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Nematoides: Situação Atual,

Diagnose e Manejo
JADIR BORGES PINHEIRO
23/09/2020
IMPACTOS DOS NEMATOIDES NA TOMATICULTURA

Desenvolvimento
de uma cultivar resistente
Manejo Integrado

Nível Tecnológico

Nematoides Perdas na Qualidade


Ambiental TOMATE e produtividade
Ambiente

Gastos com insumos


e mão-de-obra pelo
produtor

Abandono de áreas e
Desenvolvimento e Adoção de um produto Mudança de Atividades
nematicida/químico/biológico (casos extremos)

? R$ ? Pinheiro, CBNematologia, 2019


IMPACTOS DOS NEMATOIDES EM TOMATE

DIAGNOSE (Laboratório)

NUTRIÇÃO PLANTA

GASTOS COM
INSUMOS e MÃO-DE- CULTIVAR RESISTENTE?
OBRA PELO
PRODUTOR NEMATICIDA PRODUTO BIOLÓGICO/QUÍMICO

TEMPO DE ROTAÇÃO

CONSULTORIA

Pinheiro, CBNematologia, 2019


IMPORTÂNCIA DOS NEMATOIDES HORTALIÇAS

Nº de hospedeiras (culturas hortaliças) – > 60 espécies


Rotação de culturas onerosa
Interação com outros microrganismos
Redução do valor da mercadoria - Refugo
Consumo “in natura”
Nematicidas
Foto: Ailton Reis

Foto: Jadir B. Pinheiro


PERDAS
Foto: Ailton Reis

Densidade populacional –
Ambiente – Hortaliça - Rotação
Redução na produção Tomate Indústria

Goianésia – GO
PERDAS – NEMATOIDES

HORTALIÇAS % REFERÊNCIA

Hortaliças 30 (Talavera et al., 2012)


Brássicas 12 (Noling & Barker, 2007)
Cenoura 100 Vrain et al. (1981)
Batata 12,2 Barker (1998)
Melão 10-100 Mc Sorley et al. (1987); Nugent &
Kukes (1997); Koenning et al. (1999);
Lima et al. (1995)
Inhame 40 Atu et al. (1983)

Gengibre 26 - 46 Ray et al. (1995); Mohanty et al.


(1995)
Mandioquinha salsa (Pratylenchus 10-30 Estimativa produtores
e Meloidogyne)
Tomate 30-80 30 a 80% (Chitwood, 1951; Sayre &
(Meloidogyne) Tayama, 1964; Barker et al., 1976;
Lordello, 1978; Sasser, 1979; Ferraz
& Churata-Masca, 1983; Roberts &
May, 1986; Charchar, 1995)
Densidade populacional – Ambiente – Hortaliça - Rotação
DIFERENTES PERFIS DE PRODUTORES

Fotos: Italo M. R. Guedes


Diferenças na adoção de tecnologias são devido à diversidade regional
e perfil de produtores
DIFERENTES PERFIS DE PRODUTORES

Sistemas
Adoção de de produção
diferentes Tomate Indústria
níveis de tecnologia em
campo
Morrinhos – GO
Santa Luzia – GO Colheita – 100-120 dias
Plantas em média com 60-70

Fotos: Flavia Clemente


dias

Diferenças na adoção de tecnologia são devido à diversidade regional e


perfil de produtores
Sistemas de condução tomate para consumo “in natura”
/cultivo protegido / fitilho / direto no solo
Sistemas de condução tomate para consumo “in natura”
Cultivo Orgânico
PRINCIPAIS GÊNEROS DE NEMATOIDES IMPORTANTES
PARA A CULTURA DO TOMATE NO BRASIL
NOME COMUM GÊNERO
Nematoide-das-galhas Meloidogyne
Nematoide-das-lesões-radiculares Pratylenchus
Ocorrência Meloidogyne incognita
M. javanica
Tomate Industria M. arenaria
M. hapla
M. enterolobii
M. moroscciencis
M. ethiopica
Pratylenchus brachyurus*

Fotos: Jadir B. Pinheiro


B

A C

Sintomas na parte aérea de tomateiros parasitados por Meloidogyne spp. (A) =


Murcha; (B) & (C) = amarelecimento & seca . Fotos Ailton Reis e Jadir B. Pinheiro.
A
B

C D

Sintomas em raízes de tomateiro atacadas por Meloidogyne spp. (A), (B) &
(C) = galhas radiculares; (D) = Massa de ovos. Fotos: Jadir B. Pinheiro
Espécies de nematoide-das-
galhas presentes nas amostras
de raízes de tomateiro coletadas
no Brasil

PINHEIRO et al. 2014. Identificação de espécies de Meloidogyne em tomateiro no Brasil. Brasilia - DF:
Embrapa, 2014 (Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento 102).
Espécies de Meloidogyne em tomateiro coletadas no Brasil /2009-2010.

Amostra Local Variedade Espécie

tomateiro no Brasil. Brasilia - DF: Embrapa, 2014 (Boletim de Pesquisa e


PINHEIRO et al. 2014. Identificação de espécies de Meloidogyne em
01 Assis – SP Sweet Millon (?) – T & M M. enterolobii
02 Assis – SP Pizzadoro (Mi) – Bayer M. javanica
03 Assis – SP Giuliana (Mi) – Sakata M. enterolobii & M.
javanica
04 Araguari – MG *(?) Meloidogyne sp.
05 Nepomuceno – MG *(?) M. ethiopica
06 Goiânia – GO Material Experimental (?) M. incognita & M.
javanica
07 Gama – DF Material Experimental (?) M. ethiopica
08 Brazlândia – DF Nemo–Netta (Mi) – Nirit M. javanica
09 S. Sebastião Umbuzeiro Supera (Mi) – TopSeed M. javanica
– PB
10 Caçador – SC Paronset (mi) – Syngenta M. ethiopica

Desenvolvimento 102).
11 Gama – DF Cereja Vermelho (?) M. ethiopica
12 Araguari – MG *(?) M. javanica
13 Nepomuceno – MG Cerejinha (?) M. incognita
14 Núcleo Rural São José – Sta Cruz Kada Gig. (mi) – M. incognita
DF DP
15 Núcleo Rural Taquara – Abirú (mi) – BlueSeeds M. javanica
DF
* Variedade não Identificada
Espécies de Meloidogyne em tomateiro coletadas no Brasil / 2009-2010.
Amostra Local Variedade Espécie

PINHEIRO et al. 2014. Identificação de espécies de Meloidogyne em


tomateiro no Brasil. Brasilia - DF: Embrapa, 2014 (Boletim de Pesquisa e
16 São Sebastião do Umbuzeiro – Tytanium (mi) – Nirit M. javanica
PB
17 São Sebastião do Umbuzeiro – Supera (Mi) – TopSeed M. javanica
PB
18 Pesqueira – PE Tytanium (mi) – Nirit M. javanica

19 Pesqueira – PE Ty2006 (Mi) – Seminis M . javanica

20 Urubici – SC Express Gold (Mi) – M. javanica


Agro5
21 Núcleo Rural de Rio Preto – DF Ellen (Mi) – Feltrin M. incognita
22 Mogiguaçu – SP Mascot – TopSeed M. javanica

23 Samambaia – DF Cerejinha *(?) M. incognita

24 Manga – MG Heinz 9553 (Mi) – Heinz M. incognita

Desenvolvimento 102).
25 Posse – GO Cerejinha *(?) M. morocciensis
26 Morrinhos – GO Hypell 108 (Mi) – M. incognita
PetoSeed
Heinz 9553 (Mi) – Heinz
27 Adamantina – SP BRS Iracema – Embrapa M. incognita

28 Araxá – MG *(?) M. javanica


* Variedade não Identificada
Espécies de Meloidogyne em tomateiro coletadas no Brasil / 2011-2017.
Amostra Local Variedade Espécie

29 Faxinal – PR Plutão (Mi) – BlueSeeds M. incognita

30 Várzea Alegre – ES Paronset (Mi) – Syngenta M. javanica

31 Venda Nova– ES Fusion (Mi) – Vilmorin M. arenaria & M.


javanica
32 Patos de Minas – MG *(?) M. javanica

33 Capão Bonito – SP 113-30-729 *(?) M. javanica & M.


incognita
34 Capão Bonito – SP 113-30-731*(?) M. javanica & M.
incognita
35 Capão Bonito – SP 113-30-735*(?) M. incognita

36 Capão Bonito – SP RS07*(?) M. incognita

Dados não publicados


37 Capão Bonito – SP RS03*(?) M. incognita

38 Capão Bonito – SP Interpro (Mi) – Vilmorin Ibérica M. javanica

39 Capão Bonito – SP Superpro (Mi) – Vilmorin M. javanica


Ibérica
40 Capão Bonito – SP Guardião (Mi) – Takii Meloidogyne sp.
41 Capão Bonito – SP Predador (Mi) – TopSeed M. incognita
* Variedade não Identificada
Espécies de Meloidogyne em tomateiro coletadas no Brasil / 2011-2017.

Amostr Local Variedade Espécie


a
42 Cristalina – GO Tyna (Mi) – Sakata M. enterolobii
43 Planaltina – DF Predador (Mi) – TopSeed M. hispanica
44 Planaltina – DF Predador (Mi) – TopSeed M. incognita
45 Planaltina – DF Predador (Mi) – TopSeed M. javanica
46 Planaltina – DF Predador (Mi) – TopSeed M. incognita & M. javanica
47 Cristalina – GO Tyna (Mi) – Sakata M. arenaria
48 Cristalina – GO Dominador (Mi) – TopSeed M. arenaria

Dados não publicados


49 Cristalina – GO Guardião (Mi) – Takii M. incognita
50 Gama – DF Material Experimental*(?) M. ethiopica
51 Gama – DF BRS Zamir (mi) – Embrapa M. incognita & M. javanica
52 São Paulo – SP BRS Zamir (mi) – Embrapa M. javanica
Dados não publicados
DISSEMINAÇÃO

Água de Irrigação

Mudas em substratos
ou solos infectados

Máquinas e Implementos agrícolas


EXEMPLOS DE INTERAÇÃO COM OUTROS PATÓGENOS
PÁTOGENO HORTALI NEMATOIDE REFERÊNCIA
ÇAS
R. solanacearum Batata Meloidogyne MacGuidwin
(2008)
Verticillium dahliae Batata Pratylenchus neglectus Back et al. (2000)

Erwinia carotovora Cenoura M. incognita Sowmya & Rao


(2011)
Phytium Cenoura Helicotylenchus -
Fusarium Tomate M. javanica e M. incognita Morrell & Bloom
(1981)
Rhizoctonia solani Tomate M. incognita Arya & Saxena
(1999)
Ralstonia Tomate M. hapla Lisbman et al.
solanacearum (1964)
Nematoide-das-galhas

Ciclo de Vida

Meloidogyne spp.
Ciclo de vida de Meloidogyne spp. em Batata. Ilustração: Vanessa Reyes
Interação Meloidogyne – Tomateiro Suscetível

• J2s invadem a zona de elongação das raízes;


• J2s migram intracelularmente para o ápice da raiz;
• Posteriormente se estabelecem no cilindro vascular;
• Sítios permanentes de alimentação são estabelecidos.
• Em resposta ao estímulo do nematoide as células do tomateiro são
reprogramadas:
• Reativar a síntese de DNA & divisão nuclear (não acompanhada de divisão
celular).
• Essas células multinucleadas (células-gigantes = giant cells) aumentam em
tamanho e ficam isentas de vacúolos.
• A parede celular se modifica → se convertem em células de transferência.
• Células gigantes = São metabolicamente ativas. Funcionam como um dreno de
nutrientes para o nematoide em desenvolvimento.
• Galha = célula-gigante + proliferação de células corticais & do periciclo
Nematoide-das-galhas. A. Juvenil de 2º estádio no interior do ovo. B. Juvenil de 2 º estádio penetrando nos
tecidos do hospedeiro. C. Fêmea do nematoide-das-galhas se alimentando no interior do hospedeiro. E.
Produção de massa de ovos do nematoide-das-galhas. F. Seção Longitudinal mostrando a fêmea se
alimentando com a formação do sítio de alimentação. Foto (A) D. W. Dickson. (B) U.S.D.A (C-E) R. A. RohDE)
Fonte: AGRIOS, 2005.
Nematoide-das-lesões
Radiculares
Pratylenchus spp.

- Pratylenchus brachyurus;
- Pratylenchus spp.;
Ciclo de vida de Pratylenchus spp em Batata. Ilustração: Vanessa Reyes
Alguns Nematoides Quarentenários de importância para
Hortaliças no Brasil
ESPÉCIE HORTALIÇAS
Belonolaimus longicaudatus
Ditylenchus destructor, D. dipsaci (todas
as raças, exceto as do alho)
Globodera rostochiensis, G. pallida
Batata, Batata-
Heterodera schachtii doce, Alho,
M. fallax , M. chitwwodi Cebola, Beterraba,
Nacobbus aberrans, N. dorsalis Melão, Tomate
P. scribneri
Instrução Normativa nº 41, de 01 de Julho de 2008
Mudas

MANEJO Controle biológico

INTEGRADO
NEMATOIDES
TOMATICULTURA
Plantas daninhas e
tigueras Controle químico

Rotação de culturas

Adubação
orgânica Resistência
PREVENÇÃO
1. Seleção da área 4. Restos Culturais

2. Água de irrigação
5. Plantas Daninhas
7. Mudas
Certificadas

6. Matéria Orgânica
3. Máquinas
IMPORTANTE
AMOSTRAGEM
Espécie e Nível populacional
- Zigue-zague
- Solo e raízes
- 15-20 cm de profundidade
- 10 a 15 subamostras
- 01 amostra simples – 0.5 Kg de solo
-100 gr de raízes
- 10 mudas/1000 mudas
- Conservar amostras – Geladeira (8-10º) - Sombra
- Laboratório – Extração
- Microscópio – Quantificar e Identificar
1. Irrigação

Vicente Pires - DF Munhoz - MG

Munhoz - MG

Planaltina – DF

Foto: Raphael Augusto de Castro e Mello


2. Mudas

Vargem Bonita - DF

Foto: Raphael Augusto de Castro e Mello


MUDAS

Tomate para processamento


Produção de mudas
3. Máquinas e implementos
agrícolas
MÁQUINAS
AGRÍCOLAS

Foto: Jadir B. Pinheiro


Restos Culturais
Tomate Industria

Fotos: Jadir B. Pinheiro


B
A

C D E

Fotos: Jadir B.
Pinheiro
Raízes de plantas daninhas infectadas por Meloidogyne spp. A: Beldoegra (Portulaca
oleraceae); B. Caruru (Amaranthus hybridus var. patulus); C: Mentrasto (Ageratum conyzoides);
D: Joá-de-Capote (Nicandra physaloides) e E: Erva-de-Macaé (Leonorus sibiricus).
MATÉRIA ORGÂNICA
compostos fenólicos e taninos
– Resíduos Brassicas (glucosinolatos -
isotiocianato),
– Sorgo (glicosídeos cianogênicos);
– Nim (limonoides);
– Mucuna (L-Dopa, 1-triacontanol e
triacontil tetraconsanato);
– Bagaço cana e palha café (furfural);
– Mamona (ricina);
– Feijão de porco (concavalina);
– Tagetes (alfatertienil e derivados);
– Esterco bovino (ácidos húmicos).
MATÉRIA ORGÂNICA

Adubação orgânica

- Tolerância maior ao ataque de nematoides;


- Perspectivas: Estudos sobre a supressão de nematoides.
- Agentes microbianos envolvidos.
Manipueira
4 Litros a 50% (2L manipueira + 2L de água/m2)
2 L a 50% por metro de sulco de plantio (Ponte et al., 1995)
ALQUEIVE
Irrigação feita logo após o revolvimento do solo e 14 dias antes
do plantio.
Lâmina de água suficiente para elevar a umidade até a
capacidade de campo.
Revolvimento e Irrigação entre 9 e 16 horas.
6 meses – Redução de populações
ROTAÇÃO DE CULTURAS

- Cultivares de Milho, Milheto e Sorgo;


Plantas Antagonistas

Crotalaria juncea, Crotaria breviflora e


Crotalaria spectabilis
CONTROLE BIOLÓGICO
plpnemweb.ucdavis.edu/.../Ecology/antagoni.htm
CONTROLE BIOLÓGICO

Produtos Formulados Nematicidas Biológicos registrados.

Nº DE FORMULAÇÕES INGREDIENTES ATIVOS


29 Pasteuria, Bacillus, Pochonia, Paecilomyces,
Trichoderma

1. Produtos recomendados VERSUS Manejo Integrado (como parte de um


programa de manejo de nematoides)
2. Eficiência;
3. Valor;
4. Confiança.

MAPA /AGROFIT (2020)


CONTROLE QUÍMICO

Foto: Jadir B. Pinheiro


Nematicidas registrados para Tomaticultura

IA GRUPO QUÍMICO INDICAÇÃO

04 04
Abamectina Avermectina
TOMATE
Fenamifós Organofosforado Pratylenchus
Fluensulfona Fluoroaltenyle Meloidogyne
Metam-sódico, Isotiocianato de Metila Alguns
Insetos
Ácaros

AGROFIT/MAPA (2020)
Resistência – Meloidogyne enterolobii
2001
Meloidogyne enterolobii
Pimentão
2001
Estudo em 05 estados Brasileiros: Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Norte (RN)
e Ceará (CE) além de perímetros irrigados pela CODEVASF próximos aos municípios
de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA).

Prejuízo Diretos: 112,7 milhões de reais

Desemprego de 3703 trabalhadores rurais em tempo integral

Impactos não mensuráveis:


redução da produção e comercialização de insumos, transporte, beneficiamento e
comercialização da produção, além do recolhimento de impostos
2006
2015
2017
CULTIVARES RESISTENTES
RESISTÊNCIA

Efeito Pouco efeito Nenhum


efeito
M. incognita M. hapla
M. arenaria Isolados virulentos M. enterolobii
M. javanica de M. incognita e (Carneiro et al.
(Gilbert & Mc Guirre, 1956) M. arenaria 2006; Gabriel et
T>28ºC (Roberts & al. 2020)
Gene Mi M. incognita Thomson 1986; M. hapla (Grabriel
M. arenaria Roberts et al., et al. 2020)
Proc. Amer. M. javanica 1990)
Soc. Hort. M. ethiopica,
M. exigua,
Sci. 44:413-
M. hispanica,
416, 1944 M. inornata,
M. izalcoensis,
M. konaensis,
M. luci,
M. morocciensis,
M. paranaensis,
M. petuniae
(Gabriel et al. 2020)
Categorização da resposta de plantas
aos nematoides
CULTIVARES RESISTENTES

Segmento/Tomate NOME CULTIVARES


CIENTÍFICO
Indústria Solanum Vários Híbridos Nacionais e
lycopersicon Importados (Industria), Porta Enxertos
Solanum com Resistência M. .javanica, M.
Mesa incognita e M. arenaria.
lycopersicon

> A maioria dos híbridos de tomate para o segmento indústria são importados, logo
desenvolvidos para regiões de Clima Temperado.

> Pressão de doenças no Brasil: Bactérias, Fungos, Nematoides e Viroses

> Problemas potencializados.


PESQUISAS NA EMBRAPA
HORTALIÇAS

NEMATOLOGIA
BUSCA POR FONTES DE RESISTÊNCIA
nematoide-das-galhas
M. incognita
M. javanica
M. enterolobii (sin. M. mayaguensis)
PROGRAMAS DE MELHORAMENTO
Porta Enxerto – Solanáceas Silvestres

Fotos: Jadir B. Pinheiro


Reação de solanáceas silvestres a M. javanica e a mistura populacional de
M. javanica e M. incognita raça 1.
M. javanica
ESPÉCIES 1FR 2REAÇÃO

Solanum scuticum 8,19c S


Solanum stramonifolium 0,13e R
Solanum spp. 5,13d S
Solanum paniculatum 0,88e R
Solanum subinerme 0,16e R
Nemadoro 0,06e R
Rutgers 19,93a S
M. javanica + M. incognita raça 1
ESPÉCIES FR REAÇÃO
Solanum scuticum 9,71c S
Solanum stramonifolium 0,08e R
Solanum spp. 1,89e S
Solanum paniculatum 0,86e R
Solanum subinerme 0,19e R
Nemadoro 0,40e R
Rutgers 14,23b S
Média Geral 1,83 1,83
C.V (%) 29,85 29,85
1FR=fator de reprodução = População final/população inicial (5000 ovos e juvenis); 4Reações de resistência de acordo com
Oostenbrink (1966): I=Imune (FR=0); R=Resistente (FR < 1) e S=Suscetível (FR > 1). 5Padrão de resistência; 6Padrão de
suscetibilidade. Dados transformados em x + 0,5 . Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferiram entre si pelo teste
de Scott-Knott, a 5% de probabilidade.
Reação de solanáceas silvestres para M. incognita raça 1 e M. enterolobii.

M. incognita raça 1
ESPÉCIES 1FR 2Reação

Solanum scuticum 0,17d R


Solanum stramonifolium 0,06d R
Solanum spp. 0,49d R
Solanum paniculatum 2,81c S
Solanum subinerme 4,11b S
5Nemadoro 0,73d R
6Rutgers 7,02b S
M. enterolobii
ESPÉCIES FR Reação
Solanum scuticum 1,54c S
Solanum stramonifolium 0,09d R
Solanum spp. 2,32c S
Solanum paniculatum 0,32d R
Solanum subinerme 0,30d R
Nemadoro 12,09a S
Rutgers 2,69c S
Média Geral 3,94 3,94
C.V (%) 38,10 38,10
1FR=fator de reprodução = População final/população inicial (5000 ovos e juvenis); 2Reações de resistência de acordo
com Oostenbrink (1966): I=Imune (FR=0); R=Resistente (FR < 1) e S=Suscetível (FR > 1). NemadoroPadrão de
resistência; RutgersPadrão de suscetibilidade. Dados transformados em x + 0,5 . Médias seguidas da mesma letra na
coluna não diferiram entre si pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade.
422 acessos
Reação de genótipos de Solanum stramonifolium a Meloidogyne enterolobii
1FR 2Reação
Acessos Origem Estado
CNPH 19 Amapá AP 0,05 a R
CNPH 25 Presidente Figueiredo AM 0,22 a R
CNPH 20 Iranduba AM 0,29 a R
CNPH 119 Rio Branco AC 0,33 a R
CNPH 121 Pinheiro MA 0,44 a R
CNPH 22 Iranduba AM 0,87 b R
CNPH 122 Mucajaí RR 0,97 b R
CNPH 111 Porto Acre AC 1,24 b S
CNPH 117 Rio Branco AC 1,34 b S
CNPH 108 Porto Acre AC 1,71 c S
CNPH 109 Porto Acre AC 1,92 c S
CNPH 112 Rio Branco AC 2,01 c S
CNPH 107 Porto Acre AC 2,46 c S
CNPH 116 Rio Branco AC 2,50 c S
CNPH 118 Rio Branco AC 2,58 c S
CNPH 114 Porto Acre AC 2,67 c S
CNPH 113 Porto Acre AC 3,24 d S
Nemadoro 3,96 d S
Rutgers 4,23 d S
Média Geral 1,67
CV% 16,4
1FR=fator de reprodução = População final/população inicial (5000 ovos e juvenis); 2Reações de resistência de acordo com
Oostenbrink (1966): I=Imune (FR=0); R=Resistente (FR < 1) e S=Suscetível (FR > 1). NemadoroPadrão de resistência;
RutgersPadrão de suscetibilidade. Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferiram entre si pelo teste de Scott-Knott, a

5% de probabilidade.
GENÓTIPOS ORIGEM ESTADO FR REAÇÃO
48 Braslândia DF 0,18 a R
51 Braslândia DF 0,11 a R Reação de acessos de
52 Braslândia DF 0,21 a R Solanum scuticum
53 Sobradinho DF 0,04 a R avaliados para reação
60 Córrego do Ouro DF 0,13 a R
Córrego do Ouro DF
ao nematoide-das-
61 0,09 a R
62 Córrego do Ouro DF 0,11 a R galhas (M. enterolobii).
63 Sobradinho DF 0,24 a R
64 Planaltina DF 0,22 a R
68 Planaltina DF 0,13 a R
69 Tabatinga DF 12,65 d S
70 Faz. Tamanduá, Gama DF 23,97 f S
73 Vargem Bonita DF 0,20 a R
74 Planaltina DF 2,23 b S
78 Assis Brasil AC 0,07 a R
79 Assis Brasil AC 0,27 a R
81 Cavalcante GO 3,15 b S
82 Cavalcante GO 5,88 c S
83 Teresina de Goiás GO 6,83 c S 1FR=fator de reprodução =
84 Campos Belos GO 0,99 a R População final/população
85 Campos Belos GO 1,49 a S inicial (5000 ovos e juvenis);
86 Cavalcante GO 22,68 f S 2Reações de resistência de

87 Campos Belos GO 2,34 b S acordo com Oostenbrink


88 Alto Paraíso GO 17,48 e S (1966): I=Imune (FR=0);
89 Cavalcante GO 17,54 e S R=Resistente (FR < 1) e
90 Cavalcante GO 5,05 c S S=Suscetível (FR > 1).
NemadoroPadrão de
Nemadoro 1,04 a S Rutgers
resistência; Padrão de
Rutgers 7,04 c S
suscetibilidade. Médias
Média Geral 4,6 seguidas da mesma letra na
CV% 19,58 coluna não diferiram entre si
pelo teste de Scott-Knott, a
5% de probabilidade.
Tomate
Industrial
Mesa

- Avaliação para as três principais espécies de nematoide-das-galhas: M. incognita,


M. javanica, M. enterolobii.
- Inoculação: 5000 ovos e eventuais J2/planta
- Avaliação de IG, IMO, NOGR, FR;
- 50-60 dias após a inoculação = Avaliação
- Avaliação preliminar em determinados casos = grande número de genótipos /
Cuidados!
HORTALIÇAS

Híbridos liberados pela Embrapa


Hortaliças com resistência aos
nematoides-das-galhas: Tomate para
consumo in natura
Tomate San Vito
HORTALIÇAS

‘BRS Nagai’
Segmento: Saladette & Santa Clara
alongado (Paulista)
Boiteux et al. 2019. CBNematologia 20219
Boiteux et al. 2019. CBNematologia 20219

‘BRS Nagai’ / Guaraciaba-CE


BRS Nagai (em estufa)
Produtor Leonildo Contreras // Tupã-SP (2018)

Boiteux et al. 2019. CBNematologia 20219


BRS Nagai / cultivo orgânico / Heros Danilo Mainardes Fonseca / Curiúva-PR (2018)

Boiteux et al. 2019. CBNematologia 20219


HORTALIÇAS

BRS Portinari
Híbrido longa-vida
‘BRS Portinari’ / Paty do Alferes – RJ (2016)

Boiteux et al. 2019. CBNematologia 20219


‘BRS Portinari’
Venda Nova–
Boiteux et al. 2019. CBNematologia 20219 ES
BRS Montese

Boiteux et al. 2019. CBNematologia 20219


BRS Couto
(segmento mini-italiano)

•Híbrido indeterminado,
minissaladete, excelente cobertura
foliar para campo aberto e estufa.

•Frutos de coloração vermelha


intensa, adocicados, ricos em licopeno
com peso variando entre 50 a 80g.

•Tolerâncias:
•Verticillium 1,
•Fusarium 1 & 2,
•Nematoides (Mi)+ pulgão
•Cladosporium 2 & 5,
•TY Boiteux et al. 2019. CBNematologia 20219
HORTALIÇAS

Cultivares liberadas pela Embrapa


Hortaliças com resistência aos
nematoides das galhas: Tomate para
processamento industrial
Cultivar ‘Nemadoro’ (‘Rio Grande” + Mi)

Boiteux et al. 2019. CBNematologia 20219


Cultivar BRS Tospodoro
Campo ‘BRS Tospodoro’ em Cristalina-GO

Boiteux et al. 2019. CBNematologia 20219


> Gemínirus.

➢ Pseudomonas syringae pv. tomato


raça 0

➢ M. javanica e M. incognita.

➢ Fusarium oxysporum fsp.


lycopersici raças 1 e 2

➢ Verticilium dahlie raça 1

➢ Desempenho na colheita mecânica


Principais híbridos de tomate plantados pelas indústrias processadoras na
safra 2017 (em Goiás)

Época do Ciclo Resistências genéticas às


Híbrido Empresa transplantio (dias) doenças
N-901 Nunhems – Bayer Meio & tardio 120 – 130 V F1 F2 N Pto
U-2006 Nunhems – Bayer Cedo 110 – 120 V F1 F2 N
H-9553 Heinz Seeds Meio & tardio 120 – 130 V F1 F2 N A Sm Cm X
IT-761 ISI Cedo & Meio 120 – 130 V F1 F2 N Pto
CVR-2909 CVR Plant Breeding Meio & tardio 120 – 130 V F1 F2 N
HM-7885 HM Clause Meio & tardio 110 – 120 V F1 F2 N
BRS Sena Embrapa Meio & tardio 120 – 130 V F1 F2 N Pto Ty
UG-8169 United Genetic Cedo & tardio 110 – 120 V F1 F2
Legenda: V (Verticillium dahliae); F1 (Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici raça 1); F2 (Fusarium
oxysporum f. sp. lycopersici raça 2); N (gene Mi resistência a 13 espécies de Meloidogyne); Pto
(Pseudomonas syringae pv. tomato raça 0); Cm (tolerância a Clavibacter michiganensis subsp.
michiganensis); X (tolerância a Xanthomonas spp.); Ty (tolerância a geminiviroses gene Ty-1); A (Alternaria
alternata f. sp. lycopersici); Sm (resistência a Stemphylium spp.).
Principais híbridos de tomate plantados pelas indústrias processadoras na
safra 2020 (em Goiás)

Época do Ciclo Resistências genéticas


Híbrido Empresa transplantio (dias) às doenças

CVR-2909 CVR Plant Breeding Cedo 120 - 130 V FF N P

CVR-6116 CVR Plant Breeding Cedo 120 - 130 V FF N P

H-1301 Heinz Seeds Cedo 110 - 120 V FF A S Eb Cm Xc

H-9553 Heinz Seeds Meio & tardio 120 -130 V FF N A S Cm Xc

HM-7885 HM.Clause Meio & tardio 110 - 120 V FF N

N-901 Nunhems – Basf Meio & tardio 120 - 130 V FF N

Legenda: V (resistência a Verticillium dahliae); FF (resistência a Fusarium oxysporum f. sp.


lycopersici raças 1 & 2); N (resistência gene Mi a Meloidogyne spp.); P (resistência a
Pseudomonas syringae pv. tomato raça 0); Cm (tolerância a Clavibacter michiganensis subsp.
michiganensis); Xc (tolerância a Xanthomonas spp.); Ty (tolerância a geminivirose); A
(resistência a A. alternata f. sp. Lycopersici); S (resistência a Stemphylium spp.); Eb
(tolerância a Alternaria solani)
MATÉRIA ORGÂNICA
Bokashi- Composto Orgânico
Termo japonês que significa “composto orgânico”.
Capacidade de fornecer microrganismos e nutrientes.

Resíduos são mais baratos que os insumos químicos


Favorece o desenvolvimento da planta
Atua no controle de doenças
MATÉRIA ORGÂNICA
MATÉRIA ORGÂNICA

Adubação orgânica

- Tolerância maior ao ataque de nematoides;


- Perspectivas: Estudos sobre a supressão de nematoides.
- Agentes microbianos envolvidos.
MATÉRIA ORGÂNICA

• Testar efeito do isolados de bactérias, leveduras e fungos


isolados e combinados na supressão dos principais
nematoides que infectam hortaliças.

• Testar o HortBio na supressão de nematoides.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

M. enterolobii

Gene Mi e outras espécies de Meloidogyne virulentas

Manejo / Tomate Segmento Industria e Mesa

Número de Cultivares Resistentes

Rotação de Culturas
Grato pela atenção
Contato: jadir.pinheiro@embrapa.br

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