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Novos paradigmas educacionais

No passado, a expressão aluno por exemplo era muito comum


e ainda o é. No entanto, aluno é uma palavra que quer dizer sem luz,
como uma tábula rasa, que precisa da luz do professor para chegar
ao conhecimento, esse tipo de professor não é mais necessário.
Quando entramos em sala de aula, o estudante dotado de
conhecimentos prévios, experiências diárias de seu cotidiano, seja
ele criança ou adulto, está conectado com as informações e têm
acesso aos diferentes níveis de conhecimento, porém, o que
acontece é que o estudante não é capaz sozinho de organizar o seu
conhecimento.
Aí entra o papel do professor. Pensou-se durante muito tempo
que a tecnologia iria tomar o lugar do professor, mas sabe-se que
isso não é verdade. O que aconteceu foi a mudança do papel do
professor, ele não é mais aquele que transmite o conhecimento para
um aluno passivo, que recebe a informação sem críticas,
reclamações etc. Esse modelo de educação está caindo por terra.
Nesse quesito o professor é um orientador, capacitado para instruir e
conduzir sim o aprendiz para que conheça e transforme o seu próprio
conhecimento, o que é muito diferente.
Estamos em uma mudança de paradigma em todos os campos
dentro e fora da educação. O professor e toda equipe educativa
interdisciplinar busca saberes da formação profissional, disciplinar,
curricular e experiencial, visando cooperar com o estudante, a fim de
que o mesmo não só tenha êxito em seus estudos, mas
autoconhecimento, empatia com a sociedade, ética e cooperação
com os demais colegas, ou seja, o estudante com a ajuda da equipe
disciplinar será capaz de encontrar em si a resposta que procura, o
engajamento que necessita e a coragem para continuar.
Kant afirmava que a razão nos daria todas as respostas, com a
EAD o estudante passa a ter cada vez mais autonomia para
alcançá-las. Dentro do Ensino à Distância (EaD) e mais
especificamente pela internet, procura-se uma nova proposta
dialética de aprendizagem on-line, isto é, através do diálogo e da
busca do conhecimento a educação passa a integrar novos
ambientes.
As novas dimensões educacionais visam formar estudantes que
saibam gerenciar seu próprio processo de conhecer, além da parte
pedagógica, responsável pela intelectualidade e tarefas
multidisciplinares, o conhecimento deve aderir à realidade social
remanescente, dar respaldos técnicos e científicos, além de ser
importante ferramenta para administrar, organizar seu próprio
processo educativo.
Depois da pandemia, praticamente todos os professores tiveram
que se adaptar à distância de ensino pela internet, não
necessariamente correspondem às Eads, mas às chamadas aulas
remotas muito parecidas com educação à distância. Através da
plataforma Meet da Google, do Zoom de Eric Yuan, da Microsoft
Teams e tantas outras que oferecem recursos audiovisuais, capaz de
gravar vídeos, compartilhar fotos, vídeos e áudios para a
configuração de uma aula expositiva, os professores e estudantes
mantiveram o ensino e a aprendizagem em suas casas. Por conta do
isolamento social, em decorrência da covid-19, enfrentaram desafios
inumeráveis, o cenário educacional sofreu uma mudança brusca e
repentina.
Outrossim, essa realidade é muito antiga e já era cogitada a um
longo tempo a fim de até mesmo se tornar um novo formato de
ensino no Brasil. Uma das vantagens, além da valorização da própria
EAD é a facilidade e rapidez ao acesso à educação. Praticamente
todas as instituições de ensino brasileiro, em todo território, têm
utilizado esses recursos e plataformas digitais. No entanto, surge
nesse ínterim, outra preocupação: depois da adaptação do
professor-estudante às plataformas e multimídias, o acesso da
população mais pobre que não tem wi-fi em casa, que precisam
participar de aulas roteando internet de terceiros.

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