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Plano Diretor Estratégico

do Município de São Paulo


Lei nº 16.050, de 31 de julho de 2014

Texto da lei ilustrado


Plano Diretor Estratégico
do Município de São Paulo
Lei nº 16.050, de 31 de julho de 2014

Texto da lei ilustrado


SUMÁRIO APRESENTAÇÃO P.08

ESTRATÉGIAS DO PDE P.15

TEXTO DA LEI P.37

TÍTULO I - DA ABRANGÊNCIA, DOS CONCEITOS, PRINCÍPIOS E OBJETIVOS P.39


CAPÍTULO I - DA ABRANGÊNCIA E DOS CONCEITOS P.40

CAPÍTULO II - DOS PRINCÍPIOS, DIRETRIZES E OBJETIVOS P.41

TÍTULO II - ​DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL P.43


CAPÍTULO I - DA ESTRUTURAÇÃO E ORDENAÇÃO TERRITORIAL P.44
Seção I - Da Macrozona de Estruturação e Qualificação Urbana P.45
Subseção I - Da Macroárea de Estruturação Metropolitana P.45
Subseção II - Da Macroárea de Urbanização Consolidada P.47
Subseção III - Da Macroárea de Qualificação da Urbanização P.48
Subseção IV - Da Macroárea de Redução da Vulnerabilidade Urbana P.48
Seção II - Da Macrozona de Proteção e Recuperação Ambiental P.49
Subseção I - Da Macroárea de Redução da Vulnerabilidade e Recuperação Ambiental P.50
Subseção II - Da Macroárea de Controle e Qualificação Urbana e Ambiental P.50
Subseção III - Da Macroárea de Contenção Urbana e Uso Sustentável P.51
Subseção IV - Da Macroárea de Preservação de Ecossistemas Naturais P.52
Seção III - Da Rede de Estruturação e Transformação Urbana P.52
Subseção I - A Rede Estrutural de Transporte Coletivo P.52
Subseção II - Da Rede Hídrica Ambiental P.53
Subseção III - Da Rede de Estruturação Local P.54

CAPÍTULO II - DA REGULAÇÃO DO PARCELAMENTO, USO E OCUPAÇÃO DO SOLO E DA PAISAGEM URBANA P.54


Seção I - Das Diretrizes para a Revisão da LPUOS P.54
Seção II - Da Classificação dos Usos e Atividades P.56
Seção III - Do Zoneamento P.58
Seção IV - Da Zona Especial de Interesse Social (ZEIS) P.59
Subseção I - Dos conceitos e classificação da ZEIS P.59
Subseção II - Das regras aplicáveis às ZEIS P.60
Subseção III - Da disciplina de uso e ocupação do solo em ZEIS P.62
Subseção IV - Da disciplina dos empreendimentos EHIS e EHMP P.63
Seção V - Da Zona Especial de Preservação Cultural (ZEPEC) P.64
Seção VI - Da Zona Especial de Proteção Ambiental (ZEPAM) P.66
Seção VII - Da Zona Especial de Preservação (ZEP) P.66
Seção VIII - Dos Eixos de Estruturação da Transformação Urbana P.67
Seção IX - Das Diretrizes para o Ordenamento da Paisagem P.71

CAPÍTULO III - DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA E DE GESTÃO AMBIENTAL P.72


Seção I - Dos Instrumentos Indutores da Função Social da Propriedade P.72
Subseção I - Do âmbito de aplicação P.73
Subseção II - Do Parcelamento, Edificação e Utilização Compulsórios P.73
Subseção III - Do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) Progressivo no Tempo P.74
Subseção IV - Da Desapropriação Mediante Pagamento em Títulos da Dívida Pública P.75
Subseção V - Da Listagem dos Imóveis que Não Cumprem a Função Social P.76
Subseção VI - Do Consórcio Imobiliário P.77
Subseção VII - Do Direito de Preempção P.77
Subseção VIII - Da Arrecadação de Bens Abandonados P.878
Subseção IX - Da Cota de Solidariedade P.79
Seção II - Do Direito de Construir P.80
Subseção I - Do Direito de Superfície P.80
Subseção II - Da Outorga Onerosa do Direito de Construir P.81
Subseção III - Da Transferência do Direito de Construir P.82
Seção III - Dos Instrumentos de Ordenamento e Reestruturação Urbana P.85
Subseção I - Dos Projetos de Intervenção Urbana P.86
Subseção II - Das Operações Urbanas Consorciadas P.87
Subseção III - Da Concessão Urbanística P.88
Subseção IV - Das Áreas de Intervenção Urbana (AIU) P.89
Subseção V - Das Áreas de Estruturação Local (AEL) P.90
Seção IV - Dos Instrumentos de Gestão Ambiental P.91
Subseção I - Do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental P.91
Subseção II - Do Estudo e Relatório de Impacto de Vizinhança P.91
Subseção III - Do Estudo de Viabilidade Ambiental P.92
Subseção IV - Da Avaliação Ambiental Estratégica P.92
Subseção V - Do Termo de Compromisso Ambiental P.93
Subseção VI - Do Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta Ambiental P.93
Subseção VII - Do Pagamento por Prestação de Serviços Ambientais P.93
Seção V - Dos Instrumentos de Regularização Fundiária P.95
Seção VI - Dos Instrumentos de Proteção ao Patrimônio Cultural P.96
Subseção I - Do Termo de Ajustamento de Conduta Cultural - TACC P.97

TÍTULO III - DA POLÍTICA E DOS SISTEMAS URBANOS E AMBIENTAIS P.99


CAPÍTULO I - DA POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL P.100
Seção I - Polos Estratégicos de Desenvolvimento Econômico P.101
Seção II - Centralidades Polares e Lineares P.102
Seção III - Dos Polos de Economia Criativa P.103
Seção IV - Dos Parques Tecnológicos P.104
Seção V - Do Polo de Desenvolvimento Econômico Rural Sustentável P.105

CAPÍTULO II - DA POLÍTICA AMBIENTAL P.106

CAPÍTULO III - DO SISTEMA DE INFRAESTRUTURA P.108

CAPÍTULO IV - DA POLÍTICA E DO SISTEMA DE SANEAMENTO AMBIENTAL P.109


Seção I - Dos Objetivos e Diretrizes do Sistema de Saneamento Ambiental P.110
Seção II - Do Plano Municipal de Saneamento Ambiental Integrado P.110
Seção III - Do Sistema de Abastecimento de Água P.110
Seção IV - Do Sistema de Esgotamento Sanitário P.111
Seção V - Do Sistema de Drenagem P.112
Seção VI - Da Gestão Integrada de Resíduos Sólidos P.113

CAPÍTULO V - DA POLÍTICA E DO SISTEMA DE MOBILIDADE P.115


Seção I - Dos Objetivos e Diretrizes do Sistema de Mobilidade P.115
Seção II - Do Plano Municipal de Mobilidade Urbana P.116
Seção III - Do Sistema de Circulação de Pedestres P.117
Seção IV - Da Acessibilidade Universal P.117
Seção V - Do Sistema Viário P.118
Seção VI - Do Sistema de Transporte Coletivo Público e Privado P.119
Seção VII - Do Sistema Cicloviário P.120
Seção VIII - Do Compartilhamento de Automóveis P.121
Seção IX - Do Sistema Hidroviário P.121
Seção X - Do Sistema de Logística e Cargas P.121
Seção XI - Do Sistema de Infraestrutura Aeroviária P.122
CAPÍTULO VI - DO SISTEMA DE ÁREAS PROTEGIDAS, ÁREAS VERDES E ESPAÇOS LIVRES P.123
Seção I - Dos Objetivos e Diretrizes do Sistema de Áreas Protegidas, Áreas Verdes e Espaços Livres P.124
Seção II - Das Áreas de Preservação Permanente P.125
Seção III - Do Programa de Recuperação de Fundo de Vales P.125
Seção IV - Dos Parques Lineares P.126
Seção V - Das Áreas Verdes P.126
Seção VI - Dos Cemitérios P.127
Seção VII - Do Plano Municipal de Áreas Protegidas e Áreas Verdes e Espaços Livres P.128
Seção VIII - Do Plano Municipal de Conservação e Recuperação de Áreas Prestadoras de Serviços Ambientais P.128
Seção IX - Do Plano Municipal de Arborização Urbana P.128
Seção X - Do Plano Municipal da Mata Atlântica P.129
Seção XI - Das Ações Prioritárias no Sistema de Áreas Protegidas, Áreas Verdes e Espaços Livres P.129

CAPÍTULO VII - DA POLÍTICA DE HABITAÇÃO SOCIAL P.131


Seção I - Dos Objetivos e Diretrizes para a Política de Habitação Social P.131
Seção II - Das Ações Prioritárias na Habitação Social P.132
Seção III - Do Plano Municipal de Habitação P.132
Seção IV - Do Serviço de Moradia Social P.133
Seção V - Ações prioritárias nas Áreas de Risco P.133
Seção VI - Do Plano Municipal de Redução de Riscos P.134

CAPÍTULO VIII - DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E DO SISTEMA DE EQUIPAMENTOS URBANOS E SOCIAIS P.135


Seção I - Dos Objetivos e Diretrizes do Sistema de Equipamentos Urbanos e Sociais P.135
Seção II - Das Ações no Sistema de Equipamentos Urbanos e Sociais P.136
Subseção I - Do Plano de Articulação e Integração das Redes de Equipamentos P.137
Subseção II - Do Plano de Gestão das Áreas Públicas P.137
Subseção III - Dos Planos Setoriais de Educação, Saúde, Esportes, Assistência Social e Cultura P.137
Seção III - Dos Objetivos e Diretrizes do Sistema Municipal de Patrimônio Cultural P.138
Seção IV - Dos Territórios de Interesse da Cultura e da Paisagem - TICP P.139

TÍTULO IV - DA GESTÃO DEMOCRÁTICA E DO SISTEMA MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO


URBANO P.143
CAPÍTULO I - DOS COMPONENTES DO SISTEMA MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO URBANO P.144

CAPÍTULO II - DAS INSTÂNCIAS DE PARTICIPAÇÃO POPULAR P.145


Seção I - Da Conferência Municipal da Cidade de São Paulo P.145
Seção II - Do Conselho Municipal de Política Urbana P.145
Subseção I - Da composição do Conselho Municipal de Política Urbana P.145
Subseção II - Das atribuições do Conselho Municipal de Política Urbana P.147
Seção III - Da Câmara Técnica de Legislação Urbanística P.148
Seção IV - Da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana P.148

CAPÍTULO III - DOS INSTRUMENTOS DE PARTICIPAÇÃO SOCIAL P.149


Seção I - Das Audiências Públicas P.149
Seção II - Da Iniciativa Popular de Planos, Programas e Projetos de Desenvolvimento Urbano P.149
Seção III - Da Iniciativa Popular de Projetos de Lei, do Plebiscito e Referendo P.149
Seção IV - Dos Instrumentos de Promoção da Cidadania P.149

CAPÍTULO IV - DO FUNDO MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO URBANO P.150


Seção I - Das Fontes de Recursos P.150
Seção II - Das Destinações de Recursos P.150
Seção III - Da Gestão e Controle Social P.150
CAPÍTULO V - DO SISTEMA MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO E DO SISTEMA DE INFORMAÇÕES, MONITORAMENTO
E AVALIAÇÃO DO PDE P.151
Seção I - Da Articulação do Plano Diretor com o Programa de Metas, Plano Plurianual e Orçamento Programa P.151
Seção II - Dos Planos Regionais das Subprefeituras no Sistema de Planejamento P.151
Seção III - Do Plano de Bairro no Sistema de Planejamento P.153
Seção IV - Do Sistema Geral de Informações P.154
Seção V - Da Comunicação entre Executivo e Sociedade P.155
Seção VI - Do Monitoramento e da Avaliação da Implementação do Plano Diretor P.155

TÍTULO V - DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS P.157

MAPAS P.165
Mapa 1 - Macrozoneamento P.166
Mapa 1A - Zona Urbana e Rural P.167
Mapa 2 - Macroáreas P.168
Mapa 2A - Setores da Macroárea de Estruturação Metropolitana P.169
Mapa 3 - Eixos de Estruturação da Transformação Urbana P.170
Mapa 3A - Eixos de Estruturação da Transformação Urbana Previstos P.171
Mapa 4 - Zonas Especiais de Interesse Social 1 P.172
Mapa 4A - Zonas Especiais de Interesse Social 2, 3, 4 e 5 P.173
Mapa 5 - Rede Hídrica Ambiental e Sistema de Áreas Protegidas, Verdes e Espaços Livres P.174
Mapa 6 - Ações Prioritárias no Sistema de Abastecimento de Água P.175
Mapa 7 - Ações Prioritárias no Sistema de Esgotamento Sanitário P.176
Mapa 8 - Ações Prioritárias no Sistema Viário Estrutural P.177
Mapa 9 - Ações Prioritárias no Sistema de Transporte Público Coletivo P.178
Mapa 10 - Ações Prioritárias nas Áreas de Risco P.179
Mapa 11 - Perímetros de Incentivo ao Desenvolvimento Econômico P.180

QUADROS P.181
Quadro 1 - Definições P.182
Quadro 2 - Características de Aproveitamento Construtivo das Áreas de Influência dos Eixos de Estruturação da
Transformação Urbana P.186
Quadro 2A - Características de Aproveitamento Construtivo por Macroárea P.187
Quadro 3 - Coeficientes de Aproveitamento em ZEIS P.188
Quadro 4 - Percentuais de Área Construída Total por Usos Residenciais e Não Residenciais em ZEIS P.188
Quadro 5 - Fator de Interesse Social (Fs) P.188
Quadro 6 - Fator de Planejamento (Fp) P.189
Quadro 7 - Parques Municipais Existentes e Propostos P.190
Quadro 8 - Ações Prioritárias do Sistema de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos P.195
Quadro 9 - Classificação das Vias da Rede Viária Estrutural P.196
Quadro 10 - Ações Prioritárias do Sistema de Equipamentos Urbanos e Sociais P.215
Quadro 11 - Polo de Economia Criativa – “Distrito Criativo Sé/República” P.223
Quadro 12 - Território Cultural Paulista Luz P.224
Quadro 13 - Perímetro do Parque Tecnológico Jaguaré P.225

VETOS P.227

ÍNDICE REMISSIVO P.236

CRÉDITOS P.243
08
UM PLANO PARA O Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo (PDE), aprovado e sancionado em 31 de
julho de 2014, traz um amplo conjunto de diretrizes, estratégias e medidas para ordenar a trans-
QUALIFICAR A VIDA EM formação da cidade. Representa um pacto da sociedade em direção à justiça social, ao uso mais
racional dos recursos ambientais, à melhoria da qualidade de vida e à intensa participação social
SÃO PAULO nas decisões sobre o futuro de São Paulo.

O impacto do PDE para a cidade, no dia a dia das pessoas, é grande e será cada vez maior. Por isso,
Prefeitura de São Paulo trazer o seu conteúdo para uma linguagem que facilite a compreensão de todos é o objetivo da
presente publicação. Quanto mais conhecido for e mais o cidadão se apropriar dele, mais perto
estaremos de sua efetiva implementação ao longo dos próximos 16 anos de sua vigência. Assim,
cada vez mais, caminharemos em direção a um novo paradigma de governo e de política urbana:
de governar para o cidadão a governar com o cidadão.

Um processo participativo para mobilizar a sociedade

A construção de uma estratégia de desenvolvimento para São Paulo deve envolver, sob pena de
se transformar num instrumento sem legitimidade social e sem efetividade prática, um amplo
processo de mobilização da sociedade. No caso do PDE, esse processo teve que lidar com diversas
condicionantes. Por um lado, o sentido de urgência: a revisão do Plano em vigor, naquele mo-
mento, estava atrasada em 7 anos e, portanto, não havia tempo a perder. Ao mesmo tempo, era
claro o sentimento de insatisfação em relação às dinâmicas da cidade, sobretudo a partir da forte
produção imobiliária na década – a maior em pelo menos 30 anos. Ainda, era grande a demanda
para a realização de um processo verdadeiramente participativo e mobilizador, que desse espaço
e voz a todos os segmentos da sociedade e a todas as regiões da cidade.

A complexidade dos desafios impôs uma sinalização inequívoca da necessidade de um processo


que fortalecesse a participação popular na construção do PDE. Nesse sentido, trabalhamos desde
o início na direção da transparência e da valorização dos conselhos existentes, aumentando a
frequência de reuniões do Conselho Municipal de Política Urbana e construindo conjuntamente
o planejamento de todas as atividades participativas. A plataforma digital Gestão Urbana, centra-
lizando os arquivos e ferramentas em um site, foi criada com o objetivo de garantir o acesso às
informações e ampliar as possibilidades de contribuição para todo o processo.

O fortalecimento do processo participativo resultou em distintas rodadas de discussão, oficinas


e audiências públicas, reuniões com os mais diversos segmentos. Todo esse esforço foi recom-
pensado: mais de 25 mil participantes e 10 mil contribuições, impactando significativamente a
proposta que vinha sendo construída pelo Executivo. Enviado o Projeto de Lei, a continuidade do
processo foi marcada pela sinergia entre os trabalhos do Executivo e do Legislativo, seja na aber-
tura democrática do processo, seja na interação e no apoio técnico entre Executivo e Legislativo.

O processo na Câmara Municipal contou com 60 audiências públicas (com ampla divulgação nos
meios de comunicação), consultas pela internet, direito à palavra assegurado a todos e transparência
dos documentos, por meio de sua publicação no site da Câmara. Da mesma forma, os substitutivos
e as emendas apresentadas pelos Vereadores foram publicadas antecipadamente às votações. Com
isso, além de marcar inovações nas práticas do Legislativo, o processo resultou em contribuições
na formulação de conteúdos de extrema importância para o Plano e na construção de um pacto
social que motiva e ampara a aprovação do plano, legitimando-o como tal.

Uma visão de cidade que conduza a sua transformação

O PDE estabelece a defesa de um projeto de cidade democrática, inclusiva, ambientalmente


responsável, produtiva e, sobretudo, com qualidade de vida. Persegue uma visão estratégica que
paute as ações de planejamento, ciente dos limites de uma visão totalizante. As grandes questões

09
da cidade, como mobilidade, meio ambiente, moradia e trabalho, extrapolam os limites adminis-
trativos do município. São Paulo – cidade e metrópole – exige uma visão sistêmica que reconheça
os vínculos estratégicos entre as ações estruturantes e as políticas de qualificação da escala local
e cotidiana da vida na cidade.

São Paulo é extremamente desigual. Os investimentos, as oportunidades de emprego e a oferta de


bens e serviços urbanos são concentrados em uma pequena parcela central do território, enquanto
a vulnerabilidade predomina nas áreas periféricas. A taxa de crescimento populacional se estabi-
liza, porém o déficit por moradias ainda é da ordem de centenas de milhares e gera pressão pela
urbanização extensiva sobre áreas ambientalmente sensíveis do município. São Paulo só pode se
desenvolver e se transformar por dentro. A questão é, portanto, como reequilibrar as dinâmicas
urbanas, acolhendo a todos dignamente e aproximando as oportunidades de emprego e moradia
por toda a cidade.

A busca por esse equilíbrio exige da regulação urbana a adoção de uma inteligência na intervenção
pública, amparada em uma concepção do planejamento como um processo dinâmico. Nesse sen-
tido, o PDE confere autoaplicabilidade aos seus principais instrumentos e diretrizes estruturantes.
O modelo de cidade que se adensa de forma concomitante e articulada à expansão das redes de
mobilidade, à demarcação das Zonas Especiais de Interesse Social e aos incentivos urbanísticos
para a doação de calçadas e promoção de fachada ativa e de fruição pública são alguns dos exem-
plos desse princípio que estrutura o Plano Diretor.

O PDE reconhece o papel do Município no contexto regional, identificando um território estratégico


para a estruturação das dinâmicas metropolitanas de São Paulo ao longo das margens dos seus
principais rios – Tietê, Pinheiros e Tamanduateí – e da orla ferroviária, que concentra atividades
econômicas e espaços produtivos em processo de transformação. Estas áreas deverão ser objeto de
projetos urbanos que orientem propostas de alteração do padrão de urbanização para equilibrar
a distribuição de moradia e emprego, renovar os usos do seu parque fabril, integrar a cidade com
seus rios – almejando, assim, melhores condições de vida urbana.

A conexão entre a política urbana e o fortalecimento da economia busca a geração de emprego e


renda em áreas populosas da cidade, que contam com importantes eixos viários e de transporte
público coletivo, por meio de incentivos para usos não residenciais. Além disso, o PDE reforça o
papel das Zonas Predominantemente Industriais (ZPI) como áreas em que se pretende fortalecer
as indústrias em funcionamento e, para estimular a modernização e a expansão de atividades
compatíveis com as novas condições territoriais e produtivas do município, cria as Zonas de De-
senvolvimento Econômico (ZDE). A cidade industrial do século XX, neste novo século, precisa se
renovar e garantir as dinâmicas produtivas para sua população.

Os princípios, estratégias e instrumentos para operacionalizar as ações

No centro da estratégia de transformação de São Paulo, o PDE trabalha com um conjunto de ins-
trumentos que buscam racionalizar as dinâmicas e o aproveitamento do solo urbano, no sentido
de socializar os ganhos da produção da cidade. A adoção do coeficiente de aproveitamento básico
1 para todo o território municipal significa que o proprietário de um lote urbano tem inerente
ao seu direito de propriedade a possibilidade de construir uma vez a área de seu terreno. Sendo
assim, o potencial construtivo adicional dos terrenos pertence à sociedade paulistana. Seu ganho
deve ser revertido para a coletividade e os recursos arrecadados serão investidos em melhorias
urbanas: equipamentos públicos, praças, transporte, drenagem, habitação.

O plano avança, também, com a destinação mínima de 30% do Fundo de Desenvolvimento Urba-
no (FUNDURB) para aquisição de imóveis bem localizados (onde há empregos e infraestrutura)
e para subsídios aos programas de produção habitacional, que se soma, para o mesmo fim, a, no
mínimo, 25% dos recursos arrecadados em Operações Urbanas Consorciadas (OUC), de forma

10
a garantir fontes de financiamento perenes para habitação de interesse social. Isto, combinado
com uma ampliação significativa das zonas especiais de interesse social (o dobro da superfície
demarcada no plano anterior, no caso das ZEIS 2 e 3, destinadas às novas unidades), marca um
claro compromisso de assegurar o direito à moradia digna para quem precisa.

Uma maior racionalidade comprometida com o sentido de justiça social na cidade significa também
efetivar o princípio da função social da propriedade urbana. O PDE traz, nesse sentido, instrumentos
de combate à ociosidade e à retenção especulativa dos imóveis, que não cumprem sua função so-
cial: o Parcelamento, Edificação e Utilização Compulsórios (PEUC) e o IPTU Progressivo no Tempo.

A orientação do crescimento da cidade nas áreas com boa infraestrutura e, em especial, ao longo
dos eixos de transporte público é a principal proposta para compatibilizar o crescimento urbano
com um novo padrão de mobilidade. Nas áreas de influência, definidas em função da proximidade
com corredores de ônibus, estações de metrô e trem, será permitido otimizar o uso dos terrenos,
permitindo a construção de quatro vezes a sua área. Ao mesmo tempo, serão desestimuladas as
vagas de garagem, com o fim da obrigatoriedade de um número mínimo para os novos empreen-
dimentos. Há, ainda, o incentivo para que as novas construções melhorem a sua inserção urbana:
com uso misto, fachada ativa, espaço para fruição pública e calçadas maiores. Com isso, criamos
instrumentos para qualificar os espaços públicos e conferir maior qualidade urbana e ambiental
para as regiões de maior adensamento.

Acompanhado do maior adensamento ao longo dos eixos de transporte público, buscamos preservar
a qualidade urbana e ambiental e a dinâmica de vida nos miolos dos bairros, seja pela definição
de altura e número de andares máximos das edificações e de limites ao adensamento construtivo,
seja pelo estímulo ao uso misto (comércio, serviço e usos institucionais) no térreo das edificações,
com incentivos urbanísticos.

O PDE ainda busca reforçar o compromisso com a agenda ambiental, essencial para a melhoria da
qualidade de vida na cidade. A demarcação da Zona Rural traz uma nova concepção, multifuncional,
do meio rural: a área de produção dos alimentos e da água para o abastecimento; de manutenção
da biodiversidade e de serviços ambientais; e das unidades de conservação, mas também, a área
do lazer, do ecoturismo, da agroecologia, da produção orgânica e da geração de empregos. Os 167
parques propostos, somados aos 105 já existentes, ampliam os espaços verdes e livres da cidade,
tornando-a mais humana e equilibrada ambientalmente. Destaca-se também a criação de meca-
nismo inédito de cofinanciamento entre sociedade civil e poder público em que, para aquisição de
parques planejados no PDE, a cada real dos cidadãos, a Prefeitura contribui com o mesmo valor.

Valorizar as paisagens da cidade, a partir do seu reconhecimento como bem ambiental e elemen-
to de bem-estar e conforto individual e social, é a premissa para a definição de diretrizes para a
elaboração do Plano de Ordenamento e Proteção à Paisagem. Na mesma direção, atualizamos a
forma de cálculo da Transferência do Potencial Construtivo Adicional para estimular a preservação
de bens de interesse histórico, paisagístico, ambiental, social ou cultural.

Mais fundamental, porém, e como resultado concreto da ampla participação na elaboração desse
plano, é fortalecer a gestão democrática da cidade: composição do Conselho Municipal de Política
Urbana com maioria da sociedade civil e ampliação de suas atribuições; estruturação de conselho
paritário para gerir o FUNDURB; e regulamentação do Sistema de Monitoramento do PDE. Tais
mecanismos permitirão o aprimoramento da aplicação dos instrumentos de política urbana,
trazendo melhorias reais à cidade de São Paulo. Mais do que os avanços técnicos e políticos, o
maior engajamento da sociedade no debate sobre as questões relevantes da cidade emerge como
a grande conquista do novo Plano Diretor.

11
COMO LER O TEXTO DA Para facilitar a compreensão dos conteúdos do Plano Diretor Estratégico, estão presentes, junto
ao texto da lei, ilustrações que apresentam os principais elementos do PDE de forma clara e ob-
LEI ILUSTRADO? jetiva. Com isso, pretende-se fortalecer o caráter pedagógico da publicação, permitindo que seus
conteúdos sejam apreendidos com facilidade pelo leitor.
Na primeira parte, são apresentadas as estratégias ilustradas do Plano Diretor. Um conjunto de
10 infográficos organiza e resume os principais objetivos do Plano para melhorar a qualidade de
vida em São Paulo. Os infográficos articulam desenhos aos principais conceitos e ações, com o
intuito de apresentar uma visão global de cada uma das temáticas, como a melhoria da mobilidade
urbana ou a promoção do desenvolvimento econômico da cidade.
A seguir, o leitor encontra o texto da lei ilustrado, com a redação de todos os artigos do Plano Diretor
acompanhada de diagramas explicativos. Além disso, foram elaborados textos complementares que
explicam, de forma sucinta, as referências externas às quais o PDE se remete, como legislações,
órgãos públicos, políticas e programas.
Na seqüência, estão dispostos os mapas e quadros que compõem a lei, além dos vetos e suas res-
pectivas justificativas. Na parte final, há o índice remissivo, no qual estão listados os principais
termos que compõem o texto da lei, permitindo ao leitor realizar a busca por assuntos específicos.

Plataforma Gestão Urbana


Com o intuito de dar mais transparência às principais informações sobre os instrumentos de pla-
nejamento da cidade, foi criada, no início do processo de revisão participativa do Plano Diretor,
a plataforma digital Gestão Urbana – acessada pelo site gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br. Na
plataforma, é possível encontrar um resumo detalhado de como foi o processo de revisão, com
fotos, vídeos, apresentações, mapas e documentos.
Estão presentes também, no site Gestão Urbana, o texto da lei com links explicativos, os quadros e
mapas em formato aberto para consulta, uma biblioteca com acervo dos principais documentos,
notícias a respeito da implementação e das estratégias do Plano Diretor, acompanhadas de textos
explicativos, infográficos e uma série de perguntas e respostas. Por fim, também está disponível
na plataforma, em formato digital, essa publicação ilustrada.

Boa leitura!

12
INDICAÇÃO DE TÍTULO | CAPÍTULO INDICAÇÃO DE TÍTULO

TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO II - DA REGULAÇÃO DO PARCELAMENTO, USO E OCUPAÇÃO DO SOLO E DA PAISAGEM URBANA

referência um conjunto de lotes, contíguos ou § 1º Nos EZEIS serão consideradas não compu-
não, desde que: táveis as áreas destinadas a usos não residen-
ciais até o limite de 20% (vinte por cento) da
I - os lotes estejam localizados em ZEIS, na § 2º Em todas as demais zonas de uso, inclusive
área computável destinada a usos residenciais
mesma Subprefeitura; dentro dos perímetros de Operações Urbanas
e Operações Urbanas Consorciadas, aplica-se

TÍTULO II
II - sejam observados no conjunto de lotes, para
§ 2º Os usos não residenciais permitidos em à produção de HIS, nos tipos HIS 1 e HIS 2, o
cálculo do total de área construída destinada
fator de interesse social estabelecido no Quadro
para HIS 1 e HIS 2, as exigências estabelecidas à Parte III da Lei nº 13.885, de 25 de agosto de 5 anexo à presente lei.
no Quadro 4 para cada lote, conforme as ca-
2004, até a sua revisão, aplicando-se para a ZEIS
tegorias de ZEIS nas quais os lotes envolvidos
5 os mesmos parâmetros da ZEIS 3.
estiverem localizados. Subseção IV - Da Disciplina dos
§ 3º Todas as categorias de uso do solo integran- Empreendimentos EHIS e EHMP
§ 5º
tes de EZEIS, inclusive usos não residenciais,
totalidade das HIS exigidas nos termos deste
Art. 59. Os Empreendimentos de Habitação
artigo constitui condição para a emissão do
parcelamento, uso e ocupação do solo para de Interesse Social - EHIS e Empreendimentos
27
- EHIS e EHMP. de Habitação de Mercado Popular - EHMP são
respondentes aos demais usos licenciados.
permitidos em todo o território do Município,
REFERÊNCIAS EXTERNAS § 4º Nos EZEIS situados na Área de Proteção
com exceção das Macroáreas de Preservação dos
(Lei Municipal nº 11.228, de 25 de junho de e Recuperação dos Mananciais os parâmetros
27 Ecossistemas Naturais e de Contenção Urbana
1992) Documento expedido pela Prefeitura que urbanísticos e as características de dimensio-
e Uso Sustentável e das ZER-1.
atesta a conclusão, total ou parcial, de obra ou ser- namento, ocupação e aproveitamento dos lotes
viço para a qual tenha sido obrigatória a prévia deverão obedecer à legislação estadual, no que Art. 60. Nas zonas em que são permitidos em-
obtenção de Alvará de Execução.
couber. preendimentos habitacionais EZEIS, EHIS,
EHMP, HIS e HMP deverá ser observado:
§ 6º Será regulamentada por decreto a forma Art. 58. Nas ZEIS 1, 2, 3, 4 e 5 a concessão do
de comprovação do atendimento da demanda I-
habitacional, observados os valores máximos da -
renda familiar mensal e per capita estabelecidos te de aproveitamento máximo é gratuita para a)
nesta lei para HIS 1, HIS 2 e HMP. todas as categorias de uso integrantes das EZEIS. anexo à presente lei;

Art. 56. Em ZEIS, até a revisão da Lei nº 13.885, § 1º As disposições do “caput” aplicam-se tam- b) nas demais zonas de uso, conforme os má-
de 25 de agosto de 2004, nos imóveis que não bém no caso de ZEIS 1, 2, 3, 4 cujos limites
se enquadram nas exigências de destinação de estejam compreendidos dentro dos perímetros ou nas leis de operação urbana consorciada;
área construída para HIS, aplicam-se conjun- de Operações Urbanas e Operações Urbanas II -
tamente as disposições: e 2A desta lei ou das leis de operação urbana
a) do Quadro 2/j anexo à Parte III da Lei nº
13.885, de 2004, quanto às características de
HIS e HMP
aproveitamento, dimensionamento e ocupação
dos lotes;
HIS 1 HIS 2
b) do Quadro 2/i anexo à Parte III da Lei nº
13.885, de 2004, quanto às condições de insta- RENDA FAMILIAR NO MÁXIMO NO MÁXIMO
lação dos usos não residenciais nR permitidos MENSAL MÉDIA 3 SALÁRIOS MÍNIMOS 6 SALÁRIOS MÍNIMOS
em ZEIS.

Parágrafo único. Até a revisão da Lei nº 13.885, RENDA PER CAPITA


de 2004, aplicam-se para as ZEIS 5 os mesmos R$ 362,00 * R$ 724,00 *
MENSAL MÉDIA
parâmetros estabelecidos para a ZEIS 3 nos
VALORES AJUSTADOS ANUALMENTE *
quadros referidos no “caput”.

Art. 57. Consideram-se Empreendimentos em


HMP
ZEIS - EZEIS aqueles que atendem à exigência
RENDA FAMILIAR ENTRE
de destinação obrigatória de área construída
para HIS 1 e HIS 2, conforme estabelecido no MENSAL MÉDIA 6 E 10 SALÁRIOS MÍNIMOS
Quadro 4, anexo à presente lei.

63

REFERÊNCIAS TEXTO DIAGRAMAS


EXTERNAS* DA LEI EXPLICATIVOS*
citadas ao longo do texto

*Estes conteúdos não fazem parte do texto da Lei do Plano Diretor Estratégico (Lei 16.050/2014)
ESTRATÉGIAS ILUSTRADAS DO PDE
SOCIALIZAR OS GANHOS DA PRODUÇÃO DA CIDADE

ASSEGURAR O DIREITO À MORADIA DIGNA PARA QUEM PRECISA

MELHORAR A MOBILIDADE URBANA

QUALIFICAR A VIDA URBANA DOS BAIRROS

ORIENTAR O CRESCIMENTO DA CIDADE NAS PROXIMIDADES DO TRANSPORTE PÚBLICO

REORGANIZAR AS DINÂMICAS METROPOLITANAS

PROMOVER O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DA CIDADE

INCORPORAR A AGENDA AMBIENTAL AO DESENVOLVIMENTO DA CIDADE

PRESERVAR O PATRIMÔNIO E VALORIZAR AS INICIATIVAS CULTURAIS

FORTALECER A PARTICIPAÇÃO POPULAR NAS DECISÕES DOS RUMOS DA CIDADE


SOCIALIZAR OS COEFICIENTE BÁSICO = 1 PARA TODA CIDADE
GANHOS DA Para reequilibrar os

PRODUÇÃO DA ganhos relativos à


produção construtiva
realizada na cidade, o
CIDADE PDE estabeleceu o
Coeficiente de
Aproveitamento
(C.A.) Básico = 1 para
toda a cidade
A adoção do Coeficiente de Aproveitamento Básico = 1
para toda cidade define que o potencial construtivo PERMITIDA A
adicional dos terrenos pertence à sociedade e seu CONSTRUÇÃO DE

ganho deve ser revertido para a coletividade. Assim, os 1X


recursos arrecadados com a venda de potencial A ÁREA DO LOTE
EM TODA A CIDADE
construtivo aos empreendimentos que construam
acima do Coeficiente Básico serão investidos em
melhorias urbanas em toda cidade. O Plano Diretor C.A. Básico > 1
define ainda instrumentos urbanísticos para combater C.A. Básico = 1
propriedades ociosas, que causam grande prejuízo à C.A. Básico < 1
população, aumentando o custo por habitante dos
equipamentos e serviços públicos oferecidos. 2004 2014 Observação: os parâmetros
construtivos nas Operações
ANTES DO PDE DEPOIS DO PDE Urbanas Consorciadas são
definidos por legislação
específica vigente.

ENTENDA O QUE SIGNIFICA O C.A. BÁSICO = 1:


COMBATER A TERRA OCIOSA QUE NÃO
CUMPRE A FUNÇÃO SOCIAL POTENCIAL
$ CONSTRUTIVO
ADICIONAL
(COEFICIENTE DE
ARRECADAR IMÓVEIS ABANDONADOS E APROVEITAMENTO
MÁXIMO)
DAR DESTINAÇÃO SOCIAL
ÁREA DO 1X A ÁREA DO
TERRENO TERRENO
(COEFICIENTE DE
IMPLEMENTAR A COTA DE APROVEITAMENTO
BÁSICO = 1)
SOLIDARIEDADE

O QUE ACONTECE COM CONSTRUÇÕES ACIMA DO C.A. BÁSICO = 1?


APLICAR A OUTORGA ONEROSA SOBRE
O VALOR DE MERCADO, COM Caso o empreendedor queira construir além do Coeficiente de Aproveitamento Básico, até o
limite máximo estabelecido, terá que pagar uma contrapartida financeira chamada Outorga
ATUALIZAÇÃO ANUAL Onerosa, que é destinada ao Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano (FUNDURB)

OS RECURSOS SÃO INVESTIDOS EM MELHORIAS URBANAS


COM CARÁTER DISTRIBUTIVO:

Habitação de Unidades de Planos de Transporte Público,


Interesse Conservação Bairro Ciclovias e Calçadas
Social Ambiental

Equipamentos Espaços Áreas Patrimônio


Sociais Públicos Verdes Cultural
FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE

IMÓVEIS NÃO IMÓVEIS IMÓVEIS NÃO


EDIFICADOS SUBUTILIZADOS UTILIZADOS

Imóvel com área superior Imóvel com área superior Edifícios e outros
a 500 m² cujo coeficiente a 500 m² cujo coeficiente imóveis que tenham no
de aproveitamento de aproveitamento mínimo 60% de sua área
utilizado é igual a zero utilizado é inferior ao construída desocupada
mínimo definido há mais de um ano

DEVEM DEVEM

EM ATÉ: EM ATÉ:

1 2 5 1
A NO AN O S ANOS ANO

APRESENTAR INICIAR CONCLUIR DAR USO


PROJETO OBRAS OBRAS AO IMÓVEL

PARCELAR E/OU PARCELAR E/OU


EDIFICAR EDIFICAR UTILIZAR

Caso o proprietário não cumpra os prazos e obrigações,


PARA CUMPRIR a Prefeitura passará a cobrar IPTU Progressivo no
SUA FUNÇÃO Tempo e, após 5 anos de cobrança, a Prefeitura poderá
realizar Desapropriação Mediante Pagamento em
SOCIAL Títulos de Dívida Pública
ZEIS 1
ASSEGURAR O DIREITO COTA DE SOLIDARIEDADE

À MORADIA DIGNA ∞ Todo empreendimento maior que 20.000m²


deve doar o correspondente a 10% de sua
PARA QUEM PRECISA área construída para produção de HIS ou
aquisição de terrenos
∞ Como contrapartida, estes 10% não serão
considerados área computável

Para enfrentar a falta de moradia adequada e bem


localizada na cidade, o Plano Diretor duplicou a área
demarcada como Zona Especial de Interesse Social
(ZEIS), voltada à produção de moradia social, com foco
Áreas caracterizadas pela presença
no atendimento à população com renda familiar de até de favelas e loteamentos irregulares,
3 salários mínimos. Além de definir fonte mínima e habitadas predominantemente por
permanente de recursos para investimento em população de baixa renda

Habitação de Interesse Social, o Plano Diretor também


criou a Cota de Solidariedade, mecanismo de
contrapartida à construção de grandes
empreendimentos que define a destinação do
correspondente à 10% de sua área para promoção de
moradia social, com objetivo de construir uma cidade
mais equilibrada e plural.

IMPLEMENTAR A POLÍTICA
HABITACIONAL

REDUZIR O DÉFICIT HABITACIONAL


COM A DUPLICAÇÃO DA ÁREA
DEMARCADA COMO ZEIS PARA
PRODUÇÃO DE MORADIA POPULAR

PRIORIZAR A POPULAÇÃO COM RENDA


DE ATÉ 3 SALÁRIOS MÍNIMOS

PROMOVER A REGULARIZAÇÃO FONTE DE RECURSOS


FUNDIÁRIA DOS ASSENTAMENTOS
PRECÁRIOS
mínim FUNDURB
o
no

Mínimo de 30% dos recursos


GARANTIR FONTES DE RECURSOS
os

destinados à aquisição de
PERMANENTES os terrenos bem localizados para
rs

re c u
d

promoção de moradia social e


subsídio para programas
DEFINIR DIRETRIZES PARA O PLANO habitacionais
MUNICIPAL DE HABITAÇÃO - PMH
mínim OPERAÇÕES URBANAS
o
no

CONSORCIADAS (OUC) e
25 ÁREA DE INTERVENÇÃO
os

os URBANA (AIU)
rs

re c u
d

Mínimo de 25% dos recursos


destinados à promoção de
habitação de interesse social,
especialmente para aquisição
de glebas e lotes
ZEIS 2 ZEIS 3 ZEIS 4 ZEIS 5

Áreas caracterizadas por glebas ou Áreas com ocorrência de imóveis Áreas caracterizadas por glebas ou Lotes ou conjunto de lotes,
lotes não edificados ou subutilizados, ociosos, subutilizados, não utilizados, lotes não edificados e adequados à preferencialmente vazios ou
adequados à urbanização encortiçados ou deteriorados em urbanização e edificação situadas subutilizados, situados em áreas
regiões dotadas de serviços, nas Áreas de Proteção aos dotadas de serviços, equipamentos e
equipamentos e infraestrutura Mananciais infraestruturas urbanas
MELHORAR A
MOBILIDADE
URBANA

A construção de uma cidade mais equilibrada passa


pela reversão do atual modelo de mobilidade, no qual o PRIORIDADE AO
uso do automóvel individual tem grande destaque. O
Plano Diretor trata a mobilidade urbana a partir da TRANSPORTE PÚBLICO
integração e articulação entre diferentes meios de
transporte. Estabelece recursos mínimos e permanentes
para ampliar a rede e qualificar o transporte público e os
meios de transporte não-motorizados (sistema
cicloviário e de circulação de pedestres), menos
poluentes. Reconhece, ainda, novos componentes do
sistema de mobilidade urbana (sistema de logística,

=
hidroviário e compartilhamento de automóveis) para
estruturação de uma matriz de deslocamentos mais
abrangente, eficiente e ambientalmente equilibrada.

1 ônibus 30 automóveis

PRIORIZAR O TRANSPORTE PÚBLICO,


CICLOVIÁRIO E A CIRCULAÇÃO DE
PEDESTRES:
NO MÍNIMO DOS RECURSOS
FUNDURB

QUALIFICAR AS CONDIÇÕES DE
MOBILIDADE E A INTEGRAÇÃO ENTRE
OS MEIOS DE TRANSPORTE
AMPLIAÇÃO DA REDE DE
MOBILIDADE URBANA NA CIDADE
DESESTIMULAR O USO DO TRANSPORTE
INDIVIDUAL MOTORIZADO
Rede de corredores de ônibus, metrô e trem

REDUZIR O TEMPO DE VIAGEM DA


POPULAÇÃO

PMM
ELABORAR O PLANO MUNICIPAL DE
MOBILIDADE E DE INFRAESTRUTURA
AEROVIÁRIA

ESTIMULAR O COMPARTILHAMENTO DE
AUTOMÓVEIS PARA REDUZIR O
NÚMERO DE VEÍCULOS EM
CIRCULAÇÃO
Previstos
Existentes Existentes
Município Município
HIDROVIÁRIO

∞ Rios, represas, canais


e lagos navegáveis
∞ Barragens móveis e
eclusas
∞ Portos, terminais,
embarcações
∞ Orla dos canais

VIÁRIO

∞ Vias estruturais
∞ Vias não estruturais
(coletoras, locais
ciclovias e circulação
pedestres)

INFRAESTRUTURA
AEROVIÁRIA
∞ Helipontos
∞ Heliportos
LOGÍSTICA ∞ Aeródromos
∞ Aeroportos
∞ Vias, dutovias e
ferrovias segregadas
∞ Plataformas e
terminais
∞ Centros de
armazenamento e
distribuição

TRANSPORTE CICLOVIÁRIO PEDESTRE


PÚBLICO ∞ Ciclovias
∞ Calçadas
∞ Ciclofaixas
∞ Estações, pontos e ∞ Calçadões
terminais ∞ Ciclorrotas
∞ Faixas e lombofaixas
∞ Vias ∞ Bicicletários
∞ Transposições e
∞ Sinalização passarelas
∞ Sinalização
QUALIFICAR A VIDA
URBANA DOS BAIRROS

Para garantir a preservação da qualidade de vida nos


miolos de bairros, o Plano Diretor define limites
máximos de altura e adensamento construtivo nessas
áreas, controlando a verticalização dispersa e a
pulverização de grandes empreendimentos. Para
promover a melhoria da qualidade de vida, o Plano
Diretor define a estruturação de uma rede de
centralidades, com oferta de equipamentos urbanos e FACHADA ATIVA
sociais, prevê a ampliação das áreas verdes e espaços
Instrumento
livres da cidade, além de definir instrumentos de
urbanístico: edifícios
planejamento e projeto urbano de escala local, a com comércio, serviços
serem formulados em conjunto com a sociedade. e equipamentos no
térreo, com acesso
aberto à população

INCENTIVAR A FACHADA ATIVA

AMPLIAR A REDE DE EQUIPAMENTOS


URBANOS E SOCIAIS: EDUCAÇÃO,
SAÚDE, ESPORTES, CULTURA,
ASSISTÊNCIA SOCIAL E SEGURANÇA
ALIMENTAR

ELABORAR OS PLANOS REGIONAIS DAS PRESERVAÇÃO DAS


SUBPREFEITURAS E PLANOS DE BAIRRO
DE FORMA PARTICIPATIVA
CARACTERÍSTICAS DE BAIRRO

No miolo dos bairros, é permitido construir, no


AMPLIAR A QUANTIDADE DE PARQUES máximo, duas vezes a área do terreno:
NA CIDADE: 167 PARQUES PROPOSTOS

ACABAR COM A EXIGÊNCIA DO


NÚMERO MÍNIMO DE VAGAS DE
ÁREA DO 2x A ÁREA DO
AUTOMÓVEIS TERRENO TERRENO

Nessas áreas, também há um limite de altura


para edificações de até 28 metros:

28m
(Térreo + 8 andares)
ÁREAS VERDES E
ESPAÇOS LIVRES
Parques urbanos,
praças, espaços livres,
arborização

REDE DE
EQUIPAMENTOS
URBANOS E SOCIAIS

Educação, Saúde,
Esportes, Cultura,
Assistência Social
ORIENTAR O RESIDENCIAL

CRESCIMENTO DA
INCENTIVO AO
CIDADE NAS USO MISTO
Comércio, serviços e
PROXIMIDADES DO equipamentos não serão
computáveis até 20% da
área total construída
TRANSPORTE PÚBLICO
COMÉRCIO,
Para reduzir a necessidade de grandes deslocamentos SERVIÇOS E
diários e aproximar emprego e moradia, o Plano Diretor EQUIPAMENTOS
organiza a ocupação da cidade através dos Eixos de
Estruturação da Transformação Urbana, otimizando o
aproveitamento do solo nas áreas próximas à rede de
transporte coletivo de média e alta capacidade (metrô,
trem, corredores de ônibus). Instrumentos foram
criados para vincular o adensamento habitacional e
construtivo ao longo destes eixos à qualificação e
ampliação dos espaços públicos e da oferta de serviços
e equipamentos urbanos e sociais, de modo a fazer de
São Paulo uma cidade mais humana.

PROMOVER ADENSAMENTO
HABITACIONAL E DE ATIVIDADES
URBANAS AO LONGO DO SISTEMA DE
TRANSPORTE PÚBLICO

QUALIFICAR CENTRALIDADES
EXISTENTES E ESTIMULAR A CRIAÇÃO
DE NOVAS CENTRALIDADES

AMPLIAR A OFERTA DE HABITAÇÃO DE


INTERESSE SOCIAL E EQUIPAMENTOS
URBANOS E SOCIAIS NAS ÁREAS DE INFLUÊNCIA
PROXIMIDADES DO SISTEMA DE
TRANSPORTE PÚBLICO Trem · Metrô · Monotrilho · Corredor de Ônibus
Veículos leves sobre trilhos Municipal e
(VLT) · Veículos leves sobre Intermunicipal ·
pneus (VLP) em vias Veículos leves sobre pneus
QUALIFICAR A VIDA URBANA COM elevadas (VLP) em vias não elevadas
AMPLIAÇÃO DAS CALÇADAS E
ESTÍMULO AO COMÉRCIO, SERVIÇOS E
EQUIPAMENTOS URBANOS E SOCIAIS
VOLTADOS PARA A RUA
600 m

400 m 300 m
DESESTIMULAR VAGAS DE GARAGEM:
MAIS QUE 1 VAGA DE GARAGEM POR 150 m
UNIDADE HABITACIONAL E 1 VAGA
PARA 70M² DE USOS NÃO RESIDENCIAIS
150 m
SERÃO CONSIDERADAS COMPUTÁVEIS
300 m

= Acessos às estações = Eixo da via


COTA PARTE
Estabelece o número
mínimo de unidades
FACHADA ATIVA habitacionais
Incentivo urbanístico
para edifícios com
comércio, serviços e
equipamentos no térreo,
com acesso aberto à
população AUMENTO DO
COEFICIENTE DE
APROVEITAMENTO
CALÇADAS LARGAS
Permite adensamento
Largura mínima 5 construtivo,
metros nos eixos de promovendo melhor
mobilidade e 3 metros aproveitamento da
na área de influência infraestrutura existente
dos Eixos
FRUIÇÃO PÚBLICA
Incentivo urbanístico
para empreendimentos
que destinarem áreas
para uso público
REORGANIZAR AS SETOR ORLA
FERROVIÁRIA E FLUVIAL

DINÂMICAS Área no entorno dos rios Tietê,


Pinheiros e Tamanduateí, onde
existem grandes terrenos ociosos

METROPOLITANAS
ou subutilizados.

EIXO
FERNÃO DIAS

EIXO
NOROESTE
Para melhorar a distribuição da oferta de trabalho e
moradia pelo território e articular os polos de emprego
localizados nos diversos municípios que compõem a
Região Metropolitana de São Paulo, o Plano Diretor
reconhece como estratégico o território que conecta
essas centralidades, definindo a Macroárea de
Estruturação Metropolitana. Nessas áreas, justamente ARCO
onde se localizam os sistemas de infraestruturas que TIETÊ
permitem o deslocamento de pessoas e produtos,
como ferrovias, avenidas estruturais e rodovias – e
também os rios – o Plano Diretor propõe que sejam Rio T
ietê
implementados Projetos de Intervenção Urbana para
promover as transformações urbanas necessárias e
reorganizar as dinâmicas metropolitanas.

ARCO
ARTICULAR OS MUNICÍPIOS DA
PINHEIROS

Ri
METRÓPOLE COM ARCOS, TERRITÓRIOS

o
Ta
CENTRO
ESTRATÉGICOS PARA REEQUILIBRAR AS

m
an
du
DINÂMICAS

at

s
eiro
MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA

Pinh
COM PROJETOS URBANOS
FARIA LIMA-

Rio
ÁGUA ESPRAIADA

INDICAR ESTRATÉGIAS PARA


ENFRENTAR ÁREAS SUBUTILIZADAS

DEFINIR INCENTIVOS URBANÍSTICOS E


FISCAIS PARA LEVAR EMPREGO AOS ARCO
PERÍMETROS DE INCENTIVO AO JURUBATUBA
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

EIXO
CUPECÊ

Viário
estrutural

Trilhos

Rios
SETOR SETOR EIXOS DE
CENTRAL DESENVOLVIMENTO GRANDES TRANSFORMAÇÕES DEVERÃO
Região central da cidade, onde Áreas carentes de emprego e SER ORIENTADAS POR PROJETOS
está o centro histórico, com muito povoadas, localizadas ao
grande oferta de emprego, longo de importantes eixos de
comércio e serviços. transporte. Na Macroárea de Estruturação Metropolitana, melhorias
urbanísticas poderão ser realizadas por meio de Operações
Urbanas Consorciadas (OUC), Áreas de Intervenção Urbana
(AIU), Concessões Urbanísticas e Áreas de Estruturação Local
(AEL) de modo participativo, com objetivo de qualificar
determinadas áreas da cidade. Para isso, deverá ser elaborada
um Projeto de Intervenção Urbana (PIU), com propostas:

URBANÍSTICAS
• Elaboração de Projeto de Intervenção Urbana
(PIU) com etapas e fases
• Definição de parâmetros de uso e ocupação do
solo (quando aplicáveis)

SOCIAIS
• Atendimento das necessidades habitacionais
• Instalação de Equipamentos Urbanos e Sociais

AMBIENTAIS
• Soluções para áreas de risco e com solos
ARCO contaminados
LESTE • Intervenções para melhorar as condições
ambientais e paisagísticas

ARCO
JACU-PÊSSEGO
$ ECONÔMICO-FINANCEIRAS
• Estudo de viabilidade econômica das
intervenções urbanas
• Estratégias de financiamento

GESTÃO PARTICIPATIVA
ARCO • Mecanismos de participação e controle social
TAMANDUATEÍ • Instrumentos para monitoramento e avaliação
das ações

PRAZOS
Deverão ser encaminhados projetos de lei para implementar
Projetos de Intervenção Urbana (PIU) nas seguintes regiões
da cidade até:

2015 ARCO TAMANDUATEÍ 2016 ARCO TIETÊ

2017 ARCO JURUBATUBA 2018 ARCO PINHEIROS

GERAÇÃO DE EMPREGOS
PRÓXIMOS À MORADIA
Para ampliar a oferta de empregos nos perímetros
JACU-PÊSSEGO e CUPECÊ, foram definidos incentivos para
instalação de usos não residenciais:

∞ Coeficiente de Aproveitamento Máximo = 4


∞ Isenção de cobrança de Outorga Onerosa
PROMOVER O
DESENVOLVIMENTO
ECONÔMICO
DA CIDADE

Para reduzir as desigualdades socioterritoriais, o Plano


Diretor defende o fortalecimento de centralidades
urbanas polares e lineares, desconcentrando e
multiplicando a oferta de emprego por toda a cidade.
Para isso, são criadas zonas, parques tecnológicos,
perímetros e polos de incentivo ao desenvolvimento
econômico em diferentes regiões da cidade, cada qual
com estratégias específicas, como incentivos
urbanísticos e fiscais ou ampliação e qualificação de
redes de infraestrutura. O objetivo principal é promover
uma distribuição das atividades produtivas na cidade.

DISTRIBUIR EQUITATIVAMENTE A
OFERTA DE EMPREGO NA CIDADE, COM
POLOS ESTRATÉGICOS DE
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

PROTEGER ÁREAS INDUSTRIAIS


EXISTENTES E CRIAR NOVAS ÁREAS
APTAS A ATRAIR INVESTIMENTO EM
ATIVIDADES PRODUTIVAS

POTENCIALIZAR A CAPACIDADE
CRIATIVA E O CONHECIMENTO
CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO, COM
POLOS DE ECONOMIA CRIATIVA E
PARQUES TECNOLÓGICOS

PROMOVER A INFRAESTRUTURA
NECESSÁRIA AO DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL

Centralidade
polar
Centralidade
linear
Rios
DESENVOLVIMENTO
ECONÔMICO
O Plano Diretor define a criação de áreas
estratégicas para ampliar a oferta de emprego de
forma descentralizada na cidade:

∞ Perímetros de Incentivo ao
Desenvolvimento Econômico
∞ Parques Tecnológicos
∞ Polos de Economia Criativa
∞ Polos Estratégicos de Desenvolvimento Econômico
∞ Centralidades Polares e Lineares
∞ Polo de Desenvolvimento Rural

E também define o estabelecimento de zonas para


proteção das áreas industriais em funcionamento,
e estímulo à modernização e expansão de
atividades compatíveis com as novas condições
territoriais e produtivas do Município:

∞ Zona Predominantemente Industrial (ZPI)


∞ Zona de Desenvolvimento Econômico (ZDE)

APROXIMAR
EMPREGO E MORADIA

Situação atual: Situação proposta:


Emprego concentrado Distribuição dos empregos
na área central de forma mais homogênea
PARQUES URBANOS
INCORPORAR A FUNDO MUNICIPAL
Áreas verdes na zona
DE PARQUES urbana com estruturas e
AGENDA AMBIENTAL equipamentos voltados
ao lazer e à fruição
Mecanismo para financiar a construção de
AO DESENVOLVIMENTO parques em áreas definidas no Plano Diretor.
Para cada real doado por cidadão ou empresa, a
DA CIDADE Prefeitura é obrigada a contribuir com a mesma
quantia. para implantação dos sistemas:

• público coletivo
• cicloviário
CIDADÃO • circulação de pesdestres
A dimensão ambiental desempenha papel fundamental ou
PREFEITURA
INICIATIVA
na estruturação e ordenação territorial do Plano Diretor, PRIVADA
e é tema transversal aos sistemas e políticas setoriais da
cidade. O Plano Diretor define uma área da cidade
como Zona Rural com mecanismos efetivos para sua
dinamização e proteção atrelados a fontes mínimas e
FUNDO MUNICIPAL
permanentes de financiamento, além de promover a DE PARQUES
ampliação de zonas de proteção e preservação
ambiental. Novos parques são propostos atrelados a um
novo fundo municipal, criado especialmente com a
finalidade de garantir a ampliação de áreas verdes e PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
espaços livres na cidade.
AMBIENTAIS
Mecanismo que viabiliza a conservação de
áreas que contribuem para manutenção da
qualidade ambiental da cidade, remunerando
AMPLIAR AS ÁREAS VERDES, COM 167 os proprietários dessas áreas.
PARQUES PROPOSTOS

CONSERVAR E RECUPERAR O MEIO


BENEFÍCIOS
AMBIENTE E A PAISAGEM, COM A À SOCIEDADE
PREFEITURA

PROIBIÇÃO DE NOVOS
PARCELAMENTOS PARA USOS URBANOS
PAGAMENTO
NA MACROÁREA DE CONTENÇÃO CONSERVAÇÃO PELA CONSERVAÇÃO
URBANA E USO SUSTENTÁVEL

PROPRIETÁRIO

CRIAR O POLO DE DESENVOLVIMENTO


RURAL SUSTENTÁVEL
DEFINIÇÃO DE ÁREAS PARA
ÁREAS DE
PMS
DEFINIR DIRETRIZES PARA O PLANO PROTEÇÃO AMBIENTAL PRESERVAÇÃO
MUNICIPAL DE SANEAMENTO PERMANENTE
AMBIENTAL INTEGRADO O Plano Diretor demarcou regiões da cidade
que devem ser protegidas por prestarem Porções do território,
protegidas nos termos
importantes serviços ambientais de: da legislação federal
específica, com função
ambiental de preservar
os recursos hídricos, a
CONSERVAÇÃO CONTROLE ATENUAÇÃO paisagem, a biodiversi-
DA BIODIVERSIDADE DE EROSÃO DE ILHAS DE CALOR dade e assegurar o bem
estar da população.

CONTROLE PRODUÇÃO
DE INUNDAÇÃO DE ÁGUA

Todo parque existente e planejado passa a ser


uma Zona Especial de Proteção Ambiental
(ZEPAM). Assim, impede-se que áreas particulares
destinadas à implantação de futuros parques
sejam apropriadas pelo mercado imobiliário.
ESPAÇOS LIVRES E
ÁREAS VERDES
Sistema de espaços
fundamentais para vida
urbana, desempenhan-
do importante papel
para biodiversidade,
paisagem e práticas de
PRAÇAS lazer e sociabilidade

Espaços livres voltados


à convivência e
atividades de lazer

SÍTIOS, CHÁCARAS E
PROPRIEDADES
AGRÍCOLAS

Propriedades localizadas
na zona rural

PARQUES LINEARES
Áreas verdes associadas
aos cursos d'água

ZONA RURAL

para implantação dos sistemas:


UNIDADES DE Retorno da Zona Rural no
CONSERVAÇÃO DE Município de São
• público Paulo, com
coletivo
• cicloviário multifuncional:
nova concepção,
PROTEÇÃO INTEGRAL
• circulação de pesdestres
área de produção do alimento e
Instituídas pelo poder
público, têm a finalidade da água do abastecimento, do
de conservar o patrimô- lazer e do ecoturismo. A Zona
nio natural permitindo Rural tem os seguintes objetivos:
apenas o uso indireto de
seus recursos naturais por
atividades humanas.
CONTENÇÃO DA EXPANSÃO URBANA

INCENTIVO A USOS SUSTENTÁVEIS


E À AGRICULTURA ORGÂNICA

PRESERVAÇÃO DOS ECOSSISTEMAS


NATURAIS
BENS IMÓVEIS
PRESERVAR O REPRESENTATIVOS (BIR)
Elementos construídos, e
PATRIMÔNIO E suas respectivas áreas, com
valor histórico, arquitetôni-
co, paisagístico, artístico,
VALORIZAR AS arqueológico e cultural,
que tenham valor referencial

INICIATIVAS
para a comunidade.

CULTURAIS
Para ampliar a proteção, articulação e dinamização de
espaços culturais, afetivos e simbólicos, de grande
importância para a memória, identidade e vida cultural
dos paulistanos, o Plano Diretor define quatro tipos de
Zonas Especiais de Preservação Cultural (ZEPEZ), além
de criar o Sistema Municipal de Patrimônio Cultural, os
Polos de Economia Criativa e os Territórios de Interesse
da Cultura e da Paisagem (TICP), que se articulam aos
Planos Regionais e Planos de Bairro. Foram também
incorporados instrumentos culturais para preservação
de bens de interesse histórico, paisagístico, ambiental,
social ou cultural da cidade.

INTEGRAR E ARTICULAR OS BENS


CULTURAIS DO MUNICÍPIO
ZONAS ESPECIAIS DE
PROMOVER A PARTICIPAÇÃO POPULAR NA PRESERVAÇÃO
IDENTIFICAÇÃO, PROTEÇÃO E CULTURAL - ZEPEC
VALORIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL
Porções do território destinadas à preservação,
valorização e proteção do patrimônio cultural. O
INCENTIVAR A PRESERVAÇÃO DE BENS Plano Diretor define 4 tipos de ZEPEC, como
CULTURAIS ESTABELECENDO BENEFÍCIOS mostrado nas ilustrações acima e ao lado.
URBANÍSTICOS, COMO A TRANSFERÊNCIA
DO POTENCIAL CONSTRUTIVO

TERRITÓRIOS DE INTERESSE
DA CULTURA E DA
PAISAGEM – TICP
TICP
Jaraguá/Perus

TICP
Paulista/Luz

Áreas com espaços,


atividades ou instituições
culturais, elementos urbanos
materiais, imateriais e de
paisagem significativos para
memória e identidade da
cidade. Os primeiros TICPs já
foram definidos no PDE, e
outros podem ser criados.
ÁREAS DE ÁREAS DE PROTEÇÃO ÁREA DE PROTEÇÃO
URBANIZAÇÃO PAISAGÍSTICA (APPa) CULTURAL (APC)
ESPECIAL (AUE)
Locais com Imóveis de produção e
Porções do território características fruição cultural, espaços
ou conjuntos urbanos ambientais, naturais ou significativos para
com características antrópicas significativas manutenção da
singulares identidade e memória
SOCIEDADE
FORTALECER A CIVIL
PARTICIPAÇÃO
POPULAR NAS
INSTÂNCIAS DE PARTICIPAÇÃO POPULAR
DECISÕES DOS RUMOS
DA CIDADE São mecanismos de interação entre a sociedade civil e o Poder Público, para promover a
participação da população nos processos decisórios do desenvolvimento urbano da cidade:

Para garantir a gestão democrática, o Plano Diretor Câmara Técnica de


define instâncias e instrumentos de participação Conferência Conselho Municipal
apoia tecnicamente e Legislação Urbanística
popular e controle social que dão protagonismo à Municipal da Cidade de Política Urbana encaminha propostas

sociedade civil no planejamento e gestão da política de de São Paulo ∞ Acompanha a formulação e


implementação da Política de Comissão de
desenvolvimento urbano da cidade, além de formas de Desenvolvimento Urbano Proteção à Paisagem
propõe diretrizes
integração com os instrumentos orçamentários do ∞ Composto por 60 membros, Urbana
com 34 de representantes da
Município. A participação da sociedade nesses sociedade civil, eleitos de forma
diferentes espaços foi aprimorada e ampliada. Além avalia e propõe direta
Conselhos
diretrizes para a
disso, para garantir que a população possa acompanhar política urbana discute temáticas locais
Participativos
e monitorar o andamento das ações do Plano Diretor, ACOMPANHA:
todas as informações sobre investimentos, projetos em
andamento, licenciamentos, dados socioeconômicos
da cidade, instrumentos urbanísticos e ambientais,
entre outras, deverão estar disponíveis em meio digital, FUNDURB PDE Planos de Bairro Projetos de Lei Conselhos Setoriais AIU / OUC Programa de Metas
de forma simples e clara, para acesso de qualquer
cidadão.

PRINCÍPIO DE GESTÃO DEMOCRÁTICA:


DIREITO À PARTICIPAÇÃO POPULAR

PROCESSO PERMANENTE,
INSTRUMENTOS DE PARTICIPAÇÃO SOCIAL
DESCENTRALIZADO E PARTICIPATIVO
DE PLANEJAMENTO Assim como as instâncias de participação popular, os instrumentos de participação social são mecanismos
de interação entre a população e o Poder Público, que garantem a efetiva presença da sociedade civil nos
processos decisórios dos rumos da cidade. Conheça os instrumentos de participação social:

i i
DIVULGAÇÃO À POPULAÇÃO DOS
i DOCUMENTOS E INFORMAÇÕES SOBRE
A IMPLEMENTAÇÃO DO
PLANO DIRETOR INICIATIVA POPULAR INICIATIVA POPULAR INSTRUMENTOS
AUDIÊNCIAS
PÚBLICAS DE PLANOS E PROJETOS DE DE PROJETOS DE LEI, DE PROMOÇÃO DA
DESENVOLVIMENTO URBANO PLEBISCITO E REFERENDO CIDADANIA

MECANISMOS DE FINANCIAMENTO
PARA REALIZAÇÃO DOS OBJETIVOS E
DIRETRIZES DO PLANO DIRETOR
ATRAVÉS DOS FUNDOS MUNICIPAIS

PLANO DE AÇÃO DAS SUBPREFEITURAS SISTEMA DE INFORMAÇÕES,


ATUALIZADOS A CADA 4 ANOS MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DO PDE
Para permitir o acompanhamento pela população e o controle social das principais ações,
i mapeamentos e atividades realizadas pelo Poder Público, o Plano Diretor define que a Prefeitura
implementará os seguintes canais de comunicação com a sociedade civil:

i i
MONITORAMENTO E
COMUNICAÇÃO
i SISTEMA GERAL
DE INFORMAÇÕES
ENTRE EXECUTIVO
E SOCIEDADE
AVALIAÇÃO DA
IMPLEMENTAÇÃO DO
PLANO DIRETOR
ÓRGÃOS
PÚBLICOS

SISTEMA MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO URBANO

Assegura a participação direta da população na tomada de decisões, controle e avaliação em todas as fases de planejamento e gestão das políticas urbanas.
Veja os componentes e suas relações com o Plano Diretor:

$ $ $

Lei do Plano Lei de Lei Programa de


Plurianual - PPA Diretrizes Orçamentárias - LDO Orçamentária Anual - LOA Metas
Planeja o orçamento da Instrumento de conexão entre o Faz o detalhamento das Toda nova gestão que
Prefeitura de quatro em PPA e a LOA, estabelecendo a prioridades e metas definidas assume a Prefeitura deve
quatro anos. ligação entre o curto prazo (LOA) no PPA e expressas nas LDOs. apresentar as metas
e o longo prazo (PPA). prioritárias que irá cumprir.
PDE

Plano Diretor
Estratégico - PDE
PRS
LPUOS
ZON

Planos Regionais das


Lei de Parcelamento, Planos Setoriais de Políticas Subprefeituras
Planos de Bairro
Uso e Ocupação do Solo - LPUOS Urbano-Ambientais Propostos a partir das
Dispõe sobre o zoneamento Planos de habitação, mobilida- Instrumento de planeja- especificidades regionais,
e disciplina a diferenciação de urbana, meio ambiente, mento e projeto de escala orientam a elaboração dos
para o uso e ocupação do educação, saúde, entre outros. local, podendo ser de Planos de Ação das
solo da cidade. iniciativa da sociedade civil. Subprefeituras, atualizados
a cada 4 anos.

FUNDO DE DESENVOLVIMENTO URBANO (FUNDURB)


$
Os recursos destinados ao Fundo de Desenvolvimento Urbano (FUNDURB) são revertidos em melhorias urbanísticas para toda a cidade, e são aplicados com base nos objetivos,
diretrizes, planos, programas e projetos urbanísticos e ambientais integrantes ou decorrentes da Lei do Plano Diretor Estratégico, tendo também como referência o previsto no
Programa de Metas:

FONTES DE RECURSOS DESTINAÇÕES DE RECURSOS


menos

ao
A principal fonte de recurso do Administrado por um Habitação de Interesse Social

os
fundo é a Outorga Onerosa, valor CONSELHO GESTOR os

rs
re c u

d
pago para se construir além do paritário
coeficiente básico do terreno Equipamentos Urbanos e Sociais

Patrimônio Cultural
Coeficiente máximo
$
Planos de Bairro
menos
FUNDURB
ao

Transporte Público Coletivo


os

Coeficiente básico Sistema Cicloviário os cu


rs
d

re
Sistema de Circulação de Pedestres

Espaços Públicos
Outras fontes de arrecadação,
como os rendimentos da aplicação
do fundo, repasses e doações, Unidades de Conservação Ambiental
também se constituem fonte de
receita para o FUNDURB.
Áreas Verdes
PRESTAÇÃ
LEI Nº 16.050, DE 31 DE JULHO DE 2014

(Projeto de Lei nº 688/13, do Executivo, aprovado


na forma de Substitutivo do Legislativo)

Aprova a Política de Desenvolvimento Urbano


e o Plano Diretor Estratégico do Município de
São Paulo e revoga a Lei nº 13.430/2002.

FERNANDO HADDAD, Prefeito do Município


de São Paulo, no uso das atribuições que lhe
são conferidas por lei, faz saber que a Câmara
Municipal, em sessão de 2 de julho de 2014,
decretou e eu promulgo a seguinte lei:
TÍTULO I - DA ABRANGÊNCIA, DOS
CONCEITOS, PRINCÍPIOS E OBJETIVOS
CAPÍTULO I - DA ABRANGÊNCIA E DOS CONCEITOS

CAPÍTULO II - DOS PRINCÍPIOS, DIRETRIZES E OBJETIVOS


PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

CAPÍTULO I - DA Art. 2º A presente lei tem como base os funda- REFERÊNCIAS EXTERNAS
mentos expressos na Constituição Federal1, no Lei que define os programas e ações da Prefei-
ABRANGÊNCIA E DOS
4 
Estatuto da Cidade2 e na Lei Orgânica do Mu- tura de São Paulo de 4 em 4 anos; deve ser ela-

CONCEITOS nicípio de São Paulo3. borada no primeiro ano da gestão e vale até o
primeiro ano da gestão seguinte.
REFERÊNCIAS EXTERNAS
5  É o instrumento de conexão entre o PPA e o
Art. 1º Esta lei dispõe sobre a Política de De- 1  (Constituição da República Federativa do Brasil de Orçamento Anual; estabele a ligação entre o curto
senvolvimento Urbano, o Sistema de Planeja- 1988) Lei fundamental do Brasil. Institui o país como prazo (orçamento) e o longo prazo (PPA) e orienta
mento Urbano e o Plano Diretor Estratégico do um Estado Democrático, destinado a assegurar o a elaboração da LOA.
Município de São Paulo e aplica-se à totalidade exercício dos direitos sociais e individuais, a liberda-
de, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a 6  As leis orçamentárias anuais (LOAs) são o de-
do seu território. talhamento das prioridades e metas definidas no
igualdade e a justiça como valores supremos.
PPA e expressas nas LDOs; prevê a receita e fixa a
2  (Lei Federal nº 10.257, de 10 de junho de 2001) despesa para o exercício de competência.
ABRANGÊNCIA DA LEI Estabelece diretrizes gerais da política urbana,
define função social da cidade e da propriedade e 7  É um instrumento inserido na Lei Orgânica do

estabelece instrumentos de planejamento e gestão Município de São Paulo que prevê que toda nova
Esta lei dispõe sobre:
urbana para os municipios, como o PDE. gestão apresente as metas prioritárias para seu
governo de forma regionalizada e com indicadores
POLÍTICA DE 3  (Lei Orgânica do Município de São Paulo) Lei de desempenho.
DESENVOLVIMENTO URBANO fundamental do Município de São Paulo. Tem o
objetivo de organizar o exercício do poder e for- 8  (Lei nº 13.885, de 25 de agosto de 2004 ) Dispõe
talecer as instituições democráticas e os direitos sobre o zoneamento, instrumento complementar
sociais e individuais. ao PDE, através do qual a cidade é dividida em
SISTEMA DE áreas sobre as quais incidem diretrizes diferen-
PLANEJAMENTO URBANO ciadas para o uso e ocupação do solo. Deverá ser
§ 1º O Plano Diretor deverá considerar o dis- objeto de revisão participativa em até 180 dias
posto nos planos e leis nacionais e estaduais após publicação deste PDE.
PDE
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO relacionadas às políticas de desenvolvimento 9  Instrumento complementar ao PDE, os Planos
urbano, incluindo saneamento básico, habita- Regionais de cada Subprefeitura contemplam pro-
ção, mobilidade e ordenamento territorial, e à posições considerando as especificidades regionais
e têm em vista a articulação de políticas setoriais
política de meio ambiente.
(habitação, mobilidade, meio ambiente, equipamentos
§ 2º O Plano Diretor deve se articular com o sociais, entre outras).
§ 1º A Política de Desenvolvimento Urbano é o
conjunto de planos e ações que tem como objeti- planejamento metropolitano e com os planos 10 As Subprefeituras e o Conselho de Representantes
vo ordenar o pleno desenvolvimento das funções dos demais municípios da Região Metropolitana. de cada Subprefeitura poderão propor Planos de
Bairro, com a finalidade de detalhar as diretrizes
sociais da cidade e o uso socialmente justo e
Art. 3º O Plano Diretor Estratégico orienta o pla- propostas e definidas pelos respectivos Planos
ecologicamente equilibrado e diversificado de Regionais das Subprefeituras. Os Planos de Bairro
nejamento urbano municipal e seus objetivos,
seu território, de forma a assegurar o bem-estar são regulamentados pelo PDE.
diretrizes e prioridades devem ser respeitados
e a qualidade de vida de seus habitantes.
pelos seguintes planos e normas: 11  As políticas públicas setoriais, em especial as
§ 2º O Sistema de Planejamento Urbano corres- urbanas e ambientais, integram a Política de De-
I - Plano Plurianual4, Lei de Diretrizes Orça- senvolvimento Urbano do Município e definem as
ponde ao conjunto de órgãos, normas, recursos
mentárias5, Lei Orçamentária Anual6 e o Plano ações que devem ser implementadas pelo Execu-
humanos e técnicos que tem como objetivo tivo para cumprir os objetivos estratégicos deste
de Metas7;
coordenar as ações referentes ao desenvolvi- PDE.
mento urbano, de iniciativa dos setores público II - Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do
e privado, integrando-as com os diversos pro- Solo8, Planos Regionais das Subprefeituras9,
gramas setoriais, visando à dinamização e à Planos de Bairros10, planos setoriais de políticas
PRAZOS PARA REVISÃO E OBJETIVOS
modernização da ação governamental. urbano-ambientais e demais normas correla-
tas11.
§ 3º O Plano Diretor Estratégico é o instrumento
básico da Política de Desenvolvimento Urbano Art. 4º Os objetivos previstos neste Plano Dire- A revisão participativa deste
revisão Plano Diretor Estratégico
do Município de São Paulo, determinante para tor devem ser alcançados até 2029. deverá ser encaminhada à
2021
todos os agentes públicos e privados que atuam Câmara Municipal em 2021
em seu território. Parágrafo único. O Executivo deverá encami-
nhar à Câmara Municipal proposta de revisão Os objetivos deste Plano
§ 4º Os conceitos utilizados nesta lei estão de- deste Plano Diretor, a ser elaborada de forma objetivos Diretor Estratégico devem ser
2029 alcançados até 2029
finidos no Quadro 1. participativa, em 2021.

40
TÍTULO I - DA ABRANGÊNCIA, DOS CONCEITOS, PRINCÍPIOS E OBJETIVOS | CAPÍTULO II - DOS PRINCÍPIOS, DIRETRIZES E OBJETIVOS

CAPÍTULO II - DOS e o Plano Diretor Estratégico se orientam pelas


seguintes diretrizes:

TÍTULO I
PRINCÍPIOS DO PDE
PRINCÍPIOS, DIRETRIZES E
I - justa distribuição dos benefícios e ônus do
OBJETIVOS Para estabelecer uma cidade plural, com processo de urbanização;
justiça social e equilibrada, o Plano Diretor
tem como princípios:
Art. 5º Os princípios que regem a Política de II - retorno para a coletividade da valorização
Desenvolvimento Urbano e o Plano Diretor de imóveis decorrente dos investimentos pú-
Estratégico são: FUNÇÃO SOCIAL DA CIDADE blicos e das alterações da legislação de uso e
ocupação do solo;
I - Função Social da Cidade;
FUNÇÃO SOCIAL DA III - distribuição de usos e intensidades de
II - Função Social da Propriedade Urbana; PROPRIEDADE URBANA
ocupação do solo de forma equilibrada, para
III - Função Social da Propriedade Rural; evitar ociosidade ou sobrecarga em relação
FUNÇÃO SOCIAL DA à infraestrutura disponível, aos transportes
PROPRIEDADE RURAL
IV - Equidade e Inclusão Social e Territorial; e ao meio ambiente, e para melhor alocar os
investimentos públicos e privados;
V - Direito à Cidade; EQUIDADE E INCLUSÃO
SOCIAL E TERRITORIAL IV - compatibilização da intensificação da ocu-
VI - Direito ao Meio Ambiente Ecologicamente
pação do solo com a ampliação da capacidade
Equilibrado;
DIREITO À CIDADE de infraestrutura para atender às demandas
VII - Gestão Democrática. atuais e futuras;

§ 1º Função Social da Cidade compreende o DIREITO AO MEIO AMBIENTE V - adequação das condições de uso e ocupação
ECOLOGICAMENTE EQUILIBRADO
atendimento das necessidades dos cidadãos do solo às características do meio físico, para
quanto à qualidade de vida, à justiça social, impedir a deterioração e degeneração de áreas
ao acesso universal aos direitos sociais e ao GESTÃO DEMOCRÁTICA do Município;
desenvolvimento socioeconômico e ambiental,
VI - proteção da paisagem dos bens e áreas de
incluindo o direito à terra urbana, à moradia
valor histórico, cultural e religioso, dos recursos
digna, ao saneamento ambiental, à infraestrutu- § 5º Direito à Cidade compreende o processo de
naturais e dos mananciais hídricos superficiais
ra urbana, ao transporte, aos serviços públicos, universalização do acesso aos benefícios e às
e subterrâneos de abastecimento de água do
ao trabalho, ao sossego e ao lazer. comodidades da vida urbana por parte de todos
Município;
os cidadãos, seja pela oferta e uso dos serviços,
§ 2º Função Social da Propriedade Urbana é equipamentos e infraestruturas públicas. VII - utilização racional dos recursos naturais,
elemento constitutivo do direito de propriedade
em especial da água e do solo, de modo a garan-
e é atendida quando a propriedade cumpre os § 6º Direito ao Meio Ambiente Ecologicamente
tir uma cidade sustentável para as presentes e
critérios e graus de exigência de ordenação Equilibrado é o direito sobre o patrimônio am-
futuras gerações;
territorial estabelecidos pela legislação, em biental, bem de uso comum e essencial à sadia
especial atendendo aos coeficientes mínimos qualidade de vida, constituído por elementos do VIII - adoção de padrões de produção e con-
de utilização determinados nos Quadros 2 e sistema ambiental natural e do sistema urbano sumo de bens e serviços compatíveis com os
2A desta lei. de forma que estes se organizem equilibrada- limites da sustentabilidade ambiental, social e
mente para a melhoria da qualidade ambiental econômica do Município;
§ 3º Função Social da Propriedade Rural é ele- e bem-estar humano.
mento constitutivo do direito de proprieda- IX - planejamento da distribuição espacial da
de e é atendida quando, simultaneamente, a § 7º Gestão Democrática é a garantia da par- população e das atividades econômicas de modo
propriedade é utilizada de forma racional e ticipação de representantes dos diferentes a evitar e corrigir as distorções do crescimento
adequada, conservando seus recursos naturais, segmentos da população, diretamente ou por urbano e seus efeitos negativos sobre o meio
favorecendo o bem-estar dos proprietários e intermédio de associações representativas, nos ambiente, a mobilidade e a qualidade de vida
dos trabalhadores e observando as disposições processos de planejamento e gestão da cidade, urbana;
que regulam as relações de trabalho. de realização de investimentos públicos e na
elaboração, implementação e avaliação de pla- X - incentivo à produção de Habitação de Interes-
§ 4º Equidade Social e Territorial compreende a nos, programas e projetos de desenvolvimento se Social, de equipamentos sociais e culturais e
garantia da justiça social a partir da redução das urbano. à proteção e ampliação de áreas livres e verdes;
vulnerabilidades urbanas e das desigualdades
sociais entre grupos populacionais e entre os Art. 6º A Política de Desenvolvimento Urbano XI - prioridade no sistema viário para o trans-
distritos e bairros do Município de São Paulo. porte coletivo e modos não motorizados;

41
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

XII - revisão e simplificação da legislação de alta e média capacidade e os modos não mo- XVII - garantir que os planos setoriais previstos
Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo e das torizados, racionalizando o uso de automóvel; neste Plano Diretor Estratégico sejam articula-
normas edilícias, com vistas a aproximar a legis- dos de modo transversal e intersetorial.
V - implementar uma política fundiária e de
lação da realidade urbana, assim como facilitar
uso e ocupação do solo que garanta o acesso à Parágrafo único. Os objetivos estratégicos se
sua compreensão pela população;
terra para as funções sociais da cidade e proteja desdobram em objetivos por porções homogê-
XIII - ordenação e controle do uso do solo, de o patrimônio ambiental e cultural; neas de território, estabelecidos por macroá-
forma a evitar: reas, e nos objetivos estratégicos das políticas
VI - reservar glebas e terrenos, em áreas dotadas urbanas setoriais, definidas nesta lei.
a) a proximidade ou conflitos entre usos in- de infraestrutura e transportes coletivos, em
compatíveis ou inconvenientes; quantidade suficiente para atender ao déficit
acumulado e às necessidades futuras de habi-
b) o parcelamento, a edificação ou o uso ex- tação social;
cessivos ou inadequados do solo em relação à
infraestrutura urbana; VII - promover a regularização e a urbanização
de assentamentos precários;
c) a instalação de empreendimentos ou ativida-
des que possam funcionar como polos geradores VIII - contribuir para a universalização do
de tráfego, sem a previsão da infraestrutura abastecimento de água, a coleta e o tratamen-
correspondente; to ambientalmente adequado dos esgotos e dos
resíduos sólidos;
d) a retenção especulativa de imóvel urbano, que
resulta na sua subutilização ou não utilização; IX - ampliar e requalificar os espaços públicos,
as áreas verdes e permeáveis e a paisagem;
e) a deterioração das áreas urbanizadas e os
conflitos entre usos e a função das vias que X - proteger as áreas de preservação perma-
lhes dão acesso; nente, as unidades de conservação, as áreas
de proteção dos mananciais e a biodiversidade;
f ) a poluição e a degradação ambiental;
XI - contribuir para mitigação de fatores an-
g) a excessiva ou inadequada impermeabili- tropogênicos que contribuem para a mudança
zação do solo; climática, inclusive por meio da redução e re-
h) o uso inadequado dos espaços públicos; moção de gases de efeito estufa, da utilização
de fontes renováveis de energia e da construção
XIV - cooperação entre os governos, a iniciativa sustentável, e para a adaptação aos efeitos reais
privada e os demais setores da sociedade no ou esperados das mudanças climáticas;
processo de urbanização, em atendimento ao
interesse social. XII - proteger o patrimônio histórico, cultural
e religioso e valorizar a memória, o sentimento
Art. 7º A Política de Desenvolvimento Urbano de pertencimento à cidade e a diversidade;
e o Plano Diretor Estratégico se orientam pelos
seguintes objetivos estratégicos: XIII - reduzir as desigualdades socioterritoriais
para garantir, em todos os distritos da cidade, o
I - conter o processo de expansão horizontal acesso a equipamentos sociais, a infraestrutura
da aglomeração urbana, contribuindo para e serviços urbanos;
preservar o cinturão verde metropolitano;
XIV - fomentar atividades econômicas sustentá-
II - acomodar o crescimento urbano nas áreas veis, fortalecendo as atividades já estabelecidas
subutilizadas dotadas de infraestrutura e no e estimulando a inovação, o empreendedorismo,
entorno da rede de transporte coletivo de alta a economia solidária e a redistribuição das
e média capacidade; oportunidades de trabalho no território, tanto
na zona urbana como na rural;
III - reduzir a necessidade de deslocamento,
equilibrando a relação entre os locais de em- XV - fortalecer uma gestão urbana integrada,
prego e de moradia; descentralizada e participativa;
IV - expandir as redes de transporte coletivo de XVI - recuperar e reabilitar as áreas centrais
da cidade;

42
TÍTULO II - D
​ A ORDENAÇÃO TERRITORIAL
CAPÍTULO I - DA ESTRUTURAÇÃO E ORDENAÇÃO TERRITORIAL

CAPÍTULO II - DA REGULAÇÃO DO PARCELAMENTO, USO E OCUPAÇÃO DO SOLO E DA PAISAGEM URBANA

CAPÍTULO III - DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA E DE GESTÃO AMBIENTAL


PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO LEI Nº 16.050/2014 TEXTO DA LEI ILUSTRADO

CAPÍTULO I - DA IV - a dimensão econômica, fundamental para


garantir as atividades produtivas, comerciais e/ DIMENSÕES DO PDE
ESTRUTURAÇÃO E ou de serviços indispensáveis para gerar tra-
ORDENAÇÃO TERRITORIAL balho e renda;

V - a dimensão cultural, fundamental para ga-


Art. 8º Para garantir um desenvolvimento ur- rantir a memória, a identidade e os espaços SOCIAL
bano sustentável e equilibrado entre as várias culturais e criativos, essenciais para a vida das
visões existentes no Município sobre seu futu- cidadãs e dos cidadãos. CULTURAL
ro, o Plano Diretor observa e considera, em sua AMBIENTAL
estratégia de ordenamento territorial, as se- Art. 9º A estratégia territorial do Plano Diretor,
guintes cinco dimensões: na perspectiva de observar de maneira equili-
brada as dimensões definidas no artigo anterior
I - a dimensão social, fundamental para garantir e, ainda, os princípios, diretrizes e objetivos ECONÔMICA
os direitos sociais para todos os cidadãos, em IMOBILIÁRIA
da Política Urbana, estrutura-se a partir dos
especial, o direito à moradia, à mobilidade, à seguintes elementos:
infraestrutura básica e ao acesso aos equipa-
mentos sociais; I - macrozonas e macroáreas, áreas homogêneas a) Macroárea de Estruturação Metropolitana,
que orientam, ao nível do território, os objeti- que tem um papel estratégico na reestruturação
II - a dimensão ambiental, fundamental para vos específicos de desenvolvimento urbano e urbana no Município por apresentar grande
garantir o necessário equilíbrio entre as áreas a aplicação dos instrumentos urbanísticos e potencial de transformação urbana, que precisa
edificadas e os espaços livres e verdes no interior ambientais; ser planejado e equilibrado;
da área urbanizada e entre esta e as áreas pre-
servadas e protegidas no conjunto do Município; II - rede de estruturação e transformação ur- b) rede estrutural de transporte coletivo, defini-
bana, onde se concentram as transformações dora dos eixos de estruturação da transformação
III - a dimensão imobiliária, fundamental para estratégicas propostas pelo Plano Diretor, com- urbana, ao longo da qual se propõe concentrar
garantir a produção dos edifícios destinados à posta pelos seguintes elementos estruturadores o processo de adensamento demográfico e ur-
moradia e ao trabalho; do território: bano e qualificar o espaço público;

ELEMENTOS ESTRUTURANTES DO ORDENAMENTO TERRITORIAL: MACROZONAS E MACROÁREAS

Para organizar a cidade, o Plano Diretor


ESTRUTURAÇÃO
MACROÁREAS REDUÇÃO DA
dividiu-a em macrozonas e macroáreas, METROPOLITANA VULNERABILIDADE URBANA E
áreas homogêneas que orientam, ao nível RECUPERAÇÃO AMBIENTAL
do território, os objetivos específicos de
desenvolvimento urbano e a aplicação dos
instrumentos urbanísticos e ambientais.

URBANIZAÇÃO CONTROLE E QUALIFICAÇÃO


CONSOLIDADA URBANA E AMBIENTAL

MACROZONAS

Macrozona de Estruturação QUALIFICAÇÃO DA CONTENÇÃO URBANA


e Qualificação Urbana URBANIZAÇÃO E USO SUSTENTÁVEL

Macrozona de Proteção e REDUÇÃO DA PRESERVAÇÃO DOS


Recuperação Ambiental VULNERABILIDADE URBANA ECOSSISTEMAS NATURAIS

44
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO I - DA ESTRUTURAÇÃO E ORDENAÇÃO TERRITORIAL

c) rede hídrica e ambiental constituída pelo § 2º Os objetivos da Macrozona de Estruturação como pessoas em situação de rua, catadores e
conjunto de cursos d´água, cabeceiras de dre- e Qualificação Urbana são: trabalhadores ambulantes, a situações de riscos,
nagem e planícies aluviais, de parques urbanos, perigos e ameaças;
I - promoção da convivência mais equilibrada
lineares e naturais, áreas verdes significativas
entre a urbanização e a conservação ambiental, V - diminuição das desigualdades na oferta
e áreas protegidas e espaços livres, que cons-
entre mudanças estruturais provenientes de e distribuição dos serviços, equipamentos e
titui o arcabouço ambiental do Município e

TÍTULO II
grandes obras públicas e privadas e as condições infraestruturas urbanas entre os distritos;
desempenha funções estratégicas para garantir
de vida dos moradores;
o equilíbrio e a sustentabilidade urbanos; VI - desconcentração das oportunidades de
II - compatibilidade do uso e ocupação do solo trabalho, emprego e renda, beneficiando os
d) rede de estruturação local, que articula as
com a oferta de sistemas de transporte coletivo bairros periféricos;
políticas públicas setoriais no território indis-
e de infraestrutura para os serviços públicos;
pensáveis para garantir os direitos de cidada- VII - manutenção, proteção e requalificação das
nia e reduzir a desigualdade socioterritorial e III - orientação dos processos de reestruturação zonas exclusivamente residenciais consideradas
gerar novas centralidades em regiões menos urbana de modo a repovoar os espaços com pou- as disposições dos arts. 27 e 33 desta lei.
estruturadas, além de qualificar as existentes. cos moradores, fortalecer as bases da economia
local e regional, aproveitar a realização de inves-
Parágrafo único. Fica o território do Município Subseção I - Da Macroárea de
timentos públicos e privados em equipamentos
de São Paulo dividido nas seguintes macrozonas, Estruturação Metropolitana
e infraestruturas para melhorar as condições
cada uma delas subdividas em quatro macroá-
dos espaços urbanos e atender necessidades
reas, conforme Mapas 1 e 2, anexos: Art. 11. A Macroárea de Estruturação Metro-
sociais, respeitando as condicionantes do meio
I - Macrozona de Estruturação e Qualificação físico e biótico e as características dos bens e politana abrange áreas das planícies fluviais
Urbana; áreas de valor histórico, cultural, religioso e dos rios Tietê, Pinheiros e Tamanduateí, com
ambiental; articulação com o Centro e prolongamento junto
II - Macrozona de Proteção e Recuperação Am- às avenidas Jacu-Pêssego, Cupecê e Raimundo
biental. IV - eliminação e redução das situações de vul- Pereira de Magalhães e das rodovias Anhanguera
nerabilidades urbanas que expõem diversos e Fernão Dias e caracteriza-se pela existência de
grupos sociais, especialmente os de baixa renda vias estruturais, sistema ferroviário e rodovias
SEÇÃO I - DA MACROZONA DE
ESTRUTURAÇÃO E QUALIFICAÇÃO
ELEMENTOS ESTRUTURANTES DO ORDENAMENTO TERRITORIAL:
URBANA REDE DE ESTRUTURAÇÃO URBANA

Art. 10. A Macrozona de Estruturação e Quali- Para atingir de forma equilibrada as dimensões, objetivos, princípios e diretrizes do Plano Diretor, foi
ficação Urbana, situada integralmente na Zona definida uma Rede de Estruturação e Transformação Urbana, composta pelos seguintes elementos:
Urbana, apresenta grande diversidade de pa-
drões de uso e ocupação do solo, desigualdade
MACROÁREA DE ESTRUTURAÇÃO METROPOLITANA
socioespacial, padrões diferenciados de urba- Possui papel estratégico na reestruturação de São Paulo, pois em seu território se
nização e é a área do Município mais propícia localizam os principais eixos que articulam polos e municípios da Região Metropolitana
de São Paulo, além de possuir regiões que passam por intensos processos de mudança
para abrigar os usos e atividades urbanos. nos padrões de uso e ocupação, com grande potencial de transformação.

§ 1º Para orientar o desenvolvimento urbano e


dirigir a aplicação dos instrumentos urbanísticos REDE ESTRUTURAL DE TRANSPORTE COLETIVO
Define onde serão os Eixos de Estruturação da Transformação Urbana, áreas da cidade
e jurídicos para atingir os objetivos específicos, que devem concentrar o processo de adensamento habitacional e construtivo
a Macrozona de Estruturação e Qualificação associado à qualificação do espaço público.
Urbana subdivide-se em 4 (quatro) macroáreas,
delimitadas no Mapa 2 anexo: REDE HÍDRICA E AMBIENTAL
Composta pelo conjunto de cursos d’água, cabeceiras de drenagem, parques urbanos,
I - Macroárea de Estruturação Metropolitana; lineares e naturais, áreas verdes significativas, áreas protegidas e espaços livres, constitui
o arcabouço ambiental do Município e desempenha funções estratégicas para garantir
o equilíbrio e a sustentabilidade.
II - Macroárea de Urbanização Consolidada;

III - Macroárea de Qualificação da Urbanização; REDE DE ESTRUTURAÇÃO LOCAL


Articula políticas públicas setoriais (habitação, mobilidade, meio ambiente,
IV - Macroárea de Redução da Vulnerabilidade equipamentos urbanos e sociais) para realizar transformações urbanas locais,
especialmente nas áreas de maior vulnerabilidade, qualificando centralidades existentes
Urbana. e estimulando a criação de novas.

45
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO LEI Nº 16.050/2014 TEXTO DA LEI ILUSTRADO

MACROÁREA DE ESTRUTURAÇÃO METROPOLITANA

SETOR ORLA
FERROVIÁRIA E FLUVIAL
Área no entorno dos rios Tietê,
GRANDES
Pinheiros e Tamanduateí, onde
existem grandes terrenos ociosos TRANSFORMAÇÕES
ou subutilizados. ORIENTADAS POR
PROJETOS
SETOR Na Macroárea de Estruturação
CENTRAL Metropolitana, melhorias
urbanísticas deverão ser
Região central da cidade, onde orientadas por Projetos de
está o centro histórico, com Intervenção Urbana (PIUs) e
grande oferta de emprego, poderão ser realizadas por
comércio e serviços. meio de Operação Urbana
Consorciada (OUC), Área de
Intervenção Urbana (AIU),
SETOR EIXOS DE Concessão Urbanística ou
DESENVOLVIMENTO Área de Estruturação Local
(AEL), de modo participativo,
Áreas muito povoadas, mas com objetivo de melhorar a
carentes de emprego, ao longo de qualidade de vida de áreas
importantes eixos de transporte. específicas.

que articulam diferentes municípios e polos de c) Arco Tamanduateí; atendendo a critérios de sustentabilidade e
empregos da Região Metropolitana de São Paulo, garantindo a proteção do patrimônio arquite-
d) Arco Pinheiros;
onde se verificam processos de transformação tônico e cultural, em especial o ferroviário e
econômica e de padrões de uso e ocupação do e) Arco Faria Lima - Águas Espraiadas - Chucri o industrial;
solo, com a necessidade de equilíbrio na relação Zaidan;
entre emprego e moradia. II - recuperação da qualidade dos sistemas am-
f ) Arco Jurubatuba; bientais existentes, especialmente dos rios,
Parágrafo único. As porções dos territórios que córregos e áreas vegetadas, articulando-os
integram a Macroárea de Estruturação Metropo- II - Setor Eixos de Desenvolvimento, formado adequadamente com os sistemas urbanos,
litana passam por processos de mudanças nos pelos seguintes subsetores: principalmente de drenagem, saneamento
padrões de uso e ocupação e conversão econô- básico e mobilidade, com especial atenção à
a) Arco Jacu-Pêssego;
mica, com concentração de oportunidades de recuperação das planícies fluviais e mitigação
trabalho e emprego geradas pela existência de b) Avenida Cupecê; das ilhas de calor;
legados industriais herdados do passado, novas
atividades produtivas, polos de atividades terciá- c) Noroeste - Avenida Raimundo Pereira de III - manutenção da população moradora, in-
rias, grandes vias estruturais e infraestruturas Magalhães e Rodovia Anhanguera; clusive através da promoção da urbanização e
que fazem parte dos sistemas de transporte regularização fundiária de assentamentos pre-
d) Fernão Dias; cários e irregulares ocupados pela população de
coletivo de massa.
III - Setor Central, organizado a partir do ter- baixa renda com oferta adequada de serviços,
Art. 12. A Macroárea de Estruturação Metropo- ritório da Operação Urbana Centro e entorno. equipamentos e infraestruturas urbanas;
litana é composta por três setores, conforme
Mapa 2A, agregados a partir de dez subsetores § 1º Os objetivos específicos a serem alcançados IV - produção de HIS e HMP;
distintos: no Setor Orla Ferroviária e Fluvial da Macroárea V - incremento e qualificação da oferta de dife-
de Estruturação Metropolitana são: rentes sistemas de transporte coletivo, articulan-
I - Setor Orla Ferroviária e Fluvial, formado
pelos seguintes subsetores: I - transformações estruturais orientadas para do-os aos modos não motorizados de transporte
o maior aproveitamento da terra urbana com e promovendo melhorias na qualidade urbana
a) Arco Leste; o aumento nas densidades construtiva e de- e ambiental do entorno;

b) Arco Tietê; mográfica e implantação de novas atividades VI - regulação da produção imobiliária para
econômicas de abrangência metropolitana,

46
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO I - DA ESTRUTURAÇÃO E ORDENAÇÃO TERRITORIAL

captura, pela municipalidade, da valorização V - implantação de atividades não residenciais proximidade de diferentes tipologias residen-
imobiliária decorrente de investimentos pú- capazes de gerar emprego e renda; ciais para grupos de baixa, média e alta renda;
blicos, para financiamento de melhorias e be-
VI - redefinição dos parâmetros de uso e ocu- VII - revisão e atualização da Operação Urbana
nefícios públicos;
pação do solo para qualificação dos espaços Centro;
VII - redefinição dos parâmetros de uso e ocu- públicos e da paisagem urbana;

TÍTULO II
VIII - instituição de programas de requalificação
pação do solo para qualificação dos espaços
VII - minimização dos problemas das áreas urbana e integração entre os usos residenciais
públicos e da paisagem urbana;
com riscos geológico-geotécnicos e de inunda- e não residenciais para vários subsetores da
VIII - minimização dos problemas das áreas ções e solos contaminados, acompanhada da área central, considerando-se os usos não re-
com riscos geológico-geotécnicos e de inunda- prevenção do surgimento de novas situações sidenciais e suas especialidades, entre elas, a
ções e solos contaminados, acompanhada da de vulnerabilidade, em especial no que se re- zona cerealista, a área da Rua 25 de Março, o
prevenção do surgimento de novas situações fere à implantação de atividades em áreas de Mercado Municipal.
de vulnerabilidade; ocorrência de solos e rochas sujeitos a colapsos
§ 4º Para alcançar os objetivos previstos deverão
estruturais e subsidência, mapeados na Carta
IX - compatibilização de usos e tipologias de ser, nos prazos previstos no art. 76, elaborados
Geotécnica do Município de São Paulo;
parcelamento do solo urbano com as condicio- projetos de intervenção urbana nos subsetores
nantes geológico-geotécnicas e hidrológicas; VIII - incentivo à atividade econômico-industrial da Macroárea de Estruturação Metropolitana
de escala metropolitana. que poderão ser viabilizados através dos ins-
X - recuperação, preservação e proteção de trumentos urbanísticos previstos no Capítulo
imóveis relacionados ao patrimônio industrial § 3º Os objetivos específicos da Macroárea de Es- III do Título II desta lei.
e ferroviário, bem como locais de referência da truturação Metropolitana no Setor Central são:
memória operária, incentivando usos e ativida-
I - fortalecimento do caráter de centralidade mu- Subseção II - Da Macroárea de
des compatíveis com sua preservação;
nicipal, aumentando a densidade demográfica e
Urbanização Consolidada
XI - manutenção e estímulo ao emprego indus- a oferta habitacional, respeitando o patrimônio
trial e atividades econômicas de abrangência histórico, cultural e religioso, otimizando a
Art. 13. A Macroárea de Urbanização Consoli-
metropolitana. oferta de infraestrutura existente; renovando
dada localiza-se na região sudoeste do Municí-
os padrões de uso e ocupação e fortalecendo
§ 2º Os objetivos específicos a serem alcan- pio, é caracterizada por um padrão elevado de
a base econômica local;
çados no Setor Eixos de Desenvolvimento da urbanização, forte saturação viária, e elevada
Macroárea de Estruturação Metropolitana são: II - valorização das áreas de patrimônio cultu- concentração de empregos e serviços e é for-
ral com a proteção e recuperação de imóveis mada pelas zonas exclusivamente residenciais
I - promover transformações estruturais orien- e por bairros predominantemente residenciais
e locais de referência da população da cidade,
tadas para o maior aproveitamento da terra que sofreram um forte processo de transfor-
estimulando usos e atividades compatíveis com
urbana com o objetivo de ampliar a geração de a preservação e sua inserção na área central;
empregos e renda e intensificar as atividades
econômicas; III - qualificação da oferta de diferentes sis-
MACROÁREA DE
temas de transporte coletivo, articulando-os URBANIZAÇÃO CONSOLIDADA
II - recuperação da qualidade dos sistemas am- aos modos não motorizados de transporte e
bientais existentes, especialmente dos rios, promovendo melhorias na qualidade urbana
córregos e áreas vegetadas, articulando-os ade- e ambiental do entorno;
quadamente com os sistemas urbanos, princi-
palmente de drenagem, saneamento básico e IV - estímulo à provisão habitacional de inte-
mobilidade; resse social para a população de baixa e mé-
dia renda de modo a aproximar a moradia do
III - promoção da urbanização e regularização emprego;
fundiária de assentamentos precários e irregu-
lares ocupados pela população de baixa renda V - requalificação e reabilitação das áreas de-
com oferta adequada de serviços, equipamentos terioradas e subutilizadas, ocupadas de modo
e infraestruturas urbanas; precário pela população de baixa renda, como
cortiços, porões, quitinetes e moradias simila-
IV - incremento e qualificação da oferta de res, em bairros como Glicério, Cambuci, Liber-
diferentes sistemas de transporte coletivo, ar- Padrão elevado de urbanização, com grande
dade, Pari, Canindé, Brás, entre outros; concentração de empregos e serviços.
ticulando-os aos modos não motorizados de
transporte e promovendo melhorias na quali- VI - redefinição dos parâmetros de uso e ocu-
dade urbana e ambiental do entorno; pação do solo que promovam mescla e maior

47
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

mação, verticalização e atração de usos não padrão médio de urbanização e de oferta de racteriza-se pela existência de elevados índi-
residenciais, sobretudo serviços e comércio. serviços e equipamentos. ces de vulnerabilidade social, baixos índices
de desenvolvimento humano e é ocupada por
Parágrafo único. Os objetivos de ordenação do Parágrafo único. Os objetivos específicos da população predominantemente de baixa ren-
território na Macroárea da Urbanização Con- Macroárea da Qualificação da Urbanização são: da em assentamentos precários e irregulares,
solidada são:
I - controle dos processos de adensamento cons- que apresentam precariedades territoriais, ir-
I - controle do processo de adensamento cons- trutivo em níveis intermediários de modo a regularidades fundiárias, riscos geológicos e
trutivo e da saturação viária, por meio da con- evitar prejuízos para os bairros e sobrecargas de inundação e déficits na oferta de serviços,
tenção do atual padrão de verticalização, da no sistema viário local de áreas localizadas em equipamentos e infraestruturas urbanas.
restrição à instalação de usos geradores de pontos distantes dos sistemas de transporte
tráfego e do desestímulo às atividades não re- coletivo de massa; MACROÁREA DE REDUÇÃO DA
sidenciais incompatíveis com o uso residencial; VULNERABILIDADE URBANA
II - melhoria e complementação do sistema de
II - manutenção das áreas verdes significativas; mobilidade urbana, com integração entre os
sistemas de transporte coletivo, viário, ciclo-
III - estímulo ao adensamento populacional viário, hidroviário e de circulação de pedestres,
onde este ainda for viável, com diversidade dotando-o de condições adequadas de acessi-
social, para aproveitar melhor a infraestrutura bilidade universal e sinalizações adequadas;
instalada e equilibrar a relação entre oferta de
empregos e moradia; III - melhoria das condições urbanísticas dos
bairros existentes com oferta adequada de ser-
IV - incentivar a fruição pública e usos mistos viços, equipamentos e infraestruturas urbanas;
no térreo dos edifícios, em especial nas centra-
lidades existentes e nos eixos de estruturação IV - incentivo à consolidação das centralidades
da transformação urbana. de bairro existentes, melhorando a oferta de ser-
viços, comércios e equipamentos comunitários;
Elevado índice de áreas precárias, irregulares
Subseção III - Da Macroárea de V - ampliação da oferta de oportunidades de e de risco, com baixa oferta de infraestrutura
e equipamentos e com predominância de
Qualificação da Urbanização trabalho e emprego nos Eixos de Estruturação população de baixa renda.
da Transformação Urbana e centralidades exis-
Art. 14. A Macroárea de Qualificação da Urba- tentes, criando polos de atração em localidades
nização é caracterizada pela existência de usos intermediárias entre centro e periferia; § 1º Na Macroárea de Redução da Vulnerabi-
residenciais e não residenciais instalados em lidade Urbana, em decorrência do processo
VI - promoção da urbanização e regularização histórico de sua formação, predominam áreas
edificações horizontais e verticais, com um
fundiária de assentamentos precários e irregu- com baixa qualidade urbana e ambiental.
lares existentes, ocupados pela população de
baixa renda, com oferta adequada de serviços, § 2º Os objetivos específicos da Macroárea de
MACROÁREA DE QUALIFICAÇÃO DA
equipamentos e infraestruturas urbanas; Redução da Vulnerabilidade Urbana são:
URBANIZAÇÃO
VII - estímulo à provisão habitacional de inte- I - fortalecer as capacidades de proteção social
resse social para a população de baixa renda, a partir de melhorias nas condições de vida, de
incluindo pessoas que ocupam logradouros e convivência e de acesso às políticas públicas;
praças públicas, de forma a contribuir para a
II - incentivar usos não residenciais nos Eixos
redução do déficit habitacional existente;
de Estruturação da Transformação Urbana e
VIII - proteção, recuperação e valorização dos centralidades de bairro, para gerar empregos
bens e áreas de valor histórico, cultural e re- e reduzir a distância entre moradia e trabalho;
ligioso.
III - incentivar a consolidação das centralidades
de bairro existentes, melhorando a oferta dando
Subseção IV - Da Macroárea de prioridade à implantação de serviços, comér-
Redução da Vulnerabilidade Urbana cios e equipamentos comunitários, mediante
Combinação entre usos residenciais e não participação da população local nas decisões;
residenciais, com moderada oferta de
Art. 15. A Macroárea de Redução da Vulne-
equipamentos e serviços. IV - promover a urbanização e regularização
rabilidade Urbana localizada na periferia da
fundiária dos assentamentos urbanos precá-
área urbanizada do território municipal ca-

48
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO I - DA ESTRUTURAÇÃO E ORDENAÇÃO TERRITORIAL

rios, dotando-os de serviços, equipamentos e à segurança alimentar e à conservação dos REFERÊNCIAS EXTERNAS
infraestrutura urbana completa e garantindo serviços ambientais. 12 (Certificado conferido pela UNESCO, 9 de junho
a segurança na posse e a recuperação da qua- de 1994) Define a Reserva da Biosfera do Cinturão
§ 3º As características geológicas e geotécni- Verde da Cidade de São Paulo como parte inte-
lidade urbana e ambiental;
cas da Macrozona de Proteção e Recuperação grante da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica,
V - promover a construção de Habitação de Ambiental demandam critérios específicos de que contém os principais remanescentes florestais

TÍTULO II
do domínio Mata Atlântica e os ecossistemas as-
Interesse Social; ocupação, admitindo diversas tipologias de as-
sociados. Também abrange áreas de recuperação
sentamentos urbanos e atividades econômicas, da cobertura vegetal, que se perdeu, e que torna-
VI - melhorar e completar o sistema de mo- inclusive agrícolas e de extração mineral. se necessário recuperar.
bilidade urbana, com a integração entre os
sistemas de transporte coletivo, ferroviário, § 4º A Macrozona de Proteção e Recuperação
viário, cicloviário e de circulação de pedestres, Ambiental divide-se em 4 (quatro) macroáreas VI - promoção de atividades econômicas com-
dotando-o de condições adequadas de acessibi- delimitadas no Mapa 1A, anexo: patíveis com o desenvolvimento sustentável;
lidade universal e sinalizações adequadas, nos
I - Macroárea de Redução da Vulnerabilidade VII - melhoria das condições urbanas e am-
termos da legislação vigente;
e Recuperação Ambiental; bientais nos assentamentos, promovendo a
VII - minimizar os problemas existentes nas compatibilização entre a garantia de mora-
II - Macroárea de Controle e Qualificação Ur-
áreas com riscos geológico-geotécnicos, de inun- dias dignas e sua regularização, preservação
bana e Ambiental;
dações e decorrentes de solos contaminados e da qualidade ambiental e dos bens e áreas de
prevenção do surgimento de novas ocupações III - Macroárea de Contenção Urbana e Uso valor histórico e cultural;
e de situações de vulnerabilidade; Sustentável;
VIII - levantamento cadastral dos assentamentos
VIII - compatibilizar usos e tipologias de parce- IV - Macroárea de Preservação de Ecossistemas urbanos consolidados que ainda não integram
lamento do solo urbano com as condicionantes Naturais. os cadastros municipais para efeitos tributários
geológico-geotécnicas e de relevo; e de controle de uso e ocupação do solo;
§ 5º As macroáreas de Contenção Urbana e
IX - proteger, recuperar e valorizar os bens e Uso Sustentável e de Preservação de Ecossis- IX - eliminação e redução das situações de vul-
áreas de valor histórico, cultural, paisagístico temas Naturais correspondem à zona rural do nerabilidade urbana que expõem diversos gru-
e religioso. Município. pos sociais, especialmente os de baixa renda, a
situações de riscos, perigos e ameaças;
Art. 17. Os objetivos específicos da Macrozona
SEÇÃO II - DA MACROZONA DE de Proteção e Recuperação Ambiental são: X - minimização dos problemas existentes nas
PROTEÇÃO E RECUPERAÇÃO áreas com riscos geológico-geotécnicos, de
AMBIENTAL I - conservação e recuperação dos serviços am- inundações e decorrentes de solos contami-
bientais prestados pelos sistemas ambientais nados e prevenção do surgimento de novas
Art. 16. A Macrozona de Proteção e Recupera- existentes, em especial aqueles relacionados situações de risco;
ção Ambiental, conforme Mapa 1 anexo, é um com a produção da água, biodiversidade, pro-
teção do solo e regulação climática; XI - contenção da expansão urbana sobre áreas
território ambientalmente frágil devido às suas
de interesse ambiental e de proteção e recu-
características geológicas e geotécnicas, à pre- II - proteção da biodiversidade, dos recursos peração dos mananciais hídricos e áreas de
sença de mananciais de abastecimento hídrico hídricos e das áreas geotecnicamente frágeis; produção agrícola sustentável;
e à significativa biodiversidade, demandando
cuidados especiais para sua conservação. III - compatibilização de usos e tipologias de XII - cumprimento das determinações previs-
parcelamento do solo urbano com as condicio- tas para as Unidades de Conservação de Prote-
§ 1º A Macrozona de Proteção e Recuperação nantes de relevo, geológico-geotécnicas, com a ção Integral, inclusive zona de amortecimento,
Ambiental tem função precípua de prestar ser- legislação de proteção e recuperação aos ma- e de Uso Sustentável13 existentes e as que vierem
viços ambientais essenciais para a sustentação nanciais e com a preservação de bens e áreas a ser criadas, nos termos da legislação federal,
da vida urbana das gerações presentes e futuras. de valor histórico, paisagístico, arqueológico, estadual e municipal pertinentes;
§ 2º A Macrozona de Proteção e Recuperação cultural e religioso;
Ambiental contém remanescentes florestais IV - respeito à legislação referente à Mata Atlân- REFERÊNCIAS EXTERNAS
significativos em diversos estágios sucessionais e tica, à proteção e recuperação dos mananciais 13 (Lei 9.985, de 18 de julho de 2000) Áreas com
áreas de produção agrícola que contribuem para e às Unidades de Conservação; características naturais relevantes a serem prote-
a manutenção da biodiversidade, conservação gidas, nas quais o objetivo básico é a preservação
do solo e manutenção dos recursos hídricos V - compatibilidade com as diretrizes socioam- da natureza, sendo admitido o uso indireto de seus
superficiais e subterrâneos, bem como para bientais da Reserva da Biosfera do Cinturão recursos naturais.
a produção de alimentos e serviços essenciais Verde da Cidade de São Paulo12;

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PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

XIII - gestão integrada das unidades de conser- biental, baixos índices de desenvolvimento nas áreas com riscos geológico-geotécnicos,
vação estaduais e municipais e terras indígenas; humano e assentamentos precários e irregu- de inundações e decorrentes de solos conta-
lares, como favelas, loteamentos irregulares, minados e prevenção do surgimento de novas
XIV - garantia de proteção das terras indígenas, conjuntos habitacionais populares, que apre- situações de vulnerabilidade;
delimitadas e em processo de homologação, sentam diversos tipos de precariedades territo-
imprescindíveis à preservação dos recursos VII - incentivo à consolidação das centralidades
riais e sanitárias, irregularidades fundiárias e
ambientais necessários ao bem-estar e à repro- de bairro existentes, facilitando a implantação
déficits na oferta de serviços, equipamentos e
dução física e cultural desses povos, segundo de serviços, comércios e equipamentos comu-
infraestruturas urbanas, ocupada predominan-
seus usos e costumes, de forma a coibir a ocu- nitários;
temente por moradias da população de baixa
pação dessas áreas; renda que, em alguns casos, vive em áreas de VIII - compatibilização de usos e tipologias
XV - articulação entre órgãos e entidades mu- riscos geológicos e de inundação. para o parcelamento e uso do solo urbano com
nicipais, estaduais e federais para garantir a as condicionantes geológico-geotécnicas e de
§ 1º Na Macroárea de Redução da Vulnerabi-
conservação, preservação e recuperação urbana relevo, com a legislação estadual de proteção
lidade e Recuperação Ambiental a ocupação
e ambiental, inclusive a fiscalização integrada e recuperação aos mananciais e a legislação
decorrente da produção pública e privada de
do território; referente às unidades de conservação existentes,
baixa renda, a falta de investimentos públi-
inclusive sua zona de amortecimento;
XVI - articulação com municípios vizinhos para cos articulados entre si e a irregularidade da
a construção de estratégias integradas de con- ocupação resultam em várias áreas com baixa IX - universalização do saneamento ambiental,
servação e recuperação ambiental; qualidade ambiental e comprometimento da inclusive para os assentamentos isolados, em
prestação de serviços ambientais. especial os assinalados nos Mapas 6 e 7 anexos,
XVII - proteção das zonas exclusivamente re- respeitadas as condicionantes de relevo, geológi-
sidenciais, observadas as disposições dos arts. § 2º Os objetivos específicos da Macroárea de
co-geotécnicas, a legislação estadual de proteção
27 e 33 desta lei. Redução da Vulnerabilidade e Recuperação
e recuperação aos mananciais e a legislação
Ambiental são:
referente às unidades de conservação existentes,
Subseção I - Da Macroárea de I - fortalecimento das capacidades de proteção incluindo sua zona de amortecimento;
Redução da Vulnerabilidade e social a partir de melhorias nas condições so-
X - proteção, recuperação e valorização dos bens
cioambientais, de convivência e de acesso às
Recuperação Ambiental e áreas de valor histórico, cultural, religioso e
políticas públicas;
ambiental;
Art. 18. A Macroárea de Redução da Vulnera- II - promoção da urbanização e regularização
bilidade e Recuperação Ambiental localiza-se XI - incentivar usos não residenciais nos eixos
fundiária dos assentamentos urbanos precá-
no extremo da área urbanizada do território de estruturação da transformação urbana e nas
rios, dotando-os de serviços, equipamentos e
municipal, e se caracteriza pela predominância centralidades de bairro, visando gerar empregos
infraestrutura urbana completa e garantindo
de elevados índices de vulnerabilidade socioam- e reduzir a distância entre moradia e trabalho.
a segurança na posse e a recuperação da qua-
lidade urbana e ambiental;
MACROÁREA DE REDUÇÃO DA VULNERABILIDADE Subseção II - Da Macroárea de
III - construção de Habitação de Interesse Social
URBANA E RECUPERAÇÃO AMBIENTAL
para reassentamento de populações moradoras Controle e Qualificação Urbana e
de áreas de risco, de áreas de preservação per- Ambiental
manente, quando não houver outra alternativa,
e das que residem em assentamentos precários Art. 19. A Macroárea de Controle e Qualificação
na Macrozona de Proteção Ambiental; Urbana e Ambiental é caracterizada pela existên-
cia de vazios intraurbanos com ou sem cober-
IV - articulação entre órgãos e entidades muni- tura vegetal e áreas urbanizadas com distintos
cipais e estaduais para garantir a conservação, padrões de ocupação, predominantemente
preservação e recuperação urbana e ambiental; horizontais, ocorrendo, ainda, reflorestamento,
áreas de exploração mineral, e algumas áreas
V - melhoria e complementação do sistema de
com concentração de atividades industriais,
mobilidade com a integração entre os sistemas
sendo este um território propício para a quali-
de transporte coletivo, viário, cicloviário e de
ficação urbanística e ambiental e para provisão
circulação de pedestres, dotando-o de condi-
Elevado nível de vulnerabilidade de habitação, equipamentos e serviços, respei-
ções adequadas de acessibilidade universal e
socioambiental, com presença de tadas as condicionantes ambientais.
assentamentos precários e irregulares. sinalizações adequadas;
Parágrafo único. Os objetivos específicos da
VI - minimização dos problemas existentes

50
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO I - DA ESTRUTURAÇÃO E ORDENAÇÃO TERRITORIAL

de transporte coletivo, viário, cicloviário e de Art. 20. A Macroárea de Contenção Urbana e


MACROÁREA DE CONTROLE E circulação de pedestres, dotando-o de condi- Uso Sustentável, conforme Mapa 2 anexo, lo-
QUALIFICAÇÃO URBANA E AMBIENTAL ções adequadas de acessibilidade universal e calizada ao sul do território municipal é carac-
sinalização; terizada pela existência de fragmentos signifi-
cativos de vegetação nativa, entremeados por
VII - minimização dos riscos geológico-geotéc- atividades agrícolas, sítios e chácaras de recreio

TÍTULO II
nicos e dos riscos decorrentes da contaminação que protegem e/ou impactam, em graus distin-
do solo e prevenção de novas situações de risco; tos, a qualidade dos recursos hídricos e da bio-
VIII - controle, qualificação e regularização das diversidade, com características geológico-
atividades não residenciais existentes, inclusive geotécnicas e de relevo que demandam critérios
as industriais, em especial na bacia hidrográfica específicos para ocupação, abrigando também
do córrego Aricanduva; áreas de exploração mineral, ativas e desativa-
das.
IX - recuperação das áreas mineradas e degra-
dadas suscetíveis a processos erosivos, minimi- § 1º A Macroárea de Contenção Urbana e Uso
zando a ocorrência de poluição difusa; Sustentável localiza-se integralmente na Área
Áreas vazias ou subutilizadas (com ou sem
cobertura vegetal) e áreas de reflorestamento de Proteção de Mananciais definida na legis-
e exploração mineral, com ocupação X - universalização do saneamento ambiental, lação estadual14, abrangendo o território das
predominantemente horizontal. por meio da expansão da rede de água e esgoto Áreas de Proteção Ambiental Capivari-Monos15
e de outras tecnologias adequadas a cada caso; e Bororé-Colônia16.

Macroárea de Controle e Qualificação Urbana XI - apoio e incentivo à agricultura urbana e REFERÊNCIAS EXTERNAS

e Ambiental são: periurbana; 14 (Lei Estadual nº 898, 1 de dezembro de 1975)


Disciplina o uso do solo para a proteção dos ma-
I - melhoria das condições urbanísticas e am- XII - proteção do patrimônio ambiental, his- nanciais, reservatórios, cursos d’água e demais
bientais dos bairros existentes com oferta ade- tórico e cultural; recursos hídricos de interesse da Região Metro-
quada de serviços, equipamentos e infraes- politana de São Paulo.
XIII - manutenção e incentivo das atividades
truturas; (Lei Municipal nº 13.136, 9 de julho de 2001)
minerárias e usos correlatos, assegurando a 15
Cria a Área de Proteção Ambiental municipal do
II - incentivo aos usos não residenciais, inclusive condição rural dos imóveis.
Capivari-Monos, Unidade de Conservação de Uso
as atividades industriais e de logística, visan- Sustentável, localizada no sul do município de São
do à ampliação da oferta de oportunidades de Subseção III - Da Macroárea de Paulo. A APA está dentro da Reserva da Biosfera
trabalho e a redução do deslocamento entre do Cinturão Verde de São Paulo, e abriga em seu
Contenção Urbana e Uso território formações de vegetação da Mata Atlântica,
moradia e trabalho;
Sustentável aldeias indígenas e recursos hídricos estratégicos
III - promoção da urbanização e regularização para o abastecimento de água da Região Metro-
politana de São Paulo.
fundiária dos assentamentos urbanos precários
e irregulares existentes, dotando-os de servi- MACROÁREA DE CONTENÇÃO URBANA
16 (Lei Municipal nº 14.162, 24 de maio de 2006)
E USO SUSTENTÁVEL
ços, equipamentos e infraestruturas urbanas, Cria a Área de Proteção Ambiental municipal do
garantido o direito social à moradia adequada; Bororé-Colônia, localizada no sul do município de
São Paulo.
IV - contenção da expansão e do adensamento
construtivo e demográfico dos assentamentos
§ 2º A Macroárea de Contenção Urbana e Uso
urbanos precários e irregulares existentes;
Sustentável integra a zona rural, sendo vedado
V - construção de habitações de interesse social o parcelamento do solo para fins urbanos.
nos vazios intraurbanos, definidos como ZEIS
§ 3º Os objetivos específicos da Macroárea de
4, com provisão de equipamentos e serviços,
Contenção Urbana e Uso Sustentável são:
respeitadas as condicionantes ambientais, para
reassentamento de populações moradoras na I - contenção da urbanização do território;
própria Macrozona de Proteção Ambiental, em
especial aquelas provenientes de áreas de risco II - proteção da paisagem rural considerando
Grandes parcelas de vegetação natural
e de preservação permanente; seu valor ambiental, histórico e cultural;
intercaladas com atividades agrícolas e
chácaras, localizadas integralmente na Área
VI - melhoria e complementação do sistema de de Proteção e Recuperação de Mananciais. III - promoção do desenvolvimento da zona rural
mobilidade com a integração entre os sistemas

51
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO LEI Nº 16.050/2014 TEXTO DA LEI ILUSTRADO

com sustentabilidade ambiental, econômica e REFERÊNCIAS EXTERNAS II - preservação dos bens e áreas de interesse
social, e estímulo à agricultura orgânica; 17 Porções de ecossistemas naturais ou semina- histórico e cultural;
turais, ligando Unidades de Conservação com o
IV - conservação e recuperação dos fragmentos objetivo específico de promover a conectividade III - proteção das espécies vegetais e animais,
florestais, corredores ecológicos17 e das áreas entre estas áreas fragmentadas. especialmente as ameaçadas de extinção;
de preservação permanente;
18 (Lei Estadual nº 898, de 1 de novembro de IV - respeito às fragilidades geológico-geotéc-
V - manutenção da permeabilidade do solo e 1975) Disciplina o uso do solo para a proteção nicas e de relevo dos seus terrenos;
dos mananciais, cursos e reservatórios de água e
controle dos processos erosivos;
demais recursos hídricos de interesse da Região V - implementação e gestão das unidades de
Metropolitana da Grande São Paulo.
VI - compatibilização dos usos com as condi- conservação existentes;
cionantes geológico-geotécnicas e de relevo 19 (Lei Federal nº 11.428, 22 de dezembro de 2006)
VI - criação de novas unidades de conservação
dos terrenos, com a legislação de proteção e Dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação
nativa do Bioma Mata Atlântica, com objetivo de de proteção integral;
recuperação aos mananciais18 e com a legisla-
promover o desenvolvimento sustentável, a defesa
ção referente à Mata Atlântica19; VII - promoção de atividades ligadas à pesquisa,
da biodiversidade, da saúde humana, dos valores
paisagísticos, estéticos e turísticos, do regime ao ecoturismo e à educação ambiental.
VII - gestão integrada das unidades de conser-
hídrico e da estabilidade social.
vação estaduais e municipais e terras indígenas;
20 (Decreto nº 5.746, 5 de abril de 2006) A Reser- MACROÁREA DE PRESERVAÇÃO DOS
VIII - garantia de proteção às terras indígenas, va Particular do Patrimônio Natural - RPPN é uni- ECOSSISTEMAS NATURAIS
delimitadas e em processo de homologação, dade de conservação de domínio privado, com o
de forma a coibir a ocupação dessas áreas até objetivo de conservar a diversidade biológica.
que sua situação seja definida pelo Ministério
da Justiça;
Subseção IV - Da Macroárea de
IX - garantia de saneamento ambiental com Preservação de Ecossistemas
uso de tecnologias adequadas a cada situação; Naturais
X - garantia de trafegabilidade das estradas
rurais, conservando a permeabilidade do solo Art. 21. A Macroárea de Preservação de Ecos-
e minimizando os impactos sobre os recursos sistemas Naturais, conforme Mapa 2 anexo,
hídricos e a biodiversidade; é caracterizada pela existência de sistemas
ambientais cujos elementos e processo ainda
XI - manutenção e recuperação dos serviços conservam suas características naturais.
ambientais prestados pelos sistemas ambientais Áreas de remanescentes florestais que
existentes, em especial aqueles relacionados § 1º Na Macroárea de Preservação de Ecossis- conservam suas características naturais e

com a produção da água, conservação da bio- temas Naturais predominam áreas de rema- ricas em biodiversidade; não inclui nenhum
assentamento urbano.
diversidade, regulação climática e proteção nescentes florestais naturais e ecossistemas
ao solo; associados com expressiva distribuição espacial
e relativo grau de continuidade e conservação,
XII - manutenção das áreas de mineração ati- mantenedoras da biodiversidade e conserva-
va, com controle ambiental, e recuperação ção do solo, bem como várzeas preservadas, SEÇÃO III - DA REDE
ambiental das áreas de mineração paralisadas cabeceiras de drenagem, nascentes e cursos DE ESTRUTURAÇÃO E
e desativadas; d’água ainda pouco impactados por atividades TRANSFORMAÇÃO URBANA
antrópicas e áreas com fragilidades geológico-
XIII - incentivo à criação de Reservas Particu-
geotécnicas e de relevo suscetíveis a processos
lares do Patrimônio Natural (RPPN)20;
erosivos, escorregamentos ou outros movimen- Subseção I - A Rede Estrutural de
XIV - cumprimento das determinações previstas tos de massa. Transporte Coletivo
para as Unidades de Conservação de Proteção
§ 2º A Macroárea de Preservação de Ecossiste-
Integral, inclusive zona de amortecimento, e Art. 22. A rede estrutural de transportes coleti-
mas Naturais integra a zona rural.
de Uso Sustentável existentes e as que vierem vos é o sistema de infraestrutura que propicia
a ser criadas, nos termos da legislação federal, § 3º Os objetivos específicos da Macroárea de a implantação dos eixos de estruturação da
estadual e municipal pertinente. Preservação de Ecossistemas Naturais são: transformação urbana.

§ 4º (VETADO) I - manutenção das condições naturais dos ele- § 1º As áreas que integram os eixos de estrutu-
mentos e processos que compõem os sistemas ração da transformação urbana estão definidas
ambientais; por faixas de influências do sistema estrutural de

52
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO I - DA ESTRUTURAÇÃO E ORDENAÇÃO TERRITORIAL

transporte coletivo de média e alta capacidade social na proximidade do sistema estrutural de des significativas e áreas protegidas, localizado
que atravessam as macroáreas que integram a transporte coletivo; em todo o território do Município, que constitui
zona urbana do Município, conforme Mapas 3 seu arcabouço ambiental e desempenha fun-
V - promover a qualificação urbanística e am-
e 3A anexos, considerando as linhas, ativas ou ções estratégicas para garantir o equilíbrio e a
biental, incluindo a ampliação de calçadas,
em planejamento, do trem, metrô, monotrilho, sustentabilidade urbanos.
enterramento da fiação e instalação de galerias
VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), VLP (Veículo

TÍTULO II
para uso compartilhado de serviços públicos; Art. 25. Os objetivos urbanísticos e ambientais
Leve sobre Pneus) e corredores de ônibus mu-
estratégicos relacionados à recuperação e prote-
nicipais e intermunicipais de média capacidade VI - garantir espaço para a ampliação da oferta ção da rede hídrica ambiental são os seguintes:
com operação em faixa exclusiva à esquerda de serviços e equipamentos públicos;
do tráfego geral. I - ampliar progressivamente as áreas permeá-
VII - desestimular o uso do transporte individual veis ao longo dos fundos de vales e cabeceiras
§ 2º Os eixos de estruturação da transforma- motorizado, articulando o transporte coletivo de drenagem, as áreas verdes significativas e
ção urbana são porções do território onde é com modos não motorizados de transporte; a arborização, especialmente na Macrozona
necessário um processo de transformação do
VIII - orientar a produção imobiliária da ini- de Estruturação e Qualificação Urbana, para
uso do solo, com o adensamento populacional
ciativa privada de modo a gerar: minimização dos processos erosivos, enchentes
e construtivo articulado a uma qualificação
e ilhas de calor;
urbanística dos espaços públicos, mudança dos
a) diversificação nas formas de implantação
padrões construtivos e ampliação da oferta de II - ampliar os parques urbanos e lineares para
das edificações nos lotes;
serviços e equipamentos públicos. equilibrar a relação entre o ambiente construído
b) maior fruição pública nos térreos dos em- e as áreas verdes e livres e garantir espaços de
Art. 23. Os objetivos urbanísticos estratégicos preendimentos; lazer e recreação para a população;
a serem cumpridos pelos eixos de estruturação
da transformação urbana são os seguintes: c) fachadas ativas no térreo dos edifícios; III - integrar as áreas de vegetação significativa
d) ampliação das calçadas, dos espaços livres, de interesse ecológico e paisagístico, protegi-
I - promover melhor aproveitamento do solo
das áreas verdes e permeáveis nos lotes; das ou não, de modo a garantir e fortalecer
nas proximidades do sistema estrutural de
sua proteção e preservação e criar corredores
transporte coletivo com aumento na densidade e) convivência entre os espaços públicos e priva- ecológicos;
construtiva21, demográfica22, habitacional23 e dos e entre usos residenciais e não residenciais;
de atividades urbanas; IV - proteger nascentes, olhos d´água, cabeceiras
f ) ampliação da produção de Habitação de In- de drenagem e planícies aluviais;
REFERÊNCIAS EXTERNAS teresse Social e de mercado popular;
21  Relação entre a quantidade de área construí- V - recuperar áreas degradadas, qualificando-as
IX - prever a implantação de mercados populares
da em uma determinada área e a superfície des- para usos adequados;
ta área. com áreas para o comércio ambulante e usos
complementares, em especial em locais com VI - articular, através de caminhos de pedestres
22 Relação entre a população total de uma deter-
grande circulação de pedestres e nas proximida- e ciclovias, preferencialmente nos fundos de
minada área e a superfície desta área.
des de estações de trem e metrô e terminais de vale, as áreas verdes significativas, os espaços
23 Relação entre a quantidade de unidades resi- ônibus, observando-se a compatibilidade entre livres e os parques urbanos e lineares;
denciais de uma determinada área e a superfície o equipamento, as instalações, o fluxo seguro
desta. VII - promover, em articulação com o Governo
de pedestres e as normas de acessibilidade.
Estadual, estratégias e mecanismos para dis-
Parágrafo único. Nos eixos de estruturação ciplinar a drenagem de águas subterrâneas.
II - compatibilizar o adensamento com o res-
da transformação urbana, poderão ser desen-
peito às características ambientais, geológico- § 1º Na hipótese de ser necessária remoção
volvidos Projetos de Intervenção Urbana para
geotécnicas e os bens e áreas de valor histórico, de população moradora em assentamentos
promover os objetivos estabelecidos no “caput”
cultural, paisagístico e religioso; informais para a implementação de quaisquer
desse artigo.
ações ligadas aos objetivos estabelecidos no
III - qualificar as centralidades existentes e
“caput” deverá ser garantida a construção de
estimular a criação de novas centralidades in- Subseção II - Da Rede Hídrica habitações de interesse social em local próxi-
crementando a oferta de comércios, serviços e
Ambiental mo na mesma região e, caso não seja possível,
emprego, em especial na Macroárea de Redução
preferencialmente na mesma Subprefeitura ou
da Vulnerabilidade Urbana e na Macroárea de
Art. 24. A rede hídrica ambiental, conforme na mesma macroárea.
Redução da Vulnerabilidade e Recuperação
Mapa 5 anexo, é constituída pelo conjunto de
Ambiental; § 2º Para implementar os objetivos estabelecidos
cursos d´água, cabeceiras de drenagem, nas-
centes, olhos d´água e planícies aluviais, e dos no “caput” desse artigo, deverá ser implemen-
IV - ampliar a oferta de habitações de interesse
parques urbanos, lineares e naturais, áreas ver- tado o Programa de Recuperação dos Fundos

53
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

de Vale, detalhado no art. 272 e criados instru- públicos, da moradia, da rede de equipamentos CAPÍTULO II - DA
mentos para permitir a implantação dos parques urbanos e sociais e de parques lineares, exis-
planejados, descritos no Quadro 7 anexo. tentes ou planejados; REGULAÇÃO DO
§ 3º Poderão ser desenvolvidos Projetos de In- III - aprimorar e articular o sistema de mobili- PARCELAMENTO, USO E
tervenção Urbana para garantir os objetivos dade local ao Sistema de Transporte Coletivo, OCUPAÇÃO DO SOLO E
estabelecidos no “caput” desse artigo. priorizando os modos de transporte não mo-
torizados;
DA PAISAGEM URBANA
§ 4º A Rede Hídrica Ambiental tem como uni-
dade territorial de estudo e planejamento a IV - promover o desenvolvimento econômi-
bacia hidrográfica, respeitadas as unidades co local visando ao incremento de atividades SEÇÃO I - DAS DIRETRIZES PARA A
político-administrativas do Município e consi- produtivas articuladas às transformações do REVISÃO DA LPUOS
deradas as diferentes escalas de planejamento território como mecanismo de inclusão social;
e intervenção. Art. 27. De acordo com os objetivos e diretrizes
V - garantir, em todos os distritos, no horizonte
expressos neste PDE para macrozonas, macroá-
temporal previsto nesta lei, a implantação da
reas e rede de estruturação da transformação
Subseção III - Da Rede de rede básica de equipamentos e de serviços pú-
urbana, a legislação de Parcelamento, Uso e
Estruturação Local blicos de caráter local nas áreas de educação,
Ocupação do Solo - LPUOS deve ser revista,
saúde, cultura, esporte, lazer, segurança, áreas
simplificada e consolidada segundo as seguin-
Art. 26. A Rede de Estruturação Local com- verdes e atendimento ao cidadão, dimensio-
tes diretrizes:
preende porções do território destinadas ao nados para atender à totalidade da população
desenvolvimento urbano local, mediante in- residente.
tegração de políticas e investimentos públicos REVISÃO DA LEI DE PARCELAMENTO,
§ 3º Os objetivos estabelecidos no “caput” desse USO E OCUPAÇÃO DO SOLO
em habitação, saneamento, drenagem, áreas
artigo poderão ser implementados por meio de
verdes, mobilidade e equipamentos urbanos De acordo com os objetivos e diretrizes
Projeto de Intervenção Urbana.
e sociais, especialmente nas áreas de maior expressos neste PDE a Lei de Parcelamento,
vulnerabilidade social e ambiental. Uso e Ocupação do Solo (LPUOS) deve ser
revista, simplificada e consolidada.
§ 1º Esses territórios são caracterizados a partir
A LPUOS deverá ser encaminhada
da articulação dos elementos locais dos seguin- à Câmara Municipal no prazo de
tes Sistemas Urbanos e Ambientais: 180 180 dias a partir da entrada em
dias
vigor desta lei.
I - sistema de áreas protegidas, áreas verdes e
espaços livres;
I - evitar a dissociação entre a disciplina legal,
II - sistema de saneamento ambiental; a realidade urbana e as diretrizes de desenvol-
vimento urbano estabelecidas neste PDE;
III - sistema de mobilidade;
II - simplificar sua redação para facilitar sua
IV - sistema de equipamentos urbanos e sociais;
compreensão, aplicação e fiscalização;
V - polos e centralidades previstos na política
III - considerar as condições ambientais, da in-
de desenvolvimento econômico sustentável.
fraestrutura, circulação e dos serviços urbanos;
§ 2º Os objetivos da Rede de Estruturação Local
IV - estabelecer parâmetros e mecanismos
são:
relacionados à drenagem das águas pluviais,
I - promover a intervenção, mediante projetos que evitem o sobrecarregamento das redes,
urbanísticos que integrem as políticas e inves- alagamentos e enchentes;
timentos públicos, especialmente nas áreas de
V - criar parâmetros de ocupação do solo rela-
risco nos territórios de alta vulnerabilidade
cionados a aspectos geológicos, geotécnicos e
social e urbana;
hidrológicos;
II - requalificar os sistemas ambientais da ci-
VI - condicionar a implantação de atividades
dade, considerando as infraestruturas de sa-
que demandem a utilização de águas subterrâ-
neamento e drenagem, a partir da constituição
neas ou interferência com o lençol freático em
e articulação de espaços livres que contribua
terrenos e glebas localizados em área de ocor-
para a ampliação e requalificação dos espaços

54
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO II - DA REGULAÇÃO DO PARCELAMENTO, USO E OCUPAÇÃO DO SOLO E DA PAISAGEM URBANA

rência de maciços de solo e rocha sujeitos a número máximo à compensação urbanística ser exigida a criação de RPPN municipal ou
riscos de colapsos estruturais e subsidência, por sua utilização; a doação para parque ou área verde pública
mapeados na Carta Geotécnica do Município municipal;
XV - evitar conflitos entre os usos impactantes
de São Paulo24, à apresentação de estudos geo-
e sua vizinhança; XXV - promover, nas macroáreas de Contenção
técnicos e hidrogeológicos que demonstrem a
Urbana e Uso Sustentável e de Preservação de
segurança da implantação;

TÍTULO II
XVI - criar formas efetivas para prevenir e mi- Ecossistemas Naturais, atividades ligadas à pes-
tigar os impactos causados por empreendi-
REFERÊNCIAS EXTERNAS quisa, ao ecoturismo e à educação ambiental;
mentos ou atividades classificados como polos
24  Documento cartográfico que traz informações geradores de tráfego ou geradores de impacto XXVI - considerar, na disciplina de uso e ocupa-
sobre as características do meio físico, sua estru-
de vizinhança; ção do solo, a compatibilidade com os planos de
tura geológica e geomorfológica, bem como pro-
blemas existentes ou esperados. Esta ferramenta manejo das unidades de conservação, inclusive
XVII - promover o adensamento construtivo
pode ser utilizada para o planejamento urbano de normas relativas às zonas de amortecimento
e populacional e a concentração de usos e ati-
determinada área, contribuindo para a elaboração dessas unidades;
de critérios de ocupação. vidades em áreas com transporte coletivo de
média e alta capacidade instalado e planejado; XXVII - evitar disciplinar de forma desigual
o uso e a ocupação do solo de áreas com as
VII - criar mecanismos para proteção da vege- XVIII - estimular a reabilitação do patrimônio mesmas características ao longo de avenidas
tação arbórea significativa; arquitetônico, especialmente na área central, que atravessam os limites de subprefeituras,
criando regras e parâmetros que facilitem a ou determinam os limites entre elas;
VIII - estimular a requalificação de imóveis reciclagem e retrofit das edificações para no-
protegidos pela legislação de bens culturais, vos usos; XXVIII - definir precisamente os limites dos
criando normas que permitam sua ocupação atuais e futuros corredores de comércio e ser-
por usos e atividades adequados às suas caracte- XIX - criar normas para a regularização de edi- viços em ZER, bem como as atividades neles
rísticas e ao entorno em todas as zonas de uso; ficações, de forma a garantir estabilidade e se- permitidas, adequando-os às diretrizes de equi-
gurança, para permitir sua adequada ocupação líbrio entre usos residenciais e não residenciais;
IX - proporcionar a composição de conjuntos pelos usos residenciais e não residenciais;
urbanos que superem exclusivamente o lote XXIX - adotar medidas para redução de veloci-
como unidade de referência de configuração XX - criar normas para destinação de área pú- dade dos veículos automotores, visando garantir
urbana, sendo também adotada a quadra como blica quando o remembramento de lotes for a segurança de pedestres e ciclistas, tais como
referência de composição do sistema edificado; utilizado para a implantação de empreendi- “traffic calming”;
mentos de grande porte;
X - promover a articulação entre espaço públi- XXX - estudar a possibilidade da instalação
co e espaço privado, por meio de estímulos à XXI - criar, nas áreas rurais, um padrão de uso e do funcionamento de instituições de longa
manutenção de espaços abertos para fruição e ocupação compatível com as diretrizes de de- permanência para idosos em áreas delimitadas
pública no pavimento de acesso às edificações; senvolvimento econômico sustentável previstas, e restritas em ZER, mantidas as características
em especial as relacionadas às cadeias produ- urbanísticas e paisagísticas dessa zona;
XI - estimular a implantação de atividades de tivas da agricultura e do turismo sustentáveis;
comércio e serviços nas regiões onde a densi- XXXI - criar formas efetivas para preservação e
dade populacional é elevada e há baixa oferta XXII - criar, nas áreas onde a rede viária ainda proteção das áreas verdes significativas;
de emprego, criando regras para a adequada é inadequada, principalmente nas macroáreas
convivência entre usos residenciais e não re- de redução da vulnerabilidade, uma relação XXXII - criar formas de incentivo ao uso de siste-
sidenciais; entre usos permitidos e características da via mas de cogeração de energia e equipamentos e
compatíveis com o tecido urbano local sem instalações que compartilhem energia elétrica,
XII - estimular o comércio e os serviços locais, impedir a instalação de atividades geradoras eólica, solar e gás natural, principalmente nos
especificamente os instalados em fachadas de renda e emprego; empreendimentos de grande porte;
ativas, com acesso direto e abertura para o
logradouro; XXIII - definir, nas áreas de proteção aos ma- XXXIII - garantir, na aprovação de projetos de
nanciais, disciplina compatível com a legislação parcelamento e edificação, o uso seguro das
XIII - fomentar o uso misto no lote entre usos estadual; áreas com potencial de contaminação e con-
residenciais e não residenciais, especialmente taminadas, inclusive águas subterrâneas, de
nas áreas bem servidas pelo transporte público XXIV - condicionar, na Macrozona de Proteção acordo com a legislação pertinente;
coletivo de passageiros; e Recuperação Ambiental, o parcelamento e a
urbanização de glebas com maciços arbóreos XXXIV - criar incentivos urbanísticos para os
XIV - estabelecer limites mínimos e máximos significativos à averbação prévia da área verde, proprietários que doarem ao Município áreas
de área construída computável destinada a es- que passará a integrar o Sistema de Áreas Prote- necessárias à ampliação do sistema viário e do
tacionamento de veículos, condicionando o gidas, Áreas Verdes e Espaços Livres, podendo sistema de áreas verdes, proporcionarem usos

55
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

mistos no mesmo lote, produzirem unidades mar e construir unidades complementares às Ocupação do Solo - LPUOS deverá apresentar
de Habitação de Interesse Social; instaladas nesses polos; estratégia para controle de:

XXXV - (VETADO) XLV - nos perímetros das zonas exclusivamente I - parcelamento do solo, englobando dimensões
residenciais ZER-1 e nos corredores existentes mínimas e máximas de lotes e quadras;
XXXVI - identificar áreas ZEPAG localizadas nas não incidirão índices e parâmetros urbanísticos
extremidades periféricas e próximas às áreas II - remembramento de lotes, englobando di-
menos restritivos do que aqueles atualmente
urbanas, incorporando-as às ZEIS para constru- mensões máximas do lote resultante e previsão
aplicados;
ção de moradias de interesse social, respeitadas das condições para destinação de áreas públicas;
as disposições da legislação ambiental; XLVI - criar condições especiais para a constru-
III - densidades construtivas e demográficas;
ção de edifícios-garagem em áreas estratégicas
XXXVII - prever, para garantir a fluidez do como as extremidades dos eixos de mobilidade IV - volumetria da edificação no lote e na quadra;
tráfego nas vias do sistema viário estrutural, urbana, junto às estações de metrô, monotrilho
restrições e condicionantes à implantação de V - relação entre espaços públicos e privados;
e terminais de integração e de transferência
empreendimentos nos lotes lindeiros a estas entre modais;
vias; VI - movimento de terra e uso do subsolo sujeito
XLVII - (VETADO) a aprovação do Plano de Intervenção pelo órgão
XXXVIII - rever a classificação de áreas locali- público competente, quando se tratar de terra
zadas em ZPI que já não têm mais atividades XLVIII - nos bairros tombados pela legislação de contaminada ou com suspeita de contaminação;
industriais, adequando seu enquadramento às bens culturais, serão observadas as restrições
diretrizes de desenvolvimento estabelecidas das resoluções dos órgãos municipal, estadual e VII - circulação viária, polos geradores de tráfego
para a região e às características predominantes federal de preservação do patrimônio cultural. e estacionamentos;
de ocupação do entorno;
§ 1º (VETADO) VIII - insolação, aeração, permeabilidade do
XXXIX - rever a classificação de áreas demar- solo e índice mínimo de cobertura vegetal;
§ 2º Os Planos de Bairro, quando existentes,
cadas como ZEPAM ocupadas com refloresta-
deverão ser considerados na revisão da legisla- IX - usos e atividades;
mento, agricultura ou extrativismo, que não
ção de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo
tenham os atributos que justificaram a criação X - funcionamento das atividades incômodas;
- LPUOS, Lei nº 13.885, de 25 de agosto de 2004.
da ZEPAM, adequando seu enquadramento às
diretrizes de desenvolvimento estabelecidas XI - áreas não edificáveis;
Art. 28. A legislação de Parcelamento, Uso e
para a região e às características de ocupação Ocupação do Solo - LPUOS, segundo os objeti- XII - fragilidade ambiental e da aptidão física à
do entorno, respeitado o disposto no art. 69 vos e diretrizes estabelecidos nesta lei, deverá urbanização, especialmente as áreas suscetíveis
desta lei; estabelecer normas relativas a: à ocorrência de deslizamentos, inundações ou
XL - retificar a delimitação de ZEPAM que tenha processos geológicos e hidrológicos correlatos
I - condições físicas, ambientais e paisagísticas
incluídos em seus perímetros loteamentos pro- indicados no Mapeamento de Áreas de Risco e
para as zonas e zonas especiais e suas relações
tocolados ou aprovados anteriores a sua criação; na Carta Geotécnica do Município de São Paulo;
com os sistemas de infraestrutura, obedecendo
às diretrizes estabelecidas para cada macroárea; XIII - bens e áreas de valor histórico, cultural,
XLI - prever as condições de controle para que as
atividades mineradoras possam continuar pro- paisagístico e religioso;
II - condições de acesso a serviços, equipa-
duzindo de forma ambientalmente adequada; mentos e infraestrutura urbana disponíveis e XIV - áreas de preservação permanente;
planejados;
XLII - garantir a manutenção e ampliação das XV - espaços para instalação de galerias para uso
áreas industriais compatíveis com o entorno III - parcelamento, usos e volumetria compatí- compartilhado de serviços públicos, inclusive
e prever a criação de novas áreas adequadas veis com os objetivos da política de desenvolvi- centrais de produção de utilidades energéticas
às especificidades do uso industrial, de modo mento urbano estabelecidos nesta lei; localizadas;
a garantir a preservação do nível de emprego
industrial na cidade; IV - condições de conforto ambiental; XVI - poluição atmosférica e qualidade do ar;

XLIII - identificar os polos de saúde, educação e V - (VETADO) XVII - poluição atmosférica sonora;
pesquisa, demarcando seus perímetros e áreas
VI - acessibilidade nas edificações e no espaço XVIII - interferências negativas na paisagem
de abrangência;
público. urbana.
XLIV - criar condições especiais de uso e ocu-
Parágrafo único. (VETADO)
pação do solo que permitam aos polos de saúde
SEÇÃO II - DA CLASSIFICAÇÃO DOS
e educação ocuparem áreas ou quadras no seu Art. 29. A legislação de Parcelamento, Uso e
entorno com o objetivo de regularizar, refor-
USOS E ATIVIDADES

56
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO II - DA REGULAÇÃO DO PARCELAMENTO, USO E OCUPAÇÃO DO SOLO E DA PAISAGEM URBANA

Art. 30. A legislação de Parcelamento, Uso e § 3º Os usos e atividades serão classificados de pessoas e do número de vagas de estaciona-
Ocupação do Solo deverá classificar o uso do de acordo com os incisos do § 2º em razão do mento criadas.
solo em: impacto que causam, especialmente:
§ 4º A LPUOS poderá criar novas subcategorias
I - residencial, que envolve a moradia de um I - impacto urbanístico em relação à sobrecarga de uso e rever relação entre usos permitidos,
indivíduo ou grupo de indivíduos; da infraestrutura instalada e planejada para zonas de uso e categorias de via, adequando

TÍTULO II
os serviços públicos ou alteração negativa da essa disciplina às diretrizes expressas neste
II - não residencial, que envolve: paisagem urbana; PDE, especialmente as relacionadas nos incisos
a) atividades comerciais; do art. 27 desta lei.
II - poluição atmosférica sonora (não particu-
b) de serviços; lada), em relação ao conjunto de fenômenos
vibratórios que se propagam num meio físico SEÇÃO III - DO ZONEAMENTO
c) industriais; e elástico (ar, água ou sólido), gerando impacto
sonoro indesejável pelo uso de máquinas, uten- Art. 31. A divisão do território municipal em
d) institucionais.
sílios ruidosos, aparelhos sonoros ou similares, zonas deve observar os objetivos e as diretrizes
meios de transporte aéreo, hídrico ou terrestre definidos nesta lei para as macrozonas, macroá-
motorizado e concentração de pessoas ou ani- reas, rede de estruturação da transformação
CLASSIFICAÇÃO DO USO DO SOLO
mais em recinto fechado ou ambiente externo, urbana e rede hídrica ambiental.
que cause ou possa causar prejuízo à saúde, ao
Os tipos de uso do solo devem ser Art. 32. O zoneamento do Município deverá
classificados, na Lei de Parcelamento, Uso e bem-estar e/ou às atividades dos seres humanos,
incluir, dentre outras, as seguintes zonas:
Ocupação do Solo (Zoneamento), em: da fauna e da flora;
I - Zona Exclusivamente Residencial - ZER;
III - poluição atmosférica particulada relativa
ao uso de combustíveis nos processos de pro- II - Zonas Predominantemente Residenciais
RESIDENCIAL e NÃO RESIDENCIAL dução ou lançamento de material particulado - ZPR;
que, por sua vez, se divide em:
inerte e gases contaminantes prejudiciais ao
meio ambiente e à saúde humana na atmosfera III - Zonas Mistas - ZM;
COMERCIAL
acima do admissível; IV - Zonas de Centralidades - ZC;
SERVIÇOS IV - poluição hídrica relativa à geração de efluen- V - Zona de Desenvolvimento Econômico - ZDE;
tes líquidos incompatíveis ao lançamento na
INDUSTRIAL rede hidrográfica ou sistema coletor de esgotos VI - Zona Predominantemente Industrial - ZPI;
ou poluição do lençol freático;
VII - Zona de Ocupação Especial - ZOE;
INSTITUCIONAL
V - poluição por resíduos sólidos relativa à pro-
VIII - Zona de Preservação e Desenvolvimento
dução, manipulação ou estocagem de resíduos
Sustentável - ZPDS;
sólidos, com riscos potenciais ao meio ambiente
§ 1º As categorias de uso não residencial po- e à saúde pública; IX - Zonas Especiais de Interesse Social - ZEIS;
derão ser subdivididas em subcategorias com VI - vibração por meio do uso de máquinas ou X - Zonas Especiais de Preservação Cultural -
regulação própria. equipamentos que produzam choque ou vibra- ZEPEC;
§ 2º As categorias de uso não residencial serão ção sensível além dos limites da propriedade;
XI - Zonas Especiais de Preservação Ambiental
classificadas segundo níveis de incomodidade e VII - periculosidade em relação às atividades - ZEPAM;
compatibilidade com o uso residencial, com a que apresentam risco ao meio ambiente e à
vizinhança e adequação ao meio ambiente em: XII - Zona Especial de Preservação - ZEP;
saúde humana, em função da radiação emitida,
I - não incômodas, que não causam impacto da comercialização, uso ou estocagem de ma-
XIII - Zona de Transição - ZT.
nocivo ao meio ambiente e à vida urbana; teriais perigosos compreendendo explosivos,
gás natural e liquefeito de petróleo (GLP), com- § 1º As zonas especiais são porções do território
II - incômodas compatíveis com o uso resi- bustíveis infláveis e tóxicos, conforme normas com diferentes características ou com destina-
dencial; que regulem o assunto; ção específica que requerem normas próprias de
uso e ocupação do solo, podendo estar situadas
III - incômodas incompatíveis com o uso re- VIII - geração de tráfego pela operação ou atra-
em qualquer macrozona do Município.
sidencial; ção de veículos pesados, tais como caminhões,
ônibus ou geração de tráfego intenso, em razão § 2º (VETADO)
IV - compatíveis com o desenvolvimento sus-
do porte do estabelecimento, da concentração
tentável. § 3º (VETADO)

57
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

Art. 35. As Zonas Mistas - ZM são porções do


AS ZONAS PREDEFINIDAS PARA A LPUOS território destinadas à implantação de usos
residenciais e não residenciais, inclusive no
ZER Zona Exclusivamente Residencial: destinada, apenas, para usos residenciais. mesmo lote ou edificação, segundo critérios
gerais de compatibilidade de incomodidade e
Zona Predominantemente Residencial: destinada para usos residenciais e não residenciais, desde
ZPR que suas atividades sejam compatíveis com usos residenciais. qualidade ambiental, que têm como referência
Zona Mista: destinada para usos residenciais e não residenciais, podendo inclusive estar presente
o uso residencial podendo ser subdivididas em
ZM as duas atividades no mesmo lote ou edificação. zonas mistas de baixa, média e alta densidades.
Zona de Centralidade: destinada para localização de atividades típicas de áreas centrais ou centros
ZC de bairro, coexistindo usos residenciais e não residenciais. Parágrafo único. (VETADO)

ZDE
Zona de Desenvolvimento Econômico: destinada à manutenção e modernização de atividades Art. 36. As Zonas de Centralidades - ZC são
produtivas, em especial vinculadas ao desenvolvimento tecnológico.
porções do território destinadas à localização
Zona Predominantemente Industrial: destinada para implantação de usos industriais e usos não de atividades típicas de áreas centrais ou de sub-
ZPI residenciais incômodos a usos residenciais.
centros regionais ou de bairros, caracterizadas
ZOE Zona de Ocupação Especial: destinada para usos específicos, com características únicas na cidade.
pela coexistência entre os usos não residenciais
ZPDS
Zona de Preservação e Desenvolvimento Sustentável: destinadas a conservação da paisagem e a e a habitação, porém com predominância de
implantação de atividades compatíveis com a manutenção dos recursos ambientais.
usos não residenciais, podendo ser subdivididas
Zona Especial de Interesse Social: destinada, predominantemente, à moradia digna para em zonas de centralidades de baixa, média e
ZEIS população de baixa renda.
alta densidade.
ZEPEC Zona Especial de Preservação Cultural: destinada à preservação de bens de valor cultural.

Zona Especial de Proteção Ambiental: destinada à proteção de áreas que prestam serviços Art. 37. As Zonas de Desenvolvimento Eco-
ZEPAM ambientais. nômico - ZDE são porções do território com
Zona Especial de Preservação: destinada à preservação de Unidades de Conservação de Proteção predominância de uso industrial, destinadas à
ZEP Integral. manutenção, incentivo e modernização desses
ZT Zona de Transição: destinada à transição de densidade e volumetria e uso entre zonas distintas. usos, às atividades produtivas de alta intensidade
em conhecimento e tecnologia e aos centros de
pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológi-
§ 4º (VETADO) § 2º A vegetação das Zonas Exclusivamente co, entre outras atividades econômicas onde não
Residenciais, quando for considerada signifi- deverão ser permitidos os empreendimentos
Art. 33. As Zonas Exclusivamente Residenciais cativa pelo órgão ambiental, passará a integrar imobiliários para uso residencial.
- ZER são porções do território destinadas ex- o sistema de áreas verdes do Município.
clusivamente ao uso residencial de habitações Art. 38. As Zonas Predominantemente Indus-
unifamiliares e multifamiliares, tipologias di- § 3º A Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação triais - ZPI são porções do território destinadas
ferenciadas, níveis de ruído compatíveis com do Solo e os Planos Regionais regulamentarão à implantação de usos diversificados onde a
o uso exclusivamente residencial e com vias de as interfaces das Zonas Exclusivamente Resi-
tráfego leve e local, podendo ser classificadas denciais através de dispositivos que garantam
ZONA EXCLUSIVAMENTE
em: a adequada transição de intensidade de usos,
RESIDENCIAL (ZER)
volumetrias, gabaritos e outros parâmetros
I - ZER-1, de baixa densidade construtiva e de- com as demais zonas. Porção do território destinada
mográfica; exclusivamente ao uso residencial, com
§ 4º Os corredores de comércio e serviços em tipologias diferenciadas e níveis de ruído
II - ZER-2, de média densidade construtiva e compatíveis com o uso e com vias de tráfego
ZER deverão manter as características paisa- leve e local. Há 3 tipos de ZER; veja abaixo
demográfica; e gísticas da zona. definições para a ZER-1, de baixa densidade
construtiva e demográfica:
III - ZER-3, de alta densidade construtiva e de- § 5º (VETADO)
mográfica.
Art. 34. As Zonas Predominantemente Resi- 10m Gabarito máximo na
§ 1º Nas ZER-1, o gabarito de altura máximo ZER-1 igual a 10m
denciais - ZPR são porções do território des-
da edificação é igual a 10 (dez) metros e ficam tinadas majoritariamente ao uso residencial
estabelecidos os seguintes coeficientes de apro- de habitações unifamiliares, multifamiliares Coeficientes de
veitamento: Aproveitamento Básico e
e aos serviços de moradia, tais como casas de
Máximo iguais a 1,0 na
I - mínimo igual a 0,05 (cinco centésimos); repouso e asilos, bem como atividades não re- ZER-1, o que significa que a
sidenciais compatíveis com o uso residencial, área da edificação =
II - básico igual a 1,0 (um); com densidades demográficas e construtivas 1x área do terreno
baixas e médias.
III - máximo igual a 1,0 (um).

58
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO II - DA REGULAÇÃO DO PARCELAMENTO, USO E OCUPAÇÃO DO SOLO E DA PAISAGEM URBANA

preferência é dada aos usos industriais incô- à ampliação do sistema viário e do sistema de manter a população moradora e promover a
modos e às atividades não residenciais incô- áreas verdes, proporcionarem usos mistos no regularização fundiária e urbanística, recupe-
modas, restringindo empreendimentos de uso mesmo lote, produzirem unidades de Habitação ração ambiental e produção de Habitação de
residencial. de Interesse Social, destinarem a faixa resultante Interesse Social;
do recuo frontal para fruição pública, dentre
Parágrafo único. A produção de Habitação de II - ZEIS 2 são áreas caracterizadas por glebas ou
outras medidas estabelecidas em lei.

TÍTULO II
Interesse Social - HIS 1 poderá ser admitida lotes não edificados ou subutilizados, adequados
ouvida a CAEHIS. à urbanização e onde haja interesse público
SEÇÃO IV - DA ZONA ESPECIAL DE ou privado em produzir Empreendimentos de
Art. 39. As Zonas de Ocupação Especial - ZOE
INTERESSE SOCIAL (ZEIS) Habitação de Interesse Social;
são porções do território destinadas a abrigar
predominantemente atividades que, por suas III - ZEIS 3 são áreas com ocorrência de imóveis
características únicas, como aeroportos, centros Subseção I - Dos Conceitos e ociosos, subutilizados, não utilizados, encorti-
de convenção, grandes áreas de lazer, recreação çados ou deteriorados localizados em regiões
Classificação da ZEIS
e esportes, necessitem disciplina especial de dotadas de serviços, equipamentos e infraes-
uso e ocupação do solo. truturas urbanas, boa oferta de empregos, onde
Art. 44. As Zonas Especiais de Interesse So-
haja interesse público ou privado em promover
Art. 40. As Zonas de Transição - ZT são porções cial (ZEIS), demarcadas nos Mapas 4 e 4A, são
Empreendimentos de Habitação de Interesse
do território que têm como função a transição porções do território destinadas, predominan-
Social;
de densidade e volumetria e uso entre zonas temente, à moradia digna para a população
com densidades demográficas e construtivas da baixa renda por intermédio de melhorias IV - ZEIS 4 são áreas caracterizadas por glebas ou
distintas. urbanísticas, recuperação ambiental e regula- lotes não edificados e adequados à urbanização
rização fundiária de assentamentos precários e e edificação situadas na Área de Proteção aos
Art. 41. As Zonas de Preservação e Desenvol- irregulares, bem como à provisão de novas Ha- Mananciais das bacias hidrográficas dos reser-
vimento Sustentável - ZPDS são porções do bitações de Interesse Social - HIS e Habitações vatórios de Guarapiranga e Billings, exclusiva-
território destinadas à conservação da paisa- de Mercado Popular - HMP a serem dotadas de mente nas Macroáreas de Redução da Vulnera-
gem e à implantação de atividades econômicas equipamentos sociais, infraestruturas, áreas bilidade e Recuperação Ambiental e de Controle
compatíveis com a manutenção e recuperação verdes e comércios e serviços locais, situadas e Recuperação Urbana e Ambiental, destinadas
dos serviços ambientais por elas prestados, em na zona urbana. à promoção de Habitação de Interesse Social
especial os relacionados às cadeias produtivas para o atendimento de famílias residentes em
da agricultura e do turismo, de densidades de- § 1º Para efeito da disciplina de parcelamento,
assentamentos localizados na referida Área de
mográfica e construtiva baixas. uso e ocupação do solo, as disposições relativas
Proteção aos Mananciais, preferencialmente
às ZEIS prevalecem sobre aquelas referentes a
Parágrafo único. A revisão da LPUOS poderá em função de reassentamento resultante de
qualquer outra zona de uso incidente sobre o
incorporar aos perímetros das ZPDS as atuais plano de urbanização ou da desocupação de
lote ou gleba.
Zonas de Lazer e Turismo - ZLT e Zonas Espe- áreas de risco e de preservação permanente,
ciais de Produção Agrícola e Extração Mine- § 2º Nas ZEIS, o agente promotor público e com atendimento à legislação estadual;
ral - ZEPAG, quando as características dessas privado deve comprovar o atendimento aos
V - ZEIS 5 são lotes ou conjunto de lotes, prefe-
áreas e as diretrizes para sua ocupação forem percentuais mínimos de área construída por
rencialmente vazios ou subutilizados, situados
correspondentes às das ZPDS. faixas de renda, referente à HIS 1, em ZEIS
em áreas dotadas de serviços, equipamentos e
1, ZEIS 2, ZEIS 3 e ZEIS 4, e de HIS em ZEIS 5
Art. 42. A tipologia de zonas, descrita nos arts. infraestruturas urbanas, onde haja interesse
estabelecidos no Quadro 4 da presente lei.
32 a 40 desta lei, ressalvada a ZER-1, poderá ser privado em produzir empreendimentos habita-
ampliada na revisão da LPUOS com a criação § 3º Novas ZEIS podem ser demarcadas na cionais de mercado popular e de interesse social.
de novos tipos e com a divisão das zonas cita- revisão da legislação de Parcelamento, Uso e
§ 1º Deverá ser evitada a demarcação de novas
das em subtipos considerando características Ocupação do Solo.
ZEIS nas áreas que apresentem risco à saúde ou
físico-ambientais, densidades demográfica e
Art. 45. As ZEIS classificam-se em 5 (cinco) à vida, salvo quando saneados, e em terrenos
construtiva existentes e planejadas, tipologia
categorias, definidas nos seguintes termos: onde as condições físicas e ambientais não
de edificações e diversidade de atividades per- recomendem a construção.
mitidas, segundo os objetivos e as diretrizes de I - ZEIS 1 são áreas caracterizadas pela pre-
desenvolvimento urbano definidos neste PDE. sença de favelas, loteamentos irregulares e § 2º Não será admitida a demarcação de ZEIS
empreendimentos habitacionais de interesse 2, 3, 4 e 5 em áreas totalmente ocupadas por
Art. 43. A revisão da legislação de Parcela-
social, e assentamentos habitacionais populares, vegetação remanescente de Mata Atlântica ou
mento, Uso e Ocupação do Solo poderá prever
habitados predominantemente por população inseridas totalmente em Áreas de Preservação
incentivos urbanísticos para os proprietários
de baixa renda, onde haja interesse público em Permanente (APP).
que doarem ao Município áreas necessárias

59
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

ZONA ESPECIAL DE INTERESSE SOCIAL (ZEIS): TIPOS DE ZONAS

As áreas demarcadas como ZEIS são porções do território destinadas, predominantemente, à promoção de moradia digna para população de baixa renda.
Foram definidos 5 tipos de ZEIS:

ZEIS 1 ZEIS 2 ZEIS 3 ZEIS 4 ZEIS 5

Áreas caracterizadas pela Áreas caracterizadas por glebas Áreas com ocorrência de Áreas caracterizadas por glebas Lotes ou conjunto de lotes,
presença de favelas e ou lotes não edificados ou imóveis ociosos, subutilizados, ou lotes não edificados, preferencialmente vazios ou
loteamentos irregulares e subutilizados, adequados à não utilizados, encortiçados ou adequados à urbanização e à subutilizados, situados em
habitadas predominantemente urbanização deteriorados em regiões edificação e situados nas Áreas áreas dotadas de serviços,
por população de baixa renda dotadas de serviços, de Proteção e Recuperação de equipamentos e infraestruturas
equipamentos e infraestrutura Mananciais urbanas

Art. 46. As definições de HIS e HMP, segundo produzidas a partir da aprovação desta lei será Art. 49. (VETADO)
as faixas de renda familiar a que se destinam, regulamentada pelo Executivo, com observância
Art. 50. Os planos de urbanização de ZEIS 1
estão no Quadro 1 anexo a esta lei, e se aplicam das normas específicas de programas habita-
deverão ser formulados preferencialmente pelo
a qualquer macroárea e zona de uso em que cionais que contam com subvenção da União,
Executivo, com a participação direta de seus
sejam permitidas. do Estado ou do Município.
respectivos moradores e conselhos gestores.
Parágrafo único. Os valores da renda familiar
Subseção II - Das Regras Aplicáveis § 1º Os moradores, suas entidades represen-
mensal para HIS e HMP definidos no Quadro 1
tativas e os membros do respectivo Conselho
anexo deverão ser atualizados anualmente pela às ZEIS
Gestor da ZEIS 1 poderão tomar a iniciativa
Prefeitura, a cada mês de janeiro, de acordo
de elaborar planos de urbanização, que serão
com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Art. 48. Nas ZEIS 1 e 3, quando habitadas por
submetidos à Prefeitura para aprovação.
Amplo (IPCA)25 ou o que vier a substituí-lo, e população de baixa renda, deverão ser cons-
publicados no Diário Oficial da Cidade, obser- tituídos Conselhos Gestores compostos por § 2º No caso de iniciativa definida no parágra-
vando-se que: representantes dos moradores, do Executivo e fo anterior, assim como para a realização de
REFERÊNCIAS EXTERNAS
da sociedade civil organizada, para participar da regularização fundiária, a Prefeitura poderá
formulação e implementação das intervenções disponibilizar assistência técnica, jurídica e
25  Índice oficial do Governo Federal para medi-
a serem realizadas em suas áreas. social à população moradora das ZEIS.
ção das metas inflacionárias; abrange, principal-
mente, as regiões metropolitanas.
§ 1º Moradores de áreas já ocupadas, poderão Art. 51. Os planos de urbanização em ZEIS 1
solicitar ao Executivo a criação de Conselhos devem conter, de acordo com as características
I - para HIS 1 o valor atualizado não poderá Gestores, desde que tenha a anuência expressa e dimensão da área, os seguintes elementos:
ultrapassar 3 (três) salários mínimos; de ao menos 20% (vinte por cento) dos mora-
dores da área da respectiva ZEIS. I - análise sobre o contexto da área, incluin-
II - para HIS 2 o valor atualizado não poderá do aspectos físico-ambientais, urbanísticos,
ultrapassar 6 (seis) salários mínimos; § 2º (VETADO) fundiários, socioeconômicos e demográficos,
entre outros;
III - para HMP o valor atualizado não poderá § 3º (VETADO)
ultrapassar 10 (dez) salários mínimos. II - cadastramento dos moradores da área,
§ 4º A instalação do Conselho Gestor deverá
a ser realizado pela Secretaria Municipal de
Art. 47. A indicação da demanda para as uni- preceder a elaboração do plano de urbanização,
dades de Habitação de Interesse Social - HIS que por ele deverá ser aprovado.

60
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO II - DA REGULAÇÃO DO PARCELAMENTO, USO E OCUPAÇÃO DO SOLO E DA PAISAGEM URBANA

Habitação, consultado o Conselho Gestor da IX - formas de participação dos beneficiários § 3º Nas ZEIS 1 situadas em Áreas de Proteção
respectiva ZEIS; na implementação da intervenção; e Recuperação dos Mananciais, aplicam-se as
disposições das leis estaduais específicas.
III - diretrizes, índices e parâmetros urbanísticos X - plano de ação social e de pós-ocupação;
para o parcelamento, uso e ocupação do solo; Art. 52. Nas ZEIS 3 que contenham um conjunto
XI - soluções para a regularização fundiária do de imóveis ou de quadras deverá ser elaborado

TÍTULO II
IV - projeto para o remembramento e parcela- assentamento, de forma a garantir a segurança um projeto de intervenção contendo, de acordo
mento de lotes, no caso de assentamentos ocu- de posse dos imóveis para os moradores; com as características e dimensão da área, os
pados e para a implantação de novas unidades
XII - soluções e instrumentos aplicáveis para via- seguintes elementos:
quando necessário;
bilizar a regularização dos usos não residenciais I - análise sobre o contexto da área, incluin-
V - atendimento integral por rede pública de já instalados, em especial aqueles destinados à do aspectos físico-ambientais, urbanísticos,
água e esgotos, bem como coleta, preferen- geração de emprego e renda e à realização de fundiários, socioeconômicos e demográficos,
cialmente seletiva, regular e transporte dos atividades religiosas e associativas de caráter entre outros;
resíduos sólidos; social.
II - cadastramento dos moradores da área, quan-
VI - sistema de drenagem e manejo das águas § 1º Os planos de urbanização poderão abranger do ocupada, a ser realizado pela Secretaria Mu-
pluviais; áreas distintas demarcadas como ZEIS, bem nicipal de Habitação, validado pelos membros
como partes de uma única ZEIS.
VII - previsão de áreas verdes, equipamentos do Conselho Gestor da respectiva ZEIS;
sociais e usos complementares ao habitacional, § 2º Em ZEIS 1, a regularização do parcelamen- III - projeto com proposta para o parcelamento
a depender das características da intervenção; to do solo, bem como das edificações e usos ou remembramento de lotes e plano de massas
pré-existentes, deverá observar as diretrizes,
VIII - dimensionamento físico e financeiro das associado a quadro de áreas construídas por uso;
índices e parâmetros urbanísticos estabeleci-
intervenções propostas e das fontes de recursos dos pelo plano de urbanização aprovado pelo IV - previsão de áreas verdes, equipamentos
necessários para a execução da intervenção; respectivo Conselho Gestor e pela CAEHIS. sociais e usos complementares ao habitacional,
a depender das características da intervenção;

ZONA ESPECIAL DE INTERESSE SOCIAL (ZEIS): CONSELHO GESTOR

Para garantir a participação popular no


processo de promoção de Habitação de PLANOS DE URBANIZAÇÃO (para ZEIS 1)
Interesse Social em ZEIS, deverão ser
• Análise sobre o contexto da área • Soluções e instrumentos para viabilizar a geração
constituídos Conselhos Gestores nas
de emprego e renda
ZEIS 1 e 3, quando habitadas por • Cadastramento dos moradores
população de baixa renda. • Critérios e procedimentos para o
• Diretrizes, índices e parâmetros urbanísticos para
remembramento de lotes
o parcelamento, uso e ocupação do solo e
Os Conselhos Gestores participarão da instalação de infraestrutura • Formas de participação popular na
formulação, aprovação e implementação implementação do plano de urbanização
dos Planos de Urbanização ou Projetos • Projetos das intervenções urbanísticas necessárias
de Intervenção a serem realizados em à recuperação física da área, bem como seu • Formas de integração entre políticas públicas
suas áreas: dimensionamento financeiro • Estimativas de custo e fontes de recursos
• Soluções para a regularização fundiária dos • Plano de ação social e de pós-ocupação
assentamentos e cortiços
CONSELHO GESTOR
composto por:

PROJETO DE INTERVENÇÃO (para ZEIS 3)

• Análise sobre o contexto da área • Dimensionamento físico e financeiro das


intervenções propostas
• Cadastramento dos moradores
• Formas de participação dos beneficiários
• Diretrizes, índices e parâmetros urbanísticos para
MORADORES SOCIEDADE PODER o parcelamento, uso e ocupação do solo e • Estimativas de custos e fontes de recursos
DE ZEIS CIVIL PÚBLICO instalação de infraestrutura urbana, áreas verdes, • Plano de ação social e pós-ocupação
equipamentos e outros usos
• Soluções para a regularização fundiária
• Critérios, procedimentos, condições e limites para
o remembramento e parcelamento de lotes • Soluções e instrumentos para viabilizar a geração
de emprego e renda

61
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

V - dimensionamento físico e financeiro das Art. 54. Nas ZEIS 4, além do disposto no artigo
intervenções propostas e das fontes de recursos anterior ficam estabelecidas as seguintes dis- ZONA ESPECIAL DE INTERESSE SOCIAL
necessários para a execução da intervenção; posições complementares: (ZEIS): USO E OCUPAÇÃO

VI - formas de participação dos moradores da I - atendimento às diretrizes e parâmetros da Empreendimentos em terrenos com área
superior a 1.000m2 em ZEIS 1, 2, 4 e 5 e
área, quando ocupada, e dos futuros benefi- legislação estadual de proteção aos mananciais; superior a 500m2 em ZEIS 3, devem destinar
ciários quando previamente organizados, na obrigatoriamente parte da área construída
II - atendimento por sistema completo de total para Habitação de Interesse Social.
implementação da intervenção;
abastecimento de água, coleta, tratamento e
VII - plano de ação social e de pós-ocupação; disposição final ou exportação de esgotos e
sistema de coleta regular de resíduos sólidos,
VIII - soluções para a regularização fundiária, incluindo programas de redução, reciclagem e
de forma a garantir a segurança de posse dos reúso desses resíduos, observadas as disposi-
imóveis para os moradores. INCENTIVO AO USO MISTO
ções específicas de cada subárea de ocupação
Áreas destinadas a usos não
§ 1º O projeto de intervenção, no caso das ZEIS dirigida, estabelecidas pelas leis estaduais de residenciais que ocupem até
3, poderá ser elaborado como uma Área de proteção e recuperação dos mananciais. 20% da área construída
computável total serão
Estruturação Local ou Área de Intervenção Ur- Parágrafo único. As ZEIS 4 inseridas nas APAs consideradas não computáveis
bana - AIU e poderá utilizar o Reordenamento Bororé-Colônia e Capivari-Monos serão desti-
Urbanístico Integrado, previstos no arts. 134, nadas exclusivamente ao reassentamento das INCENTIVO ECONÔMICO
145 e seguintes desta lei. famílias oriundas de ZEIS 1 situadas no interior Para promover a construção
§ 2º Nas ZEIS 3, em caso de demolição de edifica- da APA, garantido o acompanhamento do pro- moradia social, a outorga
cesso pelo respectivo Conselho Gestor. onerosa para HIS será gratuita
ção usada como cortiço, as moradias produzidas e haverá desconto para HMP
no terreno deverão ser destinadas prioritaria-
mente à população moradora no antigo imóvel. Subseção III - Da Disciplina de Uso
§ 3º Nas ZEIS 3, no caso de reforma de edificação e Ocupação do Solo em ZEIS construída para HIS 1 e HIS 2 de acordo com
existente para a produção de EHIS, serão ad- o “caput” e § 1º deste artigo, o licenciamento
mitidas, a critério da Comissão de Avaliação de Art. 55. Em ZEIS, o licenciamento de edificação de planos e projetos de parcelamento do solo,
Empreendimentos de HIS - CAEHIS, variações nova ou de reforma com mudança de uso de- em data posterior à aprovação desta lei, sub-
de parâmetros e normas edilícias, sem prejuízo verá atender à destinação de percentuais mí- meterá todos os lotes resultantes à exigência
das condições de estabilidade, segurança e nimos de área construída total para HIS 1 e HIS de destinação de área construída para HIS in-
salubridade das edificações e equipamentos. 2, conforme Quadro 4, anexo à presente lei. dependentemente das dimensões dos lotes
§ 1º As exigências estabelecidas no “caput” resultantes.
Art. 53. Nas ZEIS 2 e 4 ficam estabelecidas as
seguintes disposições complementares: aplicam-se aos imóveis dotados de área de ter- § 3º Em ZEIS, a reforma sem mudança de uso
reno superior a 1.000m2 (mil metros quadrados) que envolver a demolição ou ampliação de 50%
I - averbação prévia de área verde, podendo esta situados em ZEIS 1, 2, 4 e 5, bem como àqueles (cinquenta por cento) ou mais do total da área
ser doada para a criação de parque municipal dotados de área de terreno superior a 500m2 edificada no lote será considerada edificação
ou praça pública; (quinhentos metros quadrados) quando situados nova para fins de aplicação das exigências es-
em ZEIS 3, excetuados os imóveis: tabelecidas no “caput” deste artigo.
II - preservação, ou recuperação quando for o
caso, das áreas de preservação permanente; I - públicos destinados a equipamentos sociais § 4º As exigências estabelecidas no “caput”
de educação, saúde, assistência social, cultura, deste artigo poderão ser atendidas tendo por
III - atendimento integral por rede pública de
esportes e lazer, bem como à infraestrutura referência um conjunto de lotes, contíguos ou
água e esgotos, bem como coleta, preferen-
urbana; não, desde que:
cialmente seletiva, regular e transporte dos
resíduos sólidos; II - integrantes do Sistema Municipal de Áreas I - os lotes estejam localizados em ZEIS, na
Protegidas, Áreas Verdes e Espaços Livres; mesma Subprefeitura;
IV - sistema de drenagem e manejo das águas
pluviais; III - classificados como ZEPEC-BIR, tombados II - sejam observados no conjunto de lotes, para
ou que tenham processo de tombamento aber- cálculo do total de área construída destinada
V - atendimento às condicionantes dos planos
to pelo órgão competente de qualquer ente para HIS 1 e HIS 2, as exigências estabelecidas
de manejo quando se tratar de área inserida
federativo. no Quadro 4 para cada lote, conforme as ca-
em unidade de conservação, inclusive zona de
amortecimento. § 2º Em ZEIS, no caso de imóveis que se en- tegorias de ZEIS nas quais os lotes envolvidos
quadram na exigência de destinação de área estiverem localizados.

62
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO II - DA REGULAÇÃO DO PARCELAMENTO, USO E OCUPAÇÃO DO SOLO E DA PAISAGEM URBANA

§ 5º A emissão do Certificado de Conclusão da 2004, até a sua revisão, aplicando-se para a ZEIS Subseção IV - Da Disciplina dos
totalidade das HIS exigidas nos termos deste 5 os mesmos parâmetros da ZEIS 3. Empreendimentos EHIS e EHMP
artigo constitui condição para a emissão do
§ 3º Todas as categorias de uso do solo integran-
Certificado de Conclusão26 das edificações cor- Art. 59. Os Empreendimentos de Habitação
tes de EZEIS, inclusive usos não residenciais,
respondentes aos demais usos licenciados. de Interesse Social - EHIS e Empreendimentos
deverão obedecer à disciplina específica de

TÍTULO II
REFERÊNCIAS EXTERNAS parcelamento, uso e ocupação do solo para de Habitação de Mercado Popular - EHMP são
EHIS e EHMP. permitidos em todo o território do Município,
26  (Lei Municipal nº 11.228, de 25 de junho de
1992) Documento expedido pela Prefeitura que com exceção das Macroáreas de Preservação dos
atesta a conclusão, total ou parcial, de obra ou ser- § 4º Nos EZEIS situados na Área de Proteção Ecossistemas Naturais e de Contenção Urbana
viço para a qual tenha sido obrigatória a prévia e Recuperação dos Mananciais os parâmetros e Uso Sustentável e das ZER-1.
obtenção de Alvará de Execução. urbanísticos e as características de dimensio-
namento, ocupação e aproveitamento dos lotes Art. 60. Nas zonas em que são permitidos em-
deverão obedecer à legislação estadual, no que preendimentos habitacionais EZEIS, EHIS,
§ 6º Será regulamentada por decreto a forma EHMP, HIS e HMP deverá ser observado:
couber.
de comprovação do atendimento da demanda
habitacional, observados os valores máximos da Art. 58. Nas ZEIS 1, 2, 3, 4 e 5 a concessão do I - o coeficiente de aproveitamento máximo:
renda familiar mensal e per capita estabelecidos direito de construir acima do coeficiente de a) em ZEIS, conforme definido no Quadro 3
nesta lei para HIS 1, HIS 2 e HMP. aproveitamento básico até o limite do coeficien- anexo à presente lei;
te de aproveitamento máximo é gratuita para
Art. 56. Em ZEIS, até a revisão da Lei nº 13.885,
todas as categorias de uso integrantes das EZEIS. b) nas demais zonas de uso, conforme os má-
de 25 de agosto de 2004, nos imóveis que não
ximos definidos nos Quadros 2 e 2A desta lei
se enquadram nas exigências de destinação de § 1º As disposições do “caput” aplicam-se tam- ou nas leis de operação urbana consorciada;
área construída para HIS, aplicam-se conjun- bém no caso de ZEIS 1, 2, 3, 4 cujos limites
tamente as disposições: estejam compreendidos dentro dos perímetros II - o gabarito máximo definido nos Quadros 2
de Operações Urbanas e Operações Urbanas e 2A desta lei ou das leis de operação urbana
a) do Quadro 2/j anexo à Parte III da Lei nº
Consorciadas, observado o coeficiente máximo consorciada, excetuadas todas as categorias
13.885, de 2004, quanto às características de
estabelecido na lei específica de cada OUC. de ZEIS;
aproveitamento, dimensionamento e ocupação
dos lotes; § 2º Em todas as demais zonas de uso, inclusive III - as demais normas, índices e parâmetros
dentro dos perímetros de Operações Urbanas de parcelamento, uso e ocupação do solo es-
b) do Quadro 2/i anexo à Parte III da Lei nº
e Operações Urbanas Consorciadas, aplica-se tabelecidos em decreto específico para EZEIS,
13.885, de 2004, quanto às condições de insta-
à produção de HIS, nos tipos HIS 1 e HIS 2, o EHIS, EHMP, HIS e HMP.
lação dos usos não residenciais nR permitidos
fator de interesse social estabelecido no Quadro
em ZEIS. § 1º No caso de demolição ou reforma de edi-
5 anexo à presente lei.
ficação existente, para a construção de EHIS,
Parágrafo único. Até a revisão da Lei nº 13.885,
EHMP ou EZEIS é permitida a utilização da taxa
de 2004, aplicam-se para as ZEIS 5 os mesmos
parâmetros estabelecidos para a ZEIS 3 nos
quadros referidos no “caput”. HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL (HIS) E
HABITAÇÃO DE MERCADO POPULAR (HMP)
Art. 57. Consideram-se Empreendimentos em
ZEIS - EZEIS aqueles que atendem à exigência HIS 1 HIS 2
de destinação obrigatória de área construída
RENDA FAMILIAR NO MÁXIMO NO MÁXIMO
para HIS 1 e HIS 2, conforme estabelecido no
MENSAL MÉDIA 3 SALÁRIOS MÍNIMOS 6 SALÁRIOS MÍNIMOS
Quadro 4, anexo à presente lei.

§ 1º Nos EZEIS serão consideradas não compu- RENDA PER CAPITA


táveis as áreas destinadas a usos não residen- MENSAL MÉDIA
R$ 362,00 * R$ 724,00 *
ciais até o limite de 20% (vinte por cento) da
* Valores ajustados anualmente
área computável destinada a usos residenciais
classificados como HIS e HMP.

§ 2º Os usos não residenciais permitidos em


HMP
EZEIS são aqueles definidos no Quadro 2/i anexo RENDA FAMILIAR ENTRE
à Parte III da Lei nº 13.885, de 25 de agosto de MENSAL MÉDIA 6 E 10 SALÁRIOS MÍNIMOS

63
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

de ocupação e do coeficiente de aproveitamento


do edifício demolido ou reformado, mesmo ZONA ESPECIAL DE PRESERVAÇÃO CULTURAL (ZEPEC)
que maiores do que os referidos no “caput”
deste artigo.
As áreas marcadas como ZEPEC são porções do INCENTIVO ECONÔMICO NO
território destinadas à preservação, valorização e PAGAMENTO DA OUTORGA ONEROSA
§ 2º Nas áreas de proteção de mananciais, de- salvaguarda dos bens de valor histórico, artístico,
finidas por lei estadual, o licenciamento de arquitetônico, arqueológico e paisagístico,
EHIS, EHMP, HIS, HMP e EZEIS deve obedecer entendidos como PATRIMÔNIO CULTURAL. Transferência do potencial
construtivo nas ZEPEC-BIR e
à legislação estadual aplicável. ZEPEC-APC

§ 3º Em ZEPEC, ZEPAM e unidades de conser- As ZEPEC classificam-se nas seguintes categorias:


Outorga onerosa do potencial
vação ambiental, o licenciamento de EHIS, construtivo adicional
EHMP, HIS e HMP deve atender parecer dos
órgãos técnicos competentes, no que se refere BIR Bens Imóveis Representativos Incentivos fiscais de IPTU e
às questões ambientais e culturais.
$ ISS nas ZEPEC-BIR e
ZEPEC-APC, regulamentados
por lei específica
§ 4º Nos EHIS e nos EHMP serão consideradas
não computáveis as áreas destinadas a usos AUE Áreas de Urbanização Especial

não residenciais abertos ao público ou de uso


$ Isenção de taxas municipais
para instalação e
institucional, quando localizadas no pavimento funcionamento de atividades
culturais na ZEPEC-APC
ao nível do passeio público, até o limite de 20% APPa Áreas de Proteção Paisagística
(vinte por cento) da área computável destinada a Simplificação dos
usos residenciais classificados como HIS e HMP. procedimentos para instalação
e funcionamento e obtenção
das autorizações e alvarás
APC Áreas de Proteção Cultural
SEÇÃO V - DA ZONA ESPECIAL DE necessários na ZEPEC-APC

PRESERVAÇÃO CULTURAL (ZEPEC)

Art. 61. As Zonas Especiais de Preservação


tural, valorizando as características históricas, IX - proteger as áreas indígenas demarcadas
Cultural (ZEPEC) são porções do território desti-
sociais e culturais; pelo governo federal;
nadas à preservação, valorização e salvaguarda
dos bens de valor histórico, artístico, arquite- III - identificar e preservar imóveis e lugares X - propiciar a preservação e a pesquisa dos
tônico, arqueológico e paisagístico, doravante dotados de identidade cultural, religiosa e de sítios arqueológicos;
definidos como patrimônio cultural, podendo interesse público, cujos usos, apropriações e/
se configurar como elementos construídos, XI - proteger e documentar o patrimônio ima-
ou características apresentam um valor que
edificações e suas respectivas áreas ou lotes; terial, definido nos termos do registro do pa-
lhe são socialmente atribuídos pela população;
conjuntos arquitetônicos, sítios urbanos ou trimônio imaterial27.
rurais; sítios arqueológicos, áreas indígenas, IV - estimular a fruição e o uso público do pa-
REFERÊNCIAS EXTERNAS
espaços públicos; templos religiosos, elementos trimônio cultural;
27  (Decreto Federal nº 3.551, de 4 de agosto de
paisagísticos; conjuntos urbanos, espaços e
V - possibilitar o desenvolvimento ordenado e 2000) Institui o Registro de Bens Culturais de Na-
estruturas que dão suporte ao patrimônio imate-
sustentável das áreas de interesse histórico e tureza Imaterial como forma de reconhecimento
rial e/ou a usos de valor socialmente atribuído. e valorização desses bens. Define o compromis-
cultural, tendo como premissa a preservação
so do Poder Público em inventariar, documentar,
Parágrafo único. Os imóveis ou áreas tombadas do patrimônio cultural;
produzir conhecimento e apoiar a dinâmica des-
ou protegidas por legislação Municipal, Estadual sas práticas socioculturais.
VI - propiciar a realização de ações articula-
ou Federal enquadram-se como ZEPEC.
das para melhoria de infraestrutura, turismo,
Art. 62. A ZEPEC tem como objetivos: da economia criativa e de desenvolvimento Art. 63. As ZEPEC classificam-se em 4 (qua-
sustentável; tro) categorias de acordo com as respectivas
I - promover e incentivar a preservação, con-
VII - integrar as comunidades locais à cultura resoluções de tombamento ou instrumentos
servação, restauro e valorização do patrimônio
da preservação e identidade cultural; de proteção instituídos por órgãos municipais,
cultural no âmbito do Município;
estaduais e federais:
II - preservar a identidade dos bairros e das VIII - propiciar espaços e catalisar manifesta-
ções culturais e artísticas; I - Bens Imóveis Representativos (BIR) - elemen-
áreas de interesse histórico, paisagístico e cul-
tos construídos, edificações e suas respectivas
áreas ou lotes, com valor histórico, arquitetô-

64
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO II - DA REGULAÇÃO DO PARCELAMENTO, USO E OCUPAÇÃO DO SOLO E DA PAISAGEM URBANA

nico, paisagístico, artístico, arqueológico e/ou REFERÊNCIAS EXTERNAS talação e funcionamento e obtenção das auto-
cultural, inclusive os que tenham valor refe- 28  Trata-se de um ato administrativo realizado rizações e alvarás necessários na ZEPEC-APC.
rencial para a comunidade; pelo Poder Público, com objetivo de preservar
bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, am- Art. 66. A aplicação dos instrumentos de política
II - Áreas de Urbanização Especial (AUE) - por- biental e também de valor afetivo para a popula- urbana nas ZEPEC-BIR deve seguir as seguintes
ções do território com características singulares ção, impedindo a destruição e possíveis descarac- disposições:

TÍTULO II
do ponto de vista da morfologia urbana, ar- terizações.
§ 1º A transferência do direito de construir de
quitetônica, paisagística, ou do ponto de vista
imóveis classificados como ZEPEC-BIR se dará
cultural e simbólico, ou conjuntos urbanos § 1º A identificação de bens, imóveis, espaços de acordo com o disposto nos arts. 124, 125 e
dotados de identidade e memória, possuidores ou áreas a serem enquadrados na categoria 128 desta lei.
de características homogêneas quanto ao tra- de ZEPEC deve ser feita pelo órgão a partir de
çado viário, vegetação e índices urbanísticos, indicações apresentadas pelo próprio órgão § 2º A concessão de incentivo fiscal de IPTU para
que constituem documentos representativos do competente, assim como por munícipes ou imóvel classificado como ZEPEC-BIR, regula-
processo de urbanização de determinada época; entidades representativas da sociedade, a qual- mentada por lei específica, estará condicionada
quer tempo, ou, preferencialmente, nos Planos à sua restauração, conservação, manutenção e
III - Áreas de Proteção Paisagística (APPa) - sítios
Regionais das Subprefeituras e nos Planos de não descaracterização, tomando por referência
e logradouros com características ambientais,
Bairro. os motivos que justificaram o seu tombamento,
naturais ou antrópicas, tais como parques, jar-
atestado pelo órgão competente.
dins, praças, monumentos, viadutos, pontes, § 2º Para os casos de enquadramento em ZE-
passarelas e formações naturais significativas, PEC-BIR, AUE, APPa, as propostas deverão ser Art. 67. A edificação ou o espaço enquadrados
áreas indígenas, entre outras; analisadas por órgão competente, que poderá, como ZEPEC-APC e, preferencialmente, locali-
caso julgue a proposta pertinente, abrir pro- zados em Território de Interesse da Cultura e
IV - Área de Proteção Cultural (APC) - imóveis de
cesso de enquadramento e emitir parecer a ser da Paisagem, previsto no art. 314, poderão ser
produção e fruição cultural, destinados à forma-
submetido à aprovação do CONPRESP. protegidos pelos instrumentos previstos no art.
ção, produção e exibição pública de conteúdos
313, ficando a descaracterização do seu uso ou
culturais e artísticos, como teatros e cinemas § 3º As propostas de enquadramento em ZE- atividade, ou a demolição da edificação onde
de rua, circos, centros culturais, residências PEC-APC deverão ser analisadas por comissão está instalado sujeitos à autorização do órgão
artísticas e assemelhados, assim como espaços integrada por membros de órgão responsável competente, que deverá propor mecanismos ou
com significado afetivo, simbólico e religioso pela preservação do patrimônio e de órgão instrumentos previstos nesta lei para garantir
para a comunidade, cuja proteção é necessária responsável pelo desenvolvimento urbano, que sua proteção.
à manutenção da identidade e memória do deverá emitir parecer e encaminhar o processo
Município e de seus habitantes, para a dinami- à deliberação do órgão competente, a ser defi- § 1º A demolição ou ampliação do imóvel en-
zação da vida cultural, social, urbana, turística nido pelo Executivo. quadrado como ZEPEC-APC onde o uso ou a
e econômica da cidade. atividade enquadrada estiverem instalados,
§ 4º Fica permitida, nas ZEPEC, a instalação das poderá ser autorizada caso a nova edificação
Parágrafo único. Os bens ou áreas que se en- atividades classificadas como nR3, condicionada a ser construída no mesmo local destine área
quadram como ZEPEC poderão ser classificados à deliberação favorável do CONPRESP. equivalente, que mantenha as atividades e valo-
em mais de uma das categorias definidas no
Art. 65. Aplicam-se nas ZEPEC os seguintes res que geraram seu enquadramento, atestado
presente artigo.
instrumentos de política urbana e patrimonial: por parecer do órgão competente.
Art. 64. As ZEPEC deverão ser identificadas e
I - transferência do potencial construtivo nas § 2º Na hipótese referida no § 1º, a área ou es-
instituídas por meio dos seguintes instrumentos
ZEPEC-BIR e ZEPEC-APC; paço destinado às atividades que geraram seu
existentes e os a serem criados:
enquadramento como ZEPEC-APC, quando
I - tombamento28; II - outorga onerosa do potencial construtivo situado no nível do passeio público, não será
adicional; computável.
II - inventário do patrimônio cultural;
III - incentivos fiscais de IPTU e ISS nas ZE- § 3º Em caso de interrupção de atividades devido
III - registro das Áreas de Proteção Cultural e Ter- PEC-BIR e ZEPEC-APC, regulamentados por à demolição, reforma ou ampliação de imóvel
ritórios de Interesse da Cultura e da Paisagem; lei específica; enquadrado como ZEPEC-APC, o responsável
IV - registro do patrimônio imaterial; pelas obras poderá prover espaço provisório
IV - isenção de taxas municipais para instala-
que atenda às necessidades operacionais para
ção e funcionamento de atividades culturais
V - chancela da paisagem cultural; a manutenção das atividades enquanto o novo
na ZEPEC-APC;
espaço objeto do § 1º não estiver construído e
VI - Levantamento e Cadastro Arqueológico do
V - simplificação dos procedimentos para ins- apto a ser ocupado.
Município - LECAM.

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PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO LEI Nº 16.050/2014 TEXTO DA LEI ILUSTRADO

§ 4º Fica autorizada a transferência do potencial aproveitamento básico e máximo, as taxas de especial as incluídas no Plano Municipal da
construtivo dos imóveis enquadrados como ocupação e permeabilidade e demais índices e Mata Atlântica;
ZEPEC-APC, nas mesmas condições aplicadas parâmetros relativos às ZEPAM estabelecidos
II - áreas priorizadas no Plano Municipal de
à ZEPEC-BIR, condicionada à manutenção dos na Lei nº 13.885, de 2004, até a sua revisão.
Áreas Prestadoras de Serviços Ambientais;
atributos que geraram o seu enquadramento
como ZEPEC-APC, atestado por parecer do ór- III - áreas onde ocorram deformações geomor-
gão competente. ZONA ESPECIAL DE PROTEÇÃO
AMBIENTAL (ZEPAM) fológicas de interesse ambiental como planícies
aluviais, anfiteatros e vales encaixados associa-
§ 5º Os imóveis e atividades enquadrados como
As áreas marcadas como ZEPAM são porções dos às cabeceiras de drenagem e outras ocor-
ZEPEC-APC se beneficiam de isenção fiscal de do território destinadas à proteção de áreas rências de fragilidade geológica e geotécnica
IPTU e ISS, regulamentada por lei específica, que prestam importantes serviços ambientais
como conservação da biodiversidade, assinaladas na Carta Geotécnica do Município
condicionada à manutenção dos atributos que
controle de erosão e inundação, produção de São Paulo;
geraram o seu enquadramento, atestado por de água e regulação microclimática. São
parecer do órgão competente. consideradas ZEPAMs: IV - áreas que contenham alta densidade de
nascentes.
Art. 68. Os proprietários de imóveis classifica- Remanescentes
dos como ZEPEC, que sofreram abandono ou de mata nativa § 1º As vedações de que trata este artigo não
alterações nas características que motivaram se aplicam no caso de implantação de obras,
a proteção, deverão firmar Termo de Ajusta- Vegetação significativa
empreendimentos, infraestrutura de utilidade
mento de Conduta Cultural - TACC visando à pública devidamente licenciados pelo órgão
recomposição dos danos causados ou outras Alto índice de ambiental competente.
compensações culturais. permeabilidade
§ 2º A inclusão ou exclusão de áreas na cate-
Existência de nascente goria de ZEPAM deverão ser acompanhadas de
SEÇÃO VI - DA ZONA ESPECIAL DE parecer consubstanciado emitido pelo órgão
PROTEÇÃO AMBIENTAL (ZEPAM) ambiental municipal.

Art. 69. As Zonas Especiais de Proteção Am- Art. 71. Com o objetivo de promover e incenti-
biental (ZEPAM) são porções do território do var a preservação das ocorrências ambientais SEÇÃO VII - DA ZONA ESPECIAL DE
Município destinadas à preservação e proteção que caracterizam as áreas demarcadas como PRESERVAÇÃO (ZEP)
do patrimônio ambiental, que têm como prin- ZEPAM, poderão ser aplicados os seguintes
cipais atributos remanescentes de Mata Atlân- instrumentos: Art. 74. As Zonas Especiais de Preservação
tica e outras formações de vegetação nativa, - ZEP são porções do território destinadas a
I - transferência do potencial construtivo nas ZE-
arborização de relevância ambiental, vegetação parques estaduais, parques naturais municipais
PAM localizadas na Macrozona de Estruturação
significativa, alto índice de permeabilidade e outras Unidades de Conservação de Proteção
e Qualificação Urbana, segundo as condições
e existência de nascentes, entre outros que Integral definidas pela legislação, existentes e
estabelecidas no art. 122 e seguintes desta lei;
prestam relevantes serviços ambientais, en-
tre os quais a conservação da biodiversidade, II - pagamento por serviços ambientais nas ZONA ESPECIAL DE PRESERVAÇÃO
controle de processos erosivos e de inundação, ZEPAM localizadas na Macrozona de Proteção e (ZEP)
produção de água e regulação microclimática. Recuperação Ambiental, segundo as condições
As áreas marcadas como ZEP são porções do
estabelecidas no art. 158 e seguintes desta lei.
Parágrafo único. As Zonas Especiais de Prote- território que abrangem as Unidades de
Conservação de Proteção Integral, com o
ção Ambiental - ZEPAM também poderão ser Art. 72. A transferência de potencial constru- objetivo de garantir a preservação dos
demarcadas em razão: tivo também poderá ser utilizada nos casos de ecossistemas presentes e conciliá-la com
doação ou de desapropriação amigável de áreas atividades de pesquisa, ecoturismo e
I - da ocorrência de formações geomorfológicas educação ambiental.
demarcadas como ZEPAM, localizadas na Ma-
de interesse ambiental como planícies aluviais, crozona de Estruturação e Qualificação Urbana,
anfiteatros e vales encaixados associados às para a implantação dos parques delimitados
cabeceiras de drenagem e outras ocorrências de no Quadro 7 anexo, nos termos e condições
fragilidade geológica e geotécnica assinaladas estabelecidos nos arts. 126 a 128 desta lei.
na Carta Geotécnica do MSP;
Art. 73. A revisão da Lei nº 13.885, de 25 de
II - do interesse da municipalidade na criação agosto de 2004, não poderá excluir das ZEPAM:
de Áreas Verdes Públicas.
I - áreas remanescentes de Mata Atlântica, em
Art. 70. Ficam mantidos os coeficientes de

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TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO II - DA REGULAÇÃO DO PARCELAMENTO, USO E OCUPAÇÃO DO SOLO E DA PAISAGEM URBANA

que vierem a ser criadas no Município, tendo dos eixos prevalecem sobre o estabelecido na contidas entre linhas paralelas ao eixo das vias
por objetivo a preservação dos ecossistemas e LPUOS - Lei nº 13.885, de 2004. distanciadas 300m (trezentos metros) do eixo;
permitindo apenas a pesquisa, o ecoturismo e
Art. 76. As áreas de influência dos eixos delimi- III - nas linhas 1 Azul, 3 Vermelha do Metrô e
a educação ambiental.
tados nos Mapas 3 e 3A contêm quadras inteiras 15 Prata do Monotrilho, aplicam-se simultanea-
Parágrafo único. Independentemente de sua e são determinadas segundo as capacidades e mente os critérios estabelecidos nos incisos I

TÍTULO II
classificação, serão admitidos nas áreas de in- características dos modais: e II do “caput”.
fluência dos eixos os terminais rodoviários e
I - nas linhas de trem, metrô, monotrilho, Veí- § 1º Ficam excluídas das áreas de influência
hidroviários urbanos e interurbanos.
culos Leves sobre Trilhos (VLT) e Veículos Leves dos eixos:
sobre Pneus (VLP) elevadas, contêm:
SEÇÃO VIII - DOS EIXOS I - as Zonas Exclusivamente Residenciais - ZER;
a) quadras internas às circunferências com
DE ESTRUTURAÇÃO DA II - as Zonas de Ocupação Especial - ZOE;
raio de 400m (quatrocentos metros) centradas
TRANSFORMAÇÃO URBANA nas estações; e III - as Zonas Especiais de Preservação Am-
Art. 75. Os eixos de estruturação da transfor- biental - ZEPAM;
b) quadras alcançadas pelas circunferências
mação urbana, definidos pelos elementos es- citadas na alínea anterior e internas às circun- IV - as Zonas Especiais de Interesse Social - ZEIS;
truturais dos sistemas de transporte coletivo de ferências, centradas nos mesmos pontos, com
média e alta capacidade, existentes e planejados, raio de 600m (seiscentos metros); V - os perímetros das operações urbanas con-
determinam áreas de influência potencialmente forme estabelecido na legislação em vigor;
aptas ao adensamento construtivo e popula- II - nas linhas de Veículos Leves sobre Pneus
(VLP) não elevadas e nas linhas de corredores VI - as Zonas Especiais de Preservação Cultu-
cional e ao uso misto entre usos residenciais
de ônibus municipais e intermunicipais com ral - ZEPEC;
e não residenciais.
operação em faixa exclusiva à esquerda do trá-
VII - as áreas que integram o Sistema de Áreas
Parágrafo único. As disposições relativas à fego geral, contêm as quadras internas às linhas
Protegidas, Áreas Verdes e Espaços Livres;
instalação e ao funcionamento de usos e ativida- paralelas ao eixo das vias distanciadas 150m
des, índices e parâmetros de ocupação do solo (cento e cinquenta metros) do eixo e as qua- VIII - as áreas contidas na Macroárea de Estru-
definidas neste PDE para as áreas de influência dras alcançadas por estas linhas e inteiramente turação Metropolitana, nos subsetores:

EIXOS DE ESTRUTURAÇÃO DA TRANSFORMAÇÃO URBANA: ÁREAS DE INFLUÊNCIA

Com objetivo de orientar as transformações urbanas nas proximidades dos eixos de transporte foram definidas áreas de influência, que são determinadas pelas
características de cada meio de transporte:

ENTENDA A DEFINIÇÃO DAS ÁREAS DE INFLUÊNCIA DOS AS ÁREAS DE INFLUÊNCIA SÃO DETERMINADAS DE
EIXOS DE ESTRUTURAÇÃO DA TRANSFORMAÇÃO URBANA ACORDO COM O MEIO DE TRANSPORTE

Toda quadra dentro da primeira


faixa ou circunferência

Trem · Metrô · Monotrilho · Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) · Corredor de ônibus municipal e intermunicipal ·
Veículos Leves sobre Pneus (VLP) em vias elevadas Veículos Leves sobre Pneus (VLP) em vias não elevadas

600 m

400 m 300 m

+ 150 m

150 m

300 m

Toda quadra cortada pela primeira


faixa ou circunferência e dentro da
segunda faixa ou circunferência = Acessos às estações = Eixo da via

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EIXOS DE ESTRUTURAÇÃO DA TRANSFORMAÇÃO URBANA: QUALIFICAÇÃO URBANÍSTICA

Com objetivo de conferir qualidade urbana aos Eixos, foram definidos os seguintes parâmetros e incentivos urbanísticos:

FACHADA ATIVA CALÇADAS LARGAS


Cota máxima Tamanho de Fruição Aumento de
de terreno lote mínimo pública coeficiente de Não será computável até 50% da Como contrapartida à doação
por unidade aproveitamento área do lote destinada ao uso não de área para ampliar calçadas,
habitacional residencial, sendo necessário: o recuo de frente será
dispensado; o potencial
Testada maior que 20m construtivo será calculado em
Construção no nível da rua, com função da área original; e não
acesso direto à calçada será cobrada outorga onerosa
correspondente à àrea doada,
sendo necessário:
Proibição FRUIÇÃO PÚBLICA
de muro Mínimo de 5m nas calçadas
Será gratuito 50% do potencial
contínuo dos lotes com frente para os
construtivo máximo relativo à
Eixos de Estruturação
área destinada à fruição
pública; além disso, o cálculo Mínimo de 3m no restante da
do potencial construtivo será área de influência
em função da área original do
Tamanho lote, sendo necessário:
USO MISTO
mínimo de Área destinada à fruição
testada A área destinada ao uso não
pública de, no mínimo, 250m2 residencial, até o limite de 20%
Desincentivos para Fachada Área localizada junto ao da área construída computável
vagas de garagem ativa alinhamento viário, no nível da total do empreendimento, não
calçada e permanentemente será considerada computável.
Largura mínima Incentivo ao aberta
de calçada uso misto

a) Arco Tietê; § 4º Os prazos estabelecidos no parágrafo an- IV - a inclusão de quadras lindeiras às vias es-
terior poderão ser prorrogados pelo prazo de truturais quando estas forem o limite das áreas
b) Arco Tamanduateí; 6 (seis) meses, desde que devidamente justifi- de influência demarcadas;
c) Arco Pinheiros; cados pelo Executivo, e, em caso de não cum-
primento dos referidos prazos, fica revogada a V - a exclusão de quadras cujas características
d) Arco Jurubatuba. não correspondam às diretrizes de transforma-
alínea correspondente ao respectivo subsetor
ção urbana expressas nesta lei;
no inciso VIII do § 1º.
§ 2º As áreas de influência dos eixos, definidas
segundo os critérios dispostos no “caput” e no VI - a revisão dos perímetros de forma que:
§ 5º (VETADO)
§ 1º deste artigo, estão delimitadas nos Mapas a) nas áreas de influência correspondentes às
3 e 3A anexos a esta lei. § 6º (VETADO)
estações de trem, metrô, monotrilho, VLT e VLP
§ 3º Deverão ser encaminhados à Câmara Mu- Art. 77. As áreas de influência dos eixos poderão elevadas, incluam quadras num raio de 600m
nicipal projetos de lei tratando de disciplina ter seus limites revistos pela legislação de par- (seiscentos metros) das estações;
especial de uso e ocupação do solo, operações celamento de uso e ocupação do solo - LPUOS,
b) nas áreas de influência correspondentes aos
urbanas consorciadas, áreas de intervenção com base em estudos que considerem:
corredores de ônibus e VLT em nível, incluam
urbana ou projetos de intervenção urbana para I - a exclusão de quadras ou imóveis conside- quadras contidas na faixa definida por linhas
os subsetores da Macroárea de Estruturação rados de interesse de preservação cultural ou paralelas a 300m (trezentos metros) do eixo
Metropolitana relacionados nas alíneas do inciso ambiental; das vias.
VIII do § 1º nos prazos máximos de:
II - a exclusão de quadras para corrigir períme- Art. 78. Nas áreas de influência dos eixos:
I - Arco Tamanduateí, até 2015; tros irregulares que gerem impacto negativo
I - é admitida a instalação dos usos residenciais R
II - Arco Tietê, até 2016; no entorno;
e não residenciais nR, exceto as atividades clas-
III - Arco Jurubatuba, até 2017; III - a inclusão de quadras não demarcadas que sificadas como geradoras de impacto ambiental
fiquem isoladas entre áreas de influência de na LPUOS e sua regulamentação, condicionada
IV - Arco Pinheiros, até 2018. dois ou mais eixos; ao atendimento das disposições relativas:

68
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO II - DA REGULAÇÃO DO PARCELAMENTO, USO E OCUPAÇÃO DO SOLO E DA PAISAGEM URBANA

a) à largura mínima da via, de acordo com as REFERÊNCIAS EXTERNAS § 3º Nas áreas de influência dos eixos, quando
disposições dos arts. 178, 179 e 180 da Lei nº 29  (Decreto nº 47.824 de 27 de outubro de 2006) novos empreendimentos forem implantados
13.885, de 25 de agosto de 2004, até sua revisão; Vinculada à Secretaria Municipal de Licenciamen- em gleba ou lote com área superior a 40.000m²
to, esta comissão foi criada com o objetivo de (quarenta mil metros quadrados), devem ser
b) ao embarque, desembarque, carga e descarga coordenar a decisão dos processos de aprovação
atendidas as seguintes condições:
e aos parâmetros de incomodidade previstos no de projetos de empreendimentos que dependam

TÍTULO II
Quadro 2/c da Lei nº 13.885, de 25 de agosto de do exame de outras Secretarias Municipais. I - nos casos em que o parcelamento não for
2004, até sua revisão; exigido pela LPUOS, será obrigatória a doação
Art. 79. Nas áreas de influência dos eixos, a de área correspondente a 20% (vinte por cento)
II - é admitida a instalação do uso misto no lote construção e a ampliação de edificações deverão da área total da gleba ou lote, sendo no mínimo
e na edificação, sem a necessidade de previsão atender aos parâmetros de ocupação do solo 15% (quinze por cento) para área verde, poden-
de acessos independentes e compartimentação estabelecidos no Quadro 2 anexo. do o restante ser destinado para equipamento
das áreas destinadas à carga e descarga, circu- público, respeitadas as seguintes restrições:
lação, manobra e estacionamento de veículos, § 1º Nos empreendimentos de uso residencial,
desde que sejam demarcadas as vagas corres- o número mínimo de unidades habitacionais a) as áreas públicas deverão se localizar junto ao
pondentes às unidades residenciais e às áreas será calculado segundo a seguinte equação: alinhamento da via e por ela ter acesso em nível;
não residenciais;
N = (CAu x At) / (CAmax x Q), onde: b) as áreas públicas deverão ter sua localização
III - está dispensado o atendimento às dispo- aprovada pela municipalidade;
N - número mínimo de unidades;
sições relativas ao número mínimo de vagas
c) o percentual de área a ser doado poderá ser
para estacionamento estabelecidas pela LPUOS, CAu - coeficiente de aproveitamento utilizado atendido com a doação de 2 (duas) áreas não
desde que atendidas às exigências específicas no projeto; contíguas, desde que nenhuma delas tenha área
da legislação e normas técnicas de acessibili-
inferior a 5% (cinco por cento) da área total;
dade, atendimento médico de emergência e CAmax - coeficiente de aproveitamento máximo;
segurança contra incêndio; II - o órgão responsável pela aprovação do em-
At - área do terreno;
preendimento poderá exigir que uma parte
IV - é vedada, nos espaços destinados a esta-
Q - quota máxima de terreno por unidade habi- da área a ser doada se destine a circulação de
cionamento, a ocupação por vagas:
tacional, conforme Quadro 2 anexo a esta lei. pedestres entre logradouros, não estando esta
a) da área livre entre o alinhamento do lote e parcela sujeita ao disposto na alínea “c” deste
o alinhamento da edificação no pavimento ao parágrafo;
COTA PARTE
nível do passeio público, com exceção das vagas III - observar taxa de permeabilidade de no
exigidas pela legislação e normas técnicas de
Determina o número mínimo de mínimo 20% (vinte por cento) da área do lote;
acessibilidade, atendimento médico de emer- unidades habitacionais:
gência e segurança contra incêndio; IV - a vedação por muro não poderá exceder
25% (vinte e cinco por cento) da extensão das
b) de áreas cobertas no pavimento de acesso (CAu x At)
N= faces de quadra ou das testadas dos lotes.
até o limite de 15m (quinze metros) do alinha- (CAmax x Q)
mento da via; § 4º Nas áreas de influência dos eixos, quando
a área do lote for superior a 5.000m² (cinco mil
V - na instalação dos usos e atividades classifica- N Número mínimo de unidades
metros quadrados) e menor ou igual a 40.000m²
dos como polos geradores de tráfego, é vedado Coeficiente de
CAu (quarenta mil metros quadrados), será obri-
o acesso direto de veículos por vias onde estão aproveitamento do projeto
gatório:
implantados ou planejados os corredores de At Área do terreno
ônibus municipais e intermunicipais. I - destinar para fruição pública área equivalente
Coeficiente de
CAmax aproveitamento máximo
à no mínimo 20% (vinte por cento) da área do
§ 1º Independentemente de sua classificação, lote, em espaço livre ou edificado, ao nível do
são admitidos nas áreas de influência dos eixos Cota máxima de terreno por
Q passeio público ou no pavimento térreo;
os terminais rodoviários urbanos e interur- unidade habitacional
banos. II - observar taxa de permeabilidade de no mí-
nimo 20% (vinte por cento) da área do lote;
§ 2º O acesso de veículos mencionado no inci- § 2º Nas edificações destinadas ao uso misto, a
so V deste artigo poderá ser admitido pela cota máxima de terreno por unidade deverá ser III - observar limite de 25% (vinte e cinco por
CAIEPS29, após análise da CET, desde que seja aplicada à parcela de terreno correspondente cento) de vedação da testada do lote com muros.
prevista pista de acomodação no interior do ao potencial construtivo utilizado para o uso § 5º Aplica-se o benefício previsto no art. 82
lote. residencial.

69
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

desta lei à área destinada à fruição pública nos b) nos usos nR, 1 (uma) vaga para cada 70m² § 2º Quando o número de vagas de estaciona-
termos do parágrafo anterior. (setenta metros quadrados) de área construída mento ultrapassar os limites fixados no inciso
computável, excluídas as áreas computáveis III do “caput”, a área correspondente, incluindo
§ 6º Nas áreas de influência dos eixos, nas faces ocupadas por vagas, desprezadas as frações; as áreas de circulação e manobra dessas vagas,
de quadra lindeiras às ZER, não se aplicam o será considerada computável.
inciso VIII do § 1º do art. 158 e o art. 197 da Lei c) nos usos mistos, 1 (uma) vaga por unidade
nº 13.885, de 2004. habitacional e 1 (uma) vaga para cada 70m² § 3º Nas áreas de influência dos eixos, não se
(setenta metros quadrados) de área construída aplicam as disposições da Lei nº 14.044, de 2
§ 7º Nas áreas de influência dos eixos, nos lotes computável destinada ao uso nR, excluídas as de setembro de 2005.
com frente para os eixos relacionados nos inci- áreas computáveis ocupadas por vagas, despre-
sos II e III do art. 76, o passeio deverá ter largura Art. 81. Nas áreas de influência dos eixos, quan-
zadas as frações;
mínima de 5m (cinco metros), em contrapartida do uma parcela do imóvel for doada à muni-
à doação de área para este fim: cipalidade para execução de melhoramentos
públicos, os potenciais construtivos básico e
I - fica dispensado o recuo obrigatório de frente; VAGAS DE GARAGEM
máximo do remanescente do lote serão calcu-
II - os potenciais construtivos básico e máximo lados em função de sua área original e não será
Nas áreas de influência dos Eixos, será cobrada outorga onerosa do direito de construir
do remanescente do lote serão calculados em considerada área não computável:
função de sua área original e não será cobrada relativa ao potencial construtivo máximo cor-
outorga onerosa do direito de construir relativa respondente à área doada.
ao potencial construtivo máximo correspon- Até 1 vaga § 1º Quando a parcela doada ultrapassar 30%
dente à área doada. Para uso por unidade
(trinta por cento) da área do lote, o potencial
RESIDENCIAL habitacional (UH)
§ 8º Nas áreas de influência dos eixos, exceto construtivo máximo correspondente à área que
nas vias onde estão instalados os corredores de ultrapassou esse limite não poderá ser utilizado
ônibus municipais e intermunicipais, o passeio no remanescente do lote, esse potencial constará
Até 1 vaga de Declaração de Potencial Construtivo Passível
deverá ter largura mínima de 3m (três metros), Para uso a cada 70m² de
em contrapartida à doação de área para este fim: NÃO RESIDENCIAL área construída de Transferência que será emitida em nome do
proprietário do imóvel.
I - o recuo de frente será definido a partir do
alinhamento original do lote; e § 2º O proprietário do imóvel poderá optar entre
o benefício previsto no “caput” e a transferência
Até 1 Até 1
II - os potenciais construtivos básico e máximo vaga vaga a cada total ou parcial do direito de construir corres-
do remanescente do lote serão calculados em Para uso por UH 70m² de área pondente ao potencial construtivo relativo à
função de sua área original e não será cobrada MISTO construída nR
área doada, de acordo com as disposições dos
outorga onerosa do direito de construir relativa arts. 122 e seguintes desta lei.
ao potencial construtivo máximo correspon-
dente à área doada. IV - as áreas construídas no nível da rua com Art. 82. Nas áreas de influência dos eixos, quan-
acesso direto ao logradouro, em lotes com tes- do uma parcela do lote for destinada à fruição
Art. 80. Nas áreas de influência dos eixos, serão tada superior a 20m (vinte metros), até o limite pública, os potenciais construtivos básico e
consideradas não computáveis: de 50% (cinquenta por cento) da área do lote, máximo do remanescente do lote serão cal-
destinadas a usos classificados nas subcategorias culados em função de sua área original, e não
I - as áreas que atendam às condições previstas
de usos nR1 ou nR2; será cobrada outorga onerosa correspondente
nos incisos I, III e IV do art. 189 da Lei nº 13.885,
à metade do potencial construtivo máximo re-
de 25 de agosto de 2004, até sua revisão; V - a área destinada aos usos não residenciais lativo à área destinada à fruição pública, desde
II - as áreas assim consideradas na legislação nR, até o limite de 20% (vinte por cento) da área que atendidas simultaneamente as seguintes
edilícia; construída computável total do empreendimen- condições:
to, nos empreendimentos de uso misto e nos
III - as áreas cobertas, em qualquer pavimento, Empreendimentos de Habitação de Interesse I - a área destinada à fruição pública tenha no
ocupadas por circulação, manobra e estaciona- Social - EHIS. mínimo 250m² (duzentos e cinquenta metros
mento de veículos, desde que seja observada quadrados) e esteja localizada junto ao alinha-
a cota de garagem máxima fixada no Quadro 2 § 1º A parcela de área destinada à circulação, mento da via, ao nível do passeio público, sem
desta lei, e o número de vagas não ultrapasse: manobra e ao estacionamento de veículos que fechamento e não ocupada por construções ou
ultrapassar a área resultante da aplicação da estacionamento de veículos;
a) nos usos R, 1 (uma) vaga por unidade habi- cota máxima de garagem será considerada
tacional; computável. II - a área destinada à fruição pública deverá
permanecer permanentemente aberta;

70
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO II - DA REGULAÇÃO DO PARCELAMENTO, USO E OCUPAÇÃO DO SOLO E DA PAISAGEM URBANA

III - a área destinada à fruição pública seja de- Art. 87. As ações públicas e privadas com inter- VII - facilitar o acesso e utilização das funções
vidamente averbada em Cartório de Registro ferência na paisagem deverão atender ao inte- e serviços de interesse coletivo nas vias e logra-
de Imóveis. resse público, conforme os seguintes objetivos: douros e o fácil e rápido acesso aos serviços de
emergência, tais como bombeiros, ambulâncias
Art. 83. As condições de instalação de usos e I - garantir o direito do cidadão à fruição da e polícia;
atividades e os índices e parâmetros de ocupa- paisagem;

TÍTULO II
ção estabelecidos nesta lei para as áreas de VIII - condicionar a regulação do uso e ocupação
II - propiciar a identificação, leitura e apreensão
influência dos eixos de estruturação da trans- do solo e a implantação de infraestrutura à pre-
da paisagem e de seus elementos constitutivos,
formação urbana planejados, delimitados no servação da paisagem urbana em seu conjunto
públicos e privados, pelo cidadão;
Mapa 3A anexo, somente passarão a vigorar e à melhora da qualidade de vida da população;
após a emissão da Ordem de Serviços das obras III - incentivar a preservação da memória e IX - condicionar a instalação de galerias com-
das infraestruturas do sistema de transporte do patrimônio histórico, cultural, religioso e partilhadas para os serviços públicos, prin-
que define o eixo, após a emissão pelos órgãos ambiental e a valorização do ambiente natural cipalmente energia elétrica, gás canalizado,
competentes de todas as autorizações e licenças, e construído; saneamento e telecomunicações, desde que
especialmente a licença ambiental, correspon-
IV - garantir a segurança, a fluidez e o conforto compatíveis.
dentes à obra em questão.
nos deslocamentos de veículos e pedestres, Art. 88. São diretrizes específicas para o orde-
§ 1º A vigência da disciplina de que trata o adequando os passeios às necessidades das namento e a gestão da paisagem:
“caput” será declarado por decreto, que indicará pessoas com deficiência e mobilidade reduzida;
qual a área de influência do eixo ou trecho de I - elaborar normas de ordenamento territorial
eixo, constante do Mapa 3A anexo, correspon- V - proporcionar a preservação e a visualização relacionadas à inserção de elementos na paisa-
dente à obra nos termos do “caput”. das características peculiares dos logradouros gem urbana que considere as diferentes porções
e das fachadas dos edifícios; da cidade em sua totalidade, a diversidade dos
§ 2º As áreas remanescentes das desapropria-
VI - contribuir para a preservação e a visuali- bairros, os bens culturais e ambientais de in-
ções necessárias à implantação de melhora-
zação dos elementos naturais tomados em seu teresse de preservação, o sistema edificado e
mentos viários, relacionados à implantação
conjunto e em suas peculiaridades ambientais; a infraestrutura;
de sistemas de transporte coletivo deverão,
quando a dimensão for suficiente, ser desti-
nadas à produção de Habitação de Interesse
Social com equipamentos sociais ou usos não ORDENAMENTO DA PAISAGEM
residenciais no pavimento térreo.

Art. 84. Quando na implantação dos sistemas


de transporte coletivo que definem os eixos
de estruturação da transformação urbana for
necessária a remoção de famílias moradoras de
baixa renda, deverá ser promovido o atendimen-
to da população afetada mediante construção de
HIS localizada preferencialmente no entorno.

SEÇÃO IX - DAS DIRETRIZES PARA O


ORDENAMENTO DA PAISAGEM

Art. 85. A paisagem da cidade é um bem ambien-


tal e constitui elemento essencial ao bem-estar
e à sensação de conforto individual e social,
fundamental para a qualidade de vida.

Art. 86. Para garantir as ações públicas e priva-


das relacionadas ao ordenamento e proteção da
paisagem, a Prefeitura deverá elaborar Plano
de Ordenamento e Proteção da Paisagem do
território municipal, preferencialmente de
forma articulada com os municípios vizinhos.

71
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

II - condicionar a implantação dos sistemas das ações públicas e privadas relacionadas ao CAPÍTULO III - DOS
de infraestrutura à sua adequada inserção na ordenamento da paisagem, a Prefeitura poderá
paisagem, especialmente no que se refere à elaborar Plano de Ordenamento da Paisagem do INSTRUMENTOS DE
fragilidade ambiental e aos condicionantes território municipal, considerando, quando for POLÍTICA URBANA E DE
geológico-geotécnicos, à diversidade dos bairros o caso, as determinações previstas nesta lei, de
da cidade, à preservação dos bens culturais e forma articulada com os municípios vizinhos. GESTÃO AMBIENTAL
ambientais de interesse para preservação e ao
sistema edificado existente; Art. 89. Os instrumentos de política urbana e
gestão ambiental serão utilizados para a efe-
III - identificar elementos significativos e re- tivação dos princípios e objetivos deste Plano
ferenciais da paisagem urbana e estabelecer Diretor Estratégico.
medidas de preservação de eixos visuais que
garantam sua apreensão pelos cidadãos; Parágrafo único. As intervenções no território
municipal poderão conjugar a utilização de dois
IV - garantir a participação da comunidade nos ou mais instrumentos de política urbana e de
processos de identificação, valorização, preser- gestão ambiental, com a finalidade de atingir os
vação e conservação dos territórios culturais e objetivos do processo de urbanização previsto
elementos significativos da paisagem; para o território.
V - promover o combate à poluição visual, bem
como à degradação ambiental; SEÇÃO I - DOS INSTRUMENTOS
INDUTORES DA FUNÇÃO SOCIAL
VI - proteger, recuperar e valorizar o patrimô-
nio cultural, paisagístico, bem como o meio DA PROPRIEDADE
ambiente natural ou construído da cidade;
Art. 90. O Executivo, na forma da lei, pode-
VII - estabelecer o regramento das caracterís- rá exigir do proprietário do solo urbano não
ticas de aproveitamento, dimensionamento e edificado, subutilizado, ou não utilizado, que
ocupação de lotes e glebas de forma compatível promova seu adequado aproveitamento, sob
aos objetivos e diretrizes desta lei, introduzindo pena, sucessivamente, de:
a paisagem urbana como critério de composição
do sistema edificado;
FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE
VIII - promover ações de melhoria da paisagem
urbana nos espaços públicos, em especial o PROPRIEDADE FUNÇÃO SOCIAL
enterramento do cabeamento aéreo, a arbo- PRIVADA DA PROPRIEDADE
rização urbana, o alargamento, qualificação
e manutenção de calçadas, em atendimento
às normas de acessibilidade universal, dentre
outras medidas que contribuam para a promo- Interesse Interesse
ção da cultura da sustentabilidade e garantam individual coletivo
o direito à cidade;
Para garantir que toda propriedade cumpra
IX - ordenar a inserção de anúncios nos es- sua função social, o Plano Diretor define a
aplicação de três instrumentos urbanísticos
paços públicos, proibindo a publicidade, em sucessivos:
atendimento aos objetivos expressos nesta lei;
PEUC Parcelamento, Edificação e Utilização
X - incentivar a recuperação da paisagem de- Compulsórios (PEUC)
gradada;
Imposto Predial Territorial Urbano
XI - assegurar a proteção da paisagem rural; IPTU
Progressivo no Tempo
XII - incentivar ações públicas e privadas de (IPTU Progressivo no Tempo)
recuperação, restauração e manutenção de fa-
chadas e passeios públicos em áreas degradadas. DESAP
Desapropriação Mediante Pagamento
em Títulos da Dívida Pública
Parágrafo único. Para contribuir na orientação

72
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO III - DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA E DE GESTÃO AMBIENTAL

I - parcelamento, edificação ou utilização com- “caput” não serão aplicadas enquanto o terreno (sessenta por cento) de sua área construída de-
pulsórios; não tiver acesso à infraestrutura básica, assim socupada por mais de 1 (um) ano ininterrupto.
definida pela legislação federal de parcelamento
II - Imposto Predial e Territorial Urbano Pro- § 1º Quando se tratar de edificação constituída
do solo urbano, ressalvados os casos em que os
gressivo no Tempo; por unidades autônomas para fins residenciais
equipamentos urbanos ali estabelecidos possam
ou não residenciais, a não utilização será aferida
ser exigidos no processo de licenciamento.

TÍTULO II
III - desapropriação com pagamento mediante pela desocupação de pelo menos 60% (sessenta
títulos da dívida pública. § 2º A tipificação estabelecida no “caput” se por cento) dentre elas, também pelo prazo de
Parágrafo único. (VETADO) estende aos lotes com metragem inferior a 1 (um) ano.
500m² (quinhentos metros quadrados), quando:
§ 2º A desocupação dos imóveis poderá ser
Subseção I - Do Âmbito de a) originários de desmembramentos aprovados comprovada, por meio de consulta às concessio-
Aplicação após a publicação desta lei; ou que, nárias, pela não utilização ou pela interrupção
do fornecimento de serviços essenciais como
b) somados a outros contíguos do mesmo pro-
Art. 91. Para aplicação dos instrumentos in- água, luz e gás.
prietário perfaçam área superior a 500m² (qui-
dutores da função social da propriedade, são nhentos metros quadrados). § 3º A classificação do imóvel como não utilizado
consideradas passíveis de aplicação dos instru- poderá ser suspensa devido a impossibilida-
mentos indutores do uso social da propriedade Art. 93. São considerados imóveis subutilizados des jurídicas momentaneamente insanáveis
os imóveis não edificados, subutilizados, ou os lotes e glebas com área superior a 500m² pela simples conduta do proprietário, e apenas
não utilizados localizados nas seguintes partes (quinhentos metros quadrados) que apresen- enquanto estas perdurarem, conforme regula-
do território: tem coeficiente de aproveitamento inferior ao mentação do Poder Executivo.
mínimo definido nos Quadros 2 e 2A anexos.
I - Zonas Especiais de Interesse Social 2, 3 e 5;
Art. 94. Ficam excluídos das categorias de não Subseção II - Do Parcelamento,
II - no perímetro da Operação Urbana Centro; edificados ou subutilizados os imóveis que:
Edificação e Utilização
III - áreas de influência dos Eixos de Estrutu- I - abriguem atividades que não necessitem de Compulsórios
ração da Transformação Urbana; edificação para suas finalidades, com exceção
IV - nos perímetros e perímetros expandidos de estacionamentos; Art. 96. Os imóveis não edificados, subutilizados
das Operações Urbanas Consorciadas; e não utilizados são sujeitos ao parcelamento,
II - integrem o Sistema Municipal de Áreas Pro- edificação e utilização compulsórios.
V - nos perímetros das Subprefeituras da Sé e tegidas, Áreas Verdes e Espaços Livres, forem
da Mooca; classificados como ZEPAM ou cumpram função § 1º Os proprietários dos imóveis não parcela-
ambiental relevante; dos, não edificados ou subutilizados deverão
VI - nas Macroáreas de Urbanização Consolidada ser notificados pela Prefeitura e terão prazo
e de Qualificação da Urbanização; III - forem classificados como ZEPEC, tomba- máximo de 1 (um) ano a partir do recebimento
dos, ou que tenham processo de tombamento da notificação para protocolar, junto ao órgão
VII - na Macroárea de Redução da Vulnerabi- aberto pelo órgão competente de qualquer ente competente, pedido de aprovação e execução de
lidade Urbana, exclusivamente para glebas ou federativo, ou ainda cujo potencial construtivo projeto de parcelamento ou edificação desses
lotes com área superior a 20.000m² (vinte mil tenha sido transferido; imóveis, conforme o caso.
metros quadrados);
IV - estejam nestas condições devido a impos- § 2º Os proprietários dos imóveis notificados nos
VIII - em todas as áreas do perímetro urbano, sibilidades jurídicas momentaneamente insa- termos do parágrafo anterior deverão iniciar a
definidas como tal no Mapa 2A, nas quais não náveis pela simples conduta do proprietário, e execução do parcelamento ou edificação desses
incide o IPTU, ressalvadas as áreas efetivamente apenas enquanto estas perdurarem. imóveis no prazo máximo de 2 (dois) anos a
utilizadas para a exploração agrícola, pecuária,
Parágrafo único. As exceções previstas no contar da expedição do alvará de execução do
extrativa vegetal ou agroindustrial e as exceções
“caput” serão regulamentadas pelo Poder Exe- projeto, cabendo aos proprietários a comuni-
previstas nos arts. 92 e 94.
cutivo, considerando os princípios e objetivos cação à administração pública.
Art. 92. São considerados imóveis não edifica- desta lei. § 3º Os proprietários dos imóveis não utiliza-
dos os lotes e glebas com área superior a 500m²
Art. 95. São considerados imóveis não utilizados dos deverão ser notificados pela Prefeitura e
(quinhentos metros quadrados), com coeficiente
aqueles com coeficiente de aproveitamento terão prazo máximo de 1 (um) ano, a contar
de aproveitamento utilizado igual a 0 (zero).
utilizado igual ou superior ao coeficiente de do recebimento da notificação, para ocupá-los,
§ 1º As obrigações estabelecidas por esta lei aproveitamento mínimo definido nos Quadros cabendo aos proprietários a comunicação à
aos proprietários de imóveis caracterizados no 2 e 2A anexos e que tenham, no mínimo, 60% administração pública.

73
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO LEI Nº 16.050/2014 TEXTO DA LEI ILUSTRADO

PARCELAMENTO, EDIFICAÇÃO E UTILIZAÇÃO COMPULSÓRIOS (PEUC)

TIPOLOGIA DE O QUE O PROPRIETÁRIO DEVE FAZER PARA CUMPRIR PARA INDUZIR O USO DOS
IMÓVEIS OCIOSOS: A FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE: IMÓVEIS OCIOSOS
A Prefeitura notificará os
proprietários de imóveis
Imóvel não edificado ociosos, que terão os seguintes
Imóvel com área e / ou prazos para cumprir a função
superior a 500 m² social da propriedade:
com coeficiente de Necessário Necessário Necessário
aproveitamento PARCELAR EDIFICAR UTILIZAR
utilizado igual a zero EM ATÉ:

1
ANO APRESENTAR
Imóvel subutilizado
PROJETO
Imóvel com área
superior a 500 m² e / ou
cujo coeficiente de EM ATÉ:
aproveitamento Necessário Necessário Necessário
utilizado é inferior ao PARCELAR EDIFICAR UTILIZAR
mínimo definido 2
ANOS INICIAR
OBRAS
Imóvel não utilizado
Edifícios e outros
imóveis que tenham EM ATÉ:
no mínimo 60% de
sua área construída Necessário 5
desocupada há mais PARCELADO EDIFICADO UTILIZAR ANOS CONCLUIR
de um ano OBRAS

§ 4º Caso o proprietário alegue como impossi- lei específica de reordenamento territorial da mento quando o proprietário for residente ou
bilidade jurídica a inviabilidade de ocupação região ou do setor onde esteja inserido o imóvel tiver sua sede fora do território do Município;
do imóvel não utilizado em razão de normas em questão.
III - por edital, quando frustrada, por 3 (três)
edilícias, o Executivo poderá conceder prazo
§ 8º Nas glebas ou lotes com área superior a vezes, a tentativa de notificação na forma pre-
de 1 (um) ano, a partir da notificação, exclu-
20.000m² (vinte mil metros quadrados) localiza- vista pelos incisos I e II deste artigo.
sivamente para promover a regularização da
dos na Macroárea de Redução da Vulnerabilida-
edificação se possível, nos termos da legislação § 1º A notificação referida no “caput” deste artigo
de Urbana, mencionados no inciso VII do art. 91,
vigente, ou a sua demolição, fluindo a partir de deverá ser averbada na matrícula do imóvel no
a notificação deverá se referir exclusivamente
então prazo igual para apresentação de projeto Cartório de Registro de Imóveis, pela Prefeitura
ao parcelamento compulsório.
de nova edificação ou documentação relativa do Município de São Paulo.
à regularização do imóvel. § 9º A transmissão do imóvel, por ato “inter
§ 2º Uma vez promovido, pelo proprietário, o
vivos” ou “causa mortis”, posterior à data da
§ 5º O proprietário terá o prazo de até 5 (cinco) adequado aproveitamento do imóvel na con-
notificação prevista nos §§ 1º e 3º, transfere
anos, a partir do início das obras previstas no § formidade do que dispõe esta lei, caberá à
as obrigações de parcelamento, edificação ou
2º para comunicar a conclusão do parcelamen- Prefeitura do Município de São Paulo efetuar
utilização sem interrupção de quaisquer prazos.
to do solo, ou da edificação do imóvel, ou da o cancelamento da averbação tratada no pará-
primeira etapa de conclusão de obras no caso Art. 97. A notificação de que trata o artigo an- grafo anterior.
de empreendimentos de grande porte. terior far-se-á:
§ 6º Os prazos previstos neste artigo serão conta- I - por funcionário do órgão competente do Subseção III - Do Imposto Predial
dos em dobro quando o proprietário notificado Poder Público Municipal, ao proprietário do e Territorial Urbano (IPTU)
for cooperativa habitacional ou associação sem imóvel ou, no caso de este ser pessoa jurídica, Progressivo no Tempo
fins lucrativos. a quem tenha poderes de gerência geral ou
administração; Art. 98. Caso os proprietários dos imóveis men-
§ 7º No setor Orla Ferroviária e Fluvial da
Macroárea de Estruturação Metropolitana, a cionados na subseção anterior não cumpram
II - por carta registrada com aviso de recebi-
notificação se dará a partir da aprovação da as obrigações nos prazos ali estabelecidos, a

74
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO III - DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA E DE GESTÃO AMBIENTAL

IPTU PROGRESSIVO NO TEMPO

Enquanto o proprietário do imóvel ocioso não se adequar às obrigações para que seu imóvel cumpra a função social da propriedade,
o seu IPTU irá aumentar anualmente:

TÍTULO II
1º 2º 3º 4º 5º
A NO ANO A NO A NO AN O

PAGAMENTO: PAGAMENTO: PAGAMENTO: PAGAMENTO: PAGAMENTO:


IPTU + 2%* sobre o valor IPTU + 4%* sobre o valor IPTU + 8%* sobre o valor IPTU + 15% sobre o valor IPTU + 15% sobre o valor
do imóvel do imóvel do imóvel do imóvel do imóvel

x2 x2 x2 * Valores de
LIMITE MÁXIMO = 15%
porcentagens
exemplificativos

Caso o imóvel permaneça ocioso passados 5 anos da cobrança do IPTU Progressivo no Tempo,
A PREFEITURA PODERÁ DESAPROPRIAR O IMÓVEL MEDIANTE PAGAMENTO EM TÍTULOS DE DÍVIDA PÚBLICA

Prefeitura deverá aplicar alíquotas progressivas § 6º Observadas as alíquotas previstas neste indenização e os juros legais, nos termos do art.
de IPTU majoradas anualmente pelo prazo de 5 artigo, aplica-se ao IPTU Progressivo a legislação 8º da Lei Federal nº 10.257, de 2001.
(cinco) anos consecutivos até atingir a alíquota tributária vigente no Município de São Paulo.
§ 2º Findo o prazo do artigo anterior, a Prefei-
máxima de 15% (quinze por cento).
§ 7º Comprovado o cumprimento da obrigação tura deverá publicar o respectivo decreto de
§ 1º A alíquota a ser aplicada a cada ano será de parcelar, edificar ou utilizar o imóvel, ocor- desapropriação do imóvel em até 1 (um) ano,
igual ao dobro do valor da alíquota do ano an- rerá o lançamento do IPTU sem a aplicação salvo em caso de ausência de interesse públi-
terior. das alíquotas previstas nesta lei no exercício co na aquisição, que deverá ser devidamente
seguinte. justificada.
§ 2º Será adotada a alíquota de 15% (quinze por
cento) a partir do ano em que o valor calculado § 3º É vedado ao Executivo proceder à desapro-
venha a ultrapassar o limite estabelecido no Subseção IV - Da Desapropriação priação do imóvel que se enquadre na hipótese
“caput” deste artigo. Mediante Pagamento em Títulos da do “caput” de forma diversa da prevista neste
Dívida Pública artigo, contanto que a emissão de títulos da dí-
§ 3º Será mantida a cobrança do Imposto pela vida pública tenha sido previamente autorizada
alíquota majorada até que se cumpra a obrigação
Art. 99. Decorrido o prazo de 5 (cinco) anos pelo Senado Federal.
de parcelar, edificar, utilizar o imóvel ou que
de cobrança do IPTU Progressivo no Tempo
ocorra a sua desapropriação. § 4º Adjudicada a propriedade do imóvel à Pre-
sem que os proprietários dos imóveis tenham
feitura, esta deverá determinar a destinação
§ 4º É vedada a concessão de isenções, anistias, cumprido a obrigação de parcelar, edificar ou
urbanística do bem, vinculada à implantação de
incentivos ou benefícios fiscais relativos ao utilizar, conforme o caso, a Prefeitura poderá
ações estratégicas do Plano Diretor, ou iniciar o
IPTU Progressivo de que trata esta lei. proceder à desapropriação desses imóveis com
procedimento para sua alienação ou concessão,
pagamento em títulos da dívida pública.
§ 5º Serão suspensas quaisquer isenções do nos termos do art. 8º do Estatuto da Cidade.
IPTU incidentes em um dado imóvel quando o § 1º Os títulos da dívida pública terão prévia
§ 5º Caso o valor da dívida relativa ao IPTU
proprietário for notificado para o parcelamento, aprovação do Senado Federal e serão resgatados
supere o valor do imóvel, a Prefeitura deverá
edificação ou utilização compulsórios. no prazo de até dez anos, em prestações anuais,
proceder à desapropriação do imóvel e, na hipó-
iguais e sucessivas, assegurados o valor real da
tese de não ter interesse público para utilização

75
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO LEI Nº 16.050/2014 TEXTO DA LEI ILUSTRADO

VII - data da expedição do alvará de execução


DESAPROPRIAÇÃO MEDIANTE PAGAMENTO EM TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA do projeto, se o caso;

VIII - data da comunicação da ocupação do


Após o prazo de 5 anos de cobrança do IPTU Progressivo no Tempo, caso o proprietário do imóvel ocioso
ainda não tenha se adequado às obrigações, a Prefeitura poderá desapropriar o imóvel com pagamento imóvel, se o caso;
em títulos da dívida pública:
IX - data da comunicação da conclusão do par-
CUMPRIMENTO DA
DESAPROPRIAÇÃO FUNÇÃO SOCIAL celamento do solo, ou da edificação do imóvel
DA PROPRIEDADE ou da primeira etapa de conclusão de obras
na hipótese de empreendimentos de grande
porte, se o caso.

§ 4º Caso o proprietário informe a observância


Destinar o imóvel do previsto nos incisos V, VI, VII e VIII do § 4º,
para uso social a Prefeitura terá o prazo de 2 (dois) meses a
PROPRIETÁRIO
DO IMÓVEL OCIOSO
PREFEITURA partir do recebimento da informação pelo órgão
competente para verificar o efetivo parcela-
mento, edificação ou utilização do imóvel e
$ proceder à sua exclusão da listagem.
Iniciar o procedimento
para concessão § 5º Caso o imóvel se encontre na fase de aplica-
PAGAMENTO PELA DESAPROPRIAÇÃO
ou alienação ção de IPTU Progressivo no Tempo, a listagem
EM TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA
também deverá conter:

I - data da primeira aplicação de alíquota pro-


em programas do Município, poderá aliená-lo Urbano e nas Subprefeituras, bem como em
gressiva, com a respectiva alíquota;
a terceiros. portal eletrônico oficial do Executivo.
II - valor da alíquota de cada ano subsequente.
§ 6º Ficam mantidas para o adquirente ou con- § 1º Uma primeira versão da listagem prevista
cessionário do imóvel as mesmas obrigações no “caput” deste artigo deverá ser publicada pelo § 6º Caso o imóvel encontre-se na fase de apli-
de parcelamento, edificação ou utilização pre- Executivo no prazo de 6 (seis) meses, contado cação de desapropriação mediante pagamento
vistas nesta lei. a partir da promulgação desta lei. da dívida pública, a listagem também deverá
conter:
§ 7º Nos casos de alienação do imóvel previstas § 2º O imóvel permanecerá na listagem até
nos §§ 4º e 5º deste artigo, os recursos auferidos que o proprietário promova seu parcelamento, I - data da publicação do respectivo decreto de
deverão ser destinados ao Fundo Municipal de edificação ou utilização, conforme o caso, ou desapropriação do imóvel;
Habitação30. imissão na posse pelo Poder Público.
II - data de propositura de ação de desapro-
REFERÊNCIAS EXTERNAS § 3º Na listagem deverão constar, no mínimo, priação;
30 (Lei Municipal nº 11.632, de 22 de julho de as seguintes informações:
1994) Vinculado à Companhia Metropolitana de III - data da efetiva imissão na posse;
Habitação de São Paulo – COHAB/SP, o Fundo é I - número do Setor-Quadra-Lote;
destinado a apoiar e suportar financeiramente a IV - destinação do imóvel;
Política Municipal de Habitação, com a finalidade II - endereço do imóvel;
de administrar a execução de programas e proje- V - justificativa da ausência de interesse na
tos habitacionais de interesse social. III - data da notificação prevista no art. 97; aquisição do imóvel.
IV - identificação do instrumento para cumpri- § 7º Tão logo decorram os prazos previstos nos
mento da função social aplicado no momento; arts. 96 e 98 sem que o proprietário cumpra as
Subseção V - Da Listagem dos
obrigações neles estabelecidas, a Prefeitura
Imóveis que não Cumprem a V - data de início da aplicação do respectivo
deverá atualizar as informações presentes na
Função Social instrumento;
listagem.
VI - data de protocolo, junto ao órgão compe-
Art. 100. Será disponibilizada ao público para Art. 101. Para elaboração da listagem de que
tente, do pedido de aprovação e execução de
consulta a listagem dos imóveis cujos proprie- trata o art. 100, a Prefeitura poderá:
projeto de parcelamento ou edificação desses
tários foram notificados em virtude do des-
imóveis, se o caso; I - realizar levantamento para identificar os
cumprimento da função social da propriedade,
imóveis que se caracterizem como não edifi-
na Secretaria Municipal de Desenvolvimento
cados, subutilizados ou não utilizados;

76
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO III - DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA E DE GESTÃO AMBIENTAL

II - analisar indicações de imóveis e áreas feitas ou edificadas com valor correspondente ao a partir da sua incorporação ao patrimônio
por pessoas físicas e jurídicas. valor do imóvel antes da execução das obras público.
de urbanização e edificação.
Parágrafo único. (VETADO) § 5º A proposta de consórcio imobiliário não
§ 3º O valor de referência a ser considerado suspende os prazos estipulados no art. 96, de-
para a realização do pagamento mencionado vendo o Poder Executivo expedir regulamento
Subseção VI - Do Consórcio

TÍTULO II
no parágrafo anterior deverá: sobre outros procedimentos acerca da aceitação
Imobiliário das propostas e viabilização dos ajustes.
I - refletir o valor de referência para pagamento
Art. 102. A Prefeitura poderá realizar consórcios de outorga onerosa, descontado o montante § 6º O Poder Executivo poderá adotar programas
imobiliários para fins de viabilizar financeira- incorporado em função das obras realizadas na que objetivem a aproximação entre proprietários
mente o aproveitamento de imóveis que estejam área onde se localiza o imóvel transferido para notificados para o parcelamento, edificação e
sujeitos ao parcelamento, edificação e utilização a realização do consórcio imobiliário; utilização compulsórios e agentes econômicos
compulsória nos termos desta lei, independen- interessados em empreendimentos imobiliários
II - excluir do seu cálculo expectativas de ganhos,
temente da notificação a seus proprietários. ou da construção civil, respeitados os princípios
lucros cessantes e juros compensatórios, bem que regem a administração pública.
§ 1º A Prefeitura poderá promover o aproveita- como eventuais custos para a recuperação da
mento do imóvel que receber nos termos deste área em razão da existência de passivos am-
artigo, diretamente ou por outra modalidade bientais. Subseção VII - Do Direito de
admitida em lei. Preempção
§ 4º A Prefeitura deverá proceder ao aproveita-
§ 2º O proprietário que transferir seu imóvel mento adequado das unidades imobiliárias que
Art. 103. A Prefeitura poderá exercer o direito
à Prefeitura para a realização de consórcio lhe cabem, resultantes do consórcio imobiliário,
de preempção, nos termos da legislação fede-
imobiliário receberá, como pagamento, uni- no prazo máximo de 5 (cinco) anos, contados
ral, para aquisição de imóvel urbano objeto de
dades imobiliárias devidamente urbanizadas alienação onerosa entre particulares sempre
que necessitar de áreas para cumprir os ob-
jetivos e implantar as ações prioritárias deste
CONSÓRCIO IMOBILIÁRIO Plano Diretor.

Parágrafo único. O direito de preempção será


O proprietário do imóvel ocioso poderá propor à Prefeitura uma parceria, o CONSÓRCIO IMOBILIÁRIO: exercido sempre que o Poder Público necessitar
de áreas para:
CUMPRIMENTO DA
FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE I - execução de programas e projetos habita-
cionais de interesse social;
PROPRIETÁRIO
DO IMÓVEL OCIOSO
II - regularização fundiária;

III - constituição de reserva fundiária;


A Prefeitura pode O proprietário receberá
parcelar o imóvel parcelas do terreno IV - ordenamento e direcionamento da expan-
com valor correspondente são urbana;
ao valor do imóvel
antes das obras realizadas V - implantação de equipamentos urbanos e
TRANSFERÊNCIA comunitários;
DO IMÓVEL
VI - criação de espaços públicos de lazer ou
áreas verdes;

VII - criação de unidades de conservação ou


proteção de outras áreas de interesse ambiental;
A Prefeitura pode O proprietário receberá VIII - proteção de áreas de interesse histórico,
edificar o imóvel unidades imobiliárias com
valor correspondente ao
cultural ou paisagístico.
PREFEITURA valor do imóvel antes das
obras realizadas Art. 104. Serão definidos em lei os imóveis
ou áreas que estarão sujeitos à incidência do
direito de preempção.

77
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

II - endereço do proprietário, para recebimento I - anular a comercialização do imóvel efetuada


DIREITO DE PREEMPÇÃO de notificação e de outras comunicações; em condições diversas da proposta de compra
apresentada pelo terceiro interessado;
III - certidão de inteiro teor da matrícula do
A Prefeitura terá preferência de aquisição dos
imóvel, expedida pelo Cartório de Registro de II - imitir-se na posse do imóvel sujeito ao di-
imóveis marcados como sujeitos ao direito
de preempção, para possuir área necessária Imóveis da circunscrição imobiliária compe- reito de preempção que tenha sido alienado a
para cumprir os objetivos e implantar as tente; terceiros apesar da manifestação de interesse da
ações prioritárias do Plano Diretor.
Prefeitura em exercer o direito de preferência.
IV - declaração assinada pelo proprietário, sob
PREFERÊNCIA as penas da lei, de que não incidem quaisquer § 1º Em caso de anulação da venda do imóvel
PARA ADQUIRIR encargos e ônus sobre o imóvel, inclusive os efetuada pelo proprietário, a Prefeitura poderá
de natureza real, tributária ou pessoal reiper- adquiri-lo pelo valor da base de cálculo do Im-
secutória. posto Predial e Territorial Urbano ou pelo valor
indicado na proposta apresentada, se este for
Art. 106. Recebida a declaração de intenção de inferior àquele.
venda a que se refere o § 2º do artigo anterior, a
Prefeitura deverá manifestar, por escrito, den- § 2º Outras sanções pelo descumprimento das
Imóveis sujeitos ao tro do prazo de 30 (trinta) dias, o interesse em normas relativas ao direito de preempção po-
PREFEITURA
direito de preempção exercer a preferência para aquisição do imóvel. derão ser estabelecidas em lei.

§ 1º A manifestação de interesse da Prefeitura


na aquisição do imóvel conterá a destinação Subseção VIII - Da Arrecadação de
§ 1º A Prefeitura terá preferência de aquisição futura do bem a ser adquirido, vinculada ao Bens Abandonados
dos imóveis sujeitos ao direito de preempção cumprimento dos objetivos e ações prioritárias
pelo prazo de cinco anos. deste Plano Diretor. Art. 108. O imóvel que o proprietário abando-
nar, com a intenção de não mais o conservar
§ 2º Os Planos Regionais das Subprefeituras e § 2º A Prefeitura fará publicar, em órgão oficial
em seu patrimônio, e que se não encontrar na
leis específicas também poderão indicar imó- e em pelo menos um jornal local ou regional de
posse de outrem, poderá ser arrecadado, como
veis ou áreas sujeitas ao direito de preempção. grande circulação, edital de aviso da declaração
bem vago, e após três anos ser incorporado à
de intenção de venda recebida e da intenção de
Art. 105. A Prefeitura dará publicidade à in- propriedade do Município, conforme estabe-
aquisição do imóvel nas condições da proposta
cidência do direito de preempção e instituirá lece a legislação federal.
apresentada.
controles administrativos para possibilitar a efi- § 1º Poderá haver arrecadação pelo Município
cácia do instrumento, podendo utilizar, dentre § 3º Findo o prazo de 30 (trinta) dias para ma-
de imóvel abandonado quando ocorrerem as
outros meios, o controle por meio de sistemas nifestação da Prefeitura, é facultado ao pro-
seguintes circunstâncias:
informatizados, averbação da incidência do prietário alienar onerosamente o seu imóvel
direito de preempção na matrícula dos imó- ao proponente interessado nas condições da
veis atingidos e declaração nos documentos proposta apresentada sem prejuízo do direito ARRECADAÇÃO DE BENS
de cobrança do IPTU. da Prefeitura exercer a preferência em face de IMOBILIÁRIOS
outras propostas de aquisições onerosas futuras
§ 1º No caso de existência de terceiros inte- O imóvel abandonado pelo proprietário
dentro do prazo legal de vigência do direito de poderá ser arrecadado pela Prefeitura como
ressados na compra do imóvel, o proprietá- preempção. bem vago, e após 3 anos ser incorporado
rio deverá comunicar sua intenção de alienar como patrimônio público, para cumprir
onerosamente o imóvel ao órgão competente § 4º Concretizada a venda a terceiro, o proprietá- finalidades urbanísticas, como habitação de
interesse social ou equipamentos urbanos e
da Prefeitura em até 30 (trinta) dias, contados rio fica obrigado a entregar ao órgão competente sociais.
da celebração do contrato preliminar entre o da Prefeitura cópia do instrumento particular
proprietário e o terceiro interessado. ou público de alienação do imóvel dentro do
prazo de 30 (trinta) dias após sua assinatura, sob 3
anos
§ 2º A declaração de intenção de venda do imóvel pena de pagamento de multa diária em valor
deve ser apresentada com os seguintes docu- equivalente a 0,66% (sessenta e seis centésimos
mentos: por cento) do valor total da alienação.
I - proposta de compra apresentada pelo terceiro Art. 107. Concretizada a venda do imóvel a
interessado na aquisição do imóvel, na qual terceiro com descumprimento ao direito de
constarão preço, condições de pagamento e preempção, a Prefeitura promoverá as medidas PREFEITURA
prazo de validade; judiciais cabíveis para:

78
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO III - DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA E DE GESTÃO AMBIENTAL

I - o imóvel encontrar-se vago, sem utilização a) requerimento ou denúncia que motivou a


e sem responsável pela sua manutenção, inte- diligência; COTA DE SOLIDARIEDADE
gridade, limpeza e segurança;
b) certidão imobiliária atualizada;
II - o proprietário não tiver mais a intenção de Todo empreendimento com
c) certidão positiva de existência de ônus fiscais área computável acima de
conservá-lo em seu patrimônio;

TÍTULO II
municipais; 20 mil m² deve:
III - não estiver na posse de outrem;
d) outras provas do estado de abandono do
IV - cessados os atos de posse, estar o proprietá- imóvel, quando houver;
rio inadimplente com o pagamento dos tributos Doar 10% de sua
e) cópias de ao menos 3 (três) notificações en- área construída para
municipais incidentes sobre a propriedade
caminhadas ao endereço do imóvel ou àquele produção de HIS
imóvel.
constante da matrícula ou transcrição imobi-
§ 2º A Prefeitura deverá adotar as providên- liária;
cias cabíveis à incorporação definitiva do bem
II - realizar atos de diligência, mediante elabo-
abandonado ao patrimônio público, nos termos
ração de relatório circunstanciado contendo a
estabelecidos pelo regulamento, cabendo ao
descrição das condições do imóvel;
Poder Executivo: no em doação
ou ou
próprio local outro local de terreno
III - confirmar a situação de abandono, com
I - tomar as medidas administrativas necessá-
a lavratura do respectivo Auto de Infração e a ou
rias para a arrecadação dos bens abandonados,
observando-se desde o início o direito ao con- instrução de processo administrativo.
traditório e à ampla defesa; § 2º (VETADO) Doar 10% do valor do terreno ao
FUNDURB,
II - adotar as medidas judiciais cabíveis para com destinação preferencial à
regularização do imóvel arrecadado junto ao Subseção IX - Da Cota de aquisição de terrenos bem localizados
Serviço Registrário Imobiliário, bem como para para moradia social
Solidariedade
sua destinação às finalidades previstas nesta lei.

Art. 109. O imóvel que passar à propriedade do Art. 111. Fica estabelecida como exigência para Interesse Social no empreendimento referido
Município em razão de abandono poderá ser o certificado de conclusão de empreendimen- no “caput” desse artigo será considerada não
empregado diretamente pela Administração, tos imobiliários de grande porte ou implantação computável.
para programas de habitações de interesse de planos e projetos urbanísticos a Cota de
Solidariedade, que consiste na produção de § 2º Alternativamente ao cumprimento da exi-
social, de regularização fundiária, instalação de
Habitação de Interesse Social pelo próprio pro- gência estabelecida no “caput” deste artigo, o
equipamentos públicos sociais ou de quaisquer
motor, doação de terrenos para produção de empreendedor poderá:
outras finalidades urbanísticas.
HIS ou a doação de recursos ao Município para I - produzir Empreendimento de Habitação de
Parágrafo único. Não sendo possível a destina- fins de produção de Habitação de Interesse Interesse Social com no mínimo a mesma área
ção indicada no artigo anterior em razão das Social e equipamentos públicos sociais com- construída exigida no “caput” desse artigo em
características do imóvel ou por inviabilidade plementares à moradia. outro terreno, desde que situado na Macrozona
econômica e financeira, o bem deverá ser alie-
Parágrafo único. A doação prevista no “caput” de Estruturação e Qualificação Urbana, excluída
nado e o valor arrecadado será destinado ao
não exime a necessidade de destinação de áreas a Macroárea de Redução da Vulnerabilidade
Fundo Municipal de Habitação para a aquisição
ao Município nos termos da legislação de par- Urbana e os Setores Jacu-Pêssego, Arco Leste,
de terrenos e glebas.
celamento do solo. Noroeste e Fernão Dias da Macroárea de Estru-
Art. 110. O procedimento para arrecadação turação Metropolitana;
terá início de ofício ou mediante denúncia, que Art. 112. Os empreendimentos com área cons-
truída computável superior a 20.000m² (vinte II - doar terreno de valor equivalente a 10% (dez
informará a localização do imóvel em cujos atos
mil metros quadrados) ficam obrigados a des- por cento) do valor da área total do terreno do
de posse tenham cessado.
tinar 10% (dez por cento) da área construída empreendimento, calculado conforme Cadastro
§ 1º Para dar seguimento ao procedimento de computável para Habitação de Interesse Social, de Valor de Terreno para fins de Outorga One-
arrecadação, a Prefeitura deverá: voltada a atender famílias com renda até 6 (seis) rosa, situado na Macrozona de Estruturação e
salários mínimos, de acordo com regulamen- Qualificação Urbana, excluída a Macroárea de
I - abrir processo administrativo que deverá Redução da Vulnerabilidade Urbana e os Setores
tação definida nesta lei.
conter os seguintes documentos: Jacu-Pêssego, Arco Leste, Noroeste e Fernão Dias
§ 1º A área construída destinada à Habitação de da Macroárea de Estruturação Metropolitana;

79
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO LEI Nº 16.050/2014 TEXTO DA LEI ILUSTRADO

OUTORGA ONEROSA DO DIREITO DE CONSTRUIR

O QUE É? COMO SE APLICA?


Investimento em melhorias
Todo terreno tem definido quanto poderá ser
construído em sua área. Existe o potencial
$ urbanas com caráter distributivo:
construtivo básico e o máximo. O potencial
construtivo básico na zona urbana é igual a 1, Fundo Municipal de menos

ao
o que significa que é permitida a construção Desenvolvimento Urbano Habitação de Interesse Social

os
equivalente à 1x a área do terreno. O (FUNDURB) os

rs
re c u

d
empreendimento que quiser construir mais,
poderá construir até atingir o potencial Equipamentos Sociais
construtivo máximo definido para seu $
terreno. No entanto, para construir além do $
potencial construtivo básico, o empreendedor COEFICIENTE MÁXIMO Patrimônio Cultural
terá que pagar uma contrapartida financeira, É necessário pagamento
chamada OUTORGA ONEROSA. $ da Outorga Onerosa
Espaços Públicos
$
$
Planos de Bairro

COEFICIENTE BÁSICO Áreas Verdes


COEFICIENTE COEFICIENTE Não é exigida
BÁSICO MÁXIMO menos
contrapartida financeira Transporte Público Coletivo,

ao
Sistema Cicloviário, Sistema de

os
Os recursos obtidos com a Outorga Onerosa circulação de Pedestres os

rs
re c u

d
são destinados ao Fundo Municipal de
Desenvolvimento Urbano (FUNDURB), que
os aplica em melhorias urbanísticas. Unidades de Conservação Ambiental

III - depositar no Fundo de Desenvolvimento tável equivalente superior a 20.000m² (vinte SEÇÃO II - DO DIREITO DE
Urbano - FUNDURB, em sua conta segregada mil metros quadrados), calculada conforme a CONSTRUIR
para Habitação de Interesse Social, 10% (dez por equação a seguir:
cento) do valor da área total do terreno calculado
ACce = (ACc x ATo) / ATd, onde:
conforme Cadastro de Valor de Terreno para Subseção I - Do Direito de
fins de Outorga Onerosa, destinado à aquisição ACce - área construída computável equivalente; Superfície
de terreno ou subsídio para produção de HIS,
preferencialmente em ZEIS 3. ACc - área construída computável do terreno
Art. 113. O Município poderá receber em con-
desmembrado;
§ 3º Atendida a exigência estabelecida no cessão, diretamente ou por meio de seus ór-
“caput”, inclusive pelas alternativas previstas ATo - área do terreno original; gãos, empresas ou autarquias, nos termos da
no § 2º, o empreendimento poderá beneficiar- legislação em vigor, o direito de superfície de
ATd - área do terreno desmembrado; bens imóveis para viabilizar a implementação
se de acréscimo de 10% (dez por cento) na área
computável, obtida mediante o pagamento da b) (VETADO) de ações e objetivos previstos nesta lei, inclu-
outorga onerosa. sive mediante a utilização do espaço aéreo e
§ 6º A doação de área prevista do inciso II do subterrâneo.
§ 4º O Executivo deverá fiscalizar a destinação § 2º deste artigo só será aceita após a análise e
das unidades, garantindo o atendimento da aprovação do órgão competente. Art. 114. O Município poderá ceder, mediante
faixa de renda prevista no “caput” deste artigo. contrapartida de interesse público, o direito
§ 7º Os empreendimentos de uso não residencial de superfície de seus bens imóveis, inclusive o
§ 5º A obrigação estabelecida no “caput” se localizados em áreas onde o fator de planeja- espaço aéreo e subterrâneo, com o objetivo de
estende aos empreendimentos com área cons- mento para os usos nR é igual a zero, de acordo implantar as ações e objetivos previstos nesta
truída computável inferior a 20.000m² (vinte com o Quadro 6 desta lei, ficam dispensados da lei, incluindo instalação de galerias comparti-
mil metros quadrados), quando: obrigação determinada no “caput”. lhadas de serviços públicos e para a produção
de utilidades energéticas.
a) originários de desmembramentos aprovados
após a publicação desta lei, com área compu-

80
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO III - DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA E DE GESTÃO AMBIENTAL

Subseção II - Da Outorga Onerosa § 2º Para o cálculo do potencial construtivo definido pelas leis especiais relacionadas no
do Direito de Construir adicional deverão ser utilizados: art. 369 desta lei;

I - o coeficiente de aproveitamento básico 1 VII - o coeficiente de aproveitamento resultante


Art. 115. A Prefeitura poderá outorgar onero- (um) estabelecido nos Quadros 2 e 2A desta lei; da aplicação da cota de solidariedade.
samente o direito de construir correspondente

TÍTULO II
ao potencial construtivo adicional mediante II - o coeficiente de aproveitamento máximo 4 § 3º Leis específicas que criarem novas Opera-
contrapartida financeira a ser prestada pelos (quatro) estabelecido no Quadro 2 desta lei para ções Urbanas Consorciadas e Áreas de Inter-
beneficiários, nos termos dos arts. 28 a 31 e as áreas de influência dos Eixos de Estrutura- venção Urbana poderão fixar coeficientes de
seguintes do Estatuto da Cidade, e de acordo ção da Transformação Urbana, os perímetros aproveitamento máximo distintos dos limites
com os critérios e procedimentos estabelecidos de incentivo ao desenvolvimento econômico estabelecidos nesta lei mediante Projeto de
nesta lei. Jacu-Pêssego e Cupecê, observado o parágrafo Intervenção Urbana, mantendo o coeficiente
único do art. 362 desta lei; de aproveitamento básico 1 (um).
Parágrafo único. Os recursos auferidos com as
contrapartidas financeiras oriundas da outorga III - o coeficiente de aproveitamento máximo § 4º O impacto na infraestrutura e no meio
onerosa de potencial construtivo adicional serão 4 (quatro) estabelecido para as ZEIS 2, ZEIS 3 ambiente advindo da utilização do potencial
destinados ao Fundo Municipal de Desenvolvi- e ZEIS 5; construtivo adicional deverá ser monitorado
mento Urbano - FUNDURB. permanentemente pela Prefeitura, que publi-
IV - o coeficiente de aproveitamento máximo cará relatórios periodicamente.
Art. 116. O potencial construtivo adicional é bem fixado nas leis de operações urbanas em vigor;
jurídico dominical, de titularidade da Prefeitura, Art. 117. A contrapartida financeira à outorga
V - o coeficiente de aproveitamento máximo 2
com funções urbanísticas e socioambientais. onerosa de potencial construtivo adicional será
(dois) para as áreas não relacionadas nos incisos calculada segundo a seguinte equação:
§ 1º Considera-se potencial construtivo adi- II e III, estabelecido segundo cada macroárea
cional o correspondente à diferença entre o no Quadro 2A desta lei, exceto nas zonas onde C = (At / Ac) x V x Fs x Fp, onde:
potencial construtivo utilizado e o potencial a Lei nº 13.885, de 25 de agosto de 2004, fixou
C - contrapartida financeira relativa a cada m²
construtivo básico. índices menores;
de potencial construtivo adicional;
VI - o coeficiente de aproveitamento máximo

FÓRMULA PARA CÁLCULO DE OUTORGA ONEROSA

A contrapartida financeira (C) à outorga onerosa de potencial construtivo adicional é definida a partir de uma fórmula. Entenda cada um dos fatores da nova fórmula:

C = (At / Ac) x V x Fs x Fp C = (At / Ac) x V x Fs x Fp C = (At / Ac) x V x Fs x Fp C = (At / Ac) x V x Fs x Fp


A divisão da Área de terreno (At), O Valor do m2 do terreno (V) O Fator de Interesse Social (Fs) é O Fator de Planejamento (Fp) é uma
em m2, pela Área construída refere-se ao valor dado pelo Cadastro uma variável utilizada para dar pesos variável utilizada para dar pesos
computável total pretendida no de Valor de Terreno para fins de diferenciados de acordo com as diferenciados de acordo com os
empreendimento (Ac), em m2, Outorga Onerosa, divulgado pela tipologias construtivas e os usos das objetivos estratégicos das Macroáreas.
permite que o cálculo da Secretaria Municipal de edificações. Tem como objetivo incentivar o
contrapartida financeira possua um Desenvolvimento Urbano. equilíbrio na distribuição de moradia e
Uso residencial emprego na cidade.
fator de proporcionalidade à área
Habitação de Fs = 0,0
construída. Interesse Social - HIS
USOS RESIDENCIAIS USOS NÃO RESIDENCIAIS
Habitação de Mercado
Fs = 0,4
Popular - HMP até 50m2
Habitação de Mercado
Fs = 0,6
Popular - HMP de 51 até 70m2
Habitação - com área Fs = 0,8
Área do terreno Área construída até 50m2
computável total Habitação - com área
do empreendimento Fs = 0,9
de 51 até 70m2
Habitação - com área Fs = 1,0
maior que 70m2
Estimula o aproveitamento O valor do m2 do terreno para
máximo do terreno: quanto fins de outorga onerosa é, em
mais se constrói, mais barato média, aproximadamente Uso não-residencial
se torna o custo do m2 de 80% do valor de mercado Uso institucional Fs = 0,0 1.2

outorga onerosa Entidades mantenedoras 1.0


sem fins lucrativos Fs = 0,3 0.7 1.3
Outras entidades 0.6 0.5
Fs = 0,7
mantenedoras 0.3 0
Outras atividades Fs = 1,0 Não aplicável (N/A) N/A

81
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

At - área de terreno em m²; somada à variação positiva nominal do PIB IV - a utilização de materiais de construção
acumuladas no período. sustentáveis.
Ac - área construída computável total pretendida
no empreendimento em m²; § 2º Quando a atualização dos valores dos terre- Art. 120. Os fatores de planejamento poderão
nos constantes do Cadastro de Valor de Terreno ser revistos a cada 4 (quatro) anos por meio de
V - valor do m² do terreno constante do Cadas- para fins de Outorga Onerosa for superior ao lei específica.
tro de Valor de Terreno para fins de Outorga limite definido no parágrafo anterior, o reajuste
Onerosa, conforme Quadro 14 anexo; Parágrafo único. A revisão da LPUOS poderá
do valor do cadastro correspondente à variação
estabelecer fatores de planejamento para incen-
Fs - fator de interesse social, entre 0 (zero) e 1 excedente deverá ser aprovado por lei.
tivar tipologias urbanas e ambientais desejáveis
(um), conforme Quadro 5 anexo; § 3º Na hipótese prevista no parágrafo anterior, e de acordo com as diretrizes previstas nesta lei.
Fp - fator de planejamento entre 0 (zero) e 1,3 o Executivo deverá enviar projeto de lei ao Le-
Art. 121. (VETADO)
(um e três décimos), conforme Quadro 6 anexo. gislativo, até 30 de setembro de cada ano, e até
a aprovação ou rejeição desse projeto a Sessão
§ 1º A contrapartida financeira total calcula-se Ordinária da Câmara Municipal não será inter- Subseção III - Da Transferência do
pela multiplicação da contrapartida financeira rompida. Direito de Construir
relativa a cada m² pelo potencial construtivo
adicional adquirido. § 4º O Quadro 14 anexo a esta lei contém o Ca-
dastro de Valor de Terreno para fins de Outorga Art. 122. A transferência do direito de construir
§ 2º Em caso de não cumprimento da destinação Onerosa que passará a valer a partir da data de correspondente ao potencial construtivo pas-
que motivou a utilização dos fatores Fs e Fp, a publicação desta lei. sível de ser utilizado em outro local, prevista
Prefeitura procederá à cassação da licença ou nos termos do art. 35 da Lei Federal nº 10.257,
ao cancelamento da isenção ou redução, bem Art. 119. De acordo com o art. 31 da Lei nº de 2001 - Estatuto da Cidade e disciplinada em
como a sua cobrança em dobro a título de multa, 14.933, de 5 de junho de 2009, que instituiu a lei municipal, observará as disposições, con-
acrescida de juros e correção monetária. Política de Mudança do Clima no Município de dições e parâmetros estabelecidos neste Plano
São Paulo32, lei específica deverá estabelecer Diretor Estratégico.
§ 3º Na hipótese de um empreendimento en- fator de redução da contrapartida financeira
volver mais de um imóvel, deverá prevalecer à outorga onerosa para empreendimentos que Art. 123. Fica autorizada a transferência do po-
o maior valor de metro quadrado dos imóveis adotem tecnologias e procedimentos constru- tencial construtivo de imóveis urbanos privados
envolvidos no projeto. tivos sustentáveis, considerando, entre outros: ou públicos, para fins de viabilizar:

§ 4º Ficam mantidos os critérios de cálculo I - o uso de energias renováveis, eficiência ener- I - a preservação de bem de interesse histórico,
das contrapartidas financeiras estabelecidos gética e cogeração de energia; paisagístico, ambiental, social ou cultural;
nas leis de Operações Urbanas e Operações
II - a utilização de equipamentos, tecnologias ou II - a execução de melhoramentos viários para
Urbanas Consorciadas em vigor.
medidas que resultem redução significativa das a implantação de corredores de ônibus;
§ 5º Para empreendimentos residenciais locali- emissões de gases de efeito estufa ou ampliem a III - a implantação de parques planejados si-
zados nos Eixos de Estruturação da Transforma- capacidade de sua absorção ou armazenamento; tuados na Macrozona de Estruturação e Qua-
ção Urbana, onde há incidência da cota parte
III - o uso racional e o reúso da água; lificação Urbana;
máxima de terreno por unidade, a definição
do valor do fator Fs a ser aplicado no cálculo IV - a preservação de áreas de propriedade
da contrapartida financeira deverá ser esta- particular, de interesse ambiental, localizadas
belecido proporcionalmente às unidades do REFERÊNCIAS EXTERNAS em ZEPAM, situadas na Macrozona de Estrutu-
empreendimento. ração e Qualificação Urbana, que atendam os
31  (Lei Federal nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976)
Autarquia federal com a finalidade de disciplinar parâmetros estabelecidos na LPUOS;
Art. 118. O Cadastro de Valor de Terreno para
o funcionamento do mercado de valores mobi-
fins de Outorga Onerosa deverá ser atualizado liários e a atuação dos diversos integrantes do V - programas de regularização fundiária e
anualmente pelo Executivo, ouvida a Comissão mercado. urbanização de áreas ocupadas por população
de Valores Imobiliários31 e deverá ser publica- de baixa renda;
32  (Lei Municipal nº14.933, de 5 de junho de 2009)
do até o dia 31 de dezembro de cada ano, com
A Política Municipal de Mudança do Clima tem VI - programas de provisão de Habitação de
validade a partir do dia 1º de janeiro do ano como objetivo assegurar o cumprimento dos pro-
seguinte. Interesse Social.
pósitos da Convenção-Quadro das Nações Uni-
das sobre Mudança do Clima, estabilizando as con- § 1º A Prefeitura poderá receber imóveis para
§ 1º A atualização por ato do Executivo de que centrações de gases de efeito estufa na atmosfe-
trata o “caput” ficará limitada à variação do o atendimento às finalidades previstas nes-
ra para permitir aos ecossistemas uma adaptação
Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) natural à mudança do clima. te artigo, oferecendo como contrapartida ao
proprietário a possibilidade de transferência

82
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO III - DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA E DE GESTÃO AMBIENTAL

da área, e são definidas as sanções cabíveis


TRANSFERÊNCIA DO DIREITO DE CONSTRUIR previstas pela legislação ambiental no caso de
descumprimento das obrigações assumidas.
Todo imóvel possui um potencial construtivo, calculado a partir de sua área e de seu coeficiente de
§ 2º Não poderão ser realizadas transferências de
aproveitamento máximo. A Transferência do Direito de Construir permite que este potencial construtivo
seja utilizado em outro local, em imóveis urbanos privados ou públicos, para viabilizar: potencial construtivo originário de bairros tom-

TÍTULO II
bados em Área de Urbanização Especial (AUE)
Preservação de bens culturais Implantação de corredores de ônibus e das Áreas de Proteção Paisagística (APPa).

Habitação de Interesse Social e Implantação de parques e preservação § 3º Quando o potencial construtivo passível de
regularização fundiária de áreas de interesse ambiental transferência ultrapassar 50.000m2 (cinquenta
mil metros quadrados), a transferência do que
exceder este limite se dará de forma gradativa
em dez parcelas anuais, incluindo as declarações
já emitidas anteriormente à publicação desta lei.

Art. 125. Nos casos de transferência do direi-


to de construir, nos quais não há a doação do
PROPRIETÁRIO Nos casos em que o imóvel Transferência do imóvel cedente, previstos nos incisos do art.
não for doado à Prefeitura, Potencial 124 desta lei, o potencial construtivo passí-
Emite os recursos estarão condicionados Construtivo
à conservação do mesmo do imóvel para vel de transferência será calculado segundo a
declaração
permitindo a outro local equação a seguir:
transferência
PCpt = Atc x CAbas x Fi, onde:

PCpt - potencial construtivo passível de trans-


PREFEITURA ferência;

Atc - área do terreno cedente;


do potencial construtivo do bem doado, nas construtivo básico definido em razão de sua CAbas - coeficiente de aproveitamento básico do
condições previstas nesta lei. localização; terreno cedente, vigente na data de referência;
§ 2º A transferência prevista no “caput”, nos II - os imóveis enquadrados como ZEPAM, lo- Fi - Fator de incentivo = 1.
casos em que não houver doação do imóvel calizados na Macrozona de Estruturação e Qua-
cedente, fica condicionada às disposições pre- lificação Urbana e cadastrados na Planta Ge- § 1º Na Declaração de Potencial Construtivo
vistas em lei, em especial ao atendimento às nérica de Valores33 da Prefeitura de São Paulo Passível de Transferência expedida pela Secre-
providências relativas à conservação do imóvel poderão transferir seu potencial construtivo taria Municipal de Desenvolvimento Urbano,
cedente, e caso estas providências não forem básico. deverá constar no mínimo:
tomadas, o proprietário do imóvel ficará sujeito REFERÊNCIAS EXTERNAS I - o potencial construtivo passível de trans-
às sanções cabíveis.
33  Instrumento no qual estão estabelecidos os ferência;
§ 3º O controle da transferência de potencial valores unitários de metro quadrado de terreno e
de construção do Município que possibilitam ob- II - a data de referência;
construtivo será realizado pela Secretaria Mu-
ter o valor venal dos imóveis.
nicipal de Desenvolvimento Urbano, que expe- III - valor unitário, valor por 1m2 (um metro
dirá, mediante requerimento, Declaração de quadrado), do terreno cedente de acordo com
Potencial Construtivo Passível de Transferên- § 1º A transferência de potencial construtivo o Cadastro de Valor de Terreno para fins de
cia e Certidão de Transferência de Potencial prevista no inciso II do “caput”: Outorga Onerosa, vigente na data de referência;
Construtivo.
I - dependerá de autorização do Conselho Ges- IV - informação de que o potencial construtivo
Art. 124. O potencial construtivo passível de tor do FUNDURB e de parecer favorável da passível de transferência foi originado sem
transferência, nos casos em que não há a doação Secretaria do Verde e Meio Ambiente - SVMA; doação de terreno.
do imóvel cedente, deverá observar as seguintes
disposições: II - ficará condicionada à celebração de Termo § 2º Será considerada como data de referência a
de Compromisso Ambiental - TCA, que deverá data do protocolo da solicitação da Declaração
I - os imóveis enquadrados como ZEPEC-BIR ser averbado na matrícula do imóvel, no qual de Potencial Construtivo Passível de Transferên-
e ZEPEC-APC poderão transferir o potencial o proprietário do imóvel cedente assume as cia à Secretaria Municipal de Desenvolvimento
obrigações de preservação das características Urbano.

83
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

Art. 126. A transferência do potencial constru- III - 0,8 (oito décimos) para programas de re- quadrado), da contrapartida da outorga onerosa
tivo poderá ser utilizada nos casos de doação gularização fundiária e urbanização de áreas no imóvel receptor;
de imóveis ou nos casos de desapropriação ocupadas por população de baixa renda;
CAmaxcd - coeficiente de aproveitamento má-
amigável para viabilizar:
IV - 1,4 (um e quatro décimos) para implantação ximo do imóvel cedente ou doado, vigente na
I - melhoramentos viários para implantação de de parques. data de referência ou de doação, conforme
corredores de ônibus; consta da declaração expedida pela Secretaria
§ 2º Na Declaração de Potencial Construtivo Municipal de Desenvolvimento Urbano.
II - programas de provisão de Habitação de Passível de Transferência expedida pela Secre-
Interesse Social; taria Municipal de Desenvolvimento Urbano, § 1º Nos casos em que o potencial construti-
deverá constar no mínimo: vo passível de transferência foi originado nas
III - programas de regularização fundiária e hipóteses dispostas no art. 125, o potencial
urbanização de áreas ocupadas por população I - potencial construtivo passível de transfe- construtivo equivalente a ser recebido no imó-
de baixa renda; rência; vel receptor (PCr) será calculado adotando-se
IV - implantação de parques planejados, de II - a data da doação; o coeficiente de aproveitamento máximo do
acordo com o Quadro 7 anexo a esta lei, situados imóvel cedente (CAmaxcd) igual a 4 (quatro).
III - coeficiente de aproveitamento máximo
na Macrozona de Estruturação e Qualificação
do terreno doado, vigente na data de doação; § 2º Para fins do cálculo disposto no “caput”
Urbana. deste artigo, o valor do terreno cedente ou doa-
IV - valor unitário, valor por 1m² (um metro
§ 1º Nos casos em que a doação for propos- do vigente na data de referência ou doação, de
quadrado), do terreno doado de acordo com
ta pelo proprietário para uma das finalidades acordo com o Cadastro de Valor de Terreno para
o Cadastro de Valor de Terreno para fins de fins de Outorga Onerosa conforme consta da
descritas nos incisos do “caput”, deverá ser Outorga Onerosa, vigente na data de doação;
avaliada a conveniência e o interesse público declaração expedida pela Secretaria Municipal
no recebimento da área. V - Informação de que o potencial construtivo de Desenvolvimento Urbano será corrigido pelo
passível de transferência foi originado com IPCA acumulado entre o mês imediatamente
§ 2º Nos casos de desapropriação amigável, doação de terreno. posterior ao mês de referência ou de doação que
com a concordância do proprietário, os bens consta da Declaração de Potencial Construtivo
poderão ser indenizados exclusivamente me- § 3º Será considerada como data de doação a Passível de Transferência e o último mês ante-
diante a transferência do potencial construtivo data de emissão da Declaração de Potencial rior à data de protocolo do pedido de Certidão
calculado nos termos do art. 127. Construtivo Passível de Transferência à Secre- de Transferência de Potencial Construtivo para
taria Municipal de Desenvolvimento Urbano. o qual o IPCA estiver disponível.
Art. 127. Nos casos de utilização da transferência
do direito de construir nas desapropriações ami- Art. 128. Nos casos de transferência do direito § 3º Para cálculo do valor unitário, valor por
gáveis e doações, previstos no art. 126 desta lei, de construir com ou sem doação, previstos nos 1m² (um metro quadrado), da contrapartida
o potencial construtivo passível de transferência arts. 125 e 127 desta lei, o potencial construtivo correspondente à outorga onerosa no imóvel
será calculado segundo a equação a seguir: a ser transferido para o imóvel receptor será receptor (Cr), será considerada a equação de-
calculado segundo a equação a seguir: finida no art. 117, adotando-se:
PCpt = Atc x CAmax x Fi, onde:
PCr = (PCpt x VTcd) / (Cr x CAmaxcd), onde: I - a área construída computável total pretendida
PCpt - potencial construtivo passível de trans-
ferência; PCr - potencial construtivo equivalente a ser no terreno receptor, em m²;
recebido no imóvel receptor; II - o fator social no imóvel receptor correspon-
Atc - área do terreno doado;
PCpt - potencial construtivo passível de transfe- dente ao seu uso ou atividade, de acordo com
CAmax - coeficiente de aproveitamento máximo
rência, conforme consta da declaração expedida o Quadro 5 desta lei;
do terreno doado, vigente na data de doação;
pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento III - o fator de planejamento correspondente ao
Fi - fator de incentivo à doação, vigente na data Urbano; uso e à macroárea onde está localizado o imóvel
da doação.
VTcd - valor unitário, valor por 1m2 (um metro receptor, na data de transferência;
§ 1º Segundo a finalidade de transferência, quadrado), do terreno cedente ou doado de IV - valor unitário, valor por 1m² (um metro
ficam definidos os seguintes fatores de incen- acordo com o Cadastro de Valor de Terreno quadrado), do terreno receptor de acordo com
tivo à doação: para fins de Outorga Onerosa vigente na data o Cadastro de Valor de Terreno para fins de Ou-
I - 2,0 (dois) para melhoramentos viários para de referência ou doação, conforme consta da torga Onerosa, vigente na data de transferência.
implantação de corredores de ônibus; declaração expedida pela Secretaria Municipal
de Desenvolvimento Urbano; § 4º Será considerada como data de transferên-
II - 1,9 (um e nove décimos) para programas de cia a data do protocolo do pedido de Certidão de
construção de Habitação de Interesse Social; Cr - valor unitário, valor por 1m2 (um metro

84
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO III - DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA E DE GESTÃO AMBIENTAL

Transferência de Potencial Construtivo à Secre- potencial construtivo passível de transferência IV - previsão de contrapartida a ser exigida de
taria Municipal de Desenvolvimento Urbano. estabelecidos nesta lei. forma equitativa a todos os proprietários dos
imóveis contidos no perímetro de intervenção;
Art. 129. A expedição da Certidão de Trans-
ferência de Potencial Construtivo de imóveis SEÇÃO III - DOS INSTRUMENTOS V - previsão de mecanismos de participação,
enquadrados como ZEPEC-BIR fica condicio- DE ORDENAMENTO E monitoramento e controle envolvendo obrigato-

TÍTULO II
nada à comprovação do estado de conservação REESTRUTURAÇÃO URBANA riamente a sociedade, os proprietários afetados
do imóvel cedente, mediante manifestação do e o Executivo Municipal;
proprietário e anuência do órgão municipal de Art. 134. Com o objetivo de promover trans-
VI - previsão de solução habitacional definitiva
preservação. formações estruturais o Município deverá de-
dentro do perímetro para a população de baixa
senvolver Projetos de Intervenção Urbana para
§ 1º Quando o imóvel cedente apresentar estado renda que estiver inserida no perímetro do pro-
promover o ordenamento e a reestruturação ur-
de conservação inadequado ou insatisfatório, jeto de Reordenamento Urbanístico Integrado.
bana em áreas subutilizadas e com potencial de
deverá ser exigida do proprietário a adoção de
transformação, preferencialmente localizadas § 3º Lei específica poderá autorizar a Prefei-
medidas de restauro ou de conservação.
na Macroárea de Estruturação Metropolitana, tura a estabelecer, nos perímetros definidos
§ 2º Nos casos enquadrados no disposto no para maior aproveitamento da terra urbana e pelos Projetos de Intervenção Urbana, medidas
parágrafo anterior, a expedição da certidão o consequente aumento nas densidades cons- preventivas destinadas a evitar a alteração das
de transferência de potencial construtivo fica trutivas e demográficas, implantação de novas circunstâncias e das condições de fato existen-
condicionada à verificação das condições de atividades econômicas e emprego e atendimento tes que possam comprometer ou tornar mais
conservação e preservação do imóvel cedente. às necessidades de habitação e de equipamentos onerosa a intervenção prevista para o local.
sociais para a população.
Art. 130. São passíveis de receber o potencial § 4º As medidas preventivas referidas no § 3º
construtivo transferido, até o limite do potencial § 1º As intervenções a serem realizadas nas áreas serão apenas as necessárias para a garantia
construtivo máximo, os imóveis localizados em referidas no “caput” desse artigo deverão estar da integridade dos Projetos de Intervenção
áreas onde o coeficiente de aproveitamento baseadas em Projetos de Intervenção Urbana, Urbana, respeitando-se os alvarás de execução
máximo for maior que 1,0 (um), desde que não a serem elaborados de forma participativa, sob já expedidos pela Municipalidade.
estejam localizados nos perímetros de abran- responsabilidade do Poder Público Municipal.
§ 5º Para implementar os Projetos de Inter-
gência das operações urbanas consorciadas
§ 2º Nas áreas contidas nos perímetros dos venção Urbana, previstos no § 1º, o Município
em vigor.
Projetos de Intervenção Urbana, o Executivo poderá utilizar os seguintes instrumentos:
Art. 131. Será possível a expedição de sucessivas Municipal poderá promover, a pedido dos pro-
prietários ou por iniciativa própria, o Reorde- I - Operações Urbanas Consorciadas;
Certidões de Transferência de Potencial Cons-
trutivo derivadas de uma mesma Declaração de namento Urbanístico Integrado, que trata do II - Concessão Urbanística;
Potencial Construtivo Passível de Transferência, processo de reorganização fundiária associado
ficando a expedição das certidões, nos casos à implantação de projetos de reconhecido inte- III - Áreas de Intervenção Urbana;
previstos no art. 125, condicionadas à compro- resse público, no qual os registros imobiliários
IV - Áreas de Estruturação Local.
vação do estado de conservação e preservação dos terrenos afetados poderão ser objeto de
do imóvel. unificação para posterior reparcelamento, com Art. 135. Para promover os objetivos estabele-
a implantação do projeto urbanístico autoriza- cidos no art. 134 fica a Prefeitura autorizada a
Art. 132. Permanecem válidas as Declarações dor da medida, e este instrumento deverá ser constituir ou delegar instituição de fundo de
de Potencial Construtivo Passível de Transfe- regulamentado por lei específica que deverá investimento imobiliário, instituído nos termos
rência e as Certidões de Potencial Construtivo conter no mínimo: da Lei Federal nº 8.66834, de 25 de junho de 1993,
Transferido emitidas até a data de entrada em
ou legislação que venha a sucedê-la, com as
vigor desta lei. I - definição de percentual mínimo de adesão
seguintes finalidades:
ao projeto de Reordenamento Urbanístico In-
Parágrafo único. Decreto do Executivo estabele- tegrado referenciado preferencialmente no REFERÊNCIAS EXTERNAS
cerá as regras para expedição das Certidões de número de proprietários e de imóveis contidos 34  (Lei Federal n°8.668, de 25 de junho de 1993)
Potencial Construtivo Transferido com base nas no perímetro de intervenção; Dispõe sobre a constituição e o regime tributário
Declarações de Potencial Construtivo Passível dos Fundos de Investimento Imobiliário.
de Transferência expedidas anteriormente à II - definição do conteúdo mínimo do projeto
publicação desta lei. de Reordenamento Urbanístico Integrado;
I - instalar a infraestrutura necessária à im-
Art. 133. Lei específica poderá redefinir os fa- III - definição dos mecanismos de execução do plantação dos planos urbanísticos e projetos
tores de incentivo, seus critérios de aplicação, projeto de Reordenamento Urbanístico Integra- de intervenção urbana;
bem como rever os perímetros de aplicação do do, em especial as formas de financiamento;
II - viabilizar eventuais desapropriações;

85
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO LEI Nº 16.050/2014 TEXTO DA LEI ILUSTRADO

III - viabilizar a utilização do Reordenamento I - estudo do perímetro para a realização do partir das demandas existentes, do incremento
Urbanístico Integrado; Projeto de Intervenção Urbana; de novas densidades habitacionais e constru-
tivas e da transformação nos padrões de uso e
IV - realizar incorporações imobiliárias; II - indicações, por meio de mapas, desenhos ocupação do solo;
ou outras formas de representação visual, das
V - implantar projetos de Habitação de Interesse intervenções propostas; VII - soluções para as áreas de risco e com solos
Social e equipamentos sociais. contaminados;
III - indicações, por meio de quadros, mapas,
desenhos ou outras formas de representação VIII - estudo sobre a viabilidade econômica
Subseção I - Dos Projetos de
visual, dos parâmetros de controle do uso, das intervenções propostas na modelagem ur-
Intervenção Urbana ocupação e parcelamento do solo propostos, banística com estimativas de custo, previsão
quando aplicável, para o perímetro do Projeto das dificuldades de execução e avaliação dos
Art. 136. Os Projetos de Intervenção Urbana, ela- de Intervenção Urbana; impactos positivos e negativos decorrentes das
borados pelo Poder Público objetivam subsidiar intervenções propostas sobre a economia local;
e apresentar as propostas de transformações IV - intervenções urbanas para melhorar as
urbanísticas, econômicas e ambientais nos pe- condições urbanas, ambientais, morfológicas, IX - estratégias de financiamento das interven-
rímetros onde forem aplicados os instrumentos paisagísticas, físicas e funcionais dos espaços ções previstas na modelagem urbanística, com
de ordenamento e reestruturação urbana, como públicos; identificação de fontes de recursos passíveis de
as operações urbanas, as áreas de intervenção serem utilizadas e proposta, se for o caso, de
V - atendimento das necessidades habitacionais
urbana, áreas de estruturação local e concessão parcerias com outras esferas do setor público
e sociais da população de baixa renda residen-
urbanística. e com o setor privado para a implantação das
te na área, afetada ou não pelas intervenções intervenções previstas;
§ 1º O Projeto de Intervenção Urbana deverá mencionadas no inciso anterior, com prioridade
indicar os objetivos prioritários da intervenção, para o atendimento das famílias moradoras de X - priorização do atendimento das necessidades
as propostas relativas a aspectos urbanísticos, favelas e cortiços que possam ser realocadas; sociais, da realização das intervenções urbanas
ambientais, sociais, econômico-financeiros e e da realização dos investimentos previstos;
VI - instalação de serviços, equipamentos e
de gestão democrática, dentre as quais:
infraestruturas urbanas a serem ofertadas a

PROJETOS DE INTERVENÇÃO URBANA (PIU)

Os Projetos de Intervenção Urbana (PIUs) devem


ser elaborados pelo poder público com objetivo O PIU DEVE APRESENTAR INSTRUMENTOS PARA
de promover transformações urbanísticas em PROPOSTAS: VIABILIZAR O PIU:
perímetros específicos da cidade.
URBANÍSTICAS
• Elaboração de projetos urbanos com etapas e fases OPERAÇÕES
PIU • Definição de uso e ocupação de solo (quando aplicável) URBANAS
CONSORCIADAS

SOCIAIS

$ • Promoção de moradia social


• Instalação de equipamentos públicos
CONCESSÃO
URBANÍSTICA
AMBIENTAIS
• Soluções para áreas de risco ambiental
• Melhoria das condições ambientais e paisagísticas

ÁREA DE
ECONÔMICO-FINANCEIRAS INTERVENÇÃO
URBANA
$ • Estudos de viabilidade econômica
• Estratégias de financiamento

GESTÃO DEMOCRÁTICA ÁREA DE


• Mecanismos de participação e controle social ESTRUTURAÇÃO
• Instrumentos para monitoramento e avaliação das ações LOCAL

86
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO III - DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA E DE GESTÃO AMBIENTAL

XI - etapas e fases de implementação da inter- Projeto de Intervenção Urbanística elaborado § 2º Os Planos Regionais das subprefeituras
venção urbana; para a área. deverão observar o disposto nas respectivas
leis de operações urbanas consorciadas nos
XII - instrumentos para a democratização da Parágrafo único. Novas operações urbanas perímetros localizados em seu território de
gestão da elaboração e implementação dos pro- consorciadas poderão ser criadas, por lei es- abrangência.
jetos de intervenção urbana, com mecanismos pecífica, apenas na Macroárea de Estruturação

TÍTULO II
de participação e controle social; Metropolitana, com prioridade para a realização Art. 140. Nos perímetros de abrangência de-
de estudos nos seguintes subsetores: limitados pelas leis específicas de criação das
XIII - instrumentos para o monitoramento e operações urbanas consorciadas, a outorga
avaliação dos impactos da intervenção urbana. I - Arco Tamanduateí; onerosa do potencial construtivo adicional será
§ 2º Os instrumentos de ordenamento e reestru- II - Arco Tietê; regida, exclusivamente, pelas disposições de
turação urbana poderão estabelecer requisitos suas leis específicas.
III - Arco Jurubatuba;
adicionais para os Projetos de Intervenção Ur- Art. 141. A lei específica que regulamentar cada
bana, a depender das características e escala IV - Arco Pinheiros. Operação Urbana Consorciada deve atender
de cada intervenção proposta. aos objetivos e diretrizes estabelecidos nesta
Art. 138. As Operações Urbanas Consorciadas
lei e conter no mínimo:
têm por finalidade:
Subseção II - Das Operações
I - delimitação do perímetro de abrangência
Urbanas Consorciadas I - otimizar a ocupação de áreas subutilizadas,
da Operação Urbana Consorciada;
por meio de intervenções urbanísticas;
Art. 137. A Prefeitura poderá realizar Opera- II - delimitação do perímetro expandido no
II - implantar equipamentos estratégicos para
ções Urbanas consorciadas, de acordo com a qual serão realizados investimentos, com recur-
o desenvolvimento urbano;
Lei Federal nº 10.257, de 2001, com o objetivo sos da própria Operação Urbana Consorciada,
de promover, em um determinado perímetro, III - ampliar e melhorar o sistema de transporte que atendam às necessidades habitacionais da
transformações urbanísticas estruturais, melho- coletivo, as redes de infraestrutura e o sistema população de baixa renda e melhorem as con-
rias sociais e valorização ambiental, previstas no viário estrutural; dições dos sistemas ambientais, de drenagem,
de saneamento e de mobilidade, entre outros;
IV - promover a recuperação ambiental de áreas
contaminadas e áreas passíveis de inundação; III - finalidade da Operação Urbana Consorciada;
OPERAÇÕES URBANAS
CONSORCIADAS (OUC) V - implantar equipamentos públicos sociais, IV - plano urbanístico;
espaços públicos e áreas verdes;
Instrumento definido na Lei Federal V - programa básico de intervenções urbanas
10.257/2001 (Estatuto da Cidade) para VI - promover Empreendimentos de Habitação articulado com as finalidades da Operação Urba-
viabilizar projetos elaborados pelo poder
público, com o objetivo de promover de Interesse Social e urbanizar e regularizar na Consorciada e com o seu plano urbanístico;
transformações urbanísticas estruturais, assentamentos precários;
melhorias sociais e valorização ambiental. VI - estudo prévio de impacto ambiental, de
VII - proteger, recuperar e valorizar o patrimônio vizinhança, quando couber, associado aos es-
ambiental, histórico e cultural; tudos necessários à área de intervenção;

ELABORADO PELO GESTÃO VIII - promover o desenvolvimento econômico VII - programa de atendimento econômico,
PODER PÚBLICO PARTICIPATIVA
e a dinamização de áreas visando à geração de social e habitacional para a população direta-
• Otimização de áreas subutilizadas empregos. mente afetada pela operação;
• Qualificação do espaço público
Art. 139. A lei específica que regulamentar cada VIII - previsão de glebas e terrenos para a pro-
• Promoção de Habitação de Interesse Social
Operação Urbana Consorciada poderá prever, dução habitacional de interesse social dentro
• Promoção do desenvolvimento econômico
e dinamização de áreas visando a geração de mediante contrapartida: de seu perímetro de abrangência ou perímetro
empregos expandido;
I - a modificação de índices e características de
parcelamento, uso e ocupação do solo e subsolo, IX - a regulamentação das condições específi-
bem como alterações das normas edilícias; cas de aplicação do parcelamento, edificação
e utilização compulsórias para glebas, lotes e
II - formas de regularização de edificações exe- edificações subutilizadas, não utilizadas e não
cutadas em desacordo com a legislação vigente. edificadas, de acordo com o previsto nesta lei;
§ 1º (VETADO) X - mecanismos de garantia de preservação dos
imóveis e espaços urbanos de especial valor

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PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

histórico, cultural, arquitetônico, paisagístico e REFERÊNCIAS EXTERNAS V - o limite mínimo dos recursos destinados
ambiental, protegidos por tombamento ou lei; 35  São títulos mobiliários emitidos pela Prefei- para aquisição de terrenos para implantação
1 
tura, utilizados como meio de pagamento de con- de Empreendimentos de Habitação de Inte-
XI - instrumentos urbanísticos complementares trapartida para a Outorga Onerosa dentro do
2  resse Social.
e de gestão ambiental a serem utilizados na perímetro de uma Operação Urbana Consorciada.
implantação da Operação Urbana Consorciada; Cada
3  CEPAC equivale a determinado valor de m² § 6º A Prefeitura poderá estabelecer mecanismos
para utilização em área adicional de construção que estimulem a implementação do Projeto
4 
XII - contrapartidas a serem exigidas dos pro- ou em modificação de usos e parâmetros de um
de Intervenção Urbana da operação urbana
prietários, usuários permanentes e investidores terreno ou projeto.
por meio da vinculação dos CEPACs, podendo
privados em função dos benefícios recebidos;
como oferecidos em garantia para obtenção de prever estímulos e desestímulos em função do
XIII - estoques de potencial construtivo adi- financiamentos para a implementação da ope- tempo decorrido entre o leilão do CEPAC e a
cional; ração. sua vinculação.

XIV - forma de controle e gestão da operação § 1º Os Certificados de Potencial Adicional de § 7º A Prefeitura editará norma geral regula-
urbana consorciada, com a previsão de um Construção - CEPAC serão livremente negocia- mentando as operações relativas aos Certifi-
conselho gestor paritário, formado por repre- dos, mas convertidos em direito de construir cados de Potencial Construtivo Adicional de
sentantes do Poder Público e da sociedade civil; unicamente na área objeto da Operação Urbana Construção - CEPAC.
Consorciada.
XV - fundo específico que deverá receber os
recursos de contrapartidas financeiras e cor- § 2º A vinculação dos Certificados de Potencial Subseção III - Da Concessão
rentes dos benefícios urbanísticos concedidos; Adicional de Construção - CEPAC poderá ser Urbanística
realizada no ato da aprovação de projeto de
XVI - regras de transição do regime jurídico da Art. 144. Com base em autorização legislati-
edificação específico para o terreno.
operação urbana consorciada para o regime va específica, poderá ser realizada concessão
jurídico ordinário da Lei de Parcelamento, Uso § 3º A pedido do interessado os Certificados para implantar Projeto de Intervenção Urbana
e Ocupação do Solo, aplicáveis ao final de cada de Potencial Adicional de Construção - CEPAC elaborado pelo Poder Público, consideradas as
Operação Urbana Consorciada. poderão ser vinculados diretamente ao terre- diretrizes do Plano Diretor Estratégico.
no, de modo desvinculado da aprovação da
Parágrafo único. O perímetro expandido men- edificação, o que deverá ser objeto de certidão.
cionado no inciso II poderá extrapolar os limites
da Macroárea de Estruturação Metropolitana. § 4º Apresentado pedido de licença para cons- CONCESSÃO URBANÍSTICA
truir ou para modificação de uso, os Certificados
Art. 142. Os recursos obtidos pelo Poder Público de Potencial Adicional de Construção - CEPAC Concessão para implantação do
na forma do inciso XII do artigo anterior serão serão utilizados no pagamento da contrapartida Projeto de Intervenção Urbanística (PIU)
aplicados exclusivamente na implantação do correspondente aos benefícios urbanísticos
Programa De Intervenções Urbanas previsto na concedidos, respeitados os limites estabelecidos
lei de criação da Operação Urbana Consorciada. nas leis de cada Operação Urbana Consorciada.
§ 1º No mínimo 25% (vinte e cinco por cento) § 5º A lei a que se refere o “caput” deverá es- PIU ELABORADO PELO
dos recursos arrecadados deverão ser aplicados PODER PÚBLICO
tabelecer:
em Habitação de Interesse Social no perímetro IMPLANTADO POR
de abrangência ou no perímetro expandido da I - a quantidade de Certificados de Potencial EMPRESA ESTATAL
MUNICIPAL OU
Operação Urbana Consorciada, preferencial- Construtivo Adicional de Construção - CEPAC EMPRESA / CONSÓRCIO
mente na aquisição de glebas e lotes. a ser emitida, obrigatoriamente proporcional
ao estoque de potencial construtivo adicional CONSELHO GESTOR
§ 2º Os recursos a que se refere o § 1º deverão ser PARITÁRIO
previsto para a Operação Urbana Consorciada
em sua origem depositados em conta específica. e de acordo com critérios de flexibilização de
Art. 143. A lei específica que criar a Operação parâmetros e regularizações previstas na OUC; A concessionária poderá obter sua
remuneração mediante exploração de:
Urbana Consorciada poderá prever a emissão II - o valor mínimo do CEPAC;
pelo Município de quantidade determinada de ∞ Terrenos
Certificados de Potencial Adicional de Cons- III - as formas de cálculo das contrapartidas; ∞ Potencial construtivo
trução - CEPAC35, que serão alienados em leilão ∞ Edificações de uso privado
IV - as formas de conversão e equivalência dos
ou utilizados diretamente no pagamento das
CEPAC em metros quadrados de potencial cons- ∞ Renda derivada da exploração de
obras, das desapropriações necessárias à im- espaços públicos
trutivo adicional e de metros quadrados de
plantação do programa de intervenções, bem
terreno de alteração de uso;

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TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO III - DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA E DE GESTÃO AMBIENTAL

§ 1º A implantação poderá ser delegada à em- Art. 145. As áreas de intervenção urbana são
presa estatal municipal ou, mediante licita- porções de território definidas em lei destinadas ÁREA DE INTERVENÇÃO URBANA
ção, a empresa ou a conjunto de empresas em à reestruturação, transformação, recuperação (AIU)
consórcio. e melhoria ambiental de setores urbanos com Porções de território destinadas à
efeitos positivos na qualidade de vida, no aten- reestruturação, transformação, recuperação
§ 2º O Projeto de Intervenção Urbana a que e melhoria ambiental.
dimento às necessidades sociais, na efetivação

TÍTULO II
faz referência o “caput” deverá ser elaborado de direitos sociais e na promoção do desenvol- ∞ Ocupação mais intensa, qualificada,
pelo Executivo previamente à solicitação de inclusiva do espaço urbano
vimento econômico, previstas no Projeto de
autorização à Câmara Municipal. ∞ Desenvolvimento econômico
Intervenção Urbanística elaborado para a área.
∞ Racionalização da infraestrutura
§ 3º A concessionária poderá obter sua remu- § 1º São territórios passíveis de serem quali- ∞ Destinação mínima de 25% dos recursos
neração mediante exploração: para Habitação de Interesse Social
ficados como áreas de intervenção urbana os
perímetros que se caracterizem como: ∞ Preservação dos sistemas ambientais
I - dos terrenos;

II - do potencial construtivo a ser utilizado na I - áreas urbanizadas que demandem recu-


implantação do Projeto de Intervenção Urbana; peração, reabilitação ou requalificação para
aplicação de programas de desenvolvimento ELABORADO PELO COM GESTÃO
III - das edificações destinadas a usos privados econômico; PODER PÚBLICO PARTICIPATIVA
que resultarem da obra realizada;
II - áreas com existência de relevantes con-
IV - da renda derivada da exploração de espaços centrações de imóveis não utilizados ou su-
públicos; butilizados;
V - das receitas acessórias, nos termos que fo- III - áreas com processos de expansão urbana
rem fixados no respectivo edital de licitação e e de mudanças nos padrões de uso e ocupação
contrato de concessão urbanística. do solo em larga escala;
§ 4º A intervenção nos imóveis particulares IV - áreas compatíveis com processos de remo-
para a implantação do Projeto de Intervenção delagem e reestruturação urbana, econômica,
Urbana, elaborado pelo Executivo depende- social e ambiental; I - finalidade e delimitação do perímetro de
rá de prévia negociação com os proprietários abrangência da AIU;
dos imóveis diretamente atingidos que, desde V - áreas com relevantes conjuntos arquitetôni-
que compatível com a intervenção planejada, cos e urbanísticos com valor histórico e cultural; II - Projeto de Intervenção Urbana, com a defi-
poderão ser convidados a realizar, por conta nição das intervenções propostas que atendam
VI - perímetros de ZEIS 3, destinados a requali-
própria, nos termos e condições determinadas as demandas sociais e equacionem os proble-
ficação urbana com prioridade para a implan-
pela delegação realizada pelo Poder Público ou mas urbanísticos existentes ou decorrentes da
tação de HIS;
do competente edital de licitação, a intervenção implantação de novas infraestruturas, respei-
proposta. VII - qualificação de áreas de acordo com os ob- tando e integrando as áreas de valor histórico,
jetivos da Rede Hídrica e Ambiental, incluindo cultural e ambiental;
§ 5º (VETADO) os parques propostos e seus entornos.
III - parâmetros específicos para o controle do
§ 6º A concessão urbanística fica sujeita ao re- uso e ocupação do solo no perímetro da área
§ 2º As áreas de intervenção urbana deverão
gime jurídico federal das concessões comuns e de intervenção urbana;
ser propostas pelo Executivo e geridas com
das parcerias público-privadas, com as comple- a participação dos proprietários, moradores,
mentações constantes da legislação específica IV - mecanismos de recuperação, para a coleti-
usuários permanentes e investidores públicos
estadual e municipal. vidade, de parte da valorização de imóveis ur-
e privados, promovendo formas de ocupação
banos decorrentes dos investimentos realizados
§ 7º Deverá ser constituído Conselho Gestor mais intensa, qualificada e inclusiva do espaço
pelo Poder Público e para a promoção da justa
próprio, paritário, com representantes do Po- urbano combinadas com medidas que promo-
distribuição dos ônus e benefícios decorrentes
der Público e da sociedade civil para controle vam o desenvolvimento econômico, racionali-
do processo de urbanização;
social e acompanhamento contínuo de cada zem e democratizem a utilização das redes de
concessão urbanística. infraestrutura e a preservação dos sistemas V - instrumentos de controle social para a de-
ambientais. mocratização da gestão, com a previsão de um
conselho gestor paritário, formado por repre-
Subseção IV - Das Áreas de § 3º As leis específicas que regulamentarão
sentantes do Poder Público e da sociedade civil;
Intervenção Urbana (AIU) as áreas de intervenção urbana conterão, no
mínimo: VI - propostas para ofertar serviços, equipa-

89
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO LEI Nº 16.050/2014 TEXTO DA LEI ILUSTRADO

mentos e infraestruturas urbanas articuladas da própria AIU, que atendam às necessidades local, associando medidas de reestruturação
com o incremento de novas densidades habi- habitacionais da população de baixa renda e me- fundiária e promoção de infraestrutura e equi-
tacionais e construtivas e com a transformação lhorem as condições dos sistemas ambientais, pamentos urbanos e sociais;
nos padrões de uso e ocupação do solo; de drenagem, de saneamento e de mobilidade,
II - qualificação da oferta de Habitação de Inte-
entre outros.
VII - mecanismos para integração de políticas resse Social, promovendo regularização urba-
setoriais de diferentes níveis de governo, em Art. 146. No caso de criação de conta segre- nística e fundiária de assentamentos precários,
especial relacionada com os elementos estru- gada, conforme previsto no inciso III do § 5º considerando a necessidade de reassentamento
turadores do território; do artigo anterior, os recursos serão aplicados de populações que residem em áreas de risco,
exclusivamente na implantação do Programa de forma integrada às melhorias urbanas e
VIII - mecanismos para a implantação com- De Intervenções Urbanas previsto na lei de ambientais;
partilhada das intervenções propostas e de criação da Área de Intervenção Urbana.
arrecadação de receitas mediante parcerias do III - integração do desenvolvimento urbano
Poder Público com o setor privado; Parágrafo único. No mínimo 25% (vinte e cinco local com o Sistema de Transporte Coletivo,
por cento) dos recursos arrecadados deverão garantindo a acessibilidade pela previsão de
IX - soluções para a provisão de Habitação de ser aplicados em Habitação de Interesse So- novas conexões e transposições, considerando
Interesse Social para a população de baixa renda cial, incluindo infraestrutura e equipamentos modos motorizados e não motorizados, com
residente dentro das áreas de intervenção urba- sociais para atender à população moradora, previsão de transporte vertical mecanizado,
na ou em sua vizinhança, com prioridade para preferencialmente na aquisição de glebas e tais como teleféricos, funiculares, elevadores
o atendimento das necessidades habitacionais terras no perímetro de abrangência ou no pe- e escadas rolantes, quando couber;
das famílias moradoras de favelas e cortiços, rímetro expandido.
que possam ser realocadas, e das pessoas que IV - ampliação da oferta de equipamentos ur-
ocupam logradouros e praças públicas; Art. 147. Cada Área de Intervenção Urbana banos e sociais, articulando-os no território à
poderá prever a quantidade de potencial cons- rede existente;
X - regulamentação das condições específicas trutivo adicional utilizável em seu perímetro
de aplicação do parcelamento, edificação e V - qualificação e fortalecimento das centrali-
de intervenção, com base na estrutura, forma,
utilização compulsórias para glebas, lotes e dades locais por meio de sua articulação aos
paisagem, características e funções urbanas
edificações subutilizadas, não utilizadas e não previstas para o local bem como nos parâmetros
edificadas, de acordo com o previsto nesta lei; de uso, ocupação, parcelamento e edificação
XI - mecanismos de garantia de preservação propostos. ÁREAS DE ESTRUTURAÇÃO LOCAL
dos imóveis e espaços urbanos de especial valor (AEL)
Art. 148. Os Projetos de Intervenção Urbana
histórico, cultural, arquitetônico, paisagístico poderão ser elaborados e implantados utili- Porções do território destinadas à
e ambiental, protegidos por tombamento ou transformação local e associadas à Rede de
zando-se quaisquer instrumentos de política Estruturação da Transformação Urbana.
lei, quando couber. urbana e de gestão ambiental previstos neste
∞ Desenvolvimento urbano, especialmente
§ 4º Até a aprovação das leis específicas de cada Plano Diretor Estratégico, além de outros deles
nas áreas de maior vulnerabilidade
Área de Intervenção Urbana, prevalecem as decorrentes. ∞ Fortalecimento das centralidades locais
condições estabelecidas pela legislação de Par- ∞ Integração com transporte coletivo
celamento, Uso e Ocupação do Solo. Subseção V - Das Áreas de ∞ Ampliação de áreas verdes
∞ Oferta de HIS e regularização fundiária
§ 5º As leis específicas que regulamentarão as Estruturação Local (AEL)
∞ Oferta de equipamentos urbanos e sociais
Áreas de Intervenção Urbana poderão definir:
Art. 149. As Áreas de Estruturação Local são
I - valor específico para a outorga onerosa do Conforme diretrizes
porções do território destinadas à transformação estabelecidas nos Planos
direito de construir, mediante Fp e Fs próprios; urbana local mediante integração de políticas Regionais das Subprefeituras
públicas setoriais, associadas à Rede de Estru-
II - possibilidade de realização de leilão de ou-
turação da Transformação Urbana, implantadas
torga onerosa do direito de construir;
por meio de Projetos de Intervenção Urbana,
III - conta segregada no Fundo de Desenvolvi- destinadas ao desenvolvimento urbano espe-
mento Urbano - FUNDURB para vincular o in- cialmente nas áreas de maior vulnerabilidade
vestimento do valor arrecadado nos perímetros social e ambiental.
de abrangência e expandido;
§ 1º São objetivos das Áreas de Estruturação
IV - delimitação do perímetro expandido no qual Local:
serão realizados investimentos, com recursos
I - qualificação integrada de desenvolvimento

90
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO III - DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA E DE GESTÃO AMBIENTAL

equipamentos urbanos e sociais, habitação, cedimentos e critérios aplicáveis, deverá ser


áreas verdes, saneamento e mobilidade local; INSTRUMENTOS DE GESTÃO adotada a Resolução nº 61 do Conselho Muni-
AMBIENTAL cipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento
VI - adensamento qualificado de porções do Sustentável - CADES, de 5 de outubro de 2001 e
território e, ao mesmo tempo, o aumento de EIA Portaria nº 80, de 2007, da Secretaria Municipal
áreas livres e áreas verdes, com percurso para RIMA
do Verde e do Meio Ambiente, ou outro ato que

TÍTULO II
pedestres e áreas de lazer; EIV TAC vier a substituí-la.
RIV
VII - mecanismos de gestão e participação
articulados aos Conselhos Gestores de ZEIS REFERÊNCIAS EXTERNAS

e instâncias de representação vinculadas às 36  Procedimento administrativo no qual o órgão


Subprefeituras. AAE TCA ambiental autoriza a localização, instalação, am-
pliação e operação de empreendimentos e ativi-
§ 2º Os Projetos de Intervenção Urbana das EVA dades utilizadoras de recursos ambientais,
consideradas efetiva ou potencialmente poluido-
Áreas de Estruturação Local devem estar em
ras ou daquelas que, sob qualquer forma, possam
consonância aos Planos Regionais Estratégicos, causar degradação ambiental.
aos Planos de Bairro e aos planos setoriais das EIA Estudo de Impacto Ambiental
políticas dos Sistemas Urbanos e Ambientais. RIMA Relatório de Impacto sobre o Meio
Ambiente
§ 3º A priorização dos projetos deverá considerar § 4º Para empreendimentos sujeitos ao licen-
EIV Estudo de Impacto de Vizinhança ciamento ambiental situados no interior de
o grau de precariedade urbana e ambiental e
RIV Relatório de Impacto de Vizinhança unidades de conservação de uso sustentável
de vulnerabilidade social.
EVA Estudo de Viabilidade Ambiental ou na zona de amortecimento de unidades de
AAE Avaliação Ambiental Estratégica conservação de proteção integral, as medidas
SEÇÃO IV - DOS INSTRUMENTOS mitigadoras e compensatórias deverão aten-
TCA Termo de Compromisso Ambiental
DE GESTÃO AMBIENTAL TAC Termo de Compromisso de
der ao disposto nos seus planos de manejo,
Ajustamento de Conduta Ambiental priorizando a viabilização de ações e projetos
previstos, e sujeitas à aprovação dos respectivos
Subseção I - Do Estudo e Relatório Conselhos Gestores.
de Impacto Ambiental II - diagnóstico ambiental da área;
§ 5º Os impactos decorrentes de empreendi-
III - descrição da ação proposta e suas alter- mentos e atividades sujeitos à avaliação de EIA/
Art. 150. A localização, construção, instala-
nativas; RIMA deverão ser objeto de monitoramento
ção, ampliação, modificação e operação de
empreendimentos e atividades utilizadoras pelo Executivo.
IV - identificação, análise e previsão dos impac-
de recursos ambientais, considerados efetiva tos significativos, positivos e negativos;
ou potencialmente poluidores, bem como os Subseção II - Do Estudo e Relatório
empreendimentos e atividades capazes, sob V - avaliação dos impactos acumulados e sinér-
gicos pela intervenção proposta e a saturação
de Impacto de Vizinhança
qualquer forma, de causar significativas trans-
formações urbanísticas e degradação ambiental, dos índices urbanísticos da área;
Art. 151. A construção, ampliação, instalação,
dependerão de prévio licenciamento do órgão VI - proposição das medidas compensatórias dos modificação e operação de empreendimentos,
ambiental municipal competente, sem prejuízo impactos ambientais negativos, para aprovação atividades e intervenções urbanísticas causa-
de outras licenças legalmente exigíveis. da SVMA, respeitado o disposto na legislação doras de impactos ambientais, culturais, urba-
§ 1º A Licença Ambiental para empreendimen- federal e estadual; nos e socioeconômicos de vizinhança estarão
tos ou atividades descritas no “caput” deste sujeitos à avaliação do Estudo de Impacto de
VII - definição das medidas mitigadoras dos Vizinhança e seu respectivo Relatório de Impac-
artigo será emitida somente após a avaliação do impactos negativos, bem como daquelas inten-
prévio Estudo de Impacto Ambiental e respecti- to de Vizinhança (EIV/RIV) por parte do órgão
sificadoras dos impactos positivos; municipal competente, previamente à emissão
vo Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente
(EIA/RIMA). VIII - planejamento de espaços para instalação das licenças ou alvarás de construção, reforma
de galerias para uso compartilhado de serviços ou funcionamento.
§ 2º O estudo a ser apresentado para a solicita- públicos, inclusive centrais de produção de
ção da Licença Ambiental deverá contemplar, § 1º Lei municipal definirá os empreendimentos,
utilidades energéticas localizadas. atividades e intervenções urbanísticas, públicos
entre outros, os seguintes itens:
§ 3º Até a edição de ato normativo que defina ou privados, referidos no “caput” deste artigo,
I - definição das áreas de influência direta e os empreendimentos e atividades sujeitos ao que deverão ser objeto de Estudos e Relatórios de
indireta; licenciamento ambiental36, bem como os pro-

91
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

Impacto de Vizinhança durante o seu processo II - as demandas por serviços, equipamentos e pública promovida pela Prefeitura, previamente
de licenciamento urbano e ambiental. infraestruturas urbanas e comunitárias; à decisão final sobre o seu licenciamento urbano
e ambiental, nos termos do art. 332.
§ 2º A lei municipal mencionada no parágrafo III - as alterações no uso e ocupação do solo e
anterior deverá detalhar os objetivos do EIV/RIV seus efeitos na estrutura urbana; § 9º (VETADO)
e definir os seus parâmetros, procedimentos,
IV - os efeitos da valorização imobiliária no
prazos de análise, competência, conteúdos e
perfil sócioeconômico da área e da população Subseção III - Do Estudo de
formas de gestão democrática a serem adotadas
na sua elaboração, análise e avaliação. moradora e usuária; Viabilidade Ambiental
V - os efeitos na valorização ou desvalorização
§ 3º O Estudo e Relatório de Impacto de Vizi- Art. 152. No processo de licenciamento am-
imobiliária;
nhança tem por objetivo, no mínimo: biental de empreendimentos e atividades com
VI - a geração de tráfego e de demandas por menor potencial de degradação ambiental,
I - definir medidas mitigadoras e compensa-
melhorias e complementações nos sistemas de conforme disposto na Resolução 61/CA-
tórias em relação aos impactos negativos de
transporte coletivo e de circulação não moto- DES/200137 ou a norma que vier a sucedê-la, o
empreendimentos, atividades e intervenções
rizada, em especial de bicicletas e pedestres; Executivo poderá exigir previamente a elabo-
urbanísticas;
ração de estudo de viabilidade ambiental.
VII - os efeitos da volumetria do empreendimen-
II - definir medidas intensificadoras em relação
to e das intervenções urbanísticas propostas REFERÊNCIAS EXTERNAS
aos impactos positivos de empreendimentos,
sobre a ventilação, iluminação, paisagem ur- 37  (Resolução 61/CADES/2001) Dispõe sobre a
atividades e intervenções urbanísticas; aprovação do Relatório Final da Comissão Especial
bana, recursos naturais e patrimônios culturais
de Estudos sobre a competência do Município de
III - democratizar o processo de licenciamento do entorno;
São Paulo para o Licenciamento Ambiental na 46ª
urbano e ambiental; Reunião Ordinária do CADES.
VIII - a geração de poluição ambiental e sonora
IV - orientar a realização de adaptações aos na área;
projetos objeto de licenciamento urbano e am- Parágrafo único. O estudo de viabilidade am-
IX - as águas superficiais e subterrâneas exis-
biental, de forma a adequá-los às características biental deverá analisar, no mínimo, os possíveis
tentes na área;
urbanísticas, ambientais, culturais e socioeco- impactos ambientais dos empreendimentos e
nômicas locais; X - o acúmulo de impactos urbanos, ambientais, atividades mencionados no “caput”, conside-
socioeconômicos e culturais gerados tanto pelos rando sua abrangência, características e loca-
V - assegurar a utilização adequada e sustentável
empreendimentos, atividades e intervenções lizações específicas.
dos recursos ambientais, culturais, urbanos e
urbanísticas propostas quanto já existentes.
humanos;
§ 5º A elaboração do Estudo e Relatório de Im- Subseção IV - Da Avaliação
VI - subsidiar processos de tomadas de decisão
relativos ao licenciamento urbano e ambiental; pacto de Vizinhança não substitui a elaboração Ambiental Estratégica
do Estudo de Impacto Ambiental.
VII - contribuir para a garantia de boas condi- Art. 153. O Executivo, caso julgue necessário,
§ 6º Fica mantida a exigência de elaboração de
ções de saúde e segurança da população; poderá realizar a Avaliação Ambiental Estratégi-
EIV/RIV para empreendimentos, atividades e
ca (AAE) com o objetivo de auxiliar, antecipada-
VIII - evitar mudanças irreversíveis e danos intervenções urbanísticas, mesmo que estejam
mente, os tomadores de decisões no processo de
graves ao meio ambiente, às atividades culturais inseridos em áreas de Operações Urbanas Con-
identificação e avaliação dos impactos e efeitos
e ao espaço urbano. sorciadas e Áreas de Intervenção Urbana que
que a implementação de políticas, planos ou
já tenham sido licenciadas por meio de EIA/
§ 4° O Estudo e Relatório de Impacto de Vizi- programas pode desencadear na sustentabili-
RIMA ou outro instrumento de licenciamento
nhança deverão contemplar os efeitos positivos dade ambiental, social, econômica e urbana.
ambiental.
e negativos do empreendimento, atividade e
§ 1º A AAE poderá ser realizada de forma par-
intervenção urbanística sobre a qualidade de § 7º A Prefeitura deverá exigir dos responsá-
ticipativa e se constitui em processo contínuo,
vida da população residente, usuária e circulante veis pela realização dos empreendimentos,
devendo ser realizada previamente à implemen-
na área e em suas proximidades incluindo, no instalação de atividades e implantação das in-
tação de políticas, planos e programas.
mínimo, a análise sobre: tervenções urbanísticas públicas e privadas,
obrigados à apresentação do estudo e relatório § 2º Ato do Executivo regulamentará a abran-
I - o adensamento populacional e seus efeitos nos termos do § 1º, a execução das medidas gência da aplicação da AAE e os conteúdos,
sobre o espaço urbano e a população moradora mitigadoras, compensatórias e adaptativas de- parâmetros, procedimentos e formas de gestão
e usuária da área; finidas no EIV/RIV. democrática a serem observados na sua elabo-
ração, análise e avaliação.
§ 8º O EIV/RIV deverá ser objeto de audiência

92
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO III - DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA E DE GESTÃO AMBIENTAL

Subseção V - Do Termo de rão ser obrigatoriamente depositados no Fun- REFERÊNCIAS EXTERNAS


Compromisso Ambiental do Especial de Meio Ambiente e Desenvolvi- 39  (Lei Municipal nº 13.155, de 29 junho de 2001)
mento Sustentável (FEMA)39. Destina-se a apoiar projetos que visem o uso
sustentável dos recursos naturais, manutenção,
Art. 154. O Termo de Compromisso Ambiental Parágrafo único. Nos casos previstos no “caput” melhorias, recuperação da qualidade ambiental,
(TCA) é instrumento a ser firmado entre o órgão deste artigo os recursos deverão ser priori- pesquisa e atividades ambientais de controle,

TÍTULO II
municipal integrante do SISNAMA38 e pessoas tariamente aplicados para a viabilização da fiscalização e defesa do meio ambiente.
físicas ou jurídicas, referente a contrapartidas, implantação de áreas verdes públicas, e para
obrigações e compensações nos casos de: a implantação do instrumento do Pagamento que deverão cumprir rigorosamente as obriga-
REFERÊNCIAS EXTERNAS
por Serviços Ambientais, em conformidade ções e condicionantes referidas no parágrafo
38  (Lei Federal n° 6.938, de 31 de agosto de 1981)
com o art. 158 e os pressupostos do Sistema anterior de modo a cessar, adaptar, recompor,
Constituído por órgãos e entidades do Poder Pú- Municipal de Áreas Protegidas, Espaços Livres corrigir ou minimizar os efeitos negativos do
blico responsáveis pela proteção e melhoria da e Áreas Verdes, definidos nesta lei. dano ambiental ocasionado.
qualidade ambiental.
§ 2º As obrigações e condicionantes técnicos
Subseção VI - Do Termo de decorrentes de empreendimentos situados no
I - autorização prévia para supressão de espé- Compromisso de Ajustamento de interior de unidades de conservação de uso
cies arbóreas; sustentável ou na zona de amortecimento de
Conduta Ambiental
II - intervenções em área de preservação per- unidades de conservação de proteção integral,
manente, com ou sem manejo arbóreo; Art. 156. Para cumprimento do disposto nesta as medidas mitigadoras e compensatórias de-
lei, o órgão ambiental municipal poderá cele- verão atender ao disposto nos seus planos de
III - licenciamento ambiental de empreendi- brar, com força de título executivo extrajudicial, manejo, priorizando a viabilização de ações e
mentos com significativa emissão de gases de nos termos da lei federal, termo de compro- projetos previstos no mesmo, sujeitas à apro-
efeito estufa; misso de ajustamento de conduta ambiental vação dos respectivos Conselhos Gestores.

IV - transferência do potencial construtivo sem com pessoas físicas e jurídicas responsáveis


§ 3º A autoridade ambiental poderá converter
previsão de doação de área, aplicada a imóveis pela construção, instalação, ampliação e fun-
a multa simples em serviços de preservação,
grafados como ZEPAM localizados na Macro- cionamento de estabelecimentos e atividades
conservação e recuperação da qualidade do
zona de Estruturação Urbana. utilizadores de recursos ambientais, conside-
meio ambiente, nos termos da legislação federal
rados, efetiva ou potencialmente, poluidores.
e estadual pertinentes, preferencialmente para
§ 1º No caso previsto no inciso I, deverão ser
Parágrafo único. O Termo de Compromisso execução de programas e projetos ambientais
estabelecidos critérios específicos para áreas
de Ajustamento de Conduta Ambiental tem propostos pelo órgão ambiental municipal, em
enquadradas como ZEPAM.
por objetivo precípuo a recuperação do meio áreas integrantes do sistema de áreas protegidas,
§ 2º No caso previsto no inciso III, a compen- ambiente degradado, mediante a fixação de verdes e espaços livres, respeitado o disposto
sação das emissões deverá ser condicionada obrigações e condicionantes técnicos que deve- no § 2º deste artigo.
à apresentação de um plano de mitigação de rão ser rigorosamente cumpridas pelo infrator
emissões, devendo ser estabelecido, por Ato do em relação à atividade degradadora a que deu Subseção VII - Do Pagamento por
Executivo, os critérios para esta compensação. causa, de modo a cessar, adaptar, recompor,
Prestação de Serviços Ambientais
corrigir ou minimizar seus efeitos negativos
§ 3º As obrigações, contrapartidas e compensa-
sobre o meio ambiente.
ções de empreendimentos situados no interior Art. 158. A Prefeitura poderá aplicar o paga-
de unidades de conservação de uso sustentável Art. 157. O Termo de Compromisso Ajustamento mento por prestação de serviços ambientais
ou na zona de amortecimento de unidades de de Conduta Ambiental - TAC é um instrumento para os proprietários ou possuidores de imóvel
conservação de proteção integral, as medidas com efeito de executivo extrajudicial, que tem urbano ou rural, privado ou público, conforme
mitigadoras e compensatórias deverão aten- como objetivo a recuperação do meio ambiente disposto na legislação federal, estadual e mu-
der ao disposto nos seus planos de manejo, degradado ou o condicionamento de situação de nicipal pertinente.
priorizando a viabilização de ações e projetos risco potencial a integridades ambientais, por
Parágrafo único. O pagamento por serviços am-
previstos no mesmo, e sujeitas à aprovação dos meio da fixação de obrigações e condicionantes
bientais constitui-se em retribuição, monetária
respectivos Conselhos Gestores. técnicos, estabelecidos pelo órgão ambiental
ou não, aos proprietários ou possuidores de
municipal.
Art. 155. Esgotadas as possibilidades de reali- áreas com ecossistemas provedores de serviços
zação da compensação ambiental no local do § 1º O Termo de Ajustamento de Conduta Am- ambientais, cujas ações mantêm, restabelecem
empreendimento, nos casos previstos nos in- biental poderá ser realizado, nos termos da ou recuperam estes serviços, podendo ser re-
cisos I e II do artigo anterior, esta poderá ser Lei Federal, com pessoas físicas e jurídicas muneradas, entre outras, as seguintes ações:
convertida em recursos financeiros, que deve- responsáveis por ocasionar danos ambientais,

93
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

serviços ambientais, mediante prévia valoração em qualquer hipótese, às diretrizes do Plano


PAGAMENTO POR PRESTAÇÃO DE destes serviços; Municipal de Conservação e Recuperação das
SERVIÇOS AMBIENTAIS Áreas Prestadoras de Serviços Ambientais e
III - o disposto no art. 36 da Lei Municipal nº
Mecanismo que viabiliza a conservação de demais normas aplicáveis.
14.933, de 5 de junho de 2009, ou que vier a
áreas que contribuem para manutenção da
qualidade ambiental da cidade remunerando lhe suceder; § 3º Os recursos do FEMA poderão ser acresci-
os proprietários ou possuidores dessas áreas. dos de recursos provenientes de outras fontes
IV - outros programas instituídos pelo Poder tais como demais fundos públicos ou privados,
Executivo em consonância com as disposições cooperações, parcerias, doações e repasses.
desta lei e da legislação estadual ou federal
pertinente. § 4º Os proprietários de imóveis que promove-
BENEFÍCIOS rem a criação de Reserva Particular do Patrimô-
PREFEITURA § 1º Os critérios de valoração a que se refere o
À SOCIEDADE nio Natural - RPPN ou atribuição de caráter de
inciso II deste artigo serão definidos em regra- preservação permanente em parte da proprie-
mento próprio, a ser editado por SVMA. dade, conforme preconizado no art. 36 da Lei
§ 2º A participação do recebedor das vantagens nº 14.933, de 5 de junho de 2009, bem como os
relativas aos programas de pagamentos por proprietários de imóveis situados em ZEPAM na
PAGAMENTO serviços ambientais será voluntária. Macrozona de Proteção e Recuperação Ambien-
PELA CONSERVAÇÃO tal, em especial na Área de Proteção e Recupe-
CONSERVAÇÃO AMBIENTAL Art. 160. A SVMA fica autorizada, através do ração aos Mananciais, e aqueles inseridos nas
Fundo Municipal de Meio Ambiente e Desen- Áreas de Proteção Ambiental Capivari-Monos e
volvimento Sustentável - FEMA, sempre que Bororé-Colônia, terão prioridade nos programas
julgar conveniente e oportuno, a proceder cha- de pagamento por serviços ambientais, desde
mada a proprietários ou detentores de posse que atendam aos requisitos gerais fixados na
mansa e pacífica de imóvel interessados em presente lei.
PROPRIETÁRIO participar de programas de pagamentos por
DA ÁREA Art. 161. São requisitos gerais para a participa-
serviços ambientais.
ção de proprietários ou possuidores de áreas
§ 1º O percentual de recursos do FEMA a ser prestadoras de serviços ambientais, em progra-
I - manutenção, recuperação, recomposição e
destinado a programas de Pagamento por Ser- mas de pagamentos por serviços ambientais:
enriquecimento de remanescentes florestais;
viços Ambientais será definido anualmente
II - recuperação de nascentes, matas ciliares pelo Conselho do Fundo Especial de Meio Am- I - enquadramento e habilitação em programa
e demais áreas de preservação permanente; biente e Desenvolvimento Sustentável - CON- específico definido por SVMA;
FEMA40, mediante diretrizes a serem estabele-
III - recuperação, recomposição e enriqueci- II - adequação do imóvel em relação à legisla-
cidas pelo Conselho de Meio Ambiente e De-
mento de áreas de reserva legal; ção ambiental ou, se for o caso, a assinatura
senvolvimento Sustentável - CADES41, não po- de Termo de Compromisso de Ajustamento
IV - conversão da agricultura familiar conven- dendo ser inferior a 10% (dez por cento) dos de Conduta Ambiental - TCA, firmado entre o
cional para agricultura orgânica; recursos arrecadados no ano anterior pelo proprietário ou possuidor de área prestadora de
FEMA. serviços ambientais e a SVMA, no qual deverão
V - cessão de área para soltura de animais sil-
ser estabelecidos as obrigações e os prazos para
vestres, mediante critérios a serem definidos REFERÊNCIAS EXTERNAS
o cumprimento do que estabelece a legislação
pelos órgãos municipais responsáveis pela con- 40  Órgão deliberativo composto por represen-
tantes de Poder Público e da sociedade civil, com ambiental;
servação da fauna silvestre e da biodiversidade.
a finalidade de definir normas, procedimentos e
condições operacionais do Fundo Especial do Meio
III - comprovação do uso ou ocupação regular
Art. 159. Os pagamentos por serviços ambientais
Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - FEMA. do imóvel a ser contemplado;
deverão ser implantados através de programas
definidos pela SVMA, entre os quais, os que 41 (Lei n.º 11.426, de 18 de Outubro de 1993) Ór- IV - formalização de instrumento contratual
contemplem: gão consultivo e deliberativo em questões refe- específico entre o proprietário ou possuidor
rentes à preservação, conservação, recuperação de área prestadora de serviços ambientais e
I - remuneração de atividades humanas de e melhoria do meio ambiente natural, construído
a SVMA.
manutenção, restabelecimento e recupera- e do trabalho em todo o território municipal.
ção dos ecossistemas provedores de serviços Parágrafo único. O descumprimento injus-
ambientais; tificado de cláusulas previstas no Termo de
§ 2º Os objetivos, critérios de seleção, duração
Compromisso de Adequação Ambiental e no
II - remuneração dos proprietários ou possuido- e demais detalhes e regras serão definidos em
instrumento contratual específico, referidos
res, de áreas com ecossistemas provedores de edital específico da chamada e obedecerão,

94
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO III - DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA E DE GESTÃO AMBIENTAL

nos incisos II e IV, além das penalidades previs- equacionada e resolvida por obras e outras
tas nos respectivos instrumentos, acarretará a INSTRUMENTOS DE REGULARIZAÇÃO intervenções.
suspensão dos pagamentos e a exclusão do inte- FUNDIÁRIA
§ 2º O Executivo poderá assegurar o exercício do
ressado do cadastro de provedores de serviços
direito de concessão de uso especial para fins
ambientais até a comprovação do cumprimento
de moradia, individual ou coletivamente, em
das obrigações vencidas.

TÍTULO II
ZEIs Zonas Especiais de Interesse
Social (ZEIS)
local diferente daquele que gerou esse direito,
Art. 162. O contrato de pagamento por servi- nas hipóteses de:
ços ambientais será regulamentado por ato do Concessão do Direito Real I - ser área de uso comum do povo com outras
Executivo. de Uso
destinações prioritárias de interesse público,
Art. 163. O monitoramento e fiscalização da definidas no Plano Diretor;
Concessão de Uso Especial
aplicação deste instrumento serão exercidos Para Fins de Moradia
II - ser área onde houver necessidade de desa-
pela SVMA, e os resultados deverão ser apre-
Usucapião Especial de densamento por motivo de projeto e obra de
sentados anualmente ao Conselho Municipal de
Imóvel Urbano, Individual urbanização;
Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável ou Coletivo
- CADES e ao Conselho do Fundo Especial de III - ser área de comprovado interesse da de-
Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Demarcação Urbanística fesa nacional, da preservação ambiental e da
- CONFEMA. proteção dos ecossistemas naturais;

Legitimação de Posse IV - ser área reservada à construção de represas


SEÇÃO V - DOS INSTRUMENTOS DE e obras congêneres.
REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA
Assistência Técnica, Jurídica § 3º Para atendimento do direito previsto nos
e Social Gratuita
Art. 164. A Prefeitura ou os demais legitimados parágrafos anteriores, a moradia deverá estar
na forma da lei, com base nas atribuições pre- localizada próxima ao local que deu origem
vistas no inciso VIII do art. 30 da Constituição ao direito de que trata este artigo, e em casos
da República, na Lei Federal nº 10.257, de 2001 de impossibilidade, em outro local, desde que
V - a demarcação urbanística; haja manifesta concordância do beneficiário.
- Estatuto da Cidade, na Lei Federal nº 11.97742,
de 7 de julho de 2009 e alterações posteriores, VI - a legitimação de posse; § 4º A concessão de uso especial para fins de
e na legislação municipal de regularização de
VII - a assistência técnica, jurídica e social moradia poderá ser solicitada de forma indi-
loteamentos, parcelamentos do solo e edifica-
gratuita. vidual ou coletiva.
ções, consolidados até a data de aprovação
desta lei, deverá incorporar os assentamentos § 5º Buscar-se-á respeitar, quando de interesse
Parágrafo único. Também são considerados
precários, favelas, loteamentos irregulares e da comunidade, as atividades econômicas locais
passíveis de regularização fundiária as pro-
cortiços, visando à sua regularização urbanís- promovidas pelo próprio morador, vinculadas
priedades agrícolas localizadas na Macroárea
tica e fundiária, mediante a utilização de ins- à moradia, como pequenas atividades comer-
de Contenção Urbana e Uso Sustentável.
trumentos urbanísticos próprios: ciais, indústria doméstica, artesanato, oficinas
Art. 165. O Executivo deverá outorgar título de de serviços e outros.
REFERÊNCIAS EXTERNAS
concessão de uso especial para fins de moradia
42  (Lei Federal nº 11.977, de 7 de julho de 2009) § 6º Extinta a concessão de uso especial para
Dispõe sobre o programa habitacional do Gover- àquele que, até 30 de junho de 2001, residia em
imóvel público situado em área urbana com até fins de moradia, o Poder Público recuperará o
no Federal do Brasil, o Programa Minha Casa Minha
Vida – PMCMV, e a regularização fundiária de 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados), domínio pleno do terreno.
assentamentos localizados em áreas urbanas. por 5 (cinco) anos, ininterruptamente e sem § 7º É responsabilidade do Poder Público pro-
oposição, desde que não seja proprietário ou mover as obras de urbanização nas áreas onde
concessionário de outro imóvel urbano ou rural, foi obtido título de concessão de uso especial
I - Zonas Especiais de Interesse Social;
de acordo com art. 1º da Medida Provisória nº para fins de moradia.
II - a concessão do direito real de uso; 2.220, de 2001.
§ 8º O atendimento habitacional em programas
III - a concessão de uso especial para fins de § 1º O Executivo deverá assegurar o exercício do de apoio habitacional, tais como bolsa-aluguel,
moradia; direito de concessão de uso especial para fim aluguel social, parceria social, ou por intermédio
de moradia, individual ou coletivamente, em de indenização por benfeitorias, dentre outros,
IV - a usucapião especial de imóvel urbano, local diferente daquele que gerou esse direito, será realizado por período determinado e vin-
individual ou coletivo; nas hipóteses de a moradia estar localizada
em área de risco cuja condição não possa ser

95
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

culado ao atendimento definitivo em programa precários existentes e à regularização fundiária Lei Municipal nº 10.032, de 198543, e alterações
de produção de Habitação de Interesse Social. e ambiental dos imóveis rurais. posteriores, assim como às legislações estadual
e federal que regulam esse instrumento, no
Art. 166. A concessão de uso especial para fins
que couber.
de moradia poderá ser outorgada mediante re- SEÇÃO VI - DOS INSTRUMENTOS
querimento do interessado, dirigido à Secretaria DE PROTEÇÃO AO PATRIMÔNIO § 2º O inventário como instrumento de promo-
Municipal de Habitação. CULTURAL ção e proteção do patrimônio cultural obedecerá
ao disposto em legislação municipal específica,
Art. 167. O atendimento habitacional em pro-
Art. 172. Os instrumentos de identificação, que se submeterá às disposições constantes no
gramas de apoio habitacional, tais como bol-
proteção e valorização do patrimônio cultural § 1º do art. 216 da Constituição Federal44.
sa-aluguel, parceria social, ou por intermédio
paulistano visam à integração de áreas, imó-
de indenização por benfeitorias, dentre outros, § 3º O registro das áreas de proteção cultural e
veis, edificações e lugares de valor cultural e
será realizado por período determinado e vin- Territórios de Interesse da Cultura e da Paisagem
social aos objetivos e diretrizes do Plano Dire-
culado ao atendimento definitivo em programa obedecerá ao disposto em legislação específica,
tor Estratégico, e correspondem aos seguintes
de produção de Habitação de Interesse Social. que se submeterá às disposições constantes no
instrumentos legais:
§ 1º do art. 216 da Constituição Federal44.
Parágrafo único. O aluguel social deverá ser
previsto em programa específico, como atendi- § 4º O registro de bens imateriais obedecerá
INSTRUMENTOS DE PROTEÇÃO AO
mento definitivo nos termos do Serviço de Mo- PATRIMÔNIO CULTURAL ao disposto na Lei Municipal nº 14.40645, de
radia Social previsto nos arts. 295 e 296 desta lei. 2007, e alterações posteriores, assim como às
legislações estadual e federal que regulam esse
Art. 168. O Executivo promoverá o plano de ur-
instrumento, baseado na Constituição Federal, e
banização com a participação dos moradores de
que consiste em um conjunto de procedimentos
áreas usucapidas para a melhoria das condições Tombamento
técnicos, administrativos e jurídicos realizados
habitacionais e de saneamento ambiental nas
pelo Executivo, com vistas ao reconhecimento
áreas habitadas por população de baixa renda,
Inventário do Patrimônio do patrimônio imaterial, sua inscrição em Livros
usucapidas coletivamente por seus possuidores Cultural de Registro (dos Saberes, Celebrações, Formas
para fim de moradia, nos termos da Lei Federal
Registro das Áreas de de Expressão, Sítios e Espaços46)e definição de
nº 10.257, de 10 de julho de 2001 - Estatuto da Proteção Cultural e políticas públicas de salvaguarda como forma
Cidade. Territórios de Interesse da
de apoiar sua continuidade.
Cultura e da Paisagem
Art. 169. A regularização fundiária de interesse
Registro do Patrimônio
social que envolva apenas a regularização ju- Imaterial REFERÊNCIAS EXTERNAS
rídica da situação dominial do imóvel poderá,
43  (Lei Municipal nº 10.032, de 1985) Dispõe so-
a critério da administração, dispensar a apre- bre a criação de um Conselho Municipal de Pre-
Chancela da Paisagem
sentação do plano mencionado no art. 47 desta Cultural servação do Patrimônio Histórico, Cultural e
lei, hipótese em que serão exigíveis apenas Ambiental de São Paulo - Conpresp, responsável
os documentos necessários à viabilização do Levantamento e Cadastro por formular diretrizes e estratégias para garantir
Arqueológico do Município a preservação de bens culturais e naturais.
registro do projeto de regularização.
(LECAM)
44  (Constituição da República Federativa do Brasil
Art. 170. A regularização fundiária em áreas de 1988) O Poder Público, com a colaboração da
ambientalmente protegidas deverá observar os comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio
dispositivos previstos em legislação pertinente. cultural brasileiro, por meio de inventários, registros,
I - tombamento; vigilância, tombamento e desapropriação, e de
Art. 171. Cabe à Prefeitura garantir assistência outras formas de acautelamento e preservação.
técnica, jurídica, urbanística e social gratuita II - inventário do patrimônio cultural;
45  (Lei Municipal nº 14.406, 21 de maio de 2007)
à população, indivíduos, entidades, grupos co- III - registro das áreas de proteção cultural e Ter- Institui o Programa Permanente de Proteção e
munitários e movimentos na área de Habitação ritórios de Interesse da Cultura e da Paisagem; Conservação do Patrimônio Imaterial do Municí-
de Interesse Social e de Agricultura Familiar, pio de São Paulo, com a finalidade de identificar,
IV - registro do patrimônio imaterial; inventariar, fomentar a transmissão das expressões
buscando promover a inclusão social, jurídica,
culturais da cidade como bens do Patrimônio de
ambiental e urbanística da população de baixa Natureza Imaterial.
V - chancela da paisagem cultural;
renda à cidade, na garantia da moradia digna e
46  (Decreto nº 3.551/2000) Corresponde à iden-
no reconhecimento dos serviços ambientais e VI - Levantamento e Cadastro Arqueológico do tificação e contextualização da produção de co-
sociais prestados pelos agricultores familiares, Município - LECAM. nhecimento sobre o bem cultural de natureza
particularmente nas ações visando à regulariza- imaterial, de acordo com sua categoria.
ção fundiária e qualificação dos assentamentos § 1º O tombamento obedecerá ao disposto na

96
TÍTULO II - DA ORDENAÇÃO TERRITORIAL | CAPÍTULO III - DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA E DE GESTÃO AMBIENTAL

§ 5º A Chancela da Paisagem Cultural, instituí- REFERÊNCIAS EXTERNAS


da pela Portaria IPHAN 127/200947, tem como 47  (Portaria IPHAN 127/2009) Regulamenta o con-
objetivo reconhecer uma porção peculiar do ceito de Paisagem Cultural como porção peculiar
território nacional, representativa do processo do território nacional, representativa do processo
de interação do homem com o meio natural, à qual
de interação do homem com o meio natural,
a vida e a ciência humana imprimiram marcas ou
à qual a vida e a ciência humana imprimiram

TÍTULO II
atribuíram valores. Tem a finalidade de atender ao
marcas ou atribuíram valores, e deve obedecer interesse público e contribuir para a preservação
ao disposto em legislação específica, assim como do patrimônio cultural.
as legislações estadual e federal que regulam
48  (Decreto nº 54.805/2014) Regulamenta o Fun-
esse instrumento. do de Proteção do Patrimônio Cultural e Ambien-
tal Paulistano - FUNCAP, destinado à execução de
§ 6º O Levantamento e Cadastro Arqueológico
serviços e obras de conservação, restauração,
do Município de São Paulo - LECAM-SP é um reparos, aquisição e manutenção dos bens tom-
sistema de informações que deverá servir como bados pelo Conselho Municipal de Preservação
base de planejamento da cidade, visando à pre- do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de
servação e à valorização das áreas de interesse São Paulo - Conpresp.
arqueológico do Município, e que obedecerá ao
disposto em legislação municipal específica, que
se submeterá às disposições constantes no § 1º
do art. 216 da Constituição Federal.

Subseção I - Do Termo de
Ajustamento de Conduta Cultural -
TACC

Art. 173. Para cumprimento do disposto nesta


lei, o Executivo poderá celebrar, com força de
título executivo extrajudicial, nos termos da lei
federal, Termo de Compromisso de Ajustamento
de Conduta Cultural com pessoas físicas e jurí-
dicas responsáveis pela reparação integral de
danos ou descaracterizações causadas a bens,
imóveis, áreas ou espaços protegidos em função
de seu valor histórico e cultural.

§ 1º O Termo de Compromisso de Ajustamento


de Conduta Cultural tem por objetivo precípuo a
recuperação de bens, imóveis, áreas ou espaços
protegidos pelo seu valor histórico e cultural
que tenham sofrido abandono ou intervenções,
mediante a fixação de obrigações que deverão
ser rigorosamente cumpridas pelo infrator, vi-
sando à reparação integral dos danos causados.

§ 2º Sem prejuízo da aplicação das penalidades


previstas no Decreto nº 54.805/201448, os imóveis
enquadrados como ZEPEC pela Lei nº 13.885,
de 2004, e que, ao tempo da edição da presente
lei se encontram demolidos, poderão ser objeto
de TACC, a ser elaborado conjuntamente pelo
proprietário do imóvel e pelo Executivo Muni-
cipal, visando à reparação dos danos causados
ao patrimônio histórico e cultural.

97
TÍTULO III - DA POLÍTICA E DOS
SISTEMAS URBANOS E AMBIENTAIS
CAPÍTULO I - DA POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL

CAPÍTULO II - DA POLÍTICA AMBIENTAL

CAPÍTULO III - DO SISTEMA DE INFRAESTRUTURA

CAPÍTULO IV - DA POLÍTICA E DO SISTEMA DE SANEAMENTO AMBIENTAL

CAPÍTULO V - DA POLÍTICA E DO SISTEMA DE MOBILIDADE

CAPÍTULO VI - DO SISTEMA DE ÁREAS PROTEGIDAS, ÁREAS VERDES E ESPAÇOS LIVRES

CAPÍTULO VII - DA POLÍTICA DE HABITAÇÃO SOCIAL

CAPÍTULO VIII - DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E DO SISTEMA DE EQUIPAMENTOS URBANOS E SOCIAIS


PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

Art. 174. As políticas públicas setoriais, em espe- VIII - Política de Proteção ao Patrimônio Ar- CAPÍTULO I - DA POLÍTICA
cial as urbanas e ambientais, integram a Política quitetônico e Urbano;
de Desenvolvimento Urbano do Município e DE DESENVOLVIMENTO
IX - Sistema de Infraestrutura.
definem as ações que devem ser implementa- ECONÔMICO SUSTENTÁVEL
das pelo Executivo para cumprir os objetivos
estratégicos deste Plano Diretor Estratégico. Art. 175. São objetivos da Política de Desen-
Parágrafo único. As políticas e os sistemas volvimento Econômico Sustentável reforçar
urbanos e ambientais tratados nesta lei são as o papel do Município como centro industrial,
que se relacionam direta ou indiretamente com comercial, de serviços, de conhecimento, de
questões de ordenamento territorial, a saber: criação e inovação, promover atividades eco-
nômicas sustentáveis na zona rural e estimular
I - Política de Desenvolvimento Econômico atividades econômicas que permitam equilibrar
Sustentável; a relação emprego/moradia em todas as regiões
da cidade na perspectiva de reduzir as desigual-
II - Política e Sistema de Mobilidade;
dades socioterritoriais e reduzir a quantidade
III - Política e Sistema Ambiental; de viagens e o tempo médio de deslocamento
no Município.
IV - Política e Sistema de Saneamento Ambien-
tal; Parágrafo único. Para alcançar o objetivo des-
crito no “caput” deste artigo, o Município de-
V - Sistema de Áreas Protegidas, Áreas Verdes verá articular-se com os demais municípios da
e Espaços Livres; Região Metropolitana de São Paulo e instâncias
do governo estadual e federal.
VI - Desenvolvimento Social e Sistema de Equi-
pamentos Urbanos e Sociais; Art. 176. São objetivos específicos da Política
de Desenvolvimento Econômico Sustentável:
VII - Política de Habitação Social;
I - induzir uma distribuição mais equitativa
do emprego, desconcentrando as atividades
POLÍTICA E SISTEMAS URBANOS E AMBIENTAIS econômicas;

II - investir em infraestrutura para minimizar


As políticas públicas setoriais integram a Política de Desenvolvimento Urbano do Município e definem as
as deseconomias de aglomeração presentes no
ações que devem ser implementadas. As políticas e os sistemas urbanos e ambientais se relacionam direta
ou indiretamente com questões de ordenamento territorial: Município e criar novas áreas aptas para atrair
investimentos em atividades econômicas;

III - proteger as áreas industriais em funcio-


namento e estimular sua expansão em moldes
POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL E
DESENVOLVIMENTO SISTEMA DE EQUIPAMENTOS compatíveis com as novas condições territoriais
ECONÔMICO SUSTENTÁVEL URBANOS E SOCIAIS do Município;

SISTEMA DE IV - incentivar o comércio e os serviços locais,


INFRAESTRUTURA POLÍTICA E SISTEMA DE especialmente os instalados em fachadas ativas,
SANEAMENTO AMBIENTAL junto às ruas;
POLÍTICA E SISTEMA
AMBIENTAL V - potencializar a capacidade criativa, o conhe-
POLÍTICA DE PROTEÇÃO cimento científico e tecnológico e a inovação
AO PATRIMÔNIO existentes no Município para gerar atividades
POLÍTICA E SISTEMA ARQUITETÔNICO E URBANO
DE MOBILIDADE econômicas de alto valor agregado e ambien-
talmente sustentáveis;
SISTEMA DE ÁREAS
POLÍTICA DE PROTEGIDAS, ÁREAS VERDES VI - promover o desenvolvimento sustentável da
HABITAÇÃO SOCIAL E ESPAÇOS LIVRES zona rural com o apoio à agricultura familiar,
em especial a orgânica, e ao turismo sustentável,
em especial de base comunitária;

100
TÍTULO III - DA POLÍTICA E DOS SISTEMAS URBANOS E AMBIENTAIS | CAPÍTULO I - DA POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL

atividades econômicas, requerendo estímulos


POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO e ações planejadas do Poder Público.
ECONÔMICO SUSTENTÁVEL
§ 1º Ficam estabelecidos os seguintes polos
Para reforçar o papel da cidade como centro industrial, comercial e de serviços e como produtora de bens
estratégicos de desenvolvimento econômico:
e conhecimento, o Plano Diretor define a Política de Desenvolvimento Econômico Sustentável, que fornece
as diretrizes e objetivos para estimular atividades econômicas que permitam equilibrar a distribuição de
emprego e moradia em toda a cidade. Para alcançar estes objetivos, o Plano Diretor define a criação de: I - Polo Leste, correspondente aos subsetores
Arco Leste e Arco Jacu-Pêssego;
Perímetros de Incentivo ao
II - Polo Sul, correspondente aos subsetores
Desenvolvimento Econômico
Cupecê e Arco Jurubatuba;

TÍTULO III
Parques Tecnológicos
III - Polo Noroeste, correspondente ao subsetor
Polos de Economia Criativa
Raimundo Pereira de Magalhães/Anhanguera;
Polos de Desenvolvimento
Econômico IV - Polo Norte, correspondente ao subsetor
Sezefredo Fagundes até a Marginal Tietê;
Centralidades Polares e Lineares
V - Polo Fernão Dias, correspondente ao sub-
Polo de Desenvolvimento
Rural Sustentável
setor Fernão Dias.

§ 2º Os polos estratégicos de desenvolvimento


Principais objetivos:
econômico deverão, sempre que houver in-
Distribuir equitativamente a oferta de Proteger áreas industriais existentes e teresse dos municípios limítrofes, ser desen-
emprego na cidade com Polos Estratégicos criar novas áreas aptas a atrair volvidos de forma articulada regionalmente,
de Desenvolvimento Econômico investimento em atividades econômicas
especialmente com a Região Metropolitana
Promover a infraestrutura necessária ao Potencializar a capacidade criativa e o de São Paulo.
desenvolvimento sustentável conhecimento científico e tecnológico
Art. 178. Para planejar a implantação dos polos
de desenvolvimento econômico e estimular a
VII - promover a infraestrutura necessária ao de desenvolvimento econômico sustentável, atração de empresas, o Município deve formular
desenvolvimento sustentável, incluindo obras, o Município deve implementar as seguintes
empreendimentos e serviços de utilidade pú- estratégias relacionadas com o ordenamento POLOS ESTRATÉGICOS DE
blica, na zona urbana e rural; territorial: DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
VIII - reforçar a posição da cidade como polo I - Polos estratégicos de desenvolvimento eco- POLO NOROESTE
de eventos, ampliando a infraestrutura e os nômico; Subsetor Raimundo
espaços destinados a exposições e congressos; Pereira de Magalhães/
II - Centralidades lineares e polares; Anhanguera
IX - criar as condições para o desenvolvimento
do turismo apropriado às características do III - Polos de economia criativa; POLO FERNÃO DIAS
Subsetor Fernão Dias
Município, gerando sinergias entre eventos, IV - Parques tecnológicos;
negócios, cultura, gastronomia, compras e
agroecoturismo para aumentar a permanên- V - Polos de desenvolvimento rural sustentável;
cia do visitante no Município;
VI - Zona Predominantemente Industrial - ZPI.
X - facilitar a instalação de empresas no Mu-
nicípio, por meio de incentivos tributários e SEÇÃO I - POLOS ESTRATÉGICOS
urbanísticos, facilitando os procedimentos POLO LESTE
DE DESENVOLVIMENTO Subsetores
administrativos, em especial nos setores prio-
ritários definidos nesta lei; ECONÔMICO Arco Leste e Arco
Jacu-Pêssego

XI - valorizar a diversidade territorial, cultural, Art. 177. Os polos estratégicos de desenvolvi-


étnica, religiosa e de orientação sexual como mento econômico são setores demarcados na
POLO SUL
um direito que potencializa as oportunidades Macroárea de Estruturação Metropolitana e Subsetores
de desenvolvimento econômico do Município. situados em regiões de baixo nível de empre- Cupecê e
go e grande concentração populacional, que Arco Jurubatuba
Parágrafo único. Para alcançar os objetivos
apresentam potencial para a implantação de

101
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO LEI Nº 16.050/2014 TEXTO DA LEI ILUSTRADO

compatível com o perfil socioeconômico e com II - eixos e polos de centralidade do terciário


POLOS ESTRATÉGICOS DE a formação da população moradora na região. avançado;
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
Art. 179. Para estimular a implantação de III - centros de bairros e polos e eixos de comér-
Setores demarcados na Macroárea de
empresas, o plano previsto no artigo anterior cio e serviços em áreas consolidadas;
Estruturação Metropolitana e situados em
regiões de baixo nível de emprego e grande deve estabelecer as atividades prioritárias que
IV - grandes equipamentos urbanos que polari-
concentração populacional. Para estimular poderão se beneficiar do Programa de Incenti-
a presença de usos não residenciais e zam atividades econômicas, como, entre outros,
aumentar a oferta de empregos na região,
vos Fiscais, a ser instituído por lei específica,
terminais, centros empresariais, aeroportos;
são previstos incentivos fiscais e urbanísticos: incluindo os seguintes benefícios:
V - áreas integrantes dos eixos de estruturação
$ Isenção ou desconto do IPTU I - isenção ou desconto do Imposto Predial Ter-
da transformação urbana ao longo do sistema
ritorial Urbano - IPTU;
$ Desconto de até 60% do ISS estrutural do transporte coletivo;
II - desconto de até 60% do Imposto sobre Ser-
$ Isenção ou desconto de ITBI-IV VI - centralidades a serem consolidadas.
para aquisição de imóveis para viços de Qualquer Natureza - ISS para os setores
instalação das empresas a serem incentivados;
$ Isenção ou desconto de ISS da CENTRALIDADES POLARES
construção civil para construção III - isenção ou desconto de Imposto sobre a
ou reforma de imóvel Transmissão de Bens Imóveis Inter Vivos - IT- E LINEARES
BI-IV49 para aquisição de imóveis para instala- Porções do território do município que
ção das empresas na região; concentram atividades terciárias, em
especial comércio e serviços, que devem ser
REFERÊNCIAS EXTERNAS qualificadas e fortalecidas.
49 (Lei Municipal nº 13.402, de 05 de agosto de
2002) Imposto sobre a Transmissão de Bens Imó- Fortalecimento e valorização do
veis, realizada “inter vivos”, por ato oneroso, que centro histórico
deve ser pago ao Município onde está situado o
imóvel. Ato oneroso é aquele que produz vantagens Fortalecimento e valorização das
áreas tradicionais de comércio
e obrigações para todas as partes envolvidas, ten-
do como exemplo típico a compra e venda de um
Estímulo ao uso misto
planos específicos para cada polo, que devem bem. Assim, esse imposto não é cobrado no caso
conter, no mínimo: de doações. “Inter vivos” significa que o negócio Qualificação urbanística das ruas
é realizado entre pessoas vivas, ou seja, não se comerciais
I - a delimitação de cada polo; aplica ao ITBI em transmissões por herança.
Criação de novas centralidades
II - a vocação econômica do polo, considerando-
se sua localização e características socioeconô- IV - isenção ou desconto de ISS da construção
micas e de formação da população moradora civil para construção ou reforma de imóvel.
na região; Parágrafo único. Os empreendimentos não
III - as atividades econômicas que devem ser residenciais implantados nos setores previstos
estimuladas; nos arts. 362 e 363, delimitados no Mapa 2A,
ficam dispensados do pagamento da outorga
IV - as intervenções necessárias, em especial onerosa.
de logística, mobilidade e infraestrutura, para
viabilizar a implantação das atividades econô-
micas prioritárias;
SEÇÃO II - CENTRALIDADES
POLARES E LINEARES Art. 181. O fortalecimento de polos e eixos de
V - as estratégias para financiar as interven- centralidades dar-se-á através das seguintes
ções a serem realizadas, incluindo parcerias Art. 180. Os polos e eixos de centralidades são ações:
público-privadas possíveis de ser utilizadas porções do território do Município que con- I - fortalecimento e reabilitação do centro his-
para implementar o polo; centram atividades terciárias, em especial co- tórico, incluindo:
mércio e serviços, que devem ser qualificadas
VI - prazos de implementação e recursos ne-
e fortalecidas. a) fortalecimento e valorização dos polos co-
cessários.
merciais especializados, como 25 de Março,
Parágrafo único. Os polos e eixos de centra- Santa Ifigênia, Bom Retiro, Gasômetro e Zona
Parágrafo único. O plano deverá definir ativi-
lidades são compostos pelas seguintes áreas: Cerealista;
dades que, preferencialmente, tenham grande
potencial de geração de empregos, de nível I - centro histórico;

102
TÍTULO III - DA POLÍTICA E DOS SISTEMAS URBANOS E AMBIENTAIS | CAPÍTULO I - DA POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL

b) consolidação da área como polo criativo, VI - regulamentação pelo Executivo da utilização


cultural, gastronômico, de lazer, divertimento dos espaços públicos pelo comércio ambulan- POLOS DE ECONOMIA CRIATIVA
e entretenimento por meio da criação do Polo te e atividades econômicas complementares,
de Economia Criativa e dos Territórios de Inte- garantindo sua instalação em locais de grande Territórios destinados ao fomento de
resse da Cultura e da Paisagem, previstos nos movimento de pessoas, desde que não obstrua atividades econômicas relacionadas ao
arts. 182 e 314; a circulação de pedestres e a fruição dos espa- ciclo de criação, produção e distribuição de
bens e serviços que utilizam a criatividade.
ços públicos; Para atingir estes objetivos, são oferecidos
c) reabilitação dos espaços públicos, garantin- incentivos fiscais e urbanísticos:
do-se a segurança, preservação e recuperação VII - de programas habitacionais, de assistência
urbanística; social e de saúde para a população moradora Benefícios fiscais para

TÍTULO III
em áreas de risco, ocupações irregulares e si- $ estabelecimentos
d) criação de centros comerciais populares em contribuintes de ISS
tuação de rua;
áreas de grande circulação, como terminais de
$ Isenção de IPTU
transporte coletivo e estações de metrô e trem; VIII - consolidação, fortalecimento e crescimen-
to dos polos de saúde, educação e pesquisa, por Simplificação dos procedimentos
e) estímulo ao uso comercial e cultural no nível para instalação e funcionamento
meio da criação de disciplina especial de uso e
do passeio público dos edifícios, em detrimento ocupação do solo que permita a regularização, 24h Estabelecimento de ruas com
de sua ocupação por estacionamentos; a reforma e a construção de unidades comple- funcionamento 24h de comércio

f ) estímulo ao uso noturno da área; mentares no entorno dos polos existentes, de


forma a organizar essas centralidades e sua
II - valorização, estímulo e criação de condi- integração com a cidade;
ções especiais de desenvolvimento econômico
para o fortalecimento e a ampliação de áreas IX - inclusão de espaços produtivos destinados
tradicionais de comércio como o Polo de Co- aos programas de inclusão produtiva em EZEIS
mércio e Desenvolvimento de Moda do Brás, e EHIS.
Pari e Canindé;

III - estímulo à promoção de edifícios de uso SEÇÃO III - DOS POLOS DE


misto e à utilização do térreo dos edifícios para ECONOMIA CRIATIVA
Art. 183. São compatíveis com os Polos de Eco-
usos não residenciais, através de incentivos
Art. 182. Os Polos de Economia Criativa - PEC nomia Criativa as atividades relacionadas às
de outorga onerosa ou outros benefícios, em
são territórios destinados ao fomento e de- seguintes áreas:
especial nos eixos de transformação urbana;
senvolvimento de atividades econômicas que I - Patrimônio Cultural: atividades que se de-
IV - estímulo à criação de novas centralidades compõem a economia criativa, entendida como senvolvem a partir dos elementos da herança
e a dinamização das existentes pela implanta- o ciclo de criação, produção e distribuição de cultural, envolvendo as celebrações e os modos
ção contígua de equipamentos públicos como bens e serviços tangíveis ou intangíveis que uti- de criar, viver e fazer, tais como o artesanato,
elementos catalisadores do comércio e serviços lizam a criatividade, a habilidade e o talento de a gastronomia, o lazer, o entretenimento, o
privados, em especial nas Áreas de Estrutura- indivíduos ou grupos como insumos primários, turismo a sítios com valor histórico, artístico e
ção Local; sendo composta por atividades econômicas ba- paisagístico, e a fruição a museus e bibliotecas;
seadas no conhecimento e capazes de produzir
V - qualificação urbanística das ruas comer-
riqueza, gerar emprego e distribuir renda. II - Artes: atividades baseadas nas artes e ele-
ciais, a ser promovida preferencialmente em
mentos simbólicos das culturas, podendo ser
parcerias com a iniciativa privada, incluindo: § 1º Fica criado o primeiro Polo de Economia tanto visual quanto performático, tais como
Criativa Distrito Criativo Sé/República, cujo música, teatro, circo, dança, e artes plásticas,
a) reforma, adequação e, quando possível, alar-
perímetro está descrito no Quadro 11. visuais e fotográficas;
gamento das calçadas;
§ 2º Os Planos Regionais poderão propor outros III - Mídia: atividades que produzem um con-
b) acessibilidade;
Polos de Economia Criativa, a serem aprovados teúdo com a finalidade de se comunicar com
c) enterramento da fiação aérea; por lei. grandes públicos, como o mercado editorial, a
§ 3º A implantação e o funcionamento dos Polos publicidade, os meios de comunicação impresso
d) melhoria da iluminação pública;
de Economia Criativa deverão ocorrer, sempre e produções audiovisuais cinematográficas,
e) implantação de mobiliário urbano, em es- que possível, em consonância com as ações televisivas e radiofônicas;
pecial, banheiros públicos; previstas nos Territórios de Interesse da Cultura IV - Criações Funcionais: atividades que pos-
f ) sinalização visual; e da Paisagem. suem uma finalidade funcional, como a arqui-
tetura, a moda, as animações digitais, jogos e

103
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

aplicativos eletrônicos e o design de interiores, instalação e funcionamento e obtenção das


de objetos, e de eletroeletrônicos. autorizações e alvarás necessários. PARQUES TECNOLÓGICOS
Art. 184. Os Polos de Economia Criativa têm § 1º A implementação dos incentivos referentes
Territórios onde há oportunidades para o
como objetivos: aos incisos I, II, III e IV deverá ser regulamen-
desenvolvimento urbano baseado no
tada por lei específica. fomento a usos voltados para a produção de
I - valorizar e fomentar a diversidade cultural e conhecimento, desenvolvimento
suas formas de expressão material e imaterial, § 2º Além dos incentivos previstos neste artigo, econômico e tecnológico.
bem como o potencial criativo e inovador, as aplicam-se aos Polos de Economia Criativa os
habilidades e talentos individuais e coletivos, seguintes instrumentos: Concentrar as empresas e
o desenvolvimento humano, a inclusão social instituições voltadas às atividades
I - assistência técnica para orientação sobre de pesquisa, desenvolvimento e
e a sustentabilidade; inovação
elaboração de projetos, propriedade intelectual,
II - estimular a formação e o desenvolvimento acesso a linhas de financiamento, desenvolvi- Fomentar o empreendedorismo e
de outros distritos criativos, articulados entre mento de produtos, apoio jurídico, acesso a incubar empresas inovadoras
si fisicamente ou virtualmente; incentivos à inovação e à pesquisa científica;
Incentivar a implantação de
III - estimular o setor empresarial a valorizar II - disponibilização de plataforma de comuni- empresas que promovam o uso de
fontes energéticas alternativas
seus ativos criativos e inovadores com a finalida- cação digital para integração virtual dos polos
de de promover a competitividade de produtos, de economia criativa;
bens e serviços cujos insumos primários sejam
III - celebração de convênios e instrumentos
o talento e a criatividade individual e coletiva;
de cooperação entre os entes federados, autori-
IV - apoiar os coletivos de arte e pequenos zando a gestão associada de serviços públicos,
produtores culturais através da valorização bem como a transferência total ou parcial de
de seus ativos criativos e inovadores, promo- encargos, serviços, pessoal e bens essenciais à
vendo o acesso aos seus produtos culturais, continuidade dos serviços transferidos;
à compreensão e fruição da paisagem, o uso
IV - estabelecimento de ruas com funcionamen-
do espaço público e a circulação de produtos
to 24 horas de comércio, serviços e empresas
decorrentes da economia criativa; I - Parque Tecnológico Jaguaré;
para atividades referidas no art. 183, na forma
V - simplificar os procedimentos para instalação de lei específica. II - Parque Tecnológico Leste.
e funcionamento das atividades econômicas
que compõem a economia criativa. § 3º O Município poderá criar outros parques
SEÇÃO IV - DOS PARQUES tecnológicos.
Art. 185. Para estimular as atividades econômi- TECNOLÓGICOS
cas criativas referidas no art. 183, aplicam-se aos Art. 187. A implantação de Parques Tecnológicos
estabelecimentos que se implantarem nos Polos Art. 186. Parques Tecnológicos são oportunida- tem como objetivos:
de Economia Criativa os seguintes incentivos: des para o desenvolvimento urbano baseado em I - organizar um ambiente corporativo aberto
usos voltados para a produção de conhecimento à cooperação internacional e propícios para
I - concessão de benefícios fiscais para estabe-
e de complexos de desenvolvimento econômico a promoção de pesquisa, desenvolvimento e
lecimentos contribuintes de Imposto sobre
e tecnológico que visam fomentar economias ba- inovação realizada por meio de empresas de
Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN50;
seadas no conhecimento por meio da integração alta tecnologia;
REFERÊNCIAS EXTERNAS da pesquisa científica e tecnológica, negócios/
50  (Lei complementar nº 116, de 31 de julho de empresas e organizações governamentais em II - concentrar em áreas estratégicas empresas e
2003) Imposto municipal que tem como fato ge- um determinado território, e do suporte às instituições nacionais e internacionais voltadas
rador a prestação de serviço por empresa ou pro- inter-relações entre estes grupos. às atividades de pesquisa, desenvolvimento e
fissional autônomo. inovação;
§ 1º Os Parques Tecnológicos podem abrigar cen-
tros para pesquisa científica, desenvolvimento III - criar novas oportunidades de negócios,
II - isenção de IPTU; agregando valor às empresas maduras;
tecnológico, inovação e incubação, treinamento,
III - isenção de taxas municipais para instalação prospecção, como também infraestrutura para
IV - gerar empregos baseados no conhecimento;
e funcionamento; feiras, exposições e desenvolvimento merca-
dológico. V - fomentar o empreendedorismo e incubar
IV - simplificação dos procedimentos para novas empresas inovadoras;
§ 2º Ficam estabelecidos os seguintes parques
tecnológicos:

104
TÍTULO III - DA POLÍTICA E DOS SISTEMAS URBANOS E AMBIENTAIS | CAPÍTULO I - DA POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL

VI - aumentar a sinergia entre instituições de I - fortalecer a Assistência Técnica e Extensão


ciência e tecnologia e empresas; Rural através das Casas de Agricultura Ecoló- POLO DE DESENVOLVIMENTO
gica, dotando-as de recursos e infraestrutura ECONÔMICO RURAL SUSTENTÁVEL
VII - construir espaços atraentes para profis- suficientes; Territórios destinados ao fomento de
sionais do conhecimento emergente;
atividades econômicas na zona rural, de
II - apoiar a certificação orgânica dos agricul- modo compatível com a conservação
VIII - incentivar a implantação de empresas tores familiares, em especial a certificação ambiental e o uso sustentável.
que promovam o uso de fontes energéticas participativa; Apoiar a certificação orgânica
alternativas e outras práticas ambientalmente dos agricultores familiares
sustentáveis. III - estabelecer convênio com o Instituto Na-
Fortalecer a fiscalização

TÍTULO III
cional da Colonização e Reforma Agrária51 para ambiental para proteger o uso e a
Art. 188. Fica criada a Área de Intervenção promover o recadastramento e a regularização paisagem rural
Urbana - AIU Parque Tecnológico Jaguaré, a fundiária das propriedades; PSA Implementar o pagamento por
ser regulamentada por lei específica, delimi- serviços ambientais
tada de acordo com o perímetro descrito no IV - firmar convênios com o Governo Federal
Melhorar a oferta de
Quadro 13, com o objetivo de criar as condições objetivando implantar no Município as políticas equipamentos e serviços
urbanísticas e de infraestrutura necessárias à e programas federais voltados à agricultura públicos na região
implantação integral. familiar e à agroecologia, de acordo com a Po- Criar mecanismos para a proteção
lítica Nacional de Agricultura Familiar52 e o e conservação da biodiversidade
§ 1º A AIU Parque Tecnológico Jaguaré deverá Plano Nacional de Agroecologia e Produção
ser integrada ao plano urbanístico do subsetor Orgânica53;
Arco Pinheiros da Macroárea de Estruturação
Metropolitana, quando este vier a ser elaborado. REFERÊNCIAS EXTERNAS

51  (Decreto Lei nº 1.110, de 9 de julho de 1970)


§ 2º (VETADO)
Autarquia federal cuja missão prioritária é execu-
tar a reforma agrária e realizar o ordenamento
SEÇÃO V - DO POLO DE fundiário nacional.

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO 52  (Lei Federal nº 11.326, de 24 de julho de 2006)


RURAL SUSTENTÁVEL Estabelece os conceitos, princípios e instrumentos
destinados à formulação das políticas públicas para proteger o uso e a paisagem rural, integran-
direcionadas à Agricultura Familiar e Empreendi- do e otimizando as ações dos órgãos estaduais
Art. 189. O Polo de Desenvolvimento Econô- mentos Familiares Rurais. e municipais competentes;
mico Rural Sustentável objetiva promover ati-
53  Busca implementar programas e ações indu- X - implementar o instrumento por pagamento
vidades econômicas e gerar empregos na zona
toras para a produção orgânica e de base agroe-
rural, conforme Mapa 1A, de modo compatível por serviços ambientais às propriedades rurais,
cológica, possibilitando à população a melhoria
com a conservação das áreas prestadoras de de qualidade de vida por meio da oferta e consu-
conforme o art. 158 desta lei, em especial, nas
serviços ambientais na Macroárea de Conten- mo de alimentos saudáveis e do uso sustentável áreas prestadoras de serviços relacionadas à
ção Urbana e Uso Sustentável. dos recursos naturais. produção de água;

Parágrafo único. O perímetro da Macroárea XI - criar mecanismos para a proteção e con-


de Contenção Urbana e Uso Sustentável, que V - implantar, em parceria com os governos Es- servação da biodiversidade na zona rural;
integra a zona rural, poderá ser redefinido na tadual e Federal, uma Escola Técnica de Agroe-
XII - melhorar a oferta de equipamentos e ser-
revisão da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação cologia e programas de melhoria das estradas
viços públicos de educação, saúde, assistência
do Solo quando forem identificados e devida- vicinais rurais e de saneamento básico;
social, lazer, esporte e cultura à população mo-
mente comprovados loteamentos aprovados,
VI - viabilizar a construção de um entreposto radora da região.
assentamentos consolidados e chácaras de re-
de comercialização e distribuição de produtos
creio implantados anteriormente à aprovação § 1º A propriedade que, independentemente
agropecuários;
desta lei, respeitada a legislação referente às de sua localização no Município, mantiver ati-
unidades de conservação municipais e esta- VII - garantir a introdução de alimentos orgâ- vidade agropecuária produtiva, devidamente
duais, inclusive as disposições relativas às zona nicos produzidos no Município de São Paulo cadastrada no Instituto Nacional de Coloni-
de amortecimento. na alimentação escolar; zação e Reforma Agrária - INCRA, não será
enquadrada como urbana enquanto mantiver
Art. 190. Para implementar o Polo de Desen- VIII - implantar o Polo de Turismo de Parelhei- a atividade, podendo beneficiar-se das ações
volvimento Rural Sustentável, deverão ser pro- ros, nos termos da legislação em vigor; previstas nesse artigo.
movidas as seguintes ações:
IX - fortalecer e ampliar a fiscalização ambiental § 2º As ações previstas no “caput” desse artigo

105
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

deverão ser articuladas, preferencialmente, CAPÍTULO II - DA POLÍTICA REFERÊNCIAS EXTERNAS


com os municípios vizinhos e com o Governo (Lei Federal nº 12.187, 29 de dezembro de 2009)
AMBIENTAL
58 
do Estado, no âmbito de uma política regional Institui a Política Nacional sobre Mudança do
de desenvolvimento rural sustentável. Clima - PNMC. Tem o objetivo de assegurar o
Art. 193. A Política Ambiental do Município tem cumprimento dos propósitos da Convenção-Qua-
Art. 191. O Plano Municipal de Desenvolvimento caráter transversal e se articula com as diversas dro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima,
Rural Sustentável é o instrumento norteador estabilizando as concentrações de gases de efei-
políticas públicas, sistemas e estratégias de de-
to estufa na atmosfera para permitir aos ecossis-
do desenvolvimento econômico da zona rural, senvolvimento econômico que integram esta lei. temas uma adaptação natural à mudança do clima.
contendo, no mínimo:
Art. 194. São objetivos da Política Ambiental: 59 (Lei Federal nº 11.428, 22 de dezembro de 2006)
I - diagnóstico socioambiental, econômico e Dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação
cultural; I - implementação, no território municipal, das nativa do Bioma Mata Atlântica, com objetivo
diretrizes contidas na Política Nacional de Meio promover o desenvolvimento sustentável, a defesa
II - caracterização das cadeias produtivas exis- Ambiente54, Política Nacional de Recursos Hí- da biodiversidade, da saúde humana, dos valores
tentes e potenciais, identificando os entraves dricos54, Política Nacional de Saneamento Bá- paisagísticos, estéticos e turísticos, do regime
a serem superados para seu desenvolvimento; hídrico e da estabilidade social.
sico56, Política Nacional de Resíduos Sólidos57,
Política Nacional e Municipal de Mudanças 60  (Lei Federal nº 9.985, 18 de julho de 2000) Institui
III - diretrizes para orientar as articulações e
Climáticas58, Lei Federal da Mata Atlântica59, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação
parcerias com órgãos públicos, organizações da Natureza - SNUC, concebido para potencializar
Sistema Nacional de Unidades de Conservação60
da sociedade civil e instituições de ensino e o papel das unidades de conservação, de modo
e demais normas e regulamentos federais e
pesquisa necessárias para o desenvolvimento que sejam planejadas e administradas de forma
estaduais61, no que couber; integrada, assegurando que amostras significativas
rural paulistano;
das diferentes populações, habitats e ecossistemas
REFERÊNCIAS EXTERNAS
IV - diretrizes para orientar a destinação de re- estejam representadas no território nacional.
cursos voltados a promover o desenvolvimento 54  (Lei Federal nº 6.938, 31 de agosto de 1981)
61 Como, por exemplo, a Lei Federal nº 13.651/12
Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambien-
rural sustentável. que institui o Código Florestal Brasileiro, a Lei
te e seus mecanismos de formulação e aplicação,
Estadual nº 9.866/97 que dispõe sobre as diretrizes
Parágrafo único. O Plano Municipal de De- tendo por objetivo a preservação, melhoria e re-
e normas para a proteção e recuperação das bacias
cuperação da qualidade ambiental propícia à vida.
senvolvimento Rural Sustentável deverá ser hidrográficas dos mananciais do Estado de São
Também assegura condições ao desenvolvimen-
elaborado de forma participativa no prazo de 1 to socioeconômico, aos interesses da segurança
Paulo, a Lei Estadual nº 12.233/06 que define a
(um) ano a partir do início da vigência desta lei. APRM Guarapiranga e a Lei Estadual nº 13.579/09
nacional e à proteção da dignidade da vida hu-
que define a APRM Billings.
mana.
Art. 192. Fica criado o Conselho Municipal de
Desenvolvimento Rural Solidário e Sustentável, 55  (Lei Federal nº 9.433, 8 de janeiro de 1997) Institui II - conservação e recuperação do meio am-
a Política Nacional de Recursos Hídricos e cria o
a ser regulamentado. biente e da paisagem;
Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos
Hídricos. Orienta a gestão das águas, estabelecendo
III - proteção dos serviços ambientais prestados
um pacto nacional para a definição de diretrizes
e políticas públicas para a melhoria da oferta de
pelos ecossistemas;
água, em quantidade e qualidade, considerando ser
IV - redução da contaminação ambiental em
a água um elemento estruturante, sob a ótica do
desenvolvimento sustentável e da inclusão social. todas as suas formas;

56  (Lei Federal nº 11.445, 5 de janeiro de 2007) V - garantia de proteção dos recursos hídricos
Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento e mananciais de abastecimento;
básico e para a política nacional de saneamento
básico, conceituando-o como o conjunto de servi- VI - priorização de medidas de adaptação às
ços, infraestruturas e instalações de abastecimento mudanças climáticas;
de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e
manejo de resíduos sólidos e drenagem de águas VII - incentivo à adoção de hábitos, costumes
pluviais urbanas. e práticas que visem à proteção dos recursos
57  (Lei Federal nº 12.305, 2 de agosto de 2010) ambientais;
Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos,
com objetivo de reduzir a geração de resíduos e
VIII - produção e divulgação de informações
estimular a prática de hábitos de consumo sus- ambientais organizadas e qualificadas;
tentável e um conjunto de instrumentos para
propiciar o aumento da reciclagem e da reutiliza- IX - estímulo às construções sustentáveis.
ção dos resíduos sólidos e a destinação ambien-
talmente adequada dos rejeitos.
Art. 195. São diretrizes da Política Ambiental:

106
TÍTULO III - DA POLÍTICA E DOS SISTEMAS URBANOS E AMBIENTAIS | CAPÍTULO II - DA POLÍTICA AMBIENTAL

I - conservar a biodiversidade, os remanescentes das ilhas de calor e da impermeabilização do XIX - articular, no âmbito dos Comitês de Bacias
da flora e da fauna; solo; Hidrográficas, ações conjuntas de conservação
e recuperação e fiscalização ambiental entre os
II - melhorar a relação de áreas verdes por ha- XII - adotar medidas de adaptação às mudanças municípios da Região Metropolitana e a Secre-
bitante do Município; climáticas; taria Estadual do Meio Ambiente;
III - conservar e recuperar a qualidade am- XIII - reduzir as emissões de poluentes atmos- XX - implantar estratégias integradas com outros
biental dos recursos hídricos, inclusive águas féricos e gases de efeito estufa; municípios da Região Metropolitana e articula-
subterrâneas, e das bacias hidrográficas, em
XIV - promover programas de eficiência ener- das com outras esferas de governo para redução
especial as dos mananciais de abastecimento;
gética, cogeração de energia e energias reno- da poluição e degradação do meio ambiente;

TÍTULO III
IV - aprimorar mecanismos de incentivo à re- váveis em edificações, iluminação pública e XXI - compatibilizar a proteção ambiental com
cuperação e proteção ambiental; transportes; o desenvolvimento econômico sustentável e a
V - criar mecanismos e estratégias para a pro- XV - criar, por lei específica, incentivos fiscais qualidade de vida da população.
teção da fauna silvestre; e urbanísticos às construções sustentáveis, in- Parágrafo único. Para estimular as construções
clusive na reforma de edificações existentes;
VI - reabilitar as áreas degradadas e reinseri-las sustentáveis, lei específica poderá criar incenti-
na dinâmica urbana; XVI - adotar procedimentos de aquisição de bens vos fiscais, tais como o IPTU Verde, destinados a
e contratação de serviços pelo Poder Público apoiar a adoção de técnicas construtivas voltadas
VII - minimizar os impactos da urbanização so- à racionalização do uso de energia e água, gestão
Municipal com base em critérios de sustenta-
bre as áreas prestadoras de serviços ambientais; sustentável de resíduos sólidos, aumento da
bilidade;
permeabilidade do solo, entre outras práticas.
VIII - minimizar os processos de erosão e de XVII - estimular a agricultura familiar, urbana e
escorregamentos de solo e rocha; periurbana, incentivando a agricultura orgânica
IX - contribuir para a redução de enchentes; e a diminuição do uso de agrotóxicos;

X - combater a poluição sonora; XVIII - promover a educação ambiental formal


e não formal;
XI - contribuir para a minimização dos efeitos

POLÍTICA AMBIENTAL

A Política Ambiental do Município tem caráter transversal e se articula com as diversas políticas públicas,
sistemas e estratégias de desenvolvimento econômico.

Principais objetivos:

Conservar e recuperar o meio


Conservar a biodiversidade
ambiente e a paisagem

Reduzir a contaminação Melhorar a relação de áreas


ambiental verdes por habitante

Proteger os recursos hídricos e


Reduzir as enchentes
mananciais de abastecimento

Incentivar hábitos e
práticas que visem a proteção Minimizar as ilhas de calor
dos recursos ambientais

Compatibilizar a proteção ambiental


Minimizar a com o desenvolvimento econômico
impermeabilização do solo sustentável e a qualidade de vida da
população

107
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

CAPÍTULO III - DO SISTEMA autorizados pelo Poder Público, podendo ser rios e prestadores de serviços e assegurando a
instalados em qualquer das macrozonas, ma- preservação das condições ambientais urbanas;
DE INFRAESTRUTURA croáreas e zonas de uso, exceto na Macroárea
VI - estabelecer mecanismos de gestão entre
Art. 196. O Sistema de Infraestrutura é inte- de Preservação de Ecossistemas Naturais.
Município, Estado e União para serviços de
grado pelo Sistema de Saneamento Ambiental, Art. 197. São objetivos da Política e do Sistema interesse comum, tais como abastecimento de
definido no Capítulo IV deste Título, pela rede de Infraestruturas: água, tratamento de esgotos, destinação final
estrutural de transportes coletivos definida na de lixo, energia e telefonia;
Subseção I da Seção III do Título II desta lei, e é I - racionalizar a ocupação e a utilização da
também composto pelos serviços, equipamen- infraestrutura instalada e por instalar; VII - garantir o investimento em infraestrutura;
tos, infraestruturas e instalações operacionais
II - assegurar a equidade na distribuição terri- VIII - garantir a justa distribuição dos ônus e
e processos relativos a:
torial dos serviços; benefícios decorrentes das obras e serviços de
I - abastecimento de gás; infraestrutura urbana;
III - coordenar e monitorar a utilização do sub-
II - rede de fornecimento de energia elétrica; solo pelas concessionárias de serviços públicos; IX - coordenar o cadastramento das redes de
água, esgoto, telefone, energia elétrica, cabos
III - rede de telecomunicação; IV - incentivar a pesquisa e o desenvolvimento e demais redes que utilizam o subsolo e o es-
de novas tecnologias, buscando otimizar o uso
IV - rede de dados e fibra ótica; paço aéreo, mantendo Sistema de Informações
dos recursos dos sistemas de infraestrutura e Integrado de Infraestrutura Urbana, incluindo
V - outros serviços de infraestrutura de utili- dos serviços de utilidade pública, garantindo base cartográfica georreferenciada das redes
dade pública. um ambiente equilibrado e sustentável; de infraestrutura;

Parágrafo único. As obras, empreendimentos e V - promover a gestão integrada da infraestru- X - estimular a implantação de sistemas de
serviços de infraestrutura de utilidade pública tura e o uso racional do subsolo e do espaço cogeração de energia a serem instalados em
são destinados à prestação de serviços de utili- aéreo urbano, garantindo o compartilhamento espaços urbanos definidos nos projetos de es-
dade pública, nos estritos termos e condições das redes, coordenando ações com concessioná- truturação urbana, e nos complexos multiusos.

Art. 198. Os programas, ações e investimentos,


SISTEMA DE INFRAESTRUTURA públicos e privados, no Sistema de Infraestrutu-
ra devem ser orientados segundo as seguintes
diretrizes:
O Sistema de Infraestrutura abrange o conjunto de sistemas e serviços que amparam a vida na cidade e são
necessários para o desenvolvimento das atividades urbanas.
I - garantia da universalização do acesso à in-
fraestrutura urbana e aos serviços de utilidade
ABASTECIMENTO DE GÁS
pública por parte da população;
REDE DE ENERGIA ELÉTRICA II - garantia da preservação do solo e do lençol
SISTEMA DE REDE ESTRUTURAL freático, realizando as obras e a manutenção
SANEAMENTO DE TRANSPORTES REDE DE TELECOMUNICAÇÃO necessárias para o devido isolamento das redes
AMBIENTAL COLETIVOS
de serviços de infraestrutura;
REDE DE DADOS E FIBRA ÓTICA
III - implantação por meio de galerias técnicas
Principais objetivos: de equipamentos de infraestrutura de serviços
públicos ou privados nas vias públicas, incluí-
Assegurar a equidade na
dos seus subsolo e espaço aéreo, priorizando
distribuição territorial dos serviços Estabelecer mecanismos de gestão entre
Município, Estado e União para serviços de as vias de maior concentração de redes de in-
interesse comum: abastecimento de água, fraestrutura;
Incentivar a pesquisa e o tratamento de esgotos, destinação final de
desenvolvimento de novas lixo, energia e telefonia IV - racionalização da ocupação e da utiliza-
tecnologias
ção da infraestrutura instalada e por instalar,
Garantir o investimento em infraestrutura garantindo o compartilhamento e evitando a
Promover a gestão integrada da duplicação de equipamentos;
infraestrutura e o uso racional do
subsolo e do espaço aéreo urbano
V - instalação e manutenção dos equipamentos
de infraestrutura e dos serviços de utilidade
pública, garantindo o menor incômodo pos-

108
TÍTULO III - DA POLÍTICA E DOS SISTEMAS URBANOS E AMBIENTAIS | CAPÍTULO IV - DA POLÍTICA E DO SISTEMA DE SANEAMENTO AMBIENTAL

sível aos moradores e usuários do local, bem CAPÍTULO IV - DA IV - a coleta, inclusive a coleta seletiva, o trans-
como exigindo a reparação das vias, calçadas porte, o transbordo, o tratamento e a destinação
e logradouros públicos; POLÍTICA E DO SISTEMA DE final dos resíduos domiciliares, da varrição e

VI - o estabelecimento e a obediência às nor-


SANEAMENTO AMBIENTAL limpeza de logradouros e vias públicas, dos
estabelecimentos comerciais e prestadores de
mas de saúde pública e ambiental, com base
Art. 199. O Sistema de Saneamento Ambiental serviços, dos processos e instalações industriais,
no princípio da precaução, exigindo laudos
é integrado pelos sistemas de abastecimento de dos serviços públicos de saneamento básico,
técnicos, quanto aos seus efeitos na saúde hu-
água, de esgotamento sanitário, de drenagem e serviços de saúde e construção civil;
mana e no meio ambiente, para a implantação
e manutenção da infraestrutura dos serviços de gestão integrada de resíduos sólidos e com- V - a hierarquia de não geração, redução, reuti-

TÍTULO III
de telecomunicações emissores de radiação posto pelos serviços, equipamentos, infraestru- lização, reciclagem, o tratamento dos resíduos
eletromagnética; turas e instalações operacionais e processos sólidos e a disposição final ambientalmente
necessários para viabilizar: adequada dos rejeitos por meio do manejo di-
VII - a proibição da deposição de material ra-
I - o abastecimento público de água potável, ferenciado, da recuperação dos resíduos reu-
dioativo no subsolo e a promoção de ações que
desde a captação até as ligações prediais, com tilizáveis e recicláveis e da disposição final dos
visem preservar e descontaminar o subsolo.
seus respectivos instrumentos de medição, rejeitos originários dos domicílios e da varrição
incluindo os sistemas isolados; e limpeza de logradouros e vias públicas.

II - a coleta, afastamento, tratamento e dispo- Parágrafo único. Nas Macroáreas de Preserva-


sição final adequados dos esgotos sanitários, ção de Ecossistemas Naturais e na de Conten-
desde as ligações prediais até o lançamento do ção Urbana e Uso Sustentável, o saneamento
efluente final no meio ambiente; deve obedecer aos critérios da infraestrutura
rural definidos pelo órgão federal competente
III - o manejo das águas pluviais, compreen- e atender à legislação referente às unidades
dendo desde o transporte, detenção, retenção, de conservação, em especial seus planos de
absorção e o escoamento ao planejamento in- manejo.
tegrado da ocupação dos fundos de vale;

POLÍTICA E SISTEMA DE SANEAMENTO AMBIENTAL

A Política e o Sistema de Saneamento Ambiental dizem respeito ao conjunto de infraestruturas e serviços


necessários para garantir a saúde da população e a conservação do meio ambiente.

ABASTECIMENTO ESGOTAMENTO DRENAGEM GESTÃO DE


DE ÁGUA SANITÁRIO RESÍDUOS SÓLIDOS

Principais objetivos:

Garantir o acesso universal ao Integrar as políticas, programas, projetos e


saneamento básico ações governamentais

Conservar os recursos ambientais Integrar os diferentes sistemas ambientais

Investir na recuperação ambiental de Promover atividades de educação


cursos d’água e fundos de vale ambiental e comunicação social

Promover a não geração, redução, Articular o Plano Municipal de


reutilização, reciclagem, tratamento Saneamento Ambiental aos planos
dos resíduos sólidos e disposição final municipais de habitação e de
ambientalmente adequada dos rejeitos desenvolvimento rural sustentável

Estabelecer ações preventivas para a


Aderir à Política Nacional de Saneamento
gestão dos recursos hídricos

109
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

SEÇÃO I - DOS OBJETIVOS E REFERÊNCIAS EXTERNAS IV - ações para emergências e contingências


DIRETRIZES DO SISTEMA DE 62  Instrumento de referência para a articulação relativas a ocorrências que envolvem os siste-
da política habitacional e controle dos seus resul- mas de saneamento;
SANEAMENTO AMBIENTAL tados, norteando as ações da Secretaria Municipal
de Habitação (SEHAB) para assegurar o direito à V - mecanismos e procedimentos para o monito-
Art. 200. São objetivos do Sistema de Sanea- moradia digna a quem precisa. ramento e avaliação dos resultados alcançados
mento Ambiental: com a implementação dos projetos, ações e
IX - articular as diferentes ações de âmbito investimentos programados;
I - acesso universal ao saneamento básico; metropolitano relacionadas com o saneamento;
VI - propostas para garantir a sustentabilidade,
II - conservação dos recursos ambientais; X - obedecer à legislação estadual sobre as áreas eficiência e boa qualidade urbana e ambiental:
de proteção e recuperação aos mananciais e à
III - recuperação ambiental de cursos d’água e
legislação referente às unidades de conservação, a) no abastecimento de água;
fundos de vale;
inclusive zona de amortecimento;
b) no esgotamento sanitário;
IV - não geração, redução, reutilização, recicla-
XI - aderir à política nacional de saneamento.
gem, tratamento dos resíduos sólidos e disposi- c) na limpeza urbana;
ção final ambientalmente adequada dos rejeitos.
SEÇÃO II - DO PLANO MUNICIPAL d) no manejo de resíduos sólidos;
Art. 201. São diretrizes do Sistema de Sanea-
mento Ambiental: DE SANEAMENTO AMBIENTAL e) no manejo de águas pluviais;
INTEGRADO
I - integrar as políticas, programas, projetos f ) na drenagem urbana;
e ações governamentais relacionadas com o Art. 202. O Plano Municipal de Saneamento g) no controle de vetores.
saneamento, saúde, recursos hídricos, biodi- Ambiental Integrado deverá ser revisado pela
versidade, desenvolvimento urbano e rural, Prefeitura com base na legislação federal, es-
habitação, uso e ocupação do solo; tadual e municipal vigente. SEÇÃO III - DO SISTEMA DE
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
II - integrar os sistemas, inclusive os compo- Parágrafo único. O Plano Municipal de Sanea-
nentes de responsabilidade privada; mento Ambiental Integrado, que se aplica à Art. 203. O Sistema de Abastecimento de Água
totalidade do território do Município, deverá é composto pelas estruturas, equipamentos,
III - estabelecer ações preventivas para a gestão
atender aos objetivos e diretrizes dos arts. 200 serviços e processos necessários ao abasteci-
dos recursos hídricos, realização da drenagem
e 201, e conter, no mínimo: mento de água potável.
urbana, gestão integrada dos resíduos sólidos
e líquidos e conservação das áreas de proteção I - análises sobre a situação atual de todos os
e recuperação de mananciais e das unidades componentes do Sistema de Saneamento Am- SISTEMA DE
de conservação; biental, avaliando seus impactos nas condi- ABASTECIMENTO DE ÁGUA
ções de vida da população e dimensionando
IV - melhorar a gestão e reduzir as perdas dos
as demandas sociais a partir de indicadores
sistemas existentes; Infraestrutura de captação,
sanitários, epidemiológicos, ambientais e so- tratamento, adução,
V - definir parâmetros de qualidade de vida da cioeconômicos; armazenamento e distribuição
população a partir de indicadores sanitários, de água potável
II - metas de curto, médio e longo prazo para
epidemiológicos e ambientais que deverão nor-
a universalização do acesso aos serviços de Mananciais hídricos
tear as ações relativas ao saneamento;
saneamento, para a suficiência dos sistemas
VI - promover atividades de educação ambiental de abastecimento de água e de tratamento dos
e comunicação social, com ênfase em sanea- efluentes de esgotos coletados, para o manejo
Art. 204. São componentes do Sistema de Abas-
mento; de águas pluviais e resíduos sólidos, admitidas
tecimento de Água:
soluções graduais e progressivas, observando a
VII - realizar processos participativos efetivos compatibilidade com os demais planos setoriais; I - a infraestrutura de captação, tratamento,
que envolvam representantes dos diversos seto-
adução, armazenamento e distribuição de água
res da sociedade civil para apoiar, aprimorar e III - programas, projetos, ações e investimentos
potável;
monitorar o Sistema de Saneamento Ambiental; necessários para atingir as metas mencionadas
no inciso anterior de modo compatível com os II - os mananciais hídricos.
VIII - articular o Plano Municipal de Sanea- respectivos planos plurianuais e com planos
mento Ambiental Integrado ao Plano Municipal setoriais correlatos, identificando possíveis Art. 205. Os programas, ações e investimen-
de Habitação62 e ao Plano Municipal de Desen- fontes de financiamento; tos, públicos e privados, no Sistema de Abas-
volvimento Rural Sustentável;

110
TÍTULO III - DA POLÍTICA E DOS SISTEMAS URBANOS E AMBIENTAIS | CAPÍTULO IV - DA POLÍTICA E DO SISTEMA DE SANEAMENTO AMBIENTAL

tecimento de Água devem ter como objetivo a V - complementar, ajustar e aperfeiçoar o siste- II - eliminar os lançamentos de esgotos nos
universalização e segurança no acesso à água ma de abastecimento público de água potável; cursos d’água e no sistema de drenagem e de
potável, em qualidade e quantidade. coleta de águas pluviais, contribuindo para a
VI - desenvolver programas educativos e de recuperação de rios, córregos e represas;
Art. 206. São diretrizes do Sistema de Abaste- capacitação para o manejo das águas destina-
cimento de Água: das ao abastecimento humano e à agricultura III - complementar os sistemas existentes, in-
na zona rural. clusive com a implantação de sistema isolados;
I - articular a expansão das redes de abasteci-
mento com as ações de urbanização e regulari- Art. 208. O Executivo regulamentará, por decre- IV - manter e cadastrar as redes existentes.
zação fundiária nos assentamentos precários; to, os procedimentos, valoração e metodologia
Art. 212. São ações prioritárias para a com-

TÍTULO III
de cálculo e formas de aplicação dos recursos re-
II - definir e implantar estratégias para o abas- plementação e melhoria do Sistema de Esgo-
lativos à obrigação do órgão ou empresa, público
tecimento de água potável nos assentamentos tamento Sanitário:
ou privado, responsável pelo abastecimento
urbanos isolados, em especial na Macroárea de água ou que faça uso de recursos hídricos, I - expandir as redes de esgotamento sanitário;
de Redução da Vulnerabilidade e Recuperação quando beneficiário da proteção proporcionada
Ambiental; II - implantar, em articulação com outras pre-
por unidade de conservação municipal, em
contribuir financeiramente para sua proteção feituras e órgãos públicos, caso necessário,
III - implantar medidas voltadas à redução de
ou implementação. novos interceptores e coletores-tronco para a
perdas e desperdícios de água potável;
ampliação do sistema de afastamento, conforme
IV - implantar medidas voltadas à manuten- Mapa 7 anexo;
ção e recuperação das águas utilizadas para SEÇÃO IV - DO SISTEMA DE
abastecimento humano e atividade agrícola na ESGOTAMENTO SANITÁRIO III - implantar novos módulos de tratamento
nas Estações de Tratamento de Esgotos - ETEs;
Macroárea de Contenção Urbana e Uso Susten-
tável, em conformidade com o Plano Municipal Art. 209. O Sistema de Esgotamento Sanitário
IV - implantar, em articulação com os órgãos
de Desenvolvimento Rural Sustentável; é composto pelos sistemas necessários ao afas-
competentes, sistemas isolados de esgotamen-
tamento e tratamento dos efluentes sanitários,
to sanitário na Macroárea de Contenção Urba-
V - expandir as redes de abastecimento de água; incluindo as infraestruturas e instalações de
na e Uso Sustentável e nos assentamentos iso-
coleta, desde as ligações prediais, afastamento,
VI - manter e cadastrar as redes existentes. lados na Macroárea de Redução da Vulnerabi-
tratamento e disposição final de esgotos.
lidade Urbana e Recuperação Ambiental, com
Art. 207. As ações prioritárias para a comple- tecnologias adequadas a cada situação, inclu-
mentação e melhoria do Sistema de Abasteci-
SISTEMA DE sive tratamento biológico, em conformidade
mento de Água são:
ESGOTAMENTO SANITÁRIO com a legislação estadual de proteção e recu-
I - expandir as redes e sistemas isolados de peração de mananciais, com o Plano Municipal
Composto pelas infraestruturas e instalações de Desenvolvimento Rural Sustentável e com
abastecimento de água potável, conforme Mapa necessárias ao afastamento e tratamento dos
6 anexo; efluentes sanitários. os Planos de Manejo das Unidades de Conser-
vação63;
II - ampliar a disponibilidade hídrica por meio
do incentivo ao consumo racional da água, da REFERÊNCIAS EXTERNAS
conservação da capacidade de produção de 63 Toda Unidade de Conservação deve ter um
água das bacias hidrográficas Guarapiranga, plano de manejo, que deve ser elaborado em
Billings e Capivari-Monos, e da implantação função dos objetivos gerais pelos quais ela foi
criada. Estabelece as normas, restrições ao uso, às
de novas adutoras;
ações a serem desenvolvidas com os recursos
III - implantar, em articulação com outras pre- naturais da Unidade de Conservação e, quando

feituras e órgãos públicos, caso necessário, Art. 210. Os programas, ações e investimentos, for o caso, aos corredores ecológicos a ela asso-
públicos e privados, no Sistema de Esgotamento ciados.
módulos de tratamento avançado de água nas
Estações de Tratamento de Água - ETAs Taiaçu- Sanitário devem ter como objetivo a universali-
peba (Sistema Alto Tietê), Rio Grande (Sistema zação do atendimento de esgotamento sanitário.
V - iniciar, em articulação com outras prefeituras
Rio Grande) e ABV (Sistema Guarapiranga); Art. 211. São diretrizes do Sistema de Esgota- e órgãos públicos, caso necessário, a implan-
mento Sanitário: tação de módulos de tratamento terciário nas
IV - implantar, em articulação com os órgãos
ETEs Barueri, ABC, Parque Novo Mundo, São
competentes, medidas para controle e moni- I - articular a expansão das redes de esgotamento Miguel e Suzano.
toramento das águas subterrâneas; sanitário às ações de urbanização e regulari-
zação fundiária nos assentamentos precários;

111
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

SEÇÃO V - DO SISTEMA DE Art. 216. São diretrizes do Sistema de Drenagem: II - criar um órgão municipal de planejamento
DRENAGEM e gestão de drenagem e dos recursos hídricos;
I - adequar as regras de uso e ocupação do solo
ao regime fluvial nas várzeas; III - elaborar mapeamento e cartografia geor-
Art. 213. O Sistema de Drenagem é definido referenciados das áreas de risco de inunda-
como o conjunto formado pelas características II - preservar e recuperar as áreas com inte- ções e aprimorar os sistemas de alerta e de
geológico-geotécnicas e do relevo e pela in- resse para drenagem, principalmente várzeas, emergência;
fraestrutura de macro e microdrenagem ins- faixas sanitárias, fundos de vale e cabeceiras
taladas. de drenagem; IV - elaborar mapeamento e cartografia georre-
ferenciados dos elementos de macrodrenagem,
III - respeitar as capacidades hidráulicas dos incluindo canais naturais e artificiais, galerias
SISTEMA DE DRENAGEM corpos d´água, impedindo vazões excessivas; e reservatórios de retenção ou contenção;
IV - recuperar espaços para o controle do es-
Elementos que garantem o escoamento das V - implantar sistemas de detenção ou retenção
coamento de águas pluviais;
águas de chuva e evitam enchentes. temporária das águas pluviais que contribuam
V - adotar as bacias hidrográficas como uni- para melhoria do espaço urbano, da paisagem
Fundos de vale, linhas e canais dades territoriais de análise para diagnóstico, e do meio ambiente;
de drenagem, planícies aluviais
planejamento, monitoramento e elaboração
e talvegues VI - implantar o Programa de Recuperação
de projetos; Ambiental de Fundos de Vale;
Elementos de microdrenagem VI - adotar critérios urbanísticos e paisagísticos VII - desassorear os cursos d’água, canais, ga-
que possibilitem a integração harmônica das lerias, reservatórios e demais elementos do
infraestruturas com o meio ambiente urbano;
Elementos de macrodrenagem sistema de drenagem;
VII - adotar tecnologias avançadas de mode- VIII - revisar a legislação referente aos sistemas
lagem hidrológica e hidráulica que permitam
Sistema de áreas protegidas, de retenção de águas pluviais;
áreas verdes e espaços livres mapeamento das áreas de risco de inundação,
considerando diferentes alternativas de inter- IX - implementar medidas de controle dos lan-
venções; çamentos na fonte em áreas privadas e públicas;

Art. 214. São componentes do Sistema de Dre- VIII - promover a participação social da popula- X - adotar medidas que minimizem a poluição
nagem: ção no planejamento, implantação e operação difusa carreada para os corpos hídricos;
das ações de drenagem e de manejo das águas
I - fundos de vale, linhas e canais de drenagem, XI - adotar pisos drenantes nas pavimentações
pluviais, em especial na minoração das inun-
planícies aluviais e talvegues; de vias locais e passeios de pedestres.
dações e alagamentos;
II - os elementos de microdrenagem, como § 1º O Plano Diretor de Drenagem é o instru-
IX - promover junto aos municípios, aos con-
vias, sarjetas, meio-fio, bocas de lobo, galerias mento para a gestão sustentável da drenagem,
sórcios intermunicipais e ao Estado o planeja-
de água pluvial, entre outros; atendendo aos objetivos e diretrizes dos arts.
mento e as ações conjuntas necessárias para
215 e 216 desta lei.
o cumprimento dos objetivos definidos para
III - os elementos de macrodrenagem, como
este sistema; § 2º O Plano Diretor de Drenagem deverá conter,
canais naturais e artificiais, galerias e reser-
vatórios de retenção ou contenção; no mínimo:
X - promover a participação da iniciativa privada
na implementação das ações propostas, desde I - plano de gestão com ações de desenvolvimen-
IV - o sistema de áreas protegidas, áreas verdes e
que compatível com o interesse público; to institucional, com estruturação de entidade
espaços livres, em especial os parques lineares.
específica para planejamento e gestão do Sis-
XI - promover a articulação com instrumentos
Art. 215. São objetivos do Sistema de Drenagem: tema de Drenagem, fortalecimento da relação
de planejamento e gestão urbana e projetos re-
entre o Município e os órgãos e entidades dos
I - redução dos riscos de inundação, alagamento lacionados aos demais serviços de saneamento.
demais entes federativos, identificação de fontes
e de suas consequências sociais;
Art. 217. As ações prioritárias no Sistema de de financiamento, proposição de estratégias
II - redução da poluição hídrica e do assorea- Drenagem são: para o desenvolvimento tecnológico e para a
mento; formação e a capacitação dos quadros técnicos;
I - elaborar o Plano Diretor de Drenagem e Ma-
III - recuperação ambiental de cursos d’água e nejo de Águas Pluviais, consideradas as ações II - programa de bacias com propostas de ações
dos fundos de vale. de limpeza urbana previstas no Plano de Gestão estruturais e não estruturais planejadas com
Integrada de Resíduos Sólidos; base em estudos multidisciplinares, cadastros,

112
TÍTULO III - DA POLÍTICA E DOS SISTEMAS URBANOS E AMBIENTAIS | CAPÍTULO IV - DA POLÍTICA E DO SISTEMA DE SANEAMENTO AMBIENTAL

cartografias, modelagens matemáticas e monito- Parágrafo único. Compõem também o Siste- X - realizar processos participativos efetivos
ramento hidráulico e hidrológico de cada bacia; ma de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos que envolvam representantes dos diversos se-
os serviços, equipamentos, infraestruturas e tores da sociedade civil para apoiar, aprimorar
III - caracterização e diagnóstico dos sistemas instalações operacionais privadas destinadas e monitorar o Sistema de Gestão Integrada de
de drenagem, avaliando seus impactos nas con- ao manejo de resíduos. Resíduos Sólidos;
dições de vida da população, a partir de indica-
dores sanitários, epidemiológicos, ambientais Art. 220. São objetivos do Sistema de Gestão XI - articular as diferentes ações de âmbito
e socioeconômicos; Integrada de Resíduos Sólidos: metropolitano relacionadas com a gestão de
resíduos sólidos.
IV - metas de curto, médio e longo prazo para I - não geração, redução, reutilização, recicla-

TÍTULO III
melhorar o sistema de drenagem do Município, gem e tratamentos dos resíduos sólidos, bem Art. 222. São componentes do Sistema de Ges-
observando a compatibilidade com os demais como a disposição final adequada dos rejeitos; tão Integrada de Resíduos Sólidos os seguintes
planos setoriais e identificando possíveis fontes serviços, equipamentos, infraestruturas, ins-
II - estímulo à adoção de padrões sustentáveis
de financiamento. talações e processos pertencentes à rede de
de produção e consumo de bens e serviços; infraestrutura urbana:
Art. 218. As intervenções de macrodrenagem,
III - articulação entre as diferentes instituições
tais como sistemas de detenção ou retenção I - coletas seletivas de resíduos sólidos;
públicas e destas com o setor empresarial, vi-
temporária das águas pluviais, deverão consi-
sando à cooperação técnica e financeira para II - processamento local de resíduos orgânicos;
derar previamente a adoção de medidas não
a gestão integrada de resíduos sólidos;
estruturais na mesma sub-bacia, como a im- III - centrais de processamento da coleta seletiva
plantação de parques lineares. IV - universalização da coleta de resíduos só- de resíduos secos e orgânicos;
lidos; IV - estabelecimentos comerciais e industriais
SEÇÃO VI - DA GESTÃO INTEGRADA V - redução do volume de resíduos sólidos des- de processamento de resíduos secos e orgânicos;
DE RESÍDUOS SÓLIDOS tinados à disposição final, principalmente nos V - áreas de triagem, transbordo e reciclagem
aterros. de resíduos da construção civil e resíduos vo-
Art. 219. O Sistema de Gestão Integrada de
Art. 221. São diretrizes do Sistema de Gestão lumosos;
Resíduos Sólidos é definido como o conjunto
de serviços, equipamentos, infraestruturas e Integrada de Resíduos Sólidos: VI - unidades de compostagem e biodigestão
instalações operacionais públicas voltadas ao anaeróbia “in situ”;
I - seguir as diretrizes e determinações da Po-
manejo diferenciado, recuperação dos resíduos
lítica Nacional de Resíduos Sólidos, instituída VII - estações de transbordo para resíduos do-
sólidos reutilizáveis e recicláveis e disposição
pela legislação federal; miciliares e da limpeza urbana;
final dos rejeitos originários dos domicílios e
da varrição e limpeza de logradouros e vias II - promover ações que visem minorar a gera- VIII - postos de entrega de resíduos obrigados
públicas, estabelecidos pelo Plano de Gestão ção de resíduos; à logística reversa;
Integrada de Resíduos Sólidos, além das nor-
mativas municipais pertinentes. III - promover a máxima segregação dos resí- IX - centrais de tratamento de resíduos de ser-
duos nas fontes geradoras; viços da saúde;

IV - incentivar a retenção dos resíduos na fonte; X - centrais de manejo de resíduos industriais;


GESTÃO INTEGRADA DE
RESÍDUOS SÓLIDOS V - organizar as múltiplas coletas seletivas para XI - aterros de resíduos da construção civil e
os diversos resíduos; sanitários;
Conjunto de serviços, equipamentos,
infraestruturas e instalações voltadas à XII - ilhas de contêineres;
coleta, tratamento e disposição final dos VI - assegurar a destinação adequada dos re-
resíduos sólidos originários dos domicílios e síduos sólidos; XIII - ecoparques para tratamento mecânico e
da limpeza dos espaços públicos.
VII - promover a inclusão socioeconômica dos biológico de resíduos indiferenciados;
catadores de material reciclável; XIV - ecopontos para recebimento de resíduos
diversos.
VIII - buscar a sustentabilidade econômica
das ações de gestão dos resíduos no ambiente Parágrafo único. Caberá à Autoridade Munici-
urbano; pal de Limpeza Urbana - AMLURB64, em con-
formidade com suas atribuições, estabelecer,
IX - incentivar as atividades de educação am-
por meio de resoluções, as condições de ope-
biental, com ênfase em manejo de resíduos
ração e a definição dos limites de porte dos
sólidos;
componentes do sistema de áreas para a gestão

113
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

integrada de resíduos sólidos descritos neste mia solidária e apoiar os catadores isolados de mecanismos para diferenciação do tratamento
artigo. materiais reaproveitáveis e recicláveis; tributário referente às atividades voltadas à
valorização de resíduos resultantes das coletas
REFERÊNCIAS EXTERNAS X - definir estratégia para formalização contra- seletivas.
64  (Lei Municipal n° 13.478, de 30 de dezembro tual do trabalho das cooperativas e associações
2002) Órgão gerenciador dos serviços de limpeza de catadores, para sustentação econômica do Art. 224. O Plano de Gestão Integrada de Resí-
urbana prestados na cidade de São Paulo, como seu processo de inclusão social e dos custos da duos Sólidos, elaborado com base na legislação
coleta de resíduos de saúde, domiciliares e sele-
logística reversa de embalagens; federal, municipal e estadual vigente, deverá
tiva, varrição de vias públicas, lavagem de monu-
mentos e escadarias e remoção de entulho.
contemplar ações de responsabilidade pública,
XI - fomentar a implantação de unidades, públi- privada e compartilhada, relativas aos resíduos
cas e privadas, voltadas à valorização de resíduos gerados no território do Município.
secos e orgânicos, resíduos da construção civil,
Art. 223. São ações prioritárias do Sistema de
e outros, conforme a ordem de prioridades de- § 1º O Plano de Gestão Integrada de Resíduos
Gestão Integrada de Resíduos Sólidos:
finida na Política Nacional de Resíduos Sólidos; Sólidos deverá atender aos objetivos e diretrizes
I - implementar o Plano de Gestão Integrada dos arts. 220 e 221 desta lei, e conter, no mínimo:
XII - apoiar a formalização de empreendimen-
de Resíduos Sólidos;
tos já estabelecidos, voltados ao manejo de I - análises sobre a situação atual da gestão de
II - orientar os Planos de Gerenciamento de Resí- resíduos sólidos; resíduos sólidos no Município, avaliando seus
duos Sólidos e monitorar a sua implementação; impactos nas condições de vida da população
XIII - estabelecer procedimentos de compra e dimensionando as demandas sociais a partir
III - universalizar a coleta seletiva de resíduos pública sustentável para agregados reciclados de indicadores sanitários, epidemiológicos,
secos e orgânicos com atendimento de todo o e composto orgânico; ambientais e socioeconômicos;
território de cada distrito da cidade, precedido
XIV - estabelecer parcerias com instituições
de campanhas; II - metas de curto, médio e longo prazo, para
locais para o desenvolvimento de ações de edu- garantir maior sustentabilidade na gestão de
IV - implantar os ecoparques, centrais de proces- cação ambiental e comunicação social voltadas resíduos sólidos, admitidas soluções graduais
samento da coleta seletiva de secos, centrais de à implementação do Plano de Gestão Integrada e progressivas, observando a compatibilidade
processamento da coleta seletiva de orgânicos, de Resíduos Sólidos; com os demais planos setoriais e as referências
estações de transbordo e ecopontos, conforme
XV - assinar termo de compromisso para logísti- apresentadas no Quadro 8 anexo;
Quadro 8 anexo;
ca reversa junto aos fabricantes, importadores, III - programas, projetos, ações e investimentos
V - implantar ou requalificar as centrais de comerciantes e distribuidores dos materiais pre- necessários para atingir as metas mencionadas
processamento da coleta seletiva de secos, as vistos na Política Nacional de Resíduos Sólidos; no inciso anterior de modo compatível com os
centrais de processamento da coleta seletiva respectivos planos plurianuais e com planos
XVI - incentivar e acompanhar a implementa-
de orgânicos e os ecoparques para tratamento
ção das ações para o manejo diferenciado dos setoriais correlatos, identificando possíveis
dos remanescentes da coleta seletiva, conforme
resíduos sólidos nas Unidades Educacionais fontes de financiamento;
Quadro 8 anexo;
da Rede Municipal de Ensino de São Paulo, em IV - ações emergenciais e de contingência rela-
VI - integrar a gestão de resíduos sólidos, in- conformidade com o Plano de Gestão Integrada tivas às ocorrências que envolvem os sistemas
clusive os componentes de responsabilidade de Resíduos Sólidos; de gestão integrada de resíduos sólidos;
privada;
XVII - implementar programa que vise à sus- V - ações para implantação de uma rede de
VII - introduzir o manejo diferenciado dos re- tentabilidade ambiental das feiras livres, em equipamentos para recebimento de resíduos
síduos orgânicos, componente principal dos conformidade com o Plano de Gestão Integrada sólidos;
resíduos urbanos, possibilitando sua retenção de Resíduos Sólidos.
na fonte e alternativas de destinação que permi- VI - mecanismos e procedimentos para o moni-
§ 1º A administração municipal estabelecerá
tam sua valorização como composto orgânico toramento e avaliação dos resultados alcançados
mecanismos para incentivar política de compras
e como fonte de biogás e energia; com a implementação dos projetos, ações e
públicas sustentáveis que vise à aquisição pú- investimentos programados;
VIII - estabelecer novas instalações públicas blica de produtos e suas embalagens fabricados
para a destinação final de resíduos sólidos se- com materiais que propiciem a reutilização ou VII - ações que compatibilizem com as políti-
gundo determinações da Política Nacional de a reciclagem e estabelecerá a negociação pelo cas relativas aos sistemas de abastecimento de
Resíduos Sólidos; reconhecimento das responsabilidades pelos água, de esgotamento sanitário e de drenagem.
custos de coleta, transporte, processamento e
IX - expandir as ações de inclusão social, gerar § 2º O Plano de Gestão Integrada de Resíduos
disposição final de rejeitos em aterros sanitários.
oportunidades de trabalho e obtenção de rendas, Sólidos deverá ser revisto a cada 4 (quatro) anos.
incentivar as cooperativas no campo da econo- § 2º A administração municipal estabelecerá

114
TÍTULO III - DA POLÍTICA E DOS SISTEMAS URBANOS E AMBIENTAIS | CAPÍTULO IV - DA POLÍTICA E DO SISTEMA DE SANEAMENTO AMBIENTAL

CAPÍTULO V - DA POLÍTICA E
POLÍTICA E SISTEMA DE MOBILIDADE
DO SISTEMA DE MOBILIDADE
O Sistema de Mobilidade é formado pelo conjunto dos meios de transporte, serviços, infraestruturas e
SEÇÃO I - DOS OBJETIVOS E instalações necessárias para garantir a mobilidade de pessoas e deslocamento de cargas na cidade.

DIRETRIZES DO SISTEMA DE
MOBILIDADE
VIÁRIO CIRCULAÇÃO TRANSPORTE TRANSPORTE
DE PEDESTRES COLETIVO PÚBLICO COLETIVO PRIVADO
Art. 225. O Sistema de Mobilidade é definido

TÍTULO III
como o conjunto organizado e coordenado dos
modos de transporte, serviços, equipamentos,
infraestruturas e instalações operacionais ne- CICLOVIÁRIO HIDROVIÁRIO INFRAESTRUTURA LOGÍSTICA E
AEROVIÁRIA TRANSPORTE DE CARGA
cessários à ampla mobilidade de pessoas e
deslocamento de cargas pelo território muni- Principais objetivos:
cipal, visando garantir a qualidade dos serviços,
a segurança e a proteção à saúde de todos os Qualificar as condições de
Reduzir o tempo de
mobilidade e integração entre os
usuários, principalmente aqueles em condição meios de transporte
viagem da população
de vulnerabilidade social, além de contribuir
para a mitigação das mudanças climáticas. Priorizar o transporte público Ampliar o acesso e a distribuição
coletivo, cicloviário e a de infraestrutura de mobilidade
Art. 226. São componentes do Sistema de Mo- circulação de pedestres urbana na cidade

bilidade:
Desestimular o uso do PMM Elaborar do Plano
I - sistema viário; transporte individual motorizado Municipal de Mobilidade

II - sistema de circulação de pedestres;

III - sistema de transporte coletivo público;

IV - sistema de transporte coletivo privado; VI - promoção do desenvolvimento sustentável atendam a maioria da população, sobretudo
com a mitigação dos custos ambientais e so- os extratos populacionais mais vulneráveis;
V - sistema cicloviário; cioeconômicos dos deslocamentos de pessoas
III - promover integração física, operacional
e cargas na cidade, incluindo a redução dos
VI - sistema hidroviário; e tarifária dos diferentes modos de transporte
acidentes de trânsito, emissões de poluentes,
que operam no Município, reforçando o caráter
VII - sistema de logística e transporte de carga; poluição sonora e deterioração do patrimônio
de rede única com alcance metropolitano e
edificado;
VIII - sistema aeroviário. macrometropolitano;
VII - promover o compartilhamento de auto-
Art. 227. Os objetivos do Sistema de Mobili- IV - promover os modos não motorizados como
móveis;
dade são: meio de transporte urbano, em especial o uso
VIII - melhoria das condições de circulação das de bicicletas, por meio da criação de uma rede
I - melhoria das condições de mobilidade da po- cargas no Município com definição de horários estrutural cicloviária;
pulação, com conforto, segurança e modicidade, e caracterização de veículos e tipos de carga.
incluindo os grupos de mobilidade reduzida; V - promover a integração entre os sistemas de
Art. 228. Os programas, ações e investimentos, transporte público coletivo e os não motorizados
II - homogeneização das condições de ma- públicos e privados, no Sistema de Mobilidade e entre estes e o transporte coletivo privado
croacessibilidade entre diferentes regiões do devem ser orientados segundo as seguintes rotineiro de passageiros;
Município; diretrizes:
VI - promover o compartilhamento de automó-
III - aumento da participação do transporte I - priorizar o transporte público coletivo, os veis, inclusive por meio da previsão de vagas
público coletivo e não motorizado na divisão modos não motorizados e os modos compar- para viabilização desse modal;
modal; tilhados, em relação aos meios individuais
VII - complementar, ajustar e melhorar o siste-
motorizados;
IV - redução do tempo de viagem dos munícipes; ma viário em especial nas áreas de urbanização
II - diminuir o desequilíbrio existente na apro- incompleta, visando sua estruturação e ligação
V - melhoria das condições de integração entre
priação do espaço utilizado para a mobilidade interbairros;
os diferentes modais de transporte;
urbana, favorecendo os modos coletivos que

115
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

VIII - complementar, ajustar e melhorar o siste- de gases de efeito estufa e a poluição sonora, Município, considerando todos os seus compo-
ma de transporte público coletivo, aprimorando e a redução de gastos com combustíveis com a nentes, como infraestrutura viária, terminais e
as condições de circulação dos veículos; utilização de veículos movidos com fontes de estações, sistemas de monitoramento remoto,
energias renováveis ou combustíveis menos material rodante, entre outros;
IX - complementar, ajustar e melhorar o sistema poluentes;
cicloviário; III - modelo institucional para o planejamento
XXI - promover o transporte de passageiros e da mobilidade, promovendo maior integração
X - aumentar a confiabilidade, conforto, segu- cargas por meio do sistema hidroviário; entre as esferas municipal e estadual, tanto no
rança e qualidade dos veículos empregados no âmbito da formulação de políticas setoriais,
sistema de transporte coletivo; XXII - criar estacionamentos públicos ou priva- como na esfera do desenvolvimento técnico
dos nas extremidades dos eixos de mobilidade
XI - promover o uso mais eficiente dos meios dos trabalhos, buscando uma maior integração
urbana, em especial junto às estações de me-
de transporte com o incentivo das tecnologias metropolitana;
trô, monotrilho e terminais de integração e de
de menor impacto ambiental; transferência entre modais; IV - programa para o gerenciamento dos es-
XII - elevar o patamar tecnológico e melhorar tacionamentos no Município com controle de
XXIII - implantar dispositivos de redução da
os desempenhos técnicos e operacionais do estacionamento nas vias públicas, limitação de
velocidade e acalmamento de tráfego nas vias
sistema de transporte público coletivo; estacionamentos nas áreas centrais e implan-
locais, especialmente nas ZER; tação de estacionamentos públicos associados
XIII - incentivar a renovação ou adaptação da com o sistema de transporte público coletivo,
XXIV - evitar o tráfego de passagem nas vias
frota do transporte público e privado urbano, o compartilhamento de automóveis, as centra-
locais em zonas exclusivamente residenciais.
visando reduzir as emissões de gases de efeito lidades urbanas e as rodovias;
estufa e da poluição sonora, e a redução de
gastos com combustíveis com a utilização de SEÇÃO II - DO PLANO MUNICIPAL V - estratégias tarifárias para melhorar as con-
veículos movidos com fontes de energias reno- DE MOBILIDADE URBANA dições de mobilidade da população, em especial
váveis ou combustíveis menos poluentes, tais de baixa renda;
como gás natural veicular, híbridos ou energia Art. 229. A Prefeitura elaborará o Plano Mu- VI - ações para garantir a acessibilidade univer-
elétrica; nicipal de Mobilidade Urbana, de acordo com sal aos serviços, equipamentos e infraestruturas
os prazos e determinações estabelecidas pela de transporte público coletivo, com adequações
XIV - promover o maior aproveitamento em
legislação federal que institui a Política Nacional das calçadas, travessias e acessos às edificações;
áreas com boa oferta de transporte público
de Mobilidade Urbana65, bem como dos objetivos
coletivo por meio da sua articulação com a
e diretrizes dos arts. 227 e 228 desta lei. VII - promoção da ligação de regiões da cidade
regulação do uso e ocupação do solo; por meio da ampliação de pontes sobre os rios
REFERÊNCIAS EXTERNAS
XV - estabelecer instrumentos de controle da Tietê e Pinheiros;
65  (Lei Federal nº 12.587, 3 de janeiro de 2012)
oferta de vagas de estacionamento em áreas
Institui as diretrizes da Política Nacional de Mobi- VIII - intervenções para complementação, ade-
públicas e privadas, inclusive para operação lidade Urbana, instrumento da política de desen- quação e melhoria do sistema viário estrutural
da atividade de compartilhamento de vagas; volvimento urbano que objetiva a integração necessárias para favorecer a circulação de trans-
entre os diferentes modos de transporte e a me-
XVI - articular e adequar o mobiliário urbano portes coletivos e não motorizados e promover
lhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas
novo e existente à rede de transporte público e cargas no território do Município. ligações mais eficientes entre os bairros e as
coletivo; centralidades;

XVII - aprimorar o sistema de logística e cargas, § 1º O Plano Municipal de Mobilidade Urbana, IX - sistema de monitoramento integrado e
de modo a aumentar a sua eficiência, reduzindo cuja elaboração é uma ação prioritária do Sis- remoto dos componentes do Sistema de Mo-
custos e tempos de deslocamento; tema de Mobilidade, deverá ser elaborado de bilidade;
forma participativa e conter, no mínimo:
XVIII - articular as diferentes políticas e ações X - estratégias para a configuração do sistema
de mobilidade urbana, abrangendo os três níveis I - análise sobre as condições de acessibilidade de circulação de carga no Município, abran-
da federação e seus respectivos órgãos técnicos; e mobilidade existentes no Município e suas gendo as esferas de gestão, regulamentação e
conexões entre bairros e com os municípios infraestrutura e definição do sistema viário de
XIX - promover ampla participação de setores da região metropolitana a fim de identificar os interesse do transporte de carga;
da sociedade civil em todas as fases do plane- diferentes tipos de demandas urbanas, sociais,
jamento e gestão da mobilidade urbana; XI - estratégias para a configuração do sistema
demográficas, econômicas e ambientais que
de circulação de transporte coletivo privado
deverão nortear a formulação das propostas;
XX - incentivar a utilização de veículos auto- rotineiro e não rotineiro de passageiros no
motores movidos à base de energia elétrica II - ações para a ampliação e aprimoramento Município, abrangendo as esferas de gestão,
ou a hidrogênio, visando reduzir as emissões do sistema de transporte público coletivo no regulamentação e infraestrutura e definição

116
TÍTULO III - DA POLÍTICA E DOS SISTEMAS URBANOS E AMBIENTAIS | CAPÍTULO IV - DA POLÍTICA E DO SISTEMA DE SANEAMENTO AMBIENTAL

do sistema viário de interesse do transporte Art. 232. As ações estratégicas do Sistema de coletivo com o sistema de circulação de pe-
coletivo privado de passageiros; Circulação de Pedestres são: destres, por meio de conexões entre modais de
transporte, calçadas, faixas de pedestre, trans-
XII - intervenções para a implantação do sistema I - melhoria do acesso e do deslocamento de posições, passarelas e sinalização específica,
cicloviário integrado ao sistema de transporte qualquer pessoa com autonomia e segurança visando à plena acessibilidade do pedestre ao
público coletivo de alta e média capacidade; pelos componentes do Sistema de Circulação espaço urbano construído;
de Pedestres;
XIII - ações para implantação de políticas de IV - adaptar as calçadas e os outros componentes
controle de modos poluentes e menos eficientes II - integração do sistema de transporte público do sistema às necessidades das pessoas com
de transporte. coletivo com as calçadas, faixas de pedestre, deficiência visual e mobilidade reduzida;

TÍTULO III
transposições e passarelas, visando ao pleno
§ 2º Para garantir os recursos necessários para acesso do pedestre ao transporte público co- V - instituir órgão responsável pela formulação
investir na implantação da rede estrutural de letivo e aos equipamentos urbanos e sociais; e implementação de programas e ações para o
transporte coletivo, prevista neste Plano Diretor, Sistema de Circulação de Pedestres;
o Executivo deve realizar estudos visando obter III - ampliação das calçadas, passeios e espaços
fonte alternativa de receita. de convivência; VI - utilizar o modelo de desenho universal
para a execução das políticas de transporte
IV - redução de quedas e acidentes relacionados não motorizado;
SEÇÃO III - DO SISTEMA DE à circulação de pedestres junto aos componen-
CIRCULAÇÃO DE PEDESTRES tes do sistema; VII - eliminar barreiras físicas que possam
representar riscos à circulação do usuário, so-
V - padronização e readequação dos passeios
Art. 230. O Sistema de Circulação de Pedestres bretudo de crianças e pessoas com mobilidade
públicos em rotas com maior trânsito de pe-
é definido como o conjunto de vias e estruturas reduzida e portadoras de necessidades especiais;
destres;
físicas destinadas à circulação de pedestres.
VIII - aumentar o tempo semafórico nas tra-
VI - integração entre o sistema de estacionamen- vessias em locais de grande fluxo de pedestres;
to de bicicletas (paraciclos e bicicletários) e as
SISTEMA DE calçadas, visando ao pleno acesso de ciclistas IX - priorizar a circulação de pedestres sobre os
CIRCULAÇÃO DE PEDESTRES
aos estabelecimentos. demais modais de transportes, especialmente
em vias não estruturais;
Art. 233. Os programas, ações e investimentos,
Calçadas
públicos e privados, no Sistema de Circulação X - garantir a implantação de estruturas de acal-
de Pedestres devem ser orientados segundo as mamento de tráfego e redução de velocidade,
Vias de pedestres (calçadões) seguintes diretrizes: especialmente em vias não estruturais.

I - priorizar as intervenções de mobilidade in-


Faixas de pedestres e lombofaixas
clusiva na melhoria de calçadas e calçadões SEÇÃO IV - DA ACESSIBILIDADE
existentes, em especial os situados nas rotas UNIVERSAL
Transposições e passarelas
estratégicas, definidas na Lei nº 14.67566, de
2008, adequando-os para o atendimento da Art. 234. A acessibilidade universal é diretriz
Sinalização específica legislação existente; básica para todas as intervenções relacionadas
ao Sistema de Mobilidade.
REFERÊNCIAS EXTERNAS
66  (Lei Municipal nº 14.675, 23 de janeiro de 2008) Parágrafo único. Por acessibilidade universal
Institui o Plano Emergencial de Calçadas - PEC, ao Sistema de Mobilidade entende-se a condição
Art. 231. São componentes do Sistema de Cir- que define trechos de calçadas nas chamadas para utilização, com segurança e autonomia,
culação de Pedestres: Rotas Estratégicas e Estruturais, que abrangem os
total ou assistida, dos sistemas que compõem
principais serviços oferecidos nos bairros como
I - calçadas; escolas, correios, postos de saúde, a serem refor- o Sistema de Mobilidade por pessoa com defi-
madas pela Prefeitura. ciência ou mobilidade reduzida.
II - vias de pedestres (calçadões);
Art. 235. A rede semafórica destinada à travessia
III - faixas de pedestres e lombofaixas; II - implantar travessias em nível em vias que de pedestres deve incorporar gradualmente
não permitem interrupção de tráfego de veí- dispositivos para que a pessoa com deficiência
IV - transposições e passarelas;
culos motorizados, garantindo a segurança e ou mobilidade reduzida possa atravessar pela
V - sinalização específica. o conforto do pedestre; faixa de pedestres, com autonomia e segurança,
de acordo com a legislação aplicável.
III - integrar sistema de transporte público

117
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

Art. 236. Calçadas, faixas de pedestres, transpo- II - locais, com função predominante de pro- V - as diretrizes e regras para o compartilha-
sições e passarelas deverão ser gradualmente porcionar o acesso aos imóveis lindeiros, não mento e estacionamento de bicicletas;
adequadas para atender à mobilidade inclusiva, classificadas como coletoras ou estruturais;
VI - a circulação e a presença de resíduos e
visando a sua autonomia, conforme normas
III - ciclovias; cargas perigosas;
técnicas regulamentares pertinentes.
IV - de circulação de pedestres. VII - a utilização e a manutenção dos passeios
Parágrafo único. O Executivo deverá elaborar
públicos e das vias de pedestres;
plano de adequação, recuperação e manutenção § 3º As vias abertas ou que foram objeto de
de passeios públicos. alargamento e/ou melhoramentos pelo Poder VIII - a instalação de mobiliário urbano nos
Público após a vigência da Lei nº 13.885, de passeios públicos e vias de pedestre;
SEÇÃO V - DO SISTEMA VIÁRIO 2004, poderão ser classificadas pela Câmara
IX - a realização de atividades e a implantação
Técnica de Legislação Urbanística - CTLU, após
e o funcionamento de estabelecimentos gera-
Art. 237. O Sistema Viário é definido como o análise e parecer da Companhia de Engenharia
dores de tráfego, por transporte coletivo ou
conjunto de infraestruturas necessárias para de Tráfego - CET.
individual, de pessoas ou de cargas.
a circulação de pessoas e cargas. § 4º A circulação de ciclistas não deverá sofrer
§ 1º O estacionamento de veículos e a implanta-
restrição em virtude da classificação do viário.
ção de pontos de táxi somente serão permitidos
Art. 239. Os proprietários de imóveis localizados nas vias locais, coletoras e nas vias estruturais
SISTEMA VIÁRIO
na Macrozona de Estruturação e Qualificação de Nível 3, desde que:
Urbana poderão propor o alargamento da via,
no mínimo ao longo de uma quadra, doan- I - seja respeitada a prioridade para o transpor-
te público coletivo e para a fluidez de tráfego
Vias estruturais (N1, N2, N3) do a parcela de seus lotes à Municipalidade
geral registrado no uso das vias coletoras e
e arcando com todas as despesas relativas ao
estruturais de Nível 3;
Vias não estruturais (coletoras, alargamento da via.
locais, ciclovias, circulação de II - seja garantida a segurança e o acesso das
pedestres) § 1º A proposta de alargamento deverá ser anali-
pessoas aos lotes lindeiros.
sada e aprovada pelo órgão técnico responsável,
que estabelecerá os parâmetros, as especifica- § 2º As vias estruturais e não estruturais recebe-
Vias abertas ou que foram
objeto de alargamento ções técnicas para sua execução e autorizará o rão adaptações, quando necessário, para atender
início das obras. à circulação de ciclistas por meio da implantação
de infraestrutura cicloviária adequada.
§ 2º Executada a obra de alargamento e verifica-
da e aceita sua execução pelo órgão responsável, Art. 241. As ações estratégicas do Sistema Viá-
Art. 238. São componentes do Sistema Viário:
poderão ser feitas as doações das parcelas de rio são:
§ 1º As vias estruturais, classificadas em 3 (três) cada lote à Municipalidade, o que facultará aos
níveis, conforme Quadro 9 anexo: proprietários os benefícios similares descritos I - complementar as vias estruturais do Mu-
no “caput” do art. 81 desta lei. nicípio;
I - as vias de nível 1 (N1) são aquelas utilizadas
como ligação entre o Município de São Paulo, Art. 240. O Município regulamentará através II - implantar ajustes pontuais nas vias estru-
os demais municípios do Estado de São Paulo de instrumentos específicos: turais do Município;
e demais Estados da Federação;
I - a circulação e o estacionamento de veículos III - abrir novas vias no sistema estrutural per-
II - as vias de nível 2 (N2) são aquelas não incluí- privados e de transporte coletivo privado nas mitindo a interligação entre bairros e a conexão
das no nível anterior, utilizadas como ligação vias; com rodovias, entre elas, a interligação entre o
entre os municípios da Região Metropolitana bairro de Perus e a Rodovia dos Bandeirantes;
II - o serviço de táxis;
de São Paulo e com as vias de nível 1;
IV - alargar e melhorar as vias estruturais do
III - os serviços de motofrete e propostas para Município;
III - as vias de nível 3 (N3) são aquelas não in-
a circulação segura de motocicletas;
cluídas nos níveis anteriores utilizadas como
V - modernizar a rede semafórica, priorizando
ligação entre distritos, bairros e centralidades IV - a abertura de rotas de ciclismo, bicicletá- o enterramento das redes aéreas, e aprimorar
do Município de São Paulo. rios e compartilhamento de bicicletas e vagas a sinalização vertical e horizontal em todo o
especiais para compartilhamento de automóveis Sistema Viário;
§ 2º As vias não estruturais, classificadas como:
e similares;
I - coletoras, com função de ligação entre as VI - padronizar, readequar e garantir acessi-
vias locais e as vias estruturais;

118
TÍTULO III - DA POLÍTICA E DOS SISTEMAS URBANOS E AMBIENTAIS | CAPÍTULO IV - DA POLÍTICA E DO SISTEMA DE SANEAMENTO AMBIENTAL

bilidade dos passeios públicos em rotas com SEÇÃO VI - DO SISTEMA DE capacidade nas intersecções semaforizadas e
maior trânsito de pedestres; TRANSPORTE COLETIVO PÚBLICO das vias com faixas segregadas ou exclusivas;

VII - adequar pontes, viadutos e passarelas E PRIVADO c) elaboração de planos semafóricos e de co-
para a travessia segura de pedestres e ciclistas; municação com controladores para viabilizar
Art. 243. O Sistema de Transporte Público Co- a fluidez no trânsito com priorização para o
VIII - implantar, nas vias de tráfego local, letivo é o conjunto de modais, infraestruturas transporte público coletivo;
medidas de engenharia de tráfego de forma e equipamentos que realizam o serviço de trans-
a disciplinar o uso do espaço entre pedestres, porte de passageiros, acessível a toda a popu- d) elaboração de projeto operacional adequan-
bicicletas e veículos; lação, com itinerários e preços fixados pelo do a oferta dos corredores à demanda social e

TÍTULO III
Poder Público. urbana;
IX - adaptar as condições da circulação de trans-
portes motorizados a fim de garantir a segurança II - implantar terminais, estações de trans-
e incentivar o uso de modais não motorizados, SISTEMA DE TRANSPORTE ferência e conexões, preferencialmente, nas
especialmente nas vias estruturais N3, inclu- PÚBLICO COLETIVO localizações que:
sive com medidas de acalmamento de tráfego
a) apresentarem os maiores volumes de trans-
e redução da velocidade;
Veículos que realizam o serviço ferência entre linhas nos horários de pico;
X - redução do espaço de estacionamentos de de transporte público coletivo
b) tiverem cruzamentos significativos entre
automóveis para implantação de estrutura ci-
Estações, pontos de parada e corredores de ônibus existentes ou a implantar;
cloviária e ampliação de calçadas. terminais de integração e

§ 1º O sistema viário estrutural e não estrutural


transbordo c) forem mais adequadas para a otimização do
desempenho operacional do corredor;
poderá receber adaptações que promovam o Vias, segregadas ou não
compartilhamento adequado do espaço das d) viabilização de infraestrutura viária segre-
vias entre diferentes modos de circulação, Pátios de manutenção e gada para circulação segura e adequada de
motorizados e não motorizados, garantidas as estacionamento ciclistas;
condições de segurança.
Instalações e edificações de e) fizerem a conexão do sistema de transporte
§ 2º Nas vias do sistema viário estrutural, exis- apoio ao sistema coletivo hidroviário com o sistema de infraes-
tente ou planejado, dotadas de 3 (três) ou mais trutura para a circulação do transporte coletivo
faixas de rolamento na mesma pista, 1 (uma) do Município;
faixa deverá ser destinada para a circulação
Art. 244. São componentes do Sistema de Trans-
exclusiva de transporte público coletivo. III - requalificar corredores, terminais e esta-
porte Público Coletivo:
ções de transferência de ônibus municipais
§ 3º As vias do sistema viário estrutural de in- existentes, incluindo:
I - veículos que realizam o serviço de transporte
teresse do transporte coletivo devem ser con-
público coletivo;
dicionadas e ordenadas de forma a priorizar a a) ações de restauração, operação e melhoria
circulação de transporte público coletivo por II - estações, pontos de parada e terminais de do desempenho das infraestruturas existentes;
meio de reserva de faixas exclusivas no viário. integração e transbordo;
b) adequação à demanda por meio de incre-
§ 4º Os melhoramentos viários referentes ao III - vias, segregadas ou não; mento na capacidade de transporte;
Apoio Norte e ao Apoio Sul à Marginal do Rio
IV - pátios de manutenção e estacionamento; IV - respeitar critérios de sustentabilidade na
Tietê deverão priorizar a instalação de rede de
construção de novos terminais e estações e
transporte público coletivo de alta ou média V - instalações e edificações de apoio ao sistema. requalificação dos existentes, prevendo-se:
capacidade.
Art. 245. As ações estratégicas do Sistema de a) instalação de sanitários;
§ 5º Não serão permitidas novas ligações do Transporte Público Coletivo são:
sistema viário do Município com o trecho sul e b) uso racional de água, incluindo captação de
norte do Rodoanel Metropolitano Mário Covas. I - implantar novos corredores, incluindo: água de chuva e reúso da água;

Art. 242. As ações prioritárias do Sistema Viário a) viabilização de estrutura viária adequada em c) uso racional de energia, incluindo eficiência
estão descritas nos Mapas 8 e 9. eixos de transporte ou em vias que concentrem energética;
linhas de ônibus;
V - garantir o transporte público coletivo aces-
b) execução de obras em toda a extensão dos sível a pessoas com deficiência e mobilidade
eixos selecionados com vistas à ampliação da reduzida;

119
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

VI - aperfeiçoar a bilhetagem eletrônica exis- II - integração física e operacional com o Sis- tos, infraestruturas e instalações operacionais
tente, mantendo-a atualizada em relação às tema de Transporte Público Coletivo existente, por parte do Sistema Coletivo Privado será re-
tecnologias disponíveis e implantar o bilhete incluindo-se o transporte hidroviário; gulamentada por ato do Executivo de modo a
mensal; integrar esse sistema aos modais de transporte
III - integração física e operacional com outros público.
VII - adotar novas formas de operação e estraté- modos de transporte, em especial com o sistema
gias operacionais para o Sistema de Transporte cicloviário, por meio de implantação de bicicle-
Público Coletivo Municipal; tários, permissão de embarque de bicicletas em SEÇÃO VII - DO SISTEMA
veículos do sistema, priorização de travessias CICLOVIÁRIO
VIII - colaborar com a implantação de novos de pedestres, entre outras medidas;
corredores metropolitanos, conforme o Mapa
Art. 248. O Sistema Cicloviário é caracterizado
10 anexo, além de terminais, estacionamentos e IV - integração com serviços de compartilha-
por um sistema de mobilidade não motorizado
estações de transferência de ônibus municipais mento de automóveis, possibilitando a realiza-
e definido como o conjunto de infraestruturas
e metropolitanos; ção de viagens articuladas com outros modais;
necessárias para a circulação segura dos ciclis-
IX - colaborar com a implantação de novas V - posicionamento dos pontos de parada e, tas e de ações de incentivo ao uso da bicicleta.
linhas e estações do Sistema de Transporte quando couber, de estações, terminais, pátios
Art. 249. São componentes do Sistema Ciclo-
Público Coletivo de Alta Capacidade, conforme de manutenção e estacionamento e outras ins-
viário:
Mapa 10 anexo; talações de apoio;
I - ciclovias;
X - ampliar a frota de veículos de transporte VI - melhorias nos passeios e espaços públicos,
coletivo, utilizando soluções tecnológicas avan- mobiliário urbano, iluminação pública e paisa- II - ciclofaixas;
çadas e tecnologias sustentáveis; gem urbana, entre outros elementos;
III - ciclorrotas;
XI - implantar o Sistema de Transporte Coletivo VII - instalação de sinalizações que forneçam
Hidroviário. informações essenciais para o deslocamento IV - bicicletários e demais equipamentos ur-
do passageiro nos terminais, estações de trans- banos de suporte;
§ 1º A construção de estacionamentos públicos ferência e conexões; V - sinalização cicloviária;
e privados deverá ocorrer preferencialmente
junto a terminais de integração e estações de VIII - articulação com ofertas de Habitação de VI - sistema de compartilhamento de bicicletas.
transferência. Interesse Social;

§ 2º Os terminais poderão prever áreas de ex- IX - melhoria na provisão de serviços, equipa-


pansão de seus usos através do aproveitamento mentos e infraestruturas urbanas, considerando SISTEMA CICLOVIÁRIO
de sua área construtiva adicional com destina- o gradativo enterramento das redes aéreas;
ção para equipamentos públicos municipais,
X - preservação de patrimônios culturais e am-
usos comerciais e de serviços, de acordo com Ciclovias
bientais;
sua localização estratégica e seu coeficiente de
aproveitamento não utilizado. XI - requalificação dos espaços eventualmente Ciclofaixas
utilizados como canteiro de obras e áreas de
§ 3º Os terminais e estações de transferência de
apoio; Ciclorrotas
ônibus deverão incluir espaços para serviços
públicos e, quando viável, centros comerciais XII - requalificação do espaço viário afetado. Bicicletários e equipamentos
populares. urbanos de suporte
Art. 246. As ações prioritárias do Sistema de
§ 4º A implantação de novos corredores, ter- Transporte Público Coletivo estão descritas no Sinalização cicloviária
minais e estações de transferência de ônibus, Mapa 9 desta lei.
linhas e estações de metrô, trens, monotrilhos
Sistema de compartilhamento
e do transporte hidroviário e a modernização Art. 247. O Sistema de Transporte Coletivo
de bicicletas
dos já existentes, deverão apresentar soluções Privado é composto pelo conjunto de modos
que compatibilizem a sua inserção ao ambiente e serviços que realizam o serviço rotineiro e
urbano, definindo: não rotineiro de transporte de passageiros de
modo não aberto ao público, sem fixação de Art. 250. Os programas, ações e investimentos,
I - soluções ambientalmente e tecnologicamente itinerários e com preços não definidos pelo públicos e privados, no Sistema Cicloviário
adequadas e gradativas que proporcionem níveis Poder Público. devem ser orientados segundo o objetivo de
mínimos na emissão de poluentes e geração
estruturar uma rede complementar de trans-
de ruídos; Parágrafo único. A utilização de equipamen-

120
TÍTULO III - DA POLÍTICA E DOS SISTEMAS URBANOS E AMBIENTAIS | CAPÍTULO IV - DA POLÍTICA E DO SISTEMA DE SANEAMENTO AMBIENTAL

porte, integrando os componentes do Sistema a) vagas, exclusivas ou não, em vias ou locais


Cicloviário e os demais meios de transporte. públicos e privados; SISTEMA HIDROVIÁRIO
Art. 251. Os programas, ações e investimentos, b) instalações de apoio e sinalizações do sistema;
públicos e privados, no Sistema Cicloviário de-
II - ações de incentivo ao compartilhamento
vem ser orientados segundo diretriz de implan- Rios e represas
de automóveis.
tar as redes cicloviárias associadas às redes de
Canais e lagos navegáveis
transporte público coletivo motorizado de alta § 2º Os programas, ações e investimentos, pú-
e média capacidade, e garantir o deslocamento blicos e privados, para o compartilhamento Barragens móveis e eclusas
seguro e confortável de ciclistas em todas as vias. de automóveis devem ser orientados para a

TÍTULO III
Portos fluviais e lacustres e
estruturação de uma rede complementar de terminais de integração e
Art. 252. Os programas, ações e investimentos,
transporte, associada às redes de transporte transbordo
públicos e privados, no Sistema Cicloviário
público coletivo de alta e média capacidade e
deverão estar acompanhados de campanhas Orla dos canais
às redes cicloviárias.
de conscientização e incentivo do uso de trans-
portes não motorizados. Embarcações
§ 3º (VETADO)
Instalações e edificações
Art. 253. A ação prioritária será implantar a rede
de apoio ao sistema
cicloviária integrada com o Plano Municipal de SEÇÃO IX - DO SISTEMA
Mobilidade Urbana, a partir dos Planos Regio- HIDROVIÁRIO
nais das Subprefeituras e dos Planos de Bairro.
por meio da articulação com os demais modais
Art. 255. O Sistema Hidroviário é o conjunto de transporte;
SEÇÃO VIII - DO de componentes necessários para realização
do serviço de transporte de cargas e passagei- III - colaborar com o desenvolvimento e a imple-
COMPARTILHAMENTO DE
ros por vias navegáveis. mentação do transporte de cargas e passageiros;
AUTOMÓVEIS
Art. 256. São componentes do Sistema Hidro- IV - implementar o transporte de passageiros,
Art. 254. O compartilhamento de automóveis, viário: em especial travessias lacustres, integrando-o
definido como o serviço de locação de automó- ao sistema de bilhetagem eletrônica;
veis por curto espaço de tempo, será estimulado I - rios e represas;
como meio de reduzir o número de veículos V - desenvolver os projetos das hidrovias de for-
II - canais e lagos navegáveis; ma integrada à requalificação da orla dos canais,
em circulação.
III - barragens móveis e eclusas; represas e lagos navegáveis, transformando-os
em espaços de convivência e embarque de pas-
COMPARTILHAMENTO DE IV - portos fluviais e lacustres e terminais de sageiros e/ou portos de carga;
AUTOMÓVEIS integração e transbordo;
VI - incorporar o Sistema Hidroviário nos Planos
O serviço de locação de automóveis por V - orla dos canais; Municipais de Mobilidade Urbana, ao Plano
curto espaço de tempo é um meio de
reduzir o número de veículos em circulação. de Saneamento Ambiental Integrado, ao Pla-
VI - embarcações;
no Diretor de Drenagem e ao Plano de Gestão
VII - instalações e edificações de apoio ao sis- Integrada de Resíduos Sólidos.
tema.

Parágrafo único. (VETADO) SEÇÃO X - DO SISTEMA DE


LOGÍSTICA E CARGAS
Art. 257. As ações estratégicas do Sistema Hi-
droviário são: Art. 258. O Sistema de Logística e Cargas é o con-
I - adequar interferências existentes nos canais, junto de sistemas, instalações e equipamentos
lagos e represas navegáveis para garantir con- que dão suporte ao transporte, armazenamento
§ 1º O compartilhamento de automóveis deve e distribuição, associado a iniciativas públicas
dições de navegabilidade, bem como garantir
incluir: e privadas de gestão dos fluxos de cargas.
que novas obras não provoquem interferências
I - infraestrutura e medidas necessárias para na navegação fluvial; Art. 259. São componentes do Sistema de Lo-
o estacionamento dos automóveis comparti- gística e Cargas:
II - fomentar a expansão da rede hidroviária,
lhados:
especialmente no setor Orla Ferroviária e Fluvial
da Macroárea de Estruturação Metropolitana,

121
PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

veículos de carga, incluindo as cargas perigosas REFERÊNCIAS EXTERNAS

SISTEMA DE LOGÍSTICA E CARGAS ou superdimensionadas; 67  Concedida na fase preliminar do planejamen-


to do empreendimento ou atividade, aprovando
V - planejar soluções de inserção urbana do sua localização e concepção, atestando a viabili-
sistema de abastecimento e logística que mi- dade ambiental e estabelecendo os requisitos
Sistema viário de interesse do nimizem os conflitos de convivência e as inter- básicos e condicionantes a ser atendido nas pró-
transporte de carga ximas fases de sua implementação.
ferências entre este sistema e os demais fluxos
Vias e sistemas exclusivos de metropolitanos.
distribuição de cargas, incluindo § 1º (VETADO)
dutovias e ferrovias segregadas
SEÇÃO XI - DO SISTEMA DE § 2º (VETADO)
Plataformas e terminais logísticos
INFRAESTRUTURA AEROVIÁRIA § 3º (VETADO)
Centros de armazenamento,
transbordo e distribuição Art. 261. O Sistema de Infraestrutura Aeroviária § 4º A instalação e operação de helipontos fica
Veículos de transporte de carga é o conjunto de áreas, instalações e equipa- condicionada à apresentação do Estudo e Re-
mentos urbanos necessários para possibilitar latório de Impacto de Vizinhança - EIV/RIV.
Pátios de manutenção e a circulação de aeronaves, como os helipontos,
estacionamento
heliportos, aeródromos e aeroportos.
Instalações e edificações
de apoio ao sistema
SISTEMA DE INFRAESTRUTURA
AEROVIÁRIA

I - sistema viário de interesse do transporte Conjunto de áreas, instalações e


equipamentos urbanos necessários para
de carga; possibilitar a circulação de aeronaves.

II - vias e sistemas exclusivos de distribuição


de cargas, incluindo dutovias e ferrovias se-
gregadas;

III - plataformas e terminais logísticos;

IV - centros de armazenamento, transbordo e


distribuição;

V - veículos de transporte de carga; Art. 262. Para planejar e organizar o Sistema de


Infraestrutura Aeroviária, deverá ser elaborado,
VI - pátios de manutenção e estacionamento; de forma participativa, o Plano de Transporte
VII - instalações e edificações de apoio ao sis- e de Infraestrutura Aeroviária.
tema. Parágrafo único. O Plano de Infraestrutura
Art. 260. As ações estratégicas do Sistema de Aeroviária deve ser elaborado no prazo de 1
Logística e Cargas são: (um) ano, a partir da vigência desta lei.

I - incentivar o melhor uso da infraestrutura lo- Art. 263. O conteúdo do Plano de Infraestrutura
gística instalada no Município, aumentando sua Aeroviária será definido pelo Executivo.
eficiência e reduzindo seu impacto ambiental; Art. 264. A instalação, reforma e ampliação de
II - planejar, implantar e ampliar a cadeia logís- aeródromos e heliportos ficará condicionada
tica de diferentes modais, incluindo os modais à apresentação de Estudo e Relatório de Im-
rodoviário, hidroviário e ferroviário; pacto Ambiental - EIA/RIMA e Estudo e Rela-
tório de Impacto de Vizinhança - EIV/RIV, no
III - planejar, implantar e ampliar a infraes- âmbito do processo de licenciamento ambien-
trutura logística em conjunto com as demais tal até a emissão da competente Licença Prévia
esferas de governo; - LP67.

IV - regulamentar e monitorar a circulação de

122
TÍTULO III - DA POLÍTICA E DOS SISTEMAS URBANOS E AMBIENTAIS | CAPÍTULO VI - DO SISTEMA DE ÁREAS PROTEGIDAS, ÁREAS VERDES E ESPAÇOS LIVRES

CAPÍTULO VI - DO SISTEMA livres e áreas verdes referidos no “caput” deste d) outras categorias de parques a serem defi-
artigo é considerado de interesse público para nidas pelo Executivo;
DE ÁREAS PROTEGIDAS, o cumprimento de funcionalidades ecológicas,
e) espaços livres e áreas verdes de logradouros
ÁREAS VERDES E ESPAÇOS paisagísticas, produtivas, urbanísticas, de lazer
públicos, incluindo praças, vias, vielas, ciclo-
e de práticas de sociabilidade.
LIVRES vias, escadarias;
§ 3º Para a implementação do Sistema Muni-
f ) espaços livres e áreas verdes de instituições
Art. 265. O Sistema de Áreas Protegidas, Áreas cipal de Áreas Protegidas, Espaços Livres e
públicas e serviços públicos de educação, saú-
Verdes e Espaços Livres é constituído pelo con- Áreas Verdes, além de recursos orçamentários,
de, cultura, lazer, abastecimento, saneamento,
junto de áreas enquadradas nas diversas cate- deverão ser utilizados prioritariamente recursos

TÍTULO III
transporte, comunicação e segurança;
gorias protegidas pela legislação ambiental, do Fundo Especial de Meio Ambiente e Desen-
de terras indígenas, de áreas prestadoras de volvimento Sustentável - FEMA, em especial g) espaços livres e áreas verdes originárias de
serviços ambientais, das diversas tipologias os oriundos do Termo de Compromisso Am- parcelamento do solo;
de parques de logradouros públicos, de espa- biental - TCA, aplicado na hipótese de manejo
ços vegetados e de espaços não ocupados por da vegetação, nos termos definidos nesta lei e h) Áreas de Preservação Permanente inseridas
edificação coberta, de propriedade pública ou pela legislação específica. em imóveis de propriedade pública;
particular. i) cemitérios públicos;
Art. 266. São componentes do Sistema Mu-
§ 1º A organização das áreas protegidas, espaços nicipal de Áreas Protegidas, Áreas Verdes e
II - áreas privadas:
livres e áreas verdes como Sistema compete Espaços Livres:
ao Executivo, ouvidos os órgãos estaduais e a) Unidades de Conservação de Uso Sustentável;
I - áreas públicas:
federais, e se configura em estratégia de qua-
b) Áreas de Preservação Permanente inseridas
lificação, de preservação, de conservação, de a) Unidades de Conservação de Proteção Integral
em imóveis privados;
recuperação e de ampliação das distintas tipo- que compõem o Sistema Nacional de Unidades
logias de áreas e espaços que o compõe, para de Conservação; c) espaços livres e áreas verdes de instituições e
as quais está prevista nesta lei a aplicação de serviços privados de educação, saúde, cultura,
instrumentos de incentivo. b) parques urbanos;
lazer, abastecimento, saneamento, transporte,
c) parques lineares da rede hídrica; comunicação, segurança e cemitérios;
§ 2º O conjunto de áreas protegidas, espaços
d) espaços livres e áreas verdes com vegetação
nativa em estágio avançado em imóveis resi-
SISTEMA DE ÁREAS PROTEGIDAS, ÁREAS VERDES E ESPAÇOS LIVRES
denciais e não residenciais isolados;

O Sistema de Áreas Protegidas, Áreas Verdes e Espaços Livres abrange as diversas categorias de áreas e) espaços livres e áreas verdes com vegetação
ambientais protegidas, prestadoras de serviços ambientais, espaços vegetados e espaços não ocupados nativa em estágio avançado em imóveis resi-
por edificação coberta, seja de propriedade pública ou particular.
denciais e não residenciais em condomínios;

f ) clubes de campo;

g) clubes esportivos sociais;


UNIDADES DE CONSERVAÇÃO PARQUES URBANOS ESPAÇOS LIVRES E ÁREAS DE PRESERVAÇÃO
DE PROTEÇÃO INTEGRAL E LINEARES ÁREAS VERDES PERMANENTE h) cemitérios particulares;

i) sítios, chácaras e propriedades agrícolas;


Principais objetivos:
Reduzir a contaminação III - terras indígenas:
ambiental
a) terras indígenas homologadas;
Conservar e recuperar o meio
ambiente e a paisagem
Incentivar hábitos e práticas b) terras indígenas delimitadas pela FUNAI68
que visem a proteção dos
recursos ambientais
em análise no Ministério da Justiça.
Criar instrumentos para o
desenvolvimento da zona rural: REFERÊNCIAS EXTERNAS
Polo de Desenvolvimento Viabilizar acesso universal ao 68  (Lei Federal nº 5.371, de 5 de dezembro de
Rural Sustentável saneamento básico
1967) Órgão do Governo Federal brasileiro, deno-
minado “Fundação Nacional do Índio”, que esta-
belece e executa a política indigenista no Brasil.

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PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO  LEI Nº 16.050/2014  TEXTO DA LEI ILUSTRADO

SEÇÃO I - DOS OBJETIVOS E conservação de espaços livres e de áreas verdes XVIII - priorizar o uso de espécies nativas e
DIRETRIZES DO SISTEMA DE ÁREAS particulares previstos no Estatuto da Cidade e úteis à avifauna na arborização urbana;
na legislação ambiental;
PROTEGIDAS, ÁREAS VERDES E XIX - aprimorar a gestão participativa das Uni-
ESPAÇOS LIVRES IX - incentivar e apoiar a criação de Reservas dades de Conservação e dos Parques Urbanos
Particulares do Patrimônio Natural - RPPN e Lineares;
Art. 267. São objetivos do Sistema de Áreas municipal;
XX - compatibilizar a proteção e recuperação
Protegidas, Áreas Verdes e Espaços Livres:
X - utilizar as áreas remanescentes de desa- das áreas verdes com o desenvolvimento so-
I - proteção da biodiversidade; propriação para ampliação de espaços livres cioambiental e com as atividades econômicas,
e áreas verdes públicas, quando não for viável especialmente as de utilidade pública.
II - conservação das áreas prestadoras de ser- seu aproveitamento para projetos de interesse
viços ambientais; social;
SEÇÃO II - DAS ÁREAS DE
III - proteção e recuperação dos remanescentes XI - estruturar mecanismos de proteção à bio- PRESERVAÇÃO PERMANENTE
de Mata Atlântica; diversidade, em consonância aos preceitos da
IV - qualificação das áreas verdes públicas; Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Art. 269. Área de Preservação Permanente - APP
Biodiversidade69 e ao Plano Municipal de Es- são as porções do território, protegida nos ter-
V - incentivo à conservação das áreas verdes tratégias e Ações Locais pela Biodiversidade da mos da legislação federal específica, revestida
de propriedade particular; Cidade de São Paulo; ou não com cobertura vegetal, com a função
ambiental de preservar os recursos hídricos,
VI - conservação e recuperação dos corredores REFERÊNCIAS EXTERNAS
a permeabilidade do solo, a paisagem, a esta-
ecológicos na escala municipal e metropolitana;
69  Tratado da Organização das Nações Unidas bilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo
que abarca o que se refere direta ou indiretamen-
VII - cumprimento das disposições do Sistema gênico de fauna e flora, o solo e de assegurar
te à biodiversidade. Estrutura-se sobre três bases
Nacional de Unidades de Conservação. principais: a conservação da diversidade biológi-
o bem-estar das populações humanas.
ca, o uso sustentável da biodiversidade e a repar-
Art. 268. São diretrizes do Sistema de Áreas § 1º A delimitação das Áreas de Preservação
tição justa e equitativa dos benefícios
Protegidas, Áreas Verdes e Espaços Livres: provenientes da utilização dos recursos genéticos. Permanente deverá obedecer aos limites fixados
pela norma federal específica.
I - ampliar a oferta de áreas verdes públicas;
XII - controlar as espécies vegetais e animais § 2º As intervenções em Área de Preservação
II - recuperar os espaços livres e as áreas verdes Permanente apenas poderão ser admitidas nos
degradadas, incluindo solos e cobertura vegetal; invasoras e a presença de animais domésticos
errantes em benefício da fauna silvestre; casos de interesse social, utilidade pública ou
III - recuperar áreas de preservação perma- baixo impacto, de acordo com a norma federal
nente; XIII - adotar mecanismos de compensação am- específica.
biental para aquisição de imóveis destinados
IV - implantar ações de recuperação ambiental à implantação de áreas verdes públicas e de Art. 270. Os projetos urbanos e planos que en-
e de ampliação de áreas permeáveis e vegetadas ampliação das áreas permeáveis; volvam intervenções em Áreas de Preservação
nas áreas de fundos de vale e em cabeceiras de Permanente, em áreas urbanas consolidadas,
drenagem e planícies aluviais indicadas na Carta XIV - condicionar o parcelamento e utilização deverão apresentar estudo técnico que demons-
Geotécnica, em consonância com o Programa de glebas com maciços arbóreos significati- tre a manutenção e/ou recuperação das funções
de Recuperação de Fundos de Vale; vos à averbação prévia da área que os contém, socioambientais dessas áreas, cuja abrangência
podendo esta ser doada para a implantação deverá ser regulamentada por norma específica.
V - promover interligações entre os espaços de área verde pública ou gravada como RPPN,
livres e áreas verdes de importância ambiental quando seu valor biológico assim o justificar; § 1º O Executivo deverá regulamentar o escopo
regional, integrando-os através de caminhos mínimo do estudo referido no “caput”, poden-
verdes e arborização urbana; XV - compensar os proprietários ou detentores do exigir, de acordo com a escala, dimensão e
de posse justa e de boa fé, de áreas com ecos- caráter da intervenção, os seguintes aspectos:
VI - compatibilizar, nas áreas integrantes do sistemas prestadores de serviços ambientais e
sistema, os usos das áreas verdes com a con- áreas de soltura de animais silvestres; I - a caracterização socioambiental da bacia
servação ambiental; ou sub-bacia hidrográfica em que está inse-
XVI - conservar áreas permeáveis, com vegeta- rida a APP, incluindo passivos e fragilidades
VII - estimular parcerias entre os setores público ção significativa em imóveis urbanos e proteção ambientais;
e privado para implantação e manutenção dos da paisagem;
espaços livres e áreas verdes; II - a especificação e a avaliação dos sistemas de
XVII - apoiar e incentivar a agricultura urbana infraestrutura urbana e de saneamento básico
VIII - implementar instrumentos de incentivo à nos espaços livres; implantados, de outros serviços e equipamentos

124
TÍTULO III - DA POLÍTICA E DOS SISTEMAS URBANOS E AMBIENTAIS | CAPÍTULO VI - DO SISTEMA DE ÁREAS PROTEGIDAS, ÁREAS VERDES E ESPAÇOS LIVRES

mentará a intervenção e supressão de vegetação


ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APP) em APPs em áreas urbanas consolidadas, consi-
derando as funcionalidades ambientais dessas
Áreas que devem ser protegidas áreas e estabelecendo condicionantes para o
para preservar recursos hídricos, seu licenciamento e compensação ambiental.
paisagem, estabilidade geológica TOPOS DE MORROS, MONTES,
e biodiversidade, conforme as MONTANHAS E SERRAS
definições do código florestal SEÇÃO III - DO PROGRAMA DE
brasileiro. Veja no esquema ao
lado os tipos de APP: NASCENTES RECUPERAÇÃO DE FUNDO DE
VALES

TÍTULO III
Raio de 50m ao redor das nascentes

Art. 272. O Programa de Recuperação de Fundos


ENCOSTAS de Vale é composto por intervenções urbanas
Regiões com declividade superior a 45o nos fundos de vales, articulando ações de sa-
neamento, drenagem, implantação de parques
lineares e urbanização de favelas.
VÁRZEAS

Área variável em função da largura do curso d’água PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO DE


FUNDO DE VALE

Composto por intervenções urbanas nos


públicos e proposta de implantação e comple- habitabilidade dos moradores a ser promovida fundos de vales, articulando ações de
mentação desses sistemas; pela intervenção; saneamento, drenagem, implantação de
parques lineares e urbanização de favelas.
III - a identificação das unidades de conservação XI - a demonstração de garantia de acesso livre
e demais áreas protegidas na área de influência e gratuito pela população aos corpos d’água,
direta da ocupação; sempre que possível.

IV - o mapeamento do uso do solo na bacia ou § 2º Os projetos urbanos de que trata o § 1º deve-


sub-bacia em que está inserida a APP; rão priorizar a implantação de parques lineares,
como intervenção de caráter socioambiental e
V - a identificação das áreas consideradas de
interesse público, compatível aos regimes de
risco de inundações e de movimentos de massa,
inundação das várzeas.
tais como deslizamento, queda e rolamento
de blocos, corrida de lama, e outras definidas § 3º A regularização fundiária de assentamentos
como de risco geotécnico; urbanos somente será permitida em estrita Parágrafo único. São objetivos do Programa
obediência aos arts. 64 e 65 da Lei Federal nº de Recuperação Ambiental de Fundos de Vale:
VI - a indicação das faixas ou áreas em que
12.65170, de 2012, ou lei que vier a sucedê-la.
devem ser resguardadas as características ou
I - ampliar progressiva e continuamente as
as funções ecossistêmicas típicas da Área de
REFERÊNCIAS EXTERNAS áreas verdes permeáveis ao longo dos fundos
Preservação Permanente, com a devida proposta
70 (Lei Federal nº 12.651, 25 de maio de 2012) de vales, criando progressivamente parques
de recuperação de áreas degradadas, e daquelas
Dispõe sobre o estabelecimento de normas gerais lineares e minimizando os fatores causadores
não passíveis de regularização; sobre a proteção da vegetação nativa, áreas de de enchentes e os danos delas decorrentes,
Preservação Permanente e as áreas de Reserva aumentando a penetração no solo das águas
VII - a avaliação dos riscos socioambientais;
Legal e prevê instrumentos econômicos e finan-
pluviais e instalando dispositivos para sua re-
ceiros para o alcance de seus objetivos.
VIII - a identificação das demandas e expecta- tenção, quando necessário;
tivas da população do entorno com relação às
possibilidades de uso e fruição dessas áreas e II - promover ações de saneamento ambiental
Art. 271. As intervenções em APP, bem como as dos cursos d’água;
a indicação de formas de participação;
estratégias para a proteção dessas áreas, devem
IX - a indicação de áreas para a realocação da estar articuladas com os objetivos referentes à III - mapear e georreferenciar as nascentes;
população afetada pelas obras, em especial Rede Hídrica Ambiental, estabelecidos no art.
IV - priorizar a construção de Habitações de
aquela de baixa renda; 25 e no Programa de Recuperação de Fundos
Interesse Social para reassentamento, na mesma
de Vale, estabelecido no art. 272.
X - a demonstração da melhoria das condições sub-bacia, da população que eventualmente
de sustentabilidade urbano-ambiental e de Parágrafo único. Decreto do Executivo regula- for removida;

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PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO LEI Nº 16.050/2014 TEXTO DA LEI ILUSTRADO

V - integrar na paisagem as áreas de preservação III - conectar áreas verdes e espaços públicos; SEÇÃO V - DAS ÁREAS VERDES
permanente com as demais áreas verdes, públi-
IV - controlar enchentes;
cas e privadas, existentes na bacia hidrográfica; Art. 274. Os parques urbanos e naturais, exis-
V - evitar a ocupação inadequada dos fundos tentes e em implantação, e as áreas verdes pú-
VI - aprimorar o desenho urbano, ampliando e
de vale; blicas integram o Sistema Municipal de Áreas
articulando os espaços de uso público, em es-
Protegidas, Áreas Verdes e Espaços Livres.
pecial os arborizados e destinados à circulação VI - propiciar áreas verdes destinadas à con-
e bem-estar dos pedestres; servação ambiental, lazer, fruição e atividades
culturais; ÁREAS VERDES
VII - priorizar a utilização de tecnologias so-
cioambientais e procedimentos construtivos VII - ampliar a percepção dos cidadãos sobre
sustentáveis na recuperação ambiental de fun- o meio físico. Conjunto de áreas que apresentam cobertura
vegetal, arbórea, arbustiva ou rasteira e que
dos de vale;
contribuem de modo significativo para a
§ 1º Os parques lineares são parte integrante do qualidade de vida e o equilíbrio ambiental nas
VIII - melhorar o sistema viário de nível local, Programa de Recuperação Ambiental de Fundos cidades.
dando-lhe maior continuidade e proporcio- de Vale e sua plena implantação pressupõe a
nando maior fluidez à circulação entre bairros articulação de ações de saneamento, drenagem,
contíguos; sistema de mobilidade, urbanização de interesse
social, conservação ambiental e paisagismo.
IX - integrar as unidades de prestação de ser-
viços em geral e equipamentos esportivos e § 2º Os parques lineares em planejamento inte-
sociais aos parques lineares previstos; grantes do Mapa 5 anexo estão delimitados na
escala de planejamento, não se constituindo em
X - construir, ao longo dos parques lineares, vias
perímetros definitivos até que sejam elaborados § 1º Os parques lineares em planejamento
de circulação de pedestres e ciclovias;
os respectivos projetos. passarão a integrar o sistema, quando forem
XI - mobilizar a população do entorno para o implantados.
§ 3º O projeto dos parques lineares deverá ser
planejamento participativo das intervenções
elaborado de forma participativa, ouvido o Con- § 2º Por lei ou por solicitação do proprietário,
na bacia hidrográfica, inclusive nos projetos
selho Participativo da Subprefeitura. áreas verdes particulares poderão ser incluídas
de parques lineares;
no Sistema de Áreas Protegidas, Áreas Verdes
§ 4º A LPUOS ou lei específica, após a definição
XII - desenvolver atividades de educação am- e Espaços Livres.
precisa do perímetro do parque linear, deverá
biental e comunicação social voltadas ao manejo
enquadrá-lo como ZEPAM. Art. 275. Nas áreas verdes públicas, existentes
das águas e dos resíduos sólidos;
e futuras, integrantes do Sistema Municipal de
XIII - criar condições para que os investidores Áreas Protegidas, Áreas Verdes e Espaços Livres,
e proprietários de imóveis beneficiados com o poderão ser implantadas instalações de lazer
Programa de Recuperação Ambiental de Fundos PARQUES LINEARES e recreaç