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UM CHEFE IRRESISTÍVEL

(The case of the mesmerizing boss)


DIANA PALMER
Prefacio

Richard Dane Lassiter olhava sem ver a cidade da janela de seu escritório, situada em um
elegante edifício de Houston. Pensava em um problema cuja solução não podia continuar adiando.
Tênia que falar com sua secretária, uma jovem a que considerava parte de sua família. Tess
Meriwether era filha de um homem com o que a mãe do Dane tinha estado comprometida: ambos, o
pai dela e a mãe do tinham morrido em um acidente pouco antes de poder-se casar, assim Tess não
tênia nenhum parentesco real com o Dane, mas em qualquer caso, o se sentia responsável pela
garota desde por volta de anos. Essa era uma das razões pelas que lhe tinha dado esse trabalho:
entre os dois tinha feridas que nunca poderiam sanar, mas isso não trocava o que sentia por ela.
Podia ser amor se o não estivesse tão decidido a afastar a de seu lado. Dane tinha tido um
matrimônio desastroso e o tinham costurado a balaços em um tiroteio quando era guarda-florestal
em Telhas. Aquele tiroteio tinha trocado sua vida, tinha tido que deixar aquele trabalho e tinha
montado uma agência de detetives. ganhou-se a fama de ser o melhor e o mas discreto, e tênia
muito êxito. Mas sua vida pessoal era um desastre. Não tênia a ninguém exceto ao Tess, e ela se
assustava cada vez que o lhe aproximava. Às vezes Dane se sentia culpado por isso. Tess lhe temia
e pensava que Dane não a suportava por culpa de uma tarde em que este tinha estado a ponto de
perder o controle.
afasto-se da janela. Richard Dane era um homem de cabelo e olhos escuros e tez moréia. Era
muito atrativo, embora não era consciente disso e, apesar de seu atrativo, sua relação com as
mulheres tinha sido um desastre.
Sua própria mãe lhe desprezava porque lhe recordava ao homem que o tinha engendrado e
que a tinha abandonado. Dane tinha querido a sua mãe, mas ela nunca tinha tido tempo para o;
aquela atitude lhe tinha marcado profundamente. Dane se tinha casado quando ainda era polícia em
Houston, antes de ser guarda-florestal, mas sua esposa só se fava sentido atraída pelo uniforme. A
vida com o Jane tinha sido muito difícil porque ela queria algo que ele não podia lhe dar, e Jane não
tinha demorado para dar-se conta de que tinha cometido um terrível engano. Quando lhe tinham
ferido no tiroteio, tinha-lhe abandonado sem esperar sequer a que saísse do hospital. Se não tivesse
sido pelo Tess, Dane não tivesse tido a ninguém que lhe ajudasse a sair daquele pesadelo.
Pensou em quão irônico resultava que Tess se apaixonou então do. Era sozinho uma
adolescente quando se conheceram. Seu pai, Wyatt Meriwether sempre a tinha ignorado, igual a
Nita Lassiter ao Dane. Wyatt tinha deixado a sua filha com a avó desta, para que a cuidasse e
educasse enquanto o continuava sua vida promíscua. Tess era uma jovem inocente e doce, e atraía
ao Dane como nenhuma outra mulher o tinha feito nunca. E inclusive depois do tempo passado,
Dane ainda se envergonhava do que tinha feito ao Tess durante sua convalescença.
Em ambos tinha despertado então uma ternura avassaladora a que Dane havia oposto
resistência ao princípio. Não confiava nas mulheres e Tess era além muito jovem, mas nunca tinha
estado tão apaixonado por uma mulher como então o estava do Tess. Mas tinha jogado tudo a
perder em um momento de paixão e tinha assustado tanto ao Tess, que sua só presença ainda a
seguia retraindo.
Zangado, se passado uma mão pelo cabelo. Devia deixar de pensar no passado.
Nesse momento, Tess pretendia que lhe permitisse trabalhar como detetive, mas Dane se
opunha; parecia-lhe muito perigoso. Às vezes, nem sequer gostava de enviar ao Nick ou a Helen a
solucionar determinados casos. Não podia permitir que Tess arriscasse sua vida, embora ela se
passava a vida lhe suplicando a Helen que lhe ensinasse o ofício, queria aprender artes marciais e a
disparar. Às vezes, Dane conseguia interromper aquelas classes. A persistência do Tess lhe punha
nervoso, não suportava a idéia de que pudesse correr algum perigo. No escritório estava
relativamente seguro. Mas fora de alii...
Recordo a primeira vez que tinha visto o Tess. Seus respectivos pais os tinham convidado a
comer para que se conhecessem. Dane fava ido a aquela cita com a intenção de lhe demonstrar a
aquela jovencita quanto lhe incomodava ter que converter-se em seu meio-irmão, mas assim que a
tinha visto se ficou assanhado. Algo bastante turbador, se se tênia em conta que tinha ido ao
restaurante com sua esposa. Jane tinha sido tão sarcástica e desagradável que Dane tinha terminado
lhe pedindo que se fora a casa. Tess, por outro lado, mostrou-se calada e tímida... e parecia lhe
interessar muito todo o relacionado com o.
Dane começou a excitar-se ao recordar aquele encontro. Então tinha desejado ao Tess, e esse
desejo não tinha diminuído nem com o passo dos anos. Naquela época o estava decidido a separar-
se; e tênia uma boa razão para não desejar nenhum compromisso, para não querer voltar a casar-se.
Fez uma careta e se aproximo da porta que separava seu escritório do saguão. Era covarde
pospor a confrontação e o nunca tinha sido um covarde. O que ocorreu era que Tess ficava muito
triste quando o a arreganhava e não queria machucá-la mas. Já lhe tinha feito muito dano.
Mas Tess devia aprender que as normas terei que as cumprir. Se passava por cima sua
desobediência, no futuro Tess se veria exposta ao perigo. E não podia permiti-lo.
Suspiro com resignação e abriu a porta.

Capitulo Um

Tess Meriwether suspiro profundamente. Estava muito tensa, passou-se o dia esperando que
chegasse Dane. Miro a contra gosto a porta fechada de seu escritório: tinha estado pendente da porta
durante todo o dia e esperava poder ir-se dali sem ter que ver o Dane.
Dane Lassiter era seu chefe, o dono da Agenda Lassiter, mas também algo mas. Por volta de
ânus que o conhecia, desde que seus respectivos pais tinham estado a ponto de casar-se, mas estes
tinham morrido em um trágico acidente, e Dane se converteu na única pessoa que ficava ao Tess no
mundo.
depois de consultar o relógio, tampo com cuidado a maquina de escrever e agarrou sua
impermeável, que era seu orgulho e felicidade, pois parecia de detetive. Trabalhar naquela agência
era muito emocionante, embora Dane não lhe permitisse trabalhar em nenhum caso dos que lhe
encarregavam. Algum dia, prometeu-se a se mesma, ia converter se em detetive apesar de seu
sobreprotector chefe.
—Vai a alguma parte?
Acabava de aparecer Dane, cigarro em mão, Parecia um autentico detetive privado.
Tess se obrigue a olhar para outro lado. Inclusive depois do que lhe tinha feito por volta de
três anos, adorava lhe ver.
—A casa. Importa-te?
—Muito —o pidío que entrasse em seu escritório e Tess lhe obedeceu. Dane viu que a
jovem se esticava ao aproximar-se do. A reação do Tess era predecible e provavelmente Dane a
merecia, mas isso não deixava de lhe incomodar. Falo-lhe com mas ira da que realmente sentia—.
Já te hei dito mil vezes que não te misture nem de brincadeira em nenhum caso.
—Não o fiz a propósito —respondo nervosa—. Vi a Helen e a acompanhe. Acreditava que o
caso ao que te referia era um desses sem importância. Como me ia imaginar que dois detetives
profissionais estavam trabalhando em uma loja de brinquedos no meio da tarde! Pensava que Helen
ia comprar um presente para seu sobrinito —o Miro furiosa—. Ao fim e ao cabo, não sábia que caso
te trazia entre mãos. Solo me havia dito que não interviesse. Não tem direito a me arreganhar.
Dane nem sequer pisco; contínuo olhando impassível.
Tess tossiu ruidosamente quando a fumaça lhe chego à cara.
Dane sorriu desafiante, mas nenhum dos dois se moveu.
Nesse momento, bateram na porta e Helen Reed apareço a cabeça.
—Posso ir a casa? —pergunto ao Dane—. Já são as cinco —lhe sorriu esperançada.
—te leve sua orelha —respondo o refiriéndose a sua equipe especial para escutar
conversações—, e vete com seu irmão. Nick necessita tempo para vigiar a nosso marido infiel.
—[Não! —gemeu Helen—. Não, Dane, não estou disposta a suportar quatro horas de ruídos
libidinosos e conversações embaraçosas com o Nick. /Detesto ao Nick! jEn qualquer caso, fiquei
com o Harold!
—supõe-se que não deveria falar assim diante do Tess —assinalo a jovem—. depois do que
acaba de dizer, o mas lógico é que ela se ofereça a te substituir. E não quero que trabalhe de
detetive!
—Sinto-o —respondo Helen envergonhada.
—Não é suficiente. Vete com o Nick e reconsiderar sua indiscrição.
__Si me despede —lhe disse Helen—, volvere a trabalhar no Departamento de Justiça e não
poderá obter uma ordem de registro para seus casos em sua vida.
—Alguma vez te comentei que antes de ser guarda-florestal, estive trabalhando dois anos no
departamento de Saúde Pública de Telhas?
Helen suspiro, abriu a porta de par em par: ajoelho-se e se incline ante o Dane.
—jOh, Por Deus, vete a casa já! —respondo Dane—. E espero que Harold te compre uma
pizza de anchovas!
—jGracias, chefe! jMe encantam as anchovas! —sorriu Helen. Ondeio a mão a maneira de
despedida e desapareceu antes de que Dane trocasse de idéia.
Dane se passo impaciente uma mão pelo cabelo.
—O próximo que me vão pedir, vão ser férias pagas nas Bahamas.
—Na Jamaica —o corrigio Tess—. Já lhe pedi isso
Dane se aproximo do escritório para atirar as cinzas do cigarro no cinzeiro especial que lhe
tinham comprado seus colegas de trabalho. Até se tinham atrevido a lhe pagar uma inscrição para
um seminário para deixar de fumar, ao que o tinha respondido enviando-os a todos a resolver um
caso em um cinema pornográfico. A partir de então, ninguém se tinha atrevido a lhe falar de outro
seminário, mas Dane tinha mandado instalar grandes filtros de ar em cada escritório.
Ao Dane não gostava que lhe dissessem o que tênia que fazer. Tess podia não estar de
acordo com o, mas lhe respeitava porque era um homem que atuava sempre conforme a suas idéias.
Observe-lhe mover-se e pensou que parecia um autentico vaqueiro. Ombros largos, quadris
estreitos e pernas largas. Quando estava cansado, Dane coxeava um pouco a conseqüência das
feridas que lhe tinham feito três anos atrás. Nesse momento, parecia cansado.
O Miro e recordou como tinha começado tudo.
Quando Dane tinha aberto a agenda de detetives, tinha contratado sem remorsos de nenhuma
classe aos melhores detetives do departamento local de correio-licía, lhes oferecendo percentagens e
ações no negócio em vez de salários. Felizmente, a agência tinha começado a gerar benefícios em
um tempo record. antes de ser guarda-florestal, Dane tinha sido um excelente policia e tênia muitos
contatos que lhe asseguravam o êxito. Graças a sua acuidade, quando trabalhava de guarda-florestal
em Houston tinha contínuo assessorando a outros policiais. Em Telhas, como às vezes tênia que
transitar por caminhos aos que não tênia acesso nenhum veículo, tinha tido que montar
freqüentemente a cavalo. E Dane era um dos melhores cavaleiros que conhecia Tess.
A pesar do tempo que tinha passado desde que se conheceram, ao Tess continuava lhe
entusiasmando todo o relacionado com o Dane, embora tênia cuidado de não demonstrar-lhe Uma
amostra de sua violenta paixão tinha sido suficiente para conter o desejo que Tess tinha começado a
sentir pelo.
—Nunca me encarrega nenhum caso —Tess suspiro. Dane a Miro com receio. Parecia
decidido a não lhe atribuir nada.
—É secretária, não detetive.
—Mas poderia sê-lo se me permitisse —respondo isso Tess com calma—. Posso fazer quão
mesmo faz Helen.
—Incluindo te vestir de prostituta e te oferecer na avenida principal? —burlo-se Dane.
—Bom —se ergueu incomoda e desvio o olhar—, possivelmente isso não.
—Ou escutar conversações intima —a Miro com os olhos entrecerrados—, em quartos de
motéis de má morte? Ou fazer fotografias em situações embaraçosas? Ou seguir a um assassino por
todo o país e agarrá-lo em qualquer circunstância?

__Esta bem —respondo com ar de resignação—.


Tem razão, suponho que não séria capaz de fazer algo assim.- Mas poderia rastrear pistas se
me permitisse isso. Isso é quase tão divertido como sair a perseguir a alguém.
Dane apago o charuto com um movimento lento que a pôs nervosa. Tess sábia que, a pesar
do controle que exercia sobre se mesmo, Dane era um homem apaixonado. E recordava como se
comportava com uma mulher. Recordar sua forma de acariciá-la-a acendia e debilitava, mas não de
desejo. Recordava com medo as carícias do Dane Lassiter. de repente, o a Miro com intensidade,
como se tivesse lido seus pensamentos e reagisse em conseqüência. Tess se ruborizo.
—Há algo que lhe avergiience? —pergunto Dane em um tom que tivesse intimidado a
qualquer.
—Estava pensando que eu não gostaria de ter que seguir a nenhum marido infiel —agarro
com força sua bolsa—. Será melhor que vá.
—Chega tarde a alguma entrevista? —pergunto sem interesse.
Tess fava renunciado aos homens tempo atrás. Mas Dane não o sábia, assim que a jovem se
encolheu de ombros, dirigiu-lhe um sorriso e parto.
Já na rua, descobriu que para uma noite fria e escura. fecho-se o impermeável e se dirigiu
com desinteressa para seu carro. Aquela noite séria igual a outras muitas; chegaria a seu diminuto e
funcional apartamento, que constava de cozinha, quarto de banho e uma habitação em que o sofá se
convertia pelas noites em sua cama. Veria alguma filme e se deitaria, e o dia seguinte séria
exatamente igual. A única diferença a marcaria o filme.
Pelo general, via o filme com seu amiga Kit Morris, que trabalhava perto dali, mas o chefe
desta estava de viagem e Kit tinha tido que acompanhá-lo... de muito má vontade, por certo. Tess a
sentia falta de. O chefe do Kit tinha contratado várias vezes a l a agencia Lassiter para que seguisse a
sua mãe, uma mulher perita em meter-se em todo tipo de problemas.
Não estando Kit na cidade, Tess se encontrava completamente sozinha, não tênia a ninguém
com quem falar. Gostava de Helen e até eram amigas em certo modo, mas com ela não podia falar
do único problema sentimental que tênia; Dane Lassiter.
coloco-se a correia da bolsa e colocou as mãos nos bolsos do impermeável. Pensou que sua
vida era como a noite: fria e solitária.
de repente, se fixo em dois homens que estavam em frente do edifício no que se encontrava
a agência. Os Miro com curiosidade e viu que alguém entregava ao outro uma pastas aberta cheia de
pacotes com uma substância branca; o outro lhe deu em troca um maço de bilhetes. Tess as
saudação com ar ausente e até lhes sorriu. Não advertiu a expressão de alarme com a que a olhe
enquanto ela se dirigia com calma para seu carro.
—Viu-o? —pergunto-lhe um ao outro.
—jCielos, claro que o viu! Apanha-a !
Tess não ouviu aquela conversação, mas se voltou ouvir que alguém corria; observe sentida
saudades que os homens aos que acabava de saudar corriam para ela. Ouviu uns gritos e fico
paralisada ao ver um objeto metálico. Soube que era uma pistola quando sentiu um impacto no
braço. Instantes depois grito e se deprimo.
—jLa mataste! —grito um dos homens—.Tolo, agora vão acusar nos de assassinato, não só
por traficar com cocaína!
—jCallate! me deixe pensar! Ao melhor não está morta
—jVamonos daqui! Podem ter ouvido o disparo!
—Saía do edifício dos escritórios da agência de detetives —grunho o outro homem.
--Certamente, escolheste um bom lugar para a entrega... Corre ! Já vem a polícia!
Um carro patrulha se aproximava deles iluminando-os com seus potentes faróis.
__jDios! —exclamo um dos traficantes—. jCorre!
Tess os ouviu como em sonhos. Não os via porque não podia levantar a cabeça. Não sentia
nada, exceto o frio e a umidade do asfalto em sua bochecha.
__Vão disparado a alguém! —grito outra pessoa—. Que não escapem!
Tess viu uns sapatos negros passar correndo ante seus olhos.
—jTess!
Ao princípio, Tess não reconheceu sua voz. Dane sempre estava tão tranqüilo que aquele
grito esmigalhado não lhe resulto familiar.
Dane a voltou lentamente e Tess o Miro conmocionada. Não podia mover o braço. Trato de
explicar-lhe ao Dane, mas tênia a língua paralisada.
Dane lhe toco o braço e comprovou que sangrava profusamente.
—jDios! —grunho.
Seu rosto era uma mascasse inexpressiva, solo seus olhos brilhantes pela ira pareciam ter
vida.
Um dos policiais voltou para seu lado e se ajoelho ao lado do Tess, pistola em mão.
—Esta ferida? —pergunto cortante—. Vi que um deles disparou...
—Esta ferida. Chame uma ambulância —disse Dane olhando à polícia—. Rápido. Esta
sangrando muito.
O policial se afasto correndo. Dane não perdeu o tempo: curto a manga do impermeável do
Tess e fez uma careta ao ver a blusa cheia de sangue. Amaldiçoou pelo baixo e saco um lenço para
fazer um torniquete.
—Fica aquieta —lhe disse com calma—. Não te mova, pequena, eu te cuidar. vais pôr te
bem.
Tess se estremeceu e começou a chorar. A ferida tinha começado a lhe doer. Grito quando
Dane apertou o torniquete, depois Dane se Quito o impermeável e a tampo. Tess olho-la ferida que
seguia lhe sangrando muito. Mas ao ver tão tranqüilo ao Dane se acalmou
—vou morrer sangrada? —pergunto-lhe.
—Não —Miro por cima do ombro e ao ver que um carro se aproximava, levanto-se
bruscamente—. me Ajude a subi-la ao carro! —grito a Este policial sangrando muito, não pode
esperar até que chegue a ambulância.
—Acabo de falar por radio com meu companheiro apanhou a um dos delinqüentes.
Chegasse de um momento a outro.
—Esta bem —respondo Dane apoiando a cabeça do Tess em suas pernas—. vamos.
Nesse momento chego o outro policial com um homem algemado. Dane se tenso.
—Já vem a patrulha M 20 —lhe disse o policial a seu companheiro—. Aqui temos uma
mulher ferida. Pode seu solo com o detido?
—jClaro que se! vades rapidamente ao hospital —grito o outro policial.
Minutos depois chegavam à área de urgências do hospital. Tess estava inconsciente.
A luz entrava em torrentes pela janela da habitação do hospital quando Tess voltou a abrir os
olhos. Piscada, sentia-se agradavelmente adormecida embora sentia o braço inchado. Miro com
curiosidade a vendagem que o cobria. estiro-se e se deu conta de que lhe tinham posto soro.
—Não te mova, te vai sair a agulha —Dane se levanto da cadeira em que estava sentado—.
E te posso assegurar que não é nada agradável que lhe tenham isso que voltar a pôr.

Tess se voltou para lhe ouvir. Estava enjoada, desorientada. , '


__.Estaba escuro —murmuro—. Me perseguiram uns homens e acredito que um deles me
disparo.
__Si, disparo-te —respondo carrancudo—. Eram narcotraficantes. Que ocorreu? Você
safado o tiroteio?
__No —gemeu Tess—. Os vi fechando o trato; a gente entregava a mercadoria e o outro o
dinheiro. Suponho que se assustaram, embora eu não me dava conta de que estavam traficando com
droga até que os vi me perseguindo.
—Viu-os? Presenciou a venda de droga?
—Temo-me que se —assentiu fracamente.
Dane assobio e disse:
—Se lhe viram, e se reconhecerem o edifício...
—Alguém escapo, verdade?
—Se, que te disparo —respondo Dane—. E a polícia não tem provas suficientes para deter
durante muito tempo ao que apanharam. É possível que saia sob fiança. Seu é quão única pode
enviá-lo a prisão.
—Seu compañiero me disparo —assinalou ela—. Mas aos ficavam detido estava ali com o.
Não podem lhe acusar de cumplicidade?
—Possivelmente se, possivelmente não. Nunca se sabe como pensa essa gente —respondo.
Parecia sinceramente preocupado.
—Estou segura de que sabe —murmuro ela adormecida—. Leva anos perseguindo gente
assim...
—Se, se como funciona a mente dos delinqüentes —concedeu Dane—. Mas quando há um
familiar por meio, as coisas trocam —observe o pálido rosto do Tess com os olhos entrecerrados—.
Troca muito.
Tess decidiu que devia estar soando; Dane não podia estar tão preocupado porque lhe
tivessem disparado. Pensar o contrário era ridículo; Tess pensava que Dane não o tênia nenhuma
simpatia, embora se tinha compadecido dela o suficiente para lhe oferecer trabalho em sua agenda
quando o pai do Tess tinha morrido. Dane era o pior inimigo do Tess, assim podia lhe importar o
que lhe acontecesse?
—C6mo te encontra? —pergunto ao Tess.
—Não tão mal como ontem à noite. iQue me têm feito lhe médicos?
—Tiraram-lhe a bala —respondo Dane. Saco uma bala do bolso da camisa e a mostro ao
Tess Calibre 38 —lhe explico—. É uma lembrança. pensei que você gostaria de emoldurá-la.
—Não crie que séria melhor que enmarcaramos ao tipo que me disparo? —pergunto fazendo
uma careta.
—Isso deve fazê-lo-a polícia —Dane arqueio uma sobrancelha.
—Quando poderei ir a casa?
—Quando recuperar as forças. perdeste muito sangue.
—Helen ficará furiosa quando se inteirar —murmuro sonriendo—. Ela é a detetive e me
pegam tiro a mi.
—OH, estou seguro de que ficará verde de inveja —respondo Dane.
aproximo-se da cama e Miro fixamente o rosto do Tess. Permaneceu ali durante muito
tempo.
—Bom, não se preocupe tanto; estou bem —disse dormitada e colina os olhos—. Embora
não se por que ia importar te. Odeia-me.
Imediatamente depois de pronunciar aquelas palavras, dormiu. Dane não respondo, mas
pensou com dor no muito que teria sofrido se Tess tivesse morrido na rua.
aproximo-se da janela e flexiono de novo seus músculos cansados. Não tinha dormido desde
que Tess tinha ingressado no hospital. Durante o tempo que tinha durado a operação tinha estado
passeando nervoso pelos corredores. Tinha sido a noite mas larga de sua vida.
voltou-se de novo para a cama e viu que a jovem estava placidamente dormida. Aquela bata
não favorecia nada ao Tess; a para parecer muito magra. Dane recordou com tristeza a frieza com
que a tinha tratado durante todos esses anos, a hostilidade com a que tinha conseguido converter a
uma jovencita tímida e adorável em uma mulher calada e insegura. Tess lhe tinha devotado seu
amor e o a tinha rechaçado da pior maneira. Não tinha sido por crueldade, mas sim por culpa de um
desejo violento que tinha querido satisfazer da única maneira que sábia fazê-lo... rápida e
grosseiramente. Mas Tess era virgem e o não o sábia. afastou-se dele a tempo de salvar sua
virgindade, mas seu estúpido orgulho lhe tinha impedido ao Dane segui-la e lhe explicar que a
ternura era algo que não estava acostumado a compartilhar com as mulheres. Sua fuga o tinha
destroçado, embora Tess não o sábia.
Dane tinha conseguido ocultar a dor que lhe tinha causado aquela experiência, assim era
lógico que Tess pensasse que a odiava. Até tinha tentado convencer-se a se mesmo de que não lhe
importava que Tess o evitasse, e para salvar seu orgulho, fazia parecer que tinha sido tão brusco
com ela para que lhe deixasse em paz.
Recordou os duros momentos que tinha passado quando lhe tinham costurado a balaços.
Todo mundo lhe tinha abandonado: sua mãe sempre lhe tinha detestado apesar de seus intentos por
guardar as recua. Até o Jane, sua esposa, tinha-lhe abandonado naquela dolorosa circunstância e lhe
tinha pedido o divórcio, depois de lhe haver sido descaradamente infiel. Entretanto, Tess lhe tinha
feito querer voltar a viver, tinha-lhe dado forças para lutar. Tess habia sido a luz que lhe tinha tirado
da escuridão. E o tinha pago seu tenro amor com crueldade, embora lhe doesse recordá-lo. Mas o
que mas lhe doía era que ela podia ter morrido a noite anterior.

Entro nesse momento uma enfermera,y depois examinar ao Tess, comento ao Dane.
—teve sorte, ,;verdade? Uns centímetros mas e a bala a tivesse matado.
Aquele comentário o desarmou. Observe com atenção ao Tess. Se tivesse morrido, teria
ficado sozinho no mundo. Não tênia a ninguém. :
A dureza daquele pensamento lhe fez sair do quarto murmurando uma desculpa à
enfermeira. Caminho pelo comprido corredor e chego ao lugar no que estava estacionado sua
Mercedes. O tinha levado Helen enquanto operavam o Tess. Tênia que chamar o escritório para lhes
contar como se encontrava a garota, mas antes consulto seu relógio. Se, já estariam na agenda.
Passaria pelo escritório antes de ir a seu apartamento. |
Abriu a porta do carro mas não entro. Não podia apartar o olhar do hospital. Tess não tênia a
ninguém.
Suspiro e se meteu no carro, embora não arranco imediatamente. Viu o sangue do Tess na
manga de sua jaqueta. Tess podia ter morrido em seus braços.
Tess tinha sido uma jovencita feliz, vibrante, ansiosa por lhe agradar, evidentemente
apaixonada pelo. Dane fecho os olhos; o tinha matado aqueles sentimentos, tinha-a afastado com
brutalidade de seu lado. Nunca tinha desejado tanto a uma mulher, mas tampouco tinha sabido o
que era a ternura, e isso a tinha aterrorizado. Dane não o tinha feito a propósito, mas possivelmente
de maneira inconsciente desejava afastar a de seu lado antes de convertê-la em sua vida. Um
fracasso matrimonial era suficiente para um homem, disse-se. Recordou com amargura o dia que se
conheceram...
Desde dia em que se conheceram no restaurante, não haviam tornado a ver-se, até que
tinham coincidido em um período de férias. Dane e sua esposa Jane já não se levavam bem. Até a
mãe do Dane, Nita, dizia que tinha visto o Jane com outro homem e, de algum jeito, parecia lhe
alegrar que a esposa do Dane o fora abertamente infiel...
Aqueles dias tinham sido terríveis para o Dane. E o dia que Wyatt Meriwether e Nita
Lassiter tinham comunicado seu compromisso, Dane tinha sido ferido por uns assaltantes que lhe
tinham enviado virtualmente morto ao hospital.
Tess tinha ido ao hospital assim que se inteirou; tinha-a levado seu pai, mas quando viram
que Nita estava em sua casa e que Jane não aparecia por nenhum lado, Wyatt parto.
Tess se tinha ficado no hospital aquela noite. Assim que a enfermeira chefe se inteiro de que
foram ser virtualmente irmãos e de que Dane não tênia a ninguém permitiram ficar com o. Tess
tinha estado a seu lado quando todo mundo tinha abandonado.
—Voltarei a andar? —tinha-lhe perguntado ao Tess assim que recuperação o conhecimento.
—Claro —lhe respondo com um sorriso tenro. Tinha-lhe acariciado a cara e lhe tinha
retirado com imenso carinho uma mecha de cabelo da frente.
—D6nde esta minha mãe? —pergunto-lhe Dane com brutalidade—. D6nde esta Jane? —
como Tess não respondia, tinha insistido furioso—. Se deita com meu companheiro de patrulha.
Há-me isso dito...
Tess lhe tinha cuidadoso assustada e o lhe tinha dirigido um desdenhoso sorriso antes de
voltar a dormir.
Durante as semanas seguintes a vida do Dane troco. Jane tinha ido ver lhe uma vez, para lhe
informar de que tinha pedido o divórcio e para lhe dizer que voltaria a casar-se assim que o
obtivera. Sua mãe também tinha ido ver lhe uma vez, mas assim que se deu conta de que Dane não
ia morrer, foi-se a navegar com o Wyatt.
Tess, furiosa com o resto da família, fala-se dedicado por inteiro à recuperação do Dane.
Era consciente de que Dane a necessitava. Sua mãe e sua mulher lhe tinham abandonado e
para cúmulo de males tinha perdido seu trabalho, pois todos os médicos coincidiam em que
teria que abandoná-lo pelas lesões recebidas nas costas.
Dane se tinha derrubado quando lhe tinham dado a notícia.
—Isso não te vai servir de nada —lhe disse Tess lhe ver tão deprimido. ajoelhou-se ao lado
de cadeira em que Dane estava sentado e lhe tinha pego a mão—. Dane, não pode te dar por
vencido —- havia dito—. Os médicos só hão dito que possivelmente não possa trabalhar, não que
não poderia voltar a fazê-lo Não pode deixar que lhe afundem.
—iQue não posso? Já o têm feito —contested evitando olhá-la—.por que não vai seu
também!!!
—vamos ser irmãos, e quero que ponha bem.
—Não necessito uma hermanita —a Miro.
—Pois a terá embora não queira, quando nossos pais se casem —tinha respondido
contente—. Anda, te anime. É forte. É um guarda-florestal, não o esqueça.
—Era um guarda-florestal.
—Bom, ao princípio não estará em muito boas condições físicas, mas e isso que? Escuta,
Dane sabe fazer muitíssimas coisas. Deus não fecha nenhuma porta sem deixar aberta outra, pode
ser uma oportunidade para trocar de vida.
Dane não tinha respondido imediatamente. Tinha-a cuidadoso com os olhos entrecerrados e
havia dito:
—Não suporto às mulheres.
—Suponho que não. Mas a sua vida não chegou nenhuma só boa mulher.

__Me case com o Jane para chatear a minha mãe. Não que não a quisesse, ela estava
disposta a casar-se e ter filhos. Isso era quão único desejava —tinha deixado o olhar. A lembrança
de seu abandono o estabamatando—. Vete, Tess. Vete a jogar à enfermeira a outro lado.
__No posso —Tess se encolheu de ombros—. Alguém tem que te obrigar a deixar de
autocompadecerte.
—Maldição! —estalo o.
Tinha-lhe dirigido um olhar ameaçador, mas ela não se deixou intimidar. Ao fim e ao cabo,
era a primeira vez que Dane reagia desde que lhe haviam dito que não poderia voltar a trabalhar.
—Assim esta melhor —lhe disse—.Gosta de uma taça de café?
Dane tinha duvidado um momento antes de ceder à necessidade de sentir-se atendido par
alguém. Tinha assentido e ato seguido Tess habia ido correndo para lhe buscar um cafe. Dane a
tinha cuidadoso sentido saudades. Nunca lhe tinha tratado assim nenhuma mulher e lhe resulta-ba
estranho ter a alguém que o cuidasse. Tess não se parecia com sua mãe, e, é obvio, tampouco ao
Jane. Começava a ser parte importante de sua vida, e não só pelo carinho que lhe professava.
Desejava ao Tess com uma força que nunca havia sentido. Excitava-lhe como Jane nunca o tinha
feito e isso, tinha pensado, poderia lhe conduzir problemas no futuro. Ela sozinho tênia dezenove
anos, embora já tivesse alguma experiência, como qualquer garota moderna. Dane tinha fechado os
olhos e tinha decidido deixar esse problema para quando lhe apresentasse.
Tinha começado a pensar no que lhe havia dito sobre a possibilidade de iniciar uma nova
vida e tinha sorrido ao dar-se conta de que começavam a bulir mil idéias em sua mente.
Passaram os dias e Tess não deixava passar um só dia sem ir ver o Dane a seu apartamento.
Dane tinha aceito sua presença e ao final tinha baixado o guarda. Naquela época tinham chegado a
estar muito unidos, apesar dos esforços que tênia que fazer Dane para reprimir seu desejo pelo
Tess.
Entretanto, aquela atração tinha começado a minar lentamente seus esforços por ser
carinhoso com ela. E uma segunda-feira pela manhã a tinha recebido especialmente irritado.
—Sua outra vez? Que diabos quer? —pergunto-lhe com frieza.
Tess, que já estava acostumada a seus estalos, tinha-lhe sorrido e tinha respondido:
—Só quero que ponha bem.
—Vete —lhe tinha respondido—. Não te faz tarde para ir a classe?
—Já não tenho que ir a classe. Além disso, estamos no verão.
—Então consegue um trabalho.
—Estou fazendo um curso de secretariado pelas noites.
—E trabalha de dia?
—Algo assim.
—AIgo assim? —Dane tinha escondido o rosto no travesseiro.
—Meu pai pensa que já tenho trabalho suficiente te ajudando —respondo sorridente.
O que não lhe tinha respondido tinha sido o desinteresse de seu pai ao dizer isso. Nita só
tinha ido ver seu filho uma vez, e tinha estado com o menos de cinco minutos. Mas Tess lhe
adorava. Tinha emagrecido e tinha tentado cuidar mas seu aspecto para que Dane se fixasse nela.
Não o tinha conseguido, mas esperava que com o tempo...
—É psiquiatra ou fisioterapeuta? —pergunto-lhe sarcástico.
Ferida, Tess tinha pego sua bolsa e se pôs de pé.
—Meu pai vai casar se com sua mãe e quando isso aconteça, seu será meu irmão maior.
Tenho que te cuidar.
—Não necessito que ninguém me cuide —lhe respondo Dane. r
__Oh, eu acredito que se —respondeu contente. Tinha cuidadoso as cicatrizes que apareciam
pela manga de seu sudadera. as das costas eram piores, embora Dane não sábia que Tess as tinha
visto—. Deve te doer —tinha acrescentado com suavidade—. Sinto muito que lhe tenham ferido,
Richard.
—Dane —a tinha corrigido—. Ninguém me chama Richard.
—Esta bem.
—E não necessito que uma garotinha me cuide.
—Por que sua mãe não vem a verte mas? —tinha perguntado com curiosidade.
—Porque odiava a meu pai —tinha respondido, desviando o olhar—. E eu me pareço com o.
—Ah —Tess se aproximou então ao?—. E você não gostaria de formar parte de uma
família? —tinha-lhe perguntado com mas ansiedade da que pretendia—. Eu sozinho tive a minha
avó, de verdade, e me teve com ela simplesmente porque não pôde evitá-lo. Minha mãe morreu
quando eu era uma menina, e meu pai... —encolheu-se de ombros—. Meu pai nunca foi homem de
família, assim não tenho a ninguém. Y... sinto muito... mas parece que seu tampouco tem a ninguém
—tinha posto os braços em jarras—Podemos ser um a família do outro.
—Não quero ter uma família. E menos se seu tiver que ser meu único parente!
—Eu poderia me acostumar a ti —tinha respondido Tess, sonriendo para ocultar a dor que
lhe tinham produzido as palavras do Dane. Compreendia que não a quisesse. Ao fim e ao cabo,
ninguém a tinha querido nunca.
Desde aquele dia, Dane tinha decidido ignorá-la. Tess continuava indo ver lhe diariamente;
levava-lhe livros, cintas. Cozinhava para o e se sentava a seu lado para conversar, para discutir, para
animá-lo a sej adiante, e apesar da hostilidade e falta de animação Dane, tinha começado a
apaixonar-se pelo.
Tess não era consciente de que seu amor pelo era tão óbvio. Era impossível que Dane não
notasse seus sentimentos, observava-lhe com um olhar radiante.
Tampouco era consciente de que Dane, apesar de sua própria vontade também estava
começando a apaixonar-se por ela. Se habia acostumado a ela, desfrutava com sua presença,
desejava-a. Tess era muito diferente às mulheres que tinha conhecido; era adorável, carinhosa e
havia nela uma estranha espécie de vulnerabilidade. Adorava que o mimasse... e tinha começado a
desejar sua companhia.
E tinha chegado um momento no que tinha começado a lhe incomodar quanto o atraía.
Temia um compromisso; aterrava-lhe depois de seu desastroso matrimônio. Embora se tinha casado
com o Jane para incomodar a sua mãe, havia-se sentido atraído por aquela mulher que tinha fingido
lhe amar. Mas Jane não tinha demorado para lhe ser infiel com seu colega de trabalho. Dane sábia
que o tinha enganado por vingança e por isso o tinha ferido mas que o tiroteio. E Tess também era
uma mulher, o que queria dizer que podia lhe fazer muito dano.
Aquelas dúvidas tinham dado lugar a um insuportável mau humor. Afastava ao Tess de seu
lado cada vez que tênia uma oportunidade, mas aquela garota era tão obstinada que não queria
acreditar que o em realidade não queria que fora a lhe ver.
Dane se tinha recuperado antes do que tinham prognosticado os médicos. E com a boa saúde
tinha obrado uma virilidade que respondia com resultados devastadores a femineidad do Tess...
Um bom dia, Tess tinha chegado ao apartamento à hora do almoço, llevava um bolo e o
ensino com um sorriso ingênuo. Dane vestia calças e ia descalço, acabava de terminar de fazer sua
ginástica diária. Coxeava um pouco, mas podia caminhar e estava decidido a andar sem voltar a
coxear. Mas Tess parecia lhe roubar todas suas forças.
Desejava-a com uma irrefreável paixão. Para muito tempo que não estava com uma mulher e
necessitava uma; e Tess o tentava mas lá de suas forças.
Tess não tinha notado o olhar calculadora que Dane lhe tinha dirigido porque tampouco
tinha advertido o desejo que se refletia em seus olhos negros.
—O que é isso? —tinha-lhe perguntado, e se tinha aproximado dela.
—Só um bolo —tinha respondido Tess sem fôlego; tinha desviado o olhar ao dar-se conta
do im-pactuo devastador que a cercania do Dane exercia sobre ela. Adorava-o—. pensei que
gostaria de algo doce. Como te encontra? Tem muito melhor aspecto.
Dane nunca tinha pensado no amor, se não teria previsto o que tinha acontecido a seguir.
Seu único propósito nesse momento era mitigar o desejo que lhe devorava.
—Esta bem, gosta de algo doce —lhe tinha respondido abandonando-a contra o móvel da
cozinha e inclinando-se sobre ela—. E a ti também deve gostar de. Por sua forma de me olhar, teria
tido que ser cego para não me dar conta do que sente por mi. É isto o que quer, Tess? —tinha
perguntado pressionando com descaramento seus quadris contra as dela para fazê-la consciente da
força de seu desejo. Tess se tinha ruborizado, mas Dane não se deu conta, solo estava pendente dos
lábios entreabiertos da garota—. Deus sabe quanto te desejo!
Tess não tinha podido pensar em nada, a surpresa que sentia era igual a seu medo. antes de
que pudesse protestar Dane a tinha beijado, tinha metido a língua na boca do Tess com uma luxúria
tão evidente que até uma jovem sem experiência como ela teria adivinhado suas intenções.
Ao Tess solo a tinham beijado uma ou duas vezes, meninos conscientes de sua inocência,
mas Dane a estava submetendo a um abraço ao que solo podia responde uma mulher
experimentada, e isso a tinha assustado
Tess se tinha erguido e tinha empurrado com força ao Dane, que, incapaz de pensar com
prudência, tinha posado a mão em um seio da jovem e se aberto passo com uma perna entre as dela
em um movimento tão explicito que Tess lhe tinha cuidadoso aterrada.
—jDane... não! —tinha gritado.
—Se—tinha ofegado o—. jOh, Deus, se...! Me deseas,no, neném? —tinha perguntado e
depois a tinha beijado na boca com ardor—. Não é assim? E aqui mesmo.
Tess estava tão assustada que não tinha sido capaz de responder.
—Aqui. Aqui mesmo, de pé —habia dito Dane j tremendo. Acariciava-a como se somente o
impor- j tara satisfazer seu desejo.
E então, respirando com dificuldade, Dane a tinha feito tombar-se no chão. Seus olhos
negros relampejavam; estremecia-se de desejo enquanto a beijava. Em sua paixão não habia ningun
lugar para a ternura—. Não, ainda não estou de tudo bem —tinha murmurado—. Vamos à cama.
Tess tinha compreendido então que aquela era sua única oportunidade de afastar-se, asi que
se escapou como tinha podido daquele abraço. Seu medo tão evidente que ao final, e apesar de sua
excitação, não a tinha aturdido. Tess se tinha afastado do soluçando.
__Te afaste... por mim! —tinha gritado quando Dane
tinha tentado aproximar-se outra vez a ela com os olhos carregados de desejo—. me Deixe
em paz!
Ao fim Dane tinha compreendido que Tess o tênia medo. Tinha estado tão imerso em seu
próprio desejo que não tinha sido consciente do medo da jovem até que o tinha visto refletido em
seus olhos. Pela primeira vez se deu conta de que tinha perdido o controle. Tinha tentado
tranqüilizar-se e lhe tinha dirigido um olhar hostil.
__Esto é o que me estiveste pedindo —lhe havia dito bruscamente enquanto tentava
recuperar a calma.
—jNo! —tinha gritado ela.
—Deseja-me —tinha insistido o—. ^Por que se não, estiveste vindo para ver-me durante
todo este tempo.
—Porque te amo —tinha respondido Tess com um soluço.
—me amar! —tinha-lhe dirigido um olhar ardente—. Bom, se me ama vêem aqui me
Demonstre isso pequena —tinha acrescentado com um sorriso zombador para dissimular sua
frustração.
Ao Tess lhe tinha paralisado o coração. Tinha-lhe cuidadoso angustiada.
—Não posso —tinha murmurado—. Me tem feito muito dano!
Aquele rechaço lhe tinha enfurecido. Era como Jane, que detestava sua forma de fazer o
amor, que o atormentava com seu sarcasmo.
—Não? —tinha-lhe perguntado com frieza—. Então se não querer te deitar comigo, vete.
Quão único quero ter contigo é sexo. Deus —tinha grunhido ao vê-la retroceder—, por que não quer
te deitar comigo? Seguro que houve outros...!
Tess tinha aberto os olhos de par em par e se hab ruborizado com violência, tremia. Então,
muito tarde, Dane tinha compreendido que não tinha havido nenhum outro homem, que essa era a
razão que Tess tivesse sido tão confiada e ingênua com o
—Tess —lhe tinha perguntado horrorizado—é virgem?
Tess tinha estado a ponto de deprimir-se ao ver a expressão do Dane. depois daquilo não
voltaria para lhe olhar à cara. Tinha pego sua bolsa e tinha saído correndo do apartamento, Dane
não tinha feito nada por detê-la. Tampouco a tinha chamado depois para desculpar-se... havia-se
dito a se mesmo que era a única solução possível, deixar que pensasse que tinha feito tudo a
propósito. Tess o para sentir culpado. E o não tênia nada que lhe oferecer. Tinha voltado para sua
habitação sentindo-se extrañamente vazia. voltaria a confiar em nenhuma mulher enquanto vivesse.
Solo esperava não haver feito ao Tess nenhum dano irreparável.
Até havia tentando considerá-lo como um fim afortunado. Ao final, sua fingida indiferença e
hostil dado tinham acabado com a espontaneidade do Tess e tinham convertido em uma jovem
tímida e calada.
depois da morte do pai do Tess, Dane lhe tinha devotado trabalho como secretária. Ela não
tênia a ninguém, assim que se viu obrigada a aceitar sua ajuda. Aquele acerto tinha funcionado bem,
embora solo quando a para zangar podia reconhecer Dane ela à antiga Tess. Possivelmente por isso
continuava provocando-a...
Zangado, pôs em marcha o carro e conduziu até a agenda; todo mundo esperava notícia do
Tess. não devia haver-se surpreso, disse-se. Tess era adorável com todos os que a rodeavam.
i
—ficará bem? —pergunto Helen preocupada
—Esta bem —lhes asseguro Dane—. Ainda esta atordoada pela anestesia, mas não terá
maiores conseqüências. vai se recuperar.
__Cuando lhe dão de alta? —insistiu Helen—. Pode ficar comigo. Necessita que alguém a
cuide.
__Vendrá comigo —respondo Dane, surpreendendo-os a todos, incluindo o mesmo—. A
levar a rancho Jose e Bery podem cuidá-la. Temos quem a supra durante as próximas duas
semanas? —pergunto a Helen.
---Se, já não demorasse para chegar. É uma boa datilógrafa, e na agenda asseguram que
também é bastante discreta.
__Perfecto —respondo Dane olhando sem querer o escritório onde se sentava Tess. Doeu-
lhe vê-lo vazio.
—Quer olhar em sua agenda que há pendiente?__pregunto molesto a Helen—, Nem sequer
se o que tenho para hoje.
—Tem um almoço com o Harvey Barret —lhe recordou—. Para o do caso da extorsão. Pela
tarde tem que ver o matrimônio Allison, que quer que localize a sua filha, e por ultimo, falar com o
homem que quer que vigie a sua esposa.
—E esta manhã?
—Nada urgente —respondo Helen.
—Bom. Vou ao apartamento a me trocar e depois estarei no hospital até a hora do almoço.
—Acreditava que havia dito que esta bem —repôs Helen preocupada.
Dane respondo na porta:
—Se surgir algo importante, pode me localizar no hospital —e lhe deu o numero da
habitação do Tess.
—Esta bem, chefe. lhe diga que a sentimos falta de.
Dane assentiu. O tampouco podia deixar de pensar no Tess.

Capitulo Dois

Tess gemeu dormida. Estava sonhando, e certamente com o Dane. A pesar do dano que lhe
tinha feito sempre sonhava com o.
Despertou um ruído. Abriu os olhos e viu dá sentado perto de sua cama.
—Que faz aqui? —pergunto ficando rígida—. Deveria estar trabalhando.
—Estou trabalhando —respondo—. te Cuidando.
Aquelas palavras fizeram que fossem à mente do Tess lembranças muito dolorosas. Colina
os olhos um acesso de dor e respondo.
—For favor, vete.
Dane sob o olhar. A angústia refletida em rosto do Tess o incomodava. —Solo tem a mi.
Isso era certo. A avó do Tess tinha morrido por volta de um ano. O Miro, mas sua expressão
vazia não refletia nenhum sentimento.
—Só é meu chefe, Dane —lhe disse com calma—. Isso não quer dizer que tenha que me
cuidar.
—Olhe —lhe disse inclinando-se para ela—, nunca lhe perguntei isso e possivelmente
deveria havê-lo feito. Fiz-te muito dano aquele dia?
—Não se de que me estas falando —desviou o olhar.
—Não? —riu brusco—. Levamos três ânus arrastando esse desagradável episódio; ainda não
fui capaz de me aproximar de ti para te pedir perdão.
—E que mas te dá? —respondo ela—. Queria me afastar de sua vida, e o conseguiste. jNo
me aproximaria de ti nem por todo o ouro do mundo'.
__Ni a meu nem a nenhum outro homem —respondo o. Tess apertou a savana contra seu
peito.
__-Não tem nada melhor que fazer que me provocar?
_Voy a te levar a rancho.
Tess empalideceu e se sentou na cama assustada.
—jDios, não! —disse é1—. |No ponha assim!
__No —murmuro ela. Tremia-lhe a mão—. Não penso ir contigo. Não quero estar em sua
casa. JNo quero!
Dane fecho os olhos. Não podia suportar que ficasse assim; ficou de pé e se aproximo da
janela, acendeu um cigarro e Miro para fora.
__No sábia que foi virgem —respondo cortante—.
Não me dava conta até que não te vi completamente aterrorizada. Crie que não se por que
não sai com nenhum homem? —voltou-se e a Miro aos olhos—. Crie que não me importa o que te
fiz?
Tess sob o olhar até sua mão tremente.
—Foi faz tanto tempo...
—Podia ter sido ontem —respondo Dane—. Deus, deixa de me afastar de seu lado!
—Eu? —Tess se ruborizo. Dane se aproximo outra vez à cama—. Tess, se que me teme, é
evidente. Mas não vou fazer te danifico. Solo quero te levar a um lugar no que possam te cuidar até
que lhe possa arrumar isso sozinha. Embora eu não fique no rancho, pode te atender Beryl.
—Não conheço o Beryl. Ademas, posso ficar com a Helen...
—Olhe, quando Helen não esta trabalhando, esta em classe de balé, e se tiver algum tempo
livre, passa-o com seu amigo Harold. ofereceu-se a te cuidar com a melhor das intenções, mas teria
que passar todo o dia sozinha.
—Não me importa.
—Escuta —Dane se aproximo mas à cama e viu que Tess se esticava—. presenciaste uma
entrega de cocaína. Terá que fazer declarações à polícia. Os policiais não viram o que você,
entende-me? É a única que o viu, e como um dos traficantes anda solto, neste momento já deve
saber quem é. Compreende agora em que situação te encontra?
—Não pode estar falando a sério.
—jClaro que estou falando a sério! Vi centenas de casos iguais durante quase dez ânus, e se
perfeitamente o que vai passar. Não estará a salvo até que agarrem ao outro homem e o tenham
atrás das grades. Quero que esteja perto por mim, quero te cuidar. Quando eu não este em casa,
poderá te cuidar meu administrador. É um homem forte e sabe dirigir um revolver quase tão bem
como eu mesmo.
Tess escondeu o rosto entre as mãos. Era uma agonia ter que acessar ao que lhe pedia.
Quase desejo ficar a mercê daqueles traficantes.
—Pode me odiar tudo o que queira —continuou Dane—, mas virá comigo. Não quero que
arrisque sua vida.
—Não acredito que isso seja arriscar muito —murmuro com tristeza—. Trabalhar e ver a
televisão não é grande coisa.
—Tem veintidos anos. É muito jovem para falar com tanto cinismo.
—Bom, aprendi-o que um perito —disse levantando o olhar—. Seu me ensinou.
Sua expressão incomodo ao Dane, que respondo bruscamente:
—Nunca tinha tido a ninguém a meu lado. Meu pai me abandono quando era um menino.
Eu o adorava, mas minha mãe o odiava e odiava a meu porque me parecia com o. Jane dizia que me
amava quando nos casamos, mas me abandono sem olhares —se in-linho para ela, seus olhos eram
como carvões Seu encendidos__ queria me amar mas não lhe permiti isso Te feri, fiz que me
temesse. Ainda não o compreende Tess? jNo se o que é o amor!
__No é necessário que me considere uma amenaza__contesto Tess desafiante—. Deixe de
sê-lo faz anos.
—Se, o se.
__No te amo —Tess evito olhá-lo aos olhos—.
Estava apaixonada por ti, suponho que era um sentimento lógico, mas me demonstrou que
'estava equivocada.
Dane lhe acaricio a bochecha e quando a jovem intento voltar a cabeça o impediu. A Miro
intensamente aos olhos e disse:
—Dobro razão para que não volte a te tocar.
—Podia me haver forçado.
Dane esboço uma careta e quis negá-lo, mas não pôde, assim respondo com amargura.
—Não o entende.
—O! que? —murmuro Tess olhando-o como se de verdade não entendesse nada.
—Sua é virgem —respondo sem atrever-se a olhar-a—. Mas eu não, eu tinha estado com
muitas mulheres. E seu foi tão doce, tão adorável, e te desejava tanto que não... pude me conter.
A mente do Tess ficou rapidamente em funcionamento. Às vezes os homens podiam ser
muito vulneráveis. Tinha tentado negá-lo durante anos, mas uma parte dela sempre tinha sabido
quanto a necessitava Dane aquele dia.
—Assustou-me muitíssimo —riu nervosa—. Cada vez que saía com algum homem temia
que me fizesse o mesmo, assim ao final decidi não voltar a tentá-lo.
—Não me surpreende —replico Dane—. Para meu tampouco foi fácil. Não pode imaginar o
mal que me sinto quando vejo que te retrai cada vez que me aproximo de ti.
—Já aconteceu muito tempo, ;não? Suponho que terminar superando-o.
—Tess —observe seus doces olhos cinzas—é sozinho medo o que sente quando estas perto
por mim? —olhava sua boca entreabierta e lhe acaricio com doçura o lábio inferior fazendo-a
conter o fôlego—. Ou há algo mas?
Tess aparto o rosto para livrar-se daquela carícia. O coração lhe pulsava violentamente.
Dane se obrigou a olhá-la aos olhos, deu-se conta de que a jovem respirava com dificuldade.
Asi que não sozinho, tênia medo. Algo dentro do se removeu ao dar-se conta de que Tess estava
tentando ocultar o que a tinha feito sentir com aquela sensual carícia. Era surpreendente que a seus
trinta e quatro anos Dane nunca tivesse desejado acariciar daquela maneira a boca de nenhuma
mulher.
—Não —respondo como para se mesmo—. For um sentimento um pouco mas complicado
que o medo, verdade?
—Dane...
—O medico diz que poderá ir mañaana, mas até então haverá um policial na porta. Esta aí
desde ontem, e aí ficasse até que saigas daqui —Tess o Miro nervosa—. Me faz desejar ser tenro.
Isso já é um bom princípio — acrescentou com calma e a observe com ar pensativo—. Ao melhor
se o tentar, consigo que deseje que te acaricie.
—Não —respondo. Um calafrio lhe percorreu as costas—. Não penso deixar que me toque.
Lembrança perfeitamente o que me fez a ultima vez que me acariciou!
—Nunca tinha estado com uma virgem, pequena —respondo em voz baixa e profunda—. E
tampouco fui um homem com tendência à ternura, mas em ti vislumbro sentimentos que me fazem
reconsiderar meu comportamento.
__No quero falar disso, Dane —respondo ela baixando o olhar.
Dane procuro as palavras adequadas para responder: __Todavía não te deste conta de que se
um homem estivesse apaixonado por ti tentaria ser tenro contigo?
.__E seu como sabe? —pergunto com amargo cinismo e o Miro—. Acreditava que te
importava —pensava que, pelo menos, você gostava, mas me assustou tanto que não quero voltar a
ser uma ameaça para sua intimidade. Meu pai tampouco me queria, deixo-me com minha avó
porque não me queria —se estremeceu—. Ninguém me quis nunca... —recostou-se no travesseiro—
. Por favor, Dane, vete. Estou muito cão-sada para seguir falando.
Por que não se deu conta do só que se sentia Tess?, pergunto-se Dane desesperado. depois
de todos aqueles anos, seguia sem saber quase nada dela. Claro, sábia que se havia sentido
rechaçada quando seu pai a tinha deixado aos cuidados de sua avó. E também quando a tinha
afastado definitivamente de sua vida para casar-se com sua mãe. Tess desejava ter a alguém a quem
amar, mas tinha tido a má sorte de encontrar a um homem que não sábia o que era o amor, que em
sua vida só tinha conhecido o rechaço, um homem com um matrimônio fracassado e um corpo
cheio de cicatrizes.
Dane fez uma careta ao ver a expressão do Tess. sentia-se responsável pela angústia da
garota. Em certo modo, o tinha contribuído a fazer do Tess o que nesse momento era.
—Você gosta dos cavalos?
—Dão-me medo.
—Isso é porque não sabe nada de cavalos. Quando estiver no rancho te ensinar a montar.
—Não me faça isto —lhe disse olhando-o aos olhos—. Por favor, não necessito que me
compadeça.
Dane abriu a boca para protestar, mas a colina porque não estava seguro do que devia dizer.
limito-se a suspirar e disse:
—Virei amanhã para te buscar. Tenta descansar.
Tess assentiu. Colina os olhos e decidiu que Dane não voltaria a tê-la a sua mercê. (Richard
Dane não ia voltar a lhe fazer danifico)

Capitulo Três

O rancho do Dane era um rancho boiadeiro, no que além do José Domínguez e Hardy,
domador de cavalos e cozinheiro respectivamente, trabalhavam Dão, administrador e marido do
Beryl e outros doze peões.
Tess não queria que Dane a levasse a seu rancho, mas não tênia força suficientes para opor-
se. Dane tinha pago os gastos do hospital e assim que lhe tinham dado de alta, dirigiram-se para o
Branntville.
Não gostava da idéia de passar vários dias em companhia do Dane, que além se estava
comportando de uma forma muito estranha pondo-a mas nervosa que de costume.
Dane nunca tinha sido um grande conversador, solo falava quando tênia que fazê-lo por
motivos de tra-baixo, asi que a viagem o fizeram em silêncio. Tess meu-raba pela janela do carro
preocupada com a dor que todavia sentia no braço.
—Esse é seu rancho? —pergunto quando chegaram aos subúrbios do Branntville. Miro a
cerca em que havia um letreiro com uma espora.
—Não, este não é o meu. Penetre Everett e esta espora são famosos em todo o estado.
Penetre caso com sua meio-irmã, Heather Shaw e tiveram três filhos que agora são já adolescentes.
—É um rancho muito grande, verdade?
—Se.
—Este é o Brannt Ranch? - chama-se assim pelas pessoas que vivem aqui?
Dane assentiu e assinalo a casa.
—King Brannt é o dono daquela casa. É todo um personagem —murmuro Dane—. O impõe
as regras em qualquer lugar que se encontra. Esta casado com uma garota muito atrativa, filha de
uma atriz muito famosa. E faria algo por ela.
—E ela vive no rancho? —pergunto Tess com curiosidade.
—adaptou-se perfeitamente. Como vê, o matrimônio não sempre é o final da felicidade —
concluo com amargura.
—Suponho que deve haver certa afinidade, não? —pergunto com ar ausente. necessita-se
algo mas que atração física para que duas pessoas eram felizes em seu matrimônio.
—Como que? —pergunto-lhe Dane.
—-Respeito —respondo—. Interesses compartilhados, educação similar... coisas assim
—E sexo? ,
—Suponho que se querem ter filhos... —respondo nervosa
—Não sempre é possível ter filhos —repôs Dane com expressão sombria.
—Suponho que não —sob o olhar—. É possível que haja gente a que não lhe interesse o
sexo.
—Tess —pergunto Dane muito sério—, seu não tem nem a menor ideia de sexo, verdade?
—Não—se ruborizo.
Dane a percorreu com o olhar. Tess não sabia nada sobre relações homem-mulher. O era o
culpado por havê-la ferido e assustado aos dezenove ânus e nesse momento desejo que tudo tivesse
sido diferente. Se o pudesse aprender a ser tenro, séria maravilhoso deitar-se com ela, compartilhar
a beleza de uma união completa com ela. excitou-se ao imaginar-se convexo ao do Tess. Tinha
desperdiçado uma oportunidade irrepetível. Era irônico que tivesse recuperado a prudência graças a
um disparo, quando um disparo lhe tinha roubado antes a prudência.
Esta __Aquí o rancho —estavam passando entre dois aliás de arame de puas detrás das quais
pastava ganho—• Compartilho um semental Santa Gertrudis com o rancho Grande Espora —lhe
explico—. Embora logo teremos que substitui-lo, pois já minou a muitas vacas.
—Não entendo.
__Te interessa o trabalho do rancho? —pergunto Dane de repente.
—Bom, não se muito disto, e suponho que é muito complicado, não?
—Não é tão difícil como parece. |Ah! E tem que aprender a montar.
—Suponho que poderei... aprender —respondo duvidosa.
Chegaram então a uma preciosa casa de madeira, em cujos jardins floresciam flores
maravilhosas.
—É preciosa! —exclamo Tess.
—Era de meu avô —lhe explico Dane com orgulho—. A herde quando morreu
—OH, é preciosa —repetiu sem fôlego—. ;E quantas flores! |Esto deve estar incrível na
primavera!
—As flores são a contribuição do Beryl para embelezar o entorno. Há magnólias, azaleas e
camélias. Se te interessar, ela pode te ensinar todas as variedades que florescem aqui,
—eu adoro a jardinagem —confesso Tess—. Nunca tive oportunidade de me dedicar a isso,
mas estava acostumado a arrumar o jardim da casa de minha avó.
Dane apago o motor e a Miro antes de dizer em tom suave e profundo.
—Não te conheço. Não se nada de ti, Tess.
-- E para que quer sabê-lo? —respondo—. Olhe, essa é Beryl? —assinalo a uma mulher
baixa de cabelo grisalho que acabava de sair ao alpendre. —Se, é Beryl.
—Faz muito que não vênias! —disse Beryl—. E como de costume, chega tarde. Esta é Tess?
—deteve-se ante ela e a percorreu com o olhar—. Magro e doente, verdade? Eu me encarregar de
cuidá-la. Como esta esse braço? —pergunto-lhe com amabilidade—.Todavia te dói?
—Já esta melhor —respondeu Tess risonha. —Se quereís seguir falando, será melhor que o
faça em casa —repôs Dane—. Tess não deveria estar aqui fora frio que faz.
—Não faz tão frio —respondo Beryl—. Céus, se dentro disto mês estará cheio de flores!
Tess se imagine o jardim cheio de flores, mas imediatamente se disse que para então já não
estaria ali, de repente, Dane lhe rodeio os ombros com o braço e a conduziu à casa. A jovem se
tenso.
—Não te assuste —lhe disse Dane assim que Beryl se adianto para lhe mostrar sua
habitação—. Não vou fazer te danifico.
—Dane... —interrompeu-se. Não sábia que dizer. —te tranqüilize, quer? Estas rodeada de
amigos.
—Seu nunca foste meu amigo —respondo muito tensa.
—Tenho trinta e quatro ânus —lhe respondo enquanto caminhavam pelo corredor—.
Possivelmente este cansado de estar sozinho. Uma vez disse que nem seu nem eu tínhamos a
ninguém neste mundo.
—E seu respondeu que não necessitava a ninguém.
—Fui polícia durante quatorze ânus —se encolheu de ombros—. Isso te faz ver as coisas de
uma forma especial —a menção de seu trabalho a incomodo. Não gostava de pensar em quão
narcotraficantes havia nem recordar que ela habia sido a unica testemunha d^una entrega de
drogas—. Que te passa, Tess?
_—Estava pensando na noite que me dispararam -confesso—. Nesses homens...
__Aquí estas a salvo —lhe respondo Dane—. Ninguém vai fazer te danifico.
—Não, claro que não —forçou um sorriso.
Beryl a ajudo a colocar suas coisas enquanto Dane saía a revisar o gado que acabava de
chegar. Demoro várias horas em voltar e quando o fez, Tess quase não podia acreditar o que tênia
ante seus olhos.
Dane se habia posto uma camisa vaqueira azul de manga larga, umas calças de veludo cotelê
e um cinturão com uma fivela de prata. Calçava botas negras com esporas e um chapéu Stetson,
bastante maltratado. Tess o Miro com curiosidade. Nunca o tinha visto vestido dessa forma.
—Parece que te acaba de cair em um arbusto —comento Beryl fazendo uma careta.
—Não anda muito equivocada —respondo o—. tivemos que perseguir umas vacas entre uns
arbustos, e já sabe que este não é trabalho para novatos. Já te instalaste? —pergunto ao Tess.
Tess assentiu.
—Bom —arqueamento uma sobrancelha sentido saudades—, a que se deve essa expressão?
—Estas diferente —respondo tratando de encontrar a palavra correta para descrevê-lo.
—Aqui nunca me visto de traje —respondo com Este careta é meu lar.
Tess desviou o olhar. Seu lar. Ela tênia um apartamento, mas nunca tinha tido um lugar ao
que pudesse considerar seu lar. A casa de sua avó era grande e elegante, mas intocável. Nela sempre
se havia sentido como uma convidada.
—Que vamos comer? —pergunto- Dane ao Beryl incomodamente consciente da aparente
indiferença do Tess para o.
—Carne assada —respondo Beryl—. E batatas. Que outra coisa poderia comer aqui?
—Parece-me perfeito. vou banhar me.
Tess o observe partir enquanto recordava o dia que Dane a tinha curado de sua adoração
para o. Naquela época, precisava lhe amar desesperadamente, mas o não o tinha permitido. E depois
de todo o passado Dane parecia decidido a fazer as pazes, não se dava conta que já era muito tarde
para isso.
Beryl a Miro com curiosidade e disse de repente com expressão de incredulidade:
—Tem-lhe medo. Mas, querida, se não ser capaz de fazer mal nem a uma mosca!
Possivelmente não, pensou Tess, mas a tinha ferido como ninguém o tinha feito nunca.
—Meu pai nunca gosta de muito. Nem eu. foi muito amável comigo desde que me
dispararam, mas a verdade é que preferiria estar longe do. *
—Isso é ridículo —insistiu Beryl—. É brusco, se, e tem um caráter forte, mas é um bom
homem. Conheço-o desde que nasceu. Dane era um menino muito doce até que seu pai o abandono
e sua mãe o culpo ao por esse abandono. Eu passava com o todo o tempo que podia, mas sentia falta
da sua mãe.
—Eu tampouco pude contar com meu pai —confesso Tess.
—Vê? Já têm algo em comum.
—Se. Os dois somos seres humanos.
Assim que Tess se acostumo a sua nova vida, encontrou-a fascinante. Insistia em ajudar ao
Beryl em tudo o que podia, e quando esta protestava, tranqüilizava-a lhe dizendo que o medico lhe
tinha aconselhado que movesse o braço embora lhe doesse um pouco.
Apesar do bem que se encontrava no rancho, mantinha a uma cuidadosa distância do Dane,
para desgosto deste. Sempre encontrava algum pretexto ara sair de uma habitação assim que o
entrava. Entretanto, Tess tênia que reconhecer que Dane no rancho estava em seu elemento e não
tênia nada que ver com o Dane ao que tratava no escritório. Tess tênia problemas para acostumar-se
a esse novo Dane.
Ali, longe do mundo, Dane estava mas tranqüilo e tinha baixado o guarda. Coxeava um
pouco pelo duro trabalho do rancho, mas estava de melhor humor que no escritório. Não parecia
estar tão distante. Aquela mudança de atitude a punha muito nervosa pois a para sentir-se
especialmente vulnerável. Incomodava-lhe estar a mercê do Dane... que, por sua parte, assim que
notava que Tess lhe evitava, impacientava-se.
Um bom dia, foi procurar a quando ela estava ajudando a dar de comer a um bezerro.
Assim que lhe viu, Tess soube que estava zangado. O brilho de seus olhos negros era
inconfundível.
—Deixa de me evitar —disse Dane em tom lhe intimidem sem mas preâmbulo.
Tess o Miro nervosa. Ia vestida com uma calça e uma jaqueta vaqueira e se recolheu o
cabelo em um acréscimo. Dane pensou que estava preciosa.
—Estou dando de comer ao bezerro... —respondo hesitante assinalando a garrafa que
sustentava no focinho do bezerro.
—Não refiro a isso e sabe —Dane se Quito o chapéu e se ajoelho a seu lado. Olhava-a
fixamente aos olhos, como se precisasse averiguar que se escondia detrás do olhar do Tess—. tratei
que te dizer que sinto o que ocorreu aquele dia —disse bruscamente. Tess se ruborizo. O coração
lhe pulsava apressada-mente e não se atrevia a analisar por que—, Acreditava que tenha mas
experiência, se não te teria pressionado tanto.
—Isso já me há isso dito —respondo ela.
—Mas não parece te importar—-se passado uma mão pelo cabelo—. saíste com outros
homens. Agora já deve saber que as relações entre um homem e uma mulher podem ser muito
bruscas.
Tess não respondo.
— 0Sabe? —agarro-a pelo queixo e a obrigue a olhá-lo—. me Diga isso
—Não houve... ninguém —respondo em um sussurro. Dane troco completamente de
expressão. Fruncio ligeiramente o janto, Miro a boca entreabierta do Tess e depois a Miro aos
olhos.
—Tão profundas som as feridas que te fiz? —pergunto tranqüilo.
—São muito profundas —suspiro—. Dane, tenho que terminar de lhe dar o leite ao bezerro.
Dane a soltou, mas não deixo de olhá-la. Punha-lhe nervoso que Tess reagisse daquela
maneira. Viu como lhe tremiam as mãos à garota e ódio ser responsável por esse medo.
—Não posso deixar de pensar em ti embora o tente. Estas perto por mim, muito mas do que
o esteve qualquer mulher —disse Dane desviando o olhar—. antes de te conhecer nunca tinha
perdido o controle. Acredito que nunca tinha estado realmente apaixonado por uma mulher.
—Mas antes de que lhe ferissem estavam casado —disse Tess.
Dane a Miro e rio zombador.
—Comecei a sair com o Jane porque a minha mãe não gostava. Depois me case porque era a
única forma de conseguir que Jane se deitasse comigo, mas ela me aceitava em sua cama por uma
só razão —respondo sem dizer qual era aquela razão—. Ao final procuro um homem que pudesse
lhe dar o que necessitava. Suponho o encontrou quando se divorcio de mi. Agora esta casada e tem
um filho.
___Oh —Tess franziu o cenho e o Miro com curiosidade tratando de reunir o valor
suficiente para lhe perguntar algo que a intrigava.
Dane era um homem brusco; era possível que o ardor que tinha mostrado aquele odioso dia
fora sua cínica forma de fazer o amor. Isso a para ver as coisas desde outra perspectiva.
__Foi igual... com ela? Como foi comigo esse dia?
—Nenhuma mulher me importou o suficiente para me importar se desfrutava ou não em
meu cama__contesto Dane—. Desejava ao Jane e acreditava que se ela me amava, os preliminares
não importavam.
Tess deixo escapar um suspiro. Reconhecia que era muito inocente em certos aspectos, mas
Dane tampouco parecia ter muita experiência.
—Mas... é que seu não pode... sozinho... —ruborizou-se—. Dane, as mulheres não são como
os homens —disse indefesa—. Uma mulher necessita tempo, ternura.
—E como sabe? —pergunto com insolência—. Não me havia dito que foi virgem?
Tess se ruborizo.
—Que seja inocente não quer dizer que seja parva —o Miro—. Vejo filmes e leão livros,
sabe? Tenho alguma idéia do que sente uma mulher com o homem que esta apaixonada.
—Estava apaixonada por meu —repôs Dane— e quão único sentiu foi medo.
—Estava encaprichada contigo —o corrigiu, assustava-lhe ter sido tão transparente—. Me
fez mal e não só sentimentalmente.
—Não o fiz a propósito. Desejava-te —respondo hesitante, nesse momento parecia muito
vulnerável—. Foi tão doce, tão adorável, e não pensei... —amaldiçoou—. E isso que importa? —a
Miro aos olhos—. Você quer.
—Foi muito violento —murmuro.
— Porque não se me comportar de outro modo com as mulheres! —exclamo indignado e a
Miro com os olhos entrecerrados—. Eu não tenho a culpa. Minha mãe era a única mulher que tênia
a meu lado, e odiava aos homens, me incluindo a mi. Tive meu primeiro encontro com uma mulher
quando era polícia. As mulheres que encontra na rua são tão arrudas como os homens, têm que sê-lo
e assim foram todas minhas relações com mulheres —suspiro—. Te trate bruscamente porque não
sábia fazer o de outra forma.
—Dane—murmuro Tess—. O sinto!
—Que? —pergunto Dane lhe olhando aos olhos.
Tess se pergunto se Dane séria consciente do que acabava de lhe confessar. Acaricio-lhe a
bochecha com ternura, mas Dane se aparto e voltou a encerrar-se em se mesmo.
—Não necessito a compaixão de ninguém —disse com desdém—. E tampouco necessito a
nenhuma maldita mulher —e ato seguido saiu do estábulo sob o atônito olhar do Tess.
Durante os dois dias seguintes, Dane evito ao Tess. Parecia estar envergonhado de sua
confissão. Entretanto Tess estava mas tranqüila, pois tinha compreendido até que ponto tinha estado
condicionada a atitude do Dane por sua escassa experiência com as mulheres.
Em realidade ao Tess nunca tinha gostado da mãe do Dane, que aproveitava a ausência do
pai da garota para arrastar sua aberta hostilidade para ela.
E certamente, a esposa do Dane tampouco tinha ajudado muito, a julgar por esse único jantar
que tinham compartilhado. Dane nunca tinha podido desfrutar de do amor de uma mulher. O
mesmo tinha reconhecido

Jane se tinha casado com ele por sua uniforme. Em realidade Jane era igual à mãe do Dane:
odiava aos homens.
Tess fruncio o cenho. Não diziam que os homens procuravam de maneira inconsciente a
mulheres que se parecessem com sua mãe? Pelo pouco que tinha contado Dane de se mesmo, Tess
sábia que durante sua juventude, tinha vivido com mulheres de caráter bastante questionável, assim
era possível que pensasse que o sexo só estava permitido com mulheres sem indício de ternura, de
vulnerabilidade.
Não teve tempo de maturar essa teoria porque de repente Dane lhe disse que tinham que
voltar para o escritório, da que já se ausentaram muito tempo. Naturalmente Tess acessou a voltar
para trabalho porque, embora ainda movia o braço com certa estupidez, estava totalmente
recuperada. Esse mesmo dia voltaram para Houston.
—vou pôr um vigilante na porta de seu apartamento, e seguirá a todas partes —disse Dane
cortante enquanto subiam ao apartamento do Tess.
Esta o Miro molesta e respondo:
—Não necessito que me vigiem. Posso chamar à polícia se passar algo.
—Não, não pode —respondo Dane—. Não conhece essa gente. Eu se.
—Senhor Polícia —assentiu ela olhando-o furiosa enquanto abria a porta do apartamento—.
Estou segura de que quando foi polícia, levava a insígnia costurada à pele!
—Eu gostava de meu trabalho —lhe dirigiu um sorriso tão encantada que ao Tess lhe
acelero o coração—. Foi, e é, o único trabalho, além do rancho, no que me senti realmente a gosto.
O trabalho de detetive se parece muito ao de polícia, sobre tudo quando tenho que resolver algum
assunto difícil.
Durante o tempo que levava trabalhando para o,
Tess o tinha visto seguir a pista a assassinos e atraca. doure, detê-los e encarcerá-los. Isso
era uma boa fonte de ganhos para a agenda. Os casos mas fáceis os deixava a outros detetives, o e
Nick se faziam cargo dos casos mas difíceis e perigosos.
—É a adrenalina —murmuro Dane—. É um viciado no perigo.
—Seu crie?
—Isso explicaria por que não te retiraste depois do tiroteio —respondo Tess. Percorreu-o
com o olhar e recordou as cicatrizes que se escondiam sob sua roupa.
—Dane lhe disse, consciente de seu olhar:
—Estou seguro de que te repugnaria ver as cicatrizes.
—Estava pensando em como tinha ocorrido —o Miro aos olhos—. Não em como teria
ficado.
Dane se tranqüilizo um pouco.
—De qualquer maneira —disse com um ligeiro sorriso—, nunca fui um homem perfeito em
traje de banho. Nem sequer antes de que me disparassem.
—Nunca te vi em traje de banho —respondeu Tess com indiferença.
Dane lhe dirigiu um olhar sombrio.
—E agora não me veras em traje de banho nem morto. Bom, ao menos não em publico.
Suponho que a ti se te deixaria lombriga as costas. Mas a ninguém mas.
—Por que a meu? —pergunto esticando-se.
—Porque seu não me faz me sentir algo menos que um homem —respondo simplesmente—
. Algumas mulheres desfrutam destruindo a vaidade de um homem, isso as faz sentir-se superiores.
Mas quando um homem lhe faz o mesmo a uma mulher, chamam-no machista.
—Não todas somos assim.
Dane se aproximo dela e como Tess não se aparto, aproximo-se ainda mas. Observe-a com
carinho. Levava o cabelo solto, o que a fazia parecer mas jovem e vulnerável Dane o cogio com
delicadeza uma mecha de cabelo loiro e a obrigou a lhe olhar aos olhos.
Insígnia me —disse isso com voz rouca. Tess pergunto com a voz entrecortada.:
—;A... que?
Dane Miro sua boca e aproximo sua cabeça a do Tess para beijá-la. —Insígnia me o que é a
ternura... —respondo, e a beijo.
Tess se tenso ao sentir aquela pressão úmida e ardente. Nunca a tinham beijado de uma
forma tão intima e não sábia como reagir. Aspiro a loção do Dane e o Miro aos olhos sem saber o
que fazer.
—Que quer, Tess? —pergunto Dane em um sussurro. Mordisco com deliciosa ternura o
lábio inferior da garota e percorreu com a língua o suave interior de sua boca—. me Diga.
Tess poso as mãos em seu peito.
—Dane, não pode...
—Por que? —respondo forçando-a com doçura a abrir a boca. Tess começou a sentir um
estranho calor em seu interior.
—Seu me... detesta —murmuro.
—Odiava a minha mãe —a corrigiu. Olhava-a sem deixar de brincar com sua boca—.
Odiava a meu ex-es-posa... odiava ao meio mundo. Mas não a ti —franziu o cenho com expressão
de dor—. Nunca, Tess...!
Tess o sentiu tremer quando voltou a beijá-la. O silêncio que os rodeava parecia carregado
de lembranças impossíveis.
Dane a abraço, mas aquele abraço não tênia nada que ver com o cruel abraço que Tess
recordava. E de repente, todo o medo que Tess tinha acumulado durante ânus, desvaneceu-se. Tess
se permitiu senti-lo, saboreá-lo enquanto a beijava com deliciosa suavidade. Aquele contato lhe
resulto mas prazenteiro do que nunca se atreveu a soar, seu beijo era firme e adora seu sabor.
Tess sentiu um repentino calor em seu ventre; tremiam-lhe as pernas e não entendia por que.
—Dane... —murmuro contra a boca do Dane.
Dane lhe abriu a boca para que sua língua entrasse brandamente naquela doce escuridão.
Tess recordou então que alguma vez se beijaram assim e se tenso.
Dane deixo de beijá-la, a Miro aos olhos durante um momento interminável e o que ali viu
lhe satisfez completamente. Tess não estava assustada; estava excitada. Era assombroso que a
ternura tivesse obtido aquela diferença; entretanto também viu nos olhos da jovem uma sombra de
dúvida.
—Você não gosta que te beije assim, verdade? —perguntou-lhe com a voz enrouquecida e
os olhos brilhantes de prazer—. Quando coloco a língua em sua boca recorda nosso encontro
anterior —lhe acaricio o cabelo com carinho, Tess não se moveu, não protesto, sentia-se como se
essa voz suave e profunda a tivesse cativa—. Se parece muito a outro tipo de penetração —suspiro
contra sua boca—. íntima e urgente, e muito, muito profunda... —murmuro e começou a beijá-la
lentamente.
Tess gemeu de prazer e lhe rodeio o pescoço com os braços. Nesse momento, soou o
telefone.
A garota se sobressalto e Dane se aparto. Tess estava tremendo, mas não de medo.
Abraçava-o, não lutava contra o, e isso o excito, fez que seu coração pulsasse com força em seu
peito.
Tess sentiu uma estranha debilidade nas pernas quando Dane a soltou.
—Esta bem —murmuro, Dane e a agarrou em braços—. Te sustento.
Tess apóio a cabeça no peito do Dane enquanto este a levava a sofá, onde se sentou antes de
responder ao telefone.
____Si já há voltado —comento—. Se, esta bem. Não, pode falar com ela. O dire que te
chame depois e pendurou. —• Era Helen —disse ao Tess olhando-a aos olhos.-- Queria saber se já
havia tornado.
__Que amável.
__Sí mas chamou em muito mau momento —cortou e procurou a boca do Tess—. Me
alegra que me deseje, Tess.
__Que vaidoso.
Dane não a sotaque continuar, voltou a beijá-la até fazer que se estremecesse de prazer,
Depois se aparto v acaricio com ternura a boca do Tess. Olhava-a com tanto desejo que Tess
desviou o olhar envergonhado.
—Nunca tinha beijado assim a ninguém —confesso ao Tess depois de uns momentos.
—Eu tampouco —respondo ruborizada—. E me há dito cada coisa...!
—Excitaste-te tanto que gemeste —lhe murmuro com olhar brilhante—. Nunca lhe havia
dito costure assim a uma mulher. Contigo tudo é diferente.
—Não me tem feito mal.
Dane não soube que responder. A Miro fixamente e soube que tênia que ir-se dali
imediatamente; tênia que ir-se enquanto ainda pudesse fazê-lo.
—Não —respondo—, Não te tenho feito mal—. Não poderia te fazer danifico embora queria
—esfrego sua bochecha contra a dela em uma brusca carícia, e a abraço com força antes de apartar-
se dela e ficar de pé—. Será melhor que vá. Fecha bem a porta e descansa. Mariana teremos que pôr
ordem no escritório... se se sentir suficientemente forte para ir trabalhar.
—-Claro que se —gagueira. O Miro indefesa enquanto o se ajustava a gravata—. Por que?
—pergunto.
Dane ainda estava tentando recuperar o controle. Nunca havia sentido aquela necessidade de
agradar a uma mulher. E nunca tinha imaginado que pudesse ser tão vulnerável. Desejava ao Tess
como nunca tinha desejado a outra mulher, mas não podia ceder a aquele impulso.-
—Digamos que como pagamento pelos maus momentos passados —respondo arqueando
uma sobrancelha em gesto zombador.
Tess lhe observe com olhos tristes e respondo:
—Ah.
Dane suspiro pesadamente e disse:
—jRayos! Sou um solitário, já te esqueceu? Isto tampouco é fácil para meu —saco um
cigarro e o acendeu—. Queria saber se te podia excitar, fazer que deixasse de me temer —
acrescentou molesto.
—Só isso?
—Não. Sabe que te desejo tanto que logo que posso me conter —Miro sua boca—. Por seu
próprio bem, não deixe que me aproxime tanto —se voltou—. Isto não tem futuro. Digamos que
solo quis comprovar se merecia a pena ser tenro.
—E mereceu a pena?
Dane não respondo, aproximo-lhe da porta e uma vez ali lhe disse:
—Tess, eu sou assim, vivi muito para que possa me compreender. É possível que nunca
deixe de te desejar, mas não quero compromissos. E não acredito que você goste de uma relação
desse tipo. Assim será melhor que guardemos as distâncias, estas de acordo?
Tess se obrigue a sorrir. Pelo menos Dane estava sendo sincero.
—Esta bem. Obrigado por me haver cuidado.
—Sempre estarei a seu lado quando precisar —respondo com carinho.
Tess se enterneceu para ouvir aquelas palavras e Dane lhe esclareço rapidamente:
—Recorda a ultima vez que estivemos juntos, verdade? Apesar de como te tratei agora, na
cama sou brusco e rápido, e só me interessa meu próprio prazer--acrescentou com brutal
honestidade—. As vírgenes não são meu estilo. Assim —suspiro—, esqueçamos isto. boa noite,
Tess.
Dane saiu e colina a porta. Tess se aproximo desta e acariciou com ternura o trinco, como se
pudesse sentir o calor da mão do Dane. Era a segunda vez que a abandonava, mas aquela vez ela já
não o temia.

Capitulo Quatro

Dane não nevoeiro em seu intento de lhe pôr ao Tess um guarda-costas. Atribuo ao Adams,
um jovem detetive da companhia, a obrigação de segui-la a em qualquer lugar que fora.
Helen sorriu ao vê-la chegar ao escritório e até executo uns passos de baile ao tempo que
cantava uns compases da canção titulada Vou minha sombra.
—OH, te cale — grunho Tess—. Suponho que Dane acredita que podem me matar a plena
luz do dia.
—E não pode permitir o murmuro Helen—. Imagine o dano que faria à reputação da
agência que nossa secretária sofresse um atentado!
—Estas louca —disse Tess renda-se enquanto a abraçava com carinho—. Me alegra estar de
volta no escritório.
—Lhe sentimos falta de —respondo Helen—. Não se escondeu ninguém debaixo de meu
escritório em toda a semana.
—Eu não me escondia debaixo de seu escritório.
—Teria-o feito se houvesse sítio. Tenho que te dar uma má notícia —fez uma careta—. esta
Dane de más —suspiro—. Às vezes penso que tenho feito mal me comprometendo com o Harold.
Poderia fazer algo mas interessante com o Dane —franziu o cenho pensativa—. Desde que o
abandono sua esposa não sai com nenhuma mulher, verdade? ..Crie que o tiroteio teria algo que
ver?
—,;A que te refere? —pergunto Tess com curiosidade.
__Bueno, como às vezes coxeia... —respondo Helen depois de assegurar-se de que ninguém
as ouvia—. É possível que uma antiga lesão que lhe impeça de meter-se na cama.
__ Não Créu que tenha nenhuma lesão importante, vi-lhe montar perfeitamente a cavalo —
eontestó Tess depois de esclarecê-la garganta.
__.Que bem —Helen se encolheu de ombros—. Então possivelmente não se cria
suficientemente atrativo. Ou possivelmente odeia às mulheres. Que desperdício de homem; se pelo
menos, não tivesse essa expressão de polícia... Quase nunca sorri e só se ocupa de seu trabalho —
moveu a cabeça e se afasto—. Me pergunto se se comportasse da mesma forma quando esta com
uma mulher.
Tess sentiu uma estranha debilidade nas pernas ao recordar como se comportava Dane
quando estava com uma mulher. As coisas que lhe havia dito quando a tinha beijado não eram para
ficar imune. Poderia ser brusco, mas era muito sensual, e ela tinha começado a descobrir... que
podia ser muito tenro.
—Bom, agora me ponha a par de como andam as coisas —repôs Tess, tentando trocar de
tema—. Tenho a sensação de levar ânus sem dever trabalhar.
—Não o duvido. Já tem completamente bem o braço?
—um pouco rígido —lhe respondo—. Mas não se preocupe. Para uma profissional como eu,
uma bala não tem nenhuma importância.
—Bom —gemeu Helen—, agora a todos lhes feriram que bala, menos a mi. Até a secretarial
—acrescentou olhando zangada ao Tess, que levanto as mãos e respondo:
—Eu não tenho a culpa. Juro-te que não pedi a esses homens que me disparassem.
—Helen pôs os braços em jarras—. E como posso saber que não estas mentindo?
Dane abriu a porta de seu escritório e lhes disse:
—Ao trabalho.
—Se, senhor —respondo Helen, muito moderada. Tess não se atreveu a lhe olhar aos olhos;
sentou-se diante do ordenador e disse:
—Helen me estava pondo à corrente de tudo.
—Pois te assegure de que todo se refira unicamente ao trabalho —respondo.
—Parece cansado —lhe disse Tess quando se atreveu a lhe olhar.
—dormi pouco —se passado a mão pelo cabelo—. Quando chamar Andrew, lhe digam que
venha à hora do almoço. Tenho um caso para o. Eu estarei em uma reunião com os detetives. Não
me passe nenhuma chamada.
—De acordo.
de repente, Dane pareceu reparar pela primeira vez no Tess. Percorreu-a de pés a cabeça
com o olhar.
—Estas muito elegante esta manhã —lhe disse—. vais comer com alguém especial?
—Não. O que passa é que não quero decepcionar a minha sombra me vestindo como um
aborrecida empregado de escritório. pensei que podia lhe impressionar com meu disfarce de
Arbusto Hari.
—Equivocaste-te que categoria —respondo Dane arqueando uma sobrancelha—. Somos
detetives, não espia.
—Mas não tivesse estado tão elegante se me tivesse posto minha impermeável e um chapéu
uso Indiana Jones.
—Possivelmente não —Dane se meteu as mãos nos bolsos. Aquele gesto indico ao Tess que
estava preocupado.
—Que acontece? —pergunto-lhe.
Dane deixo escapar um comprido suspiro antes de responder:
—O tipo que te feriu saiu livre sob fiança. Anda pelas ruas, e ninguém sabe onde.
Tess fico paralisada. Já não precisava lhe perguntar que era o que lhe preocupava. Causava-
lhe horror saber que era a única testemunha de uma entrega entre narcotraficantes, que podia
mandar a prisão a dois homens. Se estes pretendiam silenciá-la, sua vida não valia nada.
—Adams não se separou em nenhum momento de mi.
—É um de nossos melhores detetives. Mas isso não é suficiente, porque não pode dormir
contigo.
—Pode me ensinar a usar um revolver.
—Levaria-te ânus de pratica disparar corretamente —lhe recordou—. E não é o mesmo
encontrar-se em uma situação se desesperada que disparar em um treinamento.
—Posso ir a viver ao apartamento da Helen —sugeriu.
Dane tiro as mãos dos bolsos da calça, aproximo-se do escritório do Tess e disse de modo
que Helen não pudesse lhe ouvir:
—Não o interprete mal, porque isto não é uma proposição de nenhum tipo, mas quero que
devas viva a minha casa até que apanhemos a esses tipos.
—A viver contigo? —pergunto duvidosa.
Dane assentiu.
—É a solução mas segura. Eu gostaria que fosse ao apartamento do Adams, mas sua noiva
pode zangar-se —respondo tentando aliviar a tensão. Ao ver que Tess vacilava, acrescentou— Tess,
se tiver medo pelo que aconteceu ontem à noite, esquece-o. Já te disse que não quero
compromissos. Não vou tentar te seduzir, e suponho que sabe que não sou capaz de te forçar.
—Se —se mordeu o lábio—, mas não estaria bem.
—Os únicos que se inteirassem serão os trabalhadores da agenda —lhe prometeu—. E eles
sabem por que o fazemos. Não te estou pedindo que tenhamos uma aventura.
—Já o se —Tess sob o olhar.
Dane sorrio e lhe disse:
—Não vou passear me nu pelo apartamento nem penso me passar o dia vendo partidos de
futbol.
—Você gosta do futbol? —pergunto Tess sentida saudades.
—Não. Mas normalmente ando nu pelo apartamento. Comprar-me uns quantos pijamas. Ah,
e uma bata.
—Então, de acordo —respondo Tess sorridente.
—Passar a te recolher às sete para te levar a meu apartamento. Até esse memento Adams se
encarregasse de te cuidar —disse Dane e ato seguido parto.
Nesse momento Tess se sentia mas insegura que nunca. Viver com o ia ser uma dura prova
para seus sentimentos. Observou-lhe entrar em seu escritório com o cenho franzido. Por que a teria
convidado Dane a viver a sua casa? Para lhe demonstrar que não a queria? Tess não o sábia, mas
temia as conseqüências de sua convivência. Em qualquer caso, ao lado do Dane tinha aprendido o
pouco que valia a vida das pessoas que se relacionavam com os narcotraficantes. Dane era um bom
detetive e saberia como protegê-la. Isso a tranqüilizava. Era absurdo que se preocupasse de seus
sentimentos quando sua vida estava pendente de um fio, disse-se.
Felizmente, o dia se apresento tranqüilo. Às cinco Tess saiu do escritório, sempre seguida
pelo Adams, e já em seu apartamento fez a mala. Não gostava de ir-se, mas não ficava outro
remédio.
Às sete em ponto Dane bato na porta e lhe abriu
—Lista? —pergunto-lhe.
—vou procurar meu casaco —respondo olhando a seu redor. Solo levava uma mala.
Isto ___ é tudo o que vais levar? —pergunto Dane, franzindo o cenho.
__Bueno, levo o suficiente para uns quantos dias.
__Tess, podem ser semanas —respondo secamente
Não quero te alarmar, mas acredito que vais ter que passar algum tempo comigo.
__Yo... posso dever recolher o que for necessitando
Suponho que se. colocaste camisolas? E a bata?
__Si —se ruborizo—. Bom, pijamas e bata.
—Terá sua própria habitação —disse Dane sonriendo—. É um piso grande.
—Se, já o se —respondo; imediatamente se arrependeu. Era uma forma de recordar o que ali
tinha acontecido.
—Vamos.
Dane agarrou a mala e saíram. Enquanto baixavam ao estacionamento Dane ia atento, alerta
a qualquer sinal de perigo; Tess observe o vulto da pistola sob a jaqueta do Dane. Estava autorizado
a levar armas, ou ferramentas de trabalho, como o as chamava, mas isso recordou ao Tess o perigo
que corria Dane em seu trabalho. Podia morrer em qualquer momento.
antes de guardar a mala no bagageiro, Dane ajudo ao Tess a meter-se no carro. Depois
examine o motor e cada centímetro do tabuleiro e pôs o carro em marcha.
—É necessário? —pergunto Tess.
Dane assentiu enquanto tirava o carro do estacionamento.
—Sempre o faço, mas não se preocupe, estas em boas mãos.
—Se, já o —se apóio no respaldo do assento—. Por que tive que sair tão tarde do escritório?
—gemeu—. Se tivesse saído na hora de costume, não me teria encontrado a ninguém.
—Entretive-te eu —lhe recordou Dane—. Supong0 que, em certo modo, eu também sou
culpado.
—Merecia-me isso por sair tão tranqüila.
—Se, tem que ter mas cuidado, sabe? Entretanto, o dia que encontrou a Helen na loja de
brinquedos, conseguiu salvar outra situação. O de repente estava nervoso, mas ao ver que te
despedia da Helen, lhe comentando algo de seu sobrinho, pensou que não estava ali por nada
relacionado com seu trabalho. Cinco minutos depois, conseguiram deter seu filho.
—jNo me tinha contado isso! —exclamo Tess.
—Podia ter ocasionado uma tragédia por não tomar cuidado, quão mesmo Helen. Merecia-
lhes um castigo, e você já o tiveste. A próxima vez terá mas cuidado, verdade?
—Meu trabalho não é perigoso —o Miro—. Nunca me deixasse fazer o que realmente quero
—lhe acuso.
—E que é o que quer fazer? —pergunto detendo-se ante um semáforo em vermelho. Apoio
o braço em seu assento e a Miro—. te Deitar comigo?
—Que vaidoso.
—Deseja-me —lhe sorriu Dane.
—Já esta em verde —evito olhá-lo.
—Troquemos de tema —sugeriu o. Mas não te ocorra te colocar em minha cama esta noite
—e acrescentou quando Tess abriu a boca para protestar—. A porta de minha habitação estará
fechada, assim não te incomode em comprová-lo.
Tess o Miro assombrada. Aquele brincalhão não tênia nada que ver com o sério detetive ao
que estava acostumada. Dane arqueio uma sobrancelha e disse:
—Sinto te decepcionar. Não sou o suficientemente moderno para as aventurillas.
—Dane, encontra-te bem?
—Se, e não te ocorra te aproximar de meu para compro-bar o bem que me encontro —a
acautelou.
Tess soltou uma gargalhada. Nunca se tinha imaginado que Dane pudesse ter senso de
humor.
--Sinto-me definitivamente perigosa.
__Lo Sois a maioria das mulheres —afirmo o—.E as vírgenes ansiosas de sexo são as piores.
__Eu não sou isso! —protesto.
__Como sabe? —estaciono em frente do edifício em que se encontrava seu apartamento e a
Miro—. O desejo pode acabar com mulheres como você. Em um momento pode estar ruborizada e
nervosa e ao seguinte rasgando as roupas de um homem indefeso.
—Prometo-te controlar meus... necessidades —lhe olhou risonha.
—Isso espero. E não me espie enquanto me banho —acrescentou sério.
Aquelas brincadeiras conseguiram eliminar todo rastro de medo no Tess, que o siguio
contente até o segundo piso, no que se encontrava o apartamento.
A habitação que ofereceu ao Tess estava decorada em tons azuis. A jovem adora.
—Se quiser eu me encarrego de cozinhar. eu adoro —se ofereceu assim que se instalo.
—Aceito —assentiu—. Eu também se cozinhar, mas eu não gosto.
Tess abriu o refrigerador e viu que estava bem provido, assim pergunto:
—Parece-te bem carne assada e salada?
—Perfeito —respondo Dane. Se Quito os sapatos e sotaque sua jaqueta em um sofá da sala.
Tess foi a sua habitação a trocar-se. ficou umas calças jeans e uma sudadera.
Quando saiu, encontrou ao Dane sem jaqueta, sem gravata e com a camisa desabotoada.
Tess o estudo às escondidas da cozinha; nunca tinha visto nenhum homem nu. Por isso pôde ver,
tênia o peito coberto de pêlo e a pele muito moréia.
—Sou muito moreno —lhe disse o, surpreendendo-a como se tivesse lido seus
pensamentos—. Me basta tomar o sol no verão para conservar esta cor de pele durante todo o ano.
Um de meus avós era espanhol
—Não pretendia te olhar assim
Dane se aproximo da cozinha e o Quito um pacote de carne que levava na mão e o deixo na
mesa.
—Não se preocupe, olhe isto —disse Dane em voz baixa, profunda e sensual. Com uma mão
a agarro pela cintura enquanto com a outra se tirava a camisa das calças. Agora me olhe —
acrescentou com calma.
E ela obedeceu. Nunca tinha visto alguém tão masculino nem tão sensual. Até o aroma do
Dane alterava os sentidos do Tess. Não podia deixar de olhar sua pele nua.
—Tem uns olhos muito expressivos —disse Dane, olhando-a com olhos carregados de
desejo—. Delatam seus segredos.
—Que classe de secretos? —pergunto Tess com a voz enrouquecida, lhe olhando aos olhos.
—Até te surpreenderia conhecê-los-se inclino, mordisco-lhe brandamente os lábios e se
separo imediatamente dela—. Guarda essas olhadas luxuriosas. São mas perigosas do que pensa.
E sem mas, afasto-se com calma a sua habitação. Tess ainda não tinha recuperado o controle
quando Dane volvio com uns jeans muito rodeados e uma camiseta branca. Aquela roupa tão
ajustada permitia admirar um corpo que muitos invejariam. Dane era alto, e forte. Tinha a
constituição física de um esportista. Tess teve que fazer um grande esforço para deixar de lhe olhar.
—Quer café? —pergunto Dane sonriendo agradado pela forma em que Tess o tinha
cuidadoso.
—Se.
—vou preparar o.
A cozinha era muito pequena para duas pessoas. Possivelmente essa fora a razão de que
Dane a roçasse com freqüência de modo excitante, enquanto preparava o café na cozinha
E quando termino de fazê-lo não se foi da Tess se disse que vestindo daquela forma
desenfadada a para ser mas consciente de sua virilidade
__Te hei posto nervosa —se burlo Dane. Tess ia negar o, mas pensou que se o para o Dane
sentiria obrigado a demonstrar que assim era, assim respondo:
—Se.
Dane se apóio no móvel da cozinha e a Miro risonho. Quando a olhava daquela forma, Tess
sentia que lhe fraquejavam os joelhos.
—Por que não vem aqui e faz algo a respeito? __la provocação com suavidade.
Tess esteve a ponto de gemer. Não gostava de ser tão vulnerável. Ultima-a vez que tinha
estado naquele apartamento, Dane a tinha ferido, tinha-a assustado; tinha estado a ponto de violá-la.
Como era possível então que o desejasse?
—Dane —protesto, lhe olhando aos olhos.
—Se que te estremece —murmuro o com intensidade—. Até posso ouvir sua respiração,
Tess —sob a. olhar até os seios do Tess, que palpitavam sob sua grosa sudadera—. Que sentiria se
te tirasse essa sudadera e beijasse seus seios, apanhasse um mamilo com a boca e sugasse até
endurecê-lo...
—iDane!
Mas Dane não parecia ouvi-la. aproximo-se dela, agarrou-a pela cintura e a estreito contra o.
Deslizo depois as mãos sob a sudadera do Tess sem deixar de olhá-la aos olhos.
—Centímetro a centímetro —murmuro Dane subindo as mãos pelo torso do Tess—.
Centímetro a centímetro, minhas mãos em sua pele nua...
Tess avermelhou, ardia de desejo. Incapaz de mitigar sua paixão, decidiu abandonar-se.
Colina os olhos e se arqueio contra Dane para que pudesse acariciá-la melhor. Dane lhe acaricio
lentamente os seios, depois se inclinou para ela e a beijo. Tess se estremeceu e gemeu sua própria
voz lhe resultava desconhecida. '
—te apóie em meu —lhe sussurro Dane.
Beijo ao Tess até fazê-la estremecer-se de prazer enquanto deslizava as mãos pelo delicado
encaixe do sustento. Dane incline a cabeça até seus seios e Tess -teve que aferrar-se a seus ombros
para não cair. Era tanto o prazer que sentia que as lagrimas começaram a brotar de seus olhos.
Espero ofegante, completamente abandonada, a que Dane fizesse o que quisesse.
—jTess! —exclamo Dane de repente. Retiro as mãos e se aparto rapidamente dela—meu
Deus, sinto muito...! —o sob a sudadera de um puxão e saiu da cozinha.
Ao cabo de uns minutos, Tess ouviu a ducha e voltou para a realidade. dedico-se a preparar
a carne para o jantar e quando esteve preparado, serve-a com mãos trementes em dois pratos.
Já tinha posto a mesa e servido o café quando Dane voltou a reunir-se com ela. Tênia o
cabelo úmido, acabava de tomar banho. Tampouco lhe sentaria nada mal uma ducha de água fria,
disse-se Tess, ainda estava ardendo. Parecia-lhe incrível desejar de tal maneira ao Dane quando
semanas antes o tênia medo.
—Esta bem —disse Dane com calma ao dar-se conta de que Tess evitava lhe olhar à cara—.
Não aconteceu nada.
Nada?, esteve a ponto de gritar Tess, mas se limito a baixar o olhar. Ainda se sentia incapaz
de dizer algo coerente.
—Ficou-te muito bem —comento Tess quando probo a carne—. A meu nunca sai assim.
—esta segredo no fogo —respondo Tess ao fim—. Tem que te assegurar de que a frigideira
este suficientemente quente.
--Enquanto esteja aqui pode me ensinar a cozinhar.
_-Claro.
depois de uns segundos de tenso silêncio, Dane lhe pergunto:
---Porque estas tão envergonhada, Tess? Não te acariciei muito intimamente. Tem-no feito.
As coisas foram muito depressa —repôs Dane com uma expressão indecifrável—. Estava
jogando contigo —acrescentou com repentina crueldade—. Até que cedeste como...
Para o Tess, aquelas palavras foram como uma bofetada; doía-lhe que aquela tivesse sido a
intenção do Dane.
—Já captei a mensagem —se obrigou a parecer despreocupada. Levanto o olhar e o
descobriu olhando a de uma maneira estranha—. Sou tão culpado como você.
Dane se apóio no respaldo de sua cadeira e a escrutino com o olhar.
—Não é de tudo justo. Mas antes de que comece a albergar esperanças pelo que acaba de
acontecer, quero que saiba que tudo foi culpa da abstinência, Tess. Desde que me feriram não estive
com nenhuma mulher. Acredito que estou mas desesperado do que pensava.
Assim era isso. Todas suas esperanças morreram nesse instante. Dane tinha deixado muito
claro que não tinha atuado motivado pelo amor. De todas formas, Dane a tinha intrigado e não pôde
evitar lhe fazer uma pergunta:
—Por que não estiveste com nenhuma mulher, Dane?
—Por minha perna —respondo, olhando-a surpreso.
— por que ainda te dói?
—-Porque tem muito mau aspecto. Porque eu não gosto que vejam minha perna cheia de
cicatrizes —franziu o cenho—. E possivelmente por ti —acrescentou a contra gosto— elsexo... não
me atrai especialmente da ultima vez que esteve em meu apartamento.
—Então foi diferente —respondo Tess—. Essa noite... bom, não me assustaste.
—Já o notei —respondo e a Miro de uma forma que a fez ruborizar-se—. Não confie em
meu Tess. Se tivesse beijado seus seios, sinceramente não se que teria passado depois.
Compreende-o, pequena? —pergunto-lhe com expressão de preocupação—.. Te desejo. jDios, Tess,
desejo-te tanto! —murmuro com voz rouca.
E era certo. não conseguia tirar-se ao Tess da cabeça. Nunca tinha sido tão tenro com
nenhuma outra mulher. Tess parecia encher sua vida; e sua forma de lhe responder o para sentir-se
muito vulnerável.
—Mas você gostaria não me desejar, verdade? —pergunto-lhe Tess lhe olhando aos olhos.
—É virgem —respondo muito sério.
Dane nunca tinha sido tão justifique com ela. Tess compreendia que Dane temia adquirir um
compromisso tênia medo de amar e de que o voltassem a abandonar. Não confiava nas mulheres,
nem as queria, mas precisava satisfazer seu desejo e Tess estava a seu lado.
—Se não fora virgem...
—Se não fosse virgem já seriamos amantes —respondo Dane—. Me teme, mas me deseja
como eu a ti —a Miro com os olhos entrecerrados—. A primeira vez não está acostumada ser muito
satisfatória —acrescentou com a voz entrecortada pela emoção—. Não séria capaz de não te fazer
danifico porque faz muito tempo que não faço o amor. Mas a segunda vez... A segunda vez te faria
gritar de prazer. Séria tenro contigo. Muito tenro. Beijaria-te como o acabo de fazer na cozinha,
lenta e brandamente. Beijaria-te toda e quando nossos corpos se fundissem, desejaria não ter que te
separar de mi..- —amaldiçoou pelo baixo e se levanto—gemeu—. Tenho que sair daqui!
Dane saiu da cozinha deixando ao Tess tremendo do desejo que tinha expresso com tanta
ternura.
Não podia acreditar que a desejasse tanto depois da aberta hostilidade com a que a tinha
tratado durante anos Tinha visto com desconcertante claridade a vulnerabilidade com que tinha
tentado ocultar. Lhe importava. Muito. Possivelmente sempre lhe tinha importado e sua própria
reação ante tal ardor lhe tinha machucado. Em realidade, Tess nunca tinha sabido nada sobre o
Dane. Não tinha sido consciente do dano que lhe tinham feito as duas mulheres às que tinha querido
em sua vida. Tinha sido ignorado por uma e abandonado pela outra. Temia amar, mas amava. Tess
conteve o fôlego. Dane a amava. Essa era a única razão que podia explicar sua atitude para ela.
Estava aprendendo a tratá-la com ternura porque a amava.
O não o sábia e, é obvio, nunca o admitiria. Mas Tess se sentiu muito melhor ao
compreendê-lo. O truque era assegurar-se de que Dane não soubesse que ela o sábia. Tess estava tão
contente que esteve a ponto de soltar uma gargalhada. Dane era dele; pertencia-lhe.
Dane voltou para seu lado minutos depois fumando um cigarro e com expressão de completa
indiferença,
—Quer café ? —lhe pergunto Tess amavelmente.
—Se, por favor,
Tess lhe serve enquanto o a observava. Tomaram o café em silêncio.
—Tenho que me acostumar a te ter aqui —disse Dane ao cabo de uns minutos—, Não pode
voltar para seu apartamento até que apanhemos a esses narcotraficantes e a lei disponha o que deve
fazer-se com eles.
—O se. Tentar não ser uma moléstia —respondo ela com um sorriso. E se levanto.
Dane se tornava vulnerável assim que a tocava, mas assim que se afastava dela, voltava a
levantar um muro entre eles. Mas Tess já sábia por que o para
Dane lutava com unhas e dentes para não enlouquecer por ela. Tess era uma garota educada
à antiga e o não podia fazer o amor com ela e depois esquecê-la, assim tênia que esquecer-se dela. E
para consegui-lo, por muito que lhe doesse, tênia que mantê-la a uma distância prudente.
A Miro ofegante, mas aparto o olhar quando Tess se voltou. Dane se recordou que eram
sozinho chefe e empregada. Deveria o ter em conta se não queria perder o controle da situação.

Capitulo Cinco
Tess desfrutava vivendo com o Dane. Parecia-lhe maravilhoso sentar-se a seu lado de noite a
ver a televisão. Ao Dane gostava de vestir-se comodamente e descalçar-se, e sentar-se com uma
cerveja na mão a ver filmes antigos. Tess estava muito tranqüila com o desde que sábia o que sentia
por ela. Era emocionante sua forma de olhá-la, a ternura que refletiam seus olhos quando lhe sorria.
Dane era de natureza solitária, um homem introvertido. O pouco que Tess sábia de sua vida
o tinha descoberto por acidente. Ao Dane não gostava de sustentar conversações intima, de modo
que falavam de tudo, menos deles mesmos.
Poucos dias depois de chegar ao apartamento do Dane, Tess se encontrava vendo um
programa sobre nascimentos quando o entro na sala procedente de seu estudo.
Ao ver um embrião na tela, Dane se voltou imediatamente decidido a voltar para seu estudo.
—Posso trocar de canal se não querer ver este programa —lhe ofereceu Tess--. Dane duvido
um momento, depois Miro a tela a contra gosto. Nesse momento aparecia em cena uma mulher
dando a luz em um sala de cirurgia.
—Sinto-o —Tess apago o televisor e confesso—.-se muito pouco sobre sexo e reprodução
no instituto virtualmente não me falaram destes temas. Queria ver como cresciam os bebe dentro de
suas mães.
—Quererá dizer como se engendram —a corrigiu.
Tess se ruborizo—. Mas isso não o ensinaram em i programa, verdade?
—Bom... —esclareço-se garganta—, a verdade é que não.
—Tenho um livro —lhe disse Dane—. Se que não gostará de lê-lo estando eu diante, mas
seguro que te parece interessante. Mostra como se deve fazer o amor.
Tess o Miro intrigada.
—Não sábia que os homens pudessem ter dúvidas sobre isso. Quero dizer... todo isso já sabe
seu não?
—Se como ter sexo com uma mulher —lhe respondo da porta do estudo—. Queria... saber
como se faz o amor.
Aquelas palavras emocionaram ao Tess. Dane parecia estar muito envergonhado.
—Porquê fugi de seu lado? —pergunto Tess com calma.
—Não lhe tome como algo pessoal —a Miro e ela sorriu.
—Entretanto lhe comprou isso por isso verdade?
—Possivelmente —deu uma imersão a seu cigarro—. E que? —pergunto beligerante—. Não
cria que queria fazer o amor contigo. Nem queria, nem quero fazê-lo.
—Agora não teria medo —respondo Tess—. É muito sensual. O dia que me beijou na
cozinha não tente te deter.
—É perigoso falar assim —murmuro—. Não sabe quão perigoso é.
—Dane —o Miro com adoração—alguma vez pensaste em ter filhos?
—Não —respondo. ruborizo-se e voltou a dar uma imersão a seu cigarro.
—Não quer ter filhos? —insistiu Tess. Dane Miro sem ver a ponta acesa de seu charuto.
—Isso não suporia nenhuma diferença, Tess respondeu depois de uns segundos de
silêncio—. Não posso ter filhos.
Tess não assimilo imediatamente o que acabava de dizer Dane.
__Jane queria ficar grávida —continuou—. Estava obcecada com isso. Possivelmente por
isso não podia ser carinhoso como ela. ficava furiosa porque não ficava grávida. Sentia-me como
um animal castrado quando se negou a fazer o amor comigo -suspiro fracamente—. Não podia
deixá-la grávida, e ao final nem sequer era capaz de fazer o amor -incline-se para apagar seu
cigarro—. Se crie que tem cicatrizes pelo que te fiz, deveria ver as que tenho eu —se voltou para
entrar no estudo, mas Tess se levanto imediatamente e se aproximo do.
—Há muitíssimas razões pelas que uma mulher pode não ficar grávida.
—Jane teve um filho com seu segundo marido aos dez meses de casar-se —respondo
cortante.
—Não refiro a isso. você gosta de usar calças jeans, mas dizem que às vezes produzem
infertilidade... —ruborizo-se ao dar-se conta do que estava dizendo.
Dane arqueio uma sobrancelha e lhe pergunto divertido:
—Não dizia que foi virgem? Para ser virgem, sabe muitas coisas...
—Acabam-no de dizer no programa que estava vendo.
—Não sempre uso calças jeans —lhe recordou.
—Bom...
Dane a percorreu com o olhar. Tess levava umas calças jeans e uma blusa verde. Levava o
cabelo descuidadamente recolhido, o que lhe dava um aspecto jovem e sensual.
—te afaste de meu —lhe disse Dane—. Se te tocar já não poderei me deter. Seguirei adiante
até o final.
Tess o Miro aos olhos e se ruborizo. O olhar do Dane era mas excitante que qualquer beijo.
—O se, Dane —disse em voz baixa. Dane se tenso imediatamente. Tess o Miro, e aquele
olhar despertou no Dane o que o estava tentando evitar com desespero. Tess encontrou fascinantes
aqueles olhos negros, e sua expressão assim o indico ao Dane.
—Tem-me medo —lhe recordou Dane com voz vibrante de paixão—. Que não se esqueça.
—Se for carinhoso, não terei medo —respondo ela sem deixar de olhá-lo.
Seu corpo tremia presa de novas sensações, de novas necessidades. Amava-a, o sábia e
queria lhe demonstrar ao Dane que podia ser maravilhoso fazer o amor com uma pessoa a que se
amava.
Por sua parte, Dane estava ao bordo da loucura; não entendia seus sentimentos. sentia-se a
ponto de estalar. Tess advertiu sua tensão e compreendeu que lhe ia resultar muito fácil romper suas
defesas.
E de fato assim foi. aproximo-se do e a vontade do Dane desapareceu. incline-se para cojerla
em braços e, levo-a a sua habitação, colina a porta com o pé e a sotaque na cama. tombo-se a seu
lado e a percorreu com o olhar. Tess correspondeu entreabrindo sua boca em gesto de submissão. -
—Doerá-te —lhe disse o.
—O se—murmuro ela.
Com mãos trementes Dane se Quito a sudadera.
Embora troque de parecer quando começar a te acariciar, já não poderei me deter —lhe
disse—, compreende-me?
—Quero-te, Richard —murmuro Tess chamando-o como ninguém o chamava—. Te amo
com todo meu coração. Nunca deixei que te amar, nem sequer o dia que me beijou...
—Tess... —Dane se emociono para ouvir aquelas palavras.
- Insígnia me. me ame —disse com suavidade. Dane fecho os olhos e apertou os punhos.
_No quero fazer o amor —grunho—. Deus, é virgem!
__-Te amo —voltou a murmurar Tess.
Dane a Miro, resignado a aceitar a enormidade do presente que Tess o para.
__Procurare tomar cuidado. Não vou A... te machucar a propósito, compreende-me?
.—Se.
Dane se sentou a seu lado e a Miro. Acaricio-lhe os lábios fazendo-a estremecer-se de
prazer.
—Não há presente mas prezado que o que me oferece —lhe disse com a voz rouca pela
emoção—. Só se pode oferecer uma vez a virgindade.
—E a quero oferecer ao único homem que amei em minha vida —repôs Tess com ternura.
Dane emolduro seu rosto delicado entre suas mãos.
—Eu... não posso te amar —disse com amargura—. Tess...
Tess sábia que Dane estava negando o que tanto temia..
—Não vou pedir te nada —lhe prometeu—. Nem se-queira que me ame. Quero te pertencer
por completo solo por esta vez. Quero saber o que se sente fazendo o amor com uma pessoa a que
se quer.
Dane se inclino tremendo e a beijo. Abriu a boca e deslizo a língua na boca do Tess para
explorar com ela seus rincões mas secretos.
Tess sorriu. Dane a beijava com tanta ternura que esteve a ponto de chorar de emoção.
Dane deslizo as mãos pelas costas do Tess, tombo-se a seu lado e a atraiu lentamente para o
enquanto deslizava uma de suas pernas entre as pernas do Tess.
Tess lhe acaricio com carinho e sorriu quando Dane lhe acaricio as costas. Seguiu beijando-a
até que os lábios do Tess estiveram ligeiramente inchados, depois lhe desabotôo cuidadosamente o
sustento para acariciar seus seios. Tess começou a respirar com dificuldade. Dane tinha aceso um
desejo violento com suas carícias.
—Nunca te havia visto nua embora já te tinha acariciado assim —murmuro Dane enquanto
lhe desabotoava a blusa.
Tess se sentou enquanto Dane lhe tirava a blusa quando tento voltar a tombar-se, Dane o
impediu
Começou a beijá-la enquanto brincava com deliciosa ternura com os mamilos eretos. Tess
gemeu e o a Miro aos olhos.
—Isto é excitante—disse com voz insegura—. Nunca o tinha feito.
—Eu tampouco —confesso Tess.
—Desejo-te, Tess —murmuro Dane.
Incline a cabeça e lambeu sensualmente os mamilos da jovem. Tess se sentia voar; sentia um
fogo em seu interior que solo Dane podia apagar.
—Se —disse Dane e continuou beijando-a com paixão—. Se, pequena...
Tess lhe olhava maravilhada, assombrada e indefesa enquanto Dane a despia. Depois o
observe despir-se e advertiu que vacilava.
—Não... importa —lhe disse com voz tremente ao compreender o motive da vacilação do
Dane. Viu as cicatrizes em suas costas e soube que havia outras piores em seu peito—. Te amo!
Dane se voltou. Tess olhou com admiração e assombro sua masculinidade antes de dirigir o
olhar para seu peito e sua perna, que estavam cheios de cicatrizes; mas para o Tess, que tanto o
amava, solo eram leves imperfeições em um corpo perfeito.
Tess se sentiá completamente a mercê de seus próprios sentimentos. Nunca tinha experiente
sensações parecidas.
É o mas belo que vi em minha vida —lhe disse Dane observando-a extasiado.
__Tu também —murmuro Tess.
Dane se tombo a seu lado. Tremia pelos anos de abstinência e pelo desejo que aquela mulher
despertava.
__Te desejo, neném —murmuro contra o ventre quente do Tess, e lhe sentiu estremecer-se
sob suas carícias—. me Sinta.
esfrego-se contra ela e a beijo com ternura. A evidência de sua excitação era arrolladora.
—me deixe te encher —sussurro contra a boca aberta do Tess. Coloco-a cuidadosamente
debaixo do e se abriu passo com a língua no doce interior da boca do Tess—. Abre sua boca... para
mi.
Foi incrível a cega paixão que a invadiu para ouvir aquelas palavras. Tess não compreendia
como podia lhe desejar tanto.
Dane poso a mão na coxa do Tess e a Miro preocupado.
—Sinto ter que te fazer danifico —ofego contra a boca do Tess. A Miro aos olhos com
paixão—. Quero ver como te converte em mulher —murmuro e sem deixar de olhá-la aos olhos a
penetro lentamente. Tess se aferrou aos ombros do Dane e ofego—. me Diga o que sente —sussurro
com voz rouca—. Compartilha isto comigo.
—Arde... como fogo!
—Não chore, pequena —se moveu sem deixar de olhá-la—. Solo uns segundos mas...
Tess começou a tremer. Dane não apartava o olhar de seus olhos.
—Agora vai doer te muito. Mas tenho que terminar isto —murmuro ao sentir a barreira que
se apresentava.
—Não importa, contínua —repôs Tess com dor.
—Dane não se deteve. Tess o empurro, mas Dane não se deteve. E quando Tess começava a
pensar que não poderia seguir suportando a dor cesso repentinamente. Dane suspiro e fico muito
quieto. Sorriu.- Tess, que lhe olhava com os olhos cheios de lagrimas que ele seco a beijos. Cobriu-
lhe o rosto de carícias e beijos e murmuro doces palavras de amor.
Tess deixo de aferrar-se aos ombros do Dane quando cesso a dor. Sentiu que Dane a
penetrava ainda mas e o Miro ruborizada. O lhe sorriu com ternura
—Agora posso te fazer o amor, Tess. Já não vai doer te —a beijo com suavidade e moveu
seus quadris a um ritmo que a fez ofegar de prazer. Ao ver que Tess se excitava, Dane sentiu um
orgulho nitidamente masculino—. É muito valente —lhe sussurro e começou a mover-se mas
rapidamente, assegurando-se de que Tess lhe seguisse. Muito valente. Nem sequer gritaste.
—Dane? —pergunto Tess de repente.
—me deixe lhe agradar —lhe deu um beijo na boca—. Agora vou ensinar te. vou ensinar te,
neném.
Tess era consciente de que Dane nunca fala feito nada igual, que nunca tinha amado como a
estava amando nesse momento. Era como se também o fora virgem. Abraço-o com força e soluço
quando Dane lhe disse que desejava deixá-la totalmente satisfeita. Dane a Miro e ao dar-se conta de
que Tess estava chegando um novo mundo de prazer se moveu mas rapidamente para alcançá-la.
Dane nunca tinha sido tão feliz.
Depois permaneceu unido a ela, secando seus lagrimas, beijando-a com ternura, acariciando
seu corpo exausto. Ao cabo de uns minutos, levanto-se para levar a cama uma cerveja que
compartilhou com o Tess enquanto fumava um cigarro. Dane não pensava na manhã, solo naquela
noite, na alegria de amar, na beleza das palavras de amor que Tess lhe tinha agradável.
Sotaque a cerveja na mesinha de noite e apago o cigarro antes de voltar a tombar-se ao lado
do Tess.
__Ouiero que voltemos a fazer o amor —susurró__. E esta vez será muito doce. Esta vez
vais desfrutar tanto que vais gritar de prazer.
__Dane... amo-te —sussurro com paixão quando Dane voltou a penetrá-la.
__Já? —pergunto-lhe Dane com a voz enrouquecida pelo desejo.
__Si —ofego Tess—.Agora, agora, já...!
Dane nunca havia sentido nada parecido. Esteve a ponto de derrubar-se ao sentir como se
haveria para o corpo do Tess, para ouvir seus gritos afogados quando a alago uma, dois, três vezes.
O nunca se havia sentido capaz daquela potência interminável, daquela excitação incansável.
Possivelmente fora pela abstinência ou pelo que sentia por ela, o caso era que também para o Dane
foi como fazer o amor pela primeira vez. Ao final, esgotados, agarraram-se da mão e dormiram.
À manhã seguinte, Tess despertou com um beijo. Dane abriu os olhos e a viu sobre o, Dane
gemeu brandamente e a tombo na cama.
—Não —murmuro Tess quando compreendeu as intenções do Dane—. O sinto —disse com
tristeza, mas me dói...
Dane respiro devagar para recuperar o controle. Depois acaricio com carinho ao Tess.
—Fizemos o amor quatro vezes. Seguro que te fiz mal.
—Não —respondo ela—. OH, não, não me fez nenhum dano.
—,Mas te faria mal se fizéssemos o amor agora? —pergunto e lhe deu um beijo na boca.
—Temo-me que se.
Dane suspiro e se tombo a seu lado.
—Deveria haver-me imaginado. Ainda não estou suficientemente acordado. Gosta de tomar
um café?
—Se. vou preparar o —ao levantarse deu conta de que estava nua, e envergonhada se cobriu
com 1a savana.
Dane compreendeu o que sentia e se levanto para ficá-los cueca e as calças.
—Pode te vestir enquanto me banho —lhe disse sem olhá-la.
Tess o Miro com expressão sonadora; desejava lhe dizer que lhe queria, mas sábia que o não
responderia, assim decidiu calar. Amava-a, disso estava segura
—Anda —lhe disse Dane já na porta—, ou chegaremos tarde ao trabalho.
—Ah, se, claro.
Dane não menciono o que tinha passado. E ao Tess não surpreendeu sua atitude. Dane era
um homem que temia manifestar seus sentimentos, embora os ten. Não estava seguro dos
sentimentos do Tess e ela o compreendia.
—Helen diz que posso comer com ela enquanto trabalha no caso que lhes atribuíste —
comento Tess quando estava terminando de tomar o café da manhã.
—Não.
—Por favor, me deixar terminar de falar. vou ser o senuelo. Enquanto outros se fixam em
meu, ela seguirá aos suspeitos.
—É muito vulnerável —respondo Dane—. A Helen não a seguem uns narcotraficantes; a ti
se. Não, não. Não quero te perder de vista. Não confio em que ninguém possa te cuidar melhor que
eu.
—Esta bem —respondo ruborizada.
—E não te faça ilusões pelo que ocorreu esta noite —a Miro carrancudo—. foi algo
irrelevante, ouviste-me?
---lrrelevante? —pergunto. Não entendia como podia dizer que tinha sido irrelevante um
pouco tão profundo.
Dane também estava surpreso de se mesmo.
— que esperava que dissesse? —pergunto com acritud.....
--Que é o mas formoso que me aconteceu concedeu Tess—. Mas o foi. Ao menos para mim.
__Te fiz dafio.
__Si... ao princípio —o Miro sorridente.
Ao Dane lhe acelero o coração ao recordar o prazer que tinham compartilhado. Solo olhá-la-
o excitava, assim que ficou de pé, deixo seu guardanapo na mesa e disse bruscamente:
—Vamos.
Tess o seguiu sem protestar, envolta em mil sonhos e ilusões. Sábia que Dane a amava.
Dane ia lutar contra aquele sentimento, era inevitável, mas ao final ia perder. Não poderia resistir ao
Tess.
Assim que chegaram ao escritório os problemas reclamaram toda sua atenção, e isso foi um
alívio para o Dane. inundou-se em seus casos sem olhar para trás, deixando ao Tess ocupada com
suas agendas e entrevistas.
Os últimos dias tinham estado tão cheios de novidades que Tess quase se esqueceu da noite
que a tinham ferido. Ainda lhe doía um pouco o braço. Sorriu ao recordar como lhe tinha beijado
Dane a ferida. Lhe tinha acariciado as cicatrizes do ombro, a perna e as costas com a mesma ternura
enquanto faziam o amor; havia- dito ao Dane que tinham sido ganhas com honra, e isso tinha
aumentado seu prazer. Ainda recordava seus gemidos de prazer.
Tess conteve o fôlego. De verdade pensava Dane que um pouco tão formoso podia ser
irrelevante? Ela não, e sábia que o tampouco, mas estava tão assustado que ainda não se atrevia a
aceitar que a amava.
O telefone a fez voltar para a realidade, mas conforme transcorriam as horas seu corpo ia
recordando a atividade desacostumada a que tinha estado submetido a noite anterior. Resultava-lhe
difícil sentar-se, mas não lhe ocorreu mencioná-lo para não despertar as suspeitas de ninguém.
À hora do almoço viu como outros companheiros saíam. Dane tênia que atender um
compromisso a essa hora, assim que fico sozinha no escritório. Seguro que Dane não tinha pensado
naquela possibilidade quando lhe havia dito que não podia comer com a Helen Bom, cruzaria a rua
e entraria em um restaurante a comer um sanduíche. Isso era melhor que ficar sem almoçar.
ficou o casaco, saiu e colina a agência. Ainda não se deu a volta quando um homem a agarro
por detrás e lhe tampo a boca com a mão.
—Aqui estas, preciosa —lhe disse uma voz rouca—. Bem a tempo, e quando acabar
contigo, já não terá nenhuma pressa por declarar ante um juiz tudo o que viu!

Capitulo Seis

Tess não tinha estado mas assustada em sua vida. O homem que estava a suas costas a tênia
imobilizada do braço. Arrasto-a lentamente para a porta da rua, onde outro homem os estava
esperando em um carro em marcha.
Aquilo não podia lhe estar passando... não podia deixar que lhe passasse. Sentia uma
navalha nas costelas e pensou que estava ao bordo da morte.
Se aquele homem conseguia levá-la até o carro já não teria escapatória. Morreria. O carro no
que os estava esperando o outro homem era um luxuoso sedam cor cinza metalizada; tanto o
homem que estava em seu interior como o que a agarrava a ela vestiam elegantes trajes. Apesar de
seu medo, Tess pensou que se feito milionários sem escrúpulos. O mau era que isso significava que
não lhes importaria desfazer-se dela.
Havia uma oportunidade, quase insignificante, de que pudesse escapar antes de que esse
homem a subisse ao carro. Assim que este abrisse a porta do edifício, tênia que guardar a navalha, e
se ela era rápida e mantinha a calma, poderia escapar.
Intento tranqüilizar-se; não podia permitir que a invadisse o pânico. Tênia que recordar o
que tinha aprendido de seus companheiros detetives, os pequenos movimentos que podiam lhe
salvar a vida. Aquelas lições podiam lhe servir.
Rezo em silêncio para que seu agressor a soltasse. Repassava mentalmente uma e outra vez
o movimientoque ia fazer esperando que chegasse o momento oportuno.
Tudo partia bem. Sentiu-o afrouxar a pressão de suas mãos e rir. Desfrutava com o medo do
Tess. A porta já estava perto e para ela se dirigiu o homem levantando a mão com a que estava
agarrando a navalha para poder abri-la.
E assim que começou a soltá-la Tess afundou com força o cotovelo no diafragma do
homem. Este sob o queixo e Tess lhe deu um murro no nariz. Reagindo com rapidez Tess se aparto
e saiu correndo à rua em direção a grande avenida. Graças a Deus era meio-dia e havia gente por
toda parte! Aqueles homens não se arriscariam a persegui-la entre a multidão. Tess correu com
todas suas forças sem olhar para trás.
meteu-se entre um grupo de gente que estava esperando que trocasse o semáforo para cruzar
a rua. Pela extremidade do olho viu que um carro se dirigia para ela. Não, pensou aterrada, eles
não...!
—jTess!
A garota se voltou. Era Dane em sua Mercedes.
—[Dane! —cruzo correndo a rua, meteu-se no carro e o abraço com força.
Dane a estreito em seus braços. Tinha estado a ponto de voltar-se louco. Ia correndo à
agência com a esperança de chegar antes de que os detetives saíssem a almoçar e haíia visto o Tess
correndo enquanto um carro se afastava a toda velocidade. Tinha tido que escolher entre proteger ao
Tess ou seguir ao carro... mas não o tinha pensado duas vezes.
Beijo ao Tess na boca antes de soltá-la.
—Por pouco me apanham —murmuro Tess sem fôlego—. Um homem me agarrou pelas
costas quando saía do escritório. Pô-me uma navalha nas costelas...
—Deus —gemeu Dane e a abraço.
-Helen me tinha ensinado a me defender de alguém que me atacasse pelas costas —
continuou Tess, elevando a cabeça no peito do Dane—. recordei como se fazia e lhe agarrei
despreparado e saí correndo —sorriu—. foi muito emocionante acrescentou com o olhar brilhante
procurando os olhos do Dane—. Agora entendo por que... Dane?
Dane acabava de estacionar o carro, agarrava com força o volante e tênia o olhar perdido.
.__Ya aconteceu tudo —disse Tess com suavidade e apoio sua cabeça na do Dane. Beijo
com ternura sua boca, seu nariz, seus olhos fechados. Não foi tua culpa -murmure— te esqueceu
que me havia dito que não podia sair a comer com a Helen.
—Não me esqueceu —respondo—. saí com tempo suficiente para chegar ao escritório antes
de que saíssem a comer, mas no caminho me cravou uma roda.
—Dane —murmuro.
—me deixe te abraçar, Tess —respondo com voz dê—. Não fale. Solo me deixe te abraçar.
Tess obedeceu. Dane se sentia culpado, embora Tess não entendia por que. Ela não o
culpava. Beijo-o no pescoço e esteve a ponto de lhe dizer que para ser um homem que não a amava,
parecia estar bastante assustado, mas o pensou melhor e fico calada.
Dane suspiro e Tess levanto o olhar. Dane a Miro preocupado e lhe pergunto:
—Tem-te feito mal?
—Não —lhe asseguro com olhar brilhante—. Mas eu se lhe tiver feito mal. Acredito que lhe
tenho quebrado o nariz.
—Bom —assobio—, terei que falar com a Helen.
—Seu nunca quiseste me ensinar a me defender —respondo à defensiva.
—Me alegro de que o tenha feito ela. vou premiar os a ela e ao Harold com todas as pizzas
de anchovas que possam comer-se.
—Que bem. Pode comprar uma a meu? .- Estou-me morrendo de fome.
—Pobrecita, não almoçaste —a emprego em seu assento e lhe grampeio o cinto de
segurança—. Já vamos comprar te uma pizza.
Tess o Miro com adoração e Dane teve que fazer um grande esforço para não abraçá-la outra
vez. Não gostava de olhá-la quando não podia ocultar o que sentia por ela, pois Tess podia pensar
que estava apaixonado, e isso era ridículo, certamente... A beijo na boca com suavidade.
—de agora em diante, quando eu saiga do escritório, assegurar-me de que alguém fique te
cuidando. Sinto muito, Tess, sinto-o muitíssimo.
—Já te hei dito que não foi culpa tua —lhe sorriu antes de acrescentar—: me Beije outra
vez.
—Há muita gente —respondo Dane assinalando às pessoas que foram pela rua.
—Podemos comer no apartamento, não?
—Não, não podemos —respondo com carinho ao ver a expressão do Tess—. Em primeiro
lugar, precisa te recuperar do que te fiz ontem à noite, e em segundo lugar —acrescentou adotando
uma expressão mas dura—, de agora em diante vais dormir em sua cama, não na minha. Não deixar
que volte a acontecer o de ontem à noite.
—Por que não? —pergunto Tess com suavidade.
Dane lhe acaricio o queixo e respondo preocupado:
—Porque não quero compromissos. Nunca esquecer que fui o primeiro homem com o que
tem feito o amor. Mas seu necessita muito mas, e eu não acredito no amor. Todas minhas ilusões
estão rotas.
—Pode trocar de opinião. Posso acostumar--me a ti.
—Já acostumaste a meu, mas não posso me casar contigo. me escute, Tess. Crie que me
ama, mas não tem nenhuma experiência com os hombres.Algún dia o sexo não será suficiente para
ti. Quererá ter filhos.
__Te amo, Dane —respondo Tess.
Pane a Miro com ternura, mas reprimiu o desejo que despertavam no aquelas palavras.
_—Não sabe o que é o amor —respondo tranqüilo.—. Crie que amor significa duas pessoas
em uma cama.
.__Anoche fomos muito mas que duas pessoas em uma cama. Fizemos o amor, Dane.
Fizemo-lo de uma forma tão formosa que estou segura de que você não gostaria que outro homem
me acariciasse como o fez você.
Dane fecho os olhos. Tess tênia razão, mas não podia dizer-lhe Devia guardar-se seus
sentimentos.
—Foi sozinho sexo —respondo com frieza obrigando-se a olhá-la—. E tem sorte de que eu
seja estéril podia te haver encontrado com graves problemas.
—A meu não pareceriam tão graves —respondo sonriendo.
—Não tem sentido seguir discutindo —respondo Dane e pôs o motor em marcha—. Temos
que informar do que te acaba de passar, na delegacia de polícia mas próxima. Assalto a mão
armada. vou colocar a esse desgraçado no cárcere hoje mesmo e daí não sairá esta vez, embora
tenha que lhe pedir a meus colegas que rodeiem o tribunal! —concluo zangado. Tess se ponho-se a
rir ao lhe ver tão indignado. Como pode rir ?Deus, acaso não te dá conta de que lhe faltou muito
pouco para te matar?
—Se, o se. E lembrança que pensei que não te voltaria a ver —acrescentou olhando-o com
adoração.
Dane Miro a outra parte. Ultimamente tinha tido muitos sustos, e todos relacionados com o
fato de perdê-la. Arranco o carro, acendeu um cigarro e não voltou a pronunciar palavra até que
chegaram à delegacia de polícia.
Helen estava exultante desde que se inteirou de que Tess se salvou graças a suas lições Dane
tinha estado de um humor de cães durante o resto do dia, embora lhe tinha dado a Helen uma
recompensa pelo que lhe tinha ensinado ao Tess. Não podia tirar-se da cabeça aos homens que a
perseguiam. Nunca havia sentido tantas vontades de matar a alguém.
Como estavam os detetives no escritório, Dane aproveito para ir à delegacia de polícia para
falar com o sargento que se estava fazendo cargo do caso.
—Ainda nada —lhe disse o sargento—. Temos mexeriqueiros por toda parte, mas esse par
de ratos não se em que buraco se esconderam. Provavelmente sabem que depois do que acabam de
fazer vamos detê-los. Sabe que sua secretária teve muita sorte? Tomboy, que a tentou colocar ao
carro acaba de livrar-se do cárcere por falta de provas em um assassinato. Estou seguro de que a
tivesse matado se tivesse conseguido subi-la ao carro.
—Não o duvido —respondo Dane muito sério. Não queria seguir pensando nisso—, ofereço
a meus detetives para que ajudem a localizar a esses tipos. Não quero que Tess siga correndo
perigo.
—Agradecemos a ajuda —respondo o sargento Graves—. Com sua experiência, saberá que
nossa gente não é suficiente. A gente parece não dar-se conta do tempo que leva seguir a um
suspeito. E esses dois tipos são fornecedores dos grandes. Um deles tem contatos com o sob mundo.
—Tem alguma direção?
O sargento sorriu, escreveu algo em um papel e o entrego ao Dane.
__No sabe de onde saiu esta direção, de acordo?
Dane assentiu e ficou de pé para despedir-se.
__Buena sorte.
__Ambos a necessitamos.
Quando voltou para o escritório Dane entrego a direção ao Adams, além de algumas
instruções. Na hora de fechar a agenda se asseguro de não perder de vista ao Tess até que chegaram
ao apartamento.
Dane deixo sua jaqueta em uma poltrona com um gesto que ao Tess começava a lhe resultar
familiar. Adorava estar a seu lado, viver com o e era dolorosamente consciente de que quando
apanhassem aos homens que queriam silenciá-la, teria que voltar para a solidão de seu apartamento.
Empalideceu ao pensá-lo. Dane se voltou e lhe pergunto ao ver sua expressão.
— O que acontece?
—Estava pensando que quando apanharem a esses homens, terei que voltar para meu
apartamento.
Dane franziu o cenho. O tampouco queria pensar nisso. Os últimos dias ao lado do Tess
tinham sido maravilhosos, e não só porque tinham feito o amor, mas sim porque desfrutava vivendo
com ela.
—Suponho que seu te alegrasse —continuou Tess in-tentando parecer despreocupada—. Já
não te encontrasse minha roupa no quarto de banho, nem meus sapatos debaixo da poltrona...
—Isso não é verdade —respondo Dane—. vou jogar te de menos. E acredito que seu
também vais jogar me de menos. Mas acostumamos a isso faz muito tempo.
—Refere a quando feriram?
—Se —assentiu Dane—, então convivemos muito de perto até que eu consegui te afastar de
meu lado.
—Mas já não te tenho medo —lhe sorriu com tenura.
Dane a abraço.
—Isto tem que terminar —lhe disse com amargura—. Já lhe adverti isso, não quero
compromissos.
Tess lhe rodeio o pescoço com os braços e apoio a bochecha em seu peito. Estava disposta
a desfrutar ao máximo daqueles mementos. Ao menos, as lembranças seriam doces.
—Posso dormir contigo esta noite?
—eu adoraria —respondo Dane—. Mas não. Isso solo pioraria as coisas. Não devemos estar
mas perto do que estivemos. Já será muito doloroso estando como estão as coisas —Tess abriu a
boca para protestar, mas Dane a silêncio pondo um dedo sobre seus lábios—. crie que me ama —
continuou ele—, mas tudo trocasse quando voltar a seu apartamento e retome sua vida. Então te
parecerá que tudo foi um pesadelo.
—o de ontem à noite não foi um pesadelo.
—O —a beijo na frente com infinita ternura—. Mas foi sozinho uma noite. Com o tempo o
esquecesse.
—Esquecesse-o você? —pergunto Tess.
Dane se voltou como se não a tivesse ouvido e pergunto:
—,Quem cozinha hoje? Gosta de um hambúrguer. Vários hambúrgueres —se corrigiu—. A
parte de pizza que comemos não foi suficiente.
—Eu preparar os hambúrgueres —se ofereceu Tess.
—Sempre cozinha você; isso não é justo.
—É-o se se tem em conta quão mau cozinha seu —respondo Tess dirigindo-se para a
cozinha.
—Feminista.
—É sozinho questão de pontos de vista.
Preparou uns hambúrgueres especiais que Dane Miro com receio quando se sentou à mesa.
__Pruébalas antes de fazer comentários em contra_,le aconselho Tess.
Dane entrecerró os olhos e probo uma.
__Son diferentes —disse.
__Kit me ensinou às preparar. Aprendeu-o de sujefe.
.—Faz muito que não vêm pela agenda. Logan Deverell é um de nossos melhores clientes.
Tansy, sua mãe, mantém-me em nomeia.
—Essa mulher esta louca, verdade? —disse Tess—. Sempre metida em problemas. Logan
sempre esta preocupado por ela.
—Se a amarrasse a um poste, deixaria de preocupar-se.
—Se, mas então já não recorreria a nós.
—Seria a ruína!
—Sinto falta da o Kit —suspiro Tess e o Miro—. Se deprimiria se se inteirasse de que
estamos vivendo juntos.
—Não vivemos juntos —assinalo Dane.
—Claro que se, embora seja temporalmente —replicou Tess. Dane termino seus
hambúrgueres e lhe pergunto—. Suponho que não poderemos ir ao rancho este fim de semana.
—Não podemos nos arriscar —respondo.
—Por culpa dos narcotraficantes?
—Não, Tess —replico o com calma—. Porque fomos amantes e Beryl não esta cega, Nossa
forma de nos olhar nos delataria. É uma mulher muito antiquada —fez uma careta ao ver que Tess
se ruborizava—. E seu também. E eu —seu olhar se obscureceu—. E apesar disso, eu gosto de ter
sido o primeiro homem com o que tem feito o amor. Entesourar esse recordo durante toda minha
vida.
—Eu também —respondo com suavidade olhando-o aos olhos—. Dizia que não poíias ser
tenro, ontem à noite foi incrivelmente carinhoso. Desejava-me tanto...
—Queria te mimar —respondo emocionado—. Queria que tivesse uma lembrança doce,
algo que apagasse o medo que te infundi a primeira vez que te beije — se encolheu de ombros—.
Além disso queria averiguar se podia prodigalizar ternura.
—Acredito que não ficou nenhuma dúvida ao respec-to —respondo Tess.
Dane a Miro com conserto.
—É como imaginava —respondo o—. Doce e carinhosa, abandonada a meus braços.
Tess se ruborizo.
—Não me arrependo de nada. Nunca me arrependerei.
Dane desviou o olhar. Podia lhe haver dito o mesmo, mas estava começando a excitar-se.
—Tenho trabalho. Não te importa que te deixe sozinha?
—vou ver um programa especial sobre lagartos —respondo Tess.
—Lagartos? —pergunto sentido saudades.
—Não se por que, mas sempre me fascinaram. Sobre tudo os dragões de komodo. Conhece-
os? São grandes e têm áspides dentadas...
—E um órgão do Jacobsen muito desenvolvido —acrescentou ele surpreendendo-a—. Se,
também me interessam os lagartos e, em geral todo o relacionado com os animais.
—Suponho que porque também cria ganho.
—Eu gostaria de te levar a rancho outra vez —confesso Dane procurando seu olhar—. Mas
Beryl te faria te sentir incomoda.
—Seu crie que se pode ser feliz? pergunto Tess de repente.
—Possivelmente se. Mas eu não posso esquecer o fracasso de meu matrimônio, Tess.
Entretanto, ao princípio Jane e eu fomos felizes, embora em determinado momento deixamos de nos
preocupar o um pelo outro. No amor não há garantia de nada; acredito que pensaria de outro modo
se pudesse te dar um filho. Mas não posso e não acredito que possamos fazer que esta relação
funcione. Tenho medo de aceitar a provocação, compreende-me?
__Crees que sou muito jovem —suspiro Tess olhando-o com acanhamento—. Não se se me
sentir adulada 0 insultada. Queria-te quando tênia dezenove anos, E te quero agora —sorriu com
tristeza—. Como posso deixar de te querer, Dane?
Dane apertou os dentes; não sábia que responder assim que se termino o café e se levanto.
—Deixa os pratos, eu os lavar depois.
—Não importa...
—Estas em minha casa —lhe recordou com frieza—. Estou acostumado a lavar pratos e a
cozinhar. Faz anos que vivo só —e ato seguido se dirigiu a seu estudo.
—É realmente como se tivesse uma sombra —lhe disse Helen dois dias depois no
escritório—. Dane nunca te tira os olhos de cima, e se sair, deixa a meu, ao Nick ou ao Adams te
vigiando. Pobre de ti, suponho que terá vontades de que isto termine. Viver com o Dane deve ser
como viver no inferno. Menos mal que não revista faz vida social, se não já teria te tornado louca.
—Suponho que se.
—Dane podia ter sido seu meio-irmão, verdade? —pergunto Helen—. Todos sabemos que
seu pai e sua mãe foram casar se, assim que isso fará que resulte mas fácil estar em sua casa. É
como se fossem família.
Tess respondo que se, embora era mentira. Dane não era familiar dele; Dane era a luz de sua
vida, embora não estivesse disposto a lhe dar o que Tess desejava: matrimônio e companhia. Dane
temia que ela fora como Jane, que terminasse lhe fazendo a vida impossível porque não podia lhe
dar um filho. c
Mas ela, Tess, não séria assim. Entendia que a Dão lhe incomodasse não poder ser pai, mas
isso não era o fim do mundo. Ela o queria muitíssimo e depois de conviver com ele não podia
imaginá-lo que séria voltar a viver sozinha.
Embora Dane não parecia ter o mesmo problema Se lhe preocupava sua relação, não o
demonstrava. Pelas noites se mostrava amável, mas nunca desejoso de procurar sua cercania.
Passava quase todo o tempo em seu estudo e quando não estava ali, estava em sua habitação..
A distância que os separava ia aumentando-se pouco a pouco. Dane estava decidido a tirar a
de sua mente, e embora Tess queria seguir unida a ele, não podia consegui-lo sem sua ajuda.
—Tess, vêem aqui um momento, por favor —disse Dane à manhã seguinte lhe assinalando
seu escritório.
Ali se encontrava também Nick. Era o irmão da Helen e ex-agente do FBI. Dane lhe tinha
convencido para que trabalhasse em sua agência; se Tess não estivesse apaixonada pelo Dane,
provavelmente o estaria do Nick.
—vamos obrigar os a atuar —disse Dane ao Tess sem mas preâmbulos—. Nick esteve com
um homem que tem uma pista e informação que podemos utilizar, e lhe deu algumas pistas sobre
seus movimentos. Lhe vamos utilizar de chamariz, carinho, e esses tipos virão a te buscar.
—Obrigado —suspiro Tess—. Sempre soube que me queria, Dane. De verdade.
Nick se ponho-se a rir, mas Dane permaneceu muito sério e acrescentou
—Estará a salvo porque nós lhe estaremos vigiando. É o único que me ocorreu para não lhes
dar vantagem. Não podemos ficar sentados esperando que voltem a atuar. Isso é muito perigoso.
__Que quer que faça? —pergunto Tess com calma
-Primeiro lhe dispararam, depois quiseram te seqüestrar para te liquidar e conseguiu escapar
—murmurou Nick—. É uma pena que Dane não queira te contratar como detetive, Tess. É uma
detetive nata.
—Diga-lhe diga-lhe ao Dane —respondo assinalando ao escritório—. Pensa que não sirvo
para isto.
—Não faz falta ser detetive para receber um disparo —lhe informo Dane.
—Não, mas se para escapar de um assassino em potência —respondo Nick—. Alguns de
nossos melhores detetives não haveriam...
—Olhe, troquemos de tema —lhe interrompeu Dane com suavidade—. Tess, isto é o que
quero que faça...
E procedeu a pô-la à corrente. Contou-lhe onde e como foram tender a armadilha. Tess
estava tão nervosa como assustada, mas se recordou que já se enfrentou aos dois tipos que tinham
querido liquidá-la. Estava segura de que podia manter a calma em situações perigosas.
Ao menos estaria fora de perigo quando tudo terminasse. E também estaria fora da vida do
Dane, a julgar pela pressa que tênia por resolver o caso.
Aquele fim de semana, Dane se mostrou desacostumbradamente inquieto.
—Vêem, saiamos daqui —lhe disse olhando-a—. te Ponha algo.
—Já tenho posto algo —respondo assinalando suas calças jeans e seu sudadera.
—Bom, ponha um casaco e botas. Tenho vontades de montar a cavalo.
—Aonde?
—No rancho —murmuro e a viu ruborizar-se— É o dia livre do Beryl —lhe informo—.
Além assim, poderemos manter as aparências em publico. De fato, Helen se acredita que estou
convertendo sua vida em um inferno.
—E não é certo? —pergunto Tess. Dane se voltou e respondo:
—Anda, vamos. Não podemos ficar aqui sentados todo o dia.
E se não a tocava, menos, pensou ela com amargura Mas não podia negar-se a passar um dia
inteiro em companhia do Dane. No futuro cada momento passado a seu lado séria uma lembrança
muita prezada.
Agarrou um agasalho impermeável, ficou umas botas e lhe seguiu.
Era um dia frio e se alegro de haver ficado o agasalho impermeável quando chegaram ao
rancho do Dane. Seus esforços por não cair do cavalo fizeram rir ao Dane, embora o cavalo no que
a tinha montado era tranqüilo e aos poucos minutos Tess conseguiu dominá-lo.
Levavam um momento cavalgando quando viu que Dane se movia molesto na cadeira e lhe
pergunto preocupada:
—Dói-te as costas?
—Há algumas noites —a Miro sonriendo com amargura e o Miro tão preocupada que
ponho-se a rir—. OH, Deus.
—Você molesta? —pergunto.
—As costas esta bem —lhe asseguro—. um pouco rígida, mas fica assim quando trabalho
muito. Asseguro-te —adiciono em tom mas suave—, que me dói mas as costas pelo que fizemos
juntos que pelo trabalho de rotina.
—Já vejo —respondo Tess depois de esclarecê-la garganta —e desviou o olhar.
—Covarde. Seu é a que tirou o tema —lhe agarrou a mão e a beijo—. Obrigado pelo
presente que me entregou aquela noite.
Tess se ruborizo; não foi capaz de pronunciar palavra -Dane deteve os cavalos e quando
Tess se atreveu olhá-lo continuou
__Me senti como um verdadeiro homem —lhe disse lentamente—. Embora não pudesse te
dar um filho.
_-Dane —contesto,un— filho não é a única razão pela que duas pessoas se casam.
" ___Quiza não —respondo—. Mas o fato de não poder o ter pode destruir um matrimônio
—sua expressão se endureceu—. Destruo o meu
—Eu não sou Jane! —exclamo Tess.
—Disso não há dúvida. Ela não me suportava na cama, e você... Deus, você... beijo a palma
da mão do Tess e colina os olhos—. Nunca havia sentido nada igual —concluo bruscamente. Ao
Tess surpreendeu a emoção que se refletia na voz do Dane.
—Acreditava que para um homem não havia tanta diferença entre uma mulher ou outra.
—Estive a ponto de perder o conhecimento em seus braços —a Miro e disse com voz
enrouquecida—. Quando penso naquela noite me excito.
Também ela; Tess Miro ao Dane esperando que se rendesse ao que sentia, mas o ruído de
uns cavalos que se aproximavam lhe fez voltar a cabeça. Dane lhe soltou a mão.
— Quem é ? —pergunto Tess ao ver aproximar-se de dois cavaleiros.
—Penetre Everett e King Brannt —acendeu um cigarro e sorriu quando os cavaleiros se
detiveram seu lado.
Dane sábia que o habian visto com o Tess e que se aproximaram para vê-lo melhor. Tanto
Penetre como King sabiam que era bastante estranho que Dane levasse uma mulher a seu rancho.
—Bonito dia —comento Penetre e recorrio ao Tess com o olhar com evidente admiração,
—Se, bonito dia —disse King.
—Esta é Teresa Meriwether —os inforrnó Dane com exagerada paciência—. Tess para os
amigos, seu pai ia casar se com minha mãe antes do acidente. assim que ela é... da família. E
também minha secretária na agência. ^
Penetre Everett se torno para trás o chapéu e olhou com curiosidade ao Dane.
—Bem —disse Penetre e se voltou para o Tess—-. me alegro de lhe conhecer —lhe sorriu
com carinho.
—Eu tambien —coincidiu King Brannt.
Tess lhes sorriu timidamente.
—,;C6mo esta Heather? —pergunto-lhe Dane a Penetre—.Segue dando classes de canto?
—E escrevendo canções —replico Penetre—. vendeu recentemente um tema a um grupo
chamado Desperado, de Wyoming, e o cantor do grupo ganhou outro Grammy graças à canção. esta
Heather encantada, e também nossos filhos —riu—. Estão em uma idade em que a música parece
ser o único importante.
—A meus filhos também adoram —comento King—. Dana tem um teclado e Matt uma
bateria Shelby prefere sair ao jardim quando ensaiam. O ano que vem irão à universidade. Os filhos
de Penetre vezes devem ensaiar com meus e acredito que um dia me vou voltar louco com tanto
ruído.
—Os mando a sua casa para que na nossa haja um pouco de paz —explico Penetre—.
Shelby há dito ao Heather que gostaria de ter outro filho. Não crie que já estas um pouco velho?
—Olhe quem fala, avô —respondo King e Miro com curiosidade a Estas Dane pensando em
voltar a te casar.
Dane nem sequer pestañó..
—Não. Queria algo mas, além de ver de perto a minha convidada?
—Queria te comentar que deveríamos comprar outro touro —lhe recordou Penetre—.- King
vai vender um, mas precisa comprar outro. Como seu e eu estamos preparados para vender, King
pensou que podíamos fazer um trato assim que tenha tempo, discuti-lo... Hoje não, é obvio —
acrescentou ao ver como o olhava King.
Dane soltou uma gargalhada.
__Esta bem —disse—. Falar contigo na próxima semana.
Para então esperava ter apanhado a quão narcotraficantes ameaçavam ao Tess, e ela se teria
ido já a seu apartamento.
—Esta bem —respondo King—. E quanto ao de trocar seu touro pelo meu, nem o sonhe —
acrescentou sonriendo zombador a Penetre.
—Vê muitas filmes do John Wayne —assinalo Penetre—. Até falas como o.
—Em qualquer caso —disse King arqueando uma sobrancelha—. Não vais conseguir me
vender um touro cansado.
—Crie que séria capaz de lhe fazer algo assim a um amigo? —pergunto Penetre fazendo o
ofendido.
—Claro —respondo King e Miro ao Dane—, e também que Dane te ajudaria.
—Miúdos amigos! —respondo Tess rendo de boa vontade.
—OH, é obvio que o somos —concedeu King—. Mas já sabe que os amigos podem ser
muito mas perigosos que os inimigos.
—Terei-o em conta —murmuro Dane.
—vais ficar te muito tempo no rancho? —pergunto Penetre—. Estou seguro de que ao
Heather adorasse verte. Suponho que seu trabalho deve ser muito interessante —Miro ao Tess—.
Dane nunca fala disso —assinalo ao Dane com o dedo.
—É a única forma de manter à clientela —respondo Dane—. Vamos dentro de um
momento, mas talvez trago para o Tess outro dia.
—Esta bem. Bom, então nos vemos o próximo fim de semana.
—Me alegro de te haver conhecido —disse King Tess antes de afastar-se dali. Penetre
Everett lhes sorriu seguiu ao King. '
—Seus amigos faz muito que se casaram?
—Anos —replico Dane—. Seus filhos já são adolescentes —contínuo com uma dura
expressão—. Será melhor que voltemos.
Tess apóio a mão no braço do Dane e disse com suavidade:
—Não permita que isto te afete, Dane, os filhos não o são tudo.
—São-o se não poder os ter —respondo o e a Miro fixamente—. me Diga que não quer ter
filhos, Tess —a provocação com frieza.
O olhar do Tess se nublo pela angústia e a dor, mas o não o interpreto assim, amaldiçoou
pelo baixo e se adianto. Tess o seguiu. Nesse momento ela soube que Dane não ia ceder; nunca se
voltaria a casar porque não podia suportar a idéia de não poder ter filhos. Tess nunca poderia lhe
convencer de que podia ser feliz sem filhos. Sua relação não tênia nenhum futuro. Dane o tinha
deixado muito claro sem necessidade de pronunciar uma só palavra.
Tess chego ao estábulo sumida em uma profunda tristeza. Dane a viu fazer uma careta e a
ajudo a desmontar, mas como sempre, tocá-la-o excito. Reteve-a a seu lado enquanto ela
murmurava com suavidade.
—Eu gosto de seus amigos.
—A meu também —Dane tento normalizar o ritmo de sua respiração—. Temos que voltar.
—Me gostou de muito o passeio —murmuro Tess.
—Estas cansada?
—Se —responder—. Não estou acostumada a montar a cavalo, mas eu gostaria de aprender.
—A meu agora gostaria de fazer outra coisa —respondeu Dane procurando seu olhar—. Não
sabe quanto te desejo mas não posso te ter.
—Dane...
__No —se aparto—. dentro de um ou dois dias haveremos resolvido seu problema. Depois
seguiremos cada um nossa própria vida —e sem mas se voltou colocar os cavalos no estábulo.
Ao Tess surpreendia a facilidade com a que dava as costas ao que tinha ocorrido entre eles, a
seu futuro Durante a viagem de volta a Houston Tess se sentiu mas só que nunca.
Felizmente, conseguiu relegar o que tinha ocorrido entre eles a um rincão de sua mente
graças ao assunto dos narcotraficantes. Tinham preparado uma armadilha para a noite do dia
seguinte. Se algo saía mau, podiam matá-la, pensou nervosa. Miro ao Dane e se pergunto se lhe
doeria perdê-la, repenso e se disse que estava sendo injusta com ele. Claro que lhe doeria perdê-la.
—Que acontece? —pergunto-lhe Dane ao vê-la preocupada.
—Estava pensando na armadilha —respondo.
—Trata de recordar que Nick e eu sabemos fazer nosso trabalho —respondo Dane depois de
segundos de silêncio—. vamos cuidar te bem, pequena. vamos apanhar os.
—Estou segura —respondo Tess sem muito convencimento.
Dane esperava que tudo saísse como o tinham planejado o e Nick. Assim que os
narcotraficantes estivessem no cárcere, poderia decidir que fazer quanto ao Tess. Mas de uma coisa
estava seguro: tênia que tirar a de sua vida antes de que fora muito tarde. Não podiam seguir juntos,
mas que nada pelo bem do Tess. Queria-a muito para arrastá-la para um matrimônio vazio.

Capitulo Sete
Tinha escurecido e estava começando a chover Tess se cruzo de braços; tênia frio. Dane
estava detrás dela, fumando seu cigarro.
Nick, Helen e Adams, além de dois dos melhores homens do sargento Graves esperavam
escondidos. Uma discreta investigação tinha revelado que alguém vigiava a agenda e aquela noite
tinham decidido tender a armadilha. Aparentemente, Dane e Tess se ficaram trabalhando até tarde e
o resto do pessoal tinha saído cedo, tentando que os vissem quão delinqüentes estavam vigiando os
escritórios. Assim que se tinham afastado um pouco dali, tinham estacionado seus carros e tinham
tornado posicio-nes conforme o planejado.
Dane consulto inquieto seu relógio. Não gostava de utilizar ao Tess de chamariz, mas não
tênia alternativa, não podia permitir que Tess vivesse em constante perigo. Não queria que nada a
ameaçasse, e embora não podia tê-la, tampouco queria vê-la ferida. Isso nunca.
—Estas assustada? —pergunto-lhe com carinho.
—Aterrada —confesso Tess—. Mas é normal, não?
—Assim é. Cada vez que me vi envolto em um tiroteio hei sentido um medo atroz, mas
sempre consegui superá-lo.
—A adrenalina pode ser como uma droga —respondo ela—. Quando sairmos disto, vou
sentir falta do perigo.
—É como uma droga, por isso nunca te vou deixar trabalhar como detetive. Não quero que
corra nenhum perigo.
Seu lhe estas arriscando constantemente —assinalo
__Y estou segura de que não vais renunciar a seu trabalho.
_-Não tenho a ninguém —respondo—. Esta não é profissão para um homem casado. As
exigências deste trabalho podem terminar com a melhor das relações. |Jane odiava meu trabalho
porque nunca me via em casa.
__-Dane —o Miro com suavidade—, se tivesse estado realmente apaixonado por ela..., não
teria feito todo o possível por estar mas tempo com o Jane?
—Já é a hora —disse Dane, sem responder à' pergunta do Tess. Apago o charuto—. Já sabe
o que tem que fazer.
—Se.
Dane agarrou suas pastas e se deteve seu lado. A Miro com ternura.
—Não corra riscos desnecessários. Se ocorrer algo que não tenhamos previsto, grita, rompe
uma janela, faz algo para chamar a atenção. Eu estarei perto de ti.
—Esta bem —respondo em um sussurro,
Tess tênia a boca seca e lhe suavam as mãos. O coração lhe pulsava com violência, mas não
queria lhe demonstrar ao Dane quão assustada estava porque isso solo pioraria as coisas.
—Tudo vai sair bem —a animo Dane-—. Esta noite terminar a tudo.
—Podem sair de novo sob fiança...
—Não. Não o permitiremos.
—É minha palavra contra a sua.
—Não o será depois de esta noite —lhe prometeu lhe acariciando com ternura a bochecha—
. Animo, carinho —murmuro e se incline para mordiscar o lábio inferior da garota, a beijo e saiu
depois rapidamente do escritório. Tess fico sozinha; o escritório lhe pareceu de repente fria e
ameaçadora. Dane necessitava tieju para chegar ao estacionamento, guardar suas pastas o carro,
acender um cigarro e voltar para o escritório Assim não pensassem que tinha deixado sozinha ao
Tess a propósito.
Nesse momento, um carro cinza metalizada parada na rua e do saíram dois homens.
Amparados pela escuridão caminharam pegos à parede do edifício observando ao Dane, que se
dirigia para o estacionamento.
Era a oportunidade que estavam esperando. Entraram rapidamente no edifício, subiram no
elevador e quando chegaram ao piso no que estava situada a agência prepararam os revólveres.
Aquela vez não falhariam.
O que não sabiam era que Dane os tinha visto. Sem perder um segundo, tinha entrado pela
porta posterior do edifício e tinha pego o elevador de serviço para chegar a outra das entradas da
agência. Tinha desencapada seu 45. Quando se abriu a porta principal, Tess se voltou e fico rígida,
imóvel, ao ver um homem com o revolver na mão. Não foram obter o, sábia que nenhum dos
detetives chegaria a tempo para protegê-la. Miro o revolver aterrada. «Dane», pensou angustiada.
Seu ultimo pensamento foi para o.
—te agache! —ordeno uma voz e ela obedeceu, no precise momento no que um disparo
rompia o silêncio.
Dane foi rodando pelo chão até onde estava ela para esquivar os disparos. O também disparo
e conseguiu ferir um dos narcotraficantes, que voltou a disparar antes de cair gritando, enquanto o
outro homem empreendi a fuga. Dane ficou de pé e se aproximo do homem cansado com expressão
pétrea; algemo-o antes de voltar ao lado do Tess, que se tinha posto de joelhos e tremia como uma
folha.
__El outro —ofego Tess.
__-Já deve havê-lo apanhado Nick —respondo Dane lhe oferecendo sua mão para ajudá-la a
levantar-se.
__Tragam um medico, maldição! —chio Isto herido__ é desumano! Estou-me sangrando!
_-Também se sangro Tess quando vós a feriram —replico Dane.
—Encontra-te bem? —-pergunto Tess tocando os braços do Dane em busca de alguma
ferida—. Não lhe feriram?
—Passei-me meia vida esquivando balas —lhe recordou Dane—. Para isso me pagavam.
Estas bem?
—Agora já estou bem —respondo Tess procurando seu apoio. Miro ao traficante que se
retorcia no chão.
—jTess! —exclamo Helen, que entrava nesse momento seguida pelo Nick—. Havemos oido
disparos... —interrompeu-se ao ver o homem ferido e depois voltou a dirigir-se ao Dane e Tess—
.Estão bem?
—Se. E seu cúmplice? —pergunto Dane olhando ao homem ferido.
—Já o entreguei aos homens de Graves —respondo Nick, embainhando seu revolver
automático. Miro furioso a sua irmã, antes de acrescentar—: Mas não graças a minha irmã, a
senhorita James Bond aqui presente. cruzou a linha de fogo.
—Claro que não! —respondo rapidamente Helen—. foste seu o que apareceu de repente!
por que sempre que algo sai mal tenho que ter eu a culpa? É que seu alguma vez comete enganos,
Dom Perfeito?
—Não —respondo Nick rendo agradado, e Dane teve que reprimir uma gargalhada ao ver a
expressão da Helen.
—Basta —ordeno Dane—. Chama uma ambulância para que recolha a este homem —
entrego a arma do ferido.
—Com cuidado, não deixe os rastros digitais —lhe disse Nick com deliberado sarcasmo.
—Se como agarrar uma arma —respondo Helen furiosa—. Seu mesmo me ensinou! —
voltou-se e pergunto ao Tess— Encontra bem?
—Se, obrigado —respondo quase sem fôlego.
—Malditos detetives —grito o ferido—. Malditos!
—Vamos —disse Dane abraçando ao Tess—. Saiamos daqui.
Foi uma noite larga. Tess teve que fazer uma declaração, esperar a que a datilografassem e
depois assiná-la. O ferido estava sob vigilância policial no hospital, de onde sairia para ir ao
cárcere. Seu cúmplice já o estava esperando atrás das grades.
Tess dormiu profundamente aquele dia, pela manhã nem sequer ouviu o despertador.
Quando ao fim despertou encontrou com uma nota do Dane em que lhe dizia que não fora a
trabalhar porque necessitava; descansar.
Possivelmente se, além disso também necessitava tempo para guardar suas coisas. Dane se
tinha mostrado muito distante com ela a noite anterior e a tinha mandado à cama, dizendo que mas
que conversação, o que precisava era dormir.
Mas o que Dane queria era não voltar a vê-la. Lhe; não precisava ser adivinha para saber que
não queria que ficasse a seu lado. Até era possível que ao saber que já não corria perigo, não queria
vê-la sequer no escritório. Sua só presença séria uma lembrança constam-te de sua própria
vulnerabilidade, da noite em que se rendeu a seu próprio desejo e se permitiu amá-la.
Amava-a. Tess estava segura, mas também sábia que Dane ia lutar contra aquele sentimento
e que possivelmente sairia vitorioso. Nem se tinha sido o risco que ela tinha deslocado ao render-se
a seus desejos. O que tênia que fazer era deixar que pensasse bem as coisas. Solo lhe dando ao Dane
liberdade de eleição teria a oportunidade de lhe convencer de que podiam viver juntos.
Quando Dane voltou para apartamento aquela noite, ela já tinha recolhido suas coisas. Tess
estava sentada no sofá e lhe esperando com as malas a seu lado. O Miro quando entro e Dane
franziu o janto ao ver as malas.
__-crio que é o melhor —lhe disse Tess com calma—.não quero seguir te causando
problemas —se levantou---Pode me levar a meu apartamento, por favor?
Dane suspiro. Tess tênia razão, era o melhor. O problema era que tinha esperado vê-la
tombada no sofá vendo a televisão. Sua iminente marcha lhe destroço.
—vamos —lhe disse em tom inexpressivo.
—Obrigado.
ficou o casaco e o seguiu sem olhar atrás.
—Não tem que preocupar-se por esses delinqüentes —lhe disse Dane—. Me asseguraram
que já não sairão do cárcere mas terá que fazer mas declarações. Graves te dirá quando.
—Se, disse-me isso ontem —respondo Tess.
Fizeram o trajeto em silêncio. Assim que chegaram a seu apartamento, Tess acendeu a
calefação para esquentá-lo e fico imóvel em meio da habitação.
—Estará bem? —pergunto-lhe.
—É obvio... já estou a salvo, não? —acrescentou nervosa—. Esses homens não têm amigos
que lhes devam algum favor, ou algo assim?
—Não. Esses tipos estavam tentando abrir-se negocia-do em território alheio. Ninguém os
quer tanto como para te fazer pagar por sua detenção.
—Graças a Deus.
—Não tem que ir amanhã a trabalhar se não gosta de —disse. Depois a Miro com calma e
expressão triste.
—Não me importa voltar a trabalhar —se abraço mesma e o Miro—... sempre que não te
importe me ter ali....
—Deus, suponho que não acreditará que sou capaz uma coisa assim —pergunto brusco—. te
Despedir quando lhe feriram por minha culpa!
—Não foi tua culpa. Vi algo que não devia ter visto. Não culpei a ti em nenhum momento.
—Bom, mas eu se —aspirar fundo—. Me culp0 por muitíssimas coisas.
—Agora já sou adulta —respondo—. Sou capaz de tomar minhas próprias decisões, Dane.
—,;Se? —pergunto entrecerrando os olhos. Viu-a ruborizar-se—. Pois, embora crie que foi
seu a que decidiu te deitar comigo, quero que saiba que fui eu o que te seduzi.
—Temo-me que foi ao contrário —respondo ela sonriendo com tristeza.
Dane acendeu um cigarro.
—Superasse isto... Agora te parece impossível, mas o fará. O tempo o cura tudo.
—-Jane te fez muito dano, verdade? Eu não lhe faria isso, mas seu não me crie porque não
confia nos sentimentos. De verdade quer permanecer sozinho resto de sua vida, Dane?
—Se —responder cortante.
Desviou o olhar para que Tess não se desse conta de que mentia. Desejava-a, mas queria
afastar a do por seu bem. Quando estivesse felizmente casada e com filhos, esqueceria-o.
Tess sábia que não podia lhe convencer, as palavras não bastavam e seu corpo não era
tentação suficiente para lhe reter a seu lado.
—Já não temos nada que nos dizer.
—Nada —admitiu Dane percorrendo com o olhar o pequeno apartamento antes de olhá-la
por ultima vez a ela e abrir a porta—. Nos vemos amanhã.
__Si, adeus —murmuro Tess reprimindo as lagrimas.
Dane se tenso ao advertir a dor que se escondiam suas palavras suas palavras, mas não a
Miro. __Cuídate. __Lo farei. Seu também —duvido antes de perguntar- Dane? _Que?
-Obrigado por me haver salvado a vida. Se não tivesse estado no escritório, agora não estaria
aqui.
Dane fecho os olhos. Não podia pensar nisso, não suportava pensar no perto que tinha estado
Tess de morrer.
—boa noite, Tess —respondo e saiu.
Chovia enquanto se dirigia para o carro. Quando chego até o, apóio-se na porta e Miro para
as janelas do apartamento do Tess. Pensou com amargura que sempre tênia que ficar fora, sempre
sob a fria chuva. Se pudesse dar um filho ao Tess, nesse momento estaria a seu lado abraçando-a,
amando-a. Mas não era capaz de engendrar um filho e a estaria enganando se cedia a seus próprios
sentimentos.
Termino o cigarro, subiu a seu carro e parto.
Tess esperava que ao voltar para trabalho, Dane a tratasse com certa frieza, mas não com
total indiferença. Tratava-a como se fora um ordenador de que extraía a informação que
necessitava. Haviam tornado a ser chefe e empregada.
Tess trabalhava com eficiência, mas seu coração não estava ali. Dane não queria vê-la em
sua agência, estava segura.
—,;Quer sair comigo para jantar? —convido-a Helen sonriendo—. Agora que sou uma
heroína e que meu nome apareceu nos periódicos, o dono da pizzería acredita que atraio à clientela.
Dá-me o que lhe peça —estalo os dedos—. Até pizza com dobl racion de queijo, champignones e
anchovas.
—Um dia vais derreter lhe —acautelou isso Tess—. qq mês tanta pizza que te vais converter
em queijo e vai terminar fundida no chão.
—Não enquanto siga comendo anchovas —lhe sorriu Helen—. Anda, vêem comigo. Estes
dias te vi muito piorada. Precisa te distrair.
—Não tenho vontades de sair —respondo Tess—. Estou muito cansada, suponho que como
conseqüência das tensões passadas —acrescentou sonriendo—. E o mês que vem tenho que voltar a
declarar ante o juiz que leva o caso dos narcotraficantes.
—Abutres —murmuro Helen—. Oxalá os condenem a cadeia perpétua.
—Não acredito —replico Tess—, mas vão passar uma boa temporada no cárcere, e espero
estar vivendo na Antártida quando saírem —acrescentou tremendo.
—Não te inteiraste? —pergunto Helen—. Acreditava que Dane te havia dito que esses tipos
estavam implicados no assassinato de outro narcotraficante.
—Dane não me comentou nada —não acrescentou que Dane solo lhe dirigia a palavra para o
estritamente necessário, nem que a evitava como se fora uma enfermidade infecciosa.
Helen entrecerró os olhos e respondo:
—O tampouco tem muito bom aspecto. Pobre homem, não dormia enquanto seu estava em
perigo. Não se de onde tira as forças para trabalhar tanto.
—Nem eu —bocejo Tess—. Eu estou esgotada!
—Acredito que o que precisa é te deitar logo. Vêem comigo para jantar pizza e prometo te
levar logo a seu apartamento.
—Obrigado, mas não suporto a comida muito condimentada. Faz um par de dias que tenho
um pouco revolto o estomago. Suponho que Adams me contagiou o que tinha. Harold tem gripe.
vou trazer o para o escritório para que a contagie ao Adams —ofereceu Helen
_Eres uma verdadeira amiga —respondo Tess.
_Ya o sábia —sorriu Helen.
Quando saiu da agenda, Tess se dirigiu a seu apartamento disposta a meter-se na cama
assim que chegasse. O vírus que tinha contraído devia ser muito potente, pensou enquanto tomava o
café da manhã ao dia seguinte. Apesar do que tinha dormido, estava esgotada. Voltou a meter-se na
cama e fico dormida.
Dane chego ao apartamento pouco depois. Ao Tess surpreendeu sua preocupação, pois sua
atitude no escritório a tinha convencido de que tinha esquecido o que tinha ocorrido entre os dois.
—Como te encontra? —pergunto-lhe na porta. Tess estava despenteada e pálida, envolta em
uma camisola de flanela e uma bata que chegava aos pés.
—Adams me contagiou sua enfermidade —disse fracamente—. Mata o de minha parte,
quer?
—Necessita algo?
—Não, obrigado.
—Acredito que deveria ir medico —respondo o franzindo o cenho.
—Por um simples mal-estar? Não brinque. Dane, preciso me deitar. Obrigado por vir, mas
dentro de um par de dias estarei perfeitamente. Pode contratar uma substituta até então não?
—Já veio hoje —duvido antes de acrescentar—. É muito competente. É quase tão rápida
como você.
—Se quer me despedir, quão único tem que me fazer é dizer isso o Miro aos olhos, e
confirmo suas suspeitas—. Fala com ela e se quer ficar pode me despedir sem...
—Mas antes tem que conseguir outro trabalho - interrompeu com os dentes apertados.
—A Agenda de Investigações Short me contratasse assim que o peça, sabe. O senhor Short
me disse uma vez que adoraria que trabalhasse para o
O senhor Short era um atrativo viúvo, de quarenta anos. Dane entrecerró os olhos ao
imaginar-se ao Tess trabalhando em seu escritório.
—Não acredito que... —começou a dizer.
—Dane, você não gosta de lombriga na agenda —respondo fracamente—. Deixa de fingir.
Desde que te deitou comigo, converti-me em um pesadelo para ti. Não suporta lombriga, e o
entendo. Para meu é muito difícil trabalhar contigo sabendo o que sente.
—Não diga isso —disse em um sussurro—. Me fez me sentir o melhor dos homens.
—E para meu o é —se apóio contra a parede, e o Miro com adoração—. Mas suponho que
conseguirei te esquecer se sotaque de verte diariamente.
—Encontrasse a outro.
—O se —respondo para tranqüilizar a consciência do Dane, embora não acreditava. obrigo-
se a sorrir e acrescentou—: Adios, Dane.
—Isto não teria funcionado, carinho —respondo o com tanta ternura e angústia que Tess
esteve a ponto de tornar-se a chorar—. Tínhamos duas coisas em contra desde o começo. Não quero
voltar a me casar.
—O se —respondo ela com doçura—. Esta bem.
—Não, não esta bem. Te sinto falta de. Sinto-me muito solo sem ti.
Tess o Miro com os olhos cheios de lagrimas.
—Por favor, vete —suplico ao Dane.
--Não é amor o que sente por meu! —grunho—. Não o vê? É sozinho atração física!
Tess já não pôde lhe responder.
—É o melhor, terminasse me dando a razão. Casasse-te e terá um lar cheio de filhos... —
voltou-se
Sentiu que lhe quebrasse a voz. Não suportava pensar nisso—• Adíos, pequena. Direi a
Helen que te traga sua indenização. Pode lhe dizer que não suportar recordar o assunto dos
narcotraficantes, acreditará-te.
—--O hare —soluço. «;Por favor, vete», pensou, vete antes de que me rompa em mil
pedaços!».
--- E se alguma vez me necessita...
__Gracias. Adeus.
Dane parto sem voltar o olhar e colina a porta. Rompia-lhe o coração deixar sozinha ao
Tess, mas não podia lhe oferecer nada. disse-se a se mesmo que não o amava de verdade, que era
atração física o que sentia pelo. E o matrimônio era impossível e injusto para ela. dirigiu-se a seu
apartamento repetindo-se aquela idéia uma e outra vez.
Mas quando chego e o encontrou vazio, quão único soube era que estava sozinho,
completamente sozinho.

Capitulo Oito
O senhor Short contrato ao Tess encantado. Além disso lhe ofereceu um posto de detetive, o
que alegro muitíssimo a jovem.
A agenda do Short era muito parecida com a do Dane embora como chefe era menos severo.
—jOh, não me esperava isso! —exclamo a garota encantada.
—Nunca esquecer quanto te queixava de ser solo uma secretária na Agência Lassiter —rio
Short—Não será um trabalho perigoso e exigente como o do resto, mas saciasse sua sede de
emoções. Já o beira
—Nunca poderei agradecer-lhe o suficiente!
—OH, claro que pode. Trabalha duro e faz que me sinta orgulhoso de ti —ficou de pé e lhe
estreito a mão—. Se pode ficar desde hoje, Mary pode te explicar em que consistirá seu trabalho e
pode começar a te ambientar. Ela se vai na próxima segunda-feira, assim tem uma semana para te
familiarizar com seu primeiro caso.
—Perfeito —sorriu—. Me vai gostar, o se. E trabalhar muito duro.
—O que me intriga é por que Dane te deixou partir —disse Short com um sorriso de
curiosidade—. São quase familiares.
—foi pelo dos narcotraficantes —mentiu—. O escritório me trazia lembranças horríveis. Até
me dava medo entrar.
—Entendo-o. Bom, faremos o possível por que não te aconteça o mesmo aqui.
__.Gracias —murmuro Tess.
Plummer era uma loira alegre, de uns trinta anos-
__Te encantasse isto —lhe disse enquanto lhe ensinava Tess sua equipe de trabalho—. Te
darei os nomes de todos meus contatos. Pode recorrer a eles sempre que o necessite. —ensino-lhe
um diretório—, é o livro mas importante. Toma, agora é teu. Cuida-o
muito e o te cuidasse de ti.
—É um encanto.
—Isso é o que diz meu prometido. Casamo-nos na sábado, e a próxima segunda-feira espero
estar desfrutando das Bahamas. É muito rico —suspire—, mas eu o quereria igual embora fora um
indigente.
Tess entendia perfeitamente a Mary. Não passava um só dia no que não desejasse que Dane
fora a procurá-la, mas sábia que nunca o faria. Era consciente de que Dane estava convencido de
que solo tinha sido um capricho para ela e de que desejava coisas que o nunca poderia lhe dar. Ela
estava segura de que a amava, mas os dias passavam sem ter nenhuma notícia do.
—Estas pálida —observe Mary—, estas segura de que já te curaste esse vírus?
—Claro —replico Tess.
Mas as semanas passavam e ela não melhorava, ao contrário, suas doenças estomacais
pioraram até fazê-la pensar que o que tênia era uma ulcera. E não era surpreendente depois de tudo
o que tinha tido que acontecer.
acostumo-se logo a seu novo trabalho e decidiu esquecer-se de sua enfermidade.
Um mês depois de deixar a Agência Lassiter, Helen insistiu em que comessem juntas.
Tinha-o tentado outras vezes, mas não tinha conseguido convencer ao Tess.
—Tem muito mau aspecto —disse Helen sem preâmbulos quando se sentaram no
restaurante.
—Serão os nervos. O senhor Short é um bom chefe mas este trabalho é completamente novo
para mim
—Suponho que se —Helen não parecia muito convencida. Miro ao Tess, entrecerrando os
olhos e acrescentou-. Esta Dane...
—Quer sorvete de sobremesa? —pergunto imediatamente Tess.
Helen entendeu a mensagem e sorriu.
—Esta bem. Tema proibido. Se quero gelado.
Tess desfruto de do almoço, mas não das lembranças que Helen despertava. Não tinha
podido deixar de pensar no Dane desde que havia tornado a vê-la.
Aquela noite, quando chego a seu apartamento esteve chorando até ficar dormida. Desejava
tanto a presença do Dane que até ouvir seu nome lhe acelerava o coração. havia-se dito que podia
viver sem o, mas lhe estava resultando impossível. Não podia seguir assim.Não podia suportá-lo!
À manhã seguinte, dispunha-se a sair do apartamento quando se deprimo. Quando
recuperação o conhecimento decidiu que tênia que ir medico. Tinham passado seis semanas desde
que tinha deixado o apartamento do Dane e um mês desde que esse vírus estranho a tinha atacado.
Tênia todos os sintomas do câncer, disse-se, e era uma estupidez não ir medico. Tênia que ser
valente. O medo a morrer não era um pretexto valido para esconder a cabeça na areia. Sempre era
melhor saber a verdade.
Aquela mesma manhã foi medico e chamo o escritório para dizer que chegaria tarde.
Foi uma revisão de rotina até que lhe contou ao doutor Reiner seus sintomas. Este a Miro
fixamente e lhe disse:
—vou perguntar lhe algo que possivelmente não goste. teve relações intima com algum
homem ultimamente?
—Se. Uma vez. Bom, uma noite...
Isso __ é —disse o doutor.
_—Mas o é... estéril —gagueira—. Dizia... que não podia engendrar filhos.
__.Quando teve seu ultimo período? —perguntou o doutor arqueando uma sobrancelha.
Tess trato de recordar. E lhe deu a data aproximada do ultimo período que recordava.
.—vamos fazer lhe algumas análise —lhe disse—. O sinto, senhorita Meriwether, mas
acredito que esta grávida. Isso indicam todos seus sintomas —Tess toco maravilhada seu ventre—.
Não é o fim do mundo __añadió o doutor—. Há uma clínica que...
—jNo! —grito posando a mão em seu ventre—. Não, isso nunca!
—Então quer o ter?
—Com todo meu coração —murmuro—. É o que mas desejo do mundo!
—E o pai?
—Temo-me que não o vai acreditar —respondo com tristeza—. De qualquer maneira, não
acredita no matrimônio, assim não vou incomodar lhe. Quando este segura... decidirei o que tenho
que fazer.
—Muito bem. Chamar à enfermeira para que lhe faça uma análise —aplaudo o ombro do
Tess—. Não se preocupe.
Mas Tess não pôde deixar de preocupar-se. Pensar em ser responsável por um diminuto ser
humano era tão aterrador como estar doente sem remédio. disse-se que superaria aquela sensação,
que as mulheres tinham tido filhos desde por volta de milhares de ânus e que posible-mente não era
a primeira mulher que se assustava ante a perspectiva de ser mãe.
Fizeram-lhe as provas e parto. Aquela noite Tess foi incapaz de conciliar o sonho. Quando
ao dia seguinte chego ao escritório, não contou a ninguém as suspeitas do medico. Mas quando
respondo ao telefone da agência e ouviu a voz tranqüila da enfermeira, lhe dizendo que se, que
estava grávida, esteve ponto de deprimir-se. despediu-se dela e pendurou telefone.
—Há-te posto branca —lhe disse preocupada companheira—. Tess, encontra-te bem?
—Se —assentiu.
—Quer um pouco de café?
—Não. Se. Não o se. Obrigado.
—Que lhe hão dito? —pergunto Delcy sonriendo—. Te tem feito alguma proposta
interessante seu noivo?
—Sinto-o —Tess trato de recuperar a calma— Não, era o medico. Chamava para me dizer
que não é nada grave o que tenho.
—Menos mal! Nos tênias preocupados.
—Eu também estava preocupada —confesso.
Apoio as costas no respaldo da cadeira e se levo uma mão ao ventre. Ali levava a filho do
Dane, e possivelmente o não acreditaria que era dele.
Tess trabalho como um autômato durante o resto do dia. Estava falando com seu chefe de
um assunto de trabalho quando este menciono ao Jane. Para ouvir seu nome, Tess empalideceu.
—Ainda não superaste o trauma —lhe disse o senhor Short—. É lógico, não todo mundo se
há sentido alguma vez ameaçado de morte. Mas tem que superá-lo, de acordo? —De acordo.
Short se incline sobre seu escritório e a Miro pensativo.
—Pelo general, não mesclo os negócios com o prazer, mas, você gostaria de jantar comigo
esta noite?
Tess fico paralisada. Estava esperando um filho do Dane e já não podia suportar a idéia de
sair com outro homem.
Muito obrigado —respondo—, mas não posso. tenho outro compromisso.
__Ah, já vejo —lhe sorriu—. Não se preocupe. O tempo 1o padre todo. Convidar-te outro
dia.
Tess assentiu, mas esperava que não o fizesse. Já tinha suficientes complicações.
Os meses seguiram passando. Tess vivia practicamente no escritório, virtualmente não saía.
Sua vida se tornou muito aborrecida.
Tess desejava chamar o Dane e lhe contar o do bebe, mas o se cansou de lhe dizer que não
queria voltar a casar-se, que não queria compromissos de nenhum tipo. Tess não podia lhe dizer que
estava grávida porque temia que se sentisse obrigado a casar-se com ela e não se sentia com direito
a lhe pôr em tal posição. E se nem sequer acreditava que fora do? Havia-lhe dito que era estéril,
podia acusar a de haver-se deitado com outro homem.
Assim que essa lhe pareceu razão mas que suficiente para não dizer nada ao Dane. Um dia,
Tess se levanto com dores e sangrando um pouco; intuo que podia ser um mau sintoma e chamo o
doutor, que imediatamente a enviou ao ginecologista. Tinham que saber com exatidão que passava.
—Por que não pode sair a comer comigo? —Kit a chamo esse mesmo dia—. Acabo de
voltar da Itália! Tenho problemas com o senhor Deverell! Quero falar contigo!
Tess não queria ir comer com o Kit porque seu amiga trabalhava perto da Agência Lassiter,
e o restaurante que Kit tinha sugerido era o favorito do Dane. Mas isso não podia dizer-lhe a seu
amiga.
—Podemos comer por aqui...
—Não entendo nada —respondo Kit—. Se não fora pela Helen, nem sequer tivesse sabido
como me pôr em contato contigo. Foste-te até o outro extramo da cidade.
—Era necessário.
—Não é normal em ti abandonar aos amigos —murmuro Kit—. Tem que haver algo mas, o
S É
—Olhe, vêem meu apartamento esta noite e lhe contar isso tudo.
—Também me pode contar isso enquanto comemos
Tess agarro com força o telefone.
—Não posso ir a esse restaurante. Não quero... me encontrar ao Dane.
—Me imaginava. Bom, então podemos ir a um restaurante especializado em pescado que
tanto nós gostamos, de acordo?
—Esta bem.
—Vemo-nos ao meio dia.
—Perfeito.
Quando chego ao restaurante, Tess Miro nervosa a seu redor embora a agência do Dane
ficava muito j longe de ali. Pausa aliviada ao ver o Kit.
Quando esteve a seu lado, Kit franziu o cenho e lhe pergunto:
—engordaste, verdade? —assinalo o pulôver e as calças duas talhas mas grandes que levava
Tess para dissimular seu embaraço.
—um pouco —confesso—. Há um restaurante italiano muito perto de meu novo trabalho.
—Se, já me hão dito que te converteste em detetive —respondo Kit movendo a cabeça—.
Porque conseguiste escapar da influência do Dane; o nunca te teria deixado fazer esse tipo de
trabalho. É irremediavelmente protetor —como Tess estava muito tensa, Kit lhe pergunto assim que
se sentaram—: Podem me falar do que te passa. Não deixar de insistir até que o faça.
__Estoy grávida —confesso Tess de repente, com voz tremente. Kit fico atônita.
—-Do Dane? —pergunto-lhe quando recupero o fôlego.
—Se.
.—E o não sabe —acrescentou Kit sonriendo compassiva. Tess o confirmo com um
movimento de cabeça.
—Seu matrimônio fracasso —disse Kit—. É um homem bastante arisco. E não só isso, mas
sim perdeu o trabalho que tanto gostava, perdeu a sua mãe, e perdeu condições físicas. É natural que
não queira voltar a comprometer-se, sobre tudo com uma pessoa tão vulnerável como seu —lhe
agarrou a mão—. Mas o vais dizer de todos os modos, não?
—O direi, mas ainda não.
—Por que?
—tive alguns problemas —se confesso despues de duvidar um pouco—. Mariana tenho
entrevista com o ginecologista. Sua enfermeira não parecia muito otimista quando lhe contei meus
sintomas —Miro preocupada ao Kit—. É possível que perca ao menino —acrescentou nervosa—.
Kit, que vou fazer? Não posso perdê-lo agora! É tudo o que tenho!
—lhe tranqüilize —lhe aconselho Kit e lhe apertou com carinho a mão—. Todo sairá bem,
Tess: aspira fundo, outra vez... assim. Agora me escute... tem que acabar com isto. Não te deprima,
isso é perigoso.
—Mas que vou fazer... —interrompeu-se de repente. Empalideceu ao ver que Dane acabava
de entrar no restaurante.
—Dane —adivinho Kit antes de vê-lo—. O nunca vem aqui!
Dane não só tinha entrado, mas sim procurava a alguém com o olhar, e quando descobriu ao
Tess se altero visivelmente. dirigiu-se diretamente para sua mesa.
—Não —murmuro Tess—. Não pode...!
Mas Dane se pôde. deteve-se ante sua mesa e olhou ao Tess fixamente.
—Faz semanas que não lhe vemos —disse em tom cortante—. Pensava que iria de vez em
quando a nos saudar, ou é que já não lhe importamos?
Essa era uma pergunta estranha procedendo de alguém que tinha admitido que não suportava
vê-la.
—Trabalho na outra ponta da cidade —respondo ela tentando não perder o controle—. Me
resulta difícil ir até ali.
—Entendo. Hão-me dito que agora trabalha de detetive.
—Se. E eu gosto.
Dane procuro seu olhar e Tess descobriu em seus olhos sombras que não pôde decifrar. Não
podia saber que Dane a sentia falta de, que seu apartamento lhe parecia vazio sem ela, que seu
trabalho não lhe enchia, que sua vida transcorria vazia, fria. Nunca se havia consi-derado capaz de
jogar tanto de menos a alguém. Tess lhe tinha jurado amor eterno, mas parecia lhe haver esquecido.
Nem sequer se tinha tornado a moléstia de chamar ou ir ao escritório.
—O trabalho de detetive é perigoso —disse o.
—Se, o se. Dispararam-me, recorda?
Dane aspiro fundo e colocou as mãos nos bolsos da calça. Parecia cansado.
—Podia nos chamar de vez em quando para dar sinais de vida.
—Tentá-lo —replico Tess baixando o olhar—. Suponho que Helen me sente falta de.
Dane apertou os punhos. Se, Helen a sentia falta de, mas não tanto como o. Queria lhe dizer
ao Tess quanto, mas ela se comportava como se não lhe acreditasse, sua atitude era de total
indiferença. «Tess», pensou com amargura, não entendia como podia estar tão tranqüila depois do
que tinham compartilhado aquela noite.
Não o sérvia de nada recordar que Tess se partiu por sua culpa. Porque não queria
compromissos. Mas isso era antes de que tivesse tido que enfrentar-se à vida sem ela. Odiava
retornar pelas noites a seu apartamento porque Tess não o estava esperando. Odiava sua vida vazia,
fria e insatisfactoria. Acaricio com o olhar a cabeça inclinada do Tess e suspiro. O a tinha afastado
de seu lado e não podia fazê-la voltar. Não sábia que fazer; teria conseguido matar tudo o que Tess
sentia pelo?
—Quer comer conosco, Dane? —convido-lhe Kit para tentar aliviar a tensão.
—Não —respondo—. Tenho que voltar para o escritório. Tess
—Se? —Tess levanto o olhar, ferida pela falsa ternura de sua voz profunda.
Dane observe o rosto pálido da garota e lhe pergunto:
—Encontra-te bem? Parece... —não estava seguro de que parecesse doente. Preocupada—.
Estas doente?
Tess se ruborizo e desviou o olhar.
—Acabo de passar uma gripe —respondo.
Doía-lhe lhe olhar; não queria que Dane visse os sentimentos que se refletiam em seu olhar.
Levava dêem-tro um filho dele e não podia dizer-lhe Doía-lhe...
de repente ofego ao sentir uma pontada de dor no ventre.
—Tess! —Dane se ajoelho a seu lado, agarrou-lhe a mão e a Miro com preocupação—. Que
tem, pequena? —pergunto-lhe—. Te encontra bem?
—Acredito que tenho uma ulcera, isso é tudo —respondo.
O contato de sua mão a enlouquecia. O Miro aos olhos e sentiu que o mundo se detinha, que
seu coração se partia em dois. Dane a Miro com expressão atormentada.
—Tess —gemeu.
Tess respiro fundo e trato de dominar o desejo que a consumia.
—Estou bem —murmuro—. De verdade, Dane.
Dane, ao dar-se conta de que, sem querer, estava-a acariciando, soltou-a. Nenhum dos dois
parecia lembrar-se do Kit.
—Já foste ao medico? —pergunto Dane—.Não jogue com a saúde.
—Seguirei seu conselho —prometeu Tess e Miro ao Dane aos olhos—. 0Encontra bem?
Dane se estremeceu ao advertir a sincera preocupação que encerrava aquela pergunta.
—Não —respondo, respirando com dificuldade, tentando reprimir a necessidade de lhe pedir
que voltasse para seu lado—. Acredito que te sinto falta de —anadió com um sorriso ligeiramente
zombador.
—Se, e os elefantes voam —respondo Tess sorridente.
—O trabalho que faz para o Short podia fazê-lo para meu —murmuro Dane a contra gosto.
—Já tem suficientes detetives —lhe recordou Tess, embora a oferta a entusiasmo. Isso
indicava que era verdade que a sentia falta de.
—Despedirei-me de um —lhe ofereceu Dane fazendo-a rir.
—Não. Eu gosto de trabalhar com o senhor Short, Dane —respondo—. Acredito que não
poderia trabalhar contigo.
—Podemos nos dar uma oportunidade —repôs Dane, olhando-a com uma enigmática
expressão.
—Falas do trabalho? —pergunto Tess.
Dane esteve a ponto de lhe dizer que não, que falava de sua vida em comum. Quis lhe pedir
que fizesse as malas e se fora a viver com o, que dormisse com o. Nada era pior que viver sem ela, e
se ao Tess importava o suficiente, até podiam ter um matrimônio estável embora lhes estivessem
negados os filhos. Deus era testemunha de que a amava. Ela o tinha amado uma vez; possivelmente
ainda estavam a tempo...
Tess riu para tentar dissimular seus sentimentos.
—Não quero voltar, mas obrigado de todos modos__contesto Tess. Não queria que soubesse
que ainda o amava irremediavelmente. Não queria sua compaixão—. sou feliz, Dane. Eu gosto do
que faço e o senhor Short até me convida a sair. Quem sabe aonde podemos chegar?
—Short tem mas de quarenta ânus —respondo Dane apertando os dentes—. ;É muito velho
para fazer de galã...!
—Já terminastes? —interrompeu-lhes Kit—. jTess, tenho que ir !
—Se, eu também, não quero que me faça tarde —respondo Tess olhando ao Dane, que lhes
estava bloqueando o passo.
Dane se levanto lentamente tremendo de raiva. jShort com seu Tess! Não podia acreditá-lo.
Tess se levanto e agarrou sua bolsa enquanto Kit deixava a gorjeta na mesa.
—Me alegro de te haver visto —disse ao Dane.
Dane não respondo. A Miro furioso.
—engordaste, verdade? —pergunto-lhe de repente.
—um pouco —desviou o olhar—. Tenho que emagrecer.
—Não, não. Estas melhor —respondo Dane.
Tess se mordeu o lábio inferior. Queria lhe contar tudo, precisava fazê-lo. Mas não sábia
como ia reagir Dane; em seu estado não se atrevia a submeter-se a excessivas tensões. Entretanto,
Dane tênia direito ou seja o. Abriu a boca para começar a contar-lhe mas nesse momento se
aproximo deles um homem lhes tendendo a mão.
—jDane Lassiter! Estava seguro de que foi você! —exclamo contente.
Enquanto Dane o saudava, Kit e Tess saíram do restaurante. Tess agradecio ao destinou
aquela oportunidade de escapar. Tinha estado a ponto de dizer-lhe tudo. Mas não podia fazê-lo até
que não visse o ginecologista. Tomaria uma decisão quando falasse com o medico.
—Estou segura de que me seguiu —lhe disse Kit enquanto se dirigiam para o
estacionamento—. Por algo é detetive privado. Te sente falta de, Tess.
—Mas amar é algo muito diferente —suspiro Tess.
—Acredito que lhe importa, embora solo seja um pouco. depois de tudo, necessitam-se dois
para estar como estas agora.
—Eu o seduzi —respondo Tess ruborizando-se—. Acreditava que podia lhe convencer de
quanto lhe amava e de que o poderia voltar a acreditar no matrimônio. Mas não funciono. Afasto-
me de sua vida assim que pôde.
—Pois agora parece te jogar de menos.
—Isso não é suficiente —Tess se encolheu de ombros—. Não posso voltar a trabalhar com
o. Sobre tudo agora. Dane não é tolo e cedo ou tarde se dará conta de que estou grávida.
—me perdoe, mas já é evidente e não demorasse para averiguá-lo —disse Kit.
—O se, mas já me preocupar quando o averiguar. Nenhuma palavra disto a Helen —a
acautelou Tess.
—Nenhuma palavra a ninguém. Já me conhece —Kit franziu o janto—. Tess, faria algo para
te ajudar, sabe que pode confiar em mi.
—O se. É minha única amiga.
—Sua também é minha única amiga. Não deixe de me chamar de vez em quando. Ah, e não
se esqueça me contar o que te diga o doutor.
—Farei-o —Tess se dirigiu para seu carro pensando em seu encontro com o Dane.

Capitulo Nove
Tess chego meia hora antes a sua entrevista com o ginecologista, o doutor Boswick. Aquela
noite não tinha podido dormir bem, estava preocupada com a dor que tinha sentido no restaurante.
Dane estava então a seu lado lhe agarrando a mão e a dor tinha cedido mas rapidamente que de
costume. Era como se o bebe, para ouvir a voz de seu pai, tivessem-lhe entrado vontades de viver.
O doutor Boswick a recebeu pontualmente. depois de examiná-la, pediu-lhe que se sentasse
e leu com atenção seu expediente.
—De verdade deseja ter a seu filho? —pergunto-lhe sem mas—. Se que é solteira e não
muito solvente, assim pense-o muito bem antes de me responder.
Tess não entendia que tênia que ver sua situação financeira com seu embaraço, mas
respondo convencida.
—Desejo-o mas que nada no mundo.
—Alegra-me ouvir o dizer —sorriu o doutor—, porque vai ser um embaraço difícil e não
podemos lhe garantir nada —observe a expressão preocupada da garota—. Seu embaraço é um caso
estranho no que a placenta cobre parcial ou totalmente o pescoço do útero. A placenta se estira e às
vezes se rasga, por isso sempre haverá hemorragias e constante perigo de aborto.
—jOh, não! —exclamo.
—Isto acontece pelo general em uma proporção de um de cada duzentos embaraços —
contínuo o doutor—. encontramos algo estranho no exame de ultra-som que lhe praticamos faz um
momento. Geralmente afeta a mulheres que já tiveram filhos, e seu caso é bastante estranho.
—E que posso fazer eu? —pergunto alterada.
—Renuncie a seu trabalho e fique repousando em casa até que o embaraço este tão avançado
que possamos estar seguros de que a placenta não vai rasgar se. Espero que o parto seja normal mas
às vezes é necessário fazer uma cesárea. Até então, não poderá andar muito e tampouco é
aconselhável que trabalhe. E por seu bem, não lhe ocorra tomar aspirinas durante o embaraço.
—Recordá-lo —respondo.
Estava assustada. Tênia muito pouco dinheiro economizado... Precisava trabalhar mas o
doutor lhe estava dizendo que se trabalhava estaria sacrificando a seu filho.
—E como lhe digo, não lhe garanto nada, pois inclusive assim pode perder ao bebe. jAh! E
acredito que não deveria estar sozinha. Não quero assustá-la, mas pode ter hemorragias. Assim que
sangre, me chame imediatamente, possivelmente até seja necessário hospitalizá-la. Entende por que
lhe perguntei se de verdade quer ter esse filho?
—Vivo só —respondo retorcendo-os dedos das mãos.
—Não pode fazer que o pai coopere com você durante o embaraço?
—Não sabe.
—Tem que dizer-lhe
—Se, doutor —mentiu.
—Boa garota. Necessitasse ajuda porque isto não vai ser nada fácil. Direi a Berta que lhe
ponha outra entrevista; débito que vir para ver-me com regularidade. Ah, e não se preocupe com os
honorários —lhe sorriu—. Confio em você. Já o solucionaremos depois, de acordo?
—Esta bem —respondo, e procedeu a fazer outras perguntas sobre o embaraço.
Quando chego a seu apartamento, esteve chorando até ficar sem lagrimas. Pôs a mão em seu
ventre volumoso e sorrio entre lagrimas.
—De acordo, pequeno, solo nos temos o um ao outro. Tenho que lutar sozinha, assim vais
ter que me ajudar. Quero-te, pequeñín —acrescentou com ternura Não sabe quanto! Assim tenta
viver por mi.
Apoio a cabeça no respaldo do sofá e pensou no que lhe havia dito o medico. Não devia
andar. Não devia alterar-se, necessitava uma vida tranqüila, comer bem, nada de tensões. Era difícil
para uma mulher sem muitos recursos, mas o conseguiria.
Não podia dizer nada ao Dane. Embora acreditasse que o bebe era dele, pensaria que ela
queria que a mantivera, que vivesse com ela, que assumisse a responsabilidade do embaraço, e Tess
não podia lhe fazer isso. Dane não queria compromissos, não queria matrimônio, o havia dito até o
cansaço e ela o tinha aceito. Não podia abrir velhas feridas.
Possivelmente algum dia o dissesse, quando já não necessitasse sua ajuda. Era a única forma
de que Dane pudesse escolher livremente se queria formar parte da vida daquela criatura.
depois de tomar aquela decisão se prepare um pouco de sopa. Havia muitas instituições que
ajudavam a mulheres em sua situação, o que tênia que fazer era ficar em contato com alguma delas.
Ao dia seguinte, renuncio a seu trabalho deixando pasmado ao senhor Short. Explico-lhe que
tênia uma ulcera e que o medico lhe tinha sugerido que deixasse de trabalhar durante uns dois
meses. Short foi muito amável com ela e até lhe deu duas semanas mas de salário. Tess se desculpo
e depois se foi a seu apartamento sentindo-se mas só e assustada que nunca. Mas estava disposta a
fazer qualquer sacrifício, aquele menino significava tudo para ela!
Passado os seguintes dias acostumando-se a sua nova vida. Conseguiu um trabalho de meia
Jornada, fazendo vendas por telefone, o que lhe assegurava um pequeno ingresso. Tênia dinheiro
suficiente para pagar o aluguel de três meses. Uma instituição lhe proporcionou cupons para
comprar leite e queijo para que seu bebe tivesse proteínas suficientes, e pagava os honorários do
doutor Boswick com o que lhe pagavam por fazer vendas por telefone.
Apesar de seus escassos ganhos, cuidava muito sua alimentação para que não lhe faltasse
nada ao menino. O pior de tudo era que durante o dia estava completamente sozinha, pois todos
seus vizinhos trabalhavam, assim não podia ir a ninguém se tênia algum problema.
Emagreço por culpa da preocupação. Quando sangrava, chamava o doutor Boswick, que a
para deitar-se até que cedia a hemorragia. E quase sempre estava cansada...
Kit foi ver a e a levo todo tipo de guloseimas para despertar o apetite. Tess lhe fez jurar que
guardaria seu segredo e sotaque de responder ao telefone para que ninguém da agência do Dane
pudesse falar com ela.
Mas se equivoco ao pensar que isso bastaria para desanimar ao Dane.
Três semanas depois, despertou o timbre. antes de abrir, foi diretamente ao banho, presa de
um ataque de nauseia. ficou uma bata e foi abrir a porta. Tênia um aspecto terrível. Abriu a porta e
fico paralisada ao ver o Dane.
—jDios mijo! —exclamo Dane.
—Obrigado, seu também tem muito bom aspecto —murmuro Tess—. Passa. vou colocar me
na cama. Encontro-me fatal.
—Espera, eu te levo —Dane fecho a porta e a agarrou em braços. de repente franziu o
cenho. Doía-lhe as costas. engordaste ou estas torcida pela ulcera? —a sotaque brandamente na
cama e começou a lhe tirar a bata. Tess não podia arriscar-se a que a visse, assim que agarrou a mão
ao Dane e disse:
—Não me a estorvos, tenho frio.
-—Esta bem —a tampo com cuidado e depois se sentou a seu lado com expressão
preocupada—. Short me há dito que renunciaste a seu trabalho. iPor Deus, estas seguindo algum
tratamento?
Tess o Miro sentindo-se só e assustada. Estava desesperada. Dane parecia o clássico homem
de negócios vestido com seu traje cinza, gravata vermelha e um lenço a jogo no bolso da jaqueta.
Comparado com o, ela devia parecer um desastre.
—Tratamento? —pergunto. Os olhos lhe encheram de lagrimas—. Não há tratamento para o
que tenho —murmuro—. O doutor já tem feito tudo o que pôde.
—,;Para uma ulcera lhe sangre? —Dane franziu o cenho.
—Não se trata de nenhuma ulcera te sangre —respondo fechando os olhos.
—Então que é?
—Temo-me que nada que possa curar-se com uma pastilha —respondo cansada—. jDane
estou tão cansada...!
—tQue é o que tem? —pergunto sem poder dissimular sua preocupação. Estava pálido; Tess
adivinho o que estava pensando.
—OH —disse ao fim—, não. Não tenho câncer, nem me estou morrendo. De verdade.
Dane suspiro aliviado e acendeu um cigarro.
—Deus. Assustaste-me. E bom, se não ser isso e tampouco é uma ulcera, a que te refere com
isso de que já não se pode fazer nada?
Tess duvido, queria contar-lhe tudo. Estava sozinha e assustada, necessitava seu apoio,
queria que a cuidasse, que a protegesse. Mas séria justo dizer-lhe quando estava tão perto de perder
ao bebe?
Dane a Miro aos olhos. Não compreendia a angústia do Tess. incline-se e a acaricio com
ternura.
—Tem muito mau aspecto —a Miro mas de perto—. vais dizer me de uma boa vez que é o
que tem, Tess?
—Não se se devo —respondo—. Até é possível que nem me cria. E se me crie, não estou
segura de que seja justo.
Dane a Miro com aprazível felicidade. Inclusive estando Tess tão mal, sentia-se contente a
seu lado.
—É muito aborrecido viver sozinho, verdade? —perguntou ao Tess—. Levanto, vou ao
trabalho, volto ; apartamento pelas noites e não posso dormir. Não me interessa o trabalho. Levou-te
toda felicidade de minha vida quando foi.
—Seu me pediu que me fora —disse Tess com suavidade.
—Se. Não queria um compromisso permanente.
—Não queria te pedir nenhum compromisso —o interrompeu—. Não tem que preocupar-se
por isso, tampouco lhe vou pedir isso agora, embora possa parecê-lo
—te explique —fruncio o cenho.
Tess aspiro fundo e o Miro aos olhos.
—Dane... estou grávida.
Em outras circunstâncias, Tess teria solto uma gargalhada ao ver a expressão do Dane. fico
paralisado e a Miro como se acabassem de lhe dar um golpe na cabeça. Sob o cigarro lentamente e
sem pensar o deixo em um copo com água.
—Estas que? —pergunto com dificuldade.
—vou ter um filho.
Dane parecia um doente; lenta, muito lentamente, deslizo o olhar pelo rosto do Tess, incline-
se e o Quito as savanas, desabotôo-lhe a bata e o sob a calça do pijama antes de que a jovem
pudesse protestar. Então descobriu o ventre ligeiramente volumoso e a Miro como se se tornou
louco.
—Não me havia isso dito.
—Não sábia como fazê-lo —gemeu Tess e o Miro angustiada.
Dane se incline e acaricio com as duas mãos o ventre do Tess. Respirava com dificuldade.
Quando a Miro aos olhos, Tess se deu conta de que estava muito zangado.
—Acreditava que não podia ter filhos. E seu soube. Deus, Como me pudeste ocultar isso
—Sinto-o —respondo Tess. Estava muito surpreendida por sua reação para lhe explicar as
razões pelas que lhe tinha oculto seu embaraço.
—jLo sente...! —interrompeu-se de repente. Estava começando a assimilar a notícia—.
Quando vai nascer? —pergunto olhando-a.
Tess se obrigou a sustentá-la-a olhar e respondo:
—dentro de cinco meses.
No rosto do Dane se refletia o prazer de saber que tinha engendrado ao filho do Tess. Tess
não se atrevia a destruir aquele sentimento de felicidade, mas tênia que lhe explicar a razão pela que
tinha renunciado a seu trabalho.
Dane... Tenho que ficar em casa até que da luz. Não posso trabalhar.
—Por que? —pergunto cortante.
Tess duvido. Amava-o muito para lhe dizer quão arriscado era seu embaraço. voltaria-se
louco se se inteirasse de que era possível que perdesse a seu filho.
—Tenho muitas nauseia —-disse ao fim.
—Já vejo —suspiro com alívio evidente.
levanto-se da cama e se apóio na parede.
—Não tem que te sentir responsável.
—Não seja ridícula. trata-se de meu filho —a Miro maravilhado—. Meu filho —repetiu
lentamente olhando o ventre do Tess, depois a Miro furioso—. Maldição, e não me pensava dizer
isso
Tess se encolheu para lhe ouvir, mas era preferível deixar que pensasse que tinha querido
ocultar-lhe a lhe obrigar a compartilhar seu próprio terror. Dane tinha passado por situações
horríveis tinha sofrido a morte de sua mãe, as horríveis feridas de bala, perdida-a de seu trabalho, o
abandono de sua mulher... Não podia fazê-lo sofrer mas.
—Dizia que não queria compromissos, recorda? —pergunto com frieza—. Me jogou de sua
vida. Se te houvesse dito o do bebe, teria pensado que estava tentando te apanhar.
Aquela acusação lhe fez sentir-se culpado, mas Tess não podia entender seus sentimentos. A
jovem parecia tão indiferente que Dane não teve a confiança suficiente para confessar-lhe nesse
momento. Havia-lhe dito que não queria compromissos, se, mas isso tinha sido antes de saber que
podia ter filhos. Isso o trocava tudo.
Trato de recuperar-se, nesse momento o mas importante era o bebe. Depois ele e Tess teriam
tempo de arrumar seus problemas sentimentais.
—As coisas trocaram —respondo com calma.
—Se, o que quer dizer é que não me quer, mas o menino é outra coisa, claro.
Tess respondo sonriendo zombadora.
—Claro.
Tess o Miro com o coração destroçado. Dane não se dava conta de quanto lhe doía sua
atitude.
—me pensava dizer isso algum dia?
—Se.
—Quando? —pergunto em tom acusador—. Quando já começasse a ir à escola? Bom, não
se preocupe por isso, agora já o se.
meteu-se a mão no bolso da calça e a Miro tentando ocultar seus verdadeiros sentimentos.
Doía-lhe que Tess lhe tivesse oculto seu embaraço quando sábia quanto lhe doía pensar que não
podia ter filhos. Não sábia como lhe perdoar aquela traição.
vou levar te a rancho. Ali poderá te fazer companhia Beryl.
—Não —respondo Tess desviando o olhar—. Não... não posso ir ao rancho...
Dane franziu o janto, então recordou o que lhe havia dito sobre o Bery. Não estavam
casados e ela estava grávida.
Ao dar-se conta-se alegro. Por fim tênia uma razão para casar-se com ela, uma razão que lhe
economizava ter que lhe revelar seus verdadeiros sentimentos. Deixaria que Tess pensasse que tudo
era pelo bem do menino.
—Já o solucionaremos —Miro o relógio—. Tenho que ir. Volto dentro de um momento.
—Dane, temos que falar —disse ela.
—Depois.
Voltou a olhá-la e parto sem dizer nada mas. Tess se tombo, turvada e triste pela conduta do
Dane, que tinha admitido que solo lhe importava o bebe. Esperava que Dane a tivesse sentido falta
de, que lhe tivesse pedido que voltasse para sua vida, mas tudo tinham sido ilusões absurdas.
O que ocorreu três horas depois a desconcertou completamente. Dane voltou com um
desconhecido, fez-a assinar um documento que nem sequer lhe permitiu ler e depois lhe agarrou a
mão e lhe indico ao homem que tinha chegado com o.
—Adiante.
O desconhecido tiro um livrinho, sorriu e procedeu a casá-los. Tess estava tão surpreendida
que logo que pôde pronunciar o «se». Quando começou a dar-se conta do que estava passando, já
estava casada com o Dane.
—jDane! —protesto, mas Dane estava muito ocupado se despedindo do homem que os tinha
casado.
Quando Dane voltou para seu lado se deteve junto à cama e a Miro. Tess era sua esposa.
Pertencia-lhe... ela e o bebe. Seu filho. Nunca se havia sentido mas orgulhoso.
Tess Miro maravilhada o anel.
—necessitam-se... três dias para arrumar os tramite de matrimônio... —gagueira.
—Só se necessita um se ameaças de morte ao juiz —respondo agradado—. Não se
preocupe, é perfeitamente legal —franziu o janto, pensativo—. Embora não se a que pena podem
me condenar por seqüestro
—iQue seqüestro? .
—O juiz que nos acaba de casar não sábia o que estava passando —lhe explico—. O tirei
que tribunal e lhe obriguei a vir comigo.
Tess se ponho-se a rir... mas depois começou a chorar. Não entendia nada. Dane amaldiçoou
em voz baixa e disse muito sério:
—Esta bem, sinto havê-lo feito sem te avisar. Mas se formos ao rancho esta noite, temos que
ir perfeitamente casados. Não podemos escandalizar.
—Não é justo que ela tenha que encarregar-se de meu —murmuro—. E tampouco que o faça
você.
—Leva dentro meu filho —a Miro. Teve que fazer um enorme esforço para não abraçá-la e
secar a beijos seus lagrimas—. O bebe é quão único importa agora. jDios, é tudo! —exclamo
enfurecido.
Tess pensou com tristeza que ao Dane o único que lhe importava era seu filho. pergunto-se
como se sentiria se perdesse ao bebe e se encontrasse casado com uma mulher a que não queria. E o
pior era que não lhe tinha advertido que seu embaraço era de alto risco!
—Deixa de chorar —lhe disse Dane—. vou cuidar te, senhorita Meriwether —se corrigiu
imediatamente—. Senhora Lassiter. Senhora Teresa Lassiter —murmuro.
Tess o Miro sentida saudades.
—Quer muito a esse filho, verdade?
—Isso já sabe —a expressão do Dane se endureceu—. Ainda não te dá conta de quão
terrível era para meu pensar que não podia ter filhos? Isso não te importava?
—Se... —Tess se ergueu se sentia muito mal—, o sábia mas não queria que se sentisse
obrigado a te casar comigo. Sábia que não queria te voltar para casar. Havia-me isso dito mil vezes.
Dane não podia pronunciar palavra. Isso era verdade, mas solo até que tinha descoberto seu
amor para ela, porque desde esse momento, Tess o tinha sido tudo em sua vida. Ter um filho era
maravilhoso, mas a quem realmente queria Dane era ao Tess. Não tinha querido casar-se com ela
para que no futuro não tivesse que lamentar a falta de um filho; Jane e sua obsessão por ficar
grávida o tinham marcado são-timentalmente, influenciando sua atitude para o Tess. O também
desejava esse filho, e Tess tinha mantido em segredo seu embaraço por uma razão, para o, bastante
absurda. sentia-se inseguro e decidiu disfarçar seus sentimentos com uma mascasse de ira.
—Que quisesse ou não queria me casar, já não é o problema, não? —pergunto com
brutalidade—. O bebe necessita um sobrenome. O resto não importa agora.
Aquilo não era o que Tess queria ouvir. O que ela queria que lhe dissesse era que a amava
desesperadamente, que a amaria embora não levasse dentro a seu filho, que a tinha sentido falta de,
que a necessitava. Embora nada disso era verdade; a verdade era que Dane vivia perfeitamente sem
ela, e se não tivesse sido pelo bebe, Dane nunca lhe teria devotado matrimônio. Ainda sentia
saudades que tivesse aparecido no restaurante o dia que tinha ido comer com o Kit.
.Que para aí? Kit lhe havia dito que queria vê-la, mas Tess não o tinha querido acreditar.
Dane sábia onde vivia; podia ter ido procurar a em qualquer momento, Não, Kit estava equivocada,
solo tinha sido uma coincidência.
—Quero que, se puder, troque-te de roupa. Despues guardaremos suas coisas e iremos ao
rancho. Suponho que estas muito débil.
—Se —responder—. Mas antes eu gostaria de me banhar —acrescentou com um fio de
voz.
—Pode fazê-lo sozinha?
—Se. Solo me enjôo quando acabo de levantarrne
—me diga que necessita e eu posso ir te fazendo as malas.
Tess assentiu assombrada da rapidez com a que Dane tomava decisões. Era agradável que
tomassem decisões por ela, que a cuidassem. Estava tão fraco que não podia fazer nada.
Uma hora depois, banhada e arrumada permitiu que Dane a ajudasse a subir à a Mercedes
negro. Durante a viagem esteve pensando em como reacionária Beryl. Quase não empresto atenção
ao Dane quando este esteve lhe falando dos problemas do trabalho.
Mas sua preocupação foi em vão. Beryl saiu a recebê-la até o carro e lhe dirigiu um sorriso
maternal.
—Pobrecita —lhe disse com carinho enquanto lhe abria a porta—. Não se preocupe por
nada, tudo vai sair bem. Quando Dane não este aqui, eu te cuidar. Não deixar que te passe nada.
Tess não estava acostumada a tanta amabilidade. levo-se a mão à cara e ponho-se a chorar.
—Bom, basta —disse Dane e a agarrou em braços-te levar a sua habitação, precisa
descansar. teve um dia muito comprido.
—vou esquentar a sopa. Você gostasse e lhe sentará bem ao pequeno —acrescentou
piscando os olhos um olho ao Tess antes de dirigir-se à cozinha.
--O há dito? —pergunto- Tess ao Dane.
—Se —a Miro aos olhos—. Todo esta bem. Quão único deve fazer é descansar.
Tess assentiu mas sábia que não ia ser tão singelo. Tudo lhe pareceu muito complicado.
Estava com o Dane, mas nunca tinham estado tão longe, e seu bebe estava em constante perigo.
Pensou que como não trocassem logo as coisas, ia se voltar louca.

Capitulo Dez
Dane acompanho para jantar ao Tess em seu habitation. Beryl a ajudo a ficar o pijama e uma
bata e também a deitar-se em uma enorme cama com dossel.
Não era a mesma cama em que tinha dormido a vez anterior, além disso a habitação estava
em uma zona diferente da casa, mas por acanhamento não pergunto se a habitação estava perto da
do Dane.
—Come —disse Dane com firmeza ao vê-la brincar com a colher.
—Sinto muito. Estava-me perguntando de quem é esta habitação.
—É a minha —respondo. Ao ver que lhe olhava surpreendida, assentiu sombrio—. Se, agora
vais compartilhar a comigo.
O Miro assustada. Não podiam fazer o amor, mas como podia dizer-lhe ao Dane sem ter que
confessar tudo?
—Dane... —começou a dizer preocupada depois de provar sua sopa.
—Se que às mulheres grávidas às vezes não gosta de fazer o amor —respondo o de maneira
inesperada—. Quero que esteja a meu lado pelas noites, isso é tudo. Se me precisa estarei perto.
Ao Tess enterneceu que estivesse tão preocupado por ela; sua resposta a tranqüilizo.
—Obrigado —respondo.
Ao Dane pareceu odiosa sua expressão de alívio, fez-o sentir-se rechaçado, mas
dissimulação sua ira.
—pensaste em como vai se chamar? Crie que será menino ou menina? —pergunto-lhe. Ao
Tess assustava guardar esperança alguma, mas não podia expressar sua preocupação, assim
respondo.
—Não. E me dá igual a seja menino ou menina.
—A meu também —replico Dane—. Com tal de que nasça são, não importa o que seja.
—Seu é filho único, verdade? —pergunto Tess se desesperada por trocar de tema.
—Se, mas certamente não fui um menino mimado. Minha mãe não me queria —respondo
com amargura.
—Este bebe se será querido —disse ela com calma.
—Claro —Dane a Miro. Tess estava preciosa sentada em sua cama.
—Seu pai era filho único?
—Não o se —respondo Dane—. Nunca falava de sua família. Desapareceu quando eu era
menino e não tornei ou seja nada do. Minha mãe teve dois irmãos mas ambos morreram no
Vietnam.
—Sua mãe alguma vez se levo bem contigo, nem sequer quando foi menino?
—Não —Dane decidiu dar por resolvida aquela conversação—. Agora te termine a sopa.
Tess fez uma careta e seguiu comendo.
Dane saiu a arrumar alguns assuntos com os trabalhadores do rancho e não voltou até a hora
de deitar-se. Entro na habitação e começou a despir-se.
Tess o Miro de soslaio. Dane era um homem incrivelmente atrativo. Percorreu com seus
formosos olhos cinzas as profundas cicatrizes das costas e o braço antes de que o se voltasse; então
a atenção do Tess fico apanhada pelos fortes músculos de seu peito nus. Ao ver que Tess se
ruborizava, Dane sorriu e apago a luz.
—Acostumasse-te —lhe disse ignorando seu rubor—. Por consideração a ti usava pijama no
apartamento, mas agora estamos casados. Durmo assim desde que era menino e é difícil abandonar
os velhos costumes.
—Não me incomoda —respondo Tess quando o se deitou a seu lado—. Além disso, estas
em sua habitação —Tess fico muito quieta olhando para o teto; não se atrevia a mover-se para não
lhe incomodar. Era a segunda vez que dormian juntos, mas aquela situação não tênia nada que ver
com a primeira. Resultava-lhe difícil acostumar-se à presença do Dane e não só isso, mas sim podia
sentir o ressentimento e o desgosto de seu marido.
de repente Dane poso a mão no ventre do Tess; a jovem se sobressalto.
—Não te assuste, solo quero sentir ao bebe. Já se move?
Tess tento tranqüilizar-se e disse com um fio de voz:
—move-se muito pouco, mas estou segura de que logo começasse a dar patadas.
—vais amamentar o, Tess?
—Se, quero amamentá-lo —respondo com firmeza.
Depois permaneceram em silêncio. Tess esperava que Dane a abraçasse, para ficar dormida
em seus braços, mas não o fez, aparto a mão e se tombo lhe dando as costas.
Mas Tess não sábia que o que estava fazendo Dane era esconder o tumulto de sentimentos
que se habian desatado em seu interior. Quando pensava no embaraço do Tess se sentia como um
mago. Nunca tinha desejado nada como desejava a aquele filho; nada, exceto ao Tess, mas isso era
algo que ainda não podia admitir. Acreditava que podia confiar no Tess porque o amava, mas lhe
tinha negado o único milagre de sua vida... o de sua paternidade. Se não tivesse ido procurar a,
nunca o teria sabido.
Colina os olhos, suspiro e depois fico dormido.
A partir daquela noite, o abismo que se abria entre eles foi fazendo-se maior. Tess se
mostrava ante o tímida e calada. Nunca brincava com o Dane virtualmente não lhe dirigia a palavra
e, é obvio não lhe olhava com o mesmo carinho que meses atrás
O bebe começou a dar patadas; Tess desejava compartilhar com o Dane esses momentos,
mas não se atrevia a lhe dizer nada. E o nunca a tocava. Às vezes Dane falava do futuro, mas
sempre para referir-se ao bebe, nunca falava do mesmo ou do Tess.
Tess se distraía ajudando ao Beryl no jardim pelas manhãs, mas Dane advertiu que não para
nenhum exercício e isso o preocupo porque sábia que o exercício facilitava o parto.
—Não faz suficiente exercício —disse ao Tess uma noite—. Sempre estas sentada, assim
quero que comece a andar. Não discuta —acrescentou com firmeza a| ver que a jovem ia
protestar—. Não é bom para o menino que esteja todo o dia sentada. Amanhã, assim que volte,
daremos um passeio pelo rancho.
—Dane... —começou a dizer nervosa, mas Dane consulto seu relógio e disse:
—Esta noite tenho trabalho depois falaremos, Tess. Não te deite tarde. Não é bom para o
menino.
Tess esteve a ponto de gritar. Dane somente pensava no bebe. Ela sozinho era a chocadeira,
e não era que ela não estivesse preocupada com seu filho, ao contrário. Não havia dito ao Dane a
verdade e temia que o pensasse que não lhe preocupava a saúde do bebe.
Por outra parte, desde que estava com o Dane se sentia revitalizada. Os dores e as
hemorragias tinham cessado. Pela primeira vez desde o começo de seu embaraço pensava com
otimismo no futuro do menino, mas o que Dane propunha podia matar a seu filho. Passo toda a
noite preocupada pensando se devia lhe dizer ou não a verdade.
Felizmente, o trabalho manteve ocupado ao Dane durante vários dias e Tess aprendeu a
mentir.
Beryl saía todas as manhãs para ajudar a uma vizinha, e Tess dizia ao Dane que durante suas
ausências ela saía a caminhar.
Ao Dane incomodava que a jovem nunca queria sair a dar um passeio com o.
—Tanto te desagrado? —pergunto-lhe com frieza—. Não suporta me ter perto, por isso sai a
passear quando eu não estou aqui, verdade?
—jNo!
—Bom, pois não te faça ilusões, carinho —lhe disse com voz glacial—. Solo estou
preocupado pelo bebe, não por ti —acrescentou em um momento de fúria cega.
Tess não podia compreender que lhe falava assim porque o tinha ferido. A garota se
encolheu ante aquela resposta. voltou-se e levanto orgulhosa o queixo.
—Pois deixa de preocupar-se pelo bebe. Eu sou a primeira interessada em ter um filho são, e
penso me assegurar de que asi seja.
—Se, te assegure, senhora Lassiter —acrescentou destilando veneno.
Tess o Miro fixamente e pergunto:
—Se não me tivesse ficado grávida não te teria casado comigo, verdade?
—Ainda não sabe? É traiçoeira, Tess, como todas as mulheres. Minha mãe foi a culpado de
que meu pai nos abandonasse. Jane me traio assim que teve uma oportunidade. Seu foi a ultima
pessoa da que podia esperar uma traição... e me equivoque. Mas não te penso dar outra
oportunidade. Seu o único que tem que fazer é te ocupar de que a meu menino não aconteça nada —
concluo.
—Não te oculte meu embaraço para te fazer danifico —lhe disse Tess.
Dane não lhe fez nenhum caso.
—vou chegar tarde do trabalho.
—Nunca falamos de nada. Nem sequer deveria te incomodar em voltar para casa pelas
noites.
Dane não podia admitir quanto desejava sua presença, sua cercania. Tentava distanciar-se
dela porque temia que descobrisse seus verdadeiros sentimentos.
—Não tenho nada que te dizer. Seduziu-me a noite que engendramos ao bebe. Cedi porque
te desejava, entende-o? Quão único sentia era desejo.
—Se, Dane. Entendo-te —respondo Tess e saiu da habitação chorando. Dane não podia ter
sido mas claro.
Dane deu um murro no penteadeira. Não tinha querido dizer isso. Repugnava-lhe ter
menosprezado assim o amor delicioso que tinham compartilhado aquela noite. Não confiava nela,
não podia. Tess era como sua mãe, como Jane. De fato, tinha-o traído ao lhe ocultar seu embaraço,
já não o amava, evitava-o, nem sequer o olhava, ao parecer o único que lhe importava era o bebe, e
Dane tênia que recordar-lhe para não fraquejar. Mas lhe resultava muito difícil porque a adorava,
sobre tudo desde que sábia que levava dentro a seu filho. E entretanto, cada vez estavam mas longe.
Passaram os meses e Tess e Dane continuavam vi-vendo como se fossem uns perfeitos
estranhos. Dane se havia traslado a outra habitação com o pretexto de que despertava ao Tess
quando chegava tarde pelas noites. Mas isso não era verdade. Não podia suportar o silêncio e a
tristeza da jovem. Olhava-o com uma expressão que não podia decifrar, como se tivesse algum
sofrimento oculto, e começava a sentir-se culpado, sem saber por que. Desesperava-o estar perto
dela e não poder acariciá-la e abraçá-la. Quando Tess não se dava conta, olhava-a como um
adolescente apaixonado. Estava tão pendente dela, apesar do que Tess pensava, que seu trabalho se
resintió.
Um dia, depois de ir ver o ginecologista, Tess se deitou.
—Encontra-te bem? —pergunto-lhe Dane preocupado aquela noite.
—Certamente —respondo Tess ocultando seu terror. Tinha tido uma hemorragia e o doutor
Boswick estava alarmado. Não o havia dito ao Tess, mas a jovem tinha visto sua expressão—. Só
estou cansada —respondo em um sussurro.
—Já te disse —repôs Dane, não quero verte todo o dia tombada. Deve fazer exercício; estou
seguro de que o ginecologista lhe haverá isso dito também.
Tess estava aterrada. Estavam no verão e o tempo era perfeito para sair a passear, mas não se
atrevia! E Dane já estava muito zangado porque não tinha querido ir com o às classes de preparação
para o parto; estava assustada porque o doutor Boswick lhe tinha advertido os perigos que corria
durante o ultimo trimestre; e não lhe tinha parecido aconselhável nenhum tipo de exercício. Ao
contrário, havia-lhe dito que fizesse o máximo repouso.
Tess ia cada vez com mas freqüência ao ginecologista mas Dane não suspeitava por que.
Tess, consciente de quanto desejava Dane ser pai, queria lhe evitar todo tipo de preocupações. E ela
queria lhe dar um filho... o doutor Boswick lhe tinha confirmado que séria um menino.
Miro ao Dane da cama.
—Amanhã irei dar um passeio, prometo-lhe isso. Embora cada vez me resulta mas difícil
andar, estou mas gorda e pesada que nunca.
Dane Miro ao Tess com os olhos entrecerrados. Vê-la tão pálida o para sentir-se culpado.
—,;É curioso que nunca te tenha visto sair a dar um passeio—. Sempre sai a passear quando
eu não estou —Tess se ruborizo e desviou o olhar—. Já se que se sente pesada, Tess. Mas isso não é
desculpa para não caminhar —lhe disse com calma—. É por seu próprio bem. Amanhã me
assegurar eu mesmo de que saigas a dar um passeio.
—Não —replico Tess com um fio de voz. Já não podia seguir mentindo. Não posso —aspiro
hondo__
Dane, tenho que lhe dizer algo —ofego ao sentir uma pontada no ventre que a fez sentar-se
de repente na cama e gritar.
—jEl menino! —exclamo Dane—. Tess, é o nifio?
—jSi...! —começava a ter contrações e tênia uma forte hemorragia—. Tem que... chamar...
uma ambulância! Chama o doutor Boswick!
—Pode ser um falso alarme, ainda falta um mês. Levar-te no carro —lhe disse com calma e
a desentupo e fico paralisado ao dar-se conta de que Tess tênia razão. Estava branco como o
papel—. OH, Deus mijo! —exclamo.
—jLlama... a uma ambulância! —grito Tess.
Dane agarrou o telefone da habitação; quando estava marcando o número do hospital chego
Beryl correndo e ao ver a situação foi procurar umas toalhas.
depois de chamar à ambulância, Dane chamo o doutor Boswick e lhe disse:
—Acredito que algo anda mau. Tem muitos dores e sangra muitíssimo. Já chamei a uma
ambulância.
—deveu-se romper a placenta —respondo o doutor—. Quando a examinei esta manhã lhe
hei dito que podia ocorrer em qualquer momento. este menino a ponto de nascer, mas há risco de
que ambos morram —acrescentou. Ao Dane lhe paraliso o coração—. ,Fez algum tipo de exercício
hoje?
—Não —respondo Dane apertando com força o auricular.
—Graças a Deus. Suponho que não terá deslocado nenhum risco. Já sabe que esta em um
estado muito delicado. Estarei na zona de urgências quando ela chegue ao hospital, terei as
transfusões preparadas —e procedeu a lhe explicar ao Dane o que tênia que fazer para controlar a
hemorragia—... e lhe diga aos enfermeiros que não percam nem um segundo.
Dane pendurou e começou a dar ordens ao Beryl, depois Miro ao Tess angustiado.
—Algo andava mal faz tempo que, verdade? Não deixou de trabalhar por culpa das nauseia
—grunhiu atormentado.
Tess apertou os dentes para não gritar de dor.
—Desejava... tanto... ao menino —ofego—. Sozinho queria... te evitar a preocupação —
murmuro—. jNo foi tua culpa!
—Não, mas durante todo este tempo estive te fazendo a vida impossível.... jOh, Deus,
Tess..,! —lhe quebrou a voz. Acaricio o rosto do Tess com dedos trementes. Tess grito ao sentir
uma pontada.
—iDpnde esta raios a ambulância? —amaldiçoou Dane.
Nesse momento, ouviu-se a sereia da ambulância.
—Agüenta um pouco, pequena —lhe disse enquanto indicava por senas ao Beryl que ficasse
com ela.
Saiu da habitação tão confundido que não podia nem pensar.
Tess apenas se dava conta de que ia na ambulância; Dane ia a seu lado, apavorado, enquanto
os enfermeiros a vigiavam e faziam todo o possível para cortar a hemorragia. O doutor Boswick os
estava esperando quando chegaram ao hospital.
—Ela é o primeiro —lhe disse Dane—. Aconteça o que acontecer, ela é o primeiro, ^me
entende?
—Faremos o que possamos —lhe asseguro o doutor antes de entrar em sala de cirurgia.
Minutos depois, nasceu o bebe.
Tess tênia uns dores horríveis. Estava in tenha tando relaxar-se para dominá-los quando
Dane lhe sussurro ao ouvido:
—É um menino. Ouve-me, coração? Temos um filho.
Assim que compreendeu as palavras do Dane, disse com um fio de voz:
—-John Richard.
Era o nome que tinham eleito para o menino, em uma dessas estranhas ocasiões nos que
Dane tinha chegado cedo do trabalho e tinham podido conversar.
—-John Richard —repetiu Dane—. <;C6mo te encontra, querida?
Não podia ser Dane o que acabava de lhe falar nesse tom. Devia estar delirando.
—Dói-me —disse fracamente.
—vão injetar te um calmante. Tess, é precioso —anadio emocionado—. Precioso.
Tess abriu os olhos lentamente.
—Amo-te. Aconteça o que acontecer... recorda-o sempre.
Dane a Miro com os olhos cheios de lágrimas. Tess lhe via entre sombras, mas lhe ouviu
respirar com dificuldade.
—vais pôr te bem —lhe disse Dane—. Me hão isso dito os médicos. jNo fale assim!
—Cuida-o —respondo Tess e colina os olhos—. O desejava... tanto.
—jTe quero a ti! —murmuro Dane—. jEscuchame, menina tola, menti-te! jTe estive
mentindo! jNo queria me casar contigo porque não podia te dar um filho! jTe deixe partir por seu
bem! jTess, quero a ti! jA ti! jDios, se tiver estado a ponto de me voltar louco quando o doutor
Boswick me explicou os riscos que correste durante o embaraço. Abre os olhos, Tess. jAbre os
olhos!
Parecia tão desesperado que Tess se obrigou a abrir os olhos: Dane estava muito pálido.
—jNo lhe morra! —disse-lhe Dane com os dentes apertados—. jNo te atreva! Tem que viver
para me ajudar a educar a nosso filho. jNo posso viver sem ti! Não posso. me escute... não posso
viver sem ti!
—Já tem... o filho... que tanto desejava —murmuro Tess.
—Não.

Mas Tess não parecia compreender as palavras do Dane.


—Se. Disse...
Dane se deu conta de que não o entendia. jPero tênia que conseguir que o fizesse!
Necessitava que Tess soubesse que a amava.
—me olhe, Tess. me olhe. jMírame! —Tess voltou lentamente a cabeça—. Te amo —grito;
os olhos lhe brilhavam com força—. ;Te amo!
Tess queria lhe dizer que nunca tinha ouvido nada tão formoso, mas antes de que pudesse
abrir a boca, lhe fecharam os olhos e fico dormida.

Capitulo Onze
Dane permaneceu toda a noite a seu lado, sem dormir. Não quis deixá-la só nem sequer para
ir ver seu filho.
Tess estava pálida e gemia apesar dos sedativos que lhe tinham administrado. Ao vê-la
sofrer, Dane sofria tanto como ela. Matava-lhe saber o que Tess tinha tido que suportar em silencio
para lhe evitar uma terrível preocupação durante todos aqueles meses. Tinha-a acusado de lhe trair
quando solo o estava protegendo. Tinha-o amado mas que a sua própria vida e o lhe tinha falhado.
Dane lhe havia dito costure terríveis. Era possível que nunca lhe perdoasse, mas tênia que
viver. Tinha que viver!
A luz do sol se filtrava na habitação do hospital quando Tess voltou a abrir os olhos. Ainda
estava fraco pela dor. Abriu os olhos e murmuro:
—Dane? Meu filho...?
Dane tênia um aspecto terrível.
—Quer que lhe tragam isso agora? —pergunto-lhe com ternura e se incline para ela—. Lhe
trarão isso assim que queira.
—Quero vê-lo agora.
Dane apertou um timbre e lhe pediu à enfermeira que lhes levasse a bebe. A alegre
enfermeira entro sorridente minutos depois com um bultito em braços.
—Aqui o tem, senhora Lassiter. Me alegro de que se despertou. Teve-nos muito
preocupados.
Olhe o que lhe trago aqui —e lhe deixo ao menino a seu lado.
Tess o Miro e lhe pareceu estar vendo o Dane.
—parece-se com meu marido —murmuro—. jOh, parece-se com ti, Dane!
Dane se inclino a seu lado e acaricio com ternura a cabecita do menino.
—Tem seus olhos —a corrigiu Dane emocionado.
—vou trazer lhe a mamadeira... —disse a enfermeira, mas Tess a interrompeu.
—Não. Por favor. Prefiro amamentá-lo. O doutor Boswick me disse...
—Esta bem —sorriu a enfermeira—. Mas de todas formas lhe trarei uma mamadeira. Esta
você muito débil, perdeu muito sangue e é possível que ainda não tenha suficiente leite para
satisfazê-lo.
Quando saiu a enfermeira, Tess se sentou na cama e agarrou ao pequeno em braços.
—me ajude, por favor —disse ao Dane.
Dane lhe desato os cordões da bata e lhe ajudo a tirar-lhe Tess aproximo do bebe a seu seio e
lhe pôs o mamilo na boquita. O menino começou imediatamente a sugar e se aferrou com força ao
seio. Tess conteve o fôlego e depois ponho-se a rir. Miro ao Dane, que a observava atentamente.
Tess nunca lhe tinha visto tão emocionado.
—Deus meu —lhe disse com voz tremente—. Não me imaginava assim —se aproximo dela
com o olhar cravado em seu filho; voltou a lhe acariciar a cabecita antes de olhar ao Tess—. Dói?
—Não —respondo ela—. É uma sensação estranha, mas não me dói. O que se me doer um
pouco é a cicatriz.
—Podem te dar um calmante quando terminar de dar de comer ao John Richard.
—Não foste a trabalhar —lhe disse carrancuda.
—Não podia te deixar sozinha, carinho —respondo tranqüilo—. Parecia querer morrer —
lhe acaricio a boca com o polegar—. Acreditava que já não queria viver.
—Não me lembro.
—Talvez foi a anestesia, mas não queria te deixar reveste —se incline e a beijo—. O é tudo
para meu —lhe disse com a voz rouca pela emoção—. Agora não posso te perder.
Tess, convencida de que as palavras do Dane respondiam à emoção de sua recente
paternidade, limito-se a sonreirle. Em qualquer caso, era evidente que Dane adorava a seu filho, e
como não havia outra mulher em sua vida, era provável que tivesse decidido que podiam continuar
casados. Decidiu lhe dar outra oportunidade, era possível que algum dia aprendesse a amá-la.
Uma semana depois, deram ao Tess de alta. Helen e Kit foram ver a casa para conhecer
bebe.
Dane sempre estava perto dela embora voltou a trabalhar em excesso. Tess sábia que lhe
irritava que não lhe queria escutar quando tentava falar com ela, mas não podia evitá-lo. Não queria
que lhe fizesse confissões de amor.
Dane se havia sentido muito mal quando se inteirou de que seu embaraço tinha sido de alto
risco e, para ele, o parto tinha sido um pesadelo. Desde que lhes tinham dado de alta ao Tess e ao
menino parecia o homem mas feliz do mundo, mas a jovem não queria ouvir falsas promessas. Não
queria falar com o até que se esquecesse das tensões passadas.
Tess se dedicava por inteiro a seu filho, adorava-o, mimava-o, passava a seu lado cada
momento livre. O menino era sua vida.
Também estava Dane, mas toda a atenção que Tess emprestava ao menino a negava ao.
Dane se sentia sozinho, rechaçado e seu humor começou a piorar. Claro, o adorava a seu filho, mas
não conseguia fazer que Tess advertisse que também a necessitava a ela. Estava encerrada em seu
próprio mundo, no que solo o menino tênia capacidade.
Um sábado pela tarde, Tess estava dando de mamar ao John quando chego Dane. Tinha
estado trabalhando todo o dia e parecia estar de muito mau humor.
deteve-se na porta da habitação ao ver o Tess na cadeira de balanço.
—Tenho que falar contigo —lhe disse.
—Estou a ponto de terminar —respondo Tess.
Dane se sentou no bordo da cama e observe atentamente a seu filho. O orgulho suavizo sua
expressão e sorriu:
—Nunca me cansar de lhes ver —disse com calma—. Tem uma expressão maravilhosa
quando dá de mamar ao menino.
—Viu quanto cresceu? —pergunto-lhe com acanhamento.
—Tess, até quando vais seguir lhe dando de mamar?
Tess o Miro surpreendida e se retirou com ar distraído uma mecha de cabelo da cara.
—Ainda não pensei nisso. Importa-te muito?
Dane duvido antes de dizer:
—Seguirá pacote a ti enquanto continue amamentando-o. Não pode estar longe do mas de
duas horas seguidas.
—Quer que vá? —pergunto Tess abrindo os olhos de par em par—. Por isso quer que deixe
de lhe dar de mamar? Para poder contratar a uma babá...?
—jDios, não! —respondo espantado. aproximo-se da janela e observo com o cenho franzido
a paisagem outonal.
—Suponho que te dei razões de sobra para pensar que solo quero ao menino, não a ti. Mas
não sou capaz de te arrebatar a seu filho. Não sou um monstro, Tess.
—O se —respondo com acanhamento.
O bebe termino de comer e fico dormido. Tess o agasalho em seu cunita e saiu da habitação
sem fazer ruído. Dane a seguiu.
—Não fuja —lhe disse—. evitaste minha presença desde dia que voltamos do hospital.
—Vou ao alpendre —respondo.
—Faz frio.
—Não, não faz frio. Pedirei ao Beryl que vigie ao John.
—Esta bem —cedeu Dane; espero a que Tess falasse com o Beryl e depois a siguio até o
alpendre e se sentou a seu lado.
—jHas tido muito trabalho?—pergunto Tess com indiferença.
—comprei uns cavalos —respondo Dane acendendo um cigarro—. estive vendo como os
domavam. Tess —a Miro aos olhos, e disse—: estive tentando falar contigo para me desculpar.
Disse-te coisas muito cruéis antes de que nascesse o menino. Coisas das que agora me arrependo.
—Seu não soube que meu embaraço era de alto risco —respondo Tess—. Só queria te evitar
preocupações. Nunca te tinha visto tão emocionado. Não queria estragar essa alegria.
—E você? —gemeu e colina os olhos—. jTontita! Estava muito assustada e eu me queixava
porque estava todo o dia sentada —se Quito o chapéu e se passado uma mão pelo cabelo—. Não
suporto pensar o mal que te trate. Solo te dei problemas, Tess.
—Isso não é verdade —Tess Miro com carinho ao Dane—. Deste ao John.
—Não me ocorreu tomar precauções porque pensava que não o necessitava. Se tivesse
sabido o risco...
—Mas não soube. Nem eu, embora me tivesse arriscado em qualquer caso, Dane —-disse
com convicção—. Não me arrependo de nada.
—Não só queria ao menino —a Miro aos olhos—, mas também a ti. Necessitava-te, assim...
me teria casado contigo embora não tivesse estado grávida. Não suportava viver sem ti. te afastar de
meu lado foi o pior engano de minha vida —sua expressão refletia tanta vulnerabilidade que a
enterneceu—. Aquela noite... não tinha sabido o que era o amor até essa noite. Tênia medo,
aterrava-me me haver equivocado e que esse amor fora passageiro. Mas não foi assim. meu deus,
Tess. Nunca deixar de te amar.
Tess se aparto um pouco e desviou o olhar. Não podia lhe acreditar. Não se atrevia.
—Não faz falta que finja —lhe disse com ternura—. Esta bem. Ama ao John e
possivelmente estas afeiçoado comigo. Isso é suficiente.
Dane apago seu cigarro e ficou de pé. A Miro.
—Não —lhe disse—. Não é suficiente. Seu quer que eu te ame.
—Se que isto for muito difícil para ti... —respondo Tess olhando ao longe.
Dane a agarro pelos ombros e a obrigo a levantar-se.
—Minha mãe me destroço, Tess. Jane acabo com meu orgulho. Quando seu chegou a minha
vida, eu estava destroçado. Você tênia medo, não soube?
—Suponho que uma parte de meu o sábia —o Miro aos olhos—. Trate de te fazer
compreender que nunca te faria mal, mas não confiou em mi.
—Não podia —deslizo os mãos pelos braços do Tess e entrelaço os dedos nos dela—. Te
disse que não sábia amar, que não sábia o que era a ternura —se aproximo dela—. Tive que
aprender muitas coisas. E as aprendi contigo, Tess.
—Estas orgulhoso do John —murmuro ela baixando o olhar—, e se sente responsável pelos
problemas que tive para dar a luz, mas não é necessário que me diga estas coisas.
Dane a agarrou pelo queixo e a obrigou a lhe olhar.
—Amo-te —lhe disse—. De que maneira e quantas vezes lhe tenho isso que dizer para que
me cria?
Tess se encolheu de ombros e respondo:
—É possível que sinta muitas coisas, Dane, mas estou segura de que não é amor.
—Amo-te e sabe, pequena covarde —lhe sorriu e deu um doce beijo na boca—. Mas
acredito que já é hora de lhe demonstrar isso
A beijo com paixão e Tess, quase apesar de sua vontade, correspondeu a aquele beijo. Dane
conteve o fôlego e gemeu quando viu que Tess lhe abraçava e se entregava sem reservas.
Entreabriu-lhe os lábios com a língua e a abraço com força.
Dane deslizo a mão até o quadril do Tess e a estreito contra o para que comprovasse a força
de sua excitação.
—Desejo-te —grunho Dane—. Pode fazer o amor?
—Se —murmurar.
—Aonde raios podemos ir? —grunho o procurando com o olhar um lugar—. Beryl esta
acima com o menino.
Tess Miro para o celeiro, mas Dane moveu a cabeça.
—Não. Esta sujo.
—Mas se o fazem nos filmes —se queixo Tess.
—Mas isto não é um filme, Tess —murmuro Dane esfregando seu rosto contra os seios
cheios do Tess, depois a voltou a beijar na boca—. E o que sinto agora não é sozinho um desejo que
precise saciar. Amo-te, quero fazer o amor contigo, ser parte de ti.
—Eu também —respondo.
Dane a abraço com mas força sem deixar de beijá-la com sensualidade.
—Tess —murmuro contra sua boca—, Tess, amo-te...
de repente se abriu a porta da casa e se separaram. Apareceu Beryl.
—esta John dormindo como um lir+on. Importa-lhes que vá ver a senhora Jewell? Solo
demorar uma hora...
Ao Tess entraram vontades de beijá-la. Possivelmente Beryl sábia que queriam estar
sozinhos.
—Não se preocupe, vê —lhe respondo Tess.
—OH, obrigado —respondo Beryl.
Tanto Dane como Tess esperaram a que o carro do Beryl desaparecesse pelo caminho para ir
correndo a sua habitação.
Dane a agarrou em braços, a sotaque na cama, e se tombo a seu lado.
—Não faça ruído —lhe disse—. Não quero que despertemos ao menino —a beijou na
boca—. Deus benza ao Beryl.
—A porta... —gemeu Tess.
—Já esta fechada. jTess, passou tanto tempo!
A beijo com ardor, separo-se dela e começou a despir-se. Tess não podia deixar de lhe olhar.
Inclusive com as cicatrizes, Dane era um homem incrivelmente atrativo.
O disse ao Dane, este sorriu, tombo-se a seu lado e a nu entre beijos e sussurros.
Tess estava um pouco envergonhada por sua cicatriz, mas Dane a beijo e lhe disse que era
como uma cicatriz ganha em uma batalha, que tênia um valor excepcional. Tess se tranqüilizo,
sorriu-lhe e lhe beijo.
Dane a tratava com uma ternura da que Tess nunca lhe teria acreditado capaz. Entre beijos e
carícias eróticas lhe disse que a amava, que a necessitava, que ela era o mas importante de sua vida.
A magia que tinham compartilhado uma noite no apartamento do Dane ainda estava presente.

Tess lhe rodeio o pescoço com os braços e se estreito contra o mas Dane a deteve.
—Espera —saco uns preservativos de debaixo do travesseiro. ficou um enquanto ela o
olhava com acanhamento—. Não haverá mas filhos no momento. Não quero que te arrisque outra
vez.
—Mas se estiver bem —respondo Tess—. foi um embaraço bastante estranho. Não acredito
que tenha outro igual.
—Já falaremos disso em outra ocasião, agora te encontra débil e vulnerável e devo te cuidar
muito, senhora Lassiter —murmuro contra sua boca—. Te quero muito, não penso deixar que volte
a lhe arriscar —ficou em cima dela e se uniu ao Tess com uma ternura e lentidão deliciosas.
Ao princípio, Tess se sentiu um pouco incomoda e Dane se deteve.
—É como se fosse virgem —lhe sussurro tentando controlar-se—. Tranqüila, tranqüila...
assim... —suspiro e seguiu entrando no corpo do Tess, que gemeu ao senti-lo completamente
dentro.
—OH, Dane —ofego—, faz quase um ano...
—O se —respondo o e começou a mover-se a um ritmo crescente.
Fizeram o amor com tanta paixão como a noite que tinham engendrado a seu filho. Dane a
amo até deixá-la sem fôlego, acaricio-a até fazê-la gritar de prazer e juntos alcançaram um novo
mundo de sensações no que o único importante era seu amor.
Tess nunca havia sentido tanto prazer. Permaneceu imóvel debaixo do Dane, sentindo-o
respirar contra seus seios.
—Ama-me —lhe disse o teria sabido ao te olhar agora aos olhos se não me houvesse isso
dito vinte vezes enquanto fazíamos o amor.
—Seu também o há dito várias vezes —ofego Tess. Dane a beijo com ternura.
—tAhora me crie?
Tess o Miro e respondo quase sem fôlego:
—OH, se.
Dane aproximo sua cara a dela e voltou a beijá-la com ternura.
—lhe eu adoraria demonstrar isso uma e outra e outra vez, mas me parece que se mora uma
tormenta.
—Uma que?
Nesse momento o bebe estalo em pranto furioso.
—Outra vez tem fome? —pergunto Tess, levanto-se e se aproximo do berço do pequeno—.
Ou estas molhado? —imediatamente lhe troco o favo, e nisso estava quando soou o telefone. Dane
respondo.
•—Não —disse o—, não vou hoje. Por que? —franziu o janto, logo soltou uma
gargalhada—. ,:Fala a sério? Quando? ficará bem? —moveu a cabeça—. Deus, claro que o direi ao
Tess. vai se morrer de risada. lhe diga que iremos ver a esta noite, e Por Deus, lhe confisquem a
arma antes de que o volte a fazer!
—iQue passou? —pergunto Tess quando Dane pendurou.
—Alguma vez lhe o imaginárias —Dane se levanto e ficou as calças sem deixar de rir—.
Recorda que Helen sempre se queixava de que era a única do escritório a que alguma vez lhe
tinham ferido de bala?
—Se.
—Bom, pois esta tarde agarrou mal a pistola e lhe disparou. Tem uma ferida no pé.
—jOh, pobre Helen! —exclamo Tess condolida, mas não pôde conter as gargalhadas—. O
sinto, isto não tem graçaficará bem?
—foi uma ferida superficial, mas a deixassem esta noite no hospital, no caso de, assim hei
dito ao Nick que iremos visitar a.
—Levar-lhe flores —disse Tess e sorriu—. E uma medalha, se podemos consegui-la.
Dane se aproximo dela e a Miro com carinho.
—John se parece muito a ti —disse ela.
—parece-se com os dois —a corrigiu Dane abraçando-os aos dois—. Sente feliz?
—Não sábia que podia sê-lo tanto —lhe beijo—. Não sente ter tido que te casar comigo? —
pergunto-lhe preocupada.
—Não tive que me casar contigo —a corrigiu com ternura—. Só estava procurando um
pretexto para hacerlo,o, crie que foi casualidade que te encontrasse esse dia no restaurante no que
estava almoçando com o Kit?
—jLa seguiu! —disse ela rendo—. Kit o suspeitava.
—Se, segui-a. Tinha-me passado a manhã pensando em que ia fazer, Tess. Queria te pedir
que te casasse comigo —lhe confesso—. Que vivesse comigo embora não pudéssemos ter filhos.
—jOh, Dane! —disse Tess.
—Mas tudo saiu mal —murmuro—. Me interromperam muito logo.
—Eu ia dizer te que estava grávida, mas quando se aproximo esse homem a te saudar, perdi
o valor.
—Todo este tempo perdido —gemeu o—. Já tênias problemas então. Não era a ulcera, era o
menino.
—Se. Mas quando me agarrou da mão, deixe de sentir dor.
—Tenho-te feito acontecer muito maus momentos. Sinto muito. Não sabe quanto.
—Amava-te e, no fundo estava convencida de que se não te pressionava, aprenderia a me
amar. Não queria preocupar-se, se não te teria contado o do menino assim que soube. Não
compreendia quanto desejava ter um filho.
—Não um filho, a não ser a nosso filho —se incline, a beijo na frente e depois a Miro—.
Não sabe quanto te sinta falta de quanto foi de meu apartamento, ou quanto medo passe quando lhe
seguiam esses narcotraficantes. Durante muito tempo não me tinha atrevido a pensar no matrimônio
e de repente, decidiu que devia te ensinar a fazer o amor —gemeu—. Não sabe como me senti.
Faria algo por te ter, exceto sacrificar sua necessidade de ter filhos. E, entretanto, sua estava
disposta a te sacrificar até esse ponto por meu —a beijo com ternura—. Eu gosto de aprender
contigo o que é o amor. E devo ser bom aprendiz porque gritaste muito quando estávamos na cama
—Tess se ruborizo lhe fazendo rir—. O menino era a melhor desculpa do mundo para me casar
contigo e te trazer para casa sem ter que te dizer que te amava desesperadamente. Mas quando
fugiu, pensei que tinha deixado de me amar.
—Tolo —respondo—. O amor não desaparece tão facilmente.
—Isso parece. tiveste um embaraço muito difícil, mas quando decidirmos ter outro filho,
não me separar de seu lado.
—A primeira noite que fizemos o amor te necessitava tanto... Amava-te, e pensava que se te
oferecia tudo o que tênia sem te pedir nada em troca aprenderia a confiar em meu, que até poderia
chegar a me querer.
—Amava-te —respondo abraçando ao Tess e a seu filho—. Deus que difícil foi tudo. Espero
que a partir de agora tudo vá bem.
—Quero-te tanto, Dane. Amar-te até a morte —ao ver que Dane se ruborizava, pergunto-
lhe—. Quer que lhe demonstre isso?
—Fala a sério? —pergunto em tom estranho—. Vêem aqui.
Mas antes de poder fazer nada, seu filho começou a procurar o seio do Tess para seguir
comendo. Tess se ponho-se a rir quando o bebe encontrou seu peito e sugo com força.
—Acredito que meu filho tem prioridade —murmuro reprimindo o desejo—. Mas temos
toda a noite para nós.
—Se. Quero-te —lhe murmuro Tess.
—Eu também te amo, pequena.
—Quando John já vá à escola, parecerá-te bem que volte a trabalhar?
—Para o Short? —pergunto o.
—Para ti —lhe corrigiu.
—Bom, suponho que tudo ficasse na família.
—Mas quanto ao John valha o impermeável de detetive me retirar.
Dane a abraço e acaricio com carinho a cabecita de seu filho. Duvido um pouco, mas Tess
parecia decidida; bom, se o ensinava ao Tess o ofício e fiscalizava os casos que lhe desse, poderia
mantê-la a salvo. E ele mesmo tempo não lhe importava tê-la a seu lado todo o dia. Sorriu.
—Esta bem. Contente?
—jClaro!
Tess se apóio no peito do Dane e lhe dirigiu um sorriso de cumplicidade ao pequeno. Nunca
tinha sido tão feliz!

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