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FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS DE SINOP (FACISAS)

CURSO DE ENFERMAGEM

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA AVALIAÇÃO DO RECÉM-NASCIDO NAS


PRIMEIRAS HORAS DE VIDA

LEDINÉIA GIOVANA DA SILVA

SINOP, MT
2016
LEDINÉIA GIOVANA DA SILVA

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA AVALIAÇÃO DO RECÉM-NASCIDO NAS


PRIMEIRAS HORAS DE VIDA

Trabalho apresentado à disciplina de


Assistência de Enfermagem em Neonatologia,
curso de Enfermagem, 8ª semestre noturno da
Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de
Sinop (FACISAS) para obtenção de nota
parcial 1.
Docente: Claudia Zangrande

SINOP, MT
2016
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO...............................................................................................................2
ARTIGO “IMPORTÂNCIA DO EXAME FÍSICO DO RECÉM-NASCIDO PARA O
PLANEJAMENTO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM”................................3
ANÁLISE CRÍTICA.......................................................................................................3
CONCLUSÃO..................................................................................................................6
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................7
INTRODUÇÃO

O recém-nascido (RN) é um ser que possui surpreendentes capacidades sensoriais e de


interação com o mundo que o cerca. Por outro lado, o longo período de que necessita para sua
adaptação ao ambiente extra-uterino, confere-lhe fragilidade extrema frente à situações que
envolvam alteração de seus sistemas vitais ou o exponham a ambientes nocivos. Nesse caso, o
exame físico é um procedimento de extrema importância, pois, através dele, avaliam-se suas
condições gerais e específicas. O RN deve ser considerado em toda a sua individualidade,
pois tem necessidades próprias que variam em intensidade, ritmo e expressão, bem como na
maneira de agir frente a dor e ao prazer. O enfermeiro, reconhecendo a importância do exame
físico e implementando este procedimento na sua rotina diária, estará atendendo às
necessidades do RN de forma adequada e individualizada (SILVA & NASCIMENTO, 2000).
Este trabalho tem por objetivo realizar a análise de uma produção científica que aborde
em seu tema a assistência de enfermagem ao recém-nascido nas primeiras horas de vida. O
artigo escolhido possui data de publicação o ano de 2000, e foi considerado para essa análise
por não ter sido encontrado artigos mais recentes que abordassem o tema proposto. Será
descrito partes do artigo, simultaneamente com a análise crítica.

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ARTIGO “IMPORTÂNCIA DO EXAME FÍSICO DO RECÉM-NASCIDO PARA O
PLANEJAMENTO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM”

ANÁLISE CRÍTICA

O artigo relata a importância do exame físico realizado pela enfermagem para o


planejamento em saúde. As autoras (Silva & Nascimento, 2000) destacam que o exame e a
avaliação do RN se iniciam através da inspeção geral subsidiada pela história materna e dados
do parto, o que permite estabelecer uma distinção bastante precisa entre um RN que está em
boas condições e aquele que tem problemas. Levando em consideração esse argumento, pode-
se dizer que a história materna está fortemente ligada às condições do RN. Portanto, é
imprescindível que a enfermagem colete dados maternos suficientes para embasar os
resultados ou complicações que o RN vir a apresentar durante a avaliação.
As autoras basearam-se em Wong (1999) quando citaram em sua produção científica
os cuidados gerais a serem seguidos para a avaliação do RN. Esses passos são descritos
abaixo como:
 Providenciar uma área de exame normotérmica e sem estímulos;
 Despir apenas a área do corpo a ser examinada, para evitar a perda calórica;
 Prosseguir em uma seqüência ordenada (céfalo-caudal).
 Observar a atitude do RN e a posição de flexão em primeiro lugar, a fim de evitar
incomodá-lo;
 Realizar todos os procedimentos que requerem tranqüilidade, como a ausculta dos
pulmões, coração e abdômen;
 Realizar por último os procedimentos estressantes, como testar reflexos;
 Medir a cabeça, o tórax e o comprimento ao mesmo tempo, para comparar os
resultados;
 Prosseguir rapidamente para evitar estressar a criança.

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 Verificar se o equipamento e os suprimentos estão funcionando adequadamente e
estão acessíveis;
 Confortar o RN durante e depois do exame, quando conturbado;
 Falar calmamente;
 Segurar as mãos do neonato contra o tórax. Acariciá-lo e segurá-lo;
 Fornecer o dedo do RN para ser sugado. (Nesse cuidado, evidencia-se se há reflexo de
sucção).

Os reflexos do RN, descritos no artigo são: moro, sucção, deglutição, preensão palmar e
plantar, marcha, tônico cervical e Babinski. Atualmente acrescenta-se 3 outros reflexos,
conhecidos como fuga à asfixia, fossa dura e peptação ou propulsão. Apesar de esses cuidados
serem datados da década passada (anos 90), ainda continuam sendo seguidas na avaliação do
RN, principalmente a preocupação em mantê-lo aquecido, uma vez que ainda está se
adaptando a vida fora do útero materno.
Silva & Nascimento (2000) transcrevem que a avaliação do RN pode ser dividida em
imediata, aquela a ser realizada nas primeiras horas de vida e a avaliação mais detalhada que
pode ser realizada em até 24 horas. A avaliação imediata compreende:

 Sistema Nervoso: avaliar atividade (alerta, sono ativo ou profundo), irritabilidade, tipo
de choro (normal, fraco, agudo), resposta a estímulos (vocal, barulho, toque, dor e
luz), movimentos (assimétricos, tremores, convulsões), tônus muscular e postura;
 Avaliação da pele do RN, atentando-se para coloração, presença ou ausência de vernix
caseoso, textura e lesões (destacando a origem);
 Coto umbilical: Observar número de vasos (deve constituir-se de 2 artérias e 1 veia),
observar características (se seco ou úmido, presença de secreções ou sangramento);
 Cabeça: avaliar simetria, fontanelas (tamanho, tensão), suturas, hematoma
subperiósteo, bossa serossanguínea, mobilidade do pescoço, malformações congênitas;
 Tórax e Pulmões: avaliar simetria do tórax, padrão respiratório (eupnéico, dispnéico,
taquipnéico), retrações subcostais e ou esternais, gemidos expiratórios audíveis, ruídos
respiratórios;
 Coração: avaliar ritmo (regular ou arritmias), som dos batimentos (forte ou fraco),
sopro presente (localização e grau de intensidade).

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A avaliação detalhada que não pode ultrapassar as primeiras 24 horas, compreende:

 Olhos: se cerrados ou abertos, edema palpebral, hemorragia subconjuntival, pupilas


reagentes à luz e simetria, presença ou não de drenagem;
 Nariz: avaliar secreções, permeabilidade, batimento das asas do nariz;
 Boca: avaliar lábios, língua, integridade do palato, malformação bucal (fenda palatina,
lábio leporino);
 Orelhas: avaliar implantação, rotação, posição em relação aos olhos, simetria;
 Abdôme: avaliar se protuso ou plano, presença ou não de distenção, alças intestinais
visíveis, ruídos hidroaéreos (presentes, diminuídos ou ausentes), presença de massa
(descrever a localização), resíduo gástrico (claro, amarelado, bilioso, sanguinolento),
parede abdominal intacta, presença de fezes (mecônio, transição ou outro),
consistência, cor e quantidade aproximada, hérnia inguinal ou umbilical. Fígado
palpável ou não (a borda hepática pode estender-se até 1 a 2 cm abaixo da margem
costal direita). Tipo de alimentação e aceitação alimentar;
 Geniturinário: avaliar urina presente ou ausente, se espontânea, cor e aspecto.
Genitália masculina (prepúcio cobre e adere ao pênis (fimose), possui abertura uretral
central; verificar epispádia ou hipospádia e se os testículos estão presentes ou não na
bolsa escrotal). Genitália feminina (lábio maior cobre o lábio menor, o clitóris aparece
visível, secreções mucosas ou sanguinolentas);
 Ânus: avaliar a permeabilidade anal, posicionamento do orifício anal em relação à
genitália, fistulas e outras anomalias anorretais;
 Extremidades/Dorso: avaliar simetria quanto ao tamanho, postura, forma e
movimento, ausência de fraturas ou deformidades (se presentes, descrevê-las), número
de dedos presentes nas mãos e pés (polidactilia, sindactília), espinha dorsal reta e
intacta.

Todos esses cuidados devem ser seguidos para uma completa avaliação do RN. Não se
deve deixar nenhum detalhe em branco, pois uma boa avaliação é reflexo de um atendimento
de qualidade. Todo procedimento realizado e os achados encontrados devem ser registrados
no prontuário do RN, servindo para documentar a assistência prestada. Observar o RN em
seus mínimos detalhes demanda total atenção por parte da Enfermagem, sendo de sua inteira
responsabilidade a preservação da saúde do RN.

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CONCLUSÃO

Diante desses cuidados, percebe-se quão dinâmica é a rotina em uma Unidade de


Obstetrícia e Neonatologia. Toda atenção deve ser voltada ao RN no intuito de fornecer-lhe
um atendimento de qualidade. Silva & Nascimento (2000) destacam que o exame físico do
RN é o momento mais nobre da semiologia pediátrica, pelo potencial diagnóstico e
prognóstico que representa, e pode representar uma oportunidade a ser oferecida ao bebê de
uma avaliação pormenorizada de seu estado. Destaca ainda que falhas nesta avaliação podem
determinar conseqüências desastrosas a curto e longo prazos.
Portanto o enfermeiro, sendo um cuidador, deve ter atenção redobrada aos mínimos
detalhes, deve estar ciente de sua importância e realizar todos os passos para uma avaliação
completa do RN de modo responsável e íntegro.
Esse trabalho proporcionou maior conhecimento sobre a saúde do RN, e sobre a atuação
do enfermeiro frente ao processo de acolhimento e avaliação completa nas primeiras horas de
vida do RN.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SILVA, F.A.C.; NASCIMENTO, M.J.P. Importância do exame físico do recém-nascido para


o planejamento da assistência de enfermagem. Revista de Enfermagem. v.1, n.(?), p.82-86,
2000.

WONG, D.L. Enfermagem Pediátrica: elementos essenciais a intervenção efetiva. 5 ed.,


Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. p.173-177, 1999.

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