1ª pessoa: mim, comigo; nós, conosco
2ª pessoa: ti, contigo; vós, convosco
3ª pessoa: si, consigo; ele (a/s)

São sempre precedidos de preposição


Ex.: A casa deles é enorme.
Para mim, ele não presta.
PRONOMES DE TRATAMENTO
São pronomes muito usados no tratamento cortês e cerimonioso.

Obs.: as palavras “senhor, senhora, senhorita, dom, dona, madame” são


classificadas, segundo a ABL, como meros substantivos (Ela é dona de si.) ou
formas de tratamento (Dona Carlota era polêmica).

O que você precisa saber:


- Usa-se Vossa quando se fala com a pessoa; sua, quando se fala sobre a pessoa.
-Qualquer pronome de tratamento, apesar de se referir à 2ª pessoa do discurso, exige
que verbos e pronomes estejam na forma de 3ª pessoa.
Ex.: Sua Alteza estuda tanto para poder um dia governar sua nação.
O pronome você não
pode se relacionar com
verbos ou pronomes
de 2ª pessoa no
mesmo contexto; é
preciso haver
uniformidade de
tratamento.
PRONOME POSSESSIVO
Esses pronomes estabelecem relação de posse (normalmente) entre seres e
conceitos e as pessoas do discurso.

1ª pessoa: meu (s), minha (s), nosso (a/s)


2ª pessoa: teu (s), tua (s), vosso (a/s)
3ª pessoa: seu (s), sua (s)

Obs.: Dele não é pronome possessivo.


Sua variação se dá em gênero e número a que se ligam ou a que se referem
O que você precisa saber:
Os pronomes de tratamento exigem os possessivos na 3ª pessoa. Em algumas
construções, os pronomes pessoais oblíquos assumem valor de possessivos:

Ex.: Vou seguir-lhe os passos. (vou seguir seus passos).

Mudança de posição pode gerar mudança de sentido


Ex.:
- Minha mulher não anda com roupas indecentes.
- Mulher minha não anda com roupas indecentes

O pronome possessivo seu pode causar ambiguidades


Ex.: João, Maria e seu filho saíram. (Filho de quem?)
PRONOME INDEFINIDO
Referem-se à 3ª pessoa do discurso de forma vaga,
imprecisa ou genérica.

São eles:
- Algum, nenhum, todo, outro, muito, bastante, pouco, certo,
quem, alguém, ninguém, outrem etc.
PRONOME INTERROGATIVO
Exprime questionamento direto ou indireto em um contexto que sugere
desconhecimento ou vontade de saber.
São eles:
1. Que; Quem; Qual (Quais); Quanto (a/s).

O que você precisa saber:


Não confunda pronome interrogativo (que) com conjunção integrante (que).
Ex.: Não saberia jamais que horas são?

“Qual” seguido da preposição de indica seleção.


Ex.: Qual das duas você prefere?
PRONOME DEMONSTRATIVO

Marcam a posição temporal ou espacial de um ser em


relação a uma das três pessoas do discurso, fora do
texto ou dentro do texto.

1ª pessoa: este (a/s), isto.

2ª pessoa: esse (a/s), isso.

3ª pessoa: aquele (a/s), aquilo.


PRONOME RELATIVO
É um elemento conector de caráter anafórico, isto é, refere- se ao termo
antecedente explícito, substituindo-o. Sintaticamente falando, todo pronome
relativo refere-se a um termo de uma outra oração ao introduzir oração
subordinada adjetiva (restritiva ou explicativa).

Ex.: O livro que estou lendo é espetacular.

Obs.: Não é adequado o uso do pleonástico


do pronome oblíquo átono ou tônico após o relativo.

Ex.: Este é o livro que pretendemos comprá-lo.


É importante dizer que se um verbo ou nome da oração subordinada adjetiva
exigir a presença de uma preposição, esta ficará obrigatoriamente antes do
pronome relativo.
Ex.: O filho, pelo qual a mãe tinha amor, era bom.

OBS.: Não se admite a substituição do pronome Cujo por Que!!!!!!

EMPREGO DOS PRONOMES


QUE
É invariável
Refere-se a pessoas ou coisas
É chamado de relativo universal

Ex.: Os dois, que você ajudou, já estão recuperados.


QUEM
É invariável
Refere-se a pessoas ou algo personificado. Normalmente precedido pela
preposição a, mas sempre será preposicionado.

Ex.: Eis o homem a quem mais admiro.


Conheci uma musa, por quem me apaixonei.

CUJO
É um pronome adjetivo que vem, geralmente, entre dois nomes substantivos
explícitos, entre o ser possuidor e o ser possuído. É variável, concorda com o
termo consequente. Nunca vem precedido ou seguido de artigo. Valor semântico
de posse.

Ex.: O telefone, cuja invenção ajudou a sociedade, é útil.


Vi o filme a cujas cenas você se referiu.
QUANTO
É variável. Aparece logo após os pronomes “tudo, todo e tanto” seguidos ou não de
substantivos ou pronomes.

Ex.: Ele encontrou tudo quanto procurava.


Explico tantas vezes quantas sejam necessárias.

ONDE
É invariável. Substituível por em que, na qual. Pode ser antecedido, principalmente,
pelas preposições a, de, por e para. Aglutina-se com a preposição a, tornando-se
aonde, e com a preposição de, tornando-se donde.

Ex.: A cidade onde moro é linda.


As praias aonde eu fui eram fantásticas.
Onde equivale a “lugar
em que” ou “em que”,
ou seja, só poderá ser
usado quando se referir
a um termo antecedente
indicativo de lugar.
COMO
É invariável. Precedido pelas palavras modo, maneira, forma e jeito.
Equivale a “pelo qual”, normalmente.

Ex.: Acertei o jeito como fazer as coisas.


A maneira como você se comportou foi elogiável.

QUANDO
É invariável. Retoma antecedente que exprime valor temporal. Equivale a
“em que”.

Ex.: Ela era do tempo quando se amarrava cachorro pelo rabo.


Profa. Glícia Kelline – Licenciada em Letras, especialista
em Diversidade Linguística e Mestra em Linguística.
4 - Noções essenciais em
morfologia: Numeral
PONTO DE VISTA SEMÂNTICO: Indica quantidade.

PONTO DE VISTA MORFOLÓGICO: Normalmente varia em


gênero e com o número.
Profa. Glícia Kelline – Licenciada em Letras, especialista
em Diversidade Linguística e Mestra em Linguística.
2 - Noções essenciais em
morfologia: Verbo
DO PONTO DE VISTA SEMÂNTICO: Normalmente indica uma ação ou
um processo, mas poderá indicar estado, mudança de estado ou
fenômeno natural, sempre dentro da perspectiva temporal.

PONTO DE VISTA MORFOLÓGICO: O verbo varia em modo, tempo,


número e pessoa.

PONTO DE VISTA SINTÁTICO: O verbo tem um papel importantíssimo


dentro da língua portuguesa, pois o verbo é o núcleo do predicado.
Como identificar um
verbo: O verbo é uma
palavra que termina
em –ar (levantar), -er
(beber), -ir (cair) e que
pode ser conjugada,
normalmente por meio
de pronomes pessoais
retos.
MODO
É a maneira , a forma como o verbo se apresenta na frase para
indicar uma atitude da pessoa que o usou.

Indicativo: é o modo que indica certeza, afirmação, convicção,


constatação.
Subjuntivo: é o modo que indica dúvida, suposição, incerteza,
possibilidade.
Imperativo: indica ordem, pedido, sugestão.
TEMPO
O tempo indica o momento em que se dá o fato expresso pelo verbo.
NÚMERO

Há variação em singular e plural.


PESSOA
1ª pessoas: Eu – Nós
2ª pessoas: Tu – Vós
3ª pessoas: Ele – Eles
LOCUÇÃO VERBAL
Também chamada de perífrase verbal, a locução verbal é um grupo de
verbos que tem uma só unidade de sentido, como se fosse um só verbo.
A locução
verbal
representa
uma só oração
dentro da
frase.
FORMAS NOMINAIS DOS VERBOS
São verbos que se comportam como nomes em certos contextos,
no sentido de exercerem funções sintáticas próprias dos nomes
substantivos, adjetivo ou advérbio.

Infinitivo
É a forma verbal que nomeia o verbo. O infinitivo pode ser
pessoal e impessoal.
- Impessoal é quando não admite variação de pessoa: amar,
vender, partir (terminado sempre em –ar, -er, ou –ir).
FORMAS NOMINAIS DOS VERBOS
Infinitivo
- Será Pessoal quando tiver como sujeito uma das pessoas
gramaticais. Podendo, nesse caso, ser denominado de
flexionado e não flexionado.

Se o infinitivo receber desinências:


Era para eu cantar Era para nós cantarmos
Era para tu cantares Era para vós cantardes
Era para ele cantar Era para eles cantarem
FORMAS NOMINAIS DOS VERBOS
Gerúndio
Além de atuar como verbo nas locuções verbais, em tempos
compostos e nas orações reduzidas, o gerúndio (verbo
terminado em –ndo) pode desempenhar as funções de advérbio
e de adjetivos. Como verbo, indica normalmente um processo
incompleto, prolongado, durativo.

Ex.: Estava lendo o livro que você me emprestou.


FORMAS NOMINAIS DOS VERBOS
Particípio
Sua natureza verbal, que indica normalmente passado,
manifesta-se sempre nas locuções verbais de voz passiva, de
tempos compostos e em orações reduzidas.

Ex.: Não há nada que possa ser feito.


VOZ VERBAL
É a forma como o verbo se encontra para indicar sua relação com o sujeito.
Consoante sua forma, o verbo pode indicar uma ação praticada pelo sujeito (voz
ativa), uma ação sofrida pelo sujeito (voz passiva) ou uma ação praticada e sofrida
pelo sujeito (voz reflexiva).

Voz ativa
Ocorre quando o verbo indica uma ação praticada pelo sujeito.
Ex.: João pulou da cama atrasado e resolveu pegar um táxi.

Voz passiva
Ocorre quando o verbo indica ação sofrida ou desfrutada pelo sujeito.
Ex.: Nosso amigo João já está derrotado pelo cansaço da rotina.
A Voz Passiva é geralmente formada
pela locução verbal passiva: verbo
ser/estar/ficar + particípio. Esta
locução é a marca principal da voz
passiva analítica. Há também, na
passiva analítica, o agente da passiva.
Normalmente iniciado pela preposição
por, raramente pela preposição de.
Ex.: - (...) pelo cansaço.
- Estava acompanhado de alguns
amigos.
Temos também a voz passiva sintética, cuja marca principal é a presença
do pronome apassivador se; em 99% dos casos, não há agente da passiva
explícito.

Obs.: Para haver transposição de voz ativa para passiva e vice-versa é


preciso que o verbo seja transitivo direto.

Para transpor da voz ativa para a passiva sintética, o sujeito da ativa deve ser
indeterminado, verbo na terceira pessoa do plural.

Ex.: - Resolveram todas as pendências da empresa (ativa)


- Resolveram-se todas as pendências da empresa. (passiva sintética)
Para transpor da voz passiva analítica para passiva
sintética:

Todas as pendências da empresa foram resolvidas.

Resolveram-se todas as pendências da empresa.

Há também a voz reflexiva, que o verbo indica uma ação


praticada e sofrida pelo próprio sujeito, ou seja, o sujeito
é o agente e o alvo da ação.

Ex.: Eu me barbeei com cuidado, mas acabei me ferindo.


CONJUGAÇÃO DO VERBO AMAR
CONJUGAÇÃO DO VERBO AMAR
Pretérito Imperfeito do Indicativo: Pretérito Mais-que-perfeito do
indica um fato passado que então Indicativo: indica um fato passado
era presente, mas não concluído, anterior a outro fato também passado.
incompleto, ou que apresenta certa
duração. eu amara
tu amaras
eu amava ele amara
tu amavas nós amáramos
ele amava vós amáreis
nós amávamos eles amaram
vós amáveis
eles amavam
CONJUGAÇÃO DO VERBO AMAR
Futuro do Presente do Indicativo: Futuro do Pretérito do Indicativo:
indica um fato posterior ao momento indica um fato posterior (normalmente
da fala, mas certo de ocorrer. hipotético) a um fato no passado.

eu amarei eu amaria
tu amarás tu amarias
ele amará ele amaria
nós amaremos nós amaríamos
vós amareis vós amaríeis
eles amarão eles amariam
CONJUGAÇÃO DO VERBO AMAR
Subjuntivo do verbo amar Pretérito Imperfeito do
Presente do Subjuntivo: utilizado para Subjuntivo: expressa uma
expressar desejos, possibilidades, condição não realizável
suposições, cuja concretização pode quando vem junto a uma ideia
depender da realização de um outro condicional.
acontecimento.
que eu ame se eu amasse
que tu ames se tu amasses
que ele ame se ele amasse
que nós amemos se nós amássemos
que vós ameis se vós amásseis
que eles amem se eles amassem
CONJUGAÇÃO DO VERBO AMAR

Futuro do Subjuntivo: exprime uma ocorrência futura possível,


eventual, normalmente.

quando eu amar
quando tu amares
quando ele amar
quando nós amarmos
quando vós amardes
quando eles amarem
CONJUGAÇÃO DO VERBO AMAR

Imperativo do verbo amar Imperativo Negativo


não ames tu
Imperativo Afirmativo
não ame ele
ama tu
ame ele não amemos nós
amemos nós não ameis vós
amai vós não amem eles
amem eles
CONJUGAÇÃO DO VERBO AMAR
Profa. Glícia Kelline – Licenciada em Letras, especialista
em Diversidade Linguística e Mestra em Linguística.
2 - Noções essenciais em
morfologia: Advérbio
DO PONTO DE VISTA SEMÂNTICO: É um modificador ou ampliador
de sentido de certos vocábulos, podendo indicar circunstâncias.

PONTO DE VISTA MORFOLÓGICO: Não se flexiona em gênero e


número, é uma palavra invariável.

PONTO DE VISTA SINTÁTICO: Refere-se a um verbo, a um adjetivo, a


outro advérbio.

Obs.: Os advérbios terminados em –mente são derivados de adjetivos


(normalmente femininos).
VARIAÇÃO EM GRAU
O advérbio é intensificado (grau) por outro advérbio ou por um afixo. São dois
tipos: comparativo e superlativo.

Comparativo:
Igualdade: Aquela menina escreve tão depressa quanto/como eu.
Superioridade: Aquela menina escreve mais depressa (do) que eu.
Inferioridade: Aquela menina escreve menos depressa (do) que eu.

Superlativo Absoluto:
Analítico: Eu corri muito bem naquela prova.
Sintético: Ele estava muitíssimo bêbado.
• Os advérbios e as locuções Adverbiais são
classificadas segundo suas circunstâncias:
• Afirmação;
• Negação;
• Modo;
• Tempo;
• Lugar;
• Dúvida;
• Intensidade;
• Causa;
• Concessão;
• Conformidade;
Profa. Glícia Kelline – Licenciada em Letras, especialista
em Diversidade Linguística e Mestra em Linguística.
5 - Noções essenciais em
morfologia: Preposição
Profa. Glícia Kelline – Licenciada em Letras, especialista
em Diversidade Linguística e Mestra em Linguística.
2 - Noções essenciais em
morfologia: Conjunção
DO PONTO DE VISTA SEMÂNTICO: É uma palavra que traz embutida
um sentido (ou mais de um). Só a conjunção integrante que não traz.

PONTO DE VISTA MORFOLÓGICO: Não muda de forma, é invariável.

PONTO DE VISTA SINTÁTICO: Não exerce função sintática alguma,


mas participa de construções coordenadas e subordinadas, ligando
normalmente termos de mesma função sintática, numa relação lógica.
CLASSIFICAÇÃO
1. Coordenativas
1.1 Aditivas: exprimem ideia de soma, adição,
acréscimo. (e, nem, tampouco, tanto...quanto).

Ex.: Estudo e trabalho.


Não estudo nem trabalho.
Não só estudo, mas também trabalho.
Tanto estudo quanto trabalho.
1.2 Adversativa: indicam essencialmente uma ideia de
adversidade, oposição, contraste; também ressalva,
quebra de expectativa, compensação, restrição. (mas,
porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não
obstante, etc).

Ex.: Fuja daqui, porém tome cuidado.


Falar de mim é fácil, agora ser como eu é difícil.
Ele está cansado, no entanto terá que trabalhar
amanhã cedo.
Não para de comer, mas nunca fica satisfeito.
1.3 Alternativas: exprimem ideia de exclusão, alternativa,
alternância, inclusão. (ou, ou...ou, ora...ora, quer...quer,
seja...seja, etc).

Ex.: Ou faço a festa ou pago a viagem. (sempre exclusão)


Ora assiste à TV, ora cuida dos filhos. (sempre
alternância)
Talvez chore, talvez ria, não saberemos. (exclusão /
alternância)
1.4 Conclusiva: exprimem ideia de conclusão ou
consequência. (logo, portanto, por isso, assim, pois, por
conseguinte, então, em vista disso).

Ex.: Preciso sair depressa, logo me ligue mais tarde.


Você não pode engordar, assim evite comer de uma em
uma hora.
Foi pega roubando, então teve de ser despedida.
O mal é irremediável, em vista disso tente se conformar.
1.5 Explicativas: exprimem ideia de explicação, justificativa,
normalmente vem após verbos no imperativo. (porque, que, porquanto,
pois – antes do verbo).

Ex.: Os funcionários já chegaram, porque as luzes estão acesas.


Estude, que valerá a pena.
Ela devia estar com frio, porquanto tremia.
Come a sopa toda, pois está muito boa.

OBS.: O pois explicativo equivale a porque, logo, por mais que venha
separado por vírgulas, nunca será conclusivo.
2. Subordinativas
2.1 Integrantes: Introduzem orações subordinadas substantivas; conectam
uma oração incompleta a uma oração que, por sua vez, vai completá-la.

Dica: substituir por isso/isto, quando iniciada por que e se.

Ex.: Não sei se devo estudar mais.


Eu o informei de que a prova será amanhã.
Conjunções subordinativas adverbiais.
2. Subordinativas
2.2 Causais: exprimem causa, a razão de algum de um efeito. (porque, que,
pois, como, visto que, já que, uma vez que, sendo que).

Ex.: A menina não comprou o vestido, pois era muito caro.


Não almoçou porquanto não tinha fome.
Nunca mataria ninguém, que não é de sua índole.
2.3 Comparativas: exprimem comparação, analogia. (tal qual,
qual, tal como, como, assim como).

Ex.: - Os homens, tal qual as mulheres, são sentimentais.


- Corria qual um touro.
- Este apartamento é menos confortável que casa.
- Assim como chegou, partiu: em silêncio.
2.4 Concessivas: exprimem contrariedade, ressalva, oposição
a uma ideia sem invalidá-la. (embora, malgrado, conquanto,
ainda que/quando, mesmo que, nem que, apesar de que).

Ex.: - Conquanto eu trabalhe, nunca paro de estudar.


- Iremos ao jogo, nem que caia um temporal.
- Conseguiu chegar ao cume do morro, mesmo que se
- sentisse cansado.
2.5 Condicionais: exprimem
condição, hipótese. (se, caso,
exceto se, salvo se, desde que,
sem que).

Ex.: - Se tu parares de estudar,


precisarás trabalhar.
- Desde que você estude,
obterá êxito.
- Ele chegará até nós, a
menos que você o impeça!
2.6 Conformativa: exprimem acordo, maneira,
conformidade. (conforme, consoante, segundo, como –
conforme).

Ex.: - Você enfim agiu conforme nós acordamos.


- Consoante falamos, dedique-se ao estudo.
- Segundo havíamos combinado, você inicia o curso
amanhã.
2.7 Consecutivas: exprimem resultado,
efeito, consequência. (tão...que,
tanto...que, tamanho...que).

Ex.: - Meu filho é tão inteligente que


passou em 1º lugar no ITA.
- Tal foi a sua postura antes da
prova que conseguiu um bom
resultado.
2.8 Finais: exprimem finalidade, objetivo,
intuito, propósito, fim. (para que, a fim de
que, de modo que).

Ex.: - Estou estudando para que eu


melhore a vida.
- Ore porque não caia em tentação.
- A fim de que as pessoas se amem
de verdade, é preciso incluir Deus
na vida.
2.9 Proporcionais: exprimem proporcionalidade, simultaneidade,
concomitância. (à proporção que, à medida que, ao passo que).

Ex.: A temperatura sobe à proporção que o verão se aproxima.


Quanto menos esforço fizer, tanto melhor será.
Quanto maior é o tamanho, pior é a queda.

2.10 Temporais: exprimem tempo. (quando, enquanto, depois que,


assim que, agora que, cada vez que).

Ex.: Logo que entrei na sala, começaram os aplausos.


Come ao mesmo tempo que lê.
Agora que vocês chegaram, podemos ir.
Profa. Glícia Kelline – Licenciada em Letras, especialista
em Diversidade Linguística e Mestra em Linguística.
6 - Noções essenciais em
morfologia: Interjeição
Noções essenciais em morfologia: Interjeição

- É uma expressão que indica emoção.

- Elas podem ser classificadas de acordo com a


emoção que transmitem.

Ex.: Ei!, oi!, Ai!, Ui!, Sai!, Fora!, Cuidado!


Noções essenciais em morfologia: Interjeição
Profa. Glícia Kelline – Licenciada em Letras, especialista
em Diversidade Linguística e Mestra em Linguística.
3 - Noções essenciais em
morfologia: Artigo
PONTO DE VISTA SEMÂNTICO

PONTO DE VISTA MORFOLÓGICO

PONTO DE VISTA SINTÁTICO


PONTO DE VISTA SEMÂNTICO: Ligado a substantivos
passa a desempenhar inúmeros papéis discursivos:

- Generalizar, Individualizar, Apreciação, Depreciação,


Determinação, Indeterminação, Diferenciar o gênero
com implicações semânticas (o capital, a capital), etc.
PONTO DE VISTA SINTÁTICO: Exerce sempre função
de adjunto adnominal.
Língua Portuguesa

Fabiano Oliveira – Licenciado em Letras, especialista em Língua


Portuguesa e Produção de texto e Mestrando em Linguística.
REGÊNCIA NOMINAL
SINTAXE DE REGÊNCIA NOMINAL

Numa oração, os termos completam uns aos outros,


estabelecendo uma relação de dependência indicada por uma
preposição (ligação indireta), ou mesmo pela posição dos termos
no período (ligação direta).

Essa relação de dependência entre os termos e seus


complementos é chamada de regência.
Comunicado importante:

Para concurso
é importante diferenciar
Regência verbal de
Regência nominal.
•Há termos que integram
o sentido de nomes
(substantivos, adjetivos e
advérbios); essa relação
de dependência chama-
se regência nominal.
•Relação de dependência
entre o nome e o termo
regido.
•Há termos que completam
verbos; e, nesse caso, ocorre a
regência verbal.
•Relação de dependência entre o
verbo e o termo regido.
•Há, portanto, termos
regentes (aqueles que
exigem um complemento)
e termos regidos (que
completam a significação).
•O melhor do Brasil é o
brasileiro.

•O melhor - termo regente

•do Brasil - termo regido


(adjunto adnominal)
•Há nomes que admitem apenas uma preposição na
regência. Outros, mais de uma.

•Este cargo não é acessível a todos.

• Este caminho dá acesso à rodovia.


• O acesso para a Região dos Lagos está difícil.
•O pai estava acostumado a ouvi-lo.
•Ficou acostumado com o barulho da rua.

•O empregado não
está adaptado a estas
mudanças.
•Mostrou-se afável com o inspetor.
•Tinha um jeito afável para com as visitas.

• Continuo aflito com a sua demora.


• O cliente estava aflito por saber o
diagnóstico.
•Sua saída não foi agradável à equipe.
•Era agradável de ver os dois juntos.

• O professor fez alusão à prova final.


•Tinha grande amor à carreira.
•Ela demonstrava amor por dança.

• Sentiu ânsia de sair do local.


• O jovem revelou ânsia por voltar ao país.
•Nem todos tinham antipatia à escritora.
•A moça sentiu antipatia por ele.

• Considero-o apto a ajudá-lo.


• Tornou-se apto para exercer o cargo.
•Não deu atenção a ninguém.
•Sua atenção com todos é admirável.
•Tenha atenção para com os mais velhos.

• O motorista continua atento à sinalização.


• É bom estar atento com questões desse tipo.
•Meu filho sempre teve aversão à política.
•Era evidente sua aversão por lugares altos.

• O remédio foi benéfico à sua saúde.


• A reforma foi benéfica para todos.
1) (Cescea) As palavras ansioso, contemporâneo
e misericordioso regem, respectivamente, as
preposições:

a) a – em – de – para.
b) de – a – de.
c) por – de – com.
d) de – com – para com.
e) com – a – a.
2) (TJ – SP) Indique onde há erro de regência nominal:

a) Ele é muito apegado em bens materiais.


b) Estamos fartos de tantas promessas.
c) Ela era suspeita de ter assaltado a loja.
d) Ele era intransigente nesse ponto do regulamento.
e) A confiança dos soldados no chefe era inabalável.
3) Assinale a opção em que todos adjetivos
podem ser seguidos pela mesma preposição:

a) ávido, bom, inconsequente


b) indigno, odioso, perito
c) leal, limpo, oneroso
d) orgulhoso, rico, sedento
e) oposto, pálido, sábio
5) Caixa - As palavras ansioso, contemporâneo e
misericordioso regem, respectivamente, as
preposições:

a) a – em – de – para.
b) de – a – de.
c) por – de – com.
d) de – com – para com.
e) com – a – a.
Gabarito
1) Certo
2) A
3) D
4) C
Língua Portuguesa

Fabiano Oliveira – Licenciado em Letras, especialista em Língua


Portuguesa e Produção de texto e Mestrando em Linguística.
REGÊNCIA VERBAL
SINTAXE DE REGÊNCIA VERBAL
•Dá-se o nome de regência à
relação de subordinação que
ocorre entre um verbo (ou um
nome) e seus complementos.
Ocupa-se em estabelecer
relações entre as palavras,
criando frases não ambíguas,
que expressem efetivamente o
sentido desejado, que sejam
corretas e claras.
• Termo Regente: VERBO
 O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa capacidade
expressiva, pois oferece oportunidade de conhecermos as diversas
significações que um verbo pode assumir com a simples mudança ou
retirada de uma preposição.
Observe:
 A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, contentar.
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa "causar agrado ou prazer",
satisfazer.
 Logo, conclui-se que "agradar alguém" é diferente de "agradar a
alguém".
• Saiba que:
O conhecimento do uso adequado das preposições é um dos
aspectos fundamentais do estudo da Regência Verbal (e
também nominal). As preposições são capazes de modificar
completamente o sentido do que está sendo dito.
Veja os exemplos:
Cheguei ao metrô.
Cheguei no metrô.
• No primeiro caso, o metrô é o lugar a Cheguei ao metrô.
que vou; no segundo caso, é o meio de Cheguei no metrô.
transporte por mim utilizado. A oração
"Cheguei no metrô", popularmente
usada a fim de indicar o lugar a que se
vai, possui, no padrão culto da língua,
sentido diferente. Aliás, é muito
comum existirem divergências entre a
regência coloquial, cotidiana de alguns
verbos, e a regência culta.
•Para estudar a regência
verbal, agruparemos os
verbos de acordo com
sua transitividade. A
transitividade, porém,
não é um fato absoluto:
um mesmo verbo pode
atuar de diferentes
formas em frases
distintas.
Verbos Intransitivos
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É
importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos aos
adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.

a) Chegar, Ir
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais de
lugar. Na língua culta, as preposições usadas para indicar
destino ou direção são: a, para..
Verbos Intransitivos
Exemplos:
 Fui ao teatro.
Adjunto Adverbial de Lugar

 Ricardo foi para a Espanha.


Adjunto Adverbial de Lugar

 Obs.: "Ir para algum lugar" enfatiza


a direção, a partida." Ir a algum
lugar" sugere também o retorno.
Importante: reserva-se o uso de "em"
para indicação de tempo ou meio.
Veja:
Cheguei a Roma em outubro.
Adjunto Adverbial de Tempo

Chegamos no trem das dez.


Adjunto Adverbial de Meio
Verbos Intransitivos
b) Comparecer
O adjunto adverbial de lugar
pode ser introduzido por em
ou a.
Por Exemplo:
Comparecemos ao estádio
(ou no estádio) para ver o
último jogo.
Verbos Transitivos Direto
• Os verbos transitivos diretos são complementados por objetos
diretos. Isso significa que não exigem preposição para o
estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses
verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os,
as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem
assumir as formas lo, los, la, las (após formas verbais
terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas
verbais terminadas em sons nasais), enquanto lhe e lhes são,
quando complementos verbais, objetos indiretos.
Verbos Transitivos Direto
São verbos transitivos diretos, dentre outros:
 abandonar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, adorar,
alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar, condenar, conhecer,
conservar,convidar, defender, eleger, estimar, humilhar, namorar, ouvir,
prejudicar, prezar, proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o verbo amar:

Amo aquele rapaz. / Amo-o.


Amo aquela moça. / Amo-a.
Amam aquele rapaz. / Amam-no.
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
Verbos Transitivos Direto
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses
verbos para indicar posse (caso em que atuam como
adjuntos adnominais).
Exemplos:
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua
carreira)
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor)
Verbos Transitivos Indiretos
 Os verbos transitivos indiretos são complementados por objetos
indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma preposição para
o estabelecimento da relação de regência. Os pronomes pessoais do
caso oblíquo de terceira pessoa que podem atuar como objetos
indiretos são o "lhe", o "lhes", para substituir pessoas. Não se utilizam
os pronomes o, os, a, as como complementos de verbos transitivos
indiretos. Com os objetos indiretos que não representam pessoas,
usam-se pronomes oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em
lugar dos pronomes átonos lhe, lhes. Os verbos transitivos indiretos
são os seguintes:
Verbos Transitivos Indiretos
FIQUE ATENTO: Verbos Transitivos Diretos ou Indiretos
 Há verbos que admitem duas construções, uma transitiva direta, outra
indireta, sem que isso implique modificações de sentido. Dentre os principais,
temos:
Abdicar
 Abdicou as vantagens do cargo. / Abdicou das vantagens do cargo.
Acreditar
 Não acreditava a própria força. / Não acreditava na própria força.
Almejar
 Almejamos a paz entre as nações. / Almejamos pela paz entre as nações.
Verbos Transitivos Indiretos
FIQUE ATENTO: Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
 Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados de um
objeto direto e um indireto. Merecem destaque, nesse grupo:
Agradecer, Perdoar e Pagar
São verbos que apresentam objeto direto relacionado a coisas e objeto
indireto relacionado a pessoas. Veja os exemplos:
Agradeço aos ouvintes a audiência.
Objeto Indireto Objeto Direto
FIQUE ATENTO: Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
Cristo ensina que é preciso perdoar o
pecado ao pecador.
OBJETO DIRETO OBJETO INDIRETO

Paguei o débito ao cobrador.

OBJETO DIRETO OBJETO INDIRETO


•O uso dos pronomes oblíquos átonos deve
ser feito com particular cuidado. Observe:
•Agradeci o presente. / Agradeci-o.
Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
Paguei minhas contas. / Paguei-as.
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
Saiba que:
•Com os verbos agradecer, perdoar e pagar a pessoa
deve sempre aparecer como objeto indireto,
mesmo que na frase não haja objeto direto.
•Veja os exemplos:
- A empresa não paga aos funcionários desde
setembro.
- Já perdoei aos que me acusaram.
- Agradeço aos eleitores que confiaram em mim.
Mudança de Transitividade versus Mudança de Significado
 Há verbos que, de acordo com a mudança de
transitividade, apresentam mudança de
significado. O conhecimento das diferentes
regências desses verbos é um recurso linguístico
muito importante, pois além de permitir a correta
interpretação de passagens escritas, oferece
possibilidades expressivas a quem fala ou escreve.
Mudança de Transitividade versus Mudança de Significado
Dentre os principais, estão:
AGRADAR
1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer
carinhos, acariciar.
Por Exemplo: Sempre agrada o filho quando o revê.
/ Sempre o agrada quando o revê.
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato.
/ Cláudia não perde oportunidade de agradá-lo.
Mudança de Transitividade versus Mudança de Significado
Dentre os principais, estão:
AGRADAR
2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar
agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege
complemento introduzido pela preposição "a". Por
Exemplo:
- O cantor não agradou aos presentes.
- O cantor não lhes agradou.
Mudança de Transitividade versus Mudança de Significado
Dentre os principais, estão:
ASPIRAR
1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver,
inspirar (o ar), inalar.
Por Exemplo:
- Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
Mudança de Transitividade versus Mudança de Significado
Dentre os principais, estão:
ASPIRAR
2) Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar,
ter como ambição.
Por Exemplo:
- Aspirávamos a melhores condições de vida.
(Aspirávamos a elas)
Mudança de Transitividade versus Mudança de Significado
Dentre os principais, estão:
ASPIRAR
Obs.: como o objeto direto do verbo "aspirar" não é
pessoa, mas coisa, não se usam as formas pronominais
átonas "lhe" e "lhes" e sim as formas tônicas "a ele (s)",
" a ela (s)".
Veja o exemplo:
- Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela)
1. (IBGE) Assinale a opção que apresenta a regência
verbal incorreta, de acordo com a norma culta da língua:
a) Os sertanejos aspiram a uma vida mais confortável.
b) Obedeceu rigorosamente ao horário de trabalho do
corte de cana.
c) O rapaz presenciou o trabalho dos canavieiros.
d) O fazendeiro agrediu-lhe sem necessidade.
e) Ao assinar o contrato, o usineiro visou, apenas, ao lucro
pretendido.
2. Caixa - A frase que apresenta erro de regência
do verbo ASSISTIR é:
a) Não fui ver o filme, embora quisesse assistir-lhe.
b) Não lhe assiste o direito de humilhar ninguém.
c) Ele assiste às aulas sempre com muita serenidade.
d) Aqueles médicos assistem os doentes com
dedicação.
e) Assistiu aos jogos da Seleção sem nenhum
entusiasmo.
3. (IBGE) Indique a alternativa na qual a regência
utilizada desobedece ao padrão da gramática normativa:
a) Esta alternativa obedece o padrão da gramática
normativa.
b) Entretanto, não costuma haver distúrbios na fila.
c) Jamais poderão existir tantos recursos para tantos
planos.
d) Só lhe faltou mandar-me embora de casa.
e) Quando Lígia entrou, bateram onze horas no relógio da
sala.
4. (FMU) Observe o verbo que se repete: "aspirou o ar" e
"aspirou à glória". Tal verbo:
a) apresenta a mesma regência e o mesmo sentido nas duas
orações
b) embora apresente regências diferentes, ele tem sentido
equivalente nas duas orações
c) poderia vir regido de preposição também na primeira oração
sem que se modificasse o sentido dela
d) apresenta regência e sentidos diferentes nas duas orações
e) embora tenha o mesmo sentido nas duas orações, ele
apresenta regência diferente em cada uma delas

Gabarito
1) D
2) A
3) A
4) D
SUPER ABRAÇO!
Valeu, galera!
Profa. Glícia Kelline – Licenciada em Letras, especialista em
Diversidade linguística e Mestra em Linguística.
15 - FONOLOGIA
FONEMA
A palavra fonologia é formada pelos elementos
gregos fono ( "som, voz") e log, logia ( "estudo", amor - ator
"conhecimento") . Significa literalmente " estudo dos sons"
ou "estudo dos sons da voz". O homem, ao falar, emite
sons. Cada indivíduo tem uma maneira própria de realizar
esses sons no ato da fala. Essas particularidades na morro - corro
pronúncia de cada falante são estudadas pela Fonética.

Dá-se o nome de fonema ao menor elemento sonoro


capaz de estabelecer uma distinção de significado entre as vento - cento
palavras. Observe, nos exemplos a seguir, os fonemas que
marcam a distinção entre os pares de palavras:
Fonema e Letra
1) O fonema não deve ser confundido com a letra. Na
língua escrita, representamos os fonemas por meio de
sinais chamados letras. Portanto, letra é a representação
gráfica do fonema. Na palavra sapo, por exemplo, a
letra s representa o fonema /s/ (lê-se sê); já na
palavra brasa, a letra s representa o fonema /z/ (lê-se zê).

2) Às vezes, o mesmo fonema pode ser representado por


mais de uma letra do alfabeto. É o caso do fonema /z/, que
pode ser representado pelas letras z, s, x:
Exemplos:
zebra
casamento
exílio
3) Em alguns casos, a mesma letra pode representar mais de um fonema. A letra x,
por exemplo, pode representar:

- o fonema sê: texto


- o fonema zê: exibir
- o fonema chê: enxame
- o grupo de sons ks: táxi

4) O número de letras nem sempre coincide com o número de fonemas.


Exemplos: Tóxico – Alho

5) As letras m e n, em determinadas palavras, não representam fonemas. Observe


os exemplos: Compra - conta

Nessas palavras, m e n indicam a nasalização das vogais que as antecedem.


6) A letra h, ao iniciar uma palavra, não representa
a) Orais: quando o ar
fonema.
sai apenas pela
Exemplos: Hoje boca.
Por Exemplo: /a/, /e/,
Classificação dos Fonemas /i/, /o/, /u/.
Os fonemas da língua portuguesa são classificados em:
1) Vogais b) Nasais: quando o ar
As vogais são os fonemas sonoros produzidos por uma sai pela boca e pelas
corrente de ar que passa livremente pela boca. Em fossas nasais.
Por Exemplo: /ã/: fã,
nossa língua, desempenham o papel de núcleo das
canto, tampa /õ/ bonde,
sílabas. Assim, isso significa que em toda sílaba há tombo
necessariamente uma única vogal. Na produção de
vogais, a boca fica aberta ou entreaberta. As vogais
podem ser:
2) Semivogais
Os fonemas /i/ e /u/, algumas vezes, não são vogais.
Aparecem apoiados em uma vogal, formando com ela
uma só emissão de voz (uma sílaba). Nesse caso, esses
fonemas são chamados de semivogais. A diferença
fundamental entre vogais e semivogais está no fato de
que estas últimas não desempenham o papel de núcleo
silábico.

Outros exemplos: saudade, história, série.

Obs.: os fonemas /i/ e /u/ podem aparecer


representados na escrita por" e", "o" ou "m".

Veja: Pães / Mão / cem


3) Consoantes
Para a produção das consoantes, a
corrente de ar expirada pelos pulmões
encontra obstáculos ao passar pela
cavidade bucal. Isso faz com que as
consoantes sejam verdadeiros
"ruídos", incapazes de atuar como
núcleos silábicos. Seu nome provém
justamente desse fato, pois, em
português, sempre consoam ("soam
com") as vogais. Exemplos:

/b/, /t/, /d/, /v/, /l/, /m/.


Encontros Vocálicos
Os encontros vocálicos são agrupamentos de vogais e semivogais, sem
consoantes intermediárias. É importante reconhecê-los para dividir corretamente os
vocábulos em sílabas. Existem três tipos de encontros: o ditongo, o tritongo e
o hiato.
1) Ditongo É o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-versa) numa mesma
sílaba.
Pode ser:
a) Crescente: quando a semivogal vem antes da vogal.
Ex.: sé-rie (i = semivogal, e = vogal)
b) Decrescente: quando a vogal vem antes da semivogal.
Ex.: pai (a = vogal, i = semivogal)
c) Oral: quando o ar sai apenas pela boca.
Ex.: pai, série
d) Nasal: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais.
Ex.: mãe
2) Tritongo
É a sequência formada por uma semivogal, uma vogal e uma semivogal,
sempre nessa ordem, numa só sílaba. Pode ser oral ou nasal.

Exemplos: Paraguai - Tritongo oral


quão - Tritongo nasal

3) Hiato
É a sequência de duas vogais numa mesma palavra que pertencem a
sílabas diferentes, uma vez que nunca há mais de uma vogal numa sílaba.

Por Exemplo: saída (sa-í-da) poesia (po-e-si-a).


Encontros Consonantais
O agrupamento de duas ou mais consoantes, sem vogal
intermediária, recebe o nome de encontro consonantal.
Existem basicamente dois tipos:

- os que resultam do contato consoante + l ou r e ocorrem


numa mesma sílaba, como em: pe-dra, pla-no, a-tle-
ta, cri-se...

- os que resultam do contato de duas consoantes


pertencentes a sílabas diferentes: por-ta, rit-mo, lis-ta...

Há ainda grupos consonantais que surgem no início dos


vocábulos; são, por isso, inseparáveis: pneu, gno-mo, psi-có-
lo-go...
Dígrafos
De maneira geral, cada fonema é representado, na escrita, por
apenas uma letra.
Por Exemplo: lixo - Possui quatro fonemas e quatro letras.

Há, no entanto, fonemas que são representados, na escrita, por


duas letras.
Por Exemplo: bicho - Possui quatro fonemas e cinco letras.

Na palavra acima, para representar o fonema | xe| foram


utilizadas duas letras: o c e o h. Assim, o dígrafo ocorre quando
duas letras são usadas para representar um único fonema (di =
dois + grafo = letra). Em nossa língua, há um número razoável de
dígrafos que convém conhecer.

Podemos agrupá-los em dois tipos: consonantais e vocálicos.


Dígrafos Consonantais
Letras Fonemas Exemplos
lh lhe telhado
nh nhe marinheiro
ch xe chave

Dígrafos Vocálicos: registram-se na representação das vogais nasais.

Fonemas Letras Exemplos


ã am tampa
an canto
õ om tombo
"Gu" e "qu" são dígrafos somente quando,
seguidos de "e" ou "i", representam os
fonemas /g/ e /k/: guitarra, aquilo. Nesses
casos, a letra "u" não corresponde a
nenhum fonema. Em algumas palavras, no
entanto, o "u" representa um fonema
semivogal ou vogal (aguentar, linguiça,
aquífero...) Nesse caso, "gu" e"qu" não são
dígrafos. Também não há dígrafos quando
são seguidos de "a" ou "o" (quase,
averiguo).
SÍLABA
A – MOR
A palavra amor está dividida em grupos de
fonemas pronunciados separadamente: a - mor. A
cada um desses grupos pronunciados numa só
emissão de voz dá-se o nome de sílaba. Em nossa
língua, o núcleo da sílaba é sempre uma vogal: não
existe sílaba sem vogal e nunca há mais do que
uma vogal em cada sílaba. Dessa forma, para
sabermos o número de sílabas de uma palavra,
devemos perceber quantas vogais tem essa
palavra. Atenção: as letras i e u (mais raramente
com as letras e e o) podem representar
semivogais.
Classificação das Palavras quanto ao Número de Sílabas

1) Monossílabas: possuem apenas uma sílaba.


Exemplos: mãe, flor, lá, meu.

2) Dissílabas: possuem duas sílabas.


Exemplos: ca-fé, i-ra, a-í, trans-por

3) Trissílabas: possuem três sílabas.


Exemplos: ci-ne-ma, pró-xi-mo, pers-pi-caz, O-da-ir

4) Polissílabas: possuem quatro ou mais sílabas.


Exemplos: a-ve-ni-da, li-te-ra-tu-ra, a-mi-ga-vel-men-te, o-tor-ri-no-la-rin-go-lo-gis-
ta
Acento Tônico
Na emissão de uma palavra de duas ou mais sílabas,
percebe-se que há uma sílaba de maior intensidade
sonora do que as demais.

calor - a sílaba lor é a de maior intensidade.


faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade.
sólido - a sílaba só é a de maior intensidade.

Obs.: a presença da sílaba de maior intensidade


nas palavras, em meio a sílabas de menor
intensidade, é um dos elementos que dão melodia
à frase.
Classificação das Palavras quanto à Posição da Sílaba
Tônica
De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos da
língua portuguesa que contêm duas ou mais sílabas são
classificados em:

Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a última.


Exemplos: avó, urubu, parabéns

Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a penúltima.


Exemplos: dócil, suavemente, banana

Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a


antepenúltima.
Exemplos: máximo, parábola, íntimo
Profa. Glícia Kelline – Licenciada em Letras, especialista em
Diversidade linguística e Mestra em Linguística.
13 - Noções essenciais
em morfologia: Termos
acessórios da oração
TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO
Existem termos que, apesar de dispensáveis na estrutura
básica da oração, são importantes para a compreensão do
enunciado. Ao acrescentar informações novas,
esses termos:
- caracterizam o ser;
- determinam os substantivos;
- exprimem circunstância.

São termos acessórios da oração: o adjunto adverbial,


o adjunto adnominal e o aposto.
Adjunto Adnominal
É um termo sintático que determina,
restringe o sentido de um substantivo,
caracterizando-o. As classes gramaticais
que podem funcionar como ADN são:
P ronome
L ocução adjetiva
A djetivo
N umeral
A rtigo

Ex.: O homem de negócios comprou só


um imóvel: aquela bela casa.
ADJUNTO ADNOMINAL X COMPLEMENTO NOMINAL

Para diferenciar siga os critérios abaixo:

1ª dica: Será sempre CN a expressão ligada a substantivo


abstrato antecedida de qualquer preposição, exceto a preposição
de.
Ex.: Fiz menção a você ontem.
Tenho amor pelo meu filho.

2ª dica: Será sempre ADN se a expressão preposicionada estiver


ligada a substantivo concreto.
Ex.: Comprei o material de um site famoso.
3ª dica: Normalmente o ADN mantém relação de posse com o substantivo.

Ex.: A atitude do professor foi justa.(a atitude pertence ao professor, é


dele).

4ª dica: O CN tem valor paciente e encontra respaldo na reescritura da voz


passiva analítica. Já o ADN tem valor de agente e encontra respaldo na
reescritura de voz ativa.

Ex.: A resolução da questão foi ótima. (CN/ A questão foi resolvida / valor
paciente).
A resolução do professor foi ótima. (ADN/ O professor resolveu / valor
agente).
Adjunto Adverbial
É o termo da oração que indica uma circunstância (dando ideia de tempo, lugar,
modo, causa, finalidade, etc). O adjunto adverbial é o termo que modifica o
sentido de um verbo, de um adjetivo ou de um advérbio.

O adjunto adverbial pode ser expresso por:

1) Advérbio: O balão caiu longe.


2) Locução Adverbial: O balão caiu no mar.
3) Pronome relativo: A sobreloja, onde ele também morava, estava em estado
calamitoso.
4) Pronome pessoal: Os rapazes saíram conosco.

OBS.: Sugiro que dê uma olhada na lista de classificação dos tipos de adjuntos
adverbiais.
Aposto
Aposto é um termo sempre de valor substantivo (nunca adjetivo!) que explica,
esclarece, desenvolve, resume outro termo sintático antecedente.

Ex.: Ontem, segunda-feira, passei o dia com dor de cabeça.


Segunda-feira é aposto do adjunto adverbial de tempo ontem.

Dizemos que o aposto é sintaticamente equivalente ao termo a que se relaciona


porque poderia substituí-lo.

Veja: Segunda-feira passei o dia com dor de cabeça.

Obs.: após a eliminação de ontem, o substantivo segunda-feira assume a função


de adjunto adverbial de tempo.
Classificação do Aposto
De acordo com a relação que estabelece com o termo a que
se refere, o aposto pode ser classificado em:

a) Explicativo: Esse aposto vem sempre separado por


pontuação: vírgula, dois-pontos, travessão ou parênteses.
Ex.: Algo o incomodava frequentemente: suas brigas com a
esposa.
b) Enumerativo:
Ex.: A vida humana se compõe de muitas coisas: amor,
trabalho, ação.
c) Resumitivo ou Recapitulativo: normalmente este tipo de
aposto é representado pelos pronomes indefinidos nada, ninguém,
nenhum, tudo, todo.

Ex.: Vida digna, cidadania plena, igualdade de oportunidades, tudo


isso está na base de um país melhor.

d) Especificativo: esse aposto não vem separado por pontuação e é


um termo que tem o mesmo valor semântico da palavra especificada
anteriormente.

Ex.: No mês de novembro, a presidente Dilma foi eleita.


Vocativo
É um termo que põe em evidência algum ser a quem se dirige; indica a
invocação de alguém ou algo; vem sempre separado por vírgula; pode se
deslocar pela oração.

Ex.: Não fale tão alto, Rita!


Vocativo

Senhor presidente, queremos nossos direitos!


Vocativo

Nessas orações, os termos destacados são vocativos: indicam e nomeiam o


interlocutor a que se está dirigindo a palavra.
VOCATIVO X APOSTO
- O vocativo NÃO mantém relação
sintática com outro termo da oração.

Ex.: Crianças, vamos entrar.


Vocativo

- O aposto MANTÉM relação sintática


com outro termo da oração.

- Ex.: A vida de Moisés, grande profeta,


foi filmada.
Sujeito Aposto
Profa. Glícia Kelline – Licenciada em Letras, especialista em
Diversidade linguística e Mestra em Linguística.
11 - Noções essenciais
em morfologia: Termos
essenciais da oração
Sujeito e Predicado
Para que a oração tenha significado, são
necessários alguns termos básicos: os termos
essenciais. A oração possui dois termos
essenciais, o sujeito e o predicado.

Sujeito: é não só o termo que representa o ser


ou o fato sobre o qual se declara alguma coisa,
mas também o termo que faz o verbo ser
conjugado.

Ex.: As praias estão mais poluídas


É importante notar que o
núcleo do sujeito pode
ser, tradicionalmente, um
substantivo
(normalmente), um
pronome, um numeral,
um verbo no infinitivo,
uma oração substantiva
ou palavra substantivada.
NÚCLEO DO SUJEITO

O núcleo é a palavra mais importante do sujeito. Normalmente os determinantes


– artigos, pronomes, numerais, adjetivos e locuções adjetivas – vêm ao redor do
núcleo, formando um sintagma.

OBS.: Para identificar o sujeito, basta fazer a pergunta “o que...?” ou


“quem...?” antes do verbo.

CLASSIFICAÇÃO DO SUJEITO

1. Simples
Apresenta somente um núcleo explícito.
Ex.: Alguém escondeu a minha bolsa.
Quem foram os beneficiados pelo projeto esportivo?
2. Oculto
Apresenta um núcleo implícito, mas facilmente subentendido pelo
contexto ou pela desinência verbal.

Ex.: Não consigo deixar as responsabilidades de lado.


Escondeste minha bolsa onde?

3. Composto
Apresenta mais de um núcleo explícito.

Ex.: Minha chave, minha bolsa, minha moto foram roubadas.


Tanto a felicidade como a tristeza são estados de espírito.
4. Indeterminado
Apesar de o verbo indicar que houve uma ação praticada por alguém, a
identidade do sujeito é indeterminada. Vejamos as formas de
indeterminação do sujeito:

a) Verbo na 3ª pessoa do plural sem sujeito explícito.


Ex.: Esconderam minha bolsa.
Criticaram-nos na reunião de ontem.

b) Verbo na 3ª pessoa do singular + partícula de indeterminação do


sujeito, indicando uma ideia de generalização/indefinição.
Ex.: Só se é feliz neste lugar por causa de vocês. (todos)
Vive-se bem quando há paz e segurança. (todos)
Ama-se a Deus nesta igreja. (todos)
c) Verbo no infinitivo impessoal.
Ex.: Para conquistar sua confiança, é necessário trabalhar
arduamente.

5. Oração sem sujeito (sujeito inexistente)


Sempre apresentam verbos impessoais, os quais, por sua
semântica, não apresentam um sujeito promovendo a ação
verbal. Vejam os casos de oração sem sujeito:

a) Verbo Haver com o sentido de existir.


Ex.: Havia poucas pessoas aqui.
b) Fazer, parecer, ficar, estar indicando tempo ou aspectos naturais.
Ex.: Não a vejo faz dois anos.
Parecia tarde da noite.
Ficou escuro do nada.
Estava frio naquele dia.

c) Ser indicando tempo vago, hora, data, distância e aspectos naturais.


São três horas da madrugada.
São dois quilômetros daqui a sua casa.
Hoje são dezoito de outubro.

Obs.: Veja que o verbo ser é o único impessoal que fica no plural.
d) Verbos que indicam fenômeno da natureza.
Ex.: Ventou, trovejou, choveu e depois nevou no Sul do país.
Predicado
É a soma de todos os termos da
oração, exceto o sujeito e o vocativo. É
tudo o que se declara na oração
referindo-se ao sujeito (quando há
sujeito). Sempre apresenta um verbo.

Ex.: A língua portuguesa sofreu uma


reforma ortográfica polêmica em
2009.
Obs.: Nas orações sem sujeito, tudo é
predicado, por um motivo óbvio: não
há sujeito.
TRANSITIVIDADE E PREDICAÇÃO VERBAL

É a relação entre o verbo e outros termos da oração, principalmente dentro do


predicado. Quanto à predicação, os verbos podem ser:

1. Verbo de ligação
Também chamado de copulativo, o verbo de ligação relaciona o sujeito ao seu
predicativo.
Ex.: João ficou alegre.

2. Intransitivo
É aquele que contextualmente não exige complemento.
Ex.: Todos chegaram ao teatro à noite.
3. Transitivo Direto
É aquele que contextualmente exige
complemento sem preposição
obrigatória (objeto direto).
Ex.: Por que os homens destroem
assim a natureza?

4. Transitivo Indireto
É aquele que contextualmente exige
um complemento com preposição
obrigatória (objeto indireto).
Ex.: Nós precisamos de paz.
5. Transitivo Direto e Indireto
Também chamado de bitransitivo, esse verbo exige dois complementos, um
sem preposição (objeto direto) e outro com preposição (objeto indireto).

Ex.: Comprei uma blusa para mim. (compra-se algo a alguém).

Obs.: Lembre-se sempre de que só o contexto determinará a classificação do


verbo.

PREDICATIVO DO SUJEITO E OBJETO


Predicativo é o termo sintático que expressa estado, qualidade ou condição
do ser ao qual se refere, ou seja, é um atributo. Seu núcleo é representado
por um adjetivo (normalmente), um substantivo, um numeral, um pronome,
uma palavra substantivada, um advérbio ou uma oração. São divididos em:
Predicativo do sujeito: Refere-se ao sujeito, caracterizando-o.

Ex.: Estamos felizes.


Definiu-se o caso como impossível.
Eles assistiram nervosos à partida.

Predicativo do objeto direto: Normalmente é uma característica dada


pelo sujeito ao objeto direto, ou seja, é um termo sintático que modifica o
objeto direto. Note que o predicativo do objeto é uma característica
atribuída, e não inerente ao ser.

Ex.: O fraco rei faz a forte gente fraca.


Deixei Joana preocupadíssima.
Na transposição da voz ativa
para a passiva, o predicativo do
objeto vira predicativo do
sujeito.

Todos considerávamos a prova


difícil. (voz ativa)

A prova foi considerada difícil


por todos. (voz passiva)
Predicativo do objeto indireto: Refere-se ao objeto indireto,
caracterizando-o.

Ex.: Gosto de vocês quietinhos.


Eu preciso de meu marido consciente, doutor!

TIPOS DE PREDICADO
1. Nominal
O nome, o predicativo do sujeito, é a parte mais significativa do predicado; é
constituído sempre de verbo de ligação + predicativo do sujeito.

Ex.: Os alunos parecem bem interessados.


Esses moradores continuam sem moradia.
2. Verbal
Expressa ideia de ação/movimento e tem como núcleo um verbo;
constituído e qualquer verbo, exceto de ligação; NÃO há predicativo algum.

Ex.: Todos nós visamos a uma carreira estável.


O rapaz informou sua classificação ao mestre.

3. Verbo-nominal
É a mistura dos dois anteriores; composto de um verbo qualquer que não
seja de ligação + um predicativo (do sujeito ou do objeto).

Ex.: A relação do casal amadureceu.


Nós nos aliamos a ele desconfiados.
Profa. Glícia Kelline – Licenciada em Letras, especialista em
Diversidade linguística e Mestra em Linguística.
12 - Noções essenciais
em morfologia: Termos
integrantes da oração
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO
Os termos integrantes da oração servem para completar o sentido de certos verbos e certos
nomes para que a oração fique plena, por isso são chamados de complementos verbais,
complemento nominal e agente da passiva.

Complementos Verbais - São eles:

1) Objeto Direto
É o termo que completa o sentido do verbo transitivo direto ou transitivo direto e indireto,
estabelecendo entre eles uma relação sintática, ligando-se sem o auxílio obrigatório da
preposição.

Ex.: Deixamos o nosso filho perceber as dificuldades da vida sozinho.


Gostaria de vê-lo no topo do mundo.
Outros tipos de objeto direto:
- Objeto direto preposicionado
Antes de qualquer coisa, lembre-se de que NÃO é o verbo que exige a
preposição.
Ex.: Não entendo nem a ele nem a ti.
Não aprendi a somar nem a dividir.

- Objeto direto pleonástico


Usa-se normalmente o pronome oblíquo átono para retornar
enfaticamente um objeto direto que já existe e que vem no início da oração.
Ex.: Este carro, comprei-o hoje.
A mim ele nunca me chama para sair.
OBJETO DIRETO X SUJEITO
Para fazer a distinção entre o
objeto direto e sujeito, saiba
que o objeto direto pode ser
passado para a voz passiva
analítica, tornando-se sujeito.
Ex.: - Já começaram os jogos
da seleção. (sujeito)
- Ignoraram os jogos da
seleção.(objeto direto)
2) Objeto Indireto
É o termo que completa o sentido de um verbo transitivo indireto ou
transitivo direto e indireto, estabelecendo uma função sintática entre
eles. Vem sempre regido por preposição clara ou subentendido.

Atuam como objeto indireto os pronomes: lhe, lhes, me te, se, nos, vos.

Os objetos indiretos são iniciados pelas preposições a, com, contra, de,


em, para, por.

Exemplos: Gosto de ti, meu nobre.


Não troque o certo pelo duvidoso.
Só depende dos dois resolver essa pendência.
Jamais confunda
objeto indireto
com objeto
direto
pleonástico!
Outros tipos de objeto indireto:

Objeto indireto pleonástico

É representado por um pronome


oblíquo átono para enfatizar um
objeto indireto que já existe na frase.

Ex.: Ao ingrato, nada lhe daremos.


A mim não me agrada esse time.
COMPLEMENTO NOMINAL

Observações Gerais
Assim como os verbos, os nomes também podem ser
“transitivos”, uma vez que exigem complementos.
Normalmente, o complemento nominal é um termo de valor
semântico passivo e vem sempre preposicionado.

Ex.: Temos certeza da vitória.


Esta sala vive cheia de verde.
COMPLEMENTO NOMINAL X OBJETO INDIRETO
O complemento nominal se diferencia do objeto indireto por uma razão
muito simples: o CN é exigido por um nome, o OI é exigido por um VTI ou
VTDI.

Ex.: Crer em Deus é importante. (OI).


A crença em Deus é importante. (CN).

AGENTE DA PASSIVA
É o complemento de um verbo na voz passiva analítica; sempre precedido
de preposição.

Ex.: Os governantes serão repreendidos pelo povo.


Eles estavam dominados por quem os coordenava.