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DIVISÃO DE ENGENHARIA

CURSO DE ENGENHARIA INFORMÁTICA

DESENVOLVIMENTO DE SISTEMA DE GESTÃO PARA CONTROLO DE


STOCK E ÀS VENDAS DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS, USANDO À
TECNOLOGIA DESKTOP APPLICATION.

CASO DE ESTUDO: FARMÁCIA GALÉNICA, CIDADE - TETE.

Osvaldo Eduardo Chale Chimbango

Tete, Fevereiro de 2016


Osvaldo Eduardo Chale Chimbango

TEMA

DESENVOLVIMENTO DE SISTEMA DE GESTÃO PARA CONTROLO DE


STOCK E ÀS VENDAS DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS, USANDO À
TECNOLOGIA DESKTOP APPLICATION.

CASO DE ESTUDO: FARMÁCIA GALÉNICA, CIDADE - TETE.

Monografia apresentada como requisito para a


obtenção do grau de Licenciatura em Engenharia
Informática no Instituto Superior Politécnico de
Tete, sob supervisão do dro Leonel António
Domingos Jassitene.

Tete, Fevereiro de 2016


Agradecimento

A princípio agradeço os meus pais, Eduardo Chale Chimbango e Paulina Paulo, que sempre
me apoiaram, incentivando para realizar meus estudos, apesar de tantas dificuldades que
cada vez mais surgiam no decorrer dos estudos.

Aos meus irmãos, Edisson Eduardo Chimbango, Gracinda Paulo Chimbango, ao meu primo
Lucêndrio de Lurdes Francisco Thaúlo Quinhentos e aos demais, pela força, carinho, amor,
educação e presença que têm demonstrado ao longo da minha vida.

A todos funcionários da Farmácia Galénica pela colaboração, disponibilização de dados e


pelo tempo que me foi concebido para realização das entrevistas. Aos meus colegas e amigos
que directa ou indirectamente deram o seu contributo para concretização deste trabalho,
especialmente ao Edson Domingos Tomo, Carmélio Constântino Chaleca, Helder Augusto
Gumissanhe, Anacleto Luís Bechane e Faustino António Fato, assim em diante, pelos
conhecimentos partilhados e pela convivência agradável durante o curso. Por fim, agradeço
de forma muito especial ao meu supervisor, dro Leonel António Domingos Jassitene pela
disponibilidade, motivação e orientação que foi concebida durante a elaboração desta
monografia.

I
Dedicatória

Aos meus pais, Eduardo Chale Chimbango e Paulina Paulo.

Amo – vos!

II
Declaração de honra

Eu, Osvaldo Eduardo Chale Chimbango, declaro por minha honra, que este presente
trabalho, constitui integralmente minha investigação, assim submeto ao Instituto Superior
Politécnico de Tete, em cumprimento dos requisitos para a obtenção do grau de Licenciatura
em Engenharia Informática.

O Autor

(Osvaldo Eduardo Chale Chimbango)

III
Resumo

Actualmente, a maior parte das empresas comerciais, desde as micro empresas até as
grandes, para que se mantenham vivas e competitivas, no seu ambiente, é necessário que as
mesmas busquem, de forma contínua, a melhoria dos seus processos de negócio, tendo em
vista a sua adaptação às tendências do mercado.

Neste sentido, este trabalho tem como objectivo desenvolver um sistema de gestão para
controlo de stock e às vendas de uma empresa comercial, com fins lucrativos: Farmácia
Galénica, usando o recurso à tecnologia Desktop Application.

A inexistência de um sistema informatizado para essa gestão pode gerar muitas


inconsistências e redundância de dados, além de atrasos para se obter informações
importantes para à tomada de decisões e até mesmo a falência de empresas.

Com intuito de informatizar a gestão das principais actividades de uma empresa comercial,
provendo com as informações armazenadas, condições para um controlo de stock e às
vendas seja mais ágil, preciso e verídico.

O sistema abrange funcionalidades como Gestão de Acesso, Gestão de Cadastro, Gestão de


Movimentação de vendas e Gestão de Relatórios, algumas das quais foram modeladas nos
diagramas de fluxo de dados, disponibilizados através da ferramenta Astah-Community. O
sistema foi implementado na linguagem de programação Java por meio do NetBeansIDE 7.3
e iReport-5.6.0, com Sistema de Gestão de Base de Dados (My Sql) . O caso de estudo foi
realizado na Farmácia Galénica, Lda.

Palavras - chave: Gestão, Controlo, Sistema, Sistema de Informação, Tecnologia de


Informação, Stock, Vendas.

IV
Abstract

Nowaday the large part of commercial companies, from the small business to big business
for them to be permanently alive and competitive environment, it is necessary for them to
find continuation ways, to improve their business process. As we see they adaptation
depending to the market.

In the sense of the cork has as na objective developing the controlling system for stock and
the sells for the commercial company, for the benefit, pharmacy using resource of
technology desktop application.

The inexistence of systematical information, for the better management of information,


besides, to delay to have important information’s for the application of company decisions
and the same as the declive or collapse of company.

With more of information the principals of the controlling activities of the commercial
company, coming with saved information, the conditions the stock control and sells also it
will be more strictly.

The system covers functions with the acess like management, management in sells moviments
and mangging the audit trails. Some of them they changed models on the details diagram
with the tools Astah – Community.

The implemented system on programmes of language Java by the media of Netbeans IDE 7.3
and Report 5.6.0, with details based Management System (My SQL). The study case done on
pharmacy.

Key words: Management, Control, System, Information System, Information Technology,


Stock, Sells

V
Sumário
Agradecimento .......................................................................................................................... I

Dedicatória ............................................................................................................................... II

Declaração de honra ................................................................................................................III

Resumo .................................................................................................................................. IV

Abstract .................................................................................................................................... V

Índice de figuras ..................................................................................................................... IX

Índice de tabelas ....................................................................................................................... X

Lista de siglas e abreviaturas ................................................................................................. XI

Lista de programas ................................................................................................................ XII

Lista de anexos ..................................................................................................................... XIII

CAPÍTULO I ............................................................................................................................1

1. Introdução ..........................................................................................................................1

1.1. Contextualização ........................................................................................................1

1.2. Definição do Problema ...............................................................................................2

1.3. Objectivos...................................................................................................................4

1.3.1. Geral ....................................................................................................................4

1.3.2. Específicos ..........................................................................................................4

1.4. Justificativa.................................................................................................................4

1.5. Procedimentos Metodológicos ...................................................................................5

1.5.1. Pesquisa Bibliográfica .............................................................................................5

1.5.2. Pesquisa Exploratória (Caso de Estudo) ..................................................................6

1.5.3. Modelo de Processo de Software.............................................................................9

1.6. Relevância do trabalho .............................................................................................10

1.7. Resultados esperados................................................................................................10

1.6. Estrutura do Trabalho ...............................................................................................11

CAPITULO II .........................................................................................................................13
VI
2. Revisão da Literatura .......................................................................................................13

2.1. Conceitos de organização .........................................................................................13

2.2. Gestão Organizacional .............................................................................................14

2.3. Informaçãoe Gestão Organizacional ........................................................................15

2.4. Dados e Informação .................................................................................................15

2.5. Sistema .....................................................................................................................16

2.6. Sistema de Informação .............................................................................................16

2.7. Vantagens dos Sistemas de Informação ...................................................................17

2.8. Sistemas de Informação e a Organização .................................................................17

2.9. Tecnologia de Informação ........................................................................................18

2.10. Base de Dados ......................................................................................................19

2.11. Sistema de Gestão Base de Dados ........................................................................19

2.11.1. MySQL .............................................................................................................20

2.11.2. MySQL Versus Outros Sistemas de Gestão de Base de Dados (PostegreSQL,


Microsoft SQL Server e Oracle) ......................................................................................20

2.12. Java .......................................................................................................................21

CAPÍTULO III ........................................................................................................................23

3. Enquadramento Teorico e Conceptual ............................................................................23

3.1. Controlo de Stocks ...................................................................................................24

3.2. Vantagens na constituição de stocks ........................................................................24

3.3. Desvantagens na constituição de stocks ...................................................................24

3.4. Tendências futuras na gestão de medicamentos .......................................................25

CAPÍTULO IV........................................................................................................................26

4. IMPLEMENTAÇÃO.......................................................................................................26

4.1. Sistema de Gestão para controlo de stock e às vendas de produto farmacêutico na


Farmácia Galénica, Cidade de Tete.....................................................................................26

4.1.1. Descrição do Sistema Desenvolvido .................................................................26


VII
4.1.2. Mecanismo de segurança implementado ..........................................................27

4.1.3. Arquitectura do Sistema Desenvolvido ............................................................28

4.2. Requisitos do Sistema ..............................................................................................29

4.2.1. Requisitos Funcionais .......................................................................................30

4.2.2. Requisitos Não Funcionais ...............................................................................32

4.3. Modelação do Modelo Proposto ..............................................................................32

4.3.1. Descrição dos Actores.......................................................................................32

4.3.2. Use case ............................................................................................................33

4.4. Diagramas Unified Modelling Language (UML).....................................................34

4.4.1. Diagrama de use case........................................................................................34

4.4.2. Diagrama de classes ..........................................................................................38

4.4.3. Diagrama de Actividade ...................................................................................41

4.4.4. Diagrama de sequência .....................................................................................43

CAPITULO V .........................................................................................................................45

5. Conclusão ........................................................................................................................45

CAPÍTULO VI........................................................................................................................46

6. Referências Bibliograficas ...............................................................................................46

CAPÍTULO VII .................................................................................................................. XIV

7. Anexos ......................................................................................................................... XIV

VIII
Índice de figuras

Figura 1 - Modelo Incremental ................................................................................... 10


Figura 2 - Arquitectura do Sistema Desenvolvido...................................................... 28
Figura 3 - Diagrma de use case .................................................................................. 35
Figura 4 - Diagrama de classe..................................................................................... 40
Figura 5 - Diagrama de Actividade: Cadastro de usuário e sua actualização ............ 41
Figura 6 - Diagrama de Actividade: Compra de produto farmacêutico (cliente) ....... 42
Figura 7 - Diagrama de Actividade: efectivação da venda ......................................... 42
Figura 8 - Diagrama de sequência: Controlo de Acesso ............................................. 43
Figura 9 - Diagrama de sequência: Cadastro de Produto............................................ 44

IX
Índice de tabelas

Tabela 1 - Ilustração do campo senha_usuário criptografado usando criptografia simétrica


AES em SGBD, My SQL ........................................................................................... 28
Tabela 2 - Requisitos funcionais, as descrições e suas respectivas prioridades ......... 30
Tabela 3 - Requisitos funcionais, as descrições e suas respectivas prioridades ......... 31
Tabela 4 - Requisitos não funcionais, as descrições e suas respectivas prioridades ... 32
Tabela 5 - Descrição do use case de Efectuar login .................................................... 36
Tabela 6 - Descrição de controlo de acesso ................................................................ 36
Tabela 7 - Descrição do use case de Cadastro de usuários ......................................... 37
Tabela 8 - Descrição de use case para cadastro de produtos farmacêuticos ............... 38

X
Lista de siglas e abreviaturas

TI Tecnologia de Informação

TIC Tecnologia de Informação e Comunicação

FG Farmácia Galénica

SI Sistema de Informação

ONG Organizações não Governamentais

CDs Compact discs

UML Unified Modeling Language

BD Base de dados

SGBD Sistema de Gestão de Base de Dados

RF Requisitos Funcionais

RNF Requisitos não Funcionais

ODBC Open Database Connectivity

ISO International Organization for Standardization

SQL Structure Query Language

MY SQL My Structure Query Language

JVM Java Virtual Machine

A.S. Administrador do Sistema

GB Gigabyte

RAM Random Access Memory

XI
Lista de programas

1. Netbeans IDE 7.3


2. Ireport 5.6.0
3. Microsoft Visio 2007
4. Astah community
5. My SQL 5.5
6. Microsoft Office Word 2016
7. Microsoft Office Excel 2016

XII
Lista de anexos

Anexo 1 - Manual de usuário .................................................................................... XIV


Anexo 2 - Guião de entrevista ............................................................................... XXIV

XIII
CAPÍTULO I

1. Introdução

1.1.Contextualização

À tomada de decisões nas organizações é um processo complexo, dada a quantidade de


informação em jogo, a sua complexidade e a frequência com que esta informação altera-se.
As Tecnologias de Informação (TI) funcionam como meio de suporte e de melhoria das
actividades das organizações e estas continuam a alterar profundamente o modo das
organizações como evoluem e os negócios se processam (Pereira apud Adamo, 2011).

O uso das tecnologias nas organizações já está globalizado, e no que concretiza - se em


Moçambique, qualquer empresa não assusta, tem vindo a mostrar de forma consistente uma
evolução, o que tornou – se uma realidade levando em consideração em várias organizações.

Já verificou - se diversas vantagens e benefícios que a implementação das Tecnologias de


Informação e Comunicação (TIC) proporciona, pois, o seu uso reduz o variado nível de
complexidade que verifica - se no processamento dos dados e tomada de decisão para a
resolução de determinado problema, atingindo objectivos, ganhando vantagem competitiva e
se manter competitiva.

Define – se informação como estruturas significantes com a competência e a intenção de


gerar conhecimento para o indivíduo e seu grupo. O autor enfatiza que a informação está
associada ao conceito de ordem e redução da incerteza (Aldo Barreto apud Paula, 2011).

Gestão de Informação é um processo que consiste nas actividades de busca, identificação,


processamento, armazenamento e disseminação de informações, independentes do formato ou
meio em meio que encontra - se, seja em documentos físicos ou digitais (Castro, 2010).

Portanto, há que referenciar que informação é um recurso importante para às organizações,


pois resulta em novos conhecimentos, agregando valor para as organizações que queiram se
manter competitivas no seu ambiente.

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1.2.Definição do Problema

A Farmácia Galénica, Lda (FG) é uma Organização Moçambicana com fins lucrativos, que é
responsável pela venda de produto farmacêutico á retalho, com o principal intuito
atendimento ao Público.

Todo sistema, usando ou não recursos de Tecnologia da Informação, que manipula e gera
informação pode ser genericamente considerado Sistema de Informação (Rezende e Abreu,
2009).

O processo de Controlo de Stock e às Vendas efectuadas na farmácia inicia quando o cliente


dirige - se até ao posto de venda desse produto farmacêutico, apresentando consigo a receita
recomendada pelo Posto Hospitalar e também um lado sem a receita pode comprar o produto
em questão, bastando ser explícito ao farmacêutico.

Uma vez entregue à receita, este procura o produto farmacêutico para certificar à sua
existência, caso tenha, efectua à venda e pagando consoante o preço estipulado,á pronto
pagamento.

Desta forma acompanhando esse crescimento tecnológico, desenvolvendo sistema de gestão,


que esteja refinado e o mesmo se adequar às necessidades da Organização, assim sendo, que
possa ajudar no controlo das vendas, rapidez no atendimento dos clientes, uma vez os dados
estarão cadastrados na base de dados, melhor controlo do stock, um lado o sistema de gestão
ajuda na redução de incerteza como refere um dos autores acima em referência, portanto
paraobter resultados eficientes, garantindo armazenamento e fácil acesso aos dados.

Após análise profunda do processo de Controlo do Stock e às Vendas naquela Farmácia,


foram constatados alguns problemas como a morosidade na procura do produto farmacêutico,
um atraso no lançamento de dados nas folhas, Poluição Ambiental, fraco controlo de acesso
dos dados referentes ao processo de vendas.

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A Farmácia Galénica ainda está usando um Sistema de Gestão Formal do tipo Manual. Nessa
óptica de ideias coloca se a seguinte questão:

 Como uma gestão informatizada, pode tonificar o Sistema de Gestão para


Controlo de Stock e às Vendas de Produtos Farmacêuticos?

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1.3.Objectivos

1.3.1. Geral

 Desenvolver um Sistema de Gestão Informatizado de Controlo de Stock e às Vendas


de Produtos Farmacêuticos para Farmácia Galénica com recurso à tecnologia Desktop
application.

1.3.2. Específicos

Para atingir o objectivo geral da presente monografia, foram definidos os seguintes objectivos
específicos:

 Analisar e descrever o processo de Gestão de Controlo de Stock e às Vendas de


Produtos Farmacêuticos, na Farmácia Galénica;

 Modelar o Sistema de Gestão de Controlo de Stock e às Vendas de Produtos


Farmacêuticos, na Farmácia Galénica; e

 Codificar e Executaro Sistema de Gestão de Controlo de Stock e às Vendas de


Produtos Farmacêuticos, na Farmácia Galénica;

1.4.Justificativa

As organizações vêm dependendo cada vez mais das Tecnologias de Informação e


Comunicação, pois, estas são activos que tornam o trabalho das organizações automatizado,
rápido e seguro, tornando assim um dos factores para que às organizações ganhem vantagem.

O processo de gestão de controlo de stock e às vendas de produtos farmacêuticos, na


Farmácia Galénica, Cidade de Tete, têm um papel de extrema relevância para a organização,
pois, é uma das principais fontes de rendimento da organização, e o actual sistema, utilizado

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pela organização, que é manual não fornece garantias de que o controlo deste processo de
negócio esteja a ser feito da melhor forma.

Nesse sentido, com a intenção de resolver os vários problemas que o actual Sistema da
Farmácia Galénica apresenta, propõe-se efectuar este trabalho que tem como objectivo
Desenvolver um Sistema de Gestão para dar suporte ao processo de Gestão de Controlo de
Stock e às Vendas na farmácia em referência com recurso à tecnologia Desktop Application,
tendo em vista melhorar o processo de negócio da Farmácia Galénica.

Nos procedimentos metodológicos deste trabalho são abordadas as formas de pesquisa,


recolha de dados e suas análises, de modelação, a linguagem de programação, o Sistema de
Gestão de Base de Dados (SGBD) e todas as ferramentas de apoio usadas durante o
desenvolvimento do Sistema, pois estes aspectos foram essenciais para se alcançar os
objectivos específicos que são fundamentais para se concretizar o objectivo geral.

1.5.Procedimentos Metodológicos

O presente trabalho está composto por uma pesquisa bibliográfica, uma pesquisa exploratória
(Caso de estudo) e uma análise quantitativa e qualitativa.

1.5.1. Pesquisa Bibliográfica

A pesquisa bibliográfica é realizada baseando se em material já publicado. Esta modalidade


de pesquisa tradicionalmente inclui material impresso, como livros, revistas, dissertações e
outros. Devido à disponibilização de novos formatos de informação, existem actualmente
outros formatos, como discos, fitas magnéticas, CDs e material disponibilizado pela internet.
(Gil apud Castro, 2010).

Afirma que a pesquisa bibliográfica deve ser utilizada em conjunto com outro tipo de
pesquisa, constituindo base teórica para o desenvolvimento de trabalho de investigação em
ciência. Sua finalidade é colocar o pesquisador em contacto com tudo que já foi publicado ou
gravado sobre o assunto. Ela deve propiciar o exame de um tema sob um novo enfoque para

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que em seguida seja feita uma reflexão para correlacionar as informações obtidas com o
objecto de estudo (Fonseca, 2007).

Grande parte das pesquisas acadêmicas requer em algum momento a realização de pesquisa
bibliográfica. Nota-se que na maioria dasteses e dissertações elaboradas actualmente, um
capítulo ou secção é dedicado à revisão bibliográfica, servindo como fundamentação teórica
ao trabalho e também para a identificação do estágio actual de conhecimento do tema (Castro,
2010).

O trabalho tem um capítulo que abordou sobre conceitos relacionados com gestão da
informação, e um levantamento dos sistemas informatizados em algumas dissertações
apresentadas relacionais que permitiram uma reflexão sobre a questão em estudo.

1.5.2. Pesquisa Exploratória (Caso de Estudo)

De acordo com seus objectivos gerais, as pesquisas podem ser classificadas em exploratórias,
descritivas e explicativas. As pesquisas exploratórias têm o propósito de dar ao pesquisador
maior familiaridade com o problema. Seu planeamento é flexível porque podem ser
considerados variados aspectos do fenómeno estudado. A coleta dos dados pode ocorrer de
várias maneiras, como levantamento bibliográfico, entrevistas, análise de exemplos, caso de
estudo, levantamentos de campo, assim em diante. (Gil, 2010).

A colecta e análise dos dados a partir do caso de estudo são consideradas mais simples que em
outros tipos de pesquisa e existe a vantagem de se focar na análise de um único problema,
tendo uma visão geral do objecto estudado (Castro, 2010).

Caso de estudo consiste no estudo exaustivo de um ou poucos objectos, com o objectivo de


obter seu amplo e detalhado conhecimento, o que é muito difícil de conseguir com outros
tipos de pesquisa. Actualmente o caso de estudo é considerado o delineamento mais adequado
para a investigação de um fenómeno contemporâneo dentro de seu contexto real.

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À pesquisa de caso de estudo: É desenvolvida a partir do estudo profundo de uma realidade
específica, que pode ser: uma instituição, comunidade, família, grupo reduzido de pessoas, um
único indivíduo (Fonseca apud Paula, 2011).

O primeiro passo com vista a elaboração da pesquisa foi ao Registo Académico do Instituto
Superior Politécnico de Tete para obtenção do credencial que foi entregue à Farmácia
Galénica, como forma de pedido de autorização para que a recolha de dados seja feita naquela
instituição de forma legal. Sub ponto contínuo para o alcance dos objectivos pretendidos, e
assim obedeceu oseguinte:

Utilizou-se o caso de estudo como ponto principal de pesquisa, pois, a mesma permitiu
delimitar o tema a ser pesquisado. Portanto, como técnica de recolha de dados, o autor usou a
triangulação, que é o nome designado quando o trabalho envolve várias técnicas de recolha de
dados.

Dentre as várias técnicas de recolha de dados, usou-se entrevista, com vista a esclarecer
alguns detalhes que não estão documentados e que sejam relevantes ou significativos para a
pesquisa e a observação, pois existem aspectos que só ficaram claros observando-os. As
entrevistas foram feitas a alguns funcionários da Farmácia e o director geral da Farmácia (o
proprietário da FG).

Feita a recolha de dados, efectuou-se às devidas análises dos documentos: respostas do guião
de entrevista, requisitos do sistema e documentos referentes à FG. Esta análise consistiu em
comparar as semelhanças e suas diferenças das diversas respostas fornecidas pelos
entrevistados nessa farmácia em estudo.

Analisando desta forma a abordagem orientada a objectos, pois encaixando de forma perfeita
no tipo de problema patente, aplica-se em várias áreas tecnológicas, pelo facto de ser do
domínio do autor e por emprestar várias vantagens tais como: extensibilidade, redução de
custos, facilita a comunicação entre desenvolvedores e clientes, melhora a qualidade, a
estrutura da base de dados e funcionalidades dos programas podem ser desenhadas no mesmo
paradigma, assim em diante.

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Tendo sido escolhida uma abordagem orientada a objectos, para modelação usou-se Unified
Modeling Language (UML) que segundo (NUNES e O‟NEILL apudADAMO, 2011) é uma
linguagem de modelação que utiliza a notação padrão para especificar, construir, visualizar e
documentar Sistema de Informação (SI) orientados a objectos.

Sendo assim, neste trabalho usou-se o Astah-Community para incorporar a UML, visto que
existe uma necessidade de se produzir os diagramas UML antes da programação começar a
ser implementada.

Usou-se a linguagem de programação Java, o SGBD MySQL e algumas ferramentas de apoio


que serão destacadas a posteriormente.

Como refere ADAMO (2011), Java foi escolhido como linguagem de programação, porque
esta é usada hoje em dia, para desenvolver uma larga escala de aplicações. Como SGBD
utilizou-se o MySQL, uma vez que, este é muito rápido, robusto, leve (ocupa menos espaço no
disco em relação a outros SGBD tais como: Oracle, Microsoft SQLServer e assim em diante.),
de baixo custo, fácil de configurar e aprender, portátil e permite o armazenamento, a procura,
o ordenamento e recuperação de dados de forma eficiente (WELLING e THOMSON apud
ADAMO, 2011).

Por fim, como ferramentas de apoio usou-se o Microsoft Office Word 2016,Microsoft Office
Excel 2016, o iReport-5.6.0, Microsoft Office Visio 2007 e o NetBeans IDE 7.3.
O Microsoft Office Word 2016 foi usado para escrever o relatório do trabalho de pesquisa.

O iReport foi utilizado para desenhar os diversos relatórios, pelo facto de ser grátis, open
source, pode ser instalado facilmente no NetBeans como plug - in, permitir o acesso aos dados
e a partir destes gerar relatórios de variados formato, a seguir: PDF, RTF, XML, HTML,
DOCX, assim em diante.

A arquitectura do sistema presente no trabalho foi desenhada com ajuda do Microsoft Office
Visio 2007.

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1.5.3. Modelo de Processo de Software
1.5.3.1.Modelo de processo

Diz que modelo de processo de software é uma descrição simplificada de um processo de


software, que é apresentada a partir de uma perspectiva específica ou abstracção do processo
real que está sendo descrito (Sommerville, 2004).

Feita às análises de alguns modelos de desenvolvimento de software, consoante as vantagens,


desvantagens e aplicabilidade de cada modelo, escolheu-se o modelo incremental, pois este é
o modelo julgado ideal de acordo com o recurso tempo, pessoas e dinheiro para o
desenvolvimento do SI proposto.

O modelo incremental combina elementos do modelo em cascata aplicado de maneiras


iterativo. O modelo incremental aplica sequências lineares de uma forma racional à medida
que o tempo passa. Cada sequência linear produz incrementos do software passíveis de serem
entregue (Pressman, 2006).

O primeiro incremento frequentemente é chamado de núcleo do produto e nele estão contidos


os requisitos básicos do sistema. O núcleo do produto é usado pelo cliente ou passa por uma
revisão detalhada e um plano é desenvolvido para o próximo incremento como resultado do
uso e/ou avaliação. O plano visa o aperfeiçoamento do núcleo do produto para melhor
satisfazer às necessidades do cliente.

O modelo incremental tem o objectivo de apresentar um produto operacional a cada


incremento, e é particularmente útil quando não há mão – de - obra e/ou recursos técnicos
disponíveis para a implementação completa, dentro do prazo de entrega estabelecido para o
projecto. Este modelo é um melhoramento do modelo em cascata, pois permite a alteração dos
requisitos durante o desenvolvimento do software.

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Funcionalidades e características do software
Comunicação incremento n
: Planeamento : :.
:. Modelagem (análise, projecto) :: ::: entrega
:: Construção (código e teste) do n in
::: Implantação (entrega e feedback) cremento
incremento 2
: :. :: ::: entrrega do 2º in
cremento

incremento 1

: :. :: ::: entrega do 1º incremento

Tempo decorrido do projecto

Figura 1- Modelo Incremental


Fonte: Adaptado de Pressman (2006).

1.6.Relevância do trabalho

O tema em estudo é bastante relevante, já que o mundo actual está quase globalizado e
modernizado em tecnologias, desta forma às organizações precisam de usufluir essas
tecnologias para se manter fortificado, quanto a gestão dos seu processos, principalmente o
objecto em estudo por ser uma organização comercial, precisa tanto dessa informatização dos
processos (controlo de stock e as vendas).

O impacto do tema é muito positivo, por um lado tratando uma gestão dos dados na
organização, porque torna a mesma agir de forma eficiente, já que a informação faz com que
haja redução de incerteza, e no que diz respeito a informatização, de referir que os dados
estarão cadastrado na base de dados, e assim permitindo que haja alta flexibilidade,
adaptabilidade, assim evitando redundância, assim em diante.

1.7.Resultados esperados

A interface é amigável ou melhor, é tão simples e bastante intuitiva nas operações das
funcionalidades do sistema, de forma a responder as necessidades requeridas.

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Os testes que estavam sendo feito ao decorrer do trabalho (testes em unidades), apresentavam
problemas, porém com o decorrer do trobalho foram solucionados e não ocorreram nos passos
imediatos.

A gestão dos dados apontam para a necessidade de informatização, uma vez que, reduz a
incerteza na obtenção da informação, permite uma administração mais eficaz do mesmo,
ocasiona uma redução de perdas por falta de produto no stock, entre outras vantagens. Essas
vantagens são ainda maiores, ao se considerar que, objecto de estudo é uma organização
comercial que movimenta muitos itens em stock.

Com o sistema desenvolvido, todos os controlos realizados em planilhas e fichas de papel


foram transformados para serem realizados por computador, facilitando tanto a organização
quanto à agilidade e precisão de dados para realizar cadastros, gerar relatórios, verificar
situação de stock, assim em diante e outras opções oferecidas pelo sistema. Em resumo, o
sistema traz facilidades tanto para a organização comercial quanto para os clientes.

1.6.Estrutura do Trabalho

O presente trabalho está composto por 7 (sete) capítulos, a destacar:

Introdução: Faz-se breve contextualização, define-se os problemas a serem resolvidos,


justificativas, os objectivos, procedimentos metodológicos, relevância do trabalho, resultados
esperados e apresenta - se a estrutura do trabalho.

Revisão da Literatura: É feita uma abordagem dos conceitos, que julga - se necessários para
o leitor, pois visa auxiliar a compreensão do trabalho.

Enquadramento teórico e conceptual: Apresenta-se a teoria da base a qual pretende


enquadrar a abordagem, conceitos principais sobre os quais a pesquisa delimitará.

Implementação:Modelo Proposto de Sistema de Gestão de Controlo de Stock e às Vendas


para Farmácia Galénica, onde verifica - se um estudo profundo sobre o objecto de estudo, são
recolhidos e validados os requisitos, para a posterior ser feita a modelação do sistema, onde
para a mesma são utilizados alguns diagramas de Unified Modeling Language(UML).

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Conclusões e Recomendações: são apresentadas as conclusões do presente trabalho e
recomendações para aspectos que o autor não alcançou ou gostaria de alcançar, mas são
fundamentais para aumentar a eficiência do modelo proposto.

Referências Bibliográficas, faz – se a citação de todas as referências bibliográficas.

Por fim, apresenta - se os Anexos para melhor sustentar a percepção desta monografia.

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CAPITULO II

2. Revisão da Literatura

2.1.Conceitos de organização

O termo organização relaciona-se com o estudo das instituições públicas e privadas que
predominam na sociedade. As organizações permeiam em todos os aspectos da vida moderna
e envolvem atenção, tempo e energia de numerosas pessoas (Chiavenato apud Nhasego2012).

Organização é unidade social ou agrupamento humano intencionalmente construída e


reconstruída, a fim de atingir objectivos específicos (Nhasego, 2012).

Definem organização como um grupo de pessoas que constitui - se de forma organizada para
atingir objectivos comuns (Lacombe e Heilborn apud Nhasego, 2012).

Baseando nas citações dos autores, a que referenciar que Organização considera – se como
qualquer instituição pública ou privada constituída de forma organizada para atingir os
objectivos comuns.

Neste contexto para que essa organização atinja os objectivos pretendidos no mundo actual é
necessário que esteja patente uma ferramenta que auxiliem na tomada de decisão.

Como refere o trecho acima, Organização pública tanto privada tem um intuito principal de
produzir e prestar serviço à sociedade. Dentro da concepção de (Maximiano apud Nhasego,
2012), destaca que as organizações procuram atender as necessidades de seus clientes,
proporcionando lucro e subsistência para seus proprietários e investidores ou cumprir um
papel na sociedade, sem objectivo de lucro.

Deste modo, (Campello apud Nhasego, 2012), classifica as organizações quanto a sua
natureza e finalidade, em:

1) Comerciais - organizações onde a finalidade do trabalho é o lucro.

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2) Educacionais e de Pesquisa - às Universidades, os Institutos, os Centros de Pesquisa.
Estas organizações têm a tarefa de produzir um grande volume de documentos em
suas especialidades.

3) Governamentais - organizações ligadas ao governo em todos os níveis e costumam


publicar documentos do interesse público.

4) Profissionais e sociedades científicas - estas organizações fomentam o


aperfeiçoamento profissional, sem fins lucrativos, são mantidas por meio de
contribuições dos funcionários que integram a sua classe.

5) Internacionais - são organizações intergovernamentais, com acordos ou tratados


formais entre governos dos países que às compõem, são importantes instrumentos de
negociação internacional e actuam em diferentes sectores.

6) Não governamentais - Organizações não Governamentais (ONG’s) em termo usado


internacionalmente para indicar as organizações voltadas para o bem público, sem fins
lucrativos sem ligação com o Estado, sendo formadas por representantes da sociedade
civil.

Portanto, abordando que às organizações são instituições que reúnem grupos de indivíduos
com propósitos convergentes, envolvendo tempo e energia para o alcance das metas
pretendidas. Nesse contexto quanto a natureza do caso de estudo é uma organização
comercial.

2.2.Gestão Organizacional

O ambiente que circunda os processos de uma organização diz respeito ao tratamento dos
dados que são processados em informação que por sua vez essas informações são convertidas
em conhecimento para o desenvolvimento das actividades do dia – á - dia das organizações.

Gestão é conjunto de acções e estratégias nas organizações, de maneira holística, visando


atingir os objectivos. Ou seja, estão inclusas as actividades administrativas clássicas de
planear, organizar, dirigir e controlar (Razzolini Filho e Zarpelon apud Nhasego, 2012).

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A gestão como um conjunto de processos que objectiva o planeamento, organização, direcção,
controla e distribuição de determinados recursos, produtos ou serviços (Oliveira apud
Nhasego, 2012).

Nesse âmbito, verifica-se que não há divergência do conceito gestão, pois os autores, assim
como outros, a definem com o mesmo propósito. Destacar que gestão é semântica de
administração e deve ser percebida como objecto de preocupação nas organizações, pois
estabelece os processos organizacionais, visando alcançar eficiência e eficácia, possibilitando
identificar as oportunidades no ambiente interno e externo da organização.

2.3.Informaçãoe Gestão Organizacional

As consistências mudanças dão – se em função da competitividade no mercado e, em virtude


disso, a informação tem sido um recurso fundamental para a gestão nas organizações.

Gestão da informação define-se como a aplicação de princípios administrativos (à aquisição),


controlo (organização), disseminação e uso da informação para a operacionalização efectiva
de organizações de todos os tipos (WILSON apud Tarapanoff, 2006).

2.4.Dados e Informação

Dados é o conjunto de factos distintos e objectivos, relativos a um evento organizacional. São


registos estruturados que, por si só, não contêm significado. Os dados se transformam em
informação quando lhes acrescentam significado, agregando valor, contextualizando-os
(PAULUCI apud Oliveira, 2009).

O dado é como um elemento da informação, um conjunto de letras, números ou dígitos, que,


tomado isoladamente, não transmite nenhum conhecimento, ou seja, não contém um
significado claro. Já a informação é todo o dado trabalhado, útil, tratado, com agregação ou
atribuição de valor significativo a ele e com um sentido natural e lógico para o usuário da
informação (Rezende e Abreu apud Oliveira, 2009).

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No que diz respeito dos autores em referência, de forma sucinta dados são factos recolhidos
que não estão dotados de significado lógico á priori, e para que os mesmos tenham significado
lógico é necessário organizá - los e adequá - los ao melhor formato possível.

Informação é recurso determinante para melhoria de processos, produtos e serviços,


assumindo valor estratégico nas organizações (Tarapanoff apud Nhasego, 2012).

A informação, actualmente, torna - se indispensável para o desenvolvimento dos processos


organizacionais. Para Rocha (2002), a informação é um recurso porque tem que ser gerida
com a mesma determinação dos demais recursos de uma organização.

No cenário actual, a busca pela informação para a gestão nas organizações tem se
caracterizado como base impulsionadora de extrema importância para organizações que
queiram se sobressair no ambiente interno e externo com o objectivo de criar mudanças para
adquirir vantagem em um cenário altamente competitivo na gestão dos seus processos.

2.5.Sistema

Antes de aprofundar e compreender o que é um sistema de informação é necessário que


perceba – se a princípio de sistema no contexto de definição, assim diz – se sistema um
conjunto de elementos ou componentes que interagem para atingir objectivos (Stair apud
Marçula e Filho, 2008).

2.6.Sistema de Informação

Sistema de Informação é um conjunto de componentes inter – relacionados que colecta (ou


recupera), processa, armazena e distribui informações para dar suporte à tomada de decisão e
ao controlo da organização. Além de apoiar, coordenar e controlar a tomada de decisão, os
sistemas de informação podem ajudar os gestores e trabalhadores a analisar problemas,
visualizar assuntos complexos e criar novos produtos (Laudon e Laudon apud Marçula e
Filho, 2008).

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2.7.Vantagens dos Sistemas de Informação

Para Costa e Kloch apud Wikipédia (2007), ainda define que em um Sistema de Informação,
várias partes trabalham juntas visando um objectivo comum. Esse objectivo é o fluxo mais
confiável e menos burocrático das informações. As principais vantagens são: acesso rápido a
informações; integridade e veracidade da informação; garantia de segurança de acesso a
informação. Acesso à informação de boa qualidade são essenciais para uma boa tomada de
decisão.

2.8.Sistemas de Informação e a Organização

Os sistemas de informação desempenham um papel fundamental nos negócios da maioria das


organizações de hoje. Isso acontece porque as informações tornaram – se um dos activos mais
importantes dessas empresas. Alguns factores podem demonstrar a importância dos sistemas
de informação. São eles:

 Globalização: apresenta para as organizações concorrência mundial, necessidade de


administração de mercados e sistemas de entrega globais, grupos de trabalhos e mais.
Os sistemas de informação podem fornecer recursos de comunicação e análise para
auxiliar na administração de negócios em escala mundial.

 Transformações nas organizações: diminuição do número de funcionários,


descentralização, flexibilidade de trabalho, independência de localização, maior
delegação de poder e trabalho em equipa são algumas das características das
organizações de hoje. Os sistemas de informação são ferramentas básicas para que a
maioria desses aspectos possam ser atingido.

Benefício que às organizações tenta conseguir utilizando os sistemas de informação:

 Agregar valor e aumentar a qualidade de produtos e serviços, com isso é possível obter
vantagens na competição com os concorrentes ou descobrir novos negócios.

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 Maior eficiência e eficácia nas operações por meio de um controlo maior e melhor
sobre elas.

 Melhorar a comunicação.

 Maior produtividade com carga de trabalho menor.

 Redução de custos.

 Maior segurança;

 Administração mais eficiente ocasionada pela melhora na tomada de decisões


(Marçula e Filho, 2008).

2.9.Tecnologia de Informação

Pode-se conceituar à Tecnologia de Informação como recursos tecnológicos e computacionais


para gerar e uso da informação. Esse conceito enquadra-se na visão de gestão da Tecnologia
de Informação (Rezende & Abreu apud Gonçalvese Lima, 2010).

A tecnológica da informação (TI) inclui, hardware, software, sistemas de gestão de base de


dados e tecnologias de comunicação dedados (Gordon & Gordon apud Gonçalvese Lima,
2010).

A TI actualmente tem um valor mais relevante, quando fala - se em tomada de decisão com
rapidez, factor competitividade, dinamismo em suas operações, ou então para atender a
necessidade de informação de um gerente, o qual precisa elaborar um plano de acção com
agilidade.

De forma resumida é de referir que os hardwares, softwares e seus periféricos dentro de uma
organização devem ter o principal objectivo que é ajudar no desenvolvimento e na melhoria
dos Sistemas de Informação, auxiliando assim a organização em seus processos e actividades.

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No que refere os autores sobre tecnologia de informação são recursos tecnológicos e
computacionais (hardware, software, sistemas de gestão de bases de dados e tecnologias de
comunicação de dados) para gerar e uso de informação.

2.10. Base de Dados

Base de Dados consiste num conjunto integrado de dados, utilizável para múltiplos objectivos
e acessível por múltiplos tipos de utilizadores de uma forma concorrente, reflectindo os
propósitos fundamentais de: Integração, Partilha, Concorrência, os Múltiplos objectivos, os
Múltiplos tipos de utilizadores (Ruas e Neves, 2005).

Não resta qualquer dúvida, que o facto de organizar os dados em bases de dados irá trazer
enormes vantagens. As vantagens de utilização de uma base de dados são, os dados podem ser
partilhados, a redundância pode ser reduzida, a inconsistência pode ser evitada, o suporte
transaccional pode ser fornecido, a integridade pode ser mantida, a segurança pode ser
reforçada, os requisitos geradores de conflitos podem ser estabilizados, a estandardização
pode ser reforçada (DATE, 2004).

2.11. Sistema de Gestão Base de Dados

Sistema de Gestão Base de Dados (SGBD) consiste no software que gere todo o acesso a uma
ou mais bases de dados, permitindo a definição, acesso concorrente, manipulação e controlo
dos dados, assegurandoa integridade, segurança e recuperação das bases de dados (Ruas e
Neves, 2005).

Pode se caracterizar o SGBD como um recurso de software composto por programas e


utilitários destinados às tarefas voltadas para a completa gestão de um sistema de base de
dados. As princípais tarefas a serem desempenhadas pelo SGBDs se constituem no
armazenamento, organização, actualização e restauração de base de dados de sistemas
computacionais (Silva, 2001).

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O SGBD é considerado o componente mais importante do sistema de base de dados, pois
concentra todos os recursos que definem o que um sistema computacional deve possuir para
fazer a gestão de bases de informações, de modo a atender às necessidades de integração,
exigidas pelas novas tecnologias.

Portanto um SGBD, é um sistema computarizado, com objectivo de armazenar a informação,


permitindo aos utilizadores aceder e actualizar a informação ou é uma ferramenta poderosa
para criar e gerir grandes quantidades de dados de forma eficiente e permitir que esses dados
persistam durante longos espaços de tempo com segurança.

2.11.1. MySQL

MySQL é um servidor de base de dados SQL multiusuário e multi-threaded. É uma


implementação cliente-servidor que consiste de um servidor e diferentes programas clientes e
bibliotecas (Birckan e Gonzaga, 2000).

2.11.2. MySQL Versus Outros Sistemas de Gestão de Base de Dados


(PostegreSQL, Microsoft SQL Server e Oracle)

Segundo Birckan e Gonzaga (2000), alguns dos principais concorrentes do MySQL são
PostegreSQL, Microsoft SQL Server e Oracle. Portanto o MySQL tem muitas capacidades,
incluindo:

Manipula um número ilimitado de usuários simultâneos;


Alta velocidade de execução;
Possui APIs C, C++, Eiffel, Java, Perl, PHP, Python e TCL;
Trabalha com diferentes plataformas: Unix, Windows etc.;
Disponibiliza diversos tipos de dados: int (inteiros sinalizados e não
sinalizados de 1, 2, 3, 4 e 8 bytes), float, double, char, varchar, text, blob, date,
time, datetime, timestamp, year, set e enum;
Alta velocidade na execução de joins usando multi-join optimizado;
Suporte completo a operadores e funções nas cláusulas SELECT e WHERE;

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Suporte às cláusulas GROUP BY e ORDER BY e a funções de grupo (COUNT
(), AVG (), STD (), SUM (), MAX () e MIN ());
Suporte a LEFT OUTER JOIN com a sintaxe ANSI SQL e ODBC;
Possibilidade de misturar tabelas de diferentes bases de dados na mesma query;
Sistema de privilégios flexível, simples, eficiente e seguro, que permite
verificação baseada em host;
Suporte a ODBC (Open Database Connectivity) para Windows 95 e suas
funções. É possível, por exemplo, usar o Access para conectar ao servidor My
SQL;
Tabelas de disco sob a forma B-tree rápidas com compressão de índices;
Permite 16 índices por tabela;
Disponibiliza registos de tamanho fixos e variados;
Manipula grandes bases de dados com vastos volumes de informações, na
ordem de 50.000.000 registos;
Escrita em C e C++. Testada com diferentes compiladores;
Possui um sistema de alocação de memória extremamente rápido;
Suporte total ao conjunto de caracteres ISO-8859-1 Latin1, todos os dados são
salvos e ordenados neste formato;
Permite a definição de aliases em colunas e tabelas como no padrão SQL92
DELETE, INSERT, REPLACE e UPDATE devolvem o número de linhas
afectadas pelo comando;
Nomes de funções não entram em conflito com nomes de tabelas ou colunas;
O servidor pode emitir mensagens de erros em diversas linguagens;
Clientes podem conectar ao servidor MySQL utilizando conexões TCP/IP,
Unix sockets ou sob o Windows NT.

2.12. Java

Java é uma linguagem de programação de alto nível, muito similar a linguagem C++, mas
com características herdadas de outras linguagens. Desenvolvida pela Sun Micro System em
1991, tem como principais características a programação orientada a objeto, a portabilidade
por ser a única linguagem multi-plataforma. Em Maio de 1995, a plataforma Java foi adotada

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mais rapidamente do que qualquer outra linguagem de programação na história da
computação (Brumati e Almeida apud Morães, 2009).

Em 2004, a linguagem Java já tinha atingido a marca de três milhões de desenvolvedores em


todo o mundo. Java continua crescendo e hoje é, com certeza, um padrão para o mercado
oferecendo qualidade, desempenho e segurança ainda sem nenhum competidor a altura
(Brumati e Almeida, 2010).

A linguagem Java difere das outras linguagens, pois é compilada para bytecodes, ao invés de
linguagem de máquina como as outras linguagens estáticas. Os bytecodes são interpretados
pela Java Virtual Machine (JVM) instalada na máquina do usuário, que os converte em
códigos executáveis. A JVM é responsável pela gestão dos aplicativos, à medida que são
executados (Burundi e Almeida, 2010).

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CAPÍTULO III

3. Enquadramento Teorico e Conceptual

O processamento de informações comerciais é a maior área particular de aplicação de


software. Sistemas distintos, como por exemplo, folha de pagamento, contas a pagar e a
receber, controlo de stock, dentre outros, se integraram, formando software de sistema de
informações administrativas, que acessam um ou mais base de dados que contém informações
comerciais, facilitando as operações comerciais e às tomadas de decisões administrativas
(Pressman apud Sousa, 2009).

Portanto, torna - se evidentes as vantagens de sistemas informatizados para o controlo de


gestão de qualquer actividade comercial, como por exemplo, redução de custos, acesso rápido
às informações, garantia de integridade e veracidade da informação, além de garantia de
segurança de acesso à informação e eliminação da redundância de dados (Sommerville apud
Sousa, 2009).

O descontrolo do stock gera muitos prejuízos para as empresas de actividade comercial, visto
que as mesmas podem perder oportunidades de venda por não terem acesso rápido a dados do
seu stock. Além disso, a falta de um rigoroso controlo financeiro pode levar a falência da
empresa (Sousa, 2009).

Torna – se evidente que com a falta de controlo de stock, aumenta o risco de uma
Organização Comercial ir à falência, portanto caso destes no mundo actual não justifica – se,
devido a existência de ferramentas que possam auxiliar na gestão de qualquer actividade
Comercial.

O stock pode ser definido como um conjunto de artigos que constitui determinada reserva,
aguardando satisfazer uma futura necessidade de consumo quer dos seus clientes ou quer da
produção sendo útil para evitar situações de escassez, procurando providenciar as faltas que
poderão ocorrer dos diferentes ritmos de necessidades de consumo (Reis apud Grego, 2008).

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3.1.Controlo de Stocks

O gestor deve então, ter como meta alcançar uma gestão económica de stocks o que implica,
após conhecer a evolução dos seus stocks, desenvolver previsões da evolução destes e tomar
decisões de quanto e quando encomendar pretendendo oferecer um serviço de qualidade ao
mínimo custo (Reis apud Grego, 2008).

É uma actividade técnico – administrativo que tem como objectivo auxiliar a programação e
aquisição de produtos, visando a manutenção dos níveis de stocks necessários a satisfação de
procura evitando a sobreposição de stocks ou desabastecimento do sistema.

Esta actividade é bastante importante uma vez que, permite determinar o que é necessário
adquirir de forma a garantir a regularidade do abastecimento, permitindo ainda diminuir as
perdas e desperdícios.

Importa referir que stocks é “dinheiro que fica parado nas prateleiras”, e isto deve preocupar o
gestor. Dai concluir que o stock ideal de qualquer produto seja o mínimo possível ou mais
próximo de zero (Almeida, 2001).

3.2.Vantagens na constituição de stocks

Assegura o consumo regular de determinado produto;


Permite fazer face a possíveis variações de consumo;
Permite uma redução do preço unitário na compra de maiores quantidades (menores
custos com transportes, desconto pela quantidade);
Permite uma maior segurança no caso de haver atrasos nas entregas;
Permite que a aquisição de produtos não seja feita com tanta frequência.

3.3.Desvantagens na constituição de stocks

Fragilidade de certos produtos (prazos de validade curtos);


Possíveis consequências, drásticas para o utente, no caso de se verificarem ruptura de
determinados produtos;

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Os Stocks incluem uma grande diversidade de produtos, dificultando assim planear qual a
altura certa para o seu reabastecimento. Como cada grupo de produtos tem determinadas
particularidades, torna – se importante que se separem os produtos em grupos com
características semelhantes e se faça a padronização dos mesmos. Esta separação e
padronização permitem individualizar a atenção por grupo, podendo esta ser feita segundo a
importância económica ou segundo o seu grau de importância (Almeida, 2001).

3.4.Tendências futuras na gestão de medicamentos

Está – se na área do desenvolvimento tecnológico, e esta realidade não passa ao lado na área
de saúde. Cada vez mais, depara - se com a informatização de todas as actividades ou funções
que no passado era feitas manualmente. Esta tendência contribui para uma melhoria
significativa na gestão dos bens e serviços (Almeida, 2001).

A utilização de meios informáticos, associados aos automatismos para a execução de tarefas


relacionadas com a gestão de bens, equipamento ou outros produtos, nomeadamente
medicamentos, apontam para uma mais - valia no desenvolvimento do trabalho e gestão de
recursos. Esta é uma das áreas estratégicas de intervenção na gestão, de forma a obter uma
qualidade global, a nível de controlo e segurança na administração de medicamentos,
devolução e dispensa, simples, rápida e eficaz, diminuindo os stocks necessários, devido às
devoluções por ultrapassarem as validades.

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CAPÍTULO IV

4. IMPLEMENTAÇÃO

4.1.Sistema de Gestão para controlo de stock e às vendas de produto farmacêutico na


Farmácia Galénica, Cidade de Tete.

4.1.1. Descrição do Sistema Desenvolvido

As organizações sentem uma necessidade de gerir o recurso informação de forma a garantir


uma utilização efectiva e eficiente da mesma, pois, uma correcta gestão da informação
permitirá que à organização tenha acesso a informação atempadamente e destrua na altura o
ideal da informação sem valor (RODRIGUES apud Adamo, 2011).

De forma a garantir que, à FG tenha acesso a informação em tempo útil, propõe - se


desenvolver um modelo que permite efectuar a gestão de controlo de stock e às vendas com
recurso à tecnologias Desktop application, uma vez que, a informação fica centralizada numa
base de dados (BD) e pode ser acedida e utilizada a mesma em tempo útil.

A Farmácia Galénica, Lda é uma Organização Moçambicana com fins lucrativos que é
responsável pela venda de produto farmacêutico á retalho, com o principal intuito
atendimento ao Público. A Farmácia Galénica Lda, encontra - se localizada na Cidade de
Tete, na Av. 25 de Junho, perto do Mercado 1º de Maio.

O processo de Controlo de Stock e às Vendas de Produto Farmacêutico na Farmácia Galénica,


inicia quando o cliente dirige - se até ao posto de venda desse produto farmacêutico,
apresentando consigo à receita recomendada pelo Posto Hospitalar e também um lado sem a
receita pode comprar o produto em questão, bastando ser explícito ao caixa. Uma vez
entregue ao funcionário, este faz o registo de dados, de seguida o cliente faz o pagamento do
valor do respectivo produto, que é á pronto pagamento.

O Administrador do sistema pode efectuar o registo ou actualização de novos usuários,


produtos farmacêuticos, efectuar vendas, emitir relatórios de vendas mediante uma
autenticação baseada em palavra - chave e assim possuíndo todos os privilégios que o sistema

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oferece para efectuar as operações. Estes privilégios variam de acordo com a categoria do
funcionário que pode ser administrador do sistema, ou não (funcionário simples).

4.1.2. Mecanismo de segurança implementado

Criptografia é a codificação e descaracterização de mensagens para impedir o acesso não


autorizado ou a comprensão dos dados transmitidos (LAUDON e LAUDON apud Marçula e
Filho, 2008).

O método de autenticação que foi usado, baseiou - se num par ordenado constituído pelo
código do usuário e por uma senha de acesso associada, pois, segundo MAMEDES apud
Adamo (2011), as senhas de acesso constituem a primeira linha de defesa em qualquer
sistema computacional que é usado em ambiente de múltiplos utilizadores.

De referenciar que as senhas serão criptografadas, usando o método de criptografia simétrica


ou de chave privada 1 , vulgo algorítmo Advanced Encryption Standard (AES) 2 com a
finalidade de garantir a confidencialidade.

A principal vantagem é a simplicidade, esta técnica apresenta facilidade de uso e rapidez para
executar os processos criptográficos. Entenda que, se as chaves utilizadas forem complexas a
elaboração de um algoritmo de chave privada torna - se bastante fácil (Oliveira, 2012).

O principal problema residente na utilização deste sistema de criptografia é que quando a


chave de ciframento é a mesma utilizada para deciframento, ambas precisam ser
compartilhadas previamente entre origem e destino, antes de se estabelecer o canal
criptográfico desejado (Oliveira, 2012).

1
Criptografia simétrica, ou de chave privada: sistema que usa uma mesma chave para cifrar e decifrar a
mensagem (Cruz, 2009).
2
AES - é uma cifra de bloco, anunciado pelo National Institute of Standards and Technology (NIST) em 2003,
tem um tamanho de bloco fixo em 128 bits e uma chave com tamanho de 128, 192 ou 256 bits (Oliveira, 2012).

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Outras lacunas são interpostas a este sistema:

Como cada par necessita de uma chave para se comunicar de forma segura, para uma
rede de n usuários precisará de algo da ordem de n2 chaves, quantidade esta que
dificulta a gestão das chaves;

A chave deve ser trocada entre as partes e armazenada de forma segura, o que nem
sempre é fácil de ser garantido;

A criptografia simétrica não garante os princípios de autenticidade3 e não-repudiação4.

Tabela 1 - Ilustração do campo senha_usuário criptografado usando criptografia simétrica


AES em SGBD, My SQL

Fonte: O autor (2016).

4.1.3. Arquitectura do Sistema Desenvolvido

Figura 2 - Arquitectura do Sistema Desenvolvido


Fonte: O autor (2015).

3
Autenticidade - garantir a identidade de quem está enviando a mensagem (Oliveira, 2012).
4
Não-repudiação - prevenir que alguém negue o envio e/ou recebimento de uma mensagem (Oliveira, 2012).

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4.2.Requisitos do Sistema

Esta secção faz a representação dos requisitos do sistema e a sua respectiva descrição. O
requisito num sistema é uma funcionalidade ou característica considerada relevante na óptica
do utilizador. Normalmente, representa o comportamento esperado do sistema, que na prática
consiste num serviço que deve ser disponibilizado a um utilizador (Booch, et al, apud
NUNES e O’NEILL, 2002).

Bennet, et al. Apud NUNES e O’NEILL, 2002) identificam duas categorias de requisitos:

Requisitos funcionais - descrevem o que um sistema faz ou é esperado que faça. Estes são os
requisitos que inicialmente serão levantados, abrangendo a descrição de processamentos a
efectuar pelo sistema, entradas (inputs) e saídas (outputs) de informação em papel ou no ecrã
que derivam da interacção com pessoas e outros sistemas.

Requisitos não funcionais - relacionados com as características qualitativas do sistema,


descrevendo a qualidade com que o sistema deverá fornecer os requisitos funcionais. Abrange
medidas de desempenho como, por exemplo, tempos de resposta, volume de dados ou
considerações de segurança.

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4.2.1. Requisitos Funcionais

Tabela 2 - Requisitos funcionais, as descrições e suas respectivas prioridades

Requisitos Descrição Prioridade


O sistema deve permitir ao Administrador(a) cadastrar
RF01 –
o(s) usuário(s). Os itens de informação são código para
Cadastrar
identificar o usuário, nome, login e senha, de referir Alta
usuário
que o código será atruibuido manualmente, consoante a
função do usuário na FG.
O sistema deve permitir o cadastro do(s) produto(s)
RF02 – farmacêutico(s). Os itens de informação são código
Cadastrar para identificar o produto, nome, descrição, quantidade, Alta
produto preço (obtido através de taxa acrescida e preço de
compra), data de validade, forma e categoria ou grupo
(cada produto farmacêutico será codificado consoante a
categoria que pertence) .
RF03 – Efectuar O sistema deve permitir efectivar a venda de todos os Alta
venda produtos requisitados pelo cliente.
RF04 – Alterar O sistema deve permitir a alteração dos dados, com
dados excepção do código que o identifica. Alta
RF04 – O sistema deve dispor mecanismos para permitir a
Alta
Eliminar dados eliminação de um produto, através de código que o
identifica.
RF05 – O sistema deve permitir a procura rápida dos dados
Pesquisar cadastrados de um determinado produto através de seu
Alta
produto nome.
Fonte: O autor (2015).

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Tabela 3 - Requisitos funcionais, as descrições e suas respectivas prioridades

Requisitos Descrição Prioridade


O sistema deve permitir mecanismos para permitir
que seja cancelada a venda em caso de não
RF06 – Cancelar satisfação do cliente, portanto ao cancelar a Alta
venda quantidade decrementada será incrementada na
quantidade do stock.
RF07 – Imprimir O sistema deve permitir a impressão da
confirmidade de confirmidade de produto(s) comprado(s), contendo
venda descrição, quantidade, total, totais em meticais, Baixa
troco, valor pago, IVA 17% e nome do caixa.
RF08 – Emitir O sistema deve permitir a emissão de relatório de
relatório de todos os produtos fora do prazo, assim em seguida
Alta
produtos fora de poderá se tomar a decisão de eliminá – los na base
prazo de dados.
RF09 – Emitir O sistema deve permitir a impressão de relatório
relatórios de vendas efectudas (sendo diário, semanal, Alta
mensal, assim em diante).
RF010 – Validar O sistema deve permitir a validação de usuário
usuário para acesso as funcionalidades do sistema. Alta
Fonte: O autor (2015).

Depois de uma análise, classificou - os por prioridade, sendo definido: alta (máxima
urgência), média (necessária, mas poderia aguardar por algum tempo) e baixa (interessante
após a conclusão de outras prioridades), como também pode ser observado nas Tabelas 2 e 3.

Com base no paragráfo acima que refere sobre prioridades, foi – se programando
sequencialmente, como foi citado sobre modelo incremental no capítulo I, do presente
trabalho.

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4.2.2. Requisitos Não Funcionais

Tabela 4 - Requisitos não funcionais, as descrições e suas respectivas prioridades

Requisitos Descrição Prioridade


RNF01 – O sistema deverá dispor mecanismos de segurança
Segurança para a autenticação de usuários e controlo de acesso Alta
aos conteúdos do sistema, garantindo o acesso apenas
para usuários cadastrados.
RNF02 – O sistema deve prover ao utilizador uma interface Média
Usabilidade simples e intuitiva.
RNF03 – O sistema deverá estar disponível todos os dias da Alta
Disponibilidade semana
RNF04 – A velocidade do computador influenciará no Baixa
Desempenho desempenho do sistema, assim recomendado no
mínimo 4 GB de memória RAM e 500 GB de disco
rígido.
Fonte: O autor (2015)

4.3.Modelação do Modelo Proposto

4.3.1. Descrição dos Actores

Segundo NUNES e O’NEILL apud Adamo (2011), um actor representa uma entidade externa
que interage com o sistema, como por exemplo, pessoas e outros sistemas físicos ou lógicos.
Assim sendo, a seguir apresentar-se-á a descrição dos actores que poderão interagir com o
sistema desenvolvido:

Administrador de Sistema (A.S): é o funcionário da Farmácia Galénica, Lda responsável


por administrar o sistema;
Usuário: é o funcionário da Farmácia Galénica, Lda responsável pelas actividades de
interacção directa com os clientes;

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4.3.2. Use case

Nesta secção tomar-se-á em conta cada um dos actores, identificar-se-ão os use case nos quais
cada um deles participa:

Administrador de sistema
Efectuar login;
Controlar o acesso;
Cadastrar usuários;
Cadastrar fornecedores
Cadastrar produtos farmacêuticos;
Alterar senha de usuários;
Alterar produtos farmacêuticos
Eliminar produtos farmacêuticos;
Efectuar vendas;
Adicionar produto;
Imprimir relatórios (Diário, Semanal, Mensal, Trimestral e Anual);

Consultar lista de usuários; e

Imprimir confirmidade de compra (para o cliente).

Usuário
Efectuar login;
Alterar senha;
Adicionar produto;
Efectuar venda;
Pesquisar produto;
Imprimir relatório Diário de venda; e
Imprimir confirmidade de compra (para o cliente).

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4.4.Diagramas Unified Modelling Language (UML)

A UML é uma linguagem que utiliza uma notação padrão para especificar, construir,
visualizar e documentar sistemas de informação orientados por objectos. Pela abrangência e
simplicidade dos conceitos utilizados, a UML facilita o desenvolvimento de um sistema de
informação.

Permite integrar os aspectos de natureza organizacional que constituem o negócio e os


elementos de natureza tecnológica, que irão constituir o sistema informático, ajudando a
dominar a complexidade das regras de negócio e definir os processos e fluxos informativos
(Nunes e O’Neill, 2002).

4.4.1. Diagrama de use case

Os use case, constituem a técnica em UML para representar o levantamento de requisitos de


um sistema. Desde sempre que o correcto levantamento de requisitos no desenvolvimento de
sistemas de informação tenta garantir que o sistema será útil para o utilizador final, estando de
acordo com as suas necessidades (Nunes e O’Neill, 2002).

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Figura 3 - Diagrma de use case
Fonte: O autor (2015)

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4.4.1.1.Descrição Estruturada dos Uses case

Nesta secção são descritos alguns use case que serão posteriormente detalhados através de
diagramas de sequência.

Tabela 5 - Descrição do use case de Efectuar login

Efectuar login
Pré - condição O funcionário é um usuário válido no sistema.
Descrição 1. O use case começa quando o usuário pressiona o botão
Entrar, após ter digitado o seu nome do usuário(username)
e senha de acesso.
2. O funcionário loga ao sistema pressionando o botão Entrar.
a) Se o nome do usuário ou a senha de acesso sejam
inválidos, o sistema avisa o funcionário através de
uma mensagem, assim permitindo que introduza de
novo os dados (passo 1).
Prós - condição O sistema disponibiliza o ambiente de trabalho do usuário e
mostra-lhe somente o que ele tem de acesso.
Fonte: O autor (2015)

Tabela 6 - Descrição de controlo de acesso

Controlo de acesso
Pré - condição O usuário tenta efectuar o login no sistema.
1. O use case começa quando o funcionário pressiona o botão
Entrar após ter digitado o nome do usuário e senha de
Descrição acesso.
2. O sistema verifica na base de dados a veracidade dos dados
introduzidos.
Prós - condição O sistema aprova ou reprova a autenticação do usuário.
Fonte: O autor (2015)

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Tabela 7 - Descrição do use case de Cadastro de usuários

Cadastrar usuário
Pré - condição O funcionário (Administrador) é um usuário válido no sistema e
possui privilégios de administrador do sistema.
1. O use case começa quando o funcionário (Administrador)
selecciona a opção Permissão Usuários Criar
Contas de Usuários.
2. Os dados do usuário (código, nome do usuário, username,
Descrição senha de acesso).
3. O funcionário (administrador) digita correctamente no
sistema os dados do usuário.
a) Se o funcionário já foi cadastrado, o sistema
mostra uma mensagem de aviso informando, que o
funcionário já foi cadastrado, assim permitindo que
o Administrador volte no passo 3.
4. O funcionário cadastra os dados do usuário no sistema
pressionando o botão Cadastrar.
Prós - condição O sistema retorna uma mensagem informativa referente a
operação, cadastrado com sucesso.
Fonte: O autor (2015)

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Tabela 8 - Descrição de use case para cadastro de produtos farmacêuticos

Cadastro de Produtos Farmacêuticos


Pré - condição O funcionário (Administrador) é um usuário válido no sistema e
possui privilégios para efectuar esta operação.
1. O use case começa quando o funcionário (Administrador)
selecciona a opção Cadastro Produtos farmacêuticos .
2. O funcionário (administrador) digita correctamente no
sistema os dados do produto farmacêutico.
Descrição a) Se o produto farmacêutico esteja cadastrado, o
sistema mostra uma mensagem de aviso
informando, que o produto já foi cadastrado, assim
permitindo voltar no passo 2.
3. O funcionário (administrador) cadastra os dados do produto
no sistema pressionando o botão Cadastrar.
Prós - condição O sistema retorna uma mensagem informativa referente a
operação, cadastrado com sucesso.
Fonte: O autor (2015)

4.4.2. Diagrama de classes

Descrevem objectos com atributos e operações comuns, e servem para dois propósitos:
permitem compreender o mundo real naquilo que é relevante para o sistema de informação
que se pretende desenvolver e fornecem uma base prática para a implementação em
computador, em suma os diagramas de classes descrevem o modelo geral de informação de
um sistema (Rumbaugh et al, apud Nunes e O’Neill, 2002).

Um diagrama de classes é composto pelos seguintes elementos abstractos de modelação:

 Classes de objectos
 Relações de Associação e Generalização
 Multiplicidade

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A perspectiva estática fornecida pelo diagrama de classes tem como objectivo suportar os
requisitos funcionais do sistema, que foram levantados previamente. Assim, o diagrama de
classes é um resultado da análise de requisitos, fornecendo um modelo que mais tarde será
utilizado na fase de desenho para a definição dos componentes da aplicação.

Tipicamente, o diagrama de classes é utilizado no seguinte conjunto interdependente de


formas, segundo Booch et al, apud Nunes e O´Neill (2002):

1. Modelar o vocabulário de um sistema: Envolve o decidir sobre que abstracções


estruturais (aspectos mais importantes) fazem parte do sistema em estudo e quais
estão fora das suas fronteiras.

2. Modelar colaborações simples: Visualizar o sistema como um todo constituído por


classes e suas relações que, através do seu trabalho em conjunto, fornecem um
comportamento cooperativo.

3. Modelar o esquema lógico de uma base de dados (BD): Desenhar a estrutura de


dados para uma BD relacional ou orientada por objectos, de forma a guardar a
informação do sistema.

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Figura 4 - Diagrama de classe
Fonte: O autor (2015)

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4.4.3. Diagrama de Actividade

O diagrama de actividades constitui um elemento de modelação simples, mas eficaz para


descrever fluxos de trabalho numa organização. Assim pode ainda ser utilizado na descrição
de um fluxo de actividades mais alargado, envolvendo diversos use cases.

Uma outra característica interessante do diagrama de actividades é a capacidade de descrever


conjuntos de actividades que se desenvolvem em paralelo. Esta capacidade pode ser utilizada,
por exemplo, quando descreve - se um projecto de desenvolvimento de software, no qual
algumas das actividades podem ser realizadas em simultâneo por diversos actores (Nunes e
O´Neill, 2002).

Figura 5 - Diagrama de Actividade: Cadastro de usuário e sua actualização


Fonte: O autor (2015).

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Figura 6 - Diagrama de Actividade: Compra de produto farmacêutico (cliente)
Fonte: O autor (2016).

Figura 7 - Diagrama de Actividade: efectivação da venda


Fonte: O autor (2016).

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4.4.4. Diagrama de sequência

O diagrama de sequência é um diagrama de interacção que realça a ordem cronológica das


mensagens entre objectos(Nunes e O´Neill, 2002).

Figura 8 - Diagrama de sequência: Controlo de Acesso


Fonte: O autor (2016)

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Figura 9 - Diagrama de sequência: Cadastro de Produto
Fonte: O Autor (2016)

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CAPITULO V

5. Conclusão

A presente monografia mostra o resultado final, que foi um processo bastante organizado, que
parte de um estudo profundo do sistema de gestão de controlo de stock e as vendas de
produtos farmacêuticos, FG, assim como objecto de estudo.

Com a implementação do modelo proposto espera - se uma gestão modernizada e melhorada,


como já é sabido que às tecnologias estão globalizadas, com isso o controlo de forma eficiente
dos recursos administrados pela FG, tornarão a organização fortificada , visto que a
informação será disponibilizada com maior facilidade, por estarem armazenado na base de
dados, de referir que a base de dados é centralizada.

Apesar do modelo proposto ser de difícil manutenção, pois as funções de interface e da lógica
do negócio são responsabilidade do programa instalado em cada estação de trabalho. Uma
simples mudança na interface ou em uma regra da lógica do negócio faz com que seja
necessária uma actualização do programa cliente em todas as estações de trabalho da rede da
empresa.

Desta forma, esta pesquisa prática veio mais para demostrar a relevância da informatização
para controlo de stock e as vendas em empresas que comercializam uma grande variedade de
itens.

Como recomendações, propõe - se a reestruturação deste software, para que possa ser
utilizado em rede e a adição de novas funcionalidades, como relatório de facturas e relatório
de produto farmacêutico que está há três meses sem ser vendido.

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CAPÍTULO VI

6. Referências Bibliograficas

1. Adamo, Celso Meirelles Rodolfo, Sistema de Gestão de Alojamentos e Pagamentos de


Mensalidades para Residências Universitárias da UEM: Caso de Estudo: DSS, 2011,
94 f., Trabalho de Licenciatura, Faculdade de Ciências, Universidade Eduardo
Mondlane, Moçambique: Maputo.

2. Kira Tarapanoff (2006), Inteligência, informação e conhecimento em corporações,


organizadora. – Brasília : IBICT, UNESCO, 456 p., Brasil.

3. Nhasengo, Bernardo Cândido David (2012), Informação como Recurso para fortalecer a
Gestão Organizacional: Estudo de Caso em uma Instituição de Ensino Superior Pública de
Moçambique, 136 f., Dissertação de Mestrado: Universidade Federal do Paraná, Curitiba.

4. Grego, Ana Rita Silva Gonzaga (2014), Gestão de Stocks e Armazém de Matérias –
Primas, 90 f., Relatório de estágio para obtenção do Grau de Mestre em Logística:
Instituto Politécnico do Porto, Portugal.

5. Oliveira, Bruno Fernandes de (2009), Fluxos Informacionais e necessidades de


informação no processo de tomada de decisão na gestão de obras públicas: Um estudo
de caso na Secretaria de Estado de Obras Públicas do Paraná, 118 f., Dissertação de
Mestrado: Universidade Federal do Paraná, Curitiba.

6. Zaidan, Fernando Hadad, Processo de Desenvolvimento de Sistemas de Informação


como forma de retenção conhecimento Organizacional para Aplicação Estratégica:
Estudo de Múltiplos casos, Belo Horizonte, Universidade FUMEC, 2008.

7. Almeida, Nuno Andre Proenca, Teoria Lean e Gestao de stocks na saúde,


Universidade de Cimbra, Maio 2011.

8. Marçula, Marcelo e Filho, Pio Armando Benini, (2008), Informática: Conceitos e


Aplicações, 3a Edição Revisada, 396pp, Brasil: São Paulo, Editora Érica Ltda.

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9. Oliveira, Ronielton Rezende, Criptografia simétrica e assimétrica: os principais
algoritmos de cifragem, Artigos de revistas, Brasil, 2012.

10. Gonçalves, Gilbertoe Lima, Prof. Dr. Isaura Alberton de (2010), Implantação de um
Sistema de Informação – Enterprise Resource Planning (ERP):Estudo de caso em
uma indústria eletrônica, Brasil.

11. Souza, Raquel Aparecida Marcondes de,Sistema para Controle de Vendas e Estoque,
Pindamonhangaba – SP, 2009.

12. Paula, Danúzia da Rocha, Gestão da Informação na Fiocruz: um modelo de análise,


Niterói, 2011.

13. Castro, Vanderlei Stica, Gestão da Informação com Sistemas Informatizados – Um


Estudo de Caso da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, Curitiba 2010.

14. Rezende, Denis Alcides e Guagliardi, José Augusto, Sistema de Informação e


Conhecimentos para contribuir na gestão, Brasil, vol. 8, n. 3, 2008.

15. Neves, Pedro M. C., Ruas, Rui P. F., Tecnologias: O guia prático do mysql, Portugal:
Lisboa, 1ª edição: Fevereiro de 2005.

16. Gonzaga, Flávio S.,Birckan, Guilherme, Curso de PHP e My SQL,Florianópolis – SC,


outubro de 2000.

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CAPÍTULO VII

7. Anexos
Anexo 1 - Manual de usuário

1. Introdução

O presente manual foi desenvolvido com objectivo de dar apoio básico aos usuários
que efectuarão as diversas operações (cadastro, actualização, vendas e assim em
diante) na aplicação Desktop de Gestão de Stock e às Vendas de produtos
farmacêuticos, visto que os usuários podem enfrentar dificuldades ao tentar efectuar
determinadas operações no sistema, por falta de domínio da aplicação ou por
esquecimento do modo de operar com o sistema. Sendo assim, o manual explica de
forma breve, clara e objectiva os principais módulos do sistema (aplicação Desktop de
Gestão de Stock e às Vendas de produtos farmacêuticos), de maneira a facilitar os
usuários a interagirem com o sistema. Esta aplicação pode correr em vários sistemas
operaticvos, Windows Vista (Microsoft), Windows XP (Microsoft), Windows 7
(Microsoft), Linus entre outros, e assim precisando no minímo 4 GB de memória
RAM e 500 GB de disco rígido. No entanto, na elaboração deste manual foram usadas
as seguintes convenções: os nomes dos campos em Itálicos, os nomes dos botões são
escritos a boldado. Como por enquanto será usado a máquina local (tudo estará na
mesma máquina, refere – se a interface e a base de dados), basta ligar o computador e
em seguida seguindo as instruções das sessões respectivamente.

2. Página de Acesso

2.1. Login
Sempre que os usuários tentarem aceder ao sistema, a tela de acesso será exibida. Esta
tela fornece mecanismos de segurança que impede os usuários sem autorização
possam acessar o sistema. A Figura 1 mostra àtela de acesso e pode ser acedida do
seguinte modo:

XIV
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1º- Ligue o seu computador e procure no ambiente de trabalho uma
aplicação com o nome FGalénica e abre, de referir caso esteja instado
a aplicação na sua máquina;
2º - Preencha os campos nome do usuário e senha com dados válidos;
3º- Pressione o botão Entrar para logar ao sistema.

Figura 1: Página de Acesso.

Se pressionar o botão Cancelar,a página de acesso será fechada.

Tela Principal

Depois de uma autenticação válida é disponibilizada a tela principal ou inicial que


apresenta os seguintes menus: Permissão, Cadastro,Consulta,Movimentos,
Relatórios, Ajuda e Sair, dependendo do privilégio de cada usuário.

o Permissão

Possui o menu de Usuário, e este por sua vez possui o sub menu Criar Contas do
Usuário, que permite chamar o formulário de cadastro e actualização da conta do
usuário.

XV
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o Cadastro

No menu Cadastro existem dois itens de menus que são: Produtos farmacêuticos,
Fornecedores.

Produtos farmacêuticos – permite o cadastro de produtos


farmacêuticos, actualizar, adicionar, alterar, eliminar, guardar,
permitindo assim o controlo constante dos mesmos.

Fornecedores - permite o cadastro de dos fornecedores de produtos


farmacêuticos, actualizar, adicionar, alterar, eliminar, guardar,
permitindo assim o controlo constante dos mesmos.

o Consulta

A tela permite que o farmacêutico atenda todas as necessidades dos clientes, e assim
permitindo a pesquisa do mesmo produto farmacêutico, a requisição do produto em
caso de procura ou roptura de stock, para que aposteir o Administrador tome decisão.

o Movimentos

No menu movimento existe um item que é designado efectuar vendas, com este
formulário vai se fazer todas as vendas necessárias.

o Relatórios

Contém vários itens de menu, que dispobiliza diversos tipos de Relatórios sobre
aquilo que for efectuado na aplicação, sem esquecendo os privilégios de cada um na
sua visualização.

o Ajuda

Neste menu existe um item que tem a informação sobre a aplicação.

XVI
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Figura 2: Tela principal

Nota

Os menus são disponibilizados de acordo com os privilégios. O administrator do


sistema tem acesso ao menu Permissão, Cadastro, Relatórios com todos itens em
relação ao funcionário normal, o único com acesso ao menu permissão, assim o
funcionário normal tem acesso ao menu movimento, de referir que o mesmo também
tem acesso de alguns itens do menu cadastro (actualização de usuário) e relatório
(diário) que dizem respeito aos seus critérios.

Criar Conta de Usuário ou Actualizar um Usuário

Este formulário é acessado clicando em Administração Usuário Criar Conta


de Usuário e tem como objectivo cadastrar ou actualizar novos usuários no sistema.
Neste formulário existem dois sub menus, um para criar conta do usuário (Figura 3) e
outro para actualização do usuário .

Nela preenche-se os campos em branco com a informação do usuário, de referir que


todo os campos devem ser preenchido obrigatoriamente. Para o administrador
completar esta operação, deve clicar o botão Cadastrar.

XVII
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Figura 3:Criar conta de usuário.

De forma a confirmar o cadastro do usuário, o sistema retornará uma mensagem


informativa “ cadastrado com sucesso”, de referenciar que só quando todos os campos
estiverem bem preenchido. Mas no formulário têm outros botões, só para citar alguns
Eliminar, Limpar. O botão Limpar serve para limpar a informação de todos os
campos do respectivo formulário.

No formulário de actulização do usuário, este que tanto o administrador e funcionário


terá acesso, para tal basta preencher o código do usuário, e assim os dados serão
fornecidos automaticamente, aposterir poderá somente actulaizar a senha do usuário.
Finalmente, para completar esta operação, basta clicar no botão Alterar.

XVIII
ISPT - Engenharia Informática | Osvaldo Eduardo Chale Chimbango
Figura 4: Actualizar usuário

Cadastrar produtos farmacêuticos

Este formulário é acessado clicando no menú cadastro produtos farmacêuticos,


assim permitirá manipular os dados, tanto o cadastro dos mesmo no sistema, para tal é
necessário os seguintes botões: Cadastrar, Alterar, Eliminar, Guardar,assim em
diante. Para o Cadastrar e alguns botões como Alterar, assim em diante, devemser
preenchido obrigatoriamente no formulário, culminando em pressionar cada operação
pretendida.

Nota
a) No campo código permite que o usuário (Administrador) insira o código que
identifica o produto farmacêutico, assim que o produto estiver cadastrado, o
sistema retornará uma mensagem informativa “o produto já foi cadastrado”.

b) Caso o usuário (Administrador) pretenda pesquisar um produto no sistema,


basta digitar o nome do produto no campo nome do produto, assim que o
produto for encontrado o sistema retorna o resultado pesquisado, e ao
contrário retorna uma mensagem informativa “o produto não foi encontrado”.
c) Através do botão Guardar, imprime - se produtos fora do prazo e em fim.

XIX
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Figura 5: Cadastro de produtos farmacêuticos

Cadastro de Fornecedores

Este formulário é acessado clicando no menú cadastro Fornecedores , importa


referir que não existe muita diferença como o ponto anterir (cadastro de produtos
farmacêuticos), assim permitirá manipular os dados, tanto o cadastro dos mesmo no
sistema, para tal é necessário os seguintes botões: Cadastrar, Alterar, Eliminar,
Guardar, era para citar alguns exemplos. Para o Cadastrar e alguns botões como
Alterar, assim em diante, devem ser preenchido obrigatoriamente no
formulário,culminando em pressionar cada operação pretendida.

Nota
Para o cadastro de dados de fornecedor, o campo email, não permitirá a inserção de
outros dados (mostra uma mensagem informativa “Email inválido”), issi acontece
quando houver a má inserção dos dados , e assim o cursor permanecerá em foco,
permitindo a correção do email.

XX
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Figura 6: Tela de cadastro de fornecedores

Efectuar vendas

Para ter acesso a esse formulário, é necessário que clique em menu


Movimento Efectuar vendas, que existe muita diferença com outros
pontos anteriores,assim com os seguintes botões Adicionar, Cancelar, Venda
e Limpar, para manipular os dados.

XXI
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Nota
a) A princípio para iniciar à venda é necessário que introduza o código do
produto no campo código, com isto é necessário que codifique o produto no
total de 9 dígitos (números inteiros), ou pode fazer através digitando o nome
do produto no campo nome do produto e aposterior dando um clique na tabela,
assim será visualizado o produto, em seguida posicionando o cursor no campo
código, seguida da tecla Enter do teclado. Como padrão o campo quantidade
por comprar visualizará o 1, por padrão, e assim o usuário tem a possiblidade
de alterar a quantidade consoante a quantidade que o cliente necessita.

b) Depois de terminar o passo anterior (alinea a), dá - se um clique no botão


Adicionar e assim será adicionado o produto com as seguintes características:
descrição, quantidade e total, por cada item.

c) Terminado a alinea (b), dependerá do cliente se está disponível em pagar a


quantidade que recomendou, caso confirmado, efectiva a venda e não
confirmação, o caixa de imediato tem que cancelar a recomendação do cliente.

d) De referir que após o termino da efectivação de venda será visualizada a


comfirmidade de compra.

XXII
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Figura 7: Tela para efectuar as vendas

De referir que o farmacêutico terá que usar a tela consulta, onde poderá atender os
clientes, veja abaixo nafigura 8.

Figura8: Tela para atendimento aos cliente.

XXIII
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Por ultimo, se o seu computador não está instalado os programas para ler os formatos
abaixo (PDF, DOC, RTF, assim em diante), será dificil visualizar os relatórios
gerados, após o seu armazenamento, para tal recomenda - se a instalação dos
programas, para que permita a visualização dos mesmos em devidos formatos, e
aposterior seja feita a leitura adequada.

Anexo 2 - Guião de entrevista

O presente documento tem como principal objectivo a recolha de dados referente ao


sistema de gestão para controlo de stock e as vendas de produtos farmacêuticos,
Farmácia Galénica, Lda, tendo em vista que nem toda a informação necessária para
elaboração da presente monografia encontrava se documentada.

1. Porquê é feita a venda de produto farmacêutico?


O medicamento sendo uma substância capaz de curar, prevenir e modificar
algumas funções fisiologicas no organismo vivo, assim contribuimos para
alivio e restauração de uma boa saúde.

2. Como é feita a venda de produto farmacêutico?


É feita através de receitas, sobre tudo quando se tratar de antibioticos.

3. Como é feito o controlo de stock?


É feita através de balanço mensal.

4. Actualmente, usa um sistema para registo das vendas?

Sim, usa – se o livro de copiador de receitas.

5. Quem regista os dados das vendas e onde são registados as confirmidades?


O(s) tecnico(s) em serviço na farmácia e as confirmidades são registadas no livro
de copiador de receitas.

XXIV
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6. Que dados são recolhidos para o registo das actividades efectuadas?
São: Número, Qunatidade, Nome do medicamento, Preço, Data de venda.
São registados os medicamentos receitados e as suas quantidades.

7. Que tipo de actividade fornecem?


Venda de produtos farmacêuticos (Medicamentos), assim permitindo atender o
público em geral.

8. A organização é totalmente Moçambicana, Estrangeira ou uma Associação?


É Moçambicana.

XXV
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