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MANUAL DO OPERADOR

TM7010
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TM7040
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Cód. No. 84178206


2ª edição
Português 09/09
substitui o cód. 87663816
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CNH LATIN AMERICA LTDA.


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MANUAL DO OPERADOR
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Cód. No. 84178206


2ª edição
Português 09/09
substitui o cód. 87663816
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

ÍNDICE

Título Página

Seção 1 - Informação geral e Segurança


Ao usuário ................................................................................................................................. 1-1
Identificação do produto ........................................................................................................... 1-2
Considerações ecológicas importantes ................................................................................... 1-4
Trabalhar em segurança .......................................................................................................... 1-6
Decalques ............................................................................................................................... 1-12
Símbolos universais ................................................................................................................ 1-20

Seção 2 - Comandos, Instrumentos e Funcionamento


Cabine ....................................................................................................................................... 2-2
Plataforma do operador ............................................................................................................ 2-6
Assentos ................................................................................................................................. 2-18
Freio de estacionamento, acelerador e pedais de comando ................................................ 2-20
Console de instrumentos ........................................................................................................ 2-22
Instrumentos analógicos e analógico/digitais ........................................................................ 2-25
Transmissão "Synchro Command" (16 x 16) e (15 x 12) ....................................................... 2-31
Transmissão "Range Command" (18 x 6 / 31 x 12) ............................................................... 2-37
Bloqueio dos Diferenciais ....................................................................................................... 2-47
Tração Dianteira ..................................................................................................................... 2-50

Seção 3 - Operação de Campo


Partida do motor ....................................................................................................................... 3-2
Tomada de força traseira ................................................................................................. ........3-9
Levantador hidráulico com sensibilidade mecânica nos braços inferiores ........................... 3-18
Válvulas de controle remoto - centro aberto ......................................................................... 3-24
Levantador hidráulico com gerenciamento eletrônico (EDC) ................................................ 3-30
Válvulas de controle remoto - centro fechado (CCLS) .......................................................... 3-43
Engate de três pontos ........................................................................................................... 3-49
Ajuste da bitola dianteira ........................................................................................................ 3-56
Ajuste da bitola traseira .......................................................................................................... 3-62
Lastro e pneus ........................................................................................................................ 3-73

Seção 4 - Lubrificação e Manutenção


Informação geral ....................................................................................................................... 4-1
Abastecendo ............................................................................................................................. 4-2
Remoção de proteções ............................................................................................................ 4-5
Tabela de lubrificação e manutenção ...................................................................................... 4-6
Quando as luzes de aviso acendem ........................................................................................ 4-7
Revisão das 10 horas/diária ................................................................................................... 4-13
Revisão das 50 horas ............................................................................................................. 4-14
Revisão das 300 horas ........................................................................................................... 4-21
Revisão das 600 horas ........................................................................................................... 4-30
Revisão das 1200 horas/12 meses ........................................................................................ 4-33
Revisão das 1200 horas/24 meses ........................................................................................ 4-37
Revisão geral - quando necessário ....................................................................................... 4-45
Armazenagem do trator .......................................................................................................... 4-63
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Seção 5 - Diagnóstico de avarias


Introdução ............................................................................................................................... 5-1
Motor ....................................................................................................................................... 5-2
Transmissão "Range Command" (18 x 6 / 31 x 12) ............................................................... 5-5
Transmissão "Synchro Command" ......................................................................................... 5-6
Hidráulicos ............................................................................................................................... 5-7
Engate de Três Pontos ........................................................................................................... 5-8
Freios ...................................................................................................................................... 5-9
Cabine ..................................................................................................................................... 5-9
Elétrico .................................................................................................................................. 5-10

Seção 6 - Acessórios
Equipamento para tração e reboque ..................................................................................... 6-2
Barras tração e engate de acessórios ................................................................................... 6-2

Seção 7 - Especificações
Dimensões do trator ................................................................................................................ 7-2
Peso ........................................................................................................................................ 7-3
Motor ....................................................................................................................................... 7-4
Sistema de combustível .......................................................................................................... 7-4
Sistema de arrefecimento ....................................................................................................... 7-5
Transmissões disponíveis ....................................................................................................... 7-5
Sistemas hidráulicos disponíveis ............................................................................................ 7-6
Levantador de 3 pontos do trator ........................................................................................... 7-6
Equipamento elétrico .............................................................................................................. 7-7
Freios ...................................................................................................................................... 7-7
Direção .................................................................................................................................... 7-7
Ângulo máximo de operação .................................................................................................. 7-7
Tomada de força traseira ........................................................................................................ 7-7
Capacidades dos óleos e lubrificantes ................................................................................... 7-8
Especificações dos óleos e lubrificantes .............................................................................. 7-10

Seção 8 - Formulário para revisão das primeiras 50 horas ................................................. 8-1

Seção 9 - Índice ........................................................................................................................... 9-1


INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA SEÇÃO 1

SEÇÃO 1
INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA
AO USUÁRIO SEGURANÇA
A Seção 1 deste Manual contém orientações de
segurança que devem ser observadas com o objetivo
INTRODUÇÃO de garantir a sua segurança bem como a de terceiros.
Este Manual foi preparado para ajudar nos processos Leia as orientações de segurança e observe os
corretos de condução e funcionamento, bem como conselhos que as mesmas constituem antes de
na manutenção do seu novo trator. O seu trator des- trabalhar com o trator.
tina-se a desempenhar funções normais e habituais
para aplicações agrícolas. REVISÃO DAS PRIMEIRAS 50 HORAS
Após as primeiras 50 horas de utilização, é MUITO
Leia este Manual, cuidadosamente, e conserve-o num IMPORTANTE que você efetue as operações de
local apropriado para uma consulta futura. Se, em acordo com os itens descritos na Seção 4 deste
qualquer momento, necessitar de uma orientação Manual.
sobre o seu trator, não hesite em entrar em contato O seu concessionário utiliza equipamentos
com o seu Concessionário New Holland. Este dispõe recomendados pela fábrica e conta com a experiência
de pessoal devidamente treinado pela fábrica, peças de mecânicos/técnicos treinados, estando em
genuínas, bem como o equipamento necessário para condições de lhe prestar a melhor assistência técnica.
atender todas as suas necessidades de Serviço.
REVISÃO DAS PRIMEIRAS 300 HORAS
O seu trator foi concebido e construido para para lhe Após as primeiras 300 horas de utilização, levar seu
assegurar o máximo de performance, economia e trator juntamente com o Livrete de Garantia, ao seu
facilidade de utilização sob uma vasta gama de Concessionário New Holland, para que você efetue a
condições de utilização. Antes da entrega, o trator foi revisão de 300 horas, onde será oferecida a mão-de-
cuidadosamente inspecionado, tanto na fábrica como obra gratuita na revisão, lubrificação e ajustes.
no seu Concessionário New Holland, de forma a
assegurar que êle lhe seja entregue em ótimas
condições. De forma a manter estas condições e PEÇAS DE REPOSIÇÃO
assegurar um funcionamento isento de problemas, é Deve esclarecer-se que as peças genuínas foram
da maior importância que as inspeções de rotina, tal examinadas e aprovadas pela New Holland. A
como especificadas na Seção 4 deste Manual, sejam montagem e/ou utilização de peças não-genuínas, pode
realizadas nos intervalos especificados. dar origem a efeitos negativos sobre as características
do seu trator e, implicitamente, afetar a sua segurança.
A New Holland não é responsável por quaisquer danos
LIMPEZA DO SEU TRATOR causados pela utilização de peças a acessórios “não-
O seu trator é uma máquina, verdadeira obra prima, genuínos”. Apenas as peças de reposição da New
dispondo de controles eletrônicos altamente sofisticados. Holland devem ser utilizadas. A aplicação de peças
Esta situação deve ser levada em conta quando lavar o “não-genuínas” poderá invalidar as aprovações legais
seu trator, especialmente se utilizar equipamento de água relacionadas com o trator.
a alta pressão. Embora tenham sido tomadas todas as
precauções para proteger os componentes eletrônicos É proibido efetuar quaisquer modificações no trator a
e as suas conexões, a pressão utilizada por algumas não ser que especificamente autorizadas, por escrito,
máquinas de lavagem é tal que a proteção completa pela New Holland.
contra a entrada de água não pode ser assegurada.

Quando utilizar um sistema de lavagem de alta GARANTIA


pressão, não fique muito próximo do mesmo e evite O seu trator está garantido, segundo os direitos legais
dirigir o jato de água, diretamente, sobre os compo- vigentes em nosso país e com o acôrdo contratual
nentes eletrônicos, suas conexões, respiros, vedan- com o Concessionário New Holland vendedor. No
tes, tampões de enchimento, etc.Nunca lance um jato entanto, não se poderá aplicar qualquer garantia se o
de água fria sobre um motor ou um sistema de es- trator não foi utilizado, regulado e mantido de acôrdo
cape que estejam quentes. com as instruções constantes do Manual do Operador.

1-1
INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA SEÇÃO 1

IDENTIFICAÇÃO DO TRATOR

O trator e os principais componentes são identificados


utilizando números de série e/ou códigos de produção.
Os dados de identificação devem ser fornecidos ao
Concessionário New Holland, quando pretender
adquirir peças ou Serviços e serão também
necessários para ajudar a identificar o seu trator, no
caso de este ser roubado.
1
O texto que se segue indica as localização dos
elementos de identificação.

Plaqueta de identificação do veículo – Figura 1 25238BR


A plaqueta de identificação do veículo está localizada
no lado direito da plataforma do operador, próximo a 1
escada conforme mostra a fig. 1. Anote as informa-
ções na reprodução da plaqueta de identificação que
se encontra abaixo.

Identificação do trator – Figura 2


As informações sobre o número de série e as
informações sobre o modelo, estão gravadas no topo
do suporte dianteiro (1). Estes números estão também
repetidos na plaqueta de identificação do trator acima 1
reproduzida.

1-2
INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA SEÇÃO 1

Identificação do motor – Figura 3


O número de série está gravado na extremidade
dianteira esquerda inferior do motor, (1). Esta
informação está repetida na plaqueta de identificação
do trator.

Identificação da transmissão - Figura 4


O número de série esta gravado no lado direito do
alojamento embreagem (1) à qual o suporte (2) que
apoia a cabine/plataforma e depósito auxiliar de
combustível, esta fixado. Normalmente não há
necessidade de retirar o suporte, porque a informação
esta repetida na plaqueta de identificação do trator
(Figura 1). Para uma referência mais rápida, anote
esta informação abaixo.

Nº. de Série ______________________________

1-3
INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA SEÇÃO 1

CONSIDERAÇÕES ECOLÓGICAS IMPORTANTES

O solo, o ar e a água, constituem fatores vitais da 4. Evite derramamentos quando estiver drenando
agricultura e a vida em geral. Onde a legislação ainda óleo usado do motor, sistemas de arrefecimento,
não condiciona o tratamento de certas substâncias lubrificantes da caixa de velocidades, óleo hidráulico,
requeridas pela avançada tecnologia, deve o bom óleo para freio, etc. Não misture óleo de freios com
senso orientar a forma de destruir os produtos de combustíveis ou lubrificantes. Armazene estes
natureza química e petroquímica. produtos com a devida segurança até poder proceder
à sua destruição de forma correta e de acôrdo com
O texto que se segue, são recomendações que as disposições legais e com os recursos disponíveis.
poderão ser muito úteis:

• Familiarize-se e certifique-se de que compreende 5. As modernas misturas usadas nos sistemas de


a legislação sobre estes casos, aplicável no Brasil. arrefecimento, isto é, anticongelantes e outros
aditivos, devem ser substituidas a cada dois anos.
• Quando não existe legislação, obtenha informa- Não devem ser lançados no solo, devendo sim, ser
ções dos seus fornecedores de óleos, filtros, baterias, recolhidos e destruidos nas maiores condições de
combustíveis, anticongelantes, produtos de limpeza, segurança.
etc., em relação aos seus efeitos sobre o Homem e a
natureza, bem como a forma de armazená-los, utilizar
e destruir tais substâncias. Os técnicos agrícolas são, 6. Não abra o sistema de ar condicionado. Este
em muitos casos, capazes de ajudá-lo neste assunto. sistema contém gases que não devem ser lançados
na atmosfera. O seu Concessionário New Holland ou
o especialista de ar condicionado, dispõe de uma
unidade especial de extração para este fim, proce-
SUGESTÕES ÚTEIS dendo depois à recarga do sistema.
1. Evite encher os depósitos de combustível com
latas ou sistemas de entrega de combustível
inadequados sob pressão, que poderão dar origem a 7. Reparar, imediatamente, qualquer fuga ou defei-
consideráveis derramamentos. to no sistema de arrefecimento do motor ou no siste-
ma hidráulico.

2. De uma forma geral, evite o contato com a pele, de


todos os tipos de combustíveis, óleos, ácidos e solventes, 8. Nunca aumente a pressão num circuito pressu-
etc. A maior parte destes produtos contém substâncias rizado pois poderá dar origem à explosão de qualquer
que podem ser perigosas para a sua saúde. componente.

3. Os óleos modernos contêm aditivos. Não queime 9. Proteja os tubos durante as operações de solda
combustíveis contaminados e/ou óleos usados, em pois as fagulhas que saltam podem abrir furos ou
sistemas normais de aquecimento. enfraquecer, dando origem à perda de óleos, líquidos
de arrefecimento, etc.

1-4
INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA SEÇÃO 1

Reciclagem Obrigatória
Devolva a bateria usada ao revendedor no ato da troca.
Conforme resolução Conama 257/99 de 30/06/99.

TODO CONSUMIDOR/USUÁRIO FINAL É OBRIGADO A DEVOLVER SUA BATERIA


USADA A UM PONTO DE VENDA. NÃO DESCARTE NO LIXO.

OS PONTOS DE VENDA SÃO OBRIGADOS A ACEITAR A DEVOLUÇÃO DE SUA


BATERIA USADA, BEM COMO ARMAZENÁ-LA EM LOCAL ADEQUADO E DEVOLVÊ-
LA AO FABRICANTE PARA RECICLAGEM.

Riscos do contato com a solução


ácida e com o chumbo:
A solução ácida e o chumbo contidos na
bateria se descartados na natureza de forma
incorreta poderão contaminar o solo, o
sub-solo e as águas, bem como causar
riscos à saúde do ser humano.
No caso de contato acidental com os olhos
ou com a pele, lavar imediatamente com
água corrente e procurar orientação médica.
Composição Básica: chumbo, ácido
sulfúrico diluído e plástico.

1-5
INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA SEÇÃO 1

TRABALHAR EM SEGURANÇA
Um operador cuidadoso é o melhor operador. A maior O TRATOR
parte dos acidentes pode ser evitada observando 1. Leia o Manual do Operador cuidadosamente an-
certas orientações. Para evitar acidentes, leia e ob- tes de começar a utilizar o trator. A falta de conhe-
serve as orientações que se seguem antes de cimento sobre o seu funcionamento, poderá dar origem
conduzir, trabalhar ou prestar assistência ao trator. O a acidentes.
equipamento deve ser utilizado apenas por aqueles
que são responsáveis e estão habilitados a fazê-lo. 2. Apenas aqueles devidamente treinados e qua-
lificados devem ser autorizados a trabalhar com o
trator.
PALAVRAS DE PRECAUÇÃO
Ao longo deste Manual, há textos em itálico, 3. Para evitar quedas, utilize os corrimãos e os
precedidos pelas palavras NOTA, ATENÇÃO, degraus quando entrar ou sair do trator. Mantenha
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE, AVISO ou PERIGO. sempre os degraus e a plataforma livres de lama e
Tal texto tem os seguintes significados: sujeira.

Segurança do equipamento 4. Substitua todas as decalcomanias de segurança


que se apresentem em falta, ilegíveis ou danificadas.
NOTA : Este texto salienta uma técnica ou
processo correto de operação. 5. Mantenha as decalcomanias de segurança isen-
tas de sujeira.
ATENÇÃO : Este texto adverte o operador de
potenciais danos no equipamento se certos pro-
cedimentos não forem observados.

IMPORTANTE : Este texto informa o operador


de qualquer coisa que êle precisa saber, com
o objetivo de evitar pequenos danos, no caso de não
ser observado um certo procedimento.

Segurança Pessoal

CUIDADO : A palavra CUIDADO utiliza-se


quando um comportamento seguro, segundo
as instruções de funcionamento e manutenção bem
como as práticas comuns de segurança, protegerão
o operador e terceiros do envolvimento em acidentes.
6. Não permita ninguém mais, além do operador no
trator, a não ser que este disponha de um banco para
AVISO : A palavra AVISO denota a presença passageiros. Não existe qualquer lugar seguro para
potencial de hipótese de acidentes que poderá passageiros, fora deste lugar.
causar ferimentos graves. Utiliza-se para avisar os
operadores e terceiros, para terem o maior cuidado e 7. Mantenha as crianças afastadas, seja em que
atenção para evitar qualquer acidente de surpresa com circunstâncias for, do trator e de qualquer outro equi-
o equipamento. pamento agrícola.

8. Não modifique ou altere ou permita que alguém o


PERIGO : A palavra PERIGO denota uma prática faça o trator ou algum de seus componentes ou qual-
proibida relacionada com um acidente grave. quer das suas funções, sem previamente consultar o
seu Concessionário New Holland.
A não observação das instruções CUIDADO, AVISO
e PERIGO, poderá ter como consequência graves aci- 9. Instalar todos as proteções antes de pôr o motor
dentes pessoais ou mesmo a morte. em movimento ou utilizar o trator.

1-6
INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA SEÇÃO 1

CONDUZINDO O TRATOR
1. Ocupe sempre o lugar do condutor quando
funcionar o trator ou conduzir o mesmo.

2. Quando conduzir em vias públicas, tenha consi-


deração pelos outros usuários das mesmas. Chegue-
se para a direita, sempre que haja outro veículo para
passar. Nunca exceda a velocidade máxima
estabelecida para os tratores.

3. Utilize um sinalizador rotativo quando conduzir


em via pública, de forma a indicar que o seu veículo
está condicionado a marcha lenta, podendo constituir
uma eventual causa de acidentes. 8. Mantenha o trator na mesma marcha quando for
descer uma encosta, que seria necessária para subir.
4. Quando cruzar com outro veículo, ponha os faróis Nunca desça encostas em ponto-morto.
em luz baixa durante a noite. Verifique se os seus
faróis estão focados, de forma a evitar causar 9. Qualquer reboque cujo peso total exceda o do
problemas aos condutores que se deslocam em trator que o reboca, deve estar equipado com freios
sentido contrário. para uma condução segura.

5. Reduza a velocidade antes de manobrar ou aplicar 10. Nunca aplique o sistema de bloqueio do diferencial
os freios. Verifique se os pedais dos freios estão quando fizer curvas. Quando ligado, este sistema evita
ligados, sempre que se desloque na estrada às que o trator possa fazer curvas.
velocidades permitidas. Frear ambas as rodas,
simultaneamente, quando tiver que fazer uma parada 11. Verifique sempre as alturas livres, especialmente
de emergência. quando transportar o trator. Veja bem por onde vai,
especialmente no fundo de vales, nas estradas e
quando tiver que passar por obstáculos baixos.

12. Para evitar que o trator capote, conduza com


cuidado e a velocidades compatíveis com a seguran-
ça, especialmente quando trabalhar em terreno
acidentado, quando atravessar valas ou encostas e
quando tiver que fazer curvas apertadas.

6. Nos tratores com tração às quatro rodas, a tração


para o eixo dianteiro é ligada automaticamente, de
forma a assegurar uma frenagem às quatro rodas,
quando se aplicam ambos os freios de pé. Os usuários
devem estar informados sobre a eficiência da frenagem
às quatro rodas a qual aumenta consideravelmente o
efeito da frenagem. Durante uma frenagem de
emergência, devem tomar-se todas as precauções 13. Tenha os maiores cuidados quando tiver que tra-
possíveis. balhar em encostas muito inclinadas.

7. Utilize os maiores cuidados e evite a aplicação a 14. Se o trator ficar atolado ou os pneus “colados”
fundo dos freios do trator, especialmente quando ao solo gelado, faça inversão de marcha para evitar
rebocar cargas pesadas à velocidade de estrada. que a unidade capote.

1-7
INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA SEÇÃO 1

ARRANCAR COM O TRATOR baixe até o solo, os implementos que possam estar
1. Aplicar o freio de estacionamento, colocar a acoplados, desligue a Tomada de Força e pare o mo-
alavanca de comando da Tomada de Força em neutro tor.
(“OFF”), a alavanca de comando do levantador na
posição de descida, as alavancas das válvulas de
controle remoto em neutro e as alavancas da
transmissão também em neutro, antes de pôr o mo-
tor em movimento.

2. Não ponha o motor em movimento ou acione os


comandos (além dos interruptores externos de
comando do levantador hidráulico) enquanto estiver
ao lado do trator. Ocupe sempre o lugar do operador
quando fizer algumas destas operações.

3. Não faça ligação direta nos interruptores de arran-


que em neutro da transmissão e da Tomada de Força.
Consulte o seu Concessionário New Holland se estes
8. Nunca estacione o trator numa ladeira.
interruptores apresentarem qualquer deficiência. Use
os cabos de ligação apenas de forma indicada. Uma
utilização incorreta poderá dar origem a que o trator
9. A cabine foi desenhada para assegurar um
funcione inesperadamente.
mínimo de ruído aos ouvidos do operador que
corresponda ou exceda os padrões aplicáveis neste
aspecto. No entanto, o ruído (pressão do nível de som)
no local de trabalho poderá exceder 85 dB (A), quando
se trabalha em zonas urbanas ou em áreas restritas
com as janelas abertas. Assim, recomenda-se que
os operadores utilizem protetores apropriados para
os ouvidos, quando trabalharem em condições de
elevados níveis de ruído.

4. Evite o contato acidental com as alavancas das


mudanças de velocidades sempre que o motor estiver
trabalhando. Tal contato poderá resultar em um des-
locamento inesperado do trator.
10. Nunca deixe o motor do trator funcionando numa
área fechada sem uma ventilação adequada. Os gases
5. Nunca saia do trator com este em movimento. do escape são tóxicos e podem causar a morte.

11. Somente faça reboques pelo gancho de reboque,


6. Se a direção hidrostática ou o motor deixarem pela barra de tração oscilante ou pelas barras do
de funcionar, pare o motor imediatamente antes que levante hidráulico com este na posição inferior. Ver a
este fique mais dificil de controlar. página 74 na Seção 2. Use apenas uma trava da barra
de tração que esteja firmemente aplicada no seu lugar.
Fazendo um reboque pelo eixo traseiro ou por qualquer
7. Antes de abandonar o trator, estacione-o em ponto acima deste, poderá dar origem a que o trator
terreno horizontal, aplique o freio de estacionamento, capote.

1-8
INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA SEÇÃO 1

12. Selecione sempre a Profundidade Constante TRABALHAR COM A TOMADA DE FORÇA


quando acoplar implementos e quando transportar 1. Quando trabalhar com equipamento acionado
implementos. Verifique se os acoples hidráulicas estão pela Tomada de Força, pare o motor, desligue a TDF
devidamente montadas e que se podem desligar em e aguarde que esta pare, antes de abandonar o trator
segurança, no caso de uma separação acidental dos e desacople o implemento.
implementos.

13. Se a parte dianteira do trator mostrar tendência


para se levantar quando estão acoplados implementos
muito pesados ao engate de 3 pontos, coloque
contrapesos na dianteira ou nos pneus dianteiros. 2. Não use roupa folgada quando trabalhar com a
Nunca trabalhe com o trator com a frente muito leve. tomada de força ou, especialmente, quando próximo
de equipamento rotativo.

14. Verifique se qualquer equipamento ou acessórios


ligados ao trator estão corretamente fixados, se são 3. Quando trabalhar com equipamento estacionário
aprovados para serem utilizados no trator, não acionado pela TDF, aplique sempre o freio de
sobrecarregam este e se são utilizados e mantidos estacionamento e calce as rodas traseiras, à frente e
de acôrdo com as instruções dos respectivos fabri- atrás.
cantes.

15. Lembre-se que o seu trator se for incorretamente


utilizado para as suas capacidades, pode tornar-se
perigoso, tanto para o operador como para terceiros.
Nunca sobrecarregue ou trabalhe com equipamento
rebocado que não seja seguro, que não foi concebido
para um dado trabalho ou que seja sujeito a uma
manutenção inadequada.

16. Nunca deixe implementos na posição levantada,


sempre que o trator estiver parado ou sem o seu
operador.
4. Para evitar ferimentos, não limpe, ajuste,
desobstrua ou repare equipamento acionado pela
17. Nunca conduza equipamento próximo de fogo. Tomada de Força, quando o motor estiver funcionando.
Verifique se a TDF está desligada.

18. Utilizar sempre máscara de proteção quando


trabalhar na pulverização de produtos químicos 5. Verifique se a proteção da TDF se encontra
tóxicos. Respeite as instruções da embalagem do permanentemente na posição, e coloque a tampa do
produto que está sendo utilizado. eixo da TDF, quando esta não está sendo utilizada.

1-9
INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA SEÇÃO 1

MANUTENÇÃO DO TRATOR os pulverizadores ou qualquer outro elemento do


sistema de injeção ou do sistema hidráulico. A não
observação destas instruções pode dar origem a graves
problemas de saúde.

• Não utilize as mãos para verificar se há fugas.


Utilize um pedaço de papelão para tal fim.

• Pare o motor e alivie a pressão, antes de ligar ou


desligar quaisquer tubos.

1. O sistema de arrefecimento funciona sob pressão


que é controlada pela tampa do tanque de expansão.
É muito perigoso retirar a tampa quando o sistema
estiver quente. Gire sempre a tampa, lentamente, até
ao primeiro batente e deixe que a pressão escape
antes de retirar a tampa completamente. Nunca retirar
a tampa situado no topo do radiador, a não ser que a
tampa do tanque de expansão tenha sido previamente
retirada. • Aperte todas as conexões antes de pôr o motor
para trabalhar ou pressurizar os tubos.
2. Não fume quando estiver abastecendo o trator.
Nunca aproxime chamas livres durante o abaste- • Se estes produtos forem injetados na pele, con-
cimento. sulte imediatamente o médico pois pode verificar-se
gangrena.
3. Mantenha o trator e o equipamento, especial-
mente os freios e a direção, em condições confiáveis
e satisfatórias de forma a garantir a sua segurança e 8. Não altere nem modifique, nem permita que al-
corresponder às exigências legais. guém o faça, o trator ou algum dos seus componentes
ou qualquer função do mesmo, sem que, préviamente,
4. Para evitar fogo ou explosão, nunca aproxime consulte o seu Concessionário New Holland.
chamas livres, da bateria ou do sistema de partida a
frio. Para evitar faíscas que podem causar explosões,
utilize os cabos auxiliares de acôrdo com as 9. O prolongado e contínuo contato com óleo quei-
instruções. mado do motor poderá causar certas formas de câncer
de pele. Evite o contato prolongado com o óleo usado
5. Nunca tente reparar o sistema de ar condicio- do motor. Lave as mãos imediatamente com água e
nado. Há a possibilidade de sofrer graves queimaduras sabão.
por congelamento ou ficar ferido pelo refrigerante que
se libera. Para esta assistência são necessários
equipamentos e instrumentos especiais. Consulte o 10. Mantenha o equipamento sempre limpo e
seu Concessionário New Holland sobre este assunto. corretamente assistido.

6. Pare o motor antes de prestar qualquer assis- 11. Destrua todos os óleos e fluidos drenados bem
tência ao trator. como filtros, observando todas as recomendações
referentes à proteção do ambiente.
7. O óleo hidráulico e o diesel no sistema de injeção,
trabalham sob pressões muito elevadas. Tanto o óleo
hidráulico como diesel, sob pressão, podem penetrar 12. As rodas dos tratores são muito pesadas.
na pele, causando graves ferimentos. As pessoas que Trabalhe com o maior cuidado de forma a assegurar
não estejam devidamente habilitadas para isso, nunca que estas, quando armazenadas, não tenham
devem retirar ou ajustar a bomba injetora, os injetores, possibilidade de cair e causar acidentes pessoais.

1-10
INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA SEÇÃO 1

DIESEL 8. Se perder a tampa original, substitua-a por outra


1. Em nenhuma circustância se deve misturar de modelo aprovado. Uma não aprovada poderá não
gasolina, álcool ou outras combinações de combus- ser segura.
tíveis com o diesel. Estas combinações podem criar
o aumento do risco de explosões ou incêndio. Num
recipiente fechado, como é o caso do depósito de 9. Nunca utilize diesel como agente de limpeza.
combustível, estas misturas são muito mais
explosivas do que a gasolina pura. Nunca utilizar estas
misturas. 10. Programe as suas compras de combustível, de
forma que o diesel do tipo de verão não sobre para ser
2. Nunca abra o tanque ou reabasteça o seu trator utilizado no inverno.
com o motor trabalhando ou que se encontre muito
quente.

CABINE OU ESTRUTURA DE PROTEÇÃO CON-


TRA CAPOTAMENTO (QUANDO MONTADAS)
O seu trator está equipado com uma cabine de segu-
rança ou com uma estrutura de proteção contra
capotamento (EPCC), que deve ser mantida sempre
em boas condições de utilização. Tome as devidas
precauções quando passar por portões ou trabalhar
em espaços reduzidos com pouco pé direito.

1. Não modifique, fure, solde ou altere a cabine de


segurança ou a estrutura de proteção de nenhuma
forma. Se o fizer, poderá tornar-se responsável perante
a Lei Brasileira.

3. Não fume quando estiver reabastecendo o seu


trator ou quando estiver junto de combustíveis. Não 2. Nunca tente endireitar ou soldar qualquer peça
aproxime chamas de qualquer tipo. da estrutura de proteção ou dos suportes de fixação
que tenha sofrido qualquer acidente. Fazendo-o,
4. Mantenha sempre o controle da mangueira poderá enfraquecer a estrutura e pôr em perigo a sua
quando estiver enchendo o tanque. segurança.

5. Não encha o depósito até a sua máxima capa- 3. Nunca fixe quaisquer peças da estrutura princi-
cidade. Encha até a parte inferior do gargalo de pal ou ligue a sua cabine ou estrutura de proteção
enchimento, de forma a dar espaço para a expansão contra capotamento, sem ser com os parafusos e
do combustível. porcas especiais, de alta resistência, devidamente
especificados.
6. Após o abastecimento, lave imediatamente o
combustível derramado. 4. Nunca ligue correntes ou cordas a cabine ou a
estrutura principal para efetuar qualquer reboque.
7. Aplique e aperte firmemente a tampa do tanque
de combustível. 5. Nunca corra riscos desnecessários, embora a
sua cabine ou estrutura de proteção contra
capotamento lhe ofereça a máxima proteção possível.

Sempre que ver este símbolo este significa : ATENÇÃO !


ESTEJA ALERTA ! A SUA SEGURANÇA ESTÁ EM JOGO !

1-11
INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA SEÇÃO 1

Os decalques reproduzidos nas páginas que se seguem, foram aplicados no seu trator nas posições indicadas
nas gravuras a seguir. A sua intenção é salvaguardar a sua segurança bem como a dos que trabalham com você.
Por favor, leve este Manual e ande à volta do seu trator, anotando a localização dos decalques bem como o seu
significado. Reveja os decalques e as instruções descritas neste Manual. Mantenha-os sempre bem legíveis e
limpos. Se estiverem danificados ou ilegíveis, peça outros ao seu Concessionário New Holland.

NOTA: Os decalques aplicados no trator podem variar de acordo com o modelo e mercado.

TRATORES CABINADOS

28 30

13

2 18 12
3 5

23 31

10 13

11
29
14

19 16

24

7
21

6
33
8

17

15
22
9
23 17

1-12
INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA SEÇÃO 1

TRATORES PLATAFORMADOS

28 30

13

1 3 27 12 20

31
23
13 29
5
16

4 2 26 7
10

11 14 19 24
6

21 8

17
32

22 15

23
9

17

1-13
INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA SEÇÃO 1

1 - Orientação para acesso à plataforma do


operador
Localização:
• Somente Tratores Plataformados: Console direito 2 - Recomendações gerais: NÃO PISAR
da plataforma do operador e voltado para a escada Localização:
de acesso. • Tratores Cabinados: Canto inferior esquerdo do vidro
frontal da cabine.
• Tratores Plataformados: Canto inferior direito do
defletor frontal da plataforma.

3 - Indicação de operação do acelerador de mão


Localização:
• Tratores Cabinados: Console do lado direito da
cabine, junto à alavanca do acelerador de mão.
• Tratores Plataformados: Console do lado direito da
plataforma, junto à alavanca do acelerador de mão.

4 - Indicação de desligamento do motor - corte


do combustível
Localização: Junto a chave de partida ao motor.

5 - Vide informações do Manual do Operador antes


de rebocar
Localização: Na coluna de direção abaixo do volante
do trator.

6 - Recomendações de operação das alavancas


do levantador hidráulico de três pontos
Localização:
• Tratores Cabinados: Console do lado direito da
cabine, junto aos comandos.
• Tratores Plataformados: Console do lado direito da
plataforma, junto aos comandos.

1-14
INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA SEÇÃO 1

8 - Instrução de operação das válvulas hidráulicas


remotas
Localização:
• Tratores Cabinados: Console direito da plataforma,
junto às alavancas de acionamento das válvulas
remotas.
• Tratores Plataformados: Console direito da
7 - Leia com atenção as instruções de segurança plataforma, junto às alavancas de acionamento das
do manual do operador válvulas remotas.
Localização:
• Tratores Cabinados: Na coluna direita da cabine.
• Tratores Plataformados: Na coluna direita da EPCC.

9 - Instrução de operação das válvulas hidráulicas


remotas
Localização:
• Tratores Cabinados: Parte traseira inferior da cabine,
junto as válvulas remotas.
• Tratores Plataformados: Parte traseira inferior da
plataforma, junto as válvulas remotas.

KPH 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40
10- Diagramas de velocidades do trator de acordo 1
2
com a rotação do motor e dimensões dos pneus
(16x16 / 32x32) A 3
4
5
1500 1970 2300

Localização: 6
540 @ 1970
1
• Tratores Cabinados: Vidro lateral direito da cabine. 2
• Tratores Plataformados: Parte superior do defletor B 3
4
frontal direito da plataforma. 5
6
1
2 17X6

C 3
4
5
18X6

6
MPH 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24

11- Diagramas de velocidades do trator de


acordo com a rotação do motor e dimensões dos
pneus (18x6 / 31x12)
Localização:
12 - Instrução de operação do super-redutor • Tratores Cabinados: Vidro lateral direito da cabine.
(creeper) • Tratores Plataformados: Parte superior do defletor
Localização: Lado esquerdo da transmissão, junto à frontal direito da plataforma.
alavanca de acionamento do creeper.

1-15
INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA SEÇÃO 1

14 - Recomendações especiais para tratores com


transmissões 18x6 e 31x12
Localização:
• Tratores Cabinados: Vidro lateral direito da cabine.
• Tratores Plataformados: Parte superior do defletor
frontal direito da plataforma.

13 - Para evitar ferimentos graves, mantenha as


mãos e as roupas afastadas da ventoinha, das
correias e quaisquer outros componentes em
rotação
Localização: De ambos os lados e na parte de trás
do radiador.

15 - Alerta de segurança para acoplamento de


implementos no levantador hidráulico de três
pontos
Localização: Parte traseira do pára-lamas direito.

16 - Aviso! Sistema de arrefecimento sob pressão.


Espere esfriar e depois retire a tampa
cuidadosamente. Proteja a mão com um pano e
gire a tampa até ao primeiro batente, deixando
que o resto da pressão escape, antes de retirar a
tampa completamente
Localização: Lado direito do radiador.

17 - Atenção às informações sobre o motor kit no


Manual do Operador
• Tratores Cabinados: Console direito da cabine, junto
18 - Instruções de às alavancas de acionamento das válvulas remotas
segurança com o e parte traseira inferior da cabine, junto às válvulas
equipamento radar remotas.
• Somente Tratores • Tratores Plataformados: Console direito da
Cabinados: Parte inferior plataforma, junto às alavancas de acionamento das
do vidro frontal esquerdo válvulas remotas e parte traseira inferior da
da cabine. plataforma, junto às válvulas remotas.

1-16
INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA SEÇÃO 1

KPH 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40
1
2
A 3
4
1500 1970 2300
5
1 540 @ 1970
2
B 3
4
15 X 12

5
1
2
C 3
4
5
MPH 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24

19- Diagramas de velocidades do trator de


acordo com a rotação do motor e dimensões dos
pneus (15x12)
Localização:
• Tratores Cabinados: Vidro lateral direito da cabine.
• Tratores Plataformados: Parte superior do defletor
frontal direito da plataforma.

20 - Simbologia indicativa de freio de


estacionamento
• Somente Tratores Plataformados: Alavanca do freio
de estacionamento.

21 - No caso do trator capotar, segure-se


firmemente ao volante. Não tente saltar do trator
Localização:
• Tratores Cabinados: Na coluna esquerda da cabine.
• Tratores Plataformados: Na coluna esquerda da
EPCC.

22 - Indicação dos lubrificantes recomendados


Localização: Parte traseira interna do pára-lamas, lado
esquerdo.

1-17
INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA SEÇÃO 1

23 - Recomendações gerais: Atenção! 24 - Recomendações especiais para tratores com


Localização: Na lateral do reservatório do fluido, transmissão 15x12
embaixo do capô no lado direito do trator e sobre a Localização:
proteção da tomada de força traseira. • Tratores Cabinados: Vidro lateral direito da cabine.
• Tratores Plataformados: Parte superior do defletor
frontal direito da plataforma.

25 - Procedimento de partida ao motor com


bateria auxiliar e precauções de segurança
Localização:
• Somente Tratores Plataformados: Defletor frontal
direito da plataforma.

26 - Orientações quanto ao risco de capotagem,


conservação da EPCC e uso do cinto de
segurança
• Somente Tratores Plataformados: Na coluna
esquerda da EPCC, abaixo da plaqueta de
identificação.

27 - Recomendações de operação do trator e precauções gerais de segurança


Localização:
• Somente Tratores Plataformados: Defletor frontal esquerdo da plataforma.

1-18
INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA SEÇÃO 1

28 - Decalque de indicação do biodiesel


Localização: Fixado na lateral esquerda do capô.

29 - Informação da proporção de água e aditivo


para o sistema de arrefecimento
Localização: Lado direito do radiador.

30 - Decalque indicativo de biodiesel.


Localização: Fixado logo abaixo do decalque de Bio
diesel.

31 - Placa de identificação New Holland do mo-


tor
Localização: Fixado na lateral direita da tampa de
válvulas do motor.

ESTRUTURA DE PROTEÇÃO CONTRA CAPOTAMENTO


ROLL-OVER PROTECTIVE STRUCTURE
MARCO DE SEGURIDAD
MODELOS ATENDIDOS: MASSA MÁX:
COVERED MODELS:
MODELOS ATENDIDOS:
TM 7010, 7020, 7030, MAX MASS:
PESO MÁX:
7000 Kg
7040
NORMA: Nº SÉRIE / SERIAL:
STANDARD: OECD CODE 4
32 - Plaqueta da EPCC NORMA: NBR 10001
• Somente Tratores Plataformados: Fixado à EPCC. CNH LATIN AMERICA LTDA.
AV. JUSCELINO K. DE OLIVEIRA, 11.825
CURITIBA / PARANÁ
CNPJ: 60.850.617/0009-85
INDÚSTRIA BRASILEIRA / MADE IN BRAZIL P/N: 87623767

33 - Plaqueta da EPCC
• Somente Tratores Cabinado: Fixado à EPCC.

1-19
INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA SEÇÃO 1

SÍMBOLOS UNIVERSAIS
Como guia para a utilização do seu trator, foram e caixa de fusíveis. Estes símbolos estão indicados
utilizados nos instrumentos, comandos, interruptores abaixo, bem como o respectivo significado.
Termostado do Rádio Tomada de Força Posição
sistema auxiliar (TDF) controlada
de partida
Esforço
Transmissão em
Memória de controlado
Carga do ponto-morto
emergência
alternador Tomada auxiliar
de corrente
Indicadores de Super redutor
Nível de direção Tomada de
combustível corrente para
Indicadores de implemento
direção - um Regulagem lenta
Corte automático ou baixa
reboque Percentagem
de combustível
Indicadores de (%) de
direção - dois patinagem
RPM do motor reboques Regulagem
rápida ou alta Subida do
(rpm x 100)
levantador
Limpa-lava pára- (traseiro)
brisas Velocidade de
deslocamento Descida do
Horas de trabalho levantador
Limpa-lava vidro (traseiro)
Pressão do óleo traseiro Bloqueio do
diferencial Limite de subida
do motor do levantador
Comando da (traseiro)
temperatura do Temperatura do
Temperatura do Limite de subida
aquecimento óleo do eixo
sistema de arrefe- do levantador
cimento do motor traseiro
Ventoinha do (dianteiro)
aquecimento Pressão do óleo
Nível do sistema Levantador
de arrefecimento Ar da transmissão inoperante
Condicionado
Luzes do trator Tração dianteira Filtros do
Filtro de ar ligada hidráulico e da
obstruido transmissão
Tração dianteira
Luz alta Freio de desligada Válvula remota
estacionamento extendida

Nível do óleo dos Cuidado ! Válvula remota


Luz baixa freios
recolhida
Sinalização de Válvula remota
Freio do reboque emergência em flutuação
Faróis de serviço

Anomalia ! Veja
Sinalizador Controle variável o Manual do
Luzes de freio Operador

Cuidado ! Pressurizado ! Anomalia !


Substância Abra (símbolo
Buzina cuidadosamente
corrosiva alternativo)

1-20
INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA SEÇÃO 1

NOTAS

1-21
INFORMAÇÕES GERAIS E SEGURANÇA SEÇÃO 1

NOTAS

1-22
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

SEÇÃO 2
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO

ANTES DE INICIAR A JORNADA As instruções e recomendações de lubrificação e


manutenção encontram-se na Seção 4. As especifi-
cações do trator encontram-se na Seção 7.
_____ ADVERTÊNCIA ______

Antes de conduzir ou trabalhar com o trator, estude


as precauções de segurança na Seção 1 deste Ma-
nual.

Na parte final deste Manual encontra-se o índice com-


Leia esta seção atentamente. Ela descreve a locali- pleto, em ordem alfabética.
zação e o funcionamento dos diversos instrumentos,
interruptores e comandos do seu trator. Mesmo que
trabalhe com outros tratores, leia cuidadosamente esta
seção do Manual e assegure-se de que está perfeita- Assunto Página
mente familiarizado com a localização e a função de
todas as características do trator. Cabine 2-2

Não trabalhar com o trator, não conduzir nem utilizar Plataforma do Operador 2-6
o mesmo enquanto não estiver totalmente familiariza-
do com todos os comandos. Será tarde demais para Assentos 2-18
aprender depois que o trator já se encontrar em movi-
mento. Se tiver alguma dúvida sobre qualquer aspec- Freio de Estacionamento, Acelerador
to relacionado com o funcionamento do trator, con- e Pedais de Comando 2-20
sultar o seu Concessionário New Holland.
Console de Instrumentos 2-22
Prestar especial atenção às recomendações sobre o
amaciamento, de forma a assegurar-se de que o seu Instrumentos Analógicos e Analógico/Digital 2-25
trator lhe prestará um serviço duradouro e confiável,
para o qual foi construído. Consultar a Seção 3. Transmissão "Synchro Command" (16 x 16)
e (15 x 12) 2-31
Esta seção está dividida em 10 assuntos, conforme
se segue. Se um determinado componente tiver de Transmissão "Range Command"
ser regulado em serviço, as instruções corresponden- (18x6 / 31x12) 2-37
tes encontram-se na Seção 3 – Operação de Campo.
As instruções de funcionamento dos diferentes aces-
Bloqueio dos Diferenciais 2-47
sórios encontram-se na Seção 6.
Tração Dianteira 2-50

2-1
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

COMANDOS DA CABINE

1 Vista Geral dos Comandos do Trator - Transmissão Semi “PowerShift”

2-2
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Referente à Figura 1 Nº da Página para Referência

2. Acelerador manual .......................................................................................................................... 2-20


3. Comandos da transmissão
Transmissão "Range Command" (18x6 / 31x12) ..................................................................... 2-37
4. Comandos da TDF ............................................................................................................................ 3-8
5. Comandos do hidráulico .................................................................................................................. 3-18
Sistema em circuito aberto ..................................................................................................... 3-24
Sistema em circuito fechado ................................................................................................... 3-43
6. Bloqueio dos diferenciais e Tração dianteira ............................................................................ 2-47, 2-50
7. Painel de comando do EDC ............................................................................................................ 3-31
8. Alavancas das válvulas de controle remoto
Sistema em circuito aberto ..................................................................................................... 3-24
Sistema em circuito fechado ................................................................................................... 3-43
9. Tomadas elétricas para acessórios ................................................................................................. 2-16
11. Comando externo do levantador hidráulico ...................................................................................... 3-40
14. Manípulo de fechamento do vidro traseiro .......................................................................................... 2-9
15. Caixa porta-objetos
16. Assento do operador ....................................................................................................................... 2-18
17. Freio de estacionamento ................................................................................................................. 2-20
18. Porta-Copos
20. Pedal do avanço lento
Transmissão "Range Command" (18x6 / 31x12) ..................................................................... 2-21
21. Pedais do Freio ............................................................................................................................... 2-21
22. Alavanca de inversão
Transmissão "Range Command" (18x6 / 31x12) ..................................................................... 2-38
24. Painel de instrumentos
Interruptores no console .......................................................................................................... 2-22
Painel de instrumentos analógico e analógico/digital ............................................................... 2-25
25. Pedal do acelerador ........................................................................................................................ 2-20

2-3
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

COMANDOS DA CABINE

2 Vista Geral dos Comandos do Trator - Transmissão Mecânica

2-4
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Referente à Figura 2 Nº da Página para Referência

1. Alavanca de Comando do Inversor


Transmissão “Sychro Command” ............................................................................................ 2-31
2. Alavanca de Comando das Velocidades .......................................................................................... 2-31
3. Acelerador Manual .......................................................................................................................... 2-20
4. Alavanca de Comando das Gamas ................................................................................................. 2-31
5. Comandos da TDF ............................................................................................................................ 3-8
6. Alavancas das Válvulas de Controle Remoto
Sistema em Circuito Aberto .................................................................................................... 3-24
8. Cobertura
9. Tomada Elétrica para Acessórios .................................................................................................... 2-16
10. Manípulo de Abertura/Fechamento do Vidro Traseiro ......................................................................... 2-9
11. Caixa Porta-Objetos
12. Assento do Operador ...................................................................................................................... 2-18
13. Comando do Freio de Estacionamento ............................................................................................ 2-20
14. Porta-Copos
15. Alavanca de Comando do Super-Redutor ........................................................................................ 2-33
16. Pedal da Embreagem
Transmissão “Sychro Command” ............................................................................................ 2-21
17. Pedais do Freio ............................................................................................................................... 2-21
18. Painel de Instrumentos
Interruptores no Console ......................................................................................................... 2-22
Painel de Instrumentos Analógico e Analógico/Digital .............................................................. 2-25
19. Pedal do Acelerador ........................................................................................................................ 2-20

2-5
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

COMANDOS DA PLATAFORMA DO OPERADOR

3 Vista Geral dos Comandos do Trator - Transmissão Mecânica

2-6
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Referente à Figura 3 Nº da Página para Referência

1. Alavanca de Comando do Inversor


Transmissão “Sychro Command” ............................................................................................ 2-31
2. Alavanca de Comando das Velocidades .......................................................................................... 2-31
3. Acelerador Manual .......................................................................................................................... 2-20
4. Alavanca de Comando das Gamas ................................................................................................. 2-31
5. Comandos da TDF ............................................................................................................................ 3-8
6. Alavancas das Válvulas de Controle Remoto
Sistema em Circuito Aberto .................................................................................................... 3-24
8. Cobertura
9. Tomada Elétrica para Acessórios .................................................................................................... 2-16
11. Caixa Porta-Objetos
12. Assento do Operador ...................................................................................................................... 2-18
13. Comando do Freio de Estacionamento ............................................................................................ 2-20
15. Alavanca de Comando do Super-Redutor ........................................................................................ 2-33
16. Pedal da Embreagem
Transmissão “Sychro Command” ............................................................................................ 2-21
17. Pedais do Freio ............................................................................................................................... 2-21
18. Painel de Instrumentos
Interruptores no Console ......................................................................................................... 2-22
Painel de Instrumentos Analógico e Analógico/Digital .............................................................. 2-25
19. Pedal do Acelerador ........................................................................................................................ 2-20

2-7
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Generalidades – Figura 4
A cabine foi concebida para o conforto e conveniência
do operador.

Uma porta ampla permite a entrada na cabine, pelo


lado esquerdo, facilitada por corrimões e degraus com
revestimentos anti-derrapantes.

As características da cabine standard incluem um


sistema de aquecimento que utiliza o ar exteno/
desembaçador, ar condicionado, pára-sol, vidros fumê
e janelas laterais. As opções incluem cabine com
suspensão, tampa do teto, rádio toca-fitas, limpa/lava 4
vidro traseiro, pára-brisas de abrir e retrovisores ex-
ternos telescópicos.

Puxador Exterior da Porta – Figura 5


Cada porta tem um puxador exterior (2) e pode ser
fechada à chave pela parte externa, utilizando a cha-
ve fornecida. Inserir a chave na abertura existente no
botão. Girar a chave para fechar ou abrir a porta.

Para abrir a porta pelo exterior, apertar no botão e


abrir a porta pelo puxador.

Puxador Interno da Porta – Figura 6


Para abrir a porta pela parte interna, levantar o puxa-
dor (2) e usao o manípulo (1) para empurrar e abrir a
porta.

2-8
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Acesso e Saída da Cabine – Figura 7


Nos tratores sem cabine, é possível acessar a posi-
ção de condução, pelos lados direito ou esquerdo.

Nas versões com cabine o acesso é apenas pelo lado


esquerdo.

_____ PRECAUÇÃO ______

Para entrar na cabine pelo lado direito, utilizar so-


mente os puxadores como apoio ao subir os degraus
Se as alavancas das mudanças forem tocadas aci-
dentalmente, o trator poderá por-se em movimento 7
de forma inesperada.

Para entrar na cabine, faça sempre de frente para a


porta. Apoiar um pé no degrau mais baixo (2) e, usan-
do os corrimãos (1) e (3) na coluna “A” e no interior da
porta, subir os degraus e entrar na cabine. Fechar a
porta, ocupar o lugar do operador e colocar o cinto de
segurança, se estiver montado.

Para sair da cabine, soltar o cinto de segurança, abrir


a porta, agarrar o puxador, sair da cabine de costas e
descer os degraus apoiando-se nos corrimãos.

Janela Traseira – Figura 8


A janela traseira pode ser trancada na posição fecha-
da ou mantida na posição total ou parcialmente aber-
ta.

Para fechar a janela, puxe-a pelos pegadores (1).

Acionar o manípulo de fechamento para baixo, a fim


de manter a janela na posição fechada.

8
IMPORTANTE: Manter sempre o controle da janela
ao abri-la completamente, não a deixando deslocar-
se livremente.

2-9
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Espelhos Retrovisores Externos – Figura 9


Deslocar o braço do espelho, conforme necessário,
de forma a conseguir a melhor visiblidade para a tra-
seira. Ajustar o ângulo do espelho.

O espelho é montado em uma articulação com siste-


ma de fricção, podendo deslocar-se, com a mão, para
o ângulo desejado para que o condutor possa obter a
visão correta.

Luz Interna da Cabine - Fig. 10


A luz (1) da cabine é ligada através do interruptor (2) 9
montado na coluna e possui 3 posições:

- Posição A = Desligado

- Posição B = Ligado

- Posição C = Luz acesa apenas com a porta


aberta.

Espelho Retrovisor Interno (quando montado) -


Fig. 11
O espelho (2) pode ser ajustado fazendo-o girar no
respectivo suporte. 10

Estrutura de proteção contra capotagem (EPCC)

Seu trator está equipado com uma estrutura de prote-


ção contra capotamento (EPCC), testada pela fábri-
ca e homologada com base nas normas NBR10001 e
OECD Code IV (exceto para baixas temperaturas).

Realize inspeções periódicas na EPCC para mantê-


la em perfeito estado. Caso observe qualquer proble-
ma na estrutura, procure o Concessionário New 11
Holland mais próximo.

O EPCC possui uma plaqueta de identificação, que


está fixada na face interna da estrutura, onde estão
detalhadas suas características.

2-10
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

COMANDOS DO AR CONDICIONADO

12

COMANDOS DO AR CONDICIONADO E
DA TEMPERATURA

O sistema só funciona depois da chave de partida ter Comando (1) da ventoinha elétrica de 3
sido ligada e ter ligado o botão do ar condicionado. velocidades
A ventoinha apenas funciona com a chave de partida
Para ligar o sistema, girar a chave de partida para a na posição ligado.
posição 2, ver Seção 3, colocar o comando (1) da
ventoinha elétrica na posição A, B ou C e ligar o inter- A. Velocidade mínima
ruptor (2) do ar condicionado.
B. Velocidade média
Comando do aquecimento
C. Velocidade máxima
Girar o botão (3) do aquecimento para a direita para
obter o máximo de aquecimento; se girar totalmente
para a esquerda corta a circulação do líquido de NOTA: Quanto à pressurização da cabine, consultar
arrefecimento e, desta forma, o aquecimento deixa o Capítulo Entitulado “Ventilação”, mais adiante nesta
de funcionar. seção.

2-11
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

SISTEMA DE AR CONDICIONADO
INSTRUÇÕES PARA UTILIZAÇÃO

O sistema do ar condicionado retira a umidade do ar ADVERTÊNCIA: Antes de pôr o motor em movimento,


frio ou do ar quente. verificar se o ar condicionado está desligado.

Funciona da seguinte forma:

NOTA: Quando trabalhar em ambientes muito


poluídos, a pressão na cabine deve ser aumentada
para evitar o ingresso de poeiras; aconselhamos
ADVERTÊNCIA: Quando o motor está parado o ar também a fechar os ventiladores de recirculação.
condicionado não funciona porque o compressor é
acionado pelo motor.

LIGAR O AR CONDICIONADO Se, por outro lado, desejar apenas que o ar condicio-
nado realize a função desumidificação sem baixar a
Com o motor trabalhando e a ventoinha elétrica liga- temperatura do ar, girar o comando (3), página anteri-
da, girar o botão (2), página anterior, para ligar o ar or, para a direita para obter a temperatura desejada.
condicionado.

ADVERTÊNCIA: Ligar sempre a ventoinha antes do


ar condicionado. Para restabelecer a temperatura na cabine após pro-
longada exposição ao sol, pôr o motor em movimen-
O ar condicionado não pode trabalhar quando a to, ligar o ar condicionado e, cerca de um minuto de-
ventoinha está desligada. pois, abrir ligeiramente a janela traseira ou o teto para
deixar escapar o ar quente.

Após alguns minutos trabalhando o visor no topo do


filtro secador deverá estar limpo e não conter bolhas.
Se não fôr o caso, parar o sistema e contatar o seu
Concessionário New Holland.
DESLIGAR O AR CONDICIONADO

Antes de parar o motor desligar sempre o ar condici-


AJUSTE DO SISTEMA onado, apertando no botão (2) e colocando o coman-
do (1) da ventoinha elétrica na posição “off”.
Para uma utilização correta, abrir sempre os ventila-
dores de recirculação quando o ar condicionado esti-
ver trabalhando e manter fechadas as portas, teto e
janela traseira. Se desejar baixar a temperatura na
cabine e, simultaneamente, reduzir a umidade do ar,
girar o botão (3), página anterior, para a esquerda até
obter a temperatura desejada.

2-12
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

VENTILAÇÃO
Ligar o sistema de ventilação com o interruptor (1),
fig. 13 e dirigir o fluxo de ar ajustando os ventiladores
giratórios (2), fig. 13.

O ar pode ser proveniente do exterior ou do interior da


cabine, através do ajuste dos ventiladores traseiros
de recicurlação do ar (1), fig. 14 os quais têm duas
regulagens:

- Ventiladores fechados: o ar é proveniente do ex-


terior, através dos filtros laterais.

- Ventiladores abertos: uma grande quantidade de


ar é proveniente do interior, através dos próprios 13
ventiladores.

O ar que entra na cabine proveniente do exterior é


sempre filtrado.

Quando a ventoinha elétrica é ligada com as portas, os


ventiladores de recirculação e as janelas fechadas, a
pressão no interior da cabine é mais elevada do que no
exterior e, como conseqüência, o ar apenas pode en-
trar na cabine através dos filtros laterais.

Ventoinha elétrica
O interruptor (1), figs. 13 e 15 da ventoinha elétrica é
ligado quando a chave de partida está na posição li-
gado.

A. Velocidade mínima
B. Velocidade média 14
C. Velocidade máxima

Filtro de ar

PERIGO: Lembre-se que o filtro, de uma for-


ma geral, não o protege dos pesticidas (agro-tóxicos).
Deste modo, a proteção total contra estas substânci-
as apenas se consegue se forem seguidas as pre-
cauções dadas pelos próprios fabricantes de tais pro-
dutos. Estas precauções devem ser tomadas para
todos os tipos de filtros, bem como se devem obser-
var as instruções de uso e manutenção. Mesmo com
a utilização de filtros de carvão ativo, estes filtros
não eliminam a necessidade de se seguirem as pre-
cauções recomendadas para combater os efeitos
nocivos dos pesticidas.
15

2-13
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

AQUECIMENTO - Fig. 16
Pode-se ajustar a temperatura do ar quente utilizan-
do o botão de comando (1), fig. 16 através da redução
ou aumento de líquido de arrefecimento circulante e,
com a ventoinha elétrica (2), pode variar a quantidade
de ar que entra na cabine através dos ventiladores
(3).

NOTA: A capacidade total do sistema de


arrefecimento (incluindo o sistema de aquecimento
da cabine) é de 24 litros (6,4 US gal - 5,3 Imp. gal).

NOTA: Na Seção 4, fornecem-se as especificações


das misturas. 16

Comandos da temperatura

- Totalmente para a esquerda = temperatura míni-


ma.

- Totalmente para a direita = temperatura máxima.

RÁDIO - Figs. 17 e 18 (opcional)


Para proporcionar maior conforto ao condutor, a cabi-
ne pode estar equipada com rádio.
17
O equipamento é composto por:

- Dois alto falantes (1), estereo.

- Caixa (2) para a montagem do rádio.

- Antena (1), Fig. 18 e ligações.

18

2-14
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

INSPEÇÕES REGULARES - Carregar o sistema com R 134 a;

Pelo menos uma vez, a cada três meses. - Realizar os testes funcionais ao sistema.

- Retirar qualquer corpo estranho do condensador MANUTENÇÃO GERAL DA CABINE


e das palhetas do evaporador. (TODOS OS MODELOS)
- Verificar a tensão da correia do compressor. Após ter completado a manutenção externa na cabi-
- Funcionar o motor a 1.500 rpm e verificar o visor ne, conforme se descreve na Seção 4, fazer as se-
do filtro secador: deverá estar tansparente e não guintes inspeções:
conter nenhuma bolha de ar ou líquido branco.

- Verificar o estado das tubulações, uniões e su- 1. Verificar, de tempos em tempos, se não existe
portes de montagem. água acumulada por baixo do tapete ou das par-
tes almofadadas.
- Verificar se os tubos de descarga estão traba-
lhando em perfeitas condições e retirar qualquer 2. Lubrificar as dobradiças e fechaduras das por-
condensação do evaporador. tas, teto e janelas de abrir, com lubrificantes e
repelentes de umidade.
- Controlar o aperto dos parafusos e porcas de fi-
xação da polia e do compressor. 3. Utilizar detergentes adequados ou, se necessá-
rio, éter sulfúrico para limpar os vidros.

4. Retirar a palheta do limpador de párabrisas e


MANUTENÇÃO passá-la em pó de talco.

Durante longos períodos de inatividade, ligar o ar con- 5. Deixar as portas ou o teto parcialmente aberto.
dicionado por alguns minutos todos os meses, para
que o óleo circule no sistema e o mantenha em boas
condições.

Pôr o sistema em movimento apenas quando o motor ESPECIFICAÇÕES


estiver quente e a temperatura na cabine tenha atingi-
do 20 oC (68 oF). Gás Refrigerante ......................................... R 134 a

- Quantidade ............................................ 1,2 kg

Compressor ................................................ DENSO


MANUTENÇÃO ANUAL
- Número de cilindros ..................................... 10
No início da safra, quando o trator tiver de ser utiliza- - Cilindrada .......................................... 165,3 cm3
do, o seu Concessionário New Holland deverá reali-
zar as seguintes operações: - Tipo de óleo ................................. DENSO ND8

- Quantidade de óleo ................................ 300 ml


- Verificar o sistema quanto a vazamentos, com o
Potencial térmico à temperatura
detetor de vazamentos;
ambiente de 35 oC (95 oF) .................... 4500 kcal/h
- Sangrar o sistema de ar condicionado;
Fluxo de ar com a ventoinha
- Substituir o óleo no compressor; elétrica na 3ª velocidade ................. 7,5 - 8,5 m3/min

- Substituir o filtro secador, se necessário;

2-15
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

TOMADAS ELÉTRICAS AUXILIARES


PARA ACESSÓRIOS E MONTAGEM DO
MONITOR DO IMPLEMENTO

Tomada para Luzes do Reboque – Figura 19


Existe uma tomada normal de 7 pinos (1) para as
luzes de um reboque, montada num suporte na parte
externa do chassi da cabine, sob a janela traseira. A
posição da tomada poderá variar em relação à indicada
na Figura 19, dependendo do tipo de válvulas de con-
trole remoto instaladas, etc. As ligações desta toma-
da são as seguintes:

19

Tratores com transmissão "Range Command" (18x6 / 31x12)

Terminal nº/Côr do Fio


(ver detalhe - Figura 19) Nº do Circuito Circuito

1 Verde 49B Indicador Direção LD


2 - - -
3 Preto 57DM Massa
4 Verde 50B Indicador Direção LE
5 Vermelho 1013E Lanterna LD
6 Verde 810A Luzes de Freio
7 Vermelho 1014C Lanterna LE

Tratores com transmissão “Synchro Command”

Terminal nº/Côr do Fio


(ver detalhe - Figura 19) Nº do Circuito Circuito

1 Verde 49B Indicador Direção LD


2 - - -
3 Preto 57 Massa
4 Verde 50B Indicador Direção LE
5 Vermelho 1013A Lanterna LD
6 Verde 810A Luzes de Freio
7 Vermelho 1014C Lanterna LE

2-16
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Encaminhamento do Cabo do Monitor


– Figura 20
O cabo para operação do monitor pode ser conveni-
entemente encaminhado até o equipamento, através
de uma pequena abertura no painel inferior traseiro.

O painel dispõe de um recorte (2) o qual, está coberto


por um tampão de borracha. Para disponibilizar a pas-
sagem do cabo, retirar o tampão.

20

Montagem Alternativa do Monitor (Quando


Disponível)
Na coluna “B” existem dois orifícios com porcas de
10 mm e parafusos sextavados (1). Retire as tampas
plásticas dos parafusos e utilizá-os para montar o
monitor.

Recomenda-se a fixação de um suporte apropriado


com dobradiças na coluna “A” ou “B” para montar o
monitor. Isto permite que o monitor possa ser deslo-
cado para o lado, de forma a não impedir o livre aces-
so e saída da cabine.
21

LIMPEZA INTERNA DA CABINE

Quando o forro do interior da cabine estiver sujo, de-


verá ser lavado. Molhar um pano numa solução de
água quente/detergente e torcer o pano para eliminar
o máximo possível da água.

O forro de borracha do piso é instalado de forma a


permitir que a água escorra pelas portas abertas. La-
var o piso cuidadosamente e deixar secar de forma
natural. Evitar a passagem de água para baixo do ta-
pete.

2-17
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

ASSENTO DO OPERADOR Ajuste da altura do assento

A escolha do banco disponível para o seu trator, de- Para subir o assento, afrouxar as porcas (3) e
pende do modelo e do nível de especificações. Seja posicioná-lo na altura mais adequada.
qual for o banco instalado no seu trator, verificará que Quando ausentar-se do trator, por um período maior,
dispõe de uma vasta gama de ajustes. destrave a alavanca (5) e escamoteie o assento até
NOTA: Os tratores sem cabine têm os assentos for- apoiá-lo ao volante do trator. Para retornar o assento
rados a Vinyl. Os tratores com cabine têm os bancos à posição de uso, destrave a alavanca (6) e volte o
forrados com tecido. assento à posição original até que a alavanca (5) tra-
ve-se.
Antes de começar a utilizar o trator, é muito impor-
tante ajustar o banco para a posição que lhe dê maior
conforto. Todos estes ajustes devem ser feitos, com Assento Luxo (Tratores com Cabine) – Fig. 23
o operador ocupando o seu lugar.

Para facilitar a sua identificação, todos os pontos de


ajuste do banco são de côr cinza. Ver o texto que se
segue e as gravuras correspondentes (Figuras 22 e
23) para mais detalhes.

Assento standard – Fig. 22

1 2
2 1 4
3

23

6 Ocupe o seu lugar e gire o manípulo (1) de regulagem


5 3 da firmeza/suavidade da suspensão, ajustar para ca-
4
racterística que mellhor convier.

Girar o manípulo para a direita para aumentar a rigi-


dez da suspensão e conseguir uma posição mais fir-
me. Girando para a esquerda, torna-se a suspensão
22 mais macia.
O assento possui ajuste para a sua suspensão, altu- A alavanca (2) controla o curso do assento. Deslocar
ra e aproximação/afastamento em relação aos co- a alavanca para a direita e empurrar o banco para a
mandos. frente ou para trás, conforme necessário. Quando se
Desta forma, pode escolher a posição mais confortá- solta a alavanca, o banco fica bloqueado na posição
vel para condução e pode alterá-la enquanto trabalha. escolhida.

• Para chegar o assento à frente ou atrás, empur- Cada apoio de braço está fixado à estrutura do as-
rar a alavanca (4) para o lado. sento e pode ser levantados para a posição vertical.

• Após ter deslocado o assento, soltar a alavanca Sob o assento, no lado esquerdo, encontram-se duas
e certificar-se de que o assento ficou preso na alavancas (3) e (4) para regulagem da inclinação do
posição escolhida. mesmo. A alavanca da frente (3) permite alterar a al-
tura da parte frontal do banco e a alavanca de trás (4),
Ajuste da suspensão do assento a parte traseira do banco.

Ajuste da suspensão correto, girar o botão (1) para a


direita ou para a esquerda até que, sentado no as-
sento, encontre a posição mais confortável, conforme
o indicador (2).

2-18
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Cinto de Segurança – Figura 24

Seu trator está equipado com cinto de segurança tes-


tado e homologado.

Utilizar sempre o cinto de segurança quando estiver


disponível no assento do operador e o trator seja equi-
pado com EPCC.

24
Para travar o cinto, puxe-o e insira a lingüeta (1) na
fivela (2) até ouvir um click, indicando que o cinto está
travado. Pressionar o botão vermelho (3) para soltar o
cinto.

O cinto pode ser lavado com uma esponja e água


com um pouco de sabão. Nunca utilizar solventes, ou
detergentes, pois estes produtos enfraquecem o teci-
do do cinto. Substitua o cinto quando este se apre-
sentar desfiado, danificado ou com sinais de desgas-
te evidente.

2-19
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

FREIO DE ESTACIONAMENTO,
ACELERADOR E PEDAIS DE
COMANDO

Freio de Estacionamento – Figura 25


Do lado esquerdo do banco do operador encontra-se
a alavanca do freio de estacionamento. Para aplicar o
freio, puxaar a alavanca para cima. Para desaplicar,
puxar a alavanca ainda um pouco mais, pressionar o
botão (1) e baixar completamente a alavanca.

25
IMPORTANTE: Antes de iniciar a marcha, verificar
se o freio de estacionamento está completamente
destravado.

Alavanca do Acelerador – Figura 26


A alavanca do acelerador (1) controla a rotação do
motor. Empurrar progressivamente a alavanca para a
frente para acelerar o motor. Puxá-la para trás para
reduzir a aceleração (rotação)do motor.

26

Pedal do Acelerador – Figura 27


O pedal do acelerador (1), pode ser usado indepen-
dentemente do acelerador manual para controlar a ve-
locidade do trator. Ao conduzir na estrada, recomen-
da-se usar o pedal do acelerador.

NOTA: Ao soltar o pedal do acelerador, a velocidade


do motor reduz-se ao nível estabelecido pelo acelera-
dor manual. Quando usar o pedal do acelerador, ajustar
o acelerador manual para a posição de velocidade
mínima (alavanca toda para trás).
27

2-20
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Pedais do Freio – Figura 28

_____ ADVERTÊNCIA ______


Nos tratores com tração nas quatro rodas, a tração
para o eixo dianteiro é ligada automaticamente quan-
do se aplicam os freios, de forma a assegurar uma
frenagem nas quatro rodas. Além disso, também
existem os freios a disco dianteiros, opcionais. Seja
qual for o sistema que estiver montado, é importante
ter sempre em mente a eficiência da frenagem nas
quatro rodas. Tomar o devido cuidado nas frenagens
bruscas.
28

Os freios são atuados por dois pedais (2) e (3). Po-


dem ser atuados independentemente, para facilitar as
curvas em espaços reduzidos ou ligados um ao outro
para frenagens normais. Para o trabalho no campo,
os freios devem estar separados como mostrado na
Figura 28. No entanto, devido aos pedais estarem muito
próximos, é sempre possível aplicar ambos os pe-
dais, quando necessário.

Figura 29

_____ ADVERTÊNCIA ______


Para sua segurança, ligar os dois pedais dos freios
quando se deslocar à velocidade de transporte ou se
tiver acoplado um reboque ao trator e que disponha 29
de freios hidráulicos. Para ligar os pedais um ao ou-
tro, deslocar o ferrolho (2) para a direita, para este
prender no furo do pedal do lado direito e empurrar a
ponta em gancho (1) para baixo, para prender no pe-
dal esquerdo.

Pedal de Embreagem/Avanço Lente – Figura 30


Ao pressionar o pedal da embreagem (1), desliga-se
a tração entre o motor e a transmissão. Acionar o
pedal para transferir a potência do motor suavemente
para as rodas motrizes ao iniciar a marcha. Ver
“TRANSMISSÃO” mais adiante nesta Seção para mais
detalhes.

NOTA: Para evitar o desgaste prematuro, nunca utili-


zar o pedal da embreagem como um descanso para
o pé.

30

2-21
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

CONSOLE DOS INSTRUMENTOS

O texto que se segue, descreve a utilização dos di-


versos interruptores, comandos, etc., montados no
console dos instrumentos e na coluna da direção.

Comando do Limpa/Lava-Vidros da Janela


Traseira (quando montado) – Figura 31
Ao ligar a chave de partida, o interruptor oscilante fica
iluminado interiormente.
1

Pressionar parcialmente do lado esquerdo do inter-


ruptor oscilante (1) para ativar o limpa-vidros traseiro,
no modo intermitente. Pressionar totalmente para atu-
ar o limpa/lava-vidros. O interruptor possui uma mola
interna e, ao ser solto, regressa à posição de limpa-
vidros.

Pressionar do lado direito para desligar o limpador. 31

Comando do Limpa/Lava Pára-Brisas


– Figura 32
A alavanca (1) do lado direito da coluna da direção
comanda o limpador/lavador do pára-brisas dianteiro.

Com a chave de partida ligada, deslocar a alavanca


para trás, para a posição 1 para acionar o limpador no
modo intermitente, limpando o pára-brisas uma vez
de 5 em 5 segundos.

Deslocando a alavanca mais para trás, para a posi-


ção 2, aciona o limpador na velocidade mais lenta
das 2 existentes. Deslocando-se a alavanca totalmen- 32
te para trás, posição 3, será selecionada a velocida-
de mais rápida. Pressionar a extremidade da alavan-
ca para dentro, para a posição 4, para acionar o lavador
do pára-brisas.

NOTA: Os bicos frontal e traseiro do lavador estão


montados no centro estrutura da cabine, imediata-
mente abaixo do teto. Com um alfinete, pode-se ajustar
o ângulo do esguicho.

2-22
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Interruptor de Partida – Figura 33


O interruptor de partida (2), ativa o dispositivo de par-
tida a frio e o motor de partida. Ver “Partida do Motor”,
na página 3-2.

33

Alavanca de Trava da Coluna de Direção –


Figura 34
A coluna de direção pode ser inclinada e deslocada
telescopicamente, soltando-se a alavanca de trava da
coluna (1). Deslocar a coluna/volante para a posição
mais conveniente e empurrar a alavanca para a fren-
te, para travar o conjunto da coluna.

IMPORTANTE: O seu trator dispõe de direção


hidrostática. Nunca manter o volante em qualquer das 1
posições de esterçamento máximo (rodas encosta-
das nos batentes) por mais de 10 segundos no espaço
de 1 minuto. A não observação desta recomendação 34
poderá dar origem a danos nos componentes do
sistema da direção.

Interruptor do Pisca de Emergência – Figura 35


Pressionar o lado esquerdo do interruptor (1) para atu-
ar, simultaneamente, os quatro indicadores de dire-
ção. O interruptor piscará com os indicadores. 1

Interruptor dos Faróis de Trabalho – Figura 35


Pressionando o lado esquerdo do interruptor (2), no 2
primeiro estágio, acende os faróis de trabalho trasei-
ros. Pressionando até o segundo estágio, acendem
os faróis de trabalho dianteiros e permenecem ace-
sos os traseiros.
35

2-23
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Interruptor Multifunção – Figura 36


Este interruptor é constituído por uma alavanca e está
montado no lado esquerdo da coluna de direção. Este
interruptor comanda os faróis, a buzina e os indicado-
res de direção.

Girar a alavanca para a primeira posição (1) para ligar


as lanternas laterais e a iluminação do painel. Giran-
do para a segunda posição (2), ligam-se os faróis.
Com estes ligados, pressionar a alavanca para baixo
(posição 3), para ligar os faróis altos, e puxando para
cima (posição 4), ligam-se os faróis baixos. Puxar a
alavanca ainda mais para cima, contra a pressão da 36
mola (para a posição 5) para lampejar os faróis. Esta
última posição funciona com a chave de partida liga-
da ou desligada.

Para ligar os indicadores de direção direitos, deslo-


car a alavanca para a frente, para a posição (6). Os
indicadores de direção esquerdos funcionam puxan-
do a alavanca para trás, para a posição (7). Quando
os indicadores de direção estão ativados, a respecti-
va luz de aviso acenderá também no painel de instru-
mentos. Se os indicadores não forem cancelados
dentro de 40 segundos, soará um alarme sonoro.

NOTA: Os indicadores de direção só funcionam com


a chave de partida ligada.

Pressionar a extremidade da alavanca (8) para acio-


nar a buzina.

Interruptor do Bloqueio dos Direfenciais


(somente 16x16 e 15x12) – Figura 37
Pressionar o lado direito do interruptor (1) para acio-
nar o bloqueio dos diferenciais. 1

O funcionamento detalhado do bloqueio dos diferen-


ciais encontra-se mais adiante nesta seção.

Interruptor da Tração Dianteira (somente 16x16


e 15x12) – Figura 37
Pressionar o lado direito do interruptor (2) para acio- 37
nar a tração nas quatro rodas.

O funcionamento detalhado da tração nas quatro ro-


das encontra-se mais adiante nesta seção.

2-24
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

PAINÉIS DE INSTRUMENTOS
ANALÓGICO E ANALÓGICO/DIGITAL

Encontram-se disponíveis dois tipos de painéis de ins-


trumentos analógicos, dependendo dos modelos e do
nível de especificações. A Figura 38 mostra o painel
de instrumentos analógico. A Figura 39 mostra a ver-
são analógico/digital.

A seção superior de ambos os painéis de instrumen-


tos é constituída por 21 luzes coloridas (1) que forne-
cem informações sobre o funcionamento ou avisam
sobre qualquer anomalia no sistema. 38

Ambos os painéis de instrumentos são dotados de


três indicadores analógicos (2), (3) e (4). O painel re-
presentado na Figura 39 apresenta, além disso, um
mostrador de cristal líquido (LCD) no lado direito, com
duas luzes de aviso adicionais.

Os instrumentos e o mostrador de cristal líquido são


iluminados quando se ligam os faróis do trator. O pa-
inel de instrumentos é também dotado de uma fun-
ção de alarme sonoro.

INDICADORES

Consultar as Figuras 38 ou 39, conforme o caso, bem


como o texto a seguir.

Indicador da Temperatura do Sistema de 39


Arrefecimento do Motor – Figuras 38 e 39
O indicador de temperatura (2), indica a temperatura
do líquido de arrefecimento do motor. Se o ponteiro O tacômetro indica a velocidade do motor em rota-
entrar na zona direita (vermelha) com o motor funcio- ções por minuto. Cada divisão da escala representa
nando, parar imediatamente e investigar a causa. 100 rpm. Assim, quando o ponteiro indica “20”, isso
significa que o motor está trabalhando a 2000 rpm.
Indicador de Combustível – Figuras 38 e 39
Este indicador (3) mostra o nível de combustível no Existem 3 símbolos da TDF na escala do tacômetro.
tanque de combustível e somente funciona com a cha- O símbolo branco “540” da TDF indica a velocidade
ve de partida ligada. do motor à qual se obtém a velocidade de 540 rpm da
TDF. O símbolo amarelo “540” da TDF indica a veloci-
dade do motor à qual se obtém a velocidade de 540
Horímetro – Figura 38 e 39
rpm da TDF na gama econômica.
O horímetro (4) consiste de um horímetro e um
tacômetro. O horímetro registra o nº total de horas
que o trator trabalhou. As horas registradas devem O símbolo branco “1000”, indica a velocidade do mo-
ser utilizadas como referência para determinar os in- tor à qual se obtêm a velocidade da TDF de 1000 rpm.
tervalos de manutenção recomendados.

2-25
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

40

Luzes Indicadoras e de Aviso – Figura 40 5. Partida a frio – A luz acenderá quando a partida a
As vinte e uma luzes coloridas, representadas na Fi- frio permanecer ativada depois de ligar a chave
gura 40, fornecem informações sobre o funcionamen- de partida. Ver “Partida do Motor”, na Seção 3.
to ou avisam sobre qualquer avaria no sistema. As 6. Freio de estacionamento – Com a chave de par-
luzes são comuns a ambos os painéis e a sua ilumi- tida ligada, a luz piscando indica que o freio está
nação pode ser acompanhada por alarmes sonoros aplicado.
críticos ou não críticos.
Se o interruptor de partida for desligado e o freio
As luzes funcionam como a seguir se indica: de estacionamento não estiver aplicado, soará
continuamente um alarme sonoro durante um
mínimo de dois minutos até que o freio seja apli-
cado.
Fila Superior – da esquerda para a direita

1. Nível do líquido de arrefecimento – A luz piscan-


_____ ADVERTÊNCIA ______
do indica que o nível do líquido de arrefecimento
Para evitar acidentes pessoais, aplicar sempre o freio
está abaixo do nível especificado. Parar o motor
de estacionamento antes de deixar o compartimento
e investigar a causa. Ver “Manutenção” (Seção
do operador.
4).
7. Água no combustível – A luz acenderá se for de-
2. Pressão do óleo do motor – A luz sempre acesa
tectada a presença de água no combustível. Pa-
indica baixa pressão do óleo do motor. Parar o
rar o trator e limpar os filtros de combustível para
motor e investigar a causa.
evitar danos no sistema de injeção.
3. Alternador – A luz sempre acesa indica que o 8. Filtro de óleo da transmissão obstruído – A luz
alternador não está carregando. sempre acesa, acompanhada pelo alarme não
4. Filtro de ar – Sempre acesa significa que o filtro crítico, indica que o(s) filtro(s) de óleo da trans-
de ar está obstruído ou parcialmente obstruído. missão está/estão obstruídos ou parcialmente
Parar o trator e limpar o filtro de ar para evitar a obstruídos. Parar o motor e limpar o(s) filtro(s)
ocorrência de danos no motor. para evitar danos na transmissão.

2-26
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

41

Figura 41 15. Luz de posição – Acende quando as luzes de


9. Baixa pressão no óleo da transmissão – A luz posição estão ligadas.
sempre acesa indica que a pressão do circuito
do óleo da transmissão é baixa. Parar o motor e 16. Indicador da transmissão direta – Acende para
investigar a causa. indicar que a transmissão está em Direta.

Apenas tratores com bomba CCLS – A luz pis-


17. Indicador de redução – Acende para indicar que
cando indica que os filtros de entrada da bomba
a transmissão está ligada em redução.
e de pressão estão total ou parcialmente
obstruídos, causando baixa pressão da bomba.
18. Tração nas quatro rodas – Acende quando se
Limpar o mais rapidamente possível, mas nunca
liga a tração dianteira. (Ver “Tração dianteira”,
mais de 1 hora depois do aviso.
mais adiante nesta seção).
Fila Inferior – da esquerda para a direita
11. Indicador de direção esquerdo – A luz pisca jun- 19. Bloqueio do diferencial – Acende quando os dife-
tamente com o indicador esquerdo do trator. renciais estão com o bloqueio ligado. (Ver “Blo-
queio dos diferenciais dianteiro e traseiro”, mais
12. Indicador de direção do reboque – A luz pisca
adiante nesta seção).
juntamente com os indicadores do trator/rebo-
que, se houver reboque.
20. A luz sempre acesa indica que o nível do óleo
13. Indicador de direção do reboque – A luz pisca dos freios/embreagem está baixo. Parar o motor
juntamente com os indicadores do trator/rebo- e investigar a causa.
que, se houver dois reboques.
21. Indicador direito de direção – A luz piscará simul-
14. Luz alta – Acende quando os faróis estão na po-
taneamente com o indicador direito de direção
sição de luz alta.
do trator.

2-27
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

MOSTRADOR DE CRISTAL LÍQUIDO (LCD)


(Somente Painel de instrumentos Analógico/
Digital) – Figura 42

O painel do lado direito está dividido em dois mostra-


dores separados, tendo cada um uma luz de aviso e
um mostrador de cristal líquido. Na figura mostram-
se todos os mostradores ativados para servirem como
referência. Consultar o texto que se segue.

42

Mostrador Digital Superior – Figura 43


Quando a TDF está girando, aparecerá a seta (2) apon-
tando para o símbolo da TDF. No mostrador (1) apare-
cerá a velocidade do eixo da TDF traseira. Ver “Toma-
da de Força” na Seção 3.

43

Figura 44
Se o seu trator estiver equipado com Levantador Hi-
dráulico com Gerenciamento Eletrônico (EDC), ao ser
desengatada a TDF o mostrador mudará. Aparecerá
a seta (1) apontando para o símbolo do hidráulico. O
mostrador digital (2) que se encontra por baixo indica
a posição dos braços do hidráulico (e implemento)
por meio de números que vão de “0” (braços total-
mente abaixados) até “99” (totalmente levantados). O
mostrador apresentará também os códigos de avari-
as (erros) da Tração Constante Eletrônica. Ver “Tra-
ção Constante Eletrônica” na Seção 3.

44

2-28
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Mostrador Digital Inferior – Figura 45


A luz de aviso de hidráulico inoperativo (1) acenderá
quando a posição de ligação dos 3 pontos estiver
defazada em relação à alavanca de comando do
levantador. Ver “Tração Constante Eletrônica” na Se-
ção 3.

Aparecerá permanentemente no mostrador de cristal


líquido (2), indicando a velocidade de deslocamento
do trator, em km/h ou MPH. O mostrador pode ser
alterado utilizando o interruptor do bloqueio do dife-
rencial, adjacente à janela do lado direito. Ver Figura
46. 45

Para mudar de km/h para MPH – Figura 46


Ligar a chave de partida enquanto pressiona o inter-
ruptor (1), lado preto, do acionamento manual do blo-
queio do diferencial.

Para mudar de MPH para km/h – Figura 46


Ligar a chave de partida enquanto pressiona o inter-
ruptor (2), lado amarelo, do acionamento automático
do bloqueio do diferencial.
1 2

NOTA: Os interruptores estão instalados no console


do lado direito. 46

2-29
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Luz de Aviso de Anomalias – Figura 47


No caso, muito raro, de ocorrer uma avaria nos circui-
tos elétricos, a luz de aviso de anomalia (1) piscará
durante cerca de 5 segundos, acompanhada por um
código de avaria num dos mostradores de cristal lí-
quido (2) ou (3). Consultar o seu Concessionário New
Holland.

47

Luz de Aviso de Anomalias – Figura 48


Para indicar a área de avaria, uma das 3 setas (1), (2)
ou (3) piscará. O símbolo imediatamente acima de
cada seta indica a área principal onde ocorreu a ava-
ria, da seguinte forma:

a) Sistema do levantador hidráulico.

b) Transmissão.

c) Qualquer função da Unidade Eletrônica de


Gerenciamento (TDF, bloqueio dos diferenciais,
48
tração dianteira, etc.

ATENÇÃO: Os códigos de avarias que aparecem no


mostrador de cristal líquido (LCD) são considerados
de natureza crítica e, deste modo, o trator imobilizar-
se-á. O código de avaria e a luz de aviso continuarão
piscando até que a avaria seja retificada ou até que
se desligaue a chave de partida. Neste caso, o trator
irá necessitar da assistência do Concessionário New
Holland.

NOTA: Cada vez que se liga a chave de partida, a luz


de aviso e o código de avaria piscarão durante um
curto espaço de tempo.

2-30
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

TRANSMISSÃO “SYNCHRO
COMMANDTM” 16 X 16 e 15 X 12

Todas as alavancas de velocidades bem como os


aceleradores estão codificados com a cor laranja.

Estas transmissões totalmente sincronizada oferecem


16 velocidades para a frente e 16 em marcha à ré (16
x 16) ou 15 velocidades para a frente e 12 em marcha
à ré (15 x 12). As super-reduzidas, opcional apenas
para transmissão 16 x 16, duplicarão o número de
relações disponíveis, tanto para a frente como em
marcha à ré. Na página seguinte encontra-se a des-
49
crição do funcionamento das super-reduzidas.

Figura 49
O funcionamento opera-se por meio da alavanca prin-
cipal (3) da alavanca de gamas (1) e da alavanca de
inversão (2), juntamente com o pedal da embreagem.

Alavanca Principal das Mudanças – Figuras 50


e 51
A alavanca principal das mudanças, juntamente com
o pedal da embreagem, usa-se para mudar qualquer
uma das quatro ou cinco relações, quer o trator este-
ja parado ou em movimento. Ver Figura 50 (16 x 16),
quanto ao padrão das mudanças.Ver Figura 51 (15 x
50
12), quanto ao padrão das mudanças.

Alavanca de Gamas – Figura 49


A alavanca do lado direito, 1, é a alavanca de gamas,
a qual em conjunto com o pedal da embreagem, se
utiliza para selecionar uma das três (15 x 12) ou qua-
tro (16 x 16) relações (A – gama de velocidade mais
baixa; B, C e D – gamas das velocidades mais altas).
A transmissão tem 12 (15 x 12) ou 16 (16 x 16) velo-
cidades à ré. O desenho da transmissão permite fá-
ceis mudanças de velocidade dentro da mesma gama,
incluindo a marcha à ré, com o trator em movimento.
Para mudar de uma gama para outra, parar o trator.

51

2-31
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Alavanca de Inversão – Figura 49


A alavanca de inversão (lado esquerdo) é utilizada para
selecionar o sentido de marcha avante ou ré, ao en-
gatar qualquer uma das marchas, desde que o pedal
da embreagem esteja acionado. Para inverter o senti-
do de marcha, reduzir a rotação do motor ao mínimo,
parar o trator, pressionar o pedal da embreagem e
deslocar a alavanca de inversão para a frente ou para
trás, conforme o sentido de deslocamento desejado.

_____ ADVERTÊNCIA ______


Para evitar o movimento inadvertido do trator, ter o
cuidado de evitar o contato acidental com as alavan- 52
cas das mudanças. Parar sempre o trator, aplicar fir-
memente o freio de estacionamento e colocar todas
as alavancas das mudanças em neutro antes de des-
cer do trator.

NOTA: Quando trabalhar a temperaturas inferiores a


–18oC (0o F) com o óleo da transmissão frio, evitar a
utilização do sistema de inversão, tanto quanto
possível, até que o óleo aqueça.

IMPORTANTE: Pressionar a fundo o pedal da em-


breagem ao mudar de velocidade. Se pressionar
apenas parcialmente o pedal ao efetuar uma mudan-
ça, poderá danificar os componentes da transmissão.
Para evitar o desgaste prematuro, nunca utilizar o pedal
da embreagem como um descanso para o pé.

IMPORTANTE: Se for necessário rebocar o trator,


todas as alavancas das mudanças devem ser colo-
53
cadas na posição de neutro antes de parar o motor
pois, caso contrário, poderão verificar-se danos nos
componentes da transmissão durante o reboque. Se
estiverem instaladas as super-reduzidas, a respectiva
alavanca deve ser colocada na posição de
desengatada.

SUPER-REDUZIDAS (quando montado)


(somente TM7010 e TM7020)
ALARME SONORO DE RÉ E LUZ DE RÉ (QUANDO
Para trabalhos que requeiram velocidades de avanço
INSTALADO) excepcionalmente baixas, existe um conjunto de en-
Ao engrenar a marcha ré (modelos com transmissão grenagens redutoras (super-reduzidas). Este conjun-
mecânica e transmissão powershift) um sinal sonoro to está instalado no interior da caixa da transmissão
será emitido. Esse dispositivo de segurança alerta e tem uma redução de 6:1.
outras pessoas sobre a reversão do sentido de movi-
mento do trator evitando eventuais acidentes.
As super-reduzidas aumentarão o número de relações
Nunca altere ou desative o alarme sonoro de ré e seus disponíveis como segue:
componentes. Procure imediatamente um Concessi-
onário New Holland caso o sistema deixe de funcio- 30 km/h – 32 relações avante e 32 em ré.
nar.

2-32
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Seleção das super-reduzidas – Figura 54


Para selecionar as super-reduzidas, com o motor fun-
cionando e o trator parado, engatar a relação/gama
pretendida. Ver o texto anterior. Puxar o seletor das
super-reduzidas (1) para cima para engatar as super-
reduzidas. Pressionar para baixo para sair deste
modo.

IMPORTANTE: As super-reduzidas proporcionam


velocidades de avanço extremamente baixas. Não
utilizar a vantagem destas relações tão baixas para
aplicar cargas excessivas no trator. Não utilizar as
super-reduzidas na gama alta para trabalhos que exijam
toda a potência do motor. 54

DECALQUES DE VELOCIDADES – Figura 55


KPH 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40
Uma decalcomania idêntica à indicada está afixada 1
2
no canto inferior dianteiro da janela do lado direito. A 3
4
1500 1970 2300
Esta decalcomania mostra a velocidade aproximada 5
do trator em todas as relações, nas três faixas alter- 1
2
540 @ 1970

nativas de rotação do motor. B 3


4
15 X 12

5
1
A extremidade esquerda de cada bloco representa 2
uma rotação do motor de 1500 rpm e a extremidade C 3
4
5
direita mostra a rotação nominal do motor (2200 rpm). MPH 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24
Um ponto branco no centro de cada bloco representa
a rotação do motor à qual se obtém a velocidade de 55
540 rpm na TDF (1970 rpm).

Para encontrar a velocidade de deslocamento do tra-


tor a 1970 rpm do motor, em 4a na gama C, seguir o
ponto branco no bloco C4 até a linha dos km/h. No
exemplo indicado, a velocidade de deslocamento
indicada é de 11 km/hora (6,8 MPH).

Tabelas das Velocidades de Deslocamento


As tabelas constantes das páginas que se seguem
mostram as velocidades de deslocamento do trator
em km/hora e em MPH. Para encontrar as velocida-
des de deslocamento do seu trator em qualquer mar-
cha, utilizar a coluna que contenha a dimensão do
pneu traseiro do seu trator.

2-33
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

VELOCIDADES DE DESLOCAMENTO em km/h à Rotação Nominal do Motor (2200 rpm) com


transmissão de 30 km/h (16 x 16)

Pos. da alavanca Medida do Medida do Medida do


de mudanças pneu traseiro pneu traseiro pneu traseiro
Alavanca Alavanca 16.9-38,16.9R-38 18.4-38,18.4R-38
Marcha das gamas principal e 480/70R-38 520/70R-38, 60065R-38 14.9R-46

Avante
F1 A 1 1.4 1.4 1.5
F2 A 2 2.0 2.1 2.1
F3 A 3 2.9 3.0 3.0
F4 A 4 4.1 4.2 4.3
F5 B 1 3.3 3.4 3.5
F6 B 2 4.7 4.9 5.0
F7 B 3 6.8 7.0 7.2
F8 B 4 9.8 10.1 10.3
F9 C 1 4.0 4.1 4.2
F10 C 2 5.7 5.9 6.0
F11 C 3 8.2 8.5 8.7
F12 C 4 11.8 12.2 12.4
F13 D 1 9.7 10.0 10.2
F14 D 2 14.0 14.4 14.7
F15 D 3 20.1 20.8 21.2
F16 D 4 28.8 29.7 30.3
Marcha à Ré
R1 A 1 1.4 1.4 1.4
R2 A 2 2.0 2.0 2.1
R3 A 3 2.8 2.9 2.9
R4 A 4 4.0 4.1 4.2
R5 B 1 3.2 3.3 3.4
R6 B 2 4.6 4.8 4.9
R7 B 3 6.7 6.9 7.0
R8 B 4 9.6 9.9 10.1
R9 C 1 3.9 4.0 4.1
R10 C 2 5.6 5.8 5.9
R11 C 3 8.0 8.3 8.5
R12 C 4 11.5 11.9 12.1
R13 D 1 9.5 9.8 10.0
R14 D 2 13.7 14.1 14.4
R15 D 3 19.7 20.3 20.7
R16 D 4 28.2 29.1 29.6

2-34
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

VELOCIDADES DE DESLOCAMENTO em km/h à Rotação Nominal do Motor (2200 rpm) com


transmissão de 30 km/h (32 x 32) e Super-Reduzidas Selecionadas.

Posição da alavanca Medida do Medida do Medida do


de mudanças pneu traseiro pneu traseiro pneu traseiro
Alavanca Alavanca 16.9-38,16.9R-38 18.4-38,18.4R-38
Marcha das gamas principal e 480/70R-38 520/70R-38, 600/65R-38 14.9R-46

Avante
F1 A 1 0.23 0.24 0.24
F2 A 2 0.33 0.34 0.35
F3 A 3 0.48 0.49 0.50
F4 A 4 0.68 0.71 0.72
F5 B 1 0.55 0.57 0.58
F6 B 2 0.79 0.82 0.83
F7 B 3 1.14 1.17 1.20
F8 B 4 1.63 1.68 1.71
F9 C 1 0.66 0.68 0.70
F10 C 2 0.95 0.98 1.00
F11 C 3 1.37 1.41 1.44
F12 C 4 1.97 2.03 2.07
F13 D 1 1.62 1.67 1.70
F14 D 2 2.33 2.40 2.45
F15 D 3 3.35 3.46 3.53
F16 D 4 4.81 4.96 5.05
Marcha à Ré
R1 A 1 0.23 0.24 0.24
R2 A 2 0.32 0.33 0.34
R3 A 3 0.47 0.48 0.49
R4 A 4 0.67 0.69 0.70
R5 B 1 0.54 0.55 0.56
R6 B 2 0.77 0.80 0.81
R7 B 3 1.11 1.15 1.17
R8 B 4 1.59 1.64 1.68
R9 C 1 0.65 0.67 0.68
R10 C 2 0.93 0.96 0.98
R11 C 3 1.34 1.38 1.41
R12 C 4 1.92 1.98 2.02
R13 D 1 1.58 1.63 1.66
R14 D 2 2.28 2.35 2.40
R15 D 3 3.28 3.38 3.45
R16 D 4 4.70 4.84 4.94

2-35
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

VELOCIDADES DE DESLOCAMENTO em km/h à Rotação Nominal do Motor (2300 rpm) com transmissão
de 30 km/h (15 x 12)

Pos. da alavanca Medida do Medida do Medida do


de mudanças pneu traseiro pneu traseiro pneu traseiro
Alavanca Alavanca
18.4-38 R1 20.8-38 R1 24.5-32 R1
Marcha das gamas principal

Avante
F1 A 1 2,75 2,90 2,85
F2 A 2 3,45 3,63 3,57
F3 A 3 4,33 4,56 4,48
F4 B 4 5,38 5,66 5,57
F5 A 5 6,69 7,05 6,93
F6 B 1 5,91 6,22 6,12
F7 B 2 7,41 7,80 7,67
F8 B 3 9,29 9,79 9,62
F9 B 4 11,54 12,15 11,95
F10 B 5 14,37 15,13 14,88
F11 C 1 12,63 13,30 13,08
F12 C 2 15,84 16,68 16,40
F13 C 3 19,87 20,92 20,57
F14 C 4 24,67 25,98 25,54
F15 C 5 30,71 32,34 31,80
Marcha à Ré
R1 A 1 2,77 2,91 2,86
R2 A 2 3,47 3,65 3,59
R3 A 3 4,35 4,58 4,50
R4 A 4 5,40 5,69 5,59
R5 B 1 5,94 6,25 6,15
R6 B 2 7,45 7,84 7,71
R7 B 3 9,34 9,84 9,67
R8 B 4 11,60 12,22 12,01
R9 C 1 12,70 13,37 13,15
R10 C 2 15,92 16,77 16,49
R11 C 3 19,97 21,02 20,67
R12 C 4 24,80 26,11 25,67

2-36
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

TRANSMISSÃO “RANGE COMMANDTM”


(Todos os modelos)

A “Range Command” é uma transmissão semi-


powershift controlada eletronicamente. Os comandos
da transmissão, bem como os comandos do acelera-
dor estão codificados com a cor laranja.

As transmissões indicadas a seguir estão disponí-


veis, sujeitas às disposições legais no país de desti-
no:

Transmissão de 40 km/h – 18 velocidades para a fren-


te e 6 em marcha à ré, além de 13 x 6 opcionais nas
gamas super-reduzidas.

O funcionamento detalhado das super-reduzidas en-


contra-se anteriormente nesta seção.

IMPORTANTE: Um trator equipado com transmissão


"Range Command" (18x6 / 31x12) não pode ser
rebocado para partida no tranco e não deve ser
rebocado por outro que não seja apenas para o retirar
do campo ou para colocá-lo em cima do caminhão ou
carreta.

ALARME SONORO DE RÉ E LUZ DE RÉ (QUANDO


INSTALADO)
Ao engrenar a marcha ré (modelos com transmissão
mecânica e transmissão powershift) um sinal sonoro
será emitido. Esse dispositivo de segurança alerta
outras pessoas sobre a reversão do sentido de movi-
mento do trator evitando eventuais acidentes.

Nunca altere ou desative o alarme sonoro de ré e seus


componentes. Procure imediatamente um Concessi-
onário New Holland caso o sistema deixe de funcio-
nar.

Controle do “Powershift” – Figura 56 1

A transmissão “Range Command” é atuada por meio


de um comando do “Powershift” (1) incorporando três
botões elétricos utilizados efetuar suavemente as
mudanças ascendentes e descendentes, bem como
para as mudanças de gama.

IMPORTANTE: Nunca mude de uma gama para outra


quando estiver trabalhando com equipamento que
penetra no solo (arados, etc.), pois o trator parará
bruscamente.
56

2-37
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Controle do “Powershift” – Figura 57


O comando do “Powershift” é utilizado para selecio- 2
1
nar uma de seis marchas. As marchas 1 a 6 podem
ser selecionadas seqüencialmente em cada uma das
gamas, usando o botão para mutliplicar (2) ou
desmultiplicar (3). A necessidade de efetuar uma mu- 3
dança de gama é indicada por meio de um sinal so-
5
noro ao ser atingido o limite das velocidades do
powershift.
4
Para passar para a gama mais alta seguinte acionar
o pedal da embreagem e pressionar o botão de multi-
plicar (2). Para baixar uma gama, acionar o pedal da
embreagem e pressionar o botão de desmultiplicar 57
(3). Um mostrador digital (5) e LED’s próximos ao
comando do powershift indicam a gama e a velocida-
de selecionadas.

Quando em transporte do trator, sem nenhum


implemento, as gamas podem ser passadas utilizan-
do-se o botão das gamas (4).

O comando do Powershift pode ser reposicionado da


forma que mais convenha ao operador. Aliviar o botão
de trava (1), deslocar o comando para a posição mais
confortável e reapertar o botão.

Alavanca de Inversão – Figura 58


A alavanca de inversão (1), localizada à esquerda do
volante, serve para selecionar o sentido de marcha
para a frente ou para trás. A alavanca possui uma
mola para evitar o seu deslocamento acidental.

Parar totalmente o trator antes de inverter seu senti-


do de marcha.

Não é necessário pressionar o pedal da embreagem


ao atuar a alavanca de inversão.
58
NOTA: Se a alavanca de inversão for deslocada para
a frente ou para trás com o freio de estacionamento
aplicado, ouvir-se-á um sinal sonoro.

_____ ADVERTÊNCIA ______


NOTA: Quando trabalhar a temperaturas ambiente
Para evitar o movimento acidental do trator, parar sem-
inferiores a –18oC (0oF), com o óleo da transmissão
pre o motor, colocar a alavanca de inversão em neu-
frio, evitar inversões de marcha, tanto quanto possí-
tro e aplicar firmemente o freio de estacionamento
vel, até que o óleo tenha aquecido.
antes de descer do trator. A transmissão não evitará
que o trator se desloque, mesmo com o motor para-
do.

2-38
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Pedal da Embreagem – Figura 59


O pedal da embreagem (1) está instalado mas não é
necessário para as mudanças de marcha (dentro de
cada gama) ou de inversão.

Este pedal é necessário para trocar de gama e deslo-


car o trator para acoplá-lo ao equipamento ou para
trabalhar em espaços muito reduzidos, quando as re-
lações, mesmo baixas, não garantem uma velocida-
de suficientemente lenta, a rotações moderadas/bai-
xas do motor, de forma a assegurar um controle rigo-
roso.
59

IMPORTANTE: Para evitar desgaste prematuro, não


utilizar o pedal da embreagem como um descanso
para o pé.

Conduzindo o Trator – Figura 60


Dar partida no motor com a alavanca de inversão em
neutro e o pedal da embreagem acionado. O mostra-
dor de cristal líquido no painel de instrumentos e pró-
ximo ao comando do “Powershift”, mostrará “N” (neu-
tro) e “B1”. (Ao funcionar inicialmente o motor, o con-
trole eletrônico selecionará automaticamente a 1ª re-
lação na gama B).

NOTA: Os interruptores de segurança de partida em


neutro evitam a atuação do motor de partida a não
ser que a alavanca de inversão esteja em neutro e o
pedal da embreagem acionado. 60

Figura 61
Para o sentido de marcha para a frente, com o motor
em marcha lenta, levantar a alavanca de inversão (1)
e deslocá-la para a frente.

61

2-39
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Figura 62
Quando o trator estiver se deslocando, selecionar a 1 2 3
relação pretendida com os botões de multiplicar (2) e
desmultiplicar (1) conforme anteriormente descrito.
Como exemplo, no mostrador indicado em (3), “F” in-
dica velocidade para a frente e “B3” indica que está
selecionada a 3a velocidade da gama B.

NOTA: Poderá ser selecionada uma relação alternati-


va mais baixa ou mais alta antes de iniciar a marcha.
No entanto, se for selecionada uma velocidade mais
alta do que C1, o controle eletrônico selecionará C1,
que é a velocidade mais alta permissível quando se 62
inicia a marcha. Se, por exemplo, for selecionada a
4a velocidade da gama C antes de sair com o trator, o
LED do C4 ficará piscando e o LED do C1 ficará aceso.
O trator arrancará em C1 e mudará seqüencialmente
até à velocidade selecionada assim que a carga do
motor, rotação do motor e velocidade de deslocamento
estiverem otimizados. Os LED’s de C2 e C3 acenderão
logo que estas relações sejam automaticamente
selecionadas e, em seguida, o LED do C4 deixará de
piscar e ficará sempre aceso à medida que for
conseguida a velocidade correspondente a C4.

Ao efetuar uma mudança ascendente ou descenden-


te para uma gama alternativa, a transmissão selecio-
nará automaticamente a relação mais próxima para
uma mudança suave. Por exemplo, se se deslocar
para a frente na relação mais alta na gama A (A6)
quando se fizer uma mudança de gama para cima,
será selecionado B2.

Figura 63
Para inverter o sentido de marcha, reduzir a velocida-
de do motor, levantar a alavanca de inversão (1) em
direção ao volante, e em seguida deslocá-la para bai-
xo.

NOTA: Ao inverter o sentido de marcha de avante


para ré, será selecionada a relação mais próxima.
Como apenas a gama B está disponível em marcha à
ré, a velocidade em marcha à ré poderá ser diferente
da velocidade selecionada na relação para a frente.
Por exemplo, se for selecionado C3 em marcha
avante, a relação mais próxima (B6) será selecionada
quando se deslocar a alavanca para a posição de
deslocamento em marcha à ré.

63

2-40
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Figura 64
Ao conduzir o trator em qualquer das direções, e em
velocidade superior a 3 km/h, com uma carga pesada
na traseira do trator, acionar ligeiramente os freios
antes de atuar a alavanca de inversão (sem acionar o
pedal da embreagem) para aumentar a suavidade na
inversão de marcha.

A inobservância desta técnica de condução poderá


fazer com que a transmissão não selecione o sentido
de marcha desejado, continuando o trator a seguir a
direção inicial. A letra “N” e o símbolo de “Leia o Ma-
nual do Operador” ficarão piscando no painel junto ao
64
comando do Powershift.

Para restabelecer a condução, voltar a alavanca de


inversão ao neutro, e em seguida selecionar o senti-
do de marcha desejado, avante ou ré, conforme ne-
cessário.

Figura 65
Ao efetuar operações de inversão, a transmissão “irá
lembrar-se” da seleção previamente selecionada. Por
exemplo, ao deslocar-se para a frente em C4 e a ala-
vanca de inversão for deslocada para a marcha à ré, a
transmissão selecionará a relação mais alta em mar-
cha à ré (B6).

Quando a alavanca for deslocada novamente para a


frente, o LED da relação C4 piscará, mas será seleci-
onada a relação mais próxima (C1) e o LED C1 acen-
derá. A transmissão mudará então automaticamente,
65
de forma seqüencial, para C2, C3 e depois C4, quan-
do então o C4 no mostrador deixará de piscar, perma-
necendo aceso.

Figura 66
No caso muito raro de ocorrer uma avaria nos circui-
tos da transmissão eletrônica, o símbolo de anomalia
ou a luz de aviso e um código de avaria de dois dígi-
tos, precedido pela letra “F” piscarão no mostrador da
relação da transmissão no painel de instrumentos.

O código indica o circuito ou o sensor avariado, bem


como o tipo de avaria, circuito aberto, curto-circuito,
etc. Neste caso, o trator necessitará de atenção por
parte do seu Concessionário New Holland.

66

2-41
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Compatibilização de Velocidade de Avanço


vs Rotação do Motor
Ao deslocar-se na estrada na gama “C”, a transmis-
são mudará automaticamente para uma relação mais
baixa para compatibilizar a rotação do motor com a
velocidade de avanço, se for adotado o seguinte mé-
todo:

Reduzir a rotação do motor e pressionar o pedal da


embreagem, simultaneamente aumentando a rotação
do motor pressionando mais a fundo o pedal do ace-
lerador.

Ao soltar o pedal da embreagem, a transmissão sele-


cionará automaticamente uma relação mais baixa
(desde que a velocidade mais baixa não tenha ainda
sido selecionada), de forma a equilibrar aproximada-
mente a rotação do motor com a velocidade de deslo-
camento na estrada.

Programação das Relações em Marcha à Ré


Ao passar de marcha avante para marcha à ré, a trans-
missão selecionará normalmente a mesma relação
em marcha à ré que estava selecionada na marcha
avante.

Para aplicações especiais de inversão de marcha, a


transmissão Semi-Powershift oferece a vantagem de
mudar automaticamente a relação de marcha à ré para
três relações mais elevadas ou mais baixas do que a
que estava selecionada numa relação de marcha
avante.

Para programar uma relação alternativa em marcha à 67


ré, proceder como segue:

Figura 67

• Desligar a chave de partida.

Figura 68

• Deslocar a alavanca de inversão (1) para a posi-


ção de marcha à ré.

68

2-42
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Figura 69
1 2 3
• Pressionar e manter pressionado o botão de
mudanças ascendentes (2).

• Mantendo pressionado o botão, ligar a chave de


partida (mas sem dar partida no motor). O mos-
trador digital (3), deverá mostrar “RO” (a não ser
que a transmissão tenha sido previamente pro-
gramada para selecionar uma relação mais alta
ou mais baixa em marcha à ré).

• Soltar o botão. A transmissão ficará agora no


modo de programação.
69

Para programar uma relação mais alta em 1 2 3


marcha à ré – Figura 70:

• Pressionar o botão de mudanças ascendentes


(2), uma, duas ou três vezes, conforme neces-
sário. O mostrador (3) apresentará “R1”, “R2” ou
“R3”. Isto indica que ao selecionar a marcha à
ré, a relação será uma, duas ou três marchas
mais altas do que a relação para a frente.

70

Para programar uma relação mais baixa em 2 3


1
marcha à ré – Figura 71:

• Pressionar o botão de desmultiplicar velocidades


(1), uma, duas ou três vezes, conforme pretendi-
do. O mostrador (3) apresentará “R-1”, “R-2” ou
“R-3”. Isto indica que, ao selecionar a marcha à
ré, a relação será uma, duas ou três vezes mais
baixa do que a relação para a frente.

71

2-43
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

Para sair do programa – Figura 72:

• Desligar a chave de partida. A transmissão esta-


rá agora programada.

NOTA: Lembre-se que as relações em marcha à ré


encontram-se disponíveis apenas na gama “B”.
Consequentemente, ao deslocar-se para a frente na
gama “C”, a transmissão comportar-se-á sempre como
se estivesse na gama mais alta em “B” (6B). Assim,
se a transmissão foi programada para selecionar 2
relações mais baixas em marcha à ré, será
selecionado R4.

Da mesma forma, ao deslocar-se para a frente na 72


gama A, a transmissão comportar-se-á sempre como
se a relação mais baixa da gama B (1B), tivesse sido
selecionada. Assim, se a transmissão foi programa-
da para selecionar duas relações mais altas em
marcha à ré, será selecionado R3.

DECALCOMANIAS DA VELOCIDADE DE
DESLOCAMENTO – Figura 73
Uma decalcomania, idêntica à indicada, está afixada
no canto inferior dianteiro da janela do lado direito.
Estas decalcomanias mostram as velocidades apro-
ximadas em todas as relações, nas três faixas alter-
nativas de rotação do motor.

A extremidade esquerda de cada bloco representa


uma rotação do motor de 1500 rpm e a extremidade
direita mostrará a rotação nominal do motor (2200
rpm). Um ponto branco no centro de cada bloco re-
presenta a rotação do motor à qual se obtém a veloci-
dade de 540 rpm da TDF (1970 rpm). 73

Para encontrar a velocidade de deslocamento corres-


pondente à rotação do motor de 2200 rpm, em 5a,
gama C, seguir o lado direito do bloco C5 para cima
até a linha de km/h. No exemplo indicado, a velocida-
de é de 34,5 km/h (21.3 MPH).

Velocidades de Deslocamento
A velocidade do seu trator pode ser indicada no painel
de instrumentos. Se o seu trator estiver dotado do
sistema de radar, a velocidade aparecerá numa leitu-
ra direta. Os tratores sem radar apresentam uma ve-
locidade que está sujeita a pequenas imprecisões
devidas ao efeito da patinagem das rodas, pressões
dos pneus, medidas diferentes dos pneus, etc.

As tabelas constantes das páginas que se seguem


mostram as velocidades em km/h e em MPH. Para
encontrar as velocidades de deslocamento do seu tra-
tor em qualquer marcha, utilizar a coluna que conte-
nha a medida do pneu traseiro do seu trator.

2-44
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

VELOCIDADES DE DESLOCAMENTO em km/h à Rotação Nominal do Motor (2200 rpm) com


transmissão de 40 km/h (18 x 6) – Somente TM7010 e TM7020

Medida do pneu Medida do pneu Medida do pneu Medida do pneu


traseiro traseiro traseiro traseiro
18.4-38 20.8-38
18.4R-38 20.8R-38
520/70R-38 580/70R-38
Marcha Gama 600/65R-38 14.9R-46 650/65R-38 18.4R-42
Para a frente
F1 A 2.4 2.4 2.5 2.5
F2 A 2.8 2.9 3.0 3.0
F3 A 3.4 3.5 3.6 3.6
F4 A 4.1 4.2 4.3 4.4
F5 A 4.9 5.0 5.2 5.2
F6 A 5.9 6.1 6.2 6.3
F1 B 5.5 5.6 5.7 5.8
F2 B 6.6 6.7 6.9 7.0
F3 B 7.9 8.1 8.3 8.4
F4 B 9.5 9.7 9.9 10.1
F5 B 11.5 11.7 12.0 12.2
F6 B 13.8 14.1 14.4 14.6
F1 C 15.6 15.9 16.2 16.5
F2 C 18.7 19.1 19.5 19.9
F3 C 22.5 22.9 23.5 23.9
F4 C 27.1 27.6 28.2 28.7
F5 C 32.5 33.2 33.9 34.5
F6 C 39.1 39.9 40.8 41.5
Para trás
R1 – 4.6 4.7 4.8 4.9
R2 – 5.6 5.7 5.8 5.9
R3 – 6.7 6.8 7.0 7.1
R4 – 8.0 8.2 8.4 8.5
R5 – 9.6 9.8 10.1 10.2
R6 – 11.6 11.8 12.1 12.3

2-45
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

VELOCIDADES DE DESLOCAMENTO em km/h à Rotação Nominal do Motor (2300 rpm) com


transmissão de 40 km/h (18 x 6) - Somente TM7030 e TM7040

Medida do pneu Medida do pneu Medida do pneu Medida do pneu


traseiro traseiro traseiro traseiro
18.4-38 20.8-38
18.4R-38 20.8R-38
520/70R-38 580/70R-38
Marcha Gama 600/65R-38 14.9R-46 650/65R-38 18.4R-42
Para a frente
F1 A 2.1 2.2 2.2 2.3
F2 A 2.6 2.6 2.7 2.7
F3 A 3.0 3.1 3.2 3.3
F4 A 3.7 3.8 3.8 3.9
F5 A 4.4 4.5 4.6 4.7
F6 A 5.3 5.4 5.6 5.7
F1 B 4.9 5.0 5.1 5.2
F2 B 5.9 6.0 6.2 6.3
F3 B 7.1 7.3 7.4 7.6
F4 B 8.6 8.7 8.9 9.1
F5 B 10.3 10.5 10.7 10.9
F6 B 12.4 12.6 12.9 13.1
F1 C 14.0 14.2 14.6 14.8
F2 C 16.8 17.1 17.5 17.8
F3 C 20.2 20.6 21.0 21.4
F4 C 24.3 24.7 25.3 25.7
F5 C 29.2 29.8 30.4 31.0
F6 C 35.1 35.8 36.6 37.2
Para trás
R1 - 4.1 4.2 4.3 4.4
R2 - 5.0 5.1 5.2 5.3
R3 - 6.0 6.1 6.2 6.3
R4 - 7.2 7.3 7.5 7.6
R5 - 8.6 8.8 9.0 9.2
R6 10.4 10.6 10.8 11.0

2-46
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

BLOQUEIO DOS DIFERENCIAIS DIANTEIRO E 3


2
TRASEIRO - FIGURAS 74 E 75
Os tratores com tração nas quatro rodas têm o blo-
queio do diferencial instalado nos eixos dianteiro e
traseiro de forma a bloquear todas as quatro rodas,
quando forem encontradas situações de patinagem
das rodas. Essas funções são controladas pela uni-
dade eletrônica central do trator.

Os bloqueios dos diferenciais são ativados por inter-


ruptores instalados no console do lado direito "Range
Command" (18x6 / 31x12), Figura 74, ou no painel de 4 5
instrumentos ("Synchro Command"), Figura 75.
74
No caso dos tratores equipados com transmissão
“Range Command”, ao pressionar o interruptor, irá
acender a lâmpada do modo de bloqueio correspon-
dente (Manual ou Automático), assim como a lâmpa-
da do painel.

No caso dos tratores equipados com transmissão


“Sychro Command”, ao pressionar o interruptor, irá
acender apenas a lâmpada do painel.

Dependendo da especificação do trator, há vários


modos disponíveis, como se segue: 1

a) Modo manual (todos os modelos).

b) Modo automático [somente "Range Command"


(18x6 / 31x12)].
75

_____ ADVERTÊNCIA ______


Evite a utilização do bloqueio do diferencial à veloci-
dades acima dos 8 km/h ou quando tiver que fazer
curvas. Quando engatado, o bloqueio do diferencial
tornará muito difícil manobrar o trator.

IMPORTANTE: Se as rodas estiverem patinando,


evitar cargas excessivas na transmissão, reduzindo
a rotação do motor antes de aplicar o bloqueio do
diferencial.

2-47
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

a) Modo Manual – Figuras 76 a 78


Pressionar o interruptor (1), Figura 76, transmissão
"Synchro Command" ou o interruptor (4), lado preto
na Figura 77, transmissão "Range Command" (18x6 /
31x12). Acende no painel de instrumentos a lâmpada
indicadora (1), Figura 78, para mostrar que foi aciona-
do o bloqueio do diferencial. Acende também a lâm-
pada indicadora amarela (2), modo manual, Figura 77 1
no painel do console do lado direito.

76

No modo manual, a desaplicação do bloqueio ocorre


2 3
da seguinte forma:

Aplicar um ou ambos os freios:


O bloqueio desaplica e a lâmpada indicadora (2) apa-
ga.

A velocidade do trator atinge os 15 km/h:


O bloqueio desaplica e a lâmpada indicadora (2) apa-
4 5
ga.

77

78

2-48
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

b) Modo Automático (somente "Range 3


2
Command") – Figuras 79 e 80
Para engatar o bloqueio de ambos os diferenciais no
modo automático, pressionar o interruptor (5), lado
amarelo na Figura 79. O alarme emitirá um único “bip”
e acende no painel de instrumentos a lâmpada
indicadora (1), Figura 80, para mostrar que foi acio-
nado o bloqueio do diferencial. Acende também a lâm-
pada indicadora amarela (3), modo automático, Figu-
ra 79 no painel do console do lado direito.
4 5
No modo automático, o desbloqueio do diferencial
ocorre da seguinte forma:
79

Ângulo de esterçamento superior a 15o:


Desbloqueio temporário

NOTA: Podem ser programados ângulos de


esterçamento alternativos no modo automático. Con-
sultar seu Concessionário New Holland.

Interruptor de subida rápida ativado:


Desbloqueio temporário (bloqueia ao ser baixado o
terceiro ponto).

NOTA: Se estiver selecionado o modo automático


com o interruptor de subida rápida já na posição
levantada, os bloqueios dos diferenciais aplicarão,
mas desaplicarão quando o interruptor de subida
rápida for novamente utilizado para levantar o terceiro 80
ponto.

A velocidade do trator atinge 15 km/h:


O bloqueio desaplica e a lâmpada indicadora (1) apa-
ga.

NOTA: Desligando a chave de partida com o bloqueio


ainda aplicado, ao ligar novamente a chave de partida,
o bloqueio acopla novamente no modo automático.

2-49
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

TRAÇÃO DIANTEIRA – Figuras 81 a 83


A tração dianteira pode ser engatada ou desengatada
em todas as relações (para a frente e em marcha à
ré) durante o funcionamento e sob carga total.

Nos trator com tração nas quatro rodas, a tração di-


anteira é acionada por interruptores instalados no
console do lado direito ["Range Command" (18x6 /
31x12)], Figura 82, ou no painel de instrumentos 1
("Synchro Command"), Figura 81.

Dependendo da especificação do trator (Figuras 81 e


82) permitem a escolha de modos de funcionamento:
81

a) Modo manual (todos os modelos).

b) Modo automático [somente "Range Command"


(18x6 / 31x12)].

a) Modo Manual – Figuras 81 ou 82 1 2

Para engatar a tração nas quatro rodas no modo ma-


nual, acionar o interruptor (2), Figura 81, transmis-
são "Synchro Command" ou o interruptor (3), lado verde
na Figura 82, transmissão "Range Command" (18x6 /
31x12). Acende no painel de instrumentos a lâmpada
indicadora (1), Figura 83, para mostrar que a tração
nas quatro rodas está engatada. Acende também a
lâmpada indicadora verde (1), modo manual, Figura
82 no painel do console do lado direito. 3 4

Desaplicar o interuptor para desaplicar a tração nas


82
quatro rodas.

NOTA: Ao desligar a chave de partida com a tração


dianteira engatada, ao ligar novamente a chave de
partida a tração dianteira volta a engatar.

b) Modo Automático [somente "Range


Command" (18x6 / 31x12)] – Figuras 82 e 83
Para ligar a tração nas quatro rodas no modo auto-
mático, acionar o interruptor (4), Figura 82. Acende
no painel de instrumentos a lâmpada indicadora (1),
Figura 83, para mostrar que a tração nas quatro ro-
das está engatada. Acende também a lâmpada
indicadora verde (2), modo automático, Figura 82 no
painel do console do lado direito.

A lâmpada indicadora (1), Figura 83, no painel de instru-


mentos apaga-se e volta a acender durante a desaplicação 83
e reaplicação automática da tração nas quatro rodas.

2-50
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

No modo automático a tração nas quatro rodas conti- IMPORTANTE: Para evitar desgaste excessivo dos
nuará acoplada, mas desacopla nas seguintes condi- pneus quando conduzir em estrada ou em superfíci-
ções: es duras, recomenda-se desengatar a tração nas
quatro rodas. Use sempre combinações de pneus
dianteiros/traseiros especificadas, de forma a asse-
Ângulo de esterçamento do trator superior a 15o : gurar um desgaste aceitável dos pneus.
Desengate temporário.

A velocidade do trator excede 20 km/h (12 MPH):


_____ ADVERTÊNCIA ______
Desengate temporário. Os tratores com tração nas quatro rodas acoplada ou
desacoplada não devem exceder os 40 km/h. O ex-
cesso de velocidade puxando um reboque ou em “ban-
NOTA: Podem ser programados ângulos de direção
guela” com a embreagem acionada ou a transmis-
alternativos no modo automático. Consulte o seu
são em neutro, poderão provocar a perda de controle
Concessionário New Holland. do trator, acidentes pessoais ao operador ou a tercei-
ros ou avarias mecânicas.

Desaplicar o interuptor para desengatar a tração nas


quatro rodas.

_____ PRECAUÇÃO ______


NOTA: Ao desligar a chave de partida com a tração
dianteira acoplada, ao ligar novamente a chave de Nos tratores com tração nas quatro rodas, a tração
partida a tração dianteira volta a engatar. do eixo dianteiro engata automaticamente quando ao
serem aplicados os freios para a frenagem nas qua-
tro rodas. Além disso, existe a opção de freios a dis-
co dianteiros. A eficiência da frenagem nas quatro
rodas aumenta substancialmente durante as frenagens
de emergência, e portanto devem ser tomadas todas
as precauções de segurança.
Precauções com a Tração nas Quatro Rodas
Os pneus dianteiros nunca devem ser inflados acima
_____ ADVERTÊNCIA ______ das pressões recomendadas. De uma forma geral, a
pressão dos pneus traseiros deve ser mantida pelo
A tração nas quatro rodas aumenta consideravelmente menos 0,4 bar (6 lbf/pol2) acima da pressão dos pneus
a tração. Torna-se necessário um cuidado extra nas dianteiros, desde que as recomendações do fabricante
rampas. Comparado com um trator com tração sim- não sejam excedidas.
ples nas duas rodas, o trator com tração total man-
tém a tração em rampas muito inclinadas, aumentan-
do a possibilidade de capotamento.

MPORTANTE: Nunca tente conduzir o trator com o


eixo de transmissão retirado, mesmo que não tenha
a intenção de utilizar a tração nas quatro rodas. Com
o eixo de transmissão retirado, a aplicação dos freios
resultará em graves danos nos componentes da
transmissão.

2-51
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

FARÓIS DE TRABALHO DIANTEIROS E


TRASEIROS

Interruptor dos Faróis de Trabalho – Figura 84 2

Pressionando o lado esquerdo do interruptor (2), no


primeiro estágio, acende os faróis de trabalho trasei-
ros. Pressionando até o segundo estágio, acendem
os faróis de trabalho dianteiros e permenecem ace-
sos os traseiros.

Podem estar instalados até cinco pares de faróis de


trabalho no trator, dependendo da respectiva
especificação. 84

NOTA: Os faróis de trabalho funcionam com as lu-


zes normais do trator ligadas. Durante o funciona-
mento, se os faróis do trator forem desligados, os
faróis de trabalho também se apagam. No entanto,
esta configuração poderá ser memorizada e os mes-
mos faróis de trabalho poderão ser ativados quando
os faróis normais voltarem a ser ligados. Se a chave
de partida e os faróis normais forem desligados, os
faróis de trabalho também se apagam. Quando as
luzes do trator voltarem a ser ligadas, os faróis de
trabalho continuarão desligados, até serem novamen-
te ativados por meio dos interruptores.

2-52
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

NOTAS

2-53
COMANDOS, INSTRUMENTOS E FUNCIONAMENTO SEÇÃO 2

NOTAS

2-54
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

SEÇÃO 3
OPERAÇÃO DE CAMPO

ANTES DE INICIAR A JORNADA Esta seção está dividida em 10 assuntos, conforme


se segue. As instruções de funcionamento dos dife-
rentes acessórios encontram-se na Seção 6.
_____ ADVERTÊNCIA ______

Antes de conduzir ou trabalhar com o trator, estude Na parte final deste Manual encontra-se o índice com-
as precauções de segurança na Seção 1 deste Ma- pleto, em ordem alfabética.
nual.
Assunto Página
Partida do Motor 3-2
Leia esta seção atentamente. Ela contém informa-
ções importantes que facilitam a operação e os ajus- Tomada de Força Traseira 3-9
tes necessários no campo para o perfeito rendimento
do seu trator. Mesmo que trabalhe com outros trato- Sistema Hidráulico com Sensibilidade
res, leia cuidadosamente esta seção do Manual e Mecânica nos Braços Inferiores 3-18
assegurar-se de que está perfeitamente familiarizado
com a localização e a função de todas as caracterís- Válvulas de Controle Remoto
ticas do trator. (centro aberto) 3-24

Não trabalhar com o trator, não conduzir nem utilizar Tração Constante Eletrônica 3-30
o mesmo enquanto não estiver totalmente familiariza-
do com todos os comandos. Será tarde demais para Válvulas de Controle Remoto (CCLS) 3-43
aprender depois que o trator já se encontrar em movi-
mento. Se tiver alguma dúvida sobre qualquer aspec- Engate de 3 Pontos 3-49
to relacionado com o funcionamento do trator, con-
sultar o seu Concesionário New Holland. Ajuste da Bitola Dianteira 3-56

Prestar especial atenção às recomendações sobre o Ajuste da Bitola Traseira 3-62


amaciamento, de forma a assegurar-se de que o seu
trator lhe prestará um serviço duradouro e confiável, Lastro e Pneus 3-73
para o qual foi construído. Ver detalhes mais adiante,
nesta seção.

3-1
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

PARTIDA DO MOTOR

Figura 1

_____ ADVERTÊNCIA ______ 1

Antes de conduzir ou operar o trator, estude as pre-


cauções de segurança na Seção 1 deste Manual.
O seu trator pode estar equipado com o dispositivo de
partida a frio. Não utilizar éter com o sistema de parti-
da a frio montado. Este inflamará o coletor de admis-
são. Se, numa emergência, for necessário utilizar éter,
desconectar o cabo do sistema de partida a frio (1), do
terminal do aquecedor no coletor de admissão.
1

A partida a frio, que é automático, é constituída por


um elemento aquecedor instalado no coletor de ad-
missão e um sistema de controle. Quando ligado pela
chave de partida, o sistema inflamará o combustível
presente no coletor de admissão, aquecendo o ar
admitido antes de este ser aspirado para a câmara
de combustão.

Figura 2
O interruptor de ignição tem três posições. Estas
posições são as seguintes:

Posição 1 Desligado

Posição 2 Luzes de aviso e instrumentos ligados

Posição 3 Motor de partida acionado

IMPORTANTE: Nunca dar partida no tranco ou


rebocando o trator. Isso provocará cargas excessivas 2
sobre o conjunto da transmissão.

NOTA: Os interruptores de segurança de partida em


neutro impedem a ativação do motor de partida, a
não ser que a alavanca de inversão de marchas esteja
em neutro (exceto Synchro Command) e o pedal da
embreagem acionado (todas as transmissões).

3-2
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Antes de funcionar o motor, observar sempre o se-


guinte procedimento:

• Ocupar o lugar do operador.

• Assegurar-se de que o freio de estacionamento


está firmemente aplicado.

• Verificar se todas as alavancas de mudanças es-


tão em neutro (Synchro Command).

• Assegurar-se de que a TDF está desengatada.

• Colocar as alavancas das válvulas de controle


remoto na posição de neutro.

• Deslocar a alavanca de comando do levantador


hidráulico completamente para a frente. (Apenas
Synchro Command)

_____ PRECAUÇÃO ______

Verificar a área sob o equipamento para assegurar-


se de que não poderão ocorrer acidentes pessoais ou
danos materiais ao baixar o implemento.

• Acionar o pedal da embreagem .

IMPORTANTE: A alta velocidade de funcionamento


do turbo, torna imprescindível uma lubrificação correta
ao dar partida no motor. Nestas condições, deixar o
motor funcionando em marcha lenta a cerca de 1000
rpm durante cerca de um minuto antes de começar a
utilizar o trator.

Partida em tempo quente ou com o motor quen-


te – Figura 3

• Colocar a alavanca do acelerador manual a cer-


ca de metade do seu curso, acionar o pedal da
embreagem e girar a chave de partida para a po-
sição (3), para acionar o motor de partida. Acio-
nar o motor até que entre em funcionamento, mas
nunca por período superior a 60 segundos.

• Voltar a alavanca do acelerador para a posição


de marcha lenta e verificar se todas as luzes de
aviso se apagam e se as leituras dos indicado-
res apresentam-se normais.
3

3-3
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Partida em tempo frio – Figura 4

NOTA: Encontra-se disponível um equipamento


opcional de auxílio para partida a frio.

• Colocar a alavanca do acelerador manual a cer-


ca de metade do seu curso, acionar o pedal da
embreagem e girar a chave de partida para a po-
sição (3), para acionar o motor de partida. Acio-
nar o motor até que entre em funcionamento, mas
nunca por período superior a 60 segundos.

Figura 5

• Uma luz indicadora no painel de instrumentos


(1), acenderá, indicando que o aquecedor do sis-
tema de partida a frio foi ativado. Apenas quando
equipado com equipamento opcional de partida
a frio.

• Se o motor não entrar em funcionamento, repetir


o processo anterior. Se ainda asssim o motor
não der partida, deixar a bateria recuperar duran-
te 4 – 5 minutos e em seguida repetir o proces-
so.

• Quando o motor entrar em funcionamento, colo-


car novamente o acelerador na posição de mar-
cha lenta e verificar se todas as luzes de aviso
se apagam e as leituras se apresentam normais.

3-4
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

PARTIDA COM BATERIAIS AUXILIARES


4

_____ ADVERTÊNCIA ______


Acionar o motor de partida somente a partir do as-
sento do operador. Se for feita ligação direta na cha-
1
ve de partida, o motor poderá entrar em funcionamen-
to, provocando o deslocamento inadvertido do trator
3
e causando graves acidentes pessoais. Usar sempre
óculos de segurança ao utilizar baterias auxiliares ou
ao carregar as baterias.
2

Figura 6
6
Se for necessário utilizar baterias auxiliares para dar
partida no motor, usar apenas cabos reforçados. Pro-
ceder da seguinte forma:

NOTA: Se o seu trator tiver duas baterias, fazer as


ligações apenas na bateria que está montada em
baixo.

• Ligar uma das extremidades do cabo vermelho


da bateria auxiliar (4) ao terminal positivo na ba-
teria do trator (+) e a outra extremidade do cabo
ao terminal positivo (+) da bateria auxiliar (3).

• Ligar uma extremidade do cabo preto (1) ao ter-


minal negativo (-) da bateria e a outra extremida-
de ao terminal negativo (-) da bateria auxiliar (2).
Observar o processo de partida anteriormente des-
crito.

• Quando o motor entrar em funcionamento, deixá-


lo girando em marcha lenta, ligar todos os com-
ponentes elétricos (faróis, etc.) e depois
desconectar os cabos auxiliares pela ordem in-
versa do processo de ligação. Isso ajuda a prote-
ger o alternador de possíveis danos causados
por sobrecargas.

IMPORTANTE: Quando utilizada bateria auxiliar para NOTA: Tratores com transmissão Range Command:
dar partida no motor, verificar se a polaridade dos Se for dada partida no motor com uma bateria auxiliar
cabos está correta – positivo ao positivo e negativo e com a transmissão engatada, esta será desativada.
ao negativo, pois caso contrário, o alternador poderá Para reativar a transmissão, deslocar todas as
sofrer avarias. Somente utilizar bateria auxiliar se as alavancas para neutro e, em seguida acionar e soltar
baterias do trator estiverem descarregadas. Uma o pedal da embreagem. Se a alavanca do inversor já
amperagem excessiva (acima de 1600 cca), poderá estiver em neutro, deslocá-la para a frente ou para
danificar o motor de partida. No caso de baterias muito trás, e depois novamente para o neutro e voltar a
descarregadas, com tensão no terminal inferior a 7 acionar e soltar o pedal da embreagem.
V, a recuperação implica um processo de carga
especial. Consulte o seu Concesionário New Holland.

3-5
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

PARADA DO MOTOR – Figura 7

IMPORTANTE: Antes de parar, deixar o motor


funcionando em marcha lenta a 1000 rpm, durante
cerca de 1 minuto. Isto permite que o turbo e o coletor
esfriem, evitando possível deformação dos
componentes.

Parar o motor, observar o seguinte processo:

• Ocupar o lugar do operador.

• Reduzir o acelerador.
7
• Verificar se o freio de estacionamento está firme-
mente aplicado.

• Verificar se todas as alavancas das mudanças


estão em neutro.

• Assegurar-se de que a TDF está desengatada.

• Colocar as alavancas das válvulas de controle


remoto na posição de neutro.

• Deslocar a alavanca de comando do levantador


hidráulico completamente para a frente, de for-
ma a baixar o equipamento hidráulico até ao solo.

• Desligar a chave de partida – posição (1).

PROCEDIMENTO DE AMACIAMENTO

O seu novo trator irá dispensar-lhe um longo e confiável


serviço se, durante as primeiras 50 horas do seu pe- Usar as relações baixas quando tiver que puxar car-
ríodo de amaciamento, lhe forem dispensados os de- gas pesadas e evitar a utilização constante às mes-
vidos cuidados, nos intervalos recomendados. mas velocidades do motor. Utilizar o trator em rela-
ções muito baixas com cargas ligeiras ou relações
Evitar sobrecarga no motor. Trabalhar em uma mar- altas com elevadas cargas, apenas desperdiçará com-
cha muito alta com uma carga elevada, poderá cau- bustível. Poupará combustível e reduzirá o desgaste
sar excessiva sobrecarga no motor. A sobrecarga ve- do motor, selecionando a relação correta para cada
rifica-se quando o motor não responde a um aumento tipo de trabalho.
de aceleração.
Observar os instrumentos e as luzes de aviso,
Não trabalhar sem aplicar qualquer carga ao motor. freqüentemente e manter o nível do radiador e outros
Varie o tipo de funcionamento, de forma que o motor reservatórios de óleo nos níveis recomendados.
seja sujeito a cargas elevadas e leves, durante o perí-
odo de amaciamento.

3-6
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

VERIFICAÇÕES PRELIMINARES REBOCANDO O TRATOR

Antes de trabalhar com o trator assegurar-se de que IMPORTANTE: O trator apenas deve ser rebocado
está perfeitamente familiarizado com o posicionamento numa curta distância, por exemplo, para fora de um
e funcionamento dos comandos. edifício. Nunca o reboque em estradas ou como um
meio de transporte.
Efetuar diariamente todas as operações de lubrifica- IMPORTANTE: Se for necessário rebocar o trator,
ção e manutenção, de acordo com a Seção 4. todas as alavancas das mudanças devem ser
Após concluir as operações de manutenção diária, colocadas na posição de neutro antes de parar o
dar uma volta ao redor do trator e fazer uma inspeção motor, pois caso contrário poderão verificar-se danos
visual do mesmo. Prestar atenção especial aos se- nos componentes da transmissão durante o reboque.
guintes aspectos: Se estiver instalado o super-redutor, a respectiva
alavanca deve ser colocada na posição de desligada.
• Estado da correia do ventilador.
Utilizar uma corrente forte, ao rebocar o trator. Rebo-
• Área do motor quanto à acumulação de sujeira e que-o pela parte traseira, usando apenas a barra de
matérias estranhas. tração, o gancho de reboque traseiro ou o engate de
• Tubos de borracha e metálicos, bem como as 3 pontos. Reboque o trator pela parte dianteira, usan-
respectivas uniões quanto a vazamentos ou da- do o gancho de reboque instalado no suporte dos
nos. pesos dianteiros. Torna-se necessária a assistência
de mais alguém para operar a direção e os freios do
• Danos nos pneus.
trator.
• Aperto de todos os elementos de fixação.
Para evitar danificar a transmissão ou outros compo-
• Áreas dos eixos de transmissão e bomba do hi- nentes que girem mas não sejam lubrificados, duran-
dráulico, quanto a vazamentos e acumulação de te o reboque, observar o seguinte:
matérias estranhas.
• Fazer o reboque apenas numa curta distância.
Efetue todas as reparações necessárias antes de uti-
• Nunca exceder a velocidade de 8 km/h.
lizar o trator.
• Se possível, deixar o motor funcionando para as-
TRANSPORTE DO TRATOR EM segurar a lubrificação e o funcionamento da dire-
CAMINHÃO OU CARRETA ção hidráulica.

Transportar o trator com todas as quatro rodas as- _____ PRECAUÇÃO ______
sentes num reboque ou num caminhão. Fixe firme-
mente o trator ao reboque ou caminhão que o vai trans- Nunca rebocar o trator a uma velocidade superior a 8
portar. km/h. A direção funciona muito mais lentamente e
exige um esforço muito maior, quando o motor não
IMPORTANTE: Nunca passe correntes em volta do estiver funcionando.
eixo de transmissão da tração dianteira, cilindros da
direção, eixo de transmissão da tração dianteira ou
outros componentes que se poderiam danificar, devido _____ ADVERTÊNCIA ______
ao contato com as correntes, em situação de grande Nunca usar cabos ou cordas para rebocar o trator. Se
esforço. o cabo ou a corda se partirem ou escorregarem, po-
derão fazê-lo com força suficiente para causar aci-
Utilizar a barra de tração ou o respectivo suporte como
dentes pessoais graves. Ao utilizar uma corrente,
ponto de fixação.
conectar esta com o lado aberto do gancho de rebo-
IMPORTANTE: Tampar a saída do silencioso para que voltado para cima. Se o gancho escorregar, a cor-
evitar que o vento entre e faça girar o turbo, danificando rente cairá ao invés de ser arremessado para cima.
os respectivos rolamentos.
NOTA: Se o motor não estiver funcionando, deve
Deve evitar-se que a turbina do turbo trabalhe em acoplar-se a tração dianteira, seja qual for a posição
roda livre (girando sem que o motor esteja do interruptor de comando da tração dianteira.
funcionando), pois nestas circunstâncias não haverá
lubrificação para os rolamentos do turbo.

3-7
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

TOMADA DE FORÇA TRASEIRA

Descrição
A tomada de força (TDF) transfere a potência do mo-
tor, diretamente para equipamento semi-montado ou
rebocado, através de um eixo estriado, na traseira do
trator.

Encontram-se disponíveis 3 sistemas de TDF trasei-


ra, dependendo do modelo e país de destino:

a) TDF de 2 velocidades, com eixos de saída


substituíveis (apenas América do Norte).

b) TDF de 2 ou 3 velocidades selecionáveis e com


eixos de saída substituíveis (exceto América do Nor-
te) e opção com interruptores montados nos pára-
lamas para trabalhos estacionários com a TDF.

c) TDF de 3 velocidades sincronizada com o avanço,


disponível com a TDF de 3 velocidades com eixo
substituível, acima descrita (exceto América do Nor-
te).

Figura 8
A TDF é engatada e desengata por meio de um botão
(2) no console do lado direito. Ao ser acoplada a TDF,
acende a luz de aviso (1) localizada junto ao botão .

Figura 9 - Somente tratores com transmissão


8
“Range Command” (18 x 6 / 31 x 12)
Está disponível um dispositivo de “partida suave” para
todos os modelos, com o intuito de tornar mais fácil a
saída de equipamento pesado, de elevada inércia, aci-
onado pela TDF. O engrenamento suave é feito atra-
vés de um interruptor oscilante (1) do lado direito da
coluna “B”.

Este dispositivo amortece a embreagem da TDF nos


primeiros 5 segundos de engrenamento, de forma a
permitir uma partida mais lenta e gradual.

NOTA: A partida suave somente funciona em rotações


do motor de 1800 rpm e inferiores. Acima desta
rotação, o engrenamento será normal, mesmo que o
interruptor esteja ativado.
9

3-8
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

ENGATE DE EQUIPAMENTO ACIONADO PELA


TDF

_____ PRECAUÇÃO ______


Antes de acoplar ou desengatar equipamento ou de
substituir o eixo da TDF:

• Aplicar firmemente o freio de estacionamento.

• Verificar se todas as alavancas das mudanças


estão em neutro.

• Parar o motor, desengatar a TDF (botão pressio-


nado) e esperar até que a TDF e o equipamento
parem, antes de descer do trator.

Montar ou acoplar o equipamento ao trator, conforme


descrito em ENGATE DE 3 PONTOS, mais adiante
nesta seção.

Figura 10
Uma proteção fixa da TDF (1) está instalada como
equipamento normal. Poderá ser necessário retirar a
proteção para facilitar a montagem de equipamento
acionado pela TDF. Se for esse o caso, retire os qua-
tro parafusos Allen que fixam a proteção ao alojamen-
to do eixo traseiro e levante. Tenha cuidado especial
para não perfurar ou danificar o sensor de velocidade
(2), quando instalado. Depois de acoplar o equipa-
mento, montar novamente a proteção no lugar.

10

3-9
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Figura 11
Uma tampa de plástico (3) é também fornecida e de-
verá estar sempre aplicada no eixo quando a TDF não
estiver sendo utilizada.

Retirar a tampa de plástico (3) da TDF do respectivo


eixo e guardá-la na caixa de ferramentas do trator.

11

Figura 12
Acoplar o implemento ao eixo da TDF assegurando-
se de que o pino (3) de fixação do cardan ou as esfe-
ras de retenção estão no rasgo do eixo da TDF (2).
Se a união não estiver equipada com dispositivo de
bloqueio, aplicar um pino a para fixação ao eixo. Mon-
tar novamente a proteção fixa.

IMPORTANTE: Depois de acoplar equipamento mon-


tado, levantar ou baixar cuidadosamente utilizando
Posição Controlada e verificar as folgas e a articula-
ção deslizante do eixo da TDF. Ao acoplar equipa-
mento rebocado, verificar se a barra de tração está
corretamente ajustada. Ver “Barra de Tração Osci- 12
lante”, na Seção 6 deste Manual.

3-10
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Precauções para Trabalhar com a Tomada de For-


ça

_____ ADVERTÊNCIA ______


Sempre que trabalhar com equipamento acionado pela
TDF, observar as seguintes precauções:

• Verificar se está sendo utilizada a velocidade cor-


reta da TDF para o implemento. Observar as ins-
truções do Manual de Instruções do equipamen-
to.

• Verificar se a proteção da TDF está instalada ao


utilizar equipamento acionado pela TDF.

Figura 13
13
• Nunca usar roupas folgadas quando trabalhar
com equipamento acionado pela TDF.

• Aplicar firmemente o freio de estacionamento,


colocar todas as alavancas das mudanças em
neutro e calçar todas as rodas antes de traba-
lhar com equipamento estacionário na TDF.

Figura 14

• Nunca se aproxime, limpe ou regule equipamen-


to acionado pela TDF enquanto o motor do trator
estiver funcionando. Para o motor, desengatar a
TDF (botão completamente para baixo) e espe-
rar que a TDF e o equipamento estejam para-
dos, antes de descer do trator ou trabalhar com 14
a TDF ou o equipamento).

TDF DE 2 VELOCIDADES, COM EIXOS


SUBSTITUÍVEIS

É fornecido um eixo de saída da TDF de 6 estrias,


com diâmetro de 34,9 mm (1.375 pol.), concebido para
trabalhar a 540 rpm.

Opcionalmente, é também fornecido com o trator um


eixo de 21 estrias, com diâmetro de 34,9 mm (1.375
pol.), concebido para trabalhar a 1000 rpm.

3-11
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

O equipamento acionado pela TDF que não tenha ne-


cessidade de elevada potência é concebido para tra-
balhar a 540 rpm e terá uma união fêmea de 6 estrias.
A velocidade do eixo da TDF de 540 rpm é obtida à
velocidade de 1969 rpm do motor.

O equipamento que tenha necessidade de uma maior


potência é concebido para trabalhar a 1000 rpm o qual
será assegurado por uma união fêmea de 21 estrias.
Com o eixo de 21 estrias instalado, trabalhar o motor
a 2120 rpm, de forma a assegurar a velocidade de
1000 rpm na TDF.

IMPORTANTE: Os implementos com elevada neces-


sidade de potência devem funcionar a 1000 rpm (eixo
de 21 estrias). Se for necessário utilizar o eixo de 6
estrias (a 540 rpm) para acionar implementos que re-
queiram uma potência de 65 cavalos ou superior, reco-
mendamos que o implemento seja dotado de uma
embreagem de segurança para evitar danificar o eixo
de saída da TDF e outros componentes do trator.

NOTA: Quando necessário, substituir o eixo da TDF


para que corresponda ao trabalho e equipamento usa-
do, conforme descrito em “SUBSTITUIÇÃO DO EIXO
DE SAÍDA DA TDF” mais adiante nesta seção.

Figura 15 - Somente tratores com transmissão


“Range Command” (18 x 6 / 31 x 12)

IMPORTANTE: Para evitar sobrecargas na TDF, re- 15


duzir a velocidade do motor para cerca de 1000 rpm
ao engatar a TDF, aumentando depois a velocidade
por meio do acelerador, de forma a obter a velocidade
pretendida da TDF. Utilizar o dispositivo de “partida
suave” para equipamento pesado e acionado pela TDF,
para tornar o engrenamento mais suave e não provo-
car choques na transmissão. Pressionar o topo do
interruptor (1) para engatar o dispositivo.

Figura 16
Com o motor funcionando a menos de 1000 rpm, pres-
sionar o botão (2), levantar o colar (3) e puxar o
manípulo para cima para engatar a TDF. Este perma-
necerá em cima enquanto a TDF estiver engatada e a
luz de aviso adjacente (1) ficará acesa, indicando que
a TDF está engatada.

16

3-12
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Figura 17 - Somente tratores com transmissão


“Range Command” (18 x 6 / 31 x 12)
Acelerar para obter as velocidades do motor/TDF de-
sejadas. Se o seu trator tiver um painel de instrumen-
tos analógico/digital ou eletrônico, aparecerá no mos-
trador a velocidade do eixo da TDF em (1).

17
Figura 18

NOTA: Se o seu trator tiver um painel de instrumen-


tos analógico/digital ou eletrônico, aparecerá a velo-
cidade do eixo da TDF. Se ocorrer excesso de rota-
ção do eixo (por exemplo, a TDF excede 630 rpm), a
luz piscará durante 5 segundos e depois ficará sem-
pre acesa. Ao usar o eixo de 1000 rpm, a luz também
piscará (mas deve ser ignorada) quando a velocidade
do eixo ultrapassa a faixa das 630 rpm. A luz voltará
a piscar ao atingir 1170 rpm na TDF para indicar que
se verificou um excesso de rotação na faixa de 1000
rpm da TDF.

Pressionar firmemente o manípulo para baixo para


desengatar a TDF.

NOTA: Ao desligar o motor, a TDF não voltará a


funcionar ao ser novamente ligado o motor, até que
seja feito o reset da TDF. Desengatar a TDF
manualmente (pressionando o manípulo para baixo)
e, em seguida, voltar a acoplar a TDF conforme
descrito anteriormente. 18

Figura 19
IMPORTANTE: Está instalado um freio automático
na TDF para imobilizar rapidamente a rotação do eixo,
ao ser desligado. Para evitar esforço excessivo no
freio, reduzir a velocidade do implemento, reduzindo
a velocidade do motor antes de desengatar a TDF.
Isto é particularmente importante no caso de
implementos que tenham uma elevada inércia.
Idealmente, esses implementos devem ser dotados
de uma embreagem de segurança. Para evitar danos
ao freio ao trabalhar com implementos de elevada inér-
cia, pressionar o interruptor do freio (1) e deixar o
implemento parar naturalmente.

______ PERIGO ______


Para evitar movimentos inadvertidos do implemento,
desengatar sempre a TDF após cada utilização. 19

3-13
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Com o Eixo de 6 ou 21 Estrias Instalado


– Figura 20 - Somente tratores com transmissão
“Range Command” (18 x 6 / 31 x 12)

IMPORTANTE: Para evitar sobrecargas na TDF, re-


duzir a velocidade do motor para cerca de 1000 rpm
ao engatar a TDF, aumentando depois a velocidade
por meio do acelerador, de forma a obter a velocidade
pretendida da TDF. Utilizar o dispositivo de “partida
suave” para equipamento pesado e acionado pela TDF,
para tornar o engrenamento mais suave e não provo-
car choques na transmissão. Pressionar o topo do
interruptor (1) para engatar o dispositivo.
20
Figura 21
Com o motor funcionando a menos de 1000 rpm, pres-
sionar o botão (2) e levantar o colar (3) e puxar o
manípulo para cima para engatar a TDF. Este perma-
necerá em cima enquanto a TDF estiver conectada e
a luz de aviso adjacente (1) ficará acesa, indicando
que a TDF está funcionando.

Para desengatar a TDF, pressionar o manípulo (2) para


baixo.

NOTA: Ao parar o motor, a TDF não trabalhará ao


colocar novamente o motor em funcionamento
enquanto a TDF não for desengatada. Desengatar a
TDF manualmente (pressionando o manípulo para
baixo) e, em seguida, voltar a acoplar a TDF conforme
anteriormente descrito.

IMPORTANTE: Embora a TDF possa ser engatada 21


ou desengatada com o trator parado ou em
movimento, não tentar passar de uma gama para
outra a não ser que o trator esteja parado e a TDF
desengatada – botão seletor (2) completamente para
baixo.

Figura 22 - Somente tratores com transmissão


“Range Command” (18 x 6 / 31 x 12)

NOTA: Se o seu trator tiver um painel de instrumen-


tos analógico/digital, aparecerá a velocidade do eixo
da TDF. Ao usar o eixo de 1000 rpm, a luz também
piscará (mas deve ser ignorada) quando a velocidade
do eixo passa pela gama das 630 rpm. A luz voltará a
piscar ao atingir 1170 rpm para indicar que se verifi- 22
cou um excesso de rotação na gama da TDF de 1000
rpm.

3-14
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Figura 23

IMPORTANTE: Está instalado um freio automático


na TDF para imobilizar rapidamente a rotação do eixo,
ao ser desengatada a TDF. Para evitar esforço
excessivo do freio, reduzir a velocidade do
implemento, reduzindo a velocidade do motor antes
de desengatar a TDF. Isto é particularmente importante
no caso de implementos que tenham uma elevada
inércia. Idealmente, tais implementos devem ser
dotados de uma embreagem de segurança. Para evitar
danos ao freio ao trabalhar com implementos de
elevada inércia, pressionar o interruptor do freio (1) e
deixar o implemento parar naturalmente. 23

______ PERIGO ______


Para evitar movimentos inadvertidos do implemento,
desengatar sempre a TDF após cada utilização.

3-15
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

_____ PERIGO _____

Antes de descer do trator para acionar os interrupto-


res externos:

• Colocar as alavancas da caixa de mudanças em


neutro.

• Desengatar a TDF.

• Aplicar o freio de estacionamento.

Com o motor funcionando, colocar a alavanca do ace-


lerador manual na posição de marcha lenta (totalmente
para trás).

Figura 24
O operador apenas deve acionar o interruptor externo
(1) quando se encontra colocado do lado de fora do
trator (do lado de fora dos pneus). Para evitar danos
no implemento ou no trator, não se deverá acionar os
comandos hidráulicos na cabine e o externo simulta-
neamente.

_____ ADVERTÊNCIA ______


Antes de utilizar o interruptor externo do hidráulico,
24
assegurar-se de que ninguém nem qualquer objeto
se encontra na zona do engate dos 3 pontos.
Nunca acionar o interruptor externo enquanto estiver:

• Diretamente atrás do trator ou dos pneus.

• Entre os braços do hidráulico.

• Próximo ao implemento.

• Nunca estender os braços, pernas, ou outras par-


tes do corpo ou objetos na área próxima aos 3
pontos ou do implemento enquanto aciona o in-
terruptor externo.

• Nunca colocar um ajudante para acionar o con-


junto de comandos do lado oposto.

• Quando precisar acionar os comandos do lado


oposto, faça-o circulando à volta do trator ou do
implemento.

• Não atravesse entre o implemento e o trator.

3-16
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

SUBSTITUIÇÃO DO EIXO DE SAÍDA DA TDF


– Figura 25
Afrouxar as 3 porcas (1) e (2) e retirar o conjunto do
eixo (3). Para afrouxar as porcas, colocar uma chave
de porcas numa delas para que fique encostada con-
venientemente. Utilizar uma segunda chave, confor-
me mostrado, para afrouxar a outra porca.

Verificar se o eixo que vai ser instalado está devida-


mente limpo antes de o montar. Seguindo o processo
inverso da desmontagem, apertar as três porcas de
fixação com torque de 162 Nm (120 lbf.pé).

Proteger o eixo que foi retirado, enrolando-o num pano 25


limpo e guardá-lo na caixa das ferramentas.

3-17
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

HIDRÁULICO COM SENSIBILIDADE


MECÂNICA NOS BRAÇOS INFERIORES
(Somente para Plataforma e Versão
Exitus)

INTRODUÇÃO – Figura 26
O sistema hidráulico aqui descrito é um sistema que
avalia mecanicamente as alterações da carga de tra-
ção através dos braços inferiores do engate de 3 pon-
tos. O sistema permite ao operador selecionar Posi-
ção Controlada, Esforço Controlado, uma combina-
ção de ambos, ou flutuação.

O sistema é controlado pela alavanca de Esforço


Controlado (2), alavanca de Posição Controlada (3) e
interruptor de subida rápida (1). Este interruptor per-
mite que o engate de 3 pontos (e o implemento) su-
bam, independentemente da posição das alavancas
de comando.

Posição Controlada permite um controle preciso e


sensível dos implementos, como sejam os pulveriza-
dores, ancinhos, segadeiras, etc. que trabalham aci-
ma do solo. Uma vez ajustada, a Posição Controlada
manterá constante a altura do implemento. 26

Esforço Controlado é mais apropriado para os


implementos montados ou semi-montados trabalhan-
do no solo. As alterações na profundidade de trabalho
ou na consistência do solo, farão com que a carga de
tração do implemento aumente ou diminua.

Verificações Preliminares – Figura 27

_____ PERIGO ______


Para evitar a subida inadvertida do engate de 3 pon-
tos, antes de dar partida no motor, assegurar-se de
que o botão de subida rápida (1), está acionado, con-
forme mostrado.

IMPORTANTE: Alguns equipamentos montados ou


semi-montados, poderão interferir e danificar a cabine.
Para evitar a possibilidade de danos na cabine,
verificar as folgas, levantando lentamente o
equipamento, usando a alavanca de Posição
Controlada (2). Se alguma parte do equipamento ficar
a menos de 10 cm da cabine, suspenda a subida.
Parar o motor, baixar o equipamento até o solo e
ajustar o excêntrico limitador de altura.

3-18
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Figura 27
O excêntrico limitador da altura encontra-se na extre-
midade do lado direito do eixo transversal do hidráuli-
co. Afrouxar o botão de aperto (1) e girar o excêntrico
para a esquerda de forma a diminuir a altura do
implemento. Girar para a direita para aumentar a altu-
ra. O excêntrico (2) apresenta-se em contato com o
rolete (3) na posição de altura mais baixa. Apertar o
botão após a regulagem. Para se conseguir a altura
máxima da elevação, girar o excêntrico completamente
para a direita até ficar afastado do rolete.

27

NOTA: O excêntrico limitador de altura apenas afeta


o funcionamento do botão de subida rápida. Quando
o excêntrico entra em contato com o rolete, cancela
o sinal do botão de subida rápida e evita que o engate
de 3 pontos suba mais.

Repetir a fase anterior para verificar a folga entre o


implemento e a cabine. Se a folga não for adequada,
deslocar o excêntrico mais para a esquerda. Quando
a folga for satisfatória, prosseguir com a operação.

Funcionamento da Posição Controlada

IMPORTANTE: Ajustar sempre o sistema para


Posição Controlada em qualquer altura quando não
estiver trabalhando com Esforço Controlado, como
no caso de engatar ou transportar equipamento ou
quando não está acoplado equipamento.

Figura 28
Deslocar a alavanca do Esforço Controlado (2) com-
pletamente para a frente no quadrante. Ajustar a altu-
ra/profundidade requerida do implemento, utilizando
a alavanca de Posição Controlada (1). Puxar a ala-
vanca para trás para levantar o implemento e empur- 28
rar para a frente, para baixar. A altura/profundidade do
implemento é relativa à posição da alavanca no
quadrante.

3-19
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Figura 29
Para levantar o implemento no fim de cada passa-
gem, ou sempre que necessário, deslocar o trinco (1)
para trás para soltar o botão de subida rápida. O bo-
tão (2) saltará para fora, conforme mostrado, e o en-
gate de 3 pontos (e o implemento), subirão até ao
máximo estabelecido (conforme determinado pela
regulagem do excêntrico limitador de altura), sem
necessidade de deslocar a alavanca de Posição Con-
trolada.

29

Figura 30
Para baixar o implemento, basta acionar o botão de
subida rápida (1) totalmente para dentro, conforme
mostrado, e o implemento baixará para a altura/pro-
fundidade estabelecida com a alavanca de Posição
Controlada.

_____ PRECAUÇÃO ______


Ao transportar equipamento no engate de 3 pontos,
levantar o implemento com a alavanca de Posição
Controlada. O sistema hidráulico manterá o equipa-
mento à altura estabelecida pela alavanca da Posi-
ção Controlada e evitará que o mesmo baixe e se 30
danifique contra o piso da estrada ou cause aciden-
tes pessoais.

3-20
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Funcionamento do Esforço Controlado –


Figura 31
Quando começar a trabalhar, deslocar a alavanca de
Posição Controlada (1) completamente para a frente
e baixar o implemento para o trabalho, usando a ala-
vanca de Esforço Controlado (2). Empurrar a alavan-
ca para a frente para aumentar a carga de tração e
puxar para trás para diminuir. Na maior parte das cir-
cunstâncias o movimento para a frente da alavanca
de controlo do levantador, aumentará a profundidade
do implemento, e para trás reduzirá a profundidade.

Uma vez ajustado, o sistema hidráulico do trator ajus-


tará automaticamente a profundidade do implemento, 31
de forma a manter um esforço uniforme no trator, re-
duzindo assim ao mínimo, a patinagem das rodas.

Observar o implemento enquanto este avança pelo


solo. Se a reação do sistema hidráulico (movimento
vertical do implemento) for muito grande ou muito fre-
qüente, dever-se-á reduzir a sensibilidade do sistema
através do ajuste das barras espaçadoras do sensor.

Figura 32
Para deslocar um espaçador, retirar a porca e o para-
fuso (4), o batente (3), o tirante inferior (1) e o
espaçador (2). Reinstalar primeiramente o tirante, se-
guido pelo espaçador e pelo batente. Fixar o batente
com a porca e o parafuso. Apertar a porca firmemen-
te.

Na figura está representada a extremidade esquerda


32
da barra do sensor. O espaçador (2) está montado na
barra sensora, contra a face interna do tirante inferior
(1). Esta é a posição de maior sensibilidade, reco-
mendada para implementos leves ou cargas com pou-
ca tração. Para reduzir a sensibilidade do sistema,
deslocar os espaçadores em ambas as extremida-
des da barra sensora para a parte externa dos tiran-
tes inferiores.

Figura 33
Na figura, a extremidade esquerda da barra sensora
está representada com o espaçador (2) instalado con-
tra a face externa do tirante inferior (1). Esta é a posi-
ção menos sensível, recomendada para os
implementos mais pesados ou em condições de car-
gas com grande tração.

33

3-21
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Da mesma forma que no funcionamento da Posição


Controlada, usar o botão de subida rápida para levan-
tar e baixar o engate de 3 pontos (e implemento), no
fim de cada passagem. Não deslocar a alavanca do
Esforço Controlado, pois isto afetaria o ajuste feito
previamente.

Figura 34
Existe uma válvula de controle da velocidade de des-
cida, colocada imediatamente acima e para a direita
do cavalete do 3º ponto. Ajustar a válvula para reduzir
a velocidade do implemento. Afrouxar a porca e girar
o parafuso (1), na válvula de controle, para a direita
para aumentar a velocidade da descida. Girando para
a esquerda, diminui-se a velocidade.
34

Funcionamento Combinado da Posição Contro-


lada e Esforço Controlado – Figura 35
Quando começar a trabalhar, baixar o implemento para
a profundidade requerida, por meio da alavanca do
Esforço Controlado (2), como anteriormente descrito.
Observar como se comporta o implemento.

Quando o implemento estabilizar na profundidade pre-


tendida, recuar um pouco a alavanca da Posição Con-
trolada (3) até que os braços do levantador tendam a
subir. O engate funciona agora em Esforço Controla-
do, mas o implemento, devido à ação da Posição
Controlada, não penetrará excessivamente quando a
densidade do solo se reduzir.

35

Funcionamento da Flutuação – Figura 35


Deslocar a alavanca de Posição Controlada (3) e a de
Esforço Controlado (2) completamente para a frente.
O engate de 3 pontos pode agora “flutuar” ou seguir o
contorno do terreno, característica muito útil para
niveladoras, etc.

3-22
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Comando Externo do Levantador Hidráulico


– Figura 36
Para facilitar o acoplamento do implemento, existe
uma alavanca de comando externo na parte interna
do pára-lamas traseiro direito.

Antes de descer do trator para acionar o interruptor


externo:

• Aplicar o freio de estacionamento.

• Colocar as alavancas da caixa de mudanças em


neutro.

• Desengatar a TDF.
36
• Deslocar a alavanca do Esforço Controlado total-
mente para a frente.

• Colocar a alavanca do acelerador manual na po-


sição de marcha lenta (totalmente para trás).

_____ ADVERTÊNCIA ______


Antes de utilizar o interruptor externo do hidráulico,
assegurar-se de que ninguém nem qualquer objeto
se encontra na zona do engate de 3 pontos. Nunca
estender os braços, pernas, nem outras partes do
corpo ou objetos na zona próxima dos 3 pontos ou do
implemento.
Nunca acionar os interruptores externos enquanto
estiver:

• Diretamente atrás do trator ou dos pneus.

• Entre os braços do hidráulico.

• Próximo ao implemento.

O operador apenas deve acionar a alavanca de co-


mando externo do levantador quando estiver do lado
direito do trator e do lado de fora do pneu traseiro
(zona sombreada da Figura 36).

Figura 37
Acionar a alavanca (1) para dentro (em direção ao
trator) para engatar a seção dentada (2). Deslocar a
alavanca (e o setor) para cima para levantar os bra-
ços do hidráulico ou pressionar para baixo para des-
cer. Cada movimento da alavanca levantará ou baixa-
rá os braços aproximadamente 80-100 mm (3-4 pol.).
Soltar a alavanca e voltar a engatá-la numa posição
diferente do setor se for necessário qualquer ajuste
adicional. Quando os braços inferiores estiverem ali-
nhados com o implemento, soltar a alavanca e enga-
tar o implemento ao hidráulico da forma normalmente
utilizada. 37

3-23
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

VÁLVULA DE CONTROLE REMOTO –


TIPO CENTRO ABERTO (quando
montada)

Descrição – Figura 38
As válvulas de controle aqui descritas são do tipo de
centro aberto. Na figura, estão representadas duas
válvulas (1) e (2).

As válvulas são utilizadas para acionar cilindros hi-


dráulicos externos, motores, etc. Podem ser instala-
das duas, três ou quatro válvulas de controle remoto,
as quais estão localizadas centralmente, na parte tra- 38
seira do trator.

A disponibilidade e função das válvulas de controle


remoto são as seguintes:

Válvula Quantidade de válvulas instaladas


No. 2 3
I DA/FL/KO DA/FL
II DA/SA DA/SA
III - DA/FL/KO

DA/FL/KO = Duplo efeito, com flutuação e corte au-


tomático
DA/FL = Duplo efeito, com flutuação
DA/SA = Duplo efeito, conversível em efeito sim-
ples

NOTA: Quando são especificadas todas as 3 válvulas,


a válvula no I possui uma válvula de controle de fluxo.
As válvulas com corte automático retornam
automaticamente à posição neutra quando o cilindro
hidráulico chega ao final do seu curso.

Figura 39
As válvulas são acionadas por meio de alavancas lo-
calizadas no console do lado direito do assento do
operador.

As alavancas e as suas respectivas válvulas estão


identificadas por cores, da seguinte forma:

Cor da alavanca Posição/No da válvula


Verde Lado direito, externa – I
Azul Lado direito, interna – II
Vermelha Lado esquerda – III
39

3-24
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Figura 40
Cada alavanca da válvula de controle remoto tem três
ou quatro posições de funcionamento, dependendo
da especificação, como segue:

1. Subir (R) – Puxar a alavanca para trás para es-


tender o cilindro ao qual está ligada, e levantar o
implemento.

2. Neutro (N) – Empurrar a alavanca para a frente a


partir da posição de subida, para selecionar o
Neutro e desativar o cilindro a ela ligado.
40
3. Descer (L) – Empurrar a alavanca, além do neu-
tro, para recolher o cilindro e baixar a alavanca.

4. Flutuar (F) – (apenas disponível nas válvulas I e


III) – Empurrar a alavanca completamente para a
frente, além da posição “descer”, para selecio-
nar “flutuar”. Isto permitirá ao cilindro estender
ou recolher livremente, permitindo assim ao equi-
pamento como niveladoras, etc. “flutuar” ou se-
guir o contorno do solo.

As posições de estender, neutro, recolher ou flutuar


estão devidamente identificadas por símbolos numa
Com o nível de óleo no eixo traseiro na marca máxi-
decalcomania junto às alavancas de controle.
mo da vareta, podem ser consumidos os seguintes
volumes máximos de óleo do eixo traseiro para traba-
Nível de Óleo do Eixo Traseiro/Hidráulico quan- lhar com os equipamentos auxiliares sem necessida-
do se utiliza Equipamento Hidráulico Remoto de de adicionar óleo ao sistema:

Ao verificar o nível de óleo do eixo traseiro, é conveni-


Equipamento estacionário
ente assegurar-se de que o óleo se encontra na mar-
operando ao nível do solo: 35 litros
ca máximo da vareta com o trator estacionado em
(61.6 Imp.pt., 25.6 U.S. qts)
piso nivelado. No entanto, quando acoplar equipamen-
to auxiliar às válvulas de controle remoto dever-se-á
Funcionamento em condições
ter presente que o equipamento utiliza o óleo do eixo
normais de condução,
traseiro e que o nível de óleo baixa drasticamente.
(terreno plano) apenas
Trabalhando com o trator com um baixo nível de óleo
períodos curtos: 20 litros
poderá causar danos aos componentes do eixo tra-
(35.2 Imp.pt., 14.6 U.S. qts)
seiro e da transmissão.
Funcionamento em outras
condições, incluindo longos
_____ ADVERTÊNCIA ______ períodos de utilização: 10 litros
(17.6 Imp.pt., 7.3 U.S. qts)
Para aplicações especiais que não se enquadram nas
especificações e condições de trabalho descritas
Por outro lado, a quantidade máxima de óleo que pode
acima, consultar o seu Concessionário New Holland.
ser acrescentada ao eixo traseiro acima da marca de
nível máximo (FULL) é de 4 litros (7 Imp.pt., 2.9 U.S.
qts). Com esta quantidade adicionada ao eixo trasei-
NOTA: Antes de acoplar cilindros remotos, parar o ro, as quantidades acima mencionadas podem ser
motor e limpar cuidadosamente as uniões para evitar aumentadas na mesma proporção, ou seja, em 4 li-
a contaminação do óleo. tros (7 Imp.pt., 2.9 U.S. qts), nunca mais que isso.

3-25
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Acoplamento de Cilindros Remotos – Figura 41


As válvulas de controle remoto são utilizadas para
acionar cilindros hidráulicos externos, motores
hidráulicos, etc., montados em implementos
acoplados ao trator. Cada válvula remota tem um par
de uniões rápidas fêmeas de ½”. As válvulas são do
tipo de auto-vedação/bloqueio imediato, mas permitem
que os tubos do cilindro remoto se soltem facilmente
se o implemento se desengatar do trator. A união
superior (1) de cada par é para as mangueiras de
alimentação, e a inferior (2) para as mangueiras de
retorno.

41
_____ ADVERTÊNCIA ______
O fluido hidráulico ou o óleo diesel ao escaparem sob
pressão podem penetrar na pele causando graves
ferimentos.

• Não usar as suas mãos para verificar vazamen-


tos. Utilizar um pedaço de papelão ou papel para
localizar vazamentos.

• Antes de conectar ou desconectar tubos


hidráulicos, parar o motor e aliviar a pressão
residual, fazendo deslocar as alavancas das
válvulas de controle remoto para a frente, para a
posição de flutuação e depois novamente para o
neutro.

• Apertar todas as uniões antes de dar partida no


motor ou pressurizar os tubos.

_____ ADVERTÊNCIA ______


Nunca trabalhar nem permitir que alguém trabalhe
próximo de equipamento que esteja levantado, em vir-
tude de este cair ao ser aliviada a pressão no siste-
ma ou no caso de falha em uma mangueira, etc. An-
tes de desconectar cilindros ou equipamentos, asse-
gurar-se de que os equipamentos ou implementos se
encontram devidamente apoiados. Utilizar sempre um
suporte adequado para os equipamentos que neces-
sitem ser assistidos enquanto na posição levantada.

Para acoplar um cilindro remoto, inserir o tubo de ali-


mentação e/ou de retorno através do rasgo no guar-
da-pó de borracha, assegurando-se de que está cor-
retamente assentado na união. Verificar se há folga
suficiente no tubo(s), que permita que o trator/
implemento possa girar para ambos os lados.

3-26
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Figura 42
Antes de desconectar os tubos, equilibrar a pressão
nas uniões dos tubos e no trator. Para tanto, dar par-
tida no motor e deslocar a alavanca da válvula para
“descer” e depois para trás para “subir” e voltar ao
neutro.

Para desconectar, segurar o tubo a uma pequena dis-


tância da união, pressionar o tubo para a frente, para
dentro e, em seguida, puxar rapidamente o tubo para
libertar a união. Limpar o guarda-pó de borracha e
inserir a união.
42
NOTA: Alguns implementos requerem a utilização de
uma válvula adicional de controle, também remota.
Quando essa válvula está ligada para receber
alimentação de óleo da válvula remota do trator, terá
que ser do tipo de centro aberto.

3-27
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Acoplar e Trabalhar com os Cilindros de Duplo-


Efeito – Figura 43
Para trabalhar com estes cilindros, conectar os tu-
bos a uma válvula remota de duplo-efeito ou a uma
válvula conversível, no modo de duplo-efeito.

Conectar o tubo de alimentação (1) de um cilindro


de duplo-efeito à união superior (4) de uma válvula de
controle remoto e o tubo de retorno (2) à união infe-
rior (3) da mesma válvula, conforme anteriormente
descrito.

_____ PRECAUÇÃO ______


Ao trabalhar com uma carregadeira frontal com provi- 43
das de detentores (válvulas com disparo automáti-
co), poderá ter movimentos descontrolados, fazendo
com que o material possa derramar ou outros objetos
possam rolar pelos braços da carregadeira e cair so-
bre o operador. Se necessário, consulte o seu
Concesionário New Holland para converter as válvu-
las de controle para trabalharem sem o dispositivo de
retorno automático ao neutro.

Figura 44
Para estender um cilindro de duplo-efeito, puxar a ala-
vanca de controle para trás, para a posição de “subir”.

Para recolher um cilindro de duplo-efeito, empurrar a


alavanca para a frente, para a posição de “baixar”.

Empurrando ainda mais a alavanca para a frente, será


selecionada a posição de “flutuar”, que permite ao ci-
lindro estender e recolher livremente; esta caracterís-
tica é de grande vantagem quando ao trabalhar com
equipamento como, por exemplo, niveladoras,
carregadeiras, etc.
44
NOTA: Um detém manterá a alavanca na posição
escolhida de estender ou recolher até que o cilindro
remoto alcance o fim do seu curso, voltando a alavanca
de controle automaticamente ao neutro. Como
alternativa, a alavanca poderá ser levada,
manualmente, para a posição de neutro. A alavanca
não volta ao neutro automaticamente, a partir da
posição de flutuação.

IMPORTANTE: Não manter a alavanca na posição


de extensão ou recolhida depois do cilindro ter
alcançado o fim do seu curso, pois isto faria com que
o sistema passasse a trabalhar na sua pressão
máxima. Durante um período prolongado, esta situação
poderia ocasionar o superaquecimento do óleo e avaria
de componentes do sistema hidráulico e da
transmissão.

3-28
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Acoplar e Trabalhar com Cilindros de Simples-


Efeito – Figuras 45
Para trabalhar com um cilindro de simples-efeito,
conectar os tubos a uma válvula de controle remoto
de simples-efeito ou a uma válvula conversível e no
modo de simples-efeito.

Conectar o tubo (1) de um cilindro de simples-efeito à


união superior (2) numa válvula de controle-remoto
como anteriormente descrito.

Figura 46
Para estender um cilindro de simples-efeito, puxar a 45
alavanca de comando para trás, para a posição de
“subir”.

Manualmente, levar a alavanca à posição de neutro


para parar o cilindro antes deste chegar ao fim do seu
curso ou, se a válvula remota tiver o dispositivo de
corte, deixar a válvula voltar automaticamente ao neu-
tro quando o cilindro chegar ao fim do curso.

NOTA: Ao trabalhar no modo de simples efeito, a vál-


vula de comando somente regressará ao neutro auto-
maticamente no final do seu curso.

Para recolher um cilindro de simples-efeito, deslocar


a alavanca para a frente, passando o neutro, até a
posição de “descer”.
46
IMPORTANTE: Não manter a alavanca na posição de
extensão ou recolhida depois do cilindro ter alcançado
o fim do seu curso, pois isto faria com que o sistema
trabalhasse na sua pressão máxima. Durante um perí-
odo prolongado, esta situação poderia provocar o su-
peraquecimento do óleo e avaria de componentes do
sistema hidráulico e da transmssão.
Sangria dos Cilindros Remotos
IMPORTANTE: Um cilindro de simples-efeito pode Ao acoplar-se um cilindro com ar no seu interior, como
também ser comandado por uma válvula de controle seja, um cilindro novo que esteve fora de serviço ou
remoto de duplo-efeito. No entanto, é muito importan- que tenha tido os tubos desligados, torna-se neces-
te notar que para recolher o cilindro, deve ser usada a sário sangrar o cilindro para eliminar o ar.
posição de “flutuação”. Para selecionar “flutuação”,
Com os tubos ligados às uniões das válvulas de con-
afastar a alavanca ainda mais do operador, além da
trole remoto na parte traseira do trator, colocar o cilin-
posição de “descer”.
dro com o tubo voltado para cima e estender e reco-
lher o cilindro sete ou oito vezes, usando a alavanca
de comando da válvula de controle remoto.
Verificar o nível de óleo do eixo traseiro antes e de-
pois de trabalhar com o cilindro remoto.

3-29
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

SISTEMA DE TRAÇÃO ELETROLINKTM


(somente com cabine com transmissão Range
Command)

O sistema aqui descrito é conhecido como sistema


de tração Eletrolink. Este sistema hidráulico,
controlado eletronicamente, “sente” as variações de
carga através de sensores nos pinos dos braços
inferiores, alterando a sua posição através de um
sensor no eixo transversal. O sistema funciona em
Posição Controlada ou Esforço Controlado.

A Posição Controlada proporciona um comando pre-


ciso e sensível dos implementos, tais como pulveri- Carga de tração no implemento.
zadores, ancinhos, segadeiras, etc., que trabalham W = Profundidade de trabalho (regulado através do
acima do solo. Quando a altura do implemento tiver botão de tração)
sido regulada, o sistema permanece na posição sele- Limite inferior (regulado através da alavanca de
posição)
cionada independentemente das forças de atuação
Movimento de correção (regulado através do con-
externas.
trole de sensibilidade)
O Esforço Controlado é o mais adequado para tra-
47
balhar com implementos montados ou semi-monta-
dos que trabalham no solo. As alterações de resis-
tência no solo provocam o aumento ou diminuição de
carga de tração no implemento.

Notas sobre o Esforço Controlado – Figura 47


O Esforço Controlado regula a profundidade de traba-
lho no solo através da manutenção de uma carga cons-
tante de tração. Se a alavanca de Posição Controla-
da é ajustada imediatamente abaixo da profundidade
de trabalho normal em Esforço Controlado, evita-se
que o implemento “mergulhe” ou trabalhe muito pro-
fundo, no caso de encontrar um solo fofo ou leve.

A Posição Controlada sobrepõe-se ao Esforço Con-


trolado quando a alavanca da Posição é deslocada
além da profundidade de trabalho através do botão do
Esforço Controlado. Desta forma, a alavanca da Posi-
ção Controlada pode ser usada para levantar o
implemento do solo, da profundidade normal de Es-
forço Controlado, sem alterar as regulagens.

Esta função pode ser útil quando é necessário um


levantamento gradual. A porca batente pode ser regu-
lada de forma a que a alavanca de Posição possa ser
rapidamente colocada na posição de limite inferior,
logo abaixo da profundidade de trabalho do Esforço
Controlado.

O interruptor de subida/descida pode ser usado nor-


malmente para levantar ou baixar o implemento du-
rante os ciclos de trabalho.

3-30
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Painel de Comando – Figura 48

A botão (1), ao ser girado, fará deslocar o batente


ajustável (2).

A alavanca de posição controlada (3) é utilizada


para regular a altura d implemento, quando trabalha
em Posição Controlada. Utilizá-la para regular a pro-
fundidade máxima do implemento quando trabalhar
em Esforço Controlado.

O botão do esforço de carga (4) determina a sensi-


bilidade do esforço e, desta forma, a profundidade de
48
trabalho do implemento, através do ajuste de uma for-
ça nos pinos de sensibilidade de esforço. Selecio-
nando a posição 10, consegue-se uma carga máxi-
ma, e desta forma, uma profundidade máxima do
implemento.

O interruptor de subida/descida (5) possui três


posições que permitem que o operador possa rapida-
mente levantar o implemento para a altura determina-
da pelo comando de limite de altura e voltar a baixá-la
posteriormente para a altura/profundidade feita atra-
vés dos comandos da posição ou esforço, sem preju-
dicar as regulagens. O interruptor proporciona tam-
bém um retorno mais rápido ao solo, se necessário.
Para mais informações, ver texto mais adiante nesta
seção.

3-31
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Painel do EDC – Figura 49


O botão de controle da velocidade de descida
(1) comanda a velocidade a que os braços inferiores e
o implemento descem durante o ciclo de descida.

O botão de comando de limite de altura (2) limita


a altura de levantamentodos braços. Ajustar este bo-
tão para evitar que os implementos mais compridos
possam danificar o trator quando são totalmente le-
vantados.

O botão de comando de limite de patinagem (3) 49


disponível apenas com a unidade opcional de radar,
permite que o operador selecione o limite de
patinagem das rodas acima do qual o implemento su-
birá até que o deslizamento das rodas retorne ao ní-
vel de patinagem pré-estabelecido.

O indicador “atuação” de limite de patinagem


(4) acenderá quando o limite de patinagem estiver li-
gado.

O botão de sensibilidade do esforço (2), Figura


49, é utilizado para tornar o sistema mais ou menos
sensível às variações de carga de tração. A sensibili-
dade máxima de esforço é conseguida na posição 10
do botão.

Painel do EDC – Figura 50


A luz de aviso de anomalia (1) tem duas funções:

- Luz piscando significa que existe uma anomalia


nos circuitos do sistema. Isto repete-se no painel de
instrumentos analógico/digital como uma luz de avi-
so.

- Luz sempre acesa significa “hidráulico inoperante”.


Também neste caso o aviso é repetido no painel de
instrumentos como uma luz de aviso ou como um
símbolo do LCD. Consultar a Figura 53 e o texto rela-
cionado com este tema.

50

3-32
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Painel do EDC – Figura 51


As luzes indicadoras (1) e (2) operam quando a ala-
vanca de comando de posição é usada para levantar
ou baixar o implemento ou quando as correções de
subida e descida ocorrem durante o funcionamento
normal do trator. A lâmpada inferior (2) acende quan-
do os braços do hidráulico baixam. A lâmpada superi-
or (1) acende quando os braços sobem.

51

Mostradores dos instrumentos – Figura 52


Ao trabalhar em Posição Controlada, o mostrador di-
gital do painel de instrumentos (1) Figura 52, indica a
posição dos braços inferiores numa escala de “0” a
“99”. O mostrador em “0” indica que os braços se
encontram totalmente baixados. Se indicar “99”, os
braços estão totalmente levantados.

Quando trabalhar em Esforço Controlado o mostrador


indicará “dr”.
52

3-33
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Mostradores dos Instrumentos – Figura 53


No caso de o 3o ponto/comando de posição deixarem
de estar em fase entre si, este mostrador desapare-
cerá e será substituído pelo símbolo de “hidráulico
inoperante”. Ver abaixo.

A luz de anomalia no painel do EDC (Figura 50) apa-


rece também no painel de instrumentos, da seguinte
forma:

A luz de aviso de anomalia piscando no painel do


EDC aparece também no painel de instrumentos
analógico/digital (1), Figura 53, e indica uma anoma- 53
lia no sistema. Ver também a Seção 2.

A luz de aviso de anomalia sempre acesa no pa-


inel do EDC indica “hidráulico inoperante”, aparecen-
do também no painel de instrumentos com uma luz
de aviso (2), Figura 53.

A luz de aviso de “hidráulico inoperante” signifi-


ca a alavanca do hidráulico não correspondente à po-
sição dos braços e o resultado é que os braços não
sobem nem descem com a alavanca de comando. A
luz de aviso de “hidráulico inoperante” aparece no
mostrador se:

• A alavanca de comando do hidráulico tiver sido


deslocada com o motor parado.

• Os interruptores externos dos pára-lamas foram


acionados para levantar ou baixar a articulação
dos três pontos. Consultar “Comandos externos
do levantador hidráulico” em páginas anteriores
desta seção.

Para colocar a alavanca de comando do hidráulico


novamente em fase com os braços inferiores, colocar
o interruptor de subida/descida na posição central e,
com o motor funcionando, deslocar a alavanca de
posição lentamente para a frente ou para trás, confor-
me necessário, até que a posição da alavanca fique
corresponda à altura dos braços. A luz de aviso de
“hidráulico inoperante” apagará. A articulação de 3
pontos pode agora subir ou baixar normalmente.

3-34
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

REGULAGENS ANTES DE INICIAR O TRABALHO


Engatar o implemento com que pretende trabalhar no
3o Ponto.

Figura 54
Girar o botão de esforço de carga (2) totalmente
para a frente para a posição 10 – este é o ajuste da
Posição Controlada.

Dar partida no motor e, usando a alavanca de Posi-


ção Controlada (1), levantar o implemento por eta-
pas, assegurando que existe 100 mm pelo menos de
folga entre o implemento e qualquer parte do trator.
Verificar a leitura no mostrador digital do painel de
instrumentos. Se a leitura for inferior a “99”, significa
que o implemento não está totalmente levantado.
54

Figura 55
Ajustar o botão de comando do limite de altura
(2) para evitar que os braços subam demasiado, evi-
tando assim que o implemento possa danificar o tra-
tor quando totalmente levantado.

Quando o interruptor de subida/descida ou a alavan-


ca de Posição Controlada são utilizados para levan-
tar o implemento, este apenas sobe para a altura re-
gulada através do comando de limite de altura, como
determinado no passo anterior.

Ajustar a velocidade de descida, de acordo com o


peso e dimensão do implemento acoplado, girando o
botão de comando da velocidade de descida (1).
55
Girar para a direita para aumentar a velocidade de
descida ou para a esquerda para diminuir.

IMPORTANTE: Ao regular o implemento pela primeira


vez para trabalhar, manter o botão de comando da
velocidade de descida na posição de descida lenta
(símbolo da tartaruga).

Quando é utilizado o interruptor de subida/descida para


baixar o implemento, este baixará a uma velocidade
controlada, conforme foi descrito no passo anterior.

3-35
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

FUNCIONAMENTO EM ESFORÇO CONTROLADO


Para trabalhar em Esforço Controlado, ajustar os di-
versos comandos de acordo com a necessidade para
se adequar às condições do implemento e do terre-
no.

Figura 56
O botão de esforço de carga (2) determina a pro-
fundidade do implemento através do ajuste da força
desejada nos pinos sensores de carga. Ajustar o bo- 56
tão para a posição intermediária (posição 5) antes de
começar a trabalhar.

Figura 57
O botão de sensibilidade de carga (1) determina a
sensibilidade do sistema. Ajustar o botão para a posi-
ção intermediária antes de entrar no terreno.

57

Figura 58
Conduzir o trator até o terreno e baixar o implemento
para a posição de trabalho, empurrando a alavanca
de Posição Controlada (3) para a frente. Utilizar a
alavanca de Posição para ajustar a profundidade má-
xima e, desta forma, evitar que o implemento “mergu-
lhe” quando encontre terreno leve. Ajustar a profundi-
dade de trabalho do implemento girando o botão de
esforço de carga (4).

Girar a botão (1) para deslocar o batente ajustável


(2) contra a alavanca de Posição Controlada, de for-
ma que o ajuste selecionado possa ser rapidamente
obtido.
58

3-36
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Figura 59
Observar o implemento à medida que rasga o solo e
ajustar o botão de sensibilidade de esforço (1),
até que a tendência para subir e baixar devido às va-
riações de resistência do solo seja satisfatória. Uma
vez regulado, o sistema hidráulico do trator regulará
automaticamente a profundidade do implemento,
mantendo um esforço constante (carga constante) no
trator.

O ajuste ideal será conseguido através da observa-


ção das luzes indicadoras do movimento (2) e (3).
A luz superior (3) acende sempre que o sistema le-
59
vanta o implemento à medida que ocorrem as corre-
ções normais de tração. A luz inferior (2) acende quan-
do o implemento desce.

Girar lentamente o botão de sensibilidade de es-


forço (1) para a direita. O sistema responderá com
movimentos menores e mais rápidos, pois serão vis-
tos através de ambas as luzes de aviso piscando.
Nesta altura, girar ligeiramente o botão para a esquerda
até que qualquer uma das luzes acenda uma vez cada
2 ou 3 segundos ou, conforme necessário, para se
adequar às condições do terreno.

Figura 60
Quando as condições de trabalho ideais tiverem sido
determinadas, não há necessidade de voltar a deslo-
car a alavanca da Posição Controlada novamente até
ter acabado o trabalho que tem em mãos.

Quando chegar ao final das cabeceiras do terreno,


pressionar na parte superior do interruptor de subi-
da/descida (3) para levantar rapidamente o
implemento para a posição regulada pelo botão de
comando de limite de altura. Quando voltar a entrar
na área de trabalho, colocar o interruptor na posição
central e o implemento baixará para o ajuste feito pelo
botão de comando da velocidade de descida, paran-
60
do quando é alcançada a profundidade regulada atra-
vés do botão de esforço de carga (2).

3-37
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Figura 61
Poderá ser necessário uma penetração mais rápida
do implemento, por exemplo, após ter feito o retorno
numa cabeceira estreita. Além disso, alguns
implementos são mais difíceis de penetrar no terre-
no, especialmente se o solo é duro. Acionar e manter
pressionado o interruptor de subida/ descida (4) e
o implemento baixará à velocidade determinada pelo
botão de comando de velocidade de descida, até
contatar o solo. A velocidade de descida e as
regulagens de comando de posição serão então neu-
tralizadas e o implemento penetrará rapidamente no
solo, subindo para a profundidade de trabalho pré-de-
61
terminada ao liberar o interruptor.

Como alternativa, poderá ser usado o batente ajustá-


vel para regular a profundidade do implemento. Quan-
do a profundidade do implemento tiver sido obtida,
girar o botão (1). Isto fará deslocar o batente (2) de
forma a ficar encostado à aresta da frente da alavan-
ca de Posição Controlada (3). Sempre que o
implemento suba, usando a alavanca de Posição
Controlada, regressará sempre à mesma profundida-
de de trabalho quando a alavanca é deslocada para a
frente para encostar o batente.

NOTA: Se necessário, a alavanca da Posição


Controlada pode ser puxada para o lado (para a
esquerda), deshabilitando o batente, para baixar ainda
mais o implemento.

Figura 62
O botão de controle do limite de patinagem (1),
apenas disponível com a unidade opcional do radar,
permite ao operador limitar o grau de patinagem das
rodas, acima do qual o implemento subirá até que a
patinagem das rodas regresse a um nível aceitável. O
sistema sobrepõe-se aos sinais normais de sensibili-
dade de tração e, desta forma, deverá ser tomado
muito cuidado para não selecionar um limite de
patinagem muito baixo, impossível de obter em con-
dições úmidas, o que poderá prejudicar a quantidade
de trabalho realizada.

Ao ser ativado o comando de patinagem, a luz 62


indicadora de limite de patinagem (2) acende e o
implemento sobe, restaurando o grau de patinagem
escolhido. O botão pode ser desligado, girando-se to-
talmente para a direita.

3-38
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

FUNCIONAMENTO EM POSIÇÃO CONTROLADA

Figura 63
Para trabalhar em Posição Controlada, o botão de
esforço de carga (2) deverá, preferencialmente, ser
girado totalmente para a posição 10.

Utilizar a alavanca de Posição Controlada (3) para


levantar e baixar a articulação dos 3 pontos. O
implemento sobe e pára na altura pré-determinada
através do botão de comando do limite de altura.
63

NOTA: A velocidade de subida será regulada


automaticamente. Se deslocar bastante a alavanca
da Posição Controlada, os braços deslocar-se-ão
num movimento rápido. À medida que os braços se
aproximam da posição regulada pela alavanca, o
movimento do implemento será mais lento.

Quando o implemento se encontrar na profundidade


de trabalho desejada, utilizar a roda ajustável (1) de
forma a colocar o batente (2) contra a alavanca de
posição controlada (3). De cada vez que a alavanca
é deslocada, poderá fazê-la regressar à sua posição
original, contra o batente, de forma a manter a altura
de trabalho pretendida.

Quando necessitar de levantar o implemento no final


das cabeceiras do terreno, acionar a parte superior
do interruptor de subida/ descida (4) para levantar
rapidamente o implemento para a posição regulada
pelo botão de comando de limite de altura. Quando
voltar a entrar na área de trabalho, colocar o interrup-
tor na posição central e o implemento baixará para a
altura originalmente regulada pela alavanca da po-
sição controlada (3).

_____ PRECAUÇÃO ______


Quando transportar equipamento no hidráulico de três
pontos, levantar o implemento através do interruptor
de subida/ descida (4) e selecionar o bloqueio para
transporte (ver o texto seguinte). Isto para evitar que
os braços do hidráulico baixem acidentalmente, po-
dendo danificar o solo ou provocar acidentes pesso-
ais.

3-39
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

BLOQUEIO DE TRANSPORTE E CONTROLE DINÂ-


MICO NA CONDUÇÃO

Bloqueio de Transporte – Figura 64


Ao transportar um equipamento engatado no 3o Pon-
to, girar o botão de comando da velocidade de
descida (1) totalmente para a esquerda para bloque-
ar na posição de transporte (símbolo do cadeado).
Isto evitará que o implemento possa baixar acidental-
mente e provoque danos na superfície da estrada.

Controle Dinâmico de Condução – Figura 64


Ao transportar equipamento engatado no 3o Ponto,
64
este tem tendência a oscilar, podendo fazer com que
se perca o controle da condução a velocidades de
transporte. Com o Controle Dinâmico ligado, quando
as rodas dianteiras encontram uma irregularidade no
terreno, fazendo com que a frente do trator suba, o
sistema hidráulico reage imediatamente para contra-
por este movimento, minimizando assim a oscilação
do implemento e proporcionando uma condução mais
suave.

Para ligar o Controle Dinâmico, girar o botão de co-


mando da velocidade de descida (1) totalmente
para a esquerda para a posição de transporte. Pres-
sionar o topo do interruptor de subida/descida para
levantar o implemento até a altura correspondente ao
comando limitador de subida dos braços (2).

O Controle Dinâmico de Condução somente funciona


acima de 8 km/h. Quando a velocidade excede os 8
km/h, o implemento descerá 4-5 pontos (conforme
aparece no painel de instrumentos) à medida que o
sistema hidráulico faz as correções para compensar
a oscilação do implemento. As correções são
visualizadas através do movimento de luzes
indicadoras piscando. Quando a velocidade do trator
é inferior a 8 km/h, o implemento sobe novamente até
à altura pré-determinada pelo interruptor de subida dos
braços e o Controle Dinâmico fica inoperativo.

COMANDO HIDRÁULICO EXTERNO

Figura 65
Para auxiliar o acoplamento do implemento, existe
comando externo do levantador. Encontra-se monta-
do no conjunto da lanterna traseira direita do trator
um interruptor oscilante (1). O interruptor possue
três posições, regressando à posição central ao se-
rem liberados, correspondendo à posição desligada.

65

3-40
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

_____ PRECAUÇÃO ______


Antes de descer do trator para acionar os interrupto-
res externos:

• Colocar as alavancas da caixa de mudanças em


neutro.

• Desengatar a TDF.

• Aplicar o freio de estacionamento.

Com o motor funcionando, colocar a alavanca do ace-


lerador manual na posição de marcha lenta (totalmente
para trás)

Figura 66
O operador somente deve acionar o interruptor exter-
no (1) quando estiver posicionado ao lado do trator
(ao lado dos pneus). Para evitar danos no implemento
ou no trator, não se deverá acionar ao mesmo tempo
os comandos hidráulicos na cabine e os comandos
externos.

_____ ADVERTÊNCIA ______


Antes de utilizar o interruptor externo do hidráulico, 66
assegurar-se de que ninguém nem nenhum objeto se
encontra na área do 3o Ponto.
Nunca acionar o interruptor externo enquanto estiver:

• Diretamente atrás do trator ou dos pneus.

• Entre os braços do hidráulico.

• Próximo ao implemento.

• Nunca extender os braços, pernas, ou outras par-


tes do corpo ou objetos na área próxima ao 3o
Ponto ou implemento enquanto aciona o inter-
ruptor externo.

• Nunca colocar um ajudante para trabalhar do lado


oposto dos comandos.

• Nunca acionar os comandos do lado oposto, faça-


o circulando à volta do trator ou do implemento.

• Não atravessar entre o implemento e o trator.

3-41
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Figura 67
Pressionando na parte superior do interruptor oscilante
(1) fará com que o hidráulico suba lentamente.
Pressionando na parte inferior fará com que o hidráulico
baixar.

Figura 68
Para transferir o comando do três pontos novamente
67
para a alavanca do hidráulico, colocar o interruptor
de subida/ descida (2) na posição central e, com o
motor funcionando, puxar ou empurrar a alavanca de
comando lentamente, conforme desejado, até que a
posição da alavanca corresponda à altura dos bra-
ços. A luz de aviso de “hidráulico inoperativo” desapa-
recerá ou, se o seu trator estiver equipado com um
painel de instrumentos eletrônico, aparecerá o sím-
bolo “hidráulico operativo”. Isto indica que o 3o Ponto
pode agora subir ou baixar normalmente.

IMPORTANTE: Quando o comando do 3o Ponto é


transferido novamente para a alavanca do hidráulico,
o implemento que estiver engatado poderá subir à
altura máxima e danificar a traseira do trator. O
operador deverá estar atento a esta situação e tomar
os cuidados necessários para evitar que os braços 68
subam totalmente. Ajustar o interruptor limitador de
subida conforme descrito sob o título Funcionamento
em Posição Controlada, na página 3-39.

3-42
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

VÁLVULAS DE CONTROLE REMOTO DO TIPO


CENTRO FECHADO, COM SENSOR DE CARGA [so-
mente com cabine com transmissão “Range
Command” (18 x 6 / 31 x 12)]
I
Descrição – Figura 69
As válvulas de controle remoto aqui descritas são do
tipo sensora de carga, centro fechado.

As válvulas são usadas para trabalhar com cilindros


externos, motores, etc. Podem instalar-se até quatro IIII III II
válvulas de controle remoto, localizadas centralmen-
te na traseira do trator. As válvulas I e II estão coloca-
das à direita do 3o Ponto e as válvulas III e IIII estão à
esquerda. Todas as válvulas remotas incorporam uma 69
válvula de bloqueio automático no pórtico inferior (su-
bida) para evitar vazamentos imprevistos do
implemento.

Figura 70
Estas válvulas são comandadas por alavancas, loca-
lizadas no console à direita do banco do operador. As
alavancas e as respectivas válvulas são identificadas
por um código de cores conforme indicado abaixo.

Cor da Alavanca Posição/Nº da Válvula


Verde Direita – externa – I
Azul Direita – interna – II
Castanho Esquerda – interna – III
Preto Esquerda – externa – IIII

Cada alavanca das válvulas tem quatro posições de


trabalho, como segue: 70
1. Subir (R) – Puxar a alavanca para trás para es-
tender o cilindro ao qual está ligada e levantar o
implemento.
2. Neutro (N) – Empurrrar a alavanca para a frente a
partir da posição de subida para selecionar o neu-
tro e desabilitar o cilindro a ela ligado.
3. Descer (L) – Empurrar a alavanca mais para a
frente, além do neutro, para recolher o cilindro e
baixar o implemento.
4. Flutuar (F) – Empurrar a alavanca totalmente para
a frente, além da posição “descer”, para selecio-
nar “flutuar”. Isso permitirá que o cilindro estenda
ou recolha livremente, permitindo assim que o
equipamento, como láminas de niveladoras, “flu-
tuem”, ou acompanhem o contorno do terreno.
As posições Subir, Descer, Neutro e Flutuar são
identificadas por símbolos numa decalcomania junto
às alavancas de comando.

3-43
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Nível de Óleo do Eixo Traseiro/Hidráulico quan- Por outro lado, a quantidade máxima de óleo que pode
do se utiliza Equipamento Hidráulico Remoto ser acrescentada ao eixo traseiro acima da marca de
Ao verificar o nível de óleo do eixo traseiro, é conveni- nível máximo (FULL) é de 4 litros (7 Imp. pt. 2.9 U.S.
ente assegurar-se de que o óleo se encontra na mar- qts.). Com esta quantidade adicionada ao eixo trasei-
ca máximo da vareta, com o trator estacionado em ro, as quantidades acima mencionadas podem ser
piso nivelado. No entanto, ao acoplar equipamento aumentadas na mesma proporção, ou seja, em 4 li-
auxiliar às válvulas de controle remoto, dever-se-á ter tros (7 Imp. pt. 2.9 U.S. qts.), nunca mais que isso.
presente que o equipamento utiliza o óleo do eixo
traseiro e que o nível de óleo baixa drasticamente.
Trabalhando com o trator com um baixo nível de óleo
_____ IMPORTANTE ______
poderá causar danos nos componentes do eixo tra-
seiro e da transmissão. NUNCA opere equipamentos com o nível de óleo do
eixo traseiro abaixo do nível de mínimo. Isto pode
causar sérios danos aos componentes do trator.

NOTA: Antes de acoplar cilindros remotos, parar o


motor e limpar cuidadosamente as uniões para evitar _____ ADVERTÊNCIA ______
a contaminação do óleo.
O fluido hidráulico ou o óleo diesel ao escaparem sob
pressão podem penetrar na pele causando graves
Com o nível de óleo do eixo traseiro na marca máxi- ferimentos.
mo da vareta, podem ser consumidos os seguintes • Não usar suas mãos para verificar vazamentos.
volumes máximos de óleo do eixo traseiro para ope- Utilizar um pedaço de papelão ou papel para lo-
ração dos equipamentos auxiliares sem necessidade calizar vazamentos.
de adicionar óleo ao sistema:
• Antes de acoplar ou desconectar tubos hidráuli-
cos, parar o motor e aliviar a pressão residual,
deslocando as alavancas das válvulas de con-
Equipamento estacionário 35 litros trole remoto para a frente, para a posição de
operando ao nível do solo: 61.6 Imp. pt. flutuação e depois novamente para neutro.
25.6 U.S. qts.
• Apertar todas as uniões antes de dar partida no
motor ou pressurizar as tubulações.
Funcionamento em condições 20 litros
normais de condução, 35.2 Imp. pt. Se for injetado fluido na pele, procurar assistência
(terreno plano) 14.6 U.S. qts. médica imediata para evitar possível gangrena.
apenas por períodos curtos:

_____ ADVERTÊNCIA ______


Funcionamento em outras 10 litros
condições, inclusive por longos 17.6 Imp. pt. Nunca trabalhar nem permitir que alguém trabalhe
períodos de utilização: 7.3 U.S. qts. próximo de equipamento que esteja levantado, em vir-
tude de este cair quando a pressão é aliviada no sis-
tema ou no caso de um tubo avariar, etc. Antes de
desconectar cilindros ou equipamentos, assegurar-
se de que os equipamentos ou implementos se en-
_____ ADVERTÊNCIA ______ contram devidamente apoiados. Utilizar sempre um
Para aplicações especiais que não se enquadram nas suporte adequado para os equipamentos que neces-
especificações e condições de trabalho descritas sitem de ser assistidos enquanto na posição levanta-
acima, consultar o seu Concessionário New Holland. da.

3-44
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Acoplamento de cilindros remotos – Figura 71


Cada válvula remota tem um par de uniões rápidas 1
fêmeas de ½” (1) e (2). As válvulas são do tipo de
auto-vedação/bloqueio imediato, mas permitem que
os tubos do cilindro remoto se soltem facilmente se o
implemento se desengatar do trator. A união inferior
(2) de cada par é para o tubo de retorno. As uniões
representadas nesta figura são para válvula remota No
1.

2
Notas Sobre o Funcionamento
Um detém manterá a alavanca na posição escolhida 71
de estender ou recolher até que o cilindro remoto al-
cance o fim do seu curso, voltando a alavanca de con-
trole, automaticamente, ao neutro. Como alternativa,
a alavanca poderá ser levada, manualmente, à posi-
ção neutro. A alavanca não volta ao neutro automati-
camente, a partir da posição de flutuação.

NOTA: Não manter a alavanca na posição de exten-


são ou recolhida depois do cilindro haver alcançado o
fim do seu curso, pois isto faria com que o sistema
trabalhasse na sua pressão máxima. Durante um
período prolongado, esta situação poderia provocar o
superaquecimento do óleo e avaria de componentes
do sistema hidráulico de transmissão.

_____ ADVERTÊNCIA ______


Ao trabalhar com uma carregadeira frontal com as
válvulas providas de detentores poderá ter movimen-
tos descontrolados, fazendo com que o material pos-
sa derramar ou outros objetos possam rolar pelos bra-
ços da carregadeira e cair sobe o operador. Se ne-
cessário, consulte o seu Concesionário New Holland
para converter as válvulas de controle para trabalha-
rem sem o dispositivo de retorno automático ao neu-
tro.

3-45
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Figura 72
1
Cada válvula de controle remoto tem a sua própria
válvula de controle de fluxo (1) que permite controlar
individualmente os débitos ao trabalhar com duas ou
mais válvulas simultaneamente.

Girar o botão de controle de fluxo para a esquerda


para aumentar o fluxo de óleo.

72
Girar o botão para a direita para diminuir o fluxo do
óleo. Ver Seção 7 – Especificações.

Acoplar e Trabalhar com os Cilindros de Duplo-


Efeito – Figura 73
Conectar o tubo de alimentação (1) de um cilindro
4
de duplo-efeito à união inferior (3) de uma válvula de
controle remoto. Conectar o tubo de retorno (2) à
união superior (4) da mesma válvula. 3 1

73

Figura 74
Para estender um cilindro de duplo-efeito, puxar a ala-
vanca de controle, Figura 74, para trás, para a posi-
ção “levantar”.

Para recolher um cilindro de duplo-efeito, empurrar a


alavanca para trás, para a posição “baixar”.

Deslocando mais ainda a alavanca, permitirá selecio-


nar a posição “flutuar”, o que permite ao cilindro es-
tender e recolher livremente. Esta característica é de
grande vantagem ao trabalhar com equipamento como,
por exemplo, niveladoras, carregadeiras, etc.
74

3-46
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Acoplar e Trabalhar com Cilindros de Simples-


Efeito – Figura 75 1
Conectar o tubo (1) de um cilindro de simples-efeito à
união inferior (2) na válvula de controle remoto, como
anteriormente descrito.

75

Figura 76
Para estender um cilindro de simples-efeito, puxar a
alavanca de comando para trás, para a posição “le-
vantar”.

Manualmente, voltar a alavanca à posição de neutro


para parar o cilindro antes deste chegar ao fim do seu
curso ou permitir à válvula voltar automaticamente
quando o cilindro chegar ao fim do seu curso.

Para recolher um cilindro de simples-efeito, deslocar


a alavanca totalmente para a frente, para a posição
“flutuar”.
76
IMPORTANTE: Usar sempre a posição “flutuar” para
baixar um cilindro de simples-efeito. A posição
“descer”, aplica-se somente aos cilindros de duplo-
efeito.

Acoplar e Trabalhar com Equipamentos de Flu-


xo Hidráulico Contínuo – Figura 77
O equipamento de fluxo hidráulico contínuo (por exem- 1
plo, motores hidráulicos), deves ser ligado à união da
válvula de controle remoto com o tubo de alimenta-
ção (1) ligado à união superior(4) e o tubo de retor-
no (2) ligado à união inferior (3) da mesma válvula.
4

3 2
Deve ser instalado o Motor Kit.
77

3-47
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Figura 78
Com a alavanca de controle remoto completamente
para a frente, na posição “flutuar”, o motor hidráulico
estará parado, mas entrará em funcionamento se a
alavanca for puxada para a posição “baixar”.

IMPORTANTE: Para parar o motor hidráulico, acionar


a alavanca totalmente para a frente, para a posição
“flutuar”. O motor hidráulico reduzirá a sua velocidade
até parar, mas sem parar de repente, o que causaria
pressões internas nos tubos que, se não fossem
controladas por válvulas especiais, poderiam danificar
as vedações do motor. 78

Observar os seguintes cuidados para maior proteção


do trator e do equipamento:

• Não abrir nenhuma válvula by-pass no equipa-


mento ou no motor. Usar a válvula de controle de
fluxo para regular o fluxo ou a velocidade do mo- Trabalhar Simultaneamente com Várias Válvu-
tor. las de Controle Remoto ou Simultaneamente com
Válvulas Remotas e o Levantador.

• Para assegurar um perfeito arrefecimento do óleo


Se estiver operando com duas ou mais válvulas remo-
hidráulico e evitar o superaquecimento, trabalhar
tas simultaneamente ou válvulas remotas e o
com equipamento de fluxo contínuo com maior
levantador hidráulico, todas as válvulas de controle de
fluxo (usando a válvula reguladora de fluxo) e à
fluxo devem ser reguladas de forma a assegurar um
velocidade do motor mais baixa que permita
fluxo parcial. Se não forem ajustadas desta forma,
manter o desempenho e a velocidade requeridas
todo o fluxo disponível poderá ser enviado para o cir-
pela máquina.
cuito de fluxo total quando a pressão nesse circuito
for inferior à dos demais circuitos que estão sendo
• Recomenda-se a instalação de um termômetro usados.
no circuito remoto quando se utilizam motores
hidráulicos de funcionamento contínuo. Caso se
constate um superaquecimento, parar o motor Sangria dos Cilindros Remotos
hidráulico até que o óleo esfrie. Verificar se a Ao acoplar-se um cilindro com ar retido no seu interi-
regulagem do fluxo está no máximo e a velocida- or, como seja, um cilindro novo que esteja fora de
de do motor no mínimo, apropriadas para o de- serviço ou que tenha tido os tubos desligados, torna-
sempenho da máquina. se necessário sangrar o cilindro para eliminar o ar.

Ao trabalhar em condições normais e a alta tem- Com os tubos ligados às uniões das válvulas de con-
peratura se mantiver, instalar um radiador de óleo trole remoto, na parte traseira do trator, colocar o ci-
no circuito de retorno do motor. A temperatura lindro com a extremidade onde vai acoplada a man-
máxima recomendada para o óleo é de 110oC gueira voltada para cima e estender e recolher o cilin-
(230oF). dro sete ou oito vezes, usando a alavanca de coman-
do da válvula de controle remoto.
O seu Concesionário New Holland poderá fornecer-
lhe um radiador de óleo apropriado, bem como os res- Verificar o nível de óleo do eixo traseiro antes e de-
pectivos acessórios fará ele próprio a montagem. pois de trabalhar com um cilindro remoto.

3-48
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

ENGATE DE TRÊS PONTOS

NOTA: Antes de acoplar o equipamento, leia esta


seção cuidadosamente.

Descrição – Figura 79
1
O engate de três pontos permite que implementos
montados ou semi-montados possam ser ligados ao
trator e sejam acionados e controlados através do sis-
tema hidráulico deste. O engate consiste de dois bra-
ços inferiores (3) ligados a um eixo na carcaça do 2
eixo traseiro. As extremidades posteriores dos bra-
ços inferiores devem ser ligadas aos pinos de engate
inferiores do implemento. Encontram-se disponíveis
vários tipos de extremidades para auxiliar o
acoplamento do implemento. 3

Os braços inferiores sobem e descem por meio dos


tirantes de levantamento (2), ligados aos braços. Es- 79
tes podem ser rapidamente regulados para facilitar o
alinhamento do implemento com o trator.

O 3º ponto (1), está montado em um cavalete na car-


caça central do eixo traseiro. A parte posterior do 3º
ponto deverá ser engatada no pino de engate superior
do implemento. O 3º ponto é também ajustável para
facilitar o alinhamento do implemento.

ACOPLAMENTO DE EQUIPAMENTOS NO
ENGATE DE TRÊS PONTOS

NOTA: Antes de acoplar o equipamento, ajustar os


tirantes do levantador e selecionar o furo correto do
braço 3o ponto para o implemento a para o trabalho
que vai ser executado.

Assegurar-se de que os estabilizadores telescópicos


ou os blocos separadores estão corretamente ajusta-
dos. Retirar a barra de tração oscilante, se for instala-
do equipamento muito próximo do trator.

IMPORTANTE: Selecionar sempre Posição


Controlada ao acoplar ou transportar equipamento,
quando não estiver acoplado qualquer equipamento,
ou sempre que não estiver operando em Esforço
Controlado.

NOTA: Ver também “Comando Externo do Levantador


Hidráulico”, em páginas anteriores desta seção, para
mais detalhes.

3-49
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

A maioria dos equipamentos pode ser acoplada ao IMPORTANTE: Ao acoplar equipamento montado ou
seu trator como segue: semi-montado ao engate de 3 pontos ou ao acoplar
equipamento rebocado à barra de tração ou ao gancho
1. Colocar o trator de forma que os pontos de
de reboque, verificar se há folga adequada entre o
acoplamento dos braços inferiores estejam nive-
implemento e o trator. O equipamento semi-montado
lados ou ligeiramente à frente dos pinos de
ou rebocado poderá interferir com os pneus traseiros
acoplamento do implemento.
do trator. Se necessário, ajustar os batentes da
2. Acoplar o implemento aos braços inferiores. direção, blocos espaçadores ou estabilizadores.

FOLGA ENTRE O IMPLEMENTO E A CABINE


_____ PRECAUÇÃO ______
Aplicar o freio de estacionamento antes de descer do _____ PRECAUÇÃO ______
trator para efetuar as ligações. É essencial manter o
Alguns equipamentos montados e semi-montados,
motor funcionando quando pretender utilizar os inter-
podem interferir com a cabine, provocando danos nos
ruptores externos, montados nos pára-lamas, ao efe-
vidros ou na cabine. O operador poderá sofrer
tuar as ligações. Se o seu trator não tiver estes inter-
ferimentos provocados por vidros quebrados ou a ca-
ruptores, ou quando fizer outras ligações, parar o
bine de segurança poderá ser danificada se o equipa-
motor.
mento interferir com a cabine.

IMPORTANTE: Antes de transportar ou trabalhar com Para evitar danos na cabine, proceder como segue:
equipamento, assegurar-se de que as extremidades
flexíveis (quando instaladas) estão travadas na • Acoplar o equipamento conforme anteriormente
posição de funcionamento. descrito.
3. Com o motor parado e o freio de estacionamento • Verificar se há folga adequada, levantando lenta-
aplicado, ajustar o 3o ponto até que o pino supe- mente o equipamento com a alavanca de coman-
rior do implemento possa ser inserido através do do levantador em Posição Controlada. Se al-
barra de engate e do braço do 3o ponto. Ajustar o guma parte do equipamento se aproximar a me-
3o ponto para a regulagem inicial de 724 mm (28.5 nos de 100 mm (4 pol.) da cabine, ajustar o
pol.). limitador de altura do engate de 3 pontos ou o
4. Acoplar o equipamento remoto, quando for o botão de controle de altura, em páginas anterioes
caso. desta seção, para limitar o movimento ascenden-
te.
5. Depois de acoplar o implemento e antes de inici-
ar o trabalho, verificar se: Desmontar o equipamento na ordem inversa da mon-
• Não há qualquer interferência com os componen- tagem. A informação que se segue, tornará a separa-
tes do trator. ção mais fácil e segura:

• O 3o ponto não encosta na proteção da TDF,


quando o implemento está na sua posição mais • Estacionar sempre o equipamento sobre uma su-
baixa. perfície firme e nivelada.

• Apoiar o equipamento de forma que não possa


IMPORTANTE: Antes de trabalhar com equipamento
inclinar-se ou cair quando se separar do trator.
acionado pela TDF, verificar se o eixo de transmissão
da TDF não está excessivamente avançado, de for- • Aliviar sempre a pressão hidráulica nos cilindros
ma a poder desligar-se, sair do seu lugar ou se situe remotos, selecionando a posição de flutuação
a um ângulo excessivo. Verificar se a proteção do antes de desconectar.
eixo não encosta na proteção da TDF, ou na barra de
tração. Ver “ACOPLAMENTO DE EQUIPAMENTO Ao acoplar equipamento montado no engate de 3 pon-
ACIONADO PELA TDF”, em páginas anteriores des- tos, efetuar os seguintes ajustes, de forma a assegu-
ta seção. rar um funcionamento satisfatório.

3-50
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

TIRANTES DO LEVANTADOR, BRAÇOS INFERIO-


RES E 3o PONTO (ajuste mecânico)

_____ PRECAUÇÃO ______


Antes de desconectar o tirante de um braço inferior,
parar o motor e abaixar o equipamento conectado até
o solo. Antes de tirar o pino de segurança, verificar
se o equipamento está corretamente apoiado e que
não há qualquer pressão residual no sistema hidráulico.

Deslocar a alavanca de comando do levantador para


trás e depois para a frente, vária vezes, para eliminar
a pressão residual e depois deslocá-la completamen-
te para a frente.

Ao ajustar os tirantes, assegurar-se de que pelos


menos 40 mm (1.6 pol.) de rosca permanecem en-
roscados na extremidade inferior do tirante.

3o Ponto – Figura 80
Girar a extremidade do 3o ponto (3) para aumentar ou
encurtar o mesmo. A rotação da manga (4), permite
uma regulagem adicional. Puxe o trinco (1) afastan-
do-o da manga para permitir que a manga gire. Para
evitar rotação adicional da manga após a regulagem,
empurrar o trinco para trás para travar no suporte de
transporte (2).

80

Figura 81
Quando não estiver sendo usado, o braço do 3o ponto
pode ser retirado e deixado na posição levantada tra-
vando a extremidade do suporte de transporte (2) em
que fica a esfera, no suporte (1) da carcaça da válvula
de controle remoto.

81

3-51
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Regulagem dos Tirantes

Figura 82
Os tirantes podem ser ajustado girando-se a parte
superior do mesmo, por meio da manivela (1), no
tensor.

82
Figura 83
Para poder girar o tensor, torna-se necessário levan-
tar mesmo (1) para soltá-lo do sextavado (2) na se-
ção inferior do tirante. Girar o tensor para aumentar
ou encurtar o tirante.

Quando o ajuste tiver sido satisfatoriamente concluí-


do, deixar o tensor baixar para a sua posição. Asse-
gurar-se de que o tensor está completamente em bai-
xo e encaixado no sextavado a fim de evitar a sua
rotação acidental.

83
Figura 84
Cada tirante inferior tem dois furos para o acoplamento
dos braços. Montar no furo dianteiro (o mais próximo
do trator – conforme mostrado), para a elevação má-
xima. Utilizar o furo traseiro (1) para o máximo de
capacidade de elevação.

NOTA: Ambos os tirantes esquerdo e direito, podem


apresentar um rasgo, bem como um furo na
extremidade inferior. Se o pino de fixação (2), Figura
84, for inserido através do rasgo, isso permitirá ao
implemento um movimento vertical limitado,
independente do trator, de forma a facilitar o
funcionamento dos implementos mais largos.

IMPORTANTE: Ao acoplar equipamento montado ou


semi-montado ao engate de 3 pontos ou ao engatar
equipamento rebocado à barra de tração ou ao gan-
cho automático de reboque, verificar se há uma folga
adequada entre o implemento e a cabine ou a janela 84
traseira, em qualquer posição aberta.

3-52
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

CAVALETE DO 3o PONTO (todos os modelos) –


Figura 85
Existem dois furos no cavalete para montagem do
braço do 3o ponto.

Inserir o pino (1) através do furo superior, conforme


mostrado, para uma capacidade máxima de elevação
e a maior distância entre o implemento e a cabine.
Utilizar o furo inferior (2) para uma melhor penetração
no solo e maior distância entre o implemento e o solo
(quando o implemento está levantado).

Para mudar a posição do 3o ponto, retirar a trava em


“R” (3) e retirar o pino de fixação. Reposicionar o bra-
ço e o pino, conforme necessário, assegurando-se
de que a lingueta situada na extremidade do manípulo
do pino esteja inserida no outro furo.
85

NOTA: Se o seu trator estiver equipado com gancho


automático de reboque, o pino poderá interferir com
os tirantes do gancho durante a desmontagem. Se
necessário, usar o sistema hidráulico para deslocar
os tirantes, permitindo assim retirar o pino do 3o ponto.

3-53
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

ESTABILIZADORES TELESCÓPICOS (quando


montados) – Figuras 86 e 87

_____ PRECAUÇÃO ______


Nunca trabalhar com equipamento, a não ser que os
estabilizadores telescópicos estejam corretamente
instalados e ajustados de forma a evitar oscilação
lateral excessiva.

Os estabilizadores telescópicos controlam a oscila-


ção dos braços inferiores e do equipamento acoplado,
durante o trabalho ou o transporte. Isto é especial-
mente importante ao trabalhar em terreno inclinado
ou próximo de cercas, muros ou valetas e com al-
guns tipos de implementos. Leia o Manual do Opera-
dor do Implemento.

Figura 86
Cada estabilizador é constituído por um tubo (1) com
um acoplamento esférico em cada extremidade. A
extremidade esférica (2) é acoplada ao engate de 3
pontos. A parte roscada (3) enrosca-se na extremida-
de posterior do tubo, permitindo o seu ajuste. A extre-
midade esférica (5) está ligada a um suporte de mon-
tagem (6), aparafusado à extremidade externa da car-
caça do eixo traseiro. Esta extremidade esférica en-
caixa com montagem justa, deslizando no interior do
tubo. O pino (4) pode passar através de furos feitos
no tubo e na haste, conforme mostrado, travando o
conjunto como uma só peça.
86
Na prática, o pino de localização (4), deve ser retirada
de ambos os estabilizadores e o implemento acoplado
ao engate de 3 pontos. Para retirar o pino, puxar a
trava de fixação. Quando o implemento estiver corre-
tamente alinhado, girar o tubo até que os furos na
extremidade dianteira do tubo e a esfera deslizante
fiquem alinhados. O pino deve então ser reinserido
nos furos e travado.

Com os pinos inseridos desta forma, ambos os


estabilizadores transformam-se em uma unidade rígi-
da, evitando que o implemento oscile, tanto na posi-
ção de trabalho como na de transporte.

Em certas condições ou ao usar equipamentos como


arados, etc., pode-se desejar que o engate de 3 pon-
tos (e o implemento) possam oscilar lateralmente.

3-54
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Figura 87
Se o pino for retirado dos furos dianteiros, horizon-
tais, será permitido um certo grau de oscilação. O
pino deve ser inserido novamente através dos furos
posteriores verticais, conforme mostrado em (1). O
pino atuará como um batente para limitar o grau de
oscilação.

IMPORTANTE: Ao ajustar o comprimento dos


estabilizadores, especialmente se for usado o sistema
de oscilação, verificar se não há possibilidade dos
pneus traseiros interferirem com os estabilizadores
87
ou braços inferiores.

PONTOS DE MONTAGEM DO
EQUIPAMENTO

Figura 88
O seu trator dispõe de um número de furos roscados
cuja função é acoplar equipamento opcional. A figura
88 mostra os pontos de montagem no lado esquerdo
do trator. Há furos roscados correspondentes no lado
direito.

A dimensão dos furos representados é a seguinte:


88
(1) Pontos de ligação na cabine (ver nota abaixo).
(2) Quatro furos M20 x 2,5 – profundidade 36 mm
(3) Seis furos M20 x 2,5 – profundidade 48 mm

NOTA: Os furos (1) não devem ser utilizados para


acoplar equipamento.

Figura 89
As dimensões dos furos representados é a seguinte:

(1) Seis furos M20 X 2,5 – profundidade 46mm

NOTA: Se tiver contrapesos frontais montados em


seu trator, os furos (1) já terão sido utilizados para
fixar o suporte dos contrapesos.
89

3-55
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

AJUSTE DA BITOLA DIANTEIRA (tração


dianteira)

_____ ADVERTÊNCIA ______


Com uma das rodas dianteiras de um trator com tra-
ção dianteira apoiada num suporte, nunca tentar girar
essa roda ou dar partida no motor. Isto poderia fazer
com que as rodas traseiras se movam, fazendo o
trator cair do suporte. As rodas devem estar sempre
apoiadas de forma que os pneus não toquem no solo.

NOTA: Ao trocar os conjuntos das rodas direita e


esquerda, assegurar-se de que o “V” do desenho da
banda de rodagem esteja apontando para a frente.

Os tratores com tração dianteira possuem eixo fixo.


No entanto, a largura da bitola é completamente ajus-
tável, alterando o aro em relação ao disco, o aro e/ou
o disco em relação ao cubo, ou intercambiando as
rodas dianteiras. (A largura da bitola é a distância en-
tre centros do pneu, ao nível do solo).

Figura 90
As vistas em corte mostram as posições do aro e do
disco em relação ao cubo, nas várias larguras da bi-
tola. As larguras são as seguintes:

Regulagem Largura da bitola


A 1552 mm (61.1 pol.)
B 1664 mm (65.5 pol.)
C 1758 mm (69.2 pol.)
D 1869 mm (73.6 pol.)
E 1952 mm (76.9 pol.) 90
F 2064 mm (81.3 pol.)
G 2158 mm (85.0 pol.)
H 2269 mm (89.3 pol.)
NOTA: As larguras da bitola na Figura 90 acima, são
nominais e podem variar até 25 mm (1 pol.) , depen-
dendo das medidas dos pneus.

3-56
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

_____ ADVERTÊNCIA ______


Nunca trabalhar com o trator com um aro ou um dis-
co mal apertado. Apertar sempre as porcas com o
torque especificado e nos intervalos recomendados.
Os proprietários devem assegurar-se de que todos
os componentes da direção sejam mantidos em bom
estado, de forma a garantir um funcionamento segu-
ro e cumprir todas as disposições legais.

Ao montar ou ajustar uma roda, apertar os parafusos


com o torque abaixo indicado e depois verificar nova-
mente após o trator percorrer 200 m e após 1 e 8
horas de trabalho, e posteriormente cada 50 horas:

Porcas do disco ao cubo 210 Nm (155 lbf.pé)

Porcas do disco ao aro 240 Nm (177 lbf.pé)

NOTA: Se o seu trator está equipado com pára-lamas


dianteiros, verificar se há folga adequada em todas
as condições de funcionamento. Ajustar os batentes
da direção e/ou a posição dos pára-lamas, conforme
necessário.

IMPORTANTE: Nas bitolas mais estreitas, poderá


verificar-se interferência entre o pneu ou o pára-lamas
e o trator ao esterçar ao máximos as rodas, com o
eixo totalmente articulado. Para evitar esta situação,
ajustar os pára-lamas e/ou os batentes da direção.

Pára-lamas Dianteiros Dinâmicos (quando mon-


tados)
Os pára-lamas dianteiros dinâmicos, opcionais, acom-
panham o esterçamento das rodas. À medida que o
ângulo de giro das rodas aumenta, uma articulação
restringe o ângulo de giro dos pára-lamas para evitar
a interferência com o capô do motor, permitindo que
as rodas continuem a girar sob os pára lamas. Isto
possibilita ângulos de direção mais apertados do que
com pára-lamas convencionais, especialmente nas
bitolas mais estreitas.

Os pára-lamas são ajustáveis para corresponderem


às diversas medidas dos pneus e bitolas da seguinte
forma:

3-57
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Regulagem lateral – Figura 91


O pára-lamas pode ser deslocado horizontalmente,
aproximando-o ou afastando-o do trator, reposicionando
os parafusos (1), num outro par de furos do suporte
(5). Além disso, o suporte de montagem (3) está uni-
do ao eixo dianteiro por três parafusos (2). O
reposicionamento destes parafusos para outro con-
junto de furos, permite deslocar lateralmente o con-
junto completo do pára-lamas.

91
Regulagem vertical - Figura 92
O pára-lamas pode também ser deslocado vertical-
mente, reposicionando os parafusos (4) nos furos apro-
priados do suporte do pára-lamas (5).

NOTA: Após o ajuste, verificar se existe pelo menos


60 mm (2,4 pol.) de folga entre o pneu e qualquer
parte do pára-lamas ou dos seus elementos de fixação.
Apertar todos os parafusos.

Batentes da Direção – Figura 93


O eixo dianteiro possui dois batentes, um em cada
extremidade. Estes batentes são ajustáveis e devem
ser regulados de forma a proporcionar uma folga míni- 92
ma de 20 mm (0,75 pol.) entre os pneus e qualquer
parte do trator quando a direção está esterçada para
um dos extremos, com o eixo totalmente articulado.

Para ajustar, afrouxar a contraporca (1) e girar o para-


fuso-batente (2) para a esquerda para reduzir o ângu-
lo da direção ou o para a direita para aumentar. Aper-
tar a porca com torque de 150 Nm (110 lbf.pé).

NOTA: Após ajustar ambos os batentes da direção,


verificar se existe folga adequada entre os pneus
dianteiros e qualquer parte do trator com o eixo
completamente articulado.

93

3-58
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Convergências das Rodas Dianteiras


Depois de ajustar a largura da bitola, pode ser neces-
sário corrigir a convergência das rodas dianteiras. Para
um correto funcionamento, as rodas devem estar pa-
ralelas ou apresentar uma ligeira convergência.

Figura 94
Medir a distância entre os aros, à altura dos cubos,
na parte dianteira das rodas. Girar ambas as rodas
180o e voltar a medir, desta vez, na parte traseira das
rodas (2). O ajuste da convergência permite eliminar
a excentricidade causada pelo empeno dos aros.

A convergência correta é de 0–6 mm (0–0.25 pol.),


isto é, a medição feita na parte traseira do aro deve
ser a mesma da dianteira, ou 6 mm (0.25 pol.) menor.
94
No caso de ser necessário ajustar a convergência
proceder como segue:

Figura 95
Retirar e descartar a porca auto-travante (2) no lado
esquerdo da barra de direção e retirar o respectivo
terminal (1).

Afrouxar a contraporca (3) e enroscar ou desenroscar


o terminal na barra, para encurtar ou aumentar o com-
primento do conjunto, conforme necessário.

Voltar a inserir o terminal da barra e, quando a conver-


gência estiver correta, fixar com uma nova porca auto-
travante.
95

Apertar as porcas com os seguintes torques:

Modelo Porca
do trator auto-travante Contraporca

Todos os 118 Nm 196 Nm


modelos (87 lbf.pé.) (145 lbf.pé.)

3-59
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Batentes de Oscilação do Eixo Dianteiro


- Figura 96
Estão instalados batentes da oscilação do eixo dian-
teiro, um de cada lado do eixo. Cada batente é cons-
tituído por uma chapa (1), fixada à parte inferior do
suporte do eixo por dois parafusos Allen montados
rente com a mesma face. A oscilação do eixo faz
com que a chapa-batente entre em contato com a
projeção (2) na carcaça do eixo, evitando assim qual-
quer movimento adicional, conforme mostrado. Com
os batentes em posição, conforme mostrado, a osci-
lação do eixo é de 8o.

Remover os parafusos e retirar os batentes para au- 96


mentar a oscilação do eixo para 12o.

NOTA: Se os batentes de oscilação forem retirados,


assegurar-se de que há uma folga adequada entre os
pneus dianteiros e qualquer parte do trator, com o
eixo completamente articulado.

3-60
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

INSTALAÇÃO DE RODAS PARA CULTIVO EM FI-


LEIRA, RODAS-GUIA, ETC. NO EIXO DIANTEIRO –
Figura 97

NOTA: Poderá ser desejado instalar rodas para culti-


vo em fileira, rodas-guia, etc., que fixadas ou apara-
fusadas aos cubos, discos ou aros das rodas exis-
tentes. Os proprietários devem ser informados que
esse equipamento não foi testado pelos Departamen-
tos de Engenharia e Testes no Campo da New Holland.

A tabela abaixo e a Figura 97 dão detalhes das res-


pectivas medidas das rodas.

97

Todos os tratores

Medidas Medida Medida


Tamanho disponíveis do paraf. Dia. ‘A’ do paraf. Dia. ‘B’
do Aro dos pneus (1) mm (pol.) (2) mm (pol.)

W12L-24 14.9-24 - - - -

W12-28 13.6-28 - - - -
14.9-28 M16 405 (15.95) M16 616 (24.25)
380/70-28 - - - -
420/70-28 M16 405 (15.95) M16 616 (24.25)
480/65-28 M16 405 (15.95) M16 616 (24.25)

W15L-28 16.9-28
480/70-28 M16 405 (15.95) M16 616 (24.25)
540/65-28

WW13-30 14.9-30 M16 405 (15.95) M16 616 (24.25)

3-61
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

AJUSTE DA BITOLA DAS RODAS


TRASEIRAS (Rodas de ajuste manual)

_____ PRECAUÇÃO ______


O seu trator foi produzido com faróis que satisfazem
a legislação em vigor quando trabalhar ou se deslo-
car na estrada. Se a largura da bitola for ajustada
além da posição estabelecida na fábrica, poderá tor-
nar-se necessário alterar a posição dos faróis ou ins-
talar faróis auxiliares, de forma a satisfazer as dispo-
sições legais. Além disso, antes de se deslocar na
estrada, verificar se a largura máxima do trator não
excede o máximo permitido por lei.

O ajuste da bitola das rodas traseiras é feito através


da alteração do aro em relação ao disco, do aro e/ou
do disco em relação ao cubo ou intercambiando as
rodas traseiras.

_____ PRECAUÇÃO ______


As rodas do trator são muito pesadas. Devem, por-
tanto, ser manusedas com cuidado e devem ser ar-
mazenadas de forma que não possam cair e provo-
car acidentes.

Figura 98
Nota: Tenha em atenção que existem dois tipos dife-
rentes de discos, dependendo das dimensões dos
pneus e do modelo do trator. Os discos representa-
dos são os seguintes:

Disco central redondo (tipo 2)


TM7010, TM7010E, TM70200,
TM7020E, TM7030, TM7030E, Todas as medidas
TM7040 e TM7040E de pneus 98

O tipo de disco central que estiver montado afetará a


largura da bitola. Identificar o tipo de disco que o tra-
tor possui (Figura 98) e, posteriormente, consultar a
tabela seguinte e a Figura 99 para verificar as posi-
ções relativas do aro e do disco para obter a largura
da bitola desejada.

3-62
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Figura 99
Os desenhos em corte apresentados na Figura mos-
tram as posições relativas do aro e do disco relativa-
mente ao cubo nas diferentes larguras de bitola.

IMPORTANTE: Quando intercambiar os conjuntos das


rodas esquerda e direita, assegurar-se de que o “V”
do desenho da banda de rodagem esteja sempre
apontando no sentido de marcha avante.

Ajuste da
bitola Disco tipo 1 Disco tipo 2
Figura 99 Figura 98 Figura 98

A 1530 mm (60.2 pol.) 1530 mm (60.2 pol.)

B 1734 mm (68.3 pol.) 1632 mm (64.2 pol.)

C 1630 mm (64.2 pol.) 1712 mm (67.4 pol.)

D 1834 mm (72.2 pol.) 1834 mm (72.2 pol.)

E 1930 mm (76.0 pol.) 1930 mm (75.9 pol.)

F 2134 mm (84.0 pol.) 2032 mm (80.0 pol.)

G 2030 mm (79.9 pol.) 2130 mm (83.8 pol.)

H 2234 mm (88.0 pol.) 2232 mm (87.8 pol.)

NOTA: Com os pneus de medidas maiores, as


regulagens das bitolas mais estreitas podem não ser
conseguidas devido à distância mínima entre os pneus
e o pára-lamas ou equipamento. As medidas
apresentadas na tabela (Figura 99) são nominais. As
larguras das bitolas podem variar até 25 mm (1 pol.),
dependendo da medida do pneu.

_____ ADVERTÊNCIA ______


Nunca trabalhar com o trator com uma roda ou um
aro desapertados. Apertar sempre as porcas com o
torque especificado e nos intervalos recomendados.

Ao montar ou ajustar novamente uma roda, apertar


os parafusos com o seguinte torque e verificar nova-
mente o torque após ter conduzido o trator por uma
distância de 200 m, e depois ao completar 1 hora e 8
horas de trabalho e, posteriormente, cada 50 horas.

Porcas do disco traseiro


ao cubo 250 Nm (184 lbf.pé.)

Porcas do disco traseiro


ao aro
Porcas M16 240 Nm (177 lbf.pé.)
Porcas M18 450 Nm (330 lbf.pé.) 99

3-63
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

INSTALAÇÃO DE RODAS DUPLAS, RODAS PARA


CULTIVO EM FILEIRA, RODAS GUIA, ETC. NO
EIXO TRASEIRO – Figura 100

NOTA: Pode ser desejado instalar rodas duplas, ro-


das para cultivo em linha, rodas arrozeiras, etc que
possam ser fixadas ou aparafusadas aos cubos,
discos ou aros das rodas existentes. Os proprietários
devem ser informados de que esse equipamento não
foi testado pelos Departamentos de Engenharia e
Teste de Campo da New Holland. As rodas duplas
estão disponíveis para montagem no eixo extensível.
Ver página anterior.

100
Ver detalhes na Figura 100.

3-64
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Mudar a Gama das Bitolas das Rodas Traseiras


Para mudar de uma faixa de bitolas para outra, torna-
se necessário retirar as rodas traseiras e mudá-las
para o lado oposto do trator. Isto constitui uma alter-
nativa para uma maior gama de bitolas, conforme mos-
trado na tabela da página seguinte.
.

_____ PRECAUÇÃO ______


As rodas dos tratores são muito pesadas. Manuseie-
as com muito cuidado e, quando armazenadas, veri-
ficar se não há a possibilidade de caírem e causarem
acidentes pessoais.

Calçar as rodas dianteiras e levantar e apoiar devida-


mente o eixo traseiro. Retirar as porcas do disco ao
cubo. Com um dispositivo de levantamento apropria-
do, retirar a roda e colocá-la num local onde não haja
a possibilidade de cair. Repetindo o processo, retirar
a roda oposta e instalar a mesma no cubo do qual a
primeira roda foi retirada.

IMPORTANTE: Ao trocar os conjuntos das rodas


direita e esquerda, verificar se o “V” da banda de
rodagem continua voltado para a frente.

Apertar uniformemente as porcas do disco traseiro


ao cubo, meia volta de cada vez, até atingir um torque
de 250 Nm (184 lbf.pé).

NOTA: Verificar o aperto dos parafusos depois de


conduzir o trator 200 m, depois de 1 e 8 horas de
trabalho e posteriormente a intervalos cada 50 horas.

_____ ADVERTÊNCIA ______


Nunca trabalhar com o trator com um aro ou um dis-
co desapertados. Apertar sempre as porcas com o
torque especificado e nos intervalos recomendados.

Depois de trocar as rodas traseiras, efetuar o ajuste


mecânica conforme anteriormente descrito, para con-
seguir a largura de bitola necessária.

3-65
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

EIXO EXTENSÍVEL

_____ PRECAUÇÃO ______


O seu trator foi produzido com faróis que satisfazem
a legislação em vigor quando trabalhar ou se deslo-
car na estrada. Se a largura da bitola for ajustada
além da posição estabelecida na fábrica, poderá tor-
nar-se necessário alterar a posição dos faróis ou ins-
talar faróis auxiliares, de forma a satisfazer as dispo-
sições legais. Além disso, antes de se deslocar na
estrada, verificar se a largura máxima do trator não
excede o máximo permitido por lei.

INTRODUÇÃO – Figura 101


Todos os modelos equipados com eixo extensível são
dotados de rodas de ajuste manual. As rodas têm um
disco central em aço (2), Figura 101, montado num
cubo de ferro fundido (3). Este é preso ao eixo exten-
sível (1). Estão também disponíveis discos centrais
de ferro fundido. Com este tipo de centro, o cubo faz
parte integrante do disco.

Após soltar o cubo, a roda pode ser deslocada para


dentro ou para fora para proporcionar uma vasta gama
de larguras de bitola. É possível uma variação total de
735 mm (29 pol.). O eixo também pode ser equipado
para rodas duplas. 101

O ajuste da bitola é efetuado deslocando-se o con-


junto completo roda/cubo para dentro ou para fora do
eixo. Deslocando-se para dentro (na direção do tra-
tor) reduz-se a bitola. Deslocando-se para fora, au-
menta a largura da bitola. Além disto, se alterar a
posição do aro no disco e/ou aro no cubo ou trocando
as rodas traseiras entre si, consegue-se aumentar
ainda mais a largura da bitola.

As rodas do trator são muito pesadas. Recomenda-


mos não retirá-las para reposicionar os aros nos dis-
cos a não ser que a regulagem da bitola pretendida
não possa ser obtida de outra forma.

3-66
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

DESLOCAR UMA RODA NO SEMI-EIXO – Figura


102 a 104

O método para deslocar uma roda ao longo do semi-


eixo é a mesmo para todas as rodas, quer os discos
sejam de aço ou de ferro fundido. As rodas em aço
são aparafusadas a um cubo de ferro fundido que é
fixado ao eixo extensível. As rodas de ferro fundido
têm o cubo incorporado, fazendo parte do mesmo con-
junto.

Aplicar o freio de estacionamento e colocar calços


nas rodas dianteiras para evitar qualquer deslocamen-
to. Levantar e apoiar o eixo traseiro de forma que as 102
rodas fiquem apenas ligeiramente afastadas do solo.

A Figura 102 mostra um corte transversal do conjunto


da roda/eixo com disco em aço. Na Figura 103 é apre-
sentado uma vista em corte de um disco em ferro
fundido. A seção externa do cubo (2) está dividida em
duas partes (cunhas). Existem dois parafusos em
cada metade da cunha (apenas um parafuso pode
ser visto nos desenhos em corte). A ação de aperto
dos parafusos (1) e (3) puxará a cunha para a parte
interna do cubo cônico, prendendo a cunha ao semi-
eixo (4).

Para deslocar uma roda no semi-eixo é necessário


soltar o cubo do semi-eixo.

Com referência à Figura 104, afrouxar os dois parafu-


sos (1), cinco ou seis voltas. Afrouxar e retirar os dois
parafusos (3) da seção inferior da cunha. Retirar os 103
dois protetores roscados em plástico dos orifícios
roscados (2) e (4). Os parafusos retirados e os furos
roscados da cunha devem ser limpos e lubrificados.
Inserir os dois parafusos retirados da cunha inferior e
inseri-los nos furos roscados. Estes parafusos são
usados como parafusos “extratores” para afastar a
metade inferior da cunha do cubo inferior e soltar o
conjunto do semi-eixo. Quando os cubos estiverem
soltos, parar de apertar os parafusos “extratores”.

Retirar estes parafusos dos furos roscados e aplicá-


los sem apertar nos orifícios originais da cunha inferi-
or. Fazer deslizar o conjunto completo da roda e cubo
pelo semi-eixo, para a posição pretendida. Apertar os
quatro parafusos de fixação (1) e (3) meia volta de
cada vez e uniformemente, até obter o aperto final de
300 Nm (220 lbf.pé).

104

3-67
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Repetir o processo para a outra roda, certificando-se


de que ambas as rodas estão à mesma distância das _____ ADVERTÊNCIA ______
extremidades dos semi-eixos. Nunca trabalhar com o trator com uma roda ou cubo
desapertados. Apertar sempre as porcas com o torque
especificado e nos intervalos recomendados.

NOTA: Depois de conduzir o trator 200 m, verificar o


AJUSTE DA RODA – Figuras 105 a 107
aperto dos quatro parafusos do disco ao cubo (1) e
(3), Figura 104, em ambas as rodas. Verificar Os desenhos em corte das Figuras 105, 106 e 107
mostram as posições da roda e do disco em diferen-
novamente o aperto após 1 e 10 horas de trabalho e,
tes regulagens de bitola.
posteriormente, cada 50 horas.

Eixo de 2845 mm
(112 pol.)
Posição do aro / disco

1921 - 2301 mm
(75.6 - 90.6 pol.)

2123 -2503 mm
(83.6 - 98.5 pol.)

2321 -2701 mm
(91.4 - 106.3 pol.)

2523 -2903 mm
(99.3 - 114.3 pol.)

105 Rodas com disco central em aço, aparafusado a oito suportes soldados ao aro.

3-68
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Eixo de 2845 mm
Posição do aro / disco
(112 pol.)

1903 - 2283 mm
(74.9 - 89.9 pol.)

2127 - 2507 mm
(83.7 - 98.7 pol.)

2325 - 2705 mm
(91.5 - 106.5 pol.)

2529 - 2909 mm
(99.6 - 114.5 pol.)

106 Rodas com disco central em aço, aparafusada ao flange no aro

Em cada tabela são mencionadas duas larguras de NOTA: Com pneus de maior largura poderá não ser
bitola para cada tipo de eixo. Estas são as medidas possível ajustar as rodas para as bitolas mais estreitas
mínima e máxima possíveis de alcançar, com ambos devido à pouca distância entre o pneu e o pára-lamas.
os conjuntos das rodas deslocados totalmente para
dentro (na direção do trator) e totalmente para fora
(afastadas do trator).

3-69
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Eixo de 2845 mm
(112 pol.) Posição do aro / disco

1821 - 2201 mm
(71.7 - 86.7 pol.)

2201 - 2581 mm
(86.7 - 101.6 pol.)

107

IMPORTANTE: Ao trocar os conjuntos das rodas te o aperto após conduzir o trator por 200 m e após 1
direita e esquerda, verificar se o “V” da banda de hora e 8 horas de funcionamento e, posteriormente,
rodagem continua voltado para a frente. cada 50 horas:

Porcas do Disco ao Cubo


_____ PRECAUÇÃO ______ Apenas discos de aço 260 Nm (190 lbf.pé.)

As rodas dos tratores são muito pesadas. Manuseie- Porcas do Disco ao Aro
as com muito cuidado e, quando armazenadas, veri- Discos em ferro fundido 450 Nm (330 lbf.pé.)
ficar se não há a possibilidade de caírem e causarem
acidentes pessoais. Porcas do Disco ao Aro
Discos de aço
Porcas M16 225 Nm
(166 lbf.pé)
_____ ADVERTÊNCIA ______
Porcas M18 com parafusos
Nunca trabalhar com o trator com uma roda ou cubo de 125 mm (4,9 pol.) 360 Nm
desapertados. Apertar sempre as porcas com o torque (266 lbf.pé)
especificado e nos intervalos recomendados.
Porcas M18 com parafusos
Ao montar ou ajustar uma roda, apertar os parafusos de 65 mm (2,5 pol.) 450 Nm
com o torque especificado e verificar novamen- (330 lbf.pé.)

3-70
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

108

RODAS DUPLAS TRASEIRAS (quando montadas) devem ser ajustadas para a largura mínima possível
– Figuras 108 a 110 da bitola, conforme descrito no texto anterior.

As rodas duplas traseiras estão disponíveis como A Figura 108 mostra a instalação correta destas ro-
opção montada de fábrica ou como acessório instala- das. A roda interna (fundida) (4), é fixada ao eixo ex-
do pelo Concesionário, juntamente com um eixo ex- tensível (5). A roda externa (de aço) (1), é montada no
tensível de 2845 mm (112 pol.) e aros em ferro fundido cubo com oito parafusos (3). O cubo é fixado ao eixo
ou em aço. O kit das rodas duplas é constituído por pelos quatro parafusos (2) de forma idêntica à roda
um par adicional de rodas de aço, cubos e elementos interna, de ferro fundido.
de fixação roda-cubo.
Ao montar as rodas, a folga entre a parede interna do
Os clientes poderão pretender montar as rodas exis- pneu interno e a peça mais próxima do trator deve ser
tentes, de forma a constituírem um conjunto de roda de no mínimo 100 mm (4 pol.).
dupla. Neste caso, desde que as rodas existentes
possuam as mesmas dimensões de montagem, o Além disso, deve ser mantida uma folga mínima de
cliente precisa apenas obter o conjunto do cubo. Este 100 mm entre os pontos mais próximos das paredes
conjunto tem oito parafusos de montagem M18 insta- dos pneus, ver Figura 109. Esta folga deve ser
lados e igualmente espaçados (4), Figura 108, num verificada com o trator corretamente lastrado e o
círculo com diâmetro de 275 mm (10,8 pol.). implemento acoplado ao mesmo, na posição levanta-
da.
IMPORTANTE: As rodas duplas são concebidas para
Para deslocar uma roda no semi-eixo, é necessário
flutuação. O uso destas rodas em condições de
soltar o cubo do eixo.
grandes esforços de tração, pode causar graves
sobrecargas na transmissão e não é aprovado.
Calçar as rodas dianteiras e levantar e apoiar o eixo
Para poder montar as rodas externas, as internas traseiro.

3-71
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Com referência à Figura 109, afrouxar os dois parafu-


sos (1), cinco ou seis voltas. Afrouxar e retirar os dois
parafusos (3) da seção inferior da cunha. Retirar os
dois protetores roscados de plástico dos orifícios
roscados (2) e (4).

Os parafusos retirados e os furos roscados da cunha


devem ser limpos e lubrificados. Inserir os dois para-
fusos retirados da cunha inferior nos furos roscados.
Estes parafusos são usados como parafusos
“extratores”, para afastar a metade inferior da cunha
do cubo interno e soltar o conjunto do semi-eixo.
Quando os cubos estiverem soltos, parar de apertar
os parafusos “extratores”. 109

Retirar estes parafusos dos furos roscados e aplicá-


los sem apertar nos orifícios originais da cunha inferi-
or. Fazer deslizar o conjunto completo da roda e cubo
pelo semi-eixo, para a posição pretendida. Apertar os
quatro parafusos de fixação (1) e (3) meia volta de
cada vez e uniformemente, até obter o aperto final de
300 Nm (220 lbf.pé).

Repetir o processo na outra roda, verificando se ambas


as rodas estão à mesma distância das extremidades
externas dos semi-eixos.

NOTA: Verificar o aperto de todos os quatro parafusos


de fixação (1) e (3), Figura 110, em cada roda depois
de percorrer 200 m e após 1 e 10 horas de trabalho e 110
posteriormente cada 50 horas.

Porcas do Disco ao Aro


_____ ADVERTÊNCIA ______ Discos fundidos 450 Nm (330 lbf.pé.)

Nunca trabalhar com o trator com um aro ou um dis- Porcas do Disco ao Aro
co desapertados. Apertar sempre as porcas com o Discos de aço
torque especificado e nos intervalos recomendados. Porcas M16 225 Nm (166 lbf.pé.)
Os apertos especificados são os seguintes:
Porcas M18 com parafusos
de 125 mm (4,9 pol.) 360 Nm (266 lbf.pé.)
Porca do Disco ao Cubo
Apenas discos de aço 260 Nm (190 lbf.pé.) Porcas M18 com parafusos
de 65 mm (2,5 pol.) 450 Nm (330 lbf.pé.)

3-72
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

LASTRO E PNEUS Selecionar o Lastro


Quando as cargas de potência do trator variam, o peso
GENERALIDADES ótimo do trator será alterado. Isto significa que pode-
rá ser necessário adicionar ou retirar lastro de forma
O desempenho máximo do trator depende de um las-
a obter o melhor desempenho do trator. Um lastro
tro apropriado e de uma correta escolha dos pneus. A
adequado melhorará consideravelmente o funciona-
máxima eficiência será conseguida quando o peso
mento e a condução do trator.
do trator for correto para a aplicação pretendida.

Ambos os pneus de um mesmo eixo devem ser trata-


Os pneus selecionados para o seu trator devem ser
dos da mesma forma quanto à escolha do lastro e
capazes de suportar o peso do trator e equipamento
pressão dos pneus.
e devem também assegurar uma tração adequada para
a utilização da potência do trator, transformando-a em
potência útil na barra de tração.

Manter sempre a pressão correta dos pneus de acor- A quantidade de lastro adequado é afetada por:
do com a carga. Nunca encher os pneus em dema-
sia.
• Peso final do trator.

• Condições do solo e da tração.


NOTA: Os pneus radiais trabalham com pressões
mais baixas e apresentam, com a pressão correta, • Tipo de implemento: montado, semi-montado ou
uma deflexão lateral 20% superior à dos pneus rebocado.
convencionais.
• Velocidade de trabalho.

• Potência do trator.
Fatores que Afetam o Desempenho dos Pneus: • Tipo e medida dos pneus.

• Pressão correta para a carga a transportar. • Pressão dos pneus.

• Deslizamento ou patinagem correta.


Nunca usar mais lastro do que o necessário. O ex-
• Medida correta do pneu para a carga a transpor-
cesso de lastro deve ser retirado quando não for ne-
tar.
cessário.
• Volume correto de lastro líquido.

• Manutenção da mesma pressão em ambos os


pneus de um mesmo eixo.

3-73
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Pouco Lastro:
_____ PRECAUÇÃO ______
• Condução irregular. Pode ser necessário lastro adicional dianteiro, ao
transportar equipamento de grandes dimensões no
• Patinagem excessiva das rodas.
engate de 3 pontos. Conduzir sempre lentamente em
• Perda de potência. terreno irregular, qualquer que seja a quantidade de
lastro utilizado na frente do trator.
• Desgaste dos pneus.

• Consumo excessivo de combustível.

• Baixa produtividade. Para um desempenho ideal e eficiente, os tratores


com tração nas duas rodas, devem ser lastrados de
forma que cerca de um terço do peso total do trator
Lastro Excessivo: (sem implemento), esteja sobre as rodas dianteiras.
Os tratores com tração dianteira devem ser lastrados
• Custos de manutenção mais altos. de forma que o peso sobre as rodas dianteiras seja
cerca de 40 – 45% do peso total do trator.
• Maior desgaste da transmissão.

• Perda de potência.

• Maior compactação do solo. Adicionar lastro adicional dianteiro, conforme neces-


sário, para se obter estabilidade durante o trabalho e
• Consumo excessivo de combustível.
o transporte. Lastrar a parte dianteira nem sempre
• Baixa produtividade. assegura uma estabilidade adequada se o trator for
utilizado a grande velocidade em terreno acidentado.
Reduzir a velocidade do trator e tomar o máximo cui-
dado nestas condições.

Para o máximo desempenho em condições de gran-


de tração, deve adicionar-se peso ao trator sob a for-
ma de lastro líquido, pesos de ferro fundido ou uma Ao utilizar equipamentos montados à frente, adicio-
combinação de ambos. nar peso às rodas traseiras de forma a manter a esta-
bilidade da tração.

O lastro na parte dianteira do trator pode ser neces-


sário para estabilidade e controle da direção quando Limitações do Lastro
o peso é transferido do eixo dianteiro para o eixo tra- O lastro deve ser limitado pela capacidade de carga
seiro, ao levantar um implemento montado na trasei- dos pneus ou do trator. Cada pneu tem uma capaci-
ra por meio do engate de 3 pontos. dade de carga recomendada que nunca deve ser ex-
cedida (ver mais adiante nesta seção).

Ao levantar um implemento montado na traseira do


trator, para a posição de transporte, o peso sobre as Se for necessário uma maior quantidade de peso para
rodas dianteiras deve ser pelo menos 20% do peso uma boa tração, usar pneus maiores.
total do trator.

3-74
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

O lastro pode ser aumentado montando-se pesos de Carga Máxima no Eixo Dianteiro – 4RM
ferro fundido ou enchendo os pneus com uma solu-
(Funcionamento Contínuo)
ção líquida de cloreto de cálcio. Os pesos de ferro
fundido são os recomendados por serem muito fáceis Modelos kg lb
de retirar quando não são necessários.
TM7010/TM7010E 4500 9920
TM7020/TM7020E 4500 9920
IMPORTANTE: Não exceder o peso bruto máximo do TM7030/TM7030E 4500 9920
trator abaixo indicado. Isto poderia resultar numa TM7040/TM7040E 4500 9920
situação de sobrecarga que poderá invalidar a Garantia
e exceder a capacidade de carga dos pneus. O peso #Inclui uma carregadeira frontal na posição levanta-
bruto máximo recomendado do trator é o peso do trator da, mas sem carga na caçamba.
mais o lastro e mais qualquer equipamento montado,
como sejam pulverizadores, tanques, etc., na posição IMPORTANTE: Para as unidades com tração
elevada. Ver tabela abaixo: dianteira, os valores indicados a seguir são para
funcionamento contínuo. Para funcionamento
intermitente, a carga do eixo dianteiro (incluindo a
carregadeira frontal com a caçamba carregada) pode
Peso Bruto Máximo do Trator ser aumentada para os seguintes níveis, desde que
Modelos kg lb as velocidades não excedam os 8 km/h e as
TM7010 10000 22050 regulagens de largura da bitola sejam mantidas dentro
TM7010E 10000 22050 dos limites indicados.
TM7020 10000 22050
TM7020E 10000 22050 Carga máxima no eixo dianteiro – 4RM
TM7030 10500 23153 (Funcionamento Limitado)
TM7030E 10500 23153 Largura da Bitola
TM7040 10500 23153 Modelos kg lb mm pol.
TM7040E 10500 23153
TM7010 7000 15432 1727-2032 68-80
TM7010E 7000 15432 1727-2032 68-80
TM7020 7000 15432 1727-2032 68-80
IMPORTANTE: A legislação sobre sistemas de frei- TM7020E 7000 15432 1727-2032 68-80
os em certos países poderá impor limites de peso TM7030 7000 15432 1727-2032 68-80
bruto dos veículos para o transporte, diferente dos
TM7030E 7000 15432 1727-2032 68-80
valores constantes da tabela acima:
TM7040 7000 15432 1727-2032 68-80
TM7040E 7000 15432 1727-2032 68-80

Carga Máxima no Eixo


Os eixos individuais (dianteiro ou traseiro), estão tam- Traseiro
bém sujeitos a limitações de peso conforme indicado Modelos kg lb
a seguir:
TM7010/TM7010E 7500 16535
TM7020/TM7020E 7500 16535
TM7030/TM7030E 8000 17637
TM7040/TM7040E 8000 17637

NOTA: O peso total do eixo traseiro é medido apenas


com as rodas traseiras sobre a balança, incluindo o
lastro líquido e os pesos de ferro fundido e com
equipamento montado na posição levantada.

3-75
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

PESOS DE FERRO FUNDIDO (Quando montados)

Pesos nas Rodas Traseiras – Figura 111


Podem ser adicionados até três pesos de ferro fundi-
do (1) em cada roda traseira, da seguinte forma:

Peso máximo Peso total


Modelos por roda por eixo

3 x 65 kg 390 kg
Todos os 3 x 143 lb. 858 lb.
modelos 5 x 65 kg 650 kg
5 x 143 lb. 1430 lb.

Pesos frontais pesando cada um 45 kg (99 lb.), en-


contram-se disponíveis em conjuntos e são descritos 111
no texto abaixo.

Pesos Frontais – Figura 112


Estão disponíveis seções de pesos de 45 kg (99 lb.)
cada, em conjuntos de 10 ou 22, montados num su-
porte robusto em ferro fundido.

O peso frontal máximo recomendado é o seguinte:

Tipo de Conjunto Suporte Peso


Eixo Dianteiro de pesos total
10 x 45 kg 90 kg 540 kg
10 x 99 lb. 198 lb. 1190 lb. 112
Todos 4RM
22 x 45 kg 90 kg 1080 kg
22 x 99 lb. 198 lb. 2381 lb.

O gancho de reboque acrescenta 8,5 kg ao peso total.

3-76
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Figura 113
Os pesos são unidos entre si por meio de parafusos
passantes compridos (1) e (3) e são fixados ao su-
porte por meio de parafusos de fixação(2).

Os pesos podem ser removidos como um conjunto


completo, com o auxílio de um dispositivo de eleva-
ção adequado. Afrouxar os parafusos de fixação (2) e
deslizar o conjunto lateralmente para retirá-lo do su-
porte. Com uma barra de elevação inserida no orifício
central, o conjunto completo dos pesos pode agora
ser levantado para fora do suporte.
113
Como alternativa, os pesos podem ser retirados indi-
vidualmente, depois de afrouxados os parafusos de
fixação e removidos os quatro parafusos passantes
(1) e (3).

_____ PRECAUÇÃO ______


Não se deve trabalhar com o trator sem que os qua-
tro parafusos passantes e os parafusos de fixação
se encontrem em posição e apertados com o torque
de 169 Nm (125 lbf.pé). Verificar novamente o aperto
após 50 horas de funcionamento.

3-77
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

LASTRO LÍQUIDO Medida do Água Cloreto Peso total


pneu de da solução
Encher os pneus dianteiros e traseiros com lastro lí- cálcio p/pneu
quido é um método conveniente de aumentar o peso. Litros kg kg
Recomenda-se a utilização de uma solução de cloreto Pneus dianteiros
de cálcio e água. Esta solução garante um baixo ponto 14.9-24 134 80 214
de congelamento e uma densidade maior do que a da 13.6-28 119 71 190
água. 14.9-28 148 89 237
16.9-28 205 123 328
380/70R-28 129 77 206
420/70R-28 167 100 267
IMPORTANTE: Em determinados países é ilegal a 480/65R-28 180 108 288
480/70R-28 224 134 358
utilização da solução de cloreto de cálcio como lastro 540/65R-28 253 152 405
para os pneus. Verificar as disposições legais em 14.9-30 156 94 250
vigor. Como alternativa para o lastro líquido, usar os Pneus traseiros
pesos de ferro fundido. 18.4-34 293 176 469
16.9-38 257 154 411
18.4-38 317 190 507
20.8-38 413 248 661
NOTA: Para encher um pneu com a solução de água/ 480/70R-38 273 164 437
cloreto de cálcio, a válvula deve encontrar-se no ponto 520/70R-38 336 201 537
mais alto da roda. Para verificar a pressão, a válvula 580/70R-38 437 262 699
deve encontrar-se no ponto mais baixo ao da roda, se 600/65R-38 385 231 616
650/65R-38 475 285 760
o pneu contiver lastro líquido. Torna-se necessário o 18.4-42 353 212 564
uso de equipamento especial para lastrar os pneus. 14.9-46 246 147 393
Consulte o seu Concesionário New Holland ou 12.4-54 136 98 260
fornecedor de pneus para mais detalhes. 390/90R-54 136 98 260

A tabela à direita mostra a quantidade de cloreto de


cálcio e água necessária para cada opção de medida
de pneu e baseia-se na quantidade de 0,6 kg de cloreto Medida do Água Cloreto Peso total
de cálcio por litro de água. Os valores da tabela indi- pneu de da solução
cam o enchimento de 75% do volume de lastro líqui- US cálcio p/pneu
do do pneu. A solução de cloreto de cálcio/água, ga- gallons lb lb
rante uma proteção contra congelamente até à tem- Pneus dianteiros
peratura ambiente de –50oC (-58oF). 14.9-24 38 190 507
13.6-28 35 175 467
NOTA: Não se recomenda o uso de lastro líquido dos 14.9-28 43 215 574
16.9-28 56 280 747
pneus dianteiros em tratores com tração nas duas
380/70R-28 34.2 170 455
rodas. 420/70R-28 44.4 220 590
480/65R-28 50 250 667
480/70R-28 59 295 788
540/65R-28 64 320 854
_____ ADVERTÊNCIA ______ 14.9-30 46 230 614
Pneus traseiros
Ao misturar a solução, é imperativo que os flocos do 18.4-34 81 405 1081
cloreto de cálcio sejam colocados na água e a solu- 16.9-38 73 365 974
ção mexida até que todo o cloreto esteja dissolvido. 18.4-38 89 445 1187
20.8-38 114 570 1521
480/70R-38 72 362 962
Nunca adicionar a água ao cloreto de cálcio, pois gera-
520/70R-38 89 443 1183
se uma elevada temperatura. Se os flocos entrarem 580/70R-38 115 578 1538
em contato com os olhos, lave-os imediatamente com 600/65R-38 104 520 1387
água limpa e fria, pelo menos durante 5 minutos. Con- 650/65R-38 130 650 1734
18.4-42 93 465 1240
sulte o médico o mais depressa possível.
14.9-46 65 325 867
12.4-54 47 235 627
390/90R-54 47 235 627

3-78
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

PRESSÕES DOS PNEUS • Apertar as porcas das rodas com o torque espe-
cificado, depois de instalar a roda. Verificar o
Depois de receber o seu trator, verificar as pressões aperto das porcas diariamente até o torque esta-
dos pneus, e depois efetuar uma veificação das pres- bilizar.
sões a cada 50 horas ou semanalmente. Os pneus
montados no seu trator podem ser do tipo com ou
sem câmara de ar.
• Consultar a seção de limitação de pesos antes
de lastrar os pneus.
Ao verificar as pressões, inspecione se há danos na
banda de rodagem e nos costados do pneu. Uma ava-
ria, por menor que seja, se não sanada devidamente, • Verificar se o macaco está apoiado sobre uma
pode levar à inutilização prematura do pneu. superfície plana.

A pressão afeta a carga que um pneu pode transpor-


tar. • Verificar se o macaco tem capacidade suficiente
para levantar o trator.

Localizar as medidas dos pneus do seu trator nas


tabelas de Cargas e Pressões dos pneus na página
• Utilizar suportes apropriados para apoiar o trator
3-80. Nunca exceder as cargas para as pressões
quando tiver que reparar um pneu.
indicadas. Nunca rodar com os pneus com pressões
excessivas ou insuficientes.

• Nunca colocar qualquer parte do seu corpo sob


o trator nem dar partida no motor enquanto o tra-
_____ PERIGO ______
tor estiver apoiado no suporte ou no macaco.
O enchimento ou reparo dos pneus pode ser uma ope-
ração perigosa. Sempre que possível, confiar estas
operações a pessoal devidamente habilitado. Em qual- • Nunca bater no pneu ou no aro com martelos.
quer caso, para evitar a possibilidade de acidentes
graves ou fatais, observar as precauções abaixo
indicadas:
• Verificar se o aro está limpo e sem ferrugem ou
danos. Nunca soltar, reparar ou utilizar um aro
que tenha sofrido danos.

• Nunca tentar reparar pneus na via pública ou na


estrada. • Não encher um pneu a não ser que o aro esteja
montado no trator ou fixado de forma que este
• Não encher os pneus do eixo de direção acima não se mova no caso do pneu ou aro se soltarem
das pressões máximas indicadas pelos fabrican- subitamente.
tes ou além do máximo indicado nas Tabelas de
Pressões e Cargas, caso os pneus não conte-
nham a marcação de pressão máxima. • Quando instalar um pneu novo ou reparado, utili-
zar um adaptador com mola que se possa fixar à
• Não encher um pneu que tenha rodado vazio ou válvula e provido de um manômetro remoto, que
com pressão excessivamente baixa, enquanto o permita ao operador manter-se afastado do pneu
mesmo não for inspecionado quanto a danos por durante o seu enchimento. Se disponível, utilzar
uma pessoa qualificada. uma gaiola de segurança.

3-79
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

PRESSÕES DOS PNEUS E CARGAS MÁXIMAS


PERMITIDAS (Pneus radiais)
O desempenho dos pneus radiais é agora indicada
por um índice de carga e um Símbolo de Velocidade,
substituindo a indicação do número de lonas que se
encontrava nos pneus convencionais. A Figura 114
mostra as marcas típicas que podem ser encontra-
das nos costados dos pneus radiais.

NOTA: Todos os pneus radiais apresentam um sím-


bolo “A8” e são indicados para velocidades até 40
km/h.
114
1. Antiga marca do número de lonas
A carga máxima que pode ser carregada pelo pneu, 2. Pressão máxima (em bar)
depende do índice de Carga, indicado no costado do 3. Carga máxima a 40 km/h
pneu. Nas tabelas que se seguem, as cargas 4. Índice de carga
indicadas referem-se a pneus individuais rodando a 5. Símbolo de velocidade
velocidades de até 30 km/h. A coluna do lado direito
(sombreada) indica a carga máxima a velocidades de
até 40 km/h.

Pressão dos Pneus - bar


Fator 0.8 0.9 1.0 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7
Carga Capacidade de Carga por PNEU - kg
107 680 725 770 815 860 910 955 1000 1050 975
109 720 765 815 860 910 960 1005 1055 1100 1030
114 830 885 940 990 1050 1100 1155 1210 1260 1180
116 885 940 995 1055 1115 1170 1225 1280 1340 1250
119 965 1020 1090 1145 1210 1270 1335 1390 1455 1360
121 1020 1080 1150 1220 1285 1355 1420 1485 1555 1450
122 1045 1120 1185 1265 1330 1400 1465 1535 1605 1500
123 1070 1145 1220 1295 1365 1430 1515 1585 1660 1550
124 1105 1180 1260 1335 1410 1490 1565 1640 1715 1600
126 1170 1250 1335 1415 1495 1580 1660 1740 1820 1700
127 1200 1285 1370 1450 1535 1620 1710 1780 1875 1750
128 1230 1320 1410 1495 1580 1670 1755 1840 1926 1800
134 1445 1550 1655 1760 1855 1965 2065 2165 2270 2120
135 1510 1615 1720 1825 1920 2030 2130 2230 2335 2180
136 1550 1660 1765 1875 1875 2080 2185 2290 2395 2240
137 1605 1710 1820 1925 2035 2140 2245 2350 2460 2300
139 1715 1825 1935 2050 2155 2270 2380 2495 2600 2430
141 1820 1935 2055 2170 2290 2410 2520 2640 2760 2575
142 1875 1990 2115 2230 2355 2480 2595 2710 2836 2650
144 1980 2110 2240 2360 2490 2615 2745 2975 3000 2800
146 2085 2225 2370 2510 2650 2790 2930 3070 3210 3000
153 2525 2700 2875 3045 3215 3390 3565 3755 3905 3650
155 2675 2865 3045 3225 3415 3595 3780 3960 4150 3875
157 2835 3035 3235 3430 3630 3825 4020 4260 4415 4125
159 3000 3210 3420 3635 3845 4060 4260 4475 4685 4375
166 3695 3945 4190 4435 4685 4935 5180 5425 5675 5300

3-80
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Pressão dos Pneus - bar


Fator 12 13 15 16 17 18 20 22 23 24
Carga Capacidade de Carga por PNEU - lb
107 1500 1600 1695 1795 1895 2005 2105 2205 2315 2150
109 1585 1685 1795 1895 2005 2115 2215 2325 2430 2270
114 1830 1950 2070 2180 2315 2425 2545 2665 2780 2600
116 1950 2070 2195 2325 2460 2580 2700 2820 2955 2755
119 2125 2250 2405 2525 2665 2800 2945 3065 3205 3000
121 2250 2380 2535 2690 2830 2985 3130 3275 3430 3195
122 2305 2470 2610 2790 2930 3085 3230 3385 3540 3305
123 2360 2525 2690 2855 3010 3150 3340 3495 4135 3860
124 2435 2600 2775 2945 3110 3285 3450 3615 3780 3525
126 2580 2755 2945 3120 3295 3485 3660 3835 4010 3745
127 2645 2830 3020 3195 3385 3570 3770 3925 4135 3860
128 2710 2910 3110 3295 3485 3680 3870 4055 4245 3970
134 3185 3415 3650 3880 4090 4330 4550 4770 5005 4675
135 3330 3560 3790 4025 4230 4475 4695 4915 5145 4805
136 3415 3660 3890 4135 4355 4585 4815 5050 5280 4940
137 3538 3770 4010 4245 4485 4715 4950 5180 5425 5070
139 3780 4025 4265 4520 4750 5005 5245 5500 5730 5355
141 4010 4265 4530 4785 5050 5315 5555 5820 6085 5675
142 4133 4385 4660 4915 5190 5465 5720 5975 6250 5840
144 4365 4650 4940 5200 5490 5765 6050 6560 6615 6170
146 4595 4905 5225 5535 5840 6150 6460 6770 7075 6615
153 5565 5950 6340 6715 7085 7475 7860 8280 8610 8045
155 5895 6315 6715 7110 7530 7925 8335 8730 9150 8540
157 6250 6690 7130 7560 8000 8430 8860 9390 9735 9095
159 6615 7075 7535 8015 8475 8950 9390 9865 10330 9645
166 8145 8695 9235 9775 10330 10880 11420 11960 12510 11685

As tabelas acima servem apenas como orientação. Para uma informação exata sobre as pressões e cargas
referentes aos seus pneus específicos, consulte o seu Concesionário New Holland.

SÍMBOLO MARCADO NOS PNEUS RADIAIS –


APENAS AMÉRICA DO NORTE

Os pneus radiais de tração dos tratores agrícolas de


medida convencional encontram-se marcados com
símbolos *, ** ou ***. A carga máxima de pneus mar-
cados com * é calculada a uma pressão dos pneus
de 18 psi. Os pneus marcados com ** ou *** possu-
em a sua capacidade de carga máxima com os pneus
a 24 psi e 30 psi, respectivamente.

Para informações relativas a pressões de enchimen-


to e capacidades de carga específicas, consulte o
seu Concesionário New Holland.
115

1. Símbolo de carga
2. Carga máxima recomendada à pressão indicada
3. Carga máxima a 20 MPH (36 km/h)
4. Antiga marca do número de lonas

3-81
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

TABELA DE COMPATIBILIDADE ENTRE PNEUS DIANTEIROS E TRASEIROS

Trator TM7010 com relação de transmissão 1,321

SIGLAS: 14.9X28 16.9X28 14.9X28

G - GOODYEAR R1 R1 R2

P - PIRELLI 6 PR 10 PR 8 PR

PNEUS DIANTEIROS
F - FIRESTONE

TRACTION FIELD&ROAD (8PR)


TRACTION FIELD&ROAD
DYNA TOROUE II

DYNA TOROUE II
M - MICHELIN

POWER GRIPPER

POWER TORQUE
POWER TORQUE

SAT 23° (8PR)

SAT FWD
R - TRELLEBORG

TM 93

TM 95

TM 95

PD 22
T - TITAN

R1 - GARRA NORMAL

R2 - GARRA ALTA (ARROZEIRO)

PNEUS TRASEIROS FAB G G F F M P P G P F F G P

TM 64/R P X X X X X X
18.4X38 R1 10 PR TM 95 P X X X X
DYNA TOROUE II G X X X X

SAT 23° F X X X
20.8X38 R1 10 PR DYNA TOROUE II G X X X
TM 95 P X X X X X X

DYNA TOROUE II G
CHAMPION F-151 F X X X X X X
23.1X30 R1 12 PR TM 95 P X X
DYNA TOROUE III G X X X X X X
SAT 23° F X X X X X

PD 22 P X X
23.1X30 R2 10 PR

TITAN T X X X X X X
23.1X34 R2 8 PR

SAT 23° F X X X X
TM 95 P X X X
24.5X32 R1 12 PR
DYNA TOROUE III G X X X X X X
DYNA TOROUE II G X X X X X X

DT RADIAL G
14.9R46 R1 ***

TM 300S P
18.4R38 R1 A8 146

ST RADIAL G
18.4R42 R1 ***

ST RADIAL G
20.8R38 R1 A8 153

DT820 G
600/65R38 R1W 147A8

- continua -

3-82
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

- continuação -

SIGLAS: 18.4X26 18.4X26 14.9R28 14.9R30 16.9R28 480/65R28

G - GOODYEAR R1 R2 R1 R1 R1 R1W

P - PIRELLI 12 PR 10 PR A8 128 *** A8 136 129A8

PNEUS DIANTEIROS
F - FIRESTONE

CHAMPION SPADE GRIP


M - MICHELIN

POWER TORQUE

DT RADIAL

ST RADIAL
TM 300S
R - TRELLEBORG

MB 39

DT820
T - TITAN

R1 - GARRA NORMAL

R2 - GARRA ALTA (ARROZEIRO)

PNEUS TRASEIROS FAB G P F P G G G

TM 64/R P
18.4X38 R1 10 PR TM 95 P
DYNA TOROUE II G

SAT 23° F X X
20.8X38 R1 10 PR DYNA TOROUE II G X X
TM 95 P X X

DYNA TOROUE II G
CHAMPION F-151 F
23.1X30 R1 12 PR TM 95 P
DYNA TOROUE III G
SAT 23° F

PD 22 P
23.1X30 R2 10 PR

TITAN T X X
23.1X34 R2 8 PR

SAT 23° F X X
TM 95 P
24.5X32 R1 12 PR
DYNA TOROUE III G X X
DYNA TOROUE II G X

DT RADIAL G X
14.9R46 R1 ***

TM 300S P X
18.4R38 R1 A8 146

ST RADIAL G X
18.4R42 R1 ***

ST RADIAL G X
20.8R38 R1 A8 153

DT820 G X
600/65R38 R1W 147A8

3-83
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

Tratores TM7020, TM7030 e TM7040 com relação de transmissão 1,3235

SIGLAS: 14.9X28 16.9X28 14.9X28 18.4X26

G - GOODYEAR R1 R1 R2 R1

P - PIRELLI 6 PR 10 PR 8 PR 12 PR

PNEUS DIANTEIROS
F - FIRESTONE

TRACTION FIELD&ROAD (8PR)


TRACTION FIELD&ROAD
DYNA TOROUE II

DYNA TOROUE II
M - MICHELIN

POWER GRIPPER

POWER TORQUE
POWER TORQUE

POWER TORQUE
SAT 23° (8PR)

SAT FWD
R - TRELLEBORG

TM 95

TM 95

MB 39
TM 93

PD 22
T - TITAN

R1 - GARRA NORMAL

R2 - GARRA ALTA (ARROZEIRO)

PNEUS TRASEIROS FAB G G F F M P P G P F F G P G P

TM 64/R P X X X X X X
18.4X38 R1 10 PR TM 95 P X X X X
DYNA TOROUE II G X X X X

SAT 23° F X X X X X X
20.8X38 R1 10 PR DYNA TOROUE II G X X X X X
TM 95 P X X X X X X X X

CHAMPION S.G. F
20.8X38 R2 10 PR

DYNA TOROUE II G
CHAMPION F-151 F X X X X X X
23.1X30 R1 12 PR TM 95 P X X
DYNA TOROUE III G X X X X X
SAT 23° F X X X X X X

PD 22 P X X
23.1X30 R2 10 PR

TITAN T X X X X X X X X
23.1X34 R2 8 PR

SAT 23° F X X X X X X
TM 95 P X X
24.5X32 R1 12 PR
DYNA TOROUE III G X X X X X X X X
DYNA TOROUE II G X X X X X X X

TWIN 414 TL TRACTOR R


710/65R38 R1 A8 161

DT RADIAL G
14.9R46 R1 ***

TM 300S P
18.4R38 R1 A8 146

ST RADIAL G
18.4R42 R1 ***

ST RADIAL G
20.8R38 R1 A8 153

- continua -

3-84
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

- continuação -

SIGLAS: 18.4X26 600/55R30.5 14.9R28 14.9R30 16.9R28 480/65R28

G - GOODYEAR R2 R1 R1 R1 R1 R1W

P - PIRELLI 10 PR A8 153 A8 128 *** A8 136 129A8

PNEUS DIANTEIROS
F - FIRESTONE

CHAMPION SPADE GRIP

TWIN 414 TL TRACTOR


M - MICHELIN

ST RADIAL
DT RADIAL
TM 300S
R - TRELLEBORG

DT820
T - TITAN

R1 - GARRA NORMAL

R2 - GARRA ALTA (ARROZEIRO)

PNEUS TRASEIROS FAB F R P G G G

TM 64/R P
18.4X38 R1 10 PR TM 95 P
DYNA TOROUE II G

SAT 23° F
20.8X38 R1 10 PR DYNA TOROUE II G
TM 95 P X

CHAMPION S.G. F X
20.8X38 R2 10 PR

DYNA TOROUE II G
CHAMPION F-151 F
23.1X30 R1 12 PR TM 95 P
DYNA TOROUE III G
SAT 23° F

PD 22 P
23.1X30 R2 10 PR

TITAN T X
23.1X34 R2 8 PR

SAT 23° F
TM 95 P X
24.5X32 R1 12 PR
DYNA TOROUE III G X
DYNA TOROUE II G X

TWIN 414 TL TRACTOR R X


710/65R38 R1 A8 161

DT RADIAL G X
14.9R46 R1 ***

TM 300S P X
18.4R38 R1 A8 146

ST RADIAL G X
18.4R42 R1 ***

ST RADIAL G X
20.8R38 R1 A8 153

3-85
OPERAÇÃO DE CAMPO SEÇÃO 3

NOTAS

3-86
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

SEÇÃO 4
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO

INFORMAÇÕES GERAIS CUIDADOS DE SEGURANÇA

INTRODUÇÃO Ler e cumprir todas as normas de segurança “Manu-


tenção do trator” descritas na Seção introdutória no
início deste manual.
Esta Seção informa em detalhe os requisitos neces-
sários para manter o seu trator na máxima eficiên-
cia. O quadro de lubrificação e de manutenção mais NOTA: Inutilizar devidamente filtros e óleos já utiliza-
adiante nesta seção, possibilita uma consulta rápida dos.
a esses requisitos, e cada operação é numerada para
uma consulta fácil.
___________ CUIDADO ___________
Não verificar, lubrificar, reparar ou ajustar o trator
com o motor em funcionamento.
CONTEÚDO
Os assuntos englobados nesta Seção estão listados
a seguir. No fim deste Manual encontra-se um índice
completo.

Abastecendo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-2 NAS PRIMEIRAS 50 HORAS DE OPERAÇÃO


Em adição às operações regulares de manutenção,
Remoção das proteções . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-5 verificar os seguintes itens em cada 10 horas ou di-
ariamente durante as primeiras 50 horas de opera-
Quadro de lubrificação e manutenção . . . . . . . . 4-6 ção.

Manutenção quando acendem as luzes


de alerta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-7
• Verificar o nível do óleo da transmissão, eixo
Manutenção diária das 10 horas . . . . . . . . . . 4-13 traseiro e hidráulico.

Manutenção das 50 horas . . . . . . . . . . . . . . . 4-14

Manutenção das 300 horas . . . . . . . . . . . . . . 4-21 • Aperto das porcas das rodas.

Manutenção das 600 horas . . . . . . . . . . . . . . 4-30

Manutenção das 1200 horas, 12 meses . . . . . 4-33 • Nível de óleo nos cubos das rodas dianteiras.

Manutenção das 1200 horas, 24 anos . . . . . . 4-37

Manutenção geral conforme necessário . . . . . 4-45


IMPORTANTE: Estacionar o trator em piso nivelado
e se necessário distender os cilindros antes de veri-
Armazenamento do trator . . . . . . . . . . . . . . . . 4-63
ficar os níveis dos óleos.

4-1
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

MANUTENÇÃO NAS PRIMEIRAS 50 HORAS FLEXIBILIDADE DOS INTERVALOS DE MANU-


TENÇÃO
Certificar que nas primeiras 50 horas de serviço são
executadas as seguintes operações adicionais. Os intervalos descritos nos quadros de lubrificação e
manutenção são indicações que devem ser observa-
Trocar óleo e filtro do óleo do motor. das em condições normais de trabalho.
Trocar filtro do óleo do hidráulico.
Regular os intervalos conforme condições ambientais
Pré-filtro do sistema de combustível e de trabalho. Encurtar os intervalos em condições
- Limpar (transmissão 15x12) adversas de trabalho (chuvosas, barrentas, arenosa e
muita poeira).
- Trocar (transmissão 18x6)

Verificar nível de óleo da transmissão, eixo traseiro e QUADRO DE LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO


hidráulico. O quadro mostrado mais adiante, enumera os inter-
valos a que deverão ser feitas as inspeções de rotina,
Verificar nível do óleo do diferencial da tração dianteira. lubrificação, manutenção e/ou regulagens. Consultar
Verificar nível de óleo dos cubos dianteiros. o quadro como um guia de referência rápida, quando
reparar o trator. As operações seguem o quadro.
Verificar e ajustar o freio de estacionamento.

Verificar todas as uniões das entradas de ar.


ABASTECIMENTO DO TRATOR
Inspecionar correia Poli-V.

Apertar todas as uniões das mangueiras do sistema __________ CUIDADO __________


de arrefecimento.

Verificar o torque dos parafusos dos pesos dianteiros Quando manusear o diesel observar o seguinte:
(se montados).
Não fumar, acender fósforo, e em circunstância al-
Verificar o torque dos parafusos da cabine de segu- guma, adicionar ao diesel, gasolina, álcool, ou qual-
rança ou da estrutura de proteção contra capotamento. quer outro tipo de combustível (mistura de diesel com
Verificar o torque dos parafusos do coletor de escape. álcool) devido a riscos de incêndio ou de explosão.
Num reservatório fechado, como o reservatório de
Aperto dos parafusos e porcas dos grampos dos aros combustível, estas misturas são mais explosivas que
das rodas. a gasolina pura. Não utilizar estas misturas. Além
disto, a mistura de diesel não é recomendada por
Lubrificar todos os pontos de graxa. não ser adequada a lubrificação do sistema de inje-
ção.
Limpar os elementos dos filtros de ar.
• Limpar a área da tampa de enchimento e elimi-
NOTA: Os itens descritos na verificação da inspeção nar todos os resíduos.
das 50 horas são importantes. Caso não sejam execu-
tados, terá como resultado o desgaste prematuro dos • Encher o reservatório no fim de cada dia de tra-
componentes e limitação da vida útil do trator. balho para eliminar a condensação noturna.

• Nunca retirar a tampa ou abastecer com o mo-


EVITANDO A CONTAMINAÇÃO DO SISTEMA tor em funcionamento.
Para evitar contaminação, quando substituir óleo, fil-
tros, etc. limpar sempre a área em redor das tampas • Ao abastecer o reservatório, controlar a man-
de enchimento, dos bujões de nível, de dreno, da gueira de enchimento.
vareta de nível, e dos filtros, antes de retirá-los. An-
tes de acoplar cilindros ao controle remoto, certifi- • Não encher o reservatório totalmente: manter
car-se de que o óleo dentro deles esteja limpo, não um espaço para expansão. Se perder a tampa
degradado e de correta especificação. do reservatório do combustível, substituir por
uma original e apertá-la firmemente.
Para evitar a penetração de sujeira durante a operação de • Limpar qualquer combustível derramado, ime-
engraxamento, limpar os pontos de lubrificação antes de diatamente.
iniciar a operação. Limpar o excesso de graxa aplicada.

4-2
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

REQUISITOS DO COMBUSTÍVEL Não se recomenda o uso do diesel com o conteúdo


de enxofre superior a 1,3%.
A qualidade do combustível utilizado é um fator im-
portante, do qual, depende o funcionamento e a vida Para melhor economia de combustível e sempre que
útil do motor. Os combustíveis devem estar limpos, as temperaturas permitam, utilizar o combustível Nº
bem refinados e não corrosivo aos componentes do 2-D.
sistema de combustível. Utilizar um combustível de
boa qualidade, adquirido num revendedor de confian- O combustível 2-D, não deverá ser utilizado a tem-
ça. peraturas inferiores a -7o C. Em temperatura frias o
combustível torna-se espesso não permitindo o fun-
Para ter ótima combustão e mínimo desgaste do cionamento do motor. (Contatar seu Concessioná-
motor, o combustível escolhido deverá estar de acor- rio caso isto aconteça),
do com a aplicação e os requisitos necessários des-
critos no “Quadro de Seleção do Combustível”. Para certificar que o combustível possui as caracte-
rísticas recomendadas, procurar a ajuda de um
revendedor de confiança. A responsabilidade de um
combustível limpo, é tanto do revendedor do com-
bustível como do cliente.

QUADRO DA ESCOLHA DO COMBUSTÍVEL

ARMAZENAMENTO DO COMBUSTÍVEL
Classificação Ponto Caracterí- Conteúdo
geral do final de ticas de de Para garantir que o combustível armazenado esteja
combustível ebulição cetanas enxofre livre de poeiras, água e de outros agentes
(máx) (mín) (máx) contaminadores, tomar as seguintes precauções.

No. 1–D 288oC 40 * 0,3% • Armazenar o combustível em reservatórios de


(550oF) ferro preto e não galvanizados, pois a película
de zinco reagirá em contato com o combustível
formando componentes que contaminarão a
No. 2–D 357oC 40 0,5% bomba injetora e os injetores.
(675oF)
• Colocar os reservatórios de abastecimento, lon-
ge da luz direta do sol e ligeiramente inclinados
em ângulo para que as impurezas se deposi-
tem longe do tubo de saída.
NOTA: Em períodos de paradas longas ou em condi-
ções de temperaturas frias, abaixo de 0o C (32oF) ou • Para facilitar a remoção da umidade e de impu-
em trabalhos contínuos a uma altitude acima de 1.500 reza, arranjar uma saída de dreno no ponto mais
m (5000 pés), utilizar o combustível Nº 1-D. baixo do reservatório e oposto ao tubo de saí-
da.
*Em trabalhos contínuos a baixas temperaturas ou a • Se o combustível armazenado no reservatório
grandes altitudes, é necessário utilizar um combustí- não estiver filtrado, quando reabastecer, utilizar
vel com no mínimo 45 cetanas. um funil provido de uma tela muito fina.

Utilizando diesel com conteúdo de enxofre superior a • Adquirir o combustível em quantidades neces-
0,5%, torna-se necessário trocar o óleo mais frequen- sárias, para evitar a utilização no inverno de
temente, como se indica na tabela de manutenção. combustíveis para verão.

4-3
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

ENCHIMENTO DO RESERVATÓRIO DO COMBUS-


TÍVEL - Figura 1

1. Limpar a área em redor da tampa do reservató-


rio (1) para evitar a entrada de poeira e contaminar o
combustível.

2. Retirar a tampa e colocá-la numa área limpa


durante o reabastecimento. A tampa é fixada ao re-
servatório por meio de uma corrente para evitar sua
perda.

3. Após o reabastecimento, colocar a tampa e


apertá-la .
1

NOTA: O reservatório da direita é cheio através do


tubo de enchimento do reservatório da esquerda.

IMPORTANTE: Substituir sempre uma tampa


danificada ou perdida por uma outra original.

Capacidade do reservatório:

Ver Seção 7 - Especificações.

PROTEÇÕES 2

CAPÔ DO MOTOR – Figura 2

O capô (1) cobre as baterias e partes móveis do motor.


O capô deve ser fechado e corretamente travado antes
de operar o trator.

Existem proteções adicionais para evitar que os de-


dos sejam apanhados por correias ou ventilador do
ar condicionado, quando o capô for baixado para
sua posição de operação.

PROTEÇÃO DO MOTOR DE PARTIDA – Figura 3

A proteção (1) cobre as conexões elétricas do


solenóide do motor de partida, evitando contatos
acidentais. A proteção deve ser instalada mesmo que
as baterias não estejam conectadas ao sistema elé- 3
trico.

4-4
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

REMOÇÃO DAS PROTEÇÕES

Para ter acesso às operações de inspeção, lubrifica-


ção e manutenção, poderá ser necessário abrir ou
retirar os painéis de proteção.

IMPORTANTE: Após a finalização de trabalhos no


trator e antes de pôr o trator em funcionamento insta-
lar todos os painéis de proteção. 1
IMPORTANTE: Seguir as instruções descritas sob o
título: Manutenção do Trator com Segurança - Seção 1.

CAPÔ DO MOTOR – Figuras 4 e 5


4
O capô do motor é articulado na parte traseira para
facilitar o acesso à área do motor para a manutenção
de rotina. Duas molas a gás (localizadas debaixo do
capô) ajudam a levantá-lo.

Para abrir o capô, mover o manípulo (1) Figura 4. As


molas a gás sustentarão e levantarão o capô para a
primeira posição, conforme mostrado na Figura 5. O
capô será mantido nesta posição pela correia de
segurança, (2) Figura 5, localizada no centro dianteiro
do capô. Todas as operações de manutenção podem
ser efetuadas com o capô levantado nesta posição.

Para fechar o capô, puxá-lo totalmente para baixo.


Um “click” audível significará que o capô está 2
devidamente trancado. Certificar-se de que o capô
esteja corretamente fechado.

Somente é necessário levantar totalmente o capô, para 3


serviços que sejam melhor executados por seu
Concessionário.
5
O capô não levanta-se totalmente devido à correia de
segurança. Baixar o capô levemente, para liberar o
engate da correia, (3) Figura 5, liberando o capô para
levantar totalmente.

Para fechar o capô, da posição de totalmente aberto,


baixá-lo, para prender o engate da correia, puxá-lo
totalmente para baixo. Um “click” audível significará
que o capô está devidamente trancado. Certificar-se
de que o capô esteja corretamente fechado.

TAMPAS DO PAINEL DE INSTRUMENTOS – Figura 6

Os painéis moldados de cada um dos lados do painel


de instrumento, podem ser facilmente retirados para
manutenção. Afrouxar os dois manípulos (1) e (2) e
retirar o painel direito para ter acesso à caixa de
fusíveis, pedais de freio, etc.

Mais fusíveis (fusíveis “maxi”), relé do motor e relé do


lampejador estão localizados atrás do painel esquer-
do, o qual pode ser retirado de maneira similar. Ver 6
Operação 43, para mais detalhes.

4-5
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

QUADRO DE LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO

Lubrificar
Verificar

Ajustar
Limpar

Drenar
Trocar
Intervalo Oper Nº
Serviço Nº. Requisitos de Manutenção Página
1 Limpar elemento externo do filtro de ar do motor ........................ x ... x ......................... 4-7
Lâmpada 2 Nível do líquido de arrefecimento do motor ................................ x ........................ x ..... 4-10
alerta 3 Nível do fluido do reservatório dos freios ................................... x ........................ x ..... 4-11
acesa 4 Nível fluido reservatório embreagem .......................................... x ........................ x ..... 4-11
*5 Separador de água filtro do combustível .................................... x ............................... x 4-12

Cada 10 horas 6 Nível do óleo do motor ............................................................... x ........................ x ..... 4-13


ou diariamente 7 Nível líquido do reservatório limpa/lava pára-brisas .................. x ........................ x ..... 4-13

8 Radiador, condensador do ar condic. e trocador calor óleo ........ x ... x ......................... 4-14
Cada 50 9 Filtros de ar da cabine ...................................................................... x ......................... 4-15
horas (¹) # 10 Todos os pontos de lubrificação ............................................................... x .................. 4-16
11 Aperto das porcas rodas dianteiras e traseiras .......................... x ........................ x ..... 4-20
12 Estado e pressão dos pneus ..................................................... x ........................ x ..... 4-20

**13 Filtro e óleo do motor ....................................................................................... x ........... 4-21


14 Nível óleo do eixo dianteiro ......................................................... x ........................ x ..... 4-23
15 Óleo cubo eixo tração ...................................................................................... x ........... 4-23
#16 Semi-eixos traseiros ................................................................................ x .................. 4-24
Cada 300 17 Nível de óleo eixo traseiro/transmissão/hidráulico ....................... x ........................ x ..... 4-24
horas §18 Filtro de óleo transmissão e hidráulico (15x12) .................................. x ........... x ........... 4-25
19 Correia Poli-V ............................................................................. x ................................ 4-26
20 Aperto dos parafusos suporte cabine ou EPCC .......................... x ........................ x ..... 4-26
21 Freio de estacionamento ............................................................ x ........................ x ..... 4-27
***22 Elemento do pré-filtro de combustível ......................................... x ... x ........... x ........... 4-28
****23 Elemento do filtro principal de combustível .................................. x .................. x ........... 4-29

24 Filtros de óleo transmissão e hidráulico (18x6 e 16x16) ................................... x ........... 4-30


Cada 600 25 Elemento externo filtro ar motor ........................................................................ x ........... 4-31
horas 26 Uniões entradas de ar para o motor ........................................... x ................................ 4-31
27 Folga das válvulas do motor ....................................................... x ........................ x ..... 4-32

28 Filtros de ar da cabine ...................................................................................... x ........... 4-33


Cada 1200 horas 29 Óleo e filtro transmissão/eixo traseiro/hidráulico ............................................... x ........... 4-34
ou anualmente 30 Óleo de diferencial eixo tração ......................................................................... x ........... 4-35
31 Nível eletrólito ............................................................................. x ... x ................. x ..... 4-36

Cada 1200 32 Líquido de arrefecimento .................................................................................. x ........... 4-37


horas ou 2 anos 33 Elemento interno filtro ar motor ......................................................................... x ........... 4-42
34 Injetores do combustível ............................................................. x ... x ................. x ..... 4-43

35 Sangrar o sistema de injeção ..................................................... x ........................ x ..... 4-45


36 Calibragem da transmissão “Range Command” ........................... x ........................ x ..... 4-46
37 Calibragem unidade comando eletrônica ..................................... x ........................ x ..... 4-48
Manutenção 38 Freio de serviço ......................................................................... x ........................ x ..... 4-50
Geral 39 Rotação de marcha lenta do motor ............................................. x ........................ x ..... 4-51
40 Ar condicionado ........................................................................ x ................................ 4-51
41 Regulagem faróis e farol de trabalho .......................................... x ........................ x ..... 4-52
42 Substituição de lâmpadas ................................................................................ x ........... 4-52
43 Substituição de fusíveis e relés ....................................................................... x ........... 4-56

* Pode ser necessária drenagem diária, o que ocorrer primeiro.


** O intervalo da troca do óleo deverá ser reduzido se o combustível contiver alto teor de enxofre e se o trator trabalhar
em temperaturas extremamente frias.
*** Trocar nos modelos com transmissão 18x6
Limpar nos modelos com transmissão 15x12
**** Todos os modelos
# Aplicar graxa lubrificante freqüentemente quando trabalhar em condições chuvosas, barrentas e de extrema poeira.
§ Limpar o elemento filtrante no máximo 2 vezes, a cada 300 horas trabalhadas e substituí-lo por um novo após
duas limpezas, ou seja, com 900 horas de trabalho.
(¹) Atenção: Nas primeiras 50 horas de operação, certificar-se de que sejam executadas as operações adicionais,
conforme descrito nas páginas iniciais desta seção, deste Manual.

4-6
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

QUANDO ACENDE A LÂMPADA DE


ALERTA

OPERAÇÃO 1

MANUTENÇÃO DO FILTRO DO AR DO MOTOR - 1


Figura 7 a 13

Limpar o elemento externo quando acender no painel


de instrumentos a lâmpada de restrição, ou a cada
600 horas, o que ocorrer primeiro. Executar a manu-
tenção no período máximo de uma hora após a lâm-
pada ter acendido.
7
IMPORTANTE: Só limpar o elemento externo quan-
do se acender a lâmpada de restrição ou a cada
600 horas. A freqüente limpeza do filtro, encurtará a
vida do mesmo.

O filtro de ar é acessível do lado esquerdo do trator. 1

O filtro de ar está localizado sobre o motor, sendo


composto por um elemento interno e um elemento
externo de papel em um alojamento plástico. Ver
Figura 7.

1. Soltar as travas (1) Figura 7, do alojamento dos


filtros e retirar sua tampa. Suavemente retirar o
elemento externo (1) do conjunto do filtro de ar.
Ver Figura 8.

8
IMPORTANTE: Não retirar nem tocar no elemento
interno (1) Figura 9, exceto para substiuí-lo.

2. Examinar o interior do elemento externo, se tiver


poeira, este está danificado devendo ser substi-
tuído por outro novo. O elemento interno deverá
1
também ser substituído neste momento.

3. Limpar o elemento externo, utilizando o méto-


do A ou B, dependendo do estado do elemento.

NOTA: O elemento externo do filtro só pode ser limpo


pelos métodos A ou B, até 5 vezes, antes da troca. 9

4-7
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

Método A

Bater levemente na palma da mão os extremos do


elemento. Ver Figura 10.

IMPORTANTE: Para não danificar o elemento não


bater contra superfícies duras.

Método B

Utilizar ar comprimido que não exceda 2 bar (30 psi):


introduzir o bocal da mangueira de ar dentro do ele-
mento mantendo-o afastado 150 mm, soprando a
poeira do interior para o exterior. Ver Figura 11.
10

_________ ATENÇÃO __________


Utilizar óculos de proteção ao executar esta opera-
ção.

11

4-8
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

4. Examinar os danos no elemento colocando uma


lâmpada acesa dentro dele. Ver Figura 12. Subs-
tituir o elemento se verificar a passagem de um
fio de luz, ou se existirem áreas onde o papel
esteja menos espesso.

5. Verificar a existência de aglomerados no elemen-


to, deformação no invólucro e danos na junta de
borracha. Substituir o elemento do filtro se esti-
ver danificado.

6. Limpar o interior do alojamento do filtro de ar,


com uma vareta e pano úmido: não danificar o
elemento interno. Certificar de que o extremo
interno do alojamento esteja limpo e liso, para 12
garantir uma boa fixação da vedação da borra-
cha do elemento.

7. Instalar o elemento externo já limpo ou um novo


(1) Figura 13. 1

Se a lâmpada indicadora de restrição continuar ace-


sa após a limpeza, poderá ser necessário substituir
os elementos interno ou externo. Ver Operações 25 e
33.

13

4-9
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

OPERAÇÃO 2
3
VERIFICAR O NÍVEL DO LÍQUIDO DE ARREFECI-
MENTO DO MOTOR - Figura 14

1
Quando no painel de instrumentos acender a lâmpa-
da indicadora de nível baixo do líquido de
arrefecimento, parar imediatamente o motor e verifi-
car o nível do líquido.
2

____________ AVISO ____________


14
O sistema de arrefecimento funciona sob pressão,
controlada pela tampa de pressão do líquido de
arrefecimento. É perigoso retirar a tampa enquanto o
sistema estiver quente. Quando o sistema arrefecer,
girar a tampa do reservatório com um pano grosso
até a primeira trava, liberando a pressão antes de
retirá-la totalmente. Nunca retirar a tampa do radia-
dor antes de retirar a tampa do tanque de expansão

__________ CUIDADO __________


Evitar o contato do líquido de arrefecimento com a
pele. Observar as recomendações na embalagem
do filtro do líquido de arrefecimento e do anticonge-
lante.

Com o motor frio, verificar o nível do líquido de


arrefecimento no tanque de expansão (1), que de-
verá estar acima da marca do fundo (2). Se for ne-
cessário, completar, retirar a tampa de pressão (3)
e adicionar uma mistura de 60/40 de água e anticon-
gelante conforme especificado na Seção 7 deste
Manual.

NOTA: Se não puder ver o líquido de arrefecimento no


tanque de expansão, verificar o nível no radiador.
Inspecionar o sistema para detetar e reparar even-
tuais vazamentos.

Retirar a tampa do radiador após o esfriamento do


sistema. Adicionar o líquido de arrefecimento até ao
nível do bocal de enchimento. Colocar a tampa do
radiador e completar o tanque de expansão como
acima descrito.

4-10
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

OPERAÇÃO 3
3
VERIFICAR O NÍVEL DO FLUIDO DOS FREIOS -
Figura 15
Se no painel de instrumentos a lâmpada de alerta
1
indica pouco fluido dos freios, verificar o nível do
reservatório.
O reservatório do fluido dos freios encontra-se à 2
esquerda, por baixo do capô do motor e ao lado do
tanque de expansão. Verificar o nível de fluido no re-
servatório que nunca deverá estar abaixo da marca
MIN (2), gravada no reservatório. Se necessário reti-
rar a tampa de enchimento (3) e completar sem trans-
bordar com óleo mineral para freios e embreagem até
a marca MAX (1), conforme mostrado no decalque. 15
Não encher demais.

__________ ATENÇÃO __________


Utilizar somente o tipo de fluido recomendado para
freios/embreagem. A mistura de óleos de diferentes
tipos, poderá ocasionar danos no sistema de
frenagem e falha dos freios. Seguir as instruções da
embalagem do fluido de freio. Ver na Seção 7 a corre-
ta especificação o mesmo.

IMPORTANTE: Não derramar o fluido de freios/em-


breagem no trator, pois pode danificar a pintura.

OPERAÇÃO 4
VERIFICAR O NÍVEL DO FLUIDO DA EMBREA-
GEM (Só transmissão “Syncro Command”, 16x16,
com inversão) - Figura 16
Se no painel de instrumentos a lâmpada indicadora
sinalizar pouco fluido da embreagem, verificar o ní-
vel de fluido no reservatório.
O reservatório do fluido da embreagem localiza-se
a esquerda por baixo da parte traseira do capô. Ve-
rificar o nível do fluido no reservatório, que não de-
verá estar abaixo da marca ‘MIN’ (2) gravada no reser-
vatório. Se necessário retirar a tampa (3) do reserva-
tório e completá-la, sem transbordar, com óleo mineral
recomendado para freios/embreagem até a marca 3
‘MAX’ (1). Não encher demais.

__________ ATENÇÃO __________


1
Evitar o contato da pele com fluido dos freios/em-
breagem. Observar as recomendações da embala-
gem. Utilizar somente o tipo de óleo correto. A mis- 2
tura de diferentes tipos de óleos poderá provocar
danos nos componentes internos da embreagem
hidráulica. Ver a Seção 7 para uma correta
especificação de óleo mineral para embreagem.

IMPORTANTE: Cuidado para não derramar fluido de frei-


os/embreagem no trator, pois pode danificar a pintura. 16

4-11
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

OPERAÇÃO 5

3
DRENAR O SEPARADOR DE ÁGUA DO SISTEMA
E FILTRO DE COMBUSTÍVEL – Figuras 17 e 18

IMPORTANTE: Para garantir que seja mantido o ótimo


desempenho do motor, é essencial que sejam
mantidos filtros de combustível corretos, de acordo 5
1
com o esquema de manutenção, detalhado neste
Manual. Antes de desligar ou afrouxar qualquer parte
do sistema de injeção de combustível, limpar
completamente toda a área de trabalho para evitar 2 4
contaminação. Repetir o procedimento após drenar o
sedimentador e o filtro, para evitar aderência de sujeira 17
a componentes do sistema de combustível.

Se no painel de instrumentos a lâmpada indicadora


sinalizar a existência de água no sedimentador de
combustível, drenar o conjunto do filtro do combustí-
vel e o copo sedimentador.

Com referência à Figura 17, caso seja possível


visualizar água ou sedimentos no copo (1) do
sedimentador, o mesmo deverá ser drenado. Soltar o 1
bujão de drenagem (2), uma a duas voltas, permitindo
que o combustível contaminado saia. Após a
drenagem do sedimentador, apertar o bujão de
drenagem (2).

Drenar também o filtro de combustível (3). Desconectar


o conector (4) e então soltar o bujão de drenagem (5), 18
uma a duas voltas, permitindo que o combustível
contaminado saia. Após a drenagem do filtro, apertar
o bujão de drenagem (5) e conectar o conector (4).

NOTA: Recolher o combustível drenado e descartá-


lo adequadamente.

NOTA: Para a drenagem do combustível é necessário


acionar a bomba manual (1), Figura 18, repetidas Soltar o engate rápido da mangueira de alimentação
vezes. da bomba injetora, permitindo que o combustível
contaminado saia. Pressionar a bomba manual (1),
NOTA: O procedimento a seguir, deverá ser utilizado Figura 18, algumas vezes até o combustível sair sem
sempre que ocorra troca do filtro de combustível, falta bolhas de ar. Fixar novamente o engate rápido.
de combustível para o motor ou seja instalado novo Pressionar a bomba manual mais algumas vezes até
conjunto de filtros. sentir resistência, indicando que o sedimentador e o
filtro de combustível estão cheios.
Certificar-se de que haja combustível suficiente no
reservatório e de que todas as conexões estejam Não é necessário sangrar o sistema. Acionar o motor
apertadas. de partida com o acelarador totalmente acionado, até
a partida do motor. Quando o motor funcionar
Certificar-se de que o copo sedimentador esteja limpo. suavemente, desligar a chave de partida para pará-lo.

4-12
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

CADA 10 HORAS DE TRABALHO OU


DIARIAMENTE (o que ocorrer primeiro) 1

OPERAÇÃO 6 2

VERIFICAR O NÍVEL DO ÓLEO DO MOTOR – Fi-


gura 19 e 20

Verificar o nível do óleo do motor com o trator estaci-


onado sobre superfície plana, e após o motor ter sido
desligado a pelo menos cinco minutos.

1. Retirar a vareta do óleo (2), Figura 19, do lado


direito do motor, limpar e tornar a introduzi-la. 19

2. Retirar a vareta do óleo, novamente, e verificar o


nível. O nível do óleo deverá estar entre as marcas
(1), Figura 19, da vareta.

3. Caso seja necessário adicionar óleo, adicionar


óleo novo pelo bocal de enchimento (3), Figura
20, ou pelo bocal da vareta, Figura 19, até estar
3
entre as marcas da vareta. A quantidade de óleo
entre as marcas superior e inferior é de cerca de
3 litros.

NOTA: Não adicionar óleo acima da marca superior.


O óleo em excesso queimará, produzindo fumaça e
dando a falsa impressão do consumo do óleo. Não
funcionar o motor com o nível de óleo abaixo da marca
inferior da vareta.
20
4. Reinstalar a tampa do bocal de enchimento.

Ver Seção 7 para a correta especificação e viscosida-


de do óleo.

OPERAÇÃO 7

VERIFICAR O RESERVATÓRIO DO LIMPA PÁRA-


BRISAS (se instalado) - Figura 21

O reservatório do limpa pára-brisas está localizado


por baixo e do lado esquerdo traseiro da cabine. O
mesmo reservatório é utilizado tanto para o pára-
brisas dianteiro como para o traseiro.

Retirar a tampa (1) e encher o reservatório com uma


solução de água até a marca MAX (2), na lateral do
reservatório. No inverno utilizar uma mistura com
propriedades anticongelantes. 21

4-13
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

CADA 50 HORAS
completar as operações precedentes mais as
seguintes:

OPERAÇÃO 8

LIMPAR AS COLMÉIAS DO RADIADOR, DO TRO-


CADOR DE CALOR DO ÓLEO E DO
CONDENSADOR DO AR CONDICIONADO – Fi-
guras 22 e 23

Verificar se as colméias estão entupidas ou com resí-


duos de palha. Se notar algo, limpar como segue:

__________ ATENÇÃO __________


Proteger os olhos e a roupa durante a operação de
limpeza. Manter a área livre de curiosos para evitar
que sejam atingidos por partículas esvoaçantes.

1
1. Limpar utilizando ar comprimido ou água sob
pressão que não exceda 7 bares (100 psi).

2. O condensador do ar condicionado (1) Figura 22


e o trocador de calor do óleo da transmissão (2),
deslocam-se para uma manutenção facilitada. 3
Para abrir, girar os dois fechos rápidos (3) no 2
sentido anti-horário.

22
3. Para facilitar o acesso ao radiador, deslizar para
fora o trocador de calor (1) do óleo da transmissão
e o condensador (2) do ar condicionado.

4. Incidir o jato de água ou de ar através de cada


colméia, e de trás para a frente. Primeiro limpar
o radiador, depois o condensador do ar condi-
2
cionado e por fim o trocador de calor do óleo da
transmissão. Endireitar cuidadosamente qual-
quer aleta dobrada.

NOTA: Se qualquer substância oleosa bloquear a


colméia, utilizar uma solução com detergente e re- 1
mover com água sob pressão.

23

4-14
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

OPERAÇÃO 9

LIMPAR OS FILTROS DE AR DA CABINE (se mon-


tados) – Figuras 24 e 25

O ar na cabine, introduzido pelo ventilador, passa atra-


vés de dois filtros (1) Figura 24, situados de cada lado
no teto da cabine. Além disto, existem dois filtros de
recirculação. Estes filtros estão instalados no interior
do teto da cabine, um em cada lado, ver Figura 25.

Antes de limpar os filtros, desligar o ventilador, fechar


o teto, todas as janelas e uma porta. Fechar energi-
camente a outra porta. A pressão resultante,
desalojará grande parte da poeira por baixo do fil-
tros. 24

NOTA: Em condições úmidas como em certas ma-


nhãs, não ligar o ventilador antes de limpar os fil-
tros. As partículas de poeira penetrarão no filtro difi-
cultando sua remoção.

Filtros Externos
Afrouxar os parafusos da tampa (1), retirar os ele-
mentos (2) (um de cada lado) e limpá-los:

- Batendo ligeiramente numa superfície plana


com a face externa voltada para baixo;
ou:
- Com ar comprimido a uma pressão inferior a
6,9 bar (7 kgf/cm2 - 99,7 psi);
ou:
- Mergulhar os filtros numa solução de água e
um detergente que não faça espuma durante
15 minutos;
ou:
25
- Enxaguar com um jato de água a uma pressão
inferior a 2,7 bar (2,8 kgf/cm2 - 39,8 psi) e secar
com ar seco não comprimido.

Limpar as bases (3) dos filtros com um pano. Quan-


do voltar a montar os elementos, a seta de identifi-
cação deve ficar voltada para o interior da cabine.

Para retirar um filtro, girar o fecho rápido (3) Figura 25,


1/2 volta à esquerda, para liberar a tampa do filtro (2).
Retirar a tampa (2) e o elemento filtrante (1).

4-15
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

NOTA: Os filtros são feitos de um papel especial, com


uma tira vedante em borracha, colada na superfície
superior. Não danificar o elemento quando retirá-lo.

Limpar o elemento com ar comprimido que não ex-


ceda 2 bar (30 psi). Soprar a poeira da face limpa
para a face suja. Para evitar danos ao papel, o bocal
da mangueira deverá estar a uma distância de pelo
menos 300 mm do mesmo.

Limpar os alojamentos dos filtros com um pano que


não solte fiapos. Reinstalar os elementos, colocan-
do-os com as faces limpas para cima e recolocar as
tampas.

NOTA: Substituir os filtros com maior freqüência em


condições de extrema poeira.

OPERAÇÃO 10

TODAS AS GRAXEIRAS - Figuras 26 a 34

Olear todas as articulações e utilizar engraxadeira nos


pontos de graxa, conforme indicado nas Figuras 26 a
34.

Ver Seção 7 para a correta especificação da graxa


lubrificante.

Braços Direito e Esquerdo do Levantador (com


regulagem do esticador ) – Figura 26
Aplicar graxa lubrificante nos pontos conforme indi-
cado.

26

4-16
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

Tirante Esquerdo de Levantador – Figura 27


Aplicar graxa lubrificante na graxeira conforme indi-
cado.

27

Cilindro Auxiliar (quando instalado) – Figura 28


Aplicar graxa lubrificante na graxeira conforme indi-
cado.

Se houver cilindro auxiliar instalado no lado direito,


haverá um ponto de graxa similar, conforme mos-
trado.

28

Pino Dianteiro do Eixo Dianteiro – Figura 29


Aplicar graxa lubrificante na graxeira conforme indi-
cado.

29

4-17
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

Pino Traseiro do Eixo Dianteiro – Figura 30


Aplicar graxa lubrificante na graxeira conforme indi-
cado.

30

Cilindro da Direção – Figura 31


Aplicar graxa lubrificante nas graxeiras conforme
indicado.

NOTA: Está mostrado o lado esquerdo do eixo. Exis-


tem pontos de graxa idênticos no lado direito.

31

Mancais Superiores – Figura 32


Aplicar graxa ao ponto de lubrificação como se indi-
ca.

NOTA: Está mostrado o lado esquerdo do eixo. Exis-


tem pontos de graxa idênticos no lado direito.

32

4-18
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

Mancais Inferiores – Figura 33


Aplicar graxa ao ponto de lubrificação como se indi-
ca.

NOTA: Está mostrado o lado esquerdo do eixo. Exis-


tem pontos de graxa idênticos no lado direito.

33

Barra de Tração com Roletes – Figura 34


Aplicar graxa ao ponto de lubrificação como se indi-
ca.

34

4-19
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

OPERAÇÃO 11

VERIFICAR O TORQUE DE APERTO DAS PORCAS


DAS RODAS DIANTEIRAS E TRASEIRAS – Figura
35

Verificar o torque de aperto das porcas das rodas di-


anteiras e traseiras, utilizando um torquímetro (se
necessário com um multiplicador de torque). A Figura
35 apresenta uma roda de ajuste manual. Os valores
de torque estão no quadro seguinte.

Rodas Dianteiras - Ajuste manual


Porcas do cubo ao disco dianteiro 210 Nm (155 lbf.pé) 35
Porcas do disco ao aro dianteiro 240 Nm (177 lbf.pé)

Rodas Traseiras - Ajuste manual


Porcas do cubo ao disco 250 Nm (184 lbf.pé)
Porcas do disco ao aro (aro 34”) 240 Nm (177 lbf.pé)
Porcas do disco ao aro (aro 38”) 280 Nm (207 lbf.pé)

Eixo tipo passante


Parafusos de fixação da cunha 300 Nm (220 lbf.pé)
Porcas do cubo ao disco
- disco de aço 260 Nm (190 lbf.pé)

Porcas do cubo ao disco


- disco fundido 450 Nm (330 lbf.pé)

Porcas do cubo ao disco


- disco de aço:
parafusos M16 225 Nm (166 lbf.pé)
parafusos M18 x 125 mm 360 Nm (266 lbf.pé)
parafusos M16 x 65 mm 450 Nm (330 lbf.pé)

OPERAÇÃO 12

VERIFICAR A PRESSÃO E O ESTADO DOS PNEUS


– Figura 36

Verificar e corrigir as pressões dos pneus dianteiros e


traseiros. Inspecionar as bases e as bandas laterais
se danificadas.

Corrigir a pressão em relação à carga transportada.


Ver Pressões dos Pneus e Carga Permitida, na Seção
3.

NOTA: Se os pneus foram lastreados com uma mis-


tura de água/cloreto de cálcio, utilizar um manômetro
36
especial, pois do contrário a mistura corroerá o
manômetro normal. Verificar a pressão estando a
válvula na parte baixa do pneu.

4-20
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

CADA 300 HORAS


efetuar as verificações anteriores mais as
seguintes:

PERÍODO DE TROCA DO ÓLEO DO MOTOR

IMPORTANTE: A Operação 14 descreve o período


normal da troca do óleo e do filtro do motor às 300
horas. Entretanto, o período de troca de óleo pode
ser afetado por outros fatores:

Operação em Temperaturas Baixas


Motores trabalhando em temperaturas abaixo de
–12o C ou em condições severas deverão ter a troca
do óleo a cada 150 horas de trabalho. (O filtro de
óleo só necessitará de substituição no intervalo nor-
mal de 300 horas.

Conteúdo de Enxofre no Diesel


Em alguns países, o diesel disponível, poderá ter
um alto teor de enxofre, nestes casos, a periodici-
dade para troca do óleo deverá ser a seguinte:

• Trocar o óleo do motor a cada 150 horas se o


conteúdo do enxofre estiver entre 0,5 e 1,00%.

• Trocar o óleo do motor a cada 75 horas se o


conteúdo de enxofre estiver entre 1,0 e 1,3%.

Em caso de dúvida, observar as indicações de tro-


ca de óleo na decalcomania fixada por baixo do capô
do motor.

OPERAÇÃO 13

ÓLEO E FILTRO DO MOTOR – Figuras 37 a 39

1
__________ ATENÇÃO __________
Ter muito cuidado em evitar contato com o óleo quen-
te do motor. Se o óleo estiver muito quente, aguardar
que arrefeça antes de trocar.

Aquecer o motor até a temperatura normal de trabalho.


Parar o motor e retirar os 2 bujões de dreno do cárter,
localizados nos lados direito e esquerdo do motor.
Recolher o óleo em recipiente adequado. Retirar e
descartar o filtro de óleo (1).
37
Limpar a área em volta do filtro. Borrifar óleo novo no
anel de borracha do filtro novo e instalá-lo no trator.
Rosquear até as faces se encontrarem. Apertar 3/4
de volta. Não apertar demais.

Recolocar os bujões de dreno.

4-21
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

Retirar a tampa de enchimento (3) Figura 39 e encher


o motor com óleo novo, através do bocal de 1
enchimento. Ligar o motor e funcionar em marcha
lenta por aprox. 1 minuto, para circular o óleo e depois
pará-lo. 2

Aguardar alguns instantes para o óleo chegar ao cárter


e então verificar o nível do óleo na vareta (2).

Se necessário, adicionar óleo até que esteja entre as


marcas (3) da vareta de nível. O volume de óleo,
correspondente, entre as marcas é de aprox. 3 litros.

NOTA: O nível do óleo não deverá ultrapassar a marca


superior da vareta. O excesso de óleo queimará, 38
produzindo fumaça e dando a falsa impressão do
consumo de óleo. Não funcionar o motor com o nível
de óleo abaixo da marca inferior.

Recolocar a tampa de enchimento.


3
Ver Seção 7 para a correta especificação do óleo.

Capacidade do óleo

Ver Seção 7 - Especificações.

39

4-22
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

OPERAÇÃO 14

LUBRIFICAÇÃO DA TRAÇÃO DIANTEIRA

Eixo Dianteiro - Figura 40


Retirar o bujão de nível/enchimento (1) Figura 40 e
certificar-se de que o óleo encontra-se na parte inferi-
or do orifício. Se necessário, completar com óleo lim-
po e recolocar o bujão.

40

OPERAÇÃO 15

TROCAR O ÓLEO DO CUBO DAS PLANETÁRIAS


DA TRAÇÃO DIANTEIRA - Figura 41
Estacionar o trator sobre piso nivelado e aplicar o
freio de estacionamento.

Para trocar o óleo:

1. Posicionar a roda de forma que o bujão do nível/


dreno/enchimento (1), esteja no ponto mais bai-
xo. Retirar o bujão e drenar completamente o óleo
num recipiente próprio. Eliminar o óleo conveni-
entemente.

2. Colocar a roda de forma que o bujão de nível/


enchimento esteja na posição de 3 horas, con- 41
forme mostrado na Figura 41.

3. Abastecer o cubo com óleo novo até atingir a


parte inferior do orifício do bujão de nível/dreno
(1). Recolocar o bujão.

4. Repetir o processo no outro cubo.

Ver Seção 7 para a correta especificação do óleo.

Capacidade do Óleo

Ver Seção 7 - Especificações.

4-23
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

OPERAÇÃO 16

LUBRIFICAR OS SEMI-EIXOS TRASEIROS – Fi-


gura 42

Aplicar somente duas descargas da pistola da graxa


lubrificante aos pontos de graxa em ambas as extre-
midades do eixo.

NOTA: Em condições de trabalho, chuvosas, lama-


centas ou cheias de poeira, lubrificar com maior fre-
qüência.

Ver Seção 7 para a correta especificação da graxa


lubrificante. 42

OPERAÇÃO 17

VERIFICAR O NÍVEL DE ÓLEO DA TRANSMISSÃO, 1


DO EIXO TRASEIRO E DO HIDRÁULICO – Figura
43

Verificar o nível do óleo com o trator estacionado so-


bre superfície nivelada, com todos os cilindros
distendidos e com o motor desligado a pelo menos
5 minutos. 3 2
Retirar a vareta do óleo (2) Figura 43 e verificar se o
nível de óleo encontra-se entre as marcas ‘MIN e
MAX’ (3). Se o nível de óleo estiver baixo, retirar a
tampa de enchimento (1) e adicionar o óleo neces- 43
sário.

Ver Seção 7 para a correta especificação do óleo.

4-24
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

OPERAÇÃO 18

LIMPAR E TROCAR O FILTRO DE ÓLEO DO HI-


DRÁULICO E DA TRANSMISSÃO (somente trans- 2
missão 15x12) – Figura 44

O filtro (1) encontra-se posicionado debaixo da plata-


forma do operador, lado direito. Limpar o elemento
filtrante no máximo 2 vezes, a cada 300 horas traba-
lhadas e substituí-lo por um novo após duas limpe- 1
zas, ou seja, com 900 horas de trabalho. 3

Limpeza (a cada 300 horas) 4


1. Para limpar o elemento filtrante, afrouxar o para-
fuso de sangria (2) para permitir a entrada de ar e 44
escoar o óleo do sistema hidráulico. Ver opera-
ção de troca de óleo da Transmissão e Eixo Tra-
seiro. Retirar os parafusos (3), a tampa inferior
(4) e o elemento filtrante.

2. Limpar o elemento filtrante com querosene e se-


car com ar comprimido.

___________ ATENÇÃO ___________


Não danificar o elemento filtrante durante a limpeza.
Efetuar no máximo 2 limpezas.

3. Instalar o elemento filtrante limpo e tornar a mon-


tar pela ordem inversa da desmontagem. Apertar
o parafuso de sangria (2).

Substituição (após duas limpezas)


1. Para trocar o elemento filtrante, afrouxar o para-
fuso de sangria (2) para permitir a entrada de ar e
escoar o óleo do sistema hidráulico. Ver opera-
ção de troca de óleo da Transmissão e Eixo Tra-
seiro. Retirar os parafusos (3), a tampa inferior
(4) e o elemento filtrante.

2. Instalar um novo elemento filtrante e tornar a


montar pela ordem inversa da desmontagem.
Apertar o parafuso de sangria (2).

NOTA: Tratores com transmissão 18x6 / 31x12 e


16x16, ver Operação 24 - cada 600 horas.

4-25
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

OPERAÇÃO 19

INSPECIONAR A CORREIA POLI-V – Figuras 45 e


46

A correia poli-V está representada nas Figuras 45 e


46. Na figura 45, apresenta-se a correia de um trator
sem ar condicionado e na Figura 46, um com ar con-
dicionado.

Inspecionar a correia no seu comprimento total, para


verificar a existência de fissuras, quebras, cortes ou 45
desgaste em geral. Em caso de dúvidas instalar uma
correia nova.

Certificar-se de que a correia encontra-se colocada


corretamente nas polias e os tensores operam
eficientemente.

46
OPERAÇÃO 20

INSPECIONAR OS PARAFUSOS E PORCAS DA


CABINE E DA PLATAFORMA DE SEGURANÇA
(EPCC) – Figuras 47 a 49

Verificar o torque de aperto dos parafusos da cabine e


da plataforma de segurança.

Parafusos e Porcas de Fixação Dianteira da Cabi-


ne ou da Plataforma (todos os modelos) – Figura
47
As porcas de fixação dianteira são acessíveis por
baixo da cabine/plataforma, e encontram-se à fren-
te e de ambos lados. O torque das porcas/parafu-
sos é o seguinte:

(1) Porcas de fixação do isolador: 375 – 488 Nm


(uma de cada lado) (276 – 359 lbf.pé)

(2) Parafusos de fixação do 129 – 168 Nm


suporte à transmissão: (95 – 124 lbf.pé)
(quatro de cada lado) 47

4-26
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

Parafusos e Porcas da Fixação Traseira da Cabine


– Figura 48

Os apoios traseiros são acessíveis por baixo da cabi-


ne e encontram-se na traseira e de ambos os lados.
O torque das porcas/parafusos é o seguinte:

(1) Porcas de fixação do isolador: 375 – 488 Nm


(uma de cada lado) (276 – 359 lbf.pé)

(2) Parafusos de fixação do 266 – 346 Nm


suporte ao eixo traseiro: (196 – 255 lbf.pé)
(dois de cada lado)

48

Parafusos de fixação Traseira da Plataforma (mo-


delos sem cabine) – Figura 49 1
Os apoios traseiros são acessíveis por baixo da pla- 1
taforma e encontram-se na traseira e de ambos os
lados. O torque dos parafusos/porcas é o seguinte:

(1) Parafusos de fixação do 375 – 488 Nm


suporte ao eixo traseiro: (276 – 359 lbf.pé)
(quatro de cada lado)

49

OPERAÇÃO 21

REGULAGEM DO FREIO DE ESTACIONAMENTO –


Figura 50

Bloquear as rodas dianteiras, levantar a traseira do


trator e manter as rodas traseiras fora do chão.

Aplicar o freio de estacionamento, de forma a prender


o 4º dente do setor. Afrouxar a porca de segurança (2)
e girar a porca de regulagem (1) no cabo do comando
até as rodas começarem a prender. Soltar o freio de
estacionamento e certificar-se de que as duas rodas
movimentam-se livremente: acionar o freio de
estacionamento e certificar-se de que o sistema opera
livremente. Apertar a porca de segurança.

Experimentar no pátio ou outro local livre parando o


trator com o auxílio do freio de estacionamento.

50

4-27
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

OPERAÇÃO 22
LIMPAR O SEPARADOR DE ÁGUA E TROCAR 3
ELEMENTO DO PRÉ-FILTRO DE COMBUSTÍVEL 6
(quando instalado) - Figuras 51 e 53
ou
LIMPAR O SEPARADOR DE ÁGUA E O PRÉ-
5
FILTRO DE TELA DE AÇO (quando instalado) - 1
Figuras 52 e 53

IMPORTANTE: Antes de desligar ou afrouxar qualquer


parte do sistema de injeção de combustível, limpar 2 4
completamente toda a área de trabalho para evitar
contaminação. Repetir o procedimento após drenar o 51
sedimentador e o filtro, para evitar aderência de sujeira
a componentes do sistema de combustível.
Soltar o bujão de drenagem (2), Figura 51, uma a
duas voltas, permitindo que o combustível contami-
nado saia do copo (1) do sedimentador. 3
Girar o copo (1) do sedimentador no sentido anti-ho- 1
rário e retirá-lo. Utilizando combustível limpo, lavar o 5
copo.
Girar o elemento filtrante (6) do sedimentador no sen-
tido anti-horário, retirar e descartá-lo. 4
Instalar elemento e junta, novos.
2
Reinstalar o copo (1) e apertar o bujão de drenagem
(2). 52
Drenar o filtro de combustível (3), desconectando o Soltar o bujão de drenagem (2), Figura 52, uma a duas
conector elétrico (4) e então soltar o bujão de drenagem voltas, permitindo que o combustível contaminado saia
(5), uma a duas voltas, permitindo que o combustível do copo (1) do sedimentador.
contaminado saia.
Segurar o copo do sedimentador e soltar o parafuso
Apertar o bujão de drenagem (5) e conectar o conector (3), Figura 52. Girar o copo (1) do sedimentador e
elétrico (4). retirá-lo. Segurar o parafuso (3), soltar e retirar a por-
ca (4).
NOTA: Recolher o combustível drenado e descartá-
lo adequadamente. Retirar o filtro de tela de aço (5). Utilizando combustí-
vel limpo, lavar o filtro (5) e o copo (1). Reinstalar o
NOTA: Para a drenagem do combustível é necessário sistema na ordem inversa da desmontagem.
acionar a bomba manual (1), Figura 53, repetidas
vezes.

Certificar-se de que o bujão de drenagem esteja fe-


chado. Soltar o engate rápido da mangueira de ali-
mentação da bomba injetora, permitindo que o com-
bustível contaminado saia. Pressionar a bomba ma-
nual (1), Figura 53, algumas vezes até o combustível
sair sem bolhas de ar. Fixar novamente o engate rápi- 1
do. Pressionar a bomba manual mais algumas vezes
até sentir resistência, indicando que o sedimentador
e o filtro de combustível estão cheios.
Não é necessário sangrar o sistema. Acionar o motor
de partida com o acelerador totalmente acionado, até
a partida do motor.
53

4-28
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

OPERAÇÃO 23

3
LIMPAR O SEPARADOR DE ÁGUA E TROCAR
ELEMENTO DO FILTRO PRINCIPAL DE
COMBUSTÍVEL – Figuras 54 e 55

IMPORTANTE: Antes de desligar ou afrouxar qualquer


parte do sistema de injeção de combustível, limpar 5
completamente toda a área de trabalho para evitar 1
contaminação. Repetir o procedimento após drenar o
sedimentador e o filtro, para evitar aderência de sujeira
a componentes do sistema de combustível.
2 4
Soltar o bujão de drenagem (2), Figura 54, uma a
duas voltas, permitindo que o combustível contami- 54
nado saia do copo (1) do sedimentador.

Girar o copo (1) do sedimentador no sentido anti-ho-


rário e retirá-lo. Utilizando combustível limpo, lavar o
copo e reinstalá-lo. Apertar o bujão de drenagem (2).

Drenar o filtro de combustível (3), desconectando o


conector elétrico (4) e então soltar o bujão de drenagem
(5), uma a duas voltas, permitindo que o combustível
contaminado saia. Soltar e descartar o elemento
filtrante.

Instalar elemento e junta, novos. Apertar o bujão de


drenagem (5) e conectar o conector elétrico (4).

NOTA: Recolher o combustível drenado e descartá-


lo adequadamente.

NOTA: Para a drenagem do combustível é necessário


acionar a bomba manual (1), Figura 55, repetidas
vezes.

Certificar-se de que o bujão de drenagem esteja


fechado. Soltar o engate rápido da mangueira de
alimentação da bomba injetora, permitindo que o
combustível contaminado saia. Pressionar a bomba
manual (1), Figura 55, algumas vezes até o combus-
tível sair sem bolhas de ar. Fixar novamente o engate
rápido. Pressionar a bomba manual mais algumas
vezes até sentir resistência, indicando que o
sedimentador e o filtro de combustível estão cheios.

Não é necessário sangrar o sistema. Acionar o motor


de partida com o acelarador totalmente acionado, até 1
a partida do motor.

55

4-29
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

CADA 600 HORAS efetuar as verificações


anteriores mais as seguintes:

OPERAÇÃO 24

TROCAR OS FILTROS DE ÓLEO DO HIDRÁULICO


E DA TRANSMISSÃO – Figuras 56 e 57

O tipo dos filtros para o hidráulico dependem da ca-


racterística do trator. Todos os filtros encontram-se
posicionados debaixo da plataforma do lado direito.

O filtro principal (1) Figura 56 e o filtro de carga (2) só


são instalados em tratores com bomba de débito va- 56 Tratores com transmissão 18x6 / 31x12
riável (sistema CCLS).

A figura 56, apresenta o filtro principal do hidráulico


(1) em tratores com bomba de débito fixo.

Todos os filtros com exceção (1) Figura 57, são


descartáveis. Para trocar um filtro descartável, limpar
a área em volta do filtro, afrouxar e descartá-lo.

NOTA: Soltar o filtro (1) Figura 56, com um estalo,


aguardar alguns instantes antes de retirá-lo comple-
tamente, facilitando a entrada de ar e permitindo o
escoamento de uma grande parte do óleo para o sis-
tema hidráulico.

Limpar o canal de entrada e a face do filtro. Untar


com óleo limpo a vedação de borracha de cada filtro
novo e montar no trator.

Rosquear até as faces se encontrarem, depois aper-


tar 3/4 de volta. Não apertar em demasia

O filtro (1) Figura 57, possui um cartucho de papel


substituível. Para trocar o cartucho, afrouxar o parafu-
so de sangria (5). Isto permitirá a entrada de ar para
escoar o óleo para o sistema hidráulico.

Retirar os parafusos (3), retirar a tampa inferior (4) e


extrair o elemento de papel. Instalar um cartucho novo
e tornar a montar pela ordem inversa da desmontagem.
Apertar o parafuso da sangria.

NOTA: Tratores com transmissão 15x12, ver Opera-


ção 18 - cada 300 horas.
57 Tratores com transmissão 16x16

4-30
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

OPERAÇÃO 25

TROCAR ELEMENTO EXTERNO DO FILTRO DE AR


DO MOTOR

Retirar o elemento externo, conforme descrito na


Operação 1 e descartá-lo.

Limpar internamente a carcaça do filtro de ar, utilizan-


do um pano úmido que não solte fiapos auxiliado por 5
uma haste ou vareta, tomando cuidado para não dani-
1
ficar o elemento interno. Instalar um novo elemento
externo. 4

OPERAÇÃO 26

VERIFICAR AS UNIÕES DE ENTRADAS DE AR


PARA O MOTOR – Figuras 58 a 60 3
2
Figura 58
Colocando-se do lado direito do motor, verificar as
uniões do filtro de ar no ponto (1), as uniões ao
turbocompressor nos pontos (2), (3) e (4). Verificar 58
também a união do ejetor de pó no ponto (5). É
essencial que o lado limpo do sistema de filtragem
esteja corretamente vedado.
Verificar o correto aperto das braçadeiras do
turbocompressor para para vedação eficaz.
1

3
Figura 59
Colocando-se do lado esquerdo do motor, verificar as
uniões da admissão de ar no motor no pontos (1) e
(2). Verificar também a união do ejetor de pó no ponto 2
(3).

59

Figura 60
Trabalhando em ambos os lados do motor, sempre
que necessário, verificar todas as uniões do sistema
de arrefecimento do ar da admissão (intercooler) nos 3 1
pontos (1), (2), (3) e (4), para a vedação eficaz e para
correto aperto das braçadeiras dos tubos.

4 2

60

4-31
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

OPERAÇÃO 27

VERIFICAR A FOLGA DAS VÁLVULAS DO MOTOR


– Figura 61 e 62
1
2
Verificar a folga das válvulas com o motor frio.

A folga correta das válvulas é:

Admissão 0,20 – 0,30 mm (0,008 – 0,012 pol.)


Escape 0,45 – 0,55 mm (0,018 – 0,022 pol.)

Com o motor frio, retirar as tampas das válvulas (2)


Figura 61, após retirar seus parafusos de fixação (1)
Figura 61. Retirar as tampas das válvulas e verificar a
folga. 61

NOTA: Pode ser necessário retirar o conjunto de filtro


de ar, antes de retirar as tampas das válvulas.

Regular as folgas das válvulas como segue:

1. Girar o virabrequim até a abertura total de qual-


quer par de válvulas na coluna “Válvulas Aber-
tas”. Verificar e ajustar o correspondente par de
válvulas na coluna “Ajuste das Válvulas”.

Válvulas Abertas Ajuste das Válvulas


1 Admissão/3 Escape 4 Escape/6 Admissão
5 Admissão/6 Escape 1 Escape/2 Admissão
2 Escape/3 Admissão 4 Admissão/5 Escape
4 Escape/6 Admissão 1 Admissão/3 Escape
1 Escape/2 Admissão 5 Admissão/6 Escape
4 Admissão/5 Escape 2 Escape/3 Admissão

2. Introduzir um calibrador de espessura correta (2)


Figura 62 entre a haste da válvula (3) e o balan-
cim (4).
1
3. Girar o parafuso da regulagem (1) do balancim 4
até obter a folga correta. Girar o parafuso de 2
ajuste para direita para reduzir a folga e para a
esquerda para aumentar a folga.

4. Repetir a operação até verificar e ajustar todas 3


as válvulas.

62

4-32
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

CADA 1200 HORAS OU 12 MESES (o


que ocorrer primeiro) efetuar as
verificações anteriores mais as seguintes:

OPERAÇÃO 28

TROCAR OS FILTROS DE AR DA CABINE – Figu-


ras 63

Filtros Externos - Figura 63


Para retirar um filtro, girar o fecho rápido (3) 1/2 vol-
ta à esquerda, para liberar a tampa do filtro (2). Re-
tirar a tampa (2) e o elemento filtrante (1). Descartar
o elemento filtrante convenientemente.
63
Limpar os alojamentos dos filtros com um pano que
não solte fiapos.

Instalar novos elementos filtrantes. Uma seta mol-


dada na lateral do filtro, indica o sentido do fluxo do
ar. Instalar o filtro com a seta apontando para cima.
Reinstalar as tampas.

NOTA: Os filtros são feitos de um papel especial,


com uma tira vedante em borracha, colada na su-
perfície superior. Cuidado para não danificar o ele-
mento quando instalá-lo.

4-33
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

OPERAÇÃO 29

SUBSTITUIR FILTROS E ÓLEOS DA TRANSMIS-


SÃO, DO HIDRÁULICO E DO EIXO TRASEIRO –
Figuras 64 e 65

Antes de trocar o óleo, ligar o motor e acionar o sis-


tema hidráulico até o óleo aquecer. Estacionar o tra-
tor sobre piso nivelado, baixar o levantador hidráuli-
co e parar o motor. Aplicar o freio de estacionamen-
to e calçar todas as rodas.

__________ ATENÇÃO __________


Evitar o contato com óleo quente. Se o óleo estiver
muito quente, deixar esfriar moderadamente antes
de iniciar a operação.

Para trocar o óleo:

1. Retirar o bujão de dreno (1) Figura 64 e drenar


completamente o óleo num recipiente próprio.
Descartar o óleo convenientemente.

2. Recolocar o bujão de dreno após total drenagem


do óleo.

IMPORTANTE: Executar a Operação 24 (trocar os


filtros do hidráulico e da transmissão) antes de rea-
bastecer com óleo novo.

64

3. Retirar a tampa de enchimento (1) Figura 65 e


encher com óleo novo.

4. Ligar o motor e acionar o sistema hidráulico. Le-


vantar totalmente o levantador hidráulico.

1
5. Parar o motor e esperar 5 minutos enquanto ve-
rifica eventuais vazamentos de óleo no siste-
ma.

6. Verificar o nível de óleo com a vareta (2). Adici-


onar óleo se necessário até o nível estar entre
as marcas ‘MIN e MAX’ (3).
3 2

NOTA: Não encher acima da marca ‘MAX’.


65
Ver Seção 7 para a correta especificação dos óleos.

4-34
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

Capacidade do Óleo:

Modelos TM7010, TM7010E, TM7020 e


TM7020E com transmissão “Synchro
Command” 16x16 e hidráulico centro aberto

Ver Seção 7 - Especificações.

Modelos TM7010, TM7010E, TM7020 e


TM7020E com transmissão “Synchro
Command” 15x12 e hidráulico centro aberto

Ver Seção 7 - Especificações.

Modelos TM7010/TM7010E/TM7020/
TM7020E/TM7030/TM7030E/
TM7040/TM7040E com transmissão
“Range Command” 18x6 / 31x12 e hidráulico CCLS

Ver Seção 7 - Especificações.

OPERAÇÃO 30

TROCAR O ÓLEO DO DIFERENCIAL DA TRAÇÃO


DIANTEIRA – Figuras 66 e 67

Estacionar o trator sobre piso nivelado e aplicar o freio


de estacionamento.

Para trocar o óleo:

1. Retirar o bujão de dreno (1) Figura 66 e drenar


totalmente o óleo num recipiente próprio. Des-
cartar o óleo convenientemente.

2. Recolocar o bujão de dreno. Retirar o bujão do 66


nível/enchimento (1) Figura 67.

3. Encher com óleo novo até atingir a parte inferior


do orifício do bujão de nível/enchimento.
Recolocar o bujão.

Ver Seção 7 para a correta especificação do óleo.

Capacidade do Óleo

Ver Seção 7 - Especificações.

67

4-35
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

OPERAÇÃO 31

BATERIA – Figura 68

Desrosquear e retirar as seis tampas (1) da face su-


perior da bateria.

Para evitar a formação de zinabre (corrosão), os bornes 1


da bateria deverão ser limpos e cobertos com vaseli-
na.

68
IMPORTANTE: Se a bateria estiver descarregada e a
tensão nos terminais for inferior a 7 volts, a recupe-
ração exigirá um processo especial de carga.
Contatar o seu Concessionário New Holland.

4-36
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

CADA 1200 HORAS OU 24 MESES (o IMPORTANTE: É mandatório que seja utilizada uma
que ocorrer primeiro) efetuar as tampa de pressão aprovada. Se a tampa for perdi-
da ou danificada, obter uma de reposição no seu
verificações anteriores mais as seguintes:
Concessionário New Holland.
Nunca colocar o líquido de arrefecimento frio num
OPERAÇÃO 32 motor quente. A diferença nas temperaturas poderá
ocasionar fratura do motor ou do cabeçote.
SISTEMA DE ARREFECIMENTO DO MOTOR – Fi-
guras 69 a 73
___________ CUIDADO ___________
Durante a fabricação, o sistema de arrefecimento do Deixar esfriar o motor antes de drenar o líquido de
motor é cheio com uma mistura de água e anticonge- arrefecimento.
lante da mais alta qualidade. O anticongelante con-
tém um inibidor químico. Este inibidor amplia e es-
tende a proteção oferecida por anticongelantes con-
vencionais.
____________ ATENÇÃO ____________
O inibidor: Evitar o contato do líquido de arrefecimento com a
pele. Observar as recomendações descritas nas
• Ampliará a proteção anticorrosiva. embalagens.

• Reduzirá a formação de crostras.

• Minimizará a erosão na parede dos cilindros.

• Reduzirá a formação de espuma no líquido.

O inibidor químico deve ser recomposto, em inter-


valos, para manter um ótimo nível de proteção. Esta
proteção é proporcionada pela drenagem e lavagem
do sistema, seguida pelo enchimento com uma so-
lução contendo 50% de Ambra Agriflu, ou onde não
houver sua disponibilidade, com uma cuidadosa
dosagem de inibidor químico. Ver o texto seguinte.

Drenagem e Enchimento do Sistema de


Arrefecimento

__________ ATENÇÃO __________


O sistema de arrefecimento trabalha sob pressão,
controlada pela tampa de pressão do tanque de ex- 69
pansão. É perigoso retirar a tampa enquanto o sis-
tema estiver quente. Quando o sistema arrefecer,
girar a tampa com um pano grosso até a primeira
trava, permitindo a saída da pressão, após isso reti-
rar a tampa. Evitar o contato do líquido de 1. Girar o manípulo de controle de aquecimento (1)
arrefecimento com a pele. Observar as recomenda- Figura 69 até a posição de aquecimento máximo
ções descritas nas embalagens. (totalmente a direita).

4-37
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

2. Desconectar a mangueira inferior do radiador e


drenar todo o líquido de arrefecimento num re-
cipiente próprio. Eliminar o líquido de forma con-
veniente.

3. Soltar e retirar o bujão de dreno (1) Figura 70, do


lado direito do bloco do motor. Drenar todo o lí-
quido de arrefecimento num recipiente próprio. 1
Eliminar o líquido de forma conveniente.

70

4. Para aumentar a velocidade de drenagem, retirar


a tampa do radiador (1) Figura 71, e a do tanque 1
de expansão (2).

5. Limpar o sistema com um líquido apropriado para


limpeza do sistema de arrefecimento. Observar
as instruções na embalagem. Drenar o líquido
de limpeza e deixar arrefecer o motor.

IMPORTANTE: Nunca colocar líquido de arrefecimento


frio num motor quente. A diferença nas temperaturas
poderá ocasionar trincas no motor ou no cabeçote. 71

4-38
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

6. Recolocar o bujão de dreno (1) Figura 70, no mo-


tor e a mangueira inferior no radiador.

7. Encher o sistema com água limpa e deixar o


motor a trabalhar por 10 minutos, drenar toda
água. Deixar esfriar o motor.

8. Encher o sistema de arrefecimento com uma


mistura de água limpa e anticongelante na pro-
porção de 60/40. Adicionar lentamente o líquido
de arrefecimento pelo bocal do radiador até che-
gar a parte inferior do bocal.

NOTA: Para evitar a entrada do ar no sistema, encher


o radiador tão devagar quanto possível, para saírem
todas as bolhas de ar.

O líquido de arrefecimento a ser utilizado depende


das disponibilidades locais. Ver o texto seguinte:

Utilizando Anticongelante Ambra Agriflu


(NH900A)
Utilizar uma solução contendo 60% de água limpa e
40% de anticongelante. O inibidor presente no
anticongelante será suficiente para proteger seu
motor por até 1200 horas ou dois anos, o que ocor-
rer primeiro.

Utilizando um Anticongelante Adequado


Onde não houver disponibilidade de anticongelante
com as especificações acima, utilizar um anticon-
gelante de boa qualidade, pré-misturado com 5%
de inibidor químico. O inibidor encontra-se disponí-
vel no seu Concessionário New Holland, em emba-
lagens de 473 ml. A embalagem possui uma gradu-
ação externa em incrementos de 29,5 ml.

__________ ATENÇÃO __________


A solução contendo inibidor é irritante para a pele e
os olhos. Ele contém hidróxido de potássio.

• Evitar o contato com os olhos ou prolongado


com a pele.

• Utilizar óculos de segurança durante o manu-


seio.

• No caso de contato com os olhos, lavar com


água por 15 minutos e recorrer a assistência
médica.

• Lavar a pele com água e sabão após o manu-


seio.

• Manter fora do alcance de crianças.

4-39
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

Misturar o conteúdo total de três embalagens de


inibidor em 14 litros de água limpa e 14 litros de
anticongelante. Qualquer excesso de líquido de ar-
refecimento, deve ser mantido em recipiente espe-
cialmente marcado e utilizado para completar o ní-
vel do sistema de arrefecimento.

Utilizando Apenas Água


Se onde você mora não há disponibilidade de anti-
congelante, utilizar água limpa pré-misturada com
5% de inibidor químico. O inibidor encontra-se dis-
ponível no seu Concessionário New Holland, em
embalagens de 473 ml. A embalagem possui uma
graduação externa em incrementos de 29,5 ml.

Misturar o conteúdo total de três embalagens de


inibidor em 28,5 litros de água limpa. Isto produzirá
mais mistura de arrefecimento do que o necessário.
O excesso de líquido de arrefecimento, deve ser
mantido em recipiente especialmente marcado e uti-
lizado para completar o nível do sistema de
arrefecimento.
3
Após Água Abastecer o Sistema - Todas as Solu-
ções de Arrefecimento
1
9. Inspecionar as mangueiras e as uniões, para
verificar a existência de vazamentos.

10. Encher o tanque de expansão (1) pelo bocal (3), 2


Figura 72 até a marca frio (2).

11. Funcionar o motor até atingir a temperatura nor-


mal de funcionamento.
72
NOTA: O nível do líquido de arrefecimento baixará à
medida que for bombeado para o sistema.

12. Parar o motor e deixar que esfrie o líquido de


arrefecimento.

13. Retirar a tampa do radiador (1) Figura 73 e adici-


onar o líquido de arrefecimento até o nível da par- 1
te inferior do bocal do radiador. Colocar a tampa
do radiador. Adicionar líquido de arrefecimento ao
tanque de expansão até atingir a marca de frio
(2).

NOTA: Se não iniciar o trabalho imediatamente após


a substituição do líquido de arrefecimento, deixar
funcionar o motor por uma hora para certificar de 2
que o inibidor químico encontra-se disperso em todo
o sistema de arrefecimento. Deixar o motor arrefe-
cer e efetuar uma verificação final para certificar-se
de que o nível do líquido está correto.
73

4-40
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

Especificação do Anticongelante:
Ambra Agriflu (NH 900 A)

Inibidor Químico:
Existem três números de referências para o inibidor.
O conteúdo de cada embalagem é o mesmo, dife-
rindo apenas nas instruções do rótulo, pelo idioma:

Referência Idioma do Rótulo


83958743 Inglês, Francês, Espanhol,
Português e Grego

83958744 Inglês, Francês, Alemão,


Italiano e Holandês

83958745 Inglês, Dinamarquês, Norueguês,


Finlandês e Sueco

Especificação da Água Pura:


Dureza Total 300 partes por milhão
Cloretos 100 partes por milhão
Sulfatos 100 partes por milhão

Capacidade do Sistema de Arrefecimento

Ver Seção 7 - Especificações.

4-41
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

OPERAÇÃO 33

TROCAR O ELEMENTO INTERNO DO FILTRO DE


AR DO MOTOR – Figuras 74 a 76

O filtro de ar é acessível pelo lado esquerdo do trator 1


(Figura 74).

74

A Figura 75 apresenta a remoção do elemento exter-


no do filtro de ar. 1

NOTA: Examinar o interior do elemento externo. Se


tiver poeira, encontra-se defeituoso e deverá ser
substituido.

1. Retirar o elemento externo (1) Figura 75 do con-


junto do filtro de ar.

2. Retirar o elemento interno (1) Figura 76 do con-


junto do filtro de ar.

3. Eliminar devidamente o elemento interno (e o 75


externo, se for substituído nesta operação).

4. Limpar o interior do alojamento do filtro de ar com


um pano úmido que não solta fiapos.

5. Instalar um novo elemento interno e um elemen-


to externo limpo ou novo.
1

IMPORTANTE: Se o elemento interno do filtro de ar


não for convenientemente instalado, poderá provocar
danos ao motor. Recomenda-se a instalação do
elemento por um Concessionário New Holland.

76

4-42
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

OPERAÇÃO 34
3
LIMPAR E CALIBAR OS INJETORES DE COMBUS- 1
TÍVEL – Figuras 77 a 79

IMPORTANTE: Os injetores deverão ser limpos e


calibrados pelo Concessionário New Holland ou por
um especialista técnico de injetores.

ATENÇÃO: Vazamento de diesel ou óleo


hidráulico sob pressão pode penetrar na pele
4
ocasionando danos sérios.
77
• Não utilizar a mão para verificar vazamentos.
Utilizar cartão de papel para essa verificação.
Utilizar óculos de segurança.

• Parar o motor e aliviar a pressão antes de ligar


ou desligar a tubulação de combustível.

• Apertar todas as conexões antes de ligar o motor


ou ligar a tubulação de combustível.

• Se qualquer fuido for injetado na pele, consultar


um médico imediatamente, pois do contrário
pode resultar em gangrena.

Os injetores deverão ser limpos e calibrados pelo


Concessionário New Holland ou por um especialista
técnico de injetores. O texto a seguir admite que você
possua um jogo de injetores de reposição, que possa
receber manutenção quando da sua conveniência e
instalado nesta manutenção de 1200 horas.

NOTA: Modificação ou calibragem do equipamento


de injeção fora das especificações, podem invalidar
a garantia.

IMPORTANTE: Limpar muito bem a área de trabalho


antes de afrouxar ou abrir qualquer parte do sistema
de combustível.

IMPORTANTE: Colocar tampões em todas as


tubulações ou injetores de combustível para evitar
entrada de poeiras.

Soltar as conexões do tubo de alta prssão dos injetores


nas extremidades da bomba injetora. Desconectar os
tubos de alta pressão (3), Figura 77, dos injetores e a
linha de retorno (4) nos injetores (1). Descartar as
arruelas de cobre (2) de ambos os lados do banjo da
linha de retorno.

4-43
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

Soltar a porca de fixação e retirar o bico injetor (1),


Figura 78. Se necessário, girar o injetor para auxiliar 1
sua remoção.

Caso você não possua um jogo de injetores de repo-


sição, cobrir as extremidades dos tubos, os aloja-
mentos dos injetores no cabeçote e as aberturas de
retorno, para evitar a penetração de impurezas.

Retirar a arruela de cobre (2) da ponta do injetor, Figu- 2


ra 78, de cada um dos injetores. Eliminar as arruelas
de cobre.
78
Utilizando arruelas de cobre novas, instalar os injetores
de reposição e apertá-los com torque de 60 Nm (6,0
kgf.m).

Instalar a tubulação de retorno, utilizando novas


arruelas em cobre, em cada lado do banjo. Apertar o
parafuso de fixação com torque de 24 Nm (2,4 kgf.m).
Reconectar os tubos da bomba injetora e apertar as
conexões com torque de 24 Nm (2,4 kgf.m).

Certificar-se de que o separador de água e filtro de


combustível estejam cheios, conforme descrito na
Operação 5, além de não precisar sangrar o sistema.
Acionar o motor de partida com o acelarador
totalmente acionado, até a partida do motor. Quando
o motor funcionar suavemente, girar a chave de partida
para posição 1, Figura 79.
79

4-44
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

MANUTENÇÃO GERAL (para ser


efetuada quando necessário) 1

OPERAÇÃO 35

SANGRAR O SISTEMA DE INJEÇÃO DE COMBUS-


TÍVEL – Figura 80

Pode ser necessário após retirar a bomba injetora,


substituir a tubulação de alta pressão dos injetores
ou esgotar o combustível, drenar o ar no sistema,
para permitir a partida do motor.

Se o motor não funcionar após várias tentativas, 80


pode ter ocorrido alguma anomalia descrita
anteriormente. Drenar o sistema conforme descrito a
seguir.

1. Certificar que o trator tem combustível suficiente


e que a bateria está com carga máxima.

2. Sangrar o sistema de combustível conforme des-


crito na Operação 22.

3. Afrouxar as porcas (1) da linha de alta pressão


de cada um dos injetores. Com o auxílio de um
ajudante, girar o motor com o motor de partida,
para expelir o ar. Apertar as porcas dos injetores
logo que o motor começar a funcionar.

4-45
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

OPERAÇÃO 36 Antes da calibragem das embreagens executar o se-


guinte:
CALIBRAGEM DA TRANSMISSÃO
“Range Command”, 18x6 / 31x12 – Figuras 81 a 1. Estacionar o trator sobre piso nivelado, longe de
84 qualquer obstáculo (caso o trator se movimente
inesperadamente). Desligar todo equipamento elé-
trico incluindo o condicionador de ar (se instala-
do), parar o motor e colocar os controles remo-
tos do hidráulico na posição neutra. Baixar o
equipamento hidráulico até tocar o chão.
NOTA: A transmissão do tipo “RANGE COMMAND”
possue cinco embreagens. As embreagens neces- 2. Aplicar o freio de estacionamento, colocar todas
sitam calibragem periódica para compensar o des- as alavancas de velocidade em neutro e calçar
gaste. Esta operação deverá ser feita nas primeiras as rodas dianteiras e traseiras.
50 horas de trabalho e daí em diante sempre que se
notar a existência de deterioração na qualidade de 3. Apertar e manter apertados os dois botões de
engrenamento das marchas. Recomenda-se fazer comando (1) e (2) Figura 81, na alavanca princi-
esta operação por um Concessionário New Holland. pal de mudanças. Com os botões apertados, fun-
cionar o motor e então soltar os botões. A tem-
peratura do óleo da transmissão será mostrada,
em oC. Quando a temperatura correta for atingi-
da, pressionar o botão de marchas altas ou mar-
chas baixas (1) para selecionar a letra A.

IMPORTANTE: Durante o processo da calibragem,


• Se a temperatura do óleo estiver satisfatória, e o
o módulo de controle do comando da transmissão
mostrador indicar ‘A’, você pode ir diretamente
detecta com precisão o ponto de engrenamento da
para o item 4.
embreagem. Este engrenamento é detetado por uma
pequena redução na rotação do motor. Durante a
calibragem, evitar variações na rotação do motor.
Certificar-se de que o condicionador de ar e todo o
equipamento elétrico esteja desligado. Não acionar • Se a temperatura do óleo estiver muito baixa, o
a TDF ou qualquer alavanca do hidráulico ou mover mostrador indicará ‘U19’ ou ‘CAL’. Pressionar o
o acelerador de mão ou do pé. botão de marchas altas (2) para deixar o modo
de calibragem. Utilizar o trator até aquecer o
óleo. Repetir os itens 1, 2 e 3.

• Se a temperatura do óleo estiver acima do limi-


te especificado, o mostrador indicará ‘CH’. Pres-
sionar o botão de marchas altas para deixar o
modo de calibragem. Deixar o óleo arrefecer. Ir
para o item 3.
Preparar o Trator para Calibragem
Se aparecer um código de erro (‘U’ seguido de dois
NOTA: As embreagens deverão ser calibradas quan- dígitos) no painel de instrumentos, não foram en-
do o óleo da transmissão estiver em temperatura contradas as condições para calibragem. Ver pági-
entre 20oC e 50oC. na a seguir para explicação dos códigos de erro.

__________ ATENÇÃO __________


Manter as mãos afastadas dos tubos contendo óleo
aquecido da transmissão.

4-46
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

Códigos de Erro para a Transmissão “Range


Command” - 18x6 / 31x12 1 2

Código Significado

U19 Temperatura do óleo muito baixa.


U21 Rotação do motor muito baixa (1200±100
rpm)
U22 Rotação do motor muito alta (1200±100 rpm)
U23 A alavanca de inversão não está na posição
para a frente.
U26 O pedal da embreagem não está totalmente
solto.
U31 Detectou-se movimento da roda do trator.
U36 Excedido o valor máximo de calibragem da 81
embreagem.
U37 Rotação do motor cai muito rapidamente du-
rante a calibragem.
U81 Não é sentido movimento no sincronizador
da média-reversa.
U82 Não é sentido movimento na baixa-alta.
U83 Conector do potenciômetro do sincronizador
oscilando.
U84 Conector do solenóide do sincronizador do
reversor e da alta oscilando.
U85 Conector do solenóide do sincronizador da
média e da baixa oscilando.
U86 Erro de neutro do sincronizador da média-
reversa.
U87 Erro de neutro do sincronizador da baixa-alta.
U88 Valores de calibragem do sincronizador da
média-reversa fora da tolerância.
U89 Valores de calibragem do sincronizador da
baixa-alta fora da tolerância.

82
Calibragem da Embreagem e do Sincronizador
4. Mover a alavanca do inversor (1) Figura 82, para
a posição de avante.

5. Ajustar a rotação do motor, utilizando o acelera-


dor de mão, para 1200 ± 100 rpm.

1 2
6. Pressionar o botão de marchas baixas (1) Figu-
ra 83, para calibrar o pacote ‘A’. O mostrador (2)
indicará ‘A’, indicando que o pacote de embrea-
gem A está pronto para a calibragem.

7. Apertar e manter apertado o botão de marchas


baixas (1) Figura 83, para calibrar a embreagem
A. No mostrador (2) aparecerá um valor por al-
guns segundos, enquanto a estabilidade da rota-
ção do motor é monitorada e os sincronizadores
são engrenados. Os valores indicados aumenta-
rão muito rapidamente. A calibragem estará com-
pleta quando o mostrador alternar entre o valor 83
final e a letra ‘A’.

4-47
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

8. Soltar o botão de marchas baixas (1) Figura 84.


O mostrador (2) mudará para ‘b’, indicando que o 1 2
pacote de embreagem B está pronto para a
calibragem.

9. Repetir o item 7 para as embreagens B, C, D e


E. Após a embreagem E ter sido calibrada, sol-
tar o botão de marchas baixas. O mostrador
mudará para ‘F’.

10. Girar a chave de partida para a posição de des-


ligado (1) Figura 85, para armazenar os valores
da calibragem.
84
O trator, agora, está pronto para operar.

OPERAÇÃO 37

CALIBRAGEM DO SENSOR DE ESTERÇAMENTO


E SENSOR DE VELOCIDADE – Figuras 85 a 88

O painel digital vem calibrados de fábrica para garantir


que a unidade montada no seu trator foi personalizada.
Se for introduzida qualquer alteração nas
especificações do trator, tais como a medida dos
pneus, a instalação de um novo sensor e velocidade
ou sensor do ângulo de esterçamento, será
necessário uma recalibragem.

Antes da calibragem é necessária um local nivelado


com pelo menos 100 metros de comprimento: Com
um giz, traçar duas linhas na estrada afastadas uma
85
da outra exatamente 100 metros. Colocar o trator antes
da primeira marca e girar a chave de partida para
posição desligado (1) Figura 85.

Calibragem Estática do Sensor de Esterçamento


– Figuras 85 a 88

1. Acionar o pedal da embreagem e apertar o botão


das gamas (1) Figura 86, girar a chave de partida
para a posição de partida (3) Figura 85, ligar o
motor e soltar a chave. As lâmpadas indicadoras
amarelas (2) e (3) Figura 87, piscarão
alternadamente e aparece no painel digital a
indicação ‘CAL’ Figura 88. Soltar o botão (1) e o
pedal da embreagem. 1

86

4-48
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

2. Acionar três vezes o interruptor (5), lado amarelo,


2 3
do acionamento automático do bloqueio do
diferencial. A lâmpada indicadora amarela (3)
Figura 87, do bloqueio do diferencial em modo
automático piscará lentamente.

3. Centralizar (alinhar) as rodas dianteiras visual-


mente, girando o volante de direção.

4. Acionar três vezes o interruptor (5), lado amarelo,


do acionamento automático do bloqueio do
diferencial. No painel digital a indicação mudará 4 5
para ‘End’ indicando que calibração está
finalizada. Desligar o motor para que a nova
87
calibração seja memorizada.

A calibragem do sensor de esterçamento está


completa e o trator pronto para operar.

Calibragem Dinâmica do Sensor de Esterçamento


e do Sensor de Velocidade – Figuras 85 a 88

1. Acionar o pedal da embreagem e apertar o botão


das gamas (1) Figura 86, girar a chave de partida
para a posição de partida (3) Figura 85, ligar o
motor e soltar a chave. As lâmpadas indicadoras
amarelas (2) e (3) Figura 87, piscarão
alternadamente e aparece no painel digital a
indicação ‘CAL’. Soltar o botão (1) e o pedal da
embreagem.

2. Escolher uma velocidade e conduzir o trator pe-


los 100 metros previamente marcados. Ao pas-
sar pela primeira linha marcada com giz, acionar
uma vez o interruptor (5), lado amarelo, do 88
acionamento automático do bloqueio do
diferencial. A lâmpada indicadora amarela (3)
Figura 87, do bloqueio do diferencial em modo
automático piscará lentamente.

3. Quando passar pela segunda marcação na pis-


ta, acionar uma vez o interruptor (5), lado amarelo,
do acionamento automático do bloqueio do
diferencial. No painel digital a indicação mudará
para ‘End’ indicando que calibração está
finalizada.

4. Parar o trator e desligar o motor para que a nova


calibração seja memorizada.

A calibragem está completa e o trator pronto para


operar.

4-49
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

OPERAÇÃO 38

VERIFICAR O ACIONAMENTO DOS PEDAIS DE


FREIO – Figuras 89 e 90

Os freios hidráulicos não necessitam de qualquer


regulagem. No entanto, se qualquer peças de
acionamento dos pedais do freio ou o conjunto do
cilindro mestre for substituído ou se a trava do pedal
não prende rapidamente no furo da haste do pedal
do lado direito, ajustar a altura do pedal como se-
gue:

Com os pedais separados, medir a distância entre o 89


centro vertical da aresta do lado direito do pedal
do lado direito e o piso (depois de remover o tapete
de borracha), como se mostra na Figura 89. Esta di-
mensão deve ser de 190 – 196 mm.

Se for necessário fazer regulagem, afrouxar a contra-


porca (2) no garfo do pedal do lado direito (3), Figura
90.

Com uma chave de bocas, apertar ou afrouxar o regu-


lador (1), até que o pedal do lado direito fique na altu-
ra correta. Apertar a contraporca.

Para um funcionamento correto da trava, ambos os


pedais devem estar exatamente à mesma altura. Se
necessário, ajustar o garfo do pedal do lado esquer-
do até que a trava fique alinhada com o furo na has-
te do pedal do lado direito.

____________ AVISO ____________


Os clientes devem estar informados sobre a legisla-
ção referente aos sistemas de frenagem. Os freios
devem manter-se em permanente bom estado, para
poder cumprir as disposições legais e garantir a sua
segurança. Se tiver qualquer dúvida, contatar o seu
Concessionário New Holland.

90

4-50
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

OPERAÇÃO 39
2
ROTAÇÃO DE MARCHA LENTA DO MOTOR – Fi-
gura 91

Para ajustar a rotação de marcha lenta do motor, afrou-


xar a porca de segurança (1) e girar o parafuso baten-
te (2).
1
A rotação máxima sem carga é ajustada na Fábrica e
só deverá ser reajustada, se necessário, por um Con-
cessionário New Holland.

91
OPERAÇÃO 40

AR CONDICIONADO

Se após vários períodos de trabalho, o ar condiciona-


do apresentar menor eficiência do que o esperado,
solicitar ao Concessionário New Holland a troca do
filtro secador e verificação completa do sistema.

____________ AVISO ____________

O refrigerante utilizado no sistema de ar condiciona-


do tem um ponto de ebulição de -12 o C.

• Para evitar riscos de incêndio ou de explosão


nunca expor qualquer parte do sistema de ar
condicionado, diretamente a chama ou ao calor
excessivo.

• Nunca desconectar ou desmontar qualquer par-


te do sistema de ar condicionado. O refrigerante
escapado provocará queimaduras por congela-
mento, além de se espalhar na atmosfera, o que
em certos países é ilegal.

• Se o refrigerante entrar em contato com a pele,


seguir o mesmo tratamento utilizado nas queima-
duras por congelamento. Aquecer a área cobrin-
do com a mão ou com água morna a 32 – 38o C.
Cobrir a área com uma bandagem para proteção
e para evitar infecções. Consultar imediatamen-
te um médico.

• Se o refrigerante entrar em contato com os olhos


lavá-los imediatamente com água fria, pelo me-
nos por 5 minutos. Consultar imediatamente um
médico.

4-51
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

OPERAÇÃO 41

REGULAGEM DOS FARÓIS DIANTEIROS E DOS


FARÓIS DE TRABALHO

Faróis – Figura 92
Para não ofuscar condutores que trafegam em sen-
tido contrário, regular o ângulo do feixe da luz dos
faróis dianteiros.

Cada farol encontra-se fixo ao suporte por três pa-


rafusos com molas de pressão (1). O feixe de luz
pode ser ajustado vertical ou lateralmente, girando-
se um ou outro parafuso, de acordo com a necessi-
dade.
92

Faróis de Trabalho – Figura 93


Dependendo do modelo e da especificação, podem
ser instalados no trator, faróis de trabalho reguláveis,
na frente e na traseira do teto da cabine, em baixo e
a frente da cabine ou nos pára-lamas. Faróis de tra-
balho não reguláveis, são montados à frente no capô
do motor, ao lado dos faróis dianteiros.
1
Para regular um farol de trabalho, simplesmente
movimentar para baixo ou para cima o conjunto do
farol. Se necessário afrouxar a porca de ajuste (1).
Para oscilar o farol lateralmente, afrouxar o parafu-
so (2) que prende o suporte de fixação ao pára-lama
ou à estrutura da cabine e girar o suporte. 2

Apertar as porcas e parafusos após a regulagem.


93

NOTA: Os faróis de serviço podem diferir daqueles


aqui mostrados.

OPERAÇÃO 42

SUBSTITUIR LÂMPADAS

Faróis dianteiros e de trabalho colocados no capô


do motor – Figuras 94 e 95

IMPORTANTE: Todos os faróis dianteiros e os de


trabalho, possuem lâmpadas halógenas. Nunca to-
car com os dedos numa lâmpada de halogêneo. A
umidade natural dos dedos pode queimar a lâmpa-
da quando ligada. Utilizar um pano limpo ou lenço
ao manusear lâmpadas de halogêneo.

4-52
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

Os faróis dianteiros e os dois faróis de trabalho não


reguláveis estão colocados em uma unidade mol-
dada, ligados à grade do radiador. Todas as lâmpa-
das são acessíveis pela parte traseira do farol, por
dentro do capô.

Para substituir uma lâmpada do farol de trabalho, re-


tirar o grampo e o terminal elétrico (1) Figura 94. Girar
o conjunto da lâmpada um quarto para a esquerda e
retirá-lo. Montar pela ordem inversa.
94

Para substituir uma lâmpada do farol dianteiro, retirar


primeiro o conector elétrico (2) Figura 94 e depois a
cobertura de borracha (3) da parte traseira do conjun-
to da lâmpada.

Desenganchar a mola retentora (1) Figura 95 e retirar


o conjunto da lâmpada (2). Montar pela ordem inver-
sa.

95

Faróis de Trabalho Reguláveis – Figura 96


1
Para substituir a lâmpada do farol de trabalho, retirar
os dois parafusos (1) e retirar o conjunto completo do
farol, do seu alojamento. A substituição da lâmpada
obedece ao mesmo processo acima descrito, para
faróis de trabalho montados no capô.

NOTA: Alguns faróis de trabalho tem quatro parafu-


sos de fixação em vez de dois apresentados na Fi-
gura 96. 96

4-53
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

Luzes de Freio/Indicadores de Direção e Lanter-


nas – Figura 97

Embora existam faróis dianteiros e traseiros de mo-


delos diferentes para mercados diversificados o
acesso as lâmpadas é o mesmo descrito no texto
seguinte e como se apresenta na Figura 97.

As lâmpadas são acessíveis após a remoção do con-


junto de lentes plásticas. Retirar os dois parafusos
(1) e também o conjunto da lente/refletor. As lâmpa-
das tem um soquete convencional do tipo baioneta e
podem ser retiradas, pressionando e girando aproxi-
madamente 20o para a esquerda. Montar pela ordem 97
inversa.

IMPORTANTE: Na substituição das lentes ter cuida-


do em não apertar demasiado os parafusos de fixa-
ção.

Lâmpadas do Comutador Oscilante – Figura 98

Alguns comutadores oscilantes são iluminados inter-


namente, com lâmpadas removíveis pela traseira do
conjunto do comutador.

O conjunto do comutador está fixo de cada lado por


uma alça (2) de mola. Utilizar uma pequena chave
de fendas para retirar o conjunto do comutador do
seu alojamento.

Para retirar a lâmpada pressionar com uma peque-


na chave de fendas, na ranhura (3) para empurrar a
lâmpada do retentor da traseira do conjunto. As lâm-
padas são do tipo sem soquete, de 1,2 W e são de
empurrar e fixar no retentor.

Após a troca da lâmpada, colocar o retentor na tra-


seira do conjunto do comutador até que as alças se
encaixem na ranhura. Recolocar o conjunto do
comutador. 98

4-54
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

Lâmpadas do Painel de Instrumentos – Figuras


99 e 100

As lâmpadas indicadoras e as do painel de instrumen-


tos são removíveis pela traseira do painel. Para ter
acesso, retirar os dois parafusos de fixação da face
mais baixa do painel de instrumentos e removê-lo.
Desconectar os terminais elétricos da traseira do pa-
inel à medida que necessitar.

NOTA: Encontram-se disponíveis três tipos de pai-


néis de instrumentos e as traseiras dos mesmos,
apresentados nas Figuras 99 e 100 podem diferir do
painel montado no seu trator. Contudo o processo de 99
remoção das lâmpadas é igual em todos modelos.

Retirar os quatro parafusos (1) Figura 99, que pren-


dem a tampa à traseira do painel.

Com referência a Figura 100, girar a lâmpada queima-


da 1/4 de volta à esquerda e retirá-la. Recolocar de
forma inversa.

IMPORTANTE: As duas filas de lâmpadas


indicadoras no topo do painel são de cor preta, exce-
to a lâmpada de aviso (1) do alternador que é ver-
melha. Esta lâmpada é de potência diferente das
outras e é importante que seja utilizada uma lâmpa-
da correta nesta posição, pois do contrário o 100
alternador poderá não funcionar. As lâmpadas de
iluminação dos instrumentos (3) e (4) são de cor
amarela.

IMPORTANTE: Se o seu trator tiver um painel de


instrumentos eletrônico, a remoção da tampa tra-
seira irá expor seis micro-processadores (2) Figura
100. Os processadores são utilizados na Fábrica para
ajustar o módulo de computador. Não tocar em qual-
quer destes processadores, pois pode afetar o funci-
onamento do painel de instrumentos e o equipamen-
to eletrônico, invalidando a garantia.

4-55
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

OPERAÇÃO 43

FUSÍVEIS E RELÉS – Figura 101 a 106

A caixa de fusíveis está localizada atrás do painel do


lado direito do console de instrumentos. Ver Figura 6,
nas páginas iniciais desta seção.

Para verificar ou substituir fusíveis, retirar o painel la-


teral direito do painel de instrumentos, conforme des-
crito nas páginas iniciais desta seção. Para verificar
ou substituir fusíveis “maxi”, retirar o painel esquerdo.

A caixa de fusíveis tem uma tampa com garras de


mola. Puxar as garras para ter acesso aos fusíveis
e aos relés (ver Figura 101). O esquema dos fusíveis 101
e relés é apresentado na Figura 102.

Há uma previsão para 24 fusíveis na caixa de fusíveis,


embora nem todos sejam operacionais no seu trator.
Alguns itens podem não serem instalados no seu tra-
tor, contudo os fusíveis para essas características
encontram-se montados e podem ser utilizados como
sobressalentes. O fusível nº 25 não se encontra na
caixa de fusíveis porém, encontra-se fixado a uma
das caixas de fusível “maxi”. Ver texto abaixo.

IMPORTANTE: Os fusíveis queimados não devem ser


substituídos por outros de capacidade diferente.

Os fusíveis estão numerados e com código de cores,


mostrado nos quadros das páginas a seguir:

NOTA: Os itens I a XII e A a H são relés (ver Figuras


101, 102 e os quadros das páginas a seguir). Nem
todos os relés apresentados estarão sendo utilizados.
Consultar o seu Concessionário New Holland se tiver
algum problema com circuitos enumerados e cuja cau-
sa não seja falha do fusível.
24

Além da caixa de fusíveis mostrada nas Figuras 101


e 102, existem fusíveis “maxi” localizados atrás do
painel no lado esquerdo do painel de instrumentos.
Os fusíveis “maxi” são instalados para proteger a cai-
xa de fusíveis e o circuitos elétricos. Uma falha gran-
de de falta de energia, isto é, alguns circuitos elétri-
cos, podem significar a queima de um fusível “maxi”.

102

4-56
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

Tratores com Cabine e Transmissão “Range Command”

Nº Relé Identificação do Circuito


Fusív A Cor Circuito
I Chave de partida em “ON”
1 15 Azul claro Luz alta
II Não utilizado
2 15 Azul claro Luz baixa III Não utilizado
3 20 Amarelo Luz de posição LD IV Luzes de posição

4 20 Amarelo Luz de posição LE V Limpador do vidro traseiro


VI Ar condicionado
5 20 Amarelo Farol trabalho traseiro
VII Indicadores de direção
6 20 Amarelo Farol trabalho
dianteiro e traseiro VIII Não utilizado
IX Não utilizado
7 20 Amarelo Farol trabalho
dianteiro X Não utilizado
XI Farol de trabalho - lanterna traseira
8 10 Vermelho Corte de combustível
XII Farol de trabalho - corrimão da cabine
9 10 Vermelho Instrumentos
A Não utilizado
10 15 Azul claro Luzes de emergência B Farol de trabalho - teto dianteiro
11 30 Verde Buzina C Farol de trabalho - teto traseiro
12 10 Vermelho EDC D Farol de trabalho - dianteiro junto com
faróis
13 25 Natural Transmissão
E Farol de trabalho - pára-lama traseiro
14 10 Vermelho Controle transmissão
F Corte de combustível
15 30 Verde Luzes de freio/Interr. G Luzes de freio
freio estacionamento
H Não utilizado
16 25 Natural Ventilador da cabine
17 20 Amarelo Limpa/lava pára-brisa
18 15 Azul claro Indicadores de direção
19 15 Azul claro Aquecedor de partida
20 10 Vermelho ICU e EDC
21 25 Natural TDF e DOG
22 25 Natural Rádio
23 25 Natural Acendedor cigarros
24 5 Castanho Rádio
25 20 Amarelo Luzes de freio

4-57
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

Tratores com Cabine e Transmissão “Synchro Command”

Nº Relé Identificação do Circuito


Fusív A Cor Circuito
I Chave de partida em “ON”
1 15 Azul claro Luz alta II Não utilizado
2 15 Azul claro Luz baixa III Não utilizado
3 20 Amarelo Luz de posição LD IV Luzes de posição
V Não utilizado
4 20 Amarelo Luz de posição LE
VI Ar condicionado
5 20 Amarelo Farol trabalho
dianteiro e traseiro VII Indicadores de direção
VIII Limpador do vidro traseiro
6 15 Azul claro Farol trabalho traseiro
IX Não utilizado
7 20 Amarelo Farol trabalho
X Farol de trabalho - corrimão da cabine
dianteiro
XI Bloqueio do diferencial
8 10 Vermelho Corte de combustível
XII TDF
9 10 Vermelho Instrumentos
A TDF
10 15 Azul claro Luzes de emergência B Farol de trabalho - teto dianteiro
11 30 Verde Buzina C Farol de trabalho - teto traseiro

12 - - Não utilizado D Farol de trabalho - dianteiro junto com


faróis
13 10 Vermelho TDF
E Farol de trabalho - pára-lama traseiro
14 - - Não utilizado F Bloqueio do diferencial
15 15 Azul claro Bloqueio diferencial/ G Luzes de freio
Luzes de freio H Freio da TDF
16 25 Natural Ventilador da cabine
17 20 Amarelo Limpa/lava pára-brisa
18 15 Azul claro Indicadores de direção
19 15 Azul claro Aquecedor de partida
20 5 Castanho Memória ativa
21 20 Amarelo Luzes de freio
22 5 Castanho Rádio
23 25 Natural Acendedor de cigarro
24 5 Castanho Rádio/Luz interna

4-58
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

Tratores Plataformados e Transmissão “Synchro Command”

Nº Relé Identificação do Circuito


Fusív A Cor Circuito
I Chave de partida em “ON”
1 15 Azul claro Luz alta II Não utilizado
2 15 Azul claro Luz baixa III Não utilizado
3 20 Amarelo Luz de posição LD IV Luzes de posição

4 20 Amarelo Luz de posição LE V Não utilizado


VI Não utilizado
5 - - Não utilizado
VII Indicadores de direção
6 15 Azul claro Farol trabalho traseiro
VIII Não utilizado
7 5 Azul claro Farol trabalho IX Não utilizado
dianteiro
X Não utilizado
8 10 Vermelho Corte de combustível
XI Bloqueio do diferencial
9 10 Vermelho Alimentação dos XII TDF
instrumentos
A TDF
10 15 Azul claro Luzes de emergência B Não utilizado
11 30 Verde Buzina C Não utilizado
12 - - Não utilizado D Farol de trabalho - dianteiro junto com
faróis
13 10 Vermelho TDF
E Farol de trabalho - pára-lama traseiro
14 - - Não utilizado F Bloqueio do diferencial
15 15 Azul claro Bloqueio diferencial/ G Luzes de freio
Luzes de freio
H Freio da TDF
16 - - Não utilizado
17 15 Azul claro Aquecedor de partida
18 15 Azul claro Indicadores de direção
19 - - Não utilizado
20 5 Castanho Memória ativa
21 20 Amarelo Luzes de freio
22 - - Não utilizado
23 - - Não utilizado
24 - - Não utilizado

4-59
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

MAXI-FUSÍVEIS – Figura 103 a 106

Para verificar ou substituir fusíveis “maxi”, retirar o


painel esquerdo, conforme descrito nas páginas inici-
ais desta seção.

Com referência à Figura 103, soltar os prendedores


(1) para liberar as tampas (2) e assim expondo os
fusíveis.

IMPORTANTE: Os fusíveis queimados não devem ser 104 Plataformado “Synchro Command”
substituídos por outros de capacidade diferente.

Os fusíveis “maxi” estão numerados e com código de


cores. Ver Figuras 104 a 106 e os quadros a seguir:

105 Cabine “Synchro Command”

103

106 Cabine “Range Command”

Tratores Plataformados e Transmissão “Synchro Command”

Nº Maxi Fusível
Fusível Cap Cor Circuito Cap Circuito
1 30 A Verde 1 15 A Luz alta
2 15 A Luz baixa
3 20 A Luz de posição LD
4 20 A Luz de posição LE
2 30 A Verde 6 15 A Farol trabalho traseiro
7 15 A Farol trabalho dianteiro
3 40 A Laranja 8 10 A Corte de combustível
10 15 A Luzes de emergência (bateria)
11 30 A Buzina
20 5A Memória dos instrumentos
13 10 A TDF
4 30 A Verde 9 10 A Alimentação dos instrumentos
15 15 A Luzes de freio / Bloqueio diferencial
17 15 A Aquecedor de partida
18 15 A Luzes de emergência
21 20 A Luzes de freio

4-60
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

Tratores com Cabine e Transmissão “Synchro Command”

Nº Maxi Fusível
Fusível Cap Cor Circuito Cap Circuito
1 30 A Verde 1 15 A Luz alta
2 15 A Luz baixa
3 20 A Luz de posição LD
4 20 A Luz de posição LE
2 60 A Azul 5 20 A Farol trabalho superior dianteiro e traseiro
6 15 A Farol trabalho pára-lamas traseiro
7 20 A Farol trabalho inferior dianteiro
3 60 A Azul 8 10 A Corte de combustível
10 15 A Luzes de emergência (bateria)
11 30 A Buzina
13 10 A Alimentação da TDF
20 5A Alimentação da memória dos instrumentos
22 5A Alimentação do rádio
4 60 A Azul 9 10 A Alimentação dos instrumentos
15 15 A Luzes de freio e Bloqueio do diferencial
16 25 A A/C
17 20 A Limpa/lava pára-brisa
18 15 A Alimentação das luzes de emergência
19 15 A Alimentação do controle do aquecedor de partida
21 20 A Luzes de freio
5 30 A Verde 23 25 A Acendedor de cigarros
24 5A Rádio KAM e Luz interna da cabine

Tratores com Cabine e Transmissão “Range Command”


Nº Maxi Fusível
Fusível Cap Cor Circuito Cap Circuito
1 30 A Verde 1 15 A Luz alta
2 15 A Luz baixa
3 20 A Luz de posição LD
4 20 A Luz de posição LE
2 60 A Azul 5 20 A Farol trabalho superior dianteiro e traseiro
6 20 A Farol trabalho pára-lamas traseiro
7 20 A Farol trabalho dianteiro e do corrimão
3 60 A Azul 8 10 A Corte de combustível
10 15 A Luzes de emergência (bateria)
11 30 A Buzina
12 10 A Alimentação do controle do EDC
13 25 A Alimentação da transmissão
14 10 A Alimentação do controle da transmissão
20 10 A Alimentação do ICU e da memória do EDC
22 5A Alimentação do rádio
4 50 A Vermelho 9 10 A Alimentação dos instrumentos
15 30 A Luzes de freio / Interruptor do freio de estacionamento
16 25 A Ventilador da cabine e A/C
17 20 A Limpa/lava pára-brisa
18 15 A Alimentação das luzes de emergência
19 15 A Alimentação do controle do aquecedor de partida
21 25 A Alimentação da TDF e DOG
25 20 A Luzes de freio
5 30 A Verde 23 25 A Acendedor de cigarros
24 5A Rádio KAM
6 25 A Natural 25 20 A Luzes de freio

4-61
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

PROTEÇÃO DOS SISTEMAS ELETRÔNICOS E


ELÉTRICOS DURANTE CARGA DE BATERIAS OU
SOLDAGEM

Precauções
Para evitar danos aos sistemas eletrônicos/elétrico, _____ ADVERTÊNCIA ______
observe sempre o seguinte: As baterias contêm ácido sulfúrico. Em caso de con-
tato com a pele, lavar a área afetada com água du-
1. Nunca conectar ou abrir qualquer circuito de car- rante cinco minutos. Procurar cuidados médicos ime-
ga, incluindo as conexões das baterias, com o diatamente. Evitar contato com a pele, olhos ou rou-
motor em funcionamento. pas. Utilizar proteção para os olhos quando trabalhar
próximo de baterias
2. Nunca conectar qualquer componente de carga
à terra. IMPORTANTE: A não observância em desconectar
os dois cabos terra das baterias antes de carregá-las
ou executar solda elétrica no trator ou implemento,
3. Nunca utilizar uma bateria auxiliar com mais de
resultará em danos aos sistemas eletrônicos e
12V de tensão nominal.
elétrico.
4. Sempre observar a polaridade correta da bateria
durante sua instalação ou ligação de uma bate-
ria auxilar para dar partida ao motor. Seguir as
instruções do manual do operador para dar parti-
da no trator com bateria auxiliar. Conectar positi-
vo com positivo e negativo com negativo.

5. Sempre desconectar o cabo terra da bateria, antes


de efetuar serviços com solda elétrica no trator
ou no implemento acoplado ao mesmo.

6. Posicionar o grampo do cabo terra do soldador o


mais próximo possível da área de soldagem.

7. Se a soldagem for realizada muito próximo de


um módulo de computador, remover o módulo do
trator. Recomenda-se que este procedimento
seja efetuado por um Concessionário New
Holland.

8. Nunca permitir que os cabos da solda estejam


sobre, próximo ou cruzem qualquer cabo elétri-
co ou componente eletrônico durante o proces-
so de soldagem.

9. Sempre desconectar o cabo negativo das bateri-


as durante sua carga com carregadores.

4-62
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

ARMAZENAMENTO DO TRATOR

O texto a seguir tem função informativa e orientativa. Para informações adicionais a respeito de armazenagem
do seu trator por longos períodos, favor consultar o seu Concessionário New Holland.

ARMAZENAMENTO DO TRATOR • Retirar a bateria e guardá-la em local seco e


quente. Recarregar periodicamente.
Antes de armazenar o trator por um longo período
deve-se tomar os seguintes cuidados: • Levantar o trator e colocar suportes sob os eixos
para aliviar a carga nos pneus.
• Limpar o trator.
• Cobrir a abertura do escapamento.
• Drenar o óleo do motor da transmissão/eixo tra-
seiro, reabastecer com óleo novo. PREPARO PARA UTILIZAÇÃO APÓS ARMAZENA-
MENTO
• Drenar o(s) reservatório(o) de combustível e co-
locar no reservatório aproximadamente 10 litros Após armazenamento prolongado, preparar o trator
de combustível especial para calibragem. Funci- para utilização como segue:
onar o motor por pelo menos 10 minutos, para
garantir uma completa distribuição do combustí- • Encher os pneus à pressão correta e baixar o
vel para calibragem pelo sistema de injeção. Ver trator.
o item seguinte antes de ligar o motor.
• Reabastecer o(s) reservatório(s) de combustível.
• Verificar o nível do radiador. Se faltarem menos
de 200 horas para a próxima troca, drenar, lavar • Verificar o nível do líquido de arrefecimento no
e encher o sistema. Ver Operação 32 desta se- radiador.
ção. Funcionar o motor durante 1 hora para dis-
tribuir o líquido por todo o sistema.
• Verificar todos os níveis de óleos.
• Aplicar graxa lubrificante em todos pontos de lu-
• Instalar a bateria completamente carregada.
brificação.

• Retirar a tampa do escapamento.


• Utilizar o sistema hidráulico do trator em Contro-
le de Posição, levantar os braços do levantador
hidráulico e deixar levantados. • Ligar o motor e verificar se todos os instrumen-
tos e controles funcionam corretamente. Utilizar
o sistema hidráulico do trator em Controle de
• Cobrir levemente com vazelina todas as hastes
Posição e levantar totalmente os braços do
dos êmbolos dos hidráulicos como por exemplo:
levantador hidráulico e retirar os suportes.
o cilindro da direção, os cilindros auxiliares do
levantador hidraúlico, válvulas de comando, etc.
• Conduzir o trator sem carga para garantir que se
encontra satisfatoriamente operacional.

4-63
LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO SEÇÃO 4

NOTAS

4-64
DETECÇÃO E CORREÇÃO DE FALHAS SEÇÃO 5

SEÇÃO 5
DETECÇÃO E CORREÇÃO DE FALHAS

INTRODUÇÃO

A informação seguinte destina-se a ser um guia de


identificação, correção e assistência na detecção de
possíveis falhas e deficiências no trator.

A informação fornecida é a seguinte:

• CÓDIGO DE ERROS

• CORREÇÃO DE FALHAS NO SISTEMA

CÓDIGOS DE ERROS - Figura 1

1
Um código de erro indica a existência de uma falha
num dos sistemas elétricos que controlam instrumen-
tos, transmissão, hidráulico, bloqueio do diferencial,
tração dianteira, etc. Durante a operação o símbolo
identificador da falha (1), aparecerá no mostrador de
cristal líquido, no painel de instrumentos (somente
painéis de instrumentos eletrônicos ou analógico/di-
gitais) ou no mostrador das marchas junto ao coman-
do das marchas (transmissão “Range Command”).
Também será indicado um código de erro (2). 2

Os códigos de erros aparecerão intermitentes no


mostrador e um número de dois ou três dígitos po-
dem ser precedidos ou seguidos por uma letra
identificativa. Alguns códigos de erros consistem de
duas letras. As letras e/ou os números identificarão o
circuito específico e o tipo de falha ocorrida, tais como
um curto circuito ou um circuito interrompido, etc.

Contatar o seu Concessionário New Holland para a


correção de alguma falha identificada pelo código de
erro.

5-1
DETECÇÃO E CORREÇÃO DE FALHAS SEÇÃO 5

SISTEMA DE DIAGNÓSTICO E IDENTIFICAÇÃO DE


FALHAS

A informação seguinte, enumera os possíveis proble- Assunto Página


mas, suas causas e a ação corretivas. Os sistemas Hidráulico 5-7
estão enumerados a seguir:
Engate de três pontos 5-8
Assunto Página
Motor 5-2 Freios 5-9

Transmissão Cabine 5-9


- “Range Command” (18x6 / 31x12) 5-5
- “Synchro Command” (16x16 e 15x12) 5-6
Elétrico 5-10

MOTOR
PROBLEMA CAUSAS POSSÍVEIS AÇÃO CORRETIVA
O motor não funciona Processo de partida incorreto. Rever o processo de partida.
ou tem dificuldade em
trabalhar Pouco ou nenhum combustível. Verificar o nível de combustível.

Ar nas tubulações do combustível. Sangrar o sistema de combustível.

Temperatura ambiente baixa. Usar a partida a frio.

Sistema de combustível contaminado. Limpar e sangrar o sistema de com-


bustível.

Bomba do combustível inoperante. Verificar fusíveis. Se bons, substituir


a bomba.

Filtro(s) do combustível entupido(s). Substituir elemento(s) filtro combustível.

Falha nos injetores do combustível. Consultar o seu Concessionário New


Holland.

Falha no solenóide do combustível ou Consultar o seu Concessionário New


no relé do solenóide. Holland.

Óleo do motor de viscosidade incorreta. Usar óleo de viscosidade correta.

Combustível incorreto para a temperatu- Utilizar o tipo correto do combustível


ra de trabalho. para as condições da temperatura.

Baixa rotação de partida. Ver a rotação de partida na parte Elé-


trica.

Filtro(s) do combustível entupido(s). Substituir elemento(s) filtro combustível.

O funcionamento do Sistema de combustível contaminado. Limpar e sangrar o sistema de com-


motor é irregular ou bustível.
perde rotação
Regulagem incorreta do solenóide do Consultar o seu Concessionário New
combustível. Holland.

Respiro da tampa do combustível entu- Lavar o respiro da tampa em diesel


pido. limpo.

5-2
DETECÇÃO E CORREÇÃO DE FALHAS SEÇÃO 5

MOTOR (continuação)

PROBLEMA CAUSAS POSSÍVEIS AÇÃO CORRETIVA


Motor sem força Motor sobrecarregado. Reduzir: marcha, carga, lastro.

Filtro de ar entupido. Limpar filtro de ar.

Temperatura do funcionamento do mo- Verificar os termostatos.


tor muito baixa.

Superaquecimento do motor. Ver causa do aquecimento do motor.

Filtro(s) de combustível entupido(s). Substituir elemento(s) filtro do com-


bustível.

Combustível incorreto. Utilizar o tipo correto de combustível.

Folga das válvulas do motor incorreta. Verificar e ajustar.

Falha nos injetores de combustível. Consultar o seu Concessionário New


Holland.

Falha na bomba injetora de combustí- Consultar o seu Concessionário New


vel. Holland.

Rotação máxima sem carga muito bai- Consultar o seu Concessionário New
xa. Holland.

Vazamento de ar nos coletores de ad- Verificar, corrigir ou consultar seu


missão e escape. Concessionário New Holland.

Falha do turbocompressor (se instala- Consultar o seu Concessionário New


do). Holland.

Implemento mal regulado. Ver o Manual do Operador implemen-


to.

Motor com batidas Sincronismo da bomba injetora. Consultar o seu Concessionário New
Holland.

Nível do óleo do motor baixo. Adicionar óleo conforme necessário.

Pressão do óleo no motor baixa. Consultar o seu Concessionário New


Holland.

Temperatura funcionamento motor baixa. Verificar os termostatos.

Superaquecimento do motor. Ver causa do aquecimento do motor.

Superaquecimento do Nível do óleo de motor baixo. Adicionar óleo conforme necessário.


motor
Nível baixo do líquido arrefecimento do Encher tanque de expansão do líqui-
motor. do de arrefecimento. Verificar fugas
no sistema de arrefecimento.

Termostato(s) defeituoso(s). Verificar termostato(s).

Colméia do radiador sujo ou entupido. Limpar.

Sobrecarga excessiva do motor. Reduzir: marcha, carga, lastro.

5-3
DETECÇÃO E CORREÇÃO DE FALHAS SEÇÃO 5

MOTOR (continuação)
PROBLEMA CAUSAS POSSÍVEIS AÇÃO CORRETIVA
Superaquecimento do Tampa de pressão do radiador deficien- Substituir a tampa do radiador.
motor te.

Sistema de arrefecimento obstruído. Lavar o sistema de arrefecimento.

Correia da ventoinha folgada ou gasta. Verificar tensor automático, substituir


correia se estiver gasta.

Vazamento nas mangueiras ou nas uni- Apertar uniões e/ou substituir man-
ões. gueiras.

Deficiência no termostato ou no indica- Consultar o seu Concessionário New


dor. Holland.

Baixa temperatura de Termostato(s) danificado(s). Substituir termostato(s).


funcionamento do
motor

Baixa pressão do óleo Nível de óleo baixo. Adicionar óleo conforme necessário.
do motor
Graduação ou viscosidade do óleo incor- Drenar e colocar óleo de especifica-
reta. ção correta.

Consumo excessivo Nível do óleo do motor muito alto. Reduzir ao necessário o nível do óleo.
do óleo do motor
Graduação ou viscosidade do óleo incor- Drenar e colocar óleo de especifica-
reta. ção correta.

Tubo do filtro de ventilação do carter, Substituir o filtro de ventilação.


obstruído.

Falha no turbocompressor (se instala- Consultar o seu Concessionário New


do). Holland.

Vazamento de óleo. Reparar vazamentos.

Guias/vedantes das válvulas, gastas. Consultar o seu Concessionário New


Holland.

Consumo excessivo Baixa temperatura de funcionamento do Ver, baixa temperatura de funciona-


do combustível motor. mento do motor.

Falha no turbocompressor (se instala- Consultar o seu Concessionário New


do). Holland.

Motor sobrecarregado. Reduzir: marcha, carga ou lastro.

Filtro de ar obstruído. Limpar filtro de ar.

Combustível incorreto. Utilizar o tipo correto de combustível.

Folga das válvulas de motor, incorreta. Verificar e ajustar.

5-4
DETECÇÃO E CORREÇÃO DE FALHAS SEÇÃO 5

MOTOR (continuação)
PROBLEMA CAUSAS POSSÍVEIS AÇÃO CORRETIVA
Consumo excessivo Injetores de combustível danificado. Consultar o seu Concessionário New
do combustível (conti- Holland.
nuação)
Bomba injetora danificada. Consultar o seu Concessionário New
Holland.

Vazamento de ar, coletores de admis- Verificar e corrigir e/ou Consultar o


são e escape. seu Concessionário New Holland.

Implemento mal ajustado. Ver o Manual do Operador do imple-


mento.

TRANSMISSÃO “RANGE COMMAND” - (18x6 / 31x12)


PROBLEMA CAUSAS POSSÍVEIS AÇÃO CORRETIVA
Trator não se desloca em O código de erro indicará a origem da Consultar o seu Concessionário New
qualquer velocidade falha. Holland.

Seqüência de troca de O código de erro indicará a origem da Consultar o seu Concessionário New
marchas incorreta ou falha. Holland.
marchas puladas

Desengrenamento ou Acoplamento/sincronizadores com des- Consultar o seu Concessionário New


prisão de marchas gaste. Holland.

Atuação deficiente do Embreagem da transmissão necessita Efetuar o procedimento da calibra-


pedal de ação lenta (pe- de calibragem. gem da embreagem da transmissão
dal da embreagem) ou consultar o seu Concessionário
ou trancos nas mudan- New Holland.
ças de marcha

Alta temperatura de Nível de óleo baixo. Adicionar óleo conforme necessário.


funcionamento da
transmissão Incorreta graduação/viscosidade de óleo. Drenar e colocar óleo de especifica-
ção correta.

Resfriador do óleo da transmissão sujo Limpar.


ou entupido.

Baixa pressão do óleo Nível de óleo baixo. Adicionar óleo conforme necessário.
da transmissão
Incorreta graduação/viscosidade do óleo. Drenar e colocar óleo de especifica-
ção correta.

Filtro de óleo da transmissão entupido. Substituir o filtro.

Transmissão com ruí- Nível de óleo baixo. Adicionar óleo conforme necessário.
dos
Incorreta graduação/viscosidade do óleo. Drenar e colocar óleo de especifica-
ção correta.

Rolamentos gastos ou peças quebra- Consultar o seu Concessionário New


das. Holland.

5-5
DETECÇÃO E CORREÇÃO DE FALHAS SEÇÃO 5

TRANSMISSÃO SYCHRO COMMAND - 16x16 E 15x12


PROBLEMA CAUSAS POSSÍVEIS AÇÃO CORRETIVA
Alta temperatura de Nível de óleo baixo. Adicionar óleo conforme necessário.
funcionamento da
transmissão Incorreta graduação/viscosidade de óleo. Drenar e colocar óleo de especifica-
ção correta.

Resfriador do óleo da transmissão sujo Limpar.


ou entupido.

Transmissão com ruí- Nível de óleo baixo. Adicionar óleo conforme necessário.
dos
Incorreta graduação/viscosidade do óleo. Drenar e colocar óleo de especifica-
ção correta.

Rolamentos gastos ou peças quebra- Consultar o seu Concessionário New


das. Holland.

Dificuldade no engre- Ajuste incorreto dos acoplamentos ou Ajustar os acoplamentos, substituir


namento das mudan- acoplamentos gastos. peças com desgaste ou consultar o
ças de marcha seu Concessionário New Holland.

Garfo de mudanças de marcha gasto. Consultar o seu Concessionário New


Holland.

Rolamentos gastos. Consultar o seu Concessionário New


Holland.

Ar no sistema de acionamento da em- Sangrar o sistema ou consultar o seu


breagem. Concessionário New Holland.

Desengrenamento Ajuste incorreto dos acoplamentos ou Ajustar os acoplamentos, substituir


das marchas acoplamentos gastos. peças com desgaste ou consultar o
seu Concessionário New Holland.

Sincronizadores/garfo de mudanças de Consultar o seu Concessionário New


marcha gastos. Holland.

Rolamentos gastos. Consultar o seu Concessionário New


Holland.

Posicionadores desgastados. Substituir esferas de fixação e mo-


las ou consultar o seu Distri-buidor/
Representante New Holland.

Troca de marcha pre- Ajuste incorreto dos acoplamentos ou Ajustar os acoplamentos, substituir
sa acoplamentos gastos. peças com desgaste ou consultar o
seu Concessionário New Holland.

Uniões gastas. Consultar o seu Concessionário New


Holland.

5-6
DETECÇÃO E CORREÇÃO DE FALHAS SEÇÃO 5

HIDRÁULICO

PROBLEMA CAUSAS POSSÍVEIS AÇÃO CORRETIVA


O sistema hidráulico O código de erro indicará a origem da Consultar o seu Concessionário New
não funciona falha. Holland.

Nível do óleo hidráulico muito baixo. Adicionar óleo conforme necessário.

Filtro(s) do óleo hidráulico entupido(s). Substituir filtro(s) do óleo.

Super-aquecimento Hidraulico com nível de óleo muito baixo Corrigir nível do óleo.
do óleo do hidráulico ou muito alto.

Resfriador do óleo do hidráulico entupi- Limpar.


do.

Filtro(s) do óleo do hidráulico Substituir filtro(s) do óleo.


entupido(s).

Má regulagem do controle do fluxo. Deixar arrefecer, regular o controle do


fluxo antes de operar novamente.

Carga do hidráulico incompatível com o Consultar o seu Concessionário New


trator. Holland.

Detente da válvula de Regulagem da pressão do detente mui- Regular a pressão do detente ou con-
controle remoto de- to baixa. sultar o seu Concessionário New
sengata prematura- Holland.
mente

Cilindro do equipa- Má regulagem do controle de fluxo. Regular o controle de fluxo.


mento remoto, funcio-
na muito rápido ou
muito devagar

Equipamento remoto Mangueiras conectadas incorretamente. Conectar as mangueiras corretamen-


não funciona te.

A carga excede a capacidade do siste- Reduzir a carga ou utilizar um cilin-


ma. dro de medida correta. Consultar o
seu Concessionário New Holland.

Movimento limitado da alavanca de con- Ajustar os cabos ou consultar o seu


trole remoto. Concessionário New Holland.

5-7
DETECÇÃO E CORREÇÃO DE FALHAS SEÇÃO 5

LEVANTADOR HIDRÁULICO (ENGATE DE 3 PONTOS)

PROBLEMA CAUSAS POSSÍVEIS AÇÃO CORRETIVA


Levantador hidráulico O código de erro indicará a origem da Consultar o seu Concessionário New
não se move quando a falha. Holland.
alavanca é acionada
O engate não está sincronizado com a Colocar a alavanca de controle de le-
alavanca de controle. vantamento em sincronismo com o
engate de 3 pontos.

O comutador de levantamento rápido na Posicionar o comutador na posição


posição de controle externo. correta.

Controle do limite de altura posicionado Regular o controle do limite da altu-


incorretamente. ra.

O controle de levan- O comutador de levantamento rápido não Centralizar o comutador (posição do


tamento externo não está na posição de controle externo. controle externo).
funciona

O engate de 3 pontos O controle de limite da altura está incor- Regular o controle do limite de altu-
não se ergue totalmen- retamente posicionado. ra.
te

O engate de 3 pontos O controle de relação de descida incor- Regular o controle da relação da des-
desce lentamente retamente posicionado. cida.

A resposta do engate O controle de posiçãoesforço incorreta- Regular o controle posição/esforço.


de 3 pontos é lenta mente regulado.
para posição esforço
A relação da descida muito lenta. Regular a relação da descida.

Funcionamento incorreto do implemen- Consultar o Manual do Operador do


to. implemento.

O engate de 3 pontos O controle de posiçãoesforço incorreta- Regular o controle posição/esforço.


muito sensível na po- mente regulado.
sição esforço

A lâmpada de contro- O controle de posiçãoesforço incorreta- Regular o controle posição/esforço.


le do levantador hidrá- mente regulado.
ulico pisca continua-
mente

5-8
DETECÇÃO E CORREÇÃO DE FALHAS SEÇÃO 5

FREIOS

PROBLEMA CAUSAS POSSÍVEIS AÇÃO CORRETIVA


Pedal(ais) macios Ar no sistema de freios. O sistema necessita ser sangrado.
(sem resistência) Consultar o seu Concessionário New
Holland.

Curso excessivo do Vazamento na vedação do pistão do freio. Consultar o seu Concessionário New
pedal de freio Holland.

Vazamento na válvula de dreno do freio. Consultar o seu Concessionário New


Holland.

Vazamento na(s) válvula(s) dos freios. Consultar o seu Concessionário New


Holland.

Discos de freio com desgaste. Consultar o seu Concessionário New


Holland.

CABINE

PROBLEMA CAUSAS POSSÍVEIS AÇÃO CORRETIVA


Entra poeira na cabi- Vedações impróprios à volta do(s) Verificar o estado da(s) vedação(ões).
ne elemento(s) filtrantes.

Filtro(s) entupido(s). Limpar ou substituir o(s) filtro(s).

Filtro(s) com defeito(s). Substituir o(s) filtro(s).

Vedações, em volta das portas/ janelas Substituir a(s) vedação(ões).


ou teto, danificados.

Filtro(s) entupido(s). Limpar ou substituir o(s) filtro(s).


Baixo fluxo de ar
pressurizado Colméia do aquecedor ou evaporador Consultar o seu Concessionário New
entupida. Holland.

Controle de aquecimento ligado. Girar totalmente para a esquerda o


Ar condicionado não botão de controle da temperatura.
produz ar frio
Condensador entupido. Limpar radiador, condensador e
resfriador de óleo.

Patinagem, falha ou desgaste da correia Verificar o tensor automático e o es-


do compressor. tado da correia.

Nível baixo do refrigerante. Consultar o seu Concessionário New


Holland.

5-9
DETECÇÃO E CORREÇÃO DE FALHAS SEÇÃO 5

SISTEMA ELÉTRICO
PROBLEMA CAUSAS POSSÍVEIS AÇÃO CORRETIVA
O sistema elétrico Terminais da bateria, soltos ou corroí- Limpar e apertar os terminais.
completamente dos.
inoperante
Bateria sulfatada. Verificar se a tensão em circuito aber-
to da bateria, tem o mínimo de 12,6
volts. Verificar o nível do eletrólito e a
gravidade específica.

Baixa rotação do mo- Terminais da bateria soltos ou corroídos. Limpar e apertar os terminais.
tor de partida; motor
gira lentamente Baixo rendimento da bateria. Verificar se a tensão em circuito aber-
to da bateria, tem o mínimo de 12,6
volts. Verificar o nível do eletrólito e a
gravidade específica.

Óleo do motor de viscosidade imprópria. Utilizar óleo de viscosidade correta


para a temperatura ambiente.

O motor de partida Terminais da bateria e do motor de parti- Limpar e apertar os terminais.


não funciona da, soltos ou corroídos.

Bateria descarregada. Carregar ou substituir a bateria.

O(s) interruptor(es) de segurança do mo- Colocar todas as alavancas de velo-


tor de partida em funcionamento. cidade em ponto morto e apertar to-
talmente o pedal da embreagem.

A luz do alternador Baixa rotação de marcha lenta do motor. Aumentar a rotação de marcha lenta.
não se apaga com o
motor funcionando Correia do alternador arrebentada ou fol- Verificar a correia e seu tensor auto-
gada. mático.

Bateria danificada. Verificar se a tensão em circuito aber-


to da bateria tem o mínimo de 12,6
volts. Verificar o nível do eletrólito e a
gravidade específica.

Alternador danificado. Verificar o alternador no seu Conces-


sionário New Holland.

As baterias não carre- Alternador danificado. Verificar o alternador no seu Conces-


gam sionário New Holland.

Terminais soltos ou corroídos. Limpar e apertar os terminais.

Correia do alternador com folgas ou com Verificar a correia e o seu tensor auto-
desgaste. mático. Substituir a correia, se ne-
cessário.

Bateria danificada. Verificar se a tensão em circuito aber-


to da bateria tem o mínimo de 12,6
volts. Verificar o nível do eletrólito e a
gravidade específica.

5-10
DETECÇÃO E CORREÇÃO DE FALHAS SEÇÃO 5

NOTAS

5-11
DETECÇÃO E CORREÇÃO DE FALHAS SEÇÃO 5

NOTAS

5-12
ACESSÓRIOS SEÇÃO 7

SEÇÃO 6
ACESSÓRIOS

Esta seção do Manual descreve a função e a opera- Os assuntos abordados nesta seção são mostrados
ção de equipamentos que estão disponíveis para o ao lado. Um índice geral é fornecido no final deste
seu trator, no seu Concessionário New Holland, como manual.
acessórios. A menos que haja informação contrária,
estes equipamentos também estão disponíveis como
equipamentos opcionais, instalados na fábrica.
Assunto Página
A manutenção requerida por estes equipamentos,
serão encontradas na Seção 4 - Lubrificação e Manu- Equipamentos para Tração e Reboque 6-2
tenção.

6-1
ACESSÓRIOS SEÇÃO 6

EQUIPAMENTOS PARA TRAÇÃO NOTA: Para implementos que requeiram extensões


do gancho de acoplamento ou interfiram com a barra
E REBOQUE de tração do trator, retirar e guardar a barra de tração
e o pino do gancho.
NOTA: Antes de acoplar um equipamento rebocado
ao trator, ler o texto seguinte cuidadosamente.

Utilizar sempre uma corrente de segurança instalada


entre o trator e o gancho do implemento quando trans-
ACOPLAR/DESACOPLAR EQUIPAMENTO REBO- portar o equipamento na estrada. Ver mais adiante
CADO nesta seção.

IMPORTANTE: A legislação em certas áreas exi-


gem que o equipamento rebocado seja dotado de frei-
os quando se deslocar em via pública. Antes de tra- Observar as seguintes precauções para o reboque de
fegar em via pública, certificar-se das leis sobre o equipamento que não possua freio:
assunto.

• Não rebocar equipamento que pese mais de duas


vezes o peso do trator.
Para acoplar o trator ao equipamento rebocado e aos
implementos:

• Não exceder os 16 km/h com equipamento cujo


peso seja superior ao do trator.
1. Certificar-se de que o implemento se encontra
na altura da barra de tração.

• Não exceder os 32 km/h com equipamento com


peso inferior ao do trator.
2. Recuar o trator lentamente de forma a permitir
que a barra de tração e o gancho do implemento
fiquem alinhados.

3. Aplicar o freio de estacionamento e desligar o BARRAS DE TRAÇÃO OSCILANTES – Figuras 1 a


motor. 5

Existem dois tipos de barras de tração oscilantes. O


tipo deslizante está representado na Figura 1. Esta
4. Inserir o pino do gancho e ver ser a trava está na barra de tração pode ser instalada como parte do gan-
posição fechada. cho de tração ou como uma unidade independente.

IMPORTANTE: Quando se acopla equipamento mon- A do tipo de roletes, representada na Figura 3, é reco-
tado ou semi-montado ao engate de 3 pontos ou quan- menda quando se utiliza equipamentos rebocado que
do se acopla equipamento rebocado à barra de tra- represente uma elevada tração, durante longos perío-
ção ou ao gancho, certificar-se de que há folga sufici- dos. Esta barra de tração está montada em roletes e
ente entre o implemento e o trator. O equipamento oferece facilidades adicionais para manobras, quan-
semi-montado ou rebocado pode interferir com os do comparada com a barra do tipo deslizante.
pneus traseiros do trator. Se necessário, ajuste os
batentes da direção, os blocos limitadores ou os
estabilizadores.

6-2
ACESSÓRIOS SEÇÃO 6

Barra de Tração Oscilante do Tipo Deslizante –


Figuras 1 e 2

A barra de tração (2), trabalha num só pino na ponta


dianteira, de forma a permitir que a traseira oscile ao
longo de toda a largura do suporte. Inserindo-se os
pinos limitadores (1) nos furos apropriados, pode limi-
tar-se a oscilação da barra. Como alternativa a barra
pode ser fixada em uma das cinco posições existen-
tes, inserindo-se pinos em furos apropriados. Na Fi-
gura 1, mostra-se a barra fixada na posição central.

Fixar a barra para evitar sua oscilação, quando puxar


equipamento que requeira um posicionamento muito
rigoroso ou quando transportar implementos.
1
Quando puxar implemento que penetre no solo e que
não exija um posicionamento rigoroso, deixar a barra
oscilar. Consegue-se assim maior facilidade na dire-
ção e nas manobras.

____________ AVISO ____________


Fixar sempre a barra de tração para evitar que oscile,
quando transportar equipamento ou quando trabalhar
com qualquer implemento, exceto com o que penetra
no solo.

A barra de tração é ajustável em altura e projeção, em


relação a ponta do eixo da tomada de força. Para
variar a altura da barra/gancho do implemento, retirar
a barra e invertê-la.

O pino de fixação dianteiro pode ser inserido num dos


três furos de forma a variar a distância entre o eixo da
TDF e o gancho de fixação. Ver Figura 2 e a seguinte
tabela:

Furo (ver Eixo da TDF à Carga estáti-


Fig. 2) barra de tração ca máxima
Suporte da barra voltado para cima
1 406 mm 1440 kg
2 356 mm 1680 kg
3 243 mm 2575 kg
Suporte da barra voltado para baixo
1 406 mm 1045 kg
2 356 mm 1225 kg
3 243 mm 1305 kg

6-3
ACESSÓRIOS SEÇÃO 6

A utilização do furo 1 é necessária para o funciona-


mento da TDF de 1000 rpm e do furo 2 para os traba-
lhos com a TDF de 540 rpm.

Quando se reboca equipamento que exerça cargas


estáticas muito elevadas, como é o caso de rebo-
ques de duas rodas, etc., use a posição mais próxi-
ma – furo 3.

____________ AVISO ____________


Nunca rebocar pelos braços inferiores com estes
acima da posição horizontal. Utilizar sempre a barra
de tração, o gancho de reboque ou os tirantes na
posição inferior para trabalhos de reboque, pois, em
caso contrário o trator poderia virar-se para trás.

NOTA: Quando apoiar equipamento na barra de tração


verificar se o peso total sobre o eixo traseiro não
excede a carga estática máxima ou a capacidade dos
pneus traseiros, conforme a que for mais baixa (ver
Pressões e Cargas Admissíveis dos Pneus, no final
da Seção 3).

IMPORTANTE: Quando transportar implementos em


estrada, recomenda-se a utilização de uma corrente
de segurança com uma resistência correspondente
ao peso bruto do implemento entre o trator e o gancho
do implemento. Ver “Corrente de Segurança”, na página
6-6.

Barra de Tração do Tipo de Roletes – Figuras 3 e


4

A barra de tração (2) Figura 3 gira em um único pino


na extremidade dianteira, de forma a permitir que a
barra oscile em toda a largura do suporte. Inserindo o
pino limitador (1) no furo apropriado e através da bar-
ra, pode ser fixada em uma das sete posições. Como
alternativa, a barra de tração pode oscilar em toda a
largura do suporte (3).

6-4
ACESSÓRIOS SEÇÃO 6

Fixar a barra de forma a evitar a oscilação quando


rebocar equipamento que requeira um posicionamento
rigoroso e quando transportar implementos. Deixar a
barra oscilar quando puxar implementos que pene-
trem no solo e não precisem de posicionamento rigo-
roso. Isto facilita a direção e as manobras.

____________ AVISO ____________


Fixar sempre a barra de tração para evitar que oscile,
quando transportar equipamento ou quando trabalhar
com qualquer implemento, exceto com o que penetra
no solo.

A barra de tração é ajustável quanto a altura e proje-


ção em relação a ponta do eixo da TDF. Para variar a
altura da barra de tração/gancho do implemento, reti-
rar a barra e invertê-la.

O pino de fixação dianteiro pode ser inserido em um


dos dois furos existentes na barra para variar a dis-
tância entre o eixo da TDF e o pondo de fixação. Ver
a Figura 4 e a seguinte tabela:

Furo (Ver Eixo da TDF ao Carga estáti-


Fig. 4) gancho da barra ca máxima
Suporte da barra voltado para cima
1 406 mm 1360kg
2 356 mm 1630 kg
Suporte da barra voltado para baixo
1 406 mm 910 kg
2 356 mm 1065 kg

É necessário a utilização do furo nº1 para os traba-


lhos com a TDF a 1000 rpm e o furo nº 2 para os
trabalhos com a TDF a 540 rpm.

Quando se reboca equipamento que exerce cargas


estáticas elevadas, como é o caso de reboques de 2
rodas, etc., use o furo 2.

6-5
ACESSÓRIOS SEÇÃO 6

____________ AVISO ____________


Nunca rebocar pelos braços inferiores com estes aci-
ma da posição horizontal. Utilizar sempre a barra de
tração, o gancho de reboque ou os tirantes na posi-
ção inferior para trabalhos de reboque, pois, em caso
contrário o trator poderia virar-se para trás.

NOTA: Quando apoiar equipamento na barra de


tração, certificar-se de que o peso total sobre o eixo
traseiro não excede a carga estática máxima ou a
capacidade de carga dos pneus traseiros, conforme
a que for mais baixa (ver Pressões e Cargas
Admissíveis dos Pneus, no final da Seção 3).

IMPORTANTE: Quando transportar equipamento na


estrada, recomenda-se a utilização de uma corrente
de segurança com uma resistência igual ao peso bruto
do implemento, colocada entre o trator e o gancho do
implemento. Ver o texto que segue e a Figura 5.

CORRENTE DE SEGURANÇA – Figura 5

Quando rebocar implementos na estrada, utilizar uma


corrente de segurança com uma resistência igual ou
superior ao peso bruto do implemento que será rebo-
cado. Isto controlará o implemento (1) no caso da
barra de tração (3) e o implemento se desligarem.

Depois de fixar a corrente de segurança, fazer uma


pequena prova, conduzindo o trator para a esquerda e
para a direita, para verificar o ajuste da corrente de
segurança. Se necessário, corrigir a regulagem para
que a corrente não esteja, nem muito esticada nem
muito longa.

Consultar o Manual do Operador do implemento quanto


ao peso do mesmo e às especificações do material
necessário para a sua fixação.

As correntes de segurança, elementos de fixação e


uma guia para a mesma encontram-se disponíveis no
seu Concessionário New Holland.

6-6
ACESSÓRIOS SEÇÃO 6

NOTAS

6-7
ACESSÓRIOS SEÇÃO 6

NOTAS

6-8
ESPECIFICAÇÕES SEÇÃO 7

SEÇÃO 7
ESPECIFICAÇÕES

As especificações nas páginas seguintes são para informação e orientação. Para informações suplementares
referentes ao trator, é favor consultar o seu Concessionário New Holland.

7-1
ESPECIFICAÇÕES SEÇÃO 7

DIMENSÕES DO TRATOR Todos os Modelos

NOTA: As seguintes dimensões são baseadas em um trator padrão equipado com pneus conforme se indica.
Considerar a utilização de pneus maiores e menores:

Pneus dianteiros Pneus traseiros


480/70R – 28 580/70R - 38

A Pára-lamas padrão 2012 mm 79,2 pol


Pára-lamas estendido 2300 mm 90,6 pol

Largura mínima - Rodas traseiras 2203 mm 86,7 pol


Largura máxima - Rodas traseiras 2763 mm 108,8 pol

B Sob o eixo dianteiro 450 mm 17,7 pol

C Rodas de ajuste manual 1552 - 2269 mm 61,1 - 89,3 pol

D Rodas de ajuste manual 1530 - 2232 mm 60,2 - 87,9 pol


Eixo de 112 pol 1548 - 2909 mm 60,9 - 114,5 pol

(Dependendo da roda instalada, as dimensões acima podem variar)

7-2
ESPECIFICAÇÕES SEÇÃO 7

DIMENSÕES DO TRATOR (Continuação) Todos os Modelos

E Ao topo do escape 3020 mm 118,9 pol

F Altura ao topo da cabine 3047 mm 119,9 pol


Altura ao topo do toldo 3090 mm 121,6 pol

G Sob a barra de tração 490 mm 19,3 pol

J Entre-eixos 2740 mm 107,9 pol

K Eixo padrão 4615 mm 181,7 pol

* Com pesos dianteiros adicionar as seguintes medidas ao comprimento total:

- Peso único 285 mm 11,2 pol.

RAIO MÍNIMO DE GIRO TM7010 TM7020 TM7030 TM7040


TM7010E TM7020E TM7030E TM7040E

Com freio e bitola mínima (2WD) (m) 3,89 3,89 3,89 3,89
Sem freio e bitola mínima (2WD) (m) 4,30 4,30 4,30 4,30

Com freio (4WD) (m) 3,92 3,92 3,92 4,07


Sem freio (4WD) (m) 4,52 4,52 4,52 4,62

PESO DO TRATOR TM7010 TM7010E TM7020 TM7020E TM7030 TM7030E TM7040 TM7040E

No eixo dianteiro
- com cabine kg 2100 2100 2200 2200 2250 2250 2250 2250
lb 4629 4629 4850 4850 4960 4960 4960 4960
- sem cabine kg 2000 - 2000 - 2000 - 2000 -
lb 4408 - 4408 - 4408 - 4408 -

No eixo traseiro
- com cabine kg 3050 3050 3050 3050 3250 3250 3250 3250
lb 6723 6723 6723 6723 7164 7164 7164 7164
- sem cabine kg 2950 - 2950 - 2950 - 2950 -
lb 6503 - 6503 - 6503 - 6503 -

Peso total
- com cabine kg 5150 5150 5250 5250 5500 5500 5500 5500
lb 11353 11353 11574 11574 12125 12125 12125 12125
- sem cabine kg 4950 - 4950 - 4950 - 4950 -
lb 10911 - 10911 - 10911 - 10911 -

NOTA: Os pesos acima indicados baseiam-se em unidades padrão, sem lastro ou qualquer outro equipamen-
to opcional, e deverão ser utilizados somente como guia.

7-3
ESPECIFICAÇÕES SEÇÃO 7

MOTOR TM7010 TM7020 TM7030 TM7040


TM7010E TM7020E TM7030E TM7040E

Potência do motor
(à rotação indicada) kW 105 113 125 135
cv 143 154 170 183

Turbocompressor / Resfriador Ar-Ar Sim Sim Sim Sim

Rotação indicada rpm 2200 2300 2200 2300

Máxima rotação sem carga rpm ± 25 2500 2500 2450 2530

Rotação de marcha lenta rpm ± 25 800 800 1000 800

Nº de cilindros 6

Diâmetro mm 104
pol 4,1

Curso mm 132
pol 5,2

Cilindrada cm3 6700


pol3 409

Relação de compressão 17,5:1

Ordem de injeção 1-5-3-6-2-4

Folga das hastes das válvulas de admissão mm 0,20 – 0,30


(a frio) pol 0,008 – 0,012

Folga das hastes das válvulas de escape mm 0,45 – 0,55


(a frio) pol 0,018 – 0,022

SISTEMA DE COMBUSTÍVEL

Bomba injetora tipo (Rotativa) Bosch VE

Ponto da bomba injetora


(levantamento do elemento) mm 1,00 ± 0,05
(cilindro nº 1 do motor no PMS)

Pressão da pulverização do injetor bar 245


lbf/pol2 3553

7-4
ESPECIFICAÇÕES SEÇÃO 7

SISTEMA DE ARREFECIMENTO TM7010 TM7020 TM7030 TM7040


TM7010E TM7020E TM7030E TM7040E

Tipo
Pressurizado com fluxo total,
desvio e tanque de expansão

Termostatos 1

Começa a abrir o
C 81
o
F 178

Totalmente aberto o
C 95
o
F 203

Tampa de pressão do radiador bar 1,0


lbf/pol2 14,5

Ventoinha

Nº de pás 7

Diâmetro da ventoinha mm 508


pol 20

TRANSMISSÕES

Dependendo do modelo do trator, um número de opções de transmissão estará disponível.

Transmissão Synchro Command

16 x 16 com inversão 30 km/h


32 x 32 com inversão e com redutor 30 km/h
15 x 12 com inversão 30 km/h

Transmissão Range Command

18 x 6 com Power Shuttle 40 km/h


31 x 12 com Power Shuttle e com redutor 40 km/h

7-5
ESPECIFICAÇÕES SEÇÃO 7

SISTEMA HIDRÁULICO TM7010 TM7020 TM7030 TM7040


TM7010E TM7020E TM7030E TM7040E

Sistema centro fechado com


controle de posição eletrônico Std Std Std Std

Sistema centro aberto com


sensor mecânico de profundidade Opc Opc Opc Opc

Pressão Nominal do Sistema bar ± 3,0 190


lbf/pol2 ± 50 2750

Fluxo à rotação indicada do motor l/min 116 116 116 116


sistema centro fechado gal/min(Imp) 25,5 25,5 25,5 25,5
[somente trans. “Range Command” gal/min(US) 30,6 30,6 30,6 30,6
(18x6 / 31x12)]

Fluxo à rotação indicada do motor l/min 57 57 57 57


sistema centro aberto gal/min(Imp) 12,6 12,6 12,6 12,6
(transmissão “Synchro Command” 16x16) gal/min(US) 15,1 15,1 15,1 15,1

ACOPLAMENTO DE 3 PONTOS

Categoria do engate
Categoria II Std Std Std Std

Capacidade de levantamento

a 610 mm (24 pol) da extremidade kg 5530 5530 5530 5530


na posição de levantamento máximo lb 12190 12190 12190 12190
com um cilindro auxiliar

Capacidade de levantamento

a 610 mm (24 pol) da extremidade kg 6475 6475 6475 6475


na posição de levantamento máximo lb 14275 14275 14275 14275
com dois cilindros auxiliares

7-6
ESPECIFICAÇÕES SEÇÃO 7

EQUIPAMENTO ELÉTRICO TM7010 TM7020 TM7030 TM7040


TM7010E TM7020E TM7030E TM7040E

Bateria - Padrão 1 x 750 cca (135 Ah)

Alternador - Padrão 120 A

Motor de partida Engrenamento positivo, operado por solenóide


- tipo 4,2 kW - engrenagem de redução

FREIOS

Padrão, independentes, de pé Discos em banho de óleo atuando nos semi-eixo


do diferencial

Freio de estacionamento 3 discos em banho de óleo atuando no eixo


do pinhão do diferencial

DIREÇÃO

Tipo Hidrostática com volante da direção


articulado/telescópico

Convergência das rodas dianteiras mm 0–6


pol 0 – 0.25

ÂNGULO MÁXIMO DE OPERAÇÃO

Elevação da dianteira 300


Elevação da traseira 350
Elevação da direita 400
Elevação da esquerda 400

TOMADA DE FORÇA TRASEIRA

TDF independente de 2 velocidades intercambiáveis


(funcionamento elétro/hidráulico) Std

TDF independente - rotação do motor a:

Velocidade da TDF a 540 rpm rpm motor 1970


Velocidade da TDF a 1000 rpm rpm motor 2120

7-7
ESPECIFICAÇÕES SEÇÃO 7

CAPACIDADE DOS ÓLEOS E DOS LUBRIFICANTES TM7010 TM7020 TM7030 TM7040


TM7010E TM7020E TM7030E TM7040E

Tanque principal do combustível litros 270


gal (Imp) 59,4
gal (US) 71,2

Capacidade total do combustível


com tanque auxiliar litros 370
gal (Imp) 81,4
gal (US) 97,4

Sistema de arrefecimento litros 24


gal (Imp) 5,3
gal (US) 6,4

Óleo do motor (incluindo filtro) litros 15,0


pt (Imp) 26,4
qt (US) 15,8

Freio/Embreagem litros 0,378


pt (Imp) 0,665
qt (US) 0,399

Cubos dianteiros, tração dianteira litros 2,15


(a quantidade indicada é para pt (Imp) 3,8
um cubo somente) qt (US) 2,3

Diferencial da tração dianteira litros 11,0


pt (Imp) 19,3
qt (US) 11,6

Transmissão/Eixo traseiro/Sistema Hidráulico

Transmissão “Synchro Command” litros 68,0


e hidráulicos centro aberto gal (Imp) 15,0
gal (US) 18,0

Transmissão/Eixo traseiro/Sistema Hidráulico

Transmissão “Range Command” litros 82,0


(18x6 / 31x12) e hidráulicos CCLS gal (Imp) 18,0
gal (US) 21,7

7-8
ESPECIFICAÇÕES SEÇÃO 7

Nível do Óleo do Eixo Traseiro/Hidráulico, quando utilizar Equipamento Hidráulico Remoto

Quando verificar o nível do óleo do eixo traseiro, é uma boa prática, certificar-se de que o óleo esteja atingindo
a marca superior da vareta, estando o trator estacionado sobre piso plano. De qualquer forma, quando conectar-
se um equipamento às válvulas de controle remoto, deve-se lembrar que o equipamento utiliza o mesmo óleo
do eixo traseiro e que pode baixar drasticamente o nível do óleo. Operar o trator com baixo nível de óleo pode
resultar em danos aos componentes do eixo traseiro e da transmissão.

Estando o nível do óleo do eixo traseiro na marca máxima da vareta, os seguintes volumes máximos de óleo
podem ser adicionados ao eixo traseiro para acionar equipamentos auxiliares, sem a necessidade de adições
posteriores ao sistema.

Operando equipamento estacionário em piso nivelado:


35 litros (61.6 pt Imp) (37 qt US)

Operando durante a condução em condições normais (campo plano) apenas por curtos períodos:
20 litros (35.2 pt Imp) (21.1 qt US)

Operando em outras condições, incluindo longos períodos de uso:


10 litros (17.6 pt Imp) (10.6 qt US)

Opostamente, o máximo volume de óleo que pode ser adicionado ao eixo traseiro, acima da marca de cheio
(FULL), é de 4 litros (7 pt Imp) (4.2 qt US). Com este incremento no volume de óleo, as quantidades citadas
acima podem ser acrescidas do mesmo volume, 4 litros (7 pt Imp) (4.2 qt US), porém nada mais.

Para aplicações especiais que não se enquadram nas especificações e condições de trabalho descritas
acima, consultar o seu Concessionário New Holland.

7-9
ESPECIFICAÇÕES SEÇÃO 7

ESPECIFICAÇÕES DE ÓLEOS E LUBRIFICANTES Todos os modelos

Marca New Holland Especificação New Holland Especificação Internacional

Transmissão/Eixo traseiro/Hidráulico, Direção hidrostática, Eixo dianteiro e cubos


Ambra Multi G NH 410 B API GL4, ISO 32/46 (10W30)

Reservatório de freios e embreagem


Ambra Brake LHM NH 610 A -

Pontos de lubrificação com graxa


Ambra GR75MD NH 720 A NLGI 2

Sistema de arrefecimento
Ambra Agriflu NH 900 A -

NOTA: Utilizar (40%) anticongelante mais (60%) de água limpa desmineralizada. Para reduzir depósitos e
corrosão, a água utilizada no sistema de arrefecimento não deverá exceder os seguintes limites:

Dureza total Cloretos Sulfatos


300 partes por milhão 100 partes por milhão 100 partes por milhão

IMPORTANTE: Ver Seção 4 no que diz respeito ao uso de inibidor de corrosão onde não houver disponibilida-
de do anticongelante acima mencionado. Em locais quentes onde não seja disponível anticongelante, utilizar
apenas água limpa.

Motor:
Ambra Super Gold 15W40 NH 330 G API CF-4/SG, CCMC D4, MIL -L-2104E
Ambra Super Gold 10W30 NH 324 G API CF-4/SG, CCMC D4, MIL -L-2104E

Óleo do Motor
A correta graduação da viscosidade do óleo do motor
depende da temperatura ambiente. Quando escolher
o óleo para o motor do seu trator, consultar o quadro
a direita.

NOTA: Em áreas onde os períodos da temperatura


extrema são longos, a prática de utilização de lubrifi-
cantes locais é aceitável: tais como a utilização do
óleo SAE 5W30 em temperatura muito baixas ou a
utilização do óleo SAE 50 em temperaturas muito al-
tas.

Enxofre no Combustível
A troca do óleo do motor está indicada na seção 4.
Contudo a disponibilidade do combustível local pode-
rá ter um alto teor de enxofre, nestas condições a
troca do óleo do motor deverá ser regulada como se
segue:

Conteúdo de Enxofre Período de troca do óleo


Abaixo de 0,5% Normal
de 0,5 a 1,0% Metade do normal Não é recomendado a utilização do óleo diesel com
Acima de 1,0% Um quarto do normal um teor de enxofre superior a 1,3%.

7-10
ESPECIFICAÇÕES SEÇÃO 7

NOTAS

7-11
ESPECIFICAÇÕES SEÇÃO 7

NOTAS

7-12
REVISÃO DAS PRIMEIRAS 50 HORAS SEÇÃO 8

VERIFICAR E AJUSTAR, CONFORME CORRESPONDA (cópia do Concessionário)

VERIFICAÇÕES ANTES DE DAR PARTIDA AO VERIFICAÇÕES DE ITENS DE SEGURANÇA:


MOTOR:
1. Aperto dos parafusos da cabine ou arco de
1. Pressão e estado dos pneus ......................... segurança (se instalado) ...............................
2. Funcionamento dos interruptores de
2. Nível e densidade do refrigerante do


partida em neutro ..........................................


radiador (1.071 – 1.083 a 16 oC (60oF) ...........
3. Funcionamento da TDF - interruptor ..............
3. Verificar correia Poli-V ...................................

4. Trocar filtro e óleo do motor ........................... VERIFICAÇÕES COM O MOTOR EM


FUNCIONAMENTO:
5. Trocar filtros da transmissão/hidráulico ......... Todos as atividades operacionais devem ser efetuadas
com o trator na sua temperatura normal de trabalho.
6. Verificar nível de óleo de transmissão/
hidráulico/eixo traseiro .................................. 1. Funcionamento de luzes e instrumentos .......
2. Funcionamento do limpa/lavapára-brisas .......
7. Trocar óleo do diferencial de eixo
dianteiro ........................................................ 3. Vazamentos de líquidos e fluidos ..................

8. Verificar óleo do cubo do eixo 4. Ajustes de rotação máxima sem carga e


dianteiro ........................................................ mínima e corte de combustível ......................
5. Operação da TDF ..........................................
9. Nível de óleo do cilindro mestre do freio .........
6. Sistema hidráulico:
10. Nível de óleo do cilindro mestre da Operação em controle de esforço e
embreagem (transmissão 16x16) .................. posição ....................................................
Operação do controle de fluxo ..................
11. Comprovar equalização dos pedais de freio ..... Operação da válvula de
controle remoto ........................................
12. Ajuste do cabo do freio de estacionamento ... 7. Ajuste do interruptor de desconexão do
pedal de embreagem .....................................
13. Aperto dos parafusos e porcas das
rodas ao aro ..................................................
VERIFICAÇÕES DE DESEMPENHO
14. Aperto das porcas do disco de roda ao cubo ..
1. Operação do motor incluindo acelerador
15. Aperto dos parafusos dos contrapesos e regulador ....................................................
dianteiros .......................................................
2. Transmissão, incluindo embreagem ..............
16. Convergência das rodas dianteiras ................ 3. Controle de direção .......................................
17. Nível do combustível ...................................... 4. Conexão e desconexão do bloqueio do
diferencial ......................................................
18. Lubrificar todas as graxeiras .........................
5. Ação dos freios .............................................
19. Limpar os elementos do filtro de ar e 6. Todos os equipamentos opcionais e
comprovar conexões das mangueiras ...........


acessórios ....................................................

INSPEÇÃO EFETUADA

Trator modelo Nº ............................................................. Trator série Nº ...........................................................

Assinatura do Proprietário Data Assinatura do Concessionário New Holland Data

8-1
8-2
REVISÃO DAS PRIMEIRAS 50 HORAS SEÇÃO 8

VERIFICAR E AJUSTAR, CONFORME CORRESPONDA (cópia do Proprietário)

VERIFICAÇÕES ANTES DE DAR PARTIDA AO VERIFICAÇÕES DE ITENS DE SEGURANÇA:


MOTOR:
1. Aperto dos parafusos da cabine ou arco de
1. Pressão e estado dos pneus ......................... segurança (se instalado) ...............................
2. Funcionamento dos interruptores de
2. Nível e densidade do refrigerante do partida em neutro ..........................................
radiador (1.071 – 1.083 a 16 oC (60oF) ...........
3. Funcionamento da TDF - interruptor ..............
3. Verificar correia Poli-V ...................................

4. Trocar filtro e óleo do motor ........................... VERIFICAÇÕES COM O MOTOR EM


FUNCIONAMENTO:
5. Trocar filtros da transmissão/hidráulico ......... Todos as atividades operacionais devem ser efetuadas
com o trator na sua temperatura normal de trabalho.
6. Verificar nível de óleo de transmissão/
hidráulico/eixo traseiro .................................. 1. Funcionamento de luzes e instrumentos .......
2. Funcionamento do limpa/lavapára-brisas .......
7. Trocar óleo do diferencial de eixo
dianteiro ........................................................ 3. Vazamentos de líquidos e fluidos ..................

8. Verificar óleo do cubo do eixo 4. Ajustes de rotação máxima sem carga e


dianteiro ........................................................ mínima e corte de combustível ......................
5. Operação da TDF ..........................................
9. Nível de óleo do cilindro mestre do freio .........
6. Sistema hidráulico:
10. Nível de óleo do cilindro mestre da Operação em controle de esforço e
embreagem (transmissão 16x16) .................. posição ....................................................
Operação do controle de fluxo ..................
11. Comprovar equalização dos pedais de freio ..... Operação da válvula de
controle remoto ........................................
12. Ajuste do cabo do freio de estacionamento ... 7. Ajuste do interruptor de desconexão do
pedal de embreagem .....................................
13. Aperto dos parafusos e porcas das
rodas ao aro ..................................................
VERIFICAÇÕES DE DESEMPENHO
14. Aperto das porcas do disco de roda ao cubo ..
1. Operação do motor incluindo acelerador
15. Aperto dos parafusos dos contrapesos e regulador ....................................................
dianteiros .......................................................
2. Transmissão, incluindo embreagem ..............
16. Convergência das rodas dianteiras ................ 3. Controle de direção .......................................
17. Nível do combustível ...................................... 4. Conexão e desconexão do bloqueio do
diferencial ......................................................
18. Lubrificar todas as graxeiras .........................
5. Ação dos freios .............................................
19. Limpar os elementos do filtro de ar e 6. Todos os equipamentos opcionais e
comprovar conexões das mangueiras ........... acessórios ....................................................

INSPEÇÃO EFETUADA

Trator modelo Nº ............................................................. Trator série Nº ...........................................................

Assinatura do Proprietário Data Assinatura do Concessionário New Holland Data

8-3
8-4
ÍNDICE SEÇÃO 9

SEÇÃO 9
ÍNDICE

A
Acelerador de mão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-20 Carga da bateria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-62
Acelerador de pé . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-20 Chave de partida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-23, 3-2
Acelerador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-20 Cilindro de ação simples . . . . . . . . . . . . 3-29, 3-47
Acoplamento de cilindros remotos . . . . . 3-26, 3-45 Cilindros de dupla ação . . . . . . . . . . . . . 3-28, 3-46
Ajuste da bitola das rodas dianteiras . . . . . . . 3-56 Cinto de segurança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-19
Ajuste da bitola das rodas traseiras . . . . . . . . 3-62 Códigos de erros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5-1
Amaciamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3-6 Comandos, Instrumentos e Funcionamento . . . 2-1
Ângulo máximo de operação . . . . . . . . . . . . . . 7-7 Comandos da cabine e plataforma . . . 2-2, 2-4, 2-6
Anticongelante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-36 Combustível . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1-11, 4-2
Ao usuário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1-1 Conduzindo o trator . . . . . . . . . . . . . . . . . 1-7, 2-39
Ar condicionado . . . . . . . . . . 2-12, 2-29, 4-15, 4-51 Conectores para iluminação do reboque . . . . . 2-16
Armazenagem de combustível . . . . . . . . . . . . . 4-3 Conexões da admissão de ar do motor . . . . . 4-31
Armazenamento do trator . . . . . . . . . . . . . . . . 4-63 Console de instrumentos . . . . . . . . . . . . . 2-22, 4-5
Arrefecedor do óleo da transmissão . . . . . . . . 4-14 Controle de Esforço . . . . . . . . . . . . 3-18, 3-30, 3-36
Assento do operador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-18 Controle de Posição . . . . . . . . . . . . 3-19, 3-30, 3-39
Avisos de mal funcionamento . . . . . . . . . . . . . 2-30 Controle Eletrônico de Esforço (EDC) . . . . . . . 3-30
Controles externos do levantador . . . . . . 3-23, 3-40
B Controles montados no teto . . . . . . . . . . . . . . . 2-11
Barra de tração e equipamentos para Convergência das rodas dianteiras . . . . . . . . . 3-59
reboque . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6-2 Correção de falhas – cabine . . . . . . . . . . . . . . . 5-9
Barra de tração oscilante tipo com roletes . . . . 6-4 Correção de falhas – engate de três pontos . . . 5-8
Barra de tração oscilante . . . . . . . . . . . . . . . . . 6-3 Correção de falhas – freios . . . . . . . . . . . . . . . . 5-9
Baterias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-36, 4-62 Correção de falhas – hidráulico . . . . . . . . . . . . 5-7
Bloqueio dos diferenciais . . . . . . . . . . . . . . . . 2-47 Correção de falhas – motor . . . . . . . . . . . . . . . 5-2
Braço inferior do sensor mecânico do Correção de falhas – sistema elétrico . . . . . . . 5-10
hidráulico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3-18 Correção de falhas
Braço superior (ajuste mecânico) . . . . . . . . . . 3-52 – transmissão “Range Command” . . . . . 5-5
Braços do levantador (ajuste mecânico) . . . . . 3-49 Correção de falhas
Braços inferiores (ajuste mecânico) . . . . . . . . 3-51 – transmissão “Synchro Command” . . . . 5-6
Buzina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-24 Correias de acionamento . . . . . . . . . . . . . . . . 4-26
Corrente de segurança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6-6
C
Cabine e EPCC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1-11, 4-26 D
Cabine . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1-11, 2-2, 2-4, 5-9 Decalques . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1-12
Cabos auxiliares para partida . . . . . . . . . . . . . . 3-5 Decalques de velocidades . . . . . . . . . . . 2-33, 2-44
Caixa de fusíveis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-56 Dimensões do trator . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7-2
Calibração da embreagem Direção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-23, 7-7
- transmissão “Range Command” . . . . . 4-46 Drenagem do separador de
Calibração da unidade eletrônica de água/combustível . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-12
gerenciamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-48
Calibração da velocidade de deslocamento . . 2-29 E
Capacidades dos lubrificantes . . . . . . . . . . . . . 7-8 Ecologia e o meio ambiente . . . . . . . . . . . . . . . 1-4
Capô . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-4, 4-5 Embreagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-22, 4-11

9-1
ÍNDICE SEÇÃO 9

Engate de três pontos


– capacidade de levantamento . . . . . . . 7-6 J
Engate de três pontos - correção de falhas . . . 5-8 Janelas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-9
Engate de três pontos . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3-49
Engrenagens do redutor . . . . . . . . . . . . . 2-32, 2-37 L
Equipamento elétrico – especificações . . . . . . 7-7 Lâmpadas de alerta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-23
Equipamento hidráulico de fluxo Lâmpadas de aviso de mal funcionamento . . . 3-32
contínuo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3-29, 3-47 Lâmpadas de aviso . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-26, 4-7
Equipamento para reboque . . . . . . . . . . . . . . . . 6-2 Lâmpadas de freio/direção/posição . . . . . . . . 4-54
Especificação do lubrificante . . . . . . . . . . . . . 7-10 Lâmpadas do console . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-10
Especificação do motor . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7-4 Lâmpadas dos interruptores . . . . . . . . . . . . . . 4-55
Especificação dos fluidos . . . . . . . . . . . . . . . . 7-10 Lâmpadas indicadoras e de
Especificações dimensionais . . . . . . . . . . . . . . 7-2 advertência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-26
Esquemas de velocidades . . . . . . . . . . . . . . . 2-33 Lampejador de faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-24
Estabilizadores telescópicos . . . . . . . . . . . . . 3-54 Lastrando o trator . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3-73
Lastro e pneus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3-73
F Lastro líquido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3-78
Faróis de serviço . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-52, 4-53 Limitações de lastro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3-75
Faróis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-23, 4-53 Limitadores de direção . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3-58
Filtro de ar do motor . . . . . . . . . . . . . 4-7, 4-31, 4-41 Limitadores de oscilação do eixo dianteiro . . . 3-60
Filtro de óleo do motor . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-21 Limpador/lavador de pára-brisa . . . . . . . . 2-22, 4-13
Filtros de ar da cabine . . . . . . . . . . . . . . 4-15, 4-33 Limpeza do interior da cabine . . . . . . . . . . . . . 2-17
Filtros de combustível . . . . . . . . . . . . . . 4-28, 4-29 Limpeza do trator . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1-1
Filtros de óleo da transmissão . . . . . . . . 4-25, 4-34 Líquido de arrefecimento do motor . . . . . 4-10, 4-40
Filtros do óleo hidráulico . . . . . . . . . . . . 4-25, 4-34 Luzes do trator . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-24
Folga das válvulas do motor . . . . . . . . . . . . . . 4-32
Freio de estacionamento . . . . . . . . . 2-20, 4-27, 7-7 M
Freio hidráulico do reboque . . . . . . . . . . . . . . . 7-3 Manutenção – informações gerais . . . . . . . . . . 4-1
Freios de serviço . . . . . . . . . . . . . . . 2-21, 4-11, 7-7 Manutenção controlada pelas lâmpadas
Freios . . . . . . . . . . 2-21, 4-11, 4-27, 4-50, 5-9, 7-7 de advertência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-7
Fusíveis maxi . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-60 Manutenção geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-45
Mostrador de avisos de mal funcionamento . . 2-30
G Mostrador de cristal líquido . . . . . . . . . . . . . . 2-28
Garantia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1-1 Mostrador de posição do gancho . . . . . . . . . . 2-29
Mostradores de velocidades . . . . . . . . . . . . . . 2-29
H Mostradores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-25
Hidráulico (sistema de centro aberto) . . . . . . . 3-18 Motor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5-2, 7-4
Hidráulico (sistema de centro fechado) . . . . . . 3-24
Hidráulico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5-7, 7-6 O
Horímetro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-25 Óleo do eixo traseiro/hidráulico/
/transmissão . . . . . . . . . . . . 4-25, 4-30, 4-34
I Óleo do hidráulico/eixo traseiro/
Identificação do produto . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1-2 /transmissão . . . . . . . . . . . . 4-25, 4-30, 4-34
Iluminação interna . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-11 Óleo do motor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-13, 4-21
Indicador de combustível . . . . . . . . . . . . . . . . 2-25 Óleo transmissão/hidráulico/
Indicador de temperatura do líquido /eixo traseiro . . . . . . . . . . . . 4-25, 4-30, 4-34
de arrefecimento do motor . . . . . . . . . . 2-25
Indicadores de direção . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-24 P
Indicadores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-25 Painel de instrumentos analógico e
Injetores de combustível . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-45 analógico/digital . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-25
Interruptor multi-função . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-24 Painel de instrumentos . . . . . . . . . . . . . . 2-25, 4-55

9-2
ÍNDICE SEÇÃO 9

Parada do motor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3-6 Tabela de lubrificação e manutenção . . . . . . . . 4-6


Parafusos de fixação da cabine ou TDF de duas velocidades . . . . . . . . . . . . . . . . . 3-11
plataforma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-26 TDF traseira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3-9, 7-7
Pára-lamas dianteiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3-58 Tomada de força . . . . . . . . . . . . . . . . . 1-9, 3-9, 7-7
Partida do motor com bateria auxiliar . . . . . . . . 3-5 Torques de aperto das rodas . . . . . . . . . . . . . 4-20
Partida do motor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3-2 Tração dianteira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-50, 4-23
Peças de reposição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1-1 Transmissão
Peso do trator . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7-3 - “Range Command” . . . . . . . . . 2-37, 5-5, 7-5
Pesos de ferro fundido . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3-76 - “Synchro Command” . . . . . . .2-31, 5-6, 7-5
Pesos dianteiros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3-76 Transporte do trator . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3-7
Pesos para rodas traseiras . . . . . . . . . . . . . . 3-76 Trava para transporte . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3-40
Pesos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7-3 Trincos da porta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-8
Plaqueta de identificação do veículo . . . . . . . . . 1-2 Troca do eixo da TDF . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3-17
Pontos de lubrificação . . . . . . . . . . . . . . 4-16, 4-23
Pontos para instalação de equipamentos . . . . 3-55 V
Precauções de segurança . . . . . . . . . . . . . . . . 1-6 Válvulas de controle remoto
Preparação do trator para armazenagem . . . . 4-62 - tipo centro aberto . . . . . . . . . . . . . . . . 3-24
Pressão dos pneus e cargas admissíveis . . . . 3-80 - tipo centro fechado . . . . . . . . . . . . . . 3-43
Pressão dos pneus . . . . . . . . . . . . . . . . 3-79, 4-20 Velocímetro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-29
Proteção do sistema elétrico . . . . . . . . . . . . . 4-62 Verificações antes da operação . . . . . . . . 3-7, 3-35
Proteções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-5

R Lista numérica
Radiador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-14, 4-37 Revisão de 10 horas ou diária . . . . . . . . . . . . 4-13
Rádio/toca-fitas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2-16 Revisão de 50 horas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-14
Raio Mínimo de Giro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7-3 Revisão de 300 horas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-21
Reboque do trator . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3-7 Revisão de 600 horas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-30
Relés . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-56 Revisão de 1200 horas / 12 meses . . . . . . . . . 4-33
Reservatório de combustível . . . . . . . . . . . . . . . 4-4 Revisão de 1200 horas / 24 meses . . . . . . . . . 4-37
Revisão das primeiras 50 horas . . . . . 1-1, 4-2, 8-1
Rodas de ajuste manual . . . . . . . . . . . . . . . . . 3-62
Rodas duplas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3-64
Rodas para linhas de plantio . . . . . . . . . 3-61, 3-64
Rotação de marcha lenta do motor . . . . . . 4-51, 7-4

S
Sangria do sistema de injeção de
combustível . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-45
Sangria dos cilindros remotos . . . . . . . . . . . . 3-29
Separador de água/combustível . . . . . . . . . . . 4-12
Símbolos universais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1-20
Sistema de arrefecimento . . . . . . . . . . . . 4-37, 7-5
Sistema de combustível . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7-4
Sistema hidráulico de centro aberto . . . . . . . . 3-18
Sistema hidráulico de centro fechado . . . . . . . 3-24
Solda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4-62
Substituição de lâmpadas . . . . . . . . . . . . . . . 4-52

T
Tabela de compatibilidade entre
pneus dianteiros e traseiros . . . . . 3-82, 3-84

9-3
ÍNDICE SEÇÃO 9

NOTAS

9-4
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Especialistas no seu sucesso

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